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MEDS TRANSFERÊNCIA EM MEDICINA 
EXTENSIVO 2018/1 
ANATOMIA: CABEÇA 2 
Professora: Gabriela Mendes Messias 
Couro Cabeludo 
O couro cabeludo é dividido em camadas, formando a sigla SCALP: 
 S (SKIN): pele. 
 C (Close subcutaneus tissue): Tela subcutânea densa, constituída de 
duas camadas, uma camada adiposa avascular e uma camada 
membranácea vascular. 
 A (Aponeurotic e m. occipitofrontal): Gálea Aponeurótica formada pela 
aponeurose e o m. occiptofrontal. 
 L (Loose subaporeutic tissue): Tecido subaponeurótico frouxo. Por ser 
um tecido mais maleável, permite o deslizamento das camadas 
superiores. É o local de passagem das veias emissárias. É uma camada 
que pode ser rompida em feridas profundas, sendo uma área perigosa 
para difusão de infecções por fazer contato do couro cabeludo com as 
estruturas intracrânicas através das veias emissárias. 
 P (Pericrânio). 
A inervação do couro cabeludo é feita pelo n. oftálmico (V1) pelos ramos n. 
supratroclear e supraorbital. Também pelo N. Maxilar (V2) através do seu ramo 
chamado de n. zigomaticotemporal, e o n. Mandibular (V3) pelo seu ramo 
chamado de n. auriculotemporal. Há ainda ramos cervicais: N. Occipital menor, 
N. Occipital maior e N. Occiptal terceiro. A irrigação arterial é feita pela a. 
Oftálmica pelos ramos a. supratroclear e supraorbital; A. Temporal Superficial, 
A. Auricular Posterior e A. Occiptal. 
Face 
MÚSCULOS DA EXPRESSÃO FACIAL: Há vários músculos na face que 
trabalham em conjunto para realizarem as diversas expressões faciais que 
fazemos cotidianamente. São movimentos muito finos, realizados por tais 
músculos que inserem apenas superficialmente, ao osso, fáscia ou pele, 
atuando na tração da pele. São eles: 
1. Ventre Frontal do M. occiptofrontal: puxa as sobrancelhas para superior. 
2. Orbicular do olho: dividido em parte orbital, palpebral (envolvidas no 
movimento de fechar os olhos) e lacrimal (envolvida na drenagem do 
saco e glândula lacrimal). 
3. Corrugador do supercílio: aproximam os supercílios medialmente. 
4. Nasal: dividido em parte transversa (ajuda a fechar as narinas) e alar 
(ajuda a abrir as narinas). 
5. Prócero: enruga a região da glabela. 
6. Levantador do Lábio Superior e da asa do nariz: levanta o lábio superior 
e a asa do nariz. 
7. Zigomático Maior: levanta o lábio superior e o move para lateral. 
8. Zigomático Menor: levanta o lábio superior e o move para lateral. 
9. Risório: move o ângulo da boca lateralmente. 
10. Orbicular da boca: movimenta a rima da boca, funcionando em partes 
como um esfíncter quando contraído completamente. 
11. Abaixador do ângulo da boca: move os ângulos da boca para inferior. 
12. Mentual: enruga e protunde a região mentual. 
13. Platisma: músculo superficial da região do pescoço, responsável pela 
tração da pele nessa área. 
14. Abaixador do lábio inferior: abaixa o lábio inferior. 
15. Levantador do lábio superior: levanta o lábio superior 
16. Bucinador: faz a parede jugal e auxilia nos movimentos de tensão das 
bochechas na mastigação. 
É notável que a região bucal possui a maior proporção de músculos devido sua 
maior liberdade de movimentação. Todos esses músculos, quando contraem 
muito ao longo da vida, podem causar linhas senis, conhecidas como rugas: 
são linhas de expressão formadas perpendicular ao plano de tração do 
músculo. Essas linhas guiam as incisões de pele, evitando grandes cicatrizes. 
Todos os músculos da face são inervados pelo n. facial. 
 
