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Ms. Mara Célia Reis Definição MS; Século XX; Brasil 1950; Modificação em 1970; 15 de Março de 2012 (RDC 15) Conceito Nomenclatura Localização Conceito O CME é uma unidade destinada a Recepção, Limpeza, Desinfecção, Preparo, Esterilização, Armazenamento, Distribuição E Controle Dos Materiais para demais unidades hospitalares como CC, CO, UI, PA, UTI, Ambulatório entre outros. Nomenclatura Centro ou Central de Material e esterilização Por se tratar de um local que reprocessa os mais diversos tipos de materiais e, ainda, controla o processo de esterilização Localização Dentro ou fora da Unidade hospitalar; Fora: Deve-se considerar aspectos importantes que não prejudique a qualidade do material reprocessado, como manutenção da embalagens e condições de armazenamento e transporte; Dentro: Próximo a unidade fornecedoras (almoxarifado e rouparia) ou próximo de unidade consumidoras (CC, CO, UTI) Localização O CME pode, ainda, estar ou não contiguo ao CC. Mesmo estando dentro do CC, deve ser um unidade autônoma e independente, que conte com chefia e funcionários alocados especificamente para o centro de materiais . Finalidade e Objetivo do CME O CME deve ser considerado o cartão de visita de uma instituição. Preparo, distribuição e controle dos materiais hospitalares Finalidade de assegurar a quantidade e qualidade dos materiais necessário a todo o hospital, para que os pacientes possam ser assistidos com segurança. Receber, desinfetar e separar os artigos que requerem reprocessamento; Lavar os artigos de maneira cuidadosa e sistemática; Receber as roupas provenientes da lavanderia; Empacotar os artigos a serem reprocessados e as roupas a serem esterilizadas; Esterilizar os artigos e roupas, por meios e métodos adequados; Realizar controle microbiológico e de validade dos artigos esterilizados; Armazenar e distribuir os artigos e as roupas esterilizadas para outras unidades; Zelar pela proteção e pela segurança dos pacientes e dos funcionários. MS. RDC 307 Além de.... Atividades técnicos administrativa; Planejamento, organização, coordenação, orientação e supervisão de todas as atividades realizadas no setor Escalas, treinamentos e educação continuada ENFERMEIRO Setores que compõem o CME Área Contaminada; Área Limpa; Área de apoio; RDC 15 - Art. 5º Para cumprimento desta resolução os CME passam a ser classificados em CME Classe I e CME Classe II. § 2º O CME Classe II é aquele que realiza o processamento de produtos para a saúde não- críticos, semicríticos e críticos de conformação complexa e não complexa, passíveis de processamento. § 1º O CME Classe I é aquele que realiza o processamento de produtos para a saúde não- críticos, semicríticos e críticos de conformação não complexa, passíveis de processamento Conforme RDC 15 Classificação: CME Classe I e Classe II Classe I: I. Área de recepção e limpeza - (setor sujo) II. Área de preparo e esterilização – (Setor Limpo) III. Sala de desinfecção química, quando aplicável – (setor limpo) IV. Área de monitorização do processo de esterilização – (setor limpo) V. Área de armazenamento e distribuição do material – (setor limpo) Classe II: I. SALA de recepção e limpeza - (setor sujo) II. SALA de preparo e esterilização – (Setor Limpo) III. Sala de desinfecção química, quando aplicável – (setor limpo) IV. Área de monitorização do processo de esterilização – (setor limpo) V. SALA de armazenamento e distribuição do material – (setor limpo) IMPORTANTE! Art. 5º § 3º O CME só pode processar produtos compatíveis com a sua capacidade técnica operacional e conforme a sua classificação § 4º Quando não especificada a classificação, as determinações desta resolução se aplicam aos dois tipos de CME e às empresas processadoras Art. 8º O serviço de saúde que realize mais de quinhentas cirurgias/mês, excluindo partos, deve constituir um Comitê de Processamento de Produtos para Saúde - CPPS, composto minimamente, por um representante: I - da diretoria do serviço de saúde; II - responsável pelo CME; III - do serviço de enfermagem; IV - da equipe médica; V - da CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar). Planejamento físico e instalações da CME RDC