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SEBENTO 2017 Página | 2 
NOTA DA EDIÇÃO 
 
 Queridos bixos de 2017, primeiramente sejam MUITO bem-vindos. Vocês 
passaram por uma etapa extremamente difícil que foi o ingresso na faculdade em si, 
mas agora que estão aqui, os desafios serão outros. 
Nós, seus queridos e amados veteranos, assim como nos anos anteriores, 
recriamos um material para facilitar o estudo de anatomia na nossa faculdade. Trata-
se do Sebento®, um resumo (muito resumido) da Anatomia. Ele pode ajudá-lo em 
momentos de desespero pré prova, para acompanhar as aulas e revisar alguns 
pontos. Portanto ele não serve como SUBSTITUTO da literatura indicada. 
Nesta nova edição, revisamos o Sebento inteiro, na tentativa de deixa-lo mais 
completo e didático para vocês (isso não impede que possam existir erros, somos 
humanos né galera). Esperamos que gostem do nosso trabalho e que ele seja útil 
nesta jornada incrível do estudo da anatomia humana. 
Utilizem sempre o Atlas (Netter – desenhos das provas – ou Yokoshi – fotos 
reais de cadáveres maravilhosamente dissecados) juntamente com os textos para 
compreenderem melhor o que está dito aqui. 
Bons estudos, Equipe Sebento 2017. 
 
Equipe 2017: André M. dos Santos, Andressa Lersch, Brunno Brochado, Isabella 
Carrasquel, João Lins Maués, Julia Réquia, Kelly Cruz, Luiz Birk, Mosiah Machado. 
 
 
SEBENTO® - Compilado originalmente por ALEXANDRE W. HENNINGEN. 
Arte de capa e desenho da página 42 por Mosiah Machado. Edição da capa por Gustavo Ribolli. 
 
 
 
SEBENTO 2017 Página | 3 
 
 
Sumário 
 
 
Anatomia Sistêmica .................................................................................................. 4 
Dorso e Nuca .......................................................................................................... 24 
Membro Superior ................................................................................................... 29 
Face ........................................................................................................................ 46 
Cervical ................................................................................................................... 63 
Tórax ....................................................................................................................... 75 
Abdome ................................................................................................................ 100 
Pelve e Períneo ..................................................................................................... 133 
Membro Inferior ................................................................................................... 147 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SEBENTO 2017 Página | 4 
Anatomia Sistêmica 
 
1) EIXOS E PLANOS DO CORPO HUMANO 
 Eixo longitudinal, vertical ou crânio-caudal: parte da cabeça e 
desce até os pés ao longo do organismo. Pode ser considerado tanto na 
posição média como lateralmente (sempre que for ao longo de uma 
determinada parte). É heteropolar. 
 Eixo sagital, de profundidade ou ântero-posterior: parte do 
ventre e vai até o dorso. Perpendicularmente ao eixo longitudinal. É 
heteropolar. 
 Eixo transversal ou látero-lateral: atravessa o organismo de 
um ombro ao outro. É homopolar. 
 
 
 
 
 
POSIÇÃO ANATÔMICA 
O corpo está numa postura ereta (em pé, posição 
ortostática ou bípede) com os membros superiores 
estendidos ao lado do tronco e as palmas das mãos 
voltadas para a frente. A cabeça e pés também estão 
apontados para frente e o olhar para o horizonte. 
 
 
 
 
 
A) PLANO FRONTAL OU CORONAL: O eixo látero-lateral se desloca sobre o eixo longitudinal, dividindo o organismo 
em uma porção anterior (ventral) e outra posterior (dorsal), as quais são denominadas paquímeros (frente e trás). 
Paquímero anterior, visceral ou ventral: constituído pelas vísceras, por isso denominado esplâncnico (extremidade 
superior dentro da boca e inferior no canal anal). Paquímero posterior, neural ou dorsal: constituído pelas 
estruturas relacionadas com o sistema nervoso, por isso denominado neural (cabeça, encéfalo e canal vertebral, 
medula espinhal). 
SEBENTO 2017 Página | 5 
o PAQUIMERIA (FRENTE E TRÁS) 
O corpo humano é formado pela justaposição dos planos 
frontais simétricos, um ventral e outro dorsal. No entanto, o 
paquímero ventral possui a parte superior menor que o paquímero 
dorsal, assim como o paquímero dorsal possui a parte inferior 
menor que o paquímero ventral. 
Os dois paquímeros estão envolvidos por um tegumento 
comum que é a pele. 
 
 
 
 
 
 
B) PLANO SAGITAL OU DE PROFUNDIDADE: O eixo sagital se desloca sobre o eixo longitudinal, dividindo o 
organismo em dois antímeros (direito e esquerdo) que, apesar de serem bastante semelhantes, apresentam 
diferenças importantes tanto à ectoscopia como à endoscopia. Tal assimetria pode ocorrer na forma de 
determinados órgãos, na posição, ou em ambos os casos. A simples presença de um órgão ímpar já ocasiona 
assimetria. 
o ANTIMERIA: Divisão do corpo em duas metades (direita e esquerda) pelo plano sagital. 
 
C) PLANO TRANSVERSAL OU HORIZONTAL: O eixo sagital se desloca ao longo do eixo látero-lateral, dando origem 
a verdadeiras “fatias” ou metâmeros. Dermátomo: segmento de pele. 
o METAMERIA (FATIAS): O corpo humano é formado pela justaposição de planos transversais simétricos. 
Manifesta-se na porção dorsal do ser humano. Ex.: artérias intercostais, nervos raquidianos. 
 
 
ASSIMETRIAS NORMAIS 
· De forma: quando a forma dos órgãos é diferente. Ex.: pulmões, lados das faces. 
· De posição: quando a posição em que os órgãos se encontram é desigual. Ex.: rins (o rim esquerdo é mais 
alto que o direito por causa da posição do fígado). 
ASSIMETRIAS ANORMAIS 
· De forma: inversão morfológica, crescimento anormal. Ex.: lobo de Riedel no fígado. 
· De posição: distopia, deslocamento anormal. 
· Transposição: um órgão desloca-se no sentido correto, mas não atinge o ponto normal. Ex.: apêndice, 
quando está mais para cima. 
· Inversão: um órgão desloca-se no sentido contrário. Pode ser parcial, quando ocorre só com um órgão 
(fígado no lado esquerdo), ou total, quando ocorre com todos os órgãos da cavidade. 
 
ESTRATIGRAFIA: O corpo humano é formado pela sobreposição de camadas e de tecidos. Estratigrafia é a 
construção do corpo em camadas. 
· Histiotopia é a estratigrafia aplicada a uma víscera oca ou um órgão. 
SEBENTO 2017 Página | 6 
LOCALIZAÇÕES 
· Holotopia: é a localização genérica dos órgãos. Ex.: o coração está no tórax. 
· Sintopia: é a localização em torno dos órgãos. Ex.: o coração está atrás do esterno, entre os pulmões, na 
frente das vértebras e acima do diafragma. 
· Esqueletopia: é a localização dos órgãos em relação ao esqueleto. 
· Idiotopia: é a relação entre partes diversas de um mesmo órgão. Ex.: o coração tem quatro cavidades, 
o átrio direito está acima e atrás do ventrículo direito. 
 
 
2) OSTEOLOGIA (SISTEMA ÓSSEO) 
Um osso é um órgão duro, esbranquiçado e rígido, que possui certa elasticidade. Tem como funções a 
sustentação do organismo, a proteção de partes moles, a movimentação (alavanca para os músculos), depósito de 
cálcio (fosfato de cálcio, e hematopoese (formação de células sanguíneas (glóbulos vermelhos,leucócitos, linfócitos 
e plaquetas). 
Os ossos agrupados em conjuntos articulados formam o esqueleto, que possui na linha média posterior 
uma haste óssea formada pela sobreposição de vértebras (coluna vertebral) que constitui o esqueleto axial. As 
vértebras sofrem uma estruturação por dois ossos denominados sacro e cóccix (formados pela fusão de vértebras) 
constituindo a porção final da coluna vertebral. O esqueleto apendicular é formado pelas extremidades (membros). 
 
 
 
 
SEBENTO 2017 Página | 7 
A) Classificação dos ossos 
 Ossos longos: o comprimento predomina 
sobre a largura e a espessura. Ex.: tíbia, úmero, 
fêmur, rádio e ossos dos dedos (falanges). Estão 
presentes nos membros. Apresentam duas porções 
bem definidas: epífise (proximal ou distal) e diáfise. 
Medula óssea é diferente de canal medular. A 
primeira existe em todos os ossos e a segunda 
apenas em ossos longos. 
 Ossos planos ou chatos: comprimento e 
largura equivalentes predominando sobre a 
espessura. Ex.: escápula, ossos do crânio, esterno, 
pelve. Formam a parede da s cavidades. 
 Ossos curtos: equivalência de 
comprimento, largura e espessura. Encontrados em 
regiões de pouca movimentação, mas que suportam muita pressão (força). Ex.: carpo, tarso. 
 Ossos irregulares: apresentam formas variadas. Ex.: coluna vertebral, cintura pélvica. 
 
 
 
B) Estruturas presentes nos ossos: 
 
· Saliência articular: mais lisas, pois servem de articulação entre um osso e outro (são lisas pelo atrito). 
· Saliência não-articular: mais rugosas, pois servem para inserção de tendões ou ligamentos. 
· Cavidade articular: serve para articular um osso ao outro. Recebe uma saliência articular. 
· Cavidade não-articular: podem ser de três tipos 
· De ressonância: serve para dar ressonância à voz (ar transita dentro dela). Ex.: seios da face. 
· De inserção: serve para receber um tendão ou um músculo. Ex.: cavidade ilíaca. 
· De recepção: serve para receber um órgão. Ex.: cavidade orbitária. 
· Forames de transmissão: passagem de estruturas de um local para outro (artérias, veias, nervos) 
· Forames de nutrição (nutrícios): permite a entrada de uma artéria que levará sangue ao osso. 
 
 
C) Composição Óssea 
 
· Osso compacto: lâminas ósseas justapostas (diáfise) 
· Osso esponjoso: lâminas ósseas em rede (epífise). 
· Parte orgânica (30%): fornece resistência à tração (elasticidade). 
· Parte inorgânica (70%): fornece resistência à compressão (rigidez). 
 
Fratura solução de continuidadeocorre principalmente por tração. 
 
 
 
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D) Medula óssea: formada por tecido conjuntivo. 
 
· Vermelha: possui função hematopoiética (forma elementos do sangue). Quando nascemos, 
praticamente todos os ossos possuem medula óssea vermelha. Com o envelhecimento, ocorre a substituição por 
medula amarela. Ossos que persistem com medula vermelha: esterno, costela, corpos das vértebras, bordas 
superiores dos ossos do quadril, epífises proximais do úmero e do fêmur (ossos longos) e ossos da base do crânio. 
· Amarela: é a degeneração gordurosa do tecido medular vermelho. 
 
 
E) Periósteo: membrana de tecido conjuntivo que envolve o osso. Reveste todo o osso, exceto onde houver 
cartilagem (hialina) articular (zonas de articulação). É vascularizado e inervado. Dele partem fibra s para o interior 
do osso que levam vasos sanguíneos, cuja função é fazer a nutrição do tecido ósseo. Na camada mais interna há 
pode osteogênico, ou seja, poder de formar ossos (regeneração, crescem em espessura). A camada mais externa 
é fibrosa. Na cartilagem articular não há periósteo. 
 
 
F) OSSIFICAÇÃO: Consiste na formação dos ossos. 
Membranosa: o osso é formado através de membrana de tecido conjuntivo embrionário (mesênquima). Ex.: 
clavícula, ossos da abóbada do crânio e da base do crânio. 
Endocondral: forma-se um molde cartilaginoso que se ossifica posteriormente. 
 
Ossos longos: moldes de cartilagem que possuem discos epifisários. 
Ossos curtos: possuem discos de crescimento no seu interior e também moldes de cartilagens. 
 
Cartilagem epifisária (zonas de cartilagem): responsáveis pelo crescimento. A cartilagem de crescimento 
permanece até aproximadamente 18 anos (mulheres) e 21 anos (homens). Pode ser chamada de disco epifisário 
ou cartilagem de conjunção. A parte da diáfise que está em contato com a cartilagem de crescimento chama-se 
metáfise (quando cessa o crescimento não há mais diáfise). 
 
A última região que cresce é a porção do osso do quadril. O crescimento ocorre mais rápido nas zonas que se 
utilizam mais frequentemente. Nos membros inferiores: distal do fêmur e proximal da tíbia (próximo ao joelho). 
Nos membros superiores: proximal do úmero e distal do rádio (distante do cotovelo). 
 
 
G) Particularidades 
 
· Hioide: osso situado no pescoço que não se articula com nenhum osso, pois é preso a músculos. 
· Ossos sesamoides: ossos pequenos situados no interior dos tendões. E x.: patela (maior sesamoide). 
· Ossos vormianos (suturais): pequenos ossos que ficam entre os ossos do crânio. 
· Costelas: as costelas não são ossos longos, pois não têm canal medular, sendo chamados alongados. 
 
 
 
 
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3) ARTICULAÇÕES 
 
Diartroses: móveis ou sinoviais. Localizam-se onde há grande grau de movimentação. Possuem os dois extremos 
ósseos revestidos por cartilagem articular. Aproximando e mantendo unido um osso ao outro se encontra uma 
cápsula de tecido fibroso denominada cápsula articular, que vai de um periósteo a outro sem tocar na cartilagem 
articular. 
 
Revestindo internamente a cápsula, existe a membrana sinovial (não recobre a cartilagem). Essa membrana secreta 
um líquido viscoso, chamado líquido sinovial, que permite o deslizamento entre os dois ossos e a nutrição da 
cartilagem articular que é pouco vascularizada. 
 
Todas as diartroses possuem cavidade articular, membrana sinovial, cápsula articular, cartilagem articular e 
ligamentos. Algumas possuem: 
 
· Disco fibrocartilaginoso: na porção embrionária se desenvolvem dentro da articulação. Esses 
discos podem apresentar formato de disco (discos) e o formato de meia-lua (meniscos). 
Servem para proteção, amortecimento e nutrição das cartilagens. 
 
Orla fibrocartilaginosa: aparece no caso de existir uma superfície articular muito rasa e outra arredondada, 
aumentando a profundidade da porção rasa permitindo maior congruência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Tipos de movimentos 
Deslizamento: todas possuem. 
Angular 
1. No eixo transversal: 
• Flexão: diminui o ângulo. 
• Extensão: aumenta o ângulo. 
2. No eixo ântero-posterior: 
· Abdução: afastamento da linha média, abertura lateral, 
aumenta o ângulo. 
· Adução: aproximação da linha média, fechamento 
lateral, diminui o ângulo. 
 
Rotação 
· Circundação: junção de todos os movimentos (flexão 
+ extensão + adução + abdução). Movimento em forma 
de cone. Ex.: escapulo-umeral e coxo-femural. 
 
No tornozelo 
· Flexão dorsal: flexão, dedos pra cima. 
· Flexão plantar: extensão, dedos pra baixo. 
 
No antebraço e na mão 
· Pronação: palma para cima (prometer). 
· Supinação: palma para baixo (suplicar). 
 
No membro superior 
· Rotação medial: para dentro 
· Rotação lateral: para fora 
 
 
Inervação e irrigação das articulações: As terminaçõesnervosas estão localizadas na cápsula articular. Os nervos 
que suprem uma articulação são ramos dos nervos que suprem a pele e os músculos que a movimentam. Os plexos 
arteriais periarticulares são responsáveis pela irrigação sanguínea 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Resumo dos tipos de articulação 
Mobilidade Interposição Tipo Tipo Específico Exemplos 
 Tecidual 
 
Imóveis Fibroso Sutura Serrátil Interparietal, frontopariental, 
(Sinartrose) (Sinfibrose) 
parietoccipital, temporozigomática e 
maxilozigomática. 
 
 
 
 Escamosa Temporoparietal. 
 
 Plana Internasal. 
 
 Esquindilese Vômer-esfenoidal. 
 
 
Gonfose - 
 
Dento-alveolar. 
 Sindesmose - Tibiofibular distal, rádio-ulnar distal. 
 
 Cartilaginoso Primária - Costocondral. 
 
(Sincondrose) 
 
 Secundária - Esfeno-occipital. 
 
Semi-móveis Disco - Anfiartrose Intervertebral anterior. 
(Anfiartrose) Cartilaginoso típica ou 
 verdadeira 
 Cartilaginoso - Diartroanfiartrose Sínfise púbica. 
 
Móveis (Sinoviais/ Fibroso Deslizamento Artródia ou Plana Interverterbais posteriores, 
Diartroses) intercarpais, intertarsais, acrômio- 
 clavicular. 
 Cartilagem/ Uniaxial Gínglimo ou Articulação do cúbito (úmero-ulnar), 
 Membrana trocleartrose interfalangeanas. 
 Sinovial Trocoide ou Rádio-ulnar proximal e atlantoaxial. 
 pivô 
 Condilartrose Joelho (fêmur-tibiar), 
 temporomandibular, atlanto- 
 occipital. 
 Biaxial Elipsoide Rádio-cárpica, metacarpo- 
 falangeanas. 
 
Selar – Encaixe 
Recíproco Carpometacarpo do polegar. 
 
 
 
 Poliaxiais Enartrose ou Escápulo-umeral, coxo-femural. 
 Esferoide 
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4) MIOLOGIA 
 
Os músculos são órgãos responsáveis pela sustentação de parte ou todo o esqueleto, pela locomoção e por 
funções vitais como a manutenção das paredes das artérias, da laringe, do tubo digestivo. 
 
Tônus muscular: estado em que o músculo se apresenta em semi-contração permanente. É involuntário e 
elaborado pelo cerebelo. A unidade do músculo é a célula ou fibra muscular, caracterizada pela sua contratilidade, 
e classificada em: 
 
Estriado esquelético (músculo da vida animal): 
 
· Possui estriações transversais; 
· Associa-se ao esqueleto; 
· Possui movimentos potentes, amplos; 
· Contração voluntária; 
· Sofre fadiga facilmente; 
· Inervado pela parte do sistema nervoso da vida de relação; 
 
Liso (músculo da vida vegetativa): 
 
· Não possui estrias; 
· Está relacionado com o aparelho visceral; 
· Movimentos lentos e involuntários (sistema nervosovegetativo); 
· Não possui movimentos amplos e não sofre fadiga. 
 
Estriado cardíaco: 
 
· Possui fibras estriadas; 
· Involuntário; 
· Movimento relativamente potente; 
· Não sofre fadiga; 
· Inervado pelo sistema nervoso vegetativo. 
 
SEBENTO 2017 Página | 13 
Os músculos têm relação com ossos (origem e inserção), articulações (movimento), fáscia profunda, vasos e 
nervos. 
 
Músculo satélite: mantém várias relações com os vasos e nervos, servindo como referência para a sua localiza-ção. 
Ex.: o músculo bíceps braquial é satélite da artéria braquial. 
 
Loja muscular: a fáscia profunda projeta-se ao interior dos músculos em direção aos ossos, formando um 
compartimento de músculos com funções semelhantes, como se fossem um só. 
 
Envoltório dos músculos: tecido cartilaginoso. 
· Epimísio: envolve o músculo. 
· Perimísio: preenche o espaço delimitado pelo epimísio. 
· Endomísio: envolve a fibra muscular. 
· Fascículo muscular: envolve um conjunto de fibras 
 
O nervo sempre vai estar relacionado com o músculo. Músculos estriados esqueléticos e cardíacos que ficam sem 
nervos atrofiam. Ponto motor é o local do músculo onde o nervo penetra e também de maior contração. A 
contração da fibra muscular é uma resposta ao estímulo dado pelo nervo. Unidade motora é a associação de 
neurônio, fibra nervosa e fibras musculares. Quanto maior for o número de fascículos musculares contraídos, 
maior será o grau de contração do músculo. 
 
Classificação da musculatura esquelética 
 
· Superficiais: situam-se acima da fáscia profunda. Ex.: músculos da face, da mão, do pescoço 
· Profundos: situam-se abaixo da fáscia profunda. Fáscia profunda aponeurose superficial de revestimento. 
· Longos: predomínio do comprimento. Ex.: músculos dos membros. 
· Chatos ou planos: predomínio da espessura. Ex.: músculos abdominais. 
· Curtos: são encontrados nas articulações. Têm pouca capacidade de movimento, mas apresenta grande 
força. Ex.: músculos das vértebras. 
· Mistos: apresentam variação irregular. Ex.: no pescoço (longo e chato). 
· Agonista: músculo principal que atua diretamente no movimento. Ex.: bíceps braquial (flexão do braço 
em relação ao antebraço). 
· Antagonista: músculo que realiza movimento contrário, mas que contribui para a harmonia do 
movimento. Relaxa-se enquanto o agonista contrai. Ex.: tríceps. 
· Sinergista: músculo que auxilia o agonista. Ex.: coracobraquial é sinergista do bíceps braquial na flexão do 
antebraço em relação ao braço. 
· Fixador: fixa determinadas articulações para realizar o movimento. 
 
 
Origem, inserção e disposição de fibras 
 
· Origem: é geralmente a porção proximal do músculo, que tem menor mobilidade e mais fixa. 
Normalmente os músculos apresentam apenas uma origem. Quando apresentarem duas, são chamados 
de bíceps; três, tríceps; e quatro, quadríceps. 
SEBENTO 2017 Página | 14 
· Inserção: é geralmente a porção distal do músculo e mais móvel. Normalmente os músculos apresentam 
apenas uma inserção, que pode acontecer na forma de fita, cordão cilíndrico resistente (tendão). 
Policaudado é chamado o músculo com mais de uma inserção. A disposição das fibras está relacionada ao 
grão de força de contração muscular. 
· Cabo a cabo: fibras paralelas de uma extremidade à outra. Maior amplitude de contração. 
· Peniforme: possui a forma de pena e a maior força de contração muscular, que depende do número de 
fibras musculares questão se contraindo (área de secção transversal). 
· Semi-peniforme: tem as fibras quase paralelas em forma de leque. Somente se prende em um dos lados 
do tendão. 
· Músculo orbicular: possui disposição circunferencial da fibra muscular. Ex.: aberturas naturais (boca, 
olho). 
SEBENTO 2017 Página | 15 
 
Quanto ao número de ventres, os músculos segmentado por tendões podem ser digástricos (dois ventres e um 
tendão intermediário) ou poligástricos (vários ventres e tendões). 
 
 
 
ANEXOS MUSCULARES 
 
· Fáscia profunda 
· Septos intermusculares 
· Bainha fibrosa: representa um elemento de contenção dos tendões. Ex .: punho. 
· Bainha sinovial: envolve a bainha fibrosa internamente e os tendões externamente. Serve para diminuir 
o atrito entre essas peças. Permite deslizamento. 
· Mesotendão: continuação da membrana sinovial com função de nutrir o tendão. 
· Bolsa sinovial: contém o líquido sinovial. 
 
Alavancas 
· Interfixa: ponto de apoio no meio resistência – ponto de apoio – potência. Ex.: tônus da nuca. 
· Interresistente:resistência no meio ponto de apoio – resistência – potência. Ex.: tônus da panturrilha. 
· Interpotente: potência no meio resistência – ponto de apoio – potência. Ex.: tônus do braço. 
 
 
 
5) ANGIOLOGIA 
 
O sistema circulatório é composto pelo coração, pelos vasos sanguíneos, pelos vasos linfáticos e linfonodos. 
O órgão central da circulação é o coração, que é um conjunto de vasos sanguíneos modificados e adaptados à 
função de bomba. 
Todas as células do nosso corpo precisam receber sangue, ficando próximas aos vasos sanguíneos, que recebem 
delas o produto de seu metabolismo. O sistema circulatório possui duas funções importantes: levar O2 e nutrientes 
a cada célula e trazer CO2 e produtos do metabolismo das células para fora do corpo. 
 
Artérias: são vasos sanguíneos que levam o sangue do coração à periferia. 
Veias: são vasos sanguíneos que recolhem o sangue da periferia e levam-no ao coração. 
Coração: é um órgão muscular, oco, moldado para o perfeito funcionamento do nosso corpo. É subdividido em 
quatro câmaras: dois átrios, que recebem o sangue da periferia, aos quais chegam as veias; e dois ventrículos, de 
onde saem as artérias. A circulação obedece ao sentido átrio ventrículo. As câmaras do lado esquerdo não se 
comunicam com as do lado direito, sendo separadas por um septo. 
 
 CIRCULAÇÃO 
Sistêmica ou grande circulação: encarregada de distribuir sangue rico em oxigênio a todos os tecidos do nosso 
corpo. Inicia-se no ventrículo esquerdo do coração, que se contrai e bombeia sangue na maior artéria do corpo, a 
artéria aorta, que distribui através de seus ramos o sangue para a cabeça, pescoço, tórax, abdômen, membros 
superiores e inferiores, etc. Esse sangue passa por uma rede de pequenos vasos chamados capilares. Destas redes 
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de vasos vão se formar os vasos venosos, que vão trazer o sangue da periferia através de duas grandes veias: veia 
cava superior e veia cava inferior, que chegam até o átrio direito do coração. Os vasos são longos e resistentes. 
Pulmonar ou pequena circulação: possui objetivos funcionais, realizar a hematose. Inicia-se no ventrículo 
direito do coração, que se contrai e expele o sangue rico em CO2 na artéria pulmonar que leva esse sangue aos 
pulmões. Nos dois pulmões teremos uma nova rede de capilares em que o sangue libera o CO2 e absorve O2. Dirige-
se às quatro veias pulmonares, retornando ao átrio esquerdo do coração. 
 
 ARTÉRIAS 
Artéria é todo vaso que sai do coração. Elas se originam dos dois ventrículos: o esquerdo da origem à artéria aorta 
e o direito dá origem à artéria pulmonar. A circulação no interior da s artérias é feita sob um regime de alta pressão, 
conferindo-lhes um formato cilíndrico. Suas paredes são espessas e quando seccionadas mantêm sua forma. O 
calibre das artérias é sempre igual entre a emissão de dois vasos colaterais. Á medida que ela emite vasos, seu 
calibre diminui. 
 
Ramo colateral: quando a artéria emite um ramo e permanece com o seu tronco principal. Esses ramos podem 
estar configurados em ângulos agudos e obtusos (recorrentes). 
Ramo terminal: quando a artéria termina em bifurcação, não seguindo o seu tronco principal. 
 
Normalmente sua direção é retilínea (menor caminho entre dois extremos), porém, em órgãos que são capazes de 
aumentar e diminuir o seu tamanho, a sua direção pode ser tortuosa. Ex.: artérias que envolvem o útero e a bexiga. 
 
Podem ser classificadas como superficiais, quando se localizam acima da fáscia profunda, encontradas na fáscia 
superficial, na tela subcutânea, ou profundas, quando estão abaixo da fáscia profunda. 
 
Árvore arterial: ramificação progressiva dos vasos arteriais que resulta na árvore arterial. Esses ramos se 
comunicam por verdadeiras pontes chamadas de anastomoses que possuem três tipos: transversa, quando passa 
entre duas artérias (fígado); terminal, quando une duas artérias boca a boca (palma da mão); e convergência, 
quando dois vasos se unem para formar apenas um (nas artérias vertebrais). 
 
Relações com outras estruturas 
 
· Ossos: a relação com os ossos é muito importante para a localização das artérias. Durante seu 
desenvolvimento, as artérias podem seccionar os ossos, provocando sulcos. 
· Articulações: as artérias principais sempre passam junto ás dobras de flexão, protegidas pelo esqueleto. 
· Músculos: na borda medial do bíceps braquial passa a artéria braquial, por isso, o bíceps braquial é 
chamado músculo satélite (aquele que acompanha o trajeto da artéria) da artéria braquial. 
· Veias: as veias que acompanham as artérias são denominadas comitantes, acompanhantes ou satélites. 
Ex.: a veia subclávia é acompanhante da artéria subclávia (passa por baixo da clavícula). 
· Nervos: feixe vásculo-nervoso: um conjunto de vasos e nervos enfeixados (reunidos) por uma bainha 
conjuntiva comum 
· Pele: aterias superficiais. 
 
Estrutura (túnicas) 
 
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· Interna (íntima): recoberta por uma camada monocelular, o tecido endotelial, que reveste todo o 
sistema circulatório. Nas artérias essa camada recebe o nome de endartéria. Diminui o atrito entre o 
sangue e o vaso. 
· Média: é a membrana mais espessa. Pode ser constituída por tecido elástico, muscular liso ou pelos dois. 
O tecido muscular serve para a artéria acomodar-se ao volume de sangue bombeado, que é controlado 
pelo sistema nervoso central de acordo com as necessidades funcionais. Ao envelhecer, sua elasticidade 
vai sendo perdida. Arterioesclerose: diminuição do volume da artéria. 
· Externa (Adventícia): é composta por tecido conjuntivo. 
 
Ramescência: As artérias são os grandes vasos de distribuição de sangue. Suas paredes são tão espessas que 
impedem qualquer tipo de troca entre os tecidos e o sangue. Assim, as artérias se abrem em pequenos vasos, 
chamados arteríolas. Das arteríolas surgem pequenos vãos, que são permeáveis e que permitem a troca de 
substâncias. São as redes de capilares. Essa rede é exclusivamente revestida pela túnica interna (endotélio), pois as 
túnicas interna e externa foram perdidas pelos vasos anteriores. A parede do capilar é muitíssimo delgada e 
semipermeável (macromoléculas não atravessam a membrana). 
 
Quando a artéria (ou veia) é dita comum, ela irá subdividir posteriormente em externa e interna. 
 
 
 VEIAS 
São vasos sanguíneos que trazem o sangue da periferia para o coração. Originam-se dos vasos capilares, de 
onde saem pequeníssimas veias, as vênulas, que se anastomosam por convergência e vão formando veias mais 
calibrosas, desembocando nas grandes veias cavas e, por fim, no coração. Podem ser de calibre pequeno, médio e 
grande. Possuem paredes colapsáveis muito mais delgadas que as artérias. Quando seccionadas, as paredes se 
aderem e a veia achata-se. 
 
Veias da pequena circulação: veias pulmonares, em número de 
quatro. 
Veias da grande circulação: veias cavas superior e inferior. 
 
Superficiais: estão acima da fáscia superficial. São aquelas que, 
quando adoecem, formam as varizes. 
Profundas: estão abaixo da fáscia superficial. Ex.: veia situada na 
raiz da coxa (região inguinal). 
 
 
Conformação interior: as veias, diferentemente das artérias, 
possuem no seu interior válvulas venosas: auxiliam no retorno 
do sangue ao coração, contrariando a gravidade e também 
impedindo a volta do sangue dentro da própria veia. 
 
Sistema porta: são duas redes de capilares unidas por uma veia. 
Serve para filtração e retirada de impurezas. 
 
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Estrutura (túnicas) 
· Interna:endotélio vascular, pavimento simples. São denominados de endoveias. 
· Média: formado por tecido elástico ou tecido muscular liso, porém em quantidade muito menor que a das 
artérias. 
· Externa: túnica adventícia. 
 
 
 VASOS LINFÁTICOS 
Existem macromoléculas em nosso organismo que não são permeáveis aos vasos capilares. O sistema 
encarre-gado de retirar essas macromoléculas é o sistema linfático. Ele é um sistema auxiliar do sistema venoso. O 
lí-quido circulante é a linfa, incolor e constituída por glóbulos brancos. Esse líquido nasce na intimida de dos teci-
dos, através dos capilares que são semelhantes aos capilares sanguíneos, porém de maior calibre e cujas paredes 
são mais delgadas do que as das veias. Possuem muitas válvulas. Os capilares linfáticos têm o início em fundo cego, 
diferente do capilar sanguíneo que provém da bifurcação e ramificação de outro vaso. 
 
Pressão oncótica: as macromoléculas e proteínas que são absorvidas dos tecidos têm uma pressão que faz 
com que a molécula proteica atraia água por osmose. À medida que mais proteínas são absorvidas pelos capilares, 
absorve-se também mais água; logo, a pressão oncótica é a responsável pela circulação da linfa nos vasos, 
juntamente com a pressão muscular. 
 
Com os processos infecciosos do nosso corpo, é muito comum encontrarmos resíduos bacterianos e toxinas 
bacterianas em nossos tecidos, que irão penetrar nos vasos linfáticos. Para filtrar esses resíduos há os chamados 
linfonodos (estruturas de tecido linfóide). Estão localizados nas raízes dos membros inferiores e da cabeça e nas 
axilas. 
 
A linfa proveniente do tubo digestório possui aspecto leitoso e é rica em gordura, sendo chamada de quilo. 
 
Grandes coletores linfáticos 
· Ducto torácico: os linfonodos que vêm dos membros inferiores chegam até o abdômen, unindo-se aos 
linfonodos que vêm do tubo digestório e das vísceras intra-abdominais e vão confluir para um reservatório linfático 
situado na parte mais superior da porção abdominal chamada cisterna quilífera ou cisterna de pequet, de dentro 
da qual parte o ducto torácico. O ducto torácico vai desembocar na confluência das veias jugular e subclávia 
esquerda. Pelo ducto vem a linfa da metade esquerda do tórax e do membro superior esquerdo. Assim, o ducto 
toráxico drena três quartas partes do corpo. 
· Ducto linfático direito: drena o quadrante superior direito do corpo e desemboca na confluência jugulo-
subclávia direita. 
 
 
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 CIRCULAÇÃO FETAL 
 
Na vida fetal não existe necessidade de respiração 
pulmonar, pois a oxigenação é feita através da placenta. 
Todos os tecidos fetais desenvolvem-se muito bem com 
baixa oxigenação, exceto o sistema nervoso central. 
 
Esquematização: duas artérias umbilicais (originárias das 
artérias ilíacas internas)  placenta (oxigenação)  veia 
umbilical (rica em O2)  face inferior do fígado  veia 
porta (ducto venoso)  veia cava inferior 
 
(o sangue é enfraquecido pelo sangue vindo dos membros 
inferiores)  átrio direito  comunicação interatrial  
átrio esquerdo  ventrículo esquerdo  aorta  carótida 
 cérebro  veia cava superior ventrículo direito  
artéria pulmonar  (ducto arterial)  aorta. 
 
 
 
 
 
6) ESPLANCNOLOGIA 
 
Víscera é um órgão que se situa dentro de uma cavidade. 
Cavidades: torácica, pélvica ou abdominal. 
As vísceras podem ser maciças (ex.: fígado) ou ocas (ex.: bexiga). 
 
Vísceras maciças 
Todas vísceras maciças possuem: 
· Cápsula: formada por tecido conjuntivo intimamente ligado a ela. Ex.: no fígado se chama cápsula de 
Glisson. 
· Estroma: tecido conjuntivo que dá sustentação à víscera. 
· Parênquima: é onde estão contidas as células que comprem a função da víscera. Ex.: parênquima renal, 
filtra-ção do sangue. 
Todas as vísceras maciças possuem uma entrada que se chama hilo, de onde saem e onde penetram um conjunto 
de estruturas chamado pedículo. Ex.: no rim, o pedículo é formado por veias, artérias e sistema coletor de urina. 
 
Vísceras ocas 
São aquelas que contêm parede e luz. No interior da luz transitam dejetos. Ex.: intestino delgado e grosso, 
bexiga, estômago e vesícula biliar. 
 
 
 
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Histiotopia 
· Serosa: camada mais externa. 
o Pericárdio: reveste o coração (que não é uma víscera). 
o Pleura: reveste as cavidades torácicas. Pode ser parietal (reveste a parede torácica),visceral (reveste 
a víscera) e mediastínica (está em contato com o mediastino, no meio da cavidade torácica). 
o Peritônio : reveste a cavidade abdomino-pélvica.Túnica vaginal: peritônio que reveste a bolsa escrotal. 
· Muscular: camada intermediária, que pode apresentar duas ou mais fitas musculares. 
· Mucosa: camada de células que fazem a absorção. 
 
 
7) SISTEMAS DO CORPO HUMANO 
 
Sistema respiratório: nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos. 
Sistema digestório: boca, faringe, esôfago, estômago, intestinos delgado e grosso, fígado, pâncreas (exócrino). 
Sistema urinário: rim, pelve renal, ureter, bexiga, uretra. 
Sistema genital masculino: válvula seminal, próstata, glândula bulbouretral, ducto deferente, testículo epidídimo. 
Sistema genital feminino: ovário, tuba uterina, útero, vagina, vulva. 
Sistema endócrino: hipófise, epífise, paratireoides, tireoide, timo, suprarrenal, pâncreas (endócrino), ovário, 
testículos. 
Sistema tegumentar 
· Pele: epiderme (fáscia superficial), destaca-se facilmente; derme ou cório (fáscia profunda), parte mais 
espessa. 
· Anexos: pelos, glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas, unhas e músculo eretor do pelo (musculatura 
lisa). 
· Unha: disposta nas falanges distais dos dedos das mãos e dos pés. Compõe-se da raiz, porção proximal 
que contém a matriz; e do corpo, porção distal. 
· Pelos: lanugem, cabelos, supercílios, cílios, barba, tragos, vibrissas, hircos, púbios. 
· Linhas de força: linhas imaginárias que distribuem a tensão da pele em regiões determinadas. Seguem a 
orientação as fibras musculares. Importantes para uma melhor cicatrização da pele. 
MESO: dobras de peritônio que CONTÉM estruturas nobres. Ex.: mesentério (dobra 
do intestino), mesogastro (estômago), mesocólon (intestino grosso). 
 
LIGAMENTO: dobra de peritônio que vai da parede à víscera e 
NÃO CONTÉM estruturas nobres. 
 
OMENTO: dobras que vão de víscera à víscera e contém estruturas nobres no seu 
interior. Ex.: omento maior (gastrocólico) e omento menor (gastrohepático). 
 
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8) COLUNA VERTEBRAL 
 
Formada pela sobreposição das vértebras. Articula-se acima com o occipital e abaixo ela continua com uma 
porção de vértebras fusionadas denominadas sacro e cóccix . As vértebras possuem massa óssea, ou seja, o corpo 
vertebral. Posterior-mente ao corpo, encontra-se o forame vertebral. A sucessão de forames vertebrais forma o 
canal vertebral, por onde passa a medula vertebral. O arco possui porções: processo espinhoso (posteriormente) 
e o processo transverso (lateralmente). O pedículo une o corpo ao arco. Unindo o processo transverso com o 
processo espinhoso encontramos a lâmina . A massa óssea do corpo das vértebras dá proteção à medula e 
proporciona a sustentação do peso do corpo. 
O processo articular é uma saliência menor onde se articulam as costelas com os corpos das vértebras (nas 
vértebras torácicas) e também vértebra com vértebra.Também chamados de fóvias costais. Nos processos 
transversos e espinhosos inserem-se músculos, permitindo o movimento das vértebras. 
 
Vértebras cervicais– 7 
Possuem um forame no processo transverso, chamado forame transverso, por onde passa a artéria 
vertebral, que se insere a partir de C6. Apresentam o processo espinhoso 
bífido. 
· Atlas (C1): não possui corpo, possui tubérculo anterior e posterior 
(saliência) no lugar do processo espinhoso, nos processos transversos 
existem massas laterais que permitem a articulação com os côndilos 
do occipital. 
· Axis (C2): superiormente possui uma saliência chamada processo 
odontóide (formato de dente) que vai se articular com o tubérculo 
posterior do atlas. 
· C7 (proeminente): possui o processo espinhoso mais comprido das 
vértebras, apresentando uma saliência atrás do pescoço. 
 
Vértebras torácicas – 12 
Possuem facetas articulares (mais de três de cada lado) que servem para se articularem com as costelas. 
O corpo é de tamanho médio e em formato de coração (cordiforme). O processo espinhoso é inclinado para baixo 
e no seu início existirão os processos articulares inferiores e superiores, que servirão para articular uma vértebra 
com a outra. Além disso, possuem também incisura vertebral superior e inferior que, quando combinadas entre 
duas vértebras, vão formar o forame intervertebral ou de conjugação, por onde vão sair nervos raquidianos. 
 
Vértebras lombares – 5 
Possuem o corpo maior, formato de rim (reniforme), e os processos transversos são mais compridos e mais 
potentes, servindo para a sustentação do peso do corpo. Possuem ainda o processo mamilar e o processo 
acessório. Forame intervertebral de formato triangular. Os processos espinhosos são horizontalizados e têm 
formato de machadinha 
 
Região sacral – 5 vértebras fusionadas 
Tem formato piramidal triangular cuja base está virada para cima e o ápice para baixo. Tem concavidade 
para a frente e convexidade para trás. Na face anterior situam-se quatro pares de orifícios (forames sacrais ventrais 
ou anteriores) por onde se exteriorizam para dentro da pelve algumas raízes dos nervos raquidianos. Forma um 
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ângulo anterior chamado de promontório. Acima, articula-se com L5. De cada lado articula-se com o osso do quadril 
(articulação sacro-ilíaca) pela superfície auricular. O hiato sacral resulta da ausência do processo espinhoso S5, 
onde se aplica a anestesia peridural. Há ainda o ângulo lombossacral, formado entre as últimas vértebras lombares 
e as primeiras sacrais. 
 
Nutação: movimento do sacro para frente. No parto, há contranutação. 
Crista sacral média: fusão dos processos espinhosos. 
Crista sacral intermédia: fusão dos processos acessórios. 
Crista sacral lateral: fusão dos processos transversos. 
 
Cóccix – 4 vértebras fusionadas 
É o resquício de uma cauda. Não tem papel na sustentação do corpo quando de pé, mas quando sentado, 
pode suportar alguma carga. 
 
 CURVATURAS DA COLUNA 
 
Cervical  concavidade posterior: lordose 
Torácica  convexidade posterior: cifose 
Lombar  concavidade posterior: lordose 
Sacro e cóccix  convexidade posterior  cifose 
 
Na gravidez ocorre uma lordose fisiológica da lombar 
Escoliose: desvio lateral da coluna. 
 
 ARTICULAÇÕES E LIGAMENTOS DA COLUNA VERTEBRAL 
 
Disco intervertebral: situa-se entre os corpos das vértebras articulação anfiartrose típica ou verdadeira. A perda de 
altura e água no envelhecimento é denominado discopatia 
degenerativa. 
 *Hérnia de disco: o corpo da vértebra de cima comprime o 
corpo da vértebra de baixo, que se desloca para trás e toca nas raízes 
dos nervos raquidianos. 
 
Os ligamentos são compostos de tecido fibroso. 
 
· Ligamento longitudinal anterior: vai do atlas ao sacro pela 
frente do corpo, impedindo a hiperextensão. 
· Ligamento longitudinal posterior: vai do áxis ao sacro por 
trás do corpo, impedindo a hiperflexão. 
· Ligamento interespinhoso: une os processos espinhosos. 
· Ligamento supra-espinhoso: bem espesso na região cervical 
(ligamento nucal). 
· Ligamento amarelo: liga as lâminas de cima a baixo. 
· Ligamento intertransversário: une processos transversos na região torácica e lombar. 
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Ligamentos do processo odontoide com o atlas: 
1. Ligamento cruciforme: ligamento tranverso (no arco do atlas, prende o processo odontóide) + ligamento 
longitudinal superior (do corpo do axis ao forame magno). 
2. Alar: entre processo odontóide e occipital (na borda do forame magno). 
 
Articulações facetárias: artródia (sinovial plana). Entre processos articulares, também chamadas de zigoapofisárias 
e são envoltas por cápsula articular 
 
Articulação atlanto-axial: trocóide (rotação) 
Articulação atlanto-occipital: condilar (flexão/extensão e flexão lateral) 
Articulação costovertebral: artródia 
Articulação sacro-ilíaca: sinovial 
Movimentos da coluna: flexão (para frente), extensão (para trás), flexão lateral e rotação. 
 
 
 
 
 
 
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Anotações Anatomia Sistêmica 
 
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Dorso e Nuca 
 
O dorso e a nuca situam-se posteriormente à coluna vertebral. A linha divisória entre o dorso e a nuca é C7 no 
processo espinhoso. Acima de C7 é a nuca; abaixo, o dorso. 
 
Planos (estratigrafia) 
 
· Pele: podem ou não ser encontrados pelos, sendo que na nuca eles são mais abrangentes. Possui 
glândulas sebáceas e sudoríparas (dificultam a cicatrização). 
· Fáscia superficial ou tela subcutânea: encontra-se gordura, vasos e nervos (C2 nervo occipital maior). 
· Fáscia profunda: é formada por tecido fibroso que reveste a musculatura. Apresenta dois espessamentos, 
chamados espessamento nucal e espessamento tóraco-lombar. 
 
1) MUSCULATURA 
 
 
 
Primeiro plano muscular 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
 
 
 
 
 
 
Trapézio 
Protuberância occipital 
externa 
Terço médio da linha 
nucal 
Processos espinhos C7-
T12 
Terço lateral da 
clavícula 
Acrômio e espinha da 
escápula 
Base da espinha da 
escápula 
XI NC – Nervo 
Acessório 
Fibras superiores: elevam 
o ombro 
Fibras médias e 
inferiores: enquadram os 
ombros 
Gira a escápula na 
abdução do MS (>90º) 
Inversão de ponto fixo: 
extensão da cabeça 
*Paralisia  queda do 
ombro 
 
 
 
 
 
 
 
Grande Dorsal 
 
Processos espinhosos 
de T7 a T12, das 
lombares e sacrais 
aravés da fáscia 
toracolombar 
 
Crista ilíaca 
 
9ª a 12ª costela (3 a 4 
últimas) 
Assoalho do sulco 
intertrabecular do 
úmero 
Nervo tóraco-dorsal 
(C6, C7 e C8) 
Adução, extensão e 
rotação medial do MS 
Na inversão de ponto fixo 
eleva o tronco (escalada) 
e ajuda na inspiração 
forçada 
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Terceiro plano muscular 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Longo da cabeça Processos espinhosos 
? ? C3 – C6 ou C7 – T4 
Processo mastóide do 
osso occipital 
Ramos posteriores 
dos nervos cervicais 
Extensão da cabeça e 
rotação para o lado 
oposto 
Semi-espinhal da cabeça Processos espinhosos 
T1 – T6 
Osso occipital Ramos posteriores 
dos nervos cervicais 
Extensão da cabeça e 
rotação para o lado 
oposto 
 
 
 
Inervação: nervo suboccipital (ramo posterior de C1) 
Ação: postural 
 
Segundo plano muscular 
Músculo Origem Inserção InervaçãoAção 
Esplênio da cabeça Processos espinhosos 
de C7-T4 
Processo mastóide do 
osso temporal e linha 
nucal superior do osso 
occipital 
Ramos dorsais dos 
nervos raquidianos 
cervicais 
Extensão, inclinação 
lateral e rotação da 
cabeça: gira a cabeça para 
o mesmo lado que o 
músculo se contrai Esplênio do pescoço Processos transversos 
de C1-C4 
Levantador da 
Escápula 
Processos transversos 
C1- C4 
Parte superior da 
margem medial da 
escápula 
Nervo dorsal da 
escápula 
Eleva e aduz a escápula 
Romboide Maior Ligamento nucal e 
processos espinhosos 
T2 – T5 
Borda medial da 
escápula 
Nervo dorsal da 
escápula 
Adução da escápula 
(enquadramento dos 
ombros) 
Romboide Menor Processos espinhosos 
C7 – T1 
Serrátil Posterior 
Superior 
Processos espinhosos 
C7 – T4 
Base externa e 
superior da 2ª a 5ª 
costela 
Quatro primeiros 
nervos intercostais 
posteriores 
Eleva costelas (Inspiração) 
Serrátil Posterior 
Inferior 
Processos espinhosos 
T11 – L2 ou L3 
Nas quatro últimas 
costelas 
Nervos intercostais 
posteriores (T9 – T11) 
Abaixa costelas 
(Expiração) 
Quarto plano muscular - Suboccipitais 
Músculo Origem Inserção 
Reto posterior menor da cabeça Tubérculo posterior do atlas Linha nucal inferior(occipital) 
Reto posterior maior da cabeça Processo espinhoso do axis Linha nucal inferior(occipital) 
Oblíquo inferior da cabeça Processo espinhoso do axis Processo transverso do atlas 
Oblíquo superior da cabeça Processo transverso do atlas Linha nucal inferior(occipital) 
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Inervação: ramos posteriores dos nervos raquidiano s cervicais, torácicos e lombares. 
Ação: extensão, flexão lateral e rotação da coluna vertebral. 
Situa-se ao longo da goteira vertebral (espaço entre os processos espinhosos e os processos transversos das 
vértebras). Vai desde o sacro até o occipital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) TRÍGONOS 
· Trígono Suboccipital: formado pelo reto posterior maior e os dois oblíquos. Recoberto pelo semi-espinal. 
A artéria vertebral está no fundo, sobre o processo transverso do atlas. Cruzando o trígono está o nervo 
suboccipital (C1), que inerva os músculos suboccipitais. Por baixo do trígono, passa o nervo occipital maior 
(C2), ou nervo de Arnold. 
· Trígono da Ausculta: limitado medialmente pela borda ínfero-lateral do trapézio, lateralmente pela borda 
medial da escápula, inferiormente pelo grande dorsal e tem como assoalho o romboide maior. Local de 
pouca musculatura, tornando-se mais fácil para a ausculta pulmonar. 
· Trígono Lombar: entre grande dorsal, oblíquo externo e crista ilíaca, local de ocorrência de hérnia lombar. 
 
