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Questão 1/10 - História e Memória Verifique o extrato de texto a seguir: “O ato da memória que se manifesta no apelo à tradição consiste em expor, inventando se necessário, ‘um pedaço de passado moldado às medidas do presente’ de tal maneira que se possa tornar uma peça do jogo identitário”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CANDAU, J. Memória e identidade. Trad. Maria Letícia Ferreira. São Paulo: Contexto, 2012. p. 122. Considerando o extrato de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre a relação memória-tempo-identidade no processo de criação das memórias, é correto afirmar que: Nota: 10.0 A A memória é o componente temporal da identidade e é responsável por criá-la e situá-la no tempo. Você acertou! Comentário: Esta é a resposta correta porque: “A memória, como afirmou Paul Ricoeur (2007, p. 94), é o componente temporal da identidade, é a responsável por criá-la e situá-la no tempo” (livro-base, p. 121). As demais alternativas ou não se relacionam ao texto-base ou distorcem ao conteúdo apresentado no livro-base nas páginas 121 e 122. B Identidades coletivas são formadas apenas a partir de memórias estáveis, nunca por meio de memórias em disputa. C Na constituição de identidades coletivas, em diferentes tempos e lugares, a memória permaneceu intocada pelo interesse e controle dos grupos de poder. D Identidades nacionais se formam apenas com elementos verificáveis, ficando de fora de sua constituição tradições inventadas e a busca por heróis da nação. E Memórias não-oficiais carecem da capacidade de construir identidades coletivas, pois são para sempre enterradas pelas memórias oficiais. Questão 2/10 - História e Memória Leia o extrato do texto a seguir: “Pode-se considerar que o grande acontecimento, decisivo na oscilação da noção de verdade, é quando Lorenzo Valla consegue estabelecer a falsidade da doação de Constantino. Esse documento, importante na partilha entre a autoridade papal e imperial, estabelecia que o imperador Constantino teria dado ao Papa Silvestre a possessão de Roma e da Itália e aceitaria a autoridade temporal do Vaticano sobre o Ocidente cristão.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DOSSE, F. A História. Trad. Maria Helena Ortiz Assumpção. Bauru: Edusc, 2003. P.28. Considerando o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões, a falsificação do documento da doação de Constantino por parte da Igreja Católica na Idade Média constitui que tipo de dinâmica de memória? Assinale a alternativa correta. Nota: 10.0 A Esquecimento de memória B Memória subterrânea C Memória histórica D Manipulação da memória Você acertou! Comentário: Esta é a resposta correta porque: “Muitas vezes a memória é manipulada para atender a determinados objetivos e expectativas. Documentos históricos e fontes de memória podem ser destruídos, distorcidos, manipulados para a criação de versões específicas. Um grande exemplo foi o documento falso chamado ‘A doação de Constantino’ [...] O documento da doação de Constantino teria sido originalmente produzido no século VIII e foi muito utilizado pela Igreja para afirmar seu poder perante a cristandade e as autoridades do Sacro Império Romano Germânico, até o período em que foi desmascarado. ” (livro-base, p. 127) E Jogo da memória Questão 3/10 - História e Memória Leia o extrato do texto a seguir: “As identidades são fabricadas por meio da marcação da diferença. Essa marcação da diferença ocorre tanto por meio de sistemas simbólicos de representação quanto por meio de formas de exclusão social. A identidade, pois, não é o oposto da diferença: a identidade depende da diferença”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: SILVA, T. T. da. A produção social da identidade e da diferença. In. SILVA, T. T. da. (Org.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 2013. p.40. Considerando o extrato do texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre as três concepções de sujeito na história apresentadas por Stuart Hall que compõem as mudanças identitárias, relacione corretamente os seguintes elementos às suas respectivas características: 1. O sujeito do iluminismo 2. O sujeito sociológico 3. O sujeito pós-moderno ( ) Pertence a múltiplos grupos, com uma identidade fragmentada, formada e transformada constantemente e, muitas vezes, contraditória. ( ) Baseia-se em uma concepção de peso como indivíduo, totalmente centrado, unificado e dotado das capacidades de razão, consciência e ação. ( ) Sujeito não autônomo, formado nas relações com pessoas consideradas importantes para ele – alguém que transita entre os universos pessoal e público. Agora marque a alternativa que apresenta a sequência correta: Nota: 10.0 A 3-2-1 B 2-3-1 C 1-2-3 D 2-1-3 E 3-1-2 Você acertou! Comentário: A sequência correta é 3-1-2, pois são estas as concepções de sujeitos: [3] O sujeito pós-moderno: que pertence a múltiplos grupos, com uma identidade fragmentada, formada e transformada