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Resumo 
Este documento define a sistemática empregada na 
execução da camada de sub-base do pavimento 
utilizando escória de aciaria LD, produzida na 
ARCELORMITTAL-TUBARÂO, com redução de 
expansão – ACERITA® estabilizada 
granulometricamente, para utilização em rodovias com N 
< 5 x 106, estabelece os requisitos concernentes a 
material, equipamento, execução, condicionantes 
ambientais e controle da qualidade dos materiais 
empregados, além dos critérios para aceitação ou 
rejeição e medição dos serviços. 
Abstract 
 This document presents procedures for sub-base road 
construction, using stabilized granular LD steel slag, 
produced by ArcelorMittal Tubarão, and with expansion 
reduction - ACERITA®, for used in road with N < 5 x 106. 
It presents performance requirements concerning 
materials, equipment, execution, environmental impact 
control and quality control and criteria for acceptance and 
rejection of the services. 
Sumário 
Prefácio .................................................................. 1 
1 Objetivo ................................................................ 1 
2 Referências normativas ...................................... 2 
3 Definições ............................................................. 2 
4 Condição geral .............................................. 2 
 
5 Condições específicas ...................................... 2 
6 Condicionantes ambientais ................................... 5 
7 Inspeções............................................................. 6 
8 Critérios de medição ......................................... 7 
Anexo A (Informativo) Bibliografia ........................ ..... 8 
 Índice geral ................................................. ..... 9 
Prefácio 
Esta Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas 
Rodoviárias – IPR/DIREX para estabelecer a sistemática 
a ser empregada na execução e no controle da 
qualidade da execução da camada de sub-base de 
pavimento com escória de aciaria LD, produzida na 
ARCELORMITTAL-TUBARÃO - ACERITA®. 
Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009-
PRO. 
1. Objetivo 
Estabelecer a sistemática a ser empregada na 
execução da camada de sub-base com escória de 
aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-
TUBARÃO, com redução de expansão – ACERITA®, 
estabilizada granulometricamente na proporção 
máxima de 80% e mínima de 50%, em peso, misturada 
com solo de comportamento geotécnico laterítico, para 
utilização em rodovias com N < 5 x 106. 
Out/2009 NORMA DNIT 114/2009 - ES 
DNIT Pavimentação rodoviária – Sub-base 
estabilizada granulometricamente com escória 
de aciaria - ACERITA® - Especificação de 
Serviço 
 
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR 
Processo: 50607.000.513/2009-14 
 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 20/10/2009. 
 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde 
que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial 
Palavras-Chave: Nº total de 
páginas 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA-GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 
Tel/fax: (21) 3545-4600 
 
Pavimentação, sub-base, escoria de aciaria 9 
NORMA DNIT 114/2009-ES 2 
2. Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis 
à aplicação desta Norma. Para referências datadas, 
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências 
não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do 
referido documento (incluindo emendas). 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de 
Rodagem. DNER-ME 035/98 - Agregados - 
Determinação da abrasão “Los Angeles” - Método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. 
b) _____. DNER-ME 049/94 - Solos - Determinação 
do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras 
não trabalhadas. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
c) _____. DNER-ME 051/94 - Solos – Análise 
granulométrica - Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR, 1994. 
d) _____. DNER-ME 052/94 – Solos e agregados 
miúdos – Determinação da umidade pelo método 
expedito “Speedy” - Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994 
e) _____. DNER-ME 054/97 - Equivalente de areia - 
Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. 
f) _____. DNER-ME 080/94 - Solos - Análise 
granulométrica por peneiramento - Método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
g) _____. DNER-ME 088/94 – Solos – Determinação 
da umidade pelo método expedito do álcool: 
Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
h) _____. DNER-ME 092/94 - Solo - Determinação da 
massa específica aparente “in situ”, com emprego 
do frasco de areia - Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
i) _____. DNER-ME 129/94 - Solos - Compactação 
utilizando amostras não trabalhadas - Método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
j) _____. DNER-ME 131/94 – Solos – determinação 
do módulo de resilência - Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
k) _____. DNER-ME 256/97 – Solos compactados 
com equipamento miniatura – Determinação de 
massa por imersão - Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1997. 
l) _____. DNER-ME 258/94 – Solos compactados 
com equipamento miniatura – Mini-MCV - Método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
m) _____. DNER-CLA 259/96 – Classificação de solos 
tropicais para finalidades rodoviárias utilizando 
corpos-de-prova compactados em equipamento 
miniatura. Rio de Janeiro: IPR, 1996. 
n) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes. DNIT 001/2009-PRO - Elaboração 
e apresentação de normas do DNIT- Procedimento. 
Rio de Janeiro: IPR, 2009. 
o) ______. DNIT 070-PRO - Condicionantes 
ambientais das áreas de uso de obras – 
Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. 
p) _____. DNIT 113/2009-ME - Agregados – Avaliação 
do potencial de expansão da escória de aciaria - 
Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 2009. 
3. Definições 
Para os efeitos desta Norma, são adotadas as seguintes 
definições: 
3.1 Sub-base estabilizada granulometricamente 
Camada granular de pavimentação executada sobre o 
subleito ou reforço do subleito, devidamente regularizada 
e compactada. 
3.2 Escória de aciaria LD, produzida na 
ARCELORMITTAL-TUBARÃO, com redução de 
expansão – ACERITA® 
Co-produto siderúrgico, obtido na etapa de refino do aço 
líquido, tratado ao tempo com molhagem e aeração, para 
redução do seu potencial de expansão. 
3.3 Solos finos de comportamento laterítico 
Solos finos passíveis de uso em sub-bases e bases de 
pavimento (para tráfego de volume baixo a médio), 
segundo a Norma DNER-CLA 259/96. 
4. Condições gerais 
4.1 Não permitir a execução dos serviços, objeto desta 
Norma, em dias de chuva. 
4.2 Na utilização de escória de aciaria em pavimentos 
rodoviários, com ou sem revestimento, devem ser 
observados os procedimentos descritos na seção 6 
– Condicionantes ambientais. 
5. Condições específicas 
5.1 Insumos 
5.1.1 A escória de aciaria LD com redução de expansão 
NORMA DNIT 114/2009-ES 3 
– ACERITA® deve apresentar as seguintes 
características: 
• Composição granulométrica satisfazendo a faixa 
da Tabela 1, a seguir: 
 
Tabela 1– Faixa granulométrica da ACERITA® 
Peneiras 
% em peso 
passando 
Tolerâncias de 
faixa de 
projeto 
1” 100 ± 7 
3/8” 50 – 85 ± 7 
Nº 4 35 – 65 ± 5 
Nº 10 25 – 50 ± 5 
Nº 40 15 – 30 ± 2 
Nº 200 5 – 15 ± 2 
 
• Índice de Suporte Califórnia (DNER-ME 129/94) 
- deve ser igual ou superior a 60%, com energia 
de compactação do Método B; 
• Los Angeles (DNER-ME 035/94) - deve 
apresentar desgaste inferior a 40%, admitindo-
se valores maiores no caso de terem 
apresentado desempenho satisfatório em 
utilização anterior. 
• Média do potencial de expansão de três corpos-
de-prova, medido peloensaio definido pela 
Norma DNIT 113/2009-ME - Avaliação do 
Potencial de Expansão da Escória de Aciaria – 
deve ser inferior a 3%; 
• Módulo de resiliência na umidade ótima (DNER-
ME 131/94) - deve ser igual ou superior a 300 
MPa. 
5.1.2 O solo destinado à confecção da sub-base deve 
apresentar as seguintes características: 
• Comportamento laterítico pertencendo a um dos 
grupos LA, LA´ ou LG´ da classificação M.C.T., 
conforme definido pelo método DNER-CLA 
259/96. Para efeito desta Norma, é aceitável 
que o material tenha até 15%, em peso, retido 
na peneira nº10; 
• Composição granulométrica (DNER-ME 
080/94)- satisfazendo à faixa da Tabela 2, a 
seguir: 
Tabela 2 – Faixa Granulométrica do Solo 
Peneiras Faixas, % em peso passando 
1” 100 
3/8” 90 – 100 
Nº 4 89 – 99 
Nº 10 85 – 97 
Nº 40 63 – 80 
Nº 100 52 – 67 
Nº 200 45 – 65 
 
5.1.3 A mistura de escória de aciaria LD com redução de 
expansão – ACERITA®, estabilizada 
granulometricamente, e solo deve apresentar as 
características seguintes: 
• Composição granulométrica (DNER-ME 080/94) 
satisfazendo a uma das faixas recomendadas 
na Tabela 3. 
 
Tabela 3 – Faixas Granulométricas das misturas 
(ACERITA® + Solo) 
 
• Índice de Suporte Califórnia - deve ser superior 
a 20% e a expansão máxima deve ser de 1,0%, 
com energia de compactação no ensaio DNER-
ME 129/94, Método B; 
• A expansão medida no ensaio definido pela 
Norma DNIT 113/2009-ME - Avaliação do 
Potencial de Expansão da Escória de Aciaria – 
deve ser inferior a 1,5%. 
5.1.4 A água deve ser isenta de teores nocivos de sais, 
% em peso passando 
Peneiras 
A B 
Tolerâncias da 
faixa de 
projeto 
1” 100 100 ± 7 
3/8” 50 – 85 60 – 100 ± 7 
Nº 4 35 – 65 50 – 85 ± 5 
Nº 10 25 – 50 40 – 70 ± 5 
Nº 40 15 – 30 25 – 50 ± 2 
Nº 200 5 – 15 10 – 35 ± 2 
NORMA DNIT 114/2009-ES 4 
ácidos, álcalis ou matéria orgânica e outras substâncias 
prejudiciais. 
5.2 Equipamento 
A mistura de ACERITA® e solo deve ser feita, 
preferencialmente, em central de mistura. Também pode 
ser executada na pista ou no canteiro de obras. 
5.2.1 A central de mistura deve ser constituída 
essencialmente de: 
• Silos: para depósito da ACERITA® ou da mistura 
de ACERITA® e solo, providos de bocas de 
descarga e equipados com dispositivos que 
permitam graduar o escoamento; 
• Transportadores de esteiras: transportam a 
escória ACERITA® e o solo, na devida 
proporção, até o equipamento misturador; 
• Equipamento misturador “pug-mill”: constituído, 
normalmente, de uma caixa metálica, contendo 
em seu interior, como elementos misturadores, 
dois eixos que rodam em sentido contrário, 
providos de chapa em espiral ou de pequenas 
chapas fixadas em hastes e que, devido aos 
seus movimentos, forçam a mistura íntima dos 
materiais, ao mesmo tempo que a faz avançar 
até a saída do equipamento; 
• Reservatório de água e canalizações: para 
depositar e aspergir a água no processo da 
mistura; 
• Equipamento de carga de caminhões: 
constituído de um silo, o qual é abastecido por 
transportador de correia ou elevador de 
canecas, e colocado de modo que o caminhão 
transportador possa receber a mistura por 
gravidade. 
5.2.2 A mistura em central, na pista ou no canteiro 
necessita, também, da utilização dos seguintes 
equipamentos: motoniveladora pesada, com 
escarificador; carro tanque distribuidor de água; rolos 
compactadores tipo pé-de-carneiro, liso, liso-vibratório e 
pneumático; grade de discos; pulvi-misturador; e pá 
carregadeira. 
5.3 Execução 
5.3.1 A execução da sub-base compreende as 
operações de mistura, umedecimento ou secagem dos 
materiais, realizadas na pista, no canteiro de obras ou 
em central de mistura, bem como o espalhamento, 
compactação e acabamento na pista, devidamente 
preparada na largura desejada, nas quantidades que 
permitam, após a compactação, atingir a espessura 
projetada. 
5.3.2 A mistura, após processada, não deve ser 
armazenada por período superior a cinco dias, para 
evitar seu concrecionamento. 
5.3.3 Quando houver necessidade de executar a camada 
de sub-base com espessura final superior a 20 cm, esta 
deve ser subdividida em camadas parciais. A espessura 
mínima de qualquer camada deve ser de 10 cm, após a 
compactação. 
5.3.4 Mistura da ACERITA® e do solo em central de 
mistura 
• A mistura da ACERITA® e do solo deve ser 
preparada em centrais de mistura, empregando-
se materiais de ocorrências locais, objetivando 
as vantagens técnicas e econômicas da 
dosagem e da homogeneização da mistura 
ACERITA® - solo; 
• Todas as operações necessárias ao preparo da 
mistura final devem ser realizadas em central, 
restando apenas o transporte da mistura, já 
pronta, para a rodovia, onde deve ser enleirada 
e espalhada, ainda úmida, e homogeneizada 
com as devidas precauções, de modo que após 
a compactação apresente a espessura, o greide 
longitudinal e a seção transversal estabelecidos 
no projeto; 
• A faixa para receber a mistura deve estar 
preparada quanto à drenagem, nivelamento e 
seção transversal, fixados no projeto; 
• A compactação da mistura, umedecida e 
homogeneizada, deve ser executada com o 
emprego de equipamentos que assegurem a 
obtenção da massa específica aparente fixada, 
em toda a espessura da camada compactada; 
• O Grau de Compactação mínimo deve ser de 
100% em relação à massa específica aparente 
seca máxima, obtida no ensaio DNER-ME 
129/94 - Método B. 
5.3.5 Mistura da ACERITA® e solo na pista 
• Para a execução da mistura na pista deve ser 
feita a conversão da proporção da mistura em 
peso para volume, com o intuito de facilitar a 
NORMA DNIT 114/2009-ES 5 
execução da mistura; 
• No caso de utilização do solo do próprio 
subleito, ou solo selecionado, com mistura na 
pista, devem ser obedecidas as seguintes fases 
de execução: 
− Preparo da faixa; 
− No caso de utilização do solo do próprio 
subleito é necessário escarificação da camada 
de solo, em espessura proporcional à mistura; 
− Homogeneização do solo local ou 
importado; 
− Distribuição da escória de aciaria – 
ACERITA®; 
− Preparo da mistura de ACERITA® com 
solo utilizando o equipamento de 
homogeneização; 
− Umedecimento e enleiramento da mistura; 
− Espalhamento, umedecimento e 
homogeneização da mistura; 
− Compactação e acabamento. 
• O Grau de Compactação mínimo deve ser de 
100% em relação à massa específica aparente 
seca máxima obtida no ensaio (DNER-ME 
129/94 - Método B). 
5.3.6 Mistura da ACERITA® e solo no canteiro de obras 
• Para a realização da mistura no pátio deve ser 
efetuada a conversão da proporção da mistura 
de peso para volume, com o intuito de facilitar a 
execução da mistura; 
• A pilha de ACERITA® e a de solo devem estar 
localizadas no canteiro de obras e próximas, 
para facilitar a mistura. Com o auxílio de uma pá 
carregadeira, coloca-se o volume proporcional 
de ACERITA® e argila em uma superfície limpa, 
dura e plana. Em seguida, procede-se a 
homogeneização dos materiais, também 
utilizando a pá carregadeira; 
• Todas as operações necessárias ao preparo da 
mistura final devem ser realizadas no canteiro 
de obras, restando o transporte da mistura para 
a pista, onde deve ser enleirada, espalhada, 
umedecida e homogeneizada com as devidas 
precauções, de modo que após a compactação 
apresente a espessura, o greide longitudinal e a 
seção transversal estabelecidos no projeto; 
• A faixa para receber a mistura deve estar 
preparada quanto à drenagem, nivelamento e 
seção transversal fixados no projeto; 
• A compactação da mistura, umedecida e 
homogeneizada, deve ser executada com o 
emprego de equipamentos que assegurem a 
obtenção da massa específica aparente fixada, 
em toda a espessura da camada compactada; 
• O Grau de Compactação mínimo deve ser de 
100% em relação à massa específica aparente 
seca máxima, obtida no ensaio (DNER-ME 
129/94 – Método B).6. Condicionantes ambientais 
Objetivando evitar a degradação do meio ambiente, 
devem ser devidamente observados os procedimentos a 
seguir descritos. 
6.1 Condicionantes ambientais gerais 
Devem ser observadas e adotadas as soluções e os 
procedimentos estabelecidos nas normas pertinentes do 
DNIT, em especial a Norma DNIT 070/2006-PRO – 
Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – 
Procedimento, e na documentação vinculada ao 
empreendimento, que compreende o Projeto de 
Engenharia, os Programas Ambientais pertinentes do 
Plano Básico Ambiental e as recomendações e 
exigências dos órgãos ambientais. 
6.2 Condicionantes ambientais específicos 
6.2.1. A aplicação da ACERITA ® em pavimentos 
rodoviários precisa sempre ser acompanhada de 
consulta prévia às normas técnicas do DNIT sobre a 
questão. 
6.2.2. A utilização de escória de aciaria na execução de 
sub-base deve contar da documentação específica para 
instauração do processo de licenciamento ambiental do 
empreendimento; devem ser seguidas as 
recomendações e exigências pertinentes do órgão 
ambiental competente para proceder ao licenciamento. 
6.2.3. Nas operações de estocagem e manuseio da 
ACERITA® devem ser adotados procedimentos 
adequados, de forma a não permitir que o material venha 
a cair em cursos d’água, canaletas e bueiros das 
rodovias; além disso, é obrigatório o uso de 
equipamentos de proteção individual (EPI). 
NORMA DNIT 114/2009-ES 6 
6.2.4. Os depósitos de materiais agregados a serem 
empregados, tanto de ACERITA® quanto de outros 
agregados, para aplicação na pavimentação, devem 
permanecer bem protegidos da chuva por coberturas 
de lona; quando necessário, devem ser umectados, 
para evitar partículas soltas no ar pela ação dos 
ventos, recomendando-se que fiquem localizados longe 
de residências e hospitais e protegidos por cercas, 
quando possível. 
6.2.5 Deve ser evitado que o material seja lançado na 
rede de drenagem ou acumulado fora do leito do 
pavimento em construção. 
7 Inspeções 
7.1 Controle da mistura 
Devem ser adotados os seguintes procedimentos: 
7.1.1 Ensaios de granulometria, compactação, Índice 
Suporte Califórnia - ISC e expansão da mistura 
espalhada na pista, pelos métodos DNER-ME 080/94, 
DNER-ME 129/94 (método B), DNER-ME 049/94 e 
DNIT 113/2009-ME - Avaliação do Potencial de 
Expansão da Escória de Aciaria, em amostras 
coletadas aleatoriamente. Deve ser coletada uma 
amostra, por camada, para cada 300 m de pista ou por 
jornada diária de 8 horas de trabalho. No caso do 
emprego de usina de solos as amostras 
correspondentes devem ser coletadas na saída do 
misturador; 
7.1.2 A energia de compactação de projeto deve ser a 
intermediária quanto ao número de golpes, de modo a 
atingir o máximo da densificação, determinada em 
trechos experimentais, em condições reais de trabalho 
no campo; 
7.1.3 O número de ensaios e determinações de 
controle da mistura deve ser definido pelo executante, 
em função do risco a ser assumido de ter um serviço 
de boa qualidade rejeitado, conforme a Tabela 4. 
Tabela 4 - Amostragem variável 
n 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 19 21 
k 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 
α 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 
 
n = n° de amostras k = coeficiente multiplicador 
α= risco do executante 
Devem se r e fe tuados , no mín imo , c i nco 
ensa ios e determinações por segmento e por 
camada (área inferior a 4 000m²). 
7.2 Controle da execução 
7.2.1 Devem ser executados os seguintes ensaios: 
Inicialmente, antes da compactação da mistura de 
ACERITA® com solo: 
a) Ensaios de umidade (DNER-ME 052/94, DNER-
ME 088/94), admitindo-se a tolerância de ± 2% 
da umidade ótima; 
b) Ensaios de compactação e moldagem de 
corpos-de-prova (DNER-ME 129/94 - Método 
B), para determinação do Índice de Suporte 
Califórnia, após quatro dias de embebição 
(DNER-ME 049/94). 
Após a compactação da mistura de ACERITA® com solo: 
Determinações da massa específica aparente "in situ" na 
pista compactada para o cálculo do GC - Grau de 
Compactação (DNER-ME 092/94). O ensaio de massa 
específica aparente seca “in situ”, em locais definidos 
aleatoriamente, por camada, para cada 100m de 
extensão, pelo método da Norma DNER-ME 092/94. 
Para pistas de extensão limitada, com no máximo 
4.000m² de área, devem ser feitas pelo menos 5 
determinações para o cálculo do Grau de Compactação - 
GC. Os valores do Grau de Compactação devem ser 
maiores que 100% (GC >100%). 
7.2.2 O número de ensaios de umidade, de Índice de 
Suporte Califórnia, de massa específica "in situ" e GC - 
Grau de Compactação, para o controle da execução, 
deve ser definido pelo executante em função do risco de 
se rejeitar um serviço de boa qualidade, conforme a 
Tabela 4. 
O executante deve informar previamente à Fiscalização 
a quantidade que pretende realizar de ensaios e 
determinações de controle da mistura, umidade, ISC, 
massa específica “in situ” e CG. 
7.3 Verificação do produto 
Após a execução da sub-base, deve ser efetuado o 
controle geométrico, procedendo-se a relocação e o 
nivelamento do eixo e das bordas, permitindo-se as 
seguintes tolerâncias: 
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; 
b) até 20%, em excesso, para a flecha de 
abaulamento, não se tolerando sua ausência; 
c) ± 10%, quanto à espessura de projeto da camada. 
 
NORMA DNIT 114/2009-ES 7 
7.4 Condições de conformidade e não-
conformidade 
7.4.1 A determinação do potencial de expansão da 
mistura, através da Norma DNIT 113/2009 ME - 
Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de 
Aciaria deve ser inferior a 1,5%. 
7.4.2 A expansão determinada no ensaio de ISC 
(DNER-ME 049/94) deve apresentar resultado inferior a 
1,0%. 
7.4.3 Devem ser controlados estatisticamente os 
valores máximos e mínimos da granulometria da mistura, 
adotando-se o seguinte procedimento: 
X - ks < valor mínimo admitido ou X + ks > valor 
máximo admitido não-conformidade; 
X - ks ≥ valor mínimo admitido e X + ks ≤ valor máximo 
admitido conformidade. 
Sendo: 
n
x
X
n
1i
1∑
== 
 
1
)( 2
−
−
= ∑
n
Xx
s i 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra 
k - coeficiente tabelado em função do número de 
determinações (tamanho da amostra) 
n - número de determinações. 
7.4.4 Devem ser controlados estatisticamente o valor 
mínimo do ISC e do Grau de Compactação – GC, 
adotando-se o seguinte procedimento: 
Se X - ks < valor mínimo admitido não-conformidade. 
Se X - ks ≥ valor mínimo admitido conformidade. 
7.4.5 Deve ser controlado estatisticamente, o valor 
máximo da determinação do potencial de expansão da 
mistura, pelo ensaio da Norma DNIT113/2009-ME - 
Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de 
Aciaria, adotando-se o seguinte procedimento: 
Se X + ks ≤ valor máximo admitido conformidade. 
Se X + ks > valor máximo admitido não- 
conformidade. 
7.4.6 Os serviços considerados não-conformes devem 
ser corrigidos, complementados ou refeitos. 
7.4.7 Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de 
acompanhamento. 
8 Critérios de medição 
Os serviços conformes devem ser medidos de acordo 
com os critérios seguintes: 
8.1 A sub-base deve ser medida em metros cúbicos de 
mistura espalhada e compactada na pista, conforme a 
seção transversal do projeto, incluídos a mão-de-obra, 
materiais, equipamentos e encargos, além das 
operações de limpeza e expurgo de ocorrência de 
materiais, escavação, transporte, espalhamento, mistura, 
umedecimento ou secagem, compactação e 
acabamento; 
8.2 No cálculo dos valores dos volumes devem ser 
consideradas as larguras e espessuras médias obtidas 
no controle geométrico (subseção 7.3); 
8.3 Não devem ser considerados quantitativos de serviçosuperiores aos indicados no projeto; 
8.4 Na medição dos serviços devem ser consideradas 
como incluídas as operações de limpeza e expurgo de 
ocorrência de escavações, transportes, operações 
referentes à central de mistura, operações referentes à 
mistura na pista ou no canteiro de obras, quando 
especificadas, compactação, acabamento, proteção da 
base, fornecimento de escória de aciaria ACERITA® e a 
proteção ambiental. 
_________________/Anexo A 
NORMA DNIT 114/2009-ES 8 
 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de 
Rodagem. DNER-PRO 277/97: metodologia para 
controle estatístico de obras e serviços: 
procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 1997. 
 
b) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes. Manual de atividades ambientais 
rodoviárias. Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ., 
730) 
c) ______. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de 
Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ., 719).
 
 
Índice geral_________________
NORMA DNIT 114/2009-ES 9 
Índice geral 
Abstract 1 
Anexo A (Informativo) Bibliografia 8 
Condicionantes ambientais 6 5 
Condicionantes ambientais 
específicos 6.2 5 
Condicionantes ambientais 
gerais 6.1 5 
Condições de conformidade 
e não-conformidade 7.4 7 
Condições específicas 5 2 
Condições gerais 4 2 
Controle da execução 7.2 6 
Controle da mistura 7.1 6 
Critérios de medição 8 7 
Definições 3 2 
Equipamento 5.2 4 
Escória de aciaria LD, 
produzida na 
ARCELORMITTAL-TUBARÃO, 
com redução de 
expansão – ACERITA® 3.2 2 
Execução 5.3 4 
Índice geral 9 
Inspeções 7 6 
Insumos 5.1 2 
Objetivo 1 1 
Prefácio 1 
Referências normativas 2 2 
Resumo 1 
Solos finos de comportamento 
Laterítico 3.3 2 
Sub-base estabilizada 
granulometricamente 3.1 2 
Sumário 1 
Tabela 1 – Faixa granulométrica 
da ACERITA ® 3 
Tabela 2 – Faixa granulométrica 
do solo 3 
Tabela 3 – Faixa granulométrica 
das misturas 3 
Tabela 4 – Amostragem variável 6 
Verificação do produto 7.3 6 
 
_________________ 
 
 
 
Resumo 
Esta Norma define a sistemática empregada na 
execução da camada de base do pavimento utilizando 
escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-
TUBARÂO, com redução de expansão – ACERITA® , 
estabilizada granulometricamente, para utilização em 
rodovias com N < 5 x 106, estabelece os requisitos 
concernentes a material, equipamento, execução, 
condicionantes ambientais e controle da qualidade dos 
materiais empregados, além dos critérios para aceitação 
ou rejeição e medição dos serviços. 
Abstract 
This document presents procedures for base road 
construction, using stabilized granular LD steel slag, 
produced by ArcelorMittal Tubarão, and with expansion 
reduction - ACERITA®, for used in road with N < 5 x 106. 
It presents performance requirements concerning 
materials, equipment, execution, environmental impact 
control and quality control and criteria for acceptance and 
rejection of the services. 
Sumário 
Prefácio ...................................................................... 1 
1 Objetivo ................................................................ 1 
2 Referências normativas ...................................... 1 
3 Definições ............................................................. 2 
4 Condições geraisl .............................................. 2 
5 Condições específicas ...................................... 2 
 
 
6 Condicionantes ambientais ................................... 5 
7 Inspeções............................................................. 6 
8 Critérios de medição ......................................... 7 
Anexo A (Informativo) Bibliografia ........................ ..... 9 
 Índice geral ................................................. ..... 10 
Prefácio 
Esta Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas 
Rodoviárias – IPR/DIREX para estabelecer a sistemática 
a ser empregada na execução e no controle da 
qualidade da execução da camada de base de 
pavimento com escória de aciaria LD, produzida na 
ARCELORMITTAL-TUBARÃO - ACERITA®. 
Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009-
PRO. 
1. Objetivo 
Estabelecer a sistemática a ser empregada na execução 
da camada de base com escória de aciaria LD, 
produzida na ARCELORMITTAL-TUBARÃO, com 
redução de expansão – ACERITA®, estabilizada 
granulometricamente na proporção máxima de 80% e 
mínima de 50%, em peso, misturada com solo de 
comportamento geotécnico laterítico, para utilização em 
rodovias com N < 5 x 106. 
2. Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis 
à aplicação desta Norma. Para referências datadas, 
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências 
Out/2009 NORMA DNIT 115/2009 - ES 
DNIT Pavimentação rodoviária - Base estabilizada 
granulometricamente com escória de aciaria - 
ACERITA® - Especificação de serviço 
 
 
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR 
 
Processo: 50607.000.513/2009-14 
 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 20/10/2009. 
 
 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde 
que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial 
Palavras-Chave: Nº total de páginas 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-
ESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA-GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 
Tel/fax: (21) 3545-4600 
 Pavimentação, base, escoria de aciaria 10 
NORMA DNIT 115/2009-ES 2 
não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do 
referido documento (incluindo emendas). 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de 
Rodagem. DNER-ME 035/98 - Agregados - 
Determinação da abrasão “Los Angeles” - Método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. 
b) _____. DNER-ME 049/94 - Solos - Determinação 
do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras 
não trabalhadas. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
c) _____. DNER-ME 051/94 - Solos – Análise 
granulométrica - Método de ensaio. Rio de Janeiro, 
IPR, 1994. 
d) _____. DNER-ME 052/94 – Solos e agregados 
miúdos – Determinação da umidade pelo método 
expedito “Speedy” - Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
e) _____. DNER-ME 054/97 - Equivalente de areia - 
Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. 
f) _____. DNER-ME 080/94 - Solos - Análise 
granulométrica por peneiramento - Método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
g) _____. DNER-ME 088/94 – Solos – Determinação 
da umidade pelo método expedito do álcool: 
Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
h) _____. DNER-ME 092/94 - Solo - Determinação da 
massa específica aparente “in situ”, com emprego 
do frasco de areia - Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
i) _____. DNER-ME 129/94 - Solos - Compactação 
utilizando amostras não trabalhadas - Método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
j) _____. DNER-ME 131/94 – Solos – Determinação 
do módulo de resilência - Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
k) _____. DNER-ME 256/97 – Solos compactados 
com equipamento miniatura – Determinação de 
massa por imersão - Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1997. 
l) _____. DNER-ME 258/94 – Solos compactados 
com equipamento miniatura – Mini-MCV - Método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
m) _____. DNER-CLA 259/96 – Classificação de solos 
tropicais para finalidades rodoviárias utilizando 
corpos-de-prova compactados em equipamento 
miniatura. Rio de Janeiro: IPR, 1996. 
n) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes. DNIT 001/2009-PRO - Elaboração 
e apresentação de normas do DNIT - 
Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. 
o) _____.DNIT 070-PRO - Condicionantesambientais 
das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR. 
p) ______. DNIT 113/2009-ME - Agregados – 
Avaliação do potencial de expansão da escória de 
aciaria - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
2009. 
3. Definições 
Para os efeitos desta Norma, são adotadas as seguintes 
definições: 
3.1 Base estabilizada granulometricamente 
Camada granular de pavimentação executada sobre a 
sub-base, subleito ou reforço do subleito, devidamente 
regularizada e compactada. 
3.2 Escória de aciaria LD, produzida na 
ARCELORMITTAL-TUBARÃO, com redução de 
expansão – ACERITA® 
 Co-produto siderúrgico, obtido na etapa de refino do aço 
líquido, tratado ao tempo com molhagem e aeração, para 
redução do seu potencial de expansão. 
3.3 Solos finos de comportamento laterítico 
Solos finos passíveis de uso em sub-bases e bases de 
pavimento (para tráfego de volume baixo a médio), 
segundo a Norma DNER-CLA 259/96. 
4. Condição geral 
4.1 Não permitir a execução dos serviços, objeto desta 
Norma, em dias de chuva. 
4.2 Na utilização de escória de aciaria em pavimentos 
rodoviários, com ou sem revestimento, devem ser 
observados os procedimentos descritos na seção 6 
– Condicionantes ambientais. 
5. Condições específicas 
5.1 Insumos 
5.1.1 A escória de aciaria LD com redução de expansão 
– ACERITA® deve apresentar as seguintes 
características: 
• Composição granulométrica - satisfazendo a 
faixa da Tabela 1, a seguir: 
NORMA DNIT 115/2009-ES 3 
Tabela 1– Faixa granulométrica da ACERITA® 
 
• Índice de Suporte Califórnia (DNER-ME 129/94)- 
deve ser igual ou superior a 80%, com energia 
de compactação do Método B; 
• Los Angeles (DNER-ME 035/98) - deve 
apresentar desgaste inferior a 40%, admitindo-
se valores maiores no caso de terem 
apresentado desempenho satisfatório em 
utilização anterior; 
• Média do potencial de expansão de 3 corpos-
de-prova, medido pelo ensaio da Norma DNIT 
113/2009-ME - Avaliação do Potencial de 
Expansão da Escória de Aciaria - deve ser 
inferior a 3%; 
• Módulo de resiliência na umidade ótima (DNER-
ME 131/94) - deve ser igual ou superior a 300 
MPa. 
5.1.2 O solo destinado à confecção da base deve 
apresentar as seguintes características: 
• Comportamento laterítico pertencendo a um dos 
grupos LA, LA´ ou LG´ da classificação M.C.T., 
conforme definido pelo método DNER-CLA 
259/96. Para efeito desta Norma, é aceitável 
que o material tenha até 15%, em peso, retido 
na peneira nº10; 
• Composição granulométrica (DNER-ME 080/94) 
satisfazendo à faixa da Tabela 2, a seguir: 
 
Tabela 2 – Faixa Granulométrica do Solo 
 
5.1.3 A mistura de escória de aciaria LD com redução de 
expansão – ACERITA®, estabilizada 
granulometricamente, e solo deve apresentar as 
características seguintes: 
• Composição granulométrica (DNER-ME 080/94) 
- satisfazendo a uma das faixas recomendadas 
na Tabela 3. 
 
Tabela 3 – Faixas Granulométricas das misturas 
(ACERITA® + Solo) 
% em peso passando 
Peneiras 
A B 
Tolerâncias da 
faixa de projeto 
1” 100 100 ± 7 
3/8” 50 – 85 60 – 100 ± 7 
Nº 4 35 – 65 50 – 85 ± 5 
Nº 10 25 – 50 40 – 70 ± 5 
Nº 40 15 – 30 25 – 50 ± 2 
Nº 200 5 – 15 10 – 35 ± 2 
 
• Índice de Suporte Califórnia - deve ser superior 
a 60% e a expansão máxima deve ser de 0,5%, 
com energia de compactação no ensaio DNER-
ME 129/94, Método B; 
• Módulo de resiliência na umidade ótima (DNER-
Peneiras % em peso passando 
Tolerâncias de 
faixa de projeto 
1” 100 ± 7 
3/8” 50 – 85 ± 7 
Nº 4 35 – 65 ± 5 
Nº 10 25 – 50 ± 5 
Nº 40 15 – 30 ± 2 
Nº 200 5 – 15 ± 2 
Peneiras Faixas, % em peso passando 
1” 100 
3/8” 90 - 100 
Nº 4 89 - 99 
Nº 10 
85 - 97 
Nº 40 
63 - 80 
Nº 100 
52 - 67 
Nº 200 
45 - 65 
NORMA DNIT 115/2009-ES 4 
ME 131/94) - deve ser igual ou superior a 
300MPa; 
• Expansão obtida pela Norma DNIT 113/2009- 
ME - Avaliação do Potencial de Expansão da 
Escória de Aciaria - deve ser inferior a 1,5%. 
5.2 Equipamento 
A mistura de ACERITA® e solo deve ser feita, 
preferencialmente, em central de mistura. Também pode 
ser executada na pista ou no canteiro de obras. 
5.2.1 A central de mistura deve ser constituída 
essencialmente de: 
• Silos: para depósito da ACERITA® ou da mistura 
de ACERITA® e solo, providos de bocas de 
descarga e equipados com dispositivos que 
permitam graduar o escoamento; 
• Transportadores de esteiras: transportam a 
escória de ACERITA® e o solo, na devida 
proporção, até o equipamento misturador; 
• Equipamento misturador “pug-mill”: constituído, 
normalmente, de uma caixa metálica, contendo 
em seu interior, como elementos misturadores, 
dois eixos que rodam em sentido contrário, 
providos de chapa em espiral ou de pequenas 
chapas fixadas em hastes e que, devido aos 
seus movimentos, forçam a mistura íntima dos 
materiais, ao mesmo tempo que os fazem 
avançar até a saída do equipamento; 
• Reservatório de água e canalizações: para 
depositar e aspergir a água no processo da 
mistura; 
• Equipamento de carga de caminhões: 
constituído de um silo, o qual é abastecido por 
transportador de correia ou elevador de 
canecas, e colocado de modo que o caminhão 
transportador possa receber a mistura por 
gravidade. 
5.2.2 A mistura em central, na pista ou no canteiro 
necessita, também, da utilização dos seguintes 
equipamentos: motoniveladora pesada, com 
escarificador; carro tanque distribuidor de água; rolos 
compactadores tipo pé-de-carneiro, liso, liso-vibratório e 
pneumático; grade de discos; pulvi-misturador; e pá 
carregadeira. 
5.3 Execução 
5.3.1 A execução da base compreende as operações de 
mistura, umedecimento ou secagem dos materiais, 
realizada na pista, no canteiro de obras ou em central de 
mistura, bem como o espalhamento, compactação e 
acabamento na pista, devidamente preparada na largura 
desejada, nas quantidades que permitam, após a 
compactação, atingir a espessura projetada. 
5.3.2 A mistura, após processada, não deve ser 
armazenada por um período superior a 5 dias, para 
evitar o seu concrecionamento. 
5.3.3 Quando houver necessidade de executar a camada 
de base com espessura final superior a 20 cm, esta deve 
ser subdivida em camadas parciais. A espessura mínima 
de qualquer camada deve ser de 10 cm, após a 
compactação. 
5.3.4 Caso seja necessário realizar qualquer tipo de 
corte na base executada com ACERITA® , como por 
exemplo, para a colocação de meio-fio, recomenda-se o 
corte da base assim que concluída, pois o 
concrecionamento da ACERITA® é alto e dificulta o corte 
manual. 
5.3.5 A base imprimada deve ficar exposta até que haja 
a absorção do material asfáltico utilizado na imprimação. 
Caso ocorra o aparecimento de trincas, estas devem ser 
seladas antes da colocação do revestimento. 
5.3.6 Mistura da ACERITA® e do solo em central de 
mistura 
• A mistura da ACERITA® e do solo deve ser 
preparada em centrais de mistura, empregando-
se materiais de ocorrências locais, objetivando 
as vantagens técnicas e econômicas da 
dosagem e da homogeneização da mistura 
ACERITA® - solo; 
• Todas as operações necessárias ao preparo da 
mistura final devem ser realizadas em central, 
restando apenas o transporte da mistura, já 
pronta, para a rodovia, onde deve ser enleirada 
e espalhada, ainda úmida, e homogeneizada 
com as devidas precauções, de modo que após 
a compactação apresente a espessura, o greide 
longitudinal e a seção transversal estabelecidos 
no projeto; 
• A faixa para receber a mistura deve estar 
preparada quanto à drenagem, nivelamento e 
seção transversal, fixados no projeto; 
• A compactação da mistura, umedecida e 
homogeneizada, deve ser executada com o 
NORMA DNIT 115/2009-ES 5 
emprego de equipamentos que assegurem a 
obtenção da massa específica aparente fixada, 
em toda a espessura da camada compactada; 
• O Grau de Compactação mínimo deve ser de 
100% em relação à massa específicaaparente 
seca máxima, obtida no ensaio através da 
Norma DNER-ME 129/94 - Método B; 
• Deve ser executada a imprimação da camada 
de base com material betuminoso, na proporção 
de 0,5 a 1,0 ℓ/m2, assim que esta estiver 
concluída e ainda úmida. 
5.3.7 Mistura da ACERITA® e do solo na pista 
• Para a execução da mistura na pista deve ser 
feita a conversão da proporção da mistura em 
peso para volume, com o intuito de facilitar a 
execução da mistura; 
• No caso de utilização do solo do próprio subleito 
ou solo selecionado, com mistura na pista, 
devem ser obedecidas as seguintes fases de 
execução: 
- Preparo da faixa; 
- No caso de utilização do solo do próprio 
subleito é necessária a escarificação da 
camada de solo, em espessura proporcional 
à mistura; 
- Homogeneização do solo local ou importado; 
- Distribuição da escória de aciaria – 
ACERITA®; 
- Preparo da mistura de ACERITA® com solo 
utilizando o equipamento de homogeneização; 
- Umedecimento e enleiramento da mistura; 
- Espalhamento, umedecimento e homogeneização 
da mistura; 
- Compactação e acabamento. 
• O Grau de Compactação mínimo deve ser de 
100% em relação à massa específica aparente 
seca máxima obtida no ensaio (DNER-ME 
129/94-Método B); 
• Deve ser executada a imprimação da camada de 
base com material betuminoso, na proporção de 
0,5 a 1, 0 ℓ/m2, assim que esta estiver concluída 
e ainda úmida. 
5.3.8 Mistura da ACERITA® com solo no canteiro de 
obras 
• Para a execução de mistura no pátio deve ser 
efetuada a conversão da proporção da mistura 
de peso para volume, com o intuito de facilitar a 
execução da mistura; 
• A pilha de ACERITA® e a de solo devem estar 
localizadas no canteiro de obras e próximas, 
para facilitar a mistura. Com o auxílio de uma pá 
carregadeira, coloca-se o volume proporcional 
de ACERITA® e argila em uma superfície limpa, 
dura e plana. Em seguida, procede-se a 
homogeneização dos materiais, também 
utilizando a pá carregadeira; 
• Todas as operações necessárias ao preparo da 
mistura final devem ser realizadas no canteiro 
de obras, restando o transporte da mistura para 
a pista, onde deve ser enleirada, espalhada, 
umedecida e homogeneizada com as devidas 
precauções, de modo que após a compactação 
apresente a espessura, o greide longitudinal e a 
seção transversal estabelecidos no projeto; 
• A faixa para receber a mistura deve estar 
preparada quanto à drenagem, nivelamento e 
seção transversal fixados no projeto; 
• A compactação da mistura, umedecida e 
homogeneizada, deve ser executada com o 
emprego de equipamentos que assegurem a 
obtenção da massa específica aparente fixada 
em toda a espessura da camada compactada; 
• O Grau de Compactação mínimo deve ser de 
100% em relação à massa específica aparente 
seca máxima, obtida no ensaio (DNER-ME 
129/94 – Método B); 
• Deve ser executada a imprimação da camada 
de base com material betuminoso, na proporção 
de 0,5 a 1,0 ℓ/m2, assim que esta estiver 
concluída e ainda úmida. 
6. Condicionantes ambientais 
Objetivando evitar a degradação do meio ambiente, 
devem ser devidamente observados os procedimentos a 
seguir descritos. 
6.1 Condicionantes ambientais gerais 
Devem ser observadas e adotadas as soluções e os 
procedimentos estabelecidos nas normas pertinentes do 
NORMA DNIT 115/2009-ES 6 
DNIT, em especial a Norma DNIT 070/2006-PRO – 
Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – 
Procedimento, e na documentação vinculada ao 
empreendimento, que compreende o Projeto de 
Engenharia, os Programas Ambientais pertinentes do 
Plano Básico Ambiental e as recomendações e 
exigências dos órgãos ambientais. 
6.2 Condicionantes ambientais específicos 
6.2.1. A aplicação da ACERITA ® em pavimentos 
rodoviários precisa sempre ser acompanhada de 
consulta prévia às normas técnicas do DNIT sobre a 
questão. 
6.2.2. A utilização de escória de aciaria na execução da 
base deve constar da documentação específica para 
instauração do processo de licenciamento ambiental do 
empreendimento; devem ser seguidas as 
recomendações e exigências pertinentes do órgão 
ambiental competente para proceder ao licenciamento. 
6.2.3. Nas operações de estocagem e manuseio da 
ACERITA®, devem ser adotados procedimentos 
adequados, de forma a não permitir que o material venha 
a cair em cursos d’água, canaletas e bueiros das 
rodovias; além disso, é obrigatório o uso de 
equipamentos de proteção individual (EPI). 
6.2.4. Os depósitos de materiais agregados a serem 
empregados, tanto de ACERITA® quanto de outros 
agregados, para aplicação na pavimentação, devem 
permanecer bem protegidos da chuva por coberturas de 
lona; quando necessário, devem ser umectados, para 
evitar partículas soltas no ar pela ação dos ventos, 
recomendando-se que fiquem localizados longe de 
residências e hospitais e protegidos por cercas, quando 
possível. 
6.2.5 Deve ser evitado que o material seja lançado na 
rede de drenagem ou acumulado fora do leito do 
pavimento em construção. 
7 Inspeções 
7.1 Controle da mistura 
Devem ser adotados os seguintes procedimentos: 
7.1.1 Ensaios de granulometria, compactação, Índice 
Suporte Califórnia - ISC e expansão da mistura 
espalhada na pista, pelos métodos DNER-ME 080/94, 
DNER-ME 129/94 (método B), DNER-ME 049/94 e DNIT 
113/2009-ME - Avaliação do Potencial de Expansão da 
Escória de Aciaria, em amostras coletadas 
aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra, por 
camada, para cada 300 m de pista ou por jornada diária 
de 8 horas de trabalho. No caso do emprego de usina de 
solos, as amostras correspondentes devem ser 
coletadas na saída do misturador; 
7.1.2 A energia de compactação de projeto deve ser a 
intermediária quanto ao número de golpes, de modo a 
atingir o máximo da densificação, determinada em 
trechos experimentais e em condições reais de trabalho 
no campo; 
7.1.3 O número de ensaios e determinações de controle 
da mistura deve ser definido pelo executante, em função 
do risco a ser assumido de ter um serviço de boa 
qualidade rejeitado, conforme a Tabela 4. 
 