NERVO FACIAL: é o nervo crânico de número VII. Ele entra no crânio pelo 
meato acústico interno e sai pelo forame estilomastóideo. Dá o n. auricular 
posterior que inerva o m. auricular posterior e ventre occiptal do occiptofrontal. 
Ele se continua entrando na glândula parótida formando o plexo intraparotídeo, 
se dividindo nos seus cinco ramos terminais: 
 TEMPORAL: músculos da região superior ao olho. 
 ZIGOMÁTICO: músculos da região inferior ao olho. 
 BUCAL: músculos da região superior ao lábio superior. 
 MARGINAL DA MANDÍBULA: músculos da região inferior ao lábio 
inferior e região mentual. Faz RA com a a. facial. 
 CERVICAL: para o m. platisma. 
A paralisia periférica de um dos nervos faciais pode causar a paralisia de uma 
hemiface. 
 
ARTÉRIA FACIAL: é a artéria responsável pela principal irrigação superficial da 
face. É um ramo anterior da a. carótida externa, na região do pescoço, de onde 
ascende contornando a glândula submandibular e passando pela borda inferior 
da mandíbula, onde ascende passando próxima ao ângulo da boca e as 
laterais do nariz. Nessas porções ela emite os ramos: aa. Labiais superiores e 
inferiores para os lábios e o ramo nasal lateral, para a lateral do nariz e 
cavidade nasal mais inferior. A partir desse ponto, sua continuação começa a 
ser chamada de a. angular, que segue para o canto medial do olho para 
anastomosar com o ramo dorsal e palpebral da a. oftálmica. 
VEIA FACIAL: é uma veia satélite da a. facial, tendo caminho e tributações 
muito semelhantes. Mas umas das peculiaridades da veia em relação à artéria 
são suas comunicações com o plexo venoso pterigoideo e a v. oftálmica 
superior, comunicando então com o sistema venoso intracrânico. Além disso, 
essa veia se une ao ramo anterior da v. retromandibular para drenar para a 
veia jugular interna. 
 
VEIA RETROMANDIBULAR: é uma veia da face que não possui 
correspondente arterial. Ela é formada dentro da parótida pela união da v. 
maxilar com a v. temporal superficial, e comunica com o plexo pterigoideo. Na 
sua porção distal, ela divide em dois ramos, um anterior que se une com a v. 
facial e tributa para a v. jugular interna e um ramo posterior que se une à veia 
auricular posterior para formar a veia jugular externa. 
 
NERVO TRIGÊMIO: é o nervo principal que faz a inervação sensitiva da face. 
Ainda em região intracrânica esse nervo faz uma formação ganglionar, 
chamada de Gânglio de Gasser/trigeminal, de onde saem três ramos principais, 
o ramo oftálmico (V1), o ramo maxilar (V2) e o ramo mandibular (V3). O nome 
dos ramos deriva das áreas de inervação desses ramos.Tais ramos saem do 
crânio por forames diferentes, e vão para diferentes áreas sensitivas da face, 
dando seus ramos terminais. Entre os principais ramos terminais do n. 
oftálmico estão o N. Supraorbital, N. Supratroclear, N. Infratroclear, N. Nasal 
Externo e o N. Lacrimal. Já do nervo Maxilar, os principais ramos são o N. 
Zigomaticotemporal, o N. Zigomaticofacial e o N. Infraorbital. Já os principais 
ramos do nervo Mandibular são o N. Auriculotemporal, o N. Bucal e o N. 
Mentual. Todos esses ramos participam da inervação sensitiva da face. 
 
REGIÃO PAROTÍDEA: é a região em que está situada a glândula parótida, a 
maior glândula salivar do ser humano. Ela fica sobre o m. masseter, lateral e 
posterior ao ramo da mandíbula. A glândula possui dentro do seu parênquima 
estruturas que a atravessam, dentre elas estão o n. facial que estabelece um 
grande plexo intraparotídeo de onde saem seus ramos terminais, os vasos 
temporais superficiais e maxilares, ramos terminais da a. carótida externa (se 
divide dentro do parênquima glandular), as veias Temporal Superficial e Maxilar 
também se juntam no parênquima glandular, originando a v. retromandibular 
que tem seu trajeto inicial intraparotídeo. Além disso, há o ducto parotídeo ou 
ducto de Stenon, que leva a secreção salivar parotídea atravessando a parede 
jugal e abrindo-se na parede jugal próximo ao segundo dente molar superior. A 
inervação da glândula parótida é feita pelo n. glossofaríngeo (inervação 
parassimpática) e n. auriculotemporal. 
 
