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REABILITAÇÃO EM AMPUTADOS
Conceitos e Princípios de Tratamento Reabilitacional
Prof. Diego Benatto Guedes
DEFINIÇÃO
Amputação é o procedimento cirúrgico mais antigo que se tem conhecimento e significa a retirada, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro.
A amputação não deve ser considerado como fim, e sim como o início de uma nova fase, que tem como principal objetivo manter e/ou devolver a dignidade e funcionalidade do paciente.
AMPUTAÇÕES
Necessitam para sua reabilitação de uma equipe multidisciplinar
Não consiste somente na protetização
Arte de auxiliar o indivíduo amputado a satisfazer suas necessidades
A prótese deve estar inserida no meio de vida do paciente
ETIOLOGIA
A causa mais frequente de amputações é por doenças vasculares periférica, combinada ou não com diabetes.
Acredita-se em que, dentre todas as amputações, as de membros inferiores ocorrem em 85% dos casos, sendo suas causas mais comuns: 
 - Insuficiência vascular periférica como consequência de diabetes
 - Aterosclerose
 - Embolias
 - Tromboses arteriais 
 - Traumatismos e 
 - Tumores malignos
Das causas vasculares que levam a amputação, o diabetes corresponde a 80%, e as taxas de mortalidade associada à amputação variam de 6 a 17%.
RELAÇÃO DO NÍVEL GLICÊMICO
ETIOLOGIA
Adquiridas ou Congênitas
Superior - trauma - 75 % entre homens de 15-45 anos
Inferior - vasculares/diabetes (75%)
Trauma (20%)
Tumores (5%)
Em crianças a causa mais comum são os tumores
ETIOLOGIA
NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO (MMII)
Potencial de reabilitação
Níveis
Artelhos
Ressecção de raios
Transmetatarsianas
Syme
Transtibial
Desarticulação do joelho
Transfemoral
Desarticulação do quadril
Hemipelvectomia
AMPUTAÇÃO DOS ARTELHOS
Hálux
Encurtamento do passo pela déficit de impulsão final
Segundo artelho
Tendência a hálux valgo
RESSECÇÃO DE RAIOS
TRANSMETATARSIANA
TRANSMETATARSAL DE LISFRANC
Não funcional
Ação de dorsiflexores
Luxação póstero-superior do calcâneo
Eqüinismo do coto
Descarga de peso corporal numa área pouco recoberta de partes moles
Úlceras de pressão
MEDIOTARSAL OU TALOTARSAL DE CHOPART
Protetização precária
Complicação: deformidade em eqüino por instabilidade da articulação calcâneo-talar
Para evitar:
Reinserção dos flexores dorsais na face anterior do calcâneo
Artrodese subtalar e tibiotársica com tornozelo em neutro
BOYD E PIROGOFF
Variação do Chopart
Retirada do tálus
Artrodese do calcâneo na tíbia
Válidos na situação onde não há presença do protético
Boyd
Calcâneo em posição horizontal
Pirogoff
Calcâneo em posição vertical
DESARTICULAÇÃO DO TORNOZELO - SYME
Remoção de todo o pé (a nível subcondral da tíbia) e dos maléolos
Técnica original
Remoção da cartilagem articular da tíbia
Maior estabilidade do retalho plantar
Técnica variante (em 2 tempos)
Tendência de luxação do retalho por não remover a cartilagem
TRANSTIBIAL
Sucesso de protetização de 75 a 90% nos idosos
Nível ideal
Transição musculotendínea do gastrocnêmio até a tuberosidade anterior da tíbia
Desarticulação do joelho
Manutenção de equilíbrio entre flexores e extensores, adutores e abdutores do quadril
Descarga terminal do peso no coto
Marcha de boa qualidade
TRANSFEMORAL
Nível ideal
Até 8cm abaixo do trocânter menor
10cm acima do joelho
Classificação (Krusen)
Longa acima do joelho: preserva 55 a 75% do comprimento do fêmur
Média: preserva 35 a 55% docomprimento do fêmur
Curta: preserva < 35% de comprimento do fêmur
TRANSFEMORAL
DESARTICULAÇÃO DO QUADRIL
Protetização difícil nos idosos
Complexidade do aparelho
Gasto energético
Velocidade de marcha menor que com muleta apenas
Ausência de estruturas músculo-esqueléticas para mobilizar a prótese
HEMIPELVECTOMIA
Semelhante a desarticulação do quadril
Apoio no gradeado costal
Pode apresentar dificuldades para sentar-se
85% dos casos abandonam o uso da prótese
CIRURGIA
Não encarar como fracasso terapêutico
Ser realizada por especialistas
Deve criar condições para o surgimento de um novo membro
Atenção cuidadosa deve ser dada ao nível de amputação
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
pré operatória: avaliar condição corporal, educação do paciente, discussão do nível, planos
cirurgia: manejo adequado de todas estruturas
pós cirúrgica: dor, curativo, apoio emocional
pré protética: moldar, ganho força
prescrição: consenso da equipe
treinamento: usar prótese
integração na comunidade
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
Reabilitação vocacional
Acompanhamento: suporte protético, funcional, médico, e emocional
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
REABILITAÇÃO DE AMPUTADOS
Definição
Equipe multidisciplinar
Recuperação funcional
Melhoria da qualidade de vida
COM OU SEM PROTETIZAÇÃO
CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS
Avaliação do estado físico e das habilidades
Força muscular
Amplitude de movimento
Marcha
Presença ou não das deformidades
Avaliação do membro contralateral
Esclarecimento sobre programa de reabilitação
Prevenção de imobilismo, escaras
Fisioterapia

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