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IIOBIA DAS
UNHAS DE
TRANSMBSAO -1
CURSO DE ENGENHARIA
EM SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA
- SÉRIE PTI -
RELAÇÃO DE VOLUMES E TRADUTORES
1 - Analise de Circuitos de Sistemas de Potência -
Arlindo R. Mayer
2 - Teoria das Linhas de Transmissão I - J.Wagner Kaéhler
3 - Teoria das Linhas de Transmissão II - Felix A. Farret
4 - Dinâmica das Maquinas Elétricas I - Somchai Ansuj,
Arlindo R.Mayer
5 ~ Dinâmica das Maquinas Elétricas II - Elvio Rabenschlag
6 - Dinâmica e Controle da Geração - Almoraci S. Algarve,
João M. Soares
7 - Proteção de Sistemas Elétricos de Potência -
Fritz Stemmer
8 - Coordenação de Isolamento - J. Wagner Kaehler
9 - Operação Econômica e Planejamento - Paulo R. Wilson
10 - Métodos Probabilísticos para Projeto e
Planejamento de Sistemas Elétricos - M.Ivone Brenner
Coordenação Geral: Arlindo R. Mayer
CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
TEORIA DAS
1INHAS DE
D. E. HEDMAN
CURSO DE ENGENHARIA EM
SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA
SÉRIE P. T. I.
SANTA MARIA - RS ■ 1979
Titulo do original:
Transmission Line Theory - I
Direitos para o Brasil reservado à Centrais Elétricas
Brasileiras S.A. - ELETROBRÂS
Av. Presidente Vargas, 624 - 109 andar
Rio de Janeiro - RJ
1979
F I C H A C A T A L O G R Â F I C A
Hedman, D.E.
H455t Teoria das linhas dè transmissão I |por| D.E.
Hedman. Trad. |de| José .Wagner M. Kaehler. San
ta Maria, Universidade Federal de Santa Maria,
1979.
208p. ilust. 23cm (Curso de Engenharia
em Sistemas Elétricos de Potência - Série PTI, 2)
Título original: "Transmission Line Theory I"
I. Kaehler, José >Wagner Maciel, 1948 - (trad.)
II. Título
CDD 621.319 2
CDU 621.315 1
Obra publicada
Com a colaboração
do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico
da CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A — ELETROBRÁS
em Convênio com a
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA — UFSM
APRESENTAÇÃO
Hã cerca de 10 anos vem a ELETROBRÂS patrocinan
do a realização de Cursos na área de Sistemas Elétricos
de Potência, visando o aperfeiçoamento de engenheiros
eletricistas das Empresas do Setor de Energia Elétrica.
Assim, cerca de 200 profissionais, nesse período, recebe
ram formação a nível de Mestrado, tanto no exterior como
no Brasil, em obediência a currículos estabelecidos pela
ELETROBRÂS, tendo em vista as necessidades detectadas por
seu pessoal especializado.
Como resultado da experiência de realização des
ses e de outros Cursos, por vezes contando com a partici
pação de professores estrangeiros especialmente contrata
dos para reforçar as equipes docentes nacionais, vêm sen
do publicados livros especializados em regime de co-
edição com Universidades, e â conta de Recursos do Fundo
de Desenvolvimento Tecnológico da ELETROBRÂS.
É constante a preocupação desta Empresa em
apoiar as Instituições de Ensino Superior, razão pela qual,
entre outras ações, têm sido sistematicamente oferecidas
vagas a docentes universitários, sempre que grupos de en
genheiros são enviados ao exterior para freqüência a cur
sos especiais ainda não oferecidos regularmente no Brasil.
Isso tem propiciado mais rápida resposta das Universidades
no atendimento de necessidades especiais no Setor de Ener
gia Elétrica, inclusive pela imediata implantação de tais
cursos no País, a mais baixo custo e possibilitando am
pliar a faixa de atendimento de profissionais das Empre
sas .
Em uma dessas ações, a ELETROBRÂS contratou com
o Power Technologies, Inc. - P.T.I., de Schenectady - USA,
a ministração de um curso especial em Sistemas Elétricos,
e constante dos tópicos que se seguem:
1 - Análise de Sistemas Elétricos de Potência
2 - Teoria das Linhas de Transmissão
3 - Releamento - Características e Princípios
Fundamentais de Operação dos
Reles
4 - Coordenação de Isolamento
5 - Operação Econômica e Planejamento
6 - Dinâmica e Controle da Geração
■7 - Dinâmica das Máquinas Elétricas
8 - Métodos Probabilísticos para Projeto e
Planejamento de Sistemas Elétricos
9 - Economia das Empresas de Energia Elétrica
Esses tópicos, na forma como foram inicialmente
ministrados pela equipe do P.T.I., e posteriormente re
produzidos por outros docentes brasileiros em diversas
oportunidades, constituem, a nosso ver, uma fonte de in
formações capaz de proporcionar uma formação equilibrada
de profissionais de alto nível que se destinam às Empresas
de Energia Elétrica e que delas precisem ter inicialmente
boa visão técnica de conjunto. Posteriormente tais profis
sionais poderão aprofundar seus estudos em tópicos especí
ficos, conforme necessário às suas áreas de atuação.
Foi, pois, com esta intenção que a ELETROBRÂS de
cidiu adquirir ao P.T.I. os direitos de reprodução do Cur
so, e contratou com a Universidade Federal de Santa Maria
a tradução e edição do mesmo, visando sua distribuição às
Empresas do Setor de Energia Elétrica e demais Institui
ções de Ensino Superior que ministram cursos na área de
Engenharia Elétrica. Estamos certos de que a divulgação
desse material, agora em língua portuguesa,atingirá apre
ciável número de profissionais e estudantes universitários
proporcionando-lhes um nível de aperfeiçoamento mínimo ho
je desejável naquelas Empresas, e ao mesmo tempo consti-
tuindo-se em obra de referência para docentes especiali
zados.
Arnaldo Rodrigues Barbalho
Presidente da ELETROBRÂS
PREFACIO
Raros são os livros publicados em português so
bre Sistemas Elétricos de Potência. Isso fez com que os
professores do Departamento de Engenharia Elétrica e pro
fessores que atuam no Curso de Pós-Graduação em Engenharia
Elétrica da Universidade Federal de Santa Maria aceitas
sem o desafio de realizar a estafante, porém atraente ta
refa de tradução, revisão e acompanhamento na impressão do
Curso organizado por Power Technologies, Inc. - PTI, e cu
jos direitos de reprodução foram adquiridos pela EEETROBRSS.
Foi muito valiosa, para a realização desta ta
refa, a união e o espírito de equipe de um conjunto de
professores que, além de suas atividades docentes, admi
nistrativas e de pesquisa, passaram a dedicar-se a mais
essa importante tarefa.
Ê nosso dever deixarmos assinalados os nossos a-
gradecimentos a todos os que contribuiram para a elabora
ção dessa obra. Destacamos a ajuda prestada pelo Diretor do
Centro de Tecnologia, Prof. Gilberto Aquino Benetti, pelo
Diretor da Imprensa Universitária, Prof. José Antonio Ma
chado, pelo Chefe do Departamento de Engenharia Elétrica,
Prof. Wilson Antônio Barin, pelo Coordenador do convênio UFSM/
ELETROBRÂS, Prof. Arlindo Rodrigues Mayer, como também pelos
Professores Waldemar Correia Fuentes, Nilton Fabbrine Nor-
berto V. Oliveira.
Pela Companhia Estadual de Energia Elétrica -CEEE -
tiveram participação destacada, nesta realização, o Eng9
Paulo Roberto Wilson, Coordenador do Convênio CEEE/UFSM ,
e os Engenheiros José Wagner Kaheler e Fritz Stemmer, to
dos eles Professores visitantes do CPGEE da UFSM.
Nossos agradecimentds ã Professora Celina Fleiq
Mayer e ã Jornalista Veronice Lovato Rossato, pelos seus
vários serviços de revisão. E ã Professora June Magda Schãm-
berg pelo seu auxílio na organização das fichas catalogrã-
ficas dos vários volumes.
Nossos agradecimentos, também, ao datilografo U-
byrajara Tajes e ao desenhista Dêlcio Bolzan.
Aos Professores Ademir Carnevalli Guimarães e
Hélio Mokarzel, da Escola Federal de Engenharia de Itaju-
bã, agradecemos a gentileza de nos terem enviado a tradu
ção parcial de alguns dos volumes, os quais serviram como
valiosas referências em nosso trabalho.
Finalmente, ê nosso dever deixar registrado
nossos agradecimentos à Centrais Elétricas Brasileiras
S.A. - ELETROBRÂS, por seu apoio e confiança em nós depo
sitados.
Derblay Galvão
Reitor
SUMÁRIO
Capítulo 1 - TEORIA FUNDAMENTAL DAS LINHAS DE
TRANSMISSÃO.................................. 1
I. Introdução.......................................... 1
II. Leis fundamentais da eletricidade................. 1
A. Condições Eletrostãticas.......................2
B. Condições Eletromagnéticas..................... 4
C. Campos variáveis no tempo...................... 7
D. Contribuição de Maxwell às leis fundamentais.. 8
E. Comentários conclusivos das leis fundamentais..10
III. Parâmetros das linhas de transmissão............ 11
A. Capacitância.................................... 11
B. Indutância............ *......................... 18
C. Perdas no condutor............................. 23
D. Parâmetros dependentes da freqüência e
efeitos não lineares na linha de transmissão. . 25
IV. Equações da linha de transmissão................. 28
A. Interpretação das equações da linha de trans
missão.......................................... 36
Problemas............... 38
Apêndice 1............................................... 60
Capítulo 2 - PERDAS NO CONDUTOR E EFEITOS MÜTUOS....... 65
I. Introdução......................................... 65
II. Conceitos adicionais de indutância e indutância
mútua............................................... 65
III. Efeitos mútuos resultantes do efeito de super
fície....................... 73
. A. Fluxo da corrente nos condutores............... 74
B. Fluxo de corrente induzida num condutor gran
de e plano....................................... 75
C. Fluxo de corrente induzida num condutor fei
to por dois materiais diferentes............ 80
D. Correntes parasitas........................... 81
E. Efeito de proximidade........................ 82
IV. Efeitos da capacitância mutua..................... 83
V. Avaliação pratica das constantes de linha de
transmissão....................................... 85
VI. Raio medio geométrico e condutores equivalentes. 87
Apêndice 2-A........................................... 91
Problemas............................................... 93
Capítulo 3 - NOTAÇÃO MATRICIAL E CIRCUITOS EQUIVALEN
TES......................................... 108
I.. Introdução........................................ 108
II. Apresentação de matrizes de linhas de trans
missão............................................ 108
A. Interpretação da matriz Z .................... 112
B. Interpretação da matriz Y .................... 115
C. Consideração simultânea sobre a capacitância
da linha e a indutância em problemas polifã-
sicos.......................................... 117
III. Representação do circuito equivalente das li
nhas de transmissão.............................. 120
A. Circuito equivalente (Indutivo)............. 120
B. Circuito equiyalente (Capacitivo)........... 123
Problemas............................................... 124
Capítulo 4 - MATRIZ DA LINHA DE TRANSMISSÃO TRIFÃSICA... 139
I. Introdução....................................... 139
II. Circuitos trifãsicos - Conceitos básicos ma
triciais.......................................... 139
III. Influência das transposições................... 142
IV. Influência de condutores aterrados............. 146
V. Termos de correção da terra........... 150
VI. Valores das componentes simétricas para linhas
de transmissão aéreas........ 154
A. Seqüência positiva............................ 157
B. Seqüência zero................................ 161
C. Impedância mutua entre os circuitos de uma
linha de circuito duplo...................... 163
Problemas........................................... 167
Capítulo 5 - APLICAÇÕES PRÁTICAS NOS SISTEMAS TRIFÃSICOS. 183
I. Introdução..................................... 183
II. Técnicas analíticas para enfeixamento de con
dutor........................................... 183
III. Corrente e tensão de linha de transmissão de
sequilibrada................................... 185
IV. Impedância mútua entre circuitos trifãsicos.... 188
A. Rede de impedância mutua de seqüência zero.. 189
B. Termos de impedância mútua para linhas de
níveis de tensão diferente................ 19 0
V. Matrizes de impedância de componentes de fase
e simétricas para as linhas de transmissão tí
picas........................................... 192
A. Índice dos casos........................... 192
B. Nomenclatura de descrição dos casos.... 192
C. Discussão dos casos 1 - 8................. 201
VI. Tensões acopladas ressonantes de circuito duplo.. 203
Referências bibliográficas........................... 208
CAPÍTULO
TEORIA FUNDAMENTAL DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO
I. INTRODUÇÃO
As linhas de transmissão são os principais
meios de transporte de energia elétrica em sistemas de po
tência e, portanto, é importante compreender a sua nature
za. Neste capítulo, os conceitos fundamentais na anali
se dos problemas de linhas de transmissão serão desen
volvidos a partir das equações de Maxwell. Embora possa
parecer que esses conceitos, um tanto abstratos,sejam de£
necessários para elaborar os problemas , a experiência do
autor deste trabalho mostrou que a análise dos problemas,
nas suas partes fundamentais, conduz ã introspecção físi^
ca e, às vezes, simplifica a solução do problema. Esses
aspectos físicos fundamentais serão salientados neste cur
so.
Nas explanações teóricas será usado o sistema
racional de unidades MKS, enquanto, na maioria dos proble
mas práticos em discussão, serão usadas as unidades ingle
sas.
II. LEIS FUNDAMENTAIS DA ELETRICIDADE
No fim do século XVIII e no início do século
XIX, alguns pesquisadores estabeleceram as leis fundamen
tais da eletricidade. Os nomes destes homens (Coulomb,Fa
raday, Ampere) são familiares à maioria dos engenheiros e
letricistas. As leis da eletricidade, desenvolvidas por
Faraday, Ampêre e outros, foram o resultado de experiên
cias feitas com o objetivo de proporcionar uma compreen -
são bãsica dos problemas elétricos. O trabalho desses ho
mens foi estudado por Maxwell, que o levou a um fundamen
to matemático consistente e, ainda, deduziu a presença de
um parâmetro suplementar chamado "corrente de deslocamen
to". Dal, postulou que a luz ê uma onda eletromagnética.
As leis básicas da eletricidade serão brevemente expostas
aqui e, quando necessário, mais adiante serão discutidas
amplamente.
Estas leis fundamentais da eletricidade são
aqui discutidas, porque elas fornecem os conceitos neces
sários para a explanação de conceitos mais práticos, tais
como a capacitância e a indutância da linha de transmis -
são. Também são, do ponto de vista da Engenharia, as for
mas mais fundamentais, isto e, estas leis devem ser subs
tanciadas por testes, ou somente podem ser deduzidas das
observações feitas nas experiências elétricas. Devido a
sua representação matemática muito simples, estas leis
representam uma forma ideal para a generalização de pro
blemas e conceitos físicos mais complexos.
A. Condições eletrostáticas
Os conceitos eletrostáticos enquadram-se na
lei de Coulomb:
q-, <3oF = — --(Newtons) (1.01)
K r
A lei de Coulomb - A força entre duas cargas puntuais obe
dece a lei dó inverso dos quadrados.
r = distância (metros)
^1 e ^2 = car9as ( Coulomb )
K = 4ir e
e = 8,854 x 10~ ^ = ---- ----- q (farad/metro)
36 x 10
Se esta força for considerada como resultante
das linhas da intensidade do campo elétrico que emana das
cargas, pode-se depreender o conceito de uma Intensidade
Elétrica E . A Intensidade Elétrica ê a força por carga
unitária e, no caso duma carga puntual, ela ê dirigida,ra
dialmente, para fora da carga. A intensidade elétrica ê
uma quantidade vetorial.
Ê = ---- 3— u (volts/metro) ( 1.02 )
4u e r r
O campo elétrico ê uma função do material, no
ponto de medida, em virtude da permissividade e. Um ve
tor adicional, o Deslocamento Elétrico ou o Fluxo Elétri
co D é definido como sendo independente do material.
- - 2D = e E (Coulomb/metro ) ( 1.03 )
0 acima exposto, junto com o princípio de su
perposição, define o campo elétrico como uma função das
cargas no sistema.
A segunda lei importante de eletrostãtica é a
lei de Gauss:
A lei de Gauss - O deslocamento ou o fluxo elé
trico total através de qualquer superfície fechada, que
circunda uma carga, é igual acarga envolvida pela super-
fície.
D . ds p dv
s V
( 1.04 )
A lei de Gauss pode se.r desenvolvida a partir
das relações mais básicas, porem, ê aqui citada, por ser
muito útil na explanação de conceitos de linha de trans
missão.
A função potencial, ou a tensão ê definida como
o trabalho aplicado a uma carga unitária, quando se move
a carga contra um campo elétrico. Uma tensão positiva ê
um aumento de trabalho armazenado, ou um aumento do poten
ciai da carga.
Volt = V = Trabalho por carga unitária =
d£ ( Joule/Coulpmb ) (1.05)
Nota-se aqui que, movendo uma carga de prova, contrário à
direção de um campo elétrico, o potencial da carga de pro
va aumenta, visto ter sido feito trabàlho sobre carga de
prova. Assim sendo, segundo esta interpretação, um gera
dor ou uma bateria realiza trabalho sobre a carga, quando
move a carga para a tensão de linha (+V), o que represen
ta uma elevação de tensão. Uma carga movendo-se de um po
tencial de linha á terra, digamos, através de um resistor
resulta numa perda <Je potencial(-V), o que significa uma
queda de tensão.
B . Condições eletromagnéticas
Todas as leis eletrostãticas tratam com cargas
estacionárias. Uma corrente resulta do movimento de car
gas .
= ÉSLdt (Ampère ) (1.06)
Ha uma relação entre a corrente e os campos elétricos prévia-
mente discutidos.
i = a Ê ( 1.07 )
i = ampêre
o = condutividade (siemens/metro)
Ê = intensidade do campo (volts/metro)
Assim, se houver um campo elétrico num condutor, re
sulta um fluxo de corrente.
Os conceitos de campo maqnêtico apoiam-se,basicamen
te , na lei de Ampêre.
Os conceitos de campo elétrico foram estabelecidos
baseados na observação experimental de que uma carga, tra
zida para a proximidade de outras cargas, resulta numa for
ça. Pode também ser determinado, por meio de experiências,
que um pequeno laço de corrente sofre uma força, quando tra
zida para a proximidade de um outro condutor conduzindo cor
rente. A lei de Ampêre define o módulo da corrente, em tere
mos de força entre dois condutores paralelos.
Lei de Força de Ampêre - G valor de ampêre se esta
belece, através da lei experimental da força entre dois fios
paralelos de igual comprimento no espaço livre.
■ n i 9F = --- 7T—5--- (newtons/metro) ( 1.08 )
Z T T d
= 4tt x 10 ̂ (henry/metro)
i^ e i^ = corrente (ampêre)
* d = distância entre os condutores (metros)
Dessa forma, o ampêre ê definido como a corrente que
percorre cada um dos dois condutores afastados 1 metro um
do outro, o que produz uma força de 2x10 newtons/metro de
comprimento. As equações fundamentais, que definem os
efeitos magnéticos, não podem ser elaboradas tão facilmen
te pela lei de Ampêre, como foi o caso no problema de cam
po elétrico, pois não hã fontes magnéticas puntiformes na
natureza. Os campos magnéticos sempre resultam das li
nhas auxiliares de correntes fechadas.(*)
A equação fundamental do campo magnético, que
pode ser deduzida das experiências de Ampêre, ê a lei de
Ampêre.
Lei de Ampêre (Lei de Biot e Savart) - A inte
gral de linha de um campo magnético estático, tomado em
volta de qualquer curso fechado, deve se igualar ã corren
te cercada por aquele curso.
j) H . d£ = i (ampêre) (1.09)
H = intensidade do campo magnético
(ampêre/metro)
Enquanto esta afirmação da lei de Ampêre ê correta para
os campos estáticos, ela não está certa para os campos va
riãveis no tempo.
Em alguns pontos, a intensidade do campo mag
nético assemelha-se com a intensidade do campo elétrico .
Porém, enquanto a intensidade do campo elétrico tem uma
direção radial de afastamento de uma carga, a intensidade
do campo magnético ê uma grandeza vetorial, perpendicular
à corrente que a produz.
No caso do campo magnético, uma densidade de
(*) Os magnetos permanentes não se originam nas fontes
principais de campos magnéticos ,mas, preferivelmente,
como bipolos dos campos magnéticos.
fluxo ê definida como:
B = y0 H (1.10)
B = densidade de fluxo (webers/irr)
C . Campos variáveis no tempo
Considerando os campos variáveis no tempo, há
uma relação entre os campos elétricos e magnéticos. A lei
de Faraday relaciona o fluxo magnético variável com uma
tensão induzida.
Lei de Faraday - A força eletromotriz, ou a
tensão induzida em redor de um curso fechado, V , e igual
ao negativo da taxa de variação do fluxo magnético em re
lação ao tempo no percurso fechado.
V ãÇfdt (1.11)
0 = fluxo B. ds (webers)
̂s
O fluxo total, 0 , através da integral de linha fechada,é
igual á integral de superfície, da densidade do fluxo B
sobre a superfície total s . Esta lei de indução pode
ser demonstrada por experiências com pequenas bobinas do
tadas de múltiplas espiras ligadas a galvanometros e man
tidas nas proximidades de um campo magnético variável ori
ginado de uma variação de corrente. A importância deste
conceito de tensão induzida não pode ser exagerado. Ele
constitui o trabalho básico para a compreensão dá ação do
transformador, bem como as bases do conceito de máquinas
rotativas, para o estudo de motores e geradores.
A equação fundamental
íJ £ E dl = 0 (1.12)
ê a base da lei de tensão de Kirchoff. Esta equação esta
belece que a soma das tensões (veja a equação 1.11),em re
dor de um curso fechado, ê igual a zero. Este ê o caso
para os circuitos concentrados. Se a fonte de tensão numa
malha for considerada como sendo a de um gerador ou trans
formador, então , a tensão motriz resulta do termo de indu
ção.
Efonte
dfl
dt
dB
's dt
ds
Uma outra lei fundamental de eletricidade, que deve ser
considerada nos problemas de campo variáveis no tempo,ê a
conservação de carga.
Conservação de Carga - Qualquer carga, dentro
de uma superfície fechada, deve originar-se de um fluxo
de carga através da superfície.
Se uma corrente fosse definida como sendo o regime da va -
riação de carga no tempo, então obteríamos:
ds = -
v
dp
dt
dV (1.13)
— - 2 J = densidade de corrente(ampere/m )
s = vetor da área de superfície(mz)
p = densidade de carga (coulomb/m^)
A lei das correntes de Kirchoff (Ei = 0) ê uma outra afirma
ção de conservação de carga.
D. Contribuição de Maxwell âs leis fundamentais
O suplemento que Maxwell fez ao trabalho expe
rimental de Ampire e de Faraday não foi o resultado de
testes experimentais, mas, antes de tudo, do exame dos re
sultados anteriores dos trabalhos básicos em geral. Max -
well deduziu que, em geral, deve-se considerar uma corren
te adicional, chamada corrente de deslocamento. O con
ceito duma corrente de deslocamento ê discutido em muitos
textos, como sendo a corrente que percorre um capacitor .
Não há transferência física da carga duma placa dum capa
citor para a outra, ainda que passe uma corrente. Esta
corrente, que percorre através do dielêtrico, ê a corren
te de deslocamento.
CORRENTE
Uma corrente contínua de deslocamento não po
de circular e, portanto, a mesma não ocorre nas equações
estáticas de Ampère ; entretanto, no caso de um campo va
riável no tempo, o termo da corrente de deslocamento ê
adicionado à lei de Ampère.
dDCorrente de deslocamento = ----
dt
A lei de Ampère completa - A lei de Ampère da
equação (1.09) mais a corrente de deslocamento.
E. Comentários conclusivos das leis fundamentais
Todos os princípios acima delineados relacio-
nam-se ao conceito da "teoria de campo" dos fenômenos ele
tricôs. Isto é, há um campo na proximidade de uma partí
cula carregada, e este campo ê chamado de "campo elétricoV
Também hã um campo na proximidade de um condutor que
transporta a corrente e ê chamado de "campo magnético".E£
tes campos acumulam a energia da carga ou o fluxo de cor
rente num condutor. Nas analises de muitos problemas ele
tricôs e, mormente em analises dos fenômenos da linha de
transmissão, esses conceitos de campo elétrico são dire
tamente aplicados em vãrios problemas.
As leis fundamentais de eletricidade prece -
dentes são suficientes para formar uma analise bastante
elegante dos fenômenos eletromagnéticos. Todos os aspec
tosda analise do circuito concentrado podem ser incluí -
dos, bem como o desenvolvimento da propagação da onda ele
tromagnêtica e os efeitos de radiação. Toda a teoria
eletromagnética foi o tema de centenas de livros, e vãrios
aspectos da teoria requerem cursos de estudos completos
para serem conhecidos.
A finalidade da apresentação aqui, destas i-
déias, ê a de fornecer uma base para o desenvolvimento de
alguns dos conceitos fundamentais de capacitância e indu-
tência da linha. Também, os termos aqui discutidos criam
a base para os tópicos mais avançados, relativos â inter
ferência na rãdio-recepção (ruídos) e às rupturas elétri
cas de espaçamentos.
Uma extensão das leis fundamentais, isto ê, a
forma de equação dessas leis de Maxwell pode ser usada pa
ra examinar muitas questões interessantes que possam
surgir aos mais dedicados estudantes da teoria eletromag-
nética. Por exemplo: Quais são os limites no uso do con-
cèito de L e C duma linha de transmissão ? Quais os limi
tes no uso dos termos de Carson para a correção de terra,
na analise de linhas de transmissão ? Qual ê a energia
irradiada duma linha de transmissão ?
III. PARÂMETROS DA LINHA DE TRANSMISSÃO
As linhas de transmissão são caracterizadas
por sua habilidade de conduzir a energia eletromagnética,
limitando esta energia â proximidade da própria linha de
transmissão. Uma analise rigorosa deste problema exigi' -
ria uma aplicação das equações de Maxwell nos problemas de
campo. Entretanto, um exame das equações de Maxwell po-
• de demonstrar que em certas condições pode ser usada uma
aproximação muito mais simples. Especificamente, para um
sistema feito de condutores que não estão sujeitos a per
das, ou de perfeitos condutores, o campo elétrico e magne
tico pode ser definido independentemente, permitindo a de
finição de indutância e de capacitância como parâmetros in
dependentes. Esta aproximação também vale para os siste
mas com baixas perdas.
Os aspectos importantes da teoria de linhas
de transmissão podem ser mostrados na indutância e capaci
tância básicas duma linha de transmissão. Isto pode ser
usado para mostrar que, num sentido de parâmetros distri
buídos, a energia elétrica propaga-se â velocidade da luz.
A. Capacitância
A capacitância ê a medida da corrente de car
ga a uma linha de transmissão e define-se como a carga por
volt requerida para colocar a carga na linha.
C _ Q (farads) (1.15)
TABELA I
Sumario de termos definidos na Seção II
Símbolo Quantidade Unidade MKS
F Força Newtons
q Carga coulomb
?, 1, d Distância metros
e Permissividade(constan farad/metro
te dielêtrica)
Ê Intensidade do campo volts/metro
elétrico
5 Deslocamento elétrico coulombs/m^
(fluxo elétrico)
V Volt joule/coulomb
p Densidade de carga
3coulomb/m
s Ârea de superfície metro^
i Corrente ampère
t Tempo✓ segundo
o Condutibilidade siemens/metro
V Permeabilidade h^nry/metro
H Intensidade do campo ampêre/metro
magnético
B Densidade de fluxo weber/metro^
0 Fluxo webers
J Densidade de corrente ampêre/metro^
TABELA II
Sumario de leis fundamentais da eletricidade
Nome Formula Forma diferencial
correspondente das
equações de Maxwell
Lei de Coulomb E
4tt er
D = eE
Lei de Gauss D.ds = pdv
v
Div D = p
V . D = p
V = - E.d£
i = dq/dt
i = oE
Lei de Ampêre O H.d£ = i +
B = yH
_3D
3t Rot H = 1 + 1231
V x H = i + 3 D 31
Lei de Faraday V =
Conservação de
carga
+ O E . d £
h
- dt
0= B. ds
J . ds = ie. dv31
Rot E = - $=:3B3T
V X i = - | |
Div B = 0
V B = 0
Quando a tensão ê aplicada entre dois condu
tores paralelos, fica estabelecido um campo elétrico en -
tre os dois condutores e, para determinar a tensão entre
os condutores, pode-se usar a carga que produz este cam
po elétrico. A carga esta localizada na superfície dos
condutores, como acontece com as placas de um capacitor
carregado. O campo entre os dois condutores acha-se so -
brepondo o campo de cada um dos condutores individuais.
Sendo conhecida a distribuição de carga,o cam
po elétrico correspondente E, pode ser calculado e o po
tencial pode ser achado por integração, permitindo , as -
sim, o calculo de capacitância. A capacitância pode ser
facilmente calculada se a distribuição de carga puder ser
deduzida. Em muitos problemas clássicos, a simetria tor
na conveniente deduzir uma distribuição de carga uniforme,
resultando numa simples fórmula para a capacitância do
sistema. Se nenhuma distribuição de carga simples puder
ser deduzida ou suposta, então, torna-se seguidamente ne
cessário supor uma distribuição de carga e, com ela, cal
cular o potencial do sistema e depois modificar a distri
buição de carga, num sentido iterativo, para mover o po
tencial da condição de limite ao nível especificado. Es
ta aproximação de campo mais complexa não serã usada nes
te curso.
O campo elétrico, na proximidade duma linha
longa carregada, pode ser achado usando-se a Lei de Gauss.
A densidade total do fluxo D , através duma superfície fe
chada, ê igual â carga total contida pela superfície. De
vido à simetria, a superfície pode ser escolhida como sen
do um cilindro, tendo como centro a linha de transmissão.
Visto que , ao longo da linha, a carga é uniforme, a den
sidade de fluxo elétrico ê simétrica e a superfície pode
ser escolhida como um cilindro. Na superfície, a densida
de de fluxo ê radial e uniforme e, pela extremidade do
cilindro, nao passa fluxo algum.
q = D . 2 i r
D 2 ir r
e o campo elétrico i
E ___3___2 ir e r (1.16)
Figura 1-1
Esse campo elétrico ê um fator importante nos con
ceitos de linha de transmissão, pois o mesmo ê ,geralmente,
o gradiente de tensão, usado nas análises dos efeitos co-
rona e rãdio-interferincia.
O potencial necessário para mover uma carga do cilin
dro ao condutor é obtido a partir da integral que define
a tensão.
I
R
ro
— 32?rer dr
IR
^L_ m2tT£
R
ro
V ln r
V = - J E • d£
A capacitância ê obtida a partir da equaçao que
define a niesraa.
C = TÍ = --- — Capacitância do cilindro e con-V ln R — 7 —r dutor coaxiais.o ----------------
(1.17)
Para o caso de dois condutores, a capacitância
é obtida de uma maneira semelhante.
Figura 1-2
O potencial para cada campo e integrado a par
tir de uma superficie de condutor à outra:
V = - í 0 Ê . dl
' d-2ro
mas, para os condutores normalmente espaçados, o erro se
ria pequeno se se integrassem ao centro do condutor.
d
o
dr = -3- ln —tt£ rO
A capacitância para dois condutores ê
C = — Capacitância fio-a-fio ( 1.18)
i dln---ro
Um exame do campo de dois condutores sugere que,
devido â simetria, esse problema pode ser usado para reve
lar a capacitância para a linha, sobre uma superfície per
feita.