Há outras glândulas salivares que não estão presentes na região parotídea, 
são elas as glândulas submandibulares, na fóvea submandibular, e as 
glândulas sublinguais presente na fóvea sublingual, inferiormente à língua. O 
ducto da glândula submandibular se abre na carúncula sublingual. Já a 
glândulasublingual possui diversos ductos que se abrem na região próxima ao 
frênulo lingual. 
MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO: Os principais músculos relacionados com a 
mastigação são o m. temporal, o m. masseter, e os pterigoideos medial e 
lateral. A inervação desses músculos é feita pela raiz motora do n. mandibular. 
 M. Temporal: 
ORIGEM: assoalho da fossa temporal, abaixo da linha temporal inferior. 
INSERÇÃO: processo coronóide e borda anterior do ramo da mandíbula 
AÇÃO: eleva a mandíbula e faz a sua retração. 
 
 M. Masseter: músculo muito potente, dividido em parte profunda e 
superficial. 
ORIGEM: arco zigomático. 
INSERÇÃO: ramo da mandíbula e seu ângulo 
AÇÃO: levanta mandíbula e faz sua protrusão. 
 
 M. Pterigóideo Medial: Possui duas cabeças de origem 
ORIGEM: superfície medial da lamina lateral do processo pterigoide e 
processo piramidal do palatino 
INSERÇÃO: ângulo da mandíbula 
AÇÃO: eleva e protruz a mandibula. 
 
 M. Pterigóideo Lateral: Possui duas cabeças de origem 
ORIGEM: asa maior do esfenóide e superficie lateral Da lâmina lateral 
do processo pterigoide do osso esfenoide. 
INSERÇÃO: capsula articular da ATM. 
AÇÃO: protrusão da mandíbula: trás para anterior o próprio disco 
articular 
Quando os dois pterigoideos funcionam juntos acontece a latero-laterização da 
mandíbula. Não há um músculo próprio que faz a depressão da mandíbula, 
isso é feito pelo relaxamento dos m. da mastigação e pela própria gravidade. 
CAVIDADE ORAL: a cavidade oral é dividida em dois compartimentos, o 
vestíbulo, que é uma fenda entre dentes, gengiva, lábios e bochechas, que tem 
contato com o exterior por meio da rima labial; e a cavidade oral propriamente 
dita, profunda aos dentes, com o palato de teto e a língua de assoalho. 
Posteriormente, ela comunica-se com a orofaringe. 
O palato forma o teto da cavidade bucal e o assoalho da cavidade oral. Ele é 
dividido em palato duro e mole. O palato duro é o palato ósseo, coberto pela 
túnica mucosa palatina, aderida firmemente ao osso. No plano mediano, 
observamos uma rafe do palato, local que indica a fusão dos processos 
palatinos embrionários. O palato mole é a parte musculotendínea posterior, 
sem esqueleto ósseo. É também chamado de véu palatino. É dele que a úvula 
se projeta. A vascularização do palato é feita pela a. palatina maior, 
predominantemente, e a inervação do palato é feita pelos nn. Palatinos maior e 
menor e n. nasopalatinos. 
Na parte mais posterior, próximo ao palato mole, observamos a fauces, que é o 
espaço entre a cavidade oral e a faringe. Seus limites são o palato mole, 
superiormente, a língua inferiormente, e os pilares da fauces lateralmente, 
formado pelos arcos palatoglossos e palatofaríngeos. O istmo das fauces é a 
região posterior e mais estreita dessa região, limitada por: 
 Anterior: borda posterior do palato mole 
 Posterior: crista faríngea 
 Laterais: pregas palatofaríngeas. 
 
