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niveis inter
SOLOS DE SÃO PAULO
Teor P Resina K Ca Mg S-SO4 V% B Cu Fe Mn Zn Acidez pH CaCl2
Florestais Perene Anuais Hortaliças
M baixo 0 0-5 0-6 0-10 0-0,7 0-20 M baixo > 6,0
baixo 0-5 6-12 7-15 1-25 0,8-1,5 0-3 0-4 0-4 26-50 0-0,2 0 - 0,2 0 - 4 0-1,2 0-0,5 baixo 5,6 - 6,0
Medio 6-10 13-30 16-40 26-60 1,6-3,0 4-7 5-8 5-10 51-70 0,21-0,60 0,3 - 0,8 5-12 1,3-5,0 0,6-1,2 Medio 5,1 - 5,5
Alto 11-20 31-60 41-80 61-120 3,1-6,0 >7 > 8 >10 71-90 >0,6 >0,8 >12 >5 > 1,25 Alto 4,4 - 5,0
M Alto >20 > 60 >80 >120 > 6,0 >90 M Alto < 4,3
Nivel Adeq
Interpretação da Análise do Solo
Interpretação da Análise de Terra quanto ao FÓSFORO
Goiás Extraido com H2SO4 0,025 N + HCl 0,005 N
Teor Argila Muito Baixo Baixo Médio Alto
-------------------------- ppm ------------------------
61 a 80 0 a 1,0 1,1 a 2,0 2,1 a 3 > 3,0
41 a 60 0 a 3,0 3,1 a 6,0 6,1 a 8 > 8,0
21 a 40 0 a 5,0 5,1 a 10 10,1 a 14 >14
<=20 0 a 6,0 6,1 a 11 12,1 a 14 >18
Goiás Classes de interpretação para acidez ativa do solo (pH)
Determinação Acidez
Elevada Média Baixa Neutro Alcalino
pH em água < 5,0 5,0 - 5,5 5,6 - 5,9 7 7,1 - 7,8
pH em CaCl2 < 4,5 4,6 - 5,5 5,6 - 6,5 7
Minas Gerais Classes de interpretação para fósforo disponível em função da cultura e da textura do solo
Determinação Método Unidade Cultura Textura Classificação
Baixo Médio Alto
Argilosa < 5 5 a 10 > 10
Perene Média < 10 10 a 20 > 20
Arenosa < 20 20 - 30 > 30
Fósforo (P) Mehlich-1 mg/dm3 Argilosa < 20 20 - 40 > 40
Anual Média < 40 40 - 60 > 60
Arenosa < 60 60 - 80 > 80
Argilosa < 30 30 - 60 > 60
Hortaliça Média < 60 60 - 100 > 100
Arenosa < 100 100 - 150 > 150
Goiás Recomendação Adubação CORRETIVA DE FÓSFORO, a lanço, de acordo com a disponibilidade de P indicada na análise de solo
Teor Argila % Muito Baixo P Baixo
---------------------- Kg de P2O5 / ha -----------------------
61 a 80 240 120
41 a 60 180 90
21 a 40 120 60
<=20 100 50
Goiás Recomendação Adubação CORRETIVA GRADUAL DE FÓSFORO, no sulco da semeadura, em um período de 6 anos, com base na análise de solo
Teor Argila % Muito Baixo P Baixo
---------------------- Kg de P2O5 / ha -----------------------
61 a 80 100 80
41 a 60 90 75
21 a 40 80 70
<=20 75 68
Goiás Interpretação para CÁLCIO disponível em função da cultura
Extraido em KCl IN
Teor de Argila Teor de Ca
Baixo Médio Alto
------------ meq / 100 ml -----------
< 20 < 0,5 0,5 a 1,2 > 1,2
20 a 40 < 1,0 1,0 a 2,5 > 2,5
> 40 < 2,0 2,0 a 5,0 > 5,0
Goiás Interpretação para MAGNÉSIO disponível em função da cultura
Extraido em KCl 1 N
Teor de Argila Teor de Mg
Baixo Médio Alto
------------ meq / 100 ml -----------
< 20 < 0,1 0,1 a 0,3 > 0,3
20 a 40 < 0,2 0,2 a 0,6 > 0,6
> 40 < 0,4 0,4 a 1,2 > 1,2
Goiás Interpretação da análise de terra quanto Saturação Alumínio
Classe % Saturação do Al
Baixo < 10
Médio 10 a 29
Alto 30 a 50
Muito Alto > 50
Goiás Interpretação da análise de terra quanto Saturação BASES
Classe % Saturação de Bases
Baixo < 20
Médio 20 a 39
Alto 40 a 60
Muito Alto > 60
Goiás Interpretação para POTÁSSIO disponível em função da cultura
Extraido H2SO4 0,025 N + HCl 0,05 N
Teor K trocável, ppm
Baixo < 25
Médio 25 a 50
Alto > 50
Minas Gerais Classes de interpretação para POTÁSSIO disponível em função da cultura
Determinação Método Unidade Cultura Classificação
Baixo Médio Alto
Potássio (K) Mehlich-1 mg/dm3 Perene/Anual < 60 60 - 150 > 150
Hortaliça < 80 80 - 200 > 200
Goiás Recomendação Adubação CORRETIVA de POTÁSSIO, a lanço, de acordo com o teor de K indicado na análise de solo
Teor de Potássio Recomenação
ppm ---------------------- Kg de K2O / ha -----------------------
< 25 100
26 a 50 50
> 50 0
Minas Gerais Classes de interpretação para cátions, enxofre e matéria orgânica
Classificação
Determinação Método Unidade Baixo Médio Alto
Cálcio (Ca) KCl 1M cmolc/dm3 < 1,5 1,5 – 4,0 > 4,0
Magnésio (Mg) KCl 1M cmolc/dm3 < 0,5 0,5 – 1,0 > 1,0
Alumínio (Al) KCl 1 M cmolc/dm3 < 0,3 0,3 – 1,0 > 1,0
Sódio Mehlich-1 mg/dm2 < 30 30 - 90 > 90
Enxofre (S) CaH2PO4 0,01 M mg/dm3 < 5,0 5,0 - 10 > 10
Acidez potencial (H + Al) Correlação pH SMP cmolc/dm3 < 2,5 2,5 – 5,0 > 5,0
Soma de bases (SB) K + Ca + Mg + Na cmolc/dm3 < 2,0 2,0 – 5,0 > 5,0
CTC efetiva (t) SB + Al cmolc/dm3 < 2,5 2,5 – 6,0 > 6,0
CTC pH 7 (T) SB + H + Al cmolc/dm3 <4,5 4,5 - 10 > 10
Saturação em bases (V) SB/CTC x 100 % < 50 50 - 70 > 70
Saturação de alumínio (m) Al/t x 100 % < 20 20 - 40 > 40
Índice sat. Na (ISNa) Na/CTC x 100 % < 5 5 - 15 > 15
Matéria orgânica (MO) Colorimétrico dag/dm3 < 1,5 1,5 – 3,0 > 3,0
Classes de interpretação para micronutrientes disponíveis no solo
Determinação Método Unidade Classificação
Baixo Médio Alto
Boro (B) Água quente mg/dm3 < 0,3 0,3 – 0,9 > 0,9
Zinco (Zn) Mehlich - 1 mg/dm3 < 1,0 1,0 – 2,2 > 2,2
Cobre (Cu) Mehlich - 1 mg/dm3 < 0,8 0,8 – 1,8 > 1,8
Ferro (Fe) Mehlich - 1 mg/dm3 < 20 20 - 45 > 45
Manganês (Mn) Mehlich - 1 mg/dm3 < 5,0 5,0 - 12 > 12
ppm = mg/dm3 = mg/kg = mg/L
Terra
Argila Ph Ph MO C org Total P Mehlich P Res K K S Ca Mg Al H+Al SB CTC pH 7,0 V% m Relações Saturação no Complexo Troca Necessidade de Calcário Calcitico 36%CaO, 15%MgO
% Água CaCl2 Dag/kg % mg/dm3 mg/dm3 mg/dm3 cmolc/dm3 mg/dm3 cmolc/dm3 cmolc/dm3 cmolc/dm3 cmolc/dm3 cmolc/dm3 cmolc/dm3 % Ca/Mg Ca/K Mg/K K % Ca % Mg % Na % H+Al % Ca+2 + Mg+2 V% NC = {Y x Al+3+[X - (Ca + Mg)]}/10
01 A 0-20 5.3 4.5 1.4 0.8 15 50.5 20.7 0.05 1.6 0.5 0.3 0.1 3.3 0.85 4.15 20.54 10.5 1.7 9.4 5.7 1.3 12 7 79 1.4 2.05 2.44
01 B 20-40 5.2 4.5 1.4 0.8 12.5 48.85 18.2 0.05 0.4 0.2 0.1 2.6 0.65 3.25 19.92 13.4 2.0 8.6 4.3 1.4 12 6 80 1.6 1.63 2.46
02 A 0-20 5.1 4.4 1.5 0.9 7.8 48.85 22.4 0.06 1.4 0.6 0.3 0.2 2.8 0.96 3.76 25.48 17.3 2.0 10.4 5.2 1.5 16 8 75 1.5 1.67 2.45
02 B 20-40 5.3 4.4 1.1 0.7 5.6 48.85 14.5 0.04 0.4 0.3 0.2 2.6 0.74 3.34 22.09 21.3 1.3 10.8 8.1 1.1 12 9 78 1.7 1.60 2.47
03 A 0-20 5.3 4.3 1.5 0.9 4.7 54.12 27.1 0.07 1.5 0.6 0.3 0.2 2.6 0.97 3.57 27.16 17.1 2.0 8.6 4.3 1.9 17 8 73 1.5 1.53 2.45
03 B 20-40 5.2 4.2 1.4 0.8 4.8 50.5 15.7 0.04 0.5 0.3 0.2 3 0.84 3.84 21.88 19.2 1.7 12.4 7.5 1.0 13 8 78 1.6 1.85 2.46
04 A 0-20 4.9 4 1.7 1 5.2 50.5 22.6 0.06 1.5 0.3 0.2 0.5 4.5 0.56 5.06 11.03 47.3 1.5 5.2 3.5 1.1 6 4 89 2.5 2.98 2.55
04 B 20-40 5 4.2 1.4 0.8 4.5 48.855 18.3 0.05 0.2 0.2 0.4 3.3 0.45 3.75 11.93 47.2 1.0 4.3 4.3 1.3 5 5 88 2.4 2.18 2.54
B Zn Fe Mn Cu
mg/dm3 mg/dm3 mg/dm3 mg/dm3 mg/dm3
01 A 0-20 0.6 0.6 261.5 2.2 0.3
01 B 20-40
02 A 0-20 0.5 0.4 161 1.6 0.2
02 B 20-40
03 A 0-20 0.6 0.2 130.2 2.3 0.2
03 B 20-40
04 A 0-20 0.9 0.1 189 1 0.1
04 B 20-40
Calcario A Calcario B Calcario C
Preço Faz. R$ 91.00 R$ 88.00 R$ 91.00
PRNT 92 100 85
R$ 98.91 R$ 88.00 R$ 107.06
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)] Onde:
Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Regiões Cerrado:
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg < 2,0 cmolc/dm3
NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)]
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg > 2,0 cmolc/dm3
NC=(2 x Al3+)
Se Argila < 15%
NC= 2 x Al3+ OU NC=2 - (Ca+2 + Mg+2)
Dga/Kg = %
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)] Onde:
Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Regiões Cerrado:
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg < 2,0 cmolc/dm3
NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)]
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg > 2,0 cmolc/dm3
NC=(2 x Al3+)Se Argila < 15%
NC= 2 x Al3+ OU NC=2 - (Ca+2 + Mg+2)
SB saturação de bases = Ca+Mg+K =
K mg/dm3 = K cmol/dm3 x 390
K cmol/dm3 = K mg/dm3 / 390
1 cmolc K/dm³ = 39 / 1 / 100
1 cmolc K/dm³ = 0,39 g K/dm³ = 390 mg K/dm³
1 mg K/dm³ = 1 / 390 = 0,002564 cmolc K/dm³
24 mg K/dm³ x 0,002564 = 0,06 cmolc K/dm³
20,7*0,002564 = 0,85 cmolc/dm3
EXEMPLO K = 25 mg/dm3 K cmolc/dm3 = 25 x 0,002564
K cmolc/dm3 = 0,06 K cmolc/dm3
cmolc/dm3 x 10 = mmolc/dm3
CTC a pH 7,0 =
SB + (H + Al3)
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)] Onde:
Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Regiões Cerrado:
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg < 2,0 cmolc/dm3
NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)]
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg > 2,0 cmolc/dm3
NC=(2 x Al3+)
Se Argila < 15%
NC= 2 x Al3+ OU NC=2 - (Ca+2 + Mg+2)
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)] Onde:
Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Regiões Cerrado:
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg < 2,0 cmolc/dm3
NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)]
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg > 2,0 cmolc/dm3
NC=(2 x Al3+)
Se Argila < 15%
NC= 2 x Al3+ OU NC=2 - (Ca+2 + Mg+2)
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)] Onde:
Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Regiões Cerrado:
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg < 2,0 cmolc/dm3
NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)]
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg > 2,0 cmolc/dm3
NC=(2 x Al3+)
Se Argila < 15%
NC= 2 x Al3+ OU NC=2 - (Ca+2 + Mg+2)
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)] Onde:
Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Regiões Cerrado:
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg < 2,0 cmolc/dm3
NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)]
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg > 2,0 cmolc/dm3
NC=(2 x Al3+)
Se Argila < 15%
NC= 2 x Al3+ OU NC=2 - (Ca+2 + Mg+2)
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)] Onde:
Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Regiões Cerrado:
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg < 2,0 cmolc/dm3
NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)]
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg > 2,0 cmolc/dm3
NC=(2 x Al3+)
Se Argila < 15%
NC= 2 x Al3+ OU NC=2 - (Ca+2 + Mg+2)
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)] Onde:
Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Regiões Cerrado:
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg < 2,0 cmolc/dm3
NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)]
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg > 2,0 cmolc/dm3
NC=(2 x Al3+)
Se Argila < 15%
NC= 2 x Al3+ OU NC=2 - (Ca+2 + Mg+2)
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)] Onde:
Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Regiões Cerrado:
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg < 2,0 cmolc/dm3
NC=[Y x Al3+]+[2-(Ca+2 + Mg+2)]
Se Argila > 15% e Teor de Ca+Mg > 2,0 cmolc/dm3
NC=(2 x Al3+)
Se Argila < 15%
NC= 2 x Al3+ OU NC=2 - (Ca+2 + Mg+2)
NC = CTC x (70-V2)/100
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[X-(Ca+2 + Mg+2)] /10
X de acordo com as culturas soja 25 milho 20 algodão 30 feijão 20, crotalária juncea 30, frutiferas 30
Onde: Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[X-(Ca+2 + Mg+2)] /10
X de acordo com as culturas soja 25 milho 20 algodão 30 feijão 20, crotalária juncea 30, frutiferas 30
Onde: Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[X-(Ca+2 + Mg+2)] /10
X de acordo com as culturas soja 25 milho 20 algodão 30 feijão 20, crotalária juncea 30, frutiferas 30
Onde: Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[X-(Ca+2 + Mg+2)] /10
X de acordo com as culturas soja 25 milho 20 algodão 30 feijão 20, crotalária juncea 30, frutiferas 30
Onde: Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[X-(Ca+2 + Mg+2)] /10
X de acordo com as culturas soja 25 milho 20 algodão 30 feijão 20, crotalária juncea 30, frutiferas 30
Onde: Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[X-(Ca+2 + Mg+2)] /10
X de acordo com as culturas soja 25 milho 20 algodão 30 feijão 20, crotalária juncea 30, frutiferas 30
Onde: Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[X-(Ca+2 + Mg+2)] /10
X de acordo com as culturas soja 25 milho 20 algodão 30 feijão 20, crotalária juncea 30, frutiferas 30
Onde: Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Elevação do Ca2+ + Mg2+ e neutralização do Al3+ trocável. NC=[Y x Al3+]+[X-(Ca+2 + Mg+2)] /10
X de acordo com as culturas soja 25 milho 20 algodão 30 feijão 20, crotalária juncea 30, frutiferas 30
Onde: Y = 1,5 Argila < 15%
2,0 Argila 15% a 35%
3,0 Argila > 35%
Para cada 1% de CaO multiplicado por 0,01784 teremos cmolc Ca/dm³
Para cada 1% de MgO multiplicado por 0,0248 teremos cmolc Mg/dm³
Calcário Dolomítico 36%CaO 15%MgO
36 x 0,01784 = 0,64 cmolc Ca/dm³
15 x 0,02481 = 0,37 cmolc Mg/dm³
Nec P2O5 T MORENA
Tabela 4. Quanto ao teor de Fósforo ( P ), extraído com Mehlich I. Sistemas Irrigados Elevar Nivel de Fósforo do solo registrado na Análise 12.00 mg/dm3
Resultados de P, em mg/dm3 = ppm
P Mehlich Muito baixo Baixo Médio Adequado Alto
mg/dm3 0 a 5,0 5,1 a 8 8,1 a 12 12,1 a 18 > 18 Kg Adubo Super Triplo 4100 % P2O5 Kg Adubo super Simples 1800 % P2O5 Kg Adubo MAP 4800 % P2O5
01 A 0-20 15 0 0 0 15 0 -168 kg/ha R$ 1,805.00 -R$ 302.45 -382 kg/ha R$ 785.00 -R$ 299.61 -143 kg/ha R$ 2,000.00 -R$ 286.25
01 B 20-40 12.5 0 0 0 12.5 0 -28 kg/ha R$ 1,805.00 -R$ 50.41 -64 kg/ha R$ 785.00 -R$ 49.93 -24 kg/ha R$ 2,000.00 -R$ 47.71
02 A 0-20 7.8 0 7.8 0 0 0 235 kg/ha R$ 1,805.00 R$ 423.43 534 kg/ha R$ 785.00 R$ 419.45 200 kg/ha R$ 2,000.00 R$ 400.75
02 B 20-40 5.6 0 5.6 0 0 0 357 kg/ha R$ 1,805.00 R$ 645.22 814 kg/ha R$ 785.00 R$ 639.16 305 kg/ha R$ 2,000.00 R$ 610.67
03 A 0-20 4.7 4.7 0 0 0 0 408 kg/ha R$ 1,805.00 R$ 735.96 929 kg/ha R$ 785.00 R$ 729.05 348 kg/ha R$ 2,000.00 R$ 696.54
03 B 20-40 4.8 4.8 0 0 0 0 402 kg/ha R$ 1,805.00 R$ 725.87 916 kg/ha R$ 785.00 R$ 719.06 344 kg/ha R$ 2,000.00 R$ 687.00
04 A 0-20 5.2 0 5.2 0 0 0 380 kg/ha R$ 1,805.00 R$ 685.55 865 kg/ha R$ 785.00 R$ 679.11 324 kg/ha R$ 2,000.00 R$ 648.83
04 B 20-40 4.5 4.5 0 0 0 0 419 kg/ha R$ 1,805.00 R$ 756.12 954 kg/ha R$ 785.00 R$ 749.02 358 kg/ha R$ 2,000.00 R$ 715.63
Fosfato monoamônico (MAP) 48 % de P2O5 e 9 % de N
Fosfato diamônico (DAP) 45 % de P2O5 e 16% de N
Fosfato natural4 % de P2O5
Fosfato natural parcialmente acidulado Cloridrio 18% de P2O5
Fosfato natural parcialmente acidulado (fosfórico ou sulfúrico) 18% P2O5
Fosfato natural reativo 9% P2O5
Fosmag 20 % de P2O5, 12% de Ca, 7,5% de S, 3,5% de Mg e 0,1% de B
Superfostato simples 18 % de P2O5
Superfosfato triplo 41 % de P2O5
Super Simples = 18% P2O5
Super Triplo = 41% P2O5
Map = 48% P2O5
Dap = 45% P2O5
fosfato Natural = 4% P2O5
Termofosfato Mg=19%P2O5
Para racionalizar, basta multiplicar por 2 a expressão mg/dm³ (mg/dm³ x 2 = kg/ha). O fósforo é expresso em mg/dm³, assim sendo 15 mg P2O5/dm³ = 15 x 2 = 30 kg P2O5/ha.
Super Simples = 18% P2O5
Super Triplo = 41% P2O5
Map = 48% P2O5
Dap = 45% P2O5
fosfato Natural = 4% P2O5
Termofosfato Mg=19%P2O5
Super Simples = 18% P2O5
Super Triplo = 41% P2O5
Map = 48% P2O5
Dap = 45% P2O5
fosfato Natural = 4% P2O5
Termofosfato Mg=19%P2O5
Plan3
Existe uma maneira muito prática de saber como aumentar os teores de Ca e Mg pela utilização do calcário. À partir do teor de saturação de Ca e Mg da CTC a pH 7, nós podemos aumentar os teores destes nutrientes no solo. Na literatura, encontramos que o ideal para Ca é uma saturação de 50 - 70% e Mg de 10 - 20%. O primeiro passo é conhecer qual a saturação de Ca e Mg no resultado da amostra de solo. Daí, poderá haver necessidade ou não de aumentar esta saturação pela aplicação da calagem.
