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(
NOTA
)FACULDADES IESGO
2ª AVALIAÇÃO – 1º/2020
 (
CURSO: Psicologia
)
	DISCIPLINA: Psicoterapia Breve
	SEMESTRE: 6°
	PROFESSOR (A): Graciele Eliseu Santos
	DATA: 
	ACADÊMICO (A): AMANDA LYANA MAIA DA SILVA 
A relação de trabalho na psicoterapia breve é compreendida como uma fase muito importante do processo psicoterapêutico para o desenvolvimento eficaz da relação de trabalho. Para tanto, deve levar em consideração, investigar algumas condições do paciente assim como o terapeuta deve apresentar algumas intervenções e possibilitar uma relação acolhedora e ativa para um bom desenvolvimento do processo. Perante essas colocações e de acordo com as nossas discussões desenvolvida ao longo desse bimestre construa um texto apontando, descrevendo e justificando enquanto psicólogo o que seria importante para o desenvolvimento de um bom trabalho em relação à técnica de Psicoterapia Breve levando em consideração esses pontos:
· Traços gerais da contribuição do terapeuta;
· Funções egóicas (aponte ainda o que as pode influenciar);
· Zonas de mudanças, níveis de ações terapêuticas (realize uma síntese apontando essas zonas e descrevendo como ela se desenvolve; as diversas influências que podem interferir no seu processo);
· Tipos de intervenção verbal do terapeuta (realize uma síntese, apontando e descrevendo esses recursos técnicos utilizados);
** Observação: No decorrer dessa construção você deve ir apontando, refletindo o porquê enquanto terapeuta considera relevantespara um bom andamento do processo terapêutico esses procedimentos apresentados.
Boa prova!
O papel do terapeuta é incentivar o paciente a questionar, formular dúvidas e objeções a tudo o que foi exposto. Porque o problema não consiste apenas em ver o que o paciente precisa fazer, mas em considerar, além disso, o que ele está disposto a fazer, quais suas disposições e suas dificuldades para se tratar. A importância desse momento de intercâmbio é crucial; nele se decide a consolidação de uma aliança terapêutica. Fiorini (2004) delimita um conjunto de traços que permitem esboçar um perfil do papel do terapeuta no processo da psicoterapia: 
1. Contato Empático Manifesto em que o terapeuta sugere evidências da sua capacidade de compreensão da exressão do paciente através da perspectiva dele (escuta atenta, seguir o relato, expressão de gestos, facilitação da comunicação “sim..., entendo..., e então...”).
2. Acolhimento em que o terapeuta faz uso de demonstrações de afeto, ternra, solidariedade e simpatia pela condição humana, demosntra não ser indiferente ao paciente e sua história.
3. Espontaneidade em que o terapeuta proporciona a criação de um clima de liberdade, criatividade, tolerância, assim o paciente consegue transmitir muito mais sobre o que está acontecendo a partir da expressão, possibilitando então uma relação entre sensibilidade e expressividade que abarca o modelo corporal, postural, gestual e tonal.
4. Iniciativa em que há o papel ativo do terapeuta no estímulo da tarefa, podendo interrogar, orientar a busca, solicitar detalhes, construir modelos entre outros. É uma atuação ativa expressa pela iniciativa do terapeuta, buscando a participação também do paciente através de sondagens constantes, ativando as capacidades egóicas do paciente.
5. Atitude docente em que há mobilização dos recursos didáticos do terapeuta destinados a facilitar as aprendizagens que constituem o processo terapêutico aplicando princípios pedagógicos gerais, fazendo uso de um arsenal didático, motivando para a tarefa, esclarecendo os objetivos, reforçando todo avanço na tarefa, clareza no método expositivo, exposição aberta de seu método de ensamento, utilizando todo recurso facilitador do processo de investigação e compreensão da problemática.
6. Inclusão do terapeuta como pessoa real porque a presença pessoal do terapeuta atua como parte nucelar do instrumental técnico, é então um tratamento mediante a palavra e mediante a uma relação humana específica; a maneira como se regula cada um dos aspectos pessoais, variam notavelmente de acordo com cada situação terapêutica.
Em todo esse processo de intercâmbio, é importante que a abertura do terapeuta às objeções do paciente seja real e sincera: que a liberdade de decisão do paciente seja tangível e não meramente formal. 