Nº 50, da ANVISA, de 21/02/2002, cujo texto sofreu alteração na RDC 307 de 14/10/2002, mais recentemente foi criado a RDC n. 15, de 15/03/2012 Os estabelecimentos de saúde brasileiros, devem atender à norma que dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos em estabelecimento de saúde. Enfermeiro responsável (financeiro, administrativo, organização, processor e normas, RH) Desta forma o MS recomenda o fluxo de materiais no CME exposto na figura abaixo: Preparo Área limpa (procedimentos finais ) Limpeza Detergente Enzimático Descontaminação Prévia Química Ou Física Área Contaminada (Processamentos prévios/recebimento de material contaminado) Recomenda-se uma a existência de uma barreira física que separe a área contaminada da aérea limpa, para evitar o cruzamento dos artigos sujos com os artigos já limpos Esterilização (Física ou Físico-químico) Desinfecção (Física ou Químico) Armazenamento Ms. 2001 Além das áreas fundamentais descritas como ambientes obrigatórios, algumas áreas de apoio devem compor O CME Vestiários: Devem conter sanitários e chuveiros, funcionando também como barreiras entre as áreas contaminadas e limpa (no caso de ser anexo ao cc, são comuns a ambos) Copa: destinada a lanches rápidos e ao descanso dos funcionários. Da mesma fora que os vestiários, pode ser comum ao CME e CC, no caso de as duas unidades serem contínguas; Deposito de material de limpeza: deve ter acesso externo às áreas contaminada e limpa; Área administrativa: Pode ser composta por uma sala ou conjunto de salas, com ambientes para reuniões, treinamento, chefia e secretaria (local estratégico para visualização) Características Arquitetônica Piso: Paredes: Teto e forro: Portas: Bancadas: Iluminação e janelas: Ventilação, exaustão e ar condicionado: Sistema de agua e energia: Materiais e equipamentos do CME EXPURGO: Lavadoras ultrassônicas; Lavadoras desinfetadora; Pias com cubas profundas e inoxidáveis; Torneiras com instalações de agua quente e fria Bancadas Inoxidáveis ou de material não poroso e de fácil limpeza Bicos para injeção de água pressurizadora (lavagem de artigos com lumens) Bicos para injeção de ar comprimido (secagem de artigos com lumem) Escovas com cerdas resistentes; Produtos químicos: sabão, desinfetante, detergente enzimáticos, soluções lubrificantes e conservantes entre outros) Armários e balcões para guarda de produtos e matérias Equipamento de proteção individual (EPI), luvas de cano longo de borracha resistente e antiderrapante, aventais impermeáveis de mangas longas, gorro, mascara, óculos com protetores laterais, protetor auricular, botas de borracha Pia para lavagem das mãos com sabão antisséptico, gel alcoólico e toalhas descartáveis Suportes de Hamper Cestos de lixo Materiais e equipamentos do CME Preparo e Acondicionamento: Bancadas ou mesas para separação, inspeção e preparo dos materiais; Banquetas ou cadeiras confortáveis,com encosto, altura e apoio par aos pés; Carrinho pra transporte dos artigos; Armários com gavetas; Compressas e campos para secagem dos artigos; Pistolas sobre pressão de ar para secagem de material com lumem Iluminação artificial e lupa (para inspeção dos artigos) Luvas resistentes de procedimentos Involucro adequados a cada tipo de material e processo de esterilização Maquinas seladoras de embalagens Etiquetas e canetas para identifição dos pacotes Fitas adesivas crepadas com indicadores químicos Suporte de Hamper Cestos de lixo Expurgo Área suja Preparo de material e carga da autoclave Área limpa Retirada de material da autoclave E guarda do material estéril FLUXO UNIDIRECIONAL COM BARREIRAS FÍSICAS ENTRE AS ÁREAS Materiais e equipamentos do CME Esterilização Autoclave para esterilização a vapor saturado sob pressão; Autoclave para Esterilização Flash; Equipamento para esterilização por plasma de peroxido de hidrogênio; Equipamento de esterilização a vapor de baixa temperatura e formaldeído gasoso VBTF. Guarda E Distribuição Armários e/ou balcões para guarda de materiais de maior permanência; Prateleiras com cestos para guarda de materiais de consumo diário; Etiquetas e/ou fotos para identificação das prateleiras e dos materiais nelas guardados Carrinhos e cestos aramados para transporte