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Conceito de Corretagem
O contrato de corretagem é aquele pelo qual uma pessoa se obriga a obter para outra um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas e sem ligação direta em virtude de mandato, prestação de serviços ou qualquer tipo de relação de dependência.
Em uma abordagem preliminar, verifica-se que a corretagem contém alguns elementos intrínsecos à sua natureza. Trata-se de um contrato, que define uma obrigação de fazer (obter um ou mais negócios) para outrem, de acordo com as instruções recebidas anteriormente e mediante o pagamento de uma remuneração. 
Artigo Correspondente a Corretagem: 
A definição do contrato de corretagem é estabelecida no art. 722 do Novo Código Civil: "Pelo contrato de corretagem, uma pessoa, não ligada a outra em virtude de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas".
Natureza jurídica da corretagem: 
Pelo contrato de corretagem, uma pessoa, não ligada a outra em virtude de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas.
Características Jurídicas do Contrato de Corretagem
· O Contrato de Corretagem possui as seguintes características jurídicas: bilateralidade, acessoriedade, onerosidade, aleatoriedade e consensualidade. 
· O contrato é bilateral, visto que gera obrigações mútuas entre comitente e o corretor, posto que este deverá executar o encargo e aquele deverá remunera-lo, a mediação tem caráter acessório, posto que a sua existência está atrelada a um outro contrato, o qual deverá ser concluído.
· Será oneroso, posto que no adimplemento do contrato de mediação haverá ônus, vantagem e benefício patrimonial à ambos os contraentes, posto que assiste ao corretor direito ao recebimento de remuneração, geralmente variável.
Trata-se de um contrato aleatório pelo fato de que o direito do corretor e a obrigação do comitente dependerão da conclusão do negócio principal, ou seja, dependerão de um fato futuro e incerto. E por último, é consensual visto que completa-se através do consenso mútuo, independente de forma, já que o novo Código, seguindo a posição jurisprudencial existente, não exigiu nenhuma forma legal.
Partes envolvidas do contrato:
O comitente, que é aquele que contrata a imediação com o corretor
O corretor, que aproxima as pessoas interessadas nos negócios
Características do contrato de corretagem:
Por ter suas características jurídicas previstas nos artigos 722 a 729 do Código Civil, o contrato de corretagem é classificado como típico.
É um contrato oneroso, ou seja, remunerado quando advier o resultado. Isso porque ambos os contratantes possuem vantagens e benefícios. Além disso é bilateral, pois existem direitos e deveres para ambas as partes. No caso, o comitente se obriga a remunerar o corretor pela intermediação feita e concluída, nos termos do art. 725, CC/02. Já o corretor se obriga a realizar negócios. Ainda vale dizer que o contrato de corretagem é informal, pois não há uma forma específica de ser realizado. Embora tenha natureza jurídica contratual, pode ser feito verbalmente. Porém, desse modo, não há vinculação e é difícil a prova. Logo, é extremamente recomendável que o acordo de vontades seja feito por escrito para possíveis desentendimentos sejam evitados no futuro. 
É consensual, já que a mera convenção é o bastante. Ou seja, não é preciso que haja a transferência do bem para o profissional de vendas. E também aleatório, tendo em vista que o corretor assume o risco de não receber nada caso a operação não se efetive. Por fim, o contrato de corretagem é considerado acessório, segundo a jurisprudência do STJ. Isso porque está atrelado ao sucesso de outro contrato, como o de compra e venda ou de locação.
Principais categorias da corretagem:
 São como categoria os Corretores Oficiais e os Corretores Livres.
Os Corretores Oficiais são aqueles corretores que gozam de prerrogativas de fé pública inerente ao ofício disciplinado por lei, entre eles podemos citar como exemplo os Corretores de operações de câmbio; os de navios; os de seguros e os de valores mobiliários.
Já os Corretores Livres são aqueles que exercem o ofício de intermediadores continuadamente, porém sem nenhuma designação oficial, e assim encontramos nesta categoria os corretores de espetáculos públicos; os de artistas; os de esportistas profissionais; e os de bens móveis, entre outros.

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