Prévia do material em texto
para PREGAÇÃO EXPOSITIVA I N S T I T U T O guia de estudo Instituto para Pregação Expositiva – Guia de Estudo Traduzido do original em inglês The Institute for Expository Preaching Copyright © 2013 by Steven Lawson Publicado por OnePassion & Ligonier Ministries Copyright©2013 Editora FIEL. 1ª Edição em Português 2013 Todos os direitos em língua portuguesa reservados por Editora Fiel da Missão Evangélica Literária Proibida a reprodução deste livro por quaisquer meios, sem a permissão escrita dos editores, salvo em breves citações, com indicação da fonte. Diretor: James Richard Denham III. Editor: Tiago J. Santos Filho Tradução: Francisco Wellington Ferreira Revisão: Laíse Helena de Oliveira Diagramação: Rubner Durais Capa: Rubner Durais Caixa Postal, 1601 CEP 12230-971 São José dos Campos-SP PABX.: (12) 3919-9999 www.editorafiel.com.br Nosso alvo primário é o povo de Deus seja fortalecido e encorajado a viver exclusivamente para a glória de Deus. Este foco intencional visa transmitir o conhecimento da verdade por equipar pastores e líderes, promover o amadurecimento de leigos e desencadear uma nova reforma na igreja contem- porânea, através da gloriosa tarefa da pregação expositiva. Estamos comprometidos com o treinamento de pastores em pregação expositiva apoiada firmemente nas Escrituras Sagradas. Vivemos em dias em que há uma fome na terra por ouvir a Palavra de Deus. Em resposta a esta aridez espiritu- al, nos dedicamos a chamar aqueles que ocupam os púlpitos ao elevado padrão de pregação bíblica. Se temos de ver uma nova reforma nestes dias, tem de haver, primeiramente, uma reforma do púlpito. Somente depois disso é que a igreja po- derá experimentar adoração transcendente, piedade genuína e evangelização verdadeira. SUMÁRIO Sessão 1: O significado da pregação expositiva: .................7 O que é – O que não é Sessão 2: As marcas da pregação expositiva (I): ..............13 Prioridades no Púlpito Sessão 3: As marcas da pregação expositiva (II): .............19 Prioridades no Púlpito Sessão 4: Os modelos de pregação expositiva: .................27 Pregadores na Escritura Sessão 5: A mecânica da pregação expositiva (I): ............33 Preparação do manuscrito Sessão 6: A mecânica da pregação expositiva (II): ...........41 Preparação do manuscrito Sessão 7: Os mestres de pregação expositiva: ..................49 Padrões na história da igreja Sessão 8: A maneira da pregação expositiva: ....................53 A Praticabilidade da verdade Sessão 9: A motivação da pregação expositiva: ................59 Paixão na proclamação Sessão 10: O poder da pregação expositiva: ........................67 Poder no Espírito 6 “A obra de pregação é a mais sublime, a mais importan- te e a mais gloriosa vocação para a qual alguém pode ser chamado. Se você quer algo mais acrescentado a isso, eu diria sem hesitação que a necessidade mais urgente da igreja cristã contemporânea é verdadeira pregação. E, visto que esta é a maior e a mais urgente necessidade da igreja, é obviamente a maior necessidade do mundo.” Martyn Lloyd-Jones 7 I. Termos Essenciais A. “Expositiva” é o adjetivo B. “Pregação” é o substantivo II. Palavras bíblicas A. Palavras gregas referentes à “expositiva” 1. Didasko 2. Dianogio Sessão 1 O SIGNIFICADO DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA O QUE É – O QUE NÃO É Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 8 3. Paratithemi 4. Ekithemi 5. Katecheo B. Palavras gregas referentes à “pregação” 1. Keryso 2. Evangelizomai 3. Katangello 4. Anangello 5. Parresiazomai 6. Diamartyromai Sessão 1: O significado da pregação expositiva | O que é – O que não é 9 7. Noutheteo III. Definições básicas A. João Calvino “A