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OBJETIVO
Conhecer o Direito na Antiguidade Clássica Ocidental e reconhecê-lo na atualidade. 
<número>
Direito Grego Clássico
INTRODUÇÃO
O que é o “direito grego”?
Periodização
Escrita grega
Direito grego Antigo: Legisladores, Fontes, Direito Público, Equidade, Processo, Justiça
Retórica grega
As Instituições gregas
<número>
<número>
“
O Direito Grego
Autonomia política das pólis.
Os gregos não foram grandes juristas, mas pioneiros na ciência política.
<número>
Periodização da História grega
 Arcaico (VIII a.C. - VI a.C.) - Quando se iniciam as Guerras Pérsicas; 
Clássico (V a.C. - IV a.C.); 
Helenístico (323 a.C. - 146 a.C.)- desde Alexandre Magno até a conquista romana;
<número>
Período Arcaico
Surgimento das pólis
A época arcaica: colonização
Comércio
Paul Faure: trirremes, hoplitas, cavalo montado, moeda e alfabeto
<número>
 Escrita Grega: A Lei grega como instrumento de poder
Assegurar melhor a justiça
Michael Gagarin: instrumento de poder sobre o povo
As leis inicialmente eram aristocráticas
O crescimento populacional
As leis de Sólon
<número>
O Direito grego antigo 
Existiam na Grécia mais de 1500 cidades-estado entretanto Atenas e Esparta ganham mais destaque na literatura.
<número>
Como explica Raquel de Souza (2010, p. 78) Atenas merece destaque por ser a pólis da qual mais se tem informações e onde a democracia melhor se desenvolveu e o direito atingiu sua mais perfeita forma quanto à legislação e processo
<número>
“
Observações 
Cada pólis possuía seu sistema político
As leis não eram aplicadas a todos os gregos, existiam apenas alguns costumes comuns
<número>
A JUSTIÇA
Paras os gregos melhor lei não pode ser positiva, ela está inscrita em uma ordem superior - a ordem da natureza ou das essências (direito natural)
Questão importante : relacionar o direito positivo e a ideia de uma justiça perfeita
 
<número>
DIREITO GREGO ANTERIOR AO ARCAICO
Nos primeiros tempos só existia a justiça patriarcal
O chefe de família julgava todos os
 seus dependentes de maneira
 soberana e determinava a execução
 da sentença
<número>
DIREITO GREGO ANTIGO ARCAICO
Não se pode falar em direito propriamente dito por dois motivos
As orientações da vida estavam impregnados pela mitologia
não existia qualquer código escrito
<número>
FONTES
fontes históricas ou literárias - ex: (A Ilíada e Odisseia de Homero) 
relaciona aspectos filosóficos, 
 mitológicos e religiosos
repassadas oralmente
<número>
RESOLUÇÃO DE CONFLITOS - O DIREITO PROCESSUAL
Autocomposição : as partes criam uma solução para resolver seus conflitos e defender seus interesses.
a tradição, a mitologia e os costumes dão base para essa autocomposição
<número>
DIREITO GREGO CLÁSSICO
A positivação das leis é uma marca desse período*
Atenas é a expoente máxima
<número>
Os cidadãos eram os únicos que possuíam direitos civis e políticos - democracia excludente
Em atenas não haviam advogados, juízes ou promotores públicos - figuras jurídicas
<número>
FONTES DAS LEIS 
fontes epígrafas - publicadas em documentos de forma permanente
fontes literárias - produções literárias impotantes
ex: monografias constitucionais
<número>
OS LEGISLADORES - DRÁCON (sec VII a.C)
Elaborou o primeiro conjunto de leis escritas em Atenas 
É chamado a legislar num momento de turbulência em Atenas
O restabelecimento da ordem foi feito através de leis leis taliônicas.
Atribui-se a Drácon a introdução do princípio de Direito Penal e a tipificação de homicídios que prevalece até hoje.
Seu código não era uma constituição pois não contemplava problemas econômicos e sociais
<número>
SÓLON - ( 640 a.C - 558 a. C) 
Manteve o mesmo código criado por Drácon 
Promoveu reformas econômicas, sociais e institucionais
libertação dos escravos por dívidas
criou um ambiente de maior receptividade em relação aos estrangeiros
reorganizou a agricultura - produto de exportação
reforma agrária - desmarcando terras que estavam na posse dos nobres
<número>
A Retórica grega
A retórica surgiu na antiga Grécia, ligada a democracia e a necessidade de preparar os cidadãos para uma intervenção ativa na cidade.
<número>
RETÓRICA
Arte de falar com eloquência
Capacidade de apresentar bons argumentos
Técnicas de persuasão 
 ETHOS- técnicas que residem no caráter moral do orador;
 PATHOS- as que se encontram no modo como se dispõe no auditório;
 LOGOS- as que residem no próprio discurso.