Eretores da espinha 
Músculo Origem Inserção 
Íliocostal Crista Ilíaca Ângulo das costelas e proc. transversos 
cervicais 
Longo Dorsal – Longuíssimo Fáscia Toracolombar e Parte Posterior do 
Sacro 
Processos transversos das vértebras 
torácicas e cervicais e processo mastóide 
Espinhal (mais interno) Processos transversos da região lombar 
superior e torácica inferior 
 
Processos transversos da região torácica 
superior 
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Anotações Dorso e Nuca 
 
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Membro Superior 
 
As funções do membro superior são a apreensão e manipulação de objetos e o sentido do tato. É o membro 
responsável pela exploração do ambiente. É formado por quatro segmentos: 
 
1. Cíngulo escapular: clavícula e escápula; 
2. Braço: úmero; 
3. Antebraço: rádio (lateral) e ulna (medial); 
4. Mão: carpo, metacarpo e dedos (falanges). 
 
1) OSSOS 
 
Cíngulo escapular 
 Clavícula: osso longo, localizado na porção anterior e superior do corpo, na posição horizontal. Tem uma 
curvatura (S), sendo que a porção anteriormente convexa é medial e a porção posteriormente côncava é 
lateral. É palpável em toda sua extensão. Apresenta duas extremidades: medial (esternal, dilatada) e lateral 
(acromial, achatada). Sua ossificação é intramembranosa. De medial para lateral, apresenta o tubérculo 
costal, onde se liga o ligamento costoclavicular; o sulco do músculo subclávio;e os tubérculos conóide e 
trapezóide (onde se ligam ligamentos de mesmo nome). Forma um limite ósseo do canal cervicoaxilar, 
protegendo o feixe neurovascular que supre o MS. Transmite choques (impactos traumáticos) do MS para 
o esqueleto axial. 
 Escápula: osso chato de formato triangular que apresenta três lados: borda lateral (axilar), borda medial 
(vertebral) e borda superior e três ângulos: superior, lateral e inferior. A face posterior apresenta a 
espinha da escápula e o acrômio. Acima da espinha temos a fossa supraespinhal e abaixo a fossa 
infraespinhal. A face anterior ou costal é côncava para dentro adiante e apresenta a fossa subescapular. 
No ângulo lateral encontramos uma superfície articular rasa, mais ou menos ovóide, chamada cavidade 
glenóide. Na borda superior da escápula há uma depressão chamada incisura da escápula (nervo 
supraescapular transita) e uma porção óssea que parece um dedo curvado, o processo coracóide. 
Sinal da tecla de piano: luxação da articulação acromioclavicular 
 
 
Braço 
 Úmero: osso longo que possui borda anterior e face posterior. Na epífise proximal encontramos as 
seguintes estruturas: cabeça, colo anatômico, tubérculo maior (lateral), tubérculo menor (medial), 
goteira intertubercular (por onde passa o bíceps) e o colo cirúrgico (por onde passa o nervo axilar; local 
comum de fratura). Na diáfise, tem-se o canal do nervo radial. 
 
Na epífise distal encontramos o epicôndilo medial (por onde passa o nervo ulnar), a tróclea (lateralmente ao 
côndilo medial), o capítulo (côndilo lateral), a fossa radial (acima do capítulo – visão anterior) a fossa coronóide 
(acima da tróclea – visão anterior) e a fossa olecraniana (acima da tróclea – visão posterior). 
 
 
 
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Antebraço 
 Ulna: entre a ulna e o rádio encontramos a membrana interóssea. A ulna é o osso mais medial do 
antebraço, parecendo uma chave-de-boca. É um osso longo e, na sua porção proximal, apresenta o 
olécrano, o processo coronóide, a incisura troclear (articula-se com a tróclea do úmero) e a incisura radial 
(articula-se com o rádio). Distalmente, encontram-se a cabeça e o processo estilóide da ulna (medial). Não 
participa da articulação radiocarpal. 
 Rádio: é também um osso longo, apresentando cabeça com uma fóvea que se articula com o sapítulo, e 
a circunferência articular, que se articula com a incisura radial da ulna (movimentos de pronação e 
supinação). Além disso, apresenta ainda uma tuberosidade onde se insere o tendão do bíceps. Na epífise 
distal, há o processo estiloide do rádio (lateralmente) e a incisura ulnar, que se articula com a cabeça da 
ulna. 
Fratura de Colles: queda sobre mão e antebraço estendidos em pronação. Arrancamento do processo estiloide da 
ulna e encurtamento do rádio. Muito comum na queda de idosos. 
 
 
Mão 
 Carpo: conjunto de oito ossos dispostos em duas fileiras de quatro ossos cada. De lateral para medial, na 
fila proximal, temos: escafóide (barco), semilunar (meia-lua), piramidal (pirâmide) e pisiforme (ervilha). 
Na fila distal temos trapézio, trapezoide, capitato (cabeça) e hamato (que apresenta o hâmulo do amato, 
gancho). 
 Metacarpo: são cinco ossos. Partindo da posição anatômica, de lateral para medial, são contados de 1o a 
5o. São ossos longos. A epífise proximal é chamadade base e a distal de cabeça. 
 Falanges: cada dedo tem três falanges: proximal, média e distal, com exceção do polegar, que possui 
somente duas, a proximal e a distal. Todas as epífises proximais são chamadas de base. As epífises distais 
das falanges proximais e médias são as cabeças e das epífises distais são as tuberosidades. 
 
 
2) Articulações 
 
Esterno-clavicular: selar. 
Escápulo-umeral: enartrose. 
Acromioclavicular: artródia ou plana. 
Úmero-ulnar: gínglimo ou trocleartrose. 
Rádio-ulnar proximal: trocóide ou pivô. 
Rádio-ulnar distal: sindesmose. 
Rádio-carpiana: elipsóide. 
Intercarpal: artródia ou plana. 
Metacarpo-falangeana: elipsóide. 
Interfalangeana: gínglimo ou trocleartrose. 
Carpo-metacarpiana do 1o dedo: selar. 
 
 
 
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3) VASCULARIZAÇÃO 
 
 Rede venosa do dorso da mão 
Possui duas extremidades: a medial e a lateral. 
Da extremidade lateral origina-se a veia cefálica, que, quando chega à união do terço médio com o terço superior 
do braço, próximo à epífise proximal do úmero, perfura a fáscia, deixando de ser superficial e corre entre o 
músculo deltóide e o peitoral maior, no sulco deltopeitoral, passando por baixo da clavícula e desembocando na 
veia axilar. 
Da extremidade medial, origina-se a veia basílica, que perfura a fáscia na união do terço médio como terço 
inferior, pouco acima da epífise distal do úmero e da fossa cubital. Assim, ou ela pode desembocar na veia 
braquial, ou caminhar junto às veias braquiais originando a veia axilar. 
 
 Rede venosa da palma da mão 
É de onde se origina a veia mediana antebraquial, que, ao alcançar a prega do cotovelo, transforma-se na veia 
mediana do cotovelo, podendo ir para a basílica ou para a cefálica ou, ainda, bifurcar-se nas veias mediana 
basílica e mediana cefálica, que é a anastomose entre a cefálica e a basílica. 
 
 Rede linfática 
Na palma da mão, existe uma riquíssima rede linfática e esses vasos sobem à raiz do membro onde há os 
linfonodos axilares. 
Laterais ou Umerais: situam-se atrás da veia axilar. Drenam MS, exceto região posterior do ombro. 
Peitorais: situam-se na borda inferior do músculo peitoral menor. Drenam a mama e músculos da parede torácica 
anterior e lateral. 
Posteriores ou Subescapulares: situam-se junto à artéria subescapular. Drenam nuca e músculos da parte posterior 
do tórax. 
Centrais: situam-se na base da axila. A linfa dos três grupos anteriores (laterais, peitorais e posteriores) drenam 
para os centrais. Está anteriormente à veia axilar e posteriormente ao músculo peitoral menor. 
Apicais: situam-se na borda superior do músculo peitoral menor. A linfa do central drena para o apical. Direito: 
ducto linfático. Esquerdo: ducto torácico. Toda linfa da porção supraumbilical do tronco e do membro superior do 
mesmo lado drena para os linfonodos axilares. 
Cubitais ou Epitrocleanos: nos epicôndilos mediais (há em algumas pessoas). 
 
 Artérias 
O arco aórtico dá origem a três ramos: artéria subclávia esquerda, carótida comum esquerda e 
bráquiocefálica, que passa atrás da articulação esternoclavicular direita e origina mais dos ramos: carótida comum 
direita e subclávia direita. A subclávia direita, quando passa pela borda externa da 1ª costela, entra na axila e 
transforma-se em artéria axilar, que, quando ultrapassar a borda inferior do músculo redondo maior, entra no 
braço, denominando-se artéria braquial. Ela então se bifurcará no braço, na dobra do cotovelo, na altura do colo 
do rádio, formando duas artérias: a radial e a ulnar. Tanto uma como a outra, no punho, emitem um ramo colateral 
chamado de palmar. O ramo palmar superficial da radial anastomosa-se boca a boca por inosculação com a ulnar, 
formando uma arcada na palma da mão: arcada palmar superficial. 
O ramo palmar profundo da ulnar se anastomosa por inosculação com a radial, formando a arcada palmar 
profunda. A arcada superficial emite três artérias digitais comuns ou palmares. Elas se bifurcam dando as artérias 
digitais próprias. A do polegar nasce diretamente da radial e a do 5º dedo nasce diretamente da ulnar. A arcada 
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palmar profunda emite ramos metacárpicos palmares que desembocam nas artérias digitais palmares ou comuns. 
O ramo profundo da artéria radial vai para o dorso da mão e se divide em metacarpiais dorsais e, 
subsequentemente, em digitais dorsais. 
As grandes artérias (subclávia, axilar) são acompanhadas apenas de uma veia. 
- Artéria axilar 
A artéria subclávia recebe o nome de artéria axilar após a primeira costela e é dividida em três porções pelo 
músculo peitoral menor: 
1ª porção (antes de chegar ao músculo peitoral menor): artéria torácica superior. 
2ª porção (passando por baixo do músculo peitoral menor): artéria tóraco-acromial (origina artérias acromial, 
deltóidea, peitoral e clavicular) e artéria torácica lateral (desce com o nervo torácico longo). 
3ª porção (após o músculo peitoral menor): artéria subescapular (origina artérias circunflexa da escápula e 
tóraco-dorsal), artéria circunflexa anterior do úmero e artéria circunflexa posterior do úmero. 
Circulação Colateral da Artéria Axilar: quando ocorre uma ruptura da artéria, não necessariamente ocorrerá 
necrose da área irrigada por ela. As artérias dorsal da escápula e subescapular mantêm a vascularização dos 
segmentos afetados. 
 
 
4) INERVAÇÃO – PLEXO BRAQUIAL 
 
Raízes do plexo braquial: ramos anteriores de C5, C6, C7, C8 e T1. 
 
Troncos: união das raízes do plexo braquial. Dividem-se em três: 
· Tronco superior: união dos ramos anteriores de C5 e C6. Emite como ramo colateral o nervo supra-
escapular, saindo de C5. 
· Tronco médio: ramo anterior de C7. 
· Tronco inferior: união dos ramos anteriores de C8 e T1. 
 
Cada tronco emite um ramo posterior e um ramo anterior, formando fascículos. A nomenclatura dos fascículos 
depende da sua localização em relação à artéria axilar. Dividem-se em três: 
 
· Fascículo posterior: situa-se atrás da artéria axilar. Apresenta os seguintes ramos colaterais: nervo 
subescapular inferior, nervo tóraco-dorsal e nervo subescapular superior. É a união dos ramos pos-
teriores dos três troncos. Origina dois ramos terminais: 
 
o Nervo radial: C5 a T1 
o Nervo axilar: C5 e C6.  Fratura de colo de úmero  Atrofia deltoide 
 
· Fascículo lateral: situa-se lateralmente à artéria axilar e origina-se da união dos ramos anteriores dos 
troncos médio e superior. Emite como ramos colaterais o nervo peitoral lateral. Origina dois ramos 
terminais: 
 
o Nervo músculo-cutâneo (perfura o músculo coracobraquial): C5 a C7 
o Raiz lateral do nervo mediano: C5 a T1 
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· Fascículo medial: ramo anterior do tronco inferior. Tem como ramos colaterais o nervo peitoral medial, 
o nervo cutâneo medial do braço e o nervo cutâneo medial do antebraço. Ramos terminais: 
 
o Nervo ulnar: C8 e T1. 
o Raiz medial do nervo mediano: C5 a C7. 
Paralisia do Erb: rompimento das raízes de C5 e 
C6, atingindo o nervo axilar e o músculo-cutâneo. 
Causa mão de garçom em gorjeta 
Paralisia de Krumpkie: rompimento das raízes de 
C8 e T1. 
Mão em Gota – Hiperextensão do punho: lesão 
do nervo radial (Lesão na região do epicôndilo 
lateral) 
Mão papal: lesão do nervo mediano (Síndrome 
do Túnel do Carpo) 
Mão em garra: lesão do nervo ulnar (fratura na 
região do epicôndilo medial) 
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Plexo Braquial. Sim, vocês vão ter que decorar tudo isso (aprendam a desenhar que facilita!) 
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5) MÚSCULOS 
 CINTURA ESCAPULAR E CAVO AXILAR 
Região peitoral ou anterior – 4 músculos 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Peitoral Maior Terço superior (cabeça) 
da clavícula 
Manúbrio e quase todo o 
corpo do esterno 
Face anterior das 6 
primeiras cartilagens 
costais 
 
Lábio lateral do 
sulco 
intertubercular do 
úmero 
Nervo peitoral 
medial e nervo 
peitoral lateral 
Adução e rotação medial do MS 
 
Inversão ponto fixo: auxilia inspiração 
forçada 
 
Cabeça clavicular: flexão braço 
 
Cabeça esternocostal: extensão 
braço 
Peitoral Menor Face anterior da 3ª – 5ª 
costelas; 
Processo coracoide 
da escápula 
Nervo peitoral 
medial 
Abaixa e puxa escápula adiante 
 
Inversão ponto fixa: auxilia inspiração 
Subclávio Primeira costela Sulco subclávio – 
borda inferior da 
clavícula 
Nervo subclávio Fixa e abaixa clavícula ou eleva 1ª 
costela 
Serrátil Anterior Faces externas das partes 
laterais da 1ª a 8ª costelas 
Borda medial da 
escápula 
Nervo torácico 
longo (n. 
respiratório de 
Charles Bell)  
LESÃO: 
ESCÁPULA 
ALADA 
Protrusão da escápula  roda 
escápula, permitindo abdução total 
 
Região deltoidea – 1 músculo 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Deltoide Terço lateral da 
clavícula (acrômio e 
espinha da escápula) 
 
Tuberosidade 
deltóidea no úmero 
Nervo axilar Abdução do MS de 15 a 90º 
Porção anterior: flexão e 
rotação medial do MS 
 
Porção posterior: extensão 
e rotação lateral do MS 
 
Deltoide: Dá o arredondamento do ombro. Serve para a aplicação de injeções intramusculares. 
 
 
 
 
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Região escapular – 5 músculos 
Músculo Origem Inervação Ação 
Supraespinhal Fossa supraespinhal 
da escápula 
Faceta superior do 
tubérculo maior do 
úmero 
Nervo supraescapular Abdução até 15º 
Infraespinhal Fossa infraespinhal da 
escápula 
Faceta medial do 
tubérculo maior do 
úmero 
Nervo supraescapular Rotação lateral do MS 
Redondo Menor Parte inferior da fossa 
infraespinhal e borda 
lateral da escápula 
Faceta inferior do 
tubérculo maior do 
úmero 
Nervo axilar Rotação lateral do MS 
Redondo Maior Parte posteror do 
ângulo inferior da 
borda lateral da 
escápula 
Abio medial do 
sulco 
intertubercular do 
úmero 
Nervo subescapular Adução MS 
 
Rot. medial e extensão do braço 
Subescapular Fossa subescapular da 
escápula (90% da face 
ANTERIOR da 
escápula) 
Tubérculo menor 
do úmero 
Nervo subescapular Rotação medial do MS 
(Mantém a cabeça do úmero na 
cavidade glenoidal) 
 
 
MANGUITO ROTADOR (SIRS) 
MANGUITO ROTADOR (SIRS): Os 4 músculos: 
Supraespinal, Infraespinhal, Redondo menor e Subescapular emitem seus 
tendões que unem-se com a cápsula articular do ombro e ajudam a fixar a cabeça do úmero 
na cavidade glenoide, estabilizando a articulação escápulo-umeral. O conjunto desses 
músculos se chama manguito rotador. 
 
 
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 FIGURAS GEOMÉTRICAS DA REGIÃO ESCAPULAR 
 
A) Quadrilátero úmero-tricipital 
 
Limite superior: músculo redondo menor. 
Limite inferior: músculo redondo maior. 
Limite lateral: úmero. 
Limite medial: tríceps. 
 
Dentro do quadrilátero, transitam o nervo axilar e a artéria circunflexa posterior do úmero, que o atravessam. 
 
B) Trígono omotricipital 
Nota: omo é um prefixo que se refere à omoplata, vulgo: escápula 
 
Está situado ente o músculo redondo maior, o músculo redondo menor, a escápula e a porção longa do tríceps. 
Dentro do triângulo, transita a artéria circunflexa da escápula. Ela não atravessa o trígono, mas segue por baixo 
dele em direção à escápula. 
 
C) Trígono úmero-tricipital 
 
Situa-se entre o músculo redondo maior, o úmero e a porção longa do tríceps. 
Dentro do triângulo, transitam o nervo radial e a artéria braquial profunda. Eles não o atravessam, mas vão 
seguindo a cabeça longa do tríceps para o braço. 
 
D) Cavo axilar 
 
Possui a forma de pirâmide triangular: 
Ápice anterior: clavícula. Ápice posterior: escápula. Ápice medial: 1ª costela. 
Base: pele 
Prega anterior: borda lateral do músculo peitoral maior. Prega posterior: Músculo grande dorsal (borda lateral) e 
músculo redondo maior. 
Conteúdo: plexo braquial, linfonodos, artéria axilar e veia axilar. 
 
 
6) BRAÇO 
 
Veias superficiais: estão situadas acima da fáscia profunda. Originadas na mão, chegam ao braço passando pelo 
antebraço. 
Veia cefálica: está situada na porção ântero-lateral do braço. No terço superior do braço ela perfura a fáscia 
profunda percorrendo o sulco deltopeitoral e desembocando na veia axilar. 
Veia basílica: está situada na porção ântero-medial. Na união do terço médio com o terço inferior ela perfura a 
fáscia profunda e se funde com a veia braquial, dando origem à veia axilar. 
 
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Fáscia profunda: emite duas projeções em relação ao úmero: septo intermuscular lateral e septo intermuscular 
medial. Esses septos delimitam dois compartimentos: loja anterior e loja posterior. 
 
Loja anterior – 3 músculos 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Bíceps braquial Cabeça curta: processo 
coracoide 
Tuberosidade do 
rádio e fáscia do 
antebraço 
Nervo 
musculocutâneo 
Flexão do antebraço em relação 
ao braço 
 
Flexão braço 
 
Supinação contra resistência 
quando o braço estiver em 
flexão 
 
- Dá forma ao braço 
- Cabeça curta resiste à luxação 
do ombro 
Cabeça longa: percorre 
sulco intertubercular e se 
fixa no tubérculo 
supraglenoidal da 
escápula 
Coracobraquial Processo coracoide Terço médio da face 
medial do úmero 
Nervo 
musculocutâneo 
Flexão braço 
Adução MS 
- Resiste à luxação do ombro 
Braquial Diáfise (anterior) do 
úmero 
Processo coronoide 
e tuberosidade da 
ulna 
Nervo 
musculocutâneo + 
algumas fibras  
N. radial 
Flexão do antebraço 
 
Inferiormente, o bíceps braquial, forma um potente tendão que origina uma fáscia que vai se prender ao 
espessamento da fáscia profunda anterior do antebraço. É como uma expansão do bíceps: a aponeurose bicipital 
em cima do nervo mediano e da artéria braquial. 
 
Loja posterior – 1 músculo 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Tríceps braquial Cabeça longa: tubérculo 
infraglenoidal 
Olécrano e fáscia do 
antebraço 
Nervo radial Extensão do antebraço 
 
Extensão do braço 
 
- Cabeça longa resiste à luxação do 
úmero 
 
 
Medial: face posterior do 
úmero, abaixo do sulco do 
nervo radial 
Lateral: face posterior do 
úmero, acima do sulco no 
n. radial 
 
Ancôneo Epicôndilo lateral do 
úmero 
Olécrano e parte 
posterior da ulna 
Nervo radial Auxilia o tríceps braquial e estabiliza 
a articulação do cotovelo 
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O músculo Ancôneo faz parte, segundo o Moore, da loja posterolateral; porém, também pode ser enquadrado na 
loja posterior. 
Fossa cubital (ou ulnar): Região anterior do cotovelo. Limites: linha entre os epicôndilos (superiormente), m. 
braquiorradial (inferolateralmente) e m. pronador redondo (inferomedialmente). O assoalho se dá pelos músculos 
supinador e braquial. 
Elementos superficiais: veia mediana cefálica, nervo cutâneolateral do antebraço, veia mediana basílica e nervo 
cutâneo medial do antebraço (ramos anterior e posterior). 
Elementos no sulco bicipital medial: artéria braquial (divide-se em radial e ulnar) e nervo mediano. 
Elementos no sulco bicipital lateral: nervo radial (profundo)  perfura o supinador. 
Região olecraniana: Região posterior do cotovelo. Entre o olécrano e o epicôndilo medial, situa-se um sulco por 
onde passa o nervo ulnar (fossa epitrocleolecraniana). 
7) ANTEBRAÇO 
 Loja anterior – 8 músculos em quatro planos 
Sequência mnemônica: 4 – 1 – 2 - 1 
Inervada pelos nervos mediano e ulnar. 
1º plano – 4 músculos epicondilianos mediais 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Pronador redondo* Epicôndilo 
medial 
Terço médio da face lateral do 
rádio 
Nervo mediano Pronação e flexão do antebraço 
Flexor radial do 
carpo 
Epicôndilo 
medial 
Base do 2º metacarpo Nervo mediano Flexão e abdução da mão 
Palmar longo Epicôndilo 
medial 
Retináculo flexor Nervo mediano Flexão da mão e tensiona aponeurose 
palmar 
Flexor ulnar do 
carpo** 
Epicôndilo 
medial 
Ossos pisiforme, hamato e 
base do 5º metacarpo 
Nervo ulnar Flexão e adução da mão 
 
- satélite para feixe vásculo-nervoso 
ulnar 
* Pode-se considerar que o pronador redondo possui duas cabeças, a ulnar e a umeral, a única diferença entre elas 
é que a ulnar se insere no processo coronoide; a umeral se insere no epicôndilo medial do úmero. 
** O flexor ulnar do carpo também tem duas cabeças de mesmos nomes que o pronador redondo, ulnar e umeral. 
Da mesma forma que o pronador, a ulnar possui a inserção diferente: ao invés de ser no epicôndilo medial, como 
a maioria dos músculos da região e também a cabeça umeral do musculo ulnar do carpo, se insere no olécrano. 
2º plano – 1 músculo 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Flexor superficial dos 
dedos 
Epicôndilo medial e 
metade superior da 
margem anterior do 
rádio 
Falanges médias do 2º 
ao 5º metacarpo 
Nervo mediano Flexão falanges médias sobre as 
proximais e das proximais sobre 
as metacarpais + flexão da 
radiocarpiana 
Esse músculo também possui duas cabeças, a umeroulnar e a radial. 
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3º plano – 2 músculos 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Flexor longo do 
polegar 
Rádio e membrana 
interóssea 
Falange distal do 
1º dedo (polegar) 
Nervo mediano Flexão das falanges do polegar 
Flexor profundo 
dos dedos* 
Ulna e membrana 
interóssea 
Falanges distais 
do 2º ao 5º dedo 
Nervo mediano 
(2º e 3º dedo. 
Nervo ulnar (3º e 
4º) 
Flexão das falanges distais 
 
 
Canal carpiano ou túnel do carpo: Situa-se entre os ossos do carpo (do escafoide ao pisiforme e do trapézio ao 
hamato) e o retináculo flexor. Por ele, transitam os tendões dos flexores superficial e profundo dos dedos, do flexor 
longo do polegar e o nervo mediano (entre os tendões do flexor radial do carpo e o palmar longo). A artéria radial 
situa-se lateralmente ao músculo flexor radial do carpo e não passa pelo túnel. Quando há estreitamento do canal 
carpiano, comprimindo o nervo mediano, surge dificuldade para mover o polegar. 
 
O retináculo flexor ou ligamento transverso do carpo é uma faixa fibrosa que se prende lateralmente nos ossos 
escafoide e hamato. Serve para manter os tendões dos músculos nos seus lugares. 
 
 Loja lateral – 4 músculos epicondilianos laterais – 1 em cada plano 
 
Inervados pelo nervo radial. São epicondianos laterais. Loja supinatoextensora 
Primeiro plano 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Braquiorradial Epicôndilo lateral Pouco acima do processo 
estilóide do rádio 
Nervo radial Flexão antebraço e supinação até 
ponto neutro 
 
Segundo plano 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Extensor radial longo 
do carpo 
Epicôndilo lateral Base do 2º 
metacarpo 
Nervo radial Extensão e abdução da mão 
 
-ativado ao cerrar o punho 
 
Terceiro plano 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Extensor radial 
curto do carpo 
Epicôndilo lateral Base do 3º metacarpo Nervo radial Extensão e abdução da mão 
4º plano – 1 músculo 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Pronador quadrado Ulna Rádio Nervo mediano Pronação do antebraço 
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Quarto plano 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Supinador Epicôndilo lateral Rádio Nervo radial Supinação 
-cruzado pelo nervo radial  Lesão: mão em gota 
 
 
 Loja posterior – 8 músculos – 4 em cada plano 
Inervados pelo nervo radial. 
1º plano 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Extensor dos 
dedos 
Epicôndilo 
lateral 
Aponeurose extensora Nervo radial Extensão das falanges proximais 
Extensor do 
mínimo 
Epicôndilo 
lateral 
Aponeurose extensora Nervo radial Extensão do dedo mínimo 
Extensor ulnar 
do carpo 
Epicôndilo 
lateral 
Base do 5º metacarpo Nervo radial Extensão e adução 
Ancôneo Epicôndilo 
lateral 
Olécrano da ulna Nervo radial Supinação do antebraço e estabiliza articulação do 
cúbito 
 
2º plano – “arminha” 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Abdutor longo do polegar Membrana interóssea, 
rádio e ulna 
Base do 1º metacarpo Nervo radial Abduz o polegar 
Extensor curto do polegar Membrana interóssea e 
rádio 
Falange proximal do 
polegar 
Nervo radial Extensão da falange proximal 
Extensor longo do polegar Membrana interóssea e 
ulna 
Falange distal do 
polegar 
Nervo radial Extensão da falange distal 
Extensor do índex Membrana interóssea e 
ulna 
Aponeurose extensora 
do 2º dedo 
Nervo radial Extensão do índex 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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* TABAQUEIRA ANATÔMICA 
 
Quando o polegar está em extensão, forma-se uma depressão denominada 
tabaqueira anatômica. Limites: 
· Lateral: músculos abdutor longo (1) e extensor curto do polegar (2). 
· Medial: músculo extensor longo do polegar (3). 
 
No fundo da tabaqueira passa a artéria radial (4), e o assoalho é formado 
pelos ossos escafoide e trapézio. 
 
8) MÃO 
A mão possui duas faces: a palmar (anterior ou volar) e a dorsal (posterior). 
Face Palmar 
· Região tenar: constituída por um conjunto de músculos que movimentam o 1º dedo, formando uma 
saliência radial ou lateral. 
· Região hipotenar: constituída por um conjunto de músculos que movimentam o 5º dedo, formando uma 
saliência ulnar ou medial. 
· Região palmar média: região deprimida entre as saliências radial e ulnar. Em pessoas idosas, pode haver 
contração da fáscia palmar, limitando os movimentos de extensão dos dedos 
 
Face Dorsal 
Não possui saliências, a pele é móvel e facilmente destacável. Logo abaixo da pele, está rede venosa do 
dorso da mão. No punho há uma condensação da fáscia, denominada retináculo dos extensores. Há também a 
tabaqueira anatômica. Entre os tendões e os ossos da mão, há uma bainha (que envolve os tendões). Dentro dessa 
bainha, há o líquido sinovial, que protege os tendões contra o atrito. As bainhas do 1º e 5º dedos vão até o punho 
e as dos demais dedos vão até o meio da mão. 
 
No tecido celular subcutâneo, a gordura está presa dentro de septos conjuntivos, que vão da derme profunda até 
a fáscia. Sua função é o amortecimento dos choques e a imobilização da pele da mão, facilitando a apreensão de 
objetos. 
 
*A linha média da mão passa no 3º dedo* 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Região tenar – 4 músculos 
Músculo OrigemInserção Inervação Ação 
Abdutor curto do 
polegar 
Retináculo dos flexores 
+ tubérculo do 
escafóide e do trapézio 
Porção lateral da base 
da falange proximal do 
polegar 
Nervo mediano Abdução do polegar e ajuda 
na oposição 
Flexor curto do 
polegar 
Retináculo dos flexores 
+ tubérculo do 
escafóide e do trapézio 
Base da falange 
proximal 
Superficial  n. 
mediano 
Profundo  n. ulnar 
Flexão da falange proximal 
do polegar 
Oponente do polegar Retináculo dos flexores 
+ tubérculo do trapézio 
Parte lateral do 1º 
metacarpo 
Nervo mediano Oponência do polegar 
Adutor do polegar Porção oblíqua: 
trapézio, trapezóide, 
capitato e 2º e 3º 
metacarpo 
Porção medial da base 
da falange proximal do 
polegar 
Nervo ulnar Aduz o polegar 
 
Sinal de Froment: sinal de 
lesão do nervo ulnar 
Porção transversa: 3º 
metacarpo 
 
 
Região palmar média – 11 músculos 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Lumbricais – 4 Tendões do 
músculo 
flexor 
profundo dos 
dedos 
Aponeurose 
extensora da 
mão 
1º e 2º  
Mediano 
3º e 4º  Ulnar 
Posição Intrínseca da mão  flexão 
metacarpofalangeana e extensão interfalangeana 
Interósseos 
palmares – 3 
2º, 4º e 5º 
metacarpos 
Aponeurose 
extensora da 
mão 
Nervo ulnar Adução e ajuda os lumbricais 
Interósseos 
dorsais – 4 
Diáfises de 
dois 
metacarpais 
Aponeurose 
extensora da 
mão 
Nervo ulnar Abdução e lateralização do 3º dedo 
 
 
Região hipotenar – 4 músculos 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Palmar breve Pele Fáscia palmar Nervo ulnar Tração da fáscia palmar 
Abdutor do 
mínimo 
Pisiforme e retináculo dos 
flexores 
Base da falange 
proximal do 5º dedo 
Nervo ulnar Abdução e ajuda na flexão da 
falange proximal 
Flexor curto do 
mínimo 
Retináculo dos flexores e 
hámulo do hamato 
Base da falange 
proximal do 5º dedo 
Nervo ulnar Flexão da falange proximal do 5º 
dedo 
Oponente do 
mínimo 
Retináculo dos flexores e 
hámulo do hamato 
Porção medial do 5º 
metacarpo 
Nervo ulnar Oponência do 5º dedo 
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Aponeurose extensora 
· Quando o tendão extensor chega à articulação metacarpofalangeana, há uma trifurcação: uma parte fica 
na falange proximal e as outras partes vão às falanges distais. Essa é a aponeurose extensora. Os tendões 
dos extensores comunicam-se. Logo, quando se corta um tendão extensor a certo nível, o outro dedo 
não perde a extensão. 
 
Inervação sensitiva: C6 – polegar (1º dedo) C7 – 2º e 3º dedo C8 – 4º e 5º dedo 
 
 
 
9) MAMA 
 
A mama é uma glândula sudorípara modificada, situada na parede anterior do tórax, que pode se transformar em 
glândula secretora de leite. Até a puberdade é semelhante entre homens e mulheres, mas passa a crescer nelas 
devido a influência de hormônios. 
 
Não há correspondência entre os limites externos e internos. 
 
Limites externos: 2º ou 3º arco costal superiormente, sulco submamário inferiormente, margem lateral do externo 
medialmente e a linha axilar anterior (borda lateral do peitoral maior) lateralmente. 
Limites internos: está sobre os músculos peitoral maior, serrátil anterior e oblíquo externo do abdome. Separada 
destes por uma fáscia profunda. 
 
Possui duas formas: nulíparas [nunca tiveram filho (côncava e semi-esférica)] e multíparas [já foram mães 
(pedunculada, com perda da elasticidade)]. Quanto ao volume, este varia de acordo com a quantidade de tecido 
adiposo presente; o tecido glandular é constante. 
 
Apresenta o mamilo ou papila, estrutura elevada, mais escurecida, com grande inervação, apresentando células 
mioepiteliais, que com a sucção se contraem provocando a ereção do mamilo. Há também a aréola, área esférica 
rosácea, em torno do mamilo. Apresenta elevações, os tubérculos de Morgagni, que se desenvolvem mais durante 
a gravidez, secretando uma substância oleosa, que protege a papila e a aréola. 
 
 
PLANOS (ESTRATIGRAFIA) 
· Pele: possui glândulas sebáceas e sudoríparas. 
· Tecido celular subcutâneo 
· Corpo da mama: com parênquima (parte funcional, com 15 a 20 lobos) e estroma (tecido adiposo e tecido 
fibroso). O tecido fibroso se estende desde a derme até fáscia profunda. Na parte superior é mais 
resistente, formando os ligamentos suspensores da mama (Cooper). 
· Lobos: Estão dispostos radialmente, sendo mais espessos na região superficial. O maior deles se direciona 
à axila (cauda axilar). Os lobos têm forma piramidal, seu ápice voltado para a superfície e a base voltada 
para o interior. Apresentam um conduto excretor, o ducto lactífero, que se dilata ao se aproximar do 
mamilo, formando o seio ou a ampola lactífera, que armazena leite, se estreitando antes de atingir a 
papila. 
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A superfície posterior é lisa e a anterior é arredondada, apresentando os ligamentos suspensores, que em 
tumores são tracionados, deprimindo a mama. 
 
A mama é dividida em 4 quadrantes: súpero-lateral, súpero-medial, ínfero-lateral e ínfero-medial. Isto é 
importante pois os tumores são mais comuns no quadrante súpero-lateral, drenando para linfonodos axilares 
peitorais e apicais. 
 
Vascularização 
Dá-se pelas artérias torácica lateral (ramo da axilar), torácica lateral (ramo da subclávia) e intercostais. A 
drenagem venosa desemboca na veia axilar. 
 
Drenagem Linfática 
A partir dos plexos perilobular e subareolar, emergem troncos que drenam para linfonodos axilares peitorais. 
Além disso, há outras vias, direto para linfonodos axilares apicais, para torácicos internos, para linfonodos da 
bainha do músculo reto do abdome e para a mama contralateral. 
 
 
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Anotações de Membro Superior 
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Face 
 
1) CRÂNIO: O crânio é o esqueleto da cabeça e é dividido em neurocrânio e viscerocrânio. 
 Neurocrânio: tem um teto (calvária ou calota craniana) e um assoalho (a base do crânio). É constituído por 
8 ossos, sendo quatro ímpares e centralizados na linha média (frontal, etmoidal, esfenoidal, occipital) e dois pares 
(temporal e parietal). A calvária é constituída basicamente por ossos planos (frontal, temporal e parietal) por 
ossificação intramembranácea. A base do crânio é composta por ossos irregulares, tendo, contudo, participação 
significativa de ‘partes planas’ dos ossos esfenoidal e temporal; a ossificação de tais ossos irregulares é 
endocondral. 
 Viscerocrânio: é composto por ossos que formam a parte anterior do crânio. São 15 ossos irregulares: 3 
ossos ímpares localizados na linha média (mandíbula, etmoide, vômer) e 6 pares de ossos bilaterais (maxilas, 
conchas nasais inferiores, zigomático, palatinos, ossos nasais e lacrimais) 
 
 
2) ESPLANCNOCRÂNIO: O esplancnocrânio corresponde à face anterior da cabeça, sendo o início do tubo digestório 
e do aparelho respiratório. É formado por seis ossos pares e dois ossos ímpares. 
 
Ossos ímpares 
A) Maxilar: É formado pela união das duas maxilas. Apresenta um processo para cima para a articulação 
com o osso frontal, o processo frontal. Também possui um processo para baixo, onde se implantam os dentes 
superiores, o processo alveolar e um processo lateral, onde se articula com o osso zigomático, o processo 
zigomático. 
Há também uma verdadeira prateleira posteriormente, chamada de processo palatino, que denota, dentro 
da cavidade oral, a abóbada palatina. É um osso pneumático, pois possui em seu interior oseio maxilar, o maior 
de todos os seios paranasais. 
O maxilar contém o forame infra-orbital, por onde se exteriorizam as fibras da segunda porção do quinto 
par craniano (trigêmeo), o nervo maxilar. 
B) Mandibular: É o osso mais forte da face e o único do esplancnocrânio que possui uma articulação móvel. 
A mandíbula é um osso em forma de ferradura que possui um corpo e um ramo. O local de junção do ramo com o 
corpo chama-se ângulo da mandíbula. O corpo da mandíbula apresenta externamente um forame denominado 
forame mental/mentual, por onde se exterioriza o nervo mentual, porção sensitiva do nervo mandibular (3ª 
porção do nervo trigêmeo). Esse forame está localizado logo abaixo do segundo dente pré-molar. 
A borda superior do corpo mandibular é formada pela parte alveolar, destinada aos dentes inferiores. 
Em pessoas idosas, os processos alveolares são reabsorvidos na ausência dos dentes. A protuberância mental 
(queixo) é uma elevação óssea triangular localizada inferior mente à sínfise da mandíbula, região de fusão das 
duas metades do osso fetal. 
Internamente se nota uma linha diagonal chamada de linha milo-hióidea, ponto de inserção do músculo 
milo-hióideo. Ântero-superiormente a essa linha há fóvea sublingual, que aloja a glândula sublingual. Posterior à 
linha há a fóvea submandibular, que abriga a glândula submandibular. Bem na linha média há duas saliências, as 
espinhas mentais ou processos gênis, ponto de inserção para o músculo gênio-hióideo. 
 
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A porção anterossuperior do ramo da mandíbula contém o processo coronóide, ponto de inserção dos 
músculos que movimentam a mandíbula. Atrás desse processo há uma depressão, a incisura da mandíbula, e 
mais posteriormente há o processo condilar, que possui cabeça e colo. A cabeça articula-se com o osso 
temporal, numa condilartrose denominada ATM (articulação têmporomandibular). 
Na parte interna dos ramos há uma pequena cabeça chamada de língula. Posteriormente há o forame 
mandibular, por onde transita o nervo alveolar inferior (ramo sensitivo do nervo mandibular), a artéria e a veia 
alveolares inferiores. O nervo sai pelo forame mental do lado correspondente com o nome de nervo mentual. A 
anestesia do alveolar inferior acarreta anestesia em todos os dentes mandibulares do mesmo lado, metade da 
língua e inclusive do queixo. 
 
Ossos pares 
A) Nasal: Ligados por uma articulação do tipo sutura plana na linha média, esses ossos possuem uma borda 
lateral que irá se articular com o osso maxilar, uma borda superior que irá se articular com o osso frontal e uma 
borda inferior que irá se articular com as cartilagens nasais. A porção inferior do nariz é cartilaginosa. 
B) Zigomático: Apresenta ângulos bem definidos. O ângulo inferior se articula com o osso maxilar; o ângulo 
superior possui o processo frontal, que se articula com o osso de mesmo nome. A parte posterior do osso zigomático 
se articula com o osso temporal, no chamado arco zigomático (articulação do processo zigomático do osso temporal 
com o processo temporal do osso zigomático). 
C) Lacrimal: Está situado dentro da cavidade orbitária. Sua borda superior articula-se com o frontal, a borda 
inferior com a concha nasal inferior, a borda posterior com o etmóide e a borda anterior com o maxilar. Sua borda 
anterior faz, junto com o maxilar, a fossa do saco lacrimal, que é o início do conduto nasolacrimal, que se termina 
dentro do meato nasal inferior. 
 
D) Palatino: Possui duas porções, uma vertical e outra horizontal, denominadas respectivamente de lâmina 
vertical e lâmina lateral. A junção dessas lâminas determina um prolongamento na lâmina vertical, o processo 
piramidal. Nesse processo, entre o palatino e o maxilar, encontra-se o forame palatino maior, por onde transitam 
os nervos palatinos. O palatino forma também o quarto posterior do teto da cavidade nasal, junto com o maxilar 
superior. 
A abóbada palatina corresponde ao céu da boca. A porção anterior é formada pelo processo palatino do maxilar 
e a porção óssea mais posterior é formada pela porção horizontal do osso palatino. 
 
E) Concha nasal inferior: Tem um formato quadrangular e situa-se dentro da cavidade nasal. Possui borda 
anterior livre e borda posterior articulada com o maxilar. Também se articula com o esfenóide. As conchas nasais 
médias e superiores fazem parte do etmóide. 
 
F) Vômer: Apresenta uma borda posterior que vai formar as coanas (orifícios posteriores do nariz), uma 
borda interior articulada com o palatino e o maxilar, uma borda superior e anterior que se articula com o etmóide 
e uma borda superior e posterior que se articula com o esfenóide (articulação do tipo esquindilese). Faz parte do 
septo nasal, juntamente com a cartilagem septal. 
 
 
CASO CLÍNICO — Fratura de Ptério: O “ptério” é uma região na qual os ossos esfenoide, frontal, temporal e parietal se 
articulam. Fica localizado acima do arco zigomático e posterior ao processo frontal do osso zigomático. A fratura do ptério 
pode ser letal, haja vista que um ramo anterior da artéria meníngea média cruza essa região e, portanto, pode ser lesada 
após um forte golpe, causando uma hemorragia e consequente pressão sobre o córtex cerebral subjacente. 
 
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3) MÚSCULOS DA FACE E DO COURO CABELUDO: Os músculos da face localizam-se no tecido subcutâneo nas 
regiões anterior e posterior do couro cabeludo, da face e do pescoço. Eles movimentam a pele e modificam as 
expressões faciais, transmitindo o humor. Os músculos se inserem na pele e seus efeitos são obtidos por tração 
desse órgão. A inervação dos músculos da mímica é dada pelo nervo facial (VII), sétimo par craniano. 
 
Lista dos músculos da mímica, com suas características e principais ações. 
MÚSCULOS CARACTERÍSTICAS AÇÕES 
 
 
Occipitofrontal 
É um músculo digástrico, tendo 
seus ventres separados por uma 
estrutura denominada gálea 
aponeurótica ou aponeurose 
epicrânica. 
Eleva os supercílios e enruga a pele da 
fronte; protrai o couro cabeludo, indicando 
surpresa, curiosidade ou preocupação. 
 
Auriculares 
 
Organizam-se em três: superior, 
inferior e posterior. 
Movimenta a orelha para cima, para baixo e 
para trás, respectivamente. 
Orbicular do olho ou esfíncter orbital Organizam-se em três: orbital, 
palpebral e lacrimal; são chamados 
perioculares. 
Fecha as pálpebras, sendo o fechamento 
suave feito pela parte palpebral e o 
fechamento firme pela parte orbital. 
Corrugador do supercílio -- Cria rugas verticais, aproximando os 
supercílios e indica interesse ou 
preocupação. 
 
Prócero + parte transversal do nasal 
 
-- 
 
Abaixa a porção medial do supercílio; 
promove a expressão de aversão ou 
desdém. 
Levantador do lábio superior e da asa do 
nariz 
-- Levanta o lábio e dilata a abertura nasal 
anterior, isto é, “dilata as narinas”. 
Orbicular da boca ou esfíncter oral Arcabouço dos lábios. Seu tônus fecha a rima da boca; sua 
contração abre ou fecha a boca; protrai os 
lábios (beijo). 
Levantador do lábio superior -- Levanta o lábio superior. 
 
Zigomático maior e menor 
 
O maior é lateral e o menor é 
medial 
Elevam a comissura labial, promovendo o 
sorriso (felicidade). 
 
Bucinador 
É o músculo da bochecha e é 
perfurado pelo ducto parotídeo 
(ducto de Stenon) 
Mantém o alimento entre as superfícies 
oclusais, fora do vestíbulo da boca; é o 
músculo do sopro. 
Levantador do ângulo da boca É lateral ao levantador do lábio 
superior 
Acentua o sulco nasolabial; sua ação 
bilateral exepressa felicidade, ao passo que 
a unilateral expressa desdém. 
Risório -- Riso suave. 
Depressor do ângulo da boca -- Abaixa a comissuralabial bilateralmente, 
indicando tristeza. 
Depressor do lábio inferior -- Abaixa o lábio, indicando tristeza. 
Mentual Eleva e pele do queixo, indicando dúvida. 
Platisma -- Deprime a mandíbula, abaixa o > da boca. 
 
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MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO: Há quatro músculos que cumpram a função de mastigação. Todos eles são inervados 
pelo nervo mandibular, a terceira porção do nervo trigêmeo (V3). 
 
Lista dos músculos da mastigação 
MÚSCULO ORIGEM INSERÇÃO AÇÃO 
 
Masseter 
Processo maxilar do osso 
zigomático e arco 
zigomático. 
Ângulo e superfície lateral 
do ramo da mandíbula. 
Eleva a mandíbula, 
fechando a boca; 
contribui para a protrusão 
da mandíbula. 
Temporal Fossa temporal. Processo coronóide e 
margem anterior do ramo 
da mandíbula. 
Eleva a mandíbula, 
fechando a boca 
Pterigóideo lateral Crista da asa maior do 
esfenoide e lâmina lateral 
do processo pterigoide. 
ATM e processo condilar 
da mandíbula 
Sua ação bilateral 
promove a protrusão da 
mandíbula e abaixamento 
do queixo; sua ação 
unilateral balança a 
mandíbula para o lado 
contrlateral. 
Pteridóideo medial Processo pterigoideo e 
processo piramidal do 
osso palatino e maxila. 
Superfície medial do 
ramo da mandíbula. 
Músculo sinergista do 
masseter; contribui para a 
protrusão da mandíbula. 
 
Considerações: 
1. A borda anterior do masseter é um ponto de referência para a localização da artéria facial. 
2. O relaxamento de todos esses músculos abaixa a mandíbula, promovendo a abertura da boca. 
 
 
 
 
INERVAÇÃO: basicamente, o nervo facial (VII) é responsável pela inervação motora dos músculos da face e o nervo 
trigêmeo (V) pela inervação sensitiva dessa região e pela inervação motora dos músculos da mastigação. 
 
