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VICTORIA CHAGAS 1 CRESCIMENTO ÓSSEO VICTORIA CHAGAS 2 CRESCIMENTO ÓSSEO ❖ COMPRIMENTO Ocorre nas placas epifisárias dos ossos longos É uma ossificação endocondral (a partir de cartilagem) Os condrócitos da placa epifisária proliferam e participam da formação óssea endocondral. A proliferação dos condrócitos ocorre no lado da epífise, e a substituição do osso ocorre no lado da diáfise ▪ Zona de cartilagem de reserva (repouso) - Liga a diáfise a epífise - Condrócitos na matriz ▪ Zona de proliferação - Condrócitos em mitose rápida ▪ Zona de maturação ou hipertrofia - Condrócitos maduros, hipertrofiados com acúmulo de glicogênio no citoplasma ▪ Zona de calcificação - Condrócitos hipertrofiados morrem por falta de nutriente, lacunas tornam-se confluentes, matriz cartilaginosa torna-se calcificada ▪ Zona de ossificação - Células osteoprogenitoras invadem essa área, diferenciam-se em osteoblastos, que produzem a matriz. A matriz se calcifica na superfície da cartilagem calcificada. Quanto a atividade mitótica da zona de proliferação é maior que a velocidade de reabsorção da zona de ossificação, a placa epifisária permanece com a mesma espessura Por volta de 20 anos, ocorre redução na velocidade mitótica da zona de proliferação, e a zona de ossificação chega até as zonas de proliferação e da cartilagem de reserva. A cartilagem da placa epifisária é substituída por uma placa do complexo cartilagem calcificada/osso calcificado, que é reabsorvido pela atividade dos osteoclastos. Uma vez que a placa epifisária foi reabsorvida, não é mais possível o crescimento do osso em comprimento. EPÍFISE VICTORIA CHAGAS 3 O crescimento do osso longo está sob influência do hormônio do crescimento; dos fatores de crescimento semelhantes à insulina; e dos hormônios esteroides sexuais. Em todos os adolescentes, os hormônios sexuais inativam a placa epifisária de modo que os ossos longos não crescem mais. Como as placas epifisárias de vários ossos se fecham em uma sequência regular e ordenada, os raios X que mostram as placas que estão abertas e as que estão fechadas podem ser utilizados para calcular a "idade óssea" de uma criança. O crescimento ósseo linear cessa nos adultos, mas os ossos são tecidos dinâmicos que sofrem remodelamento contínuo por toda a vida, controlados por hormônios que regulam o metabolismo do cálcio no corpo. ❖ LARGURA É uma ossificação intramembranosa (a partir de tecido conjuntivo – periósteo) Ocorre por aposição As células osteoprogenitoras da camada osteogênica do periósteo proliferam e se diferenciam em osteoblastos, que começam a depositar matriz óssea sobre a superfície subperióstea do osso e os osteoclastos reabsorvem superfície externa. Esse processo ocorre continuamente durante todo o crescimento e formação do osso, de modo que, em um osso longo maduro, o corpo é construído por meio da ossificação intramembranosa subperióstea Formação de novos ósteons (Havers) a partir de vasos venosos VICTORIA CHAGAS 4 HORMÔNIOS ENVOLVIDOS NO CRESCIMENTO ÓSSEO ❖ GH (HORMÔNIO DO CRESCIMENTO OU SOMATOTROFINA) Produzido na adeno-hipófise Diferentemente da maioria dos hormônios, o GH não age por meio de uma glândula alvo, mas exerce seus efeitos diretamente sobre quase todos os tecidos do organismo O GH promove o crescimento de quase todos os tecidos do corpo (aumentando o tamanho das células, mitoses, promovendo multiplicação e diferenciação celular) Aumentam a produção de glicose pelo fígado Também apresenta efeitos metabólicos: aumenta a quantidade de proteína do corpo, utiliza as reservas de gordura e conserva as reservas de carboidratos Pulsos de GHRH no hipotálamo → estimula liberação de GH pela adeno hipófise → se liga a proteínas para não ser filtrado para urina aumentando sua meia-vida → GH age como hormônio trófico para estimular a secreção dos fatores de crescimento semelhantes a insulina (IGFs ou somatomedinas) pelo fígado e por outros tecidos → Os IGFs atuam junto com o hormônio do crescimento para estimular o crescimento dos ossos, cartilagens e de tecidos moles. O GH apresenta curta duração, e a somatomedina C, longa. Isso ocorre porque o hormônio do crescimento só tem ligação fraca com as proteínas plasmáticas, sendo rapidamente liberado do sangue para os tecidos, tendo meia vida inferior que 20 minutos. Já a somatomedina C tem ligação forte com uma proteína transportadora no sangue, que também, assim como a somatomedina C, é produzida em resposta ao GH – meia vida em torno de 20 horas VICTORIA CHAGAS 5 REGULAÇÃO → Após a adolescência, a secreção de GH diminui lentamente com o passar dos anos, atingindo cerca de 25% do nível da adolescência nas pessoas idosas. O padrão de secreção do GH é pulsátil, aumentando e diminuindo - Nos adultos picos nas 2 primeiras horas do sono profundo - Nas crianças acontece de 6 a 10 picos durante o dia A secreção de GH é controlada por dois fatores secretados no hipotálamo, transportados para a hipófise anterior pelos vasos porta do sistema hipotalâmico- hipofisário → HORMÔNIO LIBERADOR DO CRESCIMENTO (GNRH) e HORMÔNIO INIBIDOR DO HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (somatostatina). Estresse → libera cortisol que inibe o GH ❖ HORMÔNIOS SEXUAIS Tanto estrógenos como testosterona têm um efeito complexo sobre os ossos, sendo, de um modo geral, estimuladores da formação de tecido ósseo Tem influência sobre o aparecimento e o desenvolvimento dos centros de ossificação O estrogênio aumenta a secreção de GH e produção de IGF, também leva à maturação dos condrócitos e osteoblastos (fusão das epífises ósseas) → parada do crescimento. DOR DO CRESCIMENTO As queixas de dores em membros são comuns em crianças e, na maioria das vezes, são benignas. As mais frequentes são as dores noturnas recorrentes em membros inferiores Ocorre entre 4 a 10 anos Essa dor é mais comum no período noturno, ocorrendo de 2 a 3 vezes por semana e pode melhorar com massagem ou analgésicos. Compromete mais os músculos da coxa, perna, panturrilha, região posterior dos joelhos e extra articular e pode provocar choro e dificuldade para dormir