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TUTORIA 4, MÓDULO 2: AGUENTA CORAÇÃO...
1. Caracterizar os aspectos morfofuncionais do sistema cardiovascular.
(Princípios da Anatomia e Fisiologia – Tortora)
· CORAÇÃO:
- O coração se encontra sobre a região do diafragma, próximo a cavidade mediana da cavidade torácica;
- A membrana que envolve o coração é chamada de pericárdio, essa membrana garante ao coração sua posição anatômica, o que possibilita uma liberdade de movimento para realizar a contração vigorosa e rápida;
· O pericárdio possui duas partes principais: 
I. Pericárdio Fibroso: é superficial, composto por tecido conjuntivo inelástico, resistente, denso e irregular. Impede a hiperdistensão do coração, fornece também proteção e ancoragem do coração no mediastino. 
II. Pericárdio Seroso: mais profundo, é uma membrana mais fina, que forma uma dupla camada no coração. A lâmina parietal do pericárdio seroso mais externa está fundida ao pericárdio fibroso. A lâmina parietal do pericárdio seroso mais interna (epicárdio) é uma das camadas do coração e adere firmemente à sua superfície. 
- Entre essas camadas Parietal e Visceral do pericárdio seroso existe um líquido lubrificante que se encontra na Cavidade do Pericárdio, esse liquido (Líquido Pericárdico) reduz o atrito entre as camadas ditas conforme o coração se move.
- A parede do coração possui 3 camadas, sendo uma mais externa, intermediária e uma interna:
· Epicárdio: região composta por duas camadas, a mais externa trata-se da lâmina visceral do pericárdio seroso, sendo que essa camada mais externa fina e transparente é composta por mesotélio. Sob a região do mesotélio existe uma camada variável de tecido fibroelástico e tecido adiposo (é encontrado em maior quantidade sobre as faces ventriculares, região no qual o mesmo se torna mais espesso, onde protege os principais vasos coronários e artérias), essa quantidade de gordura presente nessa região varia de indivíduo para indivíduo. Contém vasos sanguíneos, linfáticos e vasos que irrigam o miocárdio.
· Miocárdio: região responsável pelo bombeamento do coração (é composto por tecido muscular cardíaco). Compõe cerca de 95% do coração. As fibras musculares cardíacas são organizadas em feixes que circulam o coração diagonalmente e são responsáveis por produzir fortes ações de bombeamento. Mesmo sendo do tipo estriado esquelético o musculo cardíaco possui movimentos involuntários como o músculo liso. 
· EndoFcárdio: é a camada mais interna, trata-se de uma fina camada de endotélio que recobre uma camada fina de tecido conjuntivo. Essa região fornece um revestimento liso para as câmaras do coração e também abrange as valvas cardíacas. Seu revestimento endotelial liso minimiza o atrito de superfície causado com a passagem do sangue pela região. O endocárdio é contínuo ao revestimento endotelial dos grandes vasos sanguíneos ligados ao coração. 
- O coração possui 4 câmaras em sua estrutura, sendo duas câmaras para recepção do sangue (átrios) e duas câmaras inferiores para o bombeamento sanguíneo (ventrículos),
· Os átrios recebem o sangue dos vasos sanguíneos que chegam no coração (veias), na região anterior de cada átrio existe uma estrutura saculiforme enrugada chamada aurícula (aumenta o volume de sangue que pode ser recebido);
a. Átrio Direito: forma a margem direita do coração. Este recebe sangue de 3 veias: veia cava superior, veia cava inferior e seio coronário. Possui uma espessura de aproximadamente 2 a 3 µm. As paredes anterior (áspero) e posterior (liso) são diferentes devido as cristas musculares (denominadas músculos pectíneos). O Septo Interatrial é responsável por fazer a divisão entre o átrio direito e o átrio esquerdo, esse setpo possui uma depressão oval chamada de Fossa Oval. O sangue presente no átrio direito passa para o ventrículo direito por meio da Valva Atrioventricular Direita (Valva Tricúspide) que é recoberta por tecido conjuntivo denso revestido por endocárdio.
b. Átrio Esquerdo: possui a mesma espessura que o átrio direito, forma a maior parte da base do coração. Esse átrio recebe o sangue do pulmão por meio de 4 veias pulmonares. Também possui a parte da parede posterior lisa. Devido aos músculos pectíneos estarem restritos à região da aurícula do átrio esquerdo, a região a parede anterior também é lisa. O sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo por meio da Valva Atrioventricular Esquerda (Valva Bicúspide ou Mitral). 
