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ESTRUTURALISMO - Edward Bradford Titchener (1867-1927)
Descobrir os elementos da experiencia, ou seja, o que faz eu sentir aquilo.
A análise da consciência em seus elementos, na direção de determinar sua estrutura.
Segundo Gondra (1997), o estruturalismo, ao se ocupar das estruturas mentais, pretendia determinar os elementos constitutivos da consciência. Para tanto, a Psicologia deveria decompor as experiências complexas em elementos mais simples, a fim de definir, com precisão, a sua natureza. Tais elementos deveriam ser classificados, dando origem às leis de associação que expressariam as relações regulares existentes entre eles. Essas relações explicariam as conexões entre os processos da consciência e os processos paralelos do sistema nervoso. Assim, “a explicação psicológica se limitava à descrição das relações funcionais entre a experiência psicológica e o sistema nervoso, evitando as afirmações causais” (Gondra, 1997, p.29).
“na Psicologia tratamos o mundo total da experiência humana; porém o fazemos somente desde seu aspecto dependente, enquanto condicionado por um sistema nervoso.” (Titchener, 1910, p.25).
FUNCIONALISMO - John Dewey (1859-1952)
Descreve e explica como estou enquanto estou no meu ambiente 
Apesar de ser considerado oposição sistemática à Psicologia titcheneriana, o Funcionalismo continuou a situar os estudos psicológicos no campo das Ciências Naturais, próximos à Biologia e à teoria evolucionista de Darwin, com ênfase nas variações individuais e na observação naturalista.
Segundo Gondra (1997, p.21), o funcionalismo definia a Psicologia como “ciência dos processos e operações mentais”, interessando-se não mais pelos conteúdos – sensações, percepções, emoções, vontade e pensamento –, mas pelos atos de sentir, perceber, emocionar-se, querer e pensar.
Precursor desse projeto, William James desenvolveu o preceito básico do funcionalismo americano: “o objetivo da Psicologia não é a descoberta dos elementos da experiência, mas o estudo das pessoas vivas em sua adaptação ao ambiente.” (Schultz e Schultz, 1981, p.152). Tal definição evidencia tanto sua orientação naturalista como a importância que concedia ao estudo da consciência no seu ambiente natural. Nessa direção,
James define a Psicologia como a descrição e explicação dos estados de consciência enquanto estados de consciência. Por estados de consciência entende James as sensações, os desejos, as emoções, os conhecimentos, os raciocínios, etc. Sua explicação compreende o estudo e a determinação científica de suas causas, condições e consequências imediatas (Penna, 1991, p. 141).
Assim, assumindo como objetivo da Psicologia a descrição e a explicação dos estados de consciência, James elaborou a concepção de fluxo de consciência, defendendo a impossibilidade de dividi-la em fases ou em elementos temporariamente distintos. Apontava para a dimensão processual contínua de mutação seletiva e cumulativa como característica da consciência, o que o afastava do elementarismo associacionista.
a.con.di.ci.o.nar
v. 1. Tr. dir. Dotar de certa condição (física ou moral).
con.di.ci.o.nar
v. Tr. dir. 1. Pôr condições a, tornar dependente de condição. 2. Pôr em condição apropriada ou desejada.

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