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Prévia do material em texto

Alisson Felix de Souza 
Denilson de Queiroz Cerdeira 
Vasco Pinheiro Diógenes Bastos 
 (Organizadores) 
 
 
 
 
 
 
 
Anatomia palpatória: 
atlas topográfico do corpo humano 
 
 
1ª Edição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fortaleza – Ceará 
 
2017
Copyright 2017. Alisson Felix de Souza, Denilson de Queiroz 
Cerdeira, Vasco Pinheiro Diógenes Bastos (Organizadores). 
 
Revisão Ortográfica 
Rosiléia Alves de Sousa 
 
Normalização e Padronização 
Luiza Helena de Jesus Barbosa - CRB-3/830 
 
Capa 
Janete Pereira do Amaral 
 
Programação Visual e Diagramação 
Janete Pereira do Amaral 
 
 
Dados Internacionais de Catalogação na Fonte 
 
 
A535 Anatomia palpatória: atlas topográfico do corpo humano/ 
 Organizadores Alisson Felix de Souza, Denilson de Queiroz 
 Cerdeira, Vasco Pinheiro Diógenes Bastos. Fortaleza: Centro 
 Universitário Estácio do Ceará, 2017. 
188p.; 30cm. 
 
 
 ISBN: 978-85-69235-16-3 
 
1. Palpação 2. Membros superiores, Anatomia 3. Membros 
inferiores, Anatomia 4. Atlas I. Souza, Alisson Felix de. II. 
Cerdeira, Denílson de Queiroz III. Bastos, Vasco Pinheiro 
Diógenes. IV. Centro Universitário Estácio do Ceará 
 
 CDD 611.96 
 
 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DO CEARÁ 
Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão 
Núcleo de Publicações Acadêmico-Científicas 
 
 
CONSELHO EDITORIAL 
 
 
 
Dra. Ana Cristina Pelosi Silva de Macedo – Universidade Federal do Ceará 
MsC. Ana Flávia Alcântara Rocha Chaves – Centro Universitário Estácio do 
Ceará 
Dra. Andrine Oliveira Nunes - Centro Universitário Estácio do Ceará 
MsC. Janete Pereira do Amaral - Centro Universitário Estácio do Ceará 
Ms. Joana Mary Soares Nobre - Centro Universitário Estácio do Ceará 
Dra. Kariane Gomes Cezario - Centro Universitário Estácio do Ceará 
Dra. Letícia Adriana Pires Ferreira dos Santos – Centro Universitário Estácio 
do Ceará, Universidade Estadual do Ceará, Universidade Federal do Ceará 
Dra. Marcela Magalhães de Paula - Embaixada do Brasil na Itália 
Dra. Maria Elias Soares – Universidade Federal do Ceará e Universidade 
Estadual do Ceará 
Dra. Maria da Graça de Oliveira Carlos – Centro Universitário Estácio do 
Ceará 
Dra. Margarete Fernandes de Sousa – Universidade Federal do Ceará 
Dra. Rosiléia Alves de Sousa – Centro Universitário Estácio do Ceará 
Dra. Suelene Silva Oliveira Nascimento - Universidade Estadual do Ceará 
Dr. Vasco Pinheiro Diógenes Bastos - Centro Universitário Estácio do Ceará 
 
 
 
 
_____________________________________________________ 
Núcleo de Publicações Acadêmico-Científicas 
Rua Vicente Linhares, 308 - Aldeota 
CEP: 60.135-270 - Fortaleza – CE - Fone: (85) 3456-4100 
www.publica-estaciofic.com.br 
 
- 2 - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- 3 - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho em primeiro lugar a Deus pelo dom da vida e 
a capacidade para realização deste sonho. Aos Professores por 
permitirem nosso aprendizado, aos alunos e funcionários do Centro 
Universitário Estácio do Ceará que são nossos incentivadores. 
 
- 4 - 
- 5 - 
LISTA DE AUTORES 
 
 
 
Alisson Felix de Souza 
Graduação em Fisioterapia pelo Centro Universitário Estácio do Ceará 
no ano de 2016. Experiência em Fisioterapia Traumato – ortopédica, 
Neurofuncional, Pneumofuncional. 
Benicio Alves Lima Junior 
Técnico em Massoterapia pelo Programa Nacional de Acesso ao 
Ensino Técnico – PRONATEC no ano de 2016. 
Denilson de Queiroz Cerdeira 
Graduação em Fisioterapia pela Universidade de Fortaleza no ano de 
2003. Especialização em Fisioterapia em Traumato-ortopedia, 
Reumatologia e Medicina do Esporte pela Faculdade Integrada do 
Ceará no ano de 2006. Rpgista – RPG Shoucard no ano de 2013. 
Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade Tecnológica 
Intercontinental em parceria com Universidade Federal do Rio Grande 
do Sul no ano de 2010. Experiência em Fisioterapia Traumato – 
ortopedia, Fisioterapia Desportiva, Fisioterapia Bucomaxilofacial, 
Síndrome de Burnout e suas dimensões, Saúde do Professor no âmbito 
institucional. Docente dos cursos de Fisioterapia, Enfermagem, 
Nutrição e Educação Física do Centro Universitário Estácio do Ceará e 
Fisioterapia da Faculdade Vale do Jaguaribe. 
Juliana Pinto Queiroz 
Graduação em Fisioterapia pelo Centro Universitário Estácio do Ceará 
no ano de 2016. Experiência em Fisioterapia Traumato – ortopédica, 
Dermatofuncional, Neurofuncional e Pilates. 
Vasco Pinheiro Diógenes Bastos 
Graduação em Fisioterapia pela Universidade de Fortaleza no ano de 
1985, Mestrado em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará 
no ano de 2001 e Doutorado em Farmacologia pela Universidade 
Federal do Ceará no ano de 2009. Atualmente atua como Docente do 
Centro Universitário Estácio do Ceará. 
 
- 6 - 
- 7 - 
PREFÁCIO 
 
 
A anatomia palpatória reveste-se de uma importância crucial 
para todos os profissionais ligados à área de saúde. Acredito que através 
do seu conhecimento pode-se sustentar melhor um processo de 
avaliação clínica e estabelecer com mais facilidade um plano de 
tratamento adequado, pois através do conhecimento das estruturas a 
serem examinadas e suas limitações e posições pode-se identificar 
assimetrias, alterações na textura e elasticidade tecidual, alterações nos 
contornos ósseos e musculares, temperatura, dor e edema, além de ser 
essencial para terapeutas que fazem técnicas manipulativas sejam quais 
forem. 
Assim, neste livro encontram-se aspectos relativos à avaliação 
de estruturas musculoesqueléticas da coluna vertebral, membros 
superiores e inferiores, por meio de técnicas palpatórias. Destaca-se as 
condutas para análise e interpretação de achados referentes a todos os 
músculos palpáveis, profundos, intermédios e superficiais, assim como 
comentários sobre sua inserção proximal, inserção distal, ação e 
inervação. 
Além disto, podem-se encontrar aspectos relevantes sobre a 
palpação dos principais nervos do corpo com seus respectivos pontos 
de compressão e todas as estruturas ósseas palpáveis, sempre 
colocando a importância para o tratamento clínico. 
O livro traz uma leitura clara, ilustrada e didática sendo 
excelente para compreensão. Portanto, um livro de “cabeceira” para 
acadêmicos e profissionais de saúde. 
 
 
Profª Ms. Giselle Notini Arcanjo 
Docente da graduação e pós-graduação do curso de Fisioterapia do 
Centro Universitário Estácio do Ceará 
- 8 - 
- 9 - 
 SUMÁRIO 
 
 
APRESENTAÇÃO ....................................................... 17 
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA 
ANATOMIA PALPATÓRIA ....................................... 19 
1.1 EFEITOS DAS MÃOS NO PACIENTE 
(PALPAÇÃO) .............................................................. 20 
1.2 TÉCNICAS DE PALPAÇÃO.................................. 22 
1.3 APRIMORAMENTO DA ARTE DA PALPAÇÃO . 24 
1.4 CUIDADOS COM AS MÃOS ............................... 25 
1.5 PALPAÇÃO DE TECIDOS DISTINTOS ............ 25 
CAPÍTULO 2 - ANATOMIA PALPATÓRIA - 
MEMBROS SUPERIORES .........................................29 
2.1 CLAVÍCULA ........................................................ 29 
❖ CLAVÍCULA .............................................................................30 
2.2 ESCÁPULA ............................................................ 31 
❖ BORDA VERTEBRAL (MEDIAL).......................................33 
❖ BORDA AXILAR (LATERAL)..............................................34 
❖ ÂNGULO INFERIOR ............................................................35 
❖ ESPINHA DA ESCÁPULA ....................................................35 
❖ ACRÔMIO .................................................................................36 
❖ PROCESSO CORACÓIDE ....................................................37 
2.3 OMBRO .................................................................39 
2.3.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 39 
❖ CABEÇA UMERAL COM TUBÉRULO MAIOR E 
MENOR (Abordagem anterior)...............................................39 
❖ ROTAÇÃO LATERAL: tubérculo menor ............................40 
❖ ROTAÇÃO MEDIAL: tubérculo maior ................................40 
❖ POSIÇÃO NEUTRA: Sulco intertubercular .........................41 
❖ ABORDAGEM INFERIOR OU AXILAR..........................41 
- 10 - 
2.3.2. MIOLOGIA.................................................................................. 43 
❖ TRAPÉZIOS (fibras superiores, médias e inferiores) ..........43 
❖ TRAPÉZIO SUPERIOR - TRAPÉZIO MÉDIO ..............44 
❖ TRAPÉZIO INFERIOR..........................................................45 
❖ GRANDE DORSAL ................................................................45 
❖ ROMBÓIDES (MAIOR E MENOR) ...................................46 
❖ ELEVADOR DA ESCÁPULA...............................................47 
❖ PEITORAL MAIOR ................................................................48 
❖ TENDÃO DO PEITORAL MAIOR - PORÇÃO 
ESTERNAL ...............................................................................49 
❖ TENDÃO DO PEITORAL MAIOR PORÇÃO 
CLAVICULAR...........................................................................50 
❖ PEITORAL MENOR...............................................................50 
❖ SERRÁTIL ANTERIOR .........................................................52 
❖ DELTÓIDES (porção anterior, média e posterior)..............53 
❖ SUBESCAPULAR (PORÇÃO INDIRETA) ........................55 
❖ SUPRA-ESPINHOSO..............................................................56 
❖ INFRA-ESPINHOSO ..............................................................57 
❖ REDONDO MENOR .............................................................58 
❖ REDONDO MAIOR ...............................................................60 
❖ BÍCEPS BRAQUIAL................................................................61 
❖ TRÍCEPS BRAQUIAL .............................................................62 
2.3.3. ARTROLOGIA ........................................................................... 63 
❖ LIGAMENTO INTERCLAVICULAR.................................63 
❖ LIGAMENTO ACRÔMIO-CLAVICULAR........................63 
2.3.4. NERVOS E VASOS .................................................................. 64 
❖ LINFÁTICOS AXILARES......................................................64 
❖ NERVO ULNAR ......................................................................64 
2.4 COTOVELO .......................................................... 66 
2.4.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 66 
❖ EPICÔNDILO MEDIAL, LATERAL E OLÉCRANO....66 
- 11 - 
❖ CABEÇA DO RÁDIO .............................................................68 
❖ SULCO DO NERVO ULNAR...............................................68 
2.5 ANTEBRAÇO ....................................................... 69 
2.5.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 69 
❖ ULNA (DIÁFISE-BORDA DORSAL) .................................69 
❖ RÁDIO (CORPO DO RÁDIO) .............................................71 
2.5.2. MIOLOGIA.................................................................................. 72 
❖ MÚSCULOS ANTEBRAQUIAIS PALMARES..................72 
❖ PRONADOR REDONDO.....................................................72 
❖ FLEXOR RADIAL DO CARPO ...........................................74 
❖ PALMAR LONGO...................................................................75 
❖ FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS.............................76 
❖ FLEXOR ULNAR DO CARPO ............................................77 
❖ MÚSCULOS ANTEBRAQUIAIS DORSAIS ......................78 
❖ EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO ...................79 
❖ EXTENSOR ULNAR DO CARPO ......................................80 
2.6 PUNHO ................................................................. 81 
2.6.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 81 
❖ ULNA – CABEÇA DA ULNA E PROCESSO 
ESTILÓIDE...............................................................................81 
❖ RÁDIO – PROCESSO ESTILÓIDE ....................................82 
❖ OSSOS DO CARPO.................................................................83 
❖ ESCAFÓIDE .............................................................................84 
❖ PISIFORME...............................................................................85 
2.6.2. MIOLOGIA.................................................................................. 86 
❖ ABDUTOR LONGO DO POLEGAR.................................88 
2.6.3. NERVOS ....................................................................................... 89 
2.7 MÃO ...................................................................... 92 
2.7.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 92 
❖ METACARPOS.........................................................................92 
2.7.2. MIOLOGIA.................................................................................. 93 
- 12 - 
❖ ABDUTOR CURTO DO POLEGAR ..................................93 
❖ ABDUTOR DO 5º DEDO .....................................................94 
CAPÍTULO 3 - ANATOMIA PALPATÓRIA - 
MEMBROS INFERIORES .........................................95 
3.1 CINTURA PÉLVICA E COXA .............................. 95 
3.1.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 95 
❖ OSSO ILÍACO ..........................................................................99 
❖ ESPINHA ILÍACA ÂNTERO SUPERIOR (EIAS) .........100 
❖ ESPINHA ILÍACA POSTÊRO SUPERIOR (EIPS) ........100 
❖ TUBÉRCULO ISQUIÁTICO...............................................101 
❖ TUBÉRCULO PÚBICO ........................................................102 
❖ EXTREMIDADE PROXIMAL ...........................................103 
❖ TROCÂNTER MAIOR .........................................................103 
3.1.2. ARTROLOGIA ......................................................................... 104 
❖ ARTICULAÇÃO SACROILÍACA.......................................104 
❖ LIGAMENTO ÍLIO-LOMBAR...........................................104 
3.1.3. MIOLOGIA................................................................................ 105 
❖ TRÍGONO FEMURAL .........................................................105 
❖ ÍLIO-PSOAS (PROXIMAL) .................................................106 
❖ RETO ABDOMINAL............................................................107 
❖ QUADRADO LOMBAR.......................................................108 
❖ GLÚTEO MÁXIMO..............................................................108 
❖ PIRIFORME ............................................................................109 
❖ ÍSQUIOS TIBIAIS ..................................................................110 
❖ MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO OU PERÍNEO
 ....................................................................................................110 
3.1.4. NERVOS E VASOS ................................................................ 111 
❖ NERVO ISQUIÁTICO .........................................................111 
❖ LINFÁTICOS INGUINAIS .................................................112 
3.2 JOELHO .............................................................. 113 
3.2.1. OSTEOLOGIA ......................................................................... 115 
- 13 - 
❖ (EPI) CÔNDILO LATERAL ...............................................115 
❖ (EPI) CÔNDILO LATERAL ...............................................115 
❖ TUBEROSIDADE DA TÍBIA .............................................116 
❖ TUBÉRCULO DE GERDY .................................................117❖ CABEÇA DA FÍBULA ..........................................................118 
❖ PATELA ...................................................................................119 
3.2.2. ARTROLOGIA ......................................................................... 120 
❖ COLATERAL FIBULAR (LATERAL) ...............................120 
❖ COLATERAL TIBIAL (MEDIAL) .....................................120 
❖ TENDÃO PATELAR OU QUADRICIPTAL ..................121 
❖ RETINÁCULO DA PATELA..............................................122 
❖ MENISCO MEDIAL .............................................................123 
❖ MENISCO LATERAL ...........................................................124 
3.2.3. MIOLOGIA................................................................................ 125 
❖ VASTO LATERAL.................................................................125 
❖ VASTO MEDIAL OBLÍQUO .............................................125 
❖ RETO DA COXA OU FEMURAL .....................................126 
❖ TENDÕES DA PATA DE GANSO ..................................127 
❖ SEMITENDINOSO ...............................................................127 
❖ BÍCEPS DA COXA OU CRURAL......................................128 
3.2.4. NERVOS ..................................................................................... 129 
❖ NERVO FIBULAR COMUM ..............................................129 
3.3 PERNA .................................................................130 
3.3.1. MIOLOGIA................................................................................ 130 
❖ TIBIAL ANTERIOR..............................................................130 
❖ EXTENSOR LONGO DO HÁLUX ..................................131 
❖ EXTENSOR LONGO DOS DEDOS................................131 
❖ FIBULAR LONGO ................................................................132 
❖ FIBULAR CURTO .................................................................133 
❖ GASTROCNÊMIO ................................................................133 
❖ SÓLEO .....................................................................................134 
- 14 - 
❖ TENDÃO CALCÂNEO, AQUILEU OU TENDÃO DE 
AQUILES .................................................................................135 
3.4 TORNOZELO E PÉ ............................................137 
3.4.1. CONSIDERAÇÕES ................................................................ 137 
3.4.2. OSTEOLOGIA ......................................................................... 138 
❖ MALÉOLO MEDIAL............................................................138 
❖ MALÉOLO LATERAL .........................................................139 
3.4.3. MIOLOGIA DO TORNOZELO ...................................... 141 
❖ TIBIAL POSTERIOR ............................................................141 
❖ TÁLUS ......................................................................................141 
❖ FACE POSTERIOR DO PÉ ................................................145 
❖ FACE PLANTAR DO PÉ – CABEÇA DOS 5º 
METATARSIAIS ....................................................................146 
3.4.4. ARTROLOGIA ......................................................................... 147 
❖ ARTICULAÇÃO TALOCRURAL OU DO TORNOZELO 
PROPRIAMENTE DITA .....................................................147 
❖ LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL OU DELTÓIDE
 ....................................................................................................149 
❖ LIGAMENTO COLATERAL LATERAL .........................150 
3.4.5. MIOLOGIA DO PÉ ............................................................... 150 
❖ FLEXOR LONGO DOS DEDOS ......................................150 
❖ FLEXOR LONGO DO HÁLUX ........................................151 
3.4.6. NERVOS E VASOS ................................................................ 152 
❖ ARTÉRIA TIBIAL POSTERIOR ........................................152 
❖ NERVO TIBIAL .....................................................................153 
❖ ARTÉRIA DORSAL DO PÉ................................................153 
CAPÍTULO 4 - TRONCO ......................................... 155 
4.1 COLUNA CERVICAL...........................................156 
4.1.1 OSTEOLOGIA CEVICAL .................................................... 157 
❖ PROCESSO TRANSVERSO DO ATLAS .........................159 
❖ PROCESSO ESPINHOSO (C2) ..........................................161 
❖ PROCESSO ESPINHOSO (C3 A C7) ................................164 
- 15 - 
❖ PROCESSO TRANSVERSOS (C3 A C7)...........................165 
❖ PROCESSO ARTICULARES...............................................165 
❖ OSSO TEMPORAL - PROCESSO MASTÓIDE .............166 
❖ OSSO OCCIPITAL ................................................................167 
❖ MANDÍBULA - CÔNDILOS ..............................................167 
4.1.2 MIOLOGIA ................................................................................. 168 
❖ ECOM – ESTERNO CLEIDO OCCIPITO MASTÓIDEO
 ....................................................................................................168 
❖ ESCALENO ANTERIOR ....................................................169 
❖ EXTENSORES DA CABEÇA E DO PESCOÇO ...........170 
4.2 COLUNA TORÁCICA .......................................... 171 
4.2.1. OSTEOLOGIA ......................................................................... 171 
❖ PROCESSOS TRANSVERSOS ...........................................173 
❖ ESTERNO ...............................................................................174 
❖ MANÚBRIO ............................................................................174 
❖ CORPO DO ESTERNO .......................................................175 
❖ PROCESSO XIFÓIDE..........................................................175 
❖ COSTELA ................................................................................176 
4.3 COLUNA LOMBAR .............................................177 
4.3.1. OSTEOLOGIA ......................................................................... 178 
❖ PROCESSOS ESPINHOSOS ...............................................179 
❖ MANOBRA DIFERENCIAL ENTRE OS PROCESSOS 
ESPINHOSOS DE L5 E S1 ..................................................180 
❖ PROCESSOS TRANSVERSOS ...........................................181 
4.3.2. MIOLOGIA................................................................................ 181 
❖ ÍLIOCOSTAL LOMBAR ......................................................181 
❖ OBLIQUO EXTERNO .........................................................182 
 
- 16 - 
 
- 17 - 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
Durante muitos anos o professor e pesquisador Denilson de 
Queiroz Cerdeira, em parceria com o Centro Universitário Estácio do 
Ceará, começou a pensar sobre a prática docente e o aprendizado sobre 
o corpo humano e a sua aplicabilidade no âmbito dos cursos de saúde 
da instituição, que culminou no desenvolvimento desta obra. Este livro 
não busca provar aquilo que já existe e sim trazer ao público, de forma 
clara e científica, a topografia corporal diagnóstica. 
As discussões sobre a topografia corporal e a sua relação com a 
Anatomia Palpatória são necessárias para que se possa desvelar sobre a 
docência e o processo de ensino e aprendizagem dos alunos no âmbito 
da saúde. Essa é uma obra que fornecerá mais instrumentos, 
conhecimentos e informações para fomentar tais discussões, e ainda, 
tornar público os anos de trabalho realizados pelo Centro Universitário 
Estácio do Ceará. As informações presentes neste livro são resultados 
de projetos de iniciação científica. Portanto, a participação e o 
empenho dos alunos foram decisivos na concretização deste livro. 
Este livro dispõe sobre algumas questões sobre a Anatomia 
Palpatória e a sua aplicabilidade no processo de ensino e aprendizagem 
do discente dos cursos de graduação em saúde.Denilson de Queiroz Cerdeira 
 
 
 
 
 
 
 
- 18 - 
 
 
- 19 - 
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO AO 
ESTUDO DA ANATOMIA PALPATÓRIA 
 
 
Alisson Felix de Souza 
Denilson de Queiroz Cerdeira 
Vasco Pinheiro Diógenes Bastos 
 
 
AS MÃOS 
 
Na Idade Média operou-se uma distinção, uma clivagem entre 
duas utilizações diferentes de mão. A partir da palavra Kheir, que 
significa mão em grego, formou-se a palavra cirurgião. Keirourgon: 
aquele que tem a mão armada de um instrumento, aquele que opera. A 
palavra manus, que significa mão em latim, ficou restringida aos 
trabalhos manuais em que a mão está apenas armada de palavras que a 
acompanham em sua atividade terapêutica. A massagem é, acima de 
tudo, a arte da mão; Freud, aliás, punha a mão durante muito tempo na 
fronte de seus pacientes, no decurso das sessões. 
Em Fisioterapia, a mão do terapeuta é enviada pela consciência 
com a missão preestabelecida de apoderar-se desta ou daquela 
informação, que a consciência lhe impõe, numa espécie de antecipação. 
Ela vai manifestar toda a sua excelência, como um radar, no contato do 
corpo palpado ou já tratado do paciente. 
Maquiavel dizia que toda a gente sabe ver, mas pouca gente sabe 
tocar. Toda a pele, que recobre e limita o organismo informa-nos, 
imediatamente, do contato que se estabelece entre nós e os objetivos 
exteriores, mas somente a mão deve ser considerada como o verdadeiro 
órgão do tato. 
Broca dizia que a mão tem uma imensidade de utilizações, que 
pode atingir todos os pontos da superfície do corpo e constitui o 
instrumento de tato por excelência. Tocar todos os pontos do corpo é 
um ato tranquilizador, pois permite, eventualmente, confirmar a 
integridade desse mesmo corpo, quando o indivíduo, no seu 
inconsciente, receia que ele esteja fragmentado. 
- 20 - 
Somente a mão pode tocar e é tocada. Jean Brun diz que a mão 
constitui um microrganismo carregado dos nossos desejos, temores, 
esperanças, emoções, que parte a aventura para sondar a distância que 
nos separa daquilo que não somos. Acrescenta que o tocar implica a 
vontade e o desejo de seguir uma superfície de desposar uma forma. O toque 
ausculta, por assim dizer, o corpo estranho. Eis porque a mão toca; é uma mão que 
explora um contorno, tateia uma consciência, encerra um volume, sente o calor. 
 É importante a consciência que, através da mão e nunca sem 
ela, vai tocar. O paciente deseja ser tocado para sair deste impasse em 
que a doença o colocou. Mas ao mesmo tempo teme as mãos que o 
tocam. Esta ambiguidade deve ser bem compreendida mesmo antes do 
primeiro contato, cuja complexidade é muito particular. O tocar 
provoca a desconfiança, compromete a integridade corporal. O 
paciente pede e ao mesmo tempo teme o socorro desejado. O que é que 
vai fazer? Não vai fazer mal? Mesmo quando não diz estas palavras, ele 
pensa nelas. 
Se as palavras podem ser tocantes, é porque os gestos da mão 
podem ser eloquentes. Que os corpos falam já sabemos há muito 
tempo. Klossowski diz que o corpo faz gestos que significam o 
contrário daquilo que indicam. A mão, aliás, faz medo: está presente no 
inconsciente do paciente, mas ele não pode exprimir por palavras e, 
muitas vezes, então, exprime-o por mímica. 
 
