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TCC - SUCESSÃO

Artigo científico jurídico (TCC) sobre sucessões no Brasil. Analisa funcionamento da herança, coerdeiros e indivisibilidade, direito de preferência, responsabilidade e exclusão de herdeiros, tipos de herdeiros e partilha, com base no Código Civil (Lei 10.406/2002).

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Max Silva

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ 
Curso de Direito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUCESSÃO E SUA ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL 
 
LUCAS QUINTÃO DE SOUZA SANTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2018.2 
 
 
 
 
LUCAS QUINTÃO DE SOUZA SANTOS 
 
 
SUCESSÃO E SUA ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL 
 
 
 
 
 
 
 
Artigo Científico Jurídico apresentado à 
Universidade Estácio de Sá, Curso de 
Direito, como requisito parcial para 
conclusão da disciplina Trabalho de 
Conclusão de Curso. 
 
 
Orientador (a): Prof. (a). Alice Leal Wolf 
Geremberg e Mônica Cavalieri Fetzner. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
Campus Petrópolis 
2018.2 
AGRADECIMENTOS 
 
A todos os meus familiares pelo incentivo e principalmente pela paciência 
nesta etapa tão desgastante, de final de curso. 
A Alice Wolf, orientadora presencial deste trabalho e também professora da 
área de Direito Civil, bem como Administrativo e Internacional na Universidade 
Estácio de Sá unidade Petrópolis, que de uma forma educada, descontraída e acima 
de tudo competente, me ajudou a organizar este artigo científico. 
Agradeço também a tutora online Mônica Cavalieri Fetzner, que me auxiliou e 
respondeu a todos os meus questionamentos, não deixando de passar todas as 
informações relevantes sobre o meu trabalho. 
 
 
RESUMO: 
 
 
O presente trabalho de conclusão de curso possuiu a exposição de como 
funciona o instituto da herança em nosso ordenamento jurídico brasileiro, teve como 
base o estudo dos coerdeiros, assim como também o momento da indivisibilidade da 
herança. O trabalho demonstrou como o desconhecimento sobre partilha, e a 
responsabilidade dos coerdeiros acabou gerando diversos problemas familiares por 
causa dos bens do de cujus, que por vezes foram vendidos, sem que de fato podia 
ter ocorrido a venda do mesmo, sendo assim, o trabalho elucidou e desmistificou 
como funciona esta parte do direito de sucessões, que sempre gerou inúmeras 
dúvidas a população de nosso país. 
 
PALAVRAS- CHAVE: Herança; Coerdeiro; Responsabilidade; Partilha. 
 
 
SUMÁRIO 
 
1.Introdução; 2.Desenvolvimento; 2.1 A Indivisibilidade do direito dos coerdeiros em 
nosso ordenamento jurídico; 2.2 O direito de preferência dos coerdeiros, Seu 
conhecimento por parte das famílias brasileiras; 2.3 herança e a responsabilidade 
dos herdeiros; 2.3.1 exclusão de herdeiro na sucessão; 2.4 Principais tipos de 
herdeiros; 2.5 Partilha de bens; 3 Conclusão; Referências. 
 
 
 
 
 
1 
 
1.INTRODUÇÃO 
 
 O trabalho aqui apresentado, tem como base jurídica o nosso código civil 
vigente, Lei 10.406 de 10 de Janeiro de 2002, sendo assim, o exposto está de 
acordo com as leis sobre sucessões em nosso país. 
 É observado no decorrer deste artigo científico as questões relativas aos 
coerdeiros, suas responsabilidades, preferências, e como ocorre a partilha dos bens, 
porque sabemos a dificuldade que é para uma família saber a forma correta de se 
administrar as questões norteadores do instituto da herança, que sempre é um 
aspecto polêmico dentro da família e por muitas vezes gera inimizade entre irmãos, 
principalmente. 
No direito civil, referindo-se a família, no âmbito de sucessões, sabemos que 
ao se falar em herança e por se tratar da morte de um ente querido, isto envolve 
muitos fatores emocionais, mexendo, muitas vezes com o psicológico dos herdeiros, 
sejam eles quais forem. Este tipo de situação acaba deixando muitas famílias 
perdidas quanto o que fazer com os bens, como dividir, o que está na posse de 
quem enquanto o de cujus ainda vivia, e acabam, por vezes, vendendo um bem, 
seja ele móvel ou imóvel no tempo em que a herança ainda está diante de sua 
indivisibilidade para com os coerdeiros. 
Sendo assim, dá-se a importância deste artigo científico, para que os 
coerdeiros consigam saber um pouco mais sobre como funciona nossas leis em 
relação a herança, suas responsabilidades e partilha. O estudo do tema proposto é 
necessário para esclarecimento social sobre esta área do direito civil e visa um 
entendimento de forma prática sobre o assunto. 
Esse artigo se deu por uma pesquisa bibliográfica, tendo como base, ilustres 
doutrinadores, através de suas publicações em livros, artigos, sites e jurisprudências 
que tratam sobre a matéria, buscando assim o que mais se utiliza para a solução de 
conflitos quanto a herdeiros, suas classificações, responsabilidades e partilha dos 
bens. 
 
 
2 
 
2. DESENVOLVIMENTO 
 
 
2.1. A INDIVISIBILIDADE DO DIREITO DOS COERDEIROS EM NOSSO 
ORDENAMENTO JURÍDICO. 
 
 
O termo Coerdeiro significa aquele que herda com outrem, foi chamado a 
uma herança de forma legal ou por disposição de ultima vontade e a aceita 
juntamente com outro ou outros herdeiros. 
Devemos considerar a indivisibilidade da herança, ela como sendo um todo 
unitário e também indivisível, até que ocorra a partilha, onde os herdeiros terão seus 
direitos de propriedade e posse regulados, encontramos isto em nosso Código Civil 
no artigo 1.791. 
Essa indivisibilidade, em outras palavras, é em relação a posse e domínio dos 
bens hereditários, desde a abertura da sucessão até que seja decidido qual parte vai 
para cada herdeiro. 
Por isso muitas vezes ocorre brigas entre coerdeiros, porque desejam se 
apossar de algum bem sem mesmo esperar pela correta divisão, que ocorre na 
partilha dos bens. 
É importante ressaltar que a indivisibilidade só ganha relevância quando 
houver mais de um herdeiro. Ela opera seus efeitos desde o momento da abertura 
da sucessão até a partilha. 
Esta não divisão da herança é uma proteção para que nenhum herdeiro, seja 
ele de qual espécie for, seja prejudicado diante dos demais, ela visa uma melhor 
organização dos bens hereditários e esta diretamente ligada a partilha, momento 
este que será esclarecido mais abaixo neste trabalho. 
O princípio da Saisine, tão importante no direito sucessório, trata-se sobre a 
transmissão da posse, ideia de que a posse se transmite in continenti aos herdeiros, 
3 
 
ou seja, aberta a sucessão a posse se transmite desde logo aos herdeiros legítimos 
e testamentários. 
Transmite-se os direitos hereditários instantaneamente sem qualquer 
intervenção ou atitude do sucessor. 
Segundo Silvio Rodrigues, 
A regra atual, consignando o princípio da saisine, ou seja, a ideia de que a 
posse da herança se transmite in continente aos herdeiros, surgiu no direito 
francês, para resolver uma situação peculiar, e encontra seus mais antigos 
traços em escritos do terceiro quartel do século XIII1 
 