Segundo Fiorini (2004) as funções egóicas são mecanismos de ações sobre o comportamento do sujeito. O autor as subdivide em três ordens de funções, sendo elas hierarquicamente definidas como: funções básicas, funções defensivas e funções integradoras, sintéticas e organizadoras. 
1. As funções básicas do ego abrangem aspectos do “mundo exterior para os outros e para aspectos de si mesmo como a percepção, atenção, memória, pensamento, antecipação, exploração, execução, controle e coordenação da ação”.
2. As funções egóicas defensivas têm o intuito de “neutralizar ansiedades por meio de várias modalidades de manejo de conflitos criados entre condições de realidade, impulsos e proibições”. Dentre essas funções encontram-se a dissociação, negação e a evitação. 
3. As funções integradoras, sintéticas ou organizadoras, consistem na adaptação ou reorganização do sujeito frente a mudanças. “A força dessas funções integradoras é posta a prova particularmente quando diante de mudanças na situação o sujeito deve reorganizar suas relações com o mundo, através de uma mobilização seletiva de novas funções de adaptações”. 
Importante ressaltar os três grupos de fatores que causam uma intervenção no desenvolvimento das funções egóicas: a intensidade dos impulsos, a dotação genética e as influências ambientais. O grupo familiar aparece desempenhando um papel primordial na evolução dessas funções: a riqueza ou pobreza perceptiva, imaginativa, cognitiva, a existência de uma área livre de conflitos, a plasticidade do repertório defensivo... O papel do grupo tem também ser reconhecido no funcionamento atual dessas funções. Há então situações grupais ou institucionis ego-reforçadoras e outras ego-enfraquecedoras (atuando com base em climas, regras e regras sobre a modificabilidade dessas regras).
Existe uma heterogeneidade das zonas de mudança, ou seja, elas podem se dar de modo simultâneo ou sucessivo sobre aspectos intrapessoais, interpessoais ou situacionais e como o objeto de análise envolve muito mais que o paciente de forma isolada, os efeitos observáveis do processo terapêutico têm amplitude e intensidade variáveis, com diversos níveis de mudança. Então, toda tentativa de conceituar as mudanças em psicoterapia deverá patir dessa pluralidade de zonas e níveis da ação terapêutica.
1. Modificações no nível dos sintomas, supressão ou alívio destes últimos.
2. Variações correlatas no emprego do repertório defensivo, com a possibilidade de que as defesas mais primitivas (dissociação, negação, identificações projetivas maciças) cedam lugar a outras de maior valor adaptativo. 
3. Conquista de um maior ajustamento e gratificação nas relações interpessoais (menos esteriótipos prévios e mais comunicação eficiente).
4. Aquisição de uma auto-estima mais realista, vinculada a uma maior compreensão de suas dificuldades e possibilidades
5. Mudanças no comportamento dos outros próximos, correlatas ao novo repertório de mensagens que o paciente é capaz de transmitir com base nas mudanças nele operadas.
6. Maior eficiência em outras tarefas adaptativas, produtividade, criatividade, recreação, planejamento. 
7. Ampliação da consciência de possibilidades e entraves pessoais, uma consciência de si mesmo em parte nova.
1)Interrogar o paciente\ pedir-lhe dados precisos, ampliações e esclarecimentos do relato. Explorar em detalhes suas respostas.
2) Proporcionar informações.
3) Confirmar ou retificar os conceitos do paciente sobre sua situação.
4) Elucidar, reformular o relato do paciente de modo tal que certos conteúdos e relações deste assumam maior importância.
5) Recapitular, resumir pontos essenciais surgidos no processo exploratório de cada sessão e do conjunto do tratamento.
6) Assinalarrelações entre dados, seqüências, constelações significativas, capacidades manifestas e latentes do paciente.
7) Interpretar o significado dos comportamentos, das motivações e das finalidades latentes, em particular os conflituosos.
8) Sugerir atitudes determinadas, mudanças a título de experiência.
9) Assinalar especificamente a realização de certos comportamentos com caráter de prescrição (intervenções diretivas).
10) Dar um enquadre à tarefa.
11) Meta-interoenções: comentar ou esclarecer o significado de ter recorrido a qualquer das intervenções anteriores.
12) Outras interoenções (cumprimentar, anunciar interrupções, variações ocasionais dos horários etc)

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