Tabela 4 - Amostragem variável 
n 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 19 21 
k 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 
α 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 
 
n = n° de amostras k = coeficiente multiplicador 
α= risco do executante 
 
Devem ser efetuados, no mínimo, cinco ensaios e 
determinações por segmento e por camada (área inferior 
a 4000 m²). 
7.2 Controle da execução 
7.2.1 Devem ser executados os seguintes ensaios: 
Inicialmente, antes da compactação da mistura de 
ACERITA® com solo: 
a) Ensaios de umidade (DNER-ME 052/94, DNER-
ME 088/94), admitindo-se a tolerância de ± 2% 
da umidade ótima; 
b) Ensaios de compactação e moldagem de 
corpos-de-prova (DNER-ME 129/94 - Método 
B), para determinação do Índice de Suporte 
Califórnia, após quatro dias de embebição 
(DNER-ME 049/94). 
Após a compactação da mistura de ACERITA® com solo: 
Determinações da massa específica aparente "in situ" na 
pista compactada, para o cálculo do GC - Grau de 
Compactação (DNER-ME 092/94). O ensaio de massa 
específica aparente seca “in situ”, em locais definidos 
aleatoriamente, por camada, para cada 100 m de 
NORMA DNIT 115/2009-ES 7 
extensão, pelo método DNER-ME 092/94. Para pistas de 
extensão limitada, com no máximo 4.000 m² de área, 
devem ser feitas pelo menos 5 determinações para o 
cálculo do Grau de Compactação - GC. Os valores do 
Grau de Compactação devem ser maiores que 100% 
( GC >100%). 
7.2.2 O número de ensaios de umidade, de Índice de 
Suporte Califórnia, de massa específica "in situ" e GC - 
Grau de Compactação, para o controle da execução, 
deve ser definido pelo executante em função do risco de 
se rejeitar um serviço de boa qualidade, conforme a 
Tabela 4.O executante deve informar previamente à Fiscalização 
a quantidade que pretende realizar de ensaios e 
determinações de controle da mistura, umidade, ISC, 
massa específica “in situ” e CG. 
7.3 Verificação do produto 
Após a execução da base, deve ser efetuado o controle 
geométrico, procedendo-se a relocação e o nivelamento 
do eixo e das bordas, permitindo- se as seguintes 
tolerâncias: 
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; 
b) até 20%, em excesso, para a flecha de 
abaulamento, não se tolerando sua ausência; 
c) ± 10%, quanto à espessura de projeto da 
camada. 
7.4 Condições de conformidade e não-
conformidade 
7.4.1 O potencial de expansão da mistura, determinado 
através da Norma DNIT 113/2009 ME - Avaliação do 
Potencial de Expansão da Escória de Aciaria deve ser 
inferior a 1,5%. 
7.4.2 A expansão determinada no ensaio de ISC 
(DNER-ME 049/94) deve apresentar resultado inferior a 
0,5%. 
7.4.3 Devem ser controlados estatisticamente os 
valores máximos e mínimos da granulometria da mistura, 
adotando-se o seguinte procedimento: 
X - ks < valor mínimo admitido ou X + ks > valor 
máximo admitido não-conformidade; 
X - ks ≥ valor mínimo admitido e X + ks ≤ valor máximo 
admitido conformidade. 
Sendo: 
n
x
X
n
1i
1∑
== 
 
1
)( 2
−
−
= ∑
n
Xx
s i 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra 
k - coeficiente tabelado em função do número de 
determinações (tamanho da amostra) 
n - número de determinações. 
7.4.4 Devem ser controlados estatisticamente o valor 
mínimo do ISC e do Grau de Compactação – GC, 
adotando-se o seguinte procedimento: 
Se X - ks < valor mínimo admitido não-
conformidade; 
Se X - ks ≥ valor mínimo admitido conformidade. 
7.4.5 Deve ser controlado estatisticamente, o valor 
máximo da determinação do potencial de expansão da 
mistura, pelo ensaio da Norma DNIT 113/2009-ME - 
Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de 
Aciaria, adotando-se o seguinte procedimento: 
Se X + ks ≤ valor máximo admitido conformidade; 
Se X + ks > valor máximo admitido não-
conformidade. 
7.4.6 Os serviços considerados não-conformes devem 
ser corrigidos, complementados ou refeitos. 
7.4.7 Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de 
acompanhamento. 
8 Critérios de medição 
Os serviços conformes devem ser medidos de acordo 
com os critérios seguintes: 
8.1 A base deve ser medida em metros cúbicos de 
mistura espalhada e compactada na pista, conforme a 
seção transversal do projeto, já incluídos mão-de-obra, 
materiais, equipamentos e encargos, além das 
operações de limpeza e expurgo de ocorrência de 
NORMA DNIT 115/2009-ES 8 
materiais, escavação, transporte, espalhamento, mistura, 
umedecimento ou secagem, compactação e acabamento 
da pista; 
8.2 No cálculo dos valores dos volumes devem ser 
consideradas as larguras e espessuras médias obtidas 
no controle geométrico (subseção 7.3); 
8.3 Não devem ser considerados quantitativos de 
serviços superiores aos indicados no projeto; 
8.4 Na medição dos serviços devem estar incluídas 
as operações de limpeza e expurgo de ocorrência de 
escavações, transportes, operações referentes à central 
de mistura, operações referentes à mistura na pista ou 
no canteiro de obras, quando especificadas, 
compactação, acabamento, proteção da base, 
fornecimento de escória de aciaria ACERITA® e a proteção 
ambiental. 
 
_________________/Anexo A 
NORMA DNIT 115/2009-ES 9 
 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de 
Rodagem. DNER-PRO 277/97: metodologia para 
controle estatístico de obras e serviços: 
procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 1997. 
b) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes. Manual de atividades ambientais 
rodoviárias. Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ., 
730). 
c) ______. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de 
Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ., 719). 
 
 
 
 
 
 
_________________/Índice geral 
 
 
NORMA DNIT 115/2009-ES 10 
Índice geral 
 
Abstract 1 
Anexo A (Informativo) Bibliografia 9 
Base estabilizada 
granulometricamente 3.1 2 
Condicionantes ambientais 6 5 
Condicionantes ambientais 
específicos 6.2 6 
Condicionantes 
ambientais gerais 6.1 5 
Condições de conformidade 
e não-conformidade 7.4 7 
Condições específicas 5 2 
Condições gerais 4 2 
Controle da execução 7.2 6 
Controle da mistura 7.1 6 
Critérios de medição 8 7 
Definições 3 2 
Equipamento 5.2 4 
Escória de aciaria LD, 
produzida na 
ARCELORMITTAL-TUBARÃO, 
com redução de expansão – 
ACERITA® 3.2 2
 
Execução 5.3 4 
 Índice geral 10 
Inspeções 7 6 
Insumos 5.1 2 
Objetivo 1 1 
Prefácio 1 
Referências normativas 2 1 
Resumo 1 
Solos finos de comportamento 
laterítico 3.3 2 
Sumário 1 
Tabela 1 – Faixa granulométrica 
da ACERITA® 3 
Tabela 2 – Faixa granulométrica 
do solo 3 
Tabela 3 – Faixas granulométricas 
das misturas (ACERITA®+Solo) 3 
Tabela 4 – Amostragem variável 6 
Verificação do produto 7.3 7 
________________ 
 
 
 
DNIT 
Novembro/2010 NORMA DNIT 137/2010- ES 
Pavimentação – Regularização 
do subleito - Especificação de serviço 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA-GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 
Tel/fax: (21) 3545-4600 
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR 
Processo: 50607.000138/2009-02 
Origem: Revisão da norma DNER – ES 299/97. 
 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde 
que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial. 
Palavras-chave: Nº total de páginas 
Pavimentação, Regularização, Subleito 7 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada na 
execução da regularização do subleito de rodovias a 
pavimentar. 
São também apresentados os requisitos concernentes a 
materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de 
amostragem e de ensaios, condicionantes ambientais, 
controle da qualidade, condições de conformidade e não-
conformidade e os critérios de medição dos serviços. 
Abstract 
This document presents procedures for subgrade 
regularization. It includes the requirements the materials, 
equipment, execution, includes a sampling plan and 
essays, environmental management, quality control, 
conditions for conformity and non-conformity and criteria 
for the measurement of the performed services. 
Sumário 
Prefácio ..................................................................... 1 
1 Objetivo............................................................. 1 
2 Referências normativas .................................... 1 
3 Definições ......................................................... 2 
4 Condições gerais .............................................. 2 
5 Condições específicas ...................................... 3 
6 Condicionantes ambientais ............................... 3 
7 Inspeções ......................................................... 3 
8 Critérios de medição ......................................... 5 
Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 6 
Índice geral ................................................................ 7 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pelo Instituto de 
Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir como 
documento base, visando estabelecer a sistemática 
empregada na execução e controle da qualidade da 
regularização do subleito de rodovias a pavimentar. 
Está formatada de acordo com a NormaDNIT 001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma 
DNER-ES 299/97. 
1 Objetivo 
Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática 
a ser empregada na execução da regularização do 
subleito de rodovias a pavimentar, com a 
terraplenagem já concluída. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis 
à aplicação desta Norma. Para referências datadas, 
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências 
não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do 
referido documento (incluindo emendas). 
a) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa 
específica aparente, “in situ”, com emprego do 
NORMA DNIT 137/2010–ES 2 
balão de borracha – Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR. 
b) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de 
Suporte Califórnia utilizando amostras não 
trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
c) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – 
Determinação da umidade com emprego do 
“Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
d) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por 
peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
e) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de 
plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
f) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade 
pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR. 
g) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa 
específica aparente “in situ”, com emprego do 
frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
h) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de 
liquidez – Método de referência e método expedito 
– Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
i) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando 
amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio 
de Janeiro: IPR. 
j) DNER 277-PRO: Metodologia para controle 
estatístico de obras e serviços – Procedimento. Rio 
de Janeiro: IPR. 
k) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação 
de normas do DNIT – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2009. 
l) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras 
rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. 
m) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das 
áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR. 
n) DNIT 105-ES: Terraplenagem – Caminhos de 
serviço – Especificação de serviço. Rio de Janeiro: 
IPR. 
o) DNIT 106-ES: Terraplenagem – Cortes – 
especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. 
p) DNIT 107-ES: Terraplenagem – Empréstimos – 
Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. 
q) DNIT 108-ES: Terraplenagem – Aterros – 
Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. 
3 Definições 
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes 
definições: 
3.1 Regularização do subleito 
Operação destinada a conformar o leito estradal, 
transversal e longitudinalmente, obedecendo às larguras 
e cotas constantes das notas de serviço de regularização 
de terraplenagem do projeto, compreendendo cortes ou 
aterros até 20 cm de espessura. 
3.2 Nota de serviço de regularização 
Documento de projeto que contém o conjunto de dados 
numéricos relativos às larguras e cotas a serem 
obedecidas na execução da camada final de 
regularização do subleito. 
4 Condições gerais 
a) A regularização deve ser executada prévia e 
isoladamente da construção de outra camada do 
pavimento. 
b) Cortes e aterros com espessuras superiores a 20 
cm devem ser executados previamente à execução 
da regularização do subleito, de acordo com as 
especificações de terraplenagem DNIT 105/2009-
ES, DNIT 106/2009-ES, DNIT 107/2009-ES e DNIT 
108/2009-ES. 
c) Não deve ser permitida a execução dos serviços 
objeto desta Norma em dias de chuva. 
d) É responsabilidade da executante a proteção dos 
serviços e materiais contra a ação destrutiva das 
águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que 
possam danificá-los. 
 
 
NORMA DNIT 137/2010–ES 3 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
Os materiais empregados na regularização do subleito 
devem ser preferencialmente os do próprio. Em caso de 
substituição ou adição de material, estes devem ser 
provenientes de ocorrências de materiais indicadas no 
projeto e apresentar as características estabelecidas na 
alínea “d” da subseção 5.1-Materiais, da Norma DNIT 
108/2009-ES: Terraplenagem – Aterros – Especificação 
de Serviço, quais sejam, a melhor capacidade de suporte 
e expansão ≤ 2%, cabendo a determinação da 
compactação de CBR e de expansão pertinentes, por 
intermédio dos seguintes ensaios: 
 Ensaio de Compactação – Norma DNER-ME 129/94, 
na energia definida no projeto; 
 Ensaio de índice de Suporte Califórnia – ISC – 
Norma DNER-ME 49/94, com a energia do Ensaio 
de Compactação. 
Quando submetidos aos ensaios de caracterização 
DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 
122/94, devem atender ao que se segue: 
 Não possuir partículas com diâmetro máximo acima 
de 76 mm (3 polegadas); 
 O Índice de Grupo (IG) deve ser no máximo igual ao 
do subleito indicado no projeto. 
5.2 Equipamento 
São indicados os seguintes tipos de equipamento para a 
execução de regularização: 
a) Motoniveladora pesada, com escarificador; 
b) Carro tanque distribuidor de água; 
c) Rolos compactadores autopropulsados 
tipos pé-de-carneiro, liso-vibratórios e pneumáticos; 
d) Grades de discos, arados de discos e tratores de 
pneus; 
e) Pulvi-misturador. 
Os equipamentos de compactação e mistura devem ser 
escolhidos de acordo com o tipo de material empregado. 
5.3 Execução 
a) Toda a vegetação e material orgânico porventura 
existentes no leito da rodovia devem ser removidos. 
b) Após a execução de cortes, aterros e adição do 
material necessário para atingir o greide de projeto, 
deve-se proceder à escarificação geral na 
profundidade de 20 cm, seguida de pulverização, 
umedecimento ou secagem, compactação e 
acabamento. 
c) No caso de cortes em rocha a regularização deve ser 
executada de acordo com o projeto específico de cada 
caso. 
6 Condicionantes ambientais 
Objetivando a preservação ambiental, devem ser 
devidamente observadas e adotadas as soluções e os 
respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema 
ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental 
técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, 
especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na 
documentação técnica vinculada à execução das obras, 
documentação esta que compreende o Projeto de 
Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os 
Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental – PBA 
pertinentes e as recomendações e exigências dos órgãos 
ambientais. 
7 Inspeções 
7.1 Controle dos Insumos 
Os materiais utilizados na execução da regularização do 
subleito devem ser rotineiramente examinados mediante 
a execução dos seguintes procedimentos: 
a) Ensaios de caracterização do material espalhado na 
pista, em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser 
coletada uma amostra, para cada 200 m de pista ou 
por jornada diária de trabalho. A frequência destes 
ensaios pode ser reduzida, a critério da Fiscalização, 
para uma amostra por segmento de 400 m de 
extensão, no caso de materiais homogêneos. 
b) Ensaios de compactação pelo método DNER-ME 
129/94, para o material coletado na pista, em locais 
escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma 
amostra para cada 200 m de pista ou jornada diária 
de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser 
reduzida a critério da Fiscalização, para uma 
amostra por segmento de 400 m de extensão, no 
caso de materiais homogêneos. 
c) Ensaios de Índice de Suporte Califórnia (ISC) e 
Expansão, pelo método DNER-ME 049/94, com 
energia de compactação, para o material coletado 
na pista, a cada 400 m em locais escolhidos 
aleatoriamente, onde foram retiradas amostras para 
o ensaio de compactação. A frequência destes 
ensaios pode ser reduzida, a critério da Fiscalização, 
NORMA DNIT 137/2010–ES 4 
para uma amostra a cada 800 m de extensão, no 
caso de materiaishomogêneos. 
d) A frequência indicada para a execução de ensaios é 
a mínima aceitável. 
Para pistas de extensão limitada, com área de até 
4.000 m
2
, devem ser coletadas pelo menos 
5 amostras, para execução do controle dos insumos. 
7.2 Controle da execução 
O controle da execução da regularização do subleito 
deve ser exercido mediante a coleta de amostras, 
ensaios e determinações feitas de maneira aleatória, de 
acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide 
subseção 7.4). Devem ser efetuados as seguintes 
determinações e ensaios: 
a) Ensaio de umidade higroscópica do material, 
imediatamente antes da compactação, para cada 
100 m de pista a ser compactada, em locais 
escolhidos aleatoriamente (método DNER-ME 
052/94 ou DNER-ME 088/94). A tolerância admitida 
para a umidade higroscópica deve ser de ± 2% em 
relação à umidade ótima. 
b) Ensaio de massa específica aparente seca “in situ”, 
determinada pelos métodos DNER-ME 092/94 ou 
DNER-ME 036/94, em locais escolhidos 
aleatoriamente. Para pistas de extensão limitada, 
com volumes de, no máximo, 1.250 m
3
 de material, 
devem ser feitas, pelo menos, cinco determinações 
para o cálculo de grau de compactação (GC). 
c) Os cálculos de grau de compactação devem ser 
realizados utilizando-se os valores da massa 
específica aparente seca máxima obtida no 
laboratório e da massa específica aparente seca “in 
situ” obtida na pista. Não devem ser aceitos valores 
de grau de compactação inferiores a 100% em 
relação à massa específica aparente seca máxima, 
obtida no laboratório. 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade da camada de 
regularização do subleito (Produto) deve ser exercida 
através das determinações executadas de acordo com o 
Plano de Amostragem Variável (vide 
subseção 7.4). 
Após a execução da regularização do subleito, deve-se 
proceder ao controle geométrico, mediante a relocação e 
o nivelamento do eixo e das bordas, permitindo-se as 
seguintes tolerâncias: 
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; 
b) até 20%, em excesso, para a flecha de 
abaulamento, não se tolerando falta; 
c) ± 3 cm em relação às cotas do greide do projeto. 
7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico 
O número e a frequência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios para o controle 
tecnológico da execução e do produto devem ser 
estabelecidos segundo um Plano de Amostragem 
aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os 
preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. 
O tamanho das amostras deve ser documentado e 
previamente informado à Fiscalização. 
7.5 Condições de conformidade e não-conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações relativos à 
execução e ao produto, realizados de acordo com o 
Plano de Amostragem citado na subseção 7.4, devem 
cumprir as condições gerais e específicas desta Norma, 
e estar de acordo com os seguintes critérios: 
Quando especificado valor ou limite mínimo e/ou máximo 
a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes 
condições: 
a) Condições de conformidade: 
X - ks ≥ valor mínimo especificado; 
X+ ks ≤ valor máximo especificado. 
b) Condições de não-conformidade: 
X - ks < valor mínimo especificado; 
X+ ks > valor máximo especificado. 
 
Sendo: 
n
x
X
n
1i
i
 
 
1
)( 2
n
Xx
s
i
 
Onde: 
ix – valores individuais 
NORMA DNIT 137/2010–ES 5 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra 
k - coeficiente tabelado em função do número de 
determinações 
n - número de determinações (tamanho da 
amostra). 
Quando especificado um valor máximo a ser atingido, 
devem ser verificadas as seguintes condições: 
Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de 
acompanhamento, de acordo com a norma DNIT 011-
PRO, a qual estabelece que sejam tomadas providências 
para tratamento das “Não-conformidades” da execução e 
do produto. 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as 
correções executadas o colocarem em conformidade 
com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser 
rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços considerados conformes devem ser medidos 
de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de 
Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de 
acordo com as seguintes disposições gerais: 
a) a regularização do subleito deve ser medida em 
metros quadrados, considerando a área 
efetivamente executada. Não devem ser motivos de 
medição em separado: mão-de-obra, materiais, 
transporte, equipamentos e encargos, devendo os 
mesmos ser incluídos na composição do preço 
unitário; 
b) no cálculo da área de regularização devem ser 
consideradas as larguras médias da plataforma 
obtidas no controle geométrico; 
c) não devem ser considerados quantitativos de 
serviço superiores aos indicados no projeto; 
d) nenhuma medição deve ser processada se a ela 
não estiver anexado um relatório de controle da 
qualidade, contendo os resultados dos ensaios e 
determinações devidamente interpretados, 
caracterizando a qualidade do serviço executado. 
 
 
________________/Anexo A 
NORMA DNIT 137/2010–ES 6 
 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 
 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de 
Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. 
Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto 
de Pesquisas Rodoviárias. Manual de 
pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. 
Publ., 719). 
b) ______. Manual de restauração de pavimentos 
asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 
720). 
 
_________________/Índice geral 
 
 
NORMA DNIT 137/2010–ES 7 
Índice geral 
Abstract 1 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 6 
Condições de conformidade 
e não-conformidade 7.5 4 
Condicionantes ambientais 6 3 
Condições específicas 5 3 
Condições gerais 4 2 
Controle da execução 7.2 4 
Controle dos insumos 7.1 3 
Critérios de medição 8 5 
Definições 3 2 
Equipamento 5.2 3 
Execução 5.3 3 
Índice geral 7 
Inspeções 7 3 
Material 5.1 3 
Nota de serviço de 
regularização 3.2 2 
Objetivo 1 1 
Plano de amostragem – 
Controle tecnológico 7.4 4 
Prefácio 1 
Referências normativas 2 1 
Regularização do subleito 3.1 2 
Resumo 1 
Sumário 1 
Verificação do produto 7.3 4 
 
 
_________________
 
 
 
DNIT 
Novembro/2010 NORMA DNIT 138/2010 - ES 
Pavimentação – Reforço do subleito - 
Especificação de serviço 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
INFRAESTRUTURA DE 
TRANSPORTES 
DIRETORIA-GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 
Tel/fax: (21) 3545-4600 
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR 
Processo: 50607.000138/2009-02 
 
Origem: Revisão da norma DNER – ES 300/97. 
 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda 
comercial. 
Palavras-chave: Nº total de páginas 
Pavimentação, Reforço, Subleito 7 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada na 
execução da camada de reforço do subleito utilizando 
solo estabilizado granulometricamente. 
São também apresentados os requisitos concernentes a 
materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de 
amostragem e de ensaios, condicionantes ambientais, 
controle da qualidade, condições de conformidade e não-
conformidade e os critérios de medição dos serviços. 
Abstract 
This document presents procedures for pavement 
reinforcement using graded stabilized soil. It includes 
requirementsfor materials, equipment, execution, 
includes a sampling plan and essays, environmental 
management, quality control, conditions for conformity 
and non-conformity and criteria for measurement of 
performed services. 
Sumário 
Prefácio ..................................................................... 1 
1 Objetivo............................................................. 1 
2 Referências normativas .................................... 1 
3 Definições ......................................................... 2 
4 Condições gerais .............................................. 2 
5 Condições específicas ...................................... 2 
6 Condicionantes ambientais ............................... 3 
7 Inspeções ......................................................... 3 
8 Critérios de medição ......................................... 5 
Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 6 
Índice geral ................................................................ 7 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pelo Instituto de 
Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir como 
documento base, visando estabelecer a sistemática 
empregada na execução e controle da qualidade da 
camada de reforço do subleito, quando utilizados solos 
estabilizados granulometricamente. Está formatada de 
acordo com a Norma DNIT 001/2009 – PRO, cancela e 
substitui a Norma DNER-ES 300/97. 
1 Objetivo 
Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática 
a ser empregada na execução da camada de reforço 
do subleito. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis 
à aplicação desta Norma. Para referências datadas, 
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências 
não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do 
referido documento (incluindo emendas). 
a) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa 
específica aparente, “in situ”, com emprego do balão 
de borracha – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
NORMA DNIT 138/2010–ES 2 
b) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de 
Suporte Califórnia utilizando amostras não 
trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
c) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – 
Determinação da umidade com emprego do “Speedy” 
– Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
d) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por 
peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
e) DNER-ME 082: Solos - Determinação do limite de 
plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
f) DNER-ME 088: Solos - Determinação da umidade 
pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR. 
g) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa 
específica aparente “in situ”, com emprego do frasco 
de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
h) DNER-ME 122: Solos - Determinação do limite de 
liquidez – Método de referência e método expedito – 
Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
i) DNER-ME 129: Solos - Compactação utilizando 
amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio 
de Janeiro: IPR. 
j) DNER-PRO 277: Metodologia para controle 
estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR. 
k) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação de 
normas do DNIT – Procedimento. Rio de Janeiro: 
IPR, 2009. 
l) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras 
rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. 
m) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das 
áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR. 
n) DNIT 108-ES: Terraplenagem – Aterros – 
Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. 
3 Definições 
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes 
definições: 
3.1 Reforço do subleito 
Camada estabilizada granulometricamente, executada 
sobre o subleito devidamente compactado e 
regularizado, utilizada quando se torna necessário 
reduzir espessuras elevadas da camada de sub-base, 
originadas pela baixa capacidade de suporte do subleito. 
3.2 Estabilização granulométrica 
Processo de melhoria da capacidade resistente de 
materiais “in natura” ou mistura de materiais, mediante 
emprego de energia de compactação adequada, de 
forma a se obter um produto final com propriedades 
adequadas de estabilidade e durabilidade. 
4 Condições gerais 
a) Não deve ser permitida a execução dos serviços 
objeto desta Norma em dias de chuva. 
b) É responsabilidade da executante a proteção dos 
serviços e materiais contra a ação destrutiva das 
águas pluviais, do tráfego e de outros agentes 
que possam danificá-los. 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
Os materiais constituintes do reforço do subleito devem 
apresentar as características estabelecidas na alínea “d” 
da subseção 5.1 – Material, da Norma DNIT 108/2009-
ES: Terraplenagem – Aterros – Especificação de Serviço, 
quais sejam, a melhor capacidade de suporte e 
expansão ≤ a 2 %, cabendo a determinação dos valores 
de CBR e de expansão pertinente, por intermédio dos 
seguintes ensaios: 
 Ensaio de Compactação – Norma DNER-ME 
129/94, na energia do Método B, ou maior que 
esta; 
 Ensaio de índice Suporte Califórnia – ISC – 
Norma DNER-ME 49/94, com energia do Ensaio 
de Compactação. 
a) Os materiais constituintes são solos ou mistura de 
solos, de qualidade superior à do subleito. 
b) Quando submetidos aos ensaios de caracterização 
DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 
122/94, o Índice de Grupo (IG) deverá ser, no 
máximo, igual ao do subleito indicado no projeto; 
c) Índice Suporte Califórnia - ISC - igual ou maior aos 
indicados no projeto, e Expansão ≤ 1%, 
determinados através dos ensaios: 
 Ensaio de Compactação - DNER-ME 
129/94, na energia de compactação 
indicada no projeto; 
NORMA DNIT 138/2010–ES 3 
 Ensaio de Índice Suporte Califórnia - DNER-
ME 049/94, com a energia do ensaio de 
compactação. 
5.2 Equipamento 
São indicados os seguintes tipos de equipamento para a 
execução de regularização: 
a) Motoniveladora pesada, com escarificador; 
b) Carro tanque distribuidor de água; 
c) Rolos compactadores autopropulsados tipos pé-
de-carneiro, liso-vibratórios e pneumáticos; 
d) Grades de discos, arados de disco e tratores de 
pneus; 
e) Pulvi-misturador. 
Os equipamentos de compactação e mistura devem ser 
escolhidos de acordo com o tipo de material empregado. 
5.3 Execução 
a) A execução do reforço do subleito compreende as 
operações de mistura e pulverização, 
umedecimento ou secagem dos materiais na 
pista, seguidas de espalhamento, compactação e 
acabamento, realizadas na pista devidamente 
preparada, na largura desejada e nas quantidades 
que permitam, após a compactação, atingir a 
espessura projetada. 
b) Quando houver necessidade de executar camada 
de reforço com espessura final superior a 20 cm, 
estas devem ser subdivididas em camadas 
parciais. A espessura mínima de qualquer 
camada de reforço deve ser de 10 cm, após a 
compactação. 
6 Condicionantes ambientais 
Objetivando a preservação ambiental, devem ser 
devidamente observadas e adotadas as soluções e os 
respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema 
ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental 
técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, 
especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na 
documentação técnica vinculada à execução das obras, 
documentação esta que compreende o Projeto de 
Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os 
Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental – PBA 
pertinentes e as recomendações e exigências dos órgãos 
ambientais. 
 
7 Inspeções 
7.1 Controle dos insumos 
Os materiais utilizados na execução do reforço do 
subleito devem ser rotineiramente examinados, mediante 
a execução dos seguintes procedimentos: 
a) Ensaios de caracterização do material espalhado 
na pista em locais escolhidos aleatoriamente. Deve 
ser coletada uma amostra por camada, para cada 
200 m de pista, ou por jornada diáriade trabalho. A 
frequência destes ensaios pode ser reduzida, a 
critério da Fiscalização, para uma amostra por 
segmento de 400 m de extensão, no caso de 
materiais homogêneos. 
b) Ensaios de compactação pelo método DNER-ME 
129/94, com energia do Método B, ou maior que 
esta, para o material coletado na pista em locais 
escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma 
amostra por camada, para cada 200 m de pista, ou 
por jornada diária de trabalho. A frequência destes 
ensaios pode ser reduzida, a critério da 
Fiscalização, para uma amostra por segmento de 
400 m de extensão, no caso de materiais 
homogêneos. 
c) Ensaios de Índice Suporte Califórnia - ISC e 
expansão pelo método DNER-ME 049/94, com 
energia de compactação para o material coletado 
na pista, a cada 400 m, em locais escolhidos 
aleatoriamente, onde foram retiradas amostras para 
o Ensaio de Compactação. Deve ser coletada uma 
amostra por camada, para cada 400 m de pista, ou 
por jornada diária de trabalho. A frequência destes 
ensaios pode ser reduzida, a critério da 
Fiscalização, para uma amostra a cada 800 m de 
extensão, no caso de materiais homogêneos. 
d) A frequência indicada para a execução dos ensaios 
é a mínima aceitável, devendo ser compatibilizada 
com o Plano de Amostragem Variável (vide 
subseção 7.4). 
e) Para pistas de extensão limitada, com área de até 
4.000 m
2
, devem ser coletadas, pelo menos, 
cinco amostras, para execução do controle dos 
insumos. 
NORMA DNIT 138/2010–ES 4 
7.2 Controle da execução 
O controle da execução do reforço do subleito deve ser 
exercido mediante a coleta de amostras, ensaios e 
determinações feitas de maneira aleatória, de acordo 
com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 
7.4). Devem ser efetuadas as seguintes determinações e 
ensaios: 
a) Ensaio de umidade higroscópica do material, 
imediatamente antes da compactação, por 
camada, para cada 100 m de pista a ser 
compactada, em locais escolhidos aleatoriamente 
(método DNER-ME 052/94 ou DNER-ME 088/94). 
A tolerância admitida para a umidade 
higroscópica deve ser de ± 2% em relação à 
umidade ótima. 
b) Ensaio de massa específica aparente seca “in 
situ” para cada 100 m de pista, por camada, 
determinada pelos métodos DNER-ME 092/94 ou 
DNER-ME 036/94, em locais escolhidos 
aleatoriamente. Para pistas de extensão limitada, 
com áreas de, no máximo, 4000 m², devem ser 
feitas, pelo menos, cinco determinações por 
camada, para o cálculo do grau de compactação 
(GC). 
c) Os cálculos de grau de compactação devem ser 
realizados utilizando-se os valores da massa 
específica aparente seca máxima obtida no 
laboratório e da massa específica aparente seca 
“in situ” obtida na pista. Não devem ser aceitos 
valores de grau de compactação inferiores a 
100% em relação à massa específica aparente 
seca máxima obtida no laboratório. 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade da camada de reforço do 
subleito (Produto) deve ser exercida através das 
determinações executadas de acordo com o Plano de 
Amostragem Variável (vide subseção 7.4). 
Após a execução do reforço do subleito deve-se 
proceder ao controle geométrico, mediante a relocação e 
nivelamento do eixo e das bordas, permitindo-se as 
seguintes tolerâncias: 
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; 
b) até 20%, em excesso, para a flecha de 
abaulamento, não se tolerando falta; 
c) ± 10%, quanto à espessura da camada indicada no 
projeto. 
7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico 
O número e a frequência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios, para o controle 
tecnológico dos insumos, da execução e do produto 
devem ser estabelecidos segundo um Plano de 
Amostragem aprovado pela Fiscalização, elaborado de 
acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. 
O tamanho da amostra deve ser documentado e 
previamente informado à Fiscalização. 
7.5 Condições de conformidade e não- 
conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações relativos 
aos insumos, à execução e ao produto, realizados de 
acordo com o Plano de Amostragem citado em 7.4, 
devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta 
Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: 
Quando especificado valor ou limite mínimo e/ou máximo 
a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes 
condições: 
a) Condições de conformidade: 
X - ks ≥ valor mínimo especificado; 
X+ ks ≤ valor máximo especificado. 
b) Condições de não-conformidade: 
X - ks < valor mínimo especificado; 
X+ ks > valor máximo especificado. 
 
Sendo: 
n
x
X
n
1i
i
 
 
1
)( 2
n
Xx
s
i
 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra 
NORMA DNIT 138/2010–ES 5 
k - coeficiente tabelado em função do número de 
determinações 
n - número de determinações (tamanho da 
amostra). 
Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de 
acompanhamento, de acordo com a norma DNIT 
011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas 
providências para tratamento das “Não-conformidades”. 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as 
correções executadas o colocarem em conformidade 
com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser 
rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços considerados conformes devem ser medidos 
de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de 
Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de 
acordo com as seguintes disposições gerais: 
a) o reforço do subleito deve ser medido em metros 
cúbicos, considerando o volume efetivamente 
executado. Não devem ser motivos de medição em 
separado: mão-de-obra, materiais, transporte, 
equipamentos e encargos, devendo os mesmos ser 
incluídos na composição do preço unitário; 
b) no cálculo dos volumes de reforço do subleito 
devem ser consideradas as larguras e espessuras 
médias da camada obtidas no controle geométrico; 
c) não devem ser considerados quantitativos de 
serviço superiores aos indicados no projeto; 
d) nenhuma medição deve ser processada se a ela 
não estiver anexado um relatório de controle da 
qualidade, contendo os resultados dos ensaios e 
determinações devidamente interpretados, 
caracterizando a qualidade do serviço executado. 
 
_________________/Anexo A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NORMA DNIT 138/2010–ES 6 
 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 
 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes. Diretoria de Planejamento e 
Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e 
Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. 
Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 
2006. (IPR. Publ., 719). 
b) ______. Manual de restauração de pavimentos 
asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ. 
720). 
 
 
________________/Índice geral
NORMA DNIT 138/2010–ES 7 
Índice geral 
Resumo 1 
Abstract 1 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 6 
Condicionantes ambientais 6 3 
Condições de conformidade 
e não-conformidade 7.5 4 
Condições específicas 5 2 
Condições gerais 4 2 
Controle dos insumos 7.1 3 
Controle da execução 7.2 4 
Critérios de medição 8 5 
Definições 3 2 
Equipamento 5.2 3 
Estabilização granulométrica 3.2 2 
Execução 5.3 3 
Índice geral 7 
Inspeções 7 3 
Material 5.1 2 
Objetivo 1 1 
Plano de amostragem – 
Controle tecnológico 7.4 4 
Prefácio 1 
Referências Normativas 2 1 
Reforço do subleito 3.1 2 
Sumário 1 
Verificação do produto 7.3 4 
 
_________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DNIT 
Novembro/2010 NORMA DNIT 139/2010 - ES 
Pavimentação – Sub-base estabilizada 
granulometricamente - Especificação de serviçoMINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
 
DIRETORIA GERAL 
 
DIRETORIA EXECUTIVA 
 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 
Tel/fax: (21) 3545-4600 
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR 
Processo: 50607.000138/2009-02 
Origem: Revisão da norma DNER – ES 301/97. 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial. 
Palavras-chave: 
Nº total de 
páginas 
Pavimentação, Sub-base, estabilização granulométrica 8 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução da camada de sub-base do pavimento 
utilizando solo estabilizado granulometricamente. 
São também apresentados os requisitos concernentes a 
materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de 
amostragem e ensaios, condicionantes ambientais, 
controle da qualidade, condições de conformidade e não-
conformidade e os critérios de medição dos serviços. 
Abstract 
This document presents procedures for sub-base 
pavement layer construction, using graded stabilized soil. 
It includes requirements for materials, equipment, 
execution, includes a sampling plan and essays, 
environmental management, quality control, conditions 
for conformity and non-conformity and the criteria for the 
measurement of the performed services. 
Sumário 
Prefácio ..................................................................... 1 
1 Objetivo............................................................. 1 
2 Referências normativas .................................... 1 
3 Definições ......................................................... 2 
4 Condições gerais .............................................. 2 
5 Condições específicas ...................................... 2 
6 Condicionantes ambientais ............................... 4 
7 Inspeções .......................................................... 5 
8 Critérios de medição ......................................... 6 
Anexo A (informativo) Bibliografia ............................. 7 
Índice geral ................................................................ 8 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pelo Instituto de 
Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir como 
documento base, visando estabelecer a sistemática 
empregada na execução e controle da qualidade da 
camada de sub-base, quando utilizados solos 
estabilizados granulometricamente. Está formatada de 
acordo com a Norma DNIT 001/2009 – PRO, cancela e 
substitui a Norma DNER-ES 301/97. 
1 Objetivo 
Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática 
a ser empregada na execução da camada de sub-
base, quando empregados solos estabilizados 
granulometricamente. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis 
à aplicação desta Norma. Para referências datadas, 
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências 
não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do 
referido documento (incluindo emendas). 
NORMA DNIT 139/2010-ES 2 
a) DNER-ME 029: Solo - Determinação de 
expansibilidade – Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR. 
b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa 
específica aparente, “in situ”, com o emprego do 
balão de borracha – Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR. 
c) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de 
Suporte Califórnia utilizando amostras não 
trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
d) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – 
Determinação da umidade com emprego do 
“Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
e) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por 
peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
f) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de 
plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
g) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade 
pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR. 
h) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa 
específica aparente “in situ”, com emprego do 
frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
i) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de 
liquidez – Método de referência e método expedito 
– Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
j) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando 
amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio 
de Janeiro: IPR. 
k) DNER-PRO 277: Metodologia para controle 
estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio 
de Janeiro: IPR. 
l) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação 
de normas do DNIT – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2009. 
m) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras 
rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. 
n) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das 
áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR. 
3 Definições 
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes 
definições: 
3.1 Sub-base 
Camada de pavimentação, complementar à base e com 
as mesmas funções desta, executada sobre o subleito ou 
reforço do subleito, devidamente compactado e 
regularizado. 
3.2 Estabilização granulométrica 
Processo de melhoria da capacidade resistente de 
materiais “in natura” ou mistura de materiais, mediante 
emprego de energia de compactação adequada, de 
forma a se obter um produto final com propriedades 
adequadas de estabilidade e durabilidade. 
3.3 Sub-base estabilizada granulometricamente 
Camada de sub-base executada com utilização do 
processo de estabilização granulométrica. 
4 Condições gerais 
a) Não deve ser permitida a execução dos serviços, 
objeto desta Norma, em dias de chuva. 
b) É responsabilidade da executante a proteção dos 
serviços e materiais contra a ação destrutiva das 
águas pluviais, do tráfego e de outros agentes 
que possam danificá-los. 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
a) Os materiais constituintes são solos, mistura de 
solos, mistura de solos e materiais britados. 
b) Quando submetidos aos ensaios de 
caracterização DNER-ME 080/94, DNER-ME 
082/94 e DNER-ME 122/94, os materiais devem 
apresentar as seguintes características: 
 Índice de Grupo - IG igual a zero; 
 A fração retida na peneira n° 10 no ensaio 
de granulometria deve ser constituída de 
partículas duras, isentas de fragmentos 
moles, material orgânico ou outras 
substâncias prejudiciais. 
c) Índice de Suporte Califórnia – ISC ≥ 20% e 
Expansão ≤ 1%, determinados através dos 
ensaios: 
NORMA DNIT 139/2010-ES 3 
 Ensaio de Compactação - DNER-ME 
129/94, na energia do Método B, ou maior 
que esta; 
 Ensaio de Índice de Suporte Califórnia - 
DNER-ME 049/94, com a energia do ensaio 
de compactação. 
d) No caso de solos lateríticos, os materiais 
submetidos aos ensaios acima podem apresentar 
Índice de Grupo diferente de zero e expansão > 
1,0%, desde que no ensaio de expansibilidade 
(DNER-ME 029/94) apresente um valor inferior a 
10%. 
5.2 Equipamento 
São indicados os seguintes equipamentos para a 
execução da sub-base: 
a) motoniveladora pesada, com escarificador; 
b) carro tanque distribuidor de água; 
c) rolos compactadores autopropulsados 
tipos pé-de-carneiro, liso-vibratórios e 
pneumáticos; 
d) grade de discos e/ou pulvimisturador; 
e) tratores de pneus; 
f) pá-carregadeira; 
g) arados de disco; 
h) central de mistura; 
i) sapos mecânicos ou rolos vibratórios portáteis. 
5.3 Execução 
a) A execução da sub-base compreende as 
operações de mistura e pulverização, 
umedecimento ou secagem dos materiais em 
central de mistura ou na pista, seguidas de 
espalhamento, compactação e acabamento, 
realizadas na pista devidamente preparada, na 
largura desejada, nas quantidades quepermitam, 
após a compactação, atingir a espessura 
projetada. 
b) No caso de utilização de misturas de materiais 
devem ser obedecidos os seguintes 
procedimentos: 
 Mistura prévia – Deve ser executada 
preferencialmente em centrais de mistura 
próprias para este fim. Caso as quantidades 
a serem executadas não justifiquem a 
instalação de central de mistura, a mesma 
pode ser feita com pá-carregadeira. 
No segundo caso, a medida-padrão pode 
ser a concha da pá carregadeira utilizada no 
carregamento do material. Conhecidos os 
números da medida-padrão de cada material 
que melhor reproduza a dosagem projetada, 
deve ser iniciado o processo de mistura em 
local próximo a uma das jazidas. Depositam-
se alternadamente os materiais, em lugar 
apropriado e na proporção desejada. A 
mistura é então processada, revolvendo-se o 
monte formado com evoluções da concha da 
pá-carregadeira. Para evitar erros na 
contagem do número de medidas-padrão 
dos materiais, recomenda-se que a etapa 
descrita anteriormente seja executada 
dosando-se um ciclo da mistura por vez. 
Após a mistura prévia, o material é 
transportado, por meio de caminhões 
basculantes, depositando-se sobre a pista 
em montes adequadamente espaçados. 
Segue-se com o espalhamento pela ação da 
motoniveladora. 
 Mistura na pista - A mistura na pista 
somente pode ser procedida quando na 
mesma for utilizado material da pista 
existente, ou quando as quantidades a 
serem executadas não justificarem a 
instalação de central de mistura. 
Inicialmente, deve ser distribuído na pista o 
material que entra na composição da mistura 
em maior quantidade. Segue-se o 
espalhamento do segundo material, em 
quantidade que assegure o atendimento à 
dosagem e à espessura pretendida. O 
material espalhado deve receber adequada 
conformação, de forma que a camada 
apresente espessura constante. 
c) Espalhamento - O material distribuído é 
homogeneizado mediante ação combinada de 
grade de discos e motoniveladora. No decorrer 
desta etapa, devem ser removidos materiais 
estranhos ou fragmentos de tamanho excessivo. 
d) Correção e homogeneização da umidade - A 
variação do teor de umidade admitido para o 
NORMA DNIT 139/2010-ES 4 
material para início da compactação é de menos 2 
pontos percentuais até mais 1 ponto percentual 
da umidade ótima de compactação. Caso o teor 
de umidade se apresente abaixo do limite mínimo 
especificado, deve-se proceder ao umedecimento 
da camada com caminhão-tanque distribuidor de 
água, seguindo-se a homogeneização pela 
atuação de grade de discos e motoniveladora. Se 
o teor de umidade de campo exceder ao limite 
superior especificado, deve-se aerar o material 
mediante ação conjunta da grade de discos e da 
motoniveladora, para que o material atinja o 
intervalo da umidade especificada. 
e) Concluída a correção e homogeneização da 
umidade, o material deve ser conformado, de 
maneira a se obter a espessura desejada após a 
compactação. 
f) A espessura da camada compactada não deve 
ser inferior a 10 cm nem superior a 20 cm. 
Quando houver necessidade de se executar 
camadas de sub-base com espessura final 
superior a 20 cm, estas devem ser subdivididas 
em camadas parciais. A espessura mínima de 
qualquer camada de sub-base deve ser de 10 cm, 
após a compactação. Nesta fase devem ser 
tomados os cuidados necessários para evitar a 
adição de material na fase de acabamento. 
g) Compactação - Na fase inicial da obra devem ser 
executados segmentos experimentais, com 
formas diferentes de execução, na sequência 
operacional de utilização dos equipamentos, de 
modo a definir os procedimentos a serem 
obedecidos nos serviços de compactação. Deve-
se estabelecer o número de passadas 
necessárias dos equipamentos de compactação 
para atingir o grau de compactação especificado. 
Deve ser realizada nova determinação, sempre 
que houver variação no material ou do 
equipamento empregado. 
h) A compactação deve evoluir longitudinalmente, 
iniciando pelas bordas. Nos trechos em tangente, 
a compactação deve prosseguir das duas bordas 
para o centro, em percursos equidistantes da 
linha base, o eixo. Os percursos ou passadas do 
equipamento utilizado devem distar entre si de 
forma tal que, em cada percurso, seja coberta 
metade da faixa coberta no percurso anterior. Nos 
trechos em curva, havendo superelevação, a 
compactação deve progredir da borda mais baixa 
para a mais alta, com percursos análogos aos 
descritos para os trechos em tangente. 
i) Nas partes adjacentes ao início e ao fim da sub-
base em construção, a compactação deve ser 
executada transversalmente à linha base, o eixo. 
Nas partes inacessíveis aos rolos compactadores, 
assim como nas partes em que seu uso não for 
recomendável, tais como cabeceiras de pontes e 
viadutos, a compactação deve ser executada com 
rolos vibratórios portáteis ou sapos mecânicos. 
j) Durante a compactação, se necessário, pode ser 
promovido o umedecimento da superfície da 
camada, mediante emprego de carro-tanque 
distribuidor de água. Esta operação é exigida 
sempre que o teor de umidade estiver abaixo do 
limite inferior do intervalo de umidade admitido 
para a compactação. 
k) Acabamento - O acabamento deve ser executado 
pela ação conjunta de motoniveladora e de rolos 
de pneus e liso-vibratório. A motoniveladora deve 
atuar, quando necessário, exclusivamente em 
operação de corte, sendo vetada a correção de 
depressões por adição de material. 
l) Abertura ao tráfego - A sub-base estabilizada 
granulometricamente não deve ser submetida à 
ação do tráfego. A extensão máxima a ser 
executada deve ser aquela para a qual pode ser 
efetuado de imediato o espalhamento do material 
da camada seguinte, de forma que a sub-base já 
liberada não fique exposta à ação de intempéries 
que possam prejudicar sua qualidade. 
6 Condicionantes ambientais 
Objetivando a preservação ambiental, devem ser 
devidamente observadas e adotadas as soluções e os 
respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema 
ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental 
técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, 
especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na 
documentação técnica vinculada à execução das obras, 
documentação esta que compreende o Projeto de 
Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os 
Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental – PBA 
pertinentes e as recomendações e exigências dos 
órgãos ambientais. 
NORMA DNIT 139/2010-ES 5 
7 Inspeções 
7.1 Controle dos insumos 
Os materiais utilizados na execução da sub-base devem 
ser rotineiramente examinados, mediante a execução 
dos seguintes procedimentos: 
a) Ensaios de caracterização do material espalhado 
na pista pelos métodos DNER-ME 080/94, DNER-
ME 082/94 e DNER/ME 122/94, em locais 
escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada 
uma amostra por camada, para cada 200 m de 
pista, ou por jornada diária de trabalho. A 
frequência destes ensaios pode ser reduzida, a 
critério da Fiscalização, para uma amostra por 
segmento de 400 m de extensão, no caso do 
emprego de materiais homogêneos. 
b) Ensaios de compactação pelo método DNER-ME 
129/94, com energia do Método B, ou maior que 
esta, para o material coletado na pista, em locais 
escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada 
uma amostra por camada, para cada 200 m de 
pista, ou por jornada diária de trabalho. A 
frequência destes ensaios pode ser reduzida a 
critério da Fiscalização, para uma amostra por 
segmento de 400 m de extensão, no caso do 
emprego de materiais homogêneos. 
c) No caso da utilização de material britado ou 
mistura de solo e material britado, a energia de 
compactação de projeto pode ser modificada 
quanto ao número de golpes, de modo a se atingir 
o máximo da densificação determinada em 
trechos experimentais, em condições reais de 
trabalho no campo. 
d) Ensaios de Índicede Suporte Califórnia - ISC e 
expansão pelo método DNER-ME 049/94, na 
energia de compactação para o material coletado 
na pista, a cada 400 m, em locais escolhidos 
aleatoriamente onde foram retiradas amostras 
para o ensaio de compactação. A frequência 
destes ensaios pode ser reduzida, a critério da 
Fiscalização, para uma amostra a cada 800 m de 
extensão, no caso do emprego de materiais 
homogêneos. 
e) A frequência indicada para a execução dos 
ensaios é a mínima aceitável. 
f) Para pistas de extensão limitada, com área de até 
4.000 m
2
, devem ser coletadas pelo menos 
cinco amostras, para execução do controle dos 
insumos. 
7.2 Controle da execução 
O controle da execução da sub-base estabilizada 
granulometricamente deve ser exercido através de coleta 
de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira 
aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem 
Variável (vide subseção 7.4). Devem ser efetuadas as 
seguintes determinações e ensaios: 
a) Ensaio do fator de umidade do material, 
imediatamente antes da compactação, por 
camada, para cada 100 m de pista a ser 
compactada, em locais escolhidos aleatoriamente 
(métodos DNER-ME 052/94 ou DNER-ME 
088/94). A tolerância admitida para o teor de 
umidade é de dois pontos percentuais em 
relação à umidade ótima. 
b) Ensaio de massa específica aparente seca “in 
situ” para cada 100 m de pista, por camada, 
determinada pelos métodos DNER-ME 092/94 ou 
DNER-ME 036/94, em locais escolhidos 
aleatoriamente. Para pistas de extensão limitada, 
com áreas de, no máximo, 4.000 m
2
, devem ser 
feitas pelo menos cinco determinações por 
camada para o cálculo do grau de compactação 
(GC). 
c) Os cálculos de grau de compactação devem ser 
realizados utilizando-se os valores da massa 
específica aparente seca máxima obtida no 
laboratório e da massa específica aparente seca 
“in situ” obtida na pista. Não devem ser aceitos 
valores de grau de compactação inferiores a 
100% . 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade da camada de sub-base 
(Produto) deve ser exercida através das determinações 
executadas de acordo com o Plano de Amostragem 
Variável (vide subseção 7.4). 
Após a execução da sub-base deve-se proceder ao 
controle geométrico mediante a relocação e nivelamento 
do eixo e bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: 
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; 
b) até 20%, em excesso, para a flecha de 
abaulamento, não se tolerando falta; 
NORMA DNIT 139/2010-ES 6 
c) ± 10%, quanto à espessura da camada indicada no 
projeto. 
7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico 
O número e a frequência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios, para o controle 
tecnológico dos insumos, da execução e do produto, 
devem ser estabelecidos segundo um Plano de 
Amostragem aprovado pela Fiscalização, elaborado de 
acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. 
O tamanho das amostras deve ser documentado e 
previamente informado à Fiscalização. 
7.5 Condições de conformidade e não 
conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações relativos 
à execução e ao produto, realizados de acordo com o 
Plano de Amostragem citado na subseção 7.4, devem 
cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, 
e estar de acordo com os seguintes critérios: 
Quando especificado valor ou limite mínimo e/ou máximo 
a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes 
condições: 
a) Condições de conformidade: 
X - ks ≥ valor mínimo especificado; 
X+ ks ≤ valor máximo especificado. 
b) Condições de não-conformidade: 
X - ks < valor mínimo especificado; 
X+ ks > valor máximo especificado. 
 