É por meio da adoção desse princípio que o código civil brasileiro considera 
aberta a sucessão e transmitido, desde logo, a posse e a propriedade de todos os 
bens do de cujus para os seus herdeiros, tão logo ocorra o evento morte, mesmo 
que esses herdeiros ainda não saibam dela. 
 
 
2.2. O DIREITO DE PREFERÊNCIA DOS COERDEIROS, SEU CONHECIMENTO 
POR PARTE DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS. 
 
 
Coerdeiros em uma herança, por vezes no antigo diploma legal, no Código 
Civil de 1916, ficavam diante de uma divergência doutrinária e também 
jurisprudencial sobre a necessidade de escritura pública para a cessão da sua cota 
parte hereditária. 
No nosso ilustre Código Civil de 2002 no seu artigo 1.793, nos informa em 
seu § 1° que os direitos conferidos ao herdeiro em consequência de substituição ou 
de direito de acrescer, presumem-se não abrangidos pela cessão feita 
anteriormente. 
 
1 RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Direito das Sucessões.26.ed.São Paulo: Editora Saraiva, 
2007.p.14 
 
4 
 
Pode-se ser observado no dispositivo legal, em seu artigo 1.794 Código Civil 
exatamente o direito de preferência, ou seja, em resumo, se outro coerdeiro quiser a 
cota parte daquele coerdeiro que não à quer, terá este preferência sobre qualquer 
pessoa estranha a sucessão. 
Uma pessoa estranha a sucessão,ou seja, alguém que não é coerdeiro, só 
poderá ser cessionário, se os outros coerdeiros, não quiserem aquela quota ou se 
não tiver recurso para pagar o mesmo valor que o terceiro está disposto a pagar por 
aquela parte do determinado bem. 
Segundo Gonsalves, 
A preferência, todavia, só pode ser exercida nas cessões onerosas, como 
se depreende da expressão tanto por tanto (art1.794). Não há, por 
conseguinte, direito do coerdeiro se a transferência da quota hereditária é 
feita gratuitamente. Como não existe preferência se o coerdeiro cede o seu 
quinhão a outro coerdeiro, que, logicamente, não é pessoa estranha à 
sucessão. 2 
 
Sabemos que em nosso país, Brasil, ocorre muitos conflitos quando se trata 
de herança, podemos observar de acordo com a jurisprudência abaixo, que em 
muitos casos acontece algo semelhante, simplesmente por desconhecimento de 
como o direito de preferência funciona, e que existem prazos, gerando desconforto e 
brigas familiares por não saber como se deve proceder de forma correta na 
preferência. 
CIVIL. APELAÇÃO. AÇÃO ANULATÓRIA DE ATO JURÍDICO. 
PRELIMINAR NULIDADE PROCESSUAL. VÍCIO DE CONSENTIMENTO. 
INEXISTÊNCIA. APELO IMPROVIDO. 1. Há que se afastar a alegação de 
nulidade processual, por inexistência de intimação para que se 
manifestasse acerca da contestação de fls. 40/42, pois a matéria não é 
controversa, uma vez que a decadência alegada tem por fundamento os 
mesmos fatos alegados na inicial. 2. Para ser exercido o direito de 
preferência, imprescindível, seja observado o prazo decadencial de 180 
(cento e oitenta) dias após a transmissão, nos termos do art. 1795 do 
Código Civil. 3. E nem se diga que o direito de preferência foi trazido a 
inicial apenas por reforço argumentativo, pois tendo a ação objetivado 
invalidar o negócio jurídico entabulado entre as partes, a única razão 
determinante para anular a cessão do bem hereditário seria o depósito do 
preço no prazo legal e o exercício do direito de preferência, caso existente. 
4. Quando a primeira apelada realizou a transferência do imóvel, mediante 
escritura pública de compra e venda à segunda apelada, tinha a posse do 
aludido bem, fato este confessado pelos próprios apelantes em sua petição 
 
2 GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Direito das Sucessões. 11.ed. São Paulo: Editora 
Saraiva, 2014.p.60 
 
5 
 
inicial, não havendo, portanto, nenhuma mácula a ensejar a anulação do 
negócio jurídico. Apelação desprovida. 3 
 
Conforme podemos verificar na jurisprudência, é imprescindível que pessoas 
leigas sempre procurem a orientação de um profissional, advogado especializado na 
área de sucessões, herança e sua administração. 
Segundo Mariana Bayer e Paula Leverone 
O processo do inventário pode ser ainda mais penoso quando ocorre o 
falecimento de um dos herdeiros neste período, quando há descoberta de 
novos herdeiros, ou novos bens, dívidas do falecido e/ou a necessidade de 
sacar saldos em poupanças, PIS, FGTS e etc. Isso, frequentemente, exige 
uma comunicação entre familiares, o que por um lado pode proporcionar um 
contato importante com a dor da perda e a possibilidade de falar sobre ela, 
mas por outro, pode haver conflitos diante de interesses distintos. Para tais 
decisões é necessário levar em conta que as mudanças na rotina, 
ocasionadas pela perda de um ente querido já são, geralmente, drásticas e 
difíceis, por isso qualquer decisão importante a ser tomada neste processo 
merece cautela.4 
 
 
2.3 HERANÇA E A RESPONSABILIDADE DOS HERDEIROS 
 
 
Quando se abre a sucessão sem o conhecimento de que o defunto tenha 
algum herdeiro e também não tenha deixado testamento, dá-se o nome de herança 
jacente, conforme nos elucida o artigo 1.819 do código civil. A jacência não se 
confunde com a vacância, é apenas uma fase do processo que antecede a esta. 
 
