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PORTUGUÊS 
 SUPREMO 
 
 
 
 
 FERNANDO MOURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso Completo de 
Gramática, Interpretação 
de Textos e Redação 
Ao Deus Pai, Meu Tudo.
À minha mãe, Therezinha de Jesus Moura, 
minha Maior Estrela.
Ao meu pai, Osvaldino Moreira, minha força.
Aos meus irmãos, Cláudio, Antônio, Ahirtes, 
Regina, Rosana, Wilson, Valdemir, meus melho-
res amigos.
Aos meus sobrinhos, minha inspiração.
Aos meus filhos, Fernando Moura Júnior e 
Thaíza Fernanda Moura, minhas alegrias.
Aos meus alunos, minha fonte de realização 
profissional.
Metodologia de Estudo
Para que seu estudo seja proveitoso, siga corretamente 
estas orientações:
TEXTOS
Leia-os atentamente. Explore as conexões lógicas que 
existem entre as ideias e faça todas as reflexões linguís-
ticas possíveis.
QUESTÕES PROPOSTAS
Tente resolvê-las. Alguns itens serão difíceis, outros fáceis. 
Isso porque você avaliará sua gramática internalizada. 
Mas não se preocupe: comentários e dicas virão em se-
guida. Ao final de cada item, há a indicação da página em 
que se encontra a resolução comentada.
RESOLUÇÕES COMENTADAS
Nesta parte, você encontrará a solução dos itens propos-
tos em cada questão. Eles estão indicados em negrito. 
Além disso, dicas importantes acerca do assunto em es-
tudo serão apresentadas. Leia-as cuidadosamente. Com-
pare-as. Reflita. Destaque as informações mais significa-
tivas.
EXERCÍCIOS
Você dispõe, ainda, para fixação dos conteúdos, de uma 
rica bateria de questões selecionadas e atualizadas. Somen-
te depois de resolvê-las, recorra às resoluções comentadas.
Desejo-lhe sucesso pleno!
Professor Fernando Moura
Sumário
CAPÍTULO 1
ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA ................17
 Alfabeto ...............................................................................................17
 Trema ..................................................................................................17
 Regras de acentuação .......................................................................18
 Ditongos éi e ói .................................................................................18
 I e u tônicos ........................................................................................19
 Hiatos oo(s) e eem ............................................................................19
 Acento diferencial .............................................................................20
 Acento facultativo .............................................................................21
 Hífen ....................................................................................................22
 Lista de vocábulos (VOLP) ...............................................................26
Exercícios de aplicação ........................................................................38
CAPÍTULO 2
MORFOSSINTAXE: CLASSES GRAMATICAIS E FUNÇÕES 
SINTÁTICAS ............................................................................................41
 Processos de formação de palavras ..............................................53
 Arcaísmos ..........................................................................................53
 Neologismos .......................................................................................53
 Palavras primitivas ...........................................................................53
 Palavras derivadas ou cognatas .....................................................53
 Palavras simples ................................................................................53
 Palavras compostas ..........................................................................53
 Composição ........................................................................................53
 Justaposição .......................................................................................53
 Aglutinação ........................................................................................53
 Derivação ............................................................................................54
 Derivação prefixal .............................................................................54
 Derivação sufixal ...............................................................................54
 Derivação parassintética ou parassíntese ....................................54
 Derivação regressiva ou deverbal ..................................................54
 Derivação imprópria ou conversão ...............................................55
 Hibridismo ..........................................................................................55
 Onomatopeia ......................................................................................55
 Abreviação vocabular ......................................................................55
 Siglonimização ...................................................................................55
 Classes gramaticais variáveis .........................................................57
 Classes gramaticais invariáveis ......................................................57
 Nomenclatura Gramatical Brasileira .............................................57
 Articulações morfossintáticas ........................................................57
 Substantivo .........................................................................................58
 Morfossintaxe do substantivo ........................................................58
 Paralelismo sintático ........................................................................59
 Classificação dos substantivos ......................................................59
 Gêneros do substantivo ...................................................................61
 Número do substantivo ...................................................................61
 Graus do substantivo .......................................................................62
 Artigo ...................................................................................................62
 Morfossintaxe do artigo ..................................................................62
 Substantivação ...................................................................................62
 Observações importantes sobre o artigo .....................................63
 Adjetivo ...............................................................................................63
 Morfossintaxe do adjetivo...............................................................64
 Locução adjetiva ................................................................................64
 Substantivação do adjetivo .............................................................64
 Flexões do adjetivo ...........................................................................64
 Graus do adjetivo ..............................................................................65
 Adjetivos pátrios e gentílicos .........................................................66
 Numeral...............................................................................................67
 Morfossintaxe do numeral ..............................................................67
 Numeral substantivo ........................................................................67
 Numeral adjetivo ...............................................................................67
 Observações importantes sobre o numeral .................................68
 Pronome ..............................................................................................68
 Morfossintaxe do pronome .............................................................68
 Pronome substantivo .......................................................................68
 Pronome adjetivo ..............................................................................68Pronome relativo ...............................................................................68
 Partícula expletiva ou de realce .....................................................69
 Pronomes o, a, os, as ........................................................................69
 Pronome lhe .......................................................................................69
 Verbo ..................................................................................................70
 Morfossintaxe do verbo ...................................................................70
 Advérbio..............................................................................................70
 Morfossintaxe do advérbio .............................................................71
 Locução adverbial .............................................................................71
 Observações importantes sobre o advérbio ................................71
 Palavras denotativas ........................................................................72
 Preposição ..........................................................................................72
 Morfossintaxe da preposição .........................................................73
 Locução prepositiva ..........................................................................73
 Observações importantes sobre a preposição ............................73
 Preposições essenciais .....................................................................74
 Preposições acidentais .....................................................................74
 Conjunção ...........................................................................................74
 Morfossintaxe da conjunção ...........................................................74
 Conjunções coordenativas ..............................................................74
 Conjunções subordinativas ............................................................75
 Interjeição ...........................................................................................76
Exercícios de aplicação ........................................................................78
Resoluções comentadas ................................................................... 113
CAPÍTULO 3
SINTAXE DA ORAÇÃO ...................................................................... 127
 Pronome substantivo ................................................................... 132
 Pronome adjetivo ........................................................................... 132
 Pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo ............... 133
 Emprego dos pronomes pessoais ............................................... 133
 Pronomes possessivos .................................................................. 136
 Pronomes demonstrativos ........................................................... 136
 Pronomes e discurso ..................................................................... 137
 Estrutura diafórica ......................................................................... 137
 Elemento coesivo anafórico ......................................................... 137
 Elemento coesivo catafórico ........................................................ 137
 Elemento coesivo endofórico ...................................................... 137
 Elemento coesivo exofórico ......................................................... 138
 Elemento dêitico ............................................................................. 138
 Elemento vicário ............................................................................. 138
 Pronomes indefinidos ................................................................... 139
 Pronomes interrogativos .............................................................. 139
 Pronomes relativos ........................................................................ 140
 Pronomes eu e tu, mim e ti ......................................................... 141
 Pronomes mo, to, lho, no-lo, vo-lo ............................................. 141
 Frase, oração e período ................................................................. 142
 Sujeito simples ............................................................................... 143
 Sujeito composto ........................................................................... 143
 Sujeito elíptico ou desinencial .................................................... 143
 Sujeito indeterminado ou genérico ............................................ 144
 Oração sem sujeito ........................................................................ 145
 Verbos impessoais e unipessoais ............................................... 146
 Sujeito oracional ............................................................................ 146
 Adjunto adnominal........................................................................ 146
 Verbo intransitivo .......................................................................... 147
 Verbo transitivo direto ................................................................. 147
 Verbo transitivo indireto .............................................................. 147
 Verbo transitivo direto e indireto ............................................... 147
 Verbo de ligação ............................................................................. 147
 Verbo transobjetivo ....................................................................... 148
 Objeto direto ................................................................................... 148
 Objeto indireto ............................................................................... 150
 Sujeito acusativo ou de infinitivo ............................................... 150
 Objeto pleonástico ......................................................................... 152
 Objeto indireto dativo de posse ................................................ 152
 Objeto direto interno e cognato ................................................. 152
 Agente da passiva .......................................................................... 152
 Adjunto adverbial .......................................................................... 153
 Predicativo ....................................................................................... 154
 Complemento nominal ................................................................. 154
 Diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal .. 155
 Aposto .............................................................................................. 158
 Vocativo ........................................................................................... 159
Exercícios de aplicação ..................................................................... 161
Resoluções comentadas ................................................................... 210
CAPÍTULO 4
VERBO (VOZES VERBAIS, PREDICADOS E FLEXÕES) ................ 241
 Verbo regular .................................................................................. 246
 Verbo irregular ............................................................................... 246
 Verbo defectivo .............................................................................. 247
 Verbo abundante ............................................................................ 247
 Verbos causativos e sensitivos .................................................... 249
 Tempos primitivos e derivados .................................................. 249
 Tempos derivados do presente ................................................... 250
 Formação do imperativo............................................................... 250
 Tempos derivados do pretérito perfeito ................................... 250
 Tempos derivados do infinitivo ..................................................251
 Tempos derivados do pretérito perfeito do indicativo .......... 251
 Vozes verbais .................................................................................. 252
 Voz ativa ......................................................................................... 252
 Voz passiva analítica ..................................................................... 252
 Voz passiva sintética ..................................................................... 252
 Morfossintaxe do verbo ................................................................ 253
 Predicado verbal ............................................................................. 255
 Predicado nominal ......................................................................... 255
 Predicado verbo-nominal ............................................................. 255
 Lista de verbos ................................................................................ 257
 Tempos compostos ....................................................................... 266
 Correlação verbal ........................................................................... 268
Exercícios de aplicação ..................................................................... 269
Resoluções comentadas ................................................................... 292
 
CAPÍTULO 5
SEMÂNTICA DOS CONECTIVOS E FUNÇÕES DAS PALAVRAS 
QUE, SE, COMO, ONDE, QUANDO .................................................. 303
 Conectores ou conectivos ............................................................ 306
 Pronome relativo que .................................................................... 309
 Pronome relativo cujo ................................................................... 309
 Pronome relativo onde ................................................................. 309
 Funções da palavra se ................................................................... 310
 Índice de indeterminação do sujeito ......................................... 310
 Partícula apassivadora .................................................................. 310
 Pronome reflexivo .......................................................................... 310
 Pronome reflexivo recíproco ....................................................... 311
 Parte integrante do verbo ............................................................. 311
 Partícula expletiva ou de realce .................................................. 311
 Conjunção ........................................................................................ 312
 Sujeito acusativo ou de infinitivo ............................................... 312
 Objeto direto reflexivo .................................................................. 312
 Objeto indireto reflexivo .............................................................. 312
 Funções da palavra que ................................................................ 313
 Advérbio........................................................................................... 313
 Substantivo ...................................................................................... 313
 Preposição ....................................................................................... 313
 Interjeição ........................................................................................ 313
 Partícula expletiva ou de realce .................................................. 314
 Pronome relativo ............................................................................ 314
 Pronome indefinido adjetivo ....................................................... 314
 Pronome indefinido substantivo interrogativo ....................... 314
 Pronome indefinido adjetivo interrogativo .............................. 315
 Conjunção coordenativa ............................................................... 315
 Conjunção subordinativa ............................................................. 315
 Funções da palavra como ............................................................. 317
 Conjunção subordinativa causal ................................................. 317
 Conjunção subordinativa comparativa ..................................... 317
 Conjunção subordinativa conformativa .................................... 317
 Pronome relativo ............................................................................ 317
 Substantivo ...................................................................................... 317
 Advérbio interrogativo .................................................................. 317
 Funções da palavra onde.............................................................. 318
 Advérbio interrogativo .................................................................. 318
 Pronome relativo ............................................................................ 318
 Conjunção subordinativa ............................................................. 319
 Funções da palavra quando ......................................................... 319
 Advérbio interrogativo .................................................................. 319
 Pronome relativo ............................................................................ 319
 Conjunção subordinativa ............................................................. 319
Exercícios de aplicação ..................................................................... 319
Resoluções comentadas ................................................................... 338
CAPÍTULO 6
SINTAXE DO PERÍODO E PONTUAÇÃO ....................................... 343
 Período simples .............................................................................. 348
 Período composto .......................................................................... 348
 Oração absoluta .............................................................................. 348
 Oração principal ............................................................................. 348
 Oração coordenada ........................................................................ 348
 Oração subordinada ...................................................................... 349
 Coordenação e subordinação (período misto) ......................... 349
 Coordenadas sindéticas aditivas ................................................ 350
 Coordenadas sindéticas adversativas ........................................ 350
 Coordenadas sindéticas explicativas ......................................... 350
 Coordenadas sindéticas conclusivas ......................................... 351
 Coordenadas sindéticas alternativas ......................................... 351
 Subordinadas desenvolvidas e reduzidas ................................. 352
 Subordinadas substantivas .......................................................... 352
 Particularidades das subordinadas substantivas .................... 354
 Subordinadas adjetivas ................................................................. 355
 Particularidades das subordinadas adjetivas .......................... 356
 Funções sintáticas do pronome relativo ................................... 357
 Subordinadas adverbiais .............................................................. 358
 Particularidades das subordinadas adverbiais ........................ 360
 Orações reduzidas de infinitivo, gerúndio e particípio ......... 362
 Carga semântica dos conectivos (quadro) ................................ 363
 Oração subordinada adjetiva explicativa e restritiva:
 pontuação ........................................................................................ 366
 Emprego da vírgula ........................................................................ 370
 Pontuação no contexto sintático-estilístico .............................. 369
 Travessão .........................................................................................370
 Vírgula opcional ............................................................................. 372
 Ponto e vírgula ................................................................................ 375
Exercícios de aplicação ..................................................................... 376
Resoluções comentadas ................................................................... 435
CAPÍTULO 7
COLOCAÇÃO PRONOMINAL ........................................................... 457
 Próclise ............................................................................................ 459
 Mesóclise .......................................................................................... 461
 Ênclise............................................................................................... 461
 Pronome oblíquo nas locuções verbais ..................................... 462
Exercícios de aplicação ..................................................................... 517
Resoluções comentadas ................................................................... 486
CAPÍTULO 8
REGÊNCIA E CRASE ........................................................................... 491
 Regência ........................................................................................... 495
 Regência de verbos importantes ................................................. 496
 Regras básicas para o uso do acento grave .............................. 510
 Não uso do acento grave .............................................................. 513
 Uso facultativo do acento grave ................................................. 516
Exercícios de aplicação ..................................................................... 517
Resoluções comentadas ................................................................... 555
CAPÍTULO 9
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL ....................................... 571
 Regra geral de concordância ....................................................... 576
 Casos especiais de concordância ................................................ 577
 Sujeito composto ........................................................................... 577
 Predominância entre pessoas gramaticais ............................... 577
 Verbos dar, bater, soar / indicação de horas .......................... 577
 Pronome interrogativo ou indefinido ........................................ 577
 Sujeitos ligados por ou ................................................................. 578
 Nomes próprios plurais ................................................................ 578
 Mais de um ..................................................................................... 578
 Quantidade aproximada ............................................................... 579
 Infinitivo precedido de preposição ............................................ 579
 Que e quem ..................................................................................... 579
 Concordância facultativa .............................................................. 580
 Concordância ideológica ou silepse ........................................... 580
 Parecer + infinitivo ........................................................................ 580
 Pronome apassivador e indeterminador ................................... 581
 Sujeito oracional ............................................................................ 581
 Verbo fazer .................................................................................... 582
 Verbo haver .................................................................................... 582
 Verbo existir ................................................................................... 582
 Haja vista ........................................................................................ 582
 Adjetivo como predicativo ........................................................... 583
 Adjetivo como adjunto adnominal ............................................ 584
 Verbo ser ......................................................................................... 585
 Linguagem protocolar ................................................................... 586
 Bastante ............................................................................................ 586
 Menos, alerta, pseudo ................................................................... 587
 Meio................................................................................................... 587
 Anexo, incluso, apenso, extra, quite .......................................... 587
 Mesmo, próprio, só ........................................................................ 587
 Obrigado, servido ........................................................................... 588
 É bom, é proibido ........................................................................... 588
 O melhor possível .......................................................................... 588
 Tal qual ............................................................................................ 589
 Caro/barato ..................................................................................... 589
 Todo/toda ........................................................................................ 589
Exercícios de aplicação ..................................................................... 589
Resoluções comentadas ................................................................... 640
BIBLIOGRAFIA ..................................................................................... 651
17
Capítulo 1
ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
1. ALFABETO
Nosso alfabeto agora tem 26 letras. Reintroduziram-se 
as letras k, w e y: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V 
W X Y Z.
Usam-se as letras k, w e y em várias situações: a) na es-
crita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), 
kg (quilograma), W (watt); b) na escrita de palavras e nomes 
estrangeiros (e seus derivados): playboy, show, playground, 
windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
2. TREMA
Nos grupos gue, gui, que, qui, o trema desaparece.
Registro antigo Novo registro
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
18
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
 IMPORTANTE
O trema permanece apenas em palavras estrangeiras 
e em suas derivadas. Exemplos: Bündchen, Schönberg, 
Müller, mülleriano.
3. REGRAS DE ACENTUAÇÃO
3.1. Desaparece o acento dos ditongos abertos éi e ói dos 
vocábulos paroxítonos.
Registro antigo Novo registro
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
geléia geleia
heróico heroico
19
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
 IMPORTANTE
Permanece o acento agudo nos monossílabos tônicos e 
oxítonos terminados em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: 
dói, céu, papéis, herói, heróis, troféu, troféus, chapéu, 
chapéus.
3.2. Nos vocábulos paroxítonos, não se acentuam o i e o 
u tônicos quando vierem depois de ditongo decrescente.
Registro antigo Novo registro
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiura
 IMPORTANTE
Se o vocábulo for oxítono e o i ou o u estiverem em posi-
ção final (ouseguidos de s) ou se o vocábulo for propa-
roxítono, o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, 
Piauí, maiúscula.
3.3. Não se acentuam os vocábulos terminados em êem 
e ôo(s).
20
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Registro antigo Novo registro
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo
3.4. Não se diferenciam mais os pares pára/para, péla(s)/ 
pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Registro antigo Novo registro
Ela pára o cavalo. Ela para o cavalo.
Ele foi ao pólo Sul. Ele foi ao polo Sul.
Esse animal tem pêlos bo-
nitos.
Esse animal tem pelos bo-
nitos.
Devoramos uma pêra. Devoramos uma pera.
 IMPORTANTE
a) Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde 
é a forma do passado do verbo poder (pretérito per-
feito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode 
é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa 
do singular. Exemplo: No passado, ele pôde roubar o 
povo, mas hoje ele não pode.
21
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
b) Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. 
Por é preposição. Exemplo: Desejo pôr o documento 
sobre a mesa que foi construída por mim.
c) Permanecem os acentos que diferenciam o singular 
do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus de-
rivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, 
advir, etc.). Observe:
 Ele tem escrúpulos. / Eles têm escrúpulos.
 Ele vem de uma região humilde. / Eles vêm de uma 
região humilde.
 Ele mantém a promessa. / Eles mantêm a promessa.
 Ele convém aos juízes. / Eles convêm aos juízes.
 Ele detém o marginal. / Eles detêm o marginal.
 Ele intervém no Iraque. / Eles intervêm no Iraque.
d) É facultativo o uso do acento circunflexo para dife-
renciar as palavras dêmos (do verbo no subjuntivo 
que nós dêmos) de demos (do passado nós demos); 
fôrma (substantivo) de forma (verbo).
3.5. Não se acentua o u tônico das formas (tu) arguis, 
(ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos ver-
bos arguir e redarguir.
3.6. Há uma variação na pronúncia dos verbos termina-
dos em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, 
desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir, etc. Esses verbos ad-
mitem duas pronúncias em algumas formas do presente do 
indicativo, do presente do subjuntivo e também do impera-
tivo. Observe:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas for-
mas devem ser acentuadas. Exemplos:
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxá-
guam; enxágue, enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delín-
quem; delínqua, delínquas, delínquam.
22
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas 
deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é 
tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as 
outras):
•	 verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxa-
guam; enxague, enxagues, enxaguem.
•	 verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delin-
quem; delinqua, delinquas, delinquam.
 IMPORTANTE
No Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela 
com a e i tônicos.
4. HÍFEN
4.1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de pa-
lavra iniciada por h. Exemplos: anti-humanitário; anti-higi-
ênico; anti-histórico; co-herdeiro; macro-história; mini-ho-
tel; proto-história; sobre-humano; super-homem; ultra-hu-
mano.
 IMPORTANTE
Co-herdeiro ou coerdeiro
Carbo-hidrato ou carboidrato
Subumano ou sub-humano (segundo o VOLP/2009).
4.2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vo-
gal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. 
Exemplos: antiético; aeroespacial; agroindustrial; anteontem; 
antiaéreo; antieducativo; autoaprendizagem; autoescola; au-
toestrada; autoinstrução; coautor; coedição; extraescolar; in-
fraestrutura; plurianual; semiaberto; semianalfabeto; semies-
férico; semiopaco.
23
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 IMPORTANTE
O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo ele-
mento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, 
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, 
coocupante.
4.3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em 
vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente 
de r ou s. Exemplos: autodefesa; anteprojeto; antipedagógico; 
autopeça; autoproteção; coprodução; geopolítica; microcom-
putador; pseudomestre; semicírculo; semideus; seminovo; 
ultramoderno.
 IMPORTANTE
Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen.
Exemplos: vice-diretor, vice-almirante.
4.4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em 
vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, 
duplicam-se essas letras. Exemplos: sociorreligioso; antir-
rábico; antirracismo; antirreligioso; antirrugas; antissocial; 
biorritmo; contrarregra; contrassenso; cosseno; infrassom; 
microssistema; minissaia; multissecular; neorrealismo; neos-
simbolista; semirreta; ultrarresistente; ultrassom.
4.5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen 
se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exem-
plos: anti-inflacionário; anti-ibérico; anti-imperialista; anti-in-
flamatório; auto-observação; contra-almirante; contra-atacar; 
contra-ataque; micro-ondas; micro-ônibus; semi-internato; 
semi-interno.
24
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
4.6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o 
hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoan-
te. Exemplos: hiper-religioso; inter-racial; inter-regional; sub-
-bibliotecário; sub-base; super-racista; super-reacionário; su-
per-resistente; super-romântico.
 IMPORTANTE
Nos demais casos não se usa o hífen (hipersensível, hiper-
mercado, intermunicipal, superinteressante, superpro-
teção, superelegante). Com o prefixo sub, usa-se o hí-
fen também diante de palavra iniciada por r (sub-região, 
sub-raça). Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen 
diante de palavra iniciada por m, n e vogal (circum-nave-
gação, pan-americano).
4.7. Quando o prefixo termina por consoante, não se 
usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exem-
plos: superinteligente; hiperacidez; hiperativo; interescolar; 
interestadual; interestelar; interestudantil; superamigo; su-
peraquecimento; supereconômico; superexigente; superoti-
mismo; superorganizado; superinteressante.
4.8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, 
pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar; além-
-túmulo; aquém-mar; ex-hospedeiro; ex-prefeito; ex-aluno; 
ex-diretor; ex-presidente; pós-graduação; pré-história; pré-
-vestibular; pró-europeu; recém-casado; recém-nascido; sem-
-terra.
4.9. Usa-se o hífen com os sufixos de origem tupi-guara-
ni: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, 
capim-açu.
25
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
4.10. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que 
ocasionalmente se combinam, formando não propriamente 
vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: pon-
te Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
4.11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que 
perderam a noção de composição. Exemplos: girassol; ma-
dressilva; mandachuva; paraquedas; paraquedista; pontapé; 
passatempo.
4.12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição 
de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o 
hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
5. Em síntese, veja o emprego do hífen com prefixos:
Regra geral:
Usa-se o hífen diante de h: hiper-habitável, anti-higiêni-
co, super-homem.Casos importantes:
1. Prefixo terminado em vogal:
– Sem hífen diante de vogal diferente: autoestima, 
autoescola, antiaéreo.
– Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: 
autodefesa; anteprojeto, semicírculo.
– Sem hífen diante de r e s (dobram-se essas letras): 
autorretrato; antirracismo, antissocial, ultrassom.
– Com hífen diante de mesma vogal: arqui-inimigo, 
contra-ataque, micro-ondas.
2. Prefixo terminado em consoante:
– Com hífen diante de mesma consoante: sub-base, 
inter-regional, sub-bibliotecária.
26
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
– Sem hífen diante de consoante diferente: intertex-
tual, intermunicipal, supersônico.
– Sem hífen diante de vogal: interestadual, superin-
teressante.
 IMPORTANTE
a) Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de 
palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça. Palavras 
iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem 
hífen: subumano, subumanidade.
b) Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante 
de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navega-
ção, pan-americano, circum-ambiente.
c) O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo ele-
mento, mesmo quando este se inicia por o: coautor, 
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, coop-
tar, coocupante, corresponsável.
d) Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-dire-
tor, vice-almirante, vice-presidente.
e) Não se usa o hífen em vocábulos que perderam a 
noção de composição, como girassol, madressilva, 
mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista e 
outras.
f) Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, 
pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-esposa, ex-sogra, 
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-ca-
sado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-brasileiro.
g) Segue uma lista de vocábulos importantes registra-
dos pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portugue-
sa. Atente para a grafia de cada um deles nas diversas 
áreas.
27
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Casa e comida Bem-te-vi
Bico-de-papagaio (planta) 
Boca-de-leão
Cão de guarda
Cobra-capelo
Cobra-d’água
Colmeia
Couve-flor
Dente-de-leão
Erva-doce
Erva-do-chá
Ervilha-de-cheiro
Eucalipto
Feijão-verde
Girassol
Jiboia
Leõezinhos
Louva-a-deus
Malmequer
Nucleico
Pera (fruta)
Pica-pau-amarelo
Romãzeira
Sagui
Semi-herbáceo
Vaga-lume
Xiquexique
Zoo
Antessala
Apart-hotel
Azeite-de-dendê
Café com leite
Café da manhã
Café-expresso
Claraboia
Coa/coo (1ª pessoa do sing. 
de “coar”)
Copo-d’água
Dona de casa
Enxágue
Geleia
Linguiça
Líquido
Malpassado
Micro-ondas
Moo (1ª pessoa do singular 
de “moer”)
Muçarela
Pão com manteiga
Pão de mel
Pé de moleque
Proteico
Sala de jantar
Subalimentado
Botânica e zoologia
Abóbora-menina
Água-de-coco
Alcateia
Andorinha-do-mar
Baleia-branca
Bálsamo-do-canadá
Batata-doce
Beija-flor
Bem-me-quer
Ciência e tecnologia
Androide
Ano-luz
Antirrandômico
Asteroide
Coaxial
Decibéis
Eletro-ótica
28
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Gêiser
Giga-hertz
Humanoide
Infravermelho
Interestelar
Macrossistema
Megawatt
Microbiologia
Microcomputador
Micro-onda
Microssistema
Microssegundo
Paleozoico
Peso-atômico
Politécnico
Sequência
Superaquecimento
Ultravioleta
Malcriado
Mal-educado
Multidisciplinar
Pós-gradução
Pós-doutorado
Pós-adolescente
Pré-escolar
Pré-requisito/Prerrequisito
Pré-seleção/Presseleção
Pré-vestibular
Pseudoprofessor
Semiaberto
Semianalfabeto
Semi-interno
Sub-bibliotecário
Subdiretor
Superproteção
Turma-piloto
Vice-reitor
Educação
Antiacadêmico
Antieducativo
Antipedagógico
Autoaprendizagem
Autoinstrução
Bem-criado
Circum-escolar
Coeducação
Ex-aluno
Ex-bolsista
Ex-diretor
Extracurricular
Extraescolar
Hiperativo
Interescolar
Leem
Livre-docência
Transporte
Aeroespacial
Antiaderente
Antiaéreo
Antiderrapante
Antioxidante
Autoescola
Autoestrada
Autopeça
Equidistante
Interestadual
Interligação
Intermunicipal
Micro-ônibus
Para-balas
Para-brisa
Para-choque
29
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Para-lama
Seminovo
Sobrevoo
Supersônico
Voo
Sino-japonês
Socioeconômico
Subfaturar
Supereconômico
Superestimar
Superestrutura
Superotimismo
Economia
Agroaçucareiro
Agroalimentar
Agroexportador
Agroindustrial
Agropecuária
Anglo-americano
Anti-inflacionário
Autorregulação
Autossustentável
Coprodução
Covariação
Contrassenha
Eletrossiderurgia
Entressafra
Franco-suíço
Hidroelétrica/hidrelétrica
Hiperdesenvolvimento
Hiperinflação
Hipermercado
Hiperprodução
Infraestrutura
Macroeconomia
Macroestrutura
Maxidesvalorização
Megaempresa
Mega-hotel
Megainvestidor
Microssistema
Pro labore (latim)
Pró-labore (português)
Geografia
Açoriano
Acriano
Afro-asiático
Afro-brasileiro
Afrodescendente
Afrodescendência
Africânder (natural da África 
do Sul)
Africâner (idioma)
Além-fronteiras
Além-mar
Anglo-saxão
Anhanguera
Aquém-oceano
Baía de Todos-os-Santos
Belo-horizontino
Cabo-verdiano
Cidade-satélite
Circum-navegação
Coreia do Norte/Coreia do Sul
Guiné-Bissau
Guineense
Grã-Bretanha
Grão-Pará
Inter-regional
Inter-relação
Mato-grossense
Méier
30
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Norte-ameriano
Polo Norte/Polo Sul
Piauí
Santa Rita do Passa-Quatro
Sauipe
Semiárido
Sul-africano
Sul-americano
Timor-Leste
Trás-os-Montes
Coautor
Coedição/Coeditor
Corredator
Ex-libris (português)/
Ex libris (latim)
Haicai
In-oitavo
In-quatro
Kafkiano
Lesa-poesia
Machadiano
Minidicionário
Não ficção
Reedição/Reeditar
Reescrever/Reescrita
Releem
Releitura
Idioma
Anglo-brasileiro
Bilíngue
Dois-pontos
Hífen
Hifens
Iberorromânico
Indo-europeu
Lesa-ortografia
Língua-mãe
Linguista/Linguística
Lusofonia
Mais-que-perfeito
Onomatopeia
Pós-tônico
Ponto de exclamação
Ponto de interrogação
Ponto e vírgula
Ponto-final
Sociolinguístico
Verbo-nominal
Verborragia
Cultura
Afro-brasileiro
Afrodescendência
Água com açúcar (romântico)
Anti-herói
Alto-astral
Alto-relevo
Autopromoção
Autorretrato
Autossatirizar
Baixo-astral
Baixo-relevo
Benfeito
Celuloide
Cinema-verdade
Contra-harmônico
Contrarregra
Estreia
Epopeia
Livros
Anti-herói
Autoajuda
Autobiografia
31
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Estoico
Faz de conta
Herói
Heroico
Hiper-realista
Inter-racial
Introito
Leiloo (verbo “leiloar”)
Meia-entrada
Mestre-sala
Minissérie
Neoexpressionista
Neo-helênico
Neorrealismo
Neossimbolista
Odisseia
Plateia
Preanunciar
Pré-estreia
Pré-história
Pró-romano
Reco-reco
Reveem
Samba-canção
Superexposição
Super-revista
Tabloide
Ultrarromântico
Videoarte
Chapéu-panamá
Chiquê (afetação)
Cor-de-rosa
Feiume
Feiura
Guarda-joias
Hiper-requintado
Joia
Laquê
Minissaia/Microssaia
Prêt-à-porter
Tomara que caia
Véu
Esporte
Antidoping
Arco e flecha
Asa-delta
Centroavante
Contra-ataque
Esteroide
Hiper-resistente
Pan-americano
Paraolimpíada/Paraolímpico
Paraquedas/Paraquedista
Pentacampeão
Peso-pesado/Peso-pena/Pe-
so-pluma
Pingue-pongue
Ponta-esquerda/Ponta-direi-
ta (jogador)
Pontapé
Semifinal
Tiro de meta
Vice-campeão
Moda
Alta-costura
Antissimétrico
Bem-apanhado
Bem-arrumado
Bem-vestido
Blêizer
Política e ciência sociais
Afro-americano
32
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Apartidário
Anteprojeto
Anti-ibérico
Anti-imperialista
Antirracismo
Antissocial
Autodeterminação
Apoio (3ª pessoa do 
singular do presente do 
indicativo de “apoiar”)
Centro-esquerdaDecreto-lei
Desumano
Europeia
Eurocomunista
Ex-prefeito
Ex-presidente
Ex-primeiro-ministro
Extraoficial
Geocêntrico
Geopolítica
Inter-racial
Inter-relação
Inumano
Maquiavélico
Mega-ação
Minirrevolução
Não governamental 
(organização)
Pan-negritude
Perestroica
Pré-eleitoral
Preenchimento
Primeiro-ministro
Protorrevolucionário
Protossatélite
Pseudo-organizado
Reeleger/Reeleição/Reeleito
Semisselvagem
Sem-terra
Sem-teto
Súbdito (Portugal)
Súdito (Brasil)
Sul-africano
Sul-americano
Ultraesquerda
Ultrassecreto
Vice-presidente
Vice-rei
Segurança
Antifurto
Antissequestro
Antissocial
À queima-roupa
Autorretrato
Bomba-granada
Causa mortis
Cessar-fogo
Delinquência/Delinquente
Destróier
Ensanguentado
Guarda-costas
Guarda-floretal
Guarda-nortuno
Liquidar
Não agressão (pacto de)
Quase delito (cometer um)
Quebra-quebra
Retrato falado
Sequestro
Tenente-coronel
Direito
Abaixo-assinado
Ab-rogar
33
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Abrupto/Ab-rupto
Ação (Brasil e Portugal)
Acionar (Brasil e Portugal)
Álibi
Anteprojeto
Apaniguado
Apaziguar
Apto
Arguir
Arguição
Assembleia
Autodefesa
Autoincriminação
Averiguar
Aviso-prévio
Bom senso
Coabitar/Coabitação
Coerdar/Coerdeiro
Convicção
Coocupante
Corresponsável
Coobrigação
Copaternidade
Corréu
Decreto-lei
De cujus
Diretor-geral
Eloquência
Exequível
Inepto
Meio-termo
Objeção (Brasil e Portugal)
Obliquar
Pacto
Reaver
Seguro-desemprego
Seguro-saúde
Sub-reptício
Subsequente
Vade-mécum
Religião
Abençoo
Além-túmulo
Anticristo
Antirreligioso
Antissemita
Ave-maria
Auto de fé
Batizar (Brasil e Portugal)
Bem-aventurado
Bençãozinha
Boa-nova
Coirmão
Creem
Creio em deus padre 
(interjeição)
Cruz-credo (interjeição)
Descreem
Fiéis
Galileia
Hebreia
Livre-arbítrio
Multissecular
Onipotente
Semideus
Unguento
Zen-budismo
Medicina
Adenoide
Aerobiose
Aerossinusite
Amenorreia
Anatomopatológico
34
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Antebraço
Antenasal
Anteolhos
Antiabortivo
Antiagregantes
Anti-hemorrágico
Anti-higiênico
Anti-inflamatório
Anti-infeccioso
Anti-insulina
Antirrábico
Antirreceptor
Antirretrovirais
Antirreumático
Antissecretores
Antisséptico
Antissoro
Apneia
Autoanticorpo
Autoexame
Autoimune
Autoimunidade
Autorregeneração
Autorrotação
Autovacina
Biomassa
Biorritmo
Cardiovascular
Cefaleia
Célula-tronco
Cerebrovascular
Coamplificação
Cofator
Conta-gotas
Contraindicação
Contrarreação
Coreico
Corticoide
Cranioencefálico
De-hidroandrosterona
Diarreia
Diarreico
Di-hidrato
Dispneia
Dismenorreia
Eletroanálise
Eletrocardiograma
Eletrochoque
Eletroencefalograma
Eletroluminescência
Enjoo
Espermatozoide
Esteato-hepatia
Esteroide
Extracraniano
Extra-hepático
Extraocular
Fruto-oligossacarídeo
Geomedicina
Hidrocarboneto
Hidroxi-indolacético
Hiper-reatividade
Hiper-rugoso
Hipertensão
Histopatológico
Imunodeficiência
Imuno-histoquímica
Infecção
Infra-axilar
Inframandibular
Infra-hepático
Infraorbitário
35
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Antebraço
Antenasal
Anteolhos
Antiabortivo
Antiagregantes
Anti-hemorrágico
Anti-higiênico
Anti-inflamatório
Anti-infeccioso
Anti-insulina
Antirrábico
Antirreceptor
Antirretrovirais
Antirreumático
Antissecretores
Antisséptico
Antissoro
Apneia
Autoanticorpo
Autoexame
Autoimune
Autoimunidade
Autorregeneração
Autorrotação
Autovacina
Biomassa
Biorritmo
Cardiovascular
Cefaleia
Célula-tronco
Cerebrovascular
Coamplificação
Cofator
Conta-gotas
Contraindicação
Contrarreação
Coreico
Corticoide
Cranioencefálico
De-hidroandrosterona
Diarreia
Diarreico
Di-hidrato
Dispneia
Dismenorreia
Eletroanálise
Eletrocardiograma
Eletrochoque
Eletroencefalograma
Eletroluminescência
Enjoo
Espermatozoide
Esteato-hepatia
Esteroide
Extracraniano
Extra-hepático
Extraocular
Fruto-oligossacarídeo
Geomedicina
Hidrocarboneto
Hidroxi-indolacético
Hiper-reatividade
Hiper-rugoso
Hipertensão
Histopatológico
Imunodeficiência
Imuno-histoquímica
Infecção
Infra-axilar
Inframandibular
Infra-hepático
Infraorbitário
Infrarrenal
Infrassom
Interauricular
Intercapilar
Intercelular
Intercevical
Interobservador
Interventricular
Intra-articular
Intraepitelial
Intramuscular
Intraoperatório
Intrapulmonar
Intrauterino
Leucorreia
Linfoide
Mal-estar
Médico-cirurgião
Meta-hemoglobina
Metoxi-isobutilisonitrila
Microcirurgia
Micrograma
Micro-organismo
Microssonda
Mieloide
Musculoesquelético
Neovascularização
Neurocirurgia
Neuroendócrino
Neurorradiologia
Neuro-hipófise
Onco-hematologia
Opioide
Osteoarticular
Osteometabólica
Oxi-iodeto
Paratireoide
Pós-operatório
Pós-parto
Pré-menstrual
Pré-natal
Pré-operatório
Proteico
Protoderme
Pseudogene
Queloide
Retrovírus
Reumatoide
Sanguíneo
Seborreia
Semi-hospitalar
Sequela
Sub-hepático
Subósseo
Suprarrenal
Supraventricular
Tetra-hidrofolato
Tiroide
Tifoide
Traqueia
Ultrassom
Ultrassonografia
Ureia
Psicologia
Autoafirmação
Autoanálise
Autoconfiança
Autoconhecimento
Autoconsciência
Autocontrole
Autoestima
Auto-hipnose
36
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Autoindução
Auto-observação
Autopiedade
Autorreflexão
Autossugestionado
Autovalorizar-se
Inter-relação
Interrupção
Paranoia
Paranoico
Superego
Ao deus-dará
Apoio (3ª pessoa de apoiar)
Arco-da-velha
Arco e flecha
Arco-íris
Arqui-inimigo
Assembleia
Assim-assim
À toa
Autoadesivo
Autossuficiente
À vontade
Azul-claro/Azul-escuro
Bem-amado
Bem-criado
Bem-dito/bem-dizer
Bem-estar
Bem-falante
Bem-humorado
Bem-sucedido
Bem-nascido
Bem-visto
Benfazejo
Benfeito
Benfeitor
Benquerença
Blá-blá-blá
Boa-praça
Boa-vida
Boas-vindas
Boia
Cabra-cega
Cabra-macho
Calcanhar de aquiles
Chave-inglesa
Claraboia
Farmácia
Antiabortivo
Antiácido
Antialérgico
Anti-hemorrágico
Anti-higiênico
Anti-hipertensivo
Anti-infeccioso
Anti-inflamatório
Antirrábico
Antirretroviral
Antirrugas
Automedicação
Benzoico
Contraindicação
Contrarreação
Conta-gotas
Farmacopeia
Superdose
Palavras em comum
Água-de-colônia
Aguentar
Além-fronteiras
Além-mar
Anteontem
37
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Coabitar
Coirmão
Concepção (Brasil)
Conceção (Portugal)
Contra-atacar
Contra-ataque
Contrarregra
Contrassenso
Cosseno
Cinquenta
Consequência
Contraexemplo
Contrassenha
Coocorrer
Coocupar
Cooperar
Coordenar
Debiloide
Dia a dia
Embaixo
Em cima
Enjoo
Enxágue
Extraoficial
Extrarregular
Fim de século
Fim de semana
Frequência
Fura-bolo
Guarda-chuva
Grã-fina
Hipersensível
Ideia
Infravermelho
Inter-relação
Lenga-lenga
Lengalengar
Livre-arbítrio
Mandachuva
Manda-tudo
Mal-afortunado
Mal-estar
Mal-humorado
Malnascido
Malsucedido
Malvisto
Mega-ação
Microssistema
Não fumante
Nhem-nhem-nhem
Ovoide
Pé-de-meia
Pelo (animal)
Perdoo
Pontapé
Porta-retrato
Povoo
Predeterminado
Pró-ativo
Pró-conceder
Pseudo-organizado
Recém-casados
Recém-nascido
Rega-bofe
Reidratar
Sem-cerimônia
Semicírculo
Seminovo
Sem-número
Sem-vergonha
Sequência
Superamigo
38
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Superaquecimento
Supereconômico
Superestimar
Super-homem
Superinteressante
Superotimismo
Superproteção
Suprassumo
Sub-humano
Tintim por tintim
Tique-taque
Tramoia
Tranquilidade
Ultraelevado
Ultramoderno
Zigue-zague
Zás-trás
Zum-zum
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
I– Avalie se as palavras sublinhadas nas sentenças abaixo 
estão corretas, segundo as novas regras ortográficas que 
entraram em vigor em 1º de janeiro de 2009. 
Julgue (C ou E) os itens a seguir.
1. Eles leem durante o voo tranquilo, sem reparar na epo-
peia do rapaz paranoico que não para de atormentar os 
outros passageiros.
2. Sempre gostei de pé-de-moleque.
3. A heroica atriz foi aplaudida no dia da estreia da peça.
4. Cinquenta toneladas de linguiça estragaram a caminho 
da Coreia.
5. Quero sanduíche com presunto e mussarela.
6. Os pelos do cachorro ficaram melados de geleia.
7. Não deixe comentários sobre antissemitismo afetarem 
sua autoestima.
8. Sairemos no fim-de-semana e comeremos bife mal-passado.
39
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
9. Enquanto as outras crianças creem em Papai-noel, ele 
prefere acreditar na ideia de que o Homem-aranha vai 
visitá-lo no Natal.
10. Ao ouvir da irmã, na sequência de sua confissão, “Eu te 
perdoo”, ela ficou tão nervosa que sentiu enjoos e seus 
pelos do braço arrepiaram.
11. O pedido para que se averigue a denúncia de tráfico de 
jiboias no zoo é urgente.
12. Preocupo-me com o super-aquecimento da Terra.
13. Ela tem preguiça de cozinhar até pipoca de micro-ondas.
14. Saltar de paraquedas é contraindicado para pessoas com 
problemas cardíacos.
15. A informação do sequestro do político ainda é extraoficial.
II – Avalie se as palavras sublinhadas nas sentenças abaixo 
estão corretas, segundo as novas regras ortográficas que 
entraram em vigor em 1º de janeiro 2009. Julgue (C ou E) 
os itens a seguir.
1. A crise financeira dos EUA pode trazer conseqüências 
para o Brasil.
2. Quando ele para para pensar, desiste.
3. Livro de auto-ajuda permanece no topo da lista dos mais 
vendidos.
4. A sonda Phoenix realizou um pouso histórico no pólo 
Norte de Marte.
5. O consumo frequente de álcool durante a juventude cau-
sa danos ao cérebro.
6. A idéia do presidente é que todos os países se unam con-
tra o aquecimento.
7. O empresário deve cumprir pena por roubo em regime 
semiaberto.
40
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
8. Avião permitirá que passageiros fumem durante o vôo.
9. O síndico marcou uma assembleia para decidir sobre a 
reforma do prédio.
10. Pesquisa revela que 97% dos brasileiros crêem em Deus.
11. A estréia de Katie Holmes foi marcada por protestos.
12. O coautor do estudo explicou que a descoberta ajuda no 
tratamento do câncer.
13. Os homens mais vaidosos já encontram no mercado ti-
pos de creme antirrugas.
14. Ela perdeu tudo que estava dentro da caixa de joias.
15. Cerca de 5% da população mundial têm comportamento 
anti-social.
16. O ex-vereador participou da reunião extraoficial durante 
a madrugada.
17. No momento decisivo, ele recuou e desistiu de saltar de 
pára-quedas.
18. Eu apoio qualquer acordo entre os países.
19. Ele achou a nova estátua uma feiura.
20. Ela é a coherdeira da indústria da soja.
Respostas:
Para fixar, releia o capítulo. Todas as respostas constam dele.
41
Capítulo 2
MORFOSSINTAXE: CLASSES 
GRAMATICAIS E FUNÇÕES SINTÁTICAS
TEXTO I
Leia o texto a seguir para responder à questão 1.
Há muito se converteram em rotina as falhas nos meca-
nismos de controle sobre a execução de programas gover-
namentais destinados a parcelas específicas da população. 
Antes foi o Fome Zero, atacado por desvios de finalidades, 
inclusão de clientela de satisfatória situação econômica 
e fraudes na distribuição dos recursos. Depois, o mesmo 
ocorreu com o Bolsa Escola. E ainda é cedo para acreditar 
que, em ambas as iniciativas, não ocorram disfunções gra-
ves. Ao quadro desalentador veio juntar-se agora a revela-
ção de que há milhões de alunos fantasmas matriculados no 
ensino básico.
(Correio Braziliense, 5/3/2006)
QUESTÃO 1
Julgue os itens seguintes:
1) Nas linhas 1 e 2, os vocábulos “rotina”, “falhas”, “meca-
nismos” e “controle” são classificados, morfologicamen-
te, como substantivos. (p. 52)
2) No trecho “... programas governamentais destinados a 
parcelas específicas da população” (l. 2 e 3), registraram-
-se duas ocorrências do artigo definido “a”. (p. 52)
42
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
3) Em “clientela de satisfatória situação econômica” (l. 5), 
o substantivo “situação” é caracterizado por dois adjeti-
vos. (p. 52)
4) No trecho “E ainda é cedo para acreditar que, em ambas 
as iniciativas, não ocorram disfunções graves”, do ponto 
de vista da morfologia, os vocábulos destacados classi-
ficam-se, respectivamente, como preposição, conjunção, 
numeral, advérbio, verbo e adjetivo. (p. 52)
5) Em “... há milhões de alunos fantasmas matriculados no 
ensino básico”, o substantivo “fantasmas” é empregado 
com valor adjetivo e caracteriza um processo de for-
mação de palavras denominado derivação imprópria. 
(p. 52)
TEXTO II
Leia o texto a seguir para responder à questão 2.
A cantoria atraiu o olhar de motoristas que passavam 
pela Esplanada dos Ministérios. Vestidos a caráter e com cho-
calhos nas mãos, índios pataxós realizavam o toré, um ritual 
de luta. “É o que viemos fazer aqui. Lutar pelos nossos di-
reitos”, explicou o cacique Evangelista Pataxó, da aldeia Pau 
Brasil, no sul da Bahia. Assim como ele, outros 500 índios de 
20 estados brasileiros acamparam ontem em Brasília, para 
avaliar a política indigenista do governo Lula e cobrar a regu-
larização fundiária, o acesso à saúde e à educação.
(Jornal do Brasil, 1/4/2006)
QUESTÃO 2
1) Em “A cantoria atraiu o olhar”, destacaram-se, respecti-
vamente, o núcleo do sujeito e o núcleo do objeto direto. 
(p. 56)
43
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
2) Em “... índios pataxós realizavam o toré, um ritual de luta”, 
destacou-se o núcleo do aposto explicativo. (p. 56)
3) No trecho “... outros 500 índios de 20 estados brasileiros 
acamparam ontem em Brasília”, caracteriza-se um sujei-
to composto. (p. 56)
4) Em “... avaliar a política indigenista do governo Lula e 
cobrar a regularização fundiária”, os substantivos des-
tacados apresentam paralelismo sintático. (p. 56)
5) Em “... o acesso à saúde e à educação”, destacaram-se os 
núcleos de complementos nominais. (p. 56)
TEXTO III
Leia o texto a seguir para responder à questão 3.
Vinho de missa
Era domingo e o navio prosseguia viagem. Os passagei-
ros iam sendo convocados para a missa de bordo.
– Vamos à missa? – convidou Ovalle.
O passageiro a seu lado no convés recusou-se com ines-
perada veemência:
– Missa, eu? Deus me livre de missa.
– Não entendo – tornou Ovalle, intrigado: – O senhor 
pede justamente a Deus que o livre da missa?
– No meu tempo de menino eu ia à missa. Mas deixei de 
ir por causa de um episódio no colégio interno, há mais de 
trinta anos. Colégio de padre – isso explica tudo, o senhor 
não acha?
