Prévia do material em texto
Resumo Este documento define a sistemática empregada na execução da camada de sub-base do pavimento utilizando escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-TUBARÂO, com redução de expansão – ACERITA® estabilizada granulometricamente, para utilização em rodovias com N < 5 x 106, estabelece os requisitos concernentes a material, equipamento, execução, condicionantes ambientais e controle da qualidade dos materiais empregados, além dos critérios para aceitação ou rejeição e medição dos serviços. Abstract This document presents procedures for sub-base road construction, using stabilized granular LD steel slag, produced by ArcelorMittal Tubarão, and with expansion reduction - ACERITA®, for used in road with N < 5 x 106. It presents performance requirements concerning materials, equipment, execution, environmental impact control and quality control and criteria for acceptance and rejection of the services. Sumário Prefácio .................................................................. 1 1 Objetivo ................................................................ 1 2 Referências normativas ...................................... 2 3 Definições ............................................................. 2 4 Condição geral .............................................. 2 5 Condições específicas ...................................... 2 6 Condicionantes ambientais ................................... 5 7 Inspeções............................................................. 6 8 Critérios de medição ......................................... 7 Anexo A (Informativo) Bibliografia ........................ ..... 8 Índice geral ................................................. ..... 9 Prefácio Esta Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX para estabelecer a sistemática a ser empregada na execução e no controle da qualidade da execução da camada de sub-base de pavimento com escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-TUBARÃO - ACERITA®. Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009- PRO. 1. Objetivo Estabelecer a sistemática a ser empregada na execução da camada de sub-base com escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL- TUBARÃO, com redução de expansão – ACERITA®, estabilizada granulometricamente na proporção máxima de 80% e mínima de 50%, em peso, misturada com solo de comportamento geotécnico laterítico, para utilização em rodovias com N < 5 x 106. Out/2009 NORMA DNIT 114/2009 - ES DNIT Pavimentação rodoviária – Sub-base estabilizada granulometricamente com escória de aciaria - ACERITA® - Especificação de Serviço Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR Processo: 50607.000.513/2009-14 Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 20/10/2009. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial Palavras-Chave: Nº total de páginas MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA-GERAL DIRETORIA EXECUTIVA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3545-4600 Pavimentação, sub-base, escoria de aciaria 9 NORMA DNIT 114/2009-ES 2 2. Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). a) BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. DNER-ME 035/98 - Agregados - Determinação da abrasão “Los Angeles” - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. b) _____. DNER-ME 049/94 - Solos - Determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas. Rio de Janeiro: IPR, 1994. c) _____. DNER-ME 051/94 - Solos – Análise granulométrica - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. d) _____. DNER-ME 052/94 – Solos e agregados miúdos – Determinação da umidade pelo método expedito “Speedy” - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994 e) _____. DNER-ME 054/97 - Equivalente de areia - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. f) _____. DNER-ME 080/94 - Solos - Análise granulométrica por peneiramento - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. g) _____. DNER-ME 088/94 – Solos – Determinação da umidade pelo método expedito do álcool: Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. h) _____. DNER-ME 092/94 - Solo - Determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. i) _____. DNER-ME 129/94 - Solos - Compactação utilizando amostras não trabalhadas - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. j) _____. DNER-ME 131/94 – Solos – determinação do módulo de resilência - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. k) _____. DNER-ME 256/97 – Solos compactados com equipamento miniatura – Determinação de massa por imersão - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. l) _____. DNER-ME 258/94 – Solos compactados com equipamento miniatura – Mini-MCV - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. m) _____. DNER-CLA 259/96 – Classificação de solos tropicais para finalidades rodoviárias utilizando corpos-de-prova compactados em equipamento miniatura. Rio de Janeiro: IPR, 1996. n) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. DNIT 001/2009-PRO - Elaboração e apresentação de normas do DNIT- Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. o) ______. DNIT 070-PRO - Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. p) _____. DNIT 113/2009-ME - Agregados – Avaliação do potencial de expansão da escória de aciaria - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 2009. 3. Definições Para os efeitos desta Norma, são adotadas as seguintes definições: 3.1 Sub-base estabilizada granulometricamente Camada granular de pavimentação executada sobre o subleito ou reforço do subleito, devidamente regularizada e compactada. 3.2 Escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-TUBARÃO, com redução de expansão – ACERITA® Co-produto siderúrgico, obtido na etapa de refino do aço líquido, tratado ao tempo com molhagem e aeração, para redução do seu potencial de expansão. 3.3 Solos finos de comportamento laterítico Solos finos passíveis de uso em sub-bases e bases de pavimento (para tráfego de volume baixo a médio), segundo a Norma DNER-CLA 259/96. 4. Condições gerais 4.1 Não permitir a execução dos serviços, objeto desta Norma, em dias de chuva. 4.2 Na utilização de escória de aciaria em pavimentos rodoviários, com ou sem revestimento, devem ser observados os procedimentos descritos na seção 6 – Condicionantes ambientais. 5. Condições específicas 5.1 Insumos 5.1.1 A escória de aciaria LD com redução de expansão NORMA DNIT 114/2009-ES 3 – ACERITA® deve apresentar as seguintes características: • Composição granulométrica satisfazendo a faixa da Tabela 1, a seguir: Tabela 1– Faixa granulométrica da ACERITA® Peneiras % em peso passando Tolerâncias de faixa de projeto 1” 100 ± 7 3/8” 50 – 85 ± 7 Nº 4 35 – 65 ± 5 Nº 10 25 – 50 ± 5 Nº 40 15 – 30 ± 2 Nº 200 5 – 15 ± 2 • Índice de Suporte Califórnia (DNER-ME 129/94) - deve ser igual ou superior a 60%, com energia de compactação do Método B; • Los Angeles (DNER-ME 035/94) - deve apresentar desgaste inferior a 40%, admitindo- se valores maiores no caso de terem apresentado desempenho satisfatório em utilização anterior. • Média do potencial de expansão de três corpos- de-prova, medido peloensaio definido pela Norma DNIT 113/2009-ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria – deve ser inferior a 3%; • Módulo de resiliência na umidade ótima (DNER- ME 131/94) - deve ser igual ou superior a 300 MPa. 5.1.2 O solo destinado à confecção da sub-base deve apresentar as seguintes características: • Comportamento laterítico pertencendo a um dos grupos LA, LA´ ou LG´ da classificação M.C.T., conforme definido pelo método DNER-CLA 259/96. Para efeito desta Norma, é aceitável que o material tenha até 15%, em peso, retido na peneira nº10; • Composição granulométrica (DNER-ME 080/94)- satisfazendo à faixa da Tabela 2, a seguir: Tabela 2 – Faixa Granulométrica do Solo Peneiras Faixas, % em peso passando 1” 100 3/8” 90 – 100 Nº 4 89 – 99 Nº 10 85 – 97 Nº 40 63 – 80 Nº 100 52 – 67 Nº 200 45 – 65 5.1.3 A mistura de escória de aciaria LD com redução de expansão – ACERITA®, estabilizada granulometricamente, e solo deve apresentar as características seguintes: • Composição granulométrica (DNER-ME 080/94) satisfazendo a uma das faixas recomendadas na Tabela 3. Tabela 3 – Faixas Granulométricas das misturas (ACERITA® + Solo) • Índice de Suporte Califórnia - deve ser superior a 20% e a expansão máxima deve ser de 1,0%, com energia de compactação no ensaio DNER- ME 129/94, Método B; • A expansão medida no ensaio definido pela Norma DNIT 113/2009-ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria – deve ser inferior a 1,5%. 5.1.4 A água deve ser isenta de teores nocivos de sais, % em peso passando Peneiras A B Tolerâncias da faixa de projeto 1” 100 100 ± 7 3/8” 50 – 85 60 – 100 ± 7 Nº 4 35 – 65 50 – 85 ± 5 Nº 10 25 – 50 40 – 70 ± 5 Nº 40 15 – 30 25 – 50 ± 2 Nº 200 5 – 15 10 – 35 ± 2 NORMA DNIT 114/2009-ES 4 ácidos, álcalis ou matéria orgânica e outras substâncias prejudiciais. 5.2 Equipamento A mistura de ACERITA® e solo deve ser feita, preferencialmente, em central de mistura. Também pode ser executada na pista ou no canteiro de obras. 5.2.1 A central de mistura deve ser constituída essencialmente de: • Silos: para depósito da ACERITA® ou da mistura de ACERITA® e solo, providos de bocas de descarga e equipados com dispositivos que permitam graduar o escoamento; • Transportadores de esteiras: transportam a escória ACERITA® e o solo, na devida proporção, até o equipamento misturador; • Equipamento misturador “pug-mill”: constituído, normalmente, de uma caixa metálica, contendo em seu interior, como elementos misturadores, dois eixos que rodam em sentido contrário, providos de chapa em espiral ou de pequenas chapas fixadas em hastes e que, devido aos seus movimentos, forçam a mistura íntima dos materiais, ao mesmo tempo que a faz avançar até a saída do equipamento; • Reservatório de água e canalizações: para depositar e aspergir a água no processo da mistura; • Equipamento de carga de caminhões: constituído de um silo, o qual é abastecido por transportador de correia ou elevador de canecas, e colocado de modo que o caminhão transportador possa receber a mistura por gravidade. 5.2.2 A mistura em central, na pista ou no canteiro necessita, também, da utilização dos seguintes equipamentos: motoniveladora pesada, com escarificador; carro tanque distribuidor de água; rolos compactadores tipo pé-de-carneiro, liso, liso-vibratório e pneumático; grade de discos; pulvi-misturador; e pá carregadeira. 5.3 Execução 5.3.1 A execução da sub-base compreende as operações de mistura, umedecimento ou secagem dos materiais, realizadas na pista, no canteiro de obras ou em central de mistura, bem como o espalhamento, compactação e acabamento na pista, devidamente preparada na largura desejada, nas quantidades que permitam, após a compactação, atingir a espessura projetada. 5.3.2 A mistura, após processada, não deve ser armazenada por período superior a cinco dias, para evitar seu concrecionamento. 5.3.3 Quando houver necessidade de executar a camada de sub-base com espessura final superior a 20 cm, esta deve ser subdividida em camadas parciais. A espessura mínima de qualquer camada deve ser de 10 cm, após a compactação. 5.3.4 Mistura da ACERITA® e do solo em central de mistura • A mistura da ACERITA® e do solo deve ser preparada em centrais de mistura, empregando- se materiais de ocorrências locais, objetivando as vantagens técnicas e econômicas da dosagem e da homogeneização da mistura ACERITA® - solo; • Todas as operações necessárias ao preparo da mistura final devem ser realizadas em central, restando apenas o transporte da mistura, já pronta, para a rodovia, onde deve ser enleirada e espalhada, ainda úmida, e homogeneizada com as devidas precauções, de modo que após a compactação apresente a espessura, o greide longitudinal e a seção transversal estabelecidos no projeto; • A faixa para receber a mistura deve estar preparada quanto à drenagem, nivelamento e seção transversal, fixados no projeto; • A compactação da mistura, umedecida e homogeneizada, deve ser executada com o emprego de equipamentos que assegurem a obtenção da massa específica aparente fixada, em toda a espessura da camada compactada; • O Grau de Compactação mínimo deve ser de 100% em relação à massa específica aparente seca máxima, obtida no ensaio DNER-ME 129/94 - Método B. 5.3.5 Mistura da ACERITA® e solo na pista • Para a execução da mistura na pista deve ser feita a conversão da proporção da mistura em peso para volume, com o intuito de facilitar a NORMA DNIT 114/2009-ES 5 execução da mistura; • No caso de utilização do solo do próprio subleito, ou solo selecionado, com mistura na pista, devem ser obedecidas as seguintes fases de execução: − Preparo da faixa; − No caso de utilização do solo do próprio subleito é necessário escarificação da camada de solo, em espessura proporcional à mistura; − Homogeneização do solo local ou importado; − Distribuição da escória de aciaria – ACERITA®; − Preparo da mistura de ACERITA® com solo utilizando o equipamento de homogeneização; − Umedecimento e enleiramento da mistura; − Espalhamento, umedecimento e homogeneização da mistura; − Compactação e acabamento. • O Grau de Compactação mínimo deve ser de 100% em relação à massa específica aparente seca máxima obtida no ensaio (DNER-ME 129/94 - Método B). 5.3.6 Mistura da ACERITA® e solo no canteiro de obras • Para a realização da mistura no pátio deve ser efetuada a conversão da proporção da mistura de peso para volume, com o intuito de facilitar a execução da mistura; • A pilha de ACERITA® e a de solo devem estar localizadas no canteiro de obras e próximas, para facilitar a mistura. Com o auxílio de uma pá carregadeira, coloca-se o volume proporcional de ACERITA® e argila em uma superfície limpa, dura e plana. Em seguida, procede-se a homogeneização dos materiais, também utilizando a pá carregadeira; • Todas as operações necessárias ao preparo da mistura final devem ser realizadas no canteiro de obras, restando o transporte da mistura para a pista, onde deve ser enleirada, espalhada, umedecida e homogeneizada com as devidas precauções, de modo que após a compactação apresente a espessura, o greide longitudinal e a seção transversal estabelecidos no projeto; • A faixa para receber a mistura deve estar preparada quanto à drenagem, nivelamento e seção transversal fixados no projeto; • A compactação da mistura, umedecida e homogeneizada, deve ser executada com o emprego de equipamentos que assegurem a obtenção da massa específica aparente fixada, em toda a espessura da camada compactada; • O Grau de Compactação mínimo deve ser de 100% em relação à massa específica aparente seca máxima, obtida no ensaio (DNER-ME 129/94 – Método B).6. Condicionantes ambientais Objetivando evitar a degradação do meio ambiente, devem ser devidamente observados os procedimentos a seguir descritos. 6.1 Condicionantes ambientais gerais Devem ser observadas e adotadas as soluções e os procedimentos estabelecidos nas normas pertinentes do DNIT, em especial a Norma DNIT 070/2006-PRO – Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento, e na documentação vinculada ao empreendimento, que compreende o Projeto de Engenharia, os Programas Ambientais pertinentes do Plano Básico Ambiental e as recomendações e exigências dos órgãos ambientais. 6.2 Condicionantes ambientais específicos 6.2.1. A aplicação da ACERITA ® em pavimentos rodoviários precisa sempre ser acompanhada de consulta prévia às normas técnicas do DNIT sobre a questão. 6.2.2. A utilização de escória de aciaria na execução de sub-base deve contar da documentação específica para instauração do processo de licenciamento ambiental do empreendimento; devem ser seguidas as recomendações e exigências pertinentes do órgão ambiental competente para proceder ao licenciamento. 6.2.3. Nas operações de estocagem e manuseio da ACERITA® devem ser adotados procedimentos adequados, de forma a não permitir que o material venha a cair em cursos d’água, canaletas e bueiros das rodovias; além disso, é obrigatório o uso de equipamentos de proteção individual (EPI). NORMA DNIT 114/2009-ES 6 6.2.4. Os depósitos de materiais agregados a serem empregados, tanto de ACERITA® quanto de outros agregados, para aplicação na pavimentação, devem permanecer bem protegidos da chuva por coberturas de lona; quando necessário, devem ser umectados, para evitar partículas soltas no ar pela ação dos ventos, recomendando-se que fiquem localizados longe de residências e hospitais e protegidos por cercas, quando possível. 6.2.5 Deve ser evitado que o material seja lançado na rede de drenagem ou acumulado fora do leito do pavimento em construção. 7 Inspeções 7.1 Controle da mistura Devem ser adotados os seguintes procedimentos: 7.1.1 Ensaios de granulometria, compactação, Índice Suporte Califórnia - ISC e expansão da mistura espalhada na pista, pelos métodos DNER-ME 080/94, DNER-ME 129/94 (método B), DNER-ME 049/94 e DNIT 113/2009-ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria, em amostras coletadas aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra, por camada, para cada 300 m de pista ou por jornada diária de 8 horas de trabalho. No caso do emprego de usina de solos as amostras correspondentes devem ser coletadas na saída do misturador; 7.1.2 A energia de compactação de projeto deve ser a intermediária quanto ao número de golpes, de modo a atingir o máximo da densificação, determinada em trechos experimentais, em condições reais de trabalho no campo; 7.1.3 O número de ensaios e determinações de controle da mistura deve ser definido pelo executante, em função do risco a ser assumido de ter um serviço de boa qualidade rejeitado, conforme a Tabela 4. Tabela 4 - Amostragem variável n 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 19 21 k 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 α 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 n = n° de amostras k = coeficiente multiplicador α= risco do executante Devem se r e fe tuados , no mín imo , c i nco ensa ios e determinações por segmento e por camada (área inferior a 4 000m²). 7.2 Controle da execução 7.2.1 Devem ser executados os seguintes ensaios: Inicialmente, antes da compactação da mistura de ACERITA® com solo: a) Ensaios de umidade (DNER-ME 052/94, DNER- ME 088/94), admitindo-se a tolerância de ± 2% da umidade ótima; b) Ensaios de compactação e moldagem de corpos-de-prova (DNER-ME 129/94 - Método B), para determinação do Índice de Suporte Califórnia, após quatro dias de embebição (DNER-ME 049/94). Após a compactação da mistura de ACERITA® com solo: Determinações da massa específica aparente "in situ" na pista compactada para o cálculo do GC - Grau de Compactação (DNER-ME 092/94). O ensaio de massa específica aparente seca “in situ”, em locais definidos aleatoriamente, por camada, para cada 100m de extensão, pelo método da Norma DNER-ME 092/94. Para pistas de extensão limitada, com no máximo 4.000m² de área, devem ser feitas pelo menos 5 determinações para o cálculo do Grau de Compactação - GC. Os valores do Grau de Compactação devem ser maiores que 100% (GC >100%). 7.2.2 O número de ensaios de umidade, de Índice de Suporte Califórnia, de massa específica "in situ" e GC - Grau de Compactação, para o controle da execução, deve ser definido pelo executante em função do risco de se rejeitar um serviço de boa qualidade, conforme a Tabela 4. O executante deve informar previamente à Fiscalização a quantidade que pretende realizar de ensaios e determinações de controle da mistura, umidade, ISC, massa específica “in situ” e CG. 7.3 Verificação do produto Após a execução da sub-base, deve ser efetuado o controle geométrico, procedendo-se a relocação e o nivelamento do eixo e das bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; b) até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando sua ausência; c) ± 10%, quanto à espessura de projeto da camada. NORMA DNIT 114/2009-ES 7 7.4 Condições de conformidade e não- conformidade 7.4.1 A determinação do potencial de expansão da mistura, através da Norma DNIT 113/2009 ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria deve ser inferior a 1,5%. 7.4.2 A expansão determinada no ensaio de ISC (DNER-ME 049/94) deve apresentar resultado inferior a 1,0%. 7.4.3 Devem ser controlados estatisticamente os valores máximos e mínimos da granulometria da mistura, adotando-se o seguinte procedimento: X - ks < valor mínimo admitido ou X + ks > valor máximo admitido não-conformidade; X - ks ≥ valor mínimo admitido e X + ks ≤ valor máximo admitido conformidade. Sendo: n x X n 1i 1∑ == 1 )( 2 − − = ∑ n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra k - coeficiente tabelado em função do número de determinações (tamanho da amostra) n - número de determinações. 7.4.4 Devem ser controlados estatisticamente o valor mínimo do ISC e do Grau de Compactação – GC, adotando-se o seguinte procedimento: Se X - ks < valor mínimo admitido não-conformidade. Se X - ks ≥ valor mínimo admitido conformidade. 7.4.5 Deve ser controlado estatisticamente, o valor máximo da determinação do potencial de expansão da mistura, pelo ensaio da Norma DNIT113/2009-ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria, adotando-se o seguinte procedimento: Se X + ks ≤ valor máximo admitido conformidade. Se X + ks > valor máximo admitido não- conformidade. 7.4.6 Os serviços considerados não-conformes devem ser corrigidos, complementados ou refeitos. 7.4.7 Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento. 8 Critérios de medição Os serviços conformes devem ser medidos de acordo com os critérios seguintes: 8.1 A sub-base deve ser medida em metros cúbicos de mistura espalhada e compactada na pista, conforme a seção transversal do projeto, incluídos a mão-de-obra, materiais, equipamentos e encargos, além das operações de limpeza e expurgo de ocorrência de materiais, escavação, transporte, espalhamento, mistura, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento; 8.2 No cálculo dos valores dos volumes devem ser consideradas as larguras e espessuras médias obtidas no controle geométrico (subseção 7.3); 8.3 Não devem ser considerados quantitativos de serviçosuperiores aos indicados no projeto; 8.4 Na medição dos serviços devem ser consideradas como incluídas as operações de limpeza e expurgo de ocorrência de escavações, transportes, operações referentes à central de mistura, operações referentes à mistura na pista ou no canteiro de obras, quando especificadas, compactação, acabamento, proteção da base, fornecimento de escória de aciaria ACERITA® e a proteção ambiental. _________________/Anexo A NORMA DNIT 114/2009-ES 8 Anexo A (Informativo) Bibliografia a) BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. DNER-PRO 277/97: metodologia para controle estatístico de obras e serviços: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 1997. b) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Manual de atividades ambientais rodoviárias. Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ., 730) c) ______. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ., 719). Índice geral_________________ NORMA DNIT 114/2009-ES 9 Índice geral Abstract 1 Anexo A (Informativo) Bibliografia 8 Condicionantes ambientais 6 5 Condicionantes ambientais específicos 6.2 5 Condicionantes ambientais gerais 6.1 5 Condições de conformidade e não-conformidade 7.4 7 Condições específicas 5 2 Condições gerais 4 2 Controle da execução 7.2 6 Controle da mistura 7.1 6 Critérios de medição 8 7 Definições 3 2 Equipamento 5.2 4 Escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-TUBARÃO, com redução de expansão – ACERITA® 3.2 2 Execução 5.3 4 Índice geral 9 Inspeções 7 6 Insumos 5.1 2 Objetivo 1 1 Prefácio 1 Referências normativas 2 2 Resumo 1 Solos finos de comportamento Laterítico 3.3 2 Sub-base estabilizada granulometricamente 3.1 2 Sumário 1 Tabela 1 – Faixa granulométrica da ACERITA ® 3 Tabela 2 – Faixa granulométrica do solo 3 Tabela 3 – Faixa granulométrica das misturas 3 Tabela 4 – Amostragem variável 6 Verificação do produto 7.3 6 _________________ Resumo Esta Norma define a sistemática empregada na execução da camada de base do pavimento utilizando escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL- TUBARÂO, com redução de expansão – ACERITA® , estabilizada granulometricamente, para utilização em rodovias com N < 5 x 106, estabelece os requisitos concernentes a material, equipamento, execução, condicionantes ambientais e controle da qualidade dos materiais empregados, além dos critérios para aceitação ou rejeição e medição dos serviços. Abstract This document presents procedures for base road construction, using stabilized granular LD steel slag, produced by ArcelorMittal Tubarão, and with expansion reduction - ACERITA®, for used in road with N < 5 x 106. It presents performance requirements concerning materials, equipment, execution, environmental impact control and quality control and criteria for acceptance and rejection of the services. Sumário Prefácio ...................................................................... 1 1 Objetivo ................................................................ 1 2 Referências normativas ...................................... 1 3 Definições ............................................................. 2 4 Condições geraisl .............................................. 2 5 Condições específicas ...................................... 2 6 Condicionantes ambientais ................................... 5 7 Inspeções............................................................. 6 8 Critérios de medição ......................................... 7 Anexo A (Informativo) Bibliografia ........................ ..... 9 Índice geral ................................................. ..... 10 Prefácio Esta Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX para estabelecer a sistemática a ser empregada na execução e no controle da qualidade da execução da camada de base de pavimento com escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-TUBARÃO - ACERITA®. Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009- PRO. 1. Objetivo Estabelecer a sistemática a ser empregada na execução da camada de base com escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-TUBARÃO, com redução de expansão – ACERITA®, estabilizada granulometricamente na proporção máxima de 80% e mínima de 50%, em peso, misturada com solo de comportamento geotécnico laterítico, para utilização em rodovias com N < 5 x 106. 2. Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências Out/2009 NORMA DNIT 115/2009 - ES DNIT Pavimentação rodoviária - Base estabilizada granulometricamente com escória de aciaria - ACERITA® - Especificação de serviço Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR Processo: 50607.000.513/2009-14 Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 20/10/2009. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial Palavras-Chave: Nº total de páginas MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA-GERAL DIRETORIA EXECUTIVA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3545-4600 Pavimentação, base, escoria de aciaria 10 NORMA DNIT 115/2009-ES 2 não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). a) BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. DNER-ME 035/98 - Agregados - Determinação da abrasão “Los Angeles” - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. b) _____. DNER-ME 049/94 - Solos - Determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas. Rio de Janeiro: IPR, 1994. c) _____. DNER-ME 051/94 - Solos – Análise granulométrica - Método de ensaio. Rio de Janeiro, IPR, 1994. d) _____. DNER-ME 052/94 – Solos e agregados miúdos – Determinação da umidade pelo método expedito “Speedy” - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. e) _____. DNER-ME 054/97 - Equivalente de areia - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. f) _____. DNER-ME 080/94 - Solos - Análise granulométrica por peneiramento - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. g) _____. DNER-ME 088/94 – Solos – Determinação da umidade pelo método expedito do álcool: Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. h) _____. DNER-ME 092/94 - Solo - Determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. i) _____. DNER-ME 129/94 - Solos - Compactação utilizando amostras não trabalhadas - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. j) _____. DNER-ME 131/94 – Solos – Determinação do módulo de resilência - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. k) _____. DNER-ME 256/97 – Solos compactados com equipamento miniatura – Determinação de massa por imersão - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. l) _____. DNER-ME 258/94 – Solos compactados com equipamento miniatura – Mini-MCV - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. m) _____. DNER-CLA 259/96 – Classificação de solos tropicais para finalidades rodoviárias utilizando corpos-de-prova compactados em equipamento miniatura. Rio de Janeiro: IPR, 1996. n) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. DNIT 001/2009-PRO - Elaboração e apresentação de normas do DNIT - Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. o) _____.DNIT 070-PRO - Condicionantesambientais das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. p) ______. DNIT 113/2009-ME - Agregados – Avaliação do potencial de expansão da escória de aciaria - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 2009. 3. Definições Para os efeitos desta Norma, são adotadas as seguintes definições: 3.1 Base estabilizada granulometricamente Camada granular de pavimentação executada sobre a sub-base, subleito ou reforço do subleito, devidamente regularizada e compactada. 3.2 Escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-TUBARÃO, com redução de expansão – ACERITA® Co-produto siderúrgico, obtido na etapa de refino do aço líquido, tratado ao tempo com molhagem e aeração, para redução do seu potencial de expansão. 3.3 Solos finos de comportamento laterítico Solos finos passíveis de uso em sub-bases e bases de pavimento (para tráfego de volume baixo a médio), segundo a Norma DNER-CLA 259/96. 4. Condição geral 4.1 Não permitir a execução dos serviços, objeto desta Norma, em dias de chuva. 4.2 Na utilização de escória de aciaria em pavimentos rodoviários, com ou sem revestimento, devem ser observados os procedimentos descritos na seção 6 – Condicionantes ambientais. 5. Condições específicas 5.1 Insumos 5.1.1 A escória de aciaria LD com redução de expansão – ACERITA® deve apresentar as seguintes características: • Composição granulométrica - satisfazendo a faixa da Tabela 1, a seguir: NORMA DNIT 115/2009-ES 3 Tabela 1– Faixa granulométrica da ACERITA® • Índice de Suporte Califórnia (DNER-ME 129/94)- deve ser igual ou superior a 80%, com energia de compactação do Método B; • Los Angeles (DNER-ME 035/98) - deve apresentar desgaste inferior a 40%, admitindo- se valores maiores no caso de terem apresentado desempenho satisfatório em utilização anterior; • Média do potencial de expansão de 3 corpos- de-prova, medido pelo ensaio da Norma DNIT 113/2009-ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria - deve ser inferior a 3%; • Módulo de resiliência na umidade ótima (DNER- ME 131/94) - deve ser igual ou superior a 300 MPa. 5.1.2 O solo destinado à confecção da base deve apresentar as seguintes características: • Comportamento laterítico pertencendo a um dos grupos LA, LA´ ou LG´ da classificação M.C.T., conforme definido pelo método DNER-CLA 259/96. Para efeito desta Norma, é aceitável que o material tenha até 15%, em peso, retido na peneira nº10; • Composição granulométrica (DNER-ME 080/94) satisfazendo à faixa da Tabela 2, a seguir: Tabela 2 – Faixa Granulométrica do Solo 5.1.3 A mistura de escória de aciaria LD com redução de expansão – ACERITA®, estabilizada granulometricamente, e solo deve apresentar as características seguintes: • Composição granulométrica (DNER-ME 080/94) - satisfazendo a uma das faixas recomendadas na Tabela 3. Tabela 3 – Faixas Granulométricas das misturas (ACERITA® + Solo) % em peso passando Peneiras A B Tolerâncias da faixa de projeto 1” 100 100 ± 7 3/8” 50 – 85 60 – 100 ± 7 Nº 4 35 – 65 50 – 85 ± 5 Nº 10 25 – 50 40 – 70 ± 5 Nº 40 15 – 30 25 – 50 ± 2 Nº 200 5 – 15 10 – 35 ± 2 • Índice de Suporte Califórnia - deve ser superior a 60% e a expansão máxima deve ser de 0,5%, com energia de compactação no ensaio DNER- ME 129/94, Método B; • Módulo de resiliência na umidade ótima (DNER- Peneiras % em peso passando Tolerâncias de faixa de projeto 1” 100 ± 7 3/8” 50 – 85 ± 7 Nº 4 35 – 65 ± 5 Nº 10 25 – 50 ± 5 Nº 40 15 – 30 ± 2 Nº 200 5 – 15 ± 2 Peneiras Faixas, % em peso passando 1” 100 3/8” 90 - 100 Nº 4 89 - 99 Nº 10 85 - 97 Nº 40 63 - 80 Nº 100 52 - 67 Nº 200 45 - 65 NORMA DNIT 115/2009-ES 4 ME 131/94) - deve ser igual ou superior a 300MPa; • Expansão obtida pela Norma DNIT 113/2009- ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria - deve ser inferior a 1,5%. 5.2 Equipamento A mistura de ACERITA® e solo deve ser feita, preferencialmente, em central de mistura. Também pode ser executada na pista ou no canteiro de obras. 5.2.1 A central de mistura deve ser constituída essencialmente de: • Silos: para depósito da ACERITA® ou da mistura de ACERITA® e solo, providos de bocas de descarga e equipados com dispositivos que permitam graduar o escoamento; • Transportadores de esteiras: transportam a escória de ACERITA® e o solo, na devida proporção, até o equipamento misturador; • Equipamento misturador “pug-mill”: constituído, normalmente, de uma caixa metálica, contendo em seu interior, como elementos misturadores, dois eixos que rodam em sentido contrário, providos de chapa em espiral ou de pequenas chapas fixadas em hastes e que, devido aos seus movimentos, forçam a mistura íntima dos materiais, ao mesmo tempo que os fazem avançar até a saída do equipamento; • Reservatório de água e canalizações: para depositar e aspergir a água no processo da mistura; • Equipamento de carga de caminhões: constituído de um silo, o qual é abastecido por transportador de correia ou elevador de canecas, e colocado de modo que o caminhão transportador possa receber a mistura por gravidade. 5.2.2 A mistura em central, na pista ou no canteiro necessita, também, da utilização dos seguintes equipamentos: motoniveladora pesada, com escarificador; carro tanque distribuidor de água; rolos compactadores tipo pé-de-carneiro, liso, liso-vibratório e pneumático; grade de discos; pulvi-misturador; e pá carregadeira. 5.3 Execução 5.3.1 A execução da base compreende as operações de mistura, umedecimento ou secagem dos materiais, realizada na pista, no canteiro de obras ou em central de mistura, bem como o espalhamento, compactação e acabamento na pista, devidamente preparada na largura desejada, nas quantidades que permitam, após a compactação, atingir a espessura projetada. 5.3.2 A mistura, após processada, não deve ser armazenada por um período superior a 5 dias, para evitar o seu concrecionamento. 5.3.3 Quando houver necessidade de executar a camada de base com espessura final superior a 20 cm, esta deve ser subdivida em camadas parciais. A espessura mínima de qualquer camada deve ser de 10 cm, após a compactação. 5.3.4 Caso seja necessário realizar qualquer tipo de corte na base executada com ACERITA® , como por exemplo, para a colocação de meio-fio, recomenda-se o corte da base assim que concluída, pois o concrecionamento da ACERITA® é alto e dificulta o corte manual. 5.3.5 A base imprimada deve ficar exposta até que haja a absorção do material asfáltico utilizado na imprimação. Caso ocorra o aparecimento de trincas, estas devem ser seladas antes da colocação do revestimento. 5.3.6 Mistura da ACERITA® e do solo em central de mistura • A mistura da ACERITA® e do solo deve ser preparada em centrais de mistura, empregando- se materiais de ocorrências locais, objetivando as vantagens técnicas e econômicas da dosagem e da homogeneização da mistura ACERITA® - solo; • Todas as operações necessárias ao preparo da mistura final devem ser realizadas em central, restando apenas o transporte da mistura, já pronta, para a rodovia, onde deve ser enleirada e espalhada, ainda úmida, e homogeneizada com as devidas precauções, de modo que após a compactação apresente a espessura, o greide longitudinal e a seção transversal estabelecidos no projeto; • A faixa para receber a mistura deve estar preparada quanto à drenagem, nivelamento e seção transversal, fixados no projeto; • A compactação da mistura, umedecida e homogeneizada, deve ser executada com o NORMA DNIT 115/2009-ES 5 emprego de equipamentos que assegurem a obtenção da massa específica aparente fixada, em toda a espessura da camada compactada; • O Grau de Compactação mínimo deve ser de 100% em relação à massa específicaaparente seca máxima, obtida no ensaio através da Norma DNER-ME 129/94 - Método B; • Deve ser executada a imprimação da camada de base com material betuminoso, na proporção de 0,5 a 1,0 ℓ/m2, assim que esta estiver concluída e ainda úmida. 5.3.7 Mistura da ACERITA® e do solo na pista • Para a execução da mistura na pista deve ser feita a conversão da proporção da mistura em peso para volume, com o intuito de facilitar a execução da mistura; • No caso de utilização do solo do próprio subleito ou solo selecionado, com mistura na pista, devem ser obedecidas as seguintes fases de execução: - Preparo da faixa; - No caso de utilização do solo do próprio subleito é necessária a escarificação da camada de solo, em espessura proporcional à mistura; - Homogeneização do solo local ou importado; - Distribuição da escória de aciaria – ACERITA®; - Preparo da mistura de ACERITA® com solo utilizando o equipamento de homogeneização; - Umedecimento e enleiramento da mistura; - Espalhamento, umedecimento e homogeneização da mistura; - Compactação e acabamento. • O Grau de Compactação mínimo deve ser de 100% em relação à massa específica aparente seca máxima obtida no ensaio (DNER-ME 129/94-Método B); • Deve ser executada a imprimação da camada de base com material betuminoso, na proporção de 0,5 a 1, 0 ℓ/m2, assim que esta estiver concluída e ainda úmida. 5.3.8 Mistura da ACERITA® com solo no canteiro de obras • Para a execução de mistura no pátio deve ser efetuada a conversão da proporção da mistura de peso para volume, com o intuito de facilitar a execução da mistura; • A pilha de ACERITA® e a de solo devem estar localizadas no canteiro de obras e próximas, para facilitar a mistura. Com o auxílio de uma pá carregadeira, coloca-se o volume proporcional de ACERITA® e argila em uma superfície limpa, dura e plana. Em seguida, procede-se a homogeneização dos materiais, também utilizando a pá carregadeira; • Todas as operações necessárias ao preparo da mistura final devem ser realizadas no canteiro de obras, restando o transporte da mistura para a pista, onde deve ser enleirada, espalhada, umedecida e homogeneizada com as devidas precauções, de modo que após a compactação apresente a espessura, o greide longitudinal e a seção transversal estabelecidos no projeto; • A faixa para receber a mistura deve estar preparada quanto à drenagem, nivelamento e seção transversal fixados no projeto; • A compactação da mistura, umedecida e homogeneizada, deve ser executada com o emprego de equipamentos que assegurem a obtenção da massa específica aparente fixada em toda a espessura da camada compactada; • O Grau de Compactação mínimo deve ser de 100% em relação à massa específica aparente seca máxima, obtida no ensaio (DNER-ME 129/94 – Método B); • Deve ser executada a imprimação da camada de base com material betuminoso, na proporção de 0,5 a 1,0 ℓ/m2, assim que esta estiver concluída e ainda úmida. 6. Condicionantes ambientais Objetivando evitar a degradação do meio ambiente, devem ser devidamente observados os procedimentos a seguir descritos. 6.1 Condicionantes ambientais gerais Devem ser observadas e adotadas as soluções e os procedimentos estabelecidos nas normas pertinentes do NORMA DNIT 115/2009-ES 6 DNIT, em especial a Norma DNIT 070/2006-PRO – Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento, e na documentação vinculada ao empreendimento, que compreende o Projeto de Engenharia, os Programas Ambientais pertinentes do Plano Básico Ambiental e as recomendações e exigências dos órgãos ambientais. 6.2 Condicionantes ambientais específicos 6.2.1. A aplicação da ACERITA ® em pavimentos rodoviários precisa sempre ser acompanhada de consulta prévia às normas técnicas do DNIT sobre a questão. 6.2.2. A utilização de escória de aciaria na execução da base deve constar da documentação específica para instauração do processo de licenciamento ambiental do empreendimento; devem ser seguidas as recomendações e exigências pertinentes do órgão ambiental competente para proceder ao licenciamento. 6.2.3. Nas operações de estocagem e manuseio da ACERITA®, devem ser adotados procedimentos adequados, de forma a não permitir que o material venha a cair em cursos d’água, canaletas e bueiros das rodovias; além disso, é obrigatório o uso de equipamentos de proteção individual (EPI). 6.2.4. Os depósitos de materiais agregados a serem empregados, tanto de ACERITA® quanto de outros agregados, para aplicação na pavimentação, devem permanecer bem protegidos da chuva por coberturas de lona; quando necessário, devem ser umectados, para evitar partículas soltas no ar pela ação dos ventos, recomendando-se que fiquem localizados longe de residências e hospitais e protegidos por cercas, quando possível. 6.2.5 Deve ser evitado que o material seja lançado na rede de drenagem ou acumulado fora do leito do pavimento em construção. 7 Inspeções 7.1 Controle da mistura Devem ser adotados os seguintes procedimentos: 7.1.1 Ensaios de granulometria, compactação, Índice Suporte Califórnia - ISC e expansão da mistura espalhada na pista, pelos métodos DNER-ME 080/94, DNER-ME 129/94 (método B), DNER-ME 049/94 e DNIT 113/2009-ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria, em amostras coletadas aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra, por camada, para cada 300 m de pista ou por jornada diária de 8 horas de trabalho. No caso do emprego de usina de solos, as amostras correspondentes devem ser coletadas na saída do misturador; 7.1.2 A energia de compactação de projeto deve ser a intermediária quanto ao número de golpes, de modo a atingir o máximo da densificação, determinada em trechos experimentais e em condições reais de trabalho no campo; 7.1.3 O número de ensaios e determinações de controle da mistura deve ser definido pelo executante, em função do risco a ser assumido de ter um serviço de boa qualidade rejeitado, conforme a Tabela 4. Tabela 4 - Amostragem variável n 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 19 21 k 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 α 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 n = n° de amostras k = coeficiente multiplicador α= risco do executante Devem ser efetuados, no mínimo, cinco ensaios e determinações por segmento e por camada (área inferior a 4000 m²). 7.2 Controle da execução 7.2.1 Devem ser executados os seguintes ensaios: Inicialmente, antes da compactação da mistura de ACERITA® com solo: a) Ensaios de umidade (DNER-ME 052/94, DNER- ME 088/94), admitindo-se a tolerância de ± 2% da umidade ótima; b) Ensaios de compactação e moldagem de corpos-de-prova (DNER-ME 129/94 - Método B), para determinação do Índice de Suporte Califórnia, após quatro dias de embebição (DNER-ME 049/94). Após a compactação da mistura de ACERITA® com solo: Determinações da massa específica aparente "in situ" na pista compactada, para o cálculo do GC - Grau de Compactação (DNER-ME 092/94). O ensaio de massa específica aparente seca “in situ”, em locais definidos aleatoriamente, por camada, para cada 100 m de NORMA DNIT 115/2009-ES 7 extensão, pelo método DNER-ME 092/94. Para pistas de extensão limitada, com no máximo 4.000 m² de área, devem ser feitas pelo menos 5 determinações para o cálculo do Grau de Compactação - GC. Os valores do Grau de Compactação devem ser maiores que 100% ( GC >100%). 7.2.2 O número de ensaios de umidade, de Índice de Suporte Califórnia, de massa específica "in situ" e GC - Grau de Compactação, para o controle da execução, deve ser definido pelo executante em função do risco de se rejeitar um serviço de boa qualidade, conforme a Tabela 4.O executante deve informar previamente à Fiscalização a quantidade que pretende realizar de ensaios e determinações de controle da mistura, umidade, ISC, massa específica “in situ” e CG. 7.3 Verificação do produto Após a execução da base, deve ser efetuado o controle geométrico, procedendo-se a relocação e o nivelamento do eixo e das bordas, permitindo- se as seguintes tolerâncias: a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; b) até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando sua ausência; c) ± 10%, quanto à espessura de projeto da camada. 7.4 Condições de conformidade e não- conformidade 7.4.1 O potencial de expansão da mistura, determinado através da Norma DNIT 113/2009 ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria deve ser inferior a 1,5%. 7.4.2 A expansão determinada no ensaio de ISC (DNER-ME 049/94) deve apresentar resultado inferior a 0,5%. 