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1
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
2006
2
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
© © © © © 2006. SENAI-SP
Metrologia para Mecânica Automotiva
Publicação organizada e editorada pela Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo”
Coordenação geral
Coordenador do projeto
Elaboração e
organização do conteúdo
Editoração
Newton Luders Marchi
Márcio Vieira Marinho
Ulisses Miguel
Teresa Cristina Maíno de Azevedo
SENAI
Telefone
Telefax
E-mail
Home page
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo”
Rua Moreira de Godói, 226 - Ipiranga - São Paulo-SP - CEP. 04266-060
(0xx11) 6166-1988
(0xx11) 6160-0219
senaiautomobilistica@sp.senai.br
http://www.sp.senai.br/automobilistica
3
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO 5
INTRODUÇÃO 7
UM BREVE HISTÓRICO DAS MEDIDAS 9
OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS 15
• Soma ou adição 15
• Subtração 16
• Multiplicação 17
• Divisão 18
• Fração 20
UNIDADES DE MEDIDAS 21
• O sistema inglês 21
• Leitura de medida em polegada 22
• Leitura de medida em milímetros 31
CÍRCULO GEOMÉTRICO 37
• Ângulos 38
• Graus decimais 44
INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO 45
• Paquímetro 45
• Micrômetro 58
• Relógio comparador 77
• Calibradores de raio e lâminas calibradoras 83
• Torquímetro - chave dinamométrica 84
• Goniômetro 95
TABELAS 99
REFERÊNCIAS 105
4
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
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METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
APRESENTAÇÃO
A finalidade desta apostila é a de facilitar a compreensão sobre operações fundamentais de
cálculo, metrologia, instrumentos de medição e unidades de medidas.
As operações de cálculo são de grande importância para o mecânico assim como a perfeita
utilização dos Instrumentos de Medição.
A leitura atenta desta apostila será muito importante para você. Leia uma, duas, três....,
quantas vezes forem necessárias. Lembre-se que muitas vezes os ensinamentos adquiridos
nos bancos escolares e as noções aprendidas no dia-a-dia da oficina precisam ser reavivados
e reordenados para um melhor desempenho profissional.
Esperamos que você tire o máximo proveito do Treinamento. E que à medida que você se
atualize, possa crescer cada vez mais na profissão que abraçou.
Bom Treinamento!
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METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
7
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
INTRODUÇÃO
Um comerciante foi multado porque sua balança não pesava corretamente as mercadorias
vendidas. Como já era a terceira multa, o comerciante resolveu ajustar sua balança. Nervoso,
disse ao homem do conserto:
– Não sei por que essa perseguição. Uns gramas a menos ou a mais, que diferença faz?
Imagine se todos pensassem assim. Como ficaria o consumidor?
E, no caso da indústria mecânica que fabrica peças com medidas exatas, como conseguir
essas peças sem um aparelho ou instrumento de medidas?
Você vai entender a importância das medidas em mecânica.
Antes de iniciarmos o estudo, vamos mostrar como se desenvolveu a necessidade de medir,
e os instrumentos de medição. Você vai perceber que esses instrumentos evoluíram com o
tempo e com as novas necessidades.
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METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
9
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
UM BREVE HISTÓRICO DAS MEDIDAS
Como fazia o homem, cerca de 4.000 anos atrás para medir comprimentos? As unidades
de medidas primitivas estavam baseadas em partes do corpo humano, que eram referências
universais, pois ficava fácil chegar-se a uma medida que podia ser verificada por qualquer
pessoa. Foi assim que surgiram medidas padrão como a polegada, o palmo, o pé, a jarda,
o passo e a braça.
10
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Algumas dessas medidas-padrão continuam sendo empregadas até hoje. Veja os seus
correspondentes em centímetros:
1 polegada = 2,54cm
1 pé = 30,48cm
1 jarda = 91,44cm
O Antigo Testamento é um dos registros mais antigos da história da humanidade. E lá, no
Gênesis, lê-se que o Criador mandou Noé construir uma arca com dimensões muito
específicas, medidas em côvados.
O côvado era uma medida-padrão da região onde morava Noé e é equivalente a três palmos,
aproximadamente, 66cm.
Em geral, essas unidades eram baseadas nas medidas do corpo do rei, sendo que tais
padrões deveriam ser respeitados por todas as pessoas que, naquele reino fizessem as
medições.
Há cerca de 4.000 anos, os egípcios usavam como padrão de medida de comprimento, o
cúbito, distância do cotovelo à ponta do dedo médio.
Cúbito é o nome de um dos ossos do antebraço. Como as pessoas têm tamanhos diferentes,
o cúbito variava de uma pessoa para outra, ocasionando as maiores confusões nos resultados
nas medidas.
11
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Para serem úteis, era necessário que os padrões fossem iguais para todos. Diante desse
problema, os egípcios resolveram criar um padrão único: em lugar do próprio corpo, eles
passaram a usar, em suas medições, barras de pedra com o mesmo comprimento. Foi
assim que surgiu o cúbito-padrão.
Com o tempo, as barras passaram a ser construídas de madeira para facilitar o transporte.
Como a madeira logo se gastava, foram gravados comprimentos equivalentes a um cúbito-
padrão nas paredes dos principais templos. Desse modo, cada um podia conferir
periodicamente sua barra ou mesmo fazer outras, quando necessário.
Nos séculos XV e XVI, os padrões mais usados na Inglaterra para medir comprimentos
eram a polegada, o pé, a jarda e a milha.
Na França, no século XVII, ocorreu um avanço importante na questão de medidas. A toesa,
que era então utilizada como unidade de medida linear, foi padronizada em uma barra de
ferro com dois pinos nas extremidades e, em seguida, chumbada na parede externa do
Grand Chatelet, nas proximidades de Paris. Dessa forma, assim como o cúbito-padrão,
cada interessado poderia conferir seus próprios instrumentos. Uma toesa é equivalente a
seis pés, aproximadamente 182,9cm.
Entretanto, esse padrão também foi se desgastando com o tempo e teve que ser refeito.
Surgiu então, um movimento no sentido de estabelecer uma unidade natural, isto é, que
pudesse ser encontrada na natureza e, assim ser
facilmente copiada constituindo um padrão de medida.
Havia também outra exigência para essa unidade: ela
deveria ter seus submúltiplos estabelecidos segundo o
sistema decimal. O sistema decimal já havia sido
inventado na Índia, quatro séculos antes de Cristo.
Finalmente, um sistema com essas características foi
apresentado por Talleyrand, na França, num projeto que
se transformou em lei naquele país, sendo aprovada
em 8 de maio de 1790. Estabelecia-se, então, que a
nova unidade deveria ser igual à décima milionésima parte de um quarto do meridiano
terrestre.
Essa nova unidade passou a ser chamada metro (o termo grego metron significa medir).
12
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Os astrônomos franceses Delambre e Mechain foram incumbidos de medir o meridiano.
Utilizando a toesa como unidade, mediram a distância entre Dunkerque (França) e Montjuich
(Espanha). Feitos os cálculos, chegou-se a uma distância que foi materializada numa barra
de platina de secção retangular de 4,05 x 25mm. O comprimento dessa barra era equivalente
ao comprimento da unidade padrão metro, que assim foi definido:
Foiesse metro transformado em barra de platina que passou a ser denominado metro dos
arquivos.
Com o desenvolvimento da ciência, verificou-se que uma medição mais precisa do meridiano
fatalmente daria um metro um pouco diferente. Assim, a primeira definição foi substituída
por uma segunda:
Escolheu-se a temperatura de zero grau Celsius por ser, na época, a mais facilmente obtida
com o gelo fundente.
No século XIX, vários países já haviam adotado o sistema métrico. No Brasil, o sistema
métrico foi implantado pela Lei Imperial nº 1157, de 26 de junho de 1862. Estabeleceu-se,
então, um prazo de dez anos para que padrões antigos fossem inteiramente substituídos.
Com exigências tecnológicas maiores, decorrentes do avanço científico, notou-se que o
metro dos arquivos apresentava certos inconvenientes. Por exemplo, o paralelismo das
faces não era assim tão perfeito. O material, relativamente mole, poderia se desgastar e a
barra também não era suficientemente rígida.
Para aperfeiçoar o sistema, fez-se um outro padrão que recebeu:
• seção transversal em X para ter maior estabilidade;
• uma adição de 10% de irídio para tornar seu material
mais durável;
• dois traços em seu plano neutro de forma a tornar a
medida mais perfeita.
Metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre.
Metro é a distância entre os dois extremos da barra de platina depositada nos arquivos da
França e apoiada nos pontos de mínima flexão na temperatura de zero grau Celsius.
13
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Assim, em 1889, surgiu a terceira definição:
Atualmente, a temperatura de referência para calibração é de 20ºC. É nessa temperatura
que o metro utilizado em laboratório de metrologia tem o mesmo comprimento do padrão
que se encontra na França, na temperatura de zero grau Celsius.
Ocorreram ainda, outras modificações. Hoje, o padrão do metro em vigor no Brasil é
recomendado pelo INMETRO, baseado na velocidade da luz de acordo com decisão da 17ª
Conferência Geral dos Pesos e Medidas de 1983.
O INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), em sua
resolução 3/84, assim definiu o metro:
É importante observar que todas essas definições somente estabeleceram com maior
exatidão o valor da mesma unidade: o metro.
Medidas inglesas
A Inglaterra e todos os territórios dominados há séculos por ela, utilizavam um sistema de
medidas próprio facilitando as transações comerciais ou outras atividades de sua sociedade.
Acontece que o sistema inglês difere totalmente do sistema métrico que passou a ser o
mais usado em todo o mundo. Em 1959, a jarda foi definida em função do metro, valendo
0,91440m. As divisões da jarda (3 pés; cada pé com 12 polegadas) passaram, então, a ter
seus valores expressos no sistema métrico:
• 1 yd (uma jarda) = 0,91440m
• 1 ft (um pé) = 304,8mm
• 1 inch (uma polegada) = 25,4mm
Metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo, durante o intervalo de
tempo de do segundo.1
299.792.458
Metro é a distância entre os eixos de dois traços principais marcados na superfície neutra
do padrão internacional depositado no B.I.P.M. (Bureau Internacional des Poids et Mésures),
na temperatura de zero grau Celsius e sob uma pressão atmosférica de 760 mmHg e
apoiado sobre seus pontos de mínima flexão.