3BRASIL/BAHIA. Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. CIVIL. APELAÇÃO. AÇÃO ANULATÓRIA 
DE ATO JURÍDICO. PRELIMINAR NULIDADE PROCESSUAL. VÍCIO DE CONSENTIMENTO. 
INEXISTÊNCIA. APELO IMPROVIDO. Apelação Cível no. 0001725-03.2006.8.05.0033. Apelante: 
Antônio Santos Nunes e outros. Apelada: Cristiane Fernandes de Sousa Arraes e outros. Relator: 
Desª. Rosita Falcão de Almeida Maia. Salvador, 04 de dezembro de 2012. Jusbrasil. Disponível em < 
https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=PREFERENCIA+NA+CESS%C3%83O+DE+HE
RAN%C3%87A > Acesso em: 16/09/2018 
 
4 BAYER, Mariana. O Luto e o Inventário. Jusbrasil. [S.1], 2016. Disponível em 
<https://direitofamiliar.com.br/direito-de-familia-e-psicologia-o-luto-e-o-inventario/>. Aceso em: 
17/10/2018. 
https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=PREFERENCIA+NA+CESS%C3%83O+DE+HERAN%C3%87A
https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=PREFERENCIA+NA+CESS%C3%83O+DE+HERAN%C3%87A
https://direitofamiliar.com.br/direito-de-familia-e-psicologia-o-luto-e-o-inventario/
6 
 
Esta herança consiste em um acervo de bens, administrado por curador, sob 
a fiscalização de uma autoridade judiciária, por um tempo, até que se habilite algum 
herdeiro. 
Segundo Silvio Rodrigues 
A herança jaz enquanto não se apresentam herdeiros do de cujus para 
reclamá-la, não se sabendo se tais herdeiros existem ou não. O Estado, no 
intuito de impedir o perecimento da riqueza representada por aquele 
espólio, ordena sua arrecadação, para o fim de entrega-lo aos herdeiros 
que aparecem e demonstrarem tal condição. Somente quando, após as 
diligências legais, não aparecerem herdeiros, é que a herança, até agora 
jacente, é declarada vacante, para o fim de incorporar-se ao patrimônio do 
Poder Público. 5 
 
Já ao se falar da herança Vacante, ela ocorre quando é devolvida à fazenda 
pública por ser verificado a inexistência de herdeiros para se habilitar durante o 
período de jacência. Esta herança denominada Vacante está no artigo 1.820 do 
nosso código civil. Não existindo herdeiro aparente o juiz irá promover a 
arrecadação dos bens para a preservação do acervo e entrega-los aos herdeiros 
que se apresentem. 
Sem a existência de tais herdeiros, será entregue assim, ao Poder Público, e 
assim a herança será declarada vacante. 
Segundo Lacerda de Almeida, 
Põe fim ao estado de jacência da herança e, ao mesmo tempo, devolve-a 
ao ente público, que a adquire ato contínuo. O estado de jacência é, pois, 
transitório e limitado por natureza. A derelição em que se acha a herança 
termina com a devolução desta aos herdeiros devidamente habilitados, ou, 
caso não apareçam e se habilitem, com a sentença declaratória da vacância 
e consequente incorporação dos bens ao patrimônio do Poder Público. 6 
 
Após a partilha, os herdeiros tornam-se responsáveis, tanto pelos tributos 
devidos pelo falecido e não pagos pelo espólio, quanto pelos tributos cujos fatos 
 
5RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Direito das Sucessões.26.ed.São Paulo: Editora Saraiva, 
2007.p.81. 
 
6 ALMEIDA, Lacerda. Sucessões, [S.1]. http://www.stf.jus.br. Disponível em: 
<http://www.stf.jus.br/bibliotecadigital/DominioPublico/54389/pdf/54389.pdf>. Acesso em: 15/09/2018 
 
http://www.stf.jus.br/
7 
 
geradores o espólio realizou. Todos os bens, direitos e obrigações do de cujus, 
passa a ser chamado de espólio. 
O herdeiro sempre terá responsabilidade sobre a herança que lhe é confiada 
de direito, inclusive esta “herança negativa”, quando lhe é deixada uma dívida a ser 
quitada, por exemplo. 
Diante disto, é necessário informar ao herdeiro que ele só responderá a esta 
determinada dívida, encargo, no que sua quota parte da herança alcança. Ele não 
responderá por encargos superiores as forças da herança. Podemos evidenciar isto 
no artigo 1.792 do Código Civil vigente. 
Segundo Gonçalves , 
Pode- se dizer, desse modo, que em nosso direito a aceitação da herança é 
sempre a benefício de inventário, “exvi legis” e sem necessidade de 
ressalva expressa, como bem esclarece Orlando Gomes :”Conquanto se 
confundam o patrimônio do de cujus e o dos herdeiros, não respondem 
estes pelos encargos da sucessão, ultra vires hereditatis. Toda aceitação é, 
entre nós, a benefício de inventário. Nestas condições, se o passivo do 
acervo hereditário for superior ao ativo, forma-se o concurso de credores, 
regendo-se as preferências e privilégios pelas regras próprias. 7 
 
 
2.3.1 Exclusão de herdeiro na sucessão 
 
 
Em nossa Constituição Federal, sob ótica do seu artigo 5º, inciso XXX, indica 
que todo sujeito é passível do direito de herança, porém no campo do direito civil, 
em sua parte sucessória, tem a possibilidade de exclusão do herdeiro em que teria 
direito a sucessão. São duas as formas de exclusão da sucessão: por deserdação e 
indignidade. 
A sucessão hereditária observa uma ética a luz dos herdeiros para com o 
defunto no sentido de respeito, gratidão, amor e afeição. A quebra desta afetividade 
 
7 GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Direito das Sucessões. 11.ed. São Paulo: Editora 
Saraiva, 2014.p.54 
 
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/188546065/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10641516/artigo-5-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10729874/inciso-xxx-do-artigo-5-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
8 
 
através de atos de desprezo, delituosos ou reprováveis contra o autor da herança, 
podem tornar o herdeiro, como também o legatário, indignos dos bens que lhe foram 
deixados. 
Na exclusão por indignidade, o sucessor que cometer atos contra a vida, 
honra e liberdade pra testar, conforme o artigo 1814 do código civil, causa a 
exclusão da sucessão, sendo essa uma sanção da área cível. O indigno adquire a 
herança e a conserva até que passe em julgado a sentença que o excluí da 
sucessão. 
 Atos contra a vida, pode ser utilizado como um exemplo, o homicídio doloso, 
sendo esse de forma tentada ou consumada em face da autoria da herança, 
podendo ser vítima o companheiro, cônjuge, descendentes e ascendentes. 
Segundo Gonçalves, 
...inspira-se o instituto da indignidade “num princípio de ordem pública”, uma 
vez que repugna à consciência social que uma pessoa suceda a outra, 
extraindo vantagem de seu patrimônio, depois de haver cometido contra 
esta atos lesivos de certa gravidade. Por essa razão, atinge tanto os 
herdeiros legítimos quanto os testamentários, e até mesmo os legatários. 8 
Sobre a deserdação ela só pode ser fundada na vontade expressa do 
testador, autor da herança, um testamento, de modo a atingir apenas os herdeiros 
legítimos e necessários. Nessa manifestação expressa devem constar os motivos da 
deserdação. 
 Os motivos podem ser tais como ofensa física, relações ilícitas com a 
madrasta ou padrasto, injúria grave, desamparo do ascendente em alienação mental 
ou grave enfermidade entre outros. Todos os motivos expostos nos artigos 1.962 e 
1.963 do nosso código civil. 
 