Sendo: 
n
x
X
n
1i
i
 
 
1
)( 2
n
Xx
s
i
 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra 
k - coeficiente tabelado em função do número de 
determinações 
n - número de determinações (tamanho da 
amostra). 
Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de 
acompanhamento, de acordo com a Norma DNIT 
011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas 
providências para tratamento das não-conformidades. 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as 
correções executadas o colocarem em conformidade 
com o disposto nesta Norma; caso contrário, deve ser 
rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços considerados conformes devem ser medidos 
de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de 
Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de 
acordo com as seguintes disposições gerais: 
a) A sub-base deve ser medida em metros cúbicos, 
considerando o volume efetivamente executado. 
Não devem ser motivos de medição em separado: 
mão-de-obra, materiais, transporte, equipamentos e 
encargos, devendo os mesmos ser incluídos na 
composição do preço unitário; 
b) no cálculo dos volumes da sub-base devem ser 
consideradas as larguras e espessuras médias da 
camada obtidas no controle geométrico; 
c) não devem ser considerados quantitativos de 
serviço superiores aos indicados no projeto; 
d) nenhuma medição deve ser processada se a ela 
não estiver anexado um relatório de controle da 
qualidade, contendo os resultados dos ensaios e 
determinações devidamente interpretados, 
caracterizando a qualidade do serviço executado. 
 
_________________/Anexo A 
NORMA DNIT 139/2010-ES 7 
 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes. Diretoria de Planejamento e 
Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e 
Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. 
Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 
2006. (IPR. Publ., 719). 
 
 
b) ______. Manual de restauração de pavimentos 
asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 
720). 
 
 
 
_________________/Índice geral 
NORMA DNIT 139/2010-ES 8 
Índice geral 
Abstract 1 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 7 
Condicionantes ambientais 6 5 
Condições de conformidade 
e não-conformidade 7.5 4 
Condições específicas 5 2 
Condições gerais 4 2 
Controle da execução 7.2 5 
Controle dos insumos 7.1 5 
Critérios de medição 8 6 
Definições 3 2 
Equipamento 5.2 3 
Estabilização granulométrica 3.2 2 
Execução 5.3 3 
Índice geral 8 
Inspeções 7 5 
Material 5.1 2 
Objetivo 1 1 
Plano de amostragem – 
Controle tecnológico 7.4 6 
Prefácio 1 
Referências normativas 2 1 
Resumo 1 
Sub-base 3.1 2 
Sub-base estabilizada 
granulometricamente 3.3 2 
Sumário 1 
Verificação do produto 7.3 5 
 
________________ 
 
DNIT 
Novembro/2010 NORMA DNIT 140/2010 - ES 
Pavimentação – Sub-base de solo melhorado 
com cimento – Especificação de serviço 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
INFRAESTRUTURA DE 
TRANSPORTES 
DIRETORIA GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-
000 
Tel/fax: (21) 3545-4600 
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR 
Processo: 50607.000138/2009-02 
 
Origem: Revisão da norma DNER – ES 302/97. 
 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda 
comercial. 
Palavras-chave: 
Nº total de 
páginas 
Pavimentação, Sub-base, Solo, Cimento 9 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução da camada de sub-base de pavimento 
utilizando uma mistura de solo melhorado com cimento. 
São também apresentados os requisitos concernentes a 
materiais, equipamentos,execução, inclusive plano de 
amostragem e ensaios, condicionantes ambientais, 
controle da qualidade, condições de conformidade e não-
conformidade e os critérios de medição dos serviços. 
Abstract 
This document presents procedures for sub-base 
pavement layer construction, using soil improved with 
cement. 
It includes the requirements for materials, equipment, 
execution, includes a sampling plan and essays, 
environmental management, quality control, conditions 
for conformity and non-conformity and criteria for the 
measurement of the performed services. 
Sumário 
Prefácio ..................................................................... 1 
1 Objetivo............................................................. 1 
2 Referências normativas .................................... 1 
3 Definições ......................................................... 2 
4 Condições gerais .............................................. 2 
5 Condições específicas ...................................... 2 
 
6 Condicionantes ambientais ............................... 5 
7 Inspeções .......................................................... 5 
8 Critérios de medição ......................................... 7 
Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 8 
Índice geral ................................................................ 9 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pelo Instituto de 
Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir como 
documento base, visando estabelecer a sistemática 
empregada na execução e controle da qualidade da 
camada de sub-base, quando utilizado solo melhorado 
com cimento. Está formatada de acordo com a Norma 
DNIT 001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma 
DNER-ES 302/97. 
1 Objetivo 
Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática 
a ser empregada na execução da camada de sub-
base, quando empregado solo melhorado com cimento. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis 
à aplicação desta Norma. Para referências datadas, 
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências 
não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do 
referido documento (incluindo emendas). 
a) DNER-EM 036: Cimento Portland - Recebimento e 
aceitação – Especificação de material. Rio de 
Janeiro: IPR. 
NORMA DNIT 140/2010–ES 2 
b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa 
específica aparente, “in situ”, com emprego do 
balão de borracha – Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR. 
c) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de 
Suporte Califórnia utilizando amostras não 
trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
d) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – 
Determinação da umidade com emprego do 
“Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
e) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por 
peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
f) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de 
plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
g) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade 
pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR. 
h) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa 
específica aparente “in situ”, com emprego do 
frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
i) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de 
liquidez – Método de referência e método expedito 
– Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
j) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando 
amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio 
de Janeiro: IPR. 
k) DNER-PRO 277: Metodologia para controle 
estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio 
de Janeiro: IPR. 
l) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação 
de normas do DNIT – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2009. 
m) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras 
rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. 
n) DNIT 013-PRO: Requisitos para a qualidade na 
execução de obras rodoviárias – Procedimento. Rio 
de Janeiro: IPR. 
o) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das 
áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR. 
p) NBR 5732 - Cimento Portland comum. 
q) NBR 5735 - Cimento Portland de alto-forno. 
r) NBR NM 76 - Cimento Portland - Determinação da 
finura pelo método de permeabilidade ao ar 
(Método de Blaine). 
3 Definições 
Para os efeitos desa Norma, aplicam-se as seguintes 
definições: 
3.1 Sub-base 
Camada de pavimentação, complementar à base e com 
as mesmas funções dessa, executada sobre o subleito 
ou reforço do subleito devidamente compactado e 
regularizado. 
3.2 Solo melhorado com cimento 
Material proveniente de mistura de solo, cimento e água 
em proporções previamente determinadas por processo 
próprio de dosagem em laboratório, de forma a 
apresentar determinadas características de resistência e 
durabilidade. Os teores usuais de cimento situam-se na 
faixa de 2 a 4%, em peso, em relação ao total da 
mistura. 
3.3 Sub-base de solo melhorado com cimento 
Camada de sub-base obtida mediante a utilização de 
solo melhorado com cimento submetido a adequado 
processo de cura e devidamente compactada. 
4 Condições gerais 
a) Não deve ser permitida a execução dos serviços, 
objeto desta Norma, em dias de chuva. 
b) Todo o carregamento de cimento que chegar à 
obra deve vir acompanhado de certificado do 
fabricante/distribuidor com informações dos 
resultados de análise dos ensaios de 
caracterização exigidos nesta Norma, a data de 
fabricação, a indicação clara de sua procedência, 
do tipo e quantidade do seu conteúdo. 
c) É responsabilidade da executante a proteção dos 
serviços e materiais contra a ação destrutiva das 
águas pluviais, do tráfego e de outros agentes 
que possam danificá-los. 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
a) Cimento Portland - Deve obedecer às exigências 
NORMA DNIT 140/2010–ES 3 
da Norma DNER-EM 036/95, juntamente com as 
da Norma NBR 5732:1991 ou NBR 5735:1991. 
b) Água - Deve ser isenta de teores nocivos, como 
sais, ácidos, álcalis ou matéria orgânica e outras 
substâncias prejudiciais. 
c) Solo - Os solos empregados na execução de sub-
base de solo melhorado com cimento devem ser 
os provenientes de ocorrências de materiais, 
devendo apresentar as seguintes características, 
quando submetidos aos ensaios DNER-ME 
080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94: 
 Porcentagem passando na peneira n° 200, 
máximo...................................................50% 
 Índice de plasticidade, máximo...............18% 
 Limite de liquidez, máximo....................40% 
d) Mistura projetada de solo-cimento e água – Deve 
ser deixada solta para curar, por um período 
mínimo de 72 horas, após o qual deve satisfazer 
às seguintes características: 
 Índice de Grupo IG = 0, quando submetida 
aos ensaios de caracterização da alínea “c” 
da subseção 5.1; 
 Índice de Suporte Califórnia ISC 30% e 
expansão máxima de 1% pelo método DNER 
ME 049/94, obtidos de acordo com a energia 
de compactação da Norma DNER-ME 129/94 
(Método B). O ensaio do Índice de Suporte 
Califórnia deve ser realizado até a 
penetração de 12,7mm (0,5 polegada), de 
modo a ser possível o traçado, com precisão, 
da curva pressão - penetração. Na 
impossibilidade de atingir a penetração, o 
corpo-de-prova deve ser destorroado, 
recomeçando o processo mediante a 
moldagem de novos corpos-de-prova. 
5.2 Equipamento 
5.2.1 Execução de sub-base de solo melhorado com 
cimento 
São indicados os equipamentos seguintes: 
a) Motoniveladora com escarificador; 
b) Pulvimisturador; 
c) Trator de esteiras ou pneumático; 
d) Carro-tanque distribuidor de água; 
e) Rolos compactadores autopropulsados 
tipos pé-de-carneiro, corrugados, liso, liso-
vibratórios e pneumático; 
f) Central de mistura de capacidade adequada 
à obra; 
g) Rolo vibratório portátil ou sapo mecânico. 
5.2.2 Central de mistura 
Deve ser constituída essencialmentede: 
a) Silos - geralmente para cimento e solo, 
providos de bocas de descarga e equipados 
com dispositivos que permitam graduar o 
escoamento. 
b) Transportadores de esteiras, que 
transportam o solo e o cimento na proporção 
conveniente, até o equipamento misturador. 
c) Equipamento misturador “pug-mill”, 
constituído, normalmente, de uma caixa 
metálica, contendo em seu interior, como 
elementos misturadores, dois eixos que 
rodam em sentido contrário, providos de 
chapa em espiral ou de pequenas chapas 
fixadas em hastes que, devido aos seus 
movimentos, forçam a mistura íntima dos 
materiais, ao mesmo tempo que os faz 
avançar até a saída do equipamento. 
d) Reservatório de água e canalizações que 
permitam depositar e espargir a água sobre 
o solo, no processo de mistura. 
e) Equipamento de carga de caminhões, 
constituído de um silo com transportadores 
de correias ou elevadores de canecas, 
colocado de modo que o caminhão 
transportador possa receber, por gravidade, 
a mistura. 
5.3 Execução 
5.3.1 Mistura em central 
a) A mistura de solo selecionado, cimento e 
água deve ser preparada em centrais de 
mistura, empregando materiais de 
ocorrências, objetivando as vantagens 
técnicas e econômicas na dosagem e 
homogeneização da mistura solo, cimento e 
água; 
b) O solo empregado na mistura, na central, 
deve sofrer um processo de pulverização, 
NORMA DNIT 140/2010–ES 4 
exigindo-se que, no mínimo, 60% em peso do 
material esteja reduzido a partículas de 
diâmetro inferior a 4,8 mm (peneira n° 4); 
c) Todas as operações necessárias ao preparo 
da mistura final devem ser realizadas na 
central, restando apenas o transporte da 
mistura já pronta para a pista, onde deve ser 
enleirada, deixada curar por 72 horas, 
espalhada, umedecida e homogeneizada 
com as devidas precauções, e de modo que, 
após a compactação, apresente espessura, 
greide longitudinal e seção transversal 
indicados no projeto; 
d) A faixa para receber a mistura de solo 
melhorado com cimento deve estar 
preparada no que se refere à drenagem, 
nivelamento e seção transversal, conforme 
fixados no projeto. 
5.3.2 Mistura na pista 
No caso de utilização do solo do próprio subleito 
ou de solos selecionados com mistura na pista, 
devem ser obedecidas as seguintes fases de 
execução: 
a) Preparo da faixa; 
b) Pulverização e homogeneização do solo local 
ou de empréstimo; 
c) Distribuição de cimento; 
d) Preparo da mistura de solo e cimento 
utilizando o equipamento de pulverização e 
homogeneização; 
e) Umedecimento, enleiramento e cura por 72 
horas; 
5.3.3 Espalhamento 
Após a cura, o material é distribuído e 
homogeneizado mediante ação combinada de 
grade de discos e motoniveladora. 
5.3.4 Correção e homogeneização da umidade 
A variação do teor de umidade admitido para o 
material para início da compactação é de menos 2 
pontos percentuais até mais 1 ponto percentual 
da umidade ótima de compactação. Caso o teor 
de umidade se apresente abaixo do limite mínimo 
especificado, deve-se proceder ao umedecimento 
da camada através de caminhão-tanque 
distribuidor de água, seguindo-se a 
homogeneização pela atuação de grade de discos 
e motoniveladora. Se o teor de umidade de 
campo exceder ao limite superior especificado, 
deve-se aerar o material mediante ação conjunta 
de grade de discos e de motoniveladora, para que 
o material atinja o intervalo da umidade 
especificada. 
Concluída a correção e homogeneização da 
umidade, o material deve ser conformado de 
maneira a se obter a espessura desejada após a 
compactação. 
5.3.5 Espessura da camada compactada 
Não deve ser inferior a 10 cm nem superior a 20 
cm. Quando houver necessidade de se executar 
camadas de sub-base com espessura final 
superior a 20 cm, estas devem ser subdivididas 
em camadas parciais. A espessura mínima de 
qualquer camada de sub-base deve ser de 10 cm, 
após a compactação. Nesta fase devem ser 
tomados os cuidados necessários para evitar a 
adição de material na fase de acabamento. 
5.3.6 Compactação 
Na fase inicial da obra devem ser executados 
segmentos experimentais, com formas diferentes 
de execução, na sequência operacional de 
utilização dos equipamentos, de modo a definir os 
procedimentos a serem obedecidos nos serviços 
de compactação. Deve-se estabelecer o número 
de passadas necessárias dos equipamentos de 
compactação para atingir o grau de compactação 
especificado. Deve ser realizada nova 
determinação sempre que houver variação no 
material ou do equipamento empregado. 
A compactação deve evoluir longitudinalmente, 
iniciando pelas bordas. Nos trechos em tangente, 
a compactação deve prosseguir das duas bordas 
para o centro, em percursos equidistantes da linha 
base, o eixo. Os percursos ou passadas do 
equipamento utilizado devem distar entre si de 
forma tal que, em cada percurso, seja coberta 
metade da faixa coberta no percurso anterior. Nos 
trechos em curva, havendo superelevação, a 
compactação deve progredir da borda mais baixa 
para a mais alta, com percursos análogos aos 
descritos para os trechos em tangente. 
NORMA DNIT 140/2010–ES 5 
Nas partes adjacentes ao início e ao fim da sub-
base em construção, a compactação deve ser 
executada transversalmente à linha base, o eixo. 
Nas partes inacessíveis aos rolos compactadores, 
assim como nas partes em que seu uso não for 
recomendável, tais como cabeceira de pontes e 
viadutos, a compactação deve ser executada com 
rolos vibratórios portáteis ou sapos mecânicos. 
Durante a compactação, se necessário, pode ser 
promovido o umedecimento da superfície da 
camada, mediante emprego de carro-tanque 
distribuidor de água. Esta operação é exigida 
sempre que o teor de umidade estiver abaixo do 
limite inferior do intervalo de umidade admitido 
para a compactação. 
5.3.7 Acabamento 
O acabamento deve ser executado pela ação 
conjunta de motoniveladora e de rolos de pneus e 
liso-vibratório. A motoniveladora deve atuar, 
quando necessário, exclusivamente em operação 
de corte, sendo vetada a correção de depressões 
por adição de material. 
5.3.8 Abertura ao tráfego 
A sub-base de solo melhorado com cimento não 
deve ser submetida à ação do tráfego. A extensão 
máxima a ser executada deve ser aquela para a 
qual pode ser efetuado de imediato o 
espalhamento do material da camada seguinte, 
de forma que a sub-base já liberada não fique 
exposta à ação de intempéries que possam 
prejudicar sua qualidade. 
6 Condicionantes ambientais 
Objetivando a preservação ambiental, devem ser 
devidamente observadas e adotadas as soluções e os 
respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema 
ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental 
técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, 
especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na 
documentação técnica vinculada à execução das obras, 
documentação esta que compreende o Projeto de 
Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os 
Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental – PBA 
pertinentes e as recomendações e exigências dos 
órgãos ambientais. 
7 Inspeções 
7.1 Controle dos insumos 
Os materiais utilizados na execução da sub-base devem 
ser rotineiramente examinados, mediante a execução 
dos seguintes procedimentos: 
7.1.1 Cimento 
a) Todo cimento empregado na obra deve estar 
em conformidade com o disposto na Norma 
DNER-EM 036/95, de acordo com certificado do 
fabricante. 
b) Antes de usado, tanto na central de mistura 
quanto no espalhamento na pista, devem ser 
executados na obra ensaios de determinação 
de finura (NBR NM 76:1998 – Método de 
Blaine), a fim de verificar se o cimento não está 
empedrado. A frequência destes ensaios é de 
um ensaio por dia de trabalho, ou sempre que 
houver dúvidas sobre a sanidade do cimento. 
c) O resíduo retido na peneira n° 200 (malha de 
0,075 mm) não deve exceder a: 
 cimento Portlandde alto forno - 10%; 
 cimento Portland comum - 15%. 
7.1.2 Solos 
Os solos a serem empregados no preparo da 
mistura solo-cimento, tanto na mistura em usina 
quanto na pista, devem ser examinados mediante 
os ensaios de caracterização (DNER-ME 080/94, 
DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94), a fim de 
verificar se estão de acordo com o projeto de 
mistura e as tolerâncias especificadas quanto à 
granulometria, ao limite de liquidez e ao índice de 
plasticidade. 
A frequência indicada para a execução de ensaios 
é a mínima aceitável. 
Para pistas de extensão limitada, com área de até 
4.000 m
2
, devem ser coletadas pelo menos 
cinco amostras, para execução do controle dos 
insumos. 
7.2 Controle da execução 
O controle da execução da sub-base de solo melhorado 
com cimento deve ser exercido, mediante a coleta de 
amostras, ensaios e determinações feitas de maneira 
aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem 
NORMA DNIT 140/2010–ES 6 
Variável (vide subseção 7.4). Devem ser efetuadas as 
seguintes determinações e ensaios: 
7.2.1 Preparo da mistura de solo melhorado com 
cimento. 
Tanto na mistura em usina quanto na mistura na 
pista, devem ser verificadas aleatoriamente: 
a) antes da aplicação do cimento: 
 determinação do grau de pulverização do 
solo, através de peneiramento na peneira 
n° 4. 
b) depois da adição do cimento: 
 verificação da quantidade do cimento 
incorporada (por peso ou volume); 
 ensaio de compactação, após 72 horas de 
cura da mistura, para determinação da massa 
específica aparente máxima, (DNER-ME 
129/94 – Método B); 
 determinação do teor de umidade 
higroscópica, depois da adição da água e 
homogeneização da mistura curada (DNER-
ME 052/94 e DNER-ME 088/94). 
7.2.2 Compactação da mistura de solo melhorado com 
cimento na pista 
Tanto para a mistura fabricada e transportada da 
usina, enleirada e espalhada na pista após cura 
de 72 horas, umedecida e homogeneizada, 
quanto para a mistura realizada na pista e 
manipulada nas mesmas condições, devem ser 
verificadas de maneira aleatória: 
a) imediatamente antes da compactação: 
– determinações adicionais da umidade 
higroscópica (DNER-ME 052/94, DNER-ME 
088/94); 
– ensaios de compactação e moldagem de 
corpos-de-prova (DNER-ME 129/94 – 
Método B), para determinação do Índice de 
Suporte Califórnia, após 4 dias de 
embebição (DNER-ME 049/94). 
b) após a compactação: 
 determinação da massa específica aparente 
“in situ” na pista compactada, para o cálculo 
do Grau de Compactação (GC) (DNER-ME 
092/94 ou DNER-ME 036/94). 
 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade da camada de sub-base 
(Produto) deve ser exercida através das determinações 
executadas de acordo com o Plano de Amostragem 
Variável (vide subseção 7.4). 
Após a execução da sub-base deve-se proceder ao 
controle geométrico, mediante a relocação e nivelamento 
do eixo e bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: 
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; 
b) até 20%, em excesso, para a flecha de 
abaulamento, não se tolerando falta; 
c) ± 10%, quanto à espessura da camada indicada 
no projeto. 
7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico 
O número e a frequência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios para o controle 
tecnológico dos insumos, da execução e do produto 
devem ser estabelecidos segundo um Plano de 
Amostragem aprovado pela Fiscalização, elaborado de 
acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. 
O tamanho das amostras deve ser documentado e 
previamente informado à Fiscalização. 
7.5 Condições de conformidade e não-
conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações relativos 
aos insumos, à execução e ao produto, realizados de 
acordo com o Plano de Amostragem citado em 7.4, 
devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta 
Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: 
Quando especificado um valor mínimo e/ou máximo a 
ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes 
condições: 
a) Condições de conformidade: 
X - ks ≥ valor mínimo especificado; 
X+ ks ≤ valor máximo especificado. 
b) Condições de não-conformidade: 
X - ks < valor mínimo especificado; 
 
X+ ks > valor máximo especificado. 
Sendo: 
NORMA DNIT 140/2010–ES 7 
n
x
X
n
1i
i
 
 
1
)( 2
n
Xx
s
i
 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra 
k - coeficiente tabelado em função do número de 
determinações 
n - número de determinações (tamanho da 
amostra). 
Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de acompanhamento 
de acordo com a Norma DNIT 011/2004-PRO, a qual 
estabelece que sejam tomadas providências para 
tratamento das “Não-conformidades”. 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as 
correções executadas o colocarem em conformidade 
com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser 
rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços considerados conformes devem ser medidos 
de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de 
Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de 
acordo com as seguintes disposições gerais: 
a) A sub-base deve ser medida em metros cúbicos, 
considerando o volume efetivamente executado. 
Não devem ser motivos de medição em separado: 
mão-de-obra, materiais (inclusive o cimento), 
transporte, equipamentos e encargos, devendo os 
mesmos ser incluídos na composição do preço 
unitário; 
b) no cálculo dos volumes da sub-base devem ser 
consideradas as larguras e espessuras médias da 
camada obtidas no controle geométrico; 
c) não devem ser considerados quantitativos de 
serviço superiores aos indicados no projeto; 
d) nenhuma medição deve ser processada se a ela 
não estiver anexado um relatório de controle da 
qualidade, contendo os resultados dos ensaios e 
determinações devidamente interpretados, 
caracterizando a qualidade do serviço executado. 
 
 
_________________/Anexo A 
NORMA DNIT 140/2010–ES 8 
 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes: Manual de pavimentação. 3. ed. 
Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ. 719) 
b) _____. Manual de restauração de pavimentos 
asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. 
Publ. 720) 
c) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes. Diretoria de Planejamento e 
Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e 
Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. 
Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 
2006. (IPR. Publ., 719). 
d) ______. Manual de restauração de pavimentos 
asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 
720).
 
________________/Índice geral
NORMA DNIT 140/2010–ES 9 
Índice geral 
Abertura ao tráfego 5.3.8 5 
Abstract 1 
Acabamento 5.3.7 5 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 8 
Central de mistura 5.2.2 3 
Cimento 7.1.1 5 
Compactação 5.3.6 4 
Compactação da mistura 
de solo melhorado com 
cimento na pista 7.2.2 6 
Condicionantes ambientais 6 5 
Condições de conformidade 
e não-conformidade 7.5 6 
Condições específicas 5 2 
Condições gerais 4 2 
Controle da execução 7.2 5 
Controle dos insumos 7.1 5 
Correção e homogeneização 
da umidade 5.3.4 4 
Critérios de medição 8 7 
Definições 3 2 
Equipamento 5.2 3 
Espalhamento 5.3.3 4 
Espessura da camada 
compactada 5.3.5 4 
Execução 5.3 3 
Execução de sub-base de 
solo melhorado com cimento 5.2.1 3 
Índice geral 9 
Inspeções 7 5 
Material 5.1 2 
Mistura em central 5.3.1 3 
Mistura na pista 5.3.2 4 
Objetivo 1 1 
Plano de amostragem – 
Controle tecnológico 7.4 6 
Prefácio 1 
Preparo da mistura de solo 
melhorado com cimento 7.2.1 6 
Referências normativas 2 1 
Resumo 1Solo melhorado com cimento 3.2 2 
Solos 7.1.2 5 
Sub-base 3.1 2 
Sub-base de solo melhorado 
com cimento 3.3 2 
Sumário 1 
Verificação do produto 7.3 6 
 
________________ 
 
 
DNIT 
Novembro/2010 NORMA DNIT 141/2010 - ES 
Pavimentação – Base estabilizada 
granulometricamente - Especificação de serviço 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA-GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 
Tel/fax: (21) 3545-4600 
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR 
Processo: 50607.000138/2009-02 
 
Origem: Revisão da Norma DNER - ES 303/97. 
 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial. 
Palavras-chave: 
Nº total de 
páginas 
Pavimentação, Base 09 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução da camada de base do pavimento utilizando 
solo estabilizado granulometricamente. 
São também apresentados os requisitos concernentes a 
materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de 
amostragem e de ensaios, condicionantes ambientais, 
controle de qualidade, condições de conformidade e não-
conformidade e os critérios de medição dos serviços. 
Abstract 
This document presents procedures for base pavement 
layer construction, using graded stabilized soil. 
It includes the requirements for materials, equipment, 
execution, includes a sampling plan and essays, 
environmental management, quality control, conditions 
for conformity and non-conformity and criteria for the 
measurement of the performed services. 
Sumário 
Prefácio ..................................................................... 1 
1 Objetivo............................................................. 1 
2 Referências normativas .................................... 1 
3 Definições ......................................................... 2 
4 Condições gerais .............................................. 2 
5 Condições específicas ...................................... 2 
6 Condicionantes ambientais ............................... 5 
7 Inspeções .......................................................... 5 
8 Critérios de medição ......................................... 7 
Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 8 
Índice geral ................................................................ 9 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pelo Instituto de 
Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir 
como documento base, visando estabelecer a 
sistemática empregada na execução e controle da 
qualidade da camada de base, quando utilizados 
solos estabilizados granulometricamente. Está 
formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009 – 
PRO, cancela e substitui a Norma DNER-ES 303/97. 
1 Objetivo 
Esta Norma tem por objetivo estabelecer a 
sistemática a ser empregada na execução de 
camada de base, quando empregados solos 
estabilizados granulometricamente. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são 
indispensáveis à aplicação desta Norma. Para 
referências datadas, aplicam-se somente as edições 
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as 
edições mais recentes do referido documento 
(incluindo emendas). 
NORMA DNIT 141/2010-ES 2 
a) DNER-ME 035: Agregados - Determinação da 
abrasão “Los Angeles” – Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR. 
b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa 
específica aparente, “in situ”, com o emprego do 
balão de borracha – Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR. 
c) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de 
Suporte Califórnia utilizando amostras não 
trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
d) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – 
Determinação da umidade com emprego do 
“Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
e) DNER-ME 054: Equivalente de areia – Método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
f) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por 
peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
g) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de 
plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
h) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade 
pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR. 
i) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa 
específica aparente “in situ”, com emprego do 
frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
j) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de 
liquidez – Método de referência e método expedito 
– Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
k) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando 
amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio 
de Janeiro: IPR. 
l) DNER-PRO 277: Metodologia para controle 
estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio 
de Janeiro: IPR. 
m) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação 
de normas do DNIT – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2009. 
n) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras 
rodoviárias – Procedimento – IPR. 
o) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das 
áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR. 
3 Definições 
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes 
definições: 
3.1 Base 
Camada de pavimentação destinada a resistir aos 
esforços verticais oriundos dos veículos, distribuindo-
os adequadamente à camada subjacente, executada 
sobre a sub-base, subleito ou reforço do subleito 
devidamente regularizado e compactado. 
3.2 Estabilização granulométrica 
Processo de melhoria da capacidade resistente de 
materiais “in natura” ou mistura de materiais, 
mediante emprego de energia de compactação 
adequada, de forma a se obter um produto final com 
propriedades adequadas de estabilidade e 
durabilidade. 
3.3 Base estabilizada granulometricamente 
Camada de base executada com utilização do 
processo de estabilização granulométrica. 
4 Condições gerais 
a) Não deve ser permitida a execução dos 
serviços, objeto desta Norma, em dias de 
chuva. 
b) É responsabilidade da executante a proteção 
dos serviços e materiais contra a ação 
destrutiva das águas pluviais, do tráfego e de 
outros agentes que possam danificá-los. 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
a) Os materiais constituintes são solos, 
mistura de solos, mistura de solos e 
materiais britados. 
b) Quando submetidos aos ensaios de 
caracterização DNER-ME 080/94, DNER-
ME 082/94 e DNER-ME 122/94, e ao 
ensaio DNER-ME 054/97, os materiais 
devem apresentar as características 
indicadas a seguir: 
NORMA DNIT 141/2010-ES 3 
 Devem possuir composição granulométrica 
satisfazendo a uma das faixas da Tabela 1 a 
seguir, de acordo com o Número N de tráfego 
calculado segundo a metodologia do USACE. 
 No caso de N > 5 x 10
6
, o material deve se 
enquadrar em uma das 04 (quatro) Faixas A, 
B, C e D e no caso de N ≤ 5 x 10
6
, o material 
deve se enquadrar em uma das 06 (seis) 
Faixas A, B, C, D, E e F. 
 
 
Tabela 1 – Granulometria do material 
 
 
Faixas de 
Projeto 
A B C D E F Tolerância 
da Faixa de 
Projeto 
Peneiras % em peso passando 
2” 100 100 - - - - ± 7 
1” - 75-90 100 100 - - ± 7 
3/8” 30-65 40-75 50-85 60-100 100 100 ± 7 
N° 4 25-55 30-60 35-65 50-85 55-100 70-100 ± 5 
N° 10 15-40 20-45 25-50 40-7040-100 55-100 ± 5 
N° 40 8-20 15-30 15-30 25-45 20-50 30-70 ± 2 
N° 200 2-8 5-15 5-15 10-25 6-20 8-25 ± 2 
 
 
 A fração que passa na peneira n° 40 deve 
apresentar limite de liquidez inferior ou igual a 
25%, e índice de plasticidade inferior ou igual 
a 6%; quando esses limites forem 
ultrapassados, o equivalente de areia deve 
ser maior que 30%. 
 A porcentagem do material que passa na 
peneira n° 200 não deve ultrapassar 2/3 da 
porcentagem que passa na peneira n° 40. 
c) Índice Suporte Califórnia – ISC ≥ 60% para Número 
N ≤ 5 X 10
6
, ISC ≥ 80% para Número N > 5 X 10
6
, e 
Expansão ≤ 0,5%, determinados através dos 
ensaios: 
 Ensaio de Compactação - DNER-ME 129/94, 
na energia do Proctor modificado, indicada no 
projeto; 
 Ensaio de Índice de Suporte Califórnia - 
DNER-ME 049/94, com a energia do 
ensaio de compactação. 
d) O agregado retido na peneira n° 10 deve ser 
constituído de partículas duras e resistentes, 
isentas de fragmentos moles, alongados ou 
achatados, e isento de matéria vegetal ou outra 
substância prejudicial. Quando submetidos ao 
ensaio de abrasão Los Angeles (DNER-ME 
035/98), não devem apresentar desgaste 
superior a 55%, admitindo-se valores maiores, 
no caso de, em utilização anterior, terem 
apresentado desempenho satisfatório. 
5.2 Equipamento 
São indicados os seguintes tipos de equipamentos 
para a execução da base: 
a) motoniveladora pesada, com escarificador:; 
b) carro tanque distribuidor de água; 
c) rolos compactadores tipo pé-de-carneiro, liso-
vibratório e pneumático; 
d) grade de discos e/ou pulvimisturador; 
e) pá-carregadeira; 
f) arado de disco; 
g) central de mistura; 
h) rolo vibratório portátil ou sapo mecânico. 
5.3 Execução 
5.3.1 Execução da base 
A execução da base compreende as operações de 
mistura e pulverização, umedecimento ou secagem 
dos materiais, em central de mistura ou na pista, 
seguidas de espalhamento, compactação e 
acabamento, realizadas na pista devidamente 
preparada, na largura desejada, nas quantidades que 
permitam, após a compactação, atingir a espessura 
projetada. 
5.3.2 Mistura dos materiais 
No caso de utilização de misturas de materiais devem 
ser obedecidos os seguintes procedimentos: 
a) Mistura prévia – Deve ser executada 
preferencialmente em centrais de mistura 
próprias para este fim. Caso as quantidades a 
serem executadas não justifiquem a instalação 
Para N ≤ 5 x 10
6 
 Para N > 5 x 10
6 
 
 
NORMA DNIT 141/2010-ES 4 
de central de mistura, a mesma pode ser feita com 
pá-carregadeira. 
No segundo caso, a medida-padrão pode ser a 
concha da pá carregadeira utilizada no 
carregamento do material. Conhecidos os números 
da medida-padrão de cada material que melhor 
reproduza a dosagem projetada, deve ser iniciado o 
processo de mistura em local próximo a uma das 
jazidas. Depositar alternadamente os materiais, em 
lugar apropriado e na proporção desejada. A 
mistura deve ser processada após revolver o monte 
formado com evoluções da concha da pá-
carregadeira. Para evitar erros na contagem do 
número de medidas-padrão dos materiais, a etapa 
descrita anteriormente deve ser executada após a 
dosagem de um ciclo da mistura, por vez. 
Após a mistura prévia, o material deve ser 
transportado, por meio de caminhões basculantes e 
depositado sobre a pista, em montes 
adequadamente espaçados. 
A seguir, deve ser realizado o espalhamento pela 
ação da motoniveladora. 
b) Mistura na pista - A mistura na pista somente pode 
ser procedida quando na mesma for utilizado 
material da pista existente, ou quando as 
quantidades a serem executadas não justificarem a 
instalação de central de mistura. 
Inicialmente, deve ser distribuído na pista o material 
que entra na composição da mistura em maior 
quantidade. A seguir, deve ser espalhado o 
segundo material, em quantidade que assegure o 
atendimento à dosagem e à espessura pretendidas. 
O material espalhado deve receber adequada 
conformação, de forma que a camada apresente 
espessura constante. 
5.3.3 Espalhamento 
O material distribuído deve ser homogeneizado 
mediante ação combinada de grade de discos e 
motoniveladora. No decorrer desta etapa, devem 
ser removidos materiais estranhos ou fragmentos 
de tamanho excessivo. 
5.3.4 Correção e homogeneização da umidade 
A variação do teor de umidade admitida para o 
material para início da compactação é de menos 2 
pontos percentuais até mais 1 ponto percentual 
da umidade ótima de compactação. Caso o teor 
de umidade apresente valor abaixo do limite 
mínimo especificado, deve ser umedecida a 
camada através de caminhão-tanque irrigador, 
seguido de homogeneização pela atuação de 
grade de discos e motoniveladora. Se o teor de 
umidade de campo exceder ao limite superior 
especificado, o material deve ser aerado 
mediante ação conjunta da grade de discos e 
da motoniveladora, para que o material atinja o 
intervalo da umidade especificada. 
Concluída a correção e homogeneização da 
umidade, o material deve ser conformado, para 
obtenção da espessura desejada após a 
compactação. 
5.3.5 Espessura da camada compactada 
Não deve ser inferior a 10 cm, nem superior a 
20 cm. Quando houver necessidade de se 
executar camadas de base com espessura 
final superior a 20 cm, estas devem ser 
subdivididas em camadas parciais. A 
espessura mínima de qualquer camada de 
base deve ser de 10 cm, após a compactação. 
Nesta fase devem ser tomados os cuidados 
necessários para evitar a adição de material na 
fase de acabamento. 
5.3.6 Compactação 
Na fase inicial da obra devem ser executados 
segmentos experimentais, com formas 
diferentes de execução, na sequência 
operacional de utilização dos equipamentos, 
de modo a definir os procedimentos a serem 
obedecidos nos serviços de compactação. 
Deve ser estabelecido o número de passadas 
necessárias dos equipamentos de 
compactação para atingir o grau de 
compactação especificado. Deve ser realizada 
nova determinação, sempre que houver 
variação no material ou do equipamento 
empregado. 
A compactação deve evoluir longitudinalmente, 
iniciando pelas bordas. Nos trechos em 
tangente, a compactação deve prosseguir das 
duas bordas para o centro, em percursos 
equidistantes da linha base, o eixo. Os 
percursos ou passadas do equipamento 
utilizado devem distar entre si de forma tal que, 
NORMA DNIT 141/2010-ES 5 
em cada percurso, seja coberta metade da faixa 
coberta no percurso anterior. Nos trechos em 
curva, havendo superelevação, a compactação 
deve progredir da borda mais baixa para a mais 
alta, com percursos análogos aos descritos para 
os trechos em tangente. 
Nas partes adjacentes ao início e ao fim da base 
em construção, a compactação deve ser 
executada transversalmente à linha base, o eixo. 
Nas partes inacessíveis aos rolos compactadores, 
assim como nas partes em que seu uso não for 
recomendável, tais como cabeceira de pontes e 
viadutos, a compactação deve ser executada com 
rolos vibratórios portáteis ou sapos mecânicos. 
Durante a compactação, se necessário, pode ser 
promovido o umedecimento da superfície da 
camada, mediante emprego de carro-tanque 
distribuidor de água. Esta operação é exigida 
sempre que o teor de umidade estiver abaixo do 
limite inferior do intervalo de umidade admitido 
para a compactação. 
5.3.7 Acabamento 
O acabamento deve ser executado pela ação 
conjunta de motoniveladora e de rolos de pneus e 
liso-vibratório. A motoniveladora deve atuar, 
quando necessário, exclusivamente em operação 
de corte, sendo vetada a correção de depressões 
por adição de material. 
5.3.8 Abertura ao tráfego 
A base estabilizada granulometricamente não 
deve ser submetida à ação do tráfego, devendo 
ser imprimada imediatamente após a sua 
liberação pelos controles de execução, de forma 
que a base já liberada não fique exposta à ação 
de intempéries quepossam prejudicar sua 
qualidade. 
6 Condicionantes ambientais 
Objetivando a preservação ambiental, devem ser 
devidamente observadas e adotadas as soluções e os 
respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema 
ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental 
técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, 
especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na 
documentação técnica vinculada à execução das obras, 
documentação esta que compreende o Projeto de 
Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), 
os Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental 
– PBA pertinentes e as recomendações e exigências 
dos órgãos ambientais. 
7 Inspeções 
7.1 Controle dos insumos 
Os materiais utilizados na execução da base devem 
ser rotineiramente examinados, mediante a execução 
dos seguintes procedimentos: 
a) Ensaios de caracterização e de equivalente de 
areia do material espalhado na pista pelos 
métodos DNER-ME 054/97, DNER-ME 080/94, 
DNER-ME 082/94, DNER-ME 122/94, em 
locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser 
coletada uma amostra por camada para cada 
200 m de pista, ou por jornada diária de 
trabalho. A frequência destes ensaios pode ser 
reduzida para uma amostra por segmento de 
400 m de extensão, no caso do emprego de 
materiais homogêneos, a critério da 
Fiscalização. 
b) Ensaios de compactação pelo método DNER-
ME 129/94, com energia indicada no projeto, 
com material coletado na pista em locais 
escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada 
uma amostra por camada para cada 200 m de 
pista, ou por jornada diária de trabalho. A 
frequência destes ensaios pode ser reduzida 
para uma amostra por segmento de 400 m de 
extensão, no caso do emprego de materiais 
homogêneos, a critério da Fiscalização. 
c) No caso da utilização de mistura de solo e 
material britado, a compactação de projeto 
deve ser com a energia modificada, de modo a 
se atingir o máximo da densificação, 
determinada em trechos experimentais, em 
condições reais de trabalho no campo. 
d) Ensaios de Índice de Suporte Califórnia - ISC e 
expansão pelo método DNER-ME 049/94, na 
energia de compactação indicada no projeto 
para o material coletado na pista, em locais 
escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada 
uma amostra por camada para cada 400 m de 
pista, ou por camada por jornada diária de 
trabalho. A frequência destes ensaios pode ser 
reduzida para uma amostra por segmento de 
NORMA DNIT 141/2010-ES 6 
400 m de extensão, no caso do emprego de 
materiais homogêneos, a critério da Fiscalização. 
e) A frequência indicada para a execução de ensaios 
é a mínima aceitável. 
f) Para pistas de extensão limitada, com área de até 
4.000 m
2
, devem ser coletadas pelo menos 
5 amostras, para execução do controle dos 
insumos. 
7.2 Controle da execução 
O controle da execução da base estabilizada 
granulometricamente deve ser exercido mediante a 
coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de 
maneira aleatória, de acordo com o Plano de 
Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Devem ser 
efetuadas as seguintes determinações e ensaios: 
a) Ensaio de teor de umidade do material, 
imediatamente antes da compactação, por 
camada, para cada 100 m de pista a ser 
compactada, em locais escolhidos aleatoriamente 
(métodos DNER-ME 052/94 ou DNER-ME 
088/94). A tolerância admitida para o teor de 
umidade deve ser de 2 pontos percentuais em 
relação à umidade ótima. 
b) Ensaio de massa específica aparente seca “in 
situ” para cada 100 m de pista, por camada, 
determinada pelos métodos DNER-ME 092/94 ou 
DNER-ME 036/94, em locais escolhidos 
aleatoriamente. Para pistas de extensão limitada, 
com áreas de no máximo 4.000 m
2
, devem ser 
feitas pelo menos cinco determinações por 
camada, para o cálculo do grau de compactação 
(GC). 
c) Os cálculos do grau de compactação devem ser 
realizados utilizando-se os valores da massa 
específica aparente seca máxima obtida no 
laboratório e da massa específica aparente seca 
“in situ”, obtida na pista. Não devem ser aceitos 
valores de grau de compactação inferiores a 
100%. 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade da camada de base 
(Produto) deve ser exercida através das determinações 
executadas de acordo com o Plano de Amostragem 
Variável (vide subseção 7.4). 
Após a execução da base, deve-se proceder ao 
controle geométrico, mediante a relocação e 
nivelamento do eixo e bordas, permitindo-se as 
seguintes tolerâncias: 
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; 
b) até 20%, em excesso, para a flecha de 
abaulamento, não se tolerando falta; 
c) ± 10%, quanto à espessura da camada 
indicada no projeto. 
7.4 Plano de amostragem – Controle 
tecnológico 
O número e a frequência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios para o controle 
tecnológico dos insumos, da execução e do produto 
devem ser estabelecidos segundo um Plano de 
Amostragem, aprovado pela Fiscalização, elaborado 
de acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 
277/97. 
O tamanho das amostras deve ser documentado e 
informado previamente à Fiscalização. 
7.5 Condições de conformidade e não-
conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações 
relativos à execução e ao produto, realizados de 
acordo com o Plano de Amostragem citado na 
subseção 7.4, devem cumprir as Condições Gerais e 
Específicas desta Norma, e estar de acordo com os 
seguintes critérios: 
Quando especificado valor ou limite mínimo e/ou 
máximo a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas 
as seguintes condições: 
a) Condições de conformidade: 
X- ks ≥ valor mínimo especificado; 
X+ ks ≤ valor máximo especificado. 
b) Condições de não-conformidade: 
X- ks < valor mínimo especificado; 
X+ ks > valor máximo especificado. 
 
Sendo: 
n
x
X
n
1i
i
 
NORMA DNIT 141/2010-ES 7 
 
1
)( 2
n
Xx
s
i
 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra 
k - coeficiente tabelado em função do número de 
determinações 
n - número de determinações (tamanho da 
amostra). 
 
Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de 
acompanhamento, de acordo com a norma DNIT 
011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas 
providências para tratamento das “Não-conformidades”. 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as 
correções executadas colocarem-no em conformidade 
com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser 
rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços considerados conformes devem ser 
medidos de acordo com os critérios estabelecidos no 
Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes 
critérios, de acordo com as seguintes disposições 
gerais: 
a) A base deve ser medida em metros cúbicos, 
considerando o volume efetivamente executado. 
Não devem ser motivo de medição em separado: 
mão-de-obra, materiais, transporte, 
equipamentos e encargos, devendo os mesmos 
ser incluídos na composição do preço unitário; 
b) no cálculo dos volumes da base devem ser 
consideradas as larguras e espessuras médias 
da camada obtidas no controle geométrico; 
c) não devem ser considerados quantitativos de 
serviço superiores aos indicados no projeto; 
d) nenhuma medição deve ser processada se a ela 
não estiver anexado um relatório de controle da 
qualidade, contendo os resultados dos ensaios e 
determinações devidamente interpretados, 
caracterizando a qualidade do serviço 
executado. 
 
 
 
 
_________________/Anexo A 
 
NORMA DNIT 141/2010-ES 8 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de 
Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. 
Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto 
de Pesquisas Rodoviárias. Manual de 
pavimentação.3. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. 
Publ., 719). 
b) ______. Manual de restauração de pavimentos 
asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 
720).
_________________/Índice geral
NORMA DNIT 141/2010-ES 9 
 
Índice geral 
Abertura ao tráfego 5.3.8 5 
Abstract 1 
Acabamento 5.3.7 5 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 8 
Base 3.1 2 
Base estabilizada 
granulometricamente 3.3 2 
Compactação 5.3.6 4 
Condicionantes ambientais 6 5 
Condições de conformidade 
e não-conformidade 7.5 6 
Condições específicas 5 2 
Condições gerais 4 2 
Controle da execução 7.2 6 
Controle dos insumos 7.1 5 
Correção e homogeneização 
da umidade 5.3.4 4 
Critérios de medição 8 7 
Definições 3 2 
Equipamento 5.2 3 
Espalhamento 5.3.3 4 
Espessura da camada 
compactada 5.3.5 4 
Estabilização granulométrica 3.2 2 
Execução 5.3 3 
Execução da base 5.3.1 3 
Índice geral 9 
Inspeções 7 5 
Material 5.1 2 
Mistura dos materiais 5.3.2 3 
Objetivo 1 1 
Plano de amostragem – 
Controle tecnológico 7.4 6 
Prefácio 1 
Referências normativas 2 1 
Resumo 1 
Sumário 1 
Tabela 1 – Granulometria 
do material 3 
Verificação do produto 7.3 6
 
________________ 
 
 
 
 
 
NORMA DNIT 141/2010-ES: Pavimentação – Base estabilizada granulometricamente - 
Especificação de serviço 
 
 
 
ERRATA 
 
Em: 06/09/2011 
 
Na subseção 5.1, alínea “b”, foram feitas as seguintes alterações: 
 No caso de N > 5 x 10
6
, o material deve se enquadrar em uma das 04 (quatro) Faixas A, B, C e D 
e no caso de N ≤ 5 x 10
6
, o material deve se enquadrar em uma das 06 (seis) Faixas A, B, C, D, E 
e F. 
Foi efetuada correção na Tabela 1, no que se refere a percentagem que passa na peneira nº 4, para a 
faixa granulométrica “F”, alterada de 10 – 100, para 70 – 100. 
 
 
 
DNIT 
Novembro/2010 NORMA DNIT 142/2010 - ES 
Pavimentação – Base de solo melhorado com 
cimento - Especificação de serviço 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
 
DIRETORIA-GERAL 
 
DIRETORIA EXECUTIVA 
 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 
Tel/fax: (21) 3545-4600 
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR 
Processo: 50607.000138/2009-02 
 
Origem: Revisão da Norma DNER – ES 304/97. 
 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial. 
Palavras-chave: 
Nº total de 
páginas 
Pavimentação, Base, Solo, Cimento 9 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução da camada de base de pavimento utilizando 
uma mistura de solo melhorado com cimento. 
São também apresentados os requisitos concernentes a 
materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de 
amostragem, condicionantes ambientais, controle de 
qualidade, condições de conformidade e não-
conformidade e os critérios de medição dos serviços. 
Abstract 
This document presents procedures for base pavement 
layer construction, using soil improved with cement. 
It includes the requirements for materials, equipment, 
execution, includes a sampling plan, environmental 
management, quality control, the conditions for 
conformity and non-conformity and the criteria for the 
measurement of the performed services. 
Sumário 
Prefácio ..................................................................... 1 
1 Objetivo............................................................. 1 
2 Referências normativas .................................... 1 
3 Definições ......................................................... 2 
4 Condições gerais .............................................. 2 
5 Condições específicas ...................................... 3 
6 Condicionantes ambientais ............................... 5 
7 Inspeções .......................................................... 5 
8 Critérios de medição ......................................... 7 
Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 8 
Índice geral ................................................................ 9 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pelo Instituto de 
Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX para servir como 
documento base, visando estabelecer a sistemática 
empregada na execução da camada de base, quando 
utilizado solo melhorado com cimento. Está formatada de 
acordo com a Norma DNIT 001/2009 – PRO, cancela e 
substitui a Norma DNER-ES 304/97. 
1 Objetivo 
Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática a 
ser empregada na execução da camada de base, 
quando empregado solo melhorado com cimento. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis 
à aplicação desta Norma. Para referências datadas, 
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências 
não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do 
referido documento (incluindo emendas). 
a) DNER-EM 036 - Cimento Portland - Recebimento e 
aceitação – Especificação de material. Rio de 
Janeiro: IPR. 
NORMA DNIT 142/2010–ES 2 
b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa 
específica aparente, “in situ, com o emprego do 
balão de borracha – Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR. 
c) DNER-ME 049: Solos – Determinação do “Índice de 
suporte Califórnia” utilizando amostras não 
trabalhadas. Rio de Janeiro: IPR. 
d) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – 
Determinação da umidade com emprego do 
“Speedy” - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
e) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por 
peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
f) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de 
plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
g) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade 
pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR. 
h) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa 
específica aparente do solo “in situ”, com emprego 
do frasco de areia. Rio de Janeiro: IPR. 
i) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de 
liquidez – Método de referência e método expedito 
– Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
j) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando 
amostras não trabalhadas. Rio de Janeiro: IPR. 
k) DNER-PRO 277: Metodologia para controle 
estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio 
de Janeiro: IPR. 
l) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação 
de normas do DNIT – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2009. 
m) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras 
rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. 
n) DNIT 013-PRO: Requisitos para a qualidade em 
obras rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: 
IPR. 
o) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das 
áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR. 
p) NBR 5732 - Cimento Portland comum. Rio de 
Janeiro. 
q) NBR 5735 - Cimento Portland de alto-forno. Rio de 
Janeiro. 
r) NBR NM 76 - Cimento Portland - Determinação da 
finura pelo método de permeabilidade ao ar 
(Método de Blaine). Rio de Janeiro. 
3 Definições 
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes 
definições: 
3.1 Base 
Camada de pavimentação destinada a resistir aos 
esforços verticais oriundos dos veículos, distribuindo-os 
adequadamente à camada subjacente, executada sobre 
a sub-base, subleito ou reforço do subleito devidamente 
regularizado e compactado. 
3.2 Solo melhorado com cimento 
Material proveniente de mistura de solo, cimento e água 
em proporções previamente determinadas por processo 
próprio de dosagem em laboratório, de forma a 
apresentar determinadas características de resistência e 
durabilidade. Os teores usuais de cimento estão situados 
na faixa de 2 a 4%, em peso, emrelação ao total da 
mistura. 
3.3 Base de solo melhorado com cimento 
Camada de base obtida mediante a utilização de solo 
melhorado com cimento submetido a adequado processo 
de cura e devidamente compactada. 
4 Condições gerais 
a) Não deve ser permitida a execução dos serviços, 
objeto desta Norma, em dias de chuva. 
b) Todo o carregamento de cimento que chegar à obra 
deve vir acompanhado de certificado do 
fabricante/distribuidor com informações dos 
resultados de análise dos ensaios de 
caracterização exigidos nesta Norma, a data de 
NORMA DNIT 142/2010–ES 3 
fabricação, a indicação clara de sua procedência, 
do tipo e quantidade do seu conteúdo. 
c) É responsabilidade da executante a proteção dos 
serviços e materiais contra a ação destrutiva das 
águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que 
possam danificá-los. 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
5.1.1 Cimento Portland 
Deve obedecer às exigências da Norma DNER-
EM 036/95, juntamente com as das Normas NBR-
5732:1991 ou NBR 5735:1991. 
5.1.2 Água 
Deve ser isenta de teores nocivos de sais, ácidos, 
álcalis ou matéria orgânica e outras substâncias 
prejudiciais. 
5.1.3 Solo 
Os solos empregados na execução de base de 
solo melhorado com cimento devem ser os 
provenientes de ocorrências de materiais, 
devendo apresentar as seguintes características, 
quando submetidos aos ensaios DNER-ME 
080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94: 
a) Composição granulométrica enquadrada em 
uma das faixas constantes da Tabela 1- 
Granulometria do Solo. 
Tabela 1 – Granulometria do solo 
Peneiras Faixas 
pol mm A B C D 
2” 50,8 100 100 - - 
1” 25,4 - 75 - 90 100 100 
3/8” 9,5 30 - 65 40 - 75 50 - 85 60 - 100 
N°4 4,8 25 - 55 50 - 60 35 - 65 50 - 85 
N°10 2,0 15 - 40 20 - 45 25 - 50 40 -70 
N°40 0,42 8 - 20 15 - 30 15 - 30 25 - 45 
N°200 0,074 2 - 8 5 -15 5 - 15 5 - 20 
 
b) A fração que passa na peneira n° 40 deve 
apresentar limite de liquidez igual ou inferior 
a 40% e índice de plasticidade igual ou 
inferior a 18%. 
c) O agregado retido na peneira n° 10 deve ser 
constituído de partículas duras e duráveis, 
isento de fragmentos moles, alongados ou 
achatados, de matéria vegetal ou outra 
substância prejudicial. 
5.1.4 Mistura projetada de solo-cimento e água 
Deve ser deixada solta para curar, por um período 
mínimo de 72 horas, após o qual deve satisfazer 
às seguintes características quando submetidas 
aos ensaios indicados a seguir: 
a) Limite de liquidez 25% (DNER-ME 
122/94); 
b) Índice de plasticidade 6% (DNER-ME 
082/94); 
c) Índice de Suporte Califórnia ISC 80% e 
expansão máxima de 0,5%, obtidos de 
acordo com a energia de compactação do 
ensaio DNER-ME 129/94 - Método C. 
5.2 Equipamento 
5.2.1 Execução de base de solo melhorado 
Para execução de base de solo melhorado com 
cimento são indicados os equipamentos 
seguintes: 
a) Motoniveladora com escarificador; 
b) Pulvimisturador; 
c) Trator de esteiras ou pneumático; 
d) Carro-tanque distribuidor de água; 
e) Rolos compactadores tipo pé-de-carneiro, 
liso, liso-vibratório e pneumático; 
f) Central de mistura de capacidade adequada 
à obra; 
g) Sapo mecânico; 
h) Rolo vibratório portátil. 
5.2.2 Central de mistura 
Deve ser constituída essencialmente de: 
a) Silos - geralmente para cimento e solo, 
providos de bocas de descarga e 
equipados com dispositivos que permitam 
graduar o escoamento; 
b) Transportadores de esteiras, que 
transportam o solo e o cimento, na 
proporção conveniente, até o equipamento 
misturador; 
NORMA DNIT 142/2010–ES 4 
c) Equipamento misturador “pug-mill” 
constituído, normalmente, de uma caixa 
metálica contendo em seu interior, como 
elementos misturadores, dois eixos que 
rodam em sentido contrário, providos de 
chapa em espiral ou de pequenas chapas 
fixadas em hastes que, devido aos seus 
movimentos, forçam a mistura íntima dos 
materiais, ao mesmo tempo que os faz 
avançar até a saída do equipamento; 
d) Reservatório de água e canalizações que 
permitam depositar e espargir a água sobre 
o solo, no processo de mistura; 
e) Equipamento de carga de caminhões, 
constituído de um silo com transportador de 
correia ou elevador de canecas, colocado 
de modo que o caminhão transportador 
possa receber, por gravidade, a mistura. 
5.3 Execução 
5.3.1 Mistura em central 
a) A mistura de solo melhorado com cimento 
deve ser preparada em centrais de mistura, 
empregando materiais de ocorrências, 
objetivando as vantagens técnicas e 
econômicas na dosagem e homogeneização 
da mistura solo, cimento e água; 
b) O solo empregado na mistura, na central, 
deve sofrer um processo de pulverização, 
exigindo-se que, no mínimo, 60% em peso 
do material esteja reduzido a partículas de 
diâmetro inferior a 4,8 mm (peneira nº 4); 
c) Todas as operações necessárias ao preparo 
da mistura final devem ser realizadas na 
central, restando apenas o transporte da 
mistura já pronta para a pista, onde deve ser 
enleirada, deixada curar por 72 horas, 
espalhada, umedecida e homogeneizada na 
umidade ótima, com as devidas precauções, 
e de modo que, após a compactação, 
apresente espessura, greide longitudinal e 
seção transversal indicados no projeto; 
d) A faixa para receber a mistura de solo 
melhorado com cimento deve estar 
preparada, no que se refere à drenagem, 
nivelamento e seção transversal, conforme 
fixados no projeto. 
e) Acabamento - O acabamento deve ser 
executado pela ação conjunta de 
motoniveladora e de rolos de pneus e liso-
vibratório. A motoniveladora deve atuar, 
quando necessário, exclusivamente em 
operação de corte, sendo vetada a correção 
de depressões por adição de material. 
f) Abertura ao tráfego - A base de solo 
melhorado com cimento não deve ser 
submetida à ação do tráfego. A extensão 
máxima a ser executada deve ser aquela 
para a qual pode ser efetuado de imediato o 
espalhamento do material da camada 
seguinte, de forma que a base já liberada 
não fique exposta à ação de intempéries que 
possam prejudicar sua qualidade. 
5.3.2 Mistura na pista 
No caso de utilização do solo do próprio subleito 
ou de solos selecionados com mistura na pista, 
devem ser obedecidas as seguintes fases de 
execução: 
a) Preparo da faixa; 
b) Pulverização e homogeneização do solo 
local ou de empréstimo; 
c) Distribuição de cimento; 
d) Preparo da mistura de solo e cimento 
utilizando o equipamento de pulverização e 
homogeneização; 
e) Umedecimento, enleiramento e cura por 72 
horas. 
5.3.3 Espalhamento 
Após a cura, o material é distribuído e 
homogeneizado mediante ação combinada de 
grade de discos e motoniveladora. 
5.3.4 Correção e homogeneização da umidade 
A variação do teor de umidade admitido para o 
material para início da compactação é de 2 
pontos percentuais da umidade ótima de 
compactação. Caso o teor de umidade esteja 
abaixo do limite mínimo especificado, deve ser 
procedido o umedecimento da camada através de 
caminhão-tanque distribuidor de água, seguido da 
NORMA DNIT 142/2010–ES 5 
homogeneização pela atuação de grade de discos 
e motoniveladora. Se o teor de umidade de 
campo exceder ao limite superior especificado, 
deve-se aerar o material mediante ação conjunta 
da grade de discos e da motoniveladora, para que 
o material atinja o intervalo da umidade 
especificada. 
Concluída a correção e homogeneização da 
umidade, o material deve ser conformado de 
maneira a se obter a espessura especificada após 
a compactação. 
5.3.5 Espessura da camada compactada 
Não deve ser inferior a 10 cm nem superior a 20 
cm. Quando houver necessidade de se executar 
camadas de base com espessura final superior a 
20 cm, estas devem ser subdivididas em camadas 
parciais. A espessura mínima de qualquer 
camada de base deve ser de 10 cm, após a 
compactação. Nesta fase devem ser tomados os 
cuidados necessários para evitar a adição de 
materialna fase de acabamento. 
5.3.6 Compactação 
Na fase inicial da obra devem ser executados 
segmentos experimentais, com formas diferentes 
de execução, na seqüência operacional de 
utilização dos equipamentos de modo a definir os 
procedimentos a serem obedecidos nos serviços 
de compactação. Deve-se estabelecer o número 
de passadas necessárias dos equipamentos de 
compactação para atingir o grau de compactação 
especificado. Deve ser realizada nova 
determinação sempre que houver variação no 
material ou do equipamento empregado. 
A compactação deve evoluir longitudinalmente, 
iniciando pelas bordas. Nos trechos em tangente, 
a compactação deve prosseguir das duas bordas 
para o centro, em percursos equidistantes da linha 
base, o eixo. Os percursos ou passadas do 
equipamento utilizado devem distar entre si de 
forma tal que, em cada percurso, seja coberta 
metade da faixa coberta no percurso anterior. Nos 
trechos em curva, havendo superelevação, a 
compactação deve progredir da borda mais baixa 
para a mais alta, com percursos análogos aos 
descritos para os trechos em tangente. 
Nas partes adjacentes ao início e ao fim da base 
em construção, a compactação deve ser 
executada transversalmente à linha base, o eixo. 
Nas partes inacessíveis aos rolos compactadores, 
assim como nas partes em que seu uso não for 
recomendável, tais como cabeceira de pontes e 
viadutos, a compactação deve ser executada com 
rolos vibratórios portáteis ou sapos mecânicos. 
Durante a compactação, se necessário, pode ser 
promovido o umedecimento da superfície da 
camada, mediante emprego de carro-tanque 
distribuidor de água. Esta operação é exigida 
sempre que o teor de umidade estiver abaixo do 
limite inferior do intervalo de umidade admitido 
para a compactação. 
5.3.7 Acabamento 
O acabamento deve ser executado conforme 
alínea “e” da subseção 5.3.1. 
5.3.8. Abertura ao tráfego 
Deve ser realizada de acordo com a alínea “f” da 
subseção 5.3.1. 
6 Condicionantes ambientais 
Objetivando a preservação ambiental, devem ser 
devidamente observadas e adotadas as soluções e os 
respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema 
ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental 
técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, 
especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na 
documentação técnica vinculada à execução das obras, 
documentação esta que compreende o Projeto de 
Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os 
Programas Ambientais do PBA pertinentes e as 
recomendações e exigências dos órgãos ambientais. 
7 Inspeções 
7.1 Controle dos insumos 
Os materiais utilizados na execução da base devem ser 
rotineiramente examinados, mediante a execução dos 
seguintes procedimentos: 
7.1.1 Cimento 
a) Todo cimento empregado na obra deve estar 
em conformidade com o disposto na norma 
DNER-EM 036/95, de acordo com certificado 
do fabricante. 
NORMA DNIT 142/2010–ES 6 
b) Antes de usado, tanto na central de mistura 
quanto no espalhamento na pista, devem ser 
executados na obra ensaios de determinação 
de finura (NBR NM 76:1998 – Método de 
Blaine), a fim de verificar se o cimento não 
está empedrado. A frequência destes ensaios 
é de um ensaio por dia de trabalho, ou 
sempre que houver dúvidas sobre a sanidade 
do cimento. 
c) O resíduo retido na peneira n° 200 (malha de 
0,075 mm) não deve exceder a: 
 cimento Portland de alto forno - 10%; 
 cimento Portland comum - 15%. 
7.1.2 Solos 
Os solos a serem empregados no preparo da 
mistura solo melhorado com cimento, tanto na 
mistura em usina quanto na pista, devem ser 
examinados mediante dos ensaios de 
caracterização (DNER-ME 080/94, DNER-ME 
082/94 e DNER-ME 122/94), a fim de verificar se 
estão de acordo com o projeto de mistura e as 
tolerâncias especificadas quanto à granulometria, 
ao limite de liquidez e ao índice de plasticidade. 
A frequência indicada para a execução de ensaios 
deve ser de 100 em 100 m de pista. 
Para pistas de extensão limitada, com área de até 
4.000 m
2
, devem ser coletadas pelo menos cinco 
amostras, para execução do controle dos 
insumos. 
7.2 Controle da execução 
O controle da execução da base de solo melhorado com 
cimento deve ser exercido através de coleta de 
amostras, ensaios e determinações feitas de maneira 
aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem 
Variável (vide subseção 7.4). Devem ser efetuadas as 
seguintes determinações e ensaios: 
7.2.1 Preparo da mistura de solo melhorado com 
cimento 
Tanto na mistura em usina quanto na mistura na 
pista, devem ser verificadas aleatoriamente: 
a) antes da aplicação do cimento: 
 determinação do grau de pulverização do 
solo através de peneiramento na peneira n° 
4. 
b) depois da adição do cimento: 
 verificação da quantidade do cimento 
incorporada (por peso ou volume); 
 ensaio de compactação, após 72 horas de 
cura da mistura para determinação da 
massa específica aparente seca máxima, 
(DNER-ME 129/94 – Método C); 
 determinação do teor de umidade, depois 
da adição da água e homogeneização da 
mistura curada (DNER-ME 052/94 e DNER-
ME 088/94). 
7.2.2 Compactação da mistura de solo melhorado com 
cimento na pista 
Tanto para a mistura fabricada e transportada da 
usina, enleirada e espalhada na pista após cura 
de 72 horas, quanto para a mistura realizada na 
pista e manipulada nas mesmas condições, 
devem ser verificadas de maneira aleatória: 
a) imediatamente antes da compactação: 
 determinações do teor de umidade da 
mistura (DNER-ME 052/94, DNER-ME 
088/94), para verificação do atendimento 
do teor de umidade do projeto; 
 ensaios de compactação e moldagem de 
corpos-de-prova (DNER-ME 129/94 – 
Método C), para determinação do Índice de 
Suporte Califórnia, após 4 dias de 
embebição (DNER-ME 049/94). 
b) após a compactação: 
 determinação da massa específica 
aparente “in situ” na pista compactada, 
para o cálculo do Grau de Compactação 
(GC) (DNER-ME 092/94 ou DNER-ME 
036/94), que deve ser ≥ 100%. 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade da camada de base 
(Produto) deve ser exercida através das determinações 
executadas de acordo com o Plano de Amostragem 
Variável (vide subseção 7.4) e a Norma DNIT 013/2004-
PRO. 
Após a execução da base deve ser realizado o controle 
geométrico, mediante a relocação e o nivelamento do 
eixo e bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: 
NORMA DNIT 142/2010–ES 7 
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; 
b) até 20%, em excesso, para a flecha de 
abaulamento, não se tolerando falta; 
c) ± 10%, quanto à espessura da camada indicada no 
projeto. 
7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico 
O número e a freqüência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios para o controle 
tecnológico da execução e do produto devem ser 
estabelecidos segundo um Plano de Amostragem 
aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os 
preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. 
O tamanho das amostras deve ser documentado e 
previamente informado à Fiscalização. 
7.5 Condições de conformidade e não-
conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações relativos 
aos insumos, à execução e ao produto, realizados de 
acordo com o Plano de Amostragem, citado na subseção 
7.4, devem cumprir as Condições Gerais e Específicas 
desta Norma, e estar de acordo com os seguintes 
critérios, sendo que os insumos devem atender a estas 
Quando especificado um valor mínimo e/ou máximo a 
ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes 
condições: 
a) Condições de conformidade: 
X - ks ≥ valor mínimo especificado; 
X+ ks ≤ valor máximo especificado. 
b) Condições de não-conformidade: 
X - ks < valor mínimo especificado; 
X+ ks > valor máximo especificado. 
Sendo: 
n
x
X
n
1i
i
 
1
)( 2
n
Xx
s
i
 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra 
k - coeficientetabelado em função do número de 
determinações 
n - número de determinações (tamanho da 
amostra). 
Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de acompanhamento 
de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO, a qual 
estabelece que sejam tomadas providências para 
tratamento das “Não-conformidades”. 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as 
correções executadas o colocarem em conformidade 
com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser 
rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços considerados conformes devem ser medidos 
de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de 
Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de 
acordo com as seguintes disposições gerais: 
a) A base deve ser medida em metros cúbicos, 
considerando o volume efetivamente executado. 
Não devem ser motivos de medição em separado: 
mão-de-obra, materiais (inclusive o cimento), 
transporte, equipamentos e encargos, devendo os 
mesmos ser incluídos na composição do preço 
unitário; 
b) no cálculo dos volumes da base devem ser 
consideradas as larguras e espessuras médias da 
camada obtidas no controle geométrico; 
c) não devem ser considerados quantitativos de 
serviço superiores aos indicados no projeto; 
d) nenhuma medição deve ser processada se a ela 
não estiver anexado um relatório de controle da 
qualidade, contendo os resultados dos ensaios e 
determinações devidamente interpretados, 
caracterizando a qualidade do serviço executado. 
________________/Anexo A 
NORMA DNIT 142/2010–ES 8 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 
a) BRASIL. Departamento Nacional de 
Infraestrutura de Transportes. Diretoria de 
Planejamento e Pesquisa. Coordenação 
Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de 
Pesquisas Rodoviárias. Manual de 
pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 2006. 
(IPR. Publ., 719). 
b) ______. Manual de restauração de 
pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de 
Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 720).
________________/Índice geral 
NORMA DNIT 142/2010–ES 9 
Índice geral 
 
Abstract 1 
Abertura ao tráfego 5.3.8 5 
Acabamento 5.3.7 5 
Água 5.1.2 3 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 8 
Base 3.1 2 
Base de solo melhorado 
com cimento 3.3 2 
Central de mistura 5.2.2 3 
Cimento 7.1.1 5 
Cimento Portland 5.1.1 3 
Compactação 5.3.6 5 
Compactação da mistura 
de solo melhorado com 
cimento na pista 7.2.2 6 
Condicionantes ambientais 6 5 
Condições de conformidade 
e não-conformidade 7.5 7 
Condições específicas 5 3 
Condições gerais 4 2 
Controle da execução 7.2 6 
Controle dos insumos 7.1 5 
Correção e homogeneização 
da umidade 5.3.4 4 
Critérios de medição 8 7 
Definições 3 2 
Equipamento 5.2 3 
Espalhamento 5.3.3 4 
Espessura da camada 
compactada 5.3.5 5 
Execução 5.3 4 
Execução de base de solo 
melhorado 5.2.1 3 
Índice geral 9 
Inspeções 7 5 
Material 5.1 3 
Mistura em central 5.3.1 4 
Mistura na pista 5.3.2 4 
Mistura projetada de 
solo-cimento e água 5.1.4 3 
Objetivo 1 1 
Plano de amostragem – 
Controle tecnológico 7.4 7 
Prefácio 1 
Preparo da mistura de solo 
melhorado com cimento 7.2.1 6 
Referências normativas 2 1 
Resumo 1 
Solo 5.1.3 3 
Solos 7.1.2 6 
Solo melhorado com cimento 3.2 2 
Sumário 1 
Tabela 1 – Granulometria do solo 3 
Verificação do produto 7.3 6 
 
________________ 
 
 
 
 
DNIT 
Novembro/2010 NORMA DNIT 143/2010 - ES 
Pavimentação – Base de solo-cimento - 
Especificação de serviço 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA-GERAL 
DIRETORIA EXECUTIVA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 
Tel/fax: (21) 3545-4600 
Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR 
Processo: 50607.000138/2009-02 
 
Origem: Revisão da Norma DNER – ES 305/97. 
 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial. 
Palavras-chave: 
Nº total de 
páginas 
Pavimentação, Base, Solo-cimento 10 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução da camada de base de pavimento utilizando 
misturas de solos e cimento. 
São também apresentados os requisitos concernentes a 
materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de 
amostragem e ensaios, condicionantes ambientais, 
controle de qualidade, condições de conformidade e não-
conformidade e os critérios de medição dos serviços. 
Abstract 
This document presents procedures for base pavement 
layer construction, using soil-cement mixture. 
It includes the requirements for the materials, equipment, 
execution, includes a sampling plan and essays, 
environmental management, quality control, conditions 
for conformity and non-conformity and the criteria for the 
measurement of performed services. 
Sumário 
Prefácio ..................................................................... 1 
1 Objetivo............................................................. 1 
2 Referências normativas .................................... 1 
3 Definições ......................................................... 2 
4 Condições gerais .............................................. 2 
5 Condições específicas ...................................... 3 
6 Condicionantes ambientais ............................... 6 
7 Inspeções .......................................................... 6 
8 Critérios de medição ......................................... 8 
Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................ 9 
Índice geral .............................................................. 10 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pelo Instituto de 
Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX para servir como 
documento base, visando estabelecer a sistemática 
empregada na execução e controle da qualidade da 
camada de base, quando utilizadas misturas de solo e 
cimento. Está formatada de acordo com a Norma DNIT 
001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma DNER-ES 
305/97. 
1 Objetivo 
Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática 
a ser empregada na execução da camada de base, 
quando empregadas misturas de solo e cimento. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis 
à aplicação desta Norma. Para referências datadas, 
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências 
não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do 
referido documento (incluindo emendas). 
NORMA DNIT 143/2010-ES 2 
a) DNER-EM 036: Cimento Portland - Recebimento e 
aceitação – Especificação de material. Rio de 
Janeiro: IPR. 
b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa 
específica aparente, “in situ”, com emprego do 
balão de borracha – Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR. 
c) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – 
Determinação da umidade com emprego do 
“Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
d) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por 
peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
e) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de 
plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
f) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade 
pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR. 
g) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa 
específica aparente “in situ”, com emprego do 
frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR. 
h) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de 
liquidez – Método de referência e método expedito 
– Métodode ensaio. Rio de Janeiro: IPR. 
i) DNER-ME 201: Solo-cimento – Compressão axial 
de corpos-de-prova cilíndricos – Método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR. 
j) DNER-ME 202: Solo-cimento - Moldagem e cura de 
corpos-de-prova cilíndricos – Método de ensaio. Rio 
de Janeiro: IPR. 
k) DNER-ME 216: Solo-cimento - Determinação da 
relação entre o teor de umidade e a massa 
específica aparente – Método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR. 
l) DNER-PRO 277: Metodologia para controle 
estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio 
de Janeiro: IPR. 
m) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação 
de normas do DNIT – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2009. 
n) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras 
rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. 
o) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das 
áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR. 
p) DNIT 144–ES: Pavimentos asfálticos – Imprimação 
com ligante asfáltico convencional – Especificação 
de serviço. Rio de Janeiro: IPR. 
q) DNIT 145–ES: Pavimentos asfálticos – Pintura de 
ligação com ligante asfáltico convencional – 
Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. 
r) NBR 5732 - Cimento Portland comum. Rio de 
Janeiro. 
s) NBR 5735 - Cimento Portland de alto-forno. Rio de 
Janeiro. 
t) NBR NM 76 - Cimento Portland - Determinação da 
finura pelo método de permeabilidade ao ar 
(Método de Blaine). 
3 Definições 
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes 
definições: 
3.1 Base 
Camada de pavimentação destinada a resistir aos 
esforços verticais oriundos dos veículos, distribuindo-os 
adequadamente à camada subjacente, executada sobre 
a sub-base, subleito ou reforço do subleito devidamente 
regularizado e compactado. 
3.2 Solo-cimento 
Material proveniente de mistura de solo, cimento e água 
em proporções previamente determinadas por processo 
próprio de dosagem em laboratório, de forma a 
apresentar determinadas características de resistência e 
durabilidade. 
3.3 Base de solo-cimento 
Camada de base obtida mediante a utilização de solo-
cimento devidamente compactado e submetido a 
adequado processo de cura. 
4 Condições gerais 
a) Não deve ser permitida a execução dos serviços, 
objeto desta Norma, em dias de chuva. 
NORMA DNIT 143/2010-ES 3 
b) Todo o carregamento de cimento que chegar à obra 
deve vir acompanhado de certificado do 
fabricante/distribuidor com informações dos 
resultados de análise dos ensaios de 
caracterização exigidos nesta Norma, a data de 
fabricação, a indicação clara de sua procedência, 
do tipo e quantidade do seu conteúdo. 
c) É responsabilidade da executante a proteção dos 
serviços e materiais contra a ação destrutiva das 
águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que 
possam danificá-los. 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
5.1.1 Cimento Portland 
Deve obedecer às exigências da Norma DNER-EM 
036/95 juntamente com as da Normas NBR 5732:1991 
ou NBR 5735:1991. 
5.1.2 Água 
Deve ser isenta de teores nocivos, como sais, ácidos, 
álcalis ou matéria orgânica e outras substâncias 
prejudiciais. 
5.1.3 Solo 
Os solos empregados na execução de base de solo-
cimento devem ser os provenientes de ocorrências de 
materiais, devendo apresentar as seguintes 
características quando submetidos aos ensaios DNER-
ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94, 
conforme Tabela 1: 
5.2 Equipamento 
5.2.1 Execução de base de solo-cimento 
Para execução de base de solo-cimento, são indicados 
os equipamentos seguintes: 
a) Motoniveladora com escarificador; 
b) Pulvimisturador; 
c) Trator de esteiras ou pneumático; 
d) Carro-tanque distribuidor de água; 
e) Rolos compactadores tipo pé-de-carneiro, liso, 
liso-vibratório e pneumático; 
f) Sapo mecânico; 
g) Rolo vibratório portátil; 
h) Central de mistura de capacidade adequada à 
obra. 
5.2.2 Central de mistura 
Deve ser constituída essencialmente de: 
a) Silos - geralmente para cimento e solo, providos de 
bocas de descarga e equipados com dispositivos 
que permitam graduar o escoamento; 
b) Transportadores de esteiras - que transportam o 
solo e o cimento, na proporção conveniente, até o 
equipamento misturador; 
c) Equipamento misturador “pug-mill” constituído, 
normalmente, de uma caixa metálica tendo no seu 
interior, como elementos misturadores, dois eixos 
que rodam em sentido contrário, providos de chapa 
em espiral ou de pequenas chapas fixadas em 
hastes, que, devido ao seu movimento, forçam a 
mistura íntima dos materiais, ao mesmo tempo em 
que os faz avançar até a saída do equipamento; 
d) Reservatório de água e canalizações - permitindo 
depositar e espargir a água sobre o solo, no 
processo de mistura; 
e) Equipamento de carga de caminhões - constituído 
de um silo, abastecido por transportador de correia 
ou elevador de canecas e colocado de modo que o 
caminhão transportador possa receber, por 
gravidade, a mistura. 
5.3 Execução 
5.3.1 Mistura em central 
a) A mistura de solo-cimento deve ser preparada em 
centrais de mistura, empregando-se materiais de 
ocorrências, objetivando as vantagens técnicas e 
econômicas na dosagem e a homogeneização da 
mistura solo, cimento e água; 
Tabela 1 – Características do Solo 
Peneiras Percentagem Tolerância 
2½” 100 % - 
Nº 4 50 a 100 % 5% 
Nº 40 15 a 100 % 2% 
Nº 200 5 a 35 % 2% 
Limite de liquidez máximo 40% 
Índice de plasticidade máximo 18% 
NORMA DNIT 143/2010-ES 4 
b) Todas as operações necessárias ao preparo da 
mistura final devem ser realizadas na central, 
restando apenas o transporte da mistura, já 
pronta, para a pista, onde deve ser espalhada 
com as devidas precauções e de modo que, após 
a compactação, apresente espessura, greide 
longitudinal e seção transversal do projeto. A 
mistura do solo na central deve sofrer um 
processo de pulverização. Ao final deste processo 
deve ser exigido que, no mínimo, 80% em peso 
do material esteja reduzido a partículas de 
diâmetro inferior a 4,8 mm (peneira nº 4). 
c) O transporte da mistura pronta deve ser feito em 
caminhões basculantes ou outro veículo 
apropriado, tomando-se precaução para que não 
haja perda de umidade; 
d) O tempo decorrido entre a mistura pronta na 
central e o início da compactação não deve ser 
superior a 1 hora, a menos que, a critério do 
projeto, comprovado por ensaios, seja verificada a 
inexistência de inconveniente na adoção de 
tempo maior; 
e) O trecho, para receber a mistura de solo-cimento, 
deve estar preparado no que se refere à 
drenagem, nivelamento e seção transversal 
fixados no projeto; 
f) O equipamento de compactação deve ter 
dimensões, forma e peso adequados, para 
obtenção da massa específica aparente máxima 
prevista para a mistura. O andamento das 
operações deve ser estabelecido, de modo que a 
faixa em execução seja uniformemente 
compactada em toda a sua largura; 
g) A compactação de solos arenosos ou pouco 
argilosos deve ser feita, de preferência, com o 
emprego de rolos pneumáticos que assegurem a 
obtenção da massa específica aparente seca 
máxima indicada, em toda a espessura da 
camada compactada; 
h) A compactação de solos arenosos ou pouco 
argilosos pode, também, ser feita com o emprego 
de rolos lisos; 
i) A operação de compactação deve ser conduzida 
de modo que a espessura a ser compactada na 
fase final, pelos rolos pneumáticos ou lisos, seja a 
maior possível, nunca menor que 10 cm, após 
compactação; 
j) Durante as operações finais de compactação 
devem ser tomadas as medidas necessárias para 
que a camada superficial seja mantida na 
umidade ótima, ou ligeiramente acima, sendo 
permitidas adições de água, se preciso for, e nova 
homogeneização com equipamento adequado 
deve ser realizada; 
k) Antes da fase final de compactação, caracterizada 
pela existência de certa quantidade de material 
solto superficial, deve ser feita a conformação do 
trecho ao greide e abaulamentodesejados, com o 
emprego de equipamento adequado; 
l) Após a conclusão da compactação, deve ser feito 
o acerto final da superfície, de modo a satisfazer o 
projeto, pela eliminação de saliências, com o 
emprego da motoniveladora. Não deve ser 
permitida a correção de depressões pela adição 
de material. A superfície da base deve ser 
comprimida até que se apresente lisa e isenta de 
partes soltas ou sulcadas; 
m) O grau de compactação deve ser, no mínimo, 
100% em relação à massa específica aparente 
seca, máxima, obtida no ensaio DNER-ME 
216/94; 
n) A mistura de solo-cimento deve apresentar o valor 
mínimo de 21 kg/cm², ou 0,21 MPa para a 
resistência à compressão aos 7 (sete) dias 
(DNER-ME 201/94), em corpos-de-prova 
moldados segundo o prescrito no método DNER-
ME 202/94. O valor da resistência à compressão 
referido é um valor mínimo, devendo ser obtido, 
na dosagem, um valor médio que conduza àquele 
resultado durante a fase de execução, tendo em 
vista a dispersão encontrada; 
o) Todo trecho, logo após a sua execução, de 
acordo com esta Norma, deve ser submetido a 
um processo de cura, devendo para este fim ser 
protegido contra a perda rápida de umidade 
durante período de, pelo menos, sete dias, pela 
aplicação de camada de solo, de capim, ou de 
outro material, conforme indicado no projeto; 
p) A cobertura deve ser aplicada o mais cedo 
possível, após a conclusão da base. A base deve 
NORMA DNIT 143/2010-ES 5 
ser mantida úmida até a colocação da cobertura. 
O solo e o capim devem ser mantidos 
constantemente molhados; 
q) Todo trecho acabado, que venha a ser transitado 
por equipamento destinado à construção de trechos 
adjacentes, deve ser continuamente recoberto com, 
pelo menos, quinze centímetros de solo, de modo a 
impedir qualquer estrago na superfície concluída; 
r) No caso de proteção à cura com o emprego de 
material asfáltico, este deve ser usado de acordo 
com a DNIT xxx/2010 – ES: Pavimentos asfálticos – 
Imprimação com ligante asfáltico convencional ou 
DNIT XXX/2010-ES: Pavimentos asfálticos – 
Pintura de ligação, conforme o tipo do material; 
s) A pintura de proteção só pode ser usada como 
pintura de ligação (tack-coat) se, por ocasião da 
aplicação do revestimento asfáltico, houver 
condições de cumprir os requisitos necessários, e 
livre de pó ou material estranho; 
t) Não deve ser permitido o tráfego de maquinaria 
pesada sobre os trechos recém-terminados, 
devendo ser excluídos os veículos de rodas 
pneumáticas para transporte de água ou cimento, e 
outros, cujo tráfego pode ser permitido desde que a 
superfície tenha endurecido suficientemente, de 
modo a evitar estragos, e nela tenha sido feita a 
proteção a que se refere a alínea “r”, desta 
subseção. 
u) Os trechos terminados podem ser abertos ao 
tráfego, transcorrido o período de sete dias de cura, 
e uma vez verificado que a superfície endureceu 
suficientemente. 
5.3.2 Mistura na pista 
Quando, excepcionalmente, for utilizado o material do 
próprio subleito ou material importado espalhado no 
subleito, com mistura na pista, devem ser obedecidas as 
fases de execução seguintes: 
a) Preparo da faixa 
 Antes de iniciar o preparo da faixa, a 
drenagem deve estar concluída; 
 A faixa deve estar nivelada e preparada, de 
modo a atender ao projeto; 
 Todo material impróprio deve ser removido 
ou substituído, de acordo com o projeto. 
b) Pulverização e homogeneização do solo 
No processo de pulverização e homogeneização deve 
ser exigido que, no mínimo, 80% em peso do material 
miúdo seja reduzido a partículas de diâmetro inferior a 
4,8 mm (peneira n° 4). 
c) Distribuição de cimento 
Regularizado o solo pulverizado, de modo a apresentar 
aproximadamente a seção transversal projetada, o 
cimento Portland, nas quantidades especificadas, deve 
ser distribuído uniformemente na superfície. Essa 
operação pode ser realizada pela distribuição dos sacos 
transversal e longitudinalmente, assegurando posterior 
espalhamento uniforme do cimento na superfície do solo, 
na área correspondente a cada subtrecho, ou a granel, 
por processo mecânico. 
Nenhum equipamento, exceto o usado para o 
espalhamento e mistura, pode trafegar sobre o cimento 
espalhado antes de ser misturado ao solo. 
Imediatamente após a distribuição, o cimento deve ser 
misturado com o solo pulverizado, em toda a espessura 
da camada. A mistura deve ser repetida continuamente 
pelo tempo necessário para assegurar completa, 
uniforme e íntima mistura do solo com o cimento, até que 
seja conseguida tonalidade uniforme em toda a 
espessura. 
Em seguida, a mistura deve ser nivelada, obedecendo 
aproximadamente ao greide e à seção transversal do 
projeto. 
d) Umedecimento 
 A adição de água deve ser feita 
progressivamente, não sendo aconselhável 
que em cada passada do carro-tanque o teor 
de umidade do solo aumente mais de 2%. A 
cada aplicação de água, deve-se proceder à 
operação de revolvimento, para evitar 
acúmulo na superfície; 
 Esta operação deve ser feita sem interrupção 
e a incorporação completa da quantidade 
total de água deve estar terminada, no 
máximo, dentro de três horas; 
NORMA DNIT 143/2010-ES 6 
 Terminada a incorporação de água, pode ser 
tolerada na mistura a umidade compreendida 
entre 0,9 a 1,1 vezes a determinada para o 
trecho, no ensaio de compactação. 
e) Compactação, proteção e cura 
Após a compactação executar a proteção e cura de 
maneira idêntica à subseção 5.3.1 (“o”, “p” e “q”). 
6 Condicionantes ambientais 
Objetivando a preservação ambiental, devem ser 
devidamente observadas e adotadas as soluções e os 
respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema 
ambiental definidos, e/ou instituídos, no instrumental 
técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, 
especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na 
documentação técnica vinculada à execução das obras, 
documentação esta que compreende o Projeto de 
Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outros), os 
Programas Ambientais pertinentes do Plano Básico 
Ambiental – PBA e as recomendações e exigências dos 
órgãos ambientais. 
7 Inspeções 
7.1 Controle dos insumos 
Os materiais utilizados na execução da base devem ser 
rotineiramente examinados, mediante a execução dos 
seguintes procedimentos: 
7.1.1 Cimento 
a) Todo cimento empregado na obra deve estar em 
conformidade com o disposto na norma DNER-
EM 036/95, de acordo com certificado do 
fabricante. 
b) Antes de usado, tanto na central da mistura 
quanto no espalhamento na pista, devem ser 
executados na obra ensaios de determinação de 
finura (ABNT NBR NM 76:1998 – Método de 
Blaine), a fim de verificar se o cimento não está 
empedrado. A frequência destes ensaios é de um 
ensaio por dia de trabalho, ou sempre que houver 
dúvidas sobre a sanidade do cimento. 
c) O resíduo retido na peneira n° 200 (malha de 
0,075mm) não deve exceder a: 
 cimento Portland de alto forno - 10%; 
 cimento Portland comum - 15%. 
7.1.2 Solos 
Os solos a serem empregados no preparo da mistura 
solo-cimento, tanto na mistura em usina quanto na pista, 
devem ser examinados mediante os ensaios de 
caracterização (DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e 
DNER-ME 122/94), a fim de verificar se estão de acordo 
com o projeto de mistura e as tolerâncias especificadas 
quanto à granulometria, ao limite de liquidez e ao índice 
de plasticidade. 
A frequência indicada para a execução de ensaios deve 
ser de 100 m em 100 m de pista. 
O número mínimo de ensaios ou determinações por 
camada e por segmento (área inferior a 4000 m²) é de 5. 
7.2 Controle da execução 
O controle da execução da base de solo-cimento deve 
ser exercido por meio de coleta de amostras, ensaios e 
determinações feitas de maneira aleatória, de acordo 
com o Plano de Amostragem Aleatória (vide subseção 
7.4). Devem ser efetuadas as seguintes determinações e 
ensaios: 
7.2.1 Preparo da mistura solo-cimentoTanto na mistura em usina quanto na mistura na pista, 
devem ser verificadas aleatoriamente: 
a) antes da aplicação do cimento 
 determinação do grau de pulverização do 
solo por meio de peneiramento na peneira n° 
4. 
b) depois da adição do cimento 
 verificação da quantidade do cimento 
incorporada (por peso ou volume); 
 ensaio de compactação, para cada 
determinação da massa específica aparente 
seca máxima (DNER-ME 216/94); 
 determinação do teor de umidade 
higroscópica, depois da adição da água e 
homogeneização da mistura (DNER-ME 
052/94, DNER-ME 088/94). 
7.2.2 Compactação da mistura de solo-cimento na pista 
Tanto para a mistura fabricada, transportada da usina e 
espalhada na pista, quanto para a mistura executada na 
pista são verificadas aleatoriamente: 
NORMA DNIT 143/2010-ES 7 
a) imediatamente antes da compactação 
 determinações do teor da umidade da 
mistura (DNER-ME 052/94, DNER-ME 
088/94), para verificação do atendimento do 
teor de umidade de projeto; 
 ensaios de compactação e moldagem de 
corpos-de-prova cilíndricos, para 
determinação da resistência a compressão 
simples, após 7 dias de cura (DNER-ME 
201/94 e DNER-ME 202/94), com material 
coletado na pista. 
b) após a compactação 
 determinação da massa específica aparente 
“in situ” na pista compactada para o cálculo 
do GC - Grau de Compactação (DNER-ME 
092/94 ou DNER-ME 036/94), que deve ser 
≥ 100%. 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade da camada de base 
(Produto) deve ser exercida através das determinações 
executadas de acordo com o Plano de Amostragem 
Aleatória (vide subseção 7.4). 
Após a execução da base deve ser realizado o controle 
geométrico, mediante a relocação e o nivelamento do 
eixo e bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: 
a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; 
b) até 20%, em excesso, para a flecha de 
abaulamento, não se tolerando falta; 
c) ± 10%, quanto à espessura do projeto na camada 
projetada. 
7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico 
O número e a frequência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios para o controle 
tecnológico da execução e do produto devem ser 
estabelecidos segundo um Plano de Amostragem 
aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os 
preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. 
O tamanho das amostras deve ser documentado e 
previamente informado à Fiscalização. 
7.5 Condições de conformidade e não-
conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações relativos 
aos insumos, à produção e ao produto, realizados de 
acordo com o Plano de Amostragem, citado em 7.4, 
devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta 
Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios, 
sendo que os insumos devem atender a estas últimas 
condições. 
Quando especificado um valor mínimo e/ou máximo a 
ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes 
condições: 
a) Condições de conformidade: 
X - ks ≥ valor mínimo especificado; 
X+ ks ≤ valor máximo especificado. 
b) Condições de não-conformidade: 
X - ks < valor mínimo especificado; 
X+ ks > valor máximo especificado. 
Sendo: 
n
x
X
n
1i
i
 
 
1
)( 2
n
Xx
s
i
 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra 
k - coeficiente tabelado em função do número de 
determinações 
n - número de determinações (tamanho da 
amostra). 
Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de 
acompanhamento, de acordo com a norma DNIT 
011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas 
providências para tratamento das “Não-conformidades”. 
NORMA DNIT 143/2010-ES 8 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções 
executadas o colocarem em conformidade com o 
disposto nesta Norma; caso contrário deve ser rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços considerados conformes devem ser medidos 
de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de 
Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de 
acordo com as disposições a seguir: 
8.1 A base deve ser medida em metros cúbicos de 
material compactado na pista. 
8.2 No cálculo dos valores dos volumes da base 
devem ser consideradas as larguras e as espessuras 
médias obtidas no controle geométrico. 
8.3 Não podem ser considerados quantitativos de 
serviços superiores aos indicados no projeto. 
8.4 Na medição dos serviços (subseção 8.1) devem 
estar incluídas as operações de limpeza e expurgo de 
ocorrência de materiais, escavação, transportes, 
operações referentes à central de mistura, operações 
referentes à mistura na pista, quando especificadas, 
compactação, acabamento, proteção da base e o 
fornecimento de cimento. 
 
