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Índice Aula 1 Organização Empresarial Aula 2 Terceirização do Trabalho Aula 3 Cultura Organizacional Aula 4 Estrutura Informal Aula 5 Planejamento Estratégico, Tático e Operacional Aula 6 Workflow significa, literalmente, “fluxo de trabalho” Aula 7 SIG - Sistema de Informação Gerencial Aula 8 Tecnologia da Organização Aula 9 Formulários Aula 10 Indicadores de Desempenho Organização Empresarial Segundo Peinado e Graeml (2007) o mundo moderno é feito de organizações. A vida das pessoas de qualquer sociedade gira em torno e mantém profunda dependência das organizações. A Organização empresarial é uma pessoa jurídica, legalmente constituída, que trabalha de forma coordenada e controlada, com tarefas e atribuições de responsabilidades bem definidas, visando um objetivo coletivo. Embora exista uma infinidade de exemplos de organizações, é possível classificá-las de acordo com sua atividade econômica. Uma das formas de fazer isso é adotando a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) (IBGE, 2003),elaborada sob a coordenação do IBGE, no Brasil. Essa classificação distingue três setores fundamentais: • Setor primário: organizações da área extrativista, agropecuária e pesca. • Setor secundário: organizações da área manufatureira. • Setor terciário: organizações da área de serviços. 1.1 Organizações do setor primário As organizações do setor primário são as mais antigas formas de organização e estão relacionadas à exploração dos recursos naturais: terra (agropecuária, silvicultura e extrativismo vegetal); água (pesca) e recursos minerais (extrativismo mineral). 1.2 Organizações manufatureiras (Setor Secundário) Esse tipo de organização produz (fabrica ou monta), ou seja, industrializa algum produto. Um produto é uma combinação de bens e serviços. Em uma indústria de manufatura acontece uma atividade de transformação de um produto com alta intensidade de material, seja matéria-prima transformada em produto em uma fábrica, ou componentes montados em produtos numa montadora. Exemplos de organizações de manufatura: • Indústrias da área metalúrgica: montadoras de automóveis, montadoras de eletrodomésticos de linha branca, fundições e demais organizações,em que a maior parte da matéria-prima é composta por metais. • Indústrias da área alimentícia: fabricantes de massas, biscoitos, doces, sorvetes, indústrias de beneficiamento, empacotadoras de cereais, indústrias do laticínio, frigoríficas, etc. • Indústrias do vestuário: representadas pelas tecelagens que produzem tecidos e confecções que produzem as roupas a partir dos tecidos. • Indústrias da área cerâmica: empresas que têm a cerâmica como matéria-prima principal. 1.3 Organizações de serviços (Setor Terciário) As organizações de serviços podem prestar serviços para empresas manufatureiras, para empresas do setor primário ou diretamente para o consumidor Atualmente, é cada vez mais comum que atividades de contabilidade, transporte,vigilância, refeição e marketing, dentre outras, sejam terceirizadas pelas empresas manufatureiras ou do setor primário, deixando de ser executadas por departamentos dentro das organizações e sendo atribuídas a empresas de serviços especializados. As organizações de serviços podem ser classificadas em cinco subgrupos: • Serviços empresariais: consultorias, finanças, bancos, escritórios decontabilidade, vigilância, limpeza, etc. • Serviços comerciais: lojas de atacado e varejo, serviços de manutençãoe reparos. • Serviços de infraestrutura: comunicações, transporte, eletricidade, telefonia, água, esgoto, etc. • Serviços sociais e pessoais: restaurantes, cinema, teatro, saúde, hospitais, etc. • Serviços de administração pública: educação, policiamento, saúde, etc. Todas as organizações, sem exceção, possuem pelo menos cinco atividades básicas: atividades mercadológicas, contábeis, de gestão de pessoas, logísticas e atividades de produção. 1.4 Exercícios de fixação: 1. Defina Organização Empresarial. 2. Informe em qual setor se enquadra sua organização. Terceirização do Trabalho Terceirização é o processo pelo qual uma empresa transfere para outra a execução de tarefas ou atividades que deveriam e/ou poderiam ser realizadas por seus próprios trabalhadores. Isso ocorre quando a empresa que terceiriza contrata outra empresa a qual, passa a executar a atividade, antes exercida ou sob responsabilidade da contratante. É importante mencionar que o processo de terceirização ocorre sempre entre duas empresas, ou seja, a situação de “empresa- contratante” e de “empresa terceira”, determinada por uma relação específica entre ambas. Por isso, uma “empresa contratante”, no processo de terceirização, pode ser “empresa terceira” em outro processo e vice-versa. É importante salientar que a atividade é terceirizada e, não a empresa ou o trabalhador. Segundo Martins (2001), a terceirização consiste na possibilidade de contratar terceiro, para a realização de atividades que não constituem o objeto principal da empresa. A terceirização entre empresas pode ocorrer sob duas formas não excludentes, assim analisadas: • Quando a empresa deixa de produzir bens ou serviços utilizados em sua produção, passando a adquiri-los de outra maneira, ou de outras empresas, ocasionando a desativação parcial ou total de alguns setores e departamentos, que deixam de funcionar na própria empresa. • A partir da contratação de uma ou mais empresas para executar as tarefas dentro da “empresa contratante”, as quais eram realizadas portrabalhadores contratados diretamente. Esta segunda forma de terceirizaçãopode ser evidenciada, devido à ocorrência interna de atividadestais como limpeza, vigilância, manutenção predial, alimentação, etc. Na relação entre empresas, a terceirização integra-se em um processo queresulta em mudanças significativas em termos nacionais e internacionais. Essas mudanças podem ser analisadas de forma geral, na produção debens e na prestação de serviços. O termo terceirização usado no Brasil, pode ser entendido como um trabalho ou algo feito por outros. Em alguns casos é utilizada a expressão equivalente em inglês outsourcing, cujo significado literal é fornecimento vindo de fora. Toda empresa que terceiriza as suas atividades busca resultados como: • Minimização do desperdício. • Melhorias na qualidade. • Maior controle de qualidade. • Aumento de produtividade. • Agilização de decisões. • Otimização de serviços. • Redução direta no quadro de empregados. • Desmobilização dos trabalhadores para greves e reivindicações. • Eliminação das ações trabalhistas. A terceirização apresenta semelhanças nos mais diferentes países, no sentido de que terceirizar inclui um conjunto de inovações tecnológicas e organizacionais da mesma ordem. Contudo, a terceirização, apesar das características genéricas, apresenta, em cada país, aspectos próprios relacionados a fatores estruturais, conjunturais, nacionais, internacionais, políticos, históricos, culturais, econômicos e outros, atribuídos de forma individual ou conjuntamente. 