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AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 PRINCÍPIOS DE CIRURGIA: MANOBRAS CIRÚRGICAS FUNDAMENTAIS As manobras cirúrgicas fundamentais são um conjunto de processos para a realização de determinado ato operatório, constituindo-se de movimentos executados manualmente ou através de instrumentos e aparelhos. 1. diérese 2. exérese 3. hemostasia 4. síntese NECESSIDADES BÁSICAS EM CIRURGIA 1. visibilidade a. acesso adequado b. iluminação suficiente c. campo cirúrgico limpo 2. técnica asséptica 3. auxílio DIÉRESE É o conjunto de manobras cirúrgicas destinadas à separação dos tecidos orgânicos. Etapa na qual se realiza a incisão ou divulsão de tecidos com finalidade de promover via de acesso adequado para a manipulação da área anatômica de interesse cirúrgico. É dividida em: ● incisão ● divulsão 1) INCISÃO É a manobra cirúrgica cujo objetivo é separar os tecidos por meio de uma lâmina de bisturi (seccionar). Os princípios da incisão são: ● lâmina afiada ● corte firme e contínuo Quanto mais retilíneo e regular a incisão, melhor será a cicatrização. Na hora de suturar uma incisão irregular, terá uma área maior de cicatrização, com possibilidade maior de ser uma cicatrização ruim. ● bisturi perpendicular A introdução do bisturi deve ser perpendicular (90º), caminhando nessa secção em uma angulação de 45º e remover também com o bisturi perpendicular (90º). Isso é importante, principalmente para incisões extrabucais, pois deixa as extremidades em 90º com a superfície não incisada, favorecendo a cicatrização e evita a presença de quelóides e necroses. ● planejamento Conhecer as estruturas anatômicas da região. Formas de fazer a incisão: ● bisturi elétrico Corta por eletrocoagulação/cauterização. Serve tanto para incisão mais limpa com menos sangramento, quanto para coagulação dos tecidos. Funciona criando uma corrente elétrica no paciente, por isso é necessário tirar todos os metais (pois pode queimar). Agiliza as etapas cirúrgicas e permite uma menor perda de sangue. ● bisturi a laser É pouco invasivo e menos traumático. Melhora a hemostasia. Diminui tempo de tratamento. Tem um custo muito alto. ● bisturi convencional BISTURI CONVENCIONAL: empunhadura A empunhadura é importante para ergonomia, conforto e para efetividade do movimento. Existem duas formas: caneta (para incisões mais delicadas, como as intrabucais) e arco de violino (impunha mais força na mão, é mais fácil para fazer pressão). BISTURI CONVENCIONAL: montagem Não se deve segurar na parte cortante da lâmina, pois perde o corte muito fácil. Então, sempre deve segurar abaixo dessa área e deve introduzir seguindo uma canaleta. AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 Características da incisão: ● conhecimento anatômico Para evitar lesões desnecessárias de vasos, nervos, freios, bridas ou outras estruturas. ● incisão ampla Deve ser ampla o suficiente para possibilitar boa exposição do campo operatório, porém não pode ser desnecessariamente extensa. ● irrigação adequada/vascularização A incisão deve ser planejada para que aquele tecido tenha irrigação suficiente. O retalho deverá permanecer bem irrigado, evitando necrose por deficiência circulatória. Essa convergência também é importante para não limitar o suporte sanguíneo no ápice, visto que esse retalho é nutrido por capilares. ● nitidez Incisões irregulares terão cicatrizações ruins. Uma boa incisão deve ter ausência de linhas secundárias, favorecendo o reparo sem deformidade. ● repousar sobre osso sadio É necessário que o retalho seja mais largo do que a área cirúrgica, para evitar deiscência de sutura ou invaginação por falta