MÚSCULOS DO PALATO MOLE/VÉU PALATINO: 
 M. Palatoglosso: aproxima pregas palatoglossas 
 M. Palatofaríngeo: aproxima pregaspalatofaringeas 
 M. da Úvula: eleva a úvula 
 M. Levantador do véu palatino: eleva o palato mole 
 M. Tensor do véu palatino: tensiona o palato mole, deixando o istmo das 
fauces aberto na deglutição, para não obstruí-lo. 
A inervação desses músculos é feita pelo plexo faríngeo, constituído pelo n. 
glossofaríngeo e ramo faríngeo do n. vago acessorado pela raiz crânica do n. 
acessório. A única exceção é o tensor do véu palatino, inervado pelo n. 
mandibular (V3). 
 
MÚSCULOS DO ASSOALHO DA CAVIDADE ORAL: é composto pelo m. milo-
hióideo, ventre anterior do m. digástrico, m. gênio-hióideo, e m. genioglosso. 
 
 Milo-Hióideo: Acima do ventre anterior do digástrico, fibras se dirigem 
para um plano mediano terminando em uma rafe tendínea mediana. Os 
dois m. milo-hióideo em conjunto formam o assoalho muscular da boca 
(diafragma oral): parcialmente cobre o hioglosso. 
ORIGEM: linha milo-hióidea da mandíbula. 
INSERÇÃO: osso hióide (fibras posteriores). 
INERVAÇÃO: ramo milo-hióideo do n. alveolar inferior (ramo do V3). 
AÇÃO: eleva o hióide e assoalho da boca e a língua. Faz o diafragma 
muscular para o suporte da língua; força a língua e o conteúdo alimentar 
para posterior para deglutição. 
 
 Digástrico: São dois ventres unidos por um tendão intermediário 
ORIGEM: ventre posterior: incisura mastoidea; ventre anterior: fossa 
digástrica da mandíbula. 
INSERÇÃO: tendão intermédio se prende no corpo do osso hióide. 
INERVAÇÃO: Ventre anterior: ramo milo-hioideo do n. alveolar inferior 
(ramo do V3); Ventre posterior: n. facial. 
AÇÃO: eleva o hioide. Abaixa mandíbula, auxilia o pterigóideo lateral na 
rotação da mandíbula. 
 
 Gênio-hióideo: Acima do milo-hióideo, em contato ou fundido com o m. 
do lado oposto. 
ORIGEM E INSERÇÃO: tubérculo mental inferior (espinha geniana) até 
corpo do hioide. 
INERVAÇÃO: n. hipoglosso. 
AÇÃO: eleva o hioide; protrusão do hioide encurtando o assoalho da 
boca. 
 
 Gênioglosso: em forma de leque, constituinte do corpo da língua. 
ORIGEM: espinha mentual da mandíbula (espinha geniana). 
INSERÇÃO: face inferior da língua e osso hióide. 
AÇÃO: depressão e protrusão da língua. 
 