2.1 Terceirização no Brasil No Brasil, assim como na maioria dos países capitalistas, o processo de terceirização da produção e da prestação de serviços se desenvolveu como parte das mudanças do arranjo produtivo, tendo início na década de 70 ocorrendo nas organizações produtivas e do trabalho, de modo particular, entre as empresas. A partir do início da década de 90, devido à intensificação do fenômeno da globalização, ocorreu uma abertura de forma sistemática da economia brasileira ao exterior. Isso fez com que surgissem inúmeras mudanças, pela reestruturação produtiva necessária para atingir metas de produtividade como a terceirização. Esta, no Brasil, através da focalização na produção busca aumento da produtividade e da qualidade, fatores diferenciais para a competitividade. É possível observar que devido à redução dos custos de produção, as atividades terceirizadas tornam-seexpressivas em grande parte dos processos, como se fosse esse o principal objetivo. De acordo com empresários a terceirização é justificada por diversas razões como a facilidade na gestão empresarial, minimizando a quantidade das atividades na organização da produção, parcerias entre empresas na busca de desenvolvimento tecnológico, diminuição da organização dos trabalhadores, através da distribuição das atividades em empresas diferentes e menores, oque dificulta a capacidade de mobilização facilitando o controle e o domínio dos movimentos. O processo de terceirização nos últimos anos tem sido utilizado de forma abrangente em diversos e diferentes setores e serviços, o que explicita a importância de determinados procedimentos na contratação de serviços. Dessa forma e, conforme as leis trabalhistas brasileiras, a aplicação da terceirização pode ser realizada em todas as áreas da empresa, desde que, definida como atividade-meio. Portanto, é importante realizar a identificação das áreas que permitem ser terceirizadas, justificando a necessidade de realizar uma análise criteriosa do contrato social das empresas, no sentido de definir a atividade fim. É ilegal a terceirização ligada diretamente ao produto final, ou seja, a atividade-fim; assim todas as demais podem ser legalmente terceirizadas. De acordo com a CLT, no art. 581, § 2º entende-se por atividade-fim a que caracterizar a unidade do produto, operação ou objetivo final, para cuja obtenção todas as demais atividades se agreguem exclusivamente em regime de conexão funcional. 2.1.1 Exemplos De Serviços Terceirizados No Brasil 2.1.1.1 Limpeza Pública As atividades relacionadas à limpeza pública foram, entre a maioria das ações e serviços da administração pública e, em particular, em âmbito municipal, as primeiras a serem terceirizadas. Hoje esses serviços são quase totalmente contratados pela iniciativa privada. Especificamente nessa área, a terceirização normalmente abrange da limpeza de vias públicas, até o recolhimento e tratamento do lixo, abrangendo também a limpeza e a conservação dos estabelecimentos públicos. 2.1.1.2 Saúde A saúde é um dos principais serviços que estão em debate referentemente à terceirização. De acordo com DIEESE (2003), e as empresas, é possível cortar ou minimizargastos com a terceirização nas seguintes atividades e setores: • Área física da empresa. • Investimentos em instalações. • Manutenção das instalações. • Água, energia e telefone. • Investimentos em equipamentos e softwares • Manutenção e calibragem de equipamentos. • Substituição e upgrade de equipamentos. • Aquisição, armazenamento e controle de insumos. • Problemas com fornecedores diversos. • Seguros. • Administração burocrática da atividade. • Seleção, contratação e demissão de pessoal. • Encargos trabalhistas. • Treinamento de pessoal. • Férias, faltas, doenças e licenças de pessoal, 13º salários, gratificações ehoras extras. • Problemas sindicais, negociações, greves. • Problemas judiciais com pessoal. 2.2 Quarteirização de serviços O fenômeno da quarteirização ocorre quando o tomador contrata uma empresa de prestação de serviços que, por sua vez, contrata outra entidade para fornecer pessoal necessário à execução do contrato. Na maioria das vezes, o artifício é utilizado para burlar direitos trabalhistas em flagrante prejuízo do trabalhador. Nestas circunstâncias, torna-se imperativa a incidência do art. 9º da CLT e responsabilização subsidiária daquele que se beneficiou diretamente do serviço do trabalhador, nos moldes do entendimento consubstanciado na Súmula 331 /TST. 2.3 Clima e cultura organizacional A cultura se refere à estrutura profunda da organização, fundamentada nos valores, crenças e suposições dos membros da empresa. O clima retrata o ambiente organizacional como sendo fundamentado no sistema de valores da organização. Por isso, o clima é considerado relativamente temporário, sujeito ao controle direto, e amplamente limitado pelos aspectos do ambiente social que são conscientemente percebidos pelos profissionais da empresa. 2.3 O Impacto do clima organizacional sobre a qualidade dos serviços Para o funcionário prestar um bom serviço, é preciso que ele saiba, que possa e, mais importante, que queira fazê-lo. Saber fazer é uma questão de conhecimento, logo, uma questão de treinamento adequado ao profissional. Poder fazer é uma questão de ter habilidade para fazer, bem como de dispor e poder usar os recursos necessários. Mas de nada adianta saber e poder, se o funcionário não querer fazer. O querer é uma questão que depende da satisfação das pessoas quando realizam seu trabalho. Logo está associado ao clima organizacional. 2.3.1 Quem é o responsável por medir o clima organizacional? Existem duas formas de avaliação do clima e cada um existe um nível diferente de responsabilidade em sua avaliação. 2.3.1.1 Avaliação setorial: Que consiste em avaliar o clima de um setor isoladamente da organização, é responsabilidade de cada gestor ouvir individualmente os membros de sua equipe. 2.3.1.2 Avaliação corporativa ou institucional: Avaliar o clima da organização é responsabilidade do RH, compete a ele ouvir coletivamente os funcionários. Essa responsabilidade é normalmente dividida também com a área de Serviço Social e até mesmo a uma consultoria externa contratada para realizar a pesquisa. 2.4 Exercícios de fixação: 1 Qual a diferença entre Clima e Cultura organizacional? 2 Qual impacto o clima organizacional pode proporcionar na produtividade da organização? 3 Faça um resumo de 20 linhas relatando o impacto da terceirização e da quarteirização na atual economia do Brasil. Cultura Organizacional A cultura organizacional ou cultura corporativa é o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos através de normas, valores, atitudes e expectativas compartilhadas por todos os membros da organização. Ela refere-se ao sistema de significados compartilhados por todos os membros e que distingue uma organização das demais. Constitui o modo institucionalizado de pensar e agir que existe em uma organização. A essência da cultura de uma empresa é expressa pela maneira como ela faz seus negócios, a maneira como ela trata seus clientes e funcionários, o grau de autonomia ou liberdade que existe em suas unidades ou escritórios e o grau de lealdade expresso por seus funcionários com relação à empresa. A cultura organizacional representa as percepções dos dirigentes e funcionários da organização e reflete a mentalidade que predomina na organização. Por esta razão, ela condiciona a administração das pessoas. Em outras palavras, a cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direcionam suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. “Da mesma forma como cada país tem a sua própria cultura, as organizações se caracterizam por culturas organizacionais próprias e específicas” (CHIAVENATO, 2004, p.121). 3.1 Estruturas organizacionais e organização do trabalho 3.1.1 Conceito: Segundo Oliveira (2008), a Estrutura Organizacional é o Instrumento administrativo delineado a partir da identificação, análise, ordenação e agrupamento das atividades e recursos das empresas, incluindo o estabelecimento dos níveis de alçada e dos processos decisórios. Segundo Cury (2000), a Estrutura Organizacional Compreende a disposição das diversas unidades que compõem a empresa - departamentos, divisões, seções etc. – e as relações entre superiores e subordinados. Deve abranger os deveres, responsabilidades, os sistemas de autoridade e de comunicações existentes. Antes de definir estrutura organizacional, é necessário conceituar a função organização, pois a estrutura é o instrumento básico para a concretização do processo organizacional. A Organização da empresa é a ordenação e o agrupamento de atividades e recursos,visando ao alcance de objetivos e resultados estabelecidos. A adequada organização de uma empresa, pode-se considerar o desenvolvimento de alguns aspectos, principalmente os seguintes: • A estrutura organizacional; • As rotinas e procedimentos administrativos; • O planejamento da empresa; • A direção da empresa; • O controle da empres; VISÃO DE DRUCKER (1964), acredita que para definir uma estrutura é necessário proceder às seguintes análises: • Análise das atividades: os trabalhos que serão feitos, seus agrupamentos por tipos e a importância de cada um; • Análise das decisões: como ocorre a distribuição de níveis de autoridade e responsabilidade; e • Análise das relações: qual a contribuição do trabalho de cada departamento para os níveis superiores, inferiores e laterais. Uma estrutura organizacional compreende a integração de diversas “entidades” responsáveis pelo processo de transformação de insumos (entradas) em produto e/ou serviço (saídas). Para Oliveira (1998), “é o conjunto ordenado de responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa. ” É A forma que a organização está estruturada varia de empresa para empresa e pode ser representada através de um organograma. 