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1 
 
 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MONITOR DE 
TRANSPORTE 
ESCOLAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
3 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conselho Regional do Paraná 
Unidade Operacional B13 - Curitiba 
 
Educação Presencial 
Monitor de Transporte Escolar 
Material do aluno 
 
 
Dezembro/2016 
 
 
 
Fale conosco 
0800 728 2891 
www.sestsenat.org.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Monitor de Transporte Escolar: material do 
aluno. 
– Curitiba: SEST/SENAT, 2016. 
93 p.: il. 
 
1. Relações humanas/Profissional; Qualidade no 
atendimento ao usuário; Noções de primeiros 
socorros; Procedimentos operacionais. 
I. Serviço Social do Transporte. II. Serviço 
Nacional de Aprendizagem do Transporte. 
 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://www.sestsenat.org.br/
 
4 
 
MONITOR DE TRANSPORTE ESCOLAR 
 
 
Unidade 1 - Conhecendo o Transporte Escolar e as Funções do Monitor...............................................9 
 
1 O transporte escolar e suas leis 
.....................................................................................................................10 
2 A importância do transporte escolar para a 
educação................................................................................20 
3 O papel do monitor no transporte 
escolar....................................................................................................21 
Resumindo..........................................................................................................................................................26 
Consolidando conteúdos...................................................................................................................................27 
 
Unidade 2 – Atividades Desenvolvidas pelo Monitor de Transporte Escolar........................................29 
 
1 Auxiliar no embarque e desembarque de alunos.........................................................................................30 
2 Orientar os alunos para o uso dos equipamentos do 
veículo.....................................................................31 
3 Receber e guardar o material escolar.............................................................................................................33 
4 Controlar o acesso e o diálogo com os condutores......................................................................................34 
5 Analisar a importância de conservar o veículo.............................................................................................34 
Resumindo...........................................................................................................................................................35 
Consolidando conteúdos...................................................................................................................................36 
 
Unidade 3 - Competências Pessoais Necessárias ao Monitor..................................................................37 
 
1 Características pessoais...................................................................................................................................38 
2 Habilidade técnicas para o desempenho da função.....................................................................................44 
Resumindo...........................................................................................................................................................45 
Consolidando conteúdos...................................................................................................................................46 
 
Unidade 4 - Noções de Primeiros Socorros.............................................................................................47 
1 Situações de emergência e providências.......................................................................................................48 
2 Procedimentos de primeiros socorros..........................................................................................................49 
3 Acidentes e incidentes mais 
frequentes........................................................................................................54 
4 Formas de encaminhamento.........................................................................................................................59 
Resumindo..........................................................................................................................................................60 
Consolidando conteúdos...................................................................................................................................60 
 
Unidade 5 – Interação com os diversos tipos de deficiência...................................................................61 
1 Atendimento às Diferenças e Especificações dos Usuários.......................................................................70 
2 Cuidados Especiais no Transporte de Pessoas com Necessidades 
Especiais...........................................73 
Resumindo..........................................................................................................................................................80 
Consolidando conteúdos...................................................................................................................................81 
 
Unidade 6 – ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente......................................................................83 
1 ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente..............................................................................................84 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
5 
 
Resumindo..........................................................................................................................................................95 
Consolidando conteúdos...................................................................................................................................96 
 
Referências ................................................................................................................................................97 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comprometido com o desenvolvimento do transporte no 
Brasil, o SEST SENAT oferece um programa educacional que 
contribui para a valorização cidadã, o desenvolvimento 
profissional, a qualidade de vida e a empregabilidade do 
trabalhador do transporte, por meio da oferta de diversos 
cursos que são desenvolvidos nas Unidades Operacionais do 
SEST SENAT em todo o país. 
Sempre atento às inovações e demandas por uma educação 
profissional de qualidade, o SEST SENAT reestruturou todo o 
portfólio de materiais didáticos e de apoio aos cursos 
presenciais da instituição, adequando-os às diferentes 
metodologias e aos tipos de cursos, alinhando-os aos avanços 
tecnológicos do setor, às tendências do mercado de trabalho, às 
perspectivas da sociedade e à legislação vigente. 
Esperamos, assim, que este material, que foi desenvolvido com 
alto padrão de qualidade pedagógica, necessário ao 
desenvolvimento do seu conhecimento, seja um facilitador do 
processo de ensino e aprendizagem. 
Bons estudos! 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
7 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
Prezado aluno, 
 
Desejamos-lhe boas-vindas ao curso de Monitor de Transporte Escolar! 
Vamos trabalhar juntos para desenvolver novos conhecimentos e aprofundar 
as competências que você já possui! 
 
O objetivo geral do curso é de proporcionar aos participantes conhecimento 
básico para o exercício da atividade de Monitor de Transporte Escolar. 
 
O curso está dividido em seisunidades de aprendizagem para facilitar seu 
aprendizado. No início de cada unidade, você será informado sobre o conteúdo 
a ser abordado e os objetivos que se pretendem alcançar. Conheça abaixo a 
estrutura do curso: 
Unidade 
Carga 
horária 
1 Conhecendo o Transporte de Escolar e as Funções do Monitor 03 horas-aula 
2Atividades Desenvolvidas pelo Monitor de Transporte Escolar 03 horas-aula 
3 Competências Pessoais Necessárias ao Monitor 02 horas-aula 
4 Noções de Primeiros Socorros 04 horas-aula 
5 Interação com os Diversos Tipos de Deficiência 02 horas-aula 
6 ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente 02 horas-aula 
Total 16 horas-aula 
 
Esperamos que este curso seja muito proveitoso para você! Nosso intuito 
maior é o de lhe apresentar dicas, conceitos e soluções práticas para ajudá-
lo a resolver os problemas encontrados no seu dia a dia de trabalho. 
 
Bons estudos! 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 1 
 
 
CONHECENDO O TRANSPORTE ESCOLAR E AS 
FUNÇÕES DO MONITOR 
 
1 O Transporte Escolar e Suas Leis 
3 O Papel do Monitor no Transporte Escolar 
2 A Importância do Transporte Escolar para a 
Educação 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
9 
 
 
UNIDADE 1 – CONHECENDO O TRANSPORTE 
ESCOLAR E AS FUNÇÕES DO MONITOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
 
 
 
 
 
 
Para muitos alunos, o monitor é um amigo, um companheiro, e muitas vezes uma 
figura de referência. Portanto, é necessária uma postura profissional por parte 
dele, a fim de que suas atitudes possam ensinar aos alunos a maneira correta de 
se portar e obedecer a suas solicitações. Isso não é fácil, pois o monitor deve 
realizar muitas tarefas e estar atento aos alunos em todo momento. 
 
Os monitores são extremamente importantes para o transporte escolar, 
independentemente da faixa etária dos alunos. Vamos conhecer as principais 
funções e responsabilidades destes profissionais, que visam garantir o bom 
cumprimento do transporte de alunos e atender à legislação. 
O cargo de monitor é definido de acordo com regras municipais e estaduais 
próprias. Cada município e estado estabelece os requisitos mínimos que o 
monitor deve possuir para atuar nessa função, bem como as práticas que as 
empresas devem adotar para seleção ou capacitação desses profissionais. 
Nesta unidade, vamos conhecer sobre o transporte escolar e as principais 
funções do monitor escolar. Veremos também sobre a importância do 
transporte escolar para a educação e o papel do monitor escolar. 
 
Você sabe qual é a importância 
do monitor no transporte 
escolar? Quais são as 
principais funções do monitor 
escolar? 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
10 
 
 
Além de auxiliar no embarque e no desembarque das crianças, os monitores 
cuidam da segurança dos alunos durante a viagem e inspecionam seu 
comportamento no ambiente veicular, garantindo que se respeitem mutuamente, 
respeitem o condutor, e cuidem do veículo. 
 
Os monitores também orientam os alunos sobre as regras e procedimentos a 
serem obedecidos e sobre o cumprimento de horários. Ainda, recebem as 
reclamações e analisam os problemas que ocorrem durante a viagem. Além disso, 
contribuem organizando a chegada e a saída dos alunos da escola. 
 
 
1 O TRANSPORTE ESCOLAR E SUAS LEIS 
 
Embora exista um número menor de crianças do que de adultos circulando nas 
vias, proporcionalmente elas se envolvem mais vezes em acidentes de trânsito. 
Por isso os cuidados com o transporte escolar são tão importantes. 
 
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro - CTB, no Art. 168: 
Art. 168- Transportar crianças em veículo automotor sem 
observância das normas de segurança especiais estabelecidas neste 
Código: 
 Infração – gravíssima; 
Penalidade – multa; 
Medida administrativa - retenção do veículo até que a irregularidade 
seja sanada. 
 
Quanto a medida administrativa – retenção do veículo até que a irregularidade 
seja sanada, a Resolução nº 352, de 14 de junho de 2010 dá uma nova redação 
ao inciso III, do Art. 7º da Resolução nº 277, de 28 de maio de 2008, do 
CONTRAN, e passa a vigorar com a seguinte redação: 
III – A partir de 1.º de setembro de 2010, os órgãos e entidades 
componentes do Sistema Nacional de Trânsito fiscalizarão o uso 
obrigatório do sistema de retenção para o transporte de crianças ou 
equivalente. 
 
A seguir, serão apresentadas as principais normas, baseadas nos artigos do CTB, 
e que são consideradas especialmente importantes para esclarecer as 
responsabilidades dos monitores de veículos de transporte escolar. 
 
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Brasil, 
1996), no Art. 4º, a responsabilidade de garantir o transporte escolar aos alunos 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
11 
 
da rede municipal é dos municípios, e aos alunos da rede estadual é dos Estados. 
No entanto, considerando as dimensões dos Estados e Municípios e o tamanho 
do território nacional, mesmo a prestação de serviços essenciais, como o 
transporte escolar, torna-se um grande desafio. 
 
Aqueles que trabalham com o transporte escolar precisam conhecer as regras 
que disciplinam essa atividade no Código de Trânsito Brasileiro, no Art. 136, 
estabelece que os veículos especialmente destinados à condução coletiva de 
escolares somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão 
ou entidade executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal. 
 
Veremos, a seguir, as regras gerais do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), 
Capítulo XIII – Da Condução de Escolares, do Art. 136: 
 
 Art. 136- Os veículos especialmente destinados à condução coletiva de escolares 
somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou 
entidade executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, exigindo-
se, para tanto: 
 I - registro como veículo de passageiros; 
 II - inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios 
e de segurança; 
 III - pintura de faixa horizontal na cor amarela, com quarenta 
centímetros de largura, à meia altura, em toda a extensão das partes 
laterais e traseira da carroçaria, com o dístico ESCOLAR, em preto, sendo 
que, em caso de veículo de carroçaria pintada na cor amarela, as cores aqui 
indicadas devem ser invertidas; 
 IV - equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e 
tempo; 
 V - lanternas de luz branca, fosca ou amarela dispostas nas 
extremidades da parte superior dianteira e lanternas de luz vermelha 
dispostas na extremidade superior da parte traseira; 
 VI - cintos de segurança em número igual à lotação; 
VII - outros requisitos e equipamentos obrigatórios estabelecidos 
pelo CONTRAN. 
 
Art. 137- A autorização a que se refere o artigo anterior deverá ser afixada na 
parte interna do veículo, em local visível, com inscrição da lotação permitida, 
sendo vedada a condução de escolares em número superior à capacidade 
estabelecida pelo fabricante. 
 
Nos veículos especialmente destinados ao transporte de escolares é proibido 
o transporte de passageiros em pé. Todos os estudantes devem ser transportados 
sentados, obedecendo à capacidade máxima definida pelo fabricante do veículo. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
12 
 
 
As exigências que o motorista do veículo de transporte escolar deve atender, 
conforme Art. 138, são: 
Art. 138. O condutor de veículo destinado à condução de escolares deve 
satisfazer os seguintes requisitos: 
 I - ter idade superior a vinte e um anos; 
 II - ser habilitado na categoria D; 
 III - (VETADO) 
 IV - não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser 
reincidente em infrações médias durante os doze últimos meses; 
 V - ser aprovado em curso especializado, nos termos da 
regulamentação do CONTRAN. 
 
Vejamos a Lei nº 11.328, de 30 de dezembro de 2004, daCâmara Municipal de 
Curitiba que aprovou e o Prefeito Municipal sancionou sobre o Serviço de 
Transporte Escolar em Curitiba. 
 
O Serviço de Transporte Escolar –STE, considerado de utilidade Pública, destina-
se ao transporte de estudantes da pré-escola ao ensino médio, matriculados em 
estabelecimentos de ensino do Município de Curitiba. 
 
Conforme Art. 3, da Lei 11.328/2004, a permissão concedida pela Urbanização 
de Curitiba S.A – URBS, será executado por: 
I – motoristas profissionais autônomos; 
II- empresas individuais; 
III empresas coletivas. 
 
Segundo a Lei nº 11.328/2004, no Art. 4º e Art.5º, para operar no Serviço de 
Transporte Escolar o motorista profissional autônomo deverá cumprir as 
seguintes exigências: 
 
Art.4º- Para operar no STE o motorista profissional autônomo deverá cumprir 
às seguintes exigências: 
I - ser maior de 21 ( vinte e um ) anos; 
II - estar habilitado nas categorias D ou E. 
III - possuir 2 (dois) anos de experiência profissional; 
IV - possuir bons antecedentes; 
V - ter concluído o curso específico de condutores de veículos 
VI - ser proprietário ou possuir arrendamento mercantil, em seu nome, do 
veículo com que pretende operar no serviço: 
VII - estar inscrito no cadastro fiscal do município de Curitiba; 
VIII - apresentar cópia do contrato de prestação de serviços celebrado com 
o estabelecimento de ensino. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
13 
 
 
Parágrafo único. Ao motorista profissional autônomo poderá ser outorgada 
apenas uma permissão, conforme estabelece o inciso VI. 
 
Art.5º- Para operar no STE a empresa, individual ou coletiva, deverá cumprir as 
seguintes exigências: 
I - estar legalmente constituída; 
II - dispor de escritório com sede e foro em Curitiba; 
III - dispor de área apropriada para o estacionamento dos veículos; 
IV - ser proprietária ou possuir arrendamento mercantil, em seu nome, dos 
veículos com que pretende operar no serviço. 
 
Parágrafo único. A empresa que possuir arrendamento mercantil de veículo 
deve garantir a regularidade dos serviços sob pena de perda da permissão. 
 
