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Auditoria Ambiental
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Auditoria Ambiental
Autoria: Maria Fernanda Wadt
Como citar este documento: WADT, Maria Fernanda. Auditoria Ambiental. São Paulo, 2015.
Sumário
Apresentação da Disciplina 04
Unidade 1: A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais 05
Assista suas aulas 15
Unidade 2: Aspectos Legais das Auditorias Ambientais 23
Assista suas aulas 47
Unidade 3: Modelos de Auditoria Ambiental 54
Assista suas aulas 63
Unidade 4: NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria 70
Assista suas aulas 80
Unidade 5: NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria 88
Assista suas aulas 99
2/212
3/2123
Unidade 6: NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria 106
Assista suas aulas 161
Unidade 7: NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores 169
Assista suas aulas 183
Unidade 8: NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e
Perspectiva da Ferramenta
191
Assista suas aulas 204
Sumário
Auditoria Ambiental
Autoria: Maria Fernanda Wadt
Como citar este documento: WADT, Maria Fernanda. Auditoria Ambiental. São Paulo, 2015.
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Apresentação da Disciplina
A auditoria ambiental é uma disciplina
que nos traz o lado profissional, não
menciona apenas a parte teórica, mas
provoca o aluno a se inserir na sociedade
como defensor dos problemas ambientais.
É considerada uma ferramenta para as
empresas descobrirem que desejam ter
a oportunidade de melhoria. É como se
fosse uma fotografia da empresa na ótica
ambiental, respondendo a questões que
envolvem aquisição de insumos e matéria
prima, deposição de resíduos, emissões
atmosférica, emissões de efluentes,
consumo de energia, consumo de água, e a
conformidade dos aspectos legais.
Esta disciplina foi estruturada de forma
a atender os parâmetros ambientais
capacitando tomadores de decisões
frente às empresas e empreendimentos
classificados como potencialmente
poluidores ou poluidores do Meio
Ambiente.
Serão abordados os tipos de auditoria
ambiental; o planejamento e aplicação
da auditoria ambiental; a condução das
atividades de auditoria ambiental; os
instrumentos para realização da auditoria
ambiental; os critérios de auditoria: NBR
ISO 19011-2012 e as bases do processo
de certificação do sistema de gestão
ambiental.
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Unidade 1
A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais
Objetivos
1. Compreender os problemas
ambientais e a necessidade de
implementação de auditorias
ambientais.
2. Conhecer os diferentes conceitos de
auditoria ambiental.
3. Identificar a classificação das
auditorias ambientais.
4. Compreender o papel dos auditores
ambientais.
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais6/212
Introdução
Anteriormente a metade do século
XX, as indústrias não faziam um papel
importante na poluição do Meio Ambiente,
as Leis nesta época eram pontuais e
não havia fiscalização eficiente. As
reações eram posteriores aos problemas
ambientais, depois de gerados danos ao
meio ambiente, é que decidiam quais
providências seriam necessárias para
minimizar estes danos.
Foi somente na década de 70 que
as indústrias começaram a elaborar
tecnologias a favor dos tratamentos
dos poluentes, mas ainda no sentido de
elimina-los depois de sua geração.
No entanto, alguns setores industriais
estavam sujeitos a acidentes graves
(vazamentos de poluentes tóxicos,
explosões), como as indústrias químicas,
petroquímicas e de energia nestes casos
foram implantados sistemas de segurança.
No final do ano de 80, diversos acidentes
aconteceram como o vazamento de metila
na fábrica de Union Carbide, em Bophal,
na Índia o vazamento radioativo da usina
Three Mile Island nos EUA e o acidente com
a cápsula de césio 137 em Goiânia, Brasil,
os quais após análise mostraram também
valias gerenciais.
Nos EUA, em uma empresa terceirizada
(Arthur D. Little), foi realizada a primeira
auditoria na área ambiental, de saúde e
segurança ocupacional para verificar se
os requesitos legais e padrões exigidos
estavam sendo cumpridos. Allied Signal
estabeleceu um programa coorporativo de
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais7/212
auditorias do meio ambiente, as auditorias
surgiram nos EUA, Grã-Bretanha e
Alemanha simultaneamente.
Surgiram então os programas de prevenção
principalmente pelas diversas pressões
sociais e de ambientalistas que apontavam
contrariedades aos graves acidentes
ocorridos e pelo aumento de custos de
controle de poluição.
Conceitos de Auditoria Am-
biental
Aparecerem nesta época os seguintes
conceitos de auditoria ambiental:
[...] um processo sistemático, objetivo e
documentado, de obtenção e avaliação de
evidências ligadas a um sistema de gestão
e informações, eventos ou atividades
ambientais específicas, buscando a
verificação da conformidade destes com
relação a critérios definidos a priori, e a
posterior comunicação do resultado deste
processo ao cliente (Câmara Internacional
do Comércio).
[...] avaliação interna efetuada por
empresas ou agências governamentais
a fim de verificar sua conformidade com
relação a exigências legais, assim como
com relação a suas próprias políticas e
normas internas (órgão de meio ambiente
do Canadá)
[...] um processo de avaliação sistemático
e documentado que visa obter e avaliar
objetivamente as evidências que
determinam se as atividades específicas,
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais8/212
acontecimentos, condições e sistemas
de gestão relativos ao meio ambiente, ou
informações sobre essas questões, estão
em conformidade com os critérios de
auditória e comunicar os resultados desse
processo ao cliente (ABNT 1997, p. 2).
A auditória é um instrumento de gestão
que tem o objetivo de identificar se uma
determinada organização cumpre certos
requisitos estabelecidos.
• São realizadas por profissionais que
conhecem o assunto a ser auditado
• São realizadas por pessoas que
não estão envolvidas na atividade
auditada
• Podem ter escopo variado, havendo
necessidade de definição de sua
abrangência.
• Dela participam três personagens
bem definidos: cliente, o auditado, o
auditor.
Segundo Arthur D. Little, um bom
programa de auditoria deve contemplar as
seguintes características:
• possuir objetivos definidos.
• limite de escopos claramente
definidos.
• abrangência que priorize unidades
mais importantes, sem desprezar as
demais.
• abordagem compatível com os
objetivos.
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais9/212
• treinamento, experiência e habilidade
dos profissionais que conduzem a
auditoria.
• suporte geral e organização eficazes.
1. Classificação das Auditorias
Ambientais
Classificação de acordo com a
parte auditora
• Auditoria Ambiental de Primeira
Parte: é formada pela equipe da
própria organização auditada, a
área ou departamento da empresa
é auditada por outra área contendo
outros funcionários.
• Auditoria Ambiental de Segunda
Parte: realizada por uma equipe
formada por membros ou
representantes de uma parte
interessada diretamente na
gestão ambiental da organização
auditada e que tenha poder legal
ou de negociação para exigir a
auditoria, por clientes e fornecedores
por possíveis compradores em
processo de aquisição ou fusão das
empresas ou ainda por membros da
comunidade afetada pelos impactos
ambientais gerados.
• Auditoria Ambiental de Terceira Parte:
realizada por uma instituição isenta
que não tem interesse direto nos
impactos ambientais das atividades
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais10/212
da organização auditada, por
exemplo: Auditorias de Certificação
dos Sistemas de Gestão Ambiental
ISO 14001.
Classificação de acordo com os
critérios de auditoria
• Auditoria de Conformidade Legal
Ambiental: os critérios da auditoria
são requisitos da legislação vigente.
• Auditoria de Desempenho Ambiental:
são verificados indicadoresde
desempenho, a serem comparados
com padrões, geralmente setoriais,
ou com metas definidas, inclui-se
nesta categoria auditoria de passivo
ambiental que representa o mau
desempenho.
• Auditoria de Sistemas de Gestão
Ambiental: avalia o cumprimento das
normas, critérios e procedimentos
Para saber mais
Uma confusão muito comum é tratar a auditoria
de primeira parte como sinônimo de auditoria
interna, a auditoria interna é realizada de acordo
com procedimentos da própria organização
auditada, podendo ser realizada com pessoal
próprio ou de empresa externa contratada.
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais11/212
de gestão ambiental, que foram
estabelecidos pela própria
organização auditada, podem ser de
adequação para verificar se o sistema
montado atende o projeto que é
exigido na norma; de conformidade
para verificar se o sistema está sendo
utilizado; e de eficácia para verificar
se os objetivos e metas propostos
pelo sistema vêm sendo atingidos.
Classificação de acordo com os
objetivos da auditoria
• Auditoria Ambiental de Certificação:
tem por objetivo produzir uma
declaração ou certificado atestando
que os critérios de auditoria são
cumpridos pela organização
auditada. O principal exemplo é a ISO
14001.
• Auditoria Ambiental de
Acompanhamento: verifica se as
condições de certificação continuam
sendo cumpridas.
• Auditoria Ambiental de Verificações
de Correções ou de Follow-up:
tem por finalidade verificar se as
não conformidades de auditorias
anteriores foram corrigidas.
• Auditoria Ambiental de
Responsabilidade (due dilligence):
avalia o passivo ambiental
das empresas, ou seja, suas
responsabilidades ambientais
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais12/212
efetivas e potenciais. Em geral,
contabilizam-se como passivo
ambiental, os seguintes custos:
multas, taxas e impostos ambientais
a serem pagos. É utilizada
principalmente na avaliação para
fusão aquisições e refinanciamento
de empresas.
• Auditoria Ambiental de Sítio:
destinada a avaliar o estágio de
contaminação de um determinado
local.
• Auditoria Compulsória: visa cumprir
exigência legal referente à realização
de auditoria ambiental.
• Auditoria Pontual ou de Processos:
destinada a otimizar a gestão
dos recursos, a melhorar a
eficiência do processo produtivo
e, consequentemente, minimizar a
geração de resíduos, uso de energia
ou de outros insumos.
Papeis dos auditores
A tarefa do auditor é coletar informações
por meio de entrevistas, exame
documental e observações, compará-las
com os critérios de auditorias e relatar ao
cliente.
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Considerações Finais
As auditorias ambientais têm como objetivo identificar e documentar
condições ambientais que indiquem alterações da qualidade ambiental que
possam colocar em risco a saúde humana e o meio ambiente, bem como
determinar o grau de conformidade em relação a critérios legais e normativos.
Unidade 1 • A Questão Ambiental e as Auditorias Ambientais14/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: 1988.
CAMPOS, L.M. LERÍPIO, A. Auditoria Ambiental - Uma Ferramenta de Gestão. Ed: Atlas. 2009.
OLIVEIRA, C.M, de. Manual de Auditoria Ambiental. Ed: Celso Maran ebook. 2009.
PHILIPPI JR, A. ROMERO, M. A. BRUNA, G.C. Curso de Gestão Ambiental. Barueri, SP: Ed. Manole.
2ª ed. 2014. 1.250p.
VILELA JUNIOR, A. DEMAJOROVIC, J. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental. 1ª Edição.
São Paulo: Senac. 2006.
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Assista a suas aulas
Aula 1 - Tema: A Questão Ambiental e as
Auditorias Ambientais - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
9ff404c6a7b778866ea210865ebc2885>.
Aula 1 - Tema: A Questão Ambiental e as Auditorias
Ambientais - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
400c144db1f15bcfe86ca101fd9b3f5f>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/9ff404c6a7b778866ea210865ebc2885
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1. O texto introdutório refere-se à necessidade de controle de utilização
dos recursos naturais em busca de minimizar os acidentes gerados pelas
indústrias de risco.Assinale a alternativa INCORRETA.
a) Foi somente na década de 70 que as indústrias começaram a elaborar tecnologias a
favor dos tratamentos dos poluentes, mas ainda no sentido de eliminá-los depois de sua
geração.
b) A auditória é um instrumento de gestão que tem o objetivo de identificar se uma
determinada organização cumpre certos requisitos estabelecidos e existem características
importantes dos processos de auditorias.
c) As auditorias são realizadas principalmente por profissionais que conhecem o assunto a ser
auditado e que estejam envolvidos com a atividade auditada.
d) Nos EUA, em uma empresa terceirizada (Arthur D. Little), foi realizada a primeira auditoria
na área ambiental, de saúde e segurança ocupacional para verificar se os requesitos legais
e padrões exigidos estavam sendo cumpridos.
e) Os programas de prevenção vieram devido às pressões sociais e de ambientalistas devido a
graves acidentes e também pelo aumento de custos de controle de poluição.
Questão 1
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2. O texto enfoca sobre as classificações das auditorias ambientais de
acordo com os critérios; dentre as considerações descritas a seguir, assi-
nale duas alternativas que não cabem neste conceito.
a) Auditoria de Conformidade Legal Ambiental.
b) Auditoria de Desempenho Ambiental.
c) Auditoria de Certificação.
d) Auditoria de Sistemas de Gestão Ambiental.
e) Auditoria de Acompanhamento.
Questão 2
18/212
3. Analise as alternativas a seguir sobre o Conceito de Auditoria Ambien-
tal e assinale a CORRETA e coerente com as informações descritas no
texto introdutório.
a) Uma forma de avaliar o sistema de uma empresa sem a necessidade de comprovações
documentais.
b) Um processo de avaliação sistemático e documentado que visa obter e avaliar
objetivamente as evidências que determinam se as atividades específicas, acontecimentos,
e comunicar os resultados desse processo ao cliente.
c) Um processo de avaliação das condições das empresas em termos de legislação ambiental
para a aplicabilidade de penalidades.
d) As auditorias possuem um escopo pré-determinado a ser aplicado em todas as
circunstâncias.
e) O cliente não pode participar dos procedimentos da auditoria ambiental, ele é comunicado
posteriormente com a apresentação dos resultados.
Questão 3
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4. Analise as alternativas a seguir sobre a classificação de auditorias am-
bientais quanto a parte auditora e assinale a INCORRETA.
a) Auditoria ambiental de primeira parte: é formada pela equipe da própria organização
auditada, a área ou departamento da empresa é auditada por outra área contendo outros
funcionários.
b) Auditoria ambiental de segunda parte: realizada por uma equipe formada pormembros ou
representantes de uma parte interessada diretamente na gestão ambiental da organização
auditada e que tenha poder legal ou de negociação para exigir a auditoria, por clientes e
fornecedores por possíveis compradores em processo de aquisição ou fusão das empresas
ou realiza por membros da comunidade afetada pelos impactos ambientais gerados por
uma determinada organização.
c) Auditoria ambiental de terceira parte: realizada por uma instituição isenta que não tem
interesse direto nos impactos ambientais das atividades da organização auditada, por
exemplo: Auditorias de Certificação dos Sistemas de Gestão Ambiental ISO 14001.
d) A auditoria de primeira parte pode ser considerada como auditoria interna.
e) As auditorias de segunda parte podem ser consideradas como auditorias externas.
Questão 4
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5. O texto tem o objetivo de esclarecer sobre a classificação das audito-
rias com os seus objetivos; dentre as considerações abaixo relacionadas,
todas são verdadeiras EXCETO:
a) Auditoria ambiental de certificação: tem por objetivo produzir uma declaração ou
certificado atestando que os critérios de auditoria são cumpridos pela organização
auditada. O principal exemplo é a ISO 14001.
b) Auditoria ambiental de acompanhamento: verifica se as condições de certificação
continuam sendo cumpridas.
c) Auditoria ambiental de responsabilidade (due dilligence): avalia o passivo ambiental das
empresas, ou seja, suas responsabilidades ambientais efetivas e potenciais.
d) Auditoria ambiental de sítio: destinada a avaliar o estágio de contaminação de um
determinado local.
e) Auditoria de conformidade legal ambiental: os critérios da auditoria são requisitos da
legislação vigente.
Questão 5
21/212
Gabarito
1. Resposta: C.
As auditorias são realizadas principalmente
por profissionais que conhecem o assunto a
ser auditado e que NÃO estejam envolvidos
com a atividade auditada.
2. Resposta: C e D.
O texto enfoca sobre as classificações das
auditorias ambientais de acordo com os
critérios, as auditorias de Certificação e
Acompanhamento são classificadas de
acordo com os objetivos da Auditoria e não
pelo seu critério.
3. Resposta: B.
A auditoria ambiental pode ser conceituada
como um processo de avaliação
sistemático e documentado que visa obter
e avaliar objetivamente as evidências que
determinam se as atividades específicas,
acontecimentos, e comunicar os resultados
desse processo ao cliente.
4. Resposta: D.
A auditoria de primeira parte não pode ser
considerada como auditoria interna, pois
a auditoria interna é realizada de acordo
com procedimentos da própria organização
auditada, podendo ser realizada com
pessoal próprio ou de empresa externa
contratada.
22/212
5. Resposta: E.
A auditoria de conformidade legal
ambiental é classificada de acordo com os
critérios da auditoria e são requisitos da
legislação vigente.
Gabarito
23/212
Unidade 2
Aspectos Legais das Auditorias Ambientais
Objetivos
1. Identificar os principais aspectos legais
relacionados à aplicação das auditorias ambientais.
2. Conhecer os objetivos e princípios de preservação
ambiental definidos na Constituição Federal (CF) e
na Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA) e a
relação com as auditorias ambientais.
3. Entender o histórico das auditorias ambientais no
Brasil principalmente como controle de qualidade
ambiental.
4. Entender o histórico das auditorias ambientais
americanas e europeias
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais24/212
Introdução
A primeira menção sobre o Meio Ambiente
ocorreu na Constituição de 1946 quando
estabeleceu que “a competência de legislar
sobre a proteção da água, das florestas, da
caça e da pesca competia a União”.
No entanto, foi na década de 70 que os
olhares para o Meio Ambiente tiveram um
impulso mundial com a Conferência das
Nações Unidas em Estocolmo, onde surgia
o direito fundamental à preservação do
Meio Ambiente e o direito à vida.
O Primeiro e Segundo Princípios
prescreviam que “o ser humano tinha direito
fundamental à liberdade, à igualdade e a uma
vida com qualidade e condições adequadas
de sobrevivência, e o dever de preservar e
melhorar o meio ambiente, para as gerações
atuais e futuras”.
Foi nessa circunstância que o meio
ambiente passou a ser considerado
essencial para que o ser humano pudesse
gozar dos direitos humanos fundamentais,
dentre eles, o próprio direito à vida. O
olhar para a proteção ao Meio Ambiente,
consolidado em Estocolmo, fez, portanto,
com que a maioria dos povos passasse a
pensar na Natureza de maneira diferente.
No Brasil, até então, sem um ordenamento
jurídico específico o Meio Ambiente era
garantido por disposições comuns e que se
caracterizavam pela tutela da segurança
ou higiene do trabalho, por proteção de
alguns aspectos naturais (Milaré, 2004).
Em 1988, a nossa Lei Fundamental
(Constituição Federal) passou a abordar
o Meio Ambiente com diferentes faces,
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais25/212
o Meio Ambiente natural, artificial, do
trabalho, cultural e o patrimônio genético
e estabeleceu no Art. n°. 225:
“Todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade
de vida, impondo-se ao Poder Público e
à coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras
gerações”.
Dando início a um marco em que exerce
na Constituição o papel de principal
norteador do Meio Ambiente, mensurado
pela obrigação do Estado e da Sociedade
em garantir um Meio Ambiente
ecologicamente equilibrado, já que se
trata de um bem de uso comum do povo
que deve ser preservado e mantido para as
presentes e futuras gerações.