3.2 Contribuições da estrutura organizacional, (Oliveira, 2006). • Identificação das tarefas necessárias ao alcance dos objetivos estabelecidos; • Organização das responsabilidades e níveis de autoridade; • Estruturação do processo decisório; • Contribui diretamente para a otimização das comunicações da empresa; • Permite o estabelecimento de indicadores de desempenho compatíveis com os objetivos estabelecidos; • Pode implicar no incremento motivacional e o maior comprometimento para com os resultados almejados na organização. 3.4 Organograma: Organograma é a representação gráfica de escala de posições ou de funções de uma entidade qualquer. 3.5 Tipos De Estruturas: 3.5.1 Estrutura Formal Toda organização tem uma estrutura formal de autoridade, mediante a qual se definem, dispõem e coordenam as fases e métodos de trabalho para melhor se atingir o objetivo. A estrutura formal da empresa está assentada nos princípios da divisão do trabalho, da especialização, da hierarquia e da responsabilidade. Objeto de grande parte de estudo das organizações empresariais, é aquela deliberadamente planejada e formalmente representada, em alguns aspectos, pelo organograma. Pode-se destacar as seguintes vantagens da estrutura formal: Ênfase a posições em termos de autoridades e responsabilidades; É estável; Está sujeita a controle; Está na estrutura; Líder formal; e Reconhecida juridicamente de fato e de direito. 3.6 Exercícios de fixação: 1. Defina cultura organizacional: 2. Defina Estrutura Organizacional: 3. Quais são os passos devem ser tomados para formulação de uma Estrutura Organizacional? Estrutura Informal A estrutura informal não é planejada e surge, naturalmente, da interação social dos profissionais de uma empresa. É a rede de relações sociais e pessoais que não é estabelecida ou requerida pela estrutura formal. Surge da interação social das pessoas, o que significa que se desenvolve, espontaneamente, quando as pessoas se reúnem. Portanto, apresenta relações que, usualmente, não aparecem no organograma. 4.1 Principais vantagens da estrutura informal • Proporciona maior rapidez no processo decisório; • Reduz distorções existentes na estrutura formal; • Complementa a estrutura formal; • Reduz a carga de comunicação dos chefes;e; • Motiva e integra as pessoas da empresa. 4.2 Tipos de estruturas organizacionais • Linear ou militar; • Linha-staff ou mista; • Funcional; • Por clientes; • Por produtos; • Territorial; • Por projetos; • Matricial; • Informal; e; • Departamentização. 2.3.2 Estrutura linear ou militar • É a estrutura organizacional mais simples e antiga. • É baseada na organização dos antigos exércitos. 2.3.2.1 Tem como características: • Unidade de comando: cada superior tem autoridade única e absoluta sobre seus subordinados; • Linhas formais de comunicação: s comunicações entre as pessoas ou unidades são feitas unicamente por meio das linhas existentes no organograma; e; • Aspecto piramidal: acontece em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. 4.2.3 Estrutura linha-Staff ou mista É o modelo em que as unidades diretivas contam com um apoio especial (pessoa-staff). O staff deve ser independente em sua atuação com liberdade de opinião. Serve de apoio e assessoria. Como se fosse um braço direito, por exemplo. Em inglês, staff significa corpo de assistentes ou equipe de auxiliares. Designa funções acessórias dentro das organizações, mas não possuem autoridade hierárquica sobre nenhuma área, apenas assessoram gerentes e/ou diretores com informações, pesquisas, etc. Como exemplo também podemos citar as secretárias. 4.2.3.1 Sobre o staff: • Tem o direito de assessorar e fazer recomendações ao pessoal de linha, mas não o direito de comandar. • Deve se adequar e adaptar a linha, e não o contrário. • A linha deve ouvir as recomendações do staff, mesmo que não as aceite. 4.2.4 Estrutura funcional • É aquela em que se encontra uma chefia para cada função, de modo que os subalternos fiquem sob o mando de mais de um chefe. • Necessidade básica é a especialização. • A organização se divide segundo diferentes funções, como: produção, finanças, recursos humanos, marketing etc. • Todos os níveis de execução se subordinam funcionalmente aos seus correspondentes níveis de comando funcional. 4.2.5 Estrutura territorial É usada quando a empresa é dispersa. Ex: região norte, região sul etc. 4.2.6 Estrutura por produtos/serviços Quando a empresa tem várias linhas de produtos. Ex: têxtil, farmacêutico, químico etc. 4.2.7 Estrutura por clientes Designada por tipo de cliente. Ex: feminino, infantil etc. 4.2.8 Estrutura por processos E constituída através de etapas de um processo. Ex: em uma indústria, tem os setores de corte, montagem, estamparia etc. 4.2.9 Estrutura por projetos Éa alocação de pessoas e recursos é temporária. Quando acaba um projeto, a equipe muda para outro. Ex: uma construtora tem várias obras. Quando acaba uma construção, o pessoal e os equipamentos vão para outra obra. 4.2.10 Estrutura por matricial Éa equipe trabalha para dois comandos simultaneamente. Ex: em uma fábrica, a equipe de manutenção recebe ordens da gerência de manutenção e também da gerência de produção. 4.3 Departamentalização • Cabe ressaltar que não existe a departamentalização ideal. • Todos os tipos apresentam vantagens e desvantagens. • Portanto, no processo de departamentalização deve-se buscar formas onde a eficiência e a eficácia organizacional sejam otimizadas 4.3.1 Departamentalização por cliente: Neste modelo de departamentalização, as tarefas são agrupadas conforme os clientes a quem se destinam. É utilizado principalmente quando a organização trabalha com diferentes tipos de clientes, que exigem tratamento especializado. É muito comum em lojas de departamento. Uma vantagem marcante desse modelo é que ela permite conhecer melhor as necessidades e o modo de tratar de cada tipo de cliente. A grande desvantagem é a substituição de recursos, já que muitas vezes o atendimento aos clientes é sazonal. 4.3.2 Departamentalização geográfica Neste tipo de departamentalização, os grupos são estabelecidos por áreas geográficas. Isto ocorre principalmente quando a organização opera em regiões diferentes, tornando-se desejável a manutenção de uma administração local. Como exemplo típico podemos citar as organizações bancárias. A vantagem principal está no fato da administração local conhecer melhor as peculiaridades de cada região onde atua. A desvantagem é que, como forma de descentralização, esse tipo de departamentalização, pode, em alguns casos,ter seu campo de ação limitado, além das possíveis duplicações de esforços. 4.3.3 Departamentalização por processo Neste caso, os agrupamentos de atividades são estabelecidos por linhas de processo. É frequentemente utilizado em operações industriais. Como vantagem principal pode-se apontar a maior especialização e a rapidez com que flui a informação técnica. Como desvantagem tem-se a visão limitada dos funcionários em virtude da extrema especialização. 4.3.4 Departamentalização mista A figura mostra um modelo misto de departamentalização, que envolve os tipos: funcional, por cliente e por produto. 4.4 Níveis de influências da estrutura organizacional 4.4.1 Nível estratégico O nível estratégico de influência considera a estrutura organizacional de toda a empresa e a melhor interação desta como ambiente. 4.4.2 Nível tático Tem por finalidade otimizar determinada área de resultado e não a empresa como um todo. 4.4.3 Nível operacional Pode ser considerado como a formalização, principalmente através de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas 4.5 Exercícios de fixação 1. Qual é a diferença entre a estrutura formal e informal? 2. Defina os níveis de influência da organização: 3. Faça o organograma da estrutura Organizacional de sua empresa. 