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Questões resolvidas

O secretário de Fazenda de João Pessoa ¿ PB, em razão de incêndio ocorrido no centro dessa cidade no ano de 2014, decidiu, com base em equidade, não realizar lançamento para cobrança do IPTU referente aos anos de 2015 e 2016 para os proprietários de imóveis na área atingida pelo desastre. Acerca dessa situação hipotética e da legislação a ela correlacionada, assinale a opção correta.
Por ser o IPTU tributo sujeito a lançamento direto, cabe à autoridade tributária verificar de ofício as circunstâncias que cercam o fato gerador, o que dá ao secretário de Fazenda competência para desonerar os contribuintes diante de situações de perda da capacidade contributiva.

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Questões resolvidas

O secretário de Fazenda de João Pessoa ¿ PB, em razão de incêndio ocorrido no centro dessa cidade no ano de 2014, decidiu, com base em equidade, não realizar lançamento para cobrança do IPTU referente aos anos de 2015 e 2016 para os proprietários de imóveis na área atingida pelo desastre. Acerca dessa situação hipotética e da legislação a ela correlacionada, assinale a opção correta.
Por ser o IPTU tributo sujeito a lançamento direto, cabe à autoridade tributária verificar de ofício as circunstâncias que cercam o fato gerador, o que dá ao secretário de Fazenda competência para desonerar os contribuintes diante de situações de perda da capacidade contributiva.

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Disc.:  PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
	
	Aluno: 
		Professor: 
	Turma: 
	
	Avaliação:
	Nota Trab.:
	Nota Partic.:
	Nota SIA:
	
	 1.
	Ref.: 910347
	Pontos: 0,60  / 0,60
	
	O CTN possui normas especificas sobre a denominada hermenêutica no âmbito fiscal. Atento à essa realidade, assinale a única resposta correta:
		
	
	no caso do ISS, a equidade não pode ser aplicada, por se tratar de tributo indireto de natureza municipal ou distrital.
	
	é possível a utilização da integração para a cobrança de tributo não previsto em lei, desde que a hipótese de incidência esteja prevista no CTN.
	
	interpretação econômica e integração denotam conceitos que se aproximam, já que ambos têm como objetivo ampliar o alcance da norma tributária.
	
	integração e interpretação extensiva apresentam conceitos idênticos, segundo a jurisprudência.
	 
	os princípios gerais de direito privado não estão expressamente indicados como métodos (ou meios) de integração.
	Respondido em 12/06/2020 10:29:38
	
	
	 2.
	Ref.: 1038773
	Pontos: 0,60  / 0,60
	
	Indique o elemento que não pode estar no conceito de planejamento tributário lícito
		
	
	comportamento do contribuinte que evita a ocorrência de fato gerador
	
	comportamento do contribuinte que opta por obrigação acessória menos onerosa
	
	comportamento do contribuinte que busca regime tributário mais favorável
	 
	comportamento do contribuinte que deixa de informar ao fisco o valor correto da base de cálculo
	
	comportamento do contribuinte que escolhe por praticar fato isento
	Respondido em 12/06/2020 10:30:48
	
	
	 3.
	Ref.: 910349
	Pontos: 0,00  / 0,60
	
	Não obstante a doutrina não apresente voz uníssona sobre o tema elisão fiscal, pode-se afirmar que a elisão tributária:
		
	 
	A elisão abusiva deve ser coibida, por ofender a um sistema tributário criado sob as bases constitucionais da capacidade contributiva e da isonomia tributária.
	
	Tem como sinônimo a simulação, que consiste em uma discrepância entre a vontade real e a vontade declarada pelas partes.
	 
	O Poder Público não possui mecanismo lícito para combater a elisão, já que mesmo nos casos de abuso de forma, o contribuinte tem autonomia para escolhas tributárias.
	
	A ocorrência de elisão fiscal implicará, obrigatoriamente, na condenação do contribuinte por crime tributário.
	