A partir deste contexto, inserirmos uma
nova gestão administrativa, ou seja, a
condução, a direção e o controle pelo
governo do uso dos recursos naturais
através de determinados instrumentos,
o que inclui medidas econômicas,
regulamentos e normalização,
investimentos públicos e financiamento,
requisitos interinstitucionais e judiciais.
A maneira de conduzir a utilização desses
recursos naturais em busca de minimizar
os impactos negativos gerados é a
implantação de um Sistema de Gestão
Ambiental (Philippi et all,2014).
Um Sistema de Gestão Ambiental (SGA)
é uma estrutura desenvolvida para que
uma organização possa consistentemente
controlar seus impactos significativos
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais26/212
sobre o meio ambiente e melhorar
continuamente as operações e negócios.
A ISO 14001 é uma norma
internacionalmente aceita que define os
requisitos para estabelecer e operar um
Sistema de Gestão Ambiental. A norma
reconhece que organizações podem
estar preocupadas tanto com a sua
lucratividade quanto com a gestão de
impactos ambientais. A ISO integra estes
dois motivos e provê uma metodologia
altamente eficaz para conseguir um
Sistema de Gestão Ambiental efetivo.
Na prática, o que a norma oferece é a
gestão de uso e disposição de recursos,
é reconhecida mundialmente como um
meio de controlar custos, reduzir os riscos e
melhorar o desempenho de uma empresa,
trazendo benefícios tanto corporativos
quanto financeiros, desde a melhoria
dos relacionamentos com as partes
interessadas até a obtenção de custos
reduzidos através do uso responsável
de materiais e práticas ambientalmente
sensíveis sempre que possível.
Os custos de seguro podem ser reduzidos
através da demonstração de uma melhor
gestão do risco. A percepção pública da
norma significa que você pode também
ganhar vantagem competitiva, levando a
oportunidades melhoradas de vendas.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais27/212
No final da década de 60, com o
surgimento da revolução industrial,
começaram a aparecer diversos problemas
ambientais decorridos do aumento
da população e do desenvolvimento
industrial. Em consequência, veio a
Para saber mais
São considerados, portanto,objetivos do SGA
declarados pela norma ISO14001:
assegurar conformidade com a política
ambiental, incluindo o compromisso com
a melhoria contínua e a prevenção de
poluição; demonstrar essa conformidade a
partes interessadas; buscar certificação ou
reconhecimento.
necessidade implantar ferramentas
de Gestão Ambiental, sendo então
aprimoradas e aceitas pelas empresas e
sociedade (Philippi et all,2014),
Dentre estas, a auditoria ambiental é,
provavelmente, a que mais rapidamente
se consolidou como ferramenta de Gestão
Ambiental.
Para saber mais
Que a auditoria teve início nos Estados Unidos
quando as empresas americanas General Motors,
Pennsylvania Power anda Light Company, olin
e Allied Signal, voluntariamente implantaram
programas com o objetivo de verificar suas
situações frente à regularização ambiental
vigente, de avaliar riscos ambientais.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais28/212
A proliferação da regulamentação
nas décadas de 70 e 80 levando uma
incerteza constante sobre a conformidade
das plantas industriais em relação aos
requisitos legais aplicáveis; a demanda
e garantias por parte da sociedade de
que a operação das empresas estava em
conformidade com a Lei e de que riscos
efetivos de gerenciamento de riscos
existiam e a responsabilidade ambiental
das empresas devido às regularizações e
pressão da sociedade, redução de perdas
na armazenagem e transporte, redução do
consumo de insumo, energia e água, ou
ainda melhoria do ambiente ocupacional.
As auditorias passaram a ser adotadas não
por uma determinação legal, mas como
uma ação preventiva em relação aos riscos
empresariais relacionadas aos aspectos
ambientais de suas atividades.
No Brasil, a implantação de auditorias
ambientais ocorreu uma década depois
com a decisão de empresas multinacionais
de implementarem em suas unidades
locais programas de auditoria, já existente
em suas respectivas matrizes, Shell,
Sandoz, White Martins.
A implantação efetiva da auditoria
ambiental ocorreu devido a uma base
conceitual e metodológica que foi sendo
desenvolvida com o passar dos anos
a Agência de Proteção Ambiental dos
Estados Unidos (Epa), que estimulava a
prática voluntária da auditoria.
Em 1980, a Comprehensive Environment
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais29/212
Response Compensation and Liability Act
(Cercla), legislação federal norte Americana
voltada para a responsabilização de
proprietários de áreas contaminadas,
que proporcionou o surgimento de das
auditorias para a avaliação de imóveis
e empresas para a verificação de
passivos ambientais, em 1986 surgiu
a Sara – Superfund Amendment and
Reauthorization.
No decorrer dos anos 1990 foram
desenvolvidos e propostos modelos para
a gestão ambiental em organização que
tinham a auditoria ambiental como uma de
suas ferramentas International Chamber
of Commerce (ICC) Position Paper on
Environmental Auditing, Paris, 1988, já
em 1992 a British Standard Institution
(BSI) publicou a Norma BS 7750, primeira
norma de sistema de gestão ambiental
que enfocou a auditoria ambiental, fato
ocorrido na Grã-Bretanha. Em 1993 a
Comunidade Européia elaborou esta norma
com ênfase na certificação de sistemas
de gestão e auditoria ambiental pelo
setor industrial denominada Emas-Eco-
Management and Audit Scheme.
A organização Internacional para a
Normalização (International Organization
for Standardization – ISO), em 1996,
iniciou a publicação da ISO 1400, que
além de contemplar a auditoria interna do
sistema de gestão ambiental como um dos
quesitos obrigatórios (ISO 14001:1996).
Publicou uma série de normas específicas
que orientavam a prática de auditoria,
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais30/212
os requisitos para a formação de
auditores, incluindo habilidades pessoais,
experiência, escolaridade e conhecimentos
específicos (ISO 14010:1996; diretrizes
gerais para auditorias; ISO14011:1996
diretrizes para a auditorias de sistema
de gestão ambiental e ISO14012:1996
critérios de qualificação para auditores
ambientais).
Em 2002 estas normas foram substituídas
pela ISO 19011:2002, produzida por um
grupo de comitês que tratam de normas de
gestão ambiental e gestão de qualidade.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais31/212
Condensando o raciocínio.
Linha do tempo das auditorias ambientais.
SÉCULO XX SÉCULO XXI
Anos 70 Anos 80 Anos 90 ANOS 10
Surgimento da auditoria
ambiental nos EUA
1980- Desenvolvimento
metodológico e
aproximação entre as
práticas de auditoria de
conformidade legal
1991- ICC Guide for na
Efective Environmental
Auditing
ISO (14015:2001)
Avaliação de locais e
organizações.Norma
da serie ISO14000
Experiências isoladas de
companhias com objetivos de
conformidade legal em meio
ambiente. E segurança
ocupacional.
1980- Cercla-Superfund 1992-BSI 7750 ISO 19011:2002
1985- Politica da Epa para
auditorias ambientais
1993- EmasEco-
Management and Audit
Scheme
ISO 14000:2004
1986- Sara – Superfund
Amendment and
Reauthorization
ISO 14001:1996
1988- ICC Position Paper
on Environment Audit
ISO 14010:1996
ISO 14011:1996
ISO 14012:1996
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais32/212
Uma abordagem sobre o desenvolvimento
da auditoria ambiental foi realizada
por Frank Priznar, citado por Rodrigo
Sales, descrevendo três fases: a primeira
entre 1979-1983 caracteriza-se pelo
surgimento da auditoria ambiental, pela
elaboração de seu conceito e a prática
voltada para a conformidade legal. A
segunda entre 1984 e 1989 teria como
principal característica as práticas de
avaliação ambiental e a terceira após 1990
envolvia a internacionalização da prática
de auditoria ambiental e melhor definição
das diferentes categorias da auditoria
ambiental.
1. Auditoria Ambiental no Brasil
As primeiras experiências de auditoria
ocorreram em 1980 devido a expansão
de programas ou políticas de auditorias
de matrizes americanas com foco em
conformidade legal.
No início da década de 90, surgiu no Brasil
em nível federal, estadual e municipal
projetos de Lei que estabeleciam a
obrigatoriedade da auditoria ambiental
para a atividade de grande potencial
poluidor.
Na esfera Federal, foi apresentado pelo
Deputado Fábio Feldmann o Projeto
de Lei n° 3160/92 que estabelecia a
obrigatoriedade da auditoria para as
empresas potencialmente causadoras de
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais33/212
impacto ambiental e critérios mínimos
para a formação e credenciamento de
auditores ambientais.
Em julho de 2002, o Conselho Nacional
de Meio Ambiente (CONAMA) publicou
a Resolução n° 306 que estabeleceu
os requisitos mínimos e os Termo de
Referência para a realização de auditorias
ambientais.
No início, como vimos no capítulo anterior,
a auditoria ambiental era praticada como
instrumento voluntário de verificação de
atendimento à legislação ambiental.
No Brasil existiram algumas iniciativas de
incorporação de auditorias ambientais, no
entanto foi no Estado do Rio de Janeiro que
a Lei Federal n° 1898, de 25 de novembro
de 1991, regulamentada pelo Decreto
Estadual n° 21 470, de 05 de junho de 1995
definiu a Auditoria Ambiental como:
{..} a realização de avaliações e estudos
destinados a determinar:
I. Os níveis efetivos ou potencias de
poluição ou de degradação ambiental
provocados por atividades de pessoas
físicas ou jurídicas;
Link
Histórico das auditorias. Disponível em <http://
www.portaleducacao.com.br/biologia/
artigos/16552/historico-da-auditoria-
ambiental#!2>
Acesso outubro 2015.
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/16552/historico-da-auditoria-ambiental#!2
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/16552/historico-da-auditoria-ambiental#!2
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/16552/historico-da-auditoria-ambiental#!2
http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/16552/historico-da-auditoria-ambiental#!2Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais34/212
II. As condições de operação e
manutenção dos equipamentos e
sistemas de controle de poluição;
III. As medidas a serem tomadas para
restaurar o meio ambiente e proteger
à saúde humana;
IV. A capacitação dos responsáveis
pela operação e manutenção dos
sistemas, rotinas, instalações e
equipamentos de proteção do meio
ambiente e saúde dos trabalhadores.
Rio de Janeiro Estado. Decreto Estadual n°
21470 A. 05/06/1995. Documento on line .
Disponível em URL:<http://www.lei.adv.br>
(outubro 2015)
No Brasil, já durante a década de 1990,
a auditoria ambiental passa a ter sua
realização exigida por lei, através
de diplomas instituídos em alguns
Estados, como Rio de Janeiro e Minas
Gerais, e, ainda, teve uma tentativa
de regulamentação federal por meio
do Projeto de Lei n° 3.160/92 e,
posteriormente, do PL n° 3.539/97, ambos
arquivados em 1992. Resta em tramitação,
em sede federal, o PL nº 13612, de 1 2 Out
/ 2010 e o PL n° 1.254/2003, que propõe
emendas à Política Nacional de Meio
Ambiente (Lei Federal n° 6.938/81).
Assim, a análise dos aspectos legais da
auditoria ambiental (AA) eram realizadas
através das diretrizes contidas no PL e na
legislação do Estado do Rio de Janeiro. Esta
leitura tinha por finalidade comparar os
http://www.lei.adv.br
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais35/212
elementos definidos pela legislação com
a normatização existente em relação à
auditoria ambiental (NBR ISO 14.001:2004
e NBR ISO 19.011:2002). Para tanto,
inicialmente, fora realizada a análise da AA
tanto sob a perspectiva teórico-conceitual
como das normas técnicas aplicáveis. Em
seguida, foram identificados os princípios
gerais de Direito Ambiental aplicáveis à AA.
Por fim, realizado um breve diagnóstico dos
elementos fundamentais da AA constantes
da legislação federal, em processo
legislativo, e estadual em vigor. Análise do
Biólogo; Advogado; Especialista em Gestão
Ambiental; Mestre em Direito; Doutor
em Meio Ambiente, pela UERJ - Professor
Universitário da Faculdade Machado
Sobrinhor Vianna Sapiens, Juiz de Fora, v 1 n
2. Outubro de 2010. Issn 21773726.
Hoje se verifica no Brasil o crescimento
das auditorias de conformidade legal e de
passivos ambientais e o crescimento de
organizações, as quais implantaram seu
sistema de gestão através da ISO 14001.
O SGI (Sistema de Gestão Integrada) é a
combinação de processos, procedimentos
e práticas adotadas por uma organização,
para implementar suas políticas e atingir
seus objetivos de forma mais eficiente
do que por meio de múltiplos sistemas
de gestão. Direcionado para processos é
a gestão que permite integrar de forma
mais eficiente, nas operações do dia-a-
dia das empresas, os aspectos e objetivos
da qualidade, do desempenho ambiental,
da segurança e saúde ocupacional e da
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais36/212
responsabilidade social.
A visão e orientação para o risco fomentam
a prevenção e facilitam o entendimento
da integração dos Sistemas de Gestão. A
excelência do desempenho e o sucesso no
negócio requerem que todas as atividades
inter-relacionadas sejam compreendidas
e gerenciadas segundo uma visão de
PROCESSOS.
As diversas normas para sistemas de
gestão tratam de processos internos
separados, relacionados com a qualidade,
o ambiente, a saúde e segurança
ocupacional, a segurança da informação
e outros. Através de um sistema de
gestão integrado, a organização pode
adotar uma abordagem completa para
o aperfeiçoamento de seus processos
internos e obter a certificação de todos os
sistemas com somente uma auditoria de
certificação.
O SGI busca o atendimento das seguintes
normas ambientais:
• NBR ISO 9001:2008 (Sistema de
Gestão da Qualidade): visa ao
atendimento a requisitos do cliente.
• NBR ISO 14001:2004 – Sistema
de Gestão Ambiental: visa ao
atendimento aos requisitos legais,
aspectos de impactos ambientais
significativos, permitindo o controle
de riscos e acidentes ambientais.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais37/212
• OHSAS 18001:2007 – Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional
Objetivo: visa à segurança e saúde ocupacional que leva em conta requisitos legais,
requisitos próprios, perigos e danos, permitindo o controle dos riscos de acidentes e
doenças ocupacionais.
A certificação do SGI demonstra o comprometimento da empresa em prestar serviços com
qualidade, respeitando o meio ambiente e zelando pela saúde e segurança da sua força de
trabalho.
SGI (SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA)
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais38/212
O SGI visa obter as seguintes perspectivas:
• Melhoria de qualidade dos produtos e
serviços realizados;
• Economia de tempo e custos;
• Transparência na realização dos
processos internos;
• Fortalecimento da imagem da
empresa e a participação no
mercado;
• Maior controle de riscos com
acidentes ambientais;
• Satisfação de clientes, funcionários;
• Satisfação dos critérios dos
investidores e melhoria do acesso a
capital;
• Aumento da competividade e
• Prevenção de falhas nos serviços
gerados.
METODOLOGIA PDCA
A ABNT NBR ISO 14001 segue a
metodologia conhecida por aplicar um ciclo
de melhoria contínua, denominado Plan-
Do-Check-Act (PDCA) que traduzido para
o português significa Planejar-Executar-
Verificar-Agir. Portanto, o SGA segundo
a Norma ISO14001 está estruturado com
um ciclo PDCA, ferramenta de controle de
processos tradicionalmente utilizada na
adinistração. Ela é constituída de quatro
etapas básicas:
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais39/212
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais40/212
O planejamento (P) consiste da
identificação e avaliação dos aspectos
ambientais (elementos das atividades,
produtos e serviços que podem resultar
em impacto ambiental), identificação dos
requisitos legais e outros pertinentes e
definição de objetivos, metas e programas
para melhoria ambiental.
Na etapa de execução (D) devem ser
definidas responsabilidades, recursos e
tecnologias devem ser provisionados;
o pessoal próprio e terceiros devem ser
treinados e conscientizados, de modo a
gerenciar adequadamente os aspectos
ambientais, utilizando procedimentos de
operação e manutenção, além de estar
preparado para atuar em situações de
emergência.
Para checagem (C) da gestão, devem ser
monitorados os resultados ambientais,
avaliada a conformidade com os requisitos
legais e outros e realizadas auditorias
internas.
A partir dessas informações, verifica-se a
necessidade de tomada de ações corretivas
ou oportunidades de ações preventivas,
tanto na média gerência como no âmbito
mais amplo de alcance dos resultados
definidos pela alta administração,
consolidando o elemento ações (A) do
sistema de gestão.
• Medição de Processo envolve
atividades que necessitam controle,
tais como emissões, e pode incluir
a calibração de equipamento usado
para medições.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais41/212
• Medição de Conformidade avalia
o desempenho em relação aos
requisitos legais.
• Medição de Sistema inclui o
progresso em relação a objetivos e o
resultado de auditorias internas.
• Assegurar conformidade com
a política ambiental, incluindo
o compromisso com a melhoria
contínua e a prevenção de poluição.
• Demonstrar essa conformidade a
partes interessadas.
• Buscar certificação e
reconhecimento.
• Avaliação de impactos ambientais
sistematização da avaliação prévia
dos aspectos e impactos ambientais
decorrentes de suas atividades,
produtos e serviços, comtemplando
as situações acidentais e
emergenciais, além da avaliação
quando de mudanças e de passivos
ambientais.
• Identificação e avaliação da
conformidade legal acesso,
interpretação e avaliação sistemática
da conformidade aos requisitos
legais e outros pertinentes às
atividades, produtos e serviços da
empresa, essencialpara a redução
de riscos de vulnerabilidades, multas
e penalidades junto aos órgãos
reguladores.
• Melhoria do desempenho definição
de objetivos, metas e programas
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais42/212
visando à melhoria contínua,
à prevenção da poluição e à
implementação da política ambiental
definida. Procurando alinhar as metas
da gestão ambiental com a meta da
gestão estratégica empresarial.
• Treinamento, conscientização
e competência definição de
mecanismos para identificação
e provisão de treinamentos e
competências ambientais de todo
o pessoal próprio e daqueles que
atuam em nome da empresa.
• Comunicação definição de
procedimentos formais sistemáticos
para a comunicação interna e
externa.
• Requisitos aos fornecedores o SGA
agrega valor à gestão solicitando
a identificação, comunicação e
avaliação de requisitos ambientais
aos fornecedores e prestadores de
serviço.
• Emergências ambientais
implementação e simulação de
planos para resposta a emergências
ambientais, prática adotada
recentemente em virtude dos muitos
acidentes ocorridos mundialmente.
• Tratamento de não conformidades
um dos pontos que melhor
caracteriza um sistema de gestão no
modelo PDCA é o tratamento das não
conformidades reais ou potenciais.
Tal sistemática introduzida no SGA é
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais43/212
de grande valor para sua manutenção
e melhoria.
• Auditorias ambientais definição de
procedimentos e programas para
auditorias de SGAs visando prover
informações à alta administração
para tomadas de decisões.
• Satisfazer critérios dos
investidores para aumentar o
acesso ao capital vários agentes
financiadores, por exemplo, BID,
BNDES, Bird e etc., solicitam uma
contrapartida ambiental para os seus
investimentos.
• Redução da poluição, conservação
de materiais e energia resultados
satisfatórios na redução da poluição
e do uso de recursos.
• Reduzir custos permite um
gerenciamento mais racional e
proativo, reduzindo significamente os
custos da organização.
• Melhorar a imagem a melhoria da
imagem advém de sucessivos anos de
ações consistentes com resultados e
uma falha pontual pode anular todo o
esforço.