Para saber a saturação de Ca e de Mg, precisamos conhecer o valor da CTC a pH 7,0 e os teores destes nutrientes no solo. A fórmula para cálculo da saturação é, em geral, a seguinte:
Saturação (%) = 100 x teor do nutriente / CTC a pH 7,0 ou "T".
Por exemplo: Uma análise de solo apresenta os seguintes resultados:
CTC a pH 7,0 = 12 cmolc/dm³
Ca = 2,0 cmolc/dm³
Mg = 0,8 cmolc/dm³
Atenção: tanto a CTC como os nutrientes devem estar expressos na mesma unidade (ou cmolc ou mmolc/dm³).
Aplicando a fórmula de cálculo, temos:
% Ca = 100 x 2,0 / 12 .'. 200/12 = 16,6%
% Mg = 100 x 0,8 / 12 .'. 80/12 = 6,6%
Portanto, verificamos que as saturações estão muito baixas. Então, vem a pergunta: qual o teor de ca e de Mg ideal nesta CTC para termos as saturações ótimas para Ca e Mg ?
Vamos supor que queremos uma saturação de Ca de 50% e Mg de 15%. Qual o teor de Ca e Mg que este solo precisa para manter estas saturações?
50% Ca = 100 x teor do nutriente / 12 .'. 50% Ca x 12 = 100 x teor de nutriente .'.
teor de nutriente Ca = 50 x 12 / 100 .'. teor de Ca = 6,0 cmolc/dm³
15% Mg = 100 x teor do nutriente / 12 .'. 15% Ca x 12 = 100 x teor de nutriente .'.
teor de nutriente Mg = 15 x 12 / 100 .'. teor de Mg = 1,8 cmolc/dm³.
Existe um déficit de Ca e de Mg para atingirmos os níveis que consideramos ideais na saturação da CTC a pH 7, ou seja, 50% de Ca e 15% de Mg.
Ca = 6,0 - 2,0 (teor no solo) = 4,0 cmolc/dm³ Ca
Mg = 1,8 - 0,8 (teor no solo) = 1,0 cmolc/dm³ Mg
Sabemos que cada 1% de CaO, para cada 1,0 tonelada de calcário, adiciona ao solo 0,01784 cmolc/dm³ de Ca e 0,0248 cmolc/dm³ Mg.
Por exemplo: um calcário com 36% de CaO e 12% de MgO, quanto precisamos aplicar?
36% CaO x 0,01784 = 0,64 cmolc/dm³ Ca;
12% MgO x 0,0248 = 0,2976 cmolc/dm³ Mg
NOTA: "se você trabalhar com mmolc/dm³ os índices são 0,1784 para o Ca e 0,248 para o Mg".
Precisamos 4,0 cmolc/dm³ Ca. Uma regra de três nos dará o resultado.
1 tonelada de calcário com 36% CaO fornece .......... 0,64 cmolc/dm³ Ca
quantas toneladas X para fornecer ......................... 4,0 cmolc/dm³ Ca
X = (4,0 x 1,0) / 0,64
X = 6,25 t/ha de calcário (36% CaO)
Precisamos 1,0 cmolc/dm³ Mg. O raciocínio é idêntico.
1 tonelada de calcário 12% MgO fornece .......... 0,2976 cmolc/dm³ Mg
quantas toneladas Y para fornecer ... ............... 1,0 cmolc/dm³ Mg
X = (1,0 x 1,0) / 0,2976
X = 3,36 t/ha de calcário (12% MgO)
As quantidades de calcário são diferentes e não é o que desejamos. Podemos contornar fazendo uma mistura com calcário calcítico (55% CaO).
Ora, vamos considerar as 3,36 t/ha de calcário com 36% de CaO e 12% de Mg
Vimos que 1,0 t fornece 0,64 cmolc/dm³ de Ca. Então: 3,36 t x 0,64 = 2,15 cmolc/dm³ Ca
Com estas 3,36 t de calcário, o Mg está satisfeito como já observamos. Mas, o Ca não, pois falta 1,85 cmolc/dm³ (4,0 - 2,15)
Quanto fornece de Ca uma tonelada de calcário calcítico?
55% x 0,01784 = 0,98 cmolc/dm³ Ca
1 t de calcítico fornece ............. 0,98 cmolc/dm³ Ca
Quanto calcítico Y para ............ 1,85 cmolc/dm³ Ca
Y = (1,85 x 1) / 0,98
Y = 1,89 t de calcário calcítico
Portanto, uma mistura de 3,36 t/ha de calcário dolomítico (36% CaO e 12% MgO) e 1,89 t/ha de calcítico com 55% CaO..
Quanto maior os teores originais de Ca e Mg menores serão as necessidades de calcário. Mas o raciocínio é este.
IMPORTANTE: os cálculos são baseados num calcário com PRNT de 100%. Calcários com PRNT diferente estão sujeitos à correção da quantidade. O cálculo é o seguinte:
Correção da quantidade (t/ha) = necessidade de calagem (t/ha) x 100/ PRNT do calcário.
Uma necessidade de calagem de 5 t/ha, se utilizar um calcário com PRNT de 80% a quantidade corrigida será:
Correção da quantidade (t/ha) = 5 x 100/80 = 5 x 1,25 = 6,25 t/ha
INTERPRE CERRADO
INTERPRETACAO DE ANALISES DE SOLO PARA REGIAO DOS CERRADOS
Plan2
Quanto ao teor de Potássio ( K ) Elevar Nivel de Potassio do solo registrado na Análise 25.00 Cmolc/dm3
Resultados em mg/dm3 = ppm
K K Muito baixo Baixo Médio Alto Muito Alto
mg/dm3 cmolc/dm3 0 a 15 15 a 25 25 a 50 50 a 60 > 60 Kg Adubo Cloreto Potassio 6000 % K2O
01 A 0-20 20.7 0.05 0 20.7 0 0 0 R$ 2,100.00 R$ 0.00
01 B 20-40 18.2 0.05 0 18.2 0 0 0 R$ 2,100.00 R$ 0.00
02 A 0-20 22.4 0.06 0 22.4 0 0 0 R$ 2,100.00 R$ 0.00
02 B 20-40 14.5 0.04 14.5 0 0 0 0 R$ 2,100.00 R$ 0.00
03 A 0-20 27.1 0.07 0 0 27.1 0 0 R$ 2,100.00 R$ 0.00
03 B 20-40 15.7 0.04 0 15.7 0 0 0 R$ 2,100.00 R$ 0.00
04 A 0-20 22.6 0.06 0 22.6 0 0 0 R$ 2,100.00 R$ 0.00
04 B 20-40 18.3 0.05 0 18.3 0 0 0 R$ 2,100.00 R$ 0.00
Goiás Interpretação para POTÁSSIO disponível em função da cultura
Extraido H2SO4 0,025 N + HCl 0,05 N
Teor K trocável, ppm
Baixo < 25
Médio 25 a 50
Alto > 50
ppm = mg/dm3 = mg/kg = mg/L
KCL =60% K2O
25 ppm = 25 mg/dm3
25 x 0,002564 = 0,0641 cmolc/dm3
50 mg/dm3 = 0,1282cmolc/dm3
50 ppm = 50 mg/dm3
50 x 0,002564 = 0,1282 cmolc/dm3
60 mg/dm3 = 0,15384cmolc/dm3
AN GOIAS
GOIAS
INTERPRETAÇÃO RUIM REGULAR BOM
Brasília - DF. 01.01.2006 Brasília - DF. 01.01.2006
pH 5.6 Tabela 1. Quanto ao valor do pH em Água ( 1.0:2.5 vol./vol. ).
CALCIO 1.9 Critérios e Fortemente Mediamente Fracamente Neutro Fracamente Fortemente
MAGNÉSIO 0.3 Classes Ácido Ácido Ácido Alcalino Alcalino
POTÁSSIO 0.34 Teores < 5,0 5,0 a 5,5 5,6 a 6,9 7 7,1 a 7,8 > 7,8
SÓDIO 0.01 Seu Resultado 0 0 5.6 0 0 0
ALUMÍNIO 0.3
H + Al 5.25 Tabela 2. Quanto aos teores de Cálcio ( Ca ) e Magnésio ( Mg ) trocáveis, em KCl 1 N.
CARBONO 15.6 Teor de Teor de Ca, extraído com KCl 1N Teor de Mg, extraído com KCl 1N
FÓSFORO 11.5 Argila cmolc/dm3 = meq/100ml cmolc/dm3 = meq/100ml
BORO 0.55 Critérios para Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto
ENXOFRE 19.5 > 350 g/kg < 2,0 2,0 a 5,0 > 5,0 < 0,4 0,4 a 1,2 > 1,2
COBRE 2.34 Seu Resultado 525 1.9 0 0 0.3 0 0
FERRO 233
MANGANÊS 28.5 Tabela 3. Quanto aos teores de Potássio ( K ) e Sódio ( Na ) trocáveis, com Mehlich I.
ZINCO 19.5 K em cmolc/dm3 = meq/100ml Na em cmolc/dm3 = meq/100ml
AREIA 425 Critérios Baixo Médio Alto Baixo Médio Alto
ARGILA 525 Teores < 0,06 0,06 a 0,13 > 0,13 < 0,15 0,15 - 0,57 > 0,57
SILTE 50 Seu Resultado 0 0 0.34 0.01 0 0
M.ORGÂN. 26.8 0 0 0
SAT.BASE 33 Tabela 4. Quanto ao teor de Fósforo ( P ), extraído com Mehlich I. Sistemas Irrigados
C.T.C 7.8 Resultados de P, em mg/dm3 = ppm
C.T.C 16.55 Critério Utilizado para Muito baixo Baixo Médio Adequado Alto
Argila = 350-600 g/kg 0 a 5,0 5,1 a 8 8,1 a 12 12,1a 18 > 18
Seu Resultado 525 =SE(B13<=5;B13;"") =SE(E(F28="";B13>=5,1;B13<=8);B13;"") =SE(E(F28="";G28="";B13>=8,1;B13<=12);B13;"") =SE(E(F28="";G28="";H28="";B13>=12,1;B13<=18);B13;"") =SE(E(F28="";G28="";H28="";I28="";B13>18);B13;"")
Tabela 5. Quanto aos teores da Acidez Total ( H + Al ) e de Alumínio ( Al ) trocável.
cmolc/dm3 = meq/100ml
Acidez Total Critério Utilizado Baixa Toxidez Média Toxidez Alta Toxidez
H+ + Al3+ Teores 0,0 a 0,3 0,4 a 1,0 > 1,0
Seu Resultado 5.25 Resultado de Alumínio 0.3 0 0
Tabela 6. Quanto aos valores da C.T.C a pH 7 - cmolc/dm3 = meq/100ml.
Critério Utilizado Baixa Média Adequada Alta
Argila = 350-600 g/kg < 7,2 7,2 - 9,0 9,1 - 13,5 > 13,5
Seu Resultado 525 0.0 7.8 0.0 0.0
Tabela 7. Quanto aos valores de:
Critério Baixo Médio Alto Muito Alto
Saturação por Base % < 20 20 a 39 40 a 60 > 60
Seu Resultado 0 33 0 0
Matéria Orgânica Critério Baixo Médio Alto Muito Alto
Argila = 350-600 g/kg g/Kg < 24 24 a 30 31 a 45 > 45
Seu Resultado 525 0.0 26.8 0.0 0.0
Tabela 8. Quanto aos teores dos micronutrientes, em mg/dm3 = ppm.
Critério Utilizado Muito baixo Baixo Médio Adequado Alto
Elementos Químicos < 0,16 0,16 - 0,35 0,36 - 0 60 0,61 - 0,90 > 0,90
Seu Resultado Boro disponível ( B ) 0 0 0.55 0 0
< 0,40 0,40 - 0,79 0,80 - 1,20 1,21 - 1,80 > 1,80
Seu Resultado Cobre disponível ( Cu ) 0 0 0 0 2.34
< 9,0 9,1 - 18,9 19,0 - 30,9 31,0 - 45,0 > 45,0
Seu Resultado Ferro disponível ( Fe ) 0 0 0 0 233
< 3,0 3,0 - 5,9 6,0 - 8,9 9,0 - 12,0 > 12,0
Seu Resultado Manganês disponível ( Mn ) 0 0 0 0 28.5
< 0,50 0,51 - 0,99 1,00 - 1,59 1,60 - 2,20 > 2,20
Seu Resultado Zinco disponível ( Zn ) 0 0 0 0 19.5
≤ 4,0 4,1 - 9,9 ≥ 10,0
Seu Resultado Enxofre disponível ( S ) 0 0 19.5
Tabela 9. Quanto ao resultado da granulometria ou textura (g/kg = % / 10).
Areia Silte Argila
Seus Resultados 425 50 525
estoque solo
CALCULAR OS ESTOQUES DE NUTRIENTES PRESENTES NO SOLO
Tendo a análise de solo nas mãos, como saber em termos quantitativos e de fácil interpretação o quanto de nutrientes há em um determinado solo?
Você tem a análise de solo e nela há, por exemplo, o teor de cálcio expresso em mmolc / dm3. Esta unidade significa uma quantidade de cargas em um dado volume de solo. Mais facilmente, pode-se interpretar a unidade mmolc / dm3 como sendo a quantidade cargas do elemento cálcio (Ca) expressa em mmol ("millimols") em um volume de 1 litro de solo, pois 1 decímetro cúbico (dm3) é igual a 1 litro.
Suponha que no resultado da análise o teor de cálcio seja de 9 mmolc / dm3. Esse número é muito abstrato e pouco palpável para a pessoa que está observando a análise. Por essa razão, deve-se transformar esse número em um número que seja palpável, isto é, de fácil compreensão para facilitar a tomada de decisão do proprietário rural e/ou do técnico da área ambiental. Para tanto, deve-se realizar o seguinte procedimento a ser explicado abaixo.
Geralmente, as análises de solo são feitas na camada de 0 a 20 cm de profundidade do mesmo. Com isso, os resultados apresentados na referida análise correspondem a essa profundidade e assumem que em toda a camada de 0 a 20 cm o teor de cálcio é homogêneo. O primeiro passo para achar a quantidade de cálcio disponível em nosso solo consiste em achar o volume do solo para a profundidade de 0 a 20 cm em uma área tomada como referência de 1 hectare (10.000 m2). Deve-se então fazer o seguinte cálculo:
Volume de solo = 10.000 x 0,2
Volume de solo = 2000 m3
Perceba que multiplicou-se 10.000, que é a área, por 0,2 metro que é a profundidade do solo de 20 cm ou, expresso em metros, 0,2 m. Então, obteve-se o volume de solo de 2000 m3. No entanto, esse valor não é o que estamos buscando. Queremos saber em massa a quantidade de cálcio no solo. Como supomos que em um decímetro cúbico de solo há 9 mmolc de cálcio, procede-se o cálculo:
Quantidade de carga de cálcio em 1 m3 de solo = 9 x 1.000
Quantidade de carga de cálcio em 1 m3 de solo = 9.000
Note que multiplicou-se 9 que é a quantidade de carga de cálcio presente no solo, um valor disponível na análise de solo, por 1.000 que é quantos decímetros cúbicos (dm3) cabem dentro de 1 metro cúbico (m3).
Agora, sabe-se que 1 m3 de solo contém 9000 mmolc de cálcio. Todavia, o volume de nosso solo não é de 1 m3, mas 2000 m3. Assim, faz-se o seguinte cálculo:
Quantidade de carga de cálcio em 2000 m3 de solo = 9.000 x 2000
Quantidade de carga de cálcio em 2000 m3 de solo = 18000000
Uau! Obteve-se um valor extremamente alto! Mas ainda assim, não é possível visualizar facilmente a quantidade de cálcio expresso em massa, pois o que temos é a quantidade de carga que é como está expresso o número do cálculo acima. Para isso faz-se o seguinte cálculo:
1 mmolc de cálcio -----------20 mg
18000000 mmolc de cálcio ------------x mg x = 360000000 mg
Dividindo-se 360000000 por 1.000.000, converte-se miligrama (mg) para quilograma (kg). Assim, tem-se 360. Ou seja, em um hectare de solo, a camada de 0 a 20 cm possui cerca de 360 quilogramas de cálcio por hectare, um valor muito mais fácil de visualizar do que 9 mmolc / dm3 presente na análise de solo.
Com isso, sabe-se que 9 mmolc / dm3 de cálcio corresponde a 360 quilogramas de cálcio por hectare, um valor relativamente alto. Disso, depreende-se que, ao menos para o nutriente cálcio, não há a necessidade de adicionar esse elemento ao solo por adubação, pois ele está em abundância tendo pouca probabilidade de estar limitando o crescimento de alguma cultura.
Por fim, o número "360" kg de cálcio por hectare se torna ainda mais palpável quando se compara, por exemplo, à quantidade de sacos de gesso equivalente e que poderia ser comprado. Assim, pode-se ter idéia o quanto do nutriente cálcio o solo tem armazenado, ou seja, a quantidade desse elemento em seu estoque de nutrientes para as plantas.
O cálculo exemplificado acima pode ser feito para qualquer base levando-se em conta a sua valência. Assim pode-se ter idéia de estoques de magnésio (Mg2+), de potássio (K+) e de sódio (Na+) na unidade de kg/ha, uma unidade bem mais fácil de visualizar do que o mmolc.
Como calcular kg/ha de adubo para elevar o P do solo?
O solo apresenta um teor de fósforo (P) de 4 mg/dm3 e queremos elevar este nível para 12 mg/dm3, através de uma adubação corretiva de fósforo utilizando um fertilizante fosfatado, o superfosfato triplo que apresenta uma garantia mínima (pela legislação Brasileira de Fertilizantes) de 41% de P2O5. Qual a dose deste fertilizante a ser aplicada por hectare ?
Sabemos que as plantas aproveitam, em média, 15 a 25% do fósforo aplicado no solo. O restante é fixado dependendo de cada tipo de solo, cultura e manejo (ver postagem sobre Ciclo dos fosfatos solúveis). Vamos usar uma média de 20% de fósforo assimilável pela planta.
Se queremos elevar o teor de fósforo do solo de 4 mg/dm3 para 12 mg/dm3, existe um déficit de 8 mg/dm3 (12-4).
1º Passo:
Sabemos que kg/ha = mg/dm3 x 2
Então, 8 mg/dm3 de P x 2 = 16 kg de P/ha. P = 8mg/dm3
P2O5 = 8 x 2 = 16
2º Passo: Então : 16 x 2,29 36,66 kg/há P2O5
Transformar P em P2O5.
Usemos os pesos atômicos de cada elemento: (arredondando)
P2O5 = (31 x 2) + (16 x 5) = 62 + 80 = 142
Em 142 kg P2O5 temos 62 P
X ................... 1P
X = 1 x 142 / 62 = 2,29
Portanto P x 2,29 = P2O5 Logo, 16 x 2,29 = 36,66 kg/ha de P2O5
As necessidades para elevar de 4 para 12 mg/dm3 de P são de 36,66 kg/ha de P2O5
Como 20% do P2O5 é aproveitado, a necessidade real será:
36,66 kg P2O5....... 20%
X ............................100% X = 100 x 36,66 / 20 = 183,3 kg/ha de P2O5
Para que a planta assimile os 36,66 kg/ha de P2O5 são necessários colocar no solo 183,3 kg/ha de P2O5.
100 kg Superfosfato triplo ......... 41 kg de P2O5
X .............................................. 183,3 kg P2O5
X = 183,3 x 100 / 41 = 447 kg/ha de superfosfatotriplo
CALCULO PARA O ENXOFRE
Como posso fazer esse mesmo tipo de calculo para o enxofre??
Quero elevar meu teor de enxofre de 2 mg dm3 para 20 mg dm3, o fertilizante que pretendo utilizar é o sulfurgran (90%), como faço o calculo da necessidade desse fertilizante?
20 - 2 = 18 mg/dm³ S que vc tem que repor.
mg/dm³ x 2 = kg/ha. Então, vc tem que repor 18 x 2 = 36 kg/ha S. Agora uma regra de três:
100 kg sulfurgran tem....... 95 kg S
em X kg sulfurgran teremos...36 kg/ha S
X = (36 x 100) / 95
X = 38 kg/ha de sulfurgran
É interessante fazer análise da camada 20-40 cm 40-60 cm
pois o S tem muita mobilidade no solo. Claro que isto depende do tipo de cultura, sistema radicular, etc
Na analise de solo nos temos o resultado em mg/dm3 de SO4, dessa maneira nos não devemos fazer a conversão para encontrar o valor de S puro??
para o exemplo do fosforo nos temos que multiplicar por 2 para encontrar kg de P/ha e depois por 2,29 para encontrar P2O5/ha, para o enxofre isso não se faz necessário??
Eu lembro que na Faculdade essa questão da conversão de valores para P e K era muito bem abordada, mas no caso do enxofre nada me foi passado, por isso tenha essa duvida ate hj.
usando a massa atômica de cada elemento, temos:
SO4 = S + O4 = 32 + (16x4) = 32+64 = 96
em 96 mg/dm³ SO4 temos ....... 32 mg/dm³ S
em 1 mg/dm³ de SO4 teremos .... X mg/dm³ S
X = (1 x 32) / 96 = 0,3334
Portanto para transformar SO4 em S multiplicamos pelo índice 0,3334
Exemplos:
2 mg/dm³ de SO4 x 0,3334 = 0,67 mg/dm³ de S
0,67 mg/dm³ x 2 = 1,34 kg/ha S
20 mg/dm³ de SO4 x 0,3334 = 6,7 mg/dm³ de S
6,7 mg/dm³ x 2 = 13,4 kg/ha S
Lembre-se que mg/dm³ x 2 = kg/ha
Para transformar S em SO4 utiliza-se o índice 3. Por exemplo, 6,7 mg/dm³ S x 3 = 20 mg/dm³ SO4.