	Elisão e sonegação sempre ocorrem antes da ocorrência do fato gerador, segundo a posição predominante.
	Respondido em 12/06/2020 10:33:50
	
	
	 4.
	Ref.: 910354
	Pontos: 0,00  / 0,60
	
	Leia o aresto administrativo abaixo, e depois assinale a alternativa correta:
¿Ementa(s) 
Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2009 a 31/07/2010
DIREITO TRIBUTÁRIO.DESCRIÇÃO DA REALIDADE FÁTICA. COMPROVAÇÃO. INDÍCIOS CONVERGENTES.
O Direito Tributário não é avesso à utilização da prova indiciaria ou indireta para referendar a desconsideração de atos, fatos ou negócios jurídicos aparentes, desde que a comprovação resulte de uma soma de indícios convergentes que leve a uma encadeamento lógico suficientemente convincente da ocorrência do fato.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. INTERPOSTA PESSOA OPTANTE DO SIMPLES. EXCLUSÃO. DESNECESSIDADE.
O procedimento administrativo de caracterização da prestação de serviços por segurados à outra empresa que não aquela para o qual foi contratado tem por fundamento os princípios da primazia da realidade e da verdade material e encontra respaldo nos artigos 116, parágrafo único, e 149, VII, do CTN, sendo irrelevante qualquer procedimento de desconstituição, inaptidão ou exclusão da pessoa jurídica do SIMPLES.
MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. COMPROVAÇÃO DO ELEMENTO SUBJETIVO.
Sobre o imposto apurado em procedimento fiscal, incide multa de ofício qualificada (150%) sempre que o contribuinte, mediante uma das condutas dolosas previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n° 4.502/64, busque defraudar o fisco. Art. 44, § 1°, da Lei n° 9.430/1996.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Número do Processo 11065.724735/2011-55 (Data da Sessão 16/07/2014)
Nº Acórdão  302-003.215 - Relator(a) ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
		
	
	o princípio da primazia da realidade afasta a norma geral antielisiva, especialmente quando o contribuinte se utiliza de simulação para recolher tributo de modo reduzido.
	 
	no Brasil, nunca houve a necessidade de uma cláusula geral antielisiva, pois sempre se entendeu, tanto no âmbito doutrinário como no jurisprudencial, que a substância econômica do negócio deveria prevalecer sobre a forma.
	 
	não é legítimo ao órgão julgador administrativo pautar-se em indícios para imputar penalidades tributárias, devido ao rígido princípio da tipicidade tributária.
	 
	a autoridade administrativa federal está plenamente autorizada a aplicar o parágrafo único do artigo 116 do Código Tributário Nacional.
	 
	a autoridade administrativa não pode desconsiderar atos praticados pelo contribuinte no contexto do chamado "planejamento tributário", sejam eles lícitos ou ilícitos, justamente por não ter sido formalmente regulamentado o parágrafo único do artigo 116 do Código Tributário Nacional.
	Respondido em 12/06/2020 10:35:25
	
	
	 5.
	Ref.: 830805
	Pontos: 0,60  / 0,60
	
	O secretário de Fazenda de João Pessoa ¿ PB, em razão de incêndio ocorrido no centro dessa cidade no ano de 2014, decidiu, com base em equidade, não realizar lançamento para cobrança do IPTU referente aos anos de 2015 e 2016 para os proprietários de imóveis na área atingida pelo desastre. Acerca dessa situação hipotética e da legislação a ela correlacionada, assinale a opção correta. (CESPE ¿ Concurso: JUIZ DE DIREITO 2015)
		
	
	Por ser o IPTU tributo sujeito a lançamento direto, cabe à autoridade tributária verificar de ofício as circunstâncias que cercam o fato gerador, o que dá ao secretário de Fazenda competência para desonerar os contribuintes diante de situações de perda da capacidade contributiva.
	
	O lançamento tributário tem conteúdo discricionário, de forma que cabe à autoridade tributária, no caso, o secretário de Fazenda, o juízo de conveniência e oportunidade para a realização do ato, por exemplo, de não lançamento para cobrança do IPTU.
	
