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UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI 
CURSO SUPERIOR DE AVIAÇÃO CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
METEOROLOGIA AERONÁUTICA I 
 
 
 
 
 
Professor Dr. Edson Cabral 
 
São Paulo 
 
2009 
 
 
 
 
 
2 
SUMÁRIO 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO À METEOROLOGIA AERONÁUTICA.............................................3 
2. ATMOSFERA.........................................................................................................10 
3. TEMPERATURA....................................................................................................13 
4. UMIDADE...............................................................................................................22 
5. PRESSÃO ATMOSFÉRICA...................................................................................29 
6. MASSSAS DE AR E FRENTES.............................................................................38 
7. ALTIMETRIA..........................................................................................................43 
8. VISIBILIDADE, NUVENS E NEVOEIROS..............................................................50 
9. CÓDIGOS METEOROLÓGICOS...........................................................................59 
10. CARTAS METEOROLÓGICAS............................................................................74 
11 TURBULÊNCIA.....................................................................................................76 
12.ESTABILIDADE ATMOSFÉRICA..........................................................................80 
13. TROVOADAS.......................................................................................................85 
14. VENTOS E CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA........................................................89 
15. FORMAÇÃO DE GELO........................................................................................97 
LISTAS DE TESTES................................................................................................103 
 
 
 
 
 
3 
1. INTRODUÇÃO À METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
 A Meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos da atmosfera e se divide em: 
• Pura: voltada para a área da pesquisa – meteorologia sinóptica, dinâmica, 
tropical, polar etc. 
• Aplicada: voltada para uma atividade humana – meteorologia marítima, 
aeronáutica, agrícola, bioclimatologia etc. 
 
 A Meteorologia Aeronáutica é o ramo da meteorologia aplicado à aviação e que 
visa, basicamente, a segurança, a economia e a eficiência dos vôos. 
 A Meteorologia Aeronáutica vem obtendo, nas últimas décadas, um alto grau de 
desenvolvimento de técnicas de observação/previsão e sofisticação de equipamentos, 
acompanhando paralelamente a evolução da aviação e, nisso contribuindo para um maior 
grau de segurança e economia das operações aéreas. 
 
1.1. BREVE CRONOLOGIA DA METEOROLOGIA NO SÉCULO XX 
• 1920 – A Organização Meteorológica Internacional (OMI) cria a Comissão Técnica de 
Meteorologia Aeronáutica; 
• Anos 30 – a meteorologia tem grande impulso com a elaboração da teoria das frentes 
(Escola Norueguesa); 
 
Figura 1 – Aeronave da Marinha Norte Americana com um meteorógrafo preso às 
asas registrando pressão, temperatura e umidade em 13 de dezembro de 1934. 
fonte: http://www.photolib.noaa.gov/historic/nws/nwind18.htm 
 
• Anos 30 (final) – introdução da Radiossonda: 
 
 
 
 
 
4 
 
Figuras 2 e 3 – Meteorologistas preparando e lançando radiossondas 
fonte: http://www.noaa.gov 
 
• Anos 40 – utilização do Radar na Meteorologia; 
 
Figura 4 - Radar de superfície 
 Fonte: http://www.noaa.gov 
 
• Anos 50 (início) – introdução da previsão meteorológica numérica (Análise Sinótica e 
Previsão de Macro-Escala); 
• 1954 - A Organização de Aviação Civil Internacional (OACI/ICAO) e a Organização 
Meteorológica Mundial (OMM/WMO) firmam acordo de mútua cooperação; 
• 1960 – Lançamento do 1o satélite meteorológico – TIROS; 
 
 
 
 
 
5 
 
 
Figuras 5 e 6 – Fotografia do equipamento e da primeira imagem do Satélite TIROS 
Fonte: http://www.noaa.gov. 
 
• Últimas décadas – Aplicação do Radar Doppler na Aviação; 
• 1994 – Implantação do Supercomputador do INPE 
 
 
 
 
 
6 
• Tempos recentes – difusão crescente da Internet na troca de informações 
meteorológicas e melhoria dos modelos de previsão e nos equipamentos de detecção de 
fenômenos adversos à aviação (turbulência, nevoeiros etc.). 
 
1.2. ORGANIZAÇÃO DA METEOROLOGIA 
 Dois organismos internacionais ligados à ONU (Organização das Nações Unidas) 
regem as atividades ligadas à Meteorologia Aeronáutica em termos mundiais: a OACI 
(Organização de Aviação Civil Internacional) ou ICAO (International Civil Aviation 
Organization), com sede em Montreal (Canadá) e a OMM (Organização Meteorológica 
Mundial) ou WMO (World Meteorological Organization), com sede em Genebra (Suíça). 
 A OACI é o órgão dedicado a todas atividades ligadas à aviação civil internacional, 
sendo um de seus principais objetivos possibilitar a obtenção de informações 
meteorológicas necessárias para a maior segurança, eficácia e economia dos vôos. 
 A OMM é um organismo das Nações Unidas, que auxilia tecnicamente a OACI no 
tocante à elaboração de normas e procedimentos específicos de Meteorologia para a 
aviação, assim como no treinamento de pessoal da área. 
 Em termos globais, existem dois Centros Mundiais de Previsão de Área ou WAFC 
(World Area Forecast Center), Washington e Londres, responsáveis pela elaboração de 
Cartas Meteorológicas de Tempo Significativo (SIGWX) e de Cartas de Vento em vários 
níveis de altura (WIND ALOFT PROG) de várias partes do planeta. 
 Além dos dois Centros Mundiais de Previsão, existem no mundo, dezesseis Centros 
Regionais de Previsão de Área (CRPA) ou RAFC (Regional Area Forecast Center) e destes, 
na América do Sul, se localizam os Centros de Buenos Aires e de Brasília. Os demais 
Centros Regionais se localizam em Bangkok, Cairo, Dakar, Darwin, Frankfurt, Honolulu, Las 
Palmas, Miami, Moscou, Nairobi, Paris, Roma, Tókio e Wellington. 
 No Brasil, o Centro Regional de Previsão de Área denomina-se Centro Nacional de 
Meteorologia Aeronáutica (CNMA) e é o órgão que coleta todas as informações 
meteorológicas básicas fornecidas pela rede de estações meteorológicas e posteriormente 
faz a análise e o prognóstico do tempo significativo para sua área de responsabilidade – 
entre os paralelos 12oN/40O S e meridianos 010O W/080O W. As Cartas de tempo 
significativo (SIGWX) são repassadas aos demais centros da rede, além das previsões 
recebidas dos Centros Mundiais de Previsão (WAFC) e outras informações meteorológicas 
de interesse aeronáutico. 
 
 
 
 
 
7 
 Para desempenhar as atividades relacionadas à navegação aérea, a meteorologia 
brasileira está estruturada sob a forma de uma rede de centros meteorológicos (RCM) e 
estações de coleta de dados meteorológicos (REM). 
 Além do Centro Nacional de Meteorologia Aeronáutica, existem outros Centros 
Meteorológicos Nacionais como os Centros Meteorológicos de Aeródromo (CMA), 
localizados em aeródromos com o objetivo de prestar apoio meteorológico à navegação 
aérea e classificados em classes de 1 a 3, de acordo com suas atribuições, assim como os 
Centros Meteorológicos de Vigilância (CMV) responsáveis por monitorar as condições 
meteorológicas de sua área de vigilância, apoiando os órgãos de Tráfego Aéreo e as 
aeronaves que voam em suas respectivas Regiões de Informação de Vôo (FIR)) e 
expedindo as mensagens AIRMET e SIGMET. Os Centros Meteorológicos de AeródromoClasse I são responsáveis pela elaboração de mensagens do tipo TAF (Terminal Aerodrome 
Forecast), GAMET, WS WARNING e Avisos de Aeródromo, que serão abordados de forma 
detalhada no capítulo de Códigos Meteorológicos. 
 Completando a Rede de Centros, existem também os Centros Meteorológicos 
Militares (CMM), que atuam exclusivamente para atender a aviação militar. 
 A Rede de Estações Meteorológicas é composta, por sua vez, de Estações 
Meteorológicas de Superfície (EMS), Estações Meteorológicas de Altitude (EMA), Estações 
de Radar Meteorológico (ERM) e Estações de Recepção de Imagens de Satélite (ERIS). 
 A Rede de Estações Meteorológicas coleta, processa, registra e difunde dados 
meteorológicos de superfície e altitude visando dar suporte à navegação aérea. 
 As Estações Meteorológicas de Superfície (EMS) objetivam coletar e processar 
dados meteorológicos de superfície para fins aeronáuticos e sinóticos e são localizadas em 
aeródromos. São responsáveis pela confecção dos Boletins METAR e SPECI, com as 
condições de tempo presente dos aeroportos. 
 As Estações Meteorológicas de Altitude coletam, por intermédio de 
Radiossondagem, dados de pressão, temperatura, umidade, direção e velocidade do vento, 
em vários níveis da atmosfera. 
 As Estações de Radar Meteorológico (ERM) tem como escopo realizar a vigilância 
contínua na área de cobertura dos radares e divulgar as informações obtidas de forma 
rápida e confiável aos Centros Meteorológicos de Vigilância. 
 As Estações de Recepção de Imagens de Satélites (ERIS) tem como objetivo obter 
as imagens de satélites meteorológicos nos canais visível e infravermelho, complementando 
os dados necessários para os centros meteorológicos para a elaboração de previsões. 
 
 
 
 
 
8 
 A responsabilidade das atividades da meteorologia aeronáutica no Brasil está a 
cargo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA (do Comando da 
Aeronáutica) e da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (INFRAERO), que é 
responsável, nesse sentido, por uma grande parte desses serviços em todo o território 
nacional. 
 Como membro da OACI, o Brasil assumiu compromissos internacionais com vistas a 
padronizar o serviço de proteção ao vôo de acordo com os regulamentos dessa 
organização. Sendo assim, o DECEA normaliza e fiscaliza os serviços da área de 
Meteorologia conforme os padrões da OMM, OACI e interesses nacionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 7 – Organograma de organizações da área de 
Meteorologia.
ONU 
OACI 
(ICAO) 
OMM 
(WMO) 
COMANDO DA 
AERONÁUTICA 
DECEA 
REM RCM 
MINISTÉRIO DA 
AGRICULTURA, 
PECUÁRIA E 
ABASTECIMENTO 
COMANDO DA 
MARINHA 
INMET DHN 
 
 
 
 
 
9 
2. ATMOSFERA 
 O primeiro papel da atmosfera no clima é o efeito térmico regulador, além de 
proteger o planeta contra meteoritos. Na hipótese de sua ausência, a temperatura diária 
oscilaria entre 110ºC de dia e -185ºC durante a noite. 
 Esquematicamente, a atmosfera é um envoltório gasoso que se compõe de 78% de 
nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases (argônio (0,92%), hélio, hidrogênio, óxido 
de carbono, dióxido de carbono, amônia, neônio, xenônio, ozônio etc.). Além disso, contém 
vapor d’água, água em estado líquido, sob forma de gotículas em suspensão, cristais de 
gelo e micro-partículas (poeira, cinzas e aerossóis). 
 O vapor d’água, apesar do importante papel na existência dos inúmeros fenômenos 
meteorológicos, se apresenta em quantidades variáveis, porém não faz parte da 
composição básica da atmosfera. 
 A atmosfera é composta por várias camadas: Troposfera, Tropopausa, Estratosfera, 
Ionosfera ou Termosfera, Exosfera e Magnetosfera. 
 A Troposfera é a camada mais próxima da superfície terrestre e sua altura varia, 
conforme a latitude: 
• 7 a 9 km nos pólos (maior compressão dos gases devido à menor temperatura) 
• 13 a 15 km nas latitudes temperadas 
• 17 a 19 km no equador (atmosfera mais expandida devido à maior temperatura) 
 Nas faixas de baixas latitudes, próximas ao equador, a maior incidência de radiação 
solar faz com que as moléculas de ar sejam mais expandidas e a altura da troposfera seja 
maior e, em direção aos polos, com temperaturas cada vez menores, a troposfera se torna 
cada vez menor. 
 Grande parte dos fenômenos meteorológicos ocorre na Troposfera, devido ao alto 
teor de vapor d’água, a existência dos núcleos de condensação ou higroscópios (areia, 
poeira, sal, fuligem, pólens, bactérias etc.), e ao aquecimento ou resfriamento por radiação. 
Cerca de 75% do ar atmosférico se concentra nesta camada. 
 Na Troposfera a temperatura decresce com a altitude, na vertical, da ordem de, 
aproximadamente, 0,65ºC/100 m ou 2ºC/1.000 ft (gradiente térmico vertical). 
 A Tropopausa, por sua vez, é a camada que separa a parte superior da Troposfera 
da Estratosfera; possui cerca de 3 a 5 km de espessura e, da mesma forma que a 
Troposfera, é mais alta na área do Equador do que em direção aos Pólos. A principal 
 
 
 
 
 
10 
característica da Tropopausa é a isotermia, ou seja, seu gradiente térmico vertical é 
isotérmico, com a temperatura praticamente invariável na vertical. 
 A Estratosfera é a camada seguinte da atmosfera, que alcança até aproximadamente 
70 km de altitude. A principal característica desta camada é o aumento da temperatura com 
a altitude (inversão térmica). Entre 20 e 50 km de altitude se verifica a Ozonosfera , ou 
camada de ozona ou ozônio, que atua como um filtro protegendo a Terra contra a radiação 
ultravioleta. 
 A Ionosfera ou Termosfera é uma camada eletrizada, que vai de 70 km até cerca de 
400 a 500 km de altitude. A ionização da camada ocorre pela absorção dos raios gama, 
raios X e ultravioleta do Sol. Esta camada auxilia na propagação das ondas de rádio. 
 A Exosfera tem seu topo a aproximadamente 1.000 km de altitude, com a mudança 
da atmosfera terrestre para o espaço interplanetário; esta camada também é muito ionizada, 
porém o ar é muito rarefeito, impossibilitando a filtragem de radiação solar. 
 A Magnetosfera é o próprio espaço interplanetário, cujo limite varia em torno de 
60.000 a 100.000 km da Terra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 8 – Camadas da atmosfera 
Fonte: http://www.fisicaecidadania.ufjf.br/conteudos/outros/meteorologia/meteorologia3.html
 
 
 
 
 
11 
03. TEMPERATURA 
 A temperatura pode ser definida como o grau de calor de uma substância ou a 
medida da energia de movimento das moléculas: um corpo quente consiste de moléculas 
movimentando-se rapidamente e vice-versa. 
 Instrumentos – As temperaturas são medidas pelos termômetros e registradas 
pelos termógrafos. 
 O aumento ou diminuição da temperatura faz com que o líquido contido no interior 
dos termômetros (mercúrio ou álcool) se expanda ou retraia dando uma indicação numérica, 
em uma das seguintes escalas termométricas – Celsius, Fahrenheit, Kelvin. 
 Na escala Celsius (ºC) o zero corresponde à temperatura de solidificação da água e 
100ºC de sua ebulição. 
 Na escala Fahrenheit (ºF) o zero ºC corresponde a 32ºF e 212ºF a 100ºC. 
 Na escala Kelvin (ºK), por sua vez, o zero corresponde a –273ºC ou zero absoluto. 
 Nos aeroportos o parâmetro temperatura é medido pela leitura do termômetro de 
bulbo seco de um psicrômetro indicando a temperatura do ar e, em alguns aeródromos, por 
meio de um termômetro colocado acima de uma placa semelhante à pista do aeródromo, 
mostrando a temperatura do ar ambiental da pista. Em altitude, obtém-se a indicação de 
temperatura por meio de termômetros no interior das aeronaves e também nos balões de 
radiossondagem.Em estações meteorológicas de superfície de aeródromos que não operam 24 horas, 
são utilizados também os termômetros de máxima e mínima. 
 
Figura 9 – Termógrafo 
Fonte: http://www.meteochile.cl 
 
 
 
 
 
12 
Figura 10 – Termômetro de máxima e mínima 
Fonte: http://www.meteochile.cl 
 
 
Figura 11 - Sensor de temperatura de pista do 
 Aeroporto de Guarulhos 
 Fonte: CABRAL, E. 
Conversão – Tendo em vista as diferentes Escalas Termométricas, em algumas situações é 
necessário fazer a conversão, por exemplo, da escala Celsius em Fahrenheit e vice-versa, 
conforme fórmula mostrada abaixo. 
 C = F- 32 
5 9 
Obs.: Nos computadores de bordo existe uma régua para a conversão das respectivas 
escalas. 
 
 
 
 
 
13 
 Propagação do calor – A propagação do calor na atmosfera é feita por intermédio 
de 4 processos: 
 Radiação: ocorre com a transferência do calor através do espaço; ex.: radiação solar 
– com a transformação de energia térmica do sol (6000ºK) em radiação eletromagnética 
(ondas curtas) que atingem a atmosfera e a superfície terrestres. 
 Condução: é a transferência de calor de molécula a molécula, como por exemplo, 
nos metais. O ar rarefeito, por sua vez, é um péssimo condutor de calor, assim como 
elementos como cortiça, amianto, feltro, lã etc. 
Ex.: Ao aquecermos continuamente a ponta de uma haste de ferro ocorrerá o aquecimento 
de toda a sua superfície pelo processo de condução de calor. 
 Convecção: transferência de calor por meio de movimentos verticais do ar, com a 
formação de correntes ascendentes e descendentes, denominadas “correntes convectivas”. 
Ex.: Em um dia de verão, a radiação solar aquece a superfície de uma região e o ar na 
camada inferior da troposfera, por se tornar mais leve e quente, ascende para níveis mais 
elevados por meio das correntes convectivas, podendo formar nuvens cumulus e 
posteriormente cumulonimbus. 
 Advecção: transferência de calor por intermédio de movimentos horizontais do ar 
como, por exemplo, pelo transporte pelos ventos. 
 
Figura 12 – Mecanismos de transferência de calor 
Fonte: GRIMM 
 Densidade do ar: a densidade pode ser definida como a relação entre a massa ou 
quantidade de determinada substância e o seu volume. Nos níveis inferiores da atmosfera o 
ar apresenta uma maior concentração de moléculas, diminuindo conforme aumenta a 
altitude; portanto, a densidade do ar é inversamente proporcional à altitude. A temperatura 
 
 
 
 
 
14 
também influi na densidade do ar, visto que, por exemplo, o ar quando aquecido se torna 
mais leve e se expande (menor densidade). 
 Temperaturas do ar em voo – Os termômetros colocados a bordo das aeronaves 
sofrem pequenos erros, durante os vôos, devido à radiação solar direta, a compressão e o 
atrito do ar. Com relação a esse parâmetro, existem os seguintes tipos de leituras de 
temperatura de bordo: 
 IAT (Indicated Air Temperature) – temperatura indicada no termômetro de bordo. 
 CAT (Calibrated Air Temperature) – temperatura indicada mais a correção 
instrumental. 
 TAT (True Air Temperature) – temperatura do ar verdadeira; é a temperatura 
calibrada mais a correção do erro provocada pelo atrito do ar com a aeronave. 
 
Variação da temperatura 
 Diária - Devido ao movimento de rotação da terra, existe uma variação 
diurna/noturna da temperatura, sendo que o seu valor máximo ocorre por volta das 16 
horas, após o aquecimento da superfície e o valor mínimo próximo do nascer do sol. 
 Latitudinal - De acordo com a curvatura e a inclinação da terra, a região que mais 
recebe energia solar, durante o ano, é a localizada entre as latitudes de 23º N e 23ºS 
(região tropical) e dentro desta, existe uma região mais aquecida – equador térmico, cuja 
posição média é 5ºN, variando em latitude de acordo com a estação do ano. 
 Sazonal - Em razão das diferentes estações do ano, motivada pela inclinação do 
eixo norte-sul da Terra, conjuntamente com o movimento de translação (revolução) – 
movimento da terra em torno do sol, verifica-se uma variação sazonal das temperaturas no 
globo terrestre. Ocorre um movimento aparente do sol desde o Trópico de Câncer, em junho 
até o Trópico de Capricórnio, em dezembro. Nos meses de março e setembro a radiação 
solar se distribui de maneira semelhante nos dois hemisférios, porém, nos demais períodos, 
sempre um dos hemisférios está mais exposto à radiação solar. 
 Amplitude térmica – é a diferença entre as temperaturas máxima e mínima de um 
local. Os desertos, por exemplo, devido à baixa umidade relativa do ar e quase ausência de 
nuvens, possuem alta amplitude térmica diária, podendo variar de –30ºC (noite) até cerca de 
50ºC (dia). As regiões litorâneas, tendo em vista a existência de maior umidade no ar 
(regulador térmico) pode apresentar, por exemplo, extremos de temperatura de 30ºC (dia) e 
20ºC (noite). 
 
 
 
 
 
15 
 Efeito estufa – A energia solar, ao penetrar na atmosfera, é parcialmente absorvida 
por constituintes do ar (O!, CO", vapor d´ água etc.) sofrendo uma atenuação. A energia 
solar absorvida pela superfície da terra provoca seu aquecimento. A superfície aquecida 
passa a irradiar calor, uma parte da qual é absorvida por nuvens e por partículas em 
suspensão. Uma parte do calor absorvido por nuvens e por poeiras é devolvida à superfície, 
se constituindo no efeito estufa, que se trata, portanto, de um fenômeno natural, porém, 
podendo ser agravado com a poluição atmosférica e tendendo a tornar a terra mais 
aquecida. 
 
