Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1 
 
SUMÁRIO 
INTRODUÇÃO ........................................................................................ 2 
1 ADMINISTRAÇÃO ........................................................................... 3 
2 GESTÃO FINANCEIRA ................................................................... 4 
3 O PAPEL DO GESTOR FINANCEIRO ............................................ 5 
3.1 PRINCIPAIS FUNÇÕES DO GESTOR FINANCEIRO .............................. 6 
4 ANÁLISES DA SITUAÇÃO FINANCEIRA DA EMPRESA ............ 10 
4.1 AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO FINANCEIRA FUTURA DA EMPRESA ........ 11 
5 PLANEJAMENTO NA ÁREA DE FINANÇAS ............................... 13 
6 ORÇAMENTO ................................................................................ 14 
7 FINANÇAS ..................................................................................... 15 
7.1 RELACIONAMENTO COM A ECONOMIA .......................................... 16 
7.2 FATORES MICROECONÔMICOS .................................................... 16 
7.3 FATORES MACROECONÔMICOS ................................................... 17 
8 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E INFLAÇÃO ........................... 18 
9 RELACIONAMENTO COM A CONTABILIDADE .......................... 20 
9.1 NATUREZA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS .......................... 21 
9.2 BALANÇO PATRIMONIAL .............................................................. 22 
9.3 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO – DRE ............... 25 
9.4 FLUXO DE CAIXA ....................................................................... 27 
10 ADMINISTRAÇÃO DA ESTRUTURA DOS ATIVOS ..................... 31 
11 ADMINISTRAÇÃO DA ESTRUTURA DOS PASSIVOS ................ 32 
12 INDICES DE LIQUIDEZ ................................................................. 33 
12.1 LIQUIDEZ GERAL ........................................................................ 34 
12.2 LIQUIDEZ CORRENTE .................................................................. 34 
12.3 LIQUIDEZ SECA .......................................................................... 35 
13 INDICADORES DE RETORNO...................................................... 36 
13.1 RETORNO SOBRE AS VENDAS (RSV) .......................................... 37 
13.2 GIRO DO ATIVO (GA) ................................................................. 38 
13.3 RETORNO SOBRE O ATIVO (RSA) ............................................... 39 
13.4 RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO (RSPL) ....................... 39 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................... 41 
BIBLIOGRAFIA ..................................................................................... 42 
 
 
 
 
 
 
2 
 
INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
A Rede Futura de Ensino, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - 
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer 
uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O 
comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e 
todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em 
perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento 
que serão respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
1 ADMINISTRAÇÃO 
Aquele velho ditado popular que diz: “de Médico e Louco todo mundo tem 
um pouco”, deviria ser: “de Médico, Louco e Administrador todo mundo tem um 
pouco”, pois a Administração é inerente a todos, ou seja, sem que percebamos 
temos que usá-la na nossa casa, nas nossas finanças pessoais, enfim, na nossa 
vida. Podemos observar a Administração atual, que faz-se presente desde o 
sorveteiro até o um Presidente de uma Multinacional, pois ambos utilizam-se das 
funções e ferramentas da administração, mas cada um em proporções 
diferentes, com o mesmo objetivo, verem seus negócios prosperando. 
“Administrar um negócio, seja um modesto empreendimento ou uma 
grande sociedade anônima, envolvem muitas funções diferentes, 
funções estas imprescindíveis para a organização ter sucesso frente a 
seus clientes e concorrentes, mas é finanças que faz com que tudo 
aconteça. “GITMAN (2002, pag. 3 apud BEZERRA, 2015, p. 3) 
Em Administração o conhecimento das técnicas administrativas é de 
importância fundamental, mas não é o único insumo a uma adequada e bem-
sucedida carreira em administração, seu modo de agir, de pensar e a sua 
personalidade também são fundamentais, sua atitude enquanto administrador é 
muito significativa no desempenho de suas funções. A Administração Financeira, 
enquanto ramo do conhecimento de administração não foge a essas mesmas 
premissas. 
Em toda a organização que um administrador se propuser a trabalhar, 
desempenhar suas funções, ele estará solucionando problemas, coordenando e 
liderando equipes, diagnosticando problemas, elencando ameaças e 
oportunidades para a empresa, setor ou departamento por ele administrado, tudo 
isto de forma particular, único, com características próprias. 
“As semelhanças dos seres vivos, pode-se dizer que as empresas são 
organismos com vida (possuem até uma “cultura interna”) em 
constante transformação (evolução das espécies), sujeitos às leis de 
Mercado (da natureza)”. Tubino (1999 apud BEZERRA, 2015, p. 3) 
Portanto problemas e soluções em uma organização, não serão 
necessariamente os mesmos em outra organização. Com isso, um administrador 
bem-sucedido em uma organização não será necessariamente bem-sucedido 
 
 
 
 
4 
 
em outra, pois as oportunidades, ameaças, cultura organizacional, estrutura 
empresarial, objetivos, etc. exigem um tratamento particular e diversificado, por 
isso “velhas receitas” não são garantias de sucesso. 
2 GESTÃO FINANCEIRA 
 
Fonte: gazetainformativa.com.br 
Toda organização para se inserir no mercado precisa de recursos para 
iniciar suas atividades, para se obter estes recursos seja próprio ou de terceiro 
é muito difícil, e quando se alcança, é a logo prazo. Munido dessas informações 
o Administrador Financeiro deve fazer com que estes tão escassos recursos se 
multipliquem ou até mesmo sejam constantes em tempos de recessão. 
“Sem capital que atenda às necessidades da empresa, seja para 
financiar seu crescimento ou para atender às operações do dia – a – 
dia, não podemos desenvolver e testar novos produtos, criar 
campanhas de marketing, comprar alimentos, manter ou construir 
novas empresas. O papel do administrador financeiro é assegurar que 
este capital esteja disponível nos momentos adequados, no momento 
certo e ao menor custo, se isso não ocorrer a empresa não 
sobreviverá”. Gitman (2002, pag. 2 apud BEZERRA, 2015, p. 4) 
Atualmente com este cenário tão instável onde vários fatores abalam a 
economia, tais como: uma declaração de um presidencial, eleições, guerra no 
Exterior, ou seja, qualquer fato no mundo é imprescindível e de alta relevância 
 
 
 
 
5 
 
para uma empresa, e o administrador está se deparando com a globalização. 
Onde tem que se atualizar constantemente, pois a área de finanças está mais 
complexa e desafiante. 
Quem pode melhor explicar este cenário é Gitman (2002 apud BEZERRA, 
2015, p. 4), que diz: “A área de Finanças está muito mais complexa e avança a 
passos mais rápidos atualmente. Os Mercados financeiros estão voláteis, as 
taxas de juros podem subir ou cair acentuadamente, num período de tempo 
muito curto. Essas mudanças afetamas decisões financeiras, ademais, há hoje 
muito mais estratégias financeiras possíveis, e novos produtos financeiros que 
surgem a todo instante”. E segundo Milani (2001 apud BEZERRA, 2015, p. 5), 
“Em um Mundo dinâmico, com rápidas mudanças e grandes incertezas com 
relação ao futuro, a decisão de como utilizar seus recursos ao longo do tempo, 
com o objetivo de garantir a sobrevivência da organização, bem como, maximizar 
a riqueza dos acionistas, é de suma importância para as empresas”. 
O administrador financeiro tem a “obrigação” de se especializar 
constantemente, pois ferramentas utilizadas a três, seis meses não são mais 
receitas de sucesso e as melhores fontes de recursos. Tem que ser além de tudo 
flexível e generalista, pois deve conhecer as várias funções e ambientes que o 
cercam sendo a cada dia mais exigido e em várias pequenas organizações tem 
as funções de proprietário a contador. De acordo com Gitman (2002 apud 
BEZERRA, 2015, p. 5), “Embora essas necessidades tornem as funções do 
administrador financeiro mais exigente e complexas, podem propiciar carreiras 
mais recompensadoras e interessantes”. 
3 O PAPEL DO GESTOR FINANCEIRO 
O gestor financeiro atua no planejamento financeiro, na organização, 
direção, captação e nos investimentos de recursos de uma empresa, seja de 
pequeno, médio ou grande porte. Analisa os créditos e os demonstrativos 
contábeis, avalia a manutenção de estoques, acompanha faturamentos e fluxos 
de caixa. Pode atuar ainda na área de auditoria. Para realizar essa tarefa, o 
gestor financeiro precisa ter um sistema de informações gerenciais que lhe 
 