• Melhorar as relações entre
organizações e Governo e facilitar a
obtenção de licenças e autorizações
em alguns países, por exemplo,
EUA, a adoção da ISO14001 é parte
de esquemas voluntários para a
obtenção de licenças ambientais. Já
há previsão na legislação brasileira
(Resolução Conama nº. 237/97 e
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais44/212
Decreto Estadual de São Paulo nº.
47.400/02) a facilitação na obtenção
de licenças para empresas com SGA.
45/212
Considerações Finais
Nas quatro ultimas décadas, a aplicação da auditoria ambiental sofreu
diversas transformações passou de um instrumento de verificação de
conformidade para o controle de qualidade ambiental incorporando
muitas vezes a etapa de licenciamento ambiental.
Exercício de fixação:
Faça você mesmo
1. Elabore uma linha do tempo brasileira do início a atualidade da
implantação das auditorias ambientais.
Unidade 2 • Aspectos Legais das Auditorias Ambientais46/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: 1988.
CAMPOS, L.M. LERÍPIO, A. Auditoria Ambiental - Uma Ferramenta de Gestão. Ed: Atlas. 2009.
OLIVEIRA, C.M, de. Manual de Auditoria Ambiental. Ed: Celso Maran ebook. 2009.
PHILIPPI JR, A. ROMERO, M. A. BRUNA, G.C. Curso de Gestão Ambiental. Barueri, SP: Ed. Manole.
2ª ed. 2014. 1.250p.
Milaré, Édis. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 3ª edição atualizada e
ampliada. São Paulo. Editora Revista dos Tribunais, 2004.
VILELA JUNIOR, A. DEMAJOROVIC, J. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental. 1ª Edição.
São Paulo: Senac. 2006.
47/212
Assista a suas aulas
Aula 2 - Tema: Aspectos Legais das Auditorias
Ambientais - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
ef83fdf95fec8dc771dd4c7bf5768920>.
Aula 2 - Tema: Aspectos Legais das Auditorias
Ambientais - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
7954d46cf90256aaad2c40cb62543db6>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ef83fdf95fec8dc771dd4c7bf5768920
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ef83fdf95fec8dc771dd4c7bf5768920
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/ef83fdf95fec8dc771dd4c7bf5768920
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http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/7954d46cf90256aaad2c40cb62543db6
48/212
1. O texto introdutório refere-se à necessidade de controle de utilização
dos recursos naturais em busca de minimizar os impactos gerados pela re-
volução industrial. Assinale a alternativa INCORRETA.
a) A maneira de conduzir a utilização desses recursos naturais de forma gradativa com menos
prejuízo ao Meio Ambiente é a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental.
b) Um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é uma estrutura desenvolvida para que uma
organização possa consistentemente controlar seus impactos significativos sobre o meio
ambiente e melhorar continuamente as operações e negócios.
c) A ISO 14001 é uma norma internacionalmente aceita que define os requisitos para
estabelecer e operar um Sistema de Gestão Ambiental.
d) A Auditoria Ambiental é um sistema independente e se estrutura paralelamente a
ferramenta de Gestão Ambiental.
e) A preocupação com a proteção ao Meio Ambiente foi consolidada em Estocolmo na década
de 70.
Questão 1
49/212
2. O texto tem o objetivo de esclarecer sobre os procedimentos de um Siste-
ma de Gestão Ambiental Integrado; faz parte destes procedimentos EXCETO:
a) A sistematização da avaliação prévia dos aspectos e impactos ambientais decorrentes de
suas atividades, produtos e serviços, contemplando as situações acidentais e emergenciais.
b) A identificação da conformidade aos requisitos legais e outros pertinentes às atividades,
produtos e serviços da empresa.
c) A definição de objetivos, metas e programas visando à melhoria contínua, à prevenção da
poluição e à implementação da política ambiental definida.
d) A definição de mecanismos para identificação e provisão de treinamentos e competências
ambientais de todo o pessoal próprio e daqueles que atuam em nome da empresa.
e) A aplicação de multas e penalidades junto aos órgãos reguladores.
Questão 2
50/212
3. Analise as alternativas a seguir sobre o SGA e assinale a CORRETA e coe-
rente com as informações descritas no texto introdutório.
a) O SGA funciona em um sistema cíclico que envolve o PDCA (Plan,Do,Check e Action)
buscando a melhoria contínua dos processos industriais e melhor qualidade ambiental nos
resultados da produção.
b) O SGA é um projeto pequeno que define os principais pontos de atividades a serem
realizadas no sistema ambiental.
c) O SGA busca o baixo custo para a empresa independente da qualidade do produto.
d) Os passivos ambientais existentes nas áreas empresariais impedem a redução de custo
com a implantação do SGA.
e) Os riscos ambientais não são analisados no âmbito doSGA.
Questão 3
51/212
4. Dentre os procedimentos de tomadas de decisões para a realização de
um sistema de gestão ambiental, podemos elencar, MENOS:
a) A redução dos custos.
b) A redução da poluição.
c) A avaliação dos impactos ambientais.
d) A melhoria da imagem na empresa.
e) A melhoria da imagem das empresas localizadas no perímetro de 200 m da empresa que
implantou o SGA.
Questão 4
52/212
5. Fazendo um relacionamento conjunto entre Política Ambiental, SGA e
ISO 14001, podemos afirmar que:
a) A implementação de uma política ambiental em uma organização independe do processo
do SGA e possibilita a implantação da ISO 14001.
b) A implementação de uma política ambiental em uma organização faz parte do SGA e sua
falha possibilita apenas a implantação da ISO 14001.
c) A implementação de uma política ambiental em uma organização faz parte do SGA e sua
falha impossibilita a implantação da ISO 14001.
d) A implementação de uma política ambiental em uma organização não faz parte do SGA e
sua falha impossibilita a implantação da ISO 14001.
e) A implementação de uma política ambiental em uma organização não faz parte do SGA e
sua falha possibilita a implantação da ISO 14001.
Questão 5
53/212
Gabarito
1. Resposta: D.
No decorrer dos anos 1990 são
desenvolvidos e propostos modelos para
a gestão ambiental em organização que
tinham a auditoria ambiental como uma de
suas ferramentas.
2. Resposta: E.
A aplicação de multas e penalidades junto
aos órgãos reguladores não faz parte dos
procedimentos de um Sistema de Gestão
Integrado SGI.
3. Resposta: A.
O Sistema de Gestão Ambiental SGA
funciona em um sistema cíclico que
envolve o PDCA (Plan,Do,Check e Action)
buscando a melhoria contínua dos
processos industriais e melhor qualidade
ambiental nos resultados da produção.
4. Resposta: E.
Não há melhoria das empresas localizadas
no perímetro de 200 m da empresa que
implantou o SGA, cada empresa tem que
ter o seu SGA.
5. Resposta: C.
A implementação de uma política
ambiental em uma organização faz
parte do SGA e sua falha impossibilita a
implantação da ISO 14001.
54/212
Unidade 3
Modelos de Auditoria Ambiental
Objetivos
1. Compreender os diferentes modelos
de auditoria ambiental.
2. Conhecer os procedimentos e
princípios que orientam as auditorias
ambientais.
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental55/212
Introdução
POR QUE SE FAZ UMA AUDITORIA
AMBIENTAL?
Segundo Francisco Vieira1, num mercado
globalizado, competitivo e de constante
mudança e onde os consumidores estão
cada vez mais exigentes, a empresa que
se utiliza da prática de gestão ambiental
pode atingir uma grande vantagem
competitiva, pois a gestão ambiental
auxilia as organizações a aprofundarem-se
nos temas ambientais e integrar o cuidado
ambiental de forma sistemática das suas
operações.
1 REVISÃO A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA AMBIENTAL PARA AS
ORGANIZAÇÕES Francisco Pedro Vieira
1 Graduado em Engenharia Agronômica (ESAM), Direito e
Matemática (UNIR), Pós Graduado em Direito Ambiental,
Administração Rural, Georreferenciamento, Auditoria, Pericia e
Gestão Ambiental. Mestre em “Engenharia da Produção” com
foco em Agronegócio (UFSC). Professor e Coordenador do Curso
Tecnólogo em Gestão Ambiental da Facimed e Engenheiro
Agrônomo da Emater-RO. francisco3565@yahoo.com.br
Segundo Francisco Vieira, foram
identificados diversos fatores ambientais.
Nos Estados Unidos os crimes ecológicos
são punidos com multas muito elevadas.
Há o caso da empresa ICI que foi
multada em 2,3 milhões de dólares pela
contaminação causada por uma de suas
instalações de Louisiana, ou o caso da
empresa Monsanto condenada a pagar
1 milhão de dólares por uma fuga de
ácido em sua fábrica de Massachussetts.
Na Europa, também ocorreram casos de
agressão ambiental com importantes
sanções econômicas, como o caso da
empresa Shell, que recebeu uma multa de 1
milhão de libras esterlinas pelo despejo de
petróleo no rio Mersey no Reino Unido, com
graves conseqüências para a flora e fauna
mailto:francisco3565@yahoo.com.br
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental56/212
da região, ou o ocorrido com a empresa
Sandoz que teve que pagar 40 milhões
de francos suíços como indenização por
contaminar o rio Reno com pesticidas. Na
Espanha começa-se a impor sanções por
crime ambiental. O caso na Catalunha
da empresa Papeleira Tipel, acusada de
realizar em repetidas ocasiões despejos
ilegais no rio Congost, levou os fiscais de
crimes ambientais a pedir uma condenação
para seus diretores de 12 anos de prisão
e 30 milhões de pesetas de multa; ou o da
indústria têxtil Puigneró, cujo proprietário
foi acusado de despejar águas residuárias
sem depuração prévia no rio Sorreig.
Somente no ano de 1994, a Guarda Civil
duplicou as denúncias por infrações
ambientais. Recentemente, o caso do
despejo de efluentes tóxicos pela empresa
mineradora Boliden em Aznalcóllar
(Huelva), teve uma grande repercussão
social: caso claro de negligência
resultando em dano ambiental. No Brasil,
o derramamento de 1,29 milhões de litros
de óleo na Baía de Guanabara, no Rio de
Janeiro, no início de 2000, fez a Petrobrás
contratar emergencialmente auditagem
internacional, realizada pela empresa
inglesa ICL, nos nove dutos que constituem
a rede de distribuição de combustíveis na
região. Essa auditagem externa buscou
referendar as providências já adotadas ou
propor outras medidas. Entretanto, em 14
de julho de 2000, ocorreu o derramamento
de cerca de 4 milhões de litros de óleo
na bacia do Rio Iguaçu provenientes da
refinaria REPAR da Petrobrás em Araucária,
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental57/212
PR, no sul do Brasil. Este acidente é o
segundo de grande porte acontecido na
empresa no ano citado.
Elenca ainda de forma didática que o
objetivo de uma auditoria ambiental é
definir os riscos ou problemas ambientais
que possam surgir das atividades de
uma empresa, antes que esse se torne
um passivo ambiental, já que, com a
ocorrência da degradação, quase sempre
é impossível o retorno ao que era antes.
Pelas experiências já desenvolvidas, um
programa de auditoria ambiental pode
minimizar ou eliminar a possibilidade de
riscos de danos ao meio ambiente, tendo
como ação proativa a verificação sistêmica
da obediência das conformidades,
verificação sistêmica da obediência das
conformidades, lastradas nos princípios
da política ambiental. A adequação da
empresa deve afastar os riscos e danos
ambientais à organização e ao meio
ambiente.
E aponta a importância do Sistema de
Gestão Ambiental em uma organização
no sentido que a maioria das organizações
introduzem a variável ambiental através
de atitudes isoladas, por etapas que
refletem o nível de consciência das
questões ambientais em suas estratégias
empresariais. É certo que na maioria dos
casos essas empresas já estão voltadas
para a necessidade da melhoria da
qualidade, pois apesar de não ser uma
exigência, torna-se necessário que a
empresa já tenha implementado um
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental58/212
Sistema de Qualidade & Produtividade
(ISO 9000) ou que o mesmo esteja em
fase de execução, já que as novas normas
ambientais representam a continuidade
da busca pela qualidade nas atividades
industriais.
1. Modelos de Auditoria Am-
biental
Auditoria de conformidade:
Esta auditoria verifica apenas os status
das licenças ambientais e avalia se a
organização opera dentro dos limites da
Lei, atendendo as normas municipais,
estaduais e federais. Os auditores devem
verificar os documentos referentes ao
licenciamento ambiental, termos de
ajustamento de conduta, termos de
compromissos ambientais, recuperações
de áreas degradadas.
Auditoria de desempenho ambiental:
Esta auditoria verifica o impacto ambiental
da organização sobre o meio natural,
medindo a emissão de poluentes e o
consumo de matérias primas, insumos,
água e energia. O desempenho ambiental
é comparado comas metas da legislação e
com a política ambiental da empresa.
Auditoria de due dilligence:
Esta auditoria é utilizada em situações de
compra, venda e/ou fusão de organizações.
Na medida em que considera o balanço
patrimonial da empresa, e avalia os seus
ativos e passivos ambientais, incorporando
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental59/212
seu valor final.
Os ativos correspondem aos estoques
úteis dos processos, os ativos podem ainda
ser imobilizados que correspondem aos
equipamentos e difusos que são os gastos
da organização para melhorar a imagem.
Os passivos ambientais corespondem
às obrigações da organização em
relação a terceiros, recuperação de áreas
impactadas, dívidas com danos ambientais,
pagamento de multas e indenizações,
despesas com consultores ambientais e
despesas com a implementação da política
ambiental.
Auditoria de desperdícios e emissões:
Esta auditoria tem como objetivo medir
os efeitos negativos dos negócios,
contribuindo para a implantação de
melhorias. As vistorias podem avaliar se as
quantidades de emissões de poluentes ou
de efluentes industriais estão de acordo
com as normas e padrões ambientais,
e sugerir, por exemplo, o substituto de
insumos, ou a troca de equipamentos
tradicionais por outros mais eficientes do
ponto de vista ambiental.
Auditoria de pós-acidente:
Esta auditoria mede a dimensão dos
estragos e aponta as falhas responsáveis
pelo problema. É importante no sentido
de conter o aumento dos danos, remediar
estes danos ambientais e corrigir os
instrumentos e falhas do Sistema de
Gestão.
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental60/212
Auditoria de fornecedores:
Esta auditoria investiga os aspectos
ambientais dos produtos e serviços
adquiridos pela organização, escolhe ou
renova um contato de um fornecedor que
esteja em padrões ecologicamente corretos
e de preferência de acordo com a norma
ISO 14001.
Auditoria de sistema de gestão ambiental:
Esta auditoria contribui para a avaliação
do desempenho do Sistema de Gestão
Ambiental verifica se este está em
conformidade com a política ambiental
da organização ou se a organização está
preparada para obter uma Certificação
Ambiental em busca da melhoria contínua.
Auditoria ambiental segundo a ISO 9001:
A norma ISO 19011 propõe padrões
uniformes para as auditorias ambientais e de
qualidade integrando os sistemas de gestão
propostos na série 14000 e 9000.
Esta conduta facilitou a integração dos
aspectos de administração empresarial,
de forma a direcionar as iniciativas para a
qualidade ambiental e a preservação do meio
ambiente.
A ISO não determina requisitos mínimos, mas
sim princípios e orientações gerais para o
desenvolvimento de programas de auditoria
interna e externa.
As auditorias são marcadas pela
sistematização e objetividade dos dados, o
parecer final é definido e fundamentado por
evidências colhidas nas unidades auditadas.
61/212
Considerações Finais
Em geral, a auditoria ambiental é formulada para verificar a conformidade
com os padrões e normas ambientais vigentes, verificar o desempenho
ambiental da organização e após análise julgar e estabelecer diretrizes para a
melhoria da qualidade ambiental e do meio ambiente.
Em adição pode também contribuir para outros fins estabelecidos nas sete
auditorias ambientais acima citadas.
A norma 19011 propõe padrões para as auditorias ambientais.
Unidade 3 • Modelos de Auditoria Ambiental62/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
CAMPOS, L.M. LERÍPIO, A. Auditoria Ambiental - Uma Ferramenta de Gestão. Ed: Atlas. 2009.
OLIVEIRA, C.M, de. Manual de Auditoria Ambiental. Ed: Celso Maran ebook. 2009.
PEARSON, Education do Brasil. Gestão Ambiental. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.
PHILIPPI JR, A. ROMERO, M. A. BRUNA, G.C. Curso de Gestão Ambiental. Barueri, SP: Ed. Manole.
2ª ed. 2014. 1.250p.
VILELA JUNIOR, A. DEMAJOROVIC, J. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental. 1ª Edição.
São Paulo: Senac. 2006.
63/212
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Aula 3 - Tema: Modelos de Auditoria Ambiental
- Bloco I
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Aula 3 - Tema: Modelos de Auditoria Ambiental
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1d/680ba015e67f43e622a44aa3da7d27e2>.
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64/212
1. Em relação às auditorias de CONFORMIDADE e DESEMPENHO AMBIEN-
TAL, podemos elencar, EXCETO:
a) São analisadas as Leis Ambientais.
b) Atendem as normas municipais, estaduais e federais.
c) Medem a emissão de poluentes.
d) Calculam o consumo de água e energia.
e) Calculam a qualidade de produtos tercerizados.
Questão 1
65/212
2. Na auditoria de DUE DILLIGENCE são identificados os ativos; assinale a
alternativa que não faz parte dos ativos:
a) estoques.
b) gastos com melhoria ambiental.
c) gastos com reparação de danos ambientais.
d) equipamentos.
e) gastos com imagens.
Questão 2
66/212
3. A norma ISO 19011 propõe padrões uniformes para as auditorias am-
bientais e de qualidade integrando os sistemas de gestão propostos na sé-
rie 14000 e 9000. Esta vantagem ambiental ocorreu devido a:
a) A comprovação de documentos ambientais.
b) A integração do sistema de gestão.
c) A mudança de qualidade ambiental.
d) A alteração no escopo de uma organização.
e) A anuência do cliente no processo de auditoria.
Questão 3
67/212
4. Segundo Francisco Vieira, foram identificados diversos fatores ambien-
tais; esses fatores levaram a:
a) Implantação de um programa de auditoria ambiental pode minimizar ou eliminar a
possibilidade de riscos de danos ao meio ambiente.
b) Contribuição de processos que apresentam riscos ambientais.
c) Elaboração de programas de minimização de riscos.
d) Elaboração de um plano de qualidade ambiental.
e) Elaboração de análise de riscos ambientais.
Questão 4
68/212
5. Com relação à auditoria de PÓS-ACIDENTE, as considerações abaixo re-
lacionadas estão inseridas no seu escopo EXCETO:
a) A medição da dimensão dos estragos.
b) A elaboração de relatórios que apontam as falhas aos responsáveis.
c) O aumento dos danos ambientais.
d) A avaliação do estágio de contaminação de um determinado local.
e) A correção dos instrumentos de Gestão Ambiental.
Questão 5
69/212
Gabarito
1. Resposta: E.
As auditorias de conformidade e
desempenho ambiental não conferem a
qualidade de produtos terceirizados, estes
são objetos da auditoria de fornecedores.
2. Resposta: C.
Os ativos ambientais não englobam a
reparação de danos que são considerados
como passivos ambientais.
3. Resposta: B.
A norma ISO 19011 propõe padrões
uniformes para as auditorias ambientais
e de qualidade integrando os sistemas de
gestão propostos na série 14000 e 9000.