Nervo trigêmeo 
Origina-se na ponte do mesencéfalo por uma raiz motora e outra sensitiva. Divide-se em três porções, sendo 
estas: nervo oftálmico (V1), nervo maxilar (V2) e nervo mandibular (V3). As duas primeiras porções (V1 e V2) são 
somente sensitivas; V3 é principalmente sensitivo, mas recebe fibras motoras que nutrem os músculos da 
mastigação. 
· Nervo oftálmico (V1): quando esse nervo acessa a órbita ocular pela fissura orbital superior, ele se trifurca 
em nervo frontal, nasociliar e lacrimal. 
CASO CLÍNICO — Paralisia dos músculos faciais: A lesão do nervo facial ou de um dos seus ramos causa a paralisia 
de alguns ou de todos os músculos da mímica, na chamada Paralisia de Bell. A área afetada pende e a expressão 
facial é distorcida; a paralisia de Bell pode ter várias consequências. Por exemplo, se os músculos bucinador ou 
orbicular da boca forem denervados, haverá acúmulo de alimentos no vestíbulo da boca. 
 
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· Nervo maxilar (V2): sai do crânio pelo forame redondo e dá três ramos cutâneos, os ramos infra-orbital, 
zigomaticofacial, e zigomaticotemporal. 
· Nervo mandibular (V3): Emerge do crânio pelo forame oval. Seus principais ramos cutâneos são os nervos 
auriculotemporal, bucal e mentual (sendo este último ramo terminal do nervo alveolar inferior). 
 
Nervo facial 
Possui uma raiz motora e outra sensitiva, sendo que a raiz motora inerva os músculos da expressão facial. 
O nervo facial emerge do crânio pelo forame estilomastóideo e logo em seguida dá origem ao nervo auricular 
posterior. O tronco principal do nervo facial segue anteriormente e é englobado pela 
glândula parótida, formando o plexo parotídeo, o qual dará origem aos 5 ramos 
terminais do nervo facial (ramos temporal, zigomático, bucal, marginal da mandíbula, 
cervical). 
 
 
 
 
 
 
 
 
4) VASCULARIZAÇÃO SUPERFICIAL DA FACE E DO COURO CABELUDO: a maioria das artérias da face são ramos ou 
derivadas de ramos da artéria carótida externa; a maioria das veias faciais externas é drenada por veias que 
acompanham as artérias. O retorno venoso dessa região é superficial, porém, há anastomoses com veias profundas, 
bem como um seio dural e o plexo venoso que permitem que ocorra uma drenagem profunda. 
 Artéria facial: principal suprimento arterial da face; origina-se da artéria carótida externa e segue se 
espiralando até a margem inferior da mandíbula, anterior ao músculo masseter. Envia ramos para os dois 
lábios, as artérias labiais superior e inferior. Dois ramos terminais importantes da artéria facial são a artéria 
maxilar e a artéria temporal superficial. 
 Artérias do couro cabeludo: são artérias que se anastomosam livremente e estão localizadas entre a 
aponeurose epicrânica e o tecido conjuntivo subcutâneo. As paredes arteriais estão firmemente fixas ao 
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tecido conjuntivo, o que limita a sua capacidade de contração e, quando seccionadas, há extenso 
derramamento de sangue. 
 Veia facial: segue com a artéria facial e participa da drenagem venosa superficial. Uma tributária 
importante da veia facial é a veia facial profunda. Na margem inferior da mandíbula, a veia facial se une ao 
ramo anterior da veia retromandibular. 
 Veia retromandibular: Veia profunda, formada pela união da veia temporal superficial com a veia maxilar; 
essa veia transita dentro da glândula parótida e quando emerge dessa glândula, ela se divide em um ramo 
anterior (que se une à veia facial) e em um ramo posterior, que se une à veia auricular posterior, formando 
a veia jugular externa. 
OBS: para o estudo da vascularização da face (ou de qualquer parte do corpo), observar pranchas anatômicas é 
mais útil do que reler seu trajeto nos livros didáticos. Tentamos utilizar essa didática aqui, reduzindo ao máximo a 
parte escrita do tema. 
 
5) ÓRBITA, REGIÃO ORBITAL E BULBO DO OLHO. 
Órbita: cavidades ósseas no esqueleto da face que contém e protegem os bulbos dos olhos/globo oculares e 
estruturas visuais acessórias, como as pálpebras, os músculos extrínsecos do olho, nervos, vasos sanguíneos e a 
mucosa (tecido conjuntivo). O canal óptico e a fissura orbital superior são os trajetos primários de entrada e saída 
de estruturas nas órbitas. 
Pálpebras: cobrem o bulbo do olho, protegendo-o de luz excessiva e de lesões, além de manter a córnea úmida, 
ajudando a espalhar o líquido lacrimal. Externamente, as pálpebras são cobertas por pele e internamente por uma 
mucosa chamada de conjuntiva palpebral, que se reflete sobre o bulbo do olho e se continua com a conjuntiva 
bulbar. As pálpebras são sustentadas por um tecido conjuntivo chamado de tarso (superior e inferior). As glândulas 
tarsais estão incrustradas nos tarsos e secretam um conteúdo lipídico que contribui para lubrificação das pálpebras, 
impedindo sua adesão. Os cílios estão na margem das pálpebras e estão associados com glândulas ciliares; a 
obstrução dessas glândulas causa o chamado terçol. 
Glândula lacrimal: Está localizada no canto súpero-lateral da órbita e produz a lágrima. O ducto da glândula 
lacrimal abre-se no fórnice superior da conjuntiva. No ângulo medial do olho há uma área avermelhada, lago 
lacrimal, onde está alojada a carúncula lacrimal (pequeno monte de pele modificada e úmida). O lago lacrimal é 
um pequeno reservatório de lágrima. Do lago lacrimal a lágrima é drenada para o saco lacrimal e daí ela passa para 
o ducto nasolacrimal, que por fim se abre no meato inferior da cavidade nasal. 
 
BULBO DO OLHO: contém o aparelho óptico. O bulbo do olho possui três túnicas (fibrosa, vascular e interna). 
 
1. Túnica fibrosa: Camada externa, formada pela esclera e pela córnea. A esclera é o esqueleto fibroso do 
olho, que confere o seu formato. Cobre os 5/6 posteriores do olhoe é o ponto de fixação para os músculos 
extrínsecos do olho. A córnea é transparente e cobre o 1/6 anterior do olho. A córnea também é avascular, 
ponto que favorece o baixo grau de rejeição desse órgão em transplantes. 
2. Túnica vascular: Chamada de úvea/trato uveal, é formada pela corióide, pelo corpo ciliar e pela íris. A 
corióide está situada entre a esclera e a retina e forma a maior parte dessa túnica. Contém vasos 
sanguíneos e se continua anteriormente com o corpo ciliar. O corpo ciliar é composto por uma porção 
muscular e outra vascular. É a estrutura que fornece fixação à lente; a contração/relaxamento do músculo 
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liso do corpo ciliar controla a espessura (e, portanto, o foco) da lente. Na superfície interna do corpo ciliar 
há os processos ciliares, que produzem humor aquoso, líquido que preenche as câmaras anterior e 
posterior do olho. A íris é um diafragma contrátil com uma abertura central (a pupila) responsável por dar 
passagem aos raios de luz. 
3. Túnica interna: Composta pela retina. A retina é formada por uma parte óptica e por uma parte cega. Na 
parte posterior do bulbo do olho há o fundo; nessa região há o disco do nervo óptico que, por não conter 
fotorreceptores, é insensível à luz (é o ponto cego da retina). Lateralmente ao disco óptico há a mácula 
lútea que, por conter somente cones (não há bastonetes), é a região de maior acuidade visual. No centro 
da mácula lútea há a fóvea central. A parte óptica funcional da retina termina anteriormente na ora 
serrata. A retina é suprida pela artéria central da retina, ramo da artéria oftálmica. A drenagem venosa 
do bulbo do olho é feita pela veia central da retina. 
 
MEIOS DE REFRAÇÃO DO BULBO DO OLHO: são 4 (córnea, humor aquoso, lente e humor vítreo). 
1. Córnea: Responsável pela principal refração da luz que entra no olho. É inervada pelo nervo oftálmico; 
por ser avascular, a córnea é nutrida pelo humor aquoso, principalmente. 
2. Humor aquoso: Localiza-se na câmara anterior e posterior. Após atravessar a pupila e chegar à câmara 
anterior, o humor aquoso drena para o seio venoso da esclera (Canal de Schlemm), no ângulo 
iridocorneal. 
3. Lente: Situada posteriormente à Iris e anteriormente ao humor vítreo. É uma lente biconvexa e 
transparente. Quando a lente se torna opaca, temos a chamada catarata. 
4. Humor vítreo: Está contido dentro do corpo vítreo e se localiza nos 4/5 posteriores do bulbo. O humor 
vítreo também mantém a retina no lugar e sustenta a lente. 
 
 
 
 
 
 
 
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Lista dos músculos extrínsecos da órbita 
MÚSCULO ORIGEM INSERÇÃO INERVAÇÃO AÇÃO 
Levantador da 
pálpebra superior 
Asa menor do 
esfenoide 
Tarso superior e 
pele da pálpebra 
superior 
Nervo oculomotor Eleva a pálpebra 
superior 
 
 
Oblíquo superior 
Corpo do esfenoide Seu tendão 
atravessa um anel 
fibroso (a tróclea), 
muda a direção e se 
insere na esclera 
Nervo troclear Abduz, abaixa e gira 
medialmente o 
bulbo do olho 
 
Oblíquo inferior 
Assoalho da órbita 
ocular 
 
Esclera 
 
Nervo oculomotor 
Abduz, eleva e gira 
lateramente o 
bulbo do olho 
 
Reto superior 
Anel tendíneo 
comum 
 
Esclera 
 
Nervo oculomotor 
Eleva, aduz e gira 
lateralmente o 
bulbo do olho 
 
Reto inferior 
Anel tendíneo 
comum 
 
Esclera 
 
Nervo oculomotor 
Abaixa, aduz e gira 
medialmente o 
bulbo do olho 
Reto medial Anel tendíneo 
comum 
Esclera Nervo oculomotor Aduz o bulbo do 
olho 
Reto lateral Anel tendíneo 
comum 
Esclera Nervo abducente Abduz o bulbo do 
olho 
 
 
 
 
 
 
 
VASCULARIZAÇÃO 
Arterial: Provém da artéria oftálmica, ramo da carótida interna que entra na órbita pelo canal óptico, junto 
com o nervo óptico. A artéria central da retina, um ramo da oftálmica, perfura o nervo óptico e segue em seu 
interior e emerge no disco óptico; seus ramos se espalham pela retina. 
Venosa: A drenagem venosa da órbita é feita pelas veias oftálmicas superior e inferior, que atravessam a 
fissura orbital superior e entram no seio cavernoso. A veia central da retina geralmente entra direto no seio 
cavernoso, mas pode se unir a uma das veias oftálmicas. 
 
 
 
 
CASO CLÍNICO — Reflexo Luminoso Pupilar: Esse reflexo envolve o ramo aferente do nervo óptico e o ramo 
eferente do nervo oculomotor e consiste, basicamente, na rápida constrição da pupila em resposta à luz. Quando 
a luz penetra em um olho, as duas pupilas se contraem porque cara retina envia fibras para os tratos ópticos dos 
dois lados. O primeiro sinal de compressão do nervo oculomotor é a lentidão ipsilateral da resposta pupilar à luz. 
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6) REGIÃO ORAL. 
 
Inclui a cavidade oral, os dentes, a língua, o palato e a região das tonsilas palatinas. 
 
Cavidade oral: é dividida em vestíbulo da boca e cavidade própria da boca. O vestíbulo da boca é o espaço entre 
os dentes e as bochechas e entre os dentes e os lábios. A cavidade própria da boca é o espaço entre os arcos 
dentais, formando seu limite anterolateral. O teto da cavidade oral é o palato; o assoalho são os músculos milo-
hioideos e gênio-hioideos; o limite posterior é o istmo das fauces. 
 
Dente: as partes alveolares fortes da maxila e da mandíbula possuem, em sequência, dois conjuntos de dentes (20 
dentes decíduos e 32 permanentes). As coroas dos dentes projetam-se da gengiva, e as raízes estão fixadas em 
alvéolos dentais pelo periodonto. A maxila, seus dentes, as gengivas e o vestíbulo adjacente são supridos por ramos 
do nervo maxilar (V2), uma artéria e uma veia acompanhantes. As mesmas estruturas da mandíbula são supridas 
pelo nervo mandibular (V3) e por vasos alveolares inferiores. 
 
Palato: É o teto da cavidade oral e o assoalho da cavidade nasal. É dividido em palato duro e palato mole. O palato 
duro compõe 2/3 anteriores do palato e possui um esqueleto ósseo formado pelo processo palatino da maxila e 
pelas lâminas horizontais do osso palatino. O palato mole compõe o 1/3 posterior do palato e se estende póstero-
inferiormente e termina em um processo chamado úvula. O palato mole é contínuo, lateralmente, com a parede 
da faringe e é unido à língua e faringe pelos arcos palatoglosso e arco palatofaríngeo, entre os quais há as 
chamadas tonsilas palatinas. Finalmente há as fauces, que são o espaço entre a cavidade da boca e a faringe. 
 
Língua: possui um corpo, um ápice, um dorso e uma superfície inferior. A raiz da língua se apoia sobre o assoalho 
da boca, sendo definida como o seu terço posterior; o corpo da língua é formado pelos 2/3 anteriores; o ápice da 
língua é a sua extremidade anterior. 
 
A superfície dorsal da língua está parcialmente localizada na cavidade oral e é caracterizada por um sulco 
em forma de V (sulco terminal) cujo ângulo aponta posteriormente para o forame cego, um remanescente não-
funcional do ducto tireoglosso. 
 
A mucosa da região anterior da língua é rugosa devido à presença de papilas linguais, que são de quatro 
tipos: as papilas valadas/circunvaladas (se organizam anteriormente ao sulco terminal, em forma de V, o “V 
lingual”), as papilas folhadas (estão distribuídas na superfície lateral da língua e são pouco desenvolvidas nos seres 
humanos) as papilas filiformes e as papilas fungiformes. 
 
A superfície inferior da língua é unida ao assoalho da boca por uma prega chamada frênulo da língua; na 
base do frênulo há, de cada lado, uma papila sublingual que contém o óstio do ducto submandibular da glândula 
de mesmo nome. 
 
A musculatura da língua é divididaem músculos intrínsecos e músculos extrínsecos, de forma que os 
músculos extrínsecos mudam a posição da língua e os intrínsecos a forma. Os extrínsecos são os genioglosso, 
hioglosso, estiloglosso, palatoglosso. Todos os músculos da língua são inervados pelo nervo hipoglosso (XII), 
exceto o palatoglosso, que recebe invervação do nervo vago. Para a invervação sensitiva geral (tato e temperatura) 
os 2/3 anteriores da língua são invervados pelo nervo lingual (ramo do nervo mandibular). A sensibilidade especial 
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(paladar) dessa região é dada pelo nervo corda do tímpano (ramo do nervo facial). Já no terço posterior da língua, 
tanto o a sensibilidade geral quanto a especial são dadas pelo nervo glossofaríngeo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7) NARIZ 
O nariz contém o órgão periférico do olfato. É dividido em nariz interno e externo. O nariz interno forma a 
cavidade nasal. O nariz externo apresenta um ápice (ponta) e uma raiz (extremidade presa na face). Entre o ápice 
e a raiz, localiza-se o dorso nasal. As narinas são as aberturas que comunicam a cavidade nasal com o exterior e 
são separadas pelo septo nasal. Os principais componentes desse septo são a lâmina perpendicular do etmóide, o 
vômer e a cartilagem septal. Lateralmente às narinas ficam as asas nasais. As funções do nariz são olfato, respiração, 
filtração de poeira, umidicação do ar inspirado e recepção e eliminação de secreções dos seios paranasais e dos 
ductos nasolacrimais. 
 
O limite ósseo da abertura anterior do nariz é chamado de abertura piriforme. A parte óssea do nariz 
consiste de ossos nasais, processos frontais da maxila e parte nasal do osso frontal. A parte cartilaginosa é formada 
por cinco cartilagens principais: duas laterais, duas alares e uma septal. 
As cavidades, cujas entradas são as narinas, comunicam-se posteriormente com a nasofaringe através das 
coanas, cujos limites ósseos são dados pela lâmina horizontal do osso palatino, pelo vômer e pelo processo 
pterigóide do osso esfenóide. São revestidas por túnica mucosa, com exceção do vestíbulo nasal, que é revestido 
por pele. A túnica mucosa continua-se posteriormente com a nasofaringe, superior e lateralmente com os seios 
paranais e superiormente com o saco lacrimal e a túnica conjuntiva. O terço superior da mucosa é a região 
olfatória, e os dois terços inferiores são a região respiratória. 
 
Os limites do nariz são os seguintes: 
Parede medial: formada pela lâmina perpendicular do etmóide, pelo vômer e pela cartilagem do septo 
nasal (anterior). 
Teto: é curvo e estreito, formado pelas cartilagens laterais e alares, pelo osso nasal, pela lâmina crivosa 
do etmóide, pelo esfenóide e pelo frontal. 
Assoalho: formado pelo processo palatino do maxilar e pela lâmina horizontal do palatino. 
Parede lateral: formada pelos ossos nasais, pelo maxilar, pelo lacrimal, pela lâmina perpendicular do 
palatino, pelo processo pterigóide do esfenóide, pela concha nasal inferior e o etmóide (conchas nasais média e 
superior). 
CASO CLÍNICO — Reflexo de vômito: É possível tocar a parte anterior da língua sem sentir desconforto; 
entretanto, quando a parte posterior é tocada, o indivíduo sente ânsia de vômito. Os pares cranianos IX e X 
são responsáveis pela contração muscular de cada lado da faringe. Os ramos do glossofaríngeo oferecem o 
ramo aferente do reflexo do vômito. 
CASO CLÍNICO — Cisto do ducto tireoglosso: Um remanescente cístico do ducto tireoglosso associado ao 
desenvolvimento da tireóide, pode ser encontrado na raiz da língua e estar unido a um seio que se abre no 
forame cego. Pode ser necessária a excisão cirúrgica. A maioria dos cistos está situada no pescoço, perto ou 
logo abaixo do corpo do osso hioide. 
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As conchas nasais (superior, média e inferior) dividem a cavidade do nariz em três meatos. Esses meatos 
são importantes porque neles estão as comunicações da cavidade nasal com outras estruturas. 
Meato superior: é uma passagem estreita entre as conchas nasais superior e média, na qual se abrem as células 
etmoidais posteriores. O recesso esfenoetmoidal situado súpero-posteriormente à concha nasal superior recebe 
a abertura do seio esfenoidal, uma cavidade cheia de ar no corpo do esfenoide. 
 
Meato médio: é mais comprido e largo do que o superior. A parte ântero-superior desse meato leva a uma abertura 
afunilada, o infundíbulo etmoidal, através do qual ele se comunica com o seio frontal pelo ducto fronto-nasal. O 
infundíbulo é a parte superior do hiato semilunar. Próximo ao hiato, abrem-se as células etmoidais anteriores. 
Inferior a elas está o óstio do seio maxilar. Superiormente ao hiato há uma saliência produzida pela massa lateral 
do labirinto etmoidal que é chamada de bolha etmoidal, que é formada pelas células etmoidais médias. 
 
Meato inferior: situa-se inferiormente à concha nasal inferior. Abre-se nesse meato o ducto naso-lacrimal, 
continuação do saco lacrimal. 
 
O vestíbulo do nariz possui pelos, glândulas sebáceas e sudoríparas. 
 
A porção ântero-superior do septo nasal é vascularizada pelas artérias etmoidais anterior e posterior, a 
porção ântero-inferior pela artéria palatina maior e a póstero-inferior pela artéria esfeno-palatina, ambas ramos 
da artéria maxilar, ramo da carótida externa. 
 
A inervação dos dois terços inferiores é dada pelo nervo nasopalatino, ramo do maxilar. Ramos do maxilar 
também inervam a parede lateral. Ramos do nervo oftálmico inervam a porção anterior do nariz. 
 
 
 
 
 
CASO CLÍNICO — Rinite: A mucosa nasal torna-se edemaciada e inflamada (rinite) durante infecções 
respiratórias altas graves e reações alérgicas. O edema da mucosa ocorre rapidamente devido a sua 
vascularização. As infecções das cavidades nasais podem disseminar para (1) fossa anterior do crânio através da 
lâmina cribiforme; (2) parte nasal da faringe e tecidos moles retrofaríngeos; (3) orelha média através de tuba 
auditiva; (4) seios paranasais; (5) aparelho lacrimal e conjuntiva. 
CASO CLÍNICO — Epistaxe: A epistaxe (sangramento nasal) é relativamente comum devido à abundante 
vascularização da mucosa nasal. Na maioria dos casos, a causa é o traumatismo e a hemorragia provém de uma 
área no terço anterior do nariz (área de Kiesselbach). A epistaxe também está associada a infecções e 
hipertensão. A perda de sangue pelo nariz é causada pela ruptura de artérias. A epistaxe leve também pode 
ser causada pela introdução de objetos no nariz, que rompem veias no vestíbulo do nariz. 
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8) ORELHA 
 
A orelha se divide em três porções (orelha externa, média e interna) tendo duas funções: equilíbrio e 
audição. A orelha externa é dividida da média pela membrana do tímpano. 
 
 Orelha externa 
É composta pelo pavilhão auditivo e pelo meato acústico externo. O pavilhão é formado por cartilagem 
elástica revestida por pele, com exceção do lóbulo, que só tem pele. A periferia da cartilagem é chamada de hélice 
e a escafa é um sulco existente na hélice. Concentricamente à hélice fica a antélice, que está contornando uma 
depressão denominada de concha. Protegendo o meato acústico externo há duas saliências, uma anterior e outra 
posterior: o trago e o antítrago respectivamente. Entre o trago e o antítrago está a incisura intertrágica. Adiante 
do trago sentimos a pulsação da artéria temporal superficial. Na entrada do meato acústico externo existem pelos 
chamados de trágios. 
 
A inervação do pavilhão é feita por ramos do trigêmeo (V par) e do plexo cervical. Na conchaa inervação 
sensitiva também é dada pelos VII, IX e V pares cranianos. 
 
Há músculos que prendem o pavilhão aos ossos da cabeça: os auriculares (anterior, posterior e superior). O 
meato acústico externo tem a forma de S e estende-se da concha da orelha até a membrana do tímpano. O terço 
lateral é cartilaginoso e contínuo com a cartilagem do pavilhão, enquanto os dois terços mediais são ósseos e 
revestidos por pele fina que é contínua com a camada externa da membrana do tímpano. 
 
A membrana timpânica, com cerca de 1 cm de diâmetro, é uma membrana delgada, oval e semitransparente 
na extremidade medial do meato acústico externo. Forma a parede lateral da cavidade timpânica. Ela é revestida 
por pele externamente e túnica mucosa internamente. A membrana é côncava externamente e tem uma projeção 
central, o umbigo da membrana, que nada mais é do que a projeção óssea do cabo do martelo (manúbrio do 
martelo). A partir do umbigo, uma área luminosa chamada de cone de luz irradia-se ântero-inferiormente. A 
membrana timpânica é quase toda tensa, mas existe uma porção superior flácida. 
 
(*miringotomia = é um procedimento cirúrgico no qual uma pequena incisão é criada no tímpano, para aliviar a pressão 
causada pela acumulação excessiva de fluido ou para drenar pus.) 
A membrana movimenta-se em resposta às vibrações que chegam pelo meato acústico externo. Esses 
movimentos são transmitidos através dos ossículos da audição (martelo, bigorna, estribo, nessa ordem), que estão 
na orelha média, até a orelha interna. 
A inervação da membrana dá-se pelo nervo aurículo-temporal, que vem do mandibular (V3). A face 
externa é inervada por VII, IX e X e a face interna por IX. 
 
CASO CLÍNICO — Otite média: A otite média é uma inflamação da orelha média. Uma incisão na membrana do 
tímpano (meringotomia) deve ser feita na porção anterior da membrana (das 11 às 6 horas), pois atrás da 
membrana do tímpano passa o nervo corda do tímpano, ramo do facial (VII). Se esse nervo for lesado, perde-se 
o sentido da gustação. O primeiro neurônio do nervo corda do tímpano está em um gânglio no interior da porção 
petrosa do osso temporal, denominado gânglio geniculado. 
 
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 Orelha média 
Está situada dentro da porção petrosa do osso temporal. Abrange a cavidade timpânica, que está diretamente 
medial à membrana do tímpano e o recesso epitimpânico, que está acima da membrana. A orelha média comunica-
se anteriormente com a nasofaringe através da tuba auditiva. Póstero-superiormente, a cavidade comunica-se com 
as células mastóideas pelo antro mastóideo. A mucosa da cavidade é a mesma da tuba auditi-va, do antro 
mastóideo e das células mastóideas. Contêm os ossículos da audição (martelo, bigorna e estribo), os músculos 
estapédio e tensor do tímpano e o nervo corda do tímpano (ramo de VII). 
 
Como limites a cavidade timpânica apresenta uma parede lateral, uma parede medial, uma parede anterior, 
uma parede posterior, um teto e um assoalho. 
· Teto (parede tegmentar): é formado pelo tegmen timpani, uma lâmina fina de osso que separa a 
cavidade do assoalho da fossa média da base do crânio. 
· Assoalho (parede jugular): é formado por uma camada de osso que separa a cavidade da veia jugular 
interna. 
· Parede anterior (parede carotídea): relaciona-se com a carótida interna. Superiormente, temos o óstio 
da tuba auditiva, que faz comunicação da orelha média com a nasofaringe. Há também o semicanal do 
músculo tensor do tímpano. 
· Parede posterior (parede mastóidea): há, nessa parede, uma abertura que faz a comunicação da 
cavidade com as células mastóideas (no processo mastóideo) chama da adito do antro mastóideo. 
Inferior e anterior ao antro mastóideo está o canal do facial, por onde passa o VII par. 
· Parede lateral (membranácea): formada pela membrana do tímpano e recesso epitimpânico (mais 
superior, onde se aloja a cabeça do osso martelo). 
· Parede medial (parede labiríntica): separa a cavidade timpânica da orelha interna. Apresenta uma 
saliência chamada de promontório (provocada pela cóclea); um orifício ovalado, chamado janela 
vestibular; e um orifício arredondado, chamado janela coclear. É chamada labiríntica, pois se relaciona 
com o labirinto ósseo da orelha interna. 
 
Entre a parede medial e a lateral estão situados três ossículos: o martelo a bigorna e o estribo (menor deles), 
de lateral para medial. O martelo está articulado com a bigorna, que está articulada com o estribo através de 
diartroses. O músculo tensor do tímpano prende-se ao martelo e o músculo estapédio prende-se ao estribo. 
As ondas sonoras fazem o tímpano vibrar e essa vibração é transmitida pelos ossículos à orelha interna. Os 
músculos possuem a função de amortecer essa vibração, a fim de que ela não agrida o nervo coclear. Ao contrair 
o tensor do tímpano, há a permissão do controle da vibração da membrana do tímpano e, ao contrair o estapédio 
reduz-se a amplitude oscilatória, puxando o estribo para trás, impedindo o seu movimento excessivo. O músculo 
tensor do tímpano é inervado pelo nervo mandibular (V3) e o músculo estapédio é inervado pelo nervo facial (VII 
par), que sai pelo forame estilomastóideo. 
 
O óstio da tuba auditiva está localizado na parede anterior da cavidade timpânica que a comunica com a 
faringe. O terço posterior da tuba é ósseo e os dois terços anteriores são cartilaginosos. A tuba tem de 3 a 4 cm e 
sua função é de equalizar a pressão na orelha média com a pressão atmosférica, permitindo o livre movimento da 
membrana do tímpano. 
 
 
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 Orelha interna 
 
A orelha interna, conhecida também como órgão vestíbulo-coclear, está envolvida na recepção do som e na 
manutenção do equilíbrio. Ela é constituída dos sacos e ductos do labirinto membranoso. O labirinto membranoso 
está mergulhado dentro de um labirinto ósseo que está dentro da porção petrosa do osso temporal. Entre o 
labirinto ósseo e o membranoso há perilinfa, dentro do labirinto membranoso há endolinfa. O labirinto ósseo é 
composto de três partes: cóclea (2,5 voltas), vestíbulo e canais semicirculares, apresentando duas aberturas: a 
janela oval (vestibular) e a janela redonda (coclear), que ligam o labirinto ósseo à orelha média. 
 
A cóclea contém o ducto coclear, a parte que se relaciona com a audição. Faz duas voltas e meia em torno de 
um eixo ósseo (modíolo). 
 
O vestíbulo contém o utrículo e o sáculo, partes do aparelho do equilíbrio. É contínuo anteriormente com a 
cóclea e posteriormente com os canais semicirculares e com a fossa posterior da base do crânio através do 
aqueduto do vestíbulo, que contém o ducto endolinfático. 
 
Os canais semicirculares são três: anterior, posterior e lateral, que acompanham os planos do corpo humano 
e são responsáveis pelo equilíbrio. Eles se dispõem em ângulos retos entre si. Alojados no interior dos canais estão 
os ductos semicirculares. 
 
O labirinto membranoso é formado por três pares principais: sáculo e utrículo, situados no vestíbulo; ductos 
semicirculares (anterior posterior e lateral), situados nos canais semicirculares; e ducto coclear, situado na cóclea. 
Essas partes comunicam-se entre si: o utrículo comunica-se com os ductos semicirculares; o sáculo comunica-se 
com o ducto coclear através do ducto reuniens (de união); e o sáculo e o utrículo comunicam-se por meio do ducto 
utrículo-sacular, de onde se origina o ducto endolinfático. O ducto endolinfático termina-se em uma bolsa de fundo 
cego, chamada saco endolinfático, que é um reservatório para o excesso de endolinfa formado no interior do 
labirinto membranoso. 
 
Dentro do sáculo e do utrículo há áreas epitéliosensoriaischamadas de máculas. As células pilosas das 
máculas são inervadas por fibras da divisão vestibular do nervo vestíbulo-coclear (VIII par). Os neurônios sensitivos 
primários estão localizados no gânglio vestibular, no meato acústico interno. 
 
Os ductos semicirculares contêm cada um uma ampola que comporta também uma área sensorial, crista 
ampular, com células pilosas (semelhantes às das máculas) inervadas pelos neurônios sensitivos do gânglio 
vestibular. A crista ampular registra os movimentos da endolinfa, produzidos pela rotação da cabeça nos planos 
dos ductos. 
 
CASO CLÍNICO — Perfuração da Membrana Timpânica: A chamada ‘ruptura de tímpano’ pode ser causada por otite 
média e é uma das várias causas de surdez relacionadas ao ouvido médio. A perfuração também pode resultar da 
presença de corpos estranhos no meato acústico externo, traumatismo ou pressão excessiva. Pequenas rupturas da 
membrana timpânica frequentemente cicatrizam de forma espontânea; rupturas grandes geralmente exigem reparo 
cirúrgico. Como a metade superior da membrana timpânica é mais vascularizada do que a metade inferior, as 
incisões para liberar pus de um abcesso de orelha média, por exemplo, são feitas póstero-inferiormente através da 
membrana. Essa incisão também evita lesão do nervo corda do tímpano e dos ossículos da audição. 
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O ducto coclear é um tubo espiral, como um parafuso. O seu teto é formado pela membrana vestibular e 
seu assoalho pela membrana espiral ou basilar, que forma a rampa timpânica. O receptor dos estímulos auditivos 
é o órgão espiral (de Corti), que contém células pilosas que respondem às vibrações induzidas na endolinfa pelas 
ondas sonoras. Dentro da rampa vestibular e da rampa timpânica encontramos perilinfa e dentro do ducto coclear 
encontramos endolinfa. 
 
(*órgão de Corti = é responsável pelas sensações auditivas e as máculas e cristas ampulares, pela sensação de posição 
do corpo no espaço) 
 
 
* Resumo da audição 
O estímulo auditivo é enviado pelas vibrações do tímpano para o martelo, a bigorna e o estribo. Passa pela 
janela vestibular, para a perilinfa, que vai pela rampa vestibular até a ponta do parafuso (ducto coclear) a partir de 
onde, pela helicotrema (extremidade do parafuso, um orifício), passa para a rampa timpânica e vai até a membrana 
da janela timpânica (tímpano secundário). Essas vibrações passam para a endolinfa, onde serão captadas pelas 
células pilosas, onde estão os receptores da audição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Anotações de Face 
 
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Cervical 
 
Une a cabeça ao tronco. Contém muitas estruturas importantes e, portanto, é uma região de 
vulnerabilidade. 
Passando-se um plano adiante do corpo das vértebras cervicais teremos duas porções: atrás do plano, a nuca e, 
adiante do plano, a região cervical. 
 
A região cervical forma um quadrilátero cujos limites são: 
· Superior: borda inferior do osso da mandíbula (base) acrescida da linha que segue do ângulo da 
mandíbula até o processo mastoide. 
· Inferior: clavícula (face superior) e manúbrio do esterno (formando a incisura jugular). 
· Medial: linha média. 
· Lateral: borda anterior do músculo trapézio. 
 
Na linha média encontramos os seguintes elementos palpáveis, situados de superior para inferior: 
1. Osso Hioide: é um osso com formato de uma ferradura, cuja concavidade está voltada posteriormente. 
Situa-se ao nível de C3 e divide-se em corpo, cornos maiores e cornos menores. É o único osso do corpo que não 
se articula com nenhum outro, é responsável pela fixação superior e inferior da laringe e de músculos. 
- membrana tíreo-hioidea (*membrana por passar estruturas por ela) 
2. Cartilagem Tireoide 
- ligamento crico-tireóideo (*ligamento que permite acesso à via respiratória) 
3. Cartilagem Cricoide 
- ligamento crico-traqueal 
4. Primeiros anéis da Traqueia 
 
1) HISTIOTOPIA 
1. Pele: é fina e possui linhas de força no sentido transversal. Por isso, para realizar incisões com 
melhor resultado estético, é preciso fazê-las no sentido transversal. 
2. Tela subcutânea: fina camada de gordura, mais fina que em outras regiões do corpo. Contém 
nervos cutâneos, vasos e linfonodos superficiais, além da gordura. 
3. Músculo platisma: músculo da mímica suprido pelo ramo cervical do nervo facial. 
4. Retirando o platisma, há uma veia que vai do ângulo da mandíbula até a metade da clavícula, a 
veia jugular externa, formada pela união da veia auricular posterior com o ramo posterior da veia 
retromandibular. De cada lado da linha media, há uma veia jugular anterior (às vezes unidas pelo arco venoso 
jugular), que é menos calibrosa que a jugular externa. No meio da borda posterior do músculo 
esternocleidomastoideo há um ponto nervoso, de onde saem nervos da profundidade para a superfície, 
responsáveis pela sensibilidade do pescoço. São eles: 
· Supraclaviculares 
· Auricular Magno (que é o maior e acompanha a veia jugular externa) 
· Occipital Menor 
· Transverso do Pescoço 
 
5. Fáscia Cervical (Prancha 34 do Netter 5ª ed.): emite prolongamentos para o interior da região 
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cervical, dividindo-se em 3 lâminas: 
· Lâmina superficial: Circunda todo o pescoço profundamente à pele e à tela subcutânea. 
Envolve os músculos trapézio e esternocleidomastoideo. Também se divide para envolver as 
glândulas submandibulares e para formar a cápsula fibrosa da glândula parótida. Suas duas 
lâminas, ao se prenderem anterior e posteriormente ao manúbrio do esterno, delimitam o 
espaço supraesternal. 
· Lâmina Pré-Traqueal: Limita-se à porção anterior do pescoço. Estende-se do hioide ao 
pericárdio fibroso do coração, com o qual é contínua. Envolve os músculos infra-hioideos, 
glândula tireoide, a traqueia e o esôfago. Continua-se posterior e superiormente com a fáscia 
bucofaríngea da faringe, e lateralmente com as bainhas carotídeas. No hioide, forma a tróclea 
para o tendão intermédio do músculo digástrico. Também fixa o tendão intermédio do 
músculo omo-hioideo. 
· Lâmina Pré-Vertebral: Forma uma bainha para a coluna vertebral e os músculos 
associados a ela. As partes cervicais dos troncos simpáticos estão incrustadas nesta lâmina. 
 
2) MÚSCULOS 
Divididos em: 
· Superficial (1 músculo) 
· Profundos (laterais, anteriores e látero-vertebrais) 
 
Superficial 
· Platisma 
Origem: fáscia clavipeitoral, próximo à clavícula. 
Inserção: suas fibras seguem súpero-medialmente, inserindo-se na borda da mandíbula e algumas na comissura 
labial. 
Inervação: ramo cervical do nervo facial. 
Ação: abaixa os ângulos da boca e alarga-a como em expressões de tristeza e medo. 
 
Profundos 
 Lateral – 1 músculo 
· Esternocleidomastoideo 
É o músculo chave da região cervical, dividindo-a em dois grandes triângulos: o trígono cervical anterior e o 
trígono cervical lateral. 
Origem: no esterno e na clavícula. Suas duas cabeças delimitam o trígono supraclavicular menor, usado para 
punções de VJI. Introduz-se a agulha no ápice do trígono supraclavicular menor, direcionando-a ínfero-
lateralmente, no sentido do mamilo ipsilateral (a fim de evitar punção da artéria carótida). 
Inserção: no processo mastoide. 
Inervação: 11opar craniano (nervo acessório). 
Ação: Contração unilateral: Inclina a cabeça para o mesmo lado, voltando a face ao lado oposto; Contração 
bilateral: Estende o pescoçonas articulações atlanto-occipitais. Também pode fletir o pescoço caso haja uma 
inclinação inicial da cabeça anteriormente. 
 
 Anteriores – 8 músculos 
Relacionam-se com o osso hioide, sendo quatro supra-hioideos e quatro infra-hioideos. 
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· Infra-hioideos 
Atuam em grupo para baixar a laringe, o osso hioide e o assoalho da boca, permitindo a ação dos supra-
hioideos. Dividem-se em superficiais (Esterno-hioideo e Omo-hioideo) e profundos (Esternotireoideo e Tíreo-
hioideo). 
- Esterno-hioideo: Origina-se no esterno e se insere no osso hioide. Cobre o lobo lateral da glândula tireoide. 
- Omo-hioideo: É um músculo digástrico (com ventres superior e inferior) que se origina na margem superior 
da escápula e se insere na margem inferior do osso hioide. A alça de fáscia que envolve seu tendão intermédio 
prende-se à clavícula. 
- Esterno-tireoideo: Origina-se no esterno e vai até a linha oblíqua da cartilagem tireoide. 
- Tireo-hioideo: Origina-se na cartilagem tireoide e vai até o osso hioide. É uma “continuação” do esterno-
tireoideo. 
Para facilitar o reconhecimento, de medial para lateral se inserem no osso hioide em ordem alfabética: ESTERNO-
hioideo, OMO-hioideo e TIREO-hioideo. 
 
· Supra-hioideos 
- Estilo-hioideo: Tem origem no processo estiloide do osso temporal e inserção no corpo do osso hioide. Eleva 
e retrai o osso hioide, alongando o assoalho da boca. 
- Digástrico: Origina-se medialmente ao processo mastoide do temporal, atravessa o tendão do estilo-hioideo 
e se insere na mandíbula. Possui ventres anterior e posterior. Eleva e estabiliza o hioide durante a deglutição/fala 
e abaixa a mandíbula contra resistência. 
- Milo-hioideo: forma o diafragma (assoalho) da boca. Origina-se na linha milo-hioidea da mandíbula e se 
insere no corpo do hioide e na rafe milo-hioidea. Eleva o assoalho da boca. 
- Gênio-hioideo: está acima do milo-hioideo. Origina-se nas espinhas genianas inferiores da mandíbula e se 
insere no corpo do osso hioideo. Encurta o assoalho da boca e alarga a faringe. 
 
 
INERVAÇÃO 
Alça cervical: está localizada adiante da bainha carotídea e dá inervação para os seguintes músculos: esterno-
hioideo, omo-hioideo e esterno-tireoideo. O músculo tireo-hioideo é inervado por um ramo que vem diretamente 
de C1, sendo que esse nervo também faz parte da alça cervical, juntamente com C2 e C3. O nervo hipoglosso está 
acima da alça, mas não faz parte dela. 
Nervo facial: inerva o estilo-hióideo e o ventre posterior do digástrico. (importante saber essas exceções!) 
Nervo alveolar inferior: é um ramo do nervo mandibular (3ª porção do trigêmeo – V par) e inerva o milo-hioideo 
e o ventre anterior do digástrico. 
Ramo de C1: inerva o gênio-hioideo e dá um ramo via n. hipoglosso para inervar o tireo-hioideo! 
 
 Látero-vertebrais 
São os músculos escalenos anterior, médio e posterior. Originam-se nos processos transversos das vértebras 
cervicais. Os músculos escalenos anterior e médio inserem-se na face superior da 1a costela, e o posterior, na 2a 
costela. 
À frente do escaleno anterior há o sulco da veia subclávia, e logo atrás, o sulco da artéria subclávia. Acima da 
artéria estão se exteriorizando os troncos do plexo braquial. Adiante do escaleno anterior desce o nervo frênico, 
formado por ramos de C3, C4 e C5 que percorre o tórax e inerva o diafragma. 
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Os músculos látero-vertebrais são inervados pelos nervos cervicais e têm como ação flexionar lateralmente a 
coluna e auxiliar na inspiração forçada (como ocorre durante a dispneia). 
 
 
 
3) TRÍGONOS 
 
A região cervical é dividida em dois grandes triângulos pelo músculo esternocleidomastoideo, o cervical lateral e 
o cervical anterior. 
 
Trígono Cervical Lateral1 
Limites: borda posterior do esternocleidomastoideo, clavícula e borda anterior do músculo trapézio. 
Esse trígono é dividido em dois triângulos pelo ventre inferior do músculo omo-hioideo: 
 
Trígono occipital: é o maior. Limites: esternocleidomastoideo, limite lateral do m. trapézio e ventre inferior do m. 
omo-hioideo. Contém parte da veia jugular externa, plexo cervical, nervo acessório, artéria cervical transversa, 
linfonodos cervicais e artéria occipital (que dá nome ao trígono). 
 
Trígono supraclavicular (omoclavicular ou subclávio): é o menor. Limites: esternocleidomastoideo, ventre inferior 
do omo-hioideo e inferiormente a clavícula. Contém a terceira parte da artéria subclávia, artéria supraescapular, 
linfonodos supraclaviculares e raízes do plexo braquial. Às vezes contém a veia subclávia. 
 
Trígono Cervical Anterior 
Limites: borda anterior do esternocleidomastoideo, borda inferior da mandíbula e linha média. É dividido em: 
 
Trígono submandibular (digástrico): que tem por limites o ventre posterior do digástrico, o ventre anterior do 
digástrico e a borda inferior da mandíbula. Na área desse triângulo está a glândula submandibular, nervo 
hipoglosso, nervo milo-hioideo e artéria e veia faciais. 
 
Trígono carotídeo (vascular): que tem por limites a borda anterior do esternocleidomastoideo, o ventre posterior 
do digástrico e o ventre superior do omo-hioideo. Na área desse triângulo está o feixe vásculo-nervoso carótico, 
onde a artéria carótida comum se bifurca na altura da borda superior da cartilagem tireóide. Também estão 
presentes o nervo vago e a veia jugular interna. 
 
Trígono muscular (glandular ou omotraqueal): é limitado pela linha média, pela borda anterior do 
esternocleidomastoideo e pelo ventre superior do omo-hioideo. Na área desse trígono estão localizadas as 
glândulas tireoide e paratireoide, além dos músculos esterno-hioideo e esternotireoideo e posteriormente 
traqueia e esôfago. 
 
 
 
1Esse trígono pode ser referido como trígono cervical posterior nas aulas de anatomia da UFCSPA. Todavia, a 
classificação utilizada por Moore (7ª ed.) define o trígono cervical posterior como pertencente à nuca em detrimento 
da região cervical. 
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Trígono submentual: limitado pela linha média, pelo ventres anteriores dos digástricos e pelo hioide. Contém 
linfonodos submentuais e veias tributárias da veia jugular anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4) FEIXE VÁSCULO-NERVOSO DO PESCOÇO 
 
É formado pela artéria carótida comum, pela veia jugular interna e pelo nervo vago (X par). 
A veia jugular interna tem início na base do crânio, no forame jugular e desce até a articulação esterno-
clavicular, onde se une à veia subclávia, formando a veia braquiocefálica do lado correspondente. 
 
A artéria carótida comum do lado esquerdo sai diretamente do arco aórtico, e a do lado direito sai do 
tronco arterial braquiocefálico, que se bifurca à altura da articulação esterno-clavicular direita. A carótida comum 
ascende até a margem superior da cartilagem tireoide, onde se bifurca em carótida interna e carótida externa. A 
artéria carótida externa dará uma série de ramos no trígono carótico do pescoço, sendo eles: 
 
Ramos anteriores: 
 Facial 
 Lingual 
 Tireóidea superior 
 
Ramos posteriores: 
 Auricular posterior 
 Occipital 
 Faríngea ascendente 
Ao chegar ao colo da mandíbula, a carótida externa bifurca-se em artéria temporal superficial e artéria 
maxilar. A artéria maxilar dará muitos ramos, dentre os quais está a artéria meníngea média, que adentra o crânio 
através do forame espinhoso. 
A artéria carótida interna não dá ramos no pescoço e ascende até o interiordo crânio. Na porção proximal 
da carótida interna, logo após a bifurcação da carótida comum, há uma dilatação, o seio carotídeo. Ele é um centro 
barorreceptor, isto é, um centro que recebe informações sobre a pressão sanguínea. Medialmente à bifurcação 
1. T. Submentual 
2. T. Submandibular 
3. T. Carotídeo 
4. T. Muscular/Glandular 
5. T. Occiptal 
6. T. Supraclavicular 
7. T. Supraclavicular Menor 
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da carótida comum, encontra-se o corpo carotídeo, um centro quimiorreceptor que detecta variações nas 
concentrações sanguíneas de oxigênio. Quando há taquicardia paroxística, costuma-se fazer uma massagem no 
seio carotídeo de um lado, causando alterações no batimento cardíaco. 
A veia jugular interna é lateral à artéria carótida comum e recebe sangue dos ramos venosos que possuem 
o mesmo nome dos ramos arteriais da carótida externa. Às vezes as veias tireóidea superior, lingual e facial unem-
se e formam o tronco tíreo-línguo-facial. 
A cadeia de linfonodos cervicais está junto ao feixe vásculo-nervoso, sendo que o linfonodo jugulo-
digástrico está junto ao ângulo da mandíbula e apresenta-se aumentado quando há amigdalite aguda. Os 
linfonodos cervicais superficiais situam-se ao longo da VJE, enquanto os linfonodos cervicais profundos 
acompanham a VJI. 
O plexo braquial emerge entre os músculos escalenos anterior e médio, pois seus fascículos se espiralam 
em torno da artéria axilar, que por sua vez é contínua à artéria subclávia. O nervo frênico desce adjacente à face 
anterior do músculo escaleno anterior, passando posteriormente à veia subclávia. 
O nervo vago (X par craniano) está situado atrás da artéria carótida comum e da veia jugular interna, num 
ângulo diedro em relação a essas duas estruturas. Inferiormente, os nervos vagos passam anteriormente às 
artérias subclávias e posteriormente às veias braquiocefálicas, no nível das articulações esternoclaviculares. Cada 
nervo vago dá dois ramos: os nervos laríngeos superior e inferior. O nervo laríngeo superior se divide em interno 
(sensitivo) e externo (motor). O interno penetra junto com a artéria laríngea superior por um orifício da membrana 
tireo-hióidea. O externo inerva o músculo cricotireóideo. 
Já o nervo laríngeo inferior, também chamado recorrente, inerva a maioria dos músculos da laringe (voz). 
Possui origens diferentes: do lado direito, origina-se na base do pescoço e contorna a artéria subclávia (ao nível 
de T1 e T2), enquanto do lado esquerdo origina-se no tórax e contorna o arco aórtico (ao nível de T3 e T4). O nervo 
laríngeo inferior passa entre os ramos da artéria tireóidea inferior. Quando lesionado, o indivíduo apresenta 
problemas graves na fonação. 
 
