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Auditoria Ambiental
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1.
2
2/212
Auditoria Ambiental
Autoria: Maria Fernanda Wadt
Como citar este documento: WADT, Maria Fernanda. Auditoria Ambiental. São Paulo, 2015.
Sumário
Apresentação da Disciplina 04
Unidade 1: A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais 05
Assista suas aulas 15
Unidade 2: Aspectos Legais das Auditorias Ambientais 23
Assista suas aulas 47
Unidade 3: Modelos de Auditoria Ambiental 54
Assista suas aulas 63
Unidade 4: NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria 70
Assista suas aulas 80
Unidade 5: NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria 88
Assista suas aulas 99
2/212
3/2123
Unidade 6: NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria 106
Assista suas aulas 161
Unidade 7: NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores 169
Assista suas aulas 183
Unidade 8: NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e 
Perspectiva da Ferramenta
191
Assista suas aulas 204
Sumário
Auditoria Ambiental
Autoria: Maria Fernanda Wadt
Como citar este documento: WADT, Maria Fernanda. Auditoria Ambiental. São Paulo, 2015.
4/212
Apresentação da Disciplina
A auditoria ambiental é uma disciplina 
que nos traz o lado profissional, não 
menciona apenas a parte teórica, mas 
provoca o aluno a se inserir na sociedade 
como defensor dos problemas ambientais. 
É considerada uma ferramenta para as 
empresas descobrirem que desejam ter 
a oportunidade de melhoria. É como se 
fosse uma fotografia da empresa na ótica 
ambiental, respondendo a questões que 
envolvem aquisição de insumos e matéria 
prima, deposição de resíduos, emissões 
atmosférica, emissões de efluentes, 
consumo de energia, consumo de água, e a 
conformidade dos aspectos legais.
Esta disciplina foi estruturada de forma 
a atender os parâmetros ambientais 
capacitando tomadores de decisões 
frente às empresas e empreendimentos 
classificados como potencialmente 
poluidores ou poluidores do Meio 
Ambiente.
Serão abordados os tipos de auditoria 
ambiental; o planejamento e aplicação 
da auditoria ambiental; a condução das 
atividades de auditoria ambiental; os 
instrumentos para realização da auditoria 
ambiental; os critérios de auditoria: NBR 
ISO 19011-2012 e as bases do processo 
de certificação do sistema de gestão 
ambiental.
5/212
Unidade 1
A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais
Objetivos
1. Compreender os problemas 
ambientais e a necessidade de 
implementação de auditorias 
ambientais.
2. Conhecer os diferentes conceitos de 
auditoria ambiental.
3. Identificar a classificação das 
auditorias ambientais.
4. Compreender o papel dos auditores 
ambientais.
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais6/212
Introdução
Anteriormente a metade do século 
XX, as indústrias não faziam um papel 
importante na poluição do Meio Ambiente, 
as Leis nesta época eram pontuais e 
não havia fiscalização eficiente. As 
reações eram posteriores aos problemas 
ambientais, depois de gerados danos ao 
meio ambiente, é que decidiam quais 
providências seriam necessárias para 
minimizar estes danos.
Foi somente na década de 70 que 
as indústrias começaram a elaborar 
tecnologias a favor dos tratamentos 
dos poluentes, mas ainda no sentido de 
elimina-los depois de sua geração.
No entanto, alguns setores industriais 
estavam sujeitos a acidentes graves 
(vazamentos de poluentes tóxicos, 
explosões), como as indústrias químicas, 
petroquímicas e de energia nestes casos 
foram implantados sistemas de segurança. 
No final do ano de 80, diversos acidentes 
aconteceram como o vazamento de metila 
na fábrica de Union Carbide, em Bophal, 
na Índia o vazamento radioativo da usina 
Three Mile Island nos EUA e o acidente com 
a cápsula de césio 137 em Goiânia, Brasil, 
os quais após análise mostraram também 
valias gerenciais.
Nos EUA, em uma empresa terceirizada 
(Arthur D. Little), foi realizada a primeira 
auditoria na área ambiental, de saúde e 
segurança ocupacional para verificar se 
os requesitos legais e padrões exigidos 
estavam sendo cumpridos. Allied Signal 
estabeleceu um programa coorporativo de 
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais7/212
auditorias do meio ambiente, as auditorias 
surgiram nos EUA, Grã-Bretanha e 
Alemanha simultaneamente.
Surgiram então os programas de prevenção 
principalmente pelas diversas pressões 
sociais e de ambientalistas que apontavam 
contrariedades aos graves acidentes 
ocorridos e pelo aumento de custos de 
controle de poluição.
Conceitos de Auditoria Am-
biental
Aparecerem nesta época os seguintes 
conceitos de auditoria ambiental:
[...] um processo sistemático, objetivo e 
documentado, de obtenção e avaliação de 
evidências ligadas a um sistema de gestão 
e informações, eventos ou atividades 
ambientais específicas, buscando a 
verificação da conformidade destes com 
relação a critérios definidos a priori, e a 
posterior comunicação do resultado deste 
processo ao cliente (Câmara Internacional 
do Comércio).
[...] avaliação interna efetuada por 
empresas ou agências governamentais 
a fim de verificar sua conformidade com 
relação a exigências legais, assim como 
com relação a suas próprias políticas e 
normas internas (órgão de meio ambiente 
do Canadá)
[...] um processo de avaliação sistemático 
e documentado que visa obter e avaliar 
objetivamente as evidências que 
determinam se as atividades específicas, 
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais8/212
acontecimentos, condições e sistemas 
de gestão relativos ao meio ambiente, ou 
informações sobre essas questões, estão 
em conformidade com os critérios de 
auditória e comunicar os resultados desse 
processo ao cliente (ABNT 1997, p. 2).
A auditória é um instrumento de gestão 
que tem o objetivo de identificar se uma 
determinada organização cumpre certos 
requisitos estabelecidos.
• São realizadas por profissionais que 
conhecem o assunto a ser auditado
• São realizadas por pessoas que 
não estão envolvidas na atividade 
auditada
• Podem ter escopo variado, havendo 
necessidade de definição de sua 
abrangência.
• Dela participam três personagens 
bem definidos: cliente, o auditado, o 
auditor.
Segundo Arthur D. Little, um bom 
programa de auditoria deve contemplar as 
seguintes características:
• possuir objetivos definidos.
• limite de escopos claramente 
definidos.
• abrangência que priorize unidades 
mais importantes, sem desprezar as 
demais.
• abordagem compatível com os 
objetivos.
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais9/212
• treinamento, experiência e habilidade 
dos profissionais que conduzem a 
auditoria.
• suporte geral e organização eficazes.
1. Classificação das Auditorias 
Ambientais
Classificação de acordo com a 
parte auditora
• Auditoria Ambiental de Primeira 
Parte: é formada pela equipe da 
própria organização auditada, a 
área ou departamento da empresa 
é auditada por outra área contendo 
outros funcionários. 
• Auditoria Ambiental de Segunda 
Parte: realizada por uma equipe 
formada por membros ou 
representantes de uma parte 
interessada diretamente na 
gestão ambiental da organização 
auditada e que tenha poder legal 
ou de negociação para exigir a 
auditoria, por clientes e fornecedores 
por possíveis compradores em 
processo de aquisição ou fusão das 
empresas ou ainda por membros da 
comunidade afetada pelos impactos 
ambientais gerados.
• Auditoria Ambiental de Terceira Parte: 
realizada por uma instituição isenta 
que não tem interesse direto nos 
impactos ambientais das atividades 
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais10/212
da organização auditada, por 
exemplo: Auditorias de Certificação 
dos Sistemas de Gestão Ambiental 
ISO 14001.
Classificação de acordo com os 
critérios de auditoria
• Auditoria de Conformidade Legal 
Ambiental: os critérios da auditoria 
são requisitos da legislação vigente.
• Auditoria de Desempenho Ambiental: 
são verificados indicadoresde 
desempenho, a serem comparados 
com padrões, geralmente setoriais, 
ou com metas definidas, inclui-se 
nesta categoria auditoria de passivo 
ambiental que representa o mau 
desempenho.
• Auditoria de Sistemas de Gestão 
Ambiental: avalia o cumprimento das 
normas, critérios e procedimentos 
Para saber mais
Uma confusão muito comum é tratar a auditoria 
de primeira parte como sinônimo de auditoria 
interna, a auditoria interna é realizada de acordo 
com procedimentos da própria organização 
auditada, podendo ser realizada com pessoal 
próprio ou de empresa externa contratada.
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais11/212
de gestão ambiental, que foram 
estabelecidos pela própria 
organização auditada, podem ser de 
adequação para verificar se o sistema 
montado atende o projeto que é 
exigido na norma; de conformidade 
para verificar se o sistema está sendo 
utilizado; e de eficácia para verificar 
se os objetivos e metas propostos 
pelo sistema vêm sendo atingidos.
Classificação de acordo com os 
objetivos da auditoria 
• Auditoria Ambiental de Certificação: 
tem por objetivo produzir uma 
declaração ou certificado atestando 
que os critérios de auditoria são 
cumpridos pela organização 
auditada. O principal exemplo é a ISO 
14001.
• Auditoria Ambiental de 
Acompanhamento: verifica se as 
condições de certificação continuam 
sendo cumpridas.
• Auditoria Ambiental de Verificações 
de Correções ou de Follow-up: 
tem por finalidade verificar se as 
não conformidades de auditorias 
anteriores foram corrigidas.
• Auditoria Ambiental de 
Responsabilidade (due dilligence): 
avalia o passivo ambiental 
das empresas, ou seja, suas 
responsabilidades ambientais 
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais12/212
efetivas e potenciais. Em geral, 
contabilizam-se como passivo 
ambiental, os seguintes custos: 
multas, taxas e impostos ambientais 
a serem pagos. É utilizada 
principalmente na avaliação para 
fusão aquisições e refinanciamento 
de empresas. 
• Auditoria Ambiental de Sítio: 
destinada a avaliar o estágio de 
contaminação de um determinado 
local.
• Auditoria Compulsória: visa cumprir 
exigência legal referente à realização 
de auditoria ambiental. 
• Auditoria Pontual ou de Processos: 
destinada a otimizar a gestão 
dos recursos, a melhorar a 
eficiência do processo produtivo 
e, consequentemente, minimizar a 
geração de resíduos, uso de energia 
ou de outros insumos.
Papeis dos auditores
A tarefa do auditor é coletar informações 
por meio de entrevistas, exame 
documental e observações, compará-las 
com os critérios de auditorias e relatar ao 
cliente.
13/212
Considerações Finais
As auditorias ambientais têm como objetivo identificar e documentar 
condições ambientais que indiquem alterações da qualidade ambiental que 
possam colocar em risco a saúde humana e o meio ambiente, bem como 
determinar o grau de conformidade em relação a critérios legais e normativos.
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais14/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria 
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 
Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: 1988.
CAMPOS, L.M. LERÍPIO, A. Auditoria Ambiental - Uma Ferramenta de Gestão. Ed: Atlas. 2009. 
OLIVEIRA, C.M, de. Manual de Auditoria Ambiental. Ed: Celso Maran ebook. 2009. 
PHILIPPI JR, A. ROMERO, M. A. BRUNA, G.C. Curso de Gestão Ambiental. Barueri, SP: Ed. Manole. 
2ª ed. 2014. 1.250p.
VILELA JUNIOR, A. DEMAJOROVIC, J. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental. 1ª Edição. 
São Paulo: Senac. 2006.
15/212
Assista a suas aulas
Aula 1 - Tema: A Questão Ambiental e as 
Auditorias Ambientais - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
9ff404c6a7b778866ea210865ebc2885>.
Aula 1 - Tema: A Questão Ambiental e as Auditorias 
Ambientais - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
400c144db1f15bcfe86ca101fd9b3f5f>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/9ff404c6a7b778866ea210865ebc2885
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16/212
1. O texto introdutório refere-se à necessidade de controle de utilização 
dos recursos naturais em busca de minimizar os acidentes gerados pelas 
indústrias de risco.Assinale a alternativa INCORRETA.
a) Foi somente na década de 70 que as indústrias começaram a elaborar tecnologias a 
favor dos tratamentos dos poluentes, mas ainda no sentido de eliminá-los depois de sua 
geração.
b) A auditória é um instrumento de gestão que tem o objetivo de identificar se uma 
determinada organização cumpre certos requisitos estabelecidos e existem características 
importantes dos processos de auditorias.
c) As auditorias são realizadas principalmente por profissionais que conhecem o assunto a ser 
auditado e que estejam envolvidos com a atividade auditada.
d) Nos EUA, em uma empresa terceirizada (Arthur D. Little), foi realizada a primeira auditoria 
na área ambiental, de saúde e segurança ocupacional para verificar se os requesitos legais 
e padrões exigidos estavam sendo cumpridos.
e) Os programas de prevenção vieram devido às pressões sociais e de ambientalistas devido a 
graves acidentes e também pelo aumento de custos de controle de poluição.
Questão 1
17/212
2. O texto enfoca sobre as classificações das auditorias ambientais de 
acordo com os critérios; dentre as considerações descritas a seguir, assi-
nale duas alternativas que não cabem neste conceito.
a) Auditoria de Conformidade Legal Ambiental.
b) Auditoria de Desempenho Ambiental.
c) Auditoria de Certificação.
d) Auditoria de Sistemas de Gestão Ambiental.
e) Auditoria de Acompanhamento.
Questão 2
18/212
3. Analise as alternativas a seguir sobre o Conceito de Auditoria Ambien-
tal e assinale a CORRETA e coerente com as informações descritas no 
texto introdutório.
a) Uma forma de avaliar o sistema de uma empresa sem a necessidade de comprovações 
documentais. 
b) Um processo de avaliação sistemático e documentado que visa obter e avaliar 
objetivamente as evidências que determinam se as atividades específicas, acontecimentos, 
e comunicar os resultados desse processo ao cliente.
c) Um processo de avaliação das condições das empresas em termos de legislação ambiental 
para a aplicabilidade de penalidades.
d) As auditorias possuem um escopo pré-determinado a ser aplicado em todas as 
circunstâncias.
e) O cliente não pode participar dos procedimentos da auditoria ambiental, ele é comunicado 
posteriormente com a apresentação dos resultados.
Questão 3
19/212
4. Analise as alternativas a seguir sobre a classificação de auditorias am-
bientais quanto a parte auditora e assinale a INCORRETA.
a) Auditoria ambiental de primeira parte: é formada pela equipe da própria organização 
auditada, a área ou departamento da empresa é auditada por outra área contendo outros 
funcionários. 
b) Auditoria ambiental de segunda parte: realizada por uma equipe formada pormembros ou 
representantes de uma parte interessada diretamente na gestão ambiental da organização 
auditada e que tenha poder legal ou de negociação para exigir a auditoria, por clientes e 
fornecedores por possíveis compradores em processo de aquisição ou fusão das empresas 
ou realiza por membros da comunidade afetada pelos impactos ambientais gerados por 
uma determinada organização.
c) Auditoria ambiental de terceira parte: realizada por uma instituição isenta que não tem 
interesse direto nos impactos ambientais das atividades da organização auditada, por 
exemplo: Auditorias de Certificação dos Sistemas de Gestão Ambiental ISO 14001.
d) A auditoria de primeira parte pode ser considerada como auditoria interna.
e) As auditorias de segunda parte podem ser consideradas como auditorias externas.
Questão 4
20/212
5. O texto tem o objetivo de esclarecer sobre a classificação das audito-
rias com os seus objetivos; dentre as considerações abaixo relacionadas, 
todas são verdadeiras EXCETO:
a) Auditoria ambiental de certificação: tem por objetivo produzir uma declaração ou 
certificado atestando que os critérios de auditoria são cumpridos pela organização 
auditada. O principal exemplo é a ISO 14001.
b) Auditoria ambiental de acompanhamento: verifica se as condições de certificação 
continuam sendo cumpridas.
c) Auditoria ambiental de responsabilidade (due dilligence): avalia o passivo ambiental das 
empresas, ou seja, suas responsabilidades ambientais efetivas e potenciais. 
d) Auditoria ambiental de sítio: destinada a avaliar o estágio de contaminação de um 
determinado local.
e) Auditoria de conformidade legal ambiental: os critérios da auditoria são requisitos da 
legislação vigente.
Questão 5
21/212
Gabarito
1. Resposta: C.
As auditorias são realizadas principalmente 
por profissionais que conhecem o assunto a 
ser auditado e que NÃO estejam envolvidos 
com a atividade auditada.
2. Resposta: C e D.
O texto enfoca sobre as classificações das 
auditorias ambientais de acordo com os 
critérios, as auditorias de Certificação e 
Acompanhamento são classificadas de 
acordo com os objetivos da Auditoria e não 
pelo seu critério.
3. Resposta: B.
A auditoria ambiental pode ser conceituada 
como um processo de avaliação 
sistemático e documentado que visa obter 
e avaliar objetivamente as evidências que 
determinam se as atividades específicas, 
acontecimentos, e comunicar os resultados 
desse processo ao cliente.
4. Resposta: D.
A auditoria de primeira parte não pode ser 
considerada como auditoria interna, pois 
a auditoria interna é realizada de acordo 
com procedimentos da própria organização 
auditada, podendo ser realizada com 
pessoal próprio ou de empresa externa 
contratada.
22/212
5. Resposta: E.
A auditoria de conformidade legal 
ambiental é classificada de acordo com os 
critérios da auditoria e são requisitos da 
legislação vigente.
Gabarito
23/212
Unidade 2
Aspectos Legais das Auditorias Ambientais
Objetivos
1. Identificar os principais aspectos legais 
relacionados à aplicação das auditorias ambientais.
2. Conhecer os objetivos e princípios de preservação 
ambiental definidos na Constituição Federal (CF) e 
na Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA) e a 
relação com as auditorias ambientais.
3. Entender o histórico das auditorias ambientais no 
Brasil principalmente como controle de qualidade 
ambiental.
4. Entender o histórico das auditorias ambientais 
americanas e europeias
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais24/212
Introdução
A primeira menção sobre o Meio Ambiente 
ocorreu na Constituição de 1946 quando 
estabeleceu que “a competência de legislar 
sobre a proteção da água, das florestas, da 
caça e da pesca competia a União”.
No entanto, foi na década de 70 que os 
olhares para o Meio Ambiente tiveram um 
impulso mundial com a Conferência das 
Nações Unidas em Estocolmo, onde surgia 
o direito fundamental à preservação do 
Meio Ambiente e o direito à vida.
O Primeiro e Segundo Princípios 
prescreviam que “o ser humano tinha direito 
fundamental à liberdade, à igualdade e a uma 
vida com qualidade e condições adequadas 
de sobrevivência, e o dever de preservar e 
melhorar o meio ambiente, para as gerações 
atuais e futuras”.
Foi nessa circunstância que o meio 
ambiente passou a ser considerado 
essencial para que o ser humano pudesse 
gozar dos direitos humanos fundamentais, 
dentre eles, o próprio direito à vida. O 
olhar para a proteção ao Meio Ambiente, 
consolidado em Estocolmo, fez, portanto, 
com que a maioria dos povos passasse a 
pensar na Natureza de maneira diferente.
No Brasil, até então, sem um ordenamento 
jurídico específico o Meio Ambiente era 
garantido por disposições comuns e que se 
caracterizavam pela tutela da segurança 
ou higiene do trabalho, por proteção de 
alguns aspectos naturais (Milaré, 2004).
Em 1988, a nossa Lei Fundamental 
(Constituição Federal) passou a abordar 
o Meio Ambiente com diferentes faces, 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais25/212
o Meio Ambiente natural, artificial, do 
trabalho, cultural e o patrimônio genético 
e estabeleceu no Art. n°. 225:
“Todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia qualidade 
de vida, impondo-se ao Poder Público e 
à coletividade o dever de defendê-lo e 
preservá-lo para as presentes e futuras 
gerações”.