Figura 1.3
Num campo elétrico, qualquer linha eqüipoten
ciai pode ser substituída por uma superfície condutora ,
sem modificar o campo. Se uma linha eqüipotencial hori -
zontal for substituída por um plano condutor, que repre -
sente a terra, o campo acima da terra será representado
corretamente. Esta aproximação demonstra que o método de
imagens pode ser usado para as linhas aéreas. Uma terra
perfeita age como um espelho para o condutor, o que, num
campo, o mesmo resultado ocorreria considerando um condu
tor virtual com carga negativa sob a terra ( no subsolo).
O potencial do condutor, com relação à terra,
será determinado pela equação de tensão. Porém, o resul
tado será o mesmo, como no caso de dois condutores no es
paço , onde o "d" ê substituído por 2 h e a tensão ê a
metade daquela obtida pela integração sobre as distâncias
"h", em vez de "d" ou "2h". Assim sendo, a capacitância
é
q - 2 c Capacitância de um condutor so -
p 2h bre uma terra perfeita (1.19)
r
Observe-se que a capacitância é somente uma função de geo
metria , ou dimensões físicas do circuito e as proprieda
des do espaço (permissividade - e), no espaço fora do con
dutor.
B. Indutância
A indutância ê a medida de queda de tensão
reativa, ao longo duma linha de transmissão e pode ser de
finida como a queda de tensãopela taxa de variação de cor
rente. (Esta não é a forma de definição mais apropriada,
mas ê adequada para conceitos para a linha de transmissão).
L = (henry)
dt
(1.20)
A indutância pode ser facilmente calculada quando se co -
nhece a distribuição da corrente.
Quando uma corrente flui num condutor longo, então, no e£
paço entre o condutor e a terra que está abaixo do condu
tor, estabelece-se um campo magnético. O fluxo magnético
ê estabelecido pela corrente que flui no condutor e pela
terra, sendo a queda de tensão reativa determinada pela
avaliação da taxa de variação deste fluxo.
vi-se que a indutância pode ser calculada, pelo menos teo
ricamente, quando a distribuição da corrente ê conhecida.
Isto corresponde â possibilidade de calcular a capacitân-
cia , quando a distribuição de carga ê conhecida. No ca
so de linhas de transmissão compridas, como são apresenta
das neste curso, a simetria permitirá a dedução do campo
magnético e, com isso, resultará numa simples equação pa
ra a indutância desses sistemas.
tor comprido e reto, pode ser achado usando-se a Lei de
Ampère (Equação 1.14) e desconsiderando-se a corrente de
deslocamento.
Desse esclarecimento muito curto do problema
O campo magnético , na proximidade dum condu-
H .dí. = I +
^ desconsidera-se este
termo
Pela simetria, vê-se que as linhas do
são constantes num raio constante do condutor.
fluxo
Fig. 1-4
Visto H ser uniforme em redor do condutor e tangencial ao
dJl, o campo pode ser descrito como
2 tt r H = i
ou
H = 1 (1.21)
2if r
Um campo, na proximidade de mais de um condutor, acha -se
pela sobreposição. A relação entre o campo magnético e a
queda de tensão reativa, que é a tensão induzida resultan
te da variação do campo magnético, requer a aplicação da
Lei de Indução de Faraday. (A queda de tensão, em redor
de qualquer curso fechado , e^proporcional â taxa de va
riação no tempo do fluxo através dessa malha). A densida
de de fluxo (B) pode ser obtida, diretamente, da intensi
dade do campo magnético (H), assim, para um condutor so -
bre a terra, o campo pode ser obtido a partir de uma sim
ples figura.
Usando o conceito da imagém de espelho, discu
tido para o campo elétrico, o campo para um condutor so -
bre a terra pode ser achado, considerando o campo como
uma sobreposição de dois campos do condutor e de sua ima
gem. Dentro do laço, a intensidade de fluxo B é
B = —Ü-- + üi— i2-2irr 2 (2h-r)
h— 1
I r
I
h -L r
-i
Figura 1-5
Então o fluxo total dentro do curso fechado, mos
trado na figura, ê
rh a
0 ül2 ir r - - — i|_ r 2h-r Jdr d£
ro °
. ~ y il n 2h 0 = ln —
2 tt ro
(1. 22)
A queda de tensão, em redor do laço, acha-se en
tão, diretamente aplicando-se a Lei de Faraday.
E . áZ = + V = - d0 _ _ yjt , 2h didt 2tt r dto
Desta forma, a indutância ê
-V
di
dt
£n — (henry/metro) Indutância
2 tt r de um condu
tor sobre uma
terra perfei-
ta (1.23)
Esta ê a indutância de um condutor sobre uma terra perfei
ta. Por analogia com o problema de campo elétrico, pode
ser obtida a indutância para dois condutores e para um con
dutor coaxial.
L =
L =
y í,n —
2 77 ro
y - 2,n —7r r
xial (1.24)
(1.25)
Estes termos acima são devidos ao efeito indutivo resultan
te do campo fora do condutor. A baixas freqüências, a
corrente flui sobre toda a secção transversal do condutor,
sendo que hã uma contribuição à indutância, por parte da
corrente de dentro do condutor. Muitos textos calculam as
indutâncias para um condutor, supondo que a corrente estã
uniformemente distribuída sobre a secção transversal. A
indutância interna é
interno"
y Indutância interna do condutor
8 71 supondo-se que haja uma corren
te uniforme sobre a secção trans
versai do condutor. (1.26)
A indutância total, então, é a soma da queda de tensão in
dutiva proveniente do fluxo de dentro do condutor e da que
da de tensão indutiva proveniente do fluxo externo do con
dutor .
total Lexterno + Linterno
O conceito de indutância ê difícil, por isso, uma curta-
revisão dos itens acima referidos ê útil.
a) a indutância é referida como uma queda de
tensão, resultante duma taxa de variação
positiva da corrente.
b) A Lei de Faraday friza que um fluxo cres -
cente produz uma tensão negativa em laços
fechados.
c) A Lei de Ampère ê usada para demonstrar que
uma corrente crescente produz um fluxo creŝ
cente.
d) A interpretação inversa diz: uma corrente
crescente produz um fluxo crescente. Um
fluxo crescente produz uma tensão negativa.
A tensão negativa ou a queda de tensão ê
interpretada como uma queda de tensão indu
tiva.
Observa-se aqui, como no caso da capacitância, que esta
indutância ê somente uma função das dimensões físicas do
circuito e das propriedades do ambiente (permeabilidade y)
no espaço fora do condutor. Naturalmente, como foi mos -
trada no (1.26), a permeabilidade do condutor influencia
a indutância interna do condutor.
C. Perdas no Condutor
O conceito de capacitância e de indutância da
linha e um tanto abstrato, pois estes termos resultam da
natureza de campo do problema. Eles resultam da possibi
lidade da linha acumular (armazenar) energia (energia ele
trica no campo elétrico, que ê referida pela capacitância,
e a corrente magnética no campo magnético, pela indutân -
cia). Essa energia pode ser devolvida ao sistema,sob as
condições de mudança de tensão e de corrente. A justifi
cativa para o calculo independente da indutância e da ca-
pacitância ê para que o sistema esteja livre de perdas.
Quando o sistema tem somente pequenas perdas, torna-se pos
sível uma especificação independente de L e C, e as perdas
do condutor podem ser consideradas como uma resistência em
serie com a indutância previamente calculada. Correspon -
dentemente, as perdas em derivação podem ser consideradas
como uma admitância em paralelo com a capacitância em deri_
vação previamente obtida # Todos estes elementos podem
ser demonstrados num simples circuito equivalente dum ele
mento de linha.
R L
\ A A A A — nnnnnp
Fig. 1-6
A indutância produz uma queda de tensão reativa, proporcio
nal â medida da variação da corrente
VL = L
di
dt
enquanto a resistência produz uma queda de tensão
cional â corrente
V = Ri
propor-
Se um fio com uma secção transversal circular tiver um
raio de "a" metros e for feito de material com condutivida
de homogênea o (siemens/metro) a resistência , por compri
mento unitário , ê
R^c = — - ̂ (ohm/metro)
a 7T az
O termo resistivo produz um campo elétrico longitudinal ao
longo da linha , enquanto o campo elétrico, para o caso
sem perdas, era totalmente radial. Para uma linha com pe
quenas perdas, o campo radial ê deformado de maneira in -
significante pelo campo longitudinal resultante da queda
de tensão IR.
Nos termos em derivação em que fluem corren -
tes da linha para a terra, o elemento capacitivo ê asso
ciado com a carga no condutor e com a taxa de variação de
carga no tempo, isto ê, a corrente.
q = CV
i = âa = c dv
c dt dt
0 termo de condutancia determina a perda re -
sultante do fluxo da corrente em fase â terra.
iç = GV
Na maioria dos problemas de transmissão de po
tência, o termo de condutancia ê desconsiderãvel.
D. Parâmetros dependentes da freqflência e efeitos não
lineares na linha de transmissão.
Todos os termos parametricos do circuito (R ,
L,G,C), na discussão acima, foram tratados como fatores
constantes. Esses coeficientes não são constantes em to
das as condições. Algumas destas condições especiais são
aqui discutidas.
Efeitos indutivos não lineares são os mais
comuns nos transformadores com núcleos de aço. Nas linhas
de transmissão hã muito poucas ocasiões onde os efeitos
não lineares entram no jogo. A saturação dos condutores
de fios de aço torcidos , ou a saturação do núcleo de aço
dos condutores ACSR podem introduzir nao-linearidades na
resistência e na reatância do condutor. Os efeitos capa-
citivos não lineares predominam mais no efeito corona,quan
do o campo elétrico se rompe devidoao fato do campo elé
trico , na proximidade do condutor, exceder ao isolamento
do ar, o que resulta em cargas no espaço, que acontecem na
proximidade dos condutores.
Parâmetros dependentes da freqüência são ge -
ralmente mais importantes nos problemas de linha de
transmissão, especialmente quando estão sendo analisados
os efeitos em alta freqüência. 0 efeito de superfície
(skin) ê importante em muitas ocasiões e pode influenciar
substancialmente a resistência do condutor. Este efeito,
em geral, é de menor significado no cálculo de indutância,
visto a maior parte da indutância resultar do campo exter
no ao condutor. 0 efeito de superfície ocorre devido â
influência indutiva entre os filamentos de corrente, den
tro do condutor. A corrente tendera a fluir num curso
que minimiza a impedância total. Uma análise deste pro -
blema demonstra que a corrente serã forçada para a parte
do condutor mais externa, em altas freqüências. Essa con
centração de corrente na superfície do condutor aumenta a
resistência comparada com o caso d-c, devido ao fato da
corrente fluir através de uma secção transversal menor do
condutor. Um fator relacionado ê o efeito de proximidade.
O efeito de proximidade ê a distribuição irregular da cor
rente, no sentido radial, em redor do condutor. Quando
dois condutores estão próximos um do outro, ou em estrei
ta vizinhança, hã influência indutiva entre os filamentos
das correntes dentro dos condutores e eles mesmos produ -
zem uma circulação de corrente irregular. Isto, por seu
lado, aumenta a resistência dos condutores. Em geral, o
efeito da proximidade não ê importante, a não ser nas a -
plicações em cabos.
TABELA III
Sumario de equações de parâmetros da linha de transmissão
Capacitância farads
Capacitância de um
cilindro coaxial C 2 iie
o
Capacitância
fio-a-fio C
Capacitância de um con
dutor sobre a terra C 2 7Te
£n 2hr
Indutância L -Vdi
dt
farad/metro
farad/metro
farad/metro
henry/metro
Indutância de um cî
lindro coaxial L = -j— in henry/metro
o
Indutância
fio-a-fio L = ~ In — henry/metro
o
Indutância de um con
dutor sobre uma terra
perfeita in 2hro
L henry/metro
O termo de condutância , geralmente, não tem
significância nos circuitos de transmissão de potência.Os
efeitos capacitativos nas linhas de transmissão aéreas são
pouco influenciados pela freqüência,porque o campo no ar
não ê influenciado pela freqüência. As perdas nos cabos
podem ser influenciadas pela f reqíiência, pois um dos maio
res fatos que influenciam as perdas num cabo ê a perda di
elétrica. Esta ê causada por repetidas inversões de pola
ridade dielétricas pelo campo elétrico C A , sendo, portan
to, uma função de freqüência.
IV. EQUAÇÕES DA LINHA DE TRANSMISSÃO
Os conceitos da indutância e capacitância da
linha de transmissão foram desenvolvidos a partir de equa
ções básicas de campo, aqui relacionadas como leis funda
mentais de eletricidade. As perdas, numa linha de trans
missão, foram demonstradas no circuito equivalente de li-
i(X.t) l(x+AX.t)
---► ----- ►
Lax Rax
x
onde
L = henry/metro
C = farads/metro
R = ohms/metro
nha de transmissão. Este circuito equivalente pode ser u
sado para desenvolver as equações de linha de transmissão
gerais para uma freqílência constante. A linha serã repe
tida em pequenos comprimentos elementares A x e as pro -
priedades simultâneas de indutância e de capacitância,com
as suas associadas perdas, são apresentadas para cada ele
mento.
As equações de corrente e de tensão para este circuito são,
então,
i (x + Ax,t) == i(x,t) - GAx v(x,t) - CAx 3V.(x,t)<31
(1.27)
v(x + Ax, t) = v(x,t) - LAx ”RAx i(x+Ax,t)
<31
A corrente e a primeira derivada parcial da corrente podem
ser expandidas por series de expansão de Taylor como
i(x + Ax,t) ~ i(x,t) + Ax + ...
<3 X .
9i(x + Ax,t) -
dt
: 3i(x,t) 32i(x,t) A„
dt 3x3t AX *'*
Substituindo-a (não levando em consideração os termos de
ordem superior), na segunda equação de 1.27, resulta
v(x + Ax, t) -■ v(x,t) = - LAx - RAx i(x,t)
(1.28)
2 32i(x,t) _ A 2 3i(x,t)
- L a x - R4X Sx
20 segundo termo da ordem Ax desaparecera no limite e, usan
do a definição de uma derivada, tem-se
lim v(x + Ax,t) - v(x,t) _ 3v(x,t)
x^ x1 x2 ~ x1 8x
obtendo-se 3v(x,t)
3t
Ri(x,t) + L 3 i (X,, t)
3t
Por um processo similar, pode-se demonstrar u-
ma segunda equação parcial diferencial de primeira ordem,
para elaborar este par de equações:
- = Ri + L (1.29)
3x 9t
3i
3x
Gv + C 3 v
31
onde
v = v (x, t)
i = i(x,t)
Estas duas equações mostram , exatamente, que a taxa dife
rencial da variação de tensão, ao longo da linha, resulta
duma queda resistiva e indutiva de tensão ao longo da li
nha e que a variação diferencial da corrente, ao longo da
linha, resulta da corrente em derivação condutiva e da cor
rente de carga capacitiva. Estas duas equações podem
ser resolvidas simultaneamente, para obter as equações ge
ralmente mencionadas como equações da linha de transmis -
sao.
onde v = v (x,t) uma função de x e t
i = i (x,t) uma função de x e t
A solução dessas equações diferenciais proporcionara uma
função que descreve o comportamento de v e de i , ao longo
da linha de transmissão. O fato de que tanto i como v de
vem satisfazer a mesma equação diferencial, não quer dizer
que a corrente e a tensão são a mesma função de x e de t,
num problema pratico. A diferença resultará das condições
de contorno. Por enquanto, somente serã desenvolvida a so
lução de tensão. Essas equações são resolvidas no domínio
da freqüencia, definindo a tensão e a corrente como faso-
res.
v = V
i = I
j 0)t
Ve
ju)t
Ie
j 0) t
e
j cot
e
onde
V = V (x) ê uma função de xmag mag Y
I = I (x) ê uma função de xmag maa rmag
A equação de tensão e, então
2
— % = RG\7 + j(i) £ RC + LG JV -o)2LC V
dx
(1.31)
(1.32)
onde
d2V =
dx2
2Y =
2Y =
z =
y =
Y2v
RG + j
zy
R + j (júL
G + j oo C
jtô RC + LgJ- üj2LC
A solução da equação diferencial final ê achada supondo a
solução da forma
= V emxv (1.33)
onde V ê um fasor e ê uma função do tempo.
Substituindo em (1.32) e equacionando os coeficientes, ob-
têm-se
2 2 + m = y ou m = - y
As duas soluções possíveis obtidas para cada um dos dois
valores de m(+m, -m), cada uma delas pode ter uma constan
te arbitraria diferente, a qual deve ser determinada pelas
condições de contorno.
V (x , t) = V^e yx + \/^e+yx
I (x,t) = Ije YX + í2e+YX
(1.34)
De fato,para estas equações, podem ser especificados somen
te dois coeficientes independentes, pois as duas equações
originais eram de primeira ordem em x. As relações entre
V's e í's podem ser achadas pela substituição para as
equações diferenciais originais (1.29).
i t r yx -yx,(- yV^e + Yv e ;
= (R + j o)L) ~ Y X ~ “ Y Xrie + J2e
(1.35)
Equacionando os cosficientes obtêm-se
onde
YV1= (R + jwL) í
ou
-yv2= (R + j wL) I
V. Z I c .1
V = -Z I 2 c 2
(1.36)
Zc
/ R + j oo L
V G + j qjL
Zc chama-se impedância carac
terística. A impedância carac
terística define-se numa fre-
qüencia w Z (,,) .^ c
As soluções de tensão e corrente podem ser es
critas como:
V (x, t) = V^e -YX + (1.37)
I (x,t) = I^e -yx + l2e 1z
T~, +yx ' -yx
vle " V2 e
Nestas equações o termo y ê a constante de propagação.
te termo define, essencialmente, o caminho no qual a onda
de tensão atenua, quando se propaga ao longo da linha. Em
geral, o termo ê um numero complexo e freqüentemente es
crito como
Y = a+ j3
A parte real,a , ê a constante de atenuação e define a ta
xa na qual a magnitude de uma onda atenua, ou decresce em
magnitude, quando o sinal estã em progresso ao longo da
linha. 0 termo imaginário,3 , é o termo de deslocamento
de fase e age como um deslocamento angular ou fasor.
e -yx = e - (a+j 0) x = e -ax e -jgx
0 termo 3x ê interpretado como um ângulo no diagrama faso
rial. Para ser dimensionalmente válido, o termo 3 deve ter
as dimensões
0 radianos por milha3 = --- ^
2”
Quando 3x = 2 tt , o deslocamento de fase ê 360° e a distân
cia x, que produz um deslocamentode fase de 360°, ê um
comprimento de onda para a onda naquela freqüência.
O coeficiente de atenuação a dã-se em unida -
des de nepers por milha. O neper, por si, não tem dimen
são, exatamente como os radianos são adimensionais.
O termo Zc ,acima, geralmente ê chamado de im-
pedância característica, definida numa freqüência oo, e
"caracteriza" a relação entre a corrente e a tensão naque
la freqüência . O termo Zc tem dimensões de ohms. A im
pedância característica duma linha livre de perdas é
Zc = V l /C . Este termo ê muitas vezes mencionado como a
impedância de surto e tem um significado físico, porque
esta ê a impedância verdadeira, pela qual o surto de ten
são passa na linha. Isto serã explicado mais detalhada -
ii ~ timente em Teoria da Linha de Transmissão II.
As constantes e V 2 devem ser avaliadas pelas condições
de contorno, isto ê, pelas condições de tensão e de cor -
rente conhecidas nos terminais da linha. A linha de trans
missão pode ser considerada como um circuito de dois ter
minais .
VS
R
VR
Fig. 1-8
Estas condições terminais podem ser usadas co
mo condições de contorno, para explicar Vg e Ig , em ter
mos de VR e , ou vice-versa. Isto é, na equação(1.37),
resolvida para a condição V = Vg , I = Ig para x = 0 e
V = VR , l = i para x = l . Estas equações podem ser re
solvidas tanto em termos de Vg e Ig como de VR e IR ;am
bas são mostradas abaixo.
ou
VS = VR cosh (yl) + Z IR senh (yl)
Ig = IR cosh (yl) + VR/ZC senh (yl)
VR = VS cosh (yl) - ZC Ig senh (yl)
Ir = Is cosh (yl) - Vg/Zc senh (yl)
(1.39a)
(1.39b)
Estas equações podem ser também escritas na
forma constante do circuito generalizado (A,B,C,D).
VS = A VR + B Ir
Ig = C VR + D IR
ou
Vr = A Vg - B Is
Ir = - C Vg + D IS
onde
A = cosh yl
B = Zc senh yJl
C = senh (yJl)/Zc
D = A
(1.39c)
(1.39d)
A formulação A,B,C,D do problema está incluí
da aqui, porque esta forma de equação ê amplamente trata
da na literatura de Engenharia. Para avaliação destas cons
tantes há diagramas disponíveis (Ref. Stevenson pag. 123-
-125.)
A. Interpretação das equações da linha de transmissão
As equações de linha de transmissão , acima ,
foram desenvolvidas para um caso geral monofãsico, em uma
freqüência constante. A forma das equações é tal que, se
as condições terminais numa extremidade da linha forem
conhecidas, as condições na outra extremidade poderiam
ser calculadas. Embora isto não pareça suficiente para
resolver os problemas de rede, podem ser aplicadas varias
técnicas para usar essas equações para uso pratico. Isto
pode ser feito com a maior facilidade, convertendo as e -
quações numa forma de circuito equivalente. Esta conver
são ê tratada nos compêndios (1) e, por isso, aqui serã da
da somente a forma final do circuito equivalente.
Z*
onde
Z'
Y*
Zc senh y£
zZ senh y&
y£
2 tanh XL
2
(1.40)
t a n h l ^
2= ya
A
2
O circuito equivalente ê uma representação e~
xata da linha de transmissão numa freqüência constante .
A forma das equações ê tal que elas podem ser usadas dire
tamente, nos problemas do sistema de potência. Note - se
que os termos Z ! e Y* compoêm-se de impedância e admitân-
cia nominais (z£ e y£) modificados pelos termos de corre
ção, conforme demonstrado no (1.40). Note-se que os ter
mos nominais são, exatamente, a impedância e a admitância,
que são obtidos multiplicando-se os valores por milha pe
lo comprimento £.
Para as distâncias muito menores do que um
quarto de comprimento da onda, o termo de correção serã a
unidade (veja problema 1-10).
PROBLEMAS
INTERPRETAÇÃO GERAL
Problema 1.1 - Quando as equações físicas do capítulo 1
se aplicam nos problemas práticos,toma-se
necessário converter as unidades MKS em u
nidades inglesas. Para fins de revisão, con
verta a quantidade de 0,2 ohms por metro
em ohms por milha.
Solução:
Geralmente, o fator de conversão pode ser
achado num manual; mas num "aperto", poder-se-ia lembrar
de alguma transformação, tal como 2,54 cm = 1 polegada e
equivaler isto a um fator de conversão para metros em mi-
lhaS* (2,54 cm/pol) * (12 E2Í) x ( — i-JL_ ) *
pês 100 cm
* (5280 pês/milha) =[ ] metro
milha
2,54 * 12 * 5280 _ 1609 metro
100 milha
Portanto 0,2 * 1609 ?^tro = 321,8 ohms/milha
metro milha
Problema 1.2 - As equações, para as constantes da linha
de transmissão desenvolvidas neste capí
tulo, usam os logaritmos naturais.Ãs ve
zes, torna-se conveniente usar a forma
de log^Q. Qual ê a conversão?
Solução:
MM = In N equivale a e = N
AA = log^^B equivale a 10 = B
0 fator de conversão pode ser achado to-
mando-se por base log-^Q para a primeira
equação
log10 eM = log10 N
M Iog10 e = log10 N
m = ------- iog-i n n
log10 e
Por isso, o log natural (í.n) de N pode
ser achado, encontrando-se log^Q N e dividindo-se por
log10 e*
---- i----- = 2,30258509
log10 6
logi0 e = 0,43429448
Notar £n(G) = 2,302585509 * log1() (G)Comentário:
PROBLEMAS - CONSTANTES DA LINHA DE TRANSMISSÃO
Problema 1.3 - Converter as formulas de capacitância e de
indutância em formas unitárias inglesas.
Solução:
As fórmulas básicas para um condutor sobre
uma terra perfeita são:
L = tt- £n — henry/metro 2tt r 2
C = 2tt e
£n 2h
farad/metro
Tirar as constantes mediante a multiplicação e multiplicá-
-las por 1609/ para converter metros em milhas.
K1 JL * i 609 = 471 * 1°_ 7* 1609 =2tt 2tt
. = 0/3218 x 10 3 henry/milha
K2
-122tte * 1609 = 2tt* 8/ 855 x 10 x 1609
0,0895204 * 10 ̂ farads/milha
L £n 2hr
C
K2_
2h
i n —
Comentário: O procedimento do problema 1-2 pode ser usado,
se forem usadas as tabelas com base 10.
Problema 1-4 - Calcular a indutância e a capacitância pa
ra uma linha de transmissão h = 40 pês e
r = 1 polegada.
Solução;
O termo Zn — é necessário tanto para a indu r —
tância como para a capacitância .
O * Af)
ln ~ j l T = ln 2 * 40 * 12
= In 960
= 6,88
Usando o problema 1-3, a indutância e a capacitância são
L = 0,3218 x 10"3 x 6,88 = 2,21 mili henries
/milha
„ 0,08952 x 10"6 „ c j , .1UC = — ---- - ---- -- 0,013 y farads/milha6,oo
Problema 1-5 - Para o caso de uma linha de transmissão sem
perdas, do problema 1-4, achar a constante
de propagação y.
Solução; Y* 2 = RG + jw [ RC + LG] - co2LC
mas para R = G = 0
2 2y = - w LC
Para um problema em 60 Hz w = 377, assim
Y2 = - (377)2 * 2,21 x 10-3 * 0,013 x 10
= - 41 x IO-7
Então, a constante de propagação é
Y = y ~ 4,1 x 10 6 = + j 2,04 x 10 3 .
radianos/milha
Comentário; Para uma freqüência aplicada de 60 Hz, o_3deslocamento de fase e 2,04 x 10 radianos
por milha; assim, um comprimento de onda po
Problema
Solução:
de ser achado:
---- — ---= 3060 milhas
2,04 x 10 *
Para esta linha com 60 Hz, o comprimento da
onda é de 3060 milhas. Portanto, ve-se que a
maioria das linhas de sistemas de potência
são substancialmente menores do que o compr_i
mento de uma onda.
O cálculo acima pode ser verificado, lembran
do-se da velocidade da luz (1 8 6 , 0 0 0 milhas /
segundo). Um comprimento de onda ê a distan
cia que a onda percorre, ou onde ocorre um
deslocamento de fase de um ciclo.
186.OOOmilhas/segundo
60 ciclos/segundo 3100 milhas/ciclo
O proximo problema mostrará que um erro de
deslocamento de régua de cálculo e a veloci
dade aproximada da luz devem dar razão à djl
ferença entre 3100 milhas/ciclo e 3060 mi
lhas/ciclo.
-6 O problema anterior pode ser considerado duma
maneira mais geral, se os termos básicos são
mantidos. Repetir o trabalho duma maneira
mais geral.
A constante de propagação, para uma linha livre
de perdas^ e
y j 03 / LC
L 2hr
c 2 tí
2h
in — r
Por isso
r = J« / £ «n
Zn
:21T
2h
= jwV ye
.-7y = 4ir x 10 (henry/metro)
-12e = 8,855 x 10 (farad/metro)
= j« / I T f07 x 10
-9
-18 ( radianos/metro)
= joj 3,33 x 10
Comentário: Quando, antes, o comprimento da onda foi re
lacionado com a velocidade da onda, qual é
a velocidade da luz neste caso?
2 TT— = Comprimento de onda
v /f = Comprimento da onda
v = velocidade dac nluz
_ v 2tt _ c
u /l C
2 tt = Z£
2-nf/LC f
= _1_ == 1______
Vc /LC / Ü 3,33 x 10"9
g
= 3 x 10 metros/segundo
Assim, a velocidadè da luz está implícita nos valores de
permeabilidade e de capacidade indutiva especifica. Ou ,
pode-se dizer que, visto a velocidade da luz ser uma cons
tante física, não ê possível especificar independentemente
y e e. No sistema MKS, a permeabilidade ê anotada de uma-7forma bastante bonita 4tt x 10 , enquanto a capacidade in-
—12dutiva especifica (permissividade) e = 8,855 x 10 tem
que perfazer a diferença na equação acima.
O resultado deste problema pode ser interpretado
ainda mais longe. A velocidade da propagação ou o desloca
mento da fase ê somente uma função do espaço, em redor do
condutor e não esta relacionado à configuração geométrica
dos condutores.
Problema 1-7 - Calcular o termo de impedância caracterís
tica para uma linha livre de perdas, de um
modo geral.
Solução;
A impedância característica pode ser reduzida
â impedância de surto para
Z =n/ R + caso sem perdas R=G=0c V G + ZJcoC / C v
Os valores de L e C do problema 1-6 dão
(2h)
u n 2h
A £n T 1
2tt£ 2tt £n
As constantes para y e e resultam em
Z = 60 iln — ohms c r
Comentário: A impedância de surto, de modo diferente da
velocidade, ê uma função da orientação física
dos condutores no sistema.
Problema 1-8 Achar a raiz quadrada de um numero comple
xo .
Solução:
A raiz quadrada de um numero complexo A = a + jb
ê obtida, de maneira mais fãcil, na sua forma po
lar.
a = a /e
f ~ 2 lA = / A + b
-1 b 0 = tan -
A raiz quadrada de A iguala-se a um vetor cuja
magnitude é igual à raiz quadrada do módulo de
A e de um ângulo igual à metade do ângulo do Ã.
(A)2
1
. 2 / e / 2
Comentário:
A raiz quadrada de um
vetor, com um ângulo de
quase 0° ou de 180° po
de ser achada com uma
exatidão satisfatória ,
lembrando-se que
tan 9 = 9 = — para d pequeno
Então, para 0 aproximadamente 0
A = a + jb = A /0
A = a 0 = *a
Por isso
- i i / b(A)Z = a2 2a =
1 1
2 ._b (a2)= /~â
2aa + j ~ (a->= V a + ̂ ^71
Para 0 de quase 180° pode ser usada a mesma têcnica,mas o
ângulo serã de quase 180°.
à = - a + j b = a / 180 - A6
(Ã)2 = a1 / 90 - f- = + (a1 ) + j a2 = — *=- + j/i"
~ ' ! 2a 2 f~ã
Problema 1-9 - Determinar uma expressão simples para a
constante de propagação para uma linha com
pequenas perdas. Suponha-se G = O
Solução:
ê
A constante de propagação elevada ao quadrado
2y = (R + j o)L) (0 + j ü)C)
2
— — (jü LC + jooRC
Usar a aproximação do problema 1-8 para obter
2 ^a raiz quadrada do y . Note-se que o angulo e
de quase 180° e a aproximação pode ser usada se
o R for pequeno.
i W RC . . /—r“77y = + ------ + J(úv LC
2co/ LC
y
C 1 . /r,m a s ---= --- - = 1/Z
/LC /"T
c
' + j íjd / LC Nota: O termo Z, ou impe-
dância de surto, e usado
aqui para simplificar a
nomenclatura.
Comentário :
Note-se que a definição de impedância de sur
to, aqui usada, e aquela para terra perfeita.