explicação da Escritura, desdobrando seu significado natural e verdadeiro, enquanto faz aplicação à vida da con- gregação… Pregação é a exposição pública da Escritura por meio do homem enviado da parte de Deus, pela qual Deus mesmo é apresentado em juízo e em graça.” B. J. I. Packer “A verdadeira ideia de pregação é que o pregador deve se tor- nar um porta-voz para o texto, explicando-o e aplicando-o como uma mensagem vinda de Deus para seus ouvintes, fa- lando somente a fim de que o próprio texto fale e seja ouvido.” C. Sinclair Ferguson “A explanação da Escritura é a característica predominante e o princípio organizador da mensagem… Ela vê como sua tarefa fundamental a explicação do texto em seu contexto, o desdobramento de seus princípios e, somente depois, a sua aplicação ao mundo dos ouvintes.” D. Martyn Lloyd-Jones “A pregação expositiva não é meramente uma exposição de um versículo ou de uma passagem ou um comentário rápi- do sobre ela; o que a transforma em pregação é o fato de Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 10 que ela se torna uma mensagem e tem uma forma e padrão distintos. Além disso, ela tem de ser sempre aplicada, e sua relevância, mostrada à situação contemporânea.” IV. Equilíbrio necessário A. Ser desequilibrado é perigoso 1. Se é toda exposição, não é pregação 2. Se é toda pregação, não é exposição B. Ser equilibrado é dinâmico 1. Fogo produz luz 2. Fogo produz calor Sessão 1: O significado da pregação expositiva | O que é – O que não é 11 V. Afastamentos trágicos A. Sensível aos interessados B. Discurso motivacional C. Comentário da cultura D. Análise psicológica E. Pregação narrativa F. Usar o texto como trampolim G. Transferência excessiva de informações 12 “Quando subimos ao púlpito, não é para que levemos conosco nossos próprios sonhos e imaginações... Quando os homens se afastam, mesmo no menor grau, da Pala- vra de Deus, não podem pregar qualquer outra coisa, exceto mentiras, vaidades, imposturas e enganos... Uma regra é prescrita para todos os servos de Deus: que eles simplesmente entreguem, como que de uma pessoa para outra, não suas próprias invenções, e sim o que recebe- ram de Deus.” João Calvino 13 I. Norteada pelo texto A. A natureza sobrenatural da Escritura 1. Inspiração 2. Inerrância 3. Autoridade 4. Clareza 5. Suficiência 6. Imutabilidade 7. Invencibilidade Sessão 2 As marcas da pregação expositiva (I) Prioridades no Púlpito Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 14 B. Os vários tipos de exposição 1. Sequencial 2. Seccional 3. Doutrinária 4. Biográfica 5. Individual 6. Sazonal 7. Fúnebre II. Exalta a Deus A. A exposição magnifica a Deus Sessão 2: As marcas da pregação expositiva (I) | Prioridades no Púlpito 15 B. A exposição inspira a adoração III. Centrada em Cristo A. A pessoa de Cristo tem de ser exposta B. Os ensinos de Cristo têm de ser expostos C. O exemplo de Cristo tem de ser exposto D. A obra de Cristo tem de ser exposta IV. Capacitada pelo Espírito A. O Espírito ilumina a nossa mente Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 16 B. O Espírito inflama as nossas paixões C. O Espírito intensifica as nossas palavras D. O Espírito fortalece as nossas convicções E. O Espírito amplia a nossa compaixão F. O Espírito eleva a nossa confiança V. Alicerçada exegeticamente A. A exposição faz a exegese correta da Escritura Sessão 2: As marcas da pregação expositiva (I) | Prioridades no Púlpito 17 B. A exposição interpreta corretamente a Escritura C. Temos de fazer a exegese correta da Escritura 18 “Meu lema é ‘não cedo a ninguém’. Prego o que eu gos- to, quando eu gosto e como eu gosto... Não abrandei a Bíblia para satisfazer os desejos carnais dos homens. Eu disse ‘maldito’ onde Deus