Ele achou que não explicava nada e pediu ao homem que 
contasse.
– Pois olha, vou lhe contar: imagine o senhor que havia no 
colégio um barbeiro, para fazer a barba dos padres e o cabelo 
dos alunos. Vai um dia o barbeiro me seduz com a ideia de 
44
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
furtar o vinho de missa, que era guardado numa adega. Me 
ensinou um jeito de entrar na adega – e um dia eu fiz uma 
incursão ao tonel de vinho. Mas fui infeliz: deixei a torneira 
pingando, descobriram a travessura e no dia seguinte o pa-
dre-diretor reunia todos os alunos do colégio, intimando o 
culpado a se denunciar. Ia haver comunhão geral e quem co-
mungas-se com tão horrenda culpa mereceria danação eter-
na. Está visto que não me denunciei: busquei um confessor, 
tendo o cuidado de escolher um padre que gozava entre nós 
da fama de ser maiscamarada: “Padre, como é que eu saio 
desta? Eu pequei, fui eu que bebi o vinho. Mas se deixar de 
comungar, o padre-diretor descobre tudo, vou ser castigado.” 
Ele então me tranquilizou, invocando o segredo confessional, 
me absolveu e pude receber a comunhão. Pois muito bem: no 
mesmo dia todo mundo sabia que tinha sido eu e eu era sus-
penso do colégio.
O homem respirou fundo e acrescentou, irritado:
– Como é que o senhor quer que eu ainda tenha fé nessa 
espécie de gente?
Ovalle ouvia calado, os olhos perdidos na amplidão do 
mar. Sem se voltar para o outro, comentou:
– O senhor, certamente, achou que o confessor saiu dali 
e foi direitinho contar ao diretor.
– Isso mesmo. Foi o que aconteceu.
– O vinho era bom?
– Como?
– Pergunto se o senhor achou o vinho bom.
O homem sorriu, intrigado:
– Creio que sim. Tanto tempo, não me lembro mais...
Mas devia ser: vinho de missa!
Então Ovalle se voltou para o homem, ergueu o punho 
com veemência:
– E o senhor, depois de beber o seu bom vinho de missa, 
me passa trinta anos acreditando nessa asneira?
O homem o olhava, boquiaberto:
– Asneira? Que asneira?
45
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
– Será possível que ainda não percebeu? Foi o barbeiro, 
idiota!
– O barbeiro? – balbuciou o outro: – É verdade... O barbei-
ro! Como é que na época não me ocorreu...
– Vamos para a missa – ordenou Ovalle, tomando-o pelo 
braço.
(Fernando Sabino. A mulher do vizinho. 17ª ed., 
Rio de Janeiro, Record, 1997.)
QUESTÃO 3
Considerando a classe morfológica dos vocábulos em des-
taque, julgue os itens a seguir:
1) “Era domingo e o navio prosseguia viagem. Os passa-
geiros iam sendo convocados para a missa de bordo.” 
– substantivos. (p. 56)
2) “Mas fui infeliz: deixei a torneira pingando, descobriram 
a travessura e no dia seguinte o padre-diretor reunia 
todos os alunos do colégio, intimando o culpado a se 
denunciar.” – adjetivos. (p. 58)
3) “Ia haver comunhão geral e quem comungasse com tão 
horrenda culpa mereceria danação eterna.” – verbos. (p. 58)
4) “Está visto que não me denunciei: busquei um confessor, 
tendo o cuidado de escolher um padre que gozava entre 
nós da fama de ser mais camarada.” – pronomes relativos. 
(p. 58)
5) “Então Ovalle se voltou para o homem, ergueu o punho 
com veemência.” – preposições. (p. 58)
6) “– Isso mesmo. Foi o que aconteceu.” – pronomes. (p. 58)
7) “– Creio que sim. Tanto tempo, não me lembro mais... Mas 
devia ser: vinho de missa!” – conjunções. (p. 58)
8) “Vai um dia o barbeiro me seduz com a ideia de furtar o 
vinho de missa, que era guardado numa adega.” – locuções 
adjetivas. (p. 58)
46
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
TEXTO IV
Leia o texto a seguir para responder à questão 4.
A dengue é considerada hoje o maior problema de saúde 
pública dos países tropicais. As condições climáticas lhe são 
favoráveis. O Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, 
prolifera em ambientes com temperatura e umidade elevadas. 
Daí por que no verão, período de calor forte e chuvas abun-
dantes, ocorre o maior número de casos.
O Brasil oferece terreno fértil para a proliferação do inse-
to. Mais de 20% da população das grandes e médias cidades 
vivem em condições precárias de saneamento básico. Sem 
abastecimento regular de água e coleta constante de lixo, for-
mam-se os criadouros ideais do Aedes aegypti. Os moradores 
das áreas de risco precisam manter água em reservatórios, e 
o lixo moderno, descartável por excelência, forma depósitos 
artificiais que atraem o mosquito.
A violência urbana é outro aliado da enfermidade. Os 
técnicos não conseguem entrar nas casas para inspecioná-las. 
Amedrontada, a população teme estar diante de um bandido 
disfarçado que se diz funcionário da vigilância sanitária. Não 
lhe abre a porta.
Mais. O país recebe grande fluxo de turistas. O ser huma-
no é a fonte da transmissão do mal. É ele quem contamina o 
mosquito. Ora, não há possibilidade de inspecionar portos, 
aeroportos, ferroviárias, rodoviárias e estradas para detec-
tar possíveis infectados. Ainda que houvesse, a dengue, em 
muitos casos, é assintomática ou confunde-se com gripe ou 
resfriado.
Erradicar a dengue no curto prazo, pois, é impossível. Mas 
o poder público pode e deve tomar medidas capazes de man-
tê-la sob controle e, sobretudo, de salvar vidas. Campanhas 
educativas mudam hábitos da população. Os brasileiros têm 
47
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
o costume de manter, nas dependências domésticas, vasos de 
plantas com pratinhos de água. Conscientes do perigo, poderão 
livrar-se do risco potencial.
Certas ações simples, porém indispensáveis, não podem 
ser negligenciadas. É o caso de atacar os possíveis focos do 
Aedes aegypti. A vigilância sanitária deve fiscalizar cemité-
rios, borracharias, depósitos de ferro velho e providenciar a 
limpeza de terrenos baldios. São ações preventivas eficazes 
e urgentes.
Mas, enquanto perdurarem as situações de precariedade 
em saneamento básico, haverá infectados. O Brasil deu um 
passo adiante para conviver com o mal. Especializou profis-
sionais da área de saúde a fim de tratar as formas graves da 
infecção e reduzir-lhe a letalidade a quase zero. Vale o exem-
plo. Manaus registrou 58 ocorrências de dengue hemorrágica. 
O único óbito deveu-se ao fato de o enfermo não ter procurado 
o hospital de referência.
A escassez de recursos impede que todos os hospitais 
tenham unidades especializadas em dengue. Mas impõe-se 
que todas as cidades tenham pelo menos um centro de atendi-
mento aos casos graves. Com socorro adequado e tempestivo, 
é possível evitar mortes. Nenhum governo pode ignorar esse 
avanço.
(Correio Braziliense, 24 de janeiro de 2002)
QUESTÃO 4
Julgue os itens:
1) Na linha 1, a palavra “dengue” constitui substantivo e é, 
sintaticamente, núcleo do sujeito. (p. 58)
2) Em “O Brasil oferece terreno fértil...” (l. 7) e “O país 
recebe grande fluxo de turistas” (l. 20), os substan-
tivos destacados apresentam paralelismo sintático. 
(p. 59)
48
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
3) No trecho: “Os moradores das áreas de risco precisam 
manter água em reservatórios, e o lixo moderno, descartá-
vel por excelência, forma depósitos artificiais que atraem 
o mosquito” (l. 11-14), destacaram-se apenas substantivos 
concretos, comuns e simples. (p. 59)
4) Em “O ser humano é a fonte da transmissão do mal” 
(l. 20-21), temos exemplo de verbo usado substantiva-
mente. (p. 60)
5) O substantivo “mosquito” é comum-de-dois-gêneros. (p. 
61)
6) No trecho: “Especializou profissionais da área de saúde a 
fim de tratar as formas graves da infecção e reduzir-lhe 
a letalidade a quase zero” (l. 42-44), destacaram-se seis 
ocorrências de artigo definido. (p. 62)
7) Em “A violência urbana é outro aliado da enfermidade” 
(l. 15) e em “Os moradores das áreas de risco precisam 
manter água em reservatórios” (l. 11-12), destacaram-se, 
respectivamente, o adjetivo e a locução adjetiva. (p. 63)
8) Em “O Brasil deu um passo adiante para conviver com 
o mal” (l. 40-41) e em “Manaus registrou 58 ocorrências 
de dengue hemorrágica” (l. 45), destacaram-se numerais. 
(p. 66)
TEXTO V
Leia o texto a seguir para responder à questão 5.
À margem da linha
‘‘Foi com disfarçada alegria que eu senti a mão do Mano 
sobre o meu ombro, e o metal da sua voz escarafunchando 
meu cérebro. ‘‘Cê vai voltar comigo, pirralho!’’. Mas eu tinha 
ido longe demais para não manter um mínimo de dignidade, 
49
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
por isso, segui em frente, duro, como se estivesse mesmo 
decidido a prosseguir. E foi aí que aconteceu o inesperado. 
Não pelo tapa de mão aberta, nem pela fogueira que acendeu 
minha face esquerda;não pela dor física, nem pela vergonha 
de apanhar assim na cara (ele nunca havia me batido desse 
jeito humilhante). Esse tapa do Mano era de certo modo uma 
coisa esperada, pois se ele nunca me batera de mão aberta em 
plena cara, eu também nunca cometera uma falta tão grave. 
Surpreendentemente nisso tudo foi a minha reação interior. 
Pela primeira vez eu contestei, ainda que só para mim mes-
mo, esse direito que ele se dava de me bater. ‘‘Tá certo que a 
mãe me pôs sob os cuidados dele, transferindo inteiramente 
para ele a responsabilidade de me encaminhar na vida – eu 
me disse lá com as palavras que eu possuía –, mas até que 
ponto isso lhe dá direito de escravizar o meu corpo e a minha 
consciência?’’
(Paulo Rodrigues, Correio Braziliense, 21/1/2002)
QUESTÃO 5
Julgue os itens a seguir:
0) Em “... nem pela fogueira que acendeu minha face esquer-
da...” (l. 7-8), destacou-se pronome relativo com função 
sintática de sujeito. (p. 68)
1) No trecho ‘‘Foi com disfarçada alegria que eu senti a mão 
do Mano sobre o meu ombro” (l. 1-2), a palavra que cons-
titui pronome relativo e tem como referente o antecedente 
alegria. (p. 69)
2) Em “... mas até que ponto isso lhe dá direito de escravizar o 
meu corpo e a minha consciência?’’ (l. 18-20), o pronome 
lhe exerce a função sintática de objeto indireto, e o termo 
destacado pode ser substituído pela forma pronominal 
“os”, obtendo-se a seguinte reescritura: “... mas até que 
ponto isso lhe dá direito de os escravizar?”. (p. 69)
50
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
3) O verbo “contestar” (l. 14) classifica-se, quanto à predica-
ção, em intransitivo. (p. 70)
4) Em “... pois se ele nunca me batera de mão aberta em 
plena cara...” (l. 11-12), destacaram-se um advérbio e duas 
locuções adverbiais. (p. 70)
5) No trecho: “Tá certo que a mãe me pôs sob os cuidados 
dele, transferindo inteiramente para ele a responsabili-
dade de me encaminhar na vida – eu me disse lá com as 
palavras que eu possuía –, mas até que ponto isso lhe dá 
direito de escravizar o meu corpo e a minha consciência?’’, 
destacaram-se, respectivamente, conectivo nominal e co-
nectivo oracional. (p. 72)
TEXTO VI
Leia o texto a seguir para responder à questão 6.
A mata que corre perigo
Além de ser conhecido como sede brasileira do monta-
nhismo, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos abriga uma 
imensa reserva de Mata Atlântica, onde se encontram diversas 
espécies da fauna (como micos-leões, lontras, araras azuis 
e onças pintadas) e flora (como palmito, cedro e bromélias 
diversificadas) ameaçadas de extinção.
Para se ter noção do risco que a Mata Atlântica corre, à 
época do descobrimento do Brasil a floresta apresentava uma 
área equivalente a um terço da Amazônia. Cobria 1 milhão de 
quilômetros quadrados, ou 12% do território nacional. Hoje 
restam apenas 7% da sua área original.
Estatísticas indicam que 70% da população brasileira vi-
vem na região da Mata Atlântica. Nessas cidades litorâneas e 
serranas estão concentrados os polos industriais, petroleiros 
e portuários do país. Os benefícios proporcionados pela mata, 
51
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
são muitos. Protege e regula o fluxo dos mananciais hídricos 
que abastecem as grandes metrópoles, garante a fertilidade 
do solo e controla o clima. Além disso, tem a maior biodiver-
sidade do mundo e preserva um patrimônio histórico de valor 
inestimável.
Em 1817, os naturalistas Spix (austríaco) e Von Martius 
(alemão) vieram para o Brasil estudar fauna e flora. Em 10 
mil quilômetros percorridos, catalogaram 6.500 variedades 
de plantas e 3.411 animais. A Serra dos Órgãos fez parte da 
rota dessa expedição, que auxiliou na demarcação da reserva, 
mais de um século depois.
(Correio Braziliense, 20/1/2002. Adaptado)
QUESTÃO 6
Julgue os itens a seguir quanto à pontuação:
0) Em “... o Parque Nacional da Serra dos Órgãos abriga uma 
imensa reserva de Mata Atlântica” (l. 2-3), a vírgula após 
o substantivo “Órgãos” é proibida. (p. 76)
1) A colocação de uma vírgula depois do substantivo “Brasil” 
em “Para se ter noção do risco que a Mata Atlântica corre, 
à época do descobrimento do Brasil a floresta apresentava 
uma área equivalente a um terço da Amazônia” (l. 7-9) 
provocará ambiguidade. (p. 77)
2) Em “Estatísticas indicam que 70% da população brasileira 
vivem na região da Mata Atlântica” (l. 12-13), é possível 
colocar vírgula após os termos “Estatísticas” e “70% da 
população brasileira”, sem prejuízo gramatical. (p. 77)
3) Observe: “... os naturalistas Spix (austríaco) e Von Martius 
(alemão) vieram para o Brasil estudar fauna e flora” (l. 
21-22). Na construção “Spix estudou a fauna; Von Mar-
tius, a flora”, a vírgula caracteriza verbo subentendido. 
(p. 77)
52
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
4) Em “Os benefícios proporcionados pela mata, são muitos”, 
registrou-se a vírgula para garantir mais clareza. (p. 77)
5) No trecho “que auxiliou na demarcação da reserva, mais 
de um século depois”, a retirada da vírgula comprometerá 
a carga semântica do enunciado. (p. 77)
RESOLUÇÕES COMENTADAS
QUESTÃO 1
1) Certo. Os vocábulos destacados nomeiam elementos pre-
sentes no universo e, por isso, são substantivos.
2) Errado. A primeira ocorrência da forma “a” é preposição 
exigida pelo adjetivo participial “destinados” (destinados 
a quê?). O substantivo “parcela” exigiria o artigo “as”. Na 
forma “da”, tem-se contração da preposição “de” e do 
artigo “a”, que acompanha o substantivo “população”.
3) Certo. Os adjetivos “satisfatória” e “econômica” caracte-
rizam o substantivo “situação”.
4) Certo. No decorrer deste capítulo, você revisará o conceito 
de cada classe gramatical.
5) Certo. De fato, o vocábulo “fantasmas” exerce a função 
própria de substantivo, como no seguinte exemplo: “Os 
fantasmas sempre me incomodaram”. No texto apresen-
tado, o vocábulo “fantasmas” passa a exercer a função 
imprópria de adjetivo, já que caracteriza o substantivo 
“alunos”.
53
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 IMPORTANTE
O texto I tem caráter unicamente motivador. Você se recor-
da de todas as categorias gramaticais? Lembre-se de que, 
a partir de agora, você terá de dominar a estrutura mor-
fossintática do texto e toda a sua organização semântica.
Antes de revisar as classes gramaticais, é importan-
te entender alguns PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE 
PALAVRAS.
As palavras estão em constante processo de evolução 
e tornam a língua um fenômeno vivo que acompanha 
o homem. Alguns vocábulos caem em desuso (arcaís-
mos), outros nascem (neologismos), e muitos mudam 
de significado com o passar do tempo.
Na Língua Portuguesa, em razão da estruturação e ori-
gem das palavras, pode-se chegar à seguinte divisão:
•	 palavras primitivas – não derivam de outras (casa, 
flor)
•	 palavras derivadas ou cognatas – derivam de outras 
(casebre, florzinha)
•	 palavras simples – só possuem um radical (couve, 
flor)
•	 palavras compostas – possuem mais de um radical 
(couve-flor, aguardente)
Para a formação das palavras portuguesas, é necessário 
o conhecimento dos seguintes processos de formação:
•	 Composição – ocorre junção de radicais. São dois ti-
pos de composição, em virtude de ter havido ou não 
alteração fonética.
–	 Justaposição – sem alteração fonética (girassol, sex-
ta-feira)
–	 Aglutinação – alteração fonética, com perda de ele-
mentos (planalto/plano+alto; pernalta/perna+alta).
54
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
•	 Derivação – palavra primitiva (um radical) acrescida, 
geralmente, de afixos. São cinco tipos de derivação:
–	 prefixal – ocorre acréscimo de prefixo à palavra pri-
mitiva (infeliz, desleal)
–	 sufixal – ocorre acréscimo de sufixo àpalavra primitiva 
(felizmente, lealdade)
–	 parassintética ou parassíntese – ocorre acréscimo 
simultâneo de prefixo e sufixo, ao mesmo tempo, à 
palavra primitiva (en+surdo+ecer / a+benção+ado / 
en+forca+ar). Por esse processo, formam-se especial-
mente verbos, de base substantiva ou adjetiva; mas 
há parassintéticos de outras classes (subterrâneo, 
desnaturado).
 IMPORTANTE
Se, com a retirada do prefixo ou do sufixo, não existir 
aquela palavra na língua, houve parassíntese. Em “ensur-
decer”, se se retirar o sufixo, “ensurde” não existirá e, 
se se retirar o prefixo, “surdecer” também não existirá; 
logo “ensurdecer” foi formada por parassíntese. Em “in-
felizmente”, se se retirar o sufixo, “infeliz” existirá e, se 
se retirar o prefixo, “felizmente” também existirá; logo 
“infelizmente” foi formada por prefixação e sufixação, e 
não parassíntese.
–	 regressiva ou deverbal – cria substantivos, que de-
notam ação, derivados de verbos. É o que acontece 
com as seguintes palavras: amparo, choro, voo, corte, 
destaque, conserva, fala, pesca, visita, denúncia, aná-
lise e outras.
55
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 IMPORTANTE
Para determinar se a palavra primitiva é o verbo ou o 
substantivo cognato, usa-se o seguinte critério: substan-
tivo que denota ação constitui palavra derivada do verbo 
(ajuda, estudo, grito), mas se o substantivo denotar objeto 
ou substância será primitivo (planta, âncora).
–	 Imprópria ou conversão – ocorre alteração da classe 
gramatical da palavra primitiva (“o jantar” – de verbo 
para substantivo; “é um judas” – de substantivo pró-
prio a comum; “o não é uma má resposta” – de advérbio 
para substantivo).
•	 Hibridismo – nesse processo, as palavras são consti-
tuídas por elementos originários de línguas diferentes 
(automóvel e monóculo – grego e latim / sociologia, 
bígamo, bicicleta – latim e grego / alcaloide, alcoômetro 
– árabe e grego / caiporismo – tupi e grego / bananal 
– africano e latim / sambódromo – africano e grego / 
burocracia – francês e grego).
•	 Onomatopeia – reprodução imitativa de sons (pingue-
-pongue, zunzum, miau, cocoricó, pum).
•	 Abreviação vocabular – redução da palavra até o limite 
de sua compreensão (metrô em vez de “metropolita-
no”, moto em vez de “motocicleta”, pneu em vez de 
“pneumático”, foto em vez de “fotografia”).
•	 Siglonimização – formação de siglas, por meio de le-
tras iniciais de uma sequência de palavras (Academia 
Brasileira de Letras – ABL). A partir de siglas, formam-
-se outras palavras (aidético, petista, peemedebista e 
outras).
56
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
QUESTÃO 2
1) Certo. Os substantivos “cantoria” e “olhar” são, respecti-
vamente, núcleos do sujeito e do objeto direto de “atraiu”.
2) Certo. Lembre-se de que o aposto, ou termo em aposição, 
serve para reiterar ou reforçar o antecedente.
3) Errado. Embora o sujeito seja longo, apresenta apenas 
um núcleo: índios. Portanto, o sujeito é simples.
4) Certo. Os vocábulos “política” (objeto direto de “avaliar”) 
e “regularização” (objeto direto de “cobrar”) apresentam 
igual função sintática. Por isso, ocorre o que chamamos 
de paralelismo sintático.
5) Certo. Os termos preposicionados “à saúde” e “à educa-
ção” são expansões sintáticas do substantivo “acesso” 
(acesso a quê?). Não completam, portanto, o verbo, mas, 
sim, o nome, o substantivo. São, portanto, complementos 
nominais. No capítulo 2 deste livro, aprofundaremos este 
tema.
Parece difícil? Não se preocupe. Muitos conceitos serão 
aprofundados na próxima questão. Mantenha o ânimo.
QUESTÃO 3
1) Certo. Um detalhe: viagem (substantivo) é diferente de 
viajem (verbo).
SAIBA MAIS
De acordo com a NGB, são dez as CLASSES GRAMATI-
CAIS, embora a interjeição, vocábulo-frase, fique, na 
verdade, excluída dessa relação:
57
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
•	 variáveis
 – Substantivo,
 – Artigo, Adjetivo,
 – Numeral, Pronome,
 – Verbo.
•	 invariáveis
 – Advérbio,
 – Preposição,
 – Conjunção.
A interjeição também é invariável.
O que é a Nomenclatura Gramatical Brasileira?
A nomenclatura gramatical foi organizada por comissão 
de professores designada pelo Ministério da Educação e Cultu-
ra, em abril de 1957. Entrou em vigor nas escolas a partir do 
ano letivo de 1959.
ARTICULAÇÕES MORFOSSINTÁTICAS QUE VOCÊ DE-
VERÁ SEMPRE LEMBRAR:
• Função básica: verbo (transitivo ou intransitivo)
• Funções relacionais (conectivos): conjunção, prepo-
sição, verbo de ligação.
• Funções estruturais: substantivo, adjetivo, artigo, 
pronome, numeral, advérbio.
• Funções estilísticas: interjeição e palavras denotati-
vas.
Está ficando mais fácil? Essas articulações serão apro-
fundadas a partir do texto IV. Continue. É só um teste.
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
2) Errado. O vocábulo “travessura” não é adjetivo. É subs-
tantivo.
3) Errado. O vocábulo “danação” (derivado do verbo danar) é 
substantivo. Reveja: danação eterna (substantivo + adjetivo).
4) Errado. Veja que a primeira ocorrência da palavra que 
não retoma antecedente. No caso, é uma conjunção inte-
grante. Já a segunda ocorrência da palavra que retoma o 
antecedente “um padre”. É pronome relativo.
5) Certo. Para e com são preposições essenciais.
6) Certo. Isso (pronome demonstrativo) e o = aquilo (prono-
me demonstrativo).
7) Certo. Que (conjunção integrante – Creio que o vinho era 
bom. Lembre-se de que o advérbio “sim” substitui a ora-
ção “que o vinho era bom”. Por isso, o advérbio “sim” tem 
função vicária); “Mas” (conjunção adversativa). Ambas são 
conectivos oracionais.
8) Errado. Locução adjetiva é aquele termo preposicionado 
que caracteriza o substantivo. É o caso de “vinho de missa” 
(substantivo + locução adjetiva). Já em “guardado numa ade-
ga”, temos locução adverbial de lugar modificando o verbo.
QUESTÃO 4
1) Certo. Lembre-se:
SUBSTANTIVO (Palavra nuclear) – Do ponto de vista 
semântico, o substantivo é a palavra que denomina os 
seres em geral.
Morfossintaxe:
O substantivo (ou palavra com valor substantivo funcio-
nará sempre como núcleo dos termos). Observe:
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Ex.: Nossos ídolos ainda são os mesmos. (núcleo do su-
jeito)
 Encontramos os livros na estante. (núcleo do objeto 
direto)
 Todos carecem de respeito. (núcleo do objeto indireto)
 As informações são úteis ao povo. (núcleo do com-
plemento nominal)
 As estrelas pareciam grandes olhos azuis. (núcleo do 
predicativo do sujeito)
 A criança foi avistada pelo diretor. (núcleo do agente 
da passiva)
 Naquela tarde, lembrei-me dos bons momentos. (nú-
cleo do adjunto adverbial)
2) Errado. O substantivo “terreno” é núcleo do objeto direto 
(complemento do verbo “oferece”), ao passo que o substan-
tivo “país” é núcleo do sujeito do verbo “recebe”.
LEMBRE-SE
Quando comandos de questões tratarem do paralelismo 
sintático, as palavras ou termos destacados deverão 
exercer a mesma função sintática. Observe:
Há paralelismo sintático no que concerne aos substan-
tivos destacados no texto abaixo:
“A moça entrou e viu o corpo estendido no chão. Ela 
não esperava viver tal situação.”
(Ambos exercem a função sintática de OBJETO DI-
RETO, respectivamente, dos verbos “viu” e “viver”)
3) Certo. Relembremos a classificação dos substantivos:
•	 Comum – designa todos os seres de uma mesma espé-
cie. Ex.: mesa, porta.
•	 Próprio – designa determinado ser de uma espécie. Ex.: 
Fortaleza, Código Civil.
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
•	 Concreto – indica os nomes de lugares, pessoas, animais 
e coisas. Ex.: Deus, livro.
•	 Abstrato – indica qualidade (ex.: beleza), sentimento(ex.: amor), sensações (ex.: dor), ações (ex.: análise) ou 
estados (ex.: morte).
•	 Primitivo – é o substantivo que não nasce de outra 
palavra. Ex.: rio, alma, saudade.
•	 Derivado – é o substantivo que se forma a partir de 
outra palavra. Ex.: velocidade
•	 Simples – formado por uma só palavra. Ex.: noite, sol, 
praça, Deus.
•	 Composto – formado por mais de uma palavra. Ex.: 
girassol, beija-flor.
•	 Coletivo – indica uma reunião, uma coleção de seres de 
uma mesma espécie. Ex.: acervo (obras de arte); bando 
(aves, crianças).
 OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
Chamam-se substantivos abstratos aqueles que designam 
como seres determinadas noções, estados e qualidades. 
De um papel, de um pano, de uma nuvem, abstrai-se a 
ideia de brancura. Brancura é, assim, um substantivo 
abstrato. Da ideia de morrer, tira-se a ideia de morte. Já os 
substantivos concretos designam os seres propriamente 
ditos, ou seja, os nomes de pessoas, de lugares, de um 
gênero, de uma espécie: mulher, cão, Câmara, vila, João, 
Ilhéus.
4) Errado. A palavra ser tem valor de legítimo substantivo e é 
sinônimo de homem, pessoa, criatura, indivíduo. Observe 
a diferença: “O correr da moça impressionou-me” (verbo 
usado substantivamente). Portanto, 
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 LEMBRE-SE
 Todo verbo tem uma forma que pode ser usada subs-
tantivamente: é o infinitivo. Embora haja o substan-
tivo queda, pode-se dizer também ao cair da tarde. 
O infinitivo pode ser tratado, na mesma frase, como 
substantivo e como verbo, conforme na frase Aquele 
não falar-lhe era o que mais doía. Embora o infinitivo 
tenha suas próprias desinências, pode não raramente 
adotar o plural de um substantivo. Vejam-se estas duas 
frases, cada uma delas com uma forma de plural: “O que 
havia mais sério nas agressões de Montepoliziano era o 
envolverem uma ofensa pessoal ao infante” (Herculano); 
“Em um desses volveres do espírito à obra começada” 
(Alencar). Não são raros os infinitivos encontrados mais 
como substantivos: o vagar, o volver, etc.
5) Errado. É substantivo epiceno (mosquito macho e mosquito 
fêmea).
ENTENDA MELHOR
•	 Gêneros
 – masculino: gato, homem
 – feminino: gata, mulher
 ATENÇÃO
Alguns substantivos têm um único gênero: são os subs-
tantivos uniformes.
–	 comum de dois gêneros (o balconista / a balconista)
–	 epiceno (baleia macho / baleia fêmea)
–	 sobrecomum (a vítima / a testemunha)
•	 Número
 – singular: pedra, mar
 – plural: pedras, mares
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
•	 Graus
 – aumentativo analítico: casa – casa enorme
 – aumentativo sintético: casa – casarão
 – diminutivo analítico: casa – casa pequena
 – diminutivo sintético: casa – casinha/casebre
6) Errado. A segunda e a sexta ocorrências são exemplos de 
preposições (apenas conectam palavras), uma vez que não 
definem substantivos femininos.
Uma lição sobre o artigo:
ARTIGO é a palavra que se coloca antes do substan-
tivo para determiná-lo (ou indeterminá-lo) e também 
para indicar-lhe o gênero e o número.
Morfossintaxe:
O artigo, como acompanha o nome, será sempre adjunto 
adnominal.
Ex.: O jagunço trouxe um animal.
 No Brasil, todos desconfiam dos políticos.
 ATENÇÃO
O artigo sempre concorda em gênero (masculino/femini-
no) e número (singular/plural) com o substantivo a que 
se refere.
Artigos definidos: O, A, OS, AS.
Artigos Indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS.
Substantivação
Toda palavra ou expressão que apresentar artigo antes de 
si passa a ser considerada substantivo. Esse processo é o que 
se chama substantivação ou derivação imprópria.
Ex.: O sonhar é importante. (Classe gramatical: SUBSTAN-
TIVO/ Função sintática: NÚCLEO DO SUJEITO)
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
1. Além de suas formas simples, os artigos definidos apre-
sentam formas em que se combinam com as preposições 
a, de, em, por, o que dá origem a ao, do, nas, pelos, etc.
2. Quando o artigo definido feminino (a, as) se combina 
com a preposição a, forma-se a crase, encontro de duas 
vogais idênticas, escritas uma ao lado da outra no por-
tuguês arcaico (aa) e hoje representadas com um acento 
grave (à): Elas chegaram cedo à cidade.
3. Os artigos indefinidos combinam-se com as preposi-
ções em e de, o que dá origem a num, numa, nuns, 
numas, dum, duma, etc.
4. Antes de nomes próprios de pessoa, a presença do 
artigo é de uso coloquial e familiar: “O João está?”, 
“A Maria já foi embora”, dando também conotação de 
informalidade o uso do artigo anteposto aos adjetivos 
possessivos, como em o meu pai, a nossa menina, etc. 
Em contrapartida, a omissão do artigo, nesses casos, 
dá à frase um toque de elegância.
5. Também se omite o artigo antes de certas expressões 
de tratamento, antes de palavras como terra e bor-
do quando usadas como antônimos (Os passageiros 
vieram de bordo para terra) e antes da palavra casa, 
quando não se refere a uma moradia específica (Che-
gou cedo a casa). Alguns nomes de cidade são empre-
gados com artigo (o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto; 
opcionalmente, o Recife).
7) Certo. Veja a diferença: “violência urbana” (uma palavra 
apenas caracteriza o substantivo), “áreas de risco” (expres-
são preposicionada caracteriza o substantivo).
 Mais uma lição:
ADJETIVO é a palavra que acompanha o substantivo para 
indicar as qualidades ou características desse substantivo.
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Morfossintaxe:
O adjetivo pode funcionar como adjunto adnominal ou 
nome predicativo. Analise cuidadosamente os seguintes pe-
ríodos:
1. O progresso material não acontece repentinamente. 
(Adjunto adnominal)
2. Nossos sonhos parecem impossíveis. (Predicativo do 
sujeito)
3. Considero sua atitude infantil. (Predicativo do objeto)
LEMBRE-SE
A função de predicativo também pode ser exercida 
pelo substantivo.
Ex.: A comunicação é uma necessidade vital. (Classe 
gramatical: SUBSTANTIVO./ Função sintática: NÚ-
CLEO DO PREDICATIVO DO SUJEITO)
Locução adjetiva
É toda expressão (em geral formada de: preposição + subs-
tantivo) que exerce função de adjetivo, isto é, caracteriza o 
substantivo. Sintaticamente, funciona como adjunto adnominal.
Ex.: O sonho de criança me emociona. (de criança = pue-
ril, infantil)
Substantivação do adjetivo
É bastante comum a utilização do adjetivo como subs-
tantivo. Esse fato ocorre quando, antes do adjetivo, coloca-se 
um artigo.
Ex.: Os desobedientes devem ser punidos. (Classe gra-
matical: SUBSTANTIVO./Função sintática: NÚCLEO 
DO SUJEITO)
Flexões do adjetivo
•	 Gêneros
 – masculino: novo, franco
 – feminino: nova, franca
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
•	 Números
 – singular: útil, lenta
 – plural: úteis, lentas
Graus
Comparativo
•	 de inferioridade
 Ex.: Ele é menos MAGRO que você.
•	 de igualdade
 Ex.: Ele é tão MAGRO quanto você.
•	 de superioridade (analítico e sintético)
 Ex.: Seu pai é mais experiente (analítico) que o meu. 
Suas dificuldades são menores (sintético) que as mi-
nhas. (Lembre-se de que “menores” corresponde a “mais 
pequenas” – em desuso – ; por isso fala-se em grau de 
superioridade).
Superlativo
•	 relativo de superioridade (analítico e sintético).
 Ex.: Ela é a mais bela das moças.
 Ele recebeu o maior dos elogios.
•	 relativo de inferioridade
 Ex.: Aquela moça era a menos simpática de todas.
•	 absoluto analítico
 Ex.: Aquele artista era muito negro.
•	 absoluto sintético
 Ex.: Aquele artista era nigérrimo.
 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
1. Reforçando, o adjetivo diz-se substantivado quan-
do, antecedido de um determinativo (geralmente 
um artigo), não funciona como termo determinante 
de nenhum substantivo: odesagradável da situação 
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
(comparar com “uma situação desagradável”, em que 
“desagradável” funciona como adjetivo).
2. O adjetivo pode ser substituído por palavras ou ex-
pressões de outra classe gramatical, bem como por 
orações:
•	 O rio gigante (substantivo em função de adjetivo);
•	 A poltrona sem comodidade (locução formada por 
preposição + substantivo, substituível por “incô-
moda”);
•	 A escrita que não se consegue ler (oração de valor 
adjetivo, equivalendo a “ilegível”).
3. Os adjetivos que se referem a continentes, países, re-
giões, estados, cidades, províncias, vilas e povoados 
denominam-se pátrios (europeu, alemão, amazônico, 
paraense, campista, minhoto, etc.); os que se aplicam 
a raças ou povos, denominam-se gentílicos (latino, ger-
mânico). Os sufixos -ês ou -ense, -ão ou –ano são os 
mais usados para a formação de adjetivos pátrios e 
gentílicos. Nos adjetivos pátrios compostos, o primeiro 
elemento assume forma alatinada, em geral reduzida: 
anglo-germânico, austro-húngaro, euro-asiático, fran-
co-italiano, greco-latino, hispano-americano, indo-eu-
ropeu, ítalo-suíço, galaico-português, luso-brasileiro, 
sino-soviético.
Entendeu?
8) Errado. Em “O Brasil deu um passo adiante para conviver 
com o mal” (l. 30), temos artigo indefinido (diferente de “O 
Brasil deu apenas um passo”, em que teríamos numeral), e 
em “Manaus registrou 58 ocorrências de dengue hemorrá-
gica”, temos, sim, numeral. Vejamos:
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
NUMERAL é toda palavra que indica quantidade, número 
de ordem, múltiplo ou fração.
Ex.: Ele venceu cinco partidas. (quantidade)
 Não teremos a sexta aula. (ordem)
 Ele gastou o cêntuplo que você. (múltiplo)
 Dois terços das pessoas vieram. (fração)
Morfossintaxe:
Numeral substantivo (substitui o substantivo) = núcleo 
dos termos.
Numeral adjetivo (acompanha o substantivo) = adjunto 
adnominal.
Ex.: Os dois devem procurar a tesouraria. (Núcleo do su-
jeito)
 Os três navios naufragaram. (Adjunto adnominal)
• Numerais Cardinais: indicam uma quantidade de seres.
 Ex.: Ele conhece os sete pecados capitais.
• Numerais Ordinais: indicam a posição que um deter-
minado ser ocupa em uma sequência, em uma série.
 Ex.: O Brasil é considerado a oitava potência mundial?
•	 Numerais Multiplicativos: indicam o aumento propor-
cional da quantidade.
 Ex.: Teremos o triplo de ações no próximo semestre.
•	 Numerais Fracionários: indicam a divisão proporcional 
da unidade.
 Ex.: Três centésimos de professores estão insatisfeitos. 
Leitura dos numerais
Na indicação de reis, papas, séculos, capítulos e outros, 
sempre que o numeral vier depois do substantivo, deve-se usar 
os ordinais até dez (primeiro, segundo, ... décimo) e a partir 
daí deve-se usar os cardinais (onze, doze, etc.).
Ex.: século III (terceiro), século XI (onze), capítulo X (dé-
cimo), Carlos V (quinto).
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
1. Figuradamente, o numeral pode expressar número 
indeterminado, como, por exemplo, na frase: “Já lhe 
disse isso mais de mil vezes.”
2. Em datas, quando se trata do primeiro dia do mês, 
dá-se preferência ao ordinal: primeiro de janeiro (e 
não um de janeiro).
QUESTÃO 5
0) Certo. Veja que em “nem pela fogueira a qual acendeu mi-
nha face esquerda”, a palavra que pode ser substituída pela 
forma a qual e retoma o antecedente a fogueira (sujeito 
da forma verbal “acendeu”). Portanto, esclareçamos alguns 
detalhes:
PRONOME é a palavra que acompanha ou substitui o 
substantivo.
Morfossintaxe:
Pronome substantivo (substitui o nome): núcleo dos 
termos.
Pronome adjetivo (acompanha o nome): adjunto adno-
minal.
Ex.: Todos lhe disseram a verdade. (Núcleo do sujeito e 
do objeto indireto, respectivamente)
 Nossos assessores entregaram aquele relatório. (Ad-
juntos adnominais)
O PRONOME RELATIVO pode exercer diferentes funções 
sintáticas:
1. O pintor apresentou os quadros que estavam sobre a 
mesa. (O que substitui o antecedente “quadros” e tem função 
sintática de SUJEITO do verbo “estavam”).
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
2. O pintor apresentou os quadros que você comprou. (O 
que substitui o antecedente “quadros” e tem função sintática 
de OBJETO DIRETO do verbo “comprou”).
1) Errado. Nesse caso, temos PARTÍCULA EXPLETIVA ou de 
realce.
Que partícula é essa, professor Fernando Moura?
É aquela que pode ser retirada sem prejuízo sintático. 
Mas lembre-se: se retirada, haverá prejuízo semântico, pois 
deixaremos de realçar um termo. Expliquemos melhor.
O trecho ‘‘Foi com disfarçada alegria que eu senti a mão 
do Mano sobre o meu ombro” pode ser reescrito da seguinte 
maneira: “Com disfarçada alegria foi que eu senti a mão do 
Mano sobre o meu ombro”. Ao se retirar o termo em negrito, 
obtém-se: ‘‘Com disfarçada alegria eu senti a mão do Mano 
sobre o meu ombro”. Houve algum prejuízo sintático? Não. As 
palavras “foi” e “que” são, portanto, elementos expletivos e não 
apresentam função morfossintática.
2) Certo. Observe: “... mas até que ponto isso lhe (objeto indi-
reto) dá (verbo transitivo direto e indireto: quem dá dá algo 
a alguém) direito (objeto direto) de escravizar (verbo transi-
tivo direto: quem escraviza escraviza algo) o meu corpo e 
a minha consciência?’’ (de os escravizar ou escravizá-los).
LEMBRE-SE
Os pronomes O, A, OS, AS substituem o objeto direto.
Ex.: Estabeleci os rumos da sua ação./ Estabeleci-os.
Já o pronome LHE pode ter as seguintes funções sintáticas:
1. Objeto indireto: Transmiti-lhe a mensagem. (Com-
plemento do verbo “Transmiti”).
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
2. Adjunto adnominal: Fechei-lhe a porta na cara. (Fechei 
a porta na sua cara). Tem valor de pronome possessivo. 
Portanto, é ADJUNTO ADNOMINAL do substantivo “cara”.
3. Complemento nominal: Meu papel lhe é útil. (Subor-
dinado ao adjetivo “útil”/ lhe = a ele).
3) Errado. É transitivo direto. O objeto direto aparece depois da 
interrupção: “Pela primeira vez eu contestei, ainda que só para 
mim mesmo, esse direito...” (quem contesta contesta algo).
Então, vejamos:
VERBO é a palavra que designa processo (ação, estado, 
mudança, aparência, fenômeno da natureza)
Morfossintaxe:
O verbo funciona como núcleo do predicado. Exceção: 
verbo de ligação (função conectiva).
Ex.: As crianças sorriam no parque. (Verbo intransitivo: 
núcleo do predicado verbal)
 Um bêbedo solitário atravessou a rua. (Verbo transi-
tivo direto: núcleo do predicado verbal)
 A situação parece tranquila. (Verbo de ligação: o pre-
dicativo funciona como núcleo do predicado)
4) Certo. No trecho, os termos destacados modificam o valor 
semântico do verbo “batera”. Observe: Nunca (advérbio de 
tempo) me batera – batera de mão aberta (locução adverbial 
de modo/ preposicionada) – batera em plena cara (locução 
adverbial de lugar/preposicionada).
LEMBRE-SE
ADVÉRBIO é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo 
ou outro advérbio, pois exprime circunstância (de tem-
po, lugar, modo, etc.)
Existem, portanto, advérbios indicadores de:
•	 Modo – Tristemente um balão solitário caiu no meio da 
avenida.
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
•	 Tempo – Hoje ouvi um diálogo entre as nuvens.
•	 Afirmação – Sim, eu já vou embora.
•	 Lugar – Lá na cidade é tudo tão alto.
•	 Negação – Não deixou de sofrer tão cedo.
•	 Intensidade – Choveu bastante.
•	 Dúvida – O sol talvez permaneça fora mais um pouco.
•	 Interrogação – Ficou só para saber onde guardaria os 
velhos retratos.
Morfossintaxe:
O advérbio e as locuções adverbiais funcionam, sintatica-
mente, como adjuntos adverbiais de acordo coma circuns-
tância que exprimem.
Encontraremos nossos metais amanhã. (Classe gramatical: 
ADVÉRBIO/ Função sintática: ADJUNTO ADVERBIAL DE TEMPO)
Locução adverbial
Expressão formada por mais de uma palavra, preposi-
cionada, com valor de advérbio (circunstância). Sintati-
camente, é adjunto adverbial.
Ex.: À noite os assaltantes invadiram a residência do em-
baixador. (locução adverbial de tempo)
 Cumpriu de bom grado as tarefas que lhe confiaram. 
(locução adverbial de modo)
 Avistava-se de longe uma belíssima cachoeira. (lo-
cução adverbial de lugar)
 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
1. Advérbios interrogativos. São palavras ou expressões 
que, nas interrogações diretas ou indiretas, indicam cir-
cunstâncias de causa (Por que não dizes a verdade? Que-
ro saber por que não dizes a verdade), lugar (Onde mora 
sua irmã? Não sei onde mora sua irmã), modo (Como 
passa você? Diga-me como passa você) e tempo (Quando 
prestarás exame? Quero saber quando prestarás exame).
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
2. Advérbios em “mente”. Quando dois ou mais advér-
bios em “mente” modificam a mesma palavra, costu-
ma-se conservar o sufixo apenas no último da série. 
Ex.: Discursou lógica e serenamente.
3. Palavras de classificação à parte. A Nomenclatura Gra-
matical Brasileira deu classificação à parte a determinadas 
palavras habitual e impropriamente incluídas entre os 
advérbios. Na verdade, são chamadas de palavras deno-
tativas. Palavras que denotam, entre outras circunstân-
cias, continuação (Mas você ainda não sabe da novidade... 
Então é certo que ele ficou zangado?), designação (Eis-me 
aqui), exclusão (Todos saíram, menos eu. Salvo Antônio, 
todos concordam), explicação (Os batráquios, a saber, os 
sapos, rãs e pererecas... O Brasil, isto é, o maior país da 
América do Sul...), inclusão (Mesmo os mais avisados po-
dem errar. Inclusive os mais velhos não souberam como 
agir), realce (Eu cá não me incomodo. Ele é que sabe), 
retificação (Encontrei quinze, aliás, vinte pessoas. Passou 
toda a tarde tocando, digo, arranhando o violino).
5) Certo. A preposição corresponde a um conectivo nominal, 
uma vez que sua função precípua é conectar palavras. Já a 
conjunção tem a função precípua de conectar orações (conec-
tivo oracional, portanto). Observe: ‘‘Tá certo / que (conjunção) 
a mãe me pôs sob (preposição) os cuidados dele/ (...) mas 
(conjunção) até que ponto isso lhe dá direito de escravizar 
o meu corpo e a minha consciência?’’. 
 SAIBA MAIS
Afinal, qual a diferença entre preposição e conjunção?
PREPOSIÇÃO é a palavra que liga palavras (ou orações 
– com conjunção implícita), subordinando-as.
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Observe os exemplos de ligação:
•	 subordinando palavras:
 Voou até o Sol com a notícia.
 Nós víamos folhas de papel prontas para nossas canetas.
•	 subordinando orações: apenas as subordinadas reduzi-
das de infinitivo são ligadas à oração principal por meio 
de preposição. Nesse caso, a conjunção fica implícita.
 César gostaria apenas de fechar os olhos.
 (Observe a conjunção implícita: “César gostaria apenas 
de que fechasse os olhos”).
Morfossintaxe:
A preposição NÃO TEM FUNÇÃO SINTÁTICA. Funciona 
apenas como CONECTIVO.
Locução prepositiva
Expressão com valor de preposição, normalmente as lo-
cuções prepositivas terminam em preposições: para com, 
por sobre, exceto em, acima de, abaixo de, junto a, quanto 
a, à procura de, à moda de, à disposição de, não obstante, 
apesar de, graças a, etc.
 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
1. Em português, as preposições introduzem os objetos 
indiretos (dar um livro a alguém), excepcionalmente 
também os objetos diretos (amar a Deus), os comple-
mentos nominais (medo de chuva), os adjuntos adno-
minais (mesa de vidro), os adjuntos adverbiais (fugir 
com pressa) e, às vezes – o que constitui uma anomalia 
sintática –, os predicativos (tachou-o de ignorante).
2. Um traço característico das preposições em língua 
portuguesa é que somente elas têm o privilégio de 
introduzir as formas pronominais mim, ti e si, como 
nos exemplos: Veio a mim./ Entre mim e ti não pode 
haver nada./ E ela fala por si.
3. As preposições portuguesas classificam-se em:
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
 3.1. Essenciais, herdadas diretamente do latim (a, ante, 
com, contra, de, em, entre, per, por, sem, sob, sobre, 
trás), ou indiretamente, como resultado da aglutinação 
de duas ou mais preposições latinas (após, até, desde, 
para, perante);
 3.2. Acidentais, provenientes de palavras que, providas 
de significação (nomes, verbos), transformaram-se em 
vocábulos gramaticais: afora, conforme, consoante, 
durante, exceto, fora, mais, mediante, menos, não 
obstante, salvo, segundo, senão, tirante, visto, etc.
4. Embora as preposições apresentem ampla variedade de 
usos diferentes no discurso, pode-se estabelecer para 
cada uma significação fundamental, aplicável aos cam-
pos espacial, temporal e nocional. Assim, a preposição 
com, por exemplo, exprime a ideia de uma situação de 
associação (mora com a mãe), enquanto ante, perante 
e após denotam uma situação em relação a um limite.
CONJUNÇÃO é a palavra que liga palavras e, principal-
mente, orações.
Ex.: Estamos aqui, mas não observaremos o material.
 A lei permite que o sujeito fique livre.
Morfossintaxe:
Como a preposição, a conjunção não tem função sintática. 
É apenas um CONECTIVO.
Uma preocupação de quem lê e escreve é ver se os conec-
tores estão empregados com precisão. A toda hora fazemos 
uso deles. Por isso, veja a seguir uma lista sucinta desses 
conectivos e suas respectivas funções. Classificam-se em co-
ordenativas e subordinativas.
As conjunções coordenativas dividem-se em cinco tipos:
•	 aditivas, que expressam ideia de soma:
 “O trabalho gera riqueza e produz alegria.”
 “Não hesitaremos nem desistiremos.”
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
•	 adversativas, que relacionam elementos contrastantes: 
“Foi a Roma, mas não viu o papa.”
•	 alternativas, que relacionam elementos excludentes: 
“Dinheiro demais ou é bênção ou maldição.”
 “Quer queiras, quer não queiras, irás comigo.”
•	 conclusivas, que exprimem ideia de conclusão:
 “Estudou bastante, logo deve ser aprovado.”