 
Figura 13: Efeito estufa 
Fonte: http://www.ecoequilibrio.hpg.ig.com.br 
 
 
 
 
 
 
16 
 Gradiente térmico vertical – é a variação da temperatura com a altitude, tendo em 
vista a distribuição decrescente de moléculas de ar na troposfera. O gradiente térmico 
vertical padrão na troposfera é da ordem de 0,65ºC/100 m ou 2ºC/1000 pés (ft). 
 Inversão térmica – é o fenômeno que ocorre quando, em uma determinada porção 
da atmosfera, a temperatura aumenta com a altitude. É comum nos períodos de outono e 
inverno devido ao resfriamento da superfície durante as noites e madrugadas e o 
surgimento de uma camada superior de inversão. Outros tipos de inversão térmica podem 
estar associados a frentes e subsidência em altitude. Obs: O sol é a única fonte de energia 
importante para a terra. A energia solar é a causa responsável por todos os fenômenos 
meteorológicos que ocorrem na atmosfera terrestre. A energia solar, ao atingir a superfície 
da terra, provoca seu aquecimento e essa superfície passa a irradiar calor e atuar nos 
processos atmosféricos. 
Albedo 
 É a relação entre o total de energia refletida e o total da energia que incide sobre 
uma superfície. O albedo médio da terra é 0,35 (35%). 
 As superfícies claras como neve ou topos de nuvens cumuliformes (cumulus e 
cumulonimbus) apresentam alta refletividade (albedo) e superfícies escuras como o asfalto 
apresentam baixa refletividade e altas taxas de absorção. 
 A seguir são mostradas duas tabelas com valores de albedo, ou taxas de 
refletividade, em vários tipos de nuvens e várias superfícies distintas. 
Tabela 1 - Albedo de vários tipos de nuvens: 
Tipo de nuvem Albedo % 
Cumuliforme 70-90 
Cumulonimbus: Grande e Espessa 92 
Stratus (150-300 metros de espessura) 59-84 
Stratus de 500 metros de espessura, sobre 
o oceano 
64 
Stratus fino sobre o oceano 42 
Altostratus 39-59 
Cirrostratus 44-50 
Cirrus sobre o continente 36 
Fonte: Ayoade, 1986, p. 28 
 
 
 
 
 
17 
Tabela 2 - Albedo de vários tipos desuperfície 
Superfície Albedo % 
Solo negro e seco 14 
Solo negro e úmido 8 
Solo nu 7-20 
Areia 15-25 
Florestas 3-10 
Campos naturais 3-15 
Campos de cultivo secos 20-25 
Gramados 15-30 
Neve recém-caída 80 
Neve caída há dias ou semanas 50-70 
Gelo 50-70 
Água, altitude solar > 40° 2-4 
Água, altitude solar 5-30° 6-40 
Cidades 14-18 
Fonte: Ayoade, 1986, p. 29 
 
 
 
 
 
18 
4. UMIDADE 
 A umidade atmosférica é o teor de vapor d’água presente na atmosfera. 
 As fontes de umidade principais se encontram nos oceanos, lagos, pântanos, solo 
úmido e vegetação. 
 Em relação à umidade atmosférica, duas são as formas de mensurá-la, calculando a 
umidade absoluta e também a umidade relativa. 
 A umidade absoluta é a quantidade, em gramas, de vapor d’água por unidade de 
volume, em metros cúbicos, de ar. O máximo de vapor d’água que o ar pode conter é 4% de 
seu volume (significando ar saturado com 100% de Umidade Relativa) e este é proporcional 
à temperatura, ou seja, quanto maior a temperatura, maior o conteúdo de umidade que uma 
parcela de ar poderá conter, conforme mostrado na tabela 3. 
 
TABELA 3 – VALORES DE CONTEÚDO DE UMIDADE NO PONTO DE SATURAÇÃO 
PARA VÁRIAS TEMPERATURAS (Gates, 1972) 
Temperatura (ºC) Conteúdo de umidade (g/m!) 
-15 1,6 
-10 2,3 
-5 3,4 
0 4,8 
10 9,4 
15 12,8 
20 17,3 
25 22,9 
30 30,3 
35 39,6 
40 50,6 
Fonte: Ayoade, J.O., 1986, p. 144 
 O ar úmido é mais leve que o ar seco, pois as moléculas de vapor d’ água (peso 
molecular) são mais leves que as moléculas de nitrogênio e oxigênio. 
 A umidade relativa, por sua vez, indica a concentração de vapor d’água na 
atmosfera. É a relação entre a quantidade de vapor d’água existente no ar e o que poderia 
conter sem ocorrer saturação em condições iguais de temperatura e pressão. O excedente 
condensa, isto é, volta ao estado líquido sob a forma de gotículas (nevoeiros ou nuvens), 
podendo ficar em suspensão na atmosfera ou precipitar-se. Mede-se a umidade relativa com 
o psicrômetro (por intermédio de tabelas) ou diretamente com o higrômetro. Ex.: 1% de vapor 
d´água = 25% UR 
 
 
 
 
 
19 
 O psicrômetro é formado por um par de 2 termômetros de onde se extrai a 
temperatura do ar, temperatura do bulbo úmido, ponto de orvalho (temperatura até a qual o 
ar precisa resfriar-se para que o teor de umidade atinja a saturação) e umidade relativa do 
ar. 
 Outro conceito importante é o de temperatura do ponto de orvalho, definido como 
aquela até a qual o ar precisa resfriar-se para que o teor de umidade atinja a saturação. 
 Obs.: Nos Boletins METAR aparece juntamente com a temperatura do ar – ex.: 20/15 
(temperatura do ar 20ºC e temperatura do ponto de orvalho 15ºC); a diferença entre esses 
dois valores indica maior ou menor umidade relativa do ar. 
CICLO HIDROLÓGICO 
 O ciclo hidrológico “inicia-se” com a evaporação (transformação de um líquido em 
gás ou vapor) das superfícies líquidas do planeta. Estima-se que evaporação média anual 
dos oceanos seja de 1.400 mm. Cerca de 20% desse volume é transferido para os 
continentes, onde vai provocar precipitação. O processo é dez vezes mais intenso nas 
latitudes intertropicais em relação às médias e altas e mais importante no hemisfério sul, 
que tem 4/5 de sua superfície ocupada por oceanos. 
 
Figura 14. Ciclo hidrológico 
 Fonte: http://sustentavel-habilidade.blogspot.com/ 
 Na atmosfera, dentro do Ciclo hidrológico, ocorrem várias mudanças de estado, 
como a sublimação, condensação, solidificação, evaporação e fusão, conforme 
detalhamento a seguir. 
 
 
 
 
 
20 
! Sublimação – vapor – sólido (vapor d’água para cristais de gelo) ou sólido-vapor 
(cristais de gelo para vapor d’água) – ex: formação de nuvens cirrus. 
! Condensação – estado gasoso – estado líquido (vapor d’água para gotículas) – ex.: 
nuvens e nevoeiros. 
! Solidificação (congelação) – estado líquido – estado sólido. 
! Evaporação – estado líquido – estado de vapor 
" Evaporação – natural (superfícies como lagos e oceanos) 
" Ebulição (artificial) 
! Fusão – estado sólido – estado líquido – ex: derretimento de neve ou granizo. 
HIDROMETEOROS 
 São fenômenos meteorológicos formados pela agregação de moléculas de vapor 
d´água em torno de núcleos de condensação ou higroscópicos (sal marinho, fuligem, pólens, 
poeira, areia) por meio dos processos de condensação ou sublimação. Podem ser 
depositados, suspensos ou precipitados. 
Depositados 
• Orvalho – condensação de vapor d´água sobre superfície mais fria. 
• Geada – sublimação do vapor com temperatura por volta de 0°C – 
Em princípio as geadas não causam grandes danos à aeronavegabilidade e podem se 
formar tanto no solo quanto em vôo, depositando-se em fina camada, aderindo aos 
bordos de ataque, pára-brisa e janelas dos aviões. Quando a aeronave desce de uma 
camada superesfriada para uma camada úmida e mais quente, poderá haver a formação 
de um gelo leve, macio e pouco aderente, que pode ser removido pelos métodos 
tradicionais, porém o gelo pode reduzir momentaneamente a visibilidade do piloto devido 
à sublimação no pára-brisa, devendo esse gelo ser removido com o uso dos próprios 
limpadores. As geadas ocorrem também em superfície, particularmente em noites claras 
de inverno, devido à perda radiativa, em ondas longas, do calor do solo para o espaço. 
• Escarcha – sublimação do vapor d´água em superfícies verticais como árvores. 
Suspensos 
• Nuvens – gotas d´água ou cristais de gelo, de acordo com a altura em que se formam. 
 
 
 
 
 
21 
• Nevoeiro – gotas d´água ou cristais de gelo restringindo a visibilidade horizontal a menos 
de 1000 metros, com elevados valores de umidade relativa do ar, geralmente próximos a 
100%, causando riscos às operações aéreas. 
• Névoa úmida – gotas d´água com UR >= 80% e visibilidade horizontal >= 1000 metros e 
até 5000 (nos boletins METAR) 
Precipitados 
• Caracterizam-se pelo tipo (chuva, chuvisco, neve, granizo e saraiva), intensidade (leve, 
moderada ou forte) e caráter (intermitente, contínua ou pancadas) 
• Chuva – gotículas d´água que caem das nuvens e tem diâmetros >= 0,5 mm 
• Chuvisco – gotículas d´água que precipitam das nuvens baixas (stratus) e podem reduzir 
significativamente a visibilidade horizontal – gotículas com diâmetros < 0,5 mm 
• Neve – precipitação sob a forma de flocos de gelo com temperaturas próximas a 0°C – 
No Brasil existe pouca ocorrência de neve, quase que exclusivamente no sul do país, 
particularmente no inverno. 
• Granizo – precipitação sob a forma de grãos de gelo com diâmetros < 5 mm 
(provenientes de cumulonimbus) 
• Saraiva – precipitação de grãos de gelo >= 5 mm (CB) 
LITOMETEOROS 
• Fenômenos meteorológicos que ocorrem com a agregação de partículas sólidas 
suspensas na atmosfera – UR < 80 % 
• Névoa seca – partículas sólidas (poluição) que restringem a visibilidade entre 1000 e 
5000 metros (METAR) 
• Poeira – partículas de terra em suspensão 
• Fumaça – partículas oriundas de queimadas – distingue-se pelo odor. 
 Obs.: nas regiões centro-oeste e norte do país, os episódios de névoa seca e fumaça 
ocasionados pelas queimadas e devido à baixa umidade do ar levam à reduções críticas de 
visibilidade, principalmente no final de inverno e primavera. Aeródromos situados nessas 
regiões podem apresentar restrições às operações aéreas por dias consecutivos. Dados do 
antigo Departamento de Aviação Civil, relativos a um período de 5 anos, mostram 2 
acidentes aéreos ocorridos em 2002 associados à presença de fumaça (Guarantã do Norte 
– MT e Fazenda Tarumã – PA) 
 
 
 
 
 
22 
INSTRUMENTOS METEOROLÓGICOSFigura 15 – Foto interna do abrigo meteorológico da Estação Meteorológica de Vargem, SP, 
pertencente à SABESP, contendo um psicrômetro, termômetros de máxima e mínima, 
higrotermômetro digital, microbarógrafo e higrotermógrafo. Fonte: CABRAL, E. 
INSTRUMENTOS PARA A MENSURAÇÃO DA UMIDADE 
 
Figura 16 – Higrômetro analógico, higrotermômetro digital, psicrômetro giratório e 
psicrômetro fixo. 
 Fonte: http://www.iope.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
5. PRESSÃO ATMOSFÉRICA 
 A pressão atmosférica é definida como o peso exercido por uma coluna vertical de ar 
sobre a superfície. 
 
Figura 17 – Esquema de representação da pressão atmosférica. Fonte: Silva, M.A.V. 
A unidade de medida da pressão atmosférica é o hectopascal (hPa), que substituiu a 
antiga unidade milibar (mb), em homenagem a Pascal, cientista que, pela primeira vez, 
demonstrou a influência da altitude na variação da pressão. 
A pressão média, ao nível do mar, é admitida como sendo 1.013,25 hPa ou 1 AT 
(Atmosfera). Verticalmente, nas camadas inferiores da troposfera, a pressão decresce, em 
altitude, à razão de 1 hPa a cada 9 metros. A pressão diminui com a altitude, pois há a 
diminuição da coluna de ar, se tornando o ar cada vez mais rarefeito. 
 
Figura 18 – Variação da pressão com a altitude. Fonte: http://www.geog.ouc.bc.ca/physgeog/home.html 
 
 
 
 
 
 
24 
Instrumentos 
 O instrumento que mede a pressão é o barômetro e os que registram são o 
barógrafo e o microbarógrafo. 
Exemplos: 
• Barômetro de mercúrio (hidrostático) 
• Barômetros aneróides (elásticos) – microbarógrafo, altímetro. 
 
Figura 19 – Foto de um barômetro de mercúrio. 
Fonte: http://www.meteochile.cl 
 
 Figura 20 – Foto de um microbarógrafo 
 Fonte: http://www.meteochile.cl 
 
 
 
 
 
25 
 
 Figura 21 - Foto de barômetro analógico. Fonte: http://www.meteochile.cl 
 
Figura 22 - Foto de altímetro. Fonte: http://www.meteochile.cl 
VARIAÇÃO DE PRESSÃO: 
 Diária – Na região intertropical, devido a alterações dos valores diurnos e noturnos 
de temperatura e umidade, ocorre, em situações de tempo relativamente estável uma “maré 
barométrica” com pressões mais elevadas às 10 e 22 horas e menores às 04 e 16 horas. A 
maré barométrica pode não ocorrer, por exemplo, quando na presença de um sistema 
frontal ou linha de instabilidade no local. 
 
Figura 23 – Maré barométrica a partir do diagrama de um microbarógrafo. Fonte: E-FLY, 
2002. 
 
 
 
 
 
26 
 Dinâmica – de acordo com os deslocamentos das massas de ar/sistemas. Ex.: Se 
uma massa de ar mais fria ou mais seca se desloca para uma determinada região, a 
pressão aumenta e, se uma massa de ar mais quente ou mais úmida se desloca, haverá a 
diminuição da pressão atmosférica à superfície. 
 Altitude – a pressão varia inversamente com a altitude. Um aeródromo situado ao 
nível médio do mar apresenta, em relação a outro aeródromo próximo, situado a uma 
altitude mais elevada, pressão atmosférica maior. Obs.: Variação de Pressão com a altitude 
› 1 hPa ~ 30 Pés ~ 9 Metros. 
SISTEMAS DE PRESSÃO 
 Alta pressão – denominado anticiclone, mostra pressões maiores em direção ao 
centro e circulação divergente (sentido horário no h. Norte e anti-horário no h. Sul). Associa-
se normalmente com tempo estável devido à subsidência do ar. 
 
Figura 24 – Esquema de sistema de Alta Pressão na América do Sul. Fonte: Silva, M.A.V. 
 Crista – área alongada de altas pressões, onde predomina o tempo estável. 
 Baixa pressão – denominado ciclone, apresenta pressões menores em direção ao 
seu núcleo e circulação convergente (sentido anti-horário no hemisfério norte e horário no 
hemisfério sul). Associa-se usualmente com tempo instável devido à confluência e ascensão 
dos fluxos de ar. 
 Cavado – área alongada de baixas pressões onde predomina o tempo instável, 
podendo estar associadas linhas de instabilidades e frentes, prejudicando as operações 
aéreas. 
 
 
 
 
 
 
27 
 
Figura 25 – Esquema de sistema de Baixa Pressão na América do Sul. Fonte: Silva, M.A.V. 
 Obs.: o processo de formação e desenvolvimento de um centro de baixa pressão é 
denominado de ciclogênese. 
 Colo – região localizada entre dois sistemas de altas e dois sistemas de baixas 
pressões (vide figura 27); apresenta normalmente ventos com direções variáveis, porém 
com pouca intensidade. 
Se considerarmos o Globo terrestre, zonalmente e em macro-escala, a distribuição das 
pressões obedecem ao seguinte esquema, em ambos os hemisférios: 
• latitude zero = baixas pressões 
• latitude 30º = altas pressões 
• latitude 60º = baixas pressões 
• latitude 90º = altas pressões 
 Os maiores desertos do mundo (África, EUA, Austrália, Índia etc.) ficam sob os 
cinturões de altas pressões (latitudes de aproximadamente 30º), inibindo a formação de 
nuvens e precipitação. 
 As áreas de baixas pressões (ciclônicas) apresentam, via de regra, maiores totais 
pluviométricos, situando-se nas latitudes próximas de 0º e 60º. 
 
 
 
 
 
 
28 
 
Figura 26 – Sistemas atmosféricos do globo. Fonte: Jeppesen, 2004. 
 
Figura 27 - Exemplo de Carta Sinótica da América do Sul. Fonte: http://www.mar.mil.br 
 
 
 
 
 
29 
 Obs.: Os valores de pressão obtidos em locais com altitudes diferentes, antes de 
serem comparados, são convertidos ao nível médio do mar em valores de pressão 
denominados QFF, aplicando-se a correção correspondente à altitude de cada um deles. 
Linhas que unem pontos de igual pressão chamam-se isóbaras. 
 
 
Figura 28 – Simbologia utilizada em Cartas Sinóticas 
Fonte: http://www.mar.mil.br 
 
 
 
 
 
 
30 
6. MASSAS DE AR E FRENTES 
 As massas de ar são definidas como porções de ar de grandes dimensões que 
apresentam uma certa homogeneidade em relação à temperatura e umidade. A tabela 4 
mostra a classificação das massas de ar conforme a região de origem, temperatura e teor 
de umidade. 
Tabela 4 – Classificação das massas de ar 
REGIÃO DE ORIGEM EQUATORIAL (E) 
TROPICAL (T) 
POLAR (P) 
COM RELAÇÃO Á TEMPERATURA QUENTE (W) 
FRIA (K) 
COM RELAÇÃO Á UMIDADE CONTINENTAL (C) = SECA 
MARÍTIMA (M) = ÚMIDA 
 
REPRESENTAÇÃO DAS MASSAS DE AR: 
As massas de ar podem ser representadas por 3 LETRAS – grau de umidade, REGIÃO DE 
ORIGEM e temperatura. Exemplos de massas de ar: 
! mEw – marítima equatorial quente 
! mTw – marítima tropical quente 
! cPk – continental polar fria 
MASSAS DE AR QUE ATUAM NO BRASIL 
! Região Amazônica – Predomina a Massa Equatorial (cEw e mEw) – alto grau de 
temperatura e umidade – forma nuvens de grande desenvolvimento vertical e intensas 
precipitações. No verão, parte da nebulosidade formada na região amazônica se desloca 
para as regiões centro oeste e sudeste, caracterizando o fenômeno da ZCAS (Zona de 
Convergência do Atlântico Sul). 
! Massa Tropical (cTw e mTw) - centro de Alta Pressão varia de 15º S (inverno) a 30ºS 
(verão) e domina grande parte do território; no inverno o centro de Alta se localiza 
sobre o Planalto Central, ocasionando forte seca e inversões de temperatura; no verão 
se localiza mais ao sul, provocando o bloqueio das massas polares. 
 
 
 
 
 
31 
! Massa Polar – Pk – principalmente no inverno e primavera escoam da Antártida pelo sul 
do continente sul americano e atingem o Brasil; algumas delas atravessam os Andes, 
pelo Chile e, pelo efeito Föehn, provocam névoas na Patagônia e sul da Argentina; ao 
atravessar o Uruguai e sul do Brasil, novamente se intensificam chegando frias e úmidas 
sobre o Sudeste brasileiro. Ocasionalmenteatingem a região amazônica no inverno, com 
forte intensidade, abaixando fortemente a temperatura (“friagem”). 
 O avanço de massas de ar sobre superfícies de características diferentes provoca o 
surgimento de frentes, que são áreas de baixa pressão entre essas massas de ar, 
causando instabilidade atmosférica, muita nebulosidade e precipitação. As frentes estão, 
portanto, na transição de massas de ar diferentes. 
 
Figura 29 – Esquema de frente fria e frente quente. Fonte: www.pfysicalgeography.net/fundamentals/7s.html 
 Existem 4 tipos de frentes, a frente fria, a frente quente, a frente estacionária ou 
quase estacionária e a frente oclusa. 
 Os indícios do avanço frontal são os seguintes: 
! Aparecimento de nuvens cirrus no céu 
! Elevação da temperatura 
! Diminuição da pressão atmosférica 
! Variação nos ventos – Hemisfério Sul – sopra vento NW quando há a aproximação 
de uma frente fria e flui de NE quando antecede uma frente quente. 
 