Art.6º- Cumpridas todas as exigências contidas nos artigos anteriores a URBS 
expedirá o competente termo de permissão para a exploração do STE. 
Seção II 
Dos Condutores de Veículos 
Art.7º- Os condutores de veículos contratados pelos permissionários e os 
transportadores autônomos serão, obrigatoriamente inscritos no Cadastro de 
Condutores mantido pela URBS. 
 
Parágrafo Único: Fica proibido ao condutor e auxiliar fumar no interior do veículo. 
 
Art.8º- A inscrição será feita mediante requerimento instruído com os seguintes 
documentos: 
I - cópia da carteira de habilitação nas categorias D ou E; 
II - certidões de bons antecedentes, civil e criminal; 
III - certificado de conclusão do curso específico para condutores; 
IV - alvará de localização para condutor autônomo. 
 
Art.9º- Aos inscritos será fornecido Certificado de Condutor, com validade de 02 
(dois) anos, sem que isso impeça a exigência de renovação em período mais curto. 
 
Art.10 - Somente os profissionais inscritos no Cadastro de Condutores poderão 
operar os veículos do STE. 
CAPÍTULO III 
DOS VEÍCULOS 
 
Art.11 - Somente veículos do tipo camioneta, ônibus ou micro-ônibus poderão ser 
utilizados no STE, devendo, conforme o tipo, apresentar as seguintes 
características: 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
14 
 
I - se do tipo camioneta, deverá possuir 04 (quatro) portas e capacidade 
mínima de 01 (uma) tonelada; 
II - se dos tipos ônibus ou micro-ônibus, deverá possuir ao menos uma 
porta além da porta de entrada e da saída de emergência. 
 
Art.12- Os veículos utilizados no STE deverão: 
I - ter pintada com tinta amarela, em toda a extensão da carroceria, uma 
faixa horizontal com 40 (quarenta) centímetros de largura, situada à meia 
altura, na qual constará o dístico “Escolar”, em letras pretas; 
II - possuir apólice de seguro contra terceiros, passageiros ou não, por 
danos físicos; 
III - estar especialmente licenciado para tal finalidade; 
IV - atender a todas as normas prescritas no Código de Trânsito 
Brasileiro, nesta lei e no seu regulamento. 
 
Parágrafo único. Quando o veículo for utilizado no STE de maneira eventual, a 
faixa prevista no inciso I deverá ser, branca, removível, e conter o mesmo dístico 
"Escolar". 
 
Art.13- O número de veículos admitidos a operar no transporte escolar será 
determinado pela URBS em conjunto com os órgãos representativos de 
estabelecimentos de ensino, de associação de pais e mestres e dos 
transportadores. 
 
Parágrafo único - O aumento do número de veículos que operam no sistema, 
somente poderá ocorrer mediante procedimento licitatório. 
 
Art.14- A URBS procederá vistoria semestral em todos os veículos utilizados no 
STE, independentemente da vistoria realizada por ocasião do licenciamento. 
 
Parágrafo único - A critério exclusivo da URBS, o prazo de que trata o "caput" 
deste artigo poderá ser reduzido. 
 
Art.15. A vistoria verificará prioritariamente se o veículo atende aos itens de 
segurança, conforto e aparência, e às exigências desta lei, do regulamento e 
Código de Trânsito Brasileiro. 
 
Art.16- Após a vistoria, a URBS fornecerá um selo que deverá ser afixado no 
vértice superior direito do para-brisa dianteiro, e no qual, além dos dados 
identificadores do veículo, constará a data da vistoria e seu prazo de validade. 
 
Art.17- A vida útil dos veículos utilizados no STE é fixada em 10 (dez) anos para 
camioneta e micro-ônibus e em 15 (quinze) anos para ônibus. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
15 
 
 
Art.18- O veículo com vida útil vencida poderá ser substituído por outro usado 
que atenda as disposições desta Lei. 
 
Parágrafo único - O veículo substituto só receberá certificado de vistoria para 
atuar no STE caso preencha os requisitos e exigências técnicas do departamento 
competente da URBS. 
 
Art.19- Os veículos utilizados no STE obedecerão à lotação estabelecida no 
certificado de registro e licenciamento, sendo expressamente proibido o 
transporte de passageiros em pé, 
CAPÍTULO IV 
DA TRANSFERÊNCIA 
 
Art.20- Admitir-se-á a transferência, total ou parcial, da permissão outorgada a 
mais de 01 (um) ano, mediante a aprovação prévia da URBS e observância do 
seguinte procedimento: 
 
I - apresentação de requerimento, subscrito pelas partes interessadas, com 
firma reconhecida, devidamente instruído com os documentos relacionados 
no Art.4º, I/VII, e Art.5º, I/IV, conforme o caso; 
II - verificação dos Registros Cadastrais; 
III - análise do pedido; 
IV – alteração de permissão de pessoa física para pessoa jurídica; 
V - deliberação administrativa. 
 
Art.21- Aprovada a transferência, será o beneficiário convocado a assinar o 
competente Termo de Permissão, o qual será intransferível pelo prazo de 01 (um) 
ano. 
 
§ 1º- No caso de transferência total, será expedido novo Termo de Permissão 
do qual constará cláusula indicando qual o termo que está sendo substituído. 
 
§ 2º- No caso de transferência parcial, será adotado o mesmo procedimento 
previsto no parágrafo anterior, e proceder-se-á a averbação da tal 
circunstância nos registros cadastrais competentes. 
 
Art.22 - Ocorrendo o falecimento do permissionário autônomo ou do titular de 
empresa individual, a transferência obedecerá a ordem de vocação hereditária 
estabelecida pelo art.1.829 do Código Civil Brasileiro. 
 
§1º - Havendo expressa autorização dos herdeiros a transferência poderá 
ser deferida à terceiros. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
16 
 
 
§2º - O pedido de transferência, formulado pelos herdeiros ou terceiros, será 
instruído com cópia da partilha ou do alvará judicial expedido pelo juízo 
competente, no prazo de 120 (cento e vinte) dias contados do término do 
inventário. 
 
Art.23 - Ao permissionário que transferir sua permissão fica vedada nova 
outorga. 
 
§1º- Decorrido um (01) ano da transferência, o permissionário origináriopoderá voltar a explorar o STE mas somente mediante a obtenção da 
transferência de outra permissão, uma vez atendidas as condições 
estabelecidas nesta lei e seu regulamento. 
 
 
CAPÍTULO V 
DAS PENALIDADES 
 
Art.24- A inobservância desta lei e de seu regulamento sujeita o infrator às 
seguintes penalidades, que serão aplicadas, separadas ou cumulativamente, 
conforme a natureza e gravidade da infração: 
I - advertência escrita; 
II - multa; 
III - suspensão do Certificado de Condutor; 
IV - cassação do Certificado de Condutor; 
V - suspensão da licença para trafegar; 
VI - cassação da permissão. 
 
Art.25 - Constatada a infração será lavrado o formulário "Registro de Ocorrência" 
que instruirá o respectivo processo administrativo. 
 
Art.26 - As infrações serão classificadas de acordo com sua gravidade, em grupos 
distintos, conforme sua natureza e gravidade. 
 
Art. 27 - Verificada, pela URBS a inobservância de quaisquer das disposições 
legais pertinentes, serão aplicadas ao infrator as penalidades cabíveis, as quais 
serão lavradas em formulários denominados Registro de Ocorrência. 
 
Art.28 - Instaurado, autuado e numerado o processo administrativo, o infrator 
será notificado para exercer o seu direito de defesa no prazo de 10 (dez) dias, 
contado da data do seu recebimento, em petição escrita dirigida à Gerência dos 
Serviços de Táxi e Transporte Comercial, da URBS, órgão julgador de primeira 
instância. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
17 
 
 
Parágrafo segundo: Fica a Procuradoria Jurídica da URBS, investida na qualidade 
de autoridade preparadora de todos os atos e termos processuais necessários ao 
regular desenvolvimento do processo. 
 
Art.29 -No prazo de 10 (dez) dias, contado da data em que o infrator tomar ciência 
da decisão de primeira instância, caberá recurso à Diretoria de Transporte, da 
URBS, órgão julgador de última instância. 
 
Art.30 - A decisão condenatória prolatada em última instância terá força de título 
extrajudicial, para todos os fins e efeitos legais. 
 
Parágrafo único - Decorrido sem recurso o prazo previsto no art.28, aplica-se às 
decisões de primeira instância o preceito contido no caput. 
 
Art.31- Se o infrator for motorista empregado do permissionário, caberá a este as 
providências necessárias para impedir que o infrator fique impedido de conduzir 
veículos de transporte escolar. 
 
§1º - Se as medidas previstas no caput não forem tomadas, a penalidade de 
cassação será suportada pelo permissionário, 
 
§2º - Ao condutor punido com a pena de cassação do seu Certificado, não será 
emitido novo certificado, ficando impedido de conduzir veículos de transporte 
escolar. 
 
Art.32- Será sumariamente cassada a permissão para a exploração do STE: 
I - sempre que houver paralisação do serviço por mais de 01 (um) ano, salvo 
por motivo de força maior, o permissionário deverá apresentar justificativa 
por escrito e protocolada na URBS no prazo de 30 (trinta) dias a contar da 
data da paralisação. 
II - se for efetuada transferência do termo de permissão, sem conhecimento 
e anuência da URBS – Urbanização de Curitiba S.A.; 
 III - quando houver dissolução ou for decretada a falência da empresa; 
 IV - quando ocorrer inobservância do permissionário autônomo. 
 
CAPÍTULO VI 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art.33 - No transporte escolar de estudantes até a 4ª (quarta) série do ensino 
fundamental, é obrigatória a presença de pessoa qualificada, com treinamento 
específico para assistência e acompanhamento dos estudantes. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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Art.34 - A fiscalização do SET será exercida pela URBS - Urbanização de Curitiba 
S.A. através da Gerência dos Serviços de Taxi e Transporte Comercial. 
 
Art.35 - Para melhor executar sua tarefa de fiscalização a URBS poderá expedir 
ordens de serviço, avisos, notificações, instruções e editais aos quais ficam 
obrigados os permissionários do serviço, constituindo infração seus 
descumprimentos. 
 
Art.36 - Os fiscais do Serviço de Transporte Escolar portarão carteira que os 
identifique como tal, expedida pelo órgão competente da Municipalidade. 
 
Art.37 - O preço a ser cobrado pelo STE será fixado em contrato de prestação de 
serviços celebrado entre contratantes e contratados. 
 
 §1º- A pedido das partes, a URBS poderá efetuar cálculos dos custos 
operacionais que servirão de base para fixação do preço a ser cobrado. 
 
Art.38 - Os permissionários serão responsabilizados pelos danos materiais que 
causarem às vias públicas e aos próprios munícipes. 
 
Art.39 - Os permissionários são obrigados a remeter ao órgão competente, as 
tabelas de preço e suas atualizações, os itinerários percorridos, número de 
estudantes transportados semestralmente e quaisquer dados que forem 
solicitados para compor os relatórios estatísticos do sistema. 
 
Art.40 - Os permissionários ficam sujeitos ao recolhimento de taxas referente a 
expedição de documentos. 
 
Art.41 - Os permissionários terão o prazo de 30 (trinta) dias para a atualização 
do endereço, em caso de mudança de domicílio ou residência. 
 
 Parágrafo único. Fica sujeito às penas da Lei o permissionário que fizer 
falsa declaração de residência. 
 
Art.42 - O Poder Executivo Municipal regulamentará a presente lei, no prazo de 
90 (noventa dias), contado de sua publicação. 
 
Art.43 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogada a Lei nº 7559, 
de 22 de outubro de 1990. 
 
Esta Lei foi publicada no Diário Oficial Municipal - DOM, nº 99, de 30 de dezembro 
de 2004. 
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2 A IMPORTÂNCIA DO TRANSPORTE ESCOLAR PARA 
A EDUCAÇÃO 
 
Vejamos o que diz a legislação: Constituição Federal de 1988, traz como um dos 
fundamentos a cidadania, considerando a educação como elemento essencial 
para sua construção. No seu Art.6: 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o 
trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência 
social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos 
desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 90, de 2015) 
 
No Art. 205 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é 
assegurado o acesso à educação a todos, vejamos: 
Art. 205 - A educação, direito de todos e dever do Estado e da 
família, será promovida e incentivada com a colaboração da 
sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu 
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o 
trabalho. 
 
Para uma grande quantidade de alunos no Brasil, não é possível estudar sem a 
existência de um transporte que os leve de sua casa até a escola. Muitos alunos 
residem em locais distantes da escola em que estudam, não podendo, portanto, 
ir caminhando. 
 
Em outros casos, a caminhada até a escola é tão longa penalizando os alunos, que 
chegam cansados, sujos ou atrasados para a aula. Muitos chegam a desistir dos 
estudos pela falta do transporte. 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
Na maior parte dos casos, os alunos de escolas públicas não possuem condições 
financeiras de pagar pelo transporte coletivo ou de contratar transporte 
particular. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc90.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc90.htm
 
20 
 
Além disso, existem alunos que apresentam algum tipo de restrição física ou 
mental, e não podem se deslocar sozinhos até a escola. 
 
O transporte escolar figura como importante elemento para a garantia da 
Educação concorrendo para a aplicação dos princípios do ensino: o da igualdade 
de condições de acesso e permanência na escola e da gratuidade do ensino 
público nos estabelecimentos oficiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional– LDB (Brasil, 
1996), a responsabilidade de garantir o transporte escolar aos alunos da rede 
municipal é dos municípios, e aos alunos da rede estadual é dos Estados. 
 
No entanto, considerando as dimensões dos Estados e Municípios e o tamanho 
do território nacional, oferecer serviços essenciais, tais como o transporte 
escolar, torna-se um grande desafio. 
 
3 O PAPEL DO MONITOR NO TRANSPORTE 
ESCOLAR 
 
Os monitores são extremamente importantes para o transporte de alunos, 
independente de sua idade. Além de auxiliar no embarque e no desembarque das 
crianças, os monitores cuidam da segurança dos alunos durante a viagem e 
inspecionam seu comportamento no ambiente veicular, garantindo que se 
respeitem mutuamente, respeitem o condutor, e cuidem dos veículos. 
 