· Os ventrículos ejetam o sangue do coração através das artérias.
a. Ventrículo Direito: possui uma espessura de aproximadamente 4 a 5µm, forma a maior parte da face esternocostal do coração. Em seu interior possui uma série de cristas formadas por feixes elevados de fibras musculares cardíacas (Trábeculas Cárneas). As válvulas da válvula tricúspide são conectadas às Cordas Tendíneas, que também são ligadas as Trábeculas Cárneas em forma de cone (Músculos Papilares). Os ventrículos são separados por meio do Septo Intraventricular. O sangue passa do V.D através da Valva do Tronco Pulmonar para à artéria pulmonar (Tronco Pulmonar), que é dividida em artéria esquerda e direita que levam o sangue até os pulmões. 
b. Ventrículo Esquerdo: é a câmara mais espessa do coração, tendo como média de 10 a 15µm de espessura. Possui também Trábeculas Cárneas e Cordas Tíneas que prendem as válvulas da Valva Bicúspide aos músculos papilares. O sangue passa do V.E para a parte ascendente da artéria Aorta, sendo que um pouco do sangue presente nessa região da aorta flui para as Artérias Coronárias, que se ramificam e levam o sangue para as paredes do coração. Já o restante do sangue presente vai para região do Arco da Aorta e Descendente da Aorta (partes abdominal e toraxica da aorta), que levam sangue para todas as regiões do corpo.
· VASOS SANGUÍNEOS:
- A parede dos vasos sanguíneos é composta por 3 tipos de túnicas diferentes: um revestimento epitelial interno, uma túnica média (formada por músculo liso e tecido conjuntivo elástico) e um revestimento externo (tecido conjuntivo).
· Túnica Íntima: trata-se do revestimento mais interno do vaso sanguíneo e está em contato direto com o sangue que passa pelo lúmen do vaso. Essa túnica possui várias partes, mas seus componentes teciduais contribuem de forma mínima para a espessura da parede do vaso. 
- A camada mais interna é o Endotélio (é uma lâmina fina de células planas que revestem a face interna de todo o sistema circulatório), que é continuo ao endocárdio, o endotélio tem a função de: barreira passiva entre o sangue e a parede do vaso, possui influência sobre o fluxo sanguíneo, secreção de mediadores químicos de ação local (influencia o estado de contração do músculo liso sobreadjacente do vaso e ajuda com a permeabilidade capilar). 
- Seu segundo componente é uma Membrana Basal que é profunda ao endotélio, ele fornece uma base de apoio para a camada epitelial. Devido à presença de fibras colágenas em sua composição essa membrana possui resistência à tração, resistência ao estiramento e distensão. Ela se prende ao tecido conjuntivo subjacente, o que por sua vez a concede a função de regular o movimento molecular. 
- A terceira parte, ou seja, a mais externa é a Lâmina Elástica Interna que forma uma barreira entre a túnica interna e a túnica média. Essa parte trata-se de uma lâmina fina de fibras elásticas que possui um número variável de aberturas em sua composição (aspecto de queijo suíço), sendo que essas aberturas facilitam o processo de difusão de matérias da túnica simples para a túnica média.
· Túnica Média: trata-se de uma camada de tecido conjuntivo e muscular que possui uma maior variação entre os tipos de vasos. Na maioria dos tipos de vasos, é uma camada relativamente espessa que inclui células de músculo liso lúmen e grandes quantidades de fibras elásticas. 
- As células de músculo liso tem a função de regular o diâmetro do lúmen, estendem-se circularmente em torno do lúmen. A vasoconstrição (diminuição do diâmetro do lúmen) ocorre devido ao aumento da estimulação simpática, que vai estimular o músculo liso a se contrair, o quepor sua vez vai apertar a parede do vaso, o que gera o estreitamento do lúmen. Entretanto, quando a estimulação simpática diminui ou na presença de compostos químicos (óxido nítrico, H+ e ácido lático), o músculo liso vai relaxar, o que causa uma vasodilatação (aumento do diâmetro do lúmen), esse processo também pode ocorrer em resposta ao aumento da pressão arterial. 
- A separação entre a túnica média e a túnica externa é feita pela Lâmina Elástica Externa (rede de fibras elásticas), que é uma região pertencente a túnica média.
