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O que é Crase: 
A crase é a união do artigo feminino a com a preposição a e com certos pronomes cuja letra inicial também é o a.
Essa união é indicada ortograficamente através do uso do acento grave (à), também designado de acento indicador de crase.
Exemplos:
· Gosto de comida à mineira.
· Fomos àquela cidade mês passado.
O primeiro passo para saber quando usar a crase é identificar se houve a fusão do artigo a com a preposição a.
Veja algumas regras e dicas para saber mais sobre o uso da crase.
Uso obrigatório da crase
Confira abaixo os casos onde o uso da crase é obrigatório.
1. Quando o verbo exigir preposição a e a seguir houver um artigo a e um substantivo feminino
Exemplos:
· Cecília levou o filho à festa
· Os funcionários foram à manifestação contra o corte de verbas.
DICA: para se certificar de que a crase deve ser aplicada, basta substituir o substantivo feminino por um masculino. Se for necessário substituir o apelo ao, o acento grave deve ser usado.
Se experimentarmos esse exercício com as frases acima, por exemplo, constatamos que o a passa a ao:
· Cecília levou o filho ao shopping.
· Os funcionários foram ao protesto contra o corte de verbas.
2. Em expressões que indiquem hora
Antes de locuções indicativas de horas, o acento grave deve ser utilizado.
Exemplos:
· Minha aula de italiano começa às 15h.
· A reunião está marcada para às 16h.
EXCEÇÃO: se antes das horas forem usadas as preposições para, desdeou até, o acento indicador de crase não é usado.
Exemplos:
· Ele está no aeroporto desde as 16h.
· Vou estar em casa até as 20h.
· O encontro da turma ficou marcado para as 14h.
3. Em locuções femininas que indicam modo, tempo e lugar.
Exemplos:
· Às vezes viajamos no fim de semana.
· Na correria, fez a maquiagem às pressas.
Observe que, no primeiro exemplo, a locução “fim de semana” indica tempo e, no segundo exemplo, a locução “às pressas” indica modo.
Veja abaixo mais algumas locuções onde a crase é aplicada.
· Indicam tempo: às vezes, à noite, à tarde.
· Indicam lugar: à frente de, à beira de, à exceção de.
· Indicam modo: à proporção que, à medida que.
4. Antes das palavras casa e terra.
Nesse caso, é preciso ter atenção ao sentido da palavra na frase.
A palavra casa só é precedida de crase quando não significa lar, e a palavra terra só é precedida de crase quando seu sentido não está relacionado com o solo.
Exemplos:
· Ele foi à casa dos irmãos. (casa de outra pessoa e não o próprio lar)
· No fim do ano ela vai à sua terra natal passar as festas com a família. (local específico)
Uso facultativo da crase
1. Antes de um pronome possessivo
Antes dos pronomes meu, minha, meus, minhas, teu, tua, teus, tuas, seu, sua, seus, suas, dele, dela, deles, delas, nosso, nossa, nossos, nossas, pode-se optar ou não pelo uso da crase.
Exemplos:
· Entreguei o trabalho à minha professora. / Entreguei o trabalho a minha professora.
· Desobedeceram às minhas ordens. / Desobedeceram as minhas ordens.
2. Depois da palavra até
Quando a palavra até precede uma palavra feminina que admite o artigo a, o uso da crase é opcional.
Exemplos:
· Caminhamos até à praia. / Caminhamos até a praia.
· Siga até à frutaria e pegue o retorno. / Siga até a frutaria e pegue o retorno.
3. Antes de nomes próprios femininos
A crase é opcional antes de substantivos próprios femininos pois o uso do artigo antes do nome não é obrigatório.
Exemplos:
· Carlos entregou um documento à Maria. / Carlos entregou um documento a Maria.
· Bruna fez um convite à Clara. / Bruna fez um convite a Clara.
Quando não usar crase
Confira as explicações abaixo para saber quando a crase não deve ser aplicada.
Quando precede substantivos masculinos
O artigo a não costuma aparecer antes de substantivos masculinos, logo, não é possível que ocorra a união do artigo a com a preposição a.
Exemplos:
· Gosto de passear a pé.
· Há 300 pessoas a bordo do navio.