de suporte. ● acompanhar linhas da face As incisões devem ser feitas acompanhando as linhas de Langer, que são linhas de expressão e rugas da face, garantindo assim um efeito estético favorável. Quando o tecido é rodeado de incisões, dá-se o nome de retalho cirúrgico. CLASSIFICAÇÃO DAS INCISÕES ● forma geométrica ○ trapezoidal ○ triangular ○ semi-circular ○ Y e duplo Y ● número de angulações ○ monoangular ○ biangular ● nomenclatura segundo o autor AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 ENVELOPE OU INTRASULCULAR Faz a incisão pelo fundo de sulco vestibular, entre o dente e gengiva ou, quando o paciente não tem dente, pelo rebordo alveolar. Não oferece uma boa visibilidade e isso deve ser compensada com uma incisão ampla. É um retalho só de papilas e rebordo. Introduz-se o bisturi dentro do sulco gengival, até chegar à resistência da crista alveolar. Deve incisar o periósteo (incisões mucoperiosteais). O tamanho mínimo para a incisão envelope é de dois dentes para anterior e um dente para posterior. RETALHO EM L, NEUMANN OU TRIANGULAR É uma incisão no rebordo ou intrasulcular seguida de um relaxamento que tem uma angulação diferente da incisão original. Existem critérios para realizar esse retalho: ● relaxante lateral à papila para que se tenha tecido suficiente para suturar ● relaxante divergente (sentido: base) ● deve ter pelo menos um dente para anterior e um dente para posterior O retalho em L na mandíbula tem uma particularidade: O rebordo da mandíbula abre para vestibular. A incisão deve ser feita seguindo esse sentido para vestibular. Deve ter cuidado com o nervo lingual e, por isso, é necessário desviar a incisão para o sentido do osso. INCISÃO TRAPÉZIO, QUADRANGULAR OU NOVAK-PETER Consiste numa incisão principal intrasulcular ou no rebordo e duas relaxantes. Tem que seguir todos os princípios das incisões. Na região anterior, não se deve fazer incisões relaxantes entre os incisivos, por se tratar de uma área estética. Nesse caso, recomenda-se fazer de canino para trás. KEEN OU SULCO GENGIVO-LABIALÉ utilizado quando o objetivo cirúrgico não está na região ou próximo aos dentes erupcionados, está mais superior na maxila ou mais inferior na mandíbula. É uma incisão reta de fundo de vestíbulo, na mucosa alveolar livre. AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 RETALHO EM Y OU DUPLO Y É exclusiva para região de palato e, mais especificamente, para torus palatino. Apenas uma incisão na rafe mediana não teria distensão, por isso, faz duas incisões menores (de preferência para anterior). Assim é possível dar uma distensão ao tecido com uma pequena incisão. Se o torus é grande demais, tem-se a necessidade de fazer um duplo Y. Se enquadra em uma cirurgia pré-protética. INCISÃO DE WASMUND Parece uma incisão trapezoidal, porém não é feita na região intrasulcular ou de rebordo. É importante que essa incisão seja feita 2 a 3 mm fora da gengiva inserida, para que se tenha um tecido frouxo para suturar. Características: ● trapezoidal ● alta ● biangular SEMILUNAR OU PARTSCH Parecido com a incisão Wasmund, no formato semilunar. 2) DIVULSÃO A divulsão é a manobra cirúrgica cujo objetivo é separar os tecidos, sem incisioná-los ou cortá-los. É importante para impedir que haja o encurtamento do tecido em algumas cirurgias, como a frenectomia. Fazendo a divulsão é possível tracionar uma camada (mais elástica como a mucosa), sem tracionar uma camada mais profunda, como a muscular. A divulsão é realizada por camadas. Os instrumentais utilizados são tesouras rombas e pinças mosquito. Também pode ser feita com Molt e, nesse caso, chama-se de descolamento mucoperiosteal ( retalho intrabucal). EXÉRESE