1.1 EFEITOS DAS MÃOS NO PACIENTE (PALPAÇÃO) 
 
Muitos pacientes ainda relutam em consultar um profissional 
para abordar problemas pessoais, particularmente os associados a seu 
próprio corpo. Ambas as partes podem levantar barreiras, mas ambas 
devem contribuir para derrubá-las para que se possa atingir uma 
cooperação mais proveitosa. 
Normalmente o paciente apresenta-se com uma combinação 
normal de dúvidas, problemas e informações, sem uma ordem 
específica de prioridade, exceto, talvez, a presença prevalente de dor. 
Grande parte dessa informação é bastante irrelevante, mas é uma parte 
essencial da investigação e deve ser totalmente avaliada antes de ser 
descartada. 
O investigador precisa ser receptivo a todas as formas de 
informações, tentando analisar os fatos e produzindo uma avaliação 
completa da situação. Ocasionalmente utiliza-se um plano 
- 21 - 
predeterminado para facilitar a compilação dos fatos em uma ordem 
específica. Isso ajuda o investigador a chegar a uma conclusão ou 
diagnóstico. É preciso ter cuidado, porém, para que esse plano não 
interfira com as informações dadas pelo paciente nem contamine o 
quadro final. 
A investigação inicial deve ser realizada com grande cautela e 
sensibilidade, por que pode influenciar ambas as partes no exame que 
virá a seguir. O exame físico requer o mesmo grau de delicadeza e 
diplomacia, com cuidado, precisão e suavidade. A inadequação física ou 
verbal nesse estágio pode levar ao bloqueio total e à relutância em 
cooperar da parte do paciente. 
A palpação começa no primeiro contato com o paciente e é 
possível adquirir informações com relação a outros exames com 
eficiência. Todas as indicações da reação do paciente ao contato devem 
ser conquistadas de imediato, e o ato de dar a mão ou de ajudar o 
paciente a sentar-se ou levantar-se pode proporcionar ao investigador 
uma grande quantidade de informações relativas à necessidade de 
assistência ou à relutância em aceitar ajuda. 
Obviamente, esse contato com o paciente é apenas um dos 
muitos exames e técnicas de avaliação realizada na ocasião. Observar, 
ouvir e até sentir as dores são fontes úteis de informação relativa ao 
paciente. 
Durante o período de questionamento é bom fazer um contato 
cuidadoso com a área de dor, o que incentiva ambas as partes a 
centrarem a atenção no motivo da consulta. Os movimentos devem ser 
testados com grande cuidado, palpando e observando continuamente, 
monitorando qualquer relutância para mover-se, tensão, espasmo 
muscular, anomalias articulares e dor. Provocar uma dor aguda no 
paciente sem querer é um dos caminhos mais diretos de perder sua 
confiança, assim como as informações essenciais. 
O paciente gradualmente adquire confiança. Muito do medo do 
desconhecido passa no primeiro contato. Ao examinar o movimento, já 
é preciso existir de certo sentimento de confiança, e se a manipulação 
for cuidadosa ainda que firme, muito da tensão pode ser reduzida. Um 
sentimento de cooperação e confiança supera a relutância inicial com 
relação ao atendimento médico. 
A palpação continua durante todo o exame e o tratamento 
subsequente. Se for realizada com atenção e sensibilidade, fornece 
dados sobre os problemas físicos do paciente e também pode 
- 22 - 
“desvendar” problemas psicológicos, os quais, até que esta relação seja 
estabelecida são ocultados de propósito ou não são reconhecidos como 
relevantes para o aspecto físico. 
Muitos profissionais deparam-se com pacientes que usam um 
problema físico insignificante para entrar em contato com um 
fisioterapeuta, e depois, durante o exame ou tratamento acaba por 
declarar o problema subjacente. Todos os profissionais devem estar em 
alerta para essa possibilidade e devem anotar qualquer comentário 
estranho que venha a desembocar na conversação. O contato físico 
com o paciente parece ser o elo necessário para esse processo, mas a 
habilidade de reconhecer o sinal depende da capacidade, do 
treinamento e da sensibilidade do observador. 
O paciente precisa confiar no profissional, que deve fornecer 
informações verbais e não-verbais. Outros dados referentes à condição 
do paciente devem ser continuamente recebidos durante o tratamento. 
Mesmo o tratamento mais simples deve alimentar a sensação de estar 
sendo cuidado, de confiança e de compreensão. O paciente que em 
geral contribui com o tratamento, à medida que recebe cuidados, desde 
que seja incentivado e se busquem as informações com afinco. 
 
1.2 TÉCNICAS DE PALPAÇÃO 
 
Não é suficiente colocar as mãos sobre o corpo do paciente, na 
esperança de receber as informações necessárias, é preciso ter atitudes 
efetivas para pesquisar os dados. A palpação é uma busca de 
informações e deve ser abordado de modo racional e planejado.Muito 
pouco se percebe ao contatar uma superfície com as mãos 
permanecendo estacionário. 
O movimento das mãos é necessário para que as estruturas 
passem sob os dedos de maneira controlada, para determinar e anotar 
as alterações de superfície, pressão e temperatura, por exemplo. A 
velocidade de movimento pode ser ajustada de modo que se leia o 
máximo de informações. Se os dedos passam sobre uma escrita em 
Braille com muita rapidez, os pontos são sentidos, mas não fornecem 
informações, ao passo que na velocidade correta para o indivíduo, a 
massa de pontos passa a ser um texto inteligível. 
Às vezes a palpação precisa ser profunda e lenta, outras, leve e 
rápida. Por exemplo, a palpação dos processos transversos da região 
- 23 - 
lombar ou o hámulo do osso hamato requer aplicação cuidadosa de 
pressão profunda, combinada com movimento lento, e sensibilidade às 
reações do paciente. 
A palpação dos processos espinhosos das vértebras torácicas, 
particularmente quando se faz a contagem decrescente, é muito mais 
fácil se as pontas dos dedos se moverem suavemente para cima e para 
baixo, em uma distância de três ou quatro centímetros por vez, 
marcando-se cada processo espinhoso com o dedo da outra mão e 
mantendo-o assim até que a posição do próximo processo espinhoso 
seja confirmada. Esse tipo de palpação funciona de modo similar a um 
scanner que utiliza um feixe de raios para construir uma imagem mais 
nítida. A técnica pode ser usada para obter um filme mais nítido do 
arcabouço ósseo do tórax, particularmente na região posterior. 
Usando uma ou duas palmas da mão e os dedos obtém-se mais 
informações referente ao movimento abaixo da superfície e sobre a 
reação do paciente ao contato. A aplicação só da ponta dos dedos, por 
exemplo, é usada para palpar o pulso. Em geral, se as estruturas abaixo 
da superfície são estacionárias, as mãos precisam ser usadas em um 
movimento controlado, enquanto se as estruturas forem móveis, as 
mãos devem ficar estacionárias. Quanto mais delicado for o 
movimento abaixo da superfície, mais delicada será a palpação – isso é 
demonstrado claramente ao se procurar o pulso fraco. 
Ao manipular as articulações para examinar a qualidade de 
movimento e avaliar os fatores limitantes, as mãos devem mover-se o 
menos possível, para evitar qualquer feedback dos tecidos do 
profissional, que pode obscurecer os dados advindos dos tecidos do 
paciente. 
Na verdade, com esse tipo de palpação, é necessário o mínimo 
de todos os outros movimentos, com exceção da articulação 
examinada. Isso implica adotar uma posição que evite o movimento 
dos pés, aplicando uma preensão que permita a ocorrência de toda a 
amplitude de movimento sem mudanças, e reduzindo todo o 
deslizamento de pele com um contato firme. Finalmente, o profissional 
deve estar absolutamente certo de que a posição do paciente é estável e 
que o movimento testado se situa na articulação examinada e no plano 
que circunda o eixo desejado. Não é raro, ao testar os movimentos dos 
membros inferiores e superiores, verificar um “clique” ou crepitação e 
nenhum dos dois, pacientes e examinador, são capazes de localizar a 
sua fonte. Ao contrário, se a unha do polegar do examinador tocar o 
paciente enquanto se aplica a pressão na região posterior da massa 
- 24 - 
lateral do atlas (C1), o paciente pode, erroneamente, relatar um som 
localizado na articulação atlanto-occipital. 
Ao examinar a amplitude terminal de uma articulação, todas as 
variações devem ser conhecidas com antecedência de modo que o 
movimento, normal e acessório, seja testado corretamente, observando 
a amplitude disponível e os fatores limitantes. Essa forma de palpação é 
altamente especializada e exige muita prática em articulações normais 
para aperfeiçoar a técnica e considerável experiência com articulações 
anormais, para reconhecer as variações, e um conhecimento 
especializado das várias afecções, para avaliar até que ponto testar. 
Sugere-se que essa forma de palpação seja realizada apenas por 
especialistas, pois do contrário, pode ser prematura e baseada na 
palpação da anatomia normal. Gradualmente, quando se toma cuidado 
e se estabelecem limites, é possível adquirir considerável habilidade. 
Infelizmente, muitos profissionais sentem pouco e tentam 
compensar o déficit com a observação, ou sentem bastante, mas não 
interpretam o que sentem. Alguns ainda podem sentir o que acreditam 
que deveriam sentir. É fácil se deixar convencer por um paciente 
ansioso, ou pelo conhecimento adquirido ou por influência de um 
observador mais experiente, de que se sentem alterações que na 
realidade não existem. 
 
1.3 APRIMORAMENTO DA ARTE DA PALPAÇÃO 
 
O aprimoramento das técnicas de palpação só pode ser obtido 
com a prática. O desejo de aprender é de suma importância. Depende 
da necessidade de saber o que se encontrar abaixo da superfície e do 
desejo de encontrar algum meio de oferecer ajuda. 
O envolvimento das mãos em todas as formas de observação, em 
geral é ampliado pela redução da entrada das informações de outros 
sentidos, e o maior uso do tato pode ser melhorado fechando-se os 
olhos e usando as mãos para reconhecer diferentes texturas, pesos, 
superfícies, líquidos, moedas, etc. 
A continuação e ampliação do estudo formal de anatomia é 
essencial, porque os benefícios são poucos se o profissional não tiver 
consciência do que deve ser palpado. 
 
- 25 - 
1.4 CUIDADOS COM AS MÃOS 
 
Em todas as atividades nas quais se utiliza as mãos para realizar 
movimentos precisos com fina sensibilidade tátil, é preciso tomar 
providências para manter sua mobilidade, sensibilidade e destreza. A 
limpeza é essencial e contribui muito para a sensação do tato. 
Os resíduos de gordura, creme, sujeira, pó, etc., estabelece uma 
camada separadora entre os órgãos receptores sensoriais e terminações 
nervosas e os objetos e os indivíduos que estão sendo palpados. 
Lavar as mãos com sabonete suave, secá-las completamente e 
evitar cremes a menos absolutamente necessário, deve ser uma rotina. 
Além disso, as unhas devem estar sempre curtas e limpas, para eliminar 
os riscos de lesão ou infecção, e para que elas possam ser usadas como 
instrumentos. A qualidade da palpação depende, em grande parte, da 
textura e da flexibilidade das mãos, que devem ter boa aparência e estar 
realmente bem, para promover a confiança do paciente. As mãos que 
não recebem o devido cuidado, são sujas, rígidas e cobertas por pele 
áspera só gerem relutância ao toque. 
As articulações das mãos devem ser mantidas em condições de 
flexibilidade, com a musculatura firme e forte. É preciso fazer 
exercícios regulares para manter a mobilidade e aumentar a força. 
 
1.5 PALPAÇÃO DE TECIDOS DISTINTOS 
 
A palpação normal por um leigo ou mesmo por muitos 
profissionais às vezes é grosseira e inútil. Pode-se notar a diferença 
entre osso, músculo ou tendões etc., mas dificilmente vai além disso. O 
profissional habilidoso é capaz de distinguir diferentes partes dos ossos, 
diferenciar formas e textura do músculo, suas conexões com os 
tendões, e ser capaz de rastreá-los até sua origem ou inserção. 
 Esses profissionais também são capazes de contar as vértebras, 
palpar os processos transversos da região lombar e outras estruturas 
ósseas profundas, localizar certos ligamentos, palpar pulsos ambíguos e 
determinar anormalidades, como tipos diferentes de tumefação, mal 
alinhamento e ruptura. 
O profissional com grande habilidade deve ir além desse 
conceito de palpação, devendo completar o quadro que está no interior 
- 26 - 
do corpo. Os pontos de referências ósseos devem ser estudados e 
correlacionados para que se obtenha uma imagem clara do sistema 
esquelético, incluindo ângulos das costelas, processos transversos e 
espinhosos de todas as vértebras, inclusive suas características 
diferenciadoras; por exemplo, os processos espinhosos bífidos na 
região cervical, em contraste com as protuberâncias pontudas dos 
processosespinhosos torácicos e com a forma retangular de T12 e da 
região lombar. 
O alinhamento de um osso com o outro é mais fácil de 
examinar nos membros superiores e inferiores, sendo bem mais difícil 
na coluna vertebral. Os defeitos no contorno de um osso podem ser 
localizados, reconhecendo-se possíveis avulsões. 
As variações na textura dos músculos devem ser reconhecidas, 
anotando-se as diferenças que ocorrem no músculo normal, o que 
possibilita que o examinador reconheça as variações não normais. 
O tecido fibroso entre as fibras musculares pode produzir uma 
sensação de flexibilidade, enquanto as regiões de espasmo são duras, 
mas têm forma regular. O primeiro tende a ficar na mesma posição 
independente do que se faça; as últimas normalmente desaparecem ao 
se aplicar calor ou massagem. 
A palpação cuidadosa revela onde cada músculo une-se a seu 
tendão, e onde e como o tendão se insere. A palpação também pode 
determinar o grau de fixação do músculo pela fáscia e se o tendão se 
mantém em sua posição por um retináculo. A extensão dos retináculos 
pode ser examinada, fazendo-se um estudo das estruturas que passam 
abaixo ou acima deles. 
As tumefações nos músculos em geral são causadas por 
contusões (hematoma) e sangramento entre as fibras musculares. São 
contidas no interior de uma área localizada e tornam-se duras e 
dolorosas, com frequência quente ao toque e possivelmente produzem 
vermelhidão sobre a área. Quase sempre há história de trauma na 
região. No entanto, é preciso ter cuidado ao palpar qualquer área de 
tumefação, porque pode ser causada por afecções mais graves. 
Ao palpar as articulações, é preciso fazer outras considerações. 
A localização precisa do eixo da articulação é essencial e se baseia na 
identificação acurada dos pontos de referência óssea e das medidas, 
considerando o tamanho e a forma gerais de outros ossos e a postura 
nesse momento. O conhecimento profundo da estrutura e da extensão 
das faces articulares adjacentes, assim como onde os ligamentos podem 
- 27 - 
ocultar o espaço articular, é imprescindível. A apresentação de espaços 
preenchidos por tecido em diferentes circunstâncias, por exemplo, se 
há líquido dentro da cápsula ou da bolsa articular, juntamente com o 
conhecimento detalhado dos tendões circundantes, também é 
importante ao examinar as articulações. 
O exame do modo como os ossos de uma articulação move-se 
uns sobre os outros, a amplitude e a suavidade do movimento, se o 
eixo varia de acordo com sua posição e como o movimento é limitado 
são características que devem ser consideradas. Com bastante cuidado e 
habilidade, o movimento das articulações pode ser examinado 
indiretamente por meio dos ossos de cada lado da articulação. 
A maioria das articulações tem movimentos adicionais, de 
pequena amplitude e alheios ao controle voluntário, que são essenciais 
para o funcionamento eficiente da articulação. São conhecidos como 
movimentos acessórios. 
Os movimentos acessórios são mais evidentes nas articulações 
humanas dentro de certa amplitude de movimento articular; isto é, 
quando os ligamentos permitem que as faces articulares fiquem 
separadas ou quando as faces não são congruentes. Isso é denominado 
posição de “pouca compactação”. Quando os ligamentos de uma 
articulação ficam tensos e suas faces são congruentes, não há mais 
movimento, seja normal ou acessório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- 28 - 
- 29 - 
CAPÍTULO 2 - ANATOMIA PALPATÓRIA 
- MEMBROS SUPERIORES 
 
Alisson Felix de Souza 
Benicio Alves Lima Junior 
Denilson de Queiroz Cerdeira 
Juliana Pinto Queiroz 
 
Do ponto de vista da anatomia descritiva, o ombro, ou cintura 
escapular, compreende somente dois ossos: a clavícula e a escápula. 
A nossa abordagem será mais global, isto é, incluiremos a 
articulação escápulo-umeral ou articulação do ombro – constituída pela 
epífise proximal do úmero e pela cavidade glenóide da escápula – ao 
conceito descritivo do ombro, porque irá facilitar o estudo palpatório. 
 
2.1 CLAVÍCULA 
 
A palpação do corpo e das extremidades da clavícula não 
apresenta grande dificuldade e traz algumas informações que podem ser 
aproveitadas pelo terapeuta. 
Ao se palpar o corpo da clavícula, em sua borda ventral, 
consegue-se identificar, com mais clareza, as suas duas curvaturas – 
seus dois terços mediais são convexos, e seu terço lateral, côncavo. Por 
meio dessa palpação, pode-se verificar a posição da clavícula, ter uma 
ideia de seu comprimento e se apresenta alguma variação ou 
anormalidade anatômica. 
Abaixo da clavícula, no ponto de união de suas curvaturas, ou 
seja, quando deixa de ser convexa para se tornar côncava, passa o plexo 
braquial; a palpação, superior ou inferiormente ao osso, nesse nível, é 
sempre dolorosa, devendo ser feita com cautela. 
Já na palpação de suas extremidades – esternal e acromial, as 
relações articulares podem ser avaliadas: se os espaços anatômicos estão 
mantidos e se a função está preservada testando-se os seus 
movimentos. 
É interessante observar que a extremidade esternal tem um 
formato prismático e arredondado. 
- 30 - 
A face cranial do terço lateral da clavícula é plana e, próximo à 
extremidade acromial, alarga-se consideravelmente, estendendo-se 
dorsalmente; a palpação dessa região, frequentemente esquecida, é 
bastante enriquecedora, não somente por se identificar a largura da 
clavícula nesse local, mas, principalmente, por ser rotineira a presença 
de dor pontual, devido à tensão das fibras superiores do trapézio que se 
inserem na borda posterior do terço lateral do osso. 
O conhecimento das relações musculares de determinado osso é 
de extrema valia para obter conclusões diagnósticas e adotar o 
subsequente processo terapêutico; no caso da clavícula, em particular, 
isso é ainda mais relevante, já que participar da formação de um 
cíngulo, fazendo com que os elementos musculares a ela relacionados 
contribuam para a mobilidade concomitante de vários segmentos do 
corpo humano. 
Os músculos: peitoral maior, esternocleidomastóideo (ECOM), 
subclávio, deltoide, trapézio e esterno-hióide se inserem na clavícula; 
são fundamentais para o bom funcionamento da cintura escapular, da 
coluna cervical, da articulação do ombro e do tórax. 
 O ligamento esterno-clavicular anterior é mais difícil de ser 
identificado e palpado quando comparado à palpação do ligamento 
acrômio-clavicular; o direcionamento das fibras, a posição e a forma 
quadrilátera deste último facilitam a sua palpação. 
 