Monitores também orientam os alunos sobre as regras e procedimentos a serem 
obedecidos e sobre o cumprimento de horários. Ainda, recebem as reclamações 
O Transporte Escolar é aquele que transporta 
os alunos, de qualquer nível de ensino, entre o 
seu local de residência (moradia) até um 
estabelecimento de ensino (escola), tanto na 
ida para a escola quanto na volta para casa. 
Dessa forma, conclui-se que o transporte 
escolar existe para fins educacionais, ou seja, 
para permitir o acesso dos alunos à escola. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
21 
 
e analisam os problemas que ocorrem durante a viagem. Além disso, contribuem 
organizando a chegada e a saída dos alunos da escola. 
O cargo de monitor é definido de acordo com regras municipais e estaduais 
próprias. Cada município e estado estabelece os requisitos mínimos que o 
monitor deve possuir para atuar nessa função, bem como as práticas que as 
empresas devem adotar para seleção ou capacitação desses profissionais. 
 
Muitas crianças se apegam ao monitor como se ele fosse de sua família, a ponto 
de chamá-lo de “tio”. Estas crianças, principalmente os adolescentes, estão 
descobrindo sua sexualidade, ou seja, seus corpos estão passando por alterações 
físicas e hormonais que os levam a confundir, muitas vezes, afetividade com 
sexualidade. O papel do monitor é o de orientar estas crianças, com o carinho e 
respeito que sua inocência exige. 
 
Vale lembrar que é considerado abuso qualquer tipo de ato ou jogo sexual 
realizado com crianças ou adolescentes e que tenha por objetivo a estimulação 
sexual do adulto. Crianças e jovens não sabe distinguir o carinho do assédio. Às 
vezes elas gostam de conversas “adultas”. No entanto, uma anedota, ou cantada 
obscena, pode ser considerada assédio. 
 
Vale destacar que o papel do monitor de transporte escolar vai muito além de 
levar os estudantes de casa para a escola e da escola para casa. Este profissional 
tem participação importante na educação das crianças e jovens. 
 
 
3.1 Responsabilidades no transporte de escolares 
 
Embora exista um número menor de crianças do que de adultos circulando nas 
vias, proporcionalmente elas se envolvem mais vezes em acidentes de trânsito. 
Por isso, os cuidados com o transporte escolar são tão importantes. 
 
Devido às características do transporte escolar, as responsabilidades das pessoas 
envolvidas são muitas. Na regulamentação local (de cada município ou estado) 
estão estabelecidas normas de conduta para o transportador que podem não 
estar previstas no CTB. A seguir serão apresentadas as principais normas, 
baseadas nos artigos, e que são consideradas especialmente importantes para 
esclarecer as responsabilidades dos monitores de veículos de transporte escolar: 
 Manter o veículo e a operação em condições adequadas: 
 
Art. 27 - Antes de colocar o veículo em circulação, nas vias públicas, é 
obrigatório verificar a existência e as boas condições de funcionamento dos 
equipamentos de uso obrigatório, como exemplos: cintos de segurança, 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
22 
 
extintores, bem como assegurar-se da existência de combustível suficiente 
para chegar ao local de destino. 
 
Art. 107 - Os veículos de aluguel, destinados ao transporte individual ou 
coletivo de passageiros, deverão satisfazer, além das exigências 
previstas no CTB, às condições técnicas e aos requisitos de segurança, 
higiene e conforto estabelecidos pelo poder competente para autorizar, 
permitir ou conceder exploração dessa atividade 
 
Art. 40 - O uso de luzes em veículo obedecerá às seguintes determinações: 
 
 I - o condutor manterá acesos os faróis do veículo, utilizando luz 
baixa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos de 
iluminação pública e nas rodovias; (Redação dada pela Lei nº 
13.290, de 2016) (Vigência) 
 II - nas vias não iluminadas o condutor deve usar luz alta, exceto ao 
cruzar com outro veículo ou ao segui-lo; 
 III - a troca de luz baixa e alta, de forma intermitente e por curto 
período de tempo, com o objetivo de advertir outros motoristas, só 
poderá ser utilizada para indicar a intenção de ultrapassar o veículo 
que segue à frente ou para indicar a existência de risco à segurança 
para os veículos que circulam no sentido contrário; 
 IV - o condutor manterá acesas pelo menos as luzes de posição do 
veículo quando sob chuva forte, neblina ou cerração; 
 V - O condutor utilizará o pisca-alerta nas seguintes situações: 
 a) em imobilizações ou situações de emergência; 
 b) quando a regulamentação da via assim o determinar; 
 
 VI - durante a noite, em circulação, o condutor manterá acesa a luz de 
placa; 
 VII - o condutor manterá acesas, à noite, as luzes de posição quando 
o veículo estiver parado para fins de embarque ou desembarque de 
passageiros e carga ou descarga de mercadorias. 
 Parágrafo único - Os veículos de transporte coletivo regular de 
passageiros, quando circularem em faixas próprias a eles destinadas, 
e os ciclos motorizados deverão utilizar-se de farol de luz baixa 
durante o dia e à noite. 
 
Art. 64 - As crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas 
nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo CONTRAN. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13290.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13290.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13290.htm#art2
 
23 
 
Art. 65 - É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e 
passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações 
regulamentadas pelo CONTRAN. 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
 Cuidados com a Velocidade: 
 
As crianças possuem uma visão periférica não totalmente desenvolvida e 
não avaliam corretamente a velocidade dos veículos e, principalmente, das 
motocicletas. Por isso, é importante estar atento à velocidade com que o 
veículo trafega, aumentando a segurança das crianças dentro e fora do 
veículo: 
 
Art. 42 - Nenhum condutor deverá frear bruscamente seu veículo, salvo 
por razões de segurança. 
 
Art. 43 - Ao regular a velocidade, o condutor deverá observar 
constantemente as condições físicas da via, do veículo e da carga, as 
condições meteorológicas e a intensidade do trânsito, obedecendo aos 
limites máximos de velocidade estabelecidos para a via, além de: 
 I - não obstruir a marcha normal dos demais veículos em circulação 
sem causa justificada, transitando a uma velocidade anormalmente 
reduzida; 
 II - sempre que quiser diminuir a velocidade de seu veículo deverá 
antes certificar-se de que pode fazê-lo sem risco nem inconvenientes 
para os outros condutores, a não ser que haja perigo iminente; 
 III - indicar, de forma clara, com a antecedência necessária e a 
sinalização devida, a manobra de redução de velocidade. 
 Atenção no embarque e desembarque de escolares: 
 
 
 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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Fonte: SEST SENATArt. 49 - O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, 
deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem de que isso 
não constitui perigo para eles e para outros usuários da via. 
 
 Parágrafo único - O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre 
do lado da calçada, exceto para o condutor. 
 
 Empatia e relacionamento com os escolares: 
 
A maior barreira ao relacionamento interpessoal é a nossa tendência para 
julgar, aprovar ou desaprovar o comportamento das outras pessoas. Nós 
julgamos a partir dos nossos próprios conceitos, e nos esquecemos de que 
as outras pessoas podem ter diferentes pontos de vista e referências. É 
importante trabalhar a nossa empatia, a capacidade de nos colocarmos no 
lugar de outra pessoa. 
 
O desenvolvimento desta habilidade nos tornará mais flexíveis, com maior 
compreensão a respeito de outras realidades e outros comportamentos. 
 
Empatia quer dizer “colocar-se no lugar do outro” para melhor conhecer e 
compreender seus sentimentos, suas ações, seus pensamentos e sua visão 
do mundo. É a capacidade de saber como o outro se sente para interagir e 
trabalhar melhor com ele. 
 
Um indivíduo que consegue analisar uma situação sem considerar apenas 
seu próprio juízo de valor pode prestar um grande auxílio a outros 
indivíduos ou grupos no esclarecimento de expectativas e compreensão 
das atitudes de cada um. Uma compreensão mútua pode facilitar a solução 
de muitos problemas. 
 
É importante lembrar que o monitor de transporte escolar não 
participa apenas das atividades ligadas ao transporte. Por estar em 
contato diário com os alunos, ele poderá auxiliar na sua formação, 
tirando dúvidas e esclarecendo assuntos. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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O monitor ajuda também na integração social, mostrando que todos 
são iguais e devem ser tratados com educação e respeito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMINDO 
 
 
Com o propósito de tornar o trânsito mais seguro, com menor número de 
acidentes e de vítimas, o Código de Trânsito Brasileiro estabelece normas de 
circulação e conduta, que precisam ser conhecidas e respeitadas por todos os 
usuários das vias. 
 
Nos veículos que transportam escolares, alguns equipamentos são essenciais e 
obrigatórios, podendo ainda ser utilizados na identificação das possíveis causas 
de acidentes. 
 
 
Acesse o link abaixo para consulta ao Código de Trânsito Brasileiro 
– CTB: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm
 
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Marque com um “X” as alternativas corretas: 
 
1 O CTB determina que todos os monitores ou condutores de 
veículos escolares, para exercerem suas atividades, deverão 
apresentar, previamente, certidão negativa do registro de 
distribuição criminal relativamente aos crimes de homicídio. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
2 ________________________, com as modificações oriundas da Lei n° 
10.709, de 31 de julho de 2003, passou a determinar a 
responsabilidade de Estados e Municípios quanto ao 
oferecimento de transporte escolar. 
( ) O Código de Trânsito Brasileiro. 
( ) O Ministério dos Transportes. 
( ) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 
( ) A Constituição Federal. 
( ) O Conselho Nacional de Trânsito. 
 
 
3 A autorização emitida pelo órgão de trânsito para a circulação 
do veículo escolar deve estar bem visível e afixada na parte 
interna do veículo. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
4 Marque com um “X” a única alternativa correta: 
 
Transportar crianças em veículos sem observância das normas 
de segurança especiais, estabelecidas no Código de Trânsito 
Brasileiro - CTB, constitui e, além da multa, 
resulta na retenção do veículo até que a irregularidade seja 
sanada: 
 
( ) infração leve ( ) infração média ( ) infração grave ( ) 
infração gravíssima 
 
 
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5 O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do veículo, 
deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem 
de que isso não constitui perigo para eles e para outros 
usuários da via. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
6 De acordo com o _________________________, antes de colocar o veículo 
em circulação nas vias públicas, é obrigatório verificar a 
existência e as boas condições de funcionamento dos 
equipamentos de uso obrigatório. 
( ) Artigo 27 do CTB 
( ) Artigo 49 do CTB 
( ) Artigo 107 do CTB 
( ) Artigo 168 do CTB 
 
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3 Rotina de trabalho do cobrador 3 Rotina de trabalho do r 
UNIDADE 2 
 
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO MONITOR DE 
TRANSPORTE ESCOLAR 
 
 
1 Auxiliar no Embarque e Desembarque de Alunos 
 
 3 Receber e Guardar o Material Escolar 
 
 2 Orientar os Alunos para o Uso dos Equipamentos do 
Veículo 
4 Controlar o Acesso e o Diálogo com os Condutores 
 
 
5 Analisar a Importância de Conservar o Veículo 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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UNIDADE 2 -ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 
PELO MONITOR DE TRANSPORTE ESCOLAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 AUXILIAR O EMBARQUE E DESEMBARQUE DE 
ALUNOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que deve fazer o monitor de 
transporte escolar no embarque e 
desembarque de alunos? Como o 
monitor deve auxiliar as pessoas com 
deficiência a entrarem e saírem do 
veículo? 
 
Nesta unidade, veremos sobre as principais atividades que são 
desenvolvidas pelo monitor de transporte escolar, sobre a importância das 
orientações que o monitor de transporte escolar tem de ter sobre os 
cuidados especiais em determinadas situações. 
 
O Monitor de Transporte Escolar é 
responsável pela segurança dos 
alunos durante o embarque e o 
desembarque no veículo. Este 
profissional deve estar atento à 
travessia das vias pelos estudantes. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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O Monitor de Transporte Escolar precisa auxiliar as crianças menores a 
subirem degraus, organizar filas de embarque quando lidam com muitos 
alunos e ajudar pessoas com deficiência a entrarem e saírem do veículo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
 
2 ORIENTAR OS ALUNOS PARA O USO DOS 
EQUIPAMENTOS DO VEÍCULO 
 
Para garantir maior segurança, o monitor deve orientar os alunos em relação 
ao uso correto dos equipamentos do veículo. Dentre os equipamentos do 
veículo podemos citar: 
 os extintores de incêndio; 
 as saídas de emergência nas janelas; 
 seguradores; 
 corrimãos; 
 cinto de segurança. 
 
Por exemplo, o cinto de segurança é de uso obrigatório, mas muitas crianças 
não sabem como usá-lo corretamente, nem conhecem sua serventia ou 
importância. 
 
No momento do acidente, acontecem dois choques simultâneos: o primeiro, 
do veículo contra o obstáculo e o segundo, dos ocupantes contra as partes 
internas do veículo. 
 
O uso do cinto de segurança evita, ou pelo menos ameniza, o segundo choque, 
pois mantém o motorista e os demais ocupantes fixos no banco. Além disso, 
o uso do cinto evita que as pessoas sejam arremessadas para fora do veículo, 
o que quase sempre é muito grave. O Monitor deverá conhecer bem o 
funcionamento do cinto e apresentar para as crianças e jovens os demais 
equipamentos de segurança do veículo, mostrando onde estão e como utilizá-
los. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
31 
 
 
O Monitor deverá ter preparo para ajustar o cinto nas crianças, qualquer que 
seja sua faixa etária, e assegurar-se de que o equipamento esteja em correto 
e perfeito funcionamento durante toda a viagem. 
 
Para cada idade da criançaexiste um modelo diferente e adequado de cinto 
de segurança, e sua utilização obrigatória. Segundo a Resolução nº 277, de 
28 de maio de 2008, do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, que 
dispõe sobre o transporte de menores de 10 anos e a utilização do 
dispositivo de retenção para o transporte de crianças em veículos: 
 
 As crianças, com até um ano de idade - deverão utilizar, 
obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “bebê 
conforto ou conversível”. 
 