_________________/Anexo A 
 
 
NORMA DNIT 143/2010-ES 9 
 
Anexo A (Informativo) 
 Bibliografia 
a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura 
de Transportes. Diretoria de Planejamento e 
Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e 
Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. 
Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 
2006. (IPR. Publ., 719). 
b) ______. Manual de restauração de pavimentos 
asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 
720).
 
________________/Índice geral 
NORMA DNIT 143/2010-ES 10 
 
Índice geral 
Abstract 1 
Água 5.1.2 3 
Anexo A (Informativo) 
Bibliografia 9 
Base 3.1 2 
Base de solo-cimento 3.3 2 
Central de mistura 5.2.2 3 
Cimento 7.1.1 6 
Cimento Portland 5.1.1 3 
Compactação da mistura 
 de solo-cimento na pista 7.2.2 6 
Condicionantes ambientais 6 6 
Condições de conformidade 
e não-conformidade 7.5 7 
Condições específicas 5 3 
Condições gerais 4 2 
Controle da execução 7.2 6 
Controle dos insumos 7.1 6 
Critérios de medição 8 8 
Definições 3 2 
Equipamento 5.2 3 
Execução 5.3 3 
Execução de base de 
Solo-cimento 5.2.1 3 
Índice geral 10 
Inspeções 7 6 
Material 5.1 3 
Mistura em central 5.3.1 3 
Mistura na pista 5.3.2 5 
Objetivo 1 1 
Plano de amostragem – 
Controle tecnológico 7.4 7 
Prefácio 1 
Preparo da mistura 
 solo-cimento 7.2.1 6 
Referências normativas 2 1 
Resumo 1 
Solo 5.1.3 3 
Solos 7.1.2 6 
Solo-cimento 3.2 2 
Sumário 1 
Tabela 1 – Características do solo 3 
Verificação do produto 7.3 7 
 
 
 
________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NORMA DNIT 031/2006 - ES 
DNITDNITDNITDNIT Pavimentos flexíveis - Concreto asfáltico - 
Especificação de serviço 
Autor: Diretoria de Planejamento e Pesquisa 
Processo: 50.600.004.691/2003-81 
Origem: Revisão da norma DNIT 031/2004 - ES 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 26/06/2006. 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial. 
Palavras-chave: 
Nº total de 
páginas 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-
ESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E 
PESQUISA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 
Tel/fax: (21) 3371-5888 
Concreto asfáltico, pavimento flexível, especificação 14 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução de camada do pavimento flexível de 
estradas de rodagem, pela confecção de mistura 
asfáltica a quente em usina apropriada utilizando ligante 
asfáltico, agregados e material de enchimento (filer). 
Estabelece os requisitos concernentes aos materiais, 
equipamentos, execução e controle de qualidade dos 
materiais empregados, além das condições de 
conformidade e não-conformidade e de medição dos 
serviços. 
Abstract 
This document provides the method of executingthe 
layer of a road flexible pavement, making use of 
bituminous hot mix from an appropriate plant including 
binder, mineral aggregates, and filer. It also defines the 
requirements concerning material, equipment, execution 
and quality control of the materials in use, as well as the 
criteria for acceptance and rejection and measurement 
of the services. 
Sumário 
Prefácio ......................................................................... 1 
1 Objetivo ................................................................. 2 
2 Referências normativas......................................... 2 
3 Definição ............................................................... 3 
4 Condições gerais................................................... 3 
5 Condições específicas .......................................... 4 
6 Manejo ambiental .................................................. 8 
7 Inspeção................................................................ 9 
8 Critérios de medição..............................................13 
Índice Geral ...................................................................14 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pela Diretoria de 
Planejamento e Pesquisa, para servir como documento 
base na sistemática a ser empregada na execução de 
camada de pavimento flexível de estradas de rodagem 
pela utilização de mistura asfáltica a quente em usina 
apropriada, empregando, além, do ligante asfáltico, 
agregados e material de enchimento (filer). Está 
baseada na norma DNIT 001/2002-PRO e cancela e 
substitui a norma DNIT 031/2004 - ES. 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 2 
1 Objetivo 
Estabelecer a sistemática a ser empregada na produção 
de misturas asfálticas para a construção de camadas do 
pavimento de estradas de rodagem, de acordo com os 
alinhamentos, greide e seção transversal de projeto. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados neste item serviram de 
base à elaboração desta Norma e contêm disposições 
que, ao serem citadas no texto, se tornam parte 
integrante desta Norma. As edições apresentadas são 
as que estavam em vigor na data desta publicação, 
recomendando-se que sempre sejam consideradas as 
edições mais recentes, se houver. 
a) AMERICAN ASSOCIATION OF STATE 
HIGHWAY AND TRANSPORTEATION 
OFFICIALS. T 283-89: resistance of 
compacted bituminous mixture to moisture 
induced damage. In: ______. Standard 
specifications for transportation materials 
and methods of sampling and testing. 
Washington, D.C., 1986. v.2 
b) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND 
MATERIALS. ASTM D 1754: effect of heat 
and air on asphaltic materials ( Thin-Film 
Oven Test ): test. In: ______. 1978 annual 
book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 
1978. 
c) ______.ASTM D 2872: effect of heat and 
air on a moving film of asphalt ( Rolling 
Thin-Film Oven Test ): test. In: ______. 
1978 annual book of ASTM standards. 
Philadelphia, Pa., 1978. 
d) ______ . ASTM E 303: pavement surface 
frictional properties using the British 
Portable Tester – Surface Frictional 
Properties Using the Britsh Pendulum 
Tester: test for measuring. In: ______. 1978 
annual book of ASTM standards. 
Philadelphia, Pa., 1978. 
e) ______. NBR 6560: materiais asfálticos – 
determinação de ponto de amolecimento – 
método do anel e bola. Rio de Janeiro, 
2000. 
f) ASSOCIATION FRANÇAISE DE 
NORMALISATION. AFNOR NF P-98-216-7: 
determination de la macrotexture - partie 7: 
determination de hauteur au sable. Paris, 
1999. 
g) DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
ESTRADAS DE RODAGEM. DNER-ISA 07: 
impactos da fase de obras rodoviárias – 
causas/ mitigação/ eliminação. In: ______. 
Corpo normativo ambiental para 
empreendimentos rodoviários. Rio de 
Janeiro, 1996. 
h) BRASIL. Agência Nacional de Petróleo. 
Gás Natural e Biocombustíveis - ANP. 
Regulamento Técnico no 03/2005. 
Resolução ANP nº 19, de 11 de julho de 
2005. Brasília, DF, Anexo I, julho de 2005. 
Disponível em: <htpp://www.200.179.25.133/ 
NXT/gateway.dll/leg/resoluções_anp/2005julho
/ramp%2019%....> Acesso em 11 de julho 
de 2005. 
i) ______. DNER-EM 367/97: material de 
enchimento para misturas asfálticas: 
especificação de material. Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
j) ______. DNER-ME 003/99: material 
asfáltico – determinação da penetração: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1999. 
k) ______. DNER-ME 004/94: material 
asfáltico – determinação da viscosidade 
“Saybolt-Furol” a alta temperatura: método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
l) ______. DNER-ME 035/98: agregados – 
determinação da abrasão “Los Angeles” : 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1998. 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 3 
m) ______. DNER-ME 043/95: misturas 
asfálticas a quente – ensaio Marshall: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1995. 
n) ______. DNER-ME 053/94: misturas 
asfálticas – percentagem de betume: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1994. 
o) ______. DNER-ME 054/97: equivalente de 
areia: método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
p) ______. DNER-ME 078/94: agregado 
graúdo – adesividade a ligante asfáltico: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1994. 
q) ______. DNER-ME 079/94: agregado - 
adesividade a ligante asfáltico: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
r) ______. DNER-ME 083/98: agregados – 
análise granulométrica: método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR, 1998. 
s) ______. DNER-ME 086/94: agregados – 
determinação do índice de forma: método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
t) ______. DNER-ME 089/94: agregados – 
avaliação da durabilidade pelo emprego de 
soluções de sulfato de sódio ou de 
magnésio: método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
u) ______. DNER-ME 138/94: misturas 
asfálticas – determinação da resistência à 
tração por compressão diametral: método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
v) ______. DNER-ME 148/94: material 
asfáltico – determinação dos pontos de 
fulgor e combustão (vaso aberto 
Cleveland): método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
w) ______. DNER-ME 401/99: agregados – 
determinação de índice de degradação de 
rochas após compactação Marshall com 
ligante IDml e sem ligante IDm: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. 
x) ______. DNER-PRO 164/94 – Calibração e 
controle de sistemas de medidores de 
irregularidade de superfície do pavimento 
(Sistemas Integradores IPR/USP e 
Maysmeter); 
y) ______. DNER-PRO 182/94: medição de 
irregularidade de superfície de pavimento 
com sistemas integradores IPR/USP e 
Maysmeter: procedimento. Rio de Janeiro: 
IPR, 1994. 
z) ______. DNER-PRO 277/97: metodologia 
para controle estatístico de obras e 
serviços: procedimento: Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
aa) DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-
ESTRUTURA DE TRANSPORTES. DNIT 
011/2004-PRO: gestão da qualidade em 
obras rodoviárias: procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2004. 
3 Definição 
Concreto Asfáltico - Mistura executada a quente, em 
usina apropriada, com características específicas, 
composta de agregado graduado, material de 
enchimento (filer) se necessário e cimento asfáltico, 
espalhada e compactada a quente. 
4 Condições gerais 
O concreto asfáltico pode ser empregado como 
revestimento, camada de ligação (binder), base, 
regularização ou reforço do pavimento. 
Não é permitida a execução dos serviços, objeto desta 
Especificação, em dias de chuva. 
O concreto asfáltico somente deve ser fabricado, 
transportado e aplicado quando a temperatura ambiente 
for superior a 10ºC. 
Todo o carregamento de cimento asfáltico que chegar à 
obra deve apresentar por parte do fabricante/distribuidor 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 4 
certificado de resultados de análise dos ensaios de 
caracterização exigidos pela especificação, 
correspondente à data de fabricação ou ao dia de 
carregamento para transporte com destino ao canteiro 
de serviço, se o período entre os dois eventos 
ultrapassar de 10 dias. Devetrazer também indicação 
clara da sua procedência, do tipo e quantidade do seu 
conteúdo e distância de transporte entre a refinaria e o 
canteiro de obra. 
5 Condições específicas 
5.1 Materiais 
Os materiais constituintes do concreto asfáltico são 
agregado graúdo, agregado miúdo, material de 
enchimento filer e ligante asfáltico, os quais devem 
satisfazer às Normas pertinentes, e às Especificações 
aprovadas pelo DNIT. 
5.1.1 Cimento asfáltico 
Podem ser empregados os seguintes tipos de cimento 
asfáltico de petróleo: 
– CAP-30/45 
– CAP-50/70 
– CAP-85/100 
5.1.2 Agregados 
5.1.2.1 Agregado graúdo 
O agregado graúdo pode ser pedra britada, escória, 
seixo rolado preferencialmente britado ou outro material 
indicado nas Especificações Complementares 
a) desgaste Los Angeles igual ou inferior a 
50% (DNER-ME 035); admitindo-se 
excepcionalmente agregados com valores 
maiores, no caso de terem apresentado 
comprovadamente desempenho satisfatório 
em utilização anterior; 
NOTA: Caso o agregado graúdo a ser usado 
apresente um índice de desgaste Los 
Angeles superior a 50%, poderá ser usado o 
Método DNER-ME 401 – Agregados – 
determinação de degradação de rochas após 
compactação Marshall, com ligante IDml, e 
sem ligante IDm, cujos valores tentativas de 
degradação para julgamento da qualidade de 
rochas destinadas ao uso do Concreto 
Asfáltico Usinado a Quente são: IDml ≤ 5% e 
IDm ≤ 8%. 
b) índice de forma superior a 0,5 (DNER-ME 
086); 
c) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER-
ME 089). 
5.1.2.2 Agregado miúdo 
O agregado miúdo pode ser areia, pó-de-pedra ou 
mistura de ambos ou outro material indicado nas 
Especificações Complementares. Suas partículas 
individuais devem ser resistentes, estando livres de 
torrões de argila e de substâncias nocivas. Deve 
apresentar equivalente de areia igual ou superior a 55% 
(DNER-ME 054). 
5.1.2.3 Material de enchimento (filer) 
Quando da aplicação deve estar seco e isento de 
grumos, e deve ser constituído por materiais minerais 
finamente divididos, tais como cimento Portland, cal 
extinta, pós-calcários, cinza volante, etc; de acordo com 
a Norma DNER-EM 367. 
5.1.2.4 Melhorador de adesividade 
Não havendo boa adesividade entre o ligante asfáltico e 
os agregados graúdos ou miúdos (DNER-ME 078 e 
DNER-ME 079), pode ser empregado melhorador de 
adesividade na quantidade fixada no projeto. 
A determinação da adesividade do ligante com o 
melhorador de adesividade é definida pelos seguintes 
ensaios: 
a) Métodos DNER-ME 078 e DNER 079, após 
submeter o ligante asfáltico contendo o 
dope ao ensaio RTFOT (ASTM – D 2872) 
ou ao ensaio ECA (ASTM D-1754); 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 5 
b) Método de ensaio para determinar a 
resistência de misturas asfálticas 
compactadas à degradação produzida pela 
umidade (AASHTO 283). Neste caso a 
razão da resistência à tração por 
compressão diametral estática antes e 
após a imersão deve ser superior a 0,7 
(DNER-ME 138). 
5.2 Composição da mistura 
A composição do concreto asfáltico deve satisfazer aos 
requisitos do quadro seguinte com as respectivas 
tolerâncias no que diz respeito à granulometria (DNER-
ME 083) e aos percentuais do ligante asfáltico 
determinados pelo projeto da mistura. 
Peneira de 
malha quadrada 
% em massa, passando 
Série 
ASTM 
Abertura 
(mm) 
A B C Tolerâncias 
2” 50,8 100 - - - 
1 ½” 38,1 95 - 100 100 - ± 7% 
1” 25,4 75 - 100 95 - 100 - ± 7% 
¾” 19,1 60 - 90 80 - 100 100 ± 7% 
½” 12,7 - - 80 - 100 ± 7% 
3/8” 9,5 35 - 65 45 - 80 70 - 90 ± 7% 
N° 4 4,8 25 - 50 28 - 60 44 - 72 ± 5% 
N° 10 2,0 20 - 40 20 - 45 22 - 50 ± 5% 
N° 40 0,42 10 - 30 10 - 32 8 - 26 ± 5% 
N° 80 0,18 5 - 20 8 - 20 4 - 16 ± 3% 
N° 200 0,075 1 - 8 3 - 8 2 - 10 ± 2% 
Asfalto solúvel 
no CS2(+) (%) 
4,0 - 7,0 
Camada 
de ligação 
(Binder) 
4,5 - 7,5 
Camada 
de ligação 
e 
rolamento 
4,5 - 9,0 
Camada 
de 
rolamento 
± 0,3% 
A faixa usada deve ser aquela, cujo diâmetro máximo é 
inferior a 2/3 da espessura da camada. 
No projeto da curva granulométrica, para camada de 
revestimento, deve ser considerada a segurança do 
usuário, especificada no item 7.3 – Condições de 
Segurança. 
As porcentagens de ligante se referem à mistura de 
agregados, considerada como 100%. Para todos os 
tipos a fração retida entre duas peneiras consecutivas 
não deve ser inferior a 4% do total. 
a) devem ser observados os valores limites 
para as características especificadas no 
quadro a seguir: 
Características Método de 
ensaio 
Camada 
de 
Rolamento 
Camada 
de 
Ligação 
(Binder) 
Porcentagem de vazios, % DNER-ME 043 3 a 5 4 a 6 
Relação betume/vazios DNER-ME 043 75 – 82 65 – 72 
Estabilidade, mínima, (Kgf) 
(75 golpes) 
DNER-ME 043 500 500 
Resistência à Tração por 
Compressão Diametral 
estática a 25ºC, mínima, MPa 
DNER-ME 138 0,65 0,65 
b) as Especificações Complementares 
podem fixar outra energia de compactação; 
c) as misturas devem atender às 
especificações da relação betume/vazios 
ou aos mínimos de vazios do 
agregado mineral, dados pela seguinte 
tabela: 
VAM – Vazios do Agregado Mineral 
Tamanho Nominal Máximo do agregado 
# m m 
VAM Mínimo 
% 
1½” 38,1 13 
1” 25,4 14 
3/4” 19,1 15 
1/2” 12,7 16 
3/8” 9,5 18 
5.3 Equipamentos 
Os equipamentos necessários à execução dos serviços 
serão adequados aos locais de instalação das obras, 
atendendo ao que dispõem as especificações para os 
serviços. 
Devem ser utilizados, no mínimo, os seguintes 
equipamentos: 
a) Depósito para ligante asfáltico; 
Os depósitos para o ligante asfáltico devem 
possuir dispositivos capazes de aquecer o 
ligante nas temperaturas fixadas nesta 
Norma. Estes dispositivos também devem 
evitar qualquer superaquecimento 
localizado. Deve ser instalado um sistema 
de recirculação para o ligante asfáltico, de 
modo a garantir a circulação, 
desembaraçada e contínua, do depósito ao 
misturador, durante todo o período de 
operação. A capacidade dos depósitos 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 6 
deve ser suficiente para, no mínimo, três 
dias de serviço. 
b) Silos para agregados; 
Os silos devem ter capacidade total de, no 
mínimo, três vezes a capacidade do 
misturador e ser divididos em 
compartimentos, dispostos de modo a 
separar e estocar, adequadamente, as 
frações apropriadas do agregado. Cada 
compartimento deve possuir dispositivos 
adequados de descarga. Deve haver um 
silo adequado para o filer, conjugado com 
dispositivos para a sua dosagem. 
c) Usina para misturas asfálticas; 
A usina deve estar equipada com uma 
unidade classificadora de agregados, após 
o secador, dispor de misturador capaz de 
produzir uma mistura uniforme. Um 
termômetro, com proteção metálica e 
escala de 90° a 210 °C (precisão ± 1 °C), 
deve ser fixado no dosador de ligante ou na 
linha de alimentação do asfalto, em local 
adequado, próximo à descarga do 
misturador. A usina deve ser equipada 
além disto, com pirômetro elétrico, ou 
outros instrumentos termométricos 
aprovados, colocados na descarga do 
secador, com dispositivos para registrar a 
temperatura dos agregados, com precisão 
de ± 5 °C. A usina deve possuir 
termômetros nos silos quentes. 
Pode, também, ser utilizada uma usina do 
tipo tambor/secador/misturador, de duas 
zonas (convecção e radiação), provida de: 
coletor de pó, alimentador de “filler”, 
sistema de descarga da mistura asfáltica, 
por intermédio de transportador de correia 
com comporta do tipo “clam-shell” ou 
alternativamente, em silos de estocagem. 
A usina deve possuir silos de agregados 
múltiplos, com pesagem dinâmica e deve 
ser assegurada a homogeneidade das 
granulometrias dos diferentes agregados. 
A usina deve possuir ainda uma cabine de 
comando e quadros de força. Tais partes 
devem estar instaladas em recinto fechado, 
com os cabos de força e comandos ligados 
em tomadas externas especiais para esta 
aplicação. A operação de pesagemde 
agregados e do ligante asfáltico deve ser 
semi-automática com leitura instantânea e 
acumuladora , por meio de registros digitais 
em “display” de cristal líquido. Devem 
existir potenciômetros para compensação 
das massas específicas dos diferentes 
tipos de ligantes asfálticos e para seleção 
de velocidade dos alimentadores dos 
agregados frios. 
d) Caminhões basculantes para transporte da 
mistura; 
Os caminhões, tipo basculante, para o 
transporte do concreto asfáltico usinado a 
quente, devem ter caçambas metálicas 
robustas, limpas e lisas, ligeiramente 
lubrificadas com água e sabão, óleo cru 
fino, óleo parafínico, ou solução de cal, de 
modo a evitar a aderência da mistura à 
chapa. A utilização de produtos 
susceptíveis de dissolver o ligante asfáltico 
(óleo diesel, gasolina etc.) não é permitida. 
e) Equipamento para espalhamento e 
acabamento; 
O equipamento para espalhamento e 
acabamento deve ser constituído de 
pavimentadoras automotrizes, capazes de 
espalhar e conformar a mistura no 
alinhamento, cotas e abaulamento 
definidos no projeto. As acabadoras devem 
ser equipadas com parafusos sem fim, para 
colocar a mistura exatamente nas faixas, e 
possuir dispositivos rápidos e eficientes de 
direção, além de marchas para a frente e 
para trás. As acabadoras devem ser 
equipadas com alisadores e dispositivos 
para aquecimento, à temperatura 
requerida, para a colocação da mistura sem 
irregularidade. 
 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 7 
f) Equipamento para compactação; 
O equipamento para a compactação deve 
ser constituído por rolo pneumático e rolo 
metálico liso, tipo tandem ou rolo vibratório. 
Os rolos pneumáticos, autopropulsionados, 
devem ser dotados de dispositivos que 
permitam a calibragem de variação da 
pressão dos pneus de 2,5 kgf/cm² a 8,4 
kgf/cm² . 
O equipamento em operação deve ser 
suficiente para compactar a mistura na 
densidade de projeto, enquanto esta se 
encontrar em condições de 
trabalhabilidade. 
NOTA: Todo equipamento a ser utilizado deve ser 
vistoriado antes do início da execução do 
serviço de modo a garantir condições 
apropriadas de operação, sem o que, não 
será autorizada a sua utilização. 
5.4 Execução 
5.4.1 Pintura de ligação 
Sendo decorridos mais de sete dias entre a execução 
da imprimação e a do revestimento, ou no caso de ter 
havido trânsito sobre a superfície imprimada, ou, ainda 
ter sido a imprimação recoberta com areia, pó-de-pedra, 
etc., deve ser feita uma pintura de ligação. 
5.4.2 Temperatura do ligante 
A temperatura do cimento asfáltico empregado na 
mistura deve ser determinada para cada tipo de ligante, 
em função da relação temperatura-viscosidade. A 
temperatura conveniente é aquela na qual o cimento 
asfáltico apresenta uma viscosidade situada dentro da 
faixa de 75 a 150 SSF, “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004), 
indicando-se, preferencialmente, a viscosidade de 75 a 
95 SSF. A temperatura do ligante não deve ser inferior a 
107°C nem exceder a 177°C. 
5.4.3 Aquecimento dos agregados 
Os agregados devem ser aquecidos a temperaturas de 
10°C a 15°C acima da temperatura do ligante asfáltico, 
sem ultrapassar 177°C. 
5.4.4 Produção do concreto asfáltico 
A produção do concreto asfáltico é efetuada em usinas 
apropriadas, conforme anteriormente especificado. 
5.4.5 Transporte do concreto asfáltico 
O concreto asfáltico produzido deve ser transportado, da 
usina ao ponto de aplicação, nos veículos especificados 
no item 5.3 quando necessário, para que a mistura seja 
colocada na pista à temperatura especificada. Cada 
carregamento deve ser coberto com lona ou outro 
material aceitável, com tamanho suficiente para proteger 
a mistura. 
5.4.6 Distribuição e compactação da mistura 
A distribuição do concreto asfáltico deve ser feita por 
equipamentos adequados, conforme especificado no 
item 5.3. 
Caso ocorram irregularidades na superfície da camada, 
estas devem ser sanadas pela adição manual de 
concreto asfáltico, sendo esse espalhamento efetuado 
por meio de ancinhos e rodos metálicos. 
Após a distribuição do concreto asfáltico, tem início a 
rolagem. Como norma geral, a temperatura de rolagem 
é a mais elevada que a mistura asfáltica possa suportar, 
temperatura essa fixada, experimentalmente, para cada 
caso. 
Caso sejam empregados rolos de pneus, de pressão 
variável, inicia-se a rolagem com baixa pressão, a qual 
deve ser aumentada à medida que a mistura seja 
compactada, e, conseqüentemente, suportando 
pressões mais elevadas. 
A compactação deve ser iniciada pelos bordos, 
longitudinalmente, continuando em direção ao eixo da 
pista. Nas curvas, de acordo com a superelevação, a 
compactação deve começar sempre do ponto mais 
baixo para o ponto mais alto. Cada passada do rolo 
deve ser recoberta na seguinte de, pelo menos, metade 
da largura rolada. Em qualquer caso, a operação de 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 8 
rolagem perdurará até o momento em que seja atingida 
a compactação especificada. 
Durante a rolagem não são permitidas mudanças de 
direção e inversões bruscas da marcha, nem 
estacionamento do equipamento sobre o revestimento 
recém – rolado. As rodas do rolo devem ser umedecidas 
adequadamente, de modo a evitar a aderência da 
mistura. 
5.4.7 Abertura ao tráfego 
Os revestimentos recém–acabados devem ser mantidos 
sem tráfego, até o seu completo resfriamento. 
6 Manejo ambiental 
Para execução do concreto asfáltico são necessários 
trabalhos envolvendo a utilização de asfalto e 
agregados, além da instalação de usina misturadora. 
Os cuidados observados para fins de preservação do 
meio ambiente envolvem a produção, a estocagem e a 
aplicação de agregados, assim como a operação da 
usina. 
NOTA: Devem ser observadas as prescrições 
estabelecidas nos Programas Ambientais que 
integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 
6.1 Agregados 
No decorrer do processo de obtenção de agregados de 
pedreiras e areias devem ser considerados os seguintes 
cuidados principais: 
a) caso utilizadas instalações comerciais, a 
brita e a areia somente são aceitas após 
apresentação da licença ambiental de 
operação da pedreira/areal, cuja cópia deve 
ser arquivada junto ao Livro de Ocorrências 
da Obra; 
b) não é permitida a localização da pedreira e 
das instalações de britagem em área de 
preservação ambiental; 
c) planejar adequadamente a exploração da 
pedreira e do areal, de modo a minimizar 
os impactos decorrentes da exploração e a 
possibilitar a recuperação ambiental após o 
término das atividades exploratórias; 
d) impedir as queimadas; 
e) seguir as recomendações constantes da 
Norma DNER-ES 279 para os caminhos de 
serviço; 
f) construir, junto às instalações de britagem, 
bacias de sedimentação para retenção do 
pó de pedra eventualmente produzido em 
excesso; 
g) além destas, devem ser atendidas, no que 
couber, as recomendações da DNER 
ISA-07 – Instrução de Serviço Ambiental: 
impactos da fase de obras rodoviárias – 
causas/ mitigação/ eliminação. 
6.2 Cimento asfáltico 
Instalar os depósitos em locais afastados de cursos 
d’água. 
Vedar o descarte do refugo de materiais usados na faixa 
de domínio e em áreas onde possam causar prejuízos 
ambientais. 
Recuperar a área afetada pelas operações de 
construção / execução, imediatamente após a remoção 
da usina e dos depósitos e a limpeza do canteiro de 
obras. 
As operações em usinas asfálticas a quente englobam: 
a) estocagem, dosagem, peneiramento e 
transporte de agregados frios; 
b) transporte, peneiramento, estocagem e 
pesagem de agregados quentes; 
c) transporte e estocagem de filer; 
d) transporte, estocagem e aquecimento de 
óleo combustível e do cimento asfáltico. 
Os agentes e fontes poluidoras compreendem: 
 
 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 9 
AGENTES E FONTES POLUIDORAS 
AGENTE 
POLUIDOR 
FONTES POLUIDORAS 
I. Emissão de 
partículas 
A principal fonte é o secador rotativo.Outras fontes são: peneiramento, transferência e manuseio 
de agregados, balança, pilhas de estocagem e tráfego de 
veículos e vias de acesso. 
II. Emissão de 
gases 
Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de nitrogênio, 
monóxido de carbono e hidrocarbonetos. 
Misturador de asfalto: hidrocarbonetos. 
Aquecimento de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. 
Tanques de estocagem de óleo combustível e de cimento 
asfáltico: hidrocarbonetos. 
III. Emissões 
Fugitivas 
As principais fontes são pilhas de estocagem ao ar livre, 
carregamento dos silos frios, vias de tráfego, áreas de 
peneiramento, pesagem e mistura. 
NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer 
lançamentos ao ambiente, sem passar 
primeiro por alguma chaminé ou duto 
projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. 
Em função destes agentes devem ser obedecidos os 
itens 6.3 e 6.4. 
6.3 Instalação 
Impedir a instalação de usinas de asfalto a quente a 
uma distancia inferior a 200 m (duzentos metros), 
medidos a partir da base da chaminé, de residências, de 
hospitais, clínicas, centros de reabilitação, escolas 
asilos, orfanatos creches, clubes esportivos, parques de 
diversões e outras construções comunitárias. 
Definir no projeto executivo, áreas para as instalações 
industriais, de maneira tal que se consiga o mínimo de 
agressão ao meio ambiente. 
O Executante será responsável pela obtenção da 
licença de instalação/operação, assim como pela 
manutenção e condições de funcionamento da usina 
dentro do prescrito nesta Norma. 
6.4 Operação 
Instalar sistemas de controle de poluição do ar 
constituídos por ciclones e filtro de mangas ou por 
equipamentos que atendam aos padrões estabelecidos 
na legislação. 
Apresentar junto com o projeto para obtenção de 
licença, os resultados de medições em chaminés que 
comprovem a capacidade do equipamento de controle 
proposto, para atender aos padrões estabelecidos pelo 
órgão ambiental. 
Dotar os silos de estocagem de agregado frio de 
proteções lateral e cobertura, para evitar dispersão das 
emissões fugitivas durante a operação de 
carregamento. 
Enclausurar a correia transportadora de agregado frio. 
Adotar procedimentos de forma que a alimentação do 
secador seja feita sem emissão visível para a atmosfera. 
Manter pressão negativa no secador rotativo, enquanto 
a usina estiver em operação, para evitar emissões de 
partículas na entrada e na saída. 
Dotar o misturador, os silos de agregado quente e as 
peneiras classificatórias do sistema de controle de 
poluição do ar, para evitar emissões de vapores e 
partículas para a atmosfera. 
Fechar os silos de estocagem de mistura asfáltica. 
Pavimentar e manter limpas as vias de acesso internas, 
de tal modo que as emissões provenientes do tráfego de 
veículos não ultrapassem 20% de opacidade. 
Dotar os silos de estocagem de filer de sistema próprio 
de filtragem a seco. 
Adotar procedimentos operacionais que evitem a 
emissão de partículas provenientes dos sistemas de 
limpeza dos filtros de mangas e de reciclagem do pó 
retido nas mangas. 
Acionar os sistemas de controle de poluição do ar antes 
dos equipamentos de processo. 
Manter em boas condições todos os equipamentos de 
processo e de controle. 
Dotar as chaminés de instalações adequadas para 
realização de medições. 
Substituir o óleo combustível por outra fonte de energia 
menos poluidora (gás ou eletricidade) e estabelecer 
barreiras vegetais no local, sempre que possível. 
7 Inspeção 
7.1 Controle dos insumos 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 10 
Todos os materiais utilizados na fabricação de Concreto 
Asfáltico (Insumos) devem ser examinados em 
laboratório, obedecendo a metodologia indicada pelo 
DNIT, e satisfazer às especificações em vigor. 
7.1.1 Cimento asfáltico 
O controle da qualidade do cimento asfáltico consta do 
seguinte: 
– 01 ensaio de penetração a 25ºC (DNER-ME 
003), para todo carregamento que chegar à 
obra; 
– 01 ensaio do ponto de fulgor, para todo 
carregamento que chegar à obra (DNER-
ME 148); 
– 01 índice de susceptibilidade térmica para 
cada 100t, determinado pelos ensaios 
DNER-ME 003 e NBR 6560; 
– 01 ensaio de espuma, para todo 
carregamento que chegar à obra; 
– 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” 
(DNER-ME 004), para todo carregamento 
que chegar à obra; 
– 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” 
(DNER-ME 004) a diferentes temperaturas, 
para o estabelecimento da curva 
viscosidade x temperatura, para cada 100t. 
7.1.2 Agregados 
O controle da qualidade dos agregados consta do 
seguinte: 
a) Ensaios eventuais 
Somente quando houver dúvidas ou 
variações quanto à origem e natureza dos 
materiais. 
– ensaio de desgaste Los Angeles 
(DNER-ME 035); 
– ensaio de adesividade (DNER-ME 078 
e DNER-ME 079). Se o concreto 
asfáltico contiver dope também devem 
ser executados os ensaios de RTFOT 
(ASTM D-2872) ou ECA (ASTM-D-
1754) e de degradação produzida pela 
umidade (AASHTO-283/89 e DNER-
ME 138); 
– ensaio de índice de forma do 
agregado graúdo (DNER-ME 086); 
b) Ensaios de rotina 
– 02 ensaios de granulometria do 
agregado, de cada silo quente, por 
jornada de 8 horas de trabalho 
(DNER-ME 083); 
– 01 ensaio de equivalente de areia do 
agregado miúdo, por jornada de 8 
horas de trabalho (DNER-ME 054); 
– 01 ensaio de granulometria do 
material de enchimento (filer), por 
jornada de 8 horas de trabalho 
(DNER-ME 083). 
7.2 Controle da produção 
O controle da produção (Execução) do Concreto 
Asfáltico deve ser exercido através de coleta de 
amostras, ensaios e determinações feitas de maneira 
aleatória de acordo com o Plano de Amostragem 
Aleatória (vide item 7.4). 
7.2.1 Controle da usinagem do concreto asfáltico 
a) Controles da quantidade de ligante na 
mistura 
Devem ser efetuadas extrações de asfalto, 
de amostras coletadas na pista, logo após 
a passagem da acabadora (DNER-ME 
053). 
A porcentagem de ligante na mistura deve 
respeitar os limites estabelecidos no projeto 
da mistura, devendo-se observar a 
tolerância máxima de ± 0,3. 
Deve ser executada uma determinação, no 
mínimo a cada 700m2 de pista. 
b) Controle da graduação da mistura de 
agregados 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 11 
Deve ser procedido o ensaio de 
granulometria (DNER-ME 083) da mistura 
dos agregados resultantes das extrações 
citadas na alínea "a". A curva 
granulométrica deve manter-se contínua, 
enquadrando-se dentro das tolerâncias 
especificadas no projeto da mistura. 
c) Controle de temperatura 
São efetuadas medidas de temperatura, 
durante a jornada de 8 horas de trabalho, 
em cada um dos itens abaixo 
discriminados: 
– do agregado, no silo quente da usina; 
– do ligante, na usina; 
– da mistura, no momento da saída do 
misturador. 
As temperaturas podem apresentar 
variações de ± 5ºC das especificadas no 
projeto da mistura. 
d) Controle das características da mistura 
Devem ser realizados ensaios Marshall em 
três corpos-de-prova de cada mistura por 
jornada de oito horas de trabalho (DNER-
ME 043) e também o ensaio de tração por 
compressão diametral a 25°C (DNER-ME 
138), em material coletado após a 
passagem da acabadora. Os corpos-de-
prova devem ser moldados in loco, 
imediatamente antes do início da 
compactação da massa. 
Os valores de estabilidade, e da resistência 
à tração por compressão diametral devem 
satisfazer ao especificado. 
7.2.2 Espalhamento e compactação na pista 
Devem ser efetuadas medidas de temperatura durante o 
espalhamento da massa imediatamente antes de 
iniciada a compactação. Estas temperaturas devem ser 
as indicadas, com uma tolerância de ± 5°C. 
O controle do grau de compactação - GC da mistura 
asfáltica deve ser feito, medindo-se a densidade 
aparente de corpos-de-prova extraídos da mistura 
espalhada e compactada na pista, por meio de brocas 
rotativas e comparando-se os valores obtidos com os 
resultados da densidade aparente de projeto da mistura.Devem ser realizadas determinações em locais 
escolhidos, aleatoriamente, durante a jornada de 
trabalho, não sendo permitidos GC inferiores a 97% ou 
superiores a 101%, em relação à massa específica 
aparente do projeto da mistura (conforme item 7.5, 
alínea "a"). 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade do revestimento de 
Concreto Asfáltico (Produto) deve ser exercida através 
das seguintes determinações, executadas de acordo 
com o Plano de Amostragem Aleatório (vide item 7.4): 
a) Espessura da camada 
Deve ser medida por ocasião da extração 
dos corpos-de-prova na pista, ou pelo 
nivelamento, do eixo e dos bordos; antes e 
depois do espalhamento e compactação da 
mistura. Admite-se a variação de ± 5% em 
relação às espessuras de projeto. 
b) Alinhamentos 
A verificação do eixo e dos bordos deve ser 
feita durante os trabalhos de locação e 
nivelamento nas diversas seções 
correspondentes às estacas da locação.. 
Os desvios verificados não devem exceder 
± 5cm. 
c) Acabamento da superfície 
Durante a execução deve ser feito em cada 
estaca da locação o controle de 
acabamento da superfície do revestimento, 
com o auxílio de duas réguas, uma de 
3,00m e outra de 1,20m, colocadas em 
ângulo reto e paralelamente ao eixo da 
estrada, respectivamente. A variação da 
superfície, entre dois pontos quaisquer de 
contato, não deve exceder a 0,5cm, quando 
verificada com qualquer das réguas. 
O acabamento longitudinal da superfície 
deve ser verificado por aparelhos 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 12 
medidores de irregularidade tipo resposta 
devidamente calibrados (DNER-PRO 164 e 
DNER-PRO 182) ou outro dispositivo 
equivalente para esta finalidade. Neste 
caso o Quociente de Irregularidade - QI 
deve apresentar valor inferior ou igual a 35 
contagens/km (IRI ≤ 2,7). 
d) Condições de segurança 
O revestimento de concreto asfáltico 
acabado deve apresentar Valores de 
Resistência à Derrapagem - VDR ≥ 45 
quando medido com o Pêndulo Britânico 
(ASTM-E 303) e Altura de Areia – 
1,20mm ≥ HS ≥ 0,60mm (NF P-98-216-7). 
Os ensaios de controle são realizados em 
segmentos escolhidos de maneira 
aleatória, na forma definida pelo Plano da 
Qualidade. 
7.4 Plano de Amostragem - Controle Tecnológico 
O número e a freqüência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios para o controle 
tecnológico da produção e do produto são estabelecidos 
segundo um Plano de Amostragem aprovado pela 
Fiscalização, de acordo com a seguinte tabela de 
controle estatístico de resultados (DNER-PRO 277): 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
n 5 6 7 8 9 10 11 12 
K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 
∀∀∀∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
(continuação) 
n 13 14 15 16 17 19 21 
K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 
∀∀∀∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 
n = n° de amostras, 
k = coeficiente multiplicador, 
∀ = risco do Executante 
7.5 Condições de conformidade e não 
conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações relativos 
à produção e ao produto, realizados de acordo com o 
Plano de Amostragem citado em 7.4, deverão cumprir 
as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar 
de acordo com os seguintes critérios: 
a) Quando especificada uma faixa de valores 
mínimos e máximos devem ser verificadas 
as seguintes condições: 
X - ks < valor mínimo especificado ou X + 
ks > valor máximo de projeto: Não 
Conformidade; 
X - ks ≥ valor mínimo especificado 
 ou X + ks ≤ valor máximo de projeto: 
Conformidade; 
Sendo: 
n
x
X
i∑
= 
1
)(
2
−
−
=
∑
n
Xx
s
i
 
Onde: 
i
x – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra. 
k - coeficiente tabelado em função do 
número de determinações. 
n - número de determinações. 
b) Quando especificado um valor mínimo a 
ser atingido devem ser verificadas as 
seguintes condições: 
Se x - ks < valor mínimo especificado: Não 
Conformidade; 
Se x - ks ≥ valor mínimo especificado: 
Conformidade. 
Os resultados do controle estatístico serão registrados 
em relatórios periódicos de acompanhamento de acordo 
com a norma DNIT 011/2004-PRO a qual estabelece 
que sejam tomadas providências para tratamento das 
“Não-Conformidades” da Produção e do Produto. 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 13 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções 
executadas colocarem-no em conformidade com o 
disposto nesta Norma; caso contrário será rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços conformes serão medidos de acordo com 
os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos 
serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as 
seguintes disposições gerais: 
a) o concreto asfáltico será medido em 
toneladas de mistura efetivamente aplicada 
na pista. Não serão motivos de medição: 
mão-de-obra, materiais (exceto cimento 
asfáltico), transporte da mistura da usina à 
pista e encargos quando estiverem 
incluídos na composição do preço unitário; 
b) a quantidade de cimento asfáltico aplicada 
é obtida pela média aritmética dos valores 
medidos na usina, em toneladas; 
c) a transporte do cimento asfáltico 
efetivamente aplicado será medido com 
base na distância entre a refinaria e o 
canteiro de serviço; 
d) nenhuma medição será processada se a 
ela não estiver anexado um relatório de 
controle da qualidade contendo os 
resultados dos ensaios e determinações 
devidamente interpretados, caracterizando 
a qualidade do serviço executado. 
_______________ /índice Geral 
NORMA DNIT 031/2006 –ES 14 
Índice Geral 
Abertura ao tráfego 5.4.7 ..................... 8 
Abstract ............................. 1 
Agregado graúdo 5.1.2.1 .................. 4 
Agregado miúdo 5.1.2.2 .................. 4 
Agregados 5.1.2;6.1;7.1.2 ...... 4;8;10 
Aquecimento dos agregados 5.4.3 ................... 7 
Cimento asfáltico 5.1.1; 6.2; 7.1.1 .. 4; 8; 10 
Composição da mistura 5.2 ........................ 5 
Condições de conformidade e 
não conformidade 7.5 ........................ 12 
Condições específicas 5 ........................... 4 
Condições gerais 4 ........................... 3 
Controle da usinagem do 
concreto asfáltico 7.2.1 ..................... 10 
Controle da produção 7.2 ........................ 10 
Controle dos insumos 7.1 ........................ 9 
Critérios de medição 8 ........................... 13 
Definição 3 ........................... 3 
Distribuição e compactação 
da mistura 5.4.6 ..................... 7 
Equipamentos 5.3 ........................ 5 
Espalhamento e compactação 
na pista 7.2.2 ..................... 11 
Execução 5.4 ........................ 7 
Índice geral .............................. 14 
Inspeção 7............................ 9 
Instalação 6.3......................... 9 
Manejo ambiental 6............................ 8 
Material de enchimento (filer) 5.1.2.3................... 4 
Materiais 5.1......................... 4 
Melhorador de adesividade 5.1.2.4................... 4 
Objetivo 1............................ 2 
Operação 6.4......................... 9 
Pintura de ligação 5.4.1...................... 7 
Plano de amostragem - 
controle tecnológico 7.4......................... 12 
Prefácio .............................. 1 
Produção do concreto 
asfáltico 5.4.4...................... 7 
Referências normativas 2............................ 2 
Resumo .............................. 1 
Sumário .............................. 1 
Temperatura do ligante 5.4.2...................... 7 
Transporte do concreto 
asfáltico 5.4.5...................... 7 
Verificação do produto 7.3......................... 11 
_______________ 
 