4. Resposta: A.
Este fatolevou a implantação de um
programa de auditoria ambiental buscando
minimizar ou eliminar a possibilidade de
riscos de danos ao meio ambiente.
5. Resposta: D.
A auditoria de pós-consumo não avalia
o estágio de contaminação de um
determinado local.
70/212
Unidade 4
NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria
Objetivos
1. Identificar os principais aspectos legais
relacionados aos termos, definições e
princípios da aplicação das auditorias
ambientais, contidos na norma ISO
19011/2002.
2. Conhecer diretrizes para a
implementação de programas de
auditorias em organizações que desejam
realizar auditorias internas ou externas
de sistema de gestão de qualidade e/ou
ambiental da norma ISO 19011/2002.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria71/212
Introdução
A norma ISO 19011/2002 fornece
diretrizes para a implementação de
programas de auditorias em organizações
que desejam realizar auditorias internas
ou externas de sistema de gestão de
qualidade e/ou ambiental, tendo como
objetivo principal identificar e caracterizar
as diretrizes para auditorias de sistema de
gestão da qualidade e/ou ambiental.
TERMOS E DEFINIÇÕES (apli-
cados nas NBR ISO 9000 E ISO
14050)
Auditoria: processo sistemático,
documentado e independente para obter
evidências de auditoria (3.3) e avaliá-las
objetivamente para determinar a extensão
na qual os critérios da auditoria (3.2) são
atendidos.
Para saber mais
Quando sistemas de gestão da qualidade e
ambiental são auditados juntos, isto é chamado
de auditoria combinada.
Quando duas ou mais organizações de auditoria
cooperam para auditar um único auditado (3.7),
isto é chamado de auditoria conjunta.
Critério de auditoria: conjunto de
políticas, procedimentos ou requisitos.
Os critérios de auditoria são usados como
uma referência contra a qual a evidência
de auditoria (3.3) é comparada.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria72/212
Evidência de auditoria: registros,
apresentação de fatos ou outras
informações, pertinentes aos critérios de
auditoria (3.2) e verificáveis, a evidência
de auditoria pode ser qualitativa ou
quantitativa.
Constatação da auditoria: resultados da
avaliação da evidência de auditoria (3.3)
coletada, comparada com os critérios
de auditoria (3.2), as constatações
de auditoria podem indicar tanto
conformidade quanto não conformidade
com o critério de auditoria ou
oportunidades para melhoria.
Conclusão da auditoria: resultado de
uma auditoria (3.1), apresentado pela
equipe de auditoria (3.9) após levar em
consideração os objetivos da auditora e
todas as constatações de auditoria (3.4).
Cliente da auditoria: organização ou
pessoa que solicitou uma auditoria (3.1),
o cliente de auditoria pode ser o auditado
(3.7) ou qualquer outra organização que
tem o direito regulamentar ou contratual
para solicitar uma auditoria.
Auditado: organização que está sendo
auditada.
Auditor: pessoa com a competência (3.14)
para realizar uma auditoria (3.1).
Equipe de auditoria: um ou mais auditores
(3.8) que realizam uma auditoria (3.1),
apoiados, se necessário, por especialistas
(3.10), um auditor na equipe de auditoria é
indicado como o líder da equipe de auditoria.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria73/212
Especialista: pessoa que fornece
conhecimento ou experiência específicos
para a equipe de auditoria (3.9), o
conhecimento específico ou experiência
é aquele que diz respeito à organização,
processo ou atividade a ser auditada, ou
idioma ou cultura.
Para saber mais
A equipe de auditoria pode incluir auditores em
treinamento.
Para saber mais
Um especialista não atua como um auditor (3.8)
na equipe de auditoria.
Programa de auditoria: conjunto de uma
ou mais auditorias (3.1) planejado para um
período de tempo específico e direcionado
a um propósito específico, um programa
de auditoria inclui todas as atividades
necessárias para planejar, organizar e
realizar as auditorias.
Plano de auditoria: descrição das
atividades e arranjos para uma auditoria
(3.1).
Escopo de auditoria: abrangência e
limites de uma auditoria (3.1), o escopo
de auditoria geralmente inclui uma
descrição das localizações físicas, unidades
organizacionais, atividades e processos,
bem como o período de tempo coberto.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria74/212
Competência: atributos pessoais
demonstrados e capacidade demonstrada
para aplicar conhecimentos e habilidades.
1. Princípios da Auditoria
Os princípios de uma auditoria se
comportam como uma ferramenta eficaz
e confiável em apoio a políticas de gestão
e controles, fornecendo informações sobre
as quais uma organização pode agir para
melhorar seu desempenho.
A aderência a estes princípios é um pré-
requisito para se fornecer conclusões de
auditoria que são relevantes e suficientes, e
para permitir que auditores que trabalhem
independentemente entre si cheguem a
conclusões semelhantes em circunstâncias
semelhantes.
Os princípios seguintes estão relacionados
a auditores:
a) Conduta ética: o fundamento do
profissionalismo
Confiança, integridade, confidencialidade e
discrição são essenciais para auditar.
b) Apresentação justa: a obrigação de
reportar com veracidade e exatidão
Constatações de auditoria, conclusões
de auditoria e relatórios de auditoria
refletem verdadeiramente e com precisão
as atividades da auditoria. Obstáculos
significantes encontrados durante a
auditoria e opiniões divergentes não
resolvidas entre a equipe de auditoria e o
auditado são relatados.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria75/212
c) Devido cuidado profissional: a aplicação
de diligência e julgamento na auditoria
Auditores pratiquem o cuidado necessário
considerando a importância da tarefa que
eles executam e a confiança colocada neles
pelos clientes de auditoria e outras partes
interessadas. Ter a competência necessária
é um fator importante.
Outros princípios se relacionam à auditoria,
que é por definição independente e
sistemática:
d) Independência: a base para a
imparcialidade da auditoria e objetividade
das conclusões de auditoria
Auditores são independentes da atividade
a ser auditada e são livres de tendência e
conflito de interesse. Auditores mantêm
um estado de mente aberta ao longo do
processo de auditoria para assegurar que
as constatações e conclusões de auditoria
serão baseadas somente nas evidências de
auditoria.
e) Abordagem baseada em evidência: o
método racional para alcançar conclusões de
auditoria confiáveis e reproduzíveis em um
processo sistemático de auditoria.
Evidência de auditoria é verificável. É
baseada em amostras das informações
disponíveis, uma vez que uma auditoria
é realizada durante um período finito
de tempo e com recursos finitos. O
uso apropriado de amostragem está
intimamente relacionado com a confiança
que pode ser colocada nas conclusões de
auditoria.
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria76/212
A orientação fornecida nas seções
restantes desta Norma está baseada
nesses princípios.
São denominados Princípios Gerais de
uma auditoria:
• Definição dos objetivos e escopo da
auditoria;
• Objetividade, Independência e
competência;
• Profissionalismo;
• Procedimentos sistemáticos;
• Critérios, evidências e constatações;
• Confiabilidade das constatações e
conclusões de auditoria; e
• Relatório de auditoria
77/212
Considerações Finais (1/2)
Auditoria é realizada seguindo normas e princípios que tornam a auditoria
uma ferramenta íntegra na sua conduta.
a) Conduta Ética
b) Apresentação Justa: verdade, exatidão e precisão de como os fatos serão
descritos nos relatórios de auditoria.
c) Devido cuidado profissional: É aplicação de zelo e capacidade de
julgamento comexperiência, conhecimento do sistema de gestão de
qualidade ou ambiental e dos procedimentos.
d) Independência: A norma ISO 19011:2002 define que os auditores devem
se comportar como: “Auditores são independentes da atividade a ser
auditada e são livres de tendência e conflito de interesse.”
78/212
SAIBA QUE
Os auditores precisam tomar decisões sem influência de terceiros.
e) Abordagem Baseada em Evidências: É o princípio baseado no racional
para obtenção de resultado e conclusões confiáveis, as evidências devem ter
caráter quantitativo ou qualitativo e serem sempre averiguadas.
Considerações Finais (2/2)
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria79/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
80/212
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Aula 4 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 – Termos,
Definições e Princípios de Auditoria - Bloco I
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a3d629f5d0b715fe807da20f53fbbb95>.
Aula 4 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 – Termos,
Definições e Princípios de Auditoria - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/3b-
73fb3681f088651941f94630cbb2c6>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/a3d629f5d0b715fe807da20f53fbbb95
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81/212
1. Qual das seguintes opções não pode ser considerada um princípio da
auditoria ambiental?
a) A abordagem deve ser em forma de evidências.
b) A conduta ética é uma obrigação.
c) A apresentação justa deve ser sempre considerada.
d) A independência é um fator limitante para a auditoria.
e) A competência pode ser adquirida no processo de auditoria.
Questão 1
82/212
2. Segundo texto descrito acima, a norma ISO 19011/2002 possui
Termos e Definições; avalie as considerações abaixo informando se são
verdadeiras ou falsas.
a) O critério de auditoria é considerado como o conjunto de políticas, procedimentos ou
requisitos.
b) A evidência de auditoria é realizada através de registros, apresentação de fatos ou outras
informações, pertinentes aos critérios de auditoria.
c) A constatação da auditoria é elaborada pelos resultados da avaliação da evidência de
auditoria coletada e comparada com os critérios de auditoria.
d) A conclusão da auditoria é baseada no resultado de uma auditoria, apresentado pela
equipe de auditoria após levar em consideração os objetivos da auditora e todas as
constatações de auditoria.
e) O cliente da auditoria pode ser o auditado ou qualquer outra organização que tem o direito
regulamentar ou contratual para solicitar uma auditoria.
Questão 2
83/212
3. Segundo a norma ISO 19011/2002, são denominados Princípios Gerais
de uma auditoria, EXCETO:
a) Critérios, evidências e constatações.
b) Confiabilidade das constatações e conclusões de auditoria.
c) Relatório de auditoria Definição dos objetivos e escopo da auditoria.
d) Objetividade, Independência e competência.
e) Constatações aleatórias sem bases concretas.
Questão 3
84/212
4. O programa de auditoria pode ser formado por um conjunto de uma
ou mais auditorias, deve ser planejado para um período de tempo espe-
cífico e direcionado a um propósito específico, um programa de audito-
ria inclui todas as atividades necessárias para planejar, organizar e reali-
zar as auditorias. Este contexto está presente em que norma:
a) NBR ISO 9001/2000.
b) NBR ISO 9000/2000.
c) NBR ISO 19011/2002.
d) NBR ISO 9000-3/2003.
e) NBR 05030/2004.
Questão 4
85/212
5. Com suas palavras e baseado nas instruções descritas no texto de es-
tudo complete o quadro abaixo:
Cliente da Auditoria
Auditado
Auditor
Equipe de auditoria
Especialista
Questão 5
86/212
Gabarito
1. Resposta: E.
Auditores pratiquem o cuidado necessário
considerando a importância da tarefa que
eles executam e a confiança colocada neles
pelos clientes de auditoria e outras partes
interessadas. Ter a competência necessária
é um fator importante.
2. Resposta: todas verdadeiras.
As considerações apresentadas estão de
acordo com as notas elencadas na norma
ISO 19011/2002.
3. Resposta: E.
As auditorias exigem a confiabilidade
das constatações e das conclusões
apresentadas.
4. Resposta: C.
Na NBR ISO 19011/2002.
87/212
Gabarito
5. Resposta:
Cliente da Auditoria Pode ser uma organização ou pessoa que solicitou a auditoria
Auditado Organização que está sendo auditada
Auditor Pessoa competente que possa realizar uma auditoria
Equipe de auditoria Um ou mais auditores que realizam uma auditoria
Especialista Pessoa que fornece conhecimento ou experiência específico
para a equipe de auditoria
88/212
Unidade 5
NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria
Objetivos
1. Conhecer a metodologia para o
gerenciamento de um Programa
de Auditoria contido na NBR ISO
19011:2002.
2. Elaborar um Programa de Auditoria
em uma organização contendo a
legislação de um sistema de gestão
de qualidade e/ou ambiental da NBR
ISO 19011:2002.
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria89/212
Introdução
As auditorias ambientais são importantes
ferramentas para o controle gerencial,
pois identificam falhas e possíveis erros,
que poderão, por meio da verificação dos
resultados, determinar ações corretivas
e preventivas, bem como tomar decisão
sobre eventuais investimentos, visando
à melhoria contínua do desempenho
ambiental e qualitativo em busca da
preservação do meio ambiente.
Um exemplo comum que vêm ao
encontro deste objetivo é a utilização das
auditorias pela matriz que necessita ter
informações sobre as práticas ambientais
das filiais, a fim de manter padronizados os
procedimentos implementados.
Dependendo da instituição, do seu
tamanho, da natureza e complexidade
podem ser realizadas uma única auditoria
ou mais auditorias, com vários objetivos,
a alta direção das instituições ou
organizações cede a autoridade para que
ocorra o gerenciamento do programa de
auditoria.
Esses objetivos são à base do planejamento
e da posterior realização das auditorias
conforme considerados pela alta direção,
podem ser:
• Intenções comerciais;
• Requisitos de sistema de gestão;
• Requisitos estatutários,
regulamentares e contratuais;
• Necessidades de outras partes
interessadas; e
• Riscos para organização.
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria90/212
A partir dos objetivos indicados pela alta
direção de uma organização, o auditor
deverá determinar a abrangência do
programa de auditoria, que dependerá
especificamente de cada caso, sendo
definidos:
Para saber mais
Programa de Auditoria é o conjunto de uma ou
mais auditorias, que serão realizadas em um
determinado período de tempo e que possuem
um objetivo específico, pode ser direcionado a
diversas finalidades, como auditorias internas,
auditorias de terceira parte, auditorias de
fornecedor, auditoria de conformidade legal,auditoria de passivo ambiental.
• Escopo, objetivo e duração de cada
auditoria a ser realizada.
• Frequência das auditorias a serem
realizadas.
• Requisitos normativos, estatutários,
regulamentares e contratuais e
outros critérios de auditoria.
• Necessidade para credenciamento ou
registro/certificação.
• Conclusões de auditorias anteriores
ou resultados de análise crítica de um
programa de auditoria anterior.
Um programa de auditoria pode incluir
uma ou mais auditorias, dependendo
do tamanho, natureza e complexidade
da organização a ser auditada. Estas
auditorias podem ter uma variedade
http://www.cedet.com.br/index.php?/O-que-e/Gestao-da-Qualidade/auditoria.html
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria91/212
de objetivos e também podem incluir
auditorias combinadas ou auditorias em
conjunto, como descritas a seguir:
Se uma organização a ser auditada opera
sistemas de gestão da qualidade e de
gestão ambiental, auditoria combinadas
podem ser incluídas no programa de
auditoria.
Duas ou mais organizações auditadas
podem cooperar entre si, como parte
de seus programas de auditoria, para
realizar uma auditoria conjunta. Em tal
caso, convém que seja prestada atenção
especial à divisão de responsabilidades, à
provisão de qualquer recurso adicional, à
competência da equipe de auditoria e aos
procedimentos apropriados.
Um programa de auditoria também inclui
todas as atividades necessárias para
planejar e organizar os tipos e números de
auditorias e para fornecer os recursos para
conduzi-las eficaz e eficientemente dentro
do período de tempo especificado.
Elaborado o Programa da Auditoria o
auditor (ou equipe) deverá dar início a
implementação da mesma, as etapas da
implementação estão contidas na NBR ISO
19011:2002 e descritas a seguir:
• Comunicar o programa de auditoria
às partes pertinentes.
• Coordenar e programar auditorias
e outras atividades pertinentes ao
programa de auditoria.
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria92/212
• Estabelecer e manter um processo
para a avaliação dos auditores e o
seu desenvolvimento profissional
contínuo.
• Assegurar a seleção de equipes de
auditoria.
• Assegurar a análise crítica e a
aprovação de relatórios de auditoria
e assegurar sua distribuição ao
cliente da auditoria e outras partes
especificadas.
• Assegurar as ações de
acompanhamento de auditoria, se
aplicável.
• Fornecer os recursos necessários para
as equipes de auditoria.
• Assegurar a realização de auditorias
de acordo com o programa de
auditoria.
• Assegurar o controle de registros das
atividades de auditoria.
A mesma norma aponta um aspecto
muito importante que é o monitoramento
e a análise do Programa de Auditoria,
a auditoria deve ser monitorada em
intervalos de tempo adequados e
analisados cuidadosamente para
intensificar seus objetivos na busca de
melhorias.
• Pontos de Análise:
• A habilidade da equipe de
auditoria em implementar o plano
de auditoria;
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria93/212
• Conformidade com o programa de auditoria e as programações;
• Práticas alternativas ou novas de auditar; e
• Consistência no desempenho entre equipes de auditoria em situações semelhantes.
Para saber mais
São finalidades do monitoramento:
• Verificar se estão sendo tomadas providências para sanar as irregularidades apontadas;
• Acompanhar a evolução das unidades auditadas;
• Analisar se as auditorias realizadas obtiveram os resultados esperados; e
• Auxiliar os gestores das unidades a verificar se as ações adotadas contribuíram para o alcance dos
resultados desejados.
As análises definem os resultados e tendências do monitoramento, apontam a conformidade
com os procedimentos propostos, indicam a evolução de necessidades e expectativas de partes
interessadas, e por fim a introdução de práticas alternativas ou novas de auditar.
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria94/212
A NBR ISO 19011:2002 define as ações
que devem ser tomadas pelos responsáveis
pelo gerenciamento de uma auditoria,
estes devem:
• Estabelecer os objetivos e
abrangência do programa de
auditoria.
• Estabelecer as responsabilidades e
procedimentos, e assegurem que os
recursos sejam fornecidos.
• Assegurar a implementação do
programa de auditoria.
• Assegurar que registros apropriados
do programa de auditoria sejam
mantidos.
• Monitorar, analisar criticamente e
melhorar o programa de auditoria.
A NBR ISO 19011:2002 também define a
obrigação de gerar recursos financeiros
para desenvolver, implementar, gerenciar
e aperfeiçoar as atividades de auditorias;
este recursos deverão contemplar :
• Técnicas de auditoria;
• Processos para alcançar e manter
a competência de auditores, e
aperfeiçoar o desempenho do
auditor;
• Disponibilidade de auditores e
especialistas, com a competência
adequada aos objetivos particulares
do programa de auditoria;
• Abrangência do programa de
auditoria; e
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria95/212
• Tempo de viagem, acomodação e
outras necessidades para se auditar.
Com base nas informações, negociações
e documentações já verificadas o auditor
deve passar para o próximo bloco que seria
o procedimento de uma auditoria, este
procedimento envolve algumas etapas
definidas na NBR ISO 19011:2002, que são:
• Planejar e programar auditorias;
• Assegurar a competência de
auditores e líderes de equipe de
auditoria;
• Selecionar equipes de auditoria
apropriadas e designar suas funções
e responsabilidades;
• Realizar auditorias;
• Realizar ações de acompanhamento
de auditoria, se aplicável;
• Manter registros do programa de
auditoria;
• Monitorar o desempenho e eficácia
do programa de auditoria; e
• Informar para a Alta Direção as
realizações globais do programa de
auditoria.
E por fim efetuar sempre os registros
advindos da auditoria, que podem ser:
• Registros relativos a auditorias
individuais, tais como planos de
auditoria, relatórios de auditoria,
relatórios de não conformidade,
relatórios de ação corretiva e
Unidade 5 • NBR ISO 19011:2002 – Gerenciando um Programa de Auditoria96/212
preventiva, e relatórios de ações de
acompanhamento de auditoria, se
aplicável.