•	 explicativas, que exprimem explicação, motivo:
 “Não vás, porque te arrependerás.”
A Nomenclatura Gramatical Brasileira reconhece dez tipos 
de conjunção subordinativa:
•	 integrantes, que encabeçam orações que servem de 
sujeito, objeto, complemento nominal, predicativo ou 
aposto a outra:
 “É necessário que acabemos logo.”
 “Não sei se isto é válido.”
•	 causais, que justificam o exposto na oração anterior: 
“Os preços caíram porque cresceram as importações.” 
“Por que não vais a ele, se é tão amigo teu?”
•	 concessivas, que indicam um fato contrário à ação prin-
cipal, mas insuficiente para anulá-la:
 “Insistiu em sair, embora fosse tarde.”
•	 condicionais (se, caso, contanto que, etc.), que põem a 
oração subordinada em relação de condição, hipótese 
ou suposição para com a principal:
 “Caso viaje, não poderei estar contigo.”
•	 conformativas, que exprimem a conformidade da ora-
ção subordinada com a principal:
 “Esses dados, conforme já anunciado, são falsos.”
•	 finais, que iniciam orações indicativas da finalidade da 
principal:
 “Fale baixo, para que Marta não acorde.”
•	 proporcionais, que introduzem orações nas quais se 
menciona na subordinada um fato realizado ou a rea-
lizar-se simultaneamente com o da principal:
76
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
 “À medida que a cidade crescer, mais difícil será resolver 
seus problemas.”
•	 temporais, que iniciam uma oração subordinada indi-
cadora de circunstânciade tempo:
 “Quando estiveres irado, conta até dez.”
 “Mal chegou, foi começando a gritar.”
•	 comparativas, que ligam à principal uma subordinada 
que encerra comparação:
 “Nada é mais caro que a ignorância.”
•	 consecutivas, que iniciam uma oração na qual se indica 
consequência do que foi declarado na anterior:
 “Trabalhe sério, de modo que o respeitem.”
Vale a pena ressaltar que a INTERJEIÇÃO, palavra que 
exprime emoções, não tem função sintática.
•	 Viva! (alegria)
•	 Psiu! Fiquem atentos! (pedido de atenção)
•	 Tomara que Simone consiga! (desejo)
PODEMOS SINTETIZAR O NOSSO ESTUDO ASSIM:
• Funções substantivas – sujeito, complementos verbais 
(objeto direto, objeto indireto), complemento nominal, 
agente da passiva, aposto, predicativo, vocativo.
• Funções adjetivas – adjunto adnominal, predicativo.
• Função adverbial – adjunto adverbial.
QUESTÃO 6
0) Certo. Primeira regra: não coloque vírgula entre o sujeito e 
o verbo, entre o verbo e o sujeito. Se houvesse uma inter-
rupção, as entrevírgulas apareceriam: “... o Parque Nacio-
nal da Serra dos Órgãos, há vários séculos, abriga uma 
imensa reserva de Mata Atlântica”.
77
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
1) Certo. Leia o trecho com a vírgula: “Para se ter noção do 
risco que a Mata Atlântica corre, à época do descobrimen-
to do Brasil, a floresta apresentava uma área equivalente 
a um terço da Amazônia”. Não se sabe se a Mata Atlântica 
corre risco desde a época do descobrimento do Brasil, ou 
se à época do descobrimento do Brasil a floresta apresen-
tava uma área equivalente. Ficamos com a segunda inter-
pretação. Então, retiramos a vírgula após o substantivo 
“Brasil”.
2) Errado. Os termos “Estatísticas” e “70% da população bra-
sileira” são sujeitos, respectivamente, dos verbos “indi-
cam” e “vivem”. Lembre-se: vírgula proibida entre o sujeito 
e o verbo.
3) Certo. “Spix estudou a fauna; Von Martius (estudou) a flo-
ra”. Sempre que o verbo ficar subentendido (elipse verbal), 
a vírgula será obrigatória.
4) Errado. A vírgula entre o sujeito e o verbo é proibida.
5) Certo. Lembre-se: a vírgula é também questão de bom 
senso. Leia o trecho sem a vírgula: “... que auxiliou na 
demarcação da reserva mais de um século depois” (como 
se “reserva mais de um século depois” fosse uma uni-
dade semântico-sintática). O sentido (carga semântica) é 
alterado. A proposta é: “... que auxiliou na demarcação 
da reserva, (quando?) mais de um século depois”.
78
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
NÍVEL 1
Considerando as articulações morfossintáticas estudadas 
neste capítulo, julgue os itens a seguir:
1. Por não derivarem de outras palavras, os substantivos 
“flor”, “pedra” e “artista” são primitivos.
2. São concretos os substantivos que nomeiam divindades 
(Deus, anjos, almas) e seres fantásticos (fada, duende, 
saci), pois, existentes ou não, são sempre considerados 
seres com vida própria.
3. Em razão de designarem ideias ou conceitos, cuja existên-
cia está vinculada a alguém ou a alguma outra coisa, os 
substantivos “justiça”, “amor”, “trabalho” e “honra” são 
abstratos.
4. Os substantivos “criança” e “indivíduo” são comuns-de-
-dois-gêneros.
5. Substantivos próprios são sempre concretos e devem ser 
grafados com iniciais maiúsculas.
6. Alguns substantivos, quando mudam de gênero, alteram 
também a carga semântica. É o que ocorre nos seguintes 
exemplos: o cabeça (líder) x a cabeça (parte do corpo), o 
grama (unidade de medida) x a grama (planta).
7. Os substantivos “óculos”, “núpcias”, “pêsames” exigem 
determinantes – como artigos, pronomes, adjetivos, nu-
merais – somente no singular: o óculos, núpcias perfeita, 
meu pêsames.
8. Os substantivos “cartão” e “cartilha” estão flexionados, 
respectivamente, no grau aumentativo e no grau diminu-
tivo.
79
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
9. O plural de “primeiro-ministro” corresponde a “primei-
ros-ministros”.
10. Nas construções “Já encontramos os documentos neces-
sários” e “Eles são os que mais irritam”, há duas ocor-
rências do artigo definido masculino plural.
11. Em “Uma pessoa lhe telefonou” e “Uns e outros insetos 
faziam barulho na rua”, há duas ocorrências do artigo 
indefinido masculino plural.
12. É facultativo o uso do artigo com os pronomes possessi-
vos: “Sua intenção era das melhores” ou “A sua intenção 
era das melhores”.
13. Os substantivos “Bahia”, “Amazonas”, “Santa Catarina”, 
“Goiás” e “Andes” admitem o artigo.
14. Em “Ele falava com uma segurança que impressionava a 
todos”, o artigo indefinido tem a função de realçar (dar 
intensidade a) uma ideia.
15. Em “Toda a casa ficou alagada” e “Toda casa deve ter 
segurança”, há paralelismo semântico.
16. Na construção “Ambas as partes chegaram a um acordo”, 
o emprego do artigo definido é opcional.
17. Na frase “Visitei um artista cujos quadros são famosos”, 
falta artigo definido antes do substantivo “quadros”.
18. Nas construções “terno preto”, “prédio redondo”, “che-
que frio”, “pequena empresa”, os adjetivos designam, 
respectivamente, cor, forma, temperatura, proporção.
19. Se os poemas são heróis e cômicos, são “poemas herói-
-cômicos”.
20. Variam-se, em número, todos os elementos que com-
põem os seguintes adjetivos compostos: surdo-mudo, 
verde-mar, azul-marinho, cor-de-rosa.
21. O plural de “lente côncavo-convexa” corresponde a “len-
tes côncavas-convexas”.
22. O plural de “olho verde-lagoa” corresponde a “olhos ver-
de-lagoas”.
23. Em “Senadores são tão competentes quanto deputados”, 
o adjetivo “competentes” está no grau comparativo de 
80
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
igualdade, que pode ser determinado pelas locuções: 
tanto...quanto, ...assim como..., tão... quanto, ...do mesmo 
jeito que..., e outras variações.
24. Ao se utilizar do grau comparativo de superioridade (“A 
ciência é mais consciente do que a ideologia”) ou do 
grau comparativo de inferioridade (“A ideologia é menos 
consciente do que a ciência”), o redator pode dispensar 
a forma “do”, sem função morfossintática.
25. Em “conselho de mãe”, “dor de estômago” e “período da 
tarde”, os termos preposicionados constituem locuções 
adjetivas.
26. Em “É óbvio que isto é melhor que aquilo!”, há dois pro-
nomes demonstrativos.
27. No trecho “Fui professora durante minha juventude, mas 
já não o sou agora”, o vocábulo destacado corresponde 
a um pronome demonstrativo com função catafórica.
28. Na construção “Fá-lo-ei, libertarei o Brasil do domínio 
português”, o vocábulo destacado corresponde a um 
pronome demonstrativo com função anafórica.
29. Em “Os nossos sonhos estão perdidos de nós mesmos” 
e “Sei o que cabe a mim fazer”, os pronomes “nós” e 
“mim” são oblíquos tônicos.
30. Na frase “O artista se matou hoje pela manhã”, o pronome 
“se” indica reflexivização do verbo.
31. Em “O deputado e o delegado se entenderam depois do 
conflito”, o pronome “se” indica reflexivização e recipro-
cidade.
32. A construção “Vossa Majestade deveis exigir a manifes-
tação de vossos súditos” está em consonância com a 
norma culta da língua portuguesa.
33. Em “Certos objetos chegam na hora certa”, os vocábulos 
“Certos” e “certa” apresentam igual função morfossintá-
tica.
34. Na construção “Ela me mostrou uma página de que eu 
gostei”, o vocábulo “que” funciona como pronome rela-
tivo.
81
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
35. Em “Quem editou este artigo?”, o vocábulo destacado 
constitui pronome interrogativo substantivo.
36. No enunciado “Muito já fiz”, destacou-se advérbio de 
intensidade.
37. Caso se substitua o objeto direto na construção “É impor-
tante definir as estratégias”, obter-se-á, em estiloformal 
culto, a construção “É importante definí-las”.
38. Caso se substitua o objeto direto na construção “É ne-
cessário destruir a prova”, obter-se-á, em estilo formal 
culto, a construção “É necessário destruí-la”.
39. Em “Às vezes, as palavras possuem duplo sentido” e em 
“Arrecadou-se o triplo dos impostos relativos ao ano 
passado”, registraram-se numerais multiplicativos.
40. As expressões “às pressas, à toa, às cegas, às escuras, 
às vezes, de quando em quando, de vez em quando, à 
direita, à esquerda, em vão, frente a frente, de repente, 
de maneira alguma”, usadas em textos diversos, são lo-
cuções adverbiais.
41. Algures (= em algum lugar), alhures (= em outro lugar), 
nenhures (= em nenhum lugar) são, do ponto de vista 
morfológico, advérbios.
42. Em “Nunca fui vadio e jamais traí meus compatriotas”, 
“Nunca” e “jamais” servem de advérbios temporais ou 
de negação.
43. Nas construções “Havia pouco entusiasmo no local” e “O 
atleta dormiu pouco durante a noite”, a palavra “pouco”, 
nas duas ocorrências, exerce igual função morfossintá-
tica.
44. Na frase “A sociedade agiu contra a ética”, o vocábulo 
“contra” classifica-se como preposição essencial.
45. Em “Agimos conforme a atitude deles”, “Obtiveram como 
resposta um bilhete” e “Ele terá que fazer o trabalho”, 
destacaram-se preposições acidentais.
82
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
46. Em “O presidente falou a respeito de crise econômica”, 
a estrutura “a respeito de” corresponde a uma locução 
prepositiva, assim como “junto de, por cima de, em cima 
de, acerca de, a fim de, apesar de, através de, de acordo 
com, em cima de, em vez de, junto de, à procura de, à 
busca de, à distância de, além de, antes de, depois de”, 
entre outras.
47. As construções “Isso não depende de o professor que-
rer” e “Isso não depende de ele querer” não estão em 
conformidade com o padrão culto da linguagem.
48. Nos trechos “Estivemos em São Paulo”, “Essas ginastas 
vieram do Japão”, “Recebeu a herança do avô paterno” e 
“Adquiriu roupas de lã”, as preposições indicam, respec-
tivamente, as ideias de lugar, origem, posse e matéria.
49. Em “Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és”, 
a palavra “que” corresponde a conjunção coordenativa 
aditiva.
50. Na construção “Como o calor estivesse forte, pusemo-
-nos a andar pelo Passeio Público”, a palavra “Como” 
corresponde a conjunção subordinativa causal e admite 
a substituição por “Porque” ou “Porquanto”.
NÍVEL 2
1. (Cespe) Todas as opções contêm associação correta en-
tre os vocábulos sublinhados e as respectivas classes 
gramaticais, exceto.
a) “havia uma efígie feminina estampada” / substantivo 
/ adjetivo / adjetivo.
b) “eles eram neutros, imponentes e prestigiados”/ adje-
tivo / adjetivo / adjetivo.
c) “há uma simbologia política brasileira” / substantivo 
/ adjetivo / adjetivo.
83
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
d) “conheci o numismata paulista Cláudio Amato”/ ad-
jetivo / adjetivo / substantivo.
e) “eram cenas tradicionais de sua paisagem” / substan-
tivo / adjetivo / substantivo.
2. (Cespe) Assinale a sequência correta no que se refere à 
classe gramatical dos vocábulos sublinhados no texto 
a seguir.
 Neologismo
 Beijo pouco falo menos ainda
 Mas invento palavras
 Que traduzem a ternura mais funda
 E mais cotidiana.
 Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
 Intransitivo:
 Teadoro, Teodora.
 (Manuel Bandeira)
a) verbo – advérbio – pronome – conjunção.
b) substantivo – advérbio – conjunção – conjunção.
c) verbo – pronome – pronome – preposição.
d) substantivo – pronome – conjunção – conjunção.
3. (Cespe) Leia o texto abaixo.
 Nosso século é o da aceleração tecnológica e científica, 
que se operou e continua a se operar em ritmos antes 
inconcebíveis. Foram necessários milhares de anos para 
passar do barco e remos à caravela ou da energia eólica 
ao motor de explosão; e em algumas décadas se passou 
do dirigível ao avião, da hélice ao turborreator e daí ao 
foguete interplanetário.
 No texto,
0) o sinal indicativo de crase, obrigatório antes de “cara-
vela” (l. 4), justifica-se pela ocorrência de um objeto 
indireto construído por um substantivo feminino.
84
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
1) as partículas “se”, presentes nas linhas 2 e 5, perten-
cem todas à mesma classe gramatical e desempenham 
igual função sintática.
2) há quinze substantivos, a maioria concretos, dos quais 
quatro estão qualificados por cinco adjetivos.
4. (Cespe) Tomando como parâmetro a forma flexionada 
lugares-comuns, indique a opção em que os dois elemen-
tos dos dois substantivos compostos recebem a marca 
de plural.
a) cavalo-vapor / guarda-roupa.
b) decreto-lei / matéria-prima.
c) salvo-conduto / vice-diretor.
d) comandante-em-chefe / marca-d’água.
e) surdo-mudo / bem-falante.
5. (Cespe) Assinale a opção em que o plural do substantivo 
composto está incorreto.
a) Os funcionários fizeram muitos abaixo-assinados so-
licitando reformas.
b) Os salários-família recebidos pelos funcionários são 
insuficientes.
c) Os guardas-livros organizavam informações que hoje 
estão nos computadores.
d) Os recém-nascidos têm direito ao leite materno.
e) Os bancos precisam de guardas-noturnos competentes.
6. (Cespe) Assinale a opção correta em relação ao plural 
das palavras compostas.
a) Era prodigioso contemplar as vitória-régias.
b) Os cravos vermelho-crepúsculos pareciam artificiais.
85
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
c) Borboletas azuis-marinho sobrevoam o lagoão fecha-
do.
d) As pétalas recém-abertas estavam de um branco finís-
simo.
e) São inesquecíveis os pôr-do-sol da Amazônia!
7. (Cespe) Em “Também tem marcas em código braile”.
a) falta o acento no verbo, pois o sujeito é plural.
b) com a substituição da forma verbal pelo haver, ter-se-ia 
a forma hão.
c) braile é adjetivo.
d) há advérbio de modo.
e) o sujeito é indeterminado.
8. (Cespe) Marque a opção em que todas as palavras são 
adjetivos e estão separadas, corretamente, em sílabas.
a) as-sis-tên-cia / dig-no / hu-mi-lha-ção.
b) con-stran-gi-do / a rro-gan-tes / re-a-lis-ta.
c) in-te-lec-tual / e-fe-ti-vo / cor-ru-pto.
d) ad-mi-ra-dís-si-mo / res-pei-tá-veis / i-nin-ter-rup-to.
e) a-dmi-ti-mos / sub-me-ti-dos / con-vin-ha.
9. (Cespe) Observe:
 Na acolhedora Barcelona, deparávamos sempre com um 
sorriso alegre ou um olhar bondoso do povo espanhol.
 Da frase acima, são adjetivos todas as palavras da alter-
nativa:
a) acolhedora, deparávamos, sempre, sorriso.
b) sempre, sorriso, alegre, povo.
c) deparávamos, alegre, bondoso, espanhol.
d) acolhedora, alegre, bondoso, espanhol.
86
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
10. (Cespe) Assinale a opção correta.
a) Espécim é singular de “espécimes”.
b) O antônimo de “bem-feito” é mau-feito.
c) “três” é número ordinal.
d) “tecnologia” é palavra trissílaba.
e) Em “a mais moderna do mundo”, há adjetivo no grau 
superlativo relativo.
11. (Esaf) Assinale a opção incorreta quanto ao emprego do 
adjetivo.
a) dor cervical – dor no pescoço.
b) paisagem insular – paisagem da ilha.
c) estratégia bélica – estratégia de guerra.
d) corpo docente – corpo de professores.
e) fisionomia simiesca – fisionomia de cão.
12. (Esaf) Assinale a alternativa que apresenta erro no nu-
meral indicado nos parênteses em relação aos números 
incluídos nas frases:
a) Na lista dos aprovados, seu nome apareceu no 389º 
lugar. (trecentésimo octogésimo nono).
b) O capítulo XIII do romance contém revelações surpre-
endentes sobre o enredo. (treze).
c) Ata da 56ª sessão ordinária do condomínio Edifício 
Bela Morada.(quinquagésima sexta).
d) Foram doados à Biblioteca Municipal 660 obras de es-
critores brasileiros. (seiscentos e sessenta).
e) O Artigo 196 da Constituição Federal refere-se ao di-
reito à saúde. (cento e noventa e seis).
13. (Esaf) “A educação é direito de todos e dever do Estado 
e da Família.”
 A palavra sublinhada na frase acima classifica-se como 
pronome.
87
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
a) relativo.
b) indefinido.
c) possessivo.
d) demonstrativo.
e) pessoal.
14. (Cespe) Flexione o verbo “fazer”:
 I – No gerúndio.
 II – Na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do in-
dicativo.
 III – Na 1ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do 
indicativo.
 IV – No particípio.
 V – Na 2ª pessoa do singular do futuro do presente do 
indicativo.
 As formas obtidas estão dispostas em ordem alfabética:
a) V – I – III – IV – II.
b) IV – III – II – I – V.
c) V – III – IV – II – I.
d) III – I – IV – II – V.
e) V – I – IV – II – III.
15. (Cespe) Indique a opção com a associação correta entre 
as palavras grifadas e as classes gramaticais respectivas 
à direita.
a) muito pouco / pouco tempo – pronome / pronome.
b) muito tempo / nenhuma censura – pronome / advérbio.
c) alguns milhões / mais terrível – advérbio / advérbio.
d) pouco tempo / mais terrível – advérbio / pronome. 
e) mais inviolável / mais honra – advérbio / pronome. 
88
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
16. (Esaf) Assinale a opção que preenche corretamente as 
lacunas.
 I – O assunto __________ o qual se vai pesquisar será 
definido por todos.
 II – Os manifestantes retiram-se da praça __________ 
protesto.
 III – Aberto o malote, o diretor recomendou que as cartas 
fossem colocadas __________ sua mesa.
a) sobre / sob / sobre.
b) sob / sob / sobre.
c) sob / sobre / sob.
d) sob / sob / sobre.
e) sobre / sob / sob.
17. (Cespe) “Nós merecemos a morte, porque somos huma-
nos.”
 Começando o período com a segunda oração, conservando 
o mesmo sentido, teríamos:
a) Nós somos humanos, portanto merecemos a morte.
b) Nós somos humanos, embora mereçamos a morte.
c) Nós somos humanos, porque merecemos a morte.
d) Nós somos humanos, para merecermos a morte.
e) Nós somos humanos, se merecermos a morte.
18. (Cespe) No exemplo anterior, já fizemos da oração causal 
a principal, a outra, para conservar o mesmo sentido 
teve que ser:
a) conclusiva.
b) concessiva.
c) explicativa.
d) final.
e) condicional.
19. (Esaf) Marque a alternativa que contém conjunção su-
bordinativa condicional.
89
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
a) Melhoramos nosso trabalho, à medida que nos esfor-
çamos mais.
b) Embora não estivesse com razão, continuava argumen-
tando.
c) Repare todos os dados, para fazermos os cálculos das 
despesas.
d) Por não dispor de tempo, ainda não consegui visitá-lo.
e) Caso seja aprovado e contratado, continuarei meus 
estudos.
20. (FCC) Sem dúvida, ele tem um ar muito inocente; con-
tudo, algo me diz que é um mentiroso.
 Comece com: Algo me diz que ele é...
a) desde que tenha
b) se tiver
c) embora tenha
d) caso tivesse
e) dado que tem
21. (FCC) Fez uma dieta tão violenta, que emagreceu vinte 
quilos em um mês.
 Comece com: Emagreceu...
a) sem ter feito
b) embora fizesse
c) quando fez
d) desde que fizesse
e) por ter feito
90
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
22. (FCC) Diga-me a verdade, ou não nos falaremos mais.
 Comece com: Não nos falaremos...
a) porquanto
b) posto que
c) nem que
d) a não ser que
e) de modo que
23. (FCC) Se você preferir, podemos decidir isso depois.
 Comece com: Podemos...
a) quando
b) desde que
c) apesar de que
d) no entanto
e) logo que
24. (FCC) Abraçou-me com tal ímpeto, que não pude evitá-lo.
 Comece com: Não pude evitá-lo...
a) assim
b) quando
c) à medida que
d) então
e) porque
25. (FCC) Ela é muito jovem, mas sabe assumir responsabi-
lidades.
 Comece com: Ela sabe assumir responsabilidades...
a) mesmo
91
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
b) tanto que
c) desde que
d) visto que
e) para que
26. Assinale o período em que o lhe não tem valor de pro-
nome possessivo:
a) “... quase sentia morder-lhe a pele o frio úmido da 
madrugada...”
b) “A franja comprida ameaçava entrar-lhe pelos olhos 
bistrados.”
c) “A voz de Magô pareceu-lhe anônima.”
d) “Foi de olhos baixos que lhe acendeu o cigarro.”
e) “Um baque metálico decepou-lhe a palavra pelo meio.”
27. (Fuvest-SP) Selecione a alternativa que contém a forma 
adequada ao preenchimento das lacunas.
 Era para...falar...ontem, mas não...encontrei em parte 
alguma.
a) mim – consigo – o
b) eu – com ele – lhe
c) mim – consigo – lhe
d) mim – contigo – te
e) eu – com ele – o
28. (Cespe) Assinale a alternativa correta com relação ao 
uso do pronome pessoal:
a) Entre eu e ti existe um grande sentimento.
b) Isto representa muito para mim viver.
c) Com tu, passo os momentos mais felizes de minha 
vida.
92
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
d) Sempre lhe quis ao meu lado.
e) De fato, entre mim e ti, há sempre um clima de har-
monia.
29. (Cespe) Indique a opção em que um dos pronomes des-
tacados tem valor de adjetivo:
a) Não sei que diz aquele anúncio.
b) Já pensei em tudo o que ele disse.
c) De que se queixa o cliente?
d) Este livro é o que comprei ontem.
e) Acreditei que fosse outra pessoa.
30. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção em que há erro na subs-
tituição do termo destacado pelo pronome oblíquo:
a) não queria ver os irmãos/ não queria vê-los.
b) espalhara balões sugados pelo teto/ espalhara-os.
c) para que não desarrumassem a casa/ para que não a 
desarrumassem.
d) arrastando crianças surpreendidas/ arrastando-as.
e) olharam a aniversariante de modo mais oficial/ olha-
ram-lhe de modo mais oficial.
31. (Fuvest-SP) Assinale a opção que preenche corretamente 
as lacunas correspondentes.
 Eu _____ desconheço.
 Roubaram-_____ o carro.
 Os carros? Roubaram-_____.
 Não _____ era permitido ficar na sala.
 Obrigaram-_____ a sair daqui.
a) o, lhe, nos, lhe, nos
b) lhe, o, o, o, no
c) os, lhe, lhe, lhe
d) lhe, lhe, lhe, se, os
e) o, o, os, lhe, no
32. (FCC) Em todos os versos, o pronome destacado está 
corretamente classificado, exceto em:
93
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
a) Isto aqui não é Vitória nem é Glória do Goitá. Indefinido
b) O mar de nossa conversa precisa ser combatido. Pos-
sessivo.
c) Seu José, mestre carpina, que lhe pergunte permita. 
Pessoal.
d) Primeiro é preciso achar um trabalho de que viva. Re-
lativo.
e) Mas este setor de cá é como a estação dos trens. De-
monstrativo.
33. (FCC) Passando para a 2ª pessoa a frase “Sente-se, pegue 
sua prova, leia e restrinja-se a responder o que lhe foi 
proposto”, teremos:
a) Sente-se, pegue tua prova, lê-a e restringe-te a respon-
der o que lhe foi proposto.
b) Senta-te, pega tua prova, lê-a e restringe-te a responder 
o que te foi proposto.
c) Sentai-vos, pegai vossa prova, leia-a e restringi-vos a 
responder o que vos foi proposto.
d) Senta-te, pegue sua prova, leia-a e restringe-te a res-
ponder o que te foi proposto.
e) Senta-se, pegue sua prova, lede-a e restringi-vos a res-
ponder o que vos foi proposto.
34. (FCC) Para que não _____ equívocos quanto ao funcio-
namento da biblioteca _____ no quadro mural além de 
outros avisos, todos os horários de atendimento.
a) continuassem ocorrer, foi afixado.
b) continuassem a ocorrer, foi afixado.
c) continuasse a ocorrer, foi afixado.
d) continuassem a ocorrer, foram afixados.e) continuassem a ocorrerem, foram afixados.
94
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
35. (Cesgranrio) Assinale o período em que aparece forma 
verbal incorretamente empregada em relação à norma 
culta da língua.
a) Se o compadre trouxesse a rabeca, a gente do ofício 
ficaria exultante.
b) Quando verem o Leonardo, ficarão surpresos com os 
trajes que usava.
c) Leonardo propusera que se dançasse o minuete da 
corte.
d) Se o Leonardo quiser, a festa terá ares aristocráticos.
e) O Leonardo não interveio na decisão da escolha do 
padrinho do filho.
36. (FCC) Em todas as opções a lacuna pode ser preenchida 
pelo verbo indicado entre parênteses, no subjuntivo, 
exceto em:
a) Olhou para o cão, enquanto esperava que lhe _________ 
a porta. (abrir)
b) Por que foi que aquela criatura não _________ com fran-
queza? (proceder)
c) É preciso que uma pessoa se _________ para encurtar 
a despesa. (trancar)
d) Deixa de luxo, minha filha, será o que Deus ________. 
(querer)
e) Se isso me ________ possível, procuraria a roupa. (ser)
37. (FCC) Indique a opção em que o verbo está empregado 
corretamente.
a) Você já reouve o que lhe emprestou?
b) Quando nos vermos de novo, não seremos os mesmos.
c) Viemos agora neste instante porque vimos ontem e não 
o encontramos.
d) Se nós intervíssemos em seu discurso, ele nos exco-
mungaria.
95
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
e) Gastou o que tinha mas se prouve do essencial por 
meses.
38. (Cesgranrio-RJ) Assinale o item em que há erro de con-
jugação verbal em relação à norma culta da língua:
a) Era necessário que o governo impusesse medidas para 
baratear os produtos editoriais.
b) Se o trabalhador dispuser de adequadas bibliotecas, 
ter-se-á dado um importante passo para o desenvol-
vimento cultural do país.
c) Seria de todo desejável que a classe trabalhadora se 
entretivesse mais com a leitura de livros e revistas.
d) Era importante que se contradissesse, com as evidên-
cias disponíveis, a afirmação de que o trabalhador re-
jeita a leitura.
e) O trabalhador quase não tem intervido nas discussões 
sobre a comercialização dos produtos editoriais.
39. (NCE) As expressões destacadas correspondem a um 
adjetivo, exceto em:
a) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.
b) Demorava-se de propósito naquele complicado banho.
c) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.
d) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caa-
tinga sem fim.
e) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça.
40. (NCE) Marque a opção que indica as classes das palavras 
destacadas conforme a ordem em que estas aparecem 
a seguir:
 “Ante essa repulsa obstinada, teve as mais variadas reações.”
96
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
 “Isso produzia nele um constrangimento não só perante 
todos quantos sabiam da história como também perante 
si mesmo.”
a) advérbio, adjetivo, numeral, pronome demonstrativo, 
advérbio.
b) preposição, adjetivo, advérbio, pronome demonstrati-
vo, preposição.
c) preposição, adjetivo, advérbio, pronome demonstrati-
vo, advérbio.
d) advérbio, verbo, pronome indefinido, pronome relati-
vo, adjetivo.
e) conjunção coordenativa, adjetivo, numeral, pronome 
indefinido, preposição.
41. (Fesp) Assinale a alternativa em que a palavra destacada 
não corresponde à afirmação.
a) “Um publicitário morreu e como era da área de aten-
dimento e mau...” – conjunção subordinativa causal;
b) “Uma das técnicas que podemos usar é a de trans-
formar...” – artigo definido que acompanha a palavra 
“técnica”.
c) “Servem a mesa pessimamente” – advérbio que indica 
uma circunstância de modo em relação ao verbo servir;
d) “Muito bom!” – advérbio que intensifica o adjetivo;
e) “Os humoristas, como se sabe...” – conjunção subor-
dinativa conformativa.
42. (Fuvest-SP) Nas frases abaixo, cada espaço pontilhado 
corresponde a uma conjunção retirada.
 “Porém já cinco sóis eram passados _______ dali nos par-
tíramos...”
 _______ estivesse doente faltei à escola.
 _______ haja maus nem por isso devemos descrer dos bons.
 Pedro será aprovado _______ estude.
 _______ chova sairei de casa.
97
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 As conjunções retiradas são, respectivamente:
a) quando, ainda que, sempre que, desde que, como.
b) que, como, embora, desde que, ainda que.
c) como, que, porque, ainda que, desde que.
d) que, ainda que, embora, como, logo que.
e) que, quando, embora, desde que, já que.
43. (Fuvest-SP) “Se você vai sair agora, nunca saberá se 
dissemos a verdade a eles e qual foi sua reação ao se 
verem diante daquela descoberta.”
 No texto acima, a partícula se é respectivamente:
a) conjunção condicional, conjunção condicional, partí-
cula apassivadora.
b) conjunção integrante, partícula expletiva, partícula 
apassivadora.
c) conjunção integrante, pronome reflexivo, pronome 
reflexivo.
d) conjunção condicional, conjunção integrante, pronome 
reflexivo.
e) conjunção condicional, conjunção integrante, partícula 
apassivadora.
44. (Álvares Penteado-SP) Assinale a alternativa cuja relação 
é incorreta:
a) Sorria às crianças que passavam. – pronome relativo
b) Declaram que nada sabem. – conjunção integrante
c) Que alegre manifestação a sua. – advérbio de intensi-
dade
d) Que enigmas há nessa vida! – pronome adjetivo inde-
finido
e) Uma ilha que não consta do mapa. – conjunção coord. 
explicativa
98
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
NÍVEL 3 – DE OLHO NOS CONCURSOS
UnB/CESPE – SEPLAG/DETRAN/DF (Cargo 15: Auxiliar de 
Trânsito)
Ao longo da segunda metade do século XIX, época da 
introdução das ferrovias no Brasil, uma sucessão de planos 
de viação foi apresentada aos governos, todos eles descar-
tando as rodovias como principal instrumento de integração 
e colocando ênfase nas vias férreas e na navegação fluvial e 
marítima como a solução para os problemas do isolamento a 
que ainda se viam submetidas as regiões brasileiras. O estudo 
do engenheiro militar Eduardo José de Moraes, apresentado 
ao governo imperial em 1869, continha ambicioso projeto de 
aproveitamento de vários rios brasileiros. O seu trabalho, in-
titulado “Navegação Interior no Brasil”, destacava as enormes 
potencialidades das bacias hidrográficas brasileiras, prevendo 
a implantação de uma ampla rede de navegação fluvial, que 
facilitaria as comunicações dos mais remotos pontos do país 
entre si, por meio da construção de canais, eclusas e outras 
obras de engenharia. O plano, além de enfatizar o aproveita-
mento das vias interiores de navegação, preconizava, ainda, a 
integração do sistema fluvial com as ferrovias e com a nave-
gação de cabotagem, por meio da construção de três grandes 
estradas de ferro conectando os portos do Rio de Janeiro, de 
Salvador e de Recife com as bacias – tudo isso de uma forma 
harmônica e coordenada. A implementação desses planos e 
de outros que se seguiram terminou constituindo não mais 
do que uma aspiração não concretizada de grandes estadistas 
brasileiros do século XIX.
Olímpio J. de Arroxelas Galvão. In: Internet: <www.ipea.go v.br>.
Com base nesse texto, julgue o próximo item.
1. O pronome “eles” [destacado] é elemento coesivo que re-
toma o antecedente “governos”.
99
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
UnB/CESPE – SEPLAG/DETRAN/DF (Cargo 15: Auxiliar de 
Trânsito)Considere a hipótese de que o documento a seguir 
tenha sido redigido para ser encaminhado ao diretor de 
segurança no trânsito do DETRAN/DF.
Memorando nº 3/NUCET
Em 5 de fevereiro de 2009.
Ao D.D. Diretor de Segurança no Trânsito do DETRAN/
DF Assunto: ...............................................
Tem ocorrido, em anosanteriores, excessos de motoristas 
quanto à perigosa mistura bebida + direção, nos dias de folia 
carnavalesca, onde a ingestão de bebidas alcoólicas se eleva, 
em nome da descontração e da alegria próprios dos brasileiros.
2. Nessa época, desaparecem as diferenças entre pobre e 
rico, jovem e velho, mulheres e homens, e todos se lançam à 
folia, como se o mundo fosse acabar amanhã.
3. Por causa disso, solicito a Vossa Senhoria a presença do 
Grupo de Teatro do DETRAN na Praça do DI, reduto dos foliões 
mais intempestivos, onde se verificam muitas ocorrências de 
trânsito irresponsável, no intuito de intensificar as atividades 
educativas em Taguatinga, neste ano.
4. Certo de contar com vossa atenção, já demonstrada 
em preitos anteriores, coloco-me à disposição para o que for 
de seu desejo.
Atenciosamente,
FSFilho
Chefe do Núcleo de
Campanhas Educativas de Trânsito
Com base no texto apresentado e no que estabelece o Manual 
de Redação da Presidência da República acerca da comunica-
ção oficial, julgue os itens a seguir.
2. Está correto o emprego do tratamento “Vossa Senhoria”, 
no terceiro parágrafo do documento em questão, mas 
100
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
incorreto o uso do pronome possessivo de segunda pessoa 
do plural no quarto parágrafo: “vossa atenção”.
3. Considerando-se as duas ocorrências do advérbio “onde”, 
primeiro e terceiro parágrafos do documento, apenas na 
primeira respeitam-se as normas do padrão escrito formal 
da língua portuguesa para o emprego desse advérbio.
UnB/CESPE – PETROBRAS
Quando se fala em tecnologia, geralmente vem à mente 
uma série de artigos eletrônicos de última geração, artefatos 
complexos, frutos de investigações científicas altamente sofis-
ticadas. Pensa-se, via de regra, em máquinas superpoderosas, 
computadores, celulares e outros artefatos do gênero. Mas 
essa visão é, certamente, incompleta, pois tecnológicas tam-
bém são as descobertas ou invenções que não parecem ser, ao 
nosso olhar atual, tão complexas e sofisticadas. É tecnologia 
a utilização do fogo há cerca de 800 mil anos, a criação de 
instrumentos de pedra há 100 mil, da roda há 4 mil, para citar 
algumas. Tecnológicas são quaisquer criações que ampliem 
nossas características naturais.
Lília Pinheiro. Homem: o ser tecnológico. In: Filosofia
ciência & vida, ano III, no 27 (com adaptações).
Mantém-se a coerência e a correção gramatical do texto ao se:
4. suprimir o advérbio “também”.
5. inserir o advérbio atrás logo após a expressão “800 mil anos”.
UnB/CESPE – PETROBRAS
Enquanto para a teoria tradicional a necessidade do tra-
balho teórico significa o respeito às regras gerais da lógica 
formal, ao princípio da identidade e da não-contradição, ao 
procedimento indutivo ou dedutivo, à restrição do trabalho 
teórico a um campo claramente delimitado, a noção de necessi-
dade para a teoria crítica continua presa a um juízo existencial: 
101
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
libertar a humanidade do jugo da repressão, da ignorância e 
da inconsciência. Esse juízo preserva, em sua essência, o ideal 
iluminista: usar a razão como instrumento de libertação para 
realizar a autonomia, a autodeterminação do homem. Como se 
pode ver, o objeto da teoria tradicional e o da teoria crítica não 
podem coincidir. Enquanto para a primeira o objeto representa 
um dado externo ao sujeito, a teoria crítica sugere uma relação 
orgânica entre sujeito e objeto: o sujeito do conhecimento é 
um sujeito histórico que se encontra inserido em um processo 
igualmente histórico que o condiciona e molda.
6. O uso da conjunção “Enquanto” [nos dois exemplos des-
tacados no texto] tem a função estilística e semântica de 
marcar dois tempos diferentes: o do predomínio da teoria 
tradicional e o do predomínio da teoria crítica.
UnB/CESPE – PETROBRAS
As relações internacionais constituem-se em(1) uma das 
questões centrais referidas ao desenvolvimento em(2) uma 
conjuntura em que, além do acentuado aumento da interde-
pendência econômica entre as nações, temos agora sua cres-
cente interdependência ecológica. Os países em desenvolvi-
mento têm de atuar em(3) um contexto em(4) que se amplia 
o fosso entre a maioria das nações industrializadas e aquelas 
em desenvolvimento em matéria de recursos, em(5) que o 
mundo industrializado impõe as regras que regem as princi-
pais organizações internacionais – e já usou grande parte do 
capital ecológico do planeta.
7. Para se evitar o uso recorrente da preposição em, podem-se 
alterar algumas estruturas linguísticas do texto. Entretanto, 
provoca-se incoerência entre os argumentos ou incorreção 
gramatical ao se:
102
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
a) escrever constituem uma em lugar de “constituem-se 
em uma” (1).
b) suprimir a segunda ocorrência de “em” (2).
c) usar a contração no termo “em um contexto” (3): num 
contexto.
d) substituir “em que se amplia” (4) por no qual se amplia.
e) substituir “em que o mundo” (5) por onde o mundo.
UnB/CESPE – PETROBRAS
O petróleo sempre mobilizou politicamente a sociedade 
brasileira ao longo do século XX e assim continua a fazê-lo 
nesse começo de século. Por muitas razões, entre elas a de 
seu alto valor estratégico para a economia dos países e para 
o desenvolvimento das nações. O interessante é que passam 
os anos, mas não se alteram muito as posturas dos grupos 
que entre si se opõem relativamente às formas de exploração 
e de produção do petróleo no país.
Desde 1947, a opinião pública brasileira foi confrontada 
com essa duplicidade de atitudes, intensificada pela campa-
nha O Petróleo É Nosso, que alguns chegam a considerar tão 
intensa e apaixonante, no século XX, quanto fora a da abolição 
da escravatura, no século XIX. No cenário que se seguiu ao 
fim da 2ª Guerra Mundial, em que o liberalismo anglo-saxão 
vencedor repercutiu também no Brasil com a queda do Estado 
Novo e da ditadura Vargas, os assim chamados entreguistas, 
com forte representação na grande imprensa e nas grandes 
organizações patronais, propugnavam pela abertura total do 
país ao capital estrangeiro para a exploração do petróleo em 
terras brasileiras. Contra eles, os nacionalistas, que pregavam 
o monopólio estatal do petróleo, que acreditavam na capaci-
dade de planejamento e de atuação eficaz do Estado e que 
não admitiam outra alternativa que não fosse a da criação de 
uma empresa nacional para a exploração do então chamado 
ouro negro.
103
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
8. Assinale a opção correta a respeito do emprego dos pro-
nomes oblíquos no texto.
a) A supressão do pronome oblíquo em “fazê-lo” provocaria 
erro gramatical visto que não haveria, na oração, elemen-
to que garantisse a coesão e a coerência do período.
b) A substituição do pronome “elas” por si não só pre-
servaria a coerência das ideias e a correção gramatical, 
mas também conferiria estilo mais formal ao texto.
c) Caso se suprimisse da oração o advérbio “não”, o prono-
me “se” deveria, obrigatoriamente, em respeito às regras 
gramaticais, ser utilizado depois do verbo: alteram-se.
d) Em respeito às regras gramaticais, o pronome “si” é 
empregado antes da forma verbal “opõem” porque ela 
já está acompanhada do pronome “se”.
e) Apesar da possibilidade gramatical do emprego do pro-
nome oblíquo depois da forma verbal “seguiu”, em tex-
tos escritos na modalidade padrão da língua, tende-se a 
utilizá-lo antes do verbo quando há, no início da oração, 
pronomes como “que”.
UnB/CESPE – CODEBA (Cargo 1: Administrador de Empresas)
9. Em “a singularidade brasileira está na abundância ener-
gética de nossa natureza”, há apenas dois adjetivos e três 
substantivos abstratos.
UnB/CESPE – SGA/PCAC (Cargo 1:Perito Médico-Legal) 
Julgue os itens com referência ao emprego das classes de 
palavras e à sintaxe da oração e do período.
10. Em “Não importa se vítima ou agressor: o periciado tem 
o direito de ser visto e respeitado como homem, sendo 
examinado em ambiente neutro, sem a presença de estra-
nhos, devendo sentir-se seguro e livre de coações”, são 
104
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
substantivos os vocábulos: vítima, agressor, periciado, 
direito, homem, ambiente, presença, estranhos e coa-
ções.
11. Em “Por sua vez, o médico-legista deve exercer seu mis-
ter livre de constrangimentos, coações ou pressões de 
quaisquer espécies, mantendo o respeito incondicional 
pelo homem”, os seguintes adjetivos são derivados de 
verbos: mister, livre, coações, pressões, respeito.
12. As duas circunstâncias de tempo no período “Nunca, ja-
mais, devem acontecer ocorrências que levem o periciado 
a confundir a figura parcial e isenta do médico-legista 
com o aparelho repressor do Estado” exercem a função 
sintática de adjuntos adverbiais e têm, ambas, carga se-
mântica negativa.
UnB/CESPE – SEAD/SEDUC (Cargo 12: Professor AD-4 – Dis-
ciplina: Português)
A esperança, essa característica exclusivamente humana, 
nos dirige para dias melhores que os atuais, fazendo nascer 
a ideia de um Brasil onde não mais existam injustiça, discri-
minação e marginalização social. A confiança, desenvolvida e 
amadurecida nos processos de convivência e de diálogo, nos 
diz que existem outras pessoas coparticipantes desses pro-
cessos que percebem a necessidade de união e mobilização 
para a transformação da sociedade.
13. “Esperança, confiança e conquista” e “Coragem, conflito, 
desobediência” pertencem à mesma classe gramatical.
14. Os vocábulos “humana”, “melhores”, “atuais”, “injustiça”, 
“social” e “amadurecida” estão empregados no texto como 
adjetivos.
105
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
UnB/CESPE – PMV/SEMUS (Cargo 1: Enfermeiro do Trabalho)
A origem tanto da alopatia quanto das artes de curar é 
a mesma: os xamãs e curadores da pré-história. Em busca 
do retorno ao estado de plena saúde, diversas trilhas foram 
percorridas, e não é por várias delas parecerem deslocadas 
no tempo e bizarras aos olhos ocidentais do século XXI que 
deixam de dar testemunho de sua eficiência. Embora se per-
ceba que um paciente que passa por um tratamento, digamos, 
de um pajé tem mais possibilidade de se recuperar se estiver 
sintonizado com os níveis mitológicos presentes no ritual, um 
leigo também pode conseguir a remissão do seu problema. 
A cura envolve níveis não apenas bioquímicos, mas também 
psicológicos, semânticos e até parapsicológicos, a respeito 
dos quais nossa compreensão ainda é escassa.
15. O emprego do adjetivo “plena”, qualificando “saúde”, su-
gere que a saúde é um estado que pode ser gradualmente 
alcançado.
UnB/CESPE – PMV/SAÚDE (Cargo 1: Arteterapeuta)
Os sentimentos de dor e prazer são os alicerces da men-
te. É fácil não dar conta dessa simples realidade porque as 
imagens dos objetos e dos acontecimentos que nos rodeiam, 
bem como as imagens das palavras e frases que os descrevem 
ocupam toda a nossa atenção, ou quase toda. Mas é assim.
Os sentimentos de prazer ou de dor ou de toda e qualquer 
qualidade de dor e prazer, os sentimentos de toda e qualquer 
emoção, ou dos diversos estados que se relacionam com uma 
emoção qualquer, são a mais universal da melodias, uma 
canção que só descansa quando chega o sono, e que se torna 
um verdadeiro hino quando a alegria nos ocupa, ou se desfaz 
em lúgubre réquiem quando a tristeza nos invade.
Dada a ubiquidade dos sentimentos, seria fácil pensar que 
sua ciência estaria já há muito elucidada. Mas não está. Dentre 
106
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
todos os fenômenos mentais que podemos descrever, os senti-
mentos e os seus ingredientes essenciais – a dor e o prazer – são 
de longe os menos compreendidos no que diz respeito à sua 
biologia e em particular à neurobiologia. Isso é especialmente 
surpreendente quando pensamos que as sociedades avança-
das cultivam os sentimentos da forma mais despudorada e os 
manipulam com práticas cuja única finalidade é o bem-estar.
Antônio Damásio. Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência 
dos sentimentos. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 11-2
(com adaptações)
16. A palavra “uma”, em “uma emoção qualquer”, confere 
sentido indefinido ao substantivo “emoção”.
UnB/CESPE – IRBr (Admissão à Carreira de Diplomata) Teste 
de Pré-Seleção
A história do Brasil, nos três primeiros séculos, está intima-
mente ligada à da expansão comercial e colonial europeia na 
Época Moderna. Parte integrante do império ultramarino portu-
guês, o Brasil-colônia refletiu, em todo o largo período de sua 
formação colonial, os problemas e os mecanismos de conjunto 
que agitaram a política imperial lusitana. Por outro lado, a histó-
ria da expansão ultramarina e da exploração colonial portuguesa 
desenrola-se no amplo quadro da competição entre as várias 
potências, em busca do equilíbrio europeu; dessa forma, é na 
história do sistema geral de colonização europeia moderna que 
devemos procurar o esquema de determinações no interior do 
qual se processou a organização da vida econômica e social do 
Brasil na primeira fase de sua história e se encaminharam os 
problemas políticos de que essa região foi o teatro.
17. No trecho “ligada à da expansão comercial e colonial eu-
ropeia”, o acento grave indica crase de preposição e pro-
nome, o qual substitui “história”.
18. O emprego do artigo “o”, no trecho “em todo o largo pe-
ríodo de sua formação colonial”, reflete opção estilística 
107
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
do autor, visto que o artigo poderia ser eliminado, sem 
prejuízo para o sentido da frase.
UnB/CESPE – IRBr (Admissão à Carreira de Diplomata) Teste 
de Pré-Seleção
Há algo que une técnicos e humanistas. Ambos se creem 
marcados por um fator distintivo, inerente a seus cérebros: o 
dom da inteligência, que os apartaria do trabalhador manual 
ou mecânico. Gramsci percebe nessa crença um ranço ideológi-
co da divisão do trabalho: “Em qualquer trabalho físico, até no 
mais mecânico e degradado, existe um mínimo de qualificação 
técnica, um mínimo de atividade intelectual criadora. Todos 
os homens são intelectuais, pode-se dizer, mas nem todos os 
homens têm na sociedade a função de intelectuais. Não se 
pode separar o Homo faber do Homo sapiens.”
O que distingue, portanto, a figura pública do homem 
da palavra é a rede peculiar de funções que os intelectuais 
costumam desempenhar no complexo das relações sociais.
Á medida que o técnico se quer cada vez mais técnico, 
restringindo-se a mero órgão do sistema, e à medida que o 
humanista é deixado avulso do contexto, um e outro se irão 
fechando em suas pseudototalidades. O seu conhecimento 
político decairá. E o sistema, contentando-se com alguns pro-
fissionais mais à mão, alijará dos centros de decisão a maior 
parte dos intelectuais.
Um Gramsci puramente historicista talvez não pudesse 
dizer mais nada. Os fatos têm a sua razão, os intelectuais 
são o que são, e ponto-final. Mas Gramsci foi um pensador 
revolucionário. Por isso, via uma possibilidade de projeto no 
intelectual moderno, que sucederia, nesse caso, o apóstolo e 
o reformador de outrora.