PROBLEMAS - CIRCUITO EQUIVALENTE DA LINHA DE TRANSMISSÃO
Problema 1-10 - Para as constantes da linha, calculadas no
problema 1-4, determinar qual seria o com
primento da linha que resultará dum fator
de correção de 2% no termo de impedância
da linha.
Solução;
Usando a equação(1.40),o termo de correção ê
corr . = senh yí y£
onde Y = vzy
Z = R + j caL
y = G + j ü>C
Para este problema R = G = 0, portanto
_______ / 5 ___Y - / jíoLjuC = /- a) LC = jw/LC
corr = sen (jio^LC l) _ j sen (cú/LC £)
jw/L£ jw/LC £
sen (ü)/LC £ )
w/LC- i
= /2,21 x 10 3*0,013x10 6=0 ,536x10 1
£ o)/LC £ w /LC £
Milhas Radianos Graus sen(cú/ LC £) Corr.
50 0,101 5,79 0,101 1 , 0
100 0,202 11,58 0,2002 0 , 9 9 3
150 0,303 17,35 0,298 0,985
200 0,404 23,15 0,396 0,98
250 0,505 28,9 0,484 0,960
300 0,606 34,7 0,57 0,941
Comentário:
Note-se que o fator de correção tem uma mag
nitude de 2% em 200 milhas. Mas também ê im
portante o fato que o fator de correção va
ria mais rápido, além de 200 milhas e, por
isso, a correção não ê linear.
Esse resultado pode ser interpretado de uma
maneira raais geral, considerando o fator de
correção como uma função do comprimento da
onda. Os comprimentos, na tabela de solução,
podem ser convertidos usando-se o comprimen
to de onda obtido no problema 1-5. (compri -
0
mento de onda = 3100 milhas).
Porcentagem de erro
A Comprimento de_p_nda usando um ̂ nj0 cor
rigido
50 0,0161 0
100 0,0322 0,7
150 0,0481 1,5
200 0,0644 2,0
250 0,0805 4,0
300 0,0966 5,9
Problema 1-11 - Usar as equações gerais de linha de trans
missão, para achar a tensão na extremida
de aberta da linha de transmissão. Usar
as constantes do problema 1-10.
Solução :
Equações gerais de linha de transmissão (39)
VS = VR cosh (yü) + ZC IR senh (yi)
Para uma linha com extremidade aberta IR= 0
Vs = VR cosh (yZ)
Para o caso sem perdas R = G= 0 , isto reduz a
Vs = VR cos (to /LC Z)
cos (ü)/lC £)
1
z tü/LC Z cos (u) / LC £) c o s (üo/LC £)
50 0,101 1,0 1,0
100 0,202 0,98 1,02
150 0,303 0,955 1,05
200 0,404 0,92 1,09
250 0,505 0,876 1,142
300 0,606 0,821 1,218
Comentário: A tensão da linha de extremidade aberta ê
9% maior do que a tensão da fonte para uma
linha de 200 milhas. Esta elevação da ten -
sao, ao longo da linha, ê geralmente chamada
de efeito Ferranti. Note-se que a elevação
Ferranti nao é perceptível abaixo de 100 mi
lhas de comprimento de linha, mas ela pode
ser significativa para os comprimentos de li
nha acima de 200 milhas. Há uma elevação de
tensão de 22% ao longo duma linha de 300 mi
lhas .
Problema 1-12 - Repetir o problema 1-11, para uma linha
de 200 milhas, usando um circuito equiva
lente sem incluir os termos de corre -
ção.
So_lu.£ac
O circuito equivalente parada linha-ê
vs
lí2
X
T
2 í VR
iL2
A indutância e capacitância totais são:
L = 2,21 x IO- 3 h/m x 200 m = 0,.441 h
XL = j 166,6 ohms
C = 0,013 x 10- 6 f/m x 200 m = 2,6 x 10_6f
Xc = - j 1 0 2 0 ohms
Se a tensão de fonte for mantida a 1 pu de ten
são, a tensão no receptor é de
+ j 166,6 I
—I----- i 2040/T\ J
. 1__________
+ j 166 - j 2040
_J__
1874
A tensão do lado receptor pode ser achada , subtraindo-se
a queda de tensão através da linha, a partir da fonte.
VR = vs “ 1 XL = 1 , 0 - ( 1 8 74 ) (j 166,6)
= 1,0 + 1-6-^ =1,09 = V
1874 ----------
Comentário : A tensão aqui calculada é idêntica àquela
que foi obtida das equações exatas. As
corre .̂ es, que teriam sido aplicadas, te-
riam reduzido XL (conforme visto no pro -
blema 1-10) e teriam aumentado C. A in -
fluência das correções ê um tanto autocom
PROBLEMAS -
Problema 1-13
Solução:
pensadora neste calculo de linha de extre
midade aberta.
Este problema não dever ser usado para
justificar a negligência nos termos de cor
reção em todos casos. Particularmente,nas
condições de fluxo da carga, ou quando uma
linha ê ligada a um sistema, nas duas ex -
tremidades, pode-se notar uma influência
maior dos termos de correção.
A interpretação física da elevação da ten
são ao longo duma linha, ou a elevação Fer
ranti pode ser compreendida claramente des
te problema. A elevação da tensão, ao lon
go da linha, resulta da corrente da carga
que corre através da indutância. Este ti
po de elevação de tensão pode ser importan
te nos sistemas EAT, especialmente durante
a energização duma extremidade onde as li
nhas são relativamente longas.
ORDEM DE MAGNITUDE DAS QUANTIDADES
Em que potência trabalha um homem (em watts)
quando ele move blocos a uma velocidade
de 12 por minuto. Quantos killowatts de
energia ele gasta num dia de 8 horas ?
Os blocos pesam 5 kg (aproximadamente
1 1 libras) e são levantadas a 1 m(aproxi
madamente 3 pês) .
metro-quilogramas x 2,724 x 10 watt-hora
12 x 60 x 8 x 1 x 5 = total de metros kg
---peso por bloco em kg^
------- distância por bloco em
metros
----------- número total de horas
---------- ----------blocos por hora
28800 = metro x quilograma
watt hora = 2,724 x 10 ^x 28800
= 78,5 wh total
O regime de trabalho feito ê
UL lA = 9,83 watts
8
Comentário : Levantar um tijolo de 5 kg a lm em 1 segun
do equivale a realizar um trabalhonuma ra
zão de 49,2 watts ou 5 vezes a capacidade de
mover 1 2 por minuto.
(5kg x 1 metro/s) (2,724 x 10-^watt hr/metro
kg) x 3600 s/hr = 49,2 watts
Os 2 ou 3 watts, necessários para fazer fun
cionar um relógio elétrico, convertidos em
força humana , é grande.
Problema 1-14 - Quantos Coulombs de carga passam por uma
lâmpada elétrica de 100 volts, 25 watts,
corrente contínua num segundo ?
Solução:
1 watt = 1 volt x ampère
1 ampère = 1 coulomb/segundo
25 watts
Portanto,
num segundo ê
25 watts _
1 0 0 volts
a carga que passa por uma lâmpada de
: 0,25 ampères
carga = ampêre x tempo = 0,25 A x s = 0,25
coulomb
Comentário - É interessante calcular a intensidade do
campo elétrico na superfície duma esfera
com o raio de 400 pés, se houver na super
fície 0,25 coulombs, usando-se a equação
(1.02)
Ê = °'25____________________
4ir x 8,854 x 10-12x (124)2
---4-Q.°-.£ê.s----- = 124 metros
3.218 pés/metro
= 1,45 x 10^ volts/metro
Um gradiente de tensão de aproximadamente 3
kV/polegada causara que no ar surja o e-
feito corona. Os 1,45 x 10^ volts/metro ,
acima , passarão a
145..kv/netro------- „ 3>65 kv/polegada
39,7 polegada/metro
Assim sendo, se este 1/4 de Coulomb, que
flui através de uma lâmpada de 25 watts ,
fosse colocado numa esfera com o raio de
400 pés, a superfície da esfera apresenta
ria o efeito corona.
Problema 1-15 - Calcular a área de superfície necessária
para construir um capacitor de 0 , 1 micro
farad.
Suponha-se que o dielêtrico fosse o pa -
pel de 3 milésimos de polegadas e qbe es
te papel tenha uma constante dielétrica
relativa de 2 ,5 „
Solução;
nas e
A capacitância entre as duas superfícies pla-
c =
e e * r o A
A = c x d
£r o
0 , 1 x 1 0 6x 1,18 x 1 0 ~ 5
para c = 0 , 1 x
1 0 ̂ farad
d=0/003 em
10~2_______
2,54 pol./metro
d= 1,18 x 1 0 - 5
= 2,5
£q = 8,854 xlO -12
farad/metro
Desta forma, um capacitor pode ser feito de duas fitas de
folha de 1 polegada (2,54 cm) de largura por 82,7 polega
das ( 2 1 0 cm) de comprimento.
Comentário - Note-se que, se fosse usado um papel de 1 mi
lêsimo de polegada, em vez de 3 milésimos,a ̂ oarea necessária seria de 1/3 dos 533 cm^ a-
cima.
Problema 1-16 - Considerar dois condutores, cada um com
um raio de 1 / 2 polegada , separados por
18 polegadas e ligados através duma ten
são de 300 kV. Qual ê a força mecânica
entre os condutores ?
Solução:
A carga, em cada condutor, pode ser achada u-
sando-se a equação (1.18)
v = 2_ £n
tt e
tt e v
£n —
ro
tt x 8,854 x 10 1 2 x -300 x 103
£n 181/2
_ 8= 2,33 x 1 0 coulomb/metro
Usando a equação (1-16) para o campo elétrico,
a força pode ser achada como
F = qE = q -----
2tt eá
__________ (2,33 x 10 8) 2________________
2 tt 8,854 x 10" 1 2 x (18 x 2,54 x IO- 2 )
— 6Força = 2,14 x 10 newton /metro
Força = ^ ■ x 2,14 x 10 ̂libras/pé = 1,64 x 10 ^
libras/pé
Newton/metro = 1,305 x libras/pé
Newtons met£- x —̂ 7̂̂ =- = libras pe 1,305
Newtons x r̂e-̂ |Q- x 3,281 pé/metro ̂ = libras
Newtons x 2,56 = libras
Newtons/metro x 0- T^^ro^ = newtons/pé3,281 pe
Newtons/metro x ^ 2qi = newtons/pé
Newtons 3,281 X 1,305 libras
Newtons/metro 1 3,2813,281 x 1,305 libras/pê
Comentário : Note-se que a força do campo elétrico é uma
força muito fraca, quando forem consideradas
as quantidades normais de carga que podem
ser colocadas num sistema. Note-se que há
— 8somente 2,33 x 10 coulombs de carga em ca
da condutor. A magnitude de carga nesse pro
blema ê proporcional â tensão e, por isso ,
ter-se-ia um limite razoável na magnitude
da carga que pode ser colocada no sistema.
Problema 1-17 - Considerar dois condutores separados por
18 polegadas. Qual ê a força existente
entre estes condutores, se uma corrente
de defeito de 20.000 ampéres flui em ca
da condutor.
Solução:
Usando a equação (1-8)
-74 TT x 10 i-jl-
p - ------------------±— -----------------
2 ir (18 x 2,54 x IO-2)
-7 4 22 x 10 (2 x 10 )
0,457 = 175 newtons/metro
Força = 175
1,305
134 libras/pé
Comentário : Para as quantidades razoáveis de sistema,
as forças magnéticas são muito maiores do
que as forças de campo elétrico. Estas
grandes forças magnéticas requerem condi
ções mecânicas muito severas, não somente
nos condutores de linha de transmissão sob
as correntes intensas de curto circuito ,
mas também colocam forças mecânicas seve
ras nos componentes do transformador e do
gerador sob o curto circuito.
Problema 1-18 - Achar a ordem de magnitude relativa de
corrente de condução e a de dispersão ,
para vários meios homogêneos.
Solução;
Para fazer a avaliação , pode ser usada a e-
quação (1-14)
H .áí i + 3D 31
te
Nos campos, hã freqüência senoidal e constan-
T = aE
|f = juD = jueÊ
assim temos
H .d£ (a + ja)e) E
Ou a corrente através de qualquer caminho fe
chado pode ser feita da corrente de condução e de corren
te de dispersão, com a ordem relativa de magnitudes
a _ corrente de condução____
joo£ corrente de deslocamento
a) Num condutor de cobre o
e
75,8 x 10 siemens/metro
8,854 x 10 "^farad/metro
proporção = 5,8 x 10
2Trf x 8,85 x 10 -12
0,104 x 10
f
19
Comentário : Para um condutor de cobre pode-se desconsi
derar a corrente de dispersão.
b) No ar, ou espaço livre a= 00; e
proporção = 00
8,854 x 10-12
farad/metro
Comentário No ar, ou espaço livre, pode-sé desconside
rar a corrente de condução.
c) Numa terra, considerando perdas p= 100 ohms/metro(re-
sistividade), a constante dielêtrica relativa deve ser
de até 10.
0,01 1,8xl07proporção = ---------------------TTT- =--------2nf 10 x 8,85 x 10 f
f
60 Hz
6.000 Hz
600 kHz
6 MHz
proporção
3 x 10 5
3000
30
3
Comentário : Para uma terra com perdas , ê razoável des -
considerar a corrente de dispersão em baixas
freqüências, porem, lá pelos 600 kHz , a cor
rente de dispersão pode ser importante na a-
„ nálise de propagação.
APÊNDICE I
IDENTIDADES TRIGONOMfiTRICAS USUAIS
I. FUNÇÕES CIRCULARES DE ÂNGULOS PLANOS
Os valores das funções circulares são definidas
pelas seguintes relações:
seno a = ^ = sen a r
xcosseno a = — = cos a
tangente a = ^ = tg a
1. Funções da soma e da diferença de dois ângulos
sen (a±S) = sena.cosg±cosa . sen$
cos (a±3) = cosa cosg ± sena . seng
Se x for pequeno, por exemplo 3o ou 4°, então, pode-se
adotar as seguintes aproximações, em que x ê expresso
em radianos (1° = 0,0175 radianos)
sen a - a , cos a = 1 , tan a - a
sen (a ± x) = sen a ± x cos a
cos (a ± x) « cos a sp x sen a
2. Produtos de funções
sen a. sen 3 = 1/2 (cos (a - 3) - cos (a + 3))
cos a.cos 3= 1/2 (cos (a-3) + cos (a + 3))
sen a.cos 3= 1/2 (sen (a-3) + sen (a + 3))
3. Relações entre ângulos e lados de triângulos planos
Sejam a, b, c = lados do triângulo e a, 3,Y = ân
gulos opostos aos lados a, b, c, respectivamente.
(Lei dos senos)sen a sen 3 sen y
2 2 2a = b +c -2bc cos a (Lei dos cos senos)
a + 3 + Y = 180°
a = b cos y + c cos 3
b = c cos a + a cos y
c = a cos 3 + b cos a
II - FUNÇÕES HIPERBÓLICAS
As funções hiperbólicas são definidas por rela -
ções semelhantes àquelas que definem as funções de angu -
los circulares e recebem denominações análogas. Suas deno
minações e abreviaturas são:
seno hiperbólico 0 .
cosseno hiperbólico 0
tangente hiperbólica 0
1. Valores equivalentes exponenciais - Os valores de fun
ções hiperbólicas podem ser calculados a partir de seus
equivalentes exponenciais.
e -0
senh e = e - e2
e , -0
cosh © - e + e 2
e -0
tgh e - e e e
- e
, -e
Se 0 for extremamente pequeno,
senh 0 - 0
cosh 0 - 1
tgh 0 ^ 0
Para grandes valores de 0,
senh 0 - cosh 0
tgh 0 - cotgh 0 - 1
2. Identidades fundamentais
cosh^ 0 - senh^ 0 = 1
senh 0 = ̂ - = a
cosh 0 = — = a
tgh 0 = —
0cosh 0 + senh 0 = e
cosh 0 - senh 0 = e
senh (-0) = - senh 0
cosh (-0) = cosh 0
senh (0]_±0 2) = senh 0^ cosh 0^ ± cosh 0^ senh
cosh(0^±0 2) = cosh 0^ cosh 0^ ± senh 0^ senh 0^
III. FUNÇÕES DE ÂNGULOS IMAGINÃRIOS E COMPLEXOS
1. Relações entre funções circulares e hiperbólicas
Por comparação dos equivalentes de funções hiperbólicas e circulares, são estabelecidas as seguintes
identidades, sendo i = /-T :
sen a = -i senh ia
cos a = cosh ia
tg a = - i tg ia
senh 3 = - i sen i3 .
cosh 3 = cos i3
tgh 3 = - i tg i3
2. Funções de um ângulo complexo
Em notação complexa,
c = a + ib = |c|(cos 0 + i sen 0) = |c|. e
onde: IcI = /a2 + b2
i0
i =
b
a
1 0Freqüentemente |c|e
loge |c|e10 = loge |c| +
é escrito
Í (0 + kTT) ,
c / 0 .
(possuindo infinitos
valores)
Algumas identidades convenientes são:
logel = 0
log (-1) = ítt
log0i = i t t / 2
log ( - 1 ) = i 3 t t / 2
n(cos 0 ± i sen 0) = cos n0 ± i sen n0
/ n , . n 0 + 27Tk , . 0 + 27rkcos 0 ± í sen 0 = cos ------ ± í senn n
0 uso de ângulos complexos ocorre freqüentemente em problemas
de circuitos elétricos onde é necessário, muitas vezes,
expressar as funções dos mesmos como números complexos.
sen(a±iS) = sen a cosh B±i cosasenh g = /cosí?g--cosa.e+:*‘̂
cos(a±iB) = cos a cosh B± i sen a senh 3 = v̂ cosĥ B - sen^a . e±:̂
senh(a±ig) = senha .cosg± i cosh a.sen 3
cosh(a±ig) = cosh a.cos 3 ± i senh a.sen 3
CAPÍTULO 2
PERDAS NO CONDUTOR E EFEITOS MÚTUOS
I. INTRODUÇÃO
Os conceitos fundamentais da linha de transmissão ,
inclusive as fórmulas de indutância e de capacitância de
senvolvidas no capítulo 1, podem ser usados para resolver
muitos problemas. Estes conceitos fundamentais serio ampli
ados neste capítulo.
II. CONCEITOS ADICIONAIS DE INDUTÂNCIA E INDUTÂNCIA MUTUA
O princípio mais fundamental de indutância,ou do con
ceito físico que resulta na indutância, ê a lei de Faraday.
A exposição matemática desta lei (equação 1-11) quando com
pleta, pode ser objeto de discussões suplementares. Esta
lei ê suficientemente geral para ser usada, não somente co
mo a base para os conceitos de indutância nas linhas de
transmissão, mas também, como a base fundamental para os
conceitos de maquinas elétricas. Nos problemas mais gerais,
a lei de indução ê exposta para incluir a lei de Neumann:
"uma força eletromotriz (fem) se estabelece num
circuito quando o fluxo magnético, que enlaça o
circuito, ê alterado de qualquer maneira, e a
magnitude da fem ê proporcional â taxa de varia
ção do fluxo, no tempo que o produz".
e ( 2 . 01 )
A = fluxo concatenado
Em adição ao acima exposto, podemos citar a lei
de Lenz:
" a direção da fem induzida é tal, que qualquer
corrente que a produz tem a tendência de opor-
se a qualquer variação do fluxo que a produz".
Quando estes conceitos são usados em analise de maquinas,
as equações devem incluir a possibilidade do fluxo passar
através de mais de uma espira da bobina. Para tal condição,
a lei de Faraday pode ser escrita como
e dAdt (2 . 0 2 )
A = fluxo concatenado
Os conceitos de fluxo magnético concatenado são
convenientes, vistos que eles podem ser achados para as
correntes continuas e, depois, se a distribuição da corren
te no circuito for a mesma para as condições da corrente
alternada, a indutância ê obtida pela diferencial do fluxo
concatenado. Ademais, nos problemas práticos, o sinal cor
reto na tensão induzida pode ser verificado pelo uso da
lei de Lenz.
fi interessante considerar um transformador sim
ples, com núcleo de ar, para os propõsitos de discussão.
LINHAS DE FLUXO
MAGNÉTICO
Neste transformador, hã um campo elétrico, ao
longo das bobinas dos condutores, que resulta do fluxo mag
nêtico variável dentro das bobinas. A polaridade da fonte
de tensão (V ) resultará num fluxo de corrente (i), confor
me mostrado. A corrente produzira um decréscimo do fluxo
através das bobinas. Um voltímetro ligado através do segun
do conjunto de bobinas medira uma tensão com a polaridade
mostrada, porque esta tensão produz um fluxo de corrente
que se opõe ao fluxo primário estabelecido pela corrente
na bobina superior (Lei de Lenz). Particularmente, aqui ,
este fluxo em oposição ê o que tende a limitar o campo na
proximidade dos condutores, e, de fato, aumenta a densida
de do fluxo entre os pares de condutores. A tensão serã-
proporcional â taxa de variação da corrente no tempo, po
dendo ser considerada como um campo eletromagnético, E,con
tinuamente induzido ao longo do condutor. A tensão total
induzida é a integral de E.d& ao longo do condutor.
0 conceito acima pode ser usado nas linhas de
transmissão. Considere-se os dois circuitos fechados da fi
gura 2.01 como duas bobinas no ar contendo uma espira em
cada bobina. Agora, estas serão deformadas e aparecerão co
mo quatro condutores horizontais.
A situação aqui ê idêntica ao problema de trans
formador com o núcleo de ar acima discutido, mas,neste caso,o
sistema ê composto de uma bobina com uma espira única. Hã
um fluxo estabelecido pelo fluxo de corrente da bobina 1,
que induz um campo elétrico ao longo do condutor da bobina
2. A integral de intensidade do campo, E, ao longo^do con
dutor da bobina 2, determinara a tensão induzida total e
lida pelo voltlmetro, V .m
A magnitude da tensão induzida ê determinada pe
las técnicas aludidas no capítulo 1. O campo, neste exem
plo, presumindo que as linhas são longas e que efeitos fi
nais possam ser desconsiderados, é determinado pela sobre
posição do campo produzido por um condutor individual. Se
a corrente em cada condutor for conhecida, poderia ser a-
chado o fluxo e, usando a lei de Faraday, poderia ser achada
a tensão induzida. 0 campo elétrico ao longo do condutor ,
que, quando integrado produz a tensão, pode ser discutido
da mesma maneira como foi no caso do transformador acima.
A tensão induzida na bobina 1, para o caso de
não haver corrente na bobina 2, ê exatamente aquela defini^
da pela indutância de uma linha de dois condutores (Equa
ção 1.25).
V
(2.03)
A queda de tensão reativa na bobina 1 não ê in
fluenciada pela segunda bobina, ou pelo condutor, visto
não fluir corrente na bobina 2. Se não flui nenhuma corren
te no condutor, ela não pode contribuir para o fluxo total
que enlaça a bobina 1. Porém, hã uma tensão na bobina 2
que iria produzir uma corrente se o curso fosse fechado ,
permitindo a corrente fluir. Esta tensão ê idêntica â ten
são que aparece nos terminais secundários abertos de um
transformador quando o primário for energizado. A tensão na
bobina 2 ê determinada pelo fluxo total <3ue Passa através
da bobina 2. O fluxo ê produzido pelos dois caminhos de cor
rente (condutores) da bobina 1. Para este caso de dois
condutores compridos e paralelos, da figura 2.02, a ten
são total induzida na bobina 2 pode ser achada examinan-
do-se a tensão induzida em cada um dos extremos, superior e
inferior da bobina 2, devido às correntes nos extremos su
perior e inferior da bobina 1. Isto pode ser feito para
um comprimento unitário da linha.
Este problema tornar-se-á mais claro se for fe.i
ta uma retrospectiva e revisado o cálculo da auto-indutân
cia duma linha de 2 fios. A indutância efetiva para o si£
tema de dois condutores e dada na equação 2.03.
Deve-se lembrar que esta indutância ê uma medi
da da queda de tensão, ao redor do circuito completo. Esta
queda de tensão pode ser imaginada como se fosse distri
buída uniformente ao longo de ambos os condutores, confor
me mostrado a seguir.
Figura 2.03a
Se for agora considerado o caso em que a corrente no con
dutor 1 volta através de algum outro condutor( desta vez
não especificado), a queda de tensão, em redor do circui
to completo, seria de somente 1/2 da queda de tensão que
ocorreria para uma corrente igual e oposta em cada condu
tor .
Agora, se for considerado o caso do retorno
da corrente do condutor 1 pelo condutor 3, as quedas de
tensão correspondentes podem ser mostradas em cada condu
tor.
V2-l ^ a tens^°
duzida no condutor
2 para uma corren
te no condutor 1
V2-3 ^ a tens^° no
condutor 2 para
uma corrente no
condutor 3.
Figura 2.03 b
As quedas de tensão nos condutores 1 e 3 são dadas como:
d,
+ V = - j?.n í -1V. + V, - ü «n (— ü ) dt
A soma das quedas de tensão no condutor 2 ê dada como:
V l + v2-3 = -h < - tn + 3Í
que pode ser escritocomo:
V. _ y (2.04)
1-2
As tensões nos condutores 2 e 4 devem ser somadas para formar a
tensão total do circuito completo e, pela simetria, a ten
são no 4 ê igual à tensão no 2. Assim obtém-se:
V 2 ♦ V4 - S 1-2
di
dt
Por isto,
mo:
as indutâncias própria e mutua podem ser escritas co
L = ± ln
1 1 71 M f * ) 12 = üTI (2.05)1-2
A tensão nos condutores da bobina 2 tem por fim forçar uma
corrente num sentido contrario, em redor do circuito com
pleto da corrente, na bobina 1. Assim sendo, se uma corren
te fluir na bobina 2, na mesma direção da corrente na bobi.
na 1, a queda de tensão reativa será estabelecida por dois
componentes? um da corrente no condutor 2 e um da corrente
no condutor 1.
Vtotal
Queda de tensão na bobina
2, proveniente do fluxo de
corrente na bobina 2.
ai.
(2-06)
Queda de tensão na bobina
2, proveniente do fluxo
de corrente na bobina 1.
Assim sendo, a tensão induzida no condutor 2, por um fluxo
de corrente no condutor 1, é uma tensão induzida mútua e
define a indutancia mútua.
Os termos de indutancia mútua, para dois conduto
res sobre um plano condutor perfeito, também podem ser a-
chados na figura 2.03b. A corrente nas partes superior e
inferior da bobina 1, igual e oposta, e a corrente negati
va no condutor inferior podem ser consideradas como uma
imagem de espelho da corrente no condutor superior. Para
esta condição hã um meio-caminho plano entre os condutores,
onde a intensidade líquida do campo magnético ê tangencial
a este plano, através da superfície inteira.
O campo magnético ê tanqencial à superfície, so
bre a superfície total, e esta ê a condição total que re
sultaria para um campo magnético perto de um condutor per
feito que carrega a corrente. Este campo magnético,' bem
perto da superficie condutora, ê diretamente relacionado à
corrente que flui na superfície, na proximidade imediata
do campo. Essa condição da analise eletromagnética ã cha
mada de condição de contorno. Não serã feito, aqui,, nenhum
comentário adicional, a não ser que o campo, que resulta
duma corrente de superfície, seja o mesmo que o campo que
resulta do condutor de imagem, se o plano for um condutor
perfeito.
Como no capitulo 1, a indutância . (ou o termo que
produz uma queda de tensão reativa), no condutor que carre
ga a corrente( o membro superior da bobina 1), ê
dii
(2.07)p 9. n <§*o1 2 if
P £n (2hro11= 2tt
dt
Auto impedância de um condu
tor sobre uma terra perfeita
onde h ê a metade da distância entre o condutor e sua ima
gem.
A queda de tensão reativa no condutor 2 pode ser
achada, examinando-se a tensão induzida no condutor 2, que
resulta da corrente no condutor 1 e da imagem do condutor
1. Isto foi achada na equação (2.04). No exemplo anterior,
a queda de tensão total foi estabelecida da queda de ten
são no condutor superior e inferior. Aqui, hã somente uma
queda de tensão no condutor superior, visto não haver um
condutor inferior. Portanto,
liCM> P• 2tt In (d12d12
L 12 =
p
2 TI £n
dÍ2
( 2 . 0 8 )
A impedância mutua entre
dois condutores sobre uma
terra perfeita.
onde ^ a distância do condutor 1 â imagem do condutor
2 e d -^2 ® a distância do condutor 1 ao condutor 2.
As equações (2.07) e (2.08) sio os, assim chama
dos, termos de indutância própria e mutua para um condutor
sobre uma terra perfeita. Deve-se notar que os tremos mú
tuos sio recíprocos; isto ê,
L12 “ L21
ou a queda de tensão reativa no condutor 2 resultante de
uma corrente I, no condutor 1, ê a mesma que a queda de
tensão reativa no condutor 1, que resulta da mesma corren
te I no condutor 2.
III. EFEITOS MÚTUOS RESULTANTES DO EFEITO DE SUPERFÍCIE
A impedância mutua entre os condutores ê fisica -
mente interpretada como a tensão induzida pela ação trans
formadora. A discussão antecedente tem considerado so
mente fios ou condutores que estão perto um do outro, po
rem, os mesmos efeitos podem ser observados, em qualquer
problema, onde hã um material condutor num campo magnético
variável. Assim, se houver um condutor que carrega corren
te ( corrente alternada ), perto duma superfície condutora,
uma tensão serã induzida na superficie condutora que resul.
ta num fluxo de corrente.. A natureza exata do fluxo de cor
rente induzida não ê sempre fãcil de ser determinada, po
rem, para esclarecer um pouco o problema, podem ser úteis
alguns comentários gerais.
Como no capitulo 1, o problema mais
freqüente é achar a distribuição da
corrente. Uma vez estabelecida a dis
tribuição de corrente, os efeitos mu
tuos podem ser calculados ou aproxi
mados.
A. Fluxo da Corrente nos Condutores
O fluxo da corrente num condutor requer um potenci^
al propulsor, ou tensão. Em geral, dentro do condutor, ê
mais conveniente considerar a densidade da corrente, ou a
corrente por área de secção transversal unitária, o que
permite a análise de um problema com a corrente não unifor
me sobre uma secção transversal. Em tal situação, a densi
dade da corrente e o campo elétrico, que força o fluxo elê
trico, são relacionados pela condutividade.
(2.09)
2corrente (amperes/m )
intensidade do campo elé -
trico (volts/m)
condutividade elétrica
(siemens/m)
Figura 2.05
Assim, se existir um campo elétrico, seja num meio
condutor ou sobre a superfície de um meio condutor, a cor
rente fluirá na direção do campo elétrico. Realmente, a defini
ção de um condutor é; um material que permite o fluxo li
vre de eletrons, quando exposto a um campo elétrico. Este
campo elétrico pode ser aplicado por alguns meios externos,
tais como a fonte de tensão entre as extremidades dum con
dutor, pela indução resultante dum campo magnético estabe
lecido por um fluxo de corrente na proximidade do condutor,
ou mesmo pela radiação eletromagnética de alguma antena a
longa distância. O fluxo de corrente através do condutor
resultará numa queda de tensão resistiva com alguma diss_i
pação ou perda de energia. Não interessa como o fluxo de
corrente foi estabelecido; a corrente, por si s5,estabele
cerá um campo magnético que também resultará numa queda de
tensão reativa.
Usando estes conceitos, pode-se achar a resistência
de um condutor em que circule a corrente contínua .Para este
caso, hã uma queda de tensão ao longo do condutor e, por
tanto, hã um campo elétrico ao longo do condutor.
