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Alisson Felix de Souza Denilson de Queiroz Cerdeira Vasco Pinheiro Diógenes Bastos (Organizadores) Anatomia palpatória: atlas topográfico do corpo humano 1ª Edição Fortaleza – Ceará 2017 Copyright 2017. Alisson Felix de Souza, Denilson de Queiroz Cerdeira, Vasco Pinheiro Diógenes Bastos (Organizadores). Revisão Ortográfica Rosiléia Alves de Sousa Normalização e Padronização Luiza Helena de Jesus Barbosa - CRB-3/830 Capa Janete Pereira do Amaral Programação Visual e Diagramação Janete Pereira do Amaral Dados Internacionais de Catalogação na Fonte A535 Anatomia palpatória: atlas topográfico do corpo humano/ Organizadores Alisson Felix de Souza, Denilson de Queiroz Cerdeira, Vasco Pinheiro Diógenes Bastos. Fortaleza: Centro Universitário Estácio do Ceará, 2017. 188p.; 30cm. ISBN: 978-85-69235-16-3 1. Palpação 2. Membros superiores, Anatomia 3. Membros inferiores, Anatomia 4. Atlas I. Souza, Alisson Felix de. II. Cerdeira, Denílson de Queiroz III. Bastos, Vasco Pinheiro Diógenes. IV. Centro Universitário Estácio do Ceará CDD 611.96 CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DO CEARÁ Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Núcleo de Publicações Acadêmico-Científicas CONSELHO EDITORIAL Dra. Ana Cristina Pelosi Silva de Macedo – Universidade Federal do Ceará MsC. Ana Flávia Alcântara Rocha Chaves – Centro Universitário Estácio do Ceará Dra. Andrine Oliveira Nunes - Centro Universitário Estácio do Ceará MsC. Janete Pereira do Amaral - Centro Universitário Estácio do Ceará Ms. Joana Mary Soares Nobre - Centro Universitário Estácio do Ceará Dra. Kariane Gomes Cezario - Centro Universitário Estácio do Ceará Dra. Letícia Adriana Pires Ferreira dos Santos – Centro Universitário Estácio do Ceará, Universidade Estadual do Ceará, Universidade Federal do Ceará Dra. Marcela Magalhães de Paula - Embaixada do Brasil na Itália Dra. Maria Elias Soares – Universidade Federal do Ceará e Universidade Estadual do Ceará Dra. Maria da Graça de Oliveira Carlos – Centro Universitário Estácio do Ceará Dra. Margarete Fernandes de Sousa – Universidade Federal do Ceará Dra. Rosiléia Alves de Sousa – Centro Universitário Estácio do Ceará Dra. Suelene Silva Oliveira Nascimento - Universidade Estadual do Ceará Dr. Vasco Pinheiro Diógenes Bastos - Centro Universitário Estácio do Ceará _____________________________________________________ Núcleo de Publicações Acadêmico-Científicas Rua Vicente Linhares, 308 - Aldeota CEP: 60.135-270 - Fortaleza – CE - Fone: (85) 3456-4100 www.publica-estaciofic.com.br - 2 - - 3 - Dedico este trabalho em primeiro lugar a Deus pelo dom da vida e a capacidade para realização deste sonho. Aos Professores por permitirem nosso aprendizado, aos alunos e funcionários do Centro Universitário Estácio do Ceará que são nossos incentivadores. - 4 - - 5 - LISTA DE AUTORES Alisson Felix de Souza Graduação em Fisioterapia pelo Centro Universitário Estácio do Ceará no ano de 2016. Experiência em Fisioterapia Traumato – ortopédica, Neurofuncional, Pneumofuncional. Benicio Alves Lima Junior Técnico em Massoterapia pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico – PRONATEC no ano de 2016. Denilson de Queiroz Cerdeira Graduação em Fisioterapia pela Universidade de Fortaleza no ano de 2003. Especialização em Fisioterapia em Traumato-ortopedia, Reumatologia e Medicina do Esporte pela Faculdade Integrada do Ceará no ano de 2006. Rpgista – RPG Shoucard no ano de 2013. Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade Tecnológica Intercontinental em parceria com Universidade Federal do Rio Grande do Sul no ano de 2010. Experiência em Fisioterapia Traumato – ortopedia, Fisioterapia Desportiva, Fisioterapia Bucomaxilofacial, Síndrome de Burnout e suas dimensões, Saúde do Professor no âmbito institucional. Docente dos cursos de Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição e Educação Física do Centro Universitário Estácio do Ceará e Fisioterapia da Faculdade Vale do Jaguaribe. Juliana Pinto Queiroz Graduação em Fisioterapia pelo Centro Universitário Estácio do Ceará no ano de 2016. Experiência em Fisioterapia Traumato – ortopédica, Dermatofuncional, Neurofuncional e Pilates. Vasco Pinheiro Diógenes Bastos Graduação em Fisioterapia pela Universidade de Fortaleza no ano de 1985, Mestrado em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará no ano de 2001 e Doutorado em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará no ano de 2009. Atualmente atua como Docente do Centro Universitário Estácio do Ceará. - 6 - - 7 - PREFÁCIO A anatomia palpatória reveste-se de uma importância crucial para todos os profissionais ligados à área de saúde. Acredito que através do seu conhecimento pode-se sustentar melhor um processo de avaliação clínica e estabelecer com mais facilidade um plano de tratamento adequado, pois através do conhecimento das estruturas a serem examinadas e suas limitações e posições pode-se identificar assimetrias, alterações na textura e elasticidade tecidual, alterações nos contornos ósseos e musculares, temperatura, dor e edema, além de ser essencial para terapeutas que fazem técnicas manipulativas sejam quais forem. Assim, neste livro encontram-se aspectos relativos à avaliação de estruturas musculoesqueléticas da coluna vertebral, membros superiores e inferiores, por meio de técnicas palpatórias. Destaca-se as condutas para análise e interpretação de achados referentes a todos os músculos palpáveis, profundos, intermédios e superficiais, assim como comentários sobre sua inserção proximal, inserção distal, ação e inervação. Além disto, podem-se encontrar aspectos relevantes sobre a palpação dos principais nervos do corpo com seus respectivos pontos de compressão e todas as estruturas ósseas palpáveis, sempre colocando a importância para o tratamento clínico. O livro traz uma leitura clara, ilustrada e didática sendo excelente para compreensão. Portanto, um livro de “cabeceira” para acadêmicos e profissionais de saúde. Profª Ms. Giselle Notini Arcanjo Docente da graduação e pós-graduação do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Estácio do Ceará - 8 - - 9 - SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ....................................................... 17 CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA PALPATÓRIA ....................................... 19 1.1 EFEITOS DAS MÃOS NO PACIENTE (PALPAÇÃO) .............................................................. 20 1.2 TÉCNICAS DE PALPAÇÃO.................................. 22 1.3 APRIMORAMENTO DA ARTE DA PALPAÇÃO . 24 1.4 CUIDADOS COM AS MÃOS ............................... 25 1.5 PALPAÇÃO DE TECIDOS DISTINTOS ............ 25 CAPÍTULO 2 - ANATOMIA PALPATÓRIA - MEMBROS SUPERIORES .........................................29 2.1 CLAVÍCULA ........................................................ 29 ❖ CLAVÍCULA .............................................................................30 2.2 ESCÁPULA ............................................................ 31 ❖ BORDA VERTEBRAL (MEDIAL).......................................33 ❖ BORDA AXILAR (LATERAL)..............................................34 ❖ ÂNGULO INFERIOR ............................................................35 ❖ ESPINHA DA ESCÁPULA ....................................................35 ❖ ACRÔMIO .................................................................................36 ❖ PROCESSO CORACÓIDE ....................................................37 2.3 OMBRO .................................................................39 2.3.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 39 ❖ CABEÇA UMERAL COM TUBÉRULO MAIOR E MENOR (Abordagem anterior)...............................................39 ❖ ROTAÇÃO LATERAL: tubérculo menor ............................40 ❖ ROTAÇÃO MEDIAL: tubérculo maior ................................40 ❖ POSIÇÃO NEUTRA: Sulco intertubercular .........................41 ❖ ABORDAGEM INFERIOR OU AXILAR..........................41 - 10 - 2.3.2. MIOLOGIA.................................................................................. 43 ❖ TRAPÉZIOS (fibras superiores, médias e inferiores) ..........43 ❖ TRAPÉZIO SUPERIOR - TRAPÉZIO MÉDIO ..............44 ❖ TRAPÉZIO INFERIOR..........................................................45 ❖ GRANDE DORSAL ................................................................45 ❖ ROMBÓIDES (MAIOR E MENOR) ...................................46 ❖ ELEVADOR DA ESCÁPULA...............................................47 ❖ PEITORAL MAIOR ................................................................48 ❖ TENDÃO DO PEITORAL MAIOR - PORÇÃO ESTERNAL ...............................................................................49 ❖ TENDÃO DO PEITORAL MAIOR PORÇÃO CLAVICULAR...........................................................................50 ❖ PEITORAL MENOR...............................................................50 ❖ SERRÁTIL ANTERIOR .........................................................52 ❖ DELTÓIDES (porção anterior, média e posterior)..............53 ❖ SUBESCAPULAR (PORÇÃO INDIRETA) ........................55 ❖ SUPRA-ESPINHOSO..............................................................56 ❖ INFRA-ESPINHOSO ..............................................................57 ❖ REDONDO MENOR .............................................................58 ❖ REDONDO MAIOR ...............................................................60 ❖ BÍCEPS BRAQUIAL................................................................61 ❖ TRÍCEPS BRAQUIAL .............................................................62 2.3.3. ARTROLOGIA ........................................................................... 63 ❖ LIGAMENTO INTERCLAVICULAR.................................63 ❖ LIGAMENTO ACRÔMIO-CLAVICULAR........................63 2.3.4. NERVOS E VASOS .................................................................. 64 ❖ LINFÁTICOS AXILARES......................................................64 ❖ NERVO ULNAR ......................................................................64 2.4 COTOVELO .......................................................... 66 2.4.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 66 ❖ EPICÔNDILO MEDIAL, LATERAL E OLÉCRANO....66 - 11 - ❖ CABEÇA DO RÁDIO .............................................................68 ❖ SULCO DO NERVO ULNAR...............................................68 2.5 ANTEBRAÇO ....................................................... 69 2.5.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 69 ❖ ULNA (DIÁFISE-BORDA DORSAL) .................................69 ❖ RÁDIO (CORPO DO RÁDIO) .............................................71 2.5.2. MIOLOGIA.................................................................................. 72 ❖ MÚSCULOS ANTEBRAQUIAIS PALMARES..................72 ❖ PRONADOR REDONDO.....................................................72 ❖ FLEXOR RADIAL DO CARPO ...........................................74 ❖ PALMAR LONGO...................................................................75 ❖ FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS.............................76 ❖ FLEXOR ULNAR DO CARPO ............................................77 ❖ MÚSCULOS ANTEBRAQUIAIS DORSAIS ......................78 ❖ EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO ...................79 ❖ EXTENSOR ULNAR DO CARPO ......................................80 2.6 PUNHO ................................................................. 81 2.6.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 81 ❖ ULNA – CABEÇA DA ULNA E PROCESSO ESTILÓIDE...............................................................................81 ❖ RÁDIO – PROCESSO ESTILÓIDE ....................................82 ❖ OSSOS DO CARPO.................................................................83 ❖ ESCAFÓIDE .............................................................................84 ❖ PISIFORME...............................................................................85 2.6.2. MIOLOGIA.................................................................................. 86 ❖ ABDUTOR LONGO DO POLEGAR.................................88 2.6.3. NERVOS ....................................................................................... 89 2.7 MÃO ...................................................................... 92 2.7.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 92 ❖ METACARPOS.........................................................................92 2.7.2. MIOLOGIA.................................................................................. 93 - 12 - ❖ ABDUTOR CURTO DO POLEGAR ..................................93 ❖ ABDUTOR DO 5º DEDO .....................................................94 CAPÍTULO 3 - ANATOMIA PALPATÓRIA - MEMBROS INFERIORES .........................................95 3.1 CINTURA PÉLVICA E COXA .............................. 95 3.1.1. OSTEOLOGIA ........................................................................... 95 ❖ OSSO ILÍACO ..........................................................................99 ❖ ESPINHA ILÍACA ÂNTERO SUPERIOR (EIAS) .........100 ❖ ESPINHA ILÍACA POSTÊRO SUPERIOR (EIPS) ........100 ❖ TUBÉRCULO ISQUIÁTICO...............................................101 ❖ TUBÉRCULO PÚBICO ........................................................102 ❖ EXTREMIDADE PROXIMAL ...........................................103 ❖ TROCÂNTER MAIOR .........................................................103 3.1.2. ARTROLOGIA ......................................................................... 104 ❖ ARTICULAÇÃO SACROILÍACA.......................................104 ❖ LIGAMENTO ÍLIO-LOMBAR...........................................104 3.1.3. MIOLOGIA................................................................................ 105 ❖ TRÍGONO FEMURAL .........................................................105 ❖ ÍLIO-PSOAS (PROXIMAL) .................................................106 ❖ RETO ABDOMINAL............................................................107 ❖ QUADRADO LOMBAR.......................................................108 ❖ GLÚTEO MÁXIMO..............................................................108 ❖ PIRIFORME ............................................................................109 ❖ ÍSQUIOS TIBIAIS ..................................................................110 ❖ MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO OU PERÍNEO ....................................................................................................110 3.1.4. NERVOS E VASOS ................................................................ 111 ❖ NERVO ISQUIÁTICO .........................................................111 ❖ LINFÁTICOS INGUINAIS .................................................112 3.2 JOELHO .............................................................. 113 3.2.1. OSTEOLOGIA ......................................................................... 115 - 13 - ❖ (EPI) CÔNDILO LATERAL ...............................................115 ❖ (EPI) CÔNDILO LATERAL ...............................................115 ❖ TUBEROSIDADE DA TÍBIA .............................................116 ❖ TUBÉRCULO DE GERDY .................................................117❖ CABEÇA DA FÍBULA ..........................................................118 ❖ PATELA ...................................................................................119 3.2.2. ARTROLOGIA ......................................................................... 120 ❖ COLATERAL FIBULAR (LATERAL) ...............................120 ❖ COLATERAL TIBIAL (MEDIAL) .....................................120 ❖ TENDÃO PATELAR OU QUADRICIPTAL ..................121 ❖ RETINÁCULO DA PATELA..............................................122 ❖ MENISCO MEDIAL .............................................................123 ❖ MENISCO LATERAL ...........................................................124 3.2.3. MIOLOGIA................................................................................ 125 ❖ VASTO LATERAL.................................................................125 ❖ VASTO MEDIAL OBLÍQUO .............................................125 ❖ RETO DA COXA OU FEMURAL .....................................126 ❖ TENDÕES DA PATA DE GANSO ..................................127 ❖ SEMITENDINOSO ...............................................................127 ❖ BÍCEPS DA COXA OU CRURAL......................................128 3.2.4. NERVOS ..................................................................................... 129 ❖ NERVO FIBULAR COMUM ..............................................129 3.3 PERNA .................................................................130 3.3.1. MIOLOGIA................................................................................ 130 ❖ TIBIAL ANTERIOR..............................................................130 ❖ EXTENSOR LONGO DO HÁLUX ..................................131 ❖ EXTENSOR LONGO DOS DEDOS................................131 ❖ FIBULAR LONGO ................................................................132 ❖ FIBULAR CURTO .................................................................133 ❖ GASTROCNÊMIO ................................................................133 ❖ SÓLEO .....................................................................................134 - 14 - ❖ TENDÃO CALCÂNEO, AQUILEU OU TENDÃO DE AQUILES .................................................................................135 3.4 TORNOZELO E PÉ ............................................137 3.4.1. CONSIDERAÇÕES ................................................................ 137 3.4.2. OSTEOLOGIA ......................................................................... 138 ❖ MALÉOLO MEDIAL............................................................138 ❖ MALÉOLO LATERAL .........................................................139 3.4.3. MIOLOGIA DO TORNOZELO ...................................... 141 ❖ TIBIAL POSTERIOR ............................................................141 ❖ TÁLUS ......................................................................................141 ❖ FACE POSTERIOR DO PÉ ................................................145 ❖ FACE PLANTAR DO PÉ – CABEÇA DOS 5º METATARSIAIS ....................................................................146 3.4.4. ARTROLOGIA ......................................................................... 147 ❖ ARTICULAÇÃO TALOCRURAL OU DO TORNOZELO PROPRIAMENTE DITA .....................................................147 ❖ LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL OU DELTÓIDE ....................................................................................................149 ❖ LIGAMENTO COLATERAL LATERAL .........................150 3.4.5. MIOLOGIA DO PÉ ............................................................... 150 ❖ FLEXOR LONGO DOS DEDOS ......................................150 ❖ FLEXOR LONGO DO HÁLUX ........................................151 3.4.6. NERVOS E VASOS ................................................................ 152 ❖ ARTÉRIA TIBIAL POSTERIOR ........................................152 ❖ NERVO TIBIAL .....................................................................153 ❖ ARTÉRIA DORSAL DO PÉ................................................153 CAPÍTULO 4 - TRONCO ......................................... 155 4.1 COLUNA CERVICAL...........................................156 4.1.1 OSTEOLOGIA CEVICAL .................................................... 157 ❖ PROCESSO TRANSVERSO DO ATLAS .........................159 ❖ PROCESSO ESPINHOSO (C2) ..........................................161 ❖ PROCESSO ESPINHOSO (C3 A C7) ................................164 - 15 - ❖ PROCESSO TRANSVERSOS (C3 A C7)...........................165 ❖ PROCESSO ARTICULARES...............................................165 ❖ OSSO TEMPORAL - PROCESSO MASTÓIDE .............166 ❖ OSSO OCCIPITAL ................................................................167 ❖ MANDÍBULA - CÔNDILOS ..............................................167 4.1.2 MIOLOGIA ................................................................................. 