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“Rios voadores“ são: A) Cursos de rios terrestres e de quedas de água, presentes na floresta e que contribuem para a manutenção da umidade local e a precipitação de chuvas, bem como retroalimentação do ciclo da água. B) Cursos de águas das cachoeiras, demais quedas de água, que se evaporam no ar e se encarregam de umidificar a floresta e contribuir para a precipitação de chuvas e retroalimentação do ciclo da água. C) Cursos de água atmosféricos dispensáveis, uma vez que apenas contribuem para a manutenção da umidade, não tendo nenhuma relação com a atividade pluvial. D) Cursos de água atmosféricos, invisíveis, formados por vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, impulsionados pelos ventos, umidificam a floresta e contribuem para a precipitação de chuvas Os rios voadores são cursos de água atmosféricos, formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes, acompanhados por nuvens e propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis produzem chuvas abundantes em grande parte do Brasil. Disponível em: Acesso em: 18 de mar, 2017. (Adaptado). O fenômeno atmosférico exposto é formado pela: A) invasão dos sistemas polares que conduzem o ar frio e úmido, originado da Patagônia para o interior do Brasil. B) ação dos ventos de Alísios, que retiram umidade da superfície dos oceanos e a conduzem em direção aos trópicos. C) água liberada pela Floresta Amazônica para a atmosfera em forma de vapor, e transportada pelas correntes de ar. D) ação orográfica da Serra do Mar, produzindo chuvas abundantes na maior parte do litoral brasileiro. ENEM 2017 - PPL - O ganhador do Prêmio Nobel, Philip Fearnside, já alertava em estudos de 2004 que, como consequência do desmatamento em grande escala, menos água da Amazônia seria transportada pelos ventos para o Sudeste durante a temporada de chuvas, o que reduziria a água das chuvas de verão nos reservatórios de São Paulo. O fator apresentado no texto para o agravamento da seca no Sudeste está identificado no(a) a) redirecionamento dos ventos alísios. b) redução do volume dos rios voadores. c) deslocamento das massas de ar polares. d) retenção da umidade na Cordilheira dos Andes. e) alteração no gradiente de pressão entre as áreas A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água, puxando para dentro do continente a umidade evaporada do oceano Atlântico. Propelidas em direção ao oeste pelos ventos alísios, parte das nuvens provenientes da evapotranspiração da floresta precipita-se sobre a encosta leste da Cordilheira dos Andes, abastecendo as cabeceiras dos rios amazônicos. Boa parte desse “rio voador” faz a curva e parte em direção ao sul, para as regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de países vizinhos. Estudos promovidos pelo INPA mostraram que uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro é capaz de bombear para a atmosfera mais de 300 litros de água, em forma de vapor, em um único dia. Considerando o avanço da atividade agrícola e pecuária sobre a área de floresta amazônica, o impacto esperado é que: A) a produção agrícola do Brasil não seria alterada significativamente, desde que a redução da irrigação natural proveniente do “rio voador” fosse compensada com irrigação artificial, utilizando água proveniente de rios próximos. B) a produção agrícola brasileira não seria alterada significativamente, pois a evapotranspiração proveniente das áreas de vegetação agrícola compensaria aquela que seria proveniente da vegetação florestal. C) apenas a produção agrícola da região mais próxima da bacia amazônica seria reduzida, sem interferência na produção de áreas afastadas. D) a produção agrícola do Brasil seria reduzida, pois comprometeria a irrigação natural de grandes áreas agriculturáveis do país. Durante o ano de 2014, uma redução do período chuvoso na região sudeste do Brasil, somada às questões de gestão de abastecimento hídrico, levaram algumas cidades à falta de água. Observou-se que, em relação à dinâmica climática, havia uma relação entre os fluxos atmosféricos da região Norte em direção ao sul do continente sul-americano. Assim, sobre os rios