Dando início a um marco em que exerce 
na Constituição o papel de principal 
norteador do Meio Ambiente, mensurado 
pela obrigação do Estado e da Sociedade 
em garantir um Meio Ambiente 
ecologicamente equilibrado, já que se 
trata de um bem de uso comum do povo 
que deve ser preservado e mantido para as 
presentes e futuras gerações.
A partir deste contexto, inserirmos uma 
nova gestão administrativa, ou seja, a 
condução, a direção e o controle pelo 
governo do uso dos recursos naturais 
através de determinados instrumentos, 
o que inclui medidas econômicas, 
regulamentos e normalização, 
investimentos públicos e financiamento, 
requisitos interinstitucionais e judiciais.
A maneira de conduzir a utilização desses 
recursos naturais em busca de minimizar 
os impactos negativos gerados é a 
implantação de um Sistema de Gestão 
Ambiental (Philippi et all,2014).
Um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) 
é uma estrutura desenvolvida para que 
uma organização possa consistentemente 
controlar seus impactos significativos 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais26/212
sobre o meio ambiente e melhorar 
continuamente as operações e negócios. 
A ISO 14001 é uma norma 
internacionalmente aceita que define os 
requisitos para estabelecer e operar um 
Sistema de Gestão Ambiental. A norma 
reconhece que organizações podem 
estar preocupadas tanto com a sua 
lucratividade quanto com a gestão de 
impactos ambientais. A ISO integra estes 
dois motivos e provê uma metodologia 
altamente eficaz para conseguir um 
Sistema de Gestão Ambiental efetivo. 
Na prática, o que a norma oferece é a 
gestão de uso e disposição de recursos, 
é reconhecida mundialmente como um 
meio de controlar custos, reduzir os riscos e 
melhorar o desempenho de uma empresa, 
trazendo benefícios tanto corporativos 
quanto financeiros, desde a melhoria 
dos relacionamentos com as partes 
interessadas até a obtenção de custos 
reduzidos através do uso responsável 
de materiais e práticas ambientalmente 
sensíveis sempre que possível. 
Os custos de seguro podem ser reduzidos 
através da demonstração de uma melhor 
gestão do risco. A percepção pública da 
norma significa que você pode também 
ganhar vantagem competitiva, levando a 
oportunidades melhoradas de vendas. 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais27/212
No final da década de 60, com o 
surgimento da revolução industrial, 
começaram a aparecer diversos problemas 
ambientais decorridos do aumento 
da população e do desenvolvimento 
industrial. Em consequência, veio a 
Para saber mais
São considerados, portanto,objetivos do SGA 
declarados pela norma ISO14001:
assegurar conformidade com a política 
ambiental, incluindo o compromisso com 
a melhoria contínua e a prevenção de 
poluição; demonstrar essa conformidade a 
partes interessadas; buscar certificação ou 
reconhecimento.
necessidade implantar ferramentas 
de Gestão Ambiental, sendo então 
aprimoradas e aceitas pelas empresas e 
sociedade (Philippi et all,2014),
Dentre estas, a auditoria ambiental é, 
provavelmente, a que mais rapidamente 
se consolidou como ferramenta de Gestão 
Ambiental. 
Para saber mais
Que a auditoria teve início nos Estados Unidos 
quando as empresas americanas General Motors, 
Pennsylvania Power anda Light Company, olin 
e Allied Signal, voluntariamente implantaram 
programas com o objetivo de verificar suas 
situações frente à regularização ambiental 
vigente, de avaliar riscos ambientais.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais28/212
A proliferação da regulamentação 
nas décadas de 70 e 80 levando uma 
incerteza constante sobre a conformidade 
das plantas industriais em relação aos 
requisitos legais aplicáveis; a demanda 
e garantias por parte da sociedade de 
que a operação das empresas estava em 
conformidade com a Lei e de que riscos 
efetivos de gerenciamento de riscos 
existiam e a responsabilidade ambiental 
das empresas devido às regularizações e 
pressão da sociedade, redução de perdas 
na armazenagem e transporte, redução do 
consumo de insumo, energia e água, ou 
ainda melhoria do ambiente ocupacional.
As auditorias passaram a ser adotadas não 
por uma determinação legal, mas como 
uma ação preventiva em relação aos riscos 
empresariais relacionadas aos aspectos 
ambientais de suas atividades.
No Brasil, a implantação de auditorias 
ambientais ocorreu uma década depois 
com a decisão de empresas multinacionais 
de implementarem em suas unidades 
locais programas de auditoria, já existente 
em suas respectivas matrizes, Shell, 
Sandoz, White Martins.
A implantação efetiva da auditoria 
ambiental ocorreu devido a uma base 
conceitual e metodológica que foi sendo 
desenvolvida com o passar dos anos 
a Agência de Proteção Ambiental dos 
Estados Unidos (Epa), que estimulava a 
prática voluntária da auditoria.
Em 1980, a Comprehensive Environment 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais29/212
Response Compensation and Liability Act 
(Cercla), legislação federal norte Americana 
voltada para a responsabilização de 
proprietários de áreas contaminadas, 
que proporcionou o surgimento de das 
auditorias para a avaliação de imóveis 
e empresas para a verificação de 
passivos ambientais, em 1986 surgiu 
a Sara – Superfund Amendment and 
Reauthorization.
No decorrer dos anos 1990 foram 
desenvolvidos e propostos modelos para 
a gestão ambiental em organização que 
tinham a auditoria ambiental como uma de 
suas ferramentas International Chamber 
of Commerce (ICC) Position Paper on 
Environmental Auditing, Paris, 1988, já 
em 1992 a British Standard Institution 
(BSI) publicou a Norma BS 7750, primeira 
norma de sistema de gestão ambiental 
que enfocou a auditoria ambiental, fato 
ocorrido na Grã-Bretanha. Em 1993 a 
Comunidade Européia elaborou esta norma 
com ênfase na certificação de sistemas 
de gestão e auditoria ambiental pelo 
setor industrial denominada Emas-Eco-
Management and Audit Scheme.
A organização Internacional para a 
Normalização (International Organization 
for Standardization – ISO), em 1996, 
iniciou a publicação da ISO 1400, que 
além de contemplar a auditoria interna do 
sistema de gestão ambiental como um dos 
quesitos obrigatórios (ISO 14001:1996). 
Publicou uma série de normas específicas 
que orientavam a prática de auditoria, 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais30/212
os requisitos para a formação de 
auditores, incluindo habilidades pessoais, 
experiência, escolaridade e conhecimentos 
específicos (ISO 14010:1996; diretrizes 
gerais para auditorias; ISO14011:1996 
diretrizes para a auditorias de sistema 
de gestão ambiental e ISO14012:1996 
critérios de qualificação para auditores 
ambientais).
Em 2002 estas normas foram substituídas 
pela ISO 19011:2002, produzida por um 
grupo de comitês que tratam de normas de 
gestão ambiental e gestão de qualidade.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais31/212
Condensando o raciocínio.
Linha do tempo das auditorias ambientais.
SÉCULO XX SÉCULO XXI
Anos 70 Anos 80 Anos 90 ANOS 10
Surgimento da auditoria 
ambiental nos EUA
1980- Desenvolvimento
metodológico e
aproximação entre as
práticas de auditoria de
conformidade legal
1991- ICC Guide for na
Efective Environmental
Auditing
ISO (14015:2001)
Avaliação de locais e
organizações.Norma
da serie ISO14000
Experiências isoladas de 
companhias com objetivos de 
conformidade legal em meio 
ambiente. E segurança 
ocupacional.
1980- Cercla-Superfund 1992-BSI 7750 ISO 19011:2002
1985- Politica da Epa para
auditorias ambientais
1993- EmasEco-
Management and Audit
Scheme
ISO 14000:2004
1986- Sara – Superfund
Amendment and
Reauthorization
ISO 14001:1996
1988- ICC Position Paper
on Environment Audit
ISO 14010:1996
ISO 14011:1996
ISO 14012:1996
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais32/212
Uma abordagem sobre o desenvolvimento 
da auditoria ambiental foi realizada 
por Frank Priznar, citado por Rodrigo 
Sales, descrevendo três fases: a primeira 
entre 1979-1983 caracteriza-se pelo 
surgimento da auditoria ambiental, pela 
elaboração de seu conceito e a prática 
voltada para a conformidade legal. A 
segunda entre 1984 e 1989 teria como 
principal característica as práticas de 
avaliação ambiental e a terceira após 1990 
envolvia a internacionalização da prática 
de auditoria ambiental e melhor definição 
das diferentes categorias da auditoria 
ambiental.
1. Auditoria Ambiental no Brasil
As primeiras experiências de auditoria 
ocorreram em 1980 devido a expansão 
de programas ou políticas de auditorias 
de matrizes americanas com foco em 
conformidade legal.
No início da década de 90, surgiu no Brasil 
em nível federal, estadual e municipal 
projetos de Lei que estabeleciam a 
obrigatoriedade da auditoria ambiental 
para a atividade de grande potencial 
poluidor.
Na esfera Federal, foi apresentado pelo 
Deputado Fábio Feldmann o Projeto 
de Lei n° 3160/92 que estabelecia a 
obrigatoriedade da auditoria para as 
empresas potencialmente causadoras de 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais33/212
impacto ambiental e critérios mínimos 
para a formação e credenciamento de 
auditores ambientais.
Em julho de 2002, o Conselho Nacional 
de Meio Ambiente (CONAMA) publicou 
a Resolução n° 306 que estabeleceu 
os requisitos mínimos e os Termo de 
Referência para a realização de auditorias 
ambientais.
No início, como vimos no capítulo anterior, 
a auditoria ambiental era praticada como 
instrumento voluntário de verificação de 
atendimento à legislação ambiental.
No Brasil existiram algumas iniciativas de 
incorporação de auditorias ambientais, no 
entanto foi no Estado do Rio de Janeiro que 
a Lei Federal n° 1898, de 25 de novembro 
de 1991, regulamentada pelo Decreto 
Estadual n° 21 470, de 05 de junho de 1995 
definiu a Auditoria Ambiental como:
{..} a realização de avaliações e estudos 
destinados a determinar:
I. Os níveis efetivos ou potencias de 
poluição ou de degradação ambiental 
provocados por atividades de pessoas 
físicas ou jurídicas;
Link
Histórico das auditorias. Disponível em <http://
www.portaleducacao.com.br/biologia/
artigos/16552/historico-da-auditoria-
ambiental#!2>
Acesso outubro 2015.
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/16552/historico-da-auditoria-ambiental#!2
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/16552/historico-da-auditoria-ambiental#!2
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/16552/historico-da-auditoria-ambiental#!2
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/16552/historico-da-auditoria-ambiental#!2Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais34/212
II. As condições de operação e 
manutenção dos equipamentos e 
sistemas de controle de poluição;
III. As medidas a serem tomadas para 
restaurar o meio ambiente e proteger 
à saúde humana;
IV. A capacitação dos responsáveis 
pela operação e manutenção dos 
sistemas, rotinas, instalações e 
equipamentos de proteção do meio 
ambiente e saúde dos trabalhadores.
Rio de Janeiro Estado. Decreto Estadual n° 
21470 A. 05/06/1995. Documento on line . 
Disponível em URL:<http://www.lei.adv.br> 
(outubro 2015)
No Brasil, já durante a década de 1990, 
a auditoria ambiental passa a ter sua 
realização exigida por lei, através 
de diplomas instituídos em alguns 
Estados, como Rio de Janeiro e Minas 
Gerais, e, ainda, teve uma tentativa 
de regulamentação federal por meio 
do Projeto de Lei n° 3.160/92 e, 
posteriormente, do PL n° 3.539/97, ambos 
arquivados em 1992. Resta em tramitação, 
em sede federal, o PL nº 13612, de 1 2 Out 
/ 2010 e o PL n° 1.254/2003, que propõe 
emendas à Política Nacional de Meio 
Ambiente (Lei Federal n° 6.938/81).
Assim, a análise dos aspectos legais da 
auditoria ambiental (AA) eram realizadas 
através das diretrizes contidas no PL e na 
legislação do Estado do Rio de Janeiro. Esta 
leitura tinha por finalidade comparar os 
http://www.lei.adv.br
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais35/212
elementos definidos pela legislação com 
a normatização existente em relação à 
auditoria ambiental (NBR ISO 14.001:2004 
e NBR ISO 19.011:2002). Para tanto, 
inicialmente, fora realizada a análise da AA 
tanto sob a perspectiva teórico-conceitual 
como das normas técnicas aplicáveis. Em 
seguida, foram identificados os princípios 
gerais de Direito Ambiental aplicáveis à AA. 
Por fim, realizado um breve diagnóstico dos 
elementos fundamentais da AA constantes 
da legislação federal, em processo 
legislativo, e estadual em vigor. Análise do 
Biólogo; Advogado; Especialista em Gestão 
Ambiental; Mestre em Direito; Doutor 
em Meio Ambiente, pela UERJ - Professor 
Universitário da Faculdade Machado 
Sobrinhor Vianna Sapiens, Juiz de Fora, v 1 n 
2. Outubro de 2010. Issn 21773726.
Hoje se verifica no Brasil o crescimento 
das auditorias de conformidade legal e de 
passivos ambientais e o crescimento de 
organizações, as quais implantaram seu 
sistema de gestão através da ISO 14001.
O SGI (Sistema de Gestão Integrada) é a 
combinação de processos, procedimentos 
e práticas adotadas por uma organização, 
para implementar suas políticas e atingir 
seus objetivos de forma mais eficiente 
do que por meio de múltiplos sistemas 
de gestão. Direcionado para processos é 
a gestão que permite integrar de forma 
mais eficiente, nas operações do dia-a-
dia das empresas, os aspectos e objetivos 
da qualidade, do desempenho ambiental, 
da segurança e saúde ocupacional e da 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais36/212
responsabilidade social.
A visão e orientação para o risco fomentam 
a prevenção e facilitam o entendimento 
da integração dos Sistemas de Gestão. A 
excelência do desempenho e o sucesso no 
negócio requerem que todas as atividades 
inter-relacionadas sejam compreendidas 
e gerenciadas segundo uma visão de 
PROCESSOS.
As diversas normas para sistemas de 
gestão tratam de processos internos 
separados, relacionados com a qualidade, 
o ambiente, a saúde e segurança 
ocupacional, a segurança da informação 
e outros. Através de um sistema de 
gestão integrado, a organização pode 
adotar uma abordagem completa para 
o aperfeiçoamento de seus processos 
internos e obter a certificação de todos os 
sistemas com somente uma auditoria de 
certificação.
O SGI busca o atendimento das seguintes 
normas ambientais:
• NBR ISO 9001:2008 (Sistema de 
Gestão da Qualidade): visa ao 
atendimento a requisitos do cliente.
• NBR ISO 14001:2004 – Sistema 
de Gestão Ambiental: visa ao 
atendimento aos requisitos legais, 
aspectos de impactos ambientais 
significativos, permitindo o controle 
de riscos e acidentes ambientais.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais37/212
• OHSAS 18001:2007 – Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional 
Objetivo: visa à segurança e saúde ocupacional que leva em conta requisitos legais, 
requisitos próprios, perigos e danos, permitindo o controle dos riscos de acidentes e 
doenças ocupacionais.
A certificação do SGI demonstra o comprometimento da empresa em prestar serviços com 
qualidade, respeitando o meio ambiente e zelando pela saúde e segurança da sua força de 
trabalho.
SGI (SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA)
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais38/212
O SGI visa obter as seguintes perspectivas:
• Melhoria de qualidade dos produtos e 
serviços realizados;
• Economia de tempo e custos;
• Transparência na realização dos 
processos internos;
• Fortalecimento da imagem da 
empresa e a participação no 
mercado;
• Maior controle de riscos com 
acidentes ambientais;
• Satisfação de clientes, funcionários;
• Satisfação dos critérios dos 
investidores e melhoria do acesso a 
capital;
• Aumento da competividade e
• Prevenção de falhas nos serviços 
gerados.
METODOLOGIA PDCA
A ABNT NBR ISO 14001 segue a 
metodologia conhecida por aplicar um ciclo 
de melhoria contínua, denominado Plan-
Do-Check-Act (PDCA) que traduzido para 
o português significa Planejar-Executar-
Verificar-Agir. Portanto, o SGA segundo 
a Norma ISO14001 está estruturado com 
um ciclo PDCA, ferramenta de controle de 
processos tradicionalmente utilizada na 
adinistração. Ela é constituída de quatro 
etapas básicas:
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais39/212
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais40/212
O planejamento (P) consiste da 
identificação e avaliação dos aspectos 
ambientais (elementos das atividades, 
produtos e serviços que podem resultar 
em impacto ambiental), identificação dos 
requisitos legais e outros pertinentes e 
definição de objetivos, metas e programas 
para melhoria ambiental. 
Na etapa de execução (D) devem ser 
definidas responsabilidades, recursos e 
tecnologias devem ser provisionados; 
o pessoal próprio e terceiros devem ser 
treinados e conscientizados, de modo a 
gerenciar adequadamente os aspectos 
ambientais, utilizando procedimentos de 
operação e manutenção, além de estar 
preparado para atuar em situações de 
emergência.
Para checagem (C) da gestão, devem ser 
monitorados os resultados ambientais, 
avaliada a conformidade com os requisitos 
legais e outros e realizadas auditorias 
internas.
A partir dessas informações, verifica-se a 
necessidade de tomada de ações corretivas 
ou oportunidades de ações preventivas, 
tanto na média gerência como no âmbito 
mais amplo de alcance dos resultados 
definidos pela alta administração, 
consolidando o elemento ações (A) do 
sistema de gestão.
• Medição de Processo envolve 
atividades que necessitam controle, 
tais como emissões, e pode incluir 
a calibração de equipamento usado 
para medições.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais41/212
• Medição de Conformidade avalia 
o desempenho em relação aos 
requisitos legais.
• Medição de Sistema inclui o 
progresso em relação a objetivos e o 
resultado de auditorias internas.
• Assegurar conformidade com 
a política ambiental, incluindo 
o compromisso com a melhoria 
contínua e a prevenção de poluição. 
• Demonstrar essa conformidade a 
partes interessadas.
• Buscar certificação e 
reconhecimento.
• Avaliação de impactos ambientais 
sistematização da avaliação prévia 
dos aspectos e impactos ambientais 
decorrentes de suas atividades, 
produtos e serviços, comtemplando 
as situações acidentais e 
emergenciais, além da avaliação 
quando de mudanças e de passivos 
ambientais.
• Identificação e avaliação da 
conformidade legal acesso, 
interpretação e avaliação sistemática 
da conformidade aos requisitos 
legais e outros pertinentes às 
atividades, produtos e serviços da 
empresa, essencialpara a redução 
de riscos de vulnerabilidades, multas 
e penalidades junto aos órgãos 
reguladores.
• Melhoria do desempenho definição 
de objetivos, metas e programas 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais42/212
visando à melhoria contínua, 
à prevenção da poluição e à 
implementação da política ambiental 
definida. Procurando alinhar as metas 
da gestão ambiental com a meta da 
gestão estratégica empresarial.
• Treinamento, conscientização 
e competência definição de 
mecanismos para identificação 
e provisão de treinamentos e 
competências ambientais de todo 
o pessoal próprio e daqueles que 
atuam em nome da empresa.
• Comunicação definição de 
procedimentos formais sistemáticos 
para a comunicação interna e 
externa.
• Requisitos aos fornecedores o SGA 
agrega valor à gestão solicitando 
a identificação, comunicação e 
avaliação de requisitos ambientais 
aos fornecedores e prestadores de 
serviço.
• Emergências ambientais 
implementação e simulação de 
planos para resposta a emergências 
ambientais, prática adotada 
recentemente em virtude dos muitos 
acidentes ocorridos mundialmente.
• Tratamento de não conformidades 
um dos pontos que melhor 
caracteriza um sistema de gestão no 
modelo PDCA é o tratamento das não 
conformidades reais ou potenciais. 