· Túnica Externa: trata-se do revestimento externo dos vasos sanguíneos, é composto por fibras elásticas e colágenas. Possui vários nervos, e nos grandes vasos essa túnica possui pequenos vasos que irrigam o tecido da parede do vaso, esses pequenos vasos que fornecem sangue para a parede são chamados de Vasos dos Vasos (Vasos Vasorum). Essa túnica ajuda na ancoragem de vasos aos tecidos circundantes.
a. Artérias: a sua parede possui as 3 túnicas presentes nos vasos sanguíneos normais, entretanto possui uma túnica média espessa de tecido muscular e elástico. Devido a sua grande quantidade de fibras elásticas, as artérias possuem uma alta complacência (paredes se esticam ou expandem com facilidade sem se romper) em reposta a um pequeno aumento da P.A. 
I. Artérias Elásticas: são as maiores artérias do corpo, sendo que, o seu diâmetro pode variar desde uma mangueira de jardim (aorta e tronco pulmonar) a um dedo da mão (ramos da aorta). Mesmo possuindo o maior diâmetro suas paredes possuem 1/10 do tamanho total do vaso. 
- Esses vasos possuem lâminas elásticas internas e externas bem definidas, em conjunto com uma túnica média espessa que possui muitas fibras elásticas (Lâmelas Elásticas). 
- Possuem dois troncos principais que saem do coração (aorta e tronco pulmonar), juntamente com os principais ramos da aorta: tronco broncoencefálico, artéria subclávica, artéria carótida comum e artéria ilíaca comum.
- Possuem a função de ajudar a impulsionar o sangue no sentido anterógrado enquanto os ventrículos estão relaxados. 
II. Artérias Musculares: são artérias de médio porte, devido ao fato de sua túnica média possuir mais músculo liso e menos fibras elásticas do que as artérias elásticas. O músculo liso compõe aproximadamente 75% dessa artéria. Devido a isso a artéria consegue se dilatar e contrair mais para regular a velocidade do fluxo sanguíneo. Possui lâmina elástica interna bem definida, mas a lâmina elástica externa é fina. Nas grandes artérias a espessura das túnicas médias podem alcançar até 40 camadas de células lisas, enquanto nas pequenas artérias existem poucas camadas (algumas possuem só as 3).
- As espessura dessas artérias varia desde a femoral e axilar (possui espessura de um lápis) até as artérias filiformes que adentram os órgãos (aproximadamente 0,5mm de diâmetro). Uma vez que essas artérias continuam a se ramificar e distribuir sangue pelos órgãos, elas são chamadas de Artérias Distribuitivas. 
- A túnica externa na maioria das vezes é mais espessa que a túnica média nas artérias musculares. A camada externa possui fibroblastos, fibras colágenos e fibras elásticas, sendo todos orientados longitudinalmente. Devido a sua camada possuir uma estrutura frouxa as alterações no diâmetro do vaso são possíveis, mas isso também impede o encurtamento ou retração do vaso quando ele for seccionado.
- Devido à pouca quantidade de fibras elásticas nas paredes das artérias, esses vasos não conseguem dilatar e auxiliar a impulsionar o sangue.
b. Anastomoses: a grande maioria dos tecidos do corpo recebem sangue por mais de uma artéria, e quando dois ou mais ramos de artérias se unem e irrigam uma região é chamado anastomose. Esse processo constitui uma via alternativa para a irrigação dos tecidos. 
- A via alternativa de fluxo sanguíneo para uma parte do corpo por meio da anastomose é chamada de Circulação Colateral.
- Esse processo também pode ocorrer entre veias, vênulas e arteríolas.
- As artérias que não se anastomosam são chamadas de Artérias Terminais, a obstrução dessas artérias causa a necrose do tecido.
 
c. Arteríolas: são artérias pequenas, são abundantes vasos microscópicos que regulam o fluxo sanguíneo para as redes de capilares do corpo. O corpo possui aproximadamente 400 milhões de arteríolas, possuem um diâmetro que varia de 15 a 300µm, sendo que a espessura de sua parede é o equivalente à metade do diâmetro total do vaso.
- As arteríolas possuem uma túnica íntima com uma lâmina elástica fina, com pequenos poros. Sua túnica média é composta de 1 a 2 camadas de células musculares lisas. A Metarteríola (extremidade terminal da arteríola) se afunila em direção à junção capilar. A junção (Metarteríola-Capilar) que monitora o fluxo sanguíneo para o capilar é chamada de Esfíncter Pré-Capilar que se trata de ser a célula que se encontra na porção mais distal. 