 
 
 
6 
 
permita conhecer a situação financeira da empresa e tomar as decisões mais 
adequadas, maximizando seus resultados. 
As atividades do gestor financeiro têm com base de estudo e análise 
dados retirados dos relatórios financeiros, tais como balanço patrimonial, 
demonstração de resultados, análise de contas e principalmente do fluxo de 
caixa da empresa que reflete a real situação de seu disponível circulante para 
financiamento e novas atividades. 
O gestor passou a ter um papel de grande importância, e o mercado 
espera um profissional com ampla visão dos ambientes interno (empresa) e 
externo (mercado). 
3.1 Principais funções do Gestor Financeiro 
Segundo Alexandre Assaf Neto (2006, p. 33 apud SANTOS, 2011, p. 10) 
as principais funções do gestor financeiro são análise, planejamento e controle 
financeiro; tomada de decisões de investimento; tomada de decisões de 
financiamento; objetivos e compromissos conforme abordaremos a seguir: 
 
 Análise, Planejamento e Controle Financeiro 
 
Com base nos relatórios financeiros, o gestor pode identificar alguma 
discrepância financeira e corrigir eventuais erros a tempo de não levar a empresa 
a uma situação crítica, esse posicionamento contribui bastante para o 
funcionamento de dados importantes para explicações plausíveis e completas 
de vários fenômenos financeiros, tornando mais evidente sua compreensão e 
ampliando sua área de atuação e importância. 
Avaliar o desempenho financeiro é uma tarefa extremamente importante 
e deve se tornar periódica. 
Através do planejamento, o gestor pode identificar as necessidades de 
crescimento da empresa, assim como eventuais desajustes futuros. O 
planejamento é orientado para resultados, prioridades, vantagens e mudanças. 
 
 
 
 
7 
 
O planejamento estratégico é muito importante nas organizações, embora 
possa ter vida curta, os benefícios do planejamento são de longo prazo e 
produzem efeitos duradouros, além de melhorar a coordenação. 
O primeiro passo para o planejamento consiste na definição dos objetivos 
para a organização. Objetivos são resultados específicos que se pretende 
atingir. Uma vez definido, os programas são estabelecidos para o alcance de 
maneira sistemática e racional. Ao selecionar os objetivos, o gestor financeiro 
deve considerar sua viabilidade aceitação por todo o corpo organizacional. 
Os diferentes departamentos das organizações, em que cada um tem 
uma variedade de objetivos, precisam ser adequadamente coordenados, de 
modo que todos, interligados, alcancem o objetivo geral da organização. Todos 
os departamentos, tais como: marketing, vendas, produção, etc. devem estar em 
sintonia com o departamento financeiro, para que possam estabelecer e validar 
uma meta e um percurso comum a todos. Sem a integração o planejamento pode 
não passar do papel ou das apresentações corporativas. O planejamento 
também melhora o controle e a administração do tempo. O controle envolve 
medição e avaliação dos resultados do desempenho e a tomada de ação 
corretiva, a fim de melhorar os processos e garantir que os resultados sejam 
positivos. Assim administrar o tempo disponível para atender as 
responsabilidades e aproveitar as oportunidades é essencial para o gestor 
financeiro, que vive em um mundo de constantes mudanças no ambiente 
financeiro. 
Como principal decorrência do planejamento estão os planos que facilitam 
a organização no alcance de suas metas e objetivos. Além disso, os planos 
funcionam como guias para assegurar os seguintes aspectos: 
 Os planos definem os recursos necessários para alcançar objetivos 
organizacionais; 
 Servem para integrar os vários objetivos a serem alcançados em 
um esquema organizacional que proporciona coordenação e 
integração; 
 Os planos permitem que as pessoas trabalhem em diferentes 
atividades consistentes com os objetivos definidos. Eles dão 
 
 
 
 
8 
 
racionalidade ao processo, servem para alcançar adequadamente 
o objetivo traçado 
 Os planos permitem que o alcance dos objetivos possa ser 
continuamente monitorado e avaliado em relação a certos padrões 
ou indicadores a fim de permitir a ação corretiva necessária quando 
o progresso não for satisfatório. 
 
 Tomada de decisões de investimentos 
 
O processo decisório é um fundamento básico em finanças devendo ser 
estudado sobre várias perspectivas, tais como: a do processo, a do valor 
agregado, do retorno esperado, etc. 
Em um ambiente em constante mutação, o gestor deve ser capaz de 
tomar decisões complexas e cada vez mais arriscadas. Com base não só nas 
análises financeiras locais, mas também nas análises financeiras 
mercadológicas, ele pode decidir onde aplicar os recursos da campanha a fim 
de tornar a empresa mais competitiva no mercado, analisando de forma 
criteriosa os fatores inerentes à empresa e ao mercado em que ela atua, como 
taxa de juros, inflação, sazonalidade do mercado, tecnologia, concorrência, 
qualidade do produto e estrutura de custos. 
As decisões de investimentos criam valor principalmente quando o retorno 
esperado excede as expectativas, em outras palavras, a taxa de retorno exigido 
pelos acionistas é superada. Pode ser considerada como a mais importante das 
decisões, pois leva-se em conta um processo onde serão identificadas, 
avaliadas e selecionadas as alternativas de aplicações de recursos, esperando 
um benefício econômico no futuro. 
O gestor financeiro deve conseguir identificar a melhor estrutura em 
termos de risco e retorno dos investimentos empresariais, precedendo a um 
gerenciamento eficiente de valores. A gestão dos ativos engloba também as 
defasagens que podem ocorrer no fluxo de caixa. 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 Tomada de decisões de Financiamentos 
 
Nas decisões de financiamento focam-se a escolha das melhores ofertas 
de recursos e a melhor proporção a ser mantida entre o capital de terceiros e 
capital próprio. O seu objetivo está em determinar a melhor estrutura de 
financiamento da empresa, de maneira que ela possa ter capacidade de 
pagamento e dispor de fundos com custos menores em relação ao retorno que 
se espera de seus investimentos. 
O gestor financeiro deve pesquisar fontes de financiamentos 
(fornecedores, instituições financeiras, etc.) sempre que necessário, a fim de 
captar recursospara o financiamento das atividades da empresa que necessitam 
de capital para a execução de suas metas. Ele deve ser capaz de buscar a 
melhor opção oferecida pelas fontes de financiamentos no que diz respeito a 
juros, garantias exigidas e formas de pagamento, gerenciando a composição e 
procurando definir a melhor opção em termos de liquidez, redução de custos e 
risco financeiro, de forma a adequar o passivo às características de rentabilidade 
e liquidez das aplicações desses recursos. 
Para isso, o gestor financeiro deve dispor de tempo necessário para 
realizar pesquisas e análises minuciosas para a tomada de decisão. 
 
 Objetivos e Compromissos 
 
Todo gestor financeiro deve levar em conta os objetivos dos acionistas e 
controladores da empresa, para daí sim alcançar seus próprios objetivos, pois 
conduzindo bem o negócio e cuidando eficazmente da parte financeira, 
consequentemente ocasionará o desenvolvimento e prosperidade da empresa, 
de seus proprietários, sócios, colaboradores internos e externos e logicamente 
de si próprio no que tange ao retorno financeiro, mas principalmente a sua 
realização profissional e pessoal. 
Existem diversos objetivos e metas a serem alcançadas, o gestor precisa 
administrar da melhor forma possível os recursos financeiros, com o objetivo de 
otimizar ao máximo o valor agregado dos produtos e serviços da empresa a fim 
de se ter uma posição competitiva mediante a um mercado repleto de 
 
 
 
 
10 
 
concorrência, proporcionando, deste modo, o retorno positivo a tudo o que foi 
investido para a realização das atividades da mesma, estabelecendo 
crescimento financeiro e satisfação aos investidores. O gestor tem o 
compromisso de agir com ética profissional, lealdade, motivação, respeito e 
legalmente, pois o ambiente em que se trabalha sobre mentiras e falsas 
informações não é propicio ao sucesso. 
Identificar o objetivo da empresa também é uma das funções do gestor 
financeiro, ele precisa traçar um perfil para sua administração. 
4 ANÁLISES DA SITUAÇÃO FINANCEIRA DA EMPRESA 
 