Exceção: quando a frase expressar ideia de “à moda de”.
Exemplos:
· Ela pintou um quadro à Picasso.
· Ele fez uma defesa à Taffarel.
Veja também:
· Preposição
· Às vezes
· À vontade
Exercícios
1. FCC/2015
O sinal indicativo de crase pode ser corretamente suprimido em:
a) …incapazes de trazê-lo à nossa domesticidade…
b) Renunciamos assim às árvores…
c) ..nos permitimos fabricá-las à feição dos nossos sonhos…
d) …não está à mercê dos botânicos…
e) …não incorpora a árvore à atmosfera de nossos cuidados…
2. FGV/2015
Texto 3 – “A Lua Cheia entra em sua fase Crescente no signo de Gêmeos e vai movimentar tudo o que diz respeito à sua vida profissional e projetos de carreira. Os próximos dias serão ótimos para dar andamento a projetos que começaram há alguns dias ou semanas. Os resultados chegarão rapidamente”.
O texto 3 mostra exemplos de emprego correto do “a” com acento grave indicativo da crase – “diz respeito à sua vida profissional”. A frase abaixo em que o emprego do acento grave da crase é corretamente empregado é:
a) o texto do horóscopo veio escrito à lápis;
b) começaram à chorar assim que leram as previsões;
c) o horóscopo dizia à cada leitora o que devia fazer;
d) o leitor estava à procura de seu destino;
e) o astrólogo previa o futuro passo à passo.
3. COSEAC/2015
“…por fidelidade à obscura semente…” (9º §)
Das alterações feitas no fragmento acima, há erro no emprego do acento indicativo da crase em:
a) por fidelidade àquela obscura semente.
b) por fidelidade à essa obscura semente.
c) por fidelidade à mesma obscura semente.
d) por fidelidade à nova e obscura semente.
4. VUNESP/2014
Considere a passagem:
Alegramos nossa área particular, instaurando cores tônicas ou repousantes, e pondo em moda a limpeza.
A substituição das expressões destacadas mostra regência e emprego do sinal de crase de acordo com a norma padrão, respectivamente, na alternativa:
a) Avivamos à; dando preferência por; destacando à.
b) Tornamos alegre à; estipulando por; dando realce à.
c) Fazemos viçosa à; aplicando em; assumindo à.
d) Damos viço à; optando por; dando destaque à
e) Conferimos vida à; usando de; adotando à.
5. CESGRANRIO/2014
O período no qual o acento indicativo da crase está empregado de acordo com a norma-padrão é:
a) Começou à chover torrencialmente.
b) Vamos encontrar-nos às três horas.
c) Meu carro foi comprado à prazo
d) O avião parte daqui à duas horas.
e) Ontem fui à uma apresentação de dança.
6. VUNESP/2014
_____ quebra do compromisso entre Hong Kong e China, que atinge_____ eleições marcadas para 2017, seguiram-se manifestações, pois, com o controle da cidade, haveria ameaça_____ garantia de plenas liberdades.
As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
a) À … as … à
b) À … às … à
c) A … às … a
d) A … às … à
e) A … as … à
7. CESGRANRIO/2014
O acento grave está empregado de acordo com a norma- padrão em:
a) Ensinar implica à necessidade de também aprender.
b) Os professores sempre visam à evolução dos alunos.
c) A educação se constrói à duras penas.
d) Recorrer à métodos pedagógicos alternativos é fundamental.
e) É importante criar discussões àcerca do ensino.
 
8. IBFC
O trecho abaixo transcrito revela a insatisfação de LI-HU ANG-PÔ, vice-rei de Cantão, com o seu exército. Utilize-o para responder à questão.
“O vice-rei, porém, não parecia satisfeito. Notava hesitações, falta de élan na tropa, rapidez e exatidão nas evoluções e pouca obediência ao comando em chefe e aos comandados particulares; enfim, pouca eficiência militar naquele exército que devia ser uma ameaça à China inteira, caso quisessem retirá-lo do cômodo e rendoso lugar de vice-rei de Cantão. 
Comunicou isto ao general, que lhe respondeu: 
– É verdade o que Vossa Excelência Reverendíssima, Poderosíssima, Graciosíssima, Altíssima e Celestial diz; mas os defeitos são fáceis de remediar.”