 
2.4 PRINCIPAIS TIPOS DE HERDEIROS 
 
 
8 GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Direito das Sucessões. 11.ed. São Paulo: 
Editora Saraiva, 2014.p.112 
 
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10605760/artigo-1814-da-lei-n-10406-de-01-de-setembro-de-19901990
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02
9 
 
 
Nós temos como principais tipos de herdeiros os Legítimos, Testamentários e 
Legatários. 
Dentre os legítimos, eles podem ser Necessários ou Facultativos; Os 
necessários são os ascendentes, os descendentes e os cônjuges, já como 
facultativos nós temos os irmãos colaterais até o 4° grau. 
Segundo Flávio Tartuce, 
A sucessão legítima é aquela que decorre de imposição da norma 
jurídica, uma vez que o legislador presume a vontade do morto, ao trazer a 
ordem de vocação hereditária que deve ser observada no caso de seu 
falecimento sem testamento9. 
Já ao se falar dos herdeiros testamentários (ou instituídos), são aqueles que 
recebem a herança por força de testamento, que é um ato personalíssimo, negócio 
jurídico unilateral, gratuito, solene e produz seus efeitos após a morte do testador 
(ato Causa Mortis). 
A lei não estabelece limite de idade para testar, entretanto, caso ao longo dos 
anos a pessoa apresente condições patológicas ela pode ser declarada incapaz, 
desde que se prove que o cérebro foi realmente abalado. No caso da condição 
patológica ter surgido após a formulação do testamento, ele continuará valido. 
Segundo Silvio Rodrigues, “Trata-se de negócio jurídico unilateral, pois se 
aperfeiçoa com a exclusiva manifestação de vontade do testador. De ato 
personalíssimo, pois sua feitura reclama a presença do testador, afastada a 
interferência de procurador.”10 
Quando se trata dos Legatários, muitas vezes surgem dúvidas e equiparam 
de forma equívoca este tipo de herdeiro com o testamentário, porque existe uma 
diferença entre eles sim. Os Legatários também são contemplados em testamento, 
porém com coisa certa e individualizada. 
 
9 TARTUCE, Flávio. Direito Civil.7ed.São Paulo: Editora Método, 2014.p.150 
 
10 RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Direito das Sucessões.26.ed.São Paulo: Editora Saraiva, 
2007.p.145 
 
10 
 
Segundo Golçalves, “Legado é coisa certa e determinada deixada a alguém, 
denominado legatário, em testamento ou codicilo. Difere da herança, que é a 
totalidade ou parte ideal do patrimônio do de cujus. Herdeiro nomeado não se 
confunde, pois, com legatário.” 11 
O herdeiro que deverá cumprir um legado é chamado de Onerado, porque é 
ele quem deve pagar o legado ao legatário. Diante disto podemos concluir que o 
legatário é uma espécie de “credor prejudicial” da herança, porém seu crédito pode 
também ser pelos outros herdeiros, impugnado. 
O direito de pedir o legado não pode ser exercido até que se tenha a certeza 
sobre a validade do testamento, porque em caso do testamento ser declarado sem 
efeito, ou seja, o ato de ultima vontade referente ao legado não for válido, legado 
nenhum existirá nesta situação. 
Não posso deixar de falar sobre o Codicilo, esta palavra tem sua origem latina 
de significado como “pequena carta”, sendo tratado em nosso direito de sucessões 
como pequeno ato de última vontade. 
O objeto relativo ao codicilo é limitado e de alcance considerado inferior ao 
testamento. Móveis, roupas, joias de pouco valor, de uso pessoal e esmolas de 
pouca monta são considerados codicilos. Não existe instituição de herdeiro em 
codicilo e nesta “pequena carta” pode haver também disposições de caráter não 
patrimonial. 
Para Gonçalves, 
A princípio nada mais eram os codicilos que declarações sem forma 
determinada, nas quais o testador prescrevia alguma coisa a seu herdeiro. 
E por isso dava – se - lhes a denominação a denominação de epístolas ou 
cartas fideicomissárias. Eram então utilíssimas, facilitavam certas 
disposições sem necessidade de recorrer às solenidades da feitura de um 
testamento, às quais só se recorria para instituir herdeiro. 12 
A sua execução funciona igualmente ao testamento particular, qualquer 
pessoa que encontrar a cédula codicilar, a pequena carta, deverá encaminha-la ao 
juiz e este irá nomear um testamenteiro para que seja cumprido o codicilo. 
 
11 GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Direito das Sucessões. 11.ed. São Paulo: 
Editora Saraiva, 2014.p.361 
 
12 Ibidem.,p.295. 
 
11 
 
O codicilo pode ser revogado por um outro codicilo, sendo esta a forma 
expressa de revogação, por outro ato da mesma natureza. Pode também ser 
revogado por um testamento posterior que tenhaa intenção de revogar o codicilo, e 
esta é a forma tácita. 
 