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METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Padrões do metro no Brasil
Em 1826, foram feitas 32 barras-padrão na França. Em 1889, determinou-se que a
barra nº 6 seria o metro dos arquivos e a de nº 26 foi destinada ao Brasil. Este metro-padrão
encontra-se no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).
Múltiplos e submúltiplos do metro
A tabela abaixo é baseada no Sistema Internacional de Medidas (SI).
NOME
MÚLTIPLOS E SUBMÚLTIPLOS DO METRO
SÍMBOLO FATOR PELO QUAL A UNIDADE É MÚLTIPLICADA
Exametro
Peptametro
Terametro
Gigametro
Megametro
Quilômetro
Hectômetro
Decâmetro
Metro
Decímetro
Centímetro
Milímetro
Micrometro
Nanometro
Picometro
Fentometro
Attometro
Em
Pm
Tm
Gm
Mm
km
hm
dam
m
dm
cm
mm
mm
nm
pm
fm
am
1018 = 1 000 000 000 000 000 000 m
1015 = 1 000 000 000 000 000 m
1012 = 1 000 000 000 000 m
109 = 1 000 000 000 m
106 = 1 000 000 m
103 = 1 000 m
102 = 100 m
101 = 10 m
100 = 1 m
10-1 = 0,1 m
10-2 = 0,01 m
10-3 = 0,001 m
10-6 = 0,000 001 m
10-9 = 0,000 000 001 m
10-12 = 0,000 000 000 001 m
10-15 = 0,000 000 000 000 001 m
10-18 = 0,000 000 000 000 000 001 m
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METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS
SOMA OU ADIÇÃO
É a operação em que juntamos diversas unidades da mesma espécie. Os números de que
se compõe a soma chamam-se parcelas e o resultado chama-se soma ou total.
Para a soma de números decimais, as parcelas são colocadas da mesma forma que para
a soma de números inteiros, porém, de maneira que as vírgulas fiquem em uma só coluna.
Exemplos:
 805
+ 34
 839 soma / total
 44678,79324
 + 9867,9632
 54546,75644
 86,774
 + 5,68
 92,454
 27,654
 + 136,283
 163,937
 66,45
 + 52,73
 119,18
 24,4
 + 7,3
 31,7
ce
nt
en
as
de
ze
na
s
un
id
ad
e
ví
rg
ul
a
dé
ci
m
os
ce
nt
és
im
os
m
ilé
si
m
os
parcelas
16
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Exercícios
SUBTRAÇÃO
É a operação através da qual tiramos de um conjunto algumas de suas unidades. Os números
de que se compõe a subtração chamam-se minuendo, subtraendo e o resultado chama-se
diferença.
Para subtrair, deve-se escrever o número maior acima do menor e como na soma, deve-se
observar o correto posicionamento dos números para que as vírgulas fiquem na mesma
coluna.
Exemplos:
 5,36
 + 40,89
 644
 + 6,35
 29,380
 + 22,64
 98,4237
 + 54,87
 49,4
 + 8,902
 83 minuendo
- 42 subtraendo
 41 resto / diferença
 7 3 , 5 2
- 4 2 , 4 4 6
 3 1 , 0 7 4
 6386,3
 - 3798,437
 2587,863
 148,02
 - 21,415
 126,605
 478,06
 - 390,85
 87,21
 87
 - 46
 41
 13
 - 3
 10
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METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Exercícios
MULTIPLICAÇÃO
É a operação abreviada da soma de um número quando feita repetidas vezes.
Em números decimais (que apresentam a vírgula), observe as casas que se encontram à
direita da vírgula no multiplicando e no multiplicador e efetuar a operação conforme o exemplo.
Exemplos:
 2968,5
 - 326,78
 48,133
 - 0,281
 52,10
 - 5,8
 239,79
 - 147,28
 28,59
 - 2,09
384
384
+ 384
384
384
 1920
 3 2 4 , 8 7
x 1 2 , 3
 9 7 4 6 1
 6 4 9 7 4 +
 3 2 4 8 7 + +
 3 9 9 5,9 0 1
Número de casa depois da vígula = 3
Colocar a vírgula a partir da última casa
 2 3 , 3 0
 x 2 3
 6 9 9 0
 4 6 6 0 +
 5 3 5,9 0
 3 6 , 2
 x 1 2
 7 2 4
 3 6 2 +
 4 3 4,4
 1 2 0
 x 4
 4 8 0
 384 multiplicando
 x 5 multiplicador
 1920 produto
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METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
ExercíciosDIVISÃO
É uma operação inversa à multiplicação.
Quando se efetua a operação de divisão com números decimais (que apresentam vírgula),
faz-se a seguinte transformação:
1º Iguala-se as casas depois da vírgula do dividendo e do divisor.
2º Retira-se a vírgula.
 1 2 3
 x 5
 4 3 0
 x 3 8
 2 4 3
 x 2 , 5
 1 , 4 4
 x 3 , 4 3 5
4 , 4 0 , 2 2 3 , 4 2 0 , 6
4 , 4 0 0 , 2 2 3 , 4 2 0 , 6 0
4 4 0 2 2 3 4 2 6 0
 2 9 3 3
 2 3 9 7
 2
←←←←← divisor
←←←←← quociente
dividendo →→→→→
resto →→→→→
19
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
3º Faz-se a divisão.
Para se obter um resultado mais preciso, coloca-se a vírgula no quociente e acrescenta-se
o zero no dividendo, passando-o para o resto.
Para se obter uma precisão maior na divisão, acrescentamos os zeros necessários.
Exemplo:
Exercícios
4 4 0 2 2
0 0 0 2 0
3 4 2 6 0
 4 2 5
3 4 2 0 6 0
 4 2 0 5,
3 4 2 0 6 0
 4 2 0 5,7
 0 0
8 6 5 3, 2 4 0 8 6 5 3 2 4 0 0
 6 5 3 2 1 6
 2 5 3 2
8 6 5 3 2 4 0 0
 6 5 3 2 1 6,3
 2 5 3 2
 1 3 2 0
 1 2 0
8 6 5 3 2 4 0 0
 6 5 3 2 1 6,3 3
 2 5 3 2
 1 3 2 0
 1 2 0
 0 0
2 4 4 4 5 4 6 0 1 5 4 8, 3 3 4 2 1 5 0 0 3 8 7 6 3
20
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
FRAÇÃO
É um sistema numérico que lida com números não inteiros ou seja, fracionários.
Nomenclatura das frações
Operações matemáticas com frações
• Adição
• Subtração
• Multiplicação
• Divisão
1
2
3
4
5
7
, ,
←←←←← numerador
←←←←← traço de fração
←←←←← denominador
X
Y
1
2
3
5
5 + 6
10
+ =
11
10
=
4
7
1
6
24 - 7
42
- =
17
42
=
1
3
2
9
x =
2
27
4
9
2
5
: =
4
9
5
2
x =
20
18
10
9
=
21
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
UNIDADE DE MEDIDAS
Apesar de se chegar ao metro como unidade de medida, ainda são usadas outras unidades.
Na mecânica por exemplo, é comum usar o milímetro e a polegada.
O sistema inglês ainda é muito utilizado na Inglaterra e nos Estados Unidos, e também no
Brasil devido ao grande número de empresas procedentes desses países. Porém, esse
sistema está, aos poucos sendo substituído pelo sistema métrico. Mas ainda permanece a
necessidade de se converter o sistema inglês em sistema métrico e vice-versa.
O SISTEMA INGLÊS
O sistema inglês tem como padrão a jarda. A jarda também tem sua história. Esse termo
vem da palavra inglesa yard que significa “vara”, em referência a uso de varas nas medições.
Esse padrão foi criado por alfaiates ingleses.
No século XII, em conseqüência da sua grande utilização, esse padrão foi oficializado pelo
rei Henrique I. A jarda teria sido definida como a distância entre a ponta do nariz do rei e a de
seu polegar, com o braço esticado. A exemplo dos antigos bastões de um cúbito, foram
construídas e distribuídas barras metálicas para facilitar as medições.
Apesar da tentativa de uniformização da jarda, na vida prática não se conseguiu evitar que o
padrão sofresse modificações.
As relações existentes entre a jarda, o pé e a polegada também foram instituídas por leis,
nas quais os reis da Inglaterra fixaram que:
• 1 pé = 12 polegadas
• 1 jarda = 3 pés
• 1 milha terrestre = 1.760 jardas
22
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
LEITURA DE MEDIDA EM POLEGADA
A polegada divide-se em frações ordinárias de denominadores iguais a: 2, 4, 8,16, 32, 64,
128... Temos, então, as seguintes divisões da polegada:
1
2
"
(meia polegada)
1"
4
(um quarto de polegada)
1"
8
(um oitavo de polegada)
1"
16
(um dezesseis avos de polegada)
1"
32
(um trinta e dois avos de polegada)
1"
64
(um sessenta e quatro avos de polegada)
1"
128
(um cento e vinte e oito avos de polegada)
Os numeradores das frações devem ser números ímpares:
Quando o numerador for par, deve-se proceder à simplificação da fração:
Sistema inglês - fração decimal
A divisão da polegada em submúltiplos de 
1
2
"
 , 
1"
4
 , ... 
1"
128
 , em vez de facilitar complica os
cálculos na indústria.
Por essa razão, criou-se a divisão decimal da polegada. Na prática, a polegada subdivide-
se em milésimo e décimos de milésimo.
1”
2
3”
4
5”
8
15”
16
, , , , ...