4. Defina departamentalização: Planejamento Estratégico, Tático e Operacional Desenvolver o planejamento em uma empresa envolve diversas etapas. Apesar do planejamento estratégico ser o mais famoso na administração, os outros dois têm a mesma importância em um planejamento integrado dentro da companhia. 5.1 Níveis de decisão e tiposde planejamento. 5.1.1 Planejamento Estratégico Processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de interação com os fatores externos – não controláveis – e atuando de forma inovadora e diferenciada. 5.1.2 Planejamento Tático: Metodologia administrativa que tem por finalidade otimizar determinada área de resultado da empresa. 5.1.3 Planejamento Operacional: Formalização das metodologias de desenvolvimento e implementação de resultados específicos a serem alcançados pelas áreas funcionais da empresa. 5.2 Diferenças entre planejamentos 5.2.1 Estratégico x Tático 5.2.2 Tático x Operacional 5.3 Tipos de liderança 5.3.1 A Liderança Poderá Ser Definida Como: • Capacidade de influenciar pessoas para que se envolvam voluntariamente em tarefas para a concretização de objetivos comuns; • Capacidade para promover a ação coordenada, com vista ao alcance dos objetivos organizacionais (Gomes e colabs2000); • Um fenómeno de influência interpessoal exercida em determinada situação através do processo de comunicação humana, com vista à comunicação de determinados objetivos (Fachada, 1998). 5.4 Funções do líder 5.4.1 Coordenar • Planear: determinar objectivos, fazer previsões, analisar problemas, tomar decisões, formular políticas e/ou apoiar políticas; • Rganizar:determinar as actividades que são necessári 5.4.2 Desenvolver • Influenciar: comunicar de forma a que os indivíduos contribuam para a obtenção dos objectivos de acordo com as finalidades da organização; • Controlar: conferir o realizado com o que foi planeado e proposto. Corrigir os desvios verificados. as para alcançar objectivos, classificar e distribuir o trabalho pelos grupos e pelos indivíduos. 5.5 Tipos de liderança 5.5.1 Liderança Coercitiva Caracteriza-se pelo exercício do poder coercitivo. Nas estruturas organizacionais que adotam essa metodologia, o trabalhador é tido como mera “peça” de engrenagem, sem direito a voz, apresentando um baixo índice de produtividade. 5.5.2 Liderança Controladora Apóia-se num poder centralizador moderado, embora use eventualmente o poder de coerção. Nesse tipo de liderança, as pessoas ficam limitadas às ordens determinadas pelo líder, cumprindo mecanicamente as funções que lhes são atribuídas. 5.5.3 Liderança Orientadora Tende a incentivar a cooperação, permitindo livre integração entre os subordinados, o que facilita a compreensão e a divulgação dos objetivos da empresa, congregando esforços e reduzindo a competição. 5.5.4 Liderança Integradora Baseia-se no princípio de que todo indivíduo, independentemente de sua posição na estrutura organizacional, é capaz de contribuir para a viabilização dos objetivos. Além de respeitar o colaborador como indivíduo, o líder integrador promove a coesão do grupo, emprega o recurso do feedback, usa a intuição como complemento da lógica e procura compatibilizar tanto quanto possível os objetivos organizacionais com os individuais dentro de um quadro de referência ético. 5.5.5 Liderança Situacional O processo de liderança situacional é baseado no princípio de que cada empregado tem seu tempo próprio no processo de aprendizagem e desenvolvimento profissional. A não observância desse fator gera frustrações, conflitos e insatisfação entre o comando e os respectivos comandados. 5.5.6 Liderança Exigente Observa todos os detalhes e não deixa nenhum deslize passar despercebido. Entende que para algo dar certo, “todos os buracos têm que estar tapados” e não há o menor espaço para erros! 5.5.7 Liderança Servidora Liderança Servidora nada mais é do que aquela liderança no qual você aprende a servir ao próximo, a satisfazer suas necessidades e não suas vontades, a influenciar as pessoas para um bem comum e principalmente liderar com autoridade não com o poder. - Aquele dentre vós que quiser ser o líder tem que ser, antes, o Servidor. Se quiser liderar, você tem que servir. 5.8 Exercícios de fixação 1. Defina Estrutura Formal e Informal: 2. Elabore o organograma de uma padaria. 3. Elabora a estrutura Linear de uma fábrica de sapatos. 4. Elabore uma estrutura Mista de uma faculdade. 5. Defina: Nível estratégico, Tático e Operacional. 6. O que diferencia a teoria de Frederick Taylor para a teoria de Henri Fayol? 7. Defina Planejamento e explique a sua importância para a organização. 8. Defina Liderança e suas funções e aponte o modelo de liderança das organizações na atualidade. 9. Organize corretamente os cargos e funções abaixo na pirâmide (construa a pirâmide) de níveis de influência. • Faxineira, recepcionista, coordenadora, gerente, auxiliar de cozinha, diretor, supervisor, analista de sistemas, professor, té. Em Segurança de Trabalho, enfermeira, vendedora, analista de RH, operador de máquinas de empilhadeira, Ajudante de caminhão, balconista, atendente de telemarketing e orientadora pedagógica. Workflow significa, literalmente, “fluxo de trabalho” Ter um fluxo de trabalho funcional envolve muito planejamento e, principal¬mente, conhecimento de todas as etapas de desenvolvimento de produção dentro da empresa. Este planejamento amplia, ainda, o conhecimento do mercado e dos profissionais que o constituem. Dentro de um Workflow que realmente funcione, estão dois fatores muito importantes: o compartilhamento de informação e o conhecimento técnico adquirido. Como não podia deixar de lado este conceito de produção organizada, a Gráfica Alves implanta, de forma pioneira, o sistema de Workflow que temcomo finalidade o desenvolvimento técnico de suas etapas de produção e posteriormente a qualificação, através de conhecimento compartilhado, do quadro de clientes e demais profissionais do mercado regional. É importante ressaltar que antes mesmo de colocar em prática, qualquer que seja o sistema de trabalho organizado (Workflow), o material humano envolvido deve ser analisado de forma especial, pois é dele que depende a funcionalidade do sistema. Estas pessoas precisam ter consciência e incen¬tivo para constituir uma equipe qualificada; uma equipe que está sempre trocando informação, conhecimento, servindo de suporte para o desenvolvi¬mentotécnico do processo organizacional. Assim sendo, fluxograma é uma representação gráfica que permite a fácil visualização das pessoas de um processo. Apresentando uma sequencialógica e de encadeamento de atividades e decisões, de modo a se obter uma visão integrada do fluxo de um processo técnico, administrativo e gerencial, permitindo a realização de análises criticas para a detecção de falhas e de oportunidades de melhorias. O fluxograma utiliza símbolos padronizados, que facilitam a representação dos processos. Os símbolos em um fluxograma são formas geométricas usadas para ilustrar as diferentes ações que podem ocorrer durante um processo, programa ou algoritmo. Embora os fluxogramas também possuam textos descritivos, os símbolos do gráfico variam para dar pistas visuais ao leitor que ajudam na compreensão do gráfico. Sem sequer ler o texto, o usuário pode captar rapidamente o processo em geral com base somente na ordem dos símbolos. 6.1 Retângulo arredondado: O símbolo retângulo arredondado em um fluxograma é conhecido como “terminal”. Ele é usado para mostrar o início, parar, mostrar o começo ou fim de um processo. Eles são comumente vistos na parte superior e inferior de um fluxograma, mas podem aparecer dentro de um fluxograma se tiver um ramo de sub-processos, e então terminar antes do final de todo o processo. 6.2 Seta A seta é usada para mostrar o fluxo de informação através do fluxograma. Ela aponta na direção que o processo se move do início ao fim. Se uma seção do fluxograma indica informação, vai para um bloco e volta para uma etapa mais adiantada no processo, a linha de seta ficará dobrada, com ângulos retos como um quadrado e apontando para cima e para trás em torno de uma seção anterior do gráfico, ilustrando um “loop” ou etapa que se repete. A seta dupla pode aparecer em fluxogramas para indicar dados digitais de ações de leitura / gravação para o mesmo dispositivo. 