dos materiais; Escadas; Balcões; Fichas para registro dos materiais distribuídos às unidades consumidoras Cestos de lixos. Equipe e atribuições e Dinâmica dos serviços de Enfermagem No passado, o CME tinha a responsabilidade de abrigar profissionais com dificuldade de adaptação em outras atividades, o que traduzia a autoestima reduzida dos colaboradores, em virtude da execução de um trabalho desvalorizado A evolução tecnológica e a sofisticação dos procedimentos cirúrgicos gerou grande necessidade de mudanças, tanto nos processos de trabalho como na e nos profissionais que atuam no CME Recursos Humanos no CME Segundo legislação brasileira, RDC nº 15/2012,o CME e a empresa processadora devem possuir um profissional responsável de nível superior para coordenar todas as atividades relacionadas ao processamento de produtos para a saúde, de acordo com competências profissionais definidas em legislação especifica e, quando o CME for classe II, tal profissional deve atuar exclusivamente nesta unidade durante sua jornada de trabalho Atribuições E Formação Dos Profissionais Da Enfermagem Que Atuam No CME O Conselho Federal de Enfermagem – COFEN, define claramente as atribuições para todos os profissionais de enfermagem que atuam no CME ou em empresas processadoras de produtos de saúde, descritas a seguir: • Enfermeiro Coordenador • Técnico e Auxiliar de enfermagem: Realizar as atividades previstas nos POP, sob orientação e supervisão do enfermeiro; RESOLUÇÃO COFEN Nº 424/2012 RDC 15/2012 Enfermeiros Coordenadores, Chefes ou Responsáveis : I – Planejar, coordenar, executar, supervisionar e avaliar todas as etapas relacionadas ao processamento de produtos para saúde, recepção, limpeza, secagem, avaliação da integridade e da funcionalidade, preparo, desinfecção ou esterilização, armazenamento e distribuição para as unidades consumidoras; II – Participar da elaboração de Protocolo Operacional Padrão (POP) para as etapas do processamento de produtos para saúde, com base em referencial científico atualizado e normatização pertinente. Os Protocolos devem ser amplamente divulgados e estar disponíveis para consulta; III – Participar da elaboração de sistema de registro (manual ou informatizado) da execução, monitoramento e controle das etapas de limpeza e desinfecção ou esterilização, bem como da manutenção e monitoramento dos equipamentos em uso no CME; IV – Propor e utilizar indicadores de controle de qualidade do processamento de produtos para saúde, sob sua responsabilidade; V – Avaliar a qualidade dos produtos fornecidos por empresa processadora terceirizada, quando for o caso, de acordo com critérios preestabelecidos; VI – Acompanhar e documentar, sistematicamente, as visitas técnicas de qualificação da operação e do desempenho de equipamentos do CME, ou da empresa processadora de produtos para saúde; VII – Definir critérios de utilização de materiais que não pertençam ao serviço de saúde, tais como prazo de entrada no CME, antes da utilização; necessidade, ou não, de reprocessamento, entre outros; VIII – Participar das ações de prevenção e controle de eventos adversos no serviço de saúde, incluindo o controle de infecção; IX – Garantir a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), de acordo com o ambiente de trabalho do CME, ou da empresa processadora de produtos para saúde; X – Participar do dimensionamento e da definição da qualificação necessária a os profissionais para atuação no CME, ou na empresa processadora de produtos para saúde; XI – Promover capacitação, educação permanente e avaliação de desempenho dos profissionais que atuam no CME, ou na empresa processadora de produtos para saúde; XII – Orientar e supervisionar as unidades usuárias dos produtos para saúde, quanto ao transporte e armazenamento dos mesmos; A RDC 15 determina que os profissionais do CME e da empresa processadora sejam capacitados nos seguintes temas, como requisito para atuar no CME Classificação de produtos de saúde Conceitos básicos em microbiologia Transporte de produtos contaminados Processo de limpeza, desinfecção, preparo, inspeção, acondicionamento dos materiais e equipamentos existentes no CME; Monitoramento de processo por indicadores