E
Figura 2.06
O fluxo de corrente e uniforme através da superfície do
condutor e,por isso, a densidade da corrente pode ser a c h a
da assim:
T - 1 = J LJ ~ Area 2 (2.10)Tra
Então, o campo elétrico ao longo do condutor ê:
E = Jo iroa (2 .11)
A queda de tensão ao longo do condutor, então, é obtida a-
través da integral de E ao longo do condutor
V
e
1 i T_ Ed l = 1
- 0 J 0 oira'
a resistência efetiva ê
.Ifc
2ciTia
R VI
l
o 7ra
ohms ou 1 2DTra
ohms/metro (2 .12)
B. Fluxo de Corrente Induzida num Condutor Grande e Plano.
O problema de achar o fluxo de corrente, num condutor resul
tante de um campo magnético, não ê fácil. O acesso â solução do proble
ma do campo magnético, no capítulo 1, foi o de ccmeçar ccm a corrente
e, destas correntes, calcular o campo para outros fins. Porem, quando
entra no problana um fluxo de corrente não especificado, deve ser usa
da uma técnica diferente. Geralmente, isto implica o uso de equações
de Maxwell, mas isso é difícil, a não ser que exista no problema uma
simetria considerável.
A análise da distribuição de corrente, num condutor
grande e plano, onde ocorre um campo elétrico na superfí
cie do mesmo, é tratada em muitos temas e é chamada de anã
lise do efeito de superfície. O problema pode começar com
a especificação de uma intensidade do campo de superfície,Ez
que resulta de um campo magnético (Lei de indução de Fara-
day). Este campo elétrico induzido resultará num fluxo de
corrente no condutor, numa direção que produzira um campo
oposto ao campo propulsor (Lei de Lenz); isto ê, contrário
â formação de um campo magnético dentro do condutor. De fa
to, a análise ê executada para uma largura unitária e para
um comprimentounitário; assim, as dimensões de extensão
infinita não tornam o problema impossível. A análise deste
efeito não será dada aqui, porém serão apresentados os efeitos
significantes que resultam da análise. Este resultado está
sendo discutido, pois, mesmo que a análise seja para um
condutor infinito, os resultados são aplicáveis para os con
dutores de dimensões menores e mesmo para superfícies cur
vas nas mesmas condições.
z, na superfície, terá um fluxo de corrente na direção z
(x normal à superfície) e nenhuma variação na direção y . A
corrente, em qualquer ponto do condutor, ê:
Um condutor plano, com um campo elétrico na direção
(2.13)
onde 6ô = ..... ....(metros)
/tt f jj o
y = permeabilidade do plano
o = condutividade do material
Aqui, a corrente a certa profundidade x na superfície con
dutora, relaciona-se com a corrente de superfície,iQ ,pe
los exponenciais da equação (2.13) . O termo ô tem as dimen
sões de distância e ê geralmente chamado de profundidade
de superfície. Note-se que a corrente ê definida por um
termo controlador de fase da corrente.
x
i e termo controlador de magnitude
x (2-14)
e ̂ 6 termo controlador de fase
Note-se aqui, que a corrente embaixo da superfície do pia
no diminue, exponencialmente, em magnitude e, linearmente
em fase, relativas â corrente de superficie. Para aumen
tar a perspectiva no problema, pode-se avaliar a magnitu
de do termo de profundidade de superficie <5, para alguns
números práticos.
Tabela I
Condutividade Permeabilidade Profundidade da
Siemens/metro Henry/metro penetração 6 metro
Prata 6,17 x 107 4TT X 10~7 0,0642//f
Cobre 5,80 x 107 4 TT X IO"7 0 ,0660//f
Alumínio 3,72 x 107 4 7r x ío-7 0,0826//f
Latão 1,57 x 107 4 TT X 10~7 0,127//f
Solda 0,706 x 107 4 TT X IO"7 0,185//f
A magnitude da corrente, em vários pontos dentro do condu
tor, ê mostrada mais detalhadamente no problema 2-8, para
um condutor de alumínio e uma corrente de 60 Hz. Podem
ser feitas declarações sobre os fenômenos de efeito de su
perfície.
1) Para um material de condutividade mais alta, a
profundidade de penetração 6 ê menor.
2) O conceito aqui exposto aplica-se somente aos
condutores planos sólidos, mas ele pode ser ex-
tendido a outras formas, com a condição do va
lor de 6 ser muito menor do que a curvatura da
3) A relação de fase da corrente varia com a pro
fundidade dentro do condutor.
4) O fluxo irregular da corrente resulta dos efei
tos magnéticos entre a corrente, em varias par
tes do condutor. 0 efeito líquido é de limitar
a formação de um campo magnético dentro do con
dutor.
Este conceito do efeito de superfície parece ser um
tanto abstrato, porque esta lâmina infinita não parece fa
zer parte do circuito. Mas os resultados acima obtidos po
dem ser usados para converter este resultado no conceito
de circuito orientado. Ê possível considerar a lâmina co
mo um elemento de circuito e, nestas condições, formular
a pergunta: aual é a impedância efetiva desta lâmina? Sa
be-se que, para achar a impedância de um elemento, ê ne
cessãrio achar a corrente através do elemento,bem como a
queda de tensão através do mesmo.
A corrente através da lâmina por largura unitária, pode
ser obtida por:
superfície.
Z = y Lei de Ohm (2.15)
x
I
0 0
(2.16)
i <$o
1+j
Note-se que.a corrente total e exatamente, a corrente
que iria fluir se i fosse uniforme, através da secção
igual â profundidade de superfície ô. Isto deveria ser es
perado pela natureza exponencial do fluxo de corrente, co
mo uma função de x.
0 próximo problema ê achar a queda de tensão ao lon
go da lâmina. Em primeiro lugar, é importante compreender
que a queda de tensão ao longo da lâmina ê a mesma que pa
ra qualquer plano horizontal com a superfície. A queda de
tensão é feita a partir da densidade da corrente vezes a resistivi-
dade e, também, pela queda indutiva resultante da indução
tipo Faraday.Porém, ao longo da superfície superior, pode
mos achar o campo elétrico, o qual, para este problema ,
foi presumido como sendo a rorça impulsora para a corrente,
a partir somente da densidade da corrente na superfície, i , e
da condutividade o. Isto ê, não hã na superficie, tensão
induzida magneticamente, que resulte do fluxo de corrente
na lâmina:
i
E = — (2.17)zo a
Por isso, a impedância por comprimento unitário ê:
SL
ZO
[Total
_o
a
6/(l + j) a <5 (1 + j) (2.18)
Figura 2.08
A impedância do condutor ê uma impedância com um ângulo
de 45o, ou melhor, que a resistência e a reatância sejam
iguais.
Esta informação pode ser usada no cálculo da resis
tência, de alta freqüência, de um condutor redondo.
A largura da faixa neste caso ê a circunferência do
circulo e, por isso, a resistência de alta freqüência do
condutor será:
C • Fluxo de Corrente Induzida num Condutor Feito por dois
Materiais Diferentes.
Ocasionalmente, pode ser interessante estimar o flu
xo de corrente num material em camadas. Esta analise para
condutores planos ê dada para o sistema da figura 2.09.
ZHf 2 nr
Z
- — 2 - - (1 + j) (ohms/metro) (2.19)
z
y
d
x
Figura 2.09
A corrente dentro do condutor, para este sistema,ê:
r - d + j)
i ô , (l+j) / TT fy]_a1
r2= (l+j) / tt f u 2 ° 2
B
senh(r^d) + (r2a^/r^a2) cosh r-̂ d
Também a impedânçia efetiva do sistema de duas camadas,de
finido da mesma forma como para uma grande lâmina ( equa-
ção 2 . 2 2 ) , e :
ZTL SL
senh(r^d) + (r 2 ° i //rl ° 2 ^ cosh (r^d)
cosh(r^d) + (r^a^/r-^a^) senh (r-̂ d)
( 2 . 20 )
Estas equações são üteis para estimar a eficácia de blin
dagem do revestimento nos condutores e pode ser usado pa
ra estimar as características de alta freqüência dos con
dutores revestidos.
D . Correntes Parasitas
As perdas por correntes parasitas podem ser visuali_
zadas usando-se os conceitos expostos nas secções anteri
ores. Um condutor, que carrega corrente na proximidade de
uma placa, estabelecerá um campo magnético que, por sua
vez, induz correntes na placa. Essas correntes, geralmen
te, são chamadas de correntes parasitas. É difícil, senão
impossível estimar com exatidão a distribuição da corren
te, analiticamente, devido à complexidade das condições
limites. Por isso, nos problemas práticos podem ser
exigidas aproximações ou estimativas.
Estas correntes parasitas são importantes em muitas
aplicações de corrente elevada. Blindagens de metal, na v.i
zinhança destes condutores, sofrerão, varias vezes,muitas
perdas resultantes das correntes parasitas, para serem
significativas para a temperatura ambiente, dentro das
blindagens de metal. Além do mais, os campos provenientes
do reator em derivação com núcleo de ar resultaram no
aquecimento de cercas e de mecanismos de distribuição
blindados em metal, perto dos reatores e até causando da
nos técnicos a fundamentos de concreto, que usam barras
de reforço de aço no concreto(armado).
E. Efeito de Proximidade
0 efeito de proximidade e uma medida de fluxo de
corrente irregular, no sentido radial em redor dum condu
tor, Quando dois condutores são estreitamente espaçados ,
o fluxo de corrente num condutor produzira um campo, com
a tendência de forçar a corrente no outro condutor , numa
distribuição não radial. Se as correntes estiverem na mes
ma direção,a corrente concentra-se na borda externa dos
dois condutores. Se o fluxo da corrente for em direção
contrária, a corrente concentrar-se-ã de encontro âs su
perfícies adjacentes. Assim sendo, o efeito de aproxima
ção e função da direção do fluxo de corrente, pelo me
nos no extremo. Esse efeito de aglomeração pode ter uma
influência menor sobre a resistência do curso, mas geral
mente tem um efeito mínimo (desconsiderãvel) sobre a indu
tância.
Geralmente, o efeito de proximidade tem maior significân-
cia em altas freqüências.
Em tais casos, a proporção r/ô pode ser considerada
como uma medida de efeito de superfície, onde r ê o raio
condutor e <5 ê a profundidade de superfície, definidos na
equação 2.13. Em altas freqüências, o aumento em resistên
cia para r/6 >100 pode seraproximada por:
PHf
1
1/(S/2r)2
(2 .2 1 )
Os resultados desta fórmula mostram:
O 0
Tabela II
Para
Espaçamento _ S Fator de
Raio r Proximidade
S = 10" 10 1,021—1 II U 15 1,01
^ |
C0 II 1—1 O 20 1,01
Não hã efeito de proximidade para linhas aéreas
normalmente espaçadas. Porém, no caso de cabos, onde tem
mais de um condutor no mesmo duto, o efeito de proximida
de devera ser considerado. Este efeito estã incluído em
muitos manuais de cálculos de reatância nos cabos.
IV. EFEITOS DA CAPACITÃNCIA MÜTUA
No capítulo I a capacitância foi definida como
a carga por volt, aplicada no meio do condutor ( ou Q=CV)
É difícil usar esta definição diretamente para definir a
capacitância mútua, conforme nota-se no exemplo de dois
condutores, a e b, sobre a terra, com uma tensão aplicada
no condutor a. Qual é a carga que flui no condutor b? Se
o condutor b não for ligado a uma fonte de carga, não flu
irá carga nenhuma no condutor b. Porém, se o condutor b
for ligado à terra, fluirá uma carga no condutor b e, pa
ra avaliar os efeitos mútuos, deve ser determinada a mag
nitude desta carga.
É muito mais conveniente definir um coeficiente
potencial, P, e o recíproco de C.
V = PQ onde P = 1/C (2.22)
Assim, para uma carga conhecida no condutor, P
define a tensão no condutor. Correspondentemente, o
coeficiente do potencial mútuo entre dois condutores pode
ser definido como:
Vb =Pab Qa (2 .2 3 ;
Conhecida uma carga no condutor a, qual ê a tensão que re
sulta no condutor b? Relembrando o capítulo I, o coefici
ente de potencial ê, realmente, o que se calcula(deriva -
ção da equação 1.18). Dada uma carga nos condutores, cal̂
cular a tensão que resulta. A forma dos resultados, para
um condutor sobre a terra, ê a mesma que para a indutân -
cia e para os coeficientes potenciais, conforme nota-se
na equação 2.24.
P 1
2 tt e
L (2.24)
Correspondentemente, os termos mútuos podem ser achados
por serem da mesma forma.
As impedâncias
mútuas entre 2 d ' ^ ,
condutores so- L, ~= ij— in , P,0= Jln (2.25)
bre uma terra a12
perfeita
Usando estas definições, a tensão num condutor re -
sultante da carga neste condutor, ou num outro condutor
na vizinhança, ê dada por:
V1 = Pllql + P12 q2 (2.26)
A tensão num condutor é afetada por condutores carregados
na vizinhança.
Note-se aqui que o coeficiente potencial, p, tem as
dimensões de 1/farad. Se for usado este termo no problema
de freqüincia constante, pode-se diferenciar a equação
(2.22), dando:
dV
3í áa =dt PI (2.27)
se V for um fasor V, obterlamos:
jcoV = P I
ou
V
(2.28)
Neste caso,
£ = X' = reatância capacitiva 0)
V. AVALIAÇÃO PRÁTICA DAS CONSTANTES DE LINHA DE TRANSMISSÃO
O material apresentado nas seções anteriores a este capí
tulo, tratou de vários fatores que influenciam a resistência, a rea-
tância e a capacitancia das linhas de transmissão.Entretanto, geral
mente não ê necessário calcular estas influências pelas fórmulas com
plexas, especialmente para os problemas de 60 Hz. Os fabricantes de
condutores fornecem curvas (gráficos) ou tabelas que contêm os dados
referentes â resistência e à reatancia do condutor. Estes parâme -
tros relacionados nas tabelas incluem a influência do efeito de su
perfície, que pode ser significativa para alguns dos condutores maio
res, mesmo para as condições de 60 Hz.
A reatancia duma linha sobre uma terra perfeita
foi dada na equação 1.23 como
X = o)K1 £n 2h/r
o que pode ser escrito como
X = o)K1 £n 2h + wK £n 1/r
Nesta apresentação, a reatancia dos dois termos pode ser
considerada como um termo resultante do espaçamento
X = xd = ooK- £n 2hespaçamento 1
e um segundo termo relativo ao condutor
X , ̂ = Xa = a)K £n 1/rcondutor 1
Este termo de reatancia do condutor ê equivalente â reatancia do condu
tor no centro de um cabo coaxial com o raio de um pé (ver equação 1.24)#
Este termo de reatancia de condutor é referido cerno a reatancia ao es
paçamento de 1 pé. Os itens apresentados pelos fabricantes ,
nas tabelas, ê a reatancia ao espaçamento de 1 pé. O termo
de reatancia resultante do espaçamento pode, muitas vezes,
ser visto em tabelas similares à tabela III que ê mostrada
abaixo.
A reatancia capacitiva de uma linha de transmissão
pode ser calculada de uma maneira parecida com aquela deli
neada para a indutância. Os dados sobre o condutor são
fornecidos pela maioria dos fornecedores de condutores na
forma tabular. Como no caso da indutância, isto geral
mente ê dado como um valor para o espaçamento de 1 pé. A
reatância e o resto do circuito, isto ê, a parte que re
sulta do espaçamento do condutor pode ser calculada ou
obtida da tabela do tipo que mostramos a seguir:
Tabela III
Ohms por milha
Pés 0 1 2 3 4 5 6 7
Xd - 0 0,0841 0,1333 0,1612 0,1953 0,2174 o,2361
Pes 8 9 10 11 12 13 14
xd 0,2523 0,2666 0,2794 0,2910 0,3015 0,3112 0,3202
Pés 15 20 25 30 35 40
xd 0,3286 0,3635 0,3906 0,4127 0,4314 0,4476
X, = 27Tf £n(d) x Conversão
d Z 7T
= 377 x 0,3218 x 10-3 £n(d) d
Xd = 0,12132 £n(d) (2.29)
Tabela IV
Reatância Capacitiva em Derivação (Megohm Milhas)
Pês 0 1 2 3 4 5 6 7
X ’d - 0 0,0206 0,0326 0,0411 0,0478 0 ,0532 0,0577
Pês 8 9 10 11 12 13 14
X 'd 0,0617 0,0652 0,0683 0,0711 0,0737 0 ,0761 0,0783
Pês 15 16 17 18 19 20
x ’d 0,0803
X
0,0889
, _ 1 d 2irf
0,0955 0,1009, 0,1055
— í,n(d) x Conversão
Z 7T e
0,1094
X , _ 1 d 377 -------------- ^ £n(d)ohm0,08952 x 10
milha (2.30)
X 'd = 0,0296 &n(d) megohm milha
VI. RAIO MÉDIO GEOMfiTRICO E CONDUTORES EQUIVALENTES
Muitas linhas de transmissão de alta tensão e EAT
usam condutores enfeixados, isto ê, 2, 3 ou 4 condutores
ligados em paralelo para formar cada condutor de fase. Tor
na-se necessário considerar os efeitos de impedância mu
tua entre estes condutores, para avaliar a impedância efe
tiva do feixe. Se for considerado um feixe de dois condu
tores, torna-se necessário incluir as tensões induzidas
dum condutor para outro, bem como a tensão induzida pela
corrente de terra de retorno. Neste caso, para a suposi
ção de uma terra perfeita, a corrente de terra de retorno
ê tida por corrente de imagem.
11 12
Figura 2.11
A tensão induzida no condutor 1 pode ser facilmente
achada quando é suposto que a distância
Se for presumido que as correntes em cada condutor sejam
iguais e que a corrente total se iguale a i^ mais Í2 :
1 - 2 ' = 1 - 1 ' = 2 h
(2* 31)
diy____
2 TT dt
r 1
2 £n
2h x 2h x
r x r x b
u2 TT in (■
2h di __ 2
dt (2.32)/“rb
A indutância ê definida como a queda de tensão por
regime de tempo de variação da corrente, o que dã:
X = ^ ln -2h = #.n(— i-) + ^ « n ( ^ ) (2.33)
^ /rb, „2* ̂ 1 ,
reatância reatancia equ.i
equivalente valente devido
dos conduto ao espaçamento.
res enfeixa
dos .
Nesta equação, a forma normal do raio condutor foi substi
tuída pelo termo / rb. Este termo ê chamado RMG ( Raio me
dio geométrico) do condutor.
fi importante notar, aqui, que, desenvolvendo o con
ceito do RMG, usa-se a suposição de que em cada condutor
a corrente era igual. Acha-se o RMG dum jogo de conduto -
res de mesmo raio, tirando a raiz enêsima do RMG do condu
tor multiplicado pelas n-1 distâncias entre cada um dos
demais condutores. A maioria das configurações de feixes
e dos RMG associados ê mostrada na tabela V.
Tabela V
Condutores por feixe Diagrama RMG
2 ^---b — / br
3 2
4
b
b
/2 b
V r/2 b3
0 RMG de um grupo de condutores enfeixados pode ser
calculado, conforme acima descrito.n___ ____________------/ rmg (n-1 distancias)RMG
n = número de condutores
rmg do condutor individual
As n-1 distâncias são as distâncias entre
n condutores
Quando os condutores estão colocados numa ordem circular,
pode ser grafada uma forma geral desta equação.
RMG = y rmg* dn 1 Krmg
n K „rmg
2 1
3 1
4 1,4142
5 2,61805
6 6,0
7 16,3937
8 51,999
9 187,754
10 760,132
11 3409,75
12 16783,9
As reatâncias do condutor, obtidas das tabelas, es
tão delineadas na figura 2.12, como uma função da seção
do condutor. Ademais, as influências do enfeixamento do
condutor ê, também, demonstradonessa figura. Note-se que,
quando os condutores estão enfeixados, as reatâncias efe
tivas ao espaçamento de 1 pê não são influenciadas sign_i
ficativamente pelo tamanho do condutor, especialmente
tratando-se de condutores com acima de 1000 MCM.
Figura 2.12
Reatância ao espaçamento de 1 pé para condutores enfeixa-
dos
ÀPÊNDICE II-A
Altura efetiva duma linha de transmissão
As equações para as indutâncias e capacitâncias de
uma linha de transmissão exigem a altura do condutor. A
derivação das equações da linha supõe condutores parale
los horizontais com a superfície da terra. Enquanto as li
nhas de baixa tensão tem uma flexa insignificante, o espaça
mento entre as torres de linhas de transmissão EAT, resul
ta num vão apreciável. Seria extremamente difícil calcu
lar o efeito não horizontal do condutor num sentido exato.
Uma correção adequada ê obtida usando-se a altura média
do condutor. Isto é satisfatório, pois a altura do condu
tor entra no cálculo, como um argumento de um termo Ioga
rítmico. Os erros mínimos no argumento de um termo logarí.t
mico têm só um pequeno efeito sobre o logaritmo.
Um condutor sob tensão pende numa curva catenária .
Para os vãos curtos, essa equação pode assemelhar-se a uma
parábola. A altura média, sobre a altura do meio do vão,po
de ser calculada usando-se o seguinte diagrama do vão:
A altura média sobre um vão D, com uma flexa S, pode
ser achada, determinando-se a área média sob a parábola
MD
D
2
D
2
x dx = = 2
MD = 3 K2}
Entretanto, para o sistema acima definido, a flecha é defi^
nida pela fórmula da parábola, avaliada para
x = S e y = D/2.
Flexa = S = (̂ )
Portanto, a altura média ê ; •
v - Flexa MD “ 3
Problema II-A-1
Achar a altura média de um condutor para o sistema.
Altura da torre = 70 pês
Altura mínima do condutor = 40 pês
Solução 1 :
A flexa é de 70 - 40 = 30 pês
A altura média do condutor ê a altura mínima do
condutor mais a altura média sobre o mínimo.
- 30 -Altura media do condutor = 40 + — = 50 pes
PROBLEMAS
Problema 2-1 - Calcular os termos de indutância própria
e mutua para dois condutores sobre uma
terra perfeita. h = 40 pês,
separação 30 pês e r = 1 polegada.
Solução:
A autoimpedância foi calculada no problema
1 - 4 .
L-^ = 2,21 milihenries/milha
A impedância mútua ê calculada usando o dia
grama.
L-. 0 £n —12 2tt a
2tt ín
/3 0 2 + só2
4ir x 10
2tt'
-7
30
tn 30
= j x 10 7 1,043
0,000419 milihenries/metro
12
u n Q * 0,000419 0,6721609 * — -- 2--- = ~~2— milihenries/milha
= 0,336 x 10 ̂ h/milha
= 0,336 milihenries/milha
- Escrever uma série de equações que regem
as relações da tensão e da corrente nas
duas linhas condutoras do problema 2-1.
Problema 2-2
Solução;
A equação básica, que relaciona a tensão a
través de uma indutância e a corrente por
ela ê
V = L âi
dt
Isto pode ser expandido, para a indutância mútua, para ser
d±i dÍ2
VI = L11 ãt~ + L12 dt”
di]
V2 L12 dt
di.
+ L,22 dt
Para uma função de excitação senoidal, temos
V = V e^wt
I = I ejwt
dl . T jtot . =
dt = 3“Ie = 3*1
V = jd)L T + (i)T| í1 11 1 Jwlji2 x2
V2= jcoL^ Í 1 + ja>L22 í2
Comentário: Note-se que esta série de equações pode ser
escrita na forma matricial
[v].= j U [l ] [í]
Note-se também, que nesta formulação do pro -
blema, [í] é a corrente que passa pela indutância e [v] é
a tensão através da indutância. Na maioria dos problemas
de sistema de potência envolvendo as linhas de transmissão,
ê conhecida à tensão fase-terra nas duas extremidades da
linha.
Portanto,a equação pode ser escrita como
[V] = [va - Vb] = j10 [l ] [i]
Problema 2-3 - Dada a reatância do condutor, ao espaçamen
to de 1 pê de 0,390 ohms/milha, achar a re
atância equivalente ao espaçamento de 1 pê
para um feixe de 2 .condutores com um espa
çamento de 18".
Solução: * x
O RMG para o feixe de 2 condutores ê
RMG - /rb
Isto pode ser usado para obter reatância equivalente ao
espaçamento de 1 pé, como:
X — u)K, £n / < a 1 v rb
que pode ser escrito como dois termos,tirando a raiz qua
drada
X = wK [1/2 en 1/r + 1/2 Hn 1/b] a i
ou
K = 1/2 fco K, Vn 1/r + oo K, ín 1/bl a *- 1 l -1
porem xcon(^= ^K^£n(l/r) ê a reatância ao espaçamento de 1
pé para um condutor simples. O termo restante ê uma medi
da de reatância, resultante do espaçamento do feixe.
x ̂ =ojK, ítn 1/b = 377*0,3218 x 10_3ín0,666espaçamento 1
= 377*0,3218 x 10-3 x (-0,405)
= 377*0,130 x 10 ~3
= -0,049 Ohms/milha
Portanto, a reatância total pode ser escrita como â soma
destas duas reatâncias, dividido por 2,conforme nota-se
na fórmula acima.
x = 1 / 2 rx , + X . 1a L cond espaçamentoj
onde
Xcond = ^eatância do condutor
= wK1 in 1/r
X = reatância de espaçamentoespaçamento ^ v
= o)K1 in 1/b
Xa = [0,390 - 0,130 x ío-3 X 377]
= i [0,390 - 0,049]
= i [0,34l] = 0,171 ohms/milha
Comentário: O efeito de enfeixamento é para reduzir a re
atância da fase. Se não houvesse efeitos mútuos, a reatân
cia Xcond seria dividida por 2; porem, conforme está mos
trado acima, o termo X , que resulta do efeitoespaçamento'
mútuo, modifica o termo xcon( ̂ Esta aproximação geral po
de ser usada para avaliar os efeitos nos feixes de 2, 3 e
4 condutores da mesma forma.
feixe de 2 condutores: X =ü)K ina 1
termo do termo do
condutor espaçamento
-jz = if-V'1 ~^iln b]
/rb
feixe de 3 condutores: X =u)K to 1 1a 1 3
y rb'
(júK irt— ~ - u)K 2£n b 1 KVíG 1
feixe de 4 condutores: X =o)K.a ,enl------5= t U ,1 t e ^ - b 3 4L 1
to---- wK 3í,n/J’bRMG 1
= iL)K.,to— -oK [3 to b+-to2l 4 [ 1 RMG 1 l 2 JJ
Para um espaçamento de feixe de 18", b, o termo de corre
ção de espaçamento pode ser calculado:
Anb = 0,405 An2 = 0,693
K ^ n b = 0,130 x 10~3 = 0,084
wK £nb = 0,049
Então, os termos de correção de espaçamento são:
Feixe de 2 condutores = wK^Anb = 0,049
feixe de 3 condutores = a)K^2£nb = 0,098
feixe de 4 condutores = a)K^(3Anb + 1/2 An2) = 0,1892
Problema 2-4 - Calcular o RMG de um condutor com raio r,
presumindo o fluxo de corrente uniforme so
bre a secção transversal do condutor.
Solução:
A indutância de uma linha de transmissão ê
(ver equação 1.26)
L = L + L = Jt- ín & +1 interno 2tt r 8tt
(Ver equação 1.26) L = —interno 8ir
Esta equação pode ser separada em indutância resultante do
fluxo externo ao espaçamento de 1 pé e a resultante do flu
xo dentro do espaçamento de 1 pê.
L = f- A 2tt n
L
2h + —2 tt
___ / \___■v~externo ao
espaçamento de 1 pê
O coeficiente do termo
[ ] ,
Vdentro do espaça
mento de 1 pê
deve ser igual ao An que2tt ^ RMG'
o termo que define a reatância ao espaçamento de 1 pê.
An = An — + -j = An — + An 1,2 84 = An =RMG r 4 r r
£n RMG £n 0,779r
Por isso, o RMG de um condutor com raio r ê:RMG = 0,779r
PROBLEMA 2-5 - Para o circuito descrito no problema 2-1,
achar a tensão induzida no condutor 2,pa
ra uma corrente de 10.000 A no condu -
tor 1. Suponha-se que o condutor 2 esteja
aberto.
Soluçãò:
A.tensão será achada diretamente da equa
ção do problema 1-2
V2 = j<oL12í1 + jwL22í2
Porem, se o condutor 2 estiver aberto, ^ = 0, assim serã:
V2 = jwL12 I1
OU
= j 377 * — ^72 x 10~3 x 10.000 volts por
. 0,2535= -j — L— _ x 10.000
milha
7 5^5= j — — volts/milha = j 1267,5 V/milha
Comentário: A tensão induzida no condutor 2 é de 1,27 kV
por milha. Se a corrente de 10.000 A , no condutor l,fos
se paralela ao condutor 2 por 10 milhas, a tensão induzida
seria 12,7 kV.
PROBLEMA 2-6 - Calcular a tensão excitação por milha, no
condutor 1, para produzir os 10.000 A
do problema anterior.
Solução:
A técnica ê praticamente a mesma que para o
ultimo problema.
Vi = jo»Ln I 1
=.j 377 * 2,21 x 10-3 x 10.000
= j 8,33 x 10.000
= j 83.300 volts/milha
LU
LUcrcrOo
o
LUQ<QCO
o
PROFUNDIDADE, CM.
Comentário: Esta ê a tensão necessária para forçar uma cor
rente de 10.000 A para a linha de transmissão.
Problema 2-7 - Dada uma tensão excitação de j 83,3 kv nu
ma linha de 1 milha de comprimento, qual
ê a corrente, se o condutor 2 está ligado
à terra em ambas as extremidades(V^ = 0)?
Solução;
As equações que descrevem o circuitosão:
a) V1 = jo)L11I1 + jcoL12I2
b) V2 = ja)L12I1 + jo)L22í2
Resolvendo para I2 em b)
0 = jo)L12I1 + jü)L22í2
= 83,3 kV
V2 = 0
X2 = '
J12
J22
Substituindo em a)
V1 = [ju>Li;L - jt
„ 2
<L12)
L22
■^efetiva L̂ll
12
J22
)= (2,21 - (0,336)
A corrente, então, é:
V,
I1 jo)L
= 2,159 x 10
_ j 83.300
2,21
-3
-)x 10 -3
efetiva j 377 x 2,159
= 10.250 A
Comentário: Quando o condutor 2 está ligado à terra,a cor
rente no condutor 1 aumenta. Isto reflete-se no cálculo de
indutância efetiva Lej/ que mostra que a ligação do condu
tor 2 á terra diminui a indutância aparente do condutor 1.
Problema 2-8 - Fazer um gráfico da corrente em várias
profundidades, numa superfície plana de alumínio.
Usar f = 60 Hz.
Solução: Usando a tabela I, a profundidade de super-
AN
GU
LO
D
E F
ASE
, Q
, G
RA
US
PROFUNDIDADE, CM.
ficie <5 = 0,0826//f" e para f = 6o, <5 = 0,01068 metros ou
1,068 cm. Para uma densidade da corrente de superfície de
íq/ pode ser calculada a densidade da corrente em varias
profundidades.
X
cm x/ô
X
e" 5
. x
G = e
Graus
0,5 0,468 0,626 -26,8
1,0 1,068 0,344 -61,2
1,5 1,405 0,245 -80,5
2,0 1,875 0,154 -107,5
3,0 2,81 0,060 -161,0
4,0 3,75 0,0235 -215,0
5,0 4 „ 6 8 0,0092 -269,0
Comentário: Note-se que a corrente de fato,inverte numa
profundidade de aproximadamente 3 cm para o caso de 60 Hz.
Naturalmente, se a freqüência tivesse sido mais alta, a in
versão teria ocorrido em menor profundidade.