7.4.3 Devem ser controlados estatisticamente os valores máximos e mínimos da granulometria da mistura, adotando-se o seguinte procedimento: X - ks < valor mínimo admitido ou X + ks > valor máximo admitido não-conformidade; X - ks ≥ valor mínimo admitido e X + ks ≤ valor máximo admitido conformidade. Sendo: n x X n 1i 1∑ == 1 )( 2 − − = ∑ n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra k - coeficiente tabelado em função do número de determinações (tamanho da amostra) n - número de determinações. 7.4.4 Devem ser controlados estatisticamente o valor mínimo do ISC e do Grau de Compactação – GC, adotando-se o seguinte procedimento: Se X - ks < valor mínimo admitido não- conformidade; Se X - ks ≥ valor mínimo admitido conformidade. 7.4.5 Deve ser controlado estatisticamente, o valor máximo da determinação do potencial de expansão da mistura, pelo ensaio da Norma DNIT 113/2009-ME - Avaliação do Potencial de Expansão da Escória de Aciaria, adotando-se o seguinte procedimento: Se X + ks ≤ valor máximo admitido conformidade; Se X + ks > valor máximo admitido não- conformidade. 7.4.6 Os serviços considerados não-conformes devem ser corrigidos, complementados ou refeitos. 7.4.7 Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento. 8 Critérios de medição Os serviços conformes devem ser medidos de acordo com os critérios seguintes: 8.1 A base deve ser medida em metros cúbicos de mistura espalhada e compactada na pista, conforme a seção transversal do projeto, já incluídos mão-de-obra, materiais, equipamentos e encargos, além das operações de limpeza e expurgo de ocorrência de NORMA DNIT 115/2009-ES 8 materiais, escavação, transporte, espalhamento, mistura, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento da pista; 8.2 No cálculo dos valores dos volumes devem ser consideradas as larguras e espessuras médias obtidas no controle geométrico (subseção 7.3); 8.3 Não devem ser considerados quantitativos de serviços superiores aos indicados no projeto; 8.4 Na medição dos serviços devem estar incluídas as operações de limpeza e expurgo de ocorrência de escavações, transportes, operações referentes à central de mistura, operações referentes à mistura na pista ou no canteiro de obras, quando especificadas, compactação, acabamento, proteção da base, fornecimento de escória de aciaria ACERITA® e a proteção ambiental. _________________/Anexo A NORMA DNIT 115/2009-ES 9 Anexo A (Informativo) Bibliografia a) BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. DNER-PRO 277/97: metodologia para controle estatístico de obras e serviços: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 1997. b) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Manual de atividades ambientais rodoviárias. Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ., 730). c) ______. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ., 719). _________________/Índice geral NORMA DNIT 115/2009-ES 10 Índice geral Abstract 1 Anexo A (Informativo) Bibliografia 9 Base estabilizada granulometricamente 3.1 2 Condicionantes ambientais 6 5 Condicionantes ambientais específicos 6.2 6 Condicionantes ambientais gerais 6.1 5 Condições de conformidade e não-conformidade 7.4 7 Condições específicas 5 2 Condições gerais 4 2 Controle da execução 7.2 6 Controle da mistura 7.1 6 Critérios de medição 8 7 Definições 3 2 Equipamento 5.2 4 Escória de aciaria LD, produzida na ARCELORMITTAL-TUBARÃO, com redução de expansão – ACERITA® 3.2 2 Execução 5.3 4 Índice geral 10 Inspeções 7 6 Insumos 5.1 2 Objetivo 1 1 Prefácio 1 Referências normativas 2 1 Resumo 1 Solos finos de comportamento laterítico 3.3 2 Sumário 1 Tabela 1 – Faixa granulométrica da ACERITA® 3 Tabela 2 – Faixa granulométrica do solo 3 Tabela 3 – Faixas granulométricas das misturas (ACERITA®+Solo) 3 Tabela 4 – Amostragem variável 6 Verificação do produto 7.3 7 ________________ DNIT Novembro/2010 NORMA DNIT 137/2010- ES Pavimentação – Regularização do subleito - Especificação de serviço MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA-GERAL DIRETORIA EXECUTIVA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3545-4600 Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR Processo: 50607.000138/2009-02 Origem: Revisão da norma DNER – ES 299/97. Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas Pavimentação, Regularização, Subleito 7 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução da regularização do subleito de rodovias a pavimentar. São também apresentados os requisitos concernentes a materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de amostragem e de ensaios, condicionantes ambientais, controle da qualidade, condições de conformidade e não- conformidade e os critérios de medição dos serviços. Abstract This document presents procedures for subgrade regularization. It includes the requirements the materials, equipment, execution, includes a sampling plan and essays, environmental management, quality control, conditions for conformity and non-conformity and criteria for the measurement of the performed services. Sumário Prefácio ..................................................................... 1 1 Objetivo............................................................. 1 2 Referências normativas .................................... 1 3 Definições ......................................................... 2 4 Condições gerais .............................................. 2 5 Condições específicas ...................................... 3 6 Condicionantes ambientais ............................... 3 7 Inspeções ......................................................... 3 8 Critérios de medição ......................................... 5 Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 6 Índice geral ................................................................ 7 Prefácio A presente Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir como documento base, visando estabelecer a sistemática empregada na execução e controle da qualidade da regularização do subleito de rodovias a pavimentar. Está formatada de acordo com a NormaDNIT 001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma DNER-ES 299/97. 1 Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática a ser empregada na execução da regularização do subleito de rodovias a pavimentar, com a terraplenagem já concluída. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). a) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa específica aparente, “in situ”, com emprego do NORMA DNIT 137/2010–ES 2 balão de borracha – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. b) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. c) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – Determinação da umidade com emprego do “Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. d) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. e) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. f) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. g) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. h) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de liquidez – Método de referência e método expedito – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. i) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. j) DNER 277-PRO: Metodologia para controle estatístico de obras e serviços – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. k) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação de normas do DNIT – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. l) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. m) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. n) DNIT 105-ES: Terraplenagem – Caminhos de serviço – Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. o) DNIT 106-ES: Terraplenagem – Cortes – especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. p) DNIT 107-ES: Terraplenagem – Empréstimos – Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. q) DNIT 108-ES: Terraplenagem – Aterros – Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. 3 Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: 3.1 Regularização do subleito Operação destinada a conformar o leito estradal, transversal e longitudinalmente, obedecendo às larguras e cotas constantes das notas de serviço de regularização de terraplenagem do projeto, compreendendo cortes ou aterros até 20 cm de espessura. 3.2 Nota de serviço de regularização Documento de projeto que contém o conjunto de dados numéricos relativos às larguras e cotas a serem obedecidas na execução da camada final de regularização do subleito. 4 Condições gerais a) A regularização deve ser executada prévia e isoladamente da construção de outra camada do pavimento. b) Cortes e aterros com espessuras superiores a 20 cm devem ser executados previamente à execução da regularização do subleito, de acordo com as especificações de terraplenagem DNIT 105/2009- ES, DNIT 106/2009-ES, DNIT 107/2009-ES e DNIT 108/2009-ES. c) Não deve ser permitida a execução dos serviços objeto desta Norma em dias de chuva. d) É responsabilidade da executante a proteção dos serviços e materiais contra a ação destrutiva das águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que possam danificá-los. NORMA DNIT 137/2010–ES 3 5 Condições específicas 5.1 Material Os materiais empregados na regularização do subleito devem ser preferencialmente os do próprio. Em caso de substituição ou adição de material, estes devem ser provenientes de ocorrências de materiais indicadas no projeto e apresentar as características estabelecidas na alínea “d” da subseção 5.1-Materiais, da Norma DNIT 108/2009-ES: Terraplenagem – Aterros – Especificação de Serviço, quais sejam, a melhor capacidade de suporte e expansão ≤ 2%, cabendo a determinação da compactação de CBR e de expansão pertinentes, por intermédio dos seguintes ensaios: Ensaio de Compactação – Norma DNER-ME 129/94, na energia definida no projeto; Ensaio de índice de Suporte Califórnia – ISC – Norma DNER-ME 49/94, com a energia do Ensaio de Compactação. Quando submetidos aos ensaios de caracterização DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94, devem atender ao que se segue: Não possuir partículas com diâmetro máximo acima de 76 mm (3 polegadas); O Índice de Grupo (IG) deve ser no máximo igual ao do subleito indicado no projeto. 5.2 Equipamento São indicados os seguintes tipos de equipamento para a execução de regularização: a) Motoniveladora pesada, com escarificador; b) Carro tanque distribuidor de água; c) Rolos compactadores autopropulsados tipos pé-de-carneiro, liso-vibratórios e pneumáticos; d) Grades de discos, arados de discos e tratores de pneus; e) Pulvi-misturador. Os equipamentos de compactação e mistura devem ser escolhidos de acordo com o tipo de material empregado. 5.3 Execução a) Toda a vegetação e material orgânico porventura existentes no leito da rodovia devem ser removidos. b) Após a execução de cortes, aterros e adição do material necessário para atingir o greide de projeto, deve-se proceder à escarificação geral na profundidade de 20 cm, seguida de pulverização, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento. c) No caso de cortes em rocha a regularização deve ser executada de acordo com o projeto específico de cada caso. 6 Condicionantes ambientais Objetivando a preservação ambiental, devem ser devidamente observadas e adotadas as soluções e os respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na documentação técnica vinculada à execução das obras, documentação esta que compreende o Projeto de Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental – PBA pertinentes e as recomendações e exigências dos órgãos ambientais. 7 Inspeções 7.1 Controle dos Insumos Os materiais utilizados na execução da regularização do subleito devem ser rotineiramente examinados mediante a execução dos seguintes procedimentos: a) Ensaios de caracterização do material espalhado na pista, em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra, para cada 200 m de pista ou por jornada diária de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida, a critério da Fiscalização, para uma amostra por segmento de 400 m de extensão, no caso de materiais homogêneos. b) Ensaios de compactação pelo método DNER-ME 129/94, para o material coletado na pista, em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra para cada 200 m de pista ou jornada diária de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida a critério da Fiscalização, para uma amostra por segmento de 400 m de extensão, no caso de materiais homogêneos. c) Ensaios de Índice de Suporte Califórnia (ISC) e Expansão, pelo método DNER-ME 049/94, com energia de compactação, para o material coletado na pista, a cada 400 m em locais escolhidos aleatoriamente, onde foram retiradas amostras para o ensaio de compactação. A frequência destes ensaios pode ser reduzida, a critério da Fiscalização, NORMA DNIT 137/2010–ES 4 para uma amostra a cada 800 m de extensão, no caso de materiaishomogêneos. d) A frequência indicada para a execução de ensaios é a mínima aceitável. Para pistas de extensão limitada, com área de até 4.000 m 2 , devem ser coletadas pelo menos 5 amostras, para execução do controle dos insumos. 7.2 Controle da execução O controle da execução da regularização do subleito deve ser exercido mediante a coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Devem ser efetuados as seguintes determinações e ensaios: a) Ensaio de umidade higroscópica do material, imediatamente antes da compactação, para cada 100 m de pista a ser compactada, em locais escolhidos aleatoriamente (método DNER-ME 052/94 ou DNER-ME 088/94). A tolerância admitida para a umidade higroscópica deve ser de ± 2% em relação à umidade ótima. b) Ensaio de massa específica aparente seca “in situ”, determinada pelos métodos DNER-ME 092/94 ou DNER-ME 036/94, em locais escolhidos aleatoriamente. Para pistas de extensão limitada, com volumes de, no máximo, 1.250 m 3 de material, devem ser feitas, pelo menos, cinco determinações para o cálculo de grau de compactação (GC). c) Os cálculos de grau de compactação devem ser realizados utilizando-se os valores da massa específica aparente seca máxima obtida no laboratório e da massa específica aparente seca “in situ” obtida na pista. Não devem ser aceitos valores de grau de compactação inferiores a 100% em relação à massa específica aparente seca máxima, obtida no laboratório. 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade da camada de regularização do subleito (Produto) deve ser exercida através das determinações executadas de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Após a execução da regularização do subleito, deve-se proceder ao controle geométrico, mediante a relocação e o nivelamento do eixo e das bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; b) até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta; c) ± 3 cm em relação às cotas do greide do projeto. 7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico O número e a frequência de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico da execução e do produto devem ser estabelecidos segundo um Plano de Amostragem aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. O tamanho das amostras deve ser documentado e previamente informado à Fiscalização. 7.5 Condições de conformidade e não-conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos à execução e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem citado na subseção 7.4, devem cumprir as condições gerais e específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: Quando especificado valor ou limite mínimo e/ou máximo a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes condições: a) Condições de conformidade: X - ks ≥ valor mínimo especificado; X+ ks ≤ valor máximo especificado. b) Condições de não-conformidade: X - ks < valor mínimo especificado; X+ ks > valor máximo especificado. Sendo: n x X n 1i i 1 )( 2 n Xx s i Onde: ix – valores individuais NORMA DNIT 137/2010–ES 5 X – média da amostra s - desvio padrão da amostra k - coeficiente tabelado em função do número de determinações n - número de determinações (tamanho da amostra). Quando especificado um valor máximo a ser atingido, devem ser verificadas as seguintes condições: Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento, de acordo com a norma DNIT 011- PRO, a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-conformidades” da execução e do produto. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as correções executadas o colocarem em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços considerados conformes devem ser medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) a regularização do subleito deve ser medida em metros quadrados, considerando a área efetivamente executada. Não devem ser motivos de medição em separado: mão-de-obra, materiais, transporte, equipamentos e encargos, devendo os mesmos ser incluídos na composição do preço unitário; b) no cálculo da área de regularização devem ser consideradas as larguras médias da plataforma obtidas no controle geométrico; c) não devem ser considerados quantitativos de serviço superiores aos indicados no projeto; d) nenhuma medição deve ser processada se a ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade, contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado. ________________/Anexo A NORMA DNIT 137/2010–ES 6 Anexo A (Informativo) Bibliografia a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 719). b) ______. Manual de restauração de pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 720). _________________/Índice geral NORMA DNIT 137/2010–ES 7 Índice geral Abstract 1 Anexo A (Informativo) Bibliografia 6 Condições de conformidade e não-conformidade 7.5 4 Condicionantes ambientais 6 3 Condições específicas 5 3 Condições gerais 4 2 Controle da execução 7.2 4 Controle dos insumos 7.1 3 Critérios de medição 8 5 Definições 3 2 Equipamento 5.2 3 Execução 5.3 3 Índice geral 7 Inspeções 7 3 Material 5.1 3 Nota de serviço de regularização 3.2 2 Objetivo 1 1 Plano de amostragem – Controle tecnológico 7.4 4 Prefácio 1 Referências normativas 2 1 Regularização do subleito 3.1 2 Resumo 1 Sumário 1 Verificação do produto 7.3 4 _________________ DNIT Novembro/2010 NORMA DNIT 138/2010 - ES Pavimentação – Reforço do subleito - Especificação de serviço MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA-GERAL DIRETORIA EXECUTIVA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3545-4600 Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR Processo: 50607.000138/2009-02 Origem: Revisão da norma DNER – ES 300/97. Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas Pavimentação, Reforço, Subleito 7 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução da camada de reforço do subleito utilizando solo estabilizado granulometricamente. São também apresentados os requisitos concernentes a materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de amostragem e de ensaios, condicionantes ambientais, controle da qualidade, condições de conformidade e não- conformidade e os critérios de medição dos serviços. Abstract This document presents procedures for pavement reinforcement using graded stabilized soil. It includes requirementsfor materials, equipment, execution, includes a sampling plan and essays, environmental management, quality control, conditions for conformity and non-conformity and criteria for measurement of performed services. Sumário Prefácio ..................................................................... 1 1 Objetivo............................................................. 1 2 Referências normativas .................................... 1 3 Definições ......................................................... 2 4 Condições gerais .............................................. 2 5 Condições específicas ...................................... 2 6 Condicionantes ambientais ............................... 3 7 Inspeções ......................................................... 3 8 Critérios de medição ......................................... 5 Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 6 Índice geral ................................................................ 7 Prefácio A presente Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir como documento base, visando estabelecer a sistemática empregada na execução e controle da qualidade da camada de reforço do subleito, quando utilizados solos estabilizados granulometricamente. Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma DNER-ES 300/97. 1 Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática a ser empregada na execução da camada de reforço do subleito. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). a) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa específica aparente, “in situ”, com emprego do balão de borracha – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. NORMA DNIT 138/2010–ES 2 b) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. c) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – Determinação da umidade com emprego do “Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. d) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. e) DNER-ME 082: Solos - Determinação do limite de plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. f) DNER-ME 088: Solos - Determinação da umidade pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. g) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. h) DNER-ME 122: Solos - Determinação do limite de liquidez – Método de referência e método expedito – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. i) DNER-ME 129: Solos - Compactação utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. j) DNER-PRO 277: Metodologia para controle estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. k) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação de normas do DNIT – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. l) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. m) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. n) DNIT 108-ES: Terraplenagem – Aterros – Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. 3 Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: 3.1 Reforço do subleito Camada estabilizada granulometricamente, executada sobre o subleito devidamente compactado e regularizado, utilizada quando se torna necessário reduzir espessuras elevadas da camada de sub-base, originadas pela baixa capacidade de suporte do subleito. 3.2 Estabilização granulométrica Processo de melhoria da capacidade resistente de materiais “in natura” ou mistura de materiais, mediante emprego de energia de compactação adequada, de forma a se obter um produto final com propriedades adequadas de estabilidade e durabilidade. 4 Condições gerais a) Não deve ser permitida a execução dos serviços objeto desta Norma em dias de chuva. b) É responsabilidade da executante a proteção dos serviços e materiais contra a ação destrutiva das águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que possam danificá-los. 5 Condições específicas 5.1 Material Os materiais constituintes do reforço do subleito devem apresentar as características estabelecidas na alínea “d” da subseção 5.1 – Material, da Norma DNIT 108/2009- ES: Terraplenagem – Aterros – Especificação de Serviço, quais sejam, a melhor capacidade de suporte e expansão ≤ a 2 %, cabendo a determinação dos valores de CBR e de expansão pertinente, por intermédio dos seguintes ensaios: Ensaio de Compactação – Norma DNER-ME 129/94, na energia do Método B, ou maior que esta; Ensaio de índice Suporte Califórnia – ISC – Norma DNER-ME 49/94, com energia do Ensaio de Compactação. a) Os materiais constituintes são solos ou mistura de solos, de qualidade superior à do subleito. b) Quando submetidos aos ensaios de caracterização DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94, o Índice de Grupo (IG) deverá ser, no máximo, igual ao do subleito indicado no projeto; c) Índice Suporte Califórnia - ISC - igual ou maior aos indicados no projeto, e Expansão ≤ 1%, determinados através dos ensaios: Ensaio de Compactação - DNER-ME 129/94, na energia de compactação indicada no projeto; NORMA DNIT 138/2010–ES 3 Ensaio de Índice Suporte Califórnia - DNER- ME 049/94, com a energia do ensaio de compactação. 5.2 Equipamento São indicados os seguintes tipos de equipamento para a execução de regularização: a) Motoniveladora pesada, com escarificador; b) Carro tanque distribuidor de água; c) Rolos compactadores autopropulsados tipos pé- de-carneiro, liso-vibratórios e pneumáticos; d) Grades de discos, arados de disco e tratores de pneus; e) Pulvi-misturador. Os equipamentos de compactação e mistura devem ser escolhidos de acordo com o tipo de material empregado. 5.3 Execução a) A execução do reforço do subleito compreende as operações de mistura e pulverização, umedecimento ou secagem dos materiais na pista, seguidas de espalhamento, compactação e acabamento, realizadas na pista devidamente preparada, na largura desejada e nas quantidades que permitam, após a compactação, atingir a espessura projetada. b) Quando houver necessidade de executar camada de reforço com espessura final superior a 20 cm, estas devem ser subdivididas em camadas parciais. A espessura mínima de qualquer camada de reforço deve ser de 10 cm, após a compactação. 6 Condicionantes ambientais Objetivando a preservação ambiental, devem ser devidamente observadas e adotadas as soluções e os respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na documentação técnica vinculada à execução das obras, documentação esta que compreende o Projeto de Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental – PBA pertinentes e as recomendações e exigências dos órgãos ambientais. 7 Inspeções 7.1 Controle dos insumos Os materiais utilizados na execução do reforço do subleito devem ser rotineiramente examinados, mediante a execução dos seguintes procedimentos: a) Ensaios de caracterização do material espalhado na pista em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra por camada, para cada 200 m de pista, ou por jornada diáriade trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida, a critério da Fiscalização, para uma amostra por segmento de 400 m de extensão, no caso de materiais homogêneos. b) Ensaios de compactação pelo método DNER-ME 129/94, com energia do Método B, ou maior que esta, para o material coletado na pista em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra por camada, para cada 200 m de pista, ou por jornada diária de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida, a critério da Fiscalização, para uma amostra por segmento de 400 m de extensão, no caso de materiais homogêneos. c) Ensaios de Índice Suporte Califórnia - ISC e expansão pelo método DNER-ME 049/94, com energia de compactação para o material coletado na pista, a cada 400 m, em locais escolhidos aleatoriamente, onde foram retiradas amostras para o Ensaio de Compactação. Deve ser coletada uma amostra por camada, para cada 400 m de pista, ou por jornada diária de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida, a critério da Fiscalização, para uma amostra a cada 800 m de extensão, no caso de materiais homogêneos. d) A frequência indicada para a execução dos ensaios é a mínima aceitável, devendo ser compatibilizada com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). e) Para pistas de extensão limitada, com área de até 4.000 m 2 , devem ser coletadas, pelo menos, cinco amostras, para execução do controle dos insumos. NORMA DNIT 138/2010–ES 4 7.2 Controle da execução O controle da execução do reforço do subleito deve ser exercido mediante a coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Devem ser efetuadas as seguintes determinações e ensaios: a) Ensaio de umidade higroscópica do material, imediatamente antes da compactação, por camada, para cada 100 m de pista a ser compactada, em locais escolhidos aleatoriamente (método DNER-ME 052/94 ou DNER-ME 088/94). A tolerância admitida para a umidade higroscópica deve ser de ± 2% em relação à umidade ótima. b) Ensaio de massa específica aparente seca “in situ” para cada 100 m de pista, por camada, determinada pelos métodos DNER-ME 092/94 ou DNER-ME 036/94, em locais escolhidos aleatoriamente. Para pistas de extensão limitada, com áreas de, no máximo, 4000 m², devem ser feitas, pelo menos, cinco determinações por camada, para o cálculo do grau de compactação (GC). c) Os cálculos de grau de compactação devem ser realizados utilizando-se os valores da massa específica aparente seca máxima obtida no laboratório e da massa específica aparente seca “in situ” obtida na pista. Não devem ser aceitos valores de grau de compactação inferiores a 100% em relação à massa específica aparente seca máxima obtida no laboratório. 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade da camada de reforço do subleito (Produto) deve ser exercida através das determinações executadas de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Após a execução do reforço do subleito deve-se proceder ao controle geométrico, mediante a relocação e nivelamento do eixo e das bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; b) até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta; c) ± 10%, quanto à espessura da camada indicada no projeto. 7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico O número e a frequência de determinações correspondentes aos diversos ensaios, para o controle tecnológico dos insumos, da execução e do produto devem ser estabelecidos segundo um Plano de Amostragem aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. O tamanho da amostra deve ser documentado e previamente informado à Fiscalização. 7.5 Condições de conformidade e não- conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos aos insumos, à execução e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem citado em 7.4, devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: Quando especificado valor ou limite mínimo e/ou máximo a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes condições: a) Condições de conformidade: X - ks ≥ valor mínimo especificado; X+ ks ≤ valor máximo especificado. b) Condições de não-conformidade: X - ks < valor mínimo especificado; X+ ks > valor máximo especificado. Sendo: n x X n 1i i 1 )( 2 n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra NORMA DNIT 138/2010–ES 5 k - coeficiente tabelado em função do número de determinações n - número de determinações (tamanho da amostra). Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento, de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-conformidades”. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as correções executadas o colocarem em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços considerados conformes devem ser medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) o reforço do subleito deve ser medido em metros cúbicos, considerando o volume efetivamente executado. Não devem ser motivos de medição em separado: mão-de-obra, materiais, transporte, equipamentos e encargos, devendo os mesmos ser incluídos na composição do preço unitário; b) no cálculo dos volumes de reforço do subleito devem ser consideradas as larguras e espessuras médias da camada obtidas no controle geométrico; c) não devem ser considerados quantitativos de serviço superiores aos indicados no projeto; d) nenhuma medição deve ser processada se a ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade, contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado. _________________/Anexo A NORMA DNIT 138/2010–ES 6 Anexo A (Informativo) Bibliografia a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 719). b) ______. Manual de restauração de pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ. 720). ________________/Índice geral NORMA DNIT 138/2010–ES 7 Índice geral Resumo 1 Abstract 1 Anexo A (Informativo) Bibliografia 6 Condicionantes ambientais 6 3 Condições de conformidade e não-conformidade 7.5 4 Condições específicas 5 2 Condições gerais 4 2 Controle dos insumos 7.1 3 Controle da execução 7.2 4 Critérios de medição 8 5 Definições 3 2 Equipamento 5.2 3 Estabilização granulométrica 3.2 2 Execução 5.3 3 Índice geral 7 Inspeções 7 3 Material 5.1 2 Objetivo 1 1 Plano de amostragem – Controle tecnológico 7.4 4 Prefácio 1 Referências Normativas 2 1 Reforço do subleito 3.1 2 Sumário 1 Verificação do produto 7.3 4 _________________ DNIT Novembro/2010 NORMA DNIT 139/2010 - ES Pavimentação – Sub-base estabilizada granulometricamente - Especificação de serviçoMINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA GERAL DIRETORIA EXECUTIVA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3545-4600 Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR Processo: 50607.000138/2009-02 Origem: Revisão da norma DNER – ES 301/97. Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas Pavimentação, Sub-base, estabilização granulométrica 8 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução da camada de sub-base do pavimento utilizando solo estabilizado granulometricamente. São também apresentados os requisitos concernentes a materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de amostragem e ensaios, condicionantes ambientais, controle da qualidade, condições de conformidade e não- conformidade e os critérios de medição dos serviços. Abstract This document presents procedures for sub-base pavement layer construction, using graded stabilized soil. It includes requirements for materials, equipment, execution, includes a sampling plan and essays, environmental management, quality control, conditions for conformity and non-conformity and the criteria for the measurement of the performed services. Sumário Prefácio ..................................................................... 1 1 Objetivo............................................................. 1 2 Referências normativas .................................... 1 3 Definições ......................................................... 2 4 Condições gerais .............................................. 2 5 Condições específicas ...................................... 2 6 Condicionantes ambientais ............................... 4 7 Inspeções .......................................................... 5 8 Critérios de medição ......................................... 6 Anexo A (informativo) Bibliografia ............................. 7 Índice geral ................................................................ 8 Prefácio A presente Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir como documento base, visando estabelecer a sistemática empregada na execução e controle da qualidade da camada de sub-base, quando utilizados solos estabilizados granulometricamente. Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma DNER-ES 301/97. 1 Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática a ser empregada na execução da camada de sub- base, quando empregados solos estabilizados granulometricamente. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). NORMA DNIT 139/2010-ES 2 a) DNER-ME 029: Solo - Determinação de expansibilidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa específica aparente, “in situ”, com o emprego do balão de borracha – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. c) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. d) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – Determinação da umidade com emprego do “Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. e) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. f) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. g) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. h) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. i) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de liquidez – Método de referência e método expedito – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. j) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. k) DNER-PRO 277: Metodologia para controle estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. l) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação de normas do DNIT – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. m) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. n) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. 3 Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: 3.1 Sub-base Camada de pavimentação, complementar à base e com as mesmas funções desta, executada sobre o subleito ou reforço do subleito, devidamente compactado e regularizado. 3.2 Estabilização granulométrica Processo de melhoria da capacidade resistente de materiais “in natura” ou mistura de materiais, mediante emprego de energia de compactação adequada, de forma a se obter um produto final com propriedades adequadas de estabilidade e durabilidade. 3.3 Sub-base estabilizada granulometricamente Camada de sub-base executada com utilização do processo de estabilização granulométrica. 4 Condições gerais a) Não deve ser permitida a execução dos serviços, objeto desta Norma, em dias de chuva. b) É responsabilidade da executante a proteção dos serviços e materiais contra a ação destrutiva das águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que possam danificá-los. 5 Condições específicas 5.1 Material a) Os materiais constituintes são solos, mistura de solos, mistura de solos e materiais britados. b) Quando submetidos aos ensaios de caracterização DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94, os materiais devem apresentar as seguintes características: Índice de Grupo - IG igual a zero; A fração retida na peneira n° 10 no ensaio de granulometria deve ser constituída de partículas duras, isentas de fragmentos moles, material orgânico ou outras substâncias prejudiciais. c) Índice de Suporte Califórnia – ISC ≥ 20% e Expansão ≤ 1%, determinados através dos ensaios: NORMA DNIT 139/2010-ES 3 Ensaio de Compactação - DNER-ME 129/94, na energia do Método B, ou maior que esta; Ensaio de Índice de Suporte Califórnia - DNER-ME 049/94, com a energia do ensaio de compactação. d) No caso de solos lateríticos, os materiais submetidos aos ensaios acima podem apresentar Índice de Grupo diferente de zero e expansão > 1,0%, desde que no ensaio de expansibilidade (DNER-ME 029/94) apresente um valor inferior a 10%. 5.2 Equipamento São indicados os seguintes equipamentos para a execução da sub-base: a) motoniveladora pesada, com escarificador; b) carro tanque distribuidor de água; c) rolos compactadores autopropulsados tipos pé-de-carneiro, liso-vibratórios e pneumáticos; d) grade de discos e/ou pulvimisturador; e) tratores de pneus; f) pá-carregadeira; g) arados de disco; h) central de mistura; i) sapos mecânicos ou rolos vibratórios portáteis. 5.3 Execução a) A execução da sub-base compreende as operações de mistura e pulverização, umedecimento ou secagem dos materiais em central de mistura ou na pista, seguidas de espalhamento, compactação e acabamento, realizadas na pista devidamente preparada, na largura desejada, nas quantidades quepermitam, após a compactação, atingir a espessura projetada. b) No caso de utilização de misturas de materiais devem ser obedecidos os seguintes procedimentos: Mistura prévia – Deve ser executada preferencialmente em centrais de mistura próprias para este fim. Caso as quantidades a serem executadas não justifiquem a instalação de central de mistura, a mesma pode ser feita com pá-carregadeira. No segundo caso, a medida-padrão pode ser a concha da pá carregadeira utilizada no carregamento do material. Conhecidos os números da medida-padrão de cada material que melhor reproduza a dosagem projetada, deve ser iniciado o processo de mistura em local próximo a uma das jazidas. Depositam- se alternadamente os materiais, em lugar apropriado e na proporção desejada. A mistura é então processada, revolvendo-se o monte formado com evoluções da concha da pá-carregadeira. Para evitar erros na contagem do número de medidas-padrão dos materiais, recomenda-se que a etapa descrita anteriormente seja executada dosando-se um ciclo da mistura por vez. Após a mistura prévia, o material é transportado, por meio de caminhões basculantes, depositando-se sobre a pista em montes adequadamente espaçados. Segue-se com o espalhamento pela ação da motoniveladora. Mistura na pista - A mistura na pista somente pode ser procedida quando na mesma for utilizado material da pista existente, ou quando as quantidades a serem executadas não justificarem a instalação de central de mistura. Inicialmente, deve ser distribuído na pista o material que entra na composição da mistura em maior quantidade. Segue-se o espalhamento do segundo material, em quantidade que assegure o atendimento à dosagem e à espessura pretendida. O material espalhado deve receber adequada conformação, de forma que a camada apresente espessura constante. c) Espalhamento - O material distribuído é homogeneizado mediante ação combinada de grade de discos e motoniveladora. No decorrer desta etapa, devem ser removidos materiais estranhos ou fragmentos de tamanho excessivo. d) Correção e homogeneização da umidade - A variação do teor de umidade admitido para o NORMA DNIT 139/2010-ES 4 material para início da compactação é de menos 2 pontos percentuais até mais 1 ponto percentual da umidade ótima de compactação. Caso o teor de umidade se apresente abaixo do limite mínimo especificado, deve-se proceder ao umedecimento da camada com caminhão-tanque distribuidor de água, seguindo-se a homogeneização pela atuação de grade de discos e motoniveladora. Se o teor de umidade de campo exceder ao limite superior especificado, deve-se aerar o material mediante ação conjunta da grade de discos e da motoniveladora, para que o material atinja o intervalo da umidade especificada. e) Concluída a correção e homogeneização da umidade, o material deve ser conformado, de maneira a se obter a espessura desejada após a compactação. f) A espessura da camada compactada não deve ser inferior a 10 cm nem superior a 20 cm. Quando houver necessidade de se executar camadas de sub-base com espessura final superior a 20 cm, estas devem ser subdivididas em camadas parciais. A espessura mínima de qualquer camada de sub-base deve ser de 10 cm, após a compactação. Nesta fase devem ser tomados os cuidados necessários para evitar a adição de material na fase de acabamento. g) Compactação - Na fase inicial da obra devem ser executados segmentos experimentais, com formas diferentes de execução, na sequência operacional de utilização dos equipamentos, de modo a definir os procedimentos a serem obedecidos nos serviços de compactação. Deve- se estabelecer o número de passadas necessárias dos equipamentos de compactação para atingir o grau de compactação especificado. Deve ser realizada nova determinação, sempre que houver variação no material ou do equipamento empregado. h) A compactação deve evoluir longitudinalmente, iniciando pelas bordas. Nos trechos em tangente, a compactação deve prosseguir das duas bordas para o centro, em percursos equidistantes da linha base, o eixo. Os percursos ou passadas do equipamento utilizado devem distar entre si de forma tal que, em cada percurso, seja coberta metade da faixa coberta no percurso anterior. Nos trechos em curva, havendo superelevação, a compactação deve progredir da borda mais baixa para a mais alta, com percursos análogos aos descritos para os trechos em tangente. i) Nas partes adjacentes ao início e ao fim da sub- base em construção, a compactação deve ser executada transversalmente à linha base, o eixo. Nas partes inacessíveis aos rolos compactadores, assim como nas partes em que seu uso não for recomendável, tais como cabeceiras de pontes e viadutos, a compactação deve ser executada com rolos vibratórios portáteis ou sapos mecânicos. j) Durante a compactação, se necessário, pode ser promovido o umedecimento da superfície da camada, mediante emprego de carro-tanque distribuidor de água. Esta operação é exigida sempre que o teor de umidade estiver abaixo do limite inferior do intervalo de umidade admitido para a compactação. k) Acabamento - O acabamento deve ser executado pela ação conjunta de motoniveladora e de rolos de pneus e liso-vibratório. A motoniveladora deve atuar, quando necessário, exclusivamente em operação de corte, sendo vetada a correção de depressões por adição de material. l) Abertura ao tráfego - A sub-base estabilizada granulometricamente não deve ser submetida à ação do tráfego. A extensão máxima a ser executada deve ser aquela para a qual pode ser efetuado de imediato o espalhamento do material da camada seguinte, de forma que a sub-base já liberada não fique exposta à ação de intempéries que possam prejudicar sua qualidade. 