físicos, químicos e biológicos; Rastreabilidade, armazenamento e distribuição dos produtos para saúde; Manutenção da esterilidade do produto Gestão de Pessoas • Valorização de pessoas • Intelectual de cada pessoa • Metas das organização com objetivos pessoais • Avaliação de desempenho Considerações finais: Recursos Humanos, Planejamento, Processo de trabalho e Administração do CME •ELABORAR PLANO ARQUITETÔNICO DA CME Esterilização Embalagem CRITICO : Artigos da assistência em saúde, itens cirúrgicos, odontológicos e acessórios utilizados nas intervenções invasivas e que penetrem nos tecidos e nos vasos sanguíneos; Devem ser estéreis, uma vez que qualquer contaminação microbiana pode resultar em transmissão de doenças. Exemplos: Instrumental Cirúrgico, Laparoscópico, Material de Curativo, Drenos, Campos Operatórios. Entram em contato com as membranas mucosas integras ou com pele não intacta. O risco potencial de transmissão de infecção é intermediário, umas vez que as membranas oferecem certa resistência às infecções causadas por esporos. Devem ser minimamente desinfetados por desinfecção de alto nível ou de nível intermediário. Exemplos: Material para nebulização, Cânula de Guedel, Material Endoscópicos. Entram em contato com a pele íntegra ou não entram em contato com o paciente. O risco potencial de infecção é baixo, uma vez que a pela age como barreira na transmissão de muitos microrganismos. Devem ser minimamente limpos; serão desinfetados quando houver suspeita de contaminação comprovada por agente de doenças transmissíveis. Em outras palavras, se estiverem contaminados com materia orgânica, devem sofrer desinfecção e, na ausência orgânica, a limpeza é suficiente. Exemplos: Roupas, Mesa Cirúrgica, telefone e eletrodode monitor O QUE É INDISPENSÁVEL ANTES DA DESINFECÇÃO OU ESTERILIZACÃO? É o procedimento utilizado para a remoção de sujidade presente em qualquer superfície do artigo, utilizando-se de ação manual ou automatizada. Art. 65 Os produtos para saúde passíveis de processamento, independente da sua classificação de risco, inclusive os consignados ou de propriedade do cirurgião, devem ser submetidos ao processo de limpeza, dentro do próprio CME do serviço de saúde ou na empresa processadora, antes de sua desinfecção ou esterilização Fonte: APECIH, 2003 Manual ou automatizada Detergente enzimático Secagem pro ar comprimido Importante ENXAGUE Desinfecção Esterilização ou LIMPOU? É a destruição de todas as formas vegetativas e de algumas esporuladas. Fonte: Rutala, Scheifer Art. 86 sala exclusiva. Art. 87 água que atenda aos padrões de potabilidade definidos em normatização específica. Art. 88 O transporte Art. 89 medidas de segurança em relação ao uso de saneantes. Art. 90 a monitorização dos parâmetros indicadores de efetividade dos desinfetantes para artigo semicrítico, como concentração, pH ou outros, no mínimo 1 vez ao dia, antes do inicio das atividades. § 1º Os desinfetantes para artigo semicrítico devem ser utilizados de acordo com os parâmetros definidos no registro do produto. § 2º Os parâmetros, inicial e subsequentes, dos desinfetantes para artigo semicrítico, devem ser registrados e arquivados pelo prazo mínimo de cinco anos. Art. 11 Produtos para saúde classificados como CRÍTICOS devem ser submetidos ao processo de ESTERILIZAÇÃO, após a limpeza e demais etapas do processo. Art. 12 Produtos para saúde classificados como SEMICRÍTICOS devem ser submetidos, no mínimo, ao processo de DESINFECÇÃO DE ALTO NÍVEL, após a limpeza. Parágrafo único. produtos para saúde SEMICRÍTICOS UTILIZADOS NA ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA, ANESTESIA E INALOTERAPIA DEVEM SER SUBMETIDOS À LIMPEZA E, NO MÍNIMO, À DESINFECÇÃO DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO, com produtos saneantes em conformidade com a normatização sanitária, ou por processo físico de termo desinfecção, antes da utilização em outro paciente; Art. 13 - Produtos para saúde utilizados na assistência ventilatória e inaloterapia, não poderão ser submetidos à desinfecção por métodos de imersão química líquida com a utilização de saneantes a base de aldeídos. Art. 14 Produtos para saúde classificados como NÃO-CRÍTICOS devem ser