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3 O TUTORIAL DE CUIDADOS PALIATIVOS

Caso clínico de paciente terminal com carcinoma brônquico e metástases, dor refratária à morfina e pedido de não usar medidas extraordinárias; evolui por aspiração, vai à UTI, é intubado e tem tratamento suspenso. Aborda ética: vontade, conflito familiar, medidas heroicas e prontuário.

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CASO CLÍNICO- PACIENTE TERMINAL! 
 
 Paciente masculino de 74 anos de idade, portador de carcinoma brônquico avançado, com 
múltiplas metástases ósseas, hepáticas e cerebrais. Internado por dificuldade respiratória 
progressiva. No momento da internação queixa-se de muitas dores que não estão sendo 
controladas por um esquema analgésico muito forte, a base de morfina por via oral, que 
também lhe provoca muitos sintomas desagradáveis (náusea, tontura e constipação rebelde). O 
paciente tem conhecimento do seu diagnóstico bem como sua família. No seu primeiro dia de 
internação pede ao seu médico assistente que não institua nenhuma medida terapêutica 
extraordinária e que acelere sua morte. A família tem conhecimento das vontades do paciente 
e fica dividida: a esposa acha que o paciente deve ser atendido em seus desejos finais, ao passo 
que seu filho único acha que os médicos devem fazer “tudo que estiver ao seu alcance para 
mantê-lo vivo”. 
O paciente em uma madrugada apresenta um quadro de insuficiência respiratória aguda, 
decorrente de um episódio de aspiração de vômito. A equipe de plantão decide transferir o 
paciente para a Unidade de Tratamento Intensivo, uma vez que o médico assistente não havia 
sido localizado, não havia qualquer recomendação de conduta em prontuário, o paciente estava 
sofrendo e a família estava dividida com relação aos limites de tratamento. Na UTI o paciente é 
intubado e responde bem ao tratamento clínico com antibióticos, mas permanece clinicamente 
instável, com episódios convulsivos, dor e dificuldade respiratória progressiva. O paciente pós 
saída da intubação insiste em retornar para seu quarto com o apoio de sua esposa. Seu pedido 
é atendido por seu médico. O falecimento ocorre em 4 dias, diante de um novo episódio de 
infecção respiratória, que o seu médico, sem consultar a família, decide não mais tratar. 
Discussão 
• Vontade do Paciente; 
• Quem prevalece, caso o paciente estivesse inconsciente: Cônjuge ou Descendente? 
• Ação da equipe na primeira crise; 
• Segunda Crise e Decisão do médico; 
• Medidas Heroicas; 
• Preenchimento do Prontuário; 
• O que achou da atitude da enfermeira? Do médico? Dos familiares?

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