voadores, demonstrados na figura, é necessário explicar que: A) Os ventos alísios carregados de umidade partem da Amazônia em direção ao Atlântico equatorial onde, não encontrando obstáculo, deslocam-se para o sul do país, pela zona costeira. B) A Amazônia é de fato a cabeceira dos mananciais aéreos da maior parte das chuvas na América do Sul, pois um rio aéreo conecta regiões doadoras de umidade com outras receptoras de umidade. C) O relevo é um elemento regulador desse circuito atmosférico. Assim, o planalto brasileiro funciona como um imenso paredão, que redireciona os ventos úmidos para outras regiões do país. D) As ações antrópicas, como desmatamento, são irrelevantes nessa dinâmica local, já que pouco contribuem para a redução da umidade da atmosfera. Universidade Federal da Grande Dourados). A paisagem brasileira está dividida em domínios morfoclimáticos. Considerando os elementos clima, relevo, solo, vegetação e hidrografia, identifique as características do cerrado. a) Clima subtropical, planalto, solo terra roxa em rochas arenito-basálticas, floresta aciculifoliada, drenada pela bacia do Paraná. b) Clima equatorial quente e úmido, solo pobre, floresta úmida densa diversificada, drenada pela bacia Amazônica. c) Clima subtropical, pampa, terras baixas com coxilhas, solos férteis, vegetação herbácea, planalto meridional brasileiro. d) Clima tropical semiúmido, extensos planaltos com chapadões sedimentares, solos profundos, pobres e ácidos, vegetação arbustiva e herbácea, tropófila, matas galerias junto aos rios, sujeitas a fogo, ocorrência dos principais divisores de águas do país, predomínio no Planalto Central. e) Clima semiárido, planaltos e chapadas com depressões, solo raso e pobre em matéria orgânica, vegetação arbustiva com cactáceas ou xerófitas, sertão nordestino, bacia do São Francisco. “A Amazônia é uma terra de superlativos: É a maior floresta tropical do mundo, com mais de 40.000 espécies de plantas. Em nenhum lugar na Terra se encontram tantas aves, peixes de água doce ou borboletas diferentes. Esta é a casa de uma em cada dez espécies conhecidas pela ciência. Entre elas estão a onça-pintada, o maior felino das Américas; a surucucu, a maior víbora da Terra; a sucuri, a cobra mais pesada do mundo; a harpia, a maior ave de rapina da América do Sul”. PASCHOAL, F. Amazônia: uma floresta de superlativos. A localização e a configuração vegetal das fitofisionomias do Bioma Amazônia permitem classificar sua floresta como: a) Temperada Decídua b) Latifoliada Equatorial c) Subtropical Úmida d) Ombrófila Densa e) Tropical Aciculifoliada OMBRÓFILA - O termo "ombrófilo" é de origem grega (ombrós, "chuva" + phílos "amigo"), enquanto o termo "pluvial" tem origem latina (pluviale). Eles caracterizam as fisionomias ecológicas tropicais e costeiras. Florestas ombrófilas têm chuvas intensas e constantes. Perenes: As plantas perenes são aquelas que não perdem suas folhas durante o ano. Valeriana, hibisco e azinheira são exemplos deste tipo de planta. Caducifólias: São plantas que perdem as folhas durante o inverno ou épocas de pouca pluviosidade (chuvas). A perda das folhas é um recurso natural destes vegetais para preservar a umidade durante épocas em que as chuvas são escassas. Xerófilas: São plantas que se desenvolvem em locais de clima árido. Um bom exemplo deste tipo de vegetal são os cactos. Esclerófilas: São plantas que apresentam folhas de consistência dura. Exemplo são os fynbos, formação vegetal muito presente no sul da África. Higrófilas São plantas adaptadas a regiões com presença de muita umidade, ou seja, com elevado índice de pluviosidade. Grande parte destas plantas são perenes. Algumas espécies vivem até mesmo debaixo da água. Hidrófita: são os tipos de plantas que vivem dentro da água. Tropófilas: São plantas adaptadas a uma estaçãoúmida e outra seca. Aciculifoliadas: São plantas que apresentam folhas em formato de agulha. São mais comuns em regiões de clima frio. Exemplo: pinheiros. Latifoliadas: São plantas com folhas largas, típicas de regiões de clima tropical úmido e equatorial. A largura das folhas permite uma intensa transpiração. Exemplo: seringueira (muito comum na Floresta Amazônica)