Alfredo Bosi. Céu, inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. 
São Paulo: Ática, 1988, p. 242-3 (com adaptações)
108
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Em cada um dos itens abaixo é apresentada, em relação a 
trechos do texto, uma alternativa de colocação pronominal. 
Com base na prescrição gramatical,julgue (C ou E) cada 
proposta apresentada.
19. ( ) “Ambos se creem marcados” / Ambos creem-se mar-
cados
20. ( ) “que os apartaria” / que apartá-los-ia
21. ( ) “Não se pode separar” / Não pode-se separar
22. ( ) “um e outro se irão fechando” / um e outro irão-se 
fechando
UnB/CESPE – PMV/SAÚDE (Cargo 1: Arteterapeuta)
Toda a sua vida passou diante dos olhos
Muita gente acredita que, no momento da morte, se vê uma 
espécie de retrospectiva da própria vida. Para os cientistas, 
essa retrospectiva é uma alucinação causada pelo cérebro, 
assim como o encontro com entes queridos já falecidos ou 
figuras religiosas. Ocorre que, nos momentos finais, regiões 
do cérebro se tornam hiperativas em uma última tentativa de 
compensar a falta de oxigênio, cujo abastecimento diminui à 
medida que as batidas do coração se tornam irregulares. O 
cérebro então libera substâncias para proteger os neurônios, 
desligando-os. Algumas dessas substâncias agem diretamente 
nos receptores dos neurônios, causando o que os médicos 
chamam de dissociação neural.
23. A preposição para introduz, [nas duas ocorrências des-
tacadas], expressões de mesmo sentido.
ESAF/Banco Central (Cargo: Analista)
No Sistema de Pagamentos Brasileiro, a tecnologia se tor-
na variável crítica e o executivo de negócios e planejamento 
109
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
precisa encarar este risco sob a mesma ótica que encara os 
riscos de crédito e mercado. Doravante um problema tecno-
lógico pode interferir diretamente na questão da liquidez da 
instituição, mesmo que por poucos momentos. Trata-se de 
uma questão de continuidade de negócios.
As interrupções no processamento da informação, ou a 
degradação nos sistemas de informação fazem parte da rotina 
nas estruturas de tecnologia de qualquer empresa, seja ela 
financeira ou não. Esses são eventos programados que visam 
atender a demandas ocasionais do negócio ou da tecnologia.
Em relação ao texto, julgue o item.
24. Em “que visam atender a demandas”, “a” é artigo feminino 
singular exigido pela regência do verbo “atender”.
ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal
25. Julgue a correção tanto do diagnóstico quanto da in-
dicação de correção gramatical e linguística no trecho 
abaixo.
Podemos prever o traço fundamental do comércio colonial: 
ele deriva imediatamente do próprio caráter da colonização, 
organizada como ela está na base da produção de gêneros 
tropicais e metais preciosos para o fornecimento do mercado 
internacional. É a exportação desses gêneros, pois, que consti-
tuirá o elemento essencial das atividades comerciais da colônia.
O comércio exterior brasileiro é todo ele, pode-se dizer, 
marítimo. Nossas fronteiras atravessam áreas muito pouco po-
voadas, quando não inteiramente indevassadas. A colonização 
portuguesa vinda do Atlântico, e a espanhola, quase toda do 
Pacífico, mal tinham ainda engajado suas vanguardas, de sorte 
que entre ambas ainda sobravam vastos territórios ocupados.
(Caio Prado Júnior, História Econômica do Brasil, com adaptações.)
Diagnóstico do erro: incoerência textual no emprego do ad-
jetivo “ocupados”.
Indicação de correção: substituí-lo por inocupados.
110
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
UnB/CESPE/Auditoria-Geral (Cargo: Auditor Interno, Nível 
I-A)
Nas inter-relações pessoais, é inconteste que cada um dá 
sua própria versão dos fatos e da vida, segundo suas particula-
res experiências e com base na formação que tenha acumula do 
ao longo de sua existência. Cada indivíduo, assim, é um ser 
único, que vislumbra as ocorrências à sua volta e dá tratamen-
to específico às informações e ao conhecimento que tenha 
condições de absorver.
Da mesma forma, mesmo os registros históricos oficiais, 
como se sabe há muito, são somente a versão dos que ven-
ceram e, portanto, invariavelmente omitem ou distorcem as 
razões, os motivos e as realizações dos que foram vencidos.
Não menos temeroso é o conhecimento que se transmite 
por gerações por meio da arte. Partindo da premissa de que 
a arte imita a vida e, por consequência, reinventa a realidade, 
na medida em que a vida também imita a arte, por certo que 
perpetuar visões e conceitos mal fundamentados (a despeito 
de eventuais boas intenções) também representa que o artista 
acaba sendo, igualmente, um difusor de informações e ideias 
cuja confiabilidade é relativa.
Em suma, toda e qualquer avaliação da realidade passa, 
necessariamente, pelas impressões pessoais de quem a avalia.
Obed de Faria Junior. A verdade de cada um. Internet: <recantodas-
letras.uol.com.br> (com adaptações).
Julgue o uso de estruturas linguísticas no texto.
26. A colocação do pronome átono antes do verbo, em “se 
transmite”, é obrigatória devido à presença do pronome 
relativo “que” no início da oração subordinada.
111
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
UnB/CESPE/IBAMA (Cargo: Analista Ambiental)
Reparação duas décadas depois
Francisco Alves Mendes Filho ainda não era um mito da 
luta contra a devastação da Amazônia quando foi preso, em 
1981, acusado de subversão e incitamento à luta de classes 
no Acre, em plena ditadura militar. Chico Mendes se tornaria 
mundialmente conhecido, dali para a frente, por comandar 
uma campanha contra a ação de grileiros e latifundiários, 
responsáveis pela destruição da floresta e pela escravização 
do caboclo amazônico. Por isso mesmo foi assassinado, em 22 
de dezembro de 1988, na porta de casa, em Xapuri. O crime, 
cometido por uma dupla de fazendeiros, foi punido com uma 
sentença de 19 anos de cadeia para cada um. Faltava reparar 
a injustiça cometida pelos militares.
E ela veio na quarta-feira 10, no palco do Teatro Plácido 
de Castro, em Rio Branco, na forma de uma portaria assinada 
pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Antes, porém, realizou-
-se uma sessão de julgamento da Comissão de Anistia, cujo 
resultado foi o reconhecimento, por unanimidade, da perse-
guição política sofrida por Chico Mendes no início dos anos 
80 do século passado. A viúva do líder seringueiro, Izalmar 
Gadelha Mendes, vai receber uma pensão vitalícia de 3 mil 
reais mensais, além de indenização de 337,8 mil reais.
Leandro Fortes. Internet: <www.cartacapital.com.br>
(com adaptações)
Considerando aspectos linguísticos do texto Reparação duas 
décadas depois, julgue o item a seguir.
27. A conjunção “E”, por ter, no 2º parágrafo, valor adversati-
vo, pode ser substituída pela conjunção Mas, sem prejuízo 
para as informações do texto.
112
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
UnB/CESPE/SGA/AC (Cargo 1: Administrador)
Uma decisão singular de um juiz da Vara de Execuções 
Criminais de Tupã, pequena cidade a 534 km da cidade de São 
Paulo, impondo critérios bastante rígidos para que os esta-
belecimentos penais da região possam receber novos presos, 
confirma a dramática dimensão da crise do sistema prisional. A 
sentença determina, entre outras medidas, que as penitenciárias 
somente acolham presos que residam em um raio de 200 km.
Segundo o juiz, as medidas que tomou são previstas pela 
Lei de Execução Penal e objetivam acabar com a violação dos 
direitos humanos da população carcerária e “abrir o debate a 
respeito da regionalização dos presídios”. Ele alega que muitos 
presos das penitenciárias da região são de famílias pobres da 
Grande São Paulo, que não dispõem de condições financeiras 
para visitá-los semanalmente, o que prejudica o trabalho de 
reeducação e de ressocialização.
Sua sentença foi muito elogiada. Contudo, o governo es-
tadual anunciou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça, sob a 
alegação de que, se os estabelecimentos penais não puderem 
receber mais presos, os juízes das varas de execuções não pode-
rão julgar réus acusados de crimes violentos,como homicídio, 
latrocínio, sequestro ou estupro. Além disso, as autoridades 
carcerárias alegam que a decisão impede a distribuição de 
integrantes de uma quadrilha por diversos estabelecimentos 
penais, seja para evitar que continuem comandando seus “ne-
gócios”, seja para coibir a formação de facções criminosas.
Estado de S. Paulo, 13/1/2008, p. A3 (com adaptações).
28. A correção gramatical do texto seria mantida se a palavra 
“bastante” [destacada] fosse flexionada no plural, para 
concordar com o substantivo “critérios”.
29. O emprego da conjunção “Contudo” estabelece uma rela-
ção de causa e efeito entre as orações.
30. As três ocorrências destacadas da palavra que correspon-
dem à mesma função morfológica.
113
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
RESOLUÇÕES COMENTADAS
NÍVEL 1
1) Errado. Os substantivos “flor”, “pedra” são primitivos. 
Contudo, “artista” é derivado de “arte”.
2) Certo. De fato, são concretos os substantivos que no-
meiam divindades (Deus, anjos, almas) e seres fantásticos 
(fada, duende, saci), pois, existentes ou não, são sempre 
considerados seres com vida própria.
3) Certo. Por designarem ideias ou conceitos, cuja existên-
cia depende de algo, os substantivos “justiça”, “amor”, 
“trabalho” e “honra” são abstratos.
4) Errado. Os substantivos “criança” e “indivíduo” são so-
brecomuns.
5) Errado. Substantivos próprios também podem ser abs-
tratos, se personificados ou tratados como entidades: “O 
Amor vence o Ódio”.
6) Certo. De fato, alguns substantivos, quando mudam de 
gênero, alteram também a carga semântica. É o que ocorre 
nos exemplos: o cabeça (líder) x a cabeça (parte do corpo), 
o grama (unidade de medida) x a grama (planta).
7) Errado. Os substantivos “óculos”, “núpcias”, “pêsames” 
exigem determinantes – como artigos, pronomes, adje-
tivos, numerais – somente no plural: os óculos, núpcias 
perfeitas, meus pêsames.
8) Errado. Os substantivos “cartão” e “cartilha” são aumenta-
tivo e diminutivo descaracterizados. Por convenção, estão 
no grau normal.
9) Certo. O plural de “primeiro-ministro” corresponde a 
“primeiros-ministros”, já que o numeral “primeiro” e o 
substantivo “ministro” são classes gramaticais variáveis.
114
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
10) Errado. Nas construções “Já encontramos os documentos 
necessários” e “Eles são os que mais irritam”, há uma 
ocorrência do artigo definido masculino plural e uma 
ocorrência do pronome demonstrativo “os” (= aqueles).
11) Errado. Em “Uma pessoa lhe telefonou” e “Uns e outros 
insetos faziam barulho na rua”, há uma ocorrência do 
artigo indefinido feminino singular. Em “Uns e outros”, 
há dois pronomes indefinidos.
12) Certo. De fato, é facultativo o uso do artigo com os pro-
nomes possessivos: “Sua intenção era das melhores” ou 
“A sua intenção era das melhores”. Não há alteração de 
sentido.
13) Errado. Observe: “a Bahia”, “o Amazonas”, “Santa Cata-
rina”, “Goiás” e “os Andes”.
14) Certo. Em “Ele falava com uma segurança que impressio-
nava a todos”, o artigo indefinido tem a função de real-
çar (dar intensidade a) a ideia expressa pelo substantivo 
“segurança”.
15) Errado. Em “Toda a casa ficou alagada” (a casa completa, 
inteira) e “Toda casa deve ter segurança” (qualquer casa), 
os sentidos são diferentes. Portanto, não há paralelismo 
semântico.
16) Errado. Na construção “Ambas as partes chegaram a um 
acordo”, o emprego do artigo definido é obrigatório.
17) Errado. Na frase “Visitei um artista cujos quadros são 
famosos”, não falta artigo definido antes do substantivo 
“quadros”. O registro do artigo antes ou depois de “cujo” 
e suas variações é proibido.
18) Errado. Nas construções “terno preto”, “prédio redondo”, 
“pequena empresa”, os adjetivos designam, respectiva-
mente, cor, forma, proporção. Em “cheque frio”, o adjetivo 
115
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
“frio”, em virtude da polissemia (= vários sentidos), não 
indica temperatura, mas falsidade.
19) Certo. Nos adjetivos compostos, como regra geral, só o 
último elemento vai para o plural: herói-cômicos.
20) Errado. Em “surdo-mudo”, variam-se, em número, todos 
os elementos que compõem o adjetivo composto: surdos-
-mudos. Todavia, “verde-mar, azul-marinho, cor-de-rosa” 
são invariáveis. Portanto, ternos verde-mar, azul-mari-
nho, cor-de-rosa.
21) Errado. Nos adjetivos compostos, como regra geral, só o 
último elemento vai para o plural. O plural de “lente côn-
cavo-convexa” corresponde a “lentes côncavo-convexas”.
22) Errado. Os adjetivos que indicam cores ficarão invari-
áveis quando o último elemento for um substantivo. O 
plural de “olho verde-lagoa” corresponde a “olhos ver-
de-lagoa”.
23) Certo. Em “Senadores são tão competentes quanto de-
putados”, o adjetivo “competentes” está no grau com-
parativo de igualdade. Este pode ser determinado pelas 
locuções: tanto...quanto, ...assim como..., tão...quanto, 
...do mesmo jeito que..., e outras variações.
24) Certo. Ao se utilizar do grau comparativo de superiori-
dade (“A ciência é mais consciente do que a ideologia”) 
ou do grau comparativo de inferioridade (“A ideologia 
é menos consciente do que a ciência”), o redator pode 
dispensar a forma “do”, sem função morfossintática. Essa 
forma funciona apenas como apoio fonético.
25) Certo. Em “conselho de mãe”, “dor de estômago” e “pe-
ríodo da tarde”, os termos preposicionados constituem 
locuções adjetivas e correspondem, respectivamente, aos 
adjetivos “materno”, “estomacal” e “vespertino”.
116
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
26) Certo. Em “É óbvio que isto é melhor que aquilo!”, os 
pronomes demonstrativos têm função de apontar para 
algo, mostrar algo.
27) Errado. No trecho “Fui professora durante minha ju-
ventude, mas já não o sou agora”, o vocábulo destacado 
corresponde a um pronome demonstrativo com função 
anafórica, uma vez que se refere a termo anteposto (= 
professora).
28) Errado. Na construção “Fá-lo-ei, libertarei o Brasil do 
domínio português”, o vocábulo destacado corresponde 
a um pronome demonstrativo com função catafórica, 
uma vez que se refere à oração posterior (= libertarei o 
Brasil do domínio português).
29) Certo. Em “Os nossos sonhos estão perdidos de nós 
mesmos” e “Sei o que cabe a mim fazer”, os pronomes 
“nós” e “mim” são oblíquos tônicos. Estes vêm sempre 
precedidos de preposição.
30) Certo. Na frase “O artista se matou hoje pela manhã”, o 
pronome “se” indica reflexivização do verbo (= matou a 
si próprio).
31) Certo. Em “O deputado e o delegado se entenderam de-
pois do conflito”, o pronome “se” indica reflexivização 
e reciprocidade (= um e outro se entenderam).
32) Errado. O pronome de tratamento concordará sempre 
com a 3ª pessoa. Construção correta: “Vossa Majestade 
deve exigir a manifestação de seus súditos”.
33) Errado. “Certos (= pronome indefinido adjetivo) objetos 
chegam na hora certa (= adjetivo)”.
34) Certo. Na construção “Ela me mostrou uma página de 
que (= da qual) eu gostei”, o vocábulo “que” funciona 
como pronome relativo.
117
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
35) Certo. Em “Quem editou este artigo?”, o vocábulo desta-
cado constitui pronome interrogativo substantivo, pois 
substitui algum substantivo.
36) Errado. No enunciado “Muito já fiz”, destacou-se prono-
me indefinido substantivo.
37) Errado. Caso se substitua o objeto direto na constru-
ção “É importante definir as estratégias”, obter-se-á, em 
estilo formal culto, a construção “É importante defini-
-las” (sem acento: oxítono terminado em “i” não recebe 
acento).
38) Certo. Caso se substituao objeto direto na construção “É 
necessário destruir a prova”, obter-se-á, em estilo formal 
culto, a construção “É necessário destruí-la”. Nesse caso, 
o “i” forma hiato com a vogal anterior.
39) Certo. Em “Às vezes, as palavras possuem duplo sentido” 
e em “Arrecadou-se o triplo dos impostos relativos ao 
ano passado”, registraram-se numerais multiplicativos: 
duas vezes, três vezes.
40) Certo. As expressões “às pressas, à toa, às cegas, às escu-
ras, às vezes, de quando em quando, de vez em quando, 
à direita, à esquerda, em vão, frente a frente, de repente, 
de maneira alguma”, usadas em textos diversos, são lo-
cuções adverbiais.
41) Certo. Algures (= em algum lugar), alhures (= em outro 
lugar), nenhures (= em nenhum lugar) são, do ponto de 
vista morfológico, advérbios.
42) Certo. Em “Nunca fui vadio e jamais traí meus com-
patriotas”, “Nunca” e “jamais” servem de advérbios de 
tempo ou de negação.
43) Errado. Nas construções “Havia pouco entusiasmo no lo-
cal” e “O atleta dormiu pouco durante a noite”, a palavra 
118
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
“pouco”, nas duas ocorrências, exerce, respectivamente, 
as funções de pronome indefinido adjetivo (acompanha 
o substantivo “entusiasmo”) e advérbio de intensidade 
(subordinado ao verbo “dormiu”).
44) Certo. Na frase “A sociedade agiu contra a ética”, o vo-
cábulo “contra” classifica-se como preposição essencial. 
“Contra” conecta palavras e será sempre preposição.
45) Certo. Em “Agimos conforme a atitude deles”, “Obtiveram 
como resposta um bilhete” e “Ele terá que fazer o traba-
lho”, destacaram-se preposições acidentais. As palavras 
destacadas nem sempre serão preposições.
46) Certo. Em “O presidente falou a respeito de crise eco-
nômica”, a estrutura “a respeito de” corresponde a uma 
locução prepositiva, assim como “junto de, por cima de, 
em cima de, acerca de, a fim de, apesar de, através de, de 
acordo com, em cima de, em vez de, junto de, à procura 
de, à busca de, à distância de, além de, antes de, depois 
de”, entre outras.
47) Errado. As construções “Isso não depende de o profes-
sor querer” e “Isso não depende de ele querer” estão em 
conformidade com o padrão culto da linguagem, uma 
vez que os sujeitos “o professor” e “ele” não podem vir 
preposicionados.
48) Certo. Preposição também tem carga semântica. Nos tre-
chos “Estivemos em São Paulo”, “Essas ginastas vieram 
do Japão”, “Recebeu a herança do avô paterno” e “Ad-
quiriu roupas de lã”, as preposições indicam, respecti-
vamente, as ideias de lugar, origem, posse e matéria.
49) Certo. Em “Dize-me com quem andas, e eu te direi quem 
és”, a palavra “que” corresponde a conjunção coordena-
tiva aditiva “e”.
50) Certo. Na construção “Como o calor estivesse forte, puse-
mo-nos a andar pelo Passeio Público”, a palavra “Como” 
119
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
corresponde a conjunção subordinativa causal e admite 
a substituição por “Porque” ou “Porquanto”.
NÍVEL 2
1) Resposta: D (numismata = colecionador de moedas/ subs-
tantivo; paulista/adjetivo; Cláudio Amato/ substantivo).
2) Resposta: A. Beijo (verbo beijar) pouco (advérbio de inten-
sidade: modifica o verbo Beijo). Que (pronome relativo: 
retoma o antecedente palavras). E (conjunção aditiva).
3) 0 – Falso. Em “passar do barco e remos / à caravela”, 
(morfologicamente), ou seja, dois adjuntos adverbiais (sin-
taticamente).
 1– Falso. Linha 2: “que se operou”, temos pronome relativo 
(retoma o antecedente “a aceleração tecnológica e cientí-
fica) + partícula apassivadora + v.t.d. Observe: a acelera-
ção tecnológica e científica foi operada em ritmos antes 
inconcebíveis. Linha 5: “em algumas décadas (adjunto 
adverbial) se (índice de indeterminação do sujeito) passou 
(verbo intransitivo) do dirigível (adjunto adverbial)”.
 2 – Falso. Para não perder tempo: há seis adjetivos (tec-
nológica, científica, inconcebíveis, necessários, eólica, in-
terplanetário).
4) Resposta: B. a) cavalos-vapor/ guarda-roupas; b) decretos-
-leis/ matérias-primas; c) salvo-condutos/ vice-diretores; 
d) comandantes-em-chefe/ marcas-d’água; e) surdos-mu-
dos/ bem-falantes.
5) Resposta: C. Os guarda-livros (o verbo, embora seja uma 
classe gramatical variável, nesse caso perde o caráter fle-
xional).
120
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
6) Resposta: D. a) vitórias-régias; b) vermelho-crepúsculo; c) 
azul-marinho; d) recém-abertas; e) pores-do-sol.
7) Resposta: C. Braile está caracterizando o substantivo có-
digo. Um detalhe: o registro culto seria “Também há/
existem marcas em código braile”.
8) Resposta: D. Embora as palavras da opção A estejam corre-
tamente separadas em sílabas, só há um adjetivo (digno). 
As demais são substantivos (assistência; humilhação). Na 
opção D, só há adjetivos.
9) Resposta: D. Fácil, fácil. “Acolhedora” caracteriza “Barcelo-
na”, “alegre” caracteriza “sorriso”, “bondoso” caracteriza 
“olhar”; “espanhol” caracteriza “povo”.
10) Resposta: E. a) O singular de espécimes é “espécime”; b) 
bem-feito/ malfeito; c) Três é número cardinal; d) tec/
no/lo/gi/a (polissílaba); e) “a mais moderna do mundo”, 
a coisa supervalorizada (a mais moderna) foi retirada de 
uma relação (do mundo). Por isso, superlativo relativo.
11) Resposta E. Fisionomia simiesca – fisionomia de macaco.
12) Resposta: D. Seiscentas e sessenta obras.
13) Resposta: B. O pronome “todos” traduz a ideia de indefi-
nição.
14) Resposta: A. I – fazendo; II – fez; III – fazíamos; IV – feito; 
V – farás. Em ordem alfabética: V – farás; I – fazendo; III 
– fazíamos; IV – feito; II – fez.
15) Resposta: E. a) advérbio + advérbio/ pronome + substan-
tivo; b) pronome + substantivo/ pronome + substantivo; 
c) pronome + substantivo/ advérbio + adjetivo; d) pro-
nome + substantivo/ advérbio + adjetivo; e) advérbio + 
adjetivo/ pronome + substantivo.
121
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
16) Resposta: A. I – sobre (assunto); II – sob (com afirmação 
ou força de); III – sobre (em cima).
17) Resposta: A. “Nós merecemos a morte (consequência), 
porque somos humanos (causa)”. Nós somos humanos, 
portanto merecemos a morte.
18) Resposta: A. Portanto traduz a ideia de conclusão.
19) Resposta: E. a) à medida que (proporção); b) Embora (con-
cessão); c) para (prep./finalidade); d) Por (prep./causa); e) 
Caso (condição).
20) Resposta: C. Contudo e embora traduzem a ideia de opo-
sição.
21) Resposta: E. Tem-se a relação de causa e consequência.
22) Resposta: D. Tem-se a ideia de condição.
23) Resposta: B. Tem-se, mais uma vez, a ideia de condição.
24) Resposta: E. Tem-se a ideia de causa e consequência.
25) Resposta: A. Tem-se a ideia de oposição.
26) Resposta: C. a) “... quase sentia morder-lhe a pele...” (mor-
der a sua pele); b) “entrar-lhe pelos olhos bistrados.” 
(entrar pelos seus olhos bistrados); c) “A voz de Magô 
pareceu-lhe anônima.” (pareceu anônima a ele); d) “Foi 
de olhos baixos que lhe acendeu o cigarro.” (acendeu o 
seu cigarro); e) “... decepou-lhe a palavra” (decepou a sua 
palavra).
27) Resposta: E. “Era para EU falar COM ELE ontem, mas não 
O encontrei em parte alguma.” Lembre-se de que o ver-
bo encontrar é transitivo direto. Portanto, não admite o 
pronome LHE como complemento.
28) Resposta: E. a) Entre mim e ti existe um grande sentimento; 
b) Isto representa muito para eu viver; c) Contigo, passo 
122
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
os momentos mais felizes de minha vida; d) Sempre o 
quis ao meu lado; e) De fato, entre mim e ti, há sempre 
um clima de harmonia.
29) Resposta: E. O pronome tem valor de adjetivo quando 
acompanha o substantivo. Observe que essefato somen-
te ocorre na opção E: Acreditei que fosse outra pessoa 
(pronome indefinido adjetivo + substantivo).
30) Resposta: E. O verbo “olhar” é transitivo direto. Portanto, 
não admite o pronome LHE na substituição lexical. Forma 
correta: “olharam a aniversariante de modo mais oficial/ 
olharam-NA de modo mais oficial.
31) Resposta: A. Eu O desconheço (v.t.d.); Roubaram-LHE o 
carro (o seu carro); Os carros? Roubaram-NOS (v.t.d.); Não 
LHE era permitido ficar na sala (não era permitido a ele); 
Obrigaram-NOS a sair daqui. (v.t.d.).
32) Resposta: A. Em “Isto aqui não é Vitória”, destacou-se 
pronome demonstrativo.
33) Resposta: B. Lembre-se de que a 2ª pessoa do imperativo 
afirmativo é retirada do presente do indicativo, retiran-
do-se a letra “S”. Observe: tu sentas (-s): Senta-te/ tu pe-
gas (-s): pega/ tu lês (-s): lê/ tu restringes (-s): restringe. 
Portanto: “Senta-te, pega tua prova, lê-a e restringe-te a 
responder o que te foi proposto.”
34) Resposta: D. Questão de concordância: “Para que não con-
tinuassem a ocorrer equívocos quanto ao funcionamento 
da biblioteca, foram afixados, no quadro mural além de 
outros avisos, todos os horários de atendimento”.
35) Resposta: B. “Quando virem o Leonardo, ficarão surpre-
sos com os trajes que usava”. Relembre: quando eu vir, 
tu vires, ele vir, nós virmos, vós virdes, eles virem (futuro 
do subjuntivo do verbo VER).
123
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
36) Resposta: B. Observe: a) Olhou para o cão, enquanto espe-
rava que lhe abrisse a porta. (pretérito imperfeito do sub-
juntivo); b) Por que foi que aquela criatura não procedeu 
com franqueza? (pretérito perfeito do indicativo); c) É 
preciso que uma pessoa se tranque para encurtar a des-
pesa. (presente do subjuntivo); d) Deixa de luxo, minha 
filha, será o que Deus quiser (futuro do subjuntivo); e) 
Se isso me fosse possível, procuraria a roupa. (pretérito 
imperfeito do subjuntivo)
37) Resposta: A. Observe: a) Você já reouve (passado de rea-
ver) o que lhe emprestou?; b) Quando nos virmos de novo, 
não seremos os mesmos; c) Vimos (presente) agora neste 
instante porque viemos (passado) ontem e não o encon-
tramos; d) Se nós interviéssemos em seu discurso, ele nos 
excomungaria; e) Gastou o que tinha mas se proveu do 
essencial por meses.
38) Resposta: E. O gerúndio e o particípio do verbo VIR são 
iguais: vindo. Como o verbo intervir segue o mesmo mo-
delo de conjugação, observe o registro correto: “O traba-
lhador quase não tem intervindo nas discussões sobre a 
comercialização dos produtos editoriais.”
39) Resposta: B. Observe: a) João Fanhoso anda amanhecen-
do sem entusiasmo (desentusiasmado); b) Demorava-se 
de propósito naquele complicado banho (propositada-
mente: valor adverbial); c) Os bichos da terra fugiam em 
desabalada carreira. (terrestres); d) Noite fechada sobre 
aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim (infinita); 
e) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça 
(roceiro).
40) Resposta: B. “Ante (preposição essencial) essa repulsa obs-
tinada (caracteriza o substantivo ‘repulsa’), teve as mais 
(advérbio que intensifica o adjetivo ‘variadas’) variadas 
reações”. “Isso (pronome demonstrativo) produzia nele 
124
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
um constrangimento não só perante (preposição essencial) 
todos quantos sabiam da história como também perante 
(preposição essencial) si mesmo.”
41) Resposta: B. Lembre-se: o artigo sempre estabelece uma 
relação de pressuposição unilateral com o substantivo. 
Em “Uma das técnicas que podemos usar é a de trans-
formar...”, o vocábulo a não acompanha o substantivo 
e, portanto, não é artigo. Tem, na verdade, a função de 
pronome demonstrativo = é aquela de transformar.
42) Resposta: B. “Porém já cinco sóis eram passados que 
(= desde que) dali nos partíramos...”; Como (= porque) 
estivesse doente faltei à escola; Embora (= mesmo que) 
haja maus nem por isso devemos descrer dos bons; Pedro 
será aprovado desde que (= caso) estude; Ainda que (= 
mesmo que) chova sairei de casa.
43) Resposta: D. Observe: “Se (= condição) você vai sair agora, 
nunca saberá (saberá o quê) se (= a conjunção integrou 
as orações) dissemos a verdade a eles e qual foi sua rea-
ção ao se verem (= verem a eles mesmos) diante daquela 
descoberta.” Portanto, temos, respectivamente: conjunção 
condicional, conjunção integrante, pronome reflexivo.
44) Resposta: E. Em “Uma ilha que não consta do mapa”, a 
palavra que retoma o antecedente ilha. É pronome relativo, 
portanto.
NÍVEL 3
1. E (pronome – coesão e coerência textual). Retoma “planos 
de aviação”.
2. C (pronomes de tratamento). Lembre-se: sua atenção.
125
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
3. E (advérbio onde). Substituir a primeira ocorrência por 
“quando”.
4. E (advérbio). Denota inclusão.
5. E (advérbio). “Há” já faz referência a tempo atrás.
6. E (conjunção enquanto). Indica objetos diferentes.
7. B (preposição em). Preposição necessária.
8. E (pronomes oblíquos). Pronome relativo é fator de atração.
9. C (adjetivos/substantivos abstratos).
10. C (substantivos).
11. E (adjetivos derivados de verbos). O único adjetivo é “li-
vre”. Os demais vocábulos são substantivos.
12. C (advérbio).
13. C (substantivo).
14. E (adjetivo). “Injustiça” é substantivo.
15. C (adjetivo).
16. C (artigo + substantivo).
17. C (crase de preposição e pronome).
18. E (todo + artigo definido). “Todo o largo” (= completo); 
“todo largo” (= qualquer).
19. E (Celso Cunha considera o numeral “Ambos” fator de 
atração).
126
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
20. E (colocação pronominal). “Que” é fator de próclise.
21. E (colocação pronominal). “Não” é fator de atração.
22. E (colocação pronominal). Futuro não admite ênclise.
23. E (preposição). Referência e finalidade, respectivamente.
24. E (artigo versus pronome). “A” é preposição. O artigo seria 
“as”.
25. C (adjetivo muito pouco empregado, porém com registro 
no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e no 
Dicionário Houaiss).
26. C (colocação pronominal).
27. E (valor aditivo da conjunção E).
28. E (advérbio invariável).
29. E (conjunção adversativa).
30. E (pronome relativo, conjunção, pronome relativo).
127
Capítulo 3
SINTAXE DA ORAÇÃO
TEXTO I
Leia o texto a seguir para responder à questão 1.
O límpido cristal
Que límpido o cristal de abril!... Um grito
não vai como os da noite – para os extramundos...
Todas as vozes, todas as palavras ditas – cigarras presas
dentro do globo azul – vão em redor do mundo
e a ninguém é preciso entender o que elas dizem;
basta aquele bordoneio profundo
que vibra com o peito de cada um...
palavras felizes de se encontrarem uma com a outra
nas solidões do mundo!
(Mário Quintana. Esconderijos do tempo. São Paulo, Globo,1995.)
QUESTÃO 1
Julgue os itens a seguir:
1) Em “Que límpido o cristal de abril!”, a palavra destacada 
constitui um pronome relativo. (p. 132)
2) Em “Todas as vozes, todas as palavras ditas”, destaca-
ram-se pronomes indefinidos adjetivos. (p. 132)
3) No verso 5, há somente um pronome pessoal do caso reto. 
(p. 133)
128
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
4) No trecho “a ninguém é preciso entender o que elas di-
zem”, destacaram-se, respectivamente, um pronome in-
definido substantivo e um pronome demonstrativo subs-
tantivo. (p. 135)
5) Em “que vibra com o peito de cada um...”, a expressão em 
destaque dispensa o segundo vocábulo. (p. 141)
6) Em “palavras felizes de se encontrarem uma com a outra”, 
os vocábulos destacados constituem, respectivamente, um 
artigo indefinido e um pronome indefinido. (p. 142)
TEXTO II
Leia o texto, com atenção, para responderà questão 2.
De acordo com dados internacionais, o Brasil, que é a 
oitava economia mundial, apresenta-se no sexagésimo quarto 
posto em indicadores sociais, nos quais os índices de saúde 
têm peso fundamental. Assim, a ideia do Brasil Grande traz 
embutido também o tamanho de seus problemas sociais e, em 
especial, os de saúde, afastando qualquer hipótese de ufanis-
mo e obrigando a uma profunda reflexão sobre a iniquidade 
em que vive a maioria da população.
É bem verdade que a mortalidade infantil baixou nos úl-
timos anos, estando ao redor de setenta óbitos para cada mil 
crianças nascidas vivas. No entanto, isso não revela as imensas 
disparidades regionais, onde esses valores variam de vinte e 
cinco a quase duzentos, aproximando polarmente o país de 
outros em extremos de desenvolvimento e de atraso.
Em termos de América do Sul, apenas a Bolívia e o Paraguai 
apresentam valores piores que o Brasil.
Outro indicador dramático é a esperança de vida ao nas-
cer. Se a chance média de viver de um habitante da região Sul 
é de sessenta anos, a de um nordestino é de apenas quarenta 
e cinco.
129
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
A par dessas indignas e inaceitáveis diferenças regionais e 
sociais, outras questões ainda afligem os brasileiros. Sem que 
as doenças infecciosas tenham saído das primeiras causas de 
morte, já lhes fazem companhia as doenças cardiovasculares, 
os cânceres e os acidentes. Isto é, além de ser campeão nas 
chamadas “doenças da pobreza”, o Brasil já disputa espaço 
entre os países com elevados índices de doenças consideradas 
“do desenvolvimento”, da urbanização.
(Eleutério Rodrigues Neto. O lucro perverso da doença, 
publicado em HUMANIDADE, número 15)
QUESTÃO 2
Julgue os itens seguintes:
1) O primeiro período do texto é composto por três orações. 
(p. 142)
2) Em “As doenças da pobreza e do desenvolvimento existem 
no Brasil”, temos sujeito composto. (p. 143)
3) Em “O Brasil que é a oitava economia mundial” (l. 1-2), 
temos, ao todo, quatro adjuntos adnominais. (p. 146)
4) Em “... afastando qualquer hipótese de ufanismo e obrigan-
do a uma reflexão...” (l. 6-7), os verbos possuem a mesma 
classificação quanto à predicação. (p. 146)
5) Em “... os índices de saúde têm peso fundamental” (l. 
3-4), os substantivos destacados constituem o núcleo do 
sujeito e o núcleo do objeto direto. (p. 148)
6) Em “... a mortalidade infantil baixou nos últimos anos” (l. 
9-10), o adjunto adverbial vem representado, morfologi-
camente, por uma locução adverbial. (p. 153)
7) O sujeito de “... isso não releva as imensas disparidades” 
(l. 11-12) classifica-se tal qual o sujeito de “Quem apre-
sentou esses valores?”. (p. 153)
130
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
8) Em “Outro indicador dramático é a esperança de vida” (l. 
17), temos verbo de ligação assim como em “O Brasil está 
na América do Sul”. (p. 154)
9) Destacou-se o complemento nominal em “... e obrigan-
do a uma profunda reflexão sobre a iniquidade...” (l. 7). 
(p. 154)
TEXTO III
Leia o texto a seguir para responder à questão 3.
Obra máxima de Camões e da poesia de língua portuguesa, 
Os lusíadas constituem o poema mais abrangente e expressivo 
do humanismo renascentista, em que a expansão marítima 
de Portugal se transforma em monumento de imaginação e 
arte literária.
Poesia poderosamente épica, apesar dos que viram em 
Camões um temperamento sobretudo lírico, Os lusíadas se 
ocupam do real transfigurado pelo heroísmo e do irreal mi-
tológico que preside a ação dos personagens e os assimila ou 
rejeita de acordo com seus feitos. Na verdade, esses persona-
gens, mesmo os historicamente identificáveis, também desde 
o início são mitos como os deuses, representando toda a sua 
gente. Os lusíadas cantam uma coletividade, “o peito ilustre 
lusitano” em movimento, descobrindo o mundo.
Massaud Moisés
QUESTÃO 3
Julgue os itens:
1) Os verbos “constituem” (l. 2), “ocupam” (l. 8) e “cantam” 
(l. 13) poderiam ser registrados no singular e o texto con-
tinuaria correto. (p. 158)
131
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
2) O texto abre-se com um aposto explicativo. (p. 158)
3) Os vocábulos “coletividade” e “transfigurado” apresentam 
o mesmo número de fonemas. (p. 159)
4) O primeiro parágrafo apresenta um único pronome oblí-
quo átono proclítico. (p. 159)
5) Os verbos do último período do texto possuem a mesma 
classificação no tocante à transitividade. (p. 159)
6) No trecho: “Na verdade, esses personagens, mesmo os 
historicamente identificáveis, também desde o início são 
mitos...” (l. 10-12), destacou-se o vocativo. (p. 159)
TEXTO IV
Leia o texto a seguir para responder à questão 4.
Nas sociedades primitivas, as transações comerciais se 
faziam por troca direta de uma mercadoria por outra de valor 
equivalente, sistema denominado escambo. Progressivamente, 
uma mercadoria de interesse geral passou a ser empregada 
como medida de valor das demais e tornou-se o padrão de 
troca. Assim, em diferentes épocas, centenas de objetos cir-
cularam como moeda ou meio de troca: couro, conchas, sal, 
gado, pedras preciosas, etc.
Ao converter-se no primeiro grande meio de pagamento, 
por ser uma mercadoria facilmente trocável nas transações 
internas ou externas de uma comunidade, o gado bovino afas-
tou as várias outras que funcionavam como moeda. Sua im-
portância como instrumento de troca e de reserva transparece 
em termos usados atualmente, como “pecúnia” e “pecúlio”, 
derivados do latim pecus, “rebanho”, “gado”, e cujas origens 
remontam ao grego pékos.
Moeda e evolução. Napoleão Laerte (com adptações)
132
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
QUESTÃO 4
Julgue os itens a seguir:
0) A vírgula presente na linha 1 indica deslocamento de ad-
junto adverbial. (p. 159)
1) Caso seja colocada vírgula antes da conjunção “e” (l. 5), 
não haverá prejuízo gramatical. (p. 159)
2) A vírgula antes de “etc.” (l. 8) é opcional. (p. 160)
3) Em “... o gado bovino afastou as várias outras...” não é possí-
vel usar vírgula entre “afastou” e “as várias outras”. (p. 160)
4) No trecho: “Sua importância como instrumento de troca 
e de reserva transparece em termos usados atualmente, 
como “pecúnia” e “pecúlio”...” (l. 12-14), a vírgula antes 
do elemento coesivo “como”, com valor exemplificativo, 
é obrigatória. (p. 160)
RESOLUÇÕES COMENTADAS
QUESTÃO 1
1) Falso. Em “Que límpido o cristal de abril!”, a palavra des-
tacada constitui advérbio (intensifica o adjetivo).
2) Verdadeiro. Em “Todas as vozes, todas as palavras di-
tas”, os pronomes indefinidos adjetivos acompanham os 
substantivos. 
LEMBRE-SE:
O pronome é a palavra que substitui o substantivo ou 
que o acompanha, determinando-lhe a extensão do sig-
nificado.
Pronome substantivo – substitui o substantivo. 
Ex.: Elas exigiram o material básico.
Pronome adjetivo – acompanha o substantivo. 
Ex.: Aquela música emocionou os presentes.
133
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
3) Verdadeiro. A palavra “elas” constitui pronome pessoal do 
caso reto. Mas, qual a diferença entre o pronome pessoal 
do caso reto e o do caso oblíquo?
PRONOMES PESSOAIS DO CASO RETO E DO CASO 
OBLÍQUO
Substituem as três pessoas gramaticais. São sempre, 
portanto, pronomes substantivos.
Retos
Oblíquos
Átonos Tônicos
Singular
1ª pessoa Eu Me mim, comigo
2ª pessoa Tu Te ti, contigo
3ª pessoa ele, ela Se, lhe, o, a
si, consigo, 
ele, ela
Plural
1ª pessoa Nós Nos nós, conosco
2ª pessoa Vós Vos vós, convosco
3ª pessoa eles, elas Se, lhes, os, as
si, consigo, 
eles, elas
 IMPORTANTE
EMPREGO DOS PRONOMES
•	 Os pronomes retos funcionam geralmente como sujeito:Ex.: Nós estabelecemos as regras no jogo.
•	 Os pronomes oblíquos funcionam como objeto ou com-
plemento:
 Ex.: Bentinho contou-me a verdade. (objeto indireto)
 O livro será útil a nós. (complemento nominal)
•	 Os pronomes oblíquos podem ser:
a) átonos (empregados sem preposição):
 Ex.: Dê-nos o material necessário à execução do plano.
b) tônicos (precedidos de preposição):
 Ex.: Dê a nós o material necessário à execução do 
plano.
134
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
c) lo, la, los, las depois de verbos terminados em r, s, z:
 Ex.: É necessário dividir a herança. / ... dividi-la (sem 
acento na forma verbal).
 Quis a proposta anterior. / Qui-la (sem acento na 
forma verbal).
 Fiz os exercícios propostos. / Fi-los (sem acento na 
forma verbal).
 É importante instruir o candidato/ ... instruí-lo (com 
acento na forma verbal, em virtude do hiato) Lavra-
rá a ata. / Lavrá-la-á (observe que o acento agudo 
aparece duas vezes).
 Buscarás a verdade. / Buscá-la-ás (observe que o 
acento agudo aparece duas vezes).
d) no, na, nos, nas depois de verbos terminados em 
ditongo nasal (am, em, ão, õe):
 Ex.: Executaram os sem-terra. / Executaram-nos.
 Põe o álbum sobre a mesa. / Põe-no.
Emprego dos pronomes pessoais
Pronomes pessoais retos
1. Os pronomes ele(s), ela(s), nós e vós podem funcionar 
como objeto direto quando vierem precedidos de todos, só, 
apenas, ou quando vierem seguidos de numeral:
Ex.: Encontre-os. Encontre todos eles.
 Defini-os. Defini eles dois.
2. Os pronomes retos de 3ª pessoa (ele, ela, eles, elas) 
passam a ser oblíquos quando se contraem com as preposi-
ções de ou em:
•	 de + ele = dele •	em + ele = nele
•	 de + ela = dela •	em + ela = nela
•	 de + eles = deles •	em + eles = neles
Ex.: Precisamos deles. Sempre cremos neles.
135
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 IMPORTANTE
Essa contração não ocorre quando esses pronomes exer-
cem a função de sujeito:
Ex.: É hora de o Congresso estabelecer suas normas.
 É hora de ele estabelecer normas. (Embora haja di-
vergências entre os estudiosos, não são construções 
cultas: É hora do Congresso estabelecer suas nor-
mas./É hora dele estabelecer normas.) O Acordo Or-
tográfico da Língua Portuguesa (2009) não recomen-
da a contração.
PRONOMES PESSOAIS OBLÍQUOS
1. Os pronomes pessoais oblíquos tônicos vêm sempre 
precedidos de preposição:
Ex.: Policarpo Quaresma deu uma lição a nós.
2. As formas conosco e convosco serão substituídas por 
com nós e com vós se estas vierem seguidas de numeral ou 
de palavras como todos, outros, mesmos, próprios, ambos:
3. Os pronomes pessoais oblíquos átonos podem ser uti-
lizados com sentido possessivo:
Ex.: O soldado cortou-me o rosto. (me = meu)
 Roubaram-lhe o dinheiro. (lhe = seu)
4) Verdadeiro. No trecho “a ninguém é preciso entender o 
(= aquilo) que elas dizem”, destacaram-se, respectivamen-
te, um pronome indefinido substantivo e um pronome de-
monstrativo substantivo.
Estudemos melhor a classificação dos pronomes:
136
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
PRONOMES POSSESSIVOS
Os pronomes possessivos indicam aquilo que pertence a 
cada uma das pessoas gramaticais:
Singular Plural
1ª pessoa
meu, minha,
meus, minhas
nosso, nossa,
nossos, nossas
2ª pessoa teu, tua, teus, tuas
vosso, vossa,
vossos, vossas
3ª pessoa seu, sua, seus, suas seu, sua, seus, suas
PRONOMES DEMONSTRATIVOS
São pronomes que situam o ser no espaço e no tempo, to-
mando como ponto de referência as três pessoas gramaticais.
Variáveis Invariáveis
este, esta, estes, estas isto
esse, essa, esses, essas isso
aquele, aquela, aqueles, 
aquelas
aquilo
•	 Este, esta, isto indicam que o ser está próximo do fa-
lante:
 Este livro é meu.
•	 Esse, essa, isso indicam que o ser está próximo do 
ouvinte:
 Esse livro é seu.
•	 Aquele, aquela, aquilo indicam que o ser está afastado 
do falante e do ouvinte:
 Aquele livro é dele.
137
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 IMPORTANTE
Em relação ao DISCURSO, o que vai ser mencionado é 
indicado pelo pronome “este” (função catafórica): “Nosso 
vizinho vive repetindo este provérbio: Casa de ferreiro, 
espeto de pau”. Também se usa o pronome “este” para 
referência a elemento anterior mais próximo (função ana-
fórica): “Preocupa-se o autor com a escrita como processo, 
e não como literatura ou como texto a ser linguisticamente 
analisado. Aliás, neste último caso não se leva em consi-
deração o tipo de processo...”. Para o que se mencionou, 
usa-se o pronome “esse” (função anafórica): “A segunda 
parte do trabalho dispõe sobre a marginalidade social. É 
nesse capítulo / nessa parte / nesse ponto que se discutem 
os desvios verificados nas instituições pesquisadas”.
ESTRUTURA DIAFÓRICA
Todo texto produz cadeias coesivas à medida que os vo-
cábulos são registrados. Você perceberá que, como o texto 
é um “tecido”, ideias serão sempre retomadas ou previstas.
•	 Elemento coesivo anafórico – é aquele que apresenta 
referente anteposto.
 Ex.: O ex-presidente criticou o empresário que interme-
diou o patrocínio do projeto. (Observe que o pronome 
relativo “que” retoma o antecedente “o empresário”.)
•	 Elemento coesivo catafórico – é aquele que apresenta 
referente posposto.
 Ex.: Esta é a principal causa da violência: a impunidade. 
(Observe que o pronome demonstrativo “Esta” refere-se 
ao termo posposto “a impunidade”.)
•	 Elemento coesivo endofórico – é aquele que apresenta 
referente interno (está dentro do texto). Observe que 
todos os elementos coesivos presentes nos exemplos 
138
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
anteriores são, além de anafóricos ou catafóricos, en-
dofóricos.
•	 Elemento coesivo exofórico – é aquele que apresenta 
referente externo (fora do texto).
 Ex.: Eu estive fazendo um levantamento das mensagens 
que me enviam pela internet. (Observe que o pronome 
“Eu” refere-se a elemento não registrado no texto.)
•	 Elemento dêitico – sinal que designa mostrando, e não 
conceituando. Observe, cuidadosamente, pronomes pes-
soais e desinências verbais (indicam os participantes 
do ato do discurso), pronomes demonstrativos, certas 
locuções prepositivas e adverbiais, advérbios de tempo: 
este, hoje, agora, ultimamente, recentemente, ontem, no 
próximo ano, antes de (pretérito) e outros. Na verdade, 
os dêiticos são os elementos linguísticos que mais evi-
denciam a presença do emissor no enunciado.
 Ex.: Senhores pares, circula uma proposta para aumen-
tar as verbas com vistas à contratação de funcionários 
pessoais de cada deputado desta Casa. Hoje, um parla-
mentar recebe 35.000 reais por mês para isso. A ideia é 
elevar esse montante para 45.000 reais. Eu considero 
esse fermento nas verbas de gabinete um assalto aos 
cofres públicos.
•	 Elemento vicário – palavra que, como verdadeiro pro-
nome, se põe em lugar de uma oração inteira. 
Ex.: a) “Que quer dizer este nome? É que as almas, tanto 
que entram naquele templo, se tornam estáticas!” 
 O verbo É equivale, aí, a este nome quer dizer, e o 
que seguinte inicia uma oração subordinada subs-
tantiva objetiva direta.
 b) “É um século que não chega pronto da fábrica, 
mas sim pronto para ser forjado por vocês à nossa 
imagem e semelhança.”