Porção pré-escalênica: 
1. Artéria vertebral 
2. Artéria torácica interna (mamária interna) 
3. Tronco tireocervical 
a. Artéria tireóidea inferior (passa por trás do feixe vásculo-nervoso do pescoço) 
b. Artéria supraescapular 
c. Artéria cervical transversa (transversa do pescoço) 
d. Artéria cervical ascendente (geralmente ramo da tireóidea inferior) 
Porção retro-escalênica: 
4. Tronco costo-cervical 
a. Artéria cervical profunda 
b. Artéria torácica superior ou suprema 
 Porção pós-escalênica: 
5. Artéria dorsal da escápula 
 
 
 
 
 
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5) CADEIA LÁTERO-VERTEBRAL DO SIMPÁTICO 
 
Associados aos troncos simpáticos há três principais gânglios: 
· Gânglio Cervical Superior: posterior ao feixe vásculo-nervoso do pescoço. 
· Gânglio Cervical Médio: é inconstante. 
· Gânglio Cervical Inferior: em 80% das pessoas, apresenta-se fundido ao primeiro gânglio torácico, 
formando o gânglio cérvico-torácico (gânglio estrelado), que situa-se posteriormente à origem da artéria 
vertebral, anterior ao processo transverso de C7 e imediatamente superior à primeira costela. 
 
Síndrome de Horner: pode ocorrer uma doença no ápice do pulmão que é transmitida para a pleura e atinge o 
gânglio cérvico-torácico. A pessoa com a síndrome perde funções simpáticas, ficando com ptose palpebral (por 
denervação do músculo tarsal), miose (por denervação do músculo dilatador da pupila), vasodilatação e anidrose 
(ausência de sudorese, levando à pele seca). A síndrome também ocorre em indivíduos com secção de tronco 
simpático. 
 
 
6) VÍSCERAS DO PESCOÇO 
 
Distribuem-se em três planos: 
1. Endócrino: glândulas tireoide e paratireoide. 
2. Respiratório: laringe e traqueia. 
3. Digestório: faringe e esôfago. 
 
Plano Endócrino 
 TIREOIDE: 
A tireoide é a maior glândula endócrina do corpo. Tem o formato da letra H, sendo os lobos as partes verticais 
do H e o istmo sua porção horizontal, firmemente preso aos 2o e 3o anéis traqueais. Situa-se imediatamente 
posterior aos músculos esterno-tireóideo e tíreo-hioideo. O pólo superior do lobo é o ápice, enquanto o inferior é 
a base. Cada lobo tem formato triangular piramidal, com algumas faces: 
· Face lateral: recoberta pelos músculos infra-hióideos. 
· Face medial: relaciona-se acima com a laringe e a faringe e abaixo com a traqueia e o esôfago. 
· Face posterior: relaciona-se com o feixe vásculo-nervoso do pescoço. 
Em alguns casos, parte do istmo forma o lobo piramidal, um resquício embrionário do ducto tireoglosso, 
formado por invaginação do endoderma da faringe primitiva através de um orifício na língua, o forame cego. 
A glândula tireoide é uma víscera maciça que está envolta pela fáscia pré-traqueal. O seu ápice é 
vascularizado pela artéria tireóidea superior (ramo da carótida externa), e sua base pela artéria tireóidea inferior 
(ramo da subclávia, através do tronco tireocervical). A drenagem venosa se dá por veias tireóideas superiores, 
médias e inferiores. As veias tireóideas superior e média drenam para a veia jugular interna. Ambas as veias 
tireóideas inferiores drenam, usualmente, para a veia braquiocefálica esquerda. 
 PARATIREOIDES: 
Normalmente são quatros glândulas ovais situadas posteriormente à glândula tireoide, mas externamente à 
sua cápsula. Distribuem-se em dois pares, um superior e outro inferior. São vascularizadas por pequenos ramos 
dos vasos tireóideos. 
 
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Plano Respiratório 
 LARINGE 
É um órgão que está colocado na parte alta da árvore respiratória. Possui três funções: 
1. Participa do encaminhamento do ar para o trato respiratório e da comida para o esôfago (abdução); 
2. Fornece uma via aérea com meios para selar o ar temporariamente (função de válvula); 
3. Fonação (adução). 
 
Está na região cervical anterior (ao nível de C3 a C6) e é palpável tanto no homem quanto na mulher. 
É formada por 9 cartilagens rígidas conectadas por ligamentos e membranas. Isso é necessário porque a 
pressão interna negativa poderia levar as paredes a colabarem, obstruindo a via aérea. Embora o hioide esteja 
firmemente conectado à laringe, não faz parte desta. 
 
 
o CARTILAGENS DA LARINGE 
 
Cartilagens ímpares: 
1. Cartilagem tireoide: tem a forma de um livro 
aberto. Possui dois cornos superiores que se articulam 
com o osso hioide e dois cornos inferiores que se 
articulam com a cartilagem cricoide. Tem uma parte 
superior chamada de incisura da cartilagem tireoide e 
um ângulo interno denominado ângulo entrante. 
2. Cartilagem cricoide: tem o aspecto de um 
anel,onde a porção posterior é dilatada e se chama 
lâmina da cricoide a porção anterior é o anel da cricoide. 
3. Cartilagem epiglote: possui o aspecto de uma folha 
de árvore. O “pecíolo” situa-se junto ao ângulo entrante 
da cartilagem tireoide, de modo queo restante da 
“folha” fica com a função de ocluir a parte alta da 
laringe. 
 
 
Cartilagens pares: 
1. Cartilagens aritenoides: são duas cartilagens que possuem a forma de um tronco de pirâmide de base 
triangular. Colocam-se sobre a porção superior da lâmina da cricoide com a base para baixo. Essa 
articulação é do tipo trocoide ou pivô. 
2. Cartilagens cuneiformes 
3. Cartilagens corniculadas 
o LIGAMENTOS DA LARINGE: 
Ligamento cricotireóideo: une a cartilagem tireoide à cartilagem cricoide. Esse ligamento é uma das vias de acesso 
de urgência à traqueia quando há obstrução das vias respiratórias mais altas(cricotireoideostomia). 
Membrana tireo-hioidea: liga o osso hioide à cartilagem tireoide. 
Ligamento cricoaritenoideo: liga a cartilagem cricoide à cartilagem aritenoide. 
 
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o MÚSCULOS DA LARINGE 
Há dois tipos de músculos na laringe: os extrínsecos, que são os infra-hioideos e os supra-hioideos; e os 
intrínsecos, que servem para movimentar internamente as estruturas cartilaginosas, alterando assim a forma e 
tamanho da rima glótica ou o estado de tensão das pregas vocais. Os músculos intrínsecos têm origem e inserção 
na própria laringe, sendo eles: 
· Músculo cricotireoideo: está entre o anel da cricoide e a cartilagem tireoide. Faz a cartilagem tireoide 
girar em direção à cricoide e as duas cartilagens aproximarem-se. Tensiona e estica os ligamentos vocais, 
auxiliando na fonação de sons agudos. 
· Músculotiro aritenoideo: está entre o processo vocal da aritenoide e o ângulo entrante da cartilagem 
tireoide. Tem função antagônica ao cricotireoideo, relaxa os ligamentos vocais, auxiliando na produção 
de sons graves. Esse músculo é envolvido por lâmina elástica na borda livre. 
 
Esses dois músculos estão relacionados apenas com a laringe fonadora. Os seguintes músculos estão relacionados 
com a função de válvula: 
· Músculo cricoaritenoideo posterior: vai desde o processo muscular da aritenoide até a placa da cricoide. 
Ele gira a cartilagem aritenoide fazendo o processo vocal se afastar da linha média. Faz a abdução da 
corda vocal, promovendo a abertura da rima glótica e, assim, a respiração. 
· Músculo cricoaritenoideo lateral: vai do processo muscular da aritenoide até o anel da cricoide. Gira o 
processo vocal da aritenoide em direção à linha média e fecha as cordas vocais para permitir a fonação. 
Faz a adução das cordas vocais. 
· Músculo aritenoideo oblíquo e transverso: aduz as cartilagens aritenoides, fechando a parte posterior 
da rima glótica. 
· Músculo vocal: é medial ao tireoaritenoideo e lateral ao ligamento vocal. Relaxa o ligamento vocal 
posterior enquanto mantém ou aumenta a tensão na parte anterior (faz alterações finas na frequência 
vocal como durante um discurso ou ao cantar uma música). 
 
Para haver fonação, precisa-se de adução (cricoaritenoideo lateral)e alternância entre tensão (cricotireoideo) e 
relaxamento (tireoaritenoideo). A intensidade do som (forte ou fraco) depende da pressão de ar devida àação da 
musculatura respiratória. 
 
* Pregas vocais 
O músculo tireoaritenoideo está revestido por mucosa, constituindo a corda vocal. O espaço entre as duas 
pregas vocais é a glote. 
Acima da prega vocal está a prega vestibular, que serve de proteção. Entre as pregas vocais e vestibulares 
está o espaço denominado ventrículo. Acima das pregas vestibulares, até o ádito da laringe, está o espaço 
denominado vestíbulo. Abaixo das pregas vocais, até o início da traqueia, está a cavidade infraglótica. 
Inervação 
O nervo laríngeo interno, que perfura a membrana tíreo-hióidea dá inervação sensitiva para a porção 
supra-glótica. Caso esse nervo seja lesado, há perda do reflexo da tosse. 
O nervo laríngeo superior externo dá inervação motora para o músculo cricotireóideo. Caso esse nervo 
seja lesado, não será mais possível a agudização da voz. 
O nervo laríngeo inferior, também chamado recorrente, inerva todo o resto da laringe, dando 
sensibilidade às porções glótica e infra-glótica. Além disso, é responsável pela inervação motora dos demais 
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músculos da laringe. Se esse nervo for lesado, o paciente perde a adução e a abdução do mesmo lado. Se ambos 
os nervos recorrentes forem lesados, o indivíduo fica com adução paralítica e é preciso fazer traqueostomia. 
 
 
 TRAQUEIA 
 Inicia inferiormente à laringe e adentra o tórax. Posteriormente, o músculo liso traqueal liga as cartilagens 
traqueais, sendo responsável pela superfície plana da face posterior da traqueia. Será descrita com mais detalhes 
em tórax. 
 
Plano Digestório: 
 FARINGE 
É uma porção comum ao aparelho digestório e respiratório. É uma formação cilíndrica que se dispõe 
longitudinalmente desde a base do crânio, à qual está unida através da fáscia faringobasilar, até a borda inferior 
da cartilagem cricóide, ao nível de C6. Tem estrutura músculo-mucosa e é dividida em 3 porções: 
· Nasofaringe: comunica-se com a cavidade nasal. Posterior ao nariz e superior ao palato mole. 
· Orofaringe: comunica-se com a cavidade oral. Posterior à boca. 
· Laringo-faringe: relaciona-se com a laringe. Posterior à laringe. 
Relações: 
· Anteriormente: a parede anterior da faringe é aberta em quase toda sua extensão. Acima, há as 
coanas,que comunicam a cavidade nasal com a nasofaringe, sendo separadas por um septo nasal. Mais 
abaixo, há o istmo das fauces que comunica a cavidade da boca com a orofaringe. Inferiormente, está o 
ádito da laringe, que comunica a laringe com a laringo-faringe. 
· Lateralmente: na porção cefálica (mais superior), relaciona-se com a artéria carótida interna, IX, X, XI e 
XII pares cranianos. Na porção cervical, relaciona-se com o feixe vásculo-nervoso do pescoço. 
· Posteriormente: com a face anterior dos corpos vertebrais das seis primeiras vértebras cervicais. Entre a 
parede posterior da faringe e os corpos vertebrais, existe um espaço virtual chamado espaço 
retrofaríngeo, que possui tecido conjuntivo frouxo. 
 
A) Nasofaringe 
O teto mantém relações com o osso esfenóide e a porção basilar do occipital. Na parede lateral 
encontramos uma saliência chamada toro tubário, que circunda o óstio faríngeo da tuba auditiva, dada pela 
extremidade faríngea da cartilagem que forma o esqueleto da tuba auditiva. 
A tuba auditiva comunica a nasofaringe com a cavidade timpânica do ouvido médio. Sua parte medial é 
óssea e sua parte lateral é cartilaginosa. Ela está dentro da porção petrosa do osso temporal. Alterações da pressão 
externa, como durante variações na altitude, podem provocar uma diferença de pressão que reduz a mobilidade 
timpânica, prejudicando a audição. O bocejo ou a deglutição promovem a abertura do óstio faríngeo da tuba 
auditiva e, consequentemente, o retorno ao estado de equilíbrio pressórico. Assim, a função auditiva torna a seu 
estado inicial. 
A porção mais superior é chamada de fórnice. Nesse local, há acúmulo de tecido linfático que compõe a 
amídala faríngea, que pode infeccionar, levando à adenoide. Há também um acúmulo de tecido linfático no toro 
tubário, a amígdala tubal. 
O assoalho é formado pelo palato mole horizontalizado. Anteriormente estão as coanas, e 
posteriormente, o espaço retroesofágico. 
 
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B) Orofaringe 
O teto é formado pelo palato mole. A parede posterior relaciona-se com o espaço retroesofágico. O istmo da 
faringe é a comunicação entre a nasofaringe e a orofaringe. A parede anterior apresenta o istmo das fauces, 
limitado pela úvula, pelo arco palatoglosso epela língua. 
A parede lateral possui várias estruturas: arco palatoglosso; fossa tonsilar, preenchida pela tonsila ou 
amígdala palatina; e oarco palatofaríngeo. 
Na parte posterior da língua estão as tonsilas linguais. 
O conjunto dos acúmulos linfáticos em torno das cavidades nasal e oral constitui o anel linfático de Waldeyer. 
 
C) Laringo-faringe 
Comunica-se anteriormente com o adito da laringe e póstero-lateralmente é muscular. De cada lado da 
cartilagem epiglote há um recesso chamado seio ou recesso piriforme. 
Profundamente à mucosa do recesso piriforme, passam ramos dos nervos laríngeo superior interno e laríngeo 
recorrente, sendo este um ponto de vulnerabilidade à injúrias para esses nervos. 
 
Inervação 
A nasofaringe é inervada pelo ramo maxilar do nervo trigêmeo (V par). A orofaringe, pelo ramo tonsilar do 
glossofaríngeo (IX par). A laringo-faringe é toda inervada pelo ramo laríngeo superior interno do nervo vago (X 
par). 
 
o MÚSCULOS DA LARINGE 
Os músculos estão arranjados numa camada longitudinal interna envolta por uma camada circular, composta 
pelos constritores faríngeos. Servem para auxiliar a deglutição e condução dos alimentos e dividem-se em dois 
tipos: constritores (circulares externos) e elevadores(os longitudinais internos: palatofaríngeo, estilofaríngeo e 
salpingofaríngeo) da faringe. 
 
· Constritores 
São três músculos sobrepostos como as telhas de um telhado. O constritor inferior se sobrepõe ao médio, que 
por sua vez se sobrepõe ao superior. Originam-se em uma rafe mediana posterior (rafe faríngea) e suas fibras 
seguem ínfero-lateralmente. São todos inervados pelo plexo faríngeo de nervos (formado pelo nervo vago e 
ramos do gânglio simpático superior). Conduzem o alimento até o esôfago e a contração ocorre de superior para 
inferior. 
 
Superior: origina-se na parte lateral da língua, na linha milo-hióidea da mandíbula, na lâmina pterigóidea do 
esfenóide e na rafe pterigomandibular (estrutura de origem para o músculobucinador). 
Médio:insere-se no osso hióide. 
Inferior: insere-se nas cartilagens tireóide e cricóide. 
 
· Elevadores 
São os músculos supra-hióideos, estilo-faríngeo, palato-faríngeo e salpingo-faríngeo. Esses músculos são 
inervados pelo nervo glossofaríngeo (IX par) e pelo plexo faríngeo. Os músculos palatofaríngeo e salpingofaríngeo 
recebem inervação do plexo faríngeo de nervos, enquanto o estilo-faríngeo é inervado pelo nervo glossofaríngeo 
(IX par). A ação desses músculos é elevar a faringe e a laringe durante a deglutição e a fala. 
 
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Vascularização 
A faringe é vascularizada pela artéria faríngea ascendente e pela artéria tireóidea superior, ambas ramos 
da artéria carótida externa. O plexo venoso faríngeo forma, na parede posterior da faringe, o coxim venoso da 
faringe, que possibilita a passagem suave do bolo alimentar pela nasofaringe e pela orofaringe. A drenagem linfática 
é feita para cadeias linfáticas cervicais profundas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Anotações Cervical 
 
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Tórax 
1) CAIXA TORÁCICA 
Cavidade que abriga os principais órgãos dos sistemas respiratório e circulatório. A cavidade torácica é 
dividida em três espaços: o mediastino e as cavidades pulmonares direita e esquerda. Como suas principais 
estruturas (pulmões, coração, grandes vasos, etc.), bem como suas paredes e seu assoalho (diafragma) estão em 
constante movimentação, o tórax é uma das regiões mais dinâmicas do corpo. 
A parede torácica inclui a caixa torácica, os músculos entre as costelas, a pele, a tela subcutânea, os 
músculos e a fáscia que revestem a superfície ântero-lateral. O esqueleto torácico inclui 12 pares de costelas 
associadas às suas cartilagens costais, 12 vértebras torácicas - e os discos intervertebrais entre elas -, e o esterno. 
Há uma abertura torácica superior, cujos limites são: 
· Posterior: vértebra T1; 
· Lateral: 1º par de costelas e suas cartilagens costais; 
· Anterior: borda superior do manúbrio do esterno. 
E uma abertura torácica inferior, cujos limites são: 
· Posterior: vértebra T12; 
· Póstero-lateral: 11º e 12º pares de costelas; 
· Ântero-lateral: rebordo costal; 
· Anterior: articulação xifoesternal. 
Enquanto a abertura torácica superior é contínua com a cervical, a abertura torácica inferior é quase que totalmente 
separada do abdome pelo diafragma. 
 
· Vértebras torácicas 
Possuem facetas articuladas. Possuem corpo cordiforme (em formato de coração) e seus processos 
espinhosos são longos e inclinados inferiormente, o que reduz a movimentação entre as vértebras torácicas. São 
em número de 12. 
 
· Esterno 
É um osso chato que fica na parede anterior da caixa torácica. Oferece proteção às vísceras mediastínicas 
emgeral, mas em especial ao coração. É subdividido em três porções: o manúbrio (superior), de T3 a T4; o corpo 
(intermediário), de T5 a T9; e o processo xifóide (inferior). Em adolescentes e adultos jovens, as três partes são 
articuladas por sincondroses, que se ossificam com a idade. 
O manúbrio é delimitado com o corpo do externo por uma junção que existe entre os dois que se faz com 
uma angulação anterior, podendo ser palpada, chamada ângulo de Louis ou ângulo esternal (no qual 
encontramos a superfície articular para a articulação da segunda costela). Superiormente, o manúbrio tem uma 
incisura, uma borda superior côncava, chamada incisura jugular ou fúrcula do esterno. 
Lateralmente há mais duas superfícies articulares chamadas incisuras claviculares, que servem para a 
articulação esterno-clavicular (única articulação que conecta o esqueleto dos membros superiores com o 
esqueleto axial). Também há superfícies articulares para a articulação do manúbrio do esterno com a primeira 
costela. 
O esterno é um osso fisiologicamente importante por possuir medula óssea vermelha durante toda a vida e 
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ser o maior fabricante de células sanguíneas depois da adolescência. É o osso utilizado para exames de medula 
óssea. 
O apêndice ou processo xifoide está separado do esterno ao nascimento e começa sua ossificação entre o 3 º 
e o 6º anos de vida. O processo xifoide é uma estrutura variável, podendo ser bífido, projetado anteriormente ou 
para um dos lados. Serve como referência na linha média para o limite superior do fígado, a margem inferior do 
coração e o centro tendíneo do diafragma. 
 
· Costelas 
São ossos alongados (possuem medula vermelha, mas não possuem canal medular) que possuem duas faces: 
uma externa e outra interna. Na extremidade posterior possuem cabeça, colo, tubérculo costal e corpo. Formam 
arcos costais com uma curvatura mais acentuada posteriormente. Na parte interna das costelas e junto da sua 
borda inferior encontramos um sulco chamado sulco costal (mais pronunciado na parte posterior), onde 
encontramos o feixe vásculo-nervoso intercostal. 
São exceções das características acima a 1ª e a 2ª costelas, que apresentam face superior, face inferior, borda 
interna (ou medial) e borda externa (ou lateral). 
 
Na face superior da 1ª costela encontramos: 
· Tubérculo escalênico: uma saliência que serve para inserção do músculo escaleno anterior. 
· Os sulcos anterior e posterior ao tubérculo escalênico são produzidos por vasos importantes: a veia 
subclávia, anteriormente, e a artéria subclávia,posteriormente. 
 
Na face superior da 2ª costela encontramos: 
· Tubérculo do músculo serrátil anterior, onde tem origem parte do músculo. 
 
Subdivide-se os 12 pares de costelas em: 
· Costelas verdadeiras (vértebroesternais): são os 7 pares superiores (da 1ª à 7ª costelas) que articulam-
se posteriormente com a coluna vertebral e anteriormente com o esterno diretamente. 
· Costelas falsas (vértebrocondrais): possuem uma cartilagem costal que vai se unir à cartilagem costal da 
7ª costela e através dela se articulam com o esterno. São a 8ª, a 9ª e a 10ª costelas. A união de cartilagens 
costais constitui o rebordo ou margem costal. 
· Costelas rudimentares: são os dois últimos pares, não possuem tubérculo costal e são chamadas de 
costelas flutuantes por não se articularem anteriormente com o esterno. 
 
Todas as costelas (com exceção das flutuantes) se articulam anteriormente com o esterno através de um 
segmento de cartilagem chamado cartilagem costal. 
Habitualmente a 1ª cartilagem costal se funde com o osso do manúbrio, podendo não haver uma cavidade 
articular com membrana sinovial. A articulação esterno-costal é sinovial com grande mobilidade. Cada costela se 
articula com duas vértebras e cada vértebra, com duas costelas. 
Os indivíduos podem ser classificados morfologicamente com base na abertura do ângulo infra-esternal: 
· Longilíneo: ângulo < 90º (agudo) 
· Brevelíneo: ângulo > 90º (obtuso) 
· Mediolíneo: ângulo = 90º. (reto) 
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Cada costela possui um interior esponjoso contendo medula óssea. As costelas e suas cartilagens costais 
delimitam espaços intercostais. No total, há 11 espaços intercostais numerados de acordo com a costela 
imediatamente superior ao espaço. Abaixo da 12ª costela, está o espaço subcostal. 
 
2) MÚSCULOS E VENTILAÇÃO 
O grande motor da respiração, responsável por 75% da função respiratória, é o músculo diafragma. Os 
25% restantes são devidos à movimentação da caixa torácica. As articulações envolvidas são as costocondrais, as 
costovertebrais, as esternocostais e a manúbrio-esternal. 
A cada inspiração, o volume da caixa torácica aumenta: 
· Crânio-caudalmente (músculo diafragma); 
· Látero-lateralmente (movimento das articulações costo-vertebrais através de eixos longitudinais dos 
colos das costelas, resultando na elevação e abaixamento das suas extremidades anteriores - movimento 
de “alça de balde”); 
· Ântero-posteriormente (movimento superior do esterno na articulação manúbrio-esternal, resultando 
num aumento do diâmetro ântero-posterior do tórax - movimento de “alavanca de bomba manual”). 
Estruturas importantes que perfuram o diafragma: 
· Aorta, Veia Ázigos e Ducto Torácico ao nível de T12, 
· Esôfago ao nível de T10 
· Veia Cava Inferior ao nível de T8. 
 
 MÚSCULOS DO TÓRAX 
Os músculos intercostais dividem-se em 
interno, externo e íntimo, e são 
inervados pelos nervos intercostais. Sua 
função primária é dar preenchimento 
aos espaços intercostais, integrando a 
parede torácica. 
 
A) Intercostal externo 
Segue da borda inferior de uma costela 
à borda superior da costela inferior, de 
lateral para medial (“mão no bolso”), 
em todos os espaços intercostais. 
Elevam as costelas, ampliando a 
cavidade torácica e auxiliando na 
inspiração. Também fixam os espaços 
intercostais. 
B) Intercostal interno 
Suas fibras têm sentido antagônico às 
do intercostal externo, seguindo da borda superior de uma costela à borda inferior da costela imediatamente 
inferior, mas no sentido de medial para lateral (“mão no peito”). Sua ação é deprimir as costelas, auxiliando na 
expiração. Também fixa os espaços intercostais. 
 
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C) Intercostal íntimo 
Constitui a dissociação das fibras do músculo intercostal interno que existe aproximadamente da metade do arco 
costal para trás. Entre os músculos intercostais interno e íntimo passa o feixe vásculo-nervoso intercostal. 
 
D) Transverso do tórax 
Também chamado músculo triangular do esterno. São pequenas fibras musculares que vão de algumas cartilagens 
costais à face posterior do esterno. É contínuo inferiormente com o músculo transverso do abdome. 
Superficialmente ao músculo transverso do tórax e profundamente às costelas transitam os vasos torácicos 
internos. Apresenta fraca função expiratória e aparentemente, também atua na propriocepção. 
 
E) Serrátil Posterior Superior1 
Eleva as costelas, auxiliando na inspiração. 
 
F) Serrátil Posterior Inferior1 
Deprime as costelas. 
 
G) Diafragma 
Principal músculo da respiração, faz a separação das cavidades torácica e abdominal. Está devidamente descrito no 
final da seção de abdome. 
 
 
 FEIXE VÁSCULO-NERVOSO INTERCOSTAL 
Está localizado no sulco costal entre cada costela, entre os músculos intercostais interno e íntimo, e apresenta 
de superior para inferior a veia intercostal, a artéria intercostal e o nervo intercostal (VAN). O sulco costal é mais 
nítido na parte posterior da costela e desaparece anteriormente. O feixe está muito mais protegido das agressões 
externas na metade posterior das costelas do que na metade anterior. Ao fazer uma toracocentese, punciona-se o 
espaço intercostal posteriormente, na face superior da costela, suficientemente acima a fim de evitar danos não só 
ao feixe vásculo-nervoso intercostal, mas também a seus ramos colaterais. 
Os mamilos pertencem ao dermátomo de T4, enquanto o umbigo está contido no dermátomo de T10. 
 
 
3) VASCULARIZAÇÃO DAS PAREDES TORÁCICAS 
 
Três principais vasos: 
· Aorta torácica: através das intercostais posteriores e da subcostal; 
· Subclávia: através da torácica interna e da intercostal suprema (ou superior); 
· Axilar: através das torácicas lateral e superior. 
 
 
 
 
 
 
 
1 Estudos recentes indicam que a função desses 
músculos pode não ser primariamente motora, 
mas proprioceptiva. 
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Artérias intercostais 
São divididas em: 
· Artérias intercostais posteriores: são ramos mais calibrosos, provenientes diretamente da aorta 
torácica.Como a aorta se localiza um pouco à esquerda da coluna vertebral, as artérias intercostais 
posteriores direitas cruzam os corpos vertebrais anteriormente e são, portanto, mais longas que as 
intercostais posteriores esquerdas. Colocam-se logo abaixo das veias intercostais. Os 1ª e a 2ª espaços 
intercostais recebem ramos provenientes da artéria intercostal suprema, ramo do tronco costocervical 
da artéria subclávia. 
· Artérias intercostais anteriores: são ramos da artéria torácica interna (1ª a 6ª), que desce por dentro da 
caixa torácica, lateralmente ao esterno; e das artérias musculofrênicas (7ª a 9ª). 
*As artérias intercostais anteriores se anastomosam com as respectivas intercostais posteriores em cada espaço 
intercostal. 
 
A artéria torácica interna segue até o 6º espaço intercostal, onde se bifurca nas artérias epigástrica superior e 
musculofrênica. 
 
A drenagem venosa é feita para o sistema Ázigos e para a subclávia (via veia torácica interna). 
A linfa das regiões acima da clavícula drena para linfonodos jugulares inferiores, enquanto a das regiões abaixo da 
clavícula, para linfonodos axilares. 
 
 
4) FÁSCIAS DO TÓRAX 
Há duas principais, a fáscia peitoral, cobrindo o músculo peitoral maior e a fáscia clavipeitoral, suspensa a 
partir da clavícula e revestindo o músculo peitoral menor, profundamente ao músculo peitoral maior. 
 
 
5) PLEURAS E CAVIDADES PLEURAIS 
Pleura é a serosa que está revestindo a cavidade torácica. No período embrionário,a cavidade celomática 
é dividida por duas serosas: uma que reveste o abdome, o peritônio, e outra que reveste a cavidade torácica, a 
pleura. 
A pleura é uma membrana lisa e lubrificada dividida em pleura parietal, que se prende ao pericárdio e está 
intimamente unida à parede do tórax; e a pleura visceral, que é contínua à pleura parietal, ligada intimamente ao 
pulmão. 
Para visualizar a relação entre a pleura e os pulmões, imagine-se colocando seu punho (que representa o 
pulmão) contra um balão cheio de ar. A porção do balão adjacente ao seu punho representa a pleura visceral, 
enquanto a outra porção representa a pleura parietal. A cavidade pleural consiste no espaço delimitado pelas 
pleuras visceral e parietal, preenchido por um fina camada de fluido que lubrifica as duas pleuras, permitindo o 
deslizamento de uma pleura sobre a outra durante a respiração. 
A pleura parietal divide a caixa torácica em duas cavidades pleurais sem comunicação e recebe nomes conforme 
a sua localização: 
· Pleura diafragmática, inervada pelo nervo frênico; 
· Pleura costal, inervada por nervos intercostais; 
· Pleura mediastínica, inervada pelo nervo frênico. 
Em algumas classificações, considera-se também a existência de uma pleura cervical cobrindo o ápice 
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pulmonar, que se projeta acima do nível da clavícula, invadindo a base do pescoço. 
Enquanto a pleura parietal é ricamente inervada, a pleura visceral é insensível. 
Inferiormente ao pedículo pulmonar, as pleuras visceral e parietal estão adjacentes uma à outra, formando o 
ligamento pulmonar. 
Na junção entre as pleuras diafragmática e costal, forma-se o recesso costodiafragmático, local onde o 
fluido pleural se acumula quando o indivíduo encontra-se em posição ereta. A punção do recesso 
costodiafragmático é feita através do 9º espaço intercostal. 
 
 
6) ÁRVORE TRAQUEOBRÔNQUICA 
 
 Traqueia 
 
Está situada no 4º plano do mediastino superior. Tem como limite superior a laringe ao nível da borda 
inferior da cartilagem cricóide (entre C6 e C7). Desce através da região cervical e tórax, levemente à direita em 
relação ao plano mediano. Seu limite inferior é a carina, ao nível do plano torácico transverso (ou ângulo esternal), 
onde bifurca-se em dois brônquios principais (um direto e outro esquerdo). 
É formada por um esqueleto cartilaginoso composto por anéis incompletos, onde a porção posterior é 
desprovida de cartilagem e composta por tecido conjuntivo frouxo e músculo liso (músculo traqueal). O número 
de anéis varia entre 16 a 20. 
 
Na região cervical, a traquéia relaciona-se anteriormente com o istmo da glândula tireóide, 
posteriormente com o esôfago e lateralmente com o feixe vásculo-nervoso do pescoço e com o nervo laríngeo 
inferior ou recorrente. 
 
No tórax, relaciona-se: 
· Anteriormente com o arco aórtico e o tronco braquiocefálico. 
· Posteriormente com o esôfago. 
· Lateralmente à direita com o tronco braquiocefálico. 
· Lateralmente à esquerda com a artéria carótida comum esquerda e o arco aórtico. 
A vascularização é segmentar: 
· A porção cervical é vascularizada por ramos da artéria tireóidea inferior e pela veia tireóidea inferior. 
· A região torácica é vascularizada por ramos das artérias brônquicas e por veias que drenam para o sistema 
ázigos. 
 
 
 Brônquios 
 
Brônquios principais ou de 1ª ordem 
Possuem a mesma constituição da traquéia (anéis incompletos). 
· O brônquio principal direito é mais verticalizado e calibroso que o esquerdo, sendo portanto considerado 
uma continuação da traqueia. Ao aspirar um objeto, este possui maior chance de ser direcionado 
imediatamente para o brônquio principal direito, devido a sua verticalidade. 
· O brônquio principal esquerdo é mais horizontalizado e possui aproximadamente o dobro do 
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comprimento do brônquio principal direito. Ele passa anteriormente ao esôfago e à aorta torácica e é 
cruzado superiormente pelo arco da aorta. 
Os brônquios principais se bifurcam ou trifurcam, dando origem a brônquios lobares ou de 2ª ordem. 
 
Brônquios lobares ou de 2ª ordem 
Cada um desses brônquios segue para um lobo pulmonar, onde se dividem e originam brônquios segmentares, 
ou de 3ª ordem, que definem os segmentos pulmonares. 
 
Brônquios segmentares ou de 3ª ordem 
O brônquio principal direito se trifurca em três brônquios lobares: 
· O primeiro vai para o lobo superior e origina 3 brônquios segmentares. 
· O segundo vai para o lobo médio e origina 2 brônquios segmentares. 
· O terceiro vai para o lobo inferior e origina 4 brônquios segmentares e 1 um brônquio segmentar que 
está mais para cima e não acompanha a árvore brônquica. 
O brônquio principal esquerdo se bifurca em dois brônquios lobares: 
· O primeiro vai para o lobo superior e origina 4 brônquios segmentares. 
· O segundo vai para o lobo inferior e origina 3 brônquios segmentares e um brônquio segmentar que não 
se relaciona com a árvore brônquica. 
Os brônquios segmentares, por sua vez, dividem-se em bronquíolos (sem cartilagem em suas paredes), que 
eventualmente terminam em bronquíolos terminais. Cada bronquíolo terminal, por sua vez, dá vários bronquíolos 
respiratórios. Estes são contínuos aos ductos alveolares, que terminarão nos sacos alveolares, onde ocorre a 
hematose. 
 
 Pulmões 
Possuem a forma de um cone, com o mediastino no meio. 
Apresentam: 
Base pulmonar: está em contato com o respectivo domo diafragmático. Na face anterior, a base pulmonar está à 
altura da 6ª costela e na face posterior, à altura da 10ª costela. 
Ápice pulmonar: projeta-se superiormente à 1ª costela. 
 
E faces: 
Costal: está em contato com o gradeado costal. 
Mediastínica: está em contato com o mediastino. Nessa face há a penetração dos pedículos e temos uma série 
de acidentes ou impressões. Os pulmões estão conectados ao mediastino pelos pedículos pulmonares. 
Diafragmática: está em contato com o diafragma. 
 
A) Pulmão direito 
É maior e mais pesado que o esquerdo, todavia é mais curto e largo, pois o domo direito do diafragma é 
mais elevado (devido ao fígado) e o coração projeta-se um pouco para a esquerda. 
Apresenta três lobos (superior, médio e inferior), separados por duas grandes fissuras: a fissura oblíqua, 
que separa o lobo superior do inferior e acompanha o trajeto da 6ª costela, sendo contínua na face costal e 
interrompida na face mediastínica pelo pedículo; e a fissura horizontal, que é claramente paralela ao trajeto da 
4ª costela. 
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Na face mediastínica, o pulmão apresenta relação com certas estruturas que, nos cadáveres, deixam uma série de 
acidentes ou impressões (raramente visíveis em cadáveres ou cirurgias). 
 
Sintopia do pedículo pulmonar direito 
De anterior para posterior: 
· Veia pulmonar superior direita (vai para o lobo superior) 
· Artéria pulmonar direita 
· Brônquio lobar superior direito 
· Brônquio lobar inferior direito 
· Veia pulmonar inferior direita 
De cima para baixo: 
· Brônquio lobar superior direito 
· Artéria pulmonar direita 
· Brônquio lobar inferior direito 
· Veia pulmonar superior direita 
· Veia pulmonar inferior direita 
 
Pulmão esquerdo 
Apresenta dois lobos (superior e inferior) separados pela fissura oblíqua. Também apresenta impressões na face 
mediastínica. 
 
Sintopia do pedículo pulmonar esquerdo 
De anterior para posterior: 
· Veia pulmonar superior esquerda 
· Artéria pulmonar esquerda 
· Brônquio principal esquerdo 
· Veia pulmonar inferior esquerda 
Decima para baixo: 
· Artéria pulmonar 
· Veia pulmonar superior 
· Brônquio principal 
· Veia pulmonar inferior 
 
 Sintopia importante: Os nervos frênicos passam à frente dos pedículos pulmonares, enquanto os nervos vagos 
passam posteriormente a eles. 
 
 Segmentação 
Os segmentos pulmonares são as maiores divisões de um lobo pulmonar. Têm formato de pirâmide, sendo seu 
ápice voltado para a região do pedículo pulmonar, e a base, para a superfície pulmonar. 
São separados por septos de tecido conectivo e nomeados de acordo com os brônquios segmentares pelos quais 
são supridos. 
A segmentação pulmonar é broncoarterial, pois cada segmento é suprido de forma independente por um brônquio 
segmentar e um ramo da artéria pulmonar. A drenagem venosa é feita por ramos intersegmentares das veias 
pulmonares, que ficam no tecido conectivo e drenam os segmentos adjacentes. 
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O pulmão direito possui três brônquios lobares e, ao todo, dez segmentos. 
· Brônquio lobar superior divide-se em apical, anterior e posterior. 
· Brônquio lobar médio divide-se em lateral e medial. 
· Brônquio lobar inferior divide-se em superior, basal anterior, basal lateral, basal posterior e basal medial. 
Os quatro últimos formam a pirâmide basal. 
 
O pulmão esquerdo possui dois brônquios lobares e, ao todo, nove segmentos. 
· Brônquio lobar superior: ápico-posterior, anterior, lingular superior, lingular inferior. 
· Brônquio lobar inferior: superior, basal ântero-medial, basal lateral e basal posterior. 
 
 
 INERVAÇÃO DA ÁRVORE TRAQUEOBRÔNQUICA 
O nervo vago provê inervação parassimpática, cujas fibras têm ação broncoconstritora, vasodilatadora e 
secretomotora sobre os pulmões. 
A cadeia látero-vertebral do simpático provê a inervação simpática, cujas fibras têm ação broncodilatadora, 
vasoconstritora e inibitória da atividade secretora 
 
 
 VASCULARIZAÇÃO ARTERIAL SISTÊMICA (DE NUTRIÇÃO) 
Artérias brônquicas irrigam o pulmão, sendo a artéria brônquica direita geralmente um tronco comum da 3ª, 
da 4ª e da 5ª intercostais, mas também pode emergir diretamente da aorta. As artérias brônquicas esquerdas 
superior e inferior são, geralmente, ramos diretos da aorta. 
A drenagem venosa é feita por veias que têm os mesmos nomes das artérias. A veia brônquica direita drena 
para a veia ázigo. A veia brônquica esquerda drena para a veia hemi-ázigo acessória ou para a veia intercostal 
superior esquerda. 
 
MNEMÔNICO 
PULMÃO DIREITO: A PALM Seed Makes Another Little 
Palm 
Apical 
Posterior 
Anterior 
Lateral 
Medial 
Superior 
Medial basal 
Anterior basal 
Lateral basal 
Posterior basal 
PULMÃO ESQUERDO: ASIA ALPS 
Apical-posterior 
Anterior 
Superior 
Inferior 
Superior 
Anterior basal 
Lateral basal 
Posterior basal 
Lobo Superior 
Lobo Médio 
Lobo Inferior 
Lobo Superior 
Lobo Inferior 
Língula 
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7) MEDIASTINO 
É um espaço dentro da caixa torácica limitado anteriormente pelo esterno e cartilagens costais, 
posteriormente pelas vértebras torácicas, inferiormente pelo diafragma e superiormente pela abertura superior 
da cavidade torácica. As paredes laterais são as pleuras mediastínicas (separam o mediastino dos pulmões). O 
mediastino contém todas as vísceras torácicas, exceto os pulmões. 
O mediastino é dividido por um plano imaginário que transfixa o ângulo esternal e a porção inferior da 
quarta vértebra torácica (T4), o plano torácico transverso, em duas partes: o mediastino superior e o mediastino 
inferior. 
 
 
Mediastino superior 
Apresenta 6 planos: GVARDN 
· 1º plano: Glandular. Logo atrás do esterno. Contém o timo, órgão do sistema 
linfático cujo tecido é naturalmente substituído por gordura e tecido adiposo 
com o tempo, após a puberdade. Localiza-se anteriormente à VCS e aorta 
ascendente, externamente ao pericárdio fibroso. 
· 2º plano: Venoso. Representado pelas veias braquiocefálicas, que se unem 
ao nível da borda inferior da 1ª cartilagem costal direita para formar a VCS. A 
veia braquiocefálica esquerda tem quase o dobro do comprimento da direita 
pois cruza anteriormente aos três principais ramos do arco aórtico. A VCS, 
por sua vez, penetra o átrio direito ao nível da 3ª cartilagem costal. 
· 3º plano: Arterial. Onde se localiza o arco da aorta com os seus ramos. O arco 
aórtico inicia e termina, respectivamente, ao nível da 2ª articulação 
esternocostal direita (ângulo esternal direito) e ao nível da 2ª articulação 
esternocostal esquerda (ângulo esternal esquerdo), onde tem início a aorta 
descendente. 
· 4º plano: Respiratório. Apresenta a traqueia. 
· 5º plano: Digestório. Apresenta o esôfago. 
· 6º plano: Nervoso. Representado pelas cadeias látero-vertebrais do simpático. 
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Mediastino inferior 
É subdividido em três porções pelo saco pericárdico e o coração: 
· Mediastino inferior médio: composto pelo saco pericárdico com o coração. 
· Mediastino inferior anterior: apresenta os ligamentos esterno-pericárdicos, gordura, vasos linfáticos, 
alguns linfonodos e ramos dos vasos torácicos internos. Em crianças, contém a porção inferior do timo. 
· Mediastino inferior posterior: contém a aorta torácica, o esôfago e o plexo esofágico, a cadeia látero 
vertebraldo simpático, o nervo vago, o sistema ázigos (rede venosa que faz a drenagem das paredes 
torácica e lombar posteriores) e o ducto torácico, que traz a linfa da maior parte do corpo. 
 
 
8) CORAÇÃO 
 
É o órgão central da circulação. Está localizado no tórax, na porção média do mediastino inferior, dentro 
do saco pericárdico, sendo aproximadamente 2/3 de seu tamanho localizados do lado esquerdo. Descansa sobre 
o centro tendíneo do diafragma, entre os dois pulmões, e se continua pelos vasos da base do coração. O coração 
apresenta-se normalmente rotado aproximadamente 45º à esquerda em relação ao tronco. 
É um órgão eminentemente muscular. Tem o formato de pirâmide, apresentando: 
· Ápice: inferior, anterior e esquerdo, profundo ao 5º espaço intercostal esquerdo. Nesse espaço, o som de 
fechamento da válvula mitral é máximo. 
· Base: superior, posterior e direita, formada principalmente pelo átrio esquerdo, com pequena contribuição 
do átrio direito. 
 
Quanto à estratigrafia da parede cardíaca, tem-se: 
1. Endocárdio: fina camada composta pelo endotélio e pelo tecido subendotelial que reveste as cavidades e 
válvulas cardíacas. 
2. Miocárdio: grossa camada de músculo cardíaco com fibras dispostas de forma helicoidal. 
3. Epicárdio: consiste no mesotélio que forma o folheto visceral do pericárdio seroso. 
 
As faces são as partes musculares que compõem os ventrículos, enquanto que a emergência dos grandes vasos 
que entram e saem do coração e os átrios são considerados estruturas da base do coração. 
A pirâmide é propriamente dita ventricular e possui alguns lados: 
1. Face esterno-costal: Anterior, em contato com o esterno e as costelas. Formada principalmente pelo 
ventrículo direito. 
2. Face diafragmática: Inferior. Descansa sobre o centro tendíneo do diafragma. Formada principalmente 
pelo ventrículo esquerdo, com contribuição do ventrículo direito. 
3. Face pulmonar esquerda: À esquerda, em contato com o pulmão esquerdo. Formada pelo ventrículo 
esquerdo, principalmente. 
4. Face pulmonar direita: Em contato com o pulmão direito. Formada principalmente pelo átrio direito. 
 
Observando-sea face esternocostal, nota-se um sulco átrio-ventricular ou sulco coronário, que contorna 
o coração separando os átrios dos ventrículos. Do sulco coronário, anteriormente, parte um segundo sulco em 
direção ao ápice do coração, o sulco interventricular anterior. Ele corresponde, na profundidade, ao septo 
interventricular. Posteriormente, há um sulco interventricular posterior. Esses sulcos são preenchidos por gordura 
e vasos que irrigam o coração. Na face anterior, predomina a câmara ventricular direita. O ápice do coração 
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corresponde ao ápice do ventrículo esquerdo. Ainda na face anterior, observamos o átrio direito e uma expansão 
anterior desse átrio que se projeta anteriormente à emergência da artéria aorta, a aurícula direita, com formato 
triangular. A aurícula esquerda tem a forma de dedo de luva e abraça o tronco pulmonar. Os átrios são câmaras 
predominantemente posteriores, enquanto os ventrículos são principalmente anteriores. A câmara mais anterior 
do coração é o ventrículo direito. A mais posterior é o átrio direito. A mais à direita é o átrio direito e a mais à 
esquerda é o ventrículo esquerdo. 
Observando-se a base do coração, têm-se os dois átrios e os vasos que entram e saem do coração. Há um sulco 
entre os átrios, o sulco interatrial. Há outro sulco que segue da borda esquerda da veia cava superior até a borda 
esquerda da veia cava inferior, o sulco terminal, situado no átrio direito. Este sulco corresponde profundamente a 
uma saliência: a crista terminal. Nesse ponto, fundem-se as duas porções embrionariamente distintas do átrio 
direito. Há, ainda na base, o tronco pulmonar, que se bifurca abaixo do arco da aorta dando origem às artérias 
pulmonares esquerda e direita. Há o arco aórtico, as veias cavas superior e inferior e as quatro veias pulmonares. 
Na vista póstero-inferior ou face diafragmática, há um sulco que parte do sulco coronário e vai ao ápice do 
coração, o sulco interventricular posterior, que faz a divisão posterior e medial entre ventrículo direito e o 
ventrículo esquerdo. O ponto de encontro entre o sulco interatrial, o sulco interventricular posterior e o sulco 
coronário é a cruz cordis, um ponto importante para identificar o seio venoso coronário, que desemboca no átrio 
direito do coração exatamente nesse ponto. 
 
 Átrio direito 
A parede do átrio posteriormente ao sulco terminal (que se entende da VCS à VCI), na região conhecida como 
sinus venarum, é lisa. O sinus venarum é a porção do átrio direito formada pelo englobamento de parte do seio 
venoso direito do coração para dentro do átrio direito durante o desenvolvimento embrionário. 
A parede do átrio anteriormente ao sulco terminal é trabeculada por saliências musculares que constituem os 
músculos pectíneos dos átrios. Exibe uma projeção, a aurícula direita, que se projeta anteriormente à artéria aorta. 
O septo interatrial é a parede que separa o átrio direito do átrio esquerdo. O centro do septo interatrial 
apresenta um acidente, a fossa oval. Na vida embrionária, essa fossa oval comunicava os dois átrios (então 
conhecida como forame oval). Ao nascimento, o aumento de pressão no átrio esquerdo devido ao início do 
funcionamento da circulação pulmonar é responsável por aderir a válvula do forame oval contra o forame. Em 
condições normais, a válvula se funde ao septo inter-atrial com o tempo, restando apenas o vestígio embrionário 
conhecido como fossa oval. 
A borda ântero-superior da fossa oval é bem saliente, pois aí há feixe muscular, o limbo da fossa oval, 
usado para cirurgias de correção de septo interatrial. A persistência de forame oval é a má-formação cardíaca mais 
frequente. 
Junto à desembocadura da veia cava inferior e do seio coronário há duas pregas de endocárdio, a válvula 
da veia cava inferior e a válvula do seio coronário, que não são válvulas verdadeiras. Na circulação fetal, o sangue 
que chegava da veia cava inferior seguia diretamente para o átrio esquerdo através do forame oval. 
A parte anterior do átrio direito é composta por um enorme orifício que comunica o átrio direito com o 
ventrículo direito: o forame atrioventricular direito, cuja valva possui três folhetos (valva tricúspide). 
 