Problema 2-9 - Avaliar a indutância de um cabo coaxial so
bre a terra. Desconsiderar a resistência dos condutores co
axiais.
Solução:
Um diagrama do problema ê visto a seguir:
Uma tensão foi aplicada no condutor à terra,
e a blindagem ê ligada à terra em ambas as
extremidades. Por essa figura vê-se que uma
parte da corrente retornara pela blindagem e
uma parte pela terra. A impedância da corren
te i pode ser calculada, determinando-se o
fluxo externo ao centro do cilindro, r. Isso
ê achado como reatâncias:
T y l 2h
1 2 tt r
A reatância devida à corrente acha-se considerando o
fluxo externo ao cilindro R e ê:
T = Ü _ p n2 2tt R
Estes são os únicos termos de autoindutância e podem ser
usados para calcular a autoimpedância efetiva de cada um
dos cilindros
Quando a corrente flui no condutor externo (presumindo 1^
= 0), a tensão induzida, no centro do condutor, ê igual à
tensão no condutor externo, ou:
L12 y2 TT £n
2h
R
Quando uma corrente 1^ flui(presumindo I2 = 0), a tensão
resultante, ao longo do cilindro, e obtida da indutância do
cilindro coaxial:
L21
O conjunto das equações
2h
R
simultâneas para este sistema, então,
V1 = ̂ ^ Lx I1 + j o) L12 I,
V2 = j “ L21 X1 + j “ L2 X2
sao
se a blindagem for ligada â terra em ambas as extremidades.
= 0 e acha-se, resolvendo para da segunda equação a-
cima:
L, o
1z
Substituindo na primeira equaçao
V1 =[ j W L1 " jW L
21
L1 2 ] I1
Escrevendo a equação em termos dos in's desenvolvidos acima
2hu r „ 2h ■1 ln — -27 n 2h
y r„ 2h
in—
„ 2h*j w 27Tí.n — - L r £n R-.
jüJ y2 7TO pj Ix
in éR 1 i R J 11
Vê -se que as indutâncias efetivas do condutor coaxial so
bre uma terra perfeita são exatamente iguais âs indutâncias
do condutor coaxial, desconsiderando a terra.
A corrente na superfície externa do condutor coaxial ê da
da por:
Z2 = “ L
21 in
Z1 = “
2h
R
in2h Z1 = - Z1 R
Assim, conforme sugere a formula da indutância, o retorno
da corrente para o condutor central é inteiramente na blin
dagem.
Comentário:
O fato que um cilindro coaxial produz uma blinda
gem magnética( nenhum campo magnético fora da blindagem) ê u
sado, freqüentemente, para projetar um equipamento eletrô
nico. Mas a maioria dos engenheiros de sistemas não iriam
esperar haver corrente de 60 Hz num condutor coaxial, mes
mo no caso dum protetor num dado tipo de cabo. Mas os re -
sultados acima parecem mostrar que a blindagem não ê uma
função da frequência e que e perfeita em todos os casos.
O problema 2-8 mostra que, para produzir blinda
gem em 60Hz, necessita-se de um material bem grosso. Isto
relaciona-se, diretamente, com a condutividade do material,
conforme esta demonstrado na fõrmula da profundidade de su
perfície. Porem, se qualquer condutor fosse um condutor
perfeito, a profundidade da superfície seria zero. Entre -
tanto, ate mesmo o cobre e o alumínio estão longe de serem
condutores perfeitos em 60Hz. Pode-se interpretar o proble
ma do condutor coaxial mesmo mais detalhadamente. Quando a
freqüencia ê alta, tal que a espessura de blindagem ê de
varias espessuras de profundidades de superfície, então o
condutor coaxial iria proporcionar blindagem magnética. As
sim, a maioria de quaisquer condutores coaxiais iria pro -
porcionar blindagem magnética em freqüencia de radio.
Problema 2 - 1 0 - Incluir a resistência no condutor coa
xial do problema 2-9 e avaliar o pro -
blema da blindagem magnética.
Solução:
A resistência do condutor central . R , e a' c
resistência do condutor de blindagem podem
ser incluídas, pelo menos de uma maneira a-
proximada, quando tratamos cada indutância
como uma impedância, Z=R+jX. Então, a equação
correspondente ê:
Z1 R +c
2h
r R + jco [ ~ lnL2 TT ü
2h
R
+ P27 Zn — ] r J
= R +c
onde
X =c
+ jx.
reatância
jOJ Zn2 7T
reatância
externa
2h
R
coaxial
y „ R nco ■£— £n — J 2 tt r
Z~ = R + jcú í,n = R + jX 2 s J 2ir R s J e
Z12 = Z21 ■ 0 + 3“ 17 Ir * 0 + 2Xe
Portanto, a corrente na blindagem pode ser calculada como:
Z.
X2 Z
12
-1! = - R
J X 1-- Ê-— I = - 1+ JX ^l Ri . s
1_DX"e
'1
Comentários sobre corrente na blindagem: Para esta equação
vê-se que a corrente na blindagem é -1^, quando R^/X^ ê pe
quena. Em altas freqüências , isto seria o caso, visto ser
0
proporcional â freqüencia.
A indutância efetiva total pode ser novamente calculada, u
sando-se a formulação da impedância(Z) das quantidades.
Z12 ,V1 = CZ1 - Z2 21
] I, = Tr + jX +jX - D J 1 L c c J e R
(jxe)
+ jxs J e
ou
Z _ = R + jX + jX - jX (- ef c J c J e J e
1 + j X
Aqui vê-se novamente que, se X^ for grande, a reatância ex
terna éretirada,e a reatância total ê exatamente igual â
reatância coaxial. Esta equação pode ser ainda mais simpli
ficada para:
Zef Rc + jx + Rs
1
1 +
e
Vê-se que para X^ grande, a resistência de blindagem ê adi
cionada à resistência do condutor, para formar a resistên
cia efetiva total.
Comentário: Deste problema pode-se fazer uma boa idéia de
como a blindagem ê influenciada por resistências de condu-
tor. Isto podia ser expandido, inclulndo-se o termo de re
sistência da terra, R^, que poderia ter sido somado a ca
da termo Z^, e zi2' clue ter:*-a um tanto complicado os
resultados. Pode-se ver, facilmente, porque o conceito de
blindagem magnética ê mais pratica para os problemas de al
ta freqüência e porque não se pode contar com a blindagem
magnética nas freqüências de potência.
Ha mais outros aspectos deste problema que são
importantes para os engenheiros de sistemas. Por exemplo:
que problemas podem ocorrer nos cabos do sistema de contro
le nas subestações de potência, ou na instrumentação para
os testes de campo dos sistemas de potência, ou quanto efe
tivas são as blindagens coaxiais nesta instrumentação? A
interpretação deste problema serã discutido com referência
à figura no problema 2-9.
Note-se que a blindagem efetiva do cabo foi re
lacionada âs resistências da blindagem e à indutância externa, .
Entretanto, a indutância externa ê uma função do circuito completo com
a terra, ou ãrea de corte transversal entre o condutor coaxial e a
terra.
Assim, vê-se que qualquer caminho paralelo, por
perto,cuidara de reduzir e de permitir que flua mais cor
rente para fora da blindagem. Também,especialmente durante
a instrumentação de teste de campo, ê desejável minimizar o
circuito completo da terra, tendo em vista que qualquer cor
rente externa, tal como a corrente de falta ou corrente de
surto (de sobretensão) numa linha adjacente, pode produzir
uma alteração no fluxo nesta malha completa. Isto faria u-
ma corrente de malha fluir.Enquanto esta corrente de ma
lha não acoplar uma tensão induzida no condutor do centro
do cabo coaxial, e a tensão IR cair ao longo da blindagem,
estaria em série com a instrumentação e aviltaria os re
sultados. Também, se a blindagem, por si mesma, se tornas
se um caminho escoante de corrente para alguma corrente,
qualquer queda de IR, ao longo da blindagem, estaria em sé
rie com as leituras dos instrumentos.
CAPITULO
NOTAÇÃO MATRICIAL E CIRCUITOS EQUIVALENTES
I. INTRODUÇÃO
Na maioria dos problemas práticos de linha de
transmissão, que envolve mais de uma fase, ê conveniente u
sar as técnicas matriciais. O uso de matrizes ê de conve -
niência particular quando forem usados computadores digi
tais na solução dos problemas, mas, enquanto numericamente
os métodos matriciais são proveitosos, não ê sempre obvio co
mo efetuar alguns problemas físicos em termos de matrizes.
Em tais situações ê, muitas vezes, conveniente usar uma a-
proximação de circuito equivalente, pois os engenheiros e-
letricistas estão acostumados a pensar em termos de circui
to e, devido a este costume, a descrição matricial do pro
blema pode ser desenvolvida a partir de circuitos equiva -
lentes. Isto ê, se este problema puder ser efetuado num
formato de circuito equivalente, deveria ser possível con
verter a aproximação num formato matricial. Para fazê-lo ,
torna-se necessário compreender, claramente, a relação en
tre as matrizes e os circuitos equivalentes. A ênfase, nes
te capítulo, ê para mostrar a relação entre matrizes de li
nha de transmissão e os circuitos equivalentes.
II. APRESENTAÇÃO DE MATRIZES DE LINHAS DE TRANSMISSÃO
As relações matriciais, fundamentais para a indutância
de linha de transmissão, foram desenvolvidas no capítulo 2 (Problema
2-2). Chegou-se a esta formulação matricial através da apresentação
de equação simultânea de linhas de transmissão
di
vi = Ln ar
di.
+ L.12 dt (3.01)
IICN>
di. di2
L21 dt + L22 dt
e na notação fasorial
^“Lll + -*wL12 ^2
(3.02)
ro II jU)L21 + jü)L22 X2
o que pode ser escrito, em notação matricial, como
[V] = j“ [ L ] [ í 2 (3.03)
onde
L11 L12
[L] =
_L21 L22_
[v] = ê uma matriz coluna
dos f a sores de tensão
[I] = ê uma matriz coluna
dos fasores de corrente
Deve ser, aqui, evidente que a formulação matricial não
se restringe ao problema de dois condutores, mas pode ser
usada para um sistema de N condutores. Alêm disso, e conve
niente reduzir a formulação da indutância ainda mais.
[l] = Kx [a] (3.04)
onde Aii =
2h.
£n — — (Onde d. . é a
ri ^
distância de i â imagem
de j )
d! .
A. . 13 £n
13d . . ‘ ij13
(d.. e a distân
cia de i a j)
NOTA - O valor de K4 estâ avaliado no problema 1-3.
Portanto, a equação matricial de tensões pode
ser escrita como
Essa forma matricial da equação de tensão relaciona a ten
são com a corrente em uma linha de transmissão, onde foi
considerada a indutância (presumiu-se que as perdas eram
nulas). A resistência do condutor pode ser, aqui, incluída
como uma matriz adicional,e a equação serã semelhante ao
caso do condutor simples.
[v] = [R] [í] + j [XL] [I] = [z][i] (3.06)
onde
[z] = [r] + j [xL]
Para uma terra perfeita e uma única resistência de condu
tor, a matriz [r] serã uma matriz diagonal.
(Para o caso de dois condutores) [R] =
Onde = resistência do condutor 1
C2 = resistência do condutor 2
Mais tarde serã demonstrado que as perdas resultantes duma
condutividade de terra não perfeita produzem longos termos
diagonais na matriz [r] #- que são diferentes de zero.
As demais discussões sobre a equação de indutância
seguirão mais tarde neste capítulo, mas, nesse ponto ê con
veniente apresentar a forma matricial da capacitância, ou
o coeficiente potencial para a linha de transmissão. Esta
discussão refere-se à seção IV do capítulo 2. As equações
simultâneas, para uma linha de dois condutores, podem ser
escritas como na equação 2.26.
RC1 0
0 • R,C2
V-, = P11 12
(3.07)
V 2 21
Lembrar-se aqui
ql + P22 q2
, que V-̂ e são tensões de corrente con
tínua, mas estas equações podem ser convertidas em equa
ções de corrente alternada, diferenciando-as em relação ao
tempo.
ãV1 dqx dql
dt P11 dt + P12 dt
dV2 . i—1
U1T3 dq (3
dt - p ------21 dt + P ---22 dt
o que, quando se equaciona ã corrente e usando anotação
fasorial, dã:
V =--2- P í - 2 p J
1 w 1 1 1 to 12 2
V =-- P í - í P I V2 w 21 2 w 22 2
(3.09)
Esta equação pode, então, ser escrita na forma matricial ocmo:
- } W P ]
Onde (3.1o)
[V]
[p] =
coeficiente do potencial pode ser escrita como:
P11 P12
P21 22
equação 3.04
M = b M (3.11)
onde A.. . ln fü iii r .í
id. .
A . . = Zn 1
15 dü
Nota: o valor do foi calculado no problema 1-3.
Aqui pode-se ver a estreita relação entre as equações da
indutância e da forma do coeficiente do potencial.(Ref. à
equação 3.05)
K ’ - ^ M n - - j W F]
(3 .12)
A forma de capacitância da equaçao pode ser deduzida da e-
quação monofãsica para capacitância
I = j 03 CV
Na forma matricial, pode-se obter esta forma multiplicando
os dois lados pelo inverso do coeficiente de I
[I] = jwK2 [aJ_1 [Vj (3.13)
Por isso, pode-se ver que a matriz da capacitãncia ê
[c] = K2 [a ]-1 (3.14)
e uma observação importante ê que a matriz da capacitãncia
ê a inversa da matriz [a] .
Geralmente, as perdas de admitância não são
consideradas nas linhas de transmissão aérea, mas elas po
dem ser incluídas na formulação da matriz, como a matriz[g]
[I] = fG] [Vj + jwK2 [AJ ~ 1 [v] = [Y] [V]
(3.15)
011(36 M = [6] + ju> [C]
A. Interpretação da Matriz Z
A matriz Z dã a relação entre a corrente circu
lante e a tensão, através dos elementos indutivos de uma
linha de transmissão. Isto pode ser traçado num esquema ,
conforme mostra a figura 3.01.
Aqui Figura 3.01
W - [Vb] - [*] p]
A caixa, rotulada com [zj, ê uma notação simbólica que de
clara que hã uma relação de matrizes entre a corrente e as
tensões. Se for considerado um caso de dois condutores, po
de-se esboçar o circuito mais graficamente.
Vb1 Vb2
Figura 3.02
Nesse caso, o termo de reatância mutua, M, ê considerado
pelos termos fora da diagonal da matriz. Isto pode ser vis
to mais facilmente, considerando o caso onde não se encon -
tra presente um acoplamento mutuo, por exemplo, quando os
dois condutores não são paralelos, ou melhor, vão em dire
ções diferentes. Para esse caso; L.^ = 0 e
0
L22
ser resolvido como duas equações indepen -
— j toL̂ ̂ 1^
V2 = jwL22 *2
o que é exatamente aquilo que seria determinado pela equa
ção matricial (3.02).
Porem, quando os efeitos mútuos estão incluí
dos, a corrente num condutor produz uma tensão longitudi -
nal ao longo do outro. Conhecidas as correntes em cada con
dutor, pode ser calculada a queda de tensão, através das
indutâncias. Por exemplo, se ê sabido que a corrente
flui no condutor 1 e que a corrente nula flui no condutor
O problema pode
dentes
2, pode-se calcular a queda de tensão em cada um. Num caso
pratico, isto seria a situação para uma falha no condutor
1, com a corrente de uma carga no condutor 2. Poder-se-ia
presumir que a corrente de carga fosse desconsiderãvel e
colocá-la igual a zero.
V1
= jw
L11 L12 Z1
V2 i—1CN
^__1 L 22
0
Multiplicando as matrizes, obtêm-se:
Vx
V2 = j“L12 *1
Neste caso vê-se que a corrente no condutor 1 ê determina
da somente pela tensão no condutor 1 e a impedância do con
dutor 1. A tensão no condutor 2 ê determinada somente pelo
termo de impedância mútua. Naturalmente, isto somente acon
tece quando não flui corrente alguma no condutor 2. (Note-
se que esses resultados da matriz são os mesmos que aque
les obtidos nos problemas 2-5 e 2-6).
Conhecida a tensão através das indutâncias e se forem
requeridas as correntes, torna-se necessário achar o inver
so da matriz Z.
[V] = M [I ]
Pré-multiplicando ambos <ç>s lados por [z] -1
(3.17)
( Z inverso )
[i] -■ o r 1 !}] (3.18)
Geralmente, a inversa de uma matriz, especialmente para o
caso de grandes matrizes, exige procedimentos numéricos e£
peciaisnos computadores digitais. A inversa de uma matriz
2x2 ê apresentada no problema 3-1.
Os termos de impedância mutua, na matriz QzJ, foram
fisicamente avaliados acima, considerando a impedância mü-
tua como uma medida da tensão no condutor 2, dada uma cor
rente no condutor 1. A matriz inversa tem dimensões de 1 /
ohms e âs vezes é chamada de matriz de admitância. Os ter
mos de admitância fora da diagonal podem ser considerados
como uma medida da corrente nos condutores adjacentes, li
gados â terra, quando o condutor 1 tem uma tensão aplicada
V^. Considere-se a inversa da matriz da impedância de 2
condutores( usando o problema 3-1 ).
jaj (Ln L22 - l 12}
L22 L12
'L12 L11
(3.19)
Para uma tensão no condutor 1, com o condutor 2 ligado ã
terra ( = 0 ), as correntes resultantes serão:
h =
22
:------------- — v1
j“ (Ln L22 ~ l12 ) (3.20)
— L12
1 2 = ----------------------- 2----- V1
j“ <LllL22 - L12 >
Note-se aqui que a impedância, vista no condutor 1, ê:
Z (L11L22
J22 (3.21)
Comparando os resultados do problema 2-7, torna-se eviden
te que as duas aproximações ao problema dão o mesmo resul
tado. Porem, no exemplo aqui apresentado, a corrente no
condutor 2 é oposta àquela no condutor 1, o que estã de a-
cordo com a lei de Lenz1s .
B. Interpretação da Matriz Y
A matriz de capacitância pode ser interpretada
matemãticamente, da mesma maneira como a matriz de impedân
cia, porque a matemática ê a mesma. Porém, alguns aspectos
físicos do problema podem ser brevemente revistos. Para os
fins aqui propostos, a matriz de admitância serã:
-1
[y] = j<o[c] = juK2 [A]
[I] = M [V] (3.22)
0 termo de admitância tem as dimensões de 1/ohms e
pode ser considerado como o caminho em paralelo à terra.
Figura 3.03
Conforme esta mostrado na equação (3.22), essa admitância
poderia ser representada como uma rede de capacitorés liga
da entre os condutores e a terra. Para o caso de dois con
dutores, isto pode ser mostrado como:
Figura 3.04
Neste qitótiiÊÒ^físico pode set que* sefcdô ^c&jihecida a
tensão num condutor, a tensão num condutor adjacente pode
ser achada pela divisão da tensão que ocorre na capacitân-
cia entre condutores e capacitância fase-terra.
C . Consideração Simultânea sobre a Capacitância da Linha
e a Indutância em Problemas Polifásicos
Em muitos problemas monofãsicos ê conveniente cons
truir uma rede de impedâncias e depois resolver o problema
usando conceitos de rede, antes de uma formulação matemãt:L
ca completa do problema, usando somente fórmulas. Isso é
um guia para a organização do problema, segundo um ponto
de vista, e, portanto, é ütil. A mesma técnica pode ser u-
sada nos problemas polifásicos, mas, neste caso, devem ser
observadas as regras de manipulação de matrizes.
Por exemplo, considere-se o problema monofãsico de
achar a tensão na extremidade aberta de uma linha de tran£
missão ( V1 ê dada, achar ).
Z
Figura 3.05
 solução pode ser achada pelas impedâncias? característi -
cas, ou escrevendo ^a equação de tensão do circuito. O se
gundo método será usado aqui.
V1 = < 2 + | > 1
e
i
(3.23)
A tensão através da capacitância ê
V 2
\T•']
ZY
2 + 1
IV1
Para o caso sem perdas
. . 2ZY = ]uL x DwC = - w LC
Por isso,temos
(3.24)
1 - ■■o2LC
V, (3.25)
Ademais, usando-se os conceitos gerais desenvolvidos no ca
pítulo 3, esta equação pode ser reduzida para 1
V,
V.
1 1 2 o21 - Lú }) £ i (3.26)
onde l = comprimento em metro
No problema matricial,a técnica ê parecida
Figura 3.06
A equação é escrita da mesma maneira |
M ■ H M + 2
[vi ] - < & ] ♦ * w S u
= 0
Resolvendo [i]
Ei] = [z] + 2 [y]
-1 -1
NOTA: AB 1 = N
B_1 = A 1N
= BA 1N
BA 1 = N _1
(3.27)
[b a _1]= N
A tensão ® achada da corrente e da admitância
[ v 2] - 2 M _ 1 [ i ] = 2 & ] " 1 M + 2 M " 1
(3.28)
Movendo o [yJ ̂ para dentro do parênteses, muda-se a ordem
de multiplicação
DO + W -í [VJ (3.29)
onde [l] = matriz identidade
Normalmente, no caso de matrizes, isto é exatamente tu
do quanto se pode fazer para simplificar os resultados, po
rêm, no caso de uma linha sem perdas sobre uma terra per
feita, podem ser feitas outras simplificações, usando as e
quações ( 3.04 e 3.14 ).
M M - - »2 M [c> - » \ k.2,2 M [ a ]'1»
[z] [y ] - ” ̂ K1K2̂ . (3.30)
onde £ = comprimento de linha em milhas
K1K2 = y£ ̂ Ver Pr°t)lema 1"3 )
Por isso, a equação (3-29) torna-se
1 (3.31)
Aqui, a elevação da tensão em cada condutor é independente
de todos os outros condutores, mas é igual em todos os con
dutores. Isto não ê completamente surpreendente, porque o
caso monofãsico mostrou que a elevação da tensão foi somen
t ' uma função do espaço (ye), do comprimento (£) e da fre-
qüência (co) . Não havia fator para a geometria.
um resultado similar. Isto ê, não hã influência da geome
tria que ê o único fator que poderia definir a inexistên
cia de múltiplas fases no problema. Em geral, o problema
não pode ser muito simplificado, porque as perdas da terra
providenciarão influência bastante para introduzir algum
fator de "geometria" e, portanto, farã a elevação de ten
são, em cada fase, um tanto diferente.
III. REPRESENTAÇÃO DO CIRCUITO EQUIVALENTE DAS LINHAS'-DE TRANSMISSÃO
cias pode ser feito dè uma linha de transmissão. Geralmen
te, isto não ê difícil para uma linha bifãsica, mas, para
mais de duas fases, em geral são exigidos transformadores.
■Porém, para avaliar os conceitos, mesmo os circuitos sim
ples, ou aproximadamente equivalente são proveitosos.
A. O Circuito Equivalente ( Indutivo )
Em caso de circuito polifãsico sem perdas, acha-se
Um circuito equivalente de indutâncias e capacitân-
Um circuito equivalente bifãsico, para a parte indutiva
da linha, ê:
Lb
Figura 3.07
Os elementos deste circuito são normalmente chamados de
indutancia de linha (L , L ) e de indutância de neutro oua d
de terra (L ). O relacionamento entre esses valores e os n
valores da matriz correspondente pode ser achado pelas con
dições forçantes, nas matrizes que produzem os resultados
desejados. Primeiro, na figura 3.07 para V = - e Ia =
-1^, então In = 0 e
Va V, 2V = juj(L +L, )I = jw2L I. a a d a ac
Presumindo L = L, a b
(3.32)
j 0)1, = L
Usando as equações matriciais
ma, obtêm-se:
(3.02) para as condições aci
~ V “a h i L12 jo>Ia
-Va L21 L22 — j 0) I J a (3.33)
'Va = - (L22 - L12>
Por isso
V
j 031 _ L11 L12
L11 " L12
(3.34)
Correspondentemente, aplicando somente uma
tensão no condutor a, e mantendo, por isso, a corrente do
condutor b a zero, o circuito equivalente dã:
L„ = L + L £-n a n
e da equação (3.02) obtêm-se:
V
V,
L11 L12
L21 L22
j 0)1.
(3.35)
:3.36)
Por isso
a J 11 a
V
= = T
‘ln jwl 11 (3.37)
Equacionando (3.35) e (3.37) e substituindo pelo
uso da equação (3.34), obtêm-se:
ou
1—1 1—1 = La
■—1 1—1 li tr
1
i—j
L = L, ̂n 12
n
(3.38)
As equações (3.34) e (3.38) podem ser usadas para calcular
os componentes do circuito equivalente, usando-se as equa
ções desenvolvidas nos capítulos 1 e 2.
B. Circuito Equivalente (Capacitivo)
0 circuito equivalente, para a parte capacitiva
do circuito, é deduzida de uma maneira semelhante. 0 cir
cuito equivalente, usado neste caso, é mostrado na figura
3.08.
Cl
Figura 3.08
Primeiro, para a tensão igual e oposta em cada condutor,
circuito equivalente dá:
Ceq (3.39)
o
Da apresentaçao matricial
Ia caa Cab jo)V ~ J a
-Ia Cuba Cbb - j o)V- a-
[ = i a (Caa - jwVa
(3.40)
A capacitância efetiva é achada como :
I
I___ = i ir - r \ (3.41)eq a .= i (o - C ) . 2„ 2 1 aa at>ja) V.
Equacionando (3.39) e (3.41), obtém-se
C .
cn + = 4 (C - C . )1 2 2 clcl clD
2C-. + C = C - C , 1 o aa ab
(3.42)
(3.43)
Para as tensões iguais nos dois condutores, a impe -
dância efetiva à terra ê
C = 2C eq o (3.44)
As equações matriciais mostram
abI_ = (C + C J jwVa aa
e a capacitância efetiva ê
C = 2 (C + C , ) eq aa ab (3.45)
Equacionando as equações (3.44) e (3.45), obtêm-se
C = C + C , aa ab (3.46)
Usando esta relação na equação (3.43), obtêm-se
+ C U = C - C , ab aa ab2C, + c1 aa
C, = - c1 ab (3.47)
Os resultados das equações (3.46) e (3.47) podem
ser usados para calcular os valores das constantes do cir
cuito, das equações desenvolvidas nos capítulos 1 e 2.
Problema 3-1 - Achar a inversa de uma matriz 2x2, por meios
algébricos.
Solução; Imaginar uma matriz de forma
[v] = [m] [Ij V1 - aIl + bI2
V2 = olj ♦ dlj
Resolver a segunda equação para I.
i . Ia - £ i2 d d l
Substituindo na primeira equação
V n a I, bcT + §v01 d 1 d 2
b
V2
ad - bc T
d d xi
Resolvendo 1^, obtém-se
h - 5 d - ^ E 5 (dvl - bv2>
Por um procedimento similar, I2 pode ser achado
1
*2 * ad - bc < V1 + a V2>
A forma matricial da solução ê,
[i] = [m] _1[v] I]-
então:
1
ad - bc
1
ad - bc
(d V1 ~ b V 2)
(- c V ^ aV2)
assim
M
4 -b
-c a
Comentário;
Desse exercício, torna-se evidente que o processo de
inversão ê equivalente ao processo de usar a álgebra para
resolver um jogo de equações. Para o caso de uma matriz de
2x2, vê-se que a inversa ê, justamente, aquilo que teria
sido obtido da regra de Cramer, usando o co-fator sobre a
determinante.
Determinante = A = ad - bc
Problema 3-2 - Considerar as equações exatas para um fei
xe de 2 condutores.
Usar as equações simultâneas, para desen
volver a formula do condutor de feixe.
Solução: O conjunto de equações simultâneas, que
descrevem o problema, são
V1 = jü)L11I1 + jcoL12I2
V2 = ju>L12I1 + jwL22I2
Para os condutores enfeixados
Vl = V 2 = V e I l = I2 = í e Ln = L22
Por isso, de qualquer das equações
T7 . ,Ln + l 12;tV = 3 üj (---- S---- )I
A indutância efetiva do feixe ê
Lb =
L11 + L12
Os termos de indutância podem ser escritos para dar
Lb &n
d
b
onde b ê o espaçamento condutor
Se d = 2h
T _ l,y ,0 (2h)L, - tt — ) £n----b 2 2tt' ra
2h
/ ra
Problema 3-3. Para dois condutores sobre a terra, determi
nar qual ê a queda de tensão, que ocorre ao
longo da terra, resultante de uma falha a
terra num condutor.
Solução; Usar o circuito do condutor equivalente com
uma fonte de 60Hz ligada numa extremidade.
Presumir que o condutor aberto esta ligado
ao neutro de um gerador.
La
Ccmd. 2
Cond. 1
CURTO À TERRA
A corrente i é
í = V V
ju(La+ V jü)(Lll " L12 + L12'
__V_
j coL11
A queda de tensão ao longo de Ln é
Vn -jwL i = T J n L
n V =
11
12
J11
V
Note-se que a tensão entre o condutor 2 e a falha ê V .^ n
Comentário:
Parece que a queda de tensão em relação a terra ê uma
função dos espaçamentos dos condutores, mesmo quando um
condutor não carrega corrente. De fato, este ê o caso por
que, aqui, o condutor 2 ê usado como uma sonda de medida
para medir a queda de tensão. Nesse caso, o método de medi
ção influi na medida.
A queda indutiva na terra é importante nos problemas
de sistemas trifãsicos de potência, porque este é, justa -
mente, o efeito que produz a mudança do neutro durante as
falhas de linha à terra. A mudança do neutro ê importante
na aplicação de centelhadores atmosféricos.
Problema 3-4. Fazer uma projeção gráfica -da tensão no pro
blema 3-3.
Solução: A tensão do condutor 2 â terra poderia ser
medida experimentalmente. No gerador, a ten
são seria zero porque o condutor está liga
do ao neutro do gerador.
Quando se move mais para o gerador, a ten
são ê maior por causa da queda de tensão
por L^. Isto pode ser mostrado graficamen
te .
Comentário:
Desse ponto de vista do circuito equivalente, a ten^
são resulta de uma queda de tensão â terra. Mas, de um pon
to de vista de matriz, que ê o caso físico verdadeiro, hã
uma queda de tensão no condutor 2, devido a uma corrente
no condutor 1. E bom lembrar que o circuito equivalente
foi suposto ( imaginado ) e não mostrado ser correto. Isto
foi revelado como método útil para se obter respostas cor
retas, fazendo simulação análoga de uma situação física.
Um modelo análogo proporciona um modo fácil de pen
sar sobre muitos problemas, mas ê necessário lembrar-se
que, se o modelo produz respostas diferentes das técnicas
matriciais, estas são provavelmente corretas.
Problema 3-5.
Usar as técnicas de circuito equivalente, para compa
rar a indutância para um sõ condutor sobre a terra, com
dois condutores sobre a terra. Presumir que o par de condu
tores estejam ambos da mesma altura que o condutor simples
e que os raios dos dois condutores sejam iguais.
Solução:
A indutância de um simples condutor sobre a
terra ê
L = £n — h/metro
2 tt r
A matriz da indutância dos dois sistemas de
condutores ê
L 11 L 12
L 12 i—1 rH
4
onde
T = ULil 2tt
y
L12 2tt
2h
r
d
£n 12
l12
Note-se que a indutância do condutor simples sobre
a terra ê idêntica aos termos diagonais do sistema de dois
condutores. O circuito equivalente do sistema de dois con
dutores ê mostrado a seguir.