168 ❖ ECOM – ESTERNO CLEIDO OCCIPITO MASTÓIDEO ....................................................................................................168 ❖ ESCALENO ANTERIOR ....................................................169 ❖ EXTENSORES DA CABEÇA E DO PESCOÇO ...........170 4.2 COLUNA TORÁCICA .......................................... 171 4.2.1. OSTEOLOGIA ......................................................................... 171 ❖ PROCESSOS TRANSVERSOS ...........................................173 ❖ ESTERNO ...............................................................................174 ❖ MANÚBRIO ............................................................................174 ❖ CORPO DO ESTERNO .......................................................175 ❖ PROCESSO XIFÓIDE..........................................................175 ❖ COSTELA ................................................................................176 4.3 COLUNA LOMBAR .............................................177 4.3.1. OSTEOLOGIA ......................................................................... 178 ❖ PROCESSOS ESPINHOSOS ...............................................179 ❖ MANOBRA DIFERENCIAL ENTRE OS PROCESSOS ESPINHOSOS DE L5 E S1 ..................................................180 ❖ PROCESSOS TRANSVERSOS ...........................................181 4.3.2. MIOLOGIA................................................................................ 181 ❖ ÍLIOCOSTAL LOMBAR ......................................................181 ❖ OBLIQUO EXTERNO .........................................................182 - 16 - - 17 - APRESENTAÇÃO Durante muitos anos o professor e pesquisador Denilson de Queiroz Cerdeira, em parceria com o Centro Universitário Estácio do Ceará, começou a pensar sobre a prática docente e o aprendizado sobre o corpo humano e a sua aplicabilidade no âmbito dos cursos de saúde da instituição, que culminou no desenvolvimento desta obra. Este livro não busca provar aquilo que já existe e sim trazer ao público, de forma clara e científica, a topografia corporal diagnóstica. As discussões sobre a topografia corporal e a sua relação com a Anatomia Palpatória são necessárias para que se possa desvelar sobre a docência e o processo de ensino e aprendizagem dos alunos no âmbito da saúde. Essa é uma obra que fornecerá mais instrumentos, conhecimentos e informações para fomentar tais discussões, e ainda, tornar público os anos de trabalho realizados pelo Centro Universitário Estácio do Ceará. As informações presentes neste livro são resultados de projetos de iniciação científica. Portanto, a participação e o empenho dos alunos foram decisivos na concretização deste livro. Este livro dispõe sobre algumas questões sobre a Anatomia Palpatória e a sua aplicabilidade no processo de ensino e aprendizagem do discente dos cursos de graduação em saúde.Denilson de Queiroz Cerdeira - 18 - - 19 - CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA PALPATÓRIA Alisson Felix de Souza Denilson de Queiroz Cerdeira Vasco Pinheiro Diógenes Bastos AS MÃOS Na Idade Média operou-se uma distinção, uma clivagem entre duas utilizações diferentes de mão. A partir da palavra Kheir, que significa mão em grego, formou-se a palavra cirurgião. Keirourgon: aquele que tem a mão armada de um instrumento, aquele que opera. A palavra manus, que significa mão em latim, ficou restringida aos trabalhos manuais em que a mão está apenas armada de palavras que a acompanham em sua atividade terapêutica. A massagem é, acima de tudo, a arte da mão; Freud, aliás, punha a mão durante muito tempo na fronte de seus pacientes, no decurso das sessões. Em Fisioterapia, a mão do terapeuta é enviada pela consciência com a missão preestabelecida de apoderar-se desta ou daquela informação, que a consciência lhe impõe, numa espécie de antecipação. Ela vai manifestar toda a sua excelência, como um radar, no contato do corpo palpado ou já tratado do paciente. Maquiavel dizia que toda a gente sabe ver, mas pouca gente sabe tocar. Toda a pele, que recobre e limita o organismo informa-nos, imediatamente, do contato que se estabelece entre nós e os objetivos exteriores, mas somente a mão deve ser considerada como o verdadeiro órgão do tato. Broca dizia que a mão tem uma imensidade de utilizações, que pode atingir todos os pontos da superfície do corpo e constitui o instrumento de tato por excelência. Tocar todos os pontos do corpo é um ato tranquilizador, pois permite, eventualmente, confirmar a integridade desse mesmo corpo, quando o indivíduo, no seu inconsciente, receia que ele esteja fragmentado. - 20 - Somente a mão pode tocar e é tocada. Jean Brun diz que a mão constitui um microrganismo carregado dos nossos desejos, temores, esperanças, emoções, que parte a aventura para sondar a distância que nos separa daquilo que não somos. Acrescenta que o tocar implica a vontade e o desejo de seguir uma superfície de desposar uma forma. O toque ausculta, por assim dizer, o corpo estranho. Eis porque a mão toca; é uma mão que explora um contorno, tateia uma consciência, encerra um volume, sente o calor. É importante a consciência que, através da mão e nunca sem ela, vai tocar. O paciente deseja ser tocado para sair deste impasse em que a doença o colocou. Mas ao mesmo tempo teme as mãos que o tocam. Esta ambiguidade deve ser bem compreendida mesmo antes do primeiro contato, cuja complexidade é muito particular. O tocar provoca a desconfiança, compromete a integridade corporal. O paciente pede e ao mesmo tempo teme o socorro desejado. O que é que vai fazer? Não vai fazer mal? Mesmo quando não diz estas palavras, ele pensa nelas. Se as palavras podem ser tocantes, é porque os gestos da mão podem ser eloquentes. Que os corpos falam já sabemos há muito tempo. Klossowski diz que o corpo faz gestos que significam o contrário daquilo que indicam. A mão, aliás, faz medo: está presente no inconsciente do paciente, mas ele não pode exprimir por palavras e, muitas vezes, então, exprime-o por mímica. 1.1 EFEITOS DAS MÃOS NO PACIENTE (PALPAÇÃO) Muitos pacientes ainda relutam em consultar um profissional para abordar problemas pessoais, particularmente os associados a seu próprio corpo. Ambas as partes podem levantar barreiras, mas ambas devem contribuir para derrubá-las para que se possa atingir uma cooperação mais proveitosa. Normalmente o paciente apresenta-se com uma combinação normal de dúvidas, problemas e informações, sem uma ordem específica de prioridade, exceto, talvez, a presença prevalente de dor. Grande parte dessa informação é bastante irrelevante, mas é uma parte essencial da investigação e deve ser totalmente avaliada antes de ser descartada. O investigador precisa ser receptivo a todas as formas de informações, tentando analisar os fatos e produzindo uma avaliação completa da situação. Ocasionalmente utiliza-se um plano - 21 - predeterminado para facilitar a compilação dos fatos em uma ordem específica. Isso ajuda o investigador a chegar a uma conclusão ou diagnóstico. É preciso ter cuidado, porém, para que esse plano não interfira com as informações dadas pelo paciente nem contamine o quadro final. A investigação inicial deve ser realizada com grande cautela e sensibilidade, por que pode influenciar ambas as partes no exame que virá a seguir. O exame físico requer o mesmo grau de delicadeza e diplomacia, com cuidado, precisão e suavidade. A inadequação física ou verbal nesse estágio pode levar ao bloqueio total e à relutância em cooperar da parte do paciente. A palpação começa no primeiro contato com o paciente e é possível adquirir informações com relação a outros exames com eficiência. Todas as indicações da reação do paciente ao contato devem ser conquistadas de imediato, e o ato de dar a mão ou de ajudar o paciente a sentar-se ou levantar-se pode proporcionar ao investigador uma grande quantidade de informações relativas à necessidade de assistência ou à relutância em aceitar ajuda. Obviamente, esse contato com o paciente é apenas um dos muitos exames e técnicas de avaliação realizada na ocasião. Observar, ouvir e até sentir as dores são fontes úteis de informação relativa ao paciente. Durante o período de questionamento é bom fazer um contato cuidadoso com a área de dor, o que incentiva ambas as partes a centrarem a atenção no motivo da consulta. Os movimentos devem ser testados com grande cuidado, palpando e observando continuamente, monitorando qualquer relutância para mover-se, tensão, espasmo muscular, anomalias articulares e dor. Provocar uma dor aguda no paciente sem querer é um dos caminhos mais diretos de perder sua confiança, assim como as informações essenciais. O paciente gradualmente adquire confiança. Muito do medo do desconhecido passa no primeiro contato. Ao examinar o movimento, já é preciso existir de certo sentimento de confiança, e se a manipulação for cuidadosa ainda que firme, muito da tensão pode ser reduzida. Um sentimento de cooperação e confiança supera a relutância inicial com relação ao atendimento médico. A palpação continua durante todo o exame e o tratamento subsequente. Se for realizada com atenção e sensibilidade, fornece dados sobre os problemas físicos do paciente e também pode - 22 - “desvendar” problemas psicológicos, os quais, até que esta relação seja estabelecida são ocultados de propósito ou não são reconhecidos como relevantes para o aspecto físico. Muitos profissionais deparam-se com pacientes que usam um problema físico insignificante para entrar em contato com um fisioterapeuta, e depois, durante o exame ou tratamento acaba por declarar o problema subjacente. Todos os profissionais devem estar em alerta para essa possibilidade e devem anotar qualquer comentário estranho que venha a desembocar na conversação. O contato físico com o paciente parece ser o elo necessário para esse processo, mas a habilidade de reconhecer o sinal depende da capacidade, do treinamento e da sensibilidade do observador. O paciente precisa confiar no profissional, que deve fornecer informações verbais e não-verbais. Outros dados referentes à condição do paciente devem ser continuamente recebidos durante o tratamento. Mesmo o tratamento mais simples deve alimentar a sensação de estar sendo cuidado, de confiança e de compreensão. O paciente que em geral contribui com o tratamento, à medida que recebe cuidados, desde que seja incentivado e se busquem as informações com afinco. 1.2 TÉCNICAS DE PALPAÇÃO Não é suficiente colocar as mãos sobre o corpo do paciente, na esperança de receber as informações necessárias, é preciso ter atitudes efetivas para pesquisar os dados. A palpação é uma busca de informações e deve ser abordado de modo racional e planejado.Muito pouco se percebe ao contatar uma superfície com as mãos permanecendo estacionário. O movimento das mãos é necessário para que as estruturas passem sob os dedos de maneira controlada, para determinar e anotar as alterações de superfície, pressão e temperatura, por exemplo. A velocidade de movimento pode ser ajustada de modo que se leia o máximo de informações. Se os dedos passam sobre uma escrita em Braille com muita rapidez, os pontos são sentidos, mas não fornecem informações, ao passo que na velocidade correta para o indivíduo, a massa de pontos passa a ser um texto inteligível. Às vezes a palpação precisa ser profunda e lenta, outras, leve e rápida. Por exemplo, a palpação dos processos transversos da região - 23 - lombar ou o hámulo do osso hamato requer aplicação cuidadosa de pressão profunda, combinada com movimento lento, e sensibilidade às reações do paciente. A palpação dos processos espinhosos das vértebras torácicas, particularmente quando se faz a contagem decrescente, é muito mais fácil se as pontas dos dedos se moverem suavemente para cima e para baixo, em uma distância de três ou quatro centímetros por vez, marcando-se cada processo espinhoso com o dedo da outra mão e mantendo-o assim até que a posição do próximo processo espinhoso seja confirmada. Esse tipo de palpação funciona de modo similar a um scanner que utiliza um feixe de raios para construir uma imagem mais nítida. A técnica pode ser usada para obter um filme mais nítido do arcabouço ósseo do tórax, particularmente na região posterior. Usando uma ou duas palmas da mão e os dedos obtém-se mais informações referente ao movimento abaixo da superfície e sobre a reação do paciente ao contato. A aplicação só da ponta dos dedos, por exemplo, é usada para palpar o pulso. Em geral, se as estruturas abaixo da superfície são estacionárias, as mãos precisam ser usadas em um movimento controlado, enquanto se as estruturas forem móveis, as mãos devem ficar estacionárias. Quanto mais delicado for o movimento abaixo da superfície, mais delicada será a palpação – isso é demonstrado claramente ao se procurar o pulso fraco. Ao manipular as articulações para examinar a qualidade de movimento e avaliar os fatores limitantes, as mãos devem mover-se o menos possível, para evitar qualquer feedback dos tecidos do profissional, que pode obscurecer os dados advindos dos tecidos do paciente. Na verdade, com esse tipo de palpação, é necessário o mínimo de todos os outros movimentos, com exceção da articulação examinada. Isso implica adotar uma posição que evite o movimento dos pés, aplicando uma preensão que permita a ocorrência de toda a amplitude de movimento sem mudanças, e reduzindo todo o deslizamento de pele com um contato firme. Finalmente, o profissional deve estar absolutamente certo de que a posição do paciente é estável e que o movimento testado se situa na articulação examinada e no plano que circunda o eixo desejado. Não é raro, ao testar os movimentos dos membros inferiores e superiores, verificar um “clique” ou crepitação e nenhum dos dois, pacientes e examinador, são capazes de localizar a sua fonte. Ao contrário, se a unha do polegar do examinador tocar o paciente enquanto se aplica a pressão na região posterior da massa - 24 - lateral do atlas (C1), o paciente pode, erroneamente, relatar um som localizado na articulação atlanto-occipital. Ao examinar a amplitude terminal de uma articulação, todas as variações devem ser conhecidas com antecedência de modo que o movimento, normal e acessório, seja testado corretamente, observando a amplitude disponível e os fatores limitantes. Essa forma de palpação é altamente especializada e exige muita prática em articulações normais para aperfeiçoar a técnica e considerável experiência com articulações anormais, para reconhecer as variações, e um conhecimento especializado das várias afecções, para avaliar até que ponto testar. Sugere-se que essa forma de palpação seja realizada apenas por especialistas, pois do contrário, pode ser prematura e baseada na palpação da anatomia normal. Gradualmente, quando se toma cuidado e se estabelecem limites, é possível adquirir considerável habilidade. Infelizmente, muitos profissionais sentem pouco e tentam compensar o déficit com a observação, ou sentem bastante, mas não interpretam o que sentem. Alguns ainda podem sentir o que acreditam que deveriam sentir. É fácil se deixar convencer por um paciente ansioso, ou pelo conhecimento adquirido ou por influência de um observador mais experiente, de que se sentem alterações que na realidade não existem. 1.3 APRIMORAMENTO DA ARTE DA PALPAÇÃO O aprimoramento das técnicas de palpação só pode ser obtido com a prática. O desejo de aprender é de suma importância. Depende da necessidade de saber o que se encontrar abaixo da superfície e do desejo de encontrar algum meio de oferecer ajuda. O envolvimento das mãos em todas as formas de observação, em geral é ampliado pela redução da entrada das informações de outros sentidos, e o maior uso do tato pode ser melhorado fechando-se os olhos e usando as mãos para reconhecer diferentes texturas, pesos, superfícies, líquidos, moedas, etc. A continuação e ampliação do estudo formal de anatomia é essencial, porque os benefícios são poucos se o profissional não tiver consciência do que deve ser palpado. - 25 - 1.4 CUIDADOS COM AS MÃOS Em todas as atividades nas quais se utiliza as mãos para realizar movimentos precisos com fina sensibilidade tátil, é preciso tomar providências para manter sua mobilidade, sensibilidade e destreza. A limpeza é essencial e contribui muito para a sensação do tato. Os resíduos de gordura, creme, sujeira, pó, etc., estabelece uma camada separadora entre os órgãos receptores sensoriais e terminações nervosas e os objetos e os indivíduos que estão sendo palpados. Lavar as mãos com sabonete suave, secá-las completamente e evitar cremes a menos absolutamente necessário, deve ser uma rotina. Além disso, as unhas devem estar sempre curtas e limpas, para eliminar os riscos de lesão ou infecção, e para que elas possam ser usadas como instrumentos. A qualidade da palpação depende, em grande parte, da textura e da flexibilidade das mãos, que devem ter boa aparência e estar realmente bem, para promover a confiança do paciente. As mãos que não recebem o devido cuidado, são sujas, rígidas e cobertas por pele áspera só gerem relutância ao toque. As articulações das mãos devem ser mantidas em condições de flexibilidade, com a musculatura firme e forte. É preciso fazer exercícios regulares para manter a mobilidade e aumentar a força. 1.5 PALPAÇÃO DE TECIDOS DISTINTOS A palpação normal por um leigo ou mesmo por muitos profissionais às vezes é grosseira e inútil. Pode-se notar a diferença entre osso, músculo ou tendões etc., mas dificilmente vai além disso. O profissional habilidoso é capaz de distinguir diferentes partes dos ossos, diferenciar formas e textura do músculo, suas conexões com os tendões, e ser capaz de rastreá-los até sua origem ou inserção. Esses profissionais também são capazes de contar as vértebras, palpar os processos transversos da região lombar e outras estruturas ósseas profundas, localizar certos ligamentos, palpar pulsos ambíguos e determinar anormalidades, como tipos diferentes de tumefação, mal alinhamento e ruptura. O profissional com grande habilidade deve ir além desse conceito de palpação, devendo completar o quadro que está no interior - 26 - do corpo. Os pontos de referências ósseos devem ser estudados e correlacionados para que se obtenha uma imagem clara do sistema esquelético, incluindo ângulos das costelas, processos transversos e espinhosos de todas as vértebras, inclusive suas características diferenciadoras; por exemplo, os processos espinhosos bífidos na região cervical, em contraste com as protuberâncias pontudas dos processosespinhosos torácicos e com a forma retangular de T12 e da região lombar. O alinhamento de um osso com o outro é mais fácil de examinar nos membros superiores e inferiores, sendo bem mais difícil na coluna vertebral. Os defeitos no contorno de um osso podem ser localizados, reconhecendo-se possíveis avulsões. As variações na textura dos músculos devem ser reconhecidas, anotando-se as diferenças que ocorrem no músculo normal, o que possibilita que o examinador reconheça as variações não normais. O tecido fibroso entre as fibras musculares pode produzir uma sensação de flexibilidade, enquanto as regiões de espasmo são duras, mas têm forma regular. O primeiro tende a ficar na mesma posição independente do que se faça; as últimas normalmente desaparecem ao se aplicar calor ou massagem. A palpação cuidadosa revela onde cada músculo une-se a seu tendão, e onde e como o tendão se insere. A palpação também pode determinar o grau de fixação do músculo pela fáscia e se o tendão se mantém em sua posição por um retináculo. A extensão dos retináculos pode ser examinada, fazendo-se um estudo das estruturas que passam abaixo ou acima deles. As tumefações nos músculos em geral são causadas por contusões (hematoma) e sangramento entre as fibras musculares. São contidas no interior de uma área localizada e tornam-se duras e dolorosas, com frequência quente ao toque e possivelmente produzem vermelhidão sobre a área. Quase sempre há história de trauma na região. No entanto, é preciso ter cuidado ao palpar qualquer área de tumefação, porque pode ser causada por afecções mais graves. Ao palpar as articulações, é preciso fazer outras considerações. A localização precisa do eixo da articulação é essencial e se baseia na identificação acurada dos pontos de referência óssea e das medidas, considerando o tamanho e a forma gerais de outros ossos e a postura nesse momento. O conhecimento profundo da estrutura e da extensão das faces articulares adjacentes, assim como onde os ligamentos podem - 27 - ocultar o espaço articular, é imprescindível. A apresentação de espaços preenchidos por tecido em diferentes circunstâncias, por exemplo, se há líquido dentro da cápsula ou da bolsa articular, juntamente com o conhecimento detalhado dos tendões circundantes, também é importante ao examinar as articulações. O exame do modo como os ossos de uma articulação move-se uns sobre os outros, a amplitude e a suavidade do movimento, se o eixo varia de acordo com sua posição e como o movimento é limitado são características que devem ser consideradas. Com bastante cuidado e habilidade, o movimento das articulações pode ser examinado indiretamente por meio dos ossos de cada lado da articulação. A maioria das articulações tem movimentos adicionais, de pequena amplitude e alheios ao controle voluntário, que são essenciais para o funcionamento eficiente da articulação. São conhecidos como movimentos acessórios. Os movimentos acessórios são mais evidentes nas articulações humanas dentro de certa amplitude de movimento articular; isto é, quando os ligamentos permitem que as faces articulares fiquem separadas ou quando as faces não são congruentes. Isso é denominado posição de “pouca compactação”. Quando os ligamentos de uma articulação ficam tensos e suas faces são congruentes, não há mais movimento, seja normal ou acessório. - 28 - - 29 - CAPÍTULO 2 - ANATOMIA PALPATÓRIA - MEMBROS SUPERIORES Alisson Felix de Souza Benicio Alves Lima Junior Denilson de Queiroz Cerdeira Juliana Pinto Queiroz Do ponto de vista da anatomia descritiva, o ombro, ou cintura escapular, compreende somente dois ossos: a clavícula e a escápula. A nossa abordagem será mais global, isto é, incluiremos a articulação escápulo-umeral ou articulação do ombro – constituída pela epífise proximal do úmero e pela cavidade glenóide da escápula – ao conceito descritivo do ombro, porque irá facilitar o estudo palpatório. 