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Pontifícia Universidade Católica de Goiás ARTICULAÇÃO DO JOELHO Componentes: Brenda Nascimento, Bruna Miranda, Fabrício Mateus, Luan Alves, Mylena Oliveira, Nayara Alves, Patrícia Pontifícia Universidade Católica de Goiás • O joelho é o maior complexo articular do corpo humano • Uma das articulações mais lesadas em todo o corpo • É formado pela extremidade distal do fêmur, pela extremidade proximal da tíbia e pela patela ANATOMIA DO JOELHO Pontifícia Universidade Católica de Goiás • O joelho apresenta 2 articulações, sendo sinoviais: art. fêmuro-tibial e art. fêmuro-patelar 1. Articulação fêmuro-tibial Classificação: Gíglimo (dobradiça) e Trocóide (pivô) Movimentos permitidos: flexão, extensão, rotação interna e rotação externa (acontece com o joelho flexionado) 2. Articulação fêmuro-patelar Classificação: Plana (artrodial) Movimentos permitidos: Deslizamento crânio-caudal e latero-lateral. ANATOMIA DO JOELHO Pontifícia Universidade Católica de Goiás SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás MOVIMENTOS DA ARTICULAÇÃO DO JOELHO SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás MOVIMENTOS DA ARTICULAÇÃO DO JOELHO SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás MÚSCULOS FLEXÃO EXTENSÃO R.I R.E Quadríceps MP Sartório Acess Acess Grácil Acess Acess Bíceps Femoral MP MP Semitendinoso MP Acess Semimembranoso MP Acess Poplíteo MP Gastrocnêmio e plantar Acess TFL Acess SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás LIGAMENTOS/MENISCOS SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR SOBOTTA, 2010 Funções: Resiste em 80% da carga em deslocamento anterior da tíbia sobre o fêmur; Previne a hiperextensão ( fibras póstero-laterais). Limita a rotação interna (fêmur em relação a tíbia). Pontifícia Universidade Católica de Goiás LIGAMENTOS/MENISCOS SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR SOBOTTA, 2010 Funções: Ligamento mais forte do joelho; Estabilizador das funções básicas do joelho; Previne o deslocamento posterior da tíbia em relação ao fêmur; Resiste em 30% da carga em rotação externa. Pontifícia Universidade Católica de Goiás LIGAMENTOS/MENISCOS SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL SOBOTTA, 2010 Funções: Estabiliza o joelho contra o estresse em valgo; Resiste em aproximadamente 60% da carga em valgo; Resiste ao movimento de rotação externa; Pontifícia Universidade Católica de Goiás LIGAMENTOS/MENISCOS SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás LIGAMENTO COLATERAL LATERAL SOBOTTA, 2010 Funções: Oferece resistência de aproximadamente 60% da carga em varo; Resiste a rotação interna; Resiste o deslocamento medial da nbia sobre o fêmur. Pontifícia Universidade Católica de Goiás LIGAMENTOS/MENISCOS SOBOTTA, 2010 Pontifícia Universidade Católica de Goiás MENISCOS SOBOTTA, 2010 Funções: Proteção da cartilagem articular; Estabilizador articular; Irrigação da cartilagem; Melhora a congruência articular. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento da Osteoartrose Tratamento da inflamação COIMBRA, 2004 Quando há sinais inflamatórios as compressas geladas são as melhores opções para diminuir dor, inflamação e espasmos musculares. Podendo ser aplicada de 3 a 4 vezes ao dia por 10 a 1 minutos de cada vez. Não podendo entrar em contato direto om a pele, devendo estar envolvido num pano fino por exemplo. Crioterapia atua para quebrar o ciclo dor-espasmo- dor. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento da Osteoartrose Mobilização Articular BIASOLI, 2003 Promove o movimento da articulação ao longo de seu eixo fisiológico. São importantes para nutrição adequada da articulação e manutenção da amplitude do movimento dentro dos limites fisiológicos. São realizados ativamente (pelo próprio paciente) ou passivamente (com ajuda). Os exercícios passivos são especialmente úteis nos pacientes com artrose que foram submetidos a artroplastia, uma vez que reduzem o encurtamento muscular. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento da Osteoartrose Cinesioterapia e Mecanoterapia BIASOLI, 2003 Em pacientes com osteoartrose de joelhos a musculatura da coxa tende a reduzir a flexibilidade e o quadríceps fica com sua força prejudicada, o que diminui o controle do movimento patelofemoral, favorecendo o processo degradativo. Inicialmente recomenda-se os exercícios isométricos por ser bem tolerados e pela pouca probabilidade de acabar causando um processo inflamatório, sendo realizados em amplitudes de movimentos articulares que não causem dor. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento da Osteoartrose Cinesioterapia e Mecanoterapia BIASOLI, 2003 Quando a dor e a inflamação estão controladas utilizam-se os exercícios isotônicos, afinal apresentam mais ganho de força, resistência, capacidade aeróbica e habilidade funcional do que os exercícios isométricos. Exercícios aeróbicos (como caminhada, corrida e natação) assim que apresentar um aumento na força muscular e endurance para inclusive obter melhora em relação a parte cardiovascular. Os alongamentos proporcionam o aumento da mobilidade dos tecidos moles e aumento da amplitude de movimento; Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento da Osteoartrose Tratamento farmacológico COIMBA, 2004. Principal objetivo é o alívio da dor. Tendo modalidades anti-inflamatórias, analgésicas, infiltrações, antimaláricos, sulfatos de glicosamina e condroitina e extratos não saponificáveis de soja e abacate. As infiltrações intra-articulares com corticosteróides são muito úteis quando bem indicadas, ou seja, naqueles casos com componente inflamatório associado ou com derrame articular. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento da Osteoartrose Relato de um caso Chaves, 2011. TENS no início por 30 minutos, no modo baixa frequência. Alongamentos passivos de baixa intensidade com duração de 1 minuto em cada postura, nos quadris (em flexão, extensão, abdução, adução, rotação internas e externas). Nos tornozelos flexão plantar e dorsiflexão. Exercícios de contração isotônica concêntrica nos mesmos planos do alongamento, inicialmente com 1 série de 10 repetições e evoluindo para2 séries de 8 repetições . A intervenção se dá de forma indireta usando musculaturas biarticulares dos MMII (reto femoral, grácil, tenso da fáscia lata/trato iliotibial, plantar e gastrocnêmio). Exercícios ativos livres de flexão e extensão de joelho. Exercício com bola suíça para propriocepção e do equilíbrio, pressionar, com um dos pés, a bola contra o solo por aproximadamente 5 segundos, duas séries de 10 repetições para cada perna. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Tendinite Patelar Eletroterapia SANTANA, 2015. O uso do ultrassom promove em sua aplicação é a regeneração de tecidos, aumentando a permeabilidade das membranas celular, aumenta a síntese de colágenos nos tecidos lesionados, aumenta o fluxo sanguíneo, eleva a taxa de metabólica dos tecidos, promove a diminuição dos espasmos musculares, e promove analgesia. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Tendinite Patelar Alongamento SANTANA, 2015. Técnicas utilizadas para não ocorrer perdas da ADM nos pacientes com tendinopatia patelar. Alongamentos e fortalecimento dos músculos quadríceps, ísquios tibiais, glúteos Máximo, flexores, extensores, abdutores e dos adutores do quadril, gastrocnêmios, sóleo. O fortalecimento destes grupos musculares irá reduzir a dor da tendinopatia patelar, cadeias musculares fortalecidas igualmente diminuem a sobrecarga do tendão patelar. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Tendinite Patelar Crochetagemmiofasciais SANTANA, 2015. A crochetagem é mais uma das técnicas dentro da fisioterapia com utilizando ganchos sobre os tecidos lesionados proporcionando a remoção de tecidos fibrosos e aderência dos tecidos miofasciais, tendo como resultado desta técnica de manipulativa a restauração, realinhamento dos tecidos. Esta manipulação provoca uma hiperemia profunda no locar da realização, tendo um aumento do fluxo sanguíneo. Crioterapia A crioterapia é uma modalidade terapêutica que é acessível a toda a população, tendo grande uso nas práticas esportivas por causar uma rápida analgesia no local da lesão, provocando uma vasoconstrição local, os atletas podem ser orientado a utilizar a crioterapia logo após da cinesioterapia. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Tendinite Patelar Exercícios de fortalecimento SANTANA, 2015. O exercício de fortalecimento na tendinopatia patelar será basicamente exercícios excêntricos provocando um fortalecimento do tendão por estar estimulando os seus mecanoreceptores, ocorrendo um aumento do metabolismo no local por consequências tendo um aumento na produção de colágeno pelos tenócitos. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Condromalácia Patelar Analgesia MONNERAT et al, 2010. A síndrome femoro-patelar (SFP) pode ter sua sintomatologia álgica controlada através da crioterapia, nomeadamente nas fases agudas, e/ou utilizando de modalidades de eletroterapia analgésica como o TENS (Transcutaneous Electric Nerve Stimulation). Já em fase subaguda ou crônica é recomendável a utilização de calor, uma opção pode ser o ultrassom. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Condromalácia Patelar Mobilidade e Alongamento LIMA, 2014. A mobilização e os alongamentos passivos e ativos dos tecidos moles periarticulares (principalmente dos isquiotibiais e trato iliotibial) através da mobilização passiva, permitindo assim a melhora da mobilidade durante o movimento do joelho Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Condromalácia Patelar Fortalecimento Muscular FERREIRA et al, 2015. Fortalecimento do Vasto Medial Oblíquo (VMO) O desequilíbrio de força muscular entre VMO, principal estabilizador medial da patela, e o VL é comum em pessoas com síndrome femoro-patelar, sendo assim, se torna indispensável como um dos objetivos do tratamento, o fortalecimento muscular do vasto medial oblíquo (VMO). Focar nos graus finais do movimento de extensão do joelho. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Condromalácia Patelar Fortalecimento Muscular FERREIRA et al, 2015. Exercícios Isotônicos em Cadeia Cinética Fechada e aberta Diminuem a sobrecarga do joelho e facilita o fortalecimento sem provocar dor, pois a força muscular gerada pelo quadríceps é mínima na extensão completa do joelho e, portanto, o stress articular femoro-patelar é menor nos primeiros graus de flexão do joelho. No planejamento do programa de reabilitação devem, portanto, ser incluídos exercícios em Cadeia cinética fechada, nomeadamente entre os 0-30º de flexão. O agachamento, legg-press e exercícios de subir e descer escada conhecido como step. Cadeia cinética aberta, o recomendável é entre os 40-90º, de forma a maximizar o trabalho muscular, acima disso o contato femoro-patelar é maior. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Condromalácia Patelar AZEVEDO, 2014. Taping patelar A correção do posicionamento patelar através da utilização das técnicas de taping de Grelsamer e McConnell é uma forma de otimizar a trajetória de movimento da rótula na troclea femoral e o seu alinhamento. Órteses Os pacientes com dor patelar podem referir melhoria da dor com a utilização de órteses dinâmicas estabilizadoras rotulianas, uma vez que estas limitam a báscula e a translação lateral da patela, contribuindo para a melhoria da cinemática do joelho. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Condromalácia Patelar JARDIM, 2014. Treino de Marcha O treino de marcha é essencial no plano de tratamento global para a recuperação da marcha fisiológica e funcional. A reeducação da marcha recorrendo a feedback visual pode corrigir padrões de marcha anômalos tal como adução e rotação interna da patela e queda da pelve. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Tratamento de Condromalácia Patelar JARDIM, 2014. Hidroterapia Os exercícios aquáticos através da flutuabilidade ajudam no aumento da amplitude de movimento e no fortalecimento muscular. O calor da água ajuda no relaxamento da musculatura envolta da articulação e a flutuação diminui a tensão sobre a mesma promovendo alívio de dor. Durante as caminhadas na água há a produção de menor pressão articular e uma diminuição da força de impacto.