 
 
 
 
 
32 
 Principalmente na área próxima às latitudes de 60º norte e 60º sul, devido ao choque 
de ar polar e ar tropical nessas regiões, ocorre a formação de frentes, que recebe o nome 
de frontogênese. O processo de dissipação de uma frente é denominado de frontólise. 
 A faixa de nebulosidade e de mau tempo, com até 60 km de largura, com a presença 
de várias nuvens cumulonimbus (Cb) recebe a denominação de linha de instabilidade, que 
se forma nas latitudes temperadas e subtropicais antes da chegada de uma frente fria de 
rápido deslocamento. 
 Uma frente fria surge quando uma massa de ar frio empurra uma massa de ar 
quente, ocupando o lugar desta. A frente fria é justamente a área de embate entre essas 
duas massas de ar. 
Características principais: 
Deslocamento: 
! Hemisfério Sul – SW para NE 
! Hemisfério Norte – NW para SE 
! Instabilidade devido à ascensão do ar quente, com a formação de nebulosidade 
cumuliforme e chuvas em forma de pancadas, além de trovoadas; 
! Nevoeiro pós-frontal. 
 A frente quente surge quando uma massa de ar quente avança sobre uma massa 
de ar frio e ocupa seu lugar; às vezes pode se caracterizar como o retorno da massa de ar 
frio que sofreu alterações. A frente quente é a região de encontro entre essas duas massas 
de ar. 
Características principais: 
Deslocamento: 
! Hemisfério Sul: NW para SE; 
! Hemisfério Norte: SW para NE. 
! Menor instabilidade, pois não ocorre a ascensão do ar frio e a rampa ou superfície frontal 
é menos inclinada. 
! Nebulosidade mais estratiforme e formação de névoas. 
! Precipitação leve e contínua. 
! Nevoeiro se forma antes de sua passagem. 
 
 
 
 
 
33 
 A frente estacionária é formada quando ocorre o equilíbrio de pressão entre a 
massa de ar que empurra e a que antecede a passagem da frente, diminuindo a velocidade 
de deslocamento da frente (fria ou quente) e inclusive seu estacionamento sobre uma 
região; no período de verão, sobre o Sudeste brasileiro, pode causar dias seguidos de fortes 
precipitações. 
 Por fim, a frente oclusa ocorre quando uma frente fria alcança uma frente quente e 
uma ou outra eleva o ar mais quente; forma-se associada a um Ciclone Extratropical (Baixa 
pressão de forte intensidade). 
 
 
 
Figura 30 - Esquema de circulação do Hemisfério Norte. 
Fonte: http://www.physicalgeography.net/fundamentals/7s.html 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
7. ALTIMETRIA 
 Conforme visto no capítulo 5, a atmosfera apresenta inúmeras variações de pressão 
e, na impossibilidade de se fazerem ajustes contínuos nos altímetros das aeronaves, foi 
criada a atmosfera padrão, para servir de base para os vôos. 
CONCEITOS: 
ATMOSFERA PADRÃO (ISA – International Standard Atmosphere): atmosfera hipotética 
idealizada por intermédio de médias climatológicas de várias constantes físicas a uma 
latitude de 45º, entre as quais: 
• Temperatura no nível médio do mar = 15ºC 
• Pressão atmosférica de 1013,2 hPa (29,92 pol. Hg ou 760 mm hg) ao nível do mar 
• Taxa de variação térmica na troposfera de cerca de 6,5 ºC por quilômetro ou 
aproximadamente 2ºC para cada 1000 pés. 
• Tropopausa de 11 km (36.000 pés) com temperatura de –56,5ºC. 
SUPERFÍCIES ISOBÁRICAS – superfícies de pressão paralelas ao nível padrão (1013,2 
hPa) 
DEFINIÇÕES: 
 Altímetro: barômetro aneróide que dá indicações de altitude ou altura a partir de 
uma pressão de referência. Conforme a aeronave sobe na atmosfera o altímetro indica 
altitude ou altura maiores, tendo em vista encontrar pressões menores (atmosfera mais 
rarefeita e menor altura da coluna de ar). 
Existem três erros específicos de altimetria relacionados com as condições atmosféricas não 
padrão: 
• Pressão ao nível médio do mar diferente de 1013,2 hPa; 
• Temperatura maior ou menor que a temperatura padrão (15ºC ao nível médio do mar); 
• Fortes rajadas verticais. 
 Ex. Quando uma aeronave voa em uma área cuja pressão ou temperatura real é 
inferior às da ISA, voa mais baixo do que indica o altímetro, fator de risco à navegação. 
 Ao contrário, quando as condições reais de pressão ou temperatura são maiores que 
as da ISA, a aeronave voa mais alto que a indicação do altímetro. 
 
 
 
 
 
 
35 
 ALTITUDE PRESSÃO (ALTITUDE PADRÃO OU NÍVEIS DE VÔO - FL): distância 
vertical entre a aeronave e o nível padrão (1013,2 hPa). Quando a aeronave voa em rota se 
utiliza o ajuste padrão (QNE) como referência altimétrica. Todos os vôos de aeronaves em 
rota utilizam os níveis de vôo (FL) de tal forma que exista uma separação vertical entre as 
próprias aeronaves e entre elas e o terreno. 
Tabela 5 – Níveis de pressão constante 
PRESSÃO ALTITUDE PRESSÃO 
hPa Pés Metros FL 
850 4781 1457 050 (5.000 pés) 
700 9882 3012 100 (10.000 pés) 
500 18289 5574 180 (18.000 pés) 
300 30065 9164 300 (30.000 pés) 
250 33999 10363 340 (34.000 pés) 
200 38662 11784 390 (39.000 pés) 
 
 QNE: AJUSTE PADRÃO OU NÍVEL PADRÃO – 1013,2 hPa. 
 ALTITUDE INDICADA: é a altitude real, utilizada para os procedimentos de pouso e 
decolagem a partir do informe, pelos órgãos de controle de tráfego aéreo, do ajuste do 
altímetro ou QNH (valor de pressão relativa ao nível do mar). 
 QNH: ajuste do altímetro. Informado pelas torres de controle ou nas mensagens 
METAR. Representa a pressão verdadeira relativa ao nível médio do mar. 
EX.: METAR SBGR 022200Z 12010KT CAVOK 25/15 Q1015= 
 NÍVEL DE TRANSIÇÃO: nível de vôo mais baixo disponível para uso, acima da 
altitude de transição. 
 ALTITUDE DE TRANSIÇÃO: altitude na qual ou abaixo da qual a posição vertical de 
uma aeronave é controlada por referência a altitudes. 
 CAMADA DE TRANSIÇÃO: espaço aéreo situado entre a altitude de transição e o 
nível de transição. O procedimento de transição é muito simples: as aeronaves que 
descendem ao nível de transição vem ajustadas em relação a níveis de vôo (QNE); ao 
descerem abaixo do nível de transição, o altímetro será ajustado com o QNH do aeródromo 
 
 
 
 
 
36 
para indicar a altitude até a aproximação final. Na decolagem o procedimento será 
justamente o inverso. 
 ALTITUDE DENSIDADE: é a altitude de pressão (altitude na atmosfera padrão) 
corrigida à temperatura não padronizada (fora da atmosfera padrão) ou, em outras palavras, 
é a correlação da performance da aeronave com a densidade do ar. 
 Ficou estabelecido que, no nível médio do mar, com as condições padrão de 
temperatura (15ºC) e pressão (1013,2 hPa), a altitude densidade é zero. 
 Os principais fatores que afetam a AD são a altitude, temperatura e umidade do ar. 
Quanto maior a altitude e mais quente estiver a temperatura ambiente, menor será adensidade do ar e, consequentemente, maior a AD. 
 Em termos médios, a altitude densidade aumenta cerca de 100 pés (acima da 
altitude pressão) para cada ºC de aumento na temperatura acima do padrão. 
 
Figura 31 – Esquema da relação da Temperatura x Pressão 
Fonte: Cabral e Romão (1999) 
 
 
 
 
 
 
37 
 ALTURA OU ALTITUDE ABSOLUTA: distância vertical entre um ponto no espaço e 
a superfície. Para se obter indicações de altura é necessário ajustar o altímetro da aeronave 
com a pressão relativa ao nível da pista (QFE) do aeródromo de decolagem. Após a 
decolagem, qualquer valor lido no instrumento indicará a altura, em pés, da aeronave em 
relação ao solo (aeródromo). 
 QFE: pressão ao nível da estação (tem como referência a pista), também 
denominado ajuste a zero. 
 QFF: pressão da estação reduzida ao nível médio do mar, utilizada pelos 
meteorologistas visando a plotagem de cartas sinóticas. 
 TAT: temperatura verdadeira do ar (temperatura de bordo corrigida para os erros 
instrumental e do atrito com o vento). Utilizada nos cálculos de altitude densidade e 
verdadeira de uma aeronave em vôo. 
EXEMPLOS DE CÁLCULOS DE ALTIMETRIA 
CÁLCULO DE TEMPERATURAS PADRÕES: 
ISA= 15ºC – 2ºC x AP 
 1000 FT 
Ex: altitude pressão de 2000 pés 
ISA = 15ºC – 2ºC x 2000/1000 = 11ºC 
Temperaturas padrões para alguns níveis: 
20.000 PÉS = - 25ºC 
10.000 PÉS = - 5ºC 
5.000 PÉS = 5ºC 
1.000 PÉS = 13ºC 
NMM = 15ºC 
CÁLCULOS DE VARIAÇÃO DA TEMPERATURA (!T) 
Ex: altitude pressão de 2.000 pés = 11ºC (ISA) 
Para uma temperatura verdadeira de 15ºC, a variação de temperatura será igual a 15ºC 
(TAT) -11ºC (ISA) = 4ºC 
 
 
 
 
 
 
38 
CÁLCULO DE ALTITUDE DENSIDADE 
 
FÓRMULA: AD = AP + 100 x !T 
Onde: 
!T = diferença entre a temperatura lida e a temperatura ISA. 
AD = altitude densidade 
AP = altitude pressão 
100 = constante 
 Exemplo: para uma altitude pressão de 2.000 pés e uma variação de temperatura de 
4ºC, temos: AD = 2000 + 100 x 4 = 2.400 ft. 
EM SUMA: 
TAT > ISA » AD > AP = atmosfera mais quente/pressão mais baixa 
TAT < ISA » AD < AP = atmosfera mais fria/pressão mais alta 
CÁLCULO DE ALTITUDE INDICADA 
Altitude corrigida do erro de pressão 
AI = AP + D 
D = (QNH – QNE)x 30 PÉS 
 OBS: VARIAÇÃO DE PRESSÃO COM A ALTITUDE › 1 hPa ~ 30 PÉS ~ 9 METROS. 
EX 1): 2000 PÉS + D, SENDO O QNH = 1018,2 hPa 
AI = 2000 PÉS + ((1018,2 hPa – 1013,2 hPa) x 30 PÉS) 
AI = 2000 PÉS + 150 PÉS 
AI = 2.150 PÉS 
QNH > QNE » AI > AP 
 
EX 2): 2000 PÉS + D, SENDO O QNH = 1008,2 hPa 
AI = 2000 PÉS + ((1008,2 hPa – 1013,2 hPa) x 30 PÉS) 
AI = 2000 PÉS - 150 PÉS 
AI = 1.850 PÉS 
 
 
 
 
 
39 
QNH < QNE » AI < AP 
ALTITUDE VERDADEIRA DE VÔO 
ERRO COMBINADO DE TEMPERATURA E PRESSÃO 
Fórmula: AV = AI + 0,4 % AI x ! T 
EX. 1) AI = 2000 PÉS E !T = 5ºC 
AV = 2000 + 2 x 2000 
 100 
AV = 2040 PÉS 
 
EX. 2) AI = 4000 PÉS E !T = 2ºC 
AV = 4000 + 0,8 x 4000 
 100 
AV = 4032 PÉS 
 
 
 
 
 
40 
8. VISIBILIDADE, NUVENS E NEVOEIROS. 
 A visibilidade é o grau de transparência da atmosfera; é a maior distância que um 
objeto pode ser visto e identificado sem auxílio óptico. 
 A visibilidade afeta sobremaneira as operações de pouso e decolagem em 
aeródromos, bem como em rota, estando associada a inúmeros fenômenos meteorológicos, 
conforme pode ser observado na tabela 6. 
Tabela 6 . Fenômenos meteorológicos e restrições de visibilidade 
Elemento Visibilidade Umidade relativa 
Nevoeiro < 1.000 metros 100% ou próxima 
Névoa úmida Entre 1 e 5 km >= 80% 
Névoa seca Entre 1 e 5 km < 80% 
Fumaça <= 5 km < 80% 
Poeira <= 5 km < 80% 
Areia <= 5 km < 80% 
Precipitações Variável; chuvisco com > 
restrição 
Alta (~100%) 
 
Em meteorologia aeronáutica temos 5 referências de visibilidade: 
• Visibilidade horizontal – visibilidade do Observador Meteorológico em relação aos 360º 
em torno do ponto de observação; obtida com o auxílio de cartas de visibilidade. 
• Visibilidade vertical – distância máxima que o Observador pode ver e identificar um 
objeto na vertical (nuvens); utilizam-se os tetômetros (farol teto e eletrônico) para medir 
pontualmente a base da camada de nuvens. 
 
 
 
 
 
41 
 
 Figura 32 – Tetômetro a laser 
 Fonte: http://www.hobeco.com.br 
• Visibilidade oblíqua – visão do piloto quando em vôo em relação a um ponto no terreno. 
• Visibilidade de aproximação – distância na qual um piloto, em sua trajetória de planeio 
de aproximação por instrumento, pode ver os auxílios de pouso no umbral da pista. 
• Alcance visual da pista (Runway Visual Range ou RVR) – distância máxima, ao longo do 
eixo da pista, medida por equipamentos eletrônicos (visibilômetro, diafanômetro ou RVR) 
– informado na mensagem METAR quando a visibilidade horizontal for menor que 1.500 
metros. 
 
Figura 33 – Diafanômetro 
Fonte: http://www.vaisala.com 
 
 
 
 
 
42 
 As nuvens são fenômenos meteorológicos (aglomerado de partículas de água, 
líquidas e/ou sólidas, em suspensão na atmosfera) formados a partir da condensação ou 
sublimação do vapor d’água na atmosfera. 
 Para sua formação deve haver: alta umidade relativa, núcleos higroscópios ou de 
condensação (sal, pólens, fuligem, material particulado) e processo de condensação (estado 
gasoso – estado líquido) /sublimação (vapor – sólido ou sólido - vapor). 
 A atmosfera pode estar com uma condição de estabilidade, onde há ausência de 
movimentos convectivos ascendentes, podendo produzir nuvens estratiformes ou nevoeiro 
ou então apresentar condição de instabilidade, predominando os movimentos convectivos 
ascendentes e consequentemente produzindo nuvens do tipo cumulus e cumulonimbus. 
 As nuvens, portanto, denotam a condição de estabilidade ou instabilidade da 
atmosfera, de acordo com sua aparência e forma. 
 
Figura 34 – Esquema de gêneros de nuvens conforme a altura. Fonte: Cabral e Romão (2000) 
 Conforme o aspecto físico, as nuvens podem ser, em linhas gerais: 
! Estratiformes – aspecto de desenvolvimento horizontal e pouco desenvolvimento 
vertical; podem ocasionar chuva leve e contínua (ex.: As) 
! Cumuliformes – possui grande desenvolvimento vertical; denota uma atmosfera mais 
turbulenta; 
! Cirriformes – origina-se de fortes ventos em altitude; são formados por cristais de gelo. 
 
 
 
 
 
43 
 Um dos critérios mais utilizados para a identificação e classificação de nuvens é por 
sua altura, conforme a tabela a seguir. 
TABELA 7 - ESTÁGIOS DE FORMAÇÃO DAS NUVENS (Latitudes tropicais) 
ESTÁGIO ALTO 
(acima de 8 km) 
Cirrus (Ci) 
Cirrocumulus (Cc) 
Cirrostratus (Cs) 
Cristais de gelo 
ESTÁGIO MÉDIO 
(de 2 a 8 km) 
Nimbostratus (Ns) 
Altostratus (As) 
Altocumulus (Ac) 
Cristais de gelo e gotículas 
d’água 
ESTÁGIO BAIXO 
(de 100 pés a 2 km) 
Stratocumulus (Sc) 
Stratus (St) 
Gotículas d’água 
GRANDE 
DESENVOLVIMENTO 
VERTICAL (base 
aproximada de 3000 pés até 
topos de até 30 km) 
Cumulus (Cu) 
Cumulonimbus (Cb) 
Gotículas d’água e cristais de 
gelo 
*Latitudes tropicais 
 Estágio alto (a partir de 4 km nos pólos, 7 km nas latitudes temperadas e 8 km nas 
latitudes tropicais) 
• Cirrus – prenunciam o avanço de sistemas frontais e podem estar associadas à Corrente 
de Jato (Jet Stream); 
• Cirrostratus – véu de nuvens formando um halo em torno do sol ou da lua; 
• Cirrocumulus - indicam ar turbulento em seus níveis de formação. 
 Estágio médio (alturas entre 2 e 8 km) 
• Nimbostratus – cinzentas e espessas, podem dar origem àchuva ou neve leve ou 
moderada de caráter contínuo; 
• Altostratus – véu que normalmente cobre todo o céu e pode gerar chuva de intensidade 
leve e caráter contínuo; 
• Altocumulus – formadas em faixas ou camadas, associadas ao ar turbulento de camadas 
médias, não gerando normalmente precipitação. 
 
 
 
 
 
44 
 Estágio baixo (entre 30 metros e abaixo de 2.000 metros) 
• Stratocumulus – nuvens de transição entre St e Cu 
• Stratus – nuvens com as alturas mais baixas e que podem ocasionar chuvisco, com forte 
restrição de visibilidade e teto. 
 Nuvens de desenvolvimento vertical: formam-se próximas do solo e devido à alta 
instabilidade atmosférica chegam a altitudes muito elevadas) 
• Cumulus – nuvens isoladas e densas, com contornos bem definidos, denotam 
turbulência e podem gerar precipitação em forma de pancadas; 
• Cumulonimbus – nuvens que geram as trovoadas, pancadas de chuvas e granizo, fortes 
rajadas de vento e alta turbulência – os pilotos devem evitá-las. 
 
 Figura 35 – Quadro de nuvens 
 Fonte: Torelli, D. 
 
As nuvens podem se formar por meio de quatro processos: 
• Radiativo – principalmente no inverno, com a perda radiativa de energia em radiação de 
ondas longas, resfriamento da superfície e formação de nuvens baixas (St) ou nevoeiros. 
 
 
 
 
 
45 
• Dinâmico (frontal) – ocorre nas áreas de frentes (frias ou quentes), pela ascensão do ar 
na rampa frontal, com o conseqüente resfriamento e condensação. 
• Orográfico – devido à presença do relevo, com o ar úmido subindo a elevação, se 
resfriando, condensando sob a forma de nuvens à barlavento. 
• Convectivo – formado pelas correntes ascendentes devido ao aquecimento basal, 
particularmente na primavera e verão. Formam Cumulus e muitas vezes Cumulonimbus, 
principalmente nas tardes. 
Os nevoeiros são fenômenos meteorológicos resultantes da condensação e/ou sublimação 
do vapor d’água próximo da superfície e que restringe a visibilidade horizontal a menos de 
1.000 metros. É fator de risco com relação às operações aéreas pois pode causar a 
restrição operacional de um ou mais aeródromos durante várias horas, principalmente no 
outono/inverno no sudeste e sul do Brasil. 
 
Figura 36 – Nevoeiro reduzindo a visibilidade horizontal. Fonte: http://www.meteochile.cl 
 Para a formação dos nevoeiros, deve haver: alta umidade relativa do ar (próxima de 
100%), presença de grande quantidade de núcleos higroscópios e ventos relativamente 
fracos. 
 Em relação aos seus tipos operacionais, podem ocorrer: 
 Nevoeiro de superfície – ocorre mais próximo da superfície, sem grande espessura e 
permite observar o céu, outras nuvens e obstáculos naturais; 
 Nevoeiro de céu obscurecido – restringe, além da visibilidade horizontal, também a 
visibilidade vertical (Ex.: METAR – VV001) 
 
 
 
 
 
46 
Classificação dos nevoeiros: 
Massas de Ar – formam-se dentro de uma mesma massa de ar 
1) Radiação – devido ao resfriamento da superfície terrestre (outono e inverno) 
2) Advecção – formado pelo resfriamento do ar como resultado de movimentos do ar 
horizontais. 
a) Vapor – condensação do vapor d’água devido ao fluxo de ventos frios sobre uma 
superfície mais quente (lagos, pântanos) 
b) Marítimo – formam-se com o resfriamento de ventos quentes e úmidos ao fluírem sobre 
correntes marítimas frias de mares e oceanos, provocando a condensação de vapor 
d’água (mais comum na primavera e verão); 
c) Brisa – forma-se devido ao fluxo de ar quente dos oceanos sobre a região costeira mais 
fria (mais comum no inverno em latitudes tropicais e temperadas); 
d) orográfico ou de encosta – formado à barlavento das encostas, quando ventos quentes 
e úmidos sopram em direção às elevações montanhosas; ocorrem em qualquer época 
do ano; 
e) glacial – formam-se nas latitudes polares, pelo processo de sublimação com 
temperaturas de até –30ºC. 
 