Ao empregar o acento grave, deve-se considerar a relação de dependência entre termos. Em “ameaça à China inteira”, a presença do acento grave justifica-se em função do mesmo contexto linguístico verificado em:
 
a) Vou à feira
b) Estou apta à tarefa
c) Saiu às dezhoras
d) Cortou o cabelo à Roberto Carlos
Exercícios sobre O Romantismo
1. (USP) O índio, em alguns romances de José de Alencar, como Iracema e Ubirajara, é:
a. retratado com objetividade, numa perspectiva rigorosa e científica.
b. idealizado sobre o pano de fundo da natureza, da qual é o herói épico.
c. pretexto episódico para descrição da natureza.
d. visto com o desprezo do branco preconceituoso, que o considera inferior.
e. representado como um primitivo feroz e de maus instintos.
(PUC)
Os exercícios 2 a 7 referem-se aos dois capítulos transcritos.
"Capítulo CXXIV
VÁ DE INTERMÉDIO
Que há entre a vida e a morte? Uma curta ponte. Não obstante, se eu não compusesse este capítulo, padeceria o leitor um forte abalo, assaz danoso ao efeito do livro. Saltar de um retrato a um epitáfio, pode ser real e comum; o leitor, entretanto, não se refugia no livro, senão para escapar à vida. Não digo que este pensamento seja meu; digo que há dose de verdade, e que, ao menos, a forma é pitoresca. E, repito: não é meu."
"Capítulo CXXV
EPITÁFIO
AQUI JAZ
D. EULÁLIA DAMACENA DE BRITO
MORTA
AOS DEZENOVE ANOS DE IDADE
ORAI POR ELA!"
2. (PUC-SP) Identifique e relacione obra e autor dos dois capítulos do texto:
1. Memórias Sentimentais de João Miramar.
2. Memórias Póstumas de Brás Cubas.
3. Triste Fim de Policarpo Quaresma.
A. Lima Barreto
B. Oswald de Andrade
C. Machado de Assis.
a. 3 e A.
b. 1 e B.
c. 2 e C.
d. 1 e C.
e. 2 e B.
3. (PUC-SP) O capítulo CXXV é, do ponto de vista de sua feitura:
um capítulo perfeitamente romântico, por tratar do tema "morte".
a. um capítulo bastante adequado ao gênero romance, onde deve sempre haver uma nova unidade de trama.
b. um tanto inusitado neste romance que se enquadra perfeitamente na norma estabelecida.
c. perfeitamente cabível neste romance, pelo seu tom trágico.
d. um momento de rompimento do padrão romanesco, pelo seu aspecto anti-narrativo.
4. (PUC-SP) No romance como um todo, as repetidas interrupções para considerações como essas que são feitas no Cap. CXXIV referindo-se ao narrar, ao leitor, ao narrador, revelam:
a. um imperfeito domínio da técnica narrativa.
b. uma técnica que sempre fez parte das normas de composição do romance, independentemente da época.
c. uma "inauguração", na literatura brasileira, do moderno romance, contrariando inclusive as principais normas narrativas;
d. uma técnica muito usada pelos escritores da época romântica, relegada depois a segundo plano.
e. uma técnica já superada, mesmo na época romântica.
5. (PUC-SP) Na frase "(...) se eu não compusesse este capítulo, padeceria o leitor um forte abalo, assaz danoso ao efeito do livro", os elementos sublinhados denotam referência a, respectivamente:
a. canal, emissor, receptor
b. emissor, contato, canal
c. código, receptor, mensagem
d. código, receptor, canal
e. emissor, receptor, mensagem.
6. (PUC-SP) "O leitor, entretanto, não se refugia no livro senão para escapar à vida." Nesta frase cria-se uma constelação de alusões diretas, ou indiretas, em vários níveis. Qual delas você considera a menos viável neste romance?
a. referência-antecipação à morte do próprio narrador no final do livro.
b. referência ao morto-narrador.
c. referência à morte de Eulália.
d. referência ao caráter de ficção do romance.
e. referência à morte como presença constante no livro.