 
2.5 PARTILHA DE BENS 
 
 
A partilha destina-se a estabelecer o quanto caberá a cada herdeiro e é 
dispensada quando houver apenas um. Havendo um único herdeiro será feita a 
adjudicação dos bens, podendo ser usado o inventário simplificado. 
É no instituto da partilha onde cessam a indivisibilidade da herança e também 
a sua imobilidade, isto porque é aqui onde nos bens são divididos entre os herdeiros 
do falecido. 
Segundo Pontes de Miranda, 
Partilha é a operação processual pela qual a herança passa do estado de 
comunhão pro indiviso, estabelecido pela morte e pela transmissão por 
força da lei, ao estado de quotas completamente separadas, ou ao estado 
de comunhão pro indiviso, ou pro diviso, por força de sentença. 13 
 
No artigo 610 do novo código de processo civil existe a dualidade de regimes 
de inventários e partilha, em extrajudicial e judicial, no caso de todos os herdeiros 
serem capazes e também concordem, poderá ser feito de forma extrajudicial, 
através de escritura pública, por termo nos autos do inventário ou por escrito 
particular, homologado pelo juiz, porém mesmo havendo a previsão de inventário 
extrajudicial, nada impede que façam a partilha através do inventário judicial. 
Segue em forma de jurisprudência um recurso que foi provido para ser feito 
no regime extrajudicial: 
 
13 PONTES DE MIRANDA. Tratado de Direito Privado, v.60. Editora: Revista dos Tribunais, 1984. 
p.223. 
12 
 
INVENTÁRIO. HERDEIRO QUE FALECEU NO CURSO DO INVENTÁRIO, 
JÁ SE HAVENDO EFETUADO A PARTILHA E DEPOSITADO NOS 
AUTOS AS QUANTIAS REFERENTES A SEU QUINHÃO. SUCESSORES 
DE TAL HERDEIRO QUE, COM SUA MORTE, PRETENDEM O 
LEVANTAMENTO DOS VALORES DEPOSITADOS. MM. JUÍZO QUE 
CONDICIONOU TAL LEVANTAMENTO À REALIZAÇÃO DO 
INVENTÁRIO JUDICIAL DOS BENS DO "DE CUJUS". POSSIBILIDADE, 
COM O ADVENTO DA LEI 11.441, DE 2007, DE O INVENTÁRIO DAR-SE 
PELA VIA JUDICIAL OU ADMINISTRATIVA, A CRITÉRIO DOS 
HERDEIROS. INVENTÁRIO EXTRAJUDICIAL CABÍVEL QUANDO 
FOREM OS HERDEIROS CAPAZES, CONCORDES E NÃO HOUVER 
TESTAMENTO OU INTERESSADO INCAPAZ. INTELIGÊNCIA DO ART. 
610 DO CPC. RESOLUÇÃO 35/2007 DO CNJ. DECISÃO REFORMADA. 
RECURSO PROVIDO.(TJ-SP 21010362720188260000 SP 2101036-
27.2018.8.26.0000, Relator: Vito Guglielmi, Data de Julgamento: 
10/07/2018, 6ª Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 
10/07/2018) 14 
 
A partilha de bens na modalidade Judicial, é a espécie obrigatória para todos 
os casos em que há divergência entre herdeiros e também quando existir algum 
herdeiro incapaz. As partes irão formular pedido de quinhão e o juiz através de 
despacho de deliberação irá analisar e resolver as pretensões dos herdeiros. 
A partilha judicial é encontrada no nosso código civil em seu artigo 
2.016.Devemo nos atentar também que na partilha deve haver o máximo de 
igualdade possível. 
A jurisprudência dominante é de que é irrecorrível o despacho de deliberação 
de partilha em seu RT,474/49, 506/123; RJTJSP, 92/277, 103/153. 
 
14 BRASIL/SÃO PAULO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. INVENTÁRIO. HERDEIRO 
QUE FALECEU NO CURSO DO INVENTÁRIO, JÁ SE HAVENDO EFETUADO A PARTILHA E 
DEPOSITADO NOS AUTOS AS QUANTIAS REFERENTES A SEU QUINHÃO. Agravo de 
Instrumento no. 2101036-27.2018.8.26.0000. Agravantes: Maria Lúcia Spinola Vasconcellos de Abreu 
e outros. Agravado: O Juízo. Relator: Desembargador Vito Guglielmi. São Paulo, 10 de Julho de 
2018. Jusbrasil. Disponível em <https://tj-
sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/600362870/21010362720188260000-sp-2101036-
2720188260000/inteiro-teor-600362888?ref=juris-tabs > Acesso em :17/09/2018. 
 
 
https://tj-sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/600362870/21010362720188260000-sp-2101036-2720188260000/inteiro-teor-600362888?ref=juris-tabs
https://tj-sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/600362870/21010362720188260000-sp-2101036-2720188260000/inteiro-teor-600362888?ref=juris-tabs
https://tj-sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/600362870/21010362720188260000-sp-2101036-2720188260000/inteiro-teor-600362888?ref=juris-tabs
13 
 
Uma entrevista a qual assisti recentemente na Globo News de título 
“Especialista tira dúvidas sobre partilha de bens, testamento e herança” 15 demonstra 
claramente o meio que será mais procurado para solução de partilha de bens é 
evidenciado que será o Judicial, e nesta entrevista percebemos o quanto esse assunto de 
herança e partilha é delicado e gera tantas dúvidas quanto aos direitos das pessoas. 
Vale a pena informar neste trabalho, ainda sobre o tema de partilha, sobre os Bens 
Sonegados, estes que são todos os bens que deveriam ter sido inventariados, mas que por 
algum motivo foi ocultado, seja pelo inventariante ou por algum dos herdeiros. Também são 
sonegados quando omitidos na colação. 
Temos por colação o ato pelo qual os herdeiros descendentes que concorrem à 
sucessão do ascendente declaram no inventário as doações que dele em vida receberam. 
Caso não façam isso podem ser classificados como sonegados. A colação é feita para que 
sejam conferidas e igualadas as legítimas, para que assim a divisão seja o mais correta e 
justa possível. 
Sonegado nada mais é do que qualquer bem que tenha sido omitido de forma 
consciente ao inventário ou colação, ou seja, o bem omitido puramente por ato de má-fé, e 
tal feito gera uma pena para aquela pessoa que sonegou o bem. 
A pena de sonegados constitui-se em perda do direito que lhe cabia sobre o bem, 
diante da má-fé. Trata-se de uma penalidade civil que gera a perda dos direitos sobre o 
bem ocultado. 
É importante também informar, que se o ocultador (sonegador) do bem for o próprio 
inventariante, de acordo com o artigo 1.993 do código civil, ele será removido da 
inventariança, desde que se prove a sonegação ou que ele tenha negado a existência dos 
bens indicados. 
Segundo Gonçalves, 
Sonegar é o mesmo que ocultar, como já dissemos, além de desviar, omitir. Tais 
expressões pressupõem a existência de dolo. Em princípio, pois, não oculta, não 
 
