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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ-PUCPR
Psicologia - 4º Período Odontologia 
AMANDA MAYARA SILVA NASCIMENTO
O sofrimento não é a dor (1992)
CURITIBA
2020
O sofrimento não é a dor
Paul Ricoeur é um dos filósofos contemporâneo mais importantes, faleceu em 2015 mas suas obras ainda são muito estudadas, o autor estudou muito a questão do “eu”. Ricoeur caracteriza a ética como um aceitar o outro como um si mesmo, visto que, se posso me perceber como um outro, posso também aceitar o outro como a mim mesmo, assim demarca uma contra posição ao cogito de descartes, aquele cogito do ( penso logo existo), ele afirma que não necessariamente o ato de pensar que me dará o estatuto de existência 
 O texto abre o eixo do sofrimento para quatro caminhos, O sofrer é único(o reconhecer do sofrimento insubstituível) seria o momento de sofrimento tão intenso que o outro não tem a capacidade de lhe ajudar por não consegui ter a capacidade de pedir ajuda;
Também há o eixo do incomunicável do sofrimento, ou seja, quando o outro nunca será capaz de me compreender, vale ressaltar que isso é muito comum na questão da depressão atualmente; 
O hostil é o outro eixo do sofrimento quando Ricoeur(1992) “há um nível de estridência mais intensa, o outro anuncia-se como meu inimigo, aquele que me faz sofrer (insultos, maledicência…” na qual se relaciona a hostilidade no campo da saúde na odontologia, medicina, enfermagem e na psicologia; 
O último eixo é a questão da vítima, quem sofrer se considera ser eleito pelo sofrimento daí que surge a questão: por que eu? Por que o meu filho?
Assim o autor relata que nesses quatro eixo de sofrimento, nenhum tem a ver com o campo fisiológico, por isso afirma a dor não é o sofrimento, assim o sofrimento não é do campo físico o sofrimento se dá no íntimo. Então o critério de sofrer é associado a , a diminuição da capacidade de agir trazendo assim a incapacidade de dizer, o sofrimento é expresso na face na qual gera a incapacidade de relatar ajuda, há o eixo da incapacidade de fazer seria distância entre o querer e fazer, alcançando um nível mínimo de agir na passividade do sofrer, por último a incapacidade de se estimar a si próprio, a pessoa se reconhecendo como pessoa na capacidade de escolher, sentida como um roubo ou uma violação exercida pelo outro.
Ricoeur (1992) “Para acabar, encontramos o primeiro sentido de sofrer, a saber, suportar, isto é, perseverar no desejo de ser e no esforço para existir apesar de… É este «apesar de…» que delineia a última fronteira entre a dor e o sofrimento, mesmo quando eles habitam o mesmo corpo.”
Referência
O sofrimento não é a dor.Ricoeur P.Psychiatrie française, número especial.06/1992.

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