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Considere as seguintes proposições: I. Entende-se por responsabilidade civil a obrigação que incumbe uma pessoa de reparar o prejuízo causado a outra, por ação ou omissão própria. II. A obrigação que tem como fonte o ato ilícito, por descumprimento de contrato ou de preceito normativo ocorre apenas no âmbito penal. III. A obrigação de reparar o dano é princípio geral de direito dos mais antigos. Quem causa dano a outrem tem o dever de reparar. IV. A reparação visa em geral à recomposição do prejuízo. A responsabilidade civil é a obrigação que tem como fonte o ilícito. São corretas: A I, II e III. B I, III e IV. C I, II e IV. D Todas as proposições. E Somente as proposições III e IV. No direito romano antigo, os delitos que acarretavam a responsabilidade civil do agente eram furto, injúria e dano. Também é correto afirmar que: A A vingança, permitida nas origens, importava a retribuição privada contra o autor do prejuízo, com a ideia de que o dano poderia ser reparado com outro dano. B Com a Lei das XII Tábuas, em 450 a.C., inicia-se a ideia de vingança, com a restituição do prejuízo causado, pelo seu autor. C Em 286 a.C., no direito romano, na fase republicana, é criada a Lex Aquilia de damnum, fixando a desnecessidade de culpa para a caracterização da responsabilidade civil pela reparação do dano causado. D Com a Lex Aquilia, em 286 a.C., as penas passam a não depender mais da culpa para serem aplicadas. E O direito romano não tolerava a ideia da vingança na aplicação das penas. No Cód. Civil de 2002, a matéria da responsabilidade civil está sistematizada no Livro I da Parte Especial, que trata do direito das obrigações. O Título IX do Livro I da Parte Especial trata da responsabilidade civil (Cap. I – da obrigação de indenizar; Cap. II – da indenização). No Cód. Civil de 1916 a matéria da responsabilidade civil: A Não era mencionada em nenhum artigo. B Não estava sistematizada. C Embora sistematizada, recebia tratamento precário e errôneo. D Aparecia apenas na parte contratual. E Era preocupação somente no Livro que disciplinava o Direito de Família. O ato ilícito pode repercutir na ordem civil e na ordem penal. Porque A responsabilidade civil, normalmente patrimonial, depende de violação de norma criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. Pode-se afirmar que: A As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira. B As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira. C As duas proposições são incorretas. D Apenas a primeira proposição é correta. E Apenas a segunda proposição é correta. No CC/1916 não importava o grau de culpa. A indenização se media pela extensão do dano. Ainda que a culpa do agente fosse levíssima, cumpria-lhe reparar o dano. A indenização deveria ser a mais completa. Indenizar significa tornar indene a vítima. Assinale, quanto ao grau da culpa, a alternativa correta: A Conforme o Cód. Civil de 2002, se a culpa for levíssima (agente prudente e cauteloso) e o dano muito grande, o juiz pode reduzir a indenização. B No CC de 2002, não importa o grau da culpa. A indenização será medida pela extensão do dano. C No atual sistema, o CC/2002 é omisso, mas o juiz pode reduzir o valor da indenização considerando o grau da culpa. D A redução da indenização considerando o grau da culpa é matéria tratada exclusivamente pela doutrina, até os dias de hoje. E A redução do valor da indenização considerando-se o grau da culpa é ilícita no atual sistema normativo. Quanto aos danos morais, considere as proposições que seguem: I. O Dano moral não atinge o patrimônio da vítima, mas causa dor, tristeza, mágoa – perda de ente querido, de um membro; e dano à imagem, à vida privada, à honra, à intimidade. II. Pessoa jurídica pode ter direito à indenização por dano moral. III. A honra, a imagem, a privacidade, a intimidade, são direitos fundamentais, que devem ser protegidos inclusive quando não se comprova a ocorrência de dano material. IV. A indenização moral depende de dano material e pode com este se acumular. É possível afirmar que: A São corretas as proposições I, II e III. B São corretas as proposições I, II e IV. C São corretas as proposições