• Resultados de análise crítica do
programa de auditoria.
• Registros relativos à pessoal de
auditoria, incluindo assuntos tais
como competência do auditor e
avaliação de desempenho, seleção da
equipe de auditoria, e manutenção e
aperfeiçoamento da competência.
• Convém que os registros sejam
mantidos e salvaguardados
adequadamente.
Link
A prática das auditorias nas empresas.
Disponível em: <http://www.
facimed.edu.br/site/revista/pdfs/
abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.
pdf>. Acesso outubro 2015.
http://www.facimed.edu.br/site/revista/pdfs/abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.pdf
http://www.facimed.edu.br/site/revista/pdfs/abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.pdf
http://www.facimed.edu.br/site/revista/pdfs/abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.pdf
http://www.facimed.edu.br/site/revista/pdfs/abd35b70aeebbed4bdcf68a6b3940b7c.pdf
http://csearsouthamerica.net/events/files/conferences/1/schedConfs/2/papers/36/public/36-164-1-PB.pdf. Acesso outubro 2015
97/212
Considerações Finais
Resultados de análises críticas do programa de auditoria podem conduzir
a ações corretivas e preventivas, à melhoria do programa de auditoria e a
realimentação dos clientes da auditoria, auditados e auditores.
Para saber mais
As empresas que realizam as auditorias de terceira
parte no Brasil são: ABS, BSI, Loyds Register, BVQI,
Fundação Vanzolini, DNV e SGA; estas empresas
foram reconhecidas e credenciadas pela ISO,
através do INMETRO- Instituto Nacional de
Metrologia, Qualidade e Tecnologia..
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria98/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas.NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011:2002 – Diretrizes para auditoria
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
99/212
Assista a suas aulas
Aula 5 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Gerenciando
um Programa de Auditoria - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f-
1d/66b9c27c820ad9811ff618ad8b1d4adf>.
Aula 5 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Gerenciando
um Programa de Auditoria - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/cc-
65c50045a88a294a04d5d2419bf7cf>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/66b9c27c820ad9811ff618ad8b1d4adf
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/66b9c27c820ad9811ff618ad8b1d4adf
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/66b9c27c820ad9811ff618ad8b1d4adf
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/cc65c50045a88a294a04d5d2419bf7cf
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http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/cc65c50045a88a294a04d5d2419bf7cf
100/212
1. Em relação aos objetivos de auditorias contemplados na NBR ISO
19011:2002, podemos elencar, EXCETO:
a) Intenções comerciais.
b) Requisitos de sistema de gestão.
c) Requisitos estatutários, regulamentares e contratuais.
d) Necessidades de outras partes interessadas.
e) Cálculo da qualidade de produtos terceirizados.
Questão 1
101/212
2. A NBR ISO 19011:2002 define as ações que devem ser tomadas pelos
responsáveis pelo gerenciamento de uma auditoria; assinale a alternativa
que não cabe aos responsáveis pelo gerenciamento:
a) Planejar e programar a auditoria.
b) Propor o objetivo da auditoria.
c) Assegurar a competência de auditores e líderes de equipe de auditoria.
d) Selecionar equipe de auditoria apropriada e designar suas funções e responsabilidades.
e) Realizar a auditoria.
Questão 2
102/212
3. A norma NBR ISO 19011:2002 propõe pontos de análise para realizar o
monitoramento das auditorias; das questões abaixo relacionadas, identi-
fique a INCORRETA:
a) A habilidade da equipe de auditoria em implementar o plano de auditoria.
b) A conformidade com o programa de auditoria e as programações.
c) As práticas alternativas ou novas de auditar.
d) A consistência no desempenho entre equipes de auditoria em situações semelhantes.
e) A anuência do cliente no processo de auditoria.
Questão 3
103/212
4. Em relação aos registros de uma auditoria, os auditores devem, exceto:
a) Registrar as auditorias individuais, tais como planos de auditoria, relatórios de auditoria,
relatórios de não conformidade, relatórios de ação corretiva e preventiva.
b) Divulgar os registros para as partes, interessados e fornecedores.
c) Registrar os resultados de análise crítica do programa de auditoria.
d) Registrar a competência do auditor.
e) Registrar a avaliação de desempenho e a seleção da equipe de auditoria.
Questão 4
104/212
5. Com base nas informações, negociações e documentações já verifica-
das, o auditor deve passar para o próximo bloco que seria o procedimen-
to de uma auditoria, este procedimento envolve algumas etapas defini-
das na NBR ISO 19011:2002, que são, EXCETO:
a) Selecionar equipes de auditoria apropriadas e designar suas funções e responsabilidades.
b) Realizar auditorias.
c) Corrigir o sistema de Gestão.
d) Realizar ações de acompanhamento de auditoria, se aplicável.
e) Manter registros do programa de auditoria.
Questão 5
105/212
Gabarito
1. Resposta: E.
O cálculo da qualidade de produtos
terceirizados não é objetivo de uma
auditoria ambiental.
2. Resposta: B.
O objetivo da auditoria é proposto pelo
cliente, pela organização a ser auditada e
não pelos responsáveis da auditoria.
3. Resposta: E.
A auditoria ambiental pode ser analisada
pelos pontos descritos exceto pela
anuência do cliente no processo.
4. Resposta: B.
Convém que os registros sejam mantidos e
salvaguardados adequadamente.
5. Resposta: E.
O procedimento da auditoria não corrige
o sistema de Gestão; as correções e
prevenções vão ser elaboradas após a
análise do monitoramento da auditoria.
106/212
Unidade 6
NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria
Objetivos
1. Conhecer a metodologia para a
execução conhecer as orientações
sobre como realizar e planejar as
atividades contidas na NBR ISO
19011:2002.
2. Conhecer a abrangência na qual
as disposições da auditoria são
aplicáveis de acordo com as diretrizes
da NBR ISO 19011:2002.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria107/212
Introdução
Executando uma auditoria, os cuidados que
o auditor deve tomar na hora da execução
de uma auditoria ambiental são inúmeros,
primeiramente devem ser considerados
os objetivos combinados, o escopo e os
critérios estes irão nortear o planejamento
da auditoria.
Em seguida, deve-se verificar a viabilidade
da auditoria se estas informações são
suficientes para desenvolver as atividades
e cumprir com os objetivos propostos, se
há tempo e recurso para a implementação
da auditoria e por fim a seleção da equipe
da auditoria que deve ser específica de
acordo com os objetivos propostos.
Os objetivos propostos podem ser:
• satisfazer requisitos para certificação
em uma norma de sistema de gestão;
• verificar conformidade com requisitos
contratuais;
• obter e manter confiança na
capacidade de um fornecedor; e
• contribuir para a melhoria do sistema
de gestão.
As atividades devem ser conduzidas a
partir de uma reunião de abertura que
irá designar funções e responsabilidades
de guias e observadores, como serão
coletadas as observações de campo, o
auditado deverá estar presente nesta
reunião:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria108/212
Para saber mais
Segundo o Professor Msc. Leonardo Pivôtto Nicodemo: “O escopo também deve ser definido de
forma clara e objetiva entre o cliente e o auditor líder. Nesta seção deve-se levar em consideração - a
localização geográfica; os limites organizacionais (Em toda empresa? Em todas as áreas de atuação?
Somente a questão ambiental?); o objeto de auditagem (isolada ou em conjunto com outros setores
como saúde, segurança do trabalhador...?); o período de auditagem (apenas uma visita? Uma semana?);
ambiental (poluição do ar? Poluição da água? Avaliação de riscos e desastres ambientais?)”.
Link
Sociedade e Gestão. Disponível em: <http://www.revistageas.org.br/ojs/index.php/geas>.
Acesso outubro de 2015.
http://www.revistageas.org.br/ojs/index.php/geas
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria109/212
Identificar e documentar condições
ambientais que indiquem alterações
da qualidade ambiental que possam
colocar em risco a saúde humana e o meio
ambiente, bem como determinar o grau de
conformidade em relação a critérios legais
e normativos.
Após a finalização das atividades
propostas, a NBR ISO 19011:2002 aponta
alguns parâmetros da conclusão da
auditoria. Descrito a seguir:
Concluindo uma auditoria:
• Aprovando e distribuindo o relatório
da auditoria
• Preparando o relatório da auditoria
• Todas as atividades descritas no
plano de auditoria forem realizadas.
Link
Auditoria e Gestão de Refinaria de Petróleo.
Disponível em: <http://periodicos.unitau.
br/ojs-2.2/index.php/exatas/article/
viewFile/400/442>
Acesso outubro de 2015.
Como fazer um bom uso da NBR ISO 19011:2002.
Disponível em: <http://isotc.iso.org/livelink/
livelink?func=ll&objId=3541460&objAc-tion=browse&sort=name>
Acesso outubro 2015.
http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/exatas/article/viewFile/400/442
http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/exatas/article/viewFile/400/442
http://periodicos.unitau.br/ojs-2.2/index.php/exatas/article/viewFile/400/442
http://isotc.iso.org/livelink/livelink?func=ll&objId=3541460&objAction=browse&sort=name
http://isotc.iso.org/livelink/livelink?func=ll&objId=3541460&objAction=browse&sort=name
http://isotc.iso.org/livelink/livelink?func=ll&objId=3541460&objAction=browse&sort=name
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria110/212
• Documentos retidos ou destruídos
conforme o acordo entre as partes.
• Sigilo da auditoria pode ser requerido
por lei.
E, por fim, a reunião de encerramento a
reunião de encerramento é conduzida
pelo líder da equipe de auditoria e deve
ter como meta a apresentação das
constatações e conclusões da auditoria, a
negociação de prazo para a apresentação
de um plano de ação corretiva e preventiva,
com a participação do cliente e do
auditado.
Para saber mais
O Instituto Ambiental do Paraná elaborou uma
norma que criou as auditorias compulsórias,
que podem obrigar a empresa a contratar um
auditor credenciado para avaliar o cumprimento
da legislação vigente. Neste processo, serão
avaliadas as conformidades sistímicas que
apresentam um nível de abrangência significativo
e as conformidades pontuais que apresenta um
nível de abrangência de pequena magnitude.
O auditado tem que ter uma participação
proativa em relação à auditoria que estará
sendo realizada, tem que ter aceitação e
disponibilizar as informações completas e
adequadas aos temas objeto de auditoria.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria111/212
Dessa maneira traz a veracidade e a melhor
qualidade dos resultados com tempo
reduzido.
Os auditores solicitam por meio de
um questionário ou um check-list as
informações que devem ser coletadas
durante as entrevistas, observações de
campo. A seguir é apresentado um Roteiro
Básico contendo todas as informações
que devem ser levantadas em campo,
este roteiro deve ser adaptado para os
casos específicos é muito amplo e possui
atividades gerais que podem não ser o
caso do objetivo da sua auditoria ou dos
aspectos ambientais da sua organização.
Sumário
1 Informações Gerais..................................3
1.1 Informações Gerais...................................3
2 histórico da Unidade:..............................4
2.1 Resumo histórico da unidade:.................4
2.2 Histórico de Uso Agrícola.........................4
3 Localização.................................................5
3.1 Entornos da Propriedade..........................5
4 Contexto Geográfico................................6
4.1 Topografia ...................................................6
4.2 Geologia e Hidrogeologia.........................6
4.3 Corpos D’água............................................7
5 Documentação...........................................8
5.1 Licenças.......................................................8
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria112/212
6 Desempenho ambiental........................10
6.1 Sistema de Gestão Ambiental...............10
6.2 Performance ambiental.........................10
6.3 organização pessoal...............................11
6.4 programas e procedimentos de meio
ambiente............................................................11
7 Descrição das Atividades no Site
Investigado........................................................13
7.1 Descrição das atividades desenvolvidas
atualmente:.......................................................13
7.2 Fluxograma de Processos:.....................14
7.3 Matéria Prima..........................................15
7.4 Substâncias Perigosas em Conexão com
Usos.....................................................................17
8 Tubulações Subterrâneas.....................19
9 Bifenilas Policloradas (PCBs)..............19
10 Emissões Atmosféricas.........................20
10.1 Emissões Atmosféricas...........................20
10.2 Emissão de Ruído.....................................20
10.3 Emissão de Odor......................................20
10.4 Substâncias que destroem a camada de
ozônio (CFC’s)....................................................21
11 Efluentes..................................................21
11.1 Efluentes Domésticos.............................21
11.2 Efluentes Industriais...............................23
12 Presença de Asbestos............................24
13 Materiais radioativos............................24
14 Utilidades.................................................25
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria113/212
14.1 Tanques de armazenamento de produtos
químicos.............................................................25
14.1.1 Tanques de Armazenamento
Aéreos.................................................................25
14.1.2 Tanques de Armazenamento
Subterrâneos.....................................................26
14.2 Serviços e energia fornecidos para a
propriedade.......................................................27
14.2.1 Energia Elétrica..............................27
14.2.2 Água.................................................27
14.2.3 Gás...................................................28
14.2.4 Caldeiras..........................................28
14.2.5 Combustiveis...................................29
15 Proteção contra incêndios...................29
16 Observações da inspeção à área........30
16.1 Evidência de Derrames ou
Infiltrações.........................................................30
16.2 Aterros, Sumidouros ou Solo
Movimentado.....................................................30
16.3 Solo Impactado ou Descolorido............30
16.4 Áreas de “Stress” de Vegetação............31
16.5 Evidência de Contaminação em Águas
Superficiais ou Subterrâneas..........................31
17 Geração de Resíduo, Armazenamento e
Disposição Final................................................32
17.1 Resíduos não regularizados...................32
17.2 Resíduos regularizados...........................32
17.3 Resíduos ambulatoriais..........................32
17.4 Resíduos sólidos perigosos....................33
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria114/212
Data da Inspeção:
Nome do Auditor:
Nome dos Entrevistados / Representantes da Empresa Auditada:
Nome Cargo Data da contratação
Informações Gerais
Razão Social:
Possui outra Razão Social? Sim Não
Qual?
Ramo de atividade:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria115/212
Informações Gerais
Endereço:
Bairro: Cidade:
CEP: Estado:
Telefone: FAX:
Email:
CNPJ: Inscr. Estadual:
Inscr. Municipal:
Área total: Área construída:
Existe alguma figura de localização do site? Sim Não
Existe algum tipo de registro fotográfico da área em apreço? Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria116/212
Área da empresa que trata dos assuntos Ambientais?
Responsável / Cargo:
Telefone: e-mail:
Web site:
Número de Funcionários:
Diretos:
Indiretos:
Total:
Turnos de trabalho Horários
histórico da Unidade:
Atual proprietário do terreno:
Data do inicio das operações industriais na propriedade:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria117/212
Resumo histórico da unidade:
Histórico de Uso Agrícola
Foi observada alguma evidência ou histórico
que sugira que a área tenha sido utilizada no
passado como fazenda para cultivo agrícola?
Sim Não
Se sim, descrever:
Foi observada alguma evidência ou históricoque indique o uso inapropriado de pesticidas,
herbicidas, corretivos agrícolas ou fertilizantes?
Sim Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria118/212
Localização
O Site está localizado em área:
Residencial Comercial Lote desocupado
Rural Industrial leve Industrial pesado
Estacionamento Não desenvolvido Construção abandonada
Outros
Entornos da Propriedade
Utilização / Ocupações dos entornos da propriedade:
Norte:
Sul:
Leste:
Oeste:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria119/212
Alguma propriedade dos entornos utiliza/gera ou são suspeitos de utilizar/gerar alguns dos produtos
abaixo? (estimar a quantidade quando possível):
Produtos Descrição da utilização
Produtos petroquímicos Sim Não
Solventes Sim Não
Pesticidas/herbicidas Sim Não
Efluentes não domésticos Sim Não
Substâncias químicas diversas Sim Não
Existem registros sobre a ocorrência de impactos ambientais decorrentes de propriedades no
entorno da propriedade? Caso positivo, descrever os incidentes ambientais ou problemas ocorridos
no entorno da propriedade que possam ter impactado a área de estudo:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria120/212
Contexto Geográfico
Topografia
A topografia do site é caracterizada abaixo:
Terreno plano (0% de inclinação)
Relevo suave (0%-1% de inclinação)
Relevo moderado (1%-3% de inclinação)
Relevo significante (>3% de inclinação)
A altitude média do Site:
Observações:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria121/212
Geologia e Hidrogeologia
Descrever resumidamente a geologia e a hidrogeologia local
Nível d’água predominante no site:
Baseados em dados obtidos da área investigada ou da vizinhança, qual a direção do fluxo
predominante da água subterrânea?
Descrição da qualidade e do uso da água subterrânea na vizinhança da propriedade investigada:
O site localiza-se em áreas com ocorrência de enchentes ou alagamentos? Sim Não
Se sim, existe histórico de enchentes ou alagamentos da área? Sim Não
Se sim, descrever:
Corpos D’água
O site localiza-se em áreas de proteção de manancial? Sim Não
Se sim, descrever:
Foi observada a existência de algum corpo d’água no site inspecionado? Sim Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria122/212
Documentação
Os documentos obtidos foram encontrados em arquivos mantidos por
outros (proprietário do terreno, bibliotecas, órgãos públicos, jornais, entre
outros).
Sim Não
Licenças
Municipais
Número / Validade
Alvará de Funcionamento da Prefeitura
Alvará de Sanitário da Secretaria Municipal de Saúde
AVCB – Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros
Outros Documentos:
Estaduais
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria123/212
Número / Validade
Licenças de Instalação
Condicionantes:
Número / Validade
Licença de Funcionamento / Operação
Condicionantes:
Outros Documentos:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria124/212
Federal
Número / Validade
Cadastro Técnico Federal do Ministério do Meio Ambiente IBAMA
Outros Documentos:
Desempenho ambiental
Sistema de Gestão Ambiental
A unidade possui Certificado ISO 14001 (Ambiental)? Sim Não
Em caso de positivo, qual o órgão certificadore a validade do certificado?
Performance ambiental
Mantêm registro dos acidentes ambientais? Sim Não
Em caso de positivo, citar o número de acidentes dos últimos 3 anos e descrever aqueles de maior
significância.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria125/212
Existem comunicados das agências regulamentadoras? Sim Não
Em caso de positivo, descrever o motivo daqueles de maior significância.
Recebeu alguma intimação/autuação dos órgãos ambientais nos últimos
3 anos?
Sim Não
Em caso de positivo, descrever o motivo daqueles de maior significância.
Existem registros de estudos, investigações e/ou atividades de
remediação na área de estudo?
Sim Não
Em caso de positivo, descrever aqueles de maior significância.
organização pessoal
Tem ou disponibiliza?