NORMA DNIT 032/2005 - ES 
DNIT Pavimentos flexíveis – Areia-Asfalto a quente – 
Especificação de serviço 
Autor: Diretoriade Planejamento e Pesquisa 
Processo: 50.607.014.423/2004-98 
Origem: Revisão da norma DNER-ES 312/97 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de: 11 / 05 / 2005 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial. 
Palavras-chave: 
Nº total de 
páginas 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA -
ESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E 
PESQUISA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-330 
Tel/fax: (0xx21) 3371-5888 
Asfalto, Areia-Asfalto, mistura, especificação 12 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução de camada do pavimento por meio da 
confecção de mistura a quente em usina apropriada 
utilizando cimento asfáltico, areia e material de 
enchimento (filer). Estabelece os requisitos 
concernentes a materiais , equipamentos, execução e 
controle da qualidade dos materiais empregados, além 
dos critérios para aceitação e rejeição e medição dos 
serviços. 
Abstract 
This document provides the method of executing the 
pavement layer, making use of bituminous hot mix from 
appropriate plant including binder, sand and filer. It also 
defines the requirements concerning materials, 
equipments, execution and quality control of the 
materials in use, as wall as the criteria acceptance and 
rejection and weasurement of the services . 
Sumário 
Prefácio................................................................................ 1 
1 Objetivo ....................................................................... 1 
2 Referências normativas............................................ 1 
3 Definição..................................................................... 3 
4 Condições gerais....................................................... 3 
5 Condições específicas ............................................. 3 
6 Manejo ambiental..................................................... 6 
7 Inspeção..................................................................... 8 
8 Critérios de medição................................................ 11 
Índice Geral........................................................................ 12 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pela Diretoria de 
Planejamento e Pesquisa, objetivando estabelecer as 
condições exigíveis para a execução de camada de 
pavimento com mistura a quente em usina apropriada 
utilizando ligante asfáltico, areia e filer. Está formatada 
de acordo com a norma DNIT 001/2002-PRO e cancela 
e substitui a norma DNER-ES 312/97. 
1 Objetivo 
Estabelecer a sistemática a ser empregada na 
fabricação de misturas asfálticas do tipo Areia-Asfalto a 
quente para a construção de camadas do pavimento de 
acordo com os alinhamentos, greide e seção transversal 
de projeto. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados neste item serviram de 
base à elaboração desta Norma e contêm disposições 
que, ao serem citadas no texto, se tornam parte 
integrante desta Norma. As edições apresentadas são 
as que estavam em vigor na data desta publicação, 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 2 
recomendando-se que sempre sejam consideradas as 
edições mais recentes, se houver. 
a) AMERICAN ASSOCIATION OF STATE 
HIGHWAY AND TRANSPORTEATION 
OFFICIALS. T 283-89: resistance of 
compacted bituminous mixture to moisture 
induced damage. In: _____. Standard 
specifications for transportation materials 
and methods of sampling and testing. 
Washington, D.C., 1986. v.2 
b) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND 
MATERIALS. ASTM D 1754: effect of heat 
and air on asphaltic materials ( Thin-Film 
Oven Test ): test. In: _____. 1978 annual 
book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 
1978. 
c) ______.ASTM D 2872: effect of heat and 
air on a moving film of asphalt ( Rolling 
Thin-Film Oven Test ): test. In: _____. 1978 
annual book of ASTM standards. 
Philadelphia, Pa., 1978. 
d) ______ . ASTM E 303: pavement surface 
frictional properties using the British 
Portable Tester – Surface Frictional 
Properties Using the Britsh Pendulum 
Tester: test for measuring. In: _____. 1978 
annual book of ASTM standards. 
Philadelphia, Pa., 1978. 
e) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS. NBR 5847: materiais asfálticos 
- determinação da viscosidade absoluta. 
Rio de Janeiro, 2001. 
f) _____. NBR 6560: materiais asfálticos – 
determinação do ponto do amolecimento – 
método do anel e bola. Rio de Janeiro, 
2000. 
g) ASSOCIATION FRANÇAISE DE 
NORMALISATION. AFNOR NF P-98-216 - : 
determination de la macrotexture - partie 1: 
determ ination de hauteur au sable. Paris, 
1999. 
h) DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
ESTRADAS DE RODAGEM. DNER-ISA 07: 
impactos da fase de obras rodoviárias – 
causas/ mitigação/ eliminação. In: _____. 
Corpo normativo ambiental para 
empreendimentos rodoviários. Rio de 
Janeiro, 1996. 
i) _____. DNER-EM 204/95: cimentos 
asfálticos de petróleo: especificação de 
material. Rio de Janeiro: IPR, 1995. 
j) _____. DNER-EM 367/97: material de 
enchimento para misturas asfálticas: 
especificação de material. Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
k) _____. DNER-ME 003/99: material asfáltico 
– determinação da penetração: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. 
l) _____. DNER-ME 004/94: material asfáltico 
– determinação da viscosidade “Saybolt-
Furol” a alta temperatura: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
m) _____. DNER-ME 043/95: misturas 
asfálticas a quente – ensaio Marshall: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1995. 
n) _____. DNER-ME 053/94: misturas 
asfálticas – percentagem de betume: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1994. 
o) _____. DNER-ME 054/97: equivalente de 
areia: método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
p) _____. DNER-ME 079/94: agregado - 
adesividade a ligante asfáltico: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
q) _____. DNER-ME 083/98: agregados – 
análise granulométrica: método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR, 1998. 
r) _____. DNER-ME 089/94: agregados – 
avaliação da durabilidade pelo emprego de 
soluções de sulfato de sódio ou de 
magnésio: método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 3 
s) _____. DNER-ME 138/94: misturas 
asfálticas – determinação da resistência à 
tração por compressão diametral: método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
t) _____. DNER-ME 148/94: material asfáltico 
– determinação dos pontos de fulgor e 
combustão ( vaso aberto Cleveland ): 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1994. 
u) _____. DNER-PRO 164/94 – Calibração e 
controle de sistemas de medidores de 
irregularidade de superfície do pavimento 
(Sistemas Integradores IPR/USP e 
Maysmeter); 
v) _____. DNER-PRO 182/94: medição de 
irregularidade de superfície de pavimento 
com sistemas integradores IPR/USP e 
Maysmeter: procedimento. Rio de Janeiro: 
IPR, 1994. 
w) _____. DNER-PRO 277/97: metodologia 
para controle estatístico de obras e 
serviços: procedimento: Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
x) DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-
ESTRUTURA DE TRANSPORTES. DNIT 
011/2004-PRO: gestão da qualidade em 
obras rodoviárias: procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2004. 
3 Definição 
Areia-Asfalto a quente é a mistura executada a quente 
em usina apropriada, com características específicas, 
composta de areia (agregado miúdo), material de 
enchimento (filer) se necessário, e cimento asfáltico 
espalhado e compactado a quente. 
4 Condições gerais 
A Areia-Asfalto a quente pode ser empregada como 
revestimento, base, regularização ou reforço do 
pavimento. 
Não será permitida a execução dos serviços, objeto 
desta Norma, em dias de chuva. 
A Areia-Asfalto a quente somente deverá ser fabricada, 
transportada eaplicada quando a temperatura ambiente 
for superior a 10ºC. 
Todo o carregamento de ligante asfáltico que chegar à 
obra deverá apresentar certificado de resultados de 
análise dos ensaios de caracterização exigidos pela 
especificação, correspondente à data de fabricação ou 
ao dia de carregamento e transporte para o canteiro de 
serviço, se o período entre os dois eventos ultrapassar 
de 10 dias. Deverá trazer também indicação clara da 
sua procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo 
e distância de transporte entre a refinaria e o canteiro de 
obra. 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
Os materiais constituintes são os agregados miúdos, 
material de enchimento (filer) e cimento asfáltico, os 
quais devem satisfazer estas Especificações , item 2 – 
Referências, e às Especificações aprovadas pelo DNIT. 
5.1.1 Ligante asfáltico 
Podem ser empregados os seguintes ligantes asfálticos: 
– cimento asfáltico de petróleo, CAP-30/45, 
CAP-50/60, CAP-85/100, (classificação por 
penetração), CAP-20 e CAP-40 
(classificação por viscosidade); 
5.1.2 Agregados 
5.1.2.1 Areia - agregado miúdo 
O agregado é a areia. Suas partículas individuais devem 
ser resistentes, em seus grãos, estando livres de torrões 
de argila e de substâncias nocivas. Deve apresentar 
equivalente de areia igual ou superior a 55% (DNER-ME 
054). 
5.1.2.2 Material de enchimento (filer) 
Deve ser constituído por materiais minerais finamente 
divididos, tais como cimento Portland, cal extinta, pós -
calcários, cinza volante, etc; e que atendam à Norma 
DNER-ME 367. 
Quando da aplicação deve estar seco, e/ou isento de 
grumos. 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 4 
NOTA: Denomina-se filer nesta norma a porção de 
qualquer um destes materiais acima, que 
passa na peneira n° 200. 
5.1.2.3 Melhorador de adesividade 
Não havendo boa adesividade entre o ligante asfáltico a 
areia – agregado miúdo (DNER-ME 079), poderá ser 
empregado melhorador de adesividade na quantidade 
fixada no projeto. 
A determinação da adesividade é definida pelos 
seguintes ensaios: 
a) Método DNER 079/95, após submeter o 
ligante asfáltico contendo o dope no ensaio 
RTFOT (ASTM – D 2872); 
b) Método de ensaio para determinar a 
resistência de misturas asfálticas 
compactadas à degradação produzidas 
pela umidade (AASHTO 283/89). Neste 
caso a razão da resistência à tração por 
compressão diametral estática deverá ser 
superior a 0,7 (DNER-ME 138/94). 
5.2 Composição da mistura 
A composição da mistura Areia-Asfalto a quente deve 
satisfazer aos requisitos do quadro seguinte com as 
respectivas tolerâncias no que diz respeito a 
granulométrica (DNER-ME 083/94) e aos percentuais do 
ligante asfáltico. 
Quando a camada de Areia-Asfalto for destinada a ser 
uma camada de revestimento deve ser projetada com 
uma faixa granulométrica próxima aos limites inferiores 
da especificação. 
 
DESIGNAÇÃO E TAMANHO NOMINAL DOS AGREGADOS 
Designação A B 
Tamanho Nominal 4,75 mm 2,0 mm 
Tolerâncias 
Peneiras 
Nome Abertura 
mm 
Porcentagem total passando (por peso) 
(3/8 pol.) 9,5 mm 100 - - 
(nº 4) 4,75 mm 80 – 100 100 ± 5% 
(nº 10) 2,00 mm 60 – 95 90 – 100 ± 4% 
(nº 40) 0,42 mm 16 – 52 40 – 90 ± 4% 
(nº 80) 0,18 mm 4 – 15 10 – 47 ± 3% 
(nº 200) 0,075 mm 2 - 10 0 – 7 ± 2% 
Emprego Revestimento Revestimento - 
Cimento Asfáltico 
% sobre o total da 
Mistura 
6 - 12 7 - 12 ± 0,3% 
No projeto da curva granulométrica para camada de 
revestimento, deve ser considerada a segurança do 
usuário, especificada no item 7.3.4 – Condições de 
Segurança. 
As porcentagens de betume referem -se à mistura de 
Areia e filer, considerada como 100%. 
a) devem ser adotados o Método Ensaio 
Marshall para Misturas Asfálticas para 
verificações de condições de vazios, 
estabilidade e fluência da mistura. 
ENSAIO 
Discriminação 
Marshall DNER-ME 043 
Porcentagem de vazios 3 a 8 
Relação betume/vazios 65 – 82 
Estabilidade, mínima 300 kgf (75 golpes) 
Fluência, mm 2,0 – 4,5 
b) as Especificações Complementares podem 
fixar outra energia de compactação; 
5.3 Equipamento 
Todo equipamento, antes do início da execução da 
obra, deve ser examinando, devendo estar apto para 
realizar os trabalhos constantes desta Norma. Os 
equipamentos requeridos são os seguintes: 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 5 
5.3.1 Depósito para ligante asfáltico 
Os depósitos para o ligante asfáltico devem ser capazes 
de aquecer o material, às temperaturas fixadas nas 
Especificações . O aquecimento deve ser feito por meio 
de serpentinas a vapor, eletricidade ou outros meios, de 
modo não haver contatos de chamas com interior do 
depósito. Deve ser instalado um sistema de circulação 
para o asfalto, de modo a garantir a circulação, 
desembaraçada e contínua, do depósito ao mis turador,, 
durante todo o período de operação. Todas as 
tubulações devem ser dotadas de isolamento, a fim de 
evitar perdas de calor. A capacidade dos depósitos deve 
ser suficiente para, no mínimo, três dias de serviço. 
5.3.2 Depósito para agregados (Areia) 
Os silos devem ter capacidade total adequada e serem 
divididos em compartimentos, dispostos de modo a 
separar e estocar, as frações apropriadas do agregado. 
Cada compartimento deve possuir dispositivos de 
descarga. Haverá um silo para o filer, conjugado com 
dispositivos para a sua dosagem. 
5.3.3 Usina para misturas asfálticas (Areia-Asfalto) 
A usina deve estar equipada com uma unidade 
classificadora de agregados, após o secador, dispor de 
misturador tipo Pugmill, com duplo eixo conjugado, 
provido de palhetas reversíveis e removíveis, ou outro 
tipo de produzir uma mistura uniforme. Deve, ainda, o 
misturador possuir dispositivo de descarga, de função 
ajustável e dispositivo completo para controlar o ciclo 
completo de mistura. Um termômetro, com proteção 
metálica e escala de 90° a 210°C, deve ser fixado na 
linha de alimentação do asfalto, em local adequado 
próximo a descarga do misturador. A usina deve ser 
equipada, além disso, com um termômetro de mercúrio, 
com escala em “dial”, pirômetro elétrico, ou outros 
instrumentos termométricos aprovados, colocados na 
descarga do secador, para registrar a temperatura dos 
agregados. 
5.3.4 Caminhões para transporte da mistura 
Os caminhões, tipo basculante, para o transporte da 
Areia-Asfalto, devem ter caçambas metálicas robustas, 
limpas e lisas, ligeiramente lubrificadas com água e 
sabão, óleo cru fino, óleo parafínico, ou solução de cal, 
de modo a evitar a aderência da mistura às chapas. A 
utilização de produtos susceptíveis de dissolver o ligante 
asfáltico (óleo diesel, gasolina, etc.) não são permitidos. 
5.3.5 Equipamento para espalhamento 
O equipamento para espalhamento e acabamento deve 
ser constituído de pavimentadoras automotrizes, 
capazes de espalhar e conformar a mistura no 
alinhamento, cotas e abaulamento requeridos. As 
acabadoras devem ser equipadas com parafusos sem 
fim, para colocar cãs misturas nas faixas, e possuir 
dispositivos rápidos e eficientes de direção, além de 
marchas para frente e para trás, As acabadoras devem 
ser equipadas com alisadores e dispositivos para 
aquecimento dos mesmos , à temperatura requerida, 
para a colocação da mistura sem irregularidades. 
5.3.6 Equipamento para a compressão 
O equipamento para compressão deve ser constituído 
por rolo pneumático e rolo metálico liso, tipo tandem ou 
rolo vibratório. Os rolos pneumáticos , 
autopropulsionados , devem ser dotados de dispositivos 
que permitam a calibragem de variação de pressão dos 
pneus de 2,5 Kgf/cm2 a 8,4 Kgf/cm2 (35 a 120 psi). 
O equipamento em operação deve ser suficiente para 
comprimir a mistura à densidade requerida, enquanto 
esta se encontrar em condições de operacionalidade. 
5.4 Execução 
5.4.1 Pintura de ligação 
Sendo decorridos mais de sete dias entre a execução 
da imprimação e a do revestimento, ou no caso de ter 
havido trânsito sobre asuperfície imprimada, ou, ainda 
ter sido a imprimação recoberta com areia, deve ser 
feita uma pintura de ligação. 
5.4.2 Temperatura do cimento asfáltico 
A temperatura do cimento asfáltico empregado na 
mistura deve ser determinada para cada tipo de ligante, 
em função da relação temperatura-viscosidade. A 
temperatura conveniente é aquela na qual o asfalto 
apresenta uma viscosidade situada dentro da faixa de 
75 e 95 segundos, “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004), 
indicando-se preferencialmente, a viscosidade de 85 a 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 6 
95 segundos. Entretanto, a temperatura do ligante não 
deve ser inferior a 107ºC e nem exceder a 177°C. 
5.4.3 Temperatura dos agregados (Areia) 
Os agregados devem ser aquecidos a temperaturas de 
10ºC a 15ºC, acima da temperatura do ligante asfáltico, 
sem ultrapassar 177°C. 
5.4.4 Produção de Areia-Asfalto 
A produção de Areia-Asfalto é efetuada em usinas 
apropriadas, conforme anteriormente especificado. 
5.4.5 Transporte de Areia-Asfalto a quente 
A Areia-Asfalto a quente produzida pode ser 
transportada, da usina ao ponto de aplicação, nos 
veículos basculantes especificados no item 5.3.4 
quando necessário, para que a mistura seja colocada na 
pista à temperatura especificada. Cada carregamento 
deve ser coberto com lona ou outro material aceitável, 
com tamanho suficiente para proteger a mistura. 
5.4.6 Distribuição e compressão da mistura 
A distribuição da Areia-Asfalto deve ser feita por 
máquinas acabadoras, conforme especificado no item 
5.3.6; e não deve ser aplicado a temperatura ambiente 
inferior a 10°C. 
Caso ocorram irregularidades na superfície da camada, 
estas devem ser sanadas pela adição manual da Areia-
Asfalto, sendo esse espalhamento efetuado por meio de 
ancinhos e rodos metálicos. 
Imediatamente após a distribuição da Areia-Asfalto , tem 
início a rolagem. Como norma geral, a temperatura de 
rolagem é a mais elevada que a mistura betuminosa 
possa suportar, temperatura essa fixada, 
experimentalmente, para cada caso. 
Caso sejam empregados rolos de pneus, de pressão 
variável, inicia-se a rolagem com baixa pressão, a qual é 
aumentada à medida que a mistura vai sendo 
compactada, e, conseqüentemente, suportando 
pressões mais elevadas. 
A compactação será iniciada pelos bordos, 
longitudinalmente, continuando em direção ao eixo da 
pista. Nas curvas, de acordo com a superelevação, a 
compressão deve começar sempre do ponto mais baixo 
para o ponto mais alto. Cada passada do rolo deve ser 
recoberta, pelo menos, metade da largura rolada. Em 
qualquer caso, a operação de rolagem perdura até o 
momento em que seja atingida a compactação 
especificada. 
Durante a rolagem não são permitidas mudanças de 
direção e inversões bruscas de marcha nem 
estacionamento do equipamento sobre o revestimento 
recém – rolado. As rodas do rolo devem ser umedecidas 
adequadamente, de modo a evitar a aderência da 
mistura. 
5.4.7 Abertura ao tráfego 
Os revestimentos recém – acabados devem ser 
mantidos sem tráfego, até o seu completo resfriamento. 
6 Manejo ambiental 
Para execução de revestimento asfáltico do tipo Areia-
Asfalto usinado a quente são necessários trabalhos 
envolvendo a utilização de asfalto e agregados, além da 
instalação de usina misturadora. 
Os cuidados a serem observados para fins de 
preservação do meio ambiente, envolvem a produção e 
aplicação de agregados , o estoque e operação da usina. 
NOTA: Devem ser observadas as prescrições 
estabelecidas nos Programas Ambientais que 
integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 
6.1 Agregados 
No decorrer do processo de obtenção de agregados de 
areais devem ser considerados os seguintes cuidados 
principais: 
Caso utilizado areal comercial, a areia somente é aceita 
após apresentação da licença ambiental de operação do 
areal, cuja cópia deve ser arquivada junto ao Livro de 
Ocorrências da Obra. 
Não é permitida a exploração de areal em área de 
preservação ambiental. 
Planejar adequadamente a exploração do areal, de 
modo a minimizar os impactos decorrentes da 
exploração e facilitar a recuperação ambiental após o 
término das atividades exploratórias. 
Impedir queimadas como forma de desmatamento. 
Seguir as recomendações constantes da DNER-ES 
279/97 para os caminhos de serviço. 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 7 
6.2 Ligante asfáltico 
Instalar os depósitos em locais afastados de cursos 
d’água. 
Vedar o descarte do refugo de materiais usados na faixa 
de domínio onde possam causar prejuízos ambientais. 
Recuperar a área afetada pelas operações de 
construção/execução, imediatamente após a remoção 
da usina e dos depósitos , e limpeza do canteiro de 
obras. 
As operações em usinas asfálticas a quente englobam: 
a) estocagem, dosagem, peneiramento e 
transporte de agregados frios; 
b) transporte, peneiramento, estocagem e 
pesagem de agregados quentes; 
c) transporte e estocagem de filer; 
d) transporte, estocagem e aquecimento de 
óleo combustível e cimento asfáltico. 
Os agentes e fontes poluidoras, compreendem: 
Agentes e fontes poluidoras 
AGENTE POLUIDOR FONTES POLUIDORAS 
I. Emissão de partículas 
A principal fonte é o secador rotativo. 
Outras fontes são: peneiramento, transferência e 
manuseio de agregados, balança, pilhas de 
estocagem e tráfego de veículos e vias de acesso. 
II. Emissão de gases 
Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de 
nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. 
Aquecimento de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. 
Tanques de estocagem de óleo combustível e de 
cimento asfáltico: hidrocarbonetos. 
III. Emissões Fugitivas 
As principais fontes são: pilhas de estocagem ao ar 
livre, carregamento dos silos frios, vias de tráfego, 
área de peneiramento, pesagem e mistura. 
NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer 
lançamentos ao ambiente, sem passar 
primeiro por alguma chaminé ou duto 
projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. 
Em função destes agentes devem ser obedecidos os 
itens 6.3 e 6.4. 
6.3 Quanto à instalação 
Impedir a instalação de usinas de asfalto a quente a 
uma distancia inferior a 200 m (duzentos metros), 
medidos a partir da base da chaminé, de residências, de 
hospitais, clínicas, centros de reabilitação, escolas 
asilos, orfanatos, creches, clubes esportivos, parques de 
diversões e outras construções comunitárias. 
Definir no projeto executivo áreas para as instalações 
industriais, de maneira tal que se consiga o mínimo de 
agressão ao meio ambiente. 
Atribuir à Executante responsabilidade pela obtenção da 
licença de instalação/operação, assim como manter a 
usina em condições de funcionamento dentro do 
prescrito nestas especificações. 
6.4 Operação 
Instalar sistemas de controle de poluição do ar 
constituídos por ciclone e filtro de mangas ou de 
equipamentos que atendam aos padrões estabelecidos 
nas legislações vigentes. 
Apresentar junto com o projeto para obtenção de 
licença, resultados de medições das chaminés que 
comprovem a capacidade do equipamento de controle 
proposto, para atender aos padrões estabelecidos pelo 
órgão ambiental. 
Dotar os silos de estocagem de agregado frio de 
proteções laterais e de cobertura, para evitar dispersão 
das emissões fugitivas durante a operação de 
carregamento. 
Enclausurar a correia transportadora de agregado frio. 
Adotar procedimentos de forma que a alimentação do 
secador seja feita sem emissão visível para a atmosfera. 
Manter pressão negativa no secador rotativo, enquanto 
a usina estiver em operação, para evitar emissões de 
partículas na entrada e saída do mesmo. 
Conectar o misturador, os silos de agregado quente e as 
peneiras classificatórias do sistema de exaustão ao 
sistema de controle de poluição do ar, para evitar 
emissões de vapores e partículas para a atmosfera. 
Fechar os silos de estocagem de massa asfáltica. 
Pavimentar e manter limpas as vias de acesso internas, 
de tal modo queas emissões provenientes do tráfego de 
veículos não ultrapassem 20% de opacidade. 
Dotar os silos de estocagem de filer de sistema próprio 
de filtragem a seco. 
Adotar procedimentos operacionais que evitem a 
emissão de partículas provenientes dos sistemas de 
limpeza dos filtros de mangas e de reciclagem do pó, 
retidos nas mangas. 
Acionar os sistemas de controle de poluição do ar antes 
dos equipamentos de processo. 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 8 
Manter em boas condições todos os equipamentos de 
processo e de controle. 
Dotar as chaminés de instalações adequadas para 
realização de medições. 
Substituir o óleo combustível por outra fonte de energia 
menos poluidora (gás ou eletricidade). 
7 Inspeção 
7.1 Controle dos insumos 
Todos os materiais utilizados na fabricação de Areia-
Asfalto a quente (Insumos) devem ser examinados em 
laboratório, obedecendo à metodologia indicada pelo 
DNIT, e satisfazer as especificações em vigor. 
7.1.1 Ligante asfáltico 
O controle de qualidade do ligante asfáltico consta do 
seguinte: 
– 01 ensaio de penetração a 25ºC (DNER-ME 
003) para todo carregamento que chegar à 
obra; 
– 01 ensaio do ponto de fulgor, para todo 
carregamento que chegar à obra (DNER-
ME 148); 
– 01 índice de susceptibilidade térmica para 
cada 100t determinado pelos 
ensaios (DNER-ME 003 e ABNT NBR 6560); 
– 01 ensaio de espuma, para todo 
carregamento que chegar à obra; 
– 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” 
(DNER-ME 004) em várias temperaturas 
para a verificação da viscosidade 
especificada e o estabelecimento da curva 
viscosidade X temperatura para cada 100t; 
7.1.2 Agregados 
O controle de qualidade dos agregados consta do 
seguinte: 
a) ensaios de granulometria do agregado 
(areia), de cada silo por jornada de trabalho 
(DNER-ME 083); 
b) ensaios de equivalente de areia, (DNER-
ME 054); 
c) ensaio de granulometria do material de 
enchimento (filer), (DNER-ME 083). 
Nota: A quantidade de ensaios dos agregados 
obedecerá ao Plano de Amostragem 
estabelecido e aprovado pela Fiscalização. 
7.2 Controle da produção 
O controle da produção (Execução) Areia-Asfalto a 
quente deve ser exercido através de coleta de amostras, 
ensaios e determinações feitas de maneira aleatória. 
7.2.1 Controle da usinagem da Areia-Asfalto a 
quente 
a) Controle da quantidade de ligante na 
mistura 
– Devem ser efetuadas extrações de 
asfalto, de amostras da mistura 
coletada na pista (DNER-ME 053). A 
porcentagem de ligante pode variar, 
no máximo ± 0,3%, da fixada no 
projeto. 
b) Controle da graduação da mistura de 
agregados (areia) 
– Deve ser procedido o ensaio de 
granulometria (DNER-ME 083) da 
mistura dos agregados resultantes das 
extrações citadas no item anterior. A 
curva granulométrica deve manter-se 
contínua, enquadrando-se dentro das 
tolerâncias, especificadas no projeto. 
c) Controle de temperatura 
Devem ser efetuadas medidas de 
temperatura, durante a jornada de 8 horas 
de trabalho, em cada um dos itens abaixo 
discriminados: 
– do ligante, na usina; 
– da mistura, no momento, da saída do 
misturador. 
– da mistura no momento do 
espalhamento no início de rolagem, na 
pista. 
As temperaturas devem apresentar valores 
de ± 5ºC das temperaturas especificadas. 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 9 
d) Controle das características da mistura 
– Devem ser realizados ensaios 
Marshall em três corpos -de-prova de 
cada mistura por cada jornada de oito 
horas de trabalho (DNER-ME 043). 
– O valor de estabilidade deve satisfazer 
ao especificado no item proposto. As 
amostras devem ser coletadas na 
pista. 
7.2.2 Espalhamento e compressão na pista 
Devem ser efetuadas medidas de temperatura durante o 
espalhamento da massa imediatamente, antes de 
iniciada a compressão. Estas temperaturas devem ser 
as indicadas para compressão, com uma tolerância de ± 
5°C. 
O controle do grau de compressão - GC da areia-asfalto 
deve ser feito, preferencialmente, medindo-se a 
densidade aparente de corpos -de-prova extraídos da 
mistura espalhada e comprimida na pista, por meio de 
brocas rotativas , comparando-as com os resultados da 
densidade aparente de projeto. 
Podem ser empregados outros métodos para 
determinação da densidade aparente na pista, desde 
que indicada no projeto. 
Devem ser realizados determinações em locais 
escolhidos aleatoriamente durante a jornada de 
trabalho, não sendo permitidos - GC inferiores a 97% ou 
superiores a 101%, em relação à massa específica 
aparente do projeto. 
As medidas do grau de compactação devem ser 
efetuadas a cada 700m 2 de pista. 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade do revestimento de 
Areia-Asfalto (Produto) deve ser exercida através das 
seguintes determinações: 
a) Espessura da camada 
– Deve ser medida a espessura por 
ocasião da extração dos corpos -de-
prova na pista, ou pelo nivelamento, 
do eixo e dos bordos, antes e depois 
do espalhamento e compressão da 
mistura. Admite-se a variação de ± 5% 
em relação às espessuras de projeto, 
em 10(dez) medidas sucessivas . 
b) Alinham entos 
– A verificação do eixo e bordos é feita 
durante os trabalhos de locação e 
nivelamento nas diversas seções 
correspondentes às estacas da 
locação. Poderá também ser a trena. 
Os desvios verificados não deverão 
exceder ± 5cm. 
c) Acabamento da superfície 
– Durante a execução deve ser feito em 
cada estaca da locação o controle de 
acabamento da superfície do 
revestimento, com o auxilio de duas 
réguas, uma de 3,00m e outra de 
1,20m, colocadas em ângulo reto e 
paralelamente ao eixo da estrada, 
respectivamente. A variação da 
superfície, entre dois pontos quaisquer 
de contato, não deve exceder a 0,5cm, 
quando verificada com qualquer das 
réguas. 
– O acabamento longitudinal da 
superfície deve ser verificado por 
"aparelhos medidores de 
irregularidade tipo resposta" 
devidamente calibrados (DNER-PRO 
164 e DNER-PRO 182) ou outro 
dispositivo equivalente para esta 
finalidade. Neste caso o Quociente de 
Irregularidade - QI deverá apresentar 
valor inferior a 35 contagens/km. 
d) Condições de segurança 
– O revestimento de Areia-Asfalto a 
quente acabado deve apresentar 
valores de Resistência à Derrapagem 
- VDR = 45 quando medido com o 
Pêndulo Britânico (ASTM-E 303/93) e 
Altura de Areia - HS na faixa de 
0,6 > HS > 1,2mm (NF P-38). 
– Pode, também, ser empregado outro 
processo para avaliação da resistência 
à derrapagem, quando indicado no 
projeto. Os ensaios de controle da 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 10 
execução devem ser realizados em 
segmentos homogêneos escolhidos 
de maneira aleatória. 
7.4 Plano de Amostragem - Controle tecnológico 
O número e a freqüência de verificação e de 
determinações correspondentes aos diversos ensaios 
para o controle tecnológico dos insumos, da produção e 
do produto devem ser estabelecidos pelo Executante 
segundo um Plano de Amostragem Aleatória definido de 
acordo com a seguinte tabela de controle estatístico de 
resultados (DNER-PRO 277): 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
n 5 6 7 8 9 10 11 12 
K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 
∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
(continuação) 
n 13 14 15 16 17 19 21 
K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 
∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 
n = n° de amostras, 
k = coeficiente multiplicador, 
∀ = risco do Executante 
7.5 Condições de Conformidade e Não 
Conformidade 
Todos os ensaios de controle e verificações para os 
Insumos a produção e o Produto realizados de acordo 
com o Plano de Amostragem, devem cumprir as 
Condições Gerais e Condições Específicas do Capítulo 
4 e Capítulo 5 desta Norma, e atenderem às condições 
de Conformidade e Não Conformidade de acordo com 
os seguintes critérios (DNER-PRO 277): 
a) Nos ensaios ou verificações em que é 
especificada uma faixa de valores mínimos 
e máximosdevem ser verificadas as 
seguintes condições para atender às 
exigências de Conformidade e Não 
Conformidade: 
x - ks < valor mínimo especificado ou; 
x + ks > valor máximo de projeto - Não 
Conformidade; 
x - ks = valor mínimo especificado ou; 
x + ks = valor máximo de projeto - 
Conformidade; 
Sendo: 
n
x
X ∑= 1 
1
)( 21
−
−
= ∑
n
xx
S 
Onde: 
1x – valores individuais 
X – média da amostra 
S - desvio padrão da amostra. 
k - coeficiente tabelado em função do 
número de determinações. 
n - número de determinações. 
b) Nos ensaios e verificações em que é 
especificado um valor mínimo a ser atingido 
deve-se verificar a seguinte condição para 
atender às exigências de Conformidade e 
não Conformidade: 
Se x - ks < valor mínimo especificado - 
Não Conformidade; 
Se x - ks ≥ valor mínimo especificado - 
Conformidade. 
Os resultados do controle estatístico devem ser 
registrados em relatórios periódicos de 
acompanhamento de acordo com a norma DNIT 
011/2004-PRO a qual estabelece que sejam tomadas 
providências para tratamento das “Não-Conformidades” 
da Produção e do Produto. 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções 
executadas colocarem -no em conformidade com o 
disposto nesta Norma; caso contrário será rejeitado. 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 11 
8 Critérios de medição 
Os serviços Conformes serão medidos de acordo com 
os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos 
serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as 
seguintes disposições gerais: 
a) A Areia-Asfalto deve der medida em 
toneladas de mistura efetivamente aplicada 
na pista. Não devem ser motivos de 
medição: mão-de-obra, materiais (exceto 
cimento asfáltico), transporte da mistura da 
usina à pista e encargos quando estiverem 
incluídos na composição do preço unitário; 
b) A quantidade de cimento asfáltico aplicada 
é obtida pela média aritmética dos valores 
medidos na usina, em toneladas; 
c) O transporte do cimento asfáltico 
efetivamente aplicado deve ser medido 
com base na distância entre a refinaria e o 
canteiro de serviço. 
d) Nenhuma medição deve ser processada se 
à ela não estiver anexado um relatório de 
controle da qualidade contendo os 
resultados dos ensaios e determinações 
devidamente interpretados, caracterizando 
a qualidade do serviço executado 
 _________________/ Índice Geral 
NORMA DNIT 032/2005 –ES 12 
Índice Geral 
Abertura ao tráfego 5.4.7 ......................... 6 
Abstract .................................. 1 
Agregados 5.1.2 ......................... 3 
Agregados 6.1. ........................... 6 
Agregados 7.1.2 ......................... 8 
Areia - agregado miúdo 5.1.2.1...................... 3 
Caminhões para transporte 
da mistura 5.3.4 ......................... 5 
Composição da mistura 5.2 ............................ 4 
Condições de Conformidade 
e Não Conformidade 7.5 ............................ 10 
Condições específicas 5................................ 3 
Condições gerais 4................................ 3 
Controle da produção 7.2 ............................ 8 
Controle da usinagem da 
Areia-Asfalto a quente 7.2.1 ......................... 8 
Controle dos insumos 7.1 ............................ 8 
Critérios de medição 8................................ 11 
Definição 3................................ 3 
Depósito para agregados (Areia) 5.3.2 ......................... 5 
Depósito para ligante asfáltico 5.3.1 ......................... 5 
Distribuição e compressão 
da mistura 5.4.6 ......................... 6 
Equipamento para a compressão 5.3.6 ......................... 5 
Equipamento para espalhamento 5.3.5 ......................... 5 
Equipamento 5.3 ............................ 4 
Espalhamento e 
compressão na pista 7.2.2 ......................... 9 
Execução 5.4 ............................ 5 
Índice Geral ................................. 12 
Inspeção 7............................... 8 
Ligante asfáltico 5.1.1 ........................ 3 
Ligante asfáltico 6.2............................ 7 
Ligante asfáltico 7.1.1 ........................ 8 
Manejo ambiental 6 ............................... 6 
Material de enchimento (filer) 5.1.2.2 ..................... 3 
Material 5.1............................ 3 
Melhorador de adesividade 5.1.2.3 ..................... 4 
Objetivo 1............................... 1 
Operação 6.4............................ 7 
Pintura de ligação 5.4.1 ........................ 5 
Plano de Amostragem - 
Controle tecnológico 7.4............................ 10 
Prefácio ................................. 1 
Produção de Areia-Asfalto 5.4.4 ........................ 6 
Quanto à instalação 6.3............................ 7 
Referências normativas 2............................... 1 
Resumo ................................. 1 
Sumário ................................. 1 
Temperatura do cimento asfáltico 5.4.2 ........................ 5 
Temperatura dos 
agregados (Areia) 5.4.3 ........................ 6 
Transporte de 
Areia-Asfalto a quente 5.4.5 ........................ 6 
Usina para misturas 
asfálticas (Areia-Asfalto) 5.3.3 ........................ 5 
Verificação do produto 7.3............................ 9 
_________________ 
 