15RINALDI, Bruna. Especialista tira dúvidas sobre partilha de bens, testamento e herança. 
http://g1.globo.com, [S. l.]. Disponível em:  http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-
news/videos/v/especialista-tira-duvidas-sobre-partilha-de-bens-testamento-e-heranca/6015031/ > Acesso em: 
19/08/2018. 
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/especialista-tira-duvidas-sobre-partilha-de-bens-testamento-e-heranca/6015031/
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/especialista-tira-duvidas-sobre-partilha-de-bens-testamento-e-heranca/6015031/
14 
 
sonega, quem não descreve no inventário determinado bem por esquecimento ou 
simples omissão decorrente de erro ou ignorância. 16 
Como exemplo de ação deste tipo, referente a sonegador em inventário, segue 
jurisprudência: 
SOBREPARTILHA. ALEGAÇÃO DE BENS SONEGADOS. CARÊNCIA DE 
AÇÃO. 1. SE O AUTOR APONTA EXISTÊNCIA DE BENS QUE TERIAM SIDO 
SONEGADOS NO INVENTÁRIO E PRETENDE SEJAM DEVIDAMENTE 
PARTILHADOS, É EVIDENTE O SEU INTERESSE PROCESSUAL, HAVENDO 
TAMBÉM POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. 2. O FATO DA QUESTÃO 
TER SIDO DEBATIDA AMPLAMENTE NOS AUTOS DO PROCESSO DE 
INVENTÁRIO JÁ FINDO E LÁ NÃO TER SIDO ENCONTRADOS OUTROS 
BENS, EVIDENTEMENTE NÃO AFASTA A POSSIBILIDADE JURÍDICA DA 
DISCUSSÃO MAIS AMPLA NAS VIAS ORDINÁRIAS, ONDE COGNIÇÃO É 
PLENA E SÃO ADMITIDOS TODOS OS MEIOS DE PROVA, INCLUSIVE 
TESTEMUNHAL. 3. O ESTADO DE ANIMOSIDADE EXISTENTE E A 
RELUTÂNCIA DO HERDEIRO EM ACEITAR A SOLUÇÃO ENCONTRADA NO 
PROCESSO DE INVENTÁRIO, QUE TEVE LONGA TRAMITAÇÃO, 
EVIDENTEMENTE NÃO CONSTITUEM MOTIVOS IMPEDITIVOS PARA QUE A 
MATÉRIA SEJA DEVIDAMENTE DEBATIDA NO ÂMBITO DA AÇÃO 
ORDINÁRIA PRÓPRIA. RECURSO PROVIDO. (Apelação Cível Nº 70058987512, 
Sétima CâmaraCível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sérgio Fernando de 
Vasconcellos Chaves, Julgado em 16/04/2014)17 
 
Existem casos em que a partilha de bens é feita em vida, também é chamada de 
partilha inter vivos, ela poderá ser feita por qualquer ascendente através de escritura 
pública ou testamento sem que vá prejudicar a legítima de todos os herdeiros necessários. 
Dentro desta partilha existem duas situações: Se feita em ato entre vivos recebe o 
nome de partilha-doação do latim divisio parentum inter líberos e caso seja feita por ato de 
ultima vontade chama-se de partilha-testamento. 
A partilha em vida é simplesmente um inventário ou uma sucessão antecipada, que 
acaba dispensando os descendentes de fazer o inventário comum ou arrolamento. 
Segundo Arnoldo Wald, 
 
16 GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Direito das Sucessões. 11.ed. São Paulo: 
Editora Saraiva, 2014.p.527 
 
17 BRASIL/RIO GRANDE DO SUL. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. SOBREPARTILHA. 
ALEGAÇÃO DE BENS SONEGADOS. CARÊNCIA DE AÇÃO. Apelação Cível no. 70058987512. 
Apelante: Orlando Hengen. Apelado: Espolio de Ana Maria Scalcon Hengen. Relator: Desembargador 
Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves. Horizontina, 16 de Abril de 2014. Jusbrasil. Disponível 
em:<https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/117318279/apelacao-civel-ac-70058987512-
rs?ref=serp> Acesso em: 17/09/2018 
 
 
https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/117318279/apelacao-civel-ac-70058987512-rs?ref=serp
https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/117318279/apelacao-civel-ac-70058987512-rs?ref=serp
15 
 
Os bens assim partilhados não estão sujeitos a inventário, “pois a partilha em vida é 
inventário antecipado”, nem são trazidos à colação no momento da morte do 
hereditando, podendo haver, quando muito, a redução dos quinhões no caso de 
não ter sido atendida a legítima de algum herdeiro. 18 
Esta partilha não pode prejudicar a legítima de nenhum herdeiro necessário, porém 
há casos em que nos leva a pensar de maneira diferente, que certa forma de divisão 
incomode alguns destes herdeiros, e podemos pegar como exemplo um entendimento de 
Silvio Rodrigues: 
Para Silvio Rodrigues, 
O ato entre vivos, a que alude a lei, pode, ao meu ver, ser outro que não a doação. 
Realmente, nada impede que por instrumento autêntico, ainda que sem 
formalidade do testamento, o pai determine a maneira como deverá ser feita a 
partilha de seu patrimônio, ordenando, por exemplo, que os imóveis deverão caber 
às filhas, e os móveis e efeitos comerciais aos filhos varões. Essa solução é 
inconveniente, mas parece-me ser abraçada pelo art. 2.018 do código civil. 19 
 
O nosso código civil fala sobre a anulabilidade da partilha em seu artigo 2.027 
apenas, e nos esclarece que ela é anulável pelos vícios e defeitos que invalidam os 
negócios jurídicos em geral. 
Isso nos leva a raciocinar e entender que a partilha se torna anulável de acordo com 
os vícios ou defeitos existentes no artigo 171 do código civil, que trata da anulação dos 
negócios jurídicos em geral. 
É valido atentar que a partilha extrajudicial homologada pelo juiz, que pode ser 
objeto de ação anulatória tem o prazo decadencial de um ano e a partilha judicial, objeto de 
ação rescisória tem sua decadência do prazo de dois anos, a partir do transito em julgado. 
No artigo 2.027 é estabelecido o prazo de um ano para que o direito de anular a 
partilha seja exercido. 
Existe, também, casos de nulidade da partilha, quando terceiros não fizeram parte 
do inventário e nem do processo de partilha podendo-se ajuizar ação de nulidade de 
partilha e também cumulado com uma petição de herança, para que seja reconhecido o 
seu direito sucessório. 
 