Químico ou ambiental em período integral? Sim Não
Químico ou ambiental em período parcial? Sim Não
Técnico Químico ou ambiental em período integral? Sim Não
Técnico Químico ou ambiental em período parcial? Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria126/212
Programa de incentivo em meio ambiente? Sim Não
Treinamento em meio ambiente? Sim Não
A empresa aloca recursos para a capacitação dos funcionários, cuja atividade tem efeito significativo
sobre o meio ambiente? Sim Não
programas e procedimentos de meio ambiente
Dispõe de um programa de meio ambiente implementado? Sim Não
Se positivo, o programa aborda os seguintes elementos chaves:
Expectativa e comprometimento gerencial? Sim Não
Participação dos funcionários? Sim Não
Responsabilidade dos Gerentes, Supervisores e Funcionários? Sim Não
Recursos para atender requisitos de meio ambiente? Sim Não
Avaliação periódica da performance ambiental para todos os funcionários? Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria127/212
Estrutura documental do Sistema de Gestão Ambiental – SGA:
Manual do SGA
Política do Meio Ambiente
Procedimentos
Objetivos e metas
Instruções Técnicas
Programa de Gestão
Lista de Produtos proibidos ou de uso controlado
Levantamento, monitoramento e registro de fontes poluidoras
O programa inclui práticas e procedimentos tais como:
Histórico de incidentes/acidentes? Sim Não
Reporte de incidentes/acidentes? Sim Não
Tratamento de efluentes? Sim Não
Disposição de resíduos? Sim Não
Reconhecimento e controle dos riscos ambientais? Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria128/212
São realizadas reuniões de Meio Ambiente com os:
Supervisores? Sim Não
Funcionários? Sim Não
Novos contratados? Sim Não
Terceirizados? Sim Não
São elaboradas Atas de Reuniões? Sim Não
Existe algum processo de detecção de não conformidades ambientais?
Sim Não
Existe algum processo de ações corretivas/preventivas abordando deficiências de performance e
conduta em meio ambiente?
Sim Não
Equipamentos e materiais:
Existe um sistema que estabeleça especificações aplicáveis a meio ambiente para a aquisição de
materiais e equipamentos? Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria129/212
Conduz inspeções periódicas nos equipamentos em operação (máquinas e ferramentas) de acordo
com requisitos regulamentares? Sim Não
Faz manutenção preventiva/preditiva nos equipamentos de acordo com requisitos regulamentares e/
ou plano? Sim Não
Mantém os históricos das certificações de inspeções e manutenções para os equipamentos em
operação? Sim Não
Realiza o Levantamento de Aspectos e Impactos relacionados com atividades?
Sim Não
Quais os principais aspectos ambientais relacionados às atividades?
Descrição das Atividades no Site Investigado
Sempre desenvolveu as mesmas atividades industriais? Sim Não
Se não, quais as outras atividades que foram desenvolvidas no passado?
Descrição das atividades desenvolvidas atualmente:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria130/212
Fluxograma de Processos: Matéria Prima
Descrever as principais matérias primas / produtoscomercializados:
Matéria-Prima/
Produto
comercializado
Tipo de embalagem /
capacidade (volume ou peso)/
Localização no site
Características
do Local de
Armazenamento
Foto
Descrever as principais matérias primas/ produtos comercializados:
Matéria-Prima/
Produto
comercializado
Tipo de embalagem /
capacidade (volume ou peso)/
Localização no site
Características
do Local de
Armazenamento
Foto
Observações:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria131/212
Substâncias Perigosas em Conexão com Usos
Substâncias perigosas e/ou produtos químicos controlados são
manipulados / armazenadas no site?
Sim Não
Se sim,
São produtos controlados pelo Ministério da Defesa – Exército Brasileiro? Sim Não
Possui o Certificado de Registro do Ministério da Defesa – Exército
Brasileiro.
Sim Não
Citar o número do Certificado, sua validade e os produtos autorizados:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria132/212
São produtos controlados pela Divisão de Entorpecentes da Polícia
Federal?
Sim Não
Possui a Licença de Funcionamento do Ministério da Justiça?. Sim Não
Envia periodicamente o mapa mensal de consumo?. Sim Não
Citar o número da Licença, sua validade e os produtos autorizados:
Descrever os principais produtos químicos manipulados (ex: solventes em pequenas quantidades,
tintas, entre outros.) no site juntamente com os volumes utilizados mensalmente.
Produto
Utilização / volume
mensal utilizado
Localização no site
Características do Local
de Armazenamento
Foto
Descrever os principais produtos químicos manipulados (ex: solventes em pequenas quantidades,
tintas, entre outros.) no site juntamente com os volumes utilizados mensalmente.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria133/212
Produto
Utilização / volume
mensal utilizado
Localização no site
Características do Local de
Armazenamento
Foto
Observações:
Tubulações Subterrâneas
Foi observada a existência de algum sistema tubulações subterrâneas
para transporte de matérias primas e/ou combustíveis (ativas ou
inativas)?
Sim Não
Se sim, descrever:
Existem formas de detecção de possíveis vazamentos nos tanques ou
nas tubulações?
Sim Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria134/212
Bifenilas Policloradas (PCBs)
Existe a utilização ou o histórico da utilização de algum equipamento
elétrico (ex: transformadores elétricos) com potencial de conter PCB’s?
Sim Não
Se sim, listar os equipamentos existentes e suas caracteristicas:
Identificação Tipo de
equipamento
Início das
operações
Localização Status (ativo
ou iniativo)
Observações
Emissões Atmosféricas
Emissões Atmosféricas
Fontes comprovadas ou potenciais de emissões atmosféricas observadas
durante a inspeção ao Site:
Sim Não
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Equipamento Localização Sistema de controle (se houver)
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria135/212
Emissão de Ruído
Existem fontes geradoras de ruídos no Site? Sim Não
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Equipamento Localização Nível de ruído Sistema de controle (se houver)
Emissão de Odor
Existem fontes de emissão de odor no Site? Sim Não
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Identificação Localização Sistema de controle (se houver)
Substâncias que destroem a camada de ozônio (CFC’s)
Existem equipamentos (geladeiras, condicionadores de ar, entre outros)
ou sistemas (câmaras frigoríficas) que utilizem CFC’s?
Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria136/212
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Identificação Quantidade de
equipamentos ou sistemas
Localização Substância
utilizada
Inicio das
operações
Efluentes
São gerados efluentes domésticos e/ou industriais na unidade
investigada?
Sim Não
Os sistemas de drenagem destes efluentes são segregados? Sim Não
Efluentes Domésticos
Volume gerado mensalmente:
Atualmente como é feito o descarte dos efluentes domésticos gerados?
Sistema de Esgoto Municipal Infiltração no solo
Corpo d’água Indeterminado
Outros
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria137/212
Existem fossas sépticas (ativas ou inativas) na unidade? Sim Não
Se sim, listar as fontes observadas e suas características:
Identificação Localização Situação (ativa ou inativa) Inicio das operações
A composição do efluente é conhecida? Sim Não
Existe algum tipo de pré-tratamento antes do seu descarte final? Sim Não
Se sim, descrever:
Existe algum programa de monitoramento do sistema de tratamento de
efluentes?
Sim Não
Se sim, descrever:
A qualidade do efluente tratado está em conformidade com a Legislação
vigente?
Sim Não
Existe autorização para descarte de efluentes em corpos d’água? Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria138/212
Existe algum programa de re-uso de água pós tratamento? Sim Não
Se sim, descrever:
Comentários:
Efluentes Industriais
Volume gerado mensalmente:
Atualmente como é feito o descarte dos efluentes domésticos gerados?
Sistema de Esgoto Municipal Infiltração no solo
Corpo d’água Indeterminado
Outros
A composição do efluente é conhecida? Sim Não
Existe autorização para descarte de efluentes em corpos d’água? Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria139/212
Existe algum tipo de pré-tratamento antes do seu descarte final? Sim Não
Se sim, descrever:
Existe algum programa de monitoramento do sistema de tratamento de
efluentes?
Sim Não
Se sim, descrever:
A qualidade do efluente tratado está em conformidade com a Legislação
vigente?
Sim Não
Comentários:
Presença de Asbestos
A inspeção visual para identificar materiais de construção que contenham asbesto não inclui
materiais cobertos ou espaços inacessíveis dentro do site.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria140/212
Durante a auditoria foi observada a
utilização de materiais ou resíduos que
possam conter asbestos (amianto)?
Sim
Não
Se sim, listar os pontos observados:
Local Setor/Departamento/Utilização Área (m2) Observações
Materiais radioativos
A unidade investigada utiliza equipamentos que contenham materiais
radioativos tais como: sistema de proteção contra descargas elétricas
atmosféricas, espessímetros, detectores de fumaça, entre outros?
Sim Não
Se sim, listar os equipamentos:
Identificação Localização /Utilização Observações
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria141/212
Se existirem equipamentos contendo materiais radioativos, descrever a forma de armazenamento
e a destinação final após o término da vida útil deste equipamento:
A empresa possui a autorização do órgão competente para utilização de
materiais radioativos?
Sim Não
Se sim, qual o órgão expedidor e o número da autorização?
Utilidades
Tanques de armazenamento de produtos químicos
Existem tanques de armazenamento de produtos químicos ativos ou
desativados?
Sim Não
Tanques de Armazenamento Aéreos
Foram observados Tanques de Armazenamento Aéreos durante a
inspeção ao Site?
Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria142/212
Listar os Tanques aéreos existentes e suas características:
Identificação Produto
armazenado
Capacidade (m3) Tipo/construção
do tanque
Localização Início das
operações
Os tanques existentes possuem contenção secundária? Sim Não
Se sim, descrever:
Existe um plano de contenção de derramamentos? Sim Não
Se sim, descrever:
Existe algum histórico de acidentes e ou derramamentos? Sim Não
Se sim, descrever:
Tanques de Armazenamento Subterrâneos
Foram observados Tanques de Armazenamento Subterrâneo durante a
inspeção ao Site?
Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002- Executando uma Auditoria143/212
Listar os Tanques aéreos existentes e suas características:
Identificação Produto
armazenado
Capacidade
(m3)
Tipo/construção
do tanque
Localização Status
(ativo ou
inativo)
Início das
operações
São realizados testes de estanqueidade dos tanques e/ou das linhas de
distribuição?
Sim Não
Se sim, qual a periodicidade e a situação de cada tanque?
Existem formas de detecção de possíveis vazamentos nos tanques ou nas
tubulações?
Sim Não
Se sim, descrever:
Existe algum histórico de acidentes e ou derramamentos? Sim Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria144/212
Serviços e energia fornecidos para a propriedade
Energia Elétrica
Qual a empresa fornecedora de energia elétrica para a unidade?
Qual o consumo médio mensal
Água
Toda água utilizada pela unidade é fornecida pelo consórcio público? Sim Não
Se sim:
Qual a empresa fornecedora de água para a unidade?
Qual o consumo médio mensal
Se não:
Existe a captação de águas superficiais em corpos d’água? Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria145/212
A empresa possui a outorga de captação de águas superficiais? Sim Não
Se sim, qual o número da autorização e qual a quantidade de captação
permitida?
Qual a utilização da água captada?
É realizado um tratamento prévio antes de sua utilização? Sim Não
Se sim, descrever:
Existem poços para captação de água subterrânea? Sim Não
Se sim, listar os poços observados informando a o volume de exploração e o número da outorga para
captação (se houver).
Identificação Localização
Volume de
bombeamento (m3/h)
Situação
(Ativo, Inativo,
abandonado, etc.)
Número da
outorga /
validade
Qual a utilização da água?
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria146/212
São realizadas análises químicas periódica? Sim Não
Se sim, descrever a periodicidade e comente os últimos resultados
obtidos:
Gás
A empresa utiliza gás em seus processos? Sim Não
Se sim,
Qual o tipo de gás utilizado e qual a sua utilização?
Qual a empresa fornecedora de água para a unidade?
Qual o consumo médio mensal
Caldeiras
A empresa possui alguma caldeira em seu processo? Sim Não
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria147/212
Se sim,
Qual o tipo de combustível utilizado?
Qual a empresa fornecedora de água para a unidade?
Qual o consumo médio mensal
Combustiveis
A unidade investigada utiliza ou comercializa produtos combustíveis
(alcool hidratado, gasolina, diesel, querosene ou BPF)?
Sim Não
Se sim, listar os produtos utilizados/comercializados e as características do armazenamento:
Produto Localização
Volume mensal utilizado/
comercializado (m3/h)
Forma de
armazenamento
Capacidade de
armazenamento
Proteção contra incêndios
Existe projeto regularizado para combate a incêndios? Sim Não
Se sim, descrever resumidamente:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria148/212
Observações da inspeção à área
Evidência de Derrames ou Infiltrações
Durante a inspeção do site foi observada alguma área com potencial
ocorrência de infiltrações no subsolo?
Sim Não
Se sim, descrever:
Existe algum histórico de vazamento ou infiltrações? Sim Não
Se sim, descrever:
Aterros, Sumidouros ou Solo Movimentado
Durante a inspeção do site foi observada alguma evidência da existência
de aterros sumidouros ou de movimentação de solo?
Sim Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria149/212
Solo Impactado ou Descolorido
Durante a inspeção do site foi observada alguma evidência da existência
de solo impactado ou descolorido?
Sim Não
Se sim, descrever:
Áreas de Alteração da Vegetação
Durante a inspeção do site foi observada alguma evidência da existência
de solo impactado ou descolorido?
Sim Não
Se sim, descrever:
Evidência de Contaminação em Águas Superficiais ou Subterrâneas
Durante a inspeção ao site foi observada alguma evidência de
contaminação de águas superficiais ou subterrâneas?
Sim Não
Se sim, descrever:
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria150/212
Geração de Resíduo, Armazenamento e Disposição Final
Resíduos não regularizados.
Resíduos tais como papel, papelão, plásticos, entre outros, são gerados
na propriedade inspecionada?
Sim Não
Existe algum programa de coleta seletiva efetivo? Sim Não
Os resíduos gerados são armazenados no interior do site inspecionado? Sim Não
Existe área adequada para o armazenamento temporário destes
resíduos?
Sim Não
Se sim, descrever:
Listar os resíduos mais significativos indicando a quantidade gerada, a forma de armazenamento e a
sua destinação final:
Identificação Fonte geradora Volume
mensal
gerado
Características
do local de
armazenamento
Destinação
final
Evidência da
destinação
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria151/212
Resíduos regularizados.
Resíduos ambulatoriais
São gerados resíduos ambulatoriais na propriedade inspecionada? Sim Não
Os resíduos gerados são armazenados no interior do site inspecionado? Sim Não
Existe área adequada para o armazenamento temporário destes
resíduos?
Sim Não
Se sim, descrever:
Qual a quantidade gerada mensalmente?
Qual destino final destes resíduos?
Notas fiscais e/ou manifestos de agências ambientais para estes resíduos gerados na propriedade
(site) foram apresentados? Sim Não
Quais?
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria152/212
Resíduos sólidos perigosos
Existe a geração de resíduos sólidos perigosos na unidade inspecionada? Sim Não
Os resíduos gerados são armazenados no interior do site inspecionado? Sim Não
A unidade controla os resíduos perigosos gerados? Sim Não
Realiza o inventários dos resíduos conforme descrito na Resolução
CONAMA?
Sim Não
Existe área adequada para o armazenamento temporário destes
resíduos?
Sim Não
Se sim, descrever:
Notas fiscais e/ou manifestos de agências ambientais para estes resíduos gerados na propriedade
(site) foram apresentados? Sim Não
Quais?
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria153/212
Listar os resíduos mais significativos indicando a quantidade gerada, a forma de armazenamento e a
sua destinação final:
Identificação Fonte geradora Volume
mensal
gerado
Características
do local de
armazenamento
Destinação
final
Evidência da
destinação
Comentários:
Caro aluno, agora que você teve conhecimento de um Roteiro Básico para a realização de uma
auditoria ambiental, vamos repassar alguns pontos importantes que devem ser verificados em
campo:
O auditor deve identificar e documentar condições ambientais que indiquem alterações da
qualidade ambiental que possam colocar em risco a saúde humana e o meio ambiente, bem
como determinar o grau de conformidade em relação às normas e legislações vigentes.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria154/212
Em relação à parte documental, deve
checar:
• Matrículas.
• Habite-se (Municipal).
• Alvará de Funcionamento (Municipal).
• Licença de Instalação e Operação.
• Outorga de captação de água.
• Licença de Manipulação de Produtos
Químicos Controlados (Federal e
Estadual);
• CADRI (CETESB – SP).
• Plantas da área (Ex.: redes de
drenagem).
• Lay –out da unidade.
• Fotos Aéreas, imagens e mapas.
• Prévios relatórios ambientais.
Em relação às entrevistas:
• Reconstruir a história de ocupação da
área de interesse e obter informações
com a finalidade de identificar
condições ambientais que indiquem
risco de contaminação em conexão
com as atividades desenvolvidas no
local.
Em relação à reconstrução histórica:
•Uso e ocupação pretérita.
• Histórico de atividades desenvolvidas
na área de interesse.
• Construções e demolições (alterações
de lay-out).
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria155/212
• Histórico de acidentes ambientais na
área.
• Disposição inadequada de resíduos.
Em relação ao inventário de matérias
primas:
• Lista das matérias primas utilizadas
atualmente e no passado na área de
interesse.
• Localização e condição de
armazenamento na área.
• Quantidade utilizada.
• Produtos químicos controlados
(Licenças e certificados de
funcionamento).
Em relação às fontes de emissão:
• Fontes de geração de emissões
atmosféricas.
• Métodos de coleta e tratamento.
• Monitoramento das fontes de
emissões.
• Fontes de geração de ruídos e/ou
odor.
• Registro de reclamações e autos
de infração Fontes de geração de
emissões atmosféricas.
• Métodos de coleta e tratamento.
• Monitoramento das fontes de
emissões.
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria156/212
• Fontes de geração de ruídos e/ou
odor.
• Registro de reclamações e autos de
infração.
Em relação às estruturas subterrâneas:
• Descrição das tubulações
subterrâneas utilizadas para o
transporte de matéria prima, produto
químico, efluentes e/ou combustíveis.
• Lista das estruturas subterrâneas
existentes, indicando a função e a
capacidade de armazenamento.
Em relação aos efluentes industriais:
• Listagem das fontes geradoras
de efluentes industriais (processo
industrial, lavagem de peças,
lavagem de piso).
• Descrição do sistema de tratamento
e destinação final dos efluentes
industriais.
• Planta da rede de drenagem dos
efluentes industriais.
• Monitoramento da qualidade do
efluente industrial tratado.
Em relação aos resíduos gerados:
• Inventário de resíduos, indicando a
quantidade gerada mensalmente, as
características de armazenamento e
o destino final.
• Análise de caracterização dos
resíduos.
• Certificado de Destinação de Resíduo
(Ex.: CADRI – Estado de São Paulo).
Unidade 6 • NBR ISO 19011:2002 - Executando uma Auditoria157/212
Em relação à inspeção da área do entorno:
• Verificar condições ambientais que
possam conferir risco comprovado
e/ou potencial à saúde humana e
ao meio ambiente, decorrentes de
atividades desenvolvidas na área de
interesse e/ou à práticas indevidas.
• A inspeção do entorno objetiva
identificar possíveis fontes de
contaminação que possam afetar
a qualidade do solo, da água
superficial e da água subterrânea
da área de interesse, bem como
identificar receptores potenciais de
contaminação que possa ser oriunda
da área de estudo.
Relembrando
Quando realizar uma auditoria
• Fusões de empresas e/ou aquisições
ou terrenos.
• Adequação de conduta.
• Encerramento de atividades.
• Avaliação de desempenho ambiental
158/212
Considerações Finais (1/2)
A análise das informações obtidas durante as entrevistas e a inspeção da área
de estudo e do entorno, permite chegar as seguintes conclusões:
Identificação ou não de Áreas com Potencial de Contaminação – APC’s que
possam conferir riscos à saúde humana e ao meio ambiente em conexão com
o histórico de atividades desenvolvidas na área de interesse.
Recomendação da realização de investigações (Fase II) para verificar
a existência de possíveis alterações da qualidade do solo e de água
subterrânea.