L11 “ l 12
-------------------- n n m n n n n -------------------- c o n d u t o r 2
L11 “ l 12
— — r^ n m m n p — ---------------- co nduto r 1
L 12
a in m n ríp .... — n e u t r o
O circuito equivalente de um condutor, com o retor*=t
no da terra, é obtido diretamente do circuito equivalente:
L = L11 - L12 + L12 = L11
Isto ê justamente a indutância de um só condutor so
bre a terra. Então, a solução do condutor simples serã pre
cisamente a mesma que de um condutor do sistema de dois
condutores, para a condição de não haver fluxo de corrente
no condutor 2. Essa restrição ê aplicada no circuito equi
valente, pelo fato de não ligar o condutor 2 ao sistema,em
ponto algum, para que a corrente não possa fluir. Se fosse
possível ligar um voltímetro de uma extermidade do condutor
2 â outra, a tensão poderia ser medida.
Esta tensão seria igual a
V = j I üjL J 1 12
que ê a tensão induzida ou acoplada no condutor 2. Se este
voltímetro fosse ligado ao circuito equivalente não se pode
CONDUTOR 2
CONDUTOR 1
/ / / n / 1 / / / / / /
ria medir tensão alguma. Isso indica o erro no circuito
equivalente. Essa tensão mutua esta efetivamente incluida
como uma impedância de neutro no circuito equivalente. Assim
sendo, se o circuito equivalente for usado com cuidado, po
der-se-ia obter uma resposta correta. Os resultados dos
problemas 3-3 e 3-4 são corretos e foram obtidos do circui
to equivalente, primeiramente, porque uma extremidade do
condutor 2 foi ligada no sistema e porque foi aplicada, no
problema, a interpretação correta.
Comentário; * 1 2
Dois fatos importantes, que devem ser apreendi -
dos deste problema são;
1 ) Pode haver uma queda, ou uma elevação de ten
são ao longo de um condutor, quando não hã
corrente fluindo. Isto não ê verdade numa
rede de impedância concentrada,mas pode ocor
rer quando transformadores estiverem presentes
no circuito.
2 ) Quando, num problema complexo que inclua im-
pedâncias mútuas, não ê evidente que o cir
cuito equivalente possa ser obtido por ins
peção ou por prévio conhecimento, é necessá
rio testar a resposta utilizando as equações
matriciais.
Problema 3 - 6 Determinar a indutância efetiva de dois
condutores ligados em paralelo, entre a
fonte de tensão e o curto de duas fases â
terra. Usar o método do circuito equiva
lente.
Solução; O circuito equivalente, para o problema
acima, ê:.
Para os condutores em paralelo, a indutância do circuito
completo ê:
Leq + L12
+ L12
1
2
+ L12 )
Comentário:
Esta solução mostra que a impedância efetiva
de dois condutores em paralelo não ê igual â
metade da autoindutância de um condutor, mas
queNê um pouco acrescida pela indutância mü-
X
tua entre os dois condutores.
A interpretação física deste aumento na impedân
cia, devido aos efeitos mútuos, resulta do fato que uma
corrente no condutor 1 produz uma queda de tensão no condu
tor 2 e vice-versa. Esta queda de tensão produz um efeito
idêntico a uma impedância nesse caso.
Problema 3 - 7
Repetir o problema 3-6, usando a aproximação
da equação matricial.
Solução: A impedância equivalente dos dois condutores
em paralelo, que pode ser achada usando-se
as equações de um sistema de dois condutores,
a partir das equações (3.2), é:
- -
V L L , j Ia aa ab J a
vb L . * L_ ab aa H l_H
!__
_
As restrições no problema são que -V^
■̂ T - ~e I = 1 = — , onde V e a tensão a terra paa b 2 T✓
ra o par de condutores; IT é a corrente total
e presume-se que Ia = 1^ e que a impedância
seja:
Z = ^ eq IT
A impedância de entrada é a tensão dividida
pela corrente total.
VT " jwLaa ~T + j“Lab T
VT ~ 3“Lab T + 3“Lbb T
Usando a primeira das equações acima
VT - (j»Lab + j-L^l T
7 - ^ 1
Jeq jü>IT 2 L̂aa + Lab^
Comentário:
A indutância obtida, usando a equação matri
cial, ê idêntica àquela que usa o circuito e-
quivalente no problema 3-6.
Problema 3-8.
Considerar um sistema de dois condutores com
uma tensão aplicada num condutor. Achar a ten
são num condutor adjacente que esta desaterrado.
Solução:
O circuito equivalente, com uma tensão no con
dutor 1, ê mostrado a seguir.
A tensão no condutor 2 acha-se mais facilmen
te imaginando-se os capacitores como impedâncias e calcu -
lando-se a distribuição da tensão através de c^ e C .
Assim, a tensão no condutor 2 é,
X c_________ y — ___X , + X ' 1 1cl CO ___+ L - " 1
C1 Co
V, = c + c, vi 'o 1
Usando as equações (3.46) e (3.47), obtém-se:
- C
V. ab
- C
-c , + c + C 1_ /V1 c’ =
ab V,
"ab "aa ab aa
A expressão acima satisfaz quando a matriz de ca
pacitância ê conhecida. Quando a matriz de capacitância ê
desconhecida, ê desejável ter o resultado em termos da ma
triz dos coeficientes de potencial. Esta matrizéo inver
so da matriz de capacitância. O inverso da matriz 2x2 pode
ser achado usando-se o problema 3-1.
Caa
Paa
A "ab
-Pab
A
Portanto
A aa P
2
ab
Portanto
- Cab -( -
abx
ab
aa aa aa
V 2 - ^ V]
aa
Comentário:
A tensão capacitiva acoplada num condutor não li
gado â terra, que resulta de uma tensão no condutor 1, po
de ser facilmente determinada da razão dos termos de coefi
cientes de potencial. A proporção
P
• P
ab
aa
Cf
é referida como coeficiente de acoplamento. Note-se aqui,
que o coeficiente de acoplamento pode ser determinado pela
relação dos termos logarítmicos
' ab
aa
1
2 ir e Jln
ab
1 Kab
£n ab
Jab
2 tt e £n
2h „ 2h £n —
Problema 3-9
Solução:
Para avaliar a capacitância do condutor 1,
quando o condutor 2 estiver aberto, usar o
método do circuito equivalente.
A capacitância de um condutor sobre a terra
pode ser obtida do circuito equivalente
'eq.
----------- 1
— Co .C0
C, C
r = q + __i___2.eq o C, + C1 o
Usando as equações (3.46) e (3.47)
O 0 II c +aa C ,ab
C1 = Cab
IItJ10)
u C + aa C , + ab
= C + aa C , -ab
(- Cab) (Caa + Cab >
Caa + Cab " Cab
Cab (Caa + Cab)
aa
Esta capacitância equivalente pode ser avaliada usando-se
a forma de solução de coeficientes de potencial. Isto re
quer que se tome o inverso da matriz de capacitância, para
obter o P, ou a matriz dos coeficientes de potencial. O inver
so ê obtido com o uso das equações do problema 3-2
aa
aa
"ab
ab
A = Paa - Pab
- Pab
ab A ab
Caa Paa
A
Paa
Ceq
Paa
A _ PabA aa
P2aa - pab 1
-P Aaa " Paa
aa abx
= Ceq
Comentário :
Ê significativo observar aqui que 1/P. ê justaaa •
mente igual â capacitância efetiva de um condutor isolado
para a terra. No cálculo acima, apõs uma porção bem consi
derável de álgebra, a capacitância equivalente â terra ê
justamente igual à capacitância de um condutor sobre a ter
ra, com outro condutor que não estã presente. Mas isto é
justamente o que se deve esperar. Se nenhuma corrente ou
carga pode fluir no condutor 2, este condutor não pode mo
dificar a capacitância do condutor 1.
Ê importante, justamente, compreender como pode
haver tensão no condutor 2, se não flui carga alguma no
condutor 2. O fato do condutor 2 estar no campo elétrico
produzido pelo condutor 1 é que resulta neste fenômeno. O
campo elétrico ê um campo contínuo e qualquer condutor iso
lado neste campo assumira a tensão do campo elétrico. Se o
condutor for ligado a alguma outra parte do sistema, a car
ga iria fluir no condutor, modificando o campo e, assim mu
dando a capacitância efetiva do condutor 1.
Problema 3-10. Repetir o problema 3-9, usando equações ma
. triciais.
Solução; Das equações (3.11) e (3.14) acha-se
Va Paa Pab Qa caa Cab
-1
Qa
Pab Pab Qb C , ab Cbb _Qb
Se uma fonte de tensão estiver ligada ao
condutor "a", pode fluir uma corrente I noa
condutor "a", enquanto 1^ = 0. A corrente
1^ = 0, porque não fluira corrente alguma
no condutor "b", se não houver caminho li
gado para esta corrente. Portanto
"jwva- ~P P "aa ab ~Ia
P P _ ab bb_ o _
i ü)V = P Ia aa a
=i“vb = Pab Ia
A capacitância efetiva para este caso ê
I
'ef jcjV„ aa
Comentário :
O resultado aqui é idêntico àquele achado
problema 3-9.
no
Problema 3-11 Determinar a tensão no condutor 2, devido a
uma tensão no condutor 1, usando os cãlcu -
los executados no problema 3-10. Note-se que
ê semelhante ao problema 3-8.
Solução:
Note-se que no problema 3-10 acha-se
^ V2 = Pab h
Também se acha
jtuV, = P I.1 aa 1
Portanto
h
ou
V.
aa
ab
aa
joiV-,
V,
Comentário;
Note-se que a tensão no condutor 2 ê obtida do
coeficiente de acoplamento, conforme definido no problema
3-8.
CAPITULO *T
MATRIZ DA LINH A DE TRANSMISSÃO TRIFÁSICA
I. INTRODUÇÃO
Todos os conceitos desenvolvidos nos capítulos
anteriores podem ser aplicados diretamente nos problemas
da linha de transmissão trifãsica.. Este trabalho envolvera
a interpretação da matriz trifãsica, nos termos das técni
cas de componentes simétricas, usadas nos problemas de sis
tema de potência•
O desenvolvimento, nos capítulos anteriores, pro
cede-se na base de uma terra sem perdas. Esta aproximação
é satisfatória para um trabalho conceituai, mas, na maio
ria de problemas práticos, especialmente em baixas freqílên
cias, ê desejável incluir o efeito de perdas na terra. Nes>
se capítulo serão apresentados e incorporados nos proble
mas trifãsicos os termos de correção de terra de Carson.
II. CIRCUITOS TRIFÃSICOS - CONCEITOS BÃSICOS MATRICIAIS
A formulação matricial trifãsica nos problemas
de linha de transmissão segue diretamente dos conceitos
matriciais explanados no capítulo 3.
As equações de impedâncias são:
V,
V
Z Z , z aa ab ac
Z Z Z ba bb bc
Z Z , Z ca cb cc
quando
Z , = R . + j coL iD ij ij
e '
Z . = Z iD ji
para a terra sem perdas R. . = R
1 1 condutor
R. . = 0 i:
L .. = k A . . 2hii 1 n = k, £n —1 r
L = k M j - y n íil
1D
As equações de admitâncias são:
[I] = [Y][V]
V ~Yaa Yab Y ~ac
Xb = Yba Ybb Ybc
Xc Yca Ycb Ycc
(4.02)
on<àe
Y. = juC
1 1 ii
Y . = Y. . iD 31 jcoC. . 13
[C] = k2 M _1
onde os termos A . sao definidos da mesma for- iDma como nos termos da indutância acima.
As equações seriam de uma forma similar para uma li
nha de circuito duplo, salvo que as matrizes [z] e [y] fos
sem matrizes 6x6. Na apresentação matricial a ordem dos
coeficientes matriciais, os quais são a, b, c nas equações
4.01 e 4.02, podem estar em qualquer ordem. Mas, em todos
os casos, a ordem dos termos nas matrizes [y] e [z] deve
ser a mesma que a ordem dos termos de tensão e de corrente
nas matrizes coluna [v] e [í] . No exemplo acima, usado nas
equações 4.01 e 4C02, as equações foram escritas para cor
responder ao arranjo físico ilustrado na figura 4.01. Isto
ê, o primeiro termo diagonal ê para o condutor direito, o
segundo termo diagonal ê para o condutor do centro e o ter
ceiro termo diagonal é para o condutor esquerdo. A relação
entre o arranjo físico dos condutores e a sua localização
na matriz de impedância ou admitâneia pode ser um instru
mento ütil na elaboração dos problemas. No exemplo acima,
hã uma simetria na matriz resultante da simetria dos con
dutores. Naturalmente, a matriz de impedância é simétrica
porque Z = Z^a / mas, além disso, para uma linha plana, a
impedância mutua entre os condutores a e b ê igual à impe
dância mutua entre b e c.
Também, porque os condutores trifãsicos são da mesma altu
ra e, quando eles tem o mesmo raio condutor, os termos dia
gonais serão todos iguais
Z^ = z = Z ^ = Z D aa bb cc
Esta combinação dã uma matriz da forma
zD Zab zac ( Note-seque, para uma linha
horizontal trifâsica, somen
Zab !d Zab te 3 termos diferentes de-
z z Z vem ser calculados )ac ab D
III. INFLUÊNCIA DAS TRANSPOSIÇÕES
As equações matriciais podem ser usadas para for
mular o problema de avaliação da impedância. de uma linha
transposta num ponto. Se a linha mostrada na figura
4.02 tiver o mesmo espaçamento plano da figura 4.01, em am
bas as secções, a impedância direta, desconsiderando a ca-
pacitância, pode ser achada arranjando-se as linhas e as
colunas de uma matriz.
TRANSPOSIÇÃO
SECÇÃO SECÇÃO1 2
o
b
b
Q
C C
Figura 4.02
Se a matriz de impedância for escrita com a or
dem dos termos igual â da localização física, as duas ma
trizes podem ser escritas como:
Para a secção da linha 1 Para a secção da linha 2
Zaa-1 Zab-1 z il ac-l Zbb-2 Zba-2 Zbc-2
Zba-1 i—1 1&&
tsi Z, , bc-1 e Zab-2 Zaa-2 Zac-2
Zca-1 Zcb-1 z ,cc-1 Zcb-2 Zac-2 Zcc-2
(4.03)
Porem, se for desejado achar a impedância total do sistema
torna-se necessário reordenar a matriz. Isto se torna e-
vidente, depois da verificação da equação da tensão do sis>
tema.
onde
M ' M M * M M
M ■ H ■ [']
(4.04/
[VTotax] -t[*J + M U 1] - P e J H
Para decompor em fatores o [i], como ê feito na equação
(4.04), será necessário ter ambos os termos [_%] e [i] há
mesma ordem. No exemplo seguinte, a ordem final será a, b,
c. Se for escrita a equação de tensão para a linha 1 e li
nha 2, obtém-se:
"val
V _bl
f- < O
Jaa-1 ab-1 ac-1
Zba-1 Zbb-1 ^bc-l
V 2"
<7
Zbb-2 Zba - 2 Zbc-2
Va-2 = Zab-2 Z o aa-2 Zac-2
1
CN1ü> ,
CN1»QOtsi
________
j
Z o ca-2 Zcc-2
(4.05)
‘a-1
b-1
c—1
b-2
a-2
C-2
Deve-se notar aqui, que as equações não podem ser somadas
porque as tensões não estão na devida ordem e não se pode
isolar a corrente [i] , porque os I's não estão na mesma
ordem. Como primeiro passo na solução deste problema, po-
de-se trocar a ordem das duas correntes do topo da secção
de linha 2, isto ê, Ib_2 e Ia-2* Mas' Para manter a valida
de das equações, torna-se necessário trocar as duas primei
ras colunas da matriz de impedância, produzindo:
V, ~ -b-2
Va-2 =
v ~c-2
Zba-2 Zbb-2 Zbc-2
Z o z u o z o aa-2 ab-2 ac-2
Zca-2 Zcb-2 Zcc-2
a-2
b-2
“c-2
(4.06]
Aqui, as equações são ainda validas, conforme pode ser con
firmado pela multiplicação da matriz, mas a ordem dos ter
mos de tensão não foi mudada e, por isso, ainda não pode
ser somada como uma matriz, com a queda de tensão na linha
1. para obter a queda de tensão certa, troca-se as duas
primeiras linhas da matriz de impedância.
iCN1 Zaa-2 Zab-2
Vb-2 = Zba-2 Zbb-2
V o z Zc-2 ca-2 cb-2
a-2
'b-2
"c-2
(4.07)
Desta forma a queda de tensão para a linha 1, na
equação (4.05) e a queda de tensão para a linha 2, na equa
ção (4.07) pode ser somada diretamente e as correntes po
dem ser isoladas, como na equação (4.04) , dando, como a so
ma de duas matrizes de impedância, uma impedância equiva
lente.
M
Zaa-1 Zab-1 z "ac-1 zaa-2 Zab-2 Zac-2
Zba-1 i—1 1AA
tS3 Z bc-1 + ^ba-2 Zbb-2 Zbc-2
Zca-1 i—1 1&0
(K) Zcc-1 Z ca-2 Zcb-2 Zcc-2
(4.08)
Nesta notação simbólica os termos aparecem os mes
mos, porque os subscritos são parecidos, porem, deve-se
lembrar que as matrizes da equação (4.05 ) foram compostas
conforme a localização física dos condutores e, por isso ,
se as linhas forem do mesmo comprimento, ter-se-ã termos
diagonais iguais em cada condutor.
Z ~~ Zaa-1 Zbb-1 Zcc-1 Zaa-2 Zbb-2 Zcc-2
(4.09)
Também os termos mútuos do condutor adjacente são iguais
(adjacente: a)
Z = Z _ . = Z, ,a ab-1 bc-1 (4.10)
e, por serem as linhas da mesma construção e do mesmo com
primento, temos
Z = Z = Z i = z w~>a ab-1 bc-1 ab-2 Zca- 2 (4.11)
Correspondentemente, o acoplamento entre as fases externas
são iguais nas duas secções de linha( na: não adjacente)
Z = Z = zwna ac-1 bc-2
Usando a relação das equações (4.09), (4.10) e (4.11), na
impedância equivalente ( equação (4.08), obtêm-se:
Zeq
2Z 2Z Z +Za na a
2Za 2Z Z +Z a na (4.12)
Z +Z na a Z +Z a na 2Z
Note-se aqui, que a matriz resultante ê ainda simétrica ,
mas tem uma relação geral entre os termos, diferente daque
la que se teria na matriz original, como para a linha 1.
(A equação (4.05),para a linha 1, ê reescrita na nomenclatu
ra da equação (4.12), na equação seguinte (4.13)).
Z Zna
Z Z Za a
Zna Za
(4.13)
Ou,se não houvesse transposição entre a linha 1 e a linha
2, a impedância equivalente seria
2 Z 2 Za
2Z 2Za
2Z 2Zna a
2 Za
2Z
Z equivalente para o caso
sem transposição. Comparar
com a equação (4.12) para
ver o efeito da transposi -
ção.
(4.14)
O exercício acima proporcionou algum discernimen
to, na forma mais fundamental de manipulação matricial, e-
exigida para efetuar analises dos sistemas trifãsicos de
forma matricial.
IV.. INFLUÊNCIA DE CONDUTORES ATERRADOS
A interpretação da matriz acima foi explanada pa
ra uma linha de três condutores. As equações podem incluir
o efeito de fios condutores â terra, incluindo uma linha e
coluna complementar, quando formar a matriz Z. O melhor mê
todo de demonstração de técnicas de usar equações nessa
forma é de considerar o caso com um fio condutor â terra,
conforme mostrado na figura 4.03.
0 ° b ° c ®
/77777777777777T77
Figura 4.03
A equação matricial, para esse sistema,ê:
V "a \ a Zab z I ac 1| Zag V
vb = Zba Zbb
1Zu , bc | Zbg xb
Vc zca Zcb z 1 cc
1.
Zcg Ic
Vg zga Zgb Z 'g o i
Zgg Ig
(4.15)
Esta equação matricial ê escrita de uma forma dividida, pa
ra facilitar a manipulação, e nesta forma pode ser escrita
de uma forma simbólica reduzida, como
onde
ê uma matriz 3x3
w e p j são matrizes coluna 3x1
Multiplicando os termos da equação (4.16) dá
M " [z*i] P*J + [VgJ pg]
N ■ pgjpgj
Agora é possível pôr uma restrição no problema,
so de um fio condutor ligado â terra, a tensão
Então, ê possível a solução para , que é:
[ r g ] - ' [ zgg] _1 [ Zg - J W
Para o car-
N m °-
(4.18)
Substituindo na primeira das equações,em (4.17)
[VI = [VJ[V] “ [V-gJ[zgg] [zg V ] [ J J \
OU ' (4.19)
p] V [ V ] - [ V g J [ zgg]_1M M
Nesta equação pode-se ver que o efeito do fio condutor li
gado â terra, i o de reduzir cada termo na matriz de impe-
dância, na fase original p ^ J , como está indicado pelo ter
mo de produto tríplice, na equação (4.19).
Da equação(4.15)e, relembrando que a matriz de im
pedância é simétrica, pode ser computado o termo de corre
ção da equação(4.19).
n(z j 2a-g Za-g ZK „b~g z za-g c-gzgg zgg Zgg
z, zb-g a-g Z rtb-g
2 z, zb-g c-g
Zgg zgg Z99 (4.20
z zc-g a-g zç-g z,b~g (z )2c-gZL gg zgg zgg J
Este procedimento ê usado para mais de um fio condutor â
terra e para mais de um circuito. Se houver mais de um fio
condutor â terra, a equação matricial (4.19) requerera uma
inversão real da matriz de £Zggj • üm método alternativo
consiste em reduzir, sucessivamente, os fios condutores à
terra, um de cada vez, tratando os demais condutores como
fios de fase.
No exemplo acima (equação(4.20)), ê interessante examinar
os termos de correção para uma construção horizontal plana
(figura 4.03). Para este sistema, deve-se notar que Z =
= Z . A simetria da matriz de correção pode ser mostrada
como
(4.21)
Por isso, os termos diagonais para uma linha horizontal
plana não serão, de maneira alguma, iguais, como foi o caso
sem fios condutores à terra. Uma verificação de valores nu
mêricos mostraria que os termos de correção da fase do cen
tro são levemente maiores do que os outros dois termos de
fase, resultando em uma autoimpedância da fase do centro,
um pouco mais baixa.
V. TERMOS DE CORREÇÃO DA TERRA
As perdas na terra influenciam a distribuição
da corrente na terra, que retorna sob uma linha de trans
missão. O efeito, aqui, ê basicamente o mesmo'que o efeito
de superfície, discutido no capítulo 2. O fato de que as
perdas de terra influenciam a impedância vista pelas cor
rentes de retorno de terra e, ainda, que elas influenciam
a tensão induzida em circuitos adjacentes, tais como cir -
cuitos de telefone, durante as falhas, foiconhecido no i-
nício do século. Os antigos pesquisadores tentaram cali
brar este efeito, determinando fatores de correção, por in
termêdio de testes nos circuitos de transmissão existen
tes. Em 1926, Carson, dos laboratórios da Bell Telephone ,
elaborou equações para a impedância própria e para a impe
dância mutua dos condutores de retorno de terra. Estas e-
quações são baseadas na terra de condutividade uniforme e
de extensão semi-infinita.
Esses termos de correção de terra podem ser in
corporados, diretamente, na formulação matricial do proble
ma, somando-se um termo de correção de terra às duas matri^
zes, a de resistência e a de indutância.
[z] = [SRec] + [Rc] + 3“ [4Lec] + kl[A] ohms/milhas
(4.22)
Matriz diagonal da resistência do condutor
Termos de resistência da correção de terra.
(Essa matriz não é diagonal e ê uma função
da freqüência).
Termos de indutância da correção de terra.
(Essa matriz não ê diagonal e ê uma função
da freqüência).
A matriz A ê composta de
k 1
A. .li
CN | >-G
O*II
A. .
d'. .
= Zn d . .
0,32186 x 10
Esses termos de correção de terra não são simples -
mente estabelecidos e, geralmente, a formulação de séries
infinitas e convergentes do problema, ê mudada para os al
cances diferentes da freqüência. Porém, a formulação geral
do problema pode ser exposta como
1,6093 x 10 ̂ x 4u H + j M ohms/
/milha
(4.23)
As equações estão escritas em termos de P's e Q's, porque
são termos obtidos por Carson. Ele fez o seu trabalho no
sistema de unidades cgs, que considera o fator de conver “
-4sao como sendo 1,6093 x 10
As equações para P e Q são:
2 2P = £ ---- 2— cos 0 + COS 20 ( 0,6728 + in ~ ) +
8 - 3/2" 16 Y
2
+ 16 0 Sin 20 (4.24)
Q = - 0,0386 + 4 £n (— ) + — -— cos 0
2 Y 3/2“
para y <_ 0/25
Para os termos diagonais y = 1,713 x 10 J (h//^) /f~~
0 = 0
p = resistividade da terra,ohm me
h = altura do condutor em pés
f = freqüência, Hz
Para os termos de fora da diagonal
d . . 1 __
1,713 x 10 ( - H — ) /f
2/P~
veja figura 4.04
veja figura 4.04
resistividade da terra,ohms metro
freqüência, Hz
JO
Figura 4.04
Destas equações pode-se ver que o termo "y" ê uma
função tanto da altura do condutor como da freqüência. A
fórmula para P e Q, na equação(4.24), ê valida até y=0,25.
Alguns valores típicos do y podem ser facilmente calcula -
dos, resultando:
Tabela 4.1
if h ou d . .il / 2
60 80
60 40
60 150
A equação para y
y = 1,713 x 10- 3 -íU = /f~ (4.25)/P
p. y
1 0 0 0,106
5 0,238
10 0,63
pode ser reescrita para a condição;y ̂ 0,25, f = 60 Hz
Então:
0,25 5; 1,713 x IO- 3 /6Õ
/p~
ou
h < 0,25______
/p ' 1,713 x 1 0 _3 /6Õ
18,82 (4.26)
Por isso, dentro do limite, as equações devem ser validas
para a altura do condutor e para as resistividades de ter
ra de
Mínimo Permissível
Para h em Pés p em ohm Metros
1 0 0,283
40 4,45
80 18,1
100 28,3
200 113,0
Se as condições do sistema não caírem dentro desses
limites, terã que ser usada uma formulação mais exata dos
termos P e Q de Carson. Isto iria envolver mais termos nas
series, do que os mostrados na equação(4.24).
Tem-se dado as dimensões de ohm metros â resistivi-
dade da terra p, usada néssas equações. Algumas referênci
as usam as dimensões de ohm por metro cúbico. O entender ,
aqui, ê que a resistividade em ohms ê a resistência que se
ria medida de um lado, ao lado oposto de um cubo de terra
de 1 metro de cada lado. Os métodos de medição da resisti
vidade de terra são discutidos nas referências 7 e 8 .
Os valores da resistividade de terra variam, ampla
mente, de uma condição de solo para uma outra e até pode
haver variações substanciais entre as condições úmidas e
secas do mesmo solo. Felizmente, a influência da resistivi
dade da terra na indutância da linha não ê grande nos in
tervalos típicos. Alguns valores típicos da resistividade
de terra são dados na tabela 4.2.
TABELA 4.2
Tipo de terra Resistência em ohm metros obs.
Ãgua do mar i
Barro, Argila 10 Raro
Argila, Greda 30
Greda, Esquisto, Pedra Calcária 100
Esquisto, Pedra Cãlcárea 300 Comum
Pedra Calcãrea, Arenito 1000
Arenito, Ardósia 3000 Raro
Ardõsia, Granito 10000
Os valores na tabela 4.2 são diferentes, em al
guns casos, para o mesmo material. Sunde (Ref.8) indica
que isto ê uma função do tempo da formação na história geo
lógica. Também tais influências, como camadas de material
diferente, podem influenciar a resistividade efetiva numa
área. Mais detalhes nesta área encontram-se na referência 8.
VI. VALORES DAS COMPONENTES SIMÉTRICAS PARA LINHAS DE
TRANSMISSÃO AÉREAS
As grandezas das linhas de transmissão em forma
matricial podem ser transformadas em quantidades de seqüên
cia, usando a transformação matriz £aj
p s ] ■ p r w ] (4.27)
onde
i l l
II
3
i
2a a
_ i
2a a _
a = i' 2
A • S T j 120 = eJ
Zaa Zab , Zac"
m - Zba Zbb Zbc
Z
_ c a Zcb zcc_
Oo
lN
CSJ
o Z02
p j - Z10 zn Z12
OCN i—1CN
IS] Z22
Esse produto de matrizes foi transcrito detalhada
mente na Analise de Sistemas de Potência I e essa obra se
rá referida nesta explanação.
Os termos de seqüência positiva, negativa e zero
(Z n , Z22 e W P0<̂ em ser estimados, para uma linha de
transmissão, de um ponto de vista físico, considerando uma
linha com 2 transposições, de tal forma que os comprimen -
tos de cada uma das três linhas são iguais. Um tal sistema
ê mostrado na figura 4.05.
SECÇAO 1
0
SECÇAO 2
c
SECÇAO 3
b
b Q c
c b a
Figura 4.05
Conforme foi visto na Secção III, numa notação matricial,
a transposição ê equivalente às linhas e colunas de alter-
nação para cada transposição de linha. Deve ser considera-
da a primeira secção da linha, com o faseamento anotado
lado de fora da matriz, como:
a b C
a "zaa Zab Zac
Pi] = b Zba Zbb Z,bc (4.28)
c Zca Zcb Zcc
Usando a mesma notação para os elementos da matriz, a ma
triz para a segunda e a terceira secção da linha pode ser
escrita:
a b c
a \ b Z,bc Zba“
M - b Zcb Zcc Zca
c _Zab Zac zaa_
a b c
a Zcc Zca Z J cb
P.] - b Zac Zaa Zab
c Zbc Z,ba Zbb
Se, por exemplo, for considerado o comprimento
total da linha como de uma milha e se for presumido que ca
da um dos elementos da matriz fosse dado em ohms por mi
lha, a impedância líquida por milha seria de 1/3 da soma.
Somando os elementos da matriz termo por termo e relem
brando que a matriz ê simétrica, obtêm-se:
rz z zD OD OD
z Z ZOD D OD
z Z ZL OD OD D _
(4.30)
Onde
= + Z3 aa bb + Z ) cc
D= 7 (Z; + z. + zOD j ab bc ca
Ê importante notar que esse desenvolvimento sõ funciona
dessa forma, quando a forma de transposição for completa,
isto ê, quando cada condutor ocupa uma posição física na
linha, à cada terço de distância da linha.
A. Seqüência Positiva
A impedância da seqüência positiva para esse circui.
to pode, agora, ser achada aplicando-se uma corrente de se
qüência positiva e achando-se a relação e 1^.
OD
ZOD
I + Z I, + Z a OD b OD
I + Z I + Z b OD a OD
I + Z I + Z c OD a OD
(4.31)
Mas, quando essas correntes formam uma série de correntes
de seqüência positiva; isto ê, quando as correntes são
iguais em magnitude e deslocadas a 1209 na fase, a corren
te pode sef fatorada e escrita nos termos de cada corren
te de fase.
Ib
2a Ia Ic a Ia
2a + a -1
D + ZOD Xb + ZOD ZD Z ) OD Ia
ZD Zb + Z0D Ta + Z0D Zc = (ZD ‘ Z0D> Zb
(4.32)
ZD Zc + Z0D Tb + Z0D Za ' <ZD * * Z0D> Xc
Por isso, a queda de tensão nas três fases são
iguais e esta queda de tensão em cada fase resulta da impe
dância de seqüência positiva.
