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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
 Rodovia BR 470 - Km 71 - no 1.040 – Bairro Benedito – Caixa Postal 191 – 89130-000 – Indaial/SC
 Fone (47) 3281-9000 – Fax (47) 3281-9090 – Site: www.uniasselvi.com.br
Educação Inclusiva em Libras.
Margareth Medeiros Da Silva Ribeiro
 Maurícia De Oliveira De Aquino
 Tutora: Daniela Gomes Cizs 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Letras/Libras (LBR0015) – Projeto de Ensino 
04/2020
1 INTRODUÇÃO
A inclusão é a parte de um projeto que está sendo estudada por nós desde 2017. Inserir o tema de inclusão educacional foi a intenção desde o começo, a escolha deste tema foi pela importância de querer interagir o indivíduo surdo que não levava uma vida social adequada, por possuir tal deficiência. Essa experiência teve momentos incríveis e de excelente aprendizado, trazendo-nos uma satisfação enorme por apresentar uma pesquisa que contribuísse com o desenvolvimento, atraindo o interesse dos alunos e também dos professores, que por sinal foi de grande aprendizado para todos. 
Usando métodos próprios e outros pesquisados, eu Margareth, criei uma mão manipuladora com o intuito de atrair a atenção dos alunos ouvintes, para facilitar assim a interação com os surdos. Com o apoio da Maurícia, obtivemos êxito no campo de trabalho, com uma experiencia que foi de grande valia, pois conseguimos atrair a curiosidade dos alunos e assim sustentar o tema, relacionado com a área de concentração escolhida. A inclusão dos alunos deficientes no ambiente escolar é ter a igualdade de oportunidades, acessibilidade e não a discriminação. As pessoas com deficiência são afetadas pela exclusão de diferenças humanas, embora apresentam particularidades, incongruências fraquezas e fortalezas como qualquer outra pessoa (QUADROS; PERLIN, 1997).
Desconstruir mitos estabelecidos socialmente com relação as Línguas de Sinais, foi mais desafiador e prazeroso, nos forneceu conhecimento com mais teoria e prática, proporcionando mais interação entre alunos, professores e direção. A igualdade de condições para o acesso e permanência na escola está presente na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988(CRFB/1988), em seu artigo 206. No entanto pode-se observar que as leis educacionais existem, mas nem sempre são cumpridas. Verifica-se uma distância entre o cotidiano das escolas e os dispositivos legais que tratam da Educação Inclusiva ((MANTOAN, 2003). Por tanto, contribuir com a qualidade de ensino para esse discente com deficiência, me oportunizou grandes ideias de projetos para o futuro. As palavras-chave utilizadas na busca foram: Educação bilíngue; inclusão; língua portuguesa; Libras; surdos.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1 EDUCAÇÂO INCLUSIVA
 Fazendo uma rápida alusão à educação inclusiva, pode-se, ser entendida como uma concepção de ensino contemporânea que tem como objetivo garantir o direito de todos à educação.
 Ela pressupõe a igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças humanas, contemplando, assim, as diversidades étnicas, sociais, culturais, intelectuais, físicas, sensoriais e de gênero dos seres humanos. Implica a transformação da cultura, das práticas e das políticas vigentes na escola e nos sistemas de ensino, de modo a garantir o acesso, a participação e a aprendizagem de todos. No caso do deficiente auditivo, para que seja realizada uma verdadeira integração, é importante oferecer os conteúdos por meio de recursos visuais, tais como figuras, materiais concreto, marcações em quadros negros durante as aulas utilizando ao máximo a memória visual. 
O surdo tem o direito de se organizar em grupos, mantendo sua identidade linguística e cultural, como qualquer minoritário, da mesma forma como frequentar escola especial onde se faz uso de sua língua materna – LIBRAS. 
Caso o surdo somente apresente a leitura labial, oralização, leitura e escrita reflete uma educação voltada para as habilidades do professor ouvinte não para a criança surda, deixando de considerar que a principal língua do surdo é a LIBRAS, por isso é de suma importância proporcionar intérpretes de língua de sinais para melhor acompanhamento das aulas.
Para que haja a inclusão social das pessoas surdas, Paulon, 2005 explica suas ideias com o objetivo de participação social efetiva, sem a inevitável submissão, as quais as minorias são expostas, as escolas precisam organizar-se, considerando três critérios: a interação por intermédio da língua de sinais, a valorização de conteúdos escolares e a relação conteúdo-cultura surda. 
 A formação do professor deve ser um processo contínuo que perpassa sua prática com alunos, a partir do trabalho transdisciplinar com uma equipe permanente de apoio. É fundamental considerar e valorizar o saber de todos os profissionais da educação no processo de inclusão. Não se trata apenas de incluir um aluno, mas de repensar os contornos da escola e a que tipo de educação estes profissionais têm se dedicado, trata se de desenvolver um processo coletivo que busque compreender os motivos pelos quais muitas crianças e adolescentes também não conseguem encontrar um lugar na escola (PAULON, 2005).