Quanto Adicionar de K para Saturar a CTC do Solo
Quando se corrige a acidez do solo, com calcário, pretendemos elevar o pH do solo a 6,0 e haveria, com isto, a liberação de cargas negativas, na prática, equivalente a 65% da Capacidade de Troca de Cátions - CTC a pH 7.0 conhecida, também como valor "T". Se queremos saturar com potássio (K) 5,0% da CTC do solo, seria necessário calcular o quanto adicionar deste nutriente, empregando um fertilizante, o cloreto de potássio (KCl) que possui, na sua composição química, 60% de K2O. Qual a quantidade de cloreto de potássio que seria adicionada num solo, cuja análise apresentou os seguintes resultados:
K = 0,09 cmolc/dm³
Ca = 0,6 cmolc/dm³
Mg = 0,2 cmolc/dm³
(H+Al) = 5,3 cmolc/dm³
Primeiro Passo:
Calcular o valor da CTC a pH 7.0 (T). A fórmula para calcular o T é a seguinte:
T = K+Ca+Mg+(H+Al) expressa esta CTC em cmolc/dm³.
T = 0,09+0,6+0,2+5,3
T ou CTC a pH 7.0 = 6,19 cmolc/dm³
Segundo Passo:
Calcular quanto foi liberado de cargas negativas, na prática 65% quando se atinge pH do solo igual a 6,0 com a calagem.
100% ..................... 6,19 cmolc/dm³
65% ...................... X cmolc/dm³
X = (65 x 6,19) / 100
X = 4,02 cmolc/dm³
Terceiro Passo:
Calcular quanto do valor 4,02 cmolc/dm³ deverá ser ocupado com 5% de potássio.
100% ...................... 4,02 cmolc/dm³
5% ............................. X cmolc/dm³
X = (5 x 4,02) / 100
X = 0,201 cmolc K/dm³
Como o solo já tem 0,09 cmolc K/dm³, deveremos repor 0,111 cmolc K/dm³ (0,201 - 0,09).
Quarto Passo:
Calcular a reposição dos 0,111 cmolc K/dm³.
1 cmolc K/dm³ = 0,390g K/dm³ = 390mg K/dm³.
0,111 x 390 = 43,29mg K/dm³.
mg/dm³ x 2 = kg/ha
43,29 x 2 = 86,58 kg K/ha
Quinto Passo:
Transformar K em K2O.
K2O .............K2
(39x2)+16.....39x2
94................78
94/78 = 1,2051
Então, K x 1,205 = K2O
86,58 x 1,25 = 104 kg K2O/ha.
Sexto Passo:
Calcular a quantidade de cloreto de potássio (KCl) necessária para saturar os 5% da CTC do solo:
100 kg KCl............. 60 kg K2O
X kg KCl ............. 104 kg de K2O/ha
X = (104 x 100) / 60
X = 173,33 kg/ha de cloreto de potássio.
Calcular o valor da CTC a pH 7.0 (T). A fórmula para calcular o T é a seguinte:
Ca Mg
Como Aumentar ou Manter, pela Calagem, a Relação Ca:Mg
Nossas últimas postagens têm sido baseadas nos resultados de uma análise de solo hipotética; a partir dela, já escrevemos sobre interpretação dos conceitos básicos, como soma de bases e CTC's; saturações por bases, por ácidos e por alumínio; e cálculo da necessidade de calagem feita em diferentes Estados brasileiros. E partindo da recomendação de calagem vamos abordar, nesta postagem, como manter a relação Ca/Mg, e, até mesmo, aumentá-la.
Nosso solo tem 0,3 cmolc Ca/dm³ e 0,1 cmolc Mg/dm³. Portanto uma relação Ca/Mg igual a 3:1. Temos um calcário dolomítico com 36% de CaO e 15% de MgO.
PRIMEIRO PASSO: Transformar CaO em Ca e MgO em Mg.
1kg de CaO x 0,714719 = 0,714719 kg de Ca
1kg de MgO x 0,603245 = 0,603245 kg de Mg
Para se chegar a estes números procede-se assim (peso atômico): Peso Atomico Ca 40.06
CaO ..............................Ca O 15.99
(40,06+15,99) ...............40,06 ; 56,05 .......40,06 ; 40,06/56,05 = 0,714719
MgO.........................Mg
(24,312+15,99) .....24,312 ; 40,302 ....24,312 ; 24,312/40,302 = 0,603245
Em 10kg teremos 7,14719 kg de Ca ou 7.147,19 g de Ca
Em 10kg teremos 6,03245 kg de Mg ou 6.032,45 g de Mg
cmolc/dm³ de Ca = g Ca x 4,9900
Como surgiu este valor 4,9900?
cmolc Ca/dm³ = peso atomico Ca em g /valência/100
cmolc Ca/dm³ = 40,06/2/100; cmolc Ca/dm³ = 0,2003 g de Ca
1 cmolc/dm³ Ca tem................ 0,2003 g de Ca
............X cmolc Ca......................... 1 g Ca
X = (1 x 1) / 0,2003 = 4,9900
Portanto, cada g Ca tem 4,99 cmolc Ca/dm³
cmolc/dm³ de Ca = 7.147,19 g de Ca x 4,9900 = 35.664,47 cmolc Ca/dm³
Como o calcário dolomítico tem 36% de CaO, teremos para cada 1% aplicado em t/ha o correspondente a 35.664,47 cmolc Ca/dm³ x 36 = 1.283.921,2 cmolc Ca/dm³.
Considerando uma camada de solo de 20 cm, num hectare teremos 2.000.000 dm³.
Em 2.000.000 dm³ de solo temos ....1.283.921,2 cmolc Ca/dm³.
em 1dm³ teremos ..................................X........................
X = 1.283.921 x 1 /2.000.000 = 0,64 cmolc Ca/dm³.
No caso do magnésio, o cálculo será:
cmolc Mg/dm³ = 6.032,45 g de Mg x 8,2344 = 49.673,60 cmolc Mg/dm³
Para conseguir o valor 8,2344 o raciocínio é o mesmo no caso do Ca acima. Considerando o peso atômico do Mg igual a 24,300 g.
1 cmolc Mg/dm³ tem .....................0,1215 g Mg
......X cmolc Mg ....................................1 g
X = (1x1) / 0,1215 = 8,2344
Portanto, cada g Mg tem 8,2344 cmolc Mg/dm³
Como o calcário dolomítico tem 15% de MgO
49.673,60 cmolc Mg/dm³ x 15 = 745.104,09 cmolc Mg/dm³
Adotando o mesmo raciocínio para o hectare e a camada de 20 cm, teremos
49.673,60 cmolc Mg/dm³ /2.000.000 = 0,37 cmolc Mg/dm³
Conclusão do primeiro passo:
O calcário dolomítico em referência fornece:
0,64 cmolc Ca/dm³
0,37 cmolc Mg/dm³
SEGUNDO PASSO: transformar o CaO do calcário calcítico em cmolc Ca/dm³.
O calcítico tem 58% de CaO.
35.664,47 cmolc Ca/dm³ x 58 = 2.068.539,20 cmolc Ca/dm³
Em 2.000.000 dm³ de solo temos....2.068.539,20 cmolc Ca/dm³
em 1dm³ teremos ................................ X cmolc Ca/dm³
X = (1 x 35.664,47) / 2.000.000; X = 1,03 cmolc Ca/dm³
TERCEIRO PASSO: calcular a quantidade da mistura de dolomítico e calcítico.
Como o dolomítico fornece por tonelada 0,37 cmolc Mg/dm³, para manter a relação 3:1 precisamos de 1,11 cmolc Ca/dm³ (0,37x3). O dolomítico fornece 0,64 cmolc Ca/dm³; necessitamos completar o cálcio com o calcário calcítico em 0,47 cmolc Ca/dm³ (1,11-0,64). Como a tonelada de calcítico com 58% de CaO fornece 1,03 cmolc Ca/dm³,precisamos fazer uma regra de três:
Em 1t de calcítico (58% CaO) temos .......1,03 cmolc Ca/dm³
Em X.t de calcítico teremos .....................0,47 cmolc Ca/dm³
X = (1x0,47) / 1,03 = 0,456 t/ha ou 456 kg/ha de calcítico
CONCLUSÃO 1:
"Para cada tonelada de calcário dolomítico com 36% de Cao e 15% de MgO,precisamos acrescentar 456 kg de calcário calcítico com 58% de CaO."
SIMPLIFICAÇÃO:
Podemos utilizar uma outra maneira de calcular os cmolc/dm³ de Ca e Mg sem a necessidade de todos os cálculos feitos anteriormente. Basta aplicar coeficientes, que darão diretamente os valores.
Para cada 1% de CaO multiplicado por 0,01784 teremos cmolc Ca/dm³
Para cada 1% de MgO multiplicado por 0,0248 teremos cmolc Mg/dm³
Vejamos com o dolomítico:
36 x 0,01784 = 0,64 cmolc Ca/dm³
15 x 0,02481 = 0,37 cmolc Mg/dm³
Com o calcítico:
58 x 0,01783 = 1,03 cmolc Ca/dm³
Agora é só calcular as quantidades da mistura, como foi feito acima.
Como se acham os coeficientes 0,01784 e 0,0248?
CaO ........................Ca
(40,06+15,99) .......40,06 ; 56,05 .......40,06 ; 40,06/56,05 = 0,714719
0,714719/40,06 = 0,01784
MgO........................Mg
(24,312+15,99) .....24,312 ; 40,302 ....24,312 ; 24,312/40,302 = 0,603245
0,603245/24,312 = 0,02481
AUMENTAR A RELAÇÃO Ca/Mg PARA 4:1
Cada tonelada de calcário dolomítico fornece 0,37 cmolc Mg/dm³. Para aumentar a relação Ca/Mg para 4:1 precisamos 1,48 cmolc Ca/dm³ (0,37x4).
Como a tonelada de dolomítico fornece 0,64 precisamos de 0,84 cmolc Ca/dm³ (1,48-0,64), que deverão vir do calcítico.
Uma tonelada de calcítico (58% CaO) fornece 1,03 cmolc Ca/dm³. Quanto precisamos de calcítico para fornecer 0,84 cmolc Ca/dm³?
X = 0,84/1,03 = 0,815 t ou 815 kg de calcário calcítico.
CONCLUSÃO 2
" Para aumentar a relação Ca/Mg para 4:1, a cada tonelada de calcário dolomítico (36% CaO e 15% MgO) precisamos misturar 815 kg de calcítico (58% CaO)."
NUTR NO SOLO
CALCULAR OS ESTOQUES DE NUTRIENTES PRESENTES NO SOLO
Tendo a análise de solo nas mãos, como saber em termos quantitativos e de fácil interpretação o quanto de nutrientes há em um determinado solo?
Você tem a análise de solo e nela há, por exemplo, o teor de cálcio expresso em mmolc / dm3. Esta unidade significa uma quantidade de cargas em um dado volume de solo. Mais facilmente, pode-se interpretar a unidade mmolc / dm3 como sendo a quantidade cargas do elemento cálcio (Ca) expressa em mmol ("millimols") em um volume de 1 litro de solo, pois 1 decímetro cúbico (dm3) é igual a 1 litro.
Suponha que no resultado da análise o teor de cálcio seja de 9 mmolc / dm3. Esse número é muito abstrato e pouco palpável para a pessoa que está observando a análise. Por essa razão, deve-se transformar esse número em um número que seja palpável, isto é, de fácil compreensão para facilitar a tomada de decisão do proprietário rural e/ou do técnico da área ambiental. Para tanto, deve-se realizar o seguinte procedimento a ser explicado abaixo.
Geralmente, as análises de solo são feitas na camada de 0 a 20 cm de profundidade do mesmo. Com isso, os resultados apresentados na referida análise correspondem a essa profundidade e assumem que em toda a camada de 0 a 20 cm o teor de cálcio é homogêneo. O primeiro passo para achar a quantidade de cálcio disponível em nosso solo consiste em achar o volume do solo para a profundidade de 0 a 20 cm em uma área tomada como referência de 1 hectare (10.000 m2). Deve-se então fazer o seguinte cálculo:
Volume de solo = 10.000 x 0,2
Volume de solo = 2000 m3
Perceba que multiplicou-se 10.000, que é a área, por 0,2 metro que é a profundidade do solo de 20 cm ou, expresso em metros, 0,2 m. Então, obteve-se o volume de solo de 2000 m3. No entanto, esse valor não é o que estamos buscando. Queremos saber em massa a quantidade de cálcio no solo. Como supomos que em um decímetro cúbico de solo há 9 mmolc de cálcio, procede-se o cálculo:
Quantidade de carga de cálcio em 1 m3 de solo = 9 x 1.000
Quantidade de carga de cálcio em 1 m3 de solo = 9.000
Note que multiplicou-se 9 que é a quantidade de carga de cálcio presente no solo, um valor disponível na análise de solo, por 1.000 que é quantos decímetros cúbicos (dm3) cabem dentro de 1 metro cúbico (m3).
Agora, sabe-se que 1 m3 de solo contém 9000 mmolc de cálcio. Todavia, o volume de nosso solo não é de 1 m3, mas 2000 m3. Assim, faz-se o seguinte cálculo:
Quantidade de carga de cálcio em 2000 m3 de solo = 9.000 x 2000
Quantidade de carga de cálcio em 2000 m3 de solo = 18000000
Uau! Obteve-se um valor extremamente alto! Mas ainda assim, não é possível visualizar facilmente a quantidade de cálcio expresso em massa, pois o que temos é a quantidade de carga que é como está expresso o número do cálculo acima. Para isso faz-se o seguinte cálculo:
1 mmolc de cálcio -----------20 mg
18000000 mmolc de cálcio ------------x mg
x = 360000000 mg
Dividindo-se 360000000 por 1.000.000, converte-se miligrama (mg) para quilograma (kg). Assim, tem-se 360. Ou seja, em um hectare de solo, a camada de 0 a 20 cm possui cerca de 360 quilogramas de cálcio por hectare, um valor muito mais fácil de visualizar do que 9 mmolc / dm3 presente na análise de solo.
Com isso, sabe-se que 9 mmolc / dm3 de cálcio corresponde a 360 quilogramas de cálcio por hectare, um valor relativamente alto. Disso, depreende-se que, ao menos para o nutriente cálcio, não há a necessidade de adicionar esse elemento ao solo por adubação, pois ele está em abundância tendo pouca probabilidade de estar limitando o crescimento de alguma cultura.
Por fim, o número "360" kg de cálcio por hectare se torna ainda mais palpável quando se compara, por exemplo, à quantidade de sacos de gesso equivalente e que poderia ser comprado. Assim, pode-se ter idéia o quanto do nutriente cálcio o solo tem armazenado, ou seja, a quantidade desse elemento em seu estoque de nutrientes para as plantas.
O cálculo exemplificado acima pode ser feito para qualquer base levando-se em conta a sua valência. Assim pode-se ter idéia de estoques de magnésio (Mg2+), de potássio (K+) e de sódio (Na+) na unidade de kg/ha, uma unidade bem mais fácil de visualizar do que o mmolc.
Como calcular kg/ha de adubo para elevar o P do solo?
O solo apresenta um teor de fósforo (P) de 4 mg/dm3 e queremos elevar este nível para 12 mg/dm3, através de uma adubação corretiva de fósforo utilizando um fertilizante fosfatado, o superfosfato triplo que apresenta uma garantia mínima (pela legislação Brasileira de Fertilizantes) de 41% de P2O5. Qual a dose deste fertilizante a ser aplicada por hectare ?
Sabemos que as plantas aproveitam, em média, 15 a 25% do fósforo aplicado no solo. O restante é fixado dependendo de cada tipo de solo, cultura e manejo (ver postagem sobre Ciclo dos fosfatos solúveis). Vamos usar uma média de 20% de fósforo assimilável pela planta.
Se queremos elevar o teor de fósforo do solo para 12 mg/dm3, existe um déficit de 8 mg/dm3 (12-4).
1º Passo:
Sabemos que kg/ha = mg/dm3 x 2
Então, 8 mg/dm3 de P x 2 = 16 kg de P/ha.
2º Passo:
Transformar P em P2O5.
Usemos os pesos atômicos de cada elemento: (arredondando)
P2O5 = (31 x 2) + (16 x 5) = 62 + 80 = 142
Em 142 kg P2O5 temos ............. 62 P
X ................................................. 1P X = 1 x 142 / 62 X = 2,29
Portanto P x 2,29 = P2O5
Logo, 16 x 2,29 = 36,66 kg/ha de P2O5
As necessidades para elevar de 4 para 12 mg/dm3 de P são de 36,66 kg/ha de P2O5
Como 20% do P2O5 é aproveitado, a necessidade real será:
36,66 kg P2O5....... 20%
X ..........................100% X = 100 x 36,66 / 20 = 183,3 kg/ha de P2O5
Para que a planta assimile os 36,66 kg/ha de P2O5 são necessários colocar no solo 183,3 kg/ha de P2O5.
100 kg Superfosfato triplo ......... 41 kg de P2O5
X ............................................ 183,3 kg P2O5
X = 183,3 x 100 / 41 = 447 kg/ha de superfosfato triplo
PORTANTO são necessários jogar 447 Kg/Ha de ST para elevar de 4 mg/dm3 para 12 mg/dm3
CALCULO PARA O ENXOFRE
Como posso fazer esse mesmo tipo de calculo para o enxofre??
Quero elevar meu teor de enxofre de 2 mg dm3 para 20 mg dm3, o fertilizante que pretendo utilizar é o sulfurgran (90%), como faço o calculo da necessidade desse fertilizante?
20 - 2 = 18 mg/dm³ S que vc temque repor.
mg/dm³ x 2 = kg/ha. Então, vc tem que repor 18 x 2 = 36 kg/ha S. Agora uma regra de três:
100 kg sulfurgran tem....... 95 kg S
em X kg sulfurgran teremos...36 kg/ha S
X = (36 x 100) / 95
X = 38 kg/ha de sulfurgran
É interessante fazer análise da camada 20-40 cm 40-60 cm
pois o S tem muita mobilidade no solo. Claro que isto depende do tipo de cultura, sistema radicular, etc
Na analise de solo nos temos o resultado em mg/dm3 de SO4, dessa maneira nos não devemos fazer a conversão para encontrar o valor de S puro??
para o exemplo do fosforo nos temos que multiplicar por 2 para encontrar kg de P/ha e depois por 2,29 para encontrar P2O5/ha, para o enxofre isso não se faz necessário??
Eu lembro que na Faculdade essa questão da conversão de valores para P e K era muito bem abordada, mas no caso do enxofre nada me foi passado, por isso tenha essa duvida ate hj.
usando a massa atômica de cada elemento, temos:
SO4 = S + O4 = 32 + (16x4) = 32+64 = 96
em 96 mg/dm³ SO4 temos ....... 32 mg/dm³ S
em 1 mg/dm³ de SO4 teremos .... X mg/dm³ S
X = (1 x 32) / 96 = 0,3334
Portanto para transformar SO4 em S multiplicamos pelo índice 0,3334
Exemplos:
2 mg/dm³ de SO4 x 0,3334 = 0,67 mg/dm³ de S
0,67 mg/dm³ x 2 = 1,34 kg/ha S
20 mg/dm³ de SO4 x 0,3334 = 6,7 mg/dm³ de S
6,7 mg/dm³ x 2 = 13,4 kg/ha S
Lembre-se que mg/dm³ x 2 = kg/ha
Para transformar S em SO4 utiliza-se o índice 3. Por exemplo, 6,7 mg/dm³ S x 3 = 20 mg/dm³ SO4.
Quanto Adicionar de K para Saturar a CTC do Solo
Quando se corrige a acidez do solo, com calcário, pretendemos elevar o pH do solo a 6,0 e haveria, com isto, a liberação de cargas negativas, na prática, equivalente a 65% da Capacidade de Troca de Cátions - CTC a pH 7.0 conhecida, também como valor "T". Se queremos saturar com potássio (K) 5,0% da CTC do solo, seria necessário calcular o quanto adicionar deste nutriente, empregando um fertilizante, o cloreto de potássio (KCl) que possui, na sua composição química, 60% de K2O. Qual a quantidade de cloreto de potássio que seria adicionada num solo, cuja análise apresentou os seguintes resultados:
K = 0,09 cmolc/dm³
Ca = 0,6 cmolc/dm³
Mg = 0,2 cmolc/dm³
(H+Al) = 5,3 cmolc/dm³
Primeiro Passo:
Calcular o valor da CTC a pH 7.0 (T). A fórmula para calcular o T é a seguinte:
T = K+Ca+Mg+(H+Al) expressa esta CTC em cmolc/dm³.