Fonte: SEST SENAT 
 
 
 As crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a 
quatro anos - deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo 
de retenção denominado “cadeirinha”. 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
 
 
 As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete 
anos e meio - deverão utilizar o dispositivo de retenção denominado 
“assento de elevação”. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
32 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
 As crianças com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual 
a dez anos - deverão utilizar o cinto de segurança do veículo. 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
3 RECEBER E GUARDAR O MATERIAL ESCOLAR 
 
Ao entrar no veículo, as crianças levam consigo mochilas, sacolas, cadernos, 
brinquedos, livros etc. O Monitor deve segurar estes pertences durante o 
embarque da criança e enquanto ela se acomoda e coloca o cinto de 
segurança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
Caso o veículo possua porta-objetos, o Monitor deverá guardar 
adequadamente este material durante a viagem, evitando estragos e 
impedindo que a criança, devido às mãos ocupadas, não possa se segurar 
durante o deslocamento do veículo. 
 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
33 
 
4 CONTROLAR O ACESSO E O DIÁLOGO COM OS 
CONDUTORES 
 
Uma das principais funções desempenhadas pelo monitor é facilitar e 
auxiliar o trabalho do motorista. Dessa forma, o monitor deve estar sempre 
atento para que as crianças não perturbem o motorista durante o exercício 
de sua função, ou seja, enquanto está dirigindo. 
 
O Monitor acompanha os alunos desde o embarque no transporte escolar até 
seu desembarque no destino. Além de controlar o acesso e o diálogo com o 
condutor do veículo, zelando para não tirar atenção do motorista. 
 
Os Monitores de Transporte Escolar são profissionais que trabalham 
auxiliando os condutores e, em algumas situações, devem estar preparados 
para fatos inesperados e para acompanhar crianças com deficiência, que 
apresentam restrições físicas ou mentais. 
 
 
 
 
 
 
 
5 ANALISAR A IMPORTÂNCIA DE ONSERVAR O 
VEÍCULO 
 
O transporte escolar pode ser oferecido por empresas públicas ou por 
empresas particulares. Em ambos os casos as crianças devem 
compreender a importância de manter o veículo sempre limpo e em bom 
estado, sem rabiscar ou rasgar os bancos, nem quebrar ou danificar os 
equipamentos. 
 
Mesmo quando elas estão sendo transportadas por um veículo da 
prefeitura, em serviço gratuito, as crianças devem compreender que 
aquele veículo é um bem de todos, disponibilizado para a sociedade e a ser 
utilizado ainda por muitos anos, levando e trazendo outras crianças que 
precisam ir à escola. 
Situações nas quais os alunos fazem 
muita bagunça, muito barulho, 
brincadeiras perigosas, ou em que 
conversam com o condutor, tornam-
se extremamente perigosas, pois 
podem fazer o motorista perder sua 
concentração, e diminuir a atenção e 
os reflexos. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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RESUMINDO 
 
 
A atividade de monitor de transporte escolar é essencial, pois este 
profissional acompanha as crianças e os jovens desde a entrada nos 
veículos até o momento em que termina sua viagem, quando ocorre o 
desembarque na escola (viagem de ida) ou na residência (viagem de 
volta). 
 
Durante o deslocamento, o monitor deve estar atento a todas as crianças, 
evitando conflitos, situações de perigo, atrasos na viagem e atendendo a 
demais ocorrências e imprevistos. São profissionais que trabalham 
auxiliando os condutores dos veículos e que têm participação diária na 
formação das crianças transportadas. 
 
O link abaixo você acessa uma avaliação do transporte 
escolar, elaborado pelo site Nova Escola - Gestão Escolar: 
 http://gestaoescolar.org.br/pdf/ge30-questionario-
transporte.pdf 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://gestaoescolar.org.br/pdf/ge30-questionario-transporte.pdf
http://gestaoescolar.org.br/pdf/ge30-questionario-transporte.pdf
 
35 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marque com um “X” as alternativas corretas: 
 
1 São exemplos de atividades desenvolvidas pelo monitor de 
transporte escolar (escolha mais de uma alternativa): 
 
( ) Controlar o acesso e diálogo das crianças com os 
condutores. 
( ) Segurar em seu colo o material escolar das crianças 
durante a viagem. 
( ) Mostrar e explicar onde estão e como devem ser usados 
os equipamentos de segurança obrigatórios. 
( ) Dirigir o veículo no lugar do condutor sempre que 
necessário. 
( ) Auxiliar o embarque e desembarque de alunos em casa e 
na escola. 
 
 
2 O monitor de transporte escolar é responsável pela 
segurança dos alunos durante o embarque e o desembarque 
no veículo, devendo estar mais atento ainda nos casos em que 
o aluno necessite atravessar alguma via. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
3 O Monitor deve orientar as crianças sobre a importância de 
manter o veículo sempre limpo e em bom estado, sem rabiscar 
ou rasgar os bancos, nem quebrar ou danificar os 
equipamentos. No entanto, esta preocupação deve existir 
apenas nos casos em que o veículo seja alugado pela 
prefeitura, que deverá devolvê-lo em bom estado de 
conservação. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
36 
 
UNIDADE 3 
 
COMPETÊNCIAS PESSOAIS NECESSÁRIAS AO 
MONITOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Características Pessoais 
2 Habilidades Técnicas para o Desempenho da 
Função 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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UNIDADE 3 – COMPETÊNCIAS PESSOAIS 
NECESSÁRIAS AO MONITOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 CARACTERÍSTICAS PESSOAIS 
 
As características das pessoas estão relacionadas ao seu desempenho na 
função e contribuem, também, para que tenham boas relações dentro da 
empresa. 
 
As características podem ser resultado de muitos fatores: as experiências de 
trabalho anteriores, a forma como foi educada, como se relaciona com os 
amigos, como são seus costumes. 
 
Você saberia dizer quais aspectos 
que contribuem para uma boa 
imagem do Monitor de Transporte 
Escolar? Você conhece as 
características necessárias para um 
desempenho adequado de suas 
atividades? 
Nesta unidade, veremos algumas características pessoais e atitudes no 
trabalho que o Monitor de Transporte Escolar deve apresentar para um 
melhor desempenho de suas atividades. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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No entanto é importante que todos procurem melhorar, tanto no trato com 
outras pessoas quanto no desempenho de suas tarefas profissionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A postura do Monitor de Transporte 
Escolar na realização de suas atividades e a forma como se apresenta para 
realizá-las é importante para construir e manter uma boa imagem, sua e da 
empresa em que trabalha. 
 
A seguir vamos conhecer algumas características e comportamentos que o 
monitor deve sempre procurar apresentar: 
 
1.1 Manter boa apresentação 
 
Por estar em contato diário com crianças e jovens, participando do ambiente 
e do desenvolvimento escolar, manter uma boa aparência éessencial. 
 
A boa aparência é um elemento simples, e pode ser alcançada se o monitor 
se preocupar em estar sempre apresentável e vestido adequadamente. 
 
O monitor de transporte escolar é, muitas vezes, é uma pessoa admirada e 
respeitada pelos alunos que utilizam esse serviço. 
 
Alguns podem, inclusive, ver o monitor como um exemplo a ser seguido. Por 
este motivo é importante reconhecer a importância de suas atitudes para as 
crianças e adolescentes, e perceber sua cota de responsabilidade na conduta 
futura destes indivíduos em formação. 
 
Vejamos a seguir principais aspectos a serem seguidos para uma boa 
aparência para os homens e para as mulheres: 
 
PARA HOMENS PARA MULHERES 
O Monitor de Transporte 
Escolar é um 
profissional que tem 
contato diário com os 
alunos, pais, 
professores, diretores 
das escolas, condutores 
e outros profissionais da 
empresa. 
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Manter a barba feita ou curta Prender os cabelos 
Manter os cabelos cortados e 
penteados 
Não usar maquiagem forte 
Manter o uniforme limpo e 
passado 
Manter o uniforme sempre 
limpo e passado 
Não usar a camisa aberta Não usar roupas curtas ou 
decotadas 
Manter as mãos limpas Manter as unhas sempre 
aparadas 
 
Vejamos sobre um aspecto que é prejudicial ao trabalho do Monitor de 
Transporte Escolar: 
 Consumo de álcool - quando consumidos em pequena quantidade, o 
álcool e outras substâncias similares elevam a produção de dopamina, 
neurotransmissor que proporciona uma sensação de bem-estar. 
Assim, a pessoa que ingere alguma bebida alcóolica tem a sensação de 
se sentir bem, alegre e feliz. 
 
No entanto, muitas pessoas continuam bebendo para prolongar essa 
sensação. À medida que a quantidade de álcool no organismo vai 
aumentando, outro neurotransmissor, chamado gaba, começa a ser 
liberado no cérebro. Essa substância induz a pessoa ao sono, 
diminuindo o ritmo de seu metabolismo. O acetaldeído permanece no 
sangue por várias horas, mesmo após todo o álcool ter sido eliminado. 
 
Durante o processo, o fígado aumenta a produção de enzimas para 
absorver o álcool e o sistema nervoso central fica superestimulado. 
Mesmo depois de interromper a ingestão de bebida, o organismo 
continua trabalhando devido ao excesso de álcool. O corpo freia seu 
ritmo, causando lentidão de raciocínio e ansiedade. A combinação 
álcool e volante resulta em situações de muito risco. Grande parte dos 
acidentes com vítimas fatais envolvem um motorista alcoolizado. 
 
O álcool presente na corrente sanguínea provoca alterações na 
percepção e o retardamento dos reflexos. A dosagem excessiva conduz 
à perigosa diminuição da percepção e à total lentidão dos reflexos, 
diminuindo a consciência de perigo. 
 
Todo condutor em estado de embriaguez, mesmo leve, compromete 
sua segurança, a dos demais usuários da via e a dos passageiros, que 
estão apostando suas próprias vidas, em 100%, nas condições 
adequadas deste motorista. 
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 Fonte: SEST SENAT 
 
No entanto, não são apenas as pessoas que vão dirigir que devem preocupar-
se com os efeitos nocivos do consumo de bebidas alcóolicas e de outras 
substâncias psicoativas. 
 
Todas as pessoas que trabalham em atividades ligadas a crianças e jovens 
devem atentar para isso. Afinal, estes profissionais ficam temporariamente 
responsáveis pelo cuidado com os filhos de outras pessoas. Além disso, 
representam o modelo concreto de comportamento e atitudes que muitas 
crianças e adolescentes tendem a adotar. 
 
 
Veja abaixo algumas dicas de como evitar problemas por causa das bebidas: 
• não beba antes de dirigir; 
• os efeitos do álcool são mais fortes se você beber em jejum; 
• não deixe os condutores consumirem bebida alcoólica; 
• não aceite carona de quem consumiu bebidas alcoólicas; 
• se você ingeriu alguma bebida alcoólica o único remédio é o tempo. 
Não se engane! Café e banho gelado não conseguem eliminar os efeitos 
do álcool; 
• se você gosta de beber, deixe sempre o carro em casa. 
 
As crianças observam e aprendem desde cedo os usos sociais de bebidas 
alcoólicas, na televisão, no cinema, em restaurantes, em casa. Percebem que 
as pessoas ficam mais relaxadas quando bebem, mas que também podem 
ficar agressivas quando bebem demais. 
É importante transmitir para as crianças, desde cedo, quais são seus valores 
e regras quando o assunto é bebida. Tente sempre dar respostas francas e 
diretas quando conversar sobre bebidas alcoólicas, dizendo claramente que 
menores de idade não podem ingerir bebidas alcóolicas, pois contém 
substâncias proibidas e que fazem mal à saúde. 
 
 
 Ingestão de remédios - os jovens são capazes de entender que alguns 
remédios são bons para as pessoas, desde que usados com critérios. 
Eles sabem que quando temos alguma doença, é normal tomar 
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remédios para auxiliar no tratamento. 
 
No entanto, seu consumo pode ser prejudicial quando sem limites ou 
sem necessidade. 
 
Para isso é importante que você explique para todas as crianças e 
adolescentes que o consumo de remédios deve ser indicado apenas por 
profissionais de saúde. 
 
 Pais, professores, monitores e todos aqueles que participam da 
formação de jovens podem começar a conversar sobre remédios desde 
muito cedo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
 Consumo de cigarros - o hábito de fumar é algo que quase toda criança 
observa desde cedo. 
 
Ela percebe que esse comportamento é corriqueiro em muitas pessoas 
de quem ela gosta ou respeita, e que muitas vezes são de sua própria 
família ou de seu círculo de convívio diário (professores, monitores, 
motoristas, vizinhos). 
 
 
Dos exemplos próximos, o uso de cigarros está presente também em 
filmes, programas de TV e desenhos animados. 
 
 
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 Fonte: SEST SENAT 
 
Da mesma forma como as crianças observam o uso de cigarro em muitos 
lugares, desde cedo ouvem dizer que cigarro faz mal, pode matar e, em 
geral, não gostam da fumaça ou do cheiro em ambientes fechados. Isso 
causa muitas dúvidas. 
 
Para estimular o bom comportamento nas crianças e adolescentes é 
importante, primeiro, que você seja um bom exemplo. Portanto, jamais 
fume durante suas atividades como monitor escolar e evite sempre 
fumar quando algum jovem estiver por perto. Por mais que seja difícil 
para você, o bom exemplo poderá gerar muitos frutos positivos no 
futuro. 
 
Vejamos a seguir, como podemos ser um exemplo adequado para crianças e 
adolescentes. 
 
O ambiente que cerca as crianças e os adolescentes exercem influência direta 
para o desenvolvimento do alcoolismo. No entanto, é importante ressaltar 
que alguns fatores genéticos aumentam o risco de contrair a doença. 
 
Filhos de pais alcoólatras parecem ter maior probabilidade de tornarem-se 
dependentes do álcool. Portanto, esteja atento em suas tarefas diárias como 
monitor do transporte escolar para perceber nos alunos os sinais de 
propensão ou tendência a desenvolver a dependência ao álcool ou outras 
substâncias. 
 
Em geral, as crianças entendem bem o conceito de que as pessoas ingerem 
coisas que fazem bem e coisas que fazem mal ao seu corpo e à sua saúde. 
Sendo assim, se você souber repassar os conhecimentos para a criança e ao 
adolescente em relação às substâncias que podem ser prejudiciais, você 
poderá reduzir os riscos de uma dependência futura. 
 
 
 
 2 HABILIDADES TÉCNICAS PARA O DESEMPENHO 
DA FUNÇÃO 
 
 
Algumas características estão mais relacionadas ao desempenho da função 
de Monitor de Transporte Escolar. A seguir serão apresentadas algumas 
características: 
 
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2.1 Demonstrar firmeza e segurança 
 
O monitor deve demonstrarfirmeza e segurança para que as crianças 
mantenham respeito e obedeçam às suas orientações. Deve também 
respeitar as crianças, tratando a todos sem discriminação, sem levantar a voz 
e sem exaltar-se. 
 