2.1 CLAVÍCULA A palpação do corpo e das extremidades da clavícula não apresenta grande dificuldade e traz algumas informações que podem ser aproveitadas pelo terapeuta. Ao se palpar o corpo da clavícula, em sua borda ventral, consegue-se identificar, com mais clareza, as suas duas curvaturas – seus dois terços mediais são convexos, e seu terço lateral, côncavo. Por meio dessa palpação, pode-se verificar a posição da clavícula, ter uma ideia de seu comprimento e se apresenta alguma variação ou anormalidade anatômica. Abaixo da clavícula, no ponto de união de suas curvaturas, ou seja, quando deixa de ser convexa para se tornar côncava, passa o plexo braquial; a palpação, superior ou inferiormente ao osso, nesse nível, é sempre dolorosa, devendo ser feita com cautela. Já na palpação de suas extremidades – esternal e acromial, as relações articulares podem ser avaliadas: se os espaços anatômicos estão mantidos e se a função está preservada testando-se os seus movimentos. É interessante observar que a extremidade esternal tem um formato prismático e arredondado. - 30 - A face cranial do terço lateral da clavícula é plana e, próximo à extremidade acromial, alarga-se consideravelmente, estendendo-se dorsalmente; a palpação dessa região, frequentemente esquecida, é bastante enriquecedora, não somente por se identificar a largura da clavícula nesse local, mas, principalmente, por ser rotineira a presença de dor pontual, devido à tensão das fibras superiores do trapézio que se inserem na borda posterior do terço lateral do osso. O conhecimento das relações musculares de determinado osso é de extrema valia para obter conclusões diagnósticas e adotar o subsequente processo terapêutico; no caso da clavícula, em particular, isso é ainda mais relevante, já que participar da formação de um cíngulo, fazendo com que os elementos musculares a ela relacionados contribuam para a mobilidade concomitante de vários segmentos do corpo humano. Os músculos: peitoral maior, esternocleidomastóideo (ECOM), subclávio, deltoide, trapézio e esterno-hióide se inserem na clavícula; são fundamentais para o bom funcionamento da cintura escapular, da coluna cervical, da articulação do ombro e do tórax. O ligamento esterno-clavicular anterior é mais difícil de ser identificado e palpado quando comparado à palpação do ligamento acrômio-clavicular; o direcionamento das fibras, a posição e a forma quadrilátera deste último facilitam a sua palpação. ❖ CLAVÍCULA POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado com antebraço apoiado na coxa ou na mesa ANÁLISE PALPATÓRIA • 5º dedo na extremidade esternal • 1º dedo na extremidade acromial • 3º dedo cairá sobre o corpo (terço médio da clavícula). OBSERVAR: INCLINAÇÃO, MOBILIDADE, SENSIBILIDADE À PALPAÇÃO. • Palpar a Articulação Esternoclavicular (extremidade esternal) • Palpar a Articulação Acromioclavicular (extremidade acromial) TUBÉRCULO DELTÓIDE – 1/3 lateral da clavícula (Inserção da porção anterior do músculo deltóide). - 31 - 2.2 ESCÁPULA Grande parte da escápula pode ser palpada. O acrômio, a espinha, o processo coracóide, a borda vertebral e o ângulo inferior, são os elementos que não oferecem muita dificuldade às suas palpações; quando muito, apenas necessitam da adoção de algumas posições que objetivam deixá-los mais salientes. Por sua vez, a borda axilar, por ser local de origem ou de passagem de vários músculos, alguns músculos de formato arredondado, já não é facilmente palpável; ou melhor, sua palpação pode ser equivocada, isto é, palpam-se os músculos redondo maior e menor acreditando-se estar palpando o osso. - 32 - Já o ângulo superior e a borda superior são mais difíceis de palpar, devido à volumosa massa muscular situada superficialmente a eles. Em relação à região do ângulo lateral, o colo do osso pode ser palpado, mesmo assim, em alguns indivíduos; sua palpação é que apresenta maior grau de dificuldade,comparada a todas as outras mencionadas anteriormente. Em alguns indivíduos, consegue-se palpar o tubérculo infraglenoidal, local de inserção do tendão da porção longa do tríceps braquial. A palpação do ângulo acromial – ângulo formado pela junção da espinha com o acrômio – é um ponto de referência à palpação na profundidade dos tendões dos músculos rotadores externo do ombro que se inserem no tubérculo maior do úmero: supra-espinhoso, infra- espinhoso e redondo menor. A diferenciação palpatória entre a base, a porção horizontal e o ápice do processo coracóide é fundamental para as localizações e/ou palpações dos ligamentos coracoclaviculares (conóide e trapezóide), dos tendões do peitoral menor, córaco-braquial e do bíceps braquial (porção curta). Dos músculos palpáveis relacionados à escápula, o que apresenta maior dificuldade à palpação é o subescapular; sua abordagem é feita ou pela borda axilar da escápula, ou pela axila, porém somente uma pequena borda do músculo permite ser palpada; na região axilar, muitas vezes palpa-se o grande dorsal em vez do subescapular. Se o músculo (subescapular) for encontrado muito rapidamente, ou se está muito superficial, provavelmente a palpação está equivocada. A delimitação da inserção do músculo rombóide maior na borda vertebral da escápula é bastante simples, sendo suficiente localizar a região triangular da espinha da escápula e o ângulo inferior do mesmo osso. Suas fibras, ao passarem sob as fibras inferiores do trapézio, próximo ao ângulo inferior da escápula, formam uma depressão de formato triangular, com ápice cranial bastante visível no corpo humano, sobretudo quando se posiciona o braço em rotação medial, com o antebraço apoiado no dorso. Esse é um ponto de referência topográfica à palpação da porção superficial do rombóide maior. - 33 - ❖ BORDA VERTEBRAL (MEDIAL) POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito Ventral com o braço homolateral à escápula a ser palpada atrás de suas costas, com a mão apoiada. OBS.: Se a mão não estiver apoiada nas costas, ou seja, estiver afastada, haverá contração do músculo rombóide maior, agindo como adutor da escápula, dificultando a palpação. O fisioterapeuta se posicionará em pé, atrás ou ao lado do paciente. DICA PALPATÓRIA Palpar a borda vertebral da região superior até o ângulo inferior da escápula. - 34 - ❖ BORDA AXILAR (LATERAL) POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral como o braço homolateral à escápula a ser palpada pendente para fora da maca. OBS.: O fisioterapeuta inicia a palpação pelo ângulo inferior da escápula, os dedos serão deslocados lateralmente e no sentido cranial, até alcançarem a borda axilar. DICA PALPATÓRIA Palpar a borda axilar da região inferior até a região axilar. Triângulos dos Redondos (Redondo Maior, Redondo Menor e Tríceps). - 35 - ❖ ÂNGULO INFERIOR POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral, com o braço homolateral à escápula a ser palpada atrás de suas costas. DICA PALPATÓRIA OBS.: O ângulo inferior normalmente corresponde ao sétimo espaço intercostal, ou em alguns indivíduos a oitava costela – espaço interespinhoso entre T7 e T8. Acompanha-se a borda vertebral superiormente aproximadamente 2 dedos acima da raiz da espinha da escápula. ❖ ESPINHA DA ESCÁPULA POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral com o braço ao longo do corpo. A palpação poderá ser feita através de sua visualização ou após a palpação do acrômio, que será mostrada a seguir. Obs.: a raiz da espinha da escápula (borda vertebral) corresponde ao espaço interespinhal de T3 – T4. DICA PALPATÓRIA Palpar a Espinha da Escápula a partir da borda vertebral em direção ao acrômio. Acima da Espinha da Escápula – Supraespinhoso (Abdução). Abaixo da Espinha da Escápula – Infraespinhoso (Rotação Externa). - 36 - ❖ ACRÔMIO POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado, braço em posição anatômica, com o antebraço apoiado na própria coxa. DICA PALPATÓRIA Inicia-se a palpação a partir da espinha da escápula, no sentido lateral, acompanhando-a até encontrar uma borda mais saliente que corresponde à borda lateral do acrômio. Em alguns indivíduos pode-se perceber uma expansão óssea, tanto na extremidade acromial da clavícula, quanto no acrômio, em suas regiões superiores; o espaço entre os dois ossos é preenchido pelo ligamento acrômio-clavicular. - 37 - Obs.: A união entra a espinha da escápula e o acrômio correspondente ao ângulo acromial, referência anatômica importante para a anatomia palpatória (a borda lateral do acrômio apresenta alguns tubérculos, dos quais se origina os tendões do músculo deltoide. ❖ PROCESSO CORACÓIDE POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado com o braço pendente ao longo do corpo. DICA PALPATÓRIA Palpado após identificar o sulco delto-peitoral, daí se deslocam os dedos lateralmente até encontrar uma resistência óssea (processo coracóide). Também podemos palpá-lo após identificar a cabeça umeral e nos dirigimos medialmente até encontrar a primeira proeminência óssea. - 38 - - 39 - 2.3 OMBRO 2.3.1. OSTEOLOGIA ÚMERO Uma pequena porção da cabeça do úmero pode ser palpada, conseguindo-se, inclusive, perceber seu formato arredondado e sua movimentação, quando se mobiliza o úmero. O tubérculo menor, apesar de ser menor do que o tubérculo maior, não é mais difícil de palpar, pelo simples motivo de estar projetado à frente, tonando-se suficientemente saliente, permitindo sua palpação quando o membro superior está em posição anatômica ou em rotação lateral. As referências palpatórias à palpação do sulco intertubercular são os tubérculos maior e menor; essa palpação é feita em projeção, devido à presença do tendão da porção longa do bíceps braquial, que desliza sobre esse sulco. ❖ CABEÇA UMERAL COM TUBÉRULO MAIOR E MENOR (Abordagem anterior) POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com braço colado ao corpo com cotovelo a 90º. DICA PALPATÓRIA Com uma das mãos o terapeuta realiza rotação lateral e medial do úmero. Com os dedos apoiados na cabeça umeral, percebe-se em rotação medial o tubérculo maior, em rotação lateral, o tubérculo menor e em posição neutra, o sulco intertubercular, por onde passa o tendão da porção longa do bíceps braquial. - 40 - ❖ ROTAÇÃO LATERAL: tubérculo menor ❖ ROTAÇÃO MEDIAL: tubérculo maior - 41 - ❖ POSIÇÃO NEUTRA: Sulco intertubercular ❖ ABORDAGEM INFERIOR OU AXILAR POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito Dorsal - braço abduzido. DICA PALPATÓRIA O fisioterapeuta resiste à abdução do braço, posicionando uma de suas mãos próximas ao cotovelo do paciente. Com o indicador e médio de sua mão oposta, palpa a região axilar, dorsalmente ao peitoral maior e ventralmente ao grande dorsal, onde sentirá a cabeça do úmero (porção inferior). - 42 - - 43 - 2.3.2. MIOLOGIA A – Músculos que ligam o Membro Superior, Cintura Escapular à Coluna Vertebral Nome Origem Inserção Ação Trapézio Linha nucal sup. Protuberância. occipital externa, Ligamento Nucal e processos espinhosos de todas cervicais 1/3 lateral da clavícula, acrômio e espinha da escápula Eleva (fibra superior), abaixa(fibra inferior), retração(fibra média), Abduz o braço produzindo rotação da escápula Nome Origem Inserção Ação Elevador da Escápula Tubérculo posterior do processo transverso das 4 primeiras vértebras cervicais Borda medial da escápula, da espinha até o ângulo superior Eleva a escápula Rombóide maior e menor Processos Espinhosos da 7ª vértebra cervical e 5 primeiras vértebras torácicas Borda medial da escápula, da espinha até o ângulo inferior Elevam e retraem a escápula Grande dorsal Processos Espinhosos da 6 ultimas Vértebras Torácicas, crista ilíaca e fáscia toracolombar Crista do tubérculo menor e assoalho do sulco intertubercular Extensão, adução e rotação medial do braço ❖ TRAPÉZIOS(fibras superiores, médias e inferiores) POSIÇÃO DO PACIENTE – Em pé. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Ombro · Trapézio superior: região superior do ombro · Trapézio médio: região infraescapular · Trapézio inferior: abaixo da escápula DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicitar o movimento. ELEVAÇÃO DO OMBRO OU FLEXÃO CERVICAL: Trapézio Superior ADUÇÃO ESCAPULAR: Trapézio Médio DEPRESSÃO ESCAPULAR: Trapézio Inferior - 44 - ❖ TRAPÉZIO SUPERIOR - TRAPÉZIO MÉDIO - 45 - ❖ TRAPÉZIO INFERIOR SUGESTÃO DE PALPAÇÃO PALPAÇÃO GLOBAL DO TRAPÉZIO (FIBRAS SUPERIORES, MÉDIAS E INFERIORES) Pede-se ao paciente para elevar os braços simultaneamente, atingindo aproximadamente 100º de abdução da articulação do ombro e de forma concomitante deve realizar um esforço de adução escapular, os cotovelos deverão estar flexionados. ❖ GRANDE DORSAL POSIÇÃO DO PACIENTE - Em pé, braço homolateral apoiado no ombro do terapeuta. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃOS DO TERAPEUTA – Região lateral do tórax. PALPAÇÃO DINÂMICA - O paciente abaixará seu braço contra o ombro do terapeuta. O grande dorsal se tornará proeminente e facilmente palpável. - 46 - ❖ ROMBÓIDES (MAIOR E MENOR) POSIÇÃO DO PACIENTE – Em pé ANÁLISE PALPATÓRIA MÃOS DO TERAPEUTA – Região entre as escápulas. PALPAÇÃO DINÂMICA - O paciente realizará uma adução escapular. Os rombóides se tornarão proeminentes e facilmente palpáveis. OBS.: Se a palpação for feita próxima ao ângulo inferior da escápula, será direta porque nesta região o rombóide maior é superficial. - 47 - ❖ ELEVADOR DA ESCÁPULA POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com o antebraço apoiado na coxa, de costas para o fisioterapeuta. DICA PALPATÓRIA O fisioterapeuta localiza a borda vertebral da escápula, ao nível da raiz da espinha da escápula, 2 a 3 dedos acima deste ponto (inserção escapular). B – Músculos que ligam o Membro Superior, Cintura escapular às paredes torácicas anterior e lateral: Nome Origem Inserção Ação Peitoral Menor Da 2ª a 5ª costela, próximo à união da cartilagem costal com a costela Borda medial do processo coracóide Abaixa a escápula Peitoral Maior Metade medial da clavícula esterno e 6 primeiras cartilagens costais e aponeurose do oblíquo esterno As fibras musculares convergem p/ o tendão único que se fixa na crista do tubérculo maior Adutor do braço. Porção clavicular flexão Serrátil Anterior Digitação na face externa das 8 costelas Superiores Face costal do Ângulo superior, corda medial e ângulo inferior da escápula Protação da escápula - 48 - ❖ PEITORAL MAIOR POSIÇÃO DO PACIENTE – Em pé. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Ombro • TENDÃO DO PEITORAL MAIOR: Região interna do ombro • PORÇÃO ESTERNAL: do lado do esterno • PORÇÃO CLAVICULAR: Abaixo da clavícula DINÂMICA PALPATÓRIA Solicita-se o movimento. • ADUÇÃO HORIZONTAL DO OMBRO: Tendão do Peitoral Maior • ADUÇÃO SUPERO - INFERIOR: Porção Esternal • ADUÇÃO ÍNFERO - SUPERIOR: Porção Clavicular - 49 - ❖ TENDÃO DO PEITORAL MAIOR - PORÇÃO ESTERNAL - 50 - ❖ TENDÃO DO PEITORAL MAIOR PORÇÃO CLAVICULAR ❖ PEITORAL MENOR POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com o antebraço apoiado. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Sobre o processo coracóide e os outros nas costelas de 2 a 5 no sentido das fibras do peitoral. DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento de depressão da escápula. - 51 - - 52 - ❖ SERRÁTIL ANTERIOR POSIÇÃO DO PACIENTE - Em pé com o braço acima de 90º de flexão de ombro. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Lateral do tórax DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento de adução da escápula. O terapeuta posicionará a polpa de seus dedos próxima às costelas, imediatamente lateral e posteriormente ao bordo ínfero-lateral do peitoral maior. SUGESTÃO DE PALPAÇÃO - Pedirá ao paciente para posicionar o cotovelo um pouco para frente e para cima. Esse movimento mantém a escápula contra o tórax sob a ação do serrátil anterior e o fisioterapeuta poderá sentir sua tensão. OBS.: A porção inferior é facilmente visualizada e palpável, as porções média e superior são encobertas pelo peitoral maior. - 53 - C – Músculos do Ombro: Nome Origem Inserção Ação Deltóide Espinha da escápula, acrômio e terço lat. Da clavícula Tuberosidade deltóidea do úmero Abdutor (3 porções juntas), Porção clavicular (flexão) Porção acromial (abduz), Porção escapular – (extensão). Subescapular Face costal da escápula Tubérculo menor do úmero Mais importante rotador medial do braço Supraespinhal Fossa supraespinhal da escápula Tubérculo maior do úmero Abdução do braço Infraespinhal Fossa infraespinhal da escápula Tubérculo maior do úmero Rot. Lateral do braço Redondo menor Borda lat. da escápula (2/3 superior) Tubérculo maior do úmero Rot. Lateral do braço Redondo maior Borda lat. Da escápula (1/3 inferior) Crista do tubérculo menor do úmero Rot. Medial do braço ❖ DELTÓIDES (porção anterior, média e posterior) POSIÇÃO DO PACIENTE – Em pé. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Região do Ombro DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento. • FLEXÃO DO OMBRO: Deltóide Anterior • ABDUÇÃO DO OMBRO: Deltóide Médio • EXTENSÃO DO OMBRO: Deltóide Posterior OBS.: As manobras evidenciam a contração do músculo tomando-o visível, facilitando a palpação. - 54 - DELTÓIDE ANTERIOR DELTÓIDE MÉDIO DELTÓIDE POSTERIOR - 55 - ❖ SUBESCAPULAR (PORÇÃO INDIRETA) POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito dorsal, com o braço em flexão e ligeira abdução pelo fisioterapeuta. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Dedos na região axilar, à frente do músculo grande dorsal, na direção da superfície costal da escápula, e dorsalmente ao peitoral maior. DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente fará um movimento de rotação medial do braço, o que evidenciará a tensão do subescapular que será percebida pelos dedos do terapeuta. OBS.: Para se diferenciar da palpação do grande dorsal, pede-se inicialmente para aduzir o braço resistindo o movimento. O músculo grande dorsal ficará evidenciado na região; após a identificação os dedos deverão ser colocados em sentido ventral. - 56 - ❖ SUPRA-ESPINHOSO POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Acima da espinha da escápula DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento de abdução do ombro. O fisioterapeuta pedirá ao paciente para abduzir o braço a 20º aproximadamente, impondo resistência a esse movimento. A mão sensitiva estará posicionada na fossa supraespinhal em sua porção medial. - 57 - ❖ INFRA-ESPINHOSO POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Abaixo da espinha da escápula DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita-se o movimento de rotação externa do ombro. O terapeuta colocará os dedos na fossa infraespinhal, próximo à borda axilar da escápula. Com a outra mão posicionada na face lateral do terço distal do braço do paciente, irá resistir à rotação lateral do braço. - 58 - ❖ REDONDO MENOR POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito ventral, com o braço abduzido a 90º, cotovelo a 90º, braço e antebraço apoiados na maca. OBS.: Neste posicionamento deve-se tentar visualizar um espaço triangular que é formado pelo músculo redondo maior embaixo e lateralmente, pelo músculo infraespinhoso medialmente, pelo músculo deltóide superiormente; neste espaço situa-se o músculo redondo menor. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Espaço entre o Redondo Maior, Infraespinhoso e Deltóide posterior. DINÂMICA PALPATÓRIA – Resiste ao movimento de rotação lateral do braço. - 59 - - 60 - ❖ REDONDO MAIOR POSIÇÃO DO PACIENTE- em pé com o antebraço apoiado no ombro do terapeuta. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Dois dedos transversos da região inferior da escápula. DINÂMICA PALPATÓRIA – Paciente realiza o movimento de adução do braço, empurrando o ombro do terapeuta para baixo. - 61 - D – MÚSCULOS DO BRAÇO Nome Origem Inserção Ação Bíceps do braço Porção longa - tubérculo supraglenoidal Porção curta - processo coracóide Tuberosidade do rádio, através da aponeurose do bíceps na fáscia do antebraço Poderoso flexor do antebraço e auxilia na supinação Tríceps do braço Porção longa - tuberosidade infraglenoidal Porção lateral - face posterior do úmero acima do sulco p/o nervo radial Face posterior do olécrano da ulna Extensor do antebraço ❖ BÍCEPS BRAQUIAL POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado, cotovelo fletido, antebraço apoiado na mão do terapeuta, em posição neutra. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Palpar o ventre muscular de suas duas porções DINÂMICA PALPATÓRIA – Solicita movimentos simultâneos de supinação e de flexão do cotovelo. - 62 - ❖ TRÍCEPS BRAQUIAL POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado com o cotovelo fletido ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA - palpar o ventre muscular de suas três porções DINÂMICA PALPATÓRIA - Solicita a extensão do cotovelo. A porção lateral torna-se bem saliente na região póstero-lateral do braço, abaixo do sulco do deltóide posterior. A porção longa evidencia- se na região póstero-medial do braço. Pode-se também visualizar uma depressão vertical que separa a porção lateral longa. Esta depressão corresponde ao tendão de inserção do tríceps braquial (dirige-se ao olecrano). A porção média se localiza um pouco inferior e medialmente à borda inferior da porção longa. - 63 - 2.3.3. ARTROLOGIA OBS.: Os ligamentos: externo-clavicular anterior, conóide, trapezóide, córaco-acromial, córaco-umeral e gleno-umeral não podem ser palpados diretamente, pois nesta região há muita interposição de tecidos. ❖ LIGAMENTO INTERCLAVICULAR POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado ou em pé. O fisioterapeuta irá posicionar um de seus dedos sobre a borda cranial do esterno, estará sobre o ligamento. ❖ LIGAMENTO ACRÔMIO-CLAVICULAR POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com o antebraço apoiado na coxa. O fisioterapeuta irá posicionar a polpa de seus dedos na extremidade acromial da clavícula, em sua superfície cranial. Deslocará seus dedos em sentido lateral e encontrará uma depressão que representa a acrômio-clavicular e que é preenchida pelo ligamento acrômio-clavicular. - 64 - 2.3.4. NERVOS E VASOS ❖ LINFÁTICOS AXILARES POSIÇÃO DO PACIENTE – Decúbito dorsal com o braço abduzido passivamente pelo fisioterapeuta. DICA PALPATÓRIA O fisioterapeuta irá palpar a região axilar do paciente, delimitada por: cabeça do úmero superiormente, peitoral maior anteriormente e grande dorsal posteriormente. ❖ NERVO ULNAR POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado com o braço abduzido passivamente pelo fisioterapeuta. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA - Palpa a região medial do braço. DINÂMICA PALPATÓRIA - Percorre o sulco existente entre bíceps e o tríceps. OBS.: Esta palpação tem que ser extremamente suave, pois a mínima compressão sobre o nervo o deforma impedindo a sensação tátil de reconhecimento desta estrutura. - 65 - - 66 - 2.4 COTOVELO O epicôndilo medial, por ser mais proeminente e maior do que o epicôndilo lateral, é mais fácil de palpar. Os epicôndilos servem como referência palpatória a vários elementos anatômicos; a partir do epicôndilo medial, pode-se palpar, por exemplo, o ligamento colateral ulnar da articulação do cotovelo, o músculo pronador redondo, o tendão comum dos músculos flexores do antebraço e o nervo ulnar; tendo como referência o epicôndilo lateral, pode-se palpar, exemplificando, o ligamento colateral radial da articulação do cotovelo, o tendão comum do supinador e dos músculos extensores do antebraço, o capítulo do úmero e a cabeça do rádio. A palpação do olecrano é uma das mais fáceis do corpo humano, servindo suas bordas – medial e lateral – como ponto de referência às palpações dos ligamentos da articulação do cotovelo. Frequentemente, a palpação da cabeça do rádio é confundida com a do epicôndilo lateral, bastando, para diferenciá-las, a movimentação do antebraço em prono-supinação, permitindo, dessa maneira, que a cabeça do rádio se movimente. 2.4.1. OSTEOLOGIA ❖ EPICÔNDILO MEDIAL, LATERAL E OLÉCRANO POSIÇÃO DO PACIENTE – Sentado, com o braço direcionado para a posição posterior. ANÁLISE PALPATÓRIA EPICÔNDILO MEDIAL: 2º dedo EPICÔNDILO LATERAL: 4º dedo OLÉCRANO: 3º dedo Palpa-se a fossa olecraniana na extremidade distal do úmero com o cotovelo em flexão. Realiza a extensão do cotovelo e a fossa olecraniana desaparece. - 67 - - 68 - ❖ CABEÇA DO RÁDIO POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, com o braço a 90º, cotovelo em flexão, antebraço supinado. ANÁLISE PALPATÓRIA Inicia-se a palpação colocando-se a polpa do 2º dedo no epicôndilo lateral do paciente. O 3º dedo será posicionado imediatamente ao lado do 2º dedo no sentido distal, no mesmo alinhamento. O 4º dedo cairá sobre a cabeça do rádio, imediatamente ao lado do 3º dedo, no sentido distal. Palpação em forma de pinça na cabeça do rádio. Observar a mobilidade da cabeça do rádio para os movimentos de prono-supino e flexo-extensão. ❖ SULCO DO NERVO ULNAR Este sulco situa-se entre a porção medial do olecrano e o epicôndilo medial. POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado com o cotovelo flexionado a aproximadamente a 90º, antebraço supinado e apoiado na mão do terapeuta. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Cotovelo DINÂMICA PALPATÓRIA – 2º dedo no olecrano, 4º dedo no epicôndilo medial, 3º dedo cairá sobre o sulco de nervo ulnar. OBS.: Pode-se perceber o nervo ulnar sob o 3º dedo; fazem-se movimentos suaves de deslizamento para melhor evidenciar a palpação. Esta palpação deverá ser suave para não provocar dor. - 69 - 2.5 ANTEBRAÇO 2.5.1. OSTEOLOGIA ❖ ULNA (DIÁFISE-BORDA DORSAL) POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado ou em pé, cotovelo flexionado a 90º, antebraço levemente supinado. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Antebraço DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente irá enfatizar a supinação ou executar um movimento de flexão do punho. OBS.: Um sulco ficará proeminente na região dorsal do antebraço. A borda dorsal da ulna é subcutânea e poderá ser palpada. - 70 - - 71 - ❖ RÁDIO (CORPO DO RÁDIO) POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, antebraço em posição neutra, apoiada na mesa. DICA PALPATÓRIA O corpo do rádio pode ser palpado principalmente em sua metade distal; basta palpa-la em forma de pinça. - 72 - 2.5.2. MIOLOGIA ❖ MÚSCULOS ANTEBRAQUIAIS PALMARES ANÁLISE PALPATÓRIA Ao apoiarmos a região tênar de uma de nossas mãos sobre o epicôndilo medial do úmero e deixarmos apontados os dedos em direção ao punho, teremos de radial para ulnar: POLEGAR pronador redondo INDICADOR flexor radial do carpo TERCEIRO DEDO palmar longo QUARTO DEDO o flexor superficial dos dedos QUINTO DEDO o flexor ulnar do carpo OBS.: Todos esses músculos têm origem no epicôndilo medial do úmero, por intermédio de um tendão comum. ❖ PRONADOR REDONDO POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e apoiado na maca, antebraço supinado. OBS.: O pronador redondo delimita a margem medial da fossa cubital. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Margem medial da fossa cubital. DINÂMICA PALPATÓRIA – Paciente realiza movimento de pronação levemente resistido. Perceberá sob seus dedos um aumento de tensão muscular. - 73 - - 74 - ❖ FLEXOR RADIAL DO CARPO POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e apoiado na maca, antebraço supinado.ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Margem medial da fossa cubital. DINÂMICA PALPATÓRIA – Paciente executa os movimentos simultâneos de flexão do punho e desvio radial, que serão resistidos pelo fisioterapeuta. OBS.: O tendão do flexor radial do carpo ficará proeminente próximo ao punho, lateralmente ao palmar longo. - 75 - ❖ PALMAR LONGO POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e apoiado na maca, antebraço supinado. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Margem medial da fossa cubital. DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente fará um movimento de flexão do punho sobre o antebraço, que será resistido pelo fisioterapeuta na região palmar, ao nível dos metacarpos. OBS.: O proeminente tendão será visualizado no 1/3 distal do antebraço, medialmente ao flexor radial do carpo. - 76 - ❖ FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e apoiado na maca, antebraço supinado. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Região interfalangeana. DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta irá resistir à flexão das interfalangeanas próximas, mantendo as distais estendidas. OBS.: A tensão dos flexores superficiais poderá ser sentida pela polpa dos 2º e 3º dedos do terapeuta, que estarão localizados lateralmente ao palmar longo. - 77 - ❖ FLEXOR ULNAR DO CARPO POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido a 90º e apoiado na maca, antebraço supinado. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Punho. DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente fará um movimento de flexão do punho com desvio ulnar, que será resistido pelo fisioterapeuta. OBS.: O tendão do flexor ulnar do carpo poderá ser palpado medialmente ao flexor superficial dos dedos. É o mais medial de todos os flexores. - 78 - ❖ MÚSCULOS ANTEBRAQUIAIS DORSAIS BRAQUIORRADIAL POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado e apoiado na maca, antebraço em posição neutra. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Punho. DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta irá resistir à flexão do cotovelo OBS.: O músculo braquiorradial ficará bem pronunciado, o que muito facilitará sua palpação. - 79 - ❖ EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, antebraço levemente pronado. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Punho, englobando ao mesmo tempo a região dorsal da mão e o 1/3 distal do antebraço. DINÂMICA PALPATÓRIA - O fisioterapeuta irá resistir à flexão do cotovelo para evidenciar o braquiorradial. Os dedos do terapeuta serão então posicionados no dorso da mão do paciente e irão resistir ao movimento de extensão do punho. Os 2º e 3º dedos palparão o Extensor Longo Radial do Carpo, imediatamente lateral ao braquiorradial. - 80 - ❖ EXTENSOR ULNAR DO CARPO POSIÇÃO DO PACIENTE - sentado, cotovelo fletido e apoiado na maca, antebraço pronado. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Borda ulnar da mão do paciente. DINÂMICA PALPATÓRIA - O fisioterapeuta resistirá simultaneamente aos movimentos de extensão e de desvio ulnar realizados pelo paciente. - 81 - 2.6 PUNHO A palpação do esqueleto e dos tecidos moles da mão permanece sendo considerada, por um grande número de indivíduos, enfadonha ou difícil, devido ao tamanho diminuto de algumas estruturas, principalmente ósseas, e pela falta de intimidade ou estudo da região. Os processos estilóides do rádio e da ulna não oferecem dificuldades às suas palpações. É interessante observar que o processo estiloide do rádio situa-se mais distalmente em relação ao da ulna, permitindo que o movimento de desvio ulnar tenha maior amplitude do que o radial. Um erro bastante frequente é o de palpar a cabeça da ulna acreditando-se palpar o seu processo estilóide; isso ocorre, na maioria das vezes, quando o antebraço está pronado, fazendo com que a cabeça na ulna se torne bem visível; e, muitas vezes, pelo desconhecimento, daquele que palpa, do tamanho e formato dessas duas estruturas. 2.6.1. OSTEOLOGIA ❖ ULNA – CABEÇA DA ULNA E PROCESSO ESTILÓIDE POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, antebraço pronado e apoiado na mão do terapeuta. A saliência arredondada na borda medial da ulna é a cabeça da ulna. Para a palpação do processo estilóide, o terapeuta está de frente para a borda ulnar do antebraço do paciente. Com uma das mãos apóia seu terceiro dedo na cabeça da ulna e seu segundo dedo no processo estilóide. Quando o antebraço é supinado, o processo estilóide fica mais pronunciado, já quando o antebraço é pronado, a cabeça da ulna fica mais pronunciada. - 82 - ❖ RÁDIO – PROCESSO ESTILÓIDE POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, antebraço em posição neutra. MÃO DO TERAPEUTA - de frente para o paciente. O fisioterapeuta acompanha o bordo radial do antebraço até alcançar a saliência que corresponde ao processo estilóide do rádio. - 83 - ❖ OSSOS DO CARPO Em relação aos ossos que compõem a primeira e segunda fileira do carpo, os mais fáceis de identificar e palpar são, primeiramente, o escafóide, o piramidal e o pisiforme; segundamente, o trapézio, o trapezóide, o capitato e o processo do hamato. O osso semilunar dificilmente poderá ser palpado, devido à sua localização e por estar parcialmente encoberto pela extremidade distal do rádio, em sua região dorsal. O que se consegue fazer é delimitar a sua localização; somente em algumas pessoas é possível palpá-lo, por uma abordagem dorsal da mão, estando a articulação do pulso em flexão completa. As estruturas ósseas servem como ponto de referência à palpação de outros tecidos, como é o caso da palpação do processo denominado hámulo, do osso hamato, que serve como referência à palpação do músculo flexor curto do 5º dedo da mão. Em número de 8, que se distribuem em duas fileiras. FILEIRA PROXIMAL (radial para ulnar) • Escafóide • Semilunar • Piramidal • Pisiforme FILEIRA DISTAL (radial para ulnar) • Trapézio • Trapezóide • Capitato • Hamato - 84 - ❖ ESCAFÓIDE POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido, antebraço em posição neutra, borda ulnar da mão e antebraço apoiados na mesa. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – processo estilóide, ao nível da tabaqueira anatômica. DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta palpa em pinça na região proximal da mão, na sua borda radial. - 85 - ❖ PISIFORME POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, com o antebraço apoiado, em supinação. ANÁLISE PALPATÓRIA O fisioterapeuta palpará sobre a prega de flexão do punho no seu lado mais ulnar e deslocará o dedo distalmente até encontrar o pisiforme. - 86 - 2.6.2. MIOLOGIA Nome Origem Inserção Ação Ext. longo do polegar 1/3 distal da face posterior da ulna e membrana interóssea. Falange distal do polegar Extensão do polegar Ext. curto do polegar No rádio, distalmente ao músculo abdutor longo do polegar e membrana interóssea. Falange proximal do polegar Extensão do polegar Abdutor longo do polegar Faces posteriores da ulna e do rádio e membrana interóssea. Face lateral da base do 1º metacarpo Abdução de polegar EXTENSOR LONGO DO POLEGAR POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, antebraço em posição neutra e apoiado na mesa. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – falange distal do polegar do paciente. DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta oferecerá resistência ao movimento de extensão do polegar. OBS.: A polpa do 2º dedo de sua mão sensitiva palpará o tendão do extensor longo do polegar, que estará bem proeminente ao nível da tabaqueira anatômica. - 87 - EXTENSOR CURTO DO POLEGAR POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, antebraço em posição neutra e apoiado na mesa. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – falange proximal do polegar do paciente. DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta oferecerá resistência ao movimentode extensão do polegar. OBS.: Ao movimento resistido, o tendão do extensor curto do polegar ficará bem proeminente ao nível da tabaqueira anatômica, mais radial que o anterior. - 88 - ❖ ABDUTOR LONGO DO POLEGAR POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, antebraço em posição neutra e apoiado na mesa. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Tabaqueira anatômica. DINÂMICA PALPATÓRIA – O paciente fará ativamente o movimento de abdução do polegar. OBS.: O tendão do abdutor longo do polegar não é tão visível quanto os dois anteriores. Pode-se visualizar a figura de duas letras “V”; um grande com ápice distal formado pelos extensores longo e curto do polegar. O outro “V”, menor em sentido contrário, formado pelo extensor curto do polegar e o abdutor longo. - 89 - 2.6.3. NERVOS NERVO MEDIANO POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido, antebraço apoiado em supinação. DICA PALPATÓRIA O terapeuta rebate o palmar longo, ao nível da prega de flexão do punho e encontra o nervo mediano abaixo dele. NERVO ULNAR POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido antebraço apoiado em supinação. DICA PALPATÓRIA A palpação do nervo ulnar ocorre próxima ao osso pisiforme (geralmente mais medialmente a ele). - 90 - - 91 - ARTÉRIA RADIAL POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido antebraço apoiado em supinação. DICA PALPATÓRIA O fisioterapeuta palpará a região mais radial do punho ao nível do processo estilóide preferencialmente com o seu indicador. Perceberá a palpação desta artéria. - 92 - 2.7 MÃO 2.7.1. OSTEOLOGIA ❖ METACARPOS POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo flexionado, antebraço apoiado. ANÁLISE PALPATÓRIA O fisioterapeuta fará a extensão do 2º ao 5º metacarpo do paciente. A cabeça de cada metacarpo ficará saliente na palma da mão do paciente, próximo às pregas dígito-palmares. - 93 - 2.7.2. MIOLOGIA Nome Origem Inserção Ação Abdutor curto do polegar Juntamente com o flexor curto do polegar Base da falange proximal do polegar Abdução do polegar Abdutor do 5º dedo Osso pisiforme Falange Proximal do 5º dedo Abdução do 5º dedo REGIÃO TÊNAR ❖ ABDUTOR CURTO DO POLEGAR POSIÇÃO DO PACIENTE - Sentado, cotovelo fletido, antebraço apoiado na mesa supinado. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Borda radial da região tênar DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta resistirá ao movimento de abdução do polegar, perceberá o aumento de tônus do músculo abdutor curto do polegar. OBS.: Os músculos oponentes do polegar (camada média) e flexor curto do polegar (profundo) também integram a região tênar. A região tênar da mão dominante será mais desenvolvida. A compressão do nervo mediano levará à sua hipotrofia. - 94 - REGIÃO HIPOTÊNAR ❖ ABDUTOR DO 5º DEDO POSIÇÃO DO PACIENTE - sentado, cotovelo fletido, antebraço apoiado na mesa supinado. ANÁLISE PALPATÓRIA MÃO DO TERAPEUTA – Borda ulnar da região hipotênar. DINÂMICA PALPATÓRIA – O fisioterapeuta resistirá ao movimento de abdução do 5º dedo e com os seus dedos sensitivos apoiados na borda ulnar da região hipotênar, perceberá o aumento de tônus do abdutor do dedo mínimo ou 5º dedo. OBS.: os músculos oponente e flexor do quinto dedo também integram a região hipotênar. A compressão do nervo ulnar levará à sua hipotrofia. - 95 - CAPÍTULO 3 - ANATOMIA PALPATÓRIA - MEMBROS INFERIORES Alisson Felix de Souza Benicio Alves Lima Junior Denilson de Queiroz Cerdeira Juliana Pinto Queiroz 3.1 CINTURA PÉLVICA E COXA 3.1.1. OSTEOLOGIA É um anel osteoarticular fechado, constituído por quatro ossos e sete articulações: - OSSOS • Ílio + ísquio + púbis • Sacro +cóccix - ARTICULAÇÕES • Sacroilíaca (02) • Quadril (02) • Lombossacra • Sacracoccígea • Sínfise púbica Divide-se em PELVE MAIOR e PELVE MENOR, sendo essa divisão representada por uma linha imaginária, que passa pelo promontório do sacro, pela linha iliopectínea e pela borda superior da sínfise pública. DIFERENÇAS DA PELVE SEGUNDO O SEXO MASCULINA FEMININA Menos Larga Mais Larga Mais Fechada Mais Aberta Estreito Superior Menos Largo Estreito Superior Mais Largo ✓ Essa diferença morfológica da cintura pélvica tem papel fundamental na gestação e, principalmente, no parto. - 96 - FUNÇÕES DA PELVE Diversas são as funções da pelve, podemos citar as principais: · Transmitir forças provenientes da cabeça, braços e tronco às extremidades inferiores; · Proteger os órgãos abdominais, como também suportá-los, recebendo o seu peso. A. OSSOS A.1 ÍLIO Divide-se em: ✓ Corpo: contribui com menos de 2/5 para a formação do acetábulo ✓ Asa: é a maior parte do osso; é limitada cranialmente pela crista ilíaca; caudalmente pela borda superior do acetábulo; sua borda ventral apresenta espinha ilíaca ântero-superior – EIAS e a espinha ilíaca ântero-inferior – EIAI; sua borda dorsal apresenta a espinha ilíaca póstero-superior – EIPS e a espinha ilíaca póstero-inferior – EIPI. Apresenta duas faces: face externa glútea e a face interna ou pélvica. A.2 ÍSQUIO ✓ Corpo: contribui com mais de 2/5 para a formação do acetábulo. Apresenta a espinha isquiática e, superiormente a ela, a incisura isquiática maior, que é transformada em um forame por meio do ligamento sacroespinhal; pela região passa o músculo piriforme e o nervo ciático. A incisura isquiática menor situa-se inferiormente à incisura isquiática maior e, através dos ligamentos sacrotuberal e sacroespinhal, transforma-se em um forame. • Espinha isquiática: através da palpação conseguimos localizar o músculo gêmeo superior. • Incisura isquiática maior: referência palpatória muito importante para a localização do músculo piriforme. - 97 - • Incisura isquiática menor: o tendão do músculo obturador interno desliza sobre essa incisura. ✓ Ramo: É a parte achatada e fina do ísquio que se junta ao ramo inferior do púbis (ramo inferior ou descendente). A.3 PÚBIS • Corpo: contribui com 1/5 para a formação do acetábulo • Ramo superior: contém o tubérculo púbico, local de inserção do ligamento inguinal. • Ramo inferior: em sua face externa inserem-se os músculos grácil, obturador externo, adutor curto e adutor magno. B. ARTICULAÇÕES B.1 SACRO Apresenta uma base, um ápice e três faces. • Base: articula-se com a vertebra L5; é larga, e, em seu ponto médio, encontra-se a porção superior do corpo de S1, que se projeta à frente, formando o promontório. • Ápice: apresenta uma faceta oval para articular-se com o cóccix. • Face pélvica: é côncava, em sua parte mediana apresenta quatro cristas transversais; os espaços entre elas representam os corpos vertebrais sacrais. Na extremidade das cristas transversais, encontram-se os forames sacrais ventrais, que diminuem de tamanho caudalmente, as subdivisões ventrais dos nervos sacrais saem dos forames, e entram as artérias sacrais laterais. • Face dorsal: é convexa e estreita; em sua parte mediana situa-se a crista sacral mediana, apresenta alguns tubérculos, que são os processos rudimentares de três ou quatro segmentados sacros. Lateralmente à crista sacral mediana, encontra-se o sulco sacral; é raso e corresponde à união das lâminas das vertebras correspondentes. - 98 - O músculo eretor da espinha e o grande dorsal têm parte de sua origem na crista sacral mediana. As lâminas de S5 não se unem na linha mediana e formam o hiato do sacro. As cristas sacrais intermediárias são compostas por alguns tubérculos, dispostos lateralmente ao sulco sacral; representam a fusão dos processos articulares das vértebras sacras. No nível de S4 a S5, esses tubérculos passam a ter um formato alongado, e formam os cornos do sacro. As cristas sacrais laterais estão situadas lateralmente aos forames sacrais, e representam os processostransversos. A face lateral apresenta uma superfície com o formato de uma orelha, denominada face auricular; é coberta de cartilagem e articula-se com a face auricular do ílio. Em sua metade caudal, encontra-se AILS (ângulo ínfero-lateral do sacro), onde se inserem os ligamentos sacrotuberal e sacroespinhoso, bem com parte das fibras do músculo glúteo máximo e do músculo coccígeo. DIFERENÇAS ANATÔMICAS DO SACRO QUANTO AO SEXO FEMININO MASCULINO Mais curto A curvatura sacra é maior Mais largo Em toda a sua extensão sua curvatura é mais homogênea É mais oblíquo, apresenta uma direção mais dorsal, aumentando o tamanho da cavidade pélvica, além de também aumentar o ângulo sacrovertebral --- B.2 CÓCCIX Normalmente é formado por quatro vértebras rudimentares . É composto pela base e ápice; pelas faces pélvica e dorsal; e pelas bordas laterais. • Face pélvica: apresenta três sulcos que significam a junção de seus corpos vertebrais. • Face dorsal: apresenta alguns tubérculos, que representam os processos articulares rudimentares do cóccix. Os primeiros - 99 - tubérculos são alongados e denominados cornos coccígeos; articulam-se com os cornos do sacro. • Bordas laterais: recebem as inserções dos ligamentos sacrotuberal e sacroespinhal. Nas regiões ventrais das bordas laterais, insere-se o músculo coccígeo, e, em suas regiões dorsais, o músculo glúteo máximo. • Base: articula-se com o sacro. B.3 ÁPICE Tem um formato arredondado e pode ser bífido. ❖ OSSO ILÍACO POSIÇÃO DO PACIENTE – Paciente de pé, em DD ou sentado, o fisioterapeuta de pé ou sentado de frente para o paciente coloca as mãos na lateral do quadril do paciente, próximo à linha horizontal imaginária que corresponde à cicatriz umbilical. OBS.: Suas mãos sentirão resistência óssea que corresponde às cristas ilíacas. Pode também apoiar as mãos na linha de cintura do paciente e desliza-las no sentido caudal até que sinta as cristas ilíacas. - 100 - ❖ ESPINHA ILÍACA ÂNTERO SUPERIOR (EIAS) POSIÇÃO DO PACIENTE – Paciente em DD com quadril abduzido e perna pendente. DICA PALPATÓRIA Deslizar as mãos pela região lateral da cintura, palpando com a região radial dos polegares. ❖ ESPINHA ILÍACA POSTÊRO SUPERIOR (EIPS) POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em pé, de costas para o terapeuta ou em DV, terapeuta de pé ou sentado de frente para o paciente, vai seguir as cristas ilíacas no sentido ântero-posterior até que sente as EIPS (sente-se como proeminências que se destacam póstero- superiormente, próximas às “covinhas” bilaterais do sacro, bem próximas às articulações sacro-ilíacas. - 101 - OBS.: A medição comparando a altura das EIAS e EIPI com o paciente de pé, pode ser utilizada como parâmetro clínico para determinação de ilíaco anteriorizado ou posteriorizado; nos homens aceita-se a normalidade com a EIAS e EIPI na mesma altura ou a EIPE com 1 dedo abaixo da EIAS, porém ligeiramente retrovertido. Já nas mulheres a EIAS deve estar na mesma linha horizontal paralela ao chão com a EIPI ou 1 dedo acima desta, ligeiramente anterovertida, é importante que se faça essa medida bilateralmente. ❖ TUBÉRCULO ISQUIÁTICO POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DL ou DV, terapeuta de pé de frente para o paciente. Se o paciente estiver em DL, DICA PALPATÓRIA O fisioterapeuta pode colocar a coxa do paciente em flexão e seguindo uma linha vertical que cruza a região glútea palpará o tubérculo isquiático inferiormente, se o paciente estiver em DV à palpação se dá em um ponto médio do sinal cutâneo constituído pelo sulco glúteo (este sulco é horizontal). - 102 - ❖ TUBÉRCULO PÚBICO POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD, terapeuta em pé de frente para o paciente. DICA PALPATÓRIA O terapeuta seguirá uma linha imaginária horizontal vinda dos trocânteres maiores do fêmur em direção medial até que palpe o tubérculo público. Nos homens essa palpação deve ser cautelosa, pois está em direção à região do cordão espermático. Trata-se de uma região sensível. FÊMUR É o osso mais longo e mais forte do corpo humano. Apresenta um formato cilíndrico em quase toda a sua extensão. Não é vertical na posição ereta, pois apresenta uma obliquidade no sentido látero-medial; essa obliquidade é ainda maior nas mulheres, pelo fato de apresentarem as dimensões transversais do quadril maiores do que as dos homens. Apresenta um corpo ou diáfise e duas extremidades: proximal e distal. - 103 - ❖ EXTREMIDADE PROXIMAL A extremidade proximal do fêmur apresenta os seguintes elementos anatômicos: cabeça, colo e trocanteres maior e menor. • Cabeça femoral: tem uma forma globosa e superfície lisa. É provida de cartilagem praticamente em toda a sua extensão, com exceção da fóvea da cabeça femural, local de inserção do ligamento redondo da cabeça do fêmur. • Colo femural: une a cabeça com a diáfise. Forma um ângulo de aproximadamente, 125 graus com o corpo do fêmur, no adulto. • Trocanter maior: é irregular e quadrilátero. Apresenta duas faces e quatro bordas, onde se inserem os músculos glúteo médio, obturador externo, obturador interno, gêmeos superior e inferior, piriforme, parte proximal do vasto (borda inferior) e o glúteo mínimo. • Trocanter menor: tem uma configuração cônica e é muito variável quanto ao seu tamanho. Apresenta três bordas; em sua porção superior, insere-se o psoas maior. ❖ TROCÂNTER MAIOR POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD DICA PALPATÓRIA Fisioterapeuta de pé de frente para o paciente, palpará os trocânteres maiores na região lateral superior da coxa. Eles constituem os pontos de sensação tátil óssea mais lateral na região proximal da coxa. - 104 - 3.1.2. ARTROLOGIA ❖ ARTICULAÇÃO SACROILÍACA POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente de pé de costas para o terapeuta ou em DV. DICA PALPATÓRIA Terapeuta de pé de frente para o paciente, irá seguir as cristas ilíacas no sentido ântero-posterior e seus dedos “cairão” em depressões que correspondem à região ocupada pelas articulações sacro-ilíacas. Algumas pessoas apresentam 2 “covinhas” que podem ser percebidas visualmente. ❖ LIGAMENTO ÍLIO-LOMBAR POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV, fisioterapeuta de pé de frente para o paciente. DICA PALPATÓRIA Segue da crista ilíaca em direção às vértebras lombares L4 e L5, numa direção oblíqua. Esse ligamento tem envolvimento nas escolioses lombares; manualmente pode-se realizar uma pressão de medial para lateral para diminuir a tensão desse ligamento. - 105 - 3.1.3. MIOLOGIA ❖ TRÍGONO FEMURAL De forma triangular, com ápice inferior, a região denominada de trígono femural é delimitada: BASE: constituída pelo ligamento inguinal que se estende das EIAS ao tubérculo público. LIMITE LATERAL: constituído pelo músculo sartório. LIMITE MEDIAL: constituído pelo músculo adutor longo. PELO ASSOALHO: constituído lateralmente pelo músculo ílio-psoas distal e medialmente pelo músculo pectíneo. POSIÇÃO DO PACIENTE - O paciente em DD com a coxa flexionada e abduzida, joelho flexionado DICA PALPATÓRIA Fisioterapeuta de pé de frente para o paciente, segurando o membro a ser palpado, exerce uma resistência sobre a face ântero-medial da coxa (adução e flexão da coxa), para que sobressaia a estrututra do trígono femural. A partir daí é necessário solicitar a ação isolada de cada músculo com o objetivo de identificá-los. - 106 - Medial EIAS Lateral 1 – Pectíneo 2 – Ílio-Psoas Distal OBS.: Lateralmente ao sartório, a massa muscular pertence ao músculo tensor da fáscia lata, essa massa localiza-se entre a EIAS e o trocânter maior. ❖ ÍLIO-PSOAS (PROXIMAL) POSIÇÃO DO PACIENTE: O paciente em DD, membros inferiores estendidos relaxados apoiados na maca, o terapeuta de pé, ao lado, de frente parao paciente toma-se como referência a cicatriz umbilical e a EIAS. DICA PALPATÓRIA Entre esses dois pontos temos uma diagonal imaginária; no seu 1/3 lateral, mais próximo ao ilíaco pode-se palpar o psoas-ilíaco proximal (massa muscular). Para nos certificarmos que a palpação está correta, pode-se solicitar uma flexão de coxa; isso faz com que haja aumento de tônus do músculo abordado, o que é percebido pelo dedo sensitivo. TFL SARTÓRIO ADUTOR LONGO 1 - 2 - 107 - ❖ RETO ABDOMINAL POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com pernas flexionadas, pés apoiados na maca, terapeuta de pé ao lado de frente para o paciente; apoia-se a região proximal da mão (escafóide e pisiforme) sobre os tubérculos púbicos, com os dedos dirigidos para a cicatriz umbilical. DICA PALPATÓRIA Solicitar flexão de tronco ou a flexão da cabeça, afastando-a da maca que poderemos perceber o aumento de tônus do músculo abordado. - 108 - ❖ QUADRADO LOMBAR POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DL, terapeuta de pé ao lado do paciente; DICA PALPATÓRIA: A palpação se dá desde a crista ilíaca, posteriormente, até o décimo segundo arco costal, cerca de dois ou três dedos à frente da musculatura extensora (paravertebrais lombares). Ele fixa a posição do ilíaco, também tem fibras oblíquas, não só longitudinais. Faz flexão do tronco. ❖ GLÚTEO MÁXIMO POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV, terapeuta de pé ao lado do paciente, o terapeuta solicita uma extensão de coxa, preferencialmente com o joelho fletido. DICA PALPATÓRIA Observa-se aumento de tônus não região glútea. O músculo glúteo máximo é o mais superficial e volumoso da região, de fácil acesso palpatório. - 109 - ❖ PIRIFORME POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV ou DL com a coxa fletida, terapeuta em pé ao lado do paciente, a palpação se faz entre a borda lateral do sacro superiormente e o trocânter maior posteriormente. - 110 - ❖ ÍSQUIOS TIBIAIS POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV, terapeuta em pé ao lado de frente para o paciente, requisita-se uma extensão de coxa com o joelho estendido e a palpação sobre o tubérculo isquiático revela aumento de tônus nas estruturas que ali se inserem. ❖ MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO OU PERÍNEO POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com pernas flexionadas e pés apoiados na maca, ligeiramente afastados, terapeuta de pé e de frente para o paciente, a palpação se faz entre os tubérculos públicos, superiormente, e os tubérculos isquiáticos, inferiormente. A musculatura do assoalho pélvico encontra-se delimitada por essas estruturas. - 111 - Nome Origem Inserção Ação Ilio-psoas Pr. transversos,corpos e discos intervertebrais das vértebras lombares e fossa ilíaca Trocânter menor, junto com o ilíaco Flexao da coxa Quadrado lombar Borda lateral da Tuberosidade esquiática Crista intertrocantérica Rot.Lateral da coxa Piriforme Face pélvica do sacro Trocânter maior do fêmur Rot.Lateral da coxa Reto do Abdome Crista do púbis e lig. Que cobrem a sínfise pública Cartilagens da 5ª, 6ª e 7ª costelas Flexiona ou curva a coluna e auxilia na compressão do abdome Glúteo máximo No ílio, posteriormente, à linha glútea post,face post do sacro e lig. Sacrotuberoso Tuberosidade glútea do fêmur e tracto íliotibial Extensor da coxa, rot.medial da coxa 3.1.4. NERVOS E VASOS ❖ NERVO ISQUIÁTICO POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DL, terapeuta de pé ao lado do paciente, atrás deste. DICA PALPATÓRIA A palpação se dá entre o tubérculo isquiático e o trocânter maior, posteriormente. Nessa região há um sulco para passagem do nervo isquiático que emerge na altura do músculo pisiforme. - 112 - ❖ LINFÁTICOS INGUINAIS POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD, terapeuta de pé, ao lado e de frente para o paciente, os linfáticos inguinais encontram-se distais ao ligamento inguinal, na metade do trajeto entre a EIAS e o tubérculo público. - 113 - 3.2 JOELHO O joelho é formado por três ossos e três articulações: ✓ Ossos • Fêmur • Tíbia • Patela ✓ Articulações • Tíbio-femoral medial • Tíbio-femural lateral • Patelo-femural É uma articulação bastante complexa que possui movimentos de flexão e de extensão, como também os de rotação lateral e medial quando está na posição flexionada. Essa articulação apresenta uma cápsula articular, que é delgada, porém bastante resistente, reforçada por vários ligamentos. Nas articulações tíbio-femurais medial e lateral, o joelho apresenta dois meniscos (um para cada articulação), que têm como função principal distribuir as forças compressivas das articulações tíbio- femurais, além de melhorar o acoplamento articular e amortecedor as pressões entre o fêmur e a tíbia. ✓ FÊMUR • Diáfise Femural – Corpo Apresenta as faces anterior, medial e lateral, e as bordas lateral, medial e posterior. ✓ Face anterior: é convexa e lisa. Recebe as inserções dos músculos vasto intermédio e articular do joelho, este último em sua extremidade distal. ✓ Borda posterior: é côncava A linha áspera ou borda posterior situa-se no terço médio da região posterior do fêmur e divide essa região em duas faces: face lateral e face medial. - 114 - Apresenta um lábio externo e um interno, onde se originam ou, se inserem, os seguintes músculos: • Glúteo máximo • Pectíneo • Ilíaco • Vastos (lateral, medial e intermédio) • Adutores • Bíceps femoral (porção curta) • Extremidade distal do fêmur O fêmur, em sua extremidade distal, apresenta duas proeminências, de formato arredondado: os côndilos lateral e medial, que são palpáveis e mais facilmente identificados em suas porções anteriores, principalmente quando o joelho se encontra flexionado. Entre os côndilos situa-se a fossa intercondilar, local de inserção dos ligamentos cruzados anterior e posterior. Os epicôndilos são uns tubérculos ósseos, situados em cada côndilo. O epicôndilo medial por ser mais proeminente que o lateral, é palpado com maior facilidade, em sua porção proximal situa-se o tubérculo adutório, local de inserção do tendão do adutor magno. No epicôndilo medial insere-se o ligamento colateral tibial; no epicôndilo lateral o ligamento colateral fibular. As superfícies articulares da extremidade distal do fêmur são formadas pelas faces anterior distal e posterior dos côndilos; sua face anterior, chamada superfície patelar do fêmur, articula-se com a superfície articular da patela, para formar a articulação patelo-femural; suas faces distais e posteriores articulam-se com a face articular das extremidades proximal da tíbia e com os meniscos, formando as articulações tíbio-femurais. - 115 - 3.2.1. OSTEOLOGIA ✓ FÊMUR ❖ (EPI) CÔNDILO LATERAL POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho fletido e pé apoiado na maca; DICA PALPATÓRIA Terapeuta em pé, ao lado e de frente para o paciente. A estrutura é diretamente acessível à palpação; é a saliência óssea mais proeminente na região distal e lateral do fêmur. ❖ (EPI) CÔNDILO LATERAL POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho fletido e pé apoiado na maca; DICA PALPATÓRIA Terapeuta em pé, ao lado e de frente para o paciente. É a estrutura mais proeminente medial do fêmur. Daí, do ápice do côndilo medial do fêmur parte o ligamento colateral tibial ou medial. - 116 - • TÍBIA É o segundo osso mais longo do corpo humano. Situa-se no lado medial da perna e tem o formato de um triângulo quadrangular, com base superior. Apresenta um corpo e duas extremidades: • Extremidade Proximal - é constituída de duas eminências, o côndilo lateral e medial; de duas facetas articulares: a lateral e a medial; da eminência intercondilar (espinha da tíbia); da tuberosidade anterior da tíbia (TAT), local de inserção do tendão patelar; e do tubérculo de Gerdy, onde se insere o trato iliotibial. • Corpo: apresenta três bordas:anterior (crista anterior), medial e lateral (crista interóssea) e três faces: medial, lateral e posterior. A fíbula não faz parte da articulação do joelho, mas auxilia sua palpação, porque serve como ponto de referência palpatória para localizarmos