O que percebo é que o maior problema causado pela surdez é a barreira da comunicação em língua portuguesa seja ela na modalidade oral ou escrita. O aprendizado da língua portuguesa tem sido, ao longo de muitos anos, a maior dificuldade para os alunos surdos. Apesar do enorme esforço de professores e dos próprios alunos, os resultados nem sempre são satisfatórios.
 A Educação Inclusiva é um sistema em que todos os alunos com necessidades educacionais especiais, com deficiência, venham frequentar as escolas comuns da rede pública ou privada. Dando ênfase nas competências, capacidades e potencialidades desses alunos. A língua brasileira de sinais se faz a promoção da inclusão desses alunos e cabe ao profissional de libras desenvolver metodologias para que esse objetivo seja alcançado.
 A inclusão é um privilégio de conviver com as diferenças.
Para o autor Montoan (2005) não existe diferença entre pessoas com ou sem deficiência ele descreve:
A inclusão requer uma reorganização do sistema de ensino, com o objetivo de fazer com que a escola se torne aberta às diferenças e apta à trabalhar com todos, sem distinção de raça, classe, gênero ou características pessoais, se configura na diversidade da espécie humana, que busca perceber e atender as necessidades especiais e educacionais dentro da escola de todos os sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a estimular a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. 
Nesse contexto geral muitas escolas públicas também não têm os recursos financeiros necessários para fazer as adaptações ou comprar os equipamentos necessários às necessidades de seus alunos com deficiência com isso Lacerda (2006) diz:
2.2 EDUCAÇÂO INCLUSIVA
Quero abordar em meu projeto o conceito de inclusão, com diferentes focos, com dinâmicas diferentes para que seja garantida a atenção de mais, pois muitos falam de inclusão, hoje, mas virou modismo, e qual o verdadeiro significado de incluir alguém? Meu objetivo é de propor o diferente, pois a nossa Constituição, desde 1988 garante o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que os alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola, mas este não flui de fato, não vem acontecendo como deveria mas está caminhando, haja visto que muitas pessoas continuam acreditando que o melhor é excluir, e manter as escolas especiais, onde receberão ensino adaptado. Porém a inclusão vem crescendo a cada ano, e, com ela, o desafio de garantir uma educação de qualidade para todos e, é nisso que precisamos nos conscientizar. Para que àinclusão se torne realidade em cada sala, a participação do professor é essencial. A escola também tem um papel importante frente a inclusão e um dos seus papéis é praticar a responsabilidade pelo outro e estimular as crianças a fazer o mesmo, mas será em nossas criatividades de proporcionar o diferente, o fazer, o criar que vai fazer a massa.
REFERÊNCIAS
CAVALCANTE, M. A escola que é de todas as crianças. Revista NOVA Escola. Ano XX n° 182. Pg - 40. São Paulo - 2005.
LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Nº 9394/96. Apresentação: Esther Grossi. 2ª Ed. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
Desconstruir mitos estabelecidos socialmente com relação as Línguas de Sinais
SOUSA, J. As crianças ouvintes filhas de pais surdos e a aquisição da língua gestual portuguesa e catalã: História de vidas cruzadas. Tese de Mestrado apresentada à Universidade Católica Portuguesa. Lisboa. Portugal. 2010. SKLIAR, Carlos (org.) Educação e exclusão: abordagens sócio-antropológicas em educação especial. Porto Alegre: Mediação, 1997. SKLIAR, C. A surdez: um olhar sobre as diferenças. 2 ed. Porto Alegre: Mediação, 2001.
SOARES, N.M.D. Um novo olhar sobre a educação inclusiva a partir do projeto bolsista de inclusão no município de Iguatu – Ceará. Monografia de Graduação – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Campus Iguatu. Iguatu/CE. 2016.