Quando está seguro, o monitor mostra para as crianças que ele está ali para 
organizar a viagem e não para maltratar ou ameaçar as crianças. Seu objetivo 
é transformar o deslocamento diário em uma experiência mais agradável. 
 
2.2 Demonstrar autocontrole e paciência 
 
Trabalhar com crianças não é fácil, pois muitas vezes as crianças ultrapassam 
os limites de comportamento. 
 
No entanto, as crianças nem sempre agem com maldade e às vezes não 
percebem que podem prejudicar outras pessoas. Elas também possuem 
muita energia e por isso falam muito, se movimentam muito, estão sempre 
agitadas, conversando, brincando etc. 
 
O monitor deve demonstrar autocontrole, paciência e cautela nas situações 
em que as crianças entrem em conflito ou para prestar socorro caso ocorram 
acidentes. É preciso saber dosar suas reações nas situações inesperadas, 
sabendo priorizar a calma nos momentos de dificuldade, passando uma 
sensação de conforto e segurança para as crianças. 
 
2.3 Proporcionar entretenimento e integração 
 
Para ser um bom Monitor de Transporte Escolar você deverá estar 
preparado para promover atividades recreativas, visando ao 
entretenimento, à integração social e ao desenvolvimento cognitivo dos 
alunos. 
 
Muitas vezes a viagem entre a residência e a escola é bastante longa e os 
alunos precisam de atividades para distração. Cabe ao Monitor manter um 
ambiente sem conflitos, com alegria e com maior segurança para os alunos 
transportados. 
 
Existem características que são mais valorizadas pelos pais e pelas empresas 
e, dentre elas, encontram-se as habilidades técnicas e as características 
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pessoais. Para ser um bom Monitor, é importante saber compreender que, 
para as crianças, os adultos podem representar exemplos a serem seguidos. 
 
Portanto, ser um Monitor é mais do que apenas acompanhar os alunos entre 
sua casa e a escola. O Monitor é uma pessoa que participa da formação dos 
alunos. A criatividade para solucionar problemas incomuns que surgirem 
será de grande importância e ajudará no seu crescimento profissional. 
 
 
RESUMINDO 
 
 
Jovens que recebem bons exemplos e informações corretas estarão mais 
aptas a ter um comportamento adequado em todas as situações. É muito 
importante abordar os riscos de uso de substâncias químicas, mencionando 
produtos visíveis no cotidiano, como remédios, cigarros, produtos de 
limpeza e bebidas alcoólicas. 
 
 
O Monitor é uma pessoa que participa da formação dos alunos. A criatividade 
para solucionar problemas incomuns que surgirem será de grande 
importância e ajudará no seu crescimento profissional. 
 
 
 
 
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 Marque com um “X” as alternativas corretas: 
1 Crianças e adolescentes seguem apenas os exemplos dos 
pais. Pais com bons hábitos sempre terão filhos livres de maus 
hábitos. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
2 São comportamentos que reduzem riscos e efeitos negativos 
com o consumo de bebidas alcóolicas (marque mais de uma 
alternativa): 
( ) Beber apenas destilados se for dirigir. 
( ) Não deixar condutores consumirem bebida alcoólica. 
( ) Não aceitar carona de quem consumiu bebidas alcoólicas. 
( ) Tendo bebido, perguntar aos colegas se você já pode 
dirigir. 
 
3 O consumo de remédios deve ser indicado apenas por 
profissionais de saúde. Não utilize remédios indicados por 
amigos, parentes e colegas sem antes consultar um médico. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
4 Marque com um “X” as alternativas corretas: 
 
O monitor não poderá jamais estar alcoolizado. Não 
deverá, também, parecer cansado ou com sono. Nestas 
condições o monitor não transmite capacidade e preparo 
para cuidar de crianças e não representará um bom 
exemplo para elas durante sua jornada de trabalho. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
O monitor deve demonstrar firmeza e segurança, 
castigando fisicamente ou levantando a voz caso seja 
necessário, para que as crianças mantenham respeito e 
obedeçam às suas orientações. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
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UNIDADE 4 
 
 
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 4 – NOÇÕES DE PRIMEIROS 
SOCORROS 
 1 Situações de Emergência e Providências 
 2 Procedimentos de Primeiros Socorros 
 3 Acidentes e Incidentes Mais Frequentes 
 4 Formas de Encaminhamento 
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 Fonte: SEST SENAT 
 
 
 
 
 
 
 
1 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA E PROVIDÊNCIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Saber como lidar e reagir em acidentes, nas situações de emergência é 
importante para as eventualidades. Pode ser que nunca ocorra um acidente. 
As condições de segurança dos veículos e da operação são importantes para 
que não aconteça. 
 
Como lidar e reagir nas situações de 
emergência? Você sabe a diferença 
do atendimento de primeiros 
socorros e atendimento realizado 
por socorristas? 
Nesta unidade serão abordados os procedimentos corretos a serem 
adotados em casos de acidentes e/ou incidentes, bem como, os cuidados 
com a segurança da vítima e do local, além de esclarecer sobre a 
importância de esse atendimento ser realizado pelo pessoal competente 
evitando maiores lesões ao acidentado. 
 
Acidentes são 
acontecimentos 
imprevistos e indesejáveis 
que provocam danos de 
gravidade variável a bens 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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As noções que apresentaremos a seguir não fazem de você um técnico ou 
especialista ou enfermeiro. Como o nome diz, são noções, para um 
atendimento inicial. Mas, são suficientes e necessárias para você saber como 
utilizar no caso de emergência. 
 
Em quaisquer situações e atividades, seja em casa, no trabalho, praticando 
um esporte ou mesmo andando pelas ruas da cidade, pessoas estão expostas 
a riscos e, portanto, sujeitas a ferimentos e traumatismos causados por 
acidentes. 
 
Os acidentes podem ocorrer em qualquer lugar. Quando uma situação de 
risco não é percebida, ou quando uma pessoa não consegue visualizar o 
perigo aumentam os riscos de acidente. A melhor forma de prevenir 
acidentes é afastar todas as condições de risco, seja em casa, no trabalho, na 
rua ou no trânsito. 
 
Em casa, com a família, temos a impressão que é o lugar mais seguro e 
impossível de acontecer acidentes. Mas, as estatísticas demonstram que o 
descuido com objetos cortantes, produtos químicos, líquidos quentes sobre o 
fogão, causam muitas vítimas, principalmente crianças menores de 5 anos e 
idosos. 
 
O monitor, juntamente com o condutor é responsável pela segurança dos 
passageiros. O seu ambiente de trabalho é o trânsito. Sendo assim, deve 
conhecer as noções de primeiros socorros, principalmente em casos de 
acidentes de trânsito. 
 
 
2 PROCEDIMENTOS DE PRIMEIROS SOCORROS 
 
Fonte: SEST SENAT 
 
Muitas das tarefas de primeiros socorros devem ser executadas para pre-
venir novos acidentes no local e garantir que o socorro possa ser prestado 
com um mínimo de segurança. Alguns desses procedimentos para prevenir 
novos acidentes são: 
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• Sempre sinalizar corretamente o local. 
• Somente mexer nas vítimas se realmente puder ajudar. 
• Chamar ajuda especializada e avisar as autoridades competentes. 
 
É importante reconhecer quando realmente há necessidade de uma 
ambulância, o que infelizmente ocorre na grande maioria dos acidentes. É 
importante saber que a maioria dos acidentes com impactos (tais como 
batidas, atropelamentos, capotamentos ou quedas) provoca trauma nas 
vítimas. 
 
O trauma ocorre quando a vítima recebe contra seu corpo um impacto forte, 
que vai além de suacapacidade física, provocando lesões nos músculos, nos 
ossos e nos órgãos internos, como pulmão ou coração, por exemplo. 
 
Como proceder quando chegarmos a um local de acidente? 
 
Na chegada ao local onde ocorreu um acidente, várias tarefas deverão ser 
realizadas para garantir a nossa própria segurança e a segurança dos 
envolvidos. 
 
Para garantir, em primeiro lugar, a nossa segurança, podemos utilizar 
diversos recursos que chamamos de barreiras. As principais barreiras de 
autoproteção do socorrista são as luvas de primeiros socorros. 
 
Essas luvas asseguram que o socorrista não entrará em contato com o sangue 
da vítima ou com quaisquer outros fluidos como saliva e vômito, que podem 
estar contaminados com diversos vírus e bactérias transmissores de doenças. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mas o que significa realmente prestar um socorro? 
 
A forma mais importante de ajudar é chamar a assistência do Corpo de 
Bombeiros, do Serviço de Ambulância e da Polícia. 
 
Você sabe quais são os telefones de emergência? 
 
Sempre use luvas, óculos e todas as demais 
proteções possíveis ao entrar em contato com 
as vítimas. 
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Na maioria das localidades, os números de telefone do Corpo de Bombeiros, 
do Serviço de Ambulância e da Polícia são os mesmos. Porém, procure sempre 
informações locais sobre os números corretos para ter certeza. 
 
Veja os números de emergência a seguir: 
 
 
 
Fonte: SEST SENAT 
 
O socorrista deverá ele mesmo realizar a ligação. Ao descrever a ocorrência, 
é necessário lembrar de alguns pontos importantes: 
 
• Transmita de forma clara tudo o que está ocorrendo. 
• Dê às autoridades a localização exata do acidente, bem como pontos 
de referência. 
• Se o acidente ocorrer em uma rua ou avenida, forneça o sentido do 
trânsito para acessar o local. 
• Informe o horário em que ocorreu o acidente. 
• Informe a natureza do acidente (batida entre carros, atropelamento, 
incêndio, convulsões etc.). 
• Se necessário, atribua uma nota de 1 a 10 para a gravidade do acidente. 
• Informe o número de vítimas. 
• Dê seu nome e telefone. 
• Seja sempre o último a desligar. 
 
Quando chegar o socorro, identifique-se e seja prestativo. Responda a todas 
as perguntas que lhe forem feitas, não dê ordens ou tente demonstrar seus 
conhecimentos às autoridades, seja humilde e educado e ajude se lhe for 
solicitado. 
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Outros procedimentos devem ser observados pelo trabalhador que chega ao 
local de um acidente. Vamos detalhar alguns procedimentos a seguir: 
 
• Ao parar o veículo - se o acidente não ocorreu no seu local de trabalho, 
mas sim em uma rodovia ou avenida, ao chegar ao local e parar o seu 
veículo, ligue imediatamente o alerta, parando preferencialmente antes 
do local onde se encontra a ocorrência. Isso fará com que seu próprio 
veículo proteja você e todos os demais envolvidos durante o socorro. 
 
• Ao se aproximar do local - o socorrista deve ter em mente que o maior 
perigo é o fato do local poder oferecer riscos que não são facilmente 
visíveis. Somente deverá aproximar-se caso garanta a sua própria 
segurança. 
 
• Ao sinalizar o local - em casos de acidente de trânsito, procure sinalizar 
o local, avisando aos demais veículos da existência de um acidente. O 
trânsito deverá ter a sua velocidade reduzida ou mesmo interrompida, 
prevenindo novos acidentes. 
 
A sinalização deverá ser a melhor possível, utilizando-se do pisca-alerta 
dos veículos, do triângulo e de sinalizadores como cones e lanternas. Um 
recurso muito utilizado na sinalização dos acidentes consiste na 
colocação de galhos de árvores ou plantas na rodovia antes do acidente. 
Se for o caso, procure iniciar a sinalização ainda no acostamento e nunca 
nas faixas de rodagem. Ao final do socorro, não se esqueça de retirar 
todos os sinalizadores da pista, inclusive galhos e plantas. 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
• Ao abordar a vítima - em todos os casos, o socorrista só deverá ajudar 
diretamente as vítimas após garantir que existe segurança para si 
próprio e para os demais envolvidos. É importante identificar-se 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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corretamente, acalmar a vítima e oferecer ajuda. Após ser autorizado, 
deverá tentar identificar com o máximo de precisão as lesões existentes 
e os cuidados que podem ser aplicados. 
 
Vale lembrar que os casos mais graves poderão precisar de uma 
intervenção dos profissionais do serviço de ambulância ou bombeiros. A 
principal delas é a Ressuscitação Cardiopulmonar ou RCP, que serve 
para manter a respiração e a circulação sanguínea da vítima. Essa 
manobra é complexa e perigosa e somente deverá ser executada por 
profissional treinado. 
 
Desta forma, para prestar o primeiro atendimento o monitor de transporte 
escolar precisa: 
 
 Ser prevenido - isso significa conhecer as noções básicas de primeiros. 
 Manter-se calmo, ter bom senso e eficiência - é preciso evitar o pânico 
e inspirar confiança. Lembre-se que sua função é apenas prestar o 
primeiro atendimento e que pessoas melhores preparadas, logo 
chegarão para ajudar. 
 Prevenir-se - significa tomar certos cuidados para preservar a sua 
saúde e a do acidentado. 
 Saber o que evitar - é necessário evitar a aglomeração de curiosos e, 
dentre outros cuidados, não deixar que pessoas sem capacitação 
mexam ou removam a vítima. 
 Saber o que fazer - as primeiras providências a serem tomadas no 
local do acidente são: 
o Agir rápido, porém com calma. 
o Transmitir confiança e tranquilidade. 
o Pedir e aceitar a colaboração de outras pessoas. 
o Verificar se há algum profissional da saúde no local e 
solicitar auxílio. 
o NUNCA dar líquidos à vítima. 
o EVITAR movimentos bruscos. 
o NÃO interromper os procedimentos iniciados, mesmo 
durante o transporte. 
o NÃO tentar retirar corpos estranhos dos ferimentos. 
o Fazer uma rápida avaliação das condições da vítima. 
o Identificar o problema. 
o Verificar a situação dos outros passageiros e tranquilizá-
los. 
o Acionar corretamente um serviço de emergência local, 
fornece informações sobre o estado da vítima. 
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o Comunicar a ocorrência à empresa. 
o Aguardar o socorro. 
 
 
3 ACIDENTES E INCIDENTES MAIS FREQUENTES 
 
Acidentes de trânsito e incidentes no interior dos veículos são ocorrências 
muito comuns no transporte coletivo. E, é claro que cada ocorrência é 
diferente da outra. Por isso só se pode falar na melhor forma de socorro, 
quando se sabe quais são as suas características. 
 