 Ventrículo direito 
Localiza-se posteriormente ao corpo do esterno, ao nível do 4º e 5º espaços intercostais. Corresponde a quase 
toda a margem inferior e é a câmara mais acidentada do coração. Há trabéculas musculares na parede da câmara 
(trabeculae carnea). Há, ainda, outras saliências bem mais desenvolvidas, de formato cônico, os músculos 
papilares. No ventrículo direito existem três músculos papilares: anterior (o maior deles), posterior e septal. A 
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esses músculos estão fixadas as cordas tendíneas, que se fixam também às válvulas da valva tricúspide (anterior, 
posterior e septal) e impedem o prolapso das válvulas para o átrio direito, assim como a regurgitação do sangue. 
O sangue vem do átrio direito de posterior para anterior, passa através da valva tricúspide na contração do átrio 
direito e chega ao ventrículo direito. Na contração do ventrículo direito, o sangue segue superior e posteriormente 
em direção ao tronco pulmonar, realizando uma mudança de direção de 140°. 
A válvula pulmonar e o ápice do cone arterial estão ao nível da 3ª cartilagem costal esquerda. 
Entre o orifício da valva pulmonar e o orifício átrio-ventricular, existe uma saliência muscular, que segue 
da parede anterior do ventrículo direito até a parede posterior, em direção ao septo interventricular, chamada 
banda moderadora ou trabécula septo-marginal. A trabécula septo-marginal contém parte do ramo direito do 
feixe de His (parte do sistema de condução do coração), e parece reduzir o tempo de condução do impulso até o 
músculo papilar anterior. 
 
 Átrio esquerdo 
No átrio esquerdo desembocam as quatro veias pulmonares (avalvuladas). Representa a maior parte da base 
do coração e suas paredes são lisas (partes das veias pulmonares são incorporadas ao átrio esquerdo durante o 
desenvolvimento embrionário, de modo semelhante ao que ocorre com o seio venoso no átrio direito), com 
exceção da aurícula esquerda (que possui músculos pectíneos – parede trabeculada). 
Apresenta a Depressão Semilunar no septo inter-atrial, a qual representa o assoalho da fossa oval. 
O orifício átrio-ventricular esquerdo é um pouco menor que o direito e possui um sistema valvular de dois 
folhetos, que compõem a valva bicúspide ou mitral. A válvula mitral localiza-se posteriormente ao esterno, ao 
nível da 4ª cartilagem costal esquerda. 
Atrás da parede posterior do coração está a parede anterior do esôfago. Essa sintopia é importante, pois, em 
casos de lesão da valva mitral, o átrio esquerdo se dilata e se projeta posteriormente, empurrando o esôfago. 
 
 Ventrículo esquerdo 
Corresponde à maior parte da face diafragmática e ao ápice do coração. Dentro do ventrículo esquerdo há 
maior número (apesar de mais finas) de saliências musculares que no ventrículo direito, com apenas dois músculos 
papilares, um anterior (o mais desenvolvido de todos os músculos papilares cardíacos) e outro posterior. A valva 
mitral recebe cordas tendíneas de ambos os músculos papilares. 
Sua parede é duas a três vezes mais espessa que a do ventrículo direito, inclusive na porção do septo 
interventricular, haja vista que a pressão necessária para a circulação sistêmica é maior que a necessária para a 
circulação pulmonar. Adjacente à valva atrioventricular esquerda, está o anel da valva da artéria aorta. Assim, 
lesões na valva mitral quase sempre comprometem a valva da artéria aorta, e vice-versa. A válvula aórtica está 
localizadaposterior ao lado esquerdo do esterno, ao nível do 3º espaço intercostal. 
O septo interventricular acompanha a espessura da parede do ventrículo esquerdo. A dinâmica de contração 
dos ventrículos é diferente: o ventrículo esquerdo tem o formato de cone e, quando se contrai, o faz 
simetricamente (o fluxo sanguíneo sofre uma inversão de 180° dentro dele); o ventrículo direito, por sua vez, 
projeta-se contra o septo interventricular ao se contrair. O septo interventricular é principalmente muscular, 
porém, na porção mais alta, junto ao plano atrioventricular, possui uma porção membranosa. 
As espessuras do miocárdio são variáveis dependendo da câmara considerada. Os átrios possuem o miocárdio 
delgado, pois a sua função contrátil é relativamente pequena. O ventrículo direito precisa bombear sangue para a 
pequena circulação, assim sua capacidade de bomba é maior e a musculatura de sua parede, também. O ventrículo 
esquerdo possui uma musculatura ainda mais desenvolvida que a do ventrículo direito, pois bombeia sangue 
através da artéria aorta para todo o corpo. 
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 Valvas Semilunares 
Uma valva é formada pelo conjunto de válvulas. Cada uma das três válvulas que compõem as valvas pulmonar 
(válvulas anterior, direita e esquerda) e aórtica (válvulas posterior, direita e esquerda) é côncava superiormente 
e não possui cordas tendíneas. Cada válvula é espessada na parte de contato, formando a lúnula. O ápice de sua 
borda livre angulada é o nódulo. Entre a lúnula e as paredes do vaso, na porção côncava, está o seio. Os seios 
aórticos são conhecidos como seios de Valssalva. O sangue que eventualmente ocupa os seios previne a aderência 
entre as válvulas e a parede dos vasos durante a sístole. Do seio aórtico esquerdo parte a artéria coronária 
esquerda; do seio aórtico direito, a coronária direita; o seio aórtico posterior é conhecido como seio não-coronário, 
pois dele não parte nenhuma artéria. 
 
 Esqueleto Fibroso do Coração 
O coração está ancorado dentro do saco pericárdico pelos grandes vasos e possui na sua estruturação um 
esqueleto fibroso composto por quatro anéis fibrosos, que se situam nos orifícios atrioventriculares e ventrículo-
arteriais, dando forma a esses orifícios. 
São eles: 
· Anel Pulmonar 
· Anel Aórtico 
· Anel Tricúspide 
· Anel Mitral. 
As regiões que esses anéis se encontram são os trígonos fibrosos direito e esquerdo. O anel pulmonar é 
contíguo com o anel aórtico e o anel aórtico une-se aos anéis bicúspide (mitral) e tricúspide pelos trígonos fibrosos 
direito e esquerdo. O esqueleto fibroso também abrange as porções fibrosas dos septos interatrial e 
interventricular. Não existe nenhuma continuidade entre as fibras musculares dos átrios e as fibras musculares dos 
ventrículos. Os anéis fibrosos servem de inserção para as fibras musculares cardíacas e para as válvulas das valvas 
e isola eletricamente os átrios dos ventrículos (dá passagem ao feixe AV). 
 
 Ciclo cardíaco 
A diástole é a dilatação e a sístole é a contração. No momento da diástole, as valvas tricúspide e mitral estão 
abertas, o coração se enche de sangue e os ventrículos se dilatam. Na válvula mitral (esquerda) há os folhetos 
ântero-septal e póstero-lateral. Na válvula tricúspide há os folhetos anterior, posterior e septal. No momento da 
diástole, as valvas ventrículo-arteriais estão fechadas. Elas são constituídas por tecido muito elástico disposto em 
três folhetos valvulares. Quando ocorre contração ventricular, a pressão projeta os folhetos valvulares contra a 
parede dos vasos e o sangue flui através delas. Quando cessa a contração, as válvulas de fecham novamente, 
impedindo o fluxo retrógrado de sangue para os ventrículos. 
No momento da sístole, as valvas átrio-ventriculares (tricúspide e mitral) fecham-se. A pressão sanguínea faz 
com que os folhetos se encontrem, impedindo o retorno de sangue do ventrículo para o átrio. Os músculos papilares 
estão acoplados aos folhetos pelos filetes tendíneos, e contraem-se simultaneamente aos ventrículos, impedindo 
que os folhetos valvulares sejam projetados para o interior do átrio. Assim, o sangue é direcionado para as válvulas 
ventrículo-arteriais. A válvula pulmonar possui três folhetos: um anterior, um esquerdo e outro direito. A válvula 
aórtica também possui três folhetos: um direito, um esquerdo outro posterior.O conjunto dos filetes tendíneos 
chama-se cordoália tendinosa. 
 
 
 
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 Sistema de Condução do Coração 
O coração possui células musculares diferenciadas capazes de gerar um estímulo elétrico e conduzi-lo com 
facilidade através do órgão. Essas células se agrupam em dois nódulos e em alguns feixes que se distribuem pelo 
coração. 
 Nódulo sinusal ou sino-atrial: 
é o marca-passo do coração, iniciando e 
controlando os impulsos que geram as 
contrações cardíacas. Está localizado 
imediatamente profundo ao epicárdio na 
parte superior do suco terminal. Na 
maioria das pessoas e na maior parte do 
tempo, o nódulo sino-atrial manda 
aproximadamente 70 impulsos para 
contração por minuto. É estimulado pela 
divisão simpática do SNA, que promove o 
aceleramento do batimento cardíaco, e 
inibido pela divisão parassimpática, que 
reduz a frequência cardíaca. 
 
 Nódulo átrio-ventricular: localizado na parte póstero-inferior do septo interatrial, próximo ao ponto em 
que desemboca o seio coronário. O sinal do nodo SA (uma perturbação no potencial elétrico das células) é 
transmitido através dos miócitos (condução miogênica) das paredes atriais cardíacas (que apresentam 
especializações de membrana chamadas gap junctions, permitindo a livre difusão de íons) até o nodo AV. O nodo 
AV então distribui o sinal aos ventrículos através do feixe AV (ou feixe de His), que passa através do esqueleto 
fibroso do coração e da parte membranosa do septo interventricular. 
 
Na junção das partes membranosa e muscular do septo interventricular, o feixe AV se divide em ramos direito 
e esquerdo, que acompanham cada lado do septo interventricular muscular profundamente ao endocárdio e 
então ramificam-se em ramos subendocárdicos (fibras de Purkinje), que se estendem para as paredes dos 
respectivos ventrículos. O feixe AV recebe suprimento arterial da artéria interventricular anterior, através da ACE, 
pois transita no centro do septo interventricular. A ação sequencial dos dois nodos, dos sistemas de condução 
entre eles e dos miócitos cardíacos explica a contração coordenada dos átrios e ventrículos cardíacos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Vascularização cardíaca 
Os vasos cardíacos, normalmente envolvidos por 
gordura, cruzam a superfície cardíaca imediatamente 
profundos ao epicárdio. O endocárdio e alguns tecidos 
subendocárdicos recebem oxigênio e nutrientes por 
difusão ou microvasos diretamente das câmaras 
cardíacas. 
As artérias coronárias direita e esquerda, ambas 
ramos do primeiro segmento da artéria aorta, emergem 
nos respectivos seios de Valssalva e passam em lados 
opostos do tronco pulmonar. A emergência a partir dos 
seios de Valssalva faz com que as artérias coronárias 
sejam as únicas artérias do coração que se enchem de 
sangue durante a diástole. 
· Artéria coronária direita (ACD): logo após sua emergência, coloca-se no sulco coronário à direita. Nesse 
trajeto, dá um ramo para o nódulo sino-atrial, a artéria sinusal, e continua no sulco atrioventricular, 
seguindo para a face diafragmática do coração. Seguindo no sulco coronário, a ACD dá o ramomarginal 
direito, que supre a borda direita do coração. Ao chegar à cruz cordis, a ACD dá dois ramos importantes: 
a. Um ramo que se angula inferiormente e desce através do sulco interventricular posterior, a artéria 
interventricular posterior ou descendente posterior. 
b. Um ramo para o nódulo atrioventricular (em 80% das pessoas, é ramo da ACD). 
A ACD ainda continua no sulco coronário e ainda e dá ramos para a parede inferior do ventrículo esquerdo. 
De modo geral, a ACD faz a vascularização da face diafragmática do coração, provendo ramos para ambos 
os ventrículos e também para o septo interventricular. 
· Artéria coronária esquerda (ACE): emerge entre a aurícula esquerda e o tronco pulmonar como um 
tronco curto de aproximadamente 1,5 cm que, ao chegar ao sulco coronário, se bifurca em dois ramos: 
a. Ramo Circunflexo da Artéria Coronária: segue o sulco coronário à esquerda e dá ramos para o 
átrio e ventrículo esquerdos. Em 40% das pessoas, dá a Artéria Sinusal. A artéria circunflexa 
irriga toda a parede lateral do ventrículo esquerdo por meio de seu ramo principal, a Artéria 
Marginal Esquerda. 
b. Artéria Interventricular Anterior ou 
Descendente Anterior: desce pelo sulco 
interventricular anterior em direção ao ápice, 
onde comumente se anastomosa com a artéria 
interventricular posterior. A artéria 
interventricular anterior é a principal artéria que 
supre o septo interventricular. 
A obstrução dessas artérias por acúmulo de 
gordura ou processo degenerativo é o que leva a 
quadros de infarto do miocárdio e de angina. 
 
 
 
 
DOMINÂNCIA CORONÁRIA 
A artéria coronária dominante é definida como a 
artéria que dá como ramo a artéria 
interventricular posterior. 
Em 67% dos casos, a artéria coronária dominante 
é a DIREITA. 
 
[CITE SUA FONTE AQUI.] 
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A drenagem venosa cardíaca é feita por dois sistemas de veias: 
1. Veias mínimas: drenam diretamente para as câmaras cardíacas. Elas existem em maior quantidade no átrio 
direito, em menor quantidade no ventrículo direito e praticamente não existem no lado esquerdo. 
2. Veias cardíacas: estão na circulação superficial, cujos vasos são imediatamente profundos ao epicárdio do 
coração. São três principais: 
a. Veia Cardíaca Parva: acompanha o ramo marginal da ACD e drena para o seio coronário, na região 
da cruz cordis. 
b. Veia Cardíaca Média (Interventricular Posterior): acompanha a artéria interventricular posterior, 
geralmente ramo da ACD. Drena para o seio coronário, na região da cruz cordis. 
c. Veia Cardíaca Magna: é a principal tributária do seio coronário. Inicia próxima ao ápice do 
coração e ascende por meio do sulco interventricular anterior, acompanhando a artéria 
descendente anterior. Ao chegar ao nível de bifurcação da ACE, angula-se à esquerda e passa a 
ocupar o sulco coronário, onde acompanha o ramo circunflexo da artéria coronária 2 até 
desembocar no seio coronário. Recebe dois ramos, a Veia Interventricular Anterior e a Veia 
Marginal Esquerda. Coleta o sangue das áreas irrigadas pela ACE, principalmente do septo 
interventricular, e é a principal tributária do Seio Coronário. 
 
Há também a veia oblíqua do átrio esquerdo (de Marshall), que é o remanescente embrionário da veia 
cava superior esquerda, que não se desenvolve durante o período embrionário. 
O seio coronário, que desemboca na cruz cordis do átrio direito, é formado pela anastomose por 
convergência de cinco veias: a veia cardíaca magna, a veia posterior do ventrículo esquerdo, a veia oblíqua do 
átrio esquerdo (de Marshall), a Veia Interventricular Posterior e a Veia Cardíaca Parva. 
Algumas veias, como as veias anteriores do átrio direito, não drenam para o seio coronário, mas cruzam o 
sulco coronário e drenam diretamente para o átrio direito, mas às vezes terminam na veia cardíaca parva. 
 
SUPRIMENTO SANGUÍNEO 
Artéria Coronária Direita Artéria Coronária Esquerda 
Átrio Direito Átrio Esquerdo 
Maior parte do Ventrículo Direito Maior parte do Ventrículo Esquerdo 
Face diafragmática Parte do Ventrículo Direito 
Terço posterior do Septo IV Dois terços anteriores do Septo IV 
Nó Sinoatrial Feixe Atrioventricular 
Nó Atrioventricular 
 
ÁREAS DE AUSCULTA CARDÍACA 
 
· Foco aórtico: 2° espaço intercostal do lado direito, adjacente ao esterno. 
· Foco pulmonar: 2° espaço intercostal do lado esquerdo, adjacente ao esterno. 
· Foco tricúspide: 4° espaço intercostal do lado esquerdo, adjacente ao esterno. 
· Foco mitral: 5° espaço intercostal do lado esquerdo, na linha hemiclavicular. 
 
 
 
2 Uma situação incomum ocorre aqui, pois uma artéria acompanha uma veia e seus fluxos sanguíneos tem o mesmo 
sentido. 
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 PERICÁRDIO 
 
É o envoltório do coração, composto por duas camadas: o pericárdio fibroso e o pericárdio seroso. O 
pericárdio seroso, que recebe imediatamente o coração, é dividido em dois folhetos; o folheto visceral é adjacente 
ao coração e reflete-se na emergência dos grandes vasos para formar o folheto parietal. Esta reflexão ocorre: 
· Onde a aorta e o tronco pulmonar deixam o coração; 
· Onde as veias cavas superior e inferior e veias pulmonares entram no coração. 
 
Entre as reflexões de pericárdio seroso entre esses 2 grupos de vasos, há uma passagem transversa 
chamada de seio transverso do pericárdio. Entre as reflexões pericárdicas do 2º grupo de vasos, forma-se o seio 
oblíquo do pericárdio. 
O folheto parietal reveste internamente uma lâmina de pericárdio fibroso muito grossa que recobre todo o coração: 
o saco pericárdico. 
 
Há uma cavidade virtual entre os dois folhetos serosos, onde há uma lâmina muito tênue de fluido seroso 
que permite o deslizamento dos folhetos e, assim, o batimento cardíaco num ambiente com pouca fricção. Um 
processo inflamatório pode acometer esse local, com coleção de até dois ou três litros de fluido dentro dessa 
cavidade. A esse processo inflamatório dá-se o nome de pericardite, que pode ser viral (mais comum) ou 
traumática. Para a drenagem do líquido da cavidade pericárdica, faz-se uma pericardiocentese, através do 5º ou 
6º espaços intercostais esquerdos, próximo ao esterno. 
 
O pericárdio fibroso forma o saco pericárdico (espesso e resistente), que está firmemente aderido ao 
centro tendíneo do diafragma, com o qual é contínuo. Possui alguns ligamentos que se prendem ao esterno na 
frente e à coluna vertebral torácica atrás. 
 
O pericárdio fibroso é: 
· Contínuo superiormente à túnica adventícia dos vasos da base através da lâmina pré-traqueal da fáscia 
cervical profunda. 
· Preso anteriormente à face posterior do esterno por ligamentos esterno-pericárdicos. 
· Contínuo inferiormente ao centro tendíneo do diafragma através do ligamento pericárdico-frênico. 
 
A vascularização do pericárdio se dá principalmente pelos vasos pericárdico-frênicos. O suprimento arterial é 
dado por: 
1. Artérias pericárdico-frênicas, ramos das artérias torácicas internas. 
2. Contribuições menores das músculo-frênicas, coronárias e ramos aórticos. 
 
A drenagem venosa é feita por: 
1. Veias pericárdico-frênicas, tributárias das veias braquiocefálicas (ou torácicas internas). 
2. Tributárias variáveis para o sistema Ázigos. 
 
A inervação do pericárdio é feita principalmente pelo nervo frênico. 
 
 
 
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9) ESÔFAGO 
 
O esôfago é um tubo fibromuscular que liga a faringe ao estômago. É um órgão longo que possui uma 
parte cervical, uma parte torácica e outraabdominal. O limite superior é a projeção da margem inferior da 
cartilagem cricóide, que fica à altura da borda inferior de C6, ou na margem inferior do músculo constritor inferior 
da faringe. O limite inferior dá-se no interior da cavidade abdominal, na junção esôfago-gástrica, a cárdia. 
O esôfago possui uma luz virtual, isto é, quando o esôfago está vazio, a parede posterior está aderida à anterior, 
e a luz tem o aspecto de uma fenda. Essa luz se torna real durante a passagem do bolo alimentar ou durante uma 
inspiração profunda. 
Esse órgão mede aproximadamente 25 cm, sendo 5 cm na região cervical, 18 cm na caixa torácica e 2 cm 
no abdome. 
 
Ao longo de seu percurso, o esôfago relaciona-se com várias estruturas. 
Na região cervical: 
· Anteriormente está a traquéia; 
· Posteriormente acompanha os corpos das vértebras cervicais; 
· Lateralmente estão os lobos da tireóide, o feixe vásculo-nervoso do pescoço e o nervo laríngeo 
recorrente. 
No tórax: 
· Ântero-lateralmente à esquerda está o arco aórtico; 
· Ântero-lateralmente à direita passa o arco da veia ázigos; 
· Anterior e abaixo do arco aórtico temos o brônquio principal esquerdo; 
· Anterior e mais inferiormente estão o saco pericárdico e o átrio esquerdo. 
 
O esôfago apresenta alguns estreitamentos em seu percurso. 
1. Estreitamento cricóideo: É o mais estreito de todos e está na região cervical. É determinado pela constrição 
do músculo cricofaríngeo (parte do músculo constritor inferior da faringe). 
2. Estreitamento aórtico: determinado pela compressão do arco aórtico; 
3. Estreitamento brônquico: determinado pelo brônquio principal esquerdo; 
4. Estreitamento diafragmático: determinado pelo hiato esofágico do diafragma. 
 
Quanto à sua histiotopia, o esôfago apresenta quatro camadas: 
1. Adventícia: É a mais externa. Só há serosa na porção abdominal do esôfago (peritônio). 
2. Muscular: Organizada em duas camadas, uma longitudinal externa e outra circular interna. 
Posteriormente, no início do esôfago, algumas fibras da camada longitudinal externa delimitam o trígono 
de Laimer. Esse trígono é uma porção do esôfago revestida apenas pela camada circular interna e, 
portanto, mais frágil. O trígono de Laimer é sujeito a protrusões (formação de um “saco”), que podem 
acumular restos alimentares, causando mau hálito e engasgos. Essas protrusões são conhecidas como 
divertículos de Zenker. 
3. Submucosa: Bastante vascularizada. Aí se encontra o plexo venoso submucoso, que determina uma 
anastomose porto-cava. 
4. Mucosa: É formada por um epitélio de revestimento estratificado pavimentoso não queratinizado 
adequado para suportar o atrito dos alimentos. 
Durante seu percurso, o esôfago apresenta curvaturas nos eixos ântero-posterior e látero-lateral: 
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· Ântero-posterior: o esôfago tem a forma de uma letra S invertida alongada. Inicialmente, é curvado para 
a esquerda. Ao entrar no tórax, é limitado pelo arco da aorta, e assim faz uma curvatura para a direita. 
Depois, torna a se curvar para a esquerda em direção ao estômago. 
o Importância cirúrgica: na região cervical, uma incisão para encontrar o esôfago deve ser feita 
levemente à esquerda do plano mediano; no tórax alto, mais à direita; e no tórax baixo, mais à 
esquerda novamente. 
· Látero-lateral: o esôfago é adjacente à face anterior dos corpos da vértebras aproximadamente até T7, 
quando a aorta descente toma seu lugar, projetando-o anteriormente. Ao nível vertebral de T10, ele cruza 
o hiato esofágico do diafragma. 
 
A vascularização esofágica é segmentar: 
· Na região cervical, o esôfago é suprido pelas artérias esofágicas superiores, ramos da artéria tireóidea 
inferior. 
· No tórax, é irrigado pelas artérias esofágicas médias, que podem ser ramos diretos da artéria aorta, das 
artérias brônquicas, das artérias mediastinais ou das artérias intercostais posteriores. 
 
· No abdome, ele é suprido pelas artérias esofágicas inferiores, que são ramos da artéria gástrica esquerda 
(ramo do tronco celíaco, que por sua vez é ramo da artéria aorta abdominal). 
 
A drenagem venosa é feita por veias que acompanham as artérias: 
· Na região cervical são as veias esofágicas superiores, que drenam para a veia tireóidea inferior. 
· No tórax são as veias esofágicas médias, que drenam para as veias intercostais posteriores, que por sua 
vez drenam para o sistema ázigos. 
· No abdome, são as veias esofágicas inferiores, que drenam para a veia gástrica esquerda e, assim, para o 
sistema porta-hepático. 
 
Na submucosa do esôfago encontra-se o plexo venoso submucoso (de Meissner). Ele comunica as veias da 
porção inferior com veias da porção média do esôfago, formando uma anastomose porto-cava (anastomose do 
sistema porta com o sistema cava). 
Disfunções hepáticas podem causar hipertensão portal, de modo que o aporte sanguíneo da veia porta ao 
fígado fica reduzido e o sangue segue uma rota alternativa. Através da veia gástrica esquerda, o sangue inunda o 
plexo venoso submucoso do esôfago no intuito de chegar até o sistema ázigos e, por fim, à VCS. Com isso, as 
veias do plexo esofágico ficam dilatadas, formando varizes esofágicas. 
 
O esôfago é inervado pelo sistema nervoso autônomo. 
· Ramos do simpático, através dos troncos simpáticos; 
· Ramos do parassimpático, através do nervo vago. 
Os ramos dos nervos vagos contribuem para a formação dos plexos brônquicos e esofágicos (plexo mioentérico de 
Auerbach). Depois, emergem desses plexos como tronco vagal anterior (continuação do nervo vago esquerdo) e 
tronco vagal posterior (continuação do nervo vago direito). 
 
 
 
 
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10) AORTA TORÁCICA 
 
Origina-se no interior do ventrículo esquerdo, sai pela base 
cardíaca, ascende até o nível do plano transverso torácico e 
recurva-se 270º, formando o arco aórtico. Deste ponto, desce e 
coloca-se posterior ao esôfago, acompanhando os corpos 
vertebrais imediatamente à esquerda. Termina ao nível de T12, 
ao transfixar o hiato aórtico. 
Em seu percurso, dá vários ramos: 
 Aorta Ascendente: Artérias coronárias direita e 
esquerda. 
 Arco Aórtico: Tronco braquiocefálico, artéria carótida 
comum esquerda e artéria subclávia esquerda. 
 Aorta Descendente: 
o Ramos Parietais (Obedecem ao princípio da 
metameria): artérias intercostais posteriores para 
todos os espaços intercostais (exceto para o 1º e o 2º). 
o Ramos Viscerais: Artérias brônquicas, artérias 
esofágicas e artérias mediastínicas. 
 
 
 
Drenagem linfática do esôfago, da traqueia e dos brônquios 
Os brônquios e a porção média do esôfago drenam para linfonodos bronco-mediastinais. 
Os brônquios e a traqueia drenam para linfonodos traqueobrônquicos e, em última análise, para 
linfonodoscervicais profundos. 
A traqueia cervical e o esôfago cervical drenam para linfonodos cervicais profundos. 
A porção distal do esôfago drena para os linfonodos celíacos ou para linfonodos próximos à artéria 
gástrica esquerda, os linfonodos gástricos esquerdos (cárdicos do estômago). 
 
11) SISTEMA ÁZIGOS 
 
É um sistema de veias que drena as paredes torácica 
e lombar posteriores, imediatamente ântero-lateral à 
coluna vertebral (ázigo, do grego, significa ímpar, único). 
Além disso, promove uma anastomose cava-cava, 
unindo as veias cavas superior e inferior. 
Pequenas veias na parede posterior do abdome, 
com distribuição segmentar, drenam para a veia cava 
inferior, as veias lombares. Uma veia de posição 
ascendente faz a anastomose entre essas veias 
lombares, a veia lombar ascendente. 
 
 
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A união da veia lombar ascendente direita a um ramo direto da veia cava inferior junto à borda inferior da 
12ª costela dá origem à veia ázigos. Ela recebe sangue das veias intercostais posteriores direitas (4ª a 11ª) e 
subcostal. Ao receber a 4ª veia intercostal, a veia ázigos contorna o pedículo pulmonar direito, formando o arco 
da veia ázigos, e desemboca na veia cava superior. 
No lado esquerdo, a veia lombar ascendente esquerda se une à veia subcostal esquerda e dá origem à veia 
hemiázigos, que recebe sangue das veias intercostais posteriores esquerdas (9ª a 11ª). Ao receber a 9ª veia 
intercostal, a veia hemiázigos cruza a linha média posteriormente à aorta e ducto torácico, ao nível vertebral de 
T9, e desemboca na veia ázigos. 
As 5ª a 8ª veias intercostais posteriores esquerdas unem-se e dão origem à veia hemiázigos acessória, que 
cruza a linha média ao nível de T7/T8 e drena para a ázigos ou desemboca diretamente na hemiázigos. 
A 1ª veia intercostal esquerda desemboca na veia hemiázigos acessória ou na veia braquiocefálica esquerda, 
enquanto a 1ª intercostal direita drena para a braquiocefálica direita. 
A 2ª veia intercostal une-se com a 3ª e a 4ª intercostal do respectivo lado, formando as veias intercostais 
superiores esquerda e direita, que drenam para a veia braquiocefálica esquerda e para a veia ázigos, 
respectivamente. 
 
 
12) DUCTO TORÁCICO 
 
O ducto torácico é responsável por 
drenar a linfa de todo o corpo – exceto a do 
quadrante superior direito - para o ângulo venoso 
esquerdo. Têm início na cisterna do quilo, uma 
bolsa localizada anteriormente à primeiras 
vértebras lombares, que recebe a linfa dos 
membros inferiores, abdome e pelve. O ducto 
torácico ascende e passa pelo diafragma através 
do hiato aórtico posteriormente à artéria aorta. 
 
Em seu trajeto superior, o ducto tem a 
veia ázigos à sua direita, a artéria aorta à sua 
esquerda e o esôfago anteriormente. 
Aproximadamente ao nível do plano transverso 
superior, o ducto torácico cruza a face anterior 
dos corpos vertebrais, colocando-se do lado esquerdo. O ducto continua a ascender e receber vasos linfáticos 
durante seu percurso até desembocar no ângulo venoso esquerdo (ponto de união da VJI esquerda com a 
subclávia esquerda). 
 
A drenagem linfática do quadrante superior direito é feita pelo ducto linfático direito, que desemboca no 
ângulo venoso direito. 
 
 
 
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13) CADEIA LÁTERO-VERTEBRAL DO SIMPÁTICO 
 
Consiste numa série de gânglios conectados por fibras nervosas, que se colocam a cada lado da coluna 
vertebral e pertencem ao sistema nervoso autônomo simpático. Na porção torácica, existem onze gânglios de 
cada lado. O primeiro gânglio torácico funde-se, na maioria das pessoas, com o último gânglio cervical, formando 
o gânglio estrelado, situado posteriormente à artéria vertebral. 
· Aproximadamente do 2ª ao 5º ou 6º gânglio, partem fibras que formam os plexos aórtico, 
pulmonar e brônquico (parte simpática). 
· Os 6º, 7º, 8º e 9º gânglios fornecem fibras para formar o nervo esplâncnico maior, que perfura 
o diafragma e contribui para a formação do plexo celíaco. 
· Dos 9º e 10º gânglios, partem fibras que formam o nervo esplâncnico menor, que contribui para 
a formação do plexo renal. 
· O 11º gânglio forma o nervo esplâncnico imo ou mínimo, nem sempre presente, que também 
contribui para o plexo celíaco 
 
 
Anotações Tórax 
 
 
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Abdome 
 
É a maior cavidade que temos no nosso corpo. Ele guarda a grande maioria dos órgãos do sistema 
digestório. Não possui arcabouço ósseo, tendo suas paredes musculares. Apenas a parte posterior é formada 
pelas vértebras, de T12 até a última sacral, pois há continuidade entre abdome e pelve (separados por um plano 
na linha arqueada do osso do quadril). 
 
Limites da parede anterolateral (da borda lateral do músculo quadrado lombar à linha média inferior): 
· Superior: margem ou rebordo costal direito e esquerdo. Na linha média há o processo xifoide. 
· Inferior: ligamento inguinal, pelo tubérculo púbico e pela crista púbica. 
· Posterior: 12º arco costal e corpos vertebrais de T12 a L5 (sem considerar a pelve), músculos psoas 
maior/menor, ilíaco e quadrado lombar. 
· Posterior e lateral: crista ilíaca (2/3 posteriores). 
· Anterior e inferior: terço anterior da crista ilíaca e espinha ilíaca anterossuperior. 
· Limites da cavidade abdominal: 
· Teto: músculo diafragma. 
· Assoalho: músculo diafragma pélvico (está na altura do terço superior da bacia). 
 
O abdome pode ser dividido de duas maneiras: em quatro e em nove quadrantes: A divisão em quatro 
quadrantes é a mais simples: quadrantes superiores direito e esquerdo e inferiores direito e esquerdo. 
 
 
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Já a divisão em nove quadrantes, mais utilizada, é feita da seguinte forma: traça-se na linha que vai da metade 
da clavícula (linha hemiclavicular) até a metade do ligamento inguinal de cada lado. Traça-se então outra linha que 
passa pelo rebordo costal (10ª costela e parte superior de L3) e outra que passa à altura da espinha ilíaca 
anterossuperior (e de L5), dando origem a nove quadrantes, que são: 
HIPOCÔNDRIO DIREITO: 
fígado e vesícula biliar 
REGIÃO EPIGÁSTRICA: 
estômago e duodeno. 
HIPOCÔNDRIO ESQUERDO: 
baço e rim esquerdo. 
 
FLANCO DIREITO: 
cólon ascendente. 
 
REGIÃO UMBILICAL: 
intestino delgado, pâncreas e cólon transverso 
FLANCO ESQUERDO: 
cólon descendente. 
 
FOSSA ILÍACA DIREITA: 
cólon cecal e apêndice cecal. 
REGIÃO HIPOGÁSTRICA: 
genitália interna feminina, útero, ovário, trompas, reto e 
bexiga. 
FOSSA ILÍACA ESQUERDA: 
sigmóide e cólon esquerdo. 
 
Quanto à estratigrafia, divide-se nas seguintes camadas: 
· Pele: é fina e recoberta de pelos com linhas de força no sentido transversal 
· Fáscia areolar (de Camper): possui gordura em disposição areolar. É aí que encontramos vasos e nervos 
superficiais. É móvel sobre os planos profundos, exceto no umbigo. 
· Fáscia lamelar (de Scarpa): possui gordura disposta em lâminas. Termina na fáscia lata e funde-se com a 
fáscia profunda do abdome sobre os músculos. 
 
A artéria epigástrica superficial ou também subcutânea abdominal, é responsável pela vascularização da pele 
e é ramo da artéria femoral. Transita (pela metade do ligamento inguinal) entre a fáscia areolar e a fáscia lamelar. 
Vasculariza a pele e a gordura de toda a parede anterolateral do abdome. 
A veia tóraco-epigástrica: situada na fáscia aureolar, faz a drenagem venosa de toda a parede 
anterolateral do abdome. Desemboca na veia axilar e serve como anastomose entre a veia ilíaca externa e a veia 
axilar (anastomose cava-cava). 
 
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A inervação cutânea é toda segmentar através de nervos intercostais (ramos ventrais) a partir de T5, T6 
até L1, sendo que o ramo intercostal de T10 está na altura da cicatriz umbilical. 
 
 
1) MÚSCULOS 
A) GRUPO ANTERIOR 
 Músculo reto do abdome 
Origem: tubérculo púbico (sínfise e crista púbica). 
Inserção: Processo xifoide e 5ª a 7ª cartilagens costais. 
Esse músculo apresenta inserções tendíneas (encontro da porção anterior com a posterior da bainha do reto), 
sendo envolvido por ela. Sua margem lateral é a linha semilunar (convexa para fora da 9ª cartilagem costal ao 
tubérculo púbico). Na linha média as aponeuroses da bainha do retose unem formando a linha alba. Sua inervação 
penetra posterior e lateralmente e tem como ação comprimir e sustentar as vísceras abdominais e flexionar o 
tronco. 
 Músculo piramidal 
Origem: tubérculo púbico. 
Inserção: linha alba. 
Ação: tensão da linha alba. 
É um músculo pequeno (e insignificante, segundo o Moore) situado abaixo da cicatriz umbilical, não é encontrado 
em 20% das pessoas. 
 
B) GRUPO ANTEROLATERAL 
 Músculo oblíquo externo 
É um músculo largo e mais superficial. O terço lateral é carnoso (fibra muscular) e os dois terços mediais são 
aponeuróticos. Suas fibras correm de lateral para medial e de cima para baixo. A porção fixa (carnosa) tem origem 
superior da 7ª à 12ª costela, havendo uma interdigitação com as fibras do músculo serrátil anterior. A inserção, 
inferior, dá-se no lábio exerno da crista ilíaca. A porção aponeurótica apresenta suas fibras de lateral para medial 
e de cima para baixo, relacionando-se com a parte anterior da parede anterolateral do abdome com a espinha 
ilíaca anterior e superior e com o tubérculo púbico. 
 
 Músculo oblíquo interno 
É um músculo largo e profundo ao oblíquo externo. Suas fibras vão de lateral para medial e de baixo para cima. 
Tem origem na fáscia tóraco-lombar (posteriormente), nos dois terços anteriores do lábio interno da crista ilíaca 
e no terço lateral do ligamento inguinal. A inserção das fibras mais posteriores dá-se da 9ª à 12ª costela e se 
interdigitam com o músculo grande dorsal. As fibras mais anteriores inserem-se formando a aponeurose no 
gradeado costal (rebordo costal) e formam a bainha do reto. Possui uma borda livre que é arqueada e, junto com 
a aponeurose do músculo transverso do abdome, forma o tendão conjunto ou foice inguinal. 
 
 Músculo transverso do abdome 
Também é um músculo largo profundo ao oblíquo interno. Suas fibras vão de lateral para medial e no sentido 
horizontal. Tem origem igual ao oblíquo interno, na fáscia tóraco-lombar, nos dois terços anteriores da crista ilíaca 
e no terço lateral do ligamento inguinal. Insere-se na bainha do reto, sendo que nos dois terços superiores é 
 
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posterior e no terço inferior é anterior. Também se insere abaixo da espinha ilíaca anterior e superior 
acompanhando o oblíquo interno e formando o tendão conjunto. 
 
* BAINHA DO RETO 
 
É formada pelas aponeuroses dos músculos oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome. 
Nos dois terços superiores (acima da linha arqueada) a aponeurose do oblíquo externo passa 
anteriormente ao músculo reto do abdome, a aponeurose do oblíquo interno divide-se em duas camadas (lâminas) 
na margem lateral do músculo reto do abdome; uma lâmina passando anteriormente ao músculo e a outra 
passando posterior a ele. A lâmina anterior une-se à aponeurose do músculo oblíquo externo do abdome para 
formar a lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome. A lâmina posterior une-se à aponeurose do 
músculo transverso do abdome para formar a lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome. Elas formam 
um estojo aponeurótico dentro do qual o reto está. Na linha média há o encontro entre as aponeuroses dos dois 
lados, formando a linha alba. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No terço inferior (quatro centímetros abaixo do umbigo até o púbis) todas as aponeuroses passam pela 
frente do músculo reto do abdome. Por trás do reto resta o resquício da aponeurose do músculo transverso 
chamada de fáscia transversal. Quando retiramos o músculo reto, observa-se a linha arqueada: é o momento em 
que a aponeurose posterior se encontra com a anterior. É também chamada de arco de Douglas. Abaixo da linha 
arqueada só há fáscia transversal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os nervos que inervam o reto do abdome entram pela margem lateral do músculo. Quando 
incisamos a cavidade abdominal, temos que fazê-lo pela linha média, para evitar lesões nesses nervos e, se 
pudermos, no sentido transversal. 
 
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Encontraremos, na bainha do reto, os vasos epigástricos (inferiores e superiores). Os vasos epigástricos 
inferiores estão localizados entre a bainha posterior e o músculo reto. São ramos da artéria ilíaca externa e vão se 
anastomosar com um ramo terminal da artéria torácica interna, que são os vasos epigástricos superiores. A partir 
dessa anastomose, irão partir vários ramos que vascularizarão de forma segmentar o músculo reto do abdome e 
os outros músculos. 
 
Ação dos músculos 
Os músculos abdominais fazem a sustentação das vísceras, compressão e movimentação do tronco. A 
sustentação das vísceras mantém-nas no interior da cavidade abdominal. Na posição de decúbito dorsal eles estão 
relaxados; sentado ou em pé estão todos contraídos. 
Na compressão abdominal os oblíquos e o transverso fazem a cinta muscular para manobras de aumento 
de pressão intra-abdominal de expulsão da entrada do ar (tosse, espirro, cantar) e a manobra de Valsalva para 
esvaziamento do reto (evacuar), esvaziamento da bexiga (urinar) e expulsão do feto do canal de parto. 
A movimentação do corpo consiste-se na aproximação ente o tórax e a pelve. O reto do abdome é 
contraído quando estamos em decúbito dorsal e vamos levantar e os oblíquos fazem a flexão do tronco quando 
estamos em decúbito lateral. Esses músculos possuem efeito estabilizador sobre a coluna vertebral. 
 
Inervação 
É segmentar, feita pelos nervos tóraco-abdominais, ramos ventrais de T6 a T12 e L1. 
· Oblíquo externo: T7 a T11 e n. subcostal. 
· Oblíquo interno e transverso: ramos anteriores de T6 a T12 e L1. 
· Reto: nervos toracoabdominais (ramos anteriores dos nervos espinais T6– T12) 
· Piramidal: nervo subcostal + nervo íliohipogástrico (L1) 
 
Drenagem linfática 
Acima do umbigo drena para linfonodos axilares. Abaixo do umbigo drena para linfonodos inguinais. 
 
 
2)REGIÃO INGUINAL 
 
A região inguinal possui importância cirúrgica porque, junto com o umbigo, é uma das regiões mais frágeis 
da parede abdominal e, por isso, é sede muito frequente de hérnias inguinais. Está situada abaixo do umbigo e 
possui a forma de um triângulo que tem por limite medial a margem lateral do músculo reto do abdome, por 
limite superior a linha que passa nas espinhas ilíacas anterior e superior, e como limite anterolateral o ligamento 
inguinal. 
O ligamento inguinal é dependência da aponeurose do músculo oblíquo externo. É um espessamento 
dessa aponeurose que se insere na espinha ilíaca anterossuperior e no tubérculo púbico. 
 
A estratigrafia da região inguinal é composta por nove planos: 
 
· Pele; 
· Fáscia areolar (de Camper); 
 
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· Fáscia lamelar (de Scarpa); 
· Músculo oblíquo externo nessa área é representado por aponeurose que, ao chegar à espinha ilíaca 
anterossuperior, se espessa e forma o ligamento inguinal. Antes de chegar ao tubérculo púbico, a 
aponeurose divide-se em pilar medial (insere-se na crista púbica) e pilar lateral (insere-se no tubérculo 
púbico) e forma o anel inguinal superficial por onde passa no homem o funículo espermático e na mulher 
o ligamento redondo do útero; por ambos passa o nervo ílioinguinal. A aponeurose do músculo oblíquo 
externo também forma: 
o Ligamento íleo-pectíneo: que vai do ligamento inguinal (porção central) até o ramo do púbis e 
divide a região inguinal em trígono muscular, mais lateral e formado pelo músculo íleo psoas e 
pelo nervo femoral; e trígono vascular, mais medial e formado pela artéria e pela veia femoral. 
o Ligamento lacunar (de Gimbernat): sãofibras que se refletem da extremidade medial do 
ligamento inguinal para a linha pectínea do osso púbis. 
o Ligamento pectíneo (de Cooper): está em cima do ramo do púbis e encontra-se com o ligamento 
lacunar. 
o Anel femoral. 
 
· Músculo oblíquo interno: forma com a sua aponeurose o anel inguinal profundo; 
· Músculo transverso do abdome: irá acompanhar as fibras do músculo oblíquo interno e, junto com ele, 
formará o tendão conjunto; 
· Fáscia transversalis; 
· Tecido pré-peritonial; 
· Peritônio. 
 
 
 
 
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 Trígono de Hasselbach 
 
Tem como limite súpero medial o tendão conjunto (oblíquo interno + transverso abdominal), como limite inferior 
o ligamento inguinal e como limite lateral os vasos epigástricos inferiores (ramos da ilíaca externa). Esse trígono 
é muito frágil e é por onde passam hérnias diretas. 
 
 
 
 Hérnia 
É a protrusão de uma estrutura, víscera ou órgão a partir da cavidade à qual pertence. Na região inguinal há dois 
tipos de hérnias: direta e indireta. 
· Hérnia direta: é quando ela passa diretamente da cavidade intra-abdominal para o trígono de 
Hesselbach, medialmente aos vasos epigástricos inferiores. É congênita ou adquirida. 
 
· Hérnia indireta: vai por dentro do conduto peritônio-vaginal, que está dentro do funículo espermático, que 
atravessa o anel inguinal profundo, canal inguinal, anel inguinal superficial; portanto, a hérnia passa 
lateralmente aos vasos epigástricos inferiores. É congênita. 
 
 
 
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 CANAL INGUINAL 
 
 É formado em relação à descida do testículo durante o desenvolvimento fetal. Começa no anel inguinal 
profundo (dependência do oblíquo interno e do transverso do abdome) e termina no anel inguinal superficial 
(dependência do oblíquo externo), sendo o meio de passagem, no homem, do funículo espermático, e na mulher, 
do ligamento redondo do útero. Os anéis inguinais superficial e profundo não se superpõem devido ao trajeto 
oblíquo do canal inguinal, no adulto. 
· Parede anterior: formada pela aponeurose do músculo oblíquo externo do abdome em toda a extensão 
do canal; sua parte lateral é reforçada por fibras do músculo oblíquo interno do abdome 
· Parede posterior: formada pela fáscia transversal; sua parte medial é reforçada por fixações púbicas das 
aponeuroses dos músculos oblíquo interno e transverso do abdome, que frequentemente se fundem em 
extensões variáveis para formar um tendão comum — a foice inguinal — e o ligamento (inguinal) reflexo 
· Teto: formado lateralmente pela fáscia transversal, centralmente pelos arcos musculoaponeuróticos dos 
músculos oblíquo interno e transverso do abdome, e medialmente pelo pilar medial da aponeurose do 
músculo oblíquo externo do abdome 
· Assoalho: formado lateralmente pelo trato iliopúbico, centralmente pelo sulco formado pelo ligamento 
inguinal invaginado, e medialmente pelo ligamento lacunar. 
 
 
3) PERITÔNIO E CAVIDADE PERITONEAL 
 
O peritônio é uma membrana serosa que reveste a cavidade abdominopélvica e recobre as vísceras; possui duas 
lâminas, sendo chamada de peritônio parietal a porção que reveste a face interna da parede abdominal, e peritônio 
visceral a porção que reveste as vísceras. O peritônio e as vísceras estão na cavidade abdominopélvica e 
estabelecem entre si a seguinte relação: 
 
· Órgãos intraperitoneais: são quase completamente cobertos por peritônio visceral; nesse caso, o termo 
‘intraperitoneal’ NÃO significa ‘dentro da cavidade peritoneal’. 
· Órgãos extraperitoneais/retroperitoneais/subperitoneais: também estão situados fora da cavidade 
peritoneal (externamente, posteriormente e inferiormente) e são parcialmente cobertos por peritônio 
parietal. Os rins, por exemplo, localizam-se entre o peritônio parietal e a parede posterior do abdome; 
dessa forma, somente sua face anterior está em contato com essa serosa. 
 
O peritônio visceral é pobremente inervado o peritônio visceral é insensível a toque, calor e frio, e laceração; 
é estimulado basicamente por distensão e irritação química. Podemos cortar a víscera e o paciente não sente. Já 
o peritônio parietal é ricamente inervado e possui inervações diferentes para as seguintes regiões: 
· O peritônio que forra a superfície inferior do diafragma é inervado pelo nervo frênico. Pode dar dor 
referida ao ombro e à região cervical, pois as raízes do frênico originam-se de C3-C5. 
· O peritônio que forra a parede anterolateral do abdome é inervado pelos nervos tóraco-abdominais e 
pelo nervo subcostal (porção ventral de T12). Provoca dor ao nível dos espaços intercostais e pode até 
dar dos nas fossas ilíacas. 
· O peritônio que forra a parede posterior é inervado pelos nervos lombares. 
 
 
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Cavidade peritoneal é a região virtual localizada dentro da cavidade abdominal, entre as duas lâminas de peritônio. 
Não contém órgãos, mas sim uma pequena quantidade de líquido peritoneal, composto por água e eletrólitos. A 
função de tal líquido é lubrificar a serosa e permitir seu livre movimento; o líquido peritoneal também contém 
leucócitos. Nos homens, a cavidade peritoneal é completamente fechada; nas mulheres, todavia, há uma via de 
comunicação para o exterior do corpo através das tubas uterinas; essa comunicação consiste em uma possível via 
de infecção externa. 
 
 DOBRAS DE PERITÔNIO 
 
· Meso: dobra de peritônio que vai da parede à víscera contendo estruturas nobres em seu interior. 
· Ligamento: vai da parede à víscera e não contém vasos em seu interior. 
· Omento ou Epíplon: vai de víscera a víscera e contém estruturas nobres no seu interior. 
 