V V
zi =
al
al (ZD Z0D)
(4.33)
Usando a equação(4.30), obtêm-se:
Z1
1
3 Z + aa Zcc Z u” 2, ab bc Zca )(4.34)
NOTA: A técnica, aqui, foi de modificar a matriz ao ponto,
onde a distribuição de corrente pode ser imaginada, de ser
tão exata que possa ser usado um conceito de DMG para calc^,
lar a indutância.
Note-se aqui, que a impedância de seqüência positiva, num
sentido matricial, ê de 1/3 da soma da diagonal menos 1/3
*
da soma dos termos fora da diagonal da apresentação da ma
triz não transposta. Enquanto a suposição relativa da deri
vação deimpedância de seqüência positiva parece ser restri
tiva, a equação(4.34) é valida para qualquer configuração,
seja com transposição ou não. Isto pode ser verificado, re
multiplicando a equação(4.27).
Do acima exposto torna-se aparente que a aplicaçao
de uma corrente de seqüência negativa resultaria numa ten
são de seqüência negativa pura que produziria uma impedân
cia de seqüência negativa igual â impedância de seqüência
positiva.
A impedância de seqüência positiva, descrita na e-
quação(4.34)pode ser ainda mais simplificada usando-se os
termos da matriz Z, conforme descrito na equação(4.22).
Isto e
Z. = i(R +R, +R ) + jwk, iIA3 = +Auu+An^'A,K-AK^_Ã^a)1 3 a b c -L3 aa bo cc ab bc ca
+ i AR + i jcoAL 3 pos 3 J pos
(4.35)
onde
ARpos = correção de terra de seqílência positiva da e-
quação(4.22)
= AR +AR, ,+AR -AR , -AR, -AR aa bb cc ab bc ca
ALpos = correção de terra de seqüência positiva da e-
quação(4.22)
= AL +AL, ,+AL -AL , -AL, -ALaa bb cc ab bc ca
A soma dos termos A pode ser simplificada relembrando-se
as definições na equação(4.01).
2h 2h, 2h
A +A, ,+A -A ,-A, -A = An— — + An— — + An— — aa bb cc ab bc ca y y, ya b c
d ' d. ' d . '
- An - An - An (4.36)d d, dab bc ca
, 2h 2h, , 2h
= An — ---- + An d d. d + An ■ a* , ?Cy y. y ab bc ca d ,1 dL 1 d' a 1 b c ~ab bc ca
Presumindo que os 3 condutores são da mesma construção,as
sim que R = Rh = Rc = Rcondutor' e lembrando que o raio do a
condutor pode ser reposto pelo RMG, a impedância de seqüên
cia positiva pode ser escrita
3
Z. = R + jco 1 con J k. An1 RMG k. An J d , d, d + ± V ab bc ca
+ k^ An
2h 2h. . 2h aa bb cc
dab dbc dcA
+ i AR + -i- jü)AL 3 pos 3 J pos
(4.37)
Geralmente, para as linhas de transmissão espaçadas normal^
mente, somente os primeiros 3 termos são de importância, o
termo que contêm o RMG ê exatamente a reatância do espaça
mento de 1 pé, encontrada nas tabelas dos fornecedores de
condutores. Assim, a reatância da seqüência positiva e
Z1 Rcon + j X + j Xd J a J (4.38)
R = Resistência do condutor c
X = Reatância de condutor ao espaçamento de 1
a Pé
X, = Reatância resultante do espaçamento do
condutor ou DMG = ja-k^ün DMG
3_____________
DMG =J d , d, dV ab bc ca
Os valores de reatância, para o termo DMG,podem
ser obtidos das tabelas, tais como aqueles na tabela 3, Se
ção V, Capítulo 2.
Os valores de seqüência positiva não são, em ge
ral, visivelmente sensitivos, nem âs perdas na terra, nem
aos efeitos dos cabos de cobertura. Assim, as equações(4.
38) podem ser usadas como uma apresentação exata da impe -
dância de seqüência positiva, para a maioria dos casos prã
ticos.
A reatância capacitiva da seqüência positiva po
de ser obtida de maneira semelhante. Não hã termos de cor
reção de terra para efeito capacitivo; assim, os termos de
seqüência positiva são formados aproximadamente da reatân
cia capacitiva, ao espaçamento de 1 pê7e a reatância capa
citiva ê formada de um espaçamento de condutor ou DMG. As
DMG, para os termos de reatância capacitiva, são os mesmos
que para os termos de impedância.
i i ij = - j X^ - j X^ ohm milhas (4.39)
onde X
i
Reatância capacitiva ao espaçamento de 1
Pé
Reatância capacitiva resultante de um espa'
çamento do condutor(Veja tabela 5, Se -
ção VII, Capítulo 2)
x' = -4— £n DMGd cok2
3 ____________
DMG = / d , d, dV ab bc ca
B. Seqüência Zero
A impedância de seqüência zero da linha de
transmissão completamente transposta pode ser obtida de ma
neira semelhante àquela usada para os termos de seqüência
positiva. Assim, num sentido matricial, deve-se aplicar u-
ma corrente de seqüência zero e medir a tensão de seqüência
zero. A proporção das duas dã a impedância de seqüência ze
ro.
plN Z0D CS
)
o p
1 IO Vo _(ZD + 2W To
Qo ZD Z0D Io = Vo = (ZD + 2Z0D> ■To
1
O D Z0D ZD Io Vo (ZD + 2zo d> To
Neste caso, as tensões são iguais nas três fases e, portan
to, a relação de V com I, em qualquer fase, dara a impedân
cia de seqüência zero.
V
I
0
0
VOa
Oa
= Z, ZD + 2 Z0D
Usando as equações(4.30) , acha-se
(4.41)
1 2±(Z + Z ^ + Z ) + ~(Z , + Z* + Z )3 aa bb cc 3 ab bc ca
(4.42)
Note-se aqui, que a impedância de seqüência zero ê igual à
soma dos nove termos da matriz de impedância, dividida por
3. Como foi no caso da matriz de séqüência. positiva, esta
definição de impedância de seqüência zero ê valida mesmo
para uma linha não transposta.
A impedância de seqüência zero, mostrada na equação(4.
42), pode ser ainda mais simplificada usando-se os termos
da matriz Z , conforme descrito na e q u a ç ã o (4.2 2 ) . Isso resul
ta:
Z 0 * l (V V Rc» + 3“k l è <Aaa+Abb+Acc+2Aab+2Abc+2Aca>
(4.43)
onde
+ 4 AR + \ jüiAL3 zero 3 J zero
ARzero= correção de terra de seqüência zero
= ARaa + 4Ebb + + ^ a b + 2âEbc + 2“ <ca
ALzero= correção de terra de seqüência zero
- “ aa + “ bb + “ cc + 2“ ab + 2ALbc + 21Loa
Também, como no caso dos termos de seqüência positiva,a so
ma dos termos A pode ser simplificada, porque cada um ê um
termo £n( ), conforme mostrado na equação(4.36). Nesse ca
so hã 2 coeficientes resultantes dos termos &n( ) elevados
ao quadrado.
Ia = in
Ya Yb Yc
- £n
+ í,n
(d .d. d ) ab bc ca
2h 2h. . 2h aa bb ccI I I
(d , d, d ) ' ab bc ca
(4.44)
Usando as equações(4.44) em (4.43) e presumindo uma resis
tência de condutor igual, obtêm-se: —
Z. = R + juK. 0 con J 1
1 2 In -4— +£n. DMG RMG + £n v --r
2h, , 2h aa bb cc
(d , d, d ) v ab bc ca
1 .+ t AR + — jo)kn AL (4.45)3 zero 3 1 zero
Esta forma pode ser usada para comparação com a forma simi
lar, para a reatância de seqüência positiva na equação(4.37)
Em caso de reatância de seqüência zero, todos os termos são
importantes. Também, no caso da impedância de seqüência ze
ro, a influência de cabos de cobertura condutores â terra,a
resistência e a reatância são importantes. Em geral são usa
dos programas computacionais para calcular a reatância de
seqüência zero de uma linha de transmissão aérea.
C . Impedância Mutua entre os Circuitos de uma Linha de Cir
cuito Duplo
A apresentação da matriz de uma linha de circuito
duplo resulta numa matriz 6x6. Presumindo que as fases do
circuito nÇ 1 são a, b, c e as fases do circuito n? 2 são
d, e, f, a matriz pode ser escrita como
M =
zaa Zab zac iiii Zad
zae Zaf ~
Z,ba Zbb Zbc
*ii** Zbd
Z,be Zbf
Zca Zcb Zcc
ttiii
i
Zcd Zce Zcf
Z,da Zdb z , dc
iii■i Zdd
Z , de Zdf '
Zea Zeb Zec
fiiii Zed
Zee Zef
Zfa Zfb Zfc
iiiii Zfd
Z r-fe Zff
_
(4.46)
Com a matriz dividida, conforme acima demonstrado, ela po
de ser escrita de uma forma mais compacta
onde Z ê a matriz completa para o Circuito n9 1AH
ZDD é a matriz completa para o Circuito nÇ 2
ZDp= Z ^ é a matriz de acoplamento entre os Circuitos
Para essa apresentação, as matrizes de tensão e da
corrente são matrizes de 6 elementos em cada coluna.
[I] =
“i “ V ’a a
xb I* vbA
Ic* Vc*
= [v] =
Jd T vd
I D Ve e
_vf_
V.
V,.
(4.48)
onde e são a corrente e a tensão para o Circuito n9l
ID e VD são a corrente e a tensão para o Circuito n92
Essa matriz de 6 colunas foi de tal forma dividida, que as
correntes e as tensões de fase de cada um dos respectivos
circuitos podem ser facilmente identificadas e podem ser
escritas de maneira combinada. Nesse caso, a equação da ma✓triz de tensão total ê
'VA "ZAA ZAD JA
_VD Z0A ZE)D_ "d
As tensões e as correntes, em cada um dos circuitos, são
transformadas, independentemente, em quantidades de seqüên
cia. Isto ê, multiplica-se cada corrente de circuito e ca
da tensão pela matriz [[a3 • Isto pode ser feito colocando-
se as matrizes [_a] na forma diagonal da matriz 6x6.
i 1 1 0 0 0
i 2a a 0 0 0
[ a 1 0 2i a a 0 0 0
Transformação = =
0 0 0 1 1 1
_ 0 M 0 0 0 1
2a a
0 0 0 1 a 2a
(4.50)
As transformações da corrente e da tensãc► podem ser
escritas como
r —* r "i r “i _ _ _ __
[a] 0
0 [a]
AS
DS D
[a] 0
0 [aj
VAS
VDS
V.
V,D
(4.51)
quando 1 ^ e são a corrente de seqüência e compo
nentes de tensão para o circuito N9 1;
quando I c e V são a corrente de seqüência e compo- Dd DS
nentes de tensãopara o circuito N9 2.
Resolvendo a equação(4.51) para os termos componentes de
fase e substituindo-os na equação(4.49), resulta:
VAS ’[a] - 1 o * ZAA ZAD '[a] 0 --
--
1
H > cn
__
__
_
1
ü _
__ 0 [a] _ZDA (S
I
D £_
__ 0 _ XDS_
(4.52)
-1
VAS ZAAS ZADS
-VDS_ ZDAS ZDDS
IAS
IDS
onde o subscrito S significa os termos componen
tes da seqüência.
0 termo da equação(4.52) pode ser remultiplicado, resultan
do:
[ ■ - ] - H ' 1 M W
[ ZDDs] = [a] [ZDd] [a] (4.53)
[ ZADS J = [ZDAs] = [a] [ZAd] [a]
Na equação(4.53) torna-se evidente que a impedância de se
qüência de cada um dos circuitos são justamente as impedâncias
de seqüência que poderiam ser achadas, se os outros circu
itos não estivessem presentes. As impedâncias mutuas entre
os circuitos são dadas pela ultima das três equações n a (4.
53). Devido â forma da equação, pode-se usar os conceitos
desenvolvidos para as impedâncias de seqüência positiva e
zero, para achar as impedâncias de seqüência mutua entre
os circuitos.
Em caso de termos de seqüência positiva mutua, se
ria necessário levar a efeito o processo de transpor os
circuitos e, então, ver que a matriz Z__ não seria simétri
ca em torno da diagonal, fato este que foi usado em análi
se anterior. Por isso, neste caso, seria mais fãcil remul-
tiplicar a equação em(4.53).
A impedância mutua de seqüência zero ê exatamente
1/3 da soma dos termos na matriz Z ^ . Assim sendo, dada a
matriz de 6 fases, os termos mútuos da seqüência zero po -
dem ser achados facilmente.
Problema 4 - 1. Calcular a matriz de indutância para uma
linha de transmissão trifãsica,horizontal
típica. Usar
h = 30 pês, d = 60 pês e r = 1 polegada
Solução: As indutâncias para esta linha de transmissão
horizontal podem ser obtidas calculando-se 3
termos.
Os 3 termos exigidos da matriz A são
(Note-se que Aafo = Abc e Aaa = Afcb = Acc e que a
matriz é simétrica)
Aaa In -
2 x 30 . _,ori
1/12 in 720 = 6,58
liX)tf
<
= í,n 2,23 = 0,802
Aac An 6Õ = Zn 1,42 = 0,351
A matriz de indutância é, então
Aaa Aab Aac
[L] - ^ W = k a Aba Abb A,bc =
Aca Acb Acc
6,58 0,802 0,351
= 0,32186 X M O 1 U
)
0,802 6,58 0,802
_0,351 0,80 2
----------1
00LDVO
2,12 0,258 0,113
0,258 2,12 0,258 milihenries
_0,113 0,258 2,12 _
Problema 4-2. Calcular os termos de correção da indutân-
cia para a linha de transmissão trifásica
do problema 4
de 40 pês de
dutor central,
legada.
Solução: O diagrama da
g
2. Usar um cabo de cobertura
ltura, posicionado sobre o con-
0 raio do mesmo ê de 1/2 po-
linha ê
a = A o 2 + 302 = 31
b = A o 2 + 302 = 75,5
c = 10
d = 70
Referindo-se ã equação (4.20) e à simetria, somente três
termos precisam ser calculados.
(Note-se que A = A )^ ag cg
A = Ingg
2 x 40
1 1
2 12
= £n 1920 = 7,56 L = 2,43gg mH
A = £n ag
75,5
31 Jln 2,44 = 0,893 L = 0,288 ag mH
A, = ün bg
70
10 £n 7,0 = 1,95 L, = 0 , 6 27 bg mH
Os termos correspondentes àqueles da equaçao(4.20) podem
ser agora escritos
"0,288 “
0,627
r "i r~ ~~1 0,288 0,627 0,2882,43 x 10 3H
0,288
Usando o produto transcrito na equação(4.20)
0,034 0,0745 0,034
0,0745 0,159 0,0745
_0,034 0,0745 0,034 _
Comentário
O resultado desse problema pode ser comparado com
a matriz sem os cabos de cobertura. A impedância efetiva,
conforme mostrada na equação(4.19), ê:
ISJ (D f-h II (M -1
2,12 0,258 0,113'
-9.) = ([Z1[Z=°J
"0,034 0,0745 0,034
0,258 2,12 0,258 - 0,0745 0,159 0,0745
0,113 0,258 2,12 _ _0,034 0,0745 0,034
"2,086 0,1835 0,079 ~
= 0,1835 1,96 0,1835
_0,0 7 9 0,1835 2,086 _
Para este caso de 1 cabo guarda para um sistema de conduto
res sobre uma terra perfeita, a maior alteração porcentual
nos termos diagonais ê de 7,5% (para a fase b neste caso) .A
magnitude do termo de correção dos termos fora da diagonal
é uma porcentagem maior.
Problema 4-3. Achar a indutância de seqüência positiva
tanto do problema 4-1 como do 4-2, usando
as matrizes de indutância, conforme ca_l
culado.
Solução: A equação(4.34) ê usada para calcular a
impedância da seqüência positiva.
Z-, = -=-(Z + Z, , + Z - Z -1 3 aa bb cc ab Z, - Z ) bc ca
A indutância de seqüência positiva do circuito sem os cabos
guarda ê:
L1= ^(2,12 + 2,12 + 2,12 - 0,258 - 0,258 - 0,113) x IO-3
2,12 - ±(0,629)] x 10
-3
‘]
0,21 x 10 3=1,91 x
x 10_3H
A indutância de seqüência positiva do circuito com os fios
condutores â terra pode ser achada avaliando-se a matriz
totalC^eg] no problema 4-2. Como alternativa, a transforma
ção de seqüência positiva pode ser executada emfz^je rzcorl
e, depois, subtraindo a correção.
L, = i ( 0 , 034+0,159+0,034-0,0745-0,0745-0,034) x IO-3 1 cor 3
= i x 0,044 X 10 3 = 0,0147 x 10 3
Então, a indutância de seqüência positiva, para o cir
cuito com cabos guarda, é
z = z — z1 lsem cabo 1 corrigido
= 1,91 x 10~3 - 0,0147 x 10-3 H
= 1,895 x 10-3 H
Comentário
O termo de correção da seqüência positiva resul
tante de cabos guarda ê de menos de 1%.
Problema 4-4. Para a linha de transmissão do problema 4-1
calcular a indutância de seqüência positiva, u-
sando o conceito de DMG.
Solução A indutância de seqüência positiva é
d , d, dab bc ca
RMG
3______________ 3______
/ 30 x 30 x 60 = / 54000 = 37,8
1^ = k-^n y /Íf = k1)ln 454 = 0,3218 x 10_3 x 6,12
= 1,97 x 10~3 H
Comentário
O cálculo de L produz um valor de indutância de
seqüência positiva que ê 3% maior do que o calculado no
problema 4-3. A equação(4.36) mostra que essa diferença de
ve proceder do termo
L, = k. £n SJ
L = k.£n cor 1
aa 2h, , 2h bb cc
d ' d, ' d •ab bc ca
Usando-se os valores obtidos no problema 4-1, o argumento
do termo logarítmico ê
2x30 2x30 2x30
67 x 67 x 85
3/216000
/ 382000
3______/ 0,565 0,886
Lcor = kl£n °'886 = 0,3218 x 10 3 (- 0,171)
= - 0,055 x 10~3 H
Por isso a indutância de seqüência positiva corrigí
da é
L = Ln novo 1 - Lcor (1,97 - 0,055) x 10
1,915 x 10-3 H
Assim, obtém-se uma comparação com o cálculo antes corrigi
do.
Problema 4-5. Calcular a indutância de seqüência zero para
a linha de transmissão com e sem os fios con
dutores à terra.
Solução A reatância da seqílência zero é calculada u-
sando-se a equação(4.42)
Z- = i( Z + Z, , + Z + 2 (Z , +Z, +Z ))0 3 aa bb cc ab bc ca
A indutância para a linha sem cabos guarda é
calculada usando-se a matriz revelada no pro
blema 4-1.
Lq = |̂ 2,12 + |( 0,258 + 0,258 + 0,113)Jx 10~3
= (2,12 + 0,419) x 10“3
= 2,54 x 10-3 H
A indutância de seqüência zero, para a linha
com cabos guarda pode ser obtida subtraíndo-
se a indutância de seqüência zero da matriz
de correção obtida no problema 4-2.
L = i( 0,034 + 0,159 + 0,034 + 2(0,0745o cor 3
'+ 0,0745 + 0,034)) x 10~3
= ^(0,227 + 0,366) x 10-3
= 0,198 x IO-3 H
A indutância de seqüência zero, para a linha
com 1 fio condutor à terra, ê
L0 novo ~ L0 L0 cor
= (2,54 - 0,198) x 10"3
= 2,34 x 10"3 H
Comentário
Em muitos problemas dos sistemas de potência é interessante
notar a proporção entre as reatâncias de seqüência positiva
e de secrüência zero. Para os dois casos acima tem-se
^0
T
2,54 X 10-3
- 7 3 1,33 Sem cabo guardaL1 1,91 X 10 3
^0 2,34 X IO"3 _
_7 1,24 Para 1 cabo guardaL1 1,89 X 10 7
As proporções V L1' aqui, não são típicas da-
quelas encontradas nos sistemas de potência, porque os ter
mos de correção de terra não foram incluídos. Os valores t.í
picos variam entre 2,5 e 4,0. O ponto a ser observado, aqui
e a influência do fio condutor â terra de baixar a propor -
ção XQ/X1 ou Lq/I^.
Problema 4-6. Calcular os termos de correção de terra de
Carson para a linha de transmissão, do probJe
ma 4-1. Usar uma resistividade de terra de
100 ohm metros.
Solução - O r deve ser calculado para cada condutor e
termo mutuo. Como no problema 4-1, há 3 ter
mos diferentes a serem calculados.
r = 1,713 x 10-3 — — t/~~6Õ = 0,0399
aa / T Õ Õ
rac
rab * 1'713 * 1 0 ' 3 ¥ 41 = °'0445
■ 1,713 x IO'3 |i = 0,0565 eac
ab tan
-1
26,6 0
a
2h
tan 2a2h 45
0
Para o cálculo de P foi usada a equação(4.24) e os respecti
vos termos estão presentes nos cálculos seguintes:
P = ~ - —y" ■■ cos 0 + ^ cos 2 0(0,6728 +£n — ) + 0 sin 2 08 7~2 16 r 1°
P = 0,39 - °-A0399 1,0 + ---tv-~5-9 1,0 (0,6728 + 3,92) +a.a. ^ ^ Xb
, 0,00159 A n n n+ — ------- o ,0 x 0,0
= 0,39 - 0,0094 + 0,00045
P = 0,3811 aa '
Pab = °/39 " °-̂ 0445 0,895 + b^9-8- 0,60 (0,6728 + 3,80) +
+ 0^P_01.9.8 0,465 x 0,448
= 0,39 - 0,00936 + 0,000332 + 0,0000258
P , = 0,381ab '
P = 0,39 - 0,9565 0,707 + 0'00319
- r T 16ac x 0,0 (0,6728 + 3,57) +
. 0,00319
16 x 1 .572 x 1,0
= 0,39 - 0,0094 + 0,0 + 0,000314
ac = 0,3809
Para os cálculos dos termos Q, também é usada a equação
(4.24) .
Q = - 0,0386 + ^tn(-) + —f— cos 02 r y~2
Qaa 0,0386 + ifcn * 22 0,0399
0,0399 1,0
= - 0,0386 + 1,96 + 0,0094
Qaa = 1 , 9 308
Qab 0,0386 + 2í,n(0,0445 ) + °10445 0,8957 T
= - 0,0386 + 1,9 + 0,00936
Q , = 1,8708ab
- ° ' 0386 + ¥ n 775565 + p p ° ' 707ac
= - 0,0386 + 1,785 + 0,0094
Q = 1,7558 yac '
Comentário
Note-se que os termos P, que influenciam o cal
culo de resistência, são quase todos iguais. Isto sugere
que esses termos produzirão pouca influência na reatância
da seqüência positiva.
Z (z + z,, + z — Z , — Z, — Z )1 3 aa bb cc ab bc ca
Nesses cálculos parece que há maior influência dos termos
de reatância, porque os termos fora da diagonal da matriz
Q não são iguais aos termos diagonais. Isso pode ser obser
vado nas matrizes P e Q mostradas abaixo:
Cp]
0,3811 0,381 0,3809
0,381 0,3811 0,381
0,3809 0,381 0,3811_
[Qj
1/
= 1,
1,7558
1.8708
1,9308
1.8708
1,7558
1,8708
1,9308
Num problema posterior, poder-se-á observar a influência
real nas impedâncias de seqüência positiva e de seqüência
zero.
Nota: Os cálculos acima são apresentados detalha
damente para mostrar a ordem de grandeza dos vários termos
nas series. Tal cálculo mostra quais são os termos que po
dem ser desconsiderados nos cálculos práticos.
Problema 4-7. Usar os termos P e Q do problema 4-6 e calcu
lar a magnitude do efeito de resistência e de reatância dos
elementos da matriz.
Solução: Usando a equação(4.23) pode-se achar os ter
mos R e X para a matriz.
[AR] + j & n 1, 6093 X 1Cr 4 X '4o) |[&>]+ ji[Q]J .ohms/milha
ARaa 1,6093 X
loi—i X 4 X 377 X 0,3811 = 0,0925
AR , = ab 1,6093 X O
1
X 4 X 377 X 0,381 = 0,0924
ARac 1,6093 X 10 4 X 4 X 377 X 0,3809 = 0,0924
AXaa 1,6093 X
1oi—i X 4 X 377 X 1,9308 = 0,468
AX , = ab 1,6093 X 10 4 X 4 X 377 X 1,8708 = 0,454
AXac 1,6093 X io-4 X 4 X 377 X 1,7558 = 0,445
Comentário:
Note-se que a indutância em milihenry por milha_3pode ser achada do X dividindo X/w x 10 . Para o termo dia
gonal isto resulta:
AL = 1,6093 x 10-4 x 4 x 377 x Q/w x 10_3= 1,6093 x 4 x aa
x 10-1 x Q
= 0,16093 x 4 x 1,9308 = 1,18 mH/milha
Problema 4-8. Combinar o termo de correção de indutância
da terra com o termo da matriz A e simplif_i
car os resultados.
Solução: A reatância total da linha é
j [XL] = j co[[ALecl + K l [A]j
onde (ScJ = 1,609 x 10 ̂ x 4 x [Q]
= 2 Kx [Q]
Por isso, os termos diagonais da matriz de indutância são
(para uma construção horizontal, plana):
L = K, 2 Q + K, A aa 1 aa 1 aa
2h
r= K, 2 - 0,0386 + -̂An - +
r + K-, in :1 ' 2 r } 2 J 1
r = 1,713 x 10 3 / I HP
Rearranjando os termos para combinar os termos in
li —
1
i n0,0772 + — £ 1,713 x: IO-3 y n h +aa 1 l ' 3 V p
2 5— + Jln
h 1,713
1O 1—1X V I
0
= K.J - 0,0772 + 0,809 x 10 3 h +
+ An ( 2 x 2 # -)
# 1,713 x 10 3 /!
y ~ ro j
= K, -3 /£ 2330- 0,0772 + 0,809 x 10 h J — +An (■ -- )
v p roy i .
O £n 2330 pode ser fatorado e combinado com o termo constan
te An 2330 = 7,9
L = K, aa 1 7,8228 + 0,809 x 10 3 h / - + An — ----y p r /f"
0y/~V p
Se o termo r^ for substituído pelo RMG do condutor e for-
tratado como a reatância ao espaçamento de 1 pé, o termo in
dutivo pode ser escrito como
aa = K,
Os termos fora da diagonal podem ser reduzidos de uma maneira se
melhante. Deve-se relembrar que para os termos fora da dia
gonal
_ rr á.\ d. .
r = 1,713 x 10 /— -i1 e A. . = ílnV p 2 ij d ,
ij
e a indutância pode ser escrita como
Lab = K1 - 0,0772 + 0,809 x 10 3h y ^ c o s 0
+ Zn(
d 'ab . x 3— )
1,713 x 10-3 R dai dabV p 2
= K-, 7,8228 + 0,809 x 10-3h cos 0 +ln — —
da b / 1 _
Mas, se a parte do termo resultante for separada do espaça
mento d , , então teremos ab
Jab = K-, 7,8228 + 0,809 x 10 3h — cos 0 + £nP
p
+ K-, £n
ab
(Indutância do
espaçamento)
Comentário
Note-se nessa forma de equação, que a altura do con
dutor não entra no logaritmo e, portanto, essas equações po
dem ser usadas para calcular a indutância de um condutor de
altura zero. Isto serã correto somente para as baixas fre-
qüências ou para valores de r pequenos, pois os valores de
correção para os valores maiores de r incluirão termos de
correção adicionais, envolvendo h como argumento de um Ioga
ritmo.
Problema 4-9. Calcular a indutância de seqüência positiva * 1
de uma linha sem cabos de cobertura. Incluir
o efeito da terra, usando as equações de in
dutâncias, reveladas no problema 4-8. Supo
nha uma disposição de condutores horizontais.
Solução - A reatância de seqüência positiva ê achada
usando-se a equação (4.34).
Z, = i(Z +Z, ,+Z - Z ,-Z, -Z )1 3 v aa bb cc ab bc ca
Usando os valores de indutância do problema 4-8 e notando
que os termos constantes são retirados, obtêm-se
L1 * K1 “ rSg + 31 x ° ’809 x 1 0 ~ 3 »/T [ 3 -
-2 cos 0ab - cos 0ac ] - *
K-^n
dab dbc dca
onde 0 ê o ângulo para o m e n dos con
dutores( ver figura 4.04)
Lj = Kx in / ̂ ab ^bc ^^a . ^1 __ ,«-3,. /fRMG
K1 „ _ + yt x 0,809 x 10 h y j
- 2 cos 0 . - cos 0ab ac
1
3 -
Comentário : Note-se aqui, que a indutância de seqüência
positiva ê definida exatamente como foi na equação(4.36) ,
mas, agora, o termo de correção esta numa forma diferente.
Esta diferença na forma do termo de correção resulta porque
os termos de correção de terra, mostrados como 4 AL nav 3 pos
equação(4.36), estão incluídos na formulação do problema.
A indutância de uma linha sobre uma terra perfeita
foi calculada no problema 4-4. O termo de correção nesse
problema, foi igual a 3% do valor calculado, usando-se o
calculo da DMG e RMG. Novamente usando a configuração des
crita no problema 4-1, o termo de correção(presumindo p =
100) ê
cos 0ab
30
/ 302 + 602
60
67 0,895
COS 0ac ££85 0 ,'706
3 - 2 cos 0 , - cos 0 = 3 - 1,79 - 0,706 = 0,504ab ac '
Lcor
T, 0,809 x 10
K1 3
0,3218 x 10-3 x
/~6Õ
X 30 V IÕÕ x
3,15 x 10_3=
0,504 = I^x 3,15x 10
1,01 x 10 ̂ H/milha
Torna-se aparente que o termo de correção, aqui, ê muito me
nor do que aquele achado no problema 4-4 e pode ser descon
siderado .
Ê justo esperar que o termo de correção seja menor
para a linha de transmissão, incluíndo-se os termos de cor
reção. Isso ê porque a influência da terra faz o caminho
de retorno na terra, numa profundidade maior do que os con
dutores de imagem especular usados para uma terra perfe^
ta. Conforme foi mostrado no Problema 4-4, o termo de cor
reção ê influenciado pela profundidade do caminho de retor
no efetivo.
Problema 4-10 Calcular a indutância de seqíiência zero da
linha de transmissão sem cabos de cobertura,
usando os valores de indutância, incluindo
os termos de correção da terra.
Solução; Usando a equação(4.42)para o calculo dos e-
feitos de seqüência zero:
L = 4(L + L, , + L ) + -|(L , + L, + L )o 3 aa bb cc 3 ab bc ca
L = K, £n — ^ + Kn (7,8228+ 0,809x 10~3h./- + £n o 1 RMG 1 ' V p r— ~
+K 1 3 3 x 7,8228 + 0,809 x 10 3h J - 2 cos 0 , + cos 0 I +ab ac•]
+ 3 £n + K1 3 £n d , dw d ab bc ca
L0 Kl^n RMG + Klí'n + 3 (7, 8228+í.n ---) +(d , d, d̂ , ) /fab bc ca y —
+ K, 0,809 x 10 3h J - 1 V p
3 + 4 cos 0 , + 2 cos 0ab ac
Comentário:
Note-se que, aqui, a forma das equações são seme
lhantes àquelas da equação(4.45), mas os termos são leve
mente diferentes,porque os termos de correção de terra es
tão incluídos de maneira diferente.
