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Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz
FARMACOLOGIA
 
 
 
GABRIEL BAGAROLO PETRONILHO
MEDICINA TXVI I I
Gabriel Bagarolo Petronilho
Ansiolíticos e Hipnóticos
Aula 09 - Ansiolíticos 
➝ Introdução 
‘A ansiedade é um mecanismo de defesa do organismo frente 
a estímulos que representam perigo ou ameaça à 
sobrevivência, ao bem estar ou à integridade física.’ 
Ansiolíticos são os fármacos utilizados para o tratamento da 
ansiedade. 
As substâncias/drogas que causam a ansiedade são chamada 
de ansiogênico. 
➝ Natureza da Ansiedade 
A reposta aos estímulos ameaçadores inclui: comportamentos 
defensivos, reflexo autonômicos (simpáticos: taquicardia, 
sudorese, palpitação, tremor, aumento da FC), despertar e 
alerta, secreção de corticosteroides (cortisol) e emoções 
negativas (pensamentos ruins, sensação de sufocamento, de 
faltar de ar e angústia). 
➝ Neuroanatomia do Comportamento Defensivo 
Circuito de Papez 
Frente a um estímulo, podendo ser um estímulo visual 
codificado no córtex visual, ele manda informação tanto para a 
amídala quanto pro hipocampo e córtex pré-frontal. Então, 
faremos uma pequena seleção do que recebemos do córtex 
visual. A amídala, faz uma interpretação simples e básica do 
que aquilo representa e onde pode ser potencialmente danoso 
fazendo uma divisão e ativação dos seus componentes. 
A amídala é dividida em central e basolateral. A basolateral é 
que recebe esse primeiro estímulo e passa para a amídala 
central. 
Enquanto, isso o hipocampo vai processar a relação tempo-
espacial. Processando o que a pessoa viu, onde aquilo está e 
qual a distância que está. 
Já, o córtex pré-frontal faz um filtro da realidade ou do potencial 
de periculosidade daquilo que foi visto. Caso, a visão 
represente pouco perigo, o córtex pré-frontal inibirá a amídala. 
Agora, se for visualizado determinada situação e o hipocampo 
processou que aquilo está muito próximo e é potencialmente 
viável que atinja a pessoa, o córtex pré-frontal faz uma análise 
desse real perigo e não inibirá a amídala. A amídala, estimula a 
substância cinzenta periaquidutal dorsal. 
A substância cinzenta periaquidutal dorsal é quem vai 
executar o comportamento defensivo propriamente dito, 
mandando informações pra pote, bulbo, mesencéfalo e 
ativação dos núcleos noradrenérgicos causando a descarga 
defensiva para a medula e nervos cranianos. 
Condições que podem enquadrar a ansiedade como uma 
patologia: hipofunção do córtex pré-frontal ou 
hiperexcitação da amídala. 
● Hipofunção do córtex pré-frontal ➝ ele não conseguirá 
inibir a amídala e a pessoa hiper-responde por qualquer 
estímulo. 
● Hiperexcitação da amídala ➝ a amídala causa muito 
gatilho na PAG (Periaqueductal Gray) e a pessoa possui 
muita resposta defensiva. 
➝ Comportamentos Defensivos 
Dentro dos comportamentos defensivos estão 3 mais 
importantes: congelamento, fuga e luta. 
Frente a determinada situação, que possui potencial de lesar a 
integridade física ou psíquica da pessoa, executamos uma 
dessas ações: 
● Congelamento ➝ ficar parado, sem palavras, sem ação; 
resposta no intuito de passar despercebido; o congelamento 
mais comum é o ‘branco’. 
● Fuga ➝ correr frente a uma ameaça real ou ‘fingir que as 
coisa não existem’ frente a uma ameaça subjetiva/conotativa. 
● Luta ➝ lutar contra o agente agressor ou discutir 
verbalmente, chorar e gritar - manifestar-se expansivamente 
- frente a um estímulo nocivo mental/psicológico. 
➝ Estados Ansiosos 
A ansiedade normal servem para que tenhamos algo chamado 
precaução. 
Os estados ansiosos, são reações que ocorrem de maneira 
antecipatória e independentemente de eventos externos. 
A nossa capacidade de lidar com problemas é chamada 
resiliência. 
A classificação dos estados ansiosos é feita por um manual 
americano, chamado DSM - 5th ed./2013 (Diagnostic and 
Statistical Manual of Mental Disorders). 
