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Filme: De repente uma família Baseado em fatos reais da vida do diretor e roteirista Sean Anders. O filme conta a história de uma casal que não tinha filhos e após uma conversa informal, acabam criando coragem e indo parar em um cursinho para testar suas habilidades como pais. Apesar deste drama ser trazido com uma boa dose de humor, ele nós remete a realidade de diversas crianças que vivem fora de um lar. Após conhecerem a adolescente Lizzi em uma espécie de feira para adoção, decidem em adotá-la, o que daí já gera a primeira problemática real de várias crianças, pois a adolescente também trazia consigo mais dois irmãos menores, Juan e Lita. Ainda no processo de adoção o casal participa regularmente de reuniões com outros casais que também se encontram na mesma situação, e com duas assistentes sociais que conduzem os encontros, onde cada qual relatam suas dificuldades e seus acertos como novos pais. Nos Estados Unidos o processo de adoção se inicia com o acolhimento das crianças, tudo dando certo, após este período de adaptação, podem assim partir para adoção definitiva. O filme nos mostra os prós e os contra deste processo, pois se as novas famílias não se adaptarem, partindo de qualquer lado, pode haver a desistência, por outro lado, mostra também a angústia e o medo que ambos sofrem com está possibilidade. E para completar, o casal vive a experiência do contato com a mãe biológica das crianças, o comportamento agressivo delas ao retornarem dos encontros com a mãe e a dificuldade dessa adaptação como uma nova família, ainda mais quando as crianças sofrem com uma turbulência de sentimentos de abandono, a começar pela própria mãe que além de os abandonar, estava presa por tráfico de drogas e outros delitos não levados em consideração no filme. Mas com bastante insistência do casal e com a ajuda das assistentes sociais, eles acabam conquistando a adolescente Lizzi e seus irmãos. E finalmente alcançando a guarda definitiva das crianças. Este processo traumático, pelos diversos tipos de violação de direitos que as crianças sofrem, costumam ser burocráticos e complexos para todos os envolvidos, e é neste momento que a atuação e o olhar sensível dos assistentes sociais ganham tamanho espaço na vida desta nova família. O papel do assistente social, que foi muito bem interpretado neste filme, é essencial, pois devem acompanhar de perto e participativamente para zelar pelos direitos básicos das crianças: crescer em uma família, ter voz no que tange a sua própria proteção e vontade, ter acesso a sua origem biológica e a sua história, além de zelar pela integridade física e emocional das crianças.