https://diversa.org.br/educacao-inclusiva/o-que-e-educacao-inclusiva/?gclid=Cj0KCQjw6_vzBRCIARIsAOs54z5BDaM1boZobSWbUxg02zxRhuNi6AB4unqaEfeYkMmFE8wVABuJp0UaAqx9EALw_wcB
STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. 2. Ed. Ver. Florianópolis, ed. da UFSC, 2009. MATOS, Kelma Socorro Lopes; VIEIRA, Sofia Lerche. Pesquisa: o prazer de conhecer. In: Fortaleza-CE: Edições Demócrito Rocha/UECE, 2001.p.21-38. MEIER, R. Uma perspectiva interlinguística sobre a aquisição da inflamação da morfologia na língua de sinais Americana. Universidade da Califórnia, San Diego e Instituto Salk de Estudos Biológicos, abril de 1980. PEREIRA, M.C.C. et al. Alfabetização na pré-escola do IESP/DERD1C. Série Deficiência Auditiva - Fascículo 4- PUCSP (Relato do Processo). São Paulo: 1996. QUADROS, R.M. de; PERLIN, Gladis T.T. Educação de Surdos em Escola Inclusiva? Rev. Espaço: Informe técnico científico do INES. Rio de Janeiro, n.7 p. 35- 40, junho, 1997. QUADROS, R.M. A educação de surdos: enfoque bilíngue com pressupostos linguísticos, (a publicar) - Aquisição/ Aprendizagem da língua Portuguesa da (L-2): o contexto da pessoa surda - PUC-RS: 1996. RODRIGUES, M. D. O uso da Libras no ensino de literatura de português como segunda língua para os surdos: um estudo de caso uma perspectiva bilíngue. Dissertação de mestrado: Pontifica Universidade Católica de São Paulo, 2008. SANCHÉZ, C.M. Lá oncreible y triste história de la sordera. Caracas: impresión. CEPROSORD, 1990. SANTANA, Ana Paula; BERGAMO, Alexandre. Cultura e identidade surdas: encruzilhada de lutas sociais e teóricas .Educ. Soc., Campinas, vol. 26, n. 91, p. 565-582, Maio/Ago. 2005. Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br. Acesso em 20de set. 2018. SANTOS, C.; LIMA, P; ROSSI, P.; Surdez: Detecção e diagnóstico. In: SILVA, R. I.; KAUCHAKJE, S.; GESUELI, M. Z. (Org.). Cidadania, surdez e linguagem: desafios e realidades. São Paulo: Plexus, 2003. parte I, p.17-54. SASSAKI, Romeu Kasumi. Inclusão: Construindo Um a Sociedade Para Todos. 3ª edição. Rio de Janeiro: WVA, 1999, 174p. SILVA, Sandra Maria Gonçalves Fernandes da. Classes Bilíngues para alunos surdos em escolas inclusivas – Modelo de Referência em Pernambuco. Monografia – (Curso de Especialização). Faculdade de Santa Helena, Recife, 2009. 64 f. SOUSA, J. As crianças ouvintes filhas de pais surdos e a aquisição da língua gestual portuguesa e catalã: História de vidas cruzadas. Tese de Mestrado apresentada à Universidade Católica Portuguesa. Lisboa. Portugal. 2010. SKLIAR, Carlos (org.) Educação e exclusão: abordagens sócio-antropológicas em educação especial. Porto Alegre: Mediação, 1997. SKLIAR, C. A surdez: um olhar sobre as diferenças. 2 ed. Porto Alegre: Mediação, 2001.
QUADROS, R.M. de; PERLIN, Gladis T.T. Educação de Surdos em Escola Inclusiva? Rev. Espaço: Informe técnico científico do INES. Rio de Janeiro, n.7 p. 35- 40, junho, 1997. QUADROS, R.M. A educação de surdos: enfoque bilíngue com pressupostos linguísticos, (a publicar) - Aquisição/ Aprendizagem da língua Portuguesa da (L-2): o contexto da pessoa surda - PUC-RS: 1996. RODRIGUES, M. D. O uso da Libras no ensino de literatura de português como segunda língua para os surdos: um estudo de caso uma perspectiva bilíngue. Dissertação de mestrado: Pontifica Universidade Católica de São Paulo, 2008.
MATOS, Kelma Socorro Lopes; VIEIRA, Sofia Lerche. Pesquisa: o prazer de conhecer. In: Fortaleza-CE: Edições Demócrito Rocha/UECE, 2001.p.21-38.
A educação inclusiva acolhe todas as pessoas sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados para todas as minorias e para as crianças que são discriminadas por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro (MONTOAN, 2005).
Para que a inclusão seja uma realidade, será necessário rever uma série de barreiras, além da política e práticas pedagógicas e dos processos de avaliação. É necessário conhecer o desenvolvimento humano e suas relações com o processo de ensino aprendizagem, levando em conta como se dá este processo para cada aluno. Devemos utilizar novas tecnologias e investir em capacitação, atualização, sensibilização, envolvendo toda comunidade escolar. Focar na formação profissional do professor, que é relevante, para aprofundar as discussões teóricas práticas, proporcionando subsídios com vistas à melhoria do processo ensino aprendizagem. Assessorar o professor para resolução de problemas no cotidiano na sala de aula, criando alternativas que possam beneficiar todos os alunos. Utilizar currículos e metodologias flexíveis, levando em conta a singularidade de cada aluno, respeitando seus interesses, suas ideias e desafios para novas situações. Investir na proposta de diversificação de conteúdos e práticas que possam melhorar as relações entre professor e alunos. Avaliar de forma continuada e permanente, dando ênfase na qualidade do conhecimento e não na quantidade, oportunizando a criatividade, a cooperação e a participação (LACERDA, 2006).

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