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TRABALHO AULA 7

Atividade de Neurociências (Fisioterapia) sobre quadros clínicos de AVE nas áreas de Broca e Wernicke. Apresenta histórico das descobertas, afasia de Broca (disfasia expressiva, não fluente, alterações na escrita) e afasia de Wernicke (déficit de compreensão, fala fluente sem sentido) e fascículo arqueado.

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UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU 
Neurociências – Fisioterapia 2020 
Atividade referente a aula 7 
 
Qual o quadro clínico poderíamos esperar de 
um paciente acometido por AVE na área de Broca? E, se esta mesma 
lesão acontecesse na área de Wernicke, quais seriam as 
características deste paciente ? 
Antes de falar do acometimento de AVE na área de Broca, primeiramente vamos 
entender melhor o que de fato é a área de Broca. 
Pierre Paul Broca, foi um renomado cientista e pesquisador, o que confere a 
Broca o lugar na história da medicina é a sua descoberta do "centro da 
linguagem" no cérebro, na região do lobo frontal. Broca foi influenciado pelos 
esforços de Franz Joseph Gall em mapear as funções superiores no encéfalo; 
contudo, em vez de correlacionar o comportamento com calombos no crânio, ele 
correlacionou evidências clínicas de afasia (perda total ou parcial da capacidade 
de se comunicar) com lesões encefálicas descobertas post-mortem. Em 1861, 
ele escreveu: "Eu acreditava que, se houvesse uma ciência frenológica, seria a 
frenologia das circunvoluções (no córtex), e não a frenologia dos calombos (na 
cabeça)". Com base nessa percepção, Broca fundou a neuropsicologia, uma 
ciência dos processos mentais que ele diferenciou da frenologia de Gall. 
Esta descoberta é fruto de seus estudos sobre os cérebros dos pacientes 
com afasia. Em 1861, Broca descreveu um paciente, Leborgne, que, como 
resultado de um acidente vascular encefálico, não podia falar, embora pudesse 
compreender a linguagem perfeitamente bem. Esse paciente não apresentava 
déficits motores da língua, da boca ou das pregas vocais que pudessem afetar 
sua capacidade de falar. Na verdade, ele podia emitir palavras isoladas, assobiar 
e cantar uma melodia sem dificuldades. No entanto, não conseguia falar de 
forma gramaticamente correta ou criar sentenças completas e também não 
conseguia exprimir ideias escrevendo. Exames post-mortem do encéfalo desse 
paciente mostraram uma lesão na região posterior do lobo frontal, agora 
denominada área de Broca. Broca estudou oito pacientes semelhantes, todos 
com lesões nessa região, e em todos os casos a lesão estava localizada no 
hemisfério cerebral esquerdo. Essa descoberta levou Broca, em 1864, a 
anunciar: "Nous parlons avec l'hémisphère gauche!" (Nós falamos com o 
hemisfério esquerdo!). Esta disfunção passou a ser chamada de Afasia de 
Broca, e a área lesionada como Área de Broca 
 
Acometimento de AVE na Área de Broca 
É esperado que o paciente com acometimento por AVE na área de broca 
apresente uma disfasia de expressão, motora ou não fluente. O paciente 
apresenta uma dificuldade para se expressar, pode ser até capaz de 
compreender o que lhe é falado, mas nem sempre é capaz de falar o que sente 
ou o que quer. Constata-se dificuldade na compreensão oral e escrita, perda da 
capacidade de escrever. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rebro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_frontal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Joseph_Gall
https://pt.wikipedia.org/wiki/Afasia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Afasia_de_Broca
https://pt.wikipedia.org/wiki/Afasia_de_Broca
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rea_de_Broca
 
Novamente, antes de falar do acometimento de AVE na área de Wernicke, 
vamos entender melhor sobre essa área. 
A área recebe o nome em homenagem a Carl Wernicke, um neurologista e 
psiquiatra alemão. Ele observou que nem todos os déficits de linguagem eram 
resultado de danos à área de Broca, descrita por Paul Broca. Karl notou que 
lesões na região posterior esquerda do giro temporal superior resultavam em 
déficits na compreensão da linguagem. 
De acordo com Snell, Richard S. (2010) Clinical Neuroanatomy, mais de 90% da 
população adulta é destra e, portanto, o seu hemisfério esquerdo é dominante. 
Em cerca de 96% da população adulta, o hemisfério esquerdo é dominante para 
a fala. 
A área de Wernicke está conectada à área de Broca por um feixe de fibras 
nervosas, denominado fascículo arqueado 
 
Acometimento de AVE na Área de Wernicke 
Se a lesão ocorrer na área de Wernicke, o paciente apresentaria déficit de 
compreensão daquilo que é falado para ele, o paciente não e capaz de entender 
o que estamos solicitando (exemplo: é como se falássemos em outro idioma com 
o paciente), a fluência pode estar presente, porém sem significado claro do que 
ele está falando (uso de jargões ou estereotipias), a comunicação é inefetiva e 
normalmente o paciente não entende que não está sendo capaz de se expressar 
corretamente. Pode por vezes compreender ordens simples, ou seja, uma ordem 
dada de cada vez. 
 
Resumindo: a principal diferença entre a área de Broca e a Área de Wernicke 
é que a primeira é responsável por planificar o modo de falar, e a segunda 
garante que compreendemos o que nos é dito. 
Em seguida, mostramos uma imagem da conexão entre a área de Broca e 
Wernicke através do fascículo arqueado: 
 
 
 
Aluna: Suzana Bonfils Silva Passos RA 819148202 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Wernicke
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Broca

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