Estado Ansioso Patológico 
É o ponto em que os sintomas (luta, fuga ou congelamento) 
interferem nas atividades produtivas (escola, trabalho, relações, 
etc) normais de cada indivíduo. 
➝ Manifestações de Ansiedade 
● Queixa verbal ➝ ouve o paciente reclamando do sentimento 
de ansiedade; ansiedade como sintoma. 
● Efeitos somáticos e autônomos ➝ agitação, palpitação, 
tremores, sudorese, insônia e distúrbio de TGI. 
Gabriel Bagarolo Petronilho TXVIII- MEDICINA FAG
IMPORTANTE 
MEDO x ANSIEDADE 
Os dois são capazes de ativar o circuito de Papez, mas 
todas as repostas autonômicas e emocionais frente a uma 
ameaça real é o medo. Enquanto que a ansiedade, seria 
uma reposta emocional e autonômica que apresentamos de 
maneira antecipada a uma provável ameaça. 
IMPORTANTE 
Link PUBMED de artigos que falam sobre o vício do 
smartphone relacionado aos transtornos comportamentais, 
como depressão, ansiedade, entre outros. 
h t t p s : / / w w w . n c b i . n l m . n i h . g o v / p u b m e d / ?
term=Smartphone+addiction
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Smartphone+addiction
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● Interferência nas atividades cotidianas ➝ dificuldade de 
concentração por excesso de preocupação. 
➝ Distúrbios do Sono 
Enquanto a ansiedade é uma doença psiquiátrica, o distúrbio 
do sono é uma doença neurológica. Porém, falamos junto 
porque a medicação será a mesma e porque, normalmente, é 
um sintoma de ansiedade. 
É a incapacidade de iniciar ou manter o sono; sono de má 
qualidade; fadiga ou baixo rendimento. 
➝ Ansiolíticos 
Benzodiazepínicos (BDZs) 
Benzodiazepínicos é uma família que possui como 
característica um anel chamado benzodiazepina. 
 
São medicamentos chave para o tratamento de ansiedade. 
Foram descobertos em 1961, por meio de um acidente, pelo 
Hoffman-la Roche. O primeiro foi o Clordiazepóxido (pouco 
utilizado atualmente), mas atualmente temos em torno de 20 no 
mercado - Clonazepam (Rivotril), etc. 
Os BDZ não são os primeiros ansiolíticos da história. A primeira 
substância utilizada como ansiolítico foi o álcool (na forma de 
vinho). 
Estima-se que mais de 50 milhões de pessoas façam uso diário 
de benzodiazepínicos e que são responsáveis por cerca de 
50% de toda a prescrição de psicotrópicos. 
Atualmente, um em cada 10 adultos recebem prescrições de 
BZD a cada ano a maioria feita por clínicos gerais e acredita-se 
que cada clínico tenham em sua carta de pacientes torno de 50 
dependentes de benzodiazepínicos, sendo metade deles 
pacientes que gostariam de parar o uso. No entanto, somente 
30% pensam que o uso é estimulado pelos médicos. 1
Mecanismo de Ação 
Os benzodiazepínicos, como um todo, são agonistas ou 
facilitadores da ligação do GABA no receptor GABA A. 
O receptor GABA é um receptor ionotrópico (canal de cloro) 
que possui um sítio de ligação onde o GABA se liga, causando 
a abertura do canal de cloro e o consequente influxo de Cl⁻ e 
hiperpolarização da célula. 
Além do GABA, os BDZs também possuem um sítio próprio de 
ligação do receptor GABA A e quando eles se ligam aumentam 
a afinidade do GABA com esse receptor e os canais de Cl⁻ 
ficarão abertos por mais tempo. Isso aumentará o influxo de 
cloreto e maior será a hiperpolarização da célula. 
Lembrando que esse mesmo receptor GABA possui outros 
sítios para facilitadores, não somente de BDZs. 
Resumindo: facilitam a abertura de canais de cloreto, facilita a 
entrada do cloro extracelular para o interior do neurônio, 
hiperpolariza a célula (não gera o potencial de ação) e causam 
efeitos inibitórios no SNC. 
De maneira molecular, o Receptor é composto por 
diferentes subunidade (5) que podem ter diferentes tipos de 
configuração. Cada subunidade possui números, aumento 
ainda mais as opções de configuração (𝛼 1 - 6; β 1-3; 𝛾 1-3 ou 
𝛿, ε, θ, 𝜋). 