6.3 Losango Um losango é usado em um fluxograma para mostrar decisão. Pode marcar o surgimento de uma condição SE, por exemplo, ou qualquer outra questão no processo que tem múltiplos resultados que levam a novos rumos no processo. Um “sim” à pergunta colocada no losango levaria o processo em uma direção indicada por um ponto sobre o losango. A resposta “não” iria enviar o processo em outra direção indicada por um segundo ponto sobre o losango. Eles não precisam necessariamente ser pontos diametralmente opostos. 6.4 Retângulo Simples Um dos símbolos mais comuns vistos em um fluxograma, o retângulo simples, é usado para mostrar as etapas individuais ou ações no processo, e é frequentemente usado logo após o início do processo e depois de quaisquer símbolos de decisão para mostrar a próxima ação a se realizar. 6.5 Retângulo Com A Base Ondulada Este símbolo se assemelha a um pedaço de papel rasgado e indica um “documento” no processo. Poderia ser um documento físico criado durante o processo, como em uma cópia impressa, ou um documento eletrônico, como uma mensagem de e-mail, gerada pelo processo. Uma versão “empilhada” deste símbolo indica a saída de vários documentos. 6.6 Retângulo Redondo Com A Extremidade Arredondada Este símbolo é usado para mostrar dados que estão sendo armazenados para aqueles processos que incluem a movimentação de dados a determinados locais. Um símbolo terminal se segue se o armazenamento de dados for o fim do ramo de um determinado processo no gráfico. 6.7 Vantagens E Desvantagens Do Workflow (Fluxograma). 6.7.1 Vantagens Agiliza tarefas; evita falhas no processo; aumenta a eficácia dos colaboradores inseridos na rotina, e possui controle gerencial completo e decisivo. 6.7.2 Desvantagens Engessa o processo e aumenta a burocracia. 6.8 Modelos: Administrativos: Ideal para documentos e formulários, pois sina¬liza possíveis erros. 6.9 Cronograma Cronograma é um gráfico que procura demonstrar o início e o término das diversas fases de um processo operacional, dentro das faixas de tempo previamente determinadas, possibilitando acompanhar e controlar a execução planejada. 6.9.1 Objetivos • Permitir controlar o tempo de execução de cada atividade; • Permitir visualizar qual a fase que está terminando e qual a que deve ser iniciada; • Possibilitar um melhor aproveitamento do tempo disponível e uma diminuição de interrupções. 6.10 Layout Layout corresponde ao arranjo dos diversos postos de trabalho nos espaços existentes na organização e envolve: • Preocupação de melhor adaptar as pessoas ao ambiente de trabalho segundo a natureza da atividade desempenhada; • Arrumação dos móveis, máquinas, equipamentos, matéria- prima. 6.10.1 Objetivos Do Layout: • Otimizar as condições de trabalho do pessoal nas diversas unidades organizacionais; • Racionalizar os fluxos de fabricação ou de tramitação de processos; • Racionalizar a disposição física dos postos de trabalho, aproveitando todo o espaço útil disponível; • Minimizar a movimentação de pessoas, produtos, materiais e documentos dentro da ambiência organizacional; 6.10.2 Vantagens Do Layout • Um bom arranjo físico proporciona: • Segurança: demarcações de passagens, isolamento de operações perigosas; • Minimiza distâncias: deslocamentos menores com ganho de tempo; • Boa sinalização (informação); • Conforto para os operadores (evitar fatores físico – ambientais: iluminação, • Ruídos, vibrações, temperatura); • Facilidade de coordenação (gerência); • Facilidade de acesso às operações e máquinas (cotidiano e manutenção); • Facilidade e melhora do uso do espaço (racionalização);e ; • Mudanças de operações caso necessário (melhoria em setups). 6.10.3 Exemplos De Layout 6.11 Arranjo Físico É a maneira como homens (operários), máquinas e equipamentos serão dispos-tos em uma fábrica ou indústria. É um arranjo ou uma disposição de máquinas e equipamentos, em geral em uma área qualquer de trabalho. É uma sistematização de procedimentos que procura uma combinação ótima das instalações de uma empresa ou indústria, que concorrem para otimização da produção, dentro de determinado espaço, oferecendo aos operários boas condições de trabalho e segurança. O objetivo do Arranjo Físicoé alocar da melhor forma possível os recursos, de forma que as atividades sejam realizadas em menor tempo e de maneira racional, utilizando eficientemente o espaço disponível, reduzindo a movimentação de recursos e, consequentemente, o tempo de processamento. Todas essas medidas são aquelas comumente utilizadas em estudos de arranjo físico, mas adotá-las ou não faz parte da decisão do indivíduo que está realizando o arranjo físico. Os princípios básicos levados em consideração para o estudo do arranjo físico, conforme Oliveira (1998), são: • As unidades organizacionais que têm funções similares e relacionadas devem ser colocadas perto umas das outras para redução do tempo e distância de transporte; • Dentro de cada unidade organizacional, o trabalho deve seguir um fluxo contínuo; • Os padrões de espaço devem ser adequados às necessidades de trabalho e de conforto dos funcionários lotados na unidade organizacional; • Estudar o programa de produção, a fim de determinar o número e a variedade das unidades acabadas, ou pré- acabadas, a serem produzidas; • Fazer relação dos materiais e partes que integrarão o produto, separando aqueles produzidos na própria fábrica dos que serão adquiridos fora; • Relacionar as operações necessárias nos diferentes processos para completar uma unidade de produto; • Decidir sobre a desejada capacidade da fábrica e dos equipamentos para a linha de produtos que será feita ou proposta, estimando a capacidade futura; • Cálculo do número de vezes em que cada posto de trabalho é envolvido em transportes (deslocamento) etc 6.12 Exercícios De Fixação: 1. Elabore o fluxograma do seu dia de trabalho/escola. 2. Elabore o layout de sua residência. 3. Elabore o cronograma de suas atividadesexecutadas nesta semana. 4. Defina Arranjo Físico. SIG - Sistema de Informação Gerencial Inicialmente se deve fazer a distinção dos conceitos de dado e de informação. Dado: é qualquer elemento na sua forma bruta. São exemplos de dados: o número de empregados, a quantidade produzida, a quantidade de matéria-prima aplicada, entre outros. Informação: é o resultado de um processamento dos dados coletados, visando identificar um problema, indicando as soluções necessárias para a organização ou mesmo, fornecendo elementos para uma tomada de decisão. O executivo trabalha com informações para a tomada de decisões. Sistema de informações: é o processo de transformação de dados em informações. Quando este processo se destina à geração de informações necessárias e utilizadas no processo decisório da empresa é chamado sistema de informações gerenciais (SIG). 7.1.1 Vantagens de um Sig: Um sistema de informações gerenciais pode trazer muitas vantagens quando preparado com muito critério. Entre estas vantagens podemos destacar: • Facilita o fluxo de informações dentro da empresa; • Agiliza a tomada de decisões; • Melhora a qualidade das decisões; • Melhoria na produtividade empresa; • Há melhoria nos serviços realizados e oferecidos; e; • A redução do grau de centralização de decisões na empresa. 7.1.2 Um Sig para ter sucesso necessita de: • Envolvimento da alta e média administração; • Pessoas competentes envolvidas com o SIG; • Apoio global dos planejadores; • Existência de dados e informações relevantes; e; • Adequada relação custo x benefício. Um SIG corre alguns riscos como a falta de confiabilidade, a extemporaneidade das informações, a falta de informações relevantes e informações demasiadas. Informações atrasadas ou pouco confiáveis ao invés de ajudar atrapalham. • Os Relatórios gerenciais gerados pelo SIG devem obedecer a algumas dicas importantes: • Os números devem de preferência apresentados sob a forma percentual, comparando períodos anteriores com o atual e com metas (situação desejada); • Apresentados sempre possível sob a forma de gráficos; • Devem conter comentários que expliquem as informações apresentadas; • Devem conter local para o registro das decisões e ações; e; • Devem conter local para registro dos resultados obtidos. 