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Curso de Educação Física
Prof. Alexandre Santos.
* Recreação e Lazer
* Práticas Integradoras I: Áreas de Atuação do Educador Físico
Conceitos de Recreação
vem do latim RECREARE que significa “restaurar, renovar, recuperar.” • Reflexão: Se RECREAÇÃO significa “restaurar, recuperar” só se pode restaurar aquilo que está danificado, estragado, doente... Então? • Então RECREAÇÃO significa RECRIAR, recuperar; pausa no trabalho para o descanso, a distração, o recreio. • Observe que existe uma clara oposição ao tempo do trabalho.
Conceitos de Lazer
é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou ainda, para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares ou sociais”
Conceitos de Jogo
segundo Grassi (2008), é uma atividade psicomotora que abrange ações físicas, mentais e emocionais, a qual visa um objetivo e é constituída por regras anteriormente estipuladas.
Conceitos de Brincadeira
Para Barreto (1998), brincadeira é a atividade lúdica livre, separada, incerta, improdutiva, governada por regras e caracterizada pelo faz de conta. É uma atividade bastante consciente mas fora da vida rotineira e não séria, que absorve a pessoa intensamente. 
Lúdico
Lúdico significa brincar. De acordo com o dicionário Aurélio, lúdico é relativo a jogos, brinquedos e divertimentos.
Jogos de estafeta 
São clássicos na educação física, por trabalhar muitas qualidades físicas, fáceis de organizar e de realizar. Em geral os alunos gostam de participar. A possibilidade de adaptação desta atividade a diversos materiais proporciona a utilização do que a escola dispõe. 
PSICOMOTRICIDADE
É a ciência que tem como objeto de estudo “o homem por meio de seu corpo, particularmente o movimento.” (CANTO; BARBOSA, 2010). Le Boulch (1982) conceitua que a psicomotricidade é uma ciência que “estuda a relação entre o movimento humano e a intenção de realizá-lo
JOGOS 
Os materiais são outros, mas a função é a mesma: divertir e ensinar. Achados mostram que a humanidade brincava muito antes de aprender a escrever, e que os jogos já eram conhecidos na Pré-História. Seus registros indicam as mais variadas formas dessas práticas nas diversas partes do mundo, como manifestação da cultura de povos.
Para Paulo Freire (2002), “as brincadeiras têm grande significado no período da infância, onde de forma segura e bem estruturada podem estar presentes nas aulas de Educação Física dentro da sala de aula. ” 
ELEMENTOS BÁSICOS DO MOVIMENTO
Esquema corporal
O esquema corporal é a capacidade da criança de reconhecer sua existência e do seu próprio corpo, conseguindo separar sua individualidade do ambiente. O movimento está ligado ao esquema corporal, pois estimula o conhecimento de cada parte do organismo humano, inclusive do sistema nervoso, responsável pela parte sensorial. (CANTO; BARBOSA, 2010).
Coordenação motora ampla
Esta coordenação é dependente de controle postural, sendo que pela movimentação e experimentação a pessoa busca seu eixo corporal, coordenando os movimentos na busca pelo equilíbrio. Através da coordenação motora global, a criança adquire movimentos variados concomitantemente, principalmente aqueles mais cotidianos como correr, saltar, rolar e pular. (FALCÃO, 2010)
Coordenação motora fina
A coordenação motora fina é “a habilidade manual e destreza manual que constituem um aspecto particular da coordenação global.” Através da destreza adquirida com o refinamento do movimento dos dedos da mão, a criança investiga os objetos que compõem seu ambiente, adquirindo novos conhecimentos. (FALCÃO, 2010)
Equilíbrio
“A equilibração reúne um conjunto de aptidões estáticas e dinâmicas, abrangendo o controle postural e o desenvolvimento das aquisições de locomoção.” (FONSECA, 2012)
Lateralidade
“É a capacidade de vivenciar os movimentos utilizando-se, para isso, os dois lados do corpo.” (BARBOSA; SILVEIRA; OLIVEIRA, 2014).
Organização espaço-temporal
É a capacidade que o indivíduo tem de situar-se e orientar-se em relação aos objetos, às pessoas e ao seu próprio corpo em determinado espaço.” (JANSSEN, 2015)
JOGOS DE REGRAS
Possibilitam na criança o desenvolvimento do pensamento abstrato, porque são introduzidos no jogo novos significados, simbólicos e ações. Nessa fase a criança adquire autonomia, pois ela cria, recria as regras do seu jogo; ela toma decisões que possibilitam o desenvolvimento cognitivo diante de diversas situações. A regra coletiva começa a ser introduzida e interiorizada pela criança.
