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1 
 FACULDADE BRASILEIRA 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO 
 
 
 
 
 
Resenha do filme Philadelphia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARIACICA – ES 
2020 
Resenha do filme Philadelphia 
 
 2 
O filme Philadelphia mostra de uma maneira fantástica como o preconceito, a 
discriminação e a intolerância com o homossexual está presente no mercado de 
trabalho. Apesar de ser um filme de 1993 ele infelizmente ainda está atual, talvez 
menos neste caso narrado, porém ainda forte no que diz respeito ao assédio sexual 
e moral. 
Era uma época de dúvidas, medo e incertezas mesmo sendo em um país 
desenvolvido. Vale ressaltar que de acordo com a revista superinteressante de 
Fevereiro de 2006 ( acesso em 07 de Fevereiro de 2020), os EUA viram nascer 
uma pandemia em 1981 Os hospitais relataram 41 casos de pacientes jovens com 
sarcoma de Kaposi, um câncer raro que até então se manifestava quase somente 
em idosos. E apesar de esse mal normalmente demorar anos para se agravar, os 
novos pacientes morriam pouco tempo depois de entrar no hospital. Um detalhe 
intrigou os médicos: todos eram homossexuais masculinos. Outros casos surgiram e 
logo ficou claro que havia uma nova doença, um “câncer gay”, batizado de grid (sigla 
em inglês para “imunodeficiência relacionada aos gays”). Nos anos seguintes, a 
doença se espalhou para heterossexuais e mulheres – até então considerados a 
salvo da epidemia – que haviam passado por cirurgias ou recebido transfusões de 
sangue. Foi então que a doença ganhou o nome de aids (sigla em inglês para 
“síndrome da imunodeficiência adquirida. 
O interessante que o filme mostrou o quão é importante você lutar por aquilo que 
acredita ser justo. Lute, lute, lute e quando você achar que não aguenta mais pense 
e acredite: Lute, lute e lute mais, só estou começando a lutar. Da mesma forma 
vimos como pode ser cruel o ser humano ao lidar com a diferença, com aquilo que 
teme e com algo que julga não ser o padrão social aceito. 
 Podemos observar que o personagem principal foi considerado por seus chefes um 
sujeito promíscuo, imoral e não digno conviver em seu ambiente de trabalho e 
social. 
Conheceremos a história de Andrew Beckett um rapaz que mantinha um 
relacionamento homoafetivo com Miguel. Beckett era um advogado exemplar e 
promissor, trabalhava em um dos maiores escritórios de advocacia da Filadélfia, a 
Wyant Wheeler onde seus sócios eram preconceituosos e homofóbicos, que 
 3 
mesmo diante do dilema interior que o amedrontava que era de revelar sua opção 
sexual e uma grave doença que adquiriu, ele continuava fazendo seu trabalho de 
forma espetacular, tanto que após uma grande vitória em um caso ele é escolhido 
para ser o representante do escritório em um grande e importante processo. 
Logo após esta indicação começaram a aparecer os sintomas da AIDS, como 
manchas em seu corpo que deixou seus colegas e chefes desconfiados. Então seus 
superiores buscavam um meio de demiti-lo, uma vez que, profissionalmente ele era 
exemplar, derrepente de maneira misteriosa poucas horas do fim de um prazo, 
importantes documentos de um processo, que estavam no escritório 
desapareceram, e para que a questão ficasse ainda mais estranha desaparece 
inclusive a cópia digital, porém tão estranho quanto o sumiço foi o aparecimento dos 
mesmos minutos antes de findar o prazo. Pronto já tinham o motivo perfeito e 
usaram isto como desculpa para a sua demissão. Andrew tentou provar que tal fato 
não havia ocorrido, mas claro que não conseguiu. Agora sim, por incompetência e 
com testemunhas seria fácil se livrar de um “homossexual e aidético que 
envergonharia e mancharia a imagem dá tão respeitado escritório de advocacia”. 
Seus chefes atuaram de maneira mesquinha, deplorável e por que não criminosa, 
desmoralizando um brilhante profissional tornando-o incompetente e irresponsável 
perante todos seus colegas de trabalho e clientes, apenas por um sentimento 
nojento, abominável e inaceitável. 