Tal sistemática introduzida no SGA é 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais43/212
de grande valor para sua manutenção 
e melhoria.
• Auditorias ambientais definição de 
procedimentos e programas para 
auditorias de SGAs visando prover 
informações à alta administração 
para tomadas de decisões.
• Satisfazer critérios dos 
investidores para aumentar o 
acesso ao capital vários agentes 
financiadores, por exemplo, BID, 
BNDES, Bird e etc., solicitam uma 
contrapartida ambiental para os seus 
investimentos.
• Redução da poluição, conservação 
de materiais e energia resultados 
satisfatórios na redução da poluição 
e do uso de recursos.
• Reduzir custos permite um 
gerenciamento mais racional e 
proativo, reduzindo significamente os 
custos da organização.
• Melhorar a imagem a melhoria da 
imagem advém de sucessivos anos de 
ações consistentes com resultados e 
uma falha pontual pode anular todo o 
esforço.
• Melhorar as relações entre 
organizações e Governo e facilitar a 
obtenção de licenças e autorizações 
em alguns países, por exemplo, 
EUA, a adoção da ISO14001 é parte 
de esquemas voluntários para a 
obtenção de licenças ambientais. Já 
há previsão na legislação brasileira 
(Resolução Conama nº. 237/97 e 
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais44/212
Decreto Estadual de São Paulo nº. 
47.400/02) a facilitação na obtenção 
de licenças para empresas com SGA. 
45/212
Considerações Finais
Nas quatro ultimas décadas, a aplicação da auditoria ambiental sofreu 
diversas transformações passou de um instrumento de verificação de 
conformidade para o controle de qualidade ambiental incorporando 
muitas vezes a etapa de licenciamento ambiental.
Exercício de fixação:
Faça você mesmo
1. Elabore uma linha do tempo brasileira do início a atualidade da 
implantação das auditorias ambientais.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais46/212
Referências 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria 
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 
Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: 1988.
CAMPOS, L.M. LERÍPIO, A. Auditoria Ambiental - Uma Ferramenta de Gestão. Ed: Atlas. 2009. 
OLIVEIRA, C.M, de. Manual de Auditoria Ambiental. Ed: Celso Maran ebook. 2009. 
PHILIPPI JR, A. ROMERO, M. A. BRUNA, G.C. Curso de Gestão Ambiental. Barueri, SP: Ed. Manole. 
2ª ed. 2014. 1.250p.
Milaré, Édis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 3ª edição atualizada e 
ampliada. São Paulo. Editora Revista dos Tribunais, 2004.
VILELA JUNIOR, A. DEMAJOROVIC, J. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental. 1ª Edição. 
São Paulo: Senac. 2006.
47/212
Assista a suas aulas
Aula 2 - Tema: Aspectos Legais das Auditorias 
Ambientais - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
ef83fdf95fec8dc771dd4c7bf5768920>.
Aula 2 - Tema: Aspectos Legais das Auditorias 
Ambientais - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
7954d46cf90256aaad2c40cb62543db6>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ef83fdf95fec8dc771dd4c7bf5768920
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48/212
1. O texto introdutório refere-se à necessidade de controle de utilização 
dos recursos naturais em busca de minimizar os impactos gerados pela re-
volução industrial. Assinale a alternativa INCORRETA.
a) A maneira de conduzir a utilização desses recursos naturais de forma gradativa com menos 
prejuízo ao Meio Ambiente é a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental.
b) Um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é uma estrutura desenvolvida para que uma 
organização possa consistentemente controlar seus impactos significativos sobre o meio 
ambiente e melhorar continuamente as operações e negócios.
c) A ISO 14001 é uma norma internacionalmente aceita que define os requisitos para 
estabelecer e operar um Sistema de Gestão Ambiental.
d) A Auditoria Ambiental é um sistema independente e se estrutura paralelamente a 
ferramenta de Gestão Ambiental. 
e) A preocupação com a proteção ao Meio Ambiente foi consolidada em Estocolmo na década 
de 70.
Questão 1
49/212
2. O texto tem o objetivo de esclarecer sobre os procedimentos de um Siste-
ma de Gestão Ambiental Integrado; faz parte destes procedimentos EXCETO:
a) A sistematização da avaliação prévia dos aspectos e impactos ambientais decorrentes de 
suas atividades, produtos e serviços, contemplando as situações acidentais e emergenciais.
b) A identificação da conformidade aos requisitos legais e outros pertinentes às atividades, 
produtos e serviços da empresa.
c) A definição de objetivos, metas e programas visando à melhoria contínua, à prevenção da 
poluição e à implementação da política ambiental definida.
d) A definição de mecanismos para identificação e provisão de treinamentos e competências 
ambientais de todo o pessoal próprio e daqueles que atuam em nome da empresa.
e) A aplicação de multas e penalidades junto aos órgãos reguladores.
Questão 2
50/212
3. Analise as alternativas a seguir sobre o SGA e assinale a CORRETA e coe-
rente com as informações descritas no texto introdutório.
a) O SGA funciona em um sistema cíclico que envolve o PDCA (Plan,Do,Check e Action) 
buscando a melhoria contínua dos processos industriais e melhor qualidade ambiental nos 
resultados da produção.
b) O SGA é um projeto pequeno que define os principais pontos de atividades a serem 
realizadas no sistema ambiental.
c) O SGA busca o baixo custo para a empresa independente da qualidade do produto.
d) Os passivos ambientais existentes nas áreas empresariais impedem a redução de custo 
com a implantação do SGA.
e) Os riscos ambientais não são analisados no âmbito doSGA.
Questão 3
51/212
4. Dentre os procedimentos de tomadas de decisões para a realização de 
um sistema de gestão ambiental, podemos elencar, MENOS:
a) A redução dos custos.
b) A redução da poluição.
c) A avaliação dos impactos ambientais.
d) A melhoria da imagem na empresa.
e) A melhoria da imagem das empresas localizadas no perímetro de 200 m da empresa que 
implantou o SGA.
Questão 4
52/212
5. Fazendo um relacionamento conjunto entre Política Ambiental, SGA e 
ISO 14001, podemos afirmar que:
a) A implementação de uma política ambiental em uma organização independe do processo 
do SGA e possibilita a implantação da ISO 14001.
b) A implementação de uma política ambiental em uma organização faz parte do SGA e sua 
falha possibilita apenas a implantação da ISO 14001.
c) A implementação de uma política ambiental em uma organização faz parte do SGA e sua 
falha impossibilita a implantação da ISO 14001.
d) A implementação de uma política ambiental em uma organização não faz parte do SGA e 
sua falha impossibilita a implantação da ISO 14001.
e) A implementação de uma política ambiental em uma organização não faz parte do SGA e 
sua falha possibilita a implantação da ISO 14001.
Questão 5
53/212
Gabarito
1. Resposta: D.
No decorrer dos anos 1990 são 
desenvolvidos e propostos modelos para 
a gestão ambiental em organização que 
tinham a auditoria ambiental como uma de 
suas ferramentas. 
2. Resposta: E.
A aplicação de multas e penalidades junto 
aos órgãos reguladores não faz parte dos 
procedimentos de um Sistema de Gestão 
Integrado SGI.
3. Resposta: A.
O Sistema de Gestão Ambiental SGA 
funciona em um sistema cíclico que 
envolve o PDCA (Plan,Do,Check e Action) 
buscando a melhoria contínua dos 
processos industriais e melhor qualidade 
ambiental nos resultados da produção.
4. Resposta: E.
Não há melhoria das empresas localizadas 
no perímetro de 200 m da empresa que 
implantou o SGA, cada empresa tem que 
ter o seu SGA.
5. Resposta: C.
A implementação de uma política 
ambiental em uma organização faz 
parte do SGA e sua falha impossibilita a 
implantação da ISO 14001.
54/212
Unidade 3
Modelos de Auditoria Ambiental
Objetivos
1. Compreender os diferentes modelos 
de auditoria ambiental.
2. Conhecer os procedimentos e 
princípios que orientam as auditorias 
ambientais.
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental55/212
Introdução
POR QUE SE FAZ UMA AUDITORIA 
AMBIENTAL? 
Segundo Francisco Vieira1, num mercado 
globalizado, competitivo e de constante 
mudança e onde os consumidores estão 
cada vez mais exigentes, a empresa que 
se utiliza da prática de gestão ambiental 
pode atingir uma grande vantagem 
competitiva, pois a gestão ambiental 
auxilia as organizações a aprofundarem-se 
nos temas ambientais e integrar o cuidado 
ambiental de forma sistemática das suas 
operações.
1 REVISÃO A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA AMBIENTAL PARA AS 
ORGANIZAÇÕES Francisco Pedro Vieira
1 Graduado em Engenharia Agronômica (ESAM), Direito e 
Matemática (UNIR), Pós Graduado em Direito Ambiental, 
Administração Rural, Georreferenciamento, Auditoria, Pericia e 
Gestão Ambiental. Mestre em “Engenharia da Produção” com 
foco em Agronegócio (UFSC). Professor e Coordenador do Curso 
Tecnólogo em Gestão Ambiental da Facimed e Engenheiro 
Agrônomo da Emater-RO. francisco3565@yahoo.com.br
Segundo Francisco Vieira, foram 
identificados diversos fatores ambientais. 
Nos Estados Unidos os crimes ecológicos 
são punidos com multas muito elevadas. 
Há o caso da empresa ICI que foi 
multada em 2,3 milhões de dólares pela 
contaminação causada por uma de suas 
instalações de Louisiana, ou o caso da 
empresa Monsanto condenada a pagar 
1 milhão de dólares por uma fuga de 
ácido em sua fábrica de Massachussetts. 
Na Europa, também ocorreram casos de 
agressão ambiental com importantes 
sanções econômicas, como o caso da 
empresa Shell, que recebeu uma multa de 1 
milhão de libras esterlinas pelo despejo de 
petróleo no rio Mersey no Reino Unido, com 
graves conseqüências para a flora e fauna 
mailto:francisco3565@yahoo.com.br
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental56/212
da região, ou o ocorrido com a empresa 
Sandoz que teve que pagar 40 milhões 
de francos suíços como indenização por 
contaminar o rio Reno com pesticidas. Na 
Espanha começa-se a impor sanções por 
crime ambiental. O caso na Catalunha 
da empresa Papeleira Tipel, acusada de 
realizar em repetidas ocasiões despejos 
ilegais no rio Congost, levou os fiscais de 
crimes ambientais a pedir uma condenação 
para seus diretores de 12 anos de prisão 
e 30 milhões de pesetas de multa; ou o da 
indústria têxtil Puigneró, cujo proprietário 
foi acusado de despejar águas residuárias 
sem depuração prévia no rio Sorreig. 
Somente no ano de 1994, a Guarda Civil 
duplicou as denúncias por infrações 
ambientais. Recentemente, o caso do 
despejo de efluentes tóxicos pela empresa 
mineradora Boliden em Aznalcóllar 
(Huelva), teve uma grande repercussão 
social: caso claro de negligência 
resultando em dano ambiental. No Brasil, 
o derramamento de 1,29 milhões de litros 
de óleo na Baía de Guanabara, no Rio de 
Janeiro, no início de 2000, fez a Petrobrás 
contratar emergencialmente auditagem 
internacional, realizada pela empresa 
inglesa ICL, nos nove dutos que constituem 
a rede de distribuição de combustíveis na 
região. Essa auditagem externa buscou 
referendar as providências já adotadas ou 
propor outras medidas. Entretanto, em 14 
de julho de 2000, ocorreu o derramamento 
de cerca de 4 milhões de litros de óleo 
na bacia do Rio Iguaçu provenientes da 
refinaria REPAR da Petrobrás em Araucária, 
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental57/212
PR, no sul do Brasil. Este acidente é o 
segundo de grande porte acontecido na 
empresa no ano citado. 
Elenca ainda de forma didática que o 
objetivo de uma auditoria ambiental é 
definir os riscos ou problemas ambientais 
que possam surgir das atividades de 
uma empresa, antes que esse se torne 
um passivo ambiental, já que, com a 
ocorrência da degradação, quase sempre 
é impossível o retorno ao que era antes. 
Pelas experiências já desenvolvidas, um 
programa de auditoria ambiental pode 
minimizar ou eliminar a possibilidade de 
riscos de danos ao meio ambiente, tendo 
como ação proativa a verificação sistêmica 
da obediência das conformidades, 
verificação sistêmica da obediência das 
conformidades, lastradas nos princípios 
da política ambiental. A adequação da 
empresa deve afastar os riscos e danos 
ambientais à organização e ao meio 
ambiente. 
E aponta a importância do Sistema de 
Gestão Ambiental em uma organização 
no sentido que a maioria das organizações 
introduzem a variável ambiental através 
de atitudes isoladas, por etapas que 
refletem o nível de consciência das 
questões ambientais em suas estratégias 
empresariais. É certo que na maioria dos 
casos essas empresas já estão voltadas 
para a necessidade da melhoria da 
qualidade, pois apesar de não ser uma 
exigência, torna-se necessário que a 
empresa já tenha implementado um 
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental58/212
Sistema de Qualidade & Produtividade 
(ISO 9000) ou que o mesmo esteja em 
fase de execução, já que as novas normas 
ambientais representam a continuidade 
da busca pela qualidade nas atividades 
industriais. 
1. Modelos de Auditoria Am-
biental
Auditoria de conformidade: 
Esta auditoria verifica apenas os status 
das licenças ambientais e avalia se a 
organização opera dentro dos limites da 
Lei, atendendo as normas municipais, 
estaduais e federais. Os auditores devem 
verificar os documentos referentes ao 
licenciamento ambiental, termos de 
ajustamento de conduta, termos de 
compromissos ambientais, recuperações 
de áreas degradadas.
Auditoria de desempenho ambiental: 
Esta auditoria verifica o impacto ambiental 
da organização sobre o meio natural, 
medindo a emissão de poluentes e o 
consumo de matérias primas, insumos, 
água e energia. O desempenho ambiental 
é comparado comas metas da legislação e 
com a política ambiental da empresa. 
Auditoria de due dilligence: 
Esta auditoria é utilizada em situações de 
compra, venda e/ou fusão de organizações. 
Na medida em que considera o balanço 
patrimonial da empresa, e avalia os seus 
ativos e passivos ambientais, incorporando 
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental59/212
seu valor final.
Os ativos correspondem aos estoques 
úteis dos processos, os ativos podem ainda 
ser imobilizados que correspondem aos 
equipamentos e difusos que são os gastos 
da organização para melhorar a imagem.
Os passivos ambientais corespondem 
às obrigações da organização em 
relação a terceiros, recuperação de áreas 
impactadas, dívidas com danos ambientais, 
pagamento de multas e indenizações, 
despesas com consultores ambientais e 
despesas com a implementação da política 
ambiental. 
Auditoria de desperdícios e emissões:
Esta auditoria tem como objetivo medir 
os efeitos negativos dos negócios, 
contribuindo para a implantação de 
melhorias. As vistorias podem avaliar se as 
quantidades de emissões de poluentes ou 
de efluentes industriais estão de acordo 
com as normas e padrões ambientais, 
e sugerir, por exemplo, o substituto de 
insumos, ou a troca de equipamentos 
tradicionais por outros mais eficientes do 
ponto de vista ambiental. 
Auditoria de pós-acidente:
Esta auditoria mede a dimensão dos 
estragos e aponta as falhas responsáveis 
pelo problema. É importante no sentido 
de conter o aumento dos danos, remediar 
estes danos ambientais e corrigir os 
instrumentos e falhas do Sistema de 
Gestão.
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental60/212
Auditoria de fornecedores:
Esta auditoria investiga os aspectos 
ambientais dos produtos e serviços 
adquiridos pela organização, escolhe ou 
renova um contato de um fornecedor que 
esteja em padrões ecologicamente corretos 
e de preferência de acordo com a norma 
ISO 14001.
Auditoria de sistema de gestão ambiental:
Esta auditoria contribui para a avaliação 
do desempenho do Sistema de Gestão 
Ambiental verifica se este está em 
conformidade com a política ambiental 
da organização ou se a organização está 
preparada para obter uma Certificação 
Ambiental em busca da melhoria contínua.
Auditoria ambiental segundo a ISO 9001:
A norma ISO 19011 propõe padrões 
uniformes para as auditorias ambientais e de 
qualidade integrando os sistemas de gestão 
propostos na série 14000 e 9000.
Esta conduta facilitou a integração dos 
aspectos de administração empresarial, 
de forma a direcionar as iniciativas para a 
qualidade ambiental e a preservação do meio 
ambiente.
A ISO não determina requisitos mínimos, mas 
sim princípios e orientações gerais para o 
desenvolvimento de programas de auditoria 
interna e externa.
As auditorias são marcadas pela 
sistematização e objetividade dos dados, o 
parecer final é definido e fundamentado por 
evidências colhidas nas unidades auditadas. 
61/212
Considerações Finais
Em geral, a auditoria ambiental é formulada para verificar a conformidade 
com os padrões e normas ambientais vigentes, verificar o desempenho 
ambiental da organização e após análise julgar e estabelecer diretrizes para a 
melhoria da qualidade ambiental e do meio ambiente.
Em adição pode também contribuir para outros fins estabelecidos nas sete 
auditorias ambientais acima citadas.
A norma 19011 propõe padrões para as auditorias ambientais.
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental62/212
Referências 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria 
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 
CAMPOS, L.M. LERÍPIO, A. Auditoria Ambiental - Uma Ferramenta de Gestão. Ed: Atlas. 2009. 
OLIVEIRA, C.M, de. Manual de Auditoria Ambiental. Ed: Celso Maran ebook. 2009. 
PEARSON, Education do Brasil. Gestão Ambiental. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. 
PHILIPPI JR, A. ROMERO, M. A. BRUNA, G.C. Curso de Gestão Ambiental. Barueri, SP: Ed. Manole. 
2ª ed. 2014. 1.250p.
VILELA JUNIOR, A. DEMAJOROVIC, J. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental. 1ª Edição. 
São Paulo: Senac. 2006.
63/212
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Aula 3 - Tema: Modelos de Auditoria Ambiental 
- Bloco I
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1d/680ba015e67f43e622a44aa3da7d27e2>.
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64/212
1. Em relação às auditorias de CONFORMIDADE e DESEMPENHO AMBIEN-
TAL, podemos elencar, EXCETO:
a) São analisadas as Leis Ambientais.
b) Atendem as normas municipais, estaduais e federais.
c) Medem a emissão de poluentes.
d) Calculam o consumo de água e energia.
e) Calculam a qualidade de produtos tercerizados.
Questão 1
65/212
2. Na auditoria de DUE DILLIGENCE são identificados os ativos; assinale a 
alternativa que não faz parte dos ativos:
a) estoques.
b) gastos com melhoria ambiental.
c) gastos com reparação de danos ambientais.
d) equipamentos.
e) gastos com imagens.
Questão 2
66/212
3. A norma ISO 19011 propõe padrões uniformes para as auditorias am-
bientais e de qualidade integrando os sistemas de gestão propostos na sé-
rie 14000 e 9000. Esta vantagem ambiental ocorreu devido a:
a) A comprovação de documentos ambientais.
b) A integração do sistema de gestão.
c) A mudança de qualidade ambiental.
d) A alteração no escopo de uma organização.
e) A anuência do cliente no processo de auditoria.
Questão 3
67/212
4. Segundo Francisco Vieira, foram identificados diversos fatores ambien-
tais; esses fatores levaram a:
a) Implantação de um programa de auditoria ambiental pode minimizar ou eliminar a 
possibilidade de riscos de danos ao meio ambiente. 
b) Contribuição de processos que apresentam riscos ambientais.
c) Elaboração de programas de minimização de riscos.
d) Elaboração de um plano de qualidade ambiental.
e) Elaboração de análise de riscos ambientais.