Frontais – formam-se nas áreas de transição entre duas massas de ar de características 
diferentes. 
1) Pré- frontal – associadas às frentes quentes, quando uma massa de ar mais aquecida 
avança sobre uma massa de ar mais fria; 
2) Pós- frontal – forma-se após a passagem de frentes frias, após a ocorrência de chuvas a 
atmosfera fica fria e úmida possibilitando a formação de nevoeiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
9. CÓDIGOS METEOROLÓGICOS 
 Nas Estações Meteorológicas de Superfície, existentes em mais de 100 aeródromos 
brasileiros, são confeccionados e difundidos de hora em hora, boletins meteorológicos onde 
constam as informações reais da área do aeródromo e que servirão de base às operações 
de pouso e decolagem. 
 Temos a elaboração de 2 tipos de boletim que são difundidos para fora do 
aeródromo – METAR e SPECI; o boletim ESPECIAL, confeccionado quando há a elevação 
de 2ºC ou mais desde a última observação ou quando for constatada a presença de 
turbulência moderada ou forte ou gradiente de vento, fica restrito ao âmbito do aeródromo e 
o boletim LOCAL, quando ocorre um acidente aeronáutico na área do aeródromo e 
vizinhanças, fica somente registrado no impresso climatológico da estação. 
 Os Boletins METAR e SPECI podem ser encontrados nas Salas AIS e também no 
site do CNMA de Brasília – http://www.redemet.aer.mil.br 
METAR 
Ex. METAR SBGR 272200Z 18015G25KT 0800 R09/1000N R27/1200D +RA BKN012 
OVC070 19/19 Q1012 RETS WS LDG R27= 
Decodificação: 
METAR – Identificação do Código - Boletim meteorológico regular para fins aeronáuticos. 
SPECI – Boletim meteorológico especial selecionado – informado nos horários em que não 
for previsto o Boletim METAR e quando houver alteração significativa nas informações 
contidas na última mensagem. 
SBGR – Indicador de Localidade – S > América do Sul; B > Brasil; GR > Guarulhos. Outros 
indicadores de localidade podem ser consultados na publicação ROTAER existente nas 
Salas AIS. 
Outros indicadores – SBSP – São Paulo (Congonhas); SBMT – Campo de Marte; SBKP – 
Campinas (Viracopos); SBRP (Ribeirão Preto); SBBU – Bauru; SBDN – Presidente 
Prudente; SBSJ – São José dos Campos. 
272200Z – Grupo Data Hora – indica o dia e a hora (UTC) em que foi expedida a 
Observação. 
18015G25KT – Indica o vento em superfície; no caso, soprando do quadrante Sul (180º), 
com 15 nós de intensidade e 25 nós de rajadas. 
 
 
 
 
 
48 
 A direção do vento é indicada com três algarismos, de 10 em 10 graus, mostrando de 
onde o vento está soprando, com relação ao norte verdadeiro ou geográfico (obs.: As torres 
de controle informam o vento aos pilotos das aeronaves em relação ao norte magnético). 
 A intensidade do vento é informada em kt (nós) em dois algarismos (até 99 kt) ou 
P99, caso o vento tenha velocidade a partir de 100 kt, sempre levando em consideração 
uma média de 10 minutos de observação (obs.: As torres de Controle informam a 
intensidade do vento com um uma média de 2 minutos). 
 As rajadas são informadas quando, em relação à intensidade média, os ventos 
atingem uma velocidade máxima de pelo menos 10 kt, em um período de até 20 segundos. 
É identificada pela letra G (Gust). 
 O vento calmo é indicado nos boletins quando a intensidade do vento for menor que 
1 kt e representado por 00000KT. 
O vento variável apresenta duas possíveis situações: 
1) A variação total da direção for de 60º ou mais, porém menos de 180º com velocidade 
inferior a 3 kt, será informado o vento variável; ex.: VRB02KT. 
2) Quando a variação da direção for de 180º ou mais com qualquer valor de velocidade; ex: 
VRB23kt 
 Obs: Quando as variações da direção do vento forem de 60º ou mais, porém menos 
que 180º, e a velocidade média do vento for igual oumaior que 3kt, as duas direções 
extremas deverão ser informadas na ordem do sentido dos ponteiros do relógio, com a letra 
V inserida entre as duas direções. Ex: 31015G27KT 280V350 
0800 – visibilidade horizontal predominante estimada em 800 metros. O OBM estima, 
durante as observações, a visibilidade horizontal em torno dos 360º a partir do ponto de 
observação e insere nos boletins a visibilidade predominante encontrada, em quatro 
algarismos, em metros, com os seguintes incrementos: 
• de 50 em 50 metros até 800 metros; 
• de 100 em 100 metros, de 800 a 5.000 metros; 
• de 1.000 em 1.000 metros, de 5.000 até 9.000 metros. 
• Para valores a partir de 10.000 metros, informa-se 9999. 
 Obs.: Para visibilidades menores que 50 metros, informa-se 0000. 
 Além da visibilidade predominante, será informada a visibilidade mínima quando esta 
for inferior a 1.500 metros ou inferior a 50% da predominante. Será notificada esta 
 
 
 
 
 
49 
visibilidade e sua direção geral em relação ao aeródromo, indicando um dos pontos cardeais 
ou colaterais. 
Exemplos: 
1) 8.000 m de visibilidade predominante e 1.400 m no setor sul – 8000 1400 S 
2) 6.000 m de predominante e 2.800 m no setor nordeste – (6.000 2800NE) 
Obs: Quando for observada visibilidade mínima em mais de uma direção, deverá ser 
notificada a direção mais importante para as operações. 
R09/1000N R27/1200D – Alcance visual na pista 09 igual a 1000 metros sem variação e, na 
pista 27, igual a 1.200 metros e com tendência à diminuição. O Alcance Visual na Pista é 
registrado pelos visibilômetros ou diafanômetros, instalados nos principais aeroportos e 
quando a visibilidade horizontal for menor que 2.000 metros. 
Obs.: 
1) quando não houver diferenças significativas entre os valores de duas ou mais pistas, 
informa-se somente o R seguido do valor medido (ex.: R1000). 
2) Quando houver pistas paralelas, informa-se com letras, após o número da pista, o seu 
posicionamento: R (direita), L (esquerda) e C (central). Ex.: R09R/1200. 
3) Após o valor do RVR, informa-se a tendência de variação, com as letras N (sem 
variação), U (tendência a aumentar) e D (tendência a diminuir). 
1) Se o valor for menor que o parâmetro mínimo que o equipamento pode medir, informa-
se M; ex.: R09/0050M – M inferior a 50 metros. 
2) Se o valor for maior que o parâmetro máximo que o equipamento pode medir, informa-se 
P; ex.: R09/P2000 – P superior a 2.000 metros. 
+ RA – Grupo de tempo presente; no caso é indicada chuva (Rain) forte. 
 Ver a Tabela 4678 que indica o tempo presente para fins de codificação. 
 Os fenômenos meteorológicos mais utilizados nos boletins são: fumaça (FU), poeira 
(PO), névoa seca (HZ), névoa úmida (BR), trovoada (TS), nevoeiro (FG), chuva (RA), 
chuvisco (DZ) e pancadas (SH). 
 A névoa úmida somente será informada nos boletins quando a visibilidade horizontal 
estiver entre 1.000 e 5.000 metros; quando acima deste valor e não havendo outro 
fenômeno significativo será omitido o fenômeno mencionado. 
 O qualificador de intensidade (leve, moderado ou forte) somente será utilizado para 
formas de precipitação (DZ, RA, SN, SH etc.). 
 
 
 
 
 
50 
 O qualificador VC (vizinhança) somente será utilizado com fenômenos como SH, FG, 
TS, DS, SS, PO, BLSN, BLDU ou BLSA entre 8 km e 16 km do ponto de referência do 
aeródromo. 
 O descritor TS será utilizado isoladamente para indicar trovoada sem precipitação e, 
combinado adequadamente quando da existência de precipitação. Ex.: trovoada com chuva 
moderada => TSRA. 
BKN012 OVC070 – Nublado com 1.200 pés e encoberto com 7.000 pés. Indica o grupo de 
nebulosidade existente sobre o aeródromo ou a visibilidade vertical no caso da existência de 
nevoeiro de céu obscurecido. 
Quantidade: indica com abreviaturas para as seguintes coberturas do céu: 
• FEW – poucas – 1/8 ou 2/8 
• SCT – esparsas – 3/8 ou 4/8 
• BKN – nublado – 5/8, 6/8 ou 7/8 
• OVC – encoberto – 8/8 
Altura: base das nuvens informada em centenas de pés. 
Tipo: informa-se para os gêneros TCU (Cumulus Congestus) ou Cb (Cumulonimbus). Ex.: 
SCT030CB – cumulonimbus esparsos a 3.000 pés. 
O céu obscurecido será informado pela visibilidade vertical, também em centenas de pés. 
Ex.: VV001 – visibilidade vertical de 100 pés (30 metros). 
19/19 – indica 19ºC para a temperatura do ar e 19ºC para a temperatura do ponto de 
orvalho. Para temperaturas negativas insere-se a letra M antes da temperatura ou 
temperatura do ponto de orvalho. 
Q1012 – indica o valor do ajuste do altímetro em hectopascais (hPa) em quatro algarismos, 
como ocorre no Brasil ou em polegadas de mercúrio (Pol Hg), como nos EUA – ex.: A2995 
ou 29.95 Pol Hg. 
RETS WS LDG R27 – trovoada recente e wind shear na pista 27. Faz parte das informações 
suplementares e relata fenômenos que ocorreram durante a hora precedente e também 
turbulência e tesoura de vento. 
Previsão tipo tendência – evolução do tempo prevista de até duas horas a partir do boletim 
meteorológico e inseridas no final das mensagens, com os seguintes identificadores de 
mudança previstos – BECMG, TEMPO e NOSIG. Ex.: METAR SBGR 271500Z 4000 BR 
 
 
 
 
 
51 
FEW020 18/16 Q1018 BECMG FM 1530 TL 1600 2000 – indica mudança de visibilidade 
entre 1530 e 1600 UTC, prevalecendo após esse horário. 
CAVOK – significa Ceiling and Visibility OK, ou seja, teto e visibilidade OK. É empregado 
nos boletins em substituição aos grupos de visibilidade, RVR, tempo presente e 
nebulosidade. Deve ser informando quando ocorrerem as seguintes condições: 
• Visibilidade >= 10.000 metros 
• Ausência de nuvens abaixo de 5.000 pés (1.500 metros) 
• Ausência de precipitação e Cb na área do aeródromo. 
• Ausência de nuvens TCU (cumulus congestus) 
EX.: METAR SBGR 271500Z 00000KT CAVOK 22/18 Q1015= 
Exemplos de METAR nacionais: 
Estado de São Paulo 
SBGR 091700 12004KT 9000 SCT025 SCT030 BKN300 26/20 Q1017= 
SBSP 091700 19009KT 9999 SCT030 BKN300 25/19 Q1018= 
SBMT 091700 15003KT 8000 BKN025 BKN300 29/19 Q1017= 
SBSJ 091700 00000KT 6000 BKN020 29/20 Q1015= 
SBSJ 091730 26017KT 4000 -TSRA BKN020 FEW030CB 24/17 Q1015= 
SBRP 091700 07002KT 9999 BKN030 BKN080 34/19 Q1013= 
SBST 091700 18010KT 9999 BKN025 BKN090 29/23 Q1015= 
SBYS 091700 00000KT 9999 BKN040 BKN300 29/17 Q1014= 
SBUP 091700 07005KT 9999 BKN028 FEW030TCU 30/20 Q1013= 
SBUP 091730 13007KT 5000 -TSRA BKN028 FEW030CB SCT100 26/23 Q1 013= 
Outros exemplos: 
10/02/2009 SBPA 101600 10009KT 9999 FEW030 32/21 Q1011= 
10/02/2009 SBFL 101600 10004KT 9999 SCT020 BKN040 24/20 
Q1015= 
10/02/2009 SBCT 101600 06007KT 9999 SCT013 SCT030 BKN040 
25/19 Q1019= 
 
 
 
 
 
52 
10/02/2009 SBSP 101600 15004KT 8000 BKN035 27/20 Q1017= 
10/02/2009 SBKP 101600 33002KT 9999 BKN035 SCT100 29/21 
Q1015= 
10/02/2009 SBKP 101632 23003KT 9999 2000E -TSRA SCT035 
FEW050CB SCT100 29/21 Q1015= 
10/02/2009 SBGR 101600 05007KT 9999 BKN030 29/20 Q1016= 
10/02/2009 SBGL 101600 14008KT 8000 SCT020 FEW025TCU 33/27 
Q1012= 
10/02/2009 SBVT 101600 06017KT 9999 FEW030 33/24 Q1013= 
10/02/2009 SBSV 101600 13011KT 9999 FEW017 31/24 Q1013= 
10/02/2009 SBBR 101600 29004KT 9999 BKN030 FEW040TCU 28/18 
Q1019= 
 
Exemplos de METAR internacionais: 
10/02/2009 SAEZ 101600 08006KT 08006KT 9999 FEW040 OVC100 
28/19 Q1006= 
10/02/2009 SUMU 101600 35007KT 9999 FEW026 OVC200 34/17 
Q1007 NOSIG= 
10/02/2009 SGAS 101600 34016KT 9999 SCT033 BKN080 32/23 
Q1008= 
10/02/2009 SAME 101600 09006KT 9999 FEW040 31/09 Q1010= 
10/02/2009 SCEL 101600 15008KT 120V180 CAVOK 27/09 Q1016 
NOSIG= 
10/02/2009 SACO 101600 00000KT 9999FEW030 FEW040CB24/19 
Q1009 RETS= 
10/02/2009 SLVR 101600 33017G27KT 9999 SCT005 BKN010 
 
 
 
 
 
53 
FEW030CB OVC07027/23 Q1010= 
10/02/2009 SLCB 101600 34002KT 9999 FEW027 BKN200 22/12 
Q1019= 
10/02/2009 SVMI 101600 05005KT 9999 FEW016 BKN100 28/23 
Q1015 NOSIG= 
 
TAF – Terminal Aerodrome Forecast – Previsão Terminal de Aeródromo, confeccionada a 
cada 6 horas por um CMA-1. As previsões para os aeródromos internacionais têm validade 
de 24 horas ou mais e os domésticos 12 horas. 
Ex.: TAF SBGR 271000Z 2712/2812 18010KT 2000 BR SCT020 BKN070 TX26/2719Z 
TN22/2806Z TEMPO 2715/2718 12008G25KT TS SCT030CB BECMG 2718/2720 
13008KT RA OVC030 RMK PGW= 
DECODIFICAÇÃO: 
TAF – identificador do código. 
SBGR – indicador de localidade – Aeródromo de Guarulhos. 
271000Z – data e hora de confecção da previsão. Dia 27 às 1000 UTC. 
2712/2812 – validade da previsão – identifica o dia, a hora de início e a hora do final da 
validade da previsão. Dia 12 UTC do dia 27 às 12 UTC do dia 28. 
18010KT – indica o vento previsto – vento de 180º com 10 nós. 
2000 – indica a visibilidade horizontal prevista – 2000 metros de visibilidade. 
BR – indica o tempo presente previsto – névoa úmida. 
SCT020 BKN070 – indica o grupo de nebulosidade prevista – nuvens esparsas com base a 
2.000 pés e nublado a 7.000 pés. 
TX26/2719Z TN22/2806Z – temperaturas máxima e mínima previstas e respectivos horários 
– temperatura de 26ºC prevista para as 1900 UTC do dia 27 e temperatura de 22ºC prevista 
para as 0600UTC do dia 28. 
TEMPO 2715/2718 – Previsão de mudança temporária entre 15 e 18 UTC do dia 27, com as 
seguintes condições: 12008G25KT TS SCT030CB e mudança gradual (BECMG) com a 
permanência posterior entre 18 e 20UTC: 13008KT RA OVC030= 
RMK PGW = Observação: indicativo do previsor que elaborou a mensagem. 
 
 
 
 
 
54 
 Outras abreviaturas – FM (From) – a partir de determinado horário (ex: FM 271800 – 
a partir das 18h00 UTC do dia 27) e PROB – probabilidade de 30 ou 40% de ocorrer a 
mudança em um período de tempo. 
EXEMPLOS DE TAF DAS 1800Z – Nacionais 
10/02/2009 SBPA 101800 - 
111800 
09008KT 9999 FEW035 
TX33/1019Z TN21/1109ZBECMG 
1100/1102 04010KT TEMPO 
1114/1118 02008KT 8000 TSRA 
BKN025FEW035CB RMK PAD= 
10/02/2009 SBFL 101800 - 
111800 
07008KT 9999 FEW030 
TX28/1018Z TN20/1109ZPROB40 
1103/1112 08005KT SCT020 
SCT035 RMK PAD= 
10/02/2009 SBCT 101800 - 
111800 
06010KT 9999 BKN020 
TX27/1018Z TN18/1109ZPROB40 
BECMG 1023/1101 8000 BR DZ 
BKN010 RMK PAD= 
10/02/2009 SBSP 101800 - 
111800 
15010KT 8000 BKN020 
TN20/1108Z TX30/1117Z PROB30 
1018/1022 4000 TSRA BKN012 
FEW035CB BECMG 1023/1101 
00000KT BKN010 BECMG 
1008/1010 04005KT SCT020 
BECMG 1012/1014 32005KT 
FEW030 RMK PGG= 
10/02/2009 SBKP 101800 - 
111800 
27005KT 9999 SCT030 
TN21/1108Z TX31/1117Z PROB40 
1018/1022 17015KT 7000 TSRA 
BKN025 FEW040CB BECMG 
1022/1024 13010KT 9000 NSC 
BECMG 1111/1113 06005KT 
FEW030 BECMG 1114/1116 
 
 
 
 
 
55 
32005KT RMK PGG= 
10/02/2009 SBGR 101800 - 
111800 
15007KT 9000 BKN030 
TN20/1108Z TX31/1117Z PROB40 
1018/1022 17010KT 4000 TSRA 
BKN015 FEW035CB BECMG 
1022/1024 09005KT BKN010 
PROB30 1108/1111 4000 BR 
BKN006 BECMG 1112/1114 
32005KT 9999 FEW030 RMK 
PGG= 
10/02/2009 SBGL 101800 - 
111800 
15010KT 8000 SCT020 
TN24/1108Z TX34/1117Z TEMPO 
1020/1024 5000 TSRA BKN020 
FEW030CB BECMG 1023/1101 
35005KT BECMG 1109/1111 
04005KT SCT015 BECMG 
1114/1116 13010KT RMK PHE = 
10/02/2009 SBVT 101800 - 
111800 
05015KT 8000 FEW030 
TN26/1107Z TX34/1116Z PROB30 
1021/1023 TS SCT020 FEW030CB 
BECMG 1023/1101 02010KT 
BECMG 1113/1115 06020KT 
SCT030 RMK PHE = 
10/02/2009 SBSV 101800 - 
111800 
09009KT 9999 SCT017 
TN26/1109Z TX30/1116Z PROB30 
TEMPO 1104/1112 7000 SHRA 
BKN015 RMK PCP= 
10/02/2009 SBBR 101200 - 
111200 
08003KT 9999 FEW017 
TX28/1018Z TN19/1108Z BECMG 
1013/1015 08007KT BKN024 
PROB30 TEMPO 1015/1020 TSRA 
FEW035CB BECMG 1019/1021 
 
 
 
 
 
56 
SCT024 BECMG 1023/1101 
07003KT FEW017 PROB30 
1106/1110 BKN014 RMK PDL= 
 
TAF DAS 1800Z – INTERNACIONAIS 
10/02/2009 SAEZ 101800 - 
111800 
34012G30KT 6000 TSRA SCT030 
FEW040CBOVC050 TX30/1118Z 
TN18/1109Z BECMG 1100/1102 
28006KT 8000 RA BRSCT040 FM 
111300 20012KT CAVOK= 
10/02/2009 SUMU 101200 - 
111200 
02010KT CAVOK TEMPO 
1013/1018 34015KT 9999FEW027 
BKN080 PROB30 TEMPO 
1020/11/06 12015G25KT 6000 -
TSRA SCT010FEW040CB 
OVC060= 
10/02/2009 SGAS 101800 - 
111800 
34018KT 9999 SCT033 TX36/18Z 
TN24/09ZTEMPO 1019/1023 
6000 TSRA BKN027 FEW040CB 
BECMG 1100/1103 CAVOK= 
 
GAMET – Previsão de fenômenos significativos que deverão ocorrer entre o solo e o FL 100 
ou FL150 (em regiões montanhosas), dentro de uma FIR ou subárea, confeccionada por um 
CMA-1 e com validade de 6 horas, principiando às 00, 06, 12 e 18Z. 
 EX.: SBRE GAMET VALID 200600/201200 RECIFE FIR 
SFC WSPD 08/10 25KT 
 SFC VIS 06/08 N OF 18DEG S 2000M 
 CLD 06/08 OVC 800FT N OF 12 DEG S 
 TURB MOD FL090 
 SIGMET APLICABLE: 2 e 4 
 
 
 
 
 
57 
 (Previsão FIR Recife das 0600Z às 1200Z do dia 20; vento de superfície entre 0800Z 
e 1000Z de 25kt; visibilidade de 2000 m entre 0600Z e 0800Z ao norte da latitude 18º Sul; 
entre 0600Z e 0800Z, céu encoberto a 800 FT ao norte da latitude 12º Sul; turbulência 
moderada no FL090; SIGMET nºs 2 e 4 – aplicáveis à FIR). 
AVISO DE AERÓDROMO – Mensagem confeccionada por uma CMA-1 que informa sobre 
fenômenos meteorológicos que podem afetar aeronaves no solo e/ou instalações e serviços 
nos aeródromos. 
EX.: 
20/01/2009 SBGR 201530 - 
201930 
AVISO DE AERODROMO 1 VALIDO 
201530/201930 PARA 
SBGR/SBSP/SBMT/SBJD/SBKP 
PREVISTO TEMPESTADE COM VENTO 
DE RAJADA 17010/25KT= 
 
AVISO DE GRADIENTE DO VENTO – Mensagem elaborada por um CMA-1 sobre 
variações significativas de vento (direção e/ou velocidade) que possam afetar as aeronaves 
em trajetória de aproximação, entre o nível da pista e uma altura de 500 metros, assim como 
aeronaves na pista durante o pouso e a decolagem. 
EX.: WS WRNG VALID 201400/201800 SBGR SFC WIND 30010KT WIND AT 60M 
36025KT IN APCH = 
(Mensagem alertando sobre variação significativa entre o vento de superfície e o vento a 60 
m de altura para o Aeródromo de Guarulhos). 
SIGMET – Mensagem em linguagem abreviada, expedida por um Centro Meteorológico de 
Vigilância (CMV), sobre fenômenos observados ou previstos em rota que possam afetar as 
aeronaves em vôo acima do FL100. Para vôos transônicos ou supersônicos a mensagem é 
denominada SIGMET SST. 
EX.: SBCW SIGMET 3 VALID 171230/171630 SBCT CURITIBA FIR SEV TURB FCST 
FL250 NC= 
(SIGMET nº 3 válido para o dia 17 entre 1230UTC e 1630UTC emitido pelo CMV Curitiba 
prevendo turbulência severa no FL250 para a FIR Curitiba, sem variação (NC- no change). 
No final do SIGMET podem aparecer também as abreviaturas WKN – enfraquecendo ou 
INTSF – intensificando. 
 