O vocábulo sim equivale, aí, a é um século que chega. 
Entendeu? Salientemos, agora, os processos de coesão lexical 
por substituição léxica.
139
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
•	 As palavras o, a, os, as, mesmo, próprio, semelhante 
e tal podem ser pronomes demonstrativos:
Ex.: O elefante é o que mais pesa. (o = aquele)
 O vigilante mesmo repreendeu os moleques.
 Tal gesto deve ser repreendido.
PRONOMES INDEFINIDOS
Os pronomesindefinidos referem-se à 3ª pessoa grama-
tical de maneira indeterminada, vaga:
Ex.: Alguém estacionou o carro em local proibido.
Variáveis Invariáveis
Algum, alguma, alguns, algumas alguém
Nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas ninguém
Todo, toda, todos, todas tudo
Outro, outra, outros, outras outrem
Muito, muita, muitos, muitas nada
Pouco, pouca, poucos, poucas cada
Certo, certa, certos, certas algo
Vário, vária, vários, várias
Tanto, tanta, tantos, tantas
Quanto, quanta, quantos, quantas
Qualquer, quaisquer
Locuções pronominais indefinidas
Cada um, cada qual, quem quer que seja,
quem for, seja qual for, etc.
PRONOMES INTERROGATIVOS
São os pronomes que, quem, qual e quanto (também 
indefinidos) empregados na formulação de perguntas. Essa 
pergunta pode ser direta ou indireta.
a) direta:
 Ex.: Quem abandonou o emprego naquela repartição?
b) indireta:
 Ex.: Quero saber qual o meu peso ideal.
140
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
PRONOMES RELATIVOS
Referem-se a termos já expressos (função anafórica) e 
introduzem oração subordinada adjetiva:
Variáveis Invariáveis
O qual, a qual, os quais, as quais que
Cujo, cuja, cujos, cujas quem
Quanto, quanta, quantos, 
quantas
onde
Ex.: Conheci os presidiários que foram elogiados pelo di-
retor. 
Emprego dos pronomes relativos
1. O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome 
demonstrativo o, a, os, as:
 Ex.: O jovem rapaz foi o que demonstrou mais segurança.
2. O pronome relativo que pode ser substituído por o qual, 
a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for 
um substantivo:
 Ex.: Naquele lugar, há um restaurante que vende comida 
chinesa. (que = o qual / Substitui o antecedente “res-
taurante”)
3. O pronome cujo tem valor possessivo e equivale a do 
qual, de quem, de que. Terá sempre o valor de ADJUNTO 
ADNOMINAL.
 Ex.: Os filhos com cujos pais conversei prometeram 
mudar de atitude.
4. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição 
quando a regência assim exigir:
 Ex.: Posso provar as irregularidades a que me referi.
 As informações de que dependo são sigilosas.
 O motorista, em cujo táxi entrei, era velho conhecido.
5. Após o pronome cujo nunca se usa o artigo:
 Ex.: Os alunos cujas ideias são claras fazem boas redações.
141
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 ATENÇÃO
Os pronomes EU e TU não podem vir regidos de preposi-
ção essencial como ENTRE, PARA, PERANTE, CONTRA, SEM, 
DE. Empregamos MIM e TI.
Ex.: Perante mim, ela chorou.
 Contra mim e ti, ela agiu.
 Entre mim e você, tudo está acabado.
 Sem mim, nada podeis fazer.
É incorreto pensar que sempre antes de verbo no infiniti-
vo usamos o pronome eu, apesar da presença de preposição. 
Cuidado com o sujeito oracional.
Este trabalho é fácil para eu desenvolver.
  
 sujeito sujeito
É fácil para mim desenvolver este trabalho.
 
 sujeito oracional
PRONOMES MO, TO, LHO, NO-LO, VO-LO
Funcionam como objeto indireto e direto, respectivamen-
te, acoplados, unidos.
Ele disse a verdade a mim (me + a) – Ele ma disse. 
Ele informou o problema a você (lhe + o) – Ele lho informou.
Ela mostrou o quadro a nós (nos + o) – Ela no-lo mostrou.
Ela indicou as placas a vós (vos + as) – Ela vo-las indicou.
Ele relatou o fato a ti. (te + o) Ele to relatou.
 VTDI 	 
 -o -te
5) Falso. Em “que vibra com o peito de cada um...”, a expres-
são em destaque sempre se construirá dessa forma.
142
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
6) Falso. Em “palavras felizes de se encontrarem uma com 
a outra”, os vocábulos destacados constituem pronomes 
indefinidos. É uma questão de paralelismo. Reveja a clas-
sificação dos pronomes na questão 4.
QUESTÃO 2
1) Verdadeiro. O número de verbos ou locuções verbais de-
terminará o número de orações. Observe:
De acordo com dados internacionais, o Brasil (1ª parte 
da 2ª oração) /, que é a oitava economia mundial, (1ª oração) 
/ apresenta-se no sexagésimo quarto posto em indicadores 
sociais (2ª oração), / nos quais os índices de saúde têm peso 
fundamental (3ª oração). Assim, análise sintática é a parte da 
Gramática que estuda e classifica as orações e os termos de 
cada oração. Mas, como distinguir frase, oração e período?
•	 FRASE é todo enunciado capaz de estabelecer comuni-
cação:
 A lua ia grande e bela!
 Nossa! Você veio?
 Silêncio!
•	 ORAÇÃO é a frase construída em torno de um verbo.
 Os cientistas descobriram a cura.
 Não assisti àquele filme.
 Nosso inimigo bateu as botas.
•	 PERÍODO é a frase formada por uma ou mais orações.
– simples: formado por uma oração.
 Ontem, não encontrei a bomba-relógio.
– composto: formado por duas ou mais orações.
 Ele disse/ que a nossa casa recebia subsídios gover-
namentais (2 orações).
 Marta chegou/ e constatou/ que todos estavam men-
tindo. (3 orações)
143
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
2) Falso. Temos sujeito simples: As doenças da pobreza e do 
desenvolvimento (sujeito)/ existem no Brasil (predicado). 
O sujeito apresenta apenas um núcleo. 
 SAIBA MAIS
SUJEITO E PREDICADO
•	 Sujeito: é o termo da oração que representa o ser a 
respeito do qual afirmamos ou negamos alguma coisa.
•	 Predicado: é a parte da oração por meio da qual afir-
mamos ou negamos algo a respeito do sujeito. O pre-
dicado sempre contém um verbo.
 Ex.: Os valentes jagunços encontraram a pedra.
 suj. predic.
•	 SUJEITO SIMPLES: é aquele formado por apenas um 
núcleo.
 Ex.: Muitos problemas surgiram naquele momento.
 núcleo suj.
•	 SUJEITO COMPOSTO: é aquele formado por dois ou 
mais núcleos.
 Ex.: Chapéus coloridos e guarda-chuvas velhos chamavam 
 núcleo suj. núcleo suj.
 a atenção de todos.
•	 SUJEITO ELÍPTICO OU DESINENCIAL: é aquele que só 
pode ser conhecido pela análise da desinência verbal.
 Pode ser chamado, também, de oculto (evite essa no-
menclatura), implícito, elíptico, fossilizado.
 Ex.: Negarás os teus parentes? (negarás – sujeito desi-
nencial tu)
 Ex.: Entendemos o processo de formação das palavras. 
(entendemos – sujeito elíptico nós)
144
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
•	 SUJEITO INDETERMINADO OU GENÉRICO: quando não 
podemos ou não queremos dizer quem é o sujeito. Este 
não aparece anteposto ou posposto no contexto oracio-
nal.
 Casos em que podemos verificar a indeterminação do 
sujeito:
– Quando o verbo, sem se referir a nenhum elemento do 
contexto da frase, apresentar-se na 3ª pessoa do plural.
 Ex.: Falaram sobre a única matéria jornalística publicada.
 3ª p. plural
– Quando o verbo, sem se referir a nenhum elemento 
do contexto da frase, apresentar-se na 3ª pessoa do 
singular + SE. Cuidado para não confundir PARTÍCULA 
APASSIVADORA (com sujeito determinado) e ÍNDICE 
DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO (com sujeito inde-
terminado)
 Acreditou-se em teorias obsoletas.
 3ª p. sing. (V.T.I. + SE – índice de indeterminação do sujeito)
 ATENÇÃO
Quando o verbo no infinitivo não apresenta referente es-
pecífico na construção sintática, é possível caracterizar 
um sujeito genérico (ou indeterminado).
Ex.: É necessário estabelecer novas metas. (Quem estabe-
lecerá novas metas?)
 IMPORTANTE
Lembre-se de que só podemos transpor para a voz pas-
siva, em princípio, VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS (ou 
transitivos diretos e indiretos). Observe:
Ex.: Apresentou-se um relatório. (Voz passiva sintética 
ou pronominal – VTD + SE – PARTÍCULA APASSIVA-
DORA)
 Um relatório foi apresentado. (Voz passiva analítica)
145
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Nos dois enunciados o sujeito é o mesmo: um relatório. 
Ex.: Comunicou-seo fato ao diretor. (Voz passiva sintética 
ou pronominal – VTDI + SE – PARTÍCULA APASSIVADORA)
Ex.: O fato foi comunicado ao diretor. (Voz passiva ana-
lítica)
O mesmo não acontecerá com VERBOS TRANSITIVOS INDI-
RETOS, INTRANSITIVOS E DE LIGAÇÃO. Observe também 
os casos em que há objeto direto preposicionado. Teremos 
ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO. Observe:
Ex.: Confiou-se em suas propostas. (VTI + SE)
 Comeu-se em um bom restaurante. (VI + SE)
 É-se esperançoso no Brasil. (VL + SE) 
 Bebeu-se do delicioso vinho. (VTD +SE + OBJETO DI-
RETO PREPOSICIONADO)
•	 ORAÇÃO SEM SUJEITO: observe os seguintes verbos e 
situações:
– Haver no sentido de existir, acontecer e indicando 
tempo passado:
Ex.: Havia alguns roqueiros no ambiente. (Lembre-se 
de que os verbos impessoais também não ad-
mitem transposição para a voz passiva. Como 
transformar o objeto direto em sujeito se o verbo 
é impessoal?)
 Há dois anos/ éramos românticos.
– Fazer indicando tempo e fenômeno da natureza:
Ex.: Faz três meses/ que estudo a língua.
 Faz calor no Rio sempre.
– Ser indicando tempo e distância:
Ex.: São cinco horas da manhã.
 Daqui a Brasília são vinte quilômetros.
146
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
– Verbos indicativos de fenômeno da natureza. (chover, 
ventar, nevar, relampejar e outros)
 Ex.: Chove torrencialmente em Curitiba.
 IMPORTANTE
Vale a pena ressaltar a diferença entre verbos IMPES-
SOAIS E UNIPESSOAIS.
Muitas vezes, a ideia expressa pelo verbo não pode ser 
aplicada a determinadas pessoas. É o caso, por exemplo, dos 
verbos que exprimem fenômenos da natureza, como chover, 
trovejar, ventar. Só aparecem na 3ª pessoa do singular. Os que 
indicam vozes de animais, como granir, ladrar, zurrar, normal-
mente só se empregam na 3ª pessoa do singular e do plural. Aos 
primeiros chamamos IMPESSOAIS; aos últimos, UNIPESSOAIS.
•	 SUJEITO ORACIONAL: é aquele representado por uma 
oração. O verbo a que ele se relaciona estará sempre na 
3ª pessoa do singular.
Ex.: É necessário obter mais lucros. (sujeito oracional 
de “É”)
 Ficou confirmado que o ministro renunciaria. (su-
jeito oracional de “Ficou confirmado”)
3) Verdadeiro. Os adjuntos adnominais são: O (artigo), a (ar-
tigo), oitava (numeral), mundial (adjetivo).
•	 ADJUNTO ADNOMINAL: é um termo que se relaciona a um 
nome (substantivo) para caracterizar, detalhar melhor esse 
nome. São representados, morfologicamente, por artigos, 
adjetivos (ou locuções adjetivas), numerais e pronomes.
Ex.: Pequenos flocos de espuma boiavam.
 A casinha ficava em um pequeno vale.
4) Falso. O verbo “afastando” exige complemento verbal 
sem o auxílio da preposição. É transitivo direto. O verbo 
“obrigando”, ao contrário, exige complemento verbal com 
147
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
o auxílio da preposição “a”. É transitivo indireto. Quer 
entender melhor essa classificação?
•	 VERBO INTRANSITIVO: é aquele que, por ter predicação 
completa, não exige nenhum termo que lhe complete o 
sentido. Isso significa que o verbo intransitivo não exige 
complemento verbal (objeto).
Ex.: As nossas encomendas chegaram.
 v. intr.
Assobiava, lá fora, um vento gelado.
 v. int suj.
•	 VERBO TRANSITIVO DIRETO: é o verbo que exige, para 
completar-lhe o sentido, um termo não iniciado por 
preposição – o objeto direto.
 Ex.: Alguns turistas fotografavam o mar.
 v.t.d obj.dir.
•	 VERBO TRANSITIVO INDIRETO: é o verbo que exige 
um complemento (objeto) iniciado por preposição – o 
objeto indireto.
 Ex.: O motorista desconfiou de nossa conversa.
 v.t.i obj. ind.
•	 VERBO TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO: é todo ver-
bo que exige dois complementos: um deles sem prepo-
sição (objeto direto) e o outro com proposição (objeto 
indireto).
Ex.: Todos pediram ajuda ao fiscal.
 v.t.d.i obj.dir. obj.ind.
A escola fornece todas as informações aos interessados.
 v.t.d.i obj.dir obj. ind.
•	 VERBO DE LIGAÇÃO: é todo verbo que estabelece um 
vínculo, uma ligação entre o sujeito e uma qualidade 
atribuída a esse sujeito. A qualidade (ou característica, 
148
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
ou modo de ser) atribuída ao sujeito denomina-se pre-
dicativo do sujeito.
Ex.: Algumas crianças estavam tristes.
 suj. v. lig. predicat.
 A torcida ficou extremamente irritada.
 suj. v.lig predicat.
•	 VERBO TRANSOBJETIVO: é aquele que apresenta um 
objeto e um predicativo desse objeto.
Ex.: Nossos pais consideram sua atitude corajosa.
 obj. dir. pred. obj.
 O fraco rei faz fraca a forte gente.
 pred. obj. obj. dir.
 OBSERVAÇÃO
Atenção para o verbo CHAMAR (= cognominar, caracteri-
zar, denominar, apelidar). É transitivo direto ou indireto 
indiferentemente e o predicativo pode vir ou não regido 
pela preposição DE.
Ex.: Chamei-o perverso.
 Chamei-o de perverso.
 Chamei-lhe perverso.
 Chamei-lhe de perverso.
5) Verdadeiro. Lembre-se: o núcleo do sujeito não pode, em 
tese, vir preposicionado. Por isso, “saúde” não constitui 
núcleo, e, sim, “índices”. O verbo “têm” é transitivo direto. 
Exige complemento verbal chamado objeto direto. Apro-
fundemos esse estudo:
•	 OBJETO DIRETO: é o complemento verbal não iniciado 
por preposição.
Ex.: Poucas pessoas já leram esse livro.
 v.t.d. obj.dir.
149
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
O objeto direto caracteriza-se pelo seguinte: em tese, toda 
frase que apresenta objeto direto pode ser transposta para a 
voz passiva.
Ex.: Todos aplaudiram o jogador. (voz ativa)
 v.t.d. obj. dir.
 O jogador foi aplaudido por todos (voz passiva)
 suj.
Observe que o objeto direto da voz ativa torna-se o sujeito 
da voz passiva.
 ATENÇÃO
O verbo “haver”, com o sentido de “existir”, “ocorrer”, 
embora seja transitivo direto, não admite transposição 
para a voz passiva, uma vez que corresponde a verbo 
impessoal:
Havia pessoas (obj. dir.) no local (impossível transpor para 
a voz passiva).
O objeto direto pode, sempre, ser substituído lexicalmente 
por um dos seguintes pronomes oblíquos: O, A, OS, AS
Ex.: Alguns moradores conheciam o velhinho.
 v.t.d. obj. dir
Substituindo o objeto direto pelo pronome oblíquo equi-
valente, temos:
Alguns moradores o conheciam.
 obj. dir v.t.d
 OBSERVAÇÕES
Há casos em que o objeto direto pode apresentar, antes de 
si, uma preposição; no entanto, não é exigida pelo verbo 
e pode até ser eliminada da frase.
Ex.: A notícia surpreendeu a todos.
 suj. v.t.d. obj.dir. preposicionado
150
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
•	 OBJETO INDIRETO: é o complemento verbal que, obri-
gatoriamente, vem iniciado por uma preposição (de, 
com, em, para, etc.).
Ex.: Muitos já desconfiaram de você.
 v.t.i. obj. ind.
 O poeta dedicou o livro aos jovens.
 v.t.d.i. obj.dir. obj. ind.
Pronomes oblíquos
como objeto.
Os pronomes oblí-
quos átonos, quan-
do funcionam como 
objeto, são classifi-
cados:
O, A, OS, AS 
sempre objetos di-
retos.
Todos O criticaram.
Obj. dir. v.t.d
LHE, LHES  objeto
indireto.
Eu já LHE entreguei
o livro
ME, NOS, TE, VOS, 
SE  a classificação 
de cada um desses 
pronomescomo ob-
jeto direto ou obje-
to indireto depende 
do verbo que o pro-
nome estiver com-
plementando.
Se o verbo for tran-
sitivo direto, o pro-
nome será objeto 
direto. Se o verbo 
for transitivo in-
direto, o pronome 
será objeto indireto.
Eu TE conheço
 o.d. v.t.d.
Eu TE obedeço
 o.i. v.t.i
Eu TE enviarei o
material
o. i. v.d.t.i. o.d.
•	 SUJEITO ACUSATIVO OU DE INFINITIVO:
Que é esse tal de sujeito acusativo? Em “Eu o mandei 
arquivar o processo”, o sujeito do verbo “mandar” é o 
pronome “Eu”, e o do verbo “arquivar” é o pronome “o”. 
Por quê, Fernando Moura?
Ora, se desenvolvermos a oração, teremos: “Eu mandei 
que ele arquivasse o processo”. Portanto, o objeto direto do 
verbo mandar é a oração, e não o pronome. Ao reduzirmos a 
oração, como ocorre na frase apresentada, teremos o pronome 
de terceira pessoa do singular ligado ao verbo “mandar”. En-
tão, ele deve ser transformado em pronome oblíquo átono – o. 
Consequentemente, a frase certa será “Eu o mandei arquivar 
o processo”.
151
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Quando isso ocorrerá? Quando surgir verbo causativo 
(mandar, fazer, deixar) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir) mais 
qualquer verbo no infinitivo. O sujeito desse segundo verbo 
não pode ser pronome pessoal do caso reto, e sim pronome 
pessoal do caso oblíquo – me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.
E a concordância?
Fernando, qual a forma correta: “Deixai vir a mim as 
criancinhas” ou “Deixai virem a mim as criancinhas”?
As duas formas estão corretas. O sujeito acusativo pode 
ser representado por um substantivo ou por um pronome pes-
soal oblíquo. Quando o sujeito acusativo for um substantivo 
plural, o verbo no infinitivo tanto poderá concordar com o 
substantivo quanto ficar no singular. Quando for um pronome 
pessoal oblíquo, o verbo ficará sempre na terceira pessoa do 
singular. Quer mais um exemplo? Compare.
“Mandaram os advogados saírem” ou “Mandaram os advo-
gados sair” (o sujeito acusativo vem representado pelo subs-
tantivo “advogados”).
“Mandei-os sair” (o sujeito acusativo vem representado 
pelo pronome).
Lembre-se, ainda, de que os sinônimos também são cau-
sativos ou sensitivos: ordenar, permitir, escutar, enxergar, 
perceber.
 IMPORTANTE
Vale ressaltar que os pronomes MO, TO, LHO, NO-LO, 
VO-LO constituem a contração de dois pronomes-objetos. 
Portanto, exercerão, sintaticamente, a função de OBJETO 
INDIRETO E DIRETO.
Ex.: Não pediria isso a você. (lhe + o)  Não lho pediria.
 -o -lhe
 Ele contou o caso a nós. (nos + o)  Ele no-lo contou.
 -o -nos
152
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
•	 OBJETO PLEONÁSTICO: é aquele que vem deslocado no 
contexto oracional e reforçado por um pronome pessoal 
oblíquo. Essa repetição recebe o nome de pleonasmo.
Ex.: As folhinhas, inventou-as algum boticário da região.
 objeto direto obj. dir. sujeito
 deslocado pleonástico
 Aos regulamentos, sempre lhes obedeci.
 obj. ind. obj. ind. pleonástico
•	 OBJETO INDIRETO DATIVO DE POSSE: é aquele que 
apresenta valor possessivo e é representado por um 
pronome pessoal do caso oblíquo. Alguns gramáticos 
chamam-no de objeto indireto por extensão e outros 
de adjunto adnominal. Esta última classificação é mais 
frequente em concursos públicos.
Ex.: Roubaram-lhe o carro (lhe = seu)
 Cortaram-me os dedos. (me = meus)
•	 OBJETO DIRETO INTERNO E COGNATO
– Cognato: o verbo e o complemento pertencem à mesma 
família etimológica (mesmo radical).
Ex.: Os brasileiros vivem uma vida tranquila.
 Meu vizinho chorou um choro hipócrita.
– Interno: o verbo e o complemento estão no mesmo 
campo semântico (de significação).
Ex.: Dormi um sono tranquilo.
 A moça chorou lágrimas falsas.
•	 AGENTE DA PASSIVA: é o elemento que pratica a ação 
verbal nas frases que estão na voz passiva (isto é, quan-
do o sujeito recebe a ação verbal.)
Ex.: Muitas árvores foram destruídas pelo vento.
 suj. paciente ag. da passiva
 Ele será elogiado por nós?
suj. paciente ag. da passiva
153
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 OBSERVAÇÃO
O agente da passiva corresponde ao sujeito da ativa e 
sempre se inicia pela preposição POR/PELO (e, também, mais 
raramente, pela preposição DE).
Ex.: A atriz foi cercada de fãs.
6) Verdadeiro. O adjunto adverbial pode vir representado por 
advérbio, locução adverbial e oração adverbial. Esta última 
possibilidade veremos nos próximos capítulos. Compare:
 A mortalidade infantil baixou ontem. (Apenas uma pala-
vra traduzindo a circunstância temporal).
 A mortalidade infantil baixou nos últimos anos. (Expres-
são preposicionada traduzindo a circunstância tempo-
ral). Portanto, aprenda esta lição:
•	 ADJUNTO ADVERBIAL: termo que se relaciona ao verbo 
para acrescentar uma circunstância qualquer (tempo, 
modo, negação, causa, lugar, dúvida, etc.).
 Talvez ele não vá à cidade hoje.
 adj. adv. adj. adv. adj. adv. adj. adv.
 de dúvida de negação de lugar de tempo
 IMPORTANTE
Locução adverbial é um termo preposicionado que tem 
valor de advérbio, exprimindo, portanto, a ideia de circuns-
tância. Sintaticamente, exercerá a função de adjunto adverbial 
e não pode ser confundido com objeto indireto.
Ex.: Ele morreu de tuberculose. (locução adverbial = ad-
junto adverbial de causa)
 Na África, pessoas estão vivendo em cortiços. (locuções 
adverbiais = adjuntos adverbiais de lugar)
7) Verdadeiro. Os pronomes “isso” e “quem” são núcleos 
do sujeito simples, respectivamente, dos verbos “revela” 
154
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
e “apresentou”. Ambos os pronomes substituem o subs-
tantivo. Reveja a classificação do sujeito na questão 2.
8) Falso. Verbo de ligação conecta sujeito e predicativo, como 
acontece em “A esperança de vida é outro indicador dra-
mático (predicativo)” / (ordem direta). Em “O Brasil está na 
América do Sul”, o mesmo não acontece. Temos sujeito, 
verbo intransitivo e adjunto adverbial de lugar, respectiva-
mente. 
 SAIBA MAIS
•	 PREDICATIVO: termo que expressa uma característi-
ca, um estado, um modo de ser do nome. O predicativo 
relaciona-se ao nome por meio de um verbo de ligação 
ou não. O predicativo pode ser:
– Predicativo do sujeito: quando a característica é 
atribuída ao sujeito da oração.
Ex.: Os jogadores estavam nervosos.
 suj. v. lig. predicat. do suj.
 Os brasileiros assistiram à cena nervosos.
 suj. v.t.i. obj. ind. predicat. do suj.
– Predicativo do objeto: quando a característica é 
atribuída ao objeto da oração.
Ex.: Ninguém considerou certa sua atitude.
 suj. v.t.d. predicat. obj. dir.
 do obj
9) Verdadeiro. O substantivo “reflexão” (abstrato, cognato de 
verbo, ou seja, da família etimológica do verbo “refletir”). A 
esse substantivo está subordinado, numa relação comple-
tiva (objetiva), o termo “sobre a iniquidade”. 
 LEMBRE-SE
•	 COMPLEMENTO NOMINAL: é o termo que relaciona a 
nomes de sentido incompleto a fim de completá-los. 
155
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
O complemento nominal se assemelha ao objeto indire-
to, mas a diferença fundamental entre eles é que o objeto 
indireto inicia-se por uma preposição e completa o sen-
tido de verbos, enquanto que o complemento nominal 
inicia-se por preposição e completa o sentido de nomes.
 O complemento nominal tem como principais carac-
terísticas:
– começa sempre por uma preposição;
– está subordinado somente a: substantivos, adjetivos 
e advérbios;
– recebe, em muitos casos, a ação do nome que ele 
completa (relaçãoobjetiva ou completiva).
Ex.: A população ficou revoltada com as mudanças.
 nome incomp. compl. nom. (adjetivo)
 A acusação ao criminoso foi feita por mim.
 nome incomp. compl. nom.
 IMPORTANTE
DIFERENÇA ENTRE ADJUNTO ADNOMINAL E COMPLE-
MENTO NOMINAL
Muitos estudiosos da língua discutem essa diferença. 
Macetes não ajudarão. A meu ver, essa diferença é mais 
semântica que sintática. É necessário compreender o que 
se lê e verificar, cuidadosamente, que tipo de relação é 
estabelecida no texto. Em nossa língua, há nomes (subs-
tantivos, adjetivos e advérbios) que carecem de uma ex-
pansão sintática que lhes complete o sentido na constru-
ção fraseológica. Essa expansão sintática, sempre prepo-
sicionada, recebe o nome de complemento nominal. O 
adjunto adnominal, nem sempre preposicionado, a não 
ser que venha representado por uma locução adjetiva, 
estará sempre subordinado ao substantivo. Vamos tentar 
entender cada situação.
1. Termo preposicionado subordinado ao adjetivo será 
sempre complemento nominal.
156
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Ex.: Estamos insatisfeitos com o atual cenário político.
 (adjetivo) (complemento nominal)
 Esse projeto é igual ao decreto.
 (adjetivo) (complemento nominal)
2. Termo preposicionado subordinado ao advérbio será 
sempre complemento nominal.
Ex.: Agiu favoravelmente à Lei de Responsabilidade Fiscal.
 (advérbio) (complemento nominal)
 Ele mora perto do aeroporto paulista.
 (advérbio) (complemento nominal)
3. Termo preposicionado subordinado ao substantivo 
abstrato cognato (derivado) de verbo poderá ser com-
plemento nominal (se se estabelecer relação comple-
tiva, ou seja, se na reescritura caracterizar-se o com-
plemento do verbo) ou adjunto adnominal (se se es-
tabelecer relação subjetiva, ou seja, se na reescritura 
caracterizar-se o sujeito).
Ex.: O ataque aos iraquianos provocou revoltas.
 (complemento nominal)
 Note que há a ideia de “atacar os iraquianos”. Em vez de 
completar o verbo, o termo preposicionado completa 
o nome e é, portanto, complemento nominal.
 Ex.: O ataque dos iraquianos foi fraco.
 (adjunto adnominal)
 Note que há a ideia de “os iraquianos (sujeito) ataca-
rem”. Como a relação é subjetiva, o termo preposicio-
nado é adjunto adnominal.
4. Termo preposicionado subordinado ao substantivo abs-
trato não cognato de verbo poderá ser complemento 
nominal (se se estabelecer relação completiva) ou ad-
junto adnominal (se se estabelecer relação subjetiva).
 Ex.: Os brasileiros têm aversão ao desemprego.
 (complemento nominal)
157
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 Note que a ideia de “ter medo” parte dos brasileiros e 
recai sobre o desemprego. Como a relação é comple-
tiva, o termo preposicionado é complemento nominal.
 Ex.: Essa aversão dos brasileiros não procede.
 (adjunto adnominal)
 Note que a ideia de “ter aversão” não recai sobre os 
brasileiros. Na verdade, a ideia de “ter aversão” parte, 
numa relação subjetiva, exatamente do termo prepo-
sicionado, que será chamado de adjunto adnominal.
LEMBRE-SE
Às vezes, o substantivo é abstrato e (ou) cognato de 
verbo, mas não é possível estabelecer nem a relação 
completiva nem a relação subjetiva. O termo preposi-
cionado estará apenas junto do nome e será chamado, 
portanto, de adjunto adnominal.
Ex.: Maria Clara tem grande desembaraço de expressão.
 (adjunto adnominal)
 Interprete o texto. Note que desembaraço é um subs-
tantivo abstrato, cognato do verbo “desembaraçar”. 
Mas, semanticamente, não existe a ideia de Maria Clara 
desembaraçar a expressão (relação completiva) nem a 
ideia de a expressão desembaraçar Maria Clara (relação 
subjetiva). O redator apenas tem o intuito de dizer que 
Maria Clara é comunicativa, desembaraçada.
5. Termo preposicionado subordinado ao substantivo 
concreto será sempre adjunto adnominal. Cuidado 
apenas quando o substantivo concreto for empregado 
conotativamente, pois poderá haver relação completiva 
e, portanto, complemento nominal.
Ex.: O professor de Matemática recebeu o prêmio.
 (adjunto adnominal)
A torre de aço foi derrubada pelo avião.
 (adjunto adnominal)
158
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
 Note que os substantivos “professor” e “torre”, em-
pregados denotativamente, não indicam ação. Indicam 
pessoa, coisa. Esses substantivos nunca serão comple-
tivos. Portanto, o termo preposicionado será sempre 
adjunto adnominal.
Ex.: Dirceu era o cabeça do grupo.
 (complemento nominal/ “liderava o grupo”)
 Paulo era o rei da mentira.
 (complemento nominal/ “comandava a mentira”)
 Observe que os substantivos “cabeça” e “rei”, empre-
gados conotativamente, estabelecem, com o termo 
preposicionado, relação completiva.
QUESTÃO 3
1) Verdadeiro. Em vez de aplicar a concordância lógico-for-
mal, pode-se recorrer à silepse ou concordância ideológica. 
Nesse caso, concorda-se com o termo logicamente implíci-
to: (A obra) Os lusíadas constitui (...), ocupa (...), canta (...).
2) Verdadeiro. O termo “Obra máxima de Camões e da poesia 
de língua portuguesa” explica o sujeito “Os lusíadas”. 
 SAIBA MAIS
•	 APOSTO: termo que serve para reiterar ou reforçar 
outro termo. Conforme o seu valor na oração, classi-
fica-se em:
– Explicativo: Gudesteu, pai de Ambrosina, foi traído 
por todos.
– Enumerativo: Tenho necessidade de três coisas: 
caixas, fitas adesivas e pincéis.
– Resumidor ou Recapitulativo: Cadeira, mesa, ar-
mário, tudo parecia velho demais.
– Comparativo: As estrelas, grandes olhos azuis, es-
preitavam através da folhagem.
– Especificativo ou Restritivo: A cidade de Roma tem 
belezas incontestáveis.
159
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
3) Verdadeiro. Os dois vocábulos apresentam o mesmo nú-
mero de fonemas: /coletividade/ – 12 fonemas; /trãsfi-
gurado/ – 12 fonemas.
4) Verdadeiro. O único pronome átono (não precedido de 
preposição) e proclítico (colocado antes do verbo) é o des-
tacado em: “... em que a expansão marítima de Portugal se 
transforma em monumento de imaginação e arte literária.”
5) Verdadeiro. Ambos são transitivos diretos (exigem com-
plemento sem o auxílio da preposição): cantam uma co-
letividade/ descobrindo o mundo.
6) Falso. Destacou-se o sujeito do verbo “são”. Veja a oração 
na ordem direta, sem interrupções: “... esses personagens 
são mitos...”.
 Então, o que é o vocativo?
O VOCATIVO é o termo usado para chamar a atenção 
da pessoa com quem se fala. O vocativo não pertence 
nem ao sujeito, nem ao predicado da oração.
 A vida, meu irmão, está triste agora.
 suj. vocativo predicado
 Deus, por que me abandonaste?
 Por que me irritas, Maria?
QUESTÃO 4
0) Verdadeiro. Pré-requisito para o bom emprego da vírgula: 
dominar a ordem direta. Vejamos: SUJEITO – VERBO – 
COMPLEMENTO VERBAL – COMPLEMENTO ADVERBIAL. 
Caso se verifique essa ordem, a vírgula é proibida. Porém, 
na linha 1 não é o sujeito que inicia a construção. É o 
adjunto adverbial e está deslocado.
1) Falso. No trecho “... uma mercadoria de interesse geral pas-
sou a ser empregada como medida de valor das demais e 
160
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
tornou-se o padrão de troca” (l. 6), a conjunção “e” conecta 
orações que têm o mesmo sujeito. Nesse caso, a vírgula 
anteposta é proibida. E se os sujeitos fossem diferentes? 
É melhor colocar a vírgula. Observe: “... uma mercadoria 
de interesse geral passou a ser empregada como medida 
de valor das demais, e o objeto convencional tornou-se o 
padrão de troca”. Pontuação errada: a) Fernando Henrique, 
presidente do Brasil eLuiz Estêvão conversavam; b) Ele 
criticou o chefe e o assessor ficou nervoso (Ele criticou o 
chefe e o assessor?). Melhor registrar: a) Fernando Hen-
rique, presidente do Brasil, e Luiz Estêvão conversavam. 
b) Ele criticou o chefe, e o assessor ficou nervoso.
 E vírgula depois da conjunção “e”? Só se houver estrutu-
ra intercalada. Observe: “...uma mercadoria de interesse 
geral passou a ser empregada como medida de valor das 
demais e, depois de vários anos, tornou-se o padrão de 
troca.”
2) Verdadeiro. Vale ressaltar, porém, que a maioria dos es-
tudiosos da língua prefere usar vírgula antes de “etc.” 
(expressão latina = e outras coisas). No Vocabulário Or-
tográfico de 2009, essa pontuação é sistemática.
3) Verdadeiro. Considerando a ordem direta, não se separa 
o verbo do seu complemento.
4) Verdadeiro. Outros casos você verá depois. Observe, ago-
ra, a palavra “como”, seguida da expressão ratificadora 
“por exemplo”: – Pedro sabia criar um clima organizacio-
nal muito especial, como, por exemplo, dar nome para 
cada carneirinho e ovelhinha.
161
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
NÍVEL 1
1. Destaque o sujeito dos verbos em negrito, transcreven-
do-o na coluna da direita e classificando-o de acordo 
com o código seguinte:
(SS) = sujeito simples (OSS) = oração sem sujeito 
(sujeito inexistente)(SC) = sujeito composto
(SI) = sujeito indeterminado (SO) = sujeito oracional
Observe o exemplo:
VERBOS SUJEITO
a) Aqui está ela. ela (SS)
b) “A areia do chapadão virara poeira 
de mica”.
(Mário Palmério, Vila dos Confins)
___________ ( )
c) “... o cheiro nauseabundo do anfi-
teatro da escola, o aspecto nojento 
dos cadáveres, as maçantes lições de 
Química, Física e Botânica, as troças 
dos veteranos, a descrição minuciosa 
e fatigante da osteologia, a cara inso-
ciável dos explicadores; tudo isso o 
fazia vacilar”.
(Aluísio Azevedo, Casa de Pensão)
___________ ( )
d) Foi o próprio filho que o procurou 
logo de manhã.
___________ ( )
e) “Parece que ela os compra em al-
guma fábrica, pensou Rubião”.
(Machado de Assis. Quincas Borba)
___________ ( )
162
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
f) “Ora, ora, ora! respingava o sarce-
dote, como as últimas gotas de um 
aguaceiro”.
(Aluísio Azevedo, O Mulato)
___________ ( )
g) “Há muitas árvores de cedro, áqui-
la, sândalos e outros paus de bom 
olor e várias cores e tantas diferenças 
de folhas e flores...”.
(Anchieta, Cartas, Informações,
Fragmentos Históricos e Sermões)
___________ ( )
h) “Domingos e dias santos, nos man-
da a igreja guardar”.
(Gregório de Matos, Verdades Miúdas)
___________ ( )
i) “A vil Paraguaçu, que sem que o 
creia, sobre ser-me inferior, é néscia 
e feia”.
(Santa. Rita Durão, Caramuru)
___________ ( )
j) “Oração e Trabalho são os recursos 
mais poderosos na criação moral do 
homem”.
(R. Barbosa, Escritos e Discursos Seletos)
___________ ( )
l) Destes penhascos fez a natureza 
o berço em que nasci: oh! Quem cui-
dara...”.
(Cláudio M. da Costa, Obras Poéticas)
___________ ( )
m) “O senhor Rodrigues volta-se para 
dona Bernardina que continua muito 
ocupada com a gaiola...”.
(Artur Azevedo, Contos Fora da Moda)
___________ ( )
n) “Mas há muitos anos que o Paraíba 
não repetia a façanha”.
(J. Lins do Rego. Menino de Engenho)
___________ ( )
o) É tarde. Troveja. Beto não volta. ___________ ( )
163
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
p) “De quando em quando rumores 
surdos trovejavam ao longe”.
(Coelho Neto. Obra Seleta)
___________ ( )
2. Classifique os verbos quanto à predicação:
a) O professor sou eu.
b) Eu sou o professor.
c) “A lua ia grande e bela.” (Eça).
d) “Nossa vida tornou-se impossível.” (M. de Assis).
e) “Um fraco rei faz fraca a forte gente.” (Camões. Lus.)
f) Acusaram de injusto o diretor.
g) Saiu da luta engrandecido.
h) Nesse andar, acabarás mendigo.
i) “Pegou de uma faca e entrou a bater com ela devaga-
rinho.” (M. de Assiss. HSD, 74)
j) “Uma das três janelas vivia sempre meio aberta.” (Id., 
ibid., 29.)
l) “A pobre dama sentiu-se humilhada.” (Id., ibid., 74) 
m) “O cônego Brito acabava de sair eleito deputado.” (Id., 
ibid., 90)
n) A canoa virou.
o) O vento virou a canoa.
p) O tronco, à força de fogo, virou canoa.
3. Na oração “Maurício me considerava seu amigo já que 
as minhas ações eram sinceras”, a palavra que exerce 
a função de objeto direto é:
a) seu amigo
b) minhas ações
c) me
d) sinceras
164
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
4. Abaixo segue a análise da oração “Não duvides das pala-
vras divinas”. Assinale (C) quando correta ou (E) quando 
errada:
a) “não” = advérbio de negação
b) “duvides” = verbo transitivo indireto
c) “das palavras divinas” = objeto indireto
d) “duvides das palavras divinas” = predicado verbal
5. As palavras da oração “A matéria que o professor me 
explicou foi fácil” estão analisadas (C) correta ou (E) 
erradamente:
a) ( ) “a matéria” = sujeito de “foi”
b) ( ) “que” = objeto direto de “explicou”
c) ( ) “o professor” = sujeito de “explicou”
d) ( ) “me” = objeto direto de “explicou”
e) ( ) “explicou” = verbo intransitivo
f) ( ) “fácil” = predicativo do objeto
g) ( ) “foi fácil” = predicado nominal
h) ( ) “que me explicou” = predicado verbal
6. Faça a análise das palavras abaixo indicadas. Coloque 
nos parênteses da 1ª coluna o número correspondente 
da 2ª coluna:
a) ( ) É digno de censura.
b) ( ) Ele tomou do lápis.
c) ( ) Ele estudou a lição.
d) ( ) Vi nervoso a João.
e) ( ) Isto depende dos pais.
f) ( ) Matou o caçador ao 
animal.
g) ( ) As flores Deus as fez. 
(1) complemento nomi-
nal
(2) objeto direto
(3) objeto direto preposi-
cionado
(4) objeto indireto
(5) objeto direto pleo-
nástico
(6) agente da passiva
(7) sujeito
165
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
h) ( ) Consertam-se sapatos.
i) ( ) A sala foi enfeitada de 
flores.
j) ( ) Amo a Deus.
k) ( ) O aluno está atento à 
lição.
 IMPORTANTE
COMPLEMENTO NOMINAL X ADJUNTO ADNOMINAL
•	 COMPLEMENTO NOMINAL: termo preposicionado que 
estabelece relação objetiva ou completiva com o SUBS-
TANTIVO, o ADJETIVO ou o ADVÉRBIO.
 A suspensão das aulas foi necessária.
 (“suspender as aulas”: V.T.D. + obj. dir. /
 “suspensão das aulas”: subst. + compl. nominal)
 Estou satisfeito com você.
 (adjetivo + complemento nominal)
 Ele mora perto do rio.
 (advérbio + complemento nominal)
•	 ADJUNTO ADNOMINAL: só se subordina ao substan-
tivo e pode estabelecer com ele relação subjetiva (na 
reescritura, tem-se o sujeito).
 A explicação do mestre merece aplausos.
 (“o mestre explicou”: sujeito + verbo/
 “explicação do mestre”: subst. + adjunto adnominal)
 A folha de papel está ali.
 (subst. concreto. + adjunto adnominal)
166
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
7. Distinga o adjunto adnominal (1), o complemento no-
minal (2) e o complemento adverbial (3):
a) ( ) Dirceu tinha sede de justiça.
b) ( ) Veio procurá-lo um oficial de justiça.
c) ( ) Maria Clara tem grande desembaraço de expressão.
d) ( ) Foi demorado o desembaraço de minha bagagem.
e) ( ) Gorou minha viagem à Bahia.
f) ( ) Somente para o ano irei à Bahia.
g) ( ) Collor tinha a volúpia da mentira.
h) ( ) Maluf era o rei da mentira. (Cp.: Comandava a men-
tira”.)
i) ( ) Perdeu-o a ambição de dinheiro.
j) ( ) Encontraram vários pacotes de dinheiro.
k) ( ) A defesa do réu foi trabalhosíssima para seusad-
vogados.
l) ( ) A mulher do réu chorava convulsivamente.
m) ( ) À noite, é deslumbrante a visão da cidade.
n) ( ) Os habitantes da cidade são taciturnos.
o) ( ) O aparecimento de fantasmas sobressaltou os ha-
bitantes do castelo.
p) ( ) Está desmoralizada a crença em fantasmas.
q) ( ) A esperança de perdão transfigurava-o.
r) ( ) A hora de perdão não chegara ainda.
s) ( ) A falta às aulas prejudica-o.
t) ( ) Amanhã faltarei às aulas.
8. Classifique os predicados seguintes:
 a) Encontramos em ruínas a casa.
 ___________________________________________________
 b) Os jogadores voltaram felizes com o resultado do jogo.
 ___________________________________________________
 c) O rapaz, bêbado, caiu na rua.
 ___________________________________________________
167
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 d) Ele escreveu ótimos poemas.
 ___________________________________________________
 e) A lua ia grande e bela.
 ___________________________________________________
 f) Pedro acha-se ocupado no momento.
 ___________________________________________________
 g) A crisálida virou borboleta.
 ___________________________________________________
 h) O rio corre vagarosamente.
 ___________________________________________________
 i) “Nossa vida tornou-se impossível”.
 ___________________________________________________
 j) Nós o chamamos padrinho.
 ___________________________________________________
9. Julgue os itens seguintes:
( ) Em “... eu a julgava recompensada e feliz...”, ocorre 
predicado verbo-nominal. (UnB/CESPE)
( ) A palavra paz exerce a função sintática de predicativo 
na oração “Para que exista paz”. (UnB/CESPE)
( ) Em “O táxi avançava monótono”, o predicado é verbo-
-nominal. (UnB/CESPE)
10. Julgue os itens
1. No texto seguinte, o preço, seu cupom e dinheiro exer-
cem funções sintáticas diferentes:
 Dê a volta ao mundo sem sair de casa.
 Tenha o mundo inteiro em suas mãos toda semana. 
Congele o preço por um ano todo e aproveite as van-
tagens.
 Envie hoje mesmo seu cupom.
 Não mande dinheiro agora. (UnB/CESPE)
2. Em “possibilidade de comunicação autêntica”, no tex-
to seguinte, a expressão grifada é objeto indireto do 
termo possibilidade:
168
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
 Paz é, portanto, possibilidade de comunicação autên-
tica, de diálogo, de palavra plena. (UnB/CESPE)
3. Em “respeito ao próximo”, no texto abaixo, a expressão 
sublinhada exerce a função sintática de complemento 
nominal:
 Paz implica, portanto, e de maneira radical, respeito 
ao próximo, escuta atenta, modéstia. (UnB/CESPE)
4. No texto seguinte, tanto ao desenho quanto à pintura 
são complementares nominais de sensível: Sempre 
fui mais sensível ao desenho do que à pintura. (UnB/ 
CESPE)
5. Na oração Que visão teria eu dessa realidade, o sujeito 
está posposto ao verbo transitivo direto, cujo comple-
mento é Que visão (...) dessa realidade, em que dessa 
realidade é um complemento nominal. (UnB/CESPE)
11. Julgue os itens a seguir conforme a classificação dos 
verbos quanto à predicação:
1. Havia uma bolsa sobre a mesa – transitivo direto.
2. Nossos atletas se comportaram muito bem nos jogos 
olímpicos – intransitivo.
3. Existiam muitos estranhos na festa – transitivo direto.
4. Perdeu-se tudo no prato – transitivo direto.
5. Ele mora em São Paulo – transitivo indireto.
6. Nós beberemos do vinho – transitivo indireto.
7. Nossa Majestade já pensou nisso? – transitivo indireto.
8. A moça caiu doente – verbo de ligação.
9. Os ausentes nunca têm razão – transitivo direto. 
10. Solicitei a proposta ao empresário – transitivo direto 
e indireto.
169
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
12. Julgue os itens que se seguem de acordo com a classi-
ficação sintática dos termos sublinhados:
1. O inimigo resistiu ao ataque – objeto indireto.
2. A crença em Deus é necessária – objeto indireto.
3. As ruas ficaram cobertas de lama – agente da passiva.
4. Jussara tem certeza da vitória – complemento nominal.
5. A análise do professor deixou o aluno revoltado – 
complemento nominal.
6. Dívidas, convém saldá-las – objeto direto pleonástico.
7. Pisaram-me o calo – adjunto adnominal.
8. O time jogou contra o Flamengo – complemento no-
minal.
9. O deputado considerou o jovem incompetente – ad-
junto adnominal.
10. As crianças, meu amigo, são agitadas – vocativo.
13. (IDR/FEDF) No período: “A análise da questão não pode 
excluir o fato de que o problema apresenta uma grave 
faceta.”, o sujeito da primeira oração classifica-se em:
a) simples.
b) composto.
c) inexistente.
d) indeterminado.
14. (IDR/FEDF) No período: “Se não ocorrer uma redução 
sensível do ritmo desse fluxo, será muito difícil resol-
ver o problema.”, o predicado, nas três orações, res-
pectivamente, classifica-se como:
a) nominal; verbo-nominal; verbal.
b) nominal; verbal; nominal.
c) verbal; verbal; nominal.
d) verbal; nominal; verbal.
170
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
15. (UnB/TCU) Observe o trecho:
 “Os bancos brasileiros se vangloriam permanentemente 
de sua eficiência e agilidade.”
 Assinale a opção em que o se tem a mesma função do 
exemplo acima.
a) Os bancos crescerão se aceitarem clientes novos.
b) Pretende-se aperfeiçoar o sistema bancário.
c) Discutiu-se a questão da renda mínima.
d) Os clientes queixaram-se dos serviços bancários.
e) Aos clientes oferecem-se serviços elementares.
16. (Esaf/TRT) O professor será eleito presidente da asso-
ciação dos moradores.
 A função sintática do termo grifado na oração acima é:
a) complemento nominal.
b) sujeito.
c) objeto indireto.
d) predicativo do sujeito.
e) predicativo do objeto.
17. (Unirio-RJ) Assinale a frase cujo sujeito se classifica do 
mesmo modo que o da frase “Faz muito calor no Rio o 
ano inteiro”.
a) Devia haver mais interesse pela boa formação profis-
sional.
b) Falaram muito mal dos estimuladores de conflitos.
c) Vive-se bem o clima da montanha.
d) Almejamos dias melhores.
e) Haviam chegado cedo os candidatos.
18. (UnB/Cespe) Leia o texto a seguir para responder à 
questão.
 “Mas quando Carlota viu as horas, lembrou-se num so-
bressalto, que a fez levar a mão ao peito, de que se es-
quecera de tomar o copo de leite.” (Clarice Lispector) 
Marque a opção que indica quantas orações há no texto:
171
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
a) 7
b) 5
c) 4
d) 6
19. (PUCC-SP) Classifique os verbos quanto à predicação 
na frase:
 “Não agradou ao dono da casa o café que a criada fez.”
a) “agradou” – transitivo indireto; “fez” – transitivo direto
b) “agradou” – transitivo indireto; “fez” – transitivo in-
direto
c) “agradou” – intransitivo; “fez” – intransitivo
d) “agradou” – transitivo direto; “fez” – intransitivo
e) n.d.a.