disse ‘maldito’... Sou acusado frequentemente de pregar doutrinas que podem causargrandes danos. Tenho aqui presente minhas testemunhas para provar que as coisas que preguei causaram grandes danos, mas não o fizeram nem à moralidade nem à igreja de Deus. O dano foi causado no lado de Satanás.” Charles H. Spurgeon 19 VI. Teologicamente exata A. A exposição é alicerçada na teologia bíblica 1. Mesmo livro na Bíblia 2. Mesmo autor na Bíblia 3. Mesmo Testamento da Bíblia B. A exposição é guardada pela teologia sistemática 1. Abrangente de toda a Bíblia 2. Coerente com toda a Bíblia Sessão 3 As marcas da pregação expositiva (II) Prioridades no Púlpito Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 20 C. A exposição é aprimorada pela teologia histórica 1. Os pais da igreja 2. Período medieval 3. Era da Reforma 4. Era puritana 5. Avivamento evangélico 6. Igreja moderna Sessão 3: As marcas da pregação expositiva (II) | Prioridades no Púlpito 21 VII. Ordenada de maneira lógica A. A exposição é organizada coerentemente 1. Introdução 2. Tema central 3. Pontos principais 4. Partes subordinadas 5. Desenvolvimento sequencial 6. Transições 7. Conclusão B. A exposição é perceptivelmente coesa 1. Simétrica em equilíbrio Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 22 2. Simples em clareza 3. Harmônica em suas partes VIII. Apresentada com paixão A. A exposição é convincente em sua apresentação 1. Inflexão da voz 2. Foco dos olhos 3. Postura do corpo 4. Gestos das mãos 5. Palavras enfáticas 6. Pausas dramáticas 7. Apresentação cadenciada 8. Aparência facial B. A exposição é contagiosa em sua propagação 1. Inflama o coração 2. Desperta as afeições 3. Inspira a esperança Sessão 3: As marcas da pregação expositiva (II) | Prioridades no Púlpito 23 4. Desafia a vontade IX. Declarada com ousadia A. A exposição exige falar sem temor 1. Fala plenamente 2. Fala abertamente 3. Fala corajosamente B. A exposição segue exemplos bíblicos 1. Atos 4.29 2. Atos 13.44-47 3. 2 Coríntios 3.12 Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 24 4. Efésios 6.19 5. 1 Tessalonicenses 2.2 X. Pastoralmente edificante A. A exposição imita as figuras bíblicas 1. O pastor que alimenta 2. A mãe dedicada 3. O pai que implora 4. O servo humilde B. A exposição ministra de maneiras diferentes 1. Admoesta os insubordinados 2. Encoraja os preocupados 3. Fortalece os fracos Sessão 3: As marcas da pregação expositiva (II) | Prioridades no Púlpito 25 XI. Tem alvo evangelístico A. A exposição prega a Lei 1. Expõe o pecado 2. Prenuncia ira 3. Traz convicção B. A exposição apresenta o evangelho 1. Prega a Cristo 2. Oferece a graça 3. Estende o perdão C. A exposição persuade o perdido 1. Insta ao arrependimento 2. Exige a fé 26 “Muitas coisas têm surgido para tentar e suplantar a pre- gação. E, infelizmente, a maioria das pessoas permite que isso aconteça. Se você abre o seu jornal e examina a seção sobre igrejas, em vez de ler a respeito de homens que estão pregando a Palavra de Deus, você lê a respeito de fan- tasmagorias musicais, filmes e todo tipo de outras coisas que estão acontecendo. Ora, essas coisas têm um lugar, mas não devem jamais suplantar a poderosa pregação da Palavra de Deus, energizada pelo Espírito. Rádios, tele- visões, teatro e filmes cristãos, todos têm um lugar, mas servem apenas para me desafiar a tornar meus sermões mais relevantes, mais dinâmicos e mais estimulantes, para que as pessoas queiram a “coisa real”. Não estou me- nosprezando o lugar de todas estas coisas, estou apenas enfatizando que elas nunca devem suplantar a pregação da Palavra. Um homem santo que é dotado a pregar, pelo Espírito de Deus, e preparado na Palavra de Deus não tem semelhante em uma pregação poderosa