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Questões: 1. Qual a importância de se compreender a loucura? É de suma importância compreender o que é a loucura, para que não rotulemos. Como louco aquele que possuí comportamentos diferentes, por muito tempo curandeiros foram considerados loucos , mulheres com apetite sexual em determinadas épocas passadas eram consideradas louças e até mesmo o dentista do texto complementar do capítulo 23 foi considerado louco por alguns, apenas por usar um nariz de borracha, para se explicar a loucura devemos saber o sentido de normalidade, oque é tão difícil em um mundo tão diversificado como o atual, porém estudar a loucura é de extrema importância, não só para distinguir o louco do considerado normal, mas para buscar os melhores tratamentos e subsequentemente a cura. 2. O que ocorre com o indivíduo que é rotulado de louco? Por muito tempo foi tido como louco pessoas normais, por exemplo homossexuais em determinados tempos eram internados em asilos sobe cuidados médicos e até mesmo eletrochoques, por isso é de extrema importância analisar delicadamente todos os sintomas clínicos e comportamentais, a fim de buscar um tratamento certo através de medicamentos e terapias adequadas para cada quadro específico, rótulos são perigosos, até grandes homens como Albert Einstein não souberam lidar com seu filho esquizofrênico e o abandonou. 3. Segundo Michel Foucault, como ocorre a construção histórica do conceito de doença mental? Sua grande contribuição baseou - se na análise de documentos de prisões, hospitais e hospícios, no período do renascimento o louco era tido como um exotérico com saber cósmico e que podia revelar verdades secretas, nessa época loucura era ignorância, ilusão e desvio moral pois tomava muitas vezes o erro como aceito e a mentira como realidade, nesse período quase não havia internações de loucos em hospitais e quando era internados recebia o mesmo tratamento dos demais doentes, na época clássica as definições ainda não médicos, mas tinha haver com a igreja, justiça,e família sendo o louco transgressor da lei da moralidade no final do século 17 foi criado em Paris o hospital geral e ocorreu a grande internação eram todos misturados os devassos, feiticeros, os loucos, tentavam nesse período compreender a loucura mas a história natural e classificatória da medicina impediam um conhecimento mais abrangente. Na segunda metade do século 18 conseguiram classificar a loucura como algo que aconteceu no interior do próprio homem, como uma alucinação do próprio ser, segundo Foucault nesse período já estaríamos na modernidade e foram criados asilos um lugar a tratar especificamente os loucos, mas mesmo assim os tratamentos continuaram enlouquecidores como medo a religião e o julgamento, o médico era autoridade máxima e o ser era tido como poder de cura, iniciava se a medicação se o novo estatuto da loucura abria espaço para a psiquiatria. 4. Como se caracteriza a abordagem da Psiquiatria clássica? E a psicológica? A psiquiatria clássica vê a doença como distúrbio orgânico , doença cerebral, os estudos se aprimoram, mas ainda se aponta distúrbios cerebrais como causas, surgem vários mapas mentais localizando áreas afetadas do cérebro e possíveis distúrbios, exemplo A é caracterizada como esgotamento nervoso ocasionando fadiga, cefaléia entre outros e sendo considerada uma doença orgânica era tratada com medicamentos e continuava sendo usado eletrochoques. Já a abordagem psicológica vê os sintomas e a doença como uma desorganização de personalidade, a doença afeta a personalidade e leva ao desvio progressivo, assim as psicoses são os distúrbios da personalidade total, as neuroses por exemplo continuam íntegras a capacidade de pensamento, porém alterados. 5. Como se definem as questões do normal e do patológico? Desda antiguidade até o momento atual continua sendo relativo o sentido de normal, em determinadas culturas indígenas por exemplo é comum que a mãe coloque o filho adolescente para ser picado por formigas venenosas para que passe para a vida adulta já em nosso meio social, isso seria considerado loucura, dessa forma, o saber científico e suas técnicas surgem algumas vezes comprometidas com grupos que querem manter determinada ordem social trancando o indivíduo em um hospício para manter o ambiente calmo, porém evoluiu bastante a psicanálise e a psiquiatria que estuda comportamentos e tratamentos para quem é definido como doente . 6. Quais são os aspectos polemizados pelas teorias críticas da loucura? A antipsiquiatria vem no sentido de negação radical da psiquiatria clássica afirmando que a doença mental não existe e que a sociedade é quem rótula, é a sociedade para diferenciar e isolar determinada ordem de fenômeno que questiona a universalidade da razão como diz Foucault " A doença so tem realidade e da doença no interior de uma cultura que a reconhece como tal". Tais teorias questionam a manipulação do saber científico e a retirada da dignidade do louco, bem como os tratamentos desumanos, e passaram a buscar fora do indivíduo as razões para a loucura , como o sistema educacional, condições de trabalho e insegurança urbana por exemplo. A psiquiatria social questiona a abordagem clássica, mas considera a doença existente, sendo como qualquer doença social e orgânica que depende da interação entre biólogico, sociólogico e psicológico, pensando ainda que não se deve esquivar a loucura, mas vê - lá diferente, não sendo o louco um monstro mas um ser humano completo. 7. Qual a contribuição de Freud para a discussão da normalidade? 8. O que significa cura, prevenção e promoção, em doença e saúde mental? A promoção da saúde mental tem haver com a informação, falar sobre o assunto, criar debates e incentivar a saúde mental, mostrando que todos somos normais mesmo tendo nossas paranóias e que quando necessário é essencial buscar ajuda. A prevenção significa criar estratégias para evitar o seu aparecimento, como uma vacina, buscando interferir nas condições de trabalho, social que possam prejudicar a sua saúde psíquica do indivíduo. Já a cura está diretamente ligada ao diagnóstico, a busca por ajuda, a medicação e a terapia.