Questão 4
68/212
5. Com relação à auditoria de PÓS-ACIDENTE, as considerações abaixo re-
lacionadas estão inseridas no seu escopo EXCETO:
a) A medição da dimensão dos estragos.
b) A elaboração de relatórios que apontam as falhas aos responsáveis.
c) O aumento dos danos ambientais. 
d) A avaliação do estágio de contaminação de um determinado local.
e) A correção dos instrumentos de Gestão Ambiental.
Questão 5
69/212
Gabarito
1. Resposta: E.
As auditorias de conformidade e 
desempenho ambiental não conferem a 
qualidade de produtos terceirizados, estes 
são objetos da auditoria de fornecedores.
2. Resposta: C. 
Os ativos ambientais não englobam a 
reparação de danos que são considerados 
como passivos ambientais.
3. Resposta: B.
A norma ISO 19011 propõe padrões 
uniformes para as auditorias ambientais 
e de qualidade integrando os sistemas de 
gestão propostos na série 14000 e 9000.
4. Resposta: A.
Este fatolevou a implantação de um 
programa de auditoria ambiental buscando 
minimizar ou eliminar a possibilidade de 
riscos de danos ao meio ambiente.
5. Resposta: D.
A auditoria de pós-consumo não avalia 
o estágio de contaminação de um 
determinado local.
70/212
Unidade 4
NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria
Objetivos
1. Identificar os principais aspectos legais 
relacionados aos termos, definições e 
princípios da aplicação das auditorias 
ambientais, contidos na norma ISO 
19011/2002. 
2. Conhecer diretrizes para a 
implementação de programas de 
auditorias em organizações que desejam 
realizar auditorias internas ou externas 
de sistema de gestão de qualidade e/ou 
ambiental da norma ISO 19011/2002.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria71/212
Introdução
A norma ISO 19011/2002 fornece 
diretrizes para a implementação de 
programas de auditorias em organizações 
que desejam realizar auditorias internas 
ou externas de sistema de gestão de 
qualidade e/ou ambiental, tendo como 
objetivo principal identificar e caracterizar 
as diretrizes para auditorias de sistema de 
gestão da qualidade e/ou ambiental. 
TERMOS E DEFINIÇÕES (apli-
cados nas NBR ISO 9000 E ISO 
14050)
Auditoria: processo sistemático, 
documentado e independente para obter 
evidências de auditoria (3.3) e avaliá-las 
objetivamente para determinar a extensão 
na qual os critérios da auditoria (3.2) são 
atendidos.
Para saber mais
Quando sistemas de gestão da qualidade e 
ambiental são auditados juntos, isto é chamado 
de auditoria combinada.
Quando duas ou mais organizações de auditoria 
cooperam para auditar um único auditado (3.7), 
isto é chamado de auditoria conjunta.
Critério de auditoria: conjunto de 
políticas, procedimentos ou requisitos.
Os critérios de auditoria são usados como 
uma referência contra a qual a evidência 
de auditoria (3.3) é comparada.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria72/212
Evidência de auditoria: registros, 
apresentação de fatos ou outras 
informações, pertinentes aos critérios de 
auditoria (3.2) e verificáveis, a evidência 
de auditoria pode ser qualitativa ou 
quantitativa.
Constatação da auditoria: resultados da 
avaliação da evidência de auditoria (3.3) 
coletada, comparada com os critérios 
de auditoria (3.2), as constatações 
de auditoria podem indicar tanto 
conformidade quanto não conformidade 
com o critério de auditoria ou 
oportunidades para melhoria.
Conclusão da auditoria: resultado de 
uma auditoria (3.1), apresentado pela 
equipe de auditoria (3.9) após levar em 
consideração os objetivos da auditora e 
todas as constatações de auditoria (3.4).
Cliente da auditoria: organização ou 
pessoa que solicitou uma auditoria (3.1), 
o cliente de auditoria pode ser o auditado 
(3.7) ou qualquer outra organização que 
tem o direito regulamentar ou contratual 
para solicitar uma auditoria.
Auditado: organização que está sendo 
auditada.
Auditor: pessoa com a competência (3.14) 
para realizar uma auditoria (3.1).
Equipe de auditoria: um ou mais auditores 
(3.8) que realizam uma auditoria (3.1), 
apoiados, se necessário, por especialistas 
(3.10), um auditor na equipe de auditoria é 
indicado como o líder da equipe de auditoria. 
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria73/212
Especialista: pessoa que fornece 
conhecimento ou experiência específicos 
para a equipe de auditoria (3.9), o 
conhecimento específico ou experiência 
é aquele que diz respeito à organização, 
processo ou atividade a ser auditada, ou 
idioma ou cultura.
Para saber mais
A equipe de auditoria pode incluir auditores em 
treinamento.
Para saber mais
Um especialista não atua como um auditor (3.8) 
na equipe de auditoria.
Programa de auditoria: conjunto de uma 
ou mais auditorias (3.1) planejado para um 
período de tempo específico e direcionado 
a um propósito específico, um programa 
de auditoria inclui todas as atividades 
necessárias para planejar, organizar e 
realizar as auditorias.
Plano de auditoria: descrição das 
atividades e arranjos para uma auditoria 
(3.1).
Escopo de auditoria: abrangência e 
limites de uma auditoria (3.1), o escopo 
de auditoria geralmente inclui uma 
descrição das localizações físicas, unidades 
organizacionais, atividades e processos, 
bem como o período de tempo coberto.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria74/212
Competência: atributos pessoais 
demonstrados e capacidade demonstrada 
para aplicar conhecimentos e habilidades.
1. Princípios da Auditoria
Os princípios de uma auditoria se 
comportam como uma ferramenta eficaz 
e confiável em apoio a políticas de gestão 
e controles, fornecendo informações sobre 
as quais uma organização pode agir para 
melhorar seu desempenho. 
A aderência a estes princípios é um pré-
requisito para se fornecer conclusões de 
auditoria que são relevantes e suficientes, e 
para permitir que auditores que trabalhem 
independentemente entre si cheguem a 
conclusões semelhantes em circunstâncias 
semelhantes.
Os princípios seguintes estão relacionados 
a auditores:
a) Conduta ética: o fundamento do 
profissionalismo
Confiança, integridade, confidencialidade e 
discrição são essenciais para auditar.
b) Apresentação justa: a obrigação de 
reportar com veracidade e exatidão
Constatações de auditoria, conclusões 
de auditoria e relatórios de auditoria 
refletem verdadeiramente e com precisão 
as atividades da auditoria. Obstáculos 
significantes encontrados durante a 
auditoria e opiniões divergentes não 
resolvidas entre a equipe de auditoria e o 
auditado são relatados.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria75/212
c) Devido cuidado profissional: a aplicação 
de diligência e julgamento na auditoria
Auditores pratiquem o cuidado necessário 
considerando a importância da tarefa que 
eles executam e a confiança colocada neles 
pelos clientes de auditoria e outras partes 
interessadas. Ter a competência necessária 
é um fator importante.
Outros princípios se relacionam à auditoria, 
que é por definição independente e 
sistemática:
d) Independência: a base para a 
imparcialidade da auditoria e objetividade 
das conclusões de auditoria
Auditores são independentes da atividade 
a ser auditada e são livres de tendência e 
conflito de interesse. Auditores mantêm 
um estado de mente aberta ao longo do 
processo de auditoria para assegurar que 
as constatações e conclusões de auditoria 
serão baseadas somente nas evidências de 
auditoria.
e) Abordagem baseada em evidência: o 
método racional para alcançar conclusões de 
auditoria confiáveis e reproduzíveis em um 
processo sistemático de auditoria.
Evidência de auditoria é verificável. É 
baseada em amostras das informações 
disponíveis, uma vez que uma auditoria 
é realizada durante um período finito 
de tempo e com recursos finitos. O 
uso apropriado de amostragem está 
intimamente relacionado com a confiança 
que pode ser colocada nas conclusões de 
auditoria. 
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria76/212
A orientação fornecida nas seções 
restantes desta Norma está baseada 
nesses princípios.
São denominados Princípios Gerais de 
uma auditoria:
• Definição dos objetivos e escopo da 
auditoria;
• Objetividade, Independência e 
competência;
• Profissionalismo;
• Procedimentos sistemáticos; 
• Critérios, evidências e constatações;
• Confiabilidade das constatações e 
conclusões de auditoria; e
• Relatório de auditoria 
77/212
Considerações Finais (1/2)
Auditoria é realizada seguindo normas e princípios que tornam a auditoria 
uma ferramenta íntegra na sua conduta.
a) Conduta Ética 
b) Apresentação Justa: verdade, exatidão e precisão de como os fatos serão 
descritos nos relatórios de auditoria.
c) Devido cuidado profissional: É aplicação de zelo e capacidade de 
julgamento comexperiência, conhecimento do sistema de gestão de 
qualidade ou ambiental e dos procedimentos.
d) Independência: A norma ISO 19011:2002 define que os auditores devem 
se comportar como: “Auditores são independentes da atividade a ser 
auditada e são livres de tendência e conflito de interesse.” 
78/212
SAIBA QUE
Os auditores precisam tomar decisões sem influência de terceiros.
e) Abordagem Baseada em Evidências: É o princípio baseado no racional 
para obtenção de resultado e conclusões confiáveis, as evidências devem ter 
caráter quantitativo ou qualitativo e serem sempre averiguadas.
Considerações Finais (2/2)
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria79/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria 
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
80/212
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Aula 4 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, 
Definições e Princípios de Auditoria - Bloco I
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Aula 4 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, 
Definições e Princípios de Auditoria - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
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73fb3681f088651941f94630cbb2c6>.
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1. Qual das seguintes opções não pode ser considerada um princípio da 
auditoria ambiental?
a) A abordagem deve ser em forma de evidências.
b) A conduta ética é uma obrigação.
c) A apresentação justa deve ser sempre considerada.
d) A independência é um fator limitante para a auditoria. 
e) A competência pode ser adquirida no processo de auditoria.
Questão 1
82/212
2. Segundo texto descrito acima, a norma ISO 19011/2002 possui 
Termos e Definições; avalie as considerações abaixo informando se são 
verdadeiras ou falsas.
a) O critério de auditoria é considerado como o conjunto de políticas, procedimentos ou 
requisitos.
b) A evidência de auditoria é realizada através de registros, apresentação de fatos ou outras 
informações, pertinentes aos critérios de auditoria. 
c) A constatação da auditoria é elaborada pelos resultados da avaliação da evidência de 
auditoria coletada e comparada com os critérios de auditoria.
d) A conclusão da auditoria é baseada no resultado de uma auditoria, apresentado pela 
equipe de auditoria após levar em consideração os objetivos da auditora e todas as 
constatações de auditoria.
e) O cliente da auditoria pode ser o auditado ou qualquer outra organização que tem o direito 
regulamentar ou contratual para solicitar uma auditoria.
Questão 2
83/212
3. Segundo a norma ISO 19011/2002, são denominados Princípios Gerais 
de uma auditoria, EXCETO:
a) Critérios, evidências e constatações.
b) Confiabilidade das constatações e conclusões de auditoria.
c) Relatório de auditoria Definição dos objetivos e escopo da auditoria.
d) Objetividade, Independência e competência.
e) Constatações aleatórias sem bases concretas.
Questão 3
84/212
4. O programa de auditoria pode ser formado por um conjunto de uma 
ou mais auditorias, deve ser planejado para um período de tempo espe-
cífico e direcionado a um propósito específico, um programa de audito-
ria inclui todas as atividades necessárias para planejar, organizar e reali-
zar as auditorias. Este contexto está presente em que norma:
a) NBR ISO 9001/2000.
b) NBR ISO 9000/2000.
c) NBR ISO 19011/2002.
d) NBR ISO 9000-3/2003.
e) NBR 05030/2004.
Questão 4
85/212
5. Com suas palavras e baseado nas instruções descritas no texto de es-
tudo complete o quadro abaixo:
Cliente da Auditoria
Auditado
Auditor
Equipe de auditoria
Especialista
Questão 5
86/212
Gabarito
1. Resposta: E.
Auditores pratiquem o cuidado necessário 
considerando a importância da tarefa que 
eles executam e a confiança colocada neles 
pelos clientes de auditoria e outras partes 
interessadas. Ter a competência necessária 
é um fator importante.
2. Resposta: todas verdadeiras.
As considerações apresentadas estão de 
acordo com as notas elencadas na norma 
ISO 19011/2002.
3. Resposta: E.
As auditorias exigem a confiabilidade 
das constatações e das conclusões 
apresentadas.
4. Resposta: C.
Na NBR ISO 19011/2002.
87/212
Gabarito
5. Resposta:
Cliente da Auditoria Pode ser uma organização ou pessoa que solicitou a auditoria
Auditado Organização que está sendo auditada
Auditor Pessoa competente que possa realizar uma auditoria
Equipe de auditoria Um ou mais auditores que realizam uma auditoria
Especialista Pessoa que fornece conhecimento ou experiência específico 
para a equipe de auditoria
88/212
Unidade 5
NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria
Objetivos
1. Conhecer a metodologia para o 
gerenciamento de um Programa 
de Auditoria contido na NBR ISO 
19011:2002. 
2. Elaborar um Programa de Auditoria 
em uma organização contendo a 
legislação de um sistema de gestão 
de qualidade e/ou ambiental da NBR 
ISO 19011:2002.
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria89/212
Introdução
As auditorias ambientais são importantes 
ferramentas para o controle gerencial, 
pois identificam falhas e possíveis erros, 
que poderão, por meio da verificação dos 
resultados, determinar ações corretivas 
e preventivas, bem como tomar decisão 
sobre eventuais investimentos, visando 
à melhoria contínua do desempenho 
ambiental e qualitativo em busca da 
preservação do meio ambiente.
Um exemplo comum que vêm ao 
encontro deste objetivo é a utilização das 
auditorias pela matriz que necessita ter 
informações sobre as práticas ambientais 
das filiais, a fim de manter padronizados os 
procedimentos implementados.
Dependendo da instituição, do seu 
tamanho, da natureza e complexidade 
podem ser realizadas uma única auditoria 
ou mais auditorias, com vários objetivos, 
a alta direção das instituições ou 
organizações cede a autoridade para que 
ocorra o gerenciamento do programa de 
auditoria.
Esses objetivos são à base do planejamento 
e da posterior realização das auditorias 
conforme considerados pela alta direção, 
podem ser:
• Intenções comerciais;
• Requisitos de sistema de gestão;
• Requisitos estatutários, 
regulamentares e contratuais;
• Necessidades de outras partes 
interessadas; e
• Riscos para organização.
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria90/212
A partir dos objetivos indicados pela alta 
direção de uma organização, o auditor 
deverá determinar a abrangência do 
programa de auditoria, que dependerá 
especificamente de cada caso, sendo 
definidos:
Para saber mais
Programa de Auditoria é o conjunto de uma ou 
mais auditorias, que serão realizadas em um 
determinado período de tempo e que possuem 
um objetivo específico, pode ser direcionado a 
diversas finalidades, como auditorias internas, 
auditorias de terceira parte, auditorias de 
fornecedor, auditoria de conformidade legal,auditoria de passivo ambiental.
• Escopo, objetivo e duração de cada 
auditoria a ser realizada.
• Frequência das auditorias a serem 
realizadas. 
• Requisitos normativos, estatutários, 
regulamentares e contratuais e 
outros critérios de auditoria.
• Necessidade para credenciamento ou 
registro/certificação.
• Conclusões de auditorias anteriores 
ou resultados de análise crítica de um 
programa de auditoria anterior.
Um programa de auditoria pode incluir 
uma ou mais auditorias, dependendo 
do tamanho, natureza e complexidade 
da organização a ser auditada. Estas 
auditorias podem ter uma variedade 
http://www.cedet.com.br/index.php?/O-que-e/Gestao-da-Qualidade/auditoria.html
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria91/212
de objetivos e também podem incluir 
auditorias combinadas ou auditorias em 
conjunto, como descritas a seguir:
Se uma organização a ser auditada opera 
sistemas de gestão da qualidade e de 
gestão ambiental, auditoria combinadas 
podem ser incluídas no programa de 
auditoria.
Duas ou mais organizações auditadas 
podem cooperar entre si, como parte 
de seus programas de auditoria, para 
realizar uma auditoria conjunta. Em tal 
caso, convém que seja prestada atenção 
especial à divisão de responsabilidades, à 
provisão de qualquer recurso adicional, à 
competência da equipe de auditoria e aos 
procedimentos apropriados.
Um programa de auditoria também inclui 
todas as atividades necessárias para 
planejar e organizar os tipos e números de 
auditorias e para fornecer os recursos para 
conduzi-las eficaz e eficientemente dentro 
do período de tempo especificado.
Elaborado o Programa da Auditoria o 
auditor (ou equipe) deverá dar início a 
implementação da mesma, as etapas da 
implementação estão contidas na NBR ISO 
19011:2002 e descritas a seguir: 
• Comunicar o programa de auditoria 
às partes pertinentes. 
• Coordenar e programar auditorias 
e outras atividades pertinentes ao 
programa de auditoria. 
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria92/212
• Estabelecer e manter um processo 
para a avaliação dos auditores e o 
seu desenvolvimento profissional 
contínuo. 
• Assegurar a seleção de equipes de 
auditoria. 
• Assegurar a análise crítica e a 
aprovação de relatórios de auditoria 
e assegurar sua distribuição ao 
cliente da auditoria e outras partes 
especificadas. 
• Assegurar as ações de 
acompanhamento de auditoria, se 
aplicável. 
• Fornecer os recursos necessários para 
as equipes de auditoria.
• Assegurar a realização de auditorias 
de acordo com o programa de 
auditoria.
• Assegurar o controle de registros das 
atividades de auditoria.
A mesma norma aponta um aspecto 
muito importante que é o monitoramento 
e a análise do Programa de Auditoria, 
a auditoria deve ser monitorada em 
intervalos de tempo adequados e 
analisados cuidadosamente para 
intensificar seus objetivos na busca de 
melhorias.
• Pontos de Análise:
• A habilidade da equipe de 
auditoria em implementar o plano 
de auditoria;
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria93/212
• Conformidade com o programa de auditoria e as programações;
• Práticas alternativas ou novas de auditar; e
• Consistência no desempenho entre equipes de auditoria em situações semelhantes.
Para saber mais
São finalidades do monitoramento: 
• Verificar se estão sendo tomadas providências para sanar as irregularidades apontadas; 
• Acompanhar a evolução das unidades auditadas; 
• Analisar se as auditorias realizadas obtiveram os resultados esperados; e 
• Auxiliar os gestores das unidades a verificar se as ações adotadas contribuíram para o alcance dos 
resultados desejados.
As análises definem os resultados e tendências do monitoramento, apontam a conformidade 
com os procedimentos propostos, indicam a evolução de necessidades e expectativas de partes 
interessadas, e por fim a introdução de práticas alternativas ou novas de auditar.
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria94/212
A NBR ISO 19011:2002 define as ações 
que devem ser tomadas pelos responsáveis 
pelo gerenciamento de uma auditoria, 
estes devem:
• Estabelecer os objetivos e 
abrangência do programa de 
auditoria.
• Estabelecer as responsabilidades e 
procedimentos, e assegurem que os 
recursos sejam fornecidos.
• Assegurar a implementação do 
programa de auditoria.
• Assegurar que registros apropriados 
do programa de auditoria sejam 
mantidos. 
• Monitorar, analisar criticamente e 
melhorar o programa de auditoria.
A NBR ISO 19011:2002 também define a 
obrigação de gerar recursos financeiros 
para desenvolver, implementar, gerenciar 
e aperfeiçoar as atividades de auditorias; 
este recursos deverão contemplar :
• Técnicas de auditoria;
• Processos para alcançar e manter 
a competência de auditores, e 
aperfeiçoar o desempenho do 
auditor;
• Disponibilidade de auditores e 
especialistas, com a competência 
adequada aos objetivos particulares 
do programa de auditoria;
• Abrangência do programa de 
auditoria; e
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria95/212
• Tempo de viagem, acomodação e 
outras necessidades para se auditar.