I, III e IV. D Todas as proposições estão corretas. E Nenhuma das proposições é correta. O Enunciado 37 do CEJ – Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal estabelece: “A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito independe de culpa, e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”. Pode-se afirmar, então, que a responsabilidade civil por abuso de direito: A Tem fundamento exclusivamente jurisprudencial. B É responsabilidade civil objetiva. C É subjetiva. D É facultativa. E Tem fundamento exclusivamente doutrinário. Não podem acarretar responsabilidade civil: A Atos que não violem texto expresso de lei. B Atos que não violem texto expresso de lei e nem de contrato. C Atos de terceiro. D Atos praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido. E Atos praticados em estado de necessidade. Considere as proposições abaixo: A exclusão da responsabilidade civil ocorre em caso de culpa concorrente da vítima PORQUE Em caso de culpa exclusiva da vítima não há como imputar culpa ao agente e o dano é inevitável. Pode-se afirmar que: A As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira. B As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira. C As duas proposições são falsas. D Apenas a primeira proposição é correta. E Apenas a segunda proposição é correta. Considere as seguintes afirmações: I. O abuso de direito só pode ser considerado ato ilícito quando o agente viola cláusula contratual expressa. II. O abuso de direito só pode ser considerado ato ilícito quando o agente causador do dano viola texto expresso de lei. III. O abuso de direito enseja a responsabilidade civil apenas quando o comportamento do agente causador do dano é doloso. É possível dizer que: A As afirmações I e III são falsas. B As afirmações I e II são falsas. C A afirmação III é falsa. D As afirmações II e III são falsas. E Todas as afirmações são falsas. Para a exclusão da responsabilidade civil pode ocorrer: A Caso fortuito, força maior, culpa exclusiva da vítima ou culpa exclusiva de terceiro. B Caso fortuito, força maior, culpa exclusiva da vítima ou culpa concorrente da vítima. C Culpa concorrente ou exclusiva de terceiro. D Apenas caso fortuito ou força maior. E Somente a culpa exclusiva da vítima. Prescreve o art. 21, XXIII, d da CF (alínea acrescida pela Emenda Constitucional 49, de 8.2.2006): “a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa.” Pode-se concluir, quanto à responsabilidade descrita no dispositivo citado, que: A É subjetiva. B Decorre do abuso de direito. C É objetiva, por isso a necessidade de previsão constitucional. D Pode ser evidenciada apenas na hipótese de imperícia, já que a atividade nuclear depende de tecnologia e ciência específicas. E É objetiva por força de lei. Ocorrendo usurpação ou esbulho do alheio, além da restituição da coisa, a indenização inclui o pagamento do valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros cessantes. Faltando a coisa, dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado. Neste caso, conforme a lei: A Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição, contanto que este não se avantaje àquele. B Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição, ainda que este se avantaje àquele. C Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa,estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário desconsiderando-se o valor de afeição, que dependeria de critérios absolutamente subjetivos. D Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela apenas pelo seu preço de afeição. E Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu valor venal, desconsiderando-se outros critérios. Não é exemplo de responsabilidade civil extracontratual: A A responsabilidade por danos provocados por animais, objetiva. O dono ou o detentor responde, salvo excludentes: força maior ou culpa exclusiva da vítima. B A obrigação do dono de edifício ou construção pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta. C A responsabilidade do que habitar prédio, ou parte dele, pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido. D A do condomínio quando da impossibilidade de identificação do causador do dano decorrente de objetos