T = 0,09+0,6+0,2+5,3
T ou CTC a pH 7.0 = 6,19 cmolc/dm³
Segundo Passo:
Calcular quanto foi liberado de cargas negativas, na prática 65% quando se atinge pH do solo igual a 6,0 com a calagem.
100% ..................... 6,19 cmolc/dm³
65% ...................... X cmolc/dm³
X = (65 x 6,19) / 100
X = 4,02 cmolc/dm³
Terceiro Passo:
Calcular quanto do valor 4,02 cmolc/dm³ deverá ser ocupado com 5% de potássio.
100% ...................... 4,02 cmolc/dm³
5% ............................. X cmolc/dm³
X = (5 x 4,02) / 100
X = 0,201 cmolc K/dm³
Como o solo já tem 0,09 cmolc K/dm³, deveremos repor 0,111 cmolc K/dm³ (0,201 - 0,09).
Quarto Passo:
Calcular a reposição dos 0,111 cmolc K/dm³.
1 cmolc K/dm³ = 0,390g K/dm³ = 390mg K/dm³.
0,111 x 390 = 43,29mg K/dm³.
mg/dm³ x 2 = kg/ha
43,29 x 2 = 86,58 kg K/ha
Quinto Passo:
Transformar K em K2O.
K2O .............K2
(39x2)+16.....39x2
94................78
94/78 = 1,2051
Então, K x 1,205 = K2O
86,58 x 1,25 = 104 kg K2O/ha.
Sexto Passo:
Calcular a quantidade de cloreto de potássio (KCl) necessária para saturar os 5% da CTC do solo:
100 kg KCl............. 60 kg K2O
X kg KCl ............. 104 kg de K2O/ha
X = (104 x 100) / 60
X = 173,33 kg/ha de cloreto de potássio.
Calcular o valor da CTC a pH 7.0 (T). A fórmula para calcular o T é a seguinte:
kcL
Com a aplicação, em adubação corretiva, em toda a área, de cloreto de potássio com um teor de 60% de K2O, podemos calcular que esta adubação contribuiu para aumentar o teor de potássio no solo e saturar de potássio a CTC a pH 7,0 a uma determinada percentagem.
Seja um solo que apresenta o valor T igual a 7,2 cmolc/dm³ e o teor de potássio é de 0,08 cmolc/dm³. Foram empregados, neste solo, como adubação corretiva por hectare, a quantia de 400 kg de cloreto de potássio que possui 60% de K2O.
Vamos calcular quanto de K2O fornece os 400 kg de KCl (cloreto de potássio)
Em 100 kg KCl temos .......60 kg K2O
400 kg KCl teremos ................. X .......
X = (400 x 60) / 100 = 240 kg K2O
Por outro lado, considerando os pesos atômicos do potássio K=39 e do oxigênio O= 16 (arredondamos), calcularemos quantos g/ha de potássio (K) representa os 240 kg de K2O.
K2O ------------------ K2
(39x2) + 16 --------- (39x2)
em 94 kg K2O .......... 78 kg K
em 240 kg K2O ............ X.....
X = (94 x 240) / 78 = 199 kg/ha K = 199.000 g K/ha
Considerando que 1 hecatre de solo à profundidade 0-20 cm tem 2.000³ ou 2.000.000 dm³:
199.000 g k ........ 2.000.000 dm³
..........X...........................1 dm³
X = (1 x 199.000) /2.000.000 = 0,0995 g/dm³ K
cmolc/dm³ K = peso atômico (g)/valência/100
cmolc/dm³K = 39 g/1/100 = 0,039 g/dm³
1 cmolc/dm³ K ..................0,39 g/dm³
..........X..............................0,0995 g/dm³
X = (0,0995 x 1) / 0,39 = 0,25 cmolc/dm³ K
Como o solo já tem 0,08 cmolc/dm³ K ele ficou com 0,33 cmolc/dm³ (0,25+0,08).
Para saber que percentagem da CTC foi saturada com potássio:
Em 7,2 cmolc/dm³ ................. 0,08 cmolc/dm³ K
............ X ....................................0,33 cmolc/dm³ K
X = (0,33 x 7,2) / 0,08 = 4,58%
tab1
pH g/dm3 mg/dm3 mmolc/dm3 V% m% mg/dm3 mg/dm3 Relacoes Relação Milho Calagem
CaCl2 MO P K Ca Mg Na Al H+Al SB T S Fe Mn Zn Cu B Ca/Mg Ca/k Mg/K N-P-K PRNT 100
4.9 10 5 1.7 13 6 0 1.75 16 20.7 36.7 56 4.7683923706 5 18.7 10.2 0.4 0.6 0.07 2.2 7.6 3.5 15-80-30 5.0
6.1 8 8 1.2 23 10 0 0 11 34.2 45.2 76 0 5 8.5 7.5 0.5 0.4 0.1 2.3 19.2 8.3 15-50-45 -2.6
5.6 8 6 2 18 7 0 0 10 27 37 73 0 6 10.4 9.9 0.6 0.6 0.16 2.6 9.0 3.5 15-80-30 -1.1
6.2 9 5 0.4 17 8 0 0 12 25.4 37.4 68 0 5 6.1 7.7 0.4 0.6 0.19 2.1 42.5 20.0 15-80-60 0.8
CTC efetiva (t) = K + Ca + Mg + Na + (H+Al) ou, também,
Soma de bases (SB) = K + Ca+ Mg + Na, valor expresso em cmolc/dm³.
tab2
mmol/dm3 mg/dm3 Kg % mg/dm3 % Ca/Mg Ca/K Mg/K (Ca+Mg)/K (Ca/Mg)/K RECOM. CALAGEM V 40% V 50% V 60% V 70%
DATA GLEBA Ph CaCl AL H+AL CA Mg CTC K P KCL K V Al M.O. ARE ARG SIL 1,5 a 3,5 8 a 16 3 a 6 12 a 20 3 a 8 Ton/Ha MÊS/ANO MODO Kg / Ha Kg / Ha Kg / Ha Kg / Ha
4.9 2 16 13 6 37 1.7 5 -958 4.63 56 8 10 35 56 9 2.17 7.65 3.53 11.18 12.75 -753 -294 165 624
6.1 0 11 23 10 45 1.2 8 250 2.65 76 0 8 2.30 19.17 8.33 27.50 19.17 -2015 -1450 -885 -320
TEM UM EXEMPLO DE DUAS ANALISES DE SOLOS. PARA VER OS RESULTADOS SATURAÇÃO DE BASES (V%) DESEJADO
APENAS SUBSTITUA OS VALORES QUE ESTÃO COM FUNDO AMARELO, POIS OS DEMAIS JÁ ESTÃO COM FÓRMULA.
CALCÁRIO PARA CÁLCULO PRNT 85 %.
No caso da soja, a EMBRAPA preconiza uma relação Ca:Mg igual a 3,5
calagem_
O somatório dos cátions, Ca, Mg, K e Na é chamado de Soma de Bases Trocáveis (SB). A adição do Al+3 ao valor da SB resulta na Capacidade de Troca de Cátions Efetiva (t) no pH atual do solo.
A adição do H + Al ao SB resulta na Capacidade de Troca de Cátions a pH 7,0, CTC a pH 7,0 ou T.
t ou CTC efetiva mostra a quantidade de bases trocaveis ou Al+3, que o solo possui ou pode ceder à Planta.
T ou CTC a pH 7,0 dá uma ideia do potencial de bases trocaveis que o solo pode reter em forma disponível, caso sua acidez seja corrigida.
Porcentagem de Saturação de Bases a pH 7,0 (V%) V% = 100*SB / CTC a pH 7,0
m% Saturação por aluminio t portanto m%=100 x Al+3/CTC efetiva
Algumas vezes usa-se o principio da necessidade de fornecer, no mínimo, 20 mmol/dm3 de Ca+Mg, ao solo para que as plantas tenham um crescimento radicular satisfatório. Assim, a NC = [20-(Ca+Mg)/10, sendo Ca e Mg em mmolc/dm3, esse somatório no solo seria aumentado em 20 vezes. Em alguns estados nordestinos, recomendam o usoda formula, em Go e Minas usam o somatório das duas fórmulas ficando NC = {Y x Al+3+[X - (Ca + Mg)]}/10 sendo X em função das exigências das culturas, na tabela abaixo, Y (1,2,3 de acordo com o teor de argila no solo).
Sistema Adotado por Goiás
NC (T/Ha) = Al+3 x Y + [X – (Ca+2 + Mg+2)]
NC (T/Ha) = Al+3 x 2 + [1,2 – (Ca+2 + Mg+2)] x f
Y = 1 quando solos arenosos < 15% Argila (<150 g/dm3 de argila)
Y = 2 quando solos testura média 15 a 35% Argila (150-350 g/dm3 de argila)
Y = 3 quando solos argiloso > 35% Argila (>350 g/dm3 de argila)
X = 2 para maioria das culturas, Solos com teor argila < 20% usar o valor 1,20
X = 1 para florestais
f = 100 / PRNT
Relacao Unidades
Relações Entre as Principais Unidades
Após discussões em vários simpósios e congressos, ficou convencionado a utilização das
unidades aceitas pelo Sistema Internacional de Medidas. Por esta razão, muitas unidades já
bem conhecidas pelos técnicos, como por exemplo: ppm, meq/100g e % para matéria orgânica
e macronutrientes foliares entraram em desuso. Por esta razão, são citadas abaixo algumas
relações de unidades para facilitar a interpretação das análises de solo e foliar.
% = dag/kg
Relações mais importantes
ppm = mg/dm3 = mg/kg = mg/L
K x 1,2 = K2O
meq/100g = cmolc/dm3
P x 2,29 = P2O5
mmolc/dm3 = cmolc/dm3 x 10
Ca x 1,4 = CaO
% x 10.000 = mg/dm3
Mg x 1,7 = MgO
mg/dm3 x 2 = kg/ha
Ca x 2,5 = CaCO3
mol/dm3 x mol = g/dm3
cmol/dm3 x mol = cg/dm3
mmol/dm3 x mol = mg/dm3
Múltiplos e Submúltiplos das Unidades
Prefixo Significado Peso Volume Medida Concentração Fator de conversão
k kilo kg kL km kmol Unidade x 1000
h hecto hg hL hm hmol Unidade x 100
da deca dag daL dam damol Unidade x 10
- unidade g L m mol Unidade
d deci dg dL dm dmol Unidade / 10
c centi cg cL cm cmol Unidade / 100
m mili mg mL mm mmol Unidade / 1000
TAB CONVER
g/dm3 mg/dm3 g/dm3 x 1000
g;kg g/dm3 g/kg x 1000
g/kg kg/ha g/kg x 2000
mg/dm3 g/dm3.g/kg mg/dm3 x 0,001
K mg/dm3 = K cmol/dm3 x 390
Plan4
RECOMENDAÇÃO AGRONÔMICA
ANÁLISE DE SOLO
IDENTIFICAÇÃO Laboratório
Nº protocolo
Data Expedição
Nome do Associado
Localidade
Município / Estado
Denominação Área Beneficiada
Amostra 1 Amostra 2 Amostra 3 Amostra 4
Cultura a ser Implantada
Produção Esperada
RESULTADOS ANÁLISE DE SOLOS Código Amostra
Nº do NIRF da área beneficiada
Área (ha)
Argila %
Classe Textural Solo
pH água
Índice SMP
V1 % (saturação bases)
P (mg/dm³)
Teor de P no Solo
K (mg/dm³)
CTCpH7, cmolc/dm3
Teor de K no Solo
RECOMENDAÇÃO DE ADUBAÇÃO E CALAGEM
CALCÁRIO Método Utilizado
PRNT do Calcário
Quantidade ton./ha
Época Aplicação
Método Aplicação
FÓSFORO Nome Comercial do Produto
Formulação N-P-K
Quantidade Kg/ha
Época Aplicação
Método Aplicação
POTÁSSIO Nome Comercial do Produto
Formulação N-P-K
Quantidade Kg/ha
Época Aplicação
Método Aplicação
OBS:
______________________________
Responsável Técnico:
Crea:
CPF:
calagem
Vamos abordar como calcular a necessidade de calagem para a análise de solo comentada em publicação anterior onde, baseado em resultado de uma análise de solo, calculamos os diversos conceitos básicos: soma de bases, CTC's efetiva (t) e potencial (T), saturação por bases (V%), saturação por alumínio (m%), percentagem de saturações de Ca, de Mg e de K, e relação Ca/Mg. O leitor pode obter estas informações acessando o link abaixo:
Interpretando uma análise de solo
O resultado obtido no cálculo dos conceitos básicos da análise do solo está representado no quadro a seguir:
Baseando-se nos dados acima podemos determinar:
argila - 650 g/kg = 65%
Soma de bases (SB) = K + Ca+ Mg + Na, valor expresso em cmolc/dm³.
O potássio é o único cátion trocável que não está expresso em cmolc/dm³, e sim em mg/dm³. Portanto, precisamos convertê-lo. Ora,
mg K/dm³ x 0,0025575 = cmolc/dm³.
Como na análise temos 24 mg de K/dm³, portanto 24 x 0,0025575 = 0,06 cmolc/dm³. Agora estamos apto a calcular a SB, as CTC's, V%, etc.
Soma de bases (SB) = 0,06 + 1,8 + 0,6 + 0,09 = 2,55 cmolc/dm³.
Se quisermos converter cmolc em mmolc é só multiplicar por 10. Então, SB = 25,5 mmolc/dm³.
Para saber como se faz este cálculo, PLANILHA CMOLC CONV
CTC efetiva (t) = K + Ca + Mg + Na + Al ou, também,
t = SB + Al
t = 2,55 + 1,1 PORTANTO t = 3,65 cmolc/dm³ ou 36,5 mmolc/dm³
CTC a pH 7,0 ( T ) = SB + (H + Al) PORTANTO T = 2,55 + 5,0
T = 7,55 cmolc/dm³ ou 75,5 mmolc/dm³
Saturação por bases (V%) = (100 x SB) / T PORTANTO V% = (100x2,55) / 7,55 V = 33,78%
Saturação por alumínio (m%) = (100 x Al) / t
m% = (100 x 1,1) / 3,65
m = 30,13%.
Até aqui, avalia-se um solo pobre em bases trocáveis, de baixa fertilidade, havendo necessidade premente de neutralizar a acidez do solo visto que V% é muito baixo, CTC a pH 7,0 está na faixa média e a saturação por alumínio (m%) muito alta. Solos com V menor que 50% são considerados não férteis. No cálculo da calagem, busca-se elevar o V% para 50 a 70%, dependendo de cada cultura. Solos com saturação por alumínio (m) maior que 20% devem ter a acidez neutralizada para permitir o desenvolvimento das plantas.
Saturação de Ca (%) = (100xCa) / T
Saturação de Ca (%) = (100x1,8) / 7,55
Saturação Ca = 23,80%
Saturação Mg % = (100x0,6) / 7,55
Saturação Mg = 7,94%
Saturação de K % = (100x0,06) / 7,55
Saturação K% = 0,8%.
Analisando-se estas saturações nota-se um desbalanço nas saturações de cátions. O ideal deveria ser:
Ca = 60 a 70%,
Mg = 10 a 20%
K = 2 a 5%.
A saturação de K está muito baixa o que exige uma aplicação corretiva com adubo potássico, neste solo.
Relação Ca/Mg = 1,8/0,6
Ca/Mg = 3.
O calcário deve ter uma relação de Ca e Mg próxima a esta. O técnico pode aumentar esta relação para 4:1 ou 5:1. Acessando o link abaixo você encontrará maiore informações sobre como manter ou aumentar a relação Ca/Mg. ABRA PLANILHA Ca/Mg
Cálculo da Calagem pelo Método de Saturação por Bases (V%)
O cálculo da necessidade de calagem para este solo será através da saturação por bases, V%. Na análise em estudo, encontramos um V = 33,78%, que é muito baixo, o que caracteriza solo de baixa fertilidade, associado a uma saturação por alumínio alta, ou seja, m = 30,13%. Um valor m% maior que 20 é indicativo de necessidade de calcário para neutralizar a acidez e criar condições favoráveis para o desenvolvimento das plantas e para aumento da produtividade. Outros autores apontam um valor acima de 10% para caracterizar a necessidade de calagem. Solos com m% maior que 50 são considerados solos álicos.
Vamos elevar o V% para 60 e 70%. A fórmula para cálculo da necessidade de calagem (NC) é a seguinte:
NC (t/ha) = (V2-V1) x T x f / 100
Onde,
V2 - é o valor que queremos elevar;
V1 - é valor encontrado na análise;
T = capacidade de troca de cátions a pH 7,0;
f - fator de correção do PRNT do calcário a ser utilizado.
Toda recomendação de calagem é baseada em calcário com PRNT = 100%. Se o calcário a ser aplicado possui um PRNT diferente deste, deve ser feita a correção.
f = 100 / PRNT do calcário usado.
Seja um calcário com PRNT de 80% que vai ser usado para a calagem. Logo,
f = 100/80 = 1,25.
Aplicando na fórmula, para elevar o V2 = 60%, teremos:
NC t/ha = (60 - 33,78) x 7,55 x 1,25 / 100
NC = 2,5 t/ha.
Se quisermos elevar o V2 para 70%, a NC será:
NC t/ha = (70-33,78) x 7,55 x 1,25 / 100
NC = 3,4 t/ha.
No Paraná, usa-se, também, o cálculo da necessidade de calcário a partir do teor de alumínio.
NC t/ha = Al³+ x 2
NC t/ha = 1,1 x 2
NC = 2,2 t/ha.
Se o calcário apresentar um PRNT de 65% será preciso fazer a correção (f):
f = 100/65
f = 1,54, ou seja:
NC t/ha = 2,2 x 1,54
NC = 3,4 t/ha.
A determinação da quantidade de cálcarioa ser aplicado no solo, para a correção da acidez é feita por métodos de neutralização do Al³ e suprimentos de Ca² e Mg². Os Estados brasileiros têm diferentes fómulas para realizar este cálculo. Vamos informar cada uma delas.
1 - Neutralização do Al3+ e suprimento de Ca2+ e Mg2+
Estado do Espírito Santo e Goiás se usa a fórmula abaixo com algumas variações:
N.C. (t/ha) = Al3+ x 2 +[2 - (Ca+2 + Mg+2)]
No Estado de Goiás o valor 2 da fórmula é substituído pelo valor 1,2 em solos com teor de argila menor que 200 g/dm3.
Estado de Minas Gerais, a fórmula acima sofre uma variação:
N.C. (t/ha) = Al3+ x Y +[X - (Ca2+ + Mg2+)]
Onde (Y), é igual a:
1 para solos arenosos (menos de 150 g/dm3 de argila)
2 para solos de textura média ( 150 a 350 g/dm3 de argila)
3 para solos argilosos (mais de 350 g/dm3 de argila)
(X) = 2 para a maioria das culturas
1 para espécies florestais
2 para cafeeiro
2 - Saturação de bases do solo
Este método consiste na elevação da saturação por bases trocáveis (V%) para um valor que proporcione o máximo rendimento econômico do uso do calcário.
A fórmula a ser utilizada é a seguinte:
N.C. (t/ha) = (V2 –V1) x T x f / 100
Onde:
V1 = valor atual da saturação de bases trocáveis do solo;
V2 = valor de saturação de bases trocáveis que se deseja;
T = capacidade de troca de cátions;
f = fator de correção do PRNT. f = 100/PRNT
Se a análise fornecer o teor de potássio K em mg/dm3 deve-se fazer a correção para cmolc/dm3 cmolc/dm3 de K = mg/dm3 x 0,002564
O valor de saturação de bases trocáveis (V2) vai depender da região. Em São Paulo e Mato Grosso do Sul é 60%. No Paraná é de 70% e nos solos sob vegetação de Cerrados é de 50%.
Interpretando uma análise de solo
CMOLC CONV
Unidade cmolc/dm³ e suas Conversões
Centimolc, ou cmolc, é igual a 10 mg de hidrogênio. Para se calcular o cmolc/dm³ é necessário conhecer o peso atômico do elemento (em g) e sua valência. O hidrogênio (H+) tem um peso atômico de 1,008g e é monovalente; o cálcio (Ca²+) tem peso atômico igual a 40,08g, o magnésio (Mg²+), 24,312g e ambos são bivalentes; o alumínio (Al³+), 26,981g e é trivalente; o potássio (K+), 39,102g e é monovalente.
A fórmula para calcular cmolc/dm³ é a seguinte:
cmolc g/dm³ = peso atômico em g /valência/100
Aplicando esta fórmula temos:
1. H+
cmolc/dm³ H+ = 1,008g/1/100 = 0,01008 g
Ora, numa grama temos 1000 mg, então: 0,01008g H+ = 10 mg H+
2. Ca²+
cmolc/dm³ Ca² = 40,08g/2/100 = 0,2004 g Ca = 200 mg de Ca.
Assim, 200 mg de Ca deslocam 10 mg de H+
3. Mg²+
cmolc/dm³ Mg² = 24,312g/2/100 = 0,12156 g Mg = 121,56 mg Mg
4. K+
cmolc/dm³ K = 39,102 g/1/100 = 0,39102 g = 391,02 mg K
5. Al³+
cmolc/dm³ Al³ = 26,981g/3/100 = 0,08994g = 89,94 mg.