6 Condicionantes ambientais Objetivando a preservação ambiental, devem ser devidamente observadas e adotadas as soluções e os respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na documentação técnica vinculada à execução das obras, documentação esta que compreende o Projeto de Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental – PBA pertinentes e as recomendações e exigências dos órgãos ambientais. NORMA DNIT 139/2010-ES 5 7 Inspeções 7.1 Controle dos insumos Os materiais utilizados na execução da sub-base devem ser rotineiramente examinados, mediante a execução dos seguintes procedimentos: a) Ensaios de caracterização do material espalhado na pista pelos métodos DNER-ME 080/94, DNER- ME 082/94 e DNER/ME 122/94, em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra por camada, para cada 200 m de pista, ou por jornada diária de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida, a critério da Fiscalização, para uma amostra por segmento de 400 m de extensão, no caso do emprego de materiais homogêneos. b) Ensaios de compactação pelo método DNER-ME 129/94, com energia do Método B, ou maior que esta, para o material coletado na pista, em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra por camada, para cada 200 m de pista, ou por jornada diária de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida a critério da Fiscalização, para uma amostra por segmento de 400 m de extensão, no caso do emprego de materiais homogêneos. c) No caso da utilização de material britado ou mistura de solo e material britado, a energia de compactação de projeto pode ser modificada quanto ao número de golpes, de modo a se atingir o máximo da densificação determinada em trechos experimentais, em condições reais de trabalho no campo. d) Ensaios de Índicede Suporte Califórnia - ISC e expansão pelo método DNER-ME 049/94, na energia de compactação para o material coletado na pista, a cada 400 m, em locais escolhidos aleatoriamente onde foram retiradas amostras para o ensaio de compactação. A frequência destes ensaios pode ser reduzida, a critério da Fiscalização, para uma amostra a cada 800 m de extensão, no caso do emprego de materiais homogêneos. e) A frequência indicada para a execução dos ensaios é a mínima aceitável. f) Para pistas de extensão limitada, com área de até 4.000 m 2 , devem ser coletadas pelo menos cinco amostras, para execução do controle dos insumos. 7.2 Controle da execução O controle da execução da sub-base estabilizada granulometricamente deve ser exercido através de coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Devem ser efetuadas as seguintes determinações e ensaios: a) Ensaio do fator de umidade do material, imediatamente antes da compactação, por camada, para cada 100 m de pista a ser compactada, em locais escolhidos aleatoriamente (métodos DNER-ME 052/94 ou DNER-ME 088/94). A tolerância admitida para o teor de umidade é de dois pontos percentuais em relação à umidade ótima. b) Ensaio de massa específica aparente seca “in situ” para cada 100 m de pista, por camada, determinada pelos métodos DNER-ME 092/94 ou DNER-ME 036/94, em locais escolhidos aleatoriamente. Para pistas de extensão limitada, com áreas de, no máximo, 4.000 m 2 , devem ser feitas pelo menos cinco determinações por camada para o cálculo do grau de compactação (GC). c) Os cálculos de grau de compactação devem ser realizados utilizando-se os valores da massa específica aparente seca máxima obtida no laboratório e da massa específica aparente seca “in situ” obtida na pista. Não devem ser aceitos valores de grau de compactação inferiores a 100% . 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade da camada de sub-base (Produto) deve ser exercida através das determinações executadas de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Após a execução da sub-base deve-se proceder ao controle geométrico mediante a relocação e nivelamento do eixo e bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; b) até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta; NORMA DNIT 139/2010-ES 6 c) ± 10%, quanto à espessura da camada indicada no projeto. 7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico O número e a frequência de determinações correspondentes aos diversos ensaios, para o controle tecnológico dos insumos, da execução e do produto, devem ser estabelecidos segundo um Plano de Amostragem aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. O tamanho das amostras deve ser documentado e previamente informado à Fiscalização. 7.5 Condições de conformidade e não conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos à execução e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem citado na subseção 7.4, devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: Quando especificado valor ou limite mínimo e/ou máximo a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes condições: a) Condições de conformidade: X - ks ≥ valor mínimo especificado; X+ ks ≤ valor máximo especificado. b) Condições de não-conformidade: X - ks < valor mínimo especificado; X+ ks > valor máximo especificado. Sendo: n x X n 1i i 1 )( 2 n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra k - coeficiente tabelado em função do número de determinações n - número de determinações (tamanho da amostra). Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento, de acordo com a Norma DNIT 011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das não-conformidades. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as correções executadas o colocarem em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário, deve ser rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços considerados conformes devem ser medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) A sub-base deve ser medida em metros cúbicos, considerando o volume efetivamente executado. Não devem ser motivos de medição em separado: mão-de-obra, materiais, transporte, equipamentos e encargos, devendo os mesmos ser incluídos na composição do preço unitário; b) no cálculo dos volumes da sub-base devem ser consideradas as larguras e espessuras médias da camada obtidas no controle geométrico; c) não devem ser considerados quantitativos de serviço superiores aos indicados no projeto; d) nenhuma medição deve ser processada se a ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade, contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado. _________________/Anexo A NORMA DNIT 139/2010-ES 7 Anexo A (Informativo) Bibliografia a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 719). b) ______. Manual de restauração de pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 720). _________________/Índice geral NORMA DNIT 139/2010-ES 8 Índice geral Abstract 1 Anexo A (Informativo) Bibliografia 7 Condicionantes ambientais 6 5 Condições de conformidade e não-conformidade 7.5 4 Condições específicas 5 2 Condições gerais 4 2 Controle da execução 7.2 5 Controle dos insumos 7.1 5 Critérios de medição 8 6 Definições 3 2 Equipamento 5.2 3 Estabilização granulométrica 3.2 2 Execução 5.3 3 Índice geral 8 Inspeções 7 5 Material 5.1 2 Objetivo 1 1 Plano de amostragem – Controle tecnológico 7.4 6 Prefácio 1 Referências normativas 2 1 Resumo 1 Sub-base 3.1 2 Sub-base estabilizada granulometricamente 3.3 2 Sumário 1 Verificação do produto 7.3 5 ________________ DNIT Novembro/2010 NORMA DNIT 140/2010 - ES Pavimentação – Sub-base de solo melhorado com cimento – Especificação de serviço MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA GERAL DIRETORIA EXECUTIVA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240- 000 Tel/fax: (21) 3545-4600 Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR Processo: 50607.000138/2009-02 Origem: Revisão da norma DNER – ES 302/97. Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas Pavimentação, Sub-base, Solo, Cimento 9 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução da camada de sub-base de pavimento utilizando uma mistura de solo melhorado com cimento. São também apresentados os requisitos concernentes a materiais, equipamentos,execução, inclusive plano de amostragem e ensaios, condicionantes ambientais, controle da qualidade, condições de conformidade e não- conformidade e os critérios de medição dos serviços. Abstract This document presents procedures for sub-base pavement layer construction, using soil improved with cement. It includes the requirements for materials, equipment, execution, includes a sampling plan and essays, environmental management, quality control, conditions for conformity and non-conformity and criteria for the measurement of the performed services. Sumário Prefácio ..................................................................... 1 1 Objetivo............................................................. 1 2 Referências normativas .................................... 1 3 Definições ......................................................... 2 4 Condições gerais .............................................. 2 5 Condições específicas ...................................... 2 6 Condicionantes ambientais ............................... 5 7 Inspeções .......................................................... 5 8 Critérios de medição ......................................... 7 Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 8 Índice geral ................................................................ 9 Prefácio A presente Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir como documento base, visando estabelecer a sistemática empregada na execução e controle da qualidade da camada de sub-base, quando utilizado solo melhorado com cimento. Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma DNER-ES 302/97. 1 Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática a ser empregada na execução da camada de sub- base, quando empregado solo melhorado com cimento. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). a) DNER-EM 036: Cimento Portland - Recebimento e aceitação – Especificação de material. Rio de Janeiro: IPR. NORMA DNIT 140/2010–ES 2 b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa específica aparente, “in situ”, com emprego do balão de borracha – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. c) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. d) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – Determinação da umidade com emprego do “Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. e) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. f) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. g) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. h) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. i) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de liquidez – Método de referência e método expedito – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. j) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. k) DNER-PRO 277: Metodologia para controle estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. l) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação de normas do DNIT – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. m) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. n) DNIT 013-PRO: Requisitos para a qualidade na execução de obras rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. o) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. p) NBR 5732 - Cimento Portland comum. q) NBR 5735 - Cimento Portland de alto-forno. r) NBR NM 76 - Cimento Portland - Determinação da finura pelo método de permeabilidade ao ar (Método de Blaine). 3 Definições Para os efeitos desa Norma, aplicam-se as seguintes definições: 3.1 Sub-base Camada de pavimentação, complementar à base e com as mesmas funções dessa, executada sobre o subleito ou reforço do subleito devidamente compactado e regularizado. 3.2 Solo melhorado com cimento Material proveniente de mistura de solo, cimento e água em proporções previamente determinadas por processo próprio de dosagem em laboratório, de forma a apresentar determinadas características de resistência e durabilidade. Os teores usuais de cimento situam-se na faixa de 2 a 4%, em peso, em relação ao total da mistura. 3.3 Sub-base de solo melhorado com cimento Camada de sub-base obtida mediante a utilização de solo melhorado com cimento submetido a adequado processo de cura e devidamente compactada. 4 Condições gerais a) Não deve ser permitida a execução dos serviços, objeto desta Norma, em dias de chuva. b) Todo o carregamento de cimento que chegar à obra deve vir acompanhado de certificado do fabricante/distribuidor com informações dos resultados de análise dos ensaios de caracterização exigidos nesta Norma, a data de fabricação, a indicação clara de sua procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo. c) É responsabilidade da executante a proteção dos serviços e materiais contra a ação destrutiva das águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que possam danificá-los. 5 Condições específicas 5.1 Material a) Cimento Portland - Deve obedecer às exigências NORMA DNIT 140/2010–ES 3 da Norma DNER-EM 036/95, juntamente com as da Norma NBR 5732:1991 ou NBR 5735:1991. b) Água - Deve ser isenta de teores nocivos, como sais, ácidos, álcalis ou matéria orgânica e outras substâncias prejudiciais. c) Solo - Os solos empregados na execução de sub- base de solo melhorado com cimento devem ser os provenientes de ocorrências de materiais, devendo apresentar as seguintes características, quando submetidos aos ensaios DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94: Porcentagem passando na peneira n° 200, máximo...................................................50% Índice de plasticidade, máximo...............18% Limite de liquidez, máximo....................40% d) Mistura projetada de solo-cimento e água – Deve ser deixada solta para curar, por um período mínimo de 72 horas, após o qual deve satisfazer às seguintes características: Índice de Grupo IG = 0, quando submetida aos ensaios de caracterização da alínea “c” da subseção 5.1; Índice de Suporte Califórnia ISC 30% e expansão máxima de 1% pelo método DNER ME 049/94, obtidos de acordo com a energia de compactação da Norma DNER-ME 129/94 (Método B). O ensaio do Índice de Suporte Califórnia deve ser realizado até a penetração de 12,7mm (0,5 polegada), de modo a ser possível o traçado, com precisão, da curva pressão - penetração. Na impossibilidade de atingir a penetração, o corpo-de-prova deve ser destorroado, recomeçando o processo mediante a moldagem de novos corpos-de-prova. 5.2 Equipamento 5.2.1 Execução de sub-base de solo melhorado com cimento São indicados os equipamentos seguintes: a) Motoniveladora com escarificador; b) Pulvimisturador; c) Trator de esteiras ou pneumático; d) Carro-tanque distribuidor de água; e) Rolos compactadores autopropulsados tipos pé-de-carneiro, corrugados, liso, liso- vibratórios e pneumático; f) Central de mistura de capacidade adequada à obra; g) Rolo vibratório portátil ou sapo mecânico. 5.2.2 Central de mistura Deve ser constituída essencialmentede: a) Silos - geralmente para cimento e solo, providos de bocas de descarga e equipados com dispositivos que permitam graduar o escoamento. b) Transportadores de esteiras, que transportam o solo e o cimento na proporção conveniente, até o equipamento misturador. c) Equipamento misturador “pug-mill”, constituído, normalmente, de uma caixa metálica, contendo em seu interior, como elementos misturadores, dois eixos que rodam em sentido contrário, providos de chapa em espiral ou de pequenas chapas fixadas em hastes que, devido aos seus movimentos, forçam a mistura íntima dos materiais, ao mesmo tempo que os faz avançar até a saída do equipamento. d) Reservatório de água e canalizações que permitam depositar e espargir a água sobre o solo, no processo de mistura. e) Equipamento de carga de caminhões, constituído de um silo com transportadores de correias ou elevadores de canecas, colocado de modo que o caminhão transportador possa receber, por gravidade, a mistura. 5.3 Execução 5.3.1 Mistura em central a) A mistura de solo selecionado, cimento e água deve ser preparada em centrais de mistura, empregando materiais de ocorrências, objetivando as vantagens técnicas e econômicas na dosagem e homogeneização da mistura solo, cimento e água; b) O solo empregado na mistura, na central, deve sofrer um processo de pulverização, NORMA DNIT 140/2010–ES 4 exigindo-se que, no mínimo, 60% em peso do material esteja reduzido a partículas de diâmetro inferior a 4,8 mm (peneira n° 4); c) Todas as operações necessárias ao preparo da mistura final devem ser realizadas na central, restando apenas o transporte da mistura já pronta para a pista, onde deve ser enleirada, deixada curar por 72 horas, espalhada, umedecida e homogeneizada com as devidas precauções, e de modo que, após a compactação, apresente espessura, greide longitudinal e seção transversal indicados no projeto; d) A faixa para receber a mistura de solo melhorado com cimento deve estar preparada no que se refere à drenagem, nivelamento e seção transversal, conforme fixados no projeto. 5.3.2 Mistura na pista No caso de utilização do solo do próprio subleito ou de solos selecionados com mistura na pista, devem ser obedecidas as seguintes fases de execução: a) Preparo da faixa; b) Pulverização e homogeneização do solo local ou de empréstimo; c) Distribuição de cimento; d) Preparo da mistura de solo e cimento utilizando o equipamento de pulverização e homogeneização; e) Umedecimento, enleiramento e cura por 72 horas; 5.3.3 Espalhamento Após a cura, o material é distribuído e homogeneizado mediante ação combinada de grade de discos e motoniveladora. 5.3.4 Correção e homogeneização da umidade A variação do teor de umidade admitido para o material para início da compactação é de menos 2 pontos percentuais até mais 1 ponto percentual da umidade ótima de compactação. Caso o teor de umidade se apresente abaixo do limite mínimo especificado, deve-se proceder ao umedecimento da camada através de caminhão-tanque distribuidor de água, seguindo-se a homogeneização pela atuação de grade de discos e motoniveladora. Se o teor de umidade de campo exceder ao limite superior especificado, deve-se aerar o material mediante ação conjunta de grade de discos e de motoniveladora, para que o material atinja o intervalo da umidade especificada. Concluída a correção e homogeneização da umidade, o material deve ser conformado de maneira a se obter a espessura desejada após a compactação. 5.3.5 Espessura da camada compactada Não deve ser inferior a 10 cm nem superior a 20 cm. Quando houver necessidade de se executar camadas de sub-base com espessura final superior a 20 cm, estas devem ser subdivididas em camadas parciais. A espessura mínima de qualquer camada de sub-base deve ser de 10 cm, após a compactação. Nesta fase devem ser tomados os cuidados necessários para evitar a adição de material na fase de acabamento. 5.3.6 Compactação Na fase inicial da obra devem ser executados segmentos experimentais, com formas diferentes de execução, na sequência operacional de utilização dos equipamentos, de modo a definir os procedimentos a serem obedecidos nos serviços de compactação. Deve-se estabelecer o número de passadas necessárias dos equipamentos de compactação para atingir o grau de compactação especificado. Deve ser realizada nova determinação sempre que houver variação no material ou do equipamento empregado. A compactação deve evoluir longitudinalmente, iniciando pelas bordas. Nos trechos em tangente, a compactação deve prosseguir das duas bordas para o centro, em percursos equidistantes da linha base, o eixo. Os percursos ou passadas do equipamento utilizado devem distar entre si de forma tal que, em cada percurso, seja coberta metade da faixa coberta no percurso anterior. Nos trechos em curva, havendo superelevação, a compactação deve progredir da borda mais baixa para a mais alta, com percursos análogos aos descritos para os trechos em tangente. NORMA DNIT 140/2010–ES 5 Nas partes adjacentes ao início e ao fim da sub- base em construção, a compactação deve ser executada transversalmente à linha base, o eixo. Nas partes inacessíveis aos rolos compactadores, assim como nas partes em que seu uso não for recomendável, tais como cabeceira de pontes e viadutos, a compactação deve ser executada com rolos vibratórios portáteis ou sapos mecânicos. Durante a compactação, se necessário, pode ser promovido o umedecimento da superfície da camada, mediante emprego de carro-tanque distribuidor de água. Esta operação é exigida sempre que o teor de umidade estiver abaixo do limite inferior do intervalo de umidade admitido para a compactação. 5.3.7 Acabamento O acabamento deve ser executado pela ação conjunta de motoniveladora e de rolos de pneus e liso-vibratório. A motoniveladora deve atuar, quando necessário, exclusivamente em operação de corte, sendo vetada a correção de depressões por adição de material. 5.3.8 Abertura ao tráfego A sub-base de solo melhorado com cimento não deve ser submetida à ação do tráfego. A extensão máxima a ser executada deve ser aquela para a qual pode ser efetuado de imediato o espalhamento do material da camada seguinte, de forma que a sub-base já liberada não fique exposta à ação de intempéries que possam prejudicar sua qualidade. 6 Condicionantes ambientais Objetivando a preservação ambiental, devem ser devidamente observadas e adotadas as soluções e os respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na documentação técnica vinculada à execução das obras, documentação esta que compreende o Projeto de Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental – PBA pertinentes e as recomendações e exigências dos órgãos ambientais. 7 Inspeções 7.1 Controle dos insumos Os materiais utilizados na execução da sub-base devem ser rotineiramente examinados, mediante a execução dos seguintes procedimentos: 7.1.1 Cimento a) Todo cimento empregado na obra deve estar em conformidade com o disposto na Norma DNER-EM 036/95, de acordo com certificado do fabricante. b) Antes de usado, tanto na central de mistura quanto no espalhamento na pista, devem ser executados na obra ensaios de determinação de finura (NBR NM 76:1998 – Método de Blaine), a fim de verificar se o cimento não está empedrado. A frequência destes ensaios é de um ensaio por dia de trabalho, ou sempre que houver dúvidas sobre a sanidade do cimento. c) O resíduo retido na peneira n° 200 (malha de 0,075 mm) não deve exceder a: cimento Portlandde alto forno - 10%; cimento Portland comum - 15%. 7.1.2 Solos Os solos a serem empregados no preparo da mistura solo-cimento, tanto na mistura em usina quanto na pista, devem ser examinados mediante os ensaios de caracterização (DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94), a fim de verificar se estão de acordo com o projeto de mistura e as tolerâncias especificadas quanto à granulometria, ao limite de liquidez e ao índice de plasticidade. A frequência indicada para a execução de ensaios é a mínima aceitável. Para pistas de extensão limitada, com área de até 4.000 m 2 , devem ser coletadas pelo menos cinco amostras, para execução do controle dos insumos. 7.2 Controle da execução O controle da execução da sub-base de solo melhorado com cimento deve ser exercido, mediante a coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem NORMA DNIT 140/2010–ES 6 Variável (vide subseção 7.4). Devem ser efetuadas as seguintes determinações e ensaios: 7.2.1 Preparo da mistura de solo melhorado com cimento. Tanto na mistura em usina quanto na mistura na pista, devem ser verificadas aleatoriamente: a) antes da aplicação do cimento: determinação do grau de pulverização do solo, através de peneiramento na peneira n° 4. b) depois da adição do cimento: verificação da quantidade do cimento incorporada (por peso ou volume); ensaio de compactação, após 72 horas de cura da mistura, para determinação da massa específica aparente máxima, (DNER-ME 129/94 – Método B); determinação do teor de umidade higroscópica, depois da adição da água e homogeneização da mistura curada (DNER- ME 052/94 e DNER-ME 088/94). 7.2.2 Compactação da mistura de solo melhorado com cimento na pista Tanto para a mistura fabricada e transportada da usina, enleirada e espalhada na pista após cura de 72 horas, umedecida e homogeneizada, quanto para a mistura realizada na pista e manipulada nas mesmas condições, devem ser verificadas de maneira aleatória: a) imediatamente antes da compactação: – determinações adicionais da umidade higroscópica (DNER-ME 052/94, DNER-ME 088/94); – ensaios de compactação e moldagem de corpos-de-prova (DNER-ME 129/94 – Método B), para determinação do Índice de Suporte Califórnia, após 4 dias de embebição (DNER-ME 049/94). b) após a compactação: determinação da massa específica aparente “in situ” na pista compactada, para o cálculo do Grau de Compactação (GC) (DNER-ME 092/94 ou DNER-ME 036/94). 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade da camada de sub-base (Produto) deve ser exercida através das determinações executadas de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Após a execução da sub-base deve-se proceder ao controle geométrico, mediante a relocação e nivelamento do eixo e bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; b) até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta; c) ± 10%, quanto à espessura da camada indicada no projeto. 7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico O número e a frequência de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico dos insumos, da execução e do produto devem ser estabelecidos segundo um Plano de Amostragem aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. O tamanho das amostras deve ser documentado e previamente informado à Fiscalização. 7.5 Condições de conformidade e não- conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos aos insumos, à execução e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem citado em 7.4, devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: Quando especificado um valor mínimo e/ou máximo a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes condições: a) Condições de conformidade: X - ks ≥ valor mínimo especificado; X+ ks ≤ valor máximo especificado. b) Condições de não-conformidade: X - ks < valor mínimo especificado; X+ ks > valor máximo especificado. Sendo: NORMA DNIT 140/2010–ES 7 n x X n 1i i 1 )( 2 n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra k - coeficiente tabelado em função do número de determinações n - número de determinações (tamanho da amostra). Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento de acordo com a Norma DNIT 011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-conformidades”. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as correções executadas o colocarem em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços considerados conformes devem ser medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) A sub-base deve ser medida em metros cúbicos, considerando o volume efetivamente executado. Não devem ser motivos de medição em separado: mão-de-obra, materiais (inclusive o cimento), transporte, equipamentos e encargos, devendo os mesmos ser incluídos na composição do preço unitário; b) no cálculo dos volumes da sub-base devem ser consideradas as larguras e espessuras médias da camada obtidas no controle geométrico; c) não devem ser considerados quantitativos de serviço superiores aos indicados no projeto; d) nenhuma medição deve ser processada se a ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade, contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado. _________________/Anexo A NORMA DNIT 140/2010–ES 8 Anexo A (Informativo) Bibliografia a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes: Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ. 719) b) _____. Manual de restauração de pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro: IPR, 2006. (IPR. Publ. 720) c) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 719). d) ______. Manual de restauração de pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 720). ________________/Índice geral NORMA DNIT 140/2010–ES 9 Índice geral Abertura ao tráfego 5.3.8 5 Abstract 1 Acabamento 5.3.7 5 Anexo A (Informativo) Bibliografia 8 Central de mistura 5.2.2 3 Cimento 7.1.1 5 Compactação 5.3.6 4 Compactação da mistura de solo melhorado com cimento na pista 7.2.2 6 Condicionantes ambientais 6 5 Condições de conformidade e não-conformidade 7.5 6 Condições específicas 5 2 Condições gerais 4 2 Controle da execução 7.2 5 Controle dos insumos 7.1 5 Correção e homogeneização da umidade 5.3.4 4 Critérios de medição 8 7 Definições 3 2 Equipamento 5.2 3 Espalhamento 5.3.3 4 Espessura da camada compactada 5.3.5 4 Execução 5.3 3 Execução de sub-base de solo melhorado com cimento 5.2.1 3 Índice geral 9 Inspeções 7 5 Material 5.1 2 Mistura em central 5.3.1 3 Mistura na pista 5.3.2 4 Objetivo 1 1 Plano de amostragem – Controle tecnológico 7.4 6 Prefácio 1 Preparo da mistura de solo melhorado com cimento 7.2.1 6 Referências normativas 2 1 Resumo 1Solo melhorado com cimento 3.2 2 Solos 7.1.2 5 Sub-base 3.1 2 Sub-base de solo melhorado com cimento 3.3 2 Sumário 1 Verificação do produto 7.3 6 ________________ DNIT Novembro/2010 NORMA DNIT 141/2010 - ES Pavimentação – Base estabilizada granulometricamente - Especificação de serviço MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA-GERAL DIRETORIA EXECUTIVA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3545-4600 Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR Processo: 50607.000138/2009-02 Origem: Revisão da Norma DNER - ES 303/97. Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas Pavimentação, Base 09 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução da camada de base do pavimento utilizando solo estabilizado granulometricamente. São também apresentados os requisitos concernentes a materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de amostragem e de ensaios, condicionantes ambientais, controle de qualidade, condições de conformidade e não- conformidade e os critérios de medição dos serviços. Abstract This document presents procedures for base pavement layer construction, using graded stabilized soil. It includes the requirements for materials, equipment, execution, includes a sampling plan and essays, environmental management, quality control, conditions for conformity and non-conformity and criteria for the measurement of the performed services. Sumário Prefácio ..................................................................... 1 1 Objetivo............................................................. 1 2 Referências normativas .................................... 1 3 Definições ......................................................... 2 4 Condições gerais .............................................. 2 5 Condições específicas ...................................... 2 6 Condicionantes ambientais ............................... 5 7 Inspeções .......................................................... 5 8 Critérios de medição ......................................... 7 Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 8 Índice geral ................................................................ 9 Prefácio A presente Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX, para servir como documento base, visando estabelecer a sistemática empregada na execução e controle da qualidade da camada de base, quando utilizados solos estabilizados granulometricamente. Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma DNER-ES 303/97. 1 Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática a ser empregada na execução de camada de base, quando empregados solos estabilizados granulometricamente. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). NORMA DNIT 141/2010-ES 2 a) DNER-ME 035: Agregados - Determinação da abrasão “Los Angeles” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa específica aparente, “in situ”, com o emprego do balão de borracha – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. c) DNER-ME 049: Solos - Determinação do Índice de Suporte Califórnia utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. d) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – Determinação da umidade com emprego do “Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. e) DNER-ME 054: Equivalente de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. f) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. g) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. h) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. i) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. j) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de liquidez – Método de referência e método expedito – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. k) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando amostras não trabalhadas – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. l) DNER-PRO 277: Metodologia para controle estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. m) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação de normas do DNIT – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. n) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras rodoviárias – Procedimento – IPR. o) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. 3 Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: 3.1 Base Camada de pavimentação destinada a resistir aos esforços verticais oriundos dos veículos, distribuindo- os adequadamente à camada subjacente, executada sobre a sub-base, subleito ou reforço do subleito devidamente regularizado e compactado. 3.2 Estabilização granulométrica Processo de melhoria da capacidade resistente de materiais “in natura” ou mistura de materiais, mediante emprego de energia de compactação adequada, de forma a se obter um produto final com propriedades adequadas de estabilidade e durabilidade. 3.3 Base estabilizada granulometricamente Camada de base executada com utilização do processo de estabilização granulométrica. 4 Condições gerais a) Não deve ser permitida a execução dos serviços, objeto desta Norma, em dias de chuva. b) É responsabilidade da executante a proteção dos serviços e materiais contra a ação destrutiva das águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que possam danificá-los. 5 Condições específicas 5.1 Material a) Os materiais constituintes são solos, mistura de solos, mistura de solos e materiais britados. b) Quando submetidos aos ensaios de caracterização DNER-ME 080/94, DNER- ME 082/94 e DNER-ME 122/94, e ao ensaio DNER-ME 054/97, os materiais devem apresentar as características indicadas a seguir: NORMA DNIT 141/2010-ES 3 Devem possuir composição granulométrica satisfazendo a uma das faixas da Tabela 1 a seguir, de acordo com o Número N de tráfego calculado segundo a metodologia do USACE. No caso de N > 5 x 10 6 , o material deve se enquadrar em uma das 04 (quatro) Faixas A, B, C e D e no caso de N ≤ 5 x 10 6 , o material deve se enquadrar em uma das 06 (seis) Faixas A, B, C, D, E e F. Tabela 1 – Granulometria do material Faixas de Projeto A B C D E F Tolerância da Faixa de Projeto Peneiras % em peso passando 2” 100 100 - - - - ± 7 1” - 75-90 100 100 - - ± 7 3/8” 30-65 40-75 50-85 60-100 100 100 ± 7 N° 4 25-55 30-60 35-65 50-85 55-100 70-100 ± 5 N° 10 15-40 20-45 25-50 40-7040-100 55-100 ± 5 N° 40 8-20 15-30 15-30 25-45 20-50 30-70 ± 2 N° 200 2-8 5-15 5-15 10-25 6-20 8-25 ± 2 A fração que passa na peneira n° 40 deve apresentar limite de liquidez inferior ou igual a 25%, e índice de plasticidade inferior ou igual a 6%; quando esses limites forem ultrapassados, o equivalente de areia deve ser maior que 30%. A porcentagem do material que passa na peneira n° 200 não deve ultrapassar 2/3 da porcentagem que passa na peneira n° 40. c) Índice Suporte Califórnia – ISC ≥ 60% para Número N ≤ 5 X 10 6 , ISC ≥ 80% para Número N > 5 X 10 6 , e Expansão ≤ 0,5%, determinados através dos ensaios: Ensaio de Compactação - DNER-ME 129/94, na energia do Proctor modificado, indicada no projeto; Ensaio de Índice de Suporte Califórnia - DNER-ME 049/94, com a energia do ensaio de compactação. d) O agregado retido na peneira n° 10 deve ser constituído de partículas duras e resistentes, isentas de fragmentos moles, alongados ou achatados, e isento de matéria vegetal ou outra substância prejudicial. Quando submetidos ao ensaio de abrasão Los Angeles (DNER-ME 035/98), não devem apresentar desgaste superior a 55%, admitindo-se valores maiores, no caso de, em utilização anterior, terem apresentado desempenho satisfatório. 5.2 Equipamento São indicados os seguintes tipos de equipamentos para a execução da base: a) motoniveladora pesada, com escarificador:; b) carro tanque distribuidor de água; c) rolos compactadores tipo pé-de-carneiro, liso- vibratório e pneumático; d) grade de discos e/ou pulvimisturador; e) pá-carregadeira; f) arado de disco; g) central de mistura; h) rolo vibratório portátil ou sapo mecânico. 5.3 Execução 5.3.1 Execução da base A execução da base compreende as operações de mistura e pulverização, umedecimento ou secagem dos materiais, em central de mistura ou na pista, seguidas de espalhamento, compactação e acabamento, realizadas na pista devidamente preparada, na largura desejada, nas quantidades que permitam, após a compactação, atingir a espessura projetada. 5.3.2 Mistura dos materiais No caso de utilização de misturas de materiais devem ser obedecidos os seguintes procedimentos: a) Mistura prévia – Deve ser executada preferencialmente em centrais de mistura próprias para este fim. Caso as quantidades a serem executadas não justifiquem a instalação Para N ≤ 5 x 10 6 Para N > 5 x 10 6 NORMA DNIT 141/2010-ES 4 de central de mistura, a mesma pode ser feita com pá-carregadeira. No segundo caso, a medida-padrão pode ser a concha da pá carregadeira utilizada no carregamento do material. Conhecidos os números da medida-padrão de cada material que melhor reproduza a dosagem projetada, deve ser iniciado o processo de mistura em local próximo a uma das jazidas. Depositar alternadamente os materiais, em lugar apropriado e na proporção desejada. A mistura deve ser processada após revolver o monte formado com evoluções da concha da pá- carregadeira. Para evitar erros na contagem do número de medidas-padrão dos materiais, a etapa descrita anteriormente deve ser executada após a dosagem de um ciclo da mistura, por vez. Após a mistura prévia, o material deve ser transportado, por meio de caminhões basculantes e depositado sobre a pista, em montes adequadamente espaçados. A seguir, deve ser realizado o espalhamento pela ação da motoniveladora. b) Mistura na pista - A mistura na pista somente pode ser procedida quando na mesma for utilizado material da pista existente, ou quando as quantidades a serem executadas não justificarem a instalação de central de mistura. Inicialmente, deve ser distribuído na pista o material que entra na composição da mistura em maior quantidade. A seguir, deve ser espalhado o segundo material, em quantidade que assegure o atendimento à dosagem e à espessura pretendidas. O material espalhado deve receber adequada conformação, de forma que a camada apresente espessura constante. 5.3.3 Espalhamento O material distribuído deve ser homogeneizado mediante ação combinada de grade de discos e motoniveladora. No decorrer desta etapa, devem ser removidos materiais estranhos ou fragmentos de tamanho excessivo. 5.3.4 Correção e homogeneização da umidade A variação do teor de umidade admitida para o material para início da compactação é de menos 2 pontos percentuais até mais 1 ponto percentual da umidade ótima de compactação. Caso o teor de umidade apresente valor abaixo do limite mínimo especificado, deve ser umedecida a camada através de caminhão-tanque irrigador, seguido de homogeneização pela atuação de grade de discos e motoniveladora. Se o teor de umidade de campo exceder ao limite superior especificado, o material deve ser aerado mediante ação conjunta da grade de discos e da motoniveladora, para que o material atinja o intervalo da umidade especificada. Concluída a correção e homogeneização da umidade, o material deve ser conformado, para obtenção da espessura desejada após a compactação. 5.3.5 Espessura da camada compactada Não deve ser inferior a 10 cm, nem superior a 20 cm. Quando houver necessidade de se executar camadas de base com espessura final superior a 20 cm, estas devem ser subdivididas em camadas parciais. A espessura mínima de qualquer camada de base deve ser de 10 cm, após a compactação. Nesta fase devem ser tomados os cuidados necessários para evitar a adição de material na fase de acabamento. 5.3.6 Compactação Na fase inicial da obra devem ser executados segmentos experimentais, com formas diferentes de execução, na sequência operacional de utilização dos equipamentos, de modo a definir os procedimentos a serem obedecidos nos serviços de compactação. Deve ser estabelecido o número de passadas necessárias dos equipamentos de compactação para atingir o grau de compactação especificado. Deve ser realizada nova determinação, sempre que houver variação no material ou do equipamento empregado. A compactação deve evoluir longitudinalmente, iniciando pelas bordas. Nos trechos em tangente, a compactação deve prosseguir das duas bordas para o centro, em percursos equidistantes da linha base, o eixo. Os percursos ou passadas do equipamento utilizado devem distar entre si de forma tal que, NORMA DNIT 141/2010-ES 5 em cada percurso, seja coberta metade da faixa coberta no percurso anterior. Nos trechos em curva, havendo superelevação, a compactação deve progredir da borda mais baixa para a mais alta, com percursos análogos aos descritos para os trechos em tangente. Nas partes adjacentes ao início e ao fim da base em construção, a compactação deve ser executada transversalmente à linha base, o eixo. Nas partes inacessíveis aos rolos compactadores, assim como nas partes em que seu uso não for recomendável, tais como cabeceira de pontes e viadutos, a compactação deve ser executada com rolos vibratórios portáteis ou sapos mecânicos. Durante a compactação, se necessário, pode ser promovido o umedecimento da superfície da camada, mediante emprego de carro-tanque distribuidor de água. Esta operação é exigida sempre que o teor de umidade estiver abaixo do limite inferior do intervalo de umidade admitido para a compactação. 5.3.7 Acabamento O acabamento deve ser executado pela ação conjunta de motoniveladora e de rolos de pneus e liso-vibratório. A motoniveladora deve atuar, quando necessário, exclusivamente em operação de corte, sendo vetada a correção de depressões por adição de material. 5.3.8 Abertura ao tráfego A base estabilizada granulometricamente não deve ser submetida à ação do tráfego, devendo ser imprimada imediatamente após a sua liberação pelos controles de execução, de forma que a base já liberada não fique exposta à ação de intempéries quepossam prejudicar sua qualidade. 6 Condicionantes ambientais Objetivando a preservação ambiental, devem ser devidamente observadas e adotadas as soluções e os respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na documentação técnica vinculada à execução das obras, documentação esta que compreende o Projeto de Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os Programas Ambientais do Plano Básico Ambiental – PBA pertinentes e as recomendações e exigências dos órgãos ambientais. 7 Inspeções 7.1 Controle dos insumos Os materiais utilizados na execução da base devem ser rotineiramente examinados, mediante a execução dos seguintes procedimentos: a) Ensaios de caracterização e de equivalente de areia do material espalhado na pista pelos métodos DNER-ME 054/97, DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94, DNER-ME 122/94, em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra por camada para cada 200 m de pista, ou por jornada diária de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida para uma amostra por segmento de 400 m de extensão, no caso do emprego de materiais homogêneos, a critério da Fiscalização. b) Ensaios de compactação pelo método DNER- ME 129/94, com energia indicada no projeto, com material coletado na pista em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra por camada para cada 200 m de pista, ou por jornada diária de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida para uma amostra por segmento de 400 m de extensão, no caso do emprego de materiais homogêneos, a critério da Fiscalização. c) No caso da utilização de mistura de solo e material britado, a compactação de projeto deve ser com a energia modificada, de modo a se atingir o máximo da densificação, determinada em trechos experimentais, em condições reais de trabalho no campo. d) Ensaios de Índice de Suporte Califórnia - ISC e expansão pelo método DNER-ME 049/94, na energia de compactação indicada no projeto para o material coletado na pista, em locais escolhidos aleatoriamente. Deve ser coletada uma amostra por camada para cada 400 m de pista, ou por camada por jornada diária de trabalho. A frequência destes ensaios pode ser reduzida para uma amostra por segmento de NORMA DNIT 141/2010-ES 6 400 m de extensão, no caso do emprego de materiais homogêneos, a critério da Fiscalização. e) A frequência indicada para a execução de ensaios é a mínima aceitável. f) Para pistas de extensão limitada, com área de até 4.000 m 2 , devem ser coletadas pelo menos 5 amostras, para execução do controle dos insumos. 