Identificação de situações em não conformidade com a legislação aplicável e
pertinente às atividades desenvolvidas na área de interesse.
159/212
Exercício de fixação
Faça você mesmo
1. Identifique na organização que você trabalha, ou no entorno de sua
residência se há algum indício de área com potencial de contaminação;
caso haja, verifique no site da CETESB se está área está classificada como
área contaminada. Bom trabalho!.
Considerações Finais (2/2)
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria160/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
161/212
Assista a suas aulas
Aula 6 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Executando
a Auditoria - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
f6e79b33af1eaa00d5bba84b07591c66>.
Aula 6 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Executando
a Auditoria - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/
28f5ae678113460699dd6407d32667be>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/f6e79b33af1eaa00d5bba84b07591c66
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/f6e79b33af1eaa00d5bba84b07591c66
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162/212
1. O texto introdutório refere-se à elaboração de uma auditoria ambiental;
com relação aos possíveis objetivos de uma auditoria, podemos elencar,
EXCETO:
a) Satisfazer requisitos para certificação em uma norma de sistema de gestão.
b) Verificar conformidade com requisitos contratuais.
c) Fundamentar uma multa.
d) Obter e manter confiança na capacidade de um fornecedor.
e) Contribuir para a melhoria do sistema de gestão.
Questão 1
163/212
2. Os documentos que devem ser checados junto a organização são
essenciais à qualidade de uma auditoria ambiental; faz parte deste
procedimento EXCETO:
a) A sistematização da avaliação prévia dos aspectos e impactos ambientais decorrentes de
suas atividades, produtos e serviços, contemplando as situações acidentais e emergenciais.
b) A aquisição do Alvará de Funcionamento (Municipal).
c) A obtenção da Licença de Instalação e Operação.
d) A obtenção da Outorga de captação de água.
e) A obtenção da Licença de Manipulação de Produtos Químicos Controlados (Federal e
Estadual);
Questão 2
164/212
3. Em relação aos efluentes industriais, devem fazer parte dos procedi-
mentos de uma auditoria, EXCETO:
a) Listagem das fontes geradoras de efluentes industriais (processo industrial, lavagem de
peças, lavagem de piso).
b) Descrição do sistema de tratamento e destinação final dos efluentes industriais.
c) Planta da rede de drenagem dos efluentes industriais.
d) Monitoramento da qualidade do efluente industrial tratado.
e) Monitoramento dos efluentes industriais do entorno.
Questão 3
165/212
4. A análise das informações obtidas durante as entrevistas e a inspeção
da área de estudo e do entorno permite chegar as seguintes conclusões,
MENOS:
a) A identificação ou não de Áreas com Potencial de Contaminação – APC’s.
b) Recomendação para a realização de investigações (Fase II).
c) A verificação da existência de possíveis alterações da qualidade do solo e de água
subterrânea.
d) As respostas a todos os requisitos legais.
e) A identificação de situações em não conformidade com a legislação aplicável e pertinente
às atividades desenvolvidas na área de interesse.
Questão 4
166/212
5. O roteiro de auditoria ambiental apresentado nesta aula tem por finali-
dade:
a) Resolver todos os pontos relevantes que apareçam durante a execução de uma auditoria
ambiental.
b) A implementação de uma política ambiental em uma organização.
c) A solução paraas ações corretivas e preventivas.
d) Ser a base de um Roteiro para a implementação de uma auditoria, que deve ser moldado
especificamente para cada caso.
e) A proposta do check-list.
Questão 5
167/212
Gabarito
1. Resposta: C.
A auditoria ambiental é uma ferramenta
de gestão não envolve a fiscalização
ambiental, portanto a multa não cabe nos
objetivos da auditoria.
2. Resposta: A.
A sistematização da avaliação prévia
dos aspectos e impactos ambientais
decorrentes de suas atividades, produtos
e serviços, contemplando as situações
acidentais e emergenciais não faz parte
desta fase inicial de uma auditoria
ambiental.
3. Resposta: E.
O monitoramento dos efluentes industriais
do entorno, não faz parte do escopo de
uma auditoria ambiental.
4. Resposta: D.
As respostas a todos os requisitos legais
não vem das coletas destas informações de
campo.
5. Resposta: D.
É Roteiro básico contendo todas as
informações que devem ser levantadas
em campo, este roteiro deve ser adaptado
para os casos específicos é muito amplo e
possui atividades gerais que podem não ser
168/212
o caso do objetivo da sua auditoria ou dos
aspectos ambientais da sua organização.
Gabarito
169/212
Unidade 7
NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores
Objetivos
1. Identificar as competências dos auditores
dos líderes da equipe contidos na NBR ISO
19011:2002.
2. Conhecer o processo de avaliação da
competência de cada segmento através do
comportamento pessoal e a capacidade para
aplicar conhecimento e habilidades, obtidas
por meio da educação, experiência no trabalho,
treinamento de auditor e experiência de auditoria.
3. Relacionar o processo de avaliação com as
necessidades do programa de auditoria e seus
objetivos.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores170/212
Introdução
A confiança e credibilidade no processo
de auditoria dependem bastante da
competência dos auditores. A NBR
ISO 19011:2002 descreve os aspectos
relevantes da competência e da
experiência daqueles que conduzem uma
auditoria ambiental.
Essa competência é avaliada com base na
demonstração de: atributos pessoais; e da
capacidade de aplicar os conhecimentos
e técnicas de sistemas de gestão da
qualidade e de ambiente, obtidos através
de escolaridade, experiência profissional,
formação e experiência em auditoria
e principalmente o desenvolvimento
contínuo de realizar as auditorias traz
maior competência dos auditores.
Segundo a NBR ISO 19011:2002, a
avaliação de auditores envolve quatro
passos principais:
• Passo 1 – Identificação de atributos
pessoais, conhecimentos e
competências para satisfazer as
necessidades de programa de
auditorias;
• Passo 2 – Estabelecimento do critério
de avaliação;
• Passo 3 – Seleção do método de
avaliação apropriado; e
• Passo 4 – Condução da avaliação.
A avaliação de auditores tem lugar nos
diferentes estádios, conforme ilustra a
figura que se segue e os passos descritos
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores171/212
anteriormente podem ser utilizados em cada um dos estádios de avaliação.
A NBR ISO 19011:2002 define requisitos para unificar as auditorias de gestão da qualidade e/
ou ambiental orientando sobre a competência necessária a um auditor e descreve um processo
para avaliar auditores. No quadro abaixo, estão especificados alguns dos valores agregados
para todos os requisitos.
Requisitos Auditor Líder de equipe da auditoria
Educação Educação em nível médio O mesmo solicitado para auditor
Experiência profissional total 5 anos O mesmo solicitado para auditor
Experiência profissional
nos campos de Gestão da
Qualidade ou Ambiental
No mínimo 2 anos do total de 5 anos O mesmo solicitado para auditor
Treinamento em auditoria 40 horas de treinamento em auditoria O mesmo solicitado para auditor
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores172/212
Requisitos Auditor Líder de equipe da auditoria
Experiência em auditoria Quatro auditorias completas em
um total de no mínimo 20 dias de
experiência em auditoria como
um auditor em treinamento sob a
direção e orientação de um auditor
competente como um líder de
equipe da auditoria. Convém que as
auditorias sejam completadas dentro
dos três últimos anos sucessivos.
Três auditorias completas em um
total de no mínimo 15 dias de
experiência em auditoria atuando
na função de um líder de equipe da
auditoria sob a direção e orientação
de um auditor competente como
um líder de equipe da auditoria.
Convém que as auditorias sejam
completadas dentro dos dois últimos
anos sucessivos.
NBR ISO 19011
Para a devida qualificação dos auditores ambientais, em soma dos aspectos apresentados pela
NBR ISO 19011:2002, com relação aos atributos pessoais: os auditores devem ter mente aberta,
capacidade de julgamento, capacidade analítica, habilidade de perceber situações de modo
realista, além de sensibilidade para entender o papel do indivíduo dentro da organização como
um todo.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores173/212
Na área de competência: os auditores devem participar frequentemente de treinos cursos, e
reciclagem a fim de se atualizar, deve ter conhecimento da série ISO 9000 e ISO 14000, deve
ter domínio sobre as técnicas de investigação, entrevista, avaliação e elaboração dos diversos
relatórios advindos do trabalho de campo.
Ter empatia e grande poder de comunicação, tanto para obter todas as informações
necessárias à auditoria, como para transmitir à alta direção, os conhecimentos do Sistema da
Qualidade e/ou Ambiental.
Realizar a auditoria com fundamentos em evidências, observação de campo que possam
revelar o atendimento aos requisitos especificados na norma de referência, relatadas de forma
clara e precisa, trazendo veracidade nos resultados.
A NBR ISO 19011:2002 é um importante referencial para realização de qualquer tipo de
auditoria, pois apresenta as diretrizes e orientações para a realização de uma auditoria.
O planejamento da auditoria é uma das principais etapas do processo, como falamos na aula
anterior, são a partir deste planejamento que serão conduzidas as atividades da auditoria, até
a efetiva conclusão do relatório e, se for o caso, o acompanhamento da conclusão do plano de
ação estabelecido.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores174/212
Com todos os elementos disponíveis o
auditor deverá elaborar um cronograma
geral da auditoria, o qual deverá
contemplar de maneira clara e objetiva
as atividades e os prazos de conclusão.
A habilidade do auditor poderá levá-lo
a resultados certos que representam a
realidade da organização auditada, ou
resultados incertos caso a inexperiência
busque caminhos ocultos e nebulosos.
Com o objetivo de dar um norte aos
auditores a NBR ISO 19011:2002 menciona
cinco princípios que estão relacionados aos
auditores:
• Conduta ética: confiança,
confidencialidade, discrição são
essenciais para auditar.
• Apresentação justa: obrigação
de reportar as constatações e
conclusões de auditoria com
veracidade e exatidão.
• Cuidado profissional: reconhecimento
da importância de sua tarefa; é
preciso que os auditores pratiquem
o cuidado necessário considerando
a importância da tarefa que eles
executam e a confiança colocada
neles pelos clientes de auditoria e
outras partes interessadas.
• Independência: os auditores fiscais
devem ser independentes das
atividades a serem auditadas e
livres de tendências e conflitos de
interesse.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores175/212
• Abordagem baseada em evidências:
o método racional para alcançar
conclusões de auditoria confiáveis
e reproduzíveis em um processo
sistemático de auditoria: evidências
verificáveis.
A NBR ISO 19011:2002 também propõe
princípios, procedimentos e técnicas de
auditoria para uma melhor orientação aos
auditorese unificação dos procedimentos,
para isso o auditor deve:
• Planejar e organizar o trabalho com
eficácia.
• Realizar a auditoria dentro da
programação acordada.
• Priorizar e enfocar assuntos de
importância.
• Coletar informações através de
entrevistas eficazes, escutar, observar
e analisar criticamente documentos,
registros e dados.
• Entender a conveniência e
consequências de usar técnicas de
amostragem para auditar.
• Verificar a precisão das informações
coletadas.
• Confirmar a suficiência e
conveniência da evidência de
auditoria para apoiar as constatações
e conclusões da auditoria.
• Avaliar os fatores que possam afetar
a confiabilidade das constatações e
conclusões da auditoria.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores176/212
• Usar documentos de trabalho para
registrar atividades de auditoria.
• Preparar relatórios da auditoria.
• Manter a confidencialidade e a
segurança das informações.
• Comunicar-se com eficácia através
de habilidades linguísticas pessoais
ou através de um intérprete.
A NBR ISO 19011:2002 buscando orientar
a aplicação de sistemas de gestão para
diferentes organizações enfoca:
• Que haja interação entre os
componentes do sistema de gestão.
• Que haja reconhecimento das
diferenças e prioridade entre os
documentos de referência.
• Que haja aplicação de documentos
de referência a diferentes situações
de auditoria.
• Que haja sistemas de informação
e tecnologia para autorização,
segurança, distribuição e controle de
documentos, dados e registros.
O Professor Fernando Cunha trouxe um
resumo das diretrizes relacionadas aos
auditores ambientais, conforme proposto
na NBR ISO 19011:2002, a organização
deve definir um processo para avaliação
de auditores e de auditores coordenadores
que garanta a credibilidade no seu sistema
de auditoria interna, tendo em conta os
seguintes aspectos:
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores177/212
Atributos pessoais: Ético;
Espírito aberto;
Diplomata;
Observador;
Perceptivo;
Versátil;
Tenaz/persistente;
Decidido;
Auto-confiante.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores178/212
Conhecimentos e
competências genéricas de
auditores de Sistemas de
Gestão
Princípios, procedimentos e técnicas de auditorias: criando condições para
o auditor aplicar os aplicáveis a diferentes auditorias e garantir que as
auditorias são conduzidas de uma forma consistente e sistemática;
Sistema de gestão e documentos de referência: possibilitando a
compreensão pelo auditor do âmbito da auditoria e a aplicação dos
critérios de auditoria;
Situações organizacionais: possibilitando a compreensão pelo auditor do
contexto operacional da organização;
Legislação, regulamentação e outros requisitos relevantes aplicáveis à
situação em causa: possibilitando ao auditor uma atuação atenta e dentro
dos limites estabelecidos pelos requisitos aplicáveis à organização objeto
da auditoria.
Conhecimentos e
Competências de Auditores
Coordenadores
Conhecimentos e competências adicionais relacionados com liderança de
auditoria de forma a facilitar a eficaz e eficiente condução de auditorias.
Unidade 7 • NBR ISO 19011:2002 – Competência e Avaliação dos Auditores179/212
Conhecimentos e
Competências específicas
de auditores de Sistemas de
Gestão Ambiental
Métodos e técnicas de gestão ambiental: possibilitando ao auditor o exame
de sistemas de gestão ambiental e a geração de constatações e conclusões
de auditoria apropriadas;
Ciência e tecnologia do ambiente: possibilitando ao auditor o
entendimento das relações fundamentais entre actividades humanas e
ambiente;
Aspectos técnicos e ambientais de operações: possibilitando ao auditor
o entendimento da interacção das actividades, produtos, serviços e
operações do auditado com o ambiente.
Habilitações, experiência
profissional, formação em
auditorias e experiência de
auditorias1
Auditor;
Auditor coordenador;
Auditor de sistemas de gestão ambiental.
1 A ISO 19011:2002 apresenta uma tabela no ponto 7.4. (Tabela 1) que apresenta níveis considerados apropriados a auditores que
conduzem auditorias de certificação ou similar. Em função do programa de auditorias, serão apropriados níveis mais ou menos
elevados.
180/212
Considerações Finais (1/2)
Auditoria: deve ter seus objetivos definidos.
Auditor- líder: O auditor-líder tem como função assegurar a eficiente e eficaz
execução e conclusão da auditoria.
Auditor: O auditor deve ser objetivo, eficaz e eficiente para realizar a sua
tarefa.
Cliente: O cliente tem como responsabilidades:
• Determinar a necessidade da realização de uma auditoria;
• Contatar o auditado; definir os objetivos da auditoria;
• Selecionar o auditor-líder ou a organização de auditoria e, se
apropriado, avaliar os elementos da equipe de auditoria;
• Prover recursos para realização da auditoria;
181/212
• Manter entendimento com o auditor-líder para definição do escopo da
auditoria;
• Avaliar os critérios de auditoria e o plano de auditoria; e
• Receber o relatório de auditoria e definir sua distribuição.
Auditado: o auditado deve receber uma cópia do relatório de auditoria, salvo
se for excluído pelo cliente.
Considerações Finais (2/2)
Unidade 4 • NBR ISO 19011 – 2002 – Termos, Definições e Princípios de Auditoria182/212
Referências
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
183/212
Assista a suas aulas
Aula 7 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Compe-
tência e Avaliação dos auditores - Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f-
1d/6b6eac857a446ac0dc5c556753f98b52>.
Aula 7 - Tema: NBR ISO 19011 – 2002 Competência
e Avaliação dos auditores - Bloco II
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/pA-
piv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/59e-
53c31f3ccd8696d1cafb6d649d23f>.
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/6b6eac857a446ac0dc5c556753f98b52
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/6b6eac857a446ac0dc5c556753f98b52
http://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/dbd3957c747affd3be431606233e0f1d/6b6eac857a446ac0dc5c556753f98b52
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184/212
1. A NBR ISO 19011:2002 também propõe princípios, procedimentos e téc-
nicas de auditoria para uma melhor orientação aos auditores e unificação
dos procedimentos; para isso, o auditor deve:
a) Coletar informações através de entrevistas eficazes, escutar, observar e analisar
criticamente documentos, registros e dados.
b) Decidir sobre um parâmetro que está fora das conformidades legais.
c) Estabelecer procedimentos internos na organização.
d) Julgar sobre uma fonte poluidora.
e) Concluir sobre um parâmetro indicador de poluição sem encontrar evidências concretas.
Questão 1
185/212
2. Na auditoria, o cliente tem como responsabilidade, EXCETO:
a) Determinar a necessidade da realização de uma auditoria.
b) O plano de auditoria será avaliado exclusivamente pelo auditor-líder.
c) Contatar o auditado e definir os objetivos da auditoria.
d) Selecionar o auditor-líder ou a organizaçãode auditoria.
e) Prover recursos para realização da auditoria.
Questão 2
186/212
3. A NBR ISO 19011:2002 define um processo para avaliação de auditores
e de auditores coordenadores que garanta a credibilidade no seu sistema
de auditoria interna, em relação aos atributos pessoais são aspectos de
um auditor, MENOS:
a) Ético.
b) Obscuro.
c) Diplomata.
d) Observador.
e) Eficaz.
Questão 3
187/212
4. Segundo a NBR ISO 19011:2002 a avaliação de auditores envolve os se-
guintes passos descritos a seguir. Assinale a alternativa INCORRETA:
a) Identificação de atributos pessoais, conhecimentos e competências para satisfazer as
necessidades de programa de auditorias.
b) Estabelecimento do critério de avaliação.
c) Seleção do método de avaliação apropriado.
d) Condução da avaliação.
e) Contribuição de processos que apresentam riscos ambientais.
Questão 4
188/212
5. Assinale a alternativa CORRETA.
a) A auditoria não precisa ter seus objetivos definidos, quando do início de sua implantação.
b) O auditor-líder tem como função assegurar a eficiente e eficaz execução, mas não tem a
função de concluir uma auditoria.
c) O auditor deve ser objetivo na realização de suas atividades, no entanto na apresentação
do Relatório Final o auditor não precisa comunicar com eficácia, é só apresentar de forma
escrita.
d) O auditor deve avaliar os fatores que possam afetar a confiabilidade das constatações e
conclusões da auditoria.
e) O auditor deve usar documentos próprios de trabalho para registrar atividades de
auditoria.
Questão 5
189/212
Gabarito
1. Resposta: A.
A NBR ISO 19011:2002 também
propõe princípios, procedimentos e
técnicas de auditoria para uma melhor
orientação aos auditores e unificação dos
procedimentos, para isso o auditor deve
coletar informações através de entrevistas
eficazes, escutar, observar e analisar
criticamente documentos, registros e
dados.
2. Resposta: B.
O plano de auditoria deve ser analisado
pelo cliente.
3. Resposta: B.
A norma ISO 19011 define alguns aspectos
pessoais, atributos pessoais, que os
auditores devem ter para melhor realizarem
uma auditoria, entre estes aspectos o
que não cabe na questão é ser obscuro, o
auditor deve ser perceptivo.