Infelizmente casos similares ocorreram bem antes da realização do filme; como nos 
relata a revista superinteressante de fevereiro de 2006 (acesso em 7 de Abril de 
2020), que nos EUA em 1984 um garoto hemofílico de 13 anos, portador do vírus 
da aids, é expulso da escola, causando uma polêmica nacional. Identificados os 
primeiros casos de transmissão por relações heterossexuais. E para piorar ainda 
mais em 1998 um caso bárbaro segundo o site O Globo (acesso em 9 de Abril de 
2020) em outubro de 1998, um assunto dramático dominava as conversas de 
famílias americanas: o assassinato de um estudante gay de 22 anos, amarrado a 
uma cerca e torturado no estado do Wyoming, na "América profunda". Matthew 
Shepard foi morto de forma tão violenta que seus pais só conseguiram reconhecê-lo 
pelo aparelho que ele usava nos dentes. O crime bárbaro, de acordo com os 
 4 
próprios acusados, foi motivado unicamente pelo fato de o rapaz ser homossexual. E 
tornou-se símbolo da luta pelos direitos civis dos gays nos EUA. 
Pesquisando mais sobre o filme encontramos informações interessantes e curiosas 
segundo o blog LGBT película cor-de-rosa (acesso em 9 de Abril de 2020) [...] antes 
do início da produção de Philadelphia, algo similar ao roteiro aconteceu nos 
bastidores. O ator Ron Vawter, que fez o papel de Bob Seidman, era HIV positivo e 
a seguradora se recusou a estender a cobertura do filme para ele. A TriStar então 
tentou substituí-lo, mas Jonathan Demme argumentou que, além de ser injusto, o 
estúdio recusar-se a contratar um ator por ele ser HIV positivo seria particularmente 
irônico no contexto do filme. Philadelphia é baseado em fatos reais, e teve também 
consequências reais. O filme causou uma comoção e abriu caminho para a 
visibilidade da luta contra a homofobia e para a diminuição do preconceito: pouco 
mais de um ano após a estreia, o primeiro festival de filmes com temática LGBT de 
Philadelphia foi realizado. Diante da armação feita contra ele ficou evidente o real 
motivo de sua demissão: preconceito, intolerância e discriminação. 
Aqui no Brasil temos leis que visam proteger o trabalhador como a lei 9029/95 que 
diz em seu art. 1o “É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e 
limitativa para efeito de acesso à relação de trabalho, ou de sua manutenção, por 
motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência, 
reabilitação profissional, idade, entre outros, ressalvadas, nesse caso, as hipóteses 
de proteção à criança e ao adolescente previstas no inciso XXXIII do art. 7o da 
Constituição Federal. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência). 
Andrew conversou com sua família a qual se mostrou amável e solidária, mesmo 
sabendo da exposição e do sofrimento que todos passariam, principalmente ele. 
Mostrando toda sua indignação e um desejo imensurável por justiça Andrew buscou 
um advogado para representá-lo contra a sua antiga empresa. Porém, alguns 
advogados compartilhavam deste sentimento mesquinho e inaceitável que 
corrompeu a alma dos seus antigos chefes. 
Só depois de várias recusas resolveu procurar Joe Miller, um antigo “ adversário” 
dos tribunais. Joe assustou-se quando soube que se tratava de um aidético e 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art7xxxiii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art7xxxiii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art107
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127
 5 
mesmo após ouvir o relato de Andrew recusou a defendê-lo, pasmem pelo mesmo 
motivo. O desconhecimento e o medo da doença era tanto que logo após Andrew 
sair do seu escritório Joe foi direto se consultar com um médico, pois tinha medo de 
ter pego Aids só em apertar a mão de Andrew. 
Parece inacreditável um homem negro que mesmo sabendo o quanto seu povosofreu na “pele” a discriminação e a humilhação pelo simples fato de ser negro, 
recusou-se a defendê-lo por preconceito, Joe simplesmente era homofóbico. 
No entanto, após presenciar uma cena de discriminação sofrida por Andrew dentro 
de uma biblioteca pública, onde um funcionário sob olhares amendontrados das 
pessoas que ali estavam tenta persuadi-lo a ir para uma sala reservada, Joe talvez 
por comoção resolveu ajudá-lo. 
Assim que começaram a conversar surgiu uma dúvida em Joe: como descobriram 
que Andrew tinha Aids?simples, um dos sócios havia trabalhado em uma firma onde 
tinha uma funcionária soro positivo com as mesmas manchas, então ele saberia ou 
presumiria. 