Com base nas informações, negociações 
e documentações já verificadas o auditor 
deve passar para o próximo bloco que seria 
o procedimento de uma auditoria, este 
procedimento envolve algumas etapas 
definidas na NBR ISO 19011:2002, que são:
• Planejar e programar auditorias;
• Assegurar a competência de 
auditores e líderes de equipe de 
auditoria;
• Selecionar equipes de auditoria 
apropriadas e designar suas funções 
e responsabilidades;
• Realizar auditorias;
• Realizar ações de acompanhamento 
de auditoria, se aplicável;
• Manter registros do programa de 
auditoria;
• Monitorar o desempenho e eficácia 
do programa de auditoria; e
• Informar para a Alta Direção as 
realizações globais do programa de 
auditoria.
E por fim efetuar sempre os registros 
advindos da auditoria, que podem ser:
• Registros relativos a auditorias 
individuais, tais como planos de 
auditoria, relatórios de auditoria, 
relatórios de não conformidade, 
relatórios de ação corretiva e 
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria96/212
preventiva, e relatórios de ações de 
acompanhamento de auditoria, se 
aplicável.
• Resultados de análise crítica do 
programa de auditoria.
• Registros relativos à pessoal de 
auditoria, incluindo assuntos tais 
como competência do auditor e 
avaliação de desempenho, seleção da 
equipe de auditoria, e manutenção e 
aperfeiçoamento da competência. 
• Convém que os registros sejam 
mantidos e salvaguardados 
adequadamente.  
Link
A prática das auditorias nas empresas. 
Disponível em: <http://www.
facimed.edu.br/site/revista/pdfs/
abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.
pdf>. Acesso outubro 2015.
http://www.facimed.edu.br/site/revista/pdfs/abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.pdf
http://www.facimed.edu.br/site/revista/pdfs/abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.pdf
http://www.facimed.edu.br/site/revista/pdfs/abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.pdf
http://www.facimed.edu.br/site/revista/pdfs/abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.pdf
http://csearsouthamerica.net/events/files/conferences/1/schedConfs/2/papers/36/public/36-164-1-PB.pdf. Acesso outubro 2015
97/212
Considerações Finais 
Resultados de análises críticas do programa de auditoria podem conduzir 
a ações corretivas e preventivas, à melhoria do programa de auditoria e a 
realimentação dos clientes da auditoria, auditados e auditores.
Para saber mais
As empresas que realizam as auditorias de terceira 
parte no Brasil são: ABS, BSI, Loyds Register, BVQI, 
Fundação Vanzolini, DNV e SGA; estas empresas 
foram reconhecidas e credenciadas pela ISO, 
através do INMETRO- Instituto Nacional de 
Metrologia, Qualidade e Tecnologia..
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria98/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas.NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011:2002 – Diretrizes para auditoria 
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
99/212
Assista a suas aulas
Aula 5 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Gerenciando 
um Programa de Auditoria - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f-
1d/66b9c27c820ad9811ff618ad8b1d4adf>.
Aula 5 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Gerenciando 
um Programa de Auditoria - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/cc-
65c50045a88a294a04d5d2419bf7cf>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/66b9c27c820ad9811ff618ad8b1d4adf
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/66b9c27c820ad9811ff618ad8b1d4adf
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http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/cc65c50045a88a294a04d5d2419bf7cf
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100/212
1. Em relação aos objetivos de auditorias contemplados na NBR ISO 
19011:2002, podemos elencar, EXCETO:
a) Intenções comerciais.
b) Requisitos de sistema de gestão.
c) Requisitos estatutários, regulamentares e contratuais.
d) Necessidades de outras partes interessadas. 
e) Cálculo da qualidade de produtos terceirizados.
Questão 1
101/212
2. A NBR ISO 19011:2002 define as ações que devem ser tomadas pelos 
responsáveis pelo gerenciamento de uma auditoria; assinale a alternativa 
que não cabe aos responsáveis pelo gerenciamento:
a) Planejar e programar a auditoria.
b) Propor o objetivo da auditoria.
c) Assegurar a competência de auditores e líderes de equipe de auditoria.
d) Selecionar equipe de auditoria apropriada e designar suas funções e responsabilidades.
e) Realizar a auditoria.
Questão 2
102/212
3. A norma NBR ISO 19011:2002 propõe pontos de análise para realizar o 
monitoramento das auditorias; das questões abaixo relacionadas, identi-
fique a INCORRETA:
a) A habilidade da equipe de auditoria em implementar o plano de auditoria. 
b) A conformidade com o programa de auditoria e as programações.
c) As práticas alternativas ou novas de auditar.
d) A consistência no desempenho entre equipes de auditoria em situações semelhantes.
e) A anuência do cliente no processo de auditoria.
Questão 3
103/212
4. Em relação aos registros de uma auditoria, os auditores devem, exceto:
a) Registrar as auditorias individuais, tais como planos de auditoria, relatórios de auditoria, 
relatórios de não conformidade, relatórios de ação corretiva e preventiva.
b) Divulgar os registros para as partes, interessados e fornecedores.
c) Registrar os resultados de análise crítica do programa de auditoria.
d) Registrar a competência do auditor.
e) Registrar a avaliação de desempenho e a seleção da equipe de auditoria.
Questão 4
104/212
5. Com base nas informações, negociações e documentações já verifica-
das, o auditor deve passar para o próximo bloco que seria o procedimen-
to de uma auditoria, este procedimento envolve algumas etapas defini-
das na NBR ISO 19011:2002, que são, EXCETO:
a) Selecionar equipes de auditoria apropriadas e designar suas funções e responsabilidades.
b) Realizar auditorias.
c) Corrigir o sistema de Gestão.
d) Realizar ações de acompanhamento de auditoria, se aplicável.
e) Manter registros do programa de auditoria.
Questão 5
105/212
Gabarito
1. Resposta: E.
O cálculo da qualidade de produtos 
terceirizados não é objetivo de uma 
auditoria ambiental.
2. Resposta: B.
O objetivo da auditoria é proposto pelo 
cliente, pela organização a ser auditada e 
não pelos responsáveis da auditoria.
3. Resposta: E.
A auditoria ambiental pode ser analisada 
pelos pontos descritos exceto pela 
anuência do cliente no processo.
4. Resposta: B.
Convém que os registros sejam mantidos e 
salvaguardados adequadamente. 
5. Resposta: E.
O procedimento da auditoria não corrige 
o sistema de Gestão; as correções e 
prevenções vão ser elaboradas após a 
análise do monitoramento da auditoria.
106/212
Unidade 6
NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria
Objetivos
1. Conhecer a metodologia para a 
execução conhecer as orientações 
sobre como realizar e planejar as 
atividades contidas na NBR ISO 
19011:2002.
2. Conhecer a abrangência na qual 
as disposições da auditoria são 
aplicáveis de acordo com as diretrizes 
da NBR ISO 19011:2002.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria107/212
Introdução
Executando uma auditoria, os cuidados que 
o auditor deve tomar na hora da execução 
de uma auditoria ambiental são inúmeros, 
primeiramente devem ser considerados 
os objetivos combinados, o escopo e os 
critérios estes irão nortear o planejamento 
da auditoria.
Em seguida, deve-se verificar a viabilidade 
da auditoria se estas informações são 
suficientes para desenvolver as atividades 
e cumprir com os objetivos propostos, se 
há tempo e recurso para a implementação 
da auditoria e por fim a seleção da equipe 
da auditoria que deve ser específica de 
acordo com os objetivos propostos.
Os objetivos propostos podem ser:
• satisfazer requisitos para certificação 
em uma norma de sistema de gestão;
• verificar conformidade com requisitos 
contratuais;
• obter e manter confiança na 
capacidade de um fornecedor; e
• contribuir para a melhoria do sistema 
de gestão.
As atividades devem ser conduzidas a 
partir de uma reunião de abertura que 
irá designar funções e responsabilidades 
de guias e observadores, como serão 
coletadas as observações de campo, o 
auditado deverá estar presente nesta 
reunião:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria108/212
Para saber mais
Segundo o Professor Msc. Leonardo Pivôtto Nicodemo: “O escopo também deve ser definido de 
forma clara e objetiva entre o cliente e o auditor líder. Nesta seção deve-se levar em consideração - a 
localização geográfica; os limites organizacionais (Em toda empresa? Em todas as áreas de atuação? 
Somente a questão ambiental?); o objeto de auditagem (isolada ou em conjunto com outros setores 
como saúde, segurança do trabalhador...?); o período de auditagem (apenas uma visita? Uma semana?); 
ambiental (poluição do ar? Poluição da água? Avaliação de riscos e desastres ambientais?)”.
Link
Sociedade e Gestão. Disponível em: <http://www.revistageas.org.br/ojs/index.php/geas>. 
Acesso outubro de 2015.
http://www.revistageas.org.br/ojs/index.php/geas
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria109/212
Identificar e documentar condições 
ambientais que indiquem alterações 
da qualidade ambiental que possam 
colocar em risco a saúde humana e o meio 
ambiente, bem como determinar o grau de 
conformidade em relação a critérios legais 
e normativos. 
Após a finalização das atividades 
propostas, a NBR ISO 19011:2002 aponta 
alguns parâmetros da conclusão da 
auditoria. Descrito a seguir:
Concluindo uma auditoria:
• Aprovando e distribuindo o relatório 
da auditoria
• Preparando o relatório da auditoria
• Todas as atividades descritas no 
plano de auditoria forem realizadas.
Link
Auditoria e Gestão de Refinaria de Petróleo. 
Disponível em: <http://periodicos.unitau.
br/ojs-2.2/index.php/exatas/article/
viewFile/400/442>
Acesso outubro de 2015.
Como fazer um bom uso da NBR ISO 19011:2002. 
Disponível em: <http://isotc.iso.org/livelink/
livelink?func=ll&objId=3541460&objAc-tion=browse&sort=name>
Acesso outubro 2015.
http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/exatas/article/viewFile/400/442
http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/exatas/article/viewFile/400/442
http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/exatas/article/viewFile/400/442
http://isotc.iso.org/livelink/livelink?func=ll&objId=3541460&objAction=browse&sort=name
http://isotc.iso.org/livelink/livelink?func=ll&objId=3541460&objAction=browse&sort=name
http://isotc.iso.org/livelink/livelink?func=ll&objId=3541460&objAction=browse&sort=name
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria110/212
• Documentos retidos ou destruídos 
conforme o acordo entre as partes.
• Sigilo da auditoria pode ser requerido 
por lei.
E, por fim, a reunião de encerramento a 
reunião de encerramento é conduzida 
pelo líder da equipe de auditoria e deve 
ter como meta a apresentação das 
constatações e conclusões da auditoria, a 
negociação de prazo para a apresentação 
de um plano de ação corretiva e preventiva, 
com a participação do cliente e do 
auditado.
Para saber mais
O Instituto Ambiental do Paraná elaborou uma 
norma que criou as auditorias compulsórias, 
que podem obrigar a empresa a contratar um 
auditor credenciado para avaliar o cumprimento 
da legislação vigente. Neste processo, serão 
avaliadas as conformidades sistímicas que 
apresentam um nível de abrangência significativo 
e as conformidades pontuais que apresenta um 
nível de abrangência de pequena magnitude.
O auditado tem que ter uma participação 
proativa em relação à auditoria que estará 
sendo realizada, tem que ter aceitação e 
disponibilizar as informações completas e 
adequadas aos temas objeto de auditoria. 
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria111/212
Dessa maneira traz a veracidade e a melhor 
qualidade dos resultados com tempo 
reduzido.
Os auditores solicitam por meio de 
um questionário ou um check-list as 
informações que devem ser coletadas 
durante as entrevistas, observações de 
campo. A seguir é apresentado um Roteiro 
Básico contendo todas as informações 
que devem ser levantadas em campo, 
este roteiro deve ser adaptado para os 
casos específicos é muito amplo e possui 
atividades gerais que podem não ser o 
caso do objetivo da sua auditoria ou dos 
aspectos ambientais da sua organização. 
Sumário
1 Informações Gerais..................................3
1.1 Informações Gerais...................................3
2 histórico da Unidade:..............................4
2.1 Resumo histórico da unidade:.................4
2.2 Histórico de Uso Agrícola.........................4
3 Localização.................................................5
3.1 Entornos da Propriedade..........................5
4 Contexto Geográfico................................6
4.1 Topografia ...................................................6
4.2 Geologia e Hidrogeologia.........................6
4.3 Corpos D’água............................................7
5 Documentação...........................................8
5.1 Licenças.......................................................8
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria112/212
6 Desempenho ambiental........................10
6.1 Sistema de Gestão Ambiental...............10
6.2 Performance ambiental.........................10
6.3 organização pessoal...............................11
6.4 programas e procedimentos de meio 
ambiente............................................................11
7 Descrição das Atividades no Site 
Investigado........................................................13
7.1 Descrição das atividades desenvolvidas 
atualmente:.......................................................13
7.2 Fluxograma de Processos:.....................14
7.3 Matéria Prima..........................................15
7.4 Substâncias Perigosas em Conexão com 
Usos.....................................................................17
8 Tubulações Subterrâneas.....................19
9 Bifenilas Policloradas (PCBs)..............19
10 Emissões Atmosféricas.........................20
10.1 Emissões Atmosféricas...........................20
10.2 Emissão de Ruído.....................................20
10.3 Emissão de Odor......................................20
10.4 Substâncias que destroem a camada de 
ozônio (CFC’s)....................................................21
11 Efluentes..................................................21
11.1 Efluentes Domésticos.............................21
11.2 Efluentes Industriais...............................23
12 Presença de Asbestos............................24
13 Materiais radioativos............................24
14 Utilidades.................................................25
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria113/212
14.1 Tanques de armazenamento de produtos 
químicos.............................................................25
14.1.1 Tanques de Armazenamento 
Aéreos.................................................................25
14.1.2 Tanques de Armazenamento 
Subterrâneos.....................................................26
14.2 Serviços e energia fornecidos para a 
propriedade.......................................................27
14.2.1 Energia Elétrica..............................27
14.2.2 Água.................................................27
14.2.3 Gás...................................................28
14.2.4 Caldeiras..........................................28
14.2.5 Combustiveis...................................29
15 Proteção contra incêndios...................29
16 Observações da inspeção à área........30
16.1 Evidência de Derrames ou 
Infiltrações.........................................................30
16.2 Aterros, Sumidouros ou Solo 
Movimentado.....................................................30
16.3 Solo Impactado ou Descolorido............30
16.4 Áreas de “Stress” de Vegetação............31
16.5 Evidência de Contaminação em Águas 
Superficiais ou Subterrâneas..........................31
17 Geração de Resíduo, Armazenamento e 
Disposição Final................................................32
17.1 Resíduos não regularizados...................32
17.2 Resíduos regularizados...........................32
17.3 Resíduos ambulatoriais..........................32
17.4 Resíduos sólidos perigosos....................33
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria114/212
Data da Inspeção: 
Nome do Auditor: 
Nome dos Entrevistados / Representantes da Empresa Auditada:
Nome Cargo Data da contratação
Informações Gerais
Razão Social: 
Possui outra Razão Social?  Sim  Não
Qual? 
Ramo de atividade: 
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria115/212
Informações Gerais
Endereço: 
 
Bairro: Cidade: 
CEP: Estado: 
Telefone: FAX: 
Email: 
CNPJ: Inscr. Estadual: 
Inscr. Municipal: 
Área total: Área construída: 
Existe alguma figura de localização do site?  Sim  Não
Existe algum tipo de registro fotográfico da área em apreço?  Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria116/212
Área da empresa que trata dos assuntos Ambientais? 
Responsável / Cargo: 
Telefone: e-mail: 
Web site: 
Número de Funcionários:
Diretos: 
Indiretos: 
Total: 
Turnos de trabalho Horários
histórico da Unidade: 
Atual proprietário do terreno: 
Data do inicio das operações industriais na propriedade: 
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria117/212
Resumo histórico da unidade: 
 
Histórico de Uso Agrícola
Foi observada alguma evidência ou histórico 
que sugira que a área tenha sido utilizada no 
passado como fazenda para cultivo agrícola?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Foi observada alguma evidência ou históricoque indique o uso inapropriado de pesticidas, 
herbicidas, corretivos agrícolas ou fertilizantes?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria118/212
Localização
O Site está localizado em área:
 Residencial  Comercial  Lote desocupado
 Rural  Industrial leve  Industrial pesado
 Estacionamento  Não desenvolvido  Construção abandonada
 Outros
Entornos da Propriedade
Utilização / Ocupações dos entornos da propriedade:
Norte:
Sul:
Leste: 
Oeste: 
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria119/212
Alguma propriedade dos entornos utiliza/gera ou são suspeitos de utilizar/gerar alguns dos produtos 
abaixo? (estimar a quantidade quando possível):
Produtos Descrição da utilização
Produtos petroquímicos  Sim  Não 
Solventes  Sim  Não 
Pesticidas/herbicidas  Sim  Não 
Efluentes não domésticos  Sim  Não
Substâncias químicas diversas  Sim  Não 
Existem registros sobre a ocorrência de impactos ambientais decorrentes de propriedades no 
entorno da propriedade? Caso positivo, descrever os incidentes ambientais ou problemas ocorridos 
no entorno da propriedade que possam ter impactado a área de estudo: 
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria120/212
Contexto Geográfico
Topografia
A topografia do site é caracterizada abaixo:
 Terreno plano (0% de inclinação)
 Relevo suave (0%-1% de inclinação)
 Relevo moderado (1%-3% de inclinação)
 Relevo significante (>3% de inclinação)
A altitude média do Site: 
Observações: 
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria121/212
Geologia e Hidrogeologia
Descrever resumidamente a geologia e a hidrogeologia local
Nível d’água predominante no site:
Baseados em dados obtidos da área investigada ou da vizinhança, qual a direção do fluxo 
predominante da água subterrânea?
Descrição da qualidade e do uso da água subterrânea na vizinhança da propriedade investigada:
O site localiza-se em áreas com ocorrência de enchentes ou alagamentos?  Sim  Não
Se sim, existe histórico de enchentes ou alagamentos da área?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Corpos D’água
O site localiza-se em áreas de proteção de manancial?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Foi observada a existência de algum corpo d’água no site inspecionado?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria122/212
 Documentação
Os documentos obtidos foram encontrados em arquivos mantidos por 
outros (proprietário do terreno, bibliotecas, órgãos públicos, jornais, entre 
outros).
 Sim  Não
Licenças
Municipais
Número / Validade
 Alvará de Funcionamento da Prefeitura
 Alvará de Sanitário da Secretaria Municipal de Saúde
 AVCB – Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros
Outros Documentos: 
 Estaduais
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria123/212
Número / Validade
Licenças de Instalação
Condicionantes:
Número / Validade
Licença de Funcionamento / Operação
Condicionantes:
Outros Documentos: 
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria124/212
Federal
Número / Validade
 Cadastro Técnico Federal do Ministério do Meio Ambiente IBAMA
Outros Documentos: 
Desempenho ambiental
Sistema de Gestão Ambiental
A unidade possui Certificado ISO 14001 (Ambiental)?  Sim  Não
Em caso de positivo, qual o órgão certificadore a validade do certificado?
Performance ambiental
Mantêm registro dos acidentes ambientais?  Sim  Não
Em caso de positivo, citar o número de acidentes dos últimos 3 anos e descrever aqueles de maior 
significância.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria125/212
Existem comunicados das agências regulamentadoras?  Sim  Não
Em caso de positivo, descrever o motivo daqueles de maior significância.
Recebeu alguma intimação/autuação dos órgãos ambientais nos últimos 
3 anos?
 Sim  Não
Em caso de positivo, descrever o motivo daqueles de maior significância.
Existem registros de estudos, investigações e/ou atividades de 
remediação na área de estudo?
 Sim  Não
Em caso de positivo, descrever aqueles de maior significância.
organização pessoal
Tem ou disponibiliza?
