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CATETERISMO VESICAL FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM III FISIOLOGIA DA ELIMINAÇÃO URINÁRIA • Eliminação urinária dependa da função: – Rins – Ureteres – Bexiga – Uretra • Os rins removem as escórias do sangue para formar urina RINS • Características • Localização: 12ª T e 3ª L • Tamanho / Peso • Cada rim tem 1 milhão de néfrons • Néfron: unidade funcional do rim, forma a urina • Produção de: – Eritropoetina – Renina ESTRUTURA DO NÉFRON • As proteínas maiores e as células sanguíneas normalmente não são filtradas através dos glomérulos. • Sinal de lesão: Proteinúria EFEITOS FISIOLÓGICOS DO MECANISMO RENINA-ANGIOTENSINA FISIOLOGIA DO SISTEMA URINÁRIO renina enzima converter angiotensina aumento da pressão sangüínea fluxo sangüínea renal angiotensinaII músculo liso vasoconstrição aldosterona glomérulos eritropoetina médula óssea produção e maturação das CVS URETERES • Estruturas tubulares • Tamanho de 25 a 30 cm e 1,25 • A urina que drena ureteres geralmente é estéril • Composto por três camadas: – Interna: membrana mucosa (pelve renal) – Média: fibras musculares (ondas peristálticas) – Externa: conectivo fibroso (sustenta dos ureteres) BEXIGA • Órgão de excreção: oco, distensível, muscular • Reservatório de urina • Repousa na cavidade pélvica, atrás da sínfise púbica • Micção normal 300 ml URETRA • A urina sai da bexiga através da uretra = meato uretral • Esfíncter uretral externo, localizado na metade inferior da uretra = fluxo voluntário • Mulher: entre pequenos lábios, acima do intróito vaginal e abaixo do clitóris • Homem: na parede distal do pênis URETRA MASCULINA • A uretra é tanto um canal urinário quanto excretor do orgão reprodutivo • 20 cm de comprimento • 3 seções: uretra prostática, membranosa e cavernosa URETRA FEMININA • O esfíncter uretral externo localiza-se na metade inferior da uretra • risco de infecção • A bexiga repousa na cavidade pélvica • O pequeno tamanho da uretra predispõe as mulheres á infecção • 4,5 a 6,5 cm de comprimento • Acredita-se que o muco seja bacteriostático FISIOLOGIA DA MICÇÃO • Estruturas cerebrais que influenciam a função vesical: – Córtex cerebral – Tálamo – Hipotálamo – Tronco cerebral O desejo de urinar pode ser sentido quando a bexiga contêm (150 a 200ml) no adulto e de ( 50 a 200 ml na criança) O adulto normalmente urina 1.500 a 1.600 ml de urina por dia. OS LACTENTES E AS CRIANÇAS: • Controle esfincteriano: 18 a 24 meses. • Podendo se estender por volta de 4 ou 5 anos de idade. • Ex: criança de 6 m e peso de 6 a 8 kg: 400 a 500 ml de urina. • 10% peso do adulto: 33% a mais de urina que o adulto. CONDIÇÕES QUE CAUSAM ALTERAÇÕES NA ELIMINAÇÃO URINÁRIA CONDIÇÕES PRÉ RENAIS CONDIÇÕES RENAIS CONDIÇÕES PÓS RENAIS vol. intravascular: desidratação, choques hemorragias, queimaduras Agentes nefrotóxicos Ex: gentamicina. Obstrução uretral ou vesical: cálculos, coágulos sanguíneos Resistência muscular periférica alterada: sepse, reações anafiláticas (alérgicas) Doença do glomérulo Neoplasmas renais Doenças sistêmicas e hereditárias Hipertrofia prostática Bexiga neurogênica Tumores pélvicos. Falência da bomba cardíaca: ICC, IAM, DCH e tamponamento cardíaco, doença valvar Reações transfusões Tumores, constrições. FATORES QUE INFLUENCIAM NA MICÇÃO • Socioculturais • Psicológicos • Hábitos Pessoais • Tônus muscular • Volume DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM • NANDA ELIMINAÇÃO URINÁRIA Dor: relacionado a:… Déficit no auto cuidado: higiene íntima relacionado com: … Integridade da pele prejudicada ou risco para integridade da pele relacionado com: … Eliminação urinária alterada relacionado com: … (POTTER, PERRY, 1999) EDUCAÇÃO DO CLIENTE PROMOVENDO A MICÇÃO NORMAL • Estimulando o reflexo da micção • Mantendo os hábitos de eliminação • Mantendo uma ingesta hídrica adequada • Promovendo o esvaziamento da bexiga • Prevenindo infecção CATETERIZAÇÃO TIPOS DE CATETERIZAÇÃO • INTERMITENTE: – Cateter reto, uso único – Introduzido por tempo suficiente para drenar bexiga (5 a 10 minutos) • DEMORA: – Foley – Permanece por longo período no local – Pequeno balão inflável – Dois ou três canais: • 1º canal: drena urina • 2º canal: conduz água estéril para balão • 3º canal: (opcional) – instilar líquidos ou medicamentos dentro da bexiga TIPOS DE CATETERIZAÇÃO • CATETER DE COUDÉ: – Ponta curva – Menos traumático – É utilizado em homens que podem ter a próstata aumentada INSERINDO UM CATETER RETO OU DE DEMORA • Avaliar estado do paciente • Rever prescrição médica • Lavar as mãos • Preparar materiais MATERIAIS • Luvas estéreis • Campos estéreis, um fenestrado • Lubrificantes estéril • Solução antisséptica de limpeza • Bola de algodão ou gaze • Pinça auxiliar • Seringa