6”
8
: 2
: 2
→ 3”
4
8”
64
: 8
: 8
→ 1”
8
23
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Exemplos:
1.003" = 1 polegada e 3 milésimos
1.1247" = 1 polegada e 1 247 décimos de milésimos
725" = 725 milésimos de polegada
Note que no sistema inglês, o ponto indica separação de decimais.
Nas medições em que se requer maior exatidão, utiliza-se a divisão de milionésimos de
polegada, também chamada de micropolegada. Em inglês, “micro inch”. É representado
por m inch.
Exemplo:
.000 001" = 1 m inch
Conversões
Sempre que uma medida estiver em uma unidade diferente da dos equipamentos utilizados,
deve-se convertê-la (ou seja, mudar a unidade de medida).
Para converter polegada fracionária em milímetro, deve-se multiplicar o valor em polegada
fracionária por 25,4.
Exemplos:
2" = 2 x 25,4 = 50,8mm
Exercícios
Converter polegada fracionária em milímetro.
a)
b)
3”
8
3 x 25,4
8
=
76,2
8
= = 9,525mm
5”
32
=
5”
16
=
24
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
c)
d) 5” =
e)
f)
g)
h)
i)
j)
A conversão de milímetro em polegada fracionária é feita dividindo-se o valor em milímetro
por 25,4 e multiplicando-o por 128. O resultado deve ser escrito como numerador de uma
fração cujo denominador é 128. Caso o numerador não dê um número inteiro, deve-se
arredondá-lo para o número inteiro mais próximo.
Exemplos:
12,7mm
simplificando:
1”
128”
=
5”
8
=1
3”
4
=
27”
64
=
33”
128
=
1”
8
=2
5”
8
=3
12,7mm =
128
12,7
25,4( ) x 128
=
0,5 x 128
128
64”
128
=
64
128
=
32
64
=
16
32
=
8
16
=
4
8
=
2
4
=
1”
2
25
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
( )
19,8mm
simplificando:
Regra prática
Para converter milímetro em polegada ordinária, basta multiplicar o valor em milímetro por
5,04, mantendo-se 128 como denominador. Arredondar, se necessário.
Exemplos:
a)
b)
OBSERVAÇÃO
O valor 5,04 foi encontrado pela relação 5,03937 que arredondada é igual a 5,04.
Exercícios
Passe para polegada fracionária.
a) 1,5875mm =
b) 19,05mm =
c) 25,00mm =
19,8mm =
128
19,8
25,4
x 128
=
99,77
128
100”
128
arredondando:
100
128
=
50
64
=
25”
32
12,7 x 5,04
128
64,008
128
=
64”
128
arredondando:
1”
2
simplificando:
19,8 x 5,04
128
99,792
128
=
100”
128
arredondando:
25”
32
simplificando:
26
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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d) 31,750mm =
e) 127,00mm =
f) 9,9219mm =
g) 4,3656mm =
h) 10,319mm =
i) 14,684mm =
j) 18,256mm =
l) 88,900mm =
m)133,350mm =
27
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
A polegada milesimal é convertida em polegada fracionária quando se multiplica a medida
expressa em milésimo por uma das divisõesda polegada, que passa a ser o denominador
da polegada fracionária resultante.
Exemplos:
Escolhendo a divisão 128 da polegada, usaremos esse número para:
• multiplicar a medida em polegada milesimal: .125" x 128 = 16"
• figurar como denominador (e o resultado anterior como numerador)
Converter .750" em polegada fracionária
Exercícios
Faça agora os exercícios. Converter polegada milesimal em polegada fracionária.
a) .625" =
b) .1563" =
c) .3125" =
d) .9688" =
e) 1.5625" =
f) 4.750" =
16
128
=
8
64
=
1”
8
.750” x 8
8
6”
8
=
3”
4
=
28
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Para converter polegada fracionária em polegada milesimal, divide-se o numerador da fração
pelo seu denominador.
Exemplos:
a)
b)
Exercícios
Converter polegada fracionária em polegada milesimal.
a)
b)
c)
d)
Para converter polegada milesimal em milímetro, basta multiplicar o valor por 25,4.
Exemplo:
Converter .375" em milímetro
.375" x 25,4 = 9,525mm
3”
8
=
3
8
= .375”
5”
16
=
5
16
= .3125”
5”
8
=
17”
32
=
1”
8
=1
9”
16
=2
29
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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Exercícios
Converter polegada milesimal em milímetro.
a) .6875" =
b) .3906" =
c) 1.250" =
d) 2.7344" =
Para converter milímetro em polegada milesimal, basta dividir o valor em milímetro por 25,4.
Exemplos:
Exercícios
Converter milímetro em polegada milesimal.
a) 12,7mm =
b) 1,588mm =
c) 17mm =
d) 20,240mm =
e) 57,15mm =
f) 139,70mm =
5,08
25,4
= .200”
18
25,4
= .7086” arredondando .709”
5,08mm →→→→→
18mm →→→→→
30
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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Representação gráfica
A equivalência entre os diversos sistemas de medidas, vistos até agora, pode ser melhor
compreendida graficamente.
Exercícios
Marque com um X a resposta correta.
1. A Inglaterra e os Estados Unidos adotam como medida-padrão:
a) ( ) a jarda
b) ( ) o côvado
c) ( ) o passo
d) ( ) o pé
2. Um quarto de polegada pode ser escrito do seguinte modo:
a) ( ) 1 . 4
b) ( ) 1 x 4
c) ( )
1"
4
d) ( ) 1 - 4
← Sistema inglês de polegada fracionária
← Sistema inglês de polegada milesimal
← Sistema métrico
31
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3. 2" convertidas em milímetro correspondem a:
a) ( ) 9,52mm
b) ( ) 25,52mm
c) ( ) 45,8mm
d) ( ) 50,8mm
4. 12,7mm convertidos em polegada correspondem a:
a) ( )
1"
4
b) ( )
1
2
"
c) ( )
1"
8
d) ( )
9"
16
LEITURA DE MEDIDAS EM MILÍMETROS
As medidas especificadas em milímetros são lidas e escritas conforme casas decimais, da
seguinte maneira:
Exemplos:
26,3 mm = vinte e seis milímetros e três décimos de milímetro
 4,82 mm = quatro milímetros e oitenta e dois centésimos de milímetro
 6,325 mm = seis milímetros e trezentos e vinte e cinco milésimos de milímetro
 0,3 mm = três décimos de milímetro
 0,05 mm = cinco centésimos de milímetro
 0,025 mm = vinte e cinco milésimos de milímetro
 0,008 mm = oito milésimos de milímetro
35,283 mm = trinta e cinco milímetros e duzentos e oitenta e três milésimos de milímetro
32
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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Perímetro
Perímetro é o nome dado à medida do contorno de um corpo qualquer, onde a maneira de
ser obtido varia de acordo com o formato do corpo. A unidade de medida do perímetro é o m
(metro). A seguir, veremos alguns exemplos de cálculos de perímetros (P).
Retângulo ou Quadrado
Triângulo
Circunferência
 d = diâmetro
 r = raio
Milímetros Metros Unidade de medida Abreviatura
1.000.000 mm
 100.000 mm
 10.000 mm
 1.000 mm
 100 mm
 10 mm
 1 mm
 0,1 mm
 0,01 mm
 0,001 mm
1.000 m
 100 m
 10 m
 1 m
0,1 m
0,01 m
0,001 m
0,0001 m
0,00001 m
0,000001 m
quilômetro
hectômetro
decâmetro
metro
decímetro
centímetro
milímetro
décimo de milímetro
centésimo de milímetro
milésimo de milímetro
km
hm
dam
m
dm
cm
mm
0.1 mm
0.01 mm
0,001 mm
P = a + b + c + d
P = a + b + c
 P = d.π ou P = 2.π.r
33
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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Área
Área é o nome dado à medida de superfície de um corpo qualquer, onde a maneira de ser
obtida varia de acordo com o formato do corpo. A unidade de medida da área é o m2 (metro
quadrado). A seguir veremos alguns exemplos de cálculos de áreas.
• Retângulo ou Quadrado
Exemplo:
Se L1 medir 6m e L2 medir 4m.
A = L1 x L2
A = 6m x 4m
A = 24m2
• Triângulo
Exemplo:
Se a base b medir 10cm e a altura h medir 4cm, a área A será:
Área =
base x altura
2
Área = lado x lado
A =
b x h
2
A =
10 x 4
2
A =
40
2
= 20m2
34
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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• Circunferência
Exemplo:
Se π é uma constante igual a 3,1416 e o raio é igual a 2m, a área A será:
A = π x r2
A = 3,1416 x 4
A = 12,5664m2
Volume
Volume é o espaço ocupado por um corpo, é a extensão em três dimensões. A unidade de
volume usual é o m3 e para volume internos (capacidade) a unidade é o litro.
De acordo com a forma do corpo, a maneira de se obter o volume varia, veja a seguir.
• Cubo
Exemplo:
Um cubo com L1 = 4m, L2 = 2m e h = 2m, possui um volume V de :
V = L1 x L2 x h
V = 4 m x 2 m x 2 m
V = 16 m3
Portanto, o volume do cubo é de 16 m3.
Área = π x raio2
V = L1 x L2 x h
35
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• Esfera
Exemplo:
Para um corpo esférico de raio r igual a 3m, o volume V será:
V = 37,6992m3
• Cilindro
Para a mecânica de automóveis, o volume do cilindro é o mais utilizado e é calculado da
seguinte forma.
Exemplo:
Para um cilindro de altura h igual a 90mm e raio r igual a 40mm, o volume V será:
V = π x r2 x h
V = 3,1416 x 40² x 90
V = 3,1416 x 1600 x 90
V = 452390,4mm³
V =
4
x π x r3
3
V =
4
x π x r3
3
V =
4
x 3,1416 x 33
3
V = π x r2 x h
36
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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EQUIVALÊNCIA DE MEDIDAS
Medidas lineares
Medidas de áreas
Medidas de volumes
OBSERVAÇÃO
1 litro é igual a 1000cm3. Para transformar litros em cm3 temos que usar regra de três.