- Sua túnica externa é composta por tecido conjuntivo areolar com um grande número de nervos simpáticos amielínicos. Tem a função de variar a velocidade do fluxo sanguíneo e a resistência ao longo dos vasos.
- Esses vasos são conhecidos como Vasos de Resistência, isso devido ao fato de participarem da seguinte função: regulação do fluxo sanguíneo das artérias para os capilares (regulando a resistência). 
d. Capilares: trata-se do menor vaso sanguíneo, possuindo um diâmetro que varia de 5 a 10µm, e forma as chamadas curvas em U que ligam o fluxo arterial ao retorno venoso. Esses vasos formam aproximadamente 20 bilhões de vasos curtos que são ramificados e interconectados, que passam entre cada grupo de células do corpo. A sua função primária é realizar a troca de substâncias entre o sague e o líquido intersticial, e devido a isso esses vasos são chamados de Vasos de Troca. 
- Esses vasos são encontrando próximos a quase todas ás células do corpo, mas seu número irá variar de acordo com a atividade metabólica do tecido irrigado. Tecidos que utilizam uma maior quantidade de O2 possuem um rede de capilares extensas, já os que necessitam de menos O2 possuem menos capilares. Já as cartilagens, córnea do olho e a lente do olho não possuem capilares. 
- Devido ao fato dos vasos dos capilares possuírem somente uma túnica, que possui uma única camada de células endoteliais e uma membrana basal, tornasse mais fácil para que o sangue alcance o líquido intersticial e realize as trocas de materiais. 	Essas trocas ocorrem somente pelas paredes dos capilares e início das vênulas. 
- Os capilares atuam como Leito Capilar em todo o corpo, que se trata de uma rede de aproximadamente de 10 a 100 capilares que saem de uma metarteríola. 
- Sangue flui das arteríolas para os capilares, que em seguida fluem para as vênulas.
· VÊNULAS: possuem paredes finas que não mantém sua forma original facilmente. Essas drenam o sangue dos capilares e dão início ao fluxo sanguíneo de retorno ao coração.
- As vênulas que recebem o sangue dos capilares são chamadas de Vênulas Pós-Capilares, sendo esses os menores vasos com um diâmetro que varia de 10 a 50µm, possuem junções intercelulares pouco organizadas, o que por sua vez as deixam mais porosas. Atuam em locais de troca de nutrientes e escórias metabólicas e emigração de leucócitos.
- De acordo (as vênulas pós-capilares) vão se distanciando dos capilares elas adquirem uma ou duas camadas de células musculares lisas. 
- As Vênulas Musculares possuem uma parede mais espessa, tendo um diâmetro de aproximadamente 50 a 200µm, o que gera a impossibilidade de ocorrer a trocar com o líquido intersticial. 
· VEIAS: mostram alterações estruturais conforme aumento de tamanho de pequeno, para médio, para grande. Possuem paredes finas que representam aproximadamente 1/10 do tamanho total do vaso. Elas variam de 0,5µm a 3cm de diâmetro, sendo que as maiores veias se conectam ao coração. 
- A túnica íntima das veias é mais fina que a das artérias, a túnica média chega a ser muito mais fina, enquanto a túnica externa é mais espessa, e a mesma é composta por colágeno e fibras elásticas. Elas são distensíveis,o que as permite adaptarem-se as variações de pressão e ao volume de sangue que passa por elas, mas elas não aguentam uma alta alteração da pressão. 
- Possuem um lúmen maior que o das artérias, e quando são seccionadas raramente estão colabadas.
- O bombeamento do sangue do coração é importante para o retorno do sangue venoso, a contração dos músculos esqueléticos inferiores também tem um importante papel no retorno do sangue. A pressão do sangue nas veias é menor do que nas artérias. O fluxo de sangue da veia é lento e contínuo, mas o sangue jorra rapidamente para a artéria. 
- Muitas veias possuem válvulas, especialmente as que estão presentes nos membros. Essas válvulas são pregas finas de túnica íntima que são semelhantes a abas, elas projetam-se parar o lúmen do vaso, apontando para o coração. Devido à baixa pressão arterial nas veias o sangue que retorna ao coração pode desacelerar ou até mesmo retornar, e as válvulas auxiliam no fluxo impedindo que aja o refluxo sanguíneo.