da verdade. Esse é o padrão da Escritura. Se a pregação não faz isso, a falha não é do método, a falha é do homem. Mensagem social e obra pastoral são importantes, mas nunca com- pensarão a falta de poder no púlpito.” JOHN MACARTHUR 27 I. Moisés (Deuteronômio 1, 4-5) A. Expôs o texto (1.5) B. Ensinou o texto (4.1-8, 13-15, 23-24) 1. Ele o leu 2. Ele o explicou 3. Ele o aplicou 4. Ele o ordenou 5. Insistiu no texto C. Aplicou o texto (5.1-22) 1. Ele o leu 2. Ele o explicou 3. Ele o aplicou II. Esdras (Neemias 8) A. Sua exposição foi centrada na Bíblia (3) Sessão 4 OS MODELOS DE PREGAÇÃO EXPOSITIVA PREGADORES NA ESCRITURA Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 28 B. Sua exposição foi com grande autoridade (4-5) C. Sua exposição exaltou a Deus (6a) D. Sua exposição despertou afeições (6b) E. Sua exposição explicou a Escritura (7-8) III. Jesus (Mateus 5-7) A. Ele introduziu o texto (5.17-19) B. Ele leu o texto (5.21, 27, 31, 33, 38, 43) C. Ele explicou o texto (5.22, 28, 31, 34-36, 44-45) Sessão 4: Os modelos de pregação expositiva | Pregadores na Escritura 29 D. Ele aplicou o texto (5.23-26, 29-30, 37, 40-42, 46-48) E. Ele intimou o perdido (7.13-27) IV. Pedro (Atos 2.16-40) A. Ele leu o texto (16-21) 1. Joel 2.28-32 B. Ele explicou o texto (22-24) 1. Jesus é este Senhor 2. Jesus foi aprovado por Deus (22) 3. Jesus foi crucificado (23) 4. Jesus foi ressuscitado (24) Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 30 C. Ele deu apoio ao texto (25-35) 1. Citou Salmo 16.8-11 2. Citou Salmo 132.11 3. Citou Salmo 110.1 D. Ele sintetizou o texto (36) 1. Jesus é o Senhor 2. Jesus é o Cristo E. Ele aplicou o texto (37-40) 1. Arrependam-se dos seus pecados (37-39) Sessão 4: Os modelos de pregação expositiva | Pregadores na Escritura 31 2. Recebam a Palavra (40) V. Paulo (1 Timóteo 4.13) A. Insistiu na leitura do texto (13a) B. Insistiu no ensino do texto (13c) C. Insistiu na aplicação do texto (13b) 32 “Assim como Deus não envia a uma nação ou povo nenhuma bênção maior do que lhes dar ministros fiéis, sinceros e honestos, assim também a maior maldição que Deus talvez envie a um povo neste mundo seja lhes dar guias cegos, não regenerados, carnais, tépidos e inabilitados”. George Whitefield 33 I. Intercessão A. Busque o Senhor B. Santifique a sua vida II. Seleção A. Conheça as diferentes abordagens 1. Sequencial 2. Secional 3. Tópica/Doutrinária 4. Biográfica 5. Individual 6. Sazonal 7. Circunstancial Sessão 5 A mecânica da pregação expositiva (I) Preparação do Manuscrito Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 34 B. Considere os vários fatores 1. Sermões recentes 2. Necessidades da congregação 3. Maturidade das pessoas 4. Suas próprias habilidades 5. Conselhos piedosos 6. Paixões pessoais III. Aquisição A. Bíblias de estudo B. Comentários bíblicos C. Ferramentas de idiomas D. Teologias histórica e sistemática E. Vários dicionários F. Enciclopédias bíblicas Sessão 5: A mecânica da pregação expositiva (I) | Preparação do manuscrito 35 G. Atlas bíblicos H. Sermões expositivos IV. Orientação A. Introduções gerais B. Divisões do livro C. Esboço do livro D. Tema central E. Pano de fundo histórico F. Redação repetida G. Desafios interpretativos Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 36 V. Isolamento A. Observe a unidade literária B. Determine o texto específico VI. Observação A. Observações iniciais 1. Quem está falando? 2. A quem está se dirigindo? 3. Onde está o falante? 4. Quando isto foi escrito? 5. Quais são as circunstâncias? 6. Onde estavam os recipientes desta mensagem? 7. Por que isto foi escrito? 8. O que está sendo dito? 9. Qual é a questão? 10. Qual é o gênero?B. Observações adicionais 1. Quais são as palavras-chave? 