Fonte: coachfinanceiro.com 
A análise por meio de índices financeiros é ferramenta ideal para se ter o 
controle mais adequado para as tomadas de decisões nas empresas. Através 
dos indicadores financeiros é possível comparar uma organização com outras 
do mesmo segmento e até de segmentos diferentes de mercado, estabelecendo 
critérios de avaliação do desempenho entre as empresas. Os indicadores 
também podem ser utilizados para comparar o desempenho da empresa. 
Hoji (2004 apud BITTENCOURT, PALMEIRA, 2012, p. 7) destaca duas 
formas de análise de balanços, a análise vertical e horizontal. Na análise vertical 
o foco é verificar a participação de cada item na composição de determinada 
coluna, no caso do Balanço Patrimonial, verifica-se a participação de itens no 
 
 
 
 
11 
 
Ativo e no Passivo, na DRE e DFC, verifica-se a participação dos custos na 
formação do lucro e a participação das saídas na formação do caixa. Na análise 
horizontal, o foco é mostrar a evolução dos dados por períodos. 
Para o agrupamento dos índices financeiros, toma-se a classificação 
utilizada por Hoji (2004 apud BITTENCOURT, PALMEIRA, 2012, p. 7) por 
entendê-la como mais simples e prática, embora a maioria dos autores utilizem 
classificação semelhante. Para Hoji (2004 apud BITTENCOURT, PALMEIRA, 
2012, p. 7) os indicadores financeiros podem ser divididos em quatro grupos: 
 Índices de estrutura de capital: os índices de estrutura de capital 
mostram como o capital está sendo alocado na empresa e também 
a origem desse capital. 
 Índices de liquidez: demonstram a condição financeira da empresa, 
e a capacidade de quitar suas dívidas. 
 Índices de rotação: os índices de rotação mostram o giro dos ativos 
da empresa, são usados para analisar a forma mais eficiente de 
usar o capital de giro, buscando diminuir a necessidade de capital 
de giro, das empresas. 
 Índices de rentabilidade: verificam o retorno dos capitais investidos, 
são indicadores vitais para a análise do desempenho das 
empresas, através desses indicadores é possível saber se as 
empresas são viáveis operacionalmente. 
 
A análise por meio de índices consiste em relacionar contas e grupos de 
contas para extrair conclusões sobre tendências e situação econômico-
financeira da empresa. 
A classificação dos índices pela empresa pode ser como ótima, bom, 
satisfatório ou deficiente, ao compará-los com os índices de outras empresas do 
mesmo ramo ou porte. 
4.1 Avaliação da Situação Financeira Futura da Empresa 
Avaliar a evolução financeira a longo de uma empresa é uma importante 
tarefa, a nível externo para todos os fornecedores de capital e credores da 
 
 
 
 
12 
 
empresa e a nível interno para a formação da estratégia futura, existem 
numerosos exemplos de empresas que embarcaram em ambiciosos projetos e 
que posteriormente descobriram que o seu portfólio de projetos não podia ser 
financiado em termos aceitáveis. O resultado mais comum para estas situações 
é o abandono do projeto antes da conclusão do mesmo, tendo já incorrido 
em consideráreis custos financeiros e organizacionais para a empresa, 
distribuidores, colabores e credores. 
O aspecto fundamental que se deve ter em conta quando se pretende 
avaliar a situação financeira da empresa em longo prazo é descobrir se os 
objetivos, as estratégias de marketing, os investimentos necessários e as fontes 
de financiamento estão ajustados. 
Cada empresa deve ter definida uma missão a qual é realizada através 
do seu posicionamento competitivo em determinados mercados. A estratégia 
da empresa centra-se precisamente sobre estes posicionamentos. Assim 
enquanto que para alguns negócios, devido a sua maturidade e fraca 
rentabilidade, a empresa terá como estratégia abandoná-los, para os outros 
representando a maioria, a decisão será de manter a posição atual, ou fortalece-
la em face de concorrência direta. Deste modo a estratégia competitiva pretende 
fazer com o crescimento da empresa seja, pelo menos semelhante ao do 
mercado onde se encontra a competir, deste modo à taxa de crescimento das 
vendas deve acompanhar ou exceder a taxa de crescimento esperada 
para o mercado. 
O diagnóstico da saúde financeira futura de uma empresa deve basear-
se na investigação dos objetivos para a empresa e para cada um dos seus 
negócios e/ou produtos, na estratégia delineada para cada negócio na provável 
reação da concorrência e no desenvolvimento da posição competitiva e nas 
características dos mercados onde a empresa se encontra ou pretende entrar. 
O analista financeiro deve dedicar uma atenção especial a estas áreas uma vez 
que a situação financeira da empresa é fortemente influenciada pelo 
enquadramento econômico e competitivo dos mercados onde opera. A 
estratégia e o crescimento das vendas da empresa para cada um dos produtos/ 
negócios vai determinar em larga medida os investimentos em ativos 
necessários para suportar as estratégias estabelecidas. E a eficácia desta 
 
 
 
 
13 
 
combinada com a resposta da concorrência, vai determinar a performance 
competitiva e financeira da empresa e os excessos aos fundos necessários para 
o financiamento dos investimentos em ativos. 
5 PLANEJAMENTO NA ÁREA DE FINANÇAS 
 
Fonte: acomsistemas.com.br 
Em todas as áreas de negócios as melhores decisões sempre são aquelas 
que foram tomadas de forma planejada. Uma decisão que foi pensada com 
antecedência terá uma menor probabilidade de dar errada do que aquela tomada 
por impulso e sem nenhum tipo de planejamento. 
Na área financeira isso não é diferente. Podemos até afirmar que nesta 
área o risco é ainda maior, pois envolve recursos financeiros, podendo assim 
gerar grandes prejuízos. Uma decisão financeira sem uma análise preliminar, 
sem uma reflexão de suas consequências,poderá gerar impactos negativos e 
dependendo do volume de dinheiro, envolvido nessa decisão, comprometer 
seriamente a empresa podendo levá-la a inadimplência. 
Um planejamento financeiro pode começar a qualquer momento. Pode ser 
feito no instante que a empresa está sendo criada, pode ser durante a execução 
 
 
 
 
14 
 
de suas atividades e também pode ser feito quando começam as dificuldades 
financeiras. 
É fundamental que no momento do planejamento sejam levados em conta 
todos os aspectos financeiros que são visíveis e também observar se não 
existem aspectos financeiros que são invisíveis. É muito comum em finanças 
você não lembrar de tudo que irá gastar. Geralmente são lembrados dos gastos 
mais comuns e evidentes, ficando esquecidos aqueles gastos que você somente 
irá lembrar na hora de pagar. 
Outro ponto também que devemos sempre tomar cuidado é que, na hora 
de pesquisar e planejar fica estabelecido um determinado valor e na hora de 
pagar acabam aparecendo outros valores. 
Para Santos (2011 apud FILHO, 2012, p. 23), o planejamento financeiro 
empresarial pode ter início em qualquer etapa do empreendimento. O mais 
recomendado é que seja feito mesmo antes de iniciar e fundar o 
empreendimento e/ou empresa, deve levar em consideração todos os aspectos 
financeiros calculados para o monitoramento. 
Segundo Mandelli (2009 apud FILHO, 2012, p. 23), o conceito de 
planejamento financeiro deve ser fragmentado em planejamento e finanças. Pelo 
dicionário, planejamento é traçar metas, elaborar planos direcionados a 
peculiaridades do projeto que se almeja colocar em prática. Já as finanças, pode-
se dizer que são um método de administração dos recursos disponíveis, 
encaixando- -se no meio empresarial ou particular, discutindo-se a distribuição e 
aplicação dos recursos. 
6 ORÇAMENTO 
Um orçamento é uma espécie de antecipação daquilo que vai acontecer 
nas finanças da empresa. Todo negócio que está programado deve, durante a 
sua programação, ter a elaboração de um orçamento. Assim, teremos uma ideia 
clara daquilo que possivelmente seja recebido e também daquilo que 
possivelmente seja pago. O orçamento também pode ser definido como uma 
espécie de “previsão”. No orçamento você vai definindo os valores do negócio 
como se ele já estivesse acontecendo. 
 