7.2 Controle da execução O controle da execução da base estabilizada granulometricamente deve ser exercido mediante a coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Devem ser efetuadas as seguintes determinações e ensaios: a) Ensaio de teor de umidade do material, imediatamente antes da compactação, por camada, para cada 100 m de pista a ser compactada, em locais escolhidos aleatoriamente (métodos DNER-ME 052/94 ou DNER-ME 088/94). A tolerância admitida para o teor de umidade deve ser de 2 pontos percentuais em relação à umidade ótima. b) Ensaio de massa específica aparente seca “in situ” para cada 100 m de pista, por camada, determinada pelos métodos DNER-ME 092/94 ou DNER-ME 036/94, em locais escolhidos aleatoriamente. Para pistas de extensão limitada, com áreas de no máximo 4.000 m 2 , devem ser feitas pelo menos cinco determinações por camada, para o cálculo do grau de compactação (GC). c) Os cálculos do grau de compactação devem ser realizados utilizando-se os valores da massa específica aparente seca máxima obtida no laboratório e da massa específica aparente seca “in situ”, obtida na pista. Não devem ser aceitos valores de grau de compactação inferiores a 100%. 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade da camada de base (Produto) deve ser exercida através das determinações executadas de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Após a execução da base, deve-se proceder ao controle geométrico, mediante a relocação e nivelamento do eixo e bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; b) até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta; c) ± 10%, quanto à espessura da camada indicada no projeto. 7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico O número e a frequência de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico dos insumos, da execução e do produto devem ser estabelecidos segundo um Plano de Amostragem, aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. O tamanho das amostras deve ser documentado e informado previamente à Fiscalização. 7.5 Condições de conformidade e não- conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos à execução e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem citado na subseção 7.4, devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: Quando especificado valor ou limite mínimo e/ou máximo a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes condições: a) Condições de conformidade: X- ks ≥ valor mínimo especificado; X+ ks ≤ valor máximo especificado. b) Condições de não-conformidade: X- ks < valor mínimo especificado; X+ ks > valor máximo especificado. Sendo: n x X n 1i i NORMA DNIT 141/2010-ES 7 1 )( 2 n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra k - coeficiente tabelado em função do número de determinações n - número de determinações (tamanho da amostra). Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento, de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-conformidades”. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as correções executadas colocarem-no em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços considerados conformes devem ser medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) A base deve ser medida em metros cúbicos, considerando o volume efetivamente executado. Não devem ser motivo de medição em separado: mão-de-obra, materiais, transporte, equipamentos e encargos, devendo os mesmos ser incluídos na composição do preço unitário; b) no cálculo dos volumes da base devem ser consideradas as larguras e espessuras médias da camada obtidas no controle geométrico; c) não devem ser considerados quantitativos de serviço superiores aos indicados no projeto; d) nenhuma medição deve ser processada se a ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade, contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado. _________________/Anexo A NORMA DNIT 141/2010-ES 8 Anexo A (Informativo) Bibliografia a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de pavimentação.3. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 719). b) ______. Manual de restauração de pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 720). _________________/Índice geral NORMA DNIT 141/2010-ES 9 Índice geral Abertura ao tráfego 5.3.8 5 Abstract 1 Acabamento 5.3.7 5 Anexo A (Informativo) Bibliografia 8 Base 3.1 2 Base estabilizada granulometricamente 3.3 2 Compactação 5.3.6 4 Condicionantes ambientais 6 5 Condições de conformidade e não-conformidade 7.5 6 Condições específicas 5 2 Condições gerais 4 2 Controle da execução 7.2 6 Controle dos insumos 7.1 5 Correção e homogeneização da umidade 5.3.4 4 Critérios de medição 8 7 Definições 3 2 Equipamento 5.2 3 Espalhamento 5.3.3 4 Espessura da camada compactada 5.3.5 4 Estabilização granulométrica 3.2 2 Execução 5.3 3 Execução da base 5.3.1 3 Índice geral 9 Inspeções 7 5 Material 5.1 2 Mistura dos materiais 5.3.2 3 Objetivo 1 1 Plano de amostragem – Controle tecnológico 7.4 6 Prefácio 1 Referências normativas 2 1 Resumo 1 Sumário 1 Tabela 1 – Granulometria do material 3 Verificação do produto 7.3 6 ________________ NORMA DNIT 141/2010-ES: Pavimentação – Base estabilizada granulometricamente - Especificação de serviço ERRATA Em: 06/09/2011 Na subseção 5.1, alínea “b”, foram feitas as seguintes alterações: No caso de N > 5 x 10 6 , o material deve se enquadrar em uma das 04 (quatro) Faixas A, B, C e D e no caso de N ≤ 5 x 10 6 , o material deve se enquadrar em uma das 06 (seis) Faixas A, B, C, D, E e F. Foi efetuada correção na Tabela 1, no que se refere a percentagem que passa na peneira nº 4, para a faixa granulométrica “F”, alterada de 10 – 100, para 70 – 100. DNIT Novembro/2010 NORMA DNIT 142/2010 - ES Pavimentação – Base de solo melhorado com cimento - Especificação de serviço MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA-GERAL DIRETORIA EXECUTIVA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3545-4600 Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR Processo: 50607.000138/2009-02 Origem: Revisão da Norma DNER – ES 304/97. Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas Pavimentação, Base, Solo, Cimento 9 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução da camada de base de pavimento utilizando uma mistura de solo melhorado com cimento. São também apresentados os requisitos concernentes a materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de amostragem, condicionantes ambientais, controle de qualidade, condições de conformidade e não- conformidade e os critérios de medição dos serviços. Abstract This document presents procedures for base pavement layer construction, using soil improved with cement. It includes the requirements for materials, equipment, execution, includes a sampling plan, environmental management, quality control, the conditions for conformity and non-conformity and the criteria for the measurement of the performed services. Sumário Prefácio ..................................................................... 1 1 Objetivo............................................................. 1 2 Referências normativas .................................... 1 3 Definições ......................................................... 2 4 Condições gerais .............................................. 2 5 Condições específicas ...................................... 3 6 Condicionantes ambientais ............................... 5 7 Inspeções .......................................................... 5 8 Critérios de medição ......................................... 7 Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................. 8 Índice geral ................................................................ 9 Prefácio A presente Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX para servir como documento base, visando estabelecer a sistemática empregada na execução da camada de base, quando utilizado solo melhorado com cimento. Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma DNER-ES 304/97. 1 Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática a ser empregada na execução da camada de base, quando empregado solo melhorado com cimento. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). a) DNER-EM 036 - Cimento Portland - Recebimento e aceitação – Especificação de material. Rio de Janeiro: IPR. NORMA DNIT 142/2010–ES 2 b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa específica aparente, “in situ, com o emprego do balão de borracha – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. c) DNER-ME 049: Solos – Determinação do “Índice de suporte Califórnia” utilizando amostras não trabalhadas. Rio de Janeiro: IPR. d) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – Determinação da umidade com emprego do “Speedy” - Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. e) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. f) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. g) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. h) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa específica aparente do solo “in situ”, com emprego do frasco de areia. Rio de Janeiro: IPR. i) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de liquidez – Método de referência e método expedito – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. j) DNER-ME 129: Solos – Compactação utilizando amostras não trabalhadas. Rio de Janeiro: IPR. k) DNER-PRO 277: Metodologia para controle estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. l) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação de normas do DNIT – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. m) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. n) DNIT 013-PRO: Requisitos para a qualidade em obras rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. o) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. p) NBR 5732 - Cimento Portland comum. Rio de Janeiro. q) NBR 5735 - Cimento Portland de alto-forno. Rio de Janeiro. r) NBR NM 76 - Cimento Portland - Determinação da finura pelo método de permeabilidade ao ar (Método de Blaine). Rio de Janeiro. 3 Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: 3.1 Base Camada de pavimentação destinada a resistir aos esforços verticais oriundos dos veículos, distribuindo-os adequadamente à camada subjacente, executada sobre a sub-base, subleito ou reforço do subleito devidamente regularizado e compactado. 3.2 Solo melhorado com cimento Material proveniente de mistura de solo, cimento e água em proporções previamente determinadas por processo próprio de dosagem em laboratório, de forma a apresentar determinadas características de resistência e durabilidade. Os teores usuais de cimento estão situados na faixa de 2 a 4%, em peso, emrelação ao total da mistura. 3.3 Base de solo melhorado com cimento Camada de base obtida mediante a utilização de solo melhorado com cimento submetido a adequado processo de cura e devidamente compactada. 4 Condições gerais a) Não deve ser permitida a execução dos serviços, objeto desta Norma, em dias de chuva. b) Todo o carregamento de cimento que chegar à obra deve vir acompanhado de certificado do fabricante/distribuidor com informações dos resultados de análise dos ensaios de caracterização exigidos nesta Norma, a data de NORMA DNIT 142/2010–ES 3 fabricação, a indicação clara de sua procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo. c) É responsabilidade da executante a proteção dos serviços e materiais contra a ação destrutiva das águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que possam danificá-los. 5 Condições específicas 5.1 Material 5.1.1 Cimento Portland Deve obedecer às exigências da Norma DNER- EM 036/95, juntamente com as das Normas NBR- 5732:1991 ou NBR 5735:1991. 5.1.2 Água Deve ser isenta de teores nocivos de sais, ácidos, álcalis ou matéria orgânica e outras substâncias prejudiciais. 5.1.3 Solo Os solos empregados na execução de base de solo melhorado com cimento devem ser os provenientes de ocorrências de materiais, devendo apresentar as seguintes características, quando submetidos aos ensaios DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94: a) Composição granulométrica enquadrada em uma das faixas constantes da Tabela 1- Granulometria do Solo. Tabela 1 – Granulometria do solo Peneiras Faixas pol mm A B C D 2” 50,8 100 100 - - 1” 25,4 - 75 - 90 100 100 3/8” 9,5 30 - 65 40 - 75 50 - 85 60 - 100 N°4 4,8 25 - 55 50 - 60 35 - 65 50 - 85 N°10 2,0 15 - 40 20 - 45 25 - 50 40 -70 N°40 0,42 8 - 20 15 - 30 15 - 30 25 - 45 N°200 0,074 2 - 8 5 -15 5 - 15 5 - 20 b) A fração que passa na peneira n° 40 deve apresentar limite de liquidez igual ou inferior a 40% e índice de plasticidade igual ou inferior a 18%. c) O agregado retido na peneira n° 10 deve ser constituído de partículas duras e duráveis, isento de fragmentos moles, alongados ou achatados, de matéria vegetal ou outra substância prejudicial. 5.1.4 Mistura projetada de solo-cimento e água Deve ser deixada solta para curar, por um período mínimo de 72 horas, após o qual deve satisfazer às seguintes características quando submetidas aos ensaios indicados a seguir: a) Limite de liquidez 25% (DNER-ME 122/94); b) Índice de plasticidade 6% (DNER-ME 082/94); c) Índice de Suporte Califórnia ISC 80% e expansão máxima de 0,5%, obtidos de acordo com a energia de compactação do ensaio DNER-ME 129/94 - Método C. 5.2 Equipamento 5.2.1 Execução de base de solo melhorado Para execução de base de solo melhorado com cimento são indicados os equipamentos seguintes: a) Motoniveladora com escarificador; b) Pulvimisturador; c) Trator de esteiras ou pneumático; d) Carro-tanque distribuidor de água; e) Rolos compactadores tipo pé-de-carneiro, liso, liso-vibratório e pneumático; f) Central de mistura de capacidade adequada à obra; g) Sapo mecânico; h) Rolo vibratório portátil. 5.2.2 Central de mistura Deve ser constituída essencialmente de: a) Silos - geralmente para cimento e solo, providos de bocas de descarga e equipados com dispositivos que permitam graduar o escoamento; b) Transportadores de esteiras, que transportam o solo e o cimento, na proporção conveniente, até o equipamento misturador; NORMA DNIT 142/2010–ES 4 c) Equipamento misturador “pug-mill” constituído, normalmente, de uma caixa metálica contendo em seu interior, como elementos misturadores, dois eixos que rodam em sentido contrário, providos de chapa em espiral ou de pequenas chapas fixadas em hastes que, devido aos seus movimentos, forçam a mistura íntima dos materiais, ao mesmo tempo que os faz avançar até a saída do equipamento; d) Reservatório de água e canalizações que permitam depositar e espargir a água sobre o solo, no processo de mistura; e) Equipamento de carga de caminhões, constituído de um silo com transportador de correia ou elevador de canecas, colocado de modo que o caminhão transportador possa receber, por gravidade, a mistura. 5.3 Execução 5.3.1 Mistura em central a) A mistura de solo melhorado com cimento deve ser preparada em centrais de mistura, empregando materiais de ocorrências, objetivando as vantagens técnicas e econômicas na dosagem e homogeneização da mistura solo, cimento e água; b) O solo empregado na mistura, na central, deve sofrer um processo de pulverização, exigindo-se que, no mínimo, 60% em peso do material esteja reduzido a partículas de diâmetro inferior a 4,8 mm (peneira nº 4); c) Todas as operações necessárias ao preparo da mistura final devem ser realizadas na central, restando apenas o transporte da mistura já pronta para a pista, onde deve ser enleirada, deixada curar por 72 horas, espalhada, umedecida e homogeneizada na umidade ótima, com as devidas precauções, e de modo que, após a compactação, apresente espessura, greide longitudinal e seção transversal indicados no projeto; d) A faixa para receber a mistura de solo melhorado com cimento deve estar preparada, no que se refere à drenagem, nivelamento e seção transversal, conforme fixados no projeto. e) Acabamento - O acabamento deve ser executado pela ação conjunta de motoniveladora e de rolos de pneus e liso- vibratório. A motoniveladora deve atuar, quando necessário, exclusivamente em operação de corte, sendo vetada a correção de depressões por adição de material. f) Abertura ao tráfego - A base de solo melhorado com cimento não deve ser submetida à ação do tráfego. A extensão máxima a ser executada deve ser aquela para a qual pode ser efetuado de imediato o espalhamento do material da camada seguinte, de forma que a base já liberada não fique exposta à ação de intempéries que possam prejudicar sua qualidade. 5.3.2 Mistura na pista No caso de utilização do solo do próprio subleito ou de solos selecionados com mistura na pista, devem ser obedecidas as seguintes fases de execução: a) Preparo da faixa; b) Pulverização e homogeneização do solo local ou de empréstimo; c) Distribuição de cimento; d) Preparo da mistura de solo e cimento utilizando o equipamento de pulverização e homogeneização; e) Umedecimento, enleiramento e cura por 72 horas. 5.3.3 Espalhamento Após a cura, o material é distribuído e homogeneizado mediante ação combinada de grade de discos e motoniveladora. 5.3.4 Correção e homogeneização da umidade A variação do teor de umidade admitido para o material para início da compactação é de 2 pontos percentuais da umidade ótima de compactação. Caso o teor de umidade esteja abaixo do limite mínimo especificado, deve ser procedido o umedecimento da camada através de caminhão-tanque distribuidor de água, seguido da NORMA DNIT 142/2010–ES 5 homogeneização pela atuação de grade de discos e motoniveladora. Se o teor de umidade de campo exceder ao limite superior especificado, deve-se aerar o material mediante ação conjunta da grade de discos e da motoniveladora, para que o material atinja o intervalo da umidade especificada. Concluída a correção e homogeneização da umidade, o material deve ser conformado de maneira a se obter a espessura especificada após a compactação. 5.3.5 Espessura da camada compactada Não deve ser inferior a 10 cm nem superior a 20 cm. Quando houver necessidade de se executar camadas de base com espessura final superior a 20 cm, estas devem ser subdivididas em camadas parciais. A espessura mínima de qualquer camada de base deve ser de 10 cm, após a compactação. Nesta fase devem ser tomados os cuidados necessários para evitar a adição de materialna fase de acabamento. 5.3.6 Compactação Na fase inicial da obra devem ser executados segmentos experimentais, com formas diferentes de execução, na seqüência operacional de utilização dos equipamentos de modo a definir os procedimentos a serem obedecidos nos serviços de compactação. Deve-se estabelecer o número de passadas necessárias dos equipamentos de compactação para atingir o grau de compactação especificado. Deve ser realizada nova determinação sempre que houver variação no material ou do equipamento empregado. A compactação deve evoluir longitudinalmente, iniciando pelas bordas. Nos trechos em tangente, a compactação deve prosseguir das duas bordas para o centro, em percursos equidistantes da linha base, o eixo. Os percursos ou passadas do equipamento utilizado devem distar entre si de forma tal que, em cada percurso, seja coberta metade da faixa coberta no percurso anterior. Nos trechos em curva, havendo superelevação, a compactação deve progredir da borda mais baixa para a mais alta, com percursos análogos aos descritos para os trechos em tangente. Nas partes adjacentes ao início e ao fim da base em construção, a compactação deve ser executada transversalmente à linha base, o eixo. Nas partes inacessíveis aos rolos compactadores, assim como nas partes em que seu uso não for recomendável, tais como cabeceira de pontes e viadutos, a compactação deve ser executada com rolos vibratórios portáteis ou sapos mecânicos. Durante a compactação, se necessário, pode ser promovido o umedecimento da superfície da camada, mediante emprego de carro-tanque distribuidor de água. Esta operação é exigida sempre que o teor de umidade estiver abaixo do limite inferior do intervalo de umidade admitido para a compactação. 5.3.7 Acabamento O acabamento deve ser executado conforme alínea “e” da subseção 5.3.1. 5.3.8. Abertura ao tráfego Deve ser realizada de acordo com a alínea “f” da subseção 5.3.1. 6 Condicionantes ambientais Objetivando a preservação ambiental, devem ser devidamente observadas e adotadas as soluções e os respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema ambiental definidos e/ou instituídos no instrumental técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na documentação técnica vinculada à execução das obras, documentação esta que compreende o Projeto de Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outro), os Programas Ambientais do PBA pertinentes e as recomendações e exigências dos órgãos ambientais. 7 Inspeções 7.1 Controle dos insumos Os materiais utilizados na execução da base devem ser rotineiramente examinados, mediante a execução dos seguintes procedimentos: 7.1.1 Cimento a) Todo cimento empregado na obra deve estar em conformidade com o disposto na norma DNER-EM 036/95, de acordo com certificado do fabricante. NORMA DNIT 142/2010–ES 6 b) Antes de usado, tanto na central de mistura quanto no espalhamento na pista, devem ser executados na obra ensaios de determinação de finura (NBR NM 76:1998 – Método de Blaine), a fim de verificar se o cimento não está empedrado. A frequência destes ensaios é de um ensaio por dia de trabalho, ou sempre que houver dúvidas sobre a sanidade do cimento. c) O resíduo retido na peneira n° 200 (malha de 0,075 mm) não deve exceder a: cimento Portland de alto forno - 10%; cimento Portland comum - 15%. 7.1.2 Solos Os solos a serem empregados no preparo da mistura solo melhorado com cimento, tanto na mistura em usina quanto na pista, devem ser examinados mediante dos ensaios de caracterização (DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94), a fim de verificar se estão de acordo com o projeto de mistura e as tolerâncias especificadas quanto à granulometria, ao limite de liquidez e ao índice de plasticidade. A frequência indicada para a execução de ensaios deve ser de 100 em 100 m de pista. Para pistas de extensão limitada, com área de até 4.000 m 2 , devem ser coletadas pelo menos cinco amostras, para execução do controle dos insumos. 7.2 Controle da execução O controle da execução da base de solo melhorado com cimento deve ser exercido através de coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4). Devem ser efetuadas as seguintes determinações e ensaios: 7.2.1 Preparo da mistura de solo melhorado com cimento Tanto na mistura em usina quanto na mistura na pista, devem ser verificadas aleatoriamente: a) antes da aplicação do cimento: determinação do grau de pulverização do solo através de peneiramento na peneira n° 4. b) depois da adição do cimento: verificação da quantidade do cimento incorporada (por peso ou volume); ensaio de compactação, após 72 horas de cura da mistura para determinação da massa específica aparente seca máxima, (DNER-ME 129/94 – Método C); determinação do teor de umidade, depois da adição da água e homogeneização da mistura curada (DNER-ME 052/94 e DNER- ME 088/94). 7.2.2 Compactação da mistura de solo melhorado com cimento na pista Tanto para a mistura fabricada e transportada da usina, enleirada e espalhada na pista após cura de 72 horas, quanto para a mistura realizada na pista e manipulada nas mesmas condições, devem ser verificadas de maneira aleatória: a) imediatamente antes da compactação: determinações do teor de umidade da mistura (DNER-ME 052/94, DNER-ME 088/94), para verificação do atendimento do teor de umidade do projeto; ensaios de compactação e moldagem de corpos-de-prova (DNER-ME 129/94 – Método C), para determinação do Índice de Suporte Califórnia, após 4 dias de embebição (DNER-ME 049/94). b) após a compactação: determinação da massa específica aparente “in situ” na pista compactada, para o cálculo do Grau de Compactação (GC) (DNER-ME 092/94 ou DNER-ME 036/94), que deve ser ≥ 100%. 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade da camada de base (Produto) deve ser exercida através das determinações executadas de acordo com o Plano de Amostragem Variável (vide subseção 7.4) e a Norma DNIT 013/2004- PRO. Após a execução da base deve ser realizado o controle geométrico, mediante a relocação e o nivelamento do eixo e bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: NORMA DNIT 142/2010–ES 7 a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; b) até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta; c) ± 10%, quanto à espessura da camada indicada no projeto. 7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico O número e a freqüência de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico da execução e do produto devem ser estabelecidos segundo um Plano de Amostragem aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. O tamanho das amostras deve ser documentado e previamente informado à Fiscalização. 7.5 Condições de conformidade e não- conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos aos insumos, à execução e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem, citado na subseção 7.4, devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios, sendo que os insumos devem atender a estas Quando especificado um valor mínimo e/ou máximo a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes condições: a) Condições de conformidade: X - ks ≥ valor mínimo especificado; X+ ks ≤ valor máximo especificado. b) Condições de não-conformidade: X - ks < valor mínimo especificado; X+ ks > valor máximo especificado. Sendo: n x X n 1i i 1 )( 2 n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra k - coeficientetabelado em função do número de determinações n - número de determinações (tamanho da amostra). Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-conformidades”. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço corrigido só deve ser aceito se as correções executadas o colocarem em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços considerados conformes devem ser medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) A base deve ser medida em metros cúbicos, considerando o volume efetivamente executado. Não devem ser motivos de medição em separado: mão-de-obra, materiais (inclusive o cimento), transporte, equipamentos e encargos, devendo os mesmos ser incluídos na composição do preço unitário; b) no cálculo dos volumes da base devem ser consideradas as larguras e espessuras médias da camada obtidas no controle geométrico; c) não devem ser considerados quantitativos de serviço superiores aos indicados no projeto; d) nenhuma medição deve ser processada se a ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade, contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado. ________________/Anexo A NORMA DNIT 142/2010–ES 8 Anexo A (Informativo) Bibliografia a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 719). b) ______. Manual de restauração de pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 720). ________________/Índice geral NORMA DNIT 142/2010–ES 9 Índice geral Abstract 1 Abertura ao tráfego 5.3.8 5 Acabamento 5.3.7 5 Água 5.1.2 3 Anexo A (Informativo) Bibliografia 8 Base 3.1 2 Base de solo melhorado com cimento 3.3 2 Central de mistura 5.2.2 3 Cimento 7.1.1 5 Cimento Portland 5.1.1 3 Compactação 5.3.6 5 Compactação da mistura de solo melhorado com cimento na pista 7.2.2 6 Condicionantes ambientais 6 5 Condições de conformidade e não-conformidade 7.5 7 Condições específicas 5 3 Condições gerais 4 2 Controle da execução 7.2 6 Controle dos insumos 7.1 5 Correção e homogeneização da umidade 5.3.4 4 Critérios de medição 8 7 Definições 3 2 Equipamento 5.2 3 Espalhamento 5.3.3 4 Espessura da camada compactada 5.3.5 5 Execução 5.3 4 Execução de base de solo melhorado 5.2.1 3 Índice geral 9 Inspeções 7 5 Material 5.1 3 Mistura em central 5.3.1 4 Mistura na pista 5.3.2 4 Mistura projetada de solo-cimento e água 5.1.4 3 Objetivo 1 1 Plano de amostragem – Controle tecnológico 7.4 7 Prefácio 1 Preparo da mistura de solo melhorado com cimento 7.2.1 6 Referências normativas 2 1 Resumo 1 Solo 5.1.3 3 Solos 7.1.2 6 Solo melhorado com cimento 3.2 2 Sumário 1 Tabela 1 – Granulometria do solo 3 Verificação do produto 7.3 6 ________________ DNIT Novembro/2010 NORMA DNIT 143/2010 - ES Pavimentação – Base de solo-cimento - Especificação de serviço MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA-GERAL DIRETORIA EXECUTIVA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3545-4600 Autor: Instituto de Pesquisas Rodoviárias - IPR Processo: 50607.000138/2009-02 Origem: Revisão da Norma DNER – ES 305/97. Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 17/11/2010. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas Pavimentação, Base, Solo-cimento 10 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução da camada de base de pavimento utilizando misturas de solos e cimento. São também apresentados os requisitos concernentes a materiais, equipamentos, execução, inclusive plano de amostragem e ensaios, condicionantes ambientais, controle de qualidade, condições de conformidade e não- conformidade e os critérios de medição dos serviços. Abstract This document presents procedures for base pavement layer construction, using soil-cement mixture. It includes the requirements for the materials, equipment, execution, includes a sampling plan and essays, environmental management, quality control, conditions for conformity and non-conformity and the criteria for the measurement of performed services. Sumário Prefácio ..................................................................... 1 1 Objetivo............................................................. 1 2 Referências normativas .................................... 1 3 Definições ......................................................... 2 4 Condições gerais .............................................. 2 5 Condições específicas ...................................... 3 6 Condicionantes ambientais ............................... 6 7 Inspeções .......................................................... 6 8 Critérios de medição ......................................... 8 Anexo A (Informativo) Bibliografia ............................ 9 Índice geral .............................................................. 10 Prefácio A presente Norma foi preparada pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias – IPR/DIREX para servir como documento base, visando estabelecer a sistemática empregada na execução e controle da qualidade da camada de base, quando utilizadas misturas de solo e cimento. Está formatada de acordo com a Norma DNIT 001/2009 – PRO, cancela e substitui a Norma DNER-ES 305/97. 1 Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer a sistemática a ser empregada na execução da camada de base, quando empregadas misturas de solo e cimento. 2 Referências normativas Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação desta Norma. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas). NORMA DNIT 143/2010-ES 2 a) DNER-EM 036: Cimento Portland - Recebimento e aceitação – Especificação de material. Rio de Janeiro: IPR. b) DNER-ME 036: Solo – Determinação da massa específica aparente, “in situ”, com emprego do balão de borracha – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. c) DNER-ME 052: Solos e agregados miúdos – Determinação da umidade com emprego do “Speedy” – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. d) DNER-ME 080: Solos - Análise granulométrica por peneiramento – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. e) DNER-ME 082: Solos – Determinação do limite de plasticidade – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. f) DNER-ME 088: Solos – Determinação da umidade pelo método expedito do álcool – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. g) DNER-ME 092: Solo – Determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. h) DNER-ME 122: Solos – Determinação do limite de liquidez – Método de referência e método expedito – Métodode ensaio. Rio de Janeiro: IPR. i) DNER-ME 201: Solo-cimento – Compressão axial de corpos-de-prova cilíndricos – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. j) DNER-ME 202: Solo-cimento - Moldagem e cura de corpos-de-prova cilíndricos – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. k) DNER-ME 216: Solo-cimento - Determinação da relação entre o teor de umidade e a massa específica aparente – Método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR. l) DNER-PRO 277: Metodologia para controle estatístico de obras e serviços - Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. m) DNIT 001/2009-PRO: Elaboração e apresentação de normas do DNIT – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2009. n) DNIT 011-PRO: Gestão da qualidade em obras rodoviárias – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. o) DNIT 070-PRO: Condicionantes ambientais das áreas de uso de obras – Procedimento. Rio de Janeiro: IPR. p) DNIT 144–ES: Pavimentos asfálticos – Imprimação com ligante asfáltico convencional – Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. q) DNIT 145–ES: Pavimentos asfálticos – Pintura de ligação com ligante asfáltico convencional – Especificação de serviço. Rio de Janeiro: IPR. r) NBR 5732 - Cimento Portland comum. Rio de Janeiro. s) NBR 5735 - Cimento Portland de alto-forno. Rio de Janeiro. t) NBR NM 76 - Cimento Portland - Determinação da finura pelo método de permeabilidade ao ar (Método de Blaine). 3 Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: 3.1 Base Camada de pavimentação destinada a resistir aos esforços verticais oriundos dos veículos, distribuindo-os adequadamente à camada subjacente, executada sobre a sub-base, subleito ou reforço do subleito devidamente regularizado e compactado. 3.2 Solo-cimento Material proveniente de mistura de solo, cimento e água em proporções previamente determinadas por processo próprio de dosagem em laboratório, de forma a apresentar determinadas características de resistência e durabilidade. 3.3 Base de solo-cimento Camada de base obtida mediante a utilização de solo- cimento devidamente compactado e submetido a adequado processo de cura. 4 Condições gerais a) Não deve ser permitida a execução dos serviços, objeto desta Norma, em dias de chuva. NORMA DNIT 143/2010-ES 3 b) Todo o carregamento de cimento que chegar à obra deve vir acompanhado de certificado do fabricante/distribuidor com informações dos resultados de análise dos ensaios de caracterização exigidos nesta Norma, a data de fabricação, a indicação clara de sua procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo. c) É responsabilidade da executante a proteção dos serviços e materiais contra a ação destrutiva das águas pluviais, do tráfego e de outros agentes que possam danificá-los. 5 Condições específicas 5.1 Material 5.1.1 Cimento Portland Deve obedecer às exigências da Norma DNER-EM 036/95 juntamente com as da Normas NBR 5732:1991 ou NBR 5735:1991. 5.1.2 Água Deve ser isenta de teores nocivos, como sais, ácidos, álcalis ou matéria orgânica e outras substâncias prejudiciais. 5.1.3 Solo Os solos empregados na execução de base de solo- cimento devem ser os provenientes de ocorrências de materiais, devendo apresentar as seguintes características quando submetidos aos ensaios DNER- ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94, conforme Tabela 1: 5.2 Equipamento 5.2.1 Execução de base de solo-cimento Para execução de base de solo-cimento, são indicados os equipamentos seguintes: a) Motoniveladora com escarificador; b) Pulvimisturador; c) Trator de esteiras ou pneumático; d) Carro-tanque distribuidor de água; e) Rolos compactadores tipo pé-de-carneiro, liso, liso-vibratório e pneumático; f) Sapo mecânico; g) Rolo vibratório portátil; h) Central de mistura de capacidade adequada à obra. 5.2.2 Central de mistura Deve ser constituída essencialmente de: a) Silos - geralmente para cimento e solo, providos de bocas de descarga e equipados com dispositivos que permitam graduar o escoamento; b) Transportadores de esteiras - que transportam o solo e o cimento, na proporção conveniente, até o equipamento misturador; c) Equipamento misturador “pug-mill” constituído, normalmente, de uma caixa metálica tendo no seu interior, como elementos misturadores, dois eixos que rodam em sentido contrário, providos de chapa em espiral ou de pequenas chapas fixadas em hastes, que, devido ao seu movimento, forçam a mistura íntima dos materiais, ao mesmo tempo em que os faz avançar até a saída do equipamento; d) Reservatório de água e canalizações - permitindo depositar e espargir a água sobre o solo, no processo de mistura; e) Equipamento de carga de caminhões - constituído de um silo, abastecido por transportador de correia ou elevador de canecas e colocado de modo que o caminhão transportador possa receber, por gravidade, a mistura. 5.3 Execução 5.3.1 Mistura em central a) A mistura de solo-cimento deve ser preparada em centrais de mistura, empregando-se materiais de ocorrências, objetivando as vantagens técnicas e econômicas na dosagem e a homogeneização da mistura solo, cimento e água; Tabela 1 – Características do Solo Peneiras Percentagem Tolerância 2½” 100 % - Nº 4 50 a 100 % 5% Nº 40 15 a 100 % 2% Nº 200 5 a 35 % 2% Limite de liquidez máximo 40% Índice de plasticidade máximo 18% NORMA DNIT 143/2010-ES 4 b) Todas as operações necessárias ao preparo da mistura final devem ser realizadas na central, restando apenas o transporte da mistura, já pronta, para a pista, onde deve ser espalhada com as devidas precauções e de modo que, após a compactação, apresente espessura, greide longitudinal e seção transversal do projeto. A mistura do solo na central deve sofrer um processo de pulverização. Ao final deste processo deve ser exigido que, no mínimo, 80% em peso do material esteja reduzido a partículas de diâmetro inferior a 4,8 mm (peneira nº 4). c) O transporte da mistura pronta deve ser feito em caminhões basculantes ou outro veículo apropriado, tomando-se precaução para que não haja perda de umidade; d) O tempo decorrido entre a mistura pronta na central e o início da compactação não deve ser superior a 1 hora, a menos que, a critério do projeto, comprovado por ensaios, seja verificada a inexistência de inconveniente na adoção de tempo maior; e) O trecho, para receber a mistura de solo-cimento, deve estar preparado no que se refere à drenagem, nivelamento e seção transversal fixados no projeto; f) O equipamento de compactação deve ter dimensões, forma e peso adequados, para obtenção da massa específica aparente máxima prevista para a mistura. O andamento das operações deve ser estabelecido, de modo que a faixa em execução seja uniformemente compactada em toda a sua largura; g) A compactação de solos arenosos ou pouco argilosos deve ser feita, de preferência, com o emprego de rolos pneumáticos que assegurem a obtenção da massa específica aparente seca máxima indicada, em toda a espessura da camada compactada; h) A compactação de solos arenosos ou pouco argilosos pode, também, ser feita com o emprego de rolos lisos; i) A operação de compactação deve ser conduzida de modo que a espessura a ser compactada na fase final, pelos rolos pneumáticos ou lisos, seja a maior possível, nunca menor que 10 cm, após compactação; j) Durante as operações finais de compactação devem ser tomadas as medidas necessárias para que a camada superficial seja mantida na umidade ótima, ou ligeiramente acima, sendo permitidas adições de água, se preciso for, e nova homogeneização com equipamento adequado deve ser realizada; k) Antes da fase final de compactação, caracterizada pela existência de certa quantidade de material solto superficial, deve ser feita a conformação do trecho ao greide e abaulamentodesejados, com o emprego de equipamento adequado; l) Após a conclusão da compactação, deve ser feito o acerto final da superfície, de modo a satisfazer o projeto, pela eliminação de saliências, com o emprego da motoniveladora. Não deve ser permitida a correção de depressões pela adição de material. A superfície da base deve ser comprimida até que se apresente lisa e isenta de partes soltas ou sulcadas; m) O grau de compactação deve ser, no mínimo, 100% em relação à massa específica aparente seca, máxima, obtida no ensaio DNER-ME 216/94; n) A mistura de solo-cimento deve apresentar o valor mínimo de 21 kg/cm², ou 0,21 MPa para a resistência à compressão aos 7 (sete) dias (DNER-ME 201/94), em corpos-de-prova moldados segundo o prescrito no método DNER- ME 202/94. O valor da resistência à compressão referido é um valor mínimo, devendo ser obtido, na dosagem, um valor médio que conduza àquele resultado durante a fase de execução, tendo em vista a dispersão encontrada; o) Todo trecho, logo após a sua execução, de acordo com esta Norma, deve ser submetido a um processo de cura, devendo para este fim ser protegido contra a perda rápida de umidade durante período de, pelo menos, sete dias, pela aplicação de camada de solo, de capim, ou de outro material, conforme indicado no projeto; p) A cobertura deve ser aplicada o mais cedo possível, após a conclusão da base. A base deve NORMA DNIT 143/2010-ES 5 ser mantida úmida até a colocação da cobertura. O solo e o capim devem ser mantidos constantemente molhados; q) Todo trecho acabado, que venha a ser transitado por equipamento destinado à construção de trechos adjacentes, deve ser continuamente recoberto com, pelo menos, quinze centímetros de solo, de modo a impedir qualquer estrago na superfície concluída; r) No caso de proteção à cura com o emprego de material asfáltico, este deve ser usado de acordo com a DNIT xxx/2010 – ES: Pavimentos asfálticos – Imprimação com ligante asfáltico convencional ou DNIT XXX/2010-ES: Pavimentos asfálticos – Pintura de ligação, conforme o tipo do material; s) A pintura de proteção só pode ser usada como pintura de ligação (tack-coat) se, por ocasião da aplicação do revestimento asfáltico, houver condições de cumprir os requisitos necessários, e livre de pó ou material estranho; t) Não deve ser permitido o tráfego de maquinaria pesada sobre os trechos recém-terminados, devendo ser excluídos os veículos de rodas pneumáticas para transporte de água ou cimento, e outros, cujo tráfego pode ser permitido desde que a superfície tenha endurecido suficientemente, de modo a evitar estragos, e nela tenha sido feita a proteção a que se refere a alínea “r”, desta subseção. u) Os trechos terminados podem ser abertos ao tráfego, transcorrido o período de sete dias de cura, e uma vez verificado que a superfície endureceu suficientemente. 5.3.2 Mistura na pista Quando, excepcionalmente, for utilizado o material do próprio subleito ou material importado espalhado no subleito, com mistura na pista, devem ser obedecidas as fases de execução seguintes: a) Preparo da faixa Antes de iniciar o preparo da faixa, a drenagem deve estar concluída; A faixa deve estar nivelada e preparada, de modo a atender ao projeto; Todo material impróprio deve ser removido ou substituído, de acordo com o projeto. b) Pulverização e homogeneização do solo No processo de pulverização e homogeneização deve ser exigido que, no mínimo, 80% em peso do material miúdo seja reduzido a partículas de diâmetro inferior a 4,8 mm (peneira n° 4). c) Distribuição de cimento Regularizado o solo pulverizado, de modo a apresentar aproximadamente a seção transversal projetada, o cimento Portland, nas quantidades especificadas, deve ser distribuído uniformemente na superfície. Essa operação pode ser realizada pela distribuição dos sacos transversal e longitudinalmente, assegurando posterior espalhamento uniforme do cimento na superfície do solo, na área correspondente a cada subtrecho, ou a granel, por processo mecânico. Nenhum equipamento, exceto o usado para o espalhamento e mistura, pode trafegar sobre o cimento espalhado antes de ser misturado ao solo. Imediatamente após a distribuição, o cimento deve ser misturado com o solo pulverizado, em toda a espessura da camada. A mistura deve ser repetida continuamente pelo tempo necessário para assegurar completa, uniforme e íntima mistura do solo com o cimento, até que seja conseguida tonalidade uniforme em toda a espessura. Em seguida, a mistura deve ser nivelada, obedecendo aproximadamente ao greide e à seção transversal do projeto. d) Umedecimento A adição de água deve ser feita progressivamente, não sendo aconselhável que em cada passada do carro-tanque o teor de umidade do solo aumente mais de 2%. A cada aplicação de água, deve-se proceder à operação de revolvimento, para evitar acúmulo na superfície; Esta operação deve ser feita sem interrupção e a incorporação completa da quantidade total de água deve estar terminada, no máximo, dentro de três horas; NORMA DNIT 143/2010-ES 6 Terminada a incorporação de água, pode ser tolerada na mistura a umidade compreendida entre 0,9 a 1,1 vezes a determinada para o trecho, no ensaio de compactação. e) Compactação, proteção e cura Após a compactação executar a proteção e cura de maneira idêntica à subseção 5.3.1 (“o”, “p” e “q”). 6 Condicionantes ambientais Objetivando a preservação ambiental, devem ser devidamente observadas e adotadas as soluções e os respectivos procedimentos específicos atinentes ao tema ambiental definidos, e/ou instituídos, no instrumental técnico-normativo pertinente vigente no DNIT, especialmente a Norma DNIT 070/2006-PRO, e na documentação técnica vinculada à execução das obras, documentação esta que compreende o Projeto de Engenharia – PE, o Estudo Ambiental (EIA ou outros), os Programas Ambientais pertinentes do Plano Básico Ambiental – PBA e as recomendações e exigências dos órgãos ambientais. 