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Educação e Comunicação em Saúde Atividade A2 Pergunta 1 Na área da saúde é comum a formação de equipes de diferentes tipos de profissionais. A comunicação entre eles é muito importante para que as informações sejam passadas de forma correta. Um bom exemplo de comunicação interprofissional é o que ocorre com as equipes de Saúde da Família que devem ter no mínimo um médico, um enfermeiro e um agente comunitário. Analise as afirmações abaixo, sobre a comunicação interprofissional, e assinale verdadeiro (V) ou falso (F): ( ) A forma de condução da linguagem determina a compreensão da informação; a linguagem adequada evita os ruídos. ( ) É cada vez mais comum a utilização de instrumentos de gestão, que são fundamentais para as decisões e controle das atividades. ( ) Podemos definir a comunicação interprofissional como aquela estabelecida entre profissionais que compartilham o mesmo cargo. ( ) Falhas na comunicação interprofissional podem comprometer a qualidade da informação, prejudicando o paciente. A ordem correta de preenchimento, de cima para baixo, é: b. V, V, F, V. Pergunta 2 Qual é a importância da comunicação intrapessoal? a. A comunicação intrapessoal é importante para sermos capazes de julgar nossas ações e percebermos o que fizemos de errado, podendo assim modificar nosso comportamento. Pergunta 3 A comunicação responsável é dever de qualquer profissional. Na área da saúde, a comunicação responsável também é parte da conduta diária, lembrando que o comunicador é o responsável pela transmissão adequada da mensagem. Sobre as condutas da comunicação responsável, podemos afirmar que é preciso: c. Expressar-se corretamente garante o sucesso da comunicação, isso pode ser melhorado com o exercício da escrita. Pergunta 4 A escolha do tipo de comunicação deve ser observada na hora de transmitir a informação desejada. A comunicação escrita é importante, pois deixa registrada que o ouvinte recebeu a informação. Sobre a comunicação escrita podemos afirmar que: I. A ata é um tipo de registro da comunicação por escrito. II. Documentos impressos são um tipo de comunicação por escrito, não sendo necessária a confirmação de recebimento. III. Podemos dizer que a comunicação escrita é um tipo de comunicação responsável quando há a confirmação de recebimento pelo receptor. As assertivas corretas são: d. I e III, apenas. Pergunta 5 A comunicação interpessoal está presente em diversos aspectos de nossa vida. Para que ela ocorra de maneira harmônica, Passadori (s.d/n.p.) numerou alguns “pecados” que devem ser evitados, como a apatia, insegurança, prolixidade, incoerência e ignorância. Assinale a alternativa que indica a forma correta de evitar um desses “pecados”? a. Podemos evitar a insegurança ao expormos nossa opinião com plena consciência de nossas habilidades e fragilidades. Deste modo também podemos aceitar a opinião dos outros. Pergunta 6 Analise as sentenças abaixo sobre a identificação das necessidades de um determinado grupo populacional e assinale a alternativa correta: I. Entender o perfil de uma população permite a um gestor planejar, controlar e avaliar as ações a serem tomadas em relação aos serviços de saúde presentes. PORQUE II. A comunicação para ser efetiva depende da compreensão pelo receptor da mensagem, que não é um ser passivo, podendo negociar, filtrar ou recusar as informações que chegam até ele. a. As afirmações I e II são verdadeiras, porém II não é justificativa da I. Pergunta 7 No site do portal da saúde, do Ministério da Saúde, é possível acessar o Calendário Nacional de Vacinação e ver diversas outras informações sobre vacinas. Este é um dos canais de comunicação possíveis de utilizar para informar a população sobre uma importante mensagem. Com base nos seus conhecimentos sobre o acesso às informações da sociedade, é possível afirmar que: b. Apesar de ser um meio de comunicação de grande alcance, ainda há uma boa parcela da população sem acesso à internet que precisa de outros meios para ter acesso a essa informação. Pergunta 8 A comunicação entre médico e paciente é um momento que ajuda no vínculo de confiança entre as partes. Para que a comunicação seja harmônica, o médico deve evitar alguns comportamentos durante o tempo em que estiver com o paciente. Alguns desses comportamentos que causam uma comunicação desarmônica são: I. Apatia: manter-se indiferente com o paciente, preocupando-se apenas consigo mesmo. II. Paciência: excesso de paciência permite atraso nos atendimentos, é preciso agilizar o processo, mesmo que isso deixe o paciente descontente. III. Ignorância: desconhecer o assunto abordado e se recusar a buscar informações e conhecimentos sobre ele. IV. Empatia: falar sobre si mesmo, usando palavras que o paciente não gostaria de ouvir. Estão corretas as assertivas: a. I e III, apenas. Pergunta 9 A comunicação na área da saúde se dá por diversos canais de comunicação, com cada um tendo uma função específica. Em relação aos diferentes canais utilizados, assinale a alternativa INCORRETA: d. Panfletos costumam conter informações do tipo informação-notícia, sendo utilizados para transmitir mensagens com teor comum nos noticiários. Pergunta 10 Uma comunicação de qualidade ajuda a transmitir uma mensagem para um grupo específico, entretanto, para isso acontecer, é necessário que as informações básicas sobre este grupo estejam atualizadas, pois desta forma é possível identificar o seu perfil, permitindo que o profissional da saúde estabeleça estratégias de ação. De posse das informações básicas, é possível: I. Conhecer o perfil da população. II. Distribuir os materiais e medicamentos consumidos pela população. III. Identificar os pontos de investimento necessários. IV. Identificar o uso potencial e real da rede instalada. Estão corretas as proposições: e. I, III e IV, apenas. A comunicação entre funcionários é um desafio para qualquer gestor de qualquer empresa. Uma comunicação de qualidade garante que todas as informações serão passadas de forma correta sem a presença de ruídos. Quando a comunicação entre os colaboradores ocorre de forma adequada, pode-se garantir: Comment by Fabricio Alves: Essas três questões caíram de diferente pra mim! a) Parceria, cumplicidade e comprometimento. b) Cumplicidade, comprometimento e ausência de competição. c) Sucesso nos projetos, comprometimento e ausência de discórdia. d) Ausência de competição, parceria e cumplicidade. e) Ausência de discórdia, ausência de competição e parceria. RESPOSTA CORRETA: a) Parceria, cumplicidade e comprometimento. A comunicação interprofissional é aquela que ocorre entre os profissionais que trabalham juntos, sendo fundamental para que as informações sejam transmitidas de forma adequada. Entretanto, este não é o único tipo de comunicação com que devemos nos preocupar. Temos que saber se a informação que a pessoa possui é compreendida por ela mesma, ou seja, “se ela conversa com ela mesma para se entender bem”. Este tipo de comunicação pode trazer autocontrole, autoconhecimento e autoestima. Como é chamado este tipo de comunicação? a) Comunicação de autoconhecimento. b) Comunicação intrapessoal. c) Comunicação pessoal. d) Comunicação mental. e) Comunicação intramental RESPOSTA CORRETA: b) Comunicação intrapessoal. Em relação à comunicação responsável, leia as frases abaixo e escolha a alternativa correta: I. A comunicação responsável deve ser feita de forma escrita, com a devida confirmação do recebimento da informação pelo receptor. PORQUE II. A comunicação escrita serve como registro, permitindo a comprovação de determinados eventos. A comunicação pela fala está sujeita ao esquecimento e não há possibilidade de se rever o que foi dito. a) As afirmações I e II são verdadeiras, e a II é justificativa da I. b) A afirmação I é falsa e a afirmação II é verdadeira. c) As afirmações I e II são verdadeiras,porém a II não é justificativa da I. d) A afirmação II é falsa e a afirmação I é verdadeira. e) As afirmações I e II são falsas. RESPOSTA CORRETA: a) As afirmações I e II são verdadeiras, e a II é justificativa da I. Atividade A3 Atividade A4 Pergunta 1 Para que as ações de autocuidado sejam eficientes é necessário que também haja o contato face a face, mantendo um processo educativo e de atenção constante. Uma das ações que exemplificam a comunicação face a face é: b. Visitação à casa do paciente. Pergunta 2 Em relação ao modelo dos 7 “Cs”, elaborado pela instituição norte-americana Wellness Councils of America, analise as seguintes sentenças: Os comitês de saúde são grupos que permitem divisão de tarefas e responsabilidades, além de integração com outras áreas. Deste modo, os resultados na promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças pode ser maximizado. A construção do plano de ações é o primeiro passo que deve ser tomado, pois sem ele não é possível organizar um grupo coeso nem ir atrás das informações necessárias para a realização do projeto. A criação de um ambiente de suporte garante um ambiente de trabalho saudável, permitindo a manutenção de hábitos saudáveis do grupo, demonstrando o comprometimento da empresa. Para que sejam escolhidas as melhores intervenções, devem ser realizadas pesquisas de necessidades e interesses, perfil de risco da população, melhores meios de comunicação, considerando sempre público-alvo e orçamento à disposição. Estão corretas as afirmações: a. I, III e IV apenas. Pergunta 3 A clareza é um dos aspectos mais essenciais para que a comunicação seja efetiva e alcance o sucesso esperado. O que significa uma comunicação clara? Resposta Selecionada: a. Uma comunicação clara ocorre quando o emissor consegue transmitir uma mensagem ao receptor sem ruídos, havendo harmonia entre o que foi anunciado e o que foi compreendido. Pergunta 4 A instituição norte-americana Wellness Councils of America elaborou um modelo de prevenção de doenças baseado nos 7 “Cs”, em que o último item consiste em “Avaliar de maneira consistente”. Em relação a este item, podemos afirmar que: a. Cada ação tomada deve ser examinada cuidadosamente, utilizando diferentes tipos de indicadores para verificar se os resultados do planejamento foram atingidos. Pergunta 5 Observe a tirinha abaixo: Podemos notar que há uma grande falha na comunicação, ou seja, o emissor quer passar uma mensagem e o receptor não a compreende de forma adequada. Assinale a alternativa que indica o principal responsável pelo erro da comunicação e o que faltou para que ela fosse eficaz: Resposta Selecionada: a. Emissor e clareza. Pergunta 6 Uma boa comunicação depende da transmissão da mensagem pelo emissor. Este deve usar palavras simples e sem duplo sentido para que o receptor possa compreender a informação que ele quer passar. Na tirinha abaixo, podemos notar que há uma falha na comunicação. Identifique as palavras que geraram este problema na transmissão da informação: Resposta Selecionada: a. 1º quadrinho – verbo amar; 3º quadrinho – verbo amar. Pergunta 7 Para que o processo de comunicação seja efetivo é preciso que a mensagem seja transmitida de forma clara, conforme visto ao longo da disciplina. Também foi visto que a comunicação pode acontecer de forma não verbal, ou seja, através de nossa postura corporal, por exemplo. Quando nossa fala diz algo e o nosso corpo diz outro, estamos comentendo: Resposta Selecionada: c.Incoerência. Pergunta 8 Vídeo - Link: http://onefolio.laureate.net/pt/resources/616 Observe a imagem abaixo: O vídeo traz importantes aspectos sobre a saúde da mulher e da criança. Considerando a criança, em particular, e a imagem acima concluímos que: Resposta Selecionada: Correta Garantir uma boa qualidade de vida e condições adequadas de saúde infantil assume papel importante no desenvolvimento social. Pergunta 9 Video - Link: http://onefolio.laureate.net/pt/resources/616 Segundo o vídeo Saúde de Grupos Vulneráveis: Mulheres e Crianças: Dr. Amany Refaat é importante detectar os grupos vulneráveis como mulheres e crianças PORQUE: Resposta Selecionada: Correta Eles necessitam de mais cuidado. Pergunta 10 Video - Link: http://onefolio.laureate.net/pt/resources/616 O nível educacional das mães influencia a saúde da mulher e da criança, pois Resposta Selecionada: Correta Mães com melhor educação tem acesso a melhores empregos, se isso se reflete no nível econômico pode significar também uma melhor saúde. PERGUNTA 1 Em relação ao modelo dos 7 “Cs”, elaborado pela instituição norte-americana Wellness Councils of America, analise as seguintes sentenças: I. Os comitês de saúde são grupos que permitem divisão de tarefas e responsabilidades, além de integração com outras áreas. Deste modo, os resultados na promoção de saúde e prevenção de riscos e doenças pode ser maximizado. II. A construção do plano de ações é o primeiro passo que deve ser tomado, pois sem ele não é possível organizar um grupo coeso nem ir atrás das informações necessárias para a realização do projeto. III. A criação de um ambiente de suporte garante um ambiente de trabalho saudável, permitindo a manutenção de hábitos saudáveis do grupo, demonstrando o comprometimento da empresa. IV. Para que sejam escolhidas as melhores intervenções, devem ser realizadas pesquisas de necessidades e interesses, perfil de risco da população, melhores meios de comunicação, considerando sempre público-alvo e orçamento à disposição. Estão corretas as afirmações: Resposta Correta: a. I, III e IV apenas. · Pergunta 2 Os aspectos a serem levados em conta para contribuir à promoção da saúde e prevenção de doenças segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar são: I. Capacitação profissional e qualificação das equipes de saúde. II. Aplicação das metodologias designadas pelos órgãos de saúde pública. III. Definição dos projetos terapêuticos de acordo com a população do programa. IV. Definição dos profissionais que avaliarão as ações do programa. Os itens que correspondem corretamente aos aspectos que irão contribuir para a prevenção são: Resposta Correta: I e III, apenas. · Pergunta 3 Existem diversos instrumentos de comunicação educativa, como a internet, jornais, eventos e panfletos. Em relação ao tipo de comunicação educativa "evento", analise as afirmações abaixo e a relação entre elas: I. Eventos voltados para a saúde incluem encontros como palestras, seminários, congressos e simpósios, com exposições, conversas e debates sobre assuntos relevantes para a área de saúde, estabelecendo comunicação face a face. PORQUE II. Esses encontros ocorrem apenas entre profissionais da saúde, pois o objetivo é disseminar a informação primeiramente entre os profissionais, para somente em outro momento as informações adquiridas serem transmitidas para a