Exemplo:
Quantos cm3 equivalem a 3,5 litros?
1 - 1000
3,5 - X
X = 3,5 x 1000
X = 3500cm3
Km hm dam m dm cm mm
1 100
Km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
1 10.000
Km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
1 1000
37
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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CÍRCULO GEOMÉTRICO
O estudo da circunferência é muito vasto e complexo, mas para o mecânico de automóveis
a parte deste estudo que mais interessa é a divisão da circunferência em graus e medidas
de ângulos.
A circunferência é dividida em 360° (trezentos e sessenta graus), o grau em minutos e o
minuto em segundos.
1º (um grau) = 60’ (sessenta minutos)
1’ (um minuto) = 60’’ (sessenta segundos)
38
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
ÂNGULOS
Como representar os movimentos de inclinação no mundo?
Uma equipe de astronautas prepara-se para entrar na atmosfera da Terra. É um momento
delicado, pois a nave deve ser manobrada até atingir uma inclinaçãodeterminada ou o
melhor ângulo de retorno à Terra - o único que evitará um choque destruidor. Como nesse
exemplo, em inúmeras atividades humanas aparecem inclinações e esquinas que precisam
ser calculadas e representadas. Para tanto, o homem criou com a Matemática, o
conceito de ângulo.
O ângulo define-se de acordo com o movimento das inclinações:
• Para o geômetra Euclides (360 a.C. a 275 a.C.), ângulo é a inclinação comum a duas
retas concorrentes. Em duas estradas retas que se cruzam, o ângulo é a inclinação que
guardam entre si. Já duas retas concorrentes determinam quatro regiões angulares no
plano, pois o dividem em quatro partes. Cada uma dessas regiões angulares é limitada
por duas semi-retas com a mesma origem.
• Para David Hilbert (1862 a 1943), ângulo é a figura ou a região angular limitada por um par
de semi-retas com origem comum. Todas as esquinas do mundo são ângulos.
• Para Achille Sannia (1822 a 1892), é o resultado da rotação de uma semi-reta em torno de
sua origem em relação a outra semi-reta fixa num mesmo plano. Imagine um relógio cujo
ponteiro dos minutos, por exemplo, está quebrado apontando sempre para o número 12:
o movimento do ponteiro dos segundos, em relação ao ponteiro imóvel gera um ângulo
diferente. À medida que o lado móvel avança em sua rotação, o tamanho do ângulo
aumenta.
Um ângulo pode ser simbolizado de várias formas:
• A - com um arco diante de uma letra latina maiúscula.
• Ângulo α - com uma letra grega (α, β)
• Â - assinalando o vértice do ângulo com uma letra latina maiúscula e escrevendo sobre
ela o símbolo ^ .
• AÔB - marcando com uma letra latina maiúscula o vértice e com duas letras, também
maiúsculas dois pontos quaisquer situados em cada lado do ângulo. Para nomeá-lo,
escrevemos as três letras juntas, sempre com a letra que representa o vértice no centro
e sobre elas o símbolo ^ .
39
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Podemos classificar os ângulos em:
• Retos - medem 90º
• Agudos - medem menos de 90º
• Obtusos - medem mais de 90º
• Rasos - medem 180º
• Completos - medem 360º
• Complementares - ângulos cuja soma é igual a 90º
• Suplementares - ângulos cuja soma é igual a 180º
Operações com ângulos
• Adição
Para somar numericamente dois ângulos, adicionamos primeiramente as unidades e as
sub-unidades correspondentes.
Exemplos:
- Ao somar 32° 25' 14" e 12° 49' 51", teremos:
Ao efetuar a soma desses ângulos, observamos que os segundos e os minutos resultantes
ficaram acima de 60, então devemos transformá-los na unidade superior. Para isso,
dividimos esses valores por 60.
65” / 60 = 1’ e sobram 5’
Somando o 1’ aos 74’ fornecidos pela soma, obtemos 75’. Em seguida, dividimos este
valor por 60.
75’ / 60 = 1° e sobram 15’
Somamos este 1º aos 44º obtidos na soma obtendo 45º. O resultado final será:
45° 15’ 5”
 32° 25' 14"
+ 12° 49' 51"
 44° 74' 65"
40
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
- Ao somar 22º 30’ e 22º 30’, teremos:
O resultado final será 45º.
Quando os segundos ou minutos têm soma que excede a 60, devemos transformá-los.
Exemplo:
Efetuando as transformações teremos:
 62” = 1’ 02” →→→→→
 73’ = 1° 13’ →→→→→
• Subtração
Para subtrair dois ângulos é preciso que os números de graus, minutos e segundos do
minuendo sejam maiores que os do subtraendo. Sendo assim, subtraem-se segundos
de segundos, minutos de minutos e graus de graus. Nos casos em que alguma expressão
do minuendo for menor que a do subtraendo, temos que fazer as seguintes transformações
no minuendo: 1º em 60’ e 1’ em 60”, até poder realizar a subtração em todas as unidades.
Exemplo:
Realizar a diferença entre 28º 12’ 34” e 13º 40’ 52”.
 22° 30'
+ 22° 30'
 44° 60' = 45º
 5° 40' 10"
+ 10° 32' 52"
 15° 72' 62"
 15° 72'
+ 1' 02"
 15° 73' 02"
 15° 00' 02"
+ 1° 13’
 16° 13' 02"
 28° 12' 34"
- 13° 40' 52"
41
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Como há menos segundos no minuendo do que no subtraendo, transformamos 1’ dos 12’
que existem no minuendo em segundos, multiplicando-o por 60. Ao resultado 60” somamos
os 34” existentes totalizando 94”. Restam 11’ que são insuficientes. Transformamos 1º
em minutos multiplicando-o por 60. Ao resultado 60’ somamos os 11’ existentes, totalizando
71’. O resultado final é:
Assim, como na soma, coloca-se a unidade igual alinhada sobre a outra e efetua-se a
subtração como se fosse um número inteiro.
Exemplo:
Como não é possível efetuar a operação, faz-se a transformação:
28º 56’ 30” = 28º 55’ 90”
onde teremos:
 27° 71' 94"
- 13° 40' 52"
 14° 31' 42"
 28° 56' 30"
- 15° 38' 49"
 28° 55' 90"
- 15° 38' 49"
 13° 17' 41"
42
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
• Multiplicação
Para multiplicar numericamente um número por um ângulo, multiplica-se o número pelos
segundos, minutos e graus, respectivamente.
Exemplo:
Como o número de segundos e de minutos são maiores do que 60, temos que transformá-
los na unidade superior.
186” / 60 = 3’ e sobram 6”
Somamos os 3’ aos 138’ e obtemos 141’.
141’ / 60 = 2º e sobram 21’
Somamos os 2º aos 66º e obtemos 68º. O resultado final é: 68° 21' 6"
• Divisão
Para dividir um ângulo por um número é preciso dividir os graus, os minutos e os segundos
pelo número. Deve-se considerar que os diferentes restos obtidos deverão ser previamente
transformados na unidade inferior.
Exemplo:
Realizar a divisão de 356º 13’ 38” por 12.
Se o número de graus for menor que o número pelo qual estamos dividindo, transformamos
os graus em minutos e damos início à divisão.
O resultado final será: 29° 41’ 8” e 2” de resto.
 11° 23' 31"
x 6
 66° 138' 186"
356°
116°
 08°
x 60
480’
12
29°
 13’
+ 480’
 493’
 13’
 1’
x 60
 60”
12
41’
 38”
+ 60”
 98”
 2”
12
8”
43
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Exercícios
1.
2. Divida 288º 36’ por 6.
3. Multiplique 18º 8’ 12” por 4.
 86° 26' 45"
+ 18° 34' 34"
 48° 47'
- 16° 38' 34"
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METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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GRAUS DECIMAIS
Em algumas literaturas encontramos medidas de ângulos expressas em graus decimais.
Por exemplo: 2,8º ; 3,4º ; 5,6º ; etc.
Para convertermos graus decimais em graus sexagesimais temos que efetuar o seguinte:
2,8º → 2º e 0,8 x 60’ = 48’
2,8º = 2º 48’
Para convertermos o inverso, fazemos o seguinte:
3º 48’ → 3º e 48 ÷ 60’ = 0,8’
3º 48’ = 3,8º
Exercícios
Transforme em graus sexagesimais.
3,4° =
4,7º =
1,2º =
5,9º =
4º 12’ =
2º 26’ =
6º 54’ =
8º 38’ =
45
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
PAQUÍMETRO
Paquímetro é um instrumento de medição utilizado para medir pequenas peças e suas
dimensões internas, externas, de profundidade e de ressaltos.
O paquímetro é geralmente feito em aço inoxidável, com superfícies planas e polidas cujas
graduações são calibradas a 20ºC. É constituído de uma régua graduada com encosto fixo,
sobre a qual desliza um cursor.
O cursor ajusta-se à régua e permite sua livre movimentação com um mínimo de folga e é
dotado de uma escala auxiliar, chamada nônio ou vernier que permite a leitura de frações da
menor divisão da escala fixa.
1. orelha fixa
2. orelha móvel
3. nônio ou vernier (polegada)
4. parafuso de trava
5. cursor
6. escala fixa de polegadas7. bico fixo
8. encosto fixo
9. encosto móvel
10. bico móvel
11. nônio ou vernier (milímtero)
12. impulsor
13. escala fixa de milímetros
14. haste de profundidade
46
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Precisão do paquímetro
As diferenças entre a escala fixa e a escala móvel de um paquímetro podem ser calculadas
pela sua precisão. Precisão é a menor medida que o instrumento oferece e é calculada pela
seguinte fórmula:
 Precisão =
Por exemplo:
Um nônio com 10 divisões terá a precisão de 0,1mm, pois aplicando a fórmula obtem-se:
Precisão = = 0,1mm
Se o paquímetro tiver um nônio com 20 divisões, a precisão será de 0,05mm:
Precisão = = 0,05mm
Se o paquímetro tiver um nônio com 50 divisões, a precisão será de 0,02mm:
Precisão = = 0,02mm
Leitura do paquímetro universal no sistema métrico
O princípio de leitura do paquímetro universal consiste em encontrar o ponto de coincidência
entre um traço da escala fixa com um traço do nônio.