A ligação dos BDZs ocorre obrigatoriamente entre uma 
subunidade 𝛼 e 𝛾. Não é necessário que todos os receptores 
tenhamessas subunidades lado a lado, porque os BZD nem 
sempre vão se ligar em todos os receptores GABA A. 
A ligação do GABA ocorre obrigatoriamente entre uma 
subunidade 𝛼 e β. Todos precisam ter essas subunidades lado 
a lado porque o receptor é para o GABA. 
 Adendo:
O receptor é metabotrópico Gi, cuja subunidades β 
e 𝛾 da proteína G são as mais importantes. Há a abertura dos 
canais de K⁺ causando uma hiperpolarização indireta. Esse 
receptor é alvo do Baclofeno. 
Possuímos muitos receptores GABA B no músculo esquelético 
e quando for utilizado o Baclofeno, que é agonista GABA B, 
haverá a hiperpolarização do músculo que leva ao 
relaxamento. A principal utilização clínica do Baclofeno é como 
relaxante muscular. 
GABAA
GABAB
 Fonte: ‘ Consenso sobre Benzodiazepínicos’ - Associação Brasileira de Psiquiatria - 20171
Gabriel Bagarolo Petronilho TXVIII- MEDICINA FAG
➝ Efeitos dos Benzodiazepínicos 
Agem no receptor GABA A como facilitadores/‘agonistas’ da 
ligação do GABA. 
Causam: 
● Redução da ansiedade e agressividade➝ hiperpolariza 
regiões da amídala; 
● Sedação e indução do sono ➝ inibição dos núcleos supra-
ópticos; 
● Redução do tono muscular e da coordenação ➝ núcleo 
estriado; 
● Efeito anti-convulsivante; 
● Amnésia anterógrada. ➝ presença de BDZ no hipocampo; 
todos os BDZs possuem esse efeito colateral. 
● Diminuição da atenção ➝ Inibição de áreas corticais frontais. 
A ideia o efeito dos BDZs é hiperpolarizar a amídala, 
diminuindo a atividade elétrica e consequentemente a 
diminuição da ansiedade. 
Porém, ele não causa efeito somente na amídala. Eles 
possuem diversos efeitos colaterais, já que é distribuído por 
todo o cérebro. 
➝ Fármacos BDZs 
*Flunitrazepam - Rohypnol ® ➝ quando administrado com 
álcool, faz um distanciamento entre a perda da consciência e 
sedação em um intervalo de 30min, proporcionando um 
momento propício para o golpe do ‘boa noite cinderela’, já que 
a pessoa perde a atividade do córtex pré-frontal, ou seja, a 
pessoa perde a capacidade de decisão, mas consegue 
responder perguntas normalmente. 
Antagonistas BDZs 
Todos os benzodiazepínicos podem ser antagonizados pelo 
Flumazenil - Lanexat ®. Ele é um antagonista competitivo. 
Quando há intoxicação por BDZ é possível administração do 
antídoto (Flumazenil) IV 1-2min no qual há reversão total da 
intoxicação. 
Aspectos Farmacocinéticos - BDZs 
Do ponto de vista farmacocinético, os benzodiazepínicos são 
muito disponíveis, sendo via oral, intravenosa, intramuscular e 
sublingual, por serem muito estáveis. 
Tempo de Meia Vida 
Diazepam e Clonazepam possuem uma boa atividade 
ansiolítica, de manutenção do sono e ação anticonvulsivante. 
Repare que na tabela o tempo de meia vida (½) é representado 
em horas. Além disso, o tempo do lado direito do hífen, 
representa o tempo de meia vida da primeira vez que o 
paciente tomar o comprimido e o tempo do lado esquerdo do 
hífen, é o tempo de meia vida quando o paciente fizer uso 
crônico do medicamento, causando a diminuição desse tempo. 
Essa redução do tempo é consequência da maior rapidez que o 
medicamento é metabolizado, chamado de tolerância. 
Metabolismo 
Todos os mesmos benzodiazepínicos possuem a mesmo 
farmacodinâmica, então, o que muda realmente entre eles é a 
farmacocinética e dentro disso, o que muda, basicamente, é o 
metabolismo. 