2. Quais são as palavras repetidas? 3. Quais são as palavras teológicas? 4. Quais são as palavras enfáticas? 5. Quais são as palavras transicionais? 6. Quais são os verbos principais? 7. Quais são as palavras de apoio? Sessão 5: A mecânica da pregação expositiva (I) | Preparação do manuscrito 37 VII. Visualização A. Escreva um diagrama de blocos B. Escreva um esboço inicial Os pontos devem ser: 1. Relativamente poucos 2. Obviamente claros 3. Logicamente coerentes 4. Escritos compactamente 5. Equilibrados simetricamente Os estilos variados são: 1. Observação simples 2. Primeira pessoa 3. Aplicação prática 4. Sentença completa VIII. Cristalização A. Descubra o tema central Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 38 B. Escreva a “grande ideia” IX. Interpretação A. Entenda as leis de interpretação 1. Significado único 2. Intenção do autor 3. Estrutura gramatical 4. Pano de fundo histórico 5. Distintivos culturais Sessão 5: A mecânica da pregação expositiva (I) | Preparação do manuscrito 39 6. Localizações geográficas 7. Referências cruzadas 8. Linguagem figurada 9. Gênero literário 10. Revelação progressiva B. Leia estudos de ajuda 40 “O que me influenciou a falar tão ousadamente o que o Senhor colocou em meus lábios, sem respeito a pessoas, foi um temor reverente de meu Deus, que me chamou e, por sua graça, me designou para ser um despenseiro dos mistérios divinos, e uma crença de que ele pedirá con- tas da maneira como desincumbi o que me foi confiado, quando por fim eu estiver diante do seu tribunal.” John Knox 41 X. Construção A. Escreva o ponto principal 1. Numeral romano 2. Ponto homilético B. Escreva a transição 1. Perguntas diagnósticas 2. Afirmações diretas 3. Afirme os subpontos C. Escreva o texto bíblico D. Escreva a interpretação bíblica 1. Intenção do autor 2. Pano de fundo histórico 3. Gramática e sintaxe 4. Estudos de palavras 5. Referências cruzadas 6. Singularidade cultural 7. Localização geográfica Sessão 6 A mecânica da pregação expositiva (iI) Preparação do Manuscrito Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 42 E. Escreva a aplicação prática 1. Veja os princípios na Escritura 2. Conheça o auditório diante de você. 3. Mostre a relevância da Escritura F. Escreva ilustrações claras 1. Saiba as fontes a. Bíblicas b. Históricas c. Culturais d. Pessoais e. Metafóricas f. Das citações Sessão 6: A mecânica da pregação expositiva (II) | Preparação do manuscrito 43 2. Lembre as diretrizes a. Não obscureça o texto b. Não seja extenso demais ao explicar c. Não seja o herói da ilustração XI. Introdução A. Leia o texto 1. Leia-o distintamente 2. Leio-o devagar 3. Leio-o enfaticamente B. Crie interesse 1. Use uma afirmação provocativa 2. Use uma citação impactante 3. Use um acontecimento presente 4. Use uma crise amedrontadora 5. Use perguntas perscrutadoras 6. Use uma ilustração pública C. Mostre a importância 1. Faça-o ser sentido pessoalmente 2. Faça-o ser sentido coletivamente Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 44 D. Revela a direção 1. Afirme a “grande ideia” 2. Afirme os pontos principais E. Reveja o contexto 1. Mostre o contexto do livro 2. Mostre o contexto histórico XII. Conclusão A. Apele aos crentes 1. Eles devem saber algo 2. Eles devem sentir algo 3. Eles devem fazer algo Sessão 6: A mecânica da pregação expositiva (II) | Preparação do manuscrito 45 B. Apele aos não crentes 1. Chame-os ao arrependimento 2. Chame-os à fé XIII. Avaliação A. Reveja a extensão B. Reveja a qualidade C. Reveja o equilíbrio D. Reveja a clareza E. Reveja a exatidão F. Reveja o fluxo G. Reveja o vocabulário H. Reveja o esboço Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 46 XIV. Finalização A. Lapide o esboço B. Compacte