submetidos, no mínimo, ao PROCESSO DE LIMPEZA. Art. 15 O processamento de produtos devem seguir um fluxo direcionado sempre da área suja para a área limpa. Anvisa– RDC Nº 35 Aldeídos: Glutaraldeído, Ortoftaldeído, Formaldeído Acido Peracético; Peróxido de Hidrogênio ; Água Elotrizada; Soluções Cloradas; Álcool; Quartanário de Amônia ; Fenois; Soluções Iodadas Desinfecção Esterilização ou LIMPOU? Processo validado usado para prover um produto livre de todas das formas de microorganismos viáveis, realizado através de processos físicos, químicos, e físico-químicos. NBR-ISO 11134 Métodos de Esterilização e de controle de qualidade; Art. 91 É proibido o uso de autoclave gravitacional de capacidade superior a 100 litros. Art. 92 Não é permitido o uso de estufas para a esterilização de produtos para saúde. Art. 93 É obrigatório a realização de teste para avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar (Bowie & Dick) da autoclave assistida por bomba de vácuo, no primeiro ciclo do dia. Art. 96 O monitoramento do processo de esterilização deve ser realizado em cada carga em pacote teste desafio com integradores químicos (classes 5 ou 6), segundo rotina definida pelo próprio CME ou pela empresa processadora. Art. 97 O monitoramento do processo de esterilização com indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização. Art. 98 No monitoramento do processo de esterilização dos produtos para saúde implantáveis deve ser adicionado um indicador biológico, a cada carga. Parágrafo único. A carga só deve ser liberada para utilização após leitura negativa do indicador biológico. Art. 99 O monitoramento do processo de esterilização com indicador BIOLÓGICO deve ser feito DIARIAMENTE, em pacote desafio disponível comercialmente ou construído pelo CME ou pela empresa processadora, que deve ser posicionado no ponto de maior desafio ao processo de esterilização, definido durante os estudos térmicos na qualificação de desempenho do equipamento de esterilização. Art. 100 A área de monitoramento do processamento de produtos para saúde deve dispor de sistema para guarda dos registros dos monitoramentos. Do Armazenamento Art. 101 Os produtos esterilizados devem ser armazenados em local limpo e seco, sob proteção da luz solar direta e submetidos à manipulação mínima. Art. 102 O responsável pelo CME deve estabelecer as regras para o controle dos eventos que possam comprometer a integridade e selagem da embalagem dos produtos para saúde. Do Transporte Art. 103 O transporte de produtos para saúde processados deve ser feito em recipientes fechados e em condições que garantam a manutenção da identificação e a integridade da embalagem. Art. 104 O transporte dos produtos para saúde a serem encaminhados para processamento nas empresas processadoras ou na CME de funcionamento centralizado deve ser feito em recipiente exclusivo para este fim, rígido, liso, com sistema de fechamento estanque, contendo a lista de produtos a serem processados e o nome do serviço solicitante. Controle De Equipamento; Controle Interno De Pacote; Controle De Rastreabilidade; Controle De Morte Biológica; Controle De Liberação De Carga Subsequente; Embalagens; Livro Registro. 01 – Realize um ciclo completo para pré-aquecer a autoclave. 02 – Anote no pacote teste: número da autoclave, data, etc 03 – Posicione o pacote na câmara, a uma altura entre 10cm e 20cm, próximo ao dreno. 04 – Inicie o ciclo específico para o teste Bowie & Dick. 134°C por 3,0 – 3,5 minutos. 05 – Finalizado o ciclo, retire o pacote teste com cuidado, pois o mesmo está quente. 06 – Observe que o indicador químico de processo sofreu alteração de cor. 07 – Abra o pacote e retire a folha teste, localizada no centro do pacote. 08 – Faça o registro dos dados pertinentes: número da autoclave, data, operador, etc… 09 – …optando por fazê-lo na frente ou no verso da folha teste 10 – Utilize o guia de referência para comparar o resultado 11 – Resultado correto: ciclo bem sucedido 12 – Resultado incorreto: possível falha – extração de ar inadequada. Repita o ciclo, utilizando um novo pacote teste. 01 – Correto. 02 – Incorreto – Causa possível: Extração de ar inadequada 03 – Incorreto – Causa possível: Gases não condensáveis no vapor. 