• Escala em milímetros
Para ler a medida em milímetros inteiros deve-se contar
na escala fixa, os milímetros existentes antes do zero
do nônio. Quando o zero do nônio coincidir exatamente
com um dos traços da escala de milímetros, obtem-se
uma medida exata em milímetro.Na figura ao lado, a
leitura é 4mm.
Quando o zero do nônio não coincide exatamente com um traço da escala fixa mas fica
entre dois traços, admite-se a menor medida. A seguir, observa-se qual o ponto de coincidência
entre os traços do nônio e da escala fixa; esse ponto fornece a medida em frações de
milímetro, conforme a resolução do paquímetro.
UEF
NDN
1mm
10
1mm
20
1mm
50
onde:
UEF = unidade de escala fixa
NDN = número de divisões do nônio
47
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Exemplo de escala em milímetro e nônio com 10 divisões - Resolução = 0,1mm
Exemplo de escala em milímetro e nônio com 20 divisões - Resolução = 0,05mm
Exemplo de escala em milímetro e nônio com 50 divisões - Resolução = 0,02mm
Leitura
1,0mm → escala fixa
0,3mm → nônio (traço coincidente: 3”)
1,3mm → total (leitura final)
Leitura
103,0mm → escala fixa
0,5mm → nônio (traço coincidente: 5”)
103,5mm → total (leitura final)
Leitura
2,00mm → escala fixa
0,55mm → nônio
2,55mm → total
Leitura
107,00mm → escala fixa
0,35mm → nônio
107,35mm → total
Leitura
70,00mm → escala fixa
 0,76mm → nônio
70,76mm → total
Leitura
49,00mm → escala fixa
0,24mm → nônio
49,24mm → total
48
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Exercícios
Marque nos campos, a medida dos paquímetros de precisão 0,02mm, indicada na figura
correspondente.
a. b.
c. d.
e. f.
49
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Marque nos campos, a medida dos paquímetros de precisão 0,05mm, indicada na figura
correspondente.
a. b.
c. d.
e. f.
50
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Leitura do paquímetro universal no sistema inglês
No paquímetro em que se adota o sistema inglês milesimal, cada polegada da escala fixa
divide-se em 40 partes iguais. Cada divisão corresponde a , que é igual a .025", escrito
com um ponto antes, segundo exigência do sistema.
Como o nônio tem 25 divisões, a precisão desse paquímetro é:
Precisão = = = .001" (um milésimo de polegada)
A leitura do paquímetro no sistema inglês ou em polegadas segue o mesmo princípio da
leitura em milímetros, isto é, a contagem das polegadas existentes antes do zero do nônio.
Contam-se as unidades .025" que estão à esquerda do zero do nônio e, a seguir somam-se
os milésimos de polegada indicados pelo ponto em que um dos traços do nônio coincide
com o traço da escala fixa.
No paquímetro em que se adota o sistema inglês de polegada fracionária, a escala fixa é
graduada em polegada e frações de polegada; nesse sistema, a polegada é dividida em 16
partes iguais.
Cada divisão corresponde a de polegada. Os valores fracionários da polegada são
complementados com o uso do nônio.
1”
40
UEF
NDN
.025”
25
1”
16
Leitura
 .050” → escala fixa
+ .014” → nônio
 .064” → total
Leitura
 1.700” → escala fixa
+ .021” → nônio
 1.721” → total
51
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Para isso, é preciso primeiro calcular a precisão do nônio de polegada fracionária.
Assim, cada divisão do nônio vale . Duas divisões corresponderão a ou
e assim por diante.
Como exemplo, considere uma leitura de na escala fixa e no nônio; a medida
total equivale à soma dessas duas medidas. É importante observar que as frações devem
ser sempre simplificadas.
Num outro exemplo em que a escala fixa mostra 1 e o nônio , a medida total será:
Precisão = UEF
NDN 8
=
1”
16
P = 1”
16
: 8 =
1”
16
1
8
x = 1”
128
1”
128
2”
128
1”
64
3”
4
3”
128
3”
16
5”
128
3”
16
1 +
5”
128
⇒ 24”
128
1 +
5”
128 =
29”
128
1
⇒
52
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Exercícios
Marque nos campos, a medida dos paquímetros indicada na figura correspondente.
a. b.
c. d.
e. f.
g. h.
53
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i. j.
k. l.
n.m.
54
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ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Erros de leitura no paquímetro
Além da falta de habilidade do operador, outros fatores podem provocar erros de leitura no
paquímetro, como a paralaxe e a pressão de medição.
• Paralaxe - quando ângulo de visão do observador de um objeto é deslocado da posição
correta (perpendicular), a imagem não é real. No caso de leitura de uma medida, a
paralaxe ocasiona um erro sério, pois quando os traços do nônio e da escala estão
sobrepostos, o deslocamento do ângulo de visão faz com que cada um dos olhos projete
os traços do nônio em posição oposta à dos traços da escala fixa.
Para não cometer o erro de paralaxe, á aconselhável que se faça a leitura colocando o
paquímetro em posição exatamente perpendicular aos olhos.
• Pressão de medição - o erro de pressão de medição é originado pelo jogo do cursor
controlado por uma mola. Pode ocorrer uma inclinação do cursor em relação à régua, o
que altera a medida.
55
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
O cursor deve estar bem regulado para se deslocar com facilidade sobre a régua: nem muito
preso, nem muito solto. O operador deve regular a mola, adaptando o instrumento à sua mão.
Caso exista uma folga anormal, os parafusos de regulagem da mola devem ser ajustados
girando-os até encostar no fundo e, em seguida, retornando um oitavo de volta, aproximadamente.
Após esse ajuste, o movimento do cursor deve ser suave, porém sem folga.
Técnicas de utilização do paquímetro
O uso correto do paquímetro exige que a peça a ser medida esteja posicionada corretamente
entre os encostos, os quais devem estar limpos. É importante abrir o paquímetro com uma
distância maior que a dimensão do objeto a ser medido. Uma das extremidades da peça
deve se apoiar no centro do encosto fixo.
Convém que o paquímetro seja fechado suavemente até que o encosto móvel toque a outra
extremidade. Feita a leitura da medida, o paquímetro deve ser aberto e a peça retirada, sem
que os encostos a toquem.
56
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
A utilização dopaquímetro para determinar medidas externas, internas, de profundidade e
de ressaltos deve seguir algumas recomendações.
Nas medidas externas, a peça deve ser colocada o mais profundamente possível entre os
bicos de medição para evitar qualquer desgaste na ponta dos bicos.
Para maior segurança nas medições, as superfícies de medição dos bicos e da peça devem
estar bem apoiadas.
Nas medidas internas, as orelhas precisam ser colocadas o mais profundamente possível.
O paquímetro deve estar sempre paralelo à peça que está sendo medida.
57
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ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Para maior segurança nas medições de diâmetros internos, as superfícies de medição das
orelhas devem coincidir com a linha de centro do furo. Toma-se então, a máxima leitura para
diâmetros internos e a mínima leitura para faces planas internas.
No caso de medidas de profundidade, apoia-se o paquímetro corretamente sobre a peça
evitando que fique inclinado.
Conservação do paquímetro
• Manejar o paquímetro sempre com todo cuidado, evitando choques.
• Não deixar o paquímetro em contato com outras ferramentas, o que pode causar danos
ao instrumento.
• Evitar ranhaduras ou entalhes, pois isso prejudica a graduação.
• Ao realizar a medição, não pressionar o cursor além do necessário.
• Após a utilização, limpar o paquímetro e guardá-lo em local apropriado.
58
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
MICRÔMETRO
Jean Louis Palmer apresentou pela primeira vez, um micrômetro para requerer sua patente.
O instrumento permitia a leitura de centésimos de milímetro, de maneira simples.
Com o decorrer do tempo, o micrômetro foi aperfeiçoado e possibilitou medições mais
rigorosas e exatas do que o paquímetro.
De modo geral, o instrumento é conhecido como micrômetro. Na França, entretanto, em
homenagem ao seu inventor, o micrômetro é denominado Palmer.
Princípio de funcionamento
O princípio de funcionamento do micrômetro assemelha-se ao do sistema parafuso e porca.
Assim, há uma porca fixa e um parafuso móvel que se der uma volta completa, provocará
um descolamento igual ao seu passo.
Micrômetro Palmer - 1848
59
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Desse modo, dividindo-se a “cabeça” do parafuso pode-se avaliar frações menores que
uma volta e com isso, medir comprimentos menores do que o passo do parafuso.
Principais componentes de um micrômetro
A figura seguinte mostra os componentes de um micrômetro.
• Arco - é constituído de aço especial ou fundido, tratado termicamente para eliminar as
tensões internas.
• Isolante térmico - fixado ao arco, evita sua dilatação porque isola a transmissão de calor
das mãos para o instrumento.
• Fuso micrométrico - é construído de aço especial temperado e retificado para garantir
exatidão do passo da rosca.
• Faces de medição - tocam a peça a ser medida e, para isso apresentam-se rigorosamente
planos e paralelos. Em alguns instrumentos, os contatos são de metal duro de alta
resistência ao desgaste.
• Porca de ajuste - permite o ajuste da folga do fuso micrométrico, quando isso é necessário.
• Tambor - onde se localiza a escala centesimal. Ele gira ligado ao fuso micrométrico.
Portanto, a cada volta seu deslocamento é igual ao passo do fuso micrométrico.
• Catraca ou fricção - assegura uma pressão de medição constante.
• Trava - permite imobilizar o fuso numa medida predeterminada.
60
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Características
Os micrômetros caracterizam-se pela:
• capacidade;
• precisão;
• aplicação.
A capacidade de medição dos micrômetros vai de 25mm (ou 1"), variando o tamanho do
arco de 25 em 25mm (ou de 1 em 1"), podendo chegar a 2000mm (ou 80").