Químico ou ambiental em período integral?  Sim  Não
Químico ou ambiental em período parcial?  Sim  Não
Técnico Químico ou ambiental em período integral?  Sim  Não
Técnico Químico ou ambiental em período parcial?  Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria126/212
Programa de incentivo em meio ambiente?  Sim  Não
Treinamento em meio ambiente?  Sim  Não
A empresa aloca recursos para a capacitação dos funcionários, cuja atividade tem efeito significativo 
sobre o meio ambiente?  Sim  Não
programas e procedimentos de meio ambiente
Dispõe de um programa de meio ambiente implementado?  Sim  Não
Se positivo, o programa aborda os seguintes elementos chaves:
Expectativa e comprometimento gerencial?  Sim  Não
Participação dos funcionários?  Sim  Não
Responsabilidade dos Gerentes, Supervisores e Funcionários?  Sim  Não
Recursos para atender requisitos de meio ambiente?  Sim  Não
Avaliação periódica da performance ambiental para todos os funcionários?  Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria127/212
Estrutura documental do Sistema de Gestão Ambiental – SGA:
 Manual do SGA 
 Política do Meio Ambiente 
 Procedimentos
 Objetivos e metas
 Instruções Técnicas 
 Programa de Gestão 
 Lista de Produtos proibidos ou de uso controlado
 Levantamento, monitoramento e registro de fontes poluidoras 
O programa inclui práticas e procedimentos tais como:
Histórico de incidentes/acidentes?  Sim  Não
Reporte de incidentes/acidentes?  Sim  Não
Tratamento de efluentes?  Sim  Não
Disposição de resíduos?  Sim  Não
Reconhecimento e controle dos riscos ambientais?  Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria128/212
São realizadas reuniões de Meio Ambiente com os:
Supervisores?  Sim  Não
Funcionários?  Sim  Não
Novos contratados?  Sim  Não
Terceirizados?  Sim  Não
São elaboradas Atas de Reuniões?  Sim  Não
Existe algum processo de detecção de não conformidades ambientais?
	 	 	 	 	 	  Sim  Não
Existe algum processo de ações corretivas/preventivas abordando deficiências de performance e 
conduta em meio ambiente?
	 	 	 	 	 	  Sim  Não
Equipamentos e materiais:
Existe um sistema que estabeleça especificações aplicáveis a meio ambiente para a aquisição de 
materiais e equipamentos?  Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria129/212
Conduz inspeções periódicas nos equipamentos em operação (máquinas e ferramentas) de acordo 
com requisitos regulamentares?  Sim  Não
Faz manutenção preventiva/preditiva nos equipamentos de acordo com requisitos regulamentares e/
ou plano?  Sim  Não
Mantém os históricos das certificações de inspeções e manutenções para os equipamentos em 
operação?  Sim  Não
Realiza o Levantamento de Aspectos e Impactos relacionados com atividades?
	 	 	 	 	 	  Sim  Não
Quais os principais aspectos ambientais relacionados às atividades? 
 
Descrição das Atividades no Site Investigado
Sempre desenvolveu as mesmas atividades industriais?  Sim  Não
Se não, quais as outras atividades que foram desenvolvidas no passado? 
Descrição das atividades desenvolvidas atualmente: 
 
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria130/212
Fluxograma de Processos: Matéria Prima
Descrever as principais matérias primas / produtoscomercializados:
Matéria-Prima/
Produto 
comercializado
Tipo de embalagem / 
capacidade (volume ou peso)/
Localização no site
Características 
do Local de 
Armazenamento
Foto
Descrever as principais matérias primas/ produtos comercializados:
Matéria-Prima/
Produto 
comercializado
Tipo de embalagem / 
capacidade (volume ou peso)/
Localização no site
Características 
do Local de 
Armazenamento
Foto
Observações:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria131/212
Substâncias Perigosas em Conexão com Usos
Substâncias perigosas e/ou produtos químicos controlados são 
manipulados / armazenadas no site?
 Sim  Não
Se sim,
São produtos controlados pelo Ministério da Defesa – Exército Brasileiro?  Sim  Não
Possui o Certificado de Registro do Ministério da Defesa – Exército 
Brasileiro.
 Sim  Não
Citar o número do Certificado, sua validade e os produtos autorizados:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria132/212
São produtos controlados pela Divisão de Entorpecentes da Polícia 
Federal?
 Sim  Não
Possui a Licença de Funcionamento do Ministério da Justiça?.  Sim  Não
Envia periodicamente o mapa mensal de consumo?.  Sim  Não
Citar o número da Licença, sua validade e os produtos autorizados:
Descrever os principais produtos químicos manipulados (ex: solventes em pequenas quantidades, 
tintas, entre outros.) no site juntamente com os volumes utilizados mensalmente.
Produto
Utilização / volume 
mensal utilizado
Localização no site
Características do Local 
de Armazenamento
Foto
Descrever os principais produtos químicos manipulados (ex: solventes em pequenas quantidades, 
tintas, entre outros.) no site juntamente com os volumes utilizados mensalmente.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria133/212
Produto
Utilização / volume 
mensal utilizado
Localização no site
Características do Local de 
Armazenamento
Foto
Observações:
Tubulações Subterrâneas
Foi observada a existência de algum sistema tubulações subterrâneas 
para transporte de matérias primas e/ou combustíveis (ativas ou 
inativas)?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Existem formas de detecção de possíveis vazamentos nos tanques ou 
nas tubulações?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria134/212
Bifenilas Policloradas (PCBs)
Existe a utilização ou o histórico da utilização de algum equipamento 
elétrico (ex: transformadores elétricos) com potencial de conter PCB’s?
 Sim  Não
Se sim, listar os equipamentos existentes e suas caracteristicas:
Identificação Tipo de 
equipamento
Início das 
operações
Localização Status (ativo 
ou iniativo)
Observações
Emissões Atmosféricas
Emissões Atmosféricas
Fontes comprovadas ou potenciais de emissões atmosféricas observadas 
durante a inspeção ao Site:
 Sim  Não
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Equipamento Localização Sistema de controle (se houver)
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria135/212
Emissão de Ruído
Existem fontes geradoras de ruídos no Site?  Sim  Não
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Equipamento Localização Nível de ruído Sistema de controle (se houver)
Emissão de Odor
Existem fontes de emissão de odor no Site?  Sim  Não
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Identificação Localização Sistema de controle (se houver)
Substâncias que destroem a camada de ozônio (CFC’s)
Existem equipamentos (geladeiras, condicionadores de ar, entre outros) 
ou sistemas (câmaras frigoríficas) que utilizem CFC’s?
 Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria136/212
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Identificação Quantidade de 
equipamentos ou sistemas
Localização Substância 
utilizada
Inicio das 
operações
Efluentes
São gerados efluentes domésticos e/ou industriais na unidade 
investigada?
 Sim  Não
Os sistemas de drenagem destes efluentes são segregados?  Sim  Não
Efluentes Domésticos
Volume gerado mensalmente: 
Atualmente como é feito o descarte dos efluentes domésticos gerados?
 Sistema de Esgoto Municipal  Infiltração no solo
 Corpo d’água  Indeterminado
 Outros
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria137/212
Existem fossas sépticas (ativas ou inativas) na unidade?  Sim  Não
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Identificação Localização Situação (ativa ou inativa) Inicio das operações
A composição do efluente é conhecida?  Sim  Não
Existe algum tipo de pré-tratamento antes do seu descarte final?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Existe algum programa de monitoramento do sistema de tratamento de 
efluentes?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
A qualidade do efluente tratado está em conformidade com a Legislação 
vigente?
 Sim  Não
Existe autorização para descarte de efluentes em corpos d’água?  Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria138/212
Existe algum programa de re-uso de água pós tratamento? Sim  Não
Se sim, descrever:
Comentários:
Efluentes Industriais
Volume gerado mensalmente: 
Atualmente como é feito o descarte dos efluentes domésticos gerados?
 Sistema de Esgoto Municipal  Infiltração no solo
 Corpo d’água  Indeterminado
 Outros
A composição do efluente é conhecida?  Sim  Não
Existe autorização para descarte de efluentes em corpos d’água?  Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria139/212
Existe algum tipo de pré-tratamento antes do seu descarte final?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Existe algum programa de monitoramento do sistema de tratamento de 
efluentes?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
A qualidade do efluente tratado está em conformidade com a Legislação 
vigente?
 Sim  Não
Comentários:
Presença de Asbestos
A inspeção visual para identificar materiais de construção que contenham asbesto não inclui 
materiais cobertos ou espaços inacessíveis dentro do site.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria140/212
Durante a auditoria foi observada a 
utilização de materiais ou resíduos que 
possam conter asbestos (amianto)?
 Sim  
Não
Se sim, listar os pontos observados:
Local Setor/Departamento/Utilização Área (m2) Observações
Materiais radioativos
A unidade investigada utiliza equipamentos que contenham materiais 
radioativos tais como: sistema de proteção contra descargas elétricas 
atmosféricas, espessímetros, detectores de fumaça, entre outros?
 Sim  Não
Se sim, listar os equipamentos:
Identificação Localização /Utilização Observações
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria141/212
Se existirem equipamentos contendo materiais radioativos, descrever a forma de armazenamento 
e a destinação final após o término da vida útil deste equipamento:
A empresa possui a autorização do órgão competente para utilização de 
materiais radioativos?
 Sim  Não
Se sim, qual o órgão expedidor e o número da autorização?
Utilidades
Tanques de armazenamento de produtos químicos
Existem tanques de armazenamento de produtos químicos ativos ou 
desativados?
 Sim  Não
Tanques de Armazenamento Aéreos
Foram observados Tanques de Armazenamento Aéreos durante a 
inspeção ao Site?
 Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria142/212
Listar os Tanques aéreos existentes e suas características:
Identificação Produto 
armazenado
Capacidade (m3) Tipo/construção 
do tanque
Localização Início das 
operações
Os tanques existentes possuem contenção secundária?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Existe um plano de contenção de derramamentos?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Existe algum histórico de acidentes e ou derramamentos?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Tanques de Armazenamento Subterrâneos
Foram observados Tanques de Armazenamento Subterrâneo durante a 
inspeção ao Site?
 Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002- Executando uma Auditoria143/212
Listar os Tanques aéreos existentes e suas características:
Identificação Produto 
armazenado
Capacidade 
(m3)
Tipo/construção 
do tanque
Localização Status 
(ativo ou 
inativo)
Início das 
operações
São realizados testes de estanqueidade dos tanques e/ou das linhas de 
distribuição?
 Sim  Não
Se sim, qual a periodicidade e a situação de cada tanque?
Existem formas de detecção de possíveis vazamentos nos tanques ou nas 
tubulações?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Existe algum histórico de acidentes e ou derramamentos?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria144/212
Serviços e energia fornecidos para a propriedade
Energia Elétrica
Qual a empresa fornecedora de energia elétrica para a unidade?
Qual o consumo médio mensal
Água
Toda água utilizada pela unidade é fornecida pelo consórcio público?  Sim  Não
Se sim:
Qual a empresa fornecedora de água para a unidade?
Qual o consumo médio mensal
Se não:
Existe a captação de águas superficiais em corpos d’água?  Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria145/212
A empresa possui a outorga de captação de águas superficiais?  Sim  Não
Se sim, qual o número da autorização e qual a quantidade de captação 
permitida?
Qual a utilização da água captada?
É realizado um tratamento prévio antes de sua utilização?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Existem poços para captação de água subterrânea?  Sim  Não
Se sim, listar os poços observados informando a o volume de exploração e o número da outorga para 
captação (se houver).
Identificação Localização
Volume de 
bombeamento (m3/h)
Situação
(Ativo, Inativo, 
abandonado, etc.)
Número da 
outorga / 
validade
Qual a utilização da água? 
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria146/212
São realizadas análises químicas periódica?  Sim  Não
Se sim, descrever a periodicidade e comente os últimos resultados 
obtidos:
Gás
A empresa utiliza gás em seus processos?  Sim  Não
Se sim, 
Qual o tipo de gás utilizado e qual a sua utilização?
Qual a empresa fornecedora de água para a unidade?
Qual o consumo médio mensal
Caldeiras
A empresa possui alguma caldeira em seu processo?  Sim  Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria147/212
Se sim, 
Qual o tipo de combustível utilizado?
Qual a empresa fornecedora de água para a unidade?
Qual o consumo médio mensal
Combustiveis
A unidade investigada utiliza ou comercializa produtos combustíveis 
(alcool hidratado, gasolina, diesel, querosene ou BPF)?
 Sim  Não
Se sim, listar os produtos utilizados/comercializados e as características do armazenamento:
Produto Localização
Volume mensal utilizado/
comercializado (m3/h)
Forma de 
armazenamento
Capacidade de 
armazenamento
Proteção contra incêndios
Existe projeto regularizado para combate a incêndios?  Sim Não
Se sim, descrever resumidamente:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria148/212
Observações da inspeção à área
Evidência de Derrames ou Infiltrações
Durante a inspeção do site foi observada alguma área com potencial 
ocorrência de infiltrações no subsolo?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Existe algum histórico de vazamento ou infiltrações?  Sim  Não
Se sim, descrever:
Aterros, Sumidouros ou Solo Movimentado
Durante a inspeção do site foi observada alguma evidência da existência 
de aterros sumidouros ou de movimentação de solo?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria149/212
Solo Impactado ou Descolorido
Durante a inspeção do site foi observada alguma evidência da existência 
de solo impactado ou descolorido?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Áreas de Alteração da Vegetação
Durante a inspeção do site foi observada alguma evidência da existência 
de solo impactado ou descolorido?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Evidência de Contaminação em Águas Superficiais ou Subterrâneas
Durante a inspeção ao site foi observada alguma evidência de 
contaminação de águas superficiais ou subterrâneas?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria150/212
Geração de Resíduo, Armazenamento e Disposição Final
Resíduos não regularizados.
Resíduos tais como papel, papelão, plásticos, entre outros, são gerados 
na propriedade inspecionada?
 Sim  Não
Existe algum programa de coleta seletiva efetivo?  Sim  Não
Os resíduos gerados são armazenados no interior do site inspecionado?  Sim  Não
Existe área adequada para o armazenamento temporário destes 
resíduos?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Listar os resíduos mais significativos indicando a quantidade gerada, a forma de armazenamento e a 
sua destinação final:
Identificação Fonte geradora Volume 
mensal 
gerado
Características 
do local de 
armazenamento
Destinação 
final
Evidência da 
destinação
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria151/212
Resíduos regularizados.
Resíduos ambulatoriais
São gerados resíduos ambulatoriais na propriedade inspecionada?  Sim  Não
Os resíduos gerados são armazenados no interior do site inspecionado?  Sim  Não
Existe área adequada para o armazenamento temporário destes 
resíduos?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Qual a quantidade gerada mensalmente? 
Qual destino final destes resíduos? 
 
Notas fiscais e/ou manifestos de agências ambientais para estes resíduos gerados na propriedade 
(site) foram apresentados?  Sim  Não
Quais?
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria152/212
Resíduos sólidos perigosos
Existe a geração de resíduos sólidos perigosos na unidade inspecionada?  Sim  Não
Os resíduos gerados são armazenados no interior do site inspecionado?  Sim  Não
A unidade controla os resíduos perigosos gerados?  Sim  Não
Realiza o inventários dos resíduos conforme descrito na Resolução 
CONAMA?
 Sim  Não
Existe área adequada para o armazenamento temporário destes 
resíduos?
 Sim  Não
Se sim, descrever:
Notas fiscais e/ou manifestos de agências ambientais para estes resíduos gerados na propriedade 
(site) foram apresentados?  Sim  Não
Quais?
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria153/212
Listar os resíduos mais significativos indicando a quantidade gerada, a forma de armazenamento e a 
sua destinação final:
Identificação Fonte geradora Volume 
mensal 
gerado
Características 
do local de 
armazenamento
Destinação 
final
Evidência da 
destinação
Comentários:
Caro aluno, agora que você teve conhecimento de um Roteiro Básico para a realização de uma 
auditoria ambiental, vamos repassar alguns pontos importantes que devem ser verificados em 
campo:
O auditor deve identificar e documentar condições ambientais que indiquem alterações da 
qualidade ambiental que possam colocar em risco a saúde humana e o meio ambiente, bem 
como determinar o grau de conformidade em relação às normas e legislações vigentes.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria154/212
Em relação à parte documental, deve 
checar: 
• Matrículas.
• Habite-se (Municipal).
• Alvará de Funcionamento (Municipal).
• Licença de Instalação e Operação.
• Outorga de captação de água.
• Licença de Manipulação de Produtos 
Químicos Controlados (Federal e 
Estadual);
• CADRI (CETESB – SP).
• Plantas da área (Ex.: redes de 
drenagem).
• Lay –out da unidade.
• Fotos Aéreas, imagens e mapas.
• Prévios relatórios ambientais. 
Em relação às entrevistas:
• Reconstruir a história de ocupação da 
área de interesse e obter informações 
com a finalidade de identificar 
condições ambientais que indiquem 
risco de contaminação em conexão 
com as atividades desenvolvidas no 
local.
Em relação à reconstrução histórica:
•Uso e ocupação pretérita.
• Histórico de atividades desenvolvidas 
na área de interesse.
• Construções e demolições (alterações 
de lay-out).
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria155/212
• Histórico de acidentes ambientais na 
área.
• Disposição inadequada de resíduos. 
Em relação ao inventário de matérias 
primas:
• Lista das matérias primas utilizadas 
atualmente e no passado na área de 
interesse.
• Localização e condição de 
armazenamento na área.
• Quantidade utilizada. 
• Produtos químicos controlados 
(Licenças e certificados de 
funcionamento). 
Em relação às fontes de emissão:
• Fontes de geração de emissões 
atmosféricas.
• Métodos de coleta e tratamento. 
• Monitoramento das fontes de 
emissões.
• Fontes de geração de ruídos e/ou 
odor. 
• Registro de reclamações e autos 
de infração Fontes de geração de 
emissões atmosféricas.
• Métodos de coleta e tratamento. 
• Monitoramento das fontes de 
emissões.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria156/212
• Fontes de geração de ruídos e/ou 
odor. 
• Registro de reclamações e autos de 
infração.
Em relação às estruturas subterrâneas:
• Descrição das tubulações 
subterrâneas utilizadas para o 
transporte de matéria prima, produto 
químico, efluentes e/ou combustíveis.
• Lista das estruturas subterrâneas 
existentes, indicando a função e a 
capacidade de armazenamento.
Em relação aos efluentes industriais:
• Listagem das fontes geradoras 
de efluentes industriais (processo 
industrial, lavagem de peças, 
lavagem de piso). 
• Descrição do sistema de tratamento 
e destinação final dos efluentes 
industriais.
• Planta da rede de drenagem dos 
efluentes industriais. 
• Monitoramento da qualidade do 
efluente industrial tratado.
Em relação aos resíduos gerados:
• Inventário de resíduos, indicando a 
quantidade gerada mensalmente, as 
características de armazenamento e 
o destino final. 
• Análise de caracterização dos 
resíduos.
• Certificado de Destinação de Resíduo 
(Ex.: CADRI – Estado de São Paulo).
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria157/212
Em relação à inspeção da área do entorno:
• Verificar condições ambientais que 
possam conferir risco comprovado 
e/ou potencial à saúde humana e 
ao meio ambiente, decorrentes de 
atividades desenvolvidas na área de 
interesse e/ou à práticas indevidas.
• A inspeção do entorno objetiva 
identificar possíveis fontes de 
contaminação que possam afetar 
a qualidade do solo, da água 
superficial e da água subterrânea 
da área de interesse, bem como 
identificar receptores potenciais de 
contaminação que possa ser oriunda 
da área de estudo.
Relembrando
Quando realizar uma auditoria
• Fusões de empresas e/ou aquisições 
ou terrenos.
• Adequação de conduta.
• Encerramento de atividades.