7.2 Filosofia Kaizen O processo de melhoria contínua está associado ao compromisso diário de otimizar o produto, o ambiente de trabalho e o negócio. As técnicas de produtividade são fundamentais para que as empresas possam aperfeiçoar seus processos e eliminar tudo o que não agrega valor, tornando-as ágeis e competitivas. KAIZEN O Kaizen significa a busca da melhoria contínua, da qual reflete diretamente junto à produtividade e à qualidade sem gasto ou com o mínimo investimento. De acordo com FERREIRA et al. (2000) a Metodologia Kaizen é desenhada segundo as seguintes características: as pessoas na organização desenvolvem suas atividades melhorando-as sempre, por meio de reduções de custos e alternativas de mudanças inovadoras; o trabalho coletivo prevalece sobre o individual; o ser humano é visto como um dos bens mais valiosos da organização e deve ser estimulado a direcionar seu trabalho para as metas compartilhadas da empresa, atendendo suas necessidades humanas; satisfação e responsabilidade são valores coletivos. O conceito de Kaizen desenvolvido por IMAI (1994) engloba uma série de inovações da Gestão Japonesa: controle da qualidade total e gestão da qualidade total; just in time; kanban; zero defeito; círculos de qualidade; sistemas de sugestões; manutenção preventiva total; orientação para o consumidor; automação; disciplina no local de trabalho; atividades em grupos pequenos; relações cooperativas entre administração e mão-de-obra; melhoria da produtividade e desenvolvimento de novos produtos. Ainda, de acordo com IMAI (1994) existem dez mandamentos que devem ser seguidos na metodologia Kaizen, como seguem: 1. O desperdício deve ser eliminado; 2. Melhorias graduais devem ser feitas continuamente; 3. Todos os colaboradores devem estar envolvidos, sejam gestores do topo e intermediários, ou pessoal de base, o Kaizen não é elitista; 4. É baseado em uma estratégia barata, acreditando que um aumento de produtividade pode ser obtido sem investimentos significativos, não se aplicam somas astronômicas em tecnologias e consultores; 5. Aplica-se em qualquer lugar e não somente dentro da cultura japonesa; 6. Apoia-se em uma gestão visual, total transparência de procedimentos, processos e valores, tornando os problemas e os desperdícios visíveis aos olhos de todos; 7. Focaliza a atenção no local onde se cria realmente valor, chão de fábrica; 8. Orienta-se para os processos; 9. Dá prioridade às pessoas, acredita que o esforço principal de melhoria deve vir de uma nova mentalidade e estilo de trabalho das pessoas (orientação pessoal para a qualidade, trabalho em equipe, cultivo da sabedoria, elevação do moral, autodisciplina, círculos de qualidade e prática de sugestões individuais ou de grupo); 10. O lema essencial da aprendizagem organizacional é: aprender fazendo. Contudo, vale ressaltar que uma das principais discussões da metodologia Kaizen está relacionada com os processos de melhorias contínuas. Neste sentido vale observar que o processo de melhoria contínua é um grande objetivo para as corporações industriais e organizações que desejam atingir uma posição sólida e reconhecida no mercado atual. 7.3 O P.D.C.A É um método gerencial para a promoção da melhoria contínua e reflete em suas quatro fases, a base para melhoria contínua. Utilizado na análise e na solução de problemas, permitindo a realização do controle de qualidade em toda a empresa. O P.D.C.A permite evitar que sejam tomadas decisões precipitadas acerca do problema, propiciando o seu claro entendimento, permitindo optar pelo caminho mais rápido e de melhor custo-benefício, esgotando todas as possíveis soluções. 7.3.1 As 4 fases do ciclo P.D.C.A. • Plan (Planejamento). Deve-se estabelecer os objetivos e metas , para que sejam desenvolvidos métodos, Procedimentos e padrões para alcançá-los. • Do (Execução). Esta é a fase de implantação do Planejamento. É fornecer treinamento e educação aos colaboradores para a execução de um planejamento com eficiência e eficácia. • Chek (Controle). Verifica-se se o planejamento foi alcançado, com base nas metas desejadas X resultados obtidos. • Act (Agir corretivamente). Nessa fase temos duas alternativas. A primeira buscar as causas fundamentais para prevenção de efeitos indesejáveis, no caso de não ter alcançado as metas planejadas. A segunda, é adotar como padrão o planejamento na primeira fase, já que as metas planejadas foram alcançadas. Ao iniciar qualquer melhoria em processos ou produtos, planejar as ações deve ser a primeira fase do processo. Só depois de estar claro quem são os responsáveis, o que eles precisam fazer e como, é que se deve dar início a fase de execução das ações. Depois do plano de ação ser executado é quando no consenso comum a atividade se encerra, mas pelo PDCA ainda temos metade do trabalho pela frente – e justamente a metade que vai garantir que a atividade atinja os resultados esperados – que é estudar e acompanhar tudo que foi feito para ter certeza que os esforços atingiram os objetivos, e sempre que houver possibilidade de melhoria ou for identificado desvios, a correção entra em cena e o ciclo PDCA começa novamente. Se durante a checagem ou verificação for encontrada alguma anormalidade, este será o momento de agir corretivamente, atacando as causas que impediram que o procedimento fosse executado conforme planejado. Assim que elas forem localizadas, as contramedidas deverão ser adotadas, isto é, as ações que vão evitar que o erro ocorra novamente. Em alguns casos, essas medidas podem virar normas, novos procedimentos, padrões, etc. 7.3.2 Cuidados na implementação do ciclo PDCA O PDCA é um ciclo e, portanto,deve “rodar” continuamente. Para que “rode” de maneira eficaz, todas as fases devem acontecer. A supressão de uma fase causa prejuízos ao processo como um todo. Ao implementar o Ciclo PDCA, portanto, evite: • Fazer sem planejar. • Definir as metas e não definir os métodos para atingi-las. • Definir metas e não preparar o pessoal para executá-las. • Fazer e não checar. • Planejar, fazer, checar e não agir corretivamente, quando necessário. • Parar após uma volta. O PDCA é um ciclo e, portanto, deve “rodar” continuamente. Para que “rode” de maneira eficaz, todas as fases devem acontecer, sob pena do processo como um todo sofrer prejuízos. Quando implementado corretamente, um verdadeiro processo de melhoria contínua se instala nos estabelecimentos. 7.4 Exercícios de fixação: 1. Defina SIG e explique a sua importância: 2. Qual a importância da Filosofia Kai Zen para as empresas na atualidade? 3. Escolha uma empresa que lhe causou diversos problemas, e utilize o P.D.C.A para solucionar o problema: Tecnologia da Organização Em vista da acirrada competitividade do mercado, as organizações estão continuamente buscando melhorias, de forma a se manterem ou melhorarem o seu desempenho. O cenário em constante mudança faz com que as organizações Apresentem necessidade de adequação às exigências do mercado consumidor. Nesse contexto, a tecnologia da informação apresenta papel de grande importância para auxiliar os gestores nos negócios. Hamel e Prahalad (1990) citam que a vantagem competitiva reside na capacidade das organizações em coordenar a introdução das tecnologias da informação. Cardoso (2003), na revista Tecnologística, cita o caso da empresa Apprimus, fornecedora e distribuidora de produtos e serviços para o segmento de foodservice (refeições fora do lar). Nessa empresa, resultado da parceria entre os grupos Accor, Martins e Sadia, o diretor-presidente, Écio Borgomoni Paes Leme, enfatiza que o maior desafio é ser uma empresa competitiva, prestando um serviço que os concorrentes não oferecem. O que tem contribuído para o sucesso dessa empreitada é o fato de ela usar o que há de melhor na área de tecnologia da informação, compatível com a realidade do seu negócio. Segundo Marcovitch (1996), a tecnologia da informação refere-se ao complexo tecnológico que envolve computadores, softwares, redes de comunicação eletrônicas, públicas e privadas, rede digital de serviços, tecnologias de telecomunicações, protocolos de transmissão de dados e