 
 
 
15 
 
Toda empresa deveria elaborar o seu orçamento com antecedência. 
Anotando quais serão as receitas e os gastos dos períodos futuros. Essa 
orçamentação deve ser feita com base em previsões. Pode ser usado também 
aquilo que aconteceu em um período passado, mas nunca se limitando a copiar 
o que já aconteceu. É muito importante não se basear apenas no passado para 
definir o futuro de uma empresa. 
Outro ponto relevante é que um orçamento deve ser realista e equilibrado. 
Na hora do preenchimento os valores devem aproximar ao máximo da realidade. 
Caso a diferença seja muito alta, entre aquilo que foi gasto e o valor orçado, quer 
dizer que o orçamento foi mal elaborado. 
Para Nascimento (2006, p. 6 apud FILHO, 2012, p. 26), “Orçamento é um 
instrumento de formalização. Neste intuito, representa a quantificação das metas 
e objetivos da empresa, através de modelos contábeis prospectivos. Estes 
relatórios abrangem dados de caráter financeiro ou de caráter quantitativo, 
podendo ter um caráter operacional ou estratégico”. 
7 FINANÇAS 
Finanças é a aplicação de uma série de princípios econômicos para 
maximizar a riqueza ou valor total de um negócio. Mais especificamente, 
maximizar a riqueza significa obter o lucro mais elevado possível ao menor risco. 
Na realidade, ninguém sabe quando a riqueza máxima é atingida, embora ela 
seja entendida como última meta de cada empresa. 
“Finanças é a arte e a ciência de administrar fundos, ou seja, é todo 
dinheiro aplicado em ativos que em contrapartida gera uma quantia 
igual à aplicada gerado por algum tipo de financiamento. Finanças 
nada mais é do que a grande responsável na manipulação de fontes 
monetárias, ou seja, tudo que expressar valor”. Gitman (2002, pag. 4 
apud BEZERRA, 2015, p. 10) 
Eis que é importante manter-se a par dos novos avanços na moderna 
teoria de finanças tanto quanto em relação aos desenvolvimentos praticados nos 
mercados financeiros. Finanças tem surgido como uma disciplina importante que 
requer atualização constante dos antigos conceitos e refinamento dos novos. Os 
últimos avanços nos métodos de avaliação podem ajudar a tomar melhores 
 
 
 
 
16 
 
decisões. A emergência dos novos instrumentos financeiros, tais como futuros 
financeiros, opções e outros direitos condicionados sobre passivos, supre os 
administradores com os métodos mais sofisticados e efetivos para avaliar e, 
quando necessário, alterar decisões financeiras. 
7.1 Relacionamento com a Economia 
Todo administrador deve estar atualizado e totalmente inserido no 
mercado global, ou seja, no mercado econômico. Pois finanças está diretamente 
relacionado com acontecimentos mercadológicos. 
Segundo a ideia de Gitman (2002 pag. 4 apud BEZERRA, 2015, p. 10), o 
campo de Finanças está estreitamente relacionado ao da economia. Visto que a 
maioria das empresas opera dentro da economia, o administrador financeiro 
deve compreender o arcabouço econômico e estar atento às consequências dos 
vários níveis de atividade econômica e das mudanças na política econômica. Ele 
deve ser capaz também de utilizar as teorias econômicas como diretrizes para 
realizar operações comerciais com eficiência. São exemplos a análise de ofertas 
e procura, as estratégias de maximização do lucro e a teoria de preços. 
7.2 Fatores Microeconômicos 
Os microfatores e os macrofatores são provocadores de situações não 
previstas pelos administradores influenciando diretamente nas decisões e 
soluções a serem seguidas pelos mesmos. Quando um administrador consegue 
chegar próximo a algum desses, isto representa um resultado significante, ou 
seja, quando eles entendem como responder efetivamente às mudanças na 
oferta, na demanda e nos preços (empresa relacionada aos microfatores) tão 
bem quanto aos mais e abrangentes fatores econômicos (macrofatores), 
entender e responder adequadamente às mudanças na demanda permite aos 
administradores financeiros que tirem todas as vantagens das condições do 
mercado. 
Os melhores administradores, desenvolvem e adotam técnicas 
estatísticas confiáveis e executáveis que prevejam a demanda e apontem 
 
 
 
 
17 
 
quando as mudanças de direção devem ser feitas. Entretanto, essa tarefa não é 
das mais fáceis. Os fatores econômicos não podem ser previstos com precisão 
e muitas projeções estão sujeitas a grandes erros. Bons administradores, 
todavia, podem modificar previsões de demanda e oferta para aproximá-las 
razoavelmente dos resultados reais. 
7.3 Fatores Macroeconômicos 
Os fatores macroeconômicos são aqueles que a empresa não tem 
controle, ou seja, são causados por influência de algum fato, sejam eles, 
econômico, políticos, ou outro que venha deturpar o ambiente externo. As 
pessoas desenvolvem um sentido sobre o ambiente pela leitura de jornais, 
revistas, pela internet, ouvindo notícias, entre outros. 
Se o ambiente parece estar se deteriorando, os consumidores tendem a 
cortar gastos e se tornam mais conservadores e seus hábitos de compras. 
Inversamente, quando as condições melhoram, as pessoas tendem a pôr a mão 
no bolso. Essas reações às mudanças das forças (macro) econômica externas, 
tais como o aumento ou declínio da atividade comercial e alteração tributária, 
influenciam as decisões tomadas por uma empresa. 
Ainda segundo Groppelli & Ehsan Nikbakht (1998 apud BEZERRA, 2015, 
p. 12), quando o comércio está se expandindo, as empresas aumentam seus 
investimento e produção; quando elas defrontam com a retração do comércio 
reduzem seus investimentos. Uma empresa deve também desenvolver uma 
estratégia flexível para enfrentar crescimento demográfico,alterações na 
legislação tributária e as pressões causadas por novas tecnologias. Convém aos 
administradores engajarem no planejamento financeiro, pois assim eles estarão 
preparados, com diferentes alternativas, sob diferentes condições econômicas. 
 
 
 
 
18 
 
8 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E INFLAÇÃO 
 
Fonte: istoe.com.br 
Conforme Braga (1995 apud KUHN, 2012, p. 43), a inflação caracteriza-
se por um aumento persistente e generalizado dos preços na economia, 
resultando em contínua perda do poder aquisitivo da moeda. Uma variação de 
preços anual abaixo de um dígito não chega a afetar as funções básicas da 
moeda na economia. Variações maiores requerem a indexação geral como saída 
para fazer a economia funcionar. 
Este mecanismo não tem sido utilizado após a instituição do plano real. 
Em outros tempos esta prática era muito comum. É evidente que em contratos 
de financiamento de longo prazo, este mecanismo de proteção (atualização de 
preços) está presente. 
No período do plano real, ao observarmos os índices gerais de inflação 
medidos pela Fundação Getúlio Vargas – FGV –, à exceção dos anos de 1995, 
1999, 2002 e 2004, percebemos que as políticas econômicas, especialmente as 
afetas à moeda, tem conseguido manter a variação geral de preços abaixo ou 
em torno dos 10% ao ano. 
No período de 1980 a 1994, porém, a inflação crônica e exacerbada 
transformou nossa moeda em mero instrumento legal de pagamentos. A 
indexação geral foi a saída encontrada para fazer nossa economia funcionar com 
 
 
 
 
19 
 
uma moeda que não servia como padrão de medida e reserva de valor naquele 
período. 
Normalmente, toda reflexão financeira se concentra na pressuposição de 
inexistência de inflação e/ou que esta variável esteja inclusa na taxa nominal “i” 
normalmente usada. Assim, todos os conceitos consideram a moeda usada 
como estável ao longo do tempo. 
Esta hipótese, porém, é meramente teórica, pois o fenômeno da inflação 
existe em todos os países, ainda que com taxas reduzidas. Em conjunturas 
inflacionárias normalmente são usadas as expressões “a valores ou preços 
constantes e/ou reais” e “a preços ou valores correntes e/ou nominais”. 
A primeira expressão corresponde a informações de uma única data, 
normalmente transportados ao início do fluxo de caixa, enquanto a segunda 
corresponde a preços e/ ou valores das respectivas datas em que ocorrem os 
fluxos de caixa, por isso chamado de valores nominais. A convenção de “preços 
constantes” para “correntes” e vice-versa é feita por meio de índices e/ou 
indexadores, que procuram refletir a perda do poder aquisitivo da moeda 
provocada pela inflação, ou seja, pela variação persistente e generalizada dos 
preços na economia. Os índices e indexadores mais usualmente utilizados no 
Brasil são: 
 Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI); 
 Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M); 
 Índice Geral de Preços por Atacado (IPA, na condição DI e M); 
 Índice de Preços ao Consumidor (IPC, na condição DI e M); 
 Índice Nacional do Custo da Construção (INCC, também na 
condição DI e M). 
 
