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Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU Curso de Educação Física Atividades Expressivas e Dança Maculelê Rodrigo Oliveira Sousa Nº11 RA: 2556238 Turma: 14205 A São Paulo, 2020 Origem, Histórico, Influencia Étnica. O Maculelê é uma manifestação cultural oriunda cidade de Santo Amaro da Purificação – Bahia, berço também da Capoeira. É uma expressão teatral que conta através da dança e de cânticos, a lenda de um jovem guerreiro, que sozinho conseguiu defender sua tribo de outra tribo rival usando apenas dois pedaços de pau, tornando-se o herói da tribo. Sua origem é desconhecida. Uns dizem que é africana, outros afirmam que ela tenha vindo dos índios brasileiros e há até quem diga que é uma mistura dos dois. O próprio Mestre Popó do Maculelê, considerado o pai do maculelê, deixa clara a sua opinião de que o maculelê é uma invenção dos escravos no Brasil, assim como a capoeira. A lenda da qual teria surgido o maculelê possui também várias versões. Em uma delas conta-se que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado por eles, mas ainda assim não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio. Certa vez Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando toda a tribo saiu para caçar. Eis que uma tribo rival aparece para dominar o local. Maculelê, usando dois bastões, lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo. Outra lenda fala do guerreiro indígena Maculelê, um índio preguiçoso e que não fazia nada certo; por esta razão, os demais homens da tribo saíam em busca de alimento e deixavam-no na tribo com as mulheres, os idosos e as crianças. Uma tribo rival ataca, aproveitando-se da ausência dos caçadores. Para defender a sua tribo, Maculelê, armado apenas com dois bastões já que os demais índios da sua tribo haviam levado todas as armas para caçar, enfrenta e mata os invasores da tribo inimiga, morrendo pelas feridas do combate. Maculelê passa a ser o herói da tribo e sua técnica reverenciada. Conta outra lenda que a encenação do Maculelê baseia-se em um episódio épico ocorrido numa aldeia primitiva do reino de Ioruba, em que, certa vez, saíram os guerreiros juntos para caçar, permanecendo na aldeia apenas 22 homens, na maioria idosa, junto das mulheres e crianças. Disso aproveitou-se uma tribo inimiga para atacar, com maior número de guerreiros. Os 22 homens remanescentes teriam então se armado de curtos bastões de pau e enfrentado os invasores, demonstrando tanta coragem que conseguiram colocá-los em debandada. Quando retornaram os outros guerreiros, tomaram conhecimento do ocorrido e promoveram grande festa, na qual os 22 homens demonstraram a forma pela qual combateram os invasores. O episódio passou então a ser comemorado frequentemente pelos membros da tribo, enriquecido com música característica e movimentos corporais peculiares. A dança seria assim uma homenagem à coragem daqueles bravos guerreiros. Podemos ver que a primeira lenda indica a mistura da cultura africana com a indígena quando se diz que um “negro fugido” é acolhido por uma “tribo indígena”. Na outra já não há a menção de negro fugido ou escravo, o protagonista era o “índio preguiçoso”. Indicação da origem indígena. E por fim, na terceira versão diz que o episódio aconteceu em uma “aldeia primitiva no reino de Ioruba”. Indicação de origem africana. Há muitas outras versões de lendas sobre o Maculelê, mas todas sustentam a versão de um guerreiro sozinho, enfrentando a invasão inimiga com apenas dois bastões. Por muito tempo o maculelê foi apresentado nas ruas e praças da cidade, nos dias de festa da padroeira conforme Mestre Popó, explica com suas próprias palavras em uma entrevista cedida à Maria Mutti em 16/12/1968 em Santo Amaro – Bahia: “Segundo Mestre Popó, Maculelê é luta e dança ao mesmo tempo, se um feitor aparecia na senzala à noite, pensava que era a maneira de adoração aos deuses das terras deles (dos negros escravos), as músicas não davam ao feitor entender o que eles cantavam. A festa era realizada de 8 de dezembro (consagração de Nossa Senhora da Conceição) e 