❖ CLAVÍCULA 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado com antebraço apoiado na 
coxa ou na mesa 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
• 5º dedo na extremidade esternal 
• 1º dedo na extremidade acromial 
• 3º dedo cairá sobre o corpo (terço médio da clavícula). 
 
OBSERVAR: INCLINAÇÃO, MOBILIDADE, SENSIBILIDADE À 
PALPAÇÃO. 
• Palpar a Articulação Esternoclavicular (extremidade esternal) 
• Palpar a Articulação Acromioclavicular (extremidade acromial) 
 
TUBÉRCULO DELTÓIDE – 1/3 lateral da clavícula (Inserção da 
porção anterior do músculo deltóide). 
 
- 31 - 
 
 
 
 
2.2 ESCÁPULA 
 
Grande parte da escápula pode ser palpada. O acrômio, a espinha, 
o processo coracóide, a borda vertebral e o ângulo inferior, são os 
elementos que não oferecem muita dificuldade às suas palpações; 
quando muito, apenas necessitam da adoção de algumas posições que 
objetivam deixá-los mais salientes. 
Por sua vez, a borda axilar, por ser local de origem ou de 
passagem de vários músculos, alguns músculos de formato 
arredondado, já não é facilmente palpável; ou melhor, sua palpação 
pode ser equivocada, isto é, palpam-se os músculos redondo maior e 
menor acreditando-se estar palpando o osso. 
- 32 - 
Já o ângulo superior e a borda superior são mais difíceis de palpar, 
devido à volumosa massa muscular situada superficialmente a eles. 
Em relação à região do ângulo lateral, o colo do osso pode ser 
palpado, mesmo assim, em alguns indivíduos; sua palpação é que 
apresenta maior grau de dificuldade,comparada a todas as outras 
mencionadas anteriormente. 
Em alguns indivíduos, consegue-se palpar o tubérculo 
infraglenoidal, local de inserção do tendão da porção longa do tríceps 
braquial. 
A palpação do ângulo acromial – ângulo formado pela junção da 
espinha com o acrômio – é um ponto de referência à palpação na 
profundidade dos tendões dos músculos rotadores externo do ombro 
que se inserem no tubérculo maior do úmero: supra-espinhoso, infra-
espinhoso e redondo menor. 
A diferenciação palpatória entre a base, a porção horizontal e o 
ápice do processo coracóide é fundamental para as localizações e/ou 
palpações dos ligamentos coracoclaviculares (conóide e trapezóide), 
dos tendões do peitoral menor, córaco-braquial e do bíceps braquial 
(porção curta). 
Dos músculos palpáveis relacionados à escápula, o que apresenta 
maior dificuldade à palpação é o subescapular; sua abordagem é feita ou 
pela borda axilar da escápula, ou pela axila, porém somente uma 
pequena borda do músculo permite ser palpada; na região axilar, muitas 
vezes palpa-se o grande dorsal em vez do subescapular. Se o músculo 
(subescapular) for encontrado muito rapidamente, ou se está muito 
superficial, provavelmente a palpação está equivocada. 
A delimitação da inserção do músculo rombóide maior na borda 
vertebral da escápula é bastante simples, sendo suficiente localizar a 
região triangular da espinha da escápula e o ângulo inferior do mesmo 
osso. Suas fibras, ao passarem sob as fibras inferiores do trapézio, 
próximo ao ângulo inferior da escápula, formam uma depressão de 
formato triangular, com ápice cranial bastante visível no corpo 
humano, sobretudo quando se posiciona o braço em rotação medial, 
com o antebraço apoiado no dorso. Esse é um ponto de referência 
topográfica à palpação da porção superficial do rombóide maior. 
 
- 33 - 
❖ BORDA VERTEBRAL (MEDIAL) 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito Ventral com o braço 
homolateral à escápula a ser palpada atrás de suas costas, com a mão 
apoiada. 
OBS.: Se a mão não estiver apoiada nas costas, ou seja, estiver 
afastada, haverá contração do músculo rombóide maior, agindo como 
adutor da escápula, dificultando a palpação. O fisioterapeuta se 
posicionará em pé, atrás ou ao lado do paciente. 
DICA PALPATÓRIA 
Palpar a borda vertebral da região superior até o ângulo inferior da 
escápula. 
 
 
 
- 34 - 
❖ BORDA AXILAR (LATERAL) 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral como o braço 
homolateral à escápula a ser palpada pendente para fora da maca. 
OBS.: O fisioterapeuta inicia a palpação pelo ângulo inferior da 
escápula, os dedos serão deslocados lateralmente e no sentido cranial, 
até alcançarem a borda axilar. 
DICA PALPATÓRIA 
Palpar a borda axilar da região inferior até a região axilar. Triângulos 
dos Redondos (Redondo Maior, Redondo Menor e Tríceps). 
 
 
 
 
- 35 - 
❖ ÂNGULO INFERIOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral, com o braço 
homolateral à escápula a ser palpada atrás de suas costas. 
DICA PALPATÓRIA 
OBS.: O ângulo inferior normalmente corresponde ao sétimo espaço 
intercostal, ou em alguns indivíduos a oitava costela – espaço 
interespinhoso entre T7 e T8. Acompanha-se a borda vertebral 
superiormente aproximadamente 2 dedos acima da raiz da espinha da 
escápula. 
 
 
 
 
❖ ESPINHA DA ESCÁPULA 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral com o braço ao 
longo do corpo. 
A palpação poderá ser feita através de sua visualização ou após a 
palpação do acrômio, que será mostrada a seguir. 
Obs.: a raiz da espinha da escápula (borda vertebral) corresponde ao 
espaço interespinhal de T3 – T4. 
DICA PALPATÓRIA 
Palpar a Espinha da Escápula a partir da borda vertebral em direção 
ao acrômio. 
Acima da Espinha da Escápula – Supraespinhoso (Abdução). 
Abaixo da Espinha da Escápula – Infraespinhoso (Rotação Externa). 
- 36 - 
 
 
❖ ACRÔMIO 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado, braço em posição 
anatômica, com o antebraço apoiado na própria coxa. 
DICA PALPATÓRIA 
Inicia-se a palpação a partir da espinha da escápula, no sentido lateral, 
acompanhando-a até encontrar uma borda mais saliente que 
corresponde à borda lateral do acrômio. 
Em alguns indivíduos pode-se perceber uma expansão óssea, tanto na 
extremidade acromial da clavícula, quanto no acrômio, em suas regiões 
superiores; o espaço entre os dois ossos é preenchido pelo ligamento 
acrômio-clavicular. 
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Obs.: A união entra a espinha da escápula e o acrômio 
correspondente ao ângulo acromial, referência anatômica importante 
para a anatomia palpatória (a borda lateral do acrômio apresenta 
alguns tubérculos, dos quais se origina os tendões do músculo 
deltoide. 
 
 
 
 
❖ PROCESSO CORACÓIDE 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado com o braço pendente ao 
longo do corpo. 
DICA PALPATÓRIA 
Palpado após identificar o sulco delto-peitoral, daí se deslocam os 
dedos lateralmente até encontrar uma resistência óssea (processo 
coracóide). Também podemos palpá-lo após identificar a cabeça 
umeral e nos dirigimos medialmente até encontrar a primeira 
proeminência óssea. 
 
 
 
- 38 - 
 
 
 
- 39 - 
2.3 OMBRO 
 
2.3.1. OSTEOLOGIA 
 
ÚMERO 
 
Uma pequena porção da cabeça do úmero pode ser palpada, 
conseguindo-se, inclusive, perceber seu formato arredondado e sua 
movimentação, quando se mobiliza o úmero. 
O tubérculo menor, apesar de ser menor do que o tubérculo 
maior, não é mais difícil de palpar, pelo simples motivo de estar 
projetado à frente, tonando-se suficientemente saliente, permitindo sua 
palpação quando o membro superior está em posição anatômica ou em 
rotação lateral. 
As referências palpatórias à palpação do sulco intertubercular 
são os tubérculos maior e menor; essa palpação é feita em projeção, 
devido à presença do tendão da porção longa do bíceps braquial, que 
desliza sobre esse sulco. 
 
❖ CABEÇA UMERAL COM TUBÉRULO MAIOR E 
MENOR (Abordagem anterior) 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com braço colado ao corpo 
com cotovelo a 90º. 
DICA PALPATÓRIA 
Com uma das mãos o terapeuta realiza rotação lateral e medial do 
úmero. Com os dedos apoiados na cabeça umeral, percebe-se em 
rotação medial o tubérculo maior, em rotação lateral, o tubérculo 
menor e em posição neutra, o sulco intertubercular, por onde passa o 
tendão da porção longa do bíceps braquial. 
 
- 40 - 
❖ ROTAÇÃO LATERAL: tubérculo menor 
 
 
❖ ROTAÇÃO MEDIAL: tubérculo maior 
 
 
 
- 41 - 
❖ POSIÇÃO NEUTRA: Sulco intertubercular 
 
 
 
❖ ABORDAGEM INFERIOR OU AXILAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito Dorsal - braço abduzido. 
DICA PALPATÓRIA 
O fisioterapeuta resiste à abdução do braço, posicionando uma de suas 
mãos próximas ao cotovelo do paciente. Com o indicador e médio de 
sua mão oposta, palpa a região axilar, dorsalmente ao peitoral maior e 
ventralmente ao grande dorsal, onde sentirá a cabeça do úmero 
(porção inferior). 
 
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- 43 - 
2.3.2. MIOLOGIA 
 
A – Músculos que ligam o Membro Superior, Cintura Escapular à 
Coluna Vertebral 
Nome Origem Inserção Ação 
Trapézio Linha nucal sup. 
Protuberância. occipital 
externa, Ligamento 
Nucal e processos 
espinhosos de todas 
cervicais 
1/3 lateral da 
clavícula, acrômio 
e espinha da 
escápula 
Eleva (fibra superior), 
abaixa(fibra inferior), 
retração(fibra média), 
Abduz o braço 
produzindo rotação 
da escápula 
 
Nome Origem Inserção Ação 
Elevador 
da Escápula 
Tubérculo posterior do 
processo transverso das 
4 primeiras vértebras 
cervicais 
Borda medial da 
escápula, da 
espinha até o 
ângulo superior 
Eleva a escápula 
Rombóide 
maior e 
menor 
Processos Espinhosos 
da 7ª vértebra cervical e 
5 primeiras vértebras 
torácicas 
Borda medial da 
escápula, da 
espinha até o 
ângulo inferior 
Elevam e retraem a 
escápula 
Grande 
dorsal 
Processos Espinhosos 
da 6 ultimas Vértebras 
Torácicas, crista ilíaca e 
fáscia toracolombar 
Crista do tubérculo 
menor e assoalho 
do sulco 
intertubercular 
Extensão, adução e 
rotação medial do 
braço 
 
 
❖ TRAPÉZIOS(fibras superiores, médias e inferiores) 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Em pé. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Ombro 
· Trapézio superior: região superior do ombro 
· Trapézio médio: região infraescapular 
· Trapézio inferior: abaixo da escápula 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicitar o movimento. 
ELEVAÇÃO DO OMBRO OU FLEXÃO CERVICAL: 
Trapézio Superior 
ADUÇÃO ESCAPULAR: Trapézio Médio 
DEPRESSÃO ESCAPULAR: Trapézio Inferior 
- 44 - 
 
❖ TRAPÉZIO SUPERIOR - TRAPÉZIO MÉDIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- 45 - 
❖ TRAPÉZIO INFERIOR 
 
SUGESTÃO DE PALPAÇÃO 
PALPAÇÃO GLOBAL DO TRAPÉZIO (FIBRAS 
SUPERIORES, MÉDIAS E INFERIORES) 
Pede-se ao paciente para elevar os braços simultaneamente, atingindo 
aproximadamente 100º de abdução da articulação do ombro e de forma 
concomitante deve realizar um esforço de adução escapular, os 
cotovelos deverão estar flexionados. 
 
❖ GRANDE DORSAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Em pé, braço homolateral apoiado no 
ombro do terapeuta. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃOS DO TERAPEUTA – Região lateral do tórax. 
PALPAÇÃO DINÂMICA - O paciente abaixará seu braço contra o 
ombro do terapeuta. O grande dorsal se tornará proeminente e 
facilmente palpável. 
 
- 46 - 
 
 
❖ ROMBÓIDES (MAIOR E MENOR) 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Em pé 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃOS DO TERAPEUTA – Região entre as escápulas. 
PALPAÇÃO DINÂMICA - O paciente realizará uma adução 
escapular. Os rombóides se tornarão proeminentes e facilmente 
palpáveis. 
OBS.: Se a palpação for feita próxima ao ângulo inferior da escápula, 
será direta porque nesta região o rombóide maior é superficial. 
 
 
 
- 47 - 
❖ ELEVADOR DA ESCÁPULA 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com o antebraço apoiado na 
coxa, de costas para o fisioterapeuta. 
DICA PALPATÓRIA 
O fisioterapeuta localiza a borda vertebral da escápula, ao nível da raiz 
da espinha da escápula, 2 a 3 dedos acima deste ponto (inserção 
escapular). 
 
 
 
 
B – Músculos que ligam o Membro Superior, Cintura escapular 
às paredes torácicas anterior e lateral: 
 
Nome Origem Inserção Ação 
Peitoral Menor Da 2ª a 5ª costela, 
próximo à união da 
cartilagem costal com 
a costela 
Borda medial do 
processo coracóide 
Abaixa a 
escápula 
Peitoral Maior Metade medial da 
clavícula esterno e 6 
primeiras cartilagens 
costais e aponeurose 
do oblíquo esterno 
As fibras musculares 
convergem p/ o 
tendão único que se 
fixa na crista do 
tubérculo maior 
Adutor do 
braço. Porção 
clavicular flexão 
Serrátil Anterior Digitação na face 
externa das 8 costelas 
Superiores 
Face costal do 
Ângulo superior, 
corda medial e ângulo 
inferior da escápula 
Protação da 
escápula 
- 48 - 
 
 
❖ PEITORAL MAIOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Em pé. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Ombro 
• TENDÃO DO PEITORAL MAIOR: Região interna do 
ombro 
• PORÇÃO ESTERNAL: do lado do esterno 
• PORÇÃO CLAVICULAR: Abaixo da clavícula 
DINÂMICA PALPATÓRIA 
Solicita-se o movimento. 
• ADUÇÃO HORIZONTAL DO OMBRO: Tendão do 
Peitoral Maior 
• ADUÇÃO SUPERO - INFERIOR: Porção Esternal 
• ADUÇÃO ÍNFERO - SUPERIOR: Porção Clavicular 
 
- 49 - 
❖ TENDÃO DO PEITORAL MAIOR - PORÇÃO 
ESTERNAL 
 
 
- 50 - 
❖ TENDÃO DO PEITORAL MAIOR PORÇÃO 
CLAVICULAR 
 
 
 
 
 
❖ PEITORAL MENOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com o antebraço apoiado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Sobre o processo coracóide e os outros 
nas costelas de 2 a 5 no sentido das fibras do peitoral. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento de 
depressão da escápula. 
 
- 51 - 
 
 
 
 
 
- 52 - 
❖ SERRÁTIL ANTERIOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Em pé com o braço acima de 90º de 
flexão de ombro. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Lateral do tórax 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento de adução 
da escápula. 
O terapeuta posicionará a polpa de seus dedos próxima às costelas, 
imediatamente lateral e posteriormente ao bordo ínfero-lateral do 
peitoral maior. 
SUGESTÃO DE PALPAÇÃO - Pedirá ao paciente para posicionar 
o cotovelo um pouco para frente e para cima. Esse movimento 
mantém a escápula contra o tórax sob a ação do serrátil anterior e o 
fisioterapeuta poderá sentir sua tensão. 
OBS.: A porção inferior é facilmente visualizada e palpável, as 
porções média e superior são encobertas pelo peitoral maior. 
 
 
 
 
 
 
- 53 - 
C – Músculos do Ombro: 
Nome Origem Inserção Ação 
Deltóide Espinha da 
escápula, 
acrômio e terço 
lat. Da clavícula 
Tuberosidade 
deltóidea do úmero 
Abdutor (3 porções 
juntas), Porção clavicular 
(flexão) Porção acromial 
(abduz), Porção escapular 
– (extensão). 
Subescapular Face costal da 
escápula 
Tubérculo menor 
do úmero 
Mais importante rotador 
medial do braço 
Supraespinhal Fossa 
supraespinhal 
da escápula 
Tubérculo maior do 
úmero 
Abdução do braço 
Infraespinhal Fossa 
infraespinhal da 
escápula 
Tubérculo maior do 
úmero 
Rot. Lateral do braço 
Redondo 
menor 
Borda lat. da 
escápula (2/3 
superior) 
Tubérculo maior do 
úmero 
Rot. Lateral do braço 
Redondo 
maior 
Borda lat. Da 
escápula (1/3 
inferior) 
Crista do tubérculo 
menor do úmero 
Rot. Medial do braço 
 
 
❖ DELTÓIDES (porção anterior, média e posterior) 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Em pé. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Região do Ombro 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento. 
• FLEXÃO DO OMBRO: Deltóide Anterior 
• ABDUÇÃO DO OMBRO: Deltóide Médio 
• EXTENSÃO DO OMBRO: Deltóide Posterior 
OBS.: As manobras evidenciam a contração do músculo tomando-o 
visível, facilitando a palpação. 
 
 
- 54 - 
DELTÓIDE ANTERIOR DELTÓIDE MÉDIO 
 
 
 DELTÓIDE POSTERIOR 
 
 
 
- 55 - 
❖ SUBESCAPULAR (PORÇÃO INDIRETA) 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito dorsal, com o braço em 
flexão e ligeira abdução pelo fisioterapeuta. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Dedos na região axilar, à frente do 
músculo grande dorsal, na direção da superfície costal da escápula, e 
dorsalmente ao peitoral maior. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente fará um movimento de 
rotação medial do braço, o que evidenciará a tensão do subescapular 
que será percebida pelos dedos do terapeuta. 
OBS.: Para se diferenciar da palpação do grande dorsal, pede-se 
inicialmente para aduzir o braço resistindo o movimento. O músculo 
grande dorsal ficará evidenciado na região; após a identificação os 
dedos deverão ser colocados em sentido ventral. 
 
 
 
 
 
 
 
- 56 - 
❖ SUPRA-ESPINHOSO 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Acima da espinha da escápula 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento de abdução 
do ombro. 
O fisioterapeuta pedirá ao paciente para abduzir o braço a 20º 
aproximadamente, impondo resistência a esse movimento. A mão 
sensitiva estará posicionada na fossa supraespinhal em sua porção 
medial. 
 
 
 
- 57 - 
❖ INFRA-ESPINHOSO 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Abaixo da espinha da escápula 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento de rotação 
externa do ombro. 
O terapeuta colocará os dedos na fossa infraespinhal, próximo à borda 
axilar da escápula. Com a outra mão posicionada na face lateral do 
terço distal do braço do paciente, irá resistir à rotação lateral do braço. 
 
 
 
- 58 - 
❖ REDONDO MENOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral, com o braço 
abduzido a 90º, cotovelo a 90º, braço e antebraço apoiados na maca. 
OBS.: Neste posicionamento deve-se tentar visualizar um espaço 
triangular que é formado pelo músculo redondo maior embaixo e 
lateralmente, pelo músculo infraespinhoso medialmente, pelo músculo 
deltóide superiormente; neste espaço situa-se o músculo redondo 
menor. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Espaço entre o Redondo Maior, 
Infraespinhoso e Deltóide posterior. 
 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Resiste ao movimento de rotação 
lateral do braço. 
 
 
 
 
- 59 - 
 
 
 
- 60 - 
❖ REDONDO MAIOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE- em pé com o antebraço apoiado no 
ombro do terapeuta. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Dois dedos transversos da região inferior 
da escápula. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Paciente realiza o movimento de 
adução do braço, empurrando o ombro do terapeuta para baixo. 
 
 
 
 
- 61 - 
D – MÚSCULOS DO BRAÇO 
Nome Origem Inserção Ação 
Bíceps 
do braço 
Porção longa - tubérculo 
supraglenoidal 
Porção curta - processo 
coracóide 
Tuberosidade do 
rádio, através da 
aponeurose do 
bíceps na fáscia 
do antebraço 
Poderoso flexor 
do antebraço e 
auxilia na 
supinação 
Tríceps 
do braço 
Porção longa - tuberosidade 
infraglenoidal 
Porção lateral - face posterior do 
úmero acima do sulco p/o nervo 
radial 
Face posterior 
do olécrano da 
ulna 
Extensor do 
antebraço 
 
❖ BÍCEPS BRAQUIAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado, cotovelo fletido, antebraço 
apoiado na mão do terapeuta, em posição neutra. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Palpar o ventre muscular de suas duas 
porções 
 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita movimentos simultâneos de 
supinação e de flexão do cotovelo. 
 
 
 
 
- 62 - 
❖ TRÍCEPS BRAQUIAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado com o cotovelo fletido 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA - palpar o ventre muscular de suas três 
porções 
DINÂMICA PALPATÓRIA - Solicita a extensão do cotovelo. 
A porção lateral torna-se bem saliente na região póstero-lateral do 
braço, abaixo do sulco do deltóide posterior. A porção longa evidencia-
se na região póstero-medial do braço. Pode-se também visualizar uma 
depressão vertical que separa a porção lateral longa. Esta depressão 
corresponde ao tendão de inserção do tríceps braquial (dirige-se ao 
olecrano). A porção média se localiza um pouco inferior e medialmente 
à borda inferior da porção longa. 
 