- O Seio Venoso é uma veia que possui uma parede endotelial fina que não contém músculo liso para variar o seu diâmetro, o tecido conjuntivo denso desse tipo de vaso substitui as túnicas média e externa do vaso, lhe fornecendo suporte.
2. Descrever a condução do estimulo elétrico no coração e sua regulação pelo sistema nervoso autônomo. 
(Princípios da Anatomia e Fisiologia – Tortora)
- A atividade elétrica inerente e rítmica é responsável pelos batimentos cardíacos no decorrer da vida, esses batimentos ocorrem devido a uma rede de fibras musculares especializadas chamadas de Fibras Autorrítmicas, elas são assim chamadas pelo fato de serem autoexcitáveis. Elas produzem potenciais de ação que geram impulsos de contração cardíaca. Essas fibras continuam estimulando a contração cardíaca mesmo após o coração ter sido removido do corpo.
- Essas fibras agem como um marcapasso fisiológico regulando os batimentos cardíacos.
- Formam o Sistema de Condução do Coração, que trata-se de uma rede de fibras musculares cardíacas especializadas que fornecem uma via para que cada ciclo cardíaco de batimento se propague pelo coração. Esse sistema garante um batimento ordenado de todas as câmaras do coração, tornando o mesmo uma bomba de sangue eficaz. 
· A excitação cardíaca tem o seu início no Nó Sinoatrial (SA), que está localizado na parede atrial direita, discretamente inferior a lateral à abertura da veia cava superior. As células desse nó não possuem um potencial de repouso estável. Ou seja, elas se despolarizam de forma espontânea e repetida até atingirem um limiar, sendo que essa despolarização espontânea pode ser chamada de Potencial de Marca-Passo, quando esse alcança seu limiar ele dispara um potencial de ação, e cada um dos potenciais disparados é propagado por meio ao longo dos átrios por meio das junções comunicantes presentes nos discos intercalares das fibras musculares atriais. Assim, após a passagem desse potencial os dois átrios contraem-se. 
· Após percorrer as fibras musculares atriais, o potencial de ação chega ao Nó Atrioventricular (AV), que está localizado no Septo Interatrial. Já no AV, o potencial de ação desacelera, isso devido várias diferenças estruturais celulares presentes no AV. E esse atraso garante com que seja possível a drenagem do sangue atrial para os ventrículos.
· A partir do AV, o potencial de ação adentra no Fascículo Atrioventricular (AV ou Feixe de Hiss). Essa é única região em que o potencial de ação pode ser conduzido dos átrios para a região dos ventrículos, isso pois em outras regiões o esqueleto fibroso do coração isola os ventrículos.
· Após a propagação pelo Feixe de Hiss, o potencial de ação entra nos ramos direito e esquerdo, que se estendem ao longo do Septo Interventricular em direção ao ápice do coração.
· E por fim, os Ramos Subendocárdicos calibrosos (Fibras de Purkinje) conduzem o potencial de ação de forma rápida, tendo início na região do ápice do coração e subindo em direção ao restante do miocárdio ventricular. Após esse processo os ventrículos se contraem, deslocando o sangue para cima em direção as válvulas semilunares. 
- As Fibras Autorrítmicas iniciam um potencial de ação a cada 0,6 segundos ou 100 vezes a cada minuto por conta própria. Dessa forma o SA define o ritmo cardíaco, fazendo dele um marca-passo natural.
- Os impulsos nervosos da divisão autônoma do sistema nervoso (SNA) e hormônios transportados pelo sangue (como a epinefrina) alteram a sua sincronização e a força a cada batimento cardíaco, mas não estabelecem um ritmo de base (ritmo cardíaco).
- Em um indivíduo em repouso, por exemplo, a acetilcolina liberada pela parte parassimpática do SNA atrasa a estimulação do nó SA para aproximadamente 0,8/segundou ou 75 vezes por minuto.
3. Explicar o registro do eletrocardiograma.
(Princípios da Anatomia e Fisiologia – Tortora)
- De acordo que os potenciais de ação se propagam pelo coração, eles produzem correntes elétricas que podem ser detectadas na superfície do corpo. E Eletrocardiograma (ECG) trata-se de um registro desses sinais elétricos obtidos, ele é obtido pelo registro do potencial de ação produzido por todas as fibras musculares do coração durante cada batimento cardíaco. 