os elementos anatômicos da região do joelho. ❖ TUBEROSIDADE DA TÍBIA POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente me DD com o joelho fletido ou estendido. DICA PALPATÓRIA É uma estrutura diretamente acessível à palpação na região anterior proximal da perna, abaixo da patela com superfície triangular e ápice distal. A tuberosidade da tíbia separa na frente o côndilo lateral e medial da tíbia, é a inserção do tendão quadriciptal. - 117 - ❖ TUBÉRCULO DE GERDY POSIÇÃO DO PACIENTE: posição idem a anterior DICA PALPATÓRIA É a saliência óssea mais proeminente do côndilo lateral da tíbia. Com o joelho flexionado, ele é investigado lateralmente à tuberosidade da tíbia e está situado à frente e acima da cabeça da fíbula. Local de inserção do trato ílio-tibial. • FÍBULA Situa-se lateralmente à tíbia, sendo bem mais estreita. • Cabeça: é a porção superior do osso; apresenta um ápice, denominado processo estiloide, onde se insere o tendão do bíceps femoral e o ligamento colateral fibular. • Corpo: apresenta três bordas: anterior, interóssea e posterior, e três faces: medial, posterior e lateral. - 118 - ❖ CABEÇA DA FÍBULA POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho fletido a 90º, perna em posição neutra. DICA PALPATÓRIA Terapeuta de frente para o paciente, uma das mãos segura o pé do paciente na sua região lateral. Executa-se uma rotação medial da perna e a palpação se faz atrás e abaixo do tubérculo de Gerdy. Esta manobra permite que a estrutura pesquisada se desloque para trás e para fora. • PATELA É um osso curto, de formato triangular, mais largo em sua região superior, que se situa na frente da articulação do joelho. Apresenta duas faces: anterior e posterior; três bordas: proximal, medial e lateral; e um ápice. • Face anterior: é convexa no sentido transversal e céfalo-caudal. • Face posterior: apresenta uma superfície articular, lisa e oval, e uma crista vertical, que divide essa superfície articular em uma faceta medial e outra lateral. A superfície articular da face posterior articula-se com a superfície patelar do fêmur, formando, assim, a articulação patelo-femural. - 119 - A face posterior da patela apresenta uma porção não articular, situada distalmente à sua superfície articular; é local da inserção do ligamento patelar. • Borda proximal ou base: recebe a inserção do vasto intermédio e do reto femural • Bordas lateral e medial: recebem as inserções do vasto lateral e do vasto medial, respectivamente. • Ápice: é a porção inferior da patela; local de inserção do tendão patelar. A patela aumenta a ação de alavanca do quadríceps e protege a articulação do joelho, restringe e distribui as forças sobre o fêmur. ❖ PATELA POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD com o joelho estendido e quadríceps relaxado. DICA PALPATÓRIA Terapeuta de frente para o paciente. Osso triangular em ápice distal e base proximal localizado anteriormente no joelho. Apresenta 2 bordas ou margens (medial e lateral). - 120 - 3.2.2. ARTROLOGIA ✓ LIGAMENTOS ❖ COLATERAL FIBULAR (LATERAL) POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com a coxa fletida e o joelho fletido (fazer posição de 4 com as pernas). DICA PALPATÓRIA Para a localização ideal é preferível tensioná-lo em varo com a posição indicada acima (porque ele faz estresse em varo). A palpação se faz ente o epicôndilo lateral do fêmur e a cabeça da fíbula. ❖ COLATERAL TIBIAL (MEDIAL) POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho fletido a 90º, calcanhar apoiado na maca. DICA PALPATÓRIA Terapeuta com uma das mãos segura a borda medial do pé de maneira que possa levar a perna em rotação lateral. Com a outra mão apoiada na face lateral do joelho, empurrá-lo para o interior de modo que entreabra a interlinha articular medial, o que leva a tensão do ligamento. A palpação ocorre entre o condito medial do fêmur no seu ápice e a porção superior proximal da tíbia. - 121 - ❖ TENDÃO PATELAR OU QUADRICIPTAL POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o joelho fletido ou estendido. DICA PALPATÓRIA O tendão pode ser palpado abaixo da patela. Pode-se fazer uma pegada em pinça com o polegar e o indicador. - 122 - ❖ RETINÁCULO DA PATELA POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho estendido e quadríceps relaxado. DICA PALPATÓRIA Empurra-se gentilmente a patela no sentido lateral. Essa manobra tende a levar a estrutura para um plano cada vez mais sagital. Ela é um reforço capsular percebido sob os dedos como uma faixa fibrosa, muito importante para as condropatias, faz tração de medial para lateral e de cima para baixo. • MENISCOS Os meniscos medial e lateral estão situados nas facetas articulares da extremidade proximal da tíbia. São fibrocartilagens de formato semilunar, e o menisco medial apresenta uma forma que lembra um “C”, ocasionando um afastamento entre a inserção de seu corno anterior em relação ao seu corno posterior; isso faz com que esse menisco seja menos móvel do que o menisco lateral, e esteja mais suscetível a lesionar-se, já que nem sempre consegue escapulir às compressões axiais e rotacionais que incidem sobre o joelho num mecanismo lesional. Já o menisco lateral assemelha-se a um “O”, tendo as inserções de seus cornos, anterior e posterior, muito próximas, permitindo-lhe - 123 - uma maior mobilidade, estando menos sujeito às lesões compressivas axiais e rotacionais do joelho. Na extensão do joelho, os meniscos deslocam-se anteriormente, ao passo que, durante o movimento de flexão, deslocam-se posteriormente; o menisco lateral recua ainda mais do que o menisco medial. Nos movimentos de rotação do joelho, os meniscos acompanham o deslocamento dos côndilos femorais; isso quer dizer que ao se realizar uma rotação lateral da tíbia, o côndilo lateral do fêmur irá avançar sobre a superfície articular lateral da tíbia, como se estivesse realizando uma rotação medial, fazendo com que o menisco lateral avance e o menisco medial recue, como se os meniscos estivessem realizando um movimento de “rotação medial”. Podemos dizer, então, que os meniscos são solidários à tíbia, nos movimentos de flexão e extensão do joelho, e solidários ao fêmur, nos movimentos de rotação do joelho. Isso é o bastante importante quando tentamos palpar os meniscos. Podemos tentar palpar o menisco medial posicionando a tíbia em rotação medial, porque, dessa forma, esse menisco estará um pouco mais à frente, acompanhando o deslocamento anterior do côndilo medial do fêmur. ❖ MENISCO MEDIAL POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente sentado com a perna pendente. DICA PALPATÓRIA Fisioterapeuta de frente para o paciente, com uma das mãos segurando o pé do paciente, o terapeuta acha a interlinha articular e faz uma rotação medial para abordar a estrutura pesquisada com o joelho a 90º. - 124 - ❖ MENISCO LATERAL POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente sentado com o pé apoiado na perna do terapeuta que está de frente para o paciente. DICA PALPATÓRIA O joelho deve estar levemente flexionado (quase estendido) e a palpação se dá na interlinha articular lateral, na sua margem anterior. - 125 - 3.2.3. MIOLOGIA ❖ VASTO LATERAL POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho estendido e perna apoiada sobre a maca. DICA PALPATÓRIA Fisioterapeuta em pé, ao lado e de frente para o paciente com uma das mãos apoiadas entre a região poplítea e a maca. O terapeuta pede para que o paciente pressione a mão interposta entre a fossa poplítea e o plano da maca. O músculo vasto lateral aparece na região ântero-lateral da coxa. ❖ VASTO MEDIAL OBLÍQUO POSIÇÃO DO PACIENTE -paciente em DD com o joelho estendido e perna apoiada sobre a maca. Só que se percebe um aumento de massa na região Antero medial da coxa mais distal que o anterior. - 126 - ❖ RETO DA COXA OU FEMURAL POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o quadril em discreta flexão e o joelho em semiflexão. DICA PALPATÓRIA Uma das mãos do terapeuta é posicionada sobre o calcanhar do membro inferior em questão; solicita-se que o paciente realiza a ação isométrica dos quadríceps da coxa. Na maioria das pessoas, o reto da coxa, aparece na região media da coxa entre o vasto medial e o lateral. - 127 - ❖ TENDÕES DA PATA DE GANSO POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho levemente fletido. DICA PALPATÓRIA Localizar previamente a extremidade superior da margem medial da tíbia (na inserção deles, no côndilo medial da tíbia mais posteriormente). Alguns autores dizem que a ordem de proximal para distal é a seguinte: Semitendinoso, Grácil e Sartório. ❖ SEMITENDINOSO POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV com o joelho fletido. DICA PALPATÓRIA Terapeuta com uma das mãos segura o pé do paciente e resiste ao movimento de flexão de joelho apoiado a rotação medial da perna. O tendão é facilmente visualizado e, portanto, é palpável diretamente na região medial à fossa poplítea. - 128 - ❖ BÍCEPS DA COXA OU CRURAL POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV com o joelho estendido. DICA PALPATÓRIA Terapeuta com uma das mãos segura o pé do paciente e resiste ao movimento de flexão de joelho apoiado à rotação lateral da perna. A outra mão palpa o tendão do bíceps da coxa que parece lateralmente à fossa poplítea. - 129 - Nome Origem Inserção Ação Vasto lateral Face anterior do trocânter maior e lábio lateral da linha áspera Por tendão único na patela, e esta se fixa à tuberosidade da tíbia pelo lig. Patelar Extensor da perna Vasto medial Linha intertrocantérica e lábio medial da linha áspera Por ter tendão único na patela, esta se fixa à tuberosidade da tíbia pelo lig. Patelar Extensor da perna Reto femural 2 Cabeças: a anterior da esp. Ilíaca ant-inf. A posterior do contorno póstero-superior do acetábulo Por ter tendão único na patela, esta se fixa à tuberosidade da tíbia pelo lig. Patelar Flexor da coxa, Extensor da perna 3.2.4. NERVOS ❖ NERVO FIBULAR COMUM POSIÇÃO DO PACIENTE - A palpação se faz atrás da cabeça da fíbula, uma vez que essa estrutura contorna posteriormente antes de atingir a perna. - 130 - 3.3 PERNA 3.3.1. MIOLOGIA ✓ GRUPO ANTERIOR ❖ TIBIAL ANTERIOR POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho estendido. DICA PALPATÓRIA Após haver colocado o pé em adução, supinação e flexão dorsal (+ ou – 90º), impor resistência à ação muscular com uma das mãos apoiada na borda medial do pé. - 131 - ❖ EXTENSOR LONGO DO HÁLUX POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho estendido DICA PALPATÓRIA Fisioterapeuta com uma das mãos resiste ao movimento de extensão do hálux, na face dorsal de sua falange distal. A outra mão pode palpa-lo desde a região inferior da perna anteriormente, aonde o tendão se une ao corpo muscular posicionado entre músculo tibial anterior e o extensor longo dos dedos, até o próximo à sua inserção distal do hálux. ❖ EXTENSOR LONGO DOS DEDOS POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho estendido DICA PALPATÓRIA Terapeuta com uma das mãos apoiadas sobre a face dorsal das falanges distais II, III, IV e V, resiste-se ao movimento de extensão dos dedos destas estruturas. A outra mão pode palpá-lo, na face ântero-lateral distal da perna, entre o músculo fibular longo e curto lateralmente e o tibial anterior medialmente; até que cada um dos tendões possa ser percorrido do tarso até sua proximidade distal. - 132 - ✓ GRUPO LATERAL ❖ FIBULAR LONGO POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD ou sentado com o joelho fletido, pé apoiado DICA PALPATÓRIA Terapeuta com uma das mãos resiste-se ao movimento de eversão do pé sem dorsiflexão. O músculo fibular longo aparece, principalmente na posição sentada (quando a eversão é acompanhada quase que automaticamente por uma rotação lateral da perna), como uma continuação direta do bíceps femural. - 133 - ❖ FIBULAR CURTO POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD ou sentado com o joelho fletido, pé apoiado, e resistência à abdução pura no nível do pé é suficiente para salientar o tendão. DICA PALPATÓRIA Pode-se acompanhar o seu trajeto; o corpo é percebido atrás ou à frente do fibular longo no terço distal da face lateral da perna, até a borda lateral do pé na sua inserção sobre a tuberosidade do V metatarso. ✓ GRUPO POSTERIOR • TRÍCEPS DA PERNA ❖ GASTROCNÊMIO POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho fletido. DICA PALPATÓRIA Terapeuta com uma das mãos no calcâneo e face plantar do paciente, solicita e resiste ao movimento combinado de flexão do joelho e flexão plantar do tornozelo. A outra mão percebe a massa muscular na porção póstero-medial da perna atrás do sóleo. - 134 - ❖ SÓLEO POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV com o joelho semi- flexionado. DICA PALPATÓRIA Terapeuta com uma das mãos segura o calcanhar e o antebraço apóia a face plantar do paciente para resistir à flexão plantar. Com a outra mão, a palpação se faz ao longo da fíbula, entre os gastrocnêmios (cabeça lateral) situados posteriormente, e o fibular longo, situado anteriormente. A cabeça tibial é palpada ao longo da margem tibial (medial da tíbia) até o terço médio desse osso, na frente do gastrocnêmio. - 135 - ❖ TENDÃO CALCÂNEO, AQUILEU OU TENDÃO DE AQUILES POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV com o joelho flexionado, terapeuta poderá palpá-lo acima do calcâneo, abordando suas 3 faces: posterior, lateral e medial. - 136 - Nome Origem Inserção Ação Tibial anterior Côndilo lateral e 2/3 proximais da tíbia Base do 1º metatársico e face medial do cuneiforme medial Dorsiflexão e inversão do pé Extensor longo do hálux 1/3 médio da fíbula e memb. Interóssea Base da falange distal do hálux Extensão do hálux e auxilia na dorsiflexão Extensor longo dos dedos 3/4 proximais da fíbula, côndilo lateral da tíbia, memb. interóssea Por 4 tendões, um p/ cada um dos 4 dedos laterais, na base das falanges média e distal Extende os dedos Fibular terceiro 1/3 inferior da fíbula Base do 4º e 5º metatársico Eversão do pé Fibular longo Cabeça da fíbula Cuneiforme medial Eversão do pé e auxilia na flexão plantar Fibular curto 2/3 distais da fíbula Base do 5º metatársico Eversão do pé e auxilia na flexão plantar Gastrocnêmio V.lat – côndilo lat. do fêmur V.méd – logo acima do côndilo lateral do fêmur Tendão calcanear Flexor plantar Sóleo Parte proximal e posterior da fíbula Tendão calcanear Flexor plantar - 137 - 3.4 TORNOZELO E PÉ 3.4.1. CONSIDERAÇÕES A perna, o tornozelo e o pé que tem por fim impulsionar o corpo. O formato das articulações, a orientação dos seus eixos, os ligamentos de apoio e os sutis movimentos acessórios ao nível das superfícies articulares são determinantes no comportamento biomecânico. A função biomecânica eficiente depende da sua capacidade de agir como um adaptador, absorvedor de choque, conversor de toque e braço rígido durante o ciclo da marcha. O tornozelo é formado pela articulação talocrural; o pé compreende um complexo articular formado por 33 articulações. O pé divide-se em: • Tarso com 07 ossos: tálus, calcâneo, navicular, cuboide e os três cuneiformes • Metatarso • Falanges ARTICULAÇÃO SUPERIOR DO TORNOZELO (articulação talocrural, articulação tibiotársica) A articulação do tornozelo, ou, mais especificamente, articulação superior do tornozelo, é formada pela extremidade distal da tíbia e o seumaléolo medial; pelo maléolo lateral; pela superfície proximal do tálus. OSSOS LIGAMENTOS TÍBIA – MALÉOLO MEDIAL CÁPSULA ARTICULAR FÍBULA - MALÉOLO LATERAL DELTÓIDE TÁLUS TALOFIBULAR ANTERIOR TALOFIBULAR POSTERIOR CALCÂNEO FIBULAR - 138 - • Tíbia – Extremidade Distal Apresenta cinco faces: inferior, anterior, posterior, lateral e medial. Em sua face medial está o maléolo medial, que apresenta, em sua porção posterior, um sulco, por onde passam tendões dos músculos: tibial posterior e flexor longo dos dedos; na borda anterior do maléolo medial, inserem-se as fibras anteriores do ligamento deltoide. Há um sulco raso, na fase posterior da extremidade distal da tíbia, que aloja o tendão do flexor longo do hálux. 3.4.2. OSTEOLOGIA Tíbia, fíbula, calcâneo, tálus, navicular, cubóide, cuneiformes, metatarsos, pododáctilos, maléolo medial e maléolo lateral. ✓ TÍBIA ❖ MALÉOLO MEDIAL POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente em DD com o joelho estendido, é um processo proeminente sobre a porção distal da tíbia, medial no tornozelo. Apresenta uma borda anterior, extremidade inferior e uma borda posterior. ✓ Borda anterior – muito espessa, ela serve como ponto de fixação para a camada superficial do ligamento colateral medial ou deltóide do tornozelo. ✓ Extremidade inferior – aí se inserem as camadas superficial e profunda do ligamento colateral medial/deltóide. ✓ Borda posterior – ela é transpassada por um sulco obliquo de cima para baixo e de fora para dentro. Esse sulco é acessível à investigação, se os tendões aí localizados mantiverem-se relaxados; a do músculo tibial posterior que é mais anterior e a do músculo flexor longo dos dedos que é mais posterior. - 139 - ✓ FÍBULA - Extremidade Distal Em sua extremidade distal situa-se o maléolo lateral; na borda anterior do maléolo lateral, insere-se o ligamento talofibular anterior, em sua face medial há uma superfície articular, que se articula com a faceta lateral do tálus e participa na formação da articulação do tornozelo. Dorsalmente à superfície articular do maléolo lateral, insere- se o ligamento talofibular posterior, em uma depressão. ❖ MALÉOLO LATERAL POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o joelho estendido, é encontrado distalmente na fíbula e também é proeminente. É mais distal e posterior do que o maléolo medial. ✓ Borda anterior – na sua parte mais proximal fornece fixação ao ligamento tíbio-fibular anterior, na parte mais distal fornece fixação ao ligamento talo-fibular posterior e ao ligamento calcâneo-fibular. ✓ Ápice ou extremidade inferior – tem a particularidade de apresentar, logo antes de seu ponto mais saliente, uma incisura aonde vem se implantar parcialmente o feixe médio (ligamento calcâneo-fibular) do ligamento colateral lateral do tornozelo. Por essa razão, ele é um ponto de referência importante para localizar as inserções fibulares desse ligamento. ✓ Borda posterior – essa borda fornece fixação ao ligamento tíbio- fibular posterior do ligamento colateral lateral do tornozelo. - 140 - - 141 - 3.4.3. MIOLOGIA DO TORNOZELO ❖ TIBIAL POSTERIOR POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DD com o pé apoiado. DICA PALPATÓRIA Terapeuta com uma das mãos coloca o pé em flexão plantar e solicita que o paciente realize uma adução do pé à qual se impõe uma resistência na borda medial. Com a outra mão palpa-se o tendão que aparece na borda posterior do maléolo medial. ❖ TÁLUS É constituído pelo corpo, colo e cabeça. • Corpo: a sua porção proximal ou superior é denominada tróclea, sendo recoberta por uma superfície articular lisa. A tróclea é convexa em sua face superior, apresenta uma concavidade no sentido transversal, que se articula com a tíbia. o Face lateral: articula-se com o maléolo lateral. Em sua porção anterior há uma depressão áspera, na qual se insere o ligamento talofibular anterior. - 142 - o Face medial: articula-se com o maléolo medial. Abaixo de sua superfície articular insere-se o ligamento deltoide, em uma depressão áspera. A face inferior ou distal contém as faces articulares calcâneas posterior e média, que são separadas pelo sulco do tálus. o Face posterior: nessa face encontra-se um sulco para a passagem do tendão do flexor longo do hálux, lateralmente ao sulco há um tubérculo proeminente, denominado tubérculo lateral, nele se insere o ligamento talofibular posterior, medialmente ao sulco do tendão flexor longo do hálux, situa-se o tubérculo medial. • Colo: situa-se entre o corpo e a cabeça do tálus. Em sua face medial inserem-se as fibras profundas do ligamento deltoide; sua face lateral é côncava, e nela se insere o ligamento interósseo talocalcâneo. • Cabeça: apresenta as faces: anterior, inferior, medial e lateral. A face anterior é convexa e articula-se com o navicular. O tálus articula-se com a tíbia, fíbula, calcâneo e navicular. O Calcâneo situa- se na parte posterior do pé. É o maior osso do tarso, apresentando seis faces. 