lançados, consoante interpretação jurisprudencial. E A do empreiteiro que não entrega a obra no prazo previsto ao dono da obra. Considere as proposições seguintes: I. A indenização em caso de homicídio compreende, sem excluir outras reparações: pagamento de despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família; e prestação de alimentos a quem a vítima os devia, levando-se em conta a provável duração da vida da vítima. II. A responsabilidade civil por danos físicos em caso de lesão ou outra ofensa à saúde compreende despesas de tratamento e lucros cessantes até o fim da convalescença, além de outro prejuízo eventualmente sofrido. III. Na responsabilidade civil por danos físicos em caso de lesão ou outra ofensa à saúde, se da ofensa resultar defeito que impossibilite a prática da profissão ou do ofício, como a dificuldade de locomoção do atleta, a cicatriz para o modelo, por exemplo, ou se diminuir a capacidade de trabalho, a indenização ainda incluirá pensão correspondente à parte que se perdeu nos rendimentos do ofendido. IV. Na responsabilidade civil por danos físicos em caso de lesão ou outra ofensa à saúde o prejudicado não pode optar pelo pagamento da indenização de uma só vez. São corretas: A I, II e IV. B I, III e IV. C II, III e IV. D I, II e III. E Todas as proposições. Se a obrigação for determinada, e não houver na lei ou no contrato disposição fixando a indenização devida pelo inadimplente, apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma que a lei processual determinar. porque Não sendo possível o cumprimento da obrigação em espécie, a lei determina o pagamento do seu valor em pecúnia (moeda corrente). Pode-se dizer que: A As duas afirmações são corretas e a segunda justifica a primeira. B As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira. C Apenas a primeira proposição é correta. D Apenas a segunda proposição é correta. E As duas proposições são falsas. Prescreve o art. 936, CC: O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior. Com tal dispositivo, a responsabilidade do dono ou do detentor do animal por dano por este causado pode ser considerada: A Subjetiva. B Objetiva. C Contratual. D Aquiliana por ato de terceiro. E Dolosa. Após sair de um restaurante, Ana atravessou a rua para pegar o seu carro e, por causa de um buraco na via pública, caiu e se machucou gravemente. Passou por duas cirurgias para corrigir uma fratura no ombro e por sessões de fisioterapia. Ficou afastada do trabalho por seis meses, por ser dentista e pela impossibilidade de exercer normalmente o seu ofício. Resolveu mover ação contra a prefeitura, pela omissão em preservar a via pública. Nesse caso: A Ana perderá a ação porque a responsabilidade patrimonial do Estado não pode ocorrer em caso de omissão. B Ana deverá provar a culpa, porque em matéria de responsabilidade do Estado por omissão de seus agentes não se pode presumir a culpa, por força de corrente doutrinária. C Ana vencerá a demanda porque o Estado responde por ação ou omissão de seus agentes, independentemente de culpa. D Ana perderá a ação porque a obrigação de conservar a rua é dos proprietários dos imóveis que existem em cada região. E Ana vencerá a ação porque a presunção de culpa da Prefeitura ocorre sempre que o dano à vítima é muito grave. “Remanesce a responsabilidade objetiva e solidária do Estado nas questões ambientais, sem qualquer possibilidade de excludentes, pois o Poder Público é o sujeito responsável pelo controle, vigilância, planificação e fiscalização do meio ambiente. A responsabilidade do Estado por danos ambientais encontra fundamento no art. 225. §3º, da CF e não no art. 37, §6º, da mesma Carta, pois neste a proteção é de bens individuais, naquele, de direito difuso insuscetível de desamparo jurídico. O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado em junho de 2007, considerou a União Federal, por omissão no dever de fiscalizar, solidariamente responsável pelos danos causados ao meio ambiente, ao longo de duas décadas, por empresas mineradoras (REsp 647.493-SC, 2ª T., rel. Min. João Otávio Noronha)”. (Darlan R. Bittencourt e Ricardo K. Marcondes, apud Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Brasileiro, vol. 