20. (U.F. Uberlândia-MG) Todos os períodos a seguir apre-
sentam verbo transitivo direto e indireto ao mesmo 
tempo, exceto:
a) “Fernando opôs à pretensão da noiva a razão de estado.”
b) “... essa palavra proferida sem intenção pelo velho 
infligiu-lhe a mais acerba das humilhações.”
c) “Deus a destinará à opulência.”
d) “Vou confiar-lhe meu segredo, um segredo que a nin-
guém neste mundo foi revelado, e que só Deus sabe.”
e) “Estas últimas palavras, a moça proferiu-as com uma 
indefinível expressão.”
21. (UFMG) Em todas as opções, o verbo dar é transitivo, 
exceto em:
a) Tereza Maria dava jantares com mesinhas.
b) Ninguém estava mais disposto a dar a pele, a se con-
sumir.
c) Aceitava, mas dava-lhe o troco.
d) Laura deu uma noiva linda, olhos azuis, cabelos pretos.
e) Pediu à Eugênia que me desse umas aulas.
172
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
22. (Mackenzie-SP)Em: “E quando o brotinho lhe telefonou, 
dias depois, comunicando que estudava o modernismo, 
e dentro do modernismo sua obra, para o que o pro-
fessor lhe sugerira contato pessoal com o autor, ficou 
assanhadíssimo e paternal a um tempo”, os verbos 
assinalados são, respectivamente.
a) transitivo direto, transitivo indireto, de ligação, tran-
sitivo direto e indireto.
b) transitivo direto e indireto, transitivo direto, transi-
tivo indireto, de ligação.
c) transitivo indireto, transitivo direto e indireto, tran-
sitivo direto, de ligação.
d) transitivo indireto, transitivo direto, transitivo direto 
e indireto, de ligação.
e) transitivo indireto, transitivo direto e indireto, de li-
gação, transitivo direto.
23. (UCMG) A classificação dos verbos destacados, quanto 
à predicação, foi feita corretamente em:
a) “Não nos olhou o rosto. A vergonha foi enorme.” – 
transitivo direto e indireto.
b) transitivo direto e indireto, transitivo direto, transi-
tivo indireto, de ligação.
c) transitivo indireto, transitivo direto e indireto, tran-
sitivo direto, de ligação.
d) transitivo indireto, transitivo direto, transitivo direto 
e indireto, de ligação.
e) transitivo indireto, transitivo direto e indireto, de li-
gação, transitivo direto.
24. (CTA/Computação) Assinale a opção em que há verbo 
transitivo indireto e predicativo do sujeito:
a) Os alunos andavam apreensivos com os resultados 
dos exames.
b) Todos elogiaram sua participação nos debates.
c) As crianças assistiram alegres ao espetáculo.
d) Seus livros estão sobre a mesa.
e) n. d. a.
173
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
25. (ESPM-SP) “Quando percebi que o doente expirava, re-
cuei aterrado e dei um grito, mas ninguém me ouviu.” 
(Machado de Assis)
 A função sintática das palavras doente – grito – ninguém 
– me é, respectivamente:
a) sujeito, objeto direto, objeto direto, objeto indireto.
b) objeto direto, sujeito, objeto direto, sujeito.
c) sujeito, objeto indireto, sujeito, objeto direto.
d) objeto indireto, objeto direto, sujeito, objeto direto.
e) sujeito, objeto direto, sujeito, objeto direto.
26. (Odonto-Santos) Assinale a opção correta em relação 
à classificação dos predicados das orações abaixo:
 I – Todos nós consideramos a sua atitude infantil.
 III – A multidão caminhava pela estrada poeirenta.
 III – A criançada continua emocionada.
a) I – predicado verbal; II – predicado nominal; III – pre-
dicado verbo-nominal.
b) I – predicado nominal; II – predicado verbal; III – pre-
dicado verbo-nominal.
c) I – predicado verbo-nominal; II – predicado verbal; 
III – predicado nominal.
d) I – predicado verbo-nominal; II – predicado nominal; 
III – predicado verbal.
e) I – predicado nominal; II – predicado verbal; III – pre-
dicado verbo-nominal.
27. (EPUSP) “Os ilhais da fera arfam de fadiga, a espuma 
franja-lhe a boca, as pernas vergam, e os olhos amor-
tecem de cansaço.”
 Os termos de fadiga e de cansaço funcionam como:
a) adjuntos adverbias de modo.
b) adjuntos adverbiais de causa.
c) adjunto adverbial de causa e adjunto adverbial de 
modo, respectivamente.
174
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
d) adjunto adverbial de modo e adjunto adverbial de 
causa, respectivamente.
e) adjuntos adnominais.
28. (PUCC-SP) “Encontrei-a sentada na sarjeta.” Os termos 
destacados são, respectivamente:
a) objeto indireto, adjunto adnominal, adjunto adnomi-
nal de lugar.
b) objeto direto, aposto, adjunto adverbial de lugar.
c) objeto direto, nome predicativo do objeto direto, ad-
junto adverbial de lugar.
d) objeto direto, nome predicativo do objeto direto, ad-
junto adverbial de tempo.
e) n.d.a.
29. (FEI-SP) Resolva as questões a seguir conforme o código 
que segue:
 I – adjunto adverbial de lugar;
 III – adjunto adverbial de tempo;
 III – adjunto adverbial de modo;
 IV – adjunto adverbial de causa.
a) Segunda-feira haverá um jogo importante
b) Com o mau tempo não podemos trabalhar ao relento
c) O livro foi acolhido com entusiasmo pelos leitores.
d) O automóvel parou perto do rio.
30. (Cescea) Indique a opção em que o predicado é verbo-
-nominal:
a) Desde então ficou desconfiado.
b) Eu ia caminhando pela avenida.
c) Encontrei Maria Clara mais envelhecida.
d) Viajarei amanhã de manhã.
31. (U.F.Uberlândia-MG) Assinale a oração cujo predicado 
é verbo-nominal:
a) Fiz-lhe um pecúlio de cinco contos.
175
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
b) Um desvão do telhado é o infinito para as andorinhas.
c) Virgília designou as alfaias mais idôneas.
d) Tinha nojo de si mesma.
e) Ela falava-me séria, carrancuda.
32. (FESP) Analise pela ordem os termos destacados e apon-
te sua função:
 I – As meninas assistiam alegres ao espetáculo.
 II – Uma flor, o Quincas Borba! 
 III – Isto é bem dele!
 IV – Consideramos indiscutíveis os direitos da herdeira.
a) predicativo do sujeito, todos
b) predicativo do sujeito, predicativo do sujeito, predi-
cativo do sujeito, predicativo do objeto.
c) objeto direto, sujeito, predicativo do sujeito, objeto 
direto.
d) predicativo do objeto, sujeito, objeto direto, predica-
tivo do objeto.
e) predicativo do sujeito, aposto, predicativo do sujeito, 
objeto direto.
33. (OSEC-SP) Das seguintes orações: – “Pede-se silêncio”, 
– “A caverna anoitecia aos poucos.”
 “Fazia um calor tremendo naquela tarde” – o sujeito se 
classifica respectivamente como:
a) indeterminado, inexistente, simples
b) oculto, simples, inexistente
c) inexistente, inexistente, inexistente
d) oculto, inexistente, simples
e) simples, simples, inexistente
176
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
34. (Mackenzie-SP) Aponte a análise correta do termo des-
tacado.
 Em todas as ruas, cruzavam-se amigos e inimigos anun-
ciando em clima desafinado.
a) objeto direto
b) sujeito simples
c) sujeito composto
d) sujeito indeterminado
e) adjunto adverbial
35. (UFMG) Em todas as frases, os verbos estão na voz 
ativa, exceto em:
a) Ele, que sempre vivera órfão de afeições legítimas e 
duradouras, como então seria feliz!...
b) O quinhão de ternura, que a ela pertencia, estava in-
tacto no coração do filho.
c) Os dois quadros tinham sido ambos bordados por 
Mariana e Ana Rosa, mãe e filha.
d) E dizia as inúmeras viagens que tinha feito até ali; 
contava episódio a respeito do boqueirão.
e) Sobre a banca de Madalena estava o envelope de que 
ela me havia falado.
36. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção em que o pronome lhe 
apresenta o mesmo valor significativo que possui em: 
“Uma espécie de riso sardônico e feroz contraía-lhe as 
negras mandíbulas.”
a) A mãe apalpava-lhe o coração.
b) Aconteceu-lhe uma desgraça.
c) Tudo lhe era indiferente.
d) Ao inimigo não lhe rogo perdão.
e) Não lhe contei o susto por que passei.
177
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
37. (UFMG) Assinale o item em que a função não corres-
ponde ao termo destacado:
a) Comer demais é prejudicial à saúde. – complemento 
nominal
b) Jamais me esquecerei de ti. – objeto indireto
c) A vida da cidade é muito agitada. – complemento 
nominal
d) Ele foi cercado de amigos sinceros. – agente da passiva
e) Não tens interesse pelos estudos. – complemento no-
minal
38. (FMU-SP) Em “eu era enfim, senhores, uma graça de 
alienado”, os termos da oração destacados são, respec-
tivamente, do ponto de vista sintático:
a) adjunto adnominal, vocativo e predicativo do sujeito.
b) adjunto adverbial, aposto, predicativo do objeto.
c) adjunto adverbial, vocativo e predicativo do sujeito.
d) adjunto adverbial, vocativo e objeto direto.
e) adjunto adnominal, aposto e predicativo do sujeito.
39. (Fuvest-SP) No texto: “Acho-me tranquilo – sem desejos,sem esperanças. Não me preocupa o futuro”. os termos 
destacados são, respectivamente:
a) predicativo, objeto direto, sujeito
b) predicativo, sujeito, objeto direto
c) adjunto adnominal, objeto direto, sujeito
d) predicativo, objeto direto, objeto indireto
e) adjunto adnominal, objeto indireto, objeto direto
178
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
40. (UCMG) O termo destacado não está classificado cor-
retamente, quanto à sua função sintática, em:
a) Aquilo o dava como absolutamente incapaz para o 
serviço militar. – complemento nominal
b) Geraldo Viramundo continuava calado. – predicado 
verbo-nominal.
c) E lá estavam eles, os profetas, assistindo imóveis ao 
rolar do tempos. – aposto
d) O cego se surpreendia com o desalento de seu amigo. 
– objeto indireto
e) Os homens marchavam decididos, secundados pelas 
mulheres. – predicativo do sujeito
41. (Mackenzie-SP) Assinale a opção em que apareçam, res-
pectivamente, as funções sintáticas dos termos desta-
cados no trecho a seguir:
 Só não é dele a tua tristeza
 Tristeza dos que perderam o gosto de viver 
 Dos que a vida traiu impiedosamente
 Tristeza de criança que se deve afagar e acalentar (A 
minha tristeza também...)
 Só não é dele a tua tristeza, ó minha triste amiga, porque 
ele não a quer.
a) objeto direto, adjunto adnominal, adjunto adnominal
b) predicativo do sujeito, objeto indireto, objeto direto
c) predicativo do sujeito, complemento nominal, adjun-
to adnominal
d) sujeito, predicativo do sujeito, objeto indireto. 
e) sujeito, adjunto adnominal, objeto direto
179
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
42. (UFMG) O termo destacado está corretamente classifi-
cado, exceto em:
a) Minha mãe era temente a Deus. – complemento no-
minal
b) Expus a Capitu a ideia de José Dias. – objeto indireto
c) A afeição crescente era manifestada por atos extra-
ordinários. – agente da passiva
d) Poucos teriam ânimo de confessar aquele pensamen-
to. – sujeito simples
e) Há cousas que não se ajustam nem combinam. – ob-
jeto direto
43. (FESP) Aponte a correta:
 Preferiu a fuga ao cativeiro.
 Ele é rico em virtudes.
 Morte, onde está tua vitória?
a) objeto indireto, objeto indireto, sujeito.
b) adjunto adnominal, objeto indireto, vocativo.
c) objeto indireto, complemento nominal, vocativo.
d) complemento nominal, adjunto adverbial, sujeito.
e) adjunto adverbial, complemento nominal, aposto.
44. (FCMSC-SP) Observe as orações seguintes:
 Dizem por aí tantas coisas...
 Nesta faculdade acolhem muito bem os alunos.
 Obedece-se aos mestres.
 O sujeito está indeterminado:
a) somente na 1.
b) na 2 somente.
c) na 3 somente.
d) em duas delas somente.
e) nas três orações.
180
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
45. (UEPG-PR) Só num caso a oração é sem sujeito. Identi-
fique-a:
a) Faltavam três dias para o batismo.
b) Houve por improcedente a reclamação do aluno.
c) Só me resta uma esperança.
d) Havia tempo suficiente para as comemorações.
e) n.d.a.
46. (FESP) Em “Retira-te, criatura ávida de vingança!”, o 
sujeito é:
a) te.
b) inexistente.
c) oculto determinado.
d) criatura.
e) n.d.a.
47. (FMU-SP) Observe a estrofe:
 “Lembra-me que, certo dia,
 Na rua, ao sol de verão,
 Envenenado morria
 Um pobre cão.”
 Aparece aí a inversão do:
a) objeto direto: um pobre cão.
b) sujeito: um pobre cão.
c) sujeito: certo dia.
d) predicado: lembra-me.
e) predicativo do sujeito: me.
48. (FMU-FIAM-SP) Na oração “Mas uma diferença houve”, 
o sujeito é:
a) agente.
b) indeterminado.
c) paciente.
d) inexistente.
e) oculto.
181
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
49. (ITA-SP) Considere os verbos destacados nos seguintes 
versos de Olavo Bilac:
 “Longe do estéril turbilhão da rua, 
 Beneditino, escreve!”
 “De tal modo, que a imagem fique nua (...)” 
 “E, natural, o efeito agrade,
 Sem lembrar os andaimes do edifício.”
 Quanto à predicação eles se classificam, respectivamente, 
como:
a) intransitivo – de ligação – transitivo direto.
b) transitivo direto – intransitivo – intransitivo.
c) transitivo – intransitivo – intransitivo.
d) transitivo – de ligação – intransitivo.
e) transitivo direto – de ligação – transitivo direto e in-
direto.
50. (Esal-MG) Em “O tempo estava de morte, de carnificina”, 
o verbo é:
a) de ligação.
b) transitivo indireto.
c) intransitivo.
d) transitivo direto.
e) transitivo direto e indireto.
51. (UE-CE) Em “Cuspi no chão com um nojo desgraçado 
daquele sangue...”, o verbo “cuspi” é:
a) intransitivo.
b) transitivo direto.
c) transitivo indireto.
d) transitivo direto e indireto.
52. (FMPA-MG) Identifique a opção em que o verbo desta-
cado não é de ligação:
a) A criança estava com fome.
182
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
b) Pedro parece adoentado.
c) Ele tem andado confuso.
d) Ficou em casa o dia todo.
e) A jovem continua sonhadora.
53. (Mack-SP) Em: “Chamou-se um eletricista para a insta-
lação dos fios?”, o termo destacado é:
a) objeto direto.
b) sujeito.
c) predicativo do sujeito.
d) objeto indireto.
e) agente da passiva.
54. (FEI-SP) Identifique a opção em que há objeto direto 
preposicionado:
a) Passou aos alunos, para estudo, o texto impresso.
b) Naquela época, era difícil viajar para a Europa.
c) Em dias chuvosos, gosto de ler um bom livro.
d) Sentamo-nos a uma das mesas e pedimos o jantar.
e) Amou a João com o mais puro amor.
55. (UF-MG) Identifique a opção em que a função não cor-
responde ao termo em destaque:
a) Comer demais é prejudicial à saúde. – complemento 
nominal.
b) Jamais me esquecerei de ti. – objeto indireto.
c) Ele foi cercado de amigos sinceros. – agente da pas-
siva.
d) Não tens interesse pelos estudos. – complemento 
nominal.
e) Tinha grande amor à humanidade. – objeto indireto.
56. (FMU-SP) Observe os termos destacados:
 “Passei o dia à toa, à toa.”
 “Passei a vida à toa, à toa.”
183
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 Tais termos exercem:
a) a mesma função sintática: sujeito do verbo passar.
b) a mesma função sintática: objeto direto do verbo pas-
sar.
c) a mesma função sintática: adjunto adverbial de modo.
d) funções sintáticas diferentes: o primeiro é adjunto 
adverbial; o segundo, sujeito.
e) funções sintáticas diferentes: o primeiro é objeto di-
reto; o segundo, sujeito do verbo passar.
57. (FCMSC-SP) Na oração seguinte:
 “Você ficará tuberculoso, de tuberculose morrerá”, as 
palavras destacadas são, respectivamente:
a) adjunto adverbial de modo, adjunto adverbial de causa.
b) objeto direto, objeto indireto.
c) predicativo do sujeito, adjunto adverbial.
d) ambas predicativos.
e) n.d.a.
58. (Cescem-SP) Dê a função sintática do termo destacado 
em: “Amanhã, sábado, não sairei de casa”:
a) objeto direto.
b) objeto indireto.
c) agente da passiva.
d) complemento nominal.
e) aposto.
59. (PUC-SP) Dê a função sintática do termo destacado em: 
“Voltaremos pela Via Anhanguera”:
a) sujeito.
b) objeto direto.
c) agente da passiva.
d) adjunto adverbial.
e) aposto.
184
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
60. (Osec-SP) “Ninguém parecia disposto ao trabalho naque-
la manhã de segunda-feira”. O termo destacado exerce 
a função sintática de:
a) predicativo.
b) complemento nominal.
c) objeto indireto.
d) adjunto adverbial.
e) adjunto adnominal.
61. (Osec-SP) “Todas as cartas que me enviam chegam com 
algum atraso”. Os termos destacados no período exer-
cem, respectivamente, a função sintática de:
a) objeto direto e adjunto adnominal.
b) sujeito e adjunto adnominal.
c) objeto direto e adjunto adverbial.
d) sujeito e objeto indireto.
e) objetodireto e objeto indireto.
62. (Esaf/AFTN) Indique a letra que completa com corre-
ção gramatical e com coerência as lacunas do trecho 
abaixo, pelo ordem de aparecimento.
 Diante do aumento da população de idosos, a sociedade 
brasileira começa a tomar consciência de que a questão 
exige uma política social imediata e enérgica que permita 
não só __________ e __________ condições de sobrevivên-
cia, mas __________ à comunidade e à força produtiva, 
__________ a completa dimensão de cidadania.
a) sustentá-los, fornecer-lhes, inserir-lhes, restituindo-
-lhes
b) ampará-los, dar-lhes, reintegrá-los, devolvendo-lhes
c) asilá-los, garantir-lhes, recolhê-los, subtraindo-lhes
d) acolher-lhes, garantir-lhes, introduzí-los, recambian-
do-lhes
e) assisti-los, prover-lhes, readmití-los, alijando-lhes
185
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
63. (CEUB) Único que que não é pronome relativo é:
a) Barbeiro que me conhecia.
b) Na ocasião em que ia passando.
c) Não atendeu a um freguês, e logo a outro que ali fo-
ram.
d) Cortina de chita que fechava o interior da casa.
e) Creio que me descobriu de dentro.
64. (Esaf/TTN) O texto abaixo apresenta cinco segmentos 
grifados. Assinale a opção correspondente ao segmento 
incorreto.
 “Pedimos a (1) todas as outras funcionárias que saíssem 
(2). Saia (3) você também; senão (4) vão dizer que lhe (5) 
tratamos injustamente”.
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5
65. (IDR/TCDF) Assinale a opção em que a forma prono-
minal foi usada conforme a norma culta.
a) Infelizmente não deu para mim opinar sobre o pro-
grama.
b) Não lhe vi ontem no bloco dos honestos.
c) Sem mim, vocês não conseguem descobrir os corruptos.
d) Fiquei fora de si quando vi tantos dólares.
66. (UnB/TCDF) Assinale a opção correta quanto ao uso 
dos pronomes na modalidade da língua portuguesa 
culta.
a) O chefe convocou ele durante a reunião.
b) Chegou uma ordem para mim comparecer à secretaria.
c) Mandaremos os produtos para ti analisar a qualidade.
186
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
d) Busquei elas no serviço de almoxarifado.
e) Entreguei-lhe o envelope fechado ontem mesmo.
67. (Ceub) “Nós merecemos a morte”. Com pronome no 
lugar de morte, teríamos.
a) nós merecemos-lhe
b) nós merecemo-la
c) nós merecemos-a
d) nós merecemos-te
e) nós te merecemos
68. (Câmara Legislativa) De acordo com a práxis consa-
grada do uso dos pronomes de tratamento, assinale a 
opção correta:
a) Pela presente, enviamos a V. S.a a relação de seus 
débitos e solicitamos-lhe a gentileza de saldá-los com 
urgência (correspondência comercial).
b) Vossa Alteza Real, o Príncipe de Gales, virá ao Brasil 
para participar da ECO – 92 (nota de jornal).
c) Sua Santidade pode ter a certeza de que sua presen-
ça entre nós é motivo de júbilo e de místico fervor 
(discurso pronunciado em recepção diplomática ao 
Sumo Pontífice).
d) Solicito a V. Exa. dignar-vos aceitar as homenagens 
devidas, por justiça, a quem tanto engrandeceu a pá-
tria (ofício dirigido a ministro do Supremo Tribunal).
69. (Câmara Legislativa – DF) Marque a opção em que houve 
substituição incorreta do termo sublinhado:
a) Diria a eles uma resposta adequada.
 Dir-lhes-ia uma resposta adequada.
b) Enviamos o presente a nossos amigos.
 Enviamos-lhes o presente.
c) Mandamos as crianças saírem.
 Mandamos-as saírem
d) Não pediria isso a você em hipótese alguma.
 Não lho pediria em hipótese alguma.
187
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
70. (Esaf/TRT) “A educação é direito de todos e dever do 
Estado e da família.”
 A palavra sublinhada na frase acima classifica-se como 
pronome:
a) relativo.
b) indefinido.
c) possessivo.
d) demonstrativo.
e) pessoal.
71. (Esaf/TRT) Considerando o emprego dos pronomes, as-
sinale a opção incorreta.
a) Este processo aqui precisa de um despacho de Sua 
Excelência, o Presidente do Tribunal.
b) Chamaram-o para assumir o emprego, mas o mesmo 
não se apresentou no prazo previsto.
c) Traga consigo todos os documentos e alguns objetos 
que lhe são úteis.
d) Levaram-me os livros, entretanto, vou pedi-los de vol-
ta, pois preciso deles.
e) Encaminhou pelos correios seu próprio currículo, 
porque não quis entregá-lo pessoalmente.
72. (Esaf/TRT) Assinale a opção incorreta quanto ao em-
prego do pronome relativo.
a) Avise a quem interessar que as inscrições encerram-se 
hoje.
b) A casa, cujo proprietário não conheço, está à venda.
c) Esperava-se o fiscal da sala sem o qual não se podia 
iniciar a prova.
d) Os candidatos aos quais votaremos preenchem os 
requisitos para o cargo.
e) Retire as fichas de inscrição daqueles que foram apro-
vados.
188
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
73. (Acafe) Assinale a opção em que a palavra grifada exer-
ce a função de pronome adjetivo.
a) Partiu sem ao menos dizer-me adeus.
b) Poderíamos reconhecê-lo como um dos nossos már-
tires.
c) Aquela não foi uma obra de arte, mas esta será?
d) Leio muito, porém não o que me desagrada.
e) Sempre serei assim, mesmo que não me aceites.
74. (Taubaté) Em: “Os outros é que me chamam de Zé.” a 
palavra grifada é:
a) pronome indefinido substantivo e sujeito.
b) pronome indefinido adjetivo e adjunto adnominal.
c) pronome relativo e sujeito.
d) pronome relativo e objeto direto.
75. (Fundação Lusíadas) Dê a classificação morfológica e 
a função sintática da palavra grifada em “Seria vista 
mais animação, se houvesse disciplina.”
76. (PUC) No trecho: “O presidente não recebeu ninguém, 
não havia nenhuma fotografia sorridente dele, nenhu-
ma frase imortal, nada que fosse supimpa.”, tem-se:
a) 4 pronomes adjetivos indefinidos.
b) 2 pronomes adjetivos indefinidos e 2 pronomes subs-
tantivos indefinidos.
c) 1 pronome substantivo indefinido e 3 pronomes ad-
jetivos indefinidos.
d) 4 pronomes substantivos indefinidos.
e) 1 pronome adjetivo indefinido e 3 pronomes subs-
tantivos indefinidos.
77. (FEI) Substitua os termos sublinhados pelos pronomes 
oblíquos correspondentes.
a) Encontraram o corpo na estufa.
189
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
b) Arrancara do peito uma cruz de ametistas.
c) A disposição das plantas não permite um esconderijo.
78. (Univ. Fed. de Santa Catarina) Observe os períodos abai-
xo e assinale a opção em que o lhe é adjunto adnominal.
a) “... anunciou-lhe: ‘Filho, amanhã vais comigo’.”
b) O peixe cai-lhe na rede.
c) Ao traidor, não lhe perdoaremos jamais.
d) Comuniquei-lhe o fato ontem pela manhã.
e) Sim, alguém lhe propôs emprego.
79. (Fatec) Indique em que opção os pronomes pessoais 
estão bem empregados.
a) Deixou ele sair.
b) Mandou-lhe ficar de guarda.
c) Permitiu-lhe ficar de guarda.
d) Procuram-o por toda a parte.
e) n.d.a.
80. (Fuvest) Era para __________ falar __________ ontem, mas 
não __________ encontrei __________ em parte alguma.
a) mi / consigo / o.
b) eu / com ele / lhe.
c) mim / consigo / lhe.
d) mim / contigo / te.
e) eu / com ele / o.
81. (F.C.A.Tabajara) Aponte a incorreta.
a) Eu ofereço esse livro para si.
b) Maria queria o namorado para junto de si.
c) Hei de tornar meu filho mais confiante em si.
d) Colegas há que vivem brigando entre si.
e) n.d.a.
190
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
82. (GV-RJ) Assinale a série que completa corretamente as 
frases.
 I. De presente, deu-lhe um livro para __________ ler du-
rante as férias.
 II. De presente, trouxe um livro para __________.
 III. Nada mais há entre __________ e você.
 IV. Sempre houve entendimentos entre __________ e ti.
 V. José, espere. Vou __________.
a) ele / mim / eu / eu / consigo.
b) ela / mim / mim / mim / com vocêc) ela / eu / mim / eu / consigo
d) ela / mim / eu / eu / consigo
e) ela / mim / eu / mim / com você
83. (FCC) Se é para __________ dizer o que penso, creio que 
a escolha se dará entre __________.
a) mim / eu e tu
b) mim / mim e ti
c) eu / mim e tu
d) eu / mim e ti
e) eu / eu e ti
84. (Univ. Cat. de Pelotas)
 I. O lugar ________ moro é muito pequeno.
 II. Esse foi o número ________ gostei mais.
 III. O filme ________ enredo é fraco, tem dado grande 
prejuízo.
a) onde / que / cujo
b) em que / de que / cujo o
c) no qual / o qual / do qual o
d) que / que / cujo o
e) em que / de que / cujo
191
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
85. (Univ. Cat. de Pelotas)
 I. O diretor deixou as provas para ________ revisar.
 II. Este assunto fica só entre ________ e você.
 III. Juca, espere, tenho que falar ________.
a) eu / mim / com você
b) mim / eu / consigo
c) eu / mim / contigo
d) mim / eu / com o senhor
e) mim / mim / consigo
86. (Mogi) Em: “... encara a arte e o que esta implica...” e “... 
de que ele é o primeiro símbolo...”, os dois elementos 
sublinhados são:
a) dois artigos definidos
b) dois pronomes demonstrativos
c) dois artigos indefinidos
d) respectivamente um artigo definido e um pronome 
demonstrativo
e) respectivamente um pronome demonstrativo e um 
artigo definido
87. (Fuvest) Destaque a frase em que o pronome relativo 
está empregado corretamente.
a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar.
b) Feliz o pai cujos os filhos são ajuizados.
c) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou 
uma fortuna.
d) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não poderei 
terminar meu quadro.
e) Os jovens, cujos pais conversei com eles, prometeram 
mudar de atitude.
192
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
88. (Gama Filho) Assinale a opção que preenche correta-
mente as lacunas da frase: “As mulheres, ________ olhos 
as lágrimas caíam, assistiam a uma cena ________ não 
gostavam.”
a) cujos / que
b) em cujos / que
c) de cujos / de que
d) cujos / de que
e) de cujos / que
89. (U.F. Ouro Preto-MG) Verifique o emprego das formas 
pronominais nos períodos abaixo:
 I. Não há mais ciúmes entre eu e ele.
 III. Perante eu e vós o juiz a declarou culpada.
 III. Papai deu o carro para mim dirigir.
 IV. Contra os alunos e eu estava o chefe da coordenadoria.
 V. Sem você e eu ninguém fará nada correto.
 
 Assinale a opção correta:
a) Todos os períodos estão corretos.
b) Todos os períodos estão incorretos.
c) Apenas o período 3 está incorreto.
d) Apenas o período 1 está incorreto.
e) Apenas os períodos 1 e 3 estão incorretos.
90. (Concurso Magistério-RJ) “Um jornal diário tem posto 
em prática, há bastantes meses, uma grande parte das 
correções e simplificações que defendo aqui.” No tre-
cho, a classe de bastantes é:
a) adjetivo
b) pronome indefinido
c) advérbio
d) partícula de realce
e) numeral
193
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
91. (Concurso Magistério-RJ)
 I. Chegaram várias cartas, mas não havia nenhuma para 
________.
 II. Não é tarefa para ________ desenvolver este tema.
 III. Este tema não é tarefa para ________ desenvolver por 
enquanto.
 IV. É mais fácil para ________ acreditar nessa história do 
que para ele.
 A opção que completa, corretamente, as lacunas acima é:
a) mim – eu – mim – eu
b) mim – mim – eu – mim
c) eu – eu – mim – mim
d) eu – eu – eu – eu
e) mim – mim – mim – mim
92. (Epcar-MG)
 I. É muito difícil para ________ escrever-lhe diariamente.
 II. Eles chegaram a discutir entre ________ mas não bri-
garam.
 III. Percebi que o plano era para ________ desistir do jogo.
 IV. Passeando pelo jardim, o velho falava ________, mur-
murando frases confusas.
a) mim – eles – mim – consigo
b) mim – si – eu – consigo 
c) eu – eles – eu – contigo
d) eu – si – eu – consigo
e) mim – si – mim – contigo
NÍVEL 2
Nos enunciados seguintes, distinga o complemento nominal 
(CN) e o adjunto adnominal (AA):
1. ( ) De fato, ele tem fome de sucesso.
2. ( ) Muitos brasileiros têm admiração pelo presidente.
3. ( ) Lemos muitos livros de Euclides da Cunha.
194
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
4. ( ) Essa obra evidencia aversão à lágrima e à dor.
5. ( ) O surgimento de teorias filosóficas facilitou o pensa-
mento.
6. ( ) Houve atentado contra aquele povo simples.
7. ( ) Aquele político nunca teve capacidade para governar.
8. ( ) ( ) A espingarda de pederneira estava nas mãos de 
Fabiano.
9. ( ) ( ) Ele revelou devoção ao raciocínio de Santo Agosti-
nho.
10. ( ) Tive dúvida acerca de algumas teorias matemáticas.
11. ( ) O aparecimento de espinhas preocupa o adolescente.
12. ( ) Políticos brasileiros têm horror ao nepotismo.
13. ( ) A impaciência do deputado incomodou os advogados.
14. ( ) ( ) O jornalista mostrou impaciência com as respostas 
do deputado.
15. ( ) ( ) Ontem, tive medo do ataque de cobras venenosas.
16. ( ) O estatuto exige obediência aos princípios administra-
tivos.
17. ( ) Sempre contei com o respeito da população paulistana.
18. ( ) ( ) Mas, a população de São Paulo não teve respeito à 
minha plataforma.
19. ( ) A plantação de cana-de-açúcar pegou fogo ontem.
20. ( ) A plantação de cana-de-açúcar ocorrerá nos próximos 
dias.
21. ( ) ( ) O conhecimento do universo não está acessível a 
todos.
22. ( ) ( ) A rainha foi generosa com o presidente venezuelano.
23. ( ) Os costumes daquele povo são condenados pela Axio-
logia.
24. ( ) ( ) ( ) Ele parece acostumado ao processo de reificação 
da mulher.
195
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
25. ( ) ( ) Ele agiu contrariamente ao desejo de matar.
26. ( ) ( ) A gratidão dos filhos conforta o coração da mãe.
27. ( ) ( ) A curiosidade do cientista deve-se ao seu descon-
tentamento com a realidade existencial.
28. ( ) O filme é impróprio para menores.
29. ( ) Viveu perto de uma cidade grande.
30. ( ) ( ) A diferenciação entre os dois institutos depende 
de normas de substituição.
31. ( ) ( ) O tempo de destruição da geleira depende da ação 
do sol.
32. ( ) ( ) Não quero estar alheio aos problemas deste mundo.
33. ( ) A indecisão da mulher amada irritou o poeta.
34. ( ) ( ) Os servidores estão aptos à troca de funções.
35. ( ) Diferentemente do seu antecessor, este servidor é 
competente.
36. ( ) Ele está longe de alcançar o primeiro posto.
37. ( ) O fanatismo de alguns grupos religiosos preocupa o 
mundo.
38. ( ) ( ) O acordo entre as partes ocorreu durante a audiência 
de reconciliação.
39. ( ) ( ) Ele mora próximo daquela região de fábricas e in-
dústrias.
40. ( ) A capacidade do cientista foi questionada pelo assessor.
41. ( ) ( ) Ele revelou capacidade para memorização de mais 
de vinte mil nomes.
42. ( ) ( ) Ele revelou capacidade para memorização de mais 
de vinte mil nomes.
43. ( ) Collor retornou ávido de vingança.
44. ( ) ( ) A satisfação do cliente é a meta desta empresa.
45. ( ) O fato ocorreu paralelamente ao desmoronamento da 
bancada comunista.
46. ( ) O ambiente é propício ao surgimento da doença.
47. ( ) Não serei poeta (= versador) de um mundo caduco.
48. ( ) O poeta de Minas Gerais faleceu há muitos anos.
196
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
49. ( ) ( ) Deverá efetuar o pagamento no momento do rece-
bimento do bem.
50. ( ) ( ) O prazo de interposição do recurso foi definido.
NÍVEL 3 – DE OLHO NOS CONCURSOS
UnB/CESPE – SEPLAG/DETRAN/DF (Cargo 15: Auxiliar de 
Trânsito)
Os acidentes de trânsito representam uma das principais 
causas externas de morte no Brasil – só não ultrapassam os 
homicídios. De acordo com a publicação Saúde Brasil2007, 
divulgada pelo Ministério da Saúde, 35.155 pessoas morreram 
em 2006 por causa da violência no trânsito.
As mortes, de acordo com a pesquisa, concentraram-se 
em homens com idade entre 20 e 59 anos, residentes em 
municípios de pequeno porte populacional. No caso de atro-
pelamentos, o risco de morte foi maior entre os idosos; para 
ocupantes de veículos, o risco foi maior para o grupo de 20 a 
59 anos. Entre os motociclistas, o risco concentra-se na faixa 
de 20 a 29 anos.
As regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram os maiores 
riscos de morte por acidente de trânsito. Na região Centro-
-Oeste, registrou-se, segundo o ministério, o maior risco de 
morte para acidentes que envolvem motociclistas e ocupan-
tes de veículo. Já o maior risco de morte por atropelamento 
foi registrado na região Norte. Santa Catarina, Mato Grosso e 
Paraná foram os estados que apresentaram as maiores taxas 
de morte provocadas pela violência no trânsito.
O ranking de óbitos, de acordo com o estudo, é lidera-
do pelos atropelamentos de pedestres, com o total de 27,9% 
dos casos – a maioria deles entre idosos, pessoas com idade 
igual ou superior a 60 anos e crianças. Em segundo lugar, es-
tão os ocupantes de automóveis, com 21%, e, em terceiro, os 
197
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
motociclistas, com 19,8%. Dados da publicação apontam que 
os motociclistas mortos no trânsito saltaram de 300, em 1990, 
para quase 7 mil, em 2006.
Internet: <www.detran.sp.gov.br> (com adaptações).
Em relação ao texto acima, julgue os itens que se seguem.
1. Em “concentraram-se”, o “se” indica sujeito indeterminado.
2. A palavra “residentes” está no plural porque concorda 
com o vocábulo “homens”.
UnB/CESPE – SEPLAG/DETRAN (Cargo 15: Auxiliar de Trân-
sito)
O levantamento concluído pelo Instituto Médico Legal 
(IML) aponta, após a implantação da Lei de Embriaguez ao 
Volante, uma redução de 63% nas mortes ocasionadas por 
acidente de trânsito em São Paulo.
No levantamento realizado pelo IML, são comparadas as 
três primeiras semanas de junho, período que antecedeu a 
chamada Lei Seca, com as três semanas posteriores. Na primei-
ra fase, a média é de 11,7 mortos na quinta, sexta, sábado e 
domingo de cada semana. Depois da implantação da Lei Seca, 
a média cai para 4,3 mortos em acidentes de trânsito.
A pesquisa foi feita nesses quatro dias de cada semana, 
pois é o período em que é mais frequente a associação de álcool 
e direção com o aumento do número de acidentes registrados.
Internet: <www.detran.sp.gov.br>.
Com base no texto acima, julgue os itens a seguir.
3. O emprego de vírgulas após as palavras “aponta” e “Volan-
te” indica que o adjunto adverbial de tempo está deslocado 
na oração.
4. Após a palavra “trânsito”, não se emprega vírgula porque 
o adjunto adverbial de lugar está em sua posição lógica 
na oração.
198
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
UnB/CESPE – SEPLAG/DETRAN (Cargo 15: Auxiliar de Trân-
sito)
Ao longo da segunda metade do século XIX, época da 
introdução das ferrovias no Brasil, uma sucessão de planos 
de viação foi apresentada aos governos, todos eles descar-
tando as rodovias como principal instrumento de integração 
e colocando ênfase nas vias férreas e na navegação fluvial e 
marítima como a solução para os problemas do isolamento a 
que ainda se viam submetidas as regiões brasileiras. O estudo 
do engenheiro militar Eduardo José de Moraes, apresentado 
ao governo imperial em 1869, continha ambicioso projeto de 
aproveitamento de vários rios brasileiros. O seu trabalho, in-
titulado “Navegação Interior no Brasil”, destacava as enormes 
potencialidades das bacias hidrográficas brasileiras, prevendo 
a implantação de uma ampla rede de navegação fluvial, que 
facilitaria as comunicações dos mais remotos pontos do país 
entre si, por meio da construção de canais, eclusas e outras 
obras de engenharia. O plano, além de enfatizar o aproveita-
mento das vias interiores de navegação, preconizava, ainda, a 
integração do sistema fluvial com as ferrovias e com a nave-
gação de cabotagem, por meio da construção de três grandes 
estradas de ferro conectando os portos do Rio de Janeiro, de 
Salvador e de Recife com as bacias – tudo isso de uma forma 
harmônica e coordenada. A implementação desses planos e 
de outros que se seguiram terminou constituindo não mais 
do que uma aspiração não concretizada de grandes estadistas 
brasileiros do século XIX.
Olímpio J. de Arroxelas Galvão. In: Internet: <www.ipea.go v.br>.
Com base nesse texto, julgue os próximos itens.
5. A forma verbal “apresentada” [destacada] está no feminino 
singular porque concorda com “sucessão”.
6. O emprego de preposição “a” em “a que ainda se viam 
submetidas” justifica-se pela regência de “submetidas”.
199
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
ESAF/ANA
O Programa Nacional de Desenvolvimento dos Recursos 
Hídricos – PROÁGUA Nacional é um programa do Governo 
Brasileiro financiado pelo Banco Mundial. O Programa origi-
nou-se da exitosa experiência do PRO-ÁGUA/Semiárido e man-
tém sua missão estruturante, com ênfase no fortalecimento 
institucional de todos os atores envolvidos com a gestão dos 
recursos hídricos no Brasil e na implantação de infraestruturas 
hídricas viáveis do ponto de vista técnico, financeiro, econô-
mico, ambiental e social, promovendo, assim, o uso racional 
dos recursos hídricos.
7. A expressão “sua missão estruturante” refere-se a “Banco 
Mundial”.
FGV/Prefeitura Municipal de Campinas – Secretaria Munici-
pal de Educação (Cargo: Professor Adjunto II – Português)
“Ao organizar a comunicação entre empregadores, indi-
víduos e recursos de aprendizado de todas as ordens, as uni-
versidades do futuro estariam contribuindo para a animação 
de uma nova economia do conhecimento. Esta é a hora de 
fomentar incertezas, pois incertezas trazem nas entrelinhas 
uma descoberta, a busca pelo aprendizado.”
8. O vocábulo “Esta” tem no texto a função de resgatar uma 
ideia anterior.
UnB/CESPE – IRBr (Admissão à Carreira de Diplomata) Teste 
de Pré-Seleção
As três almas do poeta
Ênio, poeta latino do século II a.C., falava três línguas: o 
grego, que ele tinha aprendido por ser, na época, a língua de 
200
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
cultura dominante no sul da Itália; o latim, em que escreveu 
suas obras; e o osco (uma língua aparentada com o latim), 
que era, com toda a probabilidade, sua língua nativa. O mais 
provável é que o latim fosse usado nas relações com as auto-
ridades romanas; o grego, nas grandes cidades; e o osco, nas 
regiões rurais. E Ênio, que sabia as três, costumava dizer que 
tinha “três almas”.
É curioso observar que ele exprimiu com isso uma coisa 
muito importante relativa ao conhecimento de uma língua: 
não se trata simplesmente de “uma outra maneira de dizer 
as coisas” (table em vez de mesa, te quiero em vez de eu te 
amo), mas de outra maneira de entender, de conceber, talvez 
mesmo de sentir o mundo.
9. No primeiro parágrafo, há mais de um aposto.
10. No trecho “O mais provável é que o latim fosse usado nas 
relações com as autoridades romanas; o grego, nas gran-
des cidades; e o osco, nas regiões rurais”, utiliza-se uma 
forma de elipse, por meio da qual se evitam repetições.
UnB/CESPE – SEAD/SEDUC (Cargo 12: Professor AD-4 – Dis-
ciplina: Português)
A esperança, essa característica exclusivamente humana, 
nos dirige para dias melhores que os atuais, fazendo nascer 
a ideia de um Brasil onde não mais existam injustiça, discri-
minação e marginalização social. A confiança, desenvolvida e 
amadurecida nos processos de convivência e de diálogo, nos 
diz que existem outras pessoas – coparticipantes desses pro-
cessos – que percebem a necessidade de união e mobilizaçãopara a transformação da sociedade.
11. A palavra “que” [destacada] exerce a função gramatical 
de sujeito de “percebem” e refere-se a outras pessoas.
201
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
UnB/CESPE/Auditoria-Geral – MG (cargo: Auditor Interno, 
Nível I-A)
Para Vygotsky, a base do funcionamento psicológico ti-
picamente humano é cultural, portanto, histórica.
Os elementos mediadores na relação entre o homem e 
o mundo – instrumentos, signos e todos os elementos do 
ambiente humano carregados de significado cultural – são 
construídos nas relações entre os homens. Os sistemas simbó-
licos e, particularmente, a língua exercem um papel fundamen-
tal na comunicação entre os sujeitos e no estabelecimento de 
significados compartilhados que permitem interpretações dos 
objetos, eventos e situações do mundo real. O surgimento da 
atividade verbal e da língua como sistema de signos é crucial 
no desenvolvimento da espécie humana, momento mesmo em 
que o biológico se transforma no histórico e em que emerge a 
centralidade da mediação simbólica na constituição do psi-
quismo humano. É o trabalho que, pela ação transformadora 
do homem sobre a natureza, une homem e natureza e cria a 
cultura e a história humanas.
Marta Kohl de Oliveira. História, consciência e educação.
Coleção Memória da Pedagogia, nº 2. 2005. Viver mente&
cérebro – especial Vygotsky, p. 9-10 (com adaptações)
12. Assinale a opção em que as duas expressões apresenta-
das remetem ao mesmo referente no desenvolvimento 
do texto.
a) “centralidade da mediação simbólica” e “constituição 
do psiquismo humano”.
b) “tipicamente humano” e “cultural”.
c) “base do funcionamento psicológico tipicamente hu-
mano” e “sistemas simbólicos”.
d) “elementos mediadores na relação entre o homem e 
o mundo” e “instrumentos, signos e todos os elemen-
tos do ambiente humano carregados de significado 
cultural”.
e) “significados compartilhados” e “interpretações dos 
objetos”.
202
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
13. Preservam-se a correção gramatical e a coerência entre 
os argumentos caso se suprima o elemento sublinhado 
no trecho
a) “a centralidade da mediação simbólica na constituição 
do psiquismo humano”.
b) “Os elementos mediadores na relação entre o homem 
e o mundo”.
c) “são construídos nas relações entre os homens”.
d) “exercem um papel fundamental na comunicação en-
tre os sujeitos e no estabelecimento de significados”.
e) “sistema de signos é crucial no desenvolvimento”.
UnB/CESPE/IBAMA (Cargo: Analista Ambiental)
Reparação duas décadas depois
Francisco Alves Mendes Filho ainda não era um mito da 
luta contra a devastação da Amazônia quando foi preso, em 
1981, acusado de subversão e incitamento à luta de classes 
no Acre, em plena ditadura militar. Chico Mendes se tornaria 
mundialmente conhecido, dali para a frente, por comandar 
uma campanha contra a ação de grileiros e latifundiários, 
responsáveis pela destruição da floresta e pela escravização 
do caboclo amazônico. Por isso mesmo foi assassinado, em 22 
de dezembro de 1988, na porta de casa, em Xapuri. O crime, 
cometido por uma dupla de fazendeiros, foi punido com uma 
sentença de 19 anos de cadeia para cada um. Faltava reparar 
a injustiça cometida pelos militares.
E ela veio na quarta-feira 10, no palco do Teatro Plácido 
de Castro, em Rio Branco, na forma de uma portaria assinada 
pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Antes, porém, reali-
zou-se uma sessão de julgamento da Comissão de Anistia, 
cujo resultado foi o reconhecimento, por unanimidade, da 
perseguição política sofrida por Chico Mendes no início dos 
anos 80 do século passado. A viúva do líder seringueiro, 
203
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Izalmar Gadelha Mendes, vai receber uma pensão vitalícia de 
3 mil reais mensais, além de indenização de 337,8 mil reais.
Leandro Fortes. Internet: <www.cartacapital.com.br>
(com adaptações)
Considerando aspectos linguísticos do texto Reparação duas 
décadas depois, julgue os itens a seguir.
14. No período que se inicia por “Antes, porém”, o sujeito da 
oração principal está posposto ao verbo.
15. O vocábulo “cujo” estabelece relação sintático-semântica 
entre os termos “resultado” e “Comissão de Anistia”.
UnB/CESPE/IBAMA (Tema 1: Regulação, controle, fiscaliza-
ção, licenciamento e auditoria ambiental)
As religiões e o meio ambiente
“Tudo o que vive e se move será alimento
para vós. Da mesma forma que lhes dei as
plantas, agora dou-lhes tudo.”
Gênesis (9; 3).
Essa passagem da Bíblia tem sido interpretada como uma 
visão antropocêntrica, profundamente antiambientalista, do 
judeu-cristianismo, que contrasta com a visão budista e hin-
duísta do mundo, que ensina que os seres humanos devem 
viver em harmonia com a natureza.
Alguns cristãos têm tentado atenuar a frase do Gênesis, 
explicando que a intenção do Senhor sempre foi a de proteger a 
biodiversidade, como quando ordenou a Noé que levasse na Arca 
um casal de cada criatura viva, para que sobrevivessem ao dilúvio.
Esta podia ser uma questão secundária 5 ou 10 mil anos 
atrás, quando a população mundial era de alguns milhões de 
habitantes, mas passou a ser uma questão central nos dias de 
hoje, em que existem sobre a Terra mais de 6 bilhões de seres 
humanos. A ação do homem sobre a natureza atualmente é 
204
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
comparável, em força destrutiva, à das forças geológicas, como 
terremotos, erupções vulcânicas, inundações e tempestades, 
e estamos até provocando o aquecimento do planeta, com 19 
consequências imprevisíveis sobre a vida como a conhecemos. 
O uso e o abuso da natureza pelo homem põem hoje em risco 
sua própria sobrevivência.
José Goldemberg. O Estado de São Paulo. Editorial Espaço
Aberto, caderno A, 17/5/2005, p. 2 (com adaptações)
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando 
a amplitude do tema que ele aborda, julgue os itens subse-
quentes.
16. Na organização das ideias do texto, o pronome “que” [des-
tacado] retoma “visão antropocêntrica”.
17. Respeita-se o desenvolvimento da textualidade, reforçan-
do-se a coesão com o parágrafo anterior, e mantém-se a 
correção gramatical ao se substituir a expressão “Alguns 
cristãos” por A visão cristã.