 
 
 
 
58 
AIRMET – Mensagem semelhante ao SIGMET, expedida por um CMV e voltada para 
aeronaves em níveis baixos (até o FL100). 
EX.: SBRE AIRMET1 VALID 201400/201800 SBRF RECIFE FIR MOD TURB OBS AT1350 
FL090 NC= 
(AIRMET expedido pelo CMV Recife, valido entre 1400Z e 1800Z, alertando sobre 
turbulência moderada observada às 1350Z no FL090, na FIR Recife).59 
10. CARTAS METEOROLÓGICAS 
CARTAS SIGWX 
 Cartas confeccionadas pelo CNMA (Centro Nacional de Meteorologia Aeronáutica) 
de Brasília, com antecedência de 24 horas, com as condições de tempo e áreas de 
nebulosidade previstas desde a superfície até o nível 250. Podem também ser obtidas 
cartas de tempo significativo elaboradas pelo Centro Mundial de Previsão de Washington do 
nível 250 até o 630. A validade das cartas é de 6 horas, sendo que na legenda aparece o 
horário médio da carta. Ex.: Carta das 1800UTC tem validade entre 15 e 21 UTC. 
 
Figura 37 – Carta SIGWX da América do Sul do dia 09 de abril de 2004 – 18h00 UTC 
Fonte: http://www.redemet.aer.mil.br 
Obs.: Abreviaturas utilizadas nas Cartas SIGWX: CAT – Turbulência em ar claro; embd – 
envolto, embutido; fl – nível de vôo; few – poucos (as); fog – nevoeiro; frq – freqüente; haze 
– névoa seca; isol – isolado; mist – névoa úmida; over – sobre; btn – entre; rain – chuva; 
shwrs – pancadas; sct – esparsas; stnry – estacionário; tshwrs – trovoadas com pancadas. 
 
 
 
 
 
60 
CARTAS WIND ALOFT PROG 
 Cartas de previsão de vento e temperatura em altitude, elaboradas pelo CNMA a 
cada 12 horas, nos horários das 00h00 e 12h00, com antecedência de 24 horas, para os FL 
050, FL100, FL180, FL240, FL300, FL340, FL390, FL450 e FL630. Cada carta tem validade 
de 12 horas, valendo 6 horas antes e 6 horas depois do horário constante na carta. 
 
Figura 38 – Carta WIND ALOFT PROG do dia 09 de abril de 2004 – 12h00 UTC – FL300 
Fonte: http://www.redemet.aer.mil.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
11. ESTABILIDADE E INSTABILIDADE ATMOSFÉRICA 
 A estabilidade atmosférica ocorre quando há ausência de movimentos convectivos 
ascendentes. Pode produzir nuvens do tipo estratiformes e também gerar névoas e nevoeiros; 
pode ocorrer precipitação leve e contínua e haver restrição de visibilidade. 
 A instabilidade atmosférica, por sua vez, ocorre quando predominam os movimentos 
convectivos ascendentes. Produz nuvens cumuliformes, que podem gerar precipitação em forma 
de pancadas e, com exceção dos períodos de precipitação, boa visibilidade. Na figura abaixo são 
mostradas as duas condições atmosféricas, de estabilidade e de instabilidade. 
 
Figura 39 – Esquema de condição atmosférica estável e instável 
Fonte: Salvat, 1980. 
Processo adiabático – processo de aquecimento ou resfriamento de uma partícula de ar 
sem troca de calor com o meio (o ar é um mau condutor de calor). 
Razão adiabática – gradiente vertical de temperatura que se verifica sem troca de calor 
com o ar ambiente. 
Razão adiabática seca (RAS) – gradiente vertical de temperatura de uma parcela de ar 
seco que, ao se elevar, vai se resfriando adiabáticamente na proporção de 1ºC/100 m; na 
 
 
 
 
 
62 
descida, o ar irá se aquecer adiabáticamente na mesma proporção. Se o gradiente térmico 
vertical for maior que 1ºC/100 m, a parcela de ar seco se torna instável e tenderá a subir; se 
o gradiente for menor que 1ºC/100 m a parcela de ar seco se torna estável e tenderá a 
descer; para ocorrer o equilíbrio do ar seco, o gradiente térmico vertical real de um volume 
de ar seco deve ser igual à RAS. 
Razão adiabática úmida (RAU) – gradiente vertical de temperatura que ocorre com o ar 
saturado na proporção média de 0,6ºC/100 m. Este valor é verificado a partir do nível de 
condensação convectiva, isto é, após ter iniciado a condensação e a formação de nuvens. 
Se o gradiente térmico vertical for maior que 0,6ºC/100 m, a parcela de ar úmido se torna 
instável e tenderá a subir; se o gradiente for menor que 0,6ºC/100 m a parcela de ar úmido 
se torna estável e tenderá a descer; para ocorrer o equilíbrio do ar úmido, o gradiente 
térmico vertical real de um volume de ar úmido deve ser igual à RAU. 
Estabilidade atmosférica – Conforme o gradiente térmico vertical existente, a atmosfera 
apresentará 3 situações possíveis (estabilidade absoluta, instabilidade absoluta e atmosfera 
condicionada). 
Estabilidade absoluta – independente do teor de umidade do ar, a atmosfera será ESTÁVEL 
sempre que ocorrer o GT menor que 0,6 ºC/100 m. 
Instabilidade absoluta – independente do teor de umidade, a atmosfera será INSTÁVEL 
sempre que o GT for maior que 1ºC/100m; 
Atmosfera condicionada – quando o GT da atmosfera for maior que 0,6ºC/100m e menor 
que 1,0ºC/100m, a situação de equilíbrio será condicional; se 
1) AR SECO – atmosfera será estável; 
2) AR ÚMIDO/SATURADO – atmosfera será instável. 
Gradiente superadiabático – gradiente térmico maior que os gradientes adiabáticos (RAS 
e RAU) e que dá origem à instabilidade atmosférica. 
Gradiente autoconvectivo – aquele que provoca na atmosfera um grau máximo de 
instabilidade – 3,42ºC/100 m (valor máximo já encontrado na atmosfera). 
NCC – Nível de Condensação Convectivo – altura na qual uma parcela de ar, quando 
suficientemente aquecida por baixo, ascende adiabáticamente, até se tornar saturada, 
iniciando a condensação. No caso mais comum, é a altura das nuvens cumulus e 
cumulonimbus, que pode ser calculada pela fórmula (T – TD) x 125 m; os dados devem ser 
extraídos dos boletins METAR e SPECI. 
 
 
 
 
 
63 
Ex: METAR SBGR 141700Z 18010KT 9999 BKN033 30/22 Q1020= 
No exemplo acima, temos a diferença entre a temperatura do ar (30ºC) e a temperatura do 
ponto de orvalho (22ºC) igual a 8ºC que, multiplicado por 125 (m), resultará em 1.000 m, que 
é a base das nuvens cumuliformes informadas no boletim. 
 Obs.: tal cálculo somente deve ser utilizado para formações cumuliformes de origem 
local (aquecimento local) e não para formações de gênese orográfica ou frontal. 
 Obs.: O gradiente térmico vertical da temperatura do ponto de orvalho é igual a 
0,2ºC/100m. 
 
 
 
 
 
64 
12. TURBULÊNCIA 
 As turbulências são definidas como irregularidades na circulação atmosférica que 
afetam aeronaves em vôo, provocando solavancos bruscos em suas estruturas. É uma das 
principais causas de acidentes aéreos e pode ocorrer a partir de várias causas: 
A) Turbulência termal ou convectiva – Associada às correntes térmicas sobre os 
continentes (principalmente durante as tardes de verão) ou oceanos (durante as noites). As 
nuvens cumuliformes são indicadores da existência desse tipo de turbulência. 
B) Turbulência orográfica – surge do atrito do ar ao soprar contra elevações montanhosas; 
um indício de sua presença são as nuvens lenticulares (forma de amêndoas) nas cristas das 
elevações e nuvens rotoras à sotavento. À barlavento as aeronaves devem encontrar 
aumento de altitude (ganho de sustentação) e à sotavento perda de altitude, devendo 
aumentar a potência de seus reatores e sair da área de ondas orográficas. 
C) Turbulência mecânica ou de solo – provocada pelo atrito do ar ao soprar contra 
edificações e outros obstáculos artificiais. Afetam particularmente os helicópteros e aviões 
pequenos, que voam a baixa altura e também nos procedimentos de pouso e decolagem de 
aeródromos situados em áreas urbanas (ex.: Campo de Marte e Congonhas). 
D) Turbulência dinâmica: 
 D.1) Turbulência frontal – turbulência surgida com a presença de sistema frontal. 
 D.2) Turbulência em ar claro (Clear Air Turbulence - CAT) – turbulência que surge 
sem nenhuma indicação visual, sob céu claro; geralmente está associada à Corrente de 
Jato (Jet Stream), com velocidades acima de 50 kt e de até 300 kt em altitudes acima de 
20.000 ft; as cartas SIGWX dos FL250 /630 mostram as áreas previstas de CAT e JET 
STREAM. 
 D.3) Turbulência de cortante de vento (WIND SHEAR) – surge da variação na 
direção e/ou velocidade do vento em baixa altura (até 2.000 ft ou 600 msão mais 
perigosos), provocando o ganho ou perda de sustentação da aeronave e colocando em 
sério risco os vôos, principalmente nos procedimentos de pouso e decolagem. O gradiente 
de vento é reportado pelos pilotos das aeronaves que encontraram o fenômeno e a WS 
aparece no final dos boletins METAR e SPECI; o previsor expede um aviso de gradiente de 
vento (WS WARNING). 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
Tabela 8 – Intensidade de Wind Shear 
INTENSIDADE VARIAÇÃO 
LEVE 0 a 2 m/s em 30m (100 pés) – 0 a 4 kt em 30m 
MODERADA 2,6 a 4,1 m/s em 30 m – 5 a 8 kt em 30 m 
FORTE 4,6 a 6,2 m/s em 30 m – 9 a 12 kt em 30 m 
SEVERA acima de 6,2 m/s em 30 m – mais de 12 kt em 30 m 
Obs: A intensidade de WS em aviação é classificada conforme a variação do vento em uma 
determinada distância. 
 D.4) Esteira de turbulência (WAKE) – surge nas trajetórias de pouso e decolagem, 
principalmente de aeronaves de grande porte, quando são formados vórtices a partir de 
hélices, turbinas ou pontas de asas; as aeronaves que se encontrarem atrás daquelas que 
geraram a esteira devem ter uma distância adequada para não sofrerem acidentes sérios 
(ex.: aeronave pequena deve ter separação de 6 milhas de uma aeronave considerada 
pesada – B747). 
 
Figura 40 – Esteira de turbulência de uma pequena aeronave. Fonte: Cabral e Romão, 1999. 
 
Figura 41 – Esteira de turbulência de um helicóptero. Fonte: Cabral, 2001 
 
 
 
 
 
 
66 
Tabela 9 – Intensidade de turbulência 
INTENSIDADE IDENTIFICAÇÃO 
 
LEVE 
A aeronave sofre acelerações verticais inferiores a 2 m/s, porém 
não sofre alterações significativas em sua altitude. A tripulação 
sente a necessidade de utilizar cinto de segurança, mas os 
objetos continuam em repouso. O serviço de bordo pode 
prosseguir normalmente. Encontra-se pouca ou nenhuma 
dificuldade ao se caminhar pelo corredor da aeronave. 
MODERADA A aeronave sofre acelerações verticais entre 2 m/s e 5 m/s, 
podendo sofrer mudança de altitude, porém continua sob controle. 
É necessário o uso do cinto de segurança. Os objetos soltos 
podem se deslocar e encontra-se dificuldade para executar o 
serviço de bordo ou se deslocar pelo corredor da aeronave. 
FORTE A aeronave sofre acelerações verticais entre 5 m/s e 8 m/s, 
sofrendo bruscas mudanças de altitude. Pode-se, 
momentaneamente, perder o controle da aeronave. Os objetos 
soltos são fortemente lançados de um lado para o outro e os 
instrumentos a bordo vibram de modo intenso, criando sérias 
dificuldades para o piloto. Passageiros podem entrar em pânico 
devido aos movimentos violentos da aeronave. O serviço de 
bordo e o caminhar pelo corredor da aeronave se tornam 
impraticáveis. 
SEVERA A aeronave sofre acelerações verticais superiores a 8 m/s. Em tal 
situação é impossível o controle da aeronave e, devido à forte 
trepidação, podem ocorrer danos à sua estrutura. 
 
 A ocorrência dos fenômenos de gradiente de vento e turbulência está extremamente 
associada, diferenciando-se basicamente na ordem de grandeza de escala, relativa ao 
tamanho da aeronave e sua velocidade. A escala do gradiente de vento (WS) é maior que a 
da turbulência. O gradiente do vento altera a velocidade da aeronave e, portanto, sua 
sustentação. A turbulência afeta mais o controle da aeronave devido à forte trepidação. 
 
 
 
 
 
67 
13. TROVOADAS 
 
Figura 42 - Múltiplos relâmpagos a partir da base de um Cb. 
Fonte: http://www.physicalgeography.net/fundamentals/7t.html 
 As trovoadas são o resultado da energia acumulada nas nuvens Cumulonimbus 
(CB), que se trata do gênero de nuvens mais perigoso às operações aéreas, tendo em vista 
seu alto grau de instabilidade e os fenômenos associados – turbulência, pancadas de chuva, 
fortes rajadas de vento, gelo, granizo, raios e trovões. Ocorre de forma mais efetiva nas 
regiões tropicais e principalmente na época do verão. As trovoadas apresentam três 
estágios: desenvolvimento (cumulus), maturidade e dissipação. 
1) Desenvolvimento: Ocorre o predomínio de correntes convectivas ascendentes, com o 
resfriamento, a condensação e a formação de nuvens Cumulus; geralmente não ocorre 
precipitação neste estágio e a visibilidade é boa; 
 
Figura 43 – Foto do desenvolvimento de uma nuvem de trovoada no estágio Cumulus. 
Fonte: http://www.physicalgeography.net/fundamentals/7t.html 
 
 
 
 
 
68 
2) Maturidade: Ocorre com a formação do CB (extensão vertical até 18 km), com a 
incidência dos relâmpagos e trovões, se principia a precipitação em forma de pancadas de 
chuva ou granizo, as correntes descendentes geram os ventos de rajada em superfície, 
ocorre forte turbulência e é máxima a condição de instabilidade atmosférica. As aeronaves 
apresentam sério risco de acidentes neste estágio, com os instrumentos se tornando não 
confiáveis devido à forte turbulência (ascendentes e descendentes muito intensas) e a 
energia envolvida. Também ocorre a rápida formação de gelo claro, em grande quantidade, 
tornando inócuos os sistemas anticongelantes da aeronave. 
 
Figura 44 – Foto de um Cumulonimbus na fase de maturidade 
Fonte: http://www.physicalgeography.net/fundamentals/7t.html 
3) Dissipação – neste estágio cessam as correntes ascendentes e predominam as 
correntes descendentes, com a diminuição da turbulência, precipitação e dos ventos 
associados. A dissipação do CB forma camadas de Sc, Ns e As, gerando o resfriamento da 
superfície e torna a atmosfera mais estável. 
 Quanto à sua gênese, as trovoadas podem ser de vários tipos: orográficas, 
advectivas, convectivas, frontais (dinâmicas). 
Trovoadas orográficas – formam-se à barlavento das montanhas, formando fortes 
precipitações e rajadas de vento. 
Trovoadas advectivas – ocorre mais freqüentemente no inverno sobre os oceanos, com o 
transporte de ar frio sobre a superfície de água mais quente, com a absorção de calor e a 
formação de instabilidade. 
Trovoadas convectivas (térmicas) – ligadas ao forte aquecimento da superfície e à 
formação de correntes convectivas; ocorrem principalmente no verão sobre os continentes. 
 Trovoadas frontais (dinâmicas) – ocorre na região de transição entre duas massas de ar 
de características diferentes (frentes); devido ao maior ângulo de inclinação das frentes 
frias, as trovoadas neste caso são mais intensas e freqüentes do que nas frentes quentes. 
 
 
 
 
 
69 
14. VENTOS E CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA 
 Tendo em vista o aquecimento diferencial da superfície do planeta, ocorrem 
diferenças de pressão que irão ocasionar os ventos, que são o movimento horizontal (ou 
advectivo) de uma massa de ar. 
 Quando ocorrem diferenças de pressão, se verificam fluxos de ar, de maior ou menor 
intensidade, proporcionalmente ao gradiente de pressão, sempre da maior para a menor 
pressão. 
 Outro fator importante na circulação geral da atmosfera em grande escala é o 
movimento de rotação da Terra (W-E) e, como consequência disso, os ventos apresentam 
um modelo turbilhonar, com desvio para direita no hemisfério norte e para a esquerda no 
hemisfério sul, sendo convergentes em direção aos centros de baixa (ciclones) e 
divergentes, em relação aos de alta (anticiclones). É a chamada Força ou Efeito de Coriolis, 
que surge a partir do movimento de rotação da Terra e que vai ocasionar os desvios dos 
ventos nos dois hemisférios, sendo que nos polos a força defletora é maior devido à maior 
velocidade linear e no equador a Força de Coriolis é nula. 
 Devido à Força de Coriolis surge a Lei de Buys-Ballot, que diz que sempre que 
voltarmos as costas para o vento teremos à nossa esquerda as maiores pressões e à nossa 
direita, as menores pressões.A direção e velocidade dos ventos dependem de quatro fatores: gradiente de 
pressão, força de Coriolis, força centrípeta (pois a trajetória dos ventos não é retilínea) e 
influência do atrito (devido à rugosidade do terreno com colinas, montanhas, edificações 
etc). 
Conforme o atrito com a superfície, pode-se dividir os ventos em 3 tipos: 
1) Vento de superfície – até 100 metros do solo – máximo atrito; 
2) Vento superior – de 100 até 600 metros – área de transição; 
3) Vento gradiente – acima de 600 metros – fluxo livre de ventos. 
 Os ventos podem ser barostróficos, quando fluem exclusivamente devido ao 
gradiente de pressão, em pequenas distâncias e os geostróficos, associados ao 
movimento de rotação da Terra e ao gradiente de pressão, em grandes distâncias. Os de 
escala local, como as brisas litorâneas e as de montanha e vale (também chamados 
respectivamente de catabáticos e anabáticos) enquadram-se na primeira categoria e os de 
macro-escala, como os ventos alísios, na segunda. 
 
 
 
 
 
 
70 
 Os ventos geostróficos resultam do equilíbrio entre a Força de Coriolis e do 
gradiente de pressão e ocorre acima de 600 metros de altura, livre da camada de fricção. 
 O Vento Gradiente resulta do equilíbrio das Forças de Coriolis, Gradiente de 
Pressão e Força Centrífuga e ocorre acima de 600 metros de altura. 
 O vento Ciclostrófico surge do equilíbrio das Forças do Gradiente de Pressão e 
Força Centrífuga e que se verifica próxima ao Equador, onde a Força de Coriolis é nula. 
 Nos aeródromos utilizam-se os anemômetros para medir a direção e a velocidade 
dos ventos, sendo que os pousos e decolagens devem ser feitos, preferencialmente, contra 
o vento, garantindo maior sustentação às aeronaves. 
 A direção do vento sempre indica de onde sopra o vento; para fins meteorológicos tal 
direção tem como referência o norte geográfico (verdadeiro) e para os órgãos de tráfego 
aéreo a referência é o norte magnético. Em relação à velocidade do vento, sua indicação é 
feita em nós (kt). 
 Além da velocidade do vento, podem ocorrer rajadas, que são variações de, pelo 
menos 10 kt em relação ao vento médio observado, em um período de até 20 segundos. 
 Os registros de vento em uma Estação Meteorológica de Superfície tomam por base 
um período de 10 minutos de observação, enquanto que as Torres de Controle utilizam um 
período de 2 minutos. 
CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA 
 Devido ao aquecimento diferencial do globo e à rotação da Terra, a atmosfera do 
planeta está em constante movimento que, até 20.000 pés de altitude, é denominada 
Circulação Geral Inferior, sendo composta por três faixas de vento em ambos os 
hemisférios e uma zona de convergência na área equatorial: 
1) Ventos Polares de Leste – Fluem dos anticiclones polares para as latitudes 
temperadas e são desviados pela Força de Coriolis resultando em direção predominante 
de este nos dois hemisférios. 
2) Ventos Predominantes de Oeste – Fluem a partir dos anticiclones subtropicais nos 
dois hemisférios em direção aos pólos, com fluxo predominante de oeste e 
intensificando nas latitudes mais altas. 
3) Ventos Alísios - Fluem a partir dos anticiclones subtropicais nos dois hemisférios em 
direção ao equador e apresentam direção de SE no hemisfério sul e NE no hemisfério 
norte. 
 