população. Em relação às alternativas apresentadas, podemos afirmar que: Resposta Correta: a. A afirmação II é falsa e a afirmação I é verdadeira. · Pergunta 4 Para que as ações de autocuidado sejam eficientes é necessário que também haja o contato face a face, mantendo um processo educativo e de atenção constante. Uma das ações que exemplificam a comunicação face a face é: Resposta Correta: e. Visitação à casa do paciente. · Pergunta 5 Observe a tirinha abaixo sobre os personagens Hagar e Helga: Qual foi o problema de comunicação que ocorreu no diálogo entre o casal? Resposta Correta: a.Ambiguidade. · Pergunta 6 Falhas na transmissão de uma mensagem são muito mais comuns do que podemos imaginar. Devemos estar atentos à diversos vícios de linguagem, que são comuns no nosso cotidiano. Assinale a alternativa que tem a associação correta das duas colunas abaixo: Vício de linguagem: Definição: I. Prolixidade a. usar muitas palavras, geralmente desnecessáriase que acabam dispersando o real objetivo da mensagem. II. Desconhecimento do assunto b. chamado de duplo sentido. O receptor interpreta a mensagem de forma equivocada. III. Ambiguidade c. falta de domínio sobre o que deve ser divulgado. IV. Pontuação incorreta d. provoca a falta de clareza na mensagem. Resposta Correta: d. I – a; II – c; III – b; IV – d. · Pergunta 7 A pontuação incorreta provoca a interpretação errada de muitas mensagens. Veja o exemplo abaixo: Usando o sentido literal do verbo comer, a construção da frase, da forma que está, faz com que o leitor interprete que o autor é canibal. Para que isso não aconteça é necessário a utilização de uma pontuação adequada. Assinale a opção correta: Resposta Correta: c. Vou ali comer, gente. · Pergunta 8 Título do Vídeo: Saúde de Grupos Vulneráveis: Mulheres e Crianças: Dr. Amany RefaatDuração: 3:55 Link: http://onefolio.laureate.net/pt/resources/616 Síntese do Vídeo: Dr. Amany Refaat, MD, MHPE da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Walden, analisa como mulheres e crianças precisam de mais atenção da comunidade de saúde pública. Ela diz que a pobreza e a falta de educação e acesso a cuidados de saúde adequados colocam em risco a saúde destes dois grupos. Idiomas: Vídeo em Inglês Subtítulos em Inglês, Espanhol, Português Essa linha de crédito sempre deve acompanhar o recurso: Facultada por cortesia da Rede das Laureate International Universities Observe a imagem abaixo: Fonte: <http://ebomfazerobem.blogspot.com/2010/11/associacao-saude-crianca.html>. Acesso em: 04 jul. 2018.O vídeo traz importantes aspectos sobre a saúde da mulher e da criança. Considerando a criança, em particular, e a imagem acima concluímos que: Resposta Correta: Garantir uma boa qualidade de vida e condições adequadas de saúde infantil assume papel importante no desenvolvimento social. · Pergunta 9 Título do Vídeo: Saúde de Grupos Vulneráveis: Mulheres e Crianças: Dr. Amany RefaatDuração: 3:55 Link: http://onefolio.laureate.net/pt/resources/616 Síntese do Vídeo: Dr. Amany Refaat, MD, MHPE da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Walden, analisa como mulheres e crianças precisam de mais atenção da comunidade de saúde pública. Ela diz que a pobreza e a falta de educação e acesso a cuidados de saúde adequados colocam em risco a saúde destes dois grupos. Idiomas: Vídeo em Inglês Subtítulos em Inglês, Espanhol, Português Essa linha de crédito sempre deve acompanhar o recurso: Facultada por cortesia da Rede das Laureate International Universities Refletindo sobre os temas discutidos pela Doutora Amany Refaat no vídeo e interpretando a imagem abaixo, pode-se afirmar que: Fonte: <https://estudokids.com.br/wp-content/uploads/2014/06/trabalho-infantil.jpg>. Acesso em: 04 jul. 2018. Resposta Correta: As condições socioeconômicas são um forte determinante quando se pensa na saúde infantil. · Pergunta 10 Título do Vídeo: Saúde de Grupos Vulneráveis: Mulheres e Crianças: Dr. Amany RefaatDuração: 3:55 Link: http://onefolio.laureate.net/pt/resources/616 Síntese do Vídeo: Dr. Amany Refaat, MD, MHPE da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Walden, analisa como mulheres e crianças precisam de mais atenção da comunidade de saúde pública. Ela diz que a pobreza e a falta de educação e acesso a cuidados de saúde adequados colocam em risco a saúde destes dois grupos. Idiomas: Vídeo em Inglês Subtítulos em Inglês, Espanhol, Português Essa linha de crédito sempre deve acompanhar o recurso: Facultada por cortesia da Rede das Laureate International Universities Leia a tirinha abaixo: Fonte: <http://www.espacoeducar.net/2012/07/tirinhas-da-mafalda-reflexoes-sobre.html>. Acesso em: 04 jul. 2018. Levando-se em conta que a educação em saúde é um dos principais aspectos ao se combater epidemias e o contexto exposto na tirinha, podemos afirmar que: Resposta Correta: A comunicação em saúde deve levar em consideração o nível educacional do público alvo, buscando ser a mais clara possível. 1 - Quando falamos sobre autocuidado, é essencial que seja priorizada uma comunicação interativa e humanizada entre profissional da saúde e paciente, sendo o contato face a face um dos cuidados fundamentais para estimular o paciente. Em relação ao autocuidado, avalie as seguintes afirmativas e a relação entre elas: I. O contato face a face constitui um processo educativo e de atenção constante, sendo que visitas à casa do paciente são um exemplo muito importante desta prática, quando o profissional de saúde pode identificar diversos tipos de necessidades do paciente. PORQUE II. O profissional da saúde deve estar muito atento a alguns aspectos do paciente como contexto social, nível de escolaridade e idade do paciente para que consiga se comunicar de forma mais acessível, sempre demonstrando atenção e empatia para que o paciente se sinta seguro e bem atendido. Em relação às alternativas apresentadas, podemos afirmar que: a. As afirmações I e II são verdadeiras, porém a II não é justificativa da I. 2 - Dentre os instrumentos de comunicação para a educação na área da saúde, podemos citar: a. Internet, eventos e jornais. 7 - Os cuidados com a saúde dependem de diversos fatores. O autocuidado é parte da prevenção das doenças. O papel da mídia nas ações de autocuidado é fundamental, mas devem ser levados em conta os seguintes aspectos: I. contexto social. II. localização do público. III. idade do público. IV. meio de comunicação mais acessado. Para definir a melhor forma de comunicação são importantes os itens: b. I, II, III e IV. 10 - Título do Vídeo: Saúde de Grupos Vulneráveis: Mulheres e Crianças: Dr. Amany RefaatDuração: 3:55 Link: http://onefolio.laureate.net/pt/resources/616 Síntese do Vídeo: Dr. Amany Refaat, MD, MHPE da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Walden, analisa como mulheres e crianças precisam de mais atenção da comunidade de saúde pública. Ela diz que a pobreza e a falta de educação e acesso a cuidados de saúde adequados colocam em risco a saúde destes dois grupos. Idiomas: Vídeo em Inglês Subtítulos em Inglês, Espanhol, Português Essa linha de crédito sempre deve acompanhar o recurso: Facultada por cortesia da Rede das Laureate International Universities Leia o texto abaixo: Proporcionar autonomia à mulher na tomada de decisões quanto a sua própria saúde e entender o que se passa em cada momento peculiar de sua vida, constitui-se um desafio, bem como uma responsabilidade dos profissionais de saúde em todos os âmbitos da sua atuação. Sendo que, torna-se necessário maior preocupação com a atualização e capacitação dos profissionais, de forma a proporcionar uma assistência qualificada, refletindo no preparo oferecido à mulher, inclusive no autocuidado, possibilitando à mesma adaptar-se a cada fase e enfrentar suas peculiaridades. Adaptado de: CEOLIN, R. et al. Educação em saúde como ferramenta para uma atenção integral à saúde da mulher: uma reflexão teórica. Revista de Enfermagem, v. 4, n. 4 e 5, p. 127-137, 2008. Levando em conta as informações do vídeo Saúde de Grupos Vulneráveis: Mulheres e Crianças: Dr. Amany Refaat e o texto acima pode-se concluir que: Atender o público feminino depende tanto do acesso a essas pessoas quanto do treinamento adequado do profissional de saúde. Temas Contemporâneos em Psicologia Atividade A1 Atividade A2 PERGUNTA 1 1. A maneira como compreendemos cada arranjo familiar determina a atuação profissional em relação à criança e a este sistema ao qual ela está inserida. É importante considerar que cada família tem a sua própria cultura, dentro de contextos diversos e muitas vezes incompreensíveis aos olhos de quem vê de fora. Nestas novas configurações surge o espaço para a diversidade e a interação entre várias etnias, religiões e culturas. As relações de gênerose reconfiguraram e as funções não são mais predefinidas. Os processos de separação, divórcio e novas reconstruções familiares vem permitindo inúmeras possibilidades de convivência, como um mosaico de relações que se estabelecem no decorrer da vida. Nos séculos anteriores a expectativa de vida era menor, as pessoas viviam menos tempo. Atualmente, com um período de vida maior a possibilidade de novas configurações ao longo deste percurso é maior. As pessoas trocam de parceiros com maior fluidez, realizam um segundo curso de formação, mudam de profissão. Os modos de vida deixaram de ser estáticos e pré-moldados para assumirem um funcionamento dinâmico. De acordo com o estudo sobre as estruturas familiares assinale V para verdadeiro e F para falso: ( ) Uma família apenas se constitui a partir de laços conjugais. ( ) Famílias recompostas são aquelas nas quais um dos membros do casal ou os dois têm filhos de relacionamentos anteriores. Nestas configurações todos possuem laços consanguíneos. ( ) Com a independência financeira da mulher, a família passou por novas e grandes transformações. ( ) Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parente próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. Está correta a sequência descrita na alternativa: a) F, F, V, V. b) F, V, F, F. c) V, F, V, V. d) V, F, V, F. e) V, V, F, V. Resposta Correta: a) F,F,V,V. PERGUNTA 2 1. “O Almeidinha gosta também de se posicionar sobre os assuntos que causam comoção. Para ele, a atual onda de violência em São Paulo só acontece porque os pobres, para ele potenciais criminosos (seja assassino ou ladrão de galinha) têm direitos demais. O Almeidinha tem um lema: “Direitos Humanos para Humanos Direitos”. Aliás, é ouvir essa expressão, que ele não sabe definir muito bem, e o Almeidinha boa praça e inofensivo da vizinhança se transforma. “Lógica da criminalidade”, “superlotação de presídios”, “sindicato do crime”, “enfrentamento”, “uso excessivo da força”, para ele, é conversa de intelectual. E se tem uma coisa que o Almeidinha detesta mais que o Lula ou o Mano Menezes (sempre nesta ordem) é intelectual. O Almeidinha tem pavor. Tivesse duas bombas eram dois endereços certos: a favela e a USP. A favela porque ele acredita no governador Sergio Cabral quando ele fala em fábrica de marginais. A USP porque está cansado de trabalhar para pagar a conta de gente que não tem nada a fazer a não ser promover greves, invasões, protestos e espalhar palavras difíceis. O Almeidinha vota no primeiro candidato que propuser esterilizar a fábrica de marginal e a construção de um estacionamento no lugar da universidade pública”. Fonte: PICHONELLI, M. Direitos humanos para humanos direitos. Publicado por Carta Capital em 08/11/2012 16h23. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/direitos-humanos-para-humanos-direitos, acesso em 12/04/2018. Suponha que você seja amigo de Almeidinha e esteja conversando com ele sobre as definições de direitos. Considere as assertivas abaixo sobre o tema. I. A noção de cidadania está atrelada à noção de direitos humanos, definida pela Declaração do Homem e do Cidadão na França, em 1789. Isso significa que estamos falando de direitos universais, independentes dos países ou territórios. II. Os direitos humanos constituem resultado de reinvindicações pelos direitos da burguesia em também possuir propriedade privada e ter garantia nisso, ainda que estivesse submetida às leis do monarca. III. A proteção e a promoção dos direitos humanos são critérios para que se possa identificar uma democracia, ou até mesmo avaliar quão democrático é um sistema político, ou uma sociedade. IV. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi um reconhecimento das grandes potências de que o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que trouxeram diversas atrocidades à Humanidade. É certo o que se afirma em: a) I, II, III e IV. b) Apenas IV. c) I, III e IV. d) II, III e IV e) I, II e III Resosta Correta: c) I, III e IV PERGUNTA 3 1. “Ana, sexo feminino, 6 anos, branca, estudante do primeiro ano do ensino fundamental de uma escola pública, buscou atendimento psicológico por iniciativa dos pais, os quais apresentaram as seguintes queixas: agressividade, falta de limites, agitação e TDAH diagnosticado previamente por um médico neurologista. Segundo os pais, a procura por apoio profissional, tanto médico quanto psicológico, foi motivada por constantes reclamações da escola (professores, coordenadora e diretora) sobre o comportamento da filha. [...] Ana toma Ritalina duas vezes ao dia, receitada por um médico neurologista indicado pela escola. O psicofármaco foi prescrito logo na primeira visita ao médico, tendo o diagnóstico se pautado essencialmente no diálogo com os pais. [...] Em termos culturais, foi verificada dominância masculina na hierarquia familiar, assim como crenças parentais na punição física e verbal (gritos) como forma de educar e controlar os comportamentos da filha.Quanto à vida escolar, Ana é aluna do primeiro ano do ensino fundamental de uma escola municipal; frequenta aulas no período da manhã; é pontual e assídua, faltando apenas em circunstâncias especiais. [...] A professora de Ana a relata como uma criança agitada, indisciplinada, ocasionalmente agressiva com os colegas e com dificuldades no cumprimento de tarefas, em acatar ordens e respeitar regras. Por outro lado, afirma que, apesar de tais características, é uma criança muito dócil, sincera, meiga e inteligente, equiparando seu comportamento a de um adulto em termos de linguagem, raciocínio e comunicação. Fonte: PEREIRA, I. S. A.; SILVALL, J. C. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade à luz de uma abordagem crítica: um estudo de caso. Psicol. rev. (Belo Horizonte) vol.17 no.1 Belo Horizonte abr. 2011. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. A situação acima ressalta a reflexão proposta em relação à terceirização dos cuidados da criança. Situação que leva ao aumento da incidência de discursos técnicos e de especialistas sobre a criança. PORQUE II. Tal determinação configura como atribuição do Psicólogo Escolar articular conhecimentos psicológicos nas atividades escolares por meio de análises e intervenções. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. a. a) As asserções I e II são proposições falsas. b. b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. . c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. d. d) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. e. e) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. Resposta Correta: b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. PERGUNTA 4 1. “Um juiz federal do Distrito Federal autorizou, em caráter liminar, que psicólogos possam atender eventuais pacientes que busquem terapia para reorientação sexual. A decisão atendeu a uma ação de três psicólogos que pediam a suspensão de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que estabelece como os profissionais da área devem atuar nos casos que envolvam a orientação sexual de pacientes. O conselho irá recorrer da decisão. (...) Para os autores da ação popular que questiona a resolução, a iniciativa do CFP impede os psicólogos não só de atender eventuais pacientes que procurem ajuda para tentar reverter sentimentos ou comportamentos que lhes provoquem desconfortos ou transtornos, como de desenvolver estudos científicos sobre a possível reversibilidade de práticas homoeróticas, restringido a liberdade de pesquisa dos profissionais. A partir das informações fornecidas pelas partes, o juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, acatou parcialmente o pedido dos críticos da resolução. Sem suspenderos efeitos gerais da regulamentação do conselho, o magistrado determinou que deve ser facultado aos profissionais interessados a possibilidade de pesquisar o tema ou atender os pacientes que os procurarem buscando a chamada reorientação sexual”. Fonte: RODRIGUES, A. Justiça autoriza psicólogos a oferecer terapia de reorientação sexual. Publicado pela Agência Brasil em 18/09/2017, Brasília – DF. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-09/justica-autoriza-psicologos-oferecer-terapia-de-reorientacao-sexual, acesso em 26/02/2018. Após a divulgação de tal decisão, imagine-se um psicólogo clínico que recebe em seu consultório um paciente homossexual que a principal queixa seja o sofrimento e tristeza que sua orientação lhe causa. Qual ações você poderia tomar que atendesse as resoluções éticas da sua profissão? a. a) Utilizar-se de técnicas e procedimentos terapêuticos que ajudem o paciente a aprender a lidar com a própria identidade sexual em meio a um ambiente hostil, refletindo sobre a heteronormatividade, bem como, que a sexualidade faz parte da identidade de cada sujeito e, por isso, práticas homossexuais não constituem doença, distúrbio ou perversão. b. b) Utilizar-se de técnicas e procedimentos terapêuticos para tornar aversivos estímulos homoeróticos por meio do pareamento de consequências negativas, como indução à náusea ou eletrochoque diante de apresentação de cenas homoafetivas, como forma de inibir este desejo proporcionando diminuição do sofrimento do paciente. c. c) Utilizar-se de técnicas e procedimentos terapêuticos que promovam reflexão sobre o processo de opção sexual, refletindo se a escolha foi influenciada por coerção do grupo de amigos, colegas, ou mesmo uma forma de chamar a d) atenção da sociedade, de forma que o paciente pudesse rever sua orientação sexual de forma mais autônoma e consciente. d. e) Utilizar-se de técnicas e procedimentos terapêuticos que pudessem resgatar se a causa da homossexualidade do paciente estaria ligada a algum trauma infantil, como uma mãe dominadora, ou abuso sexual, de modo, que ao tratar tal conflito, o paciente pudesse rever sua orientação sexual de forma mais autônoma e consciente. e. f) Não oferecer tratamento ou ajuda psicoterápicas a homossexuais, uma vez que o Art. 2° da Resolução CFP nº 01/1999 proíbe o atendimento psicoterápico a essa população, uma vez que os psicólogos não deverão contribuir com o preconceito discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas. Resposta Correta: a) Utilizar-se de técnicas e procedimentos terapêuticos que ajudem o paciente a aprender a lidar com a própria identidade sexual em meio a um ambiente hostil, refletindo sobre a heteronormatividade, bem como, que a sexualidade faz parte da identidade de cada sujeito e, por isso, práticas homossexuais não constituem doença, distúrbio ou perversão. PERGUNTA 5 1. “O psicólogo escolar como mediador, deve ter competências e habilidades interpessoais imprescindíveis para desenvolver um trabalho eficaz e manter boas relações com os demais profissionais que contribuem para o processo de inclusão de pessoas com necessidades especiais. Também faz parte da função desse mediador, saber respeitar e compreender as dificuldades de todos, ter disponibilidade para aprender, ser flexível para se adequar à dinâmica do âmbito escolar que estará se inserindo”. Fonte: PEGO, V. O. R.; DIAS, A. M. S.; MORAIS, R. R. S.; PEIXOTO, S. P. L. O psicólogo escolar como mediador no processo educacional inclusivo. Cadernos de graduação - Ciências humanas e sociais: Maceió, v. 2, n.2, Nov., 2014. p. 185-198. Disponível em: < https://periodicos.set.edu.br/index.php/fitshumanas/article/viewFile/1865/1071>. Acesso em 03 de dez. de 2017. Com base em uma perspectiva crítica, analise as afirmativas sobre as possibilidades de atuação do psicólogo, assinale V para verdadeiro e F para falso: ( ) Atuação com a equipe pedagógica, visando evitar o estigma dos alunos com dificuldades, por meio da integração de informações (oriundas da família, pares e comunidade) sobre o desenvolvimento das crianças e sobre os eventos que as influenciam, buscando uma aproximação com as famílias. ( ) Atuação com as famílias, propondo reflexões sobre as dificuldades enfrentadas pelos filhos, criando estratégias para possibilitar o sucesso da criança. Para tanto, o psicólogo precisa investigar condições de vulnerabilidade dessa família que, por sua vez, afetam o desenvolvimento da criança e fazer a devida contextualização à dinâmica escolar. ( ) Atuação no processo educativo, garantindo que as singularidades das crianças sejam levadas em consideração na efetivação do trabalho pedagógico, por meio das ações já expostas e também pela integração com as redes de apoio e de assistência. ( ) Atuação com a rede, secretaria de saúde, assistência e segurança pública, por meio da disseminação de informações sobre a família e a criança que possam ser relevantes para o enquadramento da família nestes serviços ou para solução de desvios à lei. Agora assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: a. a) F – V – V – V. b. b) F – F – V – F. c. c) V – V – F – F. d. d) V – V – V – F. e. e) V – V – V – V. Resposta Correta: d) V - V - V- F. PERGUNTA 6 1. O excesso de cuidados não é saudável da mesma forma que a ausência parcial ou total também serão nocivas ao desenvolvimento da criança. De acordo com Winnicott (1971), o ambiente facilitador é essencial para o desenvolvimento da criança. É neste espaço físico e emocional que a criança se constituirá como indivíduo dotado de desejos, percepções e outras subjetividades. É a partir dos cuidados maternos iniciais que a criança se constituirá como sujeito. A ação materna inicial é composta por três funções básicas, o holding, o handling e a apresentação do objeto. O primeiro, o holding, é a capacidade da mãe de sustentar, acolher o bebê em seu colo, físico e psíquico, permitindo que esta criança se sinta segura. O handling diz respeito ao manuseio da criança, são os cuidados com o corpo e no reconhecimento simbólico deste corpo. E a terceira função que é a apresentação do objeto, ou seja, a mãe será responsável pelo intermédio da relação do bebê com o ambiente. Irá apresentar os elementos mundo a ele. Fonte: WINNICOTT, D. W. A criança e seu mundo. Rio de Janeiro, Zahar, 1971. De acordo com as ideias de Winnicott I – Os fenômenos familiares, subjetivos e culturais em constante transformação, exercem forte papel na formação da criança. II – As instituições educacionais têm um importante papel na formação social da criança. III – A escola contempla todas as necessidades de formação de uma criança. IV – O Psicólogo deve utilizar recursos e técnicas de sua ciência sem considerar contextos familiares, afinal as teorias são aplicáveis a todos. É correto o que se afirma em: a. a) II, III e IV apenas. b. b) I, III e IV apenas. c. c) I e II apenas. d. d) I, II e III apenas. e. e) II e IV apenas. Resposta Correta: c) I e II apenas. PERGUNTA 7 1. “No último domingo (11), uma ação policial expulsou os usuários de crack que se aglomeravam na Praça Princesa Isabel, uma região central da cidade de São Paulo. Àquela altura, pelas contas da Guarda Civil Metropolitana, eles eram quase 600. A dispersão durou pouco. Horas depois, quando a prefeitura terminara a limpeza da praça – e mandara para o lixo as barracas de lona e móveis precários que tomavam o lugar –, seus ocupantes voltaram. A ação do último domingo é um novo capítulo de um debate que se tornou incômodo para a administração João Doria. Em maio, uma primeira ação na região acabara de modo dramático, com a dispersão dos dependentes para a Praça Princesa Isabel e com demolições de construções na região que deixaram feridos. Dória chegou a dizer que a cracolândia tinha acabado. Estava enganado. A atuação da prefeitura foi criticada mesmo por membros do PSDB, o partido do prefeito.Depois da primeira ação, em maio, a secretária de Direitos Humanos da prefeitura pediu demissão do cargo. O embate opõe duas visões sobre como tratar a questão das drogas no país. Há evidências de que a internação compulsória é mais eficiente que a redução de danos (a ideia que orientava o programa de saúde da gestão anterior)?” Fonte: CISCATI, R.; BUSCATO, M. Cracolândia: internar à força resolve? Publicado por Época em 14/06/2017, às 16h24, atualizado em 15/06/2017 às 17h46. Disponível em: https://epoca.globo.com/saude/check-up/noticia/2017/06/cracolandia-internar-forca-resolve.html, acesso em 31/05/2018. Caso você estivesse atuando como um profissional da psicologia, de acordo com as referências técnicas para a atuação de psicólogas (os) em políticas públicas de álcool e outras drogas, considere as assertivas abaixo: I. Caso não encontrassem um membro da família que pudesse se responsabilizar pela pessoa, você persuadiria os usuários a serem internados. Nos casos de recusa, você faria a internação de modo compulsório, em função desta ser a melhor alternativa em caso de usuários em situação de rua. II. Você buscaria colocar em prática ações que evidenciassem que qualquer uso de substância lícita ou ilícita é patológica e deve ser alvo da saúde pública, evitando, dessa forma, a estigmatização dos/as usuários/as e recomendando a internação em qualquer situação de drogadição. III. Proporia para um processo de recuperação mais efetivo de usuários de álcool e drogas internados, a criação de alternativas inovadoras no cuidado, por exemplo a indução à convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas e religiosas que possam promover maior adesão da pessoa ao tratamento. IV. Ponderaria em suas ações à igualdade de direitos de acesso à saúde, preconizada nas atuais legislações; levando ainda em consideração a diversidade das origens dos adoecimentos e das situações enfrentadas pelos usuários e, por fim, as singularidades das vivências e das histórias individuais, entendendo a necessidade de ações que levem em conta tais idiossincrasias. É correto o que se afirma em: a) I e IV. b) II, III e IV. c) I, II, III e IV d) I, II e III e) Apenas a IV Resposta Correta: d) Apenas IV PERGUNTA 8 1. “Maria Luiza Marcílio (1998) descreve que o início da proteção à criança abandonada no Brasil surgiu no período colonial. A responsabilidade por esses cuidados era das Câmaras Municipais, que por meio de convênios, delegavam serviços especiais de proteção à criança a outras instituições, sobretudo às Santas Casas de Misericórdia. Não diferentemente da situação indígena, os filhos de escravos negros também engrossavam a população de crianças órfãs e abandonadas, principalmente após a Lei do entre Livre. A escravidão no Brasil teve três grandes marcos: a Lei do Ventre Livre, a do Sexagenário e a da Abolição. A lei do Ventre Livre determinou que crianças, filhas de escravos, tornar-se-iam pessoas livres após a maioridade, no entanto, permaneceriam sob a guarda dos senhores de engenho até completarem dezoito anos. Neste período, comumente, esses filhos de escravos eram abandonados e acabavam acolhidos em instituições de caridade. Após a Abolição da escravatura, a miséria e a pobreza alimentaram este grupo de crianças institucionalizadas.” Fonte: ALMEIDA, T. L. Hupomnêmata: registro de histórias de vida de adolescentes em acolhimento institucional como escrita de si. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas-Unicamp, Campinas, 2011. Analise as seguintes sentenças: I - No Brasil, as primeiras creches, asilos e orfanatos foram criados com caráter assistencialista. II - O objetivo de auxiliar as mulheres que trabalhavam fora de casa e as viúvas desamparadas. III – As câmaras municipais se encarregavam pela profissionalização nessa área. IV – Desde o início, as instituições eram utilizadas por todos os tipos de famílias, por se tratar de um recurso que auxiliava as mulheres que trabalhavam fora de casa. É correto o que se afirma em: a) I, II e III b) II, III e IV c) I, III e IV d) I e II e) II e IV Resposta Correta: d) I e II PERGUNTA 9 1. Observe a imagem abaixo: Fonte: MADEIRO, C. IBGE: Guarda compartilhada de filhos dobra em 2011, mas ainda representa só 5,4% do total. Publicado pelo portal UOL, em Maceió em 17/12/2012. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/12/17/ibge-guarda-compartilhada-de-filhos-dobra-em-2011-mas-ainda-representa-so-54-do-total.htm, acesso em 31/05/2018. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. Pode-se supor, com base na pesquisa do IBGE, que a Justiça brasileira ainda supõe que a mãe deve ser a responsável prioritária pela criação dos filhos. Em função do instinto materno, podemos supor que a mulher seja naturalmente mais preparada que o homem para exercer esse papel. PORQUE II. O gênero é uma espécie de imitação persistente, que passa como real. Ou seja, a repetição de atos, gestos, discursos, de modo estilizado, que produz esse efeito e a crença na existência essencial dos gêneros. É dessa maneira que os corpos adquirem aparências de gêneros. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. a. a) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. b. b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. c. c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. d. d) As asserções I e II são proposições falsas. e. e) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. Resposta Correta: a) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. PERGUNTA 10 1. De acordo com Azevedo e Guerra (1989) a omissão em termos de prover as necessidades físicas e emocionais de crianças ou adolescentes configura-se quando os pais (ou responsáveis) falham em termos de alimentar, de vestir adequadamente seus filhos etc.., e quando tal falha não é resultado de condições de vida além de seu controle. Fonte: AZEVEDO, M.A.; GUERRA, V.N.A. Crianças Vitimizadas: a síndrome do pequeno poder. São Paulo: Iglu, 1989. A falta de cuidados ou a incapacidade da família em prover os cuidados básicos necessários à uma criança pode ser considerada como omissão ou até negligência como previsto na legislação brasileira. A partir desta premissa, considere as seguintes afirmativas: I – A negligência pode ocorrer afetivamente, quando a criança não é atendida em suas necessidades emocionais. II – Quando a família estabelece um alto grau de expectativa em relação ao desempenho da criança. III – Pode ocorrer por falta de encaminhamento da criança à escola. Estão corretas as afirmativas descritas na alternativa: a) I e III apenas. b) I, II e III. c) I e II apenas. d) III apenas. e) II e III apenas. Resposta Correta: I e III apenas. · Pergunta 1 Na compreensão da psicanalista Elisabeth Roudinesco (2003), a família tem sido a cada vez reinventada sobre novas bases. A autora levanta o paradoxo de que a família se encontra atualmente em “desordem”, porém ela segue sendo “amada, sonhada e desejada por homens, mulheres e crianças de todas as idades, de todas as orientações sexuais e de todas as condições”, tornando-se a única importância com garantia de proteção ao qual ninguém quer abrir mão. (Roudinesco 2003, p. 198). Fonte: FELIPPI, G.; ITAQUI, L. G.. Transformações dos Laços Vinculares na Família: Uma Perspectiva Psicanalítica http://pepsic.bvsalud.org/pdf/penf/v19n1/v19n1a09.pdf. Acesso em 24 de ago de 2018. Roudinesco apresenta três períodos na evolução da família, de acordo com as ideias da autora assinale V para verdadeiro e F para falso: ( ) A família contemporânea era considerada uma célula estável e submetida a uma autoridade patriarcal, assegurava a transmissão de um patrimônio; ( ) A família moderna, valoriza a divisão do trabalho entre os cônjuges, apontando para uma divisão de tarefas; ( ) A família moderna une doisindivíduos em busca de realização. ( ) Com a família contemporânea a transmissão da autoridade vai se tornando cada vez mais frágil, o que impulsiona o aumento no número de divórcios, separações e recomposições conjugais. ( ) O momento no qual passa a prevalecer a democracia como aspecto central dos laços conjugais é no surgimento da família moderna. Resposta Correta: a. F, V, F, V, F. Feedback da resposta: A família tradicional, considerada uma célula estável e submetida a uma autoridade patriarcal, assegurava a transmissão de um patrimônio; A família moderna, que aparece entre o fim do século XVIII e início do XX, representando uma ruptura com o modelo tradicional de família ao apontar a reciprocidade dos sentimentos. Esse modelo valoriza a divisão do trabalho entre os cônjuges, apontando para uma divisão de tarefas. “A atribuição da autoridade torna-se, então, motivo de uma divisão incessante entre o Estado e os pais, de um lado, e entre os pais e as mães, de outro” (ROUDINESCO, 2003, p. 19); A família contemporânea, que aparece em meados dos anos 1960 e une dois indivíduos em busca de realização. Nesse período, a transmissão da autoridade vai se tornando cada vez mais frágil, o que impulsiona o aumento no número de divórcios, separações e recomposições conjugais. Nesse momento, passa a prevalecer a democracia como aspecto central dos laços conjugais. · Pergunta 2 “Maria Luiza Marcílio (1998) descreve que o início da proteção à criança abandonada no Brasil surgiu no período colonial. A responsabilidade por esses cuidados era das Câmaras Municipais, que por meio de convênios, delegavam serviços especiais de proteção à criança a outras instituições, sobretudo às Santas Casas de Misericórdia. Não diferentemente da situação indígena, os filhos de escravos negros também engrossavam a população de crianças órfãs e abandonadas, principalmente após a Lei do entre Livre. A escravidão no Brasil teve três grandes marcos: a Lei do Ventre Livre, a do Sexagenário e a da Abolição. A lei do Ventre Livre determinou que crianças, filhas de escravos, tornar-se-iam pessoas livres após a maioridade, no entanto, permaneceriam sob a guarda dos senhores de engenho até completarem dezoito anos. Neste período, comumente, esses filhos de escravos eram abandonados e acabavam acolhidos em instituições de caridade. Após a Abolição da escravatura, a miséria e a pobreza alimentaram este grupo de crianças institucionalizadas.” Fonte: ALMEIDA, T. L. Hupomnêmata: registro de histórias de vida de adolescentes em acolhimento institucional como escrita de si. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas-Unicamp, Campinas, 2011. Analise as seguintes sentenças: I - No Brasil, as primeiras creches, asilos e orfanatos foram criados com caráter assistencialista. II - O objetivo de auxiliar as mulheres que trabalhavam fora de casa e as viúvas desamparadas. III – As câmaras municipais se encarregavam pela profissionalização nessa área. IV – Desde o início, as instituições eram utilizadas por todos os tipos de famílias, por se tratar de um recurso que auxiliava as mulheres que trabalhavam fora de casa. É correto o que se afirma em: Resposta Correta: c.I e II. Feedback da resposta: Paschoal e Machado (2009) apontam que no Brasil, diferentemente de países Europeus, as primeiras creches, asilos e orfanatos foram criados com caráter assistencialista, com o objetivo de auxiliar as mulheres que trabalhavam fora de casa e as viúvas desamparadas. Não havia profissionalização nessa área e o uso desse recurso era visto com desconfiança. Famílias com condições socioeconômicas mais favoráveis inicialmente não usavam esse recurso, pois mantinham a estrutura de patriarcado, em que a mulher permanece no lar (WAGNER; VIEIRA; MACIEL, 2017, p. 83). · Pergunta 3 “No último domingo (11), uma ação policial expulsou os usuários de crack que se aglomeravam na Praça Princesa Isabel, uma região central da cidade de São Paulo. Àquela altura, pelas contas da Guarda Civil Metropolitana, eles eram quase 600. A dispersão durou pouco. Horas depois, quando a prefeitura terminara a limpeza da praça – e mandara para o lixo as barracas de lona e móveis precários que tomavam o lugar –, seus ocupantes voltaram. A ação do último domingo é um novo capítulo de um debate que se tornou incômodo para a administração João Doria. Em maio, uma primeira ação na região acabara de modo dramático, com a dispersão dos dependentes para a Praça Princesa Isabel e com demolições de construções na região que deixaram feridos. Dória chegou a dizer que a cracolândia tinha acabado. Estava enganado. A atuação da prefeitura foi criticada mesmo por membros do PSDB, o partido do prefeito. Depois da primeira ação, em maio, a secretária de Direitos Humanos da prefeitura pediu demissão do cargo. O embate opõe duas visões sobre como tratar a questão das drogas no país. Há evidências de que a internação compulsória é mais eficiente que a redução de danos (a ideia que orientava o programa de saúde da gestão anterior)?” Fonte: CISCATI, R.; BUSCATO, M. Cracolândia: internar à força resolve? Publicado por Época em 14/06/2017, às 16h24, atualizado em 15/06/2017 às 17h46. Disponível em: https://epoca.globo.com/saude/check-up/noticia/2017/06/cracolandia-internar-forca-resolve.html, acesso em 31/05/2018. Caso você estivesse atuando como um profissional da psicologia, de acordo com as referências técnicas para a atuação de psicólogas (os) em políticas públicas de álcool e outras drogas, considere as assertivas abaixo: I. Caso não encontrassem um membro da família que pudesse se responsabilizar pela pessoa, você persuadiria os usuários a serem internados. Nos casos de recusa, você faria a internação de modo compulsório, em função desta ser a melhor alternativa em caso de usuários em situação de rua. II. Você buscaria colocar em prática ações que evidenciassem que qualquer uso de substância lícita ou ilícita é patológica e deve ser alvo da saúde pública, evitando, dessa forma, a estigmatização dos/as usuários/as e recomendando a internação em qualquer situação de drogadição. III. Proporia para um processo de recuperação mais efetivo de usuários de álcool e drogas internados, a criação de alternativas inovadoras no cuidado, por exemplo a indução à convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas e religiosas que possam promover maior adesão da pessoa ao tratamento. IV. Ponderaria em suas ações à igualdade de direitos de acesso à saúde, preconizada nas atuais legislações; levando ainda em consideração a diversidade das origens dos adoecimentos e das situações enfrentadas pelos usuários e, por fim, as singularidades das vivências e das histórias individuais, entendendo a necessidade de ações que levem em conta tais idiossincrasias. É correto o que se afirma em: Resposta Correta: b. Apenas IV. Feedback da resposta: criar alternativas inovadoras de cuidado ao usuário exige um conhecimento aprofundado de sua história de vida, dos gatilhos determinantes de sua entrada e imersão no uso abusivo de drogas, de suas relações familiares, das relações que estabelece com seus pares e com as demais pessoas que integram seu mundo, das relações com sua comunidade de origem e das relações com a sociedade em geral. [...] Muitas instituições voltadas para os casos de abuso e dependência das substâncias psicoativas incentivam práticas de imposição de credo como recurso de tratamento para atingir a abstinência. Esse tipo de prática social, no entanto, é incompatível não só com o Código de Ética da (o) psicóloga (o), mas também com os princípios das políticas públicas e o caráter republicano e laico do Estado brasileiro.As atuais ações de “recolhimento compulsório” da população em situação de rua, apresentados na mídia como usuários de crack, e a banalização das internações compulsórias ou involuntárias de crianças e adolescentes em diversas cidades brasileiras, evidenciamum grave retrocesso para as políticas públicas, tão arduamente conquistadas e que apostam na integralidade do cuidado e na intersetorialidade das ações para as pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. As (os) psicólogas (os), então, na sua atuação, podem colaborar para desnaturalizar as práticas de violência e de tutela que historicamente foram associadas às pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. [...]As substâncias psicoativas, principalmente as consideradas ilícitas, são usualmente associadas à violência, criminalidade, doença e à morte. Muitas das práticas sociais relacionadas com as drogas não podem, no entanto, ser consideradas “abusivas” ou mesmo “compulsivas”. Esses conceitos que remetem ao quadro das chamadas “toxicomanias” ou da “dependência química” são parte de uma parcela pequena comparada aos usos controlados e ocasionais dessas substâncias. Certamente, os usos considerados danosos e prejudiciais necessitam de cuidados, mas não se pode confundir de modo deliberado e reduzir os variados modos de relação com as substâncias psicoativas à compulsão e à “dependência física ou psíquica” (NERY FILHO, 2009).Fonte: CFP - Conselho Federal de Psicologia. Referências Técnicas para a Atuação de Psicólogas/os em Políticas Públicas de Álcool e Outras Drogas/. Conselho Federal de Psicologia, - Brasília: CFP, 2013. 88p. Disponível em: http://crepop.pol.org.br/wp-content/uploads/2013/12/CREPOP_REFERENCIAS_ALCOOL_E_DROGAS_FINAL_10.01.131.pdf, acesso em 31/05/2018. · Pergunta 4 “O Almeidinha gosta também de se posicionar sobre os assuntos que causam comoção. Para ele, a atual onda de violência em São Paulo só acontece porque os pobres, para ele potenciais criminosos (seja assassino ou ladrão de galinha) têm direitos demais. O Almeidinha tem um lema: “Direitos Humanos para Humanos Direitos”. Aliás, é ouvir essa expressão, que ele não sabe definir muito bem, e o Almeidinha boa praça e inofensivo da vizinhança se transforma. “Lógica da criminalidade”, “superlotação de presídios”, “sindicato do crime”, “enfrentamento”, “uso excessivo da força”, para ele, é conversa de intelectual. E se tem uma coisa que o Almeidinha detesta mais que o Lula ou o Mano Menezes (sempre nesta ordem) é intelectual. O Almeidinha tem pavor. Tivesse duas bombas eram dois endereços certos: a favela e a USP. A favela porque ele acredita no governador Sergio Cabral quando ele fala em fábrica de marginais. A USP porque está cansado de trabalhar para pagar a conta de gente que não tem nada a fazer a não ser promover greves, invasões, protestos e espalhar palavras difíceis. O Almeidinha vota no primeiro candidato que propuser esterilizar a fábrica de marginal e a construção de um estacionamento no lugar da universidade pública”. Fonte: PICHONELLI, M. Direitos humanos para humanos direitos. Publicado por Carta Capital em 08/11/2012 16h23. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/direitos-humanos-para-humanos-direitos, acesso em 12/04/2018. Suponha que você seja amigo de Almeidinha e esteja conversando com ele sobre as definições de direitos. Considere as assertivas abaixo sobre o tema. I. A noção de cidadania está atrelada à noção de direitos humanos, definida pela Declaração do Homem e do Cidadão na França, em 1789. Isso significa que estamos falando de direitos universais, independentes dos países ou territórios. II. Os direitos humanos constituem resultado de reinvindicações pelos direitos da burguesia em também possuir propriedade privada e ter garantia nisso, ainda que estivesse submetida às leis do monarca. III. A proteção e a promoção dos direitos humanos são critérios para que se possa identificar uma democracia, ou até mesmo avaliar quão democrático é um sistema político, ou uma sociedade. IV. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi um reconhecimento das grandes potências de que o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que trouxeram diversas atrocidades à Humanidade. É certo o que se afirma em: Resposta Correta: a. I, III e IV. Feedback da resposta: A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi promulgada em 1948, após a II Grande Guerra Mundial, no período da criação da Organização das Nações Unidas. Os Estados Unidos da América, junto aos demais países do mundo, assinaram o documento reconhecendo que “o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade”. Declaravam buscar um “mundo em que todos gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade” (DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, 2009, p. 2). (...) Os princípios desses direitos decorrem da adesão teórica e concreta dos países democráticos a outras declarações como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, inspirada nos princípios da revolução francesa e nos princípios libertários formulados pelos filósofos iluministas do século XVIII europeu (PATTO, 2003). Nesse período, os países democráticos aderiram aos princípios das liberdades individuais, ou direitos civis, consagrados em várias declarações e constituições de diversos países. No século XIX e meados do século XX, esses mesmos países aderiram aos direitos sociais, ligados ao mundo do trabalho, como o direito ao salário, jornada fixa, seguridade social, férias, previdência, etc. (BENEVIDES, 2007). O caráter histórico dos Direitos Humanos é exatamente o que justifica a necessidade de sua existência. Hoje, a defesa, a proteção e a promoção de tais direitos são critérios para que se possa identificar uma democracia, ou até mesmo avaliar quão democrático é um sistema político, ou uma sociedade (SILVEIRA, 2007). · Pergunta 5 Observe a imagem abaixo: Fonte: MADEIRO, C. IBGE: Guarda compartilhada de filhos dobra em 2011, mas ainda representa só 5,4% do total. Publicado pelo portal UOL, em Maceió em 17/12/2012. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/12/17/ibge-guarda-compartilhada-de-filhos-dobra-em-2011-mas-ainda-representa-so-54-do-total.htm, acesso em 31/05/2018. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. Pode-se supor, com base na pesquisa do IBGE, que a Justiça brasileira ainda supõe que a mãe deve ser a responsável prioritária pela criação dos filhos. Em função do instinto materno, podemos supor que a mulher seja naturalmente mais preparada que o homem para exercer esse papel. PORQUE II. O gênero é uma espécie de imitação persistente, que passa como real. Ou seja, a repetição de atos, gestos, discursos, de modo estilizado, que produz esse efeito e a crença na existência essencial dos gêneros. É dessa maneira que os corpos adquirem aparências de gêneros. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Resposta Correta: e. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. Feedback da resposta: A partir do momento que o gênero passa a ser compreendido como independente do sexo, ele se torna um artifício provisório (BUTLER, 2003). Nessa perspectiva, é a repetição de atos, gestos, discursos, de modo estilizado, que produz esse efeito e a crença na existência essencial dos gêneros. É dessa maneira que os corpos adquirem aparências de gêneros. “A repetição imitativa pode ocorrer como paródia, como citação ou como iteração, organizando atos performativos que criam a ilusão de substância, unidade, coerência e identidade” (DUNKER, 2017, p. 3). Como afirma Butler (2003, p. 28), “gênero é uma espécie de imitação persistente, que passa como real”. Veremos a seguir como se constituíram as diferentes categorias de identidade de gênero no contexto brasileiro. · Pergunta 6 “O homem não se considera criminoso, porque ainda existe a cultura do ‘um tapinha não dói’. Muitas vezes a mulher tem a ilusão de que o homem não vai fazer de novo, porque ele aparece com flores e bombons, porém, logo o ciclo da violênciarecomeça e segue por anos. Isso sem falar dos ex-maridos, que não se conformam com o fato de terem sido deixados. Existe também o problema da culpabilização da mulher. Ela foi educada para ser amável. Quando apanha, é porque fez algo errado. A mulher não se considera um sujeito. A situação é muito complicada, um problema de saúde pública. É fundamental fomentar processos de educação formal e não-formal, de modo a contribuir para a construção da cidadania, o conhecimento dos direitos fundamentais, da pluralidade, da igualdade sexual e o respeito à diversidade”, completa”. Fonte: G1. Ação. Violência contra a mulher se combate com educação e autonomia feminina. Publicada em 16 de dez. de 2013. Disponível em: < http://redeglobo.globo.com/acao/noticia/2013/11/violencia-contra-mulher-se-combate-com-educacao-e-autonomia-feminina.html>, acesso em 02 de dez. de 2017. O excerto propõe que ações na educação formal podem contribuir no combate à violência contra a mulher. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. A atuação do psicólogo em situações como essa devem visar à prevenção, ou seja, propor ações que visem discutir os padrões sociais de feminilidades e masculinidades, buscando a reflexão sobre a “naturalização” da agressividade masculinidade e da passividade feminina, bem como, problematizar ações machistas que acontecem no cotidiano que ainda não se configuram como violência, mas que criam um ambiente favorável a desvalorização feminina. PORQUE II. A ação preventiva, ao invés da ação punitiva, pode ser compreendida como um ponto de partida para o crescimento individual e de uma comunidade, pois favorece a reflexão e o despertar de uma consciência crítica da sociedade, dos seus valores, dos comportamentos e das suas diferenças. Portanto, concretizar ações preventivas é investir a médio ou longo prazo na cidadania, na igualdade e na garantia de direitos humanos. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Resposta Correta: d. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. Feedback da resposta: Nesse sentido, o papel do psicólogo no sistema de garantias de direitos, junto ao de outros profissionais, passa a ser o de um protetor e um viabilizador de direitos, devendo ter conhecimento da legislação, buscando o fortalecimento de práticas e espaços de debate, na direção da autonomia e do protagonismo dos usuários (AZEVEDO ROSSINI, 2012). A ação preventiva, ao invés da ação punitiva, pode ser compreendida como um ponto de partida para o crescimento individual e de uma comunidade, pois favorece a reflexão e o despertar de uma consciência crítica da sociedade, dos seus valores, dos comportamentos e das suas diferenças. Portanto, concretizar ações preventivas é investir a médio ou longo prazo na cidadania, na igualdade e na garantia de direitos humanos. Dessa forma, a prevenção se materializa na adoção de uma atitude responsável direcionada às pessoas e suas famílias. Com esse propósito, um trabalho preventivo desenvolver-se-á no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. · Pergunta 7 “Os psicólogos também, como agentes educacionais não podem se manter ingênuos. Basta de ingenuidade! Promover a saúde tem sido apresentado como objetivo para a prática dos psicólogos nas escolas. Não se pode, no entanto, esquecer que esta busca tem duas dimensões importantes, como afirma Contini (2001), a ética e a política. A dimensão ética[...] se compõe pela solidariedade ao outro e com o outro...a outra dimensão política do compromisso com a transformação social”. Ao direcionar estas duas dimensões, ética e política, frente à realidade tão antagônica de miséria de muitos e riqueza de poucos em nosso país [...]. Não é possível ficar indiferente frente a esta realidade tão dramática (Contini, 2001, pp. 164-165)”. Fonte: (BOCK, A. M. B. Psicologia da Educação: Cumplicidade ideológica. Em: MEIRA, M. E. M.; ANTUNES, M. (orgs.). Psicologia Escolar: Teorias Críticas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. O texto acima invoca uma postura ativa e transformadora por parte do psicólogo. Diante disso, qual papel poderia assumir o psicólogo na escola para ser capaz de sair da indiferença frente às mudanças necessárias ao processo educativo e instituição escolar? Analise as afirmativas a seguir: I.O psicólogo escolar deve articular conhecimentos psicológicos nas atividades escolares por meio de análises e intervenções, referentes ao desenvolvimento humano, às relações interpessoais e à integração família-comunidade-escola, para promover o desenvolvimento integral do ser. II. O psicólogo escolar deve atuar no âmbito da educação formal realizando pesquisas, diagnóstico e intervenção preventiva ou corretiva em grupo e individualmente. III. Cabe ao psicólogo uma reflexão crítica e um posicionamento ético que leve em conta a transmissão de valores e a construção dos vínculos familiares. IV. O psicólogo está na escola com a finalidade de planejar programas educacionais voltados às crianças e, ao se envolver na elaboração dos programas educacionais, assumir a responsabilidade do professor por seus problemas em sala de aula. É correto, APENAS, o que afirma em: Resposta Correta: e. I, II e III. Feedback da resposta: O Conselho Federal de Psicologia aponta como uma das atribuições profissionais do psicólogo no Brasil a "atuação junto a organizações comunitárias, em equipe multiprofissional no diagnóstico, planejamento, execução e avaliação de programas comunitários, no âmbito da saúde, lazer, educação, trabalho e segurança" (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2007, p. 27). Nesse sentido, a resolução n° 13/2007, do Conselho Federal de Psicologia, complementa tal determinação definindo como atribuição do Psicólogo Escolar articular conhecimentos psicológicos nas atividades escolares por meio de análises e intervenções, “referentes ao desenvolvimento humano, às relações interpessoais e à integração família-comunidade-escola, para promover o desenvolvimento integral do ser" (2007, p. 34). A resolução n.º 13/2007 preconiza que o psicólogo “atua no âmbito da educação formal realizando pesquisas, diagnóstico e intervenção preventiva ou corretiva em grupo e individualmente” (CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, 2007, p. 18). A resolução n.º 13/2007 preconiza que o psicólogo deve envolver, “em sua análise e intervenção, todos os segmentos do sistema educacional que participam do processo de ensino-aprendizagem. Nessa tarefa, considera as características do corpo docente, do currículo, das normas da instituição, do material didático, do corpo discente e demais elementos do sistema”. É necessário, portanto, o desenvolvimento de estudos e a análise constante das relações entre o homem e o “ambiente físico, material, social e cultural quanto ao processo ensino-aprendizagem e produtividade educacional” (2007, p. 18). Diante do cenário contemporâneo em que temos instituições que acolhem e se responsabilizam pelos cuidados da criança, cabe ao psicólogo uma reflexão crítica e um posicionamento ético que leve em conta a transmissão de valores e a construção dos vínculos familiares. · Pergunta 8 A maneira como compreendemos cada arranjo familiar determina a atuação profissional em relação à criança e a este sistema ao qual ela está inserida. É importante considerar que cada família tem a sua própria cultura, dentro de contextos diversos e muitas vezes incompreensíveis aos olhos de quem vê de fora. Nestas novas configurações surge o espaço para a diversidade e a interação entre várias etnias, religiões e culturas. As relações de gênero se reconfiguraram e as funções não são mais predefinidas. Os processos de separação, divórcio e novas reconstruções familiares vem permitindo inúmeras possibilidades de convivência, como um mosaico de relações que se estabelecem no decorrer da vida. Nos séculos anteriores a expectativa de vida era menor, as pessoas viviam menos tempo. Atualmente,com um período de vida maior a possibilidade de novas configurações ao longo deste percurso é maior. As pessoas trocam de parceiros com maior fluidez, realizam um segundo curso de formação, mudam de profissão. Os modos de vida deixaram de ser estáticos e pré-moldados para assumirem um funcionamento dinâmico. De acordo com o estudo sobre as estruturas familiares assinale V para verdadeiro e F para falso: ( ) Uma família apenas se constitui a partir de laços conjugais. ( ) Famílias recompostas são aquelas nas quais um dos membros do casal ou os dois têm filhos de relacionamentos anteriores. Nestas configurações todos possuem laços consanguíneos. ( ) Com a independência financeira da mulher, a família passou por novas e grandes transformações. ( ) Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parente próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. Está correta a sequência descrita na alternativa: Resposta Correta: b. F, F, V, V. Feedback da resposta: Roudinesco (2003) apresenta três períodos na evolução da família: • 1. A família tradicional, considerada uma célula estável e submetida a uma autoridade patriarcal, assegurava a transmissão de um patrimônio; • 2. A família moderna, que aparece entre o fim do século XVIII e início do XX, representando uma ruptura com o modelo tradicional de família ao apontar a reciprocidade dos sentimentos. Esse modelo valoriza a divisão do trabalho entre os cônjuges, apontando para uma divisão de tarefas. “A atribuição da autoridade torna-se, então, motivo de uma divisão incessante entre o Estado e os pais, de um lado, e entre os pais e as mães, de outro” (ROUDINESCO, 2003, p. 19); • 3. A família contemporânea, que aparece em meados dos anos 1960 e une dois indivíduos em busca de realização. Nesse período, a transmissão da autoridade vai se tornando cada vez mais frágil, o que impulsiona o aumento no número de divórcios, separações e recomposições conjugais. Nesse momento, passa a prevalecer a democracia como aspecto central dos laços conjugais. No Brasil, destaca-se a divulgação e a legitimação do Estatuto da Criança e do Adolescente no início dos anos 1990 (BRASIL, 1990). Nos anos 2000, houve uma mudança de termos nesse documento:emvezde“pátriopoder”,passou-seanomear“poderfamiliar”,trazendoaconotação de que a responsabilidade pela criança e pelo adolescente é um dever compartilhado – e não apenas do pai/ “pátrio poder”. Além disso, há uma distinção entre “família natural” (aquela formada por pais ou por parentes próximos com os quais a criança, ou o adolescente, mantém vínculos de afinidade e afetividade) e “família substituta” (formada a partir de situações de guarda, tutela ou adoção). Isso significa que, legalmente, a noção de família é ampliada e não mais restrita ao controle patriarcal. Teperman (2009), em estudo realizado sobre o exercício da parentalidade na contemporaneidade, afirma que, no que se refere aos arranjos familiares, a contemporaneidade permite dois modos de aproximação: um modo voltado para a ideia de que as novas configurações familiares provocam “a impossibilidade do exercício adequado das tarefas parentais”; e outro modo voltado para a ideia de que, “apesar das diferentes e novas configurações que possa adquirir, a família resiste”. · Pergunta 9 “Ana, sexo feminino, 6 anos, branca, estudante do primeiro ano do ensino fundamental de uma escola pública, buscou atendimento psicológico por iniciativa dos pais, os quais apresentaram as seguintes queixas: agressividade, falta de limites, agitação e TDAH diagnosticado previamente por um médico neurologista. Segundo os pais, a procura por apoio profissional, tanto médico quanto psicológico, foi motivada por constantes reclamações da escola (professores, coordenadora e diretora) sobre o comportamento da filha. [...] Ana toma Ritalina duas vezes ao dia, receitada por um médico neurologista indicado pela escola. O psicofármaco foi prescrito logo na primeira visita ao médico, tendo o diagnóstico se pautado essencialmente no diálogo com os pais. [...] Em termos culturais, foi verificada dominância masculina na hierarquia familiar, assim como crenças parentais na punição física e verbal (gritos) como forma de educar e controlar os comportamentos da filha.Quanto à vida escolar, Ana é aluna do primeiro ano do ensino fundamental de uma escola municipal; frequenta aulas no período da manhã; é pontual e assídua, faltando apenas em circunstâncias especiais. [...] A professora de Ana a relata como uma criança agitada, indisciplinada, ocasionalmente agressiva com os colegas e com dificuldades no cumprimento de tarefas, em acatar ordens e respeitar regras. Por outro lado, afirma que, apesar de tais características, é uma criança muito dócil, sincera, meiga e inteligente, equiparando seu comportamento a de um adulto em termos de linguagem, raciocínio e comunicação. Fonte: PEREIRA, I. S. A.; SILVALL, J. C. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade à luz de uma abordagem crítica: um estudo de caso. Psicol. rev. (Belo Horizonte) vol.17 no.1 Belo Horizonte abr. 2011. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. A situação acima ressalta a reflexão proposta em relação à terceirização dos cuidados da criança. Situação que leva ao aumento da incidência de discursos técnicos e de especialistas sobre a criança. PORQUE II. Tal determinação configura como atribuição do Psicólogo Escolar articular conhecimentos psicológicos nas atividades escolares por meio de análises e intervenções. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Resposta Correta: a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. Feedback da resposta: Apesar de estarem ambas corretas, as assertivas versam sobre conceitos diferentes. Diante desse cenário, é imprescindível fazer uma reflexão sobre as consequências dos discursos e cuidados de outros sobre a criança: do outro professor, do outro pediatra, da outra babá. Muitas vezes, os discursos técnicos se sobrepõem ao discurso familiar. É o que nos alertam Teperman (2009) e Rosa (2006). Ao passar muito tempo de sua jornada diária em instituições, a criança é atravessada por discursos de especialistas. É o professor, o cuidador ou o diretor da escola que “sabem” a respeito da criança. Para Teperman (2009) e Rosa (2006), temos aí um atravessamento do discurso técnico-científico que incide sobre o laço social entre a criança e sua família: no lugar de recorrer aos pais e às mães, que sabem (ou que deveriam saber) sobre seus filhos, recorre-se aos relatórios escolares, aos relatórios do fonoaudiólogo e/ou do psicólogo, às avaliações pediátricas, correndo-se o risco de cair em uma “transmissão asséptica”, uma vez que se constituiu apartada do convívio familiar. Voltolini traduz da seguinte maneira o que seria o ideal da educação para Freud: "desejar coisas para os filhos, tolerar suas escolhas". Desse modo, encontramos já em Freud esta clareza: a educação sustenta-se em marcas de desejo, marcas que não são garantias. Marcas que implicam em um arriscar-se, marcas para além do "para o seu bem" ou "porque era meu dever", marcas de desejo (TEPERMAN, 2009, p. 5). Dessa forma, a autora nos lembra sobre o legado freudiano: educar um filho está relacionado a uma questão de desejo, de transmissão de marcas. (TEPERMAN, 2009). Ao terceirizar os cuidados de uma criança, a família leva junto a possibilidade de transmitir marcas de desejo e dá abertura, ao mesmo tempo, para que outros discursos técnicos, científicos e pedagógicos incidam e atravessem essa criança. Essas são algumas das marcas principais do legado das instituições contemporâneas: o aumento da incidência de discursos técnicos e de especialistas sobre a criança. Tal fenômeno não caracteriza somente cenários negativos, mas convoca à constantereflexão sobre seus efeitos. · Pergunta 10 “Um juiz federal do Distrito Federal autorizou, em caráter liminar, que psicólogos possam atender eventuais pacientes que busquem terapia para reorientação sexual. A decisão atendeu a uma ação de três psicólogos que pediam a suspensão de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que estabelece como os profissionais da área devem atuar nos casos que envolvam a orientação sexual de pacientes. O conselho irá recorrer da decisão. (...) Para os autores da ação popular que questiona a resolução, a iniciativa do CFP impede os psicólogos não só de atender eventuais pacientes que procurem ajuda para tentar reverter sentimentos ou comportamentos que lhes provoquem desconfortos ou transtornos, como de desenvolver estudos científicos sobre a possível reversibilidade de práticas homoeróticas, restringido a liberdade de pesquisa dos profissionais. A partir das informações fornecidas pelas partes, o juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, acatou parcialmente o pedido dos críticos da resolução. Sem suspender os efeitos gerais da regulamentação do conselho, o magistrado determinou que deve ser facultado aos profissionais interessados a possibilidade de pesquisar o tema ou atender os pacientes que os procurarem buscando a chamada reorientação sexual”. Fonte: RODRIGUES, A. Justiça autoriza psicólogos a oferecer terapia de reorientação sexual. Publicado pela Agência Brasil em 18/09/2017, Brasília – DF. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-09/justica-autoriza-psicologos-oferecer-terapia-de-reorientacao-sexual, acesso em 26/02/2018. Após a divulgação de tal decisão, imagine-se um psicólogo clínico que recebe em seu consultório um paciente homossexual que a principal queixa seja o sofrimento e tristeza que sua orientação lhe causa. Qual ações você poderia tomar que atendesse as resoluções éticas da sua profissão? Resposta Correta: b. Utilizar-se de técnicas e procedimentos terapêuticos que ajudem o paciente a aprender a lidar com a própria identidade sexual em meio a um ambiente hostil, refletindo sobre a heteronormatividade, bem como, que a sexualidade faz parte da identidade de cada sujeito e, por isso, práticas homossexuais não constituem doença, distúrbio ou perversão. Feedback da resposta: “RESOLUÇÃO CFP N° 001/99 DE 22 DE MARÇO DE 1999 "Estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual" O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO que o psicólogo é um profissional da saúde; CONSIDERANDO que na prática profissional, independentemente da área em que esteja atuando, o psicólogo é freqüentemente interpelado por questões ligadas à sexualidade. CONSIDERANDO que a forma como cada um vive sua sexualidade faz parte da identidade do sujeito, a qual deve ser compreendida na sua totalidade; CONSIDERANDO que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão; CONSIDERANDO que há, na sociedade, uma inquietação em torno de práticas sexuais desviantes da norma estabelecida sócio-culturalmente; CONSIDERANDO que a Psicologia pode e deve contribuir com seu conhecimento para o esclarecimento sobre as questões da sexualidade, permitindo a superação de preconceitos e discriminações; RESOLVE: Art. 1° - Os psicólogos atuarão segundo os princípios éticos da profissão notadamente aqueles que disciplinam a não discriminação e a promoção e bem-estar das pessoas e da humanidade. Art. 2° - Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas. Art. 3° - os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados. Parágrafo único - Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades. Art. 4° - Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica. Art. 5° - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 6° - Revogam-se todas as disposições em contrário.Fonte: http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/1999/03/resolucao1999_1.pdf, acesso em 26/02/2018. · Pergunta 1 Fonte: https://acasadevidro.com/tag/charges/, acesso em 11/09/2018. Sobre a situação ilustrada na charge, considere as assertivas abaixo: I. A internet se popularizou na década de 80, após o fim da Guerra Fria, primeiro entre os países capitalistas, independente do nível de desenvolvimento, para só na década de 90 se popularizar entre os países socialistas. II. O advento da internet não trouxe apenas transformações técnicas e econômica, como também sociais. Cada usuário desses serviços passou a poder produzir e compartilhar conteúdos na rede por meio de ferramentas de comunicação mediada por computador. III. A produção de conteúdo de múltiplas fontes ocorre em função da popularização da difusão de informações, de modo que a indústria midiática teve seu custo reduzido tornando possível pequenas empresas passarem a contestar as grandes mídias, ainda que a produção continue restrita às empresas de comunicação. IV. Tal como a TV, o rádio e a imprensa, a difusão de informações na internet tem como origem um único locutor. O grande diferencial da internet foi permitir a ampliação infinita de espectadores. É certo o que se afirma em: Resposta Correta: a. Apenas II. Feedback da resposta: Somente na década de 1990 o acesso a internet se populariza e se expande a nível mundial, deixando de ser um conjunto de redes dedicada à pesquisa acadêmica para se tornar a “rede das redes”. (LEVY, 1999). A internet tem origem nas estratégias de defesa norte-americanas durante o período da Guerra Fria. Em 1969, foi iniciada por meio da ARPA (Administração dos Projetos de Pesquisa Avançada do Departamento de Defesa dos Estados Unidos), sendo limitada nesse momento ao compartilhamento de informações universidades portadoras de alta tecnologia (BRIGGS, BURKE, 2006). Assim como outros serviços e produtos do campo das comunicações, a ampliação da internet para além das universidades e agencias militares estava condicionado às suas possibilidades comerciais. O CompuServe, foi o primeiro provedor de serviços comerciais na internet, e já operava desde 1979 prestando serviços a um “clube privado”. Na sequência a American Online e o Prodigy passaram a oferecer tais serviços. Em 1993 os três concorrentes já dispunham de 3,5 milhões de assinantes e no ano seguinte a rede se tornou aberta a todos. Ainda que dependesse dos serviços das agências de comunicação, a rede não tinha proprietário, e podia ser acessada pelo público também por meio do programa de navegação Mosaico. (LEVY, 1999). Evidentemente o advento da internet não trouxe apenas transformações técnicas e econômica, como também sociais. Cada usuário desses serviços passou a poder produzir e compartilhar conteúdos na rede por meio de ferramentas de comunicação mediada por computador (CMC). (RECUERO, 2009). Diferente da TV, do rádio e da imprensa, que são mídias de formato broadcast, de difusão de informações de um único locutor para muitos espectadores, a internet permitiu a comunicação de todos para todos, permitindo que qualquer pessoa pudesse produzir e compartilhar conteúdos. (LEVY, 1999). “As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) constituíram a internet por meio da comunicação mediada por computador (CMC)” (ANTOUN, 2004, p.209). A partir do momento que cada pessoa se tornou um emissor com ferramentas como blogs, microblogs e demais sites de redes sociais, passou também adividir espaço de produção de conteúdos com a mídia broadcast. (ZAGO, 2012). · Pergunta 2 “Segundo sua mãe, Camila dos Santos Reis, a menina sofreu agressões verbais por causa de sua cor e seu cabelo. A web designer conta que criaram grupos no WhatsApp para insultá-la por mensagens de voz. Lolô, como é conhecida carinhosamente, ouviu e chorou calada. Até que o preconceito chegou aos ouvidos da mãe, que fez barulho nas redes sociais.O primeiro desabafo de Camila no Facebook foi curtido por mais de 107 mil pessoas e compartilhado por quase 75 mil. No post, ela conta que Lolô lhe enviou uma mensagem, dizendo: “Olha o que eu sofro”. Na sequência, cerca de 20 áudios ofensivos que recebeu de colegas da sua idade, como “Sua preta, testa de bater bife”, “Eu sou racista mesmo”, “Você vai ficar neste grupo até chorar”, “Cabelo de macarrão” e outros impublicáveis. Na época, ela usava canecalon (tranças de cabelo artificial).Duas semanas depois, Camila postou no Facebook nova denúncia, de que a direção da escola havia trocado Lolô de turma porque “ela não se adaptou às outras crianças”. A decisão, segundo a mãe, foi tomada depois de uma acareação entre sua filha e seus agressores verbais, em que a menina teria tido que pedir desculpas a eles. Dessa vez, a garota não apenas chorou, como teve febre alta, foi diagnosticada com estresse pós-traumático e não queria voltar mais à escola”. Fonte: NETO, L. Denúncia de racismo contra aluna de 12 anos em escola de São Paulo gera comoção. Publicado por O Globo em 11/06/2016. Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/denuncia-de-racismo-contra-aluna-de-12-anos-em-escola-de-sao-paulo-gera-comocao-16115291#ixzz5Ac944nPd, acesso em 23/03/2018. Podemos afirmar que Lolô foi vítima de bullying de acordo com o material didático? Resposta Correta: d. Sim, pois a violência partiu de seus pares na escola, a situação aconteceu repetidas vezes, os colegas que praticaram tinham intenção de ferir, inclusive se afirmaram enquanto racistas, o motivo da violência perpassava diferenças físicas e/ou psicológicas, pelos trejeitos, além disso a ação foi feita coletivamente, ou seja, outras colegas riam, agiam com sarcasmo e eram coniventes com a ação dos agressores. Feedback da resposta: As autoras Luciene Tognetta e Telma Vinha (2010, p. 3-4) definem as cinco características do bullying [...]: · Trata-se de uma forma de violência entre pares, ou seja, não há desnível de poder ou de autoridade entre aqueles que participam. Portanto, não seriam caracterizadas como situação de bullying as formas de constrangimento exercidas por um professor em relação a seu aluno ou por um pai em relação ao filho. · A repetição. São sempre atos direcionados a um alvo, a uma vítima, por repetidas vezes. · A intenção de ferir. Os autores do bullying escolhem intencionalmente seus alvos, suas vítimas. · As vítimas do bullying sentem-se diferentes pelas roupas que vestem, pelas diferenças físicas e/ou psicológicas, pelos trejeitos, ou seja, sentem insegurança em relação à imagem que possuem de si mesmas. O que, de certa forma, alimenta a imagem que seus algozes fazem delas. · Não há bullying sem que haja um público a corresponder com as apelações de quem ironiza, age com sarcasmo e parece liderar aqueles que são expectadores. · Pergunta 3 1 em 1 pontos “Pornografia infantil O presidente da organização não governamental SaferNet Brasil, Thiago Tavares, mostrou dados alarmantes: 40% das imagens que caracterizam violência sexual contra menores envolvem crianças de 3 a 13 anos. E há um recorte de gênero: 83% das crianças que aparecem nessas imagens são meninas. Integrantes da unidade de repressão à pornografia infantil da Polícia Federal disseram que a prioridade no combate a esses crimes é encontrar o produtor do material impróprio. A delegada Cassiana de Carvalho relatou uma das dificuldades do trabalho nesta área. "A criança ou o adolescente vítima de violência sexual desenvolve uma barreira muito grande para falar sobre o assunto. Isso não é fácil na ponta, para quem lida com esse tipo de investigação, muitas vezes depender daquele depoimento para aprofundar as investigações e atingir uma pena mais alta para o criminoso", afirmou”. Fonte: FERREIRA, C. Orçamento específico para crianças poderá impulsionar combate à exploração sexual, diz deputada. Publicado por Agência Câmara Notícias em 05/09/2018. Disponível em: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/563086.html, acesso em 12/09/2018. Considerando o contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. A violência sexual é um fenômeno complexo e está presente em todo o mundo. A situação relatada acima caracteriza-se como violência sexual por deixar clara a importância do abuso do poder para a concretização do ato: a diferença de idade e o recorte de gênero. PORQUE II. A violência sexual pressupõe que crianças e adolescentes são usados para satisfação sexual de adultos, sendo induzidos ou forçados a práticas sexuais. A violência fundamenta-se em aspectos culturais, como as relações desiguais entre homens e mulheres, adultos e crianças, brancos e negros, ricos e pobres. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Resposta Correta: c. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. Feedback da resposta: “a violência sexual pressupõe o abuso do poder: crianças e adolescentes são usados para satisfação sexual de adultos, sendo induzidos ou forçados a práticas sexuais. Essa violação de direitos interfere diretamente no desenvolvimento da sexualidade saudável e nas dimensões psicossociais do indivíduo, causando danos muitas vezes irreversíveis”.De acordo com a UNICEF (Fundo das Nações unidas para a Infância), a violência sexual é um fenômeno complexo e está presente em todo o mundo. Trata-se de um fenômeno mundial que não está ligado apenas às condições de pobreza e miséria, mas que atinge várias classes sociais e está ligado, também, aos aspectos culturais, como as relações desiguais entre homens e mulheres, adultos e crianças, brancos e negros, ricos e pobres. · Pergunta 4 1 em 1 pontos “Tomando os movimentos de resistência juvenil como produção de subjetividades, como verdadeiras revoluções moleculares, alguns jovens apontam caminhos para driblar as condições sociais em que se encontram. Movimentos juvenis que surgiram ao redor do mundo – anarco-punks, hippies, funks, movimento hip hop – buscam espaços de identificação questionando um estilo plástico, de massiva reprodução e “modelização” da própria subjetividade na contemporaneidade (Arce, 1999). São dos encontros da “galera” e das irrupções das expressões culturais juvenis que é preciso pensar alternativas de resistência, modos de se criar e se (re)inventar, quais sejam, romper com o que já existe, afirmar outras lógicas, produzir novas realidades. Estas reflexões constituem o fio condutor que alimenta ideias, noções e problematizações acerca da produção dos modos de subjetivação em jovens populares urbanos os quais, diante de contextos marcados pela violência, desigualdades e vulnerabilidades, criam ou inventam outras formas de viver, resistindo às invisibilidades do cotidiano”. Fonte: TAKEITI, BA. Juventude(s), modos de subjetivação e violência: um diálogo com aportes de Michel Foucault. In: SPINK, MJP., FIGUEIREDO, P., and BRASILINO, J., orgs. Psicologia social e pessoalidade [online]. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais; ABRAPSO, 2011, pp. 59-75. ISBN: 978-85-7982-057-1. Available from SciELO Books <http://books.scielo.org>. Sobre o processo de subjetivação para Foucault, considere as assertivas abaixo: I. Os modos de subjetivação dizem respeito aos modos pelos quais uma pessoa se torna sujeito em nossa cultura. II. O primeiro modo consiste nas formas de investigação pertinente ao estatuto de ciência, sobre como os cientistas se constituem como sujeitos. III. O segundo modo remete à divisãodo sujeito no interior de si próprio e do outro para classificá-lo e fazer dele um objeto. IV. O terceiro modo refere-se às formas pelas quais um ser humano se constitui como sujeito de si e da consciência de si. É correto o que se afirma em: Resposta Correta: d. Apenas em I, III e IV. Feedback da resposta: Modos de subjetivação dizem respeito aos modos pelos quais uma pessoa se torna sujeito. Na década de 1980 o filósofo Michel Foucault (2010) apontou três modos pelos quais os seres humanos se tornam sujeitos em nossa cultura.O primeiro se refere aos modos de investigação, ou seja, o modo como os seres humanos se tornaram objeto das ciências, da história natural, da economia, etc.O segundo quando os seres humanos se tornam objetos de práticas divisórias, que os separam uns em relação aos outros, por exemplo, nas instituições, quando se separa o louco e o são, o doente e o sadio, o criminoso e o cidadão de bem , etc. O terceiro quando os seres humanos são levados a se reconhecerem como sujeitos, “sujeitos de sexualidade”, por exemplo. · Pergunta 5 “O ideal de corpo perfeito preconizado pela nossa sociedade e veiculado pela mídia leva as mulheres, sobretudo na faixa adolescente, a uma insatisfação crônica com seus corpos, ora se odiando por alguns quilos a mais, ora adotando dietas altamente restritivas e exercícios físicos extenuantes como forma de compensar as calorias ingeridas a mais, na tentativa de corresponder ao modelo cultural vigente. Dessa forma, aumenta-se a pressão da equação: promessa de Felicidade e Beleza = Consumo (Kutscka, 1993)”. Fonte: Andrade, A. & Bosi, M. L. M. (2003, janeiro). Mídia e subjetividade: impacto no comportamento alimentar feminino. Rev. Nutr., 16(1). Recuperado em 21 de outubro, 2009, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732003000100012&lng=en&nrm=iso. Considerando o contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. O excerto ilustra o papel da mídia como um dos principais instrumentos de produção de esquemas dominantes de significação e interpretação do mundo, ao condicionar as formas de pensar e da agir das pessoas. PORQUE II. Por meio do conceito de fábrica social, a mídia busca problematizar os modelos oferecidos pela família e escola sobre como as pessoas devem produzir seus grupos, suas atitudes, seus comportamentos e seus modos de ser para que tenham mais autonomia na produção do consumo. Resposta Correta: b. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. Feedback da resposta: A mídia continua sendo um dos principais instrumentos de produção de esquemas dominantes de significação e interpretação do mundo. Continua a condicionar formas de pensar e da agir das pessoas. (MOREIRA, 2010). “Temos as influências contínuas nos modos de vestir, de se comportar e de se relacionar. Os dramas dos personagens das novelas oferecem padrões de relacionamento e de comportamento” (MOREIRA, 2010, p. 4) Antoun (2009, p.90), denomina como fábrica social esse processo que busca convencer as pessoas de que “devem produzir seus grupos, suas atitudes, seus comportamentos e seus modos de ser da maneira como eles eram antes de elas existirem, da maneira como a produção social do capital espera que eles sejam”. · Pergunta 6 “O ideal de corpo perfeito preconizado pela nossa sociedade e veiculado pela mídia leva as mulheres, sobretudo na faixa adolescente, a uma insatisfação crônica com seus corpos, ora se odiando por alguns quilos a mais, ora adotando dietas altamente restritivas e exercícios físicos extenuantes como forma de compensar as calorias ingeridas a mais, na tentativa de corresponder ao modelo cultural vigente. Dessa forma, aumenta-se a pressão da equação: promessa de Felicidade e Beleza = Consumo (Kutscka, 1993)”. Fonte: Andrade, A. & Bosi, M. L. M. (2003, janeiro). Mídia e subjetividade: impacto no comportamento alimentar feminino. Rev. Nutr., 16(1). Recuperado em 21 de outubro, 2009, de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732003000100012&lng=en&nrm=iso. Com base no material teórico, como poderíamos melhorar o modelo cultural vigente e sua influência na construção da subjetividade das meninas e mulheres? Resposta Correta: b. O conteúdo midiático necessitaria ser revisto de modo que outros modelos e esquemas de significação e interpretação do mundo pudessem ser oferecidos. O conteúdo midiático deveria levar ao questionamento das formas de pensar e agir postas. Feedback da resposta: A mídia continua sendo um dos principais instrumentos de produção de esquemas dominantes de significação e interpretação do mundo. Continua a condicionar formas de pensar e da agir das pessoas. (MOREIRA, 2010). “Temos as influências contínuas nos modos de vestir, de se comportar e de se relacionar. Os dramas dos personagens das novelas oferecem padrões de relacionamento e de comportamento” (MOREIRA, 2010, p. 4) · Pergunta 7 “Segundo sua mãe, Camila dos Santos Reis, a menina sofreu agressões verbais por causa de sua cor e seu cabelo. A web designer conta que criaram grupos no WhatsApp para insultá-la por mensagens de voz. Lolô, como é conhecida carinhosamente, ouviu e chorou calada. Até que o preconceito chegou aos ouvidos da mãe, que fez barulho nas redes sociais. O primeiro desabafo de Camila no Facebook foi curtido por mais de 107 mil pessoas e compartilhado por quase 75 mil. No post, ela conta que Lolô lhe enviou uma mensagem, dizendo: “Olha o que eu sofro”. Na sequência, cerca de 20 áudios ofensivos que recebeu de colegas da sua idade, como “Sua preta, testa de bater bife”, “Eu sou racista mesmo”, “Você vai ficar neste grupo até chorar”, “Cabelo de macarrão” e outros impublicáveis. Na época, ela usava canecalon (tranças de cabelo artificial). Duas semanas depois, Camila postou no Facebook nova denúncia, de que a direção da escola havia trocado Lolô de turma porque “ela não se adaptou às outras crianças”. A decisão, segundo a mãe, foi tomada depois de uma acareação entre sua filha e seus agressores verbais, em que a menina teria tido que pedir desculpas a eles. Dessa vez, a garota não apenas chorou, como teve febre alta, foi diagnosticada com estresse pós-traumático e não queria voltar mais à escola”. Fonte: NETO, L. Denúncia de racismo contra aluna de 12 anos em escola de São Paulo gera comoção. Publicado por O Globo em 11/06/2016. Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/denuncia-de-racismo-contra-aluna-de-12-anos-em-escola-de-sao-paulo-gera-comocao-16115291#ixzz5Ac944nPd, acesso em 23/03/2018. Quais ações poderiam ser tomadas por um psicólogo (caso a escola possuíssem um) para evitar que a situação acima relatada ocorresse? Considere as possibilidades abaixo: I. Proibir o uso de celular ou qualquer outra interface digital de uso pessoal com acesso à internet e redes sociais, evitando assim que a vivência escolar chegue neste ambiente. II. Pensar em oficinas, vivências e demais atividades que estimulem o desenvolvimento do grupo, criando um ambiente escolar positivo. III. Treinar e formar professores e outros agentes envolvidos no processo educativo, de modo que os próprios possam combater tais violências por meio de problematizações, bem como, apoio socioemocional às crianças e adolescentes. IV. Oferecer oficinas e formações aos professores e pais sobre desigualdade de gênero e a importância de se oferecer educação para a sexualidade às crianças e jovens como estratégia de torna-los mais capazes de identificar e denunciar violências sexuais. É certo o que se afirma em: Resposta Correta: d. Apenas em II, III e IV. Feedback da resposta: Como formas de prevenção e enfrentamento, os autores ressaltam a importância de intervir preventivamente. Por exemplo, antes de optar por uma postura impositiva e/ou restritiva acerca do uso da internet e das redes sociais, é importante criar um ambiente escolar positivo, darapoio socioemocional às crianças e adolescentes.Dessa forma, cabe ao psicólogo construir junto aos familiares, professores e demais profissionais, equipamentos de educação, saúde e assistência social, crianças e adolescentes a criação de ambientes propícios ao enfrentamento dos fenômenos de bullying, cyberbullying, violência sexual e qualquer forma de discriminação. · Pergunta 8 Observe a imagem abaixo: Fonte: http://depositodowes.com/espelho-espelho-meu/, acesso em 11/09/2018. Considerando o contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. A tirinha ilustra como o surgimento da internet e das redes sociais promovem transformações inevitavelmente afetam as relações com o espaço público e o privado, com a intimidade, a privacidade e a subjetividade. PORQUE II. A tirinha coloca em cheque a privacidade. Isso acontece porque não existe distinção entre o polo emissor e receptor, assim, a comunicação permite a articulação de diversas redes, diversas conexões, permitindo uma navegação livre, autônoma, sem direção pré-definida. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Resposta Selecionada: a. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. Resposta Correta: a. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. Feedback da resposta: Essas transformações inevitavelmente afetam as relações com o espaço público e o privado, com a intimidade, a privacidade e a subjetividade. Para Lemos (2004) uma transformação entre o privado e o público ocorre quando uma pessoa fala ao telefone em meio a uma multidão, falando até mesmo questões íntimas. O mesmo ocorre quando se conecta à internet em um praça, metrô, ônibus, dentre outros. A privacidade é colocada em cheque pois a cada passo na rede deixamos rastros que permitem que sejamos analisados, quanto aos nossos relacionamentos, interesses, percursos. Nessa era de conexão e mobilidade, na qual os espaços deixam de ser lugares geográficos e se tornam espaços flexíveis, conectados (dispositivos de acesso a internet, que permitem consumo e produção de imagens, sons, informações), as Tecnologias de Informação e Comunicação constituem nossa vida cotidiana e produzem efeitos subjetivos novos. · Pergunta 9 “(5) Sete Hábitos dos Bons Professores e dos Professores Fascinantes 1. Bons professores são eloqüentes, professores fascinantes conhecem o funcionamento da mente. 