2 de fevereiro (dia de Yemanjá) em Santo Amaro da Purificação. Acontecia nas praças e nas ruas da cidade e era considerada uma festa ``profana'' realizada pelos negros escravos. “em marcha guizada, a ``Marcha de Angola’’, que tem algo de Capoeira e de Samba, tudo isso em Movimentos sempre ao compasso das batidas das grimas (bastões).” Indumentária Hoje em dia a maioria das apresentações de maculelê usam como vestimenta as saias feitas de sisal, além de pintura corporal tradicionalmente indígena. Contudo outros praticantes preferem os abadás brancos típicos da Capoeira, enquanto outros se utilizam de vestimentas típicas das tribos africanas Iorubá, com calças e camisas feitas de algodão cru. Além da indumentária, o maculelê pode ser dançado com porretes de pau, facões ou facas, mas, alguns grupos praticam o maculelê com tochas de fogo ou "tições" retirados na hora de uma fogueira que também fica no meio da roda junto com os dançarinos. É um espetáculo perigoso, pois se corre o risco de se queimar. Porém, é uma das coisas mais bonitas de se ver. Exige muita habilidade dos dançarinos. Comidas e bebidas típicas. O nosso folclore também pode ser destacado pelas comidas típicas de cada região. No Norte tem o peixe assado e o pato ao tucupi, no Nordeste o acarajé e a carne de sol, no Centro oeste a galinhada e o arroz com pequi, no Sudeste a feijoada e o tutu do feijão, e no Sul o pinhão assado e o churrasco. O folclore define muito cada região do país, seja em lendas ou mitos, em danças, na comida, em datas comemorativas, em brincadeiras, ele está presente em todo o nosso território marcando cada região de uma forma diferente. Aplicabilidade em diferentes faixas etárias e na Licenciatura ou no Bacharelado. O aspecto heterogêneo da composição das salas de aula tem ganhado cada vez mais importância nos estudos pedagógicos. No campo da educação física, os diferentes repertórios de cultura corporal dos alunos trazem a necessidade de se discutir um currículo escolar que promova o reconhecimento de aspectos variados, e não só das modalidades hegemônicas. O professor precisa elaborar uma proposta de ensino que contemple essa variedade. “Se ele só ensina vôlei, handebol, basquete e futebol, está sempre priorizando uma parcela da cultura, porque essas quatro modalidades foram produzidas pelo mesmo grupo cultural”. Ao levar para o ambiente de aula brincadeiras, danças, lutas, esportes e ginásticas comuns a grupos sociais historicamente marginalizados, o docente de educação física promove uma visão mais plural sobre o meio em que os alunos estão inseridos. Se um professor não se encontra preparado para ampliar as perspectivas de ensino, não será eficiente ao aplicar medidas determinadas pelas secretarias de Educação. Da mesma forma, as escolas devem possuir um coletivo docente sensível a esse novo olhar. Escolas voltadas para promover aprovações no vestibular, como exemplifica Neira, dificilmente adotarão propostas não hegemônicas de ensino. Não pudemos deixar de perceber o envolvimento a criatividade e responsabilidade desses alunos com algo que lhes dava prazer e alegria, um sentido e significado que era resgatar a memória de um povo. O corpo brincante no maculelê pode ser considerado como um sistema que cria significados e metáforas, a partir da vivência e dos registros de memória que se estabelece como informação no ambiente vivido. As experiências, dos brincantes ou dos alunos, construídas evidenciam que dançar maculelê é algo indissociável de suas vidas, expressando que dançar é alegria, prazer, acompanhado de um grande sentimento de pertença ao grupo. Referências Bibliográficas. · https://www.grupoescolar.com/pesquisa/o-folclore-brasileiro.html · https://www.estudokids.com.br/folclore-brasileiro/ · https://www.google.com/search?q=Indument%C3%A1ria+t%C3%ADpica+e+comida+e+bebidas+t%C3%ADpica+do+Maculele&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwiP3JijpfDoAhXCILkGHcuGDwMQ_AUoAXoECAwQAw&biw=1242&bih=597· https://capoeiraexports.blogspot.com/2011/01/maculele-origem-e-historia.html · https://fundacaotidesetubal.org.br/galeria/3283