 
 
 
- 63 - 
2.3.3. ARTROLOGIA 
OBS.: Os ligamentos: externo-clavicular anterior, conóide, trapezóide, 
córaco-acromial, córaco-umeral e gleno-umeral não podem ser 
palpados diretamente, pois nesta região há muita interposição de 
tecidos. 
 
❖ LIGAMENTO INTERCLAVICULAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado ou em pé. 
O fisioterapeuta irá posicionar um de seus dedos sobre a borda 
cranial do esterno, estará sobre o ligamento. 
 
 
❖ LIGAMENTO ACRÔMIO-CLAVICULAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com o antebraço apoiado na 
coxa. O fisioterapeuta irá posicionar a polpa de seus dedos na 
extremidade acromial da clavícula, em sua superfície cranial. Deslocará 
seus dedos em sentido lateral e encontrará uma depressão que 
representa a acrômio-clavicular e que é preenchida pelo ligamento 
acrômio-clavicular. 
 
- 64 - 
2.3.4. NERVOS E VASOS 
❖ LINFÁTICOS AXILARES 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito dorsal com o braço 
abduzido passivamente pelo fisioterapeuta. 
DICA PALPATÓRIA 
O fisioterapeuta irá palpar a região axilar do paciente, delimitada por: 
cabeça do úmero superiormente, peitoral maior anteriormente e grande 
dorsal posteriormente. 
 
 
❖ NERVO ULNAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado com o braço abduzido 
passivamente pelo fisioterapeuta. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA - Palpa a região medial do braço. 
DINÂMICA PALPATÓRIA - Percorre o sulco existente entre bíceps 
e o tríceps. 
OBS.: Esta palpação tem que ser extremamente suave, pois a mínima 
compressão sobre o nervo o deforma impedindo a sensação tátil de 
reconhecimento desta estrutura. 
 
- 65 - 
 
 
 
 
- 66 - 
2.4 COTOVELO 
 
O epicôndilo medial, por ser mais proeminente e maior do que o 
epicôndilo lateral, é mais fácil de palpar. 
Os epicôndilos servem como referência palpatória a vários 
elementos anatômicos; a partir do epicôndilo medial, pode-se palpar, 
por exemplo, o ligamento colateral ulnar da articulação do cotovelo, o 
músculo pronador redondo, o tendão comum dos músculos flexores 
do antebraço e o nervo ulnar; tendo como referência o epicôndilo 
lateral, pode-se palpar, exemplificando, o ligamento colateral radial da 
articulação do cotovelo, o tendão comum do supinador e dos músculos 
extensores do antebraço, o capítulo do úmero e a cabeça do rádio. 
A palpação do olecrano é uma das mais fáceis do corpo humano, 
servindo suas bordas – medial e lateral – como ponto de referência às 
palpações dos ligamentos da articulação do cotovelo. 
Frequentemente, a palpação da cabeça do rádio é confundida com 
a do epicôndilo lateral, bastando, para diferenciá-las, a movimentação 
do antebraço em prono-supinação, permitindo, dessa maneira, que a 
cabeça do rádio se movimente. 
 
2.4.1. OSTEOLOGIA 
 
❖ EPICÔNDILO MEDIAL, LATERAL E OLÉCRANO 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado, com o braço direcionado 
para a posição posterior. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
EPICÔNDILO MEDIAL: 2º dedo 
EPICÔNDILO LATERAL: 4º dedo 
OLÉCRANO: 3º dedo 
Palpa-se a fossa olecraniana na extremidade distal do úmero com o 
cotovelo em flexão. Realiza a extensão do cotovelo e a fossa 
olecraniana desaparece. 
- 67 - 
 
 
 
- 68 - 
❖ CABEÇA DO RÁDIO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, com o braço a 90º, cotovelo 
em flexão, antebraço supinado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
Inicia-se a palpação colocando-se a polpa do 2º dedo no epicôndilo 
lateral do paciente. O 3º dedo será posicionado imediatamente ao lado 
do 2º dedo no sentido distal, no mesmo alinhamento. O 4º dedo cairá 
sobre a cabeça do rádio, imediatamente ao lado do 3º dedo, no sentido 
distal. 
Palpação em forma de pinça na cabeça do rádio. 
Observar a mobilidade da cabeça do rádio para os movimentos de 
prono-supino e flexo-extensão. 
 
 
❖ SULCO DO NERVO ULNAR 
Este sulco situa-se entre a porção medial do olecrano e o epicôndilo 
medial. 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com o cotovelo flexionado a 
aproximadamente a 90º, antebraço supinado e apoiado na mão do 
terapeuta. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Cotovelo 
DINÂMICA PALPATÓRIA – 2º dedo no olecrano, 4º dedo no 
epicôndilo medial, 3º dedo cairá sobre o sulco de nervo ulnar. 
 OBS.: Pode-se perceber o nervo ulnar sob o 3º dedo; fazem-se 
movimentos suaves de deslizamento para melhor evidenciar a 
palpação. Esta palpação deverá ser suave para não provocar dor. 
 
 
- 69 - 
 
 
 
2.5 ANTEBRAÇO 
2.5.1. OSTEOLOGIA 
 
❖ ULNA (DIÁFISE-BORDA DORSAL) 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado ou em pé, cotovelo 
flexionado a 90º, antebraço levemente supinado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Antebraço 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente irá enfatizar a supinação 
ou executar um movimento de flexão do punho. 
OBS.: Um sulco ficará proeminente na região dorsal do antebraço. A 
borda dorsal da ulna é subcutânea e poderá ser palpada. 
 
- 70 - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- 71 - 
❖ RÁDIO (CORPO DO RÁDIO) 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, 
antebraço em posição neutra, apoiada na mesa. 
DICA PALPATÓRIA 
O corpo do rádio pode ser palpado principalmente em sua metade 
distal; basta palpa-la em forma de pinça. 
 
 
 
- 72 - 
2.5.2. MIOLOGIA 
❖ MÚSCULOS ANTEBRAQUIAIS PALMARES 
 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
Ao apoiarmos a região tênar de uma de nossas mãos sobre o epicôndilo 
medial do úmero e deixarmos apontados os dedos em direção ao 
punho, teremos de radial para ulnar: 
POLEGAR pronador redondo 
INDICADOR flexor radial do carpo 
TERCEIRO DEDO palmar longo 
QUARTO DEDO o flexor superficial dos dedos 
QUINTO DEDO o flexor ulnar do carpo 
OBS.: Todos esses músculos têm origem no epicôndilo medial do 
úmero, por intermédio de um tendão comum. 
 
❖ PRONADOR REDONDO 
 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e 
apoiado na maca, antebraço supinado. 
OBS.: O pronador redondo delimita a margem medial da fossa cubital. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Margem medial da fossa cubital. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Paciente realiza movimento de 
pronação levemente resistido. Perceberá sob seus dedos um aumento 
de tensão muscular. 
 
- 73 - 
 
 
- 74 - 
❖ FLEXOR RADIAL DO CARPO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e 
apoiado na maca, antebraço supinado.ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Margem medial da fossa cubital. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – Paciente executa os movimentos 
simultâneos de flexão do punho e desvio radial, que serão resistidos 
pelo fisioterapeuta. 
OBS.: O tendão do flexor radial do carpo ficará proeminente próximo 
ao punho, lateralmente ao palmar longo. 
 
 
 
- 75 - 
❖ PALMAR LONGO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e 
apoiado na maca, antebraço supinado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Margem medial da fossa cubital. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente fará um movimento de 
flexão do punho sobre o antebraço, que será resistido pelo 
fisioterapeuta na região palmar, ao nível dos metacarpos. 
OBS.: O proeminente tendão será visualizado no 1/3 distal do 
antebraço, medialmente ao flexor radial do carpo. 
 
 
 
- 76 - 
❖ FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e 
apoiado na maca, antebraço supinado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Região interfalangeana. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta irá resistir à flexão 
das interfalangeanas próximas, mantendo as distais estendidas. 
OBS.: A tensão dos flexores superficiais poderá ser sentida pela polpa 
dos 2º e 3º dedos do terapeuta, que estarão localizados lateralmente ao 
palmar longo. 
 
- 77 - 
❖ FLEXOR ULNAR DO CARPO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e 
apoiado na maca, antebraço supinado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Punho. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente fará um movimento de 
flexão do punho com desvio ulnar, que será resistido pelo 
fisioterapeuta. 
OBS.: O tendão do flexor ulnar do carpo poderá ser palpado 
medialmente ao flexor superficial dos dedos. É o mais medial de todos 
os flexores. 
 
 
- 78 - 
❖ MÚSCULOS ANTEBRAQUIAIS DORSAIS 
BRAQUIORRADIAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado e 
apoiado na maca, antebraço em posição neutra. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Punho. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta irá resistir à flexão do 
cotovelo 
OBS.: O músculo braquiorradial ficará bem pronunciado, o que muito 
facilitará sua palpação. 
 
 
 
- 79 - 
❖ EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, 
antebraço levemente pronado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Punho, englobando ao mesmo tempo a 
região dorsal da mão e o 1/3 distal do antebraço. 
DINÂMICA PALPATÓRIA - O fisioterapeuta irá resistir à flexão do 
cotovelo para evidenciar o braquiorradial. Os dedos do terapeuta serão 
então posicionados no dorso da mão do paciente e irão resistir ao 
movimento de extensão do punho. Os 2º e 3º dedos palparão o 
Extensor Longo Radial do Carpo, imediatamente lateral ao 
braquiorradial. 
 
 
 
- 80 - 
❖ EXTENSOR ULNAR DO CARPO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - sentado, cotovelo fletido e apoiado na 
maca, antebraço pronado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Borda ulnar da mão do paciente. 
DINÂMICA PALPATÓRIA - O fisioterapeuta resistirá 
simultaneamente aos movimentos de extensão e de desvio ulnar 
realizados pelo paciente. 
 
 
 
- 81 - 
2.6 PUNHO 
 
A palpação do esqueleto e dos tecidos moles da mão permanece 
sendo considerada, por um grande número de indivíduos, enfadonha 
ou difícil, devido ao tamanho diminuto de algumas estruturas, 
principalmente ósseas, e pela falta de intimidade ou estudo da região. 
Os processos estilóides do rádio e da ulna não oferecem 
dificuldades às suas palpações. É interessante observar que o processo 
estiloide do rádio situa-se mais distalmente em relação ao da ulna, 
permitindo que o movimento de desvio ulnar tenha maior amplitude 
do que o radial. 
Um erro bastante frequente é o de palpar a cabeça da ulna 
acreditando-se palpar o seu processo estilóide; isso ocorre, na maioria 
das vezes, quando o antebraço está pronado, fazendo com que a cabeça 
na ulna se torne bem visível; e, muitas vezes, pelo desconhecimento, 
daquele que palpa, do tamanho e formato dessas duas estruturas. 
 
2.6.1. OSTEOLOGIA 
 
❖ ULNA – CABEÇA DA ULNA E PROCESSO ESTILÓIDE 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, antebraço pronado e apoiado 
na mão do terapeuta. A saliência arredondada na borda medial da ulna 
é a cabeça da ulna. 
Para a palpação do processo estilóide, o terapeuta está de frente para a 
borda ulnar do antebraço do paciente. Com uma das mãos apóia seu 
terceiro dedo na cabeça da ulna e seu segundo dedo no processo 
estilóide. Quando o antebraço é supinado, o processo estilóide fica 
mais pronunciado, já quando o antebraço é pronado, a cabeça da ulna 
fica mais pronunciada. 
- 82 - 
 
 
❖ RÁDIO – PROCESSO ESTILÓIDE 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, 
antebraço em posição neutra. 
MÃO DO TERAPEUTA - de frente para o paciente. O fisioterapeuta 
acompanha o bordo radial do antebraço até alcançar a saliência que 
corresponde ao processo estilóide do rádio. 
 
 
 
- 83 - 
❖ OSSOS DO CARPO 
 
Em relação aos ossos que compõem a primeira e segunda fileira do 
carpo, os mais fáceis de identificar e palpar são, primeiramente, o 
escafóide, o piramidal e o pisiforme; segundamente, o trapézio, o 
trapezóide, o capitato e o processo do hamato. 
O osso semilunar dificilmente poderá ser palpado, devido à sua 
localização e por estar parcialmente encoberto pela extremidade distal 
do rádio, em sua região dorsal. O que se consegue fazer é delimitar a 
sua localização; somente em algumas pessoas é possível palpá-lo, por 
uma abordagem dorsal da mão, estando a articulação do pulso em 
flexão completa. 
As estruturas ósseas servem como ponto de referência à palpação 
de outros tecidos, como é o caso da palpação do processo denominado 
hámulo, do osso hamato, que serve como referência à palpação do 
músculo flexor curto do 5º dedo da mão. Em número de 8, que se 
distribuem em duas fileiras. 
 
FILEIRA PROXIMAL (radial para ulnar) 
• Escafóide 
• Semilunar 
• Piramidal 
• Pisiforme 
 
FILEIRA DISTAL (radial para ulnar) 
• Trapézio 
• Trapezóide 
• Capitato 
• Hamato 
 
 
 
 
 
- 84 - 
❖ ESCAFÓIDE 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido, antebraço 
em posição neutra, borda ulnar da mão e antebraço apoiados na mesa. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – processo estilóide, ao nível da tabaqueira 
anatômica. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta palpa em pinça na 
região proximal da mão, na sua borda radial. 
 
 
 
 
- 85 - 
❖ PISIFORME 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, com o antebraço apoiado, em 
supinação. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
O fisioterapeuta palpará sobre a prega de flexão do punho no seu lado 
mais ulnar e deslocará o dedo distalmente até encontrar o pisiforme. 
 
 
 
 
- 86 - 
2.6.2. MIOLOGIA 
Nome Origem Inserção Ação 
Ext. longo do 
polegar 
1/3 distal da face 
posterior da ulna e 
membrana interóssea. 
Falange distal 
do polegar 
Extensão do 
polegar 
Ext. curto do 
polegar 
No rádio, distalmente ao 
músculo abdutor longo 
do polegar e membrana 
interóssea. 
Falange 
proximal do 
polegar 
Extensão do 
polegar 
Abdutor longo 
do polegar 
Faces posteriores da ulna 
e do rádio e membrana 
interóssea. 
Face lateral da 
base do 1º 
metacarpo 
Abdução 
de 
polegar 
 
 
EXTENSOR LONGO DO POLEGAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, 
antebraço em posição neutra e apoiado na mesa. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – falange distal do polegar do paciente. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta oferecerá resistência 
ao movimento de extensão do polegar. 
OBS.: A polpa do 2º dedo de sua mão sensitiva palpará o tendão do 
extensor longo do polegar, que estará bem proeminente ao nível da 
tabaqueira anatômica. 
 
- 87 - 
 
 
EXTENSOR CURTO DO POLEGAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, 
antebraço em posição neutra e apoiado na mesa. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – falange proximal do polegar do paciente. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta oferecerá resistência 
ao movimentode extensão do polegar. 
OBS.: Ao movimento resistido, o tendão do extensor curto do polegar 
ficará bem proeminente ao nível da tabaqueira anatômica, mais radial 
que o anterior. 
 
- 88 - 
 
❖ ABDUTOR LONGO DO POLEGAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, 
antebraço em posição neutra e apoiado na mesa. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Tabaqueira anatômica. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente fará ativamente o 
movimento de abdução do polegar. 
OBS.: O tendão do abdutor longo do polegar não é tão visível quanto 
os dois anteriores. Pode-se visualizar a figura de duas letras “V”; um 
grande com ápice distal formado pelos extensores longo e curto do 
polegar. O outro “V”, menor em sentido contrário, formado pelo 
extensor curto do polegar e o abdutor longo. 
 
- 89 - 
2.6.3. NERVOS 
NERVO MEDIANO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido, antebraço 
apoiado em supinação. 
DICA PALPATÓRIA 
O terapeuta rebate o palmar longo, ao nível da prega de flexão do 
punho e encontra o nervo mediano abaixo dele. 
 
 
 
NERVO ULNAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido antebraço 
apoiado em supinação. 
DICA PALPATÓRIA 
A palpação do nervo ulnar ocorre próxima ao osso pisiforme 
(geralmente mais medialmente a ele). 
 
- 90 - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- 91 - 
ARTÉRIA RADIAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido antebraço 
apoiado em supinação. 
DICA PALPATÓRIA 
O fisioterapeuta palpará a região mais radial do punho ao nível do 
processo estilóide preferencialmente com o seu indicador. Perceberá a 
palpação desta artéria. 
 
 
 
 
 
- 92 - 
2.7 MÃO 
2.7.1. OSTEOLOGIA 
❖ METACARPOS 
 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, 
antebraço apoiado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
O fisioterapeuta fará a extensão do 2º ao 5º metacarpo do paciente. A 
cabeça de cada metacarpo ficará saliente na palma da mão do paciente, 
próximo às pregas dígito-palmares. 
 
 
 
- 93 - 
2.7.2. MIOLOGIA 
 
Nome Origem Inserção Ação 
Abdutor curto do 
polegar 
Juntamente com o 
flexor curto do 
polegar 
Base da falange 
proximal do 
polegar 
Abdução do 
polegar 
Abdutor do 5º dedo Osso pisiforme Falange Proximal 
do 5º dedo 
Abdução do 5º 
dedo 
 
REGIÃO TÊNAR 
 
❖ ABDUTOR CURTO DO POLEGAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido, antebraço 
apoiado na mesa supinado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Borda radial da região tênar 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta resistirá ao 
movimento de abdução do polegar, perceberá o aumento de tônus do 
músculo abdutor curto do polegar. 
OBS.: Os músculos oponentes do polegar (camada média) e flexor 
curto do polegar (profundo) também integram a região tênar. A região 
tênar da mão dominante será mais desenvolvida. A compressão do 
nervo mediano levará à sua hipotrofia. 
 
 
- 94 - 
REGIÃO HIPOTÊNAR 
❖ ABDUTOR DO 5º DEDO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - sentado, cotovelo fletido, antebraço 
apoiado na mesa supinado. 
ANÁLISE PALPATÓRIA 
MÃO DO TERAPEUTA – Borda ulnar da região hipotênar. 
DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta resistirá ao 
movimento de abdução do 5º dedo e com os seus dedos sensitivos 
apoiados na borda ulnar da região hipotênar, perceberá o aumento de 
tônus do abdutor do dedo mínimo ou 5º dedo. 
OBS.: os músculos oponente e flexor do quinto dedo também 
integram a região hipotênar. A compressão do nervo ulnar levará à sua 
hipotrofia. 
 
 
 
- 95 - 
CAPÍTULO 3 - ANATOMIA PALPATÓRIA - 
MEMBROS INFERIORES 
 
Alisson Felix de Souza 
Benicio Alves Lima Junior 
Denilson de Queiroz Cerdeira 
Juliana Pinto Queiroz 
 
3.1 CINTURA PÉLVICA E COXA 
3.1.1. OSTEOLOGIA 
É um anel osteoarticular fechado, constituído por quatro ossos 
e sete articulações: 
- OSSOS 
• Ílio + ísquio + púbis 
• Sacro +cóccix 
 
- ARTICULAÇÕES 
• Sacroilíaca (02) 
• Quadril (02) 
• Lombossacra 
• Sacracoccígea 
• Sínfise púbica 
 
Divide-se em PELVE MAIOR e PELVE MENOR, sendo 
essa divisão representada por uma linha imaginária, que passa pelo 
promontório do sacro, pela linha iliopectínea e pela borda superior da 
sínfise pública. 
DIFERENÇAS DA PELVE SEGUNDO O SEXO 
 
MASCULINA FEMININA 
Menos Larga Mais Larga 
Mais Fechada Mais Aberta 
Estreito Superior Menos Largo Estreito Superior Mais Largo 
 
✓ Essa diferença morfológica da cintura pélvica tem papel 
fundamental na gestação e, principalmente, no parto. 
- 96 - 
FUNÇÕES DA PELVE 
Diversas são as funções da pelve, podemos citar as principais: 
· Transmitir forças provenientes da cabeça, braços e tronco às 
extremidades inferiores; 
· Proteger os órgãos abdominais, como também suportá-los, 
recebendo o seu peso. 
 
A. OSSOS 
 
A.1 ÍLIO 
 
Divide-se em: 
✓ Corpo: contribui com menos de 2/5 para a formação do 
acetábulo 
✓ Asa: é a maior parte do osso; é limitada cranialmente pela crista 
ilíaca; caudalmente pela borda superior do acetábulo; sua borda 
ventral apresenta espinha ilíaca ântero-superior – EIAS e a 
espinha ilíaca ântero-inferior – EIAI; sua borda dorsal apresenta 
a espinha ilíaca póstero-superior – EIPS e a espinha ilíaca 
póstero-inferior – EIPI. 
Apresenta duas faces: face externa glútea e a face interna ou 
pélvica. 
 
A.2 ÍSQUIO 
 
✓ Corpo: contribui com mais de 2/5 para a formação do acetábulo. 
Apresenta a espinha isquiática e, superiormente a ela, a incisura 
isquiática maior, que é transformada em um forame por meio do 
ligamento sacroespinhal; pela região passa o músculo piriforme e 
o nervo ciático. 
A incisura isquiática menor situa-se inferiormente à incisura 
isquiática maior e, através dos ligamentos sacrotuberal e 
sacroespinhal, transforma-se em um forame. 
• Espinha isquiática: através da palpação conseguimos 
localizar o músculo gêmeo superior. 
• Incisura isquiática maior: referência palpatória muito 
importante para a localização do músculo piriforme. 
- 97 - 
• Incisura isquiática menor: o tendão do músculo obturador 
interno desliza sobre essa incisura. 
 
✓ Ramo: É a parte achatada e fina do ísquio que se junta ao ramo 
inferior do púbis (ramo inferior ou descendente). 
 
A.3 PÚBIS 
• Corpo: contribui com 1/5 para a formação do acetábulo 
• Ramo superior: contém o tubérculo púbico, local de inserção do 
ligamento inguinal. 
• Ramo inferior: em sua face externa inserem-se os músculos grácil, 
obturador externo, adutor curto e adutor magno. 
 