• Avaliação de desempenho ambiental
158/212
Considerações Finais (1/2)
A análise das informações obtidas durante as entrevistas e a inspeção da área 
de estudo e do entorno, permite chegar as seguintes conclusões:
Identificação ou não de Áreas com Potencial de Contaminação – APC’s que 
possam conferir riscos à saúde humana e ao meio ambiente em conexão com 
o histórico de atividades desenvolvidas na área de interesse.
Recomendação da realização de investigações (Fase II) para verificar 
a existência de possíveis alterações da qualidade do solo e de água 
subterrânea.
Identificação de situações em não conformidade com a legislação aplicável e 
pertinente às atividades desenvolvidas na área de interesse. 
159/212
Exercício de fixação
Faça você mesmo
1. Identifique na organização que você trabalha, ou no entorno de sua 
residência se há algum indício de área com potencial de contaminação; 
caso haja, verifique no site da CETESB se está área está classificada como 
área contaminada. Bom trabalho!.
Considerações Finais (2/2)
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria160/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria 
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
161/212
Assista a suas aulas
Aula 6 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Executando 
a Auditoria - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
f6e79b33af1eaa00d5bba84b07591c66>.
Aula 6 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Executando 
a Auditoria - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
28f5ae678113460699dd6407d32667be>.
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162/212
1. O texto introdutório refere-se à elaboração de uma auditoria ambiental; 
com relação aos possíveis objetivos de uma auditoria, podemos elencar, 
EXCETO:
a) Satisfazer requisitos para certificação em uma norma de sistema de gestão.
b) Verificar conformidade com requisitos contratuais.
c) Fundamentar uma multa.
d) Obter e manter confiança na capacidade de um fornecedor.
e) Contribuir para a melhoria do sistema de gestão.
Questão 1
163/212
2. Os documentos que devem ser checados junto a organização são 
essenciais à qualidade de uma auditoria ambiental; faz parte deste 
procedimento EXCETO:
a) A sistematização da avaliação prévia dos aspectos e impactos ambientais decorrentes de 
suas atividades, produtos e serviços, contemplando as situações acidentais e emergenciais.
b) A aquisição do Alvará de Funcionamento (Municipal).
c) A obtenção da Licença de Instalação e Operação.
d) A obtenção da Outorga de captação de água.
e) A obtenção da Licença de Manipulação de Produtos Químicos Controlados (Federal e 
Estadual);
Questão 2
164/212
3. Em relação aos efluentes industriais, devem fazer parte dos procedi-
mentos de uma auditoria, EXCETO:
a) Listagem das fontes geradoras de efluentes industriais (processo industrial, lavagem de 
peças, lavagem de piso). 
b) Descrição do sistema de tratamento e destinação final dos efluentes industriais.
c) Planta da rede de drenagem dos efluentes industriais. 
d) Monitoramento da qualidade do efluente industrial tratado.
e) Monitoramento dos efluentes industriais do entorno.
Questão 3
165/212
4. A análise das informações obtidas durante as entrevistas e a inspeção 
da área de estudo e do entorno permite chegar as seguintes conclusões, 
MENOS:
a) A identificação ou não de Áreas com Potencial de Contaminação – APC’s. 
b) Recomendação para a realização de investigações (Fase II).
c) A verificação da existência de possíveis alterações da qualidade do solo e de água 
subterrânea.
d) As respostas a todos os requisitos legais.
e) A identificação de situações em não conformidade com a legislação aplicável e pertinente 
às atividades desenvolvidas na área de interesse.
Questão 4
166/212
5. O roteiro de auditoria ambiental apresentado nesta aula tem por finali-
dade:
a) Resolver todos os pontos relevantes que apareçam durante a execução de uma auditoria 
ambiental.
b) A implementação de uma política ambiental em uma organização.
c) A solução paraas ações corretivas e preventivas.
d) Ser a base de um Roteiro para a implementação de uma auditoria, que deve ser moldado 
especificamente para cada caso.
e) A proposta do check-list.
Questão 5
167/212
Gabarito
1. Resposta: C.
A auditoria ambiental é uma ferramenta 
de gestão não envolve a fiscalização 
ambiental, portanto a multa não cabe nos 
objetivos da auditoria.
2. Resposta: A.
A sistematização da avaliação prévia 
dos aspectos e impactos ambientais 
decorrentes de suas atividades, produtos 
e serviços, contemplando as situações 
acidentais e emergenciais não faz parte 
desta fase inicial de uma auditoria 
ambiental.
3. Resposta: E.
O monitoramento dos efluentes industriais 
do entorno, não faz parte do escopo de 
uma auditoria ambiental.
4. Resposta: D.
As respostas a todos os requisitos legais 
não vem das coletas destas informações de 
campo.
5. Resposta: D.
É Roteiro básico contendo todas as 
informações que devem ser levantadas 
em campo, este roteiro deve ser adaptado 
para os casos específicos é muito amplo e 
possui atividades gerais que podem não ser 
168/212
o caso do objetivo da sua auditoria ou dos 
aspectos ambientais da sua organização.
Gabarito
169/212
Unidade 7
NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores
Objetivos
1. Identificar as competências dos auditores 
dos líderes da equipe contidos na NBR ISO 
19011:2002.
2. Conhecer o processo de avaliação da 
competência de cada segmento através do 
comportamento pessoal e a capacidade para 
aplicar conhecimento e habilidades, obtidas 
por meio da educação, experiência no trabalho, 
treinamento de auditor e experiência de auditoria.
3. Relacionar o processo de avaliação com as 
necessidades do programa de auditoria e seus 
objetivos.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores170/212
Introdução
A confiança e credibilidade no processo 
de auditoria dependem bastante da 
competência dos auditores. A NBR 
ISO 19011:2002 descreve os aspectos 
relevantes da competência e da 
experiência daqueles que conduzem uma 
auditoria ambiental.
Essa competência é avaliada com base na 
demonstração de: atributos pessoais; e da 
capacidade de aplicar os conhecimentos 
e técnicas de sistemas de gestão da 
qualidade e de ambiente, obtidos através 
de escolaridade, experiência profissional, 
formação e experiência em auditoria 
e principalmente o desenvolvimento 
contínuo de realizar as auditorias traz 
maior competência dos auditores.
Segundo a NBR ISO 19011:2002, a 
avaliação de auditores envolve quatro 
passos principais:
• Passo 1 – Identificação de atributos 
pessoais, conhecimentos e 
competências para satisfazer as 
necessidades de programa de 
auditorias;
• Passo 2 – Estabelecimento do critério 
de avaliação;
• Passo 3 – Seleção do método de 
avaliação apropriado; e
• Passo 4 – Condução da avaliação.
A avaliação de auditores tem lugar nos 
diferentes estádios, conforme ilustra a 
figura que se segue e os passos descritos 
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores171/212
anteriormente podem ser utilizados em cada um dos estádios de avaliação.
A NBR ISO 19011:2002 define requisitos para unificar as auditorias de gestão da qualidade e/
ou ambiental orientando sobre a competência necessária a um auditor e descreve um processo 
para avaliar auditores. No quadro abaixo, estão especificados alguns dos valores agregados 
para todos os requisitos.
Requisitos Auditor Líder de equipe da auditoria
Educação Educação em nível médio O mesmo solicitado para auditor
Experiência profissional total 5 anos O mesmo solicitado para auditor
Experiência profissional 
nos campos de Gestão da 
Qualidade ou Ambiental
No mínimo 2 anos do total de 5 anos O mesmo solicitado para auditor
Treinamento em auditoria 40 horas de treinamento em auditoria O mesmo solicitado para auditor
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores172/212
Requisitos Auditor Líder de equipe da auditoria
Experiência em auditoria Quatro auditorias completas em 
um total de no mínimo 20 dias de 
experiência em auditoria como 
um auditor em treinamento sob a 
direção e orientação de um auditor 
competente como um líder de 
equipe da auditoria. Convém que as 
auditorias sejam completadas dentro 
dos três últimos anos sucessivos.
Três auditorias completas em um 
total de no mínimo 15 dias de 
experiência em auditoria atuando 
na função de um líder de equipe da 
auditoria sob a direção e orientação 
de um auditor competente como 
um líder de equipe da auditoria. 
Convém que as auditorias sejam 
completadas dentro dos dois últimos 
anos sucessivos.
NBR ISO 19011
Para a devida qualificação dos auditores ambientais, em soma dos aspectos apresentados pela 
NBR ISO 19011:2002, com relação aos atributos pessoais: os auditores devem ter mente aberta, 
capacidade de julgamento, capacidade analítica, habilidade de perceber situações de modo 
realista, além de sensibilidade para entender o papel do indivíduo dentro da organização como 
um todo.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores173/212
Na área de competência: os auditores devem participar frequentemente de treinos cursos, e 
reciclagem a fim de se atualizar, deve ter conhecimento da série ISO 9000 e ISO 14000, deve 
ter domínio sobre as técnicas de investigação, entrevista, avaliação e elaboração dos diversos 
relatórios advindos do trabalho de campo.
Ter empatia e grande poder de comunicação, tanto para obter todas as informações 
necessárias à auditoria, como para transmitir à alta direção, os conhecimentos do Sistema da 
Qualidade e/ou Ambiental.
Realizar a auditoria com fundamentos em evidências, observação de campo que possam 
revelar o atendimento aos requisitos especificados na norma de referência, relatadas de forma 
clara e precisa, trazendo veracidade nos resultados.
A NBR ISO 19011:2002 é um importante referencial para realização de qualquer tipo de 
auditoria, pois apresenta as diretrizes e orientações para a realização de uma auditoria.
O planejamento da auditoria é uma das principais etapas do processo, como falamos na aula 
anterior, são a partir deste planejamento que serão conduzidas as atividades da auditoria, até 
a efetiva conclusão do relatório e, se for o caso, o acompanhamento da conclusão do plano de 
ação estabelecido.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores174/212
Com todos os elementos disponíveis o 
auditor deverá elaborar um cronograma 
geral da auditoria, o qual deverá 
contemplar de maneira clara e objetiva 
as atividades e os prazos de conclusão. 
A habilidade do auditor poderá levá-lo 
a resultados certos que representam a 
realidade da organização auditada, ou 
resultados incertos caso a inexperiência 
busque caminhos ocultos e nebulosos. 
Com o objetivo de dar um norte aos 
auditores a NBR ISO 19011:2002 menciona 
cinco princípios que estão relacionados aos 
auditores:
• Conduta ética: confiança, 
confidencialidade, discrição são 
essenciais para auditar.
• Apresentação justa: obrigação 
de reportar as constatações e 
conclusões de auditoria com 
veracidade e exatidão.
• Cuidado profissional: reconhecimento 
da importância de sua tarefa; é 
preciso que os auditores pratiquem 
o cuidado necessário considerando 
a importância da tarefa que eles 
executam e a confiança colocada 
neles pelos clientes de auditoria e 
outras partes interessadas. 
• Independência: os auditores fiscais 
devem ser independentes das 
atividades a serem auditadas e 
livres de tendências e conflitos de 
interesse.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores175/212
• Abordagem baseada em evidências: 
o método racional para alcançar 
conclusões de auditoria confiáveis 
e reproduzíveis em um processo 
sistemático de auditoria: evidências 
verificáveis.
A NBR ISO 19011:2002 também propõe 
princípios, procedimentos e técnicas de 
auditoria para uma melhor orientação aos 
auditorese unificação dos procedimentos, 
para isso o auditor deve:
• Planejar e organizar o trabalho com 
eficácia.
• Realizar a auditoria dentro da 
programação acordada.
• Priorizar e enfocar assuntos de 
importância.
• Coletar informações através de 
entrevistas eficazes, escutar, observar 
e analisar criticamente documentos, 
registros e dados.
• Entender a conveniência e 
consequências de usar técnicas de 
amostragem para auditar.
• Verificar a precisão das informações 
coletadas.
• Confirmar a suficiência e 
conveniência da evidência de 
auditoria para apoiar as constatações 
e conclusões da auditoria.
• Avaliar os fatores que possam afetar 
a confiabilidade das constatações e 
conclusões da auditoria.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores176/212
• Usar documentos de trabalho para 
registrar atividades de auditoria.
• Preparar relatórios da auditoria.
• Manter a confidencialidade e a 
segurança das informações.
• Comunicar-se com eficácia através 
de habilidades linguísticas pessoais 
ou através de um intérprete.
A NBR ISO 19011:2002 buscando orientar 
a aplicação de sistemas de gestão para 
diferentes organizações enfoca:
• Que haja interação entre os 
componentes do sistema de gestão.
• Que haja reconhecimento das 
diferenças e prioridade entre os 
documentos de referência.
• Que haja aplicação de documentos 
de referência a diferentes situações 
de auditoria.
• Que haja sistemas de informação 
e tecnologia para autorização, 
segurança, distribuição e controle de 
documentos, dados e registros.
O Professor Fernando Cunha trouxe um 
resumo das diretrizes relacionadas aos 
auditores ambientais, conforme proposto 
na NBR ISO 19011:2002, a organização 
deve definir um processo para avaliação 
de auditores e de auditores coordenadores 
que garanta a credibilidade no seu sistema 
de auditoria interna, tendo em conta os 
seguintes aspectos:
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores177/212
Atributos pessoais: Ético;
Espírito aberto;
Diplomata;
Observador;
Perceptivo;
Versátil;
Tenaz/persistente;
Decidido;
Auto-confiante.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores178/212
Conhecimentos e 
competências genéricas de 
auditores de Sistemas de 
Gestão
Princípios, procedimentos e técnicas de auditorias: criando condições para 
o auditor aplicar os aplicáveis a diferentes auditorias e garantir que as 
auditorias são conduzidas de uma forma consistente e sistemática;
Sistema de gestão e documentos de referência: possibilitando a 
compreensão pelo auditor do âmbito da auditoria e a aplicação dos 
critérios de auditoria;
Situações organizacionais: possibilitando a compreensão pelo auditor do 
contexto operacional da organização;
Legislação, regulamentação e outros requisitos relevantes aplicáveis à 
situação em causa: possibilitando ao auditor uma atuação atenta e dentro 
dos limites estabelecidos pelos requisitos aplicáveis à organização objeto 
da auditoria.
Conhecimentos e 
Competências de Auditores 
Coordenadores
Conhecimentos e competências adicionais relacionados com liderança de 
auditoria de forma a facilitar a eficaz e eficiente condução de auditorias.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores179/212
Conhecimentos e 
Competências específicas 
de auditores de Sistemas de 
Gestão Ambiental
Métodos e técnicas de gestão ambiental: possibilitando ao auditor o exame 
de sistemas de gestão ambiental e a geração de constatações e conclusões 
de auditoria apropriadas;
Ciência e tecnologia do ambiente: possibilitando ao auditor o 
entendimento das relações fundamentais entre actividades humanas e 
ambiente;
Aspectos técnicos e ambientais de operações: possibilitando ao auditor 
o entendimento da interacção das actividades, produtos, serviços e 
operações do auditado com o ambiente.
Habilitações, experiência 
profissional, formação em 
auditorias e experiência de 
auditorias1
Auditor;
Auditor coordenador;
Auditor de sistemas de gestão ambiental.
 
1 A ISO 19011:2002 apresenta uma tabela no ponto 7.4. (Tabela 1) que apresenta níveis considerados apropriados a auditores que 
conduzem auditorias de certificação ou similar. Em função do programa de auditorias, serão apropriados níveis mais ou menos 
elevados.
180/212
Considerações Finais (1/2)
Auditoria: deve ter seus objetivos definidos.
Auditor- líder: O auditor-líder tem como função assegurar a eficiente e eficaz 
execução e conclusão da auditoria.
Auditor: O auditor deve ser objetivo, eficaz e eficiente para realizar a sua 
tarefa.
Cliente: O cliente tem como responsabilidades:
• Determinar a necessidade da realização de uma auditoria;
• Contatar o auditado; definir os objetivos da auditoria;
• Selecionar o auditor-líder ou a organização de auditoria e, se 
apropriado, avaliar os elementos da equipe de auditoria;
• Prover recursos para realização da auditoria;
181/212
• Manter entendimento com o auditor-líder para definição do escopo da 
auditoria;
• Avaliar os critérios de auditoria e o plano de auditoria; e
• Receber o relatório de auditoria e definir sua distribuição.
Auditado: o auditado deve receber uma cópia do relatório de auditoria, salvo 
se for excluído pelo cliente.
Considerações Finais (2/2)
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria182/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria 
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
183/212
Assista a suas aulas
Aula 7 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Compe-
tência e Avaliação dos auditores - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f-
1d/6b6eac857a446ac0dc5c556753f98b52>.
Aula 7 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Competência 
e Avaliação dos auditores - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/59e-
53c31f3ccd8696d1cafb6d649d23f>. 
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/6b6eac857a446ac0dc5c556753f98b52
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184/212
1. A NBR ISO 19011:2002 também propõe princípios, procedimentos e téc-
nicas de auditoria para uma melhor orientação aos auditores e unificação 
dos procedimentos; para isso, o auditor deve:
a) Coletar informações através de entrevistas eficazes, escutar, observar e analisar 
criticamente documentos, registros e dados.
b) Decidir sobre um parâmetro que está fora das conformidades legais.
c) Estabelecer procedimentos internos na organização.
d) Julgar sobre uma fonte poluidora.
e) Concluir sobre um parâmetro indicador de poluição sem encontrar evidências concretas.
Questão 1
185/212
2. Na auditoria, o cliente tem como responsabilidade, EXCETO:
a) Determinar a necessidade da realização de uma auditoria.
b) O plano de auditoria será avaliado exclusivamente pelo auditor-líder.
c) Contatar o auditado e definir os objetivos da auditoria.
d) Selecionar o auditor-líder ou a organizaçãode auditoria.
e) Prover recursos para realização da auditoria.
Questão 2
186/212
3. A NBR ISO 19011:2002 define um processo para avaliação de auditores 
e de auditores coordenadores que garanta a credibilidade no seu sistema 
de auditoria interna, em relação aos atributos pessoais são aspectos de 
um auditor, MENOS:
a) Ético.
b) Obscuro.
c) Diplomata.
d) Observador.
e) Eficaz.
Questão 3
187/212
4. Segundo a NBR ISO 19011:2002 a avaliação de auditores envolve os se-
guintes passos descritos a seguir. Assinale a alternativa INCORRETA:
a) Identificação de atributos pessoais, conhecimentos e competências para satisfazer as 
necessidades de programa de auditorias.
b) Estabelecimento do critério de avaliação.
c) Seleção do método de avaliação apropriado.
d) Condução da avaliação.
e) Contribuição de processos que apresentam riscos ambientais.
Questão 4
188/212
5. Assinale a alternativa CORRETA.
a) A auditoria não precisa ter seus objetivos definidos, quando do início de sua implantação.
b) O auditor-líder tem como função assegurar a eficiente e eficaz execução, mas não tem a 
função de concluir uma auditoria.
c) O auditor deve ser objetivo na realização de suas atividades, no entanto na apresentação 
do Relatório Final o auditor não precisa comunicar com eficácia, é só apresentar de forma 
escrita.
d) O auditor deve avaliar os fatores que possam afetar a confiabilidade das constatações e 
conclusões da auditoria.
e) O auditor deve usar documentos próprios de trabalho para registrar atividades de 
auditoria.
Questão 5
189/212
Gabarito
1. Resposta: A.
A NBR ISO 19011:2002 também 
propõe princípios, procedimentos e 
técnicas de auditoria para uma melhor 
orientação aos auditores e unificação dos 
procedimentos, para isso o auditor deve 
coletar informações através de entrevistas 
eficazes, escutar, observar e analisar 
criticamente documentos, registros e 
dados.
2. Resposta: B.
O plano de auditoria deve ser analisado 
pelo cliente.
3. Resposta: B.
A norma ISO 19011 define alguns aspectos 
pessoais, atributos pessoais, que os 
auditores devem ter para melhor realizarem 
uma auditoria, entre estes aspectos o 
que não cabe na questão é ser obscuro, o 
auditor deve ser perceptivo.