as sentenças C. Organize o fluxo D. Aprimore o vocabulário E. Alterne as palavras F. Acrescente adjetivos G. Insira advérbios H. Melhore as transições I. Encurte as ilustrações XV. Internalização A. Conheça a mensagem 1. Marque o manuscrito 2. Marque a Bíblia Sessão 6: A mecânica da pregação expositiva (II) | Preparação do manuscrito 47 B. Sinta a mensagem 1. Ore sobre o manuscrito 2. Pondere o manuscrito C. Viva a mensagem 1. Humilhe o seu coração 2. Consagre a sua vida XVI. Proclamação A. Dependência espiritual B. Contato visual C. Voz clara D. Tom variado E. Ritmo alternado F. Gestos apropriados G. Postura corporal 48 “Não penso que os ministros devem ser acusados por elevarem demais as afeições dos seus ouvintes, se aqui- lo como que eles são afetados é digno de afeição; e suas afeições não são elevadas além da proporção à sua impor- tância ou dignidade de afeição. Devo pensar que tenho o dever de elevar as afeições dos meus ouvintes tão alto quanto eu talvez possa, contanto que eles sejam elevados com nada além da verdade e com afeições que não discor- dem da natureza daquilo com o que são afetados.” Jonathan Edwards 49 I. João Calvino (1509-1564) A. Exposição sequencial B. Nenhum manuscrito / Anotações C. Bíblia hebraico / grego D. Introdução breve E. Nenhum esboço F. Nenhuma menção da língua original G. Fluxo conversacional H. Aplicação pastoral I. Linguagem inclusiva J. Poucas ilustrações K. Defesas polêmicas L. Conclusão decisiva Sessão 7 Os mestres de pregação expositiva Padrões na História da Igreja Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 50 II. Jonathan Edwards (1703-1758) A. Exposição não sequencial B. Manuscrito completo C. Esboço puritano D. Subpontos detalhados E. Introdução breve F. Exortação crucial G. Aplicação extensa H. Metáforas vívidas I. Referências cruzadas J. Fortemente doutrinária III. Charles H. Spurgeon (1834-1892) A. Exposição não sequencial B. Comentário do capítulo C. Versículo isolado D. Introdução temática E. Pontos anunciados F. Esboço estruturado G. Subpontos detalhados H. Metáforas vívidas I. Temas teológicos J. Exortação emocional K. Apelo evangelístico L. Ilustrações periódicas IV. Martyn Lloyd-Jones (1899-1981) A. Exposição sequencial Sessão 7: Os mestres de pregação expositiva | Padrões na história da igreja 51 B. Anotações limitadas C. Exposição teológica D. Esboço simples E. Nenhuma menção das línguas originais F. Raciocínio lógico G. Discernimento penetrante H. Ilustrações bíblicas I. Fluxo conversacional J. Impulso teocêntrico K. Aplicação ampla L. Apelo evangelístico M. Entrega reverente V. John MacArthur (1939- ) A. Exposição sequencial B. Esboço estruturado C. Introdução extensa D. Pano de fundo histórico E. Estudo das palavras F. Muitas referências cruzadas G. Ilustrações bíblicas H. Fortemente doutrinária I. Defendendo a verdade 52 “A aplicação em um sermão não é meramente um apên- dice à discussão ou uma parte subordinada do sermão; é a principal coisa a ser feita. Spurgeon disse: ‘Onde a aplicação começa, ali o sermão começa’. Não temos de falar diante das pessoas, mas para as pessoas, e devemos nos esforçar diligentemente para fazê-las tomar para si mesmas o que lhes dizemos. Daniel Webster disse certa vez e o repetiu com ênfase: ‘Quando um homem prega para mim, quero que ele faça da mensagem uma ques- tão pessoal, uma questão pessoal, uma questão pessoal!’ E nosso dever solene é dirigir-nos a todos os homens, quer eles queiram, quer não.” John Broadus 53 I. Ache os princípios atemporais A. Está arraigado no texto B. Relaciona a verdadeà vida C. É coerente com toda a Escritura D. Transcende todas as culturas E. Aplica-se a todas as gerações II. Conheça os seus ouvintes A. Conheça a natureza humana B. Conheça as necessidades dos ouvintes Sessão 8 A maneira da pregação expositiva A Praticabilidade da verdade Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 54 C. Conheça as necessidades da igreja D. Conheça as questões atuais III. Conheça as várias abordagens A. Há um mandamento a ser obedecido? B. Há um exemplo a ser seguido? C. Há uma promessa a ser cumprida? D. Há um princípio a ser implementado? E. Há um pecado a ser evitado? F. Há uma advertência a que se deve atentar? G. Há um motivo de louvor? H. Há uma ação de graças a ser oferecida? I. Há uma verdade a ser defendida? J. Há uma posição que deva ser tomada? K. Há um testemunho a ser dado? Sessão 8: A maneira da pregação expositiva | A Praticabilidade da verdade 55 IV. Varie a abordagem A. Encoraje positivamente os seus ouvintes B. Apele pastoralmente aos seus ouvintes C. Convide persuasivamente os seus ouvintes D. Argumente logicamente com os seus ouvintes E. Ordene com autoridade aos seus ouvintes F. Apele urgentemente aos seus ouvintes G. Advirta severamente os seus ouvintes V. Varie os modos dos verbos A. Use o modo indicativo B. Use a forma interrogativa C. Use o modo imperativo Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 56 VI. Varie o tom A. Fale diretamente B. Fale brandamente C. Fale em voz alta D. Fale com firmeza E. Fale compassivamente F. Fale devagar G. Fale rápido VII. Varie os pronomes A. Fale na terceira pessoal do plural B. Mude para a primeira pessoa do plural C. Mude para a segunda pessoa do singular Sessão 8: A maneira da pregação expositiva | A Praticabilidade da verdade 57 VIII. Ilustre a aplicação 1. Mostre-a em sua própria vida 2. Mostre-a na vida de outros 3. Mostre-a em um personagem bíblico 4. Mostre-a em um personagem histórico IX. Varie o arranjo A. Faça aplicações na introdução B. Faça aplicações no corpo da mensagem C. Faça aplicações na conclusão X. Varie o foco A. Informe à mente do ouvinte B. Inflame as afeições do ouvinte C. Influencie a vontade do ouvinte 58 “Pregar exige uma resposta emocional. Não é mera- mente um exercício de transferência de informação. O púlpito é o palco para o drama. O próprio evangelho é dramático... Estamos falando a verdade dramática, a verdade que despedaça a alma, mas, depois, traz cura e eleva o espírito humano. O Espírito Santo deve en- tristecer-se quando a sua Palavra dramática é pregada sem paixão... Pregação desapaixonada é uma mentira – nega o conteúdo que ela transmite.” R. C. Sproul 59 I. Significado linguístico de paixão A. Entenda a definição de paixão B. Entenda os sinônimos de paixão II. Elementos específicos de paixão A. Pregue com fervor B. Pregue com intensidade C. Pregue com urgência Sessão 9 A motivação da pregação expositiva Paixão na Proclamação Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 60 III. Exemplos bíblicos de paixão A. Veja exemplos de paixão no Antigo Testamento 1. Jeremias 9.1 2. Jeremias 13.17 3. Jeremias 20.9 4. Jeremias 23.29 5. Jonas 3.2-4 B. Veja exemplos de paixão no Novo Testamento 1. Mateus 9.36 2. João 7.37-38 3. Atos 4.2 Sessão 9: A motivação da pregação expositiva | Paixão na proclamação 61 4. Atos 13.5 5. Atos 20.31 6. Romanos 9.1-3 7. Romanos 10.1 8. 2 Coríntios 6.11 9. Colossenses 1.28 IV. Vozes históricas de paixão A. Ouça vozes distantes 1. Martinho Lutero “O evangelho não deve ser escrito, antes, deve ser proclamado.” 2. Jonathan Edwards “Se a verdadeira religião jaz muito nas afeições, po- demos inferir que essa maneira de pregar a Palavra… Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 62 visto que possui uma tendência de afetar profunda- mente os corações dos que ouvem... deve ser muito desejada.” 