 
 
 
 
 
71 
4) ITCZ – Intertropical Convergence Zone – Região de encontro dos ventos alísios dos dois 
hemisférios; varia entre 15º N a 12ºS e tem como posição média 5ºN, largura variável 
(até 500 km) e acompanhando o verão no respectivo hemisfério. Entre as áreas de 
ITCZ ocorrem regiões de baixas pressões e calmarias denominadas DOLDRUMS. 
 
Figura 45 -Esquema da Circulação Atmosférica. Fonte: Salvat, 1980. 
 A Circulação Geral Superior, por sua vez, ocorre acima de 20.000 pés de altitude, 
com origem nas latitudes equatoriais e tropicais e que fluem em direção aos pólos, como 
retorno dos ventos que alcançaram a ITCZ, se elevaram a altas altitudes e seguem o 
caminho inverso. São exemplos de ventos da Circulação Geral Superior: 
! Corrente de Berson – Ventos que ocorrem no Equador, acima de 60.000 pés, de 
W-E, com velocidades acima de 100 kt em direção aos pólos. 
 
 
 
 
 
 
72 
! Ventos Contra-Alísios – ocorrem nas latitudes tropicais, entre 20ºN e 20ºS, como o 
retorno dos alísios em direção aos pólos. 
! Correntes de Jato – faixas de ventos (cerca de 400 km de largura) que ocorrem nos 
dois hemisférios em latitudes temperadas, acima de 30.000 pés, podendo apresentar 
ventos entre 50 kt e 350 kt. Sua direção predominante é W, está associada à CAT 
(Clear Air Turbulence) e é importante fator na movimentação das massas de ar 
provenientes dos pólos. 
 Circulação Secundária ou Regional - circulações de escala espacial menor, 
associadas, muitas vezes, à diferenças locais como a orografia. 
! Brisas – circulações que surgem a partir do aquecimento diferencial entre a 
superfície do mar e da terra. 
! Brisa marítima – devido ao maior aquecimento da terra durante o dia em relação à 
superfície do mar, ocorre o fluxo de ar do mar para o continente. 
 
Figura 46 – Esquema de brisa marítima. 
Fonte: http://www.physicalgeography.net/fundamentals/7o.html 
! Brisa terrestre – ocorre durante a noite, do continente para o mar, devido ao maior 
resfriamento do continente e, conseqüentemente maior pressão em relação ao ar 
sobre o mar, mais quente e menos denso. 
 
Figura 47 – Esquema de brisa terrestre. Fonte: http://www.physicalgeography.net/fundamentals/7o.html 
 
 
 
 
 
73 
! Monções – circulação de ventos que ocorrem em algumas regiões do planeta (ex.: 
sul da Índia), com predominância dos ventos soprando do mar (monções de verão), 
causando chuvas abundantes ou soprando do continente (monções de inverno) 
causando longo período de seca. 
 
Figura 48 - Esquema de Monções de inverno e de verão. 
Fonte: http://www.physicalgeography.net/fundamentals/7o.html 
! Ventos de vale – ocorrem durante o dia, a partir do aquecimento do ar no fundo do 
vale e sua ascensão pelas encostas. 
 
Figura 49 – Esquema de vento de vale. Fonte: www.physicalgeography.net/fundamentals/7o.html 
! Ventos de montanha – ocorrem durante a noite, com a descida, pelas encostas, do 
ar mais frio em direção aos fundos de vale. 
 
 
 
 
 
74 
 
Figura 50 – Esquema de vento de montanha. Fonte: www.physicalgeography.net/fundamentals/7o.html 
! Vento anabático – vento semelhante ao vento de vale, quando o ar mais aquecido, 
durante o dia, se eleva sobre uma encosta (mais alongada). 
! Vento catabático – vento similar ao vento de montanha, quando o ar, durante a 
noite, se resfria na parte mais alta de uma encosta (mais alongada) e flui em direção 
ao vale. 
! Efeito Föehn – Ventos quente e secos que ocorrem à sotavento das elevações 
montanhosas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
75 
15. FORMAÇÃO DE GELO 
 A formação de gelo em aeronaves é fator de risco e causa de inúmeros acidentes 
aeronáuticos, como o relatado abaixo. 
 “No dia 27 de dezembro de 1991, um MD-81 teve que fazer um pouso forçado fora 
do aeroporto, partindo-se em três pedaços, pouco depois da decolagem. Quando o avião 
corria na pista e iniciava a rotação para subir, o gelo que se tinha formado sobre as asas 
desprendeu-se e foi ingerido pelas turbinas, situadas na cauda, que, em conseqüência, 
pararam”. “O efeito mais devastador da formação de gelo é a modificação do perfil 
aerodinâmico da asa. Quando se forma gelo, o fluxo de ar é alterado e a sustentação é 
gravemente afetada. Testes feitos pela FOKKER, no túnel aerodinâmico, mostraram que 
mesmo uma camada de gelo fina como uma folhade papel faz a sustentação diminuir em 
25%....” (Pessoa, L.T., JT, 14/05/92, p.3 – Caderno de Turismo). 
 O gelo afeta a aeronave interna e externamente; dentro da aeronave o gelo se forma 
no tubo de pitot, nos carburadores e nas tomadas de ar, diminuindo a circulação do ar para 
instrumentos e motores; fora da aeronave, há o acúmulo de gelo nas superfícies expostas 
gerando aumento do peso e resistência ao avanço. Nas partes móveis das aeronaves (rotor 
e hélices), afeta seu controle e produz fortes vibrações. 
 Para a formação de gelo, são necessárias as seguintes condições: 
1) Presença de gotículas super-resfriadas; 
2) Temperatura do ar menor ou igual a 0ºC; 
3) Superfície da aeronave menor ou igual a 0ºC. 
4) Camada da atmosfera úmida (T – Td <= 6,0ºC) 
Tabela 10 – Tipos de gelo 
Tipo de gelo Condição da atmosfera Faixa de 
temperatura 
Gelo claro (brilhante, denso e 
translúcido), cristal, liso ou 
vidrado (mais perigoso devido 
à maior aderência e dificuldade 
de remoção de grandes 
gotículas superesfriadas) 
- atmosfera instável ou 
condicional instável 
Entre 0ºC e –
10ºC 
 
 
 
 
 
76 
- atmosfera instável ou 
condicional instável 
Entre –10ºC e –20ºC Gelo escarcha, amorfo ou 
opaco (granulado, suave e 
semelhante ao formado no 
congelador) - atmosfera estável ou 
condicional estável 
Entre 0ºC e –10ºC 
 
Nebulosidade associada: 
• Gelo tipo cristal está vinculado ao ar instável e turbulento estando, portanto, associado 
às nuvens cumuliformes (Cu e Cb) 
• Gelo tipo escarcha ocorre principalmente em atmosfera estável e sem turbulência, 
estando associado à nuvens estratiformes (St, As) 
Formação de geadas em aeronaves 
• Quando se choca contra os pára-brisas das aeronaves podem causar grande restrição à 
visibilidade. 
• A geada se forma quando a aeronave voa durante muito tempo com temperatura abaixo 
de 0ºC e depois passa por uma área com temperatura acima de 0ºC contendo água, 
esta, ao se chocar com a superfície fria da aeronave, cria uma fina camada de gelo 
esbranquiçada, de aparência de neve. 
Intensidade de formação de gelo 
A intensidade de formação é dimensionada conforme sua razão de acumulação na 
aeronave. 
Formação Leve – acúmulo lento, não ultrapassando a razão de 1 mm/min; geralmente a 
evaporação compensa a acumulação de gelo e, portanto, não há problemas operacionais na 
aeronave. 
Formação Moderada – acumulação entre 1 e 5 mm/min. Há a diminuição da eficiência das 
comunicações, erros nos instrumentos de pressão, pequena vibração e velocidade indicada 
com perda de até 15%. 
Formação Forte – formação quase instantânea, com grande e rápida (de 5 a 10 mm/min.) 
acumulação de gelo sobre a aeronave, ocasionando fortes vibrações nos motores, alteração 
nos comandos e velocidade indicada com perda de até 25%. Em poucos minutos pode 
haver de 5 a 8 cm de acúmulo de gelo nas aeronaves. 
 
 
 
 
 
77 
 Em situações mais graves, a formação de gelo pode determinar a imediata mudança 
de nível de vôo, devido à ineficiência dos sistemas de combate à sua formação. 
Efeitos do gelo sobre as aeronaves 
1. Diminui a sustentação; 
2. Aumenta a resistência ao avanço; 
3. Perda da eficiência aerodinâmica; 
4. Perda de potência dos motores; 
5. Restrição visual; 
6. Indicações falsas dos instrumentos etc. 
Áreas críticas da aeronave em relação ao gelo 
• Asas – modifica o perfil aerodinâmico, aumenta a resistência ao avanço e diminui a 
sustentação. 
• Hélices – reduz o rendimento e apresenta fortes vibrações. 
• Tomadas de ar (TUBO DE PITOT) – afeta o indicador de velocidade vertical (climb), 
altímetro e velocímetro. 
• Carburador – reduz o rendimento do motor e sua potência. 
• Antenas – afeta as comunicações, pois aumenta o diâmetro dos cabos e diminui o 
isolamento em relação ao corpo da aeronave. Em situações extremas, o excesso de 
peso pode causar a ruptura da antena. 
• Pára-brisas 
• Tanques de combustível 
Sistemas Antigelo 
São divididos em dois tipos: os anticongelantes (anti-ice), que impedem a formação de gelo 
e os descongelantes (de-ice), que procuram retirá-lo. 
Sistema mecânico: 
Evita o acúmulo de gelo, mas não sua formação. Atua por meio de capas de borrachas 
inseridas nos bordos de ataque das asas e empenagens. Tais capas inflam ar comprimido 
periodicamente e rompem o gelo formado. 
 
 
 
 
 
 
78 
Sistema térmico: 
Evita e combate a formação de gelo, aquecendo as partes mais vulneráveis da aeronave, 
através de resistências elétricas incandescentes ou por meio de fluxos de ar aquecido dos 
motores. 
Sistema químico: 
Geralmente tal sistema é usado de maneira preventiva nas hélices, pára-brisas e 
carburadores, a partir de fluidos anticongelantes constituídos de água e álcool etílico, que 
tem a capacidade de liquefazer o gelo formado ou impedir tal formação. 
Informações úteis para diminuir ou evitar os efeitos da formação de gelo: 
A) Faça a remoção do gelo que porventura exista sobre a aeronave antes da decolagem; 
B) Use de forma correta o sistema antigelo; 
C) Evite voar em FL dentro de nuvens com altos índices de precipitação, particularmente 
entre as faixas de 0 e –20ºC; 
D) Emita mensagem de posição com reporte de formação de gelo em seu FL. 
Produtos da NOAA (NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION) 
A NOAA disponibiliza na Internet, produtos experimentais mostrando áreas de formação de 
gelo para os EUA em suas imagens de satélite. 
Para a obtenção de tais produtos meteorológicos, pode-se acessar os seguintes sites: 
http://orbit-net.nesdis.noaa.gov/arad/fpdt/icg.html e http://www.rap.ucar.edu/weather/satellite.html . 
Além das áreas sombreadas de azul claro, mostrando a concentração de nuvens com 
gotículas de água superesfriadas, também são inseridas as informações dos últimos 
reportes dos pilotos sobre as imagens, em amarelo e com a seguinte classificação em 
relação à formação de gelo: 0 = nenhuma; 1 = leve; 2 = leve/moderada; 3 = moderada; 4 = 
moderada/severa e 5 = severa; as altitudes são plotadas em verde. 
 
 
 
 
 
 
79 
 
Figura 51 – Imagem de satélite meteorológico indicando áreas de formação de gelo. 
Fonte: http://orbit-net.nesdis.noaa.gov/arad/fpdt/icg.html 
 
Obs.: Deve-se esperar gelo sempre que a aeronave atravessar nebulosidade ou chuva em 
camadas próximas ou acima do nível de congelamento, normalmente entre 6.000 e 20.000 
pés. Em CB em formação, pode ser encontrado gelo severo em alturas ainda mais 
elevadas. As regiões frontais, cavados, baixas pressões e sobre elevações montanhosas 
também são áreas muito problemáticas em relação à formação de gelo. 
 
 
 1 
 
 
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI 
CURSO SUPERIOR DE AVIAÇÃO CIVIL 
METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
TESTES 1 - INTRODUÇÃO À 
METEOROLOGIA, 
ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA 
METEOROLÓGICO E 
ATMOSFERA. 
 
1) A camada da atmosfera que 
situa-se entre a troposfera e a 
estratosfera denomina-se: 
a) ionosfera 
b) baixa atmosfera 
c) exosfera 
d) tropopausa 
 
2) A tropopausa é uma camada com 
pouca espessura, que normalmente 
varia de: 
a) 1 a 2 km b) 3 a 5 km 
c) 100 a 200 m d) 300 a 400 m 
 
3) As latitudes compreendidas entre 
os círculos polares e os trópicos, 
denominam-se: 
a) árticas 
b) temperadas 
c) tropicais 
d) equatoriais 
 
4) A camada da atmosfera onde a 
temperatura do ar sofre um 
decréscimo de 2°C/1.000 pés, 
denomina-se: 
a) tropopausa 
b) baixa atmosfera 
c) estratosfera 
d) atmosfera superior 
 
5) A absorção da energia solar, 
pela atmosfera terrestre, tem início 
na: 
a) ionosfera b) tropopausa c) 
troposferad) estratosfera 
 
6) 0 percentual médio do gás 
nitrogênio, na atmosfera padrão 
internacional, é de: 
a) onze por cento 
b) dezoito por cento 
c) vinte e um por cento 
d) setenta e oito por cento 
 
7) A meteorologia aeronáutica 
constitui um ramo da: 
a) agricultura 
b) meteorologia pura 
c) meteorologia aplicada 
d) meteorologia sinótica 
 
8) Os gases que são encontrados 
na atmosfera terrestre, em 
maiores proporções, são os 
seguintes: 
a) argônio e hélio 
b) oxigênio e hidrogênio 
c) nitrogênio e oxigênio 
d) nitrogênio e hidrogênio 
 
9) A camada da atmosfera que 
apresenta o maior grau de 
concentração molecular, denomina-
se: 
a)exosfera b) troposfera 
c)tropopausa d) estratosfera 
 
10) As mensagens meteorológicas 
SIGMET e AIRMET são expedidas 
por um órgão, cuja sigla é: 
a) CMA b) EMS 
c) CNMA d) CMV 
 
11) As porcentagens médias de 
nitrogênio e de oxigênio na 
atmosfera terrestre, são 
respectivamente de: 
a) 21 e 78 b) 78 e 21 
c) 31 e 68 d) 68 e 31 
 
12) Nome do primeiro satélite 
meteorológico lançado: 
a) GOES b) LANDSAT 
c) TIROS d) IKONOS 
 
13) A energia solar na 
faixa do ultravioleta é 
absorvida em 
aproximadamente 75% na 
camada da 
a) ionosfera 
b) troposfera 
c) tropopausa 
d) ozonosfera 
 
14) As observações de 
superfície realizadas nos 
aeródromos brasileiros são 
executadas pelos(as) 
a) CMA 
b) EMA 
c) CMV 
d) EMS 
 
15) Os fenômenos 
meteorológicos mais 
significativos para a aviação 
se verificam na: 
a) ionosfera b) troposfera 
c)tropopausa d) estratosfera 
 
16) Curitiba (PR), em 
relação à sua posição 
latitudinal, encontra-se em 
latitude: 
a) polar b) tropical 
c) temperada d) equatorial 
 
17) Característica singular 
encontrada na tropopausa: 
a) baixas temperaturas 
b) altas temperaturas 
c) isotermia 
d) grandes variações de 
temperatura 
 
18) A Ozonosfera está 
localizada na: 
a) estratosfera b) exosfera 
c) ionosfera d) mesosfera 
 
19) Organismo responsável 
pela área de 
Meteorologia 
Aeronáutica no Brasil: 
a) DECEA 
b) INPE 
c) DHN 
d) INMET 
 
20) Órgão da Meteorologia 
Aeronáutica responsável 
pela coleta de dados de 
radar: 
a) EMS 
b) ERS 
c) ERM 
d) EMA 
 
NOME: 
 
TURMA: 
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METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
TESTES 2 – TEMPERATURA 
 
1) Em meteorologia o transporte de calor pelos 
ventos denomina-se: 
a) condução 
b) convecção 
c) advecção 
d) radiação 
 
2) A temperatura de 20° Celsius positivos 
equivale na escala Farenheit a: 
a) mais 20 b) menos 58 
c) mais 58 d) mais 68 
 
3) A escala termométrica utilizada na aviação 
brasileira é a: 
a) Kelvin b) Rankine 
c) Celsius d) Fahrenheit 
 
 
4) Inversões térmicas à superfície podem causar 
fenômenos, tais como: 
a) trovoadas 
b) turbulências mecânicas 
c) nuvens cumuliformes 
d) nevoeiros 
 
5) As superfícies mais claras e brilhantes refletem 
melhor a luz solar portanto, possuem albedo: 
a) nulo b) médio 
c) menor d) elevado 
 
6) A temperatura padrão ao nível do mar, na 
escala Fahrenheit eqüivale a: ° 
a) mais 03°F b) mais 05°F 
c) mais 59ºF d) mais 69°F 
 
7) Condução é a transferência do calor 
diretamente de molécula a molécula passando de 
uma para a outra de sua agitação, 
paulatinamente. Portanto, dentre as alternativas 
abaixo a que contém o elemento de maior grau 
de condutividade térmica é o/a: 
a) cobre b) feltro 
c) amianto d) cortiça 
 
8) A temperatura, em graus Celsius, que 
representa o “Zero Absoluto” é de: 
a) menos 459° b) mais 273º 
c) zero d) menos 273° 
 
9) Considerando a temperatura a 10.000 pés de 
O5° C positivos e o gradiente térmico padrão, 
pode-se concluir que a temperatura ao nível do 
mar, é de: 
a) 10°C b) 25°C c) 20°C d)15ºC 
 
10) Em meteorologia a palavra convecção 
significa o(a): 
a) transporte de calor pelo vento 
b) transporte vertical de calor na atmosfera 
c) processo de transferência de calor molécula 
a molécula 
d) transporte horizontal de calor na atmosfera 
 
11) A temperatura obtida em vôo e lida 
diretamente no instrumento de bordo apropriado, 
chama-se temperatura: 
a) real b) estática 
c) indicada d) verdadeira 
 
12) A noite a temperatura do solo diminui pelo 
processo de: 
a) radiação b) convecção 
c) condução d) advecção 
 
13) Inversões térmicas indicam que a 
temperatura: 
a) não se altera com a altitude 
b) diminui com o aumento da altitude 
c) aumenta com o aumento da altitude 
d) apresenta gradiente térmico positivo 
 
14) O instrumento meteorológico destinado a 
registrar graficamente as variações da 
temperatura do ar, denomina-se: 
a) barômetro b) higrógrafo 
c) termógrafo d) termômetro 
 
15) Das alternativas relacionadas abaixo, indique 
aquela que apresenta maior albedo: 
a) pântano b) topo de nuvem 
c) floresta d) terreno regular 
 
16) A transferência de calor por contato direto 
entre os corpos é chamada de: 
a) advecção b) radiação 
c) condução d) convecção 
 
17) O transporte de calor na atmosfera no sentido 
vertical denomina-se: 
a) condução 
b) advecção 
c) convecção 
d) resfriamento 
 
18) O efeito estufa se verifica principalmente: 
a) nos dias de céu claro 
b) nos dias com nebulosidade 
c) diretamente em direção ao espaço 
d) nenhuma das anteriores 
 
19) O processo no qual o calor se propaga 
através do espaço denomina-se: 
a) condução 
b) convecção 
c) radiação 
d) absorção 
 
20) O ar aquecido próximo da terra torna-se mais 
quente, mais leve e tende a subir produzindo: 
a) advecção 
b) convecção 
c) condução 
d) radiação 
Nome_____________________________ 
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TESTES 3 – UMIDADE 
 
1) Um determinado volume de ar é considerado 
saturado quando contém uma quantidade de vapor de 
água equivalente a: 
a) 4 % b) 20 % 
c) 50% d) 100 % 
 
2) 0 vapor de água apresenta peso molecular menor 
que o do oxigênio, como conseqüência temos o ar seco: 
a) mais aquecido e instável 
b) menos denso que o ar saturado 
c) mais denso que o ar úmido 
d) mais estável nos níveis baixos 
 
3) A passagem do vapor de água diretamente para o 
estado sólido, denomina-se: 
a) fusão b) congelação 
c) sublimação d) condensação 
 
4) Os hidrometeoros assim como os litometeoros, são 
fenômenos importantes para a aviação, pois a sua 
ocorrência está diretamente relacionada a: 
a) temperatura em altitude b)pressão atmosférica 
c) visibilidade atmosférica d)gradiente térmico 
 