2. Bons professores possuem metodologia, professores fascinantes possuem sensibilidade. 3. Bons professores educam a inteligência lógica, professores fascinantes educam a emoção. 4. Bons professores usam a memória como depósito de informações, professores fascinantes usam-na como suporte da arte de pensar. 6. Bons professores corrigem comportamentos, professores fascinantes resolvem conflitos em sala de aula. 7. Bons professores educam para uma profissão, professores fascinantes educam para vida. No recorte (5) temos o que Cury chama de “sete hábitos dos bons professores e dos professores fascinantes”. Podemos observar claramente os efeitos persuasivos quando se compara bons professores com os professores fascinantes, aqueles que escolherem praticar ou continuar praticando os hábitos dos bons professores – veja que ele não menciona os hábitos de maus professores – serão medianos, terão de certa forma, seu espaço, mas não marcarão a vida de seus alunos, nem “revolucionarão a educação”. Já aqueles que praticam os hábitos dos professores fascinantes irão revolucionar a educação, serão “inesquecíveis”, farão diferença em suas escolas e na vida de seus alunos. Resumindo, o professor tem duas opções: ser um bom professor (medíocre) ou ser um professor fascinante, revolucionário, superprofessor”. Fonte: SILVA, S. C. Modos de subjetivação e constituição do sujeito professor na literatura de autoajuda. LINGUAGEM – Estudos e Pesquisas, Catalão, vol. 14, n. 2 – 2010 Considerando o contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. O excerto acima ilustra o primeiro modelo de subjetivação. Afinal, Augusto Cury está ensinando como ser profissionais melhores com base em evidências científicas. PORQUE II. O segundo modelo versa sobre os seres humanos se tornarem objetos de práticas divisórias, que os separam uns em relação aos outros, por exemplo, nas instituições, quando se separa o louco e o são, o doente e o sadio, o criminoso e o cidadão de bem, etc. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Resposta Correta: c. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. Feedback da resposta: Modos de subjetivação dizem respeito aos modos pelos quais uma pessoa se torna sujeito. Na década de 1980 o filósofo Michel Foucault (2010) apontou três modos pelos quais os seres humanos se tornam sujeitos em nossa cultura.O primeiro se refere aos modos de investigação, ou seja, o modo como os seres humanos se tornaram objeto das ciências, da história natural, da economia, etc.O segundo quando os seres humanos se tornam objetos de práticas divisórias, que os separam uns em relação aos outros, por exemplo, nas instituições, quando se separa o louco e o são, o doente e o sadio, o criminoso e o cidadão de bem, etc. O terceiro quando os seres humanos são levados a se reconhecerem como sujeitos, “sujeitos de sexualidade”, por exemplo. · Pergunta 10 1 em 1 pontos “A ideia da nova rede social é que pessoas comuns possam se expressar para o mundo. É uma espécie de Big Brother que pode ser feito da webcam de casa ou do celular e não limita ninguém, apenas o tipo de conteúdo. Para ter acesso à rede é muito simples, nem é preciso criar uma conta para conseguir assistir aos vídeos. Já se o usuário quiser se exibir, basta ter uma conta no Facebook, Twitter ou Gmail. E, claro, a coragem, ou vontade, de se expor. Na home do site, os usuários mais populares e a quantidade de fãs que cada um deles possui aparecem em destaque, logo abaixo há uma série de hashtags que separam os vídeos e usuários por categorias, como por exemplo, #musician, #dance, #girls, #guys, #bored, etc. Assim como com o You Tube, é possível ganhar dinheiro com o YouNow. Funciona da seguinte maneira: os usuários mais populares do aplicativo tornam-se parceiros do YouNow. Desse modo, podem receber presentes digitais dos fãs (sticks, corações, cervejas, etc) que são comprados com moedas (também digitais) que cada usuário vai ganhando conforme interage na rede. Existem também os “presentes premium”, que custam dinheiro de verdade e os lucros são divididos entre o YouNow e seus parceiros”. Fonte: BATALHA, G. Rede social cria “Big Brother” em que usuários podem ganhar “dinheiro fácil’. Publicado por Vix. Disponível em: https://www.vix.com/pt/bbr/189/ede-social-cria-big-brother-em-que-usuarios-podem-ganhar-dinheiro-facil, acesso em 12/09/2018. Sobre as transformações , considere as assertivas abaixo: I. O surgimento de reality shows ilustra o deslocamento do foco de atenção e cuidado da interioridade e da profundidade para a aparência, a visibilidade, ou seja, a exterioridade. II. A subjetividade produzida imprensa tem o Big Brother como exemplo, por ser caracterizada pela sobreposição da subjetividade exteriorizada sobre subjetividade interiorizada, ou seja, ela direciona o foco da construção do eu para a opinião que as pessoas têm sobre as pessoas. III. A exposição do eu, tanto no Big Brother quanto no Younow, pode ser entendido como o fenômeno “Show do eu”, no qual se faz uma exposição da própria intimidade, direcionando a atenção e os afetos para a exterioridade, ao modo como se está sendo visto e vigiado. IV. A principal diferença entre o Big Brother e o YouNow se refere às mudanças no olhar do outro em relação à esse Show do Eu que cada pessoa realiza, caracterizando a segunda transformação na construção da subjetividade. V. O Big Brother colocava em cena pessoas e suas vidas cotidianas, o Younow torna seus usuários cada vezmais autônomos para produzir sua própria visibilidade ao mesmo tempo em que os torna ainda mais vigiados sobre múltiplos olhares. É correto o que se afirma em: Resposta Correta: e. Apenas em I, III, IV e V. Feedback da resposta: a primeira se refere ao deslocamento do foco de atenção e cuidado da interioridade e da profundidade para a aparência, a visibilidade, ou seja, a exterioridade. Trata-se da sobreposição da subjetividade exteriorizada sobre subjetividade interiorizada. Diferentemente da subjetividade produzida pela imprensa, caracterizada pela interiorização e atenção à intimidade e ao mundo privado, a subjetividade da Web 2.0 direciona a atenção e os afetos para a exterioridade, ao modo como se está sendo visto e vigiado. Sibilia (2008) chama do “Show do eu” esse fenômeno contemporâneo da exposição da própria intimidade na rede mundial de computadores. A segunda transformação se refere às mudanças no olhar do outro em relação à esse Show do Eu que cada pessoa realiza. Se antes os reality shows colocavam em cena pessoas e suas vidas cotidianas, agora a internet torna seus usuários cada vez mais autônomos para produzir sua própria visibilidade ao mesmo tempo em que os torna ainda mais vigiados sobre múltiplos olhares. “Nas atuais plataformas da web 2.0, passamos da tentativa de ingresso na mídia para a possibilidade de o indivíduo ser sua própria mídia e criar, consequentemente, seu próprio público”. (BRUNO, 2013, p.58). Pergunta 6 Baseando-se na situação retratada na imagem, imagine-se mediando um grupo de mulheres no qual boa parte das queixas relacionam-se a com a jornada dupla, a exaustão que o acúmulo de tarefas e a falta de reconhecimento no trabalho as conduzem. Quais ações poderiam ser tomadas para minimizar o sofrimento das mulheres do grupo? Resposta Selecionada: b. Propor uma reflexão acerca da educação que as mesmas receberam, bem como, das representações sociais que se tem sobre o que é ser mulher e o que é ser homem, buscando o rompimento com o papel de gênero tradicional de modo que as mulheres possam entender que as mulheres não são responsáveis naturalmente por tais tarefas, levando-as a refletir sobre a educação que oferece aos filhos e filhas, reduzindo a desigualdade nas exigências a cada gênero. Feedback da resposta: A noção de gênero é problemática e precisa ser pensada em meio a transformações históricas, políticas e sociais sustentadas por diferentes relações de poder. Na década de 1950, junto a Simone de Beauvoir, as feministas demandavam igualdade social e política com relação aos homens. Em 1970, a reivindicação altera seu foco do reconhecimento da diferença sexual para a diferença de raça e de classe social. Em um terceiro momento, na década de 1990, a ênfase se direciona para a legitimação de novos modelos de identidade (DUNKER, 2017). Em 1990, em Problemas de gênero, Judith Butler (2003) aponta a prevalência da heteronormatividade na contemporaneidade, fundamentada na concepção binária dos sexos e dos gêneros. Tal concepção aponta que as características sexuais anatômico-fisiológicas, as nomeações sociais de gêneros, os desejos e práticas sexuais devem ser concordantes, equivalentes. E aqueles sujeitos que não estão adequados a esse sistema e não correspondem aos gêneros masculino e feminino, são muitas vezes invisibilizados e patologizados. Nesse sentido, é possível dizer que a heteronormatividade é uma reiteração da norma sobre o corpo, gênero e sexualidade, que busca a regulação do gênero como forma de manter a ordem heterossexual, trata-se, portanto, de uma relação de poder normativa (POCAHY; NARDI, 2007). Contudo, além de uma crítica à segregação e discriminação de gênero, tal abordagem trouxe outras contribuições como a crítica às abordagens que referem as patologias “mentais” a identidades individuais, diferentes das identidades sexuais heterossexuais. Contra as hipóteses de que a estrutura binária de sexualidade é natural e a única saudável, Butler (1990) propõe a hipótese de que o gênero em um ato performativo. “Palavras, gestos e atos expressos reiteradamente criam a realidade dos gêneros” (DUNKER, 2017, p. 18). Concebida originalmente para questionar a formulação de que a biologia é o destino, a distinção entre sexo e gênero atende à tese de que, “por mais que o sexo pareça intratável em termos biológicos, o gênero é culturalmente construído”. Ou seja, o gênero não é nem o resultado causal do sexo, nem tampouco tão aparentemente fixo quanto o sexo. Assim, a unidade do sujeito já é potencialmente contestada pela distinção que abre espaço ao gênero como interpretação múltipla do sexo. (BUTLER, 2003, p. 24). Pergunta 7 “O projeto de lei 6583/13, de autoria do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), é um conjunto de 15 artigos que "institui o Estatuto da Família e dispõe sobre os direitos da família, e as diretrizes das políticas públicas voltadas para valorização e apoiamento à entidade familiar". Em tramitação na Casa desde 2013, o projeto apresenta, logo no artigo 2º, a definição de família: "define-se entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes." A proposta está de acordo com o que diz a Constituição Federal de 1988, mas vai de encontro a uma decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro de 2011. O art. 226 da Constituição reconhece "a união estável entre o homem e a mulher" e "a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes" como família. A regulamentação do artigo, sancionada em 1996, manteve os termos. No entanto, em 2011, ministros do STF reconheceram por unanimidade a união entre pessoas do mesmo sexo como família, igualando direitos e deveres de casais heterossexuais e homossexuais”. Fonte: MARANHÃO, F. Afinal, para que serve o Estatuto da Família? Publicada por UOL Notícias Cotidiano em 02/10/2015. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/10/02/afinal-para-que-serve-o-estatuto-da-familia.htm, acesso em 25/08/2018. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. O projeto não se sustenta teoricamente uma vez que família não é um fenômeno substancialmente natural, nem fundamentalmente biológico. A partir de uma perspectiva histórica, a família se configura como uma expressão da cultura sobre a natureza. PORQUE II. Os Direitos humanos são comuns a todos os seres humanos sem distinção alguma de cor da pele, sexo, etnia, “faixa etária, incapacidade física ou mental, nível socioeconômico ou classe social, nível de instrução, religião, opinião política, orientação sexual. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Resposta Correta: c. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. Pergunta 8 Platão afirma que “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” (...) texto do filósofo ateniense (c. 427 a.C.-347 a.C.), discípulo de Sócrates, por ela ser cristalina em sua mensagem: às crianças é compreensível a ignorância, que será substituída por conhecimento ao longo do desenvolvimento, mas, dos adultos, se espera compreensão dos fatos da vida e capacidade de enfrentá-los com maturidade. É o ciclo natural da existência: o mais experiente cuida daquele que está dando os primeiros passos na vida, suprindo suas necessidades básicas, físicas e emocionais. Fonte: A terceirização e a medicalização da infância. Por: Maria Cristina Ramos Britto. https://www.contioutra.com/a-terceirizacao-e-a-medicalizacao-da-infancia/. Acesso em 24 de ago de 2018. Analise as seguintes sentenças: I - Muitas vezes, os discursos técnicos se sobrepõem ao discurso familiar. II - As instituições incidem discursos técnicos sobre as crianças. III - Donald Winnicott (1985), afirma que a “mãe suficientemente boa” se refere necessariamente à mãe biológica, portanto, as instituições não podem exercer estepapel. É correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: a. I e II. Feedback da resposta: Ao terceirizar os cuidados de uma criança, a família leva junto a possibilidade de transmitir marcas de desejo e dá abertura, ao mesmo tempo, para que outros discursos técnicos, científicos e pedagógicos incidam e atravessem essa criança. Essas são algumas das marcas principais do legado das instituições contemporâneas: o aumento da incidência de discursos técnicos e de especialistas sobre a criança. Tal fenômeno não caracteriza somente cenários negativos, mas convoca à constante reflexão sobre seus efeitos. Donald Winnicott (1985), pediatra e psicanalista inglês, já afirmara suas proposições acerca do papel da escola e das famílias, da “mãe suficientemente boa” especialmente – que é um conceito que não se refere necessariamente à mãe biológica, mas ao cuidador principal da criança. Atividade A3 Atividade A4