Um veículo que está se incendiando, uma colisão, passageiro inconsciente, 
vítimas presas nas ferragens, e até mesmo se você estiver ferido, tudo isso 
interfere na forma do socorro. Suas ações também vão ser diferentes caso 
haja outras pessoas iniciando os socorros, ou mesmo se você estiver ferido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Situações mais comuns de acidentes e incidentes são: 
• Quedas. 
• Mal-estar, Desmaio de passageiros e operadores. 
• Convulsões. 
• Parto. 
• Acidentes de Trânsito. 
 
3.1 Quedas 
 
Vários são casos de acidentes envolvendo cidadãos, principalmente os 
idosos, gestantes que se encontram nos meses finais de gravidez e crianças. 
Os acidentes acontecem muitas vezes no momento em que estes estão 
subindo ou descendo dos ônibus, ou quando estão em pé, por movimentos de 
freadas e manobras dos veículos em esquinas e curvas. 
 
Recomendações: 
 
Para que você possa agir corretamente e prestar o 
atendimento adequado, em primeiro lugar você 
deve identificar o tipo de emergência, para depois 
tomar as providências necessárias. 
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Em primeiro lugar e talvez o mais importante, é verificar se a pessoa está 
lúcida, se não perdeu a consciência, ainda que temporariamente. Se, 
permaneceu consciente, ela poderá dar informações sobre o que lhe dói e 
como se sente. Se não se queixar de nadamuito definido e conseguir mexer 
as pernas e os braços, aguarde um pouco para ver como evolui o caso. 
 
No caso de perda de sentidos, ainda que os recupere pouco depois, 
especialmente se tiver mais idade, é imprescindível que seja levada a um 
serviço médico de emergência para avaliação. 
 
Se houver suspeita de ferimentos na cabeça, no pescoço ou no tórax, evite 
mexer a vítima e providencie socorro médico imediatamente. 
 
Se a pessoa estiver conseguindo se mexer, deixe seu corpo reto, com o 
pescoço alinhado. 
 
O atendimento dispensado nos primeiros minutos depois da queda pode ser 
decisivo no sentido de evitar que ocorram lesões mais graves no futuro. Se 
necessário, encaminhe-a ao hospital mais próximo. 
 
 
3.2 Mal-estar e desmaio 
 
Súbita perda dos sentidos causada por contusões, excesso de esforço físico e 
mental, cansaço, fome, etc. 
 
Sintomas: suor frio, palidez, pulso fraco, respiração lenta. 
 
Recomendações: 
 
• Afrouxar as roupas. 
• Deite-a, elevando as pernas em nível superior à cabeça. 
• Encaminhar a vítima para um local ventilado. 
• Desmaios longos podem levar ao estado de choque. 
• Se necessário, encaminhe-a ao hospital mais próximo. 
 
 
3.3 Traumas com sangramento 
 
Não agrave a situação da vítima com medidas inadequadas. Portanto, em 
cortes, queimaduras ou outros tipos de traumas, na medida do possível deve-
se evitar o uso de qualquer produto. 
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Recomendações: 
 
A simples compressão do local em que está ocorrendo o sangramento faz com 
seja estancada a hemorragia. 
 
No entanto, se a lesão for maior e o sangramento mais intenso, a vítima deve 
ser levada ao hospital para ser atendida por profissionais da saúde. 
 
 
3.4 Convulsões 
 
Alterações súbitas das funções cerebrais. 
 
Recomendações: 
 
• Afastar objetos e proteger a cabeça da vítima. 
• Em casos de vômito virar a vítima de lado. 
• Não tentar impedir os movimentos convulsivos. 
• Não jogar água sobre a vítima. 
• Afastar os curiosos. 
 
 
3.5 Parto 
 
Um parto seja ele qual for, uma vez iniciado irá até o fim. 
 
Nesses casos, a providência é chamar socorro de imediato ou encaminhar a 
gestante ao hospital mais próximo. 
 
 
 
3.6 Acidentes de trânsito 
 
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 Fonte: SEST SENAT 
 
Para um atendimento eficiente em acidentes de trânsito, é muito importante 
que você haja com muita calma e tranquilidade. 
 
Recomendações: 
 
• Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar a situação e agir. 
• Avalie a gravidade geral do acidente e verifique se há necessidade de 
ajuda. 
• Verifique se há vítimas. 
• Controle a situação: Converse com os passageiros, explicando o que 
está ocorrendo. 
• Peça ajuda de pessoas qualificadas, pois é quem realmente prestará os 
socorros de urgência. 
• Acione o socorro de emergência. 
• Sinalize o local do acidente, usando triângulo, galhos de árvores ou 
qualquer outro objeto, colocado a uma distância segura. 
• Identifique as condições da vítima. 
• Mantenha os curiosos afastados. 
• Comunique a empresa sobre a ocorrência. 
• Aguarde no local do acidente: Corpo de Bombeiros local, ambulância 
ou Policiamento Rodoviário. 
• Anote as placas dos veículos envolvidos e arrole testemunhas. 
• Registre a ocorrência no posto policial mais próximo. 
• Os documentos pessoais, os do veículo e a ocorrência policial, são 
importantes para garantir os seus direitos. 
 
 
 
3.7 Acidentes com vítimas 
 
As lesões da coluna vertebral são algumas das principais consequências dos 
acidentes de trânsito. Assim, para não agravar o estado da vítima não se deve 
movimentar a vítima. Isto deve ser feito por socorro profissional. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
57 
 
 
Somente quando houver perigo imediato de incêndio ou outros riscos 
evidentes, a vítima deve ser retirada do veículo, antes da chegada do socorro 
profissional: 
 
• Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profissional. 
• A remoção das vítimas deve ser feita por pessoas especializadas. 
• Enquanto aguarda o socorro, facilite a respiração da vítima, 
afrouxando-lhe as roupas, sem alterar sua posição. 
• Deve-se considerar qualquer vítima de acidente como um possível 
portador de lesão da coluna, portanto não deve se mover, ou mesmo 
ser retirado do local por pessoa que não conheça os procedimentos 
corretos para a manobra. A não ser que haja risco de incêndio, explosão. 
• Anote a placa dos veículos envolvidos e arrole testemunhas. 
• Acione a polícia para registrar a ocorrência. 
 
 
 
 
4 FORMAS DE ENCAMINHAMENTO 
 
Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor para as vítimas de 
um acidente. Solicite o mais rápido possível. Hoje, em grande parte do Brasil, 
nós podemos contar com serviços de atendimento às emergências. 
 
O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros (193), os SAMUs, os 
atendimentos das próprias rodovias ou outros tipos de socorro, recebem 
chamados por telefone, fazem uma triagem prévia e enviam equipes 
treinadas em ambulâncias equipadas. 
 
No próprio local, após uma primeira avaliação, os feridos são atendidos 
emergencialmente para, em seguida, serem transferidos aos hospitais. 
Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os atendentes do 
chamado de socorro vão fazer algumas perguntas para você. 
 
São perguntas para orientar a equipe, informações que vão ajudar a prestar 
um socorro mais adequado e eficiente. Dentro do possível, ao chamar o 
socorro, tenha as respostas para as perguntas: 
• Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, atropelamento, etc.). 
• Gravidade aparente do acidente. 
• Nome da rua e número próximo. 
• Número aproximado de vítimas envolvidas. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
58 
 
• Pessoas presas nas ferragens. 
• Vazamento de combustível ou produtos químicos. 
• Ônibus ou caminhões envolvidos. 
 
A seguir estão listados os telefones de emergência mais comuns: 
SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (nem 
sempre esse serviço está disponível em todos os municípios) 
 
192 
Polícia Militar 190 
Rodovias: 
Polícia Rodoviária Federal ou Estadual 
Serviço de Atendimento ao Usuário - SAU 
Serviços Rodoviários Federais ou 
Estaduais Serviços dos Municípios mais próximos e número 
de emergência de sua cidade T
el
ef
o
n
es
 
v
ar
ia
d
o
s 
RESUMINDO 
 
 
Nesta unidade foram discutidos assuntos importantes para administrar com 
eficiência os cuidados básicos aplicados aos primeiros socorros de vítimas, 
como e quando aplicar e prestar os primeiros socorros. 
 
Lembre-se, que para aprender a prestar socorro corretamente, é preciso fazer 
um curso de Primeiros Socorros. 
 
 
 
 
 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
59 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE 5 
 
 
 
INTERAÇÃO COM OS DIVERSOS TIPOS DE DEFICIÊNCIA 
 
 
Marque com V as afirmativas VERDADEIRAS e F as afirmativas 
FALSAS. 
 
( ) Para aprender corretamente os procedimentos para 
atendimento de vítimas de acidentes é importante frequentar 
um curso prático de Primeiros Socorros. 
( ) Uma pessoa que bateu a cabeça perdeu a consciência e 
depois acordou dizendo que está bem, não precisa ser 
encaminhada a um hospital. 
( ) O atendimento que é feito no local de um acidente visa 
auxiliar a vítima até a chegada de socorro especializado. 
( ) Ao observar uma pessoa tendo convulsões deve-se proteger 
a cabeça da pessoa contra traumas e vira-la de lado em caso de 
vômitos. 
( ) Uma vítima de acidente de trânsito deve ser retirada do 
veículo, antes da chegada do socorro profissional, somente em 
situação de perigo imediato de incêndio ou outros riscos 
evidentes. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
71 
 
 
 1 Atendimento às Diferenças e Especificações dos 
Usuários 
 2 Cuidados Especiais no Transporte de Pessoas com 
Necessidades EspeciaisVANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
70 
 
UNIDADE 5 – INTERAÇÃO COM OS DIVERSOS 
TIPOS DE DEFICIÊNCIA 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 ATENDIMENTO ÀS DIFERENÇAS E 
ESPECIFICAÇÕES DOS USUÁRIOS 
 
Até o final do século XX, eram chamados de portadores de deficiências as 
pessoas que apresentavam perda ou anormalidade de uma estrutura ou 
função psicológica, fisiológica ou anatômica, com incapacidade para o 
desempenho de atividades dentro do padrão considerado normal. 
 
Você sabe o que é uma necessidade 
especial? As pessoas com deficiência 
possuem necessidades especiais para 
o transporte? Você conhece os tipos 
de dificuldades e restrições dos 
passageiros com deficiência? 
Nesta unidade serão apresentados conceitos relacionados ao transporte 
de pessoas que apresentam algum tipo de limitação para utilizar o 
transporte. Vamos conhecer os tipos de dificuldades e restrições e 
chegar à melhor forma de auxiliar o atendimento destes passageiros. 
Vamos aprender a lidar com estes passageiros e conduzir o veículo com 
cuidado e segurança. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
71 
 
Além dos portadores de deficiência, eram incluídas para fins de atendimento 
especial as pessoas com mobilidade reduzida, ou seja, aquelas que não 
possuem deficiência, mas sim, dificuldade de locomoção. Um exemplo claro 
são as pessoas idosas. 
 
Já no começo do século XXI novos termos foram adotados. O Decreto no 
5.296/04 definiu como pessoa com deficiência aquela que possui limitação ou 
incapacidade para o desempenho de atividade, considerando as seguintes 
categorias de deficiência: física, auditiva, visual, mental e múltipla. 
 
O Decreto no 5.296, de /04 define, ainda, quem são as pessoas com 
mobilidade reduzida: aquelas que, não se enquadrando no conceito de pessoa 
portadora de deficiência, tenham, por qualquer motivo, dificuldade de 
movimentar-se, permanente ou temporariamente, gerando redução efetiva 
de mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção. Estão 
incluídas nesta categoria: pessoas com idade igual ou superior a sessenta 
anos, gestantes, lactantes e pessoas com criança de colo. 
 
Apesar de fazermos parte de grupos sociais, possuímos características 
próprias que nos diferenciam uns dos outros. Na vida em sociedade, o 
motorista de transporte de passageiros precisa perceber as características 
dos usuários do seu serviço, pois as pessoas tem diferentes jeitos de ser e de 
viver. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em diversas situações, o condutor deverá estar preparado para auxiliar 
pessoas com deficiências ou outras restrições de mobilidade. Nestas 
categorias não se enquadram apenas os deficientes físicos. 
 
Como vimos, a pessoa com deficiência é aquela que possui limitação ou 
incapacidade permanente para o desempenho de algumas atividades e se 
enquadra nas seguintes categorias de deficiência: 
Para manter uma boa 
convivência com as pessoas, é 
importante conhecer e 
respeitar as diferenças 
individuais, que são divididas 
em: sociais, físicas, 
psicológicas, culturais e 
religiosas. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
72 
 
• Física. 
• Mental. 
• Sensorial. 
• Orgânica 
• Múltipla. 
 
Como exemplos, podemos citar algumas delas: as pessoas que utilizam 
cadeira de rodas, que possuam Síndrome de Down, deficientes visuais ou 
pessoas submetidas a tratamentos de doenças e com dificuldade de 
locomoção. 
 
 
Fonte: SEST SENAT 
 
Pessoas que pertencem a uma mesma faixa etária costumam apresentar 
algumas características semelhantes. Por exemplo, os adultos tendem a ser 
menos agitados que jovens e adolescentes, enquanto os idosos e crianças 
necessitam de atenção redobrada ao se deslocarem. 
 
Por este motivo, o condutor deve estar especialmente atento as situações de 
embarque e desembarque de crianças, pois estes passageiros apresentam 
mais dificuldade de subir e descer dos ônibus. 
 
Fique atento, também, aos usuários com deficiência, e conte com a ajuda do 
monitor para auxiliar estes passageiros. 
 
 
2 CUIDADOS ESPECIAIS NO TRANSPORTE DE 
PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS 
 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
73 
 
O condutor poderá alcançar melhores resultados no tratamento e 
relacionamento com os usuários do serviço se ele tiver conhecimento de 
alguns aspectos que interferem no comportamento das pessoas. Fique 
atento para perceber as características de cada passageiro e suas 
necessidades especificas. 
 
Procure cumprir corretamente os horários, o itinerário e as paradas 
programadas. Usuários que não conhecem a região ou que não podem ler 
as placas podem ficar confusos e perdidos. 
 