04 – Incorreto – Causa possível: Vapor superaquecido. 05 – Incorreto – Causa possível: Vapor super saturado (úmido). Indicadores Químicos Internos ( Caixas e pacotes) Indicador químico em sala de cirurgia , liberar ou não o material ; Registro do processo de esterilização em prontuário. Cirurgia segura Controle Interno De Pacote – Integrador Químico Dica !!! Indicar sempre os valores mais altos ( menores ) desta tabela para não faltar tempo para virar o integrador. Ex.: Padronizado 134ºC 15 min 106 105 104 103 102 101 100 10-1 10-2 10-3 10-4 10-5 10-6 0 1,5 3 X Minutos. N º d e m ic ro o rg a n is m o s Carga Microbiana 106 SAL 10-6 Margem de Segurançamínima de 1,5 minutos Ex.: Classe VI – Ciclo de 134º C por 3,5 minutos Emuladores - Classe VI Fonte : SOBECC, 2009 ; ANSI/AAMI/ISSO 11140- 1 2005 IQs :Classe 5 X Classe 6 Indicador Químico Externo Classe I Fita para autoclave Etiqueta dupla adesiva c/ IQ + 3 linhas impressão e rastreabilidade. Cod. 3794-24 - 24 rol/500 ( 12000 etq) Uso externo para identificar todas as unidades processadas NÃO garante a esterilidade Conformidade com a nova RDC Nº 15 !!! Indicador de Embalagens : Envelope grau cirurgico Controle De Rastreabilidade – Etiqueta e Fita Zebrada CAPÍTULO II DAS BOAS PRÁTICAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE Seção VII Da Inspeção, Preparo e Acondicionamento dos produtos para saúde Art. 85 O rótulo de identificação da embalagem deve conter: I - nome do produto; II - número do lote; III - data da esterilização; IV - data limite de uso; V - método de esterilização; VI - nome do responsável pelo preparo. Legislação Brasileira – RCD Nº. 15 Art. 99 O monitoramento do processo de esterilização com indicador biológico deve ser feito diariamente, em pacote desafio disponível comercialmente ou construído pelo CME ou pela empresa processadora, que deve ser posicionado no ponto de maior desafio ao processo de esterilização, definido durante os estudos térmicos na qualificação de desempenho do equipamento de esterilização. Art. 98 No monitoramento do processo de esterilização dos produtos para saúde implantáveis deve ser adicionado um indicador biológico, a cada carga. Parágrafo único. A carga só deve ser liberada para utilização após leitura negativa do indicador biológico. Esterilização Indicadores Biológicos Resistência: 134º C – 1,5 minutos 106 105 104 103 102 101 100 10-1 10-2 10-3 10-4 10-5 10-6 0 1,5 3 X minutos n º d e m ic ro o rg an is m o s Carga Microbiana 106 CAPÍTULO II DAS BOAS PRÁTICAS PARA O PROCESSAMENTO DE PRODUTOS PARA SAÚDE Monitoramento do Processo de Esterilização Art. 96 O monitoramento do processo de esterilização deve ser realizado em cada carga em pacote teste desafio com integradores químicos (classes 5 ou 6), segundo rotina definida pelo próprio CME ou pela empresa processadora. Controle De Liberação De Carga Subsequente; Teste Desafio Instruções de uso: Dobre a tira do indicador químico ao meio de modo que o indicador fique com a face para dentro e coloque-o na cápsula do LOADCHEK. As pontas do indicador dobrado devem estar de frente para o fundo da cápsula. TST - Load check Instruções de uso: Assegurar que o dispositivo LOADCHEK está seco e que o indicador não sairá da cápsula; Feche o dispositivo LOADCHEK cuidadosamente, assegurando que a tampa está corretamente lacrada; Acondicione o dispositivo LOADCHEK em uma embalagem de esterilização, por exemplo papel grau cirúrgico e coloque-o em uma carga normal no esterilizador, na prateleira inferior próximo ao dreno. TST - Load check Instruções de uso: Depois de processado remova o dispositivo LOADCHEK do esterilizador. (Cuidado: O dispositivo pode estar quente). Remova o indicador químico da cápsula e verifique o resultado Remova o adesivo e fixe o indicador em local apropriado no seu sistema de registro, junto com os detalhes do ciclo. Amarelo: Não processado/ FalhoAzul :processado/Aceito Importante! Não reutilizar o dispositivo além de 400 vezes para garantir a integridade do mesmo. Art. 78 As embalagens utilizadas para a esterilização de produtos para saúde devem estar regularizadas junto à Anvisa, para uso especifico em esterilização. Art. 79 Não é permitido o uso de