Andrew estava pesquisando jurisprudências e doutrinas sobre casos similares ao 
seu, quando mostrou a Joe um livro onde falava sobre a morte social e segundo o 
prof. Francisco Kern ( acesso em 08 de Abril de 2020), a morte social é a expressão 
da invisibilidade social, constituindo-se em significados da não existência para o 
mundo. Ela antecede a morte física e. é. uma das dores mais dolorosas, porque ela é 
definida e ditada pelos outros. É o não que a sociedade decreta, lembrando sempre 
que a sociedade é. composta por pessoas e instituições. Ou seja, a pessoa continua 
viva, mas sente o peso e o impacto do caixão fúnebre fechado e parafusado por uma 
sociedade excludente composta por pessoas que também ja podem ter vivido esta 
mesma experiência. 
 Apesar do amor de sua família e do seu companheiro, presume-se que Andrew 
como qualquer pessoa queria ser respeitado, aceito e como um bom profissional que 
era ser admirado pela sociedade a qual estava inserido. 
O que resta para uma pessoa desprezada, humilhada, deprimida e sem perspectiva 
de uma vida digna? Uma pessoa morta socialmente e intimamente? A resposta para 
muitos é morte física. Claro que o filme não retrata o personagem de maneira tão 
 6 
deprimida, mas imaginem quantos não se sentiram assim ao receber uma notícia tão 
terrível de que estão com uma doença terminal? Imaginem a dor de uma mãe que 
presencia a vida daquele que ela ama se esvairindo sem a menor chance de 
sobrevivência. Muitos não têm idéia o que é presenciar a hora desta terrível notícia: 
você está com AIDS, vc é soro positivo. Hoje no Brasil o tratamento possibilita ao 
doente uma vida praticamente normal, mas nem sempre foi assim. 
A determinação de Andrew com certeza contagiou Joe e a relação cliente / advogado 
se desenvolveu com o maior respeito mesmo Joe afirmando para amigos que não 
gostava de gays. Enquanto seu parceiro Miguel estava evidentemente preocupado e 
triste já pensando na morte de Andrew, este por sua vez resolveu dar uma festa a 
fantasia para comemorar a vida e curtir o pouco tempo que ainda lhe restava. O 
surpreendente foi a presença do então homofóbico Joe que superando sua 
homofobia e seu preconceito foi a festa e ainda levou a esposa ( talvez para não ser 
confundido com um gay, afinal ele era macho, hétero). 
Aos poucos Joe percebeu que pessoas são pessoas, não importa a cor da pele, não 
importa ser homo ou hétero. Todos querem e merecem respeito, todos desejam ser 
felizes, serem amados. 
Foi uma batalha dificílima, pois como já era esperado tentaram de todas as maneiras 
destruir sua reputação, qualificando seu trabalho de regular a medíocre, com 
constantes mudanças de humor e creditando tudo a homossexualidade e a doença; 
não concordavam com o direito dele em não comunica-los da sua opção sexual e do 
terrível drama pelo qual passava. Nunca, em momento algum se mostraram 
preocupados com o ser humano que tão bem representou a empresa. Aquelas 
mesmas pessoas que o abraçaram, parabenizaram e o convidaram para sócio, 
agora sentiam repulsa e desprezo por ele. 
Durante o julgamento foi ouvida uma testemunha (aquela que havia trabalhado com 
um dos sócios da empresa de Andrew), ela adquiriu aids em uma transfusão de 
sangue, por isso foi tratada pelos advogados da defesa como vítima, “ uma 
coitadinha” que não tinha culpa da desgraça que lhe ocorreu. Isso mostrou 
claramente o preconceito e o desprezo pelo Andrew, já que por ele ser gay, teria 
uma vida promíscua e a culpa de estar doente era por levar esta vida. 
 7 
O depoimento de um dos sócios deixou evidente o seu comportamento 
preconceituoso ao relatar um fato ocorrido nos seus tempos de marinheiro, onde 
havia um homossexual entre eles e que foi necessário “ensina-lo a se comportar 
enviando-lhe a cabeça em uma latrina após acabarem de usá-la.’ Outro depoimento 
foi de um cliente que anteriormente havia elogiado muito o Andrew, entretanto 
perante o juiz e perante aos poderosos do escritório ele mudou seu depoimento 
alegando que os serviços prestados foram apenas satisfatório. 
Um depoimento que também chamou a atenção foi de um colega de trabalho em 
que o advogado Joe parecendo estar alterado, questionou o depoente se ele era gay 
ou bixa, talvez com o intuito de provocar tanto na testemunha como em todos 
presentes uma revolta, um sentimento negativo, expondo assim os verdadeiros 
sentimentos de cada um. 
 Esse comportamento, essa falta de respeito com o trabalhador perdura em muitas 
empresas, principalmente quando se trata de “ mão de obra barata”, já vimos em 
jornais notícias que ainda existe no Brasil trabalho análogo à escravidão em 
fazendas, carvoarias e pequenas empresas têxteis que usam imigrantes ilegais. 