1. Face superior ou proximal: contém três facetas articulares para se articularem com o tálus: face articular anterior, face articular média e face articular posterior. O sulco do calcâneo situa-se entre a face articular média e posterior. Forma, juntamente com o sulco do tálus, o seio do tarso. 2. Face distal ou plantar: apresenta a tuberosidade do calcâneo, que por sua vez, possui um processo lateral, local de origem do abdutor do dedo mínimo, e um processo medial, local de origem do abdutor do hálux, do flexor curto dos dedos e da aponeurose plantar. 3. Face lateral: na face lateral encontra-se a tróclea fibular, que contém um sulco superior e outro inferior, estes dão passagem aos músculos fibulares curto e longo, respectivamente. 4. Face Medial: apresenta uma eminência denominada de sustentáculo do tálus, local de inserção do ligamento calcaneonavicular. 5. Face anterior: articula-se com o osso cuboide. 6. Face posterior: é também constituída pela tuberosidade do calcâneo, em sua porção superior encontra-se uma bolsa sinovial que se interpõe entre o osso e o tendão do calcanhar (tendão de Aquiles). - 143 - Articulação Transversa do Tálus É também conhecida de articulação mediotarsal. É formada pelas articulações do calcâneo com o cuboide e do tálus com o navicular. Os movimentos nessa região estão associados aos movimentos das articulações subtalar e tarsometatarsiana. Ligamentos Calcaneonavicular Calcaneonavicular plantar Calcaneonavicular dorsal Bifurcado Plantar longo Calcaneocubóideo plantar • Navicular Localizado no lado medial do tarso, entre o tálus e os cuneiformes. Apresenta as faces: dorsal, plantar, lateral, medial, anterior e posterior. 1. Face dorsal: tem formato convexo; é áspera e recebe a inserção de ligamentos. 2. Face plantar: é áspera e irregular, recebe a inserção de alguns ligamentos. 3. Face lateral: pode apresentar uma pequena faceta que irá articular-se com o cuboide. 4. Face medial: apresenta a tuberosidade do navicular, que, em sua porção mais baixa, se insere em parte do músculo tibial posterior. 5. Face anterior: contém três facetas que se articulam com os cuneiformes. 6. Face posterior: apresenta uma cavidade profunda, de formato oval, que se articula com o tálus. O navicular articula-se com o tálus, com os cuneiformes e, ocasionalmente, com o cuboide. • Cuboide Localiza-se no lado lateral do pé; articula-se com o calcâneo, cuneiforme lateral e o 40 e 50 metatarsos e com o navicular, através de uma pequena faceta, que é ocasional. Apresenta as faces: dorsal, plantar, lateral, medial, anterior e posterior. 1. Face dorsal: é plana, áspera e irregular, sendo recoberta por ligamentos e pelo músculo extensor curto dos dedos. - 144 - 2. Face plantar: nessa face há um sulco profundo: o sulco fibular, que aloja o tendão do músculo fibular longo. Apresenta, também, uma pequena tuberosidade.3. Face lateral: situa-se na região lateral do pé; é bastante estreita e está localizada entre o calcâneo e a base do 50 metatarso.. 4. Face medial: articula-se com o 30 cuneiforme, ocasionalmente, apresenta uma face articular para o osso navicular. 5. Face anterior: é articular, apresentando duas facetas: a lateral, que se articula com o 50 metatarso, e a medial, que se articula com o 40 metatarso. 6. Face posterior: articula-se com o calcâneo, o ápice dessa face projeta-se dorsalmente e forma uma apófise de formato piramidal, denominada processo calcâneo, pois se situa sob o calcâneo e fornece-lhe apoio. Fazem parte das articulações intertársicas as seguintes articulações: • Articulação cuneonavicular • Articulação cuboidenavicular (quando está presente) • Articulação intercuneiforme • Articulação cuneocubóidea Articulações Tarsometatársicas Em suas formações encontram-se os três cuneiformes (medial, intermédio e lateral) e o cuboide, que se articulam com as bases dos cinco ossos metatársicos. ✓ Cuneiformes Recebem essa denominação devido à sua forma em forma de cunha e por estarem encaixados entre os outros ossos que os cercam: ventralmente a eles, situam-se os quatro primeiros metatarsos, dorsalmente, o navicular e dorsalmente, o cuboide. • Cuneiforme Medial É o maior dos três: situa-se no lado medial do pé. Apresenta as faces: dorsal, plantar, lateral, medial, anterior e posterior. • Face dorsal: é áspera, servindo de inserção de ligamentos. • Face plantar: apresenta uma tuberosidade que serve de inserção para algumas fibras do músculo tibial anterior. - 145 - • Face medial: é subcutânea, nela também se insere parte do tibial anterior. • Face anterior: articula-se com a base do 10 metatarso. • Face posterior: articula-se com o navicular. • Cuneiforme Intermédio É o menor dos três, situa-se entre o medial e lateral. Apresenta as faces: dorsal, plantar, lateral, medial, anterior e posterior. • Cuneiforme Lateral Situa-se entre o cuneiforme intermédio e o cuboide. Apresenta as faces: dorsal, plantar, lateral, medial, anterior e posterior. Articulações Intermetatársicas São formadas pelos metatarsos. Apresentam vários ligamentos: dorsais, plantares, interósseos e o ligamento metatársico transverso. ✓ Metatarso O metatarso é composto por cinco ossos que apresentam uma base, um corpo e uma cabeça. o Base ou extremidade proximal: articula-se com os ossos do tarso; tem o formato de uma cunha. o Cabeça ou extremidade distal: articula-se com as respectivas falanges proximais. ✓ ARTICULAÇÕES METATARSOFALANGEANAS ✓ ARTICULAÇÕES DOS DEDOS ❖ FACE POSTERIOR DO PÉ POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DV com o joelho flexionado DICA PALPATÓRIA Podemos visualizar e palpar sem dificuldade a face posterior do calcâneo, e nas suas faces lateral e medial respectivamente um dedo abaixo do maléolo lateral encontramos a tróclea fibular do calcâneo e um dedo abaixo do maléolo medial o sutentáculo do tálus. - 146 - ❖ FACE PLANTAR DO PÉ – CABEÇA DOS 5º METATARSIAIS POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DV com o joelho flexionado, terapeuta com uma das mãos, apóia a perna e realiza uma extensão passiva dos metatarsos. DICA PALPATÓRIA A palpação se faz na planta do pé, distalmente e se observa a característica das cabeças dos metatarsos que são convexas. Também se pode palpa-las na face dorsal; é só realizar flexão passiva dos metatarsos. - 147 - 3.4.4. ARTROLOGIA ❖ ARTICULAÇÃO TALOCRURAL OU DO TORNOZELO PROPRIAMENTE DITA POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DV, com joelho flexionado, pé apoiado em posição neutra. BORDA LATERAL – terapeuta com uma das mãos e utilizando o indicador que é colocado sobre a borda anterior da extremidade inferior do corpo da fíbula; a outra mão sob a face plantar do pé. DICA PALPATÓRIA Coloca-la em discreta flexão plantar para que a borda lateral da tróclea, do tálus fique evidente. Somar a esta ação uma leve adução do pé pode aguçar ainda mais essa percepção. ✓ BORDA MEDIAL – paciente em DD, pé apoiado na mesa. O dedo indicador de uma das mãos é posicionado sobre a borda anterior do maléolo medial, na sua junção com a borda anterior da extremidade inferior do corpo da tíbia, estando o pé em posição neutra. - 148 - DICA PALPATÓRIA Basta levar o pé para uma discreta flexão plantar e adicionar uma eversão. A articulação em questão é percebida como uma superfície lisa sob o dedo. • ARTICULAÇÃO SUBTALAR É constituída por dois ossos, tálus e calcâneo, que, entre si, formam duas articulações: - 149 - • Articulação Talocalcaneonavicular (anterior) É formada pela cabeça do tálus, que se encaixa na concavidade da face posterior do navicular, pela face anterior do calcâneo, e pela face proximal do ligamento calcaneonavicular plantar. • Articulação Talocalcânea (posterior) É formada pela face inferior do talo (faceta calcanear posterior) e pela face superior do calcâneo (faceta posterior). Ligamentos comuns às duas articulações: • Talonavicular dorsal • Talocalcaneares anterior, posterior, lateral, medial e interósseo. DICA PALPATÓRIA Próximo ao processo lateral do tálus abaixo do maléolo lateral. ❖ LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL OU DELTÓIDE DICA PALPATÓRIA Na borda anterior e extremidade inferior do maléolo medial. - 150 - ❖ LIGAMENTO COLATERAL LATERAL DICA PALPATÓRIA Formam 3 estruturas distintas: tíbio-fibular anterior na sua parte mais proximal. Borda anterior mais distal - talo-fibular e calcâneo fibular – feixes anterior e medial do ligamento colateral lateral. Ápice – feixe médio do ligamento calcaneo fibular. Borda posterior – tíbio-fibular posterior e também ao talo-fibular posterior. 3.4.5. MIOLOGIA DO PÉ ❖ FLEXOR LONGO DOS DEDOS POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD com o pé apoiado, terapeuta com uma das mãos coloca o pé em flexão plantar e solicita que o paciente realize uma flexão dos dedos à qual se impõe uma resistência na extremidade distal. DICA PALPATÓRIA: Ele é palpado atrás da tibial posterior. - 151 - ❖ FLEXOR LONGO DO HÁLUX POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD com o pé apoiado, terapeuta com uma das mãos é posicionado na face plantar do hálux para solicitar repetidas flexões do mesmo. DICA PALPATÓRIA: Essas ações serão percebidas sob o indicador da outra mão que estará situado no sulco retromaleolar medial distante do maléolo medial e bem próximo ao tendão do calcâneo. - 152 - Nome Origem Inserção Ação Flexor longo dos dedos 1/3 médio da face post. da tíbia, abaixo da linha do sóleo Por 4 tendões, cada um deles se fixando na base da falange distal dos dedos II a V Flete a falange distal dos dedos II, III, IV e V Flexor longo do hálux 2/3 inferiores posteriormente na tíbia Base da falange distal do hálux Flete a falange distal do hálux Tibial posterior 2/3 proximais da face posterior da tíbia e da fíbula Tuberosidade navicular Flexor plantar mais importante na inversão do pé 3.4.6. NERVOS E VASOS ❖ ARTÉRIA TIBIAL POSTERIOR POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD com o pé apoiado, terapeuta com uma das mãos apóia a face (borda) medial do pé, a outra é posicionada entre o músculo flexor longo dos dedos e flexor longo do hálux, no sulco retromaleolar. DICA PALPATÓRIA: A tomada de pulso é facilitada se colocarmos o pé em discreta inversão. - 153 - ❖ NERVO TIBIAL POSIÇÃO DO PACIENTE: Procedimento idêntico, ele é palpado logo atrás da artéria. ❖ ARTÉRIA DORSAL DO PÉ POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD com o pé apoiado, o ponto de referencia é o tendão do músculo extensor longo do hálux. DICA PALPATÓRIA: Terapeuta com uma das mãos exerce resistência para a extensão do hálux, para sentir o pulso da artéria, coloca-se o dedo, no dorso do pé, lateralmentea esse tendão e medialmente o extensor longo dos dedos, destinados ao II pododáctilo. - 154 - - 155 - CAPÍTULO 4 - TRONCO Alisson Felix de Souza Benicio Alves Lima Junior Denilson de Queiroz Cerdeira Juliana Pinto Queiroz A coluna vertebral apresenta muitos elementos anatômicos que podem ser palpados, e, em algumas regiões, como a região cervical, sua palpação é ainda considerada com uma das mais difíceis. Acreditamos que essa dificuldade provém, sobretudo, da inexistência de recursos palpatórios por parte daquele que deseja palpar, associado ao tabu de estarmos palpando um local nobre, do ponto de vista clínico, já que, superiormente ao nível mais alto, situa-se parte do tronco encefálico. As vertebras são consideradas como verdadeiras ou moveis por permanecerem individualizadas durante toda a vida; é o caso das vertebras da região cervical, torácica e lombar; outras são consideradas como falsas ou fixas, já que se consolidam na idade adulta, sendo o caso das vertebras das regiões sacra e coccígea. A coluna vertebral tem muitas funções, dentre elas as quais podemos citar as propriedades mecânicas da flexibilidade e de rigidez, que são fundamentais para a biomecânica do corpo humano. As funções de suporte do tronco e de absorção de choques estão na responsabilidade dos corpos vertebrais e de seus discos intervertebrais correspondentes, a função de proteção do eixo nervoso e a de orientação do movimento relacionam – se à porção posterior da coluna. A flexibilidade da coluna vertebral resulta do somatório dos movimentos existentes entre as vértebras, unidas por um complexo ligamentar e muscular. Normalmente o ser humano, apresenta 33 a 35 vértebras, que se distribuem da seguinte forma – as vértebras consideradas verdadeiras ou móveis somam, em média, 24, sendo 5 na região lombar, 12 torácicas e 7 cervicais; as vértebras consideradas falsas ou fixas se distribuem, na maioria das vezes, em 5, na região sacra, e em 3 a 5, no cóccix. - 156 - O número total de vértebras pode variar, sendo mais frequente encontrarmos alterações numéricas nas regiões mais caudais – dorsal (11 a 13), lombar (4 a 6), sacra (4 a 6) e coccígea (3 a 5). Essa variação numérica é bastante importante para a Anatomia Palpatória, pois teremos de lançar mão dos meios pelos quais poderemos afirmar a presença ou a ausência de uma vértebra. Os recursos são diversos – utilização de Anatomia Topográfica, identificação das características próprias de uma vértebra comum às regiões, tais como tamanho, espessura e posicionamento dos processos transversos e espinhosos, além dos exames de imagem que poderão corroborar a nossa investigação palpatória. Basicamente, uma vértebra típica é constituída por duas partes principais – uma porção anterior, o corpo vertebral, e uma porção posterior, o arco posterior, essas duas porções formam o canal vertebral. No arco posterior, encontram-se os processos articulares, os pedínculos, as lâminas, os processos transversos e o processo espinhoso. Cada região da coluna vertebral é constituída por vértebras que possuem características próprias comuns às suas regiões; as vértebras situadas na porção média de cada região são as que possuem as semelhanças, entre si, mais evidentes; já as situadas nas extremidades se modificam e passam a assemelhar-se ás vértebras pertencentes ás outras regiões; essas mudança gradual favorece a biomecânica das zonas de transição – é o que acontece com C7 e T1, com T12 e L1, e com L5 e S1. A seguir, descreveremos as características comuns ás vértebras por regiões, além de algumas peculiaridades de certas vértebras. 4.1 COLUNA CERVICAL Os processos articulares das vértebras cervicais estão situados dorsalmente em relação aos seus processos transversos; essa disposição é uma referência de vital importância para a palpação da região cervical. Isso faz com que, ao palparmos um processo espinhoso cervical e deslocarmos os dedos lateralmente, o primeiro elemento ósseo a ser encontrado seja a coluna formada pela junção dos processos articulares - 157 - cervicais; um pouco mais centralmente a essa coluna, palparemos os processos transversos das vértebras cervicais. As vértebras cervicais serão estudadas da seguinte forma: - Atlas e áxis, isoladamente entre si e separadamente das demais, por apresentarem, cada uma delas, certas características próprias; - As vértebras de C3 a C6, globalmente, já que apresentam características comuns; - C7, isoladamente, por ser uma vértebra de transição entre a coluna cervical e torácica. 4.1.1 OSTEOLOGIA CEVICAL • PROCESSOS ESPINHOSOS, TRANSVERSOS E ARTICULARES Para orientação clínica, os seguintes pontos de referência podem ser utilizados para determinar a altura das vértebras específicas: • PROCESSOS ESPINHOSOS ✓ PROCEDIMENTO DA ANÁLISE PALPATÓRIA ➢ Ponto de partida – Calha do Osso Occipital ➢ C1 – não tem espinhosa ➢ C2 – processo saliente ➢ C3 ➢ C4 – C5 – não sente a palpação ➢ C6 ➢ C7 – processo espinhoso grande - 158 - ✓ Para orientação clínica, os seguintes pontos de referência podem ser utilizados para determinar a altura das vértebras específicas: C3 – nivelada com osso hióide, que pode ser palpado anteriormente logo abaixo da mandíbula. C4 – nivelada com proeminência na laringe. C5 – nivelada com a porção inferior da cartilagem tireóide. C6 – cartilagem cricóide. OBS: Uma característica das vértebras cervicais muito importante para palpação é a de que seus processos transversos estão localizados ventralmente aos processos articulares. A 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª vértebras cervicais são formadas por um corpo, pelos pedículos, lâminas, processos transversos, processos articulares e pelo processo espinhoso. - 159 - • ATLAS (C1) O atlas tem formato anular, constituído em dois arcos – um anterior e outro posterior – e duas massas laterais. Não apresenta corpo nem processo espinhoso. O arco anterior do atlas é ligeiramente côncavo dorsalmente; em sua face ventral, apresenta o tubérculo anterior, que serve para a inserção dos músculos longos do pescoço. Em sua face dorsal ou interna, há uma superfície articular que se articula com o processo odontóide do áxis. Na superfície do arco posterior, encontra-se o tubérculo posterior, que é um processo espinhoso rudimentar; nele se originam os músculos retos posteriores menores da cabeça. As massas laterais do atlas têm formato ovalar e suportam o peso da cabeça; apresentam as facetas articulares superiores e inferiores. Seus processos transversos originam-se da face lateral das massas laterais; cada processo transverso é perfurado por um orifício denominado forame transverso, que é local de passagem da artéria e da veia vertebral. ❖ PROCESSO TRANSVERSO DO ATLAS POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, terapeuta sentado atrás do paciente, mãos posicionadas em cada lado da região lateral do pescoço, proximalmente. 1º ponto – polpa dos indicadores nos ângulos mandibulares. 2º ponto – os quatro dedos sobre o ápice dos processos mastóideos. 