Estes índices anteriores, bem como o IGP(10), são elaborados e 
divulgados pela Fundação Getúlio Vargas. 
 Índice de Preços ao Consumidor (IPC-FIPE), sob responsabilidade 
da Fundação Instituto de Políticas Econômicas; 
 Índice de Custo de Vida (ICV-DIEESE), sob responsabilidade do 
Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos 
Socioeconômicos; 
 
 
 
 
20 
 
 Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC-IBGE), sob 
responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 
 Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), sob 
responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 
 Taxa Referencial (TR), sob responsabilidade do Banco Central; e 
 Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), sob responsabilidade do 
Banco Central. 
 
Não se quer neste momento desmerecer ou reforçar qualquer um destes 
índices ou indexadores. O propósito único é entender os diversos índices e 
discutir a pertinência do uso de cada um. Todos eles têm sua metodologia 
validada, portanto, certamente expressam a realidade do universo pesquisado e 
que esta metodologia atinge. Exceto a TR e a TJLP, que refletem o momento 
econômico e a postura estratégica do Estado em relação à condução de suas 
políticas econômicas e das contas públicas. 
Assim, o que cabe é, para cada situação, fazer uma opção pelo indexador 
que melhor expressa a situação em apreciação. A FGV oferece ainda algumas 
outras opções de índices, podendo-se citar o IPA-Agro e o IPA-Ind, dentre 
outros. 
9 RELACIONAMENTO COM A CONTABILIDADE 
Os contadores são responsáveis pela preparação os demonstrativos 
financeiros que os administradores utilizam nas suas análises, tais como: sobre 
a lucratividade – Demonstrativo de Resultado do Exercício – e sobre a posição 
financeira da empresa – Balanço Patrimonial. 
De acordo com Groppelli & Ehsan Nikbakht (1998 apud BEZERRA, 2015, 
p. 12), os demonstrativos financeiros auxiliam os administradores a tomarem 
decisões de negócios envolvendo o melhor uso do caixa, a realização de 
operações eficientes. Isso deve demonstrar que os administradores de uma 
empresa têm acesso a muito mais informações estatísticas detalhadas do que 
aparece nos demonstrativos financeiros. Esses dados são especialmente 
importantes no desenvolvimento dos conceitos de fluxos de caixa para a 
 
 
 
 
21 
 
avaliação dos méritos relativos aos diferentes projetos de investimentos. Essas 
informações permitem aos administradores determinarem os fluxos de caixa 
incrementais, capacitando-os assim a estabelecer uma fixação da taxa de 
lucratividade mais precisa de investimentos específicos. Essas informações são 
inclusas pelos contadores sob orientações dos administradores, nos relatórios 
internos, para que possam tomar as melhores decisões de investimentos 
possíveis. 
“Enquanto o contador volta sua atenção para a coleta e apresentação 
de dados financeiros, o administrador financeiro analisa os 
demonstrativos contábeis, desenvolve dados adicionais e toma 
decisões, baseado em suas avaliações acerca dos riscos e retornos 
inerentes. O papel do contador é fornecer dados consistentes e de fácil 
interpretação sobre as operações passadas, presentes ou futuras da 
empresa. O administrador financeiro utiliza esses dados, na forma 
como se apresentam ou após realizar alguns ajustes, e os toma como 
um importante insumo ao processo de tomada de decisão.” . Gitman 
(2002:13 apud BEZERRA, 2015, p. 13) “A Administração Financeira e 
a Contabilidade nem sempre se distinguem facilmente. Em pequenas 
empresas, controle frequentemente assume a função financeira e em 
grandes empresas, muitos contadores estão intimamente envolvidos 
em várias atividades financeiras.” Gitman (2002, pag. 11 apud 
BEZERRA, 2015, p. 13) 
9.1 Natureza das Demonstrações Financeiras 
No processo de análise econômico-financeiro, uma grande variedade de 
dados formais ou informais é normalmente revisada e testada conforme sua 
relevância em relação ao propósito específico da análise. Tal conjunto de 
demonstrações, normalmente com periodicidade anual, contém balanço 
patrimonial, demonstração de resultados e demonstração de fluxo de caixa. 
Considerando que demonstrativos financeiros são a fonte de muitos 
esforços analíticos, temos que entender primeiro a natureza, a abrangência e as 
limitações deles antes que possamos usar os dados e observações, daí 
derivados, para nossos julgamentos analíticos. Demonstrativos financeiros 
refletem os efeitos cumulativos de todas as decisões administrativas passadas. 
Porém, eles envolvem uma considerável ambiguidade. Os resultados da 
contabilidade financeira publicados, em grande parte, abertos à interpretação 
especialmente do seu analista buscam entender o desempenho econômico da 
empresa e a base para avaliar os resultados.22 
 
9.2 Balanço Patrimonial 
O Balanço Patrimonial é a representação padronizada dos saldos de 
todas as contas patrimoniais, ou seja, as que representam elementos que 
compõem o patrimônio de uma empresa, num determinado momento. 
No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do 
patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a 
análise da situação financeira da companhia. 
De acordo com a Lei 6.404/76, no Ativo, as contas serão dispostas em 
ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos 
seguintes grupos: 
 ativo circulante; 
 ativo não-circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, 
investimentos, imobilizado e intangível. 
 
No Passivo, as contas serão classificadas nestes grupos: 
 passivo circulante; 
 passivo não-circulante; 
 patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, 
ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em 
tesouraria e prejuízos acumulados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
Exemplo de Balanço Patrimonial simplificado conforme a Lei 6.404/76: 
 
 
 
As contas serão classificadas do seguinte modo: 
 no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no 
curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos 
em despesas do exercício seguinte; 
 no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o 
término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, 
adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou 
controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da 
companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração 
do objeto da companhia; 
 em investimentos: as participações permanentes em outras 
sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis 
no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da 
atividade da companhia ou da empresa; 
 no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens 
corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia 
 
 
 
 
24 
 
ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os 
decorrentes de operações que transfiram à companhia os 
benefícios, riscos e controle desses bens; 
 no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos 
destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa 
finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. 
 
Vale ressaltar que, na companhia em que o ciclo operacional da empresa 
tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo 
prazo terá por base o prazo desse ciclo. 
As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de 
direitos do ativo não-circulante, serão classificadas no passivo circulante, 
quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo não-circulante, se 
tiverem vencimento em prazo maior, observando que, na companhia em que o 
ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a 
classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. 
As contas do Patrimônio Líquido serão assim classificadas: 
A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, 
a parcela ainda não realizada. 
Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: 
 a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor 
nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor 
nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do 
capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de 
debêntures ou partes beneficiárias; 
 o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de 
subscrição; 
 o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto 
não-capitalizado. 
 
Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não 
computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, 
as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos 
 
 
 
 
25 
 
do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos 
previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores 
Mobiliários, com base na competência conferida pelo § 3o do art. 177 da Lei 
6.404/76. 
Serão classificadas como reservas de lucros as contas constituídas pela 
apropriação de lucros da companhia (Reservas Legal, Estatutárias, para 
Contingências, de Incentivos Fiscais e de Lucros a Realizar, além da reserva 
para Retenção de Lucros). 
As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como 
dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos 
aplicados na sua aquisição. 
9.3 Demonstração do Resultado do Exercício – DRE 
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) discriminará (Art. 187 
da Lei 6.404/76): 
I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os 
abatimentos e os impostos; 
II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e 
serviços vendidos e o lucro bruto; 
 III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das 
receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; 
IV - o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras 
despesas; 
 V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão 
para o imposto; 
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e 
partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de 
instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se 
caracterizem como despesa; 
VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do 
capital social. 
 