outros tipos de serviços. Os sistemas de informação contêm informação sobre pessoas, lugares e coisas de interesse, no ambiente ao redor da organização e dentro da própria organização. Transformam a informação em forma utilizável para a coordenação de fluxo de trabalho de uma empresa, ajudando empregados ou gerentes a tomar decisões, analisar e visualizar assuntos complexos e resolver outros tipos de problemas. Jamil (2001) afirma que os Sistemas de Gestão Integrada podem ser compreendidos como um conjunto de módulos e sistemas que visa a formar, a partir de ambientes transacionais padronizados e desagregados, um conjunto de ferramentas para suporte à decisão, com integração dos acervos de dados daqueles ambientes, padronizando seu acesso e implantação. Embora existam diversos fabricantes de softwares de sistemas integrados com nomenclaturas diversas, cita-se como exemplo genérico o Enterprise Resource Planning (ERP). Laudon e Laudon (2000) citam que o ERP é um sistema de gestão empresarial que integra todas as faces do negócio: o planejamento, a manufatura, a venda, as finanças, contribuindo com o melhor compartilhamento de informações dentro de uma organização. Para Corrêa (2004), os executivos não esperam pouco desses sistemas e essas expectativas, não raro, são exageradamente inflacionadas pela avidez com que as forças de vendas dos fornecedores de ERPs vão ao mercado. Entre o que se tem esperado dos ERPs, segundo o autor, podem-se citar: • Que disponibilizem a informação certa e boa na hora certa, nos pontos de tomada de decisão gerencial, ao longo de todo o empreendimento, principalmente em termos do fluxo logístico; • Que tornem o processo de planejamento operacional mais transparente, estruturado e com responsabilidades maisdefinidas; • Em última análise, que apoiem a empresa nos seus esforços de melhoria de desempenho operacional, para que melhor possa se sair, frente aos concorrentes, no atendimento aos clientes. 8.1 Tecnologia do software: Integração com outros sistemas da empresa: É importante observar questões de compatibilidade entre as plataformas de hardware e software atualmente usadas pela empresa e as plataformas usadas pelo sistema aplicativo em consideração. • Quanto mais compatíveis, mais facilmente integráveis serão os aplicativos atuais em uso comaqueles possivelmente adquiridos. 8.2 Escalabilidade para permitir crescimento É claro que uma empresa média que esteja no processo de escolha de uma solução de sistema integrado o está fazendo porque pretende aumentar, com isso, seu Organização, Sistemas e Métodos poder de competitividade no mercado e, portanto, pretende crescer. Para isso, é necessário que se garanta que a solução escolhida tenha o que tem se chamado escalabilidade ou, em outras palavras, que permita crescer gradualmente, na mesma medida da empresa, aumentando o número de usuários gradualmente e permitindo o aumento gradual da capacidade das plataformas de hardware e software, de forma que a empresa não precise de descontinuidades bruscas (para trocas completas de plataforma) quando atingir determinado patamar. 8.3 Atualização da tecnologia Ter certeza de que seu fornecedor de sistema tem e é capaz de incorporar as novidades tecnológicas relevantes em sua solução. Hoje, uma solução que não apoie o uso de internet e intranets não pode ser considerada tecnologicamente atualizada. O mesmo em relação ao apoio ao Electronic Data Interchange (EDI) com fornecedores e clientes, interfaces gráficas, intercambialidade de dados com aplicativos pessoais (como o Excel, por exemplo), código de barras, correio eletrônico interno, aprovações eletrônicas, entre outros; 8.4 Organização do sistema 8.4.1 Facilidade de uso Espera-se que o sistema em análise, se comprado, seja bem utilizado. Quanto mais fácil for utilizar o sistema, mais fácil será treinar e manter atualizados seus usuários, mais fácil será convencê-los a comprometer-se com seu uso e mais fácil será fazer dele bom uso; 8.4.2 Facilidade de implantação Implantar um ERP não é tarefa trivial. Requer diligente planejamento e gerenciamento; requer que se obtenham níveis altíssimos de acurácia nos registros do sistema em relação aos fatos físicos que representam; requer comprometimento das pessoas com seu bom uso; requer disciplina e precisão na execução de tarefas relacionadas à entrada de dados do sistema. Os sistemas ERP podem apoiar, mais ou menos, essas atividades de implantação. Podem, por exemplo, apoiar adequadamente a função de contagem cíclica de inventário (e este é só um exemplo entre centenas possíveis), que, por sua vez, auxiliará na manutenção de níveis mais acurados dos registros de estoque. As implantações de sistemas ERP também, em geral, requererão redesenho dos processos da empresa, tanto para que não se automatizem processos imperfeitos quanto para que os processos passem a se adequar ao melhor uso do sistema. Alguns softwares de ERP, hoje, suportam a atividade de redesenho de processos, outros não. Recursos presentes no software que facilitem o processo de implantação são sempre desejáveis e o grau em que se encontram na solução analisada deve ser analisado pelo possível comprador; 8.4.3 Segurança Aspectos relacionados à segurança e integridade dos dados devem ser analisados. Sistema de alocação e gestão de senhas de acesso, proteção contra hackers externos, apoio a rotinas de backup e recuperação de dados, recursos para lidar com quedas de energia durante execução derotinas, são todos aspectos relevantes de segurança a serem investigados quando da escolha de sua solução de sistema integrado; 8.4.4 Satisfação dos clientes atuais Uma vez mais, mais do que apenas confiar na palavra (em geral, nada isenta) do potencial fornecedor de software, é importante checar com usuários atuais do sistema em estudo qual é seu nível de satisfação com os aspectos relacionados à organização do sistema, antes de tomar a decisão de adquiri-lo. O papel do profissional de OSM ou analista, nesse contexto, é justamente auxiliar no estudo, análise, proposta e implantação de soluções viáveis para a execução das atividades, eficientemente, em vista dos problemas de perspectiva tecnológica, organizacional e pessoal. A perspectiva tecnológica considera o hardware, software, telecomunicações e banco de dados de uma empresa. A perspectiva da organização considera as normas e procedimentos formais, cultura, gerência e processos empresariais e as políticas da empresa. Por último, a perspectiva pessoal considera os funcionários da empresa como indivíduos e seus inter-relacionamentos em grupos de trabalho 8.5 Exercícios de fixação: 1. Faça um breve relato (20 linhas) sobre a importância da tecnologia da Informação para as organizações na atualidade. Formulários Os formulários são importantes como meios de comunicação, transmissão e registro de informações. Apesar de muitas organizações possuírem formulários disponíveis no sistema de informação, muitas ainda utilizam aqueles elaborados em papel. Seguem alguns fatores que justificam a elaboração de formulários: • A importância dos dados e informações; • A padronização nas comunicações; • O armazenamento de dados e informações; •A função de controle; •O treinamento administrativo dos funcionários da empresa. É importante entendermos que a utilização de formulários dentro de uma organização deve trazer os seguintes benefícios: • Uniformidade ou padronização dos procedimentos; • Proporcionar valor legal; • Estabelecer dados e informações; • Evitar escrituração de dados e informação de maneira repetitiva; • Facilitar compreensão e entendimento das informações etc 9.1 Formas De Comunicação Na Empresa: 9.1.1 Carta Comercial Modelo escrito, que bem elaborada se torna um eficiente instrumento, podendo gerar a formação de opinião pública favorável, utilizando uma linguagem direta com estética moderna, com criatividade abundante sem se apegar a modelos de arquivos. Com maneiras diferentes de redigir a uma pessoa sendo física ou jurídica, em relação ao mesmo assunto. Obrigatório que tenha: cabeçalho ou timber, data, índice e numeração, endereçamento, saudação, corpo, fecho, assinatura e iniciais de quem redigiu e digitou a carta, podendo ter ou não recomendação e referência. 