B. ARTICULAÇÕES 
 
B.1 SACRO 
Apresenta uma base, um ápice e três faces. 
• Base: articula-se com a vertebra L5; é larga, e, em seu ponto 
médio, encontra-se a porção superior do corpo de S1, que se 
projeta à frente, formando o promontório. 
• Ápice: apresenta uma faceta oval para articular-se com o cóccix. 
• Face pélvica: é côncava, em sua parte mediana apresenta quatro 
cristas transversais; os espaços entre elas representam os corpos 
vertebrais sacrais. 
Na extremidade das cristas transversais, encontram-se os 
forames sacrais ventrais, que diminuem de tamanho caudalmente, as 
subdivisões ventrais dos nervos sacrais saem dos forames, e entram as 
artérias sacrais laterais. 
• Face dorsal: é convexa e estreita; em sua parte mediana situa-se a 
crista sacral mediana, apresenta alguns tubérculos, que são os 
processos rudimentares de três ou quatro segmentados sacros. 
Lateralmente à crista sacral mediana, encontra-se o sulco sacral; é 
raso e corresponde à união das lâminas das vertebras 
correspondentes. 
- 98 - 
O músculo eretor da espinha e o grande dorsal têm parte de sua 
origem na crista sacral mediana. 
As lâminas de S5 não se unem na linha mediana e formam o 
hiato do sacro. 
As cristas sacrais intermediárias são compostas por alguns 
tubérculos, dispostos lateralmente ao sulco sacral; representam a fusão 
dos processos articulares das vértebras sacras. No nível de S4 a S5, 
esses tubérculos passam a ter um formato alongado, e formam os 
cornos do sacro. 
As cristas sacrais laterais estão situadas lateralmente aos forames 
sacrais, e representam os processostransversos. 
A face lateral apresenta uma superfície com o formato de uma 
orelha, denominada face auricular; é coberta de cartilagem e articula-se 
com a face auricular do ílio. Em sua metade caudal, encontra-se AILS 
(ângulo ínfero-lateral do sacro), onde se inserem os ligamentos 
sacrotuberal e sacroespinhoso, bem com parte das fibras do músculo 
glúteo máximo e do músculo coccígeo. 
 
DIFERENÇAS ANATÔMICAS DO SACRO QUANTO AO SEXO 
FEMININO MASCULINO 
Mais curto A curvatura sacra é maior 
Mais largo Em toda a sua extensão sua 
curvatura é mais homogênea 
É mais oblíquo, apresenta uma 
direção mais dorsal, aumentando 
o tamanho da cavidade pélvica, 
além de também aumentar o 
ângulo sacrovertebral 
 
 
--- 
 
B.2 CÓCCIX 
 
Normalmente é formado por quatro vértebras rudimentares . É 
composto pela base e ápice; pelas faces pélvica e dorsal; e pelas bordas 
laterais. 
• Face pélvica: apresenta três sulcos que significam a junção de seus 
corpos vertebrais. 
• Face dorsal: apresenta alguns tubérculos, que representam os 
processos articulares rudimentares do cóccix. Os primeiros 
- 99 - 
tubérculos são alongados e denominados cornos coccígeos; 
articulam-se com os cornos do sacro. 
• Bordas laterais: recebem as inserções dos ligamentos sacrotuberal 
e sacroespinhal. Nas regiões ventrais das bordas laterais, insere-se o 
músculo coccígeo, e, em suas regiões dorsais, o músculo glúteo 
máximo. 
• Base: articula-se com o sacro. 
 
B.3 ÁPICE 
Tem um formato arredondado e pode ser bífido. 
 
❖ OSSO ILÍACO 
 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Paciente de pé, em DD ou sentado, o 
fisioterapeuta de pé ou sentado de frente para o paciente coloca as 
mãos na lateral do quadril do paciente, próximo à linha horizontal 
imaginária que corresponde à cicatriz umbilical. 
OBS.: Suas mãos sentirão resistência óssea que corresponde às cristas 
ilíacas. Pode também apoiar as mãos na linha de cintura do paciente e 
desliza-las no sentido caudal até que sinta as cristas ilíacas. 
 
 
 
- 100 - 
❖ ESPINHA ILÍACA ÂNTERO SUPERIOR (EIAS) 
POSIÇÃO DO PACIENTE – Paciente em DD com quadril 
abduzido e perna pendente. 
DICA PALPATÓRIA 
Deslizar as mãos pela região lateral da cintura, palpando com a região 
radial dos polegares. 
 
 
❖ ESPINHA ILÍACA POSTÊRO SUPERIOR (EIPS) 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em pé, de costas para o 
terapeuta ou em DV, terapeuta de pé ou sentado de frente para o 
paciente, vai seguir as cristas ilíacas no sentido ântero-posterior até que 
sente as EIPS (sente-se como proeminências que se destacam póstero-
superiormente, próximas às “covinhas” bilaterais do sacro, bem 
próximas às articulações sacro-ilíacas. 
 
 
- 101 - 
 
OBS.: A medição comparando a altura das EIAS e EIPI com o 
paciente de pé, pode ser utilizada como parâmetro clínico para 
determinação de ilíaco anteriorizado ou posteriorizado; nos homens 
aceita-se a normalidade com a EIAS e EIPI na mesma altura ou a EIPE 
com 1 dedo abaixo da EIAS, porém ligeiramente retrovertido. Já nas 
mulheres a EIAS deve estar na mesma linha horizontal paralela ao chão 
com a EIPI ou 1 dedo acima desta, ligeiramente anterovertida, é 
importante que se faça essa medida bilateralmente. 
 
❖ TUBÉRCULO ISQUIÁTICO 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DL ou DV, terapeuta de 
pé de frente para o paciente. Se o paciente estiver em DL, 
DICA PALPATÓRIA 
O fisioterapeuta pode colocar a coxa do paciente em flexão e seguindo 
uma linha vertical que cruza a região glútea palpará o tubérculo 
isquiático inferiormente, se o paciente estiver em DV à palpação se dá 
em um ponto médio do sinal cutâneo constituído pelo sulco glúteo 
(este sulco é horizontal). 
 
 
 
- 102 - 
❖ TUBÉRCULO PÚBICO 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD, terapeuta em pé de 
frente para o paciente. 
DICA PALPATÓRIA 
O terapeuta seguirá uma linha imaginária horizontal vinda dos 
trocânteres maiores do fêmur em direção medial até que palpe o 
tubérculo público. Nos homens essa palpação deve ser cautelosa, pois 
está em direção à região do cordão espermático. Trata-se de uma região 
sensível. 
 
 
 
FÊMUR 
 
É o osso mais longo e mais forte do corpo humano. Apresenta um 
formato cilíndrico em quase toda a sua extensão. Não é vertical na 
posição ereta, pois apresenta uma obliquidade no sentido látero-medial; 
essa obliquidade é ainda maior nas mulheres, pelo fato de apresentarem 
as dimensões transversais do quadril maiores do que as dos homens. 
Apresenta um corpo ou diáfise e duas extremidades: proximal e distal. 
 
- 103 - 
❖ EXTREMIDADE PROXIMAL 
A extremidade proximal do fêmur apresenta os seguintes 
elementos anatômicos: cabeça, colo e trocanteres maior e menor. 
• Cabeça femoral: tem uma forma globosa e superfície lisa. É 
provida de cartilagem praticamente em toda a sua extensão, com 
exceção da fóvea da cabeça femural, local de inserção do ligamento 
redondo da cabeça do fêmur. 
• Colo femural: une a cabeça com a diáfise. Forma um ângulo de 
aproximadamente, 125 graus com o corpo do fêmur, no adulto. 
• Trocanter maior: é irregular e quadrilátero. Apresenta duas faces e 
quatro bordas, onde se inserem os músculos glúteo médio, 
obturador externo, obturador interno, gêmeos superior e inferior, 
piriforme, parte proximal do vasto (borda inferior) e o glúteo 
mínimo. 
• Trocanter menor: tem uma configuração cônica e é muito variável 
quanto ao seu tamanho. Apresenta três bordas; em sua porção 
superior, insere-se o psoas maior. 
 
❖ TROCÂNTER MAIOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD 
DICA PALPATÓRIA 
Fisioterapeuta de pé de frente para o paciente, palpará os trocânteres 
maiores na região lateral superior da coxa. Eles constituem os pontos 
de sensação tátil óssea mais lateral na região proximal da coxa. 
 
- 104 - 
3.1.2. ARTROLOGIA 
❖ ARTICULAÇÃO SACROILÍACA 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente de pé de costas para o 
terapeuta ou em DV. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta de pé de frente para o paciente, irá seguir as cristas ilíacas no 
sentido ântero-posterior e seus dedos “cairão” em depressões que 
correspondem à região ocupada pelas articulações sacro-ilíacas. 
Algumas pessoas apresentam 2 “covinhas” que podem ser percebidas 
visualmente. 
 
 
 
❖ LIGAMENTO ÍLIO-LOMBAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV, fisioterapeuta de pé 
de frente para o paciente. 
DICA PALPATÓRIA 
Segue da crista ilíaca em direção às vértebras lombares L4 e L5, numa 
direção oblíqua. Esse ligamento tem envolvimento nas escolioses 
lombares; manualmente pode-se realizar uma pressão de medial para 
lateral para diminuir a tensão desse ligamento. 
- 105 - 
 
 
3.1.3. MIOLOGIA 
❖ TRÍGONO FEMURAL 
De forma triangular, com ápice inferior, a região denominada de 
trígono femural é delimitada: 
BASE: constituída pelo ligamento inguinal que se estende das EIAS ao 
tubérculo público. 
LIMITE LATERAL: constituído pelo músculo sartório. 
LIMITE MEDIAL: constituído pelo músculo adutor longo. 
PELO ASSOALHO: constituído lateralmente pelo músculo ílio-psoas 
distal e medialmente pelo músculo pectíneo. 
 
POSIÇÃO DO PACIENTE - O paciente em DD com a coxa 
flexionada e abduzida, joelho flexionado 
DICA PALPATÓRIA 
Fisioterapeuta de pé de frente para o paciente, segurando o membro a 
ser palpado, exerce uma resistência sobre a face ântero-medial da coxa 
(adução e flexão da coxa), para que sobressaia a estrututra do trígono 
femural. A partir daí é necessário solicitar a ação isolada de cada 
músculo com o objetivo de identificá-los. 
 
 
- 106 - 
 
Medial 
 EIAS 
 Lateral 
 
1 – Pectíneo 
2 – Ílio-Psoas Distal 
 
OBS.: Lateralmente ao sartório, a massa muscular pertence ao músculo 
tensor da fáscia lata, essa massa localiza-se entre a EIAS e o trocânter 
maior. 
 
❖ ÍLIO-PSOAS (PROXIMAL) 
POSIÇÃO DO PACIENTE: O paciente em DD, membros 
inferiores estendidos relaxados apoiados na maca, o terapeuta de pé, ao 
lado, de frente parao paciente toma-se como referência a cicatriz 
umbilical e a EIAS. 
DICA PALPATÓRIA 
Entre esses dois pontos temos uma diagonal imaginária; no seu 1/3 
lateral, mais próximo ao ilíaco pode-se palpar o psoas-ilíaco proximal 
(massa muscular). Para nos certificarmos que a palpação está correta, 
pode-se solicitar uma flexão de coxa; isso faz com que haja aumento de 
tônus do músculo abordado, o que é percebido pelo dedo sensitivo. 
TFL 
SARTÓRIO 
ADUTOR 
LONGO 
1 - 2 
- 107 - 
 
 
❖ RETO ABDOMINAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com pernas 
flexionadas, pés apoiados na maca, terapeuta de pé ao lado de frente 
para o paciente; apoia-se a região proximal da mão (escafóide e 
pisiforme) sobre os tubérculos púbicos, com os dedos dirigidos para a 
cicatriz umbilical. 
DICA PALPATÓRIA 
Solicitar flexão de tronco ou a flexão da cabeça, afastando-a da maca 
que poderemos perceber o aumento de tônus do músculo abordado. 
 
 
- 108 - 
❖ QUADRADO LOMBAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DL, terapeuta de pé ao 
lado do paciente; 
DICA PALPATÓRIA: A palpação se dá desde a crista ilíaca, 
posteriormente, até o décimo segundo arco costal, cerca de dois ou três 
dedos à frente da musculatura extensora (paravertebrais lombares). Ele 
fixa a posição do ilíaco, também tem fibras oblíquas, não só 
longitudinais. Faz flexão do tronco. 
 
 
 
❖ GLÚTEO MÁXIMO 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV, terapeuta de pé ao 
lado do paciente, o terapeuta solicita uma extensão de coxa, 
preferencialmente com o joelho fletido. 
DICA PALPATÓRIA 
Observa-se aumento de tônus não região glútea. O músculo glúteo 
máximo é o mais superficial e volumoso da região, de fácil acesso 
palpatório. 
 
- 109 - 
 
 
❖ PIRIFORME 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV ou DL com a coxa 
fletida, terapeuta em pé ao lado do paciente, a palpação se faz entre a 
borda lateral do sacro superiormente e o trocânter maior 
posteriormente. 
 
 
 
- 110 - 
❖ ÍSQUIOS TIBIAIS 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV, terapeuta em pé ao 
lado de frente para o paciente, requisita-se uma extensão de coxa com o 
joelho estendido e a palpação sobre o tubérculo isquiático revela 
aumento de tônus nas estruturas que ali se inserem. 
 
 
❖ MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO OU PERÍNEO 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com pernas 
flexionadas e pés apoiados na maca, ligeiramente afastados, terapeuta 
de pé e de frente para o paciente, a palpação se faz entre os tubérculos 
públicos, superiormente, e os tubérculos isquiáticos, inferiormente. A 
musculatura do assoalho pélvico encontra-se delimitada por essas 
estruturas. 
 
 
- 111 - 
 Nome Origem Inserção Ação 
Ilio-psoas Pr. transversos,corpos e 
discos intervertebrais das 
vértebras lombares e 
fossa ilíaca 
Trocânter menor, 
junto com o ilíaco 
Flexao da coxa 
Quadrado 
lombar 
Borda lateral da 
Tuberosidade esquiática 
Crista 
intertrocantérica 
Rot.Lateral da coxa 
Piriforme Face pélvica do sacro Trocânter maior 
do fêmur 
Rot.Lateral da coxa 
Reto do 
Abdome 
Crista do púbis e lig. Que 
cobrem a sínfise pública 
Cartilagens da 5ª, 
6ª e 7ª costelas 
Flexiona ou curva a 
coluna e auxilia na 
compressão do abdome 
Glúteo 
máximo 
No ílio, posteriormente, 
à linha glútea post,face 
post do sacro e lig. 
Sacrotuberoso 
Tuberosidade 
glútea do fêmur e 
tracto íliotibial 
Extensor da coxa, 
rot.medial da coxa 
 
3.1.4. NERVOS E VASOS 
❖ NERVO ISQUIÁTICO 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DL, terapeuta de pé ao 
lado do paciente, atrás deste. 
DICA PALPATÓRIA 
A palpação se dá entre o tubérculo isquiático e o trocânter maior, 
posteriormente. Nessa região há um sulco para passagem do nervo 
isquiático que emerge na altura do músculo pisiforme. 
 
 
- 112 - 
❖ LINFÁTICOS INGUINAIS 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD, terapeuta de pé, 
ao lado e de frente para o paciente, os linfáticos inguinais 
encontram-se distais ao ligamento inguinal, na metade do trajeto 
entre a EIAS e o tubérculo público. 
 
 
- 113 - 
3.2 JOELHO 
 
O joelho é formado por três ossos e três articulações: 
✓ Ossos 
• Fêmur 
• Tíbia 
• Patela 
 
✓ Articulações 
• Tíbio-femoral medial 
• Tíbio-femural lateral 
• Patelo-femural 
É uma articulação bastante complexa que possui movimentos de 
flexão e de extensão, como também os de rotação lateral e medial 
quando está na posição flexionada. 
Essa articulação apresenta uma cápsula articular, que é delgada, 
porém bastante resistente, reforçada por vários ligamentos. 
Nas articulações tíbio-femurais medial e lateral, o joelho apresenta 
dois meniscos (um para cada articulação), que têm como função 
principal distribuir as forças compressivas das articulações tíbio-
femurais, além de melhorar o acoplamento articular e amortecedor as 
pressões entre o fêmur e a tíbia. 
 
✓ FÊMUR 
 
• Diáfise Femural – Corpo 
Apresenta as faces anterior, medial e lateral, e as bordas lateral, 
medial e posterior. 
✓ Face anterior: é convexa e lisa. 
Recebe as inserções dos músculos vasto intermédio e articular 
do joelho, este último em sua extremidade distal. 
✓ Borda posterior: é côncava 
A linha áspera ou borda posterior situa-se no terço médio da 
região posterior do fêmur e divide essa região em duas faces: 
face lateral e face medial. 
- 114 - 
Apresenta um lábio externo e um interno, onde se originam 
ou, se inserem, os seguintes músculos: 
• Glúteo máximo 
• Pectíneo 
• Ilíaco 
• Vastos (lateral, medial e intermédio) 
• Adutores 
• Bíceps femoral (porção curta) 
 
• Extremidade distal do fêmur 
O fêmur, em sua extremidade distal, apresenta duas 
proeminências, de formato arredondado: os côndilos lateral e medial, 
que são palpáveis e mais facilmente identificados em suas porções 
anteriores, principalmente quando o joelho se encontra flexionado. 
Entre os côndilos situa-se a fossa intercondilar, local de inserção 
dos ligamentos cruzados anterior e posterior. 
Os epicôndilos são uns tubérculos ósseos, situados em cada 
côndilo. O epicôndilo medial por ser mais proeminente que o lateral, é 
palpado com maior facilidade, em sua porção proximal situa-se o 
tubérculo adutório, local de inserção do tendão do adutor magno. 
No epicôndilo medial insere-se o ligamento colateral tibial; no 
epicôndilo lateral o ligamento colateral fibular. 
As superfícies articulares da extremidade distal do fêmur são 
formadas pelas faces anterior distal e posterior dos côndilos; sua face 
anterior, chamada superfície patelar do fêmur, articula-se com a 
superfície articular da patela, para formar a articulação patelo-femural; 
suas faces distais e posteriores articulam-se com a face articular das 
extremidades proximal da tíbia e com os meniscos, formando as 
articulações tíbio-femurais. 
 
 
 
- 115 - 
3.2.1. OSTEOLOGIA 
✓ FÊMUR 
❖ (EPI) CÔNDILO LATERAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho 
fletido e pé apoiado na maca; 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta em pé, ao lado e de frente para o paciente. A estrutura é 
diretamente acessível à palpação; é a saliência óssea mais 
proeminente na região distal e lateral do fêmur. 
 
❖ (EPI) CÔNDILO LATERAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho 
fletido e pé apoiado na maca; 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta em pé, ao lado e de frente para o paciente. É a estrutura 
mais proeminente medial do fêmur. Daí, do ápice do côndilo 
medial do fêmur parte o ligamento colateral tibial ou medial. 
 
 
 
- 116 - 
• TÍBIA 
É o segundo osso mais longo do corpo humano. Situa-se no lado 
medial da perna e tem o formato de um triângulo quadrangular, com 
base superior. Apresenta um corpo e duas extremidades: 
• Extremidade Proximal - é constituída de duas eminências, o 
côndilo lateral e medial; de duas facetas articulares: a lateral e a 
medial; da eminência intercondilar (espinha da tíbia); da 
tuberosidade anterior da tíbia (TAT), local de inserção do tendão 
patelar; e do tubérculo de Gerdy, onde se insere o trato iliotibial. 
• Corpo: apresenta três bordas:anterior (crista anterior), medial e 
lateral (crista interóssea) e três faces: medial, lateral e posterior. 
A fíbula não faz parte da articulação do joelho, mas auxilia sua 
palpação, porque serve como ponto de referência palpatória para 
localizarmos os elementos anatômicos da região do joelho. 
 
❖ TUBEROSIDADE DA TÍBIA 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente me DD com o joelho fletido 
ou estendido. 
DICA PALPATÓRIA 
É uma estrutura diretamente acessível à palpação na região anterior 
proximal da perna, abaixo da patela com superfície triangular e ápice 
distal. A tuberosidade da tíbia separa na frente o côndilo lateral e 
medial da tíbia, é a inserção do tendão quadriciptal. 
 
 
- 117 - 
❖ TUBÉRCULO DE GERDY 
POSIÇÃO DO PACIENTE: posição idem a anterior 
DICA PALPATÓRIA 
É a saliência óssea mais proeminente do côndilo lateral da tíbia. Com o 
joelho flexionado, ele é investigado lateralmente à tuberosidade da tíbia 
e está situado à frente e acima da cabeça da fíbula. Local de inserção do 
trato ílio-tibial. 
 
 
 
• FÍBULA 
Situa-se lateralmente à tíbia, sendo bem mais estreita. 
• Cabeça: é a porção superior do osso; apresenta um ápice, 
denominado processo estiloide, onde se insere o tendão do bíceps 
femoral e o ligamento colateral fibular. 
• Corpo: apresenta três bordas: anterior, interóssea e posterior, e três 
faces: medial, posterior e lateral. 
 
 
 
 
- 118 - 
❖ CABEÇA DA FÍBULA 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho fletido a 
90º, perna em posição neutra. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta de frente para o paciente, uma das mãos segura o pé do 
paciente na sua região lateral. Executa-se uma rotação medial da perna 
e a palpação se faz atrás e abaixo do tubérculo de Gerdy. Esta manobra 
permite que a estrutura pesquisada se desloque para trás e para fora. 
 
 
 
• PATELA 
É um osso curto, de formato triangular, mais largo em sua região 
superior, que se situa na frente da articulação do joelho. Apresenta duas 
faces: anterior e posterior; três bordas: proximal, medial e lateral; e um 
ápice. 
• Face anterior: é convexa no sentido transversal e céfalo-caudal. 
• Face posterior: apresenta uma superfície articular, lisa e oval, e 
uma crista vertical, que divide essa superfície articular em uma 
faceta medial e outra lateral. 
A superfície articular da face posterior articula-se com a superfície 
patelar do fêmur, formando, assim, a articulação patelo-femural. 
- 119 - 
A face posterior da patela apresenta uma porção não articular, situada 
distalmente à sua superfície articular; é local da inserção do ligamento 
patelar. 
• Borda proximal ou base: recebe a inserção do vasto intermédio e 
do reto femural 
• Bordas lateral e medial: recebem as inserções do vasto lateral e 
do vasto medial, respectivamente. 
• Ápice: é a porção inferior da patela; local de inserção do tendão 
patelar. 
A patela aumenta a ação de alavanca do quadríceps e protege a 
articulação do joelho, restringe e distribui as forças sobre o fêmur. 
 