Alguns deles são metabolizados e eliminados. Outros, 
precisam ser metabolizados várias vezes para depois serem 
eliminados. E, os de meia vida longa, são metabolizados, 
formando um componente ativo que é metabolizado, 
formamando outro componente ativo que é metabolizado 
novamente (conjugação) e, por fim, eliminado do organismo. 
Gabriel Bagarolo Petronilho TXVIII- MEDICINA FAG
Bromazepan
(Lobo temporal)(Amídala) (Núcleo Supra-óptico) ( Hipocampo)( Núcleo estriado)
➝ Efeitos Adversos e Colaterais 
Con fo rme o espe rado , os e fe i t os adve rsos de 
benzodiazepínicos, vão agir em todas as áreas citadas 
anteriormente. 
A sonolência/‘ressaca’ é um dos motivos do tratamento de 
ansiedade, de maneira crônica, em pacientes jovens ser feito 
através de anti-depressivos e não por BDZs. 
Mesmo que os BDZs não sejam a primeira escolha para 
tratamento da ansiedade em jovens, são drogas muito úteis 
para modulação de uma crise generalizada ou pontual. 
Acredita-se que a dependência dos BDZs é causada 
psicologicamente e não física. 
➝ Tolerância 
A tolerância é a necessidade do aumento das doses ao longo 
dos dias para que haja a manutenção do efeito. 
Ela é explicada por meio de 3 mecanismos: 
1 - Aumento da própria eliminação ➝ são indutores 
enzimáticos deles mesmos. Então, induzem as enzimas as 
quais os metabolizam e fazem com que ao longo do tempo são 
metabolizados de maneira mais rápida. Uma maneira de evitar 
isso é a substituição por fármaco com tempo de meia vida 
maior. Ex.: Inicia-se o tratamento com o BDZ de tempo de ½ 
curta e, conforme haja o aparecimento da tolerância, muda-se 
para medicamentos com tempo de ½ vida maior. *JAMAIS 
COMEÇAR COM RIVOTRIL* 
2 - Dessensibilização ➝ ocorre pela internalização dos 
receptores, causando uma diminuição na disponibilidade dos 
mesmos, principalmente receptor GABA A. 
3 - Aumento da produção endógena de β-carbolinas ➝ elas 
são agonistas inversos. Conforme há a produção de β-
carbolina, ela se liga em um determinado sítio e favorece o 
fechamento do canal de cloreto. Portanto, quanto mais β-
carbolina maior a preferência do estado conformacional 
fechado para o receptor. Por isso, mesmo havendo a presença 
do BDZ, esse canal não abrirá. 
➝ Usos de Benzodiazepínicos 
● Transtornos de ansiedade; 
● Tratamento da insônia; 
● Pré-medicação em anestesia e procedimentos; 
● Relaxante muscular; 
● Crises convulsivas ➝ emergência convulsiva: diazepam; 
● Tratamento da síndrome de abstinência de etilistas. 
 
Gabriel Bagarolo Petronilho TXVIII- MEDICINA FAG
➝ Toxicidade Aguda 
Os benzodiazepínicos são drogas de alto índice terapêutico, 
portanto, é necessário altas doses para que o BDZ sozinho 
chegue ao nível de anestesia, como representado abaixo. Ou 
seja, são drogas seguras, se utilizadas corretamente/sozinhas. 
Agora, a associação de BZD + outro depressor do SNC 
(etanol) é possível o alcance de um índice de depressão do 
SNC muito maior. 
Lembrando que quando houver a ativação do receptor GABA A, 
há o influxo de cloreto e hiperpolarização. O BDZ, sozinho, 
hiperpolariza até o ponto do paciente perder os reflexos, perder 
algesia, sensibilidade. Porém, se for associado com etanol, 
opioide, anti-histamínico há a possibilidade da inibição do bulbo 
que causa a diminuição da capacidade respiratória, cardíaca e 
etc, podendo levar à morte. 
Os BDZs, por causa de seus efeitos adversos, não são 
recomendadas como primeira escolha para serem drogas de 
uso crônico (dia a dia). 
Além disso, TODOS os BDZs, estão na lista de medicamentos 
potencialmente inapropriados para idosos , de acordo com os 2
critérios de Beers e STOPP. 
➝ Outros Ansiolíticos 
Existem uma série de fármacos que podem ser utilizados como 
ansiolíticos. Entre eles estão: buspirona, zolpidem, beta-
bloqueadores, barbitúricos e antidepressivos (para 
pacientes jovens). 