constantemente e, muitas vezes, contraditória. [1] O sujeito do Iluminismo: baseado em uma concepção de peso como indivíduo, totalmente centrado, unificado e dotado das capacidades de razão, consciência e ação. [2] O sujeito sociológico: não autônomo, formado nas relações com pessoas consideradas importantes para ele – alguém que transita entre os universos pessoal e público. (livro base p.212-213). Questão 4/10 - História e Memória Leia o extrato do texto: “[...] é uma história vista como alternativa a todas as construções historiográficas baseadas no escrito. Desenvolveu-se à margem da Academia, baseando-se implicitamente na ideia de que se chega à ‘verdade do povo’ graças ao testemunho oral”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: THOMPSON, Paul. A voz do passado: história oral. 3ª ed. Trad. Lólio Lourenço de Oliveira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002. p.89. Considerando o extrato do texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre o percurso da história oral, é correto afirmar que: Nota: 10.0 A A oralidade só passou a ser considerada nas pesquisas acadêmicas no século XXI. B A história oral, como técnica moderna de documentação, está diretamente ligada ao aparecimento do gravador no século XX. Você acertou! Comentário: A alternativa correta é a letra B, pois “A história oral, como técnica moderna de documentação, está diretamente ligada ao aparecimento do gravador” (livro-base, p.179). As demais alternativas distorcem parcial ou totalmente os conteúdos do livro-base p.179-181. C Na Grécia Antiga a oralidade tinha menos valor que o documento escrito, historiadores gregos antigos rejeitavam os depoimentos orais. D No século XVIII, com o Iluminismo, houve a valorização da oralidade em detrimento do documento escrito oficial para o conhecimento da história. E A interdisciplinaridade teve pouca importância para a difusão do uso da história oral no meio acadêmico. Questão 5/10 - História e Memória Leia o seguinte fragmento do texto: “[...] Se a memória carregaria indelevelmente a afetividade dos sujeitos, a história traria consigo a imparcialidade, a objetividade dos fatos; uma se aproximaria do passado para revivê-lo, ao passo que a outra se distanciaria para analisá-lo”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: FREIRE, D. J. F. O (des) encontro entre Memória e História. Revista História e Historiografia, Ouro Preto, n.21, p.132-139, ago. 2016. p. 133. Em uma aula de História um professor solicitou aos seus alunos que escrevessem exemplos de memória (individual, coletiva, histórica) e de história. Considerando esse fragmento de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos etensões, relacione corretamente os seguintes elementos aos seus respectivos exemplos: (1) Memória (2) História ( ) O nome de uma rua importante da cidade chamada Avenida Getúlio Vargas. ( ) O conteúdo “Revolução Francesa” do livro didático escolar. ( ) As lembranças dos avós sobre o seu tempo de infância. ( ) As comemorações do aniversário da cidade. A sequência correta é: Nota: 0.0 A 1-2-1-2 B 1-2-1-1 Comentário: A sequência correta é 1-2-1-1. Os exemplos: “O nome de uma rua importante da cidade chamada Avenida Getúlio Vargas”, “As comemorações do aniversário da cidade”, “As lembranças dos avós sobre o seu tempo de infância” são exemplos de memória pois referem-se à memória histórica, a uma memória coletiva e a uma memória individual respectivamente. O exemplo “O conteúdo “Revolução Francesa” do livro didático escolar” trata-se de material confeccionado a partir a historiografia (produção do conhecimento histórico feito por historiadores). “A memória acaba demonstrando uma relação afetiva e emocional com o passado, pois, acima de tudo, ela emerge de maneira pessoal, individual. Para além disso, a memória se mostra extremamente seletiva e suscetível ao esquecimento (Joutard, 2007). Já a história, que pode ser entendida tanto como a realidade histórica (o que realmente teria acontecido num dado tempo) quanto como o conhecimento produzido a respeito dela, é diferente da memória. A história procura impor certa distância aos acontecimentos, construindo algumas barreiras com relação ao passado. Em grande parte das situações, o historiador não viveu o que narra e, como estudioso, adota uma postura de distanciamento. Esse tipo de abordagem passou a ser frequente a partir do século XIX, com a promoção da história como área de conhecimento distinta, como disciplina científica, juntamente com a formação de um método de investigação” (livro-base, p. 33). C 2-2-1-1 D 1-2-2-1 E 2-2-1-2 Questão 6/10 - História e Memória Leia o extrato de texto a seguir: “Com exceção de alguns casos patológicos, todo indivíduo é dotado dessa faculdade (a memória) que decorre de uma organização neurobiológica muito complexa.” Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CANDAU, J. Memória e identidade. Trad. Maria Letícia Ferreira. São Paulo: Contexto, 2012. p. 21. Considerando o extrato de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre as dimensões da memória, relacione corretamente os seguintes elementos às suas respectivas características. 