❖ PATELA 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD com o joelho 
estendido e quadríceps relaxado. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta de frente para o paciente. Osso triangular em ápice distal e 
base proximal localizado anteriormente no joelho. Apresenta 2 bordas 
ou margens (medial e lateral). 
 
 
 
- 120 - 
3.2.2. ARTROLOGIA 
✓ LIGAMENTOS 
 
❖ COLATERAL FIBULAR (LATERAL) 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com a coxa fletida e o 
joelho fletido (fazer posição de 4 com as pernas). 
DICA PALPATÓRIA 
Para a localização ideal é preferível tensioná-lo em varo com a posição 
indicada acima (porque ele faz estresse em varo). A palpação se faz ente 
o epicôndilo lateral do fêmur e a cabeça da fíbula. 
 
 
❖ COLATERAL TIBIAL (MEDIAL) 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho fletido a 
90º, calcanhar apoiado na maca. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta com uma das mãos segura a borda medial do pé de maneira 
que possa levar a perna em rotação lateral. Com a outra mão apoiada na 
face lateral do joelho, empurrá-lo para o interior de modo que 
entreabra a interlinha articular medial, o que leva a tensão do ligamento. 
A palpação ocorre entre o condito medial do fêmur no seu ápice e a 
porção superior proximal da tíbia. 
- 121 - 
 
 
❖ TENDÃO PATELAR OU QUADRICIPTAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho 
fletido ou estendido. 
DICA PALPATÓRIA 
O tendão pode ser palpado abaixo da patela. Pode-se fazer uma 
pegada em pinça com o polegar e o indicador. 
 
 
- 122 - 
❖ RETINÁCULO DA PATELA 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho 
estendido e quadríceps relaxado. 
DICA PALPATÓRIA 
Empurra-se gentilmente a patela no sentido lateral. Essa manobra 
tende a levar a estrutura para um plano cada vez mais sagital. Ela é 
um reforço capsular percebido sob os dedos como uma faixa 
fibrosa, muito importante para as condropatias, faz tração de medial 
para lateral e de cima para baixo. 
 
 
 
• MENISCOS 
Os meniscos medial e lateral estão situados nas facetas 
articulares da extremidade proximal da tíbia. São fibrocartilagens de 
formato semilunar, e o menisco medial apresenta uma forma que 
lembra um “C”, ocasionando um afastamento entre a inserção de seu 
corno anterior em relação ao seu corno posterior; isso faz com que esse 
menisco seja menos móvel do que o menisco lateral, e esteja mais 
suscetível a lesionar-se, já que nem sempre consegue escapulir às 
compressões axiais e rotacionais que incidem sobre o joelho num 
mecanismo lesional. 
Já o menisco lateral assemelha-se a um “O”, tendo as inserções 
de seus cornos, anterior e posterior, muito próximas, permitindo-lhe 
- 123 - 
uma maior mobilidade, estando menos sujeito às lesões compressivas 
axiais e rotacionais do joelho. 
Na extensão do joelho, os meniscos deslocam-se anteriormente, 
ao passo que, durante o movimento de flexão, deslocam-se 
posteriormente; o menisco lateral recua ainda mais do que o menisco 
medial. 
Nos movimentos de rotação do joelho, os meniscos 
acompanham o deslocamento dos côndilos femorais; isso quer dizer 
que ao se realizar uma rotação lateral da tíbia, o côndilo lateral do 
fêmur irá avançar sobre a superfície articular lateral da tíbia, como se 
estivesse realizando uma rotação medial, fazendo com que o menisco 
lateral avance e o menisco medial recue, como se os meniscos 
estivessem realizando um movimento de “rotação medial”. 
Podemos dizer, então, que os meniscos são solidários à tíbia, 
nos movimentos de flexão e extensão do joelho, e solidários ao fêmur, 
nos movimentos de rotação do joelho. 
Isso é o bastante importante quando tentamos palpar os 
meniscos. 
Podemos tentar palpar o menisco medial posicionando a tíbia 
em rotação medial, porque, dessa forma, esse menisco estará um pouco 
mais à frente, acompanhando o deslocamento anterior do côndilo 
medial do fêmur. 
 
❖ MENISCO MEDIAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente sentado com a perna 
pendente. 
DICA PALPATÓRIA 
Fisioterapeuta de frente para o paciente, com uma das mãos segurando 
o pé do paciente, o terapeuta acha a interlinha articular e faz uma 
rotação medial para abordar a estrutura pesquisada com o joelho a 90º. 
 
- 124 - 
 
 
 
❖ MENISCO LATERAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente sentado com o pé apoiado na 
perna do terapeuta que está de frente para o paciente. 
DICA PALPATÓRIA 
O joelho deve estar levemente flexionado (quase estendido) e a 
palpação se dá na interlinha articular lateral, na sua margem anterior. 
 
 
 
- 125 - 
3.2.3. MIOLOGIA 
❖ VASTO LATERAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho 
estendido e perna apoiada sobre a maca. 
DICA PALPATÓRIA 
Fisioterapeuta em pé, ao lado e de frente para o paciente com uma das 
mãos apoiadas entre a região poplítea e a maca. O terapeuta pede para 
que o paciente pressione a mão interposta entre a fossa poplítea e o 
plano da maca. O músculo vasto lateral aparece na região ântero-lateral 
da coxa. 
 
 
❖ VASTO MEDIAL OBLÍQUO 
POSIÇÃO DO PACIENTE -paciente em DD com o joelho 
estendido e perna apoiada sobre a maca. Só que se percebe um 
aumento de massa na região Antero medial da coxa mais distal que o 
anterior. 
- 126 - 
 
❖ RETO DA COXA OU FEMURAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o quadril em 
discreta flexão e o joelho em semiflexão. 
DICA PALPATÓRIA 
Uma das mãos do terapeuta é posicionada sobre o calcanhar do 
membro inferior em questão; solicita-se que o paciente realiza a ação 
isométrica dos quadríceps da coxa. Na maioria das pessoas, o reto da 
coxa, aparece na região media da coxa entre o vasto medial e o lateral. 
 
 
 
- 127 - 
❖ TENDÕES DA PATA DE GANSO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho 
levemente fletido. 
DICA PALPATÓRIA 
Localizar previamente a extremidade superior da margem medial da 
tíbia (na inserção deles, no côndilo medial da tíbia mais 
posteriormente). Alguns autores dizem que a ordem de proximal para 
distal é a seguinte: Semitendinoso, Grácil e Sartório. 
 
 
 
❖ SEMITENDINOSO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV com o joelho fletido. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta com uma das mãos segura o pé do paciente e resiste ao 
movimento de flexão de joelho apoiado a rotação medial da perna. O 
tendão é facilmente visualizado e, portanto, é palpável diretamente na 
região medial à fossa poplítea. 
 
- 128 - 
 
 
❖ BÍCEPS DA COXA OU CRURAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV com o joelho 
estendido. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta com uma das mãos segura o pé do paciente e resiste ao 
movimento de flexão de joelho apoiado à rotação lateral da perna. A 
outra mão palpa o tendão do bíceps da coxa que parece lateralmente à 
fossa poplítea. 
 
 
 
- 129 - 
Nome Origem Inserção Ação 
Vasto 
lateral 
Face anterior do 
trocânter maior e 
lábio lateral da 
linha áspera 
Por tendão único na 
patela, e esta se fixa à 
tuberosidade da tíbia 
pelo lig. Patelar 
Extensor da 
perna 
Vasto 
medial 
Linha 
intertrocantérica 
e lábio medial da 
linha áspera 
Por ter tendão único 
na patela, esta se fixa 
à tuberosidade da 
tíbia pelo lig. Patelar 
Extensor da 
perna 
Reto 
femural 
2 Cabeças: a 
anterior da esp. 
Ilíaca ant-inf. A 
posterior do 
contorno 
póstero-superior 
do acetábulo 
Por ter tendão único 
na patela, esta se fixa 
à tuberosidade da 
tíbia pelo lig. Patelar 
Flexor da 
coxa, 
Extensor da 
perna 
3.2.4. NERVOS 
 
❖ NERVO FIBULAR COMUM 
POSIÇÃO DO PACIENTE - A palpação se faz atrás da cabeça da 
fíbula, uma vez que essa estrutura contorna posteriormente antes de 
atingir a perna. 
 
 
 
 
 
 
- 130 - 
3.3 PERNA 
 
3.3.1. MIOLOGIA 
 
✓ GRUPO ANTERIOR 
 
❖ TIBIAL ANTERIOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho 
estendido. 
DICA PALPATÓRIA 
Após haver colocado o pé em adução, supinação e flexão dorsal (+ ou 
– 90º), impor resistência à ação muscular com uma das mãos apoiada 
na borda medial do pé. 
 
- 131 - 
 
❖ EXTENSOR LONGO DO HÁLUX 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho 
estendido 
DICA PALPATÓRIA 
Fisioterapeuta com uma das mãos resiste ao movimento de extensão do 
hálux, na face dorsal de sua falange distal. A outra mão pode palpa-lo 
desde a região inferior da perna anteriormente, aonde o tendão se une 
ao corpo muscular posicionado entre músculo tibial anterior e o 
extensor longo dos dedos, até o próximo à sua inserção distal do hálux. 
 
 
❖ EXTENSOR LONGO DOS DEDOS 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho 
estendido 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta com uma das mãos apoiadas sobre a face dorsal das falanges 
distais II, III, IV e V, resiste-se ao movimento de extensão dos dedos 
destas estruturas. A outra mão pode palpá-lo, na face ântero-lateral 
distal da perna, entre o músculo fibular longo e curto lateralmente e o 
tibial anterior medialmente; até que cada um dos tendões possa ser 
percorrido do tarso até sua proximidade distal. 
- 132 - 
 
 
✓ GRUPO LATERAL 
❖ FIBULAR LONGO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD ou sentado com o 
joelho fletido, pé apoiado 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta com uma das mãos resiste-se ao movimento de eversão do 
pé sem dorsiflexão. O músculo fibular longo aparece, principalmente 
na posição sentada (quando a eversão é acompanhada quase que 
automaticamente por uma rotação lateral da perna), como uma 
continuação direta do bíceps femural. 
 
 
- 133 - 
❖ FIBULAR CURTO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD ou sentado com o 
joelho fletido, pé apoiado, e resistência à abdução pura no nível do pé é 
suficiente para salientar o tendão. 
DICA PALPATÓRIA 
Pode-se acompanhar o seu trajeto; o corpo é percebido atrás ou à 
frente do fibular longo no terço distal da face lateral da perna, até a 
borda lateral do pé na sua inserção sobre a tuberosidade do V 
metatarso. 
 
 
 
✓ GRUPO POSTERIOR 
 
• TRÍCEPS DA PERNA 
❖ GASTROCNÊMIO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho fletido. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta com uma das mãos no calcâneo e face plantar do paciente, 
solicita e resiste ao movimento combinado de flexão do joelho e flexão 
plantar do tornozelo. A outra mão percebe a massa muscular na porção 
póstero-medial da perna atrás do sóleo. 
- 134 - 
 
 
❖ SÓLEO 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV com o joelho semi-
flexionado. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta com uma das mãos segura o calcanhar e o antebraço apóia a 
face plantar do paciente para resistir à flexão plantar. Com a outra mão, 
a palpação se faz ao longo da fíbula, entre os gastrocnêmios (cabeça 
lateral) situados posteriormente, e o fibular longo, situado 
anteriormente. A cabeça tibial é palpada ao longo da margem tibial 
(medial da tíbia) até o terço médio desse osso, na frente do 
gastrocnêmio. 
 
 
- 135 - 
 
 
❖ TENDÃO CALCÂNEO, AQUILEU OU TENDÃO DE 
AQUILES 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV com o joelho 
flexionado, terapeuta poderá palpá-lo acima do calcâneo, abordando 
suas 3 faces: posterior, lateral e medial. 
 
 
 
 
- 136 - 
Nome Origem Inserção Ação 
Tibial anterior Côndilo lateral e 
2/3 proximais da 
tíbia 
Base do 1º 
metatársico e face 
medial do 
cuneiforme medial 
Dorsiflexão e 
inversão do pé 
Extensor longo 
do hálux 
1/3 médio da 
fíbula e memb. 
Interóssea 
Base da falange 
distal do hálux 
Extensão do 
hálux e auxilia na 
dorsiflexão 
Extensor longo 
dos dedos 
3/4 proximais da 
fíbula, côndilo 
lateral da tíbia, 
memb. 
interóssea 
Por 4 tendões, um 
p/ cada um dos 4 
dedos laterais, na 
base das falanges 
média e distal 
Extende os 
dedos 
Fibular 
terceiro 
1/3 inferior da 
fíbula 
Base do 4º e 5º 
metatársico 
Eversão do pé 
Fibular longo Cabeça da fíbula Cuneiforme medial Eversão do pé e 
auxilia na flexão 
plantar 
Fibular curto 2/3 distais da 
fíbula 
Base do 5º 
metatársico 
Eversão do pé e 
auxilia na flexão 
plantar 
Gastrocnêmio V.lat – côndilo 
lat. do fêmur 
V.méd – logo 
acima do côndilo 
lateral do fêmur 
Tendão calcanear Flexor plantar 
Sóleo Parte proximal e 
posterior da 
fíbula 
Tendão calcanear Flexor plantar 
 
 
- 137 - 
3.4 TORNOZELO E PÉ 
 
3.4.1. CONSIDERAÇÕES 
A perna, o tornozelo e o pé que tem por fim impulsionar o 
corpo. O formato das articulações, a orientação dos seus eixos, os 
ligamentos de apoio e os sutis movimentos acessórios ao nível das 
superfícies articulares são determinantes no comportamento 
biomecânico. A função biomecânica eficiente depende da sua 
capacidade de agir como um adaptador, absorvedor de choque, 
conversor de toque e braço rígido durante o ciclo da marcha. 
O tornozelo é formado pela articulação talocrural; o pé 
compreende um complexo articular formado por 33 articulações. O pé 
divide-se em: 
• Tarso com 07 ossos: tálus, calcâneo, navicular, cuboide e os três 
cuneiformes 
• Metatarso 
• Falanges 
 
ARTICULAÇÃO SUPERIOR DO TORNOZELO (articulação 
talocrural, articulação tibiotársica) 
A articulação do tornozelo, ou, mais especificamente, articulação 
superior do tornozelo, é formada pela extremidade distal da tíbia e o 
seumaléolo medial; pelo maléolo lateral; pela superfície proximal do 
tálus. 
 
OSSOS LIGAMENTOS 
TÍBIA – MALÉOLO MEDIAL CÁPSULA ARTICULAR 
FÍBULA - MALÉOLO LATERAL DELTÓIDE 
TÁLUS TALOFIBULAR ANTERIOR 
TALOFIBULAR POSTERIOR 
CALCÂNEO FIBULAR 
 
 
- 138 - 
• Tíbia – Extremidade Distal 
Apresenta cinco faces: inferior, anterior, posterior, lateral e 
medial. 
Em sua face medial está o maléolo medial, que apresenta, em 
sua porção posterior, um sulco, por onde passam tendões dos 
músculos: tibial posterior e flexor longo dos dedos; na borda 
anterior do maléolo medial, inserem-se as fibras anteriores do 
ligamento deltoide. 
Há um sulco raso, na fase posterior da extremidade distal da 
tíbia, que aloja o tendão do flexor longo do hálux. 
 
3.4.2. OSTEOLOGIA 
Tíbia, fíbula, calcâneo, tálus, navicular, cubóide, cuneiformes, 
metatarsos, pododáctilos, maléolo medial e maléolo lateral. 
 
✓ TÍBIA 
 
❖ MALÉOLO MEDIAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente em DD com o joelho 
estendido, é um processo proeminente sobre a porção distal da tíbia, 
medial no tornozelo. Apresenta uma borda anterior, extremidade 
inferior e uma borda posterior. 
 
✓ Borda anterior – muito espessa, ela serve como ponto de fixação 
para a camada superficial do ligamento colateral medial ou deltóide 
do tornozelo. 
✓ Extremidade inferior – aí se inserem as camadas superficial e 
profunda do ligamento colateral medial/deltóide. 
✓ Borda posterior – ela é transpassada por um sulco obliquo de 
cima para baixo e de fora para dentro. Esse sulco é acessível à 
investigação, se os tendões aí localizados mantiverem-se relaxados; 
a do músculo tibial posterior que é mais anterior e a do músculo 
flexor longo dos dedos que é mais posterior. 
- 139 - 
 
 
✓ FÍBULA - Extremidade Distal 
Em sua extremidade distal situa-se o maléolo lateral; na borda 
anterior do maléolo lateral, insere-se o ligamento talofibular anterior, 
em sua face medial há uma superfície articular, que se articula com a 
faceta lateral do tálus e participa na formação da articulação do 
tornozelo. Dorsalmente à superfície articular do maléolo lateral, insere-
se o ligamento talofibular posterior, em uma depressão. 
 
❖ MALÉOLO LATERAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho 
estendido, é encontrado distalmente na fíbula e também é proeminente. 
É mais distal e posterior do que o maléolo medial. 
✓ Borda anterior – na sua parte mais proximal fornece fixação ao 
ligamento tíbio-fibular anterior, na parte mais distal fornece fixação 
ao ligamento talo-fibular posterior e ao ligamento calcâneo-fibular. 
✓ Ápice ou extremidade inferior – tem a particularidade de 
apresentar, logo antes de seu ponto mais saliente, uma incisura 
aonde vem se implantar parcialmente o feixe médio (ligamento 
calcâneo-fibular) do ligamento colateral lateral do tornozelo. Por 
essa razão, ele é um ponto de referência importante para localizar as 
inserções fibulares desse ligamento. 
✓ Borda posterior – essa borda fornece fixação ao ligamento tíbio-
fibular posterior do ligamento colateral lateral do tornozelo. 
- 140 - 
 
 
- 141 - 
3.4.3. MIOLOGIA DO TORNOZELO 
❖ TIBIAL POSTERIOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o pé apoiado. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta com uma das mãos coloca o pé em flexão plantar e solicita 
que o paciente realize uma adução do pé à qual se impõe uma 
resistência na borda medial. Com a outra mão palpa-se o tendão que 
aparece na borda posterior do maléolo medial. 
 
 
 
 
 
❖ TÁLUS 
É constituído pelo corpo, colo e cabeça. 
• Corpo: a sua porção proximal ou superior é denominada tróclea, 
sendo recoberta por uma superfície articular lisa. A tróclea é 
convexa em sua face superior, apresenta uma concavidade no 
sentido transversal, que se articula com a tíbia. 
o Face lateral: articula-se com o maléolo lateral. Em sua porção 
anterior há uma depressão áspera, na qual se insere o ligamento 
talofibular anterior. 
 
- 142 - 
o Face medial: articula-se com o maléolo medial. Abaixo de sua 
superfície articular insere-se o ligamento deltoide, em uma 
depressão áspera. A face inferior ou distal contém as faces 
articulares calcâneas posterior e média, que são separadas pelo 
sulco do tálus. 
o Face posterior: nessa face encontra-se um sulco para a 
passagem do tendão do flexor longo do hálux, lateralmente ao 
sulco há um tubérculo proeminente, denominado tubérculo 
lateral, nele se insere o ligamento talofibular posterior, 
medialmente ao sulco do tendão flexor longo do hálux, situa-se 
o tubérculo medial. 
 
• Colo: situa-se entre o corpo e a cabeça do tálus. Em sua face medial 
inserem-se as fibras profundas do ligamento deltoide; sua face 
lateral é côncava, e nela se insere o ligamento interósseo 
talocalcâneo. 
• Cabeça: apresenta as faces: anterior, inferior, medial e lateral. 
A face anterior é convexa e articula-se com o navicular. O tálus 
articula-se com a tíbia, fíbula, calcâneo e navicular. O Calcâneo situa-
se na parte posterior do pé. É o maior osso do tarso, apresentando seis 
faces. 
1. Face superior ou proximal: contém três facetas articulares para se 
articularem com o tálus: face articular anterior, face articular média 
e face articular posterior. O sulco do calcâneo situa-se entre a face 
articular média e posterior. Forma, juntamente com o sulco do 
tálus, o seio do tarso. 
2. Face distal ou plantar: apresenta a tuberosidade do calcâneo, que 
por sua vez, possui um processo lateral, local de origem do abdutor 
do dedo mínimo, e um processo medial, local de origem do abdutor 
do hálux, do flexor curto dos dedos e da aponeurose plantar. 
3. Face lateral: na face lateral encontra-se a tróclea fibular, que 
contém um sulco superior e outro inferior, estes dão passagem aos 
músculos fibulares curto e longo, respectivamente. 
4. Face Medial: apresenta uma eminência denominada de 
sustentáculo do tálus, local de inserção do ligamento 
calcaneonavicular. 
5. Face anterior: articula-se com o osso cuboide. 
6. Face posterior: é também constituída pela tuberosidade do 
calcâneo, em sua porção superior encontra-se uma bolsa sinovial 
que se interpõe entre o osso e o tendão do calcanhar (tendão de 
Aquiles). 
- 143 - 
Articulação Transversa do Tálus 
É também conhecida de articulação mediotarsal. É formada 
pelas articulações do calcâneo com o cuboide e do tálus com o 
navicular. Os movimentos nessa região estão associados aos 
movimentos das articulações subtalar e tarsometatarsiana. 
Ligamentos 
Calcaneonavicular 
Calcaneonavicular plantar 
Calcaneonavicular dorsal 
Bifurcado 
Plantar longo 
Calcaneocubóideo plantar 
 
 
• Navicular 
Localizado no lado medial do tarso, entre o tálus e os cuneiformes. 
Apresenta as faces: dorsal, plantar, lateral, medial, anterior e posterior. 
1. Face dorsal: tem formato convexo; é áspera e recebe a inserção 
de ligamentos. 
2. Face plantar: é áspera e irregular, recebe a inserção de alguns 
ligamentos. 
3. Face lateral: pode apresentar uma pequena faceta que irá 
articular-se com o cuboide. 
4. Face medial: apresenta a tuberosidade do navicular, que, em sua 
porção mais baixa, se insere em parte do músculo tibial posterior. 
5. Face anterior: contém três facetas que se articulam com os 
cuneiformes. 
6. Face posterior: apresenta uma cavidade profunda, de formato 
oval, que se articula com o tálus. 
O navicular articula-se com o tálus, com os cuneiformes e, 
ocasionalmente, com o cuboide. 
 