Com o desenrolar do julgamento ficou provado a injustiça, e o comportamento 
preconceituoso, que fora feito contra Andrew. 
A empresa foi condenada a pagá-lo uma indenização milionária. Infelizmente devido 
ao avanço da doença Andrew precisou ser internado, vindo a falecer e não pôde 
desfrutar desta vitória. 
Conforme Portal Previdência Total, por Caio Prates, 22.08.2016 ( acesso em 8 de 
Abril de 2020), de acordo com especialistas em relações e Direito do Trabalho, a 
discriminação se caracteriza pelo ato de distinção praticado por meio de exclusão ou 
de preferência que tenha por efeito destruir ou alterar a igualdade de oportunidades 
ou de tratamento em matéria de emprego ou profissão. E pode ser refletida no 
preconceito de gênero, raça, nacionalidade, estado civil, religião, classe social e até 
mesmo deficiência ou patologia. 
 O portal G1 Economia 01/10/2019 ( acesso em 9 de Abril de 2020 ) apresenta uma pesquisa 
feita com mais de 18 mil pessoas revela que, se presenciar situações de discriminação não é 
 8 
algo incomum no ambiente de trabalho, o mesmo não se pode dizer em relação a relatar esse 
tipo de caso à empresa. Segundo o levantamento, a proporção de pessoas que dizem já ter 
visto ou vivenciado discriminação no trabalho é de 80%. Ao mesmo tempo, 1 em cada 3 
pessoas dizem se sentir encorajados a levar o assunto ao departamento de Recursos 
Humanos (RH). 
O levantamento foi feito pela Kantar com trabalhadores de 24 setores diferentes em 14 países 
- incluindo o Brasil. Entre os entrevistados, 25% responderam que se sentiram assediados ou 
intimidados no ambiente de trabalho nos últimos 12 meses, mas a maioria (67%) aponta que 
não se sente confortável para reportar comportamentos negativos para a liderança ou aos 
gestores de RH. 
Entre os trabalhadores LGBTQ+ ouvidos pela pesquisa, 24% dizem ter sofrido bullying no 
trabalho no ano passado. Além disso, 36% acreditam ter enfrentado obstáculos em termos de 
ascensão profissional devido à sua orientação sexual. A pesquisa mostra ainda que as 
pessoas LGBTQ+ ocupam apenas 2% das posições dentro do conselho de administração 
das empresas, contra 9% da força de trabalho global estimada. 
Seguindo a definição dada por Hewdy Lobo, portal JusBrasil ( acesso em 8 de Abril 
de 2020) entende-se por assédio moral, a exposição dos trabalhadores 
circunstâncias humilhantes degradantes e constrangedoras repetidas e prolongadas 
durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. Considera-sedano 
moral quando um indivíduo sente-se afetado em seu ânimo psíquico, moral e 
intelectual seja por acometimento a sua honra, privacidade, intimidade, imagem, 
nome ou em seu próprio corpo físico e poderá estender-se ao dano patrimonial, se a 
ofensa de alguma forma dificultar a atividade. 
Conforme o artigo de nogueira & Beck Advogados publicado no site Jusbrasil ( 
acesso em 9 de Abril de 2020) Dano moral no ambiente de trabalho nada mais é do 
que uma lesão direta a dignidade do trabalhador. Qualquer conduta do empregador 
que prejudique a intimidade ou a privacidade, ou ainda promova o constrangimento, 
dor, angustia tristeza, humilhação pública entre outros danos psíquicos, pode ser 
reconhecido como dano moral sujeito a indenização do empregado. 
De acordo com publicação do dia14 de julho de 2018 na edição eletrônica do jornal 
contábil (acesso em 9 de Abril de 2020) Nas relações trabalhistas, de acordo com a 
 9 
Reforma Trabalhista promulgada no último ano, os DANOS MORAIS possuem 
relação direta com o salário do empregado ofendido, uma vez que teve seus lucros 
prejudicados, total ou parcialmente, impedindo que mantenha suas condições 
financeiras anteriores. A Reforma Trabalhista, buscando atender essa questão, 
estabeleceu um critério de cálculo dos DANOS MORAIS a partir do salário da vítima, 
o que torna o cálculo mais criterioso e justo É evidente que não se pode aplicar o 
mesmo processo em caso de DANOS MORAIS não vinculados às relações 
trabalhistas, muito embora a legislação tenha tido o cuidado de estabelecer também 
esse tipo de cálculo. 