7. (PUC-SP) O capítulo CXXV deve ser visto:
a. muito mais como um ícone do que como discurso linear.
b. em primeiro lugar como um fato surpreendente, totalmente inesperado.
c. somente como uma manifestação de pesar do narrador.
d. de acordo com a leitura convencional de um romance, sem grandes surpresas ou novidades.
e. como a uma frase, mas numa sintaxe estranha.
(OSEC) Os trechos I, II e III referem-se às questões 8 a 10.
I - "Passaram-se semanas, Jerônimo agora, todas as manhãs tomava uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha e tragava dois dedos de parati "pra cortar a friagem".
Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição, para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava-se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar, adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso, resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tambor entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros."
II -"O que estou é velho. Cinqüenta anos pelo São Pedro. Cinqüenta anos perdidos, cinqüenta anos gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada.
Cinqüenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e dormir como um porco! Como um porco! Levantar-se cedo todas as manhãs e sair correndo, procurando comida! E depois guardar comida para os filhos, para os netos, para muitas gerações. Que estupidez! Que porcaria! Não é bom vir o diabo e levar tudo?
Sol, chuva, noites de insônia, cálculos, combinações, violências, perigos e nem sequer me resta a ilusão de ter realizado obra proveitosa."
III- "Seguia-se a Paula, uma cabocla velha, meio idiota, a quem respeitavam todos pelas virtudes de que só ela dispunha para benzer erisipelas e cortar febres por meio de rezas e feitiçarias. Era extremamente feia, grossa, triste com olhos desvairados, dentes cortados à navalha, formando ponta, como dentes de cão, cabelos lisos, escorridos e ainda retintos apesar da idade. Chamavam-lhe "Bruxa".
8. (OSEC) Pelo tratamento dado às personagens pode-se dizer que:
a. texto I é romântico, o II é moderno e o III é naturalista.
b. Os textos I e III são naturalistas e o II é moderno.
c. Os textos I e II são modernos e o III é naturalista.
d. Os textos I e II são modernos e o III é romântico.
e. Os textos I e III são modernos e o II é romântico.
9. (OSEC) Percebe-se a personagem em conflito com os valores do seu mundo:
a. somente no trecho I.
b. nos trechos I e II.
c. somente no trecho II.
d. nos trechos I e III.
e. nos trechos II e III.
10. (OSEC) O texto II pertence a:
a. Graciliano Ramos.
b. José Lins do Rego.
c. José de Alencar.
d. Aluísio Azevedo.
e. Jorge Amado.
11. (SANTA CASA) No conto "Um Homem Célebre", ocorre o falecimento da esposa do Pestana, personagem central, compositor que não logra concluir um réquiem para a missa da mulher. "Contentou-se da missa rezada e simples, para ele só. Não se pode dizer se todas as lágrimas que lhe vieram sorrateiramente aos olhos foram do marido, ou se algumas eram do compositor."
Conforme o excerto lembra, na obra de Machado de Assis é comum que o narrador:
a. ponha em dúvida o significado aparente da realidade, muitas vezes enganoso.
b. interfira emocionalmente no texto, tornando-o dramático, sentimentalista e ultra-romântico.
c. busque revelar a profunda hipocrisia e bondade que, a um tempo, caracterizam o comportamento dos seres humanos.
d. busque revelar o aspecto mais piedoso do caráter das personagens construindo uma narrativa eminentemente moralista.
e. construa um texto fortemente espiritualizado, em que importa pouco o significado material das ações.
Exercícios sobre Realismo e Naturalismo
1. (FEI-SP) Leia atentamente:
I. "Segunda Revolução Industrial, o cientificismo, o progresso tecnológico, o socialismo utópico, a filosofia positivista de Auguste Comte, o evolucionismo formam o contexto sociopolítico-econômico-filosófico-científico em que se desenvolveu a estética realista."
II. "O escritor realista acerca-se dos objetos e das pessoas de um modo pessoal, apoiando-sena intuição e nos sentimentos."
III. "Os maiores representantes da estética realista/naturalista no Brasil foram: Machado de Assis, Aluísio Azevedo e Raul Pompéia."
IV. "Poderíamos citar como característica da estética realista: o individualismo, a linguagem erudita e a visão fantasiosa da sociedade."
