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Casamento na Roma Antiga O casamento na Roma Antiga era uma das principais instituições da sociedade romana e tinha como principal objetivo gerar filhos legítimos, que herdariam a propriedade e o estatuto dos pais. Entre as classes mais prestigiadas, servia também para selar alianças de natureza política ou econômica. Assim, os pais preferiam escolher eles mesmos a noiva para seus filhos ou os seus futuros genros, sem levar em consideração os desejos dos filhos. Todavia, na prática tinham também que ter em conta o parecer da esposa, da mãe do noivo ou da noiva, o qual podia ser mais suscetível ao sentimento. O direito do pai de escolher o esposo ou a esposa para os filhos é uma consequência da antiga pátria potestas que, com a mudança dos costumes, tende a limitar esse direito até que os jovens conquistem o privilégio de recusar o partido que a eles vem proposto no caso em que esse último seja próprio inaceitável. Contexto Histórico No início, não era necessária nenhuma espécie de cerimónia legal ou religiosa para que um casamento fosse considerado válido na Roma Antiga: bastava a coabitação entre um homem e uma mulher para que estes fossem considerados casados. A estruturação legal do casamento foi realizada ao longo da República, tendo sido alterada com o Império. Requisitos Para que um casamento fosse válido na Roma Antiga era necessário que se respeitassem os seguintes critérios: a capacidade jurídica matrimonial, a idade e o consentimento. Capacidade Jurídica ou então Conubium: Dela só gozavam os cidadãos romanos. Os estrangeiros, os escravos e os que trabalhavam na prostituição estavam impedidos casar. Este poderia ser concedido em casos excepcionais. Idade: As idades mínimas para casar encontravam-se relacionadas com o atingir da puberdade. https://pt.wikipedia.org/wiki/Roma_Antiga https://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade_(direito) https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica https://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Homem https://pt.wikipedia.org/wiki/Mulher https://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Romana https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano https://pt.wikipedia.org/wiki/Idade https://pt.wikipedia.org/wiki/Escravatura https://pt.wikipedia.org/wiki/Prostitui%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Puberdade No caso dos homens, esta idade estava fixada aos 14 anos e nas mulheres aos 12 anos. Na prática, era raro um homem casar antes dos 25 anos. No tocante às mulheres, procurava-se aguardar os 18 anos. Era socialmente aceite o casamento de um homem com uma mulher com idade para ser sua filha ou neta, não era raro uma adolescente de 15 anos se casar com um homem de 35 na elite patrícia. Casar quando ainda não se tinha completado o processo de desenvolvimento físico implicou para muitas jovens romanas a morte prematura durante o parto ou por complicações a este associadas. As mulheres das classes menos abastadas casavam em geral mais tarde, dado que não lhes era tão fácil arranjar o dote necessário. Os pais poderiam prometer os filhos em casamento aos 7 anos de idade. Consentimento: O consentimento requerido para o casamento era do pater famílias, ou Chefe de Família. Primeiro, o noivado, depois, o casamento. O casamento acontecia depois de um longo período de noivado, já que os noivos eram, às vezes, escolhidos pelos pais enquanto ainda eram crianças. Ambos os pais tinham o compromisso recíproco, perante as testemunhas, de unir seus filhos. No mesmo contexto de compromisso familiar existia também o Dote, o dote era um costume de ‘’ aceitação’’ das propostas de casamento, onde são transferidos bens da família da noiva para o noivo ou sua família. O Dote era um direito, e tinha o objetivo de ajudar o marido nos encargos do casamento, No período antigo o dote não era devolvido à família da mulher em caso de divórcio, diferentemente do que foi imposto no período clássico. Posteriormente a lei romana passa a garantir a devolução em qualquer caso de dissolução de casamento, incluindo a morte da mulher. Como o casamento era constituído por pacto nupcial, existiam casos de o marido doar uma quantia combinada a família da mulher, mas isso não era comum nem obrigatório e não constituía dote, a doação à noiva a qual era restituída no caso em que o noivado fosse interrompido. Esse era o considerado preço da noiva, ao qual a família decidia o valor estipulado. Os jovens trocavam entre si uma aliança. https://pt.wikipedia.org/wiki/Parto Tipos de Casamento Existiam diferentes formas de matrimônio no Império Romano. Três dessas formas colocavam a jovem esposa sob o poder absoluto do marido (in manu marití). Os três antigos tipos de casamento eram: Coemptio (Matrimônio por aquisição) Confarreatio (Matrimônio por comunhão) Usus (Matrimônio por coabitação) O primeiro (Coemptio) torna o casamento igual a uma aquisição da noiva perante as testemunhas e o marido é o proprietário da mulher. O segundo (Confarreatio) é, talvez, o mais antigo e tem um caráter religioso: é celebrado na presença do pontífice máximo e do flâmine de Jupiter, sendo o seu momento culminante a divisão entre os dois jovens de uma focaccia de farro, que era um grão de qualidade inferior que ainda era usado em certos ritos religiosos, desse modo, os esposos se ‘’ comunicavam’’ durante o sacrifício e eram unidos religiosamente. Essa era a forma matrimonial praticada pelos patrícios e era indispensável para quem quisesse que os filhos nascidos dessa união exercitassem certas formas de sacerdócio. O terceiro (Usus) ou também matrimônio por coabitação, era simplicíssimo: os esposos tinham uma vida em comum, e passado um ano, a mulher se submetia à potestas do marido. Com esse procedimento jurídico, usado desde o século IV a.C, eliminaram-se certas categorias de mulheres à manus dos respectivos maridos, isto é, começaram a ser celebrados os primeiros casamentos entre patrícios e plebeus. Nesse caso, as mulheres ficavam sob a tutela legal do pai e, com a morte desse último, sob aquela de um tutor escolhido pelo pretor. Nos últimos anos da república, essas formas caíram em desuso e no seu lugar foi aplicada uma quarta forma, a qual dava independência à mulher. Casamento = Início de uma vida a dois Assim, durante a Idade Clássica, os matrimônios eram verdadeiras e próprias ‘’ uniões livres’’ que tinham suas bases somente no consentimento mútuo e no afeto dos noivos.