A precisão nos micrômetros pode ser de 0,01mm; 0,001mm; .001" ou .0001".
No micrômetro de 0 a 25mm ou de 0 a 1", quando as faces dos contatos estão juntas, a
borda do tambor coincide com o traço zero (0) da bainha. A linha longitudinal, gravada na
bainha, coincide com o zero (0) da escala do tambor.
Para diferentes aplicações, temos os seguintes tipos de micrômetro:
• De profundidade
Conforme a profundidade a ser medida, utilizam-se hastes de extensão, que são fornecidas
juntamente com o micrômetro.
61
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• Com arco profundo
Serve para medições de espessuras de bordas ou de partes salientes das peças.
• Com disco nas hastes
O disco aumenta a área de contato possibilitando a medição de papel, cartolina, couro,
borracha, pano, etc. Também é empregado para medir dentes de engrenagens.
• Para medição de roscas
Especialmente construído para medir roscas triangulares. Este micrômetro possui as
hastes furadas para que se possa encaixar as pontas intercambiáveis, conforme o passo
para o tipo da rosca a medir.
62
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• Com contato em forma de V
É especialmente construído para medição de ferramentas de corte que possuem número
ímpar de cortes (fresas de topo, macho, alargadores, etc.). Os ângulos em V dos
micrômetros para medição de ferramentas de 3 cortes é de 60º; de 5 cortes, 108º e de
7 cortes, 128º34’17".
• Para medir parede de tubos
Este micrômetro é dotado de arco especial e possui o contato a 90º com a haste móvel,
o que permite a introdução do contato fixo no furo do tubo.
• Contador mecânico
É para uso comum, porém sua leitura pode ser efetuada no tambor ou no contador
mecânico. Facilita a leitura independentemente da posição de observação (erro de paralaxe).
3 cortes - 60º 5 cortes - 108º
63
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• Digital eletrônico
Ideal para leitura rápida, livre de erros de paralaxe, próprio para uso em controle estatístico
de processos, juntamente com microprocessadores.
Exercícios
1. Identifique as partes principais do micrômetro abaixo:
a. g.
b. h.
c. i.
d. j.
e. k.
f. l.
64
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Assinale com um X a resposta correta.
2. O micrômetro centesimal foi inventado por:
a. ( ) Carl Edwards Johanson
b. ( ) Pierre Vernier
c. ( ) Jean Louis Palmer
d. ( ) Pedro Nunes
3. Os micrômetros têm as seguintes características:
a. ( ) capacidade, graduação do tambor, aplicação
b. ( ) tamanho da haste, arco, parafuso micrométrico
c. ( ) aplicação, capacidade, precisão
d. ( ) tambor, catraca, precisão
4. Para medir uma peça com Ø 32,75, usa-se micrômetro com a seguinte capacidade de
medição:
a. ( ) 30 a 50
b. ( ) 25 a 50
c. ( ) 0 a 25
d. ( ) 50 a 75
5. O micrômetro mais adequado para controle estatístico de processo é o:
a. ( ) contador mecânico
b. ( ) digital eletrônico
c. ( ) com contatos em forma de V
d. ( ) com disco nas hastes
Leitura do micrômetro
• Micrômetro com resolução de 0,01mm
Vejamos como se faz o cálculo de leitura em um micrômetro. A cada volta do tambor, o fuso
micrométrico avança uma distância chamada passo. A resolução de uma medida tomada
em um micrômetro corresponde ao menor deslocamento do seu fuso. Para obter a medida,
divide-se o passo pelo número de divisões do tambor.
passo da rosca do fuso micrométrico
número de divisões do tambor
Resolução =
65
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Se o passo da rosca é de 0,5mm e o tambor tem 50 divisões, a resolução será:
Assim, girando o tambor, cada divisão provocará um deslocamento de 0,01mm no fuso.
• Leitura no micrômetro com resolução de 0,01mm
1º passo - leitura dos milímetros inteiros na escala da bainha.
2º passo - leitura dos meios milímetros, também naescala da bainha.
3º passo - leitura dos centésimos de milímetro na escala do tambor.
Exemplos
0,5mm
50
= 0,01mm
 17,00mm → escala dos mm da bainha
 0,50mm → escala dos meios mm da bainha
+ 0,32mm → escala centesimal do tambor
 17,82mm → leitura total
66
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Exercícios
Faça a leitura e escreva a medida na linha.
a.
 Leitura:
b.
 Leitura:
 23,00mm → escala dos mm da bainha
 0,00mm → escala dos meios mm da bainha
+ 0,09mm → escala centesimal do tambor
 23,09mm → leitura total
67
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• Micrômetro com resolução de 0,001mm
Quando no micrômetro houver nônio, ele indica o valor a ser acrescentado à leitura obtida
na bainha e no tambor. A medida indicada pelo nônio é igual à leitura do tambor, dividida pelo
número de divisões do nônio.
Se o nônio tiver dez divisões marcadas na bainha, sua resolução será:
• Leitura no micrômetro com resolução de 0,001mm
1o passo - leitura dos milímetros inteiros na escala da bainha.
2o passo - leitura dos meios milímetros na mesma escala.
3o passo - leitura dos centésimos na escala do tambor.
4o passo - leitura dos milésimos com o auxílio do nônio da bainha, verificando qual dos
 traços do nônio coincide com o traço do tambor.
A leitura final será a soma dessas quatro leituras parciais.
Exemplos:
0,01
10
= 0,001mmR =
Leitura
A = 20,000mm
B = 0,500mm
+ C = 0,110mm
D = 0,008mm
 Total = 20,618mm
68
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Exercícios
Faça a leitura e escreva a medida na linha.
a.
 Leitura:
b.
 Leitura:
Leitura
A = 18,000mm
B = 0,090mm
+ C = 0,006mm
 Total = 18,096mm
69
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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É importante que você aprenda a medir com o micrômetro. Para isso, leia e anote as medidas
indicadas nas figuras.
a.
Leitura:
b.
 Leitura:
c.
 Leitura:
d.
 Leitura:
e.
 Leitura:
f.
 Leitura:
70
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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g.
 Leitura:
h.
 Leitura:
i.
 Leitura:
j.
 Leitura:
k.
 Leitura:
71
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l.
 Leitura:
m.
 Leitura:
n.
 Leitura:
o.
 Leitura:
p.
 Leitura:
72
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Leitura do micrômetro no sistema inglês
No sistema inglês, o micrômetro apresenta as seguintes características:
• Na bainha está gravado o comprimento de uma polegada, dividido em 40 partes iguais.
Desse modo, cada divisão equivale a 1" : 40 = .025".
• O tambor do micrômetro, com resolução de .001", possui 25 divisões.
Para medir com o micrômetro de resolução .001", lê-se primeiro a indicação da bainha.
Depois, soma-se essa medida ao ponto de leitura do tambor que coincide com o traço de
referência da bainha.
Exemplo:
1”
40
= .025”
 .675” → bainha
+ .019” → tambor
 .694” → leitura
.025”
25
= .001”
73
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Exercícios
Faça a leitura e escreva a medida na linha.
a.
 Leitura:
b.
 Leitura:
• Micrômetro com resolução .0001"
Para a leitura no micrômetro de .0001", além das graduações normais que existem na bainha
(25 divisões), há um nônio com dez divisões. O tambor divide-se, então, em 250 partes
iguais.
A leitura do micrômetro é:
passo da rosca
número de divisões do tambor
Sem o nônio → Resolução = = .025”
25
= .001”
resolução do tambor
número de divisões do tambor
Com o nônio → Resolução = = .001”
10
= .0001”
74
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Para medir, basta adicionar as leituras da bainha, do tambor e do nônio.
Exemplo:
Exercícios
Faça a leitura e escreva a medida na linha.
a.
 Leitura:
b.
 Leitura:
c.
 Leitura:
 .375” → bainha
 .005” → tambor
+ .0004” → nônio
 .3804” → leitura total
75
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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d.
 Leitura:
e.
 Leitura:
f.
 Leitura:
76
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Aferição de micrômetro (regulagem da bainha)
Antes de iniciar a medição de uma peça devemos calibrar o instrumento de acordo com a
sua capacidade.
Para os micrômetros cuja capacidade é de 0 a 25 mm ou de 0 a 1", precisamos tomar os
seguintes cuidados:
• limpe cuidadosamente as partes móveis eliminando poeiras e sujeiras, com pano macio
e limpo;
• antes do uso, limpe as faces de medição; use somente uma folha de papel macio;
• encoste suavemente as faces de medição usando apenas a catraca; em seguida, verifique
a coincidência das linhas de referência da bainha com o zero do tambor; se estas não
coincidirem, faça o ajuste movimentando a bainha com a chave de micrômetro que
normalmente acompanha o instrumento.
Para calibrar micrômetros de maior capacidade, ou seja, de 25 a 50mm, de 50 a 75mm, etc.
ou de 1" a 2", de 2" a 3", etc., deve-se ter o mesmo cuidado e utilizar os mesmos procedimentos
para os micrômetros citados anteriormente, porém com a utilização de barra-padrão para
calibração.
Conservação
• Limpar o micrômetro, secando-o com um pano limpo e macio (flanela).
• Untar o micrômetro com vaselina líquida, utilizando um pincel.
• Guardar o micrômetro em armário ou estojo apropriado, para não deixá-lo exposto à sujeira
e à umidade.
• Evitar contatos e quedas que possam riscar ou danificar o micrômetro e sua escala.
77
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
RELÓGIO COMPARADOR
É um instrumento para medir por meio de comparação. É empregado para controle de
desvios com relação a um ponto determinado e para medição de tolerância para peças em
série. A aproximação de leitura pode ser de 0,01mm ou 0,001mm.
Tanto a escala para ressaltos quanto para rebaixos, indicam centésimos de milímetro, sendo
que cada volta nesta escala corresponde a um milímetro. É importante observar o sentido
do movimento dos ponteiros do relógio comparador, quando forem feitas as leituras.