UnB/CESPE/IBAMA (Tema 1: Regulação, controle, fiscaliza-
ção, licenciamento e auditoria ambiental)
É assumidamente uma estimativa conservadora, com base 
apenas nos relatórios oficiais de uma das atividades extrati-
vistas mais predadoras da história, mas pelo menos é a pri-
meira vez que alguém mergulha na documentação e tira dela 
um número: quase 470 mil árvores. Certamente indivíduos 
maduros, com cerca de 15 metros de altura. Do contrário, o 
precioso corante cor-de-fogo que moveu a colonização brasi-
leira não poderia ser obtido em quantidade que compensasse 
o trabalho de botar a planta abaixo.
Essa é a conta oficial da devastação do *paubrasil*, árvore 
símbolo do país, do século XVI ao XIX, feita por um grupo de 
pesquisadores paulistas.
A árvore da pátria. In: Folha de S. Paulo, 15/5/2005
(com adaptações).
18. A organização das ideias no texto indica que a expressão 
“quase 470 mil árvores” constitui o sujeito da primeira 
205
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
oração; por isso seu deslocamento para o início do texto 
preserva tanto a coerência textual quanto a correção gra-
matical, desde que seja retirado o sinal de dois-pontos 
que a precede e sejam feitos os ajustes necessários nas 
letras minúsculas e maiúsculas.
UnB/CESPE/IBAMA (Tema 1: Regulação, controle, fiscaliza-
ção, licenciamento e auditoria ambiental)
Andar pela região do Alto Xingu, no nordeste de Mato 
Grosso, é mais que turismo. Beira uma experiência antropo-
lógica. A troca de conhecimento com osíndios é, sem dúvi-
da, enriquecedora. Além da convivência na aldeia – o ponto 
principal da viagem –, os passeios de barco e canoa pelo rio 
Von den Steinen são um deslumbramento. A mata preservada 
contrasta com o espelho formado na água, produzindo uma 
paisagem belíssima.
À noite, o céu se abre limpo e estrelado. É um convite à 
contemplação da natureza. Caminhar em trilhas pela floresta 
também faz parte do programa. Chegar a esse paraíso não é 
das missões mais fáceis, o que garante parte de sua preser-
vação. Pelo caminho, pode-se comprovar uma das tragédias 
da região: uma enorme quantidade de carretas carregando 
madeira nobre retirada da floresta. E as clareiras deixadas 
por elas nas matas.
Época, 9/5/2005 (com adaptações).
19. Preservam-se a coerência e a correção gramatical do texto 
ao se substituir “são” [destacado] pela forma verbal é, pois 
a concordância com o verbo ser é facultativa: tanto pode 
se dar com o sujeito como com o predicativo.
20. O emprego da forma verbal “faz” [destacada] é exigência 
do termo “floresta”, com o qual deve o verbo concordar.
21. De acordo com a organização textual, o pronome “o” re-
toma as ideias da oração principal do período.
206
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
UnB/CESPE/SGA/AC (Cargo 1: Administrador)
Uma decisão singular de um juiz da Vara de Execuções 
Criminais de Tupã, pequena cidade a 534 km da cidade de 
São Paulo, impondo critérios bastante rígidos para que os 
estabelecimentos penais da região possam receber novos 
presos, confirma a dramática dimensão da crise do sistema 
prisional. A sentença determina, entre outras medidas, que 
as penitenciárias somente acolham presos que residam em 
um raio de 200 km.
Segundo o juiz, as medidas que tomou são previstas pela 
Lei de Execução Penal e objetivam acabar com a violação dos 
direitos humanos da população carcerária e “abrir o debate a 
respeito da regionalização dos presídios”. Ele alega que muitos 
presos das penitenciárias da região são de famílias pobres da 
Grande São Paulo, que não dispõem de condições financeiras 
para visitá-los semanalmente, o que prejudica o trabalho de 
reeducação e de ressocialização.
Sua sentença foi muito elogiada. Contudo, o governo esta-
dual anunciou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça, sob a 
alegação de que, se os estabelecimentos penais não puderem 
receber mais presos, os juízes das varas de execuções não 
poderão julgar réus acusados de crimes violentos, como ho-
micídio, latrocínio, sequestro ou estupro.
Estado de S. Paulo, 13/1/2008, p. A3 (com adaptações).
22. O trecho “pequena cidade a 534 km da cidade de São 
Paulo” encontra-se entre vírgulas por exercer a função de 
aposto.
23. As orações subordinadas “que as penitenciárias somente 
acolham presos”, “que tomou” e “que irá recorrer ao Tri-
bunal de Justiça” desempenham a função de complemento 
do verbo.
24. No trecho “para visitá-los semanalmente”, o pronome re-
fere-se a “presos”.
207
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
UnB/CESPE/PMDF/Saúde (Especialidade 3: Clínica Geral)
A leitura crítica pressupõe a capacidade do indivíduo de 
construir o conhecimento, sua visão de mundo, sua ótica 
de classe. Isso é possível através das discussões em sala, do 
diálogo com os professores, com outros alunos e, até mesmo, 
do “diálogo cognitivo” com seu objeto de conhecimento. No 
“diálogo cognitivo” com o objeto do conhecimento encontra-se 
o valor da apreensão dos conteúdos curriculares historica-
mente produzidos, pois não se constrói o conhecimento a par-
tir do nada. À medida que assimila criticamente os conteúdos 
(momento em que entra em ação a diretividade do professor, 
selecionando, sistematizando e apresentando os conteúdos), 
o aluno realiza o diálogo cognitivo com seu objeto. A assimi-
lação crítica ocorre quando os conteúdos são confrontados 
com os dados da realidade empírica, quando são historici-
zados, relativizados no contexto que os gerou, remetidos às 
suas condições de produção, quando são apreendidos através 
da relação, tão conhecida na obra de Freire, entre leitura da 
palavra e leitura do mundo.
Aparecida de Fátima Tiradentes dos Santos. Desigualdade social e 
dualidade escolar: conhecimento e poder em Paulo Freire e
Gramsci. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000, p. 89.
Em relação ao texto acima, julgue os itens a seguir.
25. O trecho “de construir o conhecimento” estabelece relação 
de regência com o termo “capacidade”, especificando-lhe 
o significado.
26. O pronome “seu” [destacado] se reporta à expressão “a 
capacidade do indivíduo”, com a qual mantém relação 
coesiva.
27. O trecho “são apreendidos através da relação” refere-se 
sintaticamente à expressão “conteúdos curriculares”.
208
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
UnB/CESPE/MTE (Cargo 1: Administrador)
No Brasil, apesar da pressão do desemprego, que tem 
atingido níveis altíssimos, a fiscalização do trabalho e a justiça 
do trabalho estão empenhadas em uma luta para preservar 
o direito do trabalhador ao emprego com registro, tratando 
de coibir as formas atípicas de emprego, especialmente a do 
trabalho cooperativado. As cooperativas de trabalho são de-
nunciadas como falsas, como pretensas cooperativas, criadas 
unicamente para privar os trabalhadores dos seus direitos 
legais. Apesar da ação vigorosa de fiscais, procuradores e 
juízes do trabalho, o número dos que gozam do direito ao 
emprego com registro não cessa de diminuir. Na realidade, 
nem todas as cooperativas de trabalho contratadas por firmas 
são falsas. Um bom número delas são formadas por trabalha-
dores desempregados, que disputam os seus antigos empregos 
contra intermediadoras de mão-de-obra. Para eles, a perda 
dos direitos já é um fato consumado e, se forem obrigados a 
se empregar nas terceirizadas, possivelmente sofrerão, além 
disso, acentuada perda de salário direto. Outras cooperativas 
de trabalho são formadas por trabalhadores que estavam as-
salariados por empresas intermediadoras e que preferiram se 
organizar em cooperativa para se apoderar de parte do ganho 
que aquelas empresas auferem a suas custas. Essas considera-
ções não pretendem indicar que a luta contra a precarização 
é inútil, mas que ela carece de bases legais para realmente 
coibir a perda incessante de direitos por cada vez mais traba-
lhadores. O fulcro da questão é que ou garantimos os direitos 
sociais a todos os trabalhadores, em todas as posições na 
ocupação – assalariados, estatutários, cooperantes, avulsos, 
terceirizados, etc. – ou será cada vez mais difícil garanti-los 
para uma minoria cada vez menor de trabalhadores que hoje 
têm o status de empregados regulares.
Paul Singer. Em defesa dos direitos dos trabalhadores. Brasília: 
MTE, Secretaria de Economia Solidária, 2004, p. 4 (com adaptações)
209
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
28. As alternativas expressas nas orações iniciadas por “ou 
garantimos” e “ou será”, destacadas, complementam o 
sentido do sujeito da oração “O fulcro da questão é”.
UnB/CESPE – SEPLAG/DETRAN/DF [Conhecimentos Básicos 
e Conhecimentos Complementares (para os cargos de 1 a 
3 e de 5 a 14)]
A qualidade do ambiente urbano torna-se, cada vez mais, 
uma destacada fonte de cobrança da população sobre seus 
governantes. Repleta de problemas nessa área, a cidade de São 
Paulo experimenta, nos últimos anos, uma notável mudança 
de comportamento das autoridades municipais, que passam 
a incorporar o tema em suas prioridades de gestão.
Depois de ter implementado uma reforma nos passeios 
públicos da avenida Paulista, a prefeitura, agora, promove uma 
blitz com o fito de acabar com as diversas formas de invasão da 
calçada naquela via. Rampas de garagem, escadarias e jardins 
se apropriam,sem mais, de um espaço reservado ao pedestre.
Construções e usos de interesse particular desrespeitam 
sistematicamente os códigos de obra e as leis de ocupação do 
solo. Invadem o espaço público, e o resultado é uma cidade 
de edificação monstruosa e hostil ao transeunte.
É preciso, portanto, que o espírito da blitz na avenida 
Paulista seja estendido para toda a cidade. O DNA Paulistano, 
série de pesquisas realizadas, no ano passado, pelo Datafo-
lha, revelou fatias surpreendentemente elevadas de pessoas 
que, nas diversas regiões da cidade, costumam caminhar até 
o trabalho.
No Bom Retiro, por exemplo, 64% dos moradores vão a 
pé de casa até o emprego. Mas basta percorrer essa e outras 
áreas do centro – onde, compreensivelmente, mais se caminha 
– para notar o estado precário das calçadas e as constantes 
irregularidades.
210
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
O transtorno que esse problema representa no cotidiano 
dos cidadãos – que se torna dramático no caso de idosos e 
deficientes físicos – requer uma resposta abrangente e firme 
da prefeitura.
Folha de S.Paulo. Editorial, 8/1/2009 (com adaptações)
Em relação ao texto acima, julgue os itens a seguir.
29. A expressão “nessa área” é um elemento de coesão tex-
tual que retoma o antecedente “qualidade do ambiente 
urbano”.
30. No processo de coesão textual, a expressão “naquela via” 
funciona como elemento coesivo que retoma o anteceden-
te “passeios públicos”.
31. A forma verbal “Invadem” está no plural porque concorda 
com “códigos de obra”.
RESOLUÇÕES COMENTADAS
NÍVEL 1
1.
a) Sujeito simples: 
ela.
f) Sujeito simples: nú-
cleo destacado.
l) A natureza fez.../ 
sujeito simples.
b) Sujeito simples: 
núcleo destacado.
g) Oração sem sujei-
to.
Há (= existem): im-
pessoal.
m) Sujeito simples: 
pronome relativo/ 
retoma “dona Ber-
nardina”.
c) Sujeito composto: 
núcleos destacados.
h) A igreja manda.../ 
Sujeito simples.
n) Oração sem sujei-
to. Há (= tempo de-
corrido): impessoal.
d) Sujeito simples: 
núcleo destacado.
i) Sujeito simples: nú-
cleo destacado.
o) Oração sem sujei-
to. Verbo exprime fe-
nômeno da natureza. 
Impessoal.
211
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
e) Sujeito oracional: 
a oração destacada 
funciona como su-
jeito.
j) Sujeito composto: 
núcleos destacados.
p) Sujeito simples. 
Verbo empregado 
com valor conotativo.
2. a) O professor (sujeito) sou (v.l.) eu (predicativo).
b) Eu (sujeito) sou (v.l.) o professor (predicativo).
c) “A lua (sujeito) ia (v.i.) grande e bela (predicativos).”
d) “Nossa vida (sujeito) tornou-se (v.l.) impossível (pre-
dicativo).” (M. de Assis).
e) “Um fraco rei (sujeito) faz (v.t.d.) fraca (predicativo do 
objeto) a forte gente (obj. dir.).”
f) Acusaram (v.t.d.) de injusto (predicativo do obj.) o di-
retor (obj. dir.).
g) Saiu (v.i.) da luta (adj. adv.) engrandecido (predicativo 
do suj.).
h) Nesse andar (adj., adv.), (tu) acabarás (v.l.) mendigo 
(predicativo do suj.)
i) “Pegou (v.t.d.) de uma faca (obj. dir. preposicionado) 
e entrou a bater (v.i.) com ela (adj. adv.) devagarinho. 
(adj. adv.)
j) “Uma das três janelas (suj.) vivia (v.l.) sempre (adj. adv.) 
meio aberta. (predicativo do suj.)”
l) “A pobre dama (suj.) sentiu-se (a ela mesma) (v.t.d.) 
humilhada (predicativo do obj.).”
m) “O cônego Brito (sujeito) acabava de sair eleito (v.t.d. 
na voz passiva) deputado (predicativo do sujeito).”
n) A canoa (suj.) virou (v.i).
o) O vento (suj.) virou (v.t.d.) a canoa (obj. dir.).
p) O tronco (suj.), à força de fogo (adj. adv.), virou (v.l.) 
canoa (predicativo).
212
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
3. Resposta: C. Observe: “Maurício (suj.) me (obj. dir.) con-
siderava (v.t.d.) seu amigo (predicativo do obj.) já que 
(conectivo oracional) as minhas ações (suj.) eram (v.l.) 
sinceras (predicativo do suj.).”
4. a) Certo. “não” = advérbio de negação;
b) Certo. “duvides” = verbo transitivo indireto;
c) Certo. “das palavras divinas” = objeto indireto;
d) Errado. O predicado verbal é “Não duvides das palavras 
divinas”.
5. Observe a análise do período. Primeiro divida as orações: 
“A matéria / que o professor me explicou/ foi fácil”. 1ª 
oração: A matéria (suj.) foi (v.l.) fácil (predicativo do suj.) – 
predicado nominal/ 2ª oração: que (obj. direto) o professor 
(suj.) me (obj. ind.) explicou (v.t.d.i.) – predicado verbal.
a) Certo. “a matéria” = sujeito de “foi”;
b) Certo. “que” = objeto direto de “explicou”;
c) Certo. “o professor” = sujeito de “explicou”;
d) Errado. “me” = objeto indireto de “explicou”;
e) Errado. “explicou” = verbo transitivo direto e indireto;
f) Errado. “fácil” = predicativo do sujeito;
g) Certo. “foi fácil” = predicado nominal;
h) Certo. “que me explicou” = predicado verbal.
6. a) (1) É digno de censura. (“de censura” completa o adje-
tivo “digno”);
b) (3) Ele tomou do lápis (“tomou” é v.t.d., mas o obj. dir. 
apresentou preposição);
213
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
c) (2) Ele estudou a lição (“estudou” é v.t.d.);
d) (3) Vi nervoso a João (“vi” é v.t.d.);
e) (4) Isto depende dos pais (“depende” é v.t.i.);
f) (3) Matou o caçador ao animal. (“matar” é v.t.d.);
g) (5) As flores Deus as fez (o pronome “as” reforça o obj. 
direto “As flores”);
h) (7) Consertam-se sapatos (Sapatos são consertados);
i) (6) A sala foi enfeitada de flores (a locução verbal indica 
voz passiva, cujo agente é o termo “de flores”;
j) (3) Amo a Deus (“Amo” é v.t.d);
k) (1) O aluno está atento à lição (“à lição” completa o 
adjetivo “atento”).
7. a) (2) Tinha sede de justiça. (Relação completiva/ A ideia 
de “ter sede” recai sobre o termo preposicionado)
b) (1) Veio procurá-lo um oficial de justiça. (O substantivo 
“oficial”/concreto não é completivo)
c) (1) Maria Clara tem grande desembaraço de expressão. 
(O substantivo “desembaraço” não é completivo)
d) (2) Foi demorado o desembaraço de minha bagagem. 
(O substantivo “desembaraço” é completivo: desem-
baraçar a bagagem)
e) (2) Gorou minha viagem à Bahia. (O substantivo “via-
gem” é completivo: viajar à Bahia)
f) (3) Somente para o ano irei à Bahia. (A locução adverbial 
está modificando o verbo “irei”)
g) (2) Tinha a volúpia da mentira. (A ideia de “ter volúpia” 
recai sobre o termo preposicionado: relação comple-
tiva)
214
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
h) (2) Era o rei da mentira. (Cp.: “Comandava a mentira”/ 
rei = comandante – relação completiva)
i) (2) Perdeu-o a ambição de dinheiro. (A ideia de “ter 
ambição” recai sobre o termo preposicionado: relação 
completiva)
j) (1) Encontraram vários pacotes de dinheiro. (O subs-
tantivo “pacote”/concreto não é completivo)
k) A defesa do réu (2) foi trabalhosíssima para seus advo-
gados. (O substantivo “defesa” é completivo: defender 
o réu)
l) A mulher do réu (1) chorava convulsivamente. (O subs-
tantivo “mulher”/concreto não é completivo)
m) (2) À noite, é deslumbrante a visão da cidade. (O subs-
tantivo “visão” é completivo: ver a cidade)
n) Os habitantes da cidade (1) são taciturnos. (O substan-
tivo “habitantes”/concreto não é completivo)
o) O aparecimento de fantasmas (1) sobressaltou os ha-
bitantes do castelo. (O substantivo “aparecimento” 
não é completivo: os fantasmas apareceram/relação 
subjetiva)
p) (2) Está desmoralizada a crença em fantasmas. (O subs-
tantivo “crença” é completivo: crer em fantasmas)
q) (2) A esperança de perdão transfigurava-o. (O substan-
tivo “esperança” é completivo: esperar o perdão)
r) A hora de perdão (1) não chegara ainda (O substantivo 
“hora” não é completivo)
s) A falta às aulas (2)prejudica-o. (O substantivo “falta” 
é completivo: faltar às aulas)
215
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
t) (3) Amanhã faltarei às aulas. (A locução adverbial está 
modificando o verbo “faltarei”)
8. a) (Nós) Encontramos (v.t.d./núcleo) em ruínas (predi-
cativo do obj./núcleo) a casa (obj. dir.) – Predicado 
verbo-nominal.
b) Os jogadores (suj.) voltaram (v.i./núcleo) felizes (pre-
dicativo do sujeito/núcleo) com o resultado do jogo 
(compl. nom.) – Predicado verbo-nominal.
c) O rapaz (suj.), bêbado (predicativo do sujeito/ núcleo), 
caiu (v.i./ núcleo) na rua (adj. adv.) – Predicado verbo-
-nominal.
d) Ele (suj.) escreveu (v.t.d./núcleo) ótimos poemas (obj. 
dir.) – Predicado verbal.
e) A lua (suj.) ia (v.i./ núcleo) grande e bela (predicativo 
do suj./núcleo) – Predicado verbo-nominal.
f) Pedro (suj.) acha-se (v.l.) ocupado (predicativo do suj./ 
núcleo) no momento (adj. adv.) – Predicado nominal.
g) A crisálida (suj.) virou (v.l.) borboleta (predicativo do 
suj./núcleo) – Predicado nominal.
h) O rio (suj.) corre (v.i./núcleo) vagarosamente (adj. adv.) 
– Predicado verbal.
i) “Nossa vida (suj.) tornou-se (v.l.) impossível (predica-
tivo do suj./núcleo)” – Predicado nominal.
j) Nós (suj.) o (obj. dir.) chamamos (v.t.d./núcleo) pa-
drinho (predicativo do obj./núcleo) – Predicado ver-
bo-nominal.
216
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
9. a) Verdadeiro. Em “... eu (suj.) a (obj. dir.) julgava (v.t.d./
núcleo) recompensada e feliz (predicativo do obj./nú-
cleo)”, ocorre predicado verbo-nominal.
b) Falso. A palavra “paz” exerce a função sintática de 
sujeito do verbo “exista”.
c) Falso. Em “O táxi (suj.) avançava (v.i./núcleo) monótono 
(adj. adverbial de modo)”, o predicado é verbal.
10. 1. Falso. Congele (v.t.d.) o preço (obj. dir.); Envie (v.t.d.) 
hoje mesmo seu cupom (obj. dir.); Não mande (v.t.d.) 
dinheiro (obj. dir.) agora. Os termos destacados apre-
sentam a mesma função sintática.
2. Falso. Em “possibilidade de comunicação autêntica”, 
a expressão grifada é complemento nominal do termo 
possibilidade.
3. Verdadeiro. Em “respeito ao próximo” a expressão 
sublinhada exerce a função sintática de complemento 
nominal, já que o substantivo “respeito” é completivo: 
respeitar o próximo.
4. Verdadeiro. Sempre fui mais sensível (adjetivo/ pre-
dicativo) ao desenho do que à pintura. Os dois termos 
completam o valor do adjetivo. São, portanto, comple-
mentos nominais).
5. Verdadeiro. Coloque na ordem direta: Eu (suj.) teria 
(v.t.d.) que visão dessa realidade (obj. dir.). Em “visão 
dessa realidade (compl. nom.)”, o substantivo “visão” 
é completivo: ver a realidade.
217
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
11. 1. Verdadeiro. Havia (v.t.d.) uma bolsa (obj. dir.).
2. Verdadeiro. Nossos atletas (suj.) se comportaram (v.i.) 
muito bem (adj. adv.) nos jogos olímpicos (adj. adv.).
3. Falso. Existiam (v.i.) muitos estranhos (suj.) na festa 
(adj. adv.).
4. Verdadeiro. Perdeu (v.t.d) -se (partícula apassivadora) 
tudo (suj.) no prato (adj. adv.).
5. Falso. Ele (suj.) mora (v.i.) em São Paulo (adj. adv.).
6. Falso. Nós beberemos (v.t.d) do vinho (obj. dir. prep.).
7. Verdadeiro. Vossa Majestade (suj.) já pensou (v.t.i.) 
nisso (obj. ind.)?
8. Verdadeiro. A moça (suj.) caiu (v.l.) doente (predicativo 
do suj.).
9. Verdadeiro. Os ausentes (suj.) nunca têm (v.t.d) razão 
(obj. dir.).
10. Verdadeiro. Solicitei (v.t.d.i.) a proposta (obj. dir.) ao 
empresário (obj. indir.).
12. 1. Verdadeiro. O inimigo resistiu (v.t.i.) ao ataque – objeto 
indireto.
2. Falso. A crença (substantivo completivo: crer em Deus) 
em Deus é necessária – complemento nominal.
3. Verdadeiro. As ruas ficaram cobertas de lama – agente 
da passiva (O sujeito sofre a ação expressa pela loc. 
verbal/ voz passiva, cujo agente é o termo destacado).
4. Verdadeiro. Jussara tem certeza (substantivo comple-
tivo) da vitória – complemento nominal.
218
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
5. Falso. A análise do professor deixou o aluno revoltado 
– adjunto adnominal (A ideia de “analisar” parte do 
professor: não há relação completiva).
6. Verdadeiro. Dívidas, convém saldá-las – objeto direto 
pleonástico, pois reforça o termo deslocado.
7. Verdadeiro. Pisaram-me o calo – adjunto adnominal, 
pois o pronome “me” tem valor de possessivo: meu 
calo.
8. Falso. O time jogou contra o Flamengo – locução ad-
verbial/adjunto adverbial de adversidade-oposição.
9. Falso. O deputado (suj.) considerou (v.t.d.) o jovem 
(obj. dir.) incompetente – predicativo do objeto direto.
10. Verdadeiro. As crianças, meu amigo, são agitadas – 
vocativo: termo que serve para “chamar”.
13. Resposta: A. Em “A análise da questão não pode excluir 
o fato ...”, “análise” é o núcleo do sujeito simples.
14. Resposta: D. “Se não ocorrer (v.i./ núcleo do predicado 
verbal) uma redução sensível do ritmo desse fluxo (suj.), 
/ será (v.l.) muito difícil (predicativo do suj./ núcleo do 
predicado nominal) / resolver (v.t.d./ núcleo do predicado 
verbal) o problema”.
15. Resposta: D. “Os bancos brasileiros (sujeito) se vangloriam 
(v.t..i./ se = parte integrante do verbo) permanentemente 
(adj. adv.) de sua eficiência e agilidade (obj. ind.).”
219
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
a) Os bancos crescerão se (conjunção condicional) acei-
tarem clientes novos.
b) Pretende (v.t.d.) –se (partícula apassivadora) aperfei-
çoar o sistema bancário (suj. oracional).
c) Discutiu (v.t.d) –se (partícula apassivadora) a questão 
da renda mínima (sujeito).
d) Os clientes (suj.) queixaram-se (v.t.i./ se = parte inte-
grante do verbo) dos serviços bancários (obj. ind.).
e) Aos clientes (obj. ind.) oferecem (v.t.d.i) -se (partícula 
apassivadora) serviços elementares (sujeito).
16. Resposta: D. O professor (sujeito) será eleito (v.t.d na voz 
passiva + auxiliar) presidente (predicativo do suj.) da as-
sociação dos moradores.
17. Resposta: A. “Faz muito calor no Rio o ano inteiro” (Oração 
sem sujeito).
a) Devia haver (= existir) mais interesse pela boa formação 
profissional (obj. dir.) – oração sem sujeito.
b) Falaram muito mal dos estimuladores de conflitos. 
(sujeito indeterminado).
c) Vive-se bem o clima da montanha. (O clima da monta-
nha – sujeito – é vivido bem).
d) (Nós) Almejamos dias melhores.
e) Haviam chegado cedo os candidatos. (suj.)
220
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
18. Resposta: D. Observe: “Mas quando Carlota viu as horas 
(1), lembrou-se num sobressalto (2), que a fez (3) / levar 
(4) a mão ao peito, / de que se esquecera (5) / de tomar 
(6) o copo de leite.”
 Lembre-se: o sobressalto fez a Carlota levar a mão ao 
peito (Os verbos não formam locução verbal).
19. Resposta: A. “Não (adj. adv.) agradou (v.t..i.) ao dono da 
casa (obj. ind.) o café (sujeito) que (obj. dir.) a criada (suj.) 
fez (v.t.d).”
20. Resposta: E.
a) “Fernando opôs (v.t.d.i.) à pretensão da noiva (obj. ind.) 
a razão de estado (obj. dir.).”
b) ... infligiu (v.t.d.i.) -lhe (obj. ind.) a mais acerba das 
humilhações (obj. dir.).”
c) “Deus a (obj. dir.) destinará (v.t.d.i.) à opulência (obj. 
ind.).”
d) “Vou confiar (v.t.d.i.) –lhe (obj. ind.) meu segredo (obj. 
dir.).”
e) “Estas últimas palavras (obj. dir.), a moça proferiu 
(v.t.d.) -as (obj. dir. pleonástico) com uma indefinível 
expressão (adj. adv. modo).”
21. Resposta: D.
a) Tereza Maria dava (v.t.d.) jantares com mesinhas.
b) Ninguém estava (v.l.) mais disposto a dar (v.t.d.) a pele, 
a se consumir (v.t.d./valor reflexivo).
c) Aceitava (v.i.), mas dava (v.t.d.i.) -lhe o troco.
221
Vade-Mécum Língua Portuguesa - VolumeI
d) Laura deu (v.l. = tornou-se) uma noiva linda, olhos 
azuis, cabelos pretos.
e) Pediu (v.t.d.i.) à Eugênia que me desse (v.t.d.i) umas 
aulas.
22. Resposta: D. “E quando o brotinho lhe telefonou (v.t.i.) dias 
depois, comunicando que estudava (v.t.d.) o modernismo, 
e dentro do modernismo sua obra, para o que o professor 
lhe sugerira (v.t.d.i.) contato pessoal com o autor, ficou 
(v.l.) assanhadíssimo e paternal a um tempo.”
23. Resposta: B.
a) “Não nos olhou o rosto (v.t.d.)” – Não olhou o nosso 
rosto.
b) “Procura insistentemente perturbar-me (v.t.d.) a me-
mória.” – perturbar a minha memória.
c) “Fiquei (v.i.) durante as férias (adj. adv. tempo), no sítio 
de meus avós.” (adj. adv. de lugar). Veja que o verbo 
não liga o sujeito ao predicativo)./ 
d) “Para conseguir o prêmio, Mário reconheceu-nos (v.t.d.) 
imediatamente.”
e) “Ela nos encontrará (v.t.d)... .”
24. Resposta: C.
a) Os alunos andavam (v.l.) apreensivos com os resultados 
dos exames (predicativo do suj.).
b) Todos elogiaram (v.t.d.) sua participação nos debates 
(obj. dir.).
c) As crianças assistiram (v.t.i.) alegres (predicativo do 
suj.) ao espetáculo (obj. ind.).
d) Seus livros estão (v.i.) sobre a mesa (adj. adv. lugar).
222
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
25. Resposta: E. Observe a divisão das orações: “Quando perce-
bi / que o doente (sujeito) expirava (v.i.), / recuei aterrado 
/ e (eu) dei (v.t.d.) um grito (obj. dir.), / mas ninguém (suj.) 
me (obj. dir.) ouviu (v.t.d.).” (Machado de Assis)
26. Resposta: C.
 I. Todos nós consideramos (v.t.d./núcleo do predicado) 
a sua atitude infantil (predicativo do obj./núcleo do pre-
dicado) – Dois núcleos concomitantes: predicado verbo-
-nominal.
 II. A multidão caminhava (v.i./núcleo do predicado) pela 
estrada poeirenta (adj. adv. lugar) – Apenas um núcleo: 
predicado verbal.
 III. A criançada continua (v.l.) emocionada (predicativo 
do sujeito/ núcleo do predicado) – Apenas um núcleo: 
predicado nominal.
27. Resposta: B. Em “Os ilhais da fera arfam (respiram com 
dificuldade, ofegam) de fadiga, a espuma franja-lhe a boca, 
as pernas vergam, e os olhos amortecem de cansaço”, os 
termos de fadiga e de cansaço funcionam como adjuntos 
adverbiais de causa, representados, morfologicamente, 
por locuções adverbiais. Por que arfam? Por causa da fa-
diga. Por que os olhos amortecem? Por causa do cansaço.
28. Resposta: C. “(Eu) Encontrei (v.t.d.) –a (obj.dir.) sentada 
(predicativo do obj.) na sarjeta (adj. adv. de lugar).”
29. Resposta: a) II, b) IV, c) III, d) I. Segunda-feira (adj. adv. de 
tempo) haverá um jogo importante; Com o mau tempo 
(adj. adv. de causa) não podemos trabalhar ao relento; O 
223
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
livro foi acolhido com entusiasmo (adj. adv. de modo) 
pelos leitores; O automóvel parou perto do rio (adj. adv. 
de lugar).
30. Resposta: C.
a) Desde então ficou (v.l.) desconfiado (predicativo do 
suj./ núcleo do predicado) – Predicado nominal.
b) Eu ia caminhando (auxiliar + v.i./ núcleo do predicado) 
pela avenida – Predicado verbal.
c) (Eu) Encontrei (v.t.d./ núcleo do predicado) Maria Clara 
(obj. dir.) mais envelhecida (predicativo do obj./ nú-
cleo do predicado) – Núcleos concomitantes: predicado 
verbo-nominal.
d) (Eu) Viajarei (v.i./núcleo do predicado) amanhã de ma-
nhã (adj. adv. tempo) – Predicado verbal.
31. Resposta: E.
a) (Eu) Fiz (v.t.d.i./ núcleo do predicado) –lhe (obj. ind.) um 
pecúlio de cinco contos (obj. dir.) – Predicado verbal.
b) Um desvão do telhado é (v.l.) o infinito para as andori-
nhas (predicativo do suj./núcleo do predicado) – Pre-
dicado nominal.
c) Virgília designou (v.t.d./ núcleo do predicado) as alfaias 
mais idôneas (obj. dir.) – Predicado verbal.
d) (Ela) Tinha (v.t.d./ núcleo do predicado) nojo de si mes-
ma (obj. dir.) – Predicado verbal.
e) Ela (suj.) falava (v.t.i. / falava a mim/ núcleo do predi-
cado) -me séria, carrancuda (predicativos do sujeito/ 
núcleos do predicado) – Núcleos concomitantes: pre-
dicado verbo-nominal).
224
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
32. Resposta: B.
 I. As meninas (suj.) assistiam alegres (predicativo do su-
jeito) ao espetáculo.
 II. Uma flor, o Quincas Borba! (O Quincas Borba é uma 
flor – predicativo do sujeito).
 III. Isto (suj.) é (v.l.) bem dele (predicativo do sujeito)!
 IV. (Nós) Consideramos (v.t.d.) indiscutíveis (predicativo 
do objeto) os direitos da herdeira (obj. direto).
33. Resposta: E. Em “Pede (v.t.d.) -se (partícula apassivadora) 
silêncio (sujeito simples)”, temos voz passiva sintética ou 
pronominal. Lembre-se: por causa da partícula apassiva-
dora, o objeto direto passa a ser o sujeito. Em “A caverna 
(suj. simples) anoitecia (= escurecia) aos poucos”, o sujeito 
está explícito, pois o verbo não exprime fenômeno da na-
tureza. Em “Fazia (v.t.d.) um calor tremendo (obj. direto) 
naquela tarde (adj. adv. de tempo)”, o verbo é impessoal 
e a oração não apresenta sujeito.
34. Resposta: C. Basta colocar na ordem direta: “Amigos e 
inimigos (sujeito composto) cruzavam-se em todas as 
ruas, anunciando em clima desafinado”.
35. Resposta: C.
a) Ele, que sempre vivera (v.i) órfão de afeições legítimas 
e duradouras, como então seria feliz!...
b) O quinhão de ternura, que a ela pertencia (v.t.i.), estava 
(v.l.) intacto no coração do filho.
225
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
c) Voz passiva: “Os dois quadros tinham sido ambos bor-
dados (v.t.d. na voz passiva) por Mariana e Ana Rosa, 
mãe e filha”. Observe a voz ativa: Mariana e Ana Rosa, 
mãe e filha, tinham bordado (v.t.d.) os dois quadros.
d) E dizia (v.t.d./ voz ativa) as inúmeras viagens que tinha 
feito (v.t.d. / voz ativa) até ali; contava (v.t.d./ voz ativa) 
episódio a respeito do boqueirão./ e – Sobre a banca 
de Madalena (adj. adv.) estava (v.i.) o envelope de que 
ela me havia falado (v.t.i – ... ela me havia falado do 
envelope).
36. Resposta: A. Em “Uma espécie de riso sardônico e feroz 
contraía-lhe (suas) as negras mandíbulas”, o pronome 
“lhe” tem valor de posse. É adjunto adnominal de “man-
díbulas”.
a) A mãe apalpava-lhe (seu) o coração – adj. adnominal.
b) Aconteceu-lhe (a ele) uma desgraça – obj. indireto.
c) Tudo lhe (a ele) era indiferente – “indiferente a ele” – 
complemento nominal.
d) Ao inimigo não lhe (a ele) rogo perdão – obj. indireto 
pleonástico.
e) Não lhe (a ele) contei o susto por que passei – obj. 
indireto.
37. Resposta: C.
a) Comer demais é prejudicial à saúde. – complemento 
nominal do adjetivo “prejudicial”.
b) Jamais me esquecerei de ti. – objeto indireto, comple-
mento (regido pela preposição “de”) do verbo “esque-
cerei”.
226
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
c) A vida da cidade é muito agitada. – Adjunto adnominal 
do substantivo “vida” – vida da cidade = vida urbana.
d) Ele (sujeito paciente) foi cercado de (ou por) amigos 
sinceros. – agente da passiva.
e) Não tens interesse pelos estudos. – complemento no-
minal do substantivo (abstrato e cognato de verbo) 
“interesse” (relação completiva: interessar-se pelos 
estudos).
38. Resposta: C. Observe: “... eu (sujeito simples) era (v.l.) en-
fim (adj. adv.), senhores, (vocativo) uma graça de alienado 
(predicativo do sujeito).
39. Resposta: A. “(Eu) Acho-me (v.l.) tranquilo (predicativo 
do suj.) – sem desejos, sem esperanças. Ordem direta: O 
futuro (sujeito) não me (obj. dir.) preocupa (v.t.d.).
40. Resposta: B.
a) Aquilo o dava como absolutamente incapaz para o 
serviço militar. – complemento nominal do adjetivo 
“incapaz”.
b) Geraldo Viramundo continuava (v.l.) calado. (predica-
tivo do suj./núcleo do predicado). Apenas um núcleo 
(nome): predicado nominal.
c) E lá estavam eles,os profetas, assistindo imóveis ao 
rolar do tempos. – aposto explicativo do sujeito “eles”.
d) O cego se surpreendia (v.t.i.) com o desalento de seu 
amigo – objeto indireto.
e) Os homens (suj.) marchavam (v.i.) decididos (predica-
tivo do suj.), secundados pelas mulheres.
227
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
41. Resposta: E. Ordem direta: A tua tristeza (suj.) não é (v.l.) 
dele (predicativo do suj.)/ Tristeza de criança (adj. adn. 
de “tristeza” – tristeza de criança = tristeza pueril) / ... 
porque ele (suj.) não a (obj. dir.) quer (v.t.d.).
42. Resposta: B.
a) Minha mãe era temente a Deus – complemento nominal 
do adjetivo “temente”.
b) (Eu) Expus (v.t.d.i.) a Capitu (obj. ind.) a ideia de José 
Dias (obj. dir.) – O termo destacado é adjunto adnomi-
nal do núcleo do objeto direto, o substantivo “ideia”.
c) A afeição crescente (suj. paciente) era manifestada por 
atos extraordinários – agente da passiva.
d) Poucos (pronome indefinido substantivo: núcleo do 
sujeito simples) teriam ânimo de confessar aquele pen-
samento.
e) Há (verbo impessoal, v.t.d.) cousas (obj. dir.) que não 
se ajustam nem combinam.
43. Resposta: C. Preferiu (v.t.d.i) a fuga (obj. dir.) ao cativeiro 
(obj. ind.)./ Ele (suj.) é (v.l.) rico (predicativo do suj.) em 
virtudes (complemento nominal do adjetivo “rico”)./ Mor-
te (vocativo), onde (adj. adv.) está (v.i.) tua vitória (suj.)?
44. Resposta: E.
1. (Suj. indeterminado) Dizem (v.t.d.) por aí (adj. adv. lu-
gar) tantas coisas (obj. dir.)...
2. Nesta faculdade (adj. adv. lugar), (sujeito indetermi-
nado) acolhem (v.t.d.) muito bem (adj. adv. modo) os 
alunos (obj. direto).
228
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
3. Obedece (v.t.i.) -se (índice de indeterminação do suj.) 
aos mestres (obj. ind.). Nas três orações, temos sujeito 
indeterminado.
45. Resposta: D.
a) Faltavam três dias (suj.) para o batismo.
b) (Ele: suj. elíptico) Houve por improcedente a reclama-
ção do aluno.
c) Só me resta uma esperança (suj.).
d) Havia (v.t.d.) tempo suficiente para as comemorações 
(obj. dir.). Lembre-se: verbo “haver” com sentido de 
“existir, ocorrer” é impessoal (não apresenta sujeito) 
e é transitivo direto.
46. Resposta: C. “Retira-te (tu: sujeito elíptico – ou oculto – 
determinado), criatura ávida de vingança (vocativo)!”
47. Resposta: B. Observe a ordem direta: “Lembra-me que um 
pobre cão (sujeito) morria envenenado na rua, ao sol de 
verão, certo dia.”
48. Resposta: D. “Mas uma diferença (obj. dir.) houve (v.t.d.).” 
Lembre-se: verbo “haver” com sentido de “existir, ocorrer” 
é impessoal (não apresenta sujeito) e é transitivo direto.
49. Resposta: A. “Beneditino, escreve” (verbo intransitivo: não 
exige complemento verbal)!”/ “De tal modo, que a imagem 
(suj.) fique (v.l.) nua (predicativo do suj.)”/ “E, natural, o 
efeito agrade, Sem lembrar (v.t.d.) os andaimes do edifício 
(obj. dir.).”
50. Resposta: A. “O tempo estava (verbo de ligação) de morte, 
de carnificina (predicativos do sujeito “tempo”)”.
229
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
51. Resposta: A. “(Eu) Cuspi (verbo intransitivo: não exige 
complemento verbal) no chão (adj. adv. lugar) com um 
nojo desgraçado daquele sangue... (adj. adv. modo).”
52. Resposta: D.
a) A criança estava (v.l.) com fome (= faminta/ predicativo 
do suj.).
b) Pedro parece (v.l.) adoentado (predicativo do suj.).
c) Ele tem andado (auxiliar + v.l.) confuso (predicativo 
do sujeito).
d) (Ele) Ficou (verbo intransitivo) em casa (adj. adv. lugar) 
o dia todo (adj. adv. tempo).
e) A jovem (sujeito) continua (v.l.) sonhadora (predicativo 
do sujeito).
53. Resposta: B. “Chamou (v.t.d.) –se (partícula apassivadora) 
um eletricista (sujeito. Lembre-se: por causa da partícula 
apassivadora, o objeto direto passa a ser o sujeito) para 
a instalação dos fios (adj. adv. finalidade)?”
54. Resposta: E.
a) Passou (v.t.d.i) aos alunos (obj. indireto), para estudo 
(adj. adv. finalidade), o texto impresso (obj. dir.).
b) Naquela época (adj. adv. tempo), era (v.l.) difícil (predi-
cativo do suj.) viajar para a Europa (sujeito oracional).
c) Em dias chuvosos (adj. adv. tempo), gosto (v.t.i.) de ler 
um bom livro (obj. ind.).
d) Sentamo-nos (v.i.) a uma das mesas (adj. adv. lugar) e 
pedimos (v.t.d.) o jantar (obj. dir.).
e) Amou (v.t.d.) a João (obj. dir. preposicionado) com o 
mais puro amor (adj. adv. modo).
230
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
55. Resposta: E.
a) Comer demais é prejudicial à saúde. – complemento 
nominal do adjetivo “prejudicial”.
b) Jamais me esquecerei de ti. – objeto indireto de “es-
quecerei” (v.t.i.).
c) Ele (sujeito paciente) foi cercado de (ou por) amigos 
sinceros – agente da passiva.
d) Não tens interesse pelos estudos – complemento 
nominal do substantivo (abstrato, cognato de verbo) 
“interesse” (relação completiva: interessar-se pelos es-
tudos).
e) Tinha grande amor à humanidade complemento nomi-
nal do substantivo (abstrato, cognato de verbo) “amor” 
(relação completiva: amar a humanidade).
56. Resposta: B. “(Eu) Passei (v.t.d.) o dia (obj. dir.) à toa, à toa 
(adj. adv. modo).”/ “(Eu) Passei (v.t.d.) a vida (obj. dir.) à 
toa, à toa (adj. adv. modo).”
57. Resposta: C. “Você (suj.) ficará (v.l.) tuberculoso (predica-
tivo do suj.), de tuberculose (adj. adv. de causa) morrerá 
(v.i.).”
58. Resposta: E. “Amanhã, sábado (aposto explicativo do 
adjunto adverbial de tempo “Amanhã”), não (adj. adv., 
negação) sairei (v.i.) de casa (adj. adv. lugar)”:
59. Resposta: D. “(Nós) Voltaremos (verbo intransitivo) pela 
Via Anhanguera (por onde? – adj. adv. lugar).”
231
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
60. Resposta: B. “Ninguém (suj.) parecia (v.l.) disposto (pre-
dicativo do suj.) ao trabalho (complemento nominal do 
adjetivo “disposto”) naquela manhã de segunda-feira (adj. 
adv. tempo).”
61. Resposta: A. Observe a divisão das orações: “Todas as 
cartas / que (= as quais – pronome relativo) me enviam/ 
chegam com algum atraso”. Portanto, temos duas orações: 
1. Todas as cartas (suj.) chegam (v.i.) com algum atraso 
(adj. adv. modo = conectivo + adj. adn. + núcleo do adj. 
adv.); 2. ... que (o pronome relativo substitui o termo “as 
cartas”) me enviam = as cartas me enviam/ Ordem direta: 
Enviam-me as cartas. Assim: (Sujeito indeterminado) En-
viam (v.t.d.i.) –me (= a mim/obj. ind.) as cartas (obj. dir.: 
que substitui obj. direto “as cartas”; logo, que = obj. dir.).
62. Resposta: B. Observe a transitividade verbal: “Diante do 
aumento da população de idosos, a sociedade brasileira 
começa a tomar consciência de que a questão exige uma 
política social imediata e enérgica que permita não só 
ampará-los (v.t.d.) e dar-lhes (v.t.d.i.) condições de sobre-
vivência, mas reintegrá-los (v.t.d.) à comunidade e à força 
produtiva, devolvendo-lhes (v.t.d.i.) a completa dimensão 
de cidadania.”
63. Resposta: E. Em todas as opções, a palavra que retoma o 
antecedente (barbeiro, ocasião, outro freguês, cortina de 
chita), exceto na opção E. Nela, temos conjunção integrante.
64. Resposta: E. Observe a correção: “Pedimos a (1) todas as 
outras funcionárias que saíssem (2). Saia (3) você também; 
senão (4) vão dizer que a (5) tratamos injustamente” (O 
verbo “tratar” é transitivo direto, portanto não admite o 
pronome lhe na substituição lexical).
232
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
65. Resposta: C. Observe:
a) Infelizmente não deu para EU opinar sobre o programa;
b) Não O vi ontem no bloco dos honestos;
c) Sem mim, vocês não conseguem descobrir os corrup-
tos;
d) Fiquei fora de MIM quando vi tantos dólares.
66. Resposta: E. Observe:
a) O chefe convocou-O durante a reunião;
b) Chegouuma ordem para EU comparecer à secretaria;
c) Mandaremos os produtos para TU analisares a quali-
dade;
d) Busquei-AS no serviço de almoxarifado;
e) Entreguei-lhe o envelope fechado ontem mesmo.
67. Resposta: B. Em “nós merecemo-la”, o verbo merecer é 
transitivo direto. Preferível: Nós a merecemos.
68. Resposta: A. Com o pronome de tratamento, a concordân-
cia será sempre feita com a terceira pessoa. Outro detalhe: 
se se fala da pessoa, usa-se a forma Sua; se se fala com a 
pessoa, usa-se a forma Vossa. Portanto:
a) Pela presente, enviamos a V. S.a a relação de seus dé-
bitos e solicitamos-lhe a gentileza de saldá-los com 
urgência;
b) Sua Alteza Real, o Príncipe de Gales, virá ao Brasil para 
participar da ECO – 92;
c) Vossa Santidade pode ter a certeza de que sua presença 
entre nós é motivo de júbilo e de místico fervor;
233
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
d) Solicito a V. Exa. dignar-se aceitar as homenagens de-
vidas, por justiça, a quem tanto engrandeceu a pátria.
69. Resposta: C. Se o verbo apresenta a terminação R, S ou Z, 
os pronomes assumem as modalidades LO, LA, LOS, LAS: 
Mandamos as crianças saírem./ Mandamo-las sair. Melhor 
ainda: Nós as mandamos sair.
70. Resposta: B. O pronome “todo” traduz a ideia de indefi-
nição.
71. Resposta: B. Cuidado com o sinal de nasalização: Chama-
ram-no para assumir... (forma correta).
72. Resposta: D. Quem vota, vota EM alguém. Portanto: Os 
candidatos NOS quais votaremos preenchem os requisitos 
para o cargo.
73. Resposta: B. Pronome adjetivo é aquele que acompanha 
o substantivo. É o que acontece na opção A: “Poderíamos 
reconhecê-lo como um dos nossos mártires.”
74. Resposta: A. Em “Os outros é que me chamam de Zé.” a 
palavra grifada traduz a ideia de indefinição e é sujeito 
do verbo chamam.
75. Não confunda advérbio de intensidade e pronome indefini-
do. Em “Seria vista mais animação, se houvesse disciplina”, 
a palavra “mais” acompanha o substantivo “animação”. 
Portanto, temos adjunto adnominal (= pronome indefini-
do) girando em torno do núcleo do sujeito.
76. Resposta: B. “O presidente não recebeu ninguém (pronome 
indefinido substantivo), não havia nenhuma fotografia 
234
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
(pronome adjetivo indefinido: acompanha o substantivo) 
sorridente dele, nenhuma frase (pronome adjetivo indefi-
nido: acompanha o substantivo) imortal, nada (pronome 
indefinido substantivo) que fosse supimpa.”
77. a) Encontraram-NO; 
 b) Arrancara-A do peito; 
 c) A disposição das plantas não O permite.
78. Resposta: B. O lhe é adjunto adnominal quando apresenta 
valor de pronome possessivo. Observe:
a) “... anunciou-lhe (obj. ind.): ‘Filho, amanhã vais comi-
go’.”;
b) O peixe cai-lhe na rede (cai na sua rede/ adjunto ad-
nominal);
c) Ao traidor, não lhe (objeto indireto) perdoaremos ja-
mais;
d) Comuniquei-lhe (objeto indireto) o fato ontem pela 
manhã;
e) Sim, alguém lhe (objeto indireto) propôs emprego.