Usando a configuração do circuito do problema 4-1:
£n RMG = £n 12 = 2,48
&n
(d d d ) 2/3 ab bc ab
1430 = 7,27
3 x 7,8228 + 32.n = 23,4 + 3&n 3«,n i--
/ 60
V 100
0,809 x 10-3h
= 0,809 x 10
23,4 +0,765 = 24,16
f 3 + 4 cos G , + 2 cos 0ab ac
x 30 x 0,774
3
3 + 4 x 0,895 + 2 x 0,706
3
Lo
0,0498
= Kn 2,48 -
[l9,42j
= 6,25 x 10
7,27 + 24,16 + 0,0498
= 0,3218 x IO""3 x 19,42
3 H/milha
Usando este valor de indutância de seqüência zero, a rela
ção da indutância de seqüência zero para a indutância de
seqüência positiva ê
Lo _ 6,25 x 10-3 _ 0 noT _ o — 3 , z O
1 1,91 X 10 J
CAPÍTULO
APLICAÇÕES PRÁTICAS NOS SISTEMAS TRIFÁSICOS
I. INTRODUÇÃO
As técnicas matriciais, desenvolvidas nos capítulos
precedentes, podem ser aplicadas diretamente nos sistemas
trifásicos. Da matriz trifãsica que expressa as quantida -
des de fase, pode-se obter os termos das componentes simé
tricas para usar na analise de componentes de seqüência ,
ou manejar diretamente a matriz trifãsica.
As matrizes de impedância de componentes trifãsi -
cos e simétricas, para varias configurações de linha típi
cas, são apresentadas na seção V deste capítulo. Os resul
tados foram obtidos usando-se as técnicas descritas nos
capítulos anteriores, incluindo-se a incorporação dos fa
tores de correção de terra de Carson e o método para eli
minação de cabos de cobertura. A maioria das configura -
ções de linhas analisadas tem mais de um condutor por fase
Uma técnica para reduzir a matriz de impedância para uma
entrada por fase (enfeixamento)ê descrita na seção II a-
baixo.
Para apreciar a significância dos elementos da ma
triz de impedância de componentes simétricas, ó efeito de
linhas de transmissão desequilibradas ê discutido na seção
III e o acoplamento mútuo entre dois ou mais circuitos
trifásicos ê discutido na seção IV.
A solução para um problema^ de tensão ressonante de
duplo circuito ê destacada na seçao V. Esse problema, um
tanto fora do comum, porém importante, demonstra a versa
tilidade das técnicas matriciais apresentadas neste curso.
II. TÉCNICAS ANALÍTICAS PARA ENFEIXAMENTO DE CONDUTOR
No capítulo 3 foi mostrado como o cabo guarda po-
deria ser eliminado da matriz de impedância,baseado no fa
to físico(ou suposição) que a tensão no mesmo é zero. Os
condutores num feixe de condutores podem, de forma pareci
da , serem representados por uma simples linha e coluna na ma
triz Z, reconhecendo que todos os condutores num feixe têm
o mesmo potencial. A técnica de enfeixamento ê facilmente -
mostrada, se for considerada uma matriz quadrada de nove e
lementos:
faa] falj [2a2J
V1 = [Zla] Z11 Z12 h
V 2 [Z2a] Z21 Z22 J2
(5.1)
Os elementos representam os condutores 1 e 2 que devem ser
enfeixados(isto ê, deve ser igual a e todos os ou
tros condutores(a).
Assim P«] ê a matriz de impedância para todos os outros
condutores.
sao matrizes de coluna de impedâncias mutuas
entre "todos os outros condutores" e os con
dutores 1 e 2 respectivamente.
z11' z12 e Z22 S^° imPedancias Próprias e impedâncias mú
tuas para os condutores 1 e 2.
Da teoria de equações simultâneas, ê conhecido que ,
sem perder informações relevantes, uma equação pode ser
substituída por uma equação que ê uma soma linear de si
mesma e de uma ou mais das outras. Utilizando esta propri
edade, deve-se subtrair a equação = £ Z-^ 1^ da equação
V = ) Z^. i.. Na forma matricial (retirados os parênteses2 £ 2i i
da submatriz):
Va Z Z - aa al Za2 Ia
vi = i—i•—i
N(13i—1
CS3 Z12 i—i
H
0 _( Z 2a - Z l a > ( Z 21 " z l l ) (Z22 " Z12J_ l H
A ultima linha e coluna, na equação matricial, pode ser a-
gora eliminada usando-se as equações desenvolvidas para a
eliminação de cabos de cobertura.
Entretanto, em geral ê desejável tomar simétrica a matriz Z,
antes da eliminação. A simetria ê atingida subtraindo-se a coluna ,
que multiplica I, da coluna que multiplica e ajustando
a matriz [i], para manter a equivalência da equação:
Va zaa 1-1tf
CS3 (Za2 - Zal}
i—i
> = zla i—1 i—1
CS3 (Z12 - i—1 i—1
tSJ
0 _<Z2a - Zla> <Z21 - Zll> (Z22 “ Z12 Z21 + Zll}_
Ia
x h + T2 (5.3)
I2
A eliminação da última linha e coluna produz uma equação matricial que
indica que o feixe (condutores 1 e 2) ê agora representado pela tensão
de fase e a corrente de fase ^
aa
la
—
Iaz Xcor I, +
_ _ 1 2__
(5.4)
III. CORRENTE E TENSÃO DE LINHA DE TRANSMISSÃO DESEQUILI-
BRADA
Normalmente, os cálculos de fluxo de carga
são feitos usando-se uma representação de rede de impedân
cia de seqüência positiva, de um sistema de potência. Para
a suposição de que não hã desequilíbrios' de impedância de
sistema, não hã conexão entre as redes de seqüências positi_
va e zero ou negativa. Por isso, quando o sistema ê excita
do por uma fonte de tensão de seqüência positiva, flui so
mente uma corrente de seqüência positiva. Diz-se que as cor
rentes trifãsicas estão equilibradas, isto ê, as suas magn.i
tudes são iguais e elas estão separadas a 120^. Em qualquer
linha de transmissão e, especialmente, numa de transporte
hã desequilíbrios de impedância suficiente para causar algu
ma tensão e corrente de seqüências negativa e zero.
Considere-se o sistema trifãsico na figura 5.1, onde u
ma fonte de seqüência positiva, com uma impedância de fonte
equilibrada, estã ligada sobre uma linha de transmissão à u
ma carga equilibrada.
FONTE DE SEQÜÊNCIA
POSITIVA EQUILIBRAOA.
I „■ •j LINHA DE TRANSMISSÃO, j CARGA EQUILIBRADA.
I
II
N
vW—i
Figura 5.1
As matrizes de impedâncias, de tensão e de corrente são re
presentações trifãsicas, tais como:
H + M + [zJ X (5.5)
a Ic
ou
“ -
I 1a -1
Jb = ■ J + H + H X a
2I ac
_ _
(5.6)
As componentes simétricas equivalentes â equação(5.6) sao:
- - - 1
Io OO
CS]
Z 0 1 Z 0 2
0
i—
i
H II o 1—1
IS] 1—
1
1—
1
CSI
Z 1 2
Ea
H
_______
1 _Z 2 0
1—
1
CM
IS]
Z 2 2 _
---
1
o___
i
(5.7)
Se todos os elementos do sistema, inclusive a linha de
transmissão, forem equilibrados, todos os termos fora da
diagonal, na matriz de componentes simétricas de impedân -
cias, £zcJ , serão 0. Consequentemente, todos os elementos
fora da diagonal no Pc] também são zero e, da equaçao(5.7)
fica aparente que Iq e tornam-se zero, isto ê, somente
as correntes e tensões de seqüência positiva aparecem no
sistema.
Uma linha de transmissão desequilibrada,entretanto ,
causara componentes de corrente de fase de seqüência zero
e negativa que resultarão em componentes de seqüência zero
e negativa, induzidas através de elementos em série equiljL
brados, bem como desequilibrados.
Por exemplo, através da impedância de carga equilibra
da Z^, as tensões de seqüência são:
VL0 ZL0 0 0 _
_1
VL1 = 0 i—1
CS] 0 X 1—1
H
V12 0 0 ZL2 X2
- _
As tensões de seqüência na fonte são
o>
(ZT00 + ZL0) ZT01 ZT02
OH
VS1 = ZT10 <ZT11 + ZL1) \ 12
Vs2 ZT20 ZT21 (ZT22 + ZL2)
i
CN
H____
i
(5.9)
Referente à figura 5.1 torna-se claro que o desequilíbrio
ê mais pronunciado quanto mais alta ê a impedância da linha
de transmissão, comparada com a soma da fonte equilibrada e
das impedâncias de carga. Isto ê, as componentes mais altas
de seqüência zero e negativa serão experimentadas para uma
longa linha que liga uma fonte inflexível a uma carga de
baixa impedância ou, mais comum, uma linha longa de trans
missão que liga aos grandes sistemas .
As correntes de seqüência negativa são importantes
em alguns sistemas, porque as correntes de seqüência nega
tiva, que fluem nos geradores, produzirão um aquecimento
do rotor e com isso uma redução da capacidade normal da ma
quina. As correntes excessivas de seqüência negativa podem
ser reduzidas pela transposição na linha de transmissão.
IV. IMPEDÂNCIA MOTUA ENTRE CIRCUITOS TRIFÂSICOS
Nos estudos de correntes de fuga é geralmente neces
sãrio incluir a impedância mutua de seqüência zero entre os
circuitos numa linha de circuito duplo. Em alguns casos, a
impedância de seqüência positiva mutua ê importante para os
estudos de fluxo de carga. Os efeitos de acoplamento podem
ser ilustrados considerando-se os equivalentes da rede de
linhas de circuito duplo. Os próximos parágrafos tratam do
acoplamento mutuo na rede de seqüência zero, mas o procedí
mento ê válido também para asredes de seqüência positiva.
A. Rede de Impedância Mutua de Seqüência Zero
Se ê conhecida a impedância de seqüência zero de cada
circuito e a impedância mutua entre os circuitos, o acopla
mento entre os circuitos pode ser alcançado usando-se um
transformador, conforme ilustrado na figura 5.2.
Z oo-1 o o - M
I— '■^JüüL'—
Z - Z o o - 2 o o - M
>--------— npnrsir*-------------------------- 1
0
-------------------o
o-2
CIRCUITO 1
CIRCUITO 2
O — -------------------------------------- — O
Zq0—i Impedância de seqüência zero para o circuito n9l
Zq o - 2 Impedância de seqüência zero para o circuito n92
Zq q —m Impedância mutua de seqüência zero
Equivalente de Seqüência Zero para a Linha de
Transmissão de Circuito Duplo
Figura 5.2
Pela inspeção pode-se ver que o circuito satisfaz(como deve)
as equações de acoplamento na forma matricial:
Vo-l
Vo-2
Z i oo-l
2oo-M
oo-M
Joo-2
o-l
o-2
(5.10)
onde e Vq _ 2 são quedas de tensão de seqüência zero pa
ra os circuitos 1 e 2 respectivamente.
O transformador proporcionara isolação assim que as cor
rentes estiverem forçadas para as suas respectivas redes e
a impedância através do transformador(zQO_M)produzir queda
de tensão própria no circuito adjacente. A mesma técnica
pode ser usada para as configurações de circuito múltiplo.
A rede ê mais complexa e exige um transformador entre cada
rede de seqüência.
Alguns programas computacionais usados no calculo de
corrente de fuga não convergirão se os elementos de impe
dância negativa forem usados na rede. Se tal programa for
usado, o termo de impedância mútua não poderã ser maior do
que o termo de impedância própria. Se assim for, serã ne
cessário incluir alguma impedância de fora da linha de
transmissão, como parte de reatância da linha de transmis
são, para assim manter o termo de reatância positiva.
B. Termos de Impedância Mutua para Linhas de Níveis de
Tensão Diferente
Quando uma linha de duplo circuito ê operada com ten
sões diferentes em cada circuito (digamos de 345kV no circuito 1 e
138kV no circuito 2)os efeitos mútuos são achados da mesma maneira
como estã descrito acima. Este circuito equivalente ê ade
quado, porque a corrente (em ampêres), em cada um dos cir
cuitos, produzirá a tensão própria (em volts) no circuito
adjacente.. Porém, quando o problema estã colocado numa
base "por unidade", a aproximação não ê tão óbvia.
Num tal circuito, deseja-se manter as quantidades,por uni
dade, para ambas as tensões e, por isso, a tensão acoplada
deve ser relacionada, propriamente, com a base de " por u-
nidade ". Isto se concretiza, calculando justamente a base
de Impedância mútua em por unidade. A impedância por base unitária ê
Nota:
Base, Circuito 1
^ VCircuito 1̂
MVA
JBase, Circuito 2
^ VCircuito 2)
MVA (5.11)
JBase, mútuo
kV^. . ̂ nkV0 . . . 0Circuito 1 Circuito 2
MVA
Derivação de ZMB
(1) Equação Geral: I. x Zw = V n1 M 2
(2) Equivalente por unidade: I. x Z = v„1 M 2
1(3) Volumes por unidade: I,= ■=— ;
1B
V,
V =
V2B'
z„ = MM ZMB
J1 ZM(4) Substituindo ( 3) em(2): -— x
V.
I1B ZMB V2B.
V 2B(5) Rearranjando (4) : Z =(/St— ) x ■=—MB / V2 I1B
(6) Mas:
(Substituindo na equação(1)
MVA
V1B X I1B MVA °U I1B V1B
V1B V2B
MB(7) Assim: MVA
As quantidades unitárias, calculadas usando-se a equação
(5.11), podem ser substituídas no circuito equivalente da
figura 5.2.
V. MATRIZES DE IMPEDÃNCIA DE COMPONENTES DE FASE E SIMfi-
TRICAS PARA AS LINHAS DE TRANSMISSÃO TlPICAS
Para mostrar a influência de vários parâmetros, as
impedâncias de fase e de componentes para as linhas • de
transmissão são apresentados nas páginas seguintes. Os re
sultados foram obtidos por meio de programas computacionais
que usa técnicas de matrizes descritas neste curso.
A. Índice dos Casos
do Caso Tensão
Condutores
por Fase
Cabos de
Cobertura
i 345 1 Alumoweld
2 345 2 ii
3 500 2 H
4 500 3 H
5 345 2 Nenhum
6 345 2 Aço
7 345 2 ACSR
8. Duplo Circuito 345 2 Alumoweld
B. Nomenclatura’de Descrição dos Casos
Todas as medidas nas figuras são em pês. As alturas
dos condutores e dos cabos de cobertura são medidas ao lon
go do vão.
D = Diâmetro total em polegadas.
R = Resistência por condutor em ohms/milhas.
X^= Reatância indutiva a um raio de 1 pê em ohms/milha.
A matriz de impedância trifãsica relaciona as tensões
de fase com as correntes de fase:
Va Ia
Vb Z Ib
Vc
(5.12)
Visto esta matriz ser simétrica, ê mostrado somente o trian
guio inferior. O valor superior em cada elemento ê a resis
tência, enquanto o valor inferior ê a reatância; ambos estão
em ohms por milha.
A matriz da impedância de componentes simétricas rela
ciona as tensões componentes às correntes componentes. Para
uma linha de circuito duplo:
V o ' V o '
vi- i [zn ] V ] h - l
Vl-2 I l-2
V2-0
!l
I2-0
V2-l
M M I2-l
V2-2 I2-2
, mas as submatrizes não são simétricas.
Para uma linha de circuito simples,a matriz se reduz a
f i j - Devido ao seu uso freqüente, a proporção X^/X^ é
calculada e relacionada em cada caso.
Os fatores de correção de Carson estão incluídos nos
cálculos, usando uma resistividade da terra de p = 100 ohm
metro. Em todos estes casos,a freqüência é de 60 H^.
AqUÍ' [ Z12] = [ Z
Caso 1 - 345 kV
Condutor: ACSR dilatado 1414 MCM
Cabo de cobertura: Alumoweld
1 O o
| a b c 7 # 8
f j * 28* ® 2 8 ’ ° Condutor Cabo guarda
44 ' D (pol) 1,75 3/8
R (Ohm/mi) 0,0728 2,44
7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 1 7 7 7 7 7 7 Xa (Ohm/mi) 0,3336 0,749
Matriz de Impedância Trifãsica
a
0,24777
1,15599
b c
0,17831 0,25569
0,41325 1,14563
0,17292 0,17831 0,24777
0,33511 0,41325 1,15599
Matriz Das Componentes Simétricas Da Impedância
0 2
0,60346
1,92698
-0,02179
-0,00745
0,01735
-0,01514
0,07390
0,76536
-0,02178
-0,00745
-0,04763
0,02860
Xr
X,
0,01735 0,04859-0,01514 0,02694
0,07390
0,76536
2,53
Caso 2 - 345 kV
' 9,5' I 37'
T- I
70'
<3
50I
b c
OjO o o
28* | 28'
44'
Condutor: ACSR, 10 33,5. MCM
("CURLEW")
ESPAÇAMENTO DO ENFEIXAMENTO= 18"
7T7TT77TTTT777TT7TTTT77T7TT7
Matriz de Impedância Trifásica
Cabo de cobertura : 7 # 8
Alumoweld
Condutor Cabo guarda
D 1,246 3/8
R 0,0979 2,44
Xa 0,3847 0,749
a b c
a 0,223930,99010
b 0,178300,41332
0,23184
0,97971
c 0,172900,33518
0,17830
0,41332
0,22393
0,99010
Matriz das Componentes Simétricas da Impedância
0 1 2
0 ” 0,57958 1,76123
0,01734
-0,01514
-0,02178
-0,00745 X0
1 -0,02178-0,00745
0,05006
0,59937
-0,04763
0,02861
X1
2 0,017340,01514
0,04860
0,02694
0,05006
0,59937
Caso 3 - 500kV
| 10, 25 '* |
72'
o|o
4 4 '1
55 ,5 '
o|o
l 38 '
ESPAÇAMENTO DO ENFEIXAMENTO = |8 ‘
77177777717777777777777777777
Condutor: ACSR 2167 MCM
(" KIWI " )
Cabo de cobertura: Alumoweld 7^=7
Condutor
D 1,737
0,0515
X 0,3474a
Cabo Cobertura
7/16"
1,937
0,735
Matriz de Impedância Trifãsica
a b c
a “ 0,18890 0,95628
. b 0,164630,36188
' 0,19408
0,94673
c 0,15899 0,28472
0,16463
0,36188
0,18890
0,95628
Matriz das Componentes Simétricas da Impedância
Õ 1 2
0 0,516131,62545
0,01771
-0,01439
-0,02132
-0,00814 fo
1 -0,02132-0,00814
0,02788
0,61695
-0,04630
0,02907 X1
2 0,01771-0,01439
0,04833
0,02556
0,02788
0,61695
Caso 4 - 500kv
10,25'
?I 555’
T V
72'
O O
-2§!__3
44,5'
ESPAÇAMENTO DO ENFEIXAMENTO
777777777/777777777777777
Condutor: ACSR, 954 MCM
( "RAIL" )
'abo de Cobertura: Alumoweld
Condutor Cabo de Cobertura
J 1,165 7/16
R 0,1080 1,937
Xa 0,0898 0,735
Matriz de impedância Trifásica
a
0,19916
0,90611
b c
0,16463 0,20434
0,36183 0,89656
0,15899 0,16463 0,19916
0,28469 0,36183 0,90611
Matriz das Componentes Simétricas da Impedância
0 1 2
0,52641 0,01771 -0,02131
1,57520 -0,01439 -0,00814
-0,02131 0,03813 -0,04628
-0,00814 0,56682 0,02906
0,01771 0,04831 0,03813
-0,01439 0,02554 0,56682
2,77
Caso 5 - 345 kv - Sem Cabo de Cobertura
Configuração e Condutor são os mesmos que no caso
Matriz de Impedância Trifásica
a b c
a 0,143511,13365
b 0,094550,56172
0,14352
1,13362
c 0,09451 _ 0,47775
0,09455
0,56172
0,14351
0,13365 _
Matriz das Componentes Simétricas da Impedância
0 1 2
0
1
0,332592,20115
-0,02424
-0,01397
0,02422
-0,01400
0,04898
0,59993
-0,02424
-0,01397
-0,04848
0,02802
xo
xr = 3'67xi
2 0,02422-0,01400
0,04850
0,02797
0,04898
0,59993
Caso 6 - 345 kv - Cabo de Cobertura de Aço
Configuração e Condutor, os mesmos que no Caso 2.
Cabo de Cobertura:: Aço EHS,D=3/8;R=3,5;X. = 0,8382
Matriz de Impedância trifásica
a b c
0,22265
1,03016
0,17693 0,23010
0,45482 1,02291
0,17210 0, Í769 3 0,22265
0,37482 0,45482 1,03016
Matriz das Componentes Simétricas da Impedância
0 1 2
0 “ 0,57578 1,88409
0,01895
-0,01567
-0,02305 ~
-0,00858 xo
1 -0,02305-0,00858
0,04981
0,59961
-0,04791
0,02851
X1 "
2 0,01895-0,01567
0,04865
0,02724
0,04981
0,59961
Caso 7 - 345kV - Cabo de <Cobertura ACSR
Configuração e Condutor, os mesmos que no
Cabo de Cobertura : ACSR, 159 MCM ("GUINEA"); D
R = 0 ,630; X = 0,520 a
Matriz de Impedância Trifãsica
a b c
a 0,152380,87172
b 0,104190,29132
0,15557
0,85210
0,10045
0,22027
0,10419
0,29132
0,15238
0,87172
Matriz das Componentes Simétricas da Impedância
0 i 2
0 0,359341,40048
0,01369
-0,01057
-0,01600
-0,00657 xo
1 -0,01600-0,00657
0,05050
0,59756
-0,04596
0,02819
X1 "
2 0,01369-0,01057
0,04740
0,02571
0,05050
0,59756
= 3,14
2 .
576
Caso 8 - 345 kv
1
—r b q\q 28'
•«IO,
O O 0— II 0 ■9‘ °1°
ESPAÇAMENTO DO
ENFEIXAMENTO = lí
ondutor:ACSR 1033, 5 MCM
("CURLEW")
Cabo de Cobertura:
7 8 Alumoweld
Condutor Cabo de cobertura
D 1,246 3/8
R 0,0979 2,44
Xa 0,3847 0,749
Matriz
Circui
to # 1
a
b
c
Circui
to # 2
a
b
c
de Impedância Tnfásica
a b c a b c
0,19910
1,02030
0,15540 0,21016 L V 1 - í v 10,47166 1,00773 1
0,16684 0,17376 0,23760
0,38162 0,44319 0,97610
0,15003 0,15511 0,16632 0,19910
0,41135 0,36944 0,34587 1,02030
0,15511 0,16053 0,17252 0,15540 0,21016
0,36944 0,35207 0,34973 0,47166 1,00773
0,16632 0,17252 0,18635 0,16684 0,17376 0,23760
0,34587 0,34973 0,37474 0 , 38162 0,44319 0,97610
22 ” Z11Notar: Z devido â simetria da configuração.
Matriz das Componentes Simétricas da Impedância
Matriz z-11 Matriz Z-12
0 1 2 0 i 2
0 0,54630 0,02265 -0,04759 0,49495 -0,01148 -0 ,012001,86574 0,01517 -0,00728 1,08944 0,02932 0,00793
-0,04759 0,05029 -0,04268 -0,01200 0,00098 -0 ,02009
J L -0,00728 0,56924 0,02181 0,00793 0,02437 0,01169
9 0,02265 0,04302 0,05029 -0,01148 0,02022 0,00098Z 0,01517 0,01917 0,56924 0,02932 0,00971 0,02437
Matriz Z-22
N J - pid
Nota: Neste caso, devido
â simetria, [Zll] = [Z22]
0,54630 0,02265 -0,04759
1,86574 0,01517 -0,00728
-0,04759 0,05029 -0,04268
-0,00728 0,56924 0,02181
0,02265 0,04302 0,05029
0,01517 0,01917 0,56924
X0— = 3,28 (Em ambos os circuitos)
X1
C. Discussão dos Casos 1 - 8
Efeito de Enfeixamento. Uma comparação do caso 1 e 2
mostra que o efeito de enfeixamento ê o de reduzir a rea-
tância própria substancialmente. Neste caso obtém-se uma
redução de 15%, apesar do uso de condutores menores no fei_
xe. As impedâncias mutuas não são sensíveis ao enfeixamen
to. A reatância de seqüência positiva ê reduzida em 20% e
transladada num limite de potência de condição de estabili^
dade uniforme para 20% mais alto numa linha de 2 conduto -
res, por fase.
Perdas de Transmissão. No caso 1, a resistência do
condutor ê R = 0,0728 ohms/milha, porém, o componente real
de Z ê de 0,24777 ohms por milha. Esta diferença represen aa
ta as perdas na terra(conforme apresentado pelos fatores de
correção de Carson)e no Cabo de Cobertura, para o caso onde
a corrente flui somente na fase "a". A resistência de se-
qüência positiva ê somente um pouco mais alta do que a re
sistência do condutor, indicando que, durante as condições
equilibradas, muito pouca corrente flui no fio condutor à
terra ou mesmo na terra.
Acoplamento Mutuo entre os componentes. A matriz das
componentes simétricas da impedância indica o grau de im-
pedância desequilibrada. Uma apresentação apropriada da
rede de acoplamento entre as redes de componentes é muitas
vezes impossível, devido a 1) partes reais negativas nos
termos mütuos e 2) falta de reciprocidade( a matriz não ê
simétrica) . Entretanto, pode-se demonstrar que Z ^ = Ẑ -̂ e
Ẑ ]_ = Z ]_0 ( Analise do circuito de potência: Capítulo 5 ) .
Efeitos do Cabo de Cobertura: Os casos 2, 5, 6 e 7 so
mente diferem no que diz respeito ao fio condutor ã terra.
A reatância de seqüência positiva (X^),que determina o flu
xo da potência durante as convenções equilibradas, pratica
mente não fica afetada pela presença dos Cabos de Cobertu
ra. Entretanto,Xq é bem sensível ã impedância do Cabo Guar
da, dando a preferência aos Cabos de Cobertura, de impedân
cia durante as condições desequilibradas; por exemplo, fa
lhas mono ou bifãsicas. A tabela 5.1 mostra X^/X-^ como uma
função da crescente impedância do fio condutor â terra pa
ra a configuração de 345 kV jã investigada:
Tabela 5-1
Tipo de
Cabo Guarda Caso R Xa X0/X
ACSR 7 0,630 0,520 2,32
Alumoweld 2 2,44 0,749 2,94
Aço 6 3,5 0,8382 3,14
Sem Cabo Guarda 5 («) - 3,67
Linha de Transmissão de Circuito Duplo: O caso 8 mos
tra que a fase C tem a reatância própria mais baixa, como
se poderia esperar, pois este condutor ê o mais próximo do
cabo guarda. Torna-se aparente que o acoplamento de seqílên -
cia zero, entre os dois circuitos, pode ser muito importan
te para linhas longas, desde que Zq_q = 1,08944 ohms/milha.
Entretanto, o acoplamento de seqüência positiva ê raramen
te perceptível para a seqüência de fase investigada.
VI. TENSÕES ACOPLADAS RESSONANTES DE CIRCUITO DUPLO
As técnicas desenvolvidas nos capítulos preceden
tes são úteis tanto para os problemas normais como para os
fora do comum. Um caso, um tanto fora do comum, serã aqui
discutido para mostrar a aproximação geral em tais proble
mas .
Normalmente, a tensão num circuito desenergizado,
de uma linha de circuito duplo com o outro circuito energi-
zado, ê somente uma pequena porcentagem do normal. Esta
tensão resulta do acoplamento capacitivo entre os dois cir
cuitos. Entretanto, as medições de campo em tal circuito ,
indicam uma tensão de quase 100% do normal. A característi
ca extraordinária, aqui, foi que o circuito desenergizado
tinha um reator em derivação, de alta tensão, ligado dire
tamente à linha. Sobretensões ressonantes eram suspeitas e
analises deste circuito confirmaram ser este o caso.
Um diagrama do circuito mostra o problema mais claramente.
CIRCUITO 1
Figura 5.3
Na figura 5.3, a tensão no circuito 1 é mantida em
1,0 por unidade, por fontes de impedância relativamente
baixa. Presumindo que a tensão no circuito n9l ê constante
ao longo da linha, a situação pode ser analisada com refe
rência â figura 5.4.
CIRCUITO 1 T T CIRCUITO 2
Ma -12a
Figura 5.4 j
A relação entre as correntes capacitivas e a tensão do con
dutor ê dada pela equação ( 5.14 ):
1
1—
1
,
H
r 1
C C
^ 1 1 • ± 2
1------------
i—
1
* 2 _
II
LJ
.
8
c f c
2 1 » 2 2
L- | “ J
_V 2 _
( 5.14)
onde:
J = correntes trifãsicas que fluem no circuito n?l.
Esta corrente ê seguidamente chamada de corren
te de "carga", porque ela ê controlada pela
carga do condutor, necessária para manter a
tensão.
JjE2 J = corrente" de carga " para o circuito 2
J = tensão de fonte no circuito 1
J = Tensões de fase no circuito 2 a serem calcula
das.
A matriz de admitância jco pode ser obtida, conforme o
descrito antes, pela inversão da matriz de reatância capa-
citiva.
ju)[c] = j [Xj'1 (5.15)
Visto M fluir através dos reatores, tem-se
[V2 ] = " j [XL ] \ ^ 2 ] (5.16)
onde
ê uma matriz de 3 por 3, com os
elementos iguais â reatância pró
pria de cada reator individual.
(5.17)
Substituindo a equação(5.17) pela equação(5.14) resulta:
h j“ [c n ] i . - 1 . j“ [C 12]
'
i
1—
1
L>__1
0 jtüp 2 l J J > [ C 2 2] * Jj*!.]'1
X i---
'
CN
1 >. .
A segunda das equações dá
0 * j“ [C2l][Vl] + ( H c 22] ■ j [x l]'1) [va]
ou
[V2̂ = “ (̂ u [c22] ” ̂[XlJ ) X [C2l] [Vl] (5.19)
Dessa forma, as tensões P°dem ser calculadas pe
la estimativa numérica da equação matricial. Uma analise
detalhada desta equaçãotem mostrado que podem resultar
tensões ressonantes. De fato, as tensões acopladas podem
exceder 1,0 por unidade, para a combinação apropriada do
comprimento da linha e do tamanho do reator.
O aspecto físico do problema é mais facilmente
compreendido pela redução do problema em dois circuitos de
fase simples e tirando diagramas do circuito equivalente(
figura 5.5(a)).
h
(o)
Figura 5.5
Uma vez que é posto em paralelo por uma fonte de tensão,
este pode ser retirado do circuito, sendo que ê obtido um
circuito equivalente mais simples (figura 5.5 (b) ). Resolven
do este circuito para âã1
X2
X3 + X2
V,
X„ =
X. =
j(dC9 +
jcoC.
Í Xt
(5.20)
Esta visto que torna-se infinito quando ^ = 0 ;
isto ê, quando o circuito esta em ressonância serie.
Com um condutor por circuito, a equação geral(5.19)
ê reduzida para:
- j oüC
= 21 V,
jcoC22 J XT
:s. 2i)
Agora,
C ~ - C^21 j
c = c + c
22 2
jwCv 2 = - - - - - - ^ - - - - - - - V
DwC2 - D + Da)C3 L
(5 .22)
Um pouco de álgebra mostrará que esta equação ê idêntica á
equação . (5.20) .
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Stevenson; Elements of Power System Analysis.
2. Ramo & Whinnery; Fields and Waves in Modern Radio.
3. Jordan; Electromagnetic Waves and Radiating Systems.
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CAPA-REINALDO PEDROSO