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1 VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 2 MONITOR DE TRANSPORTE ESCOLAR VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 3 Conselho Regional do Paraná Unidade Operacional B13 - Curitiba Educação Presencial Monitor de Transporte Escolar Material do aluno Dezembro/2016 Fale conosco 0800 728 2891 www.sestsenat.org.br Monitor de Transporte Escolar: material do aluno. – Curitiba: SEST/SENAT, 2016. 93 p.: il. 1. Relações humanas/Profissional; Qualidade no atendimento ao usuário; Noções de primeiros socorros; Procedimentos operacionais. I. Serviço Social do Transporte. II. Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://www.sestsenat.org.br/ 4 MONITOR DE TRANSPORTE ESCOLAR Unidade 1 - Conhecendo o Transporte Escolar e as Funções do Monitor...............................................9 1 O transporte escolar e suas leis .....................................................................................................................10 2 A importância do transporte escolar para a educação................................................................................20 3 O papel do monitor no transporte escolar....................................................................................................21 Resumindo..........................................................................................................................................................26 Consolidando conteúdos...................................................................................................................................27 Unidade 2 – Atividades Desenvolvidas pelo Monitor de Transporte Escolar........................................29 1 Auxiliar no embarque e desembarque de alunos.........................................................................................30 2 Orientar os alunos para o uso dos equipamentos do veículo.....................................................................31 3 Receber e guardar o material escolar.............................................................................................................33 4 Controlar o acesso e o diálogo com os condutores......................................................................................34 5 Analisar a importância de conservar o veículo.............................................................................................34 Resumindo...........................................................................................................................................................35 Consolidando conteúdos...................................................................................................................................36 Unidade 3 - Competências Pessoais Necessárias ao Monitor..................................................................37 1 Características pessoais...................................................................................................................................38 2 Habilidade técnicas para o desempenho da função.....................................................................................44 Resumindo...........................................................................................................................................................45 Consolidando conteúdos...................................................................................................................................46 Unidade 4 - Noções de Primeiros Socorros.............................................................................................47 1 Situações de emergência e providências.......................................................................................................48 2 Procedimentos de primeiros socorros..........................................................................................................49 3 Acidentes e incidentes mais frequentes........................................................................................................54 4 Formas de encaminhamento.........................................................................................................................59 Resumindo..........................................................................................................................................................60 Consolidando conteúdos...................................................................................................................................60 Unidade 5 – Interação com os diversos tipos de deficiência...................................................................61 1 Atendimento às Diferenças e Especificações dos Usuários.......................................................................70 2 Cuidados Especiais no Transporte de Pessoas com Necessidades Especiais...........................................73 Resumindo..........................................................................................................................................................80 Consolidando conteúdos...................................................................................................................................81 Unidade 6 – ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente......................................................................83 1 ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente..............................................................................................84 VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 5 Resumindo..........................................................................................................................................................95 Consolidando conteúdos...................................................................................................................................96 Referências ................................................................................................................................................97 VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 6 Comprometido com o desenvolvimento do transporte no Brasil, o SEST SENAT oferece um programa educacional que contribui para a valorização cidadã, o desenvolvimento profissional, a qualidade de vida e a empregabilidade do trabalhador do transporte, por meio da oferta de diversos cursos que são desenvolvidos nas Unidades Operacionais do SEST SENAT em todo o país. Sempre atento às inovações e demandas por uma educação profissional de qualidade, o SEST SENAT reestruturou todo o portfólio de materiais didáticos e de apoio aos cursos presenciais da instituição, adequando-os às diferentes metodologias e aos tipos de cursos, alinhando-os aos avanços tecnológicos do setor, às tendências do mercado de trabalho, às perspectivas da sociedade e à legislação vigente. Esperamos, assim, que este material, que foi desenvolvido com alto padrão de qualidade pedagógica, necessário ao desenvolvimento do seu conhecimento, seja um facilitador do processo de ensino e aprendizagem. Bons estudos! VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 7 APRESENTAÇÃO Prezado aluno, Desejamos-lhe boas-vindas ao curso de Monitor de Transporte Escolar! Vamos trabalhar juntos para desenvolver novos conhecimentos e aprofundar as competências que você já possui! O objetivo geral do curso é de proporcionar aos participantes conhecimento básico para o exercício da atividade de Monitor de Transporte Escolar. O curso está dividido em seisunidades de aprendizagem para facilitar seu aprendizado. No início de cada unidade, você será informado sobre o conteúdo a ser abordado e os objetivos que se pretendem alcançar. Conheça abaixo a estrutura do curso: Unidade Carga horária 1 Conhecendo o Transporte de Escolar e as Funções do Monitor 03 horas-aula 2Atividades Desenvolvidas pelo Monitor de Transporte Escolar 03 horas-aula 3 Competências Pessoais Necessárias ao Monitor 02 horas-aula 4 Noções de Primeiros Socorros 04 horas-aula 5 Interação com os Diversos Tipos de Deficiência 02 horas-aula 6 ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente 02 horas-aula Total 16 horas-aula Esperamos que este curso seja muito proveitoso para você! Nosso intuito maior é o de lhe apresentar dicas, conceitos e soluções práticas para ajudá- lo a resolver os problemas encontrados no seu dia a dia de trabalho. Bons estudos! VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 8 UNIDADE 1 CONHECENDO O TRANSPORTE ESCOLAR E AS FUNÇÕES DO MONITOR 1 O Transporte Escolar e Suas Leis 3 O Papel do Monitor no Transporte Escolar 2 A Importância do Transporte Escolar para a Educação VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 9 UNIDADE 1 – CONHECENDO O TRANSPORTE ESCOLAR E AS FUNÇÕES DO MONITOR Fonte: SEST SENAT Para muitos alunos, o monitor é um amigo, um companheiro, e muitas vezes uma figura de referência. Portanto, é necessária uma postura profissional por parte dele, a fim de que suas atitudes possam ensinar aos alunos a maneira correta de se portar e obedecer a suas solicitações. Isso não é fácil, pois o monitor deve realizar muitas tarefas e estar atento aos alunos em todo momento. Os monitores são extremamente importantes para o transporte escolar, independentemente da faixa etária dos alunos. Vamos conhecer as principais funções e responsabilidades destes profissionais, que visam garantir o bom cumprimento do transporte de alunos e atender à legislação. O cargo de monitor é definido de acordo com regras municipais e estaduais próprias. Cada município e estado estabelece os requisitos mínimos que o monitor deve possuir para atuar nessa função, bem como as práticas que as empresas devem adotar para seleção ou capacitação desses profissionais. Nesta unidade, vamos conhecer sobre o transporte escolar e as principais funções do monitor escolar. Veremos também sobre a importância do transporte escolar para a educação e o papel do monitor escolar. Você sabe qual é a importância do monitor no transporte escolar? Quais são as principais funções do monitor escolar? VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 10 Além de auxiliar no embarque e no desembarque das crianças, os monitores cuidam da segurança dos alunos durante a viagem e inspecionam seu comportamento no ambiente veicular, garantindo que se respeitem mutuamente, respeitem o condutor, e cuidem do veículo. Os monitores também orientam os alunos sobre as regras e procedimentos a serem obedecidos e sobre o cumprimento de horários. Ainda, recebem as reclamações e analisam os problemas que ocorrem durante a viagem. Além disso, contribuem organizando a chegada e a saída dos alunos da escola. 1 O TRANSPORTE ESCOLAR E SUAS LEIS Embora exista um número menor de crianças do que de adultos circulando nas vias, proporcionalmente elas se envolvem mais vezes em acidentes de trânsito. Por isso os cuidados com o transporte escolar são tão importantes. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, no Art. 168: Art. 168- Transportar crianças em veículo automotor sem observância das normas de segurança especiais estabelecidas neste Código: Infração – gravíssima; Penalidade – multa; Medida administrativa - retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada. Quanto a medida administrativa – retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada, a Resolução nº 352, de 14 de junho de 2010 dá uma nova redação ao inciso III, do Art. 7º da Resolução nº 277, de 28 de maio de 2008, do CONTRAN, e passa a vigorar com a seguinte redação: III – A partir de 1.º de setembro de 2010, os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito fiscalizarão o uso obrigatório do sistema de retenção para o transporte de crianças ou equivalente. A seguir, serão apresentadas as principais normas, baseadas nos artigos do CTB, e que são consideradas especialmente importantes para esclarecer as responsabilidades dos monitores de veículos de transporte escolar. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Brasil, 1996), no Art. 4º, a responsabilidade de garantir o transporte escolar aos alunos VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 11 da rede municipal é dos municípios, e aos alunos da rede estadual é dos Estados. No entanto, considerando as dimensões dos Estados e Municípios e o tamanho do território nacional, mesmo a prestação de serviços essenciais, como o transporte escolar, torna-se um grande desafio. Aqueles que trabalham com o transporte escolar precisam conhecer as regras que disciplinam essa atividade no Código de Trânsito Brasileiro, no Art. 136, estabelece que os veículos especialmente destinados à condução coletiva de escolares somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal. Veremos, a seguir, as regras gerais do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), Capítulo XIII – Da Condução de Escolares, do Art. 136: Art. 136- Os veículos especialmente destinados à condução coletiva de escolares somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, exigindo- se, para tanto: I - registro como veículo de passageiros; II - inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança; III - pintura de faixa horizontal na cor amarela, com quarenta centímetros de largura, à meia altura, em toda a extensão das partes laterais e traseira da carroçaria, com o dístico ESCOLAR, em preto, sendo que, em caso de veículo de carroçaria pintada na cor amarela, as cores aqui indicadas devem ser invertidas; IV - equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo; V - lanternas de luz branca, fosca ou amarela dispostas nas extremidades da parte superior dianteira e lanternas de luz vermelha dispostas na extremidade superior da parte traseira; VI - cintos de segurança em número igual à lotação; VII - outros requisitos e equipamentos obrigatórios estabelecidos pelo CONTRAN. Art. 137- A autorização a que se refere o artigo anterior deverá ser afixada na parte interna do veículo, em local visível, com inscrição da lotação permitida, sendo vedada a condução de escolares em número superior à capacidade estabelecida pelo fabricante. Nos veículos especialmente destinados ao transporte de escolares é proibido o transporte de passageiros em pé. Todos os estudantes devem ser transportados sentados, obedecendo à capacidade máxima definida pelo fabricante do veículo. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 12 As exigências que o motorista do veículo de transporte escolar deve atender, conforme Art. 138, são: Art. 138. O condutor de veículo destinado à condução de escolares deve satisfazer os seguintes requisitos: I - ter idade superior a vinte e um anos; II - ser habilitado na categoria D; III - (VETADO) IV - não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações médias durante os doze últimos meses; V - ser aprovado em curso especializado, nos termos da regulamentação do CONTRAN. Vejamos a Lei nº 11.328, de 30 de dezembro de 2004, daCâmara Municipal de Curitiba que aprovou e o Prefeito Municipal sancionou sobre o Serviço de Transporte Escolar em Curitiba. O Serviço de Transporte Escolar –STE, considerado de utilidade Pública, destina- se ao transporte de estudantes da pré-escola ao ensino médio, matriculados em estabelecimentos de ensino do Município de Curitiba. Conforme Art. 3, da Lei 11.328/2004, a permissão concedida pela Urbanização de Curitiba S.A – URBS, será executado por: I – motoristas profissionais autônomos; II- empresas individuais; III empresas coletivas. Segundo a Lei nº 11.328/2004, no Art. 4º e Art.5º, para operar no Serviço de Transporte Escolar o motorista profissional autônomo deverá cumprir as seguintes exigências: Art.4º- Para operar no STE o motorista profissional autônomo deverá cumprir às seguintes exigências: I - ser maior de 21 ( vinte e um ) anos; II - estar habilitado nas categorias D ou E. III - possuir 2 (dois) anos de experiência profissional; IV - possuir bons antecedentes; V - ter concluído o curso específico de condutores de veículos VI - ser proprietário ou possuir arrendamento mercantil, em seu nome, do veículo com que pretende operar no serviço: VII - estar inscrito no cadastro fiscal do município de Curitiba; VIII - apresentar cópia do contrato de prestação de serviços celebrado com o estabelecimento de ensino. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 13 Parágrafo único. Ao motorista profissional autônomo poderá ser outorgada apenas uma permissão, conforme estabelece o inciso VI. Art.5º- Para operar no STE a empresa, individual ou coletiva, deverá cumprir as seguintes exigências: I - estar legalmente constituída; II - dispor de escritório com sede e foro em Curitiba; III - dispor de área apropriada para o estacionamento dos veículos; IV - ser proprietária ou possuir arrendamento mercantil, em seu nome, dos veículos com que pretende operar no serviço. Parágrafo único. A empresa que possuir arrendamento mercantil de veículo deve garantir a regularidade dos serviços sob pena de perda da permissão. Art.6º- Cumpridas todas as exigências contidas nos artigos anteriores a URBS expedirá o competente termo de permissão para a exploração do STE. Seção II Dos Condutores de Veículos Art.7º- Os condutores de veículos contratados pelos permissionários e os transportadores autônomos serão, obrigatoriamente inscritos no Cadastro de Condutores mantido pela URBS. Parágrafo Único: Fica proibido ao condutor e auxiliar fumar no interior do veículo. Art.8º- A inscrição será feita mediante requerimento instruído com os seguintes documentos: I - cópia da carteira de habilitação nas categorias D ou E; II - certidões de bons antecedentes, civil e criminal; III - certificado de conclusão do curso específico para condutores; IV - alvará de localização para condutor autônomo. Art.9º- Aos inscritos será fornecido Certificado de Condutor, com validade de 02 (dois) anos, sem que isso impeça a exigência de renovação em período mais curto. Art.10 - Somente os profissionais inscritos no Cadastro de Condutores poderão operar os veículos do STE. CAPÍTULO III DOS VEÍCULOS Art.11 - Somente veículos do tipo camioneta, ônibus ou micro-ônibus poderão ser utilizados no STE, devendo, conforme o tipo, apresentar as seguintes características: VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 14 I - se do tipo camioneta, deverá possuir 04 (quatro) portas e capacidade mínima de 01 (uma) tonelada; II - se dos tipos ônibus ou micro-ônibus, deverá possuir ao menos uma porta além da porta de entrada e da saída de emergência. Art.12- Os veículos utilizados no STE deverão: I - ter pintada com tinta amarela, em toda a extensão da carroceria, uma faixa horizontal com 40 (quarenta) centímetros de largura, situada à meia altura, na qual constará o dístico “Escolar”, em letras pretas; II - possuir apólice de seguro contra terceiros, passageiros ou não, por danos físicos; III - estar especialmente licenciado para tal finalidade; IV - atender a todas as normas prescritas no Código de Trânsito Brasileiro, nesta lei e no seu regulamento. Parágrafo único. Quando o veículo for utilizado no STE de maneira eventual, a faixa prevista no inciso I deverá ser, branca, removível, e conter o mesmo dístico "Escolar". Art.13- O número de veículos admitidos a operar no transporte escolar será determinado pela URBS em conjunto com os órgãos representativos de estabelecimentos de ensino, de associação de pais e mestres e dos transportadores. Parágrafo único - O aumento do número de veículos que operam no sistema, somente poderá ocorrer mediante procedimento licitatório. Art.14- A URBS procederá vistoria semestral em todos os veículos utilizados no STE, independentemente da vistoria realizada por ocasião do licenciamento. Parágrafo único - A critério exclusivo da URBS, o prazo de que trata o "caput" deste artigo poderá ser reduzido. Art.15. A vistoria verificará prioritariamente se o veículo atende aos itens de segurança, conforto e aparência, e às exigências desta lei, do regulamento e Código de Trânsito Brasileiro. Art.16- Após a vistoria, a URBS fornecerá um selo que deverá ser afixado no vértice superior direito do para-brisa dianteiro, e no qual, além dos dados identificadores do veículo, constará a data da vistoria e seu prazo de validade. Art.17- A vida útil dos veículos utilizados no STE é fixada em 10 (dez) anos para camioneta e micro-ônibus e em 15 (quinze) anos para ônibus. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 15 Art.18- O veículo com vida útil vencida poderá ser substituído por outro usado que atenda as disposições desta Lei. Parágrafo único - O veículo substituto só receberá certificado de vistoria para atuar no STE caso preencha os requisitos e exigências técnicas do departamento competente da URBS. Art.19- Os veículos utilizados no STE obedecerão à lotação estabelecida no certificado de registro e licenciamento, sendo expressamente proibido o transporte de passageiros em pé, CAPÍTULO IV DA TRANSFERÊNCIA Art.20- Admitir-se-á a transferência, total ou parcial, da permissão outorgada a mais de 01 (um) ano, mediante a aprovação prévia da URBS e observância do seguinte procedimento: I - apresentação de requerimento, subscrito pelas partes interessadas, com firma reconhecida, devidamente instruído com os documentos relacionados no Art.4º, I/VII, e Art.5º, I/IV, conforme o caso; II - verificação dos Registros Cadastrais; III - análise do pedido; IV – alteração de permissão de pessoa física para pessoa jurídica; V - deliberação administrativa. Art.21- Aprovada a transferência, será o beneficiário convocado a assinar o competente Termo de Permissão, o qual será intransferível pelo prazo de 01 (um) ano. § 1º- No caso de transferência total, será expedido novo Termo de Permissão do qual constará cláusula indicando qual o termo que está sendo substituído. § 2º- No caso de transferência parcial, será adotado o mesmo procedimento previsto no parágrafo anterior, e proceder-se-á a averbação da tal circunstância nos registros cadastrais competentes. Art.22 - Ocorrendo o falecimento do permissionário autônomo ou do titular de empresa individual, a transferência obedecerá a ordem de vocação hereditária estabelecida pelo art.1.829 do Código Civil Brasileiro. §1º - Havendo expressa autorização dos herdeiros a transferência poderá ser deferida à terceiros. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 16 §2º - O pedido de transferência, formulado pelos herdeiros ou terceiros, será instruído com cópia da partilha ou do alvará judicial expedido pelo juízo competente, no prazo de 120 (cento e vinte) dias contados do término do inventário. Art.23 - Ao permissionário que transferir sua permissão fica vedada nova outorga. §1º- Decorrido um (01) ano da transferência, o permissionário origináriopoderá voltar a explorar o STE mas somente mediante a obtenção da transferência de outra permissão, uma vez atendidas as condições estabelecidas nesta lei e seu regulamento. CAPÍTULO V DAS PENALIDADES Art.24- A inobservância desta lei e de seu regulamento sujeita o infrator às seguintes penalidades, que serão aplicadas, separadas ou cumulativamente, conforme a natureza e gravidade da infração: I - advertência escrita; II - multa; III - suspensão do Certificado de Condutor; IV - cassação do Certificado de Condutor; V - suspensão da licença para trafegar; VI - cassação da permissão. Art.25 - Constatada a infração será lavrado o formulário "Registro de Ocorrência" que instruirá o respectivo processo administrativo. Art.26 - As infrações serão classificadas de acordo com sua gravidade, em grupos distintos, conforme sua natureza e gravidade. Art. 27 - Verificada, pela URBS a inobservância de quaisquer das disposições legais pertinentes, serão aplicadas ao infrator as penalidades cabíveis, as quais serão lavradas em formulários denominados Registro de Ocorrência. Art.28 - Instaurado, autuado e numerado o processo administrativo, o infrator será notificado para exercer o seu direito de defesa no prazo de 10 (dez) dias, contado da data do seu recebimento, em petição escrita dirigida à Gerência dos Serviços de Táxi e Transporte Comercial, da URBS, órgão julgador de primeira instância. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 17 Parágrafo segundo: Fica a Procuradoria Jurídica da URBS, investida na qualidade de autoridade preparadora de todos os atos e termos processuais necessários ao regular desenvolvimento do processo. Art.29 -No prazo de 10 (dez) dias, contado da data em que o infrator tomar ciência da decisão de primeira instância, caberá recurso à Diretoria de Transporte, da URBS, órgão julgador de última instância. Art.30 - A decisão condenatória prolatada em última instância terá força de título extrajudicial, para todos os fins e efeitos legais. Parágrafo único - Decorrido sem recurso o prazo previsto no art.28, aplica-se às decisões de primeira instância o preceito contido no caput. Art.31- Se o infrator for motorista empregado do permissionário, caberá a este as providências necessárias para impedir que o infrator fique impedido de conduzir veículos de transporte escolar. §1º - Se as medidas previstas no caput não forem tomadas, a penalidade de cassação será suportada pelo permissionário, §2º - Ao condutor punido com a pena de cassação do seu Certificado, não será emitido novo certificado, ficando impedido de conduzir veículos de transporte escolar. Art.32- Será sumariamente cassada a permissão para a exploração do STE: I - sempre que houver paralisação do serviço por mais de 01 (um) ano, salvo por motivo de força maior, o permissionário deverá apresentar justificativa por escrito e protocolada na URBS no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data da paralisação. II - se for efetuada transferência do termo de permissão, sem conhecimento e anuência da URBS – Urbanização de Curitiba S.A.; III - quando houver dissolução ou for decretada a falência da empresa; IV - quando ocorrer inobservância do permissionário autônomo. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art.33 - No transporte escolar de estudantes até a 4ª (quarta) série do ensino fundamental, é obrigatória a presença de pessoa qualificada, com treinamento específico para assistência e acompanhamento dos estudantes. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 18 Art.34 - A fiscalização do SET será exercida pela URBS - Urbanização de Curitiba S.A. através da Gerência dos Serviços de Taxi e Transporte Comercial. Art.35 - Para melhor executar sua tarefa de fiscalização a URBS poderá expedir ordens de serviço, avisos, notificações, instruções e editais aos quais ficam obrigados os permissionários do serviço, constituindo infração seus descumprimentos. Art.36 - Os fiscais do Serviço de Transporte Escolar portarão carteira que os identifique como tal, expedida pelo órgão competente da Municipalidade. Art.37 - O preço a ser cobrado pelo STE será fixado em contrato de prestação de serviços celebrado entre contratantes e contratados. §1º- A pedido das partes, a URBS poderá efetuar cálculos dos custos operacionais que servirão de base para fixação do preço a ser cobrado. Art.38 - Os permissionários serão responsabilizados pelos danos materiais que causarem às vias públicas e aos próprios munícipes. Art.39 - Os permissionários são obrigados a remeter ao órgão competente, as tabelas de preço e suas atualizações, os itinerários percorridos, número de estudantes transportados semestralmente e quaisquer dados que forem solicitados para compor os relatórios estatísticos do sistema. Art.40 - Os permissionários ficam sujeitos ao recolhimento de taxas referente a expedição de documentos. Art.41 - Os permissionários terão o prazo de 30 (trinta) dias para a atualização do endereço, em caso de mudança de domicílio ou residência. Parágrafo único. Fica sujeito às penas da Lei o permissionário que fizer falsa declaração de residência. Art.42 - O Poder Executivo Municipal regulamentará a presente lei, no prazo de 90 (noventa dias), contado de sua publicação. Art.43 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogada a Lei nº 7559, de 22 de outubro de 1990. Esta Lei foi publicada no Diário Oficial Municipal - DOM, nº 99, de 30 de dezembro de 2004. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 19 2 A IMPORTÂNCIA DO TRANSPORTE ESCOLAR PARA A EDUCAÇÃO Vejamos o que diz a legislação: Constituição Federal de 1988, traz como um dos fundamentos a cidadania, considerando a educação como elemento essencial para sua construção. No seu Art.6: Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 90, de 2015) No Art. 205 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é assegurado o acesso à educação a todos, vejamos: Art. 205 - A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Para uma grande quantidade de alunos no Brasil, não é possível estudar sem a existência de um transporte que os leve de sua casa até a escola. Muitos alunos residem em locais distantes da escola em que estudam, não podendo, portanto, ir caminhando. Em outros casos, a caminhada até a escola é tão longa penalizando os alunos, que chegam cansados, sujos ou atrasados para a aula. Muitos chegam a desistir dos estudos pela falta do transporte. Fonte: SEST SENAT Na maior parte dos casos, os alunos de escolas públicas não possuem condições financeiras de pagar pelo transporte coletivo ou de contratar transporte particular. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc90.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc90.htm 20 Além disso, existem alunos que apresentam algum tipo de restrição física ou mental, e não podem se deslocar sozinhos até a escola. O transporte escolar figura como importante elemento para a garantia da Educação concorrendo para a aplicação dos princípios do ensino: o da igualdade de condições de acesso e permanência na escola e da gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional– LDB (Brasil, 1996), a responsabilidade de garantir o transporte escolar aos alunos da rede municipal é dos municípios, e aos alunos da rede estadual é dos Estados. No entanto, considerando as dimensões dos Estados e Municípios e o tamanho do território nacional, oferecer serviços essenciais, tais como o transporte escolar, torna-se um grande desafio. 3 O PAPEL DO MONITOR NO TRANSPORTE ESCOLAR Os monitores são extremamente importantes para o transporte de alunos, independente de sua idade. Além de auxiliar no embarque e no desembarque das crianças, os monitores cuidam da segurança dos alunos durante a viagem e inspecionam seu comportamento no ambiente veicular, garantindo que se respeitem mutuamente, respeitem o condutor, e cuidem dos veículos. Monitores também orientam os alunos sobre as regras e procedimentos a serem obedecidos e sobre o cumprimento de horários. Ainda, recebem as reclamações O Transporte Escolar é aquele que transporta os alunos, de qualquer nível de ensino, entre o seu local de residência (moradia) até um estabelecimento de ensino (escola), tanto na ida para a escola quanto na volta para casa. Dessa forma, conclui-se que o transporte escolar existe para fins educacionais, ou seja, para permitir o acesso dos alunos à escola. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 21 e analisam os problemas que ocorrem durante a viagem. Além disso, contribuem organizando a chegada e a saída dos alunos da escola. O cargo de monitor é definido de acordo com regras municipais e estaduais próprias. Cada município e estado estabelece os requisitos mínimos que o monitor deve possuir para atuar nessa função, bem como as práticas que as empresas devem adotar para seleção ou capacitação desses profissionais. Muitas crianças se apegam ao monitor como se ele fosse de sua família, a ponto de chamá-lo de “tio”. Estas crianças, principalmente os adolescentes, estão descobrindo sua sexualidade, ou seja, seus corpos estão passando por alterações físicas e hormonais que os levam a confundir, muitas vezes, afetividade com sexualidade. O papel do monitor é o de orientar estas crianças, com o carinho e respeito que sua inocência exige. Vale lembrar que é considerado abuso qualquer tipo de ato ou jogo sexual realizado com crianças ou adolescentes e que tenha por objetivo a estimulação sexual do adulto. Crianças e jovens não sabe distinguir o carinho do assédio. Às vezes elas gostam de conversas “adultas”. No entanto, uma anedota, ou cantada obscena, pode ser considerada assédio. Vale destacar que o papel do monitor de transporte escolar vai muito além de levar os estudantes de casa para a escola e da escola para casa. Este profissional tem participação importante na educação das crianças e jovens. 3.1 Responsabilidades no transporte de escolares Embora exista um número menor de crianças do que de adultos circulando nas vias, proporcionalmente elas se envolvem mais vezes em acidentes de trânsito. Por isso, os cuidados com o transporte escolar são tão importantes. Devido às características do transporte escolar, as responsabilidades das pessoas envolvidas são muitas. Na regulamentação local (de cada município ou estado) estão estabelecidas normas de conduta para o transportador que podem não estar previstas no CTB. A seguir serão apresentadas as principais normas, baseadas nos artigos, e que são consideradas especialmente importantes para esclarecer as responsabilidades dos monitores de veículos de transporte escolar: Manter o veículo e a operação em condições adequadas: Art. 27 - Antes de colocar o veículo em circulação, nas vias públicas, é obrigatório verificar a existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, como exemplos: cintos de segurança, VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 22 extintores, bem como assegurar-se da existência de combustível suficiente para chegar ao local de destino. Art. 107 - Os veículos de aluguel, destinados ao transporte individual ou coletivo de passageiros, deverão satisfazer, além das exigências previstas no CTB, às condições técnicas e aos requisitos de segurança, higiene e conforto estabelecidos pelo poder competente para autorizar, permitir ou conceder exploração dessa atividade Art. 40 - O uso de luzes em veículo obedecerá às seguintes determinações: I - o condutor manterá acesos os faróis do veículo, utilizando luz baixa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos de iluminação pública e nas rodovias; (Redação dada pela Lei nº 13.290, de 2016) (Vigência) II - nas vias não iluminadas o condutor deve usar luz alta, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo; III - a troca de luz baixa e alta, de forma intermitente e por curto período de tempo, com o objetivo de advertir outros motoristas, só poderá ser utilizada para indicar a intenção de ultrapassar o veículo que segue à frente ou para indicar a existência de risco à segurança para os veículos que circulam no sentido contrário; IV - o condutor manterá acesas pelo menos as luzes de posição do veículo quando sob chuva forte, neblina ou cerração; V - O condutor utilizará o pisca-alerta nas seguintes situações: a) em imobilizações ou situações de emergência; b) quando a regulamentação da via assim o determinar; VI - durante a noite, em circulação, o condutor manterá acesa a luz de placa; VII - o condutor manterá acesas, à noite, as luzes de posição quando o veículo estiver parado para fins de embarque ou desembarque de passageiros e carga ou descarga de mercadorias. Parágrafo único - Os veículos de transporte coletivo regular de passageiros, quando circularem em faixas próprias a eles destinadas, e os ciclos motorizados deverão utilizar-se de farol de luz baixa durante o dia e à noite. Art. 64 - As crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo CONTRAN. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13290.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13290.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13290.htm#art2 23 Art. 65 - É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN. Fonte: SEST SENAT Cuidados com a Velocidade: As crianças possuem uma visão periférica não totalmente desenvolvida e não avaliam corretamente a velocidade dos veículos e, principalmente, das motocicletas. Por isso, é importante estar atento à velocidade com que o veículo trafega, aumentando a segurança das crianças dentro e fora do veículo: Art. 42 - Nenhum condutor deverá frear bruscamente seu veículo, salvo por razões de segurança. Art. 43 - Ao regular a velocidade, o condutor deverá observar constantemente as condições físicas da via, do veículo e da carga, as condições meteorológicas e a intensidade do trânsito, obedecendo aos limites máximos de velocidade estabelecidos para a via, além de: I - não obstruir a marcha normal dos demais veículos em circulação sem causa justificada, transitando a uma velocidade anormalmente reduzida; II - sempre que quiser diminuir a velocidade de seu veículo deverá antes certificar-se de que pode fazê-lo sem risco nem inconvenientes para os outros condutores, a não ser que haja perigo iminente; III - indicar, de forma clara, com a antecedência necessária e a sinalização devida, a manobra de redução de velocidade. Atenção no embarque e desembarque de escolares: VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 24 Fonte: SEST SENATArt. 49 - O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem de que isso não constitui perigo para eles e para outros usuários da via. Parágrafo único - O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da calçada, exceto para o condutor. Empatia e relacionamento com os escolares: A maior barreira ao relacionamento interpessoal é a nossa tendência para julgar, aprovar ou desaprovar o comportamento das outras pessoas. Nós julgamos a partir dos nossos próprios conceitos, e nos esquecemos de que as outras pessoas podem ter diferentes pontos de vista e referências. É importante trabalhar a nossa empatia, a capacidade de nos colocarmos no lugar de outra pessoa. O desenvolvimento desta habilidade nos tornará mais flexíveis, com maior compreensão a respeito de outras realidades e outros comportamentos. Empatia quer dizer “colocar-se no lugar do outro” para melhor conhecer e compreender seus sentimentos, suas ações, seus pensamentos e sua visão do mundo. É a capacidade de saber como o outro se sente para interagir e trabalhar melhor com ele. Um indivíduo que consegue analisar uma situação sem considerar apenas seu próprio juízo de valor pode prestar um grande auxílio a outros indivíduos ou grupos no esclarecimento de expectativas e compreensão das atitudes de cada um. Uma compreensão mútua pode facilitar a solução de muitos problemas. É importante lembrar que o monitor de transporte escolar não participa apenas das atividades ligadas ao transporte. Por estar em contato diário com os alunos, ele poderá auxiliar na sua formação, tirando dúvidas e esclarecendo assuntos. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 25 O monitor ajuda também na integração social, mostrando que todos são iguais e devem ser tratados com educação e respeito. RESUMINDO Com o propósito de tornar o trânsito mais seguro, com menor número de acidentes e de vítimas, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece normas de circulação e conduta, que precisam ser conhecidas e respeitadas por todos os usuários das vias. Nos veículos que transportam escolares, alguns equipamentos são essenciais e obrigatórios, podendo ainda ser utilizados na identificação das possíveis causas de acidentes. Acesse o link abaixo para consulta ao Código de Trânsito Brasileiro – CTB: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm 26 Marque com um “X” as alternativas corretas: 1 O CTB determina que todos os monitores ou condutores de veículos escolares, para exercerem suas atividades, deverão apresentar, previamente, certidão negativa do registro de distribuição criminal relativamente aos crimes de homicídio. ( ) Certo ( ) Errado 2 ________________________, com as modificações oriundas da Lei n° 10.709, de 31 de julho de 2003, passou a determinar a responsabilidade de Estados e Municípios quanto ao oferecimento de transporte escolar. ( ) O Código de Trânsito Brasileiro. ( ) O Ministério dos Transportes. ( ) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. ( ) A Constituição Federal. ( ) O Conselho Nacional de Trânsito. 3 A autorização emitida pelo órgão de trânsito para a circulação do veículo escolar deve estar bem visível e afixada na parte interna do veículo. ( ) Certo ( ) Errado 4 Marque com um “X” a única alternativa correta: Transportar crianças em veículos sem observância das normas de segurança especiais, estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro - CTB, constitui e, além da multa, resulta na retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada: ( ) infração leve ( ) infração média ( ) infração grave ( ) infração gravíssima VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 27 5 O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem de que isso não constitui perigo para eles e para outros usuários da via. ( ) Certo ( ) Errado 6 De acordo com o _________________________, antes de colocar o veículo em circulação nas vias públicas, é obrigatório verificar a existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório. ( ) Artigo 27 do CTB ( ) Artigo 49 do CTB ( ) Artigo 107 do CTB ( ) Artigo 168 do CTB VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 28 3 Rotina de trabalho do cobrador 3 Rotina de trabalho do r UNIDADE 2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO MONITOR DE TRANSPORTE ESCOLAR 1 Auxiliar no Embarque e Desembarque de Alunos 3 Receber e Guardar o Material Escolar 2 Orientar os Alunos para o Uso dos Equipamentos do Veículo 4 Controlar o Acesso e o Diálogo com os Condutores 5 Analisar a Importância de Conservar o Veículo VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 29 UNIDADE 2 -ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO MONITOR DE TRANSPORTE ESCOLAR Fonte: SEST SENAT 1 AUXILIAR O EMBARQUE E DESEMBARQUE DE ALUNOS O que deve fazer o monitor de transporte escolar no embarque e desembarque de alunos? Como o monitor deve auxiliar as pessoas com deficiência a entrarem e saírem do veículo? Nesta unidade, veremos sobre as principais atividades que são desenvolvidas pelo monitor de transporte escolar, sobre a importância das orientações que o monitor de transporte escolar tem de ter sobre os cuidados especiais em determinadas situações. O Monitor de Transporte Escolar é responsável pela segurança dos alunos durante o embarque e o desembarque no veículo. Este profissional deve estar atento à travessia das vias pelos estudantes. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 30 O Monitor de Transporte Escolar precisa auxiliar as crianças menores a subirem degraus, organizar filas de embarque quando lidam com muitos alunos e ajudar pessoas com deficiência a entrarem e saírem do veículo. Fonte: SEST SENAT 2 ORIENTAR OS ALUNOS PARA O USO DOS EQUIPAMENTOS DO VEÍCULO Para garantir maior segurança, o monitor deve orientar os alunos em relação ao uso correto dos equipamentos do veículo. Dentre os equipamentos do veículo podemos citar: os extintores de incêndio; as saídas de emergência nas janelas; seguradores; corrimãos; cinto de segurança. Por exemplo, o cinto de segurança é de uso obrigatório, mas muitas crianças não sabem como usá-lo corretamente, nem conhecem sua serventia ou importância. No momento do acidente, acontecem dois choques simultâneos: o primeiro, do veículo contra o obstáculo e o segundo, dos ocupantes contra as partes internas do veículo. O uso do cinto de segurança evita, ou pelo menos ameniza, o segundo choque, pois mantém o motorista e os demais ocupantes fixos no banco. Além disso, o uso do cinto evita que as pessoas sejam arremessadas para fora do veículo, o que quase sempre é muito grave. O Monitor deverá conhecer bem o funcionamento do cinto e apresentar para as crianças e jovens os demais equipamentos de segurança do veículo, mostrando onde estão e como utilizá- los. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 31 O Monitor deverá ter preparo para ajustar o cinto nas crianças, qualquer que seja sua faixa etária, e assegurar-se de que o equipamento esteja em correto e perfeito funcionamento durante toda a viagem. Para cada idade da criançaexiste um modelo diferente e adequado de cinto de segurança, e sua utilização obrigatória. Segundo a Resolução nº 277, de 28 de maio de 2008, do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, que dispõe sobre o transporte de menores de 10 anos e a utilização do dispositivo de retenção para o transporte de crianças em veículos: As crianças, com até um ano de idade - deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “bebê conforto ou conversível”. Fonte: SEST SENAT As crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos - deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “cadeirinha”. Fonte: SEST SENAT As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio - deverão utilizar o dispositivo de retenção denominado “assento de elevação”. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 32 Fonte: SEST SENAT As crianças com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual a dez anos - deverão utilizar o cinto de segurança do veículo. Fonte: SEST SENAT 3 RECEBER E GUARDAR O MATERIAL ESCOLAR Ao entrar no veículo, as crianças levam consigo mochilas, sacolas, cadernos, brinquedos, livros etc. O Monitor deve segurar estes pertences durante o embarque da criança e enquanto ela se acomoda e coloca o cinto de segurança. Fonte: SEST SENAT Caso o veículo possua porta-objetos, o Monitor deverá guardar adequadamente este material durante a viagem, evitando estragos e impedindo que a criança, devido às mãos ocupadas, não possa se segurar durante o deslocamento do veículo. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 33 4 CONTROLAR O ACESSO E O DIÁLOGO COM OS CONDUTORES Uma das principais funções desempenhadas pelo monitor é facilitar e auxiliar o trabalho do motorista. Dessa forma, o monitor deve estar sempre atento para que as crianças não perturbem o motorista durante o exercício de sua função, ou seja, enquanto está dirigindo. O Monitor acompanha os alunos desde o embarque no transporte escolar até seu desembarque no destino. Além de controlar o acesso e o diálogo com o condutor do veículo, zelando para não tirar atenção do motorista. Os Monitores de Transporte Escolar são profissionais que trabalham auxiliando os condutores e, em algumas situações, devem estar preparados para fatos inesperados e para acompanhar crianças com deficiência, que apresentam restrições físicas ou mentais. 5 ANALISAR A IMPORTÂNCIA DE ONSERVAR O VEÍCULO O transporte escolar pode ser oferecido por empresas públicas ou por empresas particulares. Em ambos os casos as crianças devem compreender a importância de manter o veículo sempre limpo e em bom estado, sem rabiscar ou rasgar os bancos, nem quebrar ou danificar os equipamentos. Mesmo quando elas estão sendo transportadas por um veículo da prefeitura, em serviço gratuito, as crianças devem compreender que aquele veículo é um bem de todos, disponibilizado para a sociedade e a ser utilizado ainda por muitos anos, levando e trazendo outras crianças que precisam ir à escola. Situações nas quais os alunos fazem muita bagunça, muito barulho, brincadeiras perigosas, ou em que conversam com o condutor, tornam- se extremamente perigosas, pois podem fazer o motorista perder sua concentração, e diminuir a atenção e os reflexos. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 34 RESUMINDO A atividade de monitor de transporte escolar é essencial, pois este profissional acompanha as crianças e os jovens desde a entrada nos veículos até o momento em que termina sua viagem, quando ocorre o desembarque na escola (viagem de ida) ou na residência (viagem de volta). Durante o deslocamento, o monitor deve estar atento a todas as crianças, evitando conflitos, situações de perigo, atrasos na viagem e atendendo a demais ocorrências e imprevistos. São profissionais que trabalham auxiliando os condutores dos veículos e que têm participação diária na formação das crianças transportadas. O link abaixo você acessa uma avaliação do transporte escolar, elaborado pelo site Nova Escola - Gestão Escolar: http://gestaoescolar.org.br/pdf/ge30-questionario- transporte.pdf VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://gestaoescolar.org.br/pdf/ge30-questionario-transporte.pdf http://gestaoescolar.org.br/pdf/ge30-questionario-transporte.pdf 35 Marque com um “X” as alternativas corretas: 1 São exemplos de atividades desenvolvidas pelo monitor de transporte escolar (escolha mais de uma alternativa): ( ) Controlar o acesso e diálogo das crianças com os condutores. ( ) Segurar em seu colo o material escolar das crianças durante a viagem. ( ) Mostrar e explicar onde estão e como devem ser usados os equipamentos de segurança obrigatórios. ( ) Dirigir o veículo no lugar do condutor sempre que necessário. ( ) Auxiliar o embarque e desembarque de alunos em casa e na escola. 2 O monitor de transporte escolar é responsável pela segurança dos alunos durante o embarque e o desembarque no veículo, devendo estar mais atento ainda nos casos em que o aluno necessite atravessar alguma via. ( ) Certo ( ) Errado 3 O Monitor deve orientar as crianças sobre a importância de manter o veículo sempre limpo e em bom estado, sem rabiscar ou rasgar os bancos, nem quebrar ou danificar os equipamentos. No entanto, esta preocupação deve existir apenas nos casos em que o veículo seja alugado pela prefeitura, que deverá devolvê-lo em bom estado de conservação. ( ) Certo ( ) Errado VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 36 UNIDADE 3 COMPETÊNCIAS PESSOAIS NECESSÁRIAS AO MONITOR 1 Características Pessoais 2 Habilidades Técnicas para o Desempenho da Função VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 37 UNIDADE 3 – COMPETÊNCIAS PESSOAIS NECESSÁRIAS AO MONITOR Fonte: SEST SENAT 1 CARACTERÍSTICAS PESSOAIS As características das pessoas estão relacionadas ao seu desempenho na função e contribuem, também, para que tenham boas relações dentro da empresa. As características podem ser resultado de muitos fatores: as experiências de trabalho anteriores, a forma como foi educada, como se relaciona com os amigos, como são seus costumes. Você saberia dizer quais aspectos que contribuem para uma boa imagem do Monitor de Transporte Escolar? Você conhece as características necessárias para um desempenho adequado de suas atividades? Nesta unidade, veremos algumas características pessoais e atitudes no trabalho que o Monitor de Transporte Escolar deve apresentar para um melhor desempenho de suas atividades. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 38 No entanto é importante que todos procurem melhorar, tanto no trato com outras pessoas quanto no desempenho de suas tarefas profissionais. A postura do Monitor de Transporte Escolar na realização de suas atividades e a forma como se apresenta para realizá-las é importante para construir e manter uma boa imagem, sua e da empresa em que trabalha. A seguir vamos conhecer algumas características e comportamentos que o monitor deve sempre procurar apresentar: 1.1 Manter boa apresentação Por estar em contato diário com crianças e jovens, participando do ambiente e do desenvolvimento escolar, manter uma boa aparência éessencial. A boa aparência é um elemento simples, e pode ser alcançada se o monitor se preocupar em estar sempre apresentável e vestido adequadamente. O monitor de transporte escolar é, muitas vezes, é uma pessoa admirada e respeitada pelos alunos que utilizam esse serviço. Alguns podem, inclusive, ver o monitor como um exemplo a ser seguido. Por este motivo é importante reconhecer a importância de suas atitudes para as crianças e adolescentes, e perceber sua cota de responsabilidade na conduta futura destes indivíduos em formação. Vejamos a seguir principais aspectos a serem seguidos para uma boa aparência para os homens e para as mulheres: PARA HOMENS PARA MULHERES O Monitor de Transporte Escolar é um profissional que tem contato diário com os alunos, pais, professores, diretores das escolas, condutores e outros profissionais da empresa. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 39 Manter a barba feita ou curta Prender os cabelos Manter os cabelos cortados e penteados Não usar maquiagem forte Manter o uniforme limpo e passado Manter o uniforme sempre limpo e passado Não usar a camisa aberta Não usar roupas curtas ou decotadas Manter as mãos limpas Manter as unhas sempre aparadas Vejamos sobre um aspecto que é prejudicial ao trabalho do Monitor de Transporte Escolar: Consumo de álcool - quando consumidos em pequena quantidade, o álcool e outras substâncias similares elevam a produção de dopamina, neurotransmissor que proporciona uma sensação de bem-estar. Assim, a pessoa que ingere alguma bebida alcóolica tem a sensação de se sentir bem, alegre e feliz. No entanto, muitas pessoas continuam bebendo para prolongar essa sensação. À medida que a quantidade de álcool no organismo vai aumentando, outro neurotransmissor, chamado gaba, começa a ser liberado no cérebro. Essa substância induz a pessoa ao sono, diminuindo o ritmo de seu metabolismo. O acetaldeído permanece no sangue por várias horas, mesmo após todo o álcool ter sido eliminado. Durante o processo, o fígado aumenta a produção de enzimas para absorver o álcool e o sistema nervoso central fica superestimulado. Mesmo depois de interromper a ingestão de bebida, o organismo continua trabalhando devido ao excesso de álcool. O corpo freia seu ritmo, causando lentidão de raciocínio e ansiedade. A combinação álcool e volante resulta em situações de muito risco. Grande parte dos acidentes com vítimas fatais envolvem um motorista alcoolizado. O álcool presente na corrente sanguínea provoca alterações na percepção e o retardamento dos reflexos. A dosagem excessiva conduz à perigosa diminuição da percepção e à total lentidão dos reflexos, diminuindo a consciência de perigo. Todo condutor em estado de embriaguez, mesmo leve, compromete sua segurança, a dos demais usuários da via e a dos passageiros, que estão apostando suas próprias vidas, em 100%, nas condições adequadas deste motorista. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 40 Fonte: SEST SENAT No entanto, não são apenas as pessoas que vão dirigir que devem preocupar- se com os efeitos nocivos do consumo de bebidas alcóolicas e de outras substâncias psicoativas. Todas as pessoas que trabalham em atividades ligadas a crianças e jovens devem atentar para isso. Afinal, estes profissionais ficam temporariamente responsáveis pelo cuidado com os filhos de outras pessoas. Além disso, representam o modelo concreto de comportamento e atitudes que muitas crianças e adolescentes tendem a adotar. Veja abaixo algumas dicas de como evitar problemas por causa das bebidas: • não beba antes de dirigir; • os efeitos do álcool são mais fortes se você beber em jejum; • não deixe os condutores consumirem bebida alcoólica; • não aceite carona de quem consumiu bebidas alcoólicas; • se você ingeriu alguma bebida alcoólica o único remédio é o tempo. Não se engane! Café e banho gelado não conseguem eliminar os efeitos do álcool; • se você gosta de beber, deixe sempre o carro em casa. As crianças observam e aprendem desde cedo os usos sociais de bebidas alcoólicas, na televisão, no cinema, em restaurantes, em casa. Percebem que as pessoas ficam mais relaxadas quando bebem, mas que também podem ficar agressivas quando bebem demais. É importante transmitir para as crianças, desde cedo, quais são seus valores e regras quando o assunto é bebida. Tente sempre dar respostas francas e diretas quando conversar sobre bebidas alcoólicas, dizendo claramente que menores de idade não podem ingerir bebidas alcóolicas, pois contém substâncias proibidas e que fazem mal à saúde. Ingestão de remédios - os jovens são capazes de entender que alguns remédios são bons para as pessoas, desde que usados com critérios. Eles sabem que quando temos alguma doença, é normal tomar VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 41 remédios para auxiliar no tratamento. No entanto, seu consumo pode ser prejudicial quando sem limites ou sem necessidade. Para isso é importante que você explique para todas as crianças e adolescentes que o consumo de remédios deve ser indicado apenas por profissionais de saúde. Pais, professores, monitores e todos aqueles que participam da formação de jovens podem começar a conversar sobre remédios desde muito cedo. Fonte: SEST SENAT Consumo de cigarros - o hábito de fumar é algo que quase toda criança observa desde cedo. Ela percebe que esse comportamento é corriqueiro em muitas pessoas de quem ela gosta ou respeita, e que muitas vezes são de sua própria família ou de seu círculo de convívio diário (professores, monitores, motoristas, vizinhos). Dos exemplos próximos, o uso de cigarros está presente também em filmes, programas de TV e desenhos animados. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 42 Fonte: SEST SENAT Da mesma forma como as crianças observam o uso de cigarro em muitos lugares, desde cedo ouvem dizer que cigarro faz mal, pode matar e, em geral, não gostam da fumaça ou do cheiro em ambientes fechados. Isso causa muitas dúvidas. Para estimular o bom comportamento nas crianças e adolescentes é importante, primeiro, que você seja um bom exemplo. Portanto, jamais fume durante suas atividades como monitor escolar e evite sempre fumar quando algum jovem estiver por perto. Por mais que seja difícil para você, o bom exemplo poderá gerar muitos frutos positivos no futuro. Vejamos a seguir, como podemos ser um exemplo adequado para crianças e adolescentes. O ambiente que cerca as crianças e os adolescentes exercem influência direta para o desenvolvimento do alcoolismo. No entanto, é importante ressaltar que alguns fatores genéticos aumentam o risco de contrair a doença. Filhos de pais alcoólatras parecem ter maior probabilidade de tornarem-se dependentes do álcool. Portanto, esteja atento em suas tarefas diárias como monitor do transporte escolar para perceber nos alunos os sinais de propensão ou tendência a desenvolver a dependência ao álcool ou outras substâncias. Em geral, as crianças entendem bem o conceito de que as pessoas ingerem coisas que fazem bem e coisas que fazem mal ao seu corpo e à sua saúde. Sendo assim, se você souber repassar os conhecimentos para a criança e ao adolescente em relação às substâncias que podem ser prejudiciais, você poderá reduzir os riscos de uma dependência futura. 2 HABILIDADES TÉCNICAS PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO Algumas características estão mais relacionadas ao desempenho da função de Monitor de Transporte Escolar. A seguir serão apresentadas algumas características: VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 43 2.1 Demonstrar firmeza e segurança O monitor deve demonstrarfirmeza e segurança para que as crianças mantenham respeito e obedeçam às suas orientações. Deve também respeitar as crianças, tratando a todos sem discriminação, sem levantar a voz e sem exaltar-se. Quando está seguro, o monitor mostra para as crianças que ele está ali para organizar a viagem e não para maltratar ou ameaçar as crianças. Seu objetivo é transformar o deslocamento diário em uma experiência mais agradável. 2.2 Demonstrar autocontrole e paciência Trabalhar com crianças não é fácil, pois muitas vezes as crianças ultrapassam os limites de comportamento. No entanto, as crianças nem sempre agem com maldade e às vezes não percebem que podem prejudicar outras pessoas. Elas também possuem muita energia e por isso falam muito, se movimentam muito, estão sempre agitadas, conversando, brincando etc. O monitor deve demonstrar autocontrole, paciência e cautela nas situações em que as crianças entrem em conflito ou para prestar socorro caso ocorram acidentes. É preciso saber dosar suas reações nas situações inesperadas, sabendo priorizar a calma nos momentos de dificuldade, passando uma sensação de conforto e segurança para as crianças. 2.3 Proporcionar entretenimento e integração Para ser um bom Monitor de Transporte Escolar você deverá estar preparado para promover atividades recreativas, visando ao entretenimento, à integração social e ao desenvolvimento cognitivo dos alunos. Muitas vezes a viagem entre a residência e a escola é bastante longa e os alunos precisam de atividades para distração. Cabe ao Monitor manter um ambiente sem conflitos, com alegria e com maior segurança para os alunos transportados. Existem características que são mais valorizadas pelos pais e pelas empresas e, dentre elas, encontram-se as habilidades técnicas e as características VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 44 pessoais. Para ser um bom Monitor, é importante saber compreender que, para as crianças, os adultos podem representar exemplos a serem seguidos. Portanto, ser um Monitor é mais do que apenas acompanhar os alunos entre sua casa e a escola. O Monitor é uma pessoa que participa da formação dos alunos. A criatividade para solucionar problemas incomuns que surgirem será de grande importância e ajudará no seu crescimento profissional. RESUMINDO Jovens que recebem bons exemplos e informações corretas estarão mais aptas a ter um comportamento adequado em todas as situações. É muito importante abordar os riscos de uso de substâncias químicas, mencionando produtos visíveis no cotidiano, como remédios, cigarros, produtos de limpeza e bebidas alcoólicas. O Monitor é uma pessoa que participa da formação dos alunos. A criatividade para solucionar problemas incomuns que surgirem será de grande importância e ajudará no seu crescimento profissional. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 45 Marque com um “X” as alternativas corretas: 1 Crianças e adolescentes seguem apenas os exemplos dos pais. Pais com bons hábitos sempre terão filhos livres de maus hábitos. ( ) Certo ( ) Errado 2 São comportamentos que reduzem riscos e efeitos negativos com o consumo de bebidas alcóolicas (marque mais de uma alternativa): ( ) Beber apenas destilados se for dirigir. ( ) Não deixar condutores consumirem bebida alcoólica. ( ) Não aceitar carona de quem consumiu bebidas alcoólicas. ( ) Tendo bebido, perguntar aos colegas se você já pode dirigir. 3 O consumo de remédios deve ser indicado apenas por profissionais de saúde. Não utilize remédios indicados por amigos, parentes e colegas sem antes consultar um médico. ( ) Certo ( ) Errado 4 Marque com um “X” as alternativas corretas: O monitor não poderá jamais estar alcoolizado. Não deverá, também, parecer cansado ou com sono. Nestas condições o monitor não transmite capacidade e preparo para cuidar de crianças e não representará um bom exemplo para elas durante sua jornada de trabalho. ( ) Certo ( ) Errado O monitor deve demonstrar firmeza e segurança, castigando fisicamente ou levantando a voz caso seja necessário, para que as crianças mantenham respeito e obedeçam às suas orientações. ( ) Certo ( ) Errado VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 46 UNIDADE 4 NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS UNIDADE 4 – NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS 1 Situações de Emergência e Providências 2 Procedimentos de Primeiros Socorros 3 Acidentes e Incidentes Mais Frequentes 4 Formas de Encaminhamento VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 47 Fonte: SEST SENAT 1 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA E PROVIDÊNCIAS Saber como lidar e reagir em acidentes, nas situações de emergência é importante para as eventualidades. Pode ser que nunca ocorra um acidente. As condições de segurança dos veículos e da operação são importantes para que não aconteça. Como lidar e reagir nas situações de emergência? Você sabe a diferença do atendimento de primeiros socorros e atendimento realizado por socorristas? Nesta unidade serão abordados os procedimentos corretos a serem adotados em casos de acidentes e/ou incidentes, bem como, os cuidados com a segurança da vítima e do local, além de esclarecer sobre a importância de esse atendimento ser realizado pelo pessoal competente evitando maiores lesões ao acidentado. Acidentes são acontecimentos imprevistos e indesejáveis que provocam danos de gravidade variável a bens VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 48 As noções que apresentaremos a seguir não fazem de você um técnico ou especialista ou enfermeiro. Como o nome diz, são noções, para um atendimento inicial. Mas, são suficientes e necessárias para você saber como utilizar no caso de emergência. Em quaisquer situações e atividades, seja em casa, no trabalho, praticando um esporte ou mesmo andando pelas ruas da cidade, pessoas estão expostas a riscos e, portanto, sujeitas a ferimentos e traumatismos causados por acidentes. Os acidentes podem ocorrer em qualquer lugar. Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando uma pessoa não consegue visualizar o perigo aumentam os riscos de acidente. A melhor forma de prevenir acidentes é afastar todas as condições de risco, seja em casa, no trabalho, na rua ou no trânsito. Em casa, com a família, temos a impressão que é o lugar mais seguro e impossível de acontecer acidentes. Mas, as estatísticas demonstram que o descuido com objetos cortantes, produtos químicos, líquidos quentes sobre o fogão, causam muitas vítimas, principalmente crianças menores de 5 anos e idosos. O monitor, juntamente com o condutor é responsável pela segurança dos passageiros. O seu ambiente de trabalho é o trânsito. Sendo assim, deve conhecer as noções de primeiros socorros, principalmente em casos de acidentes de trânsito. 2 PROCEDIMENTOS DE PRIMEIROS SOCORROS Fonte: SEST SENAT Muitas das tarefas de primeiros socorros devem ser executadas para pre- venir novos acidentes no local e garantir que o socorro possa ser prestado com um mínimo de segurança. Alguns desses procedimentos para prevenir novos acidentes são: VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 49 • Sempre sinalizar corretamente o local. • Somente mexer nas vítimas se realmente puder ajudar. • Chamar ajuda especializada e avisar as autoridades competentes. É importante reconhecer quando realmente há necessidade de uma ambulância, o que infelizmente ocorre na grande maioria dos acidentes. É importante saber que a maioria dos acidentes com impactos (tais como batidas, atropelamentos, capotamentos ou quedas) provoca trauma nas vítimas. O trauma ocorre quando a vítima recebe contra seu corpo um impacto forte, que vai além de suacapacidade física, provocando lesões nos músculos, nos ossos e nos órgãos internos, como pulmão ou coração, por exemplo. Como proceder quando chegarmos a um local de acidente? Na chegada ao local onde ocorreu um acidente, várias tarefas deverão ser realizadas para garantir a nossa própria segurança e a segurança dos envolvidos. Para garantir, em primeiro lugar, a nossa segurança, podemos utilizar diversos recursos que chamamos de barreiras. As principais barreiras de autoproteção do socorrista são as luvas de primeiros socorros. Essas luvas asseguram que o socorrista não entrará em contato com o sangue da vítima ou com quaisquer outros fluidos como saliva e vômito, que podem estar contaminados com diversos vírus e bactérias transmissores de doenças. Mas o que significa realmente prestar um socorro? A forma mais importante de ajudar é chamar a assistência do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Ambulância e da Polícia. Você sabe quais são os telefones de emergência? Sempre use luvas, óculos e todas as demais proteções possíveis ao entrar em contato com as vítimas. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 50 Na maioria das localidades, os números de telefone do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Ambulância e da Polícia são os mesmos. Porém, procure sempre informações locais sobre os números corretos para ter certeza. Veja os números de emergência a seguir: Fonte: SEST SENAT O socorrista deverá ele mesmo realizar a ligação. Ao descrever a ocorrência, é necessário lembrar de alguns pontos importantes: • Transmita de forma clara tudo o que está ocorrendo. • Dê às autoridades a localização exata do acidente, bem como pontos de referência. • Se o acidente ocorrer em uma rua ou avenida, forneça o sentido do trânsito para acessar o local. • Informe o horário em que ocorreu o acidente. • Informe a natureza do acidente (batida entre carros, atropelamento, incêndio, convulsões etc.). • Se necessário, atribua uma nota de 1 a 10 para a gravidade do acidente. • Informe o número de vítimas. • Dê seu nome e telefone. • Seja sempre o último a desligar. Quando chegar o socorro, identifique-se e seja prestativo. Responda a todas as perguntas que lhe forem feitas, não dê ordens ou tente demonstrar seus conhecimentos às autoridades, seja humilde e educado e ajude se lhe for solicitado. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 51 Outros procedimentos devem ser observados pelo trabalhador que chega ao local de um acidente. Vamos detalhar alguns procedimentos a seguir: • Ao parar o veículo - se o acidente não ocorreu no seu local de trabalho, mas sim em uma rodovia ou avenida, ao chegar ao local e parar o seu veículo, ligue imediatamente o alerta, parando preferencialmente antes do local onde se encontra a ocorrência. Isso fará com que seu próprio veículo proteja você e todos os demais envolvidos durante o socorro. • Ao se aproximar do local - o socorrista deve ter em mente que o maior perigo é o fato do local poder oferecer riscos que não são facilmente visíveis. Somente deverá aproximar-se caso garanta a sua própria segurança. • Ao sinalizar o local - em casos de acidente de trânsito, procure sinalizar o local, avisando aos demais veículos da existência de um acidente. O trânsito deverá ter a sua velocidade reduzida ou mesmo interrompida, prevenindo novos acidentes. A sinalização deverá ser a melhor possível, utilizando-se do pisca-alerta dos veículos, do triângulo e de sinalizadores como cones e lanternas. Um recurso muito utilizado na sinalização dos acidentes consiste na colocação de galhos de árvores ou plantas na rodovia antes do acidente. Se for o caso, procure iniciar a sinalização ainda no acostamento e nunca nas faixas de rodagem. Ao final do socorro, não se esqueça de retirar todos os sinalizadores da pista, inclusive galhos e plantas. Fonte: SEST SENAT • Ao abordar a vítima - em todos os casos, o socorrista só deverá ajudar diretamente as vítimas após garantir que existe segurança para si próprio e para os demais envolvidos. É importante identificar-se VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 52 corretamente, acalmar a vítima e oferecer ajuda. Após ser autorizado, deverá tentar identificar com o máximo de precisão as lesões existentes e os cuidados que podem ser aplicados. Vale lembrar que os casos mais graves poderão precisar de uma intervenção dos profissionais do serviço de ambulância ou bombeiros. A principal delas é a Ressuscitação Cardiopulmonar ou RCP, que serve para manter a respiração e a circulação sanguínea da vítima. Essa manobra é complexa e perigosa e somente deverá ser executada por profissional treinado. Desta forma, para prestar o primeiro atendimento o monitor de transporte escolar precisa: Ser prevenido - isso significa conhecer as noções básicas de primeiros. Manter-se calmo, ter bom senso e eficiência - é preciso evitar o pânico e inspirar confiança. Lembre-se que sua função é apenas prestar o primeiro atendimento e que pessoas melhores preparadas, logo chegarão para ajudar. Prevenir-se - significa tomar certos cuidados para preservar a sua saúde e a do acidentado. Saber o que evitar - é necessário evitar a aglomeração de curiosos e, dentre outros cuidados, não deixar que pessoas sem capacitação mexam ou removam a vítima. Saber o que fazer - as primeiras providências a serem tomadas no local do acidente são: o Agir rápido, porém com calma. o Transmitir confiança e tranquilidade. o Pedir e aceitar a colaboração de outras pessoas. o Verificar se há algum profissional da saúde no local e solicitar auxílio. o NUNCA dar líquidos à vítima. o EVITAR movimentos bruscos. o NÃO interromper os procedimentos iniciados, mesmo durante o transporte. o NÃO tentar retirar corpos estranhos dos ferimentos. o Fazer uma rápida avaliação das condições da vítima. o Identificar o problema. o Verificar a situação dos outros passageiros e tranquilizá- los. o Acionar corretamente um serviço de emergência local, fornece informações sobre o estado da vítima. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 53 o Comunicar a ocorrência à empresa. o Aguardar o socorro. 3 ACIDENTES E INCIDENTES MAIS FREQUENTES Acidentes de trânsito e incidentes no interior dos veículos são ocorrências muito comuns no transporte coletivo. E, é claro que cada ocorrência é diferente da outra. Por isso só se pode falar na melhor forma de socorro, quando se sabe quais são as suas características. Um veículo que está se incendiando, uma colisão, passageiro inconsciente, vítimas presas nas ferragens, e até mesmo se você estiver ferido, tudo isso interfere na forma do socorro. Suas ações também vão ser diferentes caso haja outras pessoas iniciando os socorros, ou mesmo se você estiver ferido. Situações mais comuns de acidentes e incidentes são: • Quedas. • Mal-estar, Desmaio de passageiros e operadores. • Convulsões. • Parto. • Acidentes de Trânsito. 3.1 Quedas Vários são casos de acidentes envolvendo cidadãos, principalmente os idosos, gestantes que se encontram nos meses finais de gravidez e crianças. Os acidentes acontecem muitas vezes no momento em que estes estão subindo ou descendo dos ônibus, ou quando estão em pé, por movimentos de freadas e manobras dos veículos em esquinas e curvas. Recomendações: Para que você possa agir corretamente e prestar o atendimento adequado, em primeiro lugar você deve identificar o tipo de emergência, para depois tomar as providências necessárias. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 54 Em primeiro lugar e talvez o mais importante, é verificar se a pessoa está lúcida, se não perdeu a consciência, ainda que temporariamente. Se, permaneceu consciente, ela poderá dar informações sobre o que lhe dói e como se sente. Se não se queixar de nadamuito definido e conseguir mexer as pernas e os braços, aguarde um pouco para ver como evolui o caso. No caso de perda de sentidos, ainda que os recupere pouco depois, especialmente se tiver mais idade, é imprescindível que seja levada a um serviço médico de emergência para avaliação. Se houver suspeita de ferimentos na cabeça, no pescoço ou no tórax, evite mexer a vítima e providencie socorro médico imediatamente. Se a pessoa estiver conseguindo se mexer, deixe seu corpo reto, com o pescoço alinhado. O atendimento dispensado nos primeiros minutos depois da queda pode ser decisivo no sentido de evitar que ocorram lesões mais graves no futuro. Se necessário, encaminhe-a ao hospital mais próximo. 3.2 Mal-estar e desmaio Súbita perda dos sentidos causada por contusões, excesso de esforço físico e mental, cansaço, fome, etc. Sintomas: suor frio, palidez, pulso fraco, respiração lenta. Recomendações: • Afrouxar as roupas. • Deite-a, elevando as pernas em nível superior à cabeça. • Encaminhar a vítima para um local ventilado. • Desmaios longos podem levar ao estado de choque. • Se necessário, encaminhe-a ao hospital mais próximo. 3.3 Traumas com sangramento Não agrave a situação da vítima com medidas inadequadas. Portanto, em cortes, queimaduras ou outros tipos de traumas, na medida do possível deve- se evitar o uso de qualquer produto. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 55 Recomendações: A simples compressão do local em que está ocorrendo o sangramento faz com seja estancada a hemorragia. No entanto, se a lesão for maior e o sangramento mais intenso, a vítima deve ser levada ao hospital para ser atendida por profissionais da saúde. 3.4 Convulsões Alterações súbitas das funções cerebrais. Recomendações: • Afastar objetos e proteger a cabeça da vítima. • Em casos de vômito virar a vítima de lado. • Não tentar impedir os movimentos convulsivos. • Não jogar água sobre a vítima. • Afastar os curiosos. 3.5 Parto Um parto seja ele qual for, uma vez iniciado irá até o fim. Nesses casos, a providência é chamar socorro de imediato ou encaminhar a gestante ao hospital mais próximo. 3.6 Acidentes de trânsito VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 56 Fonte: SEST SENAT Para um atendimento eficiente em acidentes de trânsito, é muito importante que você haja com muita calma e tranquilidade. Recomendações: • Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar a situação e agir. • Avalie a gravidade geral do acidente e verifique se há necessidade de ajuda. • Verifique se há vítimas. • Controle a situação: Converse com os passageiros, explicando o que está ocorrendo. • Peça ajuda de pessoas qualificadas, pois é quem realmente prestará os socorros de urgência. • Acione o socorro de emergência. • Sinalize o local do acidente, usando triângulo, galhos de árvores ou qualquer outro objeto, colocado a uma distância segura. • Identifique as condições da vítima. • Mantenha os curiosos afastados. • Comunique a empresa sobre a ocorrência. • Aguarde no local do acidente: Corpo de Bombeiros local, ambulância ou Policiamento Rodoviário. • Anote as placas dos veículos envolvidos e arrole testemunhas. • Registre a ocorrência no posto policial mais próximo. • Os documentos pessoais, os do veículo e a ocorrência policial, são importantes para garantir os seus direitos. 3.7 Acidentes com vítimas As lesões da coluna vertebral são algumas das principais consequências dos acidentes de trânsito. Assim, para não agravar o estado da vítima não se deve movimentar a vítima. Isto deve ser feito por socorro profissional. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 57 Somente quando houver perigo imediato de incêndio ou outros riscos evidentes, a vítima deve ser retirada do veículo, antes da chegada do socorro profissional: • Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profissional. • A remoção das vítimas deve ser feita por pessoas especializadas. • Enquanto aguarda o socorro, facilite a respiração da vítima, afrouxando-lhe as roupas, sem alterar sua posição. • Deve-se considerar qualquer vítima de acidente como um possível portador de lesão da coluna, portanto não deve se mover, ou mesmo ser retirado do local por pessoa que não conheça os procedimentos corretos para a manobra. A não ser que haja risco de incêndio, explosão. • Anote a placa dos veículos envolvidos e arrole testemunhas. • Acione a polícia para registrar a ocorrência. 4 FORMAS DE ENCAMINHAMENTO Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor para as vítimas de um acidente. Solicite o mais rápido possível. Hoje, em grande parte do Brasil, nós podemos contar com serviços de atendimento às emergências. O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros (193), os SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou outros tipos de socorro, recebem chamados por telefone, fazem uma triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulâncias equipadas. No próprio local, após uma primeira avaliação, os feridos são atendidos emergencialmente para, em seguida, serem transferidos aos hospitais. Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os atendentes do chamado de socorro vão fazer algumas perguntas para você. São perguntas para orientar a equipe, informações que vão ajudar a prestar um socorro mais adequado e eficiente. Dentro do possível, ao chamar o socorro, tenha as respostas para as perguntas: • Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, atropelamento, etc.). • Gravidade aparente do acidente. • Nome da rua e número próximo. • Número aproximado de vítimas envolvidas. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 58 • Pessoas presas nas ferragens. • Vazamento de combustível ou produtos químicos. • Ônibus ou caminhões envolvidos. A seguir estão listados os telefones de emergência mais comuns: SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (nem sempre esse serviço está disponível em todos os municípios) 192 Polícia Militar 190 Rodovias: Polícia Rodoviária Federal ou Estadual Serviço de Atendimento ao Usuário - SAU Serviços Rodoviários Federais ou Estaduais Serviços dos Municípios mais próximos e número de emergência de sua cidade T el ef o n es v ar ia d o s RESUMINDO Nesta unidade foram discutidos assuntos importantes para administrar com eficiência os cuidados básicos aplicados aos primeiros socorros de vítimas, como e quando aplicar e prestar os primeiros socorros. Lembre-se, que para aprender a prestar socorro corretamente, é preciso fazer um curso de Primeiros Socorros. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 59 UNIDADE 5 INTERAÇÃO COM OS DIVERSOS TIPOS DE DEFICIÊNCIA Marque com V as afirmativas VERDADEIRAS e F as afirmativas FALSAS. ( ) Para aprender corretamente os procedimentos para atendimento de vítimas de acidentes é importante frequentar um curso prático de Primeiros Socorros. ( ) Uma pessoa que bateu a cabeça perdeu a consciência e depois acordou dizendo que está bem, não precisa ser encaminhada a um hospital. ( ) O atendimento que é feito no local de um acidente visa auxiliar a vítima até a chegada de socorro especializado. ( ) Ao observar uma pessoa tendo convulsões deve-se proteger a cabeça da pessoa contra traumas e vira-la de lado em caso de vômitos. ( ) Uma vítima de acidente de trânsito deve ser retirada do veículo, antes da chegada do socorro profissional, somente em situação de perigo imediato de incêndio ou outros riscos evidentes. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 71 1 Atendimento às Diferenças e Especificações dos Usuários 2 Cuidados Especiais no Transporte de Pessoas com Necessidades EspeciaisVANDERLEIA CORREIA (05992817905) 70 UNIDADE 5 – INTERAÇÃO COM OS DIVERSOS TIPOS DE DEFICIÊNCIA Fonte: SEST SENAT 1 ATENDIMENTO ÀS DIFERENÇAS E ESPECIFICAÇÕES DOS USUÁRIOS Até o final do século XX, eram chamados de portadores de deficiências as pessoas que apresentavam perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, com incapacidade para o desempenho de atividades dentro do padrão considerado normal. Você sabe o que é uma necessidade especial? As pessoas com deficiência possuem necessidades especiais para o transporte? Você conhece os tipos de dificuldades e restrições dos passageiros com deficiência? Nesta unidade serão apresentados conceitos relacionados ao transporte de pessoas que apresentam algum tipo de limitação para utilizar o transporte. Vamos conhecer os tipos de dificuldades e restrições e chegar à melhor forma de auxiliar o atendimento destes passageiros. Vamos aprender a lidar com estes passageiros e conduzir o veículo com cuidado e segurança. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 71 Além dos portadores de deficiência, eram incluídas para fins de atendimento especial as pessoas com mobilidade reduzida, ou seja, aquelas que não possuem deficiência, mas sim, dificuldade de locomoção. Um exemplo claro são as pessoas idosas. Já no começo do século XXI novos termos foram adotados. O Decreto no 5.296/04 definiu como pessoa com deficiência aquela que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade, considerando as seguintes categorias de deficiência: física, auditiva, visual, mental e múltipla. O Decreto no 5.296, de /04 define, ainda, quem são as pessoas com mobilidade reduzida: aquelas que, não se enquadrando no conceito de pessoa portadora de deficiência, tenham, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporariamente, gerando redução efetiva de mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção. Estão incluídas nesta categoria: pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos, gestantes, lactantes e pessoas com criança de colo. Apesar de fazermos parte de grupos sociais, possuímos características próprias que nos diferenciam uns dos outros. Na vida em sociedade, o motorista de transporte de passageiros precisa perceber as características dos usuários do seu serviço, pois as pessoas tem diferentes jeitos de ser e de viver. Em diversas situações, o condutor deverá estar preparado para auxiliar pessoas com deficiências ou outras restrições de mobilidade. Nestas categorias não se enquadram apenas os deficientes físicos. Como vimos, a pessoa com deficiência é aquela que possui limitação ou incapacidade permanente para o desempenho de algumas atividades e se enquadra nas seguintes categorias de deficiência: Para manter uma boa convivência com as pessoas, é importante conhecer e respeitar as diferenças individuais, que são divididas em: sociais, físicas, psicológicas, culturais e religiosas. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 72 • Física. • Mental. • Sensorial. • Orgânica • Múltipla. Como exemplos, podemos citar algumas delas: as pessoas que utilizam cadeira de rodas, que possuam Síndrome de Down, deficientes visuais ou pessoas submetidas a tratamentos de doenças e com dificuldade de locomoção. Fonte: SEST SENAT Pessoas que pertencem a uma mesma faixa etária costumam apresentar algumas características semelhantes. Por exemplo, os adultos tendem a ser menos agitados que jovens e adolescentes, enquanto os idosos e crianças necessitam de atenção redobrada ao se deslocarem. Por este motivo, o condutor deve estar especialmente atento as situações de embarque e desembarque de crianças, pois estes passageiros apresentam mais dificuldade de subir e descer dos ônibus. Fique atento, também, aos usuários com deficiência, e conte com a ajuda do monitor para auxiliar estes passageiros. 