7 Inspeções 7.1 Controle dos insumos Os materiais utilizados na execução da base devem ser rotineiramente examinados, mediante a execução dos seguintes procedimentos: 7.1.1 Cimento a) Todo cimento empregado na obra deve estar em conformidade com o disposto na norma DNER- EM 036/95, de acordo com certificado do fabricante. b) Antes de usado, tanto na central da mistura quanto no espalhamento na pista, devem ser executados na obra ensaios de determinação de finura (ABNT NBR NM 76:1998 – Método de Blaine), a fim de verificar se o cimento não está empedrado. A frequência destes ensaios é de um ensaio por dia de trabalho, ou sempre que houver dúvidas sobre a sanidade do cimento. c) O resíduo retido na peneira n° 200 (malha de 0,075mm) não deve exceder a: cimento Portland de alto forno - 10%; cimento Portland comum - 15%. 7.1.2 Solos Os solos a serem empregados no preparo da mistura solo-cimento, tanto na mistura em usina quanto na pista, devem ser examinados mediante os ensaios de caracterização (DNER-ME 080/94, DNER-ME 082/94 e DNER-ME 122/94), a fim de verificar se estão de acordo com o projeto de mistura e as tolerâncias especificadas quanto à granulometria, ao limite de liquidez e ao índice de plasticidade. A frequência indicada para a execução de ensaios deve ser de 100 m em 100 m de pista. O número mínimo de ensaios ou determinações por camada e por segmento (área inferior a 4000 m²) é de 5. 7.2 Controle da execução O controle da execução da base de solo-cimento deve ser exercido por meio de coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória, de acordo com o Plano de Amostragem Aleatória (vide subseção 7.4). Devem ser efetuadas as seguintes determinações e ensaios: 7.2.1 Preparo da mistura solo-cimentoTanto na mistura em usina quanto na mistura na pista, devem ser verificadas aleatoriamente: a) antes da aplicação do cimento determinação do grau de pulverização do solo por meio de peneiramento na peneira n° 4. b) depois da adição do cimento verificação da quantidade do cimento incorporada (por peso ou volume); ensaio de compactação, para cada determinação da massa específica aparente seca máxima (DNER-ME 216/94); determinação do teor de umidade higroscópica, depois da adição da água e homogeneização da mistura (DNER-ME 052/94, DNER-ME 088/94). 7.2.2 Compactação da mistura de solo-cimento na pista Tanto para a mistura fabricada, transportada da usina e espalhada na pista, quanto para a mistura executada na pista são verificadas aleatoriamente: NORMA DNIT 143/2010-ES 7 a) imediatamente antes da compactação determinações do teor da umidade da mistura (DNER-ME 052/94, DNER-ME 088/94), para verificação do atendimento do teor de umidade de projeto; ensaios de compactação e moldagem de corpos-de-prova cilíndricos, para determinação da resistência a compressão simples, após 7 dias de cura (DNER-ME 201/94 e DNER-ME 202/94), com material coletado na pista. b) após a compactação determinação da massa específica aparente “in situ” na pista compactada para o cálculo do GC - Grau de Compactação (DNER-ME 092/94 ou DNER-ME 036/94), que deve ser ≥ 100%. 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade da camada de base (Produto) deve ser exercida através das determinações executadas de acordo com o Plano de Amostragem Aleatória (vide subseção 7.4). Após a execução da base deve ser realizado o controle geométrico, mediante a relocação e o nivelamento do eixo e bordas, permitindo-se as seguintes tolerâncias: a) ± 10 cm, quanto à largura da plataforma; b) até 20%, em excesso, para a flecha de abaulamento, não se tolerando falta; c) ± 10%, quanto à espessura do projeto na camada projetada. 7.4 Plano de amostragem – Controle tecnológico O número e a frequência de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico da execução e do produto devem ser estabelecidos segundo um Plano de Amostragem aprovado pela Fiscalização, elaborado de acordo com os preceitos da Norma DNER-PRO 277/97. O tamanho das amostras deve ser documentado e previamente informado à Fiscalização. 7.5 Condições de conformidade e não- conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos aos insumos, à produção e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem, citado em 7.4, devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios, sendo que os insumos devem atender a estas últimas condições. Quando especificado um valor mínimo e/ou máximo a ser(em) atingido(s), devem ser verificadas as seguintes condições: a) Condições de conformidade: X - ks ≥ valor mínimo especificado; X+ ks ≤ valor máximo especificado. b) Condições de não-conformidade: X - ks < valor mínimo especificado; X+ ks > valor máximo especificado. Sendo: n x X n 1i i 1 )( 2 n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra k - coeficiente tabelado em função do número de determinações n - número de determinações (tamanho da amostra). Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento, de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO, a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-conformidades”. NORMA DNIT 143/2010-ES 8 Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções executadas o colocarem em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços considerados conformes devem ser medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as disposições a seguir: 8.1 A base deve ser medida em metros cúbicos de material compactado na pista. 8.2 No cálculo dos valores dos volumes da base devem ser consideradas as larguras e as espessuras médias obtidas no controle geométrico. 8.3 Não podem ser considerados quantitativos de serviços superiores aos indicados no projeto. 8.4 Na medição dos serviços (subseção 8.1) devem estar incluídas as operações de limpeza e expurgo de ocorrência de materiais, escavação, transportes, operações referentes à central de mistura, operações referentes à mistura na pista, quando especificadas, compactação, acabamento, proteção da base e o fornecimento de cimento. _________________/Anexo A NORMA DNIT 143/2010-ES 9 Anexo A (Informativo) Bibliografia a) BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Diretoria de Planejamento e Pesquisa. Coordenação Geral de Estudos e Pesquisa. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. Manual de pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 719). b) ______. Manual de restauração de pavimentos asfálticos. 2. ed. Rio de Janeiro, 2006. (IPR. Publ., 720). ________________/Índice geral NORMA DNIT 143/2010-ES 10 Índice geral Abstract 1 Água 5.1.2 3 Anexo A (Informativo) Bibliografia 9 Base 3.1 2 Base de solo-cimento 3.3 2 Central de mistura 5.2.2 3 Cimento 7.1.1 6 Cimento Portland 5.1.1 3 Compactação da mistura de solo-cimento na pista 7.2.2 6 Condicionantes ambientais 6 6 Condições de conformidade e não-conformidade 7.5 7 Condições específicas 5 3 Condições gerais 4 2 Controle da execução 7.2 6 Controle dos insumos 7.1 6 Critérios de medição 8 8 Definições 3 2 Equipamento 5.2 3 Execução 5.3 3 Execução de base de Solo-cimento 5.2.1 3 Índice geral 10 Inspeções 7 6 Material 5.1 3 Mistura em central 5.3.1 3 Mistura na pista 5.3.2 5 Objetivo 1 1 Plano de amostragem – Controle tecnológico 7.4 7 Prefácio 1 Preparo da mistura solo-cimento 7.2.1 6 Referências normativas 2 1 Resumo 1 Solo 5.1.3 3 Solos 7.1.2 6 Solo-cimento 3.2 2 Sumário 1 Tabela 1 – Características do solo 3 Verificação do produto 7.3 7 ________________ NORMA DNIT 031/2006 - ES DNITDNITDNITDNIT Pavimentos flexíveis - Concreto asfáltico - Especificação de serviço Autor: Diretoria de Planejamento e Pesquisa Processo: 50.600.004.691/2003-81 Origem: Revisão da norma DNIT 031/2004 - ES Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de 26/06/2006. Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-000 Tel/fax: (21) 3371-5888 Concreto asfáltico, pavimento flexível, especificação 14 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução de camada do pavimento flexível de estradas de rodagem, pela confecção de mistura asfáltica a quente em usina apropriada utilizando ligante asfáltico, agregados e material de enchimento (filer). Estabelece os requisitos concernentes aos materiais, equipamentos, execução e controle de qualidade dos materiais empregados, além das condições de conformidade e não-conformidade e de medição dos serviços. Abstract This document provides the method of executingthe layer of a road flexible pavement, making use of bituminous hot mix from an appropriate plant including binder, mineral aggregates, and filer. It also defines the requirements concerning material, equipment, execution and quality control of the materials in use, as well as the criteria for acceptance and rejection and measurement of the services. Sumário Prefácio ......................................................................... 1 1 Objetivo ................................................................. 2 2 Referências normativas......................................... 2 3 Definição ............................................................... 3 4 Condições gerais................................................... 3 5 Condições específicas .......................................... 4 6 Manejo ambiental .................................................. 8 7 Inspeção................................................................ 9 8 Critérios de medição..............................................13 Índice Geral ...................................................................14 Prefácio A presente Norma foi preparada pela Diretoria de Planejamento e Pesquisa, para servir como documento base na sistemática a ser empregada na execução de camada de pavimento flexível de estradas de rodagem pela utilização de mistura asfáltica a quente em usina apropriada, empregando, além, do ligante asfáltico, agregados e material de enchimento (filer). Está baseada na norma DNIT 001/2002-PRO e cancela e substitui a norma DNIT 031/2004 - ES. NORMA DNIT 031/2006 –ES 2 1 Objetivo Estabelecer a sistemática a ser empregada na produção de misturas asfálticas para a construção de camadas do pavimento de estradas de rodagem, de acordo com os alinhamentos, greide e seção transversal de projeto. 2 Referências normativas Os documentos relacionados neste item serviram de base à elaboração desta Norma e contêm disposições que, ao serem citadas no texto, se tornam parte integrante desta Norma. As edições apresentadas são as que estavam em vigor na data desta publicação, recomendando-se que sempre sejam consideradas as edições mais recentes, se houver. a) AMERICAN ASSOCIATION OF STATE HIGHWAY AND TRANSPORTEATION OFFICIALS. T 283-89: resistance of compacted bituminous mixture to moisture induced damage. In: ______. Standard specifications for transportation materials and methods of sampling and testing. Washington, D.C., 1986. v.2 b) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM D 1754: effect of heat and air on asphaltic materials ( Thin-Film Oven Test ): test. In: ______. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. c) ______.ASTM D 2872: effect of heat and air on a moving film of asphalt ( Rolling Thin-Film Oven Test ): test. In: ______. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. d) ______ . ASTM E 303: pavement surface frictional properties using the British Portable Tester – Surface Frictional Properties Using the Britsh Pendulum Tester: test for measuring. In: ______. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. e) ______. NBR 6560: materiais asfálticos – determinação de ponto de amolecimento – método do anel e bola. Rio de Janeiro, 2000. f) ASSOCIATION FRANÇAISE DE NORMALISATION. AFNOR NF P-98-216-7: determination de la macrotexture - partie 7: determination de hauteur au sable. Paris, 1999. g) DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. DNER-ISA 07: impactos da fase de obras rodoviárias – causas/ mitigação/ eliminação. In: ______. Corpo normativo ambiental para empreendimentos rodoviários. Rio de Janeiro, 1996. h) BRASIL. Agência Nacional de Petróleo. Gás Natural e Biocombustíveis - ANP. Regulamento Técnico no 03/2005. Resolução ANP nº 19, de 11 de julho de 2005. Brasília, DF, Anexo I, julho de 2005. Disponível em: <htpp://www.200.179.25.133/ NXT/gateway.dll/leg/resoluções_anp/2005julho /ramp%2019%....> Acesso em 11 de julho de 2005. i) ______. DNER-EM 367/97: material de enchimento para misturas asfálticas: especificação de material. Rio de Janeiro: IPR, 1997. j) ______. DNER-ME 003/99: material asfáltico – determinação da penetração: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. k) ______. DNER-ME 004/94: material asfáltico – determinação da viscosidade “Saybolt-Furol” a alta temperatura: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. l) ______. DNER-ME 035/98: agregados – determinação da abrasão “Los Angeles” : método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. NORMA DNIT 031/2006 –ES 3 m) ______. DNER-ME 043/95: misturas asfálticas a quente – ensaio Marshall: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1995. n) ______. DNER-ME 053/94: misturas asfálticas – percentagem de betume: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. o) ______. DNER-ME 054/97: equivalente de areia: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. p) ______. DNER-ME 078/94: agregado graúdo – adesividade a ligante asfáltico: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. q) ______. DNER-ME 079/94: agregado - adesividade a ligante asfáltico: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. r) ______. DNER-ME 083/98: agregados – análise granulométrica: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. s) ______. DNER-ME 086/94: agregados – determinação do índice de forma: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. t) ______. DNER-ME 089/94: agregados – avaliação da durabilidade pelo emprego de soluções de sulfato de sódio ou de magnésio: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. u) ______. DNER-ME 138/94: misturas asfálticas – determinação da resistência à tração por compressão diametral: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. v) ______. DNER-ME 148/94: material asfáltico – determinação dos pontos de fulgor e combustão (vaso aberto Cleveland): método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. w) ______. DNER-ME 401/99: agregados – determinação de índice de degradação de rochas após compactação Marshall com ligante IDml e sem ligante IDm: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. x) ______. DNER-PRO 164/94 – Calibração e controle de sistemas de medidores de irregularidade de superfície do pavimento (Sistemas Integradores IPR/USP e Maysmeter); y) ______. DNER-PRO 182/94: medição de irregularidade de superfície de pavimento com sistemas integradores IPR/USP e Maysmeter: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 1994. z) ______. DNER-PRO 277/97: metodologia para controle estatístico de obras e serviços: procedimento: Rio de Janeiro: IPR, 1997. aa) DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES. DNIT 011/2004-PRO: gestão da qualidade em obras rodoviárias: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2004. 3 Definição Concreto Asfáltico - Mistura executada a quente, em usina apropriada, com características específicas, composta de agregado graduado, material de enchimento (filer) se necessário e cimento asfáltico, espalhada e compactada a quente. 4 Condições gerais O concreto asfáltico pode ser empregado como revestimento, camada de ligação (binder), base, regularização ou reforço do pavimento. Não é permitida a execução dos serviços, objeto desta Especificação, em dias de chuva. O concreto asfáltico somente deve ser fabricado, transportado e aplicado quando a temperatura ambiente for superior a 10ºC. Todo o carregamento de cimento asfáltico que chegar à obra deve apresentar por parte do fabricante/distribuidor NORMA DNIT 031/2006 –ES 4 certificado de resultados de análise dos ensaios de caracterização exigidos pela especificação, correspondente à data de fabricação ou ao dia de carregamento para transporte com destino ao canteiro de serviço, se o período entre os dois eventos ultrapassar de 10 dias. Devetrazer também indicação clara da sua procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo e distância de transporte entre a refinaria e o canteiro de obra. 5 Condições específicas 5.1 Materiais Os materiais constituintes do concreto asfáltico são agregado graúdo, agregado miúdo, material de enchimento filer e ligante asfáltico, os quais devem satisfazer às Normas pertinentes, e às Especificações aprovadas pelo DNIT. 5.1.1 Cimento asfáltico Podem ser empregados os seguintes tipos de cimento asfáltico de petróleo: – CAP-30/45 – CAP-50/70 – CAP-85/100 5.1.2 Agregados 5.1.2.1 Agregado graúdo O agregado graúdo pode ser pedra britada, escória, seixo rolado preferencialmente britado ou outro material indicado nas Especificações Complementares a) desgaste Los Angeles igual ou inferior a 50% (DNER-ME 035); admitindo-se excepcionalmente agregados com valores maiores, no caso de terem apresentado comprovadamente desempenho satisfatório em utilização anterior; NOTA: Caso o agregado graúdo a ser usado apresente um índice de desgaste Los Angeles superior a 50%, poderá ser usado o Método DNER-ME 401 – Agregados – determinação de degradação de rochas após compactação Marshall, com ligante IDml, e sem ligante IDm, cujos valores tentativas de degradação para julgamento da qualidade de rochas destinadas ao uso do Concreto Asfáltico Usinado a Quente são: IDml ≤ 5% e IDm ≤ 8%. b) índice de forma superior a 0,5 (DNER-ME 086); c) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER- ME 089). 5.1.2.2 Agregado miúdo O agregado miúdo pode ser areia, pó-de-pedra ou mistura de ambos ou outro material indicado nas Especificações Complementares. Suas partículas individuais devem ser resistentes, estando livres de torrões de argila e de substâncias nocivas. Deve apresentar equivalente de areia igual ou superior a 55% (DNER-ME 054). 5.1.2.3 Material de enchimento (filer) Quando da aplicação deve estar seco e isento de grumos, e deve ser constituído por materiais minerais finamente divididos, tais como cimento Portland, cal extinta, pós-calcários, cinza volante, etc; de acordo com a Norma DNER-EM 367. 5.1.2.4 Melhorador de adesividade Não havendo boa adesividade entre o ligante asfáltico e os agregados graúdos ou miúdos (DNER-ME 078 e DNER-ME 079), pode ser empregado melhorador de adesividade na quantidade fixada no projeto. A determinação da adesividade do ligante com o melhorador de adesividade é definida pelos seguintes ensaios: a) Métodos DNER-ME 078 e DNER 079, após submeter o ligante asfáltico contendo o dope ao ensaio RTFOT (ASTM – D 2872) ou ao ensaio ECA (ASTM D-1754); NORMA DNIT 031/2006 –ES 5 b) Método de ensaio para determinar a resistência de misturas asfálticas compactadas à degradação produzida pela umidade (AASHTO 283). Neste caso a razão da resistência à tração por compressão diametral estática antes e após a imersão deve ser superior a 0,7 (DNER-ME 138). 5.2 Composição da mistura A composição do concreto asfáltico deve satisfazer aos requisitos do quadro seguinte com as respectivas tolerâncias no que diz respeito à granulometria (DNER- ME 083) e aos percentuais do ligante asfáltico determinados pelo projeto da mistura. Peneira de malha quadrada % em massa, passando Série ASTM Abertura (mm) A B C Tolerâncias 2” 50,8 100 - - - 1 ½” 38,1 95 - 100 100 - ± 7% 1” 25,4 75 - 100 95 - 100 - ± 7% ¾” 19,1 60 - 90 80 - 100 100 ± 7% ½” 12,7 - - 80 - 100 ± 7% 3/8” 9,5 35 - 65 45 - 80 70 - 90 ± 7% N° 4 4,8 25 - 50 28 - 60 44 - 72 ± 5% N° 10 2,0 20 - 40 20 - 45 22 - 50 ± 5% N° 40 0,42 10 - 30 10 - 32 8 - 26 ± 5% N° 80 0,18 5 - 20 8 - 20 4 - 16 ± 3% N° 200 0,075 1 - 8 3 - 8 2 - 10 ± 2% Asfalto solúvel no CS2(+) (%) 4,0 - 7,0 Camada de ligação (Binder) 4,5 - 7,5 Camada de ligação e rolamento 4,5 - 9,0 Camada de rolamento ± 0,3% A faixa usada deve ser aquela, cujo diâmetro máximo é inferior a 2/3 da espessura da camada. No projeto da curva granulométrica, para camada de revestimento, deve ser considerada a segurança do usuário, especificada no item 7.3 – Condições de Segurança. As porcentagens de ligante se referem à mistura de agregados, considerada como 100%. Para todos os tipos a fração retida entre duas peneiras consecutivas não deve ser inferior a 4% do total. a) devem ser observados os valores limites para as características especificadas no quadro a seguir: Características Método de ensaio Camada de Rolamento Camada de Ligação (Binder) Porcentagem de vazios, % DNER-ME 043 3 a 5 4 a 6 Relação betume/vazios DNER-ME 043 75 – 82 65 – 72 Estabilidade, mínima, (Kgf) (75 golpes) DNER-ME 043 500 500 Resistência à Tração por Compressão Diametral estática a 25ºC, mínima, MPa DNER-ME 138 0,65 0,65 b) as Especificações Complementares podem fixar outra energia de compactação; c) as misturas devem atender às especificações da relação betume/vazios ou aos mínimos de vazios do agregado mineral, dados pela seguinte tabela: VAM – Vazios do Agregado Mineral Tamanho Nominal Máximo do agregado # m m VAM Mínimo % 1½” 38,1 13 1” 25,4 14 3/4” 19,1 15 1/2” 12,7 16 3/8” 9,5 18 5.3 Equipamentos Os equipamentos necessários à execução dos serviços serão adequados aos locais de instalação das obras, atendendo ao que dispõem as especificações para os serviços. Devem ser utilizados, no mínimo, os seguintes equipamentos: a) Depósito para ligante asfáltico; Os depósitos para o ligante asfáltico devem possuir dispositivos capazes de aquecer o ligante nas temperaturas fixadas nesta Norma. Estes dispositivos também devem evitar qualquer superaquecimento localizado. Deve ser instalado um sistema de recirculação para o ligante asfáltico, de modo a garantir a circulação, desembaraçada e contínua, do depósito ao misturador, durante todo o período de operação. A capacidade dos depósitos NORMA DNIT 031/2006 –ES 6 deve ser suficiente para, no mínimo, três dias de serviço. b) Silos para agregados; Os silos devem ter capacidade total de, no mínimo, três vezes a capacidade do misturador e ser divididos em compartimentos, dispostos de modo a separar e estocar, adequadamente, as frações apropriadas do agregado. Cada compartimento deve possuir dispositivos adequados de descarga. Deve haver um silo adequado para o filer, conjugado com dispositivos para a sua dosagem. c) Usina para misturas asfálticas; A usina deve estar equipada com uma unidade classificadora de agregados, após o secador, dispor de misturador capaz de produzir uma mistura uniforme. Um termômetro, com proteção metálica e escala de 90° a 210 °C (precisão ± 1 °C), deve ser fixado no dosador de ligante ou na linha de alimentação do asfalto, em local adequado, próximo à descarga do misturador. A usina deve ser equipada além disto, com pirômetro elétrico, ou outros instrumentos termométricos aprovados, colocados na descarga do secador, com dispositivos para registrar a temperatura dos agregados, com precisão de ± 5 °C. A usina deve possuir termômetros nos silos quentes. Pode, também, ser utilizada uma usina do tipo tambor/secador/misturador, de duas zonas (convecção e radiação), provida de: coletor de pó, alimentador de “filler”, sistema de descarga da mistura asfáltica, por intermédio de transportador de correia com comporta do tipo “clam-shell” ou alternativamente, em silos de estocagem. A usina deve possuir silos de agregados múltiplos, com pesagem dinâmica e deve ser assegurada a homogeneidade das granulometrias dos diferentes agregados. A usina deve possuir ainda uma cabine de comando e quadros de força. Tais partes devem estar instaladas em recinto fechado, com os cabos de força e comandos ligados em tomadas externas especiais para esta aplicação. A operação de pesagemde agregados e do ligante asfáltico deve ser semi-automática com leitura instantânea e acumuladora , por meio de registros digitais em “display” de cristal líquido. Devem existir potenciômetros para compensação das massas específicas dos diferentes tipos de ligantes asfálticos e para seleção de velocidade dos alimentadores dos agregados frios. d) Caminhões basculantes para transporte da mistura; Os caminhões, tipo basculante, para o transporte do concreto asfáltico usinado a quente, devem ter caçambas metálicas robustas, limpas e lisas, ligeiramente lubrificadas com água e sabão, óleo cru fino, óleo parafínico, ou solução de cal, de modo a evitar a aderência da mistura à chapa. A utilização de produtos susceptíveis de dissolver o ligante asfáltico (óleo diesel, gasolina etc.) não é permitida. e) Equipamento para espalhamento e acabamento; O equipamento para espalhamento e acabamento deve ser constituído de pavimentadoras automotrizes, capazes de espalhar e conformar a mistura no alinhamento, cotas e abaulamento definidos no projeto. As acabadoras devem ser equipadas com parafusos sem fim, para colocar a mistura exatamente nas faixas, e possuir dispositivos rápidos e eficientes de direção, além de marchas para a frente e para trás. As acabadoras devem ser equipadas com alisadores e dispositivos para aquecimento, à temperatura requerida, para a colocação da mistura sem irregularidade. NORMA DNIT 031/2006 –ES 7 f) Equipamento para compactação; O equipamento para a compactação deve ser constituído por rolo pneumático e rolo metálico liso, tipo tandem ou rolo vibratório. Os rolos pneumáticos, autopropulsionados, devem ser dotados de dispositivos que permitam a calibragem de variação da pressão dos pneus de 2,5 kgf/cm² a 8,4 kgf/cm² . O equipamento em operação deve ser suficiente para compactar a mistura na densidade de projeto, enquanto esta se encontrar em condições de trabalhabilidade. NOTA: Todo equipamento a ser utilizado deve ser vistoriado antes do início da execução do serviço de modo a garantir condições apropriadas de operação, sem o que, não será autorizada a sua utilização. 5.4 Execução 5.4.1 Pintura de ligação Sendo decorridos mais de sete dias entre a execução da imprimação e a do revestimento, ou no caso de ter havido trânsito sobre a superfície imprimada, ou, ainda ter sido a imprimação recoberta com areia, pó-de-pedra, etc., deve ser feita uma pintura de ligação. 5.4.2 Temperatura do ligante A temperatura do cimento asfáltico empregado na mistura deve ser determinada para cada tipo de ligante, em função da relação temperatura-viscosidade. A temperatura conveniente é aquela na qual o cimento asfáltico apresenta uma viscosidade situada dentro da faixa de 75 a 150 SSF, “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004), indicando-se, preferencialmente, a viscosidade de 75 a 95 SSF. A temperatura do ligante não deve ser inferior a 107°C nem exceder a 177°C. 5.4.3 Aquecimento dos agregados Os agregados devem ser aquecidos a temperaturas de 10°C a 15°C acima da temperatura do ligante asfáltico, sem ultrapassar 177°C. 5.4.4 Produção do concreto asfáltico A produção do concreto asfáltico é efetuada em usinas apropriadas, conforme anteriormente especificado. 5.4.5 Transporte do concreto asfáltico O concreto asfáltico produzido deve ser transportado, da usina ao ponto de aplicação, nos veículos especificados no item 5.3 quando necessário, para que a mistura seja colocada na pista à temperatura especificada. Cada carregamento deve ser coberto com lona ou outro material aceitável, com tamanho suficiente para proteger a mistura. 5.4.6 Distribuição e compactação da mistura A distribuição do concreto asfáltico deve ser feita por equipamentos adequados, conforme especificado no item 5.3. Caso ocorram irregularidades na superfície da camada, estas devem ser sanadas pela adição manual de concreto asfáltico, sendo esse espalhamento efetuado por meio de ancinhos e rodos metálicos. Após a distribuição do concreto asfáltico, tem início a rolagem. Como norma geral, a temperatura de rolagem é a mais elevada que a mistura asfáltica possa suportar, temperatura essa fixada, experimentalmente, para cada caso. Caso sejam empregados rolos de pneus, de pressão variável, inicia-se a rolagem com baixa pressão, a qual deve ser aumentada à medida que a mistura seja compactada, e, conseqüentemente, suportando pressões mais elevadas. A compactação deve ser iniciada pelos bordos, longitudinalmente, continuando em direção ao eixo da pista. Nas curvas, de acordo com a superelevação, a compactação deve começar sempre do ponto mais baixo para o ponto mais alto. Cada passada do rolo deve ser recoberta na seguinte de, pelo menos, metade da largura rolada. Em qualquer caso, a operação de NORMA DNIT 031/2006 –ES 8 rolagem perdurará até o momento em que seja atingida a compactação especificada. Durante a rolagem não são permitidas mudanças de direção e inversões bruscas da marcha, nem estacionamento do equipamento sobre o revestimento recém – rolado. As rodas do rolo devem ser umedecidas adequadamente, de modo a evitar a aderência da mistura. 5.4.7 Abertura ao tráfego Os revestimentos recém–acabados devem ser mantidos sem tráfego, até o seu completo resfriamento. 6 Manejo ambiental Para execução do concreto asfáltico são necessários trabalhos envolvendo a utilização de asfalto e agregados, além da instalação de usina misturadora. Os cuidados observados para fins de preservação do meio ambiente envolvem a produção, a estocagem e a aplicação de agregados, assim como a operação da usina. NOTA: Devem ser observadas as prescrições estabelecidas nos Programas Ambientais que integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 6.1 Agregados No decorrer do processo de obtenção de agregados de pedreiras e areias devem ser considerados os seguintes cuidados principais: a) caso utilizadas instalações comerciais, a brita e a areia somente são aceitas após apresentação da licença ambiental de operação da pedreira/areal, cuja cópia deve ser arquivada junto ao Livro de Ocorrências da Obra; b) não é permitida a localização da pedreira e das instalações de britagem em área de preservação ambiental; c) planejar adequadamente a exploração da pedreira e do areal, de modo a minimizar os impactos decorrentes da exploração e a possibilitar a recuperação ambiental após o término das atividades exploratórias; d) impedir as queimadas; e) seguir as recomendações constantes da Norma DNER-ES 279 para os caminhos de serviço; f) construir, junto às instalações de britagem, bacias de sedimentação para retenção do pó de pedra eventualmente produzido em excesso; g) além destas, devem ser atendidas, no que couber, as recomendações da DNER ISA-07 – Instrução de Serviço Ambiental: impactos da fase de obras rodoviárias – causas/ mitigação/ eliminação. 6.2 Cimento asfáltico Instalar os depósitos em locais afastados de cursos d’água. Vedar o descarte do refugo de materiais usados na faixa de domínio e em áreas onde possam causar prejuízos ambientais. Recuperar a área afetada pelas operações de construção / execução, imediatamente após a remoção da usina e dos depósitos e a limpeza do canteiro de obras. As operações em usinas asfálticas a quente englobam: a) estocagem, dosagem, peneiramento e transporte de agregados frios; b) transporte, peneiramento, estocagem e pesagem de agregados quentes; c) transporte e estocagem de filer; d) transporte, estocagem e aquecimento de óleo combustível e do cimento asfáltico. Os agentes e fontes poluidoras compreendem: NORMA DNIT 031/2006 –ES 9 AGENTES E FONTES POLUIDORAS AGENTE POLUIDOR FONTES POLUIDORAS I. Emissão de partículas A principal fonte é o secador rotativo.Outras fontes são: peneiramento, transferência e manuseio de agregados, balança, pilhas de estocagem e tráfego de veículos e vias de acesso. II. Emissão de gases Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. Misturador de asfalto: hidrocarbonetos. Aquecimento de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. Tanques de estocagem de óleo combustível e de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. III. Emissões Fugitivas As principais fontes são pilhas de estocagem ao ar livre, carregamento dos silos frios, vias de tráfego, áreas de peneiramento, pesagem e mistura. NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer lançamentos ao ambiente, sem passar primeiro por alguma chaminé ou duto projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. Em função destes agentes devem ser obedecidos os itens 6.3 e 6.4. 6.3 Instalação Impedir a instalação de usinas de asfalto a quente a uma distancia inferior a 200 m (duzentos metros), medidos a partir da base da chaminé, de residências, de hospitais, clínicas, centros de reabilitação, escolas asilos, orfanatos creches, clubes esportivos, parques de diversões e outras construções comunitárias. Definir no projeto executivo, áreas para as instalações industriais, de maneira tal que se consiga o mínimo de agressão ao meio ambiente. O Executante será responsável pela obtenção da licença de instalação/operação, assim como pela manutenção e condições de funcionamento da usina dentro do prescrito nesta Norma. 6.4 Operação Instalar sistemas de controle de poluição do ar constituídos por ciclones e filtro de mangas ou por equipamentos que atendam aos padrões estabelecidos na legislação. Apresentar junto com o projeto para obtenção de licença, os resultados de medições em chaminés que comprovem a capacidade do equipamento de controle proposto, para atender aos padrões estabelecidos pelo órgão ambiental. Dotar os silos de estocagem de agregado frio de proteções lateral e cobertura, para evitar dispersão das emissões fugitivas durante a operação de carregamento. Enclausurar a correia transportadora de agregado frio. Adotar procedimentos de forma que a alimentação do secador seja feita sem emissão visível para a atmosfera. Manter pressão negativa no secador rotativo, enquanto a usina estiver em operação, para evitar emissões de partículas na entrada e na saída. Dotar o misturador, os silos de agregado quente e as peneiras classificatórias do sistema de controle de poluição do ar, para evitar emissões de vapores e partículas para a atmosfera. Fechar os silos de estocagem de mistura asfáltica. Pavimentar e manter limpas as vias de acesso internas, de tal modo que as emissões provenientes do tráfego de veículos não ultrapassem 20% de opacidade. Dotar os silos de estocagem de filer de sistema próprio de filtragem a seco. Adotar procedimentos operacionais que evitem a emissão de partículas provenientes dos sistemas de limpeza dos filtros de mangas e de reciclagem do pó retido nas mangas. Acionar os sistemas de controle de poluição do ar antes dos equipamentos de processo. Manter em boas condições todos os equipamentos de processo e de controle. Dotar as chaminés de instalações adequadas para realização de medições. Substituir o óleo combustível por outra fonte de energia menos poluidora (gás ou eletricidade) e estabelecer barreiras vegetais no local, sempre que possível. 7 Inspeção 7.1 Controle dos insumos NORMA DNIT 031/2006 –ES 10 Todos os materiais utilizados na fabricação de Concreto Asfáltico (Insumos) devem ser examinados em laboratório, obedecendo a metodologia indicada pelo DNIT, e satisfazer às especificações em vigor. 7.1.1 Cimento asfáltico O controle da qualidade do cimento asfáltico consta do seguinte: – 01 ensaio de penetração a 25ºC (DNER-ME 003), para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio do ponto de fulgor, para todo carregamento que chegar à obra (DNER- ME 148); – 01 índice de susceptibilidade térmica para cada 100t, determinado pelos ensaios DNER-ME 003 e NBR 6560; – 01 ensaio de espuma, para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004), para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004) a diferentes temperaturas, para o estabelecimento da curva viscosidade x temperatura, para cada 100t. 7.1.2 Agregados O controle da qualidade dos agregados consta do seguinte: a) Ensaios eventuais Somente quando houver dúvidas ou variações quanto à origem e natureza dos materiais. – ensaio de desgaste Los Angeles (DNER-ME 035); – ensaio de adesividade (DNER-ME 078 e DNER-ME 079). Se o concreto asfáltico contiver dope também devem ser executados os ensaios de RTFOT (ASTM D-2872) ou ECA (ASTM-D- 1754) e de degradação produzida pela umidade (AASHTO-283/89 e DNER- ME 138); – ensaio de índice de forma do agregado graúdo (DNER-ME 086); b) Ensaios de rotina – 02 ensaios de granulometria do agregado, de cada silo quente, por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 083); – 01 ensaio de equivalente de areia do agregado miúdo, por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 054); – 01 ensaio de granulometria do material de enchimento (filer), por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 083). 7.2 Controle da produção O controle da produção (Execução) do Concreto Asfáltico deve ser exercido através de coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória de acordo com o Plano de Amostragem Aleatória (vide item 7.4). 7.2.1 Controle da usinagem do concreto asfáltico a) Controles da quantidade de ligante na mistura Devem ser efetuadas extrações de asfalto, de amostras coletadas na pista, logo após a passagem da acabadora (DNER-ME 053). A porcentagem de ligante na mistura deve respeitar os limites estabelecidos no projeto da mistura, devendo-se observar a tolerância máxima de ± 0,3. Deve ser executada uma determinação, no mínimo a cada 700m2 de pista. b) Controle da graduação da mistura de agregados NORMA DNIT 031/2006 –ES 11 Deve ser procedido o ensaio de granulometria (DNER-ME 083) da mistura dos agregados resultantes das extrações citadas na alínea "a". A curva granulométrica deve manter-se contínua, enquadrando-se dentro das tolerâncias especificadas no projeto da mistura. c) Controle de temperatura São efetuadas medidas de temperatura, durante a jornada de 8 horas de trabalho, em cada um dos itens abaixo discriminados: – do agregado, no silo quente da usina; – do ligante, na usina; – da mistura, no momento da saída do misturador. As temperaturas podem apresentar variações de ± 5ºC das especificadas no projeto da mistura. d) Controle das características da mistura Devem ser realizados ensaios Marshall em três corpos-de-prova de cada mistura por jornada de oito horas de trabalho (DNER- ME 043) e também o ensaio de tração por compressão diametral a 25°C (DNER-ME 138), em material coletado após a passagem da acabadora. Os corpos-de- prova devem ser moldados in loco, imediatamente antes do início da compactação da massa. Os valores de estabilidade, e da resistência à tração por compressão diametral devem satisfazer ao especificado. 7.2.2 Espalhamento e compactação na pista Devem ser efetuadas medidas de temperatura durante o espalhamento da massa imediatamente antes de iniciada a compactação. Estas temperaturas devem ser as indicadas, com uma tolerância de ± 5°C. O controle do grau de compactação - GC da mistura asfáltica deve ser feito, medindo-se a densidade aparente de corpos-de-prova extraídos da mistura espalhada e compactada na pista, por meio de brocas rotativas e comparando-se os valores obtidos com os resultados da densidade aparente de projeto da mistura.Devem ser realizadas determinações em locais escolhidos, aleatoriamente, durante a jornada de trabalho, não sendo permitidos GC inferiores a 97% ou superiores a 101%, em relação à massa específica aparente do projeto da mistura (conforme item 7.5, alínea "a"). 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade do revestimento de Concreto Asfáltico (Produto) deve ser exercida através das seguintes determinações, executadas de acordo com o Plano de Amostragem Aleatório (vide item 7.4): a) Espessura da camada Deve ser medida por ocasião da extração dos corpos-de-prova na pista, ou pelo nivelamento, do eixo e dos bordos; antes e depois do espalhamento e compactação da mistura. Admite-se a variação de ± 5% em relação às espessuras de projeto. b) Alinhamentos A verificação do eixo e dos bordos deve ser feita durante os trabalhos de locação e nivelamento nas diversas seções correspondentes às estacas da locação.. Os desvios verificados não devem exceder ± 5cm. c) Acabamento da superfície Durante a execução deve ser feito em cada estaca da locação o controle de acabamento da superfície do revestimento, com o auxílio de duas réguas, uma de 3,00m e outra de 1,20m, colocadas em ângulo reto e paralelamente ao eixo da estrada, respectivamente. A variação da superfície, entre dois pontos quaisquer de contato, não deve exceder a 0,5cm, quando verificada com qualquer das réguas. O acabamento longitudinal da superfície deve ser verificado por aparelhos NORMA DNIT 031/2006 –ES 12 medidores de irregularidade tipo resposta devidamente calibrados (DNER-PRO 164 e DNER-PRO 182) ou outro dispositivo equivalente para esta finalidade. Neste caso o Quociente de Irregularidade - QI deve apresentar valor inferior ou igual a 35 contagens/km (IRI ≤ 2,7). d) Condições de segurança O revestimento de concreto asfáltico acabado deve apresentar Valores de Resistência à Derrapagem - VDR ≥ 45 quando medido com o Pêndulo Britânico (ASTM-E 303) e Altura de Areia – 1,20mm ≥ HS ≥ 0,60mm (NF P-98-216-7). Os ensaios de controle são realizados em segmentos escolhidos de maneira aleatória, na forma definida pelo Plano da Qualidade. 7.4 Plano de Amostragem - Controle Tecnológico O número e a freqüência de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico da produção e do produto são estabelecidos segundo um Plano de Amostragem aprovado pela Fiscalização, de acordo com a seguinte tabela de controle estatístico de resultados (DNER-PRO 277): TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL n 5 6 7 8 9 10 11 12 K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 ∀∀∀∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL (continuação) n 13 14 15 16 17 19 21 K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 ∀∀∀∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 n = n° de amostras, k = coeficiente multiplicador, ∀ = risco do Executante 7.5 Condições de conformidade e não conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos à produção e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem citado em 7.4, deverão cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: a) Quando especificada uma faixa de valores mínimos e máximos devem ser verificadas as seguintes condições: X - ks < valor mínimo especificado ou X + ks > valor máximo de projeto: Não Conformidade; X - ks ≥ valor mínimo especificado ou X + ks ≤ valor máximo de projeto: Conformidade; Sendo: n x X i∑ = 1 )( 2 − − = ∑ n Xx s i Onde: i x – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra. k - coeficiente tabelado em função do número de determinações. n - número de determinações. b) Quando especificado um valor mínimo a ser atingido devem ser verificadas as seguintes condições: Se x - ks < valor mínimo especificado: Não Conformidade; Se x - ks ≥ valor mínimo especificado: Conformidade. Os resultados do controle estatístico serão registrados em relatórios periódicos de acompanhamento de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-Conformidades” da Produção e do Produto. NORMA DNIT 031/2006 –ES 13 Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções executadas colocarem-no em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário será rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços conformes serão medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) o concreto asfáltico será medido em toneladas de mistura efetivamente aplicada na pista. Não serão motivos de medição: mão-de-obra, materiais (exceto cimento asfáltico), transporte da mistura da usina à pista e encargos quando estiverem incluídos na composição do preço unitário; b) a quantidade de cimento asfáltico aplicada é obtida pela média aritmética dos valores medidos na usina, em toneladas; c) a transporte do cimento asfáltico efetivamente aplicado será medido com base na distância entre a refinaria e o canteiro de serviço; d) nenhuma medição será processada se a ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado. _______________ /índice Geral NORMA DNIT 031/2006 –ES 14 Índice Geral Abertura ao tráfego 5.4.7 ..................... 8 Abstract ............................. 1 Agregado graúdo 5.1.2.1 .................. 4 Agregado miúdo 5.1.2.2 .................. 4 Agregados 5.1.2;6.1;7.1.2 ...... 4;8;10 Aquecimento dos agregados 5.4.3 ................... 7 Cimento asfáltico 5.1.1; 6.2; 7.1.1 .. 4; 8; 10 Composição da mistura 5.2 ........................ 5 Condições de conformidade e não conformidade 7.5 ........................ 12 Condições específicas 5 ........................... 4 Condições gerais 4 ........................... 3 Controle da usinagem do concreto asfáltico 7.2.1 ..................... 10 Controle da produção 7.2 ........................ 10 Controle dos insumos 7.1 ........................ 9 Critérios de medição 8 ........................... 13 Definição 3 ........................... 3 Distribuição e compactação da mistura 5.4.6 ..................... 7 Equipamentos 5.3 ........................ 5 Espalhamento e compactação na pista 7.2.2 ..................... 11 Execução 5.4 ........................ 7 Índice geral .............................. 14 Inspeção 7............................ 9 Instalação 6.3......................... 9 Manejo ambiental 6............................ 8 Material de enchimento (filer) 5.1.2.3................... 4 Materiais 5.1......................... 4 Melhorador de adesividade 5.1.2.4................... 4 Objetivo 1............................ 2 Operação 6.4......................... 9 Pintura de ligação 5.4.1...................... 7 Plano de amostragem - controle tecnológico 7.4......................... 