 
 
 
 
26 
 
Vale ressaltar que na determinação do resultado do exercício serão 
computados: 
 as receitas e os rendimentos ganhos no período, 
independentemente da sua realização em moeda; e 
 os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, 
correspondentes a essas receitas e rendimentos. 
 
A seguir, temos um exemplo simplificado de Demonstração do Resultado 
nos moldes legais: 
 
 
 
 
 
 
27 
 
9.4 Fluxo De Caixa 
O fluxo de caixa é normalmente apresentado como o registro ordenado 
no tempo, do total das entradas e saídas de caixa de uma empresa. A sua 
contribuição está essencialmente ligada à indicação dos períodos de saldos 
positivos e negativos de caixa, especialmente no futuro, o que é da maior 
importância para a gestão do negócio, pois possibilita a tomada de ações 
preventivas para suprir a empresa dos recursos adequados, ou ajustar as suas 
realizações à disponibilidade e recursos com que a mesma pode operar. 
Atualmente o fluxo de caixa vem firmando sua autonomia e embora não 
seja ainda de publicação obrigatória no Brasil, apesar da nova legislação contábil 
prever sua obrigatoriedade, ele se presta a explicar as variações ocorridas nas 
disponibilidades da empresa. 
Sua importância reside no fato de se constituir em um demonstrativo que, 
além de ser de fácil entendimento até mesmo para leigos, retrata o caixa, sendo 
que este, segundo Iudícibus (1988 apud KUHN, 2012, p. 75), afeta duas áreas 
importantes da firma: a gerência operacional e financeira. Além disso, este 
demonstrativo se diferencia dos balancetes contábeis por retratar a situação real 
do caixa na empresa, não existindo, portanto, categorias relacionadas ao seu 
patrimônio físico. 
Para Zdanowicz (2004 apud KUHN, 2012, p. 75), o fluxo de caixa é 
estruturado levando em consideração dois princípios básicos: 
 Considera a competência de caixa e não a do exercício social, e 
 Considera apenas os ingressos e desembolsos efetivos de caixa 
do período. 
 
Um dos objetivos do fluxo de caixa é projetar as disponibilidades 
financeiras da empresa, produzindo informações necessárias à programação da 
captação de recursos financeiros, otimização das aplicaçõesde sobras de caixa, 
gerenciamento de contas a pagar, avaliação do impacto de variações de custos 
e preços, dentre outras decisões importantes. 
O fluxo de caixa representa um instrumento que se destaca como auxiliar 
para a correta gestão dos recursos financeiros. É mediante sua elaboração, 
 
 
 
 
28 
 
aliada à simultânea projeção do Balanço Patrimonial e da Demonstração de 
Resultado do Exercício – DRE – que se poderá conhecer previamente o 
comportamento e evolução do caixa e respectivos efeitos sobre o resultado e 
sobre a estrutura patrimonial. Possibilita desta forma uma programação eficiente 
e permite a definição de estratégias de ação para o perfeito equilíbrio financeiro 
da organização. 
Para que a área financeira possa desempenhar eficazmente sua função, 
o gestor deverá ser amparado por sistemas de informações que lhe permitam 
planejar suas ações, objetivando manter estável o nível de liquidez e, ainda, 
contribuir para a consecução de lucro adequado ao nível dos investimentos 
realizados. 
A projeção do fluxo de caixa, apoiando-nos em Zdanowicz (2004 apud 
KUHN, 2012, p. 76), depende de vários fatores, como o tipo de atividade 
econômica, o porte da empresa, o processo de produção e/ou comercialização, 
além das fontes de caixa, que podem ser internas e/ou externas. 
Há que se considerar que o fluxo de caixa não deve e não pode ser visto 
como um substituto da contabilidade, mas um indispensável complemento para 
as tomadas de decisão, até porque os relatórios contábeis serão sempre fontes 
de informação para a própria formação do fluxo de caixa. 
Os principais objetivos do fluxo de caixa são: 
 Saldar as obrigações da empresa na data do vencimento; 
 Buscar o perfeito equilíbrio entre ingressos e desembolsos de caixa 
da empresa; 
 Evitar desembolsos vultosos pela empresa, em época de baixo 
encaixe; 
 Desenvolver o controle dos saldos de caixa e dos créditos a 
receber pela empresa. 
 
A Demonstração dos Fluxos de Caixa retrata as alterações ocorridas, 
durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se 
essas alterações em três fluxos: das operações, dos financiamentos, e dos 
investimentos. 
 
 
 
 
29 
 
A demonstração dos fluxos de caixa, quando usada em conjunto com as 
demais demonstrações contábeis, proporciona informações que habilitam os 
usuários a avaliar as mudanças nos ativos líquidos de uma entidade, sua 
estrutura financeira (inclusive sua liquidez e solvência) e sua capacidade para 
alterar os valores e prazos dos fluxos de caixa, a fim de adaptá-los às mudanças 
nas circunstâncias e oportunidades. As informações sobre os fluxos de caixa são 
úteis para avaliar a capacidade da entidade gerar recursos dessa natureza e 
possibilitam aos usuários desenvolver modelos para avaliar e comparar o valor 
presente de futuros fluxos de caixa de diferentes entidades. A demonstração dos 
fluxos de caixa também melhora a comparabilidade dos relatórios de 
desempenho operacional para diferentes entidades porque reduz os efeitos 
decorrentes do uso de diferentes tratamentos contábeis para as mesmas 
transações e eventos. 
Informações histórica dos fluxos de caixa são frequentemente utilizadas 
como indicador do montante, época de ocorrência e grau de certeza dos fluxos 
de caixa futuros. Também são úteis para averiguar a exatidão das estimativas 
passadas dos fluxos de caixa futuros, assim como para examinar a relação entre 
lucratividade e fluxos de caixa líquidos e o impacto das mudanças de preços. 
Exemplo legal simplificado da DFC: 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
A Demonstração dos Fluxos de Caixa pode ser apresentada de duas 
maneiras: na forma direta e na forma indireta. 
O método direto consiste em realizar uma narrativa das entradas e saídas 
de caixa e equivalentes de caixa. Já o método indireto visa mostrar a variação 
do caixa e dos equivalentes de caixa através das variações ocorridas nas outras 
contas patrimoniais, com seus respectivos ajustes. 
Conforme o CPC 03, “Caixa” compreende numerário em espécie e 
depósitos bancários disponíveis. “Equivalentes de caixa” são aplicações 
financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis 
em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante 
risco de mudança de valor. 
Modelos simplificados de DFC: 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
10 ADMINISTRAÇÃO DA ESTRUTURA DOS ATIVOS 
Esta função objetiva orientar as decisões quanto à composição das 
aplicações de recursos em ativos, canalizando os recursos para as aplicações 
mais rentáveis. Esta atribuição denota que o administrador financeiro deve 
dedicar atenção especial à destinação dos recursos em investimentos: em ativos 
circulantes e não circulantes. Os circulantes representam aqueles ativos 
aplicados em um período inferior a um ano e os não circulantes dizem respeito 
aos realizáveis em longo prazo, aos investimentos em novos negócios, aos 
imobilizados e intangíveis. Cabe ao administrador financeiro o papel de 
distribuidor dos recursos entre os diferentes usos alternativos que são 
apresentados, objetivando retorno máximo sobre o capital investido. 
 