1. Protomemória 2. Memória propriamente dita 3. Metamemória ( ) é aquela de baixo nível, que nos indivíduos constitui os saberes e as experiências mais resistentes e compartilhadas pelos membros de uma sociedade, ligadas aos hábitos, à linguagem, etc. ( ) é a memória de alto nível, que essencialmente diz respeito a uma memória de recordação ou reconhecimento. ( ) se refere à representação que cada indivíduo faz de sua própria memória, o conhecimento que ele possui dela e às dimensões em que um indivíduo se filia ao seu passado e como constrói e explicita sua identidade. Agora assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: Nota: 10.0 A 3 – 2 – 1 B 2 – 3 – 1 C 1 – 2 – 3 Você acertou! Comentário: A sequência correta é 1-2-3, pois a protomemória “é aquela de baixo nível, denominada protomemória, que nos indivíduos constitui os saberes e as experiências mais resistentes e compartilhadas pelos membros de uma sociedade”; a memória propriamente dita “ou de alto nível, que essencialmente diz respeito a uma memória de recordação ou reconhecimento. Na concepção de Bergson, é a memória-lembrança” e a metamemória “se refere à representação que cada indivíduo faz de sua própria memória, o conhecimento que ele possui dela” e “às dimensões em que um indivíduo se filia ao seu passado e como constrói e explicita sua identidade” (livro-base, p.229-230). D 2 – 1 – 3 E 1 – 3 – 2 Questão 7/10 - História e Memória Leia o fragmento do texto: “Na figura de Tiradentes todos podiam identificar-se, ele operava a unidade mística dos cidadãos, o sentimento de participação, de união em torno de um ideal, fosse ele a liberdade, a independência ou a república. Era o totem cívico. Não antagonizava ninguém, não dividia as pessoas e as classes sociais, não dividia o país, não separava o presente do futuro”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: CARVALHO, J. M. de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. P.68. Considerando o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre a construção da memória de Tiradentes ao longo dos séculos XIX e XX, é correto afirmar que: Nota: 10.0 A com a proclamação da República em 1889, em um contexto em que predominavam as ideias positivistas, Tiradentes foi alçado à categoria de mártir, de herói da nação. Você acertou! Comentário: Esta é a resposta correta porque: “Como nesse momento [período da proclamação da República] predominava o positivismo como modelo para a escrita da história, Tiradentes foi envolvido em uma aura de mártir, de herói da nação. O ensino de História, veiculado por professores formados no modelo positivista e pensado como instrumento para construir ideais civistas e nacionalistas, contribuiu para enraizar uma outra memória sobre esse personagem histórico” (livro-base p. 147-148) as demais alternativas distorcem, parcial ou integralmente, o conteúdo do livro-base (p.147-149). B O ensino de história, já nas primeiras décadas do século XX, no início da República, contribuiu para desconstruir a imagem de Tiradentes como mártir e herói da nação. C No período do Regime Militar (1964-1985) a figura de Tiradentes foi desvalorizada em função de ele ter liderado uma revolta, o que, aos olhos dos militares, não satisfazia a ideia de herói da nação. D Durante o Estado Novo (1937-1945), com Vargas, houve uma tentativa de substituir a representação heroica de Tiradentes por uma representação mais vinculada as pessoas comuns, extrato social do qual ele pertencia. E Uma memória histórica positiva de Tiradentes foi construída ainda no período imperial (1822-1889) como forma de valorizar seus feitos e construir uma identificação entre seus ideais e o projeto de nação daquele contexto. Questão 8/10 - História e Memória Leia o excerto de texto a seguir: “A primeira geração surgiu nos Estados Unidos nos anos 50 e seu intento era modesto: coligir material para os historiadores futuros; seria um instrumento para os biógrafos vindouros. Ela está decididamente do lado das ciências políticas e se ocupa somente dos notáveis”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: JOUTARD, P. História oral: balanço da metodologia e da produção nos últimos 25 anos. In: AMADO, J.; FERREIRA, M. de M. (Org.). Usos e abusos da história oral. 8. ed. Rio de Janeiro: Ed. da FGV, 2006. p.45. Considerando o excerto de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre o percurso da história oral enquanto uma metodologia moderna, é correto afirmar que: Nota: 10.0 A Nos anos 1950 nos EUA, quando a história oral começou a formar arquivos sonoros, registrou-se primeiramente a história de norte-americanos ilustres. Você acertou! COMENTÁRIO: Esta é a resposta correta porque: “Inicialmente, nos anos de 1950, a história oral se preocupou em registrar a história de pessoas ilustres da sociedade norte-americana (a história oral como técnica moderna