• Cuboide 
Localiza-se no lado lateral do pé; articula-se com o calcâneo, 
cuneiforme lateral e o 40 e 50 metatarsos e com o navicular, através de 
uma pequena faceta, que é ocasional. Apresenta as faces: dorsal, 
plantar, lateral, medial, anterior e posterior. 
1. Face dorsal: é plana, áspera e irregular, sendo recoberta por 
ligamentos e pelo músculo extensor curto dos dedos. 
- 144 - 
2. Face plantar: nessa face há um sulco profundo: o sulco fibular, 
que aloja o tendão do músculo fibular longo. Apresenta, também, 
uma pequena tuberosidade.3. Face lateral: situa-se na região lateral do pé; é bastante estreita e 
está localizada entre o calcâneo e a base do 50 metatarso.. 
4. Face medial: articula-se com o 30 cuneiforme, ocasionalmente, 
apresenta uma face articular para o osso navicular. 
5. Face anterior: é articular, apresentando duas facetas: a lateral, que 
se articula com o 50 metatarso, e a medial, que se articula com o 40 
metatarso. 
6. Face posterior: articula-se com o calcâneo, o ápice dessa face 
projeta-se dorsalmente e forma uma apófise de formato piramidal, 
denominada processo calcâneo, pois se situa sob o calcâneo e 
fornece-lhe apoio. 
 
Fazem parte das articulações intertársicas as seguintes articulações: 
 
• Articulação cuneonavicular 
• Articulação cuboidenavicular (quando está presente) 
• Articulação intercuneiforme 
• Articulação cuneocubóidea 
 
Articulações Tarsometatársicas 
Em suas formações encontram-se os três cuneiformes (medial, 
intermédio e lateral) e o cuboide, que se articulam com as bases dos 
cinco ossos metatársicos. 
 
✓ Cuneiformes 
Recebem essa denominação devido à sua forma em forma de 
cunha e por estarem encaixados entre os outros ossos que os cercam: 
ventralmente a eles, situam-se os quatro primeiros metatarsos, 
dorsalmente, o navicular e dorsalmente, o cuboide. 
• Cuneiforme Medial 
É o maior dos três: situa-se no lado medial do pé. Apresenta as 
faces: dorsal, plantar, lateral, medial, anterior e posterior. 
• Face dorsal: é áspera, servindo de inserção de ligamentos. 
• Face plantar: apresenta uma tuberosidade que serve de inserção 
para algumas fibras do músculo tibial anterior. 
- 145 - 
• Face medial: é subcutânea, nela também se insere parte do tibial 
anterior. 
• Face anterior: articula-se com a base do 10 metatarso. 
• Face posterior: articula-se com o navicular. 
 
• Cuneiforme Intermédio 
É o menor dos três, situa-se entre o medial e lateral. Apresenta as 
faces: dorsal, plantar, lateral, medial, anterior e posterior. 
• Cuneiforme Lateral 
Situa-se entre o cuneiforme intermédio e o cuboide. Apresenta as 
faces: dorsal, plantar, lateral, medial, anterior e posterior. 
 
Articulações Intermetatársicas 
São formadas pelos metatarsos. Apresentam vários ligamentos: 
dorsais, plantares, interósseos e o ligamento metatársico transverso. 
 
✓ Metatarso 
O metatarso é composto por cinco ossos que apresentam uma 
base, um corpo e uma cabeça. 
o Base ou extremidade proximal: articula-se com os ossos do 
tarso; tem o formato de uma cunha. 
o Cabeça ou extremidade distal: articula-se com as 
respectivas falanges proximais. 
 
✓ ARTICULAÇÕES METATARSOFALANGEANAS 
✓ ARTICULAÇÕES DOS DEDOS 
 
❖ FACE POSTERIOR DO PÉ 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV com o joelho 
flexionado 
DICA PALPATÓRIA 
Podemos visualizar e palpar sem dificuldade a face posterior do 
calcâneo, e nas suas faces lateral e medial respectivamente um dedo 
abaixo do maléolo lateral encontramos a tróclea fibular do calcâneo e 
um dedo abaixo do maléolo medial o sutentáculo do tálus. 
 
- 146 - 
 
 
❖ FACE PLANTAR DO PÉ – CABEÇA DOS 5º 
METATARSIAIS 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DV com o joelho 
flexionado, terapeuta com uma das mãos, apóia a perna e realiza uma 
extensão passiva dos metatarsos. 
DICA PALPATÓRIA 
A palpação se faz na planta do pé, distalmente e se observa a 
característica das cabeças dos metatarsos que são convexas. Também 
se pode palpa-las na face dorsal; é só realizar flexão passiva dos 
metatarsos. 
 
 
- 147 - 
3.4.4. ARTROLOGIA 
 
❖ ARTICULAÇÃO TALOCRURAL OU DO TORNOZELO 
PROPRIAMENTE DITA 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DV, com joelho 
flexionado, pé apoiado em posição neutra. 
BORDA LATERAL – terapeuta com uma das mãos e utilizando o 
indicador que é colocado sobre a borda anterior da extremidade 
inferior do corpo da fíbula; a outra mão sob a face plantar do pé. 
DICA PALPATÓRIA 
Coloca-la em discreta flexão plantar para que a borda lateral da tróclea, 
do tálus fique evidente. Somar a esta ação uma leve adução do pé pode 
aguçar ainda mais essa percepção. 
 
 
 
✓ BORDA MEDIAL – paciente em DD, pé apoiado na mesa. O 
dedo indicador de uma das mãos é posicionado sobre a borda 
anterior do maléolo medial, na sua junção com a borda anterior da 
extremidade inferior do corpo da tíbia, estando o pé em posição 
neutra. 
 
 
- 148 - 
DICA PALPATÓRIA 
Basta levar o pé para uma discreta flexão plantar e adicionar uma 
eversão. A articulação em questão é percebida como uma 
superfície lisa sob o dedo. 
 
 
 
• ARTICULAÇÃO SUBTALAR 
É constituída por dois ossos, tálus e calcâneo, que, entre si, 
formam duas articulações: 
 
 
 
 
- 149 - 
• Articulação Talocalcaneonavicular (anterior) 
É formada pela cabeça do tálus, que se encaixa na concavidade 
da face posterior do navicular, pela face anterior do calcâneo, e pela 
face proximal do ligamento calcaneonavicular plantar. 
• Articulação Talocalcânea (posterior) 
É formada pela face inferior do talo (faceta calcanear posterior) 
e pela face superior do calcâneo (faceta posterior). 
Ligamentos comuns às duas articulações: 
• Talonavicular dorsal 
• Talocalcaneares anterior, posterior, lateral, medial e interósseo. 
 
DICA PALPATÓRIA 
Próximo ao processo lateral do tálus abaixo do maléolo lateral. 
 
❖ LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL OU DELTÓIDE 
DICA PALPATÓRIA 
Na borda anterior e extremidade inferior do maléolo medial. 
 
 
- 150 - 
❖ LIGAMENTO COLATERAL LATERAL 
DICA PALPATÓRIA 
Formam 3 estruturas distintas: tíbio-fibular anterior na sua parte mais 
proximal. Borda anterior mais distal - talo-fibular e calcâneo fibular – 
feixes anterior e medial do ligamento colateral lateral. Ápice – feixe 
médio do ligamento calcaneo fibular. Borda posterior – tíbio-fibular 
posterior e também ao talo-fibular posterior. 
 
 
 
 
3.4.5. MIOLOGIA DO PÉ 
❖ FLEXOR LONGO DOS DEDOS 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD com o pé apoiado, 
terapeuta com uma das mãos coloca o pé em flexão plantar e solicita 
que o paciente realize uma flexão dos dedos à qual se impõe uma 
resistência na extremidade distal. 
DICA PALPATÓRIA: Ele é palpado atrás da tibial posterior. 
 
- 151 - 
 
❖ FLEXOR LONGO DO HÁLUX 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o pé apoiado, 
terapeuta com uma das mãos é posicionado na face plantar do hálux 
para solicitar repetidas flexões do mesmo. 
DICA PALPATÓRIA: Essas ações serão percebidas sob o indicador 
da outra mão que estará situado no sulco retromaleolar medial distante 
do maléolo medial e bem próximo ao tendão do calcâneo. 
 
 
 
- 152 - 
Nome Origem Inserção Ação 
Flexor 
longo dos 
dedos 
1/3 médio da face 
post. da tíbia, 
abaixo da linha do 
sóleo 
Por 4 tendões, 
cada um deles se 
fixando na base da 
falange distal dos 
dedos II a V 
Flete a falange 
distal dos dedos 
II, III, IV e V 
Flexor 
longo do 
hálux 
2/3 inferiores 
posteriormente na 
tíbia 
Base da falange 
distal do hálux 
Flete a falange 
distal do hálux 
Tibial 
posterior 
2/3 proximais da 
face posterior da 
tíbia e da fíbula 
Tuberosidade 
navicular 
Flexor plantar 
mais importante 
na inversão do pé 
 
3.4.6. NERVOS E VASOS 
❖ ARTÉRIA TIBIAL POSTERIOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD com o pé apoiado, 
terapeuta com uma das mãos apóia a face (borda) medial do pé, a 
outra é posicionada entre o músculo flexor longo dos dedos e flexor 
longo do hálux, no sulco retromaleolar. 
DICA PALPATÓRIA: A tomada de pulso é facilitada se colocarmos 
o pé em discreta inversão. 
 
 
 
- 153 - 
❖ NERVO TIBIAL 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Procedimento idêntico, ele é palpado 
logo atrás da artéria. 
 
 
❖ ARTÉRIA DORSAL DO PÉ 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD com o pé apoiado, o 
ponto de referencia é o tendão do músculo extensor longo do hálux. 
DICA PALPATÓRIA: Terapeuta com uma das mãos exerce 
resistência para a extensão do hálux, para sentir o pulso da artéria, 
coloca-se o dedo, no dorso do pé, lateralmentea esse tendão e 
medialmente o extensor longo dos dedos, destinados ao II 
pododáctilo. 
 
 
- 154 - 
 
- 155 - 
CAPÍTULO 4 - TRONCO 
 
Alisson Felix de Souza 
Benicio Alves Lima Junior 
Denilson de Queiroz Cerdeira 
Juliana Pinto Queiroz 
 
A coluna vertebral apresenta muitos elementos anatômicos que 
podem ser palpados, e, em algumas regiões, como a região cervical, sua 
palpação é ainda considerada com uma das mais difíceis. 
Acreditamos que essa dificuldade provém, sobretudo, da 
inexistência de recursos palpatórios por parte daquele que deseja palpar, 
associado ao tabu de estarmos palpando um local nobre, do ponto de 
vista clínico, já que, superiormente ao nível mais alto, situa-se parte do 
tronco encefálico. 
As vertebras são consideradas como verdadeiras ou moveis por 
permanecerem individualizadas durante toda a vida; é o caso das 
vertebras da região cervical, torácica e lombar; outras são consideradas 
como falsas ou fixas, já que se consolidam na idade adulta, sendo o 
caso das vertebras das regiões sacra e coccígea. 
A coluna vertebral tem muitas funções, dentre elas as quais 
podemos citar as propriedades mecânicas da flexibilidade e de rigidez, 
que são fundamentais para a biomecânica do corpo humano. 
As funções de suporte do tronco e de absorção de choques 
estão na responsabilidade dos corpos vertebrais e de seus discos 
intervertebrais correspondentes, a função de proteção do eixo nervoso 
e a de orientação do movimento relacionam – se à porção posterior da 
coluna. 
A flexibilidade da coluna vertebral resulta do somatório dos 
movimentos existentes entre as vértebras, unidas por um complexo 
ligamentar e muscular. 
Normalmente o ser humano, apresenta 33 a 35 vértebras, que se 
distribuem da seguinte forma – as vértebras consideradas verdadeiras 
ou móveis somam, em média, 24, sendo 5 na região lombar, 12 
torácicas e 7 cervicais; as vértebras consideradas falsas ou fixas se 
distribuem, na maioria das vezes, em 5, na região sacra, e em 3 a 5, no 
cóccix. 
- 156 - 
O número total de vértebras pode variar, sendo mais frequente 
encontrarmos alterações numéricas nas regiões mais caudais – dorsal 
(11 a 13), lombar (4 a 6), sacra (4 a 6) e coccígea (3 a 5). 
Essa variação numérica é bastante importante para a Anatomia 
Palpatória, pois teremos de lançar mão dos meios pelos quais 
poderemos afirmar a presença ou a ausência de uma vértebra. 
Os recursos são diversos – utilização de Anatomia Topográfica, 
identificação das características próprias de uma vértebra comum às 
regiões, tais como tamanho, espessura e posicionamento dos processos 
transversos e espinhosos, além dos exames de imagem que poderão 
corroborar a nossa investigação palpatória. 
Basicamente, uma vértebra típica é constituída por duas partes 
principais – uma porção anterior, o corpo vertebral, e uma porção 
posterior, o arco posterior, essas duas porções formam o canal 
vertebral. 
No arco posterior, encontram-se os processos articulares, os 
pedínculos, as lâminas, os processos transversos e o processo 
espinhoso. 
Cada região da coluna vertebral é constituída por vértebras que 
possuem características próprias comuns às suas regiões; as vértebras 
situadas na porção média de cada região são as que possuem as 
semelhanças, entre si, mais evidentes; já as situadas nas extremidades se 
modificam e passam a assemelhar-se ás vértebras pertencentes ás outras 
regiões; essas mudança gradual favorece a biomecânica das zonas de 
transição – é o que acontece com C7 e T1, com T12 e L1, e com L5 e 
S1. 
A seguir, descreveremos as características comuns ás vértebras 
por regiões, além de algumas peculiaridades de certas vértebras. 
 
4.1 COLUNA CERVICAL 
 
Os processos articulares das vértebras cervicais estão situados 
dorsalmente em relação aos seus processos transversos; essa disposição 
é uma referência de vital importância para a palpação da região cervical. 
Isso faz com que, ao palparmos um processo espinhoso cervical 
e deslocarmos os dedos lateralmente, o primeiro elemento ósseo a ser 
encontrado seja a coluna formada pela junção dos processos articulares 
- 157 - 
cervicais; um pouco mais centralmente a essa coluna, palparemos os 
processos transversos das vértebras cervicais. 
As vértebras cervicais serão estudadas da seguinte forma: 
- Atlas e áxis, isoladamente entre si e separadamente das demais, por 
apresentarem, cada uma delas, certas características próprias; 
- As vértebras de C3 a C6, globalmente, já que apresentam 
características comuns; 
- C7, isoladamente, por ser uma vértebra de transição entre a coluna 
cervical e torácica. 
 
4.1.1 OSTEOLOGIA CEVICAL 
• PROCESSOS ESPINHOSOS, TRANSVERSOS E 
ARTICULARES 
 
Para orientação clínica, os seguintes pontos de referência podem ser 
utilizados para determinar a altura das vértebras específicas: 
 
• PROCESSOS ESPINHOSOS 
 
✓ PROCEDIMENTO DA ANÁLISE PALPATÓRIA 
 
➢ Ponto de partida – Calha do Osso Occipital 
➢ C1 – não tem espinhosa 
➢ C2 – processo saliente 
➢ C3 
➢ C4 – C5 – não sente a palpação 
➢ C6 
➢ C7 – processo espinhoso grande 
 
- 158 - 
 
 
 
✓ Para orientação clínica, os seguintes pontos de referência 
podem ser utilizados para determinar a altura das vértebras 
específicas: 
 
C3 – nivelada com osso hióide, que pode ser palpado anteriormente 
logo abaixo da mandíbula. 
C4 – nivelada com proeminência na laringe. 
C5 – nivelada com a porção inferior da cartilagem tireóide. 
C6 – cartilagem cricóide. 
OBS: Uma característica das vértebras cervicais muito importante para 
palpação é a de que seus processos transversos estão localizados 
ventralmente aos processos articulares. 
A 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª vértebras cervicais são formadas por um corpo, pelos 
pedículos, lâminas, processos transversos, processos articulares e pelo 
processo espinhoso. 
- 159 - 
 
• ATLAS (C1) 
 
O atlas tem formato anular, constituído em dois arcos – um 
anterior e outro posterior – e duas massas laterais. 
Não apresenta corpo nem processo espinhoso. 
O arco anterior do atlas é ligeiramente côncavo dorsalmente; em 
sua face ventral, apresenta o tubérculo anterior, que serve para a 
inserção dos músculos longos do pescoço. 
Em sua face dorsal ou interna, há uma superfície articular que se 
articula com o processo odontóide do áxis. 
Na superfície do arco posterior, encontra-se o tubérculo 
posterior, que é um processo espinhoso rudimentar; nele se originam 
os músculos retos posteriores menores da cabeça. 
As massas laterais do atlas têm formato ovalar e suportam o 
peso da cabeça; apresentam as facetas articulares superiores e inferiores. 
Seus processos transversos originam-se da face lateral das 
massas laterais; cada processo transverso é perfurado por um orifício 
denominado forame transverso, que é local de passagem da artéria e da 
veia vertebral. 
❖ PROCESSO TRANSVERSO DO ATLAS 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, terapeuta sentado 
atrás do paciente, mãos posicionadas em cada lado da região lateral do 
pescoço, proximalmente. 
1º ponto – polpa dos indicadores nos ângulos mandibulares. 
2º ponto – os quatro dedos sobre o ápice dos processos mastóideos. 
3º ponto – os três dedos cairão sobre as extremidades dos processos 
transversos, ligeiramente distais em relação aos outros pontos. 
DICA PALPATÓRIA 
Palpação se faz deprimindo-se os dedos sobre o ECOM. 
- 160 - 
 
 
• AXIS (C2) 
 
O áxis tem formato bem peculiar por apresentar em seu corpo 
um processo vertical, denominado processo odontóide ou dente do 
áxis, que, por sua vez, forma o eixo pela qual permite a rotação do atlas. 
Na face ventral do corpo do áxis, há uma crista mediana que 
serve para a inserção dos músculos longos do pescoço. 
O processo odontóide, em sua face ventral, apresenta uma 
superfície articular que se articula com a faceta articular do arco 
anterior do atlas; em sua face dorsal, há um sulco raso destinado ao 
ligamento transverso do atlas; em seu ápice, insere-se o ligamento apicaldo dente. 
Seus processos articulares não estão situados em uma mesma 
coluna vertical, já que os processos articulares superiores situam-se a 
cada lado do processo odontóide, e os inferiores estão posicionados 
inferiormente à extremidade anterior das lâminas. 
Os processos articulares superiores têm formato ovalar, são 
levemente convexos e olham para cima e para o lado. 
Os processos articulares inferiores têm a mesma orientação que 
os processos articulares inferiores das outras vértebras cervicais, ou 
seja, dirigem-se para baixo e para frente. 
- 161 - 
Os pedículos do áxis estendem-se dos processos articulares 
superiores à extremidade anterior das lâminas. São largos e fortes. 
As lâminas são espessas e fortes. 
Cada processo transverso é perfurado pelo forame 
transversário, estão dirigidos para o lado, de forma oblíqua. 
O processo espinhoso tem formato prismático triangular, sendo 
bem volumoso, espesso e bífido. 
O forame vertebral é triangular; seu tamanho é menor do que o 
forame vertebral do atlas e maior em comparação aos das vértebras 
cervicais subjacentes. 
Iniciaremos a palpação pelo processo espinhoso de C7, por 
acreditarmos ser um dos elementos mais fáceis de palpar na região 
cervical. 
 
❖ PROCESSO ESPINHOSO (C2) 
É o primeiro processo espinhoso que se consegue palpar a partir do 
Atlas, é a primeira saliência óssea que se consegue distinguir na linha 
mediana após a identificação da protuberância occipital. 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD ou DL, cabeça 
alinhada, terapeuta sentado atrás do paciente. 
DICA PALPATÓRIA 
 O processo espinhoso de C2 encontra-se a 5,5 ou 6,0 cm sob a 
protuberância occipital externa, ou seja, o processo espinhoso de C2 
encontra-se aproximadamente a três dedos transversos sob a 
protuberância occipital externa. 
OBS.: 3º dedo – afundará a um dedo transverso, abaixo do 2º dedo, 
no mesmo alinhamento, 4º dedo – manterá o alinhamento longitudinal 
e cairá sobre o processo espinhoso de C2. 
- 162 - 
 
 
• C3 A C7 
 
O corpo de cada vértebra cervical, de C3 a C6, é mais largo no 
sentido transverso e tem formato oval. 
Sua face superior apresenta, a cada lado, lateralmente, uma 
pequena saliência vertical, denominada apófise unciforme. 
Os processos articulares superiores e inferiores têm formato 
oval e são planos; formam uma coluna óssea, quando a coluna vertebral 
está articulada; os processos superiores olham para o alto e para trás, e 
os inferiores olham para baixo e para frente. 
Os pedículos estão situados na região posterior da face lateral 
do corpo, estendendo-se até o processo articular. 
As lâminas são estreitas e têm um direcionamento oblíquo, para 
baixo e para trás. 
Os processos transversos consistem em um tubérculo anterior e 
um posterior, e a região de união entre os dois tubérculos forma um 
sulco por onde passa o nervo espinhal correspondente; apresentam os 
forames transversários, que são o local de passagem das artérias e veias 
vertebrais. 
O processo espinhoso é curto e bituberculado (bífido). 
O forame vertebral é grande e de formato triangular. 
- 163 - 
Os processos espinhosos de C3 a C5 são mais difíceis de 
serem diferenciados, mas podem ser palpados e numerados tendo 
como referência a palpação do processo espinhoso de C2 e de C7. 
O processo espinhoso de C6 pode ser dissociado, na palpação, 
dos outros processos, por estar normalmente próximo ao processo 
espinhoso de C7, e pelo fato de frequentemente, se encontrar 
desengatado do complexo fibroso da região cervical posterior. 
 