79. Resposta: C. 
 a) Deixou – O sair; 
 b) Mandou-O ficar de guarda; 
 c) Permitiu-lhe (permitiu a ele) ficar de guarda; 
 d) Procuram-NO por toda a parte.
80. Resposta: E. “Era para EU falar COM ELE ontem, mas não 
O encontrei em parte alguma.” Lembre-se de que o verbo 
“encontrar” é transitivo direto, portanto não admite o 
pronome “lhe” na substituição lexical.
81. Resposta: A. Eu ofereço esse livro para TI ou para VOCÊ.
82. Resposta: B.
235
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 I. De presente, deu-lhe um livro para ela (sujeito) ler du-
rante as férias;
 II. De presente, trouxe um livro para MIM (observe a pre-
posição);
 III. Nada mais há entre MIM e você;
 IV. Sempre houve entendimentos entre MIM e ti;
 V. José, espere. Vou COM VOCÊ. Lembre-se: consigo tem 
valor reflexivo: Ele falava consigo (com ele mesmo).
83. Resposta: D. Se é para EU (sujeito) dizer o que penso, creio 
que a escolha se dará entre MIM e TI. (A preposição rege 
os dois pronomes.)
84. Resposta: E. Veja as possibilidades:
 I. O lugar onde/no qual/em que moro é muito pequeno; 
II. Esse foi o número de que/do qual gostei mais;
 II. O filme cujo enredo é fraco, tem dado grande prejuízo. 
Atenção: o pronome “cujo” não admite artigo anteposto 
nem posposto.
85. Resposta: A. Observe:
 I. O diretor deixou as provas para EU (sujeito) revisar; 
 II. Este assunto fica só entre MIM e você;
 II. Juca, espere, tenho que falar COM VOCÊ.
86. Resposta: E. Em: “... encara a arte e o (= aquilo) que esta 
implica...” e “... de que ele é o primeiro símbolo...”, os dois 
elementos sublinhados são respectivamente um pronome 
demonstrativo e um artigo definido.
236
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
87. Resposta: A. Observe:
a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar 
(quem confia confia em algo);
b) Feliz o pai cujos (dispensa o artigo) filhos são ajuiza-
dos;
c) Comprou uma casa maravilhosa, que/a qual lhe custou 
uma fortuna;
d) Preciso de um pincel delicado, sem o qual não poderei 
terminar meu quadro;
e) Os jovens, com cujos pais conversei (quem conversa 
conversa com alguém), prometeram mudar de atitude.
88. Resposta: C. “As mulheres, DE cujos olhos as lágrimas 
caíam (o que cai cai de algum lugar, ou seja, dos olhos), 
assistiam a uma cena de que não gostavam (quem não 
gosta não gosta de algo).”
89. Resposta: B. Correções:
 I. Não há mais ciúmes entre MIM e ele;
 II. Perante MIM e vós o juiz a declarou culpada; 
 III. Papai deu o carro para EU dirigir;
 IV. Contra os alunos e MIM, estava o chefe da coordena-
doria;
 V. Sem você e MIM, ninguém fará nada correto.
90. Resposta: B. “Um jornal diário tem posto em prática, há 
bastantes meses (o pronome acompanha o substantivo), 
uma grande parte das correções e simplificações que de-
fendo aqui.”
237
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
91. Resposta: B.
 I. Chegaram várias cartas, mas não havia nenhuma para 
MIM;
 II. Não é tarefa para MIM desenvolver este tema. (Coloque 
na ordem direta: Desenvolver este tema não é tarefa para 
mim);
 III. Este tema não é tarefa para EU (sujeito) desenvolver 
por enquanto;
 IV. É mais fácil para MIM acreditar nessa história do que 
para ele (Coloque na ordem direta: Acreditar nessa história 
é mais fácil para mim do que para ele).
92. Resposta: B.
 I. É muito difícil para MIM escrever-lhe diariamente (Co-
loque na ordem direta: Escrever-lhe diariamente é muito 
difícil para mim);
 II. Eles chegaram a discutir entre SI mas não brigaram;
 III. Percebi que o plano era para EU (sujeito) desistir do 
jogo;
 IV. Passeando pelo jardim, o velho falava CONSIGO (com 
ele mesmo), murmurando frases confusas.
238
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
NÍVEL 2
1. CN
2. CN
3. AA
4. CN
5. AA
6. CN
7. CN
8. AA/AA
9. CN/AA
10. CN
11. AA
12. CN
13. AA
14. CN/AA
15. CN/AA
16. CN
17. AA
18. AA/CN
19. AA
20. CN
21. CN/CN
22. CN
23. AA
24. CN/AA/CN
25. CN/CN
26. AA/AA
27. AA/CN
28. CN
29. CN
30. CN/AA
31. AA/CN/AA
32. CN/AA
33. AA
34. CN/CN
35. CN
36. CN
37. AA
38. AA/AA
39. CN/AA
40. AA
41. CN/CN
42. CN
43. CN
44. CN/AA
45. CN/AA
46. CN/AA
47. CN
48. AA
49. AA/CN
50. AA/CN
NÍVEL 3
1. E (sujeito: As mortes).
2. C (adjunto adnominal).
3. C (adjunto adverbial deslocado + pontuação).
4. C (adjunto adverbial).
5. C (núcleo do sujeito – concordância).
6. C (regência).
7. E (referente: O Programa).
8. E (função dêitica). Indica o tempo de quem redige.
9. C (aposto).
10. C (elipse).
11. C (que – função sujeito). Retoma “outras pessoas”.
12. D
13. D
239
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
14. C (sujeito: uma sessão de julgamentoda Comissão de 
Anistia).
15. E (cujo relaciona “resultado” e “uma sessão de julga-mento 
da Comissão de Anistia”.)
16. C (referente que como sujeito da oração).
17. E (concordância do sujeito com o verbo). “A visão cristã 
tem” (sem acento).
18. C
19. E (concordância sujeito / predicativo). “Os passeios são...”
20. E (sujeito oracional: “Caminhar faz”.)
21. C
22. C (aposto)
23. E (“que tomou” é adjunto adnominal oracional de “medi-
das”.)
24. C (referente).
25. C (complemento nominal).
26. E (adjunto adnominal). Retoma “diálogo cognitivo”.
27. E (sujeito). Sintaticamente, retoma apenas “os conteúdos”.
28. C
29. C (coesão).
30. E (função anafórica). Retoma “avenida Paulista”.
31. E (sujeito). Concorda com “Construções e usos de interesse 
particular”.
241
Capítulo 4
VERBO (VOZES VERBAIS, 
PREDICADOS E FLEXÕES)
TEXTO I
Leia o texto a seguir para responder à questão 1.
Água viva (fragmento)
Sinta-se bem. Eu na minha solidão quase vou explodir. 
Morrer deve ser uma muda explosão interna. O corpo não 
aguenta mais ser corpo. E se morrer tiver o gosto de comida 
quando se está com muita fome? E se morrer for um prazer, 
egoísta prazer?
Ontem eu estava tomando café e ouvi a empregada na área 
de serviço a pendurar roupa na corda e a cantar uma melodia 
sem palavras. Espécie de cantilena extremamente plangente. 
Perguntei-lhe de quem era a canção, e ela respondeu: é boba-
gem minha mesmo, não é de ninguém.
Sim, o que te escrevo não é de ninguém. E essa liberdade 
de ninguém é muito perigosa. É como o infinito que tem cor 
de ar.
Clarice Lispector
242
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
QUESTÃO 1
Julgue os itens a seguir:
1) Em “Eu na minha solidão quase vou explodir”, o verbo 
destacado não apresenta a primeira pessoa do singular do 
presente do indicativo e é, portanto, defectivo. (p. 246)
2) No trecho “Morrer deve ser uma muda explosão interna”, 
o verbo destacado pode apresentar, dependendo do con-
texto, dois particípios: morrido e morto. (p. 247)
3) Em “Ontem, eu estava tomando café”, destacou-se uma 
locução verbal, caracterizando, portanto, período simples 
e oração absoluta. (p. 248)
4) No trecho “... e ouvi a empregada na área de serviço a 
pendurar roupa na corda”, destacaram-se verbos regula-
res. (p. 249)
5) Em “Perguntei-lhe de quem era a canção, e ela respondeu: 
é bobagem minha mesmo, não é de ninguém”, os verbos 
destacados encontram-se flexionados no mesmo tempo 
e modo verbais. (p. 249)
TEXTO II
Leia o texto a seguir para responder à questão 2.
A indústria moderna tem produzido uma quantidade 
impressionante de substâncias e artigos de maior ou menor 
toxicidade, como vernizes, lacas, tintas, pesticidas, inseticidas, 
detergentes etc., e até aerossóis. Neles se encontram compos-
tos e elementos químicos, como sulfetos, óxido de nitrogênio, 
monóxido de carbono, nitratos, fluoretos, sulfatos, derivados 
de petróleo, cloro ou fósforo. Grande parte dessas substân-
cias é lançada diretamente na água ou no ar, ou se acumula 
no solo, de onde passa para organismos vivos e vão atingir 
populações humanas.
Revista Globo Ciência
243
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
QUESTÃO 2
Julgue os itens a seguir:
1) O primeiro período do texto apresenta voz passiva ana-
lítica. (p. 252)
2) Em “Neles se encontram compostos e elementos quími-
cos” (l. 4-5), temos exemplo de voz passiva com sujeito 
composto. (p. 253)
3) Reescrevendo o trecho “Grande parte dessas substâncias 
é lançada diretamente na água ou no ar” (l. 7-8) na voz 
ativa, obtém-se: Lançam grande parte dessas substâncias 
diretamente na água ou no ar. (p. 253)
4) Em “... ou se acumula no solo” (l. 8-9), temos exemplo de 
voz passiva sintética ou pronominal. (p. 253)
TEXTO III
Leia o texto a seguir para responder à questão 3.
Facultativo
(...) Saberão os groelandeses o que seja ponto facultativo? 
(Os brasileiros sabem). É descanso obrigatório, no duro. João 
Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá um dia 
em que o Departamento Meteorológico anunciava “céu azul, 
praia, ponto facultativo”, não lhe apetecendo a casa nem as 
atividades lúdicas, deliberou usar de sua “faculdade” de as-
sinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que como é 
do domínio público, estuda as causas da inexistência dessa 
matéria-prima na composição das goiabadas.
Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou, ótimo, 
porque assim trabalho à vontade. Nossas repartições atingiram 
244
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
tal grau de dinamismo e fragor, que chega a ser desejável o 
não-comparecimento de 90 por cento dos funcionários, para 
que os restantes possam, na calma, produzir um bocadinho. 
E o inocente João via no ponto facultativo essa virtude de 
afastar os menos diligentes, ou os mais futebolísticos, que 
cediam lugar à turma dos “caxias”.
Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e 
pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores. Nenhum – a 
não ser aquele gato que se lambia à sombra de um tinhorão.
João Brandão tentou forçar as portas, mas as portas man-
tiveram-se surdas e nada facultativas (...) João decidiu-se a 
penetrar no edifício, galgando-lhe a fachada e utilizando a 
vidraça que os serventes sempre deixam aberta, na previsão 
de casos como esse, talvez. E começava a fazê-lo, com a tei-
mosia calma dos Brandões, quando um vigia brotou da grama 
e puxou-o pela perna.
– Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de 
descansar?
– Perdão, é dia em que se pode ou não descansar, e eu 
estou com o expediente atrasado (...)
– Mas, e o senhor por que então está vigiando, se é dia 
de descanso?
– Estou aqui porque a patroa me escaramuçou, dizendo 
que não quer vagabundo em casa. Não tenho para onde ir, tá 
bem?
João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, 
parecia disposto a tudo, inclusive a trabalhar de braço, a fim 
de impedir que ele trabalhasse de pena. Era como se o vigia 
lhe dissesse: “Veja bem, está estragando meu dia. Então não 
sabe o que quer dizer facultativo?”
DRUMOND DE ANDRADE. Carlos. “Facultativo” In: Carlos
Drummond de Andrade – poesia e prosa. Rio de Janeiro.
Editora Nova Aguilar
245
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
QUESTÃO 3
Julgue os itens a seguir quanto à transitividade dos verbos 
destacados:
1) “Saberão os groelandeses o que seja ponto facultativo?” 
(l. 1) – transitivo direto. (p. 254)
2) “É descanso obrigatório, no duro” (l. 2) – verbo de ligação. 
(p. 254)
3) “... não lhe apetecendo a casa nem as atividades lúdicas” 
(l. 5-6) – transitivo direto e indireto. (p. 254)
4) “... Instituto Nacional da Goiaba (...) estuda as causas da 
inexistência dessa matéria-prima na composição das goia-
badas” – transitivo direto e indireto. (p. 254)
5) “Hoje deve haver menos gente por lá” (l. 10) – intransitivo. 
(p. 254)
6) “... para que os restantes possam, na calma, produzir um 
bocadinho” (l. 13-14) – transitivo direto. (p. 254)
7) “João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, 
parecia disposto a tudo” (l. 37-38) – intransitivo. (p. 254)
QUESTÃO 4
Julgue os itens a seguir, considerando a classificação dos 
predicados destacados:
1) “João Brandão tentou forçar as portas” (l. 21) – predicado 
verbal. (p. 256)
2) “... mas as portas mantiveram-se surdas e nada faculta-
tivas” (l. 21-22) – predicado verbo-nominal. (p. 256)
3) “... que os serventes sempre deixam aberta” (l. 24) – pre-
dicado verbal. (p. 256)
246
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
4) “– Desce daí, moço.” (l. 28) – predicado nominal. (p. 256)
5) “– Mas, e o senhor por que então está vigiando...” (l. 32) 
– predicado nominal. (p. 256)
6) “... o outro, pelo tom de voz, pareciadisposto a tudo” (l. 
37-38) – predicado nominal. (p. 256)
RESOLUÇÕES COMENTADAS
QUESTÃO 1
1) Verdadeiro. Presente do indicativo do verbo “explodir”: eu 
..., tu explodes, ele explode, nós explodimos, vós explodis, 
eles explodem. O verbo é irregular e defectivo (prefira), 
embora alguns dicionaristas e estudiosos da língua de-
fendam as formas “eu explodo” e “eu expludo” (Evite!). 
 LEMBRE-SE
 Os verbos exprimem processos (ação, estado, fenômeno, 
mudança, etc.).
Ex.: O juiz condenou o réu com severidade.
 A música baiana parece interessante.
 Esse fato ocorreu naquela praça misteriosa.
CLASSIFICAÇÃO
•	 Regular – É aquele cujo radical é invariável e segue o 
paradigma de sua conjugação.
Ex.: estudar, trabalhar, compreender, entender, definir, 
partir.
•	 Irregular – Apresenta variação no radical ou no para-
digma de terminações. ATENÇÃO: Essa alteração deve 
ser gráfica e fonética ao mesmo tempo. Compare:
– Estudar – Eu estudo (regular: sem alterações radical/ 
terminações.)
– Agir – Eu ajo (regular: houve alteração gráfica, mas 
não fonética no radical.)
247
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
– Medir – Eu meço (irregular: houve alteração gráfica 
e fonética, ao mesmo tempo, no radical.)
– Estar – Eu estou (irregular: houve alteração gráfica 
e fonética no paradigma de terminações.) Compare: 
AMAR: Eu amo. (regular)
 OBSERVAÇÃO
Segundo a NGB (Nomenclatura Gramatical Brasileira), 
quando os verbos apresentam transformações profundas 
no radical, são chamados de anômalos:
– ser: sou, era, fui
– ir: vou, irei, fora
•	 Defectivo – É o verbo que não é conjugado em todas 
as formas:
Ex.: falir, abolir, reaver, precaver-se, colorir, remir, des-
comedir-se, feder.
2) Verdadeiro. ABUNDANTE – É o verbo que possui duas 
ou mais formas equivalentes. Os verbos da coluna 1 são 
usados com os auxiliares TER e HAVER. Os verbos da 
coluna 2 são usados com os auxiliares SER e ESTAR.
Coluna 1 Coluna 2
(havia/tinha) aceitado (foi, está) aceito, aceite
entregado entregue
enxugado enxuto
expressado expresso
expulsado expulso
isentado isento
matado morto
salvado salvo
soltado solto
248
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
vagado vago
acendido aceso
benzido bento
elegido eleito
incorrido incurso
morrido morto
rompido roto
suspendido suspenso
emergido emerso
exprimido expresso
extinguido extinto
frigido frito
imergido imerso
imprimido impresso
inserido inserto
omitido omisso
submergido submerso
3) Verdadeiro. Diz-se que há locução verbal quando duas ou 
mais formas verbais ocorrem para expressar apenas um 
processo verbal, ou seja, uma unidade semântica e sintá-
tica. Na locução, haverá sempre um verbo principal – que 
será sempre o último e estará no infinitivo, gerúndio ou 
particípio – e um ou mais verbos auxiliares, que indicarão 
o tempo e o modo verbais.
Ex.: Eu estava tomando café.
 Estou escrevendo uma peça inédita!
 O médico há de agir com ética.
 Os políticos estão querendo enganar o povo.
249
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 ATENÇÃO
 NÃO FORMAM LOCUÇÃO VERBAL  VERBOS CAUSATI-
VOS E SENSITIVOS + INFINITIVO Esses verbos não são 
considerados, nessa estrutura, auxiliares.
 Chamam-se causativos os que indicam que a ação expres-
sa pelo outro verbo foi determinada ou causada por eles: 
mandar, deixar e fazer.
Ex.: Eu o deixei / chorar.
 Chamam-se sensitivos os que indicam que a ação seguinte 
foi percebida sensorialmente: ver, ouvir e sentir.
Ex.: Nós a vimos / esconder um objeto na bolsa.
Nada impede que outros auxiliares formem locução com 
esses seis verbos.
 Ex.: Procurei fazer a coisa certa.
 Aux. Principal
4) Falso. O verbo “ouvir” já apresenta irregularidade na 1ª 
pessoa do singular do presente do indicativo: eu ouço 
(variação gráfica e fonética no radical). Reveja os comen-
tários do item 2.
5) Falso. “Perguntei” e “respondeu” correspondem ao pre-
térito perfeito do indicativo (tempo primitivo); “era” cor-
responde ao pretérito imperfeito do indicativo (tempo 
derivado) e “é” corresponde ao presente do indicativo 
(tempo primitivo).
Que história é essa de TEMPOS PRIMITIVOS E DERIVA-
DOS?
São considerados tempos primitivos: o presente do indica-
tivo, o pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal.
Os demais tempos são derivados desses três.
250
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
Tempos derivados do presente
Pres. Ind. Imper. Afirm. Pres. Subj. Imper. Neg.
Estudo estude
Estudas estuda tu estudes não estudes
Estuda estude você estude não estude
Estudamos estudemos 
nós
estudemos não estudemos
Estudais estudai vós estudeis não estudeis
Estudam estudem vocês estudem não estudem
Formação do imperativo
Da 1ª pessoa do singular do presente do indicativo for-
ma-se o presente do subjuntivo. A 2ª pessoa do singular e a 
2ª pessoa do plural do imperativo afirmativo vêm do presente 
do indicativo menos o s.
As demais pessoas do imperativo afirmativo e todas as 
pessoas do imperativo negativo originam-se do presente do 
subjuntivo.
Tempos derivados do pretérito perfeito
Pret.perf. Pret.mais-que-
perf. Ind.
Fut. subj. Pret.imperf. 
subj.
Cantei cantara cantar Cantasse
Cantaste cantaras cantares Cantasses
Cantou cantara cantar Cantasse
Cantamos cantáramos cantarmos Cantássemos
Cantastes cantáreis cantardes Cantásseis
Cantaram cantaram cantarem Cantassem
Veja: Eles cantaram.
– M: cantara  Pret. mais-que-perf. ind.
– AM: cantar  Fut. subj.
– RAM + SSE: cantasse  Pret. imperf. subj.
251
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
Tempos derivados do infinitivo
Infinitivo impessoal: levar
Futuro do presente Futuro do pretérito
levarei Levaria
levarás Levarias
levará Levaria
levaremos Levaríamos
levareis Levaríeis
levarão Levariam
Tempos derivados do pretérito perfeito do indicativo
Alguns verbos irregulares (ver, vir, pôr e ter), que servem 
de modelo para outros derivados, apresentam dificuldades de 
conjugação, principalmente nos tempos derivados do pretérito 
perfeito do indicativo. Veja o quadro abaixo:
Verbo
Tema do
perf.
Pret.
mais-que
perf.
Imperf.
subj.
Fut. subj.
Ver vi vira visse vir
Vir vie viera viesse vier
Pôr puse pusera pusesse puser
Ter tive tivera tivesse tiver
 OBSERVAÇÕES
• Conjugam-se como o verbo ver: antever, entrever, prever 
e rever.
• Conjugam-se como o verbo vir: advir, convir, desavir, 
antevir, intervir, provir e sobrevir.
• Conjugam-se como o verbo pôr: repor, propor, antepor, 
compor, etc.
• Conjugam-se como o verbo ter: reter, conter, ater, en-
treter, etc.
252
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
QUESTÃO 2
1) Falso. Em “A indústria moderna (sujeito) tem produzido 
(auxiliar + v.t.d.) uma quantidade impressionante de subs-
tâncias e artigos de maior ou menor toxicidade (objeto 
direto)”, temos exemplo de voz ativa. 
 LEMBRE-SE
 Só existirá objeto direto na voz ativa. Na transposição para 
a voz passiva, o objeto direto passará a funcionar como 
sujeito. Essa transposição é uma das formas de se fazer 
PARÁFRASE: o texto é reescrito sem que haja prejuízo 
semântico. Observe: “Uma quantidade impressionante 
de substâncias e artigos de maior ou menor toxicidade 
(sujeito) tem sido produzida pela indústria moderna.” 
(voz passiva analítica).
O que é necessário saber sobre VOZES VERBAIS?
•	 Voz ativa: sujeito AGENTE (executa ou pratica a ação 
que o verbo ou a locução verbal exprime).
Ex.: Ele derrubou a casa.
 Explicaram o problema ao mendigo.
 O moço havia encontrado as esmeraldas.
•	 Voz passiva analítica (com auxiliar): sujeito PACIENTE 
(recebe ou sofre a ação que o verbo ou a locução verbal 
exprime)Ex.: A casa foi derrubada por ele. (Agente da passiva) 
 O problema foi explicado ao mendigo.
 As esmeraldas foram encontradas pelo moço. 
(Agente da passiva)
 A chácara estava cercada de cães. (Agente da passiva)
•	 Voz passiva sintética ou pronominal: v.t.d. (ou v.t. d.i.) 
+ partícula apassivadora.
Ex.: Derrubou-se a casa. (Sujeito paciente: a casa; verbo 
derrubar (v.t.d.) na voz passiva pronominal) 
253
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
 Planejaram-se muitas aulas. (Sujeito paciente plural: 
muitas aulas; verbo planejar (v.t.d.) na voz passiva 
pronominal concordando com o sujeito)
 Informou-se o problema ao público. (Sujeito pacien-
te singular: o problema; objeto indireto: ao público; 
verbo informar (v.t.d.i) na voz passiva pronominal)
2) Verdadeiro. “Neles se (partícula apassivadora) encontram 
(verbo transitivo direto) compostos e elementos químicos 
(sujeito composto)”. 
 LEMBRE-SE
 Só será possível transpor para a voz passiva verbos tran-
sitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos. Reveja 
os comentários da questão anterior.
3) Verdadeiro. Observe que em “Grande parte dessas subs-
tâncias (sujeito) é lançada (por quem?) diretamente na água 
ou no ar (adj. adv. lugar)” o agente da passiva está inde-
terminado. Transpondo para a voz ativa, o sujeito passa a 
funcionar como objeto direto, e o agente da passiva passa 
a funcionar como sujeito. Como o agente da passiva está 
indeterminado, o sujeito, na voz ativa, também ficará inde-
terminado: Lançam (v.t.d) grande parte dessas substâncias 
(objeto direto) diretamente na água ou no ar (adj. adv. lugar).
4) Verdadeiro. Observe: “... ou (grande parte dessas subs-
tâncias) se acumula no solo...”. Veja se assim fica mais 
fácil: “Acumula (v.t.d.) -se (partícula apassivadora) grande 
parte dessas substâncias (sujeito) no solo (adj. adv. lugar)”. 
Essa é a voz passiva sintética ou pronominal. Na voz pas-
siva analítica, temos: “Grande parte dessas substâncias é 
acumulada no solo”.
QUESTÃO 3
Antes de responder aos itens, é necessário que você do-
mine a MORFOSSINTAXE DO VERBO.
O VERBO, palavra que indica processo (ação, estado, fenô-
meno, mudança e outros), constitui uma palavra nuclear. Não 
254
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
se esqueça de que o VERBO DE LIGAÇÃO jamais funcionará 
como núcleo do predicado, pois sua função é somente ligar o 
sujeito ao predicativo.
Predicação (ou Regência) verbal é o nome que se dá ao 
tipo de conexão que há entre o sujeito e o verbo, entre o verbo 
e os complementos.
Por isso, caro (a) estudante, a classificação do verbo de-
pende do seu emprego no contexto intraoracional.
Alguns exemplos:
– Ele está decepcionado. (VERBO DE LIGAÇÃO)
– Ela estava comigo. (VERBO INTRANSITIVO – Não existe 
predicativo do sujeito.)
– Choveu muito ontem. (VERBO INTRANSITIVO) 
– Deus choverá bênçãos. (VERBO TRANSITIVO DIRETO)
– Eu obedeço aos meus superiores. (VERBO TRANSITIVO 
INDIRETO)
– O homem deu tudo aos pobres. (VERBO TRANSITIVO 
DIRETO E INDIRETO)
Quanto aos itens propostos, observe:
1) Verdadeiro. “Saberão (v.t.d.) os groelandeses (sujeito) o 
que seja ponto facultativo? (obj. direto)”
2) Verdadeiro. “(Ponto facultativo – sujeito elíptico) É (v. de liga-
ção) descanso obrigatório (predicativo do sujeito), no duro”.
3) Falso. “... não lhe (obj. indireto) apetecendo (v.t.i) a casa 
nem as atividades lúdicas (sujeito)”.
4) Falso. Instituto Nacional da Goiaba (sujeito) estuda (v.t.d.) 
as causas da inexistência dessa matéria-prima na compo-
sição das goiabadas (objeto direto)”.
5) Falso. “Hoje deve haver (v.t.d) menos gente (obj. direto) 
por lá”.
6) Verdadeiro. “... para que os restantes (sujeito) possam, 
na calma, produzir (v.t.d.) um bocadinho (obj. direto)”.
7) Verdadeiro. “João Brandão aquiesceu (verbo intransitivo: 
não exige complemento verbal), porque o outro, pelo tom 
de voz, parecia disposto a tudo”.
255
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
QUESTÃO 4
A CLASSIFICAÇÃO DO PREDICADO depende do tipo de 
verbo que ele contém.
PREDICADO VERBAL é todo predicado que apresenta 
verbo significativo (VTD/ VTI/ VI), isto é, verbo que in-
dica ação, fato ou fenômeno.
As ruas escalavam íngremes ladeiras.
 suj. v.t.d. o.d.
 predicado verbal
PREDICADO NOMINAL é o predicado que não apresenta 
verbo significativo e sim verbo de ligação.
A plateia permaneceu absolutamente quieta.
 suj. v. lig. predicativo do suj.
 predicado nominal
 IMPORTANTE
Só existirá verbo de ligação se existir predicativo do su-
jeito.
– Eu estava eufórico. (estava = verbo de ligação/ eufórico 
= predicativo do sujeito)
– Eu estava contigo. (estava = verbo intransitivo/ contigo 
= adjunto adverbial de companhia)
Principais verbos de ligação: ser, estar, parecer, permane-
cer, continuar, ficar, tornar-se, achar-se, cair, virar, andar, etc.
PREDICADO VERBO-NOMINAL é um predicado misto, 
que surge da fusão de um predicado verbal (que sempre 
tem verbo significativo) com um predicado nominal (que 
sempre tem predicativo).
256
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
O predicado verbo-nominal pode apresentar-se sob duas 
estruturas diferentes:
Verbo significativo + predicativo do sujeito
O tenista abandonou a quadra irritado.
 v. sign. predicativo do suj.
 predicado verbo-nominal
Verbo significativo + predicativo do objeto
O médico julgou desnecessária a cirurgia.
 v. sign. predicativo do obj.
 predicado verbo-nominal
Sendo assim, os itens propostos apresentam as seguintes 
respostas:
1) Verdadeiro. “João Brandão tentou forçar (auxiliar + v.t.d.) 
as portas” – predicado verbal.
2) Verdadeiro. “... mas as portas mantiveram (v.t.d.) -se (obj. 
direto reflexivo) surdas e nada facultativas (predicativo 
do objeto)” – predicado verbo-nominal.
3) Falso. “... que (= a vidraça) os serventes sempre deixam 
(v.t.d.) aberta (predicativo do objeto)” – predicado verbo-
-nominal.
4) Falso. “– Desce (verbo intransitivo) daí, moço.” (l. 28) – 
predicado verbal.
5) Falso. “– Mas, e o senhor por que então está vigiando 
(auxiliar + verbo intransitivo)” – predicado verbal.
6) Verdadeiro. “... o outro (sujeito), pelo tom de voz, parecia 
(v. de ligação) disposto a tudo (predicativo do suj.)” – pre-
dicado nominal.
257
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
VERBOS QUE VOCÊ DEVERÁ SEMPRE LEMBRAR
Segue uma LISTA DE VERBOS cuja conjugação pode sus-
citar dúvidas.
•	 APROPINQUAR
– presente do indicativo: apropínquo, apropínquas, 
apropínqua, apropinquamos, apropinquais, apro-
pínquam.
– pretérito perfeito do indicativo: apropinquei, apro-
pinquaste, apropinquou, apropinquamos, apropin-
quastes, apropinquaram.
•	 ABOLIR (defectivo)
– presente do indicativo: aboles, abole, abolimos, abo-
lis, abolem.
– pretérito perfeito do indicativo: aboli, aboliste, abo-
liu, abolimos, abolistes,aboliram.
 Conjugam-se da mesma forma: banir, carpir, colorir, 
demolir, descomedir-se, exaurir, fremir, fulgir, haurir, 
retorquir, urgir.
•	 ACUDIR (alternância vocálica)
– presente do indicativo: acudo, acodes, acode, acudi-
mos, acudis, acodem.
– pretérito perfeito do indicativo: acudi, acudiste, acudiu, 
acudimos, acudistes, acudiram.
 Assim se conjugam: bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir
•	 ADEQUAR (defectivo)
 Alguns dicionaristas e gramáticos defendem as formas 
“adéquo, adéquas, adéqua, adequamos, adequais, adé-
quam”. Cuidado: trata-se de ponto divergente. Prefira:
– presente do indicativo: adequamos, adequais.
– pretérito perfeito do indicativo: adequei, adequaste, 
adequou, adequamos, adequastes, adequaram.
258
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (DoBásico ao Avançado)
•	 ADERIR (alternância vocálica)
– presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderi-
mos, aderis, aderem.
– pretérito perfeito do indicativo: aderi, aderiste, ade-
riu, aderimos, aderistes, aderiram.
 Conjugam-se da mesma forma: advertir, cerzir, digerir, 
divergir, ferir, despir, deferir, sugerir.
•	 AGIR (acomodação gráfica)
– presente do indicativo: ajo, ages, age, agimos, agis, agem.
– pretérito perfeito do indicativo: agi, agiste, agiu, agi-
mos, agistes, agiram.
 Assim se conjugam: afligir, coagir, erigir, espargir, re-
fulgir, restringir, transigir, surgir.
•	 ATRIBUIR (irregular)
– presente do indicativo: atribuo, atribuis, atribui, atri-
buímos, atribuís, atribuem.
– pretérito perfeito do indicativo: atribuí, atribuíste, 
atribuiu, atribuímos, atribuístes, atribuíram.
 Assim se conjugam: afluir, concluir, destituir, excluir, 
possuir, instruir, usufruir.
•	 AGREDIR (alternância vocálica)
– presente do indicativo: agrido, agrides, agride, agre-
dimos, agredis, agridem.
– pretérito perfeito do indicativo: agredi, agrediste, 
agrediu, agredimos, agredistes, agrediram.
 Assim se conjugam: prevenir, progredir, regredir, trans-
gredir.
•	 AGUAR
– presente do indicativo: águo, águas, água, aguamos, 
aguais, águam
– pretérito perfeito do indicativo: aguei, aguaste, 
aguou, aguamos, aguastes, aguaram.
 Assim se conjugam: desaguar, enxaguar, minguar.
259
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
•	 APIEDAR-SE (pronominal)
– presente do indicativo: apiedo-me, apiedas-te, apie-
da-se, apiedamo-nos, apiedais-vos, apiedam-se.
– pretérito perfeito do indicativo: apiedei-me, apie-
daste-te, apiedou-se, apiedamo-nos, apiedastes-vos, 
apiedaram-se.
•	 APRAZER (irregular)
– presente do indicativo: aprazo, aprazes, apraz, apra-
zemos, aprazeis, aprazem.
– pretérito perfeito do indicativo: aprouve, aprouveste, 
aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram.
•	 ARGUIR (irregular com alternância vocálica)
– presente do indicativo: arguo (ú), arguis, argui, ar-
guimos, arguis, arguem.
– pretérito perfeito do indicativo: argui, arguiste, ar-
guiu, arguimos, arguistes, arguiram.
•	 ATRAIR (irregular)
– presente do indicativo: atraio, atrais, atrai, atraímos, 
atraís, atraem.
– pretérito perfeito do indicativo: atrai, atraíste, atraiu, 
atraímos, atraístes, atraíram.
 Como este se conjugam: abstrair, cair, distrair, subtrair, 
sair.
•	 AVERIGUAR (alternância fonética)
– presente do indicativo: averiguo (ú), averiguas (ú), 
averigua (ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú).
– pretérito perfeito do indicativo: averiguei, averiguas-
te, averiguou, averiguamos, averiguastes, averiguaram
 Assim se conjugam: apaziguar, obliquar.
•	 CABER (irregular)
– presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, 
cabeis, cabem.
– pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, 
coube, coubemos, coubestes, couberam.
260
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
•	 CEAR (irregular)
– presente do indicativo: ceio, ceias, ceia, ceamos, ce-
ais, ceiam.
– pretérito perfeito do indicativo: ceei, ceaste, ceou, 
ceamos, ceastes, cearam.
 Assim se conjugam os verbos terminados em ear: pas-
sear, pentear, frasear, recear, etc.
•	 COMERCIAR (regular)
– presente do indicativo: comercio, comercias, comer-
cia, comerciamos, comerciais, comerciam.
– pretérito perfeito do indicativo: comerciei, comerciaste, 
comerciou, comerciamos, comerciastes, comerciaram.
 Assim se conjugam os verbos terminados em iar: anun-
ciar, evidenciar, licenciar, etc.
•	 COAR (regular)
– presente do indicativo: coo, coas, coa, coamos, coais, 
coam.
– pretérito perfeito do indicativo: coei, coaste, coou, 
coamos, coastes, coaram.
 Assim se conjugam: abençoar, perdoar, magoar.
•	 COMPELIR (alternância vocálica)
– presente do indicativo: compilo, compeles, compele, 
compelimos, compelis, compelem.
– pretérito perfeito do indicativo: compeli, compeliste, 
compeliu, compelimos, compelistes, compeliram.
•	 COMPILAR (regular)
– presente do indicativo: compilo, compilas, compila, 
compilamos, compilais, compilam.
– pretérito perfeito do indicativo: compilei, compilas-
te, compilou, compilamos,compilastes, compilaram.
•	 CONSTRUIR (irregular e abundante)
– presente do indicativo: construo, constróis (ou cons-
truis), constrói (ou construi), construímos, construís, 
constroem (ou construem).
261
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
– pretérito perfeito do indicativo: construí, construís-
te, construiu, construímos, construístes, construíram.
•	 CRER (irregular)
– presente do indicativo: creio, crês, crê, cremos, cre-
des, creem.
– pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, cre-
mos, crestes, creram.
•	 DIGNAR-SE (pronominal)
– presente do indicativo: digno-me, dignas-te, digna-se, 
dignamo-nos, dignais-vos, dignam-se.
– pretérito perfeito do indicativo: dignei-me, dignaste-te, 
dignou-se, dignamo-nos, dignastes-vos, dignaram-se.
 Assim se conjuga: persignar-se
•	 DIZER (irregular)
– presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, 
dizeis, dizem.
– pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, 
dissemos, dissestes, disseram.
•	 EXPUGNAR (regular)
– presente do indicativo: expugno, expugnas, expugna, 
expugnamos, expugnais, expugnam.
– pretérito perfeito do indicativo: expugnei, expugnas-
te, expugnou, expugnamos, expugnastes, expugnaram.
 Assim se conjugam: estagnar, designar, impugnar, pug-
nar, repugnar, resignar.
•	 FALIR (defectivo)
– presente do indicativo: nós falimos, vós falis.
– pretérito perfeito do indicativo: fali, faliste, faliu, 
falimos, falistes, faliram.
 Assim se conjugam: aguerrir, combalir, foragir-se, remir, 
renhir.
262
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
•	 FAZER (irregular)
– presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, 
fazeis, fazem.
– pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fi-
zemos, fizestes, fizeram.
•	 FICAR (acomodação gráfica)
– presente do indicativo: fico, ficas, fica, ficamos, fi-
cais, ficam.
– pretérito perfeito do indicativo: fiquei, ficaste, ficou, 
ficamos, ficastes, ficaram.
•	 FRIGIR (acomodação gráfica e alternância vocálica)
– presente do indicativo: frijo, freges, frege, frigimos, 
frigis, fregem.
– pretérito perfeito do indicativo: frigi, frigiste, frigiu, 
frigimos, frigistes, frigiram.
•	 IR (anômalo)
– presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão.
– pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, 
fostes, foram.
•	 JAZER (irregular)
– presente do indicativo: jazo, jazes, jaz, jazemos, ja-
zeis, jazem.
– pretérito perfeito do indicativo: jazi, jazeste, jazeu, 
jazemos, jazestes, jazeram.
•	 LER (irregular)
– presente do indicativo: leio, lês, lê, lemos, ledes, leem.
– pretérito perfeito do indicativo: li, leste, leu, lemos, 
lestes, leram.
•	 MOBILIAR (irregular)
– presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, 
mobiliamos, mobiliais, mobiliam.
– pretérito perfeito do indicativo: mobiliei, mobiliaste, 
mobiliou, mobiliamos, mobiliastes, mobiliaram.
263
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
•	 OBSTAR (regular)
– presente do indicativo: obsto, obstas, obsta, obsta-
mos, obstais, obstam.
– pretérito perfeito do indicativo: obstei, obstaste, 
obstou, obstamos, obstastes, obstaram.
•	 OPTAR (regular)
– presente do indicativo: opto, optas, opta, optamos, 
optais, optam.
– pretérito perfeito do indicativo: optei, optaste, op-
tou, optamos, optastes, optaram.
•	 OUVIR (irregular)
– presente do indicativo: ouço, ouves, ouve, ouvimos, 
ouvis, ouvem.
– pretérito perfeito do indicativo: ouvi, ouviste, ouviu, 
ouvimos, ouvistes, ouviram.
•	 PEDIR (irregular)
– presentedo indicativo: peço, pedes, pede, pedimos, 
pedis, pedem.
– pretérito perfeito do indicativo: pedi, pediste, pediu, 
pedimos, pedistes, pediram.
•	 PERDER (irregular)
– presente do indicativo: perco, perdes, perde, perde-
mos, perdeis, perdem.
– pretérito perfeito do indicativo: perdi, perdeste, per-
deu, perdemos, perdestes, perderam.
•	 PODER (irregular)
– presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, 
podeis, podem.
– pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, 
pudemos, pudestes, puderam.
•	 POLIR (alternância fonética)
– presente do indicativo: pulo, pules, pule, polimos, 
polis, pulem.
264
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
– pretérito perfeito do indicativo: poli, poliste, poliu, 
polimos, polistes, poliram.
•	 PRECAVER-SE (defectivo e pronominal)
– presente do indicativo: precavemo-nos, precaveis-vos
– pretérito perfeito do indicativo: precavi-me, preca-
veste-te, precaveu-se, precavemo-nos, precavestes-
-vos, precaveram-se.
•	 PROVER (irregular) – Observe que, no presente do in-
dicativo, ele é conjugado como o verbo “ver”, mas, no 
pretérito perfeito do indicativo, isso não ocorre.
– presente do indicativo: provejo, provês, provê, pro-
vemos, provedes, proveem.
– pretérito perfeito do indicativo: provi, proveste, pro-
veu, provemos, provestes, proveram.
•	 QUERER (irregular) – Lembre-se de que o verbo “reque-
rer” não é conjugado como o verbo “querer”.
– presente do indicativo: quero, queres, quer, quere-
mos, quereis, querem.
– pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, 
quisemos, quisestes, quiseram.
•	 REAVER (defectivo)
– presente do indicativo: reavemos, reaveis.
– pretérito perfeito do indicativo: reouve, reouveste, 
reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram.
•	 REMIR (defectivo)
– presente do indicativo: remimos, remis.
– pretérito perfeito do indicativo: remi, remiste, remiu, 
remimos, remistes, remiram.
•	 REQUERER (irregular)
– presente do indicativo: requeiro, requeres, requer, 
requeremos, requereis, requerem.
265
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
– pretérito perfeito do indicativo: requeri, requereste, 
requereu, requeremos, requerestes, requereram.
•	 RIR (irregular)
– presente do indicativo: rio, ris, ri, rimos, rides, riem.
– pretérito perfeito do indicativo: ri, riste, riu, rimos, 
ristes, riram.
 Assim se conjuga: sorrir.
•	 SABER (irregular)
– presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, 
sabeis, sabem.
– pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, 
soube, soubemos, soubestes, souberam.
•	 SAUDAR (alternância vocálica)
– presente do indicativo: saúdo, saúdas, saúda, sau-
damos, saudais, saúdam.
– pretérito perfeito do indicativo: saudei, saudaste, 
saudou, saudamos, saudastes, saudaram.
•	 SUAR (regular)
– presente do indicativo: suo, suas, sua, suamos, suais, 
suam.
– pretérito perfeito do indicativo: suei, suaste, suou, 
suamos, suastes, suaram.
 Assim se conjugam: atuar, continuar, habituar, recuar, 
situar.
•	 TRAZER (irregular)
– presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, 
trazeis, trazem.
– pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, 
trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram.
•	 VALER (irregular)
– presente do indicativo: valho, vales, vale, valemos, 
valeis, valem.
266
CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
– pretérito perfeito do indicativo: vali, valeste, valeu, 
valemos, valestes, valeram.
•	 VER (irregular)
– presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem.
– pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, 
vistes, viram.
 Assim se conjugam seus derivados: rever, prever, ante-
ver, etc.
•	 SOER (defectivo)
– presente do indicativo: sóis, sói, soemos, soeis, soem.
– (verbo pouco usado)
 OBSERVAÇÃO
O verbo pôr, assim como seus derivados, pertence à 2ª 
conjugação. (forma antiga: poer).
LEITURA OBRIGATÓRIA
1. TEMPOS COMPOSTOS
Os tempos verbais compostos constituem locuções ver-
bais que têm como auxiliares os verbos ter e haver e como 
principal qualquer verbo no particípio. Vejamos:
a) Pretérito perfeito composto do indicativo: ter ou 
haver no presente do indicativo e o principal no particípio. 
Indica fato que tem ocorrido.
Ex.: Eu tenho trabalhado muito ultimamente.
 Todos nós temos lutado por um mundo melhor.
b) Pretérito perfeito composto do subjuntivo: ter ou 
haver no presente do subjuntivo e o principal no particípio. 
Indica desejo de que algo já tenha ocorrido.
Ex.: Esperamos que você tenha convencido o presidente. 
 O meu desiderato é que todos tenham confessado 
o crime.
267
Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
c) Pretérito mais-que-perfeito composto do indicati-
vo: ter ou haver no pretérito imperfeito do indicativo e o 
principal no particípio. Tem o mesmo valor semântico do 
pretérito mais-que-perfeito do indicativo simples.
Ex.: Ontem, quando você foi ao aeroporto, o avião já 
havia decolado.
 Eu já tinha estudado na UnB, quando conheci Am-
brosina.
d) Pretérito mais-que-perfeito composto do subjunti-
vo: ter ou haver no pretérito imperfeito do subjuntivo e o 
principal no particípio. Tem o mesmo valor semântico do 
pretérito imperfeito do subjuntivo simples.
Ex.: Eu teria conquistado mais medalhas, se não tives-
se conhecido esse técnico.
e) Futuro do presente composto do indicativo: ter ou 
haver no futuro do presente simples do indicativo e o prin-
cipal no particípio. Tem o mesmo valor semântico do futuro 
do presente simples do indicativo.
Ex. Quando você chegar ao aeroporto, o avião já terá 
decolado.
f) Futuro do pretérito composto do indicativo: ter ou 
haver no futuro do pretérito simples do indicativo e o prin-
cipal no particípio. Tem o mesmo valor semântico do futuro 
do pretérito simples do indicativo.
Ex. Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se 
não estivesse trabalhando tanto.
 Eu teria estudado na UnB, se tivesse passado no 
vestibular.
g) Futuro composto do subjuntivo: ter ou haver no fu-
turo do subjuntivo simples e o principal no particípio. Tem 
o mesmo valor semântico do futuro do subjuntivo simples.
Ex.: Quando você tiver concluído o relatório, eu dis-
pensarei o grupo.
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
h) Infinitivo pessoal composto: ter ou haver no infini-
tivo pessoal simples e o principal no particípio. Indica ação 
passada em relação ao momento da fala.
Ex.: Para você ter adquirido essa propriedade, necessi-
tou de orientações do corretor.
2. CORRELAÇÃO VERBAL
Os textos produzidos por nós precisam ser coerentes. 
Nesse sentido, é necessário perceber a articulação temporal 
entre duas formas verbais. Os verbos precisam, portanto, 
estabelecer, entre si, uma relação, uma correspondência. 
Vejamos exemplos de correlações lógicas e coerentes:
Se eu tivesse recursos, construiria o monumento. Tives-
se (pretérito imperfeito do subjuntivo): tempo que indica 
hipótese, conjetura.
Construiria (futuro do pretérito do indicativo): tempo 
que expressa possibilidade, eventualidade.
Observe que os dois verbos têm em comum a marca 
do pretérito.
Se em vez da forma verbal construiria, empregássemos 
outra forma, construirei, teríamos uma correlação verbal 
incorreta, incoerente.
Veja mais alguns exemplos de correlações verbais ade-
quadas. Observe que os verbos possuem sempre uma marca 
comum (em negrito).
a) 1º verbo: presente do indicativo.
 2º verbo: presente do subjuntivo.
 Peço-te que me entregues o documento.
b) 1º verbo: pretérito perfeito do indicativo.
 2º verbo: pretérito imperfeito do subjuntivo.
 Pedi-te que me entregasses o documento.
c) 1º verbo: presente do indicativo.
 2º verbo: pretérito perfeito composto do subjuntivo 
(verbo “ter” no presente do subjuntivo).Desejo que ele tenha encontrado o documento.
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
d) 1º verbo: pretérito imperfeito do indicativo.
 2º verbo: mais-que-perfeito composto do subjuntivo 
(verbo “ter” no pretérito imperfeito do subjuntivo).
 Queria que ele tivesse encontrado o documento.
e) 1º verbo: futuro do subjuntivo.
 2º verbo: futuro do presente do indicativo.
 Se você confessar o crime, ficarei tranquilo.
f) 1º verbo: pretérito mais-que-perfeito composto do 
subjuntivo.
 2º verbo: futuro do pretérito simples ou composto 
do indicativo.
 Se os jovens tivessem estudado, seriam, hoje, bons 
profissionais.
g) 1º verbo: futuro do presente do subjuntivo.
 2º verbo: futuro do presente do indicativo.
 Quando eu chegar à puberdade, terei mais indepen-
dência?
h) 1º verbo: futuro do subjuntivo.
 2º verbo: futuro do presente composto do indicativo.
 Quando compuserem a música, ele já terá conquis-
tado a mulher amada.
EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
NÍVEL 1
1. (Esaf/TRT) Assinale a opção incorreta quanto à flexão 
verbal.
a) Muitos migrantes provêm da zona rural, trazendo ilu-
sões que se desfazem na dura realidade.
b) Os grandes centros urbanos atraem lavradores, mas o 
mercado de trabalho não lhes propõe emprego.
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
c) De volta às suas cidades de origem, eles não conseguem 
reaver sua casa nem outros pertences.
d) Quando o país conter o fluxo migratório resolverá um 
problema muito grave.
e) Se eles dispusessem de informações, certamente não 
viriam para as cidades grandes.
2. (UnB/TCU) Assinale a opção incorreta.
a) Não se habituem a faltar ao trabalho.
b) Os servidores possuem habilitação.
c) O salário inclui as gratificações.
d) O associado contribue quando quer.
e) Os treinamentos constituem ótimo programa.
3. (Esaf/TRT) Marque a opção que contém as formas ver-
bais para o preenchimento das lacunas do seguinte pe-
ríodo:
 “Na ausência do diretor, ____________ comigo