18 WALD, Arnoldo. O regime jurídico da partilha em vida. [s.1]. V.622/7-15, Editora: Revista dos 
Tribunais, 1987. 
 
19 RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Direito das Sucessões.26.ed.São Paulo: Editora Saraiva, 
2007.p.296 
16 
 
Temos uma jurisprudência recente, com o julgamento em 28 de março de 2018 
referente a uma apelação cível de Ação Declaratória de Nulidade de Partilha cumulada 
com reparação de danos que foi provida, ela nos proporciona como este instituto funciona. 
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE PARTILHA C.C. 
REPARAÇÃO DE DANOS. PRETENSÃO DA HERDEIRA NECESSÁRIA EM 
PARTICIPAR DO INVENTÁRIO DO PAI E DA AVÓ. DECADÊNCIA. 
INOCORRÊNCIA. SEGUNDO O E. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NÃO 
SE APLICA O PRAZO DECADENCIAL DE UM ANO, PREVISTO NO ART. 178, § 
6º, INC. V, DO CC/16 E ART. 2.027, PARÁGRAFO ÚNICO DO CC/2015, 
QUANTO AO DIREITO DE ANULAR A PARTILHA, PARA HERDEIRO QUE NÃO 
TENHA PARTICIPADO DELA. ANULAÇÃO DA ESCRITURA PÚBLICA. É NULA 
A PARTILHA EXTRAJUDICIAL DOS BENS QUANDO SUPRIMIDO HERDEIRO 
NECESSÁRIO. APELAÇÃO PROVIDA. (Apelação Cível Nº 70076090513, Sétima 
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Jorge Luís Dall'Agnol, Julgado 
em 28/03/2018).20 
 
Temos por base na jurisprudência acima apresentada, de que a herdeira 
necessária tem merecimento de fazer parte do inventário, e o mesmo sendo feito 
sem que haja a presença dela na partilha, implica em sua nulidade. 
 
 
3. CONCLUSÃO 
 
 
O trabalho apresentado abordou o tema referente a herança, foi explicado 
como funciona este instituto em nosso sistema brasileiro, dando foco aos coerdeiros 
e suas responsabilidades, como também o momento da indivisibilidade da herança, 
e os tipos de herdeiros e suas diferenças, que são classificados de acordo com 
nossa doutrina, não deixando de falar sobre a partilha dos bens. 
Houve a busca, através de jurisprudência, de como em nosso país este tema 
é tratado pelas entidades familiares, sendo para elas algo extremamente confuso e 
 
20 BRASIL/RIO GRANDE DO SUL. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO 
DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE PARTILHA C.C. REPARAÇÃO DE DANOS. . Apelação Cível no. 
70076090513. Apelante: Bianca Reis Hadlich. Apelado: Sucessao de Humberto Moresco Hadlich e outros. 
Relator: Desembargador Jorge Luís Dall'agnol. Porto Alegre, 28 de março de 2018. Jusbrasil. Disponível em: 
<https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/562350416/apelacao-civel-ac-70076090513-rs?ref=serp > Acesso 
em: 17/09/2018. 
 
https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/562350416/apelacao-civel-ac-70076090513-rs?ref=serp
17 
 
desconhecido, sem deixar de retomar que ao se tratar da morte de um ente querido, 
isto envolve muitos fatores emocionais, mexendo, muitas vezes com o psicológico 
dos herdeiros, sejam eles quais forem. 
Independentemente de mais dolorosa que seja a perda, o trabalho buscou 
elucidar as pessoas sobre este tema, e quais são as suas responsabilidades, mostra 
a importância de se ter o apoio de um advogado para receber orientações e na 
maioria da vezes, acompanhar a família prestando seus serviços, porque temos leis 
para serem seguidas e desta forma viver em uma sociedade mais organizada, até 
mesmo em um núcleo familiar. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
 ALMEIDA, Lacerda. Sucessões, [S.1]. http://www.stf.jus.br. Disponível em: 
<http://www.stf.jus.br/bibliotecadigital/DominioPublico/54389/pdf/54389.pdf>. Acesso em: 
15/09/2018 
BAYER, Mariana. O Luto e o Inventário. Jusbrasil. [S.1], 2016. Disponível em 
<https://direitofamiliar.com.br/direito-de-familia-e-psicologia-o-luto-e-o-inventario/>. 
Aceso em: 17/10/2018. 
BRASIL. Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Planalto, 
Brasília, 11 jan. 2002. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm> Acesso em: 09 nov. 
2018. 
BRASIL/BAHIA. Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. CIVIL. APELAÇÃO. AÇÃO 
ANULATÓRIA DE ATO JURÍDICO. PRELIMINAR NULIDADE PROCESSUAL. VÍCIO 
DE CONSENTIMENTO. INEXISTÊNCIA. APELO IMPROVIDO. Apelação Cível no.0001725-03.2006.8.05.0033. Apelante: Antônio Santos Nunes e outros. Apelada: 
Cristiane Fernandes de Sousa Arraes e outros. Relator: Desª. Rosita Falcão de 
Almeida Maia. Salvador, 04 de dezembro de 2012. Jusbrasil. Disponível em < 
http://www.stf.jus.br/
https://direitofamiliar.com.br/direito-de-familia-e-psicologia-o-luto-e-o-inventario/
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2010.406-2002?OpenDocument
18 
 