	A equidade constitui um método de integração da legislação tributária e sua utilização pelo secretário de Fazenda, que exerce a administração tributária, para desonerar os contribuintes atingidos pelo incêndio é autorizada por lei.
	
	O IPTU é tributo sujeito a lançamento por homologação, o que torna necessário, na situação descrita, que os contribuintes envolvidos peçam dispensa do pagamento do tributo como condição para validar o ato do secretário de Fazenda.
	 
	Embora a equidade seja um método de integração da legislação tributária, sua aplicação não pode resultar na dispensa do pagamento do tributo devido, ainda que se trate de lançamento de ofício, como ocorre na situação descrita.
	Respondido em 12/06/2020 10:40:23
	
	
	 6.
	Ref.: 827042
	Pontos: 0,60  / 0,60
	
	O planejamento tributário caracteriza autorização jurídica para que os contribuintes busquem redução lícita de tributos, ou outra forma de benefício tributário, desde que os requisitos jurídico-tributários estejam preenchidos. Atento à premissa fixada, assinale a alternativa correta:
		
	
	A vedação ao planejamento tributário decorre da cláusula constitucional da supremacia do interesse público sobre o interesse particular.
	
	A denominada norma geral antielisiva proíbe, atualmente, qualquer método de planejamento tributário, de modo peremptório.
	 
	O planejamento tributário adequado pode ser viabilizado em três prismas: supressão de tributos, redução de tributos e diferimento tributário.
	
	A consulta tributária (prevista no art. 46 do Dec. 70.235/72) é obrigatória para que o planejamento tributário seja reconhecido como legítimo pelo poder Público.
	
	A utilização proposital de uma base de cálculo equivocada no âmbito do IPI caracteriza exemplo de planejamento tributário, sob a ótica da redução de tributos.
	Respondidoem 12/06/2020 10:42:20
	
	
	 7.
	Ref.: 830832
	Pontos: 0,00  / 0,60
	
	Exame o teor do julgado administrativo abaixo colacionado, e indique a única alternativa correta. IRPJ ¿ SIMULAÇÃO NA INCORPORAÇÃO ¿ Para que se possa materializar, é indispensável que o ato praticado não pudesse ser realizado, fosse por vedação legal ou por qualquer outra razão. Se não existia impedimento para a realização da incorporação tal como realizada e o ato praticado não é de natureza diversa daquela que de fato aparenta, não há como qualificar-se a operação de simulada. Os objetivos visados com a prática do ato não interferem na qualificação do ato praticado. Portanto, se o ato praticado era lícito, as eventuais conseqüências contrárias ao fisco devem ser qualificadas como casos de elisão fiscal e não de ¿evasão ilícita.¿ (Ac. CSRF/01¿ 01.874/94). IRPJ¿ INCORPORAÇÃO ATÍPICA¿ A incorporação de empresa superavitária por outra deficitária, embora atípica, não é vedada por lei, representando negócio jurídico indireto. (Processo n°.: 16327.001715/2001-26, Sessão de 28 de fevereiro de 2003, Acórdão n°.: 101-94.127)
		
	 
	Os julgadores administrativos entenderam, no caso em exame, que não ocorreu simulação ilícita na incorporação da sociedade superavitária.
	 
	A questão em exame trata da denominada incorporação às avessas, o que revela a ineficácia da reorganização societária perante o fisco.
	
	Não compete ao CARF examinar simulação no âmbito societário, devido a especialização dessa matéria, o que atrairia o julgamento pelo Poder Judiciário (cláusula de reserva de jurisdição).
	
	No direito tributário, a forma prepondera sobre o conteúdo dos negócios jurídicos, ainda que estes sejam ilícitos.
	
	A liberdade do contribuinte agir impõe limites ao poder de tributar, ainda que exista simulação, uma vez que o planejamento tributário guarda consonância com o princípio da capacidade contributiva.
	Respondido em 12/06/2020 10:49:21
	
	
	 8.
	Ref.: 830798
	Pontos: 0,60  / 0,60
	
	Sobre o chamado abuso de formas, tema relacionado à interpretação econômica do direito tributário, assinale a opção incorreta.
		