<número>
Os sofistas
Os sofistas usavam da retórica e da Oratória. Muitos sofistas dominavam, entre outras técnicas, a “arte da palavra” ou do “discurso”. Eles estudaram os mecanismos de argumentação e convencimento utilizados nas discussões e cobravam para ensiná-los.
<número>
A retórica e argumentação no discurso jurídico
O discurso jurídico é imprescindível para o exercício da cidadania;
A retórica e a argumentação nos discursos jurídicos, consolidaram-se com o surgimento da democracia grega;
Jusnaturalismo;
Juspositivismo.
 
<número>
As instituições gregas
<número>
As Instituições Gregas
Cidadãos gregos na Assembleia.
<número>
Direito Romano Clássico
INTRODUÇÃO
O que é o “direito romano”?
Importância do direito romano na atualidade
Divisão Política
Periodização
Fontes, Leis e Institutos Romanos
Recepção do Direito Romano no Ocidente
<número>
INTRODUÇÃO
Contagem das datas dos Fatos da Antiguidade:
Acontecimentos importantes do mundo Antigo:
Para os Romanos, a partir da fundação da Cidade, Roma, a Urbs.
A partir de Cristo.
Roma fundada 753 a. C
<número>
O que é o “direito romano”?
<número>
Direito Romano é:
Direito que vigorou por 12 séculos
O Direito o Corpus Juris Civilis
Direito Privado Romano
Direito que vigorou por 12 séculos
Conjunto de regras jurídicas com abundância de fontes que vigoraram no Império Romano:
Da fundação da cidade, em 753 a. C - morte do Imperador Justiniano, em 565 d. C.
<número>
Direito Privado Romano
Os romanos foram gigantes no direito privado e pigmeus no direito público;
Vocábulo cognato: directus 
Na Roma antiga “Direito” e “Justiça” se fundiam originariamente numa só palavra, Jus.
Distinção: Jus - o que a Cidade permite / Fas - é do reinado de Deus.
<número>
Direito Privado Romano
<número>
publicum
Jus
privatum
jus civile 
jus naturale
jus gentium
 Direito do Corpus Juris Civilis 
Monumento jurídico que atravessou séculos e chegou até nosso dias atuais - Ordem de Justiniano.
Conjunto ordenado de leis e princípios jurídicos reduzidos a um corpo:
único
sistemático
harmônico
<número>
Lei das XII Tábuas
Os magistrados patrícios julgavam por tradições;
Incerteza na aplicação do direito;
Lei das XII Tábuas
sociedade desigual romana - instituições jurídicas
conflito de classes (patrícios X plebeus)
atribui mais poder aos plebeus
primeiras leis escritas romanas
<número>
<número>
“
Importância do direito romano na atualidade
<número>
Razões de:
Ordem Histórica
Ordem Técnico-Jurídica
Ordem Prática
Importância do direito romano na atualidade
Numerosos institutos romanos não morreram: estão vivos
exatamente como foram
alterações pequenas
ex: contratos (compra e venda; depósito; hipoteca)
Direito Romano é a fonte do nosso Direito.
<número>
Divisão Política
Segundo sua organização política a história romana pode ser divida em 5 fases:
Realeza (753- 510)
República (510 – 27)
Alto Império (27 – 284)
Baixo Império (284 – 565)
Bizantino (565 – 1453) 
<número>
<número>
Realeza: 
Centralização de todos os Poderes do Estado na figura do rei.
O rei era vitalício e não hereditário. 
O senado era apenas consultivo. 
<número>
República:
Criação do consulado, onde dos cônsules eleitos pelo senado ordenava o Estado Romano, por determinado tempo ( 1 ano). 
Surgimento dos magistrados e outros, em funções que antes eram do rei. 
O período mais longo da história romana. 
<número>
<número>
Alto Império:
Centralização do Império Romano.
Drástica diminuição das funções do senado. 
Diminuição das guerras, apogeu da cultura romana. 
Baixo Império: 
Crise ocasionada pelo fim da conquistas de novosterritórios.( escravista e monetária) 
Invasões bárbaras 
Enfraquecimento do exército 
<número>
Justiniano:
Cesaropapismo ( poder político e religioso)
Ordenamento escrito das leis romanas ( codificação) 
Corpus Jurís civilis
<número>
PERIODIZAÇÃO DO DIREITO ROMANO
Arcaico (desde a fundação romana até o século II a.C.);
Clássico (séc. II a.C. e II d.C.);
Pós-clássico (séc II d.C até 
a queda do Império).