9.1.2 Ofício Quase que exclusivamente usado no serviço público, mas também em empresas privadas, entre chefias e com o público externo, com conteúdo formal. Dirigido a autoridades e é necessário observar o tratamento que cada cargo exige. No envelope as autoridades têm que ser tratadas como algo supremo como: excelentíssimo senhor, senhor ministro e etc., com formas vocativas. As empresas elaboraram assim um sistema bloco impacto para a estética assim reduzindo o tempo de sua elaboração. 9.1.3 Memorando Comunicação escrita, informal, mas dirigida somente ao público interno. De maneira formal não quer dizer liberdade para escrever o que quer e do jeito que quer. Não tendo necessidade de saudações nem fecho como “cordialmente”. Uma comunicação política, decisória e instrucional. O que o difere da carta, é que o memorando é de circulação limitada. 9.1.4 Intranet Rede social, que segue os mesmos acordos que a Internet, porém privada dentro de uma organização com a disponibilização do acesso apenas para o público interno (membros da organização, empregados ou terceiros com autorização de acesso). Tendo como base o compartilhamento de algo sobre a organização na disseminação de mensagens corporativas e realização de atividades operacionais. 9.1.5 Jornal Mural: Dirigido ao público interno da empresa, com temas ligados a: negócios da empresa, recursos humanos, saúde, responsabilidade social, cultura, lazer e entretenimento. Sempre fixado em locais de grande movimentação, levando as noticias de maneira eficácia e dinâmica. Com textos curtos, linguagens claras e com muitas fotos, o melhor mais tradicional e funcional pro âmbito interno de uma empresa. 9.1.6 Boletim Tanto o público interno quanto o externo podem ter acesso, como: imprensa, governo, fornecedores, clientes e etc. Podendo ser enviado por qualquer tipo de comunicação eletrônica. Utilizado para fornecer novidades e informações, utilizado por sua agilidade para manter todos atualizados, sendo também uma forma simples e barata de publicidade. Podendo ser utilizado também em estudos para saber tendências, comportamentos e gostos dos seus clientes. 9.1.7 Newsletter Também conhecido como boletim informativo, de caráter informativo, voltado aos diferentes públicos de uma organização com um período regular. É necessário que seja cadastrado através do site. Transferindo artigos, notícias e jurisprudência. É necessário que o cliente saiba seu significa para poder ter o gosto de abrir o seu newsletter e receber notícias, informações e novidades por cerca de 5 minutos por dia. 9.1.9 Blog Caráter informal, um canal em uma rede social onde oferece ao público informações diferenciadas e divididas. Como se fosse um diário online, regularmente são postados textos, imagens, músicas ou vídeo. Tem um espaço onde o leitor deixa seu comentário. Pelo fato de ser muito fácil utilização e dispensando o conhecimento de linguagem de publicação, muitos aderiram o seu uso, surgindo da palavra weblog. 9.1.10 E-mail Corporativo: Principal canal de comunicação entre as empresas e seus clientes, local onde é possível sincronizar os seus contatos, a agenda do seu e-mail com celular ou tablet, fornecendo pastas e arquivos em sua conta. É possível monitorar os e-mails de seus funcionários, fazendo também com que a empresa foque somente em assuntos a respeito do trabalho, tendo assim um melhor aproveitamento e resultado na empresa. Podendo também ter e-mails em seu domínio. É necessário ter boas maneiras em sua utilização pelo fato de ser algo válido, podendo então ser usado contra você. 9.1.10 Relatório Pode ser público ou privado, sua estrutura é baseada de acordo como problema e a solução, podendo ser flexíveis, dependo do tipo de relatório, vai conter tabelas, gráficos, resumos e etc. Sua exposição pode ser oral ou escrita, um documento onde contêm informações com os resultados de uma determinada situação, como: dados recolhidos em uma inspeção ou factos ocorridos na administração de uma sociedade. Tem a função de relatar, dilatar algo. 9.2 Exercícios de fixação 1. Informe a importância de um Formulário. 2. Faça um resumo sobre as formas de comunicação utilizadas em sua empresa, informando os benefícios e malefícios das mesmas e sua opinião para futuras melhorias. Indicadores de Desempenho Indicadores são formas de representação quantificável de características de produtos e processos, utilizados para acompanhar e melhorar os resultados ao longo do tempo. São instrumentos de verificação do alcance dos resultados e objetivos formulados. Eles devem expressar, de forma quantitativa e qualitativa, o desempenho que queremos demonstrar. 10.1 Classificação dos indicadores 10.1.1 Quantitativos Permitem medir as alterações de uma dada situação inicial, auxiliando na compreensão das mudanças ocorridas. Exemplo: aumento ou diminuição do índice de emprego feminino. 10.1.2 Qualitativos Informam sobre as alterações ocorridas em termos de qualidade, relação social, autoridade ou status social. Exemplo: índice de emprego feminino x aumento da exploração do trabalhoda mulher. 10.2 Tipos de indicadores • Indicadores Estratégicos: informam o “quanto” a organização se encontra na direção da consecução de sua Visão; • Indicadores de Produtividade (eficiência): medem a proporção de recursos consumidos com relação as saídas dos processos; • Indicadores de Qualidade (eficácia): focam as medidas de satisfação dos clientes e as características do produto/serviço; • Indicadores de Efetividade (impacto): focam as consequências dos produtos/serviços (fazer a coisa certa da maneira certa); e; • Indicadores da Capacidade: medem a capacidade de resposta de um processo (saídas produzidas por unidade de tempo). 1.3 Elementos Do Sistema De Indicadores 1.4 Hierarquização dos indicadores 10.5 Exemplo de macroindicador e de desdobramento dos indicadores de desempenho 1.5 Exemplos de macro indicadores elaborados a partir de um fator crítico de sucesso (FCS) 10.6.1 Exemplo de interação entre fatores críticos de sucesso (FCS) e macro indicadores: 10.7 BSC - BALANCED SCORECARD Esta ferramenta contribuiu e muito para que a melhoria contínua aconteça dentro da organização, esta sigla pode ser traduzida como: Indicadores Balanceados de Desempenho. Assim, o Balanced Scorecard é mais que uma mensuração de desempenho. Ela se constitui em valiosa ferramenta estratégica de gestão; permite que a organização avalie; obtenha feedback do cumprimento das ações; sincroniza tanto o negócio quanto o serviço e todos os colaboradores em prol dos objetivos organizacionais; contribui para que haja inter- relacionamento departamental, integração, interação, criatividade e sinergia; propicia a realização de medidas financeiras, não financeiras e de comunicação; permite feedback com relação ao planejamento estratégico adotado nas ações operacionais. Uma boa política organizacional, atrelada a um ambiente de trabalho motivador, junto com esta ferramenta valiosa de gestão “Balanced Scorecard”, resultam em uma verdadeira estratégia de sobrevivência. Com isso, a organização terá as condições necessárias para promover a melhoria contínua do desempenho e do aumento da produtividade, com maior valor agregado e com qualidade, permitindo além do alto índice de competição, trilhar pelo caminho da excelência. É importante salientar que só se alcança de fato a excelência, quando verdadeiramente há consciência e sentimento por parte de todos os envolvidos no processo. A vida organizacional é o maior de todos os empreendimentos, e que fazemos parte desta, uma vez que, devemos ser ao mesmo tempo colaboradores, empreendedores, investidores, intermediários e beneficiados deste imensurável empreendimento, digo imensurável, quando penso nos colaboradores como o patrimônio valioso que uma organização possa ter. A seguir um organograma sobre as perspectivas do Balanced Scorecard. 10.8 Exercícios de fixação 1. Elabore um BSC do seu setor de trabalho. Organização Empresarial Terceirização do Trabalho Cultura Organizacional Estrutura Informal Planejamento Estratégico, Tático e Operacional Workflow significa, literalmente, “fluxo de trabalho” SIG - Sistema de Informação Gerencial Tecnologia da Organização Formulários Indicadores de Desempenho