12 Prefácio .............................. 1 Produção do concreto asfáltico 5.4.4...................... 7 Referências normativas 2............................ 2 Resumo .............................. 1 Sumário .............................. 1 Temperatura do ligante 5.4.2...................... 7 Transporte do concreto asfáltico 5.4.5...................... 7 Verificação do produto 7.3......................... 11 _______________ NORMA DNIT 032/2005 - ES DNIT Pavimentos flexíveis – Areia-Asfalto a quente – Especificação de serviço Autor: Diretoriade Planejamento e Pesquisa Processo: 50.607.014.423/2004-98 Origem: Revisão da norma DNER-ES 312/97 Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de: 11 / 05 / 2005 Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA - ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-330 Tel/fax: (0xx21) 3371-5888 Asfalto, Areia-Asfalto, mistura, especificação 12 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução de camada do pavimento por meio da confecção de mistura a quente em usina apropriada utilizando cimento asfáltico, areia e material de enchimento (filer). Estabelece os requisitos concernentes a materiais , equipamentos, execução e controle da qualidade dos materiais empregados, além dos critérios para aceitação e rejeição e medição dos serviços. Abstract This document provides the method of executing the pavement layer, making use of bituminous hot mix from appropriate plant including binder, sand and filer. It also defines the requirements concerning materials, equipments, execution and quality control of the materials in use, as wall as the criteria acceptance and rejection and weasurement of the services . Sumário Prefácio................................................................................ 1 1 Objetivo ....................................................................... 1 2 Referências normativas............................................ 1 3 Definição..................................................................... 3 4 Condições gerais....................................................... 3 5 Condições específicas ............................................. 3 6 Manejo ambiental..................................................... 6 7 Inspeção..................................................................... 8 8 Critérios de medição................................................ 11 Índice Geral........................................................................ 12 Prefácio A presente Norma foi preparada pela Diretoria de Planejamento e Pesquisa, objetivando estabelecer as condições exigíveis para a execução de camada de pavimento com mistura a quente em usina apropriada utilizando ligante asfáltico, areia e filer. Está formatada de acordo com a norma DNIT 001/2002-PRO e cancela e substitui a norma DNER-ES 312/97. 1 Objetivo Estabelecer a sistemática a ser empregada na fabricação de misturas asfálticas do tipo Areia-Asfalto a quente para a construção de camadas do pavimento de acordo com os alinhamentos, greide e seção transversal de projeto. 2 Referências normativas Os documentos relacionados neste item serviram de base à elaboração desta Norma e contêm disposições que, ao serem citadas no texto, se tornam parte integrante desta Norma. As edições apresentadas são as que estavam em vigor na data desta publicação, NORMA DNIT 032/2005 –ES 2 recomendando-se que sempre sejam consideradas as edições mais recentes, se houver. a) AMERICAN ASSOCIATION OF STATE HIGHWAY AND TRANSPORTEATION OFFICIALS. T 283-89: resistance of compacted bituminous mixture to moisture induced damage. In: _____. Standard specifications for transportation materials and methods of sampling and testing. Washington, D.C., 1986. v.2 b) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM D 1754: effect of heat and air on asphaltic materials ( Thin-Film Oven Test ): test. In: _____. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. c) ______.ASTM D 2872: effect of heat and air on a moving film of asphalt ( Rolling Thin-Film Oven Test ): test. In: _____. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. d) ______ . ASTM E 303: pavement surface frictional properties using the British Portable Tester – Surface Frictional Properties Using the Britsh Pendulum Tester: test for measuring. In: _____. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. e) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5847: materiais asfálticos - determinação da viscosidade absoluta. Rio de Janeiro, 2001. f) _____. NBR 6560: materiais asfálticos – determinação do ponto do amolecimento – método do anel e bola. Rio de Janeiro, 2000. g) ASSOCIATION FRANÇAISE DE NORMALISATION. AFNOR NF P-98-216 - : determination de la macrotexture - partie 1: determ ination de hauteur au sable. Paris, 1999. h) DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. DNER-ISA 07: impactos da fase de obras rodoviárias – causas/ mitigação/ eliminação. In: _____. Corpo normativo ambiental para empreendimentos rodoviários. Rio de Janeiro, 1996. i) _____. DNER-EM 204/95: cimentos asfálticos de petróleo: especificação de material. Rio de Janeiro: IPR, 1995. j) _____. DNER-EM 367/97: material de enchimento para misturas asfálticas: especificação de material. Rio de Janeiro: IPR, 1997. k) _____. DNER-ME 003/99: material asfáltico – determinação da penetração: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. l) _____. DNER-ME 004/94: material asfáltico – determinação da viscosidade “Saybolt- Furol” a alta temperatura: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. m) _____. DNER-ME 043/95: misturas asfálticas a quente – ensaio Marshall: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1995. n) _____. DNER-ME 053/94: misturas asfálticas – percentagem de betume: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. o) _____. DNER-ME 054/97: equivalente de areia: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. p) _____. DNER-ME 079/94: agregado - adesividade a ligante asfáltico: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. q) _____. DNER-ME 083/98: agregados – análise granulométrica: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. r) _____. DNER-ME 089/94: agregados – avaliação da durabilidade pelo emprego de soluções de sulfato de sódio ou de magnésio: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. NORMA DNIT 032/2005 –ES 3 s) _____. DNER-ME 138/94: misturas asfálticas – determinação da resistência à tração por compressão diametral: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. t) _____. DNER-ME 148/94: material asfáltico – determinação dos pontos de fulgor e combustão ( vaso aberto Cleveland ): método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. u) _____. DNER-PRO 164/94 – Calibração e controle de sistemas de medidores de irregularidade de superfície do pavimento (Sistemas Integradores IPR/USP e Maysmeter); v) _____. DNER-PRO 182/94: medição de irregularidade de superfície de pavimento com sistemas integradores IPR/USP e Maysmeter: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 1994. w) _____. DNER-PRO 277/97: metodologia para controle estatístico de obras e serviços: procedimento: Rio de Janeiro: IPR, 1997. x) DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES. DNIT 011/2004-PRO: gestão da qualidade em obras rodoviárias: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2004. 3 Definição Areia-Asfalto a quente é a mistura executada a quente em usina apropriada, com características específicas, composta de areia (agregado miúdo), material de enchimento (filer) se necessário, e cimento asfáltico espalhado e compactado a quente. 4 Condições gerais A Areia-Asfalto a quente pode ser empregada como revestimento, base, regularização ou reforço do pavimento. Não será permitida a execução dos serviços, objeto desta Norma, em dias de chuva. A Areia-Asfalto a quente somente deverá ser fabricada, transportada eaplicada quando a temperatura ambiente for superior a 10ºC. Todo o carregamento de ligante asfáltico que chegar à obra deverá apresentar certificado de resultados de análise dos ensaios de caracterização exigidos pela especificação, correspondente à data de fabricação ou ao dia de carregamento e transporte para o canteiro de serviço, se o período entre os dois eventos ultrapassar de 10 dias. Deverá trazer também indicação clara da sua procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo e distância de transporte entre a refinaria e o canteiro de obra. 5 Condições específicas 5.1 Material Os materiais constituintes são os agregados miúdos, material de enchimento (filer) e cimento asfáltico, os quais devem satisfazer estas Especificações , item 2 – Referências, e às Especificações aprovadas pelo DNIT. 5.1.1 Ligante asfáltico Podem ser empregados os seguintes ligantes asfálticos: – cimento asfáltico de petróleo, CAP-30/45, CAP-50/60, CAP-85/100, (classificação por penetração), CAP-20 e CAP-40 (classificação por viscosidade); 5.1.2 Agregados 5.1.2.1 Areia - agregado miúdo O agregado é a areia. Suas partículas individuais devem ser resistentes, em seus grãos, estando livres de torrões de argila e de substâncias nocivas. Deve apresentar equivalente de areia igual ou superior a 55% (DNER-ME 054). 5.1.2.2 Material de enchimento (filer) Deve ser constituído por materiais minerais finamente divididos, tais como cimento Portland, cal extinta, pós - calcários, cinza volante, etc; e que atendam à Norma DNER-ME 367. Quando da aplicação deve estar seco, e/ou isento de grumos. NORMA DNIT 032/2005 –ES 4 NOTA: Denomina-se filer nesta norma a porção de qualquer um destes materiais acima, que passa na peneira n° 200. 5.1.2.3 Melhorador de adesividade Não havendo boa adesividade entre o ligante asfáltico a areia – agregado miúdo (DNER-ME 079), poderá ser empregado melhorador de adesividade na quantidade fixada no projeto. A determinação da adesividade é definida pelos seguintes ensaios: a) Método DNER 079/95, após submeter o ligante asfáltico contendo o dope no ensaio RTFOT (ASTM – D 2872); b) Método de ensaio para determinar a resistência de misturas asfálticas compactadas à degradação produzidas pela umidade (AASHTO 283/89). Neste caso a razão da resistência à tração por compressão diametral estática deverá ser superior a 0,7 (DNER-ME 138/94). 5.2 Composição da mistura A composição da mistura Areia-Asfalto a quente deve satisfazer aos requisitos do quadro seguinte com as respectivas tolerâncias no que diz respeito a granulométrica (DNER-ME 083/94) e aos percentuais do ligante asfáltico. Quando a camada de Areia-Asfalto for destinada a ser uma camada de revestimento deve ser projetada com uma faixa granulométrica próxima aos limites inferiores da especificação. DESIGNAÇÃO E TAMANHO NOMINAL DOS AGREGADOS Designação A B Tamanho Nominal 4,75 mm 2,0 mm Tolerâncias Peneiras Nome Abertura mm Porcentagem total passando (por peso) (3/8 pol.) 9,5 mm 100 - - (nº 4) 4,75 mm 80 – 100 100 ± 5% (nº 10) 2,00 mm 60 – 95 90 – 100 ± 4% (nº 40) 0,42 mm 16 – 52 40 – 90 ± 4% (nº 80) 0,18 mm 4 – 15 10 – 47 ± 3% (nº 200) 0,075 mm 2 - 10 0 – 7 ± 2% Emprego Revestimento Revestimento - Cimento Asfáltico % sobre o total da Mistura 6 - 12 7 - 12 ± 0,3% No projeto da curva granulométrica para camada de revestimento, deve ser considerada a segurança do usuário, especificada no item 7.3.4 – Condições de Segurança. As porcentagens de betume referem -se à mistura de Areia e filer, considerada como 100%. a) devem ser adotados o Método Ensaio Marshall para Misturas Asfálticas para verificações de condições de vazios, estabilidade e fluência da mistura. ENSAIO Discriminação Marshall DNER-ME 043 Porcentagem de vazios 3 a 8 Relação betume/vazios 65 – 82 Estabilidade, mínima 300 kgf (75 golpes) Fluência, mm 2,0 – 4,5 b) as Especificações Complementares podem fixar outra energia de compactação; 5.3 Equipamento Todo equipamento, antes do início da execução da obra, deve ser examinando, devendo estar apto para realizar os trabalhos constantes desta Norma. Os equipamentos requeridos são os seguintes: NORMA DNIT 032/2005 –ES 5 5.3.1 Depósito para ligante asfáltico Os depósitos para o ligante asfáltico devem ser capazes de aquecer o material, às temperaturas fixadas nas Especificações . O aquecimento deve ser feito por meio de serpentinas a vapor, eletricidade ou outros meios, de modo não haver contatos de chamas com interior do depósito. Deve ser instalado um sistema de circulação para o asfalto, de modo a garantir a circulação, desembaraçada e contínua, do depósito ao mis turador,, durante todo o período de operação. Todas as tubulações devem ser dotadas de isolamento, a fim de evitar perdas de calor. A capacidade dos depósitos deve ser suficiente para, no mínimo, três dias de serviço. 5.3.2 Depósito para agregados (Areia) Os silos devem ter capacidade total adequada e serem divididos em compartimentos, dispostos de modo a separar e estocar, as frações apropriadas do agregado. Cada compartimento deve possuir dispositivos de descarga. Haverá um silo para o filer, conjugado com dispositivos para a sua dosagem. 5.3.3 Usina para misturas asfálticas (Areia-Asfalto) A usina deve estar equipada com uma unidade classificadora de agregados, após o secador, dispor de misturador tipo Pugmill, com duplo eixo conjugado, provido de palhetas reversíveis e removíveis, ou outro tipo de produzir uma mistura uniforme. Deve, ainda, o misturador possuir dispositivo de descarga, de função ajustável e dispositivo completo para controlar o ciclo completo de mistura. Um termômetro, com proteção metálica e escala de 90° a 210°C, deve ser fixado na linha de alimentação do asfalto, em local adequado próximo a descarga do misturador. A usina deve ser equipada, além disso, com um termômetro de mercúrio, com escala em “dial”, pirômetro elétrico, ou outros instrumentos termométricos aprovados, colocados na descarga do secador, para registrar a temperatura dos agregados. 5.3.4 Caminhões para transporte da mistura Os caminhões, tipo basculante, para o transporte da Areia-Asfalto, devem ter caçambas metálicas robustas, limpas e lisas, ligeiramente lubrificadas com água e sabão, óleo cru fino, óleo parafínico, ou solução de cal, de modo a evitar a aderência da mistura às chapas. A utilização de produtos susceptíveis de dissolver o ligante asfáltico (óleo diesel, gasolina, etc.) não são permitidos. 5.3.5 Equipamento para espalhamento O equipamento para espalhamento e acabamento deve ser constituído de pavimentadoras automotrizes, capazes de espalhar e conformar a mistura no alinhamento, cotas e abaulamento requeridos. As acabadoras devem ser equipadas com parafusos sem fim, para colocar cãs misturas nas faixas, e possuir dispositivos rápidos e eficientes de direção, além de marchas para frente e para trás, As acabadoras devem ser equipadas com alisadores e dispositivos para aquecimento dos mesmos , à temperatura requerida, para a colocação da mistura sem irregularidades. 5.3.6 Equipamento para a compressão O equipamento para compressão deve ser constituído por rolo pneumático e rolo metálico liso, tipo tandem ou rolo vibratório. Os rolos pneumáticos , autopropulsionados , devem ser dotados de dispositivos que permitam a calibragem de variação de pressão dos pneus de 2,5 Kgf/cm2 a 8,4 Kgf/cm2 (35 a 120 psi). O equipamento em operação deve ser suficiente para comprimir a mistura à densidade requerida, enquanto esta se encontrar em condições de operacionalidade. 5.4 Execução 5.4.1 Pintura de ligação Sendo decorridos mais de sete dias entre a execução da imprimação e a do revestimento, ou no caso de ter havido trânsito sobre asuperfície imprimada, ou, ainda ter sido a imprimação recoberta com areia, deve ser feita uma pintura de ligação. 5.4.2 Temperatura do cimento asfáltico A temperatura do cimento asfáltico empregado na mistura deve ser determinada para cada tipo de ligante, em função da relação temperatura-viscosidade. A temperatura conveniente é aquela na qual o asfalto apresenta uma viscosidade situada dentro da faixa de 75 e 95 segundos, “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004), indicando-se preferencialmente, a viscosidade de 85 a NORMA DNIT 032/2005 –ES 6 95 segundos. Entretanto, a temperatura do ligante não deve ser inferior a 107ºC e nem exceder a 177°C. 5.4.3 Temperatura dos agregados (Areia) Os agregados devem ser aquecidos a temperaturas de 10ºC a 15ºC, acima da temperatura do ligante asfáltico, sem ultrapassar 177°C. 5.4.4 Produção de Areia-Asfalto A produção de Areia-Asfalto é efetuada em usinas apropriadas, conforme anteriormente especificado. 5.4.5 Transporte de Areia-Asfalto a quente A Areia-Asfalto a quente produzida pode ser transportada, da usina ao ponto de aplicação, nos veículos basculantes especificados no item 5.3.4 quando necessário, para que a mistura seja colocada na pista à temperatura especificada. Cada carregamento deve ser coberto com lona ou outro material aceitável, com tamanho suficiente para proteger a mistura. 5.4.6 Distribuição e compressão da mistura A distribuição da Areia-Asfalto deve ser feita por máquinas acabadoras, conforme especificado no item 5.3.6; e não deve ser aplicado a temperatura ambiente inferior a 10°C. Caso ocorram irregularidades na superfície da camada, estas devem ser sanadas pela adição manual da Areia- Asfalto, sendo esse espalhamento efetuado por meio de ancinhos e rodos metálicos. Imediatamente após a distribuição da Areia-Asfalto , tem início a rolagem. Como norma geral, a temperatura de rolagem é a mais elevada que a mistura betuminosa possa suportar, temperatura essa fixada, experimentalmente, para cada caso. Caso sejam empregados rolos de pneus, de pressão variável, inicia-se a rolagem com baixa pressão, a qual é aumentada à medida que a mistura vai sendo compactada, e, conseqüentemente, suportando pressões mais elevadas. A compactação será iniciada pelos bordos, longitudinalmente, continuando em direção ao eixo da pista. Nas curvas, de acordo com a superelevação, a compressão deve começar sempre do ponto mais baixo para o ponto mais alto. Cada passada do rolo deve ser recoberta, pelo menos, metade da largura rolada. Em qualquer caso, a operação de rolagem perdura até o momento em que seja atingida a compactação especificada. Durante a rolagem não são permitidas mudanças de direção e inversões bruscas de marcha nem estacionamento do equipamento sobre o revestimento recém – rolado. As rodas do rolo devem ser umedecidas adequadamente, de modo a evitar a aderência da mistura. 5.4.7 Abertura ao tráfego Os revestimentos recém – acabados devem ser mantidos sem tráfego, até o seu completo resfriamento. 6 Manejo ambiental Para execução de revestimento asfáltico do tipo Areia- Asfalto usinado a quente são necessários trabalhos envolvendo a utilização de asfalto e agregados, além da instalação de usina misturadora. Os cuidados a serem observados para fins de preservação do meio ambiente, envolvem a produção e aplicação de agregados , o estoque e operação da usina. NOTA: Devem ser observadas as prescrições estabelecidas nos Programas Ambientais que integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 6.1 Agregados No decorrer do processo de obtenção de agregados de areais devem ser considerados os seguintes cuidados principais: Caso utilizado areal comercial, a areia somente é aceita após apresentação da licença ambiental de operação do areal, cuja cópia deve ser arquivada junto ao Livro de Ocorrências da Obra. Não é permitida a exploração de areal em área de preservação ambiental. Planejar adequadamente a exploração do areal, de modo a minimizar os impactos decorrentes da exploração e facilitar a recuperação ambiental após o término das atividades exploratórias. Impedir queimadas como forma de desmatamento. Seguir as recomendações constantes da DNER-ES 279/97 para os caminhos de serviço. NORMA DNIT 032/2005 –ES 7 6.2 Ligante asfáltico Instalar os depósitos em locais afastados de cursos d’água. Vedar o descarte do refugo de materiais usados na faixa de domínio onde possam causar prejuízos ambientais. Recuperar a área afetada pelas operações de construção/execução, imediatamente após a remoção da usina e dos depósitos , e limpeza do canteiro de obras. As operações em usinas asfálticas a quente englobam: a) estocagem, dosagem, peneiramento e transporte de agregados frios; b) transporte, peneiramento, estocagem e pesagem de agregados quentes; c) transporte e estocagem de filer; d) transporte, estocagem e aquecimento de óleo combustível e cimento asfáltico. Os agentes e fontes poluidoras, compreendem: Agentes e fontes poluidoras AGENTE POLUIDOR FONTES POLUIDORAS I. Emissão de partículas A principal fonte é o secador rotativo. Outras fontes são: peneiramento, transferência e manuseio de agregados, balança, pilhas de estocagem e tráfego de veículos e vias de acesso. II. Emissão de gases Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. Aquecimento de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. Tanques de estocagem de óleo combustível e de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. III. Emissões Fugitivas As principais fontes são: pilhas de estocagem ao ar livre, carregamento dos silos frios, vias de tráfego, área de peneiramento, pesagem e mistura. NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer lançamentos ao ambiente, sem passar primeiro por alguma chaminé ou duto projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. Em função destes agentes devem ser obedecidos os itens 6.3 e 6.4. 6.3 Quanto à instalação Impedir a instalação de usinas de asfalto a quente a uma distancia inferior a 200 m (duzentos metros), medidos a partir da base da chaminé, de residências, de hospitais, clínicas, centros de reabilitação, escolas asilos, orfanatos, creches, clubes esportivos, parques de diversões e outras construções comunitárias. Definir no projeto executivo áreas para as instalações industriais, de maneira tal que se consiga o mínimo de agressão ao meio ambiente. Atribuir à Executante responsabilidade pela obtenção da licença de instalação/operação, assim como manter a usina em condições de funcionamento dentro do prescrito nestas especificações. 6.4 Operação Instalar sistemas de controle de poluição do ar constituídos por ciclone e filtro de mangas ou de equipamentos que atendam aos padrões estabelecidos nas legislações vigentes. Apresentar junto com o projeto para obtenção de licença, resultados de medições das chaminés que comprovem a capacidade do equipamento de controle proposto, para atender aos padrões estabelecidos pelo órgão ambiental. Dotar os silos de estocagem de agregado frio de proteções laterais e de cobertura, para evitar dispersão das emissões fugitivas durante a operação de carregamento. Enclausurar a correia transportadora de agregado frio. Adotar procedimentos de forma que a alimentação do secador seja feita sem emissão visível para a atmosfera. Manter pressão negativa no secador rotativo, enquanto a usina estiver em operação, para evitar emissões de partículas na entrada e saída do mesmo. Conectar o misturador, os silos de agregado quente e as peneiras classificatórias do sistema de exaustão ao sistema de controle de poluição do ar, para evitar emissões de vapores e partículas para a atmosfera. Fechar os silos de estocagem de massa asfáltica. Pavimentar e manter limpas as vias de acesso internas, de tal modo queas emissões provenientes do tráfego de veículos não ultrapassem 20% de opacidade. Dotar os silos de estocagem de filer de sistema próprio de filtragem a seco. Adotar procedimentos operacionais que evitem a emissão de partículas provenientes dos sistemas de limpeza dos filtros de mangas e de reciclagem do pó, retidos nas mangas. Acionar os sistemas de controle de poluição do ar antes dos equipamentos de processo. NORMA DNIT 032/2005 –ES 8 Manter em boas condições todos os equipamentos de processo e de controle. Dotar as chaminés de instalações adequadas para realização de medições. Substituir o óleo combustível por outra fonte de energia menos poluidora (gás ou eletricidade). 7 Inspeção 7.1 Controle dos insumos Todos os materiais utilizados na fabricação de Areia- Asfalto a quente (Insumos) devem ser examinados em laboratório, obedecendo à metodologia indicada pelo DNIT, e satisfazer as especificações em vigor. 7.1.1 Ligante asfáltico O controle de qualidade do ligante asfáltico consta do seguinte: – 01 ensaio de penetração a 25ºC (DNER-ME 003) para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio do ponto de fulgor, para todo carregamento que chegar à obra (DNER- ME 148); – 01 índice de susceptibilidade térmica para cada 100t determinado pelos ensaios (DNER-ME 003 e ABNT NBR 6560); – 01 ensaio de espuma, para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004) em várias temperaturas para a verificação da viscosidade especificada e o estabelecimento da curva viscosidade X temperatura para cada 100t; 7.1.2 Agregados O controle de qualidade dos agregados consta do seguinte: a) ensaios de granulometria do agregado (areia), de cada silo por jornada de trabalho (DNER-ME 083); b) ensaios de equivalente de areia, (DNER- ME 054); c) ensaio de granulometria do material de enchimento (filer), (DNER-ME 083). Nota: A quantidade de ensaios dos agregados obedecerá ao Plano de Amostragem estabelecido e aprovado pela Fiscalização. 7.2 Controle da produção O controle da produção (Execução) Areia-Asfalto a quente deve ser exercido através de coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória. 7.2.1 Controle da usinagem da Areia-Asfalto a quente a) Controle da quantidade de ligante na mistura – Devem ser efetuadas extrações de asfalto, de amostras da mistura coletada na pista (DNER-ME 053). A porcentagem de ligante pode variar, no máximo ± 0,3%, da fixada no projeto. b) Controle da graduação da mistura de agregados (areia) – Deve ser procedido o ensaio de granulometria (DNER-ME 083) da mistura dos agregados resultantes das extrações citadas no item anterior. A curva granulométrica deve manter-se contínua, enquadrando-se dentro das tolerâncias, especificadas no projeto. c) Controle de temperatura Devem ser efetuadas medidas de temperatura, durante a jornada de 8 horas de trabalho, em cada um dos itens abaixo discriminados: – do ligante, na usina; – da mistura, no momento, da saída do misturador. – da mistura no momento do espalhamento no início de rolagem, na pista. As temperaturas devem apresentar valores de ± 5ºC das temperaturas especificadas. NORMA DNIT 032/2005 –ES 9 d) Controle das características da mistura – Devem ser realizados ensaios Marshall em três corpos -de-prova de cada mistura por cada jornada de oito horas de trabalho (DNER-ME 043). – O valor de estabilidade deve satisfazer ao especificado no item proposto. As amostras devem ser coletadas na pista. 7.2.2 Espalhamento e compressão na pista Devem ser efetuadas medidas de temperatura durante o espalhamento da massa imediatamente, antes de iniciada a compressão. Estas temperaturas devem ser as indicadas para compressão, com uma tolerância de ± 5°C. O controle do grau de compressão - GC da areia-asfalto deve ser feito, preferencialmente, medindo-se a densidade aparente de corpos -de-prova extraídos da mistura espalhada e comprimida na pista, por meio de brocas rotativas , comparando-as com os resultados da densidade aparente de projeto. Podem ser empregados outros métodos para determinação da densidade aparente na pista, desde que indicada no projeto. Devem ser realizados determinações em locais escolhidos aleatoriamente durante a jornada de trabalho, não sendo permitidos - GC inferiores a 97% ou superiores a 101%, em relação à massa específica aparente do projeto. As medidas do grau de compactação devem ser efetuadas a cada 700m 2 de pista. 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade do revestimento de Areia-Asfalto (Produto) deve ser exercida através das seguintes determinações: a) Espessura da camada – Deve ser medida a espessura por ocasião da extração dos corpos -de- prova na pista, ou pelo nivelamento, do eixo e dos bordos, antes e depois do espalhamento e compressão da mistura. Admite-se a variação de ± 5% em relação às espessuras de projeto, em 10(dez) medidas sucessivas . b) Alinham entos – A verificação do eixo e bordos é feita durante os trabalhos de locação e nivelamento nas diversas seções correspondentes às estacas da locação. Poderá também ser a trena. Os desvios verificados não deverão exceder ± 5cm. c) Acabamento da superfície – Durante a execução deve ser feito em cada estaca da locação o controle de acabamento da superfície do revestimento, com o auxilio de duas réguas, uma de 3,00m e outra de 1,20m, colocadas em ângulo reto e paralelamente ao eixo da estrada, respectivamente. A variação da superfície, entre dois pontos quaisquer de contato, não deve exceder a 0,5cm, quando verificada com qualquer das réguas. – O acabamento longitudinal da superfície deve ser verificado por "aparelhos medidores de irregularidade tipo resposta" devidamente calibrados (DNER-PRO 164 e DNER-PRO 182) ou outro dispositivo equivalente para esta finalidade. Neste caso o Quociente de Irregularidade - QI deverá apresentar valor inferior a 35 contagens/km. d) Condições de segurança – O revestimento de Areia-Asfalto a quente acabado deve apresentar valores de Resistência à Derrapagem - VDR = 45 quando medido com o Pêndulo Britânico (ASTM-E 303/93) e Altura de Areia - HS na faixa de 0,6 > HS > 1,2mm (NF P-38). – Pode, também, ser empregado outro processo para avaliação da resistência à derrapagem, quando indicado no projeto. Os ensaios de controle da NORMA DNIT 032/2005 –ES 10 execução devem ser realizados em segmentos homogêneos escolhidos de maneira aleatória. 7.4 Plano de Amostragem - Controle tecnológico O número e a freqüência de verificação e de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico dos insumos, da produção e do produto devem ser estabelecidos pelo Executante segundo um Plano de Amostragem Aleatória definido de acordo com a seguinte tabela de controle estatístico de resultados (DNER-PRO 277): TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL n 5 6 7 8 9 10 11 12 K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 ∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL (continuação) n 13 14 15 16 17 19 21 K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 ∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 n = n° de amostras, k = coeficiente multiplicador, ∀ = risco do Executante 7.5 Condições de Conformidade e Não Conformidade Todos os ensaios de controle e verificações para os Insumos a produção e o Produto realizados de acordo com o Plano de Amostragem, devem cumprir as Condições Gerais e Condições Específicas do Capítulo 4 e Capítulo 5 desta Norma, e atenderem às condições de Conformidade e Não Conformidade de acordo com os seguintes critérios (DNER-PRO 277): a) Nos ensaios ou verificações em que é especificada uma faixa de valores mínimos e máximosdevem ser verificadas as seguintes condições para atender às exigências de Conformidade e Não Conformidade: x - ks < valor mínimo especificado ou; x + ks > valor máximo de projeto - Não Conformidade; x - ks = valor mínimo especificado ou; x + ks = valor máximo de projeto - Conformidade; Sendo: n x X ∑= 1 1 )( 21 − − = ∑ n xx S Onde: 1x – valores individuais X – média da amostra S - desvio padrão da amostra. k - coeficiente tabelado em função do número de determinações. n - número de determinações. b) Nos ensaios e verificações em que é especificado um valor mínimo a ser atingido deve-se verificar a seguinte condição para atender às exigências de Conformidade e não Conformidade: Se x - ks < valor mínimo especificado - Não Conformidade; Se x - ks ≥ valor mínimo especificado - Conformidade. Os resultados do controle estatístico devem ser registrados em relatórios periódicos de acompanhamento de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-Conformidades” da Produção e do Produto. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções executadas colocarem -no em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário será rejeitado. NORMA DNIT 032/2005 –ES 11 8 Critérios de medição Os serviços Conformes serão medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) A Areia-Asfalto deve der medida em toneladas de mistura efetivamente aplicada na pista. Não devem ser motivos de medição: mão-de-obra, materiais (exceto cimento asfáltico), transporte da mistura da usina à pista e encargos quando estiverem incluídos na composição do preço unitário; b) A quantidade de cimento asfáltico aplicada é obtida pela média aritmética dos valores medidos na usina, em toneladas; c) O transporte do cimento asfáltico efetivamente aplicado deve ser medido com base na distância entre a refinaria e o canteiro de serviço. d) Nenhuma medição deve ser processada se à ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado _________________/ Índice Geral NORMA DNIT 032/2005 –ES 12 Índice Geral Abertura ao tráfego 5.4.7 ......................... 6 Abstract .................................. 1 Agregados 5.1.2 ......................... 3 Agregados 6.1. ........................... 6 Agregados 7.1.2 ......................... 8 Areia - agregado miúdo 5.1.2.1...................... 3 Caminhões para transporte da mistura 5.3.4 ......................... 5 Composição da mistura 5.2 ............................ 4 Condições de Conformidade e Não Conformidade 7.5 ............................ 10 Condições específicas 5................................ 3 Condições gerais 4................................ 3 Controle da produção 7.2 ............................ 8 Controle da usinagem da Areia-Asfalto a quente 7.2.1 ......................... 8 Controle dos insumos 7.1 ............................ 8 Critérios de medição 8................................ 11 Definição 3................................ 3 Depósito para agregados (Areia) 5.3.2 ......................... 5 Depósito para ligante asfáltico 5.3.1 ......................... 5 Distribuição e compressão da mistura 5.4.6 ......................... 6 Equipamento para a compressão 5.3.6 ......................... 5 Equipamento para espalhamento 5.3.5 ......................... 5 Equipamento 5.3 ............................ 4 Espalhamento e compressão na pista 7.2.2 ......................... 9 Execução 5.4 ............................ 5 Índice Geral ................................. 12 Inspeção 7............................... 8 Ligante asfáltico 5.1.1 ........................ 3 Ligante asfáltico 6.2............................ 7 Ligante asfáltico 7.1.1 ........................ 8 Manejo ambiental 6 ............................... 6 Material de enchimento (filer) 5.1.2.2 ..................... 3 Material 5.1............................ 3 Melhorador de adesividade 5.1.2.3 ..................... 4 Objetivo 1............................... 1 Operação 6.4............................ 7 Pintura de ligação 5.4.1 ........................ 5 Plano de Amostragem - Controle tecnológico 7.4............................ 10 Prefácio ................................. 1 Produção de Areia-Asfalto 5.4.4 ........................ 6 Quanto à instalação 6.3............................ 7 Referências normativas 2............................... 1 Resumo ................................. 1 Sumário ................................. 1 Temperatura do cimento asfáltico 5.4.2 ........................ 5 Temperatura dos agregados (Areia) 5.4.3 ........................ 6 Transporte de Areia-Asfalto a quente 5.4.5 ........................ 6 Usina para misturas asfálticas (Areia-Asfalto) 5.3.3 ........................ 5 Verificação do produto 7.3............................ 9 _________________ NORMA DNIT 033/2005 - ES DNIT Pavimentos flexíveis – Concreto asfáltico reciclado a quente na usina - Especificação de serviço Autor: Diretoria de Planejamento e Pesquisa / IPR Processo: 50.607.014.423/2004-98 Origem: Revis ão da norma DNER-ES 318/97 Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de: 11 / 05 / 2005 Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA - ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-330 Tel/fax: (0xx21) 3371-5888 concreto asfáltico, reciclagem, especificação 13 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução de camada do pavimento por meio da confecção de mistura asfáltica reciclada a quente na usina utilizando cimento asfáltico, material de revestimento asfáltico removido de pavimento existente, agregados minerais e material de enchimento (filer) e agente de reciclagem. Estabelece os requisitos concernentes a material, equipamento, execução e controle da qualidade dos materiais empregados, além de conformidade, não conformidade e medição dos serviços. Abstract This document provides the method of executing the pavement layer with hot bituminous remixing from a plant, making use of binder, asphaltic layer removed from preexistent pavements, mineral aggregates, and filer. It includes the requirements concerning materials, equipment, execution and quality control, as well as the criteria for acceptance, rejection, and measurement of the services. Sumário Prefácio................................................................................. 1 1 Objetivo ........................................................................ 1 2 Referências normativas............................................. 2 3 Definição...................................................................... 3 4 Condições gerais ....................................................... 3 5 Condições específicas ............................................. 4 6 Manejo ambiental...................................................... 7 7 Inspeção......................................................................9 8 Critérios de medição................................................. 12 Índice Geral......................................................................... 13 Prefácio A presente Norm a foi preparada pela Diretoria de Planejamento e Pesquisa, objetivando estabelecer as condições exigíveis para a execução de camada de pavimento em mistura asfáltica reciclada a quente em usina apropriada utilizando ligante asfáltico, material de revestimento removido de pavimento existente, agregados minerais, material de enchimento (filer) e agente de reciclagem. Está formatada de acordo com a norma DNIT 001/2002-PRO e cancela e substitui a norma DNER-ES 318/97. 1 Objetivo Estabelecer os procedimentos a serem empregados no processo da reciclagem a quente na usina, de materiais de revestimento asfálticos dos pavimentos degradados, sua reutilização objetivando reconstituir as características mecânicas originais ou melhorá-las, atendendo os alinhamentos, greide e seção transversal do projeto. NORMA DNIT 033/2005 –ES 2 2 Referências normativas Os documentos relacionados neste item serviram de base à elaboração desta Norma e contêm disposições que, ao serem citadas no texto, se tornam parte integrante desta Norma. As edições apresentadas são as que estavam em vigor na data desta publicação, recomendando-se que sempre sejam consideradas as edições mais recentes, se houver. a) AMERICAN ASSOCIATION OF STATE HIGHWAY AND TRANSPORTEATION OFFICIALS. T 283-89: resistance of compacted bituminous mixture to moisture induced damage. In: _____. Standard specifications for transportation materials and methods of sampling and testing. Washington, D.C., 1986. v.2 b) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM D 1754: effect of heat and air on asphaltic materials ( Thin-Film Oven Test ): test. In: _____. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. c) ______.ASTM D 2872: effect of heat and air on a moving film of asphalt ( Rolling Thin-Film Oven Test ): test. In: _____. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. d) ______ . ASTM E 303: pavement surface frictional properties using the British Portable Tester – Surface Frictional Properties Using the Britsh Pendulum Tester: test for measuring. In: _____. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. e) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5847: materiais asfálticos - determinação da viscosidade absoluta. Rio de Janeiro, 2001. f) _____. NBR 6560: materiais asfálticos – determinação de ponto de amolecimento – método do anel e bola. Rio de Janeiro, 2000. g) ASSOCIATION FRANÇAISE DE NORMALISATION. AFNOR NF P-98-216-7: determination de la macrotexture - partie 7: determination de hauteur au sable. Paris, 1999. h) DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. DNER-ISA 07: impactos da fase de obras rodoviárias – causas/ mitigação/ eliminação. In: _____. Corpo normativo ambiental para empreendimentos rodoviários. Rio de Janeiro, 1996. i) _____. DNER-EM 204/95: cimentos asfálticos de petróleo: especificação de material. Rio de Janeiro: IPR, 1995. j) _____. DNER-EM 367/97: material de enchimento para misturas asfálticas: especificação de material. Rio de Janeiro: IPR, 1997. k) _____. DNER-ME 003/99: material asfáltico – determinação da penetração: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. l) _____. DNER-ME 004/94: material asfáltico – determinação da viscosidade “Saybolt- Furol” a alta temperatura: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. m) _____. DNER-ME 035/98: agregados – determinação da abrasão “Los Angeles” : método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. n) _____. DNER-ME 043/95: misturas asfálticas a quente – ensaio Marshall: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1995. o) _____. DNER-ME 053/94: misturas asfálticas – percentagem de betume: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. p) _____. DNER-ME 054/97: equivalente de areia: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. NORMA DNIT 033/2005 –ES 3 q) _____. DNER-ME 078/94: agregado graúdo – adesividade a ligante asfáltico: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. r) _____. DNER-ME 079/94: agregado - adesividade a ligante asfáltico: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. s) _____. DNER-ME 083/98: agregados – análise granulométrica: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. t) _____. DNER-ME 086/94: agregados – determinação do índice de forma: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. u) _____. DNER-ME 089/94: agregados – avaliação da durabilidade pelo emprego de soluções de sulfato de sódio ou de magnésio: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. v) _____. DNER-ME 138/94: misturas asfálticas – determinação da resistência à tração por compressão diametral: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. w) _____. DNER-ME 148/94: material asfáltico – determinação dos pontos de fulgor e combustão ( vaso aberto Cleveland ): método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. x) _____. DNER-ME 401/99: agregados – determinação de índice de degradação de rochas após compactação Marshall com ligante IDml e sem ligante IDm: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. y) _____. DNER-PRO 164/94 – Calibração e controle de sistemas de medidores de irregularidade de superfície do pavimento (Sistemas Integradores IPR/USP e Maysmeter); z) _____. DNER-PRO 182/94: medição de irregularidade de superfície de pavimento com sistemas integradores IPR/USP e Maysmeter: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 1994. aa) _____. DNER-PRO 277/97: metodologia para controle estatístico de obras e serviços: procedimento: Rio de Janeiro: IPR, 1997. bb) DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES. DNIT 011/2004-PRO: gestão da qualidade em obras rodoviárias: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2004. 3 Definição Concreto asfáltico reciclado a quente na usina - é a mistura realizada em usina com características específicas utilizando-se como agregado o material do revestimento asfáltico removido a frio do pavimento existente, cimento asfáltico e agregados adicionais e, se necessário, material de enchimento (filer) e agente de reciclagem misturado, espalhado e comprimido à quente. 4 Condições gerais O concreto asfáltico reciclado em usina pode ser empregado como revestimento, base, regularização ou reforço do pavimento. Não deve ser permitida a execução dos serviços, objeto desta Especificação, em dias de chuva. O concreto asfáltico reciclado a quente na usina somente deve ser fabricado, transportado e aplicado quando a temperatura ambiente for superior a 10ºC. Todo o carregamento de ligante asfáltico que chegar à obra deve apresentar por parte do fabricante/distribuidor certificado de resultados de análise dos ensaios de caracterização exigidos pela especificação, correspondente à data de fabricação ou ao dia de carregamento e transporte para o canteiro de serviço, se o período entre os dois eventos ultrapassar de 10 dias. Deve trazer também indicação clara da sua procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo e distância de transporte entre a refinaria e o canteiro de obra. NORMA DNIT 033/2005 –ES 4 5 Condições específicas 5.1 Material Os materiais constituintes do concreto asfáltico reciclado a quente na usina são a mistura asfáltica a reciclar extraída do pavimento existente, agregado graúdo, agregado miúdo, material de enchimento filer e ligante asfáltico, os quais devem satisfazer às Normas pertinentes, e às Especificações aprovadas pelo DNIT. 5.1.1 Ligante asfáltico adicional O ligante asfáltico adicional pode ser cimento asfáltico puro ou misturado com agente de reciclagem, satisfazendo às especificações do projeto. 