Cuidados gerais: 
• dirigir com cuidado, evitando acelerações ou desacelerações bruscas 
que possam causar acidentes; 
• sempre que possível, auxiliar as pessoas com deficiência ou outras 
necessidades especificas quando perceber dificuldades no tratamento 
prestado pelos demais passageiros. 
 
Pessoas idosas e crianças: 
• ter paciência para esclarecimentos sobre as informações pedidas; 
• seja paciente durante o embarque das crianças: muitas vezes, elas 
estão carregando material escolar e não podem se segurar; 
• não permita que crianças façam a viagem com a cabeça ou mãos para 
fora da janela, ou em pé no banco; 
• parar o veículo o mais próximo possível da calçada, facilitando o 
embarque e o desembarque dos passageiros, especialmente de idosos e 
crianças, pois o primeiro degrau do veículo pode ser alto para eles; 
 
 
Pessoas que apresentam alguma deficiência: 
• auxiliar o embarque e o desembarque dos deficientes em cadeira de 
rodas ou com apoios, mesmo quando houver elevadores e rampas. Eles 
precisam de auxílio para subir e para equilibrar-se; 
• ficar atento aos demais deficientes físicos, sensoriais, mentais ou 
orgânicos que apresentem alguma dificuldade para embarque, 
desembarque ou para deslocamento interno no veículo; 
• dispensar maior atenção. Não exponha a deficiência da pessoa de 
forma que ela fique constrangida; 
• acomodar os equipamentos de locomoção utilizados pelo deficiente 
físico; 
• se necessário, os passageiros com deficiência ou restrição de 
mobilidade devem descer pela porta da frente. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
74 
 
Pessoas obesas ou com excesso de peso: 
• se essa pessoa apresentar dificuldades para se locomover sozinha, o 
condutor deverá auxiliá-la; 
• se o passageiro não apresentar condições de entrar no veículo 
sozinho, é necessário ajudá-lo; 
 
Mulheres gestantes: 
• auxiliá-las para entrar e sair do veículo, se necessário; 
• dependendo do mês de gestação, as gravidas não conseguem passar 
pela catraca. 
 
Os portadores de necessidades especiais (PNE) são aqueles com deficiências 
ou com alguma restrição de mobilidade. Além disso, existem aquelas pessoas 
que têm dificuldades de entender as informações, compreender as placas de 
sinalização, caminhar até os pontos de parada ou estações, entrar e sair dos 
veículos etc. 
 
A pessoa com deficiência é aquela que possui limitação ou incapacidade 
permanente para o desempenho de algumas atividades e se enquadra nas 
seguintes categorias de deficiência: física, mental, sensorial, orgânica e 
múltipla. 
 
Como exemplo dessas categorias podemos citar pessoas que utilizam cadeira 
de rodas, pessoas com Síndrome de Down, deficientes visuais ou pessoas 
submetidas a tratamento renal com alguma dificuldade de locomoção. 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
A pessoa com restrição de mobilidade apresenta, por qualquer motivo, 
dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporária, gerando redução 
efetiva em sua mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção. 
Além dos portadores de deficiência física, pessoas com restrição de 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
75 
 
mobilidade, os idosos, gestantes, pessoasque passaram recentemente por 
cirurgias, com criança de colo, obesas, crianças etc. 
 
O auxílio de profissionais que trabalham com os transportes é fundamental 
para os passageiros com necessidades especiais. Independentemente do tipo 
de carência, eles devem sentir-se bem tratados e bem atendidos. 
 
Durante muitos anos acreditava-se que a maior dificuldade das pessoas com 
necessidades especiais era apenas entrar no veículo. A adaptação dos 
veículos para os usuários de cadeiras de rodas, através de elevadores ou 
rampas, seria a solução mais adequada, e suficiente, para este problema. No 
entanto, conforme acabamos de aprender, existem muitas outras situações 
dificultosas. 
 
Nos últimos anos as dificuldades dos passageiros com necessidades especiais 
passaram a ser vistas com mais idade. Além disso, as pessoas se 
conscientizaram acerca das situações complicadas que as crianças e os idosos 
enfrentam para subir e descer os degraus nos ônibus, e também das 
dificuldades manifestadas por outros usuários: de comunicação, de 
compreender a sinalização etc. 
 
Alguns sistemas de transporte adotaram soluções em que a altura do piso do 
ônibus é a mesma que a altura da calçada ou da plataforma, facilitando o 
embarque dos passageiros. 
 
Outros sistemas possuem comunicação por voz ou contam com funcionários 
auxiliando passageiros que precisam de variados tipos de ajuda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: SEST SENAT 
 
 
Principais responsabilidades do monitor para a segurança 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
76 
 
Além das muitas atividades e tarefas que precisa realizar, o monitor do 
transporte de escolares deve estar sempre atento, cuidando para que os 
escolares não corram riscos. Para realizar seu trabalho com êxito, o monitor 
deve observar os seguintes procedimentos: 
 
 Observar o comportamento dos alunos e agir com firmeza, respeitando-
os e fazendo-se respeitar. 
 
 Zelar pela integridade física dos passageiros. Se houver qualquer 
discussão, o monitor deverá interrompê-la imediatamente. Não 
importa que esteja certo ou errado, não se deve estimular brigas 
durante o desloca- mento nem atrapalhar a atenção do motorista. 
 
 Primar pelo cumprimento dos itens acordados no contrato de serviço 
de transporte, como: horário, local, rota, número de passageiros etc. 
 
 Avisar o condutor ou o responsável da empresa caso verifique alguma 
irregularidade na manutenção do veículo ou em itens como: pneus, 
corrimão, assentos, equipamentos de segurança e outros. 
 
 Ensinar os alunos sobre a importância de manter o veículo sempre 
limpo e as passagens livres de obstrução. Explicar que o material 
escolar não pode ficar no corredor, pois pode atrapalhar a passagem 
das pessoas. 
 
 Obedecer e fazer com que os estudantes obedeçam às normas do 
trânsito: usar cinto de segurança, não jogar lixo pela janela, manter as 
portas trancadas e somente tentar sair quando o veículo estiver parado. 
 
O monitor de transporte escolar tem responsabilidade não somente sobre si 
e seus atos, mas também sobre o veículo, o desembarque das crianças quando 
o veículo estiver estacionado, a movimentação e deslocamento das crianças 
na porta das escolas, os danos ao veículo causados pelas crianças enquanto 
sob sua responsabilidade e, ainda, sobre as condições de segurança durante 
o deslocamento. 
 
É muito comum que as crianças peguem em casa, ou em outros lugares, 
objetos que elas sabem que não devem ser manuseados por elas (facas, 
canivetes, armas, equipamentos de fogo). Isso pode ocorrer por diversos 
motivos. Um deles é para demonstrar a seus colegas que já cresceu e que pode 
usar coisas de adultos. Outro motivo é a própria curiosidade e vontade de 
dividir com os colegas uma experiência “proibida”. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
77 
 
 
Quando já estão um pouco maiores, muitas crianças e adolescentes ficam 
curiosas a respeito do mundo adulto e podem transportar cigarros ou bebidas 
alcóolicas com o intuito de exibi-los aos colegas, ou de compartilhar a 
sensação do consumo destas substâncias. 
 
Caso você, monitor, perceba que algum aluno carrega objetos proibidos 
para a sua idade ou alguma substância suspeita e inadequada, avise a escola e 
os responsáveis imediatamente. 
 
O monitor deve zelar pelas condições de segurança de todas as crianças, sendo 
responsável por educar e ensinar a elas o que pode, e o que não pode ser feito. 
 
Comunique o ocorrido logo na primeira vez, evitando assim danos futuros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: SEST SENAT 
 
A tranquilidade e profissionalismo são fundamentais para que você, monitor, 
seja reconhecido como um profissional competente. Evite aborrecer-se com a 
demora da viagem, respeitando as normas, trabalhando com adequada 
margem de tempo e mantendo um bom clima com os estudantes e entre eles. 
 
É natural para as crianças ficar brincando todo o tempo, ainda mais quando 
estão em grupo. Por isso, o monitor deve ter paciência e atenção redobrada e 
uma boa relação com os pais e responsáveis, atuando de forma conjunta na 
educação dos escolares para o comportamento destas. É importante que o 
monitor ensine as crianças e jovens a: 
 
 Ficarem sentados enquanto o veículo estiver em movimento. 
 Não falar com o motorista enquanto ele estiver dirigindo. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
78 
 
 Respeitar os outros passageiros, o motorista e o monitor do veículo. 
 Falar com os pais sobre o que acontece durante a viagem. 
 Descer do veículo somente depois que ele parar totalmente. 
 
Atenção dispensada aos escolares e seus responsáveis: 
 Lembre-se de que crianças pequenas se deslocam dentro do veículo com mais 
dificuldade, pois sua estatura dificulta subir degraus, sentar-se nos bancos 
altos e carregar os materiais escolares. 
 
Ao atravessar a rua, a altura das crianças também dificulta a completa visão 
da via, principalmente se ela estiver caminhando entre veículos estacionados. 
Por este motivo, também é maior a dificuldade de serem vistos pelos 
condutores e maior o risco de acidentes. 
 
As crianças apresentam maior dificuldade de identificar a origem dos sons e 
de avaliar o tempo e a distância, além de se desequilibrarem com maior 
facilidade, pois seu centro de gravidade encontra-se mais próximo da cabeça. 
 
Para oferecer maior segurança nas atividades ligadas ao transporte escolar: 
 
 Trate todas as crianças igualmente, com carinho e atenção. Mas saiba 
ser firme e determine as regras que devem ser obedecidas durante o 
percurso. 
 Ao buscar ou entregar a criança em casa ou na escola, o monitor deve 
apanhar a criança e entregá-la aos pais ou responsáveis diretamente na 
porta de casa ou da escola. 
 
Tratar bem o passageiro é uma forma de garantir que você seja bem tratado. 
Quando um passageiro com deficiência ou qualquer outra necessidade 
específica se sente bem, ele terá mais vontade de ser gentil com o condutor, o 
cobrador e os demais passageiros. 
 
As relações e a boa comunicação melhoram o ambiente durante a viagem no 
transporte de passageiros e proporcionam uma maior qualidade ao serviço. 
 
Lembre-se de que o transporte é um direito do cidadão, e de que todos 
merecem ser atendidos com qualidade. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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RESUMINDO 
 
 
O monitor de transporte escolar não participa apenas das atividades 
ligadas ao transporte. Por estar em contato diário com os alunos, ele 
poderá auxiliar na sua formação, tirando dúvidas, esclarecendo assuntos 
etc. Ajuda também na sua integração social, mostrando que todos são 
iguais e devem ser tratados com educação e respeito. 
 
O monitor deve ser paciente e colaborar no processo de evolução e 
desenvolvimento dos adolescentes. Precisa, também, dar bons exemplos 
de comportamento e reforçar a importância da segurança no transporte 
de escolares e do exercício da cidadania. 
 
Tratar bem o passageiro éuma forma de garantir que você, seus 
familiares ou seus amigos também sejam bem atendidos. Quando um 
passageiro com necessidades especiais se sente assistido e respeitado, 
ele terá vontade de ser gentil com o motorista, o monitor e os demais 
passageiros. Estas relações melhoram o ambiente durante a viagem no 
transporte coletivo e proporcionam maior qualidade ao transporte. 
Lembre-se de que o transporte é um direito de todo cidadão e que todos 
merecem ser atendidos com qualidade. 
A Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelece normas 
gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das 
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 
Consulte o que diz a lei no seguinte endereço: 
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/lei10098.pdf. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/lei10098.pdf
 
80 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Marque com um “X” as alternativas corretas: 
Ao chegar na casa de um aluno para buscá-lo, o monitor 
deve: 
( ) Pedir pro motorista buzinar e esperar a criança subir 
no veículo. 
( ) Pedir pro motorista buscar a criança. 
( ) Buscar a criança na porta de casa e acompanhá-la até 
o veículo. 
( ) Esperar o pai ou responsável trazer a criança até o 
motorista. 
 
2 Se você perceber que uma criança trouxe uma faca ou 
canivete de casa, você deve interpelá-la e, se ela prometer 
nunca mais fazer isso, esqueça o fato para não se 
complicar. Pode até mesmo acontecer de o pai dela culpar 
você. 
 ( ) Certo ( ) Errado 
 
3 Durante o deslocamento do veículo de transporte 
escolar, o monitor deve: 
( ) Preocupar-se com o horário e não com a segurança da 
viagem. 
( ) Estar atento a tudo que ocorre para manter a viagem 
em segurança. 
( ) Conversar com o motorista para que ele não se sinta 
sozinho. 
( )Dirigir o veículo enquanto o motorista verifica os 
equipamentos. 
 
4 A pessoa com deficiência e aquela que possui limitação 
ou incapacidade permanente para o desempenho de 
algumas atividades, e se enquadra nas seguintes categorias 
de deficiência: 
( ) física, mental, sensorial, corporal e complexa; 
( ) física, intelectual, sensorial, orgânica e múltipla; 
( ) física, mental, sensorial, orgânica e múltipla; 
( ) física, mental, sentimental, orgânica e complexa. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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5 A pessoa com restrição de mobilidade e aquela que 
apresenta, por qualquer motivo, dificuldade de 
movimentar-se, permanente ou temporariamente, 
gerando redução efetiva de mobilidade, flexibilidade, 
coordenação motora e percepção. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
6 Para melhorar a comunicação, recomenda-se ao 
condutor: 
( ) Criticar sempre que encontrar motivo. 
( ) Estar livre de preconceitos. 
( ) Olhar para as pessoas enquanto fala. 
( ) Gritar com o passageiro apenas quando for preciso. 
 
7 As mulheres gravidas e os idosos com idade superior a 
65 anos ficam livres do pagamento de tarifa. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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UNIDADE 6 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO 
ADOLESCENTE - ECA 
UNIDADE 6 
 
 ECA – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO 
ADOLESCENTE 
 
 
1 Conhecendo a Lei nº 8.069 - ECA 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
83 
 
 
Fonte: Presidência da República 
Casa Civil - Subchefia para Assuntos Jurídicos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
 
Veremos, inicialmente, o que a Constituição da República Federativa do Brasil, 
de 1998, no Artigo nº 227, assegura a proteção integral à criança e ao 
adolescente, conforme a seguir: 
 
Art. 227 - É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à 
criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à 
saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à 
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar 
e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de 
Quais são os aspectos legais que 
asseguram a criança e ao adolescente 
da Constituição Federal? Você 
conhece o Estatuto da Criança e do 
Adolescente? 
Veremos nesta unidade sobre o artigo da constituição brasileira que 
assegura a proteção integral à criança e ao adolescente. Veremos 
também sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
84 
 
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e 
opressão. 
 