78
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Com o deslocamento da haste móvel para cima (veja a figura), o sentido dos ponteiros
obedece a ordem indicada e, logicamente, quando a haste se desloca para baixo, o
movimento dosponteiros será contrário ao que aparece na figura. A leitura em um relógio
comparador é feita através da diferença entre a posição inicial dos ponteiros (com pré-
carga na haste móvel) e sua posição final.
Na figura a seguir, o relógio comparador foi zerado com uma pré-carga de três milímetros.
79
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
 A haste móvel se deslocou para cima, pois podemos observar que o ponteiro da escala
menor deslocou-se em direção ao 4, indicando um aumento na pré-carga. O ponteiro da
escala maior se deslocou do 0 para 28. Portanto, a leitura a ser efetuada será 0,28mm
(vinte e oito centésimos de milímetro) pois cada divisão da escala maior eqüivale a 0,01mm
(um centésimo de milímetro).
Para cada volta dada pelo ponteiro da escala maior (1mm), o ponteiro menor desloca-se
uma unidade, se o maior der duas voltas, o menor desloca-se duas unidades, e assim por
diante.
A figura a seguir, indica uma pré-carga de 4,88mm (quatro milímetros e oitenta e oito
centésimos de milímetro ).
Ressalto
80
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Na figura a seguir, o ponteiro da escala menor se deslocou para 2mm. Como o ponteiro
maior deu duas voltas e parou na marca 0,77mm (setenta e sete centésimos de milímetro ),
teremos como leitura, 2,77mm (dois milímetros e setenta e sete centésimos). Mas é
necessário se obter a diferença, portanto faz-se a operação seguinte:
Em medição de folga através de relógios comparadores serão muito utilizadas as expressões,
folga radial e folga axial.
As figuras abaixo mostram o que cada expressão corresponde.
 4,88mm
 - 2,77mm
 2,11mm (dois milímetros e onze centésimos)
FOLGA AXIAL
(folga longitudinal)
FOLGA RADIAL
81
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
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Dispositivos para medidas internas
Recomendações especiais para uso dos relógios comparadores
1. Limpar o relógio comparador e a peça, antes de se processar a medição.
2. Use o relógio comparador distante de poeira e de líquidos corrosivos.
3. Antes de se tomar qualquer medida, verificar se o relógio comparador está devidamente
calibrado, e se o mesmo está firmemente fixado no suporte.
4. Conferir rigorosamente o alinhamento do instrumento em relação à peça. A ponta de
contato do relógio comparador deverá estar perpendicular à peça que está sendo medida.
5. Nunca se deve forçar o fuso de medição lateralmente.
6. Após o uso, colocar o comparador em seu respectivo estojo.
7. Evitar a queda do relógio ou choques violentos.
82
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Exercícios
Faça a leitura e escreva a medida na linha.
OBSERVAÇÕES
• A posição inicial do ponteiro pequeno mostra a carga inicial ou de medição.
• Deve ser registrado se a variação é negativa ou positiva.
a. b.
Leitura: Leitura:
c. d.
Leitura: Leitura:
83
METROLOGIA PARA MECÂNICA AUTOMOTIVA
ESCOLA SENAI “CONDE JOSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
CALIBRADORES DE RAIO E LÂMINAS CALIBRADORAS
O bom desempenho dos motores depende, entre outros fatores, de regulagens de certa
precisão como platinados, eletrodos das velas, folga de válvulas, etc.
Os calibres de folgas são alguns dos instrumentos usados para medir as folgas,
recomendadas pelo fabricante do veículo.
Diversos são os tipos desses calibradores, sendo que em mecânica o mais usado é do tipo
“canivete” constituído de um jogo de lâminas articuladas em um “cabo estojo”. Cada lâmina
determina uma espessura.
Verificador de raio
Serve para verificar raios internos e externos. Em cada lâmina é estampada a medida do
raio. Suas dimensões variam geralmente, de 1 a 15mm ou de 132 a 
1
2 .
É utilizado, por exemplo, para conferir o raio de concordância do virabrequim quando este
for retificado.
Medição de folga de válvula
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TORQUÍMETRO - CHAVE DINAMOMÉTRICA
Antes de falarmos de torquímetro precisamos saber o que é torque.
Torque é uma força aplicada em um determinado ponto através de uma alavanca descrevendo
um movimento de giro.
Por descrever um movimento de giro, o torque é uma força que pode ser aproveitada em
trabalhos, tais como:
• fixação;
• transmissão de movimento (sem-fim e coroa, fuso, etc).
A seguir trataremos o torque apenas como força de fixação.
Os dispositivos mecânicos são direcionados à obtenção de movimento. Movimentos estes
que provocam constantes vibrações que vão atuar primeiramente nos elementos de fixação
do conjunto. Um meio de fixação que possibilita uma manutenção rápida, fácil e de baixo
custo é a utilização de porcas e parafusos para a união de elementos distintos. Nestes
casos, as porcas e parafusos são os primeiros a sofrer o ataque das vibrações provocadas
pelo sistema. Observando o perfil da rosca e sabendo que a força de torque é aplicada
perpendicular ao eixo da porca ou parafuso é possível concluir porque o torque é usado para
a fixação.
Devido ao perfil da rosca ser oblíquo, o torque é transformado em uma força vertical que age
diretamente contrária à força gerada por vibrações, comprimindo o parafuso ou porca contra
a peça a ser fixada mantendo uma união segura.
Um parafuso ou porca mal apertados podem se soltar e não garantem uma boa fixação ou
vedação. Por outro lado, um parafuso ou porca com excesso de aperto sofrem a ação de
duas forças destrutivas: a do aperto e a das vibrações que ocasionam a fadiga prematura e
até uma ruptura nos momentos de maior solicitação.
Torque = força x distância
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Estes dois fatores levaram à construção de uma ferramenta que possibilitasse o controle
desta força de aperto: o torquímetro.
Quando falamos em torquímetro, estamos falando de uma ferramenta de comprimento
determinado e de uma força variável mas, em certos casos, torna-se necessária a variação
do comprimento da ferramenta através de uma extensão dianteira. Ë necessário então corrigir
o torque, através da seguinte fórmula:
onde:
TE = torque efetivo
T I = torque indicado
A = comprimento do torquímetro
B = comprimento da extensão
OBSERVAÇÃO
Para extensões curvas (sentido lateral ou vertical) considera-se unicamente o seu comprimento
efetivo, ou seja, no sentido do eixo do torquímetro.
TI x (A + B)
A
TE =
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Unidades de torque
Como estamos lidando com uma força, necessitamos de uma unidade para expressar este
valor. Por convenção internacional (S.I. – Sistema Internacional de Unidade) utiliza-se o
sistema métrico para a expressão de valores lineares e a unidade Newton para a expressão
dos valores de forças. Teremos assim, para a expressão do valor do torque, a unidade
Newton-metro (Nm) e suas subdivisões (Ncm, Ndm, Nmm, etc). Como atualmente ainda
lidamos com várias unidades faz-se necessário a conversão das unidades para Nm e vice-
versa; para tal veja a seguir a tabela de conversão.
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Classificação dos torquímetros
Como existem diversas situações em que se utilizam parafusos ou porcas torqueadas,
desenvolveram-se diversos tipos de torquímetros. Veremos a seguir alguns tipos de
torquímetros e suas utilizações.
• Torquímetros de indicação de torque
Estes torquímetros são geralmente usados em manutenções e inspeções por
possibilitarem a visualização do valor do torque que se está aplicando.
• Torquímetros tipo vareta
O torquímetro tipo vareta é uma ferramenta universal.
• Torquímetros tipo relógio
O torquímetro tipo relógio axial é um torquímetro próprio para a aplicaçãode torques de
baixo valor. Devido a sua sensibilidade são também chamados de calibres de torque.
Axial (tipo T)
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• Torquímetros digitais
Estes dispositivos digitais facilitam muito a leitura do torque aplicado possibilitando assim
um maior controle por parte do operador.
• Torquímetro de limitação de torque
Este dispositivo possibilita limitação do torque a ser aplicado. Muito úteis nas linhas de
montagem, pois desarmam após alcançar o torque limite.
• Torquímetros tipo giro livre
Quando o torque limite é alcançado, o torquímetro passa a girar em falso e o soquete
acoplado ao torquímetro e ao parafuso passa a não girar mais.
• Torquímetro de sinalização de torque
Este tipo de torquímetro possibilita uma dinamização da aplicação do torque, uma vez
que alcançado o torque alvo, eles emitem um sinal (luminoso ou sonoro) que avisa ao
operador tal fato.
Axial
Radial
Axial
Radial
89
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• Torquímetro tipo estalo (sinalização sonora)
São torquímetros de sinalização acústica dotados de mola helicoidal com desligamento
por came ou alavanca. Quando o torque alvo é alcançado, o mecanismo interno aciona
produzindo o sinal acústico (estalo).
• Torquímetro com sinal luminoso
Os torquímetros acima descritos podem contar ainda com um sinal luminoso indicador
de torque ângulo alcançado. O torquímetro com sinal lumionoso é útil em locais onde o
índice de ruído inviabilize o uso de torquímetros de estalos.
Aferidores de torque
Como todo instrumento de controle e medição, o torquímetro deve ser aferido para uma
garantia da qualidade do trabalho e para a manutenção de sua vida útil. Para tal operação
contamos com dispositivos especiais denominados aferidores de torque. Basicamente há
dois tipos de aferidores de torque.
• Aferidor estático
Para a aferição e controle de torquímetros, ferramentas de aplicação manual de torque e
torque de estol (torque máximo de ferramenta motorizada quando pára e/ou desliga, ou
ferramenta de impacto quando ela não consegue mais aumentar o torque). Existem dois
modelos básicos de aferidores estáticos:
- Aferidor de peso morto
- Aferidor de barra elástica
O aferidor de peso morto funciona pelo princípio vetro-peso, o que faculta sua aferição.