3º ponto – os três dedos cairão sobre as extremidades dos processos transversos, ligeiramente distais em relação aos outros pontos. DICA PALPATÓRIA Palpação se faz deprimindo-se os dedos sobre o ECOM. - 160 - • AXIS (C2) O áxis tem formato bem peculiar por apresentar em seu corpo um processo vertical, denominado processo odontóide ou dente do áxis, que, por sua vez, forma o eixo pela qual permite a rotação do atlas. Na face ventral do corpo do áxis, há uma crista mediana que serve para a inserção dos músculos longos do pescoço. O processo odontóide, em sua face ventral, apresenta uma superfície articular que se articula com a faceta articular do arco anterior do atlas; em sua face dorsal, há um sulco raso destinado ao ligamento transverso do atlas; em seu ápice, insere-se o ligamento apicaldo dente. Seus processos articulares não estão situados em uma mesma coluna vertical, já que os processos articulares superiores situam-se a cada lado do processo odontóide, e os inferiores estão posicionados inferiormente à extremidade anterior das lâminas. Os processos articulares superiores têm formato ovalar, são levemente convexos e olham para cima e para o lado. Os processos articulares inferiores têm a mesma orientação que os processos articulares inferiores das outras vértebras cervicais, ou seja, dirigem-se para baixo e para frente. - 161 - Os pedículos do áxis estendem-se dos processos articulares superiores à extremidade anterior das lâminas. São largos e fortes. As lâminas são espessas e fortes. Cada processo transverso é perfurado pelo forame transversário, estão dirigidos para o lado, de forma oblíqua. O processo espinhoso tem formato prismático triangular, sendo bem volumoso, espesso e bífido. O forame vertebral é triangular; seu tamanho é menor do que o forame vertebral do atlas e maior em comparação aos das vértebras cervicais subjacentes. Iniciaremos a palpação pelo processo espinhoso de C7, por acreditarmos ser um dos elementos mais fáceis de palpar na região cervical. ❖ PROCESSO ESPINHOSO (C2) É o primeiro processo espinhoso que se consegue palpar a partir do Atlas, é a primeira saliência óssea que se consegue distinguir na linha mediana após a identificação da protuberância occipital. POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD ou DL, cabeça alinhada, terapeuta sentado atrás do paciente. DICA PALPATÓRIA O processo espinhoso de C2 encontra-se a 5,5 ou 6,0 cm sob a protuberância occipital externa, ou seja, o processo espinhoso de C2 encontra-se aproximadamente a três dedos transversos sob a protuberância occipital externa. OBS.: 3º dedo – afundará a um dedo transverso, abaixo do 2º dedo, no mesmo alinhamento, 4º dedo – manterá o alinhamento longitudinal e cairá sobre o processo espinhoso de C2. - 162 - • C3 A C7 O corpo de cada vértebra cervical, de C3 a C6, é mais largo no sentido transverso e tem formato oval. Sua face superior apresenta, a cada lado, lateralmente, uma pequena saliência vertical, denominada apófise unciforme. Os processos articulares superiores e inferiores têm formato oval e são planos; formam uma coluna óssea, quando a coluna vertebral está articulada; os processos superiores olham para o alto e para trás, e os inferiores olham para baixo e para frente. Os pedículos estão situados na região posterior da face lateral do corpo, estendendo-se até o processo articular. As lâminas são estreitas e têm um direcionamento oblíquo, para baixo e para trás. Os processos transversos consistem em um tubérculo anterior e um posterior, e a região de união entre os dois tubérculos forma um sulco por onde passa o nervo espinhal correspondente; apresentam os forames transversários, que são o local de passagem das artérias e veias vertebrais. O processo espinhoso é curto e bituberculado (bífido). O forame vertebral é grande e de formato triangular. - 163 - Os processos espinhosos de C3 a C5 são mais difíceis de serem diferenciados, mas podem ser palpados e numerados tendo como referência a palpação do processo espinhoso de C2 e de C7. O processo espinhoso de C6 pode ser dissociado, na palpação, dos outros processos, por estar normalmente próximo ao processo espinhoso de C7, e pelo fato de frequentemente, se encontrar desengatado do complexo fibroso da região cervical posterior. • C7 A sétima vértebra cervical é estudada em separado porque possui algumas peculiaridades que a distinguem das demais vértebras cervicais. É denominada vértebra proeminente por ser seu processo espinhoso bastante longo e proeminente, diferenciando-se significativamente dos outros processos espinhosos cervicais. É considerada uma vértebra de transição entre a coluna cervical e a torácica por apresentar algumas características que se assemelham às das vértebras torácicas, e outras que não são comuns às outras vértebras cervicais. São elas: Seu processo espinhoso, além de ser longo e espesso, inclina-se para baixo e termina em um único tubérculo, ou seja, não é bifurcado. Os processos transversos são relativamente grandes, mais longos que os das outras vértebras cervicais, e são unituberculares. Os forames transversários são menores e atravessados, em geral, somente pela veia vertebral. O seu corpo pode apresentar uma faceta articular que se relaciona com a 1ª costela. O processo espinhoso de C7 permite a rápida identificação e palpação dessa vértebra, além de servir como ponte de partida para a contagem das vértebras cervicais; porém, muitas vezes C7 pode ser confundida com T1, que, frequentemente, também possui um processo espinhoso bem proeminente; para sabermos qual o processo espinhoso que estamos palpando, utilizamos uma manobra diferenciada entre C7 e T1. - 164 - ❖ PROCESSO ESPINHOSO (C3 A C7) POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, cabeça apoiada na maca ou nas mãos do terapeuta, terapeuta sentado atrás do paciente, mãos em berço. DICA PALPATÓRIA O terapeuta iniciará a palpação pelo processo espinhoso de C7, procurando identifica-lo com a polpa de 2º dedo de cada mão, simultaneamente: normalmente é o mais proeminente. OBS.: Após sua identificação, o terapeuta irá mobiliza-lo no sentido transverso para se certificar da palpação: se estiver sobre C7 haverá mobilidade; se estiver sobre T1 de uma forma geral a mobilidade será menor. Poderá palpar os outros processos espinhosos da cervical, mantendo um de seus dedos sobre C7, e o outro dedo se deslocará no eixo longitudinal, em sentido cefálico. - 165 - ❖ PROCESSO TRANSVERSOS (C3 A C7) POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, cabeça apoiada na maca ou nas mãos do terapeuta, terapeuta sentado atrás do paciente, mãos em berço. DICA PALPATÓRIA A partir do processo transverso de C1, seguindo um sulco existente entre o trapézio superior e o ECOM. Palpando neste sulco de cranial para caudal estaremos sobre os processos transversos. ❖ PROCESSO ARTICULARES POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, cabeça apoiada na maca ou nas mãos do terapeuta, terapeuta sentado atrás do paciente, mãos em berço. DICA PALPATÓRIA Os processos articulares em uma diagonal imaginária existem entre o trapézio superior e o ECOM. Palpando neste sulco de cranial para caudal estaremos sobre os processos articulares. OBS.: Testar a mobilidade da vértebra para frente - 166 - ❖ OSSO TEMPORAL - PROCESSO MASTÓIDE DICA PALPATÓRIA Quando os dedos são colocados atrás dos lóbulos das orelhas, a porção mastóide do osso temporal pode ser palpada e sua parte mais inferior é o processo mastóide (ECOM). - 167 - ❖ OSSO OCCIPITAL DICA PALPATÓRIA Movendo-se os dedos posteriormente a partir do processo mastóide, o osso occipital com sua linha superior é alcançado. A porção lateral desta crista serve, em parte, como ponto de inserção para o ECOM, e sua porção medial serve em parte para a fixação do trapézio. ❖ MANDÍBULA - CÔNDILOS DICA PALPATÓRIA Imediatamente anterior aos canais auditivos externos, podemos palpar os côndilos da mandíbula. Quando o indivíduo abre a boca ou desvia mandíbula, pode-se sentir os côndilos moverem-se sobre a fossa glenóidea e o tubérculo dos ossos temporais. Os côndilos também podem ser sentidos, colocando-se os dedos no canal auditivo pressionando-se anteriormente. - 168 - 4.1.2 MIOLOGIA ❖ ECOM – ESTERNO CLEIDO OCCIPITO MASTÓIDEO POSIÇÃO DO PACIENTE: paciente em DD, terapeuta sentado atrás do paciente, o terapeuta posicionará uma das suas mãos na testa do paciente e resistirá à flexão da cabeça. DICA PALPATÓRIA Com a polpa digital do 2º dedo e o polegar da outra mão poderá palpar, em forma de pinça, o ECOM, que estará bem evidente na região antero-lateral do pescoço, a cada ladoou pede-se para o paciente executar uma flexão lateral com rotação contralateral da cabeça. - 169 - ❖ ESCALENO ANTERIOR POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD ou sentado, terapeuta em pé atrás do paciente, se o paciente estiver sentado uma das suas mãos apoia o cotovelo flexionado do paciente, o terapeuta irá penetrar, com a polpa de seus 1º e 2º dedos, a fossa supraclavicular, dorsalmente à borda posterior da porção clavicular do ECOM, o terapeuta resistirá, a flexão lateral da cabeça e perceberão a tensão do escaleno. DICA PALPATÓRIA Se o paciente estiver em DD, a palpação será feita de forma semelhante, fica mais fácil perceber sua contração, pois haverá mais relaxamento. - 170 - Vários músculos estão relacionados com extensão do pescoço e cabeça. Alguns são mais profundos e outros mais superficiais. Os músculos extensores como grupo apresentam um volume maior do que os anteriores, indicando que é necessária uma força maior na extensão do que na flexão. Entre os músculos extensores mais profundos existe um músculo maior que se divide em pequenos músculos, os Suboccipitais, que conectam as duas vértebras cervicais superiores ao osso occipital e entre si. Alguns destes músculos estão relacionados principalmente com a extensão; outros com a rotação. O grande reto superior da cabeça, o transverso espinhoso da cabeça e o transverso espinhoso cervical são também músculos profundos do pescoço, agindo sobre a cabeça e pescoço. Eles são recobertos pelo músculo esplênio, que por sua vez, é recoberto, em parte, pelo trapézio e pela porção superior do ECOM. ❖ EXTENSORES DA CABEÇA E DO PESCOÇO POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em pé, terapeuta atrás do paciente, a palpação deste grupo de músculos como um todo pode ser feita, tanto com uma inclinação posterior de cabeça (relaxados) ou com uma inclinação anterior (tensos). OBS: Muitos dos extensores do pescoço são pequenos demais e situam-se muito profundamente para serem palpados; outros podem ser palpados apenas como um grupo. - 171 - 4.2 COLUNA TORÁCICA 4.2.1. OSTEOLOGIA PROCESSOS ESPINHOSOS - São longos e bastante inclinados para baixo. DICAS PALPATÓRIAS ELEMENTO CORRESPONDÊNCIA Ângulo superior de escápula Processo espinhoso de T1 à vértebra T2 Ângulo inferior de escápula Processo espinhoso de T7 à vértebra T8 Os processos espinhosos têm palpação direta, contendo três possibilidades de se realizá-la: • 1ª possibilidade paciente sentado, com o tronco relaxado, ligeiramente fletido, terapeuta em pé atrás do paciente, o terapeuta irá primeiramente visualizar os processos espinhosos das vértebras torácicas; percebe-se que nesta posição tornam-se mais salientes, diminuindo de certa forma a profundidade do sulco longitudinal da membrana posterior; com a polpa do segundo ao quinto dedo palpará os processos espinhosos das vértebras torácicas de uma forma global percorrendo toda a coluna dorsal. • 2ª possibilidade paciente em DV, com o colchão sob o abdome, terapeuta em pé ao lado do paciente, neste posicionamento os processos espinhosos não estão tão salientes quanto no procedimento descrito anteriormente, o terapeuta poderá mobilizar os processos espinhosos entre si, palpando-os em forma de pinça, com o polegar e o indicador. • 3ª possibilidade paciente em DL, terapeuta em pé atrás do paciente, a palpação é feita em forma de pinça, com o polegar e o indicador, nas bordas laterais de cada processo espinhoso. - 172 - • REFÊNCIAS MORFOLÓGICAS ➢ T3 – espinha da escápula ➢ T4 – manúbrio esternal ➢ T7 – T8 – ângulo inferior da escápula ➢ T10 – processo xifoide ➢ T12 – ultimas costelas (base) DIFERENCIAR C7 DE T1 ANÁLISE PALPATÓRIA – Flexão ativa cervical – aparecem 3 espinhosas salientes – palpa-se as espinhosas – extensão passiva do pescoço – C6 e C7 deslizam para frente. T1 – T5 ANÁLISE PALPATÓRIA – utiliza a flexão da coluna cervical para evidenciar as espinhosas torácicas de T1 a T4/5. T6 – T12 ANÁLISE PALPATÓRIA – utiliza a flexão do tronco para evidenciar as espinhosas torácicas de T6 a T12. - 173 - ❖ PROCESSOS TRANSVERSOS Os processos transversos têm palpação direta, eles se situam um pouco acima e lateralmente aos processos espinhosos correspondentes. POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente em DV, com colchão sob o abdome. DICA PALPATÓRIA Terapeuta em pé ao lado do paciente, o terapeuta posicionará a polpa de seus dedos da seguinte forma: a polpa do segundo dedo de sua mão colateralmente ou cefálica sobre o processo espinhoso dorsal, a partir dessa referência medirá aproximadamente 2 dedos transversos acima e lateralmente a ele, o terceiro dedo sua mão colateralmente ou cefálica cairá sobre o transverso correspondente. RELAÇÃO DO NÍVEL DAS ESPINHOSAS EM RELAÇÃO AOS PROCESSOS TRANSVERSOS ESPINHOSAS TRANSVERSAS T1, T2 e T3 Fica no mesmo nível da espinhosa T4, T5 e T6 Fica a ½ nível acima da espinhosa T7, T8 e T9 Fica 1 nível acima da espinhosa T10 Fica 1 nível acima da espinhosa T11 Fica a ½ nível acima da espinhosa T12 Fica no mesmo nível da espinhosa - 174 - ❖ ESTERNO É bastante palpável por ser bastante superficial. ❖ MANÚBRIO POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, terapeuta em pé ao lado do paciente; na porção mais cranial do esterno, palpa-se o manúbrio, próximo à articulação esterno-clavicular. DICA PALPATÓRIA Os dedos serão deslocados em sentido caudal, verticalmente, até alcançarem uma superfície óssea, ligeiramente convexa, que corresponde ao manúbrio. - 175 - ❖ CORPO DO ESTERNO DICA PALPATÓRIA Os dedos continuarão se deslocando em sentido caudal, palparão o corpo do esterno e perceberão que tem um formato plano, diferenciando-se do manúbrio, que é ligeiramente convexo. ❖ PROCESSO XIFÓIDE DICA PALPATÓRIA Os dedos acompanharão o corpo do esterno, em sentido caudal, até encontrarem uma pequena depressão, ao aprofundar os dedos estarão sobre o processo xifóide. OBS.: a palpação apesar de profunda deverá ser suave, pois é dolorosa devido a presença do nervo vago. - 176 - ❖ COSTELA Em número de 12, para cada lado do tórax. As 7 primeiras costelas estão ligadas à coluna vertebral, posteriormente e ao esterno ventralmente (através das cartilagens dorsais), que são as verdadeiras ou vertebroesternais. As costelas falsas são em número de 5 para cada lado. As 3 primeiras são denominadas flutuantes ou vertebrais, porque suas extremidades ventrais não estão ligadas ao arco costal. DICA PALPATÓRIA Os dedos acompanharão o corpo do esterno, em sentido caudal, até encontrarem uma pequena depressão, ao aprofundar os dedos estarão sobre o processo xifóide. OBS.: a palpação apesar de profunda deverá ser suave, pois é dolorosa devido a presença do nervo vago. - 177 - 4.3 COLUNA LOMBAR Algumas características das vértebras lombares auxiliam a sua identificação e, consequentemente, sua palpação. Em primeiro lugar, ao palparmos o processo transverso direito e esquerdo de uma mesma vértebra lombar, de forma simultânea, iremos perceber o tamanho dessa vértebra, e talvez não possamos acreditar que a distância compreendida entre os nossos dedos corresponda ao tamanho real da vértebra. Obviamente, estamos palpando todos os tecidos moles que se relacionam à vértebra, e isso ocorre em todas as palpações, porém, comparativamente, a distância entre os dedos, na palpação dos processos transversos lombares em relação aos das vértebras torácicas, é bem maior. Das vértebras móveis, as vértebras lombares são as maiores e têm seus processos transversos muito mais longos do que os torácicos e os cervicais. O corpo vertebral de uma vértebra lombar tem formato semelhante ao do rim; é bem volumoso, grande, e mais largo no sentido transverso. Os processos transversos ou processos costiformes são longos, estreitos e dirigidoshorizontalmente; nas vértebras L4 e L5, costumam ser ligeiramente inclinados. Os processos espinhosos têm formato quadrilátero; são espessos, largos, bem mais curtos que os torácicos, e se dirigem horizontalmente. Essas observações relativas à anatomia descritiva norteiam a palpação, de tal forma que, se o desejo é palpar o processo transverso de uma vértebra lombar, palpa-se, inicialmente, o processo espinhoso correspondente; a partir desse ponto de referência, desloca-se o dedo, aproximadamente, a dois ou três dedos transversos, lateralmente, praticamente no mesmo alinhamento horizontal. A palpação do processo transverso de L5 é a mais difícil da região lombar, não somente pela sua proximidade da asa ilíaca, como também, muitas vezes, por ocorrer a sua sacralização, pois é o mais longo de todos os processos transversos lombares. - 178 - De uma forma geral, conseguimos colocar a polpa de um dedo entre os processos espinhosos, mais isso varia bastante, de acordo com a individualidade. A vértebra L5 apresenta algumas peculiaridades – seus processos articulares inferiores estão mais afastados, em comparação aos outros da mesma região, e são paralelos ao plano frontal; seu processo espinhoso é o mais curto dentre as vértebras lombares. É uma vértebra de transição entre as regiões lombar e sacra, o que justifica as características próprias de L5, já descritas. 4.3.1. OSTEOLOGIA Formada por cinco vértebras, que formam a curvatura de concavidade posterior denominada lordose lombar observada no plano sagital. O ápice da curvatura lombar normalmente se encontra na terceira vértebra lombar; esta curvatura é mensurada em graus através de radiografia em perfil, traçando-se uma linha que une o bordo póstero- superior de L1 ao bordo póstero-inferior de L5. Na região lombar os processos espinhosos são grandes e de direção horizontal, de modo que sua altura representa aproximadamente a altura do corpo vertebral. PALPAÇÃO DO TECIDO ÓSSEO LOMBAR É interessante delimitar a região lombar antes de iniciar a sua palpação. Topograficamente, a região lombar apresenta os seguintes limites: - Superior: uma linha descendente que acompanha a 12ª costela, a cada lado; - Inferior: uma linha oblíqua, ascendente, que passa sobre a região superior dos ilíacos e do sacro; - Lateral: uma linha vertical que passa pela borda lateral dos músculos extensores da coluna, a cada lado. A associação da anatomia topográfica com a palpatória é de extrema valia, sobretudo quando se deseja palpar o corpo humano vivente. Através da inspeção, devemos delimitar a região onde se situa o elemento anatômico que desejamos palpar. - 179 - Se o paciente estiver em decúbito ventral, é obrigatório posicionarmos os seus braços ao lado do corpo, apoiados na maca, para manter relaxados os músculos da região lombar. Nessa posição, podemos tentar delimitar, visualmente, a região lombar – o limite inferior pode ser observado pelo formato convexo do sacro que, normalmente, é bem pronunciado na maioria dos indivíduos; o limite superior, pelas 12ª costelas, e o limite lateral, pela massa muscular dos extensores da coluna. O sulco formado pela musculatura paravertebral, na linha mediana posterior do tronco, permite-nos delimitar o local onde se encontram os processos espinhosos lombares. ❖ PROCESSOS ESPINHOSOS POSIÇÃO DO PACIENTE – paciente em DD, colchão sob o abdômen. DICA PALPATÓRIA Terapeuta em pé ao lado do paciente. Os processos espinhosos são facilmente visualizados no sulco mediano da região lombar. Para palpa-los basta colocar a polpa do dedo sobre um processo espinhoso, pode-se fazer a palpação em forma de pinça com o polegar e o indicador, para mobiliza-los um em relação ao outro. OBS: O processo espinhoso de L3 normalmente é o mais proeminente e situa-se na projeção horizontal póstero-anterior da cicatriz umbilical; alguns autores consideram que a projeção horizontal abrange os níveis de L3 a L5, de acordo com a individualidade. - 180 - ❖ MANOBRA DIFERENCIAL ENTRE OS PROCESSOS ESPINHOSOS DE L5 E S1 As cristas ilíacas situam-se de forma qual, na projeção horizontal dos processos espinhosos de L4 e L5, para se certificar da palpação do processo de L5, pode-se utilizar uma manobra de mobilidade. POSIÇÃO DO PACIENTE - Paciente em DV, colchão sob o abdome, terapeuta em pé ao lado do paciente. DICA PALPATÓRIA O terapeuta palpará as cristais ilíacas e traçará uma linha imaginaria, no mesmo alinhamento horizontal em direção ao sulco mediano posterior da coluna lombar, para encontrar o espaço interespinhoso de L4-L5. Fará um pequeno descolamento, em sentido caudal, no alinhamento vertical, com a polpa do seu terceiro dedo, para encontrar o processo espinhoso de L5. O segundo dedo cairá sobre uma depressão muito pequena e se deslocará um pouco mais caudalmente, mantendo o alinhamento vertical, para palpar o processo espinhoso de S1. O terapeuta fará a extensão e a abdução da coxofemoral do paciente para perceber o deslocamento do processo espinhoso de L5, que está sob seu terceiro dedo, sob seu segundo dedo, o processo espinhoso de S1 não irá se deslocar; se isto ocorrer, a palpação estará correta. OBS: Se os dedos estiverem sobre os processos espinhosos de L4 e L5, ao invés de L5 e S1, os dois processos espinhosos se deslocarão. - 181 - ❖ PROCESSOS TRANSVERSOS Palpação indireta, os processos transversos das vértebras lombares estão praticamente no mesmo alinhamento horizontal, ou ligeiramente um pouco abaixo de seus processos espinhosos correspondentes. POSIÇÃO DO PACIENTE - paciente em DV, colchão sob o abdome DICA PALPATÓRIA Terapeuta em pé ao lado do paciente; palpa-se um processo espinhoso lombar, como referência medem-se aproximadamente dois ou três dedos transversos, lateral e ligeiramente caudalmente a ele, para se palpar o processo transverso correspondente. 4.3.2. MIOLOGIA ❖ ÍLIOCOSTAL LOMBAR POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DV e terapeuta em pé ao lado do paciente, o terapeuta irá resistir ao movimento de extensão da coluna, posicionando uma de suas mãos na região dorsal. DICA PALPATÓRIA Os músculos extensores da coluna ficarão bem visíveis e poderão ser palpados lateralmente ao sulco mediano posterior da coluna lombar. - 182 - ❖ OBLIQUO EXTERNO POSIÇÃO DO PACIENTE: Paciente em DD, joelho contralateral flexionado, mãos entrelaçadas atrás da cabeça, terapeuta em pé ao lado do paciente, o terapeuta posicionará uma de suas mãos no cotovelo homolateral do paciente, este fará um movimento simultâneo de flexão e rotação do tronco para o lado oposto, que será resistido pelo terapeuta. DICA PALPATÓRIA O obliquo externo do abdome ficará bem visível na região antero- lateral do tronco, ventralmente ao grande dorsal, e poderá ser palpado. - 183 - - 184 -