	 
	A doutrina e a jurisprudência entendem que o planejamento tributário feito antes da ocorrência do fato gerador é lícito, enquanto aquele realizado após a ocorrência do fato gerador é ilícito.
	
	O uso de formas jurídicas com a única finalidade de fugir ao imposto ofende a um sistema criado sob as bases constitucionais da capacidade contributiva e da isonomia tributária.
	
	Para parte da doutrina de direito tributário, pode- se classificar a evasão, de forma genérica, como lícita ou ilícita.
	
	Não é defeso ao contribuinte que, dentro dos limites da lei, planeje adequadamente seus negócios, orientando-os de forma a pagar menos impostos.
	
	A fórmula de liberdade do contribuinte de planejar seus negócios não pode ser levada ao paroxismo, permitindo-se a simulação ou o abuso de direito.
	Respondido em 12/06/2020 10:50:52
	
	
	 9.
	Ref.: 1141093
	Pontos: 0,60  / 0,60
	
	O binômio planejamento/segurança tem como objetivo afastar, ao final do planejamento tributário:
		
	
	O cumprimento das obrigações tributárias principais.
	
	O cumprimento das obrigações tributárias acessórias.
	
	O cumprimento de todas as obrigações tributárias, sejam principais ou acessórias.
	 
	autuações fiscais lavradas por eventual descumprimento de obrigações tributárias efetivamente devidas.
	
	A responsabilidade tributária dos sócios.
	Respondido em 12/06/2020 10:43:57
	
	
	 10.
	Ref.: 830836
	Pontos: 0,60  / 0,60
	
	Leia o aresto administrativo abaixo, e depois assinale a assertiva correta: SIMULAÇÃO ¿ CONJUNTO PROBATÓRIO ¿ Se o conjunto probatório evidencia que os atos formais praticados (reorganização societária) divergiam da real intenção subjacente (compra e venda), caracteriza-se a simulação, cujo elemento principal não é a ocultação do objetivo real, mas sim a existência de objetivo diverso daquele configurado pelos atos praticados, seja ele claro ou oculto. OPERAÇÕES ESTRUTURADAS EM SEQÜÊNCIA ¿ O fato de cada uma das transações, isoladamente e do ponto de vista formal, ostentar legalidade, não garante a legitimidade do conjunto de operações, quando fica comprovado que os atos praticados tinham objetivo diverso daquele que lhes é próprio. AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO EXTRATRIBUTÁRIA ¿ O princípio da liberdade de auto-organização, mitigado que foi pelos princípios constitucionais da isonomia tributária e da capacidade contributiva, não mais endossa a prática de atos sem motivação negocial, sob o argumento de exercício de planejamento tributário. OMISSÃO DE GANHOS DE CAPITAL NA ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA ¿ SIMULAÇÃO ¿ MULTA QUALIFICADA ¿ Constatada a prática de simulação, perpetrada mediante a articulação de operações com o intuito de evitar a ocorrência do fato gerador do Imposto de Renda cabível a exigência do tributo, acrescido de multa qualificada (art.44 II, da Lei n°. 9.430, de 1996). (Acórdão CARF n°.: 104-21.675, sessão de junho de 2006)
		
	 
	o planejamento tributário não permite a prática de atos sem motivação negocial, apenas para a supressão ou redução de tributos.
	
	o julgador administrativo não deveria ter feito qualquer menção a princípios estampados na Constituição da República, devido à súmula 2 do CARF e à previsão do art. 26-A do Dec. 70.235/72.
	
	os princípios da capacidade contributiva e da liberdade de auto-organização não permitem qualquer mitigação na esfera do processo administrativo, por se tratar de matéria constitucional.
	
	não é legítima a incidência de multa quando a sociedade empresária se utiliza de mecanismos societários de reorganização, ainda que exista dúvida sobre eventual simulação.
	
	o princípio da livre iniciativa possui natureza constitucional, e foi utilizado implicitamente no julgado para dar respaldo à reorganização societária realizada.

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