5.1.2 Agente de reciclagem Podem ser empregados hidrocarbonetospuros ou misturados com cimento asfáltico de petróleo capazes de regenerar o ligante da antiga mistura asfáltica à reciclar, restaurando suas caracterís ticas físicas e químicas iguais ou próximas ao do ligante original, ou de outro tipo de ligante definido no projeto, satisfazendo às Especificações para cimento asfáltico de petróleo do DNIT. A quantidade adicionada à mistura asfáltica a reciclar deve ser definida no projeto. 5.1.3 Agregados 5.1.3.1 Agregado graúdo adicional O agregado graúdo adicional pode ser pedra, seixo rolado britado ou outro material indicado nas Especificações complementares. O agregado graúdo deve ser constituído de fragmentos sãos, duráveis, livres de torrões de argila, e de substâncias nocivas, e apresentar as características seguintes: a) desgaste Los Angeles igual ou inferior a 50% (DNER-ME 035); admitindo-se agregados com valores maiores, no caso de terem apresentado desempenho satisfatório em utilização anterior; Nota: Caso o agregado graúdo a ser usado apresente um índice de desgaste Los Angeles superior ou igual a 50%, pode ser usado o Método DNER-ME 401/99 – Agregado – Determinação de degradação de rochas após compactação Marshall, com ligante IDML, e sem ligante IDM, cujos valores tentativas de degradação para julgamento da qualidade de rochas destinadas ao uso no Concreto Asfáltico são: IDML = 5% e IDM = 8%. b) índice de forma superior a 0,5 (DNER-ME 086); c) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER- ME 89); 5.1.3.2 Agregado miúdo adicional O agregado miúdo adicional pode ser areia, pó-de-pedra ou mistura de ambos. Suas partículas individuais devem ser resis tentes, livres de torrões de argila e de substâncias nocivas. Deve apresentar: – equivalente de areia igual ou superior a 55% (DNER-ME 054). 5.1.3.3 Mistura asfáltica a reciclar A mistura asfáltica a reciclar é obtida na remoção a quente ou frio da camada asfáltica do pavimento. 5.1.3.4 Material de enchimento (filer) Deve ser constituído por materiais minerais finamente divididos, tais como pó de pedra, cimento Portland, cal extinta, pós-calcários etc; e que atendam à especificação DNER-EM 367. 5.1.3.5 Melhorador de adesividade Não havendo boa adesividade entre o ligante asfáltico e os agregados adicionais (DNER-ME 078 e DNER-ME 079), pode ser empregado melhorador de adesividade na quantidade fixada no projeto. A determinação da adesividade deve ser definida pelos seguintes ensaios: a) Métodos DNER-ME 078/94 e DNER 079/95, após submeter o ligante asfáltico contendo o dope no ensaio RTFOT (ASTM – D 2872); ou o ensaio ECA(ABNT-MB 425 – ASTM D – 1754); NORMA DNIT 033/2005 –ES 5 b) Método de ensaio para determinar a resistência de misturas asfálticas compactadas , à degradação produzida pela umidade (AASHTO 283/89). Neste caso a razão da resistência à tração por compressão diametral estática (CP saturados ÷ CP secos) deve ser superior a 0,7 (DNER-ME 138/94). NOTA: CP = corpo de provas, moldados pela DNER-ME 043 5.2 Composição da mistura A composição do concreto asfáltico reciclado deve satisfazer aos requisitos do quadro seguinte com as respectivas tolerâncias no que diz respeito à granulometria (DNER-ME 083) e aos percentuais do ligante asfáltico determinados pelo projeto da mistura. Peneira de malha quadrada % em massa, passando Série ASTM Abertura (mm) A B C Tolerâncias 2” 50,8 100 - - - 1 ½” 38,1 95 - 100 100 - ± 7% 1” 25,4 75 - 100 95 - 100 - ± 7% ¾” 19,1 60 - 90 80 - 100 100 ± 7% ½” 12,7 - - 80 - 100 ± 7% 3/8” 9,5 35 - 65 45 - 80 70 - 90 ± 7% N° 4 4,8 25 - 50 28 - 60 44 - 72 ± 5% N° 10 2,0 20 - 40 20 - 45 22 - 50 ± 5% N° 40 0,42 10 - 30 10 - 32 8 - 26 ± 5% N° 80 0,18 5 - 20 8 - 20 4 - 16 ± 3% N° 200 0,075 1 - 8 3 - 8 2 - 10 ± 2% Teor de betume (ml) 4,0 - 7,0 Camada de ligação (Binder) 4,5 - 7,5 Camada de ligação e rolamento 4,5 - 9,0 Camada de rolamento ± 0,3% A faixa usada deve ser aquela, cujo diâmetro máximo é inferior a 2/3 da espessura da camada. No projeto da curva granulométrica, para camada de revestimento, deve ser considerada a segurança do usuário, especificada no item 7.3 – Condições de Segurança. As porcentagens de ligante referem-se à mistura de agregados, considerada como 100%. Para todos os tipos a fração retida entre duas peneiras consecutivas não deve ser inferior a 4% do total. a) devem ser observados os valores limites para as características especificadas no quadro a seguir: Características Método de ensaio Camada de Rolamento Camada de Ligação (Binder) Porcentagem de vazios, % DNER-ME 043 3 a 5 4 a 6 Relação betume/vazios DNER-ME 043 75 – 82 65 – 72 Estabilidade, mínima, (Kgf) (75 golpes) DNER-ME 043 500 500 Resistência à Tração por Compressão Diametral estática a 25ºC, mínima, MPa DNER-ME 138 0,65 0,65 b) as Especificações Complementares podem fixar outra energia de compactação; c) as misturas devem atender às especificações da relação betume/vazios ou aos mínimos de vazios do agregado mineral, dados pela seguinte tabela: VAM – Vazios do Agregado Mineral Tamanho Nominal Máximo do agregado # m m VAM Mínimo % 1½” 38,1 13 1” 25,4 14 3/4” 19,1 15 1/2” 12,7 16 3/8” 9,5 18 5.3 Equipamentos Os equipamentos necessários à execução dos serviços serão adequados aos locais de instalação das obras, atendendo ao que dispõem as especificações para os serviços. Devem ser utilizados, no mínimo, os seguintes equipamentos: a) Depósito para ligante asfáltico; Os depósitos para o ligante asfáltico devem possuir dispositivos capazes de aquecer o ligante nas temperaturas fixadas nesta Norma. Estes dispositivos também devem evitar qualquer superaquecimento localizado. Deve ser instalado um sistema de recirculação para o ligante asfáltico, de modo a garantir a circulação, desembaraçada e contínua, do depósito ao NORMA DNIT 033/2005 –ES 6 misturador, durante todo o período de operação. A capacidade dos depósitos deve ser suficiente para, no mínimo, três dias de serviço. b) Fresadora; Equipamento para remoção do pavimento a frio. c) Silos para agregados adicionais e para o material removido (fresado) do pavimento; Os silos devem ter capacidade total de, no mínimo, três vezes a capacidade do misturador e ser divididos em compartimentos, dispostos de modo a separar e estocar, adequadamente, as frações apropriadas do agregado. Cada compartimento deve possuir dispositivos adequados de descarga. Deve haver um silo adequado para o filer, conjugado com dispositivos para a sua dosagem. d) Usina para misturas asfálticas; A Usina a ser utilizada será uma usina do tipo tambor/secador/misturador, de duas zonas (convecção e radiação), provida de: coletor de pó, alimentador de “filer”, sistema de descarga da mistura asfáltica, por intermédio de transportador de correia com comporta do tipo “clam -shell” ou alternativamente, em silos de estocagem. A usina deve possuir silos de agregados múltiplos, com pesagem dinâmica e deve ser assegurada a homogeneidade das granulometrias dos diferentes agregados. A usina deve possuir ainda uma cabine de comando e quadros de força. Tais partes devem estar instaladas em recinto fechado, com os cabos de força e comandos ligados em tomadas externas especiais para esta aplicação. A operação de pesagem de agregados e do ligante asfáltico deve ser semi-automática com leitura instantânea e acumuladora , por meio de registros digitais em “display” de cristal líquido. Devem existir potenciômetros para compensação das massas específicas dos diferentes tipos de ligantes asfálticos e para seleção de velocidade dos alimentadores dos agregados frios. e) Caminhões basculantes para transporte da mistura; Os caminhões, tipo basculante, para o transportedo concreto asfáltico usinado a quente, devem ter caçambas metálicas robustas, limpas e lisas, ligeiramente lubrificadas com água e sabão, óleo cru fino, óleo parafínico, ou solução de cal, de modo a evitar a aderência da mistura à chapa. A utilização de produtos susceptíveis de dissolver o ligante asfáltico (óleo diesel, gasolina etc.) não é permitida. f) Equipamento para espalhamento e acabamento; O equipamento para espalhamento e acabamento deve ser constituído de pavimentadoras automotrizes, capazes de espalhar e conformar a mistura no alinhamento, cotas e abaulamento definidos no projeto. As acabadoras devem ser equipadas com parafusos sem fim, para colocar a mistura exatamente nas faixas, e possuir dispositivos rápidos e eficientes de direção, além de marchas para a frente e para trás. As acabadoras devem ser equipadas com alisadores e dispositivos para aquecimento, à temperatura requerida, para a colocação da mistura sem irregularidade. g) Equipamento para compactação; O equipamento para a compactação deve ser constituído por rolo pneumático e rolo metálico liso, tipo tandem ou rolo vibratório. Os rolos pneumáticos, autopropulsionados , devem ser dotados de dispositivos que permitam a calibragem de variação da pressão dos pneus de 2,5 kgf/cm² a 8,4 kgf/cm² . O equipamento em operação deve ser suficiente para compactar a mistura na densidade de projeto, enquanto esta se encontrar em condições de trabalhabilidade. NORMA DNIT 033/2005 –ES 7 NOTA: Todo equipamento a ser utilizado deve ser vistoriado antes do início da execução do serviço de modo a garantir condições apropriadas de operação, sem o que, não deve ser autorizada a sua utilização. 5.4 Execução 5.4.1 Pintura de ligação Sendo decorridos mais de sete dias entre a execução da imprimação e a do revestimento, ou no caso de ter havido trânsito sobre a superfície imprimada, ou, ainda ter sido a imprimação recoberta com areia, pó-de-pedra, etc., deve ser feita uma pintura de ligação. 5.4.2 Temperatura do ligante A temperatura do cimento asfáltico empregado na mistura deve ser determinada para cada tipo de ligante, em função da relação temperatura-viscosidade. A temperatura conveniente é aquela na qual o cimento asfáltico apresenta uma viscosidade situada dentro da faixa de 75 a 150 SSF, “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004), indicando-se, preferencialmente, a viscosidade de 75 a 95 SSF. A temperatura do ligante não deve ser inferior a 107°C nem exceder a 177°C. 5.4.3 Aquecimento dos agregados Os agregados devem ser aquecidos a temperaturas de 10°C a 15°C acima da temperatura do ligante asfáltico, sem ultrapassar 177°C. 5.4.4 Produção do concreto asfáltico reciclado A produção do concreto asfáltico é efetuada em usinas apropriadas, conforme anteriormente especificado. 5.4.5 Transporte do concreto asfáltico reciclado O concreto asfáltico produzido deve ser transportado, da usina ao ponto de aplicação, nos veículos especificados no item 5.3 quando necessário, para que a mistura seja colocada na pista à temperatura especificada. Cada carregamento deve ser coberto com lona ou outro material aceitável, com tamanho suficiente para proteger a mis tura. 5.4.6 Distribuição e compactação da mistura A distribuição do concreto asfáltico reciclado deve ser feita por equipamentos adequados, conforme especificado no item 5.3. Caso ocorram irregularidades na superfície da camada, estas devem ser sanadas pela adição manual de concreto asfáltico, sendo esse espalhamento efetuado por meio de ancinhos e rodos metálicos. Após a distribuição do concreto asfáltico, tem início a rolagem. Como norma geral, a temperatura de rolagem é a mais elevada que a mistura asfáltica possa suportar, temperatura essa fixada, experimentalmente, para cada caso. Caso sejam empregados rolos de pneus, de pressão variável, inicia-se a rolagem com baixa pressão, a qual deve ser aumentada à medida que a mistura seja compactada, e, conseqüentemente, suportando pressões mais elevadas. A compactação deve ser iniciada pelos bordos, longitudinalmente, continuando em direção ao eixo da pista. Nas curvas, de acordo com a superelevação, a compactação deve começar sempre do ponto mais baixo para o ponto mais alto. Cada passada do rolo deve ser recoberta na seguinte, de pelo menos metade da largura rolada. Em qualquer caso, a operação de rolagem perdurará até o momento em que seja atingida a compactação especificada. Durante a rolagem não são permitidas mudanças de direção e inversões bruscas da marcha, nem estacionamento do equipamento sobre o revestimento recém – rolado. As rodas do rolo devem ser umedecidas adequadamente, de modo a evitar a aderência da mistura. 5.4.7 Abertura ao tráfego Os revestimentos recém –acabados devem ser mantidos sem tráfego, até o seu completo resfriamento. 6 Manejo ambiental Para execução de concreto asfáltico reciclado a quente no local são necessários trabalhos envolvendo a utilização de asfalto e agregados, além da instalação de usina misturadora. NORMA DNIT 033/2005 –ES 8 Os cuidados a serem observados para fins de preservação do meio ambiente envolvem a produção e aplicação de agregados, o estoque e operação da usina. NOTA: Devem ser observadas as prescrições estabelecidas nos Programas Ambientais que integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 6.1 Agregados No decorrer do processo de obtenção de agregados de pedreiras e areais devem ser considerados os seguintes cuidados principais: Caso utilizado areal comercial, a brita e a areia somente serão aceitas após apresentação da licença ambiental de operação da pedreira/areal, cuja cópia deve ser arquivada junto ao Livro de Ocorrências da obra. Não deve ser permitido a localização da pedreira e das instalações de britagem em área de preservação ambiental. Planejar adequadamente a exploração da pedreira e do areal, de modo a minimizar os impactos decorrentes da exploração e facilitar a recuperação ambiental após o término das atividades exploratórias. Impedir queimadas como forma de desmatamento. Seguir as recomendações constantes da DNER-ES 279/97 para os caminhos de serviço. Construir, junto às instalações de britagem, bacias de sedimentação para retenção do pó de pedra eventualmente produzido em excesso. 6.2 Ligantes asfálticos Instalar os depósitos em locais afastados de cursos d’água. Vedar o descarte do refugo de materiais usados na faixa de domínio áreas onde possam causar prejuízos ambientais. Recuperar a área afetada pelas operações de construção/execução, imediatamente após a remoção da usina e dos depósitos e à lim peza de canteiro de obras. As operações em usinas asfálticas a quente englobam: a) estocagem, dosagem, peneiramento e transporte de agregados frios; b) transporte, peneiramento, estocagem e pesagem de agregados quentes; c) transporte e estocagem de filer; d) transporte, estocagem e aquecimento de óleo combustível e cimento asfáltico. Os agentes e fontes poluidoras, compreendem: Agentes e fontes poluidoras AGENTE POLUIDOR FONTES POLUIDORAS I. Emissão de partículas A principal fonte é o secador rotativo. Outras fontes são: peneiramento, transferência e manuseio de agregados, balança, pilhas de estocagem e tráfego de veículos e vias de acesso. II. Emissão de gases Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. Misturador de asfalto: hidrocarbonetos. Aquecimento de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. Tanques de estocagem de óleo combustível e de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. III. Emissões Fugitivas As principais fontes são pilhas de estocagem ao ar livre, carregamento dos silos frios, vias de tráfego, área de peneiramento, pesagem e mistura. NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer lançamentosao ambiente, sem passar primeiro por alguma chaminé ou duto projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. Em função destes agentes devem ser obedecidos os itens 6.3 e 6.4. 6.3 Quanto à instalação Impedir a instalação de usinas de asfalto a quente à uma distancia inferior a 200 m (duzentos metros), medidos a partir da base da chaminé, de residências, hospitais, clínicas, centros de reabilitação, escolas asilos, orfanatos creches, clubes esportivos, parques de diversões e outras construções comunitárias. Definir no projeto executivo, áreas para as instalações industriais, de maneira tal que se consiga o mínimo de agressão ao meio am biente. Atribuir à Executante responsabilidade pela obtenção da licença de instalação/operação, assim como manter a usina em condições de funcionamento dentro do prescrito nestas especificações. 6.4 Operação Instalar sistemas de controle de poluição do ar cons tituídos por ciclone e filtro de mangas ou de equipamentos que atendam aos padrões estabelecidos nas legislações vigentes. Apresentar junto com o projeto para obtenção de licença, resultados de medições em chaminés que NORMA DNIT 033/2005 –ES 9 comprovem a capacidade do equipamento de controle proposto, para atender aos padrões estabelecidos pelo órgão ambiental. Dotar os silos de estocagem de agregado frio de proteção laterais e cobertura, para evitar dispersão das emissões fugitivas durante a operação de carregamento. Enclausurar a correia transportadora de agregado frio. Adotar procedimentos de forma que a alimentação do secador seja feita sem emissão visível para a atmosfera. Manter pressão negativa no secador rotativo, enquanto a usina estiver em operação, para evitar emissões de partículas na entrada e saída do mesmo. Dotar o misturador, os silos de agregado quente e as peneiras classificatórias de exaustão conectados ao sistema de controle de poluição do ar, para evitar emissões de vapores e partículas para a atmosfera. Fechar os silos de estocagem de massa asfáltica. Pavimentar e manter limpas as vias de acesso internas, de tal modo que as emissões provenientes do tráfego de veículos não ultrapassem 20% de opacidade. Dotar os silos de estocagem de filer de sistema próprio de fi ltragem a seco. Adotar procedimentos operacionais que evitem a emissão de partículas provenientes dos sistemas de limpeza dos filtros de mangas e de reciclagem de pó retidos nas mangas. Acionar os sistemas de controle de poluição do ar antes dos equipamentos de processo. Manter em boas condições de operação todos os equipamentos de processo e de controle. Dotar as chaminés de instalações adequadas para realização de medições. Substituir o óleo combustível por outra fonte de energia menos poluidora (gás ou eletricidade) e o estabelecimento de barreiras vegetais no local, sempre que possível. 7 Inspeção 7.1 Controle dos insumos Todos os materiais utilizados na fabricação de Concreto Asfáltico Reciclado a Quente na Usina (Insumos) devem ser examinados em laboratório, obedecendo a metodologia indicada pelo DNIT, e satisfazer às especificações em vigor. 7.1.1 Cimento asfáltico O controle da qualidade do cimento asfáltico consta do seguinte: – 01 ensaio de penetração a 25ºC (DNER-ME 003), para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio do ponto de fulgor, para todo carregamento que chegar à obra (DNER- ME 148); – 01 índice de susceptibilidade térmica para cada 100t, determinado pelos ensaios DNER-ME 003 e NBR 6560; – 01 ensaio de espuma, para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004), para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004) a diferentes temperaturas, para o estabelecimento da curva viscosidade x temperatura, para cada 100t. 7.1.2 Agregados O controle da qualidade dos agregados consta do seguinte: a) Ensaios eventuais Somente quando houver dúvidas ou variações quanto à origem e natureza dos materiais. – ensaio de desgaste Los Angeles (DNER-ME 035) do agregado graúdo adicional; – ensaio de adesividade dos agregados adicionais (DNER-ME 078 e DNER- ME 079). Se o concreto asfáltico contiver dope também devem ser executados os ensaios de RTFOT (ASTM D-2872) ou ECA (ASTM-D- 1754) e de degradação produzida pela umidade (AASHTO-283/89 e DNER- ME 138); NORMA DNIT 033/2005 –ES 10 – ensaio de índice de forma do agregado graúdo adicional (DNER-ME 086); b) Ensaios de rotina – 02 ensaios de granulometria dos agregados adicionais , e de material fresado, por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 083); – 01 ensaio de equivalente de areia do agregado miúdo adicional, por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 054); – 01 ensaio de granulometria do material de enchimento (filer), por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 083). 7.2 Controle da produção O controle da produção (Execução) do Concreto Asfáltico deve ser exercido através de coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória de acordo com o Plano de Amostragem Aleatória (vide item 7.4). 7.2.1 Controle da usinagem do concreto asfáltico reciclado a quente a) Controles da quantidade de ligante na mistura Devem ser efetuadas extrações de asfalto, de amostras coletadas na pista, logo após a passagem da acabadora (DNER-ME 053). A porcentagem de ligante na mistura deve respeitar os limites estabelecidos no projeto da mistura, devendo-se observar a tolerância máxima de ± 0,3%. Deve ser executada uma determinação, no mínimo a cada 700m 2 de pista. b) Controle da graduação da mistura de agregados Deve ser procedido o ensaio de granulometria (DNER-ME 083) da mistura dos agregados resultantes das extrações citadas na alínea "a". A curva granulométrica deve manter-se contínua, enquadrando-se dentro das tolerâncias especificadas no projeto da mistura. c) Controle de temperatura São efetuadas medidas de temperatura, durante a jornada de 8 horas de trabalho, da mistura, no momento da saída do misturador. As temperaturas podem apresentar variações de ± 5ºC das especificadas no projeto da mistura. d) Controle das características da mistura Devem ser realizados ensaios Marshall em três corpos -de-prova de cada mistura por jornada de oito horas de trabalho (DNER- ME 043) e também o ensaio de tração por compressão diametral a 25°C (DNER-ME 138), em material coletado após a passagem da acabadora. Os corpos -de- prova devem ser moldados in loco, imediatamente antes do início da compactação da massa. Os valores de estabilidade, e da resistência à tração por compressão diametral devem satisfazer ao especificado. 7.2.2 Espalhamento e compactação na pista Devem ser efetuadas medidas de temperatura durante o espalhamento da massa imediatamente antes de iniciada a compactação. Estas temperaturas devem ser as indicadas, com uma tolerância de ± 5°C. O controle do grau de compactação - GC da mistura asfáltica deve ser feito, medindo-se a densidade aparente de corpos -de-prova extraídos da mistura espalhada e compactada na pista, por meio de brocas rotativas e comparando-se os valores obtidos com os resultados da densidade aparente de projeto da mistura. Devem ser realizadas determinações em locais escolhidos, aleatoriamente, durante a jornada de trabalho, não sendo permitidos GC inferiores a 97% ou superiores a 101%, em relação à massa específica aparente máxima do projeto da mistura (conforme item 7.5, alínea "a"). As medidas do grau de compactação devem ser efetuadas a cada 700m 2 de pista. NORMA DNIT 033/2005 –ES 11 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade do revestimento de Concreto Asfáltico (Produto) deve ser exercida através das seguintes determinações, executadasde acordo com o Plano de Amostragem Aleatório (vide item 7.4): a) Espessura da camada Deve ser medida por ocasião da extração dos corpos -de-prova na pista, ou pelo nivelamento, do eixo e dos bordos; antes e depois do espalhamento e compactação da mistura. Admite-se a variação de ± 5% em relação às espessuras de projeto. b) Alinhamentos A verificação do eixo e dos bordos deve ser feita durante os trabalhos de locação e nivelamento nas diversas seções correspondentes às estacas da locação.. Os desvios verificados não devem exceder ± 5cm. c) Acabamento da superfície Durante a execução deve ser feito em cada estaca da locação o controle de acabamento da superfície do revestimento, com o auxílio de duas réguas, uma de 3,00m e outra de 1,20m, colocadas em ângulo reto e paralelamente ao eixo da estrada, respectivamente. A variação da superfície, entre dois pontos quaisquer de contato, não deve exceder a 0,5cm, quando verificada com qualquer das réguas. O acabamento longitudinal da superfície deve ser verificado por aparelhos medidores de irregularidade tipo resposta devidamente calibrados (DNER-PRO 164 e DNER-PRO 182) ou outro dispositivo equivalente para esta finalidade. Neste caso o Quociente de Irregularidade - QI deve apresentar valor inferior ou igual a 35 contagens/km (IRI = 2,7). d) Condições de segurança O revestimento de concreto asfáltico acabado deve apresentar Valores de Resistência à Derrapagem - VDR = 45 quando medido com o Pêndulo Britânico (ASTM-E 303) e Altura de Areia – 1,20mm = HS = 0,60mm (NF P-98-216-7). Os ensaios de controle são realizados em segmentos escolhidos de maneira aleatória, na forma definida pelo Plano da Qualidade. 7.4 Plano de Amostragem - Controle Tecnológico O número e a freqüência de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico da produção e do produto são estabelecidos segundo um Plano de Amostragem aprovado pela Fiscalização, de acordo com a seguinte tabela de controle estatístico de resultados (DNER-PRO 277): TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL n 5 6 7 8 9 10 11 12 K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 ∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL (continuação) n 13 14 15 16 17 19 21 K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 ∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 n = n° de amostras, k = coeficiente multiplicador, ∀ = risco do Executante 7.5 Condições de Conformidade e Não Conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos à produção e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem citado em 7.4, devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: a) Quando especificada uma faixa de valores mínimos e máximos devem ser verificadas as seguintes condições: X - ks < valor mínimo especificado ou X + ks > valor máximo de projeto: Não Conformidade; X - ks = valor mínimo especificado ou X + ks = valor máximo de projeto: Conformidade; NORMA DNIT 033/2005 –ES 12 Sendo: n x X i∑= 1 )( 2 − − = ∑ n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra. k - coeficiente tabelado em função do número de determinações. n - número de determinações. b) Quando especificado um valor mínimo a ser atingido devem ser verificadas as seguintes condições: Se x - ks < valor mínimo especificado: Não Conformidade; Se x - ks ≥ valor mínimo especificado: Conformidade. Os resultados do controle estatístico serão registrados em relatórios periódicos de acompanhamento de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-Conformidades” da Produção e do Produto. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções executadas colocarem -no em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário deve ser rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços conformes serão medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) O concreto asfáltico reciclado a quente na usina deve ser medido em toneladas de mistura efetivamente aplicada na pista. Não serão motivos de medição: mão-de-obra, materiais (exceto cimento asfáltico), transporte da mistura da usina à pista e encargos quando estiverem incluídos na composição do preço unitário; b) A quantidade de cimento asfáltico aplicada é obtida pela média aritmética dos valores medidos na usina, em toneladas; c) O transporte do cimento asfáltico efetivamente aplicado deve ser medido com base na distância entre a refinaria e o canteiro de serviço. d) Nenhuma medição deve ser processada se a ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado. _________________ /Índice Geral NORMA DNIT 033/2005 –ES 13 Índice Geral Abertura ao tráfego 5.4.7 ......................... 7 Abstract .................................. 1 Agente de reciclagem 5.1.2 ......................... 4 Agregado graúdo adicional 5.1.3.1...................... 4 Agregado miúdo adicional 5.1.3.2...................... 4 Agregados 5.1.3 ......................... 4 Agregados 6.1 ............................ 8 Agregados 7.1.2 ......................... 9 Aquecimento dos agregados 5.4.3 ......................... 7 Cimento asfáltico 7.1.1 ......................... 9 Composição da mistura 5.2 ............................ 5 Condições de Conformidade e Não Conformidade 7.5 ............................ 11 Condições específicas 5................................ 4 Condições gerais 4................................ 3 Controle da produção 7.2 ............................ 10 Controle da usinagem do concreto asfáltico reciclado a quente 7.2.1 ......................... 10 Controle dos insumos 7.1 ............................ 9 Critérios de medição 8................................ 12 Definição 3................................ 3 Distribuição e compactação da mistura 5.4.6 ......................... 7 Equipamentos 5.3 ............................ 5 Espalhamento e compactação na pista 7.2.2 ......................... 10 Execução 5.4............................ 7 Índice Geral ................................. 14 Inspeção 7............................... 9 Ligante asfáltico adicional 5.1.1 ........................ 4 Ligantes asfálticos 6.2............................ 8 Manejo ambiental 6 ............................... 7 Material de enchimento (filer) 5.1.3.4 ..................... 4 Material 5.1............................ 4 Melhorador de adesividade 5.1.3.5 ..................... 4 Mistura asfáltica a reciclar 5.1.3.3 ..................... 4 Objetivo 1............................... 1 Operação 6.4............................ 8 Pintura de ligação 5.4.1 ........................ 7 Plano de Amostragem - Controle Tecnológico 7.4............................ 11 Prefácio ................................. 1 Produção do concreto asfáltico reciclado 5.4.4 ........................ 7 Quanto à instalação 6.3............................ 8 Referências normativas 2............................... 2 Resumo ................................. 1 Sumário ................................. 1 Temperatura do ligante 5.4.2 ........................ 7 Transporte do concreto asfáltico reciclado 5.4.5 ........................ 7 Verificação do produto 7.3............................ 11 _________________ NORMA DNIT 034/2005 - ES DNITPavimentos flexíveis – Concreto asfáltico reciclado a quente no local – Especificação de serviço Autor: Diretoria de Planejamento e Pesquisa / IPR Processo: 50.607.014.423/2004-98 Origem: Revisão da norma DNER-ES 319/97 Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de: 11 / 05 / 2005 Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA - ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-330 Tel/fax: (0xx21) 3371-5888 concreto asfáltico, reciclagem, especificação 13 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução de camada do pavimento por meio da confecção de mistura asfáltica reciclada a quente no local utilizando cimento asfáltico, material de revestimento asfáltico removido de pavimento existente, agregados minerais e material de enchimento (filler) e agente de reciclagem. Estabelece os requisitos concernentes a material, equipamento, execução e controle de qualidade dos materiais empregados, além de conformidade, não conformidade e medição dos serviços. Abstract This document provides the method of executing the pavement layer with hot bituminous remixing from a plant, making use of binder, asphaltic layer removed from preexistent pavements, mineral aggregates, and filler. It includes the requirements concerning materials, equipment, execution and quality control, as well as the criteria for acceptance, rejection, and measurement of the services. Sumário Prefácio................................................................................ 1 1 Objetivo ....................................................................... 1 2 Referências normativas............................................ 2 3 Definição.................................................................... 3 4 Condições gerais ...................................................... 3 5 Condições específicas ............................................ 4 6 Manejo ambiental..................................................... 7 7 Inspeção..................................................................... 9 8 Critérios de medição................................................ 12 Índice Geral........................................................................ 13 Prefácio A presente Norma foi preparada pela Diretoria de Planejamento e Pesquisa, objetivando estabelecer as condições exigíveis para a execução de camada de pavimento em mistura asfáltica reciclada a quente no local, por equipamento apropriado utilizando ligante asfáltico, material de revestimento removido de pavimento existente, agregados minerais, material de enchimento (filer) e agente de reciclagem. Está formatada de acordo com a norma DNIT 001/2002-PRO e cancela e substitui a norma DNER-ES 319/97. 1 Objetivo Estabelecer os procedimentos a serem empregados no processo da reciclagem a quente no local, com equipamento apropriado, de materiais de revestimento dos pavimentos degradados, sua reutilização objetivando reconstituir as características mecânicas NORMA DNIT 034/2005 –ES 2 originais ou melhorá-las, atendendo os alinhamentos, greide e seção transversal do projeto. 2 Referências normativas Os documentos relacionados neste item serviram de base à elaboração desta Norma e contêm disposições que, ao serem citadas no texto, se tornam parte integrante desta Norma. As edições apresentadas são as que estavam em vigor na data desta publicação, recomendando-se que sempre sejam consideradas as edições mais recentes, se houver. a) AMERICAN ASSOCIATION OF STATE HIGHWAY AND TRANSPORTEATION OFFICIALS. T 283-89: resistance of compacted bituminous mixture to moisture induced damage. In: _____. Standard specifications for transportation materials and methods of sampling and testing. Washington, D.C., 1986. v.2 b) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM D 1754: effect of heat and air on asphaltic materials ( Thin-Film Oven Test ): test. In: _____. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. c) ______.ASTM D 2872: effect of heat and air on a moving film of asphalt ( Rolling Thin-Film Oven Test ): test. In: _____. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. d) ______ . ASTM E 303: pavement surface frictional properties using the British Portable Tester – Surface Frictional Properties Using the Britsh Pendulum Tester: test for measuring. In: _____. 1978 annual book of ASTM standards. Philadelphia, Pa., 1978. e) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5847: materiais asfálticos - determinação da viscosidade absoluta. Rio de Janeiro, 2001. f) _____. NBR 6560: materiais asfálticos – determinação de ponto de amolecimento – método do anel e bola. Rio de Janeiro, 2000. g) ASSOCIATION FRANÇAISE DE NORMALISATION. AFNOR NF P-98-216-7: determination de la macrotexture - partie 7: determination de hauteur au sable. Paris, 1999. h) DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. DNER-ISA 07: impactos da fase de obras rodoviárias – causas/ mitigação/ eliminação. In: _____. Corpo normativo ambiental para empreendimentos rodoviários. Rio de Janeiro, 1996. i) _____. DNER-EM 204/95: cimentos asfálticos de petróleo: especificação de material. Rio de Janeiro: IPR, 1995. j) _____. DNER-EM 367/97: material de enchimento para misturas asfálticas: especificação de material. Rio de Janeiro: IPR, 1997. k) _____. DNER-ME 003/99: material asfáltico – determinação da penetração: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. l) _____. DNER-ME 004/94: material asfáltico – determinação da viscosidade “Saybolt- Furol” a alta temperatura: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. m) _____. DNER-ME 035/98: agregados – determinação da abrasão “Los Angeles” : método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. n) _____. DNER-ME 043/95: misturas asfálticas a quente – ensaio Marshall: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1995. o) _____. DNER-ME 053/94: misturas asfálticas – percentagem de betume: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. p) _____. DNER-ME 054/97: equivalente de areia: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1997. NORMA DNIT 034/2005 –ES 3 q) _____. DNER-ME 078/94: agregado graúdo – adesividade a ligante asfáltico: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. r) _____. DNER-ME 079/94: agregado - adesividade a ligante asfáltico: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. s) _____. DNER-ME 083/98: agregados – análise granulométrica: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1998. t) _____. DNER-ME 086/94: agregados – determinação do índice de forma: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. u) _____. DNER-ME 089/94: agregados – avaliação da durabilidade pelo emprego de soluções de sulfato de sódio ou de magnésio: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. v) _____. DNER-ME 138/94: misturas asfálticas – determinação da resistência à tração por compressão diametral: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. w) _____. DNER-ME 148/94: material asfáltico – determinação dos pontos de fulgor e combustão ( vaso aberto Cleveland ): método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1994. x) _____. DNER-ME 401/99: agregados – determinação de índice de degradação de rochas após compactação Marshall com ligante IDml e sem ligante IDm: método de ensaio. Rio de Janeiro: IPR, 1999. y) _____. DNER-PRO 164/94 – Calibração e controle de sistemas de medidores de irregularidadede superfície do pavimento (Sistemas Integradores IPR/USP e Maysmeter); z) _____. DNER-PRO 182/94: medição de irregularidade de superfície de pavimento com sistemas integradores IPR/USP e Maysmeter: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 1994. aa) _____. DNER-PRO 277/97: metodologia para controle estatístico de obras e serviços: procedimento: Rio de Janeiro: IPR, 1997. bb) DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES. DNIT 011/2004-PRO: gestão da qualidade em obras rodoviárias: procedimento. Rio de Janeiro: IPR, 2004. 3 Definição Concreto asfáltico reciclado a quente no local - é a mistura realizada por equipamento apropriado, utilizando-se como agregado o material do revestimento asfáltico removido a frio ou a quente do pavimento existente, cimento asfáltico e agregados adicionais e, se necessário, material de enchimento (filer) e agente de reciclagem misturado, espalhado e comprimido à quente. 4 Condições gerais O concreto asfáltico reciclado no local pode ser empregado como revestimento, base, regularização ou reforço do pavimento. Não será permitida a execução dos serviços, objeto desta Especificação, em dias de chuva. O concreto asfáltico reciclado a quente no local somente deve ser fabricado, e aplicado quando a temperatura ambiente for superior a 10ºC. Todo o carregamento de ligante asfáltico que chegar à obra deve apresentar por parte do fabricante/distribuidor certificado de resultados de análise dos ensaios de caracterização exigidos pela especificação, correspondente à data de fabricação ou ao dia de carregamento e transporte para o canteiro de serviço, se o período entre os dois eventos ultrapassar de 10 dias. Deve trazer também indicação clara da sua procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo e distância de transporte entre a refinaria e o canteiro de obra. NORMA DNIT 034/2005 –ES 4 5 Condições específicas 5.1 Material Os materiais constituintes de concreto asfáltico reciclado a quente no local são a mistura asfáltica a reciclar extraída a quente ou a frio, agregado mineral adicional, ligante asfáltico adicional, material de enchimento (filer) e agente de reciclagem quando necessário, os quais devem satisfazer estas Especificações, item 2 - Referências, e às especificações aprovadas pelo DNIT. 5.1.1 Ligante asfáltico adicional O ligante asfáltico adicional poderá ser cimento asfáltico puro ou misturado com agente de reciclagem, satisfazendo às especificações do projeto. 5.1.2 Agente de reciclagem Podem ser empregados hidrocarbonetos puros ou misturados com cimento asfáltico de petróleo capazes de regenerar o ligante da antiga mistura asfáltica à reciclar, restaurando suas características físicas e químicas iguais ou próximas do ligante original, ou de outro tipo de ligante definido no projeto, satisfazendo às Especificações para cimento asfáltico de petróleo do DNIT. A quantidade adicionada à mistura asfáltica a reciclar será definida no projeto. 5.1.3 Agregados 5.1.3.1 Agregado graúdo adicional O agregado graúdo adicional pode ser pedra, seixo rolado britado ou outro material indicado nas Especificações complementares. O agregado graúdo deve ser constituído de fragmentos sãos, duráveis, livres de torrões de argila, e de substâncias nocivas, e apresentar as características seguintes: a) desgaste Los Angeles igual ou inferior a 50% (DNER-ME 035); admitindo-se agregados com valores maiores, no caso de terem apresentado desempenho satisfatório em utilização anterior; Nota: Caso o agregado graúdo a ser usado apresente um índice de desgaste Los Angeles superior a 50%, pode ser usado o Método DNER-ME 401/99 – Agregado – Determinação de degradação de rochas após compactação Marshall, com ligante IDML, e sem ligante IDM, cujos valores tentativas de degradação para julgamento da qualidade de rochas destinadas ao uso no Concreto Asfáltico são: IDML = 5% e IDM = 8%. b) índice de forma superior a 0,5 (DNER-ME 086); c) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER- ME 89); 5.1.3.2 Agregado miúdo adicional O agregado miúdo adicional pode ser areia, pó-de-pedra ou mistura de ambos. Suas partículas individuais devem ser resis tentes , livres de torrões de argila e de substâncias nocivas. Deve apresentar: – equivalente de areia igual ou superior a 55% (DNER-ME 054). 5.1.3.3 Mistura Asfáltica a reciclar A mistura asfáltica a reciclar é obtida na remoção a quente ou frio da camada asfáltica do pavimento. 5.1.3.4 Material de enchimento (filer) Deve ser constituído por materiais minerais finamente divididos, tais como pó de pedra, cimento Portland, cal extinta, pós-calcários etc; e que atendam à especificação DNER 367/97. 5.1.3.5 Melhorador de adesividade Não havendo boa adesividade entre o ligante asfáltico e os agregados adicionais (DNER-ME 078 e DNER-ME 079), pode ser empregado melhorador de adesividade na quantidade fixada no projeto. A determinação da adesividade é definida pelos seguintes ensaios: a) Métodos DNER-ME 078/94 e DNER 079/95, após submeter o ligante asfáltico contendo o dope no ensaio RTFOT (ASTM – D 2872); ou o ensaio ECA(ABNT-MB 425 – ASTM D – 1754); NORMA DNIT 034/2005 –ES 5 b) Método de ensaio para determinar a resistência de misturas asfálticas compactadas à degradação produzidos pela umidade (AASHTO 283/89). Neste caso a razão da resistência à tração por compressão diametral estática (CPs saturadas ÷ CPs secos) deve ser superior a 0,7 (DNER-ME 138/94). Nota: CP = Corpo de Prova moldado pela DNER- ME 043 5.2 Composição da mistura reciclada A composição do concreto asfáltico reciclado deve satisfazer aos requisitos do quadro seguinte com as respectivas tolerâncias no que diz respeito à granulometria (DNER-ME 083) e aos percentuais do ligante asfáltico determinados pelo projeto da mistura. Peneira de malha quadrada % em massa, passando Série ASTM Abertura (mm) A B C Tolerâncias 2” 50,8 100 - - - 1 ½” 38,1 95 - 100 100 - ± 7% 1” 25,4 75 - 100 95 - 100 - ± 7% ¾” 19,1 60 - 90 80 - 100 100 ± 7% ½” 12,7 - - 80 - 100 ± 7% 3/8” 9,5 35 - 65 45 - 80 70 - 90 ± 7% N° 4 4,8 25 - 50 28 - 60 44 - 72 ± 5% N° 10 2,0 20 - 40 20 - 45 22 - 50 ± 5% N° 40 0,42 10 - 30 10 - 32 8 - 26 ± 5% N° 80 0,18 5 - 20 8 - 20 4 - 16 ± 3% N° 200 0,075 1 - 8 3 - 8 2 - 10 ± 2% Asfalto solúvel no CS2(+) (%) 4,0 - 7,0 Camada de ligação (Binder) 4,5 - 7,5 Camada de ligação e rolamento 4,5 - 9,0 Camada de rolamento ± 0,3% A faixa usada deve ser aquela, cujo diâmetro máximo é inferior a 2/3 da espessura da camada. No projeto da curva granulométrica, para camada de revestimento, deve ser considerada a segurança do usuário, especificada no item 7.3 – Condições de Segurança. As porcentagens de ligante referem-se à mistura de agregados, considerada como 100%. Para todas as faixas granulométricas, a fração retida entre duas peneiras consecutivas não deve ser inferior a 4% do total. c) devem ser observados os valores limites para as características especificadas no quadro a seguir: Características Método de ensaio Camada de Rolamento Camada de Ligação (Binder) Porcentagem de vazios, % DNER-ME 043 3 a 5 4 a 6 Relação betume/vazios DNER-ME 043 75 – 82 65 – 72 Estabilidade, mínima, (Kgf) (75 golpes) DNER-ME 043 500 500 Resistência à Tração por Compressão Diametral estática a 25ºC, mínima, MPa DNER-ME 138 0,65 0,65 d) as Especificações Complementares podem fixar outra energia de compactação; e) as misturas devem atender às especificações da relação betume/vazios ou aos mínimos de vazios do agregado mineral, dados pela seguinte tabela: VAM – Vazios do Agregado Mineral Tamanho Nominal Máximo do agregado # m m VAM Mínimo % 1½” 38,1 13 1” 25,4 14 3/4” 19,1 15 1/2” 12,7 16 3/8” 9,5 18 5.3 EquipamentoTodo equipamento, antes do início da execução da obra, deve ser examinado, devendo estarem aptos para realizar os trabalhos constantes desta Especificação. Os equipamentos requeridos são os seguintes: a) Equipamento para remoção do pavimento O pavimento asfáltico antes da reciclagem deve ser removido: – Por escarificação ou fresagem do pavimento asfáltico previamente aquecido a temperatura suficiente e necessária para remoção, com o emprego de dispositivo que não provoque degradação ou oxidação do ligante residual; – Por fresagem mecânica a frio do pavimento. NORMA DNIT 034/2005 –ES 6 A fresagem mecânica ou a escarificação do pavimento deve modificar o mínimo possível às características granulométricas da mistura asfáltica a reciclar. O equipamento para remoção do pavimento deve ter dispositivo de regulagem de espessura da camada do pavimento que deve ser removida. b) Usina móvel para reciclagem A reciclagem da mistura asfáltica deve ser realizada no local com equipamento apropriado para esta finalidade em usina móvel tipo rolo-secador-misturador. No equipamento para reciclagem (usina tipo rolo-secador-misturador autopropelida), o material removido do pavimento deve ser misturado com agregado mineral adicional, conforme projeto e concreto asfáltico removido a frio ou a quente, ligante asfáltico adicional e, se necessário, agente de reciclagem de acordo com o projeto. O equipamento deve estar acoplado com um dispositivo/equipamento para espalhamento e acabamento da mistura reciclada, sem irregularidades. c) Depósito e transporte do ligante asfáltico para abastecimento da usina nova Os depósitos para o ligante asfáltico devem possuir capacidade adequada e dispositivos capazes de aquecer o ligante nas temperaturas fixadas nesta Especificação. Estes dispositivos também devem evitar qualquer superaquecimento localizado. Deve ser instalado um sistema de recirculação para o ligante asfáltico, de modo a garantir a circulação, desembaraçada e contínua, do depósito aos caminhões tanque transportando ligante, durante todo o período de operação. d) Silos para o agregado adicional De acordo com o projeto pode haver necessidade de instalações de silos de agregados adicionais para armazenamento e distribuição em caminhões transportadores para abastecimento da usina móvel. e) Equipamento para compactação; O equipamento para a compactação deve ser constituído por rolo pneumático e rolo metálico liso, tipo tandem ou rolo vibratório. Os rolos pneumáticos, autopropulsionados , devem ser dotados de dispositivos que permitam a calibragem de variação da pressão dos pneus de 2,5 kgf/cm² a 8,4 kgf/cm² . O equipamento em operação deve ser suficiente para compactar a mistura na densidade de projeto, enquanto esta se encontrar em condições de trabalhabilidade. NOTA: Todo equipamento a ser utilizado deve ser vistoriado antes do início da execução do serviço de modo a garantir condições apropriadas de operação, sem o que, não deve ser autorizada a sua utilização. 