 
 
 
32 
 
Destaca-se a preocupação em identificar as oportunidades de 
investimento cujo retorno em valor para a empresa seja superior ao seu custo de 
aquisição. Denota, portanto, uma expectativa com o quanto se espera receber, 
em termos monetários, quando se espera recebê-lo e com a probabilidade de 
que seja recebido. Conforme Ross, Westerfield e Jordan (1998 apud KUHN, 
2012, p. 14), a avaliação da magnitude, da distribuição no tempo e do risco dos 
fluxos de caixa futuros é a essência do orçamento de capital, aspecto 
fundamental a ser considerado na decisão financeira de um empreendimento. 
11 ADMINISTRAÇÃO DA ESTRUTURA DOS PASSIVOS 
Visa a orientar as decisões quanto à composição das fontes de recursos 
da empresa em termos de recursos próprios e de terceiros, estes últimos 
podendo ser de curto e longo prazos. A composição adequada da estrutura do 
capital é condição relevante para uma eficácia na busca do retorno. Esta 
atribuição se ocupa da captação de recursos das diferentes fontes potenciais de 
financiamentos existentes: capitais próprios e de terceiros. Cabe à função 
financeira o papel de selecionar as fontes de recursos que sejam mais 
vantajosas para a empresa. 
O objetivo econômico básico da administração financeira é o retorno 
sobre o capital investido em longo prazo. No plano estritamente financeiro são 
identificados dois objetivos básicos: maximização da rentabilidade sobre o 
capital investido e liquidez adequada. Braga (1995 apud KUHN, 2012, p. 16) 
destaca que “o equilíbrio entre a liquidez adequada e a rentabilidade satisfatória 
constitui constante desafio enfrentado pela administração financeira”. 
Podemos definir liquidez como a capacidade que possui um bem de servir 
como instrumento de troca, atributo característico do dinheiro. Costuma-se 
também definir liquidez como a capacidade que tem um bem de se transformar 
rapidamente em dinheiro. Liquidez significa capacidade potencial de 
cumprimento dos compromissos financeiros (obrigações) assumidos, em níveis 
satisfatórios ou desejáveis, em dado momento e nos prazos acordados. 
Vamos nos apropriar do conceito de Silva (2005 apud KUHN, 2012, p. 16) 
para fundamentar nossa reflexão. Para ele, “os índices de liquidez fornecem 
 
 
 
 
33 
 
indicadores de capacidade da empresa de pagar suas dívidas, a partir da 
comparação entre os direitos realizáveis e as exigibilidades”. Para Braga (1995 
apud KUHN, 2012, p. 16), se as empresas deixarem de liquidar seus 
compromissos financeiros nas datas convencionadas, elas sofrerão restrições 
de crédito e terão dificuldades na manutenção do ritmo normal de suas 
operações. 
A rentabilidade expressa a otimização da remuneração sobre o capital 
investido pelos acionistas, ou a maximizaçãoda riqueza dos proprietários. O 
sucesso sempre é julgado pelo valor da empresa. Ainda nos apoiando em Silva 
(2005 apud KUHN, 2012, p. 16), destacamos que a rentabilidade é medida e 
quantificada pelos índices de retorno, que, “também conhecidos por índices de 
lucratividade ou mesmo rentabilidade, indicam qual o retorno que o 
empreendimento está propiciando”. 
12 INDICES DE LIQUIDEZ 
Os índices de liquidez evidenciam a base da situação financeira da 
empresa, isto é, constituem uma apreciação sobre sua capacidade de saldar 
compromissos a partir da comparação entre as disponibilidades e os direitos 
realizáveis com os compromissos financeiros assumidos na forma de dívidas, 
mostrando quão sólida é sua base. 
Uma empresa com bons índices de liquidez tem condições potenciais de 
pagar suas dívidas, mas isso também não significa que, necessariamente, ela 
esteja fazendo isso. Liquidez se refere à capacidade de pagar obrigações em 
dia, nos devidos prazos, ou seja, expressa a possibilidade de pagar os 
compromissos determinados. 
A forma tradicional de mensuração da liquidez na estática patrimonial é: 
 Liquidez Geral: Ativo Circulante mais Realizável em Longo Prazo 
sobre Passivo Circulante mais Passivo não circulante; 
 Liquidez Corrente: Ativo Circulante sobre Passivo Circulante; 
 Liquidez Seca: Ativo Circulante menos Estoques sobre Passivo 
Circulante. 
 
 
 
 
 
34 
 
12.1 Liquidez geral 
Indica quanto a empresa possui em dinheiro, bens e direitos realizáveis a 
curto e longo prazos, para fazer frente as suas dívidas totais (passivo exigível). 
 
 
Onde: 
LG = Liquidez geral 
AC = Ativo circulante 
RLP = Realizável a longo prazo (subgrupo dentro do Ativo não circulante) 
PC = Passivo Circulante 
PNC = Passivo não Circulante 
A interpretação desse índice é no sentido de “quanto maior, melhor”, 
mantidos constantes os demais fatores. 
O índice de liquidez geral, é um indicador que subentende que, se a 
empresa fosse parar suas atividades naquele momento, deveria pagar suas 
dívidas com seu dinheiro (disponibilidades) mais seus realizáveis, sem precisar 
envolver o ativo permanente ou os imobilizados. 
O cálculo, em verdade, não expressa uma situação de liquidez, mas de 
solvência. Este fato decorre de estarem sendo incluídos no denominador todos 
os passivos de curto e longo prazos. Normalmente uma empresa apenas liquida 
todas as suas obrigações se estiver sendo cogitada sua extinção, pois se não 
for essa a situação o cálculo desse índice deixa de ser significativo. 
12.2 Liquidez corrente 
Indica o quanto a empresa possui em dinheiro, mais bens e direitos 
realizáveis no curto prazo (próximo exercício ou ano fiscal), comparado com suas 
dívidas a serem pagas no mesmo período. 
 
 
 
 
 
 
35 
 
LC = Liquidez corrente 
AC = Ativo Circulante 
PC = Passivo Circulante 
 
A interpretação desse índice é “quanto maior, melhor”, mantidos 
constantes os demais fatores. Este índice é o mais conhecido justamente porque 
mede a saúde financeira das empresas. Como medida isolada, porém, não se 
pode afirmar que a liquidez corrente é boa ou ruim, pois tudo depende do tipo de 
atividade da empresa e, especialmente, do seu ciclo financeiro, ou seja, do ciclo 
da necessidade de capital de giro. 
12.3 Liquidez Seca 
Indica quanto a empresa possui em disponibilidades (dinheiro, depósitos 
bancários à vista e aplicações financeiras de liquidez imediata), aplicações 
financeiras a curto prazo e duplicatas a receber, para pagar o seu passivo 
circulante. 
Para simplificar a análise deste índice, é muito comum a utilização da 
seguinte fórmula para calcular a liquidez seca, evidenciando a exclusão dos 
valores do estoque do ativo circulante: 
 
 
LS = Liquidez seca 
AC = Ativo Circulante 
Est = Estoques 
PC = Passivo Circulante 
 
A interpretação do índice de liquidez seca segue o mesmo raciocínio dos 
índices de liquidez geral e corrente, isto é, “quanto maior, melhor”, mantidos 
constantes os demais fatores. 
Os três índices de liquidez (geral, corrente e seca) completam-se entre si 
e permitem ao analista certo aprofundamento no exame do risco da empresa. 
 
 
 
 
36 
 
São parâmetros cuja observação é necessária, mas não suficientes para 
conclusão acerca da robustez financeira da empresa. 
 Outros índices de liquidez que aparecem na literatura financeira, porém 
usados com menor frequência nas avaliações da liquidez das empresas, são o 
Capital Circulante Líquido (CCL = AC – PC) e a Liquidez imediata, que relaciona 
as disponibilidades e aplicações financeiras com o passivo circulante. 
Estes são índices complementares e que podem auxiliar numa análise 
mais detalhada da estrutura de liquidez. 
13 INDICADORES DE RETORNO 
A Rentabilidade expressa a otimização da remuneração sobre o capital 
investido pelos acionistas, ou a maximização da riqueza dos proprietários. O 
sucesso sempre é julgado pelo valor da empresa. Os acionistas sempre 
preferirão aquela decisão que aumente o valor de sua ação. Uma das finalidades 
principais de uma empresa. 
Os mecanismos de avaliação do retorno são diversos e podem ser assim 
avaliados: 
 Lucro por Ação; 
 Lucro Líquido em relação ao patrimônio líquido médio; 
 Lucro Líquido em relação ao ativo total médio; 
 Valor Presente Líquido dos fluxos líquidos de caixa; 
 Taxa Mínima de Atratividade (TMA) comparada ao retorno do 
empreendimento. 
 
Como se sabe, o lucro é o principal estímulo do empresário e uma das 
formas de avaliação do êxito de um empreendimento com fins lucrativos. O 
volume de atividades da empresa e o resultado decorrente dessa atividade irão 
interferir nos demais indicadores da empresa. Os índices de retorno, também 
conhecidos por índices de lucratividade e de rentabilidade, indicam qual o retorno 
que o empreendimento está propiciando, relacionando os lucros ou resultados 
em relação aos diversos tipos de capitais (capital total, capital próprio, capital 
social, dentre outros). 
 