A exérese é a manobra cirúrgica pela qual faz-se a remoção total ou parcial de um órgão ou tecido. É o procedimento cirúrgico em si. Pode ser de tecido duro (osso ou dente). AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 Tipos: ● ostectomia ● curetagem ● avulsão ● biópsias Instrumentos: ● caneta de alta e baixa rotação ● brocas ● alveolotomo ● cureta ● lima para osso ● cinzéis ● elevadores ● fórceps A ostectomia restringe-se à remoção do osso na quantidade referente à coroa do dente, pois trata-se do seu maior diâmetro e, ainda assim, só remove osso da região vestibular, para assim remover o dente. Se ainda tiver retenção, faz-se a odontosecção. CURETAGEM É realizada para remoção de tecidos patológicos no interior dos tecidos ósseos. É a complementação do tratamento da loja óssea. No entanto, deve-se ter cuidado com as estruturas vásculo-nervosas. Os terceiros molares tem uma relação diferente com o canal mandibular - dentes inferiores - e com o seio maxilar - nos dentes superiores. Por esse motivo, não é recomendado realizar a curetagem do fundo desse alvéolo caso não exista uma lesão periapical no dente em questão. Ainda assim, é de extrema importância curetar as paredes laterais deste alvéolo, principalmente a parede em associação com o dente erupcionado. Isso é explicado devido a presença do capuz pericoronário, tecido que ajuda na formação do dente, que pode permanecer e dar origem às lesões císticas caso não seja removido (tecido totipotente). Por esse motivo, faz-se a curetagem das paredes laterais e não do fundo, visto que esse tecido pericoronário está em associação com a coroa dentária. HEMOSTASIA É a manobra cirúrgica destinada a prevenir ou interromper o sangramento, facilitando o tempo operatório e a cicatrização. Não se libera o paciente sem que a hemostasia esteja concluída. MANOBRAS 1) temporária a) compressão com gaze: 10 min b) pinçagem 2) definitivas a) ligadura 3) interferem na coagulação a) produtos farmacêuticos 1) COMPRESSÃO A compressão é feita durante todo o procedimento cirúrgico, como forma de prevenir um sangramento maior. É sempre a primeira conduta e é feita com gaze, comprimindo-a até 10 minutos. AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 2) PINÇAGEM A pinçagem é o aprisionamento a luz de um vaso rompido, seja ele arterial ou venoso. Pode ser simples (pinçar e soltar) ou acompanhada de uma ligadura. Para isso, é necessário que o vaso esteja visível. Quando o sangramento é intraósseo, o vaso se contrai e não é possível pinça-lo. Nesse caso, faz a hemostasia com produtos hemostáticos no interior do alvéolo. 3) LIGADURA A ligadura é a oclusão da luz de um vaso por meio de fios de sutura, geralmente fios reabsorvíveis. O vaso fica inutilizável. No entanto, a área que o vaso vascularizada fica normal por conta dos vasos colaterais. Essa técnica é importante para vasos que têm calibres maiores. Existem formas de fazer a ligadura: antes da cirurgia - transfixando um vaso da região operada para prevenir um sangramento - e durante a cirurgia, quando inicia o sangramento, pinça os dois lados e amarra. A ligadura precisa ter uma força tênsil adequada para não soltar. Com o tempo, ocorre a epitelização do vaso. 4) TERMOCOAGULAÇÃO A termocoagulação é feita com o bisturi elétrico. Esse bisturi tem a opção de corte, que trabalha numa potência menor, que permite a incisão e leve cauterização das bordas. Na coagulação, ativa-se uma potência maior de eletricidade que cauteriza o vaso. 5) SUBSTÂNCIAS HEMOSTÁTICAS Os produtos farmacêuticos pode ser tanto de uso local como parenteral (EV ou IM). Esses produtos são feitos de substâncias que mimetizam o coágulo. Podem ver