<número>
PERÍODO ARCAICO
Primitivo ou antigo;
Compreende a Realeza e parte da República;
Não diferenciação do direito com a religião;
Sacerdotes interpretavam as leis;
Família (Clã) era o centro;
Lei das XII tábuas (451-450 a.C.) - reunia costumes vigentes, e não leis.
<número>
“O Direito não era mais do que uma das faces da religião”. 
Foustel de Coulanges.
<número>
“
<número>
PERÍODO CLÁSSICO
Auge do desenvolvimento do direito romano;
Abrange parte da República e o Alto Império;
Tentativa de autonomia para o direito: laicização e individualista;
Jurisconsultos interpretavam as fontes;
Jurisprudência romana;
Assembleias populares, Senado e Edito.
<número>
<número>
PERÍODO PÓS-CLÁSSICO
Poucas inovações no direito; 
Necessidade de codificação das regras:
Codex Gregorianus;
Codex Hermogenianus;
Codex Theodosianus; Codificação oficial.
A grande codificação ocorreu no Oriente - por ter resistido às invasões bárbaras.
<número>
PERÍODO PÓS-CLÁSSICO
Codificação com o Imperador Justiniano: CORPUS JURIS CIVILIS - compilação de todas as fontes antigas do direito. 
Codex (compilação de leis imperiais);
Digesto (compilação de trechos de livros escritos pelos jurisconsultos);
Institutos (manual destinado ao ensino do direito);
Novelas (recolha das constituições promulgadas por Justiniano).
<número>
<número>
“
“O grande mérito do direito pós-clássico foi o de ter conservado, através do trabalho dos compiladores, as obras dos jurisconsultos romanos do período áureo do seu direito”.
 Michel Villey.
<número>
“
<número>
“
<número>
“
FONTES DO DIREITO
Realeza:
Costumes (mos maiorum)
Leis régias ( costume + religião)
República:
Jurisconsultos (costumes)
Lei (Lex rogata e Lex data)
Edito dos Magistrados
Lei das XII Tábuas (queda da monarquia)
Jurisprudência: secularização do jurisprudência romana
 
<número>
 JURISPRUDÊNCIA NA REPÚBLICA
Secularização da jurisprudência moderna: século IV a.C.
Início do ensino público do direito.
Tibério Coruncânio, o primeiro plebeu elevado à dignidade de sumo pontífice (254 a.C.)
<número>
FONTES DO DIREITO
Principado:
Leis comiciais (Augusto)
Edito dos Magistrados
Senatusconsultos
Constituições Imperiais
Costumes
Dominato:
Constituições Imperiais: Leges (Constituições imperiais)
Costumes: fonte espontânea
Corpus Iuris Civilis
<número>
O Processo Civil Romano
 Destacava-se como um conjunto de 
 normas e princípios que o cidadão romano
 deveria seguir para realizar seu direito.
 O indivíduo concretizava a defesa de 
 seu direito lesado, movendo, assim, toda
 a máquina judiciária através do processo.
<número>
Queda do Império Romano e a Emergência do mundo Feudal
Colapso da economia escravagista;
Emergência de economia de subsistência agrária e estática;
Europa Ocidental se fragmenta na produção feudal; Crescimento do Cristianismo;
Nova estrutura econômica, jurídica, política e cultural;
<número>
Recepção do Direito Romano no Ocidente
O Direito Romano se eclipsou na Europa Ocidental durante a alta Idade Média (costumes locais e novo direito);
Readmissão ao final da Idade Média (surgimento do capitalismo);
Ressurgiu a partir da Recepção no início da Idade Moderna, na Alemanha, nos países baixos, na Inglaterra.
<número>
Fatores para renascimento da jurisprudência romana na europa moderna:
objeto das ciências jurídicas (jurisprudência)
métodos científicos dos juristas
ensino jurídico
difusão da escrita em língua comum, o latim.
<número>
Recepção do Direito Romano no Ocidente
Recepção do Direito Romano no Ocidente
Aspectos formais permitiram a reapropriação a partir do Renascimento;
Base da ciência jurídica no Ocidente;
Jus Naturale (Direito Natural), Jus Gentium (Direito das Gentes), Jus Civile (Direito Civil).
<número>
 Conclusão
Outros sistemas jurídicos nasceram, transformaram-se e morreram;
A perenidade do direito romano é fato evidente;
É um legado valioso do mundo antigo ao mundo moderno.
<número>
Referências Bibliográficas
CASTRO, Flávia Lages de. História do Direito Geral e Brasil. 5. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007. 
CRETELLA JÚNIOR, José. Curso de Direito Romano. 30. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2007.
WOLKMER, Antonio Carlos. Fundamentos de História do Direito. 6. ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2011.
<número>