2 CUIDADOS ESPECIAIS NO TRANSPORTE DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 73 O condutor poderá alcançar melhores resultados no tratamento e relacionamento com os usuários do serviço se ele tiver conhecimento de alguns aspectos que interferem no comportamento das pessoas. Fique atento para perceber as características de cada passageiro e suas necessidades especificas. Procure cumprir corretamente os horários, o itinerário e as paradas programadas. Usuários que não conhecem a região ou que não podem ler as placas podem ficar confusos e perdidos. Cuidados gerais: • dirigir com cuidado, evitando acelerações ou desacelerações bruscas que possam causar acidentes; • sempre que possível, auxiliar as pessoas com deficiência ou outras necessidades especificas quando perceber dificuldades no tratamento prestado pelos demais passageiros. Pessoas idosas e crianças: • ter paciência para esclarecimentos sobre as informações pedidas; • seja paciente durante o embarque das crianças: muitas vezes, elas estão carregando material escolar e não podem se segurar; • não permita que crianças façam a viagem com a cabeça ou mãos para fora da janela, ou em pé no banco; • parar o veículo o mais próximo possível da calçada, facilitando o embarque e o desembarque dos passageiros, especialmente de idosos e crianças, pois o primeiro degrau do veículo pode ser alto para eles; Pessoas que apresentam alguma deficiência: • auxiliar o embarque e o desembarque dos deficientes em cadeira de rodas ou com apoios, mesmo quando houver elevadores e rampas. Eles precisam de auxílio para subir e para equilibrar-se; • ficar atento aos demais deficientes físicos, sensoriais, mentais ou orgânicos que apresentem alguma dificuldade para embarque, desembarque ou para deslocamento interno no veículo; • dispensar maior atenção. Não exponha a deficiência da pessoa de forma que ela fique constrangida; • acomodar os equipamentos de locomoção utilizados pelo deficiente físico; • se necessário, os passageiros com deficiência ou restrição de mobilidade devem descer pela porta da frente. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 74 Pessoas obesas ou com excesso de peso: • se essa pessoa apresentar dificuldades para se locomover sozinha, o condutor deverá auxiliá-la; • se o passageiro não apresentar condições de entrar no veículo sozinho, é necessário ajudá-lo; Mulheres gestantes: • auxiliá-las para entrar e sair do veículo, se necessário; • dependendo do mês de gestação, as gravidas não conseguem passar pela catraca. Os portadores de necessidades especiais (PNE) são aqueles com deficiências ou com alguma restrição de mobilidade. Além disso, existem aquelas pessoas que têm dificuldades de entender as informações, compreender as placas de sinalização, caminhar até os pontos de parada ou estações, entrar e sair dos veículos etc. A pessoa com deficiência é aquela que possui limitação ou incapacidade permanente para o desempenho de algumas atividades e se enquadra nas seguintes categorias de deficiência: física, mental, sensorial, orgânica e múltipla. Como exemplo dessas categorias podemos citar pessoas que utilizam cadeira de rodas, pessoas com Síndrome de Down, deficientes visuais ou pessoas submetidas a tratamento renal com alguma dificuldade de locomoção. Fonte: SEST SENAT A pessoa com restrição de mobilidade apresenta, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporária, gerando redução efetiva em sua mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção. Além dos portadores de deficiência física, pessoas com restrição de VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 75 mobilidade, os idosos, gestantes, pessoasque passaram recentemente por cirurgias, com criança de colo, obesas, crianças etc. O auxílio de profissionais que trabalham com os transportes é fundamental para os passageiros com necessidades especiais. Independentemente do tipo de carência, eles devem sentir-se bem tratados e bem atendidos. Durante muitos anos acreditava-se que a maior dificuldade das pessoas com necessidades especiais era apenas entrar no veículo. A adaptação dos veículos para os usuários de cadeiras de rodas, através de elevadores ou rampas, seria a solução mais adequada, e suficiente, para este problema. No entanto, conforme acabamos de aprender, existem muitas outras situações dificultosas. Nos últimos anos as dificuldades dos passageiros com necessidades especiais passaram a ser vistas com mais idade. Além disso, as pessoas se conscientizaram acerca das situações complicadas que as crianças e os idosos enfrentam para subir e descer os degraus nos ônibus, e também das dificuldades manifestadas por outros usuários: de comunicação, de compreender a sinalização etc. Alguns sistemas de transporte adotaram soluções em que a altura do piso do ônibus é a mesma que a altura da calçada ou da plataforma, facilitando o embarque dos passageiros. Outros sistemas possuem comunicação por voz ou contam com funcionários auxiliando passageiros que precisam de variados tipos de ajuda. Fonte: SEST SENAT Principais responsabilidades do monitor para a segurança VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 76 Além das muitas atividades e tarefas que precisa realizar, o monitor do transporte de escolares deve estar sempre atento, cuidando para que os escolares não corram riscos. Para realizar seu trabalho com êxito, o monitor deve observar os seguintes procedimentos: Observar o comportamento dos alunos e agir com firmeza, respeitando- os e fazendo-se respeitar. Zelar pela integridade física dos passageiros. Se houver qualquer discussão, o monitor deverá interrompê-la imediatamente. Não importa que esteja certo ou errado, não se deve estimular brigas durante o desloca- mento nem atrapalhar a atenção do motorista. Primar pelo cumprimento dos itens acordados no contrato de serviço de transporte, como: horário, local, rota, número de passageiros etc. Avisar o condutor ou o responsável da empresa caso verifique alguma irregularidade na manutenção do veículo ou em itens como: pneus, corrimão, assentos, equipamentos de segurança e outros. Ensinar os alunos sobre a importância de manter o veículo sempre limpo e as passagens livres de obstrução. Explicar que o material escolar não pode ficar no corredor, pois pode atrapalhar a passagem das pessoas. Obedecer e fazer com que os estudantes obedeçam às normas do trânsito: usar cinto de segurança, não jogar lixo pela janela, manter as portas trancadas e somente tentar sair quando o veículo estiver parado. O monitor de transporte escolar tem responsabilidade não somente sobre si e seus atos, mas também sobre o veículo, o desembarque das crianças quando o veículo estiver estacionado, a movimentação e deslocamento das crianças na porta das escolas, os danos ao veículo causados pelas crianças enquanto sob sua responsabilidade e, ainda, sobre as condições de segurança durante o deslocamento. É muito comum que as crianças peguem em casa, ou em outros lugares, objetos que elas sabem que não devem ser manuseados por elas (facas, canivetes, armas, equipamentos de fogo). Isso pode ocorrer por diversos motivos. Um deles é para demonstrar a seus colegas que já cresceu e que pode usar coisas de adultos. Outro motivo é a própria curiosidade e vontade de dividir com os colegas uma experiência “proibida”. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 77 Quando já estão um pouco maiores, muitas crianças e adolescentes ficam curiosas a respeito do mundo adulto e podem transportar cigarros ou bebidas alcóolicas com o intuito de exibi-los aos colegas, ou de compartilhar a sensação do consumo destas substâncias. Caso você, monitor, perceba que algum aluno carrega objetos proibidos para a sua idade ou alguma substância suspeita e inadequada, avise a escola e os responsáveis imediatamente. O monitor deve zelar pelas condições de segurança de todas as crianças, sendo responsável por educar e ensinar a elas o que pode, e o que não pode ser feito. Comunique o ocorrido logo na primeira vez, evitando assim danos futuros. Fonte: SEST SENAT A tranquilidade e profissionalismo são fundamentais para que você, monitor, seja reconhecido como um profissional competente. Evite aborrecer-se com a demora da viagem, respeitando as normas, trabalhando com adequada margem de tempo e mantendo um bom clima com os estudantes e entre eles. É natural para as crianças ficar brincando todo o tempo, ainda mais quando estão em grupo. Por isso, o monitor deve ter paciência e atenção redobrada e uma boa relação com os pais e responsáveis, atuando de forma conjunta na educação dos escolares para o comportamento destas. É importante que o monitor ensine as crianças e jovens a: Ficarem sentados enquanto o veículo estiver em movimento. Não falar com o motorista enquanto ele estiver dirigindo. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 78 Respeitar os outros passageiros, o motorista e o monitor do veículo. Falar com os pais sobre o que acontece durante a viagem. Descer do veículo somente depois que ele parar totalmente. Atenção dispensada aos escolares e seus responsáveis: Lembre-se de que crianças pequenas se deslocam dentro do veículo com mais dificuldade, pois sua estatura dificulta subir degraus, sentar-se nos bancos altos e carregar os materiais escolares. Ao atravessar a rua, a altura das crianças também dificulta a completa visão da via, principalmente se ela estiver caminhando entre veículos estacionados. Por este motivo, também é maior a dificuldade de serem vistos pelos condutores e maior o risco de acidentes. As crianças apresentam maior dificuldade de identificar a origem dos sons e de avaliar o tempo e a distância, além de se desequilibrarem com maior facilidade, pois seu centro de gravidade encontra-se mais próximo da cabeça. Para oferecer maior segurança nas atividades ligadas ao transporte escolar: Trate todas as crianças igualmente, com carinho e atenção. Mas saiba ser firme e determine as regras que devem ser obedecidas durante o percurso. Ao buscar ou entregar a criança em casa ou na escola, o monitor deve apanhar a criança e entregá-la aos pais ou responsáveis diretamente na porta de casa ou da escola. Tratar bem o passageiro é uma forma de garantir que você seja bem tratado. Quando um passageiro com deficiência ou qualquer outra necessidade específica se sente bem, ele terá mais vontade de ser gentil com o condutor, o cobrador e os demais passageiros. As relações e a boa comunicação melhoram o ambiente durante a viagem no transporte de passageiros e proporcionam uma maior qualidade ao serviço. Lembre-se de que o transporte é um direito do cidadão, e de que todos merecem ser atendidos com qualidade. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 79 RESUMINDO O monitor de transporte escolar não participa apenas das atividades ligadas ao transporte. Por estar em contato diário com os alunos, ele poderá auxiliar na sua formação, tirando dúvidas, esclarecendo assuntos etc. Ajuda também na sua integração social, mostrando que todos são iguais e devem ser tratados com educação e respeito. O monitor deve ser paciente e colaborar no processo de evolução e desenvolvimento dos adolescentes. Precisa, também, dar bons exemplos de comportamento e reforçar a importância da segurança no transporte de escolares e do exercício da cidadania. Tratar bem o passageiro éuma forma de garantir que você, seus familiares ou seus amigos também sejam bem atendidos. Quando um passageiro com necessidades especiais se sente assistido e respeitado, ele terá vontade de ser gentil com o motorista, o monitor e os demais passageiros. Estas relações melhoram o ambiente durante a viagem no transporte coletivo e proporcionam maior qualidade ao transporte. Lembre-se de que o transporte é um direito de todo cidadão e que todos merecem ser atendidos com qualidade. A Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Consulte o que diz a lei no seguinte endereço: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/lei10098.pdf. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/lei10098.pdf 80 1 Marque com um “X” as alternativas corretas: Ao chegar na casa de um aluno para buscá-lo, o monitor deve: ( ) Pedir pro motorista buzinar e esperar a criança subir no veículo. ( ) Pedir pro motorista buscar a criança. ( ) Buscar a criança na porta de casa e acompanhá-la até o veículo. ( ) Esperar o pai ou responsável trazer a criança até o motorista. 2 Se você perceber que uma criança trouxe uma faca ou canivete de casa, você deve interpelá-la e, se ela prometer nunca mais fazer isso, esqueça o fato para não se complicar. Pode até mesmo acontecer de o pai dela culpar você. ( ) Certo ( ) Errado 3 Durante o deslocamento do veículo de transporte escolar, o monitor deve: ( ) Preocupar-se com o horário e não com a segurança da viagem. ( ) Estar atento a tudo que ocorre para manter a viagem em segurança. ( ) Conversar com o motorista para que ele não se sinta sozinho. ( )Dirigir o veículo enquanto o motorista verifica os equipamentos. 4 A pessoa com deficiência e aquela que possui limitação ou incapacidade permanente para o desempenho de algumas atividades, e se enquadra nas seguintes categorias de deficiência: ( ) física, mental, sensorial, corporal e complexa; ( ) física, intelectual, sensorial, orgânica e múltipla; ( ) física, mental, sensorial, orgânica e múltipla; ( ) física, mental, sentimental, orgânica e complexa. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 81 5 A pessoa com restrição de mobilidade e aquela que apresenta, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporariamente, gerando redução efetiva de mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção. ( ) Certo ( ) Errado 6 Para melhorar a comunicação, recomenda-se ao condutor: ( ) Criticar sempre que encontrar motivo. ( ) Estar livre de preconceitos. ( ) Olhar para as pessoas enquanto fala. ( ) Gritar com o passageiro apenas quando for preciso. 