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Você sabe o que são shabits ? Já os viu na exposição sobre o Egito no Museu ? Shabti ou ushabti são pequenas estatuetas, colocadas nas tumbas no Egito Antigo, representando servos cuja função era substituir o morto em seus trabalhos na pós-vida. Estas estatuetas eram de pedra, madeira, bronze ou faiança. Levavam ferramentas nas mãos e um cesto nas costas. Na exposição do Museu Nacional encontram-se shabtis de tamanhos, formas e materiais variados. Tais figuras passaram rapidamente a representar os criados do morto no além-túmulo e tornaram-se bastante populares, substituindo as estátuas de serviçais que as classe mais favorecidas depositavam em suas tumbas no decorrer dos Impérios Antigo e Médio. O nome acompanhou a mudança e as pequenas peças passaram a ser chamadas de shawabty e depois de ushebty. Esse último termo pode ser traduzido como "aquele que responde", numa referência à situação de serviçal da estatueta. No decorrer de sua longa história, as figuras variaram grandemente de estilo, refletindo as mudanças em suas funções. Os materiais mais comuns para o seu fabrico eram a madeira, a pedra, a terracota, a faiança e, ocasionalmente, o bronze. A Época Baixa, com as suas belas estatuetas de faiança azul e verde, apresenta novos detalhes na modelação: o pequeno pedestal, o pilar dorsal, a pêra osírica e o curioso «sorriso saíta». Pesquisadores encontraram, em um túmulo do período final do Império Novo, 365 destas estatuetas. As inscrições feitas em algumas delas indicam claramente que a cada figura correspondia todo o trabalho de um dia do ano. Havia, também, estatuetas de 36 feitores portando açoites, os quais se certificariam de que o trabalho fosse realmente feito. Curiosamente, do túmulo do faraó Seti I (c. 1306 a 1290 a.C.) foram retiradas umas 700 estatuetas desse tipo. CHAUABTIS E UCHEBTIS: ESTATUETAS FUNERÁRIAS EGÍPCIAS As mais antigas estatuetas funerárias tinham um aspecto simples e eram modeladas no lodo do Nilo ou em cera. Representavam o defunto e, tal como ele, apareciam envolvidas em faixas de múmia e colocadas em pequenos sarcófagos, começando depois a ser feitas de materiais mais duráveis, ganhando a sua definitiva aparência mumiforme. No seu posterior desenvolvimento as estatuetas figuravam não apenas o defunto, mas também os seus servidores, sendo conhecidas por chauabtis até à XXI dinastia e depois por uchebtis (os que respondem à chamada), contendo muitos exemplares uma versão do capítulo 6 do «Livro dos Mortos». Os materiais mais comuns para o seu fabrico eram a madeira, a pedra, a terracota, a faiança e, ocasionalmente, o bronze. A Época Baixa, com as suas belas estatuetas de faiança azul e verde, apresenta novos detalhes na modelação: o pequeno pedestal, o pilar dorsal, a pêra osírica e o curioso «sorriso saíta». Shabti ou ushabti são pequenas estatuetas, colocadas nas tumbas, representando servos cuja função era substituir o morto em seus trabalhos na pós-vida. Assim, evitava-se que ele fosse obrigado a cultivar ou limpar campos no Outro Mundo. De início, colocava-se apenas um servidor funerário, em substituição ao morto. Aos poucos, seu número aumentou e, no Novo Império (a partir de 1380 a.C) já se colocavam até centenas que eram guardados em caixas, cestos e vasos. Estas estatuetas eram de pedra, madeira, bronze ou faiança. Levavam ferramentas nas mãos e um cesto nas costas. Na exposição do Museu Nacional encontram-se shabtis de tamanhos, formas e materiais variados. Egípcias figuras shabti Shabti figura provavelmente desenvolvido a partir dos números servo comuns em tumbas do Médio Império. Eles foram mostrados como mumificados como o falecido, com o seu próprio caixão, e foram inscritos com um feitiço para fornecer alimentos para o seu mestre ou mestra em vida após a morte. A partir do Novo Império (cerca de 1550-1070 aC) em diante, o falecido era esperado para participar na manutenção do "Campo dos Juncos", onde ele ou ela viveu por toda a eternidade. Isso significava empresa de trabalho agrícola, como arar, semear e colher os cultivos. A figura shabti tornou-se considerado como uma figura de servo, que iria realizar o trabalho pesado em nome do falecido. Os números foram ainda mumiforme (na forma de múmias), mas agora realizada implementos agrícolas, tais como vagabundas. Eles foram inscritos com um feitiço que fez responder quando o falecido foi chamado para trabalhar. Estas estatuetas eram de pedra, madeira, bronze ou faiança. Levavam ferramentas nas mãos e um cesto nas costas. Na exposição do Museu Nacional encontram-se shabtis de tamanhos, formas e materiais variados. . Muitos dos bens encontrados nos túmulos — nos explica John Baines — repetiam simbolicamente o tema da ressurreição, sendo esta idéia expressa numa enorme variedade de formas. Alguns objetos correspondiam a determinadas necessidades no outro mundo. O morto era acompanhado, no seu funeral, por umas 400 figuras shabtys, talvez a mais comum de todas as antiguidades egípcias. Estas eram pequenas figuras substitutas do morto, um dos papéis das quais era o de trabalhadores que deviam responder a um possível dever de corvéia que implicava carregar areia. Depois de serem encaradas como moradas alternativas para o ka, as estatuetas passaram a ter um aspecto mumiforme e suas inscrições associavam claramente o morto