• C7 
A sétima vértebra cervical é estudada em separado porque 
possui algumas peculiaridades que a distinguem das demais vértebras 
cervicais. 
É denominada vértebra proeminente por ser seu processo 
espinhoso bastante longo e proeminente, diferenciando-se 
significativamente dos outros processos espinhosos cervicais. 
É considerada uma vértebra de transição entre a coluna cervical 
e a torácica por apresentar algumas características que se assemelham às 
das vértebras torácicas, e outras que não são comuns às outras 
vértebras cervicais. São elas: 
Seu processo espinhoso, além de ser longo e espesso, inclina-se 
para baixo e termina em um único tubérculo, ou seja, não é bifurcado. 
Os processos transversos são relativamente grandes, mais longos que 
os das outras vértebras cervicais, e são unituberculares. 
Os forames transversários são menores e atravessados, em geral, 
somente pela veia vertebral. 
O seu corpo pode apresentar uma faceta articular que se 
relaciona com a 1ª costela. 
O processo espinhoso de C7 permite a rápida identificação e 
palpação dessa vértebra, além de servir como ponte de partida para a 
contagem das vértebras cervicais; porém, muitas vezes C7 pode ser 
confundida com T1, que, frequentemente, também possui um processo 
espinhoso bem proeminente; para sabermos qual o processo espinhoso 
que estamos palpando, utilizamos uma manobra diferenciada entre C7 
e T1. 
 
- 164 - 
❖ PROCESSO ESPINHOSO (C3 A C7) 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, cabeça apoiada na 
maca ou nas mãos do terapeuta, terapeuta sentado atrás do paciente, 
mãos em berço. 
DICA PALPATÓRIA 
O terapeuta iniciará a palpação pelo processo espinhoso de C7, 
procurando identifica-lo com a polpa de 2º dedo de cada mão, 
simultaneamente: normalmente é o mais proeminente. 
OBS.: Após sua identificação, o terapeuta irá mobiliza-lo no sentido 
transverso para se certificar da palpação: se estiver sobre C7 haverá 
mobilidade; se estiver sobre T1 de uma forma geral a mobilidade será 
menor. Poderá palpar os outros processos espinhosos da cervical, 
mantendo um de seus dedos sobre C7, e o outro dedo se deslocará no 
eixo longitudinal, em sentido cefálico. 
 
 
 
 
- 165 - 
❖ PROCESSO TRANSVERSOS (C3 A C7) 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, cabeça apoiada na 
maca ou nas mãos do terapeuta, terapeuta sentado atrás do paciente, 
mãos em berço. 
DICA PALPATÓRIA 
A partir do processo transverso de C1, seguindo um sulco existente 
entre o trapézio superior e o ECOM. Palpando neste sulco de cranial 
para caudal estaremos sobre os processos transversos. 
 
 
 
 
❖ PROCESSO ARTICULARES 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, cabeça apoiada na 
maca ou nas mãos do terapeuta, terapeuta sentado atrás do paciente, 
mãos em berço. 
DICA PALPATÓRIA 
Os processos articulares em uma diagonal imaginária existem entre o 
trapézio superior e o ECOM. Palpando neste sulco de cranial para 
caudal estaremos sobre os processos articulares. 
OBS.: Testar a mobilidade da vértebra para frente 
 
 
- 166 - 
 
 
❖ OSSO TEMPORAL - PROCESSO MASTÓIDE 
DICA PALPATÓRIA 
Quando os dedos são colocados atrás dos lóbulos das orelhas, a 
porção mastóide do osso temporal pode ser palpada e sua parte mais 
inferior é o processo mastóide (ECOM). 
 
 
 
- 167 - 
❖ OSSO OCCIPITAL 
DICA PALPATÓRIA 
Movendo-se os dedos posteriormente a partir do processo mastóide, o 
osso occipital com sua linha superior é alcançado. A porção lateral 
desta crista serve, em parte, como ponto de inserção para o ECOM, e 
sua porção medial serve em parte para a fixação do trapézio. 
 
 
❖ MANDÍBULA - CÔNDILOS 
DICA PALPATÓRIA 
Imediatamente anterior aos canais auditivos externos, podemos palpar 
os côndilos da mandíbula. Quando o indivíduo abre a boca ou desvia 
mandíbula, pode-se sentir os côndilos moverem-se sobre a fossa 
glenóidea e o tubérculo dos ossos temporais. Os côndilos também 
podem ser sentidos, colocando-se os dedos no canal auditivo 
pressionando-se anteriormente. 
 
- 168 - 
 
 
4.1.2 MIOLOGIA 
 
❖ ECOM – ESTERNO CLEIDO OCCIPITO MASTÓIDEO 
POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD, terapeuta sentado 
atrás do paciente, o terapeuta posicionará uma das suas mãos na testa 
do paciente e resistirá à flexão da cabeça. 
DICA PALPATÓRIA 
Com a polpa digital do 2º dedo e o polegar da outra mão poderá 
palpar, em forma de pinça, o ECOM, que estará bem evidente na 
região antero-lateral do pescoço, a cada ladoou pede-se para o 
paciente executar uma flexão lateral com rotação contralateral da 
cabeça. 
 
- 169 - 
 
❖ ESCALENO ANTERIOR 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD ou sentado, terapeuta 
em pé atrás do paciente, se o paciente estiver sentado uma das suas 
mãos apoia o cotovelo flexionado do paciente, o terapeuta irá 
penetrar, com a polpa de seus 1º e 2º dedos, a fossa supraclavicular, 
dorsalmente à borda posterior da porção clavicular do ECOM, o 
terapeuta resistirá, a flexão lateral da cabeça e perceberão a tensão do 
escaleno. 
DICA PALPATÓRIA 
Se o paciente estiver em DD, a palpação será feita de forma 
semelhante, fica mais fácil perceber sua contração, pois haverá mais 
relaxamento. 
 
 
- 170 - 
Vários músculos estão relacionados com extensão do pescoço e 
cabeça. Alguns são mais profundos e outros mais superficiais. Os 
músculos extensores como grupo apresentam um volume maior do que 
os anteriores, indicando que é necessária uma força maior na extensão 
do que na flexão. Entre os músculos extensores mais profundos existe 
um músculo maior que se divide em pequenos músculos, os 
Suboccipitais, que conectam as duas vértebras cervicais superiores ao 
osso occipital e entre si. 
Alguns destes músculos estão relacionados principalmente com a 
extensão; outros com a rotação. O grande reto superior da cabeça, o 
transverso espinhoso da cabeça e o transverso espinhoso cervical são 
também músculos profundos do pescoço, agindo sobre a cabeça e 
pescoço. Eles são recobertos pelo músculo esplênio, que por sua vez, é 
recoberto, em parte, pelo trapézio e pela porção superior do ECOM. 
 
❖ EXTENSORES DA CABEÇA E DO PESCOÇO 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em pé, terapeuta atrás do 
paciente, a palpação deste grupo de músculos como um todo pode ser 
feita, tanto com uma inclinação posterior de cabeça (relaxados) ou 
com uma inclinação anterior (tensos). 
OBS: Muitos dos extensores do pescoço são pequenos demais e 
situam-se muito profundamente para serem palpados; outros podem 
ser palpados apenas como um grupo. 
 
 
- 171 - 
4.2 COLUNA TORÁCICA 
4.2.1. OSTEOLOGIA 
PROCESSOS ESPINHOSOS - São longos e bastante inclinados para 
baixo. 
DICAS PALPATÓRIAS 
 
ELEMENTO CORRESPONDÊNCIA 
Ângulo superior de 
escápula 
Processo espinhoso de T1 à vértebra 
T2 
Ângulo inferior de escápula Processo espinhoso de T7 à vértebra 
T8 
 
Os processos espinhosos têm palpação direta, contendo três 
possibilidades de se realizá-la: 
• 1ª possibilidade paciente sentado, com o tronco relaxado, 
ligeiramente fletido, terapeuta em pé atrás do paciente, o terapeuta irá 
primeiramente visualizar os processos espinhosos das vértebras 
torácicas; percebe-se que nesta posição tornam-se mais salientes, 
diminuindo de certa forma a profundidade do sulco longitudinal da 
membrana posterior; com a polpa do segundo ao quinto dedo 
palpará os processos espinhosos das vértebras torácicas de uma 
forma global percorrendo toda a coluna dorsal. 
• 2ª possibilidade paciente em DV, com o colchão sob o abdome, 
terapeuta em pé ao lado do paciente, neste posicionamento os 
processos espinhosos não estão tão salientes quanto no 
procedimento descrito anteriormente, o terapeuta poderá mobilizar 
os processos espinhosos entre si, palpando-os em forma de pinça, 
com o polegar e o indicador. 
• 3ª possibilidade paciente em DL, terapeuta em pé atrás do 
paciente, a palpação é feita em forma de pinça, com o polegar e o 
indicador, nas bordas laterais de cada processo espinhoso. 
 
- 172 - 
 
 
• REFÊNCIAS MORFOLÓGICAS 
 
➢ T3 – espinha da escápula 
➢ T4 – manúbrio esternal 
➢ T7 – T8 – ângulo inferior da escápula 
➢ T10 – processo xifoide 
➢ T12 – ultimas costelas (base) 
 
 
DIFERENCIAR C7 DE T1 
 
ANÁLISE PALPATÓRIA – Flexão ativa cervical – aparecem 3 
espinhosas salientes – palpa-se as espinhosas – extensão passiva do 
pescoço – C6 e C7 deslizam para frente. 
 
T1 – T5 
ANÁLISE PALPATÓRIA – utiliza a flexão da coluna cervical para 
evidenciar as espinhosas torácicas de T1 a T4/5. 
 
T6 – T12 
ANÁLISE PALPATÓRIA – utiliza a flexão do tronco para 
evidenciar as espinhosas torácicas de T6 a T12. 
 
- 173 - 
❖ PROCESSOS TRANSVERSOS 
Os processos transversos têm palpação direta, eles se situam um 
pouco acima e lateralmente aos processos espinhosos 
correspondentes. 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente em DV, com colchão sob o 
abdome. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta em pé ao lado do paciente, o terapeuta posicionará a polpa 
de seus dedos da seguinte forma: a polpa do segundo dedo de sua mão 
colateralmente ou cefálica sobre o processo espinhoso dorsal, a partir 
dessa referência medirá aproximadamente 2 dedos transversos acima e 
lateralmente a ele, o terceiro dedo sua mão colateralmente ou cefálica 
cairá sobre o transverso correspondente. 
 
 
RELAÇÃO DO NÍVEL DAS ESPINHOSAS EM RELAÇÃO AOS 
PROCESSOS TRANSVERSOS 
ESPINHOSAS TRANSVERSAS 
T1, T2 e T3 Fica no mesmo nível da espinhosa 
T4, T5 e T6 Fica a ½ nível acima da espinhosa 
T7, T8 e T9 Fica 1 nível acima da espinhosa 
T10 Fica 1 nível acima da espinhosa 
T11 Fica a ½ nível acima da espinhosa 
T12 Fica no mesmo nível da espinhosa 
- 174 - 
❖ ESTERNO 
É bastante palpável por ser bastante superficial. 
 
 
 
❖ MANÚBRIO 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, terapeuta em pé ao 
lado do paciente; na porção mais cranial do esterno, palpa-se o 
manúbrio, próximo à articulação esterno-clavicular. 
DICA PALPATÓRIA 
Os dedos serão deslocados em sentido caudal, verticalmente, até 
alcançarem uma superfície óssea, ligeiramente convexa, que 
corresponde ao manúbrio. 
 
- 175 - 
❖ CORPO DO ESTERNO 
DICA PALPATÓRIA 
Os dedos continuarão se deslocando em sentido caudal, palparão o 
corpo do esterno e perceberão que tem um formato plano, 
diferenciando-se do manúbrio, que é ligeiramente convexo. 
 
 
 
 
❖ PROCESSO XIFÓIDE 
 
DICA PALPATÓRIA 
Os dedos acompanharão o corpo do esterno, em sentido caudal, até 
encontrarem uma pequena depressão, ao aprofundar os dedos estarão 
sobre o processo xifóide. 
OBS.: a palpação apesar de profunda deverá ser suave, pois é 
dolorosa devido a presença do nervo vago. 
 
- 176 - 
❖ COSTELA 
Em número de 12, para cada lado do tórax. As 7 primeiras costelas 
estão ligadas à coluna vertebral, posteriormente e ao esterno 
ventralmente (através das cartilagens dorsais), que são as verdadeiras 
ou vertebroesternais. 
As costelas falsas são em número de 5 para cada lado. As 3 primeiras 
são denominadas flutuantes ou vertebrais, porque suas extremidades 
ventrais não estão ligadas ao arco costal. 
DICA PALPATÓRIA 
Os dedos acompanharão o corpo do esterno, em sentido caudal, até 
encontrarem uma pequena depressão, ao aprofundar os dedos estarão 
sobre o processo xifóide. 
 
OBS.: a palpação apesar de profunda deverá ser suave, pois é 
dolorosa devido a presença do nervo vago. 
 
 
 
 
- 177 - 
4.3 COLUNA LOMBAR 
 
Algumas características das vértebras lombares auxiliam a sua 
identificação e, consequentemente, sua palpação. 
Em primeiro lugar, ao palparmos o processo transverso direito 
e esquerdo de uma mesma vértebra lombar, de forma simultânea, iremos 
perceber o tamanho dessa vértebra, e talvez não possamos acreditar que 
a distância compreendida entre os nossos dedos corresponda ao 
tamanho real da vértebra. 
Obviamente, estamos palpando todos os tecidos moles que se 
relacionam à vértebra, e isso ocorre em todas as palpações, porém, 
comparativamente, a distância entre os dedos, na palpação dos processos 
transversos lombares em relação aos das vértebras torácicas, é bem 
maior. 
Das vértebras móveis, as vértebras lombares são as maiores e 
têm seus processos transversos muito mais longos do que os torácicos e 
os cervicais. 
O corpo vertebral de uma vértebra lombar tem formato 
semelhante ao do rim; é bem volumoso, grande, e mais largo no sentido 
transverso. 
Os processos transversos ou processos costiformes são longos, 
estreitos e dirigidoshorizontalmente; nas vértebras L4 e L5, costumam 
ser ligeiramente inclinados. 
Os processos espinhosos têm formato quadrilátero; são 
espessos, largos, bem mais curtos que os torácicos, e se dirigem 
horizontalmente. 
Essas observações relativas à anatomia descritiva norteiam a 
palpação, de tal forma que, se o desejo é palpar o processo transverso de 
uma vértebra lombar, palpa-se, inicialmente, o processo espinhoso 
correspondente; a partir desse ponto de referência, desloca-se o dedo, 
aproximadamente, a dois ou três dedos transversos, lateralmente, 
praticamente no mesmo alinhamento horizontal. 
A palpação do processo transverso de L5 é a mais difícil da 
região lombar, não somente pela sua proximidade da asa ilíaca, como 
também, muitas vezes, por ocorrer a sua sacralização, pois é o mais 
longo de todos os processos transversos lombares. 
- 178 - 
De uma forma geral, conseguimos colocar a polpa de um dedo 
entre os processos espinhosos, mais isso varia bastante, de acordo com a 
individualidade. 
A vértebra L5 apresenta algumas peculiaridades – seus 
processos articulares inferiores estão mais afastados, em comparação aos 
outros da mesma região, e são paralelos ao plano frontal; seu processo 
espinhoso é o mais curto dentre as vértebras lombares. 
É uma vértebra de transição entre as regiões lombar e sacra, o 
que justifica as características próprias de L5, já descritas. 
4.3.1. OSTEOLOGIA 
Formada por cinco vértebras, que formam a curvatura de 
concavidade posterior denominada lordose lombar observada no plano 
sagital. O ápice da curvatura lombar normalmente se encontra na terceira 
vértebra lombar; esta curvatura é mensurada em graus através de 
radiografia em perfil, traçando-se uma linha que une o bordo póstero-
superior de L1 ao bordo póstero-inferior de L5. 
Na região lombar os processos espinhosos são grandes e de 
direção horizontal, de modo que sua altura representa aproximadamente 
a altura do corpo vertebral. 
 
PALPAÇÃO DO TECIDO ÓSSEO LOMBAR 
É interessante delimitar a região lombar antes de iniciar a sua 
palpação. Topograficamente, a região lombar apresenta os seguintes 
limites: 
- Superior: uma linha descendente que acompanha a 12ª costela, a cada 
lado; 
- Inferior: uma linha oblíqua, ascendente, que passa sobre a região 
superior dos ilíacos e do sacro; 
- Lateral: uma linha vertical que passa pela borda lateral dos músculos 
extensores da coluna, a cada lado. 
A associação da anatomia topográfica com a palpatória é de 
extrema valia, sobretudo quando se deseja palpar o corpo humano 
vivente. 
Através da inspeção, devemos delimitar a região onde se situa o 
elemento anatômico que desejamos palpar. 
- 179 - 
Se o paciente estiver em decúbito ventral, é obrigatório 
posicionarmos os seus braços ao lado do corpo, apoiados na maca, para 
manter relaxados os músculos da região lombar. 
Nessa posição, podemos tentar delimitar, visualmente, a região 
lombar – o limite inferior pode ser observado pelo formato convexo do 
sacro que, normalmente, é bem pronunciado na maioria dos indivíduos; 
o limite superior, pelas 12ª costelas, e o limite lateral, pela massa 
muscular dos extensores da coluna. 
O sulco formado pela musculatura paravertebral, na linha 
mediana posterior do tronco, permite-nos delimitar o local onde se 
encontram os processos espinhosos lombares. 
 
❖ PROCESSOS ESPINHOSOS 
POSIÇÃO DO PACIENTE – paciente em DD, colchão sob o 
abdômen. 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta em pé ao lado do paciente. Os processos espinhosos são 
facilmente visualizados no sulco mediano da região lombar. Para 
palpa-los basta colocar a polpa do dedo sobre um processo espinhoso, 
pode-se fazer a palpação em forma de pinça com o polegar e o 
indicador, para mobiliza-los um em relação ao outro. 
OBS: O processo espinhoso de L3 normalmente é o mais 
proeminente e situa-se na projeção horizontal póstero-anterior da 
cicatriz umbilical; alguns autores consideram que a projeção horizontal 
abrange os níveis de L3 a L5, de acordo com a individualidade. 
 
 
- 180 - 
 
 
❖ MANOBRA DIFERENCIAL ENTRE OS PROCESSOS 
ESPINHOSOS DE L5 E S1 
As cristas ilíacas situam-se de forma qual, na projeção horizontal dos 
processos espinhosos de L4 e L5, para se certificar da palpação do 
processo de L5, pode-se utilizar uma manobra de mobilidade. 
POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente em DV, colchão sob o 
abdome, terapeuta em pé ao lado do paciente. 
DICA PALPATÓRIA 
O terapeuta palpará as cristais ilíacas e traçará uma linha imaginaria, no 
mesmo alinhamento horizontal em direção ao sulco mediano posterior 
da coluna lombar, para encontrar o espaço interespinhoso de L4-L5. 
Fará um pequeno descolamento, em sentido caudal, no alinhamento 
vertical, com a polpa do seu terceiro dedo, para encontrar o processo 
espinhoso de L5. 
O segundo dedo cairá sobre uma depressão muito pequena e se 
deslocará um pouco mais caudalmente, mantendo o alinhamento 
vertical, para palpar o processo espinhoso de S1. 
O terapeuta fará a extensão e a abdução da coxofemoral do paciente 
para perceber o deslocamento do processo espinhoso de L5, que está 
sob seu terceiro dedo, sob seu segundo dedo, o processo espinhoso de 
S1 não irá se deslocar; se isto ocorrer, a palpação estará correta. 
OBS: Se os dedos estiverem sobre os processos espinhosos de L4 e 
L5, ao invés de L5 e S1, os dois processos espinhosos se deslocarão. 
- 181 - 
❖ PROCESSOS TRANSVERSOS 
Palpação indireta, os processos transversos das vértebras lombares 
estão praticamente no mesmo alinhamento horizontal, ou ligeiramente 
um pouco abaixo de seus processos espinhosos correspondentes. 
POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV, colchão sob o 
abdome 
DICA PALPATÓRIA 
Terapeuta em pé ao lado do paciente; palpa-se um processo espinhoso 
lombar, como referência medem-se aproximadamente dois ou três 
dedos transversos, lateral e ligeiramente caudalmente a ele, para se 
palpar o processo transverso correspondente. 
 
4.3.2. MIOLOGIA 
❖ ÍLIOCOSTAL LOMBAR 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DV e terapeuta em pé ao 
lado do paciente, o terapeuta irá resistir ao movimento de extensão da 
coluna, posicionando uma de suas mãos na região dorsal. 
DICA PALPATÓRIA 
Os músculos extensores da coluna ficarão bem visíveis e poderão ser 
palpados lateralmente ao sulco mediano posterior da coluna lombar. 
 
 
 
- 182 - 
❖ OBLIQUO EXTERNO 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, joelho contralateral 
flexionado, mãos entrelaçadas atrás da cabeça, terapeuta em pé ao 
lado do paciente, o terapeuta posicionará uma de suas mãos no 
cotovelo homolateral do paciente, este fará um movimento 
simultâneo de flexão e rotação do tronco para o lado oposto, que será 
resistido pelo terapeuta. 
DICA PALPATÓRIA 
O obliquo externo do abdome ficará bem visível na região antero-
lateral do tronco, ventralmente ao grande dorsal, e poderá ser 
palpado. 
 
 
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