O aferidor de barra elástica utiliza a deformação elástica de um elemento de medição
definido na Lei de Hooke. Em função da percepção, transmissão e ampliação dessa
deformação, distinguimos o aferidor mecânico de indicação analógica e o aferidor com
indicação digital.
Axial
Radial
90
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• Aferidor de torque dinâmico
É um transdutor rotativo que acompanha o desenvolvimento do torque durante o trabalho
do eixo propulsor do soquete.
Por convenção internacional tem-se adotado a seguinte norma para a aferição de
torquímetros:
- torquímetros de estalo e giro livre: aferir a cada 5.000 ciclos de trabalho;
- torquímetros de vareta e relógio: aferir a cada 10.000 ciclos de trabalho ou seis meses,
caso os 10.000 ciclos durem mais que este período.
Alguns exemplos de aferidores de torquímetros:
Aferidor de torquímetro tipo peso morto
Aferidor de torquímetro de barra elástica
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Acessórios dos torquímetros
O torquímetro é uma ferramenta que se adequa a diversas situações de trabalho, bastando
para tal, uso de determinados acessórios e componentes como:
• pino quadrado
• soquetes especiais
• multiplicadores de torque
• controladores de torque ângulo
• catraca
• cabeças intercambiáveis
• Pino quadrado
É o elemento de união do torquímetro aos soquetes e extensões. Como todos os materiais,
o pino tem seu limite de torção. Um trabalho constante na faixa limite de torção pode levar
a uma fadiga prematura e a perda do pino. Para que isso não ocorra, utilize o pino adequado
para cada trabalho. Veja a tabela a seguir.
LIMITE DE TORÇÃO DO PINO QUADRADO
PINO QUADRADO
(encaixe)
Nm Mkg(Kgf-m) Ib-pé
34
116
271
814
2.237
6.778
30.500
 3,5
 11,8
 30
 83
 228
 692
3.112
25
85
200
600
1.650
5.000
22.500
1/4”
3/8"
1/2”
3/4”
1"
1.1/2"
2.1/2"
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• Soquetes especiais
O soquete é o elemento de união entre o torquímetro e a porca ou parafuso a ser torqueado.
Em alguns casos, o acesso com os soquetes convencionais é limitado e para tais casos
foram desenvolvidos soquetes especiais, tais como:
- Espora de galo - quando não há alinhamento entre o eixo do parafuso e o eixo do pino
quadrado. Pode ser de boca de estrela, estrela bi-partida, com catraca ou boca fixa.
- Allen - para utilização em parafusos de fenda Allen.
- Junta universal - dispositivo que possibilita o uso de torquímetro em locais onde o
acesso direto vertical é difícil e não há espaço para o trabalho horizontal.
- Extensão vertical - para trabalhos onde o parafuso ou porca se encontre embutido em
rebaixos ou furos profundos.
Soquete espora de galo, boca estrela, aberta
Soquete Allen - standard
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• Multiplicadores de torque
Dispositivos que se destinam a aplicação de torques elevados. Estes dispositivos facilitam
a desmontagem de parafusos e porcas encravadas. Para se aumentar a capacidade
pode-se unir vários multiplicadores.
• Controladores de torque de ângulo
Quando temos controle sobre o coeficiente de fricção dos elementos de união, a maneira
mais segura de se garantir uma boa fixação é o torque ângulo. O controlador de torque
ângulo é um acessório dos torquímetros convencionais; trata-se de um disco transferidor
e um ponteiro. O ponteiro gira juntamente com o torquímetro e o disco tem um giro
independente do torquímetro podendo obter-se assim uma leitura em graus.
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• Catraca
É um dispositivo que agiliza o trabalho pois possibilita o giro constante do torquímetro
sem que seja necessário retirar o soquete da porca ou parafuso para se obter nova posição
de trabalho.
• Cabeças intercambiáveis
São elementos projetados para determinados torquímetros para obter o mesmo centro
de torque, para que não se façam necessários cálculos de correção do torque para estes
torquímetros.
ATENÇÃO!
Sempre que fizer montagem de qualquer conjunto ou peças, procure a tabela de especificação
de aperto e faça a montagem tecnicamente, obedecendo as recomendações da tabela e
especificações do fabricante.
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GONIÔMETRO
O goniômetro é um instrumento que serve para medir ou verificar ângulos e é muito utilizado
na mecânica de automóveis. O disco graduado e o esquadro formam uma só peça,
apresentando quatro graduações de 0º a 90º. O articulador gira com o disco do vernier e em
sua extremidade há um ressalto adaptável à régua.
Leitura do goniômetro
Lê-se os graus na graduação do disco com o traço zero do nônio.
O sentido da leitura tanto pode ser da direita para a esquerda, como da esquerda para a
direita.
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Utilização do nônio
Nos goniômetros de precisão, para que seja posssível a leitura para ambos os sentidos, o
vernier (nônio) apresenta 12 divisões à direita e à esquerda do zero.
Cálculo de aproximação
a = aproximação
e = menor valor do disco graduado = 1º
n = número de divisões do nônio = 12 divisõesCada divisão do nônio equivale a 5’.
Exemplos:
a = e
n
a = 1º
12
a = 60’ : 12 a = 5’→ → →
Se coincidir o primeiro traço do nônio,
a leitura será 0º 5’.
Se coincidir o segundo traço do nônio,
a leitura será 0º 10’.
Se coincidir o nono traço do nônio,
a leitura será 0º 45’.
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Exercícios
Marque nos campos, a medida dos goniômetros indicada na figura correspondente.
a. b.
c. d.
e. f.
g. h.
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i. j.
k. l.
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TABELAS
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TABELA DE CONVERSÃO POLEGADA/MILÍMETRO
DECIMAIS DE
POLEGADASPOLEGADAS
1/64”
1/32”
3/64”
1/16”
5/64”
3/32”
7/64”
1/8”
9/64”
5/32”
11/64”
3/16”
13/64”
7/32”
15/64”
1/4”
17/64”
9/32”
19/64”
5/16”
21/64”
11/32”
23/64”
3/8”
25/64”
13/32”
27/64”
7/16”
29/64”
15/32”
31/64”
1/2”
0,0156
0,0313
0,0469
0,0625
0,0781
0,0981
0,1094
0,1250
0,1406
0,1563
0,1719
0,1875
0,2031
0,2188
0,2344
0,2500
0,2656
0,2813
0,2969
0,3125
0,3281
0,3438
0,3594
0,3750
0,3906
0,4063
0,4219
0,4375
0,4531
0,4688
0,4844
0,5000
MILÍMETROS
0,3969
0,7938
1,1906
1,5875
1,9844
2,3813
2,7781
3,1750
3,5719
3,9688
4,3656
4,7625
5,1594
5,5563
5,9531
6,3500
6,7469
7,1438
7,5406
7,9375
8,3344
8,7313
9,1281
9,5250
9,9219
10,3188
10,7156
11,1125
11,5094
11,9063
12,3031
12,7000
DECIMAIS DE
POLEGADASPOLEGADAS MILÍMETROS
33/64”
17/32”
35/64”
9/16”
37/64”
19/32”
39/64”
5/8”
41/64”
21/32”
43/64”
11/16”
45/64”
23/32”
47/64”
3/4”
49/64”
25/32”
51/64”
13/16”
53/64”
27/32”
55/64”
7/8”
57/64”
29/32”
59/64”
15/16”
61/64”
31/32”
63/64”
1
0,5156250
0,5312500
0,5468750
0,5625000
0,5781250
0,5937500
0,6093750
0,6250000
0,6406250
0,6562500
0,6718750
0,6875000
0,7031250
0,7187500
0,7343750
0,7500000
0,7656250
0,7812500
0,7968750
0,8125000
0,8281250
0,8437500
0,8593750
0,8750000
0,8906250
0,9062500
0,9218750
0,9375000
0,9531250
0,9687500
0,9843750
1,0000000
13,0969
13,4938
13,8906
14,2875
14,6844
15,0813
15,5781
15,8750
16,2719
16,6688
17,0656
17,4625
17,8594
18,2563
18,6531
19,0500
19,4469
19,8438
20,2406
20,6375
21,0344
21,4313
21,8281
22,2250
22,6219
23,0188
23,4156
23,8125
24,2094
24,6063
25,0031
25,4000
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TABELA DE CONVERSÃO DE UNIDADES DE PRESSÃO
MULTIPLICAR POR PARA OBTER
atm
Kgf/cm2
atm
bar
atm
lb/pol2
Kgf/cm2
lb/pol2
bar
Kgf/cm2
bar
lb/pol2
Kgf/cm2
kPa
lb/pol2
kPa
atm
kPa
polHg
cmHg
kPa
mmHg
cmHg
kPa
polHg
polH2O
Kgf/cm2
mmHg
mbar
mmH2O
mmHg
mbar
1,033
0,968
1,013
0,987
14,70
0,068
14,22
0,0703
1,019
0,981
14,50
0,069
98,10
0,0102
6,986
0,145
100,32
0,09904
2,54
0,3937
7,518
0,133
1,33
0,752
13,30
0,0752
760
0,00132
10
0,1
1,33
0,752
Kgf/cm2
atm
bar
atm
lb/pol2
atm
lb/pol2
Kgf/cm2
Kgf/cm2
bar
lb/pol2
bar
kPa
Kgf/cm2
kPa
lb/pol2
kPa
atm
cmHg
polHg
mmHg
kPa
kPa
cmHg
polH2O
polHg
mmHg
Kgf/cm2
mmH2O
mbar
mbar
mmHg
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REFERÊNCIAS
CARVALHO, Odair B., FERNANDES, Napoleão Lima. Elementos de Física. 3ª ed. s.d.
HALLIDAY, David, RESNICK, Robert. Fundamentos de Física. 4ª ed. vol 1. s.d.
MERCEDES-BENZ DO BRASIL. Metrologia. S.d.
MERCEDES-BENZ DO BRASIL. Retífica de motores. s.d.
MITUTOYO SUL AMERICANA LTDA. CD – Instrumentos. s.d.
SCANIA DO BRASIL. Metrologia. 1979.

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