Obs: Fáscia de coalescência: durante o desenvolvimento do embrião, alguns órgãos podem ser inicialmente 
intraperitoneais e, depois, alcançam o retroperitônio (sendo, portanto, órgãos retroperitoniais secundários); nesse 
trajeto, há uma fusão entre o peritônio parietal e o visceral, formando essa fáscia de coalescência. Todo órgão 
retroperitonial secundário possui fáscia de coalescência. 
 
 Subdivisões da Cavidade Peritoneal 
 
· Mesocolo transverso: é o mesentério do colo 
transverso e divide a cavidade abdominal em 
compartimento supracólico (contendo estômago, 
fígado, baço) e infracólico (contendo intestino 
delgado e os colos ascendente e descendente); o 
compartimento infracólico situa-se 
posteriormente ao omento maior e é dividido em 
espaços infracólicos direito e esquerdo pelo 
mesentério do intestino delgado. Os 
compartimentos supra e infracólico comunicam-
se pelos sulcos paracólicos, situados lateralmente 
aos colos ascendente e descendente. 
· Bolsa omental: é uma cavidade extensa, 
semelhante a um saco, situada posteriormente ao 
estômago, omento menor e estruturas 
adjacentes. A bolsa omental tem um recesso 
superior, limitado superiormente pelo diafragma e 
as camadas posteriores do ligamento coronário do 
fígado, e um recesso inferior entre as partes 
superiores das camadas do omento maior. 
· A bolsa omental comunica-se com o saco 
peritoneal através do forame omental que é uma abertura situada posteriormente à margem livre do 
 
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omento menor (ligamento hepatoduodenal). O forame omental pode ser localizado passando-se um dedo 
ao longo da vesícula biliar até a margem livre do omento menor. Os limites do forame omental são: veia 
porta, artéria hepática e o ducto colédoco (anterior);veia cava inferior (posterior); fígado (superior); 
primeira porção do duodeno (inferior). 
· 
· 
 
 
 
 
 
4) ANDAR SUPRAMESOCÓLICO 
 
Está situado acima do mesocólon transverso, tendo-o como limite inferior. Seu limite superior é o músculo 
diafragma, seu limite posterior é o peritônio parietal posterior, e o limite anterior é a parede anterolateral do 
abdome. Ele possui várias estruturas. 
 
 ESÔFAGO ABDOMINAL 
Possui aproximadamente dois centímetros e é a única porção do esôfago que possui revestimento peritoneal, 
na sua parte anterior. É vascularizado por ramos da artéria gástrica esquerda e das artérias frênicas inferiores. A 
drenagem venosa é feita por veias submucosas, que drenam para os sistemas venosos sistêmico e porta e, assim, 
constituem anastomoses porto-cavas que podem se tornar varicosas na presença de hipertensão porta. No ser 
vivo, o esôfago é demarcado internamente pela linha Z, que limita o esôfago do estômago. 
 
 ESTÔMAGO 
Está em continuidade com o esôfago e sua função é de armazenar e receber o 
conteúdo alimentar para a digestão. Possui duas aberturas: a superior, chamada 
esôfago-gástrica (cárdia); e a inferior, chamada gastro-duodenal (piloro). 
O estômago assemelha-se à letra J e é achatado no sentido anteroposterior, de 
modo que possui duas faces e duas bordas: a face anterior relaciona-se com as 
vísceras, a face posterior relaciona-se com uma porção da bolsa omental, a borda 
medial é menor que a lateral e tem uma concavidade que olha para o fígado sendo 
chamada de pequena curvatura, e a borda lateral é maior e possui uma convexidade 
relacionada com o baço sendo chamada de grande curvatura. 
Na passagem do esôfago para o estômago, forma-se um a angulação: é o ângulo esôfago-gástrico ou 
ângulo de His. É um dos elementos que irá formar o esfíncter esofágico inferior, cuja função é impedir que o 
conteúdo gástrico reflua para o esôfago. Essa válvula é chamada de válvula de Von Gubaroff. O estômago possui 
uma parede preparada para suportar a acidez. Quando ocorre o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, o 
ácido clorídrico presente queima a mucosa esofágica distal, provocando esofagite, que possui quatro graus. 
 
O estômago é dividido em quatro regiões: cárdia, fundo, corpo e região pilórica. A parte pilórica 
compreende a região afunilada de saída do estômago; sua parte mais larga, o antro pilórico, leva ao canal pilórico 
(sua parte mais estreita). O piloro possui a configuração de um esfíncter que fica constantemente fechado e só se 
CASO CLÍNICO — Líquido na bolsa omental: a perfuração da parede posterior do estômago provoca a 
passagem de seu conteúdo líquido para a bolsa omental. A inflamação ou lesão do pâncreas também pode 
permitir a passagem de líquido pancreático para a bolsa, com formação de um pseudocisto pancreático. 
 
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abre na passagem do alimento e impede o refluxo do alimento do duodeno para o estômago. A mucosa do antro 
pilórico é praticamente lisa; já a mucosa do estômago é pregueada, para permitir o dilatamento do estômago, 
sendo mais pregueada no corpo e no fundo e mais lisa à medida que chegamos ao antro e canal pilórico. 
 
 
· Musculatura do estômago 
O estômago possui uma camada muscular composta de três feixes: longitudinal, que acompanha as curvaturas 
maior e menor do estômago; circular, que envolve as faces do estômago e as curvaturas; e oblíquo, que está abaixo 
das circulares. No piloro há grande quantidade de fibras circulares, para abrir e fechá-lo. 
No corte ao nível de L1 (T12 – L1) encontramos a retrocavidade dos epíplons ou bolsa omental, que possui 
como relações anteriores o estômago, o omento (ou ligamento) gastro-hepático e o fígado. Posteriormente há o 
pâncreas, o ligamento gastro-esplênico, a veia cava inferior, os rins e a artéria aorta e o baço. Comunica-se com a 
grande cavidade peritonial pelo forame epiplóico (ou omental, ou de Wislow) e é por essa via que, no caso de uma 
facada, pode entrar sangue na bolsa omental. A via cirúrgica para a bolsa omental faz-se através do omento 
gastrocólico (maior). 
 
· Vascularização 
Os últimos ramos aórticos no tórax são as artérias frênicas superiores. Após cruzar o hiato óstio-fibroso do 
diafragma, ao nível de T12, a aorta dá dois ramos que são as artérias frênicas inferiores. 
Mais ou menos a um centímetro do hiato aórtico, anteriormente, a aorta emite o tronco celíaco, que se 
trifurca, dando três ramos: a artéria gástrica esquerda, que vai para a esquerda, para trás e para cima indo em 
direção à curvatura menor do estômago; a artéria lienal ou esplênica, que vai para a esquerda e em direção ao 
baço; e a artéria hepática comum, que vai para a direita e em direção ao fígado. 
A artéria gástrica esquerda, antes de entrar na curvatura menor, dá ramos para o esôfago: as artérias 
esofágicas inferiores. 
A artéria hepática comum vai em direção ao figado e, quando chega próximo ao piloro, emite um ramo 
calibroso: a artéria gastroduodenal, que desce por entre o duodeno e o pâncreas, bifurcando-se atrás da cabeça 
do pâncreas em artéria gastromental direita, que vai para a curvatura maior, e artéria pancreatoduodenal 
superior. 
No momento em que a hepática comum dá a gastroduodenal, muda de nome, virando artéria hepática própria, 
e dá outro ramo: a artéria gástrica direita, que vai para a pequena curvatura do estômago e se anastomosa com a 
artéria gástrica esquerda, formando o arco vascular da pequena curvatura do estômago. 
A artéria lienal ou esplênica vai pela borda superior do pâncreas em direção ao baço. Próximo ao hilo do baço 
ela dá uma série de ramos, sendo o mais calibroso inferior a artéria gastromental esquerda, que vai para a 
curvatura maior do estômago e se anastomosa com a artéria gastroomental direita, formando o arco vascular da 
grande curvatura do estômago. No omento gastro-esplênico, a artéria esplênica origina as artérias gástricas 
curtas ou vasos retos, que irão vascularizar o fundo gástrico. 
A artéria pancreatoduodenal superior, que está na cabeça do pâncreas, irá se bifurcar, uma passando pela 
frente e a outra por trás: artéria pancreatoduodenal superior anterior e artéria pancreatoduodenal superior 
posterior. 
A artéria aorta continua descendo e dá outro ramo: artéria mesentérica superior, que dá origem a um fino 
ramo, chamado artéria pancreatoduodenal inferior, que dará um ramo anterior e outro posterior, formando a 
artéria pancreatoduodenal inferior anterior e a artéria pancreatoduodenal inferior posterior. Essas artérias vão 
 
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se anastomosar com as artérias pancreatoduodenais superiores, formando um arco vascular da cabeça do 
pâncreas. Esse arco é uma via de anastomose entre o tronco celíaco e a mesentérica superior. 
A artéria hepática própria, após originar a artéria gástrica direita, vai em direção ao fígado e, no pedículo 
hepático, se bifurca em artéria hepática direita e artéria hepática esquerda. 
 
· 
· 
· Drenagem venosa 
Para cada artéria há uma veia correspondente de mesmo nome. Toda drenagem venosa do terço inferior do 
esôfago até o terço superior do reto vai para o sistema porta. A veia porta se forma a partir de dois grandes 
troncos: a veia lienal ou esplênica recebe a veia mesentérica inferior fomando tronco comum 
esplenomesentérico, e a veia mesentérica superior vai se juntar ao tronco comum formando a veia porta. As veias 
gastromentais direita e esquerda, que estão na curvatura maior do estômago, desembocam diretamente na veia 
porta ou na veia esplênica, que formará a veia porta, ou ainda drenam para a veia mesentérica superior.SEBENTO 2017 Página | 113 
· Drenagem linfática 
 
É feita para seis grupos de linfonodos: os suprapilóricos, os 
subpilóricos, os gastro-epiplóicos direito e esquerdo, os 
gástricos esquerdo e o anel cárdico, os esplênicos e os 
celíacos. 
 
Possuem importância cirurgica, pois em cirurgias de 
adenocar-cinoma no estômago é preciso saber as regiões 
gástricas que drenam para os grupos de linfonodos. 
 
Área 1: drena para l. gástrico esquerdo e anel cárdico. 
Área 2: drena para l. esplênicos e l. gastro-epiplóico esquerdo. 
Área 3: drena para l. gastro-epiplóico direito. 
Área 4: drena para l. suprapilóricos e infrapilóricos. 
 
· Inervação 
O estômago é inervado pelo sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático, sendo maior o número 
de fibras simpáticas. A inervação parassimpática do estômago provém dos troncos vagais anterior e posterior; o 
tronco vagal anterior é derivado principalmente do nervo vago esquerdo e entra no abdome como um ramo isolado; 
segue em direção à curvatura maior do estômago e emite ramos hepáticos e duodenais; o tronco vagal posterior é 
derivado principalmente do nervo vago direito, entra no abdome na superfície posterior do esôfago e segue em 
direção à curvatura menor do estômago. O tronco vagal posterior envia ramos para as faces anterior e posterior do 
estômago. Emite um ramo celíaco, que segue para o plexo celíaco, e depois continua ao longo da curvatura menor, 
dando origem aos ramos gástricos posteriores. A inervação simpática do estômago proveniente dos segmentos de 
T6-T9 da medula espinhal segue para o plexo celíaco através do nervo esplâncnico maior e é distribuída através 
dos plexos ao redor das artérias gástricas e gastromentais. 
 
 BAÇO 
É um órgão discóide que não pertence ao sistema digestório, mas se relaciona com as vísceras da 
cavidade abdominal. Tem aproximadamente o mesmo tamanho e o mesmo formato da mão fechada. É 
relativamente delicado e considerado o órgão abdominal mais vulnerável. Seu eixo longitudinal está ao longo da 
10ªcostela, sendo que ele se localiza entre a 9ª e a 11ª costelas. É um órgão intraperitoneal (exceto no seu hilo). 
Está situado profundamente no hipocôndrio esquerdo e jamais é palpável. Possui duas extremidades: anterior e 
a posterior. 
Possui duas margens: a inferior e a superior. Na superior há uma série de reentrâncias, significando que 
na sua vida embrionária ele era multilobulado. 
Possui duas faces: a diafragmática e a visceral. Pela face visceral se relaciona com o estômago (face 
gástrica), com o rim esquerdo (face renal) e com o ângulo esplênico do cólon (face cólica). É nessa face que está o 
hilo do baço, onde se encontra a artéria (mais superior) e a veia (mais inferior) esplênica. 
No período pré-natal, é um órgão hematopoético (formador de sangue), mas após o nascimento participa 
basicamente da identificação, remoção e destruição de hemácias antigas e de plaquetas fragmentadas, e da 
 
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reciclagem de ferro e globina. O baço atua como reservatório de sangue, armazenando hemácias e plaquetas, e, 
em grau limitado, pode garantir um tipo de “autotransfusão” em resposta ao estresse da hemorragia. Apesar de 
seu tamanho e das muitas funções úteis e importantes que tem, não é um órgão vital. 
A irrigação arterial do baço provém da artéria esplênica, o maior ramo do tronco celíaco. Essa artéria segue 
um trajeto tortuoso posterior à bolsa omental, anterior ao rim esquerdo e ao longo da margem superior do 
pâncreas. Entre as camadas do ligamento esplenorrenal, a artéria esplênica divide-se em cinco ou mais ramos que 
entram no hiloesplênico, os quais não se anastomosam entre si e, dessa forma, confere o caráter segmentar da 
vascularização esplênica. 
 
 
 DUODENO 
É a primeira e mais curta (aprox. 25 cm) parte do intestino delgado, também é a mais larga e mais fixa. Possui 
um trajeto em formato de C ou U ao redor da cabeça do pâncreas; começa no piloro no lado direito e termina na 
flexura (junção) duodenojejunal no lado esquerdo. Essa junção ocorre aproximadamente no nível da vértebra L II, 
2 a 3 cm à esquerda da linha mediana. A maior parte do duodeno está fixada pelo peritônio a estruturas na parede 
posterior do abdome e é considerada parcialmente retroperitoneal. Divide-se em quatro porções: 
 
· Porção superior (1ª): cruza por diante das vértebras e coloca-se à direita de L1 e L2 e é intraperitoneal. 
· Porção descendente (2ª): está à direita de L1, L2 e L3 e é retroperitoneal secundária. 
· Porção horizontal (3ª): cruza por diante de L3 e é retroperitoneal secundária. 
· Porção ascendente (4ª): situa-se à esquerda de L2 e L3 e é retroperitonial secundária e segue até a margem 
superior da vértebra L II. A junção geralmente assume a forma de um ângulo agudo, a flexura 
duodenojejunal 
 
A porção ascendente termina na flexura duodenojejunal, onde irá se angular desprendendo-se da parede 
posterior, penetrando na cavidade peritoneal. Aí, no ângulo de Treitz, começa o jejuno. 
A primeira porção, em seus 2cm iniciais, está subdividida por uma porção mais dilatada junto ao piloro: o 
bulbo duodenal ou ampola, que é intraperitoneal, presa posteriormente por um pequeno meso. Essa porção 
relaciona-se com a face visceral do fígado e com o fundo da vesícula biliar. Possui mucosa lisa e, por ser mais 
desprovida de proteção contra o suco gástrico, é sede de úlceras duodenais. A porção que segue ao bulbo é 
extraperitoneal e já pregueada. 
A mucosa duodenal é pregueada (pregas circulares de Kerkring, válvulas coniventes) e possui duas camadas 
musculares: circular interna e longitudinal externa. Seu aspecto externo é liso. 
Na segunda porção duodenal há a secreção de bile e suco pancreático através das papilas menor e maior, 
localizadas na parede posteromedial. A papila menor é inconstante e está mais acima e é o local de 
desembocadura do ducto pancreático acessório. A papila maior está mais abaixo e ali desembocam o ducto 
colédoco e o ducto pancreático principal, na chamada ampola hepatopancreática. É nessa porção que pode haver 
obstrução por cálculos biliares, podendo levar à pancreatite. A borda livre do omento menor é o ligamento 
hepatoduodenal fixado superiormente e o omento maior (ligamento hepatogástrico) fixado inferiormente. Essa 
porção está paralela e à direita da veia cava inferior e relaciona-se com a borda medial do rim direito, sendo 
cruzada pelo mesocólon transverso e apresentando posteriormente o pedículo renal direito e a cabeça do 
pâncreas. 
A parte inferior (horizontal) do duodeno segue transversalmente para a esquerda, passando sobre a VCI, a 
 
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aorta e a vértebra L III. Cruza a linha média dentro da pinça aortomesentérica junto com a veia renal esquerda e 
o processo uncinado do pâncreas. 
Todas as regiões relacionam-se anteriormente com as alças intestinais jejuno-ileais, exceto a parte 
supramesocólica. 
 
 
 PÂNCREAS 
É uma glândula mista retroperitonial cuja secreção exócrina se chama suco pancreático que é liberado no 
duodeno através dos ductos pancreáticos principal e acessório contendo várias enzimas que agem sobre lipídios 
e glicídios, e a secreção endócrina são os hormônios insulina e glucagon, produzidos nas ilhotas de Langerhans e 
lançados diretamente no sangue. Situa-se atrás do estômago, entre o duodeno à direita e o baço à esquerda. O 
mesocolo transverso está fixado à sua margem anterior. 
 
· A cabeça do pâncreas está firmemente fixada à face medial das partes descendente e horizontal do 
duodeno. Oprocesso uncinado, uma projeção da parte inferior da cabeça do pâncreas, estendesse 
medialmente para a esquerda, posteriormente à AMS. A cabeça do pâncreas está apoiada posteriormente 
na VCI, artéria e veia renais direitas, e veia renal esquerda. Em seu trajeto para se abrir na parte 
descendente do duodeno, o ducto colédoco situa-se em um sulco na face posterossuperior da cabeça ou 
está inserido em sua substância. O colo do pâncreas é curto (1,5 a 2 cm) e está situado sobre os vasos 
mesentéricos superiores, que deixam um sulco em sua face posterior. 
· O corpo do pâncreas é o prosseguimento do colo e situa-se à esquerda dos vasos mesentéricos 
superiores, passando sobre a aorta e a vértebra L II, logo acima do plano transpilórico e posteriormente à 
bolsa omental. 
· A cauda do pâncreas situa-se anteriormente ao rim esquerdo, onde está intimamente relacionada ao hilo 
esplênico e à flexura esquerda do colo. A cauda é relativamente móvel e passa entre as camadas do 
ligamento esplenorrenal junto com os vasos esplênicos. 
 
O pâncreas está fixo na parede posterior, sendo retroperitoneal com exceção de uma pequena porção da 
cauda (dentro do ligamento pancreatoesplênico) que se mistura ao ligamento gastroesplênico. 
A cabeça é dilatada e sede de tumores, que se estendem até o arco duodenal. A espessura da glândula 
pancreática (a cabeça, no caso) é atravessada pelo ducto colédoco da vesícula biliar, que vai desembocar junto com 
o ducto pancreático na papila maior do duodeno. A secreção pancreática é extremamente lesiva aos tecidos; é uma 
secreção proteolítica. Quando há pancreatite, a secreção destrói os tecidos ao seu redor. A pancreatite é 
subproduto da intoxicação alcoólica e secundariamente é causada pela obstrução da papila maior. 
O pâncreas possui um ducto pancreático principal (de Wirsung), que vai desde a cauda, passando pelo corpo, 
pelo colo e pela cabeça, desembocando junto ao duodeno em sua papila maior. Com freqüência há o ducto 
pancreático acessório (de Santorini), que desemboca na papila menor do duodeno. O ducto pancreático principal 
e o ducto colédoco unem-se na ampola hepatopancreática e vão para a papila maior. Há esfíncteres nos ductos e 
na ampola. O esfíncter da ampola é o mais potente e chama-se esfíncter de Oddi. 
 
 
 
 
 
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· Vascularização do duodeno e do pâncreas 
O tronco celíaco dá a artéria hepática comum, que origina a artéria gastroduodenal, que dá a artéria 
gastromental direita e se continua com o nome de artéria pancreatoduodenal superior, que se coloca junto à 
cabeça do pâncreas, originando um ramo anterior e um ramo posterior. 
Da artéria mesentérica superior se origina a artéria pancreatoduodenal inferior, que também dá um ramo 
anterior e um posterior, que irão se anastomosar com os ramos da porção duodenal superior, vascularizando a 
cabeça do pâncreas e o arco duodenal. A borda vascularizada do duodeno é a que está em oposição à cabeça 
pancreática. O corpo e a cauda do pâncreas recebem vascularização da artéria esplênica, que corre na borda 
superior do pâncreas até chegar ao hilo do baço. 
 
· Drenagem venosa 
As veias corem junto às artérias e irão drenar, em última instância, para a veia porta, indo para o fígado. 
 
· Drenagem linfática 
Dá-se para dois grupos de linfonodos profundos: o do tronco celíaco, que drena a metade superior do duodeno 
e o corpo do pâncreas; e os mesentéricos superiores, que drenam a porção inferior do duodeno e a parte d o 
pâncreas que está abaixo do mesocólon transverso. 
 
· Inervação 
É autônoma e vem através da parede adventícia das artérias. O sistema parassimpático é suprido pelo nervo 
vago e o simpático pelos nervos esplâncnicos maior e menor. 
Para chegar à parede posterior do duodeno, faz-se a manobra de Kocker. É feita uma incisão do peritônio que 
recobre a segunda porção do duodeno lateralmente, liberando-o. 
 
 
 FÍGADO 
O fígado é a maior víscera do corpo. Pesa cerca de 1.500 g e representa aproximadamente 2,5% do peso 
corporal do adulto. No feto maduro — no qual também atua como órgão hematopoiético — é proporcionalmente 
duas vezes maior (5% do peso corporal), produz a maior parte da proeminência de seus abdomes. 
Localiza-se no hipocôndrio direito, estendendo-se à região epigástrica e, em alguns casos, invade o 
hipocôndrio esquerdo. Tem como limite superior o 4º espaço intercostal (ou ao nível do 5º arco costal), superior 
e posteriormente está a 9ª costela, superior e anteriormente está protegido pelas seis últimas costelas (rebordo 
costal). A face superior ou diafragmática está intimamente relacionada com o músculo diafragma. A face inferior 
ou visceral relaciona-se com as vísceras (estômago, duodeno e pâncreas). 
Pela face diafragmática, observamos que o fígado está dividido por um ligamento: é o ligamento falciforme, 
que vem da divisão do mesogástrio anterior e prende o fígado à parede anterior do abdome. O ligamento 
falciforme divide o fígado em dois grandes lobos: direito (maior) e esquerdo (menor). Essa é uma divisão anatômica 
que não corresponde a uma divisão funcional do fígado. O ligamento redondo, na margem livre do ligamento 
falciforme, origina-se da obliteração da veia umbilical. Também prende o fígado à parede anterior do abdome. 
A face diafragmática está separada da face visceral por uma margem fina (margem inferior aguda). Essa 
margem encontra-se coberta pelo rebordo costal. No fígado sadio não é possível palpar a margem inferior 
justamente porque ela está coberta pelo rebordo costal. 
 
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Na face visceral há uma série de acidentes (conjunto de sulcos profundos que lembram a letra H – ‘o H 
hepático’). A perna esquerda do H é composta pelo ligamento redondo e pelo sulco do ligamento venoso. A perna 
direita do H é composta pela fossa da vesícula biliar (fosseta cística) e pelo sulco da veia cava inferior. A barra do H 
é composta pela porta do fígado, correspondendo ao hilo. É o local onde penetram a artéria hepática própria, a 
veia porta e saem os canais biliares. Segundo Moore, “a porta do fígado contém a veia porta, a artéria hepática 
própria, o plexo hepático de nervos, os ductos hepáticos e vasos linfáticos”. 
Na vida embrionária, o ramo esquerdo da veia porta se comunicava com a veia cava inferior através do ducto 
venoso, porque nesse estágio todo o metabolismo é feito pela placenta e, então, o sangue que circulava pelo tubo 
digestório (que drena para a veia porta) não necessitava passar pelo fígado para atingir a circulação geral. Com o 
nascimento, o fígado tem que começar a funcionar; logo, o ducto venoso oblitera-se (regride) deixando o sulco do 
ligamento venoso. 
 
Por ocasião dos acidentes da face visceral, o fígado é dividido 
em quatro lobos (divisão anatômica). O lobo direito está à 
direita da barra direita do H. O lobo esquerdo está à esquerda 
da barra esquerda do H. O lobo quadrado está anteriormente à 
porta do fígado, entre o sulco da vesícula biliar e o sulco do 
ligamento redondo. O lobo caudado está posteriormente à 
porta do fígado, entre o sulco da veia cava inferior e o sulco do 
ligamento venoso e possui uma cauda (processo caudado). 
 
 
O ligamento falciforme se dirige posteriormente, dividindo a face diafragmática em lobo direito e 
esquerdo e, em certo momento, ele se divide: originando um folheto superior e um inferior. Uma lâmina que vai 
para a direita e outra que vai para a esquerda. Esse é o ligamento coronário, que prende o fígado ao diafragma. 
 
Em determinado momento, as lâminas do ligamento coronário se afastam 
e deixam uma área nua (não recoberta por serosa) que se encontra colada ao 
diafragma. À medidaque o ligamento coronário se torna mais lateral, ele aproxima 
suas duas lâminas até o momento em que os dois folhetos se colam e se prendem 
ao diafragma. Essa aproximação dos folhetos do coronário à direita e à esquerda 
chama-se ligamento triangular do fígado. 
 
Todos os ligamentos citados anteriormente sustentam o fígado, porém eles podem ser cortados que o 
fígado não cai. O pedículo hepático, que também sustenta o fígado pode ser cortado juntamente que ele não cairá. 
O fígado fica preso à cavidade abdominal pela veia cava inferior. Ela tem importante papel na sustentação do 
fígado, pois dentro dele ela – que tem trajeto posterior – recebe as veias hepáticas, que não fazem parte do 
pedículo e que estão espalhadas por todos os segmentos do 
fígado, fixando o parênquima hepático dessa forma. O principal 
meio de sustentação do fígado é, portanto, a veia cava inferior. 
 
Na face diafragmática do fígado, observamos recesso 
peritoneais: são os espaços subfrênicos ou supra-hepáticos. O 
 
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ligamento falciforme divide o espaço supra-hepático em direito e esquerdo. À direita, o espaço supra-hepático 
está dividido em anterior e posterior, cujo limite é dado pelo ligamento coronário. A área nua do fígado está 
localizada entre esses dois espaços. Há também um grande espaço sub-hepático. À esquerda, há o espaço supra-
hepático e o espaço sub-hepático, que está dividido em anterior e posterior. 
Em um indivíduo que está em decúbito dorsal (deitado) o espaço mais baixo da cavidade peritonial é o 
espaço supra-hepático posterior e direito (hepato-renal). Se o indivíduo estivesse em pé, o espaço mais baixo seria, 
no homem, a escavação retovesical e, na mulher, a escavação reto-uterina. O espaço sub-hepático posterior 
esquerdo está na bolsa omental, portanto é abordado naturalmente pelo forame epiplóico e cirurgicamente pelo 
ligamento gastrocólico. 
O sangue que entra pela veia porta sai através de pequenas veias que vão se unindo para formar as 
grandes veias hepáticas direita e esquerda, que desembocam na veia cava inferior. Eventualmente, se houver uma 
terceira veia hepática (veia hepática média), ela desembocará no ramo esquerdo da veia hepática esquerda ou 
direito da veia cava inferior. 
Quase todo o sangue do tubo digestório (estômago, intestino delgado, e quase todo intestino grosso) drena 
para a veia porta, para no fígado ser metabolizado. Depois disso, o sangue volta à circulação geral pelas veias 
hepáticas. 
O pedículo hepático é o limite anterior do forame omental, sendo composto pela veia porta, que é o 
elemento mais posterior; pela artéria hepática própria, que está no meio e mais anterior; e pela via biliar extra-
hepática (hepatocolédoco), que está mais lateral e no mesmo plano que a artéria hepática própria. 
 
· Segmentação hepática 
O fígado é dividido em 8 segmentos, cada um servido independentemente de um ramo secundário ou terciário 
dos três componentes da tríade portal. Desses segmentos, somente o segmento I drena diretamente o seu sangue 
para a VCI. 
 
 
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Todos os elementos do pedículo hepático estarão presentes em todos os segmentos do fígado: a veia porta, 
como responsável por 70% do sangue que penetra no fígado; a artéria hepática, como responsável por 30% do 
suprimento sanguíneo do segmento, possuindo função nutricional; e o ducto biliar (canais biliares), responsável por 
coar alguns elementos do metabolismo e que estarão presentes na bile para auxiliar na digestão. 
A veia porta segue na margem direita livre do omento menor atrás do ducto colédoco e da artéria hepática e 
na frente do forame omental. Na extremidade direita da porta do fígado, ela termina ao se dividir em dois ramos 
(direita e esquerda), cada um suprindo aproximadamente metade do fígado e dando a divisão funcional do fígado. 
A divisão funcional do fígado se dá por um plano que passa pela fossa da vesícula biliar e pela fissura da veia cava 
inferior. Funcionalmente, o lobo quadrado, o lobo caudado e o lobo esquerdo pertencerão ao grande lobo 
esquerdo do fígado. A face diafragmática apresenta os seguintes segmentos no lobo direito: anterior-inferior (V), 
anterior-superior (VIII), posterior-superior (VII) e posterior-inferior (VI). No lobo esquerdo ela apresenta os 
seguintes segmentos: medial-superior (IV), medial-inferior (IV), lateral-superior (II) e lateral-inferior (III). 
Na face visceral, além desses segmentos anteriores temos o lobo caudado, que é considerado o segmento I e 
só pode ser visto nesta face. 
Via biliar intra-hepática é o conjunto de canais biliares que estão dentro do fígado. 
 
· VIAS BILIARES EXTRA-HEPÁTICAS 
 
São de dois tipos: 
 Principais: compostas pelo ducto hepático direito, pelo ducto 
hepático esquerdo, pelo ducto hepático comum e pelo ducto 
colédoco. 
 Acessórias: compostas pela vesícula biliar e pelo ducto cístico 
(que prende a vesícula biliar à via biliar principal). 
 
Dentro do fígado, os canais biliares vão se juntando e aumentando 
de tamanho, até que saem dois grandes troncos: o tronco hepático 
direito, que recolhe toda a bile produzida pelo lobo funcional 
direito; e o tronco hepático esquerdo, que recolhe toda a bile 
produzida pelo lobo funcional esquerdo. Os dois ductos hepáticos 
se juntam para formar o ducto hepático comum. No momento em que o ducto hepático comum recebe o ducto 
cístico, passa a se chamar ducto colédoco. 
Vesícula biliar 
É um pequeno órgão em forma de bolsa que tem como função concentrar e armazenar a bile, que é produzida 
constantemente pelo fígado. A bile emulsiona as gorduras. A colecistocinina é o hormônio que sinaliza a contração 
da vesícula. Está intimamente relacionada com o fígado na sua parte posterior, sendo que nas partes anterior e 
inferior está recoberta por peritônio. Divide-se em três porções: 
· Fundo: a extremidade larga e arredondada do órgão que geralmente se projeta a partir da margem inferior 
do fígado na extremidade da 9ª cartilagem costal direita na LMC. 
· Corpo: parte principal, que toca a face visceral do fígado, o colo transverso e a parte superior do duodeno 
· Colo: extremidade estreita e afilada, oposta ao fundo e voltada para a porta do fígado; normalmente faz 
uma curva em forma de S e se une ao ducto cístico. 
 
 
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Eventualmente o colo pode estar dilatado e ser então chamado de ampola de Hartmann. É no colo que os 
cálculos biliares ou colelitíase (pedras) que se formam na vesícula causam obstrução, provocando as cólicas 
biliares, que podem evoluir para uma inflamação e infecção na vesícula, provocando colecistite aguda. A 
colecistectomia é o nome dado a remoção cirúrgica da vesícula. 
O colo da vesícula é torcido de tal forma que sua mucosa apresenta uma prega espiral que impede o refluxo 
de bile. O ducto cístico (3 a 4 cm de comprimento) une o colo da vesícula biliar ao ducto hepático comum. O ducto 
colédoco vai excursionar desde uma porção que está acima do duodeno até a papila maior, tendo quatro porções: 
a porção supra-duodenal, que é a via de acesso preferencial ao canal colédoco e está junto à artéria 
gastroduodenal; a porção retroduodenal; a porção retropancreática; e a porção intra-mural, quando invade a 
parede duodenal para desembocar na papila maior. 
O esfíncter hepatopancreático (de Oddi) comanda o fechamento e a abertura da papila maior e é contraído por 
morfina e dilatado por buscopan. A ampola hepatopancreática é uma dilatação que se encontra imediatamente 
antes do esfíncter de Oddi eque é devida ao encontro do ducto pancreático principal e o colédoco, onde os cálculos 
maiores ficam acumulados. 
O colédoco, quando está posteriormente ao duodeno, se faz acompanhar por uma artéria que é ramo da 
artéria hepática própria: a artéria gastroduodenal esquerda. A vesícula biliar é vascularizada pela artéria cística, 
que é ramo da artéria hepática própria ou da artéria hepática direita. A artéria cística atinge a vesícula pelo colo 
através da região conhecida como trígono de Calot, delimitado pelo ducto hepático comum medialmente, pelo 
ducto cístico látero-inferiormente e pelo hilo hepático látero-superiormente. 
 
5) ANDAR INFRAMESOCÓLICO 
 
 JEJUNO-ÍLEO 
 
O jejuno-íleo está situado no andar inframesocólico, coloca-se sob a forma de alças intestinais, que estão 
presas à pare de posterior pelo mesentério. O jejuno, começa na flexura duodenojejunal, onde o sistema 
digestório volta a ser intraperitoneal. A terceira parte do intestino delgado, o íleo, termina na junção ileocecal, a 
união da parte terminal do íleo e o ceco. Juntos, o jejuno e o íleo têm 6 a 7 m de comprimento, o jejuno representa 
cerca de 2/5 iniciais e o íleo cerca de 3/5 da parte intraperitoneal do intestino delgado. 
 
Próximo à região umbilical encontraremos 
predominantemente alças de jejuno. Nas fossas ilíacas e 
região hipogástrica estarão situadas preferencialmente as 
alças de íleo. 
A histiotopia desse órgão é composta pelas seguintes 
camadas: mucosa, submucosa, muscular – camada circular 
interna, muscular – camada longitudinal externa e serosa, 
no caso, o peritônio. 
O jejuno-íleo possui duas bordas: a mesentérica, onde 
está implantado o mesentério, e a antimesentérica. 
Possui uma mucosa rica em glândulas mucosas e plexos 
nervosos na submucosa e entre as camadas musculares. 
Para aumentar a absorção, sua mucosa é toda pregueada. 
 
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Diferenças entre Jejuno e Íleo: 
 
Característica Jejuno Íleo 
Cor Vermelho-vivo Rosa claro 
Parede +Calibrosa/espessa -Calibrosa/fina/ 
Mucosa Mais pregueada Menos pregueada 
Vascularização Maior Menor 
Arcadas Vasculares Alças grandes em < número Alças curtas em > número 
Vasos retos Longos Curtos 
Gordura no mesentério Menos Mais 
Nódulos Linfoides Poucos e Isolados Muitos (Placas de Payer) 
 
O mesentério é como se fosse um leque preso à parede posterior e preso na borda livre ao tubo digestório. 
Seu comprimento na parede posterior é de aproximadamente 15 a 16 centímetros. Estende-se desde a esquerda 
de L2 até a articulação sacro-ilíaca direita, cruzando a parede posterior e tem sua borda livre medindo de 6 a 7 
metros, sendo todo pregueado. Entre a raiz do mesentério e cólon ascendente temos a goteira mesenterocólica 
direita, fechada embaixo. Entre a raiz do mesentério e o cólon descendente há a goteira mesenterocólica 
esquerda, aberta embaixo, indo à pelve. 
 
· Vascularização 
É toda feita pela artéria mesentérica superior (2ºramo ímpar da artéria aorta), que está entre 1 e 1,5 
centímetro abaixo do tronco celíaco. Situa-se na parede posterior, acompanhando a raiz do mesentério. É côncava 
para a direita e convexa para a esquerda. Na sua convexidade dá os ramos que são as artérias jejuno-ileais (12 a 
20 ramos) que cruzam o mesentério e vão em direção à borda mesentérica do intestino delgado. Antes de chegarem 
lá, anastomosam-se formando os arcos arteriais, que são em pequeno número no jejuno e em maior número no 
íleo. 
 
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Os arcos arteriais dão origem aos vasos retos, que vascularizam cada um dos segmentos intestinais. São mais 
longos e calibrosos no jejuno e mais curtos e finos no íleo. Quando os vasos retos chegam à borda intestinal, ou 
eles se bifurcam, ou um chega à frente e outro atrás alternadamente, de modo que cada vaso reto vascularize um 
segmento de intestino delgado. Há anastomoses, mas são poucas. A circulação é menos intensa na borda 
antimesentérica, por isso, as incisões são feitas preferencialmente nessa borda. 
A artéria mesentérica superior origina-se atrás do colo do pâncreas, formando com a artéria aorta a pinça 
aortomesentérica por onde passam a veia renal esquerda, o processo uncinado do pâncreas e a junção da terceira 
com a quarta porções do duodeno. O primeiro ramo da artéria mesentérica superior é artéria pancreatoduodenal 
inferior, que forma o arco vascular da cabeça do pâncreas. Para a direita, a artéria mesentérica dá três ramos: a 
artéria cólica média, que vasculariza o cólon transverso; a artéria cólica direita, que vasculariza o cólon ascendente 
e a metade direita do cólon transverso; e a artéria íleo-cólica (íleobicecoapendicocólica – grave este nome!). A 
artéria íleo-cólica dá cinco ramos: o ramo ileal, que se anastomosa com a porção final da artéria mesentérica 
superior; a artéria cecal anterior; a artéria cecal posterior; a artéria apendicular; e o ramo cólico, que se anastomosa 
com a artéria cólica direita. 
 
· Drenagem venosa e linfática 
Dá-se para veias que acompanham as artérias. As veias jejuno-ileais drenam para a veia mesentérica superior, 
que atrás do colo do pâncreas se une com a veia esplênica, formando a veia porta, que vai para o fígado. 
A drenagem linfática converge para linfonodos que estão na emergência da artéria mesentérica superior. 
 
· Inervação 
É feita pelo sistema nervoso autônomo, sendo o simpático representado pelos nervos esplâncnicos e o 
parassimpático pelo nervo vago. Formam plexos na emergência dos grandes vasos que se espalham através da 
parede adventícia das artérias e chegam ao intestino delgado. 
 
 INTESTINO GROSSO 
É o local de absorção da água dos resíduos indigeríveis do quimo líquido, convertendo-o em fezes semissólidas, 
que são temporariamente armazenadas e acumuladas até que haja defecação. Inicia na válvula íleocecal, que tem 
como função não permitir que o conteúdo do intestino grosso retorne ao intestino delgado (válvula competente). 
Quando há obstrução do intestino grosso e a válvula deixa retornar, ela é dita incompetente. O intestino grosso 
tem a forma de um quadrado: o quadrado cólico. O intestino grosso possui cerca de 1,5m de comprimento e é 
formado pelo ceco; apêndice cecal; colos ascendente, transverso, descendente e sigmoide; reto e canal anal. 
 
· Ceco: está situado abaixo da válvula íleocecal. A parte mais baixa do ceco, que se relaciona com os órgãos 
intra pélvicos, chama-se de pólo cecal e é onde se encontra o apêndice cecal (póstero-medial no ceco). O 
ceco é intraperitoneal. 
· Cólon ascendente: Quando ele chega próximo ao fígado, muda de direção e se torna horizontal. Esse 
ponto é a flexura direita ou hepática do colo. O cólon ascendente é retroperitoneal secundário. 
· Cólon transverso: segue até se aproximar do baço e curva-se para baixo. Esse ponto é a flexura esquerda 
ou esplênica do colo. O colo transverso é a maior porção e a porção que tem maior mobilidade, sendo 
também intraperitoneal. 
· Cólon descendente e Sigmoide: vai até o ponto de bifurcação da artéria aorta (L4-L5) para se horizontalizar 
e depois se verticalizar, transformando-se em cólon sigmoide, que apresenta posteriormente os vasos 
 
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ilíacos externos esquerdos, o plexo sacral esquerdo e o músculo piriforme esquerdo. O cólon descendente 
é retroperitoneal secundário e o sigmoide é intraperitoneal. Ao nível de S3, o cólon sigmoide passa a 
chamar-se reto. 
· Apêndice cecal: é um divertículo intestinal cego (6 a 10 cm de comprimento) que contém massas de tecido 
linfoide. Origina-sena face posteromedial do ceco, inferiormente à junção ileocecal. Possui um 
mesentério triangular curto, o mesoapêndice. Sua posição é variável, mas geralmente é retrocecal e pode 
ser facilmente encontrado na confluência das tênias (local de encontro das três tênias do intestino 
grosso). Costuma ser sede frequente de infecções (apendicite), pois é uma estrutura fechada cuja porta 
de entrada é a mesma de saída. Então, quando ela se obstrui, o apêndice incha, colabando as veias e as 
artérias provocando a necrose tecidual. 
 
Obs.: O reto e o canal anal serão abordados no módulo de “pelve e períneo”. 
 
A camada muscular longitudinal externa do intestino delgado no intestino grosso está disposta em forma 
de fitas chamadas de tênias do cólon. As tênias fazem o intestino grosso ter esse aspecto bocelado, cheio de sáculos, 
chamado de haustro. Há três tênias: a tênia anterior, que é livre; a tênia omental, onde está presa ao omento maior, 
situada anterior e superiormente; e a tênia mesocólica, onde está preso o mesocólon transverso (no colo 
transverso) e que se situa anterior e inferiormente. 
 
* Diferenças entre intestino delgado e grosso 
 
Característica Intestino Delgado Intestino Grosso 
Mucosa Pregueada Lisa com eventuais pregas (falciformes) 
Porção externa Lisa Bocelada com haustros 
Parede Espessa com < luz Fina com > luz 
 
 No intestino grosso há pelotões de gordura externamente revestidos por peritônio. São os apêndices epiplóicos, 
presentes em maior número nos cólons descendente e sigmóide. 
 
· Vascularização 
A vascularização da metade direita é dada pela artéria mesentérica superior. 
Da artéria aorta, um pouco abaixo da terceira porção do duodeno, anteriormente e à esquerda, surge a 
artéria mesentérica inferior, que dá os seguintes ramos: artéria cólica esquerda, que vai para a metade esquerda 
do cólon transverso e para o cólon descendente; artérias sigmóideas, que são duas ou três, sendo que a superior 
anastomosa-se com o ramo descendente da cólica esquerda e a artéria retal superior. 
A artéria cólica esquerda vai se bifurcar em um ramo que vai para baixo e se anastomosa com as artérias 
sigmóideas formando arcadas vasculares, e em um ramo que vai para cima e se anastomosa com a artéria cólica 
média, formando um arco: o arco de Riolan. 
A artéria da qual se originam os vasos retos chama-se artéria marginal e vai desde as anastomoses da 
artéria cólica média, passando pela cólica esquerda, continuando pelas sigmóideas até próximo à artéria retal 
superior. 
A anastomose cólica esquerda + cólica média comunica as artérias mesentéricas superior e inferior. 
O intestino delgado é mais vascularizado que o intestino grosso. 
 
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· Drenagem venosa 
As veias têm o mesmo nome das artérias. A veia mesentérica superior drena o sangue da metade direita do 
intestino grosso e a veia mesentérica inferior drena o sangue da metade esquerda do intestino grosso através de 
suas tributárias: veia cólica esquerda, veias sigmóideas e veia retal superior. 
 
A inervação é a mesma do intestino delgado. 
 
· Drenagem linfática 
É feita pelos seguintes grupos: linfonodos paracólicos, que estão marginando o intestino grosso; 
linfonodos que acompanham as artérias (cólicos médios, sigmóideos, etc.); e linfonodos mesentéricos superiores 
e inferiores, para onde drenam os grupos de linfonodos anteriores. 
 
 
 SISTEMA PORTA 
O sistema porta é uma veia interposta entre duas redes de capilares. No caso do sistema porta-hepático, uma 
rede capilar está nos intestinos e a outra rede está dentro do fígado. 
A veia porta hepática é formada pela união das veias mesentérica superior e esplênica, que recebe a veia 
mesentérica inferior. Também pode ser formada pela união da veia mesentérica superior com o tronco esplênico 
mesentérico. 
As veias mesentérica superior, mesentérica inferior, esplênica e renal esquerda formam o quadrado de Rogie. 
No centro desse quadrado está saindo a artéria mesentérica superior. O sistema porta leva todo o sangue que é 
colhido do tubo digestório para o interior do fígado (onde é metabolizado) e, após, é recolhido para a circulação 
geral através das veias hepáticas, indo para a veia cava inferior. 
AS 4 ANASTOMOSES PORTO-CAVA 
1. ESOFÁGICA. Dá-se pelo plexo venoso submucoso, uma parte drena para a veia gástrica esquerda que vai 
para a porta e outra parte vai para o sistema ázigos e daí para a cava superior. Quando ocorre obstrução do 
fígado ocorrem as varizes esofágicas. 
2. RETAL. Dá-se através de uma das tributárias da veia mesentérica inferior, a veia retal superior. Ela, por sua 
vez, se comunica com as veias retais médias e inferiores, que drenam para a ilíaca interna, tributária da cava 
inferior. Quando ocorre obstrução do fígado, essas veias se dilatam e provocam as hemorroidas. 
3. PARAUMBILICAL. Dá-se em torno do umbigo, onde há veias paraumbilicais. Essas veias possuem 
comunicação com veias que drenam a parede anterolateral do abdome e que são tributárias das veias 
epigástricas superficiais, que drenam para a veia femoral, que vai para a veia ilíaca, que vai, por sua vez, para 
a veia cava inferior. 
4. RETROPERITONEAL. Dá-se pelas veias retroperitoneais, que drenam par as veias mesentéricas 
superiores ou inferiores, que vão para a veia porta e drenam também para a cava inferior ou para a ilíaca 
externa, que desemboca na cava. 
 
 
 
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 RINS 
Os rins têm como função a uropoiese (produção de urina) e a regulação da excreção de produtos do 
metabolismo, como a uréia, por exemplo. Por esse órgão transitam, por dia, duzentos litros de sangue, sendo 
formados apenas entre um e dois litros de urina. Fazem, portanto, a regulação da homeostase. Estão situados no 
retroperitônio sobre a parede posterior do abdome, um de cada lado da coluna vertebral, no nível das vértebras 
T XII a L III, na fossa lombar e dentro de um estojo chamado de loja renal. O rim direito é mais baixo que o rim 
esquerdo (assimetria normal de posição), pois o fígado está do lado direito. 
Esse órgão possui a forma de um grão de feijão e cor marrom-avermelhada. É uma víscera maciça, possuindo 
uma cápsula, um parênquima e um estroma. Tem duas margens: lateral (convexa) e medial (côncava), na qual está 
o pedículo renal. Tem também duas extremidades que separam as margens: superior (polo superior) e a inferior 
polo inferior). Apresenta, ainda, duas faces: anterior e posterior. 
 
 
 
 
 
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O pedículo renal entra no rim através do hilo renal e penetra no parênquima por meio do seio renal, que possui 
uns dois centímetros. 
 
 
Apresenta como elementos de sustentação a fáscia transversalis que, à medida em que ela se aproxima da 
extremidade superior do rim, divide-se em lâmina posterior e anterior. Entre o rim e as lâminas posterior e anterior 
há uma quantidade apreciável de gordura: a gordura perirrenal. Entre a parede posterior e a lâmina posterior há 
mais gordura: a gordura para-renal ou corpo adiposo de Gerota. Ptose renal é a queda do rim (abaixa sua posição) 
quando a pessoa emagrece bastante e consome a gordura de sustentação. A veia renal não tem muito papel na 
sustentação. 
 