No caso de expressar em molimolc, ou mmolc, a fórmula é a seguinte:
mmolc = peso atômico em g/valência/1000
mmolc H+ = 1,008 g/1/1000 = 0,001 g = 1 mg H+
No cálculo do cmolc e do mmolc, a diferença é que no cmolc divide-se por 100, enquanto no mmolc divide-se por 1.000.
Como converter 0,06 cmolc/dm³ de K em mg/dm³?
No sistema antigo usava-se as expressões ppm e ug/cm³, que foram substituídas no Sistema Internaciomal por mg/dm³. Então:
1 cmolc/dm³ de K tem ............391 mg/dm³
0,06 cmolc/dm³ de K tem..... .... X mg K/dm³
X = (0,06 x 391) / 1
X = 24 mg K/dm³
Ou fazer diretamente multiplicando por 391 (lembre-se que 1 cmolc K = 391 mg) a quantidade de cmoc de K. Ou seja, 0,06 x 391 = 24 mg K/dm³.
E o inverso? Como converter mg K/dm³ em cmolc/dm³?
Utiliza-se o coeficiente 0,0025575 que surgiu desta regra de três:
1 cmolc/dm³ de K tem ............391 mg/dm³
X cmolc/dm³ de K tem..... .... 1 mg K/dm³
X = (1 x 1) / 391
X = 0,0025575 cmolc K/dm³
Se cada 1 mg K/dm³ tem 0,0025575 cmolc K/dm³, conclui-se que 24 mg K/dm³ x 0,0025575 corresponde a 0,06 cmolc K/dm³.
Como converter mg/dm³ em kg/ha?
Um hectare possui 10.000 m². A camada arável é, em geral, 20 cm ou 0,20 m. Desta maneira, o volume de solo num hectare será: 10.000 m² x 0,20 m = 2.000 m³.
Ou, 2.000 m³ = 2.000.000 dm³
Em 1 dm³ de solo temos .............. 24 mg K
Em 2.000.000 dm³ teremos......... X mg K
X = (2.000.000 x 24) / 1
X = 48.000.000 mg K = 48 kg K/ha.
Para racionalizar, basta multiplicar por 2 a expressão mg/dm³ (mg/dm³ x 2 = kg/ha). O fósforo é expresso em mg/dm³, assim sendo 15 mg P2O5/dm³ = 15 x 2 = 30 kg P2O5/ha.
Como converter kg/ha em g/kg?
Basta multiplicar kg/ha por 0,0005 ou seja: 48 kg K/ha x 0,0005 = 0,024 g/kg
Como surgiu estes 0,0005?
Vimos que 1 ha na camada arável de 20 cm tem 2.000 m³.
Se 1 m³ tem 1.000 kg, 2.000 m³ terão 2.000.000 kg. Um quilo tem 1.000 g. Então, g/kg = 1000 /2.000.000 = 0,0005.
Conclusão:
mg/dm³ x 2 = kg/ha
kg/ha x 0,0005 = g/kg
mg K/dm³ x 0,0025575 = cmolc K/dm³
cmolc K/dm³ x 391 = mg K/dm³
Pratique! Faça os cálculos para Ca, Mg, obedecendo o raciocínio feito para o potássio (K).
gesso CaMgK
Quando o solo possui Mg+2 menor que 8 mmolc/dm3 principalmente quando se usa adubação pesada com K2O, na cultura do algodão, deve-se dar preferencia à aplicação de calcário dolomitico ou magnesiano, pois evita-se acentuado antagonismo K/Mg na planta.
O calcário em geral não corrige o pH em camadas mais profundas. Neste caso, se na camada de 20 a 40 cm o teor de Ca for menor que 3 mmolc/dm3, e ou o alumínio for maior que 5 mmolc/dm3 e ou a saturação por Al+3, for maior que 30%, deve-se fazer a gessagem.
Alguns pesquisadores, entretanto, mostram que a acidez subsuperficial é prejudicial quando o teor de Ca+2 é menor que 40% da CTC efetiva e ou a saturação Al+3 for maior que 30%. Para algodão recomendam a aplicação do gesso para neutralizar a acidez subsuperficial (30 a 50 cm) quando a saturação com Al+3 for maior que 20% e ou a saturação com Ca+2 for menor que 60% da t.
Principio Petrofertil: para elevar os teores de Ca+2 para 20 mmolc/dm3 ou reduzir os teores de Al+3 para 5 mmolc/dm3 usa se as formulas NG = ((20 - Ca+2)/10)) x 2,5 NG = ((Al+3 - 5)/10) x 2,5 portanto, são necessários 2,5 t de gesso para aumentar ou trocar 10 mmolc/dm3 de Ca+2 ou Al+3 respectivamente.
GESSO (CaSO4.2H2O sulfato de cálcio di-hidratado)
Em São Paulo é indicado a substituição do Ca do calcário por 25% do Ca do gesso.
Exemplo de Cálculo: NC= 4 ton/há, contendo 40% de CaO
4.000 kg de Calcário ---------- 1600 kg de CaO
25% de 1600kg CaO ------- 400 kg de CaO
Cálculo da quantidade de gesso
100 Kg de Gesso -------- 25 Kg de CaO
X Kg de Gesso ------------- 400 Kg de CaO
Recomendação Final = 3 000 Kg de Calcário + 1600 Kg de Gesso.
CÁLCULO PARA SATURAÇÃO EM Al+3 %
Al+3 = 3,2 meq/100 cm3 Ca+2 + Mg+2 = 1,5 meq/100cm3
Al% = (3,2 x 100) / (3,2 + 1,5) = 68,1 %
Teor de Corretivo Teor de CaO (%) Teor de MgO (%) Teor de S (%) Teor de MgO (%)
Calcário Calcítico 40-45 <5 <5
Calc.Magnesiano 31-39 5-Dec 5-Dec
Calc. Dolomítico 25-30 >12 >12
GESSO 17-20 Ca ou 25-28 CaO 14-17% S 0,6-0,75 P2O5
Converte Nutri
Interpretação Análise do Solo - Conversão de Nutrientes
1. como calcular a porcentagem de um elemento dentro de uma substância química;
2. como calcular a porcentagem de saturação de um nutriente em relação a CTC a pH 7,0;
3. como transformar os nutrientes em seus respectivos óxidos e vice-versa;
4. como transformar K e Na de mg/dm³ para cmolc/dm³ ou mmol/dm³.
1. Percentual do elemento no referido composto químico
Para isto, precisamos saber a fórmula do composto, as massas atômicas de cada elemento e a massa molecular.
Exemplo: Carbonato de cálcio CaCO3, qual a participação em percentual de Ca, C e O.
A massa atômica do Ca é 40, a do C é 12 e a do O é 16.
Então, a massa molecular do CaCO3 = 40 + 12 + (16x3) = 100
100 g CaCO3 .............. 100%
40 g Ca ..................... X %
X = (40 x 100) / 100
X = 40 % de Cálcio
100 g CaCO3 ............. 100%
12 g C ..................... X %
X = (12 x 100) /100
X = 12% de Carbono
100 g CaCO3 ............. 100%
48 g O ..................... X %
X = (48 x 100) / 100
X = 48% de Oxigênio
2. Porcentagem de saturação de um elemento
Para esta finalidade, a fórmula a ser usada é a seguinte:
% saturação nutriente = (100 x teor do nutriente) / CTC a pH 7,0 (T)
Exemplo:
Teor de cálcio (Ca) no solo = 3,6 cmolc/dm³; CTC (T) do solo = 5,67 cmolc/dm³
% saturação de Ca = (100 x 3,6) / 5,67
% saturação de Ca = 63,5 %
O raciocínio é o mesmo para K, Mg considerando os teores destes nutrientes na análise do solo. Um cuidado deve ser tomado: o nutriente e a CTC devem estar, ambos, expressos em cmolc ou mmolc/dm³.
3. Transformar dados em mg/dm³ para cmolc ou mmolc/dm³
Isto acontece muito com o K e o Na. Alguns laboratórios usam expressar o K em mg/dm³ e/ou indicar o teor em cmolc ou mmolc/dm³. Quando o K é expresso somente em mg/dm³, deve-se fazer a conversão para cmolc ou para mmolc/dm³. Porque a soma de bases (SB), a CTC efetiva (t) e a CTC a pH 7.0 (T) são expressas em cmolc ou mmolc/dm³.
Cuidar para que todos os nutrientes estejam expressos em cmolc ou em mmolc/dm³. Para visualizar a transformação de mg/dm³ para cmolc ou mmolc/dm³ Clique Aqui.
Quanto ao sódio (Na), o cálculo é o seguinte:
1 cmolc = massa atômica em g / valência / 100
1 cmolc Na = 23 g / 1/ 100
1 cmolc Na = 0,23 g Na = 230 mg Na
1 cmolc/dm³ Na ............ 230 mg/dm³ Na
.....X cmolc/dm³ Na ....... 1 mg/dm³ Na
X = (1 x 1) / 230
X = 1/230
X = 0,004348 cmolc/dm³ Na
Ou seja, 1 mg/dm³ de Na corresponde 0,004348 cmolc/dm³ Na
Para expressar em mmolc basta multiplicar o valor de cmolc/dm³ por 10, ou seja, 0,04348
Exemplo: 42 mg/dm³ Na
42 x 0,004348 = 0,18 cmolc/dm³
42 x 0,04348 = 1,8 mmolc/dm³
4.Transformar os nutrientes nos seus respectivos óxidos e vice-versa
1. transformar P em P2O5 e vice versa
P2O5 ................ ....P2
(31x2)+(16x5).....31x2
(142) ................ (62)
Em 142 g P2O5 temos ....... 62 g P
...........X g P2O5 ............... 1 g P
X = (1 x 142) / 62
X = 2,29
P x 2,29 = P2O5
Em 142 g P2O5 temos ....... 62 g P
Em 1 g P2O5 teremos......... X g P
X = (1 x 62) / 142
X = 0,436
P2O5 x 0,436 = P
2. transformar Mg em MgO e vice-versa
MgO .............. Mg
(24+16)......... (24)
(40) ............. (24)
Em 40 g MgO temos ....... 24 g Mg
....... X g MgO ................ 1 g Mg
X = (1 x 40) / 24
X = 1,67
Mg x 1,67 = MgO
Em 40 g MgO temos ....... 24 g Mg
Em 1 g MgO teremos ....... X g Mg
X = (1 x 24) / 40
X = 0,6
MgO x 0,6 = Mg
3. Transformar ZnO em Zn e vice-versa
ZnO .................... Zn
65+16................. 65
(81) ................. (65)
Em 81 g ZnO temos ......... 65 g Zn
em X g ZnO teremos......... 1 g Zn
X = (1 x 81) / 65
X = 1,246
Zn x 1,246 = ZnO
Em 81 g ZnO temos ......... 65 g Zn
em 1 g ZnO teremos......... X g Zn
X = (1 x 65) /81
X = 0,803
ZnO x 0,803 = Zn
O raciocínio dos exercícios acima se aplica, também, às transformações de K em K2O, de CaO em Ca, outros elementos, e vice-versa, desde que se utilize as massas moleculares e as massas atômicas dos respectivos nutrientes.
Cuidar para que todos os nutrientes estejam expressos em cmolc ou em mmolc/dm³. Para visualizar a transformação de mg/dm³ para cmolc ou mmolc/dm³ Clique Aqui.
interpretacao
Interpretando os Conceitos Básicos da Análise do Solo
Na interpretação de uma análise de solo, vários conceitos básicos são importantes para uma recomendação de fertilizantes e corretivos para determinada cultura; conceitos como a soma de bases (SB), CTC efetiva (t) e CTC a pH 7,0 (T), percentagem de saturação por bases (V%), percentagem de saturação por ácidos (M%), e percentagem de saturação por alumínio (m%), e, é claro, mais os teores de pH em água ou em outro extrator, teor de argila, teores de macronutrientes primários (NPK), de Ca e Mg, e de micronutrientes. Um conjunto de informações necessárias para um bom conhecimento da fertilidade do solo, e, através deles, o ponto de partida para uma recomendação de adubação e correção do solo. Dependendo do laboratório, muitas vezes alguns dados devem ser calculados pelo técnico; daí o objetivo desta postagem.
Para melhor ilustração dos diversos conceitos, partiremos de um exemplo baseado numa informação de dados hipotéticos da análise do solo.
Aqui surgiu um problema: o K está expresso em mg/dm³. A soma de base (SB) é expressa em cmolc/dm³; todos os elementos têm que estar expressos em cmolc/dm³. Sendo assim, o potássio (K) deve ser transformado em cmolc/dm³.
Para converter mg/dm³ de K em cmolc/dm³, multiplica-se por 0,0025582:
24 mg de K/dm³ x 0,0025582 = 0,06 cmolc/dm³
Se os outros elementos que fazem parte da "soma de bases" estiverem expressos em mmolc/dm³, a conversão é a seguinte: 24 mg de K/dm³ x 0,025582 = 0,6 mmolc/dm³; ou simplesmente:0,06 cmolc/dm³ x 10 = 0,6 mmolc/dm³. Lembre-se que cmolc/dm³ x 10 = mmolc/dm³.
SOMA DE BASES (SB)
SB = Ca+Mg+K+Na expresso em cmolc/dm³ ou mmolc/dm³.
SB = 0,3+0,1+0,06 = 0,46 cmolc/dm³ ou 4,6 mmolc/dm³.
CAPACIDADE DE TROCA DE CÁTIONS EFETIVA (t)
t = Ca+Mg+K+Na+Al expresso em cmolc/dm³ ou mmolc/dm³.
t = 0,46+1,3 = 1,76 cmolc/dm³ ou 17,6 mmolc/dm³.
CAPACIDADE DE TROCA DE CÁTIONS A pH 7,0 (T)
T = Ca+Mg+K+Na+(H+Al) expresso em cmolc/dm³ ou mmolc/dm³.
T = 0,46+5,0 = 5,46 cmolc/dm³ ou 54,6 mmolc/dm³.
PERCENTAGEM DE SATURAÇÃO POR BASES (V%)
V (%) = (SB x 100) / T
V (%) = (0,46 x 100) / 5,46; V = 8,42%
PERCENTAGEM DE SATURAÇÃO POR ÁCIDOS (M%)
M (%) = 100-V
M = 100-8,42; M = 91,58%PERCENTAGEM DE SATURAÇÃO POR ALUMÍNIO (m%)
m (%) = (100 x Al) / t
m (%) = (100x1,3) / 1,76; m = 73,86%
ATENÇÃO: Cuide para usar corretamente os valores em cmolc/dm³ ou mmolc/dm³. Não misture-os para não chegar a valores incorretos.
Os resultados obtidos acima são descritos no quadro abaixo:
INTERPRETANDO OS RESULTADOS OBTIDOS ACIMA:
1) o solo se caracteriza por uma pobreza muito grande de nutrientes;
2) o solo apresenta um pH excessivamente ácido. Isto é uma limitante para o desenvolvimento das culturas sensíveis à acidez, e à disponibilidade de nutrientes que, por sua vez, já é bastante baixa: a produção da lavoura será limitada por estes fatores. Então, a necessidade imperiosa de proceder-se à correção da acidez e à elevação dos níveis de fertilidade do solo;
3) a CTC efetiva é muito baixa. Os solos, nas condições de muita acidez, apresentam baixa capacidade de reter cátions: as perdas de nutrientes, por lixiviação, são muito grandes. Apesar deste solo apresentar 650 g/kg de argilas, elas devem ser de baixa reatividade: pode ser uma caulinita (1:1) ou óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio;
4) chegamos ao resultado que 73,86% dos pontos de troca estão ocupados pelo alumínio (Al), ou uma percentagem de quanto da CTC efetiva está ocupada pelo alumínio trocável ou acidez trocável; isto provoca sérias limitações no desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, à produção das mesmas. Quanto mais ácido é um solo, maior o teor de Al trocável, menor os teores de cátions trocáveis, menor a soma de bases, e uma maior saturação de alumínio;
5) a CTC a pH 7,0 no valor de 5,46 confirma a baixa reatividade das argilas deste solo mesmo que ele contenha 650 g/kg delas;
6) o solo apresenta uma percentagem de saturação por bases (V%) muito baixa, 8,42%. O valor V dá uma idéia de quanto por cento dos pontos de troca de cátions estão ocupados por bases: em outras palavras, quanto por cento das cargas negativas estão ocupadas por Ca, Mg, K, Na, e passíveis de troca a pH 7,0 em comparação com aqueles pontos ocupados por H+Al. Este solo analisado é considerado de fertilidade muito baixa. Uma necessidade alta de calagem será precisa para elevar a saturação de bases. Solos que apresentam valores de V menor que 50% são considerados de baixa fertilidade, enquanto os com V maior que 50% são considerados solos férteis. A saturação de bases (V%) é muito utilizada, em alguns Estados brasileiros, para calcular a necessidade de calagem.
Em postagem posteriorserá abordado o assunto sobre cálculo da necessidade de calagem, ou seja, as fórmulas utilizadas em alguns Estados do Brasil.
CNA
Melhores Relaçoes K,Ca,Mg para Cana-de-Açúcar
Existem certas relações entre nutrientes do solo, os quais podem estabelecer parâmetros para uma análise das respostas das culturas a eles. Os nutrientes mais usados são: potássio (K), cálcio (Ca) e o magnésio (Mg). Na cana-de-açúcar, estas relações nos dão uma idéia sobre a resposta da planta à aubação potássica e à produtividade. As relações mais usadas são: K/Ca+Mg; Ca/K; Mg/K e Ca/Mg.
Na produtividade usa-se,como referência, o TCH. O que significa TCH ? Esta sigla significa: "Tonelada de Colmos por Hectare". Como se calcula, na prática, o TCH ? Para se encontrar o valor TCH usa-se a seguinte fórmula:
TCH (t/ha) = peso da parcela x 10 / tamanho da parcela em m².
Por exemplo: o produtor de cana demarca uma parcela de 10x10 metros (100m²), colhe o produto e, por hipótese, o peso foi de 1000 quilos nesta área. Aplicando a fórmula, ele terá:
TCH (t/ha) = (1000 x 10) /100 = 100 t/ha
1. Resposta à adubação potássica
Neste caso, para verificarmos a resposta da cana à aplicação de uma fertilização potássica, precisamos conhecer os teores de K,Ca,Mg. Estes teores devem estar expressos em cmolc ou mmolc/dm³. No caso de um deles estiver expresso em unidade diferente, é preciso fazer a conversão:
cmolc/dm³ x 10 = mmolc/dm³. No caso do K estiver expresso em "mg/dm³", multiplicando por 0,0025 teremos comlc/dm³, e multiplicando por 0,025 teremos mmolc/dm³.
Se a relação K /Ca+Mg for menor que 0,2547 a probabilidade é de 75% de resposta da cana-de-açúcar à adubação potássica. Quanto maior a relação, menor a probabilidade de resposta da cana.
A relação pode ser dividida em: baixa - menos que 0,2547; média - entre 0,2547 e 0,3349; alta - maior que 0,3349.
2. Em relação o TCH - tonelada de colmos por hectare.
Melhores valores para as relações.
a) Relação Ca/K - entre 5,5 e 7,0. A medida que aumenta a relação Ca/K, diminui o TCH.
b) Relação Mg/K - entre 2,0 e 2,2. A medida que aumenta a relação Mg/K, diminui o TCH.
c) Relação Ca/Mg - entre 2,6 e 3,0. A medida que aumenta a relação Ca/Mg aumenta, também, o TCH.
nitrog
A rota de produção de alguns fertilizantes nitrogenados pode ser ilustrada, de maneira simplificada, pela Figura 1. Observando-se a figura percebe-se que a Uréia é obtida pela reação da NH3 com CO2 sob condições de temperatura e pressão. O Nitrato de Amônio é obtido pela reação (neutralização) da NH3 com Ácido Nítrico, que por sua vez é obtido pela oxidação da Amônia. Finalmente, o Sulfato de Amônio pode ser obtido pela neutralização da Amônia pelo Ácido Sulfúrico ou como subproduto da produção de caprolactama.
A Amônia é matéria prima básica para a produção de MAP (Fosfato monoamônio) e DAP (fosfato diamônio), através da reação com Ácido Fosfórico e pode ser utilizada, também, na produção de Superfosfato Simples Amoniado.
fosforo
Como calcular kg/ha de adubo para elevar o P do solo?
O solo apresenta um teor de fósforo (P) de 4 mg/dm3 e queremos elevar este nível para 12 mg/dm3, através de uma adubação corretiva de fósforo utilizando um fertilizante fosfatado, o superfosfato triplo que apresenta uma garantia mínima (pela legislação Brasileira de Fertilizantes) de 41% de P2O5. Qual a dose deste fertilizante a ser aplicada por hectare ?
Sabemos que as plantas aproveitam, em média, 15 a 25% do fósforo aplicado no solo. O restante é fixado dependendo de cada tipo de solo, cultura e manejo (ver postagem sobre Ciclo dos fosfatos solúveis). Vamos usar uma média de 20% de fósforo assimilável pela planta.