- São posicionados 6 eletrodos nos braços e pernas, e outros 6 na região torácica, para realizar o registro do ECG. O eletrocardiógrafo amplifica os sinais elétricos do coração e produz 12 traçados diferentes a partir de combinações distintas de derivações dos membros e do tórax. 
- Com esse exame é possível determinar se a via condutora está anormal, se o coração está dilatado, se determinadas regiões do coração estão danificadas e a causa de uma possível dor torácica. 
- Em um registro convencional 3 ondas são claramente reconhecíveis aparecem a cada batimento cardíaco:
I. Onda P: trata-se de um pequeno desvio para cima do ECG. Essa onda representa a Despolarização Atrial que se propaga do Nó AS, ao longo das fibras contráteis em ambos os átrios. 
II. Complexo QRS: tem início com uma deflexão para baixo, continua como uma grande onda vertical triangular, e termina como uma onda descendente. Esse complexo representa a Despolarização Ventricular Rápida, conforme o potencial de ação se propaga ao longo das fibras ventriculares. 
III. Onda T: trata-se de um desvio para cima em formato de curva. Essa curva indica a Repolarização Ventricular, essa repolarização tem início quando os ventrículos começam a se relaxar. 
· Durante o período de platô da despolarização constante, o traçado do ECG é uma linha reta.
- O tamanho das ondas pode fornecer indício de anomalias. As ondas P maiores podem indicar um aumento da região do átrio; já uma onda Q alargada pode um infarto do miocárdio e uma onda R alargada pode indicar um aumento da região dos ventrículos.
- A análise do ECG também consiste na avaliação dos intervalos ou segmentos:
· Intervalo P-Q: trata-se do tempo desde o início da onda P até o início do complexo QRS. Esse intervalo representa o tempo de condução do início excitação atrial até o início da excitação ventricular.
· Intervalo S-T: inicia-se no fim da onda S e termina no início da onda T. Representa o momento em que a fibras contráteis vestriculares são despolarizadas durante a fase de platô do potencial de ação. Esse segmento estará elevado no Infarto Agudo do Miocárdio e estará abaixo da linha de base quando o músculo cardíaco não estiver recebendo oxigênio suficiente.
· Intervalo Q-T: inicia-se no começo do complexo QRS e termina no final da onda T. Trata-se do tempo de do início da despolarização ventricular até o fim da despolarização ventricular. Esse intervalo pode ser prorrogado por algum dano no miocárdio, isquemia miocárdica (diminuição do fluxo sanguíneo) ou anormalidades na condução do sangue.
4. Descrever o ciclo cardíaco. 
- Um ciclo cardíaco consiste em uma sístole e diástole atrial, mais uma sístole e diástole ventricular. Esse ciclo inclui todos os eventos associados ao processo de batimento cardíaco.
- Em cada ciclo cardíaco, os átrios e ventrículosse contraem e relaxam de maneira alternada, forçando a transição do sangue das áreas de alta pressão para as áreas de baixa pressão. Durante a contração de uma câmara cardíaca a pressão em seu interior aumenta.
· Sístole Atrial: a sístole atrial tem duração de aproximadamente 0,1 segundo, durante esse processo os ventrículos encontram-se relaxados.
- A despolarização do Nó SA provoca a despolarização do átrio, que é marcado pela onda P no ECG.
- Essa despolarização resulta na sístole atrial, de acordo que o átrio se contrai, ele aumenta a pressão em seu interior forçando a passagem do sangue presente em seu interior para os ventrículos por meio das válvulas semilunares.
- A sístole atrial contribui com os últimos 25 ml de sangue já existente em cada ventrículo (capacidade de cerca 105 ml).
- A diástole é o período final, ou seja, o relaxamento atrial. Esse volume de sangue final é chamado de Volume Diastólico Final (VDF).
- O complexo QRS marca o início da despolarização ventricular.
· Sístole Ventricular: esse processo tem a duração de aproximadamente 0,3 segundos ocorre a contração dos ventrículos. Ao mesmo tempo os átrios encontram-se em diástole.
- A despolarização ventricular provoca a sístole ventricular. De acordo que essa sístole começa, o ventrículo aumenta a pressão em seu interior fazendo com que o sangue vá de contato com as válvulas semilunares, o que provoca o seu fechamento. 