de documentação apareceu pela primeira vez em 1948, na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, com a criação da Oral History Association) – primeira geração dos pesquisadores em história oral” (livro-base p. 181). As demais alternativas distorcem, parcial ou integralmente, os conteúdos do livro-base páginas 180-183. B A história oral se desenvolveu a partir da preocupação na salvaguardade registros orais das comunidades indígenas norte-americanas. C Os primeiros arquivos orais se constituíram de entrevistas feitas com pessoas em situação de vulnerabilidade social da sociedade norte-americana. D A primeira geração de pesquisadores em história oral se preocupou em dar voz e vez aos negros e mulheres norte-americanas. E Nos Estados Unidos, a história oral se preocupou especialmente com o registro das campanhas eleitorais para presidente. Questão 9/10 - História e Memória Leia o fragmento de texto: “A memória é uma das três potências da alma racional (as outras são o entendimento e a vontade) e, como reflexo das dignidades de Deus, ela é boa, grande, duradoura, poderosa, sábia, voluntariosa, virtuosa, verdadeira e gloriosa, e tem princípio, meio e fim, maioridade, igualdade e menoridade”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: COSTA, R. História e memória: a importância da preservação e da recordação do passado. SINAIS (Revista Eletrônica-Ciências Sociais). Vitória: CCHN, UFES, Edição n.02, v.1, p.02-15, out. 2007. p.4. Considerando o fragmento de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre memória e história na Idade Média, é correto afirmar que: Nota: 10.0 A Uma tradição mnemônica cristã se fortaleceu na Idade Média, ou seja, sistemas de memorização que eram verdadeiras liturgias da recordação, baseadas em datas e fatos da fé cristã. Você acertou! Comentário: Alternativa correta letra A. A memória no ocidente medieval é pautada em uma interpretação cristã. Essa ideia é confirmada no texto-base. Essa ideia é confirmada também no livro-base na página 89 “Nessa trama se fortaleceu, ao longo do medievo, uma tradição mnemónica cristã, centrada nas artes da memória como meio de ordenar ‘intenções espirituais’. Os sistemas de memorização, que se manifestaram em verdadeiros tratados da memória, eram utilizados então para lembrar o paraíso ou o inferno. Surgiram, assim, as liturgias de recordação dos mortos, dos santos” (livro-base, p. 89). As demais alternativas distorcem os conteúdos do livro-base das páginas 89 e 90. B Na visão histórica da Idade Média, os grandes atores eram os homens, constituindo uma noção laica de memória histórica, em que os ritos religiosos não importavam. C O cristianismo medieval apresentou uma continuidade com o pensamento romano pagão ao demarcar o tempo com as noções de criação, encarnação e juízo final. D No medievo a concepção de tempo, inclusive da memória, era uma concepção cíclica (marcada por uma eterna repetição dos acontecimentos), própria da fé cristã. E Toda a memória no Ocidente Medieval se constituiu a partir da ideia de messianismo, derivada da influência muçulmana na Europa. Questão 10/10 - História e Memória Leia o seguinte fragmento de texto: “O mito é assim, antes de tudo, uma ontofania, ou seja, uma manifestação de ser. Torna presente o próprio fenômeno da existência em sua plenitude de ser e de sentido, nos coloca diante da própria gênese dos deuses e homens. O mito é a palavra que revela o ser. Revela-o, note-se bem. Não o conceitua ou esgota, ou delimita-o a um sentido”. Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSÁRIO, C. C. O lugar mítico da memória. Morpheus - Revista Eletrônica em Ciências Humanas, ano 01, n. 01, p.1-6, 2002. p.2. Considerando esse fragmento de texto e os conteúdos do livro-base História & Memória: diálogos e tensões sobre a memória mítica, é correto afirmar: Nota: 10.0 A O mito é parte da memória coletiva e tem a função de explicar a origem de uma realidade vivida partindo do passado. Você acertou! Comentário: Conforme elemento do texto-base e do livro-base a memória mítica tem função explicativa do passado e a memória coletiva muitas vezes se apropria da memória mítica. As demais alternativas distorcem (integral ou em parte) o que é apresentado nas citadas páginas do livro-base sobre a memória mítica. “O mito é o meio pelo qual as sociedades encontram uma explicação para suas origens e também uma forma a partir da qual podem expressar uma identidade comum” (livro-base p. 75-76). B A memória mítica dá origem a memória coletiva, porém é algo que pertence ao passado. Nos tempos atuais não é mais fonte de explicação do passado dos diferentes grupos. C O mito é resultado da contraposição entre sagrado e profano. A memória ao se apropriar do mito produz uma narração orgânica do passado. D Os mitos sempre têm uma origem temporal precisa e não podem ser confundidos com o tempo da memória. E A memória mítica é resultado da fusão entre o tempo histórico e o tempo mítico que produz a ideia de uma “idade de ouro”.