embalagens de papel kraft, papel toalha, papel manilha, papel jornal e lâminas de alumínio, assim como as embalagens tipo envelope de plástico transparente não destinadas ao uso em equipamentos de esterilização. Art. 80 A selagem de embalagens tipo envelope deve ser feita por termoseladora ou conforme orientação do fabricante. Art. 81 Não é permitido o uso de caixas metálicas sem furos para esterilização de produtos para saúde. Art. 82 O CME que utiliza embalagem de tecido de algodão, deve possuir um plano contendo critérios de aquisição e substituição do arsenal de embalagem de tecido mantendo os registros desta movimentação. Parágrafo único. Não é permitido o uso de embalagens de tecido de algodão reparadas com remendos ou cerzidas e sempre que for evidenciada a presença de perfurações, rasgos, desgaste do tecido ou comprometimento da função de barreira, a embalagem deve ter sua utilização suspensa. Qual o Objetivo de uma Embalagem? Conservar a integridade de um produto até o momento de utilização do mesmo, equilibrando as propriedades as quais se propõe da maneira mais conveniente para o usuário. Têxtil: Algodão Papel: Grau cirúrgico e Crepado Nãotecido: SMS e Tyvek Container: Alumínio, Aço Inox e Plástico Estrutura produzida pelo entrelaçamento de um conjunto de urdume, e outro conjunto de fios de trama. ABNT/TB 392 Algodão vs. Uso Único Algodão Uso único Vulnerável à contaminação Difícil controle da forma e nº de reprocessamentos. Impossibilidade de avaliar o percentual de encolhimento. Na inspeção visual não é detectado a presença de furos e rasgos. Dificuldade na verificação da efetividade da barreira microbiana. Recebem tratamento químico. “...Os tecidos podem sofrer entre 75-100 processos de lavagem e esterilização. Esse número não é real, visto falta de controle desses produtos”. Central Service Technical Manual ; Packaging. IAHCSMM. Fourth Edition; 1994, p. 135 AORN, Standards and Recommended Practices for Perioperative Nursing. “Produtos de múltiplo uso tem sua eficiência como barreira diminuída conforme a quantidade de vezes em que é usado. Um método deve ser estabelecido para monitorar, controlar, e determinar a vida útil de materiais reprocessados”. Textile Rental, June 1992 “Para não danificar os tecidos de barreira as máquinas de lavar devem operar em velocidade lenta e com capacidade reduzida de 40% a 80%” “…Se não houver espaço entre os tecidos dentro da lavadora, pode formar-se bolhas de ar que evitam que algumas partes do tecido sejam efetivamente lavadas e entrem em contato com os agentes químicos do processo” NÃO TECIDO Estrutura plana, flexível e porosa, constituída de véu ou manta de fibras ou filamentos, orientados direcionalmente ou ao acaso, consolidados por processo mecânico ou químico ou térmico e combinações destes. NBR 13370 Spunbond > resistência > durabilidade Meltblown > barreira microbiana > resistente à fluídos Spunbond > resistência > durabilidade Laminado de Polipropileno SMS 3 camadas Spunbond (Resistência) Meltblown (Barreira) Spunbond (Resistência) Adequada para o artigo e método de esterilização, e suportar as condições físicas do processo; Barreira microbiana; Barreira adequada a líquidos; Permeável; Compatibilidade com o processo de esterilização; Permitir a penetração e remoção do agente esterilizante; Evitar liberação de fibras ou partículas. ABNT NBR 14990-6 Proteger o conteúdo do pacote de danos físicos; Resistir a rasgos e perfurações; Ser livre de furos e micro furos; Não conter ingredientes tóxicos, alvejante óptico, corante ou amido; Não oferecer dificuldades à abertura do pacote; Seguir orientação do fabricante; Registro no Ministério da Saúde. ABNT NBR 14990-6Elaborar POP de cada setor: Expurgo, Sala de Preparo, Desinfecção de alto nível e esterilização a vapor, arsenal Elaborar livro registro para arquivar todos os monitores - VIGILÂNCIA Vamos praticar????? Enfermagem em centro de material, biossegurança e bioética/Rachel de carvalho, 1ª Edição – Barueri , SP: Manole, 2015 (série Manuais de Especialização Einstein) http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2012/rdc0 015_15_03_2012.html http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-n- 4242012_8990.html