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FIGURAS DE LINGUAGEM
Importante recurso do texto literário, as figuras de linguagem ou figuras literárias referem-se às formas conotativas das palavras: recriam, alteram e enfatizam o significado institucionalizado delas. Leia o poema de Cecília Meireles.
 
“Ao longo do bazar brilham pequenas luzes.
A roda do último carro faz a última volta.
Os búfalos entram pela sombra da noite, onde se dispersam.
As crianças fecham os olhos sedosos.
As cabanas são como pessoas muito antigas,
sentadas, pensando.
Uma pequena música toca no fim do mundo.
Uma pequena lua desenha-se no alto céu.
Uma pequena brisa cálida
flutua sobre a árvore da aldeia
como o sonho de um pássaro.
Oh! eu queria ficar aqui,
pequenina.”
(In: Seleta em prosa e verso,p. 21-2)
 
Esse poema faz parte de um livro que a poetisa escreveu na Índia chamado Poemas Escritos na Índia. Vamos interpretá-lo.
 
1. Que impressões do anoitecer a poetisa nos transmite em seus versos?
A poetisa nos indica que o movimento vai cessando até acabar, que a cidade transmite tranquilidade e que os ruídos e luzes não perturbam a paz. Portanto, você deve ter assinalado as três últimas alternativas.
 
COMPARAÇÃO
É um recurso poético que consiste em relacionar ideias diferentes para comunicar uma nova impressão. Comparamos sempre que afirmamos que algo é maior, menor ou igual a outra coisa.
 
a. “As cabanas são como pessoas muito antigas, / sentadas, pensando.”
Que relação pode haver entre as cabanas e as pessoas velhas, sentadas e pensativas? Nós a explicamos assim (confronte com sua resposta).
 
Passemos à outra comparação:
b. “Uma pequena brisa cálida / flutua sobre a árvore da aldeia / como o sonho de um pássaro. ”Que relação há entre a pequena brisa e o sonho de um pássaro? Tente explicar, em primeiro lugar, a expressão sonho de um pássaro. Mas pássaro não sonha nem tem ideais. O que, então, quereria dizer a expressão "sonho de um pássaro"? Em sua opinião, o vocábulo sonho nesse contexto se refere às imagens que temos ao dormir, ao ideal que ansiamos obter, a algo que não existe no mundo concreto.
 
Se a poetisa nos diz que a brisa era tão suave como o sonho de um pássaro, não lhe parece que a terceira alternativa é a mais provável? Quer dizer: não lhe parece que ela nos diz que a brisa era tão suave como um pássaro que não passou, que não causou o vento costumeiro do ruflar de suas asas? Com a expressão ela não conseguiria transmitir-nos que a brisa era mais suave que o vôo do pássaro, tão suave quanto um vôo de pássaro que não existisse?
 
Você notou como essa comparação foi exagerada! Como Cecília Meireles, para nos comunicar que a brisa era suavíssima, chegou a dizer que era como se não existisse? Essa é uma outra figura que estudaremos mais adiante.
 
Por enquanto é importante você saber que logicamente isso é impossível, porém literariamente, não. Em termos de literatura, é importante que o escritor comunique suas impressões e que nós, leitores, possamos entendê-las. A lógica é o que menos importa.
 
Comparação é uma figura que estabelece uma relação de igualdade entre duas realidades diferentes por meio de palavras que indicam comparação: como, mais do que, parecer, lembrar, semelhar etc.
 
METÁFORA
 
A metáfora é uma comparação sem conectivo ou verbo que diga serem as ideias semelhantes. Por exemplo, se a poetisa tivesse dito: as cabanas são pessoas muito antigas – teria empregado a metáfora.
 
Agora, vamos analisar o poema “Palavras ao mar” de Vicente de Carvalho.
 
“Mar, belo mar selvagem
Das nossas praias solitárias! Tigre
A que as brisas da terra o sono embalam,
A que o vento do largo eriça
o pêlo!”
(In: Antologia escolar brasileira, p. 110)
 
O poeta nos fala do mar e da impressão de beleza e ferocidade que lhe causa, como diz o primeiro verso.
 
Para melhor nos transmitir a impressão de beleza e ferocidade, com que outra ideia ele associa o mar? Você respondeu que Vicente de Carvalho associou mar a tigre? Então, podemos continuar.
Que semelhança há entre mar e tigre, que possibilitou ao poeta relacioná-los? Pensemos um pouco!
 