Se queremos elevar o teor de fósforo do solo para 12 mg/dm3, existe um déficit de 8 mg/dm3 (12-4). Teor de P analise 4.00 mg/dm3
Teor de P a elevar 12.00 mg/dm3
1º Passo: Deficit de P a elevar 8.00 mg/dm3
Sabemos que kg/ha = mg/dm3 x 2Então, 8 mg/dm3 de P x 2 = 16 kg de P/ha. Teor de P2O5 Adubo 41%
% P2O5 assimilavel 20%
2º Passo: kg/há=mg/dm3 x 2
Transformar P em P2O5. kg/há= 16 Kg de P/ha
Usemos os pesos atômicos de cada elemento: (arredondando) P2O5= P X 2,29 36.64 Kg/ha de P2O5
P2O5 = (31 x 2) + (16 x 5) = 62 + 80 = 142
% real P2O5= 183.20 Kg/ha de P2O5
Em 142 kg P2O5 temos 62 P
X ................... 1P Super Triplo 41% 446.83 Kg/ha
X = 1 x 142 / 62 = 2,29
Portanto P x 2,29 = P2O5
Logo, 16 x 2,29 = 36,66 kg/ha de P2O5
As necessidades para elevar de 4 para 12 mg/dm3 de P são de 36,66 kg/ha de P2O5
Como 20% do P2O5 é aproveitado, a necessidade real será:
36,66 kg P2O5....... 20%
X ..................100%
X = 100 x 36,66 / 20 = 183,3 kg/ha de P2O5
Para que a planta assimile os 36,66 kg/ha de P2O5 são necessários colocar no solo 183,3 kg/ha de P2O5.
100 kg Superfosfato triplo ......... 41 kg de P2O5
X .................................. 183,3 kg P2O5
X = 183,3 x 100 / 41 = 447 kg/ha de superfosfato triplo
P2O5
Como Calcular kg/ha de Adubo para Elevar o P do Solo?
O solo apresenta um teor de fósforo (P) de 4 mg/dm³ e queremos elevar este nível para 12 mg/dm³, através de uma adubação corretiva de fósforo utilizando um fertilizante fosfatado, o superfosfato triplo que apresenta uma garantia mínima (pela legislação Brasileira de Fertilizantes) de 41% de P2O5. Qual a dose deste fertilizante a ser aplicada por hectare ?
Sabemos que as plantas aproveitam, em média, 15 a 25% do fósforo aplicado no solo. O restante é fixado dependendo de cada tipo de solo, cultura e manejo. Vamos usar uma média de 20% de fósforo assimilável pela planta.
Se queremos elevar o teor de fósforo do solo para 12 mg/dm3, existe um déficit de 8 mg/dm³ (12-4). Teor de P analise 4.00 mg/dm3
1º Passo: Teor de P a elevar 12.00 mg/dm3
Sabemos que kg/ha = mg/dm³ x 2 Deficit de P a elevar 8.00 mg/dm3
Então, 8 mg/dm³ de P x 2 = 16 kg de P/ha. Teor de P2O5 Adubo 41%
% P2O5 assimilavel 20%
2º Passo: kg/há=mg/dm3 x 2
Transformar P em P2O5. kg/há= 16 Kg de P/ha
Usemos os pesos atômicos de cada elemento: (arredondando)
P2O5 = (31 x 2) + (16 x 5) = 62 + 80 = 142 P2O5= P X 2,29 36.64 Kg/ha de P2O5
Em 142 kg P2O5 temos ..... 62 P % real P2O5= 183.20 Kg/ha de P2O5
................X ........................ 1 P
X = 1 x 142 / 62 = 2,29 Super Triplo 41% 446.83 Kg/ha
Portanto P x 2,29 =P2O5
Logo, 16 x 2,29 = 36,66 kg/ha de P2O5
As necessidades para elevar de 4 para 12 mg/dm³ de P são de 36,66 kg/ha de P2O5
Como 20% do P2O5 é aproveitado, a necessidade real será:
36,66 kg P2O5....... 20%
........X ..................100%
X = 100 x 36,66 / 20 = 183,3 kg/ha de P2O5
Para que a planta assimile os 36,66 kg/ha de P2O5 são necessários colocar no solo 183,3 kg/ha de P2O5.
100 kg Superfosfato triplo ......... 41 kg de P2O5
..............X .................................. 183,3 kg P2O5
X = 183,3 x 100 / 41 = 447 kg/ha de superfosfato triplo
Fosforo Corretivo
Goiás Recomendação Adubação CORRETIVA DE FÓSFORO, a lanço, de acordo com a disponibilidade de P indicada na análise de solo
Teor Argila % Muito Baixo P Baixo
---------------------- Kg de P2O5 / ha -----------------------
61 a 80 240 120
41 a 60 180 90
21 a 40 120 60
<=20 100 50
Goiás Recomendação Adubação CORRETIVA GRADUAL DE FÓSFORO, no sulco da semeadura, em um período de 6 anos, com base na análise de solo
Teor Argila % Muito Baixo P Baixo
---------------------- Kg de P2O5 / ha -----------------------
61 a 80 100 80
41 a 60 90 75
21 a 40 80 70
<=20 75 68
Plan1
Plan11
Converter cmolc de K, Ca, Mg e Na em mg/dm³ e kg/ha
A transformação de unidades, na interpretação da análise do solo, ainda gera muitas dúvidas entre os nossos leitores. Já apresentamos artigos que explicam as transformações de cmolc/dm³em mg/dm³ e kg/ha. Claro que apresentamos os exercícios dando o K como exemplo. Mostramos, através do exercício com o cátion K. o caminho para transformar o Ca, Mg, em cmolc/dm³, em mg/dm³, só que não fizemos a conclusão do exercício para
deixar o leitor conclui-lo, de maneira que ele aprenda fazendo. Entretanto, alguns não querem raciocinar e desejam o problema resolvido. O mecanismo para transformar cmolc/dm³ de Ca, Mg, Na, etc, em mg/dm³ e mg/ha, é o mesmo que fizemos com o K. O que diferencia são os valores de cada nutriente, pois cada um tem a sua massa atômica e valência.
1) POTÁSSIO (K)
a) Calcular cmolc K
1 cmolc de K = massa atômica /valência /100
1 cmolc de K = 39,1/1/100 = 0,391 g K ou 391 mg K
b) Transformar cmolc K em mg/dm³
O solo possui 0,04 cmolc/dm³ K
1 cmolc/dm³ K ...............391 mg/dm³ K
0,04 cmolc/dm³ K ............X mg/dm³ K
X = (0,04 x 391) / 1
X = 15,64 mg/dm³ K
DICA: multiplique o valor em cmolc K por 391
mg/dm³ x 2 = kg/ha. Então:
15,64 x 2 = 31,2 kg/ha
K x 1,205 = K2O
31,2 x 1,205 = 37,6 kg/ha K2O
c) Transformar mg/dm³ em cmolc/dm³
1 cmolc/dm³ K ...............391 mg/dm³ K
X cmolc/dm³ K .............15,64 mg/dm³ K
X = (15,64 x 1) / 391 = 0,04 cmolc/dm³ K
DICA: divida o valor de mg/dm³ K por 391 ou multiplique mg/dm³ K por 0,002558
2) CÁLCIO (Ca)
a) Calcular cmolc Ca
1 cmolc de Ca = massa atômica /valência /100
1 cmolc de Ca = 40,08/2/100 = 0,2004 g Ca = 200,4 mg Ca
b) Transformar cmolc em mg/dm³
O solo possui 2,0 cmolc/dm³ Ca
1 cmolc/dm³ Ca ...............200,4 mg/dm³ Ca
2,0 cmolc/dm³ Ca .............X mg/dm³ Ca
X = (2 x 200,4) / 1
X = 400,8 mg/dm³ Ca
DICA: multiplique o valor em cmolc Ca por 200,4
mg/dm³ x 2 = kg/ha. Então:
400,8 x 2 = 801,6 kg/ha
Ca x 1,4 = CaO
801,6 kg/ha Ca x 1,4 = 1.122,5 kg/ha CaO
c) Transformar mg/dm³ em cmolc/dm³
1 cmolc/dm³ Ca ...............200,4 mg/dm³ Ca
X cmolc/dm³ Ca ..............400,8 mg/dm³ Ca
X = (400,8 x 1) / 200,4 = 2 cmolc/dm³ Ca
DICA: divida o valor de mg/dm³ Ca por 200,4 ou multiplique mg/dm³ Ca por 0,5
3) MAGNÉSIO (Mg)
a) Calcular cmolc Mg
1 cmolc de Mg = massa atômica /valência /100
1 cmolc de Mg = 24,312/2/100 = 0,12156 g Mg = 121,56 mg Mg
b) Transformar cmolc em mg/dm³
O solo possui 1,2 cmolc/dm³ Mg
1 cmolc/dm³ Mg ...............121,56 mg/dm³ Mg
1,2 cmolc/dm³ Mg.............X mg/dm³ Mg
X = (1,2 x 121,56) / 1
X = 145 mg/dm³ Mg
DICA: multiplique o valor em cmolc Mg por 121,56
mg/dm³ x 2 = kg/ha. Então:
145 mg/dm³ Mg x 2 = 290 kg/ha Mg
Mg x 1,67 = MgO
290 kg/ha Mg x 1,67 = 484 kg/ha MgO
c) Transformar mg/dm³ em cmolc/dm³
1 cmolc/dm³ Mg .............121,56 mg/dm³ Mg
cmolc/dm³ Mg ....... 145 mg/dm³ Mg
X = (145 x 1) / 121,56 = 1,2 cmolc/dm³ Mg
DICA: divida o valor de mg/dm³ Mg por 121,56 ou multiplique mg/dm³ Mg por 0,008226
4) SÓDIO (Na)
a) Calcular cmolc Na
1 cmolc de Na = massa atômica /valência /100
1 cmolc de Na = 23/1/100 = 0,23 g Na = 230 mg Na
b) Transformar cmolc em mg/dm³
O solo possui 0,02 cmolc/dm³ Na
1 cmolc/dm³ Na ...............230 mg/dm³ Na
0,02 cmolc/dm³ Na ........... X mg/dm³ Na
X = (0,02 x 230) / 1
X = 4,6 mg/dm³ Na
DICA: multiplique o valor em cmolc Na por 230
mg/dm³ x 2 = kg/ha. Então:
4,6 x 2 = 9,2 kg/ha Na
c) Transformar mg/dm³ em cmolc/dm³
1 cmolc/dm³ Na ...............230 mg/dm³ Na
X cmolc/dm³ Na ...............4,6 mg/dm³ Na
X = (4,6 x 1) / 230 = 0,02 cmolc/dm³ Na
DICA: divida o valor de mg/dm³ Na por 230 ou multiplique mg/dm³ Na por 0,004348
Calagem MG
Planilha para cálculo de calagem
Dados da análise de solo Dados da operação de calagem
Ca (cmolc/dm3) 0.3 Muito baixo V2 (%) 51 Médio
Mg (cmolc/dm3) 0.5 Médio NC (ton/ha) 3.874
t (cmolc/dm3) 1.03 Baixo SC (%) 100
T (cmolc/dm3) 8.02 Médio PF (cm) 20
SB (cmolc/dm3) 0.22 Muito baixo PRNT (%) 91
V1 (%) 2.7 Muito baixo QC (ton/ha) 4.257
* Método de saturação de por bases, recomendação válida para o estado de Minas Gerais
** Para correta interpretação dos dados e implementação da calagem, consulte um Engenheiro Agrônomo
Referência: RIBEIRO, A.C.; GUIMARÃES, P.T.G.; ALVAREZ, V.V.H. (Ed.) Recomendação para uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais: 5 Aproximação. Viçosa: Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais, 1999.
Bruno Maia:
Cálcio trocável
Bruno Maia:
Saturação por bases desejada
Bruno Maia:
Magnésio trocável
Bruno Maia:
Necessidade de calagem
Bruno Maia:
CTC efetiva t = SB + Al3
Bruno Maia:
Superfície de contato. Padrão = 100 % (Área total)
Bruno Maia:
CTC pH 7,0 T = SB + (H + Al)
Bruno Maia:
Profundidade de incorporação. Padrão = 20 cm
Bruno Maia:
Soma das bases = Ca + Mg + K + Na
Bruno Maia:
Poder Relativo de Neutralização Total
Bruno Maia:
Saturação por bases atual do solo
Bruno Maia:
Quantidade de calcário a ser adquirida
compatibilidade
Alguns fertilizantes, quando misturados, apresentam incompatibilidade química. Neste sentido, cuidados devem ser tomados no sentido de evitá-las sob o risco de problemas. Esta incompatibilidade pode se manifestar de diversas maneiras: desprendimento de calor, de gases, aparecimento de umidade e empedramento. (Figura 2).
A mistura de Uréia com Nitrato de Amônio, por exemplo, é totalmente incompatível, pois esta combinação possui uma Umidade Relativa Crítica de apenas 18%. Existem outras combinações, como a mistura de Uréia com Superfosfatos e DAP com Superfosfatos que são descritas na literatura como de compatibilidade limitada. Ou seja, ao se realizar estas misturas corre-se o risco de se tornarem incompatíveis dependendo das características das matérias primas envolvidas e do tempo de estocagem
eq calcareo
(1) Fonte: ANDA, 1988.
(2) Fonte: FANCELLI, A.L. & NETO, D.D., 2000 - Produção de Milho.
* Determinado em relação ao Nitrato de Sódio, adotado como padrão.
** Sinal (-) indica a quantidade, em quilogramas, de carbonato de cálcio necessário para neutralizar os ácidos formados quando se aplica 1 tonelada do produto ao solo. Sinal (+) indica que o produto apresenta reação alcalina. O Zero (0) indica que o material é fisiologicamente neutro.
umidade
custo adubo
Preço médio por kg de nutriente em função da tipo de adubo
Digite nas células amarelas o formulado a ser utilizado, o preço do formulado e o preço dos adubos simples (sulfato de
amônio, super simples e cloreto de potássio). O preço médio por kg do nutriente é informado nas células de cor laranja.
Tipo de adubo Teor de Nutrientes Preço Custo Preço médio por kg de Nutrientes
N P2O5 K2O (Sc 50 kg) (R$/ kg de nutr.)
Formulado = = 3.00 R$/kg nut.
Formulado 25 5 20 75.00 3.00
Adubos Simples = 3.88 R$/kg nut.
Sulfato amônio 20 50 5.00
Super simples 18 40.00 4.44
KCl 60 70.00 2.33
Teores de Nutrientes dos Principais Fertilizantes
Nitrogenados % de N Fosfatados % de P2O5
Sulfato de amônio 20 Superfosfato simples 18
Uréia 44 Superfosfato triplo 40
Nitrato da sódio 15 Superfostato duplo 28
Nitrato de cálcio 14 Fosfato monoamônico (MAP) 48
Nitrato de amônio 32 Fosfato diamônico (DAP) 45
Cloreto de amônio 25 Termofostato magnesiano 14
Fosfato monoamônico (MAP) 9 Fosfato natural 4
Fosfato diamônico (DAP) 16 Fosfato natural parc. Acid. 18
Hiperfostato 12
Potássicos % de K2O Cálcicos % de Ca
Cloreto de potássio 60 Cloreto de cálcio 24
Sulfato de potássio 48 Sulfato de cálcio (gesso) 16
Nitrato de potássio 44
Magnesianos % de Mg Sulforados % de S
Sulfato de magnésio 9 Enxofre 95
Carbonato de magnésio 27 Sulfato de cálcio (gesso) 13
Óxido de magnésio 55 Sulfato de magnésio 12
Kieserita 16 Kieserita 21
Zinco % de Zn Boro % de B
Sulfato de zinco 20 Bórax 11
Óxido de zinco 50 Ácido bórico 17
Cloreto de zinco 40 FTE 1Nitrato de zinco 18
FTE 3
Cobre % de Cu Molibdênio % de Mo
Sulfato de cobre 13 Molibdato de amônio 54
Cloreto cúprico 16 Molibdato de sódio 39
Óxido cúprico 75 FTE 0.1
FTE 1
acha for adubo
Encontrando Fórmulas Similares de Adubos
Temos a recomendação de nutrientes NPK, conforme a análise do solo, e no mercado existe uma enorme quantidade de fórmulas. Como escolhermos as que se adaptam à recomendação? Outras vezes nos é recomendada uma fórmula de fertilizante e não a encontramos no mercado. Como escolher outras que nos dêem a mesma quantidade de
nutrientes variando apenas na quantidade a ser aplicada ao solo? Vamos tentar explicar como diversas fórmulas que estão na mesma relação de nutrientes podem ser usadas sem prejuízo na dose NPK.
Seja uma mistura de grânulos com fórmula comercialmente vendida como 05-30-15.
Isto quer dizer que esta mistura contém: 5% de Nitrogênio;30% de Fósforo (P2O5); 15% de Potássio (K2O) .
Isto quer dizer que em cada 100 kg deste adubo (2 sacos) teremos: 5 kg de N; 30 kg de P2O5 e 15 kg de K2O. Em 1.000 kg ou 1 tonelada teremos: 50 kg de N ; 300 kg de P2O5 e 150 kg de K2O .
Se somarmos os nutrientes da fórmula acima veremos que existe 50% de nutrientes ou seja 50 kg de NPK em
100 kg de adubo ou 500 kg de NPK numa tonelada.
Pergunta: Eu compro 100 kg de adubo e têm somente 50 kg de NPK. E os restantes 50 kg ?
EXPLICAÇÃO: Como não existem matérias primas que possuem 100% de Nutrientes, os restantes 50%
são outros nutrientes que fazem parte da composição das mesmas.
Por exemplo: o sulfato de amônio não contém somente nitrogênio (N) contém também, carbono (C.) e oxigênio (O).
Ex: Superfosfato simples contém fósforo (P) cálcio (Ca), hidrogênio (H) e oxigênio (O)
O cloreto de potássio contém também, além do potássio, o cloro (Cl).
ESCOLHA DAS FÓRMULAS DE ADUBO BASEADO NA RELAÇÃO DE NUTRIENTES:
1. Vamos escolher uma cultura de milho e dentro das recomendações para o RS+SC, as referentes a um solo com:
2% de matéria orgânica, baixo teor de fósforo e muito baixo teor de potássio, correção gradual (1° cultivo).
Os valores encontrados foram:
Nitrogênio: 80 kg/ha sendo 20 kg no plantio 60 kg em cobertura;
Fósforo (P2O5): 85 kg/ha
Potássio (K2O): 110 kg/ha
Teremos então no plantio, na seqüência NPK :
20 (N) – 85 (P2O5) – 110 (K2O)
Dividindo estes números pelo menor (20), teremos uma relação: 1 – 4,25 – 5,5
Multiplicando-se estes índices por coeficientes, teremos diversa fórmulas NPK compatíveis que poderão ser usadas mas, é claro, em quantidades diferentes.
X 4 = 4 – 17 – 22
X 5 = 5 – 22 – 28
X 6 = 6 – 26 – 33
Todas são formulações compatíveis que podem ser usadas pois estão numa relação perfeita com as necessidades de nutrientes.
Se permite uma variação de ± 10% nas quantidades recomendadas para se adequarem às formulações de adubos existentes no mercado.
Para saber a quantidade de cada uma destas formulações para ser aplicada por hectare a operação é a seguinte: como os números das fórmulas estão numa relação perfeita entre eles, podemos usar qualquer um deles para calcular a quantidade.
Relembramos, como já vimos anteriormente, uma fórmula 5-30-15 quer dizer que em cada 100 kg teremos 5 kg de N, 30 kg de P2O5 e 15 kg de K2O .
Por exemplo a fórmula 04 – 17 – 22 encontrada acima: tem 4 kg de N, 17 kg de P2O5 e 22 kg de K2O em cada 100 quilos.
A fórmula matemática a ser empregada é:
N.A (kg/ha) = (Dose de nutriente recomendada x 100) / Teor do nutriente na fórmula (%)
N.A. (kg/ha) = (20 x 100) / 4 = 500kg/ha
N.A (kg/ha = necessidade de adubo em kg/ha.
Portanto teríamos que usar 500 kg/ha desta formulação.
Se utilizarmos o teor de fósforo na formulação chegaríamos ao mesmo resultado.
N.A. (kg/ha) = (85 x 100) / 17 = 500 kg/ha
E se a escolha for a fórmula 5 – 22 – 28 ?
N.A (kg/ha) = = 400 kg/ha (baseado no teor de N) 5
N.A (kg/ha) = (20 x 100) / 5 = 400 kg/ha
E se a escolha for a fórmula 6 – 26 – 33 ?
N.A (kg/ha) = (20 x 100) / 6 = 335 kg/ha
Quanto mais concentrada a fórmula menor a quantidade de adubo por hectare.