https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=PREFERENCIA+NA+CESS%C
3%83O+DE+HERAN%C3%87A > Acesso em: 16/09/2018 
BRASIL/RIO GRANDE DO SUL. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. 
SOBREPARTILHA. ALEGAÇÃO DE BENS SONEGADOS. CARÊNCIA DE AÇÃO. 1. 
SE O AUTOR APONTA EXISTÊNCIA DE BENS QUE TERIAM SIDO SONEGADOS 
NO INVENTÁRIO E PRETENDE SEJAM DEVIDAMENTE PARTILHADOS, É 
EVIDENTE O SEU INTERESSE PROCESSUAL, HAVENDO TAMBÉM 
POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. 2. O FATO DA QUESTÃO TER SIDO 
DEBATIDA AMPLAMENTE NOS AUTOS DO PROCESSO DE INVENTÁRIO JÁ 
FINDO E LÁ NÃO TER SIDO ENCONTRADOS OUTROS BENS, EVIDENTEMENTE 
NÃO AFASTA A POSSIBILIDADE JURÍDICA DA DISCUSSÃO MAIS AMPLA NAS 
VIAS ORDINÁRIAS, ONDE COGNIÇÃO É PLENA E SÃO ADMITIDOS TODOS OS 
MEIOS DE PROVA, INCLUSIVE TESTEMUNHAL. 3. O ESTADO DE 
ANIMOSIDADE EXISTENTE E A RELUTÂNCIA DO HERDEIRO EM ACEITAR A 
SOLUÇÃO ENCONTRADA NO PROCESSO DE INVENTÁRIO, QUE TEVE LONGA 
TRAMITAÇÃO, EVIDENTEMENTE NÃO CONSTITUEM MOTIVOS IMPEDITIVOS 
PARA QUE A MATÉRIA SEJA DEVIDAMENTE DEBATIDA NO ÂMBITO DA AÇÃO 
ORDINÁRIA PRÓPRIA. RECURSO PROVIDO. Apelação Cível no. 70058987512. 
Apelante: Orlando Hengen. Apelado: Espolio de Ana Maria Scalcon Hengen. 
Relator: Desembargador Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves. Horizontina, 16 
de Abril de 2014. Jusbrasil. Disponível em:<https://tj-
rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/117318279/apelacao-civel-ac-70058987512-
rs?ref=serp> Acesso em: 17/09/2018 
BRASIL/RIO GRANDE DO SUL. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. 
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE PARTILHA C.C. 
REPARAÇÃO DE DANOS. PRETENSÃO DA HERDEIRA NECESSÁRIA EM 
PARTICIPAR DO INVENTÁRIO DO PAI E DA AVÓ. DECADÊNCIA. 
INOCORRÊNCIA. SEGUNDO O E. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NÃO SE 
APLICA O PRAZO DECADENCIAL DE UM ANO, PREVISTO NO ART. 178, § 6º, 
INC. V, DO CC/16 E ART. 2.027, PARÁGRAFO ÚNICO DO CC/2015, QUANTO AO 
DIREITO DE ANULAR A PARTILHA, PARA HERDEIRO QUE NÃO TENHA 
PARTICIPADO DELA. ANULAÇÃO DA ESCRITURA PÚBLICA. É NULA A 
PARTILHA EXTRAJUDICIAL DOS BENS QUANDO SUPRIMIDO HERDEIRO 
https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=PREFERENCIA+NA+CESS%C3%83O+DE+HERAN%C3%87A
https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca?q=PREFERENCIA+NA+CESS%C3%83O+DE+HERAN%C3%87A
https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/117318279/apelacao-civel-ac-70058987512-rs?ref=serp
https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/117318279/apelacao-civel-ac-70058987512-rs?ref=serp
https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/117318279/apelacao-civel-ac-70058987512-rs?ref=serp
19 
 
NECESSÁRIO. APELAÇÃO PROVIDA. Apelação Cível no. 70076090513. Apelante: 
Bianca Reis Hadlich. Apelado: Sucessao de Humberto Moresco Hadlich e outros. 
Relator: Desembargador Jorge Luís Dall'agnol. Porto Alegre, 28 de março de 2018. 
Jusbrasil. Disponível em: <https://tj-
rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/562350416/apelacao-civel-ac-70076090513-
rs?ref=serp > Acesso em: 17/09/2018 
BRASIL/SÃO PAULO. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. INVENTÁRIO. 
HERDEIRO QUE FALECEU NO CURSO DO INVENTÁRIO, JÁ SE HAVENDO 
EFETUADO A PARTILHA E DEPOSITADO NOS AUTOS AS QUANTIAS 
REFERENTES A SEU QUINHÃO. SUCESSORES DE TAL HERDEIRO QUE, COM 
SUA MORTE, PRETENDEM O LEVANTAMENTO DOS VALORES DEPOSITADOS. 
MM. JUÍZO QUE CONDICIONOU TAL LEVANTAMENTO À REALIZAÇÃO DO 
INVENTÁRIO JUDICIAL DOS BENS DO "DE CUJUS". POSSIBILIDADE, COM O 
ADVENTO DA LEI 11.441, DE 2007, DE O INVENTÁRIO DAR-SE PELA VIA 
JUDICIAL OU ADMINISTRATIVA, A CRITÉRIO DOS HERDEIROS. INVENTÁRIO 
EXTRAJUDICIAL CABÍVEL QUANDO FOREM OS HERDEIROS CAPAZES, 
CONCORDES E NÃO HOUVER TESTAMENTO OU INTERESSADO INCAPAZ. 
INTELIGÊNCIA DO ART. 610 DO CPC. RESOLUÇÃO 35/2007 DO CNJ. DECISÃO 
REFORMADA. RECURSO PROVIDO. Agravo de Instrumento no. 2101036-
27.2018.8.26.0000. Agravantes: Maria Lúcia Spinola Vasconcellos de Abreu e 
outros. Agravado: O Juízo. Relator: Desembargador Vito Guglielmi. São Paulo, 10 
de Julho de 2018. Jusbrasil. Disponível em <https://tj-
sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/600362870/21010362720188260000-sp-2101036-
2720188260000/inteiro-teor-600362888?ref=juris-tabs > Acesso em :17/09/2018 
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Direito das Sucessões. 11.ed. São 
Paulo: Editora Saraiva, 2014. 
 PONTES DE MIRANDA. Tratado de Direito Privado, v.60. Editora: Revista dos Tribunais, 
1984. p.223. 
RINALDI, Bruna. Especialista tira dúvidas sobre partilha de bens, testamento e 
herança. http://g1.globo.com, [S.1.]. Disponível em:  http://g1.globo.com/globo-
news/jornal-globo-news/videos/v/especialista-tira-duvidas-sobre-partilha-de-bens-
testamento-e-heranca/6015031/ > Acesso em: 19/08/2018 
https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/562350416/apelacao-civel-ac-70076090513-rs?ref=serp
https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/562350416/apelacao-civel-ac-70076090513-rs?ref=serp
https://tj-rs.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/562350416/apelacao-civel-ac-70076090513-rs?ref=serp
https://tj-sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/600362870/21010362720188260000-sp-2101036-2720188260000/inteiro-teor-600362888?ref=juris-tabs
https://tj-sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/600362870/21010362720188260000-sp-2101036-2720188260000/inteiro-teor-600362888?ref=juris-tabs
https://tj-sp.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/600362870/21010362720188260000-sp-2101036-2720188260000/inteiro-teor-600362888?ref=juris-tabs
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/especialista-tira-duvidas-sobre-partilha-de-bens-testamento-e-heranca/6015031/
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/especialista-tira-duvidas-sobre-partilha-de-bens-testamento-e-heranca/6015031/
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 RODRIGUES, Silvio. Direito Civil. Direito das Sucessões.26.ed.São Paulo: Editora Saraiva, 
2007. 
 TARTUCE, Flávio. Direito Civil.7ed.São Paulo: Editora Método, 2014. 
WALD, Arnoldo. O regime jurídico da partilha em vida. [s.1]. V.622/7-15, Editora: Revista 
dos Tribunais, 1987.

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