5) Para que um determinado volume de ar torne-se 
saturado, é condição primordial que a umidade relativa 
esteja em torno de: 
a) 4% b) 25% c) 50% d) 100% 
 
6) A condensação do vapor de água, num determinado 
nível da atmosfera terrestre, ocorre quando o ar resfria-
se e há: 
a) núcleo de condensação 
b) aumento da temperatura do ar 
c) diminuição da densidade do ar 
d) diminuição da pressão atmosférica 
 
7) Das alternativas abaixo, a precipitação líquida que 
reduz a visibilidade de forma mais acentuada é o(a): 
a) chuvisco b) nevoeiro 
c) névoa úmida d) pancada de chuva 
 
8) Dos elementos relacionados abaixo, indique o 
litometeoro que mais restringe a visibilidade no 
momento de um pouso: 
a) névoa seca b) nevoeiro 
c) chuvisco d) névoa úmida 
 
9) Mantendo-se a pressão invariável e diminuindo a 
temperatura ocorrerá saturação de um dado volume de 
ar na atmosfera, essa temperatura é denominada de: 
a) bulbo seco 
b) bulbo úmido 
c) ponto de orvalho 
d) ponto de congelamento 
 
10) Das alternativas relacionadasabaixo, indique a que 
"não" tem relação com os nevoeiros: 
a) estabilidade do ar 
b) visibilidade irrestrita 
c) umidade relativa muito elevada 
d) inversão da temperatura, próximo da superfície 
 
11) O instrumento meteorológico destinado a registrar 
graficamente as variações da umidade atmosférica, 
denomina-se: 
a) barômetro b) higrógrafo 
c) barógrafo d) higrômetro 
 
12) Um piloto ao aproximar uma aeronave para o 
pouso, observa que a atmosfera está com um coloração 
avermelhada e a umidade relativa é inferior a 80%. 0 
fenômeno que está restringindo a visibilidade é: 
a)nevoeiro b) chuvisco 
c)névoa úmida d) névoa-seca 
 
13) Um volume de ar que tem 30 gramas de vapor de 
água, satura-se com 70 gramas. Com base nestas 
informações, pode-se afirmar que a umidade relativa é 
aproximadamente, em porcentagem de: 
a) 50 b) 43 c) 63 d) 70 
 
14) Quando a proporção de vapor de água atinge 1 por 
cento de um volume de ar considerado, pode-se afirmar 
que a umidade relativa é de: 
a) 25% b) 50% c) 75% d) 100% 
 
15) Quando a visibilidade horizontal de um aeródromo 
for de 1.200 metros e a umidade relativa de 75%, 
poderá estar ocorrendo: 
a) nevoeiro b)névoa úmida 
c) névoa-seca d) chuva 
 
16) Com o psicrômetro obtém-se parâmetros para a 
determinação do(a): 
a) pressão atmosférica 
b) intensidade do vento 
c) quantidade de precipitação 
d) umidade relativa do ar 
 
17) 0 instrumento destinado a medir a quantidade 
precipitação denomina-se: 
a) termômetro 
b) pluviômetro 
c) barômetro 
d) higrômetro 
 
18) A passagem da água do estado sólido para o 
estado líquido denomina-se: 
a) fusão b) congelação 
c)sublimação d) condensação 
 
19) Dos fenômenos abaixo, identifique a precipitação 
líquida que, dependendo da intensidade poderá reduzir 
a visibilidade na superfície: 
a) fumaça b) granizo 
c) chuvisco d) névoa úmida 
 
20) 0 nevoeiro será definido como tal, quando a 
visibilidade horizontal estiver: 
a) igual ou inferior a 5.000 metros 
b) superior a 3.000 metros 
c) inferior a 1.000 metros 
d) entre 1.000 e 5.000 metros 
 
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Turma: ____________________________ 
 
 4 
 
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI 
CURSO SUPERIOR DE AVIAÇÃO CIVIL 
METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
TESTES 4 – PRESSÃO ATMOSFÉRICA 
 
1) Céu claro, ventos calmos no centro e fracos nas 
proximidades do centro, são características 
encontradas em um 
a) colo 
b) cavado de pressão 
c) centro de alta pressão 
d) centro de baixa pressão 
 
2) Isóbara é uma linha que une pontos de igual 
a) vento 
b) pressão 
c) umidade 
d) temperatura. 
 
3) O instrumento que registra a pressão atmosférica 
denomina-se 
a) barógrafo 
b) barômetro 
c) higrógrafo 
d) termômetro 
 
4) A pressão atmosférica ao nível da pista de um 
aeródromo também é conhecida como pressão 
a) padrão 
b) da estação 
c) verdadeira 
d) do aeródromo 
 
5) Sistema de pressão que apresenta como característica 
as correntes ascendentes que conduzem a umidade da 
superfície, favorecendo a formação de nuvens denomina-
se: 
a) anticiclones 
b) sistema convergente 
c) alta pressão 
d) sistema divergente 
 
6) Uma aeronave no hemisfério sul voando na direção de 
um anticiclone terá ventos de: 
a) cauda 
b) esquerda 
c) proa 
d) direita 
 
7) Um centro de alta pressão atmosférica é aquele onde: 
a) há condições de formação de cumulonimbus 
b) as condições de tempo são péssimas para os vôos 
c) as pressões menores estão localizadas no centro da 
área 
d) as pressões maiores estão localizadas no centro da 
área 
 
8) Área alongada de baixa pressão atmosférica 
denomina-se: 
a) cavado b) crista 
c) cunha d) colo 
 
9) A pressão atmosférica reduzida ao nível do mar para fins 
meteorológicos é o: 
a) QNH c) QFE 
b) QNE d) QFF 
 
10) A circulação anti-horária convergente caracteriza um: 
a) ciclone na hemisfério norte 
b) ciclone no hemisfério sul 
c) anticiclone no hemisfério sul 
d) anticiclone no hemisfério norte 
 
11) Em uma carta sinótica a medida em que as isóbaras 
estiverem mais próximas entre si, os ventos na região 
estarão mais: 
a) calmos b) fracos 
c) fortes d) variáveis 
 
12) A força do gradiente de pressão faz com que os ventos 
sempre fluam na direção dos (as) : 
a) pólos 
b) anticiclones 
c) pressões mais altas 
d) pressões mais baixas 
 
13) Como a atmosfera tende a homogeneidade, quanto 
maior for a diferença de pressão entre dois sistemas 
adjacentes, maior será o(a): 
a) efeito estufa 
b) gradiente térmico 
c) turbulência mecânica 
d) intensidade do vento 
 
14) Quando os valores de um sistema de pressão vão 
aumentando gradativamente para o centro, dizemos que se 
trata de um(a): 
a) ciclone b) anticiclone 
c) cunha d) cavado 
 
15) Em um determinado local a pressão atmosférica 
decresce gradualmente enquanto a temperatura do ar 
encontra-se em ascensão. Considerando-se que a umidade 
é baixa, espera-se no local: 
a) ocorrência de ventos calmos 
b) formação de nuvens stratus 
c) aproximação de frente fria 
d) formação de névoas e nevoeiros 
 
16) A variação média da pressão atmosférica no sentido 
vertical, adotada para cálculos práticos, é: 
a) 1 hPa = 30 m 
b) 1 hPa = 10 pés 
c) 1 hPa = 30 pés 
d) 1 hPa = 100 pés 
 
17) A pressão atmosférica sofre variações: 
a) com a temperatura 
b) com o período do dia 
c) com a mudança brusca do tempo 
d) todas as alternativas são corretas 
 
18) Ao nível do mar a pressão é de 1013 hPa. A 90 metros 
de altitude, deverá ser, de aproximadamente: 
a) 1000 hPa c) 1006 hPa 
b) 1003 hPa d) 1023 hPa 
 
19) O processo de formação e desenvolvimento de um 
centro de baixa pressão é chamado de: 
a) depressão 
b) ciclogênese 
c) frontogênese 
d) anticiclogênese 
 
20) Os elementos meteorológicos que sempre decrescem 
com a altitude são: 
a) pressão e densidade 
b) umidade e densidade 
c) temperatura e pressão 
d) temperatura e umidade 
 
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Turma______________________________________ 
 5 
 
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CURSO SUPERIOR DE AVIAÇÃO CIVIL 
METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
TESTES 5 - ALTIMETRIA 
 
1) A pressão atmosférica ao nível do mar, para fins 
aeronáuticos é conhecido como: 
a) QNE b) QNH c) QFF d) QFE 
 
2) A pressão atmosférica determinada ao nível da pista 
de um aeródromo, também conhecida como ajuste a 
zero, possui a sigla: 
a) QNE b) QNH c) QFF d) QFE 
 
3) A distância vertical que separa uma superfície 
isobárica do nível do mar, denomina-se: 
a) nível b) altitude 
c) altura d) altitude pressão 
 
4) Uma aeronave voando em FL por ocasião do pouso 
ajusta seu altímetro para o QNH. A região onde 
procedeu o ajuste chama-se: 
a) nível transição 
b) altitude de transição 
c) altitude pressão 
d) elevação da pista 
 
5) Quando o altímetro de uma aeronave é ajustado 
para o valor da pressão de 1013,2 hPa, suas indicações 
serão fornecidas em termos de: 
a) altura b) altitude pressão 
c) altitude d) altitude verdadeira 
 
6) O FL é sempre em função do: 
a) QNH b) QNE c) QFF d) QFE 
 
7) Segundo os conceitos da ISA, a altura da atmosfera 
padrão em metros, é de: 
a) 10.000 b) 15.000 
c) 20.000 d) 30.000 
 
8) 0 código da pressão atmosférica conhecida como 
ajuste a zero é o: 
a) QNH b) QNE 
c) QFF d) QFE 
 
9) 0 altímetro de uma aeronave fornece seus valores 
baseado na pressão atmosférica, portanto: 
a) com o aumento da pressão a indicação aumenta 
b) com o aumento da pressão a indicação diminui 
c) com o ajuste padrão, indicará a altura da aeronave 
d) marcará sempre o mesmo valor quando em umvôo reto horizontal 
 
10) A distância vertical que separa dois pontos no 
espaço, sendo que um dos pontos considerados 
encontra-se no nível de 1013,2 hPa denomina-se 
altitude: 
a) verdadeira b) absoluta 
c) densidade d) pressão 
 
11) Considerando que a elevação de um aeródromo é 
de 1.000 pés e a temperatura do ar é de 25º Celsius, a 
altitude densidade será de: 
a) 1.900 pés 
b) 2.200 pés 
c) 2.500 pés 
d) 2.800 pés 
 
12) Uma aeronave voando no FL060, com temperatura 
verdadeira de 07° negativos, estará: 
a) sem erro de pressão 
b) voando acima da altitude pressão 
c) voando abaixo da altitude pressão 
d) voando na própria altitude pressão 
 
13) Uma aeronave sobrevoa Brasília no FL060. A 
elevação da pista é de 3.450 pés, o QNH no momento 
do sobrevôo é de 1008,2 hPa. Com estas informações, 
tem-se que altitude da aeronave é de: 
a) 6.000 pés b) 6.150 pés 
c) 6.090 pés d) 5.850 pés 
 
14) Uma aeronave sobrevoa uma região no FL070. O 
QNH no momento é de 1020,2 hPa, pode afirmar que 
aeronave encontra-se na altitude: 
a) real de 6.890 pés 
b) real de 7.210 pés 
c) pressão de 6.890 pés 
d) pressão de 7.210 pés 
 
15) Considerando a pressão ao nível do mar de 1009,2 
hPa. A que distância vertical desse nível será 
encontrado o nível padrão: 
a) 30 pés acima 
b) 120 pés abaixo 
c) 30 metros acima 
d) 120 metros abaixo 
 
16) Em determinado momento a temperatura no FL250 
é de menos 20°C, logo podemos representá-la da 
seguinte maneira: 
a) ISA + 5 b) ISA + 15 
c) ISA + 10 d) ISA + 20 
 
17) Uma aeronave sobrevoando uma região no FL100, 
com QNH no momento de 1018,2 hPa, estará: 
a) na altitude pressão de 9.850 pés 
b) na altitude indicada de 10.150 pés 
c) na altitude pressão de 10.150 pés 
d) na altitude indicada de 9.850 pés 
 
18) Uma aeronave encontra-se pousada numa pista, 
cuja elevação é de 2.500 pés. A pressão reduzida ao 
nível do mar é de 1003,2 hPa. Com tais informações, 
pode-se afirmar que a altitude pressão da aeronave é 
de: 
a) 2.200 pés b) 2.500 pés 
c) 2.800 pés d) 3.100 pés 
 
19) O piloto de uma aeronave no FL095, constata que a 
altitude verdadeira é de 7.250 pés. Pode-se concluir que 
a pressão ao nível do mar, é de: 
a) 1013 hPa b) 938 hPa 
c) 1075 hPa d) 945 hPa 
 
20) 0 altímetro de uma aeronave no FL050, 
sobrevoando uma região cuja temperatura do ar é de 5° 
Celsius positivos, fornecerá uma indicação: 
a) de acordo com a ISA 
b) abaixo da AP indicada 
c) acima da AP indicada 
d) 2.000 pés acima da AP indicada 
 
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CURSO SUPERIOR DE AVIAÇÃO CIVIL 
METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
TESTES 6 – VISIBILIDADE, NUVENS E 
NEVOEIROS 
 
1) Nuvens orográficas são as que se formam 
a) à sotavento das montanhas 
b) por convecção do ar úmido 
c) pelo avanço de frentes frias 
d) à barlavento das montanhas 
 
2) 0 halo é um fenômeno meteorológico que se verifica, 
comumente nas nuvens: 
a) nimbostratus 
b) cirrostratus 
c) cumulonimbus 
d) stratocumulus 
 
3) A presença de nuvens cirrus com aspecto alongado, 
“rabo de galo” caracteriza: 
a) brisa marítima 
b) chuva forte 
c) vento forte em altitude 
d) chuva leve 
 
4) As nuvens formadas por cristais de gelo são: 
a) altas 
b) médias 
c) baixas 
d) de desenvolvimento vertical 
 
5) A altura máxima, segundo convenção internacional 
das bases das nuvens do estágio baixo, em quilômetros 
é de: 
a) 01 b) 02 
c) 03 d) 04 
 
6) Quando a visibilidade horizontal de um aeródromo é 
inferior da 50 metros a mesma é considerada como: 
a) zero b) relativa 
c) variável d) irrelevante 
 
7) 0 nevoeiro pós-frontal ocorre: 
a) antes da passagem de um sistema frontal frio 
b) depois da passagem de um sistema frontal frio 
c) antes da passagem de um sistema frontal quente 
d) depois da passagem de um sistema frontal quente 
 
8) A presença de nuvens cirrocumulus indicam 
turbulência em níveis: 
a) médios 
b) altos 
c) altos e médios 
d) baixos e altos 
 
9) Das nuvens relacionadas abaixo indique aquela que 
deverá ser evitada no momento de um vôo: 
a) CI b) AS 
c) CB d) ST 
 
10) Das alternativas abaixo, indique aquela que contém 
nuvens, exclusivamente do estágio baixo: 
a) CS e ST b) ST e SC 
c) CU e CC d) SC e NS 
 
11) Em noites frias, no inverno, comumente encontra-se 
sobre os pântanos, lagos e bacias hidrográficas 
nevoeiro do tipo: 
a) de vapor b) marítimo 
c) orográfico d) de radiação 
 
12) Uma aeronave a 4.000 pés de altura, sobrevoa 
uma região com bastante nebulosidade. Considerando-
se que o ar encontra-se instável, pode-se concluir que a 
nuvem predominante é: 
a) AS b) CU c) ST d) AC 
 
13) Um piloto posicionado a cabine de uma aeronave 
alinhada com o eixo longitudinal da pista obtém ao 
longo da mesma um alcance visual cuja sigla é: 
a) VSB b) RVR c) CLM d) VRB 
 
14) As nuvens apresentam-se sob dois aspectos 
básicos que são: 
a) altas e baixas 
b) úmidas e saturadas 
c) instáveis e condicionais 
d) estratiformes e cumuliformes 
 
15) Quando se observa a presença de nuvens em 
formas amendoadas, lenticulares, pode-se afirmar que 
há presença de: 
a) sistema frontal frio 
b) turbulência orográfica 
c) excelentes condições de vôo 
d) cumulonimbus nas vizinhanças 
 
16) Os boletins meteorológicos de aeródromo informam 
sempre a visibilidade 
a) medida, mínima, vertical 
b) medida, máxima, vertical 
c) estimada, predominante, horizontal 
d) estimada, máxima, horizontal 
 
17) A umidade relativa de 90% com a visibilidade 
reduzida a 3000 metros, indica a presença 
a) fumaça 
b) nevoeiro 
c) névoa seca 
d) névoa úmida 
 
18) Instrumento usado para medir a altura da base de 
nuvens é conhecido como 
a) tetômetro 
b) higrômetro 
c) pluviômetro 
d) visibilômetro 
 
19) Fumaça, poeira, e névoa seca são 
a) litometeoros 
b) fotometeoros 
c) fonometeoros 
d) hidrometeoros 
 
20) As nuvens de desenvolvimento vertical são 
a) mistas b) sólidas 
c) liquidas formadas por cristais 
 
 
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METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
TESTES 7 – CÓDIGOS E CARTAS 
METEOROLÓGICOS 
 
1) No METAR SBCT 141500Z 18010KT 8000 
SCT020 BKN090 08/02 Q1015=, tem-se: 
a) vento de rajada 
b) céu nublado a 2.700 metros 
c) visibilidade horizontal de 8.000 pés 
d) ar saturado 
 
2) No METAR SACO 171700Z 20007KT 0400 +DZ 
OVC005 16/16 Q1020=, tem-se: 
a) chuva forte 
b) céu nublado a 150 metros 
c) ar instável e úmido 
d) umidade relativa elevada 
 
3) A previsão de área GAMET, preparada por um 
CMA-1, possui período de validez de: 
a) 02 horas b) 04 horas 
c) 06 horas d) 08 horas 
 
4) A informação "SIG WX: 18/22 IS0L TS", codificada 
na previsão de área GAMET significa: 
a) formação de gelo de 18.000 a 22.000 pés 
b) CB de 18.000 a 22.000 pés 
c) trovoadas ocasionais 
d) das 18 às 22 UTC trovoadas isoladas 
 
5) 0 código AIRMET é uma informação sobre 
fenômenos meteorológicos observados ou previstos 
em rota que possam afetar a segurança das 
aeronaves. Este código é elaborado no(a): 
a) CMA-I b) CMV c) RAFC d) EMS 
 
6) Quando for previsto ou observado gradiente de 
vento, que possa afetar adversamente as aeronaves 
na trajetória de aproximação ou decolagem, o CMA-1 
deverá emitir um: 
a) AVISO DE AERÓDROMO 
b) GAMET 
c) SIGMET 
d) WS WRNG 
 
7) 0 código SIGMET dará uma descrição concisa em 
linguagem clara abreviada de fenômenos 
meteorológicos na rota, que possam afetar a 
segurançadas aeronaves, estes fenômenos podem 
ser: 
a) somente previstos 
b) previstos ou observados 
c) somente observados 
d) somente reportados por aeronaves 
 
8) Como viria codificado no METAR o grupo de 
visibilidade e condições de tempo se o observador 
verificar que a visibilidade horizontal é de 40 metros 
com nevoeiro: 
a) 0000 FG b) 0040 RA 
c) 0050 BR d) 0050 HZ 
 
9) Quando no código SPECI ou METAR for 
codificada a informação RA, temos: 
a) chuva moderada 
b) chuvisco leve 
c) chuva leve 
d) pancada leve de chuva 
 
10) No METAR SBCT 101000Z 15004KT 0800 FG 
SCT003 BKN005 18/18 Q1016=, tem-se: 
a) névoa úmida b) ar saturado 
c) céu encoberto d) nuvens esparsas a 500 pés 
 
11) No METAR SBGR 302300Z VRB10KT 180V270 
4000 TSRA BKN007 SCT030CB 0VC070 19/19 
Q1016=, tem-se: 
a) mensagem do dia 23 
b) pressão da estação de 1016 hPa 
c) trovoada com chuva leve 
d) vento variando de 180 a 270 graus 
 
12) No METAR SBMN 201500Z 03008KT 9999 
FEW020 SCT030 SCT090 30/24 Q1013=, tem-se: 
a) visibilidade de 10 Km ou mais 
b) vento fluindo para nordeste 
c) poucas nuvens a 2.000 metros 
d) teto de 9.000 pés 
 
13) No SPECI SBFI 141620Z 07017KT 4500 HZ 
SCT016 FEW016TCU BKN100 23/18 Q1011= temos: 
a) grandes cumulus esparsos 
b) chuvisco leve 
c) névoa-seca 
d) céu encoberto a 10.000 pés 
 
14) 0 grupo VV001, codificado no SPECI ou METAR, 
significa: 
a) nuvens 100 pés 
b) visibilidade vertical de 100 m 
c) nuvens a 30 m 
d) visibilidade vertical de 100 pés 
 
15) Na mensagem: SBCW SIGMET 03 VALID 
201155/201455 SBCT - CURITIBA FIR EMBD TS CB 
TOPS FL370 FCST IN BORGA PSN/TOMBO 
PSN/SBCG/SBCR/BORGA MOV E 08KT WKN, tem-
se: 
a) trovoada embutida na área de controle de 
Brasília 
b) um período de validez de 3 horas para aquele 
fenômeno 
c) turbulência observada em Borga, a 37.000 pés 
de altitude 
d) trovoada deslocando-se para leste, com 08 nós, 
porém intensificando-se 
 