a Osíris, o deus do mundo subterrâneo. Durante o período final da XII dinastia as funções das estatuetas funerárias foram ampliadas. Elas continuaram a se identificar com o proprietário da tumba, mas agora eram encaradas como trabalhadores que prestavam um serviço para o defunto e foi nessa época que receberam o nome de shabtys. Tais figuras passaram rapidamente a representar os criados do morto no além-túmulo e tornaram-se bastante populares, substituindo as estátuas de serviçais que as classe mais favorecidas depositavam em suas tumbas no decorrer dos Impérios Antigo e Médio. O nome acompanhou a mudança e as pequenas peças passaram a ser chamadas de shawabty e depois de ushebty. Esse último termo pode ser traduzido como "aquele que responde", numa referência à situação de serviçal da estatueta. Já no decorrer do Império Novo e até a época dos Ptolomeus (de 1550 a 30 a.C.), as estatuetas atuavam como agricultores no além-túmulo. Frequentemente eram representadas carregando enxadas, alviões, sacos de sementes, potes de água, refletindo suas atividades agrícolas. Uma vez que muitos egípcios eram submetidos a corvéia (trabalho forçado como forma de taxação), — nos ensina Diana Craig Patch —adquiriam shabtys para serem seus substitutos quando Osiris os chamasse para lavrarem os campos eternos. Para os antigos egípcios, a substituição de um indivíduo por outro na realização de um trabalho necessário era uma prática aceitável. Curiosamente, existemshabtys que eram destinados à realeza e à nobreza, homens e mulheres que não estavam envolvidos com a corvéia, dando a entender que essas pessoas não estavam isentas de trabalhar no além-túmulo. Foi sugerido que a partir do 3º Período Intermediário, iniciado em 1070 a.C. aproximadamente, os shabtys não eram mais substitutos do morto, mas algo análogo a escravos pessoais. Arqueólogos encontraram, em um túmulo bem equipado do período final do Império Novo, 365 destas estatuetas. As inscrições feitas em algumas delas indicam claramente que a cada figura correspondia todo o trabalho de um dia do ano. Havia, também, estatuetas de 36 feitores portando açoites, os quais se certificariam de que o trabalho fosse realmente feito. Do túmulo do faraó Seti I (c. 1306 a 1290 a.C.) foram retiradas umas 700 estatuetas desse tipo. Existem registros atestando que as pessoas compravam os shabtys em oficinas dos templos. No decorrer de sua longa história, as figuras variaram grandemente de estilo, refletindo as mudanças em suas funções. Eram feitas de uma grande variedade de materiais, sendo que os mais comuns eram pedra, faiança, madeira e argila. Inicialmente vinham inscritas com o nome e títulos de seu proprietário e, posteriormente, passaram a ser esculpidascom fórmulas que as convocavam para o trabalho que fosse necessário realizar no além-túmulo. Quando chamadas pelo defunto, as figuras que traziam o seu nome transformavam-se em homens ou mulheres adultos, seguiam-no e faziam tudo o que ele ordenasse que fizessem. Às vezes tinham gravadas o capítulo 6 do Livro dos Mortos, que reza: DE COMO FAZER A IMAGEM SHABTY TRABALHAR PARA UM HOMEM NO MUNDO INFERIOR Diz o escriba Nebseni, desenhista do Templo do Norte e do Sul, homen altamente venerado no Templo de Ptá: — "Ó imagem shabty do escriba Nebseni, filho do escriba Tena, vitorioso, e da senhora da casa Mut-resta, vitoriosa, se eu for chamado, ou condenado a fazer algum trabalho, seja ele qual for, dentre os que devem ser executados no mundo inferior — eis que [para ti] a oposição ali será posta de lado — por um homem em seu turno, que o julgamento recaia sempre sobre ti em lugar de recair sobre mim, quando for preciso semear os campos, encher os rios de água, e trazer as areias deste este [para] o oeste." [A imagem shabty responde], "De fato estou aqui [e irei] aonde ordenares que eu vá." Shabti, Shawabti e Ushabti Durante a pré-dinástico e Período Dinástico início há alguma evidência do enterro de sacrifício dos servos com o falecido. No entanto, esta prática foi rapidamente visto como desnecessário e um desperdício, e as imagens simbólicas em vez de servos foram pintadas por dentro túmulos para ajudar o morto no outro mundo. Essa prática desenvolveu-se o uso de pequenas estatuetas conhecidas como Shabti (Shabtiu, Shabty, Shawabti ou Ushabti). A Shabti é uma pequena figura humana que representa uma pessoa que iria realizar uma determinada tarefa para o defunto na outra vida. O Amduat (submundo) incluiu extensões de terras concedidas ao falecido pelo deus sol Ra a partir do qual os mortos abençoados poderia receber sua nutrição. Sem surpresa, os nobres ricos e royalties não planeja fazer qualquer trabalho por si próprios e por isso eles iriam levar seus servos (simbólico) com eles. As primeiras versões (Shabti ou Shabtiu) foram modelados para representar a tarefa que iria realizar e receber ferramentas minúsculo etc com que para completar suas tarefas. Mais tarde Shawabti (e Ushabti) foram inscritos com uma fórmula mágica que ativá-los (veja abaixo). Shabti foram feitos de diversos materiais, incluindo, faiança, cera, argila, madeira, pedra, terracota e, ocasionalmente, vidro e bronze. Bibliografia: http://www.fascinioegito.sh06.com/shabtis.htm COOK, M. A. Uma breve história do homem. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. -Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.