4, Responsabilidade Civil. Ed. Saraiva, 5ª Ed., 2010, pp. 95 e 96). Em matéria de dano ambiental, a responsabilidade civil do agente causador do dano: A Não estará configurada se o ato praticado for autorizado por lei. B Depende de culpa ou dolo do seu agente causador. C Não poderia ser solidária porque a solidariedade não se presume no direito brasileiro. D Não depende de culpa e não se exclui ainda que o ato praticado pelo agente causador do dano seja autorizado por lei. E É subjetiva do Estado nas atividades sujeitas a aprovação pelo Poder Público e envolve a responsabilidade solidária do Estado pela omissão em fiscalizar. A responsabilidade nuclear se configura mesmo se o dano for oriundo de caso fortuito e força maior, que não elidem a presunção de culpa. Assim, é correto afirmar que: A A responsabilidade de quem explora atividade nuclear nunca pode ser elidida. B A responsabilidade civil de quem explora atividade nuclear pode ser elidida, dentre outras hipóteses, por culpa exclusiva da vítima. C Ainda que o dano nuclear resulte de conflito armado ou guerra civil, não está exonerado de responsabilidade aquele que explora atividade nuclear. D A responsabilidade civil de quem explora atividade nuclear é subjetiva e contratual. E O fundamento para a responsabilidade civil objetiva de quem explora atividade nuclear advém exclusivamente de norma infraconstitucional. Quanto aos direitos autorais, considere as proposições seguintes: I. A violação de direito autoral pode ensejar danos morais e materiais, ambos suscetíveis de indenização. II. Os direitos morais do autor são imprescritíveis e irrenunciáveis. III. São imprescritíveis os direitos materiais do autor, inclusive o de exploração exclusiva da obra. É correto afirmar que: A São verdadeiras I, II e III. B São verdadeiras I e II. C São verdadeiras I e III. D São verdadeiras II e III. E Nenhuma das proposições é verdadeira. Há casos em que a reprodução da obra alheia não é considerada ofensa ao direito autoral. O caso mais importante é a reprodução de pequenos trechos, bem como a transcrição do magistério de um autor (citação), quando estas reproduções ou transcrições estejam inseridas no corpo da obra maior e se destinem a fins científicos, literários, didáticos, polêmicos, críticos etc. Há aqui o interesse social de aproveitar da melhor forma o produto da inteligência humana, e nenhum prejuízo é causado ao autor do transcrito, dado o tamanho insignificante da transcrição. Isto é até bom para o autor, como propaganda de seu nome e de sua obra. Na responsabilidade civil por violação de direitoautoral, A A citação só não ensejará a indenização ao autor se houver indicação da origem, como nota de rodapé com o nome, obra, edição e página do original de onde se tirou o trecho citado. B Ainda que não haja citação da fonte em nota de rodapé não há violação de direito autoral na reprodução de pequenos trechos. C A reprodução de pequenos trechos sem citação da fonte em rodapé pode ensejar apenas a responsabilidade civil por danos morais. D A reprodução de pequenos trechos sem citação da fonte em rodapé pode ensejar a responsabilidade civil por danos exclusivamente materiais. E A reprodução de pequenos trechos sem citação da fonte em nota de rodapé pode ensejar a responsabilidade penal e não civil. Considere as assertivas seguintes: Danos ambientais ensejam sanções civis, penais e administrativas. Porque A responsabilidade civil por danos ambientais não depende de culpa. Pode-se afirmar que: A As duas proposições são verdadeiras e a segunda justifica a primeira. B As duas proposições são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira. C Apenas a primeira proposição é verdadeira. D Apenas a segunda proposição é verdadeira. E As duas proposições são falsas. “Crescem, a cada dia, os negócios celebrados por meio da Internet. Entretanto, o direito brasileiro não contém nenhuma norma específica sobre o comércio eletrônico, nem mesmo o Código de Defesa do Consumidor. Ressalve-se a tramitação no Congresso Nacional de vários projetos que tratam da regulamentação jurídica do comércio eletrônico e da assinatura digital, e a edição da Medida Provisória n. 2.200-2/2001, que