 
 
 
37 
 
Esta avaliação pode ser obtida mediante a análise das demonstrações 
financeiras (BP – Balanço Patrimonial e DRE – Demonstração do Resultado do 
Exercício) relacionando contas e/ou grupos de contas destas demonstrações. 
Os indicadores tradicionais são: Retorno sobre as Vendas, Retorno sobre o Ativo 
Total e Retorno sobre o Capital Próprio, conciliados ao giro dos ativos. 
13.1 Retorno Sobre as Vendas (RSV) 
O índice “retorno sobre as vendas” compara o lucro líquido em relação às 
vendas líquidas do período, fornecendo o percentual de lucro que a empresa 
está obtendo em relação ao seu faturamento líquido. Este índice também é 
conhecido mais usualmente como margem de lucratividade. 
 
RSV = Lucro Líquido /Vendas Líquidas x 100 
 
A interpretação do índice de retorno sobre as vendas é no sentido de 
“quanto maior, melhor”. Alguns comentários gerais acerca do índice: 
 Tanto o lucro líquido do período quanto as vendas líquidas, no caso 
de uma economia inflacionária, tendem a estar desatualizados, 
podendo, portanto, conter distorções no cálculo do índice se não 
houver instrumento de atualização monetária dos valores. 
 O lucro líquido pode conter valores expressivos relativos a 
despesas ou receitas não operacionais. Cabe então calcular 
também a lucratividade operacional ou rentabilidade operacional 
das vendas. 
 O resultado da equivalência patrimonial deve ser investigado para 
conhecer sua origem nas controladas ou coligadas. 
 O critério de avaliação dos estoques e de apropriação dos custos 
pode interferir no valor do CMV ou do CPV e, portanto, no lucro. 
 
 
 
 
 
38 
 
13.2 Giro do Ativo (GA) 
O giro do ativo é um dos principais indicadores da atividade da empresa. 
Estabelece a relação entre as vendas do período e os investimentos totais 
efetuados na empresa, que são representados pelo ativo total médio. 
 
GA = Vendas Líquidas/Ativo Total MédioA interpretação isolada do índice de giro do ativo é no sentido de “quanto 
maior, melhor”, indicando o nível de eficiência com que são utilizados os recursos 
aplicados na empresa, isto é, no ativo total. 
Quanto ao giro do ativo, destacam-se algumas observações gerais: 
 O ativo total poderá estar subavaliado em função da inadequação 
ou inexistência dos índices de atualização monetária do ativo 
permanente, no caso de existência de inflação; 
 Eventuais reavaliações de ativos podem interferir na variação do 
giro do ativo de um ano para outro, bem como na sua comparação 
com os padrões do ramo de atividade ou da sua concorrência 
principal; 
 Existência de itens representativos no ativo, que não estejam 
relacionados com produção e vendas, possa superavaliar o ativo e 
prejudicar o significado do indicador; 
 Empresas em fase de expansão, que adquirem ativos permanentes 
durante o período em avaliação, também introduzem imperfeição 
no índice, uma vez que esses ativos não foram utilizados no 
processo produtivo durante todo o período; e 
 O ativo total médio é calculado somando-se o ativo total do início 
do período com o ativo total do final do período e dividindo-se este 
somatório por dois. 
 
Caso não tenha havido mudanças expressivas no valor do ativo total, de 
um ano para outro, podemos utilizar o ativo total no final do ano que está sendo 
analisado, ao invés do ativo total médio. Esta média é requerida, pois estamos 
 
 
 
 
39 
 
relacionando informações de resultado, portanto de um período, com 
informações de patrimônio, ou seja, de um momento. 
13.3 Retorno Sobre o Ativo (RSA) 
O índice de retorno sobre o ativo indica a lucratividade que a empresa 
propicia em relação aos investimentos totais representados pelo ativo total 
médio. 
RSA = Lucro Líquido/ Ativo Total Médio 
 
A interpretação do retorno sobre o ativo é no sentido de que “quanto 
maior, melhor”. Este índice tem importância fundamental para iniciar o processo 
de avaliação de novos projetos de investimentos. Os comentários a respeito dos 
índices anteriores também valem para este. 
13.4 Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) 
O índice de retorno sobre o patrimônio líquido indica quanto de prêmio os 
acionistas ou proprietários da empresa estão obtendo em relação aos seus 
investimentos no empreendimento. O lucro, portanto, é o prêmio do investidor 
pelo risco de seu negócio. 
 
RSL = Lucro Líquido/Patrimônio Líquido médio x 100 
 
A interpretação do retorno sobre o patrimônio líquido é no sentido de 
“quanto maior, melhor”. 
Comentários gerais a respeito do índice de retorno sobre o PL: 
 Os índices de retorno indicam a vitalidade da empresa, que muitas 
vezes se deteriora a partir de sua fraca capacidade de gerar lucro. 
 O lucro líquido é considerado após a dedução das participações 
estatutárias nos lucros. Adicionalmente, no cálculo do retorno 
sobre o PL poderiam ser excluídos os dividendos obrigatórios 
 
 
 
 
40 
 
sobre as ações preferenciais, os quais são tão obrigatórios quanto 
as participações estatutárias. 
 No caso do cálculo do PL, o ideal é corrigir o saldo inicial mais os 
acréscimos do período e calcular a média ponderada pelo tempo 
de permanência dos recursos. Porém, na maioria das vezes não 
temos acesso a estas informações, especialmente se assumimos 
uma posição de analista externo à empresa. 
 
Outra preocupação importante do administrador financeiro deve ser com 
a estrutura do capital das firmas, expressa pela estrutura financeira, ou seja, 
aquela que se preocupa com o financiamento do empreendimento. Este olhar 
nos remete a analisar os passivos e o patrimônio líquido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ASSAF NETO, Alexandre. Finanças Corporativas e Valor. São Paulo: Atlas, 
2006. 
BRAGA, Roberto. Fundamentos e técnicas de administração financeira. São 
Paulo: Atlas, 1995. 
FILHO, Pedro Salanek. Gestão Financeira Para Eventos. Curitiba: Instituto 
Federal do Paraná, 2013. 
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 7ª edição. São 
Paulo: Harbra, 1997. 
GROPPELLI, A.A. & NIKBAKHT, Ehsan. Administração Financeira. 3ª edição. 
São Paulo: Saraiva, 1998. 
HOJI, Masakasu. Administração financeira: uma abordagem prática. 5° ed. 
São Paulo: Atlas, 2004. 
IUDÍCIBUS, Sergio de. Análise de balanços. São Paulo: Atlas, 1988. 
KUHN, Ivo Ney. Gestão financeira. Ijuí: Ed. Unijuí, 2012. 
MANDELLI, P. Planejamento Financeiro. Disponível em: 
<http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/planejamento-
financeiro/29100/>. Acesso em: 28/12/2018. 
SANTOS, I. Planejamento Financeiro Empresarial. Disponível em: 
<www.empresasedinheiro.com/planejamento-financeiro-empresarial/>. 
Acessado em: 28/12/2018. 
SILVA, José Pereira da. Análise financeira das empresas. 7. ed. São Paulo: 
Atlas, 2005. 
______. Gestão e análise de risco de crédito. 5. ed. São Paulo:Atlas, 2006. 
ZDANOWICZ, José Eduardo. Fluxo de caixa: uma decisão de planejamento 
e controle financeiro. 10. ed. Porto Alegre: Editora Sagra Luzzatto, 2004. 
 
 
 
 
42 
 
BIBLIOGRAFIA 
CRUZ, June Alisson Westarb. Gestão Financeira Moderna: Uma Abordagem 
Prática. Curitiba: InterSaberes, 2013. 
GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira 14ª ed. São 
Paulo: Pearson Education do Brasil, 2017. 
LUZ, Érico Eleutério da. Gestão Financeira e Orçamentária. São Paulo: 
Pearson Education do Brasil, 2015. 
MEGLIORINI, Evandir. Administração Financeira. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2012. 
MEGLIORINI, Evandir; VALLIM, Marco Aurélio. Administração Financeira 2ª 
ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2018. 
MEGLIORINI, Evandir. Administração Financeira: Uma Abordagem 
Brasileira. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.

Mais conteúdos dessa disciplina