Temos a recomendação de nutrientes NPK, conforme a análise do solo, e no mercado existe uma enorme quantidade de fórmulas. Como escolhermos as que se adaptam à recomendação? Outras vezes nos é recomendada uma fórmula de fertilizante e não a encontramos no mercado. Como escolher outras que nos dêem a mesma quantidade de
nutrientes variando apenas na quantidade a ser aplicada ao solo? Vamos tentar explicar como diversas fórmulas que estão na mesma relação de nutrientes podem ser usadas sem prejuízo na dose NPK.
comp quimica
Fertilizante Teor do Elemento
Cloreto de amônio 25 % de N
Nitrato de amônio 32 % de N
Nitrato de cálcio 14 % de N
Nitrato de sódio 15 % de N
Sulfato de amônio 20 % de N
Uréia 44 % de N
Fosfato monoamônico (MAP) 48 % de P2O5 e 9 % de N
Fosfato diamônico (DAP) 45 % de P2O5 e 16% de N
Fosfato natural 4 % de P2O5
Fosfato natural parcialmente
acidulado (clorídrico) 18 % de P2O5
Fosfato natural parcialmente
acidulado (fosfórico ou sulfúrico) 18 % de P2O5
Fosfato natural reativo 9 % de P2O5
Fosmag 20 % de P2O5, 12% de Ca, 7,5% de S, 3,5% de Mg e 0,1% de B
Superfostato simples 18 % de P2O5
Superfosfato triplo 41 % de P2O5
Cloreto de potássio 58 % de K2O
Sulfato de potássio 58 % de K2O
Nitrato de potássio 44 % de K2O e 13 % de N
Sulfato de cálcio 16 % de Ca e 13 % de S
Sulfato de magnésio 9 % de Mg e 12 % de S
Sulfato de zinco 20 % de Zn
Bórax 11 % de B
Ácido bórico 17 % de B
Sulfato de cobre 13 % de Cu
Sulfato manganoso 26 % de Mn
Sulfato ferroso 19 % de Fe
Molibdato de amônio 54 % de Mo
Molibdato de sódio 39 % de Mo
Composição do FTE
Produto Zn B Cu Fe Mn Mo
FTE BR-8 7,0 2,5 1,0 5,0 10,0 0,1
FTE BR-9 6,0 2,5 0,8 6,0 3,0 0,1
FTE BR-10 7,0 2,0 1,0 4,0 4,0 0,1
FTE BR-12 9,0 2,5 0,8 3,0 2,0 0,1
FTE BR-13 7,0 1,8 2,0 2,0 - 0,1
FTE BR-15 8,0 1,5 0,8 - - 0,1
FTE BR-16 3,5 2,8 3,5 - - 0,4
Fertilizantes Orgânicos Teores médios de nutrientes
N P K
Composto orgânico 1.5 0.8 1.2
Esterco bovino 1.3 0.4 0.9
Esterco de galinha (gaiola) 2.4 1.3 1.5
Esterco de galinha (cama) 1.6 1.1 1.1
Palha de café 1.6 0.1 2.1
Capim meloso 0.7 0.2 0.6
Palha de feijão 1.6 0.3 1.9
Torta de cacau 3.3 0.6 2.2
Composto de lixo urbano 0.6 0.2 0.3
Lodo de esgoto 1.6 0.8 0.2
ex analise
teor de Argila pH K Ca Mg Al H+Al S CTC CTC V m
g/kg Água mg/dm3 ----------------------cmol/dm3 ---------------------- pH 7,0 efetiva % %
650 4.6 24 0.3 0.1 1.3 5 0.46 5.46 1.76 8.42 73.86
73.8636363636
1- Solo muito pobre em Nutrientes;
2- pH excessivamento ácido;
3- CTC efetiva (t) muito baixa;
4- Baixa capacidade de reter cátions;
5- Perdas de nutrientes por lixiviação;
6- Solo com argila de baixa atividade;
7- 73,86 dos pontos de troca estão ocupados com alumínio (Al) trocável;
8- Limitações no crescimento das plantas causados pelo Al tóxico;
9- CTC a pH 7,0 = 5,46 confirma baixa reatividade das argilas do solo;
10- Saturação por bases (V%) 8,42 é muito baixa o que caracteriza solo de baixa fertilidade;
11- Necessidade de calagem alta para elevar o valor do V%.
12- 8,42% dos pontos de troca de bases estão ocupados por bases, revelando quanto de
de cargas negativas estão a pH 7,0 estão ocupadas com K, Ca, Mg e Na
T troca de cátions a pH 7,0 = SB + (H+Al) = 5,46 cmol/dm3 = 54,6 mmol/dm3
m (%) = 100 x Al / t percentual de Al na CTC efetiva (t)
% Sat Cations Analise
Percentagem Saturação dos Cátions Básicos
na Análise do Solo
Interpretação da Análise do Solo (7)
Alguns autores estipulam o nível crítico de Ca + Mg de 2,0 cmolc/dm³ ou 20 mmolc/dm³. Este valor é considerado baixo. De 2 a 4 cmolc/dm³ é médio e mais de 4,0 cmolc/dm³ é considerado alto. As amostras 1, 2 e 3, da análise hipotética que estamosutilizando como recursos para explicar a "Interpretação da Análise do Solo", mostram os seguintes valores de Ca + Mg:
Amostra 1 - 8,2 cmolc/dm³.
Amostra 2 - 1,67 cmolc/dm³.
Amostra 3 - 0,77 cmolc/dm³
Apenas a amostra 1 estaria enquadrada no nível "alto". As amostras 1 e 2 apresentam valores "baixo" de Ca+Mg.
Considera-se um solo de boa fertilidade aquele que apresenta as seguintes saturações (%) de cátions básicos:
Saturação de Ca % - 50 a 70; Saturação de Mg % - 10 a 20; Saturação de K % - 2 a 5
Na literatura, podemos encontrar outras tabelas com amplitudes diferentes, quanto à saturação de bases trocáveis. Desta maneira, vale levar em consideração a tabela recomendada para cada região, pois os nutrientes foram pesquisados, e a calibração atende condições de solo, clima, temperatura, etc, de cada local.
Para se achar a saturação é necessário saber o teor de cada cátion básico trocável no solo e a CTC a pH7,0 (T). No Quadro 1 já estão calculadas as percentagens de cada base trocável e a CTC a pH7,0. No artigo "Cátions trocáveis a as CTC's na análise do solo" calculamos as CTC efetiva (t) e a pH7,0 (T) que o leitor poderá visualizar, clicando no link abaixo:
Cátions trocáveis a as CTC's na análise do solo - Interpretação da análise do solo (3)
A fórmula para cálculo da saturação de Ca²+, Mg²+ e K+ é a seguinte:
Saturação do cátion (%) = (100 x teor do cátion) / T
Devido à extensão dos cálculos nas três amostras, o que tornaria este artigo muito longo, no Quadro 2 apresentamos uma síntese do resultado alcançado com as saturações de cada cátion em cada amostra, com a fórmula calculada.
No artigo "Necessidade de Calagem pela Análise do Solo" foi calculada a necessidade de calagem (NC) para as três amostras.
A calagem adiciona Ca + Mg quando se utiliza um calcário magnesiano ou dolomítico ou Ca quando o calcário é calcítico. Utiliza-se uma regra para saber quanto de Ca e Mg é adicionado pelo calcário, ou seja, "para cada 1% de CaO", numa tonelada de calcário, multiplicando por 0,01783 obtemos cmolc/dm³ Ca; multiplicando % MgO por 0,0248 obtemos cmolc/dm³ Mg.
Um calcário com 36% de CaO e 12% de MgO adicionaria ao solo as seguintes quantidades de Ca+Mg:
36% CaO x 0,01783 = 0,64 cmolc/dm³ Ca²+
12% MgO x 0,0248 = 0,29 cmolc/dm³ Mg²+
Para saber como se chegou a estes índices leia o artigo a seguir:
Fatores a considerar na escolha do calcário
Nos cálculos que serão feitos, abaixo, usaremos um calcário calcítico com 55% de CaO, um magnesiano com 32% CaO e 6% de MgO e um calcário dolomítico com 38% de CaO e 12% de MgO e todos com um PRNT de 77%. Para elevar a saturação de potássio, usaremos o cloreto de potássio com 60% de K2O.
Como os calcários que vamos usar não têm PRNT de 100%, pois as recomendações de calagem são feitas para um produto que apresente este PRNT, precisamos fazer a correção da quantidade:
f = 100/PRNT; f = 100/77; f = 1,3. Então, as quantidades de calcário recomendadas, nas três amostras, devem ser multiplicadas por 1,30, pois o PRNT dos calcários que vão ser usados é 77%.
AMOSTRA 1:
Saturação de Ca = 45,18%
Saturação de Mg = 16,56%
Saturação de K = 0,60%
NC = 1,0 t/ha (PRNT 100%) para elevar V2 = 70%
Correção da quantidade: NC = 1 x 1,3; NC = 1,3 t/ha de calcário
Nesta amostra 1 apenas a saturação de Mg está dentro da faixa ideal (10 a 20%). A adição de calcário calcítico com 55% de CaO adicionará cálcio para elevar o teor em 50 a 70% de saturação. O potássio (K+) é o mais baixo e será necessário uma adubação corretiva de potássio para elevar a saturação deste nutriente.
55% CaO x 0,01783 = 0,98 cmolc/dm³ Ca²+ por tonelada de calcário
1,3 t/ha x 0,98 = 1,27 cmolc/dm³ Ca²+ que serão adicionados.
O solo já possuía 6,0 cmolc/dm³ Ca²+ e mais 1,27 adicionado, dão um total de 7,27 cmolc/dm³.
Saturação de Ca = 100 x 7,27 / 13,89
Saturação Ca = 52,33%
Teoricamente, enquadra-se na faixa ideal de Ca (50 a 70%).
O Mg já está na faixa ideal, por isto que usamos um calcítico.
O potássio está muito baixo.
Vamos elevar a concentração do K+ para 5% da CTC a pH7,0 cujo valor é 13,89cmolc/dm³, 13,89 x 5% = 0,69 cmolc/dm³ K+.
O solo possui 0,08 cmolc/dm³ K+. Há uma deficiência de 0,61 cmolc/dm³ K+. Multiplicando cmolc/dm³ K+ por 391 obtemos mg/dm³ K.
0,61 x 391 = 238 mg/dm³ K; mg/dm³ x 2 = kg/ha; 238 mg/dm³ K x 2 = 476 kg/ha K.
K x 1,20 = K2O; 476 kg/ha K x 1,20 = 570 kg/ha K2O
Em 100 kg cloreto potássio temos ....... 60 kg K2O
Em X kg Cloreto de potássio .............. 570 kg/ha K2O
X = (570 x 100) / 60; X = 57000/60 = 950 kg/ha de cloreto de potássio.
A dose é elevada devido o baixo teor de K+ no solo. Ou adotamos uma corretiva gradual de potássio em dois anos, ou baixamos para 3% a saturação da CTC com K+. Assim mesmo, a quantidade será elevada, ou seja, 650 kg/ha de cloreto de potássio, mas não fugimos de uma correção gradual de K+.
AMOSTRA 2:
Saturação de Ca = 19,11%
Saturação de Mg = 11,87%
Saturação de K = 0,19%
NC = 2,1 t/ha (PRNT 100%) para elevar a saturação por bases V2 = 70%
O solo da amostra 2 está longe da saturação ideal de Ca²+ e K+, e podemos aumentar a saturação de Mg.. A adição de um calcário magnesiano com 32% CaO e 6% de MgO será necessário para elevar a saturação de Ca²+ e Mg², bem como aplicação de cloreto de potássio para elevar a saturação de K+ na CTC a pH7,0. Solos com menos de 0,8 cmolc/dm³ devem receber calcário na forma dolomítico ou magnesiano.
Correção da quantidade de calcário: 2,1 x 1,3 = 2,73 t/ha
32% CaO x 0,01783 = 0,57 cmolc/dm³ Ca²+
2,73 t/ha x 0,57 = 1,55 cmolc/dm³ Ca²+
O solo já possuía 1,03 cmolc/dm³ Ca²+ mais 1,55 adicionado, dão um total de 2,58.
Saturação de Ca = 100 x 2,58 / 5,39; Saturação Ca = 48%
A saturação de Ca aumentou 152%.
6% MgO x 0,0248= 0,15 cmolc/dm³ Mg²+; 2,73 t/ha x 0,15 = 0,40 cmolc/dm³ Mg
O solo já possuía 0,64 cmolc/dm³ Mg²+ mais 0,40 adicionado, dão um total de 1,04 cmolc/dm³ Mg²+.
Saturação de Mg = 100 x 1,04 / 5,39; Saturação Mg = 19%
Quanto ao K buscaremos elevar o teor usando uma concentração de K+ de 5% da CTC a pH7,0 cujo valor é 5,39 cmolc/dm³. Este cálculo segue o mesmo raciocínio daquele feito na amostra 1. O solo possui 0,01 cmolc/dm³ K+ A quantidade de cloreto de potássio (KCl) será de 400 kg/ha, e na saturação de 4% da CTC com potássio, a quantidade de KCl será de 320 kg/ha.
AMOSTRA 3:
Saturação de Ca = 7,56%
Saturação de Mg = 1,40%
Saturação de K = 1,40%
NC = 4,0 t/ha (PRNT 100%)
Na amostra 3, o solo está longe das condições ideais de saturação dos cátions básicos. Este solo precisará de uma quantidade apreciável de calcário dolomítico (38% CaO e 12% MgO) para adicionar cálcio e magnésio para elevar a percentagem de saturação destes dois cátions. A recomendação de uma adubação corretiva com potássio será necessária para elevar a percentagem deste cátion na CTC do solo.
Correção da quantidade de calcário: 4,0 x 1,3 = 5,2 t/ha
38% CaO x 0,01783 = 0,67 cmolc/dm³ Ca²+
0,67 t/ha x 5,2 t/ha = 3,48 cmolc/dm³ Ca²+
O solo já possuía 0,65 cmolc/dm³ Ca²+ mais 3,48 adicionado, dão um total de 4,13.
Saturação de Ca = 100 x 4,13/ 8,59; Saturação Ca = 48%
A saturação de Ca aumentou 534%.
12% MgO x 0,0248= 0,29 cmolc/dm³ Mg²+; 5,2 t/ha x 0,29 = 1,50 cmolc/dm³ Mg
O solo já possuía 0,12 cmolc/dm³ Mg²+ mais 1,50 adicionado, dão um total de 1,62 cmolc/dm³ Mg²+.
Saturação de Mg = 100 x 1,62/ 8,59; Saturação Mg = 18%
Este solo, textura arenosa, precisa de um manejo adequado, pois deve apresentar perdas de cálcio e potássio por lixiviação. Além da alta toxidez de alumínio que este solo apresenta, o que torna mais necessária a calagem do solo. Este solo precisa de um monitoramento mais seguido através de novas análises de solo, bem como a adubação com nitrogênio e potássio, em adubações parceladas em cobertura. Esta amostra 3 ficará a cargo do leitor, É só seguir o raciocínio das amostras 1 e 2. Não esqueça de corrigir a quantidade de calcário. A melhor opção, para este tipo de solo, ésaturar a CTC com 3% de K+, o que dará uma quantidade de 215 kg/ha de cloreto de potássio.
Existe uma comparação da saturação de cátions em relação a CTC a pH 7,0 na saturação por bases V%.
Cátions trocáveis a as CTC's na análise do solo - Interpretação da análise do solo (3)
No artigo "Necessidade de Calagem pela Análise do Solo" foi calculada a necessidade de calagem (NC) para as três amostras.
Fatores a considerar na escolha do calcário
Principais Unidades
Relações Entre as Principais Unidades
Após discussões em vários simpósios e congressos, ficou convencionado a utilização das
unidades aceitas pelo Sistema Internacional de Medidas. Por esta razão, muitas unidades já
bem conhecidas pelos técnicos, como por exemplo: ppm, meq/100g e % para matéria orgânica
e macronutrientes foliares entraram em desuso. Por esta razão, são citadas abaixo algumas
relações de unidades para facilitar a interpretação das análises de solo e foliar.
% = dag/kg Relações mais importantes
ppm = mg/dm3 = mg/kg = mg/L K x 1,2 = K2O
meq/100g = cmolc/dm3 P x 2,29 = P2O5
mmolc/dm3 = cmolc/dm3 x 10 Ca x 1,4 = CaO
% x 10.000 = mg/dm3 Mg x 1,7 = MgO
mg/dm3 x 2 = kg/ha Ca x 2,5 = CaCO3
mol/dm3 x mol = g/dm3
cmol/dm3 x mol = cg/dm3
mmol/dm3 x mol = mg/dm3
Múltiplos e Submúltiplos das Unidades
Prefixo Significado Peso Volume Medida Concentração Fator de conversão
k kilo kg kL km kmol Unidade x 1000
h hecto hg hL hm hmol Unidade x 100
da deca dag daL dam damol Unidade x 10
- unidade g L m mol Unidade
d deci dg dL dm dmol Unidade / 10
c centi cg cL cm cmol Unidade / 100
m mili mg mL mm mmol Unidade / 1000
Plan5
INTERPRETAÇÃO DE ANÁLISE DE SOLO
1. Introdução
Entre laboratórios não existe um padrão para interpretação (laudos técnicos), o que costuma gerar confusões na hora de comparações de resultados de diferentes laboratórios.
Acontece de produtores enviarem amostras semelhantes para laboratórios diferentes para depois comparar os resultados e avaliar, da sua forma, os laboratórios. Acontece que nem sempre ele sabe fazer esta avaliação, justamente por causa dos métodos e/ou unidades diferentes entre laboratórios, ou seja, o padrão de análise de um laboratório x, não será necessariamente igual ao do laboratório y. O laboratório sempre trabalha com uma margem de segurança dos seus resultados. O que não deve acontecer são resultados discrepantes, ao ponto de comprometer a interpretação. Na tabela 01 se observa os resultados da análise de solo de rotina.
Tabela 1. Resultados de análise química e textural de um solo.
pH P K Ca Mg Al H+Al MO AREIA SILTE ARGILA
água CaCl mg/dm3 cmolc/dm3 g/kg
5.3 4.6 2.8 26 1.8 0.9 0.6 7 39 380 70 550
2. Coerência de resultados
Por causa das relações existentes entre resultados e/ou parâmetros calculados, é possível verificar a coerência da análise química de terra.
A seguir, são colocadas algumas etapas para a realização desta verificação.
1º. Caso o laboratório já tenha realizado os cálculos de SB, T, t, V e m, conferi-los;
2º. O pH em água, principalmente da camada superficial, normalmente é maior do que o pH em CaCl2 (0,3 a 1,2 unidades);
3º. Relação pH e V%: na camada de 0-20 cm, normalmente encontramos valores médios correspondentes aos da Tab 2
4º. Relação pH x m%: acima de pH em água 5,6 já não se deve encontrar mais Al, pois este já deve
ter sido todo precipitado na forma de Al(OH)3 (Tabela 2).
Al + 3H2O _ Al(OH)3 + 3H
5º. Relação M.O. x CTC: com o aumento da Matéria Orgânica do solo, há uma tendência de aumentar a CTC a pH 7,0 ( T ).
6º. Normalmente o teor de Ca é maior que Mg, este maior que K e este maior que Na ( Ca > Mg > K > Na )
7º. Em amostras de várias profundidades de uma mesma área, normalmente o pH, M.O., P, K, Ca, Mg
e T são maiores nas camadas superficiais e Al e S nas camadas inferiores.
OBS: estas regras poderão sofrer desvios em função de condições específicas da área ou manejo dado a mesma.
Tabela 2. Relação aproximada entre V%, pH em CaCl2, pH em água e m%, em amostras de terra da camada superficial (0 a 20cm)
Algumas transformações, ou seja, como converter os resultados antigos para o sistema novo:
1. Solo:
- Teor de carbono, matéria orgânica e textura do solo (areia, silte e argila) = % x 10= g/dm = g/kg
- Fósforo, enxofre e micronutrientes: ppm x 1 = mg/kg = mg/dm
- Cátions trocáveis (K, Ca, Mg, Al), Acidez potencial (H+Al), Soma de Bases (SB) e Capacidade de Troca
de Cátions (CTC): meq/100 cm = 10 mmoc/dm = 1 cmolc/dm
- Saturação de bases (V%) e Saturação de alumínio (m%): continuam expressos em %
2. Planta (folha):
- Macronutrientes: % x 10 = g/kg
- Micronutrientes: ppm = mg/kg
VALE LEMBRAR QUE: 1 ppm = 1 ìg/ml = 1 mg/dm
1 cmolc/dm = 1 cmolc/kg = 1 meq/100 ml = 1 meq/100 cm= 10 mmolc/dm = 10 mmolc/kg
Mas e o que é o cmolc/dm e mmolc/dm?
É o centésimo do número de mols de carga ou milésimo do número de mols de carga. Pelo SI, a massa
molecular deve ser expressa pelo número de mols da substância (ou seus múltiplos e submúltiplos). Para
estudos do solo pode ser usado o centimol (centésima parte do mol) ou o milimol (milésima parte do mol).
Assim, a quantidade de Ca deve ser expressa como cmol (Ca). Na análise de solo interessa mais a soma
da carga dos cátions trocáveis do que suas quantidades, para que se possa calcular a sua capacidade de
troca. O correto seria, então, se expressar a quantidade de Ca como cmol( ½ Ca), cmol (½Mg), cmol
(1/3 Al) e assim por diante. Para simplificar, criou-se o centimol de cargas ou milimol de cargas, cujos
símbolos são, respectivamente cmolc e mmolc.
4. Interpretação dos resultados
_ Para uma correta interpretação, deve-se observar:
● Em primeiro lugar, se o extrator utilizado é o mesmo para o qual foram obtidas as tabelas de
interpretação e recomendação de fertilizantes que se está consultando.
● Observar se os resultados da análise estão nas mesmas unidades das tabelas de interpretação.