➝ Buspirona 
É um agonista parcial de receptores 5-HT1A (Gi), para 
ansiedade leve a moderada. 
Não indicada em ansiedade grave ou pânico, porque ela não 
resolverá. 
É de tarja vermelha. 
Não é anticonvulsivante, não atua via GABA e não afeta a 
capacidade de dirigir veículos. 
O seu problema é que não servirá para crises de ansiedade. 
Já que é um agonista de serotonina, é necessário certo 
cuidado para a sua administração concomitantemente a outros 
fármacos serotoninérgicos. O excesso de 5-HT gera uma 
síndrome psicótica, chamada de síndrome serotoninérgica. 
➝ Zolpidem 
Ele não possui grande efeito ansiolítico, seu principal papel é 
ação hipnótica (indutor do sono). 
Ele é de ação curta e estruturalmente não relacionado aos 
BDZs, mesmo que possuifunção de facilitar a inibição neuronal 
mediada pelo GABA. 
Não causa toda a depressão que os BDZs provocam no SNC. 
Não miorrelaxante e não anticonvulsivante. 
Possui um rápido início de ação, para induzir a pessoa ao sono 
mais facilmente, e não duradoura (em torno de 4h). 
Sua ação é antagonizada pelo Flumazenil. 
O Zolpidem também possui um sítio de ligação no receptor 
GABA A. 
 
Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Mais informações no artigo: https://sbgg.org.br/informativos/2
23-12-16/4_CONSENSO_BRASILEIRO_DE_MEDICAMENTOS_POTENCIALMENTE_INAPROPRIADO_PARA_IDOSOS.pdf
Gabriel Bagarolo Petronilho TXVIII- MEDICINA FAG
https://sbgg.org.br/informativos/23-12-16/4_CONSENSO_BRASILEIRO_DE_MEDICAMENTOS_POTENCIALMENTE_INAPROPRIADO_PARA_IDOSOS.pdf
https://sbgg.org.br/informativos/23-12-16/4_CONSENSO_BRASILEIRO_DE_MEDICAMENTOS_POTENCIALMENTE_INAPROPRIADO_PARA_IDOSOS.pdf
➝ Beta-bloqueadores 
São medicamentos do SNA simpático. Eles antagonizam os 
receptores beta-adrenérgicos não seletivo. 
Ex.: propanolol - possui a capacidade de atravessar a BHE e 3
realizar seus efeitos no Locus coeruleus no SNC. Com isso, há 
a diminuição dos sintomas autonômicos: taquicardia, sudorese, 
respiração ofegante, tremor … 
Pode ser utilizado na Agorafobia, porque ao reduzir os 
sintomas autonômicos, a pessoa fica emocionalmente mais 
estável em público. 
Por bloquear tanto receptores β-1, como β-2, deve-se ter 
cuidado com pacientes diabéticos e problemas respiratórios. 
Porque ao bloquear β-2, pode diminuir a glicemia e o paciente 
diabético ter uma crise de hipoglicemia e ao bloquear β-2 o 
paciente respira pior. 
➝ Barbitúricos 
São uma classe de medicamento. 
Possui um sítio de ligação para facilitação da ligação do GABA 
no receptor GABAérgico. 
Fenobarbital/Gardenal® ➝ principal representante do 
barbitúricos; é utilizado para epilepsia e será usado para 
ansiedade em momentos de crise aguda (quando o paciente 
apresenta uma ameaça para si ou para outros) ou em 
momentos que o paciente já utilizou todos os BDZs e mesmo 
assim continua com ansiedade. Portanto, também se enquadra 
com ansiolítico e hipnótico. *MUITO PROBLEMÁTICO PARA 
SER A PRIMEIRA ESCOLHA - MUITO CUIDADO* 
Os barbitúricos são medicamentos que possuem um baixo 
índice terapêutico, então, uma dose relativamente baixa pode 
causar efeitos adversos muito graves e até mesmo a morte. 
Existe uma dose, em que SOZINHO, o barbitúrico pode 
ocasionar a morte do paciente por afetar o bulbo. 
 Os outros beta-bloqueadores estudados no SNA simpático não servem. Somente o propranolol.3
Gabriel Bagarolo Petronilho TXVIII- MEDICINA FAG

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