Relações: 
· Posteriores – são iguais para os dois lados 
- Parte Superior: diafragma e com a 12ª costela. 
- Parte Média e Inferior (de lateral para medial): músculo transverso do abdome, músculo quadrado 
lombar e músculo psoasmaior. Os nervos ílio-hipogástrico e ílio-inguinal transitam entre os músculos e a 
face posterior do rim. 
· Anteriores 
- Parte Superior: glândula suprarrenal. 
 - À direita: superiormente, há o fígado e a 2ª e a 3ª porções do duodeno, inferior e lateralmente está o 
 
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cólon ascendente e transverso na flexura direita do cólon e, inferior e medialmente, alças de intestino 
delgado. 
 - À esquerda: superiormente há o estômago e o baço, medial e inferiormente a flexura esquerda do cólon 
e alças de intestino delgado. 
 
Interna e macroscopicamente o rim possui duas partes. A camada cortical possui grande população de 
néfrons (unidade funcional onde se dá a filtração glomerular). A cortical penetra na medula formando as colunas 
renais (de Bertin). A camada medular forma as pirâmides renais, que são raiadas. São os raios medulares. O ápice 
das pirâmides está voltado para dentro do sistema coletor. É cheio de furos, chamada de zona crivosa. Os furos são 
os canais coletores que desembocam no sistema coletor maior. Há de 13 a 15 pirâmides renais no interior da 
medula, que irão desembocar nos cálices menores (cada cálice menor é entalhado por uma papila renal, o ápice 
da pirâmide renal). Os cálices menores se unirão e formarão 3 cálices maiores (superior, médio e inferior). O 
conjunto desses cálices irá formar a pelve renal, que é uma dilatação do sistema coletor que se continuará com o 
nome de ureter, até penetrar na bexiga. 
 
· Vascularização 
É dada pelas artérias renais direita e esquerda, que se originam da artéria aorta na mesma altura da artéria 
mesentérica superior (L1-L2) na sua face lateral. A artéria renal, antes de penetrar no seio renal, divide-se em quatro 
ramos pré-piélicos (que passam anteriormente à pelve renal) e um ramo retro-piélico (que passa atrás da pelve 
renal). 
o Ramos pré-piélicos 
- Superior 
- Anterior e superior 
- Anterior e inferior 
- Inferior 
o Ramo retro-piélico 
- Posterior 
Esses ramos dirigem-se para a medula originando as artérias interlobares, que estão entre as pirâmides 
renais e irão contorná-las, sendo, nesse momento, chamadas de artérias arqueadas. As últimas, por sua vez, na 
periferia da medula, irão originar as artérias interlobulares, que são precursoras das artérias aferentes. A 
vascularização é do tipo segmentar e terminal (não há anastomoses entre os segmentos). 
· Segmentação 
É dada pelas artérias. Se cortarmos um dos ramos da artéria renal, o segmento vascularizado por ela será 
necrosado. Na face anterior temos os segmentos superior, anterossuperior, anteroinferior e inferior. Na face 
posterior temos os segmentos superior (maior que inferior), posterior, e inferior. 
 
· Drenagem Venosa 
Diversas veias renais drenam cada rim e se unem de modo variável para formar as veias renais direita e 
esquerda; estas situam-se anteriormente às artérias renais direita e esquerda. A veia renal esquerda, mais longa, 
recebe a veia suprarrenal esquerda, a veia gonadal (testicular ou ovárica) esquerda e uma comunicação com a veia 
lombar ascendente, e depois atravessa o ângulo agudo entre a AMS anteriormente e a aorta posteriormente. Todas 
as veias renais drenam para a VCI. 
 
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· Drenagem linfática 
Dá-se para linfonodos lombares, que estão dispostos ao lado da aorta e junto à emergência das artérias renais. 
Daí vai para a cisterna do quilo e circulação geral. 
 
· Inervação 
A simpática vem dos plexos celíaco e mesentérico e da cadeia látero-vertebral, que formam o plexo renal, 
enviando fibras que acompanham as artérias renais e suas bifurcações. A parassimpática vem do vago. 
 
· Pedículo renal 
o De anterior para posterior: veia renal, artéria renal e pelve renal. 
o De cima para baixo: artéria renal, veia renal e pelve renal. 
 
 GLÂNDULAS SUPRARRENAIS 
As glândulas suprarrenais, possui amarelada em pessoas vivas, estão localizadas entre as faces superomedial 
dos rins e o diafragma, onde são circundadas por tecido conjuntivo contendo considerável cápsula adiposa. As 
glândulas suprarrenais são revestidas por fáscia renal, pelas quais estão fixadas aos pilares do diafragma. Embora 
o nome “suprarrenal” sugira que os rins são a relação primária, a principal fixação das glândulas é aos pilares do 
diafragma. Estão dentro da loja renal, mas separadas dos rins por um septo de tecido conjuntivo: septo supra-
interrenorrenal. Têm o formato de pirâmide triangular, com a base voltada para baixo. 
Relacionam-se posteriormente com o diafragma. A glândula direita relaciona-se anteriormente com a porção 
nua do fígado, com a veia cava inferior e com o duodeno. A glândula da esquerda relaciona-se anteriormente com 
a bolsa omental, com o pâncreas e com os vasos esplênicos. 
A glândula suprarrenal é formada por dois terços de córtex, que secreta hormônios que regulam o 
metabolismo energético e de minerais (glicocorticoides e aldosterona) e um terço medular, que secreta dois 
hormônios: a adrenalina e a noradrenalina, que comandam os batimentos cardíacos, a dilatação da pupila, o 
peristaltismo, etc. 
Essas glândulas não possuem fibras nervosas pós-ganglionares, chegando nelas apenas fibras pré-
ganglionares. Alguns autores consideram-nas grandes gânglios do sistema nervoso simpático. Elas levam as fibras 
para o plexo celíaco, que é um emaranhado de nervos situados em torno da artéria aorta. O córtex não é inervado, 
apenas a medula. 
 
· Vascularização 
Possuem rica vascularização. As artérias suprarrenais superiores são ramos da artéria frênica inferior. As 
artérias suprarrenais médias são ramos da artéria aorta e a artéria suprarrenal inferior é ramo das artérias renais 
direita e esquerda. 
Existem variações em que as artérias gonadais podem emitir ramos para a parte inferior da glândula 
suprarrenal. 
 
· Drenagem venosa 
Há apenas uma veia calibrosa que drena a glândula, e o local por onde sai essa veia chama-se de hilo da 
glândula suprarrenal. 
o Lado direito: a veia suprarrenal vai para a veia cava inferior. 
o Lado esquerdo: a veia suprarrenal vai, juntamente com a veia frênica inferior, drenar para a v. renal e. 
 
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· Ureter 
Os ureteres são ductos musculares (25 a 30 cm de comprimento) com lumens estreitos que conduzem urina 
dos rins para a bexiga. Sai da pelve renal e passa pela frente do músculo psoas maior e, quando chega na porção 
mais inferior do abdome, cruz pela frente dos vasos ilíacos, entra na pelve e chega à bexiga pela sua face póstero-
inferior. Apresenta movimentos peristálticos, fazendo a urina chegar até a bexiga. 
Posteriormente, relaciona-se em o músculo psoas maior, com os vasos ilíacos e com a parede posterior da 
pelve. Anteriormente, o ureter direito relaciona-se com os vasos que vão até o cólon ascendente, com a raiz do 
mesentério, com as alças intestinais e com os vasos gonadais direitos. Já o ureter esquerdo se relaciona 
anteriormente com os vasos cólicos esquerdos (mais superior), com as alças intestinais, com os vasos gonadais 
esquerdos e com o cólon sigmoide (mais inferior). 
 
O ureter não possui calibre uniforme, tendo estreitamentos: 
· 1º: logo que deixa de ser pelve renal 
· 2º: quando transita sobre os vasos ilíacos 
· 3º: dentro da parede da bexiga, na porção intramural. 
 
o Vascularização 
Os ramos arteriais para a parte abdominal do ureter originam-se regularmente das artérias renais, com ramos 
menos constantes originando-se das artérias testiculares ou ováricas, da parte abdominal da aorta e das artériasilíacas comuns. Os ramos aproximam-se dos ureteres medialmente e dividem-se em ramos ascendente e 
descendente, formando uma anastomose longitudinal na parede do ureter. Entretanto, os ramos uretéricos são 
pequenos e relativamente delicados, e a ruptura pode causar isquemia apesar do canal anastomótico contínuo 
formado. Em cirurgias na região abdominal posterior, os cirurgiões prestam atenção especial à localização dos 
ureteres e têm cuidado para não retraí-los lateralmente ou sem necessidade. 
A drenagem venosa dá-se por veias de mesmo nome das artérias: veia renal, veias gonadais, veias ilíacas, veia 
vesical e veias uterina e testicular. 
 
o Inervação 
É feita pelo sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático. A inervação dolorosa é dada por nervos 
que emitem ramos ao longo do ureter, sendo, portanto, segmentar. 
 
 CADEIA LATEROVERTEBRAL DO SIMPÁTICO LOMBAR 
Não há o mesmo número de gânglios à direita e à esquerda. Antigamente se fazia muita simpatectomia, que é 
a retirada de alguns gânglios lombares de pessoas possuidoras de doenças como a poliomielite ou então para 
provocar a vasodilatação dos membros inferiores (para atuação do parassimpático). 
Anteriormente e à direita, relaciona-se com a veia cava inferior. Do lado direito, a cadeira látero-vertebral do 
simpático lombar tem a artéria aorta à sua direita. 
Há dois, três ou quatro gânglios de cada lado (depende da pessoa) que emitem pequenos ramos que vão ser 
denominados de nervos esplâncnicos lombares, indo anastomosar-se com o plexo celíaco ao redor da aorta, 
fazendo parte do plexo aórtico e, mais inferiormente, participando do plexo hipogástrico. 
 
 
 
 
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 PAREDE POSTERIOR DO ABDOME 
 
· Músculo psoas maior 
Origem: nos corpos vertebrais das vértebras lombares e nos discos intervertebrais. Faz-se através de arcos 
tendinosos que se prendem nas vértebras lombares. 
Inserção: suas fibras convergem para um ventre muscular cilíndrico que atravessa a pelve, passa por baixo do 
ligamento inguinal indo até o trocânter menor do fêmur. 
Em 40% das pessoas há um músculo psoas menor, que está adiante do corpo do psoas e tem um longo tendão que 
se insere na iminência íleo-púbica. O músculo psoas maior irá se inserir junto com as fibras do músculo ilíaco, que 
está junto à fossa ilíaca do quadril, formando um músculo único, o músculo íliopsoas. 
Ação: é o mais potente flexor da coxa sobre o quadril. Responsável pela tração dos corpos lombares, 
fazendo, nos atletas, a postura com lordose. 
Inervação: dentro do músculo psoas se unem as fibras que irão formar o plexo lombar. O psoas é inervado 
pelos ramos anteriores do plexo lombar. O íleo é inervado pelo nervo femoral. Os ramos terminais do plexo lombar 
se exteriorizam nas margens lateral e medial e na face anterior do músculo psoas maior. 
Na margem lateral há os nervos ílio-hipogástrico, ílio-inguinal e cutâneo lateral da coxa e femoral. Na face 
anterior está o nervo gênitofemoral e na margem medial está o nervo obturador. 
 
· Músculo quadrado lombar 
Origem: na 12ª costela e nos processos transversos das vértebras lombares. 
Inserção: ao longo da crista ilíaca. 
Ação: quando isolada é a inclinação lateral da coluna; quando em conjunto auxiliam na extensão do tronco. 
Inervação: ramos nervosos das raízes anteriores do plexo lombar. 
 
· Músculo diafragma 
É o músculo que separa o tórax do abdome. Sua face convexa fica voltada para a região torácica e sua face 
côncava para a região abdominal. Possui fibras radiadas que se entrecruzam na porção média do músculo, 
formando o centro tendíneo do músculo diafragma, que possui aspecto trifoliado e é muito resistente. 
Origem: possui três origens. A porção anterior são duas fitas que se originam do esterno e vão em direção ao 
centro tendíneo. A porção lateral tem as origens costais, que são as mais amplas. A porção posterior tem origens 
vertebrais. São dois feixes musculares chamados de pilares, que se inserem na coluna vertebral lombar, adiante de 
L1 e L2 no lado esquerdo e até L3 no lado direito. 
Entre os pilares do lado direito e esquerdo forma-se o arco tendíneo mediano (ligamento arqueado mediano). 
Essas inserções continuam desde a coluna lombar até o ápice do processo transverso de L1, o arco que se forma 
aí é o arco tendíneo medial (ligamento arqueado medial)). Do processo transverso de L1 até a 12ª costela se forma 
o arco tendíneo lateral (ligamento arqueado lateral). O arco tendíneo mediano dará passagem para a artéria aorta 
e para o ducto torácico. O arco tendíneo medial dará passarem para o músculo psoas. O arco tendíneo lateral dará 
passagem para o músculo quadrado lombar. 
Ação: o músculo diafragma é o responsável por 75% da respiração, aumentando a cavidade torácica no sentido 
crânio-caudal (inspiração). 
O músculo diafragma é subdividido em cúpula diafragmática direita, que é mais alta do que a esquerda, pois 
abaixo dela está o fígado; centro tendinoso do diafragma, que está entre as cúpulas e nele está fixo o saco 
pericárdico; e cúpula diafragmática esquerda, que se relaciona com o fundo gástrico. 
 
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Inervação: é dada pelos dois nervos frênicos (C3-C5). O nervo frênico direito cruza o centro tendíneo do 
diafragma junto à veia cava inferior. O nervo frênico esquerdo cruza o diafragma na porção muscular da cúpula 
diafragmática esquerda. 
O centro tendíneo possui três folíolos: um anterior, um direito e um esquerdo. Na junção do folíolo anterior 
com o direito há o hiato da veia cava inferior (T8). A veia cava se fixa às paredes do hiato, fazendo-a sofrer tração 
na inspiração e enviar seu sangue do abdome para o tórax. É o mais anterior. O hiato esofágico (T10) está 
circundado pelo pilar direito, na porção muscular do diafragma, que ajuda a impedir o refluxo do alimento no 
esôfago. O hiato aórtico (T12) está entre a coluna vertebral lombar e os pilares direito e esquerdo, no arco 
mediano. É o mais posterior. 
Outras estruturas que cruzam o diafragma posteriormente são a veia ázigo (à direita), a veia hemiázigo (à 
esquerda), os nervos esplâncnicos maior e menor e a cadeia láterovertebral do simpático. 
Os rins estão anteriormente aos músculos psoas maior e quadrado lombar e sua abordagem cirúrgica se faz 
pela região lombar. O diafragma é um músculo esquelético voluntário. 
 
o Vascularização e inervação do diafragma 
As artérias que irrigam a face superior do diafragma são as artérias pericárdicofrênicas e musculofrênicas, 
ramos da artéria torácica interna, e as artérias frênicas superiores, originadas da aorta torácica. A face inferior é 
nutrida pelas artérias frênicas inferiores, ramos da aorta abdominal. 
Toda a inervação do diafragma provém dos nervos frênicos direito e esquerdo (raízes de C3-C5), os quais também 
enviam fibras sensitivas para a maior parte do diafragma. 
 
 
 
 
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Anotações Abdome 
 
 
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Pelve e Períneo 
 
1)NOMENCLATURAS IMPORTANTES 
 
Cíngulo do membro inferior: É um anel ósseo, em forma de bacia, que une a coluna vertebral aos dois fêmures. Faz 
a conexão entre o esqueleto axial e os membros inferiores (faz parte do esqueleto apendicular do membro inferior). 
É composto, no indivíduo plenamente desenvolvido (após a puberdade), por três ossos: ossos do quadril direito e 
esquerdo e pelo sacro. 
 
Ossos do quadril: Ossos grandes, de formatoirregular, sendo, cada um deles, formado pela fusão de três ossos 
distintos; ílio, ísquio e púbis. 
 
Pelve: No uso comum, a pelve é a parte do tronco posteroinferior ao abdome e é a área de transição entre o tronco 
e os membros inferiores. Anatomicamente, é a parte do corpo circundada pelo cíngulo do membro inferior (pelve 
óssea). 
 
Margem da pelve: Margem óssea que circunda e define a abertura superior da pelve, formada pelo promontório e 
asas do sacro (porção posterolateral superior), linha arqueada (porção lateral) e linha pectínea e crista púbica 
(porção anterolateral inferior). 
 
Abertura superior da pelve: Região pela qual se separa a pelve menor da pelve maior. É também tida como uma 
divisão arbitrária, mas não física, das cavidades abdominais e pélvicas. É definida pela margem óssea definida como 
margem da pelve. 
 
Abertura inferior da pelve: É a região delimitada por uma linha entre as tuberosidades isquiáticas e entre cada 
tuberosidade isquiática e o ápice do cóccix. 
 
Pelve maior: É a região circundada pela parte superior do cíngulo do membro inferior, acima da abertura superior 
da pelve. 
 
Pelve menor: É a região circundada pela parte inferior do cíngulo do membro inferior, situada abaixo da abertura 
superior da pelve e acima do diafragma pélvico, que forma a estrutura óssea dos compartimentos da cavidade 
pélvica e do períneo no tronco. 
 
Cavidade abdominopélvica: É uma cavidade contínua que se estende do diafragma até o diafragma pélvico. 
 
Cavidade pélvica: É o espaço limitado perifericamente pelas paredes e assoalhos ósseos, ligamentares e musculares 
da pelve. É a parte inferoposterior da cavidade abdominopélvica. A cavidade pélvica é continua com a cavidade 
abdominal, por meio da abertura superior da pelve, mas angulada posteriormente em relação a ela. 
 
Eixo pélvico: É uma linha no plano mediano definida pelo ponto central da cavidade pélvica a cada nível. É curvo e 
gira em torno da sínfise púbica. 
 
Diafragma pélvico: Em forma de tigela ou funil, composto pelos músculos isquiococcígeo e levantador do ânus e 
nas fácias que recobrem as faces superior e inferior desses músculos. Separa a cavidade pélvica do períneo. 
 
Arco púbico: É formado pelos ramos isquiopúbicos (ramos inferiores do púbis e do ísquio) dos dois lados e que se 
encontram na sínfise púbica. 
 
Ângulo subpúbico: Região definida pelas margens inferiores dos ramos inferiores do púbis e do ísquio. 
 
 
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Períneo: Refere-se tanto a área da superfície do tronco entre as coxas e as nádegas, que se estende do cóccix ao 
púbis, quanto ao compartimento de pequena profundidade situado profundamente (superior) a essa área, mas 
inferior ao diafragma pélvico. 
 
 
2) CÍNGULO DO MEMBRO INFERIOR 
 
Formada por um conjunto de três ossos: dois ossos do quadril (ilíacos, anterior e lateralmente) que formam 
a cintura pélvica e o sacro (posterior). Há uma linha que delimita e divide a pelve em pelve maior (ou falsa pelve), 
que se localiza na porção inferior da cavidade abdominal e está situada entre as fossas ilíacas interna dos ossos do 
quadril, acima da abertura superior da pelve e até a borda da pelve, onde encontramos parte do intestino delgado, 
do cólon sigmóide, a válvula íleo-cecal, etc.; e a pelve menor (ou pelve verdadeira), também dita obstétrica, está 
situada entre a abertura superior da pelve e a abertura inferior da pelve, onde encontramos as vísceras pélvicas 
(ex. bexiga). 
A linha que delimita a abertura superior da pelve e consequentemente a separação entre as pelves maior 
e menor é alinha terminal (linha iliopectínea) e vai desde o promontório, passando pela asa do sacro, pela borda 
do osso ilíaco, linha arqueada, crista pectínea e vai até a sínfise púbica. Há uma continuidade entre a cavidade 
abdominal e a cavidade pélvica, formando a cavidade abdominopélvica. 
A sínfise púbica é uma articulação do tipo anfiartrose diartoanfiartrose que possui ligamentos: o ligamento 
púbico superior e inferior (arqueado), que fica entre os ramos descendentes do púbis no ângulo sub-púbico e 
conferem maior estabilidade à articulação. 
Os ossos do quadril são irregulares, chatos e mais maciços e consistentes que os outros. Na face exopélvica 
encontra-se o acetábulo, a face glútea do osso ilíaco e o forame obturatório. A face endopélvica apresenta a fossa 
ilíaca, a linha pectínea e a face auricular, onde o ilío se articula com o sacro. A borda superior apresenta a crista 
ilíaca superior. A borda inferior apresenta o ramo ascendente do ísquio e o ramo descendente do púbis. Na borda 
anterior estão as espinhas ilíacas ântero-inferior e ântero-superior, entre as quais passa o nervo cutâneo lateral da 
coxa; o músculo iliopsoas passa entre a eminência íleo-púbica e a espinha ilíaca ântero-inferior; a borda posterior 
apresenta as espinhas ilíacas póstero-superior e póstero-inferior, a espinha isquiática e o túber isquiático. 
 
 
 Ligamentos sacroilíacos 
 
· Ligamentos sacroilíacos anteriores: porção anterior da cápsula fibrosa da articulação sacroilíaca. 
· Ligamentos sacroilíacos interósseos: localizados nas faces articulares da articulação sacroilíaca, são as 
principais estruturas relacionadas à transferência do peso da parte superior do corpo para o cíngulo do membro 
inferior. 
· Ligamentos sacroilíacos posteriores: continuação externa posterior da mesma massa de tecido fibroso da 
articulação sacroilíaca. Inferiormente dá origem a dois importantes ligamentos: o ligamento sacrotuberal que une 
a porção lateral do sacro e do cóccix a tuberosidade isquiática transformando a incisura isquiática em um grande 
forame isquiático (é o ligamento mais posterior, mais longo e mais vertical) e o ligamento sacroespinal que une a 
porção lateral do sacro e do cóccix a espinha isquística dividindo o forame isquiático em forame isquiático maior 
(sacrotuberal) e menor (sacroespinal) e limitam a abertura inferior da pelve. 
 
Pelo forame isquiático maior passam o músculo piriforme, o nervo glúteo superior, a artéria glútea superior, a 
artéria pudenda interna, a artéria glútea inferior,o nervo pudendo e o nervo ciático. 
Pelo forame isquiático menor passam o músculo obturado interno e o feixe vásculo-nervoso pudendo. 
 
 
 Diferenças entre a pelve masculina e a pelve feminina 
 
O ângulo formado entre os ramos descendentes do púbis e a sínfise púbica (ângulo subpúbico) é maior nas 
mulheres (obtuso) e menor nos homens (agudo), para facilitar a saída do bebê. Os homens possuem os ossos mais 
maciços e robustos com saliências mais pronunciadas. Nas mulheres, os ossos são mais frágeis e translúcidos, sendo 
 
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também mais móveis. Nas mulheres o sacro é mais largo, enquanto nos homens é mais estreito, alto e curvo. Nas 
mulheres a abertura superior da pelve é mais larga. 
A pelve é angulada e está voltada para frente e para baixo, onde a espinha ilíaca anterossuperior e o 
tubérculo púbico estão alinhados no mesmo plano vertical. O diâmetro mais estreito da cavidade pélvica em que a 
cabeça do feto atravessa é o diâmetro obstétrico. A abertura superior possui três diâmetros principais: ântero 
posterior (conjugado), oblíquo e transverso. 
 
Existem quatro tipos de forma da abertura superior da pelve: 
· Ginecóide: arredondada, perfaz de 43 a 50% das pelves femininas. É a mais fácil para passar o bebê. 
· Andróide: em forma de coração. 
· Antropóide: alongada. 
· Platipelóide: achatada. 
 
 
 
 
 ESTRUTURAS NEUROVASCULARES DA PELVE 
 
Artérias pélvicas 
A pelve é ricamente vascularizada por artérias que realizam múltiplas anastomoses, o que proporciona 
significativa circulação colateral. Seis artérias principais entram na pelve menor feminina (duas artérias ilíacasinternas, duas artérias ováricas, uma artéria sacral mediana e uma artéria retal superior) e apenas quatro artérias 
principais entram na pelve menor masculina (duas artérias ilíacas internas, uma artéria sacral mediana e uma artéria 
retal superior). A pelve menor tem maior irrigação através da artéria ilíaca interna, que provém da bifurcação da 
artéria ilíaca comum, em interna e externa, ao nível de L5 e S1. 
 
· Artéria ilíaca externa: 
Ramos colaterais: artéria epigástrica inferior e circunflexa profunda do íleo 
Ramo terminal: artéria femoral 
 
 
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· Artéria ilíaca interna (hipogástrica): Principal responsável pela vascularização das vísceras pélvicas e parte 
da vascularização da porção musculoesquelética da pelve além de enviar ramos para região glútea, períneo e 
regiões mediais da coxa. A artéria ilíaca termina dando origem a duas divisões: a divisão (tronco) anterior e a divisão 
(tronco) posterior. 
 
Divisão (tronco) anterior/visceral da artéria ilíaca interna: 
 Os ramos da divisão anterior são principalmente viscerais (irrigam a bexiga urinária, o reto e os órgãos 
genitais), mas também incluem ramos parietais que seguem até a coxa e a nádega. As artérias que tem origem na 
divisão anterior da artéria ilíaca interna são as seguintes: 
 - Artéria umbilical 
 - Artéria vesical superior 
 - Artéria obturatória 
 - Artéria vesical inferior (♂) 
 - Artéria do ducto deferente (♂) 
 - Ramos prostáticos (♂) 
 - Artéria uterina (♀) 
 - Artéria vaginal (♀) 
 - Artéria pudenda interna 
 - Artéria retal média 
 - Artéria glútea inferior 
 
Divisão (tronco) posterior/parietal da artéria ilíaca interna: 
 - Artéria ileolombar 
 - Artéria sacral lateral (superior e inferior) 
 - Artéria glútea superior 
 
Ramos extrapélvicos: artéria glútea superior, artéria glútea inferior, artéria pudenda interna (dá a artéria retal 
inferior) e artéria obturatória, que passa pelo canal obturatório. 
 
Ramos intrapélvicos: subdivididos em parietais e viscerais. 
- Ramos parietais: artéria ileolombar e artérias sacrais laterais superior e inferior. 
- Ramos viscerais: divide-se em grupo anterior, grupo médio e grupo posterior. 
- Grupo anterior (urinário): artéria vesical inferior e artéria vesical superior(remanescente da 
umbilical) 
- Grupo médio (genital): artéria vésicodeferencial, artéria prostática, artéria vaginal, artéria 
uterina. 
- Grupo posterior (digestório): artéria retal média. 
 
· Artéria umbilical: principal continuação da artéria ilíaca interna durante o período pré-natal, oblitera-se 
após a secção do cordão umbilical dando origem aos ligamentos umbilicais medianos. 
 
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Veias pélvicas 
A drenagem do sangue, circulação venosa, das vísceras pélvicas acontece pelas veias ilíacas internas, retal 
superior, mesentérica superior, pelas veias sacrais laterais, sacral mediana parietal, veia retal superior, veias ilíacas 
comuns, veia cava inferior, veias iliolombares e veias glúteas superiores, com comunicação entre si e com os plexos 
do canal vertebral. No entanto, a principal via de drenagem do sangue é por meio das veias ilíacas internas e, na 
mulher, ainda estão presentes as veias ováricas. 
 
 
Linfonodos pélvicos 
A drenagem linfática da pelve se dá por linfonodos com uma variação grande tanto em quantidade, quanto 
em tamanho e localização, os quais incluem os linfonodos ilíacos externos, internos e comuns e linfonodos sacrais, 
cuja denominação se deve aos vasos com os quais estão ligados. Possuem comunicação intensa e, de modo geral, 
tendem a acompanhar a circulação venosa. 
 
 
Inervação pélvica 
A inervação pélvica se dá pelos seguintes nervos: 
· Isquiático: ramos ventrais de L4 a S3. 
· Pudendo: contorna a espinha isquiática após ter saído da cavidade pélvica pelo forame isquiático maior, 
depois entra novamente na pelve pelo forame isquiático menor e vai para o períneo. Inerva a genitália externa. 
· Plexo coccígeo: ramos ventrais de S4 e S5 e pelo nervo coccígeo. 
· Plexo sacral: isquiático e pudendo, sendo o último mais importante. 
 
Alguns ramos do plexo sacral comunicam-se com a cadeia látero-vertebral do simpático. O sistema de 
nervos parassimpático é representado pelos nervos esplâncnicos-pélvicos, vindos do plexo sacral e irão formar o 
plexo hipogástrico inferior. Esse plexo vem como uma continuação do plexo celíaco. O sistema nervoso simpático 
também possui nervos esplâncnicos vindo de sua cadeira látero-vertebral. A pelve apresenta 4 a 5 gânglios (mediais 
aos forames sacrais anteriores). Uma cadeira une-se ao gânglio de Walter (cocígeo, ímpar) no ápice do cóccix. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3) VÍSCERAS PÉLVICAS 
 
 BEXIGA 
É uma víscera muscular oca situada na pelve menor. Quando cheia, pode acumular até 500 mL de urina, 
sendo variável de pessoa para pessoa. A bexiga, quando vazia, tem a forma triangular e achatada e está abaixo da 
linha superior do púbis. Quando está distendida, passa da linha superior do púbis e permite coleta de amostras 
através de punções supra-púbicas. A sua face superior (relações: jejuno-íleo e sigmóide) é recoberta por peritônio, 
enquanto que sua face inferior não é recoberta por serosa. 
Na bexiga há um entrelaçamento de fibras musculares lisas em todas as direções nas suas 3 camadas 
musculares (interna e externa longitudinais e média circular). Chamamos essa musculatura própria de músculo 
detrussor. Próximo ao colo da bexiga, essas fibras formam o esfíncter interno involuntário. Ele é inervado por ramos 
do plexo hipogástrico (simpático e parassimpático), sendo que o parassimpático é que esvazia a bexiga. 
 
· Relações anteriores: sínfise púbica e espaço retro-púbico ou pré-vesical (fica entre a bexiga e o púbis), 
onde encontramos uma rede venosa mergulhada em tecido conjuntivo. 
· Relações posteriores: no homem, o reto. Entre o reto e a bexiga, mais inferiormente, há a vesícula seminal, 
o ducto deferente e uma porção da próstata. A esse espaço entre o reto e a bexiga damos o nome de 
aponeurose próstato-peritonial de Denonvillier. Mais superiormente, está o espaço reto-vesical (fundo de 
saco de Douglas). Na mulher, temos o útero e a vagina (parede anterior), separada da bexiga pela fáscia 
retrovesical ou pré-vaginal. Atrás deles há o espaço vesico-uterino. Entre o útero e o reto há o espaço reto-
uterino. 
 
A mucosa da bexiga é enrugada, exceto na porção triangular formada pelos óstios ureterais e pelo óstio 
interno da uretra em que a mucosa é lisa. Esse é o trígono de Liewtaw (vesical). Há uma saliência que vai de um 
ósteo uretral a outro, a prega interuretérica. Há outra saliência no ósteo uretral: a úvula. 
 
 
Vascularização 
Artérias vesicais superiores: ramos da artéria umbilical, antes dela obliterar. Artéria vesical média: ramo da 
artéria hipogástrica e artéria vesical inferior: na mulher é ramo da uterina ou vaginal, no homem da vésico-
deferencial. 
A drenagem venosa dá-se para o plexo venoso (plexovesical) que se situa adiante e abaixo da bexiga, e daí 
vai para a veia ilíaca interna. 
A drenagem linfática dá-se para linfonodos ilíacos internos e externos, linfonodos inguinais e linfonodos 
hipo-gástricos. 
 
 
 
 RETO E CANAL ANAL 
O reto é a parte terminal fixa do intestino grosso. Inicia-se na altura de S3 até o músculo elevador do ânus, 
quando o cólon sigmoide faz uma dobra para trás, denominada de flexura sacral. Possui uma porção mais dilatada 
inferiormente que é a ampola retal. É composto pelas seguintes camadas: serosa (peritônio) só na frente, fáscia 
retal (subserosa), muscular circular e longitudinalsem tênias, submucosa e mucosa. A camada mucosa possui 
saliências para o interior de sua luz denominadas válvulas retais, em número de três, chamadas válvulas de 
Houston: uma para direita, também chamada de Kohlrausch, e duas para a esquerda. 
 
O canal anal é a porção final do reto. O reto possui a flexura sacral, que é o seu início. Ao nível do assoalho 
pélvico (ou no diafragma urogenital) há outra dobra, para adiante, chamada de flexura pélvica. Posteriormente o 
reto relaciona-se com as três vértebras sacrais inferiores, o cóccix, o ligamento anococcígeo, vasos sacrais medianos 
e extremidade inferior dos troncos simpáticos e plexos sacrais separados dele pela fáscia retro-retal. Anteriormente 
nas mulheres se relaciona com a parede posterior da vagina e o colo do útero e nos homens com o fundo da bexiga, 
porção terminal dos ureteres, aponeurose próstato-peritonial, com o canal deferente, a próstata e a vesícula 
seminal. Superiormente relaciona-se com as alças intestinais. 
 
 
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O reto transita pelo períneo e aí ele é chamado de canal anal. Há um espaço entre o ísquio e o reto: é a 
fossa ísquio-retal, onde está transitando o feixe vásculo-nervoso pudendo. O canal anal possui dois esfíncteres: o 
esfíncter anal interno, que é composto por musculatura circular involuntária; e o esfíncter anal externo, composto 
por musculatura circular voluntária. Também no canal anal há saliências alongadas (de 5 a 10) que são as colunas 
retais ou anais de Morgagni, sendo que as suas porções inferiores se unem formando as pregas anais. Entre cada 
duas colunas e uma prega forma-se um fundo de saco: as valvas anais e os seios anais. Ao nível da base das colunas 
há uma troca de mucosa para epitélio sem pelos. A essa linha divisória dá-se o nome de linha pectínea. Abaixo dessa 
linha é o canal anal anatômico. A linha pectínea também é conhecida como linha anorretal. Um pouco mais abaixo 
do epitélio sem pelos aparece o epitélio com pelos e a linha que os divide chama-se linha ano-cutânea. 
 
 
Vascularização 
Artéria retal superior (hemorroidária superior): é a continuação da artéria mesentérica inferior. Quando 
chega ao reto, se bifurca em S3 ou S4 dando ramos à direita e à esquerda. Artéria retal média: ramo da artéria ilíaca 
interna (hipogástrica). Artéria retal inferior: ramo da artéria pudenda interna (canal anal). Essas artérias retais 
anastomosam-se livremente. 
 
A drenagem venosa é feita para plexos venosos superificais acima da linha pectínea que quando acumulam 
sangue formam as hemorroidas. Através desses plexos venosos, as veias retais superiores anastomosam-se com as 
médias e inferiores, proporcionando uma anastomose porto-cava, pois as veias retais superiores drenam para a 
mesentérica inferior (vai para a veia porta) e as veias retais média e inferior drenam para a veia ilíaca interna (vai 
para a cava, ou vai para a pudenda que vai para a cava inferior). 
 
A drenagem linfática dá-se para linfonodos ilíacos (externos e internos), que drenam a porção mais alta do 
reto, e para linfonodos inguinais e ilíacos, que drenam as porções média e inferior do reto. 
 
 
Inervação 
Dá-se pelo nervo hipogástrico inferior. O sistema nervoso simpático origina os nervos esplâncnicos 
lombares. O nervo pudendo inerva a parte mais externa do canal anal. 
 
 
 
 GENITÁLIA MASCULINA 
É composta por uma série de órgãos que têm por objetivo produzir o espermatozoide e conduzi-lo ao meio 
externo. 
 
Testículo 
É a gônada masculina onde são produzidos os espermatozóides. Origina-se na parede posterior do abdome 
(retroperitonealmente), logo abaixo do rim. Ele vai migrando dentro da cavidade abdominal até atingir a região 
inguinal, onde irá atravessar o canal inguinal para colocar-se na bolsa escrotal. Essa migração ocorre porque ele 
possui uma temperatura ótima de funcionamento, que é mais baixa que a temperatura intra-abdominal. 
 
Possui, portanto, musculatura que faz ele se aproximar ou afastar do corpo, regulando a temperatura. 
Criptorquidia é a ausência da migração do testículo para a bolsa escrotal. Quando ele atravessa a parede ântero-
lateral do abdome, leva consigo os envoltórios dessa parede para a bolsa escrotal. Portanto, esta é uma evaginação 
da parede ântero-lateral do abdome e nela identificamos as camadas da parede e os envoltórios não só do testículo, 
como do funículo espermático. 
 
O testículo é um órgão ovóide, consistente, revestido pela túnica albugínea (tecido conjuntivo denso, forte 
e esbranquiçado) que emite septos conjuntivos dividindo o testículo em lóbulos. É aí que encontraremos os túbulos 
seminíferos (produzem os espermatozóides que irão para os túbulos contorcidos, tubos retos – em uma zona 
chamada rede testicular, junto aos pólos superiores dos testículos – onde estão os ductos eferentes que 
desembocam na cabeça do epidídimo). 
 
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O corpo do epidídimo está junto à borda póstero-lateral do testículo, facilmente palpável. A porção mais 
inferior é a cauda do epidídimo, de onde se reflete o ducto deferente, no polo inferior do testículo. Os 
espermatozóides produzidos no testículo são armazenados ao longo do epidídimo, no ducto epididimário, onde o 
seu número é mantido. 
 
O ducto deferente possui paredes musculares muito espessas. Estende-se desde o polo inferior do 
testículo, na bolsa escrotal, atravessa o canal inguinal penetrando na cavidade abdominal (entre o peritônio parietal 
e a parede lateral da pelve. Segue na parede lateral descendo até a proximidade do assoalho da bexiga aonde irá 
se unir com o ducto excretor da vesícula seminal, formando o ducto ejaculatório. Os ductos deferentes contornam 
os ureteres (na sua desembocadura na bexiga), tornando-se mediais às vesículas seminais. 
 
É chamado de funículo espermático o 
ducto deferente; a artéria testicular (ramo da 
aorta em L2); a artéria vesico-deferencial 
(ramo da ilíaca interna); o plexo 
pampiniforme, que cobre o funículo 
espermático e drena para a veia testicular, que 
drena à esquerda para a veia renal esquerda e 
à direita para a veia cava inferior (varicocele 
são varizes no plexo); o ramo genital do nervo 
genito-femoral e os ramos do nervo ílio-
inguinal. O funículo espermático é contornado 
por estruturas da parede ântero-lateral do 
abdome. Entre elas podemos destacar: 
prolongamentos das fibras musculares do 
músculo oblíquo interno, que irão formar o 
músculo cremáster; a fáscia espermática 
externa, que é a continuação das aponeuroses 
do músculo oblíquo externo; e a fáscia 
espermática interna, que é a continuação da 
fáscia transversal. 
 
Vesículas seminais 
São glândulas tubulares que produzem grande parte do líquido seminal. É uma secreção alcalina, espessa 
e lubrificante. É um tubo longo (10 a 15 cm), enovelado, que fica junto à parede posterior da bexiga e está 
lateralmente à porção terminal (ampola) do ducto deferente. O ducto excretor da vesícula seminal une-se à porção 
afilada do ducto deferente, formando o ducto ejaculatório. Essa união acontece dentro da espessura da próstata. 
O ducto ejaculatório abre-se na uretra prostática. 
 
Próstata 
É a maior glândula acessória do sistema reprodutor masculino. O maior volume de líquido seminal vem da 
secreção prostática. É uma secreção líquida. É sede de doença mais frequente no homem adulto (hipertrofia, 
tumores malignos (2ª mais frequente)). A próstata possui consistência lisa e elástica. Essa consistência muda nas 
doenças, por isso se faz exame de próstata através de palpação da parede anterior do reto (toque retal). Possui o 
aspecto de um tronco de cone, com a base voltada para cima e o ápice descansando sobre o diafragma urogenital 
do períneo. Está fixa ao colo da bexiga, atravessadaem toda sua extensão pela uretra prostática (dilatação 
prostática). 
 
Na parede posterior da uretra prostática há uma saliência denominada de verumontanum (colículo 
seminal). No seu centro há uma depressão: utrículo prostático (corresponde ao útero feminino no desenvolvimento 
embrionário). De cada lado há os óstios dos ductos ejaculatórios. Ao longo e lateralmente, na uretra prostática, há 
os óstios dos ductos excretores da próstata (seios prostáticos, dos dois lados do veromontanum). 
 
 
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A próstata possui uma cápsula fibromuscular, assim como toda via espermática, que se contrai no 
momento da ejaculação. 
 
· Relação anterior da próstata: sínfise púbica. 
· Relação posterior da próstata: parede anterior do reto. 
 
 
 
Glândulas bulbouretrais (de Cowper) 
Em número de 2 e do tamanho de uma ervilha, estão situadas na espessura do diafragma urogenital, no 
esfíncter externo da uretra. Colaboram com uma secreção que vai enriquecer o sêmen, ajudar a lubrificar a uretra 
peniana para passagem do sêmen e auxiliar na neutralização do ph da uretra peniana. Possuem ductos excretores 
longos que desembocam na uretra peniana. 
 
Pênis 
Está preso no períneo pela sua raiz, no chamado espaço superficial do períneo. A raiz do pênis é formada 
pelos dois corpos cavernosos que estão fixados nos ramos isquiopúbicos dos ossos da bacia e por uma porção ímpar 
mediana – bulbo do pênis – que está presa ao centro tendinoso do períneo. Os corpos cavernosos e o bulbo são 
contornados por musculatura responsável pela compressão dessas estruturas. São formados por tecido erétil, todo 
trabeculado. Adiante da raiz está o corpo do pênis, que é formado pela fusão dos dois corpos cavernosos e pelo 
prolongamento do bulbo esponjoso central e anteriormente. O bulbo esponjoso se dilata anteriormente, formando 
a glande, de aspecto cônico, que se posiciona sobre a extremidade anterior dos corpos cavernosos. No centro da 
glande está o óstio externo da uretra. 
 
O pênis é recoberto por pele frouxa, sem gordura na fáscia superficial, assim como a bolsa escrotal. Essa 
pele irá se fixar atrás da glande em um estreitamento chamado de colo do pênis. Com isso, há uma prega de pele 
que sobra e pode cobrir parcial ou até totalmente a glande peniana e é denominada prepúcio. O prepúcio possui 
uma prega que se fixa na glande ventralmente: é o frênulo do prepúcio, que se prolonga lateralmente e prende-se 
ao longo do colo da glande. 
 
O colo do pênis (ou da glande) é a sede mais frequente das lesões traumáticas ou infecciosas venéreas 
(cancro mole, herpes). O frênulo do prepúcio também é bastante lesado e pode ser rompido por ocasião do ato 
sexual. A uretra peniana atravessa todo o corpo esponjoso, desde o bulbo esponjoso até a glande. 
 
Fimose é uma doença caracterizada pela impossibilidade de expor a glande do pênis, pois a abertura do 
prepúcio é muito estreitada. É corrigida cirurgicamente, a fim de não causar infecções na glande. A retirada do 
prepúcio é denominada circuncisão ou postectomia. A parafimose ocorre quando há um estrangulamento da 
glande por ocasião de uma ereção da pessoa que tem fimose. 
 
Os corpos cavernosos e o corpo esponjoso são cobertos por uma fáscia superficial. Abaixo dela tem tecido 
fibroso esbranquiçado: a túnica albugínea (como no testículo). A fáscia superficial possui algumas fibras musculares 
lisas, sendo chamada de músculo dartos. Esse músculo também está presente na bolsa escrotal e é importante no 
mecanismo da termorregulação. 
 
O tecido erétil é todo trabeculado e recebe sangue através das artérias que estão no centro dos corpos 
cavernosos e no corpo esponjoso. Quando há estimulação erótica o sistema nervoso autônomo parassimpático faz 
as artérias permitirem o fluxo sanguíneo que enche os corpos cavernosos e esponjoso e tem-se a ereção do pênis. 
O sistema nervoso simpático é responsável pela ejaculação. A inervação sensitiva é dada pelo nervo pudendo. 
 
A vascularização do pênis é feita pelas artérias dorsais do pênis, que originam as artérias profundas 
(cavernosas). Atravessando o corpo esponjoso estão as artérias bulbouretrais. A artéria dorsal do pênis é ramo da 
artéria pudenda. A drenagem venosa dá-se para as veias dorsal superficial (geralmente drena para a veia safena), 
superficial lateral e dorsal profunda (atravessa a sínfise púbica e drena para as veias do espaço de Ketzwes), que 
drenam para a veia pudenda. A uretra masculina apresenta um estreitamento no colo da bexiga, a dilatação 
 
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prostática, o estreitamento membranoso (diafragma urogenital), a dilatação do bulbo, o estreitamento peniano, a 
fossa navicular (maior dilatação) e o estreitamento do meato (menor dilatação). 
 
 
 GENITÁLIA FEMININA 
 
Ovário 
Glândula que possui a forma ovóide com pólo superior, pólo inferior, face medial, face lateral, borda 
posterior (livre) e borda anterior (está presa a uma dobra de peritônio chamada ligamento largo). O ovário é 
parcialmente recoberto por peritônio, sendo uma víscera (a única) realmente intraperitonial, pois está dentro da 
cavidade peritonial. Tem a cor esbranquiçada e uma região amarelada: o corpo lúteo, fruto da expulsão de um 
óvulo. 
 
O ovário está preso por várias estruturas: ligamento tubo-ovariano vai do pólo superior do ovário até a 
tuba uterina, o ligamento próprio do ovário (útero-ovariano)vai do pólo inferior do ovário até o ângulo do útero, o 
mesovário prende a borda anterior do ovário ao ligamento largo, e o ligamento suspensor do ovário possui os vasos 
gonadais. Existe um ligamento que vai desde o ligamento largo até a tuba uterina: é o mesosalpinge. 
 
A face lateral do ovário está junto à parede da pelve em uma depressão dita fosseta ovariana, relacionando-
se com o peritônio parietal da pelve verdadeira. Adiante dela está o ligamento largo, acima está a tuba uterina e 
atrás os vasos hipogástricos. A face medial relaciona-se com alças jejunoileais. 
 
O ovário possui, internamente, duas camadas: a medular e a cortical. Na cortical estão localizados os 
folículos ovarianos, que vão formar os óvulos. Além disso, o ovário vai produzir dois tipos de hormônios: estrógenos 
e progesterona, que têm por função produzir as características sexuais secundárias femininas (mamas, etc.) e 
preparar o endométrio do útero para receber o óvulo fecundado. Se não ocorrer fecundação, há descamação do 
endométrio e a mulher menstrua. 
 
· Vascularização 
No mesovário há os vasos que levam a vascularização para o ovário. A artéria ovariana é ramo da artéria 
aorta. Penetra no ligamento suspensor do ovário (prende o ovário até a bainha do músculo psoas maior) e vai para 
o mesovário. Também passa por trás do ligamento tubo-ovariano. A artéria ovariana, ao passar pelo ligamento 
tubo-ovariano, dá um ramo: a artéria tubária externa, que vasculariza a tuba uterina. A artéria tubária interna 
origina-se da artéria uterina, que se anastomosa com a artéria ovariana. A drenagem venosa dá-se para veias 
ovarianas. Aveia ovariana esquerda drena para a veia renal esquerda e a veia ovariana direita drena para a veia 
cava inferior. 
 
Tuba uterina 
As tubas uterinas ligam o útero até o ovário. É um tubo oco, que possui quatro porções: intramural 
(atravessa a parede uterina), istmo da tuba uterina (mais afilado), ampola da tuba uterina (mais dilatada) e pavilhão 
(apresenta franjas ou fimbrias que captam o óvulo para dentro da tuba na ovulação). A fecundação ocorre 
geralmente na ampola. A tuba uterina tem uma abertura na cavidade uterina e outra na cavidade peritonial. Após 
ocorrer a fecundação, o ovo progride através da tuba com o auxílio dos cílios existentes na sua mucosa pregueada 
e com a ajuda dos movimentosperistálticos, chegando até o útero, onde sofrerá nidação. Pode acontecer do óvulo 
não atingir o útero depois de fecundado, desenvolvendo-se na tuba uterina. É uma gravidez ectópica e o feto deve 
ser retirado, pois não conseguirá crescer muito e poderá até matar a mãe. 
 
A estratigrafia da tuba uterina se baseia em uma serosa (peritônio), uma camada muscular longitudinal 
externa e uma circular interna, e uma mucosa pregueada com cílios. A vascularização é feita pelas artérias tubárias 
externa (ramo da artéria ovariana) e interna (ramo da artéria uterina). A drenagem venosa é feita para a veia ilíaca 
interna e para a veia ovariana. 
 