NORMA DNIT 033/2005 - ES 
DNIT Pavimentos flexíveis – Concreto 
asfáltico reciclado a quente na usina - 
Especificação de serviço 
Autor: Diretoria de Planejamento e Pesquisa / IPR 
Processo: 50.607.014.423/2004-98 
Origem: Revis ão da norma DNER-ES 318/97 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de: 11 / 05 / 2005 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial. 
Palavras-chave: Nº total de 
páginas 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA -
ESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E 
PESQUISA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-330 
Tel/fax: (0xx21) 3371-5888 
concreto asfáltico, reciclagem, especificação 13 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução de camada do pavimento por meio da 
confecção de mistura asfáltica reciclada a quente na 
usina utilizando cimento asfáltico, material de 
revestimento asfáltico removido de pavimento existente, 
agregados minerais e material de enchimento (filer) e 
agente de reciclagem. Estabelece os requisitos 
concernentes a material, equipamento, execução e 
controle da qualidade dos materiais empregados, além 
de conformidade, não conformidade e medição dos 
serviços. 
Abstract 
This document provides the method of executing the 
pavement layer with hot bituminous remixing from a 
plant, making use of binder, asphaltic layer removed 
from preexistent pavements, mineral aggregates, and 
filer. It includes the requirements concerning materials, 
equipment, execution and quality control, as well as the 
criteria for acceptance, rejection, and measurement of 
the services. 
Sumário 
Prefácio................................................................................. 1 
1 Objetivo ........................................................................ 1 
2 Referências normativas............................................. 2 
3 Definição...................................................................... 3 
4 Condições gerais ....................................................... 3 
5 Condições específicas ............................................. 4 
6 Manejo ambiental...................................................... 7 
7 Inspeção......................................................................9 
8 Critérios de medição................................................. 12 
Índice Geral......................................................................... 13 
Prefácio 
A presente Norm a foi preparada pela Diretoria de 
Planejamento e Pesquisa, objetivando estabelecer as 
condições exigíveis para a execução de camada de 
pavimento em mistura asfáltica reciclada a quente em 
usina apropriada utilizando ligante asfáltico, material de 
revestimento removido de pavimento existente, 
agregados minerais, material de enchimento (filer) e 
agente de reciclagem. Está formatada de acordo com a 
norma DNIT 001/2002-PRO e cancela e substitui a 
norma DNER-ES 318/97. 
1 Objetivo 
Estabelecer os procedimentos a serem empregados no 
processo da reciclagem a quente na usina, de materiais 
de revestimento asfálticos dos pavimentos degradados, 
sua reutilização objetivando reconstituir as 
características mecânicas originais ou melhorá-las, 
atendendo os alinhamentos, greide e seção transversal 
do projeto. 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 2 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados neste item serviram de 
base à elaboração desta Norma e contêm disposições 
que, ao serem citadas no texto, se tornam parte 
integrante desta Norma. As edições apresentadas são 
as que estavam em vigor na data desta publicação, 
recomendando-se que sempre sejam consideradas as 
edições mais recentes, se houver. 
a) AMERICAN ASSOCIATION OF STATE 
HIGHWAY AND TRANSPORTEATION 
OFFICIALS. T 283-89: resistance of 
compacted bituminous mixture to moisture 
induced damage. In: _____. Standard 
specifications for transportation materials 
and methods of sampling and testing. 
Washington, D.C., 1986. v.2 
b) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND 
MATERIALS. ASTM D 1754: effect of heat 
and air on asphaltic materials ( Thin-Film 
Oven Test ): test. In: _____. 1978 annual 
book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 
1978. 
c) ______.ASTM D 2872: effect of heat and 
air on a moving film of asphalt ( Rolling 
Thin-Film Oven Test ): test. In: _____. 1978 
annual book of ASTM standards. 
Philadelphia, Pa., 1978. 
d) ______ . ASTM E 303: pavement surface 
frictional properties using the British 
Portable Tester – Surface Frictional 
Properties Using the Britsh Pendulum 
Tester: test for measuring. In: _____. 1978 
annual book of ASTM standards. 
Philadelphia, Pa., 1978. 
e) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS. NBR 5847: materiais asfálticos 
- determinação da viscosidade absoluta. 
Rio de Janeiro, 2001. 
f) _____. NBR 6560: materiais asfálticos – 
determinação de ponto de amolecimento – 
método do anel e bola. Rio de Janeiro, 
2000. 
g) ASSOCIATION FRANÇAISE DE 
NORMALISATION. AFNOR NF P-98-216-7: 
determination de la macrotexture - partie 7: 
determination de hauteur au sable. Paris, 
1999. 
h) DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
ESTRADAS DE RODAGEM. DNER-ISA 07: 
impactos da fase de obras rodoviárias – 
causas/ mitigação/ eliminação. In: _____. 
Corpo normativo ambiental para 
empreendimentos rodoviários. Rio de 
Janeiro, 1996. 
i) _____. DNER-EM 204/95: cimentos 
asfálticos de petróleo: especificação de 
material. Rio de Janeiro: IPR, 1995. 
j) _____. DNER-EM 367/97: material de 
enchimento para misturas asfálticas: 
especificação de material. Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
k) _____. DNER-ME 003/99: material asfáltico 
– determinação da penetração: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. 
l) _____. DNER-ME 004/94: material asfáltico 
– determinação da viscosidade “Saybolt-
Furol” a alta temperatura: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
m) _____. DNER-ME 035/98: agregados – 
determinação da abrasão “Los Angeles” : 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1998. 
n) _____. DNER-ME 043/95: misturas 
asfálticas a quente – ensaio Marshall: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1995. 
o) _____. DNER-ME 053/94: misturas 
asfálticas – percentagem de betume: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1994. 
p) _____. DNER-ME 054/97: equivalente de 
areia: método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 3 
q) _____. DNER-ME 078/94: agregado graúdo 
– adesividade a ligante asfáltico: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
r) _____. DNER-ME 079/94: agregado - 
adesividade a ligante asfáltico: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
s) _____. DNER-ME 083/98: agregados – 
análise granulométrica: método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR, 1998. 
t) _____. DNER-ME 086/94: agregados – 
determinação do índice de forma: método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
u) _____. DNER-ME 089/94: agregados – 
avaliação da durabilidade pelo emprego de 
soluções de sulfato de sódio ou de 
magnésio: método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
v) _____. DNER-ME 138/94: misturas 
asfálticas – determinação da resistência à 
tração por compressão diametral: método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
w) _____. DNER-ME 148/94: material asfáltico 
– determinação dos pontos de fulgor e 
combustão ( vaso aberto Cleveland ): 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1994. 
x) _____. DNER-ME 401/99: agregados – 
determinação de índice de degradação de 
rochas após compactação Marshall com 
ligante IDml e sem ligante IDm: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. 
y) _____. DNER-PRO 164/94 – Calibração e 
controle de sistemas de medidores de 
irregularidade de superfície do pavimento 
(Sistemas Integradores IPR/USP e 
Maysmeter); 
z) _____. DNER-PRO 182/94: medição de 
irregularidade de superfície de pavimento 
com sistemas integradores IPR/USP e 
Maysmeter: procedimento. Rio de Janeiro: 
IPR, 1994. 
aa) _____. DNER-PRO 277/97: metodologia 
para controle estatístico de obras e 
serviços: procedimento: Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
bb) DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-
ESTRUTURA DE TRANSPORTES. DNIT 
011/2004-PRO: gestão da qualidade em 
obras rodoviárias: procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2004. 
3 Definição 
Concreto asfáltico reciclado a quente na usina - é a 
mistura realizada em usina com características 
específicas utilizando-se como agregado o material do 
revestimento asfáltico removido a frio do pavimento 
existente, cimento asfáltico e agregados adicionais e, se 
necessário, material de enchimento (filer) e agente de 
reciclagem misturado, espalhado e comprimido à 
quente. 
4 Condições gerais 
O concreto asfáltico reciclado em usina pode ser 
empregado como revestimento, base, regularização ou 
reforço do pavimento. 
Não deve ser permitida a execução dos serviços, objeto 
desta Especificação, em dias de chuva. 
O concreto asfáltico reciclado a quente na usina 
somente deve ser fabricado, transportado e aplicado 
quando a temperatura ambiente for superior a 10ºC. 
Todo o carregamento de ligante asfáltico que chegar à 
obra deve apresentar por parte do fabricante/distribuidor 
certificado de resultados de análise dos ensaios de 
caracterização exigidos pela especificação, 
correspondente à data de fabricação ou ao dia de 
carregamento e transporte para o canteiro de serviço, se 
o período entre os dois eventos ultrapassar de 10 dias. 
Deve trazer também indicação clara da sua 
procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo e 
distância de transporte entre a refinaria e o canteiro de 
obra. 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 4 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
Os materiais constituintes do concreto asfáltico reciclado 
a quente na usina são a mistura asfáltica a reciclar 
extraída do pavimento existente, agregado graúdo, 
agregado miúdo, material de enchimento filer e ligante 
asfáltico, os quais devem satisfazer às Normas 
pertinentes, e às Especificações aprovadas pelo DNIT. 
5.1.1 Ligante asfáltico adicional 
O ligante asfáltico adicional pode ser cimento asfáltico 
puro ou misturado com agente de reciclagem, 
satisfazendo às especificações do projeto. 
5.1.2 Agente de reciclagem 
Podem ser empregados hidrocarbonetospuros ou 
misturados com cimento asfáltico de petróleo capazes 
de regenerar o ligante da antiga mistura asfáltica à 
reciclar, restaurando suas caracterís ticas físicas e 
químicas iguais ou próximas ao do ligante original, ou de 
outro tipo de ligante definido no projeto, satisfazendo às 
Especificações para cimento asfáltico de petróleo do 
DNIT. A quantidade adicionada à mistura asfáltica a 
reciclar deve ser definida no projeto. 
5.1.3 Agregados 
5.1.3.1 Agregado graúdo adicional 
O agregado graúdo adicional pode ser pedra, seixo 
rolado britado ou outro material indicado nas 
Especificações complementares. O agregado graúdo 
deve ser constituído de fragmentos sãos, duráveis, 
livres de torrões de argila, e de substâncias nocivas, e 
apresentar as características seguintes: 
a) desgaste Los Angeles igual ou inferior a 
50% (DNER-ME 035); admitindo-se 
agregados com valores maiores, no caso 
de terem apresentado desempenho 
satisfatório em utilização anterior; 
Nota: Caso o agregado graúdo a ser usado 
apresente um índice de desgaste Los 
Angeles superior ou igual a 50%, pode ser 
usado o Método DNER-ME 401/99 – 
Agregado – Determinação de degradação de 
rochas após compactação Marshall, com 
ligante IDML, e sem ligante IDM, cujos valores 
tentativas de degradação para julgamento 
da qualidade de rochas destinadas 
ao uso no Concreto Asfáltico são: 
IDML = 5% e IDM = 8%. 
b) índice de forma superior a 0,5 (DNER-ME 
086); 
c) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER-
ME 89); 
5.1.3.2 Agregado miúdo adicional 
O agregado miúdo adicional pode ser areia, pó-de-pedra 
ou mistura de ambos. Suas partículas individuais devem 
ser resis tentes, livres de torrões de argila e de 
substâncias nocivas. Deve apresentar: 
– equivalente de areia igual ou superior a 55% 
(DNER-ME 054). 
5.1.3.3 Mistura asfáltica a reciclar 
A mistura asfáltica a reciclar é obtida na remoção a 
quente ou frio da camada asfáltica do pavimento. 
5.1.3.4 Material de enchimento (filer) 
Deve ser constituído por materiais minerais finamente 
divididos, tais como pó de pedra, cimento Portland, cal 
extinta, pós-calcários etc; e que atendam à 
especificação DNER-EM 367. 
5.1.3.5 Melhorador de adesividade 
Não havendo boa adesividade entre o ligante asfáltico e 
os agregados adicionais (DNER-ME 078 e DNER-ME 
079), pode ser empregado melhorador de adesividade 
na quantidade fixada no projeto. 
A determinação da adesividade deve ser definida pelos 
seguintes ensaios: 
a) Métodos DNER-ME 078/94 e DNER 
079/95, após submeter o ligante asfáltico 
contendo o dope no ensaio RTFOT (ASTM 
– D 2872); ou o ensaio ECA(ABNT-MB 425 
– ASTM D – 1754); 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 5 
b) Método de ensaio para determinar a 
resistência de misturas asfálticas 
compactadas , à degradação produzida pela 
umidade (AASHTO 283/89). Neste caso a 
razão da resistência à tração por 
compressão diametral estática (CP 
saturados ÷ CP secos) deve ser superior a 
0,7 (DNER-ME 138/94). 
NOTA: CP = corpo de provas, moldados pela 
DNER-ME 043 
5.2 Composição da mistura 
A composição do concreto asfáltico reciclado deve 
satisfazer aos requisitos do quadro seguinte com as 
respectivas tolerâncias no que diz respeito à 
granulometria (DNER-ME 083) e aos percentuais do 
ligante asfáltico determinados pelo projeto da mistura. 
Peneira de 
malha quadrada 
% em massa, passando 
Série 
ASTM 
Abertura 
(mm) 
A B C Tolerâncias 
2” 50,8 100 - - - 
1 ½” 38,1 95 - 100 100 - ± 7% 
1” 25,4 75 - 100 95 - 100 - ± 7% 
¾” 19,1 60 - 90 80 - 100 100 ± 7% 
½” 12,7 - - 80 - 100 ± 7% 
3/8” 9,5 35 - 65 45 - 80 70 - 90 ± 7% 
N° 4 4,8 25 - 50 28 - 60 44 - 72 ± 5% 
N° 10 2,0 20 - 40 20 - 45 22 - 50 ± 5% 
N° 40 0,42 10 - 30 10 - 32 8 - 26 ± 5% 
N° 80 0,18 5 - 20 8 - 20 4 - 16 ± 3% 
N° 200 0,075 1 - 8 3 - 8 2 - 10 ± 2% 
Teor de betume 
(ml) 
4,0 - 7,0 
Camada 
de ligação 
(Binder) 
4,5 - 7,5 
Camada 
de ligação 
e 
rolamento 
4,5 - 9,0 
Camada 
de 
rolamento 
± 0,3% 
A faixa usada deve ser aquela, cujo diâmetro máximo é 
inferior a 2/3 da espessura da camada. 
No projeto da curva granulométrica, para camada de 
revestimento, deve ser considerada a segurança do 
usuário, especificada no item 7.3 – Condições de 
Segurança. 
As porcentagens de ligante referem-se à mistura de 
agregados, considerada como 100%. Para todos os 
tipos a fração retida entre duas peneiras consecutivas 
não deve ser inferior a 4% do total. 
a) devem ser observados os valores limites 
para as características especificadas no 
quadro a seguir: 
Características 
Método de 
ensaio 
Camada 
de 
Rolamento 
Camada de 
Ligação 
(Binder) 
Porcentagem de vazios, % DNER-ME 043 3 a 5 4 a 6 
Relação betume/vazios DNER-ME 043 75 – 82 65 – 72 
Estabilidade, mínima, (Kgf) (75 
golpes) 
DNER-ME 043 500 500 
Resistência à Tração por 
Compressão Diametral 
estática a 25ºC, mínima, MPa 
DNER-ME 138 0,65 0,65 
b) as Especificações Complementares 
podem fixar outra energia de compactação; 
c) as misturas devem atender às 
especificações da relação betume/vazios 
ou aos mínimos de vazios do 
agregado mineral, dados pela seguinte 
tabela: 
VAM – Vazios do Agregado Mineral 
Tamanho Nominal Máximo do agregado 
# m m 
VAM Mínimo 
% 
1½” 38,1 13 
1” 25,4 14 
3/4” 19,1 15 
1/2” 12,7 16 
3/8” 9,5 18 
5.3 Equipamentos 
Os equipamentos necessários à execução dos serviços 
serão adequados aos locais de instalação das obras, 
atendendo ao que dispõem as especificações para os 
serviços. 
Devem ser utilizados, no mínimo, os seguintes 
equipamentos: 
a) Depósito para ligante asfáltico; 
Os depósitos para o ligante asfáltico devem 
possuir dispositivos capazes de aquecer o 
ligante nas temperaturas fixadas nesta 
Norma. Estes dispositivos também devem 
evitar qualquer superaquecimento 
localizado. Deve ser instalado um sistema 
de recirculação para o ligante asfáltico, de 
modo a garantir a circulação, 
desembaraçada e contínua, do depósito ao 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 6 
misturador, durante todo o período de 
operação. A capacidade dos depósitos 
deve ser suficiente para, no mínimo, três 
dias de serviço. 
b) Fresadora; 
Equipamento para remoção do pavimento a 
frio. 
c) Silos para agregados adicionais e para o 
material removido (fresado) do pavimento; 
Os silos devem ter capacidade total de, no 
mínimo, três vezes a capacidade do 
misturador e ser divididos em 
compartimentos, dispostos de modo a 
separar e estocar, adequadamente, as 
frações apropriadas do agregado. Cada 
compartimento deve possuir dispositivos 
adequados de descarga. Deve haver um 
silo adequado para o filer, conjugado com 
dispositivos para a sua dosagem. 
d) Usina para misturas asfálticas; 
A Usina a ser utilizada será uma usina do 
tipo tambor/secador/misturador, de duas 
zonas (convecção e radiação), provida de: 
coletor de pó, alimentador de “filer”, sistema 
de descarga da mistura asfáltica, por 
intermédio de transportador de correia com 
comporta do tipo “clam -shell” ou 
alternativamente, em silos de estocagem. 
A usina deve possuir silos de agregados 
múltiplos, com pesagem dinâmica e deve 
ser assegurada a homogeneidade das 
granulometrias dos diferentes agregados. 
A usina deve possuir ainda uma cabine de 
comando e quadros de força. Tais partes 
devem estar instaladas em recinto fechado, 
com os cabos de força e comandos ligados 
em tomadas externas especiais para esta 
aplicação. A operação de pesagem de 
agregados e do ligante asfáltico deve ser 
semi-automática com leitura instantânea e 
acumuladora , por meio de registros digitais 
em “display” de cristal líquido. Devem 
existir potenciômetros para compensação 
das massas específicas dos diferentes 
tipos de ligantes asfálticos e para seleção 
de velocidade dos alimentadores dos 
agregados frios. 
e) Caminhões basculantes para transporte da 
mistura; 
Os caminhões, tipo basculante, para o 
transportedo concreto asfáltico usinado a 
quente, devem ter caçambas metálicas 
robustas, limpas e lisas, ligeiramente 
lubrificadas com água e sabão, óleo cru 
fino, óleo parafínico, ou solução de cal, de 
modo a evitar a aderência da mistura à 
chapa. A utilização de produtos 
susceptíveis de dissolver o ligante asfáltico 
(óleo diesel, gasolina etc.) não é permitida. 
f) Equipamento para espalhamento e 
acabamento; 
O equipamento para espalhamento e 
acabamento deve ser constituído de 
pavimentadoras automotrizes, capazes de 
espalhar e conformar a mistura no 
alinhamento, cotas e abaulamento 
definidos no projeto. As acabadoras devem 
ser equipadas com parafusos sem fim, para 
colocar a mistura exatamente nas faixas, e 
possuir dispositivos rápidos e eficientes de 
direção, além de marchas para a frente e 
para trás. As acabadoras devem ser 
equipadas com alisadores e dispositivos 
para aquecimento, à temperatura 
requerida, para a colocação da mistura sem 
irregularidade. 
g) Equipamento para compactação; 
O equipamento para a compactação deve 
ser constituído por rolo pneumático e rolo 
metálico liso, tipo tandem ou rolo vibratório. 
Os rolos pneumáticos, autopropulsionados , 
devem ser dotados de dispositivos que 
permitam a calibragem de variação da 
pressão dos pneus de 2,5 kgf/cm² a 8,4 
kgf/cm² . 
O equipamento em operação deve ser 
suficiente para compactar a mistura na 
densidade de projeto, enquanto esta se 
encontrar em condições de 
trabalhabilidade. 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 7 
NOTA: Todo equipamento a ser utilizado deve ser 
vistoriado antes do início da execução do 
serviço de modo a garantir condições 
apropriadas de operação, sem o que, não 
deve ser autorizada a sua utilização. 
5.4 Execução 
5.4.1 Pintura de ligação 
Sendo decorridos mais de sete dias entre a execução 
da imprimação e a do revestimento, ou no caso de ter 
havido trânsito sobre a superfície imprimada, ou, ainda 
ter sido a imprimação recoberta com areia, pó-de-pedra, 
etc., deve ser feita uma pintura de ligação. 
5.4.2 Temperatura do ligante 
A temperatura do cimento asfáltico empregado na 
mistura deve ser determinada para cada tipo de ligante, 
em função da relação temperatura-viscosidade. A 
temperatura conveniente é aquela na qual o cimento 
asfáltico apresenta uma viscosidade situada dentro da 
faixa de 75 a 150 SSF, “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004), 
indicando-se, preferencialmente, a viscosidade de 75 a 
95 SSF. A temperatura do ligante não deve ser inferior a 
107°C nem exceder a 177°C. 
5.4.3 Aquecimento dos agregados 
Os agregados devem ser aquecidos a temperaturas de 
10°C a 15°C acima da temperatura do ligante asfáltico, 
sem ultrapassar 177°C. 
5.4.4 Produção do concreto asfáltico reciclado 
A produção do concreto asfáltico é efetuada em usinas 
apropriadas, conforme anteriormente especificado. 
5.4.5 Transporte do concreto asfáltico reciclado 
O concreto asfáltico produzido deve ser transportado, da 
usina ao ponto de aplicação, nos veículos especificados 
no item 5.3 quando necessário, para que a mistura seja 
colocada na pista à temperatura especificada. Cada 
carregamento deve ser coberto com lona ou outro 
material aceitável, com tamanho suficiente para proteger 
a mis tura. 
5.4.6 Distribuição e compactação da mistura 
A distribuição do concreto asfáltico reciclado deve ser 
feita por equipamentos adequados, conforme 
especificado no item 5.3. 
Caso ocorram irregularidades na superfície da camada, 
estas devem ser sanadas pela adição manual de 
concreto asfáltico, sendo esse espalhamento efetuado 
por meio de ancinhos e rodos metálicos. 
Após a distribuição do concreto asfáltico, tem início a 
rolagem. Como norma geral, a temperatura de rolagem 
é a mais elevada que a mistura asfáltica possa suportar, 
temperatura essa fixada, experimentalmente, para cada 
caso. 
Caso sejam empregados rolos de pneus, de pressão 
variável, inicia-se a rolagem com baixa pressão, a qual 
deve ser aumentada à medida que a mistura seja 
compactada, e, conseqüentemente, suportando 
pressões mais elevadas. 
A compactação deve ser iniciada pelos bordos, 
longitudinalmente, continuando em direção ao eixo da 
pista. Nas curvas, de acordo com a superelevação, a 
compactação deve começar sempre do ponto mais 
baixo para o ponto mais alto. Cada passada do rolo 
deve ser recoberta na seguinte, de pelo menos metade 
da largura rolada. Em qualquer caso, a operação de 
rolagem perdurará até o momento em que seja atingida 
a compactação especificada. 
Durante a rolagem não são permitidas mudanças de 
direção e inversões bruscas da marcha, nem 
estacionamento do equipamento sobre o revestimento 
recém – rolado. As rodas do rolo devem ser umedecidas 
adequadamente, de modo a evitar a aderência da 
mistura. 
5.4.7 Abertura ao tráfego 
Os revestimentos recém –acabados devem ser mantidos 
sem tráfego, até o seu completo resfriamento. 
6 Manejo ambiental 
Para execução de concreto asfáltico reciclado a quente 
no local são necessários trabalhos envolvendo a 
utilização de asfalto e agregados, além da instalação de 
usina misturadora. 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 8 
Os cuidados a serem observados para fins de 
preservação do meio ambiente envolvem a produção e 
aplicação de agregados, o estoque e operação da usina. 
NOTA: Devem ser observadas as prescrições 
estabelecidas nos Programas Ambientais que 
integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 
6.1 Agregados 
No decorrer do processo de obtenção de agregados de 
pedreiras e areais devem ser considerados os seguintes 
cuidados principais: 
Caso utilizado areal comercial, a brita e a areia somente 
serão aceitas após apresentação da licença ambiental 
de operação da pedreira/areal, cuja cópia deve ser 
arquivada junto ao Livro de Ocorrências da obra. 
Não deve ser permitido a localização da pedreira e das 
instalações de britagem em área de preservação 
ambiental. 
Planejar adequadamente a exploração da pedreira e do 
areal, de modo a minimizar os impactos decorrentes da 
exploração e facilitar a recuperação ambiental após o 
término das atividades exploratórias. 
Impedir queimadas como forma de desmatamento. 
Seguir as recomendações constantes da DNER-ES 
279/97 para os caminhos de serviço. 
Construir, junto às instalações de britagem, bacias de 
sedimentação para retenção do pó de pedra 
eventualmente produzido em excesso. 
6.2 Ligantes asfálticos 
Instalar os depósitos em locais afastados de cursos 
d’água. 
Vedar o descarte do refugo de materiais usados na faixa 
de domínio áreas onde possam causar prejuízos 
ambientais. 
Recuperar a área afetada pelas operações de 
construção/execução, imediatamente após a remoção 
da usina e dos depósitos e à lim peza de canteiro de 
obras. 
As operações em usinas asfálticas a quente englobam: 
a) estocagem, dosagem, peneiramento e 
transporte de agregados frios; 
b) transporte, peneiramento, estocagem e 
pesagem de agregados quentes; 
c) transporte e estocagem de filer; 
d) transporte, estocagem e aquecimento de 
óleo combustível e cimento asfáltico. 
Os agentes e fontes poluidoras, compreendem: 
Agentes e fontes poluidoras 
AGENTE 
POLUIDOR 
FONTES POLUIDORAS 
I. Emissão de partículas 
A principal fonte é o secador rotativo. 
Outras fontes são: peneiramento, transferência e 
manuseio de agregados, balança, pilhas de estocagem 
e tráfego de veículos e vias de acesso. 
II. Emissão de gases 
Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de 
nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. 
Misturador de asfalto: hidrocarbonetos. 
Aquecimento de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. 
Tanques de estocagem de óleo combustível e de 
cimento asfáltico: hidrocarbonetos. 
III. Emissões Fugitivas 
As principais fontes são pilhas de estocagem ao ar 
livre, carregamento dos silos frios, vias de tráfego, área 
de peneiramento, pesagem e mistura. 
NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer 
lançamentosao ambiente, sem passar 
primeiro por alguma chaminé ou duto 
projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. 
Em função destes agentes devem ser obedecidos os 
itens 6.3 e 6.4. 
6.3 Quanto à instalação 
Impedir a instalação de usinas de asfalto a quente à 
uma distancia inferior a 200 m (duzentos metros), 
medidos a partir da base da chaminé, de residências, 
hospitais, clínicas, centros de reabilitação, escolas 
asilos, orfanatos creches, clubes esportivos, parques de 
diversões e outras construções comunitárias. 
Definir no projeto executivo, áreas para as instalações 
industriais, de maneira tal que se consiga o mínimo de 
agressão ao meio am biente. 
Atribuir à Executante responsabilidade pela obtenção da 
licença de instalação/operação, assim como manter a 
usina em condições de funcionamento dentro do 
prescrito nestas especificações. 
6.4 Operação 
Instalar sistemas de controle de poluição do ar 
cons tituídos por ciclone e filtro de mangas ou de 
equipamentos que atendam aos padrões estabelecidos 
nas legislações vigentes. 
Apresentar junto com o projeto para obtenção de 
licença, resultados de medições em chaminés que 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 9 
comprovem a capacidade do equipamento de controle 
proposto, para atender aos padrões estabelecidos pelo 
órgão ambiental. 
Dotar os silos de estocagem de agregado frio de 
proteção laterais e cobertura, para evitar dispersão das 
emissões fugitivas durante a operação de 
carregamento. 
Enclausurar a correia transportadora de agregado frio. 
Adotar procedimentos de forma que a alimentação do 
secador seja feita sem emissão visível para a atmosfera. 
Manter pressão negativa no secador rotativo, enquanto 
a usina estiver em operação, para evitar emissões de 
partículas na entrada e saída do mesmo. 
Dotar o misturador, os silos de agregado quente e as 
peneiras classificatórias de exaustão conectados ao 
sistema de controle de poluição do ar, para evitar 
emissões de vapores e partículas para a atmosfera. 
Fechar os silos de estocagem de massa asfáltica. 
Pavimentar e manter limpas as vias de acesso internas, 
de tal modo que as emissões provenientes do tráfego de 
veículos não ultrapassem 20% de opacidade. 
Dotar os silos de estocagem de filer de sistema próprio 
de fi ltragem a seco. 
Adotar procedimentos operacionais que evitem a 
emissão de partículas provenientes dos sistemas de 
limpeza dos filtros de mangas e de reciclagem de pó 
retidos nas mangas. 
Acionar os sistemas de controle de poluição do ar antes 
dos equipamentos de processo. 
Manter em boas condições de operação todos os 
equipamentos de processo e de controle. 
Dotar as chaminés de instalações adequadas para 
realização de medições. 
Substituir o óleo combustível por outra fonte de energia 
menos poluidora (gás ou eletricidade) e o 
estabelecimento de barreiras vegetais no local, sempre 
que possível. 
7 Inspeção 
7.1 Controle dos insumos 
Todos os materiais utilizados na fabricação de Concreto 
Asfáltico Reciclado a Quente na Usina (Insumos) devem 
ser examinados em laboratório, obedecendo a 
metodologia indicada pelo DNIT, e satisfazer às 
especificações em vigor. 
7.1.1 Cimento asfáltico 
O controle da qualidade do cimento asfáltico consta do 
seguinte: 
– 01 ensaio de penetração a 25ºC (DNER-ME 
003), para todo carregamento que chegar à 
obra; 
– 01 ensaio do ponto de fulgor, para todo 
carregamento que chegar à obra (DNER-
ME 148); 
– 01 índice de susceptibilidade térmica para 
cada 100t, determinado pelos ensaios 
DNER-ME 003 e NBR 6560; 
– 01 ensaio de espuma, para todo 
carregamento que chegar à obra; 
– 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” 
(DNER-ME 004), para todo carregamento 
que chegar à obra; 
– 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” 
(DNER-ME 004) a diferentes temperaturas, 
para o estabelecimento da curva 
viscosidade x temperatura, para cada 100t. 
7.1.2 Agregados 
O controle da qualidade dos agregados consta do 
seguinte: 
a) Ensaios eventuais 
Somente quando houver dúvidas ou 
variações quanto à origem e natureza dos 
materiais. 
– ensaio de desgaste Los Angeles 
(DNER-ME 035) do agregado graúdo 
adicional; 
– ensaio de adesividade dos agregados 
adicionais (DNER-ME 078 e DNER-
ME 079). Se o concreto asfáltico 
contiver dope também devem ser 
executados os ensaios de RTFOT 
(ASTM D-2872) ou ECA (ASTM-D-
1754) e de degradação produzida pela 
umidade (AASHTO-283/89 e DNER-
ME 138); 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 10 
– ensaio de índice de forma do 
agregado graúdo adicional (DNER-ME 
086); 
b) Ensaios de rotina 
– 02 ensaios de granulometria dos 
agregados adicionais , e de material 
fresado, por jornada de 8 horas de 
trabalho (DNER-ME 083); 
– 01 ensaio de equivalente de areia do 
agregado miúdo adicional, por jornada 
de 8 horas de trabalho (DNER-ME 
054); 
– 01 ensaio de granulometria do 
material de enchimento (filer), por 
jornada de 8 horas de trabalho 
(DNER-ME 083). 
7.2 Controle da produção 
O controle da produção (Execução) do Concreto 
Asfáltico deve ser exercido através de coleta de 
amostras, ensaios e determinações feitas de maneira 
aleatória de acordo com o Plano de Amostragem 
Aleatória (vide item 7.4). 
7.2.1 Controle da usinagem do concreto asfáltico 
reciclado a quente 
a) Controles da quantidade de ligante na 
mistura 
Devem ser efetuadas extrações de asfalto, 
de amostras coletadas na pista, logo após 
a passagem da acabadora (DNER-ME 
053). 
A porcentagem de ligante na mistura deve 
respeitar os limites estabelecidos no projeto 
da mistura, devendo-se observar a 
tolerância máxima de ± 0,3%. 
Deve ser executada uma determinação, no 
mínimo a cada 700m 2 de pista. 
b) Controle da graduação da mistura de 
agregados 
Deve ser procedido o ensaio de 
granulometria (DNER-ME 083) da mistura 
dos agregados resultantes das extrações 
citadas na alínea "a". A curva 
granulométrica deve manter-se contínua, 
enquadrando-se dentro das tolerâncias 
especificadas no projeto da mistura. 
c) Controle de temperatura 
São efetuadas medidas de temperatura, 
durante a jornada de 8 horas de trabalho, 
da mistura, no momento da saída do 
misturador. 
As temperaturas podem apresentar 
variações de ± 5ºC das especificadas no 
projeto da mistura. 
d) Controle das características da mistura 
Devem ser realizados ensaios Marshall em 
três corpos -de-prova de cada mistura por 
jornada de oito horas de trabalho (DNER-
ME 043) e também o ensaio de tração por 
compressão diametral a 25°C (DNER-ME 
138), em material coletado após a 
passagem da acabadora. Os corpos -de-
prova devem ser moldados in loco, 
imediatamente antes do início da 
compactação da massa. 
Os valores de estabilidade, e da resistência 
à tração por compressão diametral devem 
satisfazer ao especificado. 
7.2.2 Espalhamento e compactação na pista 
Devem ser efetuadas medidas de temperatura durante o 
espalhamento da massa imediatamente antes de 
iniciada a compactação. Estas temperaturas devem ser 
as indicadas, com uma tolerância de ± 5°C. 
O controle do grau de compactação - GC da mistura 
asfáltica deve ser feito, medindo-se a densidade 
aparente de corpos -de-prova extraídos da mistura 
espalhada e compactada na pista, por meio de brocas 
rotativas e comparando-se os valores obtidos com os 
resultados da densidade aparente de projeto da mistura. 
Devem ser realizadas determinações em locais 
escolhidos, aleatoriamente, durante a jornada de 
trabalho, não sendo permitidos GC inferiores a 97% ou 
superiores a 101%, em relação à massa específica 
aparente máxima do projeto da mistura (conforme item 
7.5, alínea "a"). 
As medidas do grau de compactação devem ser 
efetuadas a cada 700m 2 de pista. 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 11 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade do revestimento de 
Concreto Asfáltico (Produto) deve ser exercida através 
das seguintes determinações, executadasde acordo 
com o Plano de Amostragem Aleatório (vide item 7.4): 
a) Espessura da camada 
Deve ser medida por ocasião da extração 
dos corpos -de-prova na pista, ou pelo 
nivelamento, do eixo e dos bordos; antes e 
depois do espalhamento e compactação da 
mistura. Admite-se a variação de ± 5% em 
relação às espessuras de projeto. 
b) Alinhamentos 
A verificação do eixo e dos bordos deve ser 
feita durante os trabalhos de locação e 
nivelamento nas diversas seções 
correspondentes às estacas da locação.. 
Os desvios verificados não devem exceder 
± 5cm. 
c) Acabamento da superfície 
Durante a execução deve ser feito em cada 
estaca da locação o controle de 
acabamento da superfície do revestimento, 
com o auxílio de duas réguas, uma de 
3,00m e outra de 1,20m, colocadas em 
ângulo reto e paralelamente ao eixo da 
estrada, respectivamente. A variação da 
superfície, entre dois pontos quaisquer de 
contato, não deve exceder a 0,5cm, quando 
verificada com qualquer das réguas. 
O acabamento longitudinal da superfície 
deve ser verificado por aparelhos 
medidores de irregularidade tipo resposta 
devidamente calibrados (DNER-PRO 164 e 
DNER-PRO 182) ou outro dispositivo 
equivalente para esta finalidade. Neste 
caso o Quociente de Irregularidade - QI 
deve apresentar valor inferior ou igual a 35 
contagens/km (IRI = 2,7). 
d) Condições de segurança 
O revestimento de concreto asfáltico 
acabado deve apresentar Valores de 
Resistência à Derrapagem - VDR = 45 
quando medido com o Pêndulo Britânico 
(ASTM-E 303) e Altura de Areia – 
1,20mm = HS = 0,60mm (NF P-98-216-7). 
Os ensaios de controle são realizados em 
segmentos escolhidos de maneira 
aleatória, na forma definida pelo Plano da 
Qualidade. 
7.4 Plano de Amostragem - Controle Tecnológico 
O número e a freqüência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios para o controle 
tecnológico da produção e do produto são estabelecidos 
segundo um Plano de Amostragem aprovado pela 
Fiscalização, de acordo com a seguinte tabela de 
controle estatístico de resultados (DNER-PRO 277): 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
n 5 6 7 8 9 10 11 12 
K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 
∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
(continuação) 
n 13 14 15 16 17 19 21 
K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 
∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 
n = n° de amostras, 
k = coeficiente multiplicador, 
∀ = risco do Executante 
7.5 Condições de Conformidade e Não 
Conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações relativos 
à produção e ao produto, realizados de acordo com o 
Plano de Amostragem citado em 7.4, devem cumprir as 
Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de 
acordo com os seguintes critérios: 
a) Quando especificada uma faixa de valores 
mínimos e máximos devem ser verificadas 
as seguintes condições: 
X - ks < valor mínimo especificado ou 
X + ks > valor máximo de projeto: Não 
Conformidade; 
X - ks = valor mínimo especificado 
 ou X + ks = valor máximo de projeto: 
Conformidade; 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 12 
Sendo: 
n
x
X i∑=
 
1
)( 2
−
−
= ∑
n
Xx
s i
 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra. 
k - coeficiente tabelado em função do 
número de determinações. 
n - número de determinações. 
b) Quando especificado um valor mínimo a 
ser atingido devem ser verificadas as 
seguintes condições: 
Se x - ks < valor mínimo especificado: Não 
Conformidade; 
Se x - ks ≥ valor mínimo especificado: 
Conformidade. 
Os resultados do controle estatístico serão registrados 
em relatórios periódicos de acompanhamento de acordo 
com a norma DNIT 011/2004-PRO a qual estabelece 
que sejam tomadas providências para tratamento das 
“Não-Conformidades” da Produção e do Produto. 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções 
executadas colocarem -no em conformidade com o 
disposto nesta Norma; caso contrário deve ser rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços conformes serão medidos de acordo com 
os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos 
serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as 
seguintes disposições gerais: 
a) O concreto asfáltico reciclado a quente na 
usina deve ser medido em toneladas de 
mistura efetivamente aplicada na pista. Não 
serão motivos de medição: mão-de-obra, 
materiais (exceto cimento asfáltico), 
transporte da mistura da usina à pista e 
encargos quando estiverem incluídos na 
composição do preço unitário; 
b) A quantidade de cimento asfáltico aplicada 
é obtida pela média aritmética dos valores 
medidos na usina, em toneladas; 
c) O transporte do cimento asfáltico 
efetivamente aplicado deve ser medido 
com base na distância entre a refinaria e o 
canteiro de serviço. 
d) Nenhuma medição deve ser processada se 
a ela não estiver anexado um relatório de 
controle da qualidade contendo os 
resultados dos ensaios e determinações 
devidamente interpretados, caracterizando 
a qualidade do serviço executado. 
_________________ /Índice Geral 
NORMA DNIT 033/2005 –ES 13 
Índice Geral 
Abertura ao tráfego 5.4.7 ......................... 7 
Abstract .................................. 1 
Agente de reciclagem 5.1.2 ......................... 4 
Agregado graúdo adicional 5.1.3.1...................... 4 
Agregado miúdo adicional 5.1.3.2...................... 4 
Agregados 5.1.3 ......................... 4 
Agregados 6.1 ............................ 8 
Agregados 7.1.2 ......................... 9 
Aquecimento dos agregados 5.4.3 ......................... 7 
Cimento asfáltico 7.1.1 ......................... 9 
Composição da mistura 5.2 ............................ 5 
Condições de Conformidade e 
Não Conformidade 7.5 ............................ 11 
Condições específicas 5................................ 4 
Condições gerais 4................................ 3 
Controle da produção 7.2 ............................ 10 
Controle da usinagem do concreto 
asfáltico reciclado a quente 7.2.1 ......................... 10 
Controle dos insumos 7.1 ............................ 9 
Critérios de medição 8................................ 12 
Definição 3................................ 3 
Distribuição e 
compactação da mistura 5.4.6 ......................... 7 
Equipamentos 5.3 ............................ 5 
Espalhamento e 
compactação na pista 7.2.2 ......................... 10 
Execução 5.4............................ 7 
Índice Geral ................................. 14 
Inspeção 7............................... 9 
Ligante asfáltico adicional 5.1.1 ........................ 4 
Ligantes asfálticos 6.2............................ 8 
Manejo ambiental 6 ............................... 7 
Material de enchimento (filer) 5.1.3.4 ..................... 4 
Material 5.1............................ 4 
Melhorador de adesividade 5.1.3.5 ..................... 4 
Mistura asfáltica a reciclar 5.1.3.3 ..................... 4 
Objetivo 1............................... 1 
Operação 6.4............................ 8 
Pintura de ligação 5.4.1 ........................ 7 
Plano de Amostragem - 
Controle Tecnológico 7.4............................ 11 
Prefácio ................................. 1 
Produção do concreto 
asfáltico reciclado 5.4.4 ........................ 7 
Quanto à instalação 6.3............................ 8 
Referências normativas 2............................... 2 
Resumo ................................. 1 
Sumário ................................. 1 
Temperatura do ligante 5.4.2 ........................ 7 
Transporte do concreto 
asfáltico reciclado 5.4.5 ........................ 7 
Verificação do produto 7.3............................ 11 
_________________ 
 