de formas diferentes e produzir reações diferentes também. SUBSTÂNCIAS HEMOSTÁTICAS COM ATUAÇÃO LOCAL 1) ESPONJA DE FIBRINA É uma esponja hemostática de colágeno liofilizado de origem bovina. É absorvível, estéril e tem uma baixa reação tecidual.Cria uma malha absorvível no interior do alvéolo, funcionando como tampão hemostático. São moles, brancos, flexíveis e não friáveis. Tem origem do colágeno hidrolisado liofilizado bovino. São altamente absorvíveis (14 a 16 dias) e capazes de segurar várias vezes seu peso fluido. Promove agregação plaquetária. Nomes comerciais: Hemospon® , Helistat® e CollaPlug® . 2) ESPONJA DE GELATINA ABSORVÍVEL A absorção corresponde a 45x seu peso em sangue. É facilmente cortado em pedaços. Pode ser deixado no local e tem fácil absorção. A reabsorção ocorre de 4 a 6 semanas. Pode ser associada à trombina. Nomes comerciais: Gelfoan® , Spongostan Standard® AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 3) CELULOSE OXIDADA REGENERADA Substância hemostática absorvível. Quando usado em contato com tecidos fluidos forma um coágulo artificial, produzindo hemostasia local. Pode causar parestesia. Forma de gaze ou algodão. Quando umedecida com sangue, torna-se pegajosa e gelatinosa. Pode estar associada à líquidos, como a trombina, para acelerar processo de hemostasia. Nomes comerciais: Sugicel® e ActCel® . 4) CERA ÓSSEA É um hemostático cirúrgico feito a partir da mistura de cera alvejada de abelha (80%) e palmitato de isopropila (20%). É utilizada para sangramentos intraósseos, promovendo uma rápida hemostasia tópica. Não tem apresentação específica para odontologia. É uma mistura natural de parafina, cera de abelha e palmitato de isopropil. É ideal para canais vasculares locais no tecido ósseo. Não é reabsorvível e provoca uma reação inflamatória leve. SUBSTÂNCIAS HEMOSTÁTICAS COM ATUAÇÃO SISTÊMICA São drogas hemostáticas que atuam nos fatores de coagulação, promovendo a coagulação sanguínea. É indicado para o tratamento das manifestações hemorrágicas. Geralmente é endovenoso. É feito no pós-operatório, quando necessário ou em caso de hemorragia. Sempre avaliando os fatores sistêmicos desse paciente. 1) FITOMENADIONA (VITAMINA K) Tem uma ação mais potente e prolongada. Atua na biossíntese dos fatores II, VII, IX e X. Posologia: 2,5 a 25 mg. Frasco/ampola de 1 ml/10mg ou 02 mg/2mg. Nome comercial: Kanakion® . 2) ÁCIDO TRANEXÂMICO É um anti-fibrinolítico, ou seja, impede a formação da plasmina. Altera o TP e o TTPA. Podem provocar a formação de trombos. É utilizado como profilaxia ou tratamento de hemorragias pós-cirúrgicas em hemofílicos. Posologia: 25 mg/kg de 3 a 4 vezes ao dia. Comprimido de 250 mg, ampola de 5 ml/250 mg, ampola de 10 ml/1000mg). Nome comercial: Transamin® . MÉTODOS DE PREVENÇÃO DO SANGRAMENTO ● cirurgia atraumática ● eliminação do tecido de granulação ● eliminação de espículas ósseas ● avaliação da área cirúrgica ● sutura adequada ● remoção de restos necróticos do coágulo AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 SÍNTESE A síntese é a manobra que visa reposicionar as estruturas anatômicas que foram rompidas ou interrompidas durante o ato cirúrgico. Funções: ● imobilização da ferida ● manter bordos aproximados Nem sempre isso é possível, manter o máximo que der. ● redução dos espaços anatômicos Deve-se unir as camadas separadamente, a fim de reduzir a possibilidade de espaços mortos. Esses espaços contém sangue que, por sua vez, quando estagnado, dá condição de uma proliferação bacteriana (servindo como meio de cultura). Assim, aumenta-se a possibilidade de infecção pós-operatória. ● estabilização do coágulo MATERIAIS E INSTRUMENTAIS ● materiais ○ fio ○ agulha ● instrumentais ○ pinça para tecido ○ porta-agulhas ○ tesoura Existem agulhas prensadas no fio (fios agulhados) e agulhas isoladas. As agulhas prensadas no fio (fios agulhados) são melhores, pois são descartáveis e são menos traumáticos, além de serem mais fáceis de se manipular durante a sutura. As agulhas isoladas geram um dano tecidual maior, pois se passa o fio pelo tecido com ele dobrado, aumentando a área de trauma. CIRCUNFERÊNCIA DA AGULHA Características do fio ideal: ● adequada resistência tênsil ● fácil manuseio ● provocar pouca/nenhuma reação ● não causar infecção ● manter as bordas coaptadas ● resistente ao meio ● boa segurança no nó ● baixo custo CLASSIFICAÇÃO DOS FIOS ● permanência ○ absorvíveis ○ não absorvíveis ● origem ○ orgânicos ○ sintéticos ○ metálicos ● quanto ao número de filamentos ○ monofilamentar ○ multifilamentar ORIGEM DOS FIOS 1) orgânicos a) animal i) seda ii) catgut b) vegetal i) linho ii) algodão AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 2) sintéticos a) não-absorvíveis i) nylon ii) poliéster iii) polipropileno iv) polietileno v) polibutéster vi) teflon vii) e-PTFE b) absorvíveis i) ácido poliglicólico ii) poliglactina 910 iii) poliglecaprone iv) polidioxanone Quanto ao número de filamentos, os fios de sutura podem ser classificados como monofilamentar, quando é formado por uma linha única e, multifilamentar, quando é formado por um trançado de linhas. Do ponto de vista biológico, para limpeza, um fio monofilamentar é melhor (p. ex. fio de nylon - em compensação, ele é menos flexível e machuca a mucosa). APREENSÃO DA AGULHA E MANUSEIO DO PORTA AGULHA A agulha deverá ser apreendida pelo porta-agulha na metade ou a três quartos da distância da ponta. Durante a introdução da agulha, realizar movimentos circulares que acompanhem a sua curvatura, fazendo movimentos de rotação do pulso do cirurgião. PRINCÍPIOS DA SUTURA ● agulha perpendicular (transfixação) ● não exercer força excessiva na introdução da agulha ● não ter tensão excessiva no fio, pois causa isquemia ● número de suturas está limitado ao fechamento da ferida ● os pontos devem ser equidistantes ● sutura plano-a-plan Em retalhos, inicia-se a sutura pelos ângulos. PENETRAÇÃO DA AGULHA NO TECIDO Deve ser perpendicular. A penetração biselada faria com quea agulha penetrasse no tecido mais superficialmente. NÓ CIRÚRGICO Ao correr para fazer o nó, deve-se puxar mais a parte do fio que tem a agulha, pois assim você economiza o fio. O nó cirúrgico tem que ser sobreposto, em geral de 2 a 3 vezes, para manter o fio preso, principalmente se for monofilamentar. PRINCÍPIOS 1) SUTURA POR PLANOS É feita para evitar espaço morto. As áreas mais profundas devem, de preferência, ser suturadas com fios absorvíveis. 2) TENSÃO DO FIO SOBRE O TECIDO Se o fio for tensionado, a borda fica isquemiada e o fio solta. 3) POSIÇÃO DAS BORDAS DA FERIDA Para isso, a quantidade de tecido que pega dos dois lados deve ser igual e na mesma altura. Caso não seja, as bordas podem ficar desniveladas, evertidas etc. A sutura é feita pegando o tecido relativamente móvel puxando até o fixo. O nó deve estar ao lado da ferida, prevenindo um acúmulo de bactérias em cima da ferida. CLASSIFICAÇÃO DAS SUTURAS 1) quanto a localização a) superficiais b) profundas AULA 2 Manuella Soussa Braga CBMF II - 7º período - 2020/1 2) quanto à disposição a) contínuas b) interrompidas 1) PONTOS ISOLADOS sutura isolada simples sutura isolada em U vertical sutura em U horizontal sutura isolada em X ou 8 2) SUTURAS CONTÍNUAS sutura contínua simples sutura contínua festonada sutura intradérmica sutura U horizontal REMOÇÃO DA SUTURA É feito de 5 a 7 dias.