Esses são alguns dos direitos que o estatuto garante, mas não podemos apenas 
pensar nos DIREITOS, temos que pensar e colocar em prática nossos 
COMPROMISSOS, pessoais e sociais com relação ao Estatuto da Criança e do 
Adolescente 
 
Esse compromisso social é uma forma de manifestar nosso respeito e 
solidariedade para com a comunidade que vivemos. 
 
Vejamos alguns desses compromissos sociais: 
 
 Direito de ter escola e educação 
 Nosso compromisso é frequentar as aulas, estudar, cuidar da 
escola etc. 
 Direito a saúde e prevenção e atendimento especializado à criança 
e ao adolescente. 
 Direito a saúde e prevenção 
 Nosso compromisso é cuidar da nossa saúde, buscar informações 
e orientação nas unidades de saúde, usar o preservativo em todas 
as relações e práticas sexuais etc. 
 Direito à Liberdade, respeito e dignidade 
 Nosso compromisso é respeitar as pessoas, agir com dignidade e 
ética, usufruir com responsabilidade e conquistar nossa liberdade 
etc. 
 
Nosso compromisso é cuidar da nossa saúde, buscar informações e orientação 
nas unidades de saúde, usar o preservativo em todas as relações e práticas 
sexuais etc. É, também, respeitar as pessoas, agir com dignidade e ética, 
usufruir com responsabilidade e conquistar nossa liberdade etc. 
 
Para tanto, o monitor deverá conhecer a legislação e especificamente, o 
Estatuto da Criança e do Adolescente. 
 
 
 
A seguir, veremos alguns artigos da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, 
conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA: 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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Presidência da República 
Casa Civil 
Subchefia para Assuntos Jurídicos 
 
 
LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. 
 
Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do 
Adolescente e dá outras providências. 
 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta 
e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. 
 
Título I 
Das Disposições Preliminares 
 
Art. 1º - Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao 
adolescente. 
 
Art. 2º - Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze 
anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de 
idade. 
 
Parágrafo único - Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente 
este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. 
 
Art. 3º - A criança e o adolescente gozam de todos os direitos 
fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral 
de que trata esta Lei, assegurando-se lhes, por lei ou por outros meios, todas 
as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, 
mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. 
 
Parágrafo único - Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as 
crianças e adolescentes, sem discriminação de nascimento, situação familiar, 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.069-1990?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.069-1990?OpenDocument
 
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idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal 
de desenvolvimento e aprendizagem, condiçãoeconômica, ambiente social, 
região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as 
famílias ou a comunidade em que vivem. (incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
 
Art. 4º - É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do 
poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos 
referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à 
convivência familiar e comunitária. 
 
Parágrafo único - A garantia de prioridade compreende: 
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; 
b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância 
pública; 
c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas; 
d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas 
com a proteção à infância e à juventude. 
 
Art. 5º- Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma 
de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, 
punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus 
direitos fundamentais. 
 
Capítulo II 
Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade 
 
Art. 15 - A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à 
dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como 
sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas 
leis. 
 
Art. 16 - O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, 
ressalvadas as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art18
 
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Art. 17 - O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade 
física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação 
da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos 
espaços e objetos pessoais. 
 
Art. 18 - É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, 
pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, 
vexatório ou constrangedor. 
 
Art. 18-A - A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e 
cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, 
como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, 
pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos 
agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer 
pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-
los. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
 
Parágrafo único - Para os fins desta Lei, considera-se: (Incluído pela Lei nº 
13.010, de 2014) 
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o 
uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em: (Incluído 
pela Lei nº 13.010, de 2014) 
a) sofrimento físico; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
b) lesão; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
 
II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de 
tratamento em relação à criança ou ao adolescente que: (Incluído pela Lei nº 
13.010, de 2014) 
a) humilhe; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
b) ameace gravemente; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
c) ridicularize. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
 
Art. 18-B - Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os 
agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa 
encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou 
protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante 
como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto 
estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às seguintes 
medidas, que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso: (Incluído 
pela Lei nº 13.010, de 2014) 
I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à 
família; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
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II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; (Incluído 
pela Lei nº 13.010, de 2014) 
III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação; (Incluído pela 
Lei nº 13.010, de 2014) 
IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado; 
(Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
V - advertência. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
 
Parágrafo único - As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo 
Conselho Tutelar, sem prejuízo de outras providências legais. (Incluído pela Lei 
nº 13.010, de 2014) 
 
Capítulo III 
Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer 
 
Art. 53 - A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao 
pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania 
e qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - direito de ser respeitado por seus educadores; 
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às 
instâncias escolares superiores; 
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; 
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. 
 
Parágrafo único - É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do 
processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas 
educacionais. 
 
Art. 54 - É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele 
não tiveram acesso na idade própria; 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino 
médio; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de 
idade; 
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos 
de idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação 
artística, segundo a capacidade de cada um; 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13306.htm#art1
 
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VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do 
adolescente trabalhador; 
VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas 
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e 
assistência à saúde. 
 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua 
oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. 
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino 
fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela 
frequência à escola. 
 
Art. 55 - Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos 
ou pupilos na rede regular de ensino. 
 
Art. 56 - Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental 
comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: 
I - maus-tratos envolvendo seus alunos; 
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os 
recursos escolares; 
III - elevados níveis de repetência. 
 
Art. 57 - O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas 
propostas relativas a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e 
avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do 
ensino fundamental obrigatório. 
 
Art. 58 - No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, 
artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, 
garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura. 
 
Art. 59 - Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e 
facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, 
esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. 
 
Art. 88 - São diretrizes da política de atendimento: 
 
I - municipalização do atendimento; 
II - criação de conselhos municipais, estaduais e nacional dos direitos da 
criança e do adolescente, órgãos deliberativos e controladores das ações em 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
 
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todos os níveis, assegurada a participação popular paritária por meio de 
organizações representativas, segundo leis federal, estaduais e municipais; 
III - criação e manutenção de programas específicos, observada a 
descentralização político-administrativa; 
IV - manutenção de fundos nacional, estaduais e municipais vinculados 
aos respectivos conselhos dos direitos da criança e do adolescente; 
V - integração operacional de órgãos do Judiciário, Ministério Público, 
Defensoria, Segurança Pública e Assistência Social, preferencialmente em um 
mesmo local, para efeito de agilização do atendimento inicial a adolescente a 
quem se atribua autoria de ato infracional; 
VI - mobilização da opinião pública no sentido da indispensável 
participação dos diversos segmentos da sociedade. 
 VI - integração operacional de órgãos do Judiciário, Ministério Público, 
Defensoria, Conselho Tutelar e encarregados da execução das políticas sociais 
básicas e de assistência social, para efeito de agilização do atendimento de 
crianças e de adolescentes inseridos em programas de acolhimento familiar 
ou institucional, com vista na sua rápida reintegração à família de origem ou, 
se tal solução se mostrar comprovadamente inviável, sua colocação em família 
substituta, em quaisquer das modalidades previstas no art. 28 desta 
Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência 
 VII - mobilização da opinião pública para a indispensável participação dos 
diversos segmentos da sociedade. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência 
VIII - especialização e formação continuada dos profissionais que 
trabalham nas diferentes áreas da atenção à primeira infância, incluindo os 
conhecimentos sobre direitos da criança e sobre desenvolvimento 
infantil; (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
IX - formação profissional com abrangência dos diversos direitos da 
criança e do adolescente que favoreça a intersetorialidade no atendimento da 
criança e do adolescente e seu desenvolvimento integral; (Incluído pela Lei nº 
13.257, de 2016) 
X - realização e divulgação de pesquisas sobre desenvolvimento infantil e 
sobre prevenção da violência. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
 
Art. 89 - A função de membro do conselho nacional e dos conselhos 
estaduais e municipais dos direitos da criança e do adolescente é considerada 
de interesse público relevante e não será remunerada. 
 
Do Conselho Tutelar 
Capítulo I 
Disposições Gerais 
 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art30
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art30
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art30
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13257.htm#art30
 
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Art. 131 - O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não 
jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos 
direitos da criança e do adolescente, definidos nesta Lei. 
 
Art. 132 - Em cada Município e em cada Região Administrativa do Distrito 
Federal haverá, no mínimo, 1 (um) Conselho Tutelar como órgão integrante 
da administração pública local, composto de 5 (cinco) membros, escolhidos 
pela população local para mandato de 4 (quatro) anos, permitida 1 (uma) 
recondução, mediante novo processo de escolha. (Redação dada pela Lei nº 
12.696, de 2012) 
 
Art. 133 - Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar, serão 
exigidos os seguintes requisitos: 
 
I - reconhecida idoneidade moral; 
II - idade superior a vinte e um anos; 
III - residir no município. 
 
Art. 134 - Lei municipal disporá sobre local, dia e horário de 
funcionamento do Conselho Tutelar, inclusive quanto a eventual remuneração 
de seus membros. 
Art. 134 - Lei municipal ou distrital disporá sobre o local, dia e horário de 
funcionamento do Conselho Tutelar, inclusive quanto à remuneração dos 
respectivos membros, aos quais é assegurado o direito a: (Redação dada pela 
Lei nº 12.696, de 2012) 
 
I - cobertura previdenciária; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) 
II - gozo de férias anuais remuneradas, acrescidas de 1/3 (um terço) do 
valor da remuneração mensal; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) 
III - licença-maternidade; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) 
IV - licença-paternidade; (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) 
V - gratificação natalina. (Incluído pela Lei nº 12.696, de 2012) 
 
Parágrafo único - Constará da lei orçamentária municipal e da do Distrito 
Federal previsão dos recursos necessários ao funcionamento do Conselho 
Tutelar e à remuneração e formação continuada dos conselheiros 
tutelares. (Redação dada pela Lei nº 12.696, de 2012) 
 
Art. 135 - O exercício efetivo da função de conselheiro constituirá serviço 
público relevante e estabelecerá presunção de idoneidade moral. (Redação 
dada pela Lei nº 12.696, de 2012) 
 
Capítulo II 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12696.htm
 
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Das Atribuições do Conselho 
 
Art. 136 - São atribuições do Conselho Tutelar: 
I - atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas nos Arts. 98 
e 105, aplicando as medidas previstas no Art. 101, I a VII; 
II - atender e aconselhar os pais ou responsável, aplicando as medidas 
previstas no Art. 129, I a VII; 
III - promover a execução de suas decisões, podendo para tanto: 
a) requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço 
social, previdência, trabalho e segurança; 
b) representar junto à autoridade judiciária nos casos de 
descumprimento injustificado de suas deliberações. 
 
IV - encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua 
infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente; 
V - encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência; 
VI - providenciar a medida estabelecida pela autoridade judiciária, dentre 
as previstas no art. 101, de I a VI, para o adolescente autor de ato infracional; 
VII - expedir notificações; 
VIII - requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou 
adolescente quando necessário; 
IX - assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta 
orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança 
e do adolescente; 
X - representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos 
direitos previstos no art. 220, § 3º, inciso II, da Constituição Federal; 
XI - representar ao Ministério Público, para efeito das ações de perda ou 
suspensão do pátrio poder. 
 XI - representar ao Ministério Público para efeito das ações de perda ou 
suspensão do poder familiar, após esgotadas as possibilidades de manutenção 
da criança ou do adolescente junto à família natural. (Redação dada pela Lei nº 
12.010, de 2009) Vigência 
 XII - promover e incentivar, na comunidade e nos grupos profissionais, 
ações de divulgação e treinamento para o reconhecimento de sintomas de 
maus-tratos em crianças e adolescentes. (Incluído pela Lei nº 13.046, de 2014) 
 
 Parágrafo único - Se, no exercício de suas atribuições, o Conselho Tutelar 
entender necessário o afastamento do convívio familiar, comunicará 
incontinenti o fato ao Ministério Público, prestando-lhe informações sobre os 
motivos de tal entendimento e as providências tomadas para a orientação, o 
apoio e a promoção social da família. (Incluído pela Lei nº 12.010, de 
2009) Vigência 
VANDERLEIA CORREIA (05992817905)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art220§3ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13046.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art7
 
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Art. 137 - As decisões do Conselho Tutelar somente poderão ser revistas 
pela autoridade judiciária a pedido de quem tenha legítimo interesse. 
Brasília, 13 de julho de 1990; 169º da Independência e 102º da 
República. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMINDO 
 
 
A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1998, no Artigo nº 227, 
assegura a proteção integral à criança e ao adolescente, conforme foi 
mencionado nesta unidade. 
 
 
Conhecer as suas responsabilidades e a legislação que foi criado o Estatuto da 
Criança e do Adolescente é de extrema importância para o Monitor de 
Transporte Escolar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Acesse o link da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm 
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1 Marque com um X as alternativas CORRETAS: 
 
No Art. 53, da Lei 8.069 de 30 de dezembro de 1990 – A 
criança e o Adolescente tem direito à educação, visando ao 
pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o 
exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, 
assegurando-se lhes: 
 
( ) Igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola. 
( ) Direito de ser respeitado por seus educadores. 
( ) Não ter acesso à escola pública e gratuita próxima de sua 
residência. 
( ) Direito de contestar critérios avaliativos, podendo 
recorrer às instâncias escolares superiores. 
( ) Direito a organização e participação em entidades 
estudantis. 
 
2 Coloque “V” se a sentença for verdadeira e “F” se for falsa. 
 
É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: 
 
( ) atendimento educacional especializado aos portadores 
de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. 
( ) o não atendimento em creche e pré-escola às crianças 
de zero a cinco anos de idade. 
( ) Oferta de ensino noturno regular, adequado às 
condições do adolescente trabalhador. 
( ) a não progressiva extensão da obrigatoriedade e 
gratuidade ao ensino médio 
( ) atendimento no ensino fundamental, através de 
programas suplementares de material didático-escolar, 
transporte, alimentação e assistência à saúde. 
 
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República Federativa do Brasil, Brasília, 23 de dez de 1996. 
 
BRASIL. Presidência da República. Lei Nº 10.709 - de 31 de julho de 2003. 
Acrescenta incisos aos artigos 10 e 11 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 
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1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e dá outras 
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