JOGOS POPULARES
São aqueles conhecidos também como jogos de rua em que seus elementos podem ser alterados, decididos pelos próprios jogadores com flexibilidade nas regras, e sem exigir recursos mais sofisticados pois sua origem estar na cultura popular. 
JOGOS COOPERATIVOS
Nesse tipo de jogo, caracteriza-se o esforço/união de todos para se atingir um objetivo comum, não existe o “jogar contra” e sim o “jogar com”, o foco está no processo e não no resultado do jogo. Outra característica marcante é o fato de que ninguém fica excluído e todos são vencedores quando a meta é alcançada. 
TENDENCIAS PEDAGÓGICAS (Práticas integradoras)
As tendências pedagógicas brasileiras foram muito influenciadas pelo momento cultural e político da sociedade, pois foram levadas à luz graças aos movimentos sociais e filosóficos. 
Tendências Liberais
Não tem a ver com algo aberto ou democrático, mas com uma instigação da sociedade capitalista ou sociedade de classes, que sustenta a ideia de que o aluno deve ser preparado para papéis sociais de acordo com as suas aptidões, aprendendo a viver em harmonia com as normas desse tipo de sociedade, tendo uma cultura individual.
Tradicional
Foi a primeira a ser instituída no Brasil por motivos históricos. Nesta tendência o professor é a figura central e o aluno é um receptor passivo dos conhecimentos considerados como verdades absolutas. Há repetição de exercícios com exigência de memorização.
Renovadora Progressiva
Por razões de recomposição da hegemonia da burguesia, esta foi a próxima tendência a aparecer no cenário da educação brasileira. Caracteriza-se por centralizar no aluno, considerado como ser ativo e curioso. Dispõe da ideia que ele “só irá aprender fazendo”, valorizam-se as tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta, o estudo do meio natural e social. Aprender se torna uma atividade de descoberta, é uma autoaprendizagem. O professor é um facilitador.
Renovadora não diretiva (Escola Nova)
Anísio Teixeira foi o grande pioneiro da Escola Nova no Brasil. É um método centrado no aluno. A escola tem o papel de formadora de atitudes, preocupando-se mais com a parte psicológica do que com a social ou pedagógica. E para aprender tem que estar significativamente ligado com suas percepções, modificando-as.
Tecnicista
Skinner foi o expoente principal dessa corrente psicológica, também conhecida como behaviorista. Neste método de ensino o aluno é visto como depositário passivo dos conhecimentos, que devem ser acumulados na mente através de associações. O professor é quem deposita os conhecimentos, pois ele é visto como um especialista na aplicação de manuais; sendo sua prática extremamente controlada. Articula-se diretamente com o sistema produtivo, com o objetivo de aperfeiçoar a ordem social vigente, que é o capitalismo, formando mão de obra especializada para o mercado de trabalho.
Tendências Progressistas
Partem de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação e é uma tendência que não condiz com as ideias implantadas pelo capitalismo. O desenvolvimento e popularização da análise marxista da sociedade possibilitou o desenvolvimento da tendência progressista.
Libertadora
Também conhecida como a pedagogiade Paulo Freire, essa tendência vincula a educação à luta e organização de classe do oprimido. Onde, para esse, o saber mais importante é a de que ele é oprimido, ou seja, ter uma consciência da realidade em que vive. Além da busca pela transformação social, a condição de se libertar através da elaboração da consciência crítica passo a passo com sua organização de classe. Centraliza-se na discussão de temas sociais e políticos; o professor coordena atividades e atua juntamente com os alunos.
Libertária
Procura a transformação da personalidade num sentido libertário e auto gestionário. Parte do pressuposto de que somente o vivido pelo educando é incorporado e utilizado em situações novas, por isso o saber sistematizado só terá relevância se for possível seu uso prático. Enfoca a livre expressão, o contexto cultural, a educação estética. Os conteúdos, apesar de disponibilizados, não são exigidos pelos alunos e o professor é tido como um conselheiro à disposição do aluno.
"Crítico-social dos conteúdos” ou "Histórico-Crítica"
Tendência que apareceu no Brasil nos fins dos anos 70, acentua a prioridade de focar os conteúdos no seu confronto com as realidades sociais, é necessário enfatizar o conhecimento histórico. Prepara o aluno para o mundo adulto, com participação organizada e ativa na democratização da sociedade; por meio da aquisição de conteúdos e da socialização. É o mediador entre conteúdos e alunos. O ensino/aprendizagem tem como centro o aluno. Os conhecimentos são construídos pela experiência pessoal e subjetiva.
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Bibliografia
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