Logo no primeiro verso, o escritor nos comunica ser o mar belo e selvagem. Ora, o tigre é um animal selvagem, feroz e poderoso, capaz de destruir sua presa em poucos minutos. Essa já é uma semelhança. Agora vejamos a questão do belo. Você sabe que os felinos são os animais mais elegantes do reino selvagem? Pois são: caminham com uma tal sincronia de movimentos e tamanha suavidade, que, a despeito de seu peso, não fazem o menor ruído ao caminhar.
 
Ficaram claras as semelhanças? O mar é belo como um tigre, devido ao movimento sincrônico e suave de suas ondas. O mar é selvagem como um tigre porque é perigoso, traiçoeiro, capaz de destruir pessoas e navios. Tigre, então, é uma metáfora.
 
Nos dois últimos versos há mais metáforas. São elas: as brisas embalam o sono (do tigre)
 
Há duas metáforas aqui: brisas embalam e sono. Sabemos que o poema fala sobre o mar. O que, então, significa sono em relação ao mar? O sono é o descanso, a calma, e o mar também fica calmo quando o vento não é forte. Sono é a metáfora que se refere à calma do mar.
 
Agora vejamos a metáfora “brisas embalam”. Embalar é o ato de balançar suavemente o berço da criança, por exemplo. Mas, nesse contexto, significa bater suavemente nas ondas.
 
O vento do largo eriça o pelo (do tigre)
Há duas metáforas nesse verso: o vento eriça e o pelo (do tigre).
 
Comecemos por pelo.
O pelo eriçado do animal é indício de fúria. Qual é a manifestação de fúria do mar? As ondas encapeladas, revoltosas, não é? Pois aí está a metáfora decifrada. Metáfora é a figura pela qual transportamos o nome de uma coisa para outra, em vista de uma semelhança entre essas coisas.
 
PROSOPOPEIA, ANIMIZAÇÃO OU PERSONIFICAÇÃO
 
A prosopopeia – ou personificação ou animização – é um caso especial de metáfora, que consiste em atribuir ações e sentimentos tipicamente humanos a seres inanimados. Foi o que aconteceu no poema que acabamos de analisar, quando Vicente de Carvalho escreveu que as brisas da terra embalam o sono, e que o vento do largo eriça o pelo. Prosopopeia é a figura que atribui ação e sentimentos a seres inanimados.
 
HIPÉRBOLE
 
É a figura pela qual aumentamos ou diminuímos exageradamente o valor de uma ideia. Cecília Meireles, no poema “Anoitecer”, empregou-a: 
“Uma pequena brisa cálida flutua sobre a árvore da aldeia"
 
METONÍMIA
 
Você acredita que um escritor, quando emprega, em sua composição, palavras fora de seu sentido próprio, ou lhes dá uma disposição incomum, o faz gratuitamente? Por que estudar os recursos poéticos e por que dizer: há aqui esta ou aquela figura?
 
Orestes Barbosa escreveu, num momento de grande inspiração, os versos de “Chão de estrelas”: “A porta do barraco era sem trinco" 
 
Nos versos de Orestes Barbosa: “Mas a lua furando nosso zinco, / Salpicava de estrelas nosso chão...” – dissemos-lhe que zinco substituía o termo telhado, que no barracão é feito geralmente de folhas de zinco. Assim: o material de que é feito o telhado (zinco) designa o próprio telhado. Essa figura chama-se metonímia.
 
A metonímia não aponta semelhanças entre ideias diferentes, por isso não faz comparação entre ideias. Quando comparamos, dizemos que uma coisa é como outra ou é outra: empregamos, então, a comparação ou a metáfora, mas nunca a metonímia.
 
A metonímia é a substituição de um termo por outro que indica algo implícito nele, de tal maneira que não pode haver comparação entre ambos. Assim, tomando os exemplos dados, nós não podemos dizer que o verde do chão é como a grama, uma vez que a cor verde faz parte do conceito “grama”; também não é possível afirmar que os dentes do cão são como o cão porque a expressão “dentes do cão” faz parte do conceito de cão.
Você está bem seguro do que é a metonímia? Então estude a última figura que lhe apresentamos. Metonímia é a figura que designa substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles algum relacionamento.
 
ANTÍTESE
 
É uma figura facílima de ser percebida. O significado do termo antítese já nos diz o queele é: uma “antitese”, ou seja, uma afirmação contrária à outra que se fez. Há antítese toda vez que relacionamos ideias contrárias ou palavras cujos significados, isolados ou no contexto, sejam opostos.
Vejamos agora o soneto de Luís de Camões, que está construído basicamente em antíteses.
Amor é fogo que arde sem se ver;
 
Nos onze versos iniciais do poema, há antíteses. São elas:
fogo que arde sem se ver;
ferida que dói e não se sente;
contentamento descontente;
dor que desatina sem doer.

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