 
 
 
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Útero 
É um órgão muscular que tem a forma de um cone, cuja base é superior e o ápice inferior. Apresenta uma 
borda superior e duas bordas laterais. A borda superior é chamada de fundo do útero. Tem um estreitamento 
chamado de istmo (quando não houver gestação). Acima do istmo é o corpo, abaixo é o colo do útero ou cérvix. 
Durante a gravidez, o istmo mistura-se com o corpo e desaparece, sendo chamado de segmento inferior (onde se 
faz a cesariana). 
 
Possui alguns ligamentos. O ligamento largo do útero – que possui três dependências: mesovário, 
mesossalpinge e mesométrio – fixa o útero até as paredes laterais da pelve. É uma dobra de peritônio que envolve 
o útero pela frente e por trás. O ligamento uterossacral vai desde o istmo do útero até o sacro. O ligamento cardinal 
vai desde o istmo até as paredes laterais da pelve. O ligamento redondo do útero passa pelo canal inguinal e vai até 
o púbis. Apesar desses ligamentos fixarem o útero, quem dá verdadeira sustentação é o músculo levantador do 
ânus. O colo do útero não se dilata na gravidez e sua luz, justamente com a luz da vagina, forma o canal cervical. 
 
Possui três camadas. O perimétrio é o peritônio, que está frouxamente aderido às bordas laterais do útero 
e firmemente preso ao seu corpo. O miométrio é uma camada muscular, onde podem se desenvolver miomas 
uterinos. O endométrio varia conforme o estágio do ciclo menstrual e descama na menstruação. 
 
O colo do útero está envolvido pela vagina em sua porção final: anteriormente se prende entre os dois 
terços superiores e o terço inferior do colo; posteriormente se prende entre o terço superior e os dois terços 
inferiores do colo. O espaço entre o colo e a vagina forma um fundo de saco e é chamado de fórnice da vagina. A 
sua parte posterior é mais profunda e relaciona-se como fundo de saco de Douglas (espaço reto-uterino). 
 
No útero temos dois ângulos: o ângulo entre o corpo e o colo do útero chama-se flexão e faz anteflexão e 
retroflexão; o ângulo entre o eixo da pelve e o útero chama-se versão e faz anteversão e retroversão. 
 
O óstio externo do útero muda conforme os seguintes tipos de mulheres: nulípara (nunca teve filhos, 
redondo e pequeno), primípara (teve um filho, redondo e maior que o da nulípara), multípara (teve vários filhos, 
arre-dondado e bem maior). 
 
A vascularização do útero é feita pela artéria uterina, que é ramo intrapélvico da artéria ilíaca interna 
(tronco anterior). A 1,5 cm do istmo do útero ela cruza o ureter por diante e após tem um trajeto tortuoso pela 
borda lateral do útero. A drenagem venosa dá-se para veia uterina que vai para a veia ilíaca interna. 
 
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Vagina 
É uma estrutura músculomembranosa que vai desde o colo do útero (internamente) até a vulva 
(externamente). Possui uma parede anterior e uma posterior que são praticamente coladas. Ao nível do colo uterino 
a vagina tem forma arredondada, ao nível da vulva tem forma verticalizada e entre o colo e a vulva é horizontalizada. 
A vagina tem três camadas: adventícia, muscular (maior parte longitudinal) e mucosa com pregas transversais ditas 
criptas vaginais. A vascularização da vagina é feita pela artéria vaginal, que pode ser ramo direto da artéria 
hipogástrica, da retal inferior e da artéria uterina. 
 
Genitália externa 
É formada mais externamente pelos grandes lábios (que contêm gordura). Une-se anteriormente na 
comissura dos lábios. Posteriormente eles não se unem e perdem-se no períneo. Adiante dos grandes lábios e sobre 
a sínfise púbica há uma região elevada coberta de pelos púbicos chamada de monte de Vênus (ou púbico) com 
gordura. Entre os grandes lábios e a coxa há sulco genitofemoral. Por dentro dos grandes lábios há pequenos lábios 
(sem gordura). Na porção superior há duas partes: a superior chamada de prepúcio do clitóris e a inferior, chamada 
de frênulo do clitóris. A porção que está entre os pequenos lábios é vestíbulo. É no vestíbulo que se abrem a uretra 
e a vagina. 
 
Na abertura da vagina, em mulheres que não tiveram relações sexuais, há uma membrana: o hímen. Logo 
após a primeira relação sexual, o que resta do hímen é denominado de nódulos hienais. Após a primeira gestação, 
é chamado de carúnculas hienais. Os bulbos esponjosos na mulher estão separados pela abertura da vagina e 
também são recobertos por músculo bulboesponjoso. Os corpos cavernosos estão junto dos ramos ísquiopúbicos 
e irão se unir anteriormente para formar o clitóris. 
 
Na extremidade inferior do bulbo esponjoso há uma glândula: a glândula de Bartholin (glândulas 
vestibulares maiores), que desembocam na vagina, no sulco ninfohimenal. Junto ao óstio uretral há as glândulas de 
Skene (em maior número). A uretra tem mais ou menos 4 cm e se abre anteriormente à vagina. O septo 
uretrovaginal está entre a uretra e a vagina. A inervação é feita pelo nervo pudendo. 
 
 
 
4) PERÍNEO 
 
É a porção que forma o limite inferior do tronco na abertura inferior da pelve. Estuda-se na posição 
anatômica: decúbito dorsal, coxas abduzidas e fletidas. Para os anatomistas os limites do períneo são, 
superiormente, a sínfise púbica, inferiormente, o ápice do cóccix e, lateralmente, as tuberosidades isquiáticas. 
Situa-se na parte superior das coxas, na parte inferior dos glúteos e no monte púbico. Tem o aspecto de um losango, 
que pode ser dividido em dois triângulos: o trígono urogenital (anteriormente) e o trígono anal (posteriormente). 
A linha que os divide vai de um túber isquiático a outro. 
 
Trígono Anal 
É o trígono posterior, onde se encontra o orifício anal e a ampola retal. A pele do orifício anal apresenta 
uma série de dobras e pelos. A estratigrafia da região compõe-se pela pele; pela fáscia superficial do períneo; pela 
fáscia profunda do períneo; pelo músculo esfíncter externo (ou estriado) do ânus, que não tem importância 
significativa no mecanismo da defecação (esfíncter social); pelo músculo levantador do ânus, que vai atuar 
significativamente no mecanismo da defecação e faz o assoalho posterior da pelve, juntamente com o músculo 
coccígeo. 
 
Ele dá a sustentação às vísceras da pelve e tem a forma de um cone virado para baixo, apresentando três 
fascículos musculares: um grupo que vai desde a sínfise púbica até o cóccix (pubococcígeo), um grupo que vai desde 
a sínfise púbica até a porção posterior do reto, onde se misturam contornando-o (puboretal, quando essas fibras 
relaxam o reto se retifica e ocorre a defecação); e um grupo que vai do íleo ao cóccix (íleococcígeo). O músculo 
coccígeo está atrás do músculo elevador do ânus e vai desde a espinha isquiática até o cóccix. 
 
 
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O diafragma pélvico é formado pelo músculo levantador do ânus e pelo músculo coccígeo. A ação dos 
músculos é dar sustentação para as vísceras pélvicas. O músculo levantador do ânus tem como principal função 
atuar na defecação. 
 
 
Trígono urogenitalA estratigrafia da região compõe-se por pele, fáscia perineal superficial, fáscia perineal profunda e espaço 
perineal superficial, que tem como limites superior a fáscia inferior do diafragma urogenital, e inferior a fáscia 
perineal profunda. Esse espaço contém os seguintes elementos: bulbo esponjoso; com o músculo bulbo esponjoso; 
corpos cavernosos, com o músculo íquio-cavernoso; músculo transverso superficial do períneo; e na mulher há as 
glândulas vestibulares maiores (Bartholin). 
 
Continuando a estratigrafia, temos o espaço perineal profundo, que corresponde ao diafragma urogenital 
e tem como limites superior a fáscia superior do diafragma urogenital; e inferior a fáscia inferior do diafragma 
urogenital. Esse espaço contém o músculo transverso profundo do períneo e o músculo esfíncter estriado da uretra 
(relacionado com o mecanismo da micção: quando relaxa, urinamos). No homem há as glândulas bulbouretrais. O 
diafragma urogenital é formado pelo músculo transverso profundo do períneo e pelo esfíncter estriado da uretra. 
 
Entre o trígono urogenital e o trígono anal, bem no centro, há um acúmulo de tecido fibroso e elástico 
chamado de nódulo perineal ou centro tendinoso do períneo. Na fossa ínquio-anal estão presentes os vasos 
hemorroidais inferiores (indo ao ânus) de cada lado, e os vasos pudendos internos, que junto com o nervo pudendo 
e o nervo dorsal do pênis e do clitóris formam o canal pudendo, junto à borda medial do músculo obturador interno. 
Quando a criança está com dificuldades de passar pela vagina, para mãe não lacerar o músculo levantador do ânus, 
faz-se uma epistomia, que é um corte desse músculo. Após a passagem do bebê, reconstrói-se o músculo levantador 
do ânus. 
 
A fossa ísquio-anal comunica-se amplamente atrás do reto no espaço retroretal. Essa fossa é sede 
frequente de abscessos (coleção de pus) que podem seguir dois caminhos: ir rompendo as estruturas e descendo 
até sair pela pele, formando uma fístula cutânea; ou podem fazer um orifício na parede do reto, formando uma 
fístula anal. No músculo levantador do ânus há duas fáscias: a fáscia superficial do diafragma pélvico e a fáscia 
profunda do diafragma pélvico. 
 
 
 
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Anotações Pelve e Períneo 
 
 
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Membro Inferior 
 
Suas funções são a sustentação do peso do corpo, locomoção e a manutenção do equilíbrio. É formado por quatro 
segmentos: quadril, coxa, perna e pé. 
 
1) OSSOS 
Quadril - Cíngulo Pélvico 
Os dois ossos do quadril são unidos na linha média anterior através da sínfise púbica (articulação do tipo 
diartroanfiartrose). Quando esse cíngulo se une ao sacro e cóccix chamamos de pelve ou bacia óssea. 
Na vida embrionária e fetal ele é dividido em três porções: íleo (porção superior), ísquio (porção inferior) e púbis 
(porção anterior), que se fundem formando o osso do quadril, que possui quatro bordas (superior, também 
chamada de crista ilíaca; posterior; anterior e inferior) e duas faces, exopélvica e endopélvica. 
Na face exopélvica se apresentam o acetábulo, o forame obturador (uma grande abertura oval no osso do 
quadril limitada pelo púbis e ísquio; é fechado pela membrana obturatória, exceto no canal obturatório, que 
permite a passagem do nervo e dos vasos obturatórios) e a face glútea (acima do acetábulo). 
Na face endopélvica são encontradas a linha arqueada (vai desde o ângulo póstero-superior ao ângulo 
antero-inferior, separando o abdômen, acima, da cavidade pélvica, abaixo), a fossa ilíaca (superfície côncava acima 
da linha arqueada), a tuberosidade ilíaca (superfície rugosa da qual saem ligamentos que conectam o sacro ao osso 
do quadril) e a face auricular (articulação com o sacro, em forma de pavilhão de orelha). 
Na borda anterior está a espinha ilíaca antero-superior (sempre palpável), a espinha ilíaca antero-inferior 
(logo abaixo), a eminência iliopública (saliência até o púbis, também chamada de ramo íleopúbico), a linha pectínea 
e o tubérculo púbico(acima da fase sinfisal). 
Na borda superior existe a espinha ilíaca póstero-superior (união da crista ilíaca com a borda anterior), a 
incisura isquiática maior, a espinha isquiática (contornada pelo feixe vásculo-nervoso que se destina à genitália 
externa), a incisura isquiática menor e a tuberosidade isquiática (apoio quando sentamos). 
Na borda inferior temos o ramo ascendente do ísquio e o ramo descendente do púbis. 
 
ATENÇÃO! 
 
 
 Coxa – 1 osso 
Fêmur 
É o maior osso longo do corpo. Possui uma face anterior e uma posterior. 
 
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Anteriormente, na epífise proximal, encontra-se a cabeça (que se articula com o acetábulo), o colo, o 
trocânter maior (lateralmente), o trocânter menor (medialmente), a linha intertrocantérica (liga os dois 
trocânteres anteriormente e torna-se contínua com a linha espiral na face posterior do fêmur). Posteriormente, 
ainda na epífise proximal, estão a crista intertrocantérica e a linha áspera, que se trifurca proximalmente e se 
bifurca distalmente: 
 
 
 
Fazendo parte da epífise distal, são encontrados o côndilo lateral e o côndilo medial separados pela fossa 
intercondilar em forma de U. A superfície lisa entre as duas linhas supracondilares é chamada de face poplítia. 
Em idosos é freqüente a fratura de colo de fêmur, possuindo como sinal clinico característico a rotação 
lateral desse osso. 
 
Patela 
É o maior osso sesamoide do corpo e encontra-se no interior do tendão do músculo quadríceps femoral, 
que passa a se chamar Ligamento da Patela e fixa-se na Tuberosidade da Tíbia. Os músculos vastos medial e lateral, 
porções do Quadríceps Femoral, também, fixam-se individualmente na patela e formam os retináculos medial e 
lateral da patela. 
É dividida em: Base (larga e superior) e Ápice (pontiagudo e inferior). A patela estabiliza a articulação do 
joelho, serve como alavanca suplementar para o quadríceps femoral e proporciona a superfície óssea capaz de 
resistir à compressão feita pelo M. quadríceps femoral. 
 
 Perna – 2 ossos, Tíbia e Fíbula, unidos pela Membrana Interóssea. 
Tíbia 
Osso longo situado na face anteromedial da perna e o mais volumoso dos dois. Possui borda anterior e 
face posterior. Na epífise proximal, apresenta o côndilo lateral e o côndilo medial (que se articulam com os côndilos 
do fêmur e formam uma superfície articular relativamente plana, ou platô tibial), a tuberosidade anterior da tibia 
(TAT), onde se insere o ligamento da patela, o tubérculo intercondilar medial, o tubérculo intercondilar lateral e 
a eminência intercodilar (formada dois tubérculos intercondilares -medial e lateral- ladeados por áreas 
intercondilares anterior e posterior), que encaixa-se na fossa intercondilar do fêmur e serve para fixação dos 
meniscos e dos ligamentos do joelho. Na epífise distal está o maléolo medial, palpável em toda sua extensão e 
anteriormente ao qual passa a veia safena magna e a Incisura Fibular ocupada pela Fíbula. 
 
 
 
 
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Fíbula 
Osso longo que se situa posterolateralmente à tíbia, apresenta na epífise proximal o ápice ou processo 
estiloide, a cabeça e o colo (estreitamento contornado pelo Nervo Fibular Comum) e na epífise distal o maléolo 
lateral, por trás do qual passa a veia safena parva. Sua principal função é a fixação de músculos. 
 
SINTOPIA IMPORTANTE: TTVANT 
Além da veia safena magna, outras estruturas têm íntima relaçãocom o maléolo medial. Por trás deste, 
há uma sintopia muito importante de medial para lateral: 
· Tendão do tibial posterior 
· Tendão do flexor longo dos dedos, 
· Veia tibial posterior 
· Artéria tibial posterior 
· Nervo tibial 
· Tendão do flexor longo do hálux. 
 
 Tornozelo 
Se dá pela articulação talocrural, entre o tálus e os dois ossos da perna – tíbia e fíbula. Permite o 
movimento em dobradiça na dorsiflexão e na flexão plantar do pé sobre a perna. Esta articulação é estabilizada 
pelos ligamentos colateral medial (deltóide) e colateral lateral. O ligamento deltóide apresenta 4 ligamentos 
principais, todos com inserção proximal na tíbia – ligamentos tibiotalar anterior, tibiotalar posterior, tibiocalcâneo 
e tibionavicular. Já o colateral lateral possui 3, todos com inserção proximal na fíbula – ligamentos talofibular 
anterior, talofibular posterior e calcaneofibular. 
 
 
 Pé – 7 ossos 
Ossos do tarso 
Calcâneo, cubóide, tálus (articula-se com a tíbia, transfere 60% do peso para o calcâneo e nele não se 
insere músculo algum), navicular (adiante do tálus), cuneiformes medial, intermédio e lateral. 
 
Ossos do metatarso 
São cinco, numerados de I a V de medial para lateral. As epífises proximais são chamadas de bases e as 
epífises distais são chamadas de cabeças. Na base do 5º metatarsiano, articula-se o tendão do fibular curto, que 
numa lesão pode arrancar uma parte do osso. Na cabeça do matatarsal I, há dois ossos sesamoides, medial e 
lateral. 
 
Falanges – 14 
Todos os dedos possuem três falanges (proximal, média e distal), exceto o 1º,que possui apenas duas 
(proximal e distal). As epífises proximais das falanges proximais, médias e distais são chamadas de base e as epífises 
distais das falanges proximais e médias são chamadas de cabeça. Já as epífises distais das falanges distais são 
chamadas de tuberosidades. A diáfise de todas as falanges é chamada de corpo. 
 
 
 
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Arcos 
 
Arco longitudinal externo: formado pelo calcâneo, 
pelo cubóide e pelos 4º e 5º metatarsianos. 
Arco longitudinal interno: formado pelo calcâneo, 
pelo tálus, pelo navicular, pelos cuneiformes e 
pelos 1º, 2º e 3º metatarsianos. 
Arco transversal: formado somente pelos 
metatarsianos, na altura das suas cabeças. 
 
 
 
 
2) VASCULARIZAÇÃO 
Veias 
Responsáveis pela circulação de retorno, contra a gravidade, possível graças às válvulas e contração 
muscular. A veias superficiais possuem menos válvulas e encontram-se na fáscia superficial. Já as veias profundas 
encontram-se além da fáscia profunda e acompanham as artérias. As veias comunicantes ou perfurante comunicam 
os sistemas profundo e superficial ao perfurarem a fáscia obliquamente, essas veias também possuem válvulas. 
Obs.: O mau funcionamento das válvulas é a causa das varizes. 
O arco venoso dorsal se forma no dorso do pé pela união das veias digitais dorsais comuns, formadas pela 
união das veias digitais dorsais que correm ao longo das bordas dorsais de cada dedo. O arco venoso dorsal emite 
duas veias, uma medial e outra lateral. 
Da extremidade medial sai a veia safena magna, que passará por diante do maléolo medial, do pé para a perna. 
Desembocará na veia femoral, perfurando a fáscia lata da coxa no hiato safeno (grande orifício). Acompanhando 
essa veia pela perna está o Nervo Safeno (sensitivo). 
Da extremidade lateral sai a veia safena parva, menor que a magna e passa por trás do maléolo lateral, 
do pé para a perna. Quando chega à metade da perna, penetra na fáscia crural da perna. Nesse mesmo local um 
nervo torna-se superficial, o Nervo Sural (sensitivo). Essa veia vai até a fossa poplítea (atrás do joelho), perfurando 
a fáscia poplítea e geralmente terminando na veia de mesmo nome. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Esquema da Vascularização Venosa: 
 
 
 
 
Linfonodos 
· Inguinais: situam-se junto à desembocadura da veia safena magna, abaixo do ligamento inguinal (dobra da 
virilha). Drenam o tronco do umbigo para baixo, o membro inferior, a região glútea o canal anal e a genitália 
externa. 
· Poplíteos: situam-se na fossa poplítea. 
 
 
Artérias 
 A artéria ilíaca interna vasculariza fundamentalmente as vísceras pélvicas. 
 Os ramos que permanecem dentro da pelve são os intrapélvicos e os que saem da pelve são os 
extrapélvicos. Entre os ramos extrapélvicos podemos citar a artéria glútea superior, a glútea inferior, que se 
anastomosa com o ramo ascendente da circunflexa lateral da coxa, que vem da femoral e a artéria obturadora. A 
artéria pudenda interna contorna a espinha isquiática indo à genitália externa. 
As glúteas superior e inferior e a pudenda interna exteriorizam-se pela incisura isquiática maior. 
A artéria ilíaca externa dá origem à Artéria Femoral que por sua vez origina as artérias Femoral Profunda e 
as Circunflexas Femorais Lateral e Medial. Continua-se até a fossa poplítea onde passa a se chamar Artéria Poplítea. 
Divide-se em dois ramos terminais: Artérias Tibial Anterior e Tibial Posterior (dá origem à A. Fibular). 
 
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A a. Tibial Anterior origina a a. Dorsal do Pé que dá origem às artérias Tarsal Lateral e Arqueada (2ª, 3ª, 4ª 
A. Metatarsais Dorsais). 
Já a a. Tibial Posterior, além da a. Fibular, origina a a. Plantar Medial, a. Plantar Lateral, a. Plantar 
Profunda, Arco Plantar Profundo, a. Metatársica Plantar e a a. Digital Plantar. 
Obs.: A artéria tibial posterior passa por trás do maléolo medial. 
 
 
 
 
 
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3) INERVAÇÃO 
PLEXO LOMBAR 
Formado por ramos anteriores de L1, L2, L3 
e parte de L4, recebendo ramos de T12. A 
formação deste plexo está na intimidade do 
músculo psoas maior. 
· Nervo Ilioinguinal (L1): inerva os 
músculos da parede abdominal 
· Nervo Genitofemoral (L1-L2): ramo 
genital inerva o músculo cremáster. Além 
disso, o ramo femoral faz a inervação 
sensitiva de parte da coxa, enquanto que o 
genital faz da parte anterior do períneo. 
· Nervo Femoral (L2-L4): inerva músculos 
da loja anterior da coxa. 
· Nervo Obturatório (L2-L4): inerva 
músculos da loja medial da coxa. Além de 
dar inervação sensitiva para esta região. 
 
PLEXO SACRAL 
Formado pelo tronco lombossacral (porção descendente de L4 + 
ramo ventral de L5) e ramos ventrais de S1 a S4. 
· Cutâneo Femoral Lateral (L2-L3): dá inervação sensitiva a região 
anterolateral da coxa. 
· Nervo Ciático (L4-S3): inerva músculos da loja posterior da coxa, 
além de parte do músculo adutor magno. 
· Nervo Glúteo Superior (L4-S1): inerva os músculos glúteo médio, 
glúteo mínimo e tensor da fáscia lata. 
· Nervo Glúteo Inferior (L5-S2): inerva o músculo glúteo máximo. 
· Nervo para Músculo quadrado femoral (L4-S1): inerva os 
músculos quadrado femoral e gêmeo inferior. 
· Nervo para Músculo obturador interno (L5-S2): inerva os 
músculos quadrado femoral e gêmeo superior. 
· Cutâneo Femoral Posterior (S1-S3): inervação sensitiva para 
porte posterior e medial da coxa, além da parte posterior e 
superior da perna. 
· Nervo Cutâneo Perfurante (S2-S3) 
 
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· O nervo isquiático (ramos ventrais de L4 a S3) se exterioriza através do forame isquiático maior. Quando 
ele chega ao ápice da fossa poplítea,bifurca-se em nervo tibial e nervo fibular comum. O nervo fibular 
comum contorna o colo da fíbula e situa-se lateralmente, bifurcando-se em fibular superficial (inerva a loja 
lateral) e fibular profundo (inerva a loja anterior). O nervo tibial (inerva a loja posterior) vai passar da perna 
para o pé por trás do maléolo medial se bifurcar em nervo plantar lateral e nervo plantar medial. 
· O nervo sural é formado por um ramo do nervo tibial e um ramo do nervo fibular comum. 
 
 
4) REGIÃO GLÚTEA 
 
Tem como limite superior a margem da crista ilíaca, como limite inferior o sulco glúteo (borda inferior do 
glúteo máximo), como limite medial o sulco interglúteo e como limite lateral a linha que vai da espinha ilíaca ântero-
superior até o sulco glúteo. 
Estratigraficamente, o 1º plano é formado pela pele espessa, o 2º plano pela fáscia superficial (tecido 
celular subcutâneo que serve como depósito de gordura, em maiores proporções na mulher), o 3º plano músculos 
disposto sem dois planos (superficial e profundo) e o 4º plano pelos ossos da bacia e pela articulação coxo-femoral. 
 
Inervação 
· Nervo Glúteo Superior: divisão posterior dos ramos ventrais de L4 a S1. Deixa a pelve através do forame 
isquiático maior, acima do músculo piriforme junto com a artéria glútea superior. Divide-se em um ramo 
superior para o músculo glúteo médio e um ramo inferior para os músculos glúteo mínimo e tensor da 
fáscia lata. 
· Nervo Glúteo Inferior: divisão posterior dos ramos ventrais de L5 a S2. Deixa a pelve através do forame 
isquiático maior, abaixo do músculo piriforme e superficialmente ao nervo isquiático. Acompanha a artéria 
glútea inferior e divide-se em vários ramos para o músculo glúteo máximo. 
 
Artérias da Região glútea 
As artérias importantes nessa região são, principalmente, as artérias Glúteas Superior e Inferior, Pudenda 
Interna e Perfurante. Todas elas originam-se da A. Ilíaca Interna. 
Obs.: Essas mesmas artérias são as responsáveis pelo compartimento posterior da coxa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5) MÚSCULOS 
 
Obs. O tensor da fáscia lata é sinergista do iliopsoas na flexão e rotação medial dos glúteos médio e mínimo. Ele 
pertence à coxa, mas está citado na região glútea devido à sua inervação. 
Segundo plano muscular: Músculos pelvi-trocantéricos 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Piriforme Ramos colaterais de S1 
e S2 
 
Gêmeo Superior Pelve Trocânter maior do 
fêmur 
Nervo do obturador 
interno 
Rotação lateral da coxa 
estendida, abdução a coxa 
fletida e estabilização da 
articulação do quadril 
Obturador Interno Nervo do obturador 
interno 
OBS: o quadrado da coxa 
(femoral) não abduz a coxa 
fletida. 
Gêmeo Inferior Nervo do quadrado da 
coxa 
 
Quadrado da Coxa/ femoral Nervo do quadrado da 
coxa 
 
Obturador Externo Nervo obturador 
 
Primeiro plano muscular 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Glúteo Máximo Ílio, sacro, cóccix, ligamento 
sacrotuberal, aponeurose do 
eretor da espinha e aponeurose 
glútea 
Tuberosidade glútea 
do fêmur e trato 
iliotibial da fáscia 
lata 
Nervo glúteo 
inferior 
Extensor da coxa e do 
tronco, subir escada e 
levantar quando sentado. 
Ajuda na rotação lateral 
da coxa 
Glúteo Médio Entre linhas glúteas anterior e 
posterior e superfície externa do 
íleo 
Face lateral do 
trocânter maior do 
fêmur 
 
 
 
Abdução e rotação medial 
da coxa. Mantém o nível da 
pelve quando o membro 
ipsilateral está 
sustentando o peso e 
avança o lado não 
sustentado durante a fase 
de balanço. 
Glúteo Mínimo Face externa do ílio entre linhas 
glúteas anterior e inferior 
Face anterior do 
trocânter maior do 
fêmur 
Nervo glúteo 
superior 
 
Tensor da Fáscia Lata Espinha ilíaca anterossuperior; 
parte anterior da crista ilíaca 
Trato iliotibial (se 
insere no côndilo 
lateral da tíbia) 
 
 
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Hiato suprapiriforme 
Buraco que fica entre o piriforme e o glúteo mínimo, através do qual transita o feixe vásculo-nervoso da artéria e 
do nervo glúteos superiores. 
 
Hiato infrapiriforme 
Buraco que fica entre o piriforme e o gêmeo superior, através do qual transita o feixe vásculo-nervoso formado 
pelo nervo glúteo inferior,nervo pudendo e artéria pudenda interna(contornam a espinha isquiática), o nervo 
cutâneo da coxa e o nervo isquiático(hérnia causa dor lombar). 
 
 Coxa – 11 músculos 
Na fáscia superficial está a veia safena magna, que se desloca de medial para lateral, penetra na fáscia lata e 
desemboca na veia femoral. Em torno da veia estão os linfonodos inguinais. 
Hiato safeno: buraco enorme da fáscia cavosa (parte da fáscia lata) por onde penetra a veia safena magna. 
Loja anterior – 3 músculos: Extensores 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
 
 
Iliopsoas* 
Psoas maior – vértebras 
lombares e disco 
intervertebrais de T12 a L5 
Ilíaco – crista ilíaca e fossa 
ilíaca 
Psoas maior – 
trocânter menor do 
fêmur 
Ilíaco – tendão do 
psoas maior e corpo do 
fêmur 
 
Psoas maior – ramos 
ventrais de L1 a L3 
Ilíaco – nervo femoral 
(ramos L2 e L3) 
Atuam conjuntamente 
na flexão da coxa na 
articulação do quadril e 
sua estabilização. 
 
Sartório 
Espinha ilíaca antero-
superior 
Parte superior da face 
medial da tíbia 
Nervo femoral (ramos 
L2 e L3) 
Flete, abduz e roda 
lateralmente a coxa (na 
articulação do quadril). 
Flete a perna na 
articulação do joelho 
fazendo rotação medial 
da perna quando o joelho 
está fletido. 
 
Quadríceps 
Femoral* 
Reto femoral – espinha ilíaca 
antero-inferior. 
Vasto lateral – trocânter 
maior e lábio lateral da linha 
áspera do fêmur. 
V. medial – linha 
intertrocantérica e linha 
áspera do fêmur. 
V. intermédio – faces lateral 
e anterior do corpo do 
fêmur. 
Base da patela e 
através do ligamento 
da patela à 
tuberosidade da tíbia. 
Nervo femoral (ramos 
L2 a L4) 
Estendem a perna na 
articulação do joelho; 
reto femoral também 
estabiliza a articulação 
do quadril e auxilia o 
músculo iliopsoas na 
flexão da coxa. 
 
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Obs* 
- O músculo iliopsoas é formado pelos músculos psoas maior e ilíaco. Dentro de sua bainha transita o Nervo 
Femoral. 
- O músculo quadríceps femoral é formado pelos seguintes músculos: reto femoral, vasto medial, vasto lateral e 
vasto intermédio. 
 
Loja medial – 5 músculos: Abdutores 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Pectíneo Ramo superior do 
púbis 
Linha pectínea do 
fêmur 
Nervo femoral (ramos 
L2 e L3) 
Aduz e flete a coxa. 
Auxilia a rotação medial 
da coxa. 
 
Adutor longo 
Corpo do púbis, abaixo 
da crista púbica 
Terço médio da linha 
áspera do fêmur 
Nervo obturatório, 
ramo anterior (L2, L3 e 
L4) 
Aduz a coxa 
 
Adutor curto/breve 
Corpo e ramo inferior 
do púbis 
Linha pectínea e parte 
proximal da linha 
áspera do fêmur 
Nervo obturatório (L2, 
L3 e L4) 
Aduz a coxa e alguns 
graus de flexão 
 
 
 
Adutor magno* 
Ramo inferior do púbis, 
ramo do ísquio e 
tuberosidade 
isquiática 
Porção adutora - 
tuberosidade glútea, 
linha áspera, linha 
supracondilar medial 
Porção 
jarrete/extensora - 
tubérculo adutor do 
fêmur 
Porção adutora – 
nervo obturatório (L2, 
L3 e L4) 
Porção jarrete – nervo 
isquiático (L4) 
Porção adutora – aduz 
e flete a coxa 
Porção 
jarrete/extensora – 
aduz e estende a coxa 
 
 
Grácil 
Corpo e ramo inferior 
do púbis 
Parte superior da face 
medial da tíbia 
Nervo obturatório(L2 
e L3) 
Aduz a coxa, flete a 
perna e ajuda a rodá-la 
medialmente 
 
Obs.*: Os tendões do M. Adutor Magno formam orifícios ósteo-fibrosos com o fêmur, sendo que o orifício mais 
baixo se chama hiato adutor (passa a artéria femoral que passa a se chamar artéria poplítea) e pelos outros orifícios 
passam os ramos perfurantes (ramos da artéria femoral profunda). 
Artérias da Região Anterior e Medial da Coxa 
As principais artérias dessas regiões são a Femoral (AIE), Femoral Profunda (. Femoral), Circunflexas Femorais 
Lateral e medial (A. Femoral Profunda) e a Obturatória (AII). 
 
 
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Loja posterior – 3 músculos: Ísquio-tibiais 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
 
 
Bíceps femoral 
Cabeça longa: 
tuberosidade 
isquiática. 
Cabeça curta: linha 
áspera e linha 
supracondilar lateral 
do fêmur. 
Face lateral da cabeça 
da fibula; o tendão é 
dividido nesse local 
pelo ligamento 
colateral fibular da 
articulação do joelho. 
Cabeça longa: divisão 
tibial do nervo 
isquiático (L5 a S2) 
Cabeça curta: divisão 
fibular comum do 
nervo isquiático (L5 a 
S2) 
Flete e roda a perna 
lateralmente e estende a 
coxa com o joelho em 
flexão. Estende a coxa. 
 
 
 
 
 
 
 
Semitendíneo 
 
 
 
 
Tuberosidade 
isquiática 
 
 
Face medial da parte 
proximal da tíbia 
 
 
 
Divisão tibial do nervo 
isquiático (L5 a S2) 
 
 
Estendem a coxa; fletem 
e rodam a perna 
medialmente com o 
joelho fletido; podem 
estender o tronco 
quando coxa e perna 
estão fletidas. 
 
Semimembranáceo 
 Parte posterior do 
côndilo medial da tíbia 
 
 
Os músculos da loja posterior da coxa são chamados de ísquio-crurais, pois originam-se na tuberosidade isquiática 
e inserem-se na perna (crura). 
Pata de Ganso (Pes anserinus): Formada pelos músculos Sartório, Grácil e Semi-tendíneo que se fixam na parte 
proximal e medial da tíbia. (Sartori governa sem Tarso) 
 
TRÍGONO FEMORAL 
Limite superior: ligamento inguinal. 
Limite lateral: borda medial do músculo sartório. 
Limite medial: borda lateral do adutor longo. 
Assoalho: iliopsoas e pectíneo. 
 
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No trígono encontramos lateralmente o nervo femoral e medialmente a artéria e a veia femorais envoltas 
pela bainha femoral. O nervo femoral não está envolvido pela bainha. Portanto NÃO formam um feixe vasculo-
nervoso. O anel inguinal é a abertura do canal dentro do abdômen. 
Normalmente, no canal femoral, há gorduras e linfonodos. Pode acontecer a penetração de uma alça do 
intestino no canal femoral por um aumento da pressão. A isso se dá o nome de hérnia femoral (abaixo do ligamento 
inguinal) ou hérnia inguinal (acima do ligamento inguinal). Essa hérnia pode comprimir a veia femoral. 
No terço médio da coxa, após a confluência do músculo sartório com o adutor longo, a artéria femoral entra 
em um compartimento chamado canal adutor, tornando-se artéria poplítea. Nesse canal há, também, o nervo 
safeno que vai acompanhar a veia safena magna. 
 
 
 Perna 
Fáscia superficial: anteriormente e medialmente está a veia safena magna. Posteriormente, subindo pela linha 
média está veia safena parva. Lateralmente a ela está o nervo sural, que dá sensibilidade à face posterior da perna. 
 
 Loja anterior – 4 músculos: extensores ou dorsiflexores 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
Tibial anterior 
Côndilo lateral e 
metade superior da 
face lateral da tíbia e 
memb. Interóssea 
Faces medial e inferior 
do cuneiforme medial 
e base do 1º metatarso 
Fibular profundo 
(ramos L4 e L5) 
Dorsiflexão do 
tornozelo e 
inversão do pé 
Extensor longo do 
hálux 
Face anterior da fibula 
e membrana 
interóssea 
Face dorsal da base da 
falange distal do hálux 
 Extensão do hálux 
e dorsiflexão do pé 
 
Extensor longo dos 
dedos 
Côndilo lateral da tíbia, 
face medial da fibula e 
membana interóssea 
Falanges média e distal 
dos quarto dedos 
laterais 
 
Fibular profundo 
(ramos L5 a S1) 
Extensão dos 
quatro dedos 
laterais e 
dorsiflexão do pé 
 
Fibular terceiro 
Face anterior da fíbula 
e membrana 
interóssea 
Dorso da base do 5º 
metatársico 
 Dorsiflexão do pé 
e auxilio na 
eversão 
 
 
 
 
 
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Loja lateral – 2 músculos: eversores 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
Fibular longo 
Cabeça e 2/3 
superiores da face 
lateral da fíbula 
Base do 1º metatársico 
e cuneiforme medial 
 
 
Fibular curto 
2/3 inferiores da face 
lateral da fíbula 
Face dorsal da 
tuberosidade na face 
lateral da base do 5º 
metatársico 
 
 
 
Loja posterior superficial – 3 músculos 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
 
 
Gastrocnêmio 
Cabeça lateral: face 
lateral do côndilo 
lateral do fêmur 
Cabeça medial: face 
poplítea do fêmur, 
acima do côndilo 
medial 
 Atua na flexão 
plantar quando o 
joelho é 
estendido, eleva o 
calcanhar durante 
a marcha e flete a 
perna na 
articulação do 
joelho 
 
 
 
Sóleo** 
Face posterior da 
cabeça da fíbula, face 
posterior do corpo da 
fíbula, linha do M. 
sóleo e borda medial 
da tíbia 
Face posterior do 
calcâneo através do 
tendão calcâneo* 
 
Nervo tibial 
(S1 e S2) 
 
Atua na flexão 
plantar e estabiliza 
a perna sobre o pé 
 
 
 
Plantar 
Extremidade inferior 
da linha supracondilar 
lateral do fêmur e 
ligamento poplíteo 
oblíquo 
 
Calcâneo (não faz parte 
do tendão do calcâneo) 
 Auxilia o músculo 
gastrocnêmio na 
flexão plantar e na 
flexão da 
articulação do 
joelho 
 
Obs* Tendão calcâneo ou de Aquiles: tendão único formado pelos músculos gastrocnemios medial e lateral e 
músculo sóleo. 
Obs** Entre a tíbia e a fíbula, esse músculo emite um arco tendíneo, o Arco Solear, pelo qual transitam a artéria 
tibial posterior, o nervo tibial e veias. 
Fibular superficial 
(L5 a S2) 
Eversão do pé 
e pequena 
flexão plantar 
 
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Loja posterior profunda – 4 músculos 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
 
Poplíteo 
 
Face lateral do côndilo 
lateral do fêmur e 
menisco lateral 
 
Face posterior da tíbia, 
acima da linha do 
músculo sóleo 
 
Nervo tibial 
(ramos L4 a S1) 
Pequena ação na flexão 
do joelho, “destrava-o” 
girando o fêmur 5º sobre 
a tíbia fixa; gira 
medialmente a tíbia do 
membro não apoiado. 
 
 
Flexor longo do hálux 
 
2/3 inferiores da face 
posterior da fíbula e 
parte inferior da 
membrana interóssea 
 
Base da falange distal 
do hálux 
 
 
 
Nervo tibial 
(ramos S2 e S3) 
 
Flete o hálux em todas as 
articulações e atua na 
flexão plantar; sustenta o 
arco longitudinal medial 
do pé 
 
 
Flexor longo dos dedos 
Parte medial da face 
posterior da tíbia, 
abaixo da linha do M. 
Sóleo, e por uma larga 
aponeurose para a 
fíbula 
 
Bases da falange distais 
dos quatro dedos 
laterais 
 
Flete os quatro dedos 
laterais e atua na flexão 
plantar; sustenta os arcos 
longitudinais do pé 
 
 
Tibial posterior 
Membrana interóssea, 
face posterior da tíbia 
abaixo da linha do M. 
Sóleo e face posterior 
da fíbula 
Tuberosidade do 
navicular, cuneiforme, 
cuboide e sustentáculo 
do tálus, bases do 2º, 
3º e 4º metatársicos 
 
Nervo tibial 
(ramos L4 e L5) 
 
Flexão plantar e inversão 
do pé 
 
Artérias da Perna: 
As principais artérias da perna são a A. Poplítea (continuaçãoda Femoral após o hiato dos adutores), A. 
Tibial Anterior e Posterior (A. Poplítea), A. Dorsal do Pé (continuação da Tibial Anterior) e A. Fibular (Tibial Posterior). 
 
Parte anterior do joelho 
O joelho possui articulação sinovial do tipo gínglimo, que permite flexão e extensão, e é formado pelos 
côndilos femorais, pela tíbia e pela fíbula. Possui os seguintes ligamentos, que auxiliam na manutenção das 
articulações: ligamento colateral medial ou interno (do fêmur até a tíbia), ligamento colateral lateral ou externo 
(do fêmur até a cabeça da fíbula), ligamento cruzado anterior (é o mais importante) e ligamento cruzado posterior. 
Quando se retira a patela, encontram-se os meniscos, que protegem a cartilagem hialina entre o fêmur e a tíbia e 
aumentam a profundidade da face articular da tíbia para receber os côndilos do fêmur. 
Obs.: O fêmur articula-se com a tíbia apenas. 
Obs. 2: O principal elemento na sustentação dessa articulação é o M. Quadríceps Femoral. 
 
 
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Fossa poplítea 
É a fossa posterior do joelho que tem formato de losango, tendo como limites: súperolateral o M. Bíceps 
Femoral, superomedial o M. Semimembranáceo e o tendão do M. Semitendíneo e inferolateral e inferomedial as 
cabeças lateral e medial do M. Gastrocnêmio. O assoalho é o M. poplíteo e o teto é a fáscia poplítea e pele. 
De anterior para posterior, temos: artéria poplítea, veia poplítea (mais lateral que a artéria), nervo tibial e nervo 
fibular comum. Essas estruturas estão envoltas por tecido celular subcutâneo. Aí se encontram dois ou três 
linfonodos. 
Na porção superior da fossa poplítea há a bifurcação do nervo isquiático. A veia safena parva desemboca 
na veia poplítea. Nesse ponto, também, se torna superficial o nervo sural (que dá sensibilidade para a face posterior 
da perna). Profundamente há as veias geniculadas (ao redor do joelho), que desembocam na veia poplítea. 
Obs.: O nervo tibial e a artéria tibial posterior transitam para dentro do anel do sóleo (mais profundamente). 
 
 
 
 
 
 
 
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 Pé 
Composto por duas porções: dorsal e plantar. Os músculos do pé atuam conjuntamente como mola, auxiliando 
a manutenção dos arcos. 
 
Porção dorsal – 2 músculos 
Possui pouco tecido celular subcutâneo. Nela existe o arco venoso dorsal, onde se forma a veia safena magna. 
A veia safena parva origina-se mais látero-posteriormente. Há também filetes do nervo fibular, que dão a 
sensibilidade para essa área. Abaixo da pele e da rede venosa pode haver dois ou três tendões: extensor longo dos 
dedos (lateral), extensor longo do hálux (medial) e fibular terceiro (inconstante). 
 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
Extensor curto dos 
dedos 
 
 
Calcâneo 
Tendões do M. 
Extensor Longo do 2º 
ao 4º dedo. 
 
 
Nervo fibular profundo 
Auxilia a extensão 
do 2º ao 4º dedo. 
 
Extensor curto do 
hálux 
 
Base da falange 
proximal do hálux 
 Auxilia o M. 
Extensor longo do 
Hálux na extensão 
do hálux na 
articulação 
metatarsofalângica. 
 
Porção plantar: 1ª camada 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
Abdutor do hálux 
Tuberosidade do 
calcâneo, retináculo 
dos músculos flexores e 
aponeurose plantar 
Base da falange 
proximal do hálux 
Nervo plantar medial 
(ramos S2 e S3) 
Abduz e flete o 
hálux 
Flexor curto dos 
dedos 
Tuberosidade do 
calcâneo, aponeurose 
plantar e septos 
intermusculares 
Falanges médias dos 4 
dedos laterais 
Nervo plantar medial 
(ramos S2 e S3) 
Flete os 4 dedos 
laterais 
 
 
Adutor do dedo 
mínimo 
Processos medial e 
lateral da tuberosidade 
do calcâneo, 
aponeurose plantar e 
septos intermusculares 
 
Base da falange 
proximal do 5º dedo 
 
Nervo plantar lateral 
(S2 e S3) 
 
Abduz e flete o 5º 
dedo 
 
 
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Região plantar: 2ª camada 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
Quadrados plantar 
 
Calcâneo 
 
Tendão do músculo 
flexor longo dos dedos 
 
Nervo plantar lateral 
(S2 e S3) 
Auxilia o flexor 
longo dos dedos na 
flexão dos 4 dedos 
laterais 
 
 
Lumbricais - 4 
 
 
Tendão do flexor longo 
dos dedos 
Base das falanges 
proximais dos 4 dedos 
laterais e expansões 
extensoras dos 
tendões do músculo 
flexor longo dos dedos 
1º lumbrical: nervo 
plantar (S2 e S3) 
Três lumbricais 
laterais: nervo plantar 
lateral (S2 e S3) 
Fletem as falanges 
proximais e 
estendem as 
falanges médias e 
distal dos 4 dedos 
laterais 
 
Região plantar: 3ª camada 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
Flexor curto do hálux 
Faces plantares do cuboide 
e cuneiforme lateral 
Falange proximal do 
1º dedo 
N. Plantar Medial 
(S2, S3) 
Flete a falange 
proximal do hálux 
 
 
Adutor do hálux 
Cabeça oblíqua: bases do 2º 
ao 4º metatarsais 
Cabeça transversa: 
ligamentos plantares das 
articulações 
metatarsofalângicas 
 
Face lateral da base da 
falange proximal do 
1º dedo 
 
 
N. Plantar lateral (S2 , 
S3) 
Faz a adução do 
hálux; auxilia na 
formação do arco 
transverso do pé 
medialmente 
 
Flexor do dedo mínimo 
 
Base do 5º metatarsal 
 
Base da falange 
proximal do 5º dedo 
 
N. Plantar lateral (S2, 
S3) 
 
Flete a falange 
proximal do 5º dedo 
Região plantar: 4ª camada 
Músculo Origem Inserção Inervação Ação 
 
Interósseos plantares – 
3 
3º ao 5º metatársicos Base das falanges 
proximais do 3º ao 5º 
dedo 
 
Nervo plantar lateral 
(S2 e S3) 
Aduzem os dedos (3 a 
5) e fletem as 
articulações 
metatarsofalangianas 
 
Interósseos dorsais – 4 
1º ao 5º Ossos metatársicos 1º: falange proximal 
do segundo dedo 
2º-4º: faces laterais 
do 2º ao 4º dedo 
 Abduzem os dedos 
(2º - 4º) e fletem as 
articulações 
metatarsofalangianas 
 
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A região plantar do pé possui a Aponeurose Plantar, abaixo da tela subcutânea, que vai desde o calcâneo 
até os extremos dos cinco dedos. Sua inflamação é chamada de Fascite plantar e é geralmente causada por esforço 
repetitivo, corrida ou exercícios aeróbicos de alto impacto. 
 
Artérias do Pé 
Região Dorsal: as artérias importantes nessa região são A. Dorsal do Pé (continuação da A. Tibial Anterior), A. 
Plantar Profunda, A. Tarsal Lateral, A. 1ª Artéria Metatarsal Dorsal e a A. Arqueada (todas ramos da A. Dorsal do 
Pé). A A. Arqueada dá origem às 2ª, 3ª e 4ª Artérias Metatarsais. A extremidade distal de cada A. Metatarsal se 
divide em duas Artérias Digitais Dorsais. 
Região Plantar: nessa região, as artérias mais importantes são a A. Plantar Medial e Lateral (ramos terminais da A. 
Tibial Posterior). O Arco Plantar Profundo é formado pela união das artérias Plantar Lateral e Plantar Profunda e 
dá origem às A. Metatarsais Plantares que se terminam nas A. Digitais Plantares. 
Obs.: a A. Plantar Profunda pode unir-se ao Ramo Superficial da A. Plantar Medial e formar o Arco Plantar 
Superficial. 
 
Inervação sensitiva do Membro Inferior 
Nervo Sural: ramo do tibial, inerva região póstero-lateral da perna e uma pequena parte que percorre toda a 
extremidade lateral do pé. 
Nervo Safeno: ramo cutâneo do n. femoral, faz a inervação sensitiva da face medial do tornozelo e da parte 
proximal do pé. 
Nervo Fibular superficial: faz inervação sensitiva da face anterior da perna e dorso do pé. 
Nervo Fibular profundo: inerva apenas a metade lateral do 1º dedo e a metade medialdo 2º dedo. 
Os nervos plantares também emitem ramos cutâneos para a pele. 
 
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Anotações Membro Inferior

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