· Por aproximadamente 0,05 segundos as válvulas atrioventriculares, do tronco pulmonar e da aorta estão fechadas (Período de contração Isovolumétrica).
· Durante esse período as fibras musculares cardíacas estão contraindo exercendo força, mas estas ainda não começam a se encurtarem (contração muscular Isovolumétrica).
· Como durante esse primeiro momento todas as válvulas estão fechadas o volume ventricular não se altera (período Isovolumétrico).
- Essa contração ventricular continua faz com que a pressão no interior das câmaras aumente consideravelmente.
· Quando pressão VE passa a pressão aórtica em 80mmHg e a pressão VD passa a pressão no tronco pulmonar (aproximadamente 20mmHg), as válvulas da aorta e pulmonar são abertas.
· A partir desse momento inicia-se a ejeção do sangue do coração (Período de Ejeção Ventricular), esse processo tem duração de aproximadamente 0,25 segundos.
· Sendo que a pressão no VE continua subindo até chegar a 120mmHg, e a pressão do VD sobe para aproximadamente 25 a 30mmHg.
- O VE ejeta aproximadamente 70ml de sangue para a aorta, enquanto o VD ejeta o mesmo valor, só que para o tronco pulmonar.
· O volume restante em cada ventrículo é de aproximadamente 60mL (Volume Sistólico Final).
· Volume Sistólico = Volume Diastólico Final – Volume Sistólico Final (VS = VDF – VSF).
- A onda T marca o início da repolarização.
· Período de Relaxamento: esse processo dura aproximadamente 0,4 segundos, trata-se do momento em que os átrios e ventrículos estão relaxados. Ao se aumentar a frequência cardíaca o período de relaxamento é encurtado, enquanto a sístole atrial e ventricular é encurtada minimamente. 
- A repolarização ventricular provoca a Diástole Ventricular, conforme os ventrículos se relaxam a pressão em seu interior diminui, o que faz com que o sangue da aorte e do tronco pulmonar comece a voltar para o seu interior. Esse refluxo sanguíneo faz com que as válvulas da aorta e do tronco pulmonar se fechem. 
- Quando fechada devido a esse refluxo a válvula aorta produz a Onda Dicrótica na curva da pressão aórtica. 
- Após esse fechamento das válvulas ocorre o período de Relaxamento Isovolumétrico, que se trata de um intervalo em que o volume de sangue nos ventrículos não se modifica (as 4 válvulas estão fechadas).
- Quanto mais os ventrículos vão se relaxando, a sua pressão cai de forma rápida. A partir do momento que a pressão ventricular se torna menor que a pressão arterial, as valvas da aorta e pulmonar são abertas e começa o Enchimento Ventricular.
· Sendo que a maior parte do enchimento ventricular começa após a abertura das válvulas.
· O sangue que fluiu para os átrios e ali acumulou-se durante a sístole ventricular então se desloca rapidamente para os ventrículos.
· No final desse período os ventrículos estão preenchidos em aproximadamente 75% da sua capacidade total.
· A onda P aparece no ECG, sinalizando o início de outro ciclo cardíaco.
5. Caracterizar a frequência e o débito cardíaco e os seus mecanismos de regulação.
- Mesmo possuindo fibras que agem de forma involuntária o funcionamento é regulado por eventos que ocorrem em todo o corpo.
- As células do corpo precisam receber uma certa quantidade de oxigênio para que possam continuar vivas e desempenhando suas funções. Quando estão metabolicamente ativas (durante a realização de exercícios), as células utilizam uma maior quantidade de oxigênio, já quando estão em repouso, a demanda das células por oxigênio é reduzida e a atividade do coração diminui.
- O Débito Cardíaco (DC) trata-se do volume de sangue ejetado pelo VE ou VD na aorta ou tronco pulmonar a cada minuto. Sendo que esse DC é igual ao Volume Sistólico (VS) x Frequência Cardíaca (FC), ou seja, DC = VS x FC.
- Em um homem adulto típico em repouso, o VS é de 70mL/batimento, em média, e a FC é de aproximadamente 75bpm, realizando a conta: 70 x 75 o DC desse homem é igual à 5,25L/minuto.
· Com esse resultado pode-se afirmar que todo o volume de sangue desse homem (que é aproximadamente de 5L) flui pela circulação sistêmica e pela pulmonar a cada minuto.