7 As mulheres gravidas e os idosos com idade superior a 65 anos ficam livres do pagamento de tarifa. ( ) Certo ( ) Errado VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 82 UNIDADE 6 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - ECA UNIDADE 6 ECA – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 1 Conhecendo a Lei nº 8.069 - ECA VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 83 Fonte: Presidência da República Casa Civil - Subchefia para Assuntos Jurídicos 1 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Veremos, inicialmente, o que a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1998, no Artigo nº 227, assegura a proteção integral à criança e ao adolescente, conforme a seguir: Art. 227 - É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de Quais são os aspectos legais que asseguram a criança e ao adolescente da Constituição Federal? Você conhece o Estatuto da Criança e do Adolescente? Veremos nesta unidade sobre o artigo da constituição brasileira que assegura a proteção integral à criança e ao adolescente. Veremos também sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 84 negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Esses são alguns dos direitos que o estatuto garante, mas não podemos apenas pensar nos DIREITOS, temos que pensar e colocar em prática nossos COMPROMISSOS, pessoais e sociais com relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente Esse compromisso social é uma forma de manifestar nosso respeito e solidariedade para com a comunidade que vivemos. Vejamos alguns desses compromissos sociais: Direito de ter escola e educação Nosso compromisso é frequentar as aulas, estudar, cuidar da escola etc. Direito a saúde e prevenção e atendimento especializado à criança e ao adolescente. Direito a saúde e prevenção Nosso compromisso é cuidar da nossa saúde, buscar informações e orientação nas unidades de saúde, usar o preservativo em todas as relações e práticas sexuais etc. Direito à Liberdade, respeito e dignidade Nosso compromisso é respeitar as pessoas, agir com dignidade e ética, usufruir com responsabilidade e conquistar nossa liberdade etc. Nosso compromisso é cuidar da nossa saúde, buscar informações e orientação nas unidades de saúde, usar o preservativo em todas as relações e práticas sexuais etc. É, também, respeitar as pessoas, agir com dignidade e ética, usufruir com responsabilidade e conquistar nossa liberdade etc. Para tanto, o monitor deverá conhecer a legislação e especificamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente. A seguir, veremos alguns artigos da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA: VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 85 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. Título I Das Disposições Preliminares Art. 1º - Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente. Art. 2º - Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Parágrafo único - Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. Art. 3º - A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. Parágrafo único - Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discriminação de nascimento, situação familiar, VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.069-1990?OpenDocument http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.069-1990?OpenDocument 86 idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condiçãoeconômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem. (incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) Art. 4º - É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único - A garantia de prioridade compreende: a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas; d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude. Art. 5º- Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. Capítulo II Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade Art. 15 - A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. Art. 16 - O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; II - opinião e expressão; III - crença e culto religioso; IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; VI - participar da vida política, na forma da lei; VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art18 87 Art. 17 - O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. Art. 18 - É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. Art. 18-A - A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê- los. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) Parágrafo único - Para os fins desta Lei, considera-se: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) a) sofrimento físico; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) b) lesão; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) a) humilhe; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) b) ameace gravemente; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) c) ridicularize. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) Art. 18-B - Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes medidas, que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à família; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 88 II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) V - advertência. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) Parágrafo único - As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo de outras providências legais. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) Capítulo III Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer Art. 53 - A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. Parágrafo único - É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Art. 54 - É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade; IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13306.htm#art1 89 VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. § 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à escola. Art. 55 - Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. Art. 56 - Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I - maus-tratos envolvendo seus alunos; II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; III - elevados níveis de repetência. Art. 57 - O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório. Art. 58 - No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura. Art. 59 - Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. Art. 88 - São diretrizes da política de atendimento: I - municipalização do atendimento; II - criação de conselhos municipais, estaduais e nacional dos direitos da criança e do adolescente, órgãos deliberativos e controladores das ações em VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 90 todos os níveis, assegurada a participação popular paritária por meio de organizações representativas, segundo leis federal, estaduais e municipais; III - criação e manutenção de programas específicos, observada a descentralização político-administrativa; IV - manutenção de fundos nacional, estaduais e municipais vinculados aos respectivos conselhos dos direitos da criança e do adolescente; V - integração operacional de órgãos do Judiciário, Ministério Público, Defensoria, Segurança Pública e Assistência Social, preferencialmente em um mesmo local, para efeito de agilização do atendimento inicial a adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional; VI - mobilização da opinião pública no sentido da indispensável participação dos diversos segmentos da sociedade. VI - integração operacional de órgãos do Judiciário, Ministério Público, Defensoria, Conselho Tutelar e encarregados da execução das políticas sociais básicas e de assistência social, para efeito de agilização do atendimento de crianças e de adolescentes inseridos em programas de acolhimento familiar ou institucional, com vista na sua rápida reintegração à família de origem ou, se tal solução se mostrar comprovadamente inviável, sua colocação em família substituta, em quaisquer das modalidades previstas no art. 28 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência VII - mobilização da opinião pública para a indispensável participação dos diversos segmentos da sociedade. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência VIII - especialização e formação continuada dos profissionais que trabalham nas diferentes áreas da atenção à primeira infância, incluindo os conhecimentos sobre direitos da criança e sobre desenvolvimento infantil; (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) IX - formação profissional com abrangência dos diversos direitos da criança e do adolescente que favoreça a intersetorialidade no atendimento da criança e do adolescente e seu desenvolvimento integral; (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) X - realização e divulgação de pesquisas sobre desenvolvimento infantil e sobre prevenção da violência. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) Art. 89 - A função de membro do conselho nacional e dos conselhos estaduais e municipais dos direitos da criança e do adolescente é considerada de interesse público relevante e não será remunerada. Do Conselho Tutelar Capítulo I Disposições Gerais VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art30 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art30 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art30 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art30 91 Art. 131 - O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos nesta Lei. Art. 132 - Em cada Município e em cada Região Administrativa do Distrito Federal haverá, no mínimo, 1 (um) Conselho Tutelar como órgão integrante da administração pública local, composto de 5 (cinco) membros, escolhidos pela população local para mandato de 4 (quatro) anos, permitida 1 (uma) recondução, mediante novo processo de escolha. (Redação dada pela Lei nº 12.696, de 2012) Art. 133 - Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão exigidos os seguintes requisitos: I - reconhecida idoneidade moral; II - idade superior a vinte e um anos; III - residir no município. Art. 134 - Lei municipal disporá sobre local, dia e horário de funcionamento do Conselho Tutelar, inclusive quanto a eventual remuneração de seus membros. Art. 134 - Lei municipal ou distrital disporá sobre o local, dia e horário de funcionamento do Conselho Tutelar, inclusive quanto à remuneração dos respectivos membros, aos quais é assegurado o direito a: (Redação dada pela Lei nº 12.696, de 2012) I - cobertura previdenciária; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) II - gozo de férias anuais remuneradas, acrescidas de 1/3 (um terço) do valor da remuneração mensal; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) III - licença-maternidade; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) IV - licença-paternidade; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) V - gratificação natalina. (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) Parágrafo único - Constará da lei orçamentária municipal e da do Distrito Federal previsão dos recursos necessários ao funcionamento do Conselho Tutelar e à remuneração e formação continuada dos conselheiros tutelares. (Redação dada pela Lei nº 12.696, de 2012) Art. 135 - O exercício efetivo da função de conselheiro constituirá serviço público relevante e estabelecerá presunção de idoneidade moral. (Redação dada pela Lei nº 12.696, de 2012) Capítulo II VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm 92 Das Atribuições do Conselho Art. 136 - São atribuições do Conselho Tutelar: I - atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas nos Arts. 98 e 105, aplicando as medidas previstas no Art. 101, I a VII; II - atender e aconselhar os pais ou responsável, aplicando as medidas previstas no Art. 129, I a VII; III - promover a execução de suas decisões, podendo para tanto: a) requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança; b) representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações. IV - encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente; V - encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência; VI - providenciar a medida estabelecida pela autoridade judiciária, dentre as previstas no art. 101, de I a VI, para o adolescente autor de ato infracional; VII - expedir notificações; VIII - requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou adolescente quando necessário; IX - assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente; X - representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos direitos previstos no art. 220, § 3º, inciso II, da Constituição Federal; XI - representar ao Ministério Público, para efeito das ações de perda ou suspensão do pátrio poder. XI - representar ao Ministério Público para efeito das ações de perda ou suspensão do poder familiar, após esgotadas as possibilidades de manutenção da criança ou do adolescente junto à família natural. (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência XII - promover e incentivar, na comunidade e nos grupos profissionais, ações de divulgação e treinamento para o reconhecimento de sintomas de maus-tratos em crianças e adolescentes. (Incluído pela Lei nº 13.046, de 2014) Parágrafo único - Se, no exercício de suas atribuições, o Conselho Tutelar entender necessário o afastamento do convívio familiar, comunicará incontinenti o fato ao Ministério Público, prestando-lhe informações sobre os motivos de tal entendimento e as providências tomadas para a orientação, o apoio e a promoção social da família. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência VANDERLEIA CORREIA (05992817905) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art220§3ii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art7 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13046.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art7 93 Art. 137 - As decisões do Conselho Tutelar somente poderão ser revistas pela autoridade judiciária a pedido de quem tenha legítimo interesse. Brasília, 13 de julho de 1990; 169º da Independência e 102º da República. RESUMINDO A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1998, no Artigo nº 227, assegura a proteção integral à criança e ao adolescente, conforme foi mencionado nesta unidade. Conhecer as suas responsabilidades e a legislação que foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente é de extrema importância para o Monitor de Transporte Escolar. Acesse o link da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 94 VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 95 1 Marque com um X as alternativas CORRETAS: No Art. 53, da Lei 8.069 de 30 de dezembro de 1990 – A criança e o Adolescente tem direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes: ( ) Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. ( ) Direito de ser respeitado por seus educadores. ( ) Não ter acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. ( ) Direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores. ( ) Direito a organização e participação em entidades estudantis. 2 Coloque “V” se a sentença for verdadeira e “F” se for falsa. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: ( ) atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. ( ) o não atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade. ( ) Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador. ( ) a não progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio ( ) atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. VANDERLEIA CORREIA (05992817905) 96 REFERÊNCIAS ABRAMET. Noções de primeiros socorros no trânsito. 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