● Sempre que possível, utilizar índices interpretativos específicos para a cultura que se está
trabalhando.
● Se não os tiver, utilizar os índices gerais disponíveis, mas com um acompanhamento das produtividades
alcançadas para verificar a acuidade dos índices utilizados.
● Os resultados obtidos em outros Estados e países não servem para interpretar a fertilidade de
nossos solos, a não ser que utilizem os mesmos métodos e extratores utilizados aqui.
4.1. pH do solo ou acidez ativa
● Fornece o grau de acidez ou alcalinidade de um extrato aquoso do solo, ou seja, é um indicativo das
condições gerais de fertilidade do solo.
● Interpretação de pH
No Estado de Mato Grosso o pH é determinado em água e em CaCl2 0,01M na relação 1:2,5.
● pH em água versus pH em CaCl2 0,01M
_ A decantação é mais rápida em CaCl2 do que em água, devido ao efeito floculante do cálcio, ganha-
se tempo no laboratório;
_ CaCl2 reduz ou evita a variação sazonal;
_ CaCl2 reduz o efeito das aplicações de fertilizantes fortemente salinos nas leituras de pH;
_ CaCl2 reduz alterações devidas à diluição;
_ Melhor correlação entre pH e V%.
_ Quanto maior o pH, maior será a saturação por bases no solo, e esta correlação é mais exata com o
pH em CaCl2 do que com o pH em água, devido à menor variabilidade das leituras de pH em CaCl2.
● Diferença entre pH em água e em CaCl2 0,01M
_ Normalmente, para uma mesma amostra, o pH em água é maior do que o pH em CaCl2.
_ Esta diferença não tem um valor fixo.
_ Solos muito ácidos, a diferença pode chegar a 1,0 (um).
_ Solos próximos à neutralidade os dois valores podem ser iguais.
● pH (conclusão)
_ Solos com pH muito ÁCIDO
- Deficiência de P e ALTA FIXAÇÃO do P aplicado, por íons Fe e Al;
- Baixos teores de Ca, de Mg e de K;
- Toxidez por alumínio (Al);
- Boa disponibilidade dos micronutrientes (exceto Mo); e toxidez por Fe e por Mn;
- Baixa CTC efetiva => alta lixiviação de cátions;
- Baixa saturaçãopor bases (V%);
- Como pode ocorrer Al trocável e baixa CTC efetiva, deve-se esperar alta saturação por Al (m);
- Em condições de extrema acidez, pode ocorrer limitação na decomposição da M.O.
_ Solos com pH ALCALINO
- Deficiência de P devido à formação de compostos insolúveis com Ca;
- Altos teores de Ca, de Mg e de K;
- Deficiência de micronutrientes (todos, exceto Mo e Cl);
- Alta saturação por bases (V%), com valores próximos a 90-100%;
- Ausência de Al (trocável);
- Alta CTC efetiva (exceto em solos arenosos);
- Pode ser um solo salino ou sódico;
- Perda de N por volatilização.
● pH em Levantamentos Pedológicos
_ Nos relatórios de levantamento pedológicos, além das determinações normais para caracterização da
fertilidade do solo, há também o pH em KCl 1M.
_ Utiliza-se a diferença entre o pH em KCl 1M e o pH em água, chamada de ΔpH, para se obter uma
estimativa das cargas líquida do solo:
ΔpH = pH KCl - pH H2O
Se o valor de _pH for:
_ Negativo, o solo tem predominância de cargas negativas.
_ Positivo, o solo tem predominância de cargas positivas.
_ Zero, indica que o número de cargas positivas e negativas são iguais.
FÓSFORO DISPONÍVEL OU LÁBIL
- Anteriormente, utilizava-se uma das seguintes unidades para P disponível: ppm P; µg P/cm.
_ Pelo S.I., a unidade correta para P é mg P/dm.
_ Numericamente, todas essas unidades são equivalentes, não sendo necessário transformação.
1 ppm P = 1 Ög P/g = 1 mg P/dm
● Interpretação dos teores de P
Quadro 3. Interpretação de análise de solo para P extraído pelo método Mehlich, de acordo com o teor de
argila, para recomendação de fosfatada em sistemas de sequeiro com culturas anuais.
Teor de Teor de P no sol
argila Muito baixo Baixo Médio Adequado Alto
% ---------------------------------------- mg/dm -------------------------------------
< 15 0 a 0,6 6,1 a 12,0 12,1 a 18,0 18,1 a 25,0 > 25,
0
16 a 35 0 a 0,5 5,1 a 10,0 10,1 a 15,0 15,1 a 20,0 > 20,
0
36 a 60 0 a 0,3 3,1 a 5,0 5,1 a 8,0 8,1 a 12,0 > 12,0
> 60 0 a 2,0 2,1 a 3,0 3,1 a 4,0 4,1 a 6,0 > 6,0
Adaptado de Souza et al. (1987a). Fonte: Sousa e Lobato, 2004.
Quadro 4. Tabela. Interpretação de análise de solo para P extraído pelo método Mehlich, de acordo com o
teor de argila, para recomendação de fosfatada em sistemas irrigados com culturas anuais.
Teor de Teor de P no solo
argila Muito baixo Baixo Médio Adequado Alto
< 15 0 a 12,0 12,1 a 18,0 18,1 a 25,0 25,1 a 40,0 > 40,
16 a 35 0 a 10,0 10,1 a 15,0 15,1 a 20,0 20,1 a 35,0 > 35
36 a 60 0 a 5,0 5,1 a 8,0 8,1 a 12,0 12,1 a 18,0 > 18,0
> 60 0 a 3,0 3,1 a 4,0 4,1 a 6,0 6,1 a 9,0 > 9,0
Adaptado de Souza et al. (1987a). Fonte: Sousa e Lobato, 2004.
Quadro 5. Interpretação de análise de solo para P extraído pelo método da resina trocadora de íons, para
recomendação de fosfatada em sistemas agrícolas de sequeiro e irrigados com culturas anuais.
Sistema Teor de P no solo
agrícola Muito baixo Baixo Médio Adequado Alto
Sequeiro 0 a 5 6 a 8 9 a 14 15 a 20 > 20
Irrigado 0 a 8 9 a 14 15 a 20 21 a 35 > 35
Adaptado de Lins (1987); Embrapa Cerrados – dados experimentais. Fonte: Fonte: Sousa e Lobato, 2004.
Quadro 6.Interpretação da análise de solo para recomendação de adubação fosfatada (fósforo extraído pelo
método Mehlich 1).
Teor de argila Teor de P (mg/dm)
(%) Muito baixo Baixo Médio Bom
61 a 80 0 a 1,9 2,0 a 3,9 4,0 a 5,9 > 6,
0
41 a 60 0 a 4,9 5,0 a 7,9 8,0 a 11,9 >12,0
21 a 40 0 a 5,9 6,0 a 11,9 12,0 a 17,9 > 18,0
< 20 0 a 7,9 8,0 a 14,9 15,0 a 19,9 >20,
0
Fonte: Fundação MT (2003).
POTÁSSIO TROCÁVEL (K)
_ Podia-se encontrar os teores de K trocável expresso em duas unidades: meq K/100 cm ou ppm K.
_ Pelo S.I., os teores de K podem ser expressos em uma das seguintes unidades:
cmolc/dm (PR), mmolc/dm (SP), mg/dm (demais Estados)
● Numericamente são equivalentes entre si:
_ meq/100 cm e cmolc/dm (= 10 mmolc/dm)
_ ppm e mg/dm
● Para transformar cmolc K/dm (ou meq K/100 cm) em ppm K (ou mg K/dm) basta multiplicar por 390.
● Para calcular a soma de bases, o K deve ser transformado para a mesma unidade do Ca e do Mg
(cmolc/dm)
Quadro 7. Interpretação de análise de solo para K para culturas anuais em solos de cerrado.
Teor de K
Baixo Medio Adequado Alto
mg/kg
CTC a pH 7,0 menor que 4,0 cmoc/dm < 15 16 a 30 31 a 40 > 40
CTC a pH 7,0 igual ou maior que 4,0 cmoc/dm < 26 26 a 50 51 a 80 > 80
As quantidades recomendadas equivalem à reposição da extração esperada para estas produtividades
(20 kg de K2O para cada 1000 kg/ha de soja produzida) e podem ser reduzidas por uma safra em
função de condições desfavoráveis de preços. Fonte: Fundação MT (2003).
CÁLCIO E MAGNÉSIO TROCÁVEIS (Ca e Mg)
_ Nas determinações de cálcio e de magnésio sempre houve consenso com relação à unidade.
_ Eram expressos em meq/100 cm ou meq/100 g.
_ Pelo SI as unidades a serem utilizadas são:
cmolc/dm => utilizada em todos os Estados, exceto SP.
mmolc/dm => utilizada em SP.
_ O cmolc/dm e o antigo meq/100 cm têm a mesma grandeza, não sendo, portanto, necessário qualquer transformação
_ O mmolc/dm, entretanto, a grandeza é dez (10) vezes maior do que ambas. Assim:
1 meq/100 cm = 1 cmolc/dm = 10 mmolc/dm
QUADRO 9. Índices normalmente utilizados para classificar os teores de cálcio e de magnésio
Baixo Médio Alto
Unidades Ca Mg Ca Mg Ca Mg
cmolc/dm < 2 < 0,4 2 a 4 0,4 a 0,8 > 4 > 0,
mmolc/dm < 20 < 4 20 a 40 4,0 a 8,0 > 40 > 8
Fonte: TOMÉ JR (1997).
ALUMÍNIO TROCÁVEL (Al )
_ Da mesma forma que o cálcio e o magnésio, os teores de alumínio passaram a ser expressos no SI.
_ Interpretar apenas o teor de Al nem sempre é suficiente para caracterizar toxidez para as plantas,
pois esta depende também da proporção que o Al ocupa na CTC efetiva. Para avaliar corretamente
a toxidez por alumínio deve-se calcular também a saturação por Al (m). m = [(Al x 100)/t
QUADRO 11. Interpretação para os valores de m (%)
0 – 15 Baixo (não prejudicia
16 – 35 Médio (levemente prejudicial)
35 – 50 Alto (prejudicial)
> 50 Muito alto (muito prejudicia
_ Acidez Não Trocável (H) e Acidez Potencial (H + Al)
● A expressão dos resultados é feita utilizando-se o SI, da mesma maneira que Ca, Mg e Al.
1 meq/100 cm = 1 cmolc/dm = 10 mmolc/dm
● Ainda não há uma classificação para os teores de H ou de H + Al, pois o objetivo principal dessa
determinação é o cálculo da CTC (ou T).
● Para a interpretação da acidez potencial (H + Al) e da CTC efetiva (t) e da CTC pH 7 (T), a CFSEMG
(1999), recomenda o Quadro abaixo:
QUADRO 12. Classes de interpretação da CTC efetiva (t) e da CTC pH 7 (T)
CARACTERÍSTICA Muito baixo Baixo Medio bom Muito bom
cmolc/dm3
CTC efetiva (t) =< 0,8 ,81 - 2,3 2,31 - 4,6 4,61 - 8,0 >8,0
CTC total (T) = < 1,6 1,61 - 4,3 4,31 - 8,6 8,61 - 15 > 15
H + Al = < 1,0 1,01 - 2,5 2,51 - 5 5,01 - 9,0 > 9,0
FONTE: CFSEMG (1999).
CÁLCULOS COM A CTC (T) DO SOLO
Soma de Bases (SB) SB = Ca + Mg + K + (Na)
● Esse cálculo somente pode ser feito se todos os nutrientes estiverem na MESMA unidade.
● Em algumas publicações e laudos analíticos pode-se encontrar a letra “S” como símbolo para soma de
bases. Deve-se, contudo, evitar essa representação para não ocorrer confusão com o símbolo do
enxofre (S).
_ CTC a pH 7,0 ou Total (T)
● Pode ser determinada diretamente, mas nos laboratórios brasileiros é obtida somando-se todos os cátions
(Ca + Mg + K + Na + H + Al), desde que estejam na mesma unidade.
T = Ca + Mg + K + Na + H + Al ou T = SB + (H + Al)
CTC efetiva (t)
● Corresponde às cargas do solo que estão disponíveispara os processos de troca, ou seja, ocupada pelos
cátions trocáveis, que são Ca, Mg, K e Al.
CTC efetiva (t) = Ca + Mg + K + (Na) + Al = SB + Al
Saturação de Bases (V%)
● Fornece uma idéia do estado de ocupação das cargas da CTC total (T), ou seja, do total de cargas
negativas existentes no solo, qual a proporção ocupada pelos cátions úteis (Ca, Mg e K).
(Ca + Mg + K) x 100 V% = SB X 100
V% = Ca + Mg + K + (H + Al) ou T
Parâmetros para interpretação do resultado das análises de solos do Estado de Minas Gerais.
Quadro 13. Classes de interpretação de fertilidade do solo para a matéria orgânica e para o complexo de Troca Cationica
Unidade Muito Baixo Baixo Medio bom Muito Bom
Matéria orgânica (M.O) dag.kg ≤ 0,70 0,71-2,00 2,01-4,00 4,01-7,00 > 7,0
Ca Trocavel cmolc/dm3 = < 0,40 0,41-1,20 1,21-2,40 2,41-4,00 > 4,00
Magnésio trocável (Mg) cmolc/dm3 ≤ 0,15 0,16-0,45 0,46 - 0,90 0,91-1,50 > 1,50
Acidez trocável (Al) cmolc/dm3 ≤ 0,20 0,21-0,50 0,51-1,00 1,01-2,00 > 2,00
Soma de bases (SB) cmolc/dm3 ≤ 0,60 0,61-1,80 1,81-3,60 3,61-6,00 > 6,00
CTC pH 7 (T) cmolc/dm3 ≤ 1,60 1,61-4,30 4,31-8,60 8,61-15,0 > 15,0
Acidez potencial (H+Al) cmolc/dm3 ≤ 1,00 1,01-2,50 2,51-5,00 5,01-9,00 > 9,00
CTC efetiva cmolc/dm3 ≤ 0,80 0,81-2,30 2,31-4,60 4,61-8,00 > 8,00
Saturação por bases (V % ) % ≤ 20,0 20,1-40,0 40,1-60,0 60,1-80,0 > 80,0
Saturação por Al (m% ) % ≤ 15,0 15,1-30,0 30,1-50,0 50,1 - 75 > 75,0
Método Walkley & Black;
Método KCl 1mol/L;
A interpretação destas classes deve ser alta e muito alta em lugar de bom e muito bom
_ MATÉRIA ORGÂNICA
_ Anteriormente se utilizava a porcentagem (%) para expressão dos teores de carbono orgânico ou de
matéria orgânica.
_ Pelo Sistema Internacional de Unidades (SI), as unidades devem ser expressas como no Quadro 9.
QUADRO 14. Unidades do SI para expressão dos resultados de carbono e de matéria orgânica
g C.O. ou M.O./dm Se a análise foi feita com uma alíquota de solo medida em volume.
g C.O. ou M.O./kg Se a análise foi feita com uma alíquota de solo medida em peso
Correspondência entre as unidades
As novas unidades do S.I. para C.O. e M.O. são 10 vezes maiores do que a porcentagem (%).
g C.O. ou M.O./dm = %C.O. Ou M.O. x 10
Em qualquer unidade a conversão de C.O. para M.O. é feita pela seguinte relação:
Matéria Orgânica (M.O.) = Carbono Orgânico (C.O.) x 1,723
QUADRO 15. Interpretação do C.O. e da M.O.
interpre
Interpretação da análise de solo – A importância do potássio
Como todos os outros elementos essenciais, o potássio é de fundamental importância no desenvolvimento vegetal. A função do potássio está ligada à abertura e fechamento dos estômatos, participação nas ativações enzimáticas e maior resistência das plantas a condições adversas.
A solução do solo é a fonte imediata de potássio às plantas. A concentração de potássio na solução controla a difusão deste nutriente até a superfície das raízes, portanto, controla a absorção de potássio pelas plantas (Mengel & Von Braunschweig, 1972).
O potássio trocável é aquele que se encontra na fase sólida, prontamente capaz de ser mobilizado para a solução do solo, com intuito de suprir a solução à medida que o potássio é absorvido pelas plantas.
Este íon, por possuir carga positiva, compete com outros nutrientes como cálcio e magnésio nos sítios ativos de ligação no solo. Devido a isto, é de suma importância que relação Ca:Mg:K esteja equilibrada, evitando que o potássio seja trocado por outros nutrientes à medida que a concentração destes aumente e que acabe sendo lixiviado para camadas mais profundas do solo.
Quando sua disponibilidade é baixa para a planta, o crescimento é retardado. Segundo Coelho & França (1995), os sintomas de deficiência de potássio em milho resultam no aparecimento de manchas cloróticas nas pontas e nas margens das folhas mais velhas seguida por secamento, necrose e dilaceração do tecido; os colmos apresentam internódios mais curtos; as folhas mais jovens podem mostrar clorose internerval típica de deficiência de ferro.
Fonte: IPNI/Brasil
Outro sintoma típico é o acamamento de plantas devido à quebra do colmo.
Na interpretação dos resultados da análise de solo, é possível verificar o teor de K+, sua participação na CTC do solo.
Observe o seguinte resultado da análise química do solo:
A quantidade de k+ no solo em questão é de 74 mg/dm³.
O primeiro passo é passar este resultado para cmolc/dm³, dividindo o valor encontrado na análise por 390. Será obtido um valor de 0,18 cmolc/dm3.
1.91%
O próximo passo é verificar a participação do k+ na CTC potencial (T) do solo, dividindo o valor 0,18 por 9,44 (valor de T). O resultado de 2% da CTC está sendo ocupada pelo k+. Uma das proposições para cálculo da quantidade de k2O a ser aplicada, refere-se ao cálculo da dose visando atingir 3 a 5% da CTC a pH 7,0 (T) saturada em íons k+ (Lopes e Guilherme, 1992). Assim, deve-se calcular a quantidade de k+ exportada pelas culturas no conceito de adubação de restituição.
O cálculo será feito em 2 passos:
Passo 1) Elevar o k+ para 5% da CTC:
• T = 9,44 cmolc/dm³
• k+ = 0,18 cmolc/dm³
• 5% de T = 0,47 cmolc/dm³ 9,44 x 5%
Sabe-se que para elevar o k+ no solo em 0,1 cmolc/dm3, devemos aplicar 9,4 kg de k2O/ha.
• 0,47 cmolc/dm³ – 0,18 cmolc/dm³ = 0,29 cmolc/dm³
Deve-se aplicar 29 x 9,4 = 272,6 Kg de K2O
Passo 2) Cálculo da quantidade extraída pela cultura, como exemplo o milho grão produzindo 10 t/ha:
Para uma produtividade de 10,15 t/ha, a quantidade de k+ exportada é de 157 kg/ha. Para converter k em k2O multiplicar por 1,20:
• 157 x 1,20 = 189 kg/ha de k2O
100 kg KCl ------------ 60 kg K2O X = 769.33kg K2O
Ao somar as quantidades encontradas tem-se: 272,6 + 189 = 461,6 kg/ha de k2O x ------------ 461,6 kg K2O
Na busca pelo aprimoramento das técnicas de adubação, deve-se considerar que o fertilizante potássico mais utilizado na agricultura, o cloreto de potássio, é um sal de alta solubilidade e pode gerar um ambiente altamente salino em torno da semente, dependendo da dosagem, afetando o processo de germinação e a emergência das plântulas. Em conseqüência, o stand de plantas e o rendimento de grãos podem ser prejudicados.
Como demonstrado na figura abaixo, o aumento das doses de k2O próximo à semente diminui o tamanho das raízes de plântulas de milho aos 21 dias após a semeadura quando aplicados a 3 cm da semente no sulco de plantio.
No intuito de diminuir o efeito salino nas sementes, potencializando o crescimento radicular nos primeiros estágios de desenvolvimento da cultura, pode-se utilizar de estratégias de adubação potássica, aplicando o fertilizante em pré-plantio. Esta técnica deve levar em consideração o tipo de solo, o prazo entre a operação e o plantio e o risco de chuvas intensas após a aplicação. Em solos de baixa CTC, o uso de elevadas doses de kCl pode determinar perdas significativas do k por lixiviação, haja vista a baixa capacidade desses solos reterem cátions. produção_de_materia_seca_por_brachiaria_decumbens
A tabela acima mostra que os resultados de pesquisa referentes às respostas de gramíneas tropicais à adubação com k têm sido positivos. Observa-se que a produção de MS (4 cortes) de Brachiaria decumbens foi incrementada pelo uso de k. A maior resposta, no entanto, foi devido à calagem, o que parece indicar que após a correção da acidez do solo e dos teores de k no solo (no caso deste estudo), o fornecimento de outros nutrientes, como N e P, seriam fundamentais para aumentar a produção de forragem.
Vicente-Chandler et al., (1962), por sua vez, mostraram que, na presença de calagem, fosfatagem e, principalmente, elevada adubação nitrogenada (672 kg/ha de N), diversas gramíneas forrageiras tropicais responderam linearmente às adubações com k até níveis de 448 kg/ha de k2O. No caso do capim elefante, houve resposta para o uso de até 896 kg/ha de k2O.
Plan8