4. Resposta: E.
Contribuições de processos que 
apresentam riscos ambientais não fazem 
parte deste contexto apresentado pela NBR 
ISO 19011:2002.
190/212
Gabarito
5. Resposta: D.
A resposta correta é que o auditor deve 
avaliar os fatores que possam afetar 
a confiabilidade das constatações e 
conclusões da auditoria.
191/212
Unidade 8
NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da 
Ferramenta
Objetivos
1. Relacionar o processo de avaliação 
com a formação de parcerias entre 
organizações.
2. Conhecer um tratamento mais 
rigoroso dos passivos ambientais 
pela legislação ambiental brasileira.
3. Conhecer o crescimento das 
auditorias de passivo ambiental e de 
conformidade legal.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta192/212
Introdução
No Brasil podemos identificar o 
crescimento das auditorias de 
conformidade legal e de passivos 
ambientais, devido a diversos fatores 
entre eles a formação de parcerias ou 
joint venture entre organizações, as quais 
buscam um tratamento mais rigoroso 
dos passivos ambientais pela legislação 
ambiental brasileira.
A auditoria apesar de não ser um processo 
punitivo fornece recomendações de ações 
emergenciais, que deverão ser realizadas a 
fim de proporcionar a melhoria ambiental 
da organização.
As observações de campo, entrevistas 
e levantamento documental devem 
contemplar a conformidade com a 
legislação ambiental, a disposição, 
os aspectos técnicos adotados e os 
equipamentos de controle ambiental. 
As auditorias conjuntas somam forças 
no sentido dê, a partir da situação atual, 
verificar o que está faltando e promover 
ações futuras que tragam a melhora 
do desempenho socioambiental da 
organização.
São ganhos socioambientais advindos da 
conclusão de uma auditoria: realização 
de atividades e verbas para o controle 
ambiental; verificação da condição 
ambiental de unidades a serem adquiridas 
e avaliação de alternativas de crescimento; 
corte de gastos desnecessários, 
favorecimento de ações econômicas e 
eficazes; redução de desperdícios e ganho 
competitivo e governamental.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta193/212
Estas auditorias identificam os passivos 
ambientais que são o conjunto de todas as 
obrigações que as organizações têm com 
a natureza e com a sociedade, destinado 
exclusivamente a promover investimentos 
em benefícios ao meio ambiente; ou 
em termos contábeis, os passivos vêm a 
serem as obrigações das organizações 
com terceiros, mesmo que não haja uma 
cobrança formal ou legal. 
A identificação do passivo ambiental 
está sendo muito utilizada em avaliações 
para negociações de organizações e em 
privatizações, pois a responsabilidade e 
a obrigação da restauração ambiental ou 
remediação de áreas contaminadas, ou 
recuperação de áreas degradadas são de 
responsabilidade dos novos proprietários. 
Ele funciona como um elemento de 
decisão no sentido de identificar, avaliar 
e quantificar posições, custos e gastos 
ambientais potenciais que precisam ser 
atendidos a curto, médio e longo prazo. 
Indicando inclusive a necessidade de 
minimização de custo caso haja aquisição 
de uma organização. 
A Lei 10.650/2003 descreve sobre 
os aspectos constitutivos do passivo 
ambiental, no sentido de que é possível: 
“exigir que as empresas declarem seus 
“passivos” ambientais já que, como será 
visto a seguir, eles se constituem fontes 
de impactos ambientais e efetivos de suas 
próprias atividades, posto que, muitas 
vezes, permanecem na natureza sem uma 
solução adequada, gerando situações de 
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta194/212
risco permanente para a coletividade, que 
geralmente desconhece essa matriz geradora 
em potencial de acidentes ambientais”
A auditoria de Certificação Ambiental 
possui características semelhantes à 
auditoria de Sistema de Gestão Ambiental 
- SGA, entretanto deve ser conduzida 
por uma organização contratualmente 
independente da empresa, de seus 
fornecedores e clientes e que seja 
credenciada por órgão específico. No 
Brasil o Instituto Nacional de Metrologia, 
Para saber mais
As auditorias de sistema, certificação e 
manutenção são classificadas como de terceira 
parte, a auditoria de conformidade legal ou de 
verificação de requisitos para fornecedores são 
classificadas como de segunda parte e a auditoria 
interna é classificada como de primeira parte.
Link
Passivos Ambientais. Disponível em: <http://
www.amda.org.br/imgs/up/Artigo_21.pdf>
Acesso outubro de 2015.
http://www.amda.org.br/imgs/up/Artigo_21.pdf
http://www.amda.org.br/imgs/up/Artigo_21.pdf
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta195/212
Normalização e Qualidade Industrial 
(INMETRO) é o órgão credenciador.
Como vimos nas primeiras aulas foi após 
a década de 1980, que as auditorias 
de conformidade legal tiveram força 
e passaram a ser reconhecidas como 
uma ferramenta de Gestão Ambiental 
nos países desenvolvidos, e é cada vez 
maior sua realização nos países em 
desenvolvimento, tanto pelas organizações 
internacionais quanto pelas nacionais.
No Brasil, a iniciação dessa categoria 
de auditoria aconteceu nos estados que 
possuíam portos, terminais marítimos e 
atividades de exploração de petróleo, como 
Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, 
Espírito Santo, Ceará e Amapá levaram as 
auditorias de conformidade legal a fazerem 
parte do cotidiano das empresas.
Essa auditoria tem como objetivo 
principal a identificação da conformidade 
da organizaçãoauditada com a 
legislação e outros requisitos legais 
vigentes, facilitando a tomada de 
decisão, diminuindo os riscos de multas, 
indenizações e até mesmo denúncia 
criminal.
Por outro lado, as auditorias de 
conformidade legal podem ser aplicadas 
a muitas situações, como o planejamento 
interno de emergência, a fusão de 
empresas, a realização de parcerias, as 
renovações ou aquisições de seguros.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta196/212
Independentemente de a auditoria 
ambiental ser realizada de modo voluntário 
ou por atendimento a requisitos legais, o 
resultado proveniente das auditorias de 
conformidade legal traz benefícios para a 
competividade organizacional e a melhoria 
contínua na preservação dos recursos 
naturais e ainda redução de insumos, 
matéria prima e custos operacionais e de 
desperdícios.
Assim sendo, as auditorias de 
conformidade legal podem ser utilizadas, 
entre outras coisas, para preparar uma 
organização para vistoria a ser realizada 
pelo órgão ambiental, verificar o 
atendimento aos requisitos legais e outros 
requisitos aplicáveis, como por exemplo, 
as condicionantes da licença de operação, 
termo de compromisso ambiental, termo 
de recuperação de áreas degradadas.
Joint venture é uma expressão inglesa 
que significa a união de duas ou mais 
organizações, já existentes, que possuam 
o mesmo objetivo na linha econômica em 
certo período em busca principalmente de 
lucro. 
As organizações que se juntam são 
independentes juridicamente e no 
processo de criação da joint venture podem 
definir se criam uma nova organização ou 
se fazem uma associação de consórcio.
Este processo permite a inserção de novas 
tecnologias, a expansão da atividade no 
mercado inclusive visando a globalização.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta197/212
Existem dois tipos de joint ventures: joint 
venture contratual (non corporate), na 
qual não existe a formação de uma nova 
empresa (não tem personalidade jurídica); 
e joint venture societária, que implica a 
criação de uma nova empresa que tem 
personalidade jurídica própria.
Dentre as várias organizações que 
realizaram a joint venture no Brasil, temos 
como exemplo a empresa BRF - Brasil Foods 
(empresa de produtos alimentícios) que 
no ano de 2012 associou-se à empresa 
chinesa DCH - Dah Chong Hong Holdings 
Limited com o objetivo de distribuir no 
mercado chinês produtos alimentícios 
in natura e processados, e desenvolver a 
marca Sadia na China.
A exigência cada vez maior do mercado 
por organizações que adotem um modelo 
de gestão sustentável tem levado às 
organizações a uma busca pela melhoria 
de seus processos no intuito de atender 
a legislação aplicável e diminuir, ou até 
mesmo eliminar os impactos ambientais de 
suas atividades.
No mesmo sentido, também é cada vez 
maior o interesse dos consumidores por 
produtos ambientalmente corretos o 
que faz das iniciativas ambientais das 
organizações.
Já segundo a definição do Banco Mundial, 
aplicável a entidades de controle 
externo, a “Auditoria Ambiental” é um 
“instrumento para determinar a natureza 
e a extensão de todas as áreas de impacto 
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta198/212
ambiental de uma atividade existente. A 
auditoria identifica e justifica as medidas 
apropriadas para reduzir as áreas de 
impacto, estima o custo dessas medidas 
e recomenda um calendário para a sua 
implementação. Para determinados 
projetos, o Relatório de Avaliação 
Ambiental consistirá apenas da auditoria 
ambiental; em outros casos, a auditoria 
será um dos componentes do Relatório.” 
(Fonte: LIMA, 2005). Este tipo de auditoria 
pode ser utilizado para verificar a 
conformidade de investimentos públicos e 
critérios para concessão de financiamentos 
ou créditos.
Quanto às auditorias ambientais realizadas 
em entidades privadas, podemos defini-las 
de acordo com o trazido pela norma ABNT 
NBR ISO14010/96: “processo sistemático 
e documentado de verificação, executado 
para obter e avaliar, de forma objetiva, 
evidências de auditoria para determinar se 
as atividades, eventos, sistemas de gestão 
e condições ambientais especificados ou as 
informações relacionadas a estes estão em 
conformidade com os critérios de auditoria, 
e para comunicar os resultados deste 
processo ao cliente.” (Fonte: LIMA, 2005)
As auditorias em empresas privadas, 
mais comuns, podem ser classificadas 
em sete tipos diferentes de acordo com 
seu objetivo: auditoria de conformidade 
legal, de avaliação de desempenho, de 
descomissionamento, de responsabilidade 
(Due Diligence), de cadeia produtiva, pós-
acidente e de sistema de gestão. Embora 
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta199/212
elas possam diferir em algumas etapas de 
acordo com seus objetivos, as auditorias, 
basicamente, possuem as etapas de 
planejamento, preparação, a realização 
da auditoria propriamente dita, análise 
dos resultados e emissão do relatório. 
Sendo que, ao final do processo, devem-
se verificar possibilidades de melhoria 
e eventuais não conformidades que 
devam ser sanadas já que  as auditorias 
não se destinam apenas a verificação do 
sistema/empresa, mas também, a melhoria 
contínua de seus processos.
Link
A nova versão da NBR ISO 14001: conquistas 
e desafios. Disponível em :<https://groups.
google.com/d/msg/meio-ambiente-
industrial/Idm2a-PMa1Q/gkoTE7NyIx0J>
Acesso outubro de 2015.
 Auditoria Ambiental e Gestão Empresarial 
Auditoria Ambiental e Gestão Empresarial. 
Disponível em: <http://www.atena.org.br/
revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/
viewFile/767/776>
Acesso outubro de 2015.
https://groups.google.com/d/msg/meio-ambiente-industrial/Idm2a-PMa1Q/gkoTE7NyIx0J
https://groups.google.com/d/msg/meio-ambiente-industrial/Idm2a-PMa1Q/gkoTE7NyIx0J
https://groups.google.com/d/msg/meio-ambiente-industrial/Idm2a-PMa1Q/gkoTE7NyIx0J
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/viewFile/767/776
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/viewFile/767/776
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/viewFile/767/776
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta200/212
A exigência cada vez maior do mercado 
por organizações que adotem um modelo 
de gestão sustentável tem levado às 
empresas a uma busca pela melhoria 
de seus processos no intuito de atender 
a legislação aplicável e diminuir, ou até 
mesmo eliminar os impactos ambientais de 
suas atividades.
A revisão da NBR ISO 19011:2002 
trouxe diversos benefícios entre eles 
à ampliação do escopo para atender o 
Sistema de Gestão Ambiental e o Sistema 
de Gestão de Qualidade, a incorporação 
de monitoramento, a rigidez do processo 
de avaliação de competência da equipe 
da auditoria, o cuidado profissional, foi 
introduzido o conceito de risco para 
auditar sistemas de gestão, tanto o risco 
do processo de auditoria em não atingir 
os seus objetivos, como a possibilidade 
da auditoria interferir nos processos e 
atividades da organização auditada.
Link
As Entidades de Controle Externo no Mundo. 
Disponível em: <http://www.tcm.sp.gov.br/
tcminforme/julho/contrexter07.htm>
Acesso outubro de 2015.
http://www.tcm.sp.gov.br/tcminforme/julho/contrexter07.htm
http://www.tcm.sp.gov.br/tcminforme/julho/contrexter07.htm
201/212
Considerações Finais
A auditoria ambiental como ferramenta de gestão pública encontra-se 
em fase de crescimento, pode vim a ser um elemento útil no processo de 
reformulação e modernização da atuação dos órgãos ambientais do Brasil.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta202/212
Referências
ASSOCIAÇÃO,Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade 
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria 
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2000. 
BRASIL, Instituto dos auditores internos do. Procedimentos de Auditoria Interna: Organização 
Básica da Auditoria Interna. 1993. 
PEARSON, Education do Brasil. Gestão Ambiental. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. 
VILANI, R.M. Aspectos legais da auditoria ambiental. Juiz de Fora-MG: Revista das faculdades 
integradas Vianna Júnior, v.1, n.2, out/2010. p. 134-150. 
VILELA JUNIOR, A. DEMAJOROVIC, J. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental. 1ª Edição. 
São Paulo: Senac. 2006.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta203/212
LIMA, L. H. de M. O TCU e as Auditorias Ambientais. 
Acessado em outubro de 2015.
<http://www.tcm.rj.gov.br/Noticias/1695/ArtigoLuizHenriqueLima.pdf>
LIMA, L. H. de M. Auditorias Ambientais – O Problema da Quantificação do Débito. 2º Encontro 
Técnico Nacional de Auditorias de Obras Públicas, 2005.
LOPES, M.D. Auditorias Ambientais: uma abordagem prática para elaboração de relatório de 
conformidade e não conformidade legal. São Paulo, 2015. 
Acessado em outubro de 2015.
<http://jus.com.br/artigos/44097/auditorias-ambientais-uma-abordagem-pratica-para-
elaboracao-de-relatorio-de-conformidade-e-nao-conformidade-legal#ixzz3qNJcLjnA>
http://www.tcm.rj.gov.br/Noticias/1695/ArtigoLuizHenriqueLima.pdf
http://jus.com.br/artigos/44097/auditorias-ambientais-uma-abordagem-pratica-para-elaboracao-de-relatorio-de-conformidade-e-nao-conformidade-legal#ixzz3qNJcLjnA
http://jus.com.br/artigos/44097/auditorias-ambientais-uma-abordagem-pratica-para-elaboracao-de-relatorio-de-conformidade-e-nao-conformidade-legal#ixzz3qNJcLjnA
204/212
Assista a suas aulas
Aula 8 - Tema: Auditoria Ambiental: uma visão 
crítica da evolução e perspectiva da ferramenta 
- Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
1cdbd597cd711bce25f725b7507fe715>.
Aula 8 - Tema: Auditoria Ambiental: uma visão 
crítica da evolução e perspectiva da ferramenta 
- Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
b1431694c668bc8ba9e7eb824dd8bba2>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/1cdbd597cd711bce25f725b7507fe715
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/1cdbd597cd711bce25f725b7507fe715
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205/212
1. Assinale a alternativa correta.
a) A auditoria é um processo punitivo e fornece recomendações de ações emergenciais.
b) As observações de campo, entrevistas e levantamento documental devem ser realizadas 
anteriormente ao planejamento da auditoria. 
c) As auditorias conjuntas perdem forças no sentido dê, a partir da situação atual, dificultam 
a verificação dos aspectos ambientais das organizações.
d) São ganhos socioambientais advindos da conclusão de uma auditoria: realização de 
atividades e verbas para o controle ambiental; verificação da condição ambiental de 
unidades a serem adquiridas e avaliação de alternativas de crescimento; corte de gastos 
desnecessários, favorecendo ações econômicas e eficazes; redução de desperdícios e 
ganho competitivo e governamental.
e) Os passivos ambientais não passam de proprietários para proprietários no momento da 
venda de uma organização.
Questão 1
206/212
2. As auditorias em empresas privadas, mais comuns, podem ser 
classificadas em sete tipos diferentes de acordo com seu objetivo, são 
tipos de auditoria, EXCETO:
a) Auditoria de conformidade legal.
b) Auditoria de avaliação de desempenho.
c) Auditoria de planejamento.
d) Auditoria de responsabilidade (Due Diligence).
e) Auditoria de sistema de gestão.
Questão 2
207/212
3. As afirmações seguintes conceituam joint venture; assinale a alternati-
va que corresponde à forma correta desses conceitos:
I. As organizações que se juntam são independentes juridicamente e no processo de criação 
da joint venture podem definir se criam uma nova organização ou se fazem uma associação 
de consórcio.
II. Este processo permite a inserção de novas tecnologias, a expansão da atividade no mercado 
inclusive visando a globalização.
III. Existem dois tipos de joint ventures: joint venture contratual (non corporate), na qual não existe 
a formação de uma nova empresa (não tem personalidade jurídica); e joint venture societária, 
que implica a criação de uma nova empresa que tem personalidade jurídica própria.
a) A afirmativa I está correta.
b) As afirmativas I e II estão corretas.
c) A afirmativa III está correta.
d) As afirmativas II e III estão corretas.
e) As afirmativas I, II e III estão corretas.
Questão 3
208/212
4. Assinale a alternativa incorreta.
a) A auditoria de Certificação Ambiental possui características semelhantes à auditoria de 
Sistema de Gestão Ambiental – SGA.
b) Dentre as várias organizações que realizaram a joint venture no Brasil, temos como exemplo 
a empresa BRF - Brasil Foods (empresa de produtos alimentícios) que no ano de 2012 
associou-se à empresa chinesa DCH - Dah Chong Hong Holdings Limited.
c) A exigência cada vez maior do mercado por organizações que adotem um modelo de 
gestão sustentável tem levado às organizações a uma busca pela melhoria de seus 
processos no intuito de atender a legislação aplicável e diminuir, ou até mesmo eliminar os 
impactos ambientais de suas atividades.
d) A Auditoria Ambiental é um “instrumento para determinar a natureza e a extensão de 
todas as áreas de impacto ambiental de uma atividade existente, mas não cabe a auditoria 
identificar as medidas apropriadas para reduzir as áreas de impacto.
e) No Brasil, podemos identificar o crescimento das auditorias de conformidade legal e de 
passivos ambientais, devido a diversos fatores entre eles a formação de parcerias ou joint 
venture entre organizações.
Questão 4
209/212
5. NBR ISO 19011:2002 trouxe diversos benefícios; preencha o quadro 
com os benefícios descritos na norma:
Questão 5
210/212
Gabarito
1. Resposta: D.
A alternativa correta é a que menciona 
sobre os ganhos socioambientais advindos 
da conclusão de uma auditoria: realização 
de atividades e verbas para o controle 
ambiental; verificação da condição 
ambiental de unidades a serem adquiridas 
e avaliação de alternativas de crescimento; 
corte de gastos desnecessários, 
favorecendo ações econômicas e 
eficazes; redução de desperdícios e ganho 
competitivo e governamental.
2. Resposta: C.
O planejamento é realizado na elaboração 
de todos os tipos de auditorias, não é uma 
auditoria específica.
3. Resposta: E.
Todas as afirmativas estão corretas.
4. Resposta: D.
“Auditoria Ambiental” é um “instrumento 
para determinar a natureza e a extensão 
de todas as áreas de impacto ambiental 
de uma atividade existente. A auditoria 
identifica e justifica as medidas apropriadas 
para reduzir as áreas de impacto, estima 
o custo dessas medidas e recomenda um 
calendário para a sua implementação”.
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Gabarito
5. Resposta: D.
Incorporaçãode monitoramento
Cuidado profissional
Introdução do conceito de risco
A rigidez no processo de avaliação de competências

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