NORMA DNIT 034/2005 - ES 
DNITPavimentos flexíveis – Concreto asfáltico 
reciclado a quente no local – 
Especificação de serviço 
Autor: Diretoria de Planejamento e Pesquisa / IPR 
Processo: 50.607.014.423/2004-98 
Origem: Revisão da norma DNER-ES 319/97 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de: 11 / 05 / 2005 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda 
comercial. 
Palavras-chave: Nº total de páginas 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA -
ESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E 
PESQUISA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-330 
Tel/fax: (0xx21) 3371-5888 
concreto asfáltico, reciclagem, especificação 13 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução de camada do pavimento por meio da 
confecção de mistura asfáltica reciclada a quente no 
local utilizando cimento asfáltico, material de 
revestimento asfáltico removido de pavimento existente, 
agregados minerais e material de enchimento (filler) e 
agente de reciclagem. Estabelece os requisitos 
concernentes a material, equipamento, execução e 
controle de qualidade dos materiais empregados, além 
de conformidade, não conformidade e medição dos 
serviços. 
Abstract 
This document provides the method of executing the 
pavement layer with hot bituminous remixing from a 
plant, making use of binder, asphaltic layer removed 
from preexistent pavements, mineral aggregates, and 
filler. It includes the requirements concerning materials, 
equipment, execution and quality control, as well as the 
criteria for acceptance, rejection, and measurement of 
the services. 
Sumário 
Prefácio................................................................................ 1 
1 Objetivo ....................................................................... 1 
2 Referências normativas............................................ 2 
3 Definição.................................................................... 3 
4 Condições gerais ...................................................... 3 
5 Condições específicas ............................................ 4 
6 Manejo ambiental..................................................... 7 
7 Inspeção..................................................................... 9 
8 Critérios de medição................................................ 12 
Índice Geral........................................................................ 13 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pela Diretoria de 
Planejamento e Pesquisa, objetivando estabelecer as 
condições exigíveis para a execução de camada de 
pavimento em mistura asfáltica reciclada a quente no 
local, por equipamento apropriado utilizando ligante 
asfáltico, material de revestimento removido de 
pavimento existente, agregados minerais, material de 
enchimento (filer) e agente de reciclagem. Está 
formatada de acordo com a norma DNIT 001/2002-PRO 
e cancela e substitui a norma DNER-ES 319/97. 
1 Objetivo 
Estabelecer os procedimentos a serem empregados no 
processo da reciclagem a quente no local, com 
equipamento apropriado, de materiais de revestimento 
dos pavimentos degradados, sua reutilização 
objetivando reconstituir as características mecânicas 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 2 
originais ou melhorá-las, atendendo os alinhamentos, 
greide e seção transversal do projeto. 
2 Referências normativas 
Os documentos relacionados neste item serviram de 
base à elaboração desta Norma e contêm disposições 
que, ao serem citadas no texto, se tornam parte 
integrante desta Norma. As edições apresentadas são 
as que estavam em vigor na data desta publicação, 
recomendando-se que sempre sejam consideradas as 
edições mais recentes, se houver. 
a) AMERICAN ASSOCIATION OF STATE 
HIGHWAY AND TRANSPORTEATION 
OFFICIALS. T 283-89: resistance of 
compacted bituminous mixture to moisture 
induced damage. In: _____. Standard 
specifications for transportation materials 
and methods of sampling and testing. 
Washington, D.C., 1986. v.2 
b) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND 
MATERIALS. ASTM D 1754: effect of heat 
and air on asphaltic materials ( Thin-Film 
Oven Test ): test. In: _____. 1978 annual 
book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 
1978. 
c) ______.ASTM D 2872: effect of heat and 
air on a moving film of asphalt ( Rolling 
Thin-Film Oven Test ): test. In: _____. 1978 
annual book of ASTM standards. 
Philadelphia, Pa., 1978. 
d) ______ . ASTM E 303: pavement surface 
frictional properties using the British 
Portable Tester – Surface Frictional 
Properties Using the Britsh Pendulum 
Tester: test for measuring. In: _____. 1978 
annual book of ASTM standards. 
Philadelphia, Pa., 1978. 
e) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS. NBR 5847: materiais asfálticos 
- determinação da viscosidade absoluta. 
Rio de Janeiro, 2001. 
f) _____. NBR 6560: materiais asfálticos – 
determinação de ponto de amolecimento – 
método do anel e bola. Rio de Janeiro, 
2000. 
g) ASSOCIATION FRANÇAISE DE 
NORMALISATION. AFNOR NF P-98-216-7: 
determination de la macrotexture - partie 7: 
determination de hauteur au sable. Paris, 
1999. 
h) DEPARTAMENTO NACIONAL DE 
ESTRADAS DE RODAGEM. DNER-ISA 07: 
impactos da fase de obras rodoviárias – 
causas/ mitigação/ eliminação. In: _____. 
Corpo normativo ambiental para 
empreendimentos rodoviários. Rio de 
Janeiro, 1996. 
i) _____. DNER-EM 204/95: cimentos 
asfálticos de petróleo: especificação de 
material. Rio de Janeiro: IPR, 1995. 
j) _____. DNER-EM 367/97: material de 
enchimento para misturas asfálticas: 
especificação de material. Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
k) _____. DNER-ME 003/99: material asfáltico 
– determinação da penetração: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. 
l) _____. DNER-ME 004/94: material asfáltico 
– determinação da viscosidade “Saybolt-
Furol” a alta temperatura: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
m) _____. DNER-ME 035/98: agregados – 
determinação da abrasão “Los Angeles” : 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1998. 
n) _____. DNER-ME 043/95: misturas 
asfálticas a quente – ensaio Marshall: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1995. 
o) _____. DNER-ME 053/94: misturas 
asfálticas – percentagem de betume: 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1994. 
p) _____. DNER-ME 054/97: equivalente de 
areia: método de ensaio. Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 3 
q) _____. DNER-ME 078/94: agregado graúdo 
– adesividade a ligante asfáltico: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
r) _____. DNER-ME 079/94: agregado - 
adesividade a ligante asfáltico: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
s) _____. DNER-ME 083/98: agregados – 
análise granulométrica: método de ensaio. 
Rio de Janeiro: IPR, 1998. 
t) _____. DNER-ME 086/94: agregados – 
determinação do índice de forma: método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
u) _____. DNER-ME 089/94: agregados – 
avaliação da durabilidade pelo emprego de 
soluções de sulfato de sódio ou de 
magnésio: método de ensaio. Rio de 
Janeiro: IPR, 1994. 
v) _____. DNER-ME 138/94: misturas 
asfálticas – determinação da resistência à 
tração por compressão diametral: método 
de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. 
w) _____. DNER-ME 148/94: material asfáltico 
– determinação dos pontos de fulgor e 
combustão ( vaso aberto Cleveland ): 
método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 
1994. 
x) _____. DNER-ME 401/99: agregados – 
determinação de índice de degradação de 
rochas após compactação Marshall com 
ligante IDml e sem ligante IDm: método de 
ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. 
y) _____. DNER-PRO 164/94 – Calibração e 
controle de sistemas de medidores de 
irregularidadede superfície do pavimento 
(Sistemas Integradores IPR/USP e 
Maysmeter); 
z) _____. DNER-PRO 182/94: medição de 
irregularidade de superfície de pavimento 
com sistemas integradores IPR/USP e 
Maysmeter: procedimento. Rio de Janeiro: 
IPR, 1994. 
aa) _____. DNER-PRO 277/97: metodologia 
para controle estatístico de obras e 
serviços: procedimento: Rio de Janeiro: 
IPR, 1997. 
bb) DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-
ESTRUTURA DE TRANSPORTES. DNIT 
011/2004-PRO: gestão da qualidade em 
obras rodoviárias: procedimento. Rio de 
Janeiro: IPR, 2004. 
3 Definição 
Concreto asfáltico reciclado a quente no local - é a 
mistura realizada por equipamento apropriado, 
utilizando-se como agregado o material do revestimento 
asfáltico removido a frio ou a quente do pavimento 
existente, cimento asfáltico e agregados adicionais e, se 
necessário, material de enchimento (filer) e agente de 
reciclagem misturado, espalhado e comprimido à 
quente. 
4 Condições gerais 
O concreto asfáltico reciclado no local pode ser 
empregado como revestimento, base, regularização ou 
reforço do pavimento. 
Não será permitida a execução dos serviços, objeto 
desta Especificação, em dias de chuva. 
O concreto asfáltico reciclado a quente no local somente 
deve ser fabricado, e aplicado quando a temperatura 
ambiente for superior a 10ºC. 
Todo o carregamento de ligante asfáltico que chegar à 
obra deve apresentar por parte do fabricante/distribuidor 
certificado de resultados de análise dos ensaios de 
caracterização exigidos pela especificação, 
correspondente à data de fabricação ou ao dia de 
carregamento e transporte para o canteiro de serviço, se 
o período entre os dois eventos ultrapassar de 10 dias. 
Deve trazer também indicação clara da sua 
procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo e 
distância de transporte entre a refinaria e o canteiro de 
obra. 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 4 
5 Condições específicas 
5.1 Material 
Os materiais constituintes de concreto asfáltico reciclado 
a quente no local são a mistura asfáltica a reciclar 
extraída a quente ou a frio, agregado mineral adicional, 
ligante asfáltico adicional, material de enchimento (filer) 
e agente de reciclagem quando necessário, os quais 
devem satisfazer estas Especificações, item 2 - 
Referências, e às especificações aprovadas pelo DNIT. 
5.1.1 Ligante asfáltico adicional 
O ligante asfáltico adicional poderá ser cimento asfáltico 
puro ou misturado com agente de reciclagem, 
satisfazendo às especificações do projeto. 
5.1.2 Agente de reciclagem 
Podem ser empregados hidrocarbonetos puros ou 
misturados com cimento asfáltico de petróleo capazes 
de regenerar o ligante da antiga mistura asfáltica à 
reciclar, restaurando suas características físicas e 
químicas iguais ou próximas do ligante original, ou de 
outro tipo de ligante definido no projeto, satisfazendo às 
Especificações para cimento asfáltico de petróleo do 
DNIT. A quantidade adicionada à mistura asfáltica a 
reciclar será definida no projeto. 
5.1.3 Agregados 
5.1.3.1 Agregado graúdo adicional 
O agregado graúdo adicional pode ser pedra, seixo 
rolado britado ou outro material indicado nas 
Especificações complementares. O agregado graúdo 
deve ser constituído de fragmentos sãos, duráveis, 
livres de torrões de argila, e de substâncias nocivas, e 
apresentar as características seguintes: 
a) desgaste Los Angeles igual ou inferior a 
50% (DNER-ME 035); admitindo-se 
agregados com valores maiores, no caso 
de terem apresentado desempenho 
satisfatório em utilização anterior; 
Nota: Caso o agregado graúdo a ser usado 
apresente um índice de desgaste Los 
Angeles superior a 50%, pode ser usado o 
Método DNER-ME 401/99 – Agregado – 
Determinação de degradação de rochas após 
compactação Marshall, com ligante IDML, e 
sem ligante IDM, cujos valores tentativas de 
degradação para julgamento da qualidade de 
rochas destinadas ao uso no Concreto 
Asfáltico são: IDML = 5% e IDM = 8%. 
b) índice de forma superior a 0,5 (DNER-ME 
086); 
c) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER-
ME 89); 
5.1.3.2 Agregado miúdo adicional 
O agregado miúdo adicional pode ser areia, pó-de-pedra 
ou mistura de ambos. Suas partículas individuais devem 
ser resis tentes , livres de torrões de argila e de 
substâncias nocivas. Deve apresentar: 
– equivalente de areia igual ou superior a 55% 
(DNER-ME 054). 
5.1.3.3 Mistura Asfáltica a reciclar 
A mistura asfáltica a reciclar é obtida na remoção a 
quente ou frio da camada asfáltica do pavimento. 
5.1.3.4 Material de enchimento (filer) 
Deve ser constituído por materiais minerais finamente 
divididos, tais como pó de pedra, cimento Portland, cal 
extinta, pós-calcários etc; e que atendam à 
especificação DNER 367/97. 
5.1.3.5 Melhorador de adesividade 
Não havendo boa adesividade entre o ligante asfáltico e 
os agregados adicionais (DNER-ME 078 e DNER-ME 
079), pode ser empregado melhorador de adesividade 
na quantidade fixada no projeto. 
A determinação da adesividade é definida pelos 
seguintes ensaios: 
a) Métodos DNER-ME 078/94 e DNER 
079/95, após submeter o ligante asfáltico 
contendo o dope no ensaio RTFOT (ASTM 
– D 2872); ou o ensaio ECA(ABNT-MB 425 
– ASTM D – 1754); 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 5 
b) Método de ensaio para determinar a 
resistência de misturas asfálticas 
compactadas à degradação produzidos 
pela umidade (AASHTO 283/89). Neste 
caso a razão da resistência à tração por 
compressão diametral estática (CPs 
saturadas ÷ CPs secos) deve ser superior a 
0,7 (DNER-ME 138/94). 
Nota: CP = Corpo de Prova moldado pela DNER-
ME 043 
5.2 Composição da mistura reciclada 
A composição do concreto asfáltico reciclado deve 
satisfazer aos requisitos do quadro seguinte com as 
respectivas tolerâncias no que diz respeito à 
granulometria (DNER-ME 083) e aos percentuais do 
ligante asfáltico determinados pelo projeto da mistura. 
Peneira de 
malha quadrada 
% em massa, passando 
Série 
ASTM 
Abertura 
(mm) 
A B C Tolerâncias 
2” 50,8 100 - - - 
1 ½” 38,1 95 - 100 100 - ± 7% 
1” 25,4 75 - 100 95 - 100 - ± 7% 
¾” 19,1 60 - 90 80 - 100 100 ± 7% 
½” 12,7 - - 80 - 100 ± 7% 
3/8” 9,5 35 - 65 45 - 80 70 - 90 ± 7% 
N° 4 4,8 25 - 50 28 - 60 44 - 72 ± 5% 
N° 10 2,0 20 - 40 20 - 45 22 - 50 ± 5% 
N° 40 0,42 10 - 30 10 - 32 8 - 26 ± 5% 
N° 80 0,18 5 - 20 8 - 20 4 - 16 ± 3% 
N° 200 0,075 1 - 8 3 - 8 2 - 10 ± 2% 
Asfalto solúvel 
no CS2(+) (%) 
4,0 - 7,0 
Camada 
de ligação 
(Binder) 
4,5 - 7,5 
Camada 
de ligação 
e 
rolamento 
4,5 - 9,0 
Camada 
de 
rolamento 
± 0,3% 
A faixa usada deve ser aquela, cujo diâmetro máximo é 
inferior a 2/3 da espessura da camada. 
No projeto da curva granulométrica, para camada de 
revestimento, deve ser considerada a segurança do 
usuário, especificada no item 7.3 – Condições de 
Segurança. 
As porcentagens de ligante referem-se à mistura de 
agregados, considerada como 100%. Para todas as 
faixas granulométricas, a fração retida entre duas 
peneiras consecutivas não deve ser inferior a 4% do 
total. 
c) devem ser observados os valores limites 
para as características especificadas no 
quadro a seguir: 
Características 
Método de 
ensaio 
Camada 
de 
Rolamento 
Camada de 
Ligação 
(Binder) 
Porcentagem de vazios, % DNER-ME 043 3 a 5 4 a 6 
Relação betume/vazios DNER-ME 043 75 – 82 65 – 72 
Estabilidade, mínima, (Kgf) (75 
golpes) 
DNER-ME 043 500 500 
Resistência à Tração por 
Compressão Diametral 
estática a 25ºC, mínima, MPa 
DNER-ME 138 0,65 0,65 
d) as Especificações Complementares podem 
fixar outra energia de compactação; 
e) as misturas devem atender às 
especificações da relação betume/vazios 
ou aos mínimos de vazios do agregado 
mineral, dados pela seguinte tabela: 
VAM – Vazios do Agregado Mineral 
Tamanho Nominal Máximo do agregado 
# m m 
VAM Mínimo 
% 
1½” 38,1 13 
1” 25,4 14 
3/4” 19,1 15 
1/2” 12,7 16 
3/8” 9,5 18 
5.3 EquipamentoTodo equipamento, antes do início da execução da 
obra, deve ser examinado, devendo estarem aptos para 
realizar os trabalhos constantes desta Especificação. Os 
equipamentos requeridos são os seguintes: 
a) Equipamento para remoção do pavimento 
O pavimento asfáltico antes da reciclagem 
deve ser removido: 
– Por escarificação ou fresagem do 
pavimento asfáltico previamente 
aquecido a temperatura suficiente e 
necessária para remoção, com o 
emprego de dispositivo que não 
provoque degradação ou oxidação do 
ligante residual; 
– Por fresagem mecânica a frio do 
pavimento. 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 6 
A fresagem mecânica ou a escarificação do 
pavimento deve modificar o mínimo 
possível às características granulométricas 
da mistura asfáltica a reciclar. 
O equipamento para remoção do 
pavimento deve ter dispositivo de 
regulagem de espessura da camada do 
pavimento que deve ser removida. 
b) Usina móvel para reciclagem 
A reciclagem da mistura asfáltica deve ser 
realizada no local com equipamento 
apropriado para esta finalidade em usina 
móvel tipo rolo-secador-misturador. 
No equipamento para reciclagem (usina 
tipo rolo-secador-misturador autopropelida), 
o material removido do pavimento deve ser 
misturado com agregado mineral adicional, 
conforme projeto e concreto asfáltico 
removido a frio ou a quente, ligante 
asfáltico adicional e, se necessário, agente 
de reciclagem de acordo com o projeto. O 
equipamento deve estar acoplado 
com um dispositivo/equipamento para 
espalhamento e acabamento da mistura 
reciclada, sem irregularidades. 
c) Depósito e transporte do ligante asfáltico 
para abastecimento da usina nova 
Os depósitos para o ligante asfáltico devem 
possuir capacidade adequada e 
dispositivos capazes de aquecer o ligante 
nas temperaturas fixadas nesta 
Especificação. Estes dispositivos também 
devem evitar qualquer superaquecimento 
localizado. Deve ser instalado um sistema 
de recirculação para o ligante asfáltico, de 
modo a garantir a circulação, 
desembaraçada e contínua, do depósito 
aos caminhões tanque transportando 
ligante, durante todo o período de 
operação. 
d) Silos para o agregado adicional 
De acordo com o projeto pode haver 
necessidade de instalações de silos de 
agregados adicionais para armazenamento 
e distribuição em caminhões 
transportadores para abastecimento da 
usina móvel. 
e) Equipamento para compactação; 
O equipamento para a compactação deve 
ser constituído por rolo pneumático e rolo 
metálico liso, tipo tandem ou rolo vibratório. 
Os rolos pneumáticos, autopropulsionados , 
devem ser dotados de dispositivos que 
permitam a calibragem de variação da 
pressão dos pneus de 2,5 kgf/cm² a 8,4 
kgf/cm² . 
O equipamento em operação deve ser 
suficiente para compactar a mistura na 
densidade de projeto, enquanto esta se 
encontrar em condições de 
trabalhabilidade. 
NOTA: Todo equipamento a ser utilizado deve ser 
vistoriado antes do início da execução do 
serviço de modo a garantir condições 
apropriadas de operação, sem o que, não 
deve ser autorizada a sua utilização. 
5.4 Execução 
5.4.1 Pintura de ligação 
Deverá ser realizada pintura de ligação (DNER-ES 
307/97) antes da aplicação da mistura reciclada , 
quando no processo de reciclagem a superfície do 
pavimento não tenha sido previamente aquecida para 
sua remoção. 
5.4.2 Temperatura do cimento asfáltico 
A temperatura do ligante asfáltico, contendo ou não 
agente para reciclagem, deve ser determinada para 
cada tipo de ligante em função da relação temperatura-
viscosidade. A temperatura conveniente é aquela na 
qual o asfalto apresenta viscosidade situada dentro da 
faixa de 75 segundos e 150 segundos "Saybolt-Furol", 
(DNER-ME 004) indicando-se, preferencialmente, a 
viscosidade de 75 segundos a 95 segundos "Saybolt-
Furol". Entretanto a temperatura do ligante não deve ser 
inferior a 107 °C ou exceder a 177 °C. 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 7 
5.4.3 Agregado adicional 
O agregado mineral adicional, quando empregado no 
processo da reciclagem para reconstituir ou modificar a 
curva granulométrica definida no projeto, deve satisfazer 
as características para agregados constantes das 
especificações. 
A quantidade de agregado adicional é definida no 
projeto. 
5.4.4 Ligante asfáltico adicional 
O ligante asfáltico adicional de reciclagem empregado 
deve apresentar características definidas no projeto. 
5.4.5 Agente de reciclagem 
O agente de reciclagem quando em pregado no 
processo da reciclagem deve estar de acordo com as 
especificações estabelecidas no projeto. 
A quantidade de agente de reciclagem deve ser definido 
no projeto. 
5.4.6 Distribuição e compactação da mistura 
A distribuição do concreto asfáltico reciclado deve ser 
feita por equipamentos adequados, conforme 
especificado no item 5.3. 
Caso ocorram irregularidades na superfície da camada, 
estas devem ser sanadas pela adição manual de 
concreto asfáltico, sendo esse espalhamento efetuado 
por meio de ancinhos e rodos metálicos. 
Após a distribuição do concreto asfáltico, tem início a 
rolagem. Como norma geral, a temperatura de rolagem 
é a mais elevada que a mistura asfáltica possa suportar, 
temperatura essa fixada, experimentalmente, para cada 
caso. 
Caso sejam empregados rolos de pneus, de pressão 
variável, inicia-se a rolagem com baixa pressão, a qual 
deve ser aumentada à medida que a mistura seja 
compactada, e, conseqüentemente, suportando 
pressões mais elevadas. 
A compactação deve ser iniciada pelos bordos, 
longitudinalmente, continuando em direção ao eixo da 
pista. Nas curvas, de acordo com a superelevação, a 
compactação deve começar sempre do ponto mais 
baixo para o ponto mais alto. Cada passada do rolo 
deve ser recoberta na seguinte de, pelo menos, metade 
da largura rolada. Em qualquer caso, a operação de 
rolagem perdurará até o momento em que seja atingida 
a compactação especificada. 
Durante a rolagem não são permitidas mudanças de 
direção e inversões bruscas da marcha, nem 
estacionamento do equipamento sobre o revestimento 
recém –rolado. As rodas do rolo devem ser umedecidas 
adequadamente, de modo a evitar a aderência da 
mistura. 
5.4.7 Abertura ao trânsito 
Os revestimentos recém acabados devem ser mantidos 
sem trânsito até o completo resfriamento.. 
6 Manejo ambiental 
Para execução de concreto asfáltico reciclado a quente 
no local são necessários trabalhos envolvendo a 
utilização de asfalto e agregados, além da instalação de 
usina misturadora. 
Os cuidados observados para fins de preservação do 
meio ambiente envolvem a produção e aplicação de 
agregados, o estoque e operação da usina. 
NOTA: Devem ser observadas as prescrições 
estabelecidas nos Programas Ambientais que 
integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 
6.1 Agregados 
No decorrer do processo de obtenção de agregados de 
pedreiras e areais devem ser considerados os seguintes 
cuidados principais: 
a) Caso utilizado areal comercial, a brita e a 
areia somente serão aceitas após 
apresentação da licença ambiental de 
operação da pedreira/areal, cuja cópia deve 
ser arquivada junto ao Livro de Ocorrências 
da obra. 
b) Não deve ser permitido a localização da 
pedreira e das instalações de britagem em 
área de preservação ambiental. 
c) Planejar adequadamente a exploração da 
pedreira e do areal, de modo a minimizar 
os impactos decorrentes da exploração e 
facilitar a recuperação ambiental após o 
término das atividades exploratórias. 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 8 
d) Impedir queimadas como forma de 
desmatamento. 
e) Seguir as recomendações constantes da 
DNER-ES 279/97 para os caminhos de 
serviço. 
f) Construir, junto às instalações de britagem, 
bacias de sedimentação para retenção do 
pó de pedra eventualmente produzido em 
excesso. 
6.2 Ligantes asfálticos 
a) Instalar os depósitos em locais afastados 
de cursos d’água. 
b) Vedaro descarte do refugo de materiais 
usados na faixa de domínio áreas onde 
possam causar prejuízos ambientais. 
c) Recuperar a área afetada pelas operações 
de construção/execução, imediatamente 
após a remoção da usina e dos depósitos e 
à limpeza de canteiro de obras. 
As operações em usinas asfálticas a quente englobam: 
a) estocagem, dosagem, peneiramento e 
transporte de agregados frios; 
b) transporte, peneiramento, estocagem e 
pesagem de agregados quentes; 
c) transporte e estocagem de filer; 
d) transporte, estocagem e aquecimento de 
óleo combustível e cimento asfáltico. 
Os agentes e fontes poluidoras, compreendem: 
Agentes e fontes poluidoras 
AGENTE 
POLUIDOR 
FONTES POLUIDORAS 
I. Emissão de partículas 
A principal fonte é o secador rotativo. 
Outras fontes são: peneiramento, transferência e 
manuseio de agregados, balança, pilhas de 
estocagem e tráfego de veículos e vias de acesso. 
II. Emissão de gases 
Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de 
nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. 
Misturador de asfalto: hidrocarbonetos. 
Aquecimento de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. 
Tanques de estocagem de óleo combustível e de 
cimento asfáltico: hidrocarbonetos. 
III. Emissões Fugitivas 
As principais fontes são pilhas de estocagem ao ar 
livre, carregamento dos silos frios, vias de tráfego, 
área de peneiramento, pesagem e mistura. 
NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer 
lançamentos ao ambiente, sem passar 
primeiro por alguma chaminé ou duto 
projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. 
Em função destes agentes devem ser obedecidos os 
itens 6.3 e 6.4. 
6.3 Quanto à instalação 
a) Definir no projeto executivo, áreas para as 
instalações industriais, de maneira tal que 
se consiga o mínimo de agressão ao meio 
ambiente. 
b) Atribuir à Executante responsabilidade pela 
obtenção da licença de 
instalação/operação, assim como manter o 
equipamento em condições de 
funcionamento dentro do prescrito nestas 
especificações. 
6.4 Operação 
a) Instalar sistemas de controle de poluição do 
ar constituídos por ciclone e filtro de 
mangas ou de equipamentos que atendam 
aos padrões estabelecidos nas legislações 
vigentes. 
b) Apresentar junto com o projeto para 
obtenção de licença, resultados de 
medições em chaminés que comprovem a 
capacidade do equipamento de controle 
proposto, para atender aos padrões 
estabelecidos pelo órgão ambiental. 
c) Dotar os silos de estocagem de agregado 
frio de proteção laterais e cobertura, para 
evitar dispersão das emissões fugitivas 
durante a operação de carregamento. 
d) Enclausurar a correia transportadora de 
agregado frio. 
e) Adotar procedimentos de forma que a 
alimentação do secador seja feita sem 
emissão visível para a atmosfera. 
f) Manter pressão negativa no secador 
rotativo, enquanto a usina estiver em 
operação, para evitar emissões de 
partículas na entrada e saída do mesmo. 
g) Dotar o misturador, os silos de agregado 
quente e as peneiras classificatórias de 
exaustão conectados ao sistema de 
controle de poluição do ar, para evitar 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 9 
emissões de vapores e partículas para a 
atmosfera. 
h) Fechar os silos de estocagem de massa 
asfáltica. 
i) Pavimentar e manter limpas as vias de 
acesso internas, de tal modo que as 
emissões provenientes do tráfego de 
veículos não ultrapassem 20% de 
opacidade. 
j) Dotar os silos de estocagem de filler de 
sistema próprio de filtragem a seco. 
k) Adotar procedimentos operacionais que 
evitem a emissão de partículas 
provenientes dos sistemas de limpeza dos 
filtros de mangas e de reciclagem de pó 
retidos nas mangas. 
l) Acionar os sistemas de controle de 
poluição do ar antes dos equipamentos de 
processo. 
m) Manter em boas condições de operação 
todos os equipamentos de processo e de 
controle. 
n) Dotar as chaminés de instalações 
adequadas para realização de medições. 
o) Substituir o óleo combustível por outra 
fonte de energia menos poluidora (gás ou 
eletricidade) e o estabelecimento de 
barreiras vegetais no local, sempre que 
possível. 
7 Inspeção 
7.1 Controle dos insumos 
Todos os materiais utilizados na fabricação de Concreto 
Asfáltico Reciclado a quente no local (Insumos) deverão 
ser examinados em laboratório, obedecendo à 
metodologia indicada pelo DNIT, e satisfazer às 
especificações em vigor. 
7.1.1 Ligante asfáltico 
O controle da qualidade do cimento asfáltico consta do 
seguinte: 
– 01 ensaio de penetração a 25ºC (DNER-ME 
003), para todo carregamento que chegar à 
obra; 
– 01 ensaio do ponto de fulgor, para todo 
carregamento que chegar à obra (DNER-
ME 148); 
– 01 índice de susceptibilidade térmica para 
cada 100t, determinado pelos ensaios 
DNER-ME 003 e NBR 6560; 
– 01 ensaio de espuma, para todo 
carregamento que chegar à obra; 
– 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” 
(DNER-ME 004), para todo carregamento 
que chegar à obra; 
– 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” 
(DNER-ME 004) a diferentes temperaturas, 
para o estabelecimento da curva 
viscosidade x temperatura, para cada 100t. 
7.1.2 Agregados 
O controle da qualidade dos agregados consta do 
seguinte: 
a) Ensaios eventuais 
Somente quando houver dúvidas ou 
variações quanto à origem e natureza dos 
materiais. 
– ensaio de desgaste Los Angeles 
(DNER-ME 035); 
– ensaio de adesividade (DNER-ME 078 
e DNER-ME 079). Se o concreto 
asfáltico contiver dope também devem 
ser executados os ensaios de RTFOT 
(ASTM D-2872) ou ECA (ASTM-D-
1754) e de degradação produzida pela 
umidade (AASHTO-283/89 e DNER-
ME 138); 
– ensaio de índice de forma do 
agregado graúdo (DNER-ME 086); 
b) Ensaios de rotina 
– 02 ensaios de granulometria do 
agregado adicional, por jornada de 8 
horas de trabalho (DNER-ME 083); 
– 01 ensaio de equivalente de areia do 
agregado miúdo adicional, por jornada 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 10 
de 8 horas de trabalho (DNER-ME 
054); 
– 01 ensaio de granulometria do 
material de enchimento (filer), por 
jornada de 8 horas de trabalho 
(DNER-ME 083). 
7.2 Controle de produção 
O controle da produção (Execução) do Concreto 
Asfáltico Reciclado a Quente no local será exercido 
através de coleta de amostras, ensaios e determinações 
feitas de maneira aleatória. 
7.2.1 Controle da usinagem do concreto asfáltico 
a) Controle da quantidade de ligante na 
mistura 
– Devem ser efetuadas extrações de 
asfalto, de amostras da mistura 
coletada na usina móvel (DNER-ME 
053). A porcentagem de ligante 
poderá variar, no máximo ± 0,3%. 
b) Controle da graduação da mistura de 
agregados 
– Será procedido o ensaio de 
granulometria (DNER-ME 083) da 
mistura dos agregados resultantes das 
extrações citadas no item anterior. A 
curva granulométrica deve manter-se 
contínua, enquadrando-se dentro das 
tolerâncias, especificadas no projeto. 
c) Controle de temperatura 
Serão efetuadas medidas de temperatura, 
durante a jornada de 8 horas de trabalho, 
em cada um dos itens abaixo 
discriminados: 
– do ligante, na usina móvel; 
– da mistura, no momento, da saída da 
usina móvel. 
As temperaturas podem apresentar valores 
de ± 5ºC das temperaturas especificadas. 
d) Controle das características da mistura 
produzida pela usina móvel 
– Devem ser realizados ensaios 
Marshall com três corpos -de-prova da 
mistura por cada jornada de oito horas 
de trabalho (DNER-ME 043) e 
também o ensaio de tração por 
compressão diametral a 25 °C 
(DNER-ME 138). 
– Os valores de estabilidade da fluência 
e da resistência à tração por 
compressão diametral devem 
satisfazer ao especificado no item 
proposto. As amostras devem ser 
retiradas na saída do misturador. 
7.2.2 Espalhamento e compressão na pista 
Devem ser efetuadas medidas de temperatura durante o 
espalhamento da massa imediatamente, antes de 
iniciada a compressão. Estas temperaturas devem ser 
as indicadas para compressão,com uma tolerância de ± 
5°C. 
O controle do grau de compressão - GC da mistura 
asfáltica deve ser feito, preferencialmente, medindo-se a 
densidade aparente de corpos -de-prova extraídos da 
mistura espalhada e comprimida na pista, por meio de 
brocas rotativas e comparando as mesmas com os 
resultados da densidade aparente de projeto da mistura. 
Podem ser empregados outros métodos para 
determinação da densidade aparente na pista, desde 
que indicada no projeto. 
Devem ser realizadas determinações em locais 
escolhidos aleatoriamente durante a jornada de 
trabalho, não sendo permitidos - GC inferiores a 97%, 
ou superiores a 101% em relação à massa específica 
aparente máxima do projeto. 
As medidas do grau de compactação devem ser 
efetuadas a cada 700m 2 de pista. 
7.3 Verificação do produto 
A verificação final da qualidade do revestimento de 
Concreto Asfáltico (Produto) deve ser exercida através 
das seguintes determinações , de acordo com o Plano 
de Amostragem Aleatório: 
a) Espessura da camada 
– Deve ser medida a espessura por 
ocasião da extração dos corpos -de-
NORMA DNIT 034/2005 –ES 11 
prova na pista, ou pelo nivelamento, 
do eixo e dos bordos, antes e depois 
do espalhamento e compressão da 
mistura. Admite-se a variação de ± 5% 
em relação às espessuras de projeto. 
b) Alinhamentos 
– A verificação do eixo e bordos é feita 
durante os trabalhos de locação e 
nivelamento nas diversas seções 
correspondentes às estacas da 
locação. Pode também ser à trena. Os 
desvios verificados não devem 
exceder ± 5cm. 
c) Acabamento da superfície 
– Durante a execução deve ser feito em 
cada estaca da locação o controle de 
acabamento da superfície do 
revestimento, como auxílio de duas 
réguas, uma de 3,00m e outra de 
1,20m, colocadas em ângulo reto e 
paralelamente ao eixo da estrada, 
respectivamente. A variação da 
superfície, entre dois pontos quaisquer 
de contato, não deve exceder a 0,5cm, 
quando verificada com qualquer das 
réguas. 
– O acabamento longitudinal da 
superfície deverá ser verificado por 
"aparelhos medidores de 
irregularidade tipo resposta" 
devidamente calibrado (DNER-PRO 
164 e DNER-PRO 182) ou outro 
dispositivo equivalente para esta 
finalidade. Neste caso o Quociente de 
Irregularidade - QI deverá apresentar 
valor inferior a 35 contagens/km 
(IRI = 2,7). 
d) Condições de segurança 
O revestimento de concreto asfáltico 
acabado deve apresentar Valores de 
Resistência à Derrapagem - VDR = 45 
quando medido com o Pêndulo Britânico 
(ASTM-E 303) e Altura de Areia – 
1,20mm = HS = 0,60mm (NF P-98-216-7). 
Os ensaios de controle são realizados em 
segmentos escolhidos de maneira 
aleatória, na forma definida pelo Plano da 
Qualidade. 
7.4 Plano de Amostragem - Controle Tecnológico 
O número e a freqüência de determinações 
correspondentes aos diversos ensaios para o controle 
tecnológico da produção e do produto são estabelecidos 
segundo um Plano de Amostragem aprovado pela 
Fiscalização, de acordo com a seguinte tabela de 
controle estatístico de resultados (DNER-PRO 277): 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
n 5 6 7 8 9 10 11 12 
K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 
∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
(continuação) 
n 13 14 15 16 17 19 21 
K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 
∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 
n = n° de amostras, 
k = coeficiente multiplicador, 
∀ = risco do Executante 
7.5 Condições de Conformidade e Não 
Conformidade 
Todos os ensaios de controle e determinações relativos 
à produção e ao produto, realizados de acordo com o 
Plano de Amostragem citado em 7.4, devem cumprir as 
Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de 
acordo com os seguintes critérios: 
a) Quando especificada uma faixa de valores 
mínimos e máximos devem ser verificadas 
as seguintes condições: 
X - ks < valor mínimo especificado ou 
X + ks > valor máximo de projeto: Não 
Conformidade; 
X - ks = valor mínimo especificado 
 ou X + ks = valor máximo de projeto: 
Conformidade; 
Sendo: 
n
x
X i∑= 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 12 
1
)( 2
−
−
= ∑
n
Xx
s i 
Onde: 
ix – valores individuais 
X – média da amostra 
s - desvio padrão da amostra. 
k - coeficiente tabelado em função do 
número de determinações. 
n - número de determinações. 
b) Quando especificado um valor mínimo a 
ser atingido devem ser verificadas as 
seguintes condições: 
Se x - ks < valor mínimo especificado: Não 
Conformidade; 
Se x - ks ≥ valor mínimo especificado: 
Conformidade. 
Os resultados do controle estatístico serão 
registrados em relatórios periódicos de 
acompanhamento de acordo com a norma 
DNIT 011/2004-PRO a qual estabelece que 
sejam tomadas providências para 
tratamento das “Não-Conformidades” da 
Produção e do Produto. 
Os serviços só devem ser aceitos se 
atenderem às prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado 
deve ser corrigido. 
Qualquer serviço só deve ser aceito se as 
correções executadas colocarem -no em 
conformidade com o disposto nesta Norma; 
caso contrário será rejeitado. 
8 Critérios de medição 
Os serviços conformes serão medidos de acordo com 
os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos 
serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as 
seguintes disposições gerais: 
a) O concreto asfáltico recilado a quente no 
local, deve ser medido em toneladas de 
mistura efetivamente produzida e 
compactada na pista. Não serão motivos de 
medição: mão-de-obra, materiais (exceto 
cimento asfáltico), transporte da mistura da 
usina à pista e encargos quando estiverem 
incluídos na composição do preço unitário; 
b) A quantidade de cimento asfáltico aplicada 
é obtida pela média aritmética dos valores 
medidos na usina móvel, em toneladas; 
c) O transporte do cimento asfáltico 
efetivamente aplicado deve ser medido 
com base na distância entre a refinaria e o 
canteiro de serviço. 
d) Nenhuma medição deve ser processada se 
a ela não estiver anexado um relatório de 
controle da qualidade contendo os 
resultados dos ensaios e determinações 
devidamente interpretados, caracterizando 
a qualidade do serviço executado. 
_________________/ Índice geral 
NORMA DNIT 034/2005 –ES 13 
Índice Geral 
Abertura ao trânsito 5.4.7 ......................... 7 
Abstract .................................. 1 
Agente de reciclagem 5.1.2 ......................... 4 
Agente de reciclagem 5.4.5 ......................... 7 
Agregado adicional 5.4.3 ......................... 7 
Agregado graúdo adicional 5.1.3.1...................... 4 
Agregado miúdo adicional 5.1.3.2...................... 4 
Agregados 5.1.3 ......................... 4 
Agregados 6.1 ............................ 7 
Agregados 7.1.2 ......................... 9 
Composição da mistura reciclada 5.2 ............................ 5 
Condições de Conformidade 
e Não Conformidade 7.5 ............................ 11 
Condições específicas 5................................ 4 
Condições gerais 4................................ 3 
Controle da usinagem 
do concreto asfáltico 7.2.1 ......................... 10 
Controle de produção 7.2 ............................ 10 
Controle dos insumos 7.1 ............................ 9 
Critérios de medição 8................................ 12 
Definição 3................................ 3 
Distribuição e 
compactação da mistura 5.4.6 ......................... 7 
Equipamento 5.3 ............................ 5 
Espalhamento e 
compressão na pista 7.2.2 ......................... 10 
Execução 5.4............................ 6 
Índice Geral ................................. 13 
Inspeção 7............................... 9 
Ligante asfáltico adicional 5.1.1 ........................ 4 
Ligante asfáltico adicional 5.4.4 ........................ 7 
Ligante asfáltico 7.1.1 ........................ 9 
Ligantes asfálticos 6.2............................8 
Manejo ambiental 6 ............................... 7 
Material de enchimento (filer) 5.1.3.4 ..................... 4 
Material 5.1............................ 4 
Melhorador de adesividade 5.1.3.5 ..................... 4 
Mistura Asfáltica a reciclar 5.1.3.3 ..................... 4 
Objetivo 1............................... 1 
Operação 6.4............................ 8 
Pintura de ligação 5.4.1 ........................ 6 
Plano de Amostragem - 
Controle Tecnológico 7.4............................ 11 
Prefácio ................................. 1 
Quanto à instalação 6.3............................ 8 
Referências normativas 2............................... 2 
Resumo ................................. 1 
Sumário ................................. 1 
Temperatura do 
cimento asfáltico 5.4.2 ........................ 6 
Verificação do produto 7.3............................ 10 
_________________ 
 
NORMA DNIT 035/2005 - ES 
DNIT Pavimentos flexíveis – Micro revestimento 
asfáltico a frio com emulsão modificada por 
polímero – Especificação de serviço 
Autor: Diretoria de Planejamento e Pesquisa / IPR 
Processo: 50.607.014.423/2004-98 
Origem: Revisão da norma DNER-ES 389/99 
Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de: 11 / 05 / 2005 
Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que 
citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de 
propaganda comercial. 
Palavras-chave: Nº total de páginas 
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES 
DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA -
ESTRUTURA DE TRANSPORTES 
DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E 
PESQUISA 
INSTITUTO DE PESQUISAS 
RODOVIÁRIAS 
Rodovia Presidente Dutra, km 163 
Centro Rodoviário – Vigário Geral 
Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-330 
Tel/fax: (0xx21) 3371-5888 
Micro revestimento asfáltico a frio, emulsão modificada por polímero, 
especificação de serviço 09 
 
Resumo 
Este documento define a sistemática a ser empregada 
na execução de camada do micro revestimento asfáltico 
a frio com emulsão modificada por polímero para 
selamento, impermeabilização, rejuvenescimento e 
conservação dos pavimentos. Neste documento 
encontram -se definidos os requisitos concernentes a 
material, equipamento, execução e controle de 
qualidade, além dos critérios para aceitação, rejeição e 
medição dos serviços. 
Abstract 
This document defines the methods and proceedings to 
be used in the manufacturing and use of micro cold 
wearing courses with polymer modified emulsion for 
sealing, waterproofing, regeneration and maintenance of 
pavements. It also presents the requirements concerning 
materials, equipment and control, besides the 
requeriments for service’s acceptance, rejection and 
measurement. 
Sumário 
Prefácio................................................................................. 1 
1 Objetivo ........................................................................ 1 
2 Referências ................................................................. 2 
3 Definição..................................................................... 2 
4 Condições gerais ....................................................... 2 
5 Condições específicas .............................................. 3 
6 Manejo ambiental...................................................... 4 
7 Inspeção...................................................................... 6 
8 Critérios de medição................................................. 8 
Índice Geral......................................................................... 9 
Prefácio 
A presente Norma foi preparada pela Diretoria de 
Planejamento e Pesquisa, para servir como documento 
base na sistemática a ser empregada na execução de 
micro revestimento asfáltico a frio com emulsão 
modificada por polímero. Está formatada de acordo com 
a norma DNIT 001/2002-PRO e cancela e substitui a 
norma DNER-ES 389/99. 
1 Objetivo 
Fixar a sistemática a ser usada na confecção e 
aplicação do micro revestimento asfáltico a frio 
utilizando emulsão modificada por polímero com o 
objetivo de selar, impermeabilizar ou rejuvenescer 
pavimentos asfálticos. 
NORMA DNIT 035/2005 –ES 2 
2 Referências 
Os documentos relacionados neste item serviram de 
base à elaboração desta Norma e contêm disposições 
que, ao serem citadas no texto, se tornam parte 
integrante desta Norma. As edições apresentadas são 
as que estavam em vigor na data desta publicação, 
recomendando-se que sempre sejam consideradas as 
edições mais recentes, se houver. 
a) -DNER-EM 396/99 - Cimento asfáltico 
modificado por polímero; 
b) DNER-ME 002/98 - Emulsão asfáltica - 
carga da partícula; 
c) DNER-ME 005/94 - Emulsão asfáltica - 
determinação da peneiração; 
d) DNER-ME 006/94 - Emulsões asfálticas - 
determinação da sedimentação; 
e) DNER-ME 035/98 - Agregados - 
determinação da abrasão “Los Angeles”; 
f) DNER-ME 054/94 - Equivalente de areia; 
g) DNER-ME 059/94 - Emulsões asfálticas - 
determinação da resistência à água 
(adesividade) 
h) DNER-ME 063/94 - Emulsões asfálticas 
catiônicas - determinação da 
desemulsibilidade; 
i) DNER-ME 083/98 - Agregados - análise 
granulométrica; 
j) DNER-ME 089/94 - Agregados - avaliação 
da durabilidade pelo emprego de soluções 
de sulfato de sódio ou de magnésio ; 
k) ABNT-MB 581/71 - Viscosidade Saybolt-
Furol de emulsões asfálticas; 
l) ABNT-NBR 6568/84 - Determinação do 
resíduo de destilação de emulsão asfáltica; 
m) ASTM-D 2172 - Misturas betuminosas - 
extração de butume; 
n) ISSA-A 105/91 - Lama asfáltica (Slurry 
Seal); 
o) ISSA-TB Nº 100/90 - Wet Track Abrasion 
Loss - WTAS; 
p) ISSA-TB Nº 109/90 - Loaded Wheel Tester 
- LWT; 
q) ISSA-TB Nº 114/90 - Wet Stripping Test - 
WST; 
r) DNER-PRO 277/97 - Metodologia para 
controle estatístico de obras e serviços; 
s) DNIT 011/2003-PRO - Gestão de 
Qualidade em Obras Rodoviárias. 
3 Definição 
Para os efeitos desta Norma é adotada a definição 
seguinte: 
– Micro revestimento asfáltico a frio com 
emulsão modificada por polímero - consiste 
na associação de agregado, material de 
enchimento (filler), emulsão asfáltica 
modificada por polímero do tipo SBS, água, 
aditivos se necessários, com consistência 
fluida, uniformemente espalhada sobre uma 
superfície previamente preparada. 
4 Condições Gerais 
O micro revestimento asfáltico a frio com emulsão 
modificada por polímero pode ser empregado como 
camada selante, impermeabilizante, regularizadora e 
rejuvenescedora ou como camada antiderrapante de 
pavimentos. 
Não é permitida a execução dos serviços, objeto desta 
Especificação, em dias de chuva. 
Todo o carregamento de emulsão as fáltica modificada 
com polímero que chegar à obra deve apresentar 
certificado de resultados de análise dos ensaios de 
caracterização exigidos pela especificação, 
correspondente à data de fabricação ou ao dia de 
carregamento e transporte para o canteiro de serviço, se 
o período entre os dois eventos ultrapassar de 10 dias. 
Deve trazer também indicação clara da sua 
procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo e 
distância de transporte entre a fábrica e o canteiro de 
obra. 
Nota: Vide item 7.1.1 - Emulsão asfáltica 
modificada com polímero. 
NORMA DNIT 035/2005 –ES 3 
5 Condições Específicas 
5.1 Material 
Os constituintes do micro revestimento asfáltico a frio 
são: agregado miúdo, material enchimento (filer), 
emulsão asfáltica modificada por polímero do tipo SBS, 
aditivos se necessários e água, os quais devem 
satisfazer as especificações aprovadas pelo DNER. O 
micro revestimento asfáltico a frio com emulsão 
polimerizada deve satisfazer aos requisitos exigidos 
nesta Especificação, a qual seguiu de uma maneira 
geral as indicações da ISSA - A 143 - Recomended 
Performance Guidelines for Micro-Surfacing. 
5.1.1 Emulsão asfáltica modificada por polímero 
Emulsão asfálticamodificada por polímero de ruptura 
controlada, catiônica. 
5.1.2 Aditivos 
Podem ser empregados aditivos para acelerar ou 
retardar a ruptura da emulsão na execução do micro 
revestimento asfáltico a frio. 
5.1.3 Água 
Deve ser limpa, isenta de matéria orgânica, óleos e 
outras substâncias prejudiciais à ruptura da emulsão 
asfáltica. Será empregada na qualidade necessária a 
promover consistência adequada. 
5.1.4 Agregados 
É constituído de agregados, pó-de-pedra ou mistura de 
ambos. Suas partículas individuais devem ser 
resistentes, livres de torrões de argila, substâncias 
nocivas e apresentar as características seguintes: 
a) desgaste Los Angeles igual ou inferior a 
40% (DNER- ME 035) no agregado antes 
da sua britagem. Entretanto, podem ser 
admitidos valores de desgaste maiores no 
caso de desempenho satisfatório em 
utilização anterior; 
b) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER-
ME 089); 
c) equivalente de areia igual ou superior a 
60% (DNER-ME 054); 
5.1.5 Material de enchimento (filler) 
Quando necessário deve ser constituído por materiais 
finamente divididos, não plásticos, secos e isentos de 
grumos, tais como pó de pedra, cimento Portland, Cal 
extinta, pós-calcários, de acordo com a Norma 
DNER EM-367: 
5.2 Composição da mistura 
A composição granulométrica da mistura de agregados 
deve satisfazer os requisitos do quadro deste item, com 
as respectivas tolerâncias quando ensaiadas pelo 
Método DNER-ME 083. 
Outras informações gerais sobre o as falto residual da 
mistura taxas de aplicação / espessuras e utilização, 
estão também apresentadas no quadro. 
A dosagem adequada do micro revestimento asfáltico a 
frio é realizada com base nos ensaios recomendados 
pela ISSA - International Slurry Surfacing Association: 
Um ajuste de dosagem dos componentes do micro 
revestimento asfáltico a frio pode ser feito nas condições 
de campo, antes do início do serviço. 
MÉTODOS E CONDIÇÕES DE DOSAGEM (ISSA – 143) 
Método Resultado 
ISSA - TB 100 Wet Track Abrasion Loss máximo 1 hora ou 538 gr/m2 
ISSA - TB 109 Loaded Wheel Test - Sand 
Adhesion 
máximo 538 gr/m2 
ISSA - TB 614 Wet Stripping Test mínimo 90% coberto 
 
NORMA DNIT 035/2005 –ES 4 
 
COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DA MISTURA DE AGREGADOS (ISSA – 143) 
Peneira de malha quadrada Percentagem passando, em peso 
Peneiras 
Nome Abertura, mm 
Faixa I Faixa II Faixa III 
Tolerância da 
curva 
de projeto (%) 
½” 12,5 - - 100 - 
3/8” 9,5 100 100 85 - 100 ± 5 
nº 4 4,75 90 - 100 70 - 90 60 - 87 ± 5 
nº 8 2,36 65 - 90 45 - 70 40 - 60 ± 5 
nº 16 1,18 45 - 70 28 - 50 28 - 45 ± 5 
nº 30 0,60 30 - 50 19 - 34 19 - 34 ± 5 
nº 50 0,33 18 - 30 12 - 25 14 - 25 ± 5 
nº 100 0,15 10 - 21 7 - 18 8 - 17 ± 5 
nº 200 0,075 5 - 15 5 - 15 4 - 8 ± 3 
Asfalto 
residual 
% em peso 
do agregado 7,5 - 13,5 6,5 - 12,0 5,5 - 7,5 ± 2 
Filler % em peso do agregado 0 - 3 0 - 3 0 - 3 ± 0,3 
Polímero 
% em peso 
do asfalto 
residual 
3 mín. 3 mín. 3 mín. - 
Taxa de 
aplicação Kg/m
2 5 - 11 8 - 16 15 - 30 - 
Espessura 
(mm) 
- 4 - 15 6 - 20 12 - 37 - 
Utilização Áreas Urbanas 
aeroportos 
Rodovias de 
tráfego pesado 
Trilhas de 
Roda 
Regularização de 
Rodovias e 
Rodovias 
de tráfego pesado 
- 
NOTA: As tolerâncias constantes do quadro são permitidas desde que os limites da faixa não sejam ultrapassados. 
5.3 Equipamento 
5.3.1 Equipamento de limpeza 
Para limpeza da superfície utilizam -se vassouras 
mecânicas, jatos de ar comprimido, ou outros. 
5.3.2 Equipamento de mistura e de espalhamento 
O micro revestimento asfáltico a frio com emulsão 
modificada por polímero deve ser executado com 
equipamento apropriado que apres ente as 
características mínimas seguintes: 
a) silo para agregado miúdo; 
b) depósito separados para água, emulsão 
asfáltica e aditivos; 
c) depósito para material de enchimento 
(filler), com alimentador automático; 
d) sistema de circulação e alimentação do 
ligante asfáltico, interligado por acoplagem 
direta ou não, com sistema de alimentação 
do agregado miúdo, de modo a assegurar 
perfeito controle de traço; 
e) sistema misturador capaz de processar 
uma mistura uniforme e de despejar a 
massa diretamente sobre a pista, em 
operação contínua, sem processo de 
segregação; 
f) chassi - todo o conjunto descrito nos itens 
anteriores é montado sobre um chassi 
móvel autopropulsado, ou atrelado a um 
cavalo mecânico, ou trator de pneus; 
g) caixa distribuidora - esta peça se apóia 
diretamente sobre o pavimento atrelada ao 
chassi. Deve ser montada sobre borracha, 
ter largura regulável para 3,50m (meia 
pista) e ser suficientemente pesada para 
garantir uniformidade de distribuição e bom 
acabamento. 
5.4 Execução 
Aplicação do micro revestimento asfáltico a frio com 
emulsão polímero deve ser realizada à velocidade 
uniforme, a mais reduzida possível. Em condições 
normais, a operação se processa com bastante 
simplicidade. A maior preocupação requerida consiste 
em observar a consistência da massa, abrindo ou 
fechando a alimentação d’água, de modo a obter uma 
consistência uniforme e manter a caixa distribuidora 
uniformemente carregada de massa. 
5.5 Correção de falhas 
As possíveis falhas de execução, tais como, escassez 
ou excesso de massa, irregularidade na emenda de 
faixas, devem ser corrigidas, imediatamente, após a 
execução. A escassez é corrigida com adição de massa 
e os excessos com a retirada por meio de rodos de 
madeira ou de borracha. Após estas correções, a 
superfície áspera deixada é alisada com a passagem 
suave de qualquer tecido espesso, umedecido com a 
própria massa, ou com emulsão. 
6 Manejo Ambiental 
Para execução da camada betuminosa do micro 
revestimento asfáltico a frio são necessários trabalhos 
envolvendo a utilização de emulsão asfáltica modificada 
e agregados. 
Os cuidados observados para fins de preservação do 
meio ambiente envolvem a produção, a estocagem e a 
aplicação de agregados, assim como a operação da 
usina. 
NORMA DNIT 035/2005 –ES 5 
NOTA: Devem ser observadas as prescrições 
estabelecidas nos Programas Ambientais que 
integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 
6.1 Agregados 
No decorrer do processo de obtenção de agregados de 
pedreiras devem ser considerados os seguintes 
cuidados principais. 
A brita e a areia somente são aceitas após 
apresentação da licença ambiental da pedreira/areal 
cuja cópia da licença deve ser arquivada junto ao Livro 
de Ocorrências da obra. 
Evitar a localização da pedreira e das instalações de 
britagem em área de preservação ambiental. 
Planejar adequadamente a exploração da pedreira de 
modo a minimizar os danos inevitáveis durante a 
exploração e possibilitar a recuperação ambiental após 
a retirada de todos os materiais e equipamentos. 
Impedir queimadas como forma de desmatamento. 
Seguir as recomendações constantes na Norma DNER-
ES 279/97 para Caminhos de Serviço. 
Construir, junto às instalações de britagem bacias de 
sedimentação para retenção do pó de pedra 
eventualmente produzido em excesso ou por lavagem 
da brita, evitando seu carregamento para cursos d’ 
água. 
Exigir a documentação atestando a regularidade das 
instalações pedreiras/areal/usina, assim como sua 
operação, junto ao órgão ambiental competente, caso 
estes materiais sejam fornecidos por terceiros. 
6.2 Emulsão asfáltica modificado por polímero 
Instalar os depósitos em locais afastados de cursos 
d’água. 
Vedar o refugo de materiais usados à beira da estrada e 
em outros locais onde possam causar prejuízos 
ambientais. 
Recuperar a área afetada pelas operações de 
construção/execução, mediante a remoção da usina e 
dos depósitos e à limpeza do canteiro de obras. 
As operações em usinas misturadoras a frio englobam: 
a) estocagem, dosagem, peneiramento e 
transporte dos agregados frios; 
b) transporte e estocagem do filler; 
c) transporte, estocagem e aquecimento de 
óleocombustível e emulsão asfáltica 
modificada. 
AGENTES E FONTES POLUIDORAS 
AGENTE 
POLUIDOR 
FONTES POLUIDORAS 
I. Emissão de partículas 
As fontes são: peneiramento, transferência e 
manuseio de agregados, balança, pilhas de 
estocagem e tráfego de veículos e vias de acesso. 
II. Emissão de gases 
Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de 
nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. 
Aquecimento de emulsão asfáltica: hidrocarbonetos. 
Tanques de estocagem de óleo combustível e de 
cimento Asfáltico: hidrocarbonetos. 
III. Emissões Fugitivas 
As principais fontes são pilhas de estocagem ao ar 
livre, carregamento dos silos frios, vias de tráfego, 
área de peneiramento, pesagem e mistura. 
NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer 
lançamentos ao ambiente, sem passar 
primeiro por alguma chaminé ou duto 
projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. 
Em função destes agentes devem ser obedecidos os 
itens 6.3 e 6.4. 
6.3 Quanto à Instalação 
Definir no projeto executivo, áreas para as instalações 
industriais, de maneira a alcançar o mínimo de agressão 
ao meio ambiente. 
Atribuir à executante responsabilidade pela obtenção da 
licença de instalação/operação. 
6.4 Operação 
Dotar os silos de estocagem de agregados de proteções 
laterais e cobertura, para evitar a dispersão das 
emissões fugitivas durante a operação de 
carregamento. 
Pavimentar e manter limpas as vias de acesso internas, 
de tal modo que as emissões provenientes do tráfego de 
veículos não ultrapassem 20% de capacidade. 
Dotar os silos de estocagem de filler de sistema próprio 
de filtragem a seco. 
Manter em boas condições de operação todos os 
equipamentos de processo e de controle. 
Substituir o óleo combustível por outra fonte de energia 
menos poluidora (gás ou eletricidade) e os 
estabelecimento de barreiras vegetais no local, sempre 
que possível 
NORMA DNIT 035/2005 –ES 6 
7 Inspeção 
7.1 Controle dos Insumos 
Todos os materiais devem ser examinados em 
laboratório, obedecendo à metodologia indicada pelo 
DNIT, e aceitos de acordo com as especificações em 
vigor. 
7.1.1 Emulsão asfáltica modificada por polímero 
O controle de qualidade da emulsão asfáltica consta do 
seguinte: 
Para todo carregamento que chegar à obra: 
– 01 ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, 
(ABNT NBR-581); 
– 01 ensaio de resíduo (ABNT NBR-6568); 
– 01 ensaio de peneiramento (DNER-ME 
005); 
– 01 ensaio de carga de partícula (DNER-ME 
002); 
– 01 ensaio de recuperação elástica a 25ºC, 
no resíduo da emulsão, (DNER-ME 382) 
(Vide Nota); 
Nota: Os ensaios assinalados são geralmente 
realizados na origem carregamento. Caso 
haja dúvidas quanto ao certificado dos 
mesmos o controle da obra deve providenciar 
a sua execução. 
7.1.2 Agregados 
O controle de qualidade dos agregados consta do 
seguinte: 
a) ensaios de granulometria do agregado 
(DNER-ME 083); 
b) ensaios de adesividade, DNER-ME 079 e 
DNER-ME 059); 
c) ensaio de equivalente de areia, (DNER-ME 
054). 
7.2 Verificação da produção (Espalhamento / 
Execução) 
A verificação da produção (execução) é exercido 
através de coleta aleatória de amostras, ensaios e 
determinações. 
7.2.1 Verificação do equipamento 
Cada equipamento empregado na aplicação do micro 
revestimento asfáltico a frio deve ser calibrado no início 
dos serviços através da execução de segmentos 
experimentais. 
As verificações efetuadas são as seguintes: 
a) Consistência da mistura espalhada; 
b) Atendimento do projeto da mistura 
conforme os itens seguintes, 7.2.2 e 7.2.3; 
c) Quantidade, espessuras e velocidades de 
aplicação para proporcionar o acabamento 
desejado. São calculadas através das taxas 
de aplicação obtidas por pesagem de 
bandejas ou outro dispositivo de área 
conhecida. 
Se ao final destas três verificações em segmentos 
experimentais os resultados esperados não forem 
alcançados, deve ser revisto todo o processo de 
calibração do equipamento. 
7.2.2 Verificação da quantidade do ligante asfáltico 
modificado por polímero 
A quantidade de ligante asfáltico deve ser determinada 
através da retirada de amostras aleatórias em cada 
segmento de aplicação, além da extração de betume 
com o aparelho Soxhlet (ASTM-D-2172). A percentagem 
de ligante residual pode variar, no máximo ± 0,3% da 
fixada no projeto. 
7.2.3 Verificação da graduação da mistura de 
agregados 
A verificação da graduação da mistura de agregados é 
feito através da análise granulométrica da mistura de 
agregados provenientes do ensaio de extração do item 
anterior. As tolerâncias são dadas no traço fixado no 
projeto. 
7.3 Verificação do Produto 
7.3.1 Acabamento da superfície 
A superfície acabada é verificada visualmente devendo 
se apresentar desempenada e com o mesmo aspecto e 
textura obtidos nos segmentos experimentais. 
NORMA DNIT 035/2005 –ES 7 
7.3.2 Alinhamentos 
A verificação dos alinhamentos do eixo e bordos nas 
diversas seções correspondentes às estacas da locação 
é feita utilizando a trena. Os desvios verificados não 
devem exceder ± 5 cm. 
7.4 Plano de amostragem - Controle tecnológico 
O número e a freqüência de verificação e de 
determinações correspondentes aos diversos ensaios 
para o controle tecnológico dos insumos, da produção e 
do produto deve ser estabelecido pelo Executante 
segundo um Plano de Amostragem Aleatória definido de 
acordo com a seguinte tabela de controle estatístico de 
resultados (DNER-PRO-277): 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
n 5 6 7 8 9 10 11 12 
K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 
∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 
TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL 
(continuação) 
n 13 14 15 16 17 19 21 
K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 
∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 
n = n° de amostras, 
k = coeficiente multiplicador, 
∀ = risco do Executante 
7.5 Condições de Conformidade e Não 
Conformidade 
Todos os ensaios de controle e verificações para os 
Insumos a Produção e o Produto realizadas de acordo 
com o Plano de Amostragem, devem cumprir as 
Condições Gerais e Condições Específicas do Capítulo 
4 e Capítulo 5 desta Norma, e atenderem as condições 
de Conformidade e Não Conformidade de acordo com 
os seguintes critérios (DNER-PRO-277): 
a) Nos ensaios ou verificações em que é 
especificada uma faixa de valores mínimos 
e máximos deve ser verificado o seguinte 
para atender as condições de 
Conformidade e Não Conformidade: 
X - ks < valor mínimo especificado, ou 
X + ks > valor máximo de projeto - 
Não Conformidade; 
X - ks = valor mínimo especificado ou 
X + ks > valor máximo de projeto 
Conformidade; 
Sendo: 
n
x
X ∑= 1
 
1
)( 21
−
−
= ∑
n
xx
S
 
Onde: 
1x - valores individuais 
x - média da amostra 
s - desvio padrão da amos tra. 
k - coeficiente tabelado em função do 
número de determinações. 
n - número de determinações. 
b) Nos ensaios e verificações em que é 
especificado um valor mínimo a ser atingido 
deve-se verificar o seguinte para atender as 
condições de Conformidade e Não 
Conformidade: 
Se X - ks < valor mínimo especificado 
Não Conformidade; 
Se X - ks ≥ valor mínimo especificado 
Conformidade. 
Os resultados do controle estatístico são registrados em 
relatórios periódicos de acompanhamento de acordo 
com a norma DNIT 011/2004-PRO a qual estabelece 
que sejam tomadas providências para tratamento das 
“Não-Conformidades” da Produção e do Produto. 
Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às 
prescrições desta Norma. 
Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser 
corrigido. 
Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções 
executadas colocarem -no em conformidade com o 
disposto nesta Norma; caso contrário será rejeitado. 
 
 
NORMA DNIT 035/2005 –ES 8 
8 Critérios de Medição 
Os serviços conformes serão medidos de acordo com 
os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos 
serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as 
seguintes

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