Verificamos que em relação ao Realismo/naturalismo está (estão) correta (corretas):
a. apenas I e II.
b. apenas I e III.
c. apenas II e IV.
d. apenas II e III.
e. apenas III e IV.
2. (USF-SP) Pode-se entender o Naturalismo como uma particularização do Realismo que:
a. se volta para a Natureza a fim de analisar-lhe os processos cíclicos de renovação.
b. pretende expressar com naturalidade a vida simples dos homens rústicos nas comunidades primitivas.
c. defende a arte pela arte, isto é, desvinculada de compromissos com a realidade social.
d. analisa as perversões sexuais, condenando-as em nome da moral religiosa.
e. estabelece um nexo de causa e efeito entre alguns fatores sociológicos e biológicos e a conduta das personagens.
3. (UCS-RS) Embora tradicionalmente se considere o ano de 1893 como data final do Realismo e suas manifestações no Brasil, sabe-se que, na verdade, durante os primeiros vinte anos do século XX, essa estética desenvolveu-se paralelamente:
a. ao Romantismo e ao Parnasianismo.
b. ao Pré-Modernismo e ao Modernismo.
c. ao Simbolismo e ao Modernismo.
d. ao Simbolismo e ao Pré-Modernismo.
e. ao Parnasianismo e ao Modernismo.
4. (MACK-SP) O cientificismo comunicou feitio próprio ao Realismo-Naturalismo. Assinale a alternativa que não apresenta o cientista e a respectiva teoria científica ou filosófica correspondentes à época daquele movimento literário.
a. Darwin – Teoria da evolução das espécies e sua revolução biológica.
b. Comte – Teoria positivista, que explica todos os fenômenos sujeitos às leis naturais.
c. Taine – Teoria do ambientalismo determinante: a obra de arte como produto do meio, momento e raça.
d. Claude Bernard - Teorias da medicina experimental, mostrando a importância da fisiologia no comportamento do indivíduo.
e. Kant – Teoria segundo a qual a razão constrói o mundo da ciência servindo-se das aparências das coisas, formas de nossa sensibilidade.
5. (UFPR) Eça de Queirós afirmava:
"O Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos – para nos conhecermos, para que saibamos se somos verdadeiros ou falsos, para condenar o que houver de mau na nossa sociedade."
Para realizar essa proposta literária, quais os recursos utilizados no discurso realista? Selecione-os na relação abaixo e depois assinale a alternativa que os contém:
1. Preocupação revolucionária, atitude de crítica e de combate;
2. imaginação criadora;
3. personagens fruto da observação; tipos concretos e vivos;
4. linguagem natural, sem rebuscamentos;
5. preocupação com mensagem que revela concepção materialista do homem;
6. senso de mistério;
7. retorno ao passado;
8. determinismo biológico ou social.
a. 1, 2, 3, 5, 7, 8.
b. 1, 3, 4, 5, 8.
c. 2, 3, 4, 6, 7,
d. 3, 4, 5, 6, 8.
e. 2, 3, 4, 5, 8.
6. (FGV-SP) Há, no romance brasileiro do século XIX, um filão que se caracteriza por criar quadros da sociedade carioca, com visão crítica dessa sociedade, e "perfis femininos", que foram inicialmente esboços de análise psicológica. Nele podemos incluir autores de momentos diferentes como:
a. Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar e Machado de Assis.
b. Joaquim Manuel de Macedo, Martins Pena e Manuel Antônio de Almeida.
c. José de Alencar, Machado de Assis e Álvares de Azevedo.
d. Martins Pena, Machado de Assis e Álvares de Azevedo.
e. Manuel Antônio de Almeida, Martins Pena e José de Alencar.
7. (MACK-SP) Assinale a alternativa incorreta sobre a prosa naturalista:
a. As personagens expressam a dependência do homem às leis naturais.
b. estilo caracteriza-se por um descritivismo intenso, capaz de refletir a visualização pictórica dos ambientes.
c. Os tipos são muito bem delimitados, física e moralmente, compondo verdadeiras representações caricaturais.
d. Tem como objetivo maior aprofundar a dimensão psicológica das personagens.
e. comportamento das personagens e sua movimentação no espaço determinam-lhe a condição narrativa.

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