LÍNGUA: é um órgão muscular presente no assoalho da cavidade oral. Ela se 
insere no osso hióide, na mandíbula, no processo estiloide e na faringe. É 
dividida em raiz, corpo e ápice. Na sua face superior, o dorso da língua, 
observamos um sulco terminal, que divide a raiz e o corpo da língua, e um 
forame cego da língua, caminho embrionário da tireoide. No corpo, observamos 
um sulco mediano. Já na raiz, na porção faríngea, observamos as tonsilas 
linguais, sendo acúmulo de tecido linfoide, além de pregas que vão dessa 
porção da língua para a epiglote, sendo elas a Prega Glossoepiglótica Mediana 
e a Prega Glossoepiglótica Lateral. Entre essas pregas é presente a valécula, 
uma cavidade onde ocasionalmente fica retido comprimidos ou restos 
alimentares, causando desconforto. A superfície inferior ou ventral da língua é 
um local de mucosa permeável, sendo até local de administração de fármacos. 
Nele, é evidente um frênulo lingual e a carúncula sublingual, por onde 
desemboca o óstio do ducto submandibular. Geralmente os óstios dos ductos 
da glândula sublingual não são visíveis. Na raiz da língua, chama atenção a 
ausência de mucosa, e é por onde nervos e vasos conseguem acessá-la. 
Os músculos da língua são divididos em intrínsecos e extrínsecos. Dentre os 
extrínsecos podemos citar os músculos M. Genioglosso (abaixa e protruz a 
língua), M. Hioglosso (abaixa e retrai a língua), M. Estiloglosso (Retrai e eleva a 
língua na deglutição) e M. Palatoglosso (Eleva a parte posterior da língua). A 
inervação da maioria desses músculos é feita pelo n. hipoglosso (n. XII), exceto 
o m. palatoglosso, inervado pelo plexo faríngeo. Os músculos intrínsecos são: 
O M. Longitudinal Superior, o M. Longitudinal Inferior, o M. Transverso e o M. 
Vertical. Eles enrolam a língua, estreitam e alongam a língua, achatam e a 
alargam. Todos são inervados pelo n. hipoglosso. 
A inervação sensitiva da língua é peculiar: os 2/3 anteriores da língua são 
inervados pelo Nervo Lingual (NC V3), levando sua sensibilidade, mas a 
sensibilidade gustatória dessa área é feita pelo Nervo Corda do Tímpano (NC 
VII). Já o 1/3 posterior recebe tanto a sensibilidade quanto a gustação pelo 
Nervo Glossofaríngeo (NC IX). O Nervo Vago (NC X) faz uma pequena 
contribuição da sensibilidade geral e gustação na parte mais posterior, pelo 
ramo interno do n. laríngeo superior. Ele está relacionado principalmente com o 
reflexo faríngeo, o reflexo de vômito. Assim, observamos que os pares 
cranianos relacionados com a ghustação são VII, IX e X. 
Cavidade Nasal 
A cavidade nasal é limitada por ossos: 
 Teto: Frontal e nasal (parte frontonasal); etmoidal (lâmina crivosa); 
esfenoidal Assoalho: Processos palatinos da maxila e Lâminas horizontais dos 
palatinos 
 Parede Medial: Septo Nasal (vômer, lâmina perpendicular do palatino e 
cartilagem nasal. 
 Parede lateral: maxila, lacrimal, etmoide (labirinto e conchas), concha 
nasal inferior, lâmina perpendicular do palatino, e lâmina medial do 
processo pterigoide do esfenoide. 
A parede lateral possui projeções ósseas chamadas de conchas. Essas 
conchas delimitam espaços inferiores à elas, chamados de meatos. Logo, a 
cavidade nasal possui as conchas nasal superior, média (ambas processos do 
osso etmoide) e a concha nasal inferior (osso próprio). Isso delimita meatos 
nasais superior, médio e inferior. Esses meatos são importantes na drenagem 
dos seios paranasais e do ducto nasolacrimal, dessa forma: 
 O meato nasal superior drena as cel. etmoidais posteriores e o seio 
esfenoidal pelo recesso esfenoetmoidal. 
 O meato nasal médio drena o Seio Maxilar, o Seio Frontal e as Células 
etmoidais anteriores e médias 
 O meato nasal inferior drena o ducto nasolacrimal. 
SEIOS PARANASAIS: são locais ocos nos ossos da face, revestidos por 
mucosa. Temos 4 seios principais: seio maxilar, seio frontal, seio esfenoidal e 
seio etmoidal. Esse último é divididos por muitos septos e trabéculas, formando 
as células etmoidais, divididas em anteriores, médias e posteriores. Quando há 
dificuldade de drenagem desses seios para a cavidade nasal e infecção 
bacteriana secundária pode acontecer a sinusite. 
A irrigação da cavidade nasal é feita principalmente pela A. Esfenopalatina 
(ramo da A. Maxilar), A.a.Etmoidais Anterior e posterior (ramos da A. 
Oftálmica), A.Palatina Maior (ramo da A. Maxilar) e A.Labial Superior e nasal 
lateral (ramos da A. facial). No septo nasal há uma área de intensa anastomose 
entre essas artérias, chamada de área de Kiesselbach. Nessa área há intensa 
fragilidade capilar, sendo uma área propensa a hemorragia (área de epistaxe). 
A inervação da cavidade nasal é feita sensitivamente pelo n. nasopalatino e 
palatino maior (ambos ramos do n. maxilar) e pelos ramos etmoidais anterior e 
posterior (ramos do n. oftálmico). A parte da sensibilidade olfativa é feita pelo n. 
olfatório (n. I), presente apenas na área olfatória, a área mais superior da 
cavidade nasal.

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