- Durante um exercício leve a VS pode subir para 100mL/Batimento e a FC pode subir para 100bpm. Já durante um exercício mais pesado essa VS pode subir para 150mL/Batimento e a FC pode subir para 150bpm.
- A Reserva Cardíaca trata-se da diferença entre DC Máximo de uma pessoa e o DC em Repouso. 
· Uma pessoa normal possui um DC Máx entre 4 a 5 vezes maior do que a de repouso.
· Os atletas de alto nível possuem um DC Máx entre 7 a 8 vezes maior do que a de repouso.
· Já as pessoas que possuem algum problema cardíaco podem não possuir nenhuma Reserva Cardíaca, o que os atrapalha até a realizarem tarefas comuns do seu dia a dia. 
6. Descrever a regulação autonômica da musculatura perivascular periférica.
- Os ajustes da frequência cardíaca são importantes no controle a curto prazo do débito cardíaco e da pressão arterial. O nó SA inicia a contração e, se deixado por conta própria, estabeleceria uma frequência cardíaca de 100bpm.
- Entretanto os diferentes tipos de tecidos precisam de diferentes volumes de sangue. 
- Nesses casos, os mecanismos homeostáticos mantêm um débito cardíaco adequado pelo aumento da frequência cardíaca. Os mecanismos mais importantes são a divisão autônoma do sistema nervoso e os hormônios liberados pelas glândulas suprarrenais (epinefrina e noradrenalina).
· Regulação Autonômica da Frequência Cardíaca: a regulação pelo sistema nervoso tem início no Centro Cardiovascular que é localizado no bulbo, sendo que essa região do tronco encefálico recebe informações de diversas receptores sensoriais e dos centros cerebrais, como por exemplo: sistema límbico e do córtex cerebral.
- A partir dessas informações recebidas o Centro Cardiovascular direciona o débito cardíaco apropriado, por meio do aumento ou diminuição da frequência dos impulsos nervosos nas áreas simpáticas e parassimpáticas do SNA.
- Mesmo antes da realização de atividades físicas, como em momentos antes de competições a frequência cardíaca pode aumentar, isso ocorre, pois, o sistema límbico envia impulsos nervosos para o Centro Cardiovascular do bulbo.
- Quando a atividade física se inicia os proprioceptores que monitoram a posição dos membros e dos músculos enviam impulsos nervosos ao CV para aumentar a frequência cardíaca.
- Os quimiorreceptores, que monitoram alterações químicas no sangue, também enviam impulsos para o CV, e os barorreceptores, que monitoram o estiramento das principais veias e artérias causado pela pressão do sangue que passa por elas, também enviam impulsou ao CV.
- Os neurônios simpáticos, que estão presentes naregião do bulbo até à medula espinal. Da região torácica da medula espinal, os Nervos Simpáticos Aceleradores Cardíacos estendem-se para o Nó SA, Nó AV e para a maior parte do miocárdio. 
· Os impulsos dos nervos cardíacos aceleradores desencadeiam a liberação norepinefrina, que se liga aos receptores β1 (Beta-1) das fibras cardíacas;
· Essa interação possui dois efeitos diferentes: 1) nas fibras do Nó SA, a norepinefrina acelera a taxa de despolarização espontânea, de modo que estes marca-passos disparam impulsos mais rápido, o que aumenta a frequência cardíaca; 2) nas fibras contrateis dos átrios e ventrículos, a norepinefrina aumenta a entrada de Ca²+ através dos canais lentos de Ca²+ acionados por voltagem, aumentando então a contrabilidade. Como resultado um maior volume de sangue é ejetado durante a sístole. 
- Com a estimulação simpática máxima, no entanto, a frequência cardíaca pode chegar a 200bpm em uma pessoa de 20 anos de idade. Sendo que a frequência máxima diminui com idade.
- Já os impulsos parassimpáticos chegam por meio dos Nervos Vagos (NC X) direito e esquerdo. Os axônios vagais terminam no Nó SA, no Nó AV e no miocárdio atrial.
· Eles liberam acetilcolina, o que reduz a frequência cardíaca, diminuindo a velocidade de despolarização espontânea das fibras autorrítmicas;
· A frequência cardíaca de repouso (75bpm) geralmente é menor do que a frequência autorrítmica do Nó SA (cerca de 100bpm);
· Com a estimulação máxima pela parte parassimpática, o coração pode desacelerar para 20 a 30 bpm , podendo também parar.

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