3. George Whitefield “A igreja está adormecida. Somente uma voz muito alta a despertará de seu sono.” 4. James W. Alexander “Nenhum homem pode ser um grande pregador sem grande sentimento.” 5. Charles H. Spurgeon “Nenhum homem que prega o evangelho sem zelo é enviado por Deus a pregar, de maneira alguma.” “Os sermões devem proceder do nosso coração, pois, do contrário, não chegarão ao coração dos nossos ouvintes.” “A verdadeira pregação é artesiana: jorra das profun- dezas da alma.” B. Ouça vozes recentes 1. John Murray “Pregação sem paixão não é pregação, de modo algum.” 2. Martyn Lloyd-Jones “O que é pregação?... É teologia em fogo. E a teologia que não pega fogo, eu afirmo, é uma teologia defi- Sessão 9: A motivação da pregação expositiva | Paixão na proclamação 63 ciente... Pregação é teologia vindo de um homem que está em fogo.” 3. Geoffrey Thomas “Um dos grandes perigos que se apresentam aos pregadores da fé reformada é o problema do hiperin- telectualismo, ou seja, o perigo constante de cairmos em uma forma puramente cerebral de proclamação, que atinge somente o intelecto.” V. Ajuda prática para paixão A. Tenha um ponto de vista elevado sobre Deus B. Cultive convicções profundas da verdade C. Viva com um senso de urgência D. Desenvolva um amor profundo pelas pessoas E. Seja cheio do Espírito Santo F. Seja preocupado com o céu e com o inferno Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 64 G. Leia biografias cristãs inspiradoras H. Tenha comunhão com crentes fervorosos I. Busque a comunhão com Deus J. Tenha o desejo de ver pessoas salvas K. Pregue às pessoas responsivas L. Confesse todos os seus pecados M. Pregue os Salmos N. Entenda o que é a verdadeira pregação O. Ouça pregações cheias de paixão Sessão 9: A motivação da pregação expositiva | Paixão na proclamação 65 P. Leia pregações cheias de paixão Q. Reflita sobre a sua chamada R. Pense no Tribunal de Cristo S. Fixe seus olhos na cruz T. Peça a Deus que inflame seu coração 66 “A exposição bíblica séria desaparece rapidamente quando pregadores preparam pequenos discursos de au- tossatisfação para pessoas que não conhecem a Bíblia, menos ainda o que está sendo ensinado... O que Deus prometeu abençoar e o que ele mais utiliza para trazer bênção é o ensino e a pregação exata de sua Palavra... É por meio dessa pregação bíblica que vêm tempos de renovação e reforma.” James Montgomery Boyce 67 I. Ensino bíblico sobre poder A. Entenda o poder do Espírito no ministério de Jesus 1. Lucas 3.21-22 2. Lucas 4.1-19 B. Entenda a promessa do Espírito na comissão dada por Jesus 1. Lucas 24.47-49 2. Atos 1.8 C. Entenda o poder do Espírito no ministério dos apóstolos 1. Atos 2.4, 14-16 2. Atos 4.8-12 3. Atos 4.31 4. Atos 6.3-5 5. Atos 7.51-55 6. Atos 9.17-22 7. Atos 13.9-11 8. Atos 13.52-14.1 9. Colossenses 1.29 Sessão 10 O poder da pregação expositiva Poder no Espírito Curso Fiel de Liderança | Pregação Expositiva 68 II. Testemunho histórico de poder A. Conheça a dependência de George Whitefield B. Conheça a dependência de Charles Spurgeon C. Conheça a dependência de Martyn Lloyd-Jones III. Realidades práticas de poder A. Um entendimento mais claro da Palavra B. Uma convicção profunda da verdade C. Um coração dilatado para Deus D. Uma confiança mais forte na Palavra E. Uma recordação mais rápida da verdade F. Uma maior liberdade de discurso G. Uma compaixão mais ampla pelos ouvintes Sessão 10: O poder da pregação expositiva | Poder no Espírito 69 IV. Responsabilidade pessoal A. Saturado da Escritura B. Santificado diante de Deus C. Rendidoa Deus D. Separado de influências desnecessárias E. Submisso em oração F. Buscando a glória de Deus Capa Guia Pregacao Expositiva Guia Pregacao Expositiva branco Guia Pregacao Expositiva Capa Guia Pregacao Expositiva 2