confere à assinaturas eletrônicas o mesmo poder e validade jurídica daquelas lançadas de próprio punho nos documentos” (Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Brasileiro, vol. 4, Responsabilidade Civil. Ed. Saraiva, 5ª Ed., 2010, p. 103). Com base na doutrina supra, pode-se afirmar que: A Não se pode atribuir responsabilidade por negócios firmados pela Internet, por não haver norma específica sobre o comércio eletrônico. B O empresário que oferece produtos e serviços pela internet se submete às regras da venda e compra e da responsabilidade civil previstas no Código Civil. C O empresário que oferece produtos e serviços pela Internet se submete às regras do Código de Defesa do Consumidor, ainda que se trate de contrato internacional em que o proponente esteja domiciliado no exterior. D O empresário que oferece produtos e serviços pela Internet se submete às regras do Código de Defesa do Consumidor, salvo em caso de contrato internacional em que o proponente esteja domiciliado no exterior, quando então será aplicada a lei do domicílio do proponente. E Responderá apenas o provedor quando o consumidor se sentir lesado por contrato firmado via Internet. Considere as proposições que seguem: I. O erro médico pode ensejar sanções nos âmbitos penal, civil e administrativo. II. A responsabilidade civil do médico é objetiva, não depende de culpa, por se tratar, o paciente, de consumidor dos serviços do profissional da saúde. III. A doutrina aponta exclusivamente vantagens na contratação do seguro de responsabilidade civil por parte do médico. Pode-se afirmar que: A I, II e III são corretas. B I e II são corretas. C apenas I é correta. D apenas II é correta. E I e III são corretas. Considere as seguintes proposições: É preciso estabelecer se houve dolo ou culpa, ou se o erro médico decorreu de caso fortuito, ou da culpa de terceiro, como o Estado, que não forneceu material ou ambiente necessário para o tratamento. Porque Se não houver culpa ou dolo, não há obrigação de indenizar – a responsabilidade do médico não é objetiva. Pode-se afirmar que: A As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira. B As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira. C As duas proposições são falsas. D Apenas a primeira proposição é correta. E Apenas a segunda proposição é correta. O Código de Hamurabi estabelecia que teria a mão cortada o médico que causasse a morte de um awilum (membro da classe social superior) ou lhe destruísse o olho. Se o morto fosse um escravo (objeto), o médico então deveria substituí-lo por outro (§§218 e 219). À época, a responsabilidade civil do médico era, então: A subjetiva com a exigência do dolo. B subjetiva e caracterizada pela culpa grave. C objetiva. D contratual e subjetiva. E objetiva como nos dias de hoje. Não pode ser considerada uma desvantagem do seguro de responsabilidade em caso de profissional da saúde: A O paciente vai enxergar na falha de tratamento a possibilidade de lucro – pode querer tirar vantagem da própria doença. B Terceiros lucram com o erro. C O mau médico se preocupa menos em errar, pois tem o seguro. D O médico enxerga o paciente como um inimigo, pois deve fazer seguro para dele se proteger. E O médico tem mais liberdade e calma ao trabalhar, não empobrece ao ter que pagar indenização: o preço é dividido por todos os membros da sociedade, que pagam os prêmios; e a vítima não corre o risco de não receber a indenização. A responsabilidade civil contratual é estudada junto com o inadimplemento das obrigações. Aqui quem descumpre o contrato deve provar que não agiu com culpa. A presunção da culpa do inadimplente: A Ocorre de forma absoluta. B É relativa. C Não pode ocorrer na responsabilidade civil extracontratual. D Não é a regra na responsabilidade civil contratual. E Dificulta a situação da vítima. Por ser contratual, a responsabilidade civil do médico envolve, em regra, a inversão do ônus da prova, pela presunção relativa da culpa. Esta afirmação é acolhida: A Pela jurisprudência unânime. B Por parte da doutrina e da jurisprudência. C Pela doutrina unânime. D Pelo legislador, que assim determinou em texto expresso de lei. E Pelo Código de Defesa do Consumidor.