4. Resposta: E.
Contribuições de processos que
apresentam riscos ambientais não fazem
parte deste contexto apresentado pela NBR
ISO 19011:2002.
190/212
Gabarito
5. Resposta: D.
A resposta correta é que o auditor deve
avaliar os fatores que possam afetar
a confiabilidade das constatações e
conclusões da auditoria.
191/212
Unidade 8
NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da
Ferramenta
Objetivos
1. Relacionar o processo de avaliação
com a formação de parcerias entre
organizações.
2. Conhecer um tratamento mais
rigoroso dos passivos ambientais
pela legislação ambiental brasileira.
3. Conhecer o crescimento das
auditorias de passivo ambiental e de
conformidade legal.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta192/212
Introdução
No Brasil podemos identificar o
crescimento das auditorias de
conformidade legal e de passivos
ambientais, devido a diversos fatores
entre eles a formação de parcerias ou
joint venture entre organizações, as quais
buscam um tratamento mais rigoroso
dos passivos ambientais pela legislação
ambiental brasileira.
A auditoria apesar de não ser um processo
punitivo fornece recomendações de ações
emergenciais, que deverão ser realizadas a
fim de proporcionar a melhoria ambiental
da organização.
As observações de campo, entrevistas
e levantamento documental devem
contemplar a conformidade com a
legislação ambiental, a disposição,
os aspectos técnicos adotados e os
equipamentos de controle ambiental.
As auditorias conjuntas somam forças
no sentido dê, a partir da situação atual,
verificar o que está faltando e promover
ações futuras que tragam a melhora
do desempenho socioambiental da
organização.
São ganhos socioambientais advindos da
conclusão de uma auditoria: realização
de atividades e verbas para o controle
ambiental; verificação da condição
ambiental de unidades a serem adquiridas
e avaliação de alternativas de crescimento;
corte de gastos desnecessários,
favorecimento de ações econômicas e
eficazes; redução de desperdícios e ganho
competitivo e governamental.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta193/212
Estas auditorias identificam os passivos
ambientais que são o conjunto de todas as
obrigações que as organizações têm com
a natureza e com a sociedade, destinado
exclusivamente a promover investimentos
em benefícios ao meio ambiente; ou
em termos contábeis, os passivos vêm a
serem as obrigações das organizações
com terceiros, mesmo que não haja uma
cobrança formal ou legal.
A identificação do passivo ambiental
está sendo muito utilizada em avaliações
para negociações de organizações e em
privatizações, pois a responsabilidade e
a obrigação da restauração ambiental ou
remediação de áreas contaminadas, ou
recuperação de áreas degradadas são de
responsabilidade dos novos proprietários.
Ele funciona como um elemento de
decisão no sentido de identificar, avaliar
e quantificar posições, custos e gastos
ambientais potenciais que precisam ser
atendidos a curto, médio e longo prazo.
Indicando inclusive a necessidade de
minimização de custo caso haja aquisição
de uma organização.
A Lei 10.650/2003 descreve sobre
os aspectos constitutivos do passivo
ambiental, no sentido de que é possível:
“exigir que as empresas declarem seus
“passivos” ambientais já que, como será
visto a seguir, eles se constituem fontes
de impactos ambientais e efetivos de suas
próprias atividades, posto que, muitas
vezes, permanecem na natureza sem uma
solução adequada, gerando situações de
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta194/212
risco permanente para a coletividade, que
geralmente desconhece essa matriz geradora
em potencial de acidentes ambientais”
A auditoria de Certificação Ambiental
possui características semelhantes à
auditoria de Sistema de Gestão Ambiental
- SGA, entretanto deve ser conduzida
por uma organização contratualmente
independente da empresa, de seus
fornecedores e clientes e que seja
credenciada por órgão específico. No
Brasil o Instituto Nacional de Metrologia,
Para saber mais
As auditorias de sistema, certificação e
manutenção são classificadas como de terceira
parte, a auditoria de conformidade legal ou de
verificação de requisitos para fornecedores são
classificadas como de segunda parte e a auditoria
interna é classificada como de primeira parte.
Link
Passivos Ambientais. Disponível em: <http://
www.amda.org.br/imgs/up/Artigo_21.pdf>
Acesso outubro de 2015.
http://www.amda.org.br/imgs/up/Artigo_21.pdf
http://www.amda.org.br/imgs/up/Artigo_21.pdf
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta195/212
Normalização e Qualidade Industrial
(INMETRO) é o órgão credenciador.
Como vimos nas primeiras aulas foi após
a década de 1980, que as auditorias
de conformidade legal tiveram força
e passaram a ser reconhecidas como
uma ferramenta de Gestão Ambiental
nos países desenvolvidos, e é cada vez
maior sua realização nos países em
desenvolvimento, tanto pelas organizações
internacionais quanto pelas nacionais.
No Brasil, a iniciação dessa categoria
de auditoria aconteceu nos estados que
possuíam portos, terminais marítimos e
atividades de exploração de petróleo, como
Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Ceará e Amapá levaram as
auditorias de conformidade legal a fazerem
parte do cotidiano das empresas.
Essa auditoria tem como objetivo
principal a identificação da conformidade
da organizaçãoauditada com a
legislação e outros requisitos legais
vigentes, facilitando a tomada de
decisão, diminuindo os riscos de multas,
indenizações e até mesmo denúncia
criminal.
Por outro lado, as auditorias de
conformidade legal podem ser aplicadas
a muitas situações, como o planejamento
interno de emergência, a fusão de
empresas, a realização de parcerias, as
renovações ou aquisições de seguros.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta196/212
Independentemente de a auditoria
ambiental ser realizada de modo voluntário
ou por atendimento a requisitos legais, o
resultado proveniente das auditorias de
conformidade legal traz benefícios para a
competividade organizacional e a melhoria
contínua na preservação dos recursos
naturais e ainda redução de insumos,
matéria prima e custos operacionais e de
desperdícios.
Assim sendo, as auditorias de
conformidade legal podem ser utilizadas,
entre outras coisas, para preparar uma
organização para vistoria a ser realizada
pelo órgão ambiental, verificar o
atendimento aos requisitos legais e outros
requisitos aplicáveis, como por exemplo,
as condicionantes da licença de operação,
termo de compromisso ambiental, termo
de recuperação de áreas degradadas.
Joint venture é uma expressão inglesa
que significa a união de duas ou mais
organizações, já existentes, que possuam
o mesmo objetivo na linha econômica em
certo período em busca principalmente de
lucro.
As organizações que se juntam são
independentes juridicamente e no
processo de criação da joint venture podem
definir se criam uma nova organização ou
se fazem uma associação de consórcio.
Este processo permite a inserção de novas
tecnologias, a expansão da atividade no
mercado inclusive visando a globalização.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta197/212
Existem dois tipos de joint ventures: joint
venture contratual (non corporate), na
qual não existe a formação de uma nova
empresa (não tem personalidade jurídica);
e joint venture societária, que implica a
criação de uma nova empresa que tem
personalidade jurídica própria.
Dentre as várias organizações que
realizaram a joint venture no Brasil, temos
como exemplo a empresa BRF - Brasil Foods
(empresa de produtos alimentícios) que
no ano de 2012 associou-se à empresa
chinesa DCH - Dah Chong Hong Holdings
Limited com o objetivo de distribuir no
mercado chinês produtos alimentícios
in natura e processados, e desenvolver a
marca Sadia na China.
A exigência cada vez maior do mercado
por organizações que adotem um modelo
de gestão sustentável tem levado às
organizações a uma busca pela melhoria
de seus processos no intuito de atender
a legislação aplicável e diminuir, ou até
mesmo eliminar os impactos ambientais de
suas atividades.
No mesmo sentido, também é cada vez
maior o interesse dos consumidores por
produtos ambientalmente corretos o
que faz das iniciativas ambientais das
organizações.
Já segundo a definição do Banco Mundial,
aplicável a entidades de controle
externo, a “Auditoria Ambiental” é um
“instrumento para determinar a natureza
e a extensão de todas as áreas de impacto
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta198/212
ambiental de uma atividade existente. A
auditoria identifica e justifica as medidas
apropriadas para reduzir as áreas de
impacto, estima o custo dessas medidas
e recomenda um calendário para a sua
implementação. Para determinados
projetos, o Relatório de Avaliação
Ambiental consistirá apenas da auditoria
ambiental; em outros casos, a auditoria
será um dos componentes do Relatório.”
(Fonte: LIMA, 2005). Este tipo de auditoria
pode ser utilizado para verificar a
conformidade de investimentos públicos e
critérios para concessão de financiamentos
ou créditos.
Quanto às auditorias ambientais realizadas
em entidades privadas, podemos defini-las
de acordo com o trazido pela norma ABNT
NBR ISO14010/96: “processo sistemático
e documentado de verificação, executado
para obter e avaliar, de forma objetiva,
evidências de auditoria para determinar se
as atividades, eventos, sistemas de gestão
e condições ambientais especificados ou as
informações relacionadas a estes estão em
conformidade com os critérios de auditoria,
e para comunicar os resultados deste
processo ao cliente.” (Fonte: LIMA, 2005)
As auditorias em empresas privadas,
mais comuns, podem ser classificadas
em sete tipos diferentes de acordo com
seu objetivo: auditoria de conformidade
legal, de avaliação de desempenho, de
descomissionamento, de responsabilidade
(Due Diligence), de cadeia produtiva, pós-
acidente e de sistema de gestão. Embora
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elas possam diferir em algumas etapas de
acordo com seus objetivos, as auditorias,
basicamente, possuem as etapas de
planejamento, preparação, a realização
da auditoria propriamente dita, análise
dos resultados e emissão do relatório.
Sendo que, ao final do processo, devem-
se verificar possibilidades de melhoria
e eventuais não conformidades que
devam ser sanadas já que as auditorias
não se destinam apenas a verificação do
sistema/empresa, mas também, a melhoria
contínua de seus processos.
Link
A nova versão da NBR ISO 14001: conquistas
e desafios. Disponível em :<https://groups.
google.com/d/msg/meio-ambiente-
industrial/Idm2a-PMa1Q/gkoTE7NyIx0J>
Acesso outubro de 2015.
Auditoria Ambiental e Gestão Empresarial
Auditoria Ambiental e Gestão Empresarial.
Disponível em: <http://www.atena.org.br/
revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/
viewFile/767/776>
Acesso outubro de 2015.
https://groups.google.com/d/msg/meio-ambiente-industrial/Idm2a-PMa1Q/gkoTE7NyIx0J
https://groups.google.com/d/msg/meio-ambiente-industrial/Idm2a-PMa1Q/gkoTE7NyIx0J
https://groups.google.com/d/msg/meio-ambiente-industrial/Idm2a-PMa1Q/gkoTE7NyIx0J
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/viewFile/767/776
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/viewFile/767/776
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/viewFile/767/776
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A exigência cada vez maior do mercado
por organizações que adotem um modelo
de gestão sustentável tem levado às
empresas a uma busca pela melhoria
de seus processos no intuito de atender
a legislação aplicável e diminuir, ou até
mesmo eliminar os impactos ambientais de
suas atividades.
A revisão da NBR ISO 19011:2002
trouxe diversos benefícios entre eles
à ampliação do escopo para atender o
Sistema de Gestão Ambiental e o Sistema
de Gestão de Qualidade, a incorporação
de monitoramento, a rigidez do processo
de avaliação de competência da equipe
da auditoria, o cuidado profissional, foi
introduzido o conceito de risco para
auditar sistemas de gestão, tanto o risco
do processo de auditoria em não atingir
os seus objetivos, como a possibilidade
da auditoria interferir nos processos e
atividades da organização auditada.
Link
As Entidades de Controle Externo no Mundo.
Disponível em: <http://www.tcm.sp.gov.br/
tcminforme/julho/contrexter07.htm>
Acesso outubro de 2015.
http://www.tcm.sp.gov.br/tcminforme/julho/contrexter07.htm
http://www.tcm.sp.gov.br/tcminforme/julho/contrexter07.htm
201/212
Considerações Finais
A auditoria ambiental como ferramenta de gestão pública encontra-se
em fase de crescimento, pode vim a ser um elemento útil no processo de
reformulação e modernização da atuação dos órgãos ambientais do Brasil.
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Referências
ASSOCIAÇÃO,Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9001 – Sistemas de gestão da qualidade
– Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 9004 – Sistemas de gestão da qualidade
– Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 19011-2002 – Diretrizes para auditoria
de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
ASSOCIAÇÃO, Brasileira de Normas Técnicas. Diretrizes para melhorias de desempenho. Rio de
Janeiro: ABNT, 2000.
BRASIL, Instituto dos auditores internos do. Procedimentos de Auditoria Interna: Organização
Básica da Auditoria Interna. 1993.
PEARSON, Education do Brasil. Gestão Ambiental. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.
VILANI, R.M. Aspectos legais da auditoria ambiental. Juiz de Fora-MG: Revista das faculdades
integradas Vianna Júnior, v.1, n.2, out/2010. p. 134-150.
VILELA JUNIOR, A. DEMAJOROVIC, J. Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental. 1ª Edição.
São Paulo: Senac. 2006.
Unidade 8 • NBR ISO 19011:2002 – Auditoria Ambiental: Uma Visão Crítica da Evolução e Perspectiva da Ferramenta203/212
LIMA, L. H. de M. O TCU e as Auditorias Ambientais.
Acessado em outubro de 2015.
<http://www.tcm.rj.gov.br/Noticias/1695/ArtigoLuizHenriqueLima.pdf>
LIMA, L. H. de M. Auditorias Ambientais – O Problema da Quantificação do Débito. 2º Encontro
Técnico Nacional de Auditorias de Obras Públicas, 2005.
LOPES, M.D. Auditorias Ambientais: uma abordagem prática para elaboração de relatório de
conformidade e não conformidade legal. São Paulo, 2015.
Acessado em outubro de 2015.
<http://jus.com.br/artigos/44097/auditorias-ambientais-uma-abordagem-pratica-para-
elaboracao-de-relatorio-de-conformidade-e-nao-conformidade-legal#ixzz3qNJcLjnA>
http://www.tcm.rj.gov.br/Noticias/1695/ArtigoLuizHenriqueLima.pdf
http://jus.com.br/artigos/44097/auditorias-ambientais-uma-abordagem-pratica-para-elaboracao-de-relatorio-de-conformidade-e-nao-conformidade-legal#ixzz3qNJcLjnA
http://jus.com.br/artigos/44097/auditorias-ambientais-uma-abordagem-pratica-para-elaboracao-de-relatorio-de-conformidade-e-nao-conformidade-legal#ixzz3qNJcLjnA
204/212
Assista a suas aulas
Aula 8 - Tema: Auditoria Ambiental: uma visão
crítica da evolução e perspectiva da ferramenta
- Bloco I
Disponível em: <http://fast.player.liquidplatform.com/
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Aula 8 - Tema: Auditoria Ambiental: uma visão
crítica da evolução e perspectiva da ferramenta
- Bloco II
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b1431694c668bc8ba9e7eb824dd8bba2>.
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205/212
1. Assinale a alternativa correta.
a) A auditoria é um processo punitivo e fornece recomendações de ações emergenciais.
b) As observações de campo, entrevistas e levantamento documental devem ser realizadas
anteriormente ao planejamento da auditoria.
c) As auditorias conjuntas perdem forças no sentido dê, a partir da situação atual, dificultam
a verificação dos aspectos ambientais das organizações.
d) São ganhos socioambientais advindos da conclusão de uma auditoria: realização de
atividades e verbas para o controle ambiental; verificação da condição ambiental de
unidades a serem adquiridas e avaliação de alternativas de crescimento; corte de gastos
desnecessários, favorecendo ações econômicas e eficazes; redução de desperdícios e
ganho competitivo e governamental.
e) Os passivos ambientais não passam de proprietários para proprietários no momento da
venda de uma organização.
Questão 1
206/212
2. As auditorias em empresas privadas, mais comuns, podem ser
classificadas em sete tipos diferentes de acordo com seu objetivo, são
tipos de auditoria, EXCETO:
a) Auditoria de conformidade legal.
b) Auditoria de avaliação de desempenho.
c) Auditoria de planejamento.
d) Auditoria de responsabilidade (Due Diligence).
e) Auditoria de sistema de gestão.
Questão 2
207/212
3. As afirmações seguintes conceituam joint venture; assinale a alternati-
va que corresponde à forma correta desses conceitos:
I. As organizações que se juntam são independentes juridicamente e no processo de criação
da joint venture podem definir se criam uma nova organização ou se fazem uma associação
de consórcio.
II. Este processo permite a inserção de novas tecnologias, a expansão da atividade no mercado
inclusive visando a globalização.
III. Existem dois tipos de joint ventures: joint venture contratual (non corporate), na qual não existe
a formação de uma nova empresa (não tem personalidade jurídica); e joint venture societária,
que implica a criação de uma nova empresa que tem personalidade jurídica própria.
a) A afirmativa I está correta.
b) As afirmativas I e II estão corretas.
c) A afirmativa III está correta.
d) As afirmativas II e III estão corretas.
e) As afirmativas I, II e III estão corretas.
Questão 3
208/212
4. Assinale a alternativa incorreta.
a) A auditoria de Certificação Ambiental possui características semelhantes à auditoria de
Sistema de Gestão Ambiental – SGA.
b) Dentre as várias organizações que realizaram a joint venture no Brasil, temos como exemplo
a empresa BRF - Brasil Foods (empresa de produtos alimentícios) que no ano de 2012
associou-se à empresa chinesa DCH - Dah Chong Hong Holdings Limited.
c) A exigência cada vez maior do mercado por organizações que adotem um modelo de
gestão sustentável tem levado às organizações a uma busca pela melhoria de seus
processos no intuito de atender a legislação aplicável e diminuir, ou até mesmo eliminar os
impactos ambientais de suas atividades.
d) A Auditoria Ambiental é um “instrumento para determinar a natureza e a extensão de
todas as áreas de impacto ambiental de uma atividade existente, mas não cabe a auditoria
identificar as medidas apropriadas para reduzir as áreas de impacto.
e) No Brasil, podemos identificar o crescimento das auditorias de conformidade legal e de
passivos ambientais, devido a diversos fatores entre eles a formação de parcerias ou joint
venture entre organizações.
Questão 4
209/212
5. NBR ISO 19011:2002 trouxe diversos benefícios; preencha o quadro
com os benefícios descritos na norma:
Questão 5
210/212
Gabarito
1. Resposta: D.
A alternativa correta é a que menciona
sobre os ganhos socioambientais advindos
da conclusão de uma auditoria: realização
de atividades e verbas para o controle
ambiental; verificação da condição
ambiental de unidades a serem adquiridas
e avaliação de alternativas de crescimento;
corte de gastos desnecessários,
favorecendo ações econômicas e
eficazes; redução de desperdícios e ganho
competitivo e governamental.
2. Resposta: C.
O planejamento é realizado na elaboração
de todos os tipos de auditorias, não é uma
auditoria específica.
3. Resposta: E.
Todas as afirmativas estão corretas.
4. Resposta: D.
“Auditoria Ambiental” é um “instrumento
para determinar a natureza e a extensão
de todas as áreas de impacto ambiental
de uma atividade existente. A auditoria
identifica e justifica as medidas apropriadas
para reduzir as áreas de impacto, estima
o custo dessas medidas e recomenda um
calendário para a sua implementação”.
211/212
Gabarito
5. Resposta: D.
Incorporaçãode monitoramento
Cuidado profissional
Introdução do conceito de risco
A rigidez no processo de avaliação de competências