16) No TAF SBGL 200200Z 2006/2106 09005KT 
9999 SCT020 BKN080 TX26/2018Z TN15/2107Z 
PROB40 TEMPO 2006/2014 3000 RA BKN020 
OVC080 RMK PGW=, previu-se: 
a) vento de leste, em relação ao norte magnético 
b) temperatura do ponto de orvalho igual a 18° 
Celsius 
c) hidrometeoro precipitante no intervalo das 0600 
às 1400 UTC 
d) visibilidade horizontal igual ou superior a 10 km 
em todo o período da mensagem 
 
17) No TAF SBCT 172100Z 1800/1824 16005KT 
9999 SCT020 TX15/1817Z TNM01/1812Z TEMPO 
1806/1812 00000KT BKN010 RMK PAA=, foi previsto 
ocorrer: 
a) visibilidade restrita 
b) vento com 05KT durante todo o período 
c) temperatura mínima de 01°C positivo 
d) vento calmo entre 06 e 12 UTC 
 
18) No TAF SBPA 171430Z 1718/1818 09005KT 
9999 BKN030 TX31/1720Z TN22/1806Z TEMPO 
1810/1816 5000 BR BKN010 RMK PGA, tem-se: 
a) vento calmo 
b) visibilidade vertical igual a 9999 
c) névoa úmida entre 10 e 16 UTC 
d) abóbada celeste encoberta entre 10 e 16 UTC 
 
19) No TAF SBKP 150200Z 1506/1606 16005KT 
9999 BKN020 TX28/1515Z TN09/1606Z PROB4O 
1606/1614 BKN015 RMK PDE=, foi previsto: 
a) vento fluindo para sudeste 
b) nebulosidade baixa, ao longo de todo o período 
c) temperatura do ponto de orvalho igual a 15°C 
d) céu nublado a 1.500 pés entre 14Z e 06Z 
 
20) Na mensagem TAF SBCT 201400Z 2018/2118 
12010KT 9999 BKN012 TX29/2116Z TN16/2106Z 
PROB30 2018/2101 3000 TSRA BKN012 
FEW030CB 0VC080 RMK PBC= foi previsto: 
a) vento com 10KT durante todo o período 
b) trovoada com precipitação associada a vento de 
rajada 
c) céu nublado por CB a 900 metros de altura 
d) visibilidade horizontal de 3.000 metros da 0100 
às 1800 UTC 
 
21) No TAF SBSP 170830Z 1712/1724 33005KT 
9999 BKN020 TX23/1721Z TN10/1713Z PROB30 
1719/1722 3000 +RA BKN015 BKN080 RMK PGD=, 
está previsto ocorrer: 
a) céu nublado a 2000 pés entre 19 e 22 UTC 
b) visibilidade de 3.000 m a partir das 22 UTC 
c) temperatura máxima de 23°C às 21 UTC 
d) previsão válida a partir das 0830Z 
 
 
 
22) No TAF SBFL 071500Z 0718/0818 35008KT 
6000 SCT030 TX32/0816Z TN23/0806Z PROB30 
TEMPO 0722/0802 5000 TSRA BKN020 FEW030CB 
OVC050 RMK PGD=. Foi previsto: 
a) trovoada com chuva às 0500 UTC 
b) vento de rajada 
c) vento fluindo para o norte em todo o período 
d) céu encoberto entre 22 e 02 UTC 
 
23) No TAF SBSC 161500Z 1618/1706 20010KT 
5000 HZ SCT025 BKN100 TX37/1619Z TN23/1700Z 
BECMG 1623/1701 00000KT BR RMK PGG= , tem-
se: 
a) névoa seca da 01 a 06Z 
b) vento com 10KT em todo o período 
c) previsão para um aeródromo internacional 
d) névoa úmida a partir da 0100Z 
 
24) No TAF SBSP 201500Z 2018/2106 21005KT 
9999 SCT020 TX30/2019Z TN15/2100Z BECMG 
2102/2104 2000 BR RMK PGB, tem-se: 
a) névoa úmida após às 04 UTC 
b) visibilidade de 2.000 m entre 02 e 04 UTC 
c) previsão para aeródromo internacional 
d) início da validade às 1500 UTC 
 
25) No TAF SBGL 172130Z 1800/1824 18030KT 
6000 RA OVC030 TX31/1819Z TN21/1812Z 
FM181214 19010KT 3000 BR OVC010 RMK PGA=, 
está previsto a ocorrência de: 
a) chuva leve 
b) vento de rajada com 30KT 
c) visibilidade de 3 km a partir das 14Z 
d) visibilidade de 3.000 m a partir das 12:14 UTC 
 
26) No TAF SBGL 100300Z 1006/1106 32005KT 
2000 BR BKN080 OVC200 TX30/1018Z TN21/1106Z 
TEMPO 1016/1020 13015KT SHRA BKN020 
FEW028TCU OVC200 BECMG 1100/1102 20005KT 
3000 -RA BKN0l5 OVC080 RMK PGC=, segundo a 
previsão temos: 
a) chuva leve entre 00 e 02 UTC 
b) visibilidade de 2.000 m entre 06 e 00 UTC 
c) trovoada com chuva leve das 16 às 20 UTC 
d) céu parcialmente nublado por grandes cumulus 
 
27) No TAF SBCT 172100Z 1800/1824 16005KT 
9000 SCT020 TX08/1816Z TN01/1812Z BECMG 
1806/1808 0900 FG VV001 BECMG 1815/1816 
CAVOK RMK PGD= foi previsto: 
a) visibilidade vertical de 100 metros 
b) vento com 05 km/h em todo o período 
c) nevoeiro entre 08 e 15 UTC 
d) visibilidade restrita a partir das 16 UTC 
 
28) No TAF SBCG 100800Z 1012/1112 22008KT 
3000 HZ SCT020 TX30/1021Z TN21/1013Z TEMPO 
1017/1022 27010G20KT TSRA SCT025 FEW030CB 
RMK PGE=, foi previsto ocorrer: 
a) trovoada com chuva forte 
b) visibilidade de 3.000 m durante todo o período 
c) névoa úmida 
d) vento de rajada com 20KT das 22 às 12 UTC do 
dia seguinte 
 
29) No TAF SBBH 050320Z 0506/0518 00000KT 
CAVOK TX29/0518Z TN18/0512Z BECMG 0511/05 
13 05006KT 2000 -DZ OVC009 RMK PGB=, temos: 
a) chuvisco leve das 13 às 18 UTC 
b) céu claro das O6 às 11 UTC 
c) previsão confeccionada às 0600Z 
d) que a previsão foi colocada a disposição dos 
usuários as 0300 UTC 
 
30) No TAF SBGL 150200Z 1506/1606 16005KT 
9999 BKNO25 TX28/1518Z TN19/1607Z PROB3O 
1506/1511 3000 BR BECMG 1514/1516 SCT025 
BKN200 PROB3O 1519/1524 27010KT 5000 TSRA 
BKN020 FEW040CB BKN080 RMK PGD, foi previsto 
a ocorrência de: 
a) névoa-seca após as 0600 UTC 
b) visibilidade horizontal de 10 km ou mais às 1200 
UTC 
c) elevação da base das nuvens entre 1400 e 1600 
UTC 
d) probabilidade de melhora da visibilidade 
horizontal para 3000 m, às 0700 UTC 
 
Nome_____________________________________ 
 
Turma_____________________________________ 
 8 
 
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI 
CURSO SUPERIOR DE AVIAÇÃO CIVIL 
METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
TESTES 8 – ESTABILIDADE E 
TURBULÊNCIA 
 
01- A turbulência por cortantes a baixa altura provocada 
pela variação brusca da intensidade e/ou direção do 
vento próximo a superfície denomina-se: 
a) Convectiva b) frontal 
c) CAT d) wind shear 
 
02- Chuvas intensas associadas as turbulências, são 
fenômenos geralmente associados: 
a) as trovoadas 
b) aos anticiclones 
c) as frentes quentes 
d) aos centros de alta pressão 
 
03- Nuvens estratificadas com névoas restringindo a 
visibilidade são características do ar em equilíbrio: 
a) neutro b) estável 
c) instável d) condicional 
 
04- Nuvens cumulus possuem suas bases a 1.500 mde 
altura. Sabendo-se que a temperatura do ponto de 
orvalho a 700 m é de 14°C positivos. A temperatura do 
ar na base das nuvens será de mais: 
a) 9,2°C b) 12,4°C 
c) 20,4°C d) 6,0°C 
 
05- O gradiente térmico de 1,6°C/100m é considerado: 
a) normal 
b) auto-convectivo 
c) adiabático seco 
d) superadiabático 
 
06- A temperatura do ar na superfície é de 24°C e o 
ponto do orvalho de 20ºC. A nebulosidade convectiva 
que se formar será: 
a) cumulus a 500 metros 
b) altocumulus a 1.000 pés 
c) altostratus a 500 metros 
d) stratus a 7.500 pés 
 
 
07- A razão adiabática seca tem valor de: 
a) 0,6°C/100 metros 
b) 0,65°C/100 metros 
c) 0,8°C/l00 metros 
d) 1°C/100 metros 
 
08- As nuvens cumuliformes formam-se em ar: 
a) neutro b) estável 
c) instável d) condicional 
 
09- Na base de uma determinada nuvem que encontra-
se a 800 metros de altura a temperatura do ar é de 
20°C positivos, portanto a temperatura do ponto de 
orvalho na superfície é de mais: 
a) 28°C b) 21.6°C 
c) 23,6°C d) 18,4°C 
 
10- Considerando as temperaturas do ar e do ponto de 
orvalho, ambas na superfície, respectivamente, de 32°C 
e 24°C, pode-se afirmar que a altura média da base das 
nuvens convectivas em metros, será de: 
a) 1.000 b) 1.100 
c) 1.200 d) 1.300 
 
11- Determinar a temperatura do ar, em graus Celsius, 
à superfície, sabendo-se que a do ponto de orvalho na 
base da nuvem cumulus, é igual a 15° Celsius e o NCC 
da respectiva nebulosidade é igual a 1.000 metros. 
a) 25 b) 27 
c) 29 d) 31 
 
12- Há nuvens, que em função de sua natureza, 
propiciam turbulência térmica em aeronave em vôo. 
Dentre elas temos: 
a) ST b) CI 
c) SC d) CS 
 
13- A turbulência que geralmente, aparece no verão 
sobre os continentes e com a presença de nuvens 
cumulus, denomina-se: 
a) frontal b) térmica 
c) dinâmica d) orográfica 
 
14- Dos fenômenos abaixo, identifique o que é 
caracterizado pela estabilidade atmosférica: 
a) pancada de chuva 
b) sistema de baixa 
c) massa de ar quente 
d) trovoada convectiva 
 
15- Qual das razões adiabáticas relacionadas abaixo, 
representa um gradiente vertical térmico adiabático 
saturado: 
a) 1,0°C por 100 metros 
b) 3,6°C por 300 metros 
c) 1,8ºC por 300 metros 
d) 3,42°C por 100 metros 
 
16- Quando o gradiente térmico vertical estiver na razão 
de 2°C/1.000 metros, tem-se uma atmosfera: 
a) estável b) instável 
c) condicional d) superadiabática 
 
17- Dentre as alternativas abaixo relacionadas, indique 
aquela que apresenta uma equivalência com a razão 
adiabática seca: 
a) 0,6ºC para cada 100 metros 
b) 3°C para cada 200 metros 
c) 2°C para cada 200 metros 
d) 0,65°C para cada 100 metros 
 
18- Quando uma aeronave sobrevoa uma região 
montanhosa, sem nebulosidade e encontra uma 
turbulência. Pode-se afirmar que o fenômeno 
encontrado é de origem: 
a) térmica b) frontal 
c) dinâmica d) orográfica 
 
19- A turbulência dinâmica provocada pelo 
deslocamento de massas de ar, denomina-se 
turbulência: 
a) frontal b) convectiva 
c) wind shear d) de ar claro 
 
20- Se em um determinado aeródromo há nevoeiro, 
pode-se afirmar que: 
a) há cumulonimbus 
b) há ventos fortes 
c) o ar encontra-se estável 
d) o ar encontra-se instável 
 
 
Nome_____________________________________ 
 10 
 
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI 
CURSO SUPERIOR DE AVIAÇÃO CIVIL 
METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
TESTES 9 – MASSAS DE AR E FRENTES 
 
01) A frente fria é conhecida na carta sinóptica por uma 
linha: 
a) vermelha b) azul 
c) roxa d) preta 
 
02) Quando uma mPk é impulsionada na direção a uma 
cTw, em principio tem-se a formação de um (a): 
a) massa de ar quente 
b) frente quente 
c) massa de ar fria 
d) frente fria 
 
03) Linha de trovoada que precede algumas frentes 
frias, denomina-se: 
a) frontólise 
b) frontogênese 
c) frente oclusa 
d) linha de instabilidade 
 
04) Os sistemas frontais frios no hemisfério norte, tem 
um deslocamento predominante de: 
a) NE b) SE 
c) SW d) NW 
 
05) As frentes frias em relação as frentes quentes são 
mais: 
a) lentas e severas 
b) rápidas e suaves 
c) rápidas e violentas 
d) lentas e violentas 
 
06) Uma massa de ar polar, fria, do pacífico, é 
identificada pela designação: 
a) mPk b) mPw 
c) cTw d) mTw 
 
07) A aproximação de um sistema frontal frio pode ser 
identificado por um(a): 
a) queda da temperatura e da pressão 
b) aumento da temperatura e da pressão 
c) aumento da temperatura e queda da pressão 
d) queda da temperatura e aumento da pressão 
e) 
08) A frente fria no hemisfério sul tem um deslocamento 
predominante de: 
a) sudoeste b) nordeste 
c) sudeste d) noroeste 
 
09) Um grande volume de ar, repousando sobre uma 
região, acaba adquirindo as características físicas de 
pressão, temperatura e umidade, tornando-se um(a): 
a) frente 
b) tornado 
c) massa de ar 
d) ciclone tropical 
 
10) Os sistemas frontais frios ou quentes ocorrem, 
sempre entre: 
a) uma baixa e uma alta pressão 
b) duas cristas 
c) dois sistemas fechados de alta pressão 
d) dois sistemas fechados de baixa pressão 
 
11) A atmosfera em equilíbrio estável e com 
litometeoros restringindo a visibilidade, são fenômenos 
característicos de um(a): 
a) frente fria 
b) ciclone tropical 
c) massa de ar quente 
d) trovoada convectiva 
 
12) Quando da aproximação de um sistema frontal frio, 
no hemisfério sul, tem-se: 
a) nevoeiro pré-frontal, vento fluindo de noroeste e 
pressão em declínio 
b) vento fluindo de sudoeste, pressão em elevação e 
temperatura em elevação 
c) nuvens cirrus, pressão em elevação e vento fluindo 
de noroeste 
d) vento fluindo de noroeste, pressão em declínio e 
temperatura em elevação 
 
13) Se a massa de ar apresenta boa visibilidade, céu 
claro e baixa temperatura, sua classificação será: 
a) cTw b) mTw 
c) cPk d) mEw 
 
14) Após a passagem de uma frente fria, geralmente 
ocorre: 
a) aumento da temperatura 
b) diminuição da pressão 
c) diminuição da temperatura 
d) aumento da precipitação 
 
15) Uma frente em formação é conhecida como: 
a) frontogênese 
b) frontólise 
c) oclusão 
d) linha de instabilidade 
 
16) Quando duas massas de ar com características 
diferentes se encontram, ocorre: 
a) a mistura entre ambas 
b) uma superfície de descontinuidade entre ambas 
c) o retorno das massas de ar para suas regiões de 
origem 
d) a mistura ou retorno das massas, dependendo do 
teor de umidade 
 
17) Uma frente fria torna-se estacionária em virtude de: 
a) o ar polar derivar para o oceano 
b) o ar tropical estabelecer equilíbrio com o ar polar 
c) o ar tropical tornar-se mais intenso que o ar polar 
d) o ar polar tornar-se mais intenso do que o ar 
tropical 
 
18) Em uma frente fria: 
a) o ar frio eleva-se sobre o ar quente 
b) o ar frio penetra por baixo do ar quente 
c) a inclinação é menor do que numa frente quente 
d) a inclinação é no mesmo sentido do deslocamento 
 
19) Ao avanço de uma frente fria sempre se opõe: 
a) uma massa de ar frio 
b) um centro de alta pressão 
c) uma linha de instabilidade 
d) um centro de baixa pressão 
 
20) A observação de um aeródromo informa METAR 
SBBR 1600Z 00000KT 3000 HZ NSC 30/20 Q1024=. 
Isto nos mostra que em Brasília encontra-se uma massa 
de ar: 
a) mEk c) cPk 
b) cTw d) mPk 
 11 
 
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI 
CURSO SUPERIOR DE AVIAÇÃO CIVIL 
METEOROLOGIA AERONÁUTICA 
 
TESTES 10 – TROVOADAS, 
CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA E 
FORMAÇÃO DE GELO 
 
01) As fases de uma trovoada são respectivamente: 
a) cumulus, maturidade e formação 
b) cumulus, maturidade e dissipação 
c) cumulus, cumuliformes e dissipação 
d)cumulus, desenvolvimento e dissipação 
 
02) Sob condições de nebulosidade convectiva, a faixa 
ideal para a formação de gelo claro, é de zero a menos: 
a) 10°C b) 15°C 
c) 20°C d) 25°C 
 
O3) A trovoada alcança o estágio de desenvolvimento 
máximo, quando atinge a fase de: 
a) cumulus b) maturidade 
c) dissipação d) formação 
 
04) A circulação que ocorre a noite, devido ao 
resfriamento do ar, tornando-o mais denso, e que desce 
ao longo da encosta por efeito da gravidade, denomina-
se vento: 
a) catabático b) de vale 
c) anabático d) Föhen 
 
05) A força aparente de Coriolis provoca uma 
componente devido à rotação da terra. No hemisfério 
sul esse efeito provoca um desvio para o(a): 
a) direita c) equador 
b) esquerda d) polo 
 
06) Os ventos que fluem por efeito, exclusivo, do 
gradiente de pressão denominam-se: 
a) gradientes b) geostróficos 
c) barostróficos d) ciclostróficos 
 
07) Os fluxos dos ventos tendem a fluir: 
a) ao longo das isóbaras 
b) ao longo das isotermas 
c) das pressões mais baixas para as mais altas 
d) das pressões mais altas para as mais baixas 
 
08) A trovoada na fase de dissipação apresenta como 
característica fundamental: 
a) turbulência máxima 
b) relâmpagos, somente 
c) correntes descendestes, somente 
d) rajadas de vento a superfície 
 
09) O gelo claro forma-se mais comumente, em ar: 
a) estável com nuvens estratiformes 
b) instável com nuvens cumuliformes 
c) estável com nuvens cumuliformes 
d) instável com nuvens estratiformes 
 
10) No hemisfério sul, à medida que a força de atrito 
diminui com o aumento da altura, a direção e a 
intensidade do vento, respectivamente: 
a) mantém-se constante e aumenta 
b) mantém-se constante e diminui 
c) gira no sentido anti-horário e aumenta 
d) gira no sentido horário e aumenta 
 
11) 0 gelo do tipo escarcha forma-se, mais comumente, 
em ar: 
a) estável e nuvens cumuliformes 
b) estável e nuvens estratificadas 
c) instável e nuvens cumuliformes 
d) instável e nuvens estratiformes 
 
12) Os ventos que fluem, pelo equilíbrio das forças do 
gradiente de pressão e Coriolis, denominam-se: 
a) gradiente b) geostróficos 
c) barostróficos d) ciclostróficos 
 
13- Os ventos alísios, no hemisfério sul e no hemisfério 
norte, fluem respectivamente de: 
a) NW, SW b) SW, NW 
c) SE, NE d) NE, SE 
 
14) Na rota de uma aeronave o piloto observa a 
formação de cumulus congestus e temperatura externa 
de menos 8°C, esta aeronave está sujeita: 
a) formação de gelo opaco 
b) formação de gelo escarcha 
c) atmosfera estável 
d) formação de gelo claro 
 
15) 0 fluxo dos ventos de superfície, sofre o mínimo 
efeito de fricção: 
a) no mar 
b) acima de 100 metros 
c) sobre montanhas 
d) no nível gradiente 
 
16) Os ventos pertencentes a circulação geral inferior, 
predominam até: 
a) 10.000 pés b) 15.000 pés 
c) 20.000 pés d) 30.000 pés 
 
17) Vento pertencente a circulação secundária, que 
ocorre durante o dia, devido o maior aquecimento da 
superfície da terra em relação ao oceano, denomina-se: 
a) brisa terrestre 
b) vento de vale 
c) brisa marítima 
d) vento catabático 
 
18) A faixa equatorial que separa a circulação geral dos 
dois hemisférios, denomina-se: 
a) Doldrums 
b) ondas de este 
c) confluência intertropical 
d) frente fria 
 
19) Com relação ao vento, o de superfície estende-se 
desde a superfície até um limite máximo de: 
a) 100 metros 
b) 200 metros 
c) 300 metros 
d) 600 metros 
 
20) A direção do vento no METAR é informada: 
a) de onde vem o vento em relação ao norte 
magnético 
b) de onde vem o vento em relação ao norte 
verdadeiro 
c) em relação ao norte magnético e para onde vai o 
vento 
d) em relação ao norte verdadeiro e para onde vai o 
vento 
 
 
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