cheia com água estéril MATERIAIS • Cateter de tamanho e tipo corretos para procedimento • Foco de luz • Lençol • Traçado • Impermeável • Lixeira • Luvas de procedimento • Cuba rim MATERIAIS • Jarro com água morna • Sabão • Compressa de banho e toalha • Borracha estéril de drenagem • Bolsa coletora • Esparadrapo • Recipiente estéril ou cuba (base da própria bandeja) • Frasco estéril para amostra PROCEDIMENTO • Explicar o procedimento • Providenciar presença de pessoa enfermagem SN • Elevar o leito a altura adequada ao trabalho • Lavar as mãos (antissepsia direta) • Manter privacidade do cliente • Organizar material (bandeja e leito) • Posicionar cliente – Mulher: supina com joelhos flexionados (apoio com travesseiros) – Homem: posição supina com as coxas levemente abduzidas DISTRIBUIÇÃO DOS CAMPOS E POSICIONAMENTO PARA CATETERISMO MULHER 1- Posição dorsal (supino) com joelhos flexionados 2- Decúbito lateral ( Sims) Com a perna flexionada no quadril HOMEM 1- Posição supina com as coxas levemente contraídas. PROCEDIMENTO • Cobrir o cliente: – Mulher: lençol na diagonal. Elevar a camisola sobre os quadris – Homem: lençol cobrir parte superior do tronco e MMII com roupa de cama. Expondo apenas a genitália • Calçar luvas de procedimento • Realizar higiene íntima; secar CATETERISMO VESICAL FEMININO Higiene íntima 2 23 4 CATETERISMO MASCULINO Higiene íntima 1 PROCEDIMENTO • Remover e descartar luvas • Lavar as mãos (antissepsia direta) • Posicionar o foco de luz para área perineal • Abrir pacote de cateterização e o (cateter se empacotados separados) • Organizar suprimentos sobre campo estéril – Solução estéril em cuba – Bolas de algodão – Lubrificante – Seringa com água (bandeja) – Frasco para coleta de amostra • Calçar luvas estéreis PROCEDIMENTO • Testar o balão (cateter de Demora) • Colocar campo estéril – Mulher: campo fenestrado (períneo) – Colocar o campo sobre as coxas, logo abaixo do pênis PROCEDIMENTO • Colocar o lubrificante sobre superfície do cateter – Mulher: 2,5 a 5 cm – Homem: 7,5 a 12,5 cm • Limpar meato uretral PROCEDIMENTO • Pegar cateter com a mão dominante enluvada a aproximadamente 5 cm da ponta do cateter • Segurar extremidade do cateter enrolada frouxamente na palma da mão • Colocar a extremidade distal do cateter no recipiente da bandeja receptor da urina (caso não esteja conectado à borracha de drenagem e bolsa coletora PROCEDIMENTO • Inserir o cateter • Coletar amostra da urina SN • Deixar a bexiga esvaziar completamente • Remover cateter de uso único intermitente • Inflar o balão do cateter de demora • Conectar a extremidade final do cateter à borragem e à bolsa coletora (pré-conectados) PROCEDIMENTO • Fixar cateter – Mulher: face interna da coxa – Homem: fixar na parte superior da coxa ou abdome inferior PROCEDIMENTO • Verificar se não há obstrução ou dobraduras • Remover luvas e descartar materiais, campos nos recipientes apropriados • Encaminhar frasco de urina ao laboratório • Lavar as mãos • Auxiliar o cliente a ficar em uma posiçãoconfortável, orientando decúbitos • Alertar o cliente a não puxar o cateter • Palpar a bexiga • Observar drenagem • Registrar em prontuário REMOÇÃO DO CATETER DE DEMORA MATERIAIS • Toalha descartável • Recipiente para lixo • Seringa estéril • Luvas de procedimento PROCEDIMENTO • Posicionar cliente • Remover adesivo • Colocar toalha entre / sobre as coxas do cliente • Inserir a seringa dentro da entrada da injeção • Retirar toda solução para desinflar o balão • Puxar o cateter lentamente CUIDADOS COM SISTEMA DE DRENAGEM Conecte a drenagem na armação inferior da cama Observar as características e a quantidade de urina no sistema de drenagem Ver se não tem urina vazando do cateter ou conexões do tubo ESVAZIAMENTO DA BOLSA COLETORA CATETER TIPO CONDOM (PRESERVATIVO) Avaliar a condição do pênis e da bolsa escrotal Avaliar saúde mental do paciente Aparar o pelo da base do pênis SN Deixar um espaço de 2,5 a 5 cm entre a extremidade do pênis e o final do cateter Use adesivo elástico com a técnica em espiral Observe a drenagem urinária TÉCNICA DE COLETA DE URINA GLOSSÁRIO • Anúria: ausência na produção de urina pelos rins • Oligúria: capacidade diminuída para formar urina. • Poliúria: produção e eliminação de quantidades excessivas de urina. • Diaforese: suor. • Disúria: dificuldade a micção. • Uretrite: infecção da uretra • Cistite: infecção da bexiga. • Pielonefrite- infecção da pelve renal • ITU: infecção do trato urinário • Litíase: formação de cálculos. • Enurese: diurese involuntária (durante o sono) • Incontinência: esforço, funcional, reflexa, urgência e total REFERENCIAL BÁSICA • POTTER, A.P.; PERRY, A.G. Fundamentos de Enfermagem. 4ª ed. Vol. 2. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999, págs. 1186-1219