5.4 Execução 5.4.1 Pintura de ligação Deverá ser realizada pintura de ligação (DNER-ES 307/97) antes da aplicação da mistura reciclada , quando no processo de reciclagem a superfície do pavimento não tenha sido previamente aquecida para sua remoção. 5.4.2 Temperatura do cimento asfáltico A temperatura do ligante asfáltico, contendo ou não agente para reciclagem, deve ser determinada para cada tipo de ligante em função da relação temperatura- viscosidade. A temperatura conveniente é aquela na qual o asfalto apresenta viscosidade situada dentro da faixa de 75 segundos e 150 segundos "Saybolt-Furol", (DNER-ME 004) indicando-se, preferencialmente, a viscosidade de 75 segundos a 95 segundos "Saybolt- Furol". Entretanto a temperatura do ligante não deve ser inferior a 107 °C ou exceder a 177 °C. NORMA DNIT 034/2005 –ES 7 5.4.3 Agregado adicional O agregado mineral adicional, quando empregado no processo da reciclagem para reconstituir ou modificar a curva granulométrica definida no projeto, deve satisfazer as características para agregados constantes das especificações. A quantidade de agregado adicional é definida no projeto. 5.4.4 Ligante asfáltico adicional O ligante asfáltico adicional de reciclagem empregado deve apresentar características definidas no projeto. 5.4.5 Agente de reciclagem O agente de reciclagem quando em pregado no processo da reciclagem deve estar de acordo com as especificações estabelecidas no projeto. A quantidade de agente de reciclagem deve ser definido no projeto. 5.4.6 Distribuição e compactação da mistura A distribuição do concreto asfáltico reciclado deve ser feita por equipamentos adequados, conforme especificado no item 5.3. Caso ocorram irregularidades na superfície da camada, estas devem ser sanadas pela adição manual de concreto asfáltico, sendo esse espalhamento efetuado por meio de ancinhos e rodos metálicos. Após a distribuição do concreto asfáltico, tem início a rolagem. Como norma geral, a temperatura de rolagem é a mais elevada que a mistura asfáltica possa suportar, temperatura essa fixada, experimentalmente, para cada caso. Caso sejam empregados rolos de pneus, de pressão variável, inicia-se a rolagem com baixa pressão, a qual deve ser aumentada à medida que a mistura seja compactada, e, conseqüentemente, suportando pressões mais elevadas. A compactação deve ser iniciada pelos bordos, longitudinalmente, continuando em direção ao eixo da pista. Nas curvas, de acordo com a superelevação, a compactação deve começar sempre do ponto mais baixo para o ponto mais alto. Cada passada do rolo deve ser recoberta na seguinte de, pelo menos, metade da largura rolada. Em qualquer caso, a operação de rolagem perdurará até o momento em que seja atingida a compactação especificada. Durante a rolagem não são permitidas mudanças de direção e inversões bruscas da marcha, nem estacionamento do equipamento sobre o revestimento recém –rolado. As rodas do rolo devem ser umedecidas adequadamente, de modo a evitar a aderência da mistura. 5.4.7 Abertura ao trânsito Os revestimentos recém acabados devem ser mantidos sem trânsito até o completo resfriamento.. 6 Manejo ambiental Para execução de concreto asfáltico reciclado a quente no local são necessários trabalhos envolvendo a utilização de asfalto e agregados, além da instalação de usina misturadora. Os cuidados observados para fins de preservação do meio ambiente envolvem a produção e aplicação de agregados, o estoque e operação da usina. NOTA: Devem ser observadas as prescrições estabelecidas nos Programas Ambientais que integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 6.1 Agregados No decorrer do processo de obtenção de agregados de pedreiras e areais devem ser considerados os seguintes cuidados principais: a) Caso utilizado areal comercial, a brita e a areia somente serão aceitas após apresentação da licença ambiental de operação da pedreira/areal, cuja cópia deve ser arquivada junto ao Livro de Ocorrências da obra. b) Não deve ser permitido a localização da pedreira e das instalações de britagem em área de preservação ambiental. c) Planejar adequadamente a exploração da pedreira e do areal, de modo a minimizar os impactos decorrentes da exploração e facilitar a recuperação ambiental após o término das atividades exploratórias. NORMA DNIT 034/2005 –ES 8 d) Impedir queimadas como forma de desmatamento. e) Seguir as recomendações constantes da DNER-ES 279/97 para os caminhos de serviço. f) Construir, junto às instalações de britagem, bacias de sedimentação para retenção do pó de pedra eventualmente produzido em excesso. 6.2 Ligantes asfálticos a) Instalar os depósitos em locais afastados de cursos d’água. b) Vedaro descarte do refugo de materiais usados na faixa de domínio áreas onde possam causar prejuízos ambientais. c) Recuperar a área afetada pelas operações de construção/execução, imediatamente após a remoção da usina e dos depósitos e à limpeza de canteiro de obras. As operações em usinas asfálticas a quente englobam: a) estocagem, dosagem, peneiramento e transporte de agregados frios; b) transporte, peneiramento, estocagem e pesagem de agregados quentes; c) transporte e estocagem de filer; d) transporte, estocagem e aquecimento de óleo combustível e cimento asfáltico. Os agentes e fontes poluidoras, compreendem: Agentes e fontes poluidoras AGENTE POLUIDOR FONTES POLUIDORAS I. Emissão de partículas A principal fonte é o secador rotativo. Outras fontes são: peneiramento, transferência e manuseio de agregados, balança, pilhas de estocagem e tráfego de veículos e vias de acesso. II. Emissão de gases Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. Misturador de asfalto: hidrocarbonetos. Aquecimento de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. Tanques de estocagem de óleo combustível e de cimento asfáltico: hidrocarbonetos. III. Emissões Fugitivas As principais fontes são pilhas de estocagem ao ar livre, carregamento dos silos frios, vias de tráfego, área de peneiramento, pesagem e mistura. NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer lançamentos ao ambiente, sem passar primeiro por alguma chaminé ou duto projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. Em função destes agentes devem ser obedecidos os itens 6.3 e 6.4. 6.3 Quanto à instalação a) Definir no projeto executivo, áreas para as instalações industriais, de maneira tal que se consiga o mínimo de agressão ao meio ambiente. b) Atribuir à Executante responsabilidade pela obtenção da licença de instalação/operação, assim como manter o equipamento em condições de funcionamento dentro do prescrito nestas especificações. 6.4 Operação a) Instalar sistemas de controle de poluição do ar constituídos por ciclone e filtro de mangas ou de equipamentos que atendam aos padrões estabelecidos nas legislações vigentes. b) Apresentar junto com o projeto para obtenção de licença, resultados de medições em chaminés que comprovem a capacidade do equipamento de controle proposto, para atender aos padrões estabelecidos pelo órgão ambiental. c) Dotar os silos de estocagem de agregado frio de proteção laterais e cobertura, para evitar dispersão das emissões fugitivas durante a operação de carregamento. d) Enclausurar a correia transportadora de agregado frio. e) Adotar procedimentos de forma que a alimentação do secador seja feita sem emissão visível para a atmosfera. f) Manter pressão negativa no secador rotativo, enquanto a usina estiver em operação, para evitar emissões de partículas na entrada e saída do mesmo. g) Dotar o misturador, os silos de agregado quente e as peneiras classificatórias de exaustão conectados ao sistema de controle de poluição do ar, para evitar NORMA DNIT 034/2005 –ES 9 emissões de vapores e partículas para a atmosfera. h) Fechar os silos de estocagem de massa asfáltica. i) Pavimentar e manter limpas as vias de acesso internas, de tal modo que as emissões provenientes do tráfego de veículos não ultrapassem 20% de opacidade. j) Dotar os silos de estocagem de filler de sistema próprio de filtragem a seco. k) Adotar procedimentos operacionais que evitem a emissão de partículas provenientes dos sistemas de limpeza dos filtros de mangas e de reciclagem de pó retidos nas mangas. l) Acionar os sistemas de controle de poluição do ar antes dos equipamentos de processo. m) Manter em boas condições de operação todos os equipamentos de processo e de controle. n) Dotar as chaminés de instalações adequadas para realização de medições. o) Substituir o óleo combustível por outra fonte de energia menos poluidora (gás ou eletricidade) e o estabelecimento de barreiras vegetais no local, sempre que possível. 7 Inspeção 7.1 Controle dos insumos Todos os materiais utilizados na fabricação de Concreto Asfáltico Reciclado a quente no local (Insumos) deverão ser examinados em laboratório, obedecendo à metodologia indicada pelo DNIT, e satisfazer às especificações em vigor. 7.1.1 Ligante asfáltico O controle da qualidade do cimento asfáltico consta do seguinte: – 01 ensaio de penetração a 25ºC (DNER-ME 003), para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio do ponto de fulgor, para todo carregamento que chegar à obra (DNER- ME 148); – 01 índice de susceptibilidade térmica para cada 100t, determinado pelos ensaios DNER-ME 003 e NBR 6560; – 01 ensaio de espuma, para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004), para todo carregamento que chegar à obra; – 01 ensaio de viscosidade “Saybolt-Furol” (DNER-ME 004) a diferentes temperaturas, para o estabelecimento da curva viscosidade x temperatura, para cada 100t. 7.1.2 Agregados O controle da qualidade dos agregados consta do seguinte: a) Ensaios eventuais Somente quando houver dúvidas ou variações quanto à origem e natureza dos materiais. – ensaio de desgaste Los Angeles (DNER-ME 035); – ensaio de adesividade (DNER-ME 078 e DNER-ME 079). Se o concreto asfáltico contiver dope também devem ser executados os ensaios de RTFOT (ASTM D-2872) ou ECA (ASTM-D- 1754) e de degradação produzida pela umidade (AASHTO-283/89 e DNER- ME 138); – ensaio de índice de forma do agregado graúdo (DNER-ME 086); b) Ensaios de rotina – 02 ensaios de granulometria do agregado adicional, por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 083); – 01 ensaio de equivalente de areia do agregado miúdo adicional, por jornada NORMA DNIT 034/2005 –ES 10 de 8 horas de trabalho (DNER-ME 054); – 01 ensaio de granulometria do material de enchimento (filer), por jornada de 8 horas de trabalho (DNER-ME 083). 7.2 Controle de produção O controle da produção (Execução) do Concreto Asfáltico Reciclado a Quente no local será exercido através de coleta de amostras, ensaios e determinações feitas de maneira aleatória. 7.2.1 Controle da usinagem do concreto asfáltico a) Controle da quantidade de ligante na mistura – Devem ser efetuadas extrações de asfalto, de amostras da mistura coletada na usina móvel (DNER-ME 053). A porcentagem de ligante poderá variar, no máximo ± 0,3%. b) Controle da graduação da mistura de agregados – Será procedido o ensaio de granulometria (DNER-ME 083) da mistura dos agregados resultantes das extrações citadas no item anterior. A curva granulométrica deve manter-se contínua, enquadrando-se dentro das tolerâncias, especificadas no projeto. c) Controle de temperatura Serão efetuadas medidas de temperatura, durante a jornada de 8 horas de trabalho, em cada um dos itens abaixo discriminados: – do ligante, na usina móvel; – da mistura, no momento, da saída da usina móvel. As temperaturas podem apresentar valores de ± 5ºC das temperaturas especificadas. d) Controle das características da mistura produzida pela usina móvel – Devem ser realizados ensaios Marshall com três corpos -de-prova da mistura por cada jornada de oito horas de trabalho (DNER-ME 043) e também o ensaio de tração por compressão diametral a 25 °C (DNER-ME 138). – Os valores de estabilidade da fluência e da resistência à tração por compressão diametral devem satisfazer ao especificado no item proposto. As amostras devem ser retiradas na saída do misturador. 7.2.2 Espalhamento e compressão na pista Devem ser efetuadas medidas de temperatura durante o espalhamento da massa imediatamente, antes de iniciada a compressão. Estas temperaturas devem ser as indicadas para compressão,com uma tolerância de ± 5°C. O controle do grau de compressão - GC da mistura asfáltica deve ser feito, preferencialmente, medindo-se a densidade aparente de corpos -de-prova extraídos da mistura espalhada e comprimida na pista, por meio de brocas rotativas e comparando as mesmas com os resultados da densidade aparente de projeto da mistura. Podem ser empregados outros métodos para determinação da densidade aparente na pista, desde que indicada no projeto. Devem ser realizadas determinações em locais escolhidos aleatoriamente durante a jornada de trabalho, não sendo permitidos - GC inferiores a 97%, ou superiores a 101% em relação à massa específica aparente máxima do projeto. As medidas do grau de compactação devem ser efetuadas a cada 700m 2 de pista. 7.3 Verificação do produto A verificação final da qualidade do revestimento de Concreto Asfáltico (Produto) deve ser exercida através das seguintes determinações , de acordo com o Plano de Amostragem Aleatório: a) Espessura da camada – Deve ser medida a espessura por ocasião da extração dos corpos -de- NORMA DNIT 034/2005 –ES 11 prova na pista, ou pelo nivelamento, do eixo e dos bordos, antes e depois do espalhamento e compressão da mistura. Admite-se a variação de ± 5% em relação às espessuras de projeto. b) Alinhamentos – A verificação do eixo e bordos é feita durante os trabalhos de locação e nivelamento nas diversas seções correspondentes às estacas da locação. Pode também ser à trena. Os desvios verificados não devem exceder ± 5cm. c) Acabamento da superfície – Durante a execução deve ser feito em cada estaca da locação o controle de acabamento da superfície do revestimento, como auxílio de duas réguas, uma de 3,00m e outra de 1,20m, colocadas em ângulo reto e paralelamente ao eixo da estrada, respectivamente. A variação da superfície, entre dois pontos quaisquer de contato, não deve exceder a 0,5cm, quando verificada com qualquer das réguas. – O acabamento longitudinal da superfície deverá ser verificado por "aparelhos medidores de irregularidade tipo resposta" devidamente calibrado (DNER-PRO 164 e DNER-PRO 182) ou outro dispositivo equivalente para esta finalidade. Neste caso o Quociente de Irregularidade - QI deverá apresentar valor inferior a 35 contagens/km (IRI = 2,7). d) Condições de segurança O revestimento de concreto asfáltico acabado deve apresentar Valores de Resistência à Derrapagem - VDR = 45 quando medido com o Pêndulo Britânico (ASTM-E 303) e Altura de Areia – 1,20mm = HS = 0,60mm (NF P-98-216-7). Os ensaios de controle são realizados em segmentos escolhidos de maneira aleatória, na forma definida pelo Plano da Qualidade. 7.4 Plano de Amostragem - Controle Tecnológico O número e a freqüência de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico da produção e do produto são estabelecidos segundo um Plano de Amostragem aprovado pela Fiscalização, de acordo com a seguinte tabela de controle estatístico de resultados (DNER-PRO 277): TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL n 5 6 7 8 9 10 11 12 K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 ∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL (continuação) n 13 14 15 16 17 19 21 K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 ∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 n = n° de amostras, k = coeficiente multiplicador, ∀ = risco do Executante 7.5 Condições de Conformidade e Não Conformidade Todos os ensaios de controle e determinações relativos à produção e ao produto, realizados de acordo com o Plano de Amostragem citado em 7.4, devem cumprir as Condições Gerais e Específicas desta Norma, e estar de acordo com os seguintes critérios: a) Quando especificada uma faixa de valores mínimos e máximos devem ser verificadas as seguintes condições: X - ks < valor mínimo especificado ou X + ks > valor máximo de projeto: Não Conformidade; X - ks = valor mínimo especificado ou X + ks = valor máximo de projeto: Conformidade; Sendo: n x X i∑= NORMA DNIT 034/2005 –ES 12 1 )( 2 − − = ∑ n Xx s i Onde: ix – valores individuais X – média da amostra s - desvio padrão da amostra. k - coeficiente tabelado em função do número de determinações. n - número de determinações. b) Quando especificado um valor mínimo a ser atingido devem ser verificadas as seguintes condições: Se x - ks < valor mínimo especificado: Não Conformidade; Se x - ks ≥ valor mínimo especificado: Conformidade. Os resultados do controle estatístico serão registrados em relatórios periódicos de acompanhamento de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-Conformidades” da Produção e do Produto. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções executadas colocarem -no em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário será rejeitado. 8 Critérios de medição Os serviços conformes serão medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes disposições gerais: a) O concreto asfáltico recilado a quente no local, deve ser medido em toneladas de mistura efetivamente produzida e compactada na pista. Não serão motivos de medição: mão-de-obra, materiais (exceto cimento asfáltico), transporte da mistura da usina à pista e encargos quando estiverem incluídos na composição do preço unitário; b) A quantidade de cimento asfáltico aplicada é obtida pela média aritmética dos valores medidos na usina móvel, em toneladas; c) O transporte do cimento asfáltico efetivamente aplicado deve ser medido com base na distância entre a refinaria e o canteiro de serviço. d) Nenhuma medição deve ser processada se a ela não estiver anexado um relatório de controle da qualidade contendo os resultados dos ensaios e determinações devidamente interpretados, caracterizando a qualidade do serviço executado. _________________/ Índice geral NORMA DNIT 034/2005 –ES 13 Índice Geral Abertura ao trânsito 5.4.7 ......................... 7 Abstract .................................. 1 Agente de reciclagem 5.1.2 ......................... 4 Agente de reciclagem 5.4.5 ......................... 7 Agregado adicional 5.4.3 ......................... 7 Agregado graúdo adicional 5.1.3.1...................... 4 Agregado miúdo adicional 5.1.3.2...................... 4 Agregados 5.1.3 ......................... 4 Agregados 6.1 ............................ 7 Agregados 7.1.2 ......................... 9 Composição da mistura reciclada 5.2 ............................ 5 Condições de Conformidade e Não Conformidade 7.5 ............................ 11 Condições específicas 5................................ 4 Condições gerais 4................................ 3 Controle da usinagem do concreto asfáltico 7.2.1 ......................... 10 Controle de produção 7.2 ............................ 10 Controle dos insumos 7.1 ............................ 9 Critérios de medição 8................................ 12 Definição 3................................ 3 Distribuição e compactação da mistura 5.4.6 ......................... 7 Equipamento 5.3 ............................ 5 Espalhamento e compressão na pista 7.2.2 ......................... 10 Execução 5.4............................ 6 Índice Geral ................................. 13 Inspeção 7............................... 9 Ligante asfáltico adicional 5.1.1 ........................ 4 Ligante asfáltico adicional 5.4.4 ........................ 7 Ligante asfáltico 7.1.1 ........................ 9 Ligantes asfálticos 6.2............................8 Manejo ambiental 6 ............................... 7 Material de enchimento (filer) 5.1.3.4 ..................... 4 Material 5.1............................ 4 Melhorador de adesividade 5.1.3.5 ..................... 4 Mistura Asfáltica a reciclar 5.1.3.3 ..................... 4 Objetivo 1............................... 1 Operação 6.4............................ 8 Pintura de ligação 5.4.1 ........................ 6 Plano de Amostragem - Controle Tecnológico 7.4............................ 11 Prefácio ................................. 1 Quanto à instalação 6.3............................ 8 Referências normativas 2............................... 2 Resumo ................................. 1 Sumário ................................. 1 Temperatura do cimento asfáltico 5.4.2 ........................ 6 Verificação do produto 7.3............................ 10 _________________ NORMA DNIT 035/2005 - ES DNIT Pavimentos flexíveis – Micro revestimento asfáltico a frio com emulsão modificada por polímero – Especificação de serviço Autor: Diretoria de Planejamento e Pesquisa / IPR Processo: 50.607.014.423/2004-98 Origem: Revisão da norma DNER-ES 389/99 Aprovação pela Diretoria Colegiada do DNIT na reunião de: 11 / 05 / 2005 Direitos autorais exclusivos do DNIT, sendo permitida reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte (DNIT), mantido o texto original e não acrescentado nenhum tipo de propaganda comercial. Palavras-chave: Nº total de páginas MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA - ESTRUTURA DE TRANSPORTES DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E PESQUISA INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS Rodovia Presidente Dutra, km 163 Centro Rodoviário – Vigário Geral Rio de Janeiro – RJ – CEP 21240-330 Tel/fax: (0xx21) 3371-5888 Micro revestimento asfáltico a frio, emulsão modificada por polímero, especificação de serviço 09 Resumo Este documento define a sistemática a ser empregada na execução de camada do micro revestimento asfáltico a frio com emulsão modificada por polímero para selamento, impermeabilização, rejuvenescimento e conservação dos pavimentos. Neste documento encontram -se definidos os requisitos concernentes a material, equipamento, execução e controle de qualidade, além dos critérios para aceitação, rejeição e medição dos serviços. Abstract This document defines the methods and proceedings to be used in the manufacturing and use of micro cold wearing courses with polymer modified emulsion for sealing, waterproofing, regeneration and maintenance of pavements. It also presents the requirements concerning materials, equipment and control, besides the requeriments for service’s acceptance, rejection and measurement. Sumário Prefácio................................................................................. 1 1 Objetivo ........................................................................ 1 2 Referências ................................................................. 2 3 Definição..................................................................... 2 4 Condições gerais ....................................................... 2 5 Condições específicas .............................................. 3 6 Manejo ambiental...................................................... 4 7 Inspeção...................................................................... 6 8 Critérios de medição................................................. 8 Índice Geral......................................................................... 9 Prefácio A presente Norma foi preparada pela Diretoria de Planejamento e Pesquisa, para servir como documento base na sistemática a ser empregada na execução de micro revestimento asfáltico a frio com emulsão modificada por polímero. Está formatada de acordo com a norma DNIT 001/2002-PRO e cancela e substitui a norma DNER-ES 389/99. 1 Objetivo Fixar a sistemática a ser usada na confecção e aplicação do micro revestimento asfáltico a frio utilizando emulsão modificada por polímero com o objetivo de selar, impermeabilizar ou rejuvenescer pavimentos asfálticos. NORMA DNIT 035/2005 –ES 2 2 Referências Os documentos relacionados neste item serviram de base à elaboração desta Norma e contêm disposições que, ao serem citadas no texto, se tornam parte integrante desta Norma. As edições apresentadas são as que estavam em vigor na data desta publicação, recomendando-se que sempre sejam consideradas as edições mais recentes, se houver. a) -DNER-EM 396/99 - Cimento asfáltico modificado por polímero; b) DNER-ME 002/98 - Emulsão asfáltica - carga da partícula; c) DNER-ME 005/94 - Emulsão asfáltica - determinação da peneiração; d) DNER-ME 006/94 - Emulsões asfálticas - determinação da sedimentação; e) DNER-ME 035/98 - Agregados - determinação da abrasão “Los Angeles”; f) DNER-ME 054/94 - Equivalente de areia; g) DNER-ME 059/94 - Emulsões asfálticas - determinação da resistência à água (adesividade) h) DNER-ME 063/94 - Emulsões asfálticas catiônicas - determinação da desemulsibilidade; i) DNER-ME 083/98 - Agregados - análise granulométrica; j) DNER-ME 089/94 - Agregados - avaliação da durabilidade pelo emprego de soluções de sulfato de sódio ou de magnésio ; k) ABNT-MB 581/71 - Viscosidade Saybolt- Furol de emulsões asfálticas; l) ABNT-NBR 6568/84 - Determinação do resíduo de destilação de emulsão asfáltica; m) ASTM-D 2172 - Misturas betuminosas - extração de butume; n) ISSA-A 105/91 - Lama asfáltica (Slurry Seal); o) ISSA-TB Nº 100/90 - Wet Track Abrasion Loss - WTAS; p) ISSA-TB Nº 109/90 - Loaded Wheel Tester - LWT; q) ISSA-TB Nº 114/90 - Wet Stripping Test - WST; r) DNER-PRO 277/97 - Metodologia para controle estatístico de obras e serviços; s) DNIT 011/2003-PRO - Gestão de Qualidade em Obras Rodoviárias. 3 Definição Para os efeitos desta Norma é adotada a definição seguinte: – Micro revestimento asfáltico a frio com emulsão modificada por polímero - consiste na associação de agregado, material de enchimento (filler), emulsão asfáltica modificada por polímero do tipo SBS, água, aditivos se necessários, com consistência fluida, uniformemente espalhada sobre uma superfície previamente preparada. 4 Condições Gerais O micro revestimento asfáltico a frio com emulsão modificada por polímero pode ser empregado como camada selante, impermeabilizante, regularizadora e rejuvenescedora ou como camada antiderrapante de pavimentos. Não é permitida a execução dos serviços, objeto desta Especificação, em dias de chuva. Todo o carregamento de emulsão as fáltica modificada com polímero que chegar à obra deve apresentar certificado de resultados de análise dos ensaios de caracterização exigidos pela especificação, correspondente à data de fabricação ou ao dia de carregamento e transporte para o canteiro de serviço, se o período entre os dois eventos ultrapassar de 10 dias. Deve trazer também indicação clara da sua procedência, do tipo e quantidade do seu conteúdo e distância de transporte entre a fábrica e o canteiro de obra. Nota: Vide item 7.1.1 - Emulsão asfáltica modificada com polímero. NORMA DNIT 035/2005 –ES 3 5 Condições Específicas 5.1 Material Os constituintes do micro revestimento asfáltico a frio são: agregado miúdo, material enchimento (filer), emulsão asfáltica modificada por polímero do tipo SBS, aditivos se necessários e água, os quais devem satisfazer as especificações aprovadas pelo DNER. O micro revestimento asfáltico a frio com emulsão polimerizada deve satisfazer aos requisitos exigidos nesta Especificação, a qual seguiu de uma maneira geral as indicações da ISSA - A 143 - Recomended Performance Guidelines for Micro-Surfacing. 5.1.1 Emulsão asfáltica modificada por polímero Emulsão asfálticamodificada por polímero de ruptura controlada, catiônica. 5.1.2 Aditivos Podem ser empregados aditivos para acelerar ou retardar a ruptura da emulsão na execução do micro revestimento asfáltico a frio. 5.1.3 Água Deve ser limpa, isenta de matéria orgânica, óleos e outras substâncias prejudiciais à ruptura da emulsão asfáltica. Será empregada na qualidade necessária a promover consistência adequada. 5.1.4 Agregados É constituído de agregados, pó-de-pedra ou mistura de ambos. Suas partículas individuais devem ser resistentes, livres de torrões de argila, substâncias nocivas e apresentar as características seguintes: a) desgaste Los Angeles igual ou inferior a 40% (DNER- ME 035) no agregado antes da sua britagem. Entretanto, podem ser admitidos valores de desgaste maiores no caso de desempenho satisfatório em utilização anterior; b) durabilidade, perda inferior a 12% (DNER- ME 089); c) equivalente de areia igual ou superior a 60% (DNER-ME 054); 5.1.5 Material de enchimento (filler) Quando necessário deve ser constituído por materiais finamente divididos, não plásticos, secos e isentos de grumos, tais como pó de pedra, cimento Portland, Cal extinta, pós-calcários, de acordo com a Norma DNER EM-367: 5.2 Composição da mistura A composição granulométrica da mistura de agregados deve satisfazer os requisitos do quadro deste item, com as respectivas tolerâncias quando ensaiadas pelo Método DNER-ME 083. Outras informações gerais sobre o as falto residual da mistura taxas de aplicação / espessuras e utilização, estão também apresentadas no quadro. A dosagem adequada do micro revestimento asfáltico a frio é realizada com base nos ensaios recomendados pela ISSA - International Slurry Surfacing Association: Um ajuste de dosagem dos componentes do micro revestimento asfáltico a frio pode ser feito nas condições de campo, antes do início do serviço. MÉTODOS E CONDIÇÕES DE DOSAGEM (ISSA – 143) Método Resultado ISSA - TB 100 Wet Track Abrasion Loss máximo 1 hora ou 538 gr/m2 ISSA - TB 109 Loaded Wheel Test - Sand Adhesion máximo 538 gr/m2 ISSA - TB 614 Wet Stripping Test mínimo 90% coberto NORMA DNIT 035/2005 –ES 4 COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA DA MISTURA DE AGREGADOS (ISSA – 143) Peneira de malha quadrada Percentagem passando, em peso Peneiras Nome Abertura, mm Faixa I Faixa II Faixa III Tolerância da curva de projeto (%) ½” 12,5 - - 100 - 3/8” 9,5 100 100 85 - 100 ± 5 nº 4 4,75 90 - 100 70 - 90 60 - 87 ± 5 nº 8 2,36 65 - 90 45 - 70 40 - 60 ± 5 nº 16 1,18 45 - 70 28 - 50 28 - 45 ± 5 nº 30 0,60 30 - 50 19 - 34 19 - 34 ± 5 nº 50 0,33 18 - 30 12 - 25 14 - 25 ± 5 nº 100 0,15 10 - 21 7 - 18 8 - 17 ± 5 nº 200 0,075 5 - 15 5 - 15 4 - 8 ± 3 Asfalto residual % em peso do agregado 7,5 - 13,5 6,5 - 12,0 5,5 - 7,5 ± 2 Filler % em peso do agregado 0 - 3 0 - 3 0 - 3 ± 0,3 Polímero % em peso do asfalto residual 3 mín. 3 mín. 3 mín. - Taxa de aplicação Kg/m 2 5 - 11 8 - 16 15 - 30 - Espessura (mm) - 4 - 15 6 - 20 12 - 37 - Utilização Áreas Urbanas aeroportos Rodovias de tráfego pesado Trilhas de Roda Regularização de Rodovias e Rodovias de tráfego pesado - NOTA: As tolerâncias constantes do quadro são permitidas desde que os limites da faixa não sejam ultrapassados. 5.3 Equipamento 5.3.1 Equipamento de limpeza Para limpeza da superfície utilizam -se vassouras mecânicas, jatos de ar comprimido, ou outros. 5.3.2 Equipamento de mistura e de espalhamento O micro revestimento asfáltico a frio com emulsão modificada por polímero deve ser executado com equipamento apropriado que apres ente as características mínimas seguintes: a) silo para agregado miúdo; b) depósito separados para água, emulsão asfáltica e aditivos; c) depósito para material de enchimento (filler), com alimentador automático; d) sistema de circulação e alimentação do ligante asfáltico, interligado por acoplagem direta ou não, com sistema de alimentação do agregado miúdo, de modo a assegurar perfeito controle de traço; e) sistema misturador capaz de processar uma mistura uniforme e de despejar a massa diretamente sobre a pista, em operação contínua, sem processo de segregação; f) chassi - todo o conjunto descrito nos itens anteriores é montado sobre um chassi móvel autopropulsado, ou atrelado a um cavalo mecânico, ou trator de pneus; g) caixa distribuidora - esta peça se apóia diretamente sobre o pavimento atrelada ao chassi. Deve ser montada sobre borracha, ter largura regulável para 3,50m (meia pista) e ser suficientemente pesada para garantir uniformidade de distribuição e bom acabamento. 5.4 Execução Aplicação do micro revestimento asfáltico a frio com emulsão polímero deve ser realizada à velocidade uniforme, a mais reduzida possível. Em condições normais, a operação se processa com bastante simplicidade. A maior preocupação requerida consiste em observar a consistência da massa, abrindo ou fechando a alimentação d’água, de modo a obter uma consistência uniforme e manter a caixa distribuidora uniformemente carregada de massa. 5.5 Correção de falhas As possíveis falhas de execução, tais como, escassez ou excesso de massa, irregularidade na emenda de faixas, devem ser corrigidas, imediatamente, após a execução. A escassez é corrigida com adição de massa e os excessos com a retirada por meio de rodos de madeira ou de borracha. Após estas correções, a superfície áspera deixada é alisada com a passagem suave de qualquer tecido espesso, umedecido com a própria massa, ou com emulsão. 6 Manejo Ambiental Para execução da camada betuminosa do micro revestimento asfáltico a frio são necessários trabalhos envolvendo a utilização de emulsão asfáltica modificada e agregados. Os cuidados observados para fins de preservação do meio ambiente envolvem a produção, a estocagem e a aplicação de agregados, assim como a operação da usina. NORMA DNIT 035/2005 –ES 5 NOTA: Devem ser observadas as prescrições estabelecidas nos Programas Ambientais que integram o Projeto Básico Ambiental – PBA. 6.1 Agregados No decorrer do processo de obtenção de agregados de pedreiras devem ser considerados os seguintes cuidados principais. A brita e a areia somente são aceitas após apresentação da licença ambiental da pedreira/areal cuja cópia da licença deve ser arquivada junto ao Livro de Ocorrências da obra. Evitar a localização da pedreira e das instalações de britagem em área de preservação ambiental. Planejar adequadamente a exploração da pedreira de modo a minimizar os danos inevitáveis durante a exploração e possibilitar a recuperação ambiental após a retirada de todos os materiais e equipamentos. Impedir queimadas como forma de desmatamento. Seguir as recomendações constantes na Norma DNER- ES 279/97 para Caminhos de Serviço. Construir, junto às instalações de britagem bacias de sedimentação para retenção do pó de pedra eventualmente produzido em excesso ou por lavagem da brita, evitando seu carregamento para cursos d’ água. Exigir a documentação atestando a regularidade das instalações pedreiras/areal/usina, assim como sua operação, junto ao órgão ambiental competente, caso estes materiais sejam fornecidos por terceiros. 6.2 Emulsão asfáltica modificado por polímero Instalar os depósitos em locais afastados de cursos d’água. Vedar o refugo de materiais usados à beira da estrada e em outros locais onde possam causar prejuízos ambientais. Recuperar a área afetada pelas operações de construção/execução, mediante a remoção da usina e dos depósitos e à limpeza do canteiro de obras. As operações em usinas misturadoras a frio englobam: a) estocagem, dosagem, peneiramento e transporte dos agregados frios; b) transporte e estocagem do filler; c) transporte, estocagem e aquecimento de óleocombustível e emulsão asfáltica modificada. AGENTES E FONTES POLUIDORAS AGENTE POLUIDOR FONTES POLUIDORAS I. Emissão de partículas As fontes são: peneiramento, transferência e manuseio de agregados, balança, pilhas de estocagem e tráfego de veículos e vias de acesso. II. Emissão de gases Combustão do óleo: óxido de enxofre, óxido de nitrogênio, monóxido de carbono e hidrocarbonetos. Aquecimento de emulsão asfáltica: hidrocarbonetos. Tanques de estocagem de óleo combustível e de cimento Asfáltico: hidrocarbonetos. III. Emissões Fugitivas As principais fontes são pilhas de estocagem ao ar livre, carregamento dos silos frios, vias de tráfego, área de peneiramento, pesagem e mistura. NOTA: Emissões Fugitivas - São quaisquer lançamentos ao ambiente, sem passar primeiro por alguma chaminé ou duto projetados para corrigir ou controlar seu fluxo. Em função destes agentes devem ser obedecidos os itens 6.3 e 6.4. 6.3 Quanto à Instalação Definir no projeto executivo, áreas para as instalações industriais, de maneira a alcançar o mínimo de agressão ao meio ambiente. Atribuir à executante responsabilidade pela obtenção da licença de instalação/operação. 6.4 Operação Dotar os silos de estocagem de agregados de proteções laterais e cobertura, para evitar a dispersão das emissões fugitivas durante a operação de carregamento. Pavimentar e manter limpas as vias de acesso internas, de tal modo que as emissões provenientes do tráfego de veículos não ultrapassem 20% de capacidade. Dotar os silos de estocagem de filler de sistema próprio de filtragem a seco. Manter em boas condições de operação todos os equipamentos de processo e de controle. Substituir o óleo combustível por outra fonte de energia menos poluidora (gás ou eletricidade) e os estabelecimento de barreiras vegetais no local, sempre que possível NORMA DNIT 035/2005 –ES 6 7 Inspeção 7.1 Controle dos Insumos Todos os materiais devem ser examinados em laboratório, obedecendo à metodologia indicada pelo DNIT, e aceitos de acordo com as especificações em vigor. 7.1.1 Emulsão asfáltica modificada por polímero O controle de qualidade da emulsão asfáltica consta do seguinte: Para todo carregamento que chegar à obra: – 01 ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, (ABNT NBR-581); – 01 ensaio de resíduo (ABNT NBR-6568); – 01 ensaio de peneiramento (DNER-ME 005); – 01 ensaio de carga de partícula (DNER-ME 002); – 01 ensaio de recuperação elástica a 25ºC, no resíduo da emulsão, (DNER-ME 382) (Vide Nota); Nota: Os ensaios assinalados são geralmente realizados na origem carregamento. Caso haja dúvidas quanto ao certificado dos mesmos o controle da obra deve providenciar a sua execução. 7.1.2 Agregados O controle de qualidade dos agregados consta do seguinte: a) ensaios de granulometria do agregado (DNER-ME 083); b) ensaios de adesividade, DNER-ME 079 e DNER-ME 059); c) ensaio de equivalente de areia, (DNER-ME 054). 7.2 Verificação da produção (Espalhamento / Execução) A verificação da produção (execução) é exercido através de coleta aleatória de amostras, ensaios e determinações. 7.2.1 Verificação do equipamento Cada equipamento empregado na aplicação do micro revestimento asfáltico a frio deve ser calibrado no início dos serviços através da execução de segmentos experimentais. As verificações efetuadas são as seguintes: a) Consistência da mistura espalhada; b) Atendimento do projeto da mistura conforme os itens seguintes, 7.2.2 e 7.2.3; c) Quantidade, espessuras e velocidades de aplicação para proporcionar o acabamento desejado. São calculadas através das taxas de aplicação obtidas por pesagem de bandejas ou outro dispositivo de área conhecida. Se ao final destas três verificações em segmentos experimentais os resultados esperados não forem alcançados, deve ser revisto todo o processo de calibração do equipamento. 7.2.2 Verificação da quantidade do ligante asfáltico modificado por polímero A quantidade de ligante asfáltico deve ser determinada através da retirada de amostras aleatórias em cada segmento de aplicação, além da extração de betume com o aparelho Soxhlet (ASTM-D-2172). A percentagem de ligante residual pode variar, no máximo ± 0,3% da fixada no projeto. 7.2.3 Verificação da graduação da mistura de agregados A verificação da graduação da mistura de agregados é feito através da análise granulométrica da mistura de agregados provenientes do ensaio de extração do item anterior. As tolerâncias são dadas no traço fixado no projeto. 7.3 Verificação do Produto 7.3.1 Acabamento da superfície A superfície acabada é verificada visualmente devendo se apresentar desempenada e com o mesmo aspecto e textura obtidos nos segmentos experimentais. NORMA DNIT 035/2005 –ES 7 7.3.2 Alinhamentos A verificação dos alinhamentos do eixo e bordos nas diversas seções correspondentes às estacas da locação é feita utilizando a trena. Os desvios verificados não devem exceder ± 5 cm. 7.4 Plano de amostragem - Controle tecnológico O número e a freqüência de verificação e de determinações correspondentes aos diversos ensaios para o controle tecnológico dos insumos, da produção e do produto deve ser estabelecido pelo Executante segundo um Plano de Amostragem Aleatória definido de acordo com a seguinte tabela de controle estatístico de resultados (DNER-PRO-277): TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL n 5 6 7 8 9 10 11 12 K 1,55 1,41 1,36 1,31 1,25 1,21 1,19 1,16 ∀ 0,45 0,35 0,30 0,25 0,19 0,15 0,13 0,10 TABELA DE AMOSTRAGEM VARIÁVEL (continuação) n 13 14 15 16 17 19 21 K 1,13 1,11 1,10 1,08 1,06 1,04 1,01 ∀ 0,08 0,06 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 n = n° de amostras, k = coeficiente multiplicador, ∀ = risco do Executante 7.5 Condições de Conformidade e Não Conformidade Todos os ensaios de controle e verificações para os Insumos a Produção e o Produto realizadas de acordo com o Plano de Amostragem, devem cumprir as Condições Gerais e Condições Específicas do Capítulo 4 e Capítulo 5 desta Norma, e atenderem as condições de Conformidade e Não Conformidade de acordo com os seguintes critérios (DNER-PRO-277): a) Nos ensaios ou verificações em que é especificada uma faixa de valores mínimos e máximos deve ser verificado o seguinte para atender as condições de Conformidade e Não Conformidade: X - ks < valor mínimo especificado, ou X + ks > valor máximo de projeto - Não Conformidade; X - ks = valor mínimo especificado ou X + ks > valor máximo de projeto Conformidade; Sendo: n x X ∑= 1 1 )( 21 − − = ∑ n xx S Onde: 1x - valores individuais x - média da amostra s - desvio padrão da amos tra. k - coeficiente tabelado em função do número de determinações. n - número de determinações. b) Nos ensaios e verificações em que é especificado um valor mínimo a ser atingido deve-se verificar o seguinte para atender as condições de Conformidade e Não Conformidade: Se X - ks < valor mínimo especificado Não Conformidade; Se X - ks ≥ valor mínimo especificado Conformidade. Os resultados do controle estatístico são registrados em relatórios periódicos de acompanhamento de acordo com a norma DNIT 011/2004-PRO a qual estabelece que sejam tomadas providências para tratamento das “Não-Conformidades” da Produção e do Produto. Os serviços só devem ser aceitos se atenderem às prescrições desta Norma. Todo detalhe incorreto ou mal executado deve ser corrigido. Qualquer serviço só deve ser aceito se as correções executadas colocarem -no em conformidade com o disposto nesta Norma; caso contrário será rejeitado. NORMA DNIT 035/2005 –ES 8 8 Critérios de Medição Os serviços conformes serão medidos de acordo com os critérios estabelecidos no Edital de Licitação dos serviços ou, na falta destes critérios, de acordo com as seguintes