Segundo a nova legislação o cálculo para DANOS MORAIS deve ser fixado pelo 
juiz observando alguns tetos máximos, de três, cinco, vinte e cinco e cinquenta 
vezes o valor do limite máximo dos benefícios da Previdência Social, dependendo 
da natureza da ofensa, ou seja, leve, média, grave e gravíssima. 
De acordo com o portal Âmbito Jurídico ( acesso em 8 de Abril de 2020), o dano 
moral é genérico, sendo o assédio moral a espécie. O prejuízo do assédio moral 
precisa ser provado, exige conduta abusiva e prolongada que atinge o direito 
personalíssimo da pessoa logo a vítima tem que provar que foi afetado 
psicologicamente e fisicamente em contrapartida o dano moral não é necessário 
fazer prova de dor e sofrimento, ou seja, o fato por si só já constitui prova. O dano 
moral também constitui um dano ao direito personalíssimo, como aduz o art. 5° 
incisos V e X da Constituição de 1988. O assédio moral para sua caracterização, o 
constrangimento é causado por quem prevaleça da condição de cargo ou função, 
seja superior hierárquico, ou até mesmo colega de trabalho, logo é restrito ao 
ambiente de trabalho, tornando assim uma guerra invisível que destruirá o ambiente 
de trabalho saudável, contudo o dano moral poderá se dar em qualquer ambiente, 
não necessariamente no trabalho. Os sujeitos que praticam o assédio moral são 
específicos sendo o empregador ou colega de trabalho e no caso de assédio 
ascendente o empregado, já o sujeito do dano poderá ser qualquer pessoa. 
Sem a menor dúvida a música Streets of Philadelphia cantada por Bruce 
Springsteen ( The Boss) foi um dos pontos fortes do filme. Essa música é 
simplesmente maravilhosa. Parece-nos um grito de socorro de alguém que se sente 
só e derrotado como qualquer um de nós um dia poderá se sentir. A perda de 
https://www.jornalcontabil.com.br/tag/danos-morais/?amp
https://www.jornalcontabil.com.br/tag/calculo/?amp
https://www.jornalcontabil.com.br/tag/danos-morais/?amp
https://www.jornalcontabil.com.br/tag/calculo/?amp
https://www.jornalcontabil.com.br/tag/danos-morais/?amp
https://www.jornalcontabil.com.br/tag/legislacao/?amp
https://www.jornalcontabil.com.br/tag/calculo/?amp
https://www.jornalcontabil.com.br/tag/legislacao/?amp
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https://www.jornalcontabil.com.br/tag/danos-morais/?amp
 10 
alguém que amamos, a perda de um emprego, uma doença grave como nos 
mostrou o filme. A vida está sempre pronta para nos derrubar, cabe a cada um de 
nós juntar forças para não sucumbir às dificuldades da vida. 
A música conseguiu transmitir toda dor, tristeza e angústia de alguém que está só e 
sem esperança, porém buscando um amigo, quem sabe um abraço, um gesto de 
carinho. 
Em sua angústia ele chega a dizer que “nenhum anjo vai lhe saudar” que restou 
apenas um amigo e tem medo de morrer sozinho sem um abraço amigo, está 
perdendo as esperanças. Muitas vezes estamos perto de pessoas que precisam de 
carinho, de um abraço, de uma palavra de incentivo, mas ignoramos porque o EU é 
mais importante, o meu problema é mais complexo e nos tornamos egoístas e 
insensíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9029.htm acesso em 5 de Abril de 2020 as 
19:00 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9029.htm
 11 
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https://www.cartacapital.com.br/blogs/saudelgbt/aids-no-brasil-do-primeiro-caso-a-
estruturacao-das-politicas-de-saude/ acesso em 06 de Abril às 18:10 
 
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https://super.abril.com.br/saude/25-anos-de-aids/ acesso em 07 de Abril de 2020 as 17:00 
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https://www.jornalcontabil.com.br/veja-como-e-realizado-o-calculo-para-danos-
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https://lobo.jusbrasil.com.br/artigos/253200355/qual-a-diferenca-entre-assedio-moral-e-dano-moral
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https://nobeadvogados.jusbrasil.com.br/artigos/516196341/7-principais-duvidas-sobre-o-dano-moral-no-trabalho-que-todo-empregado-precisa-saber
https://nobeadvogados.jusbrasil.com.br/artigos/516196341/7-principais-duvidas-sobre-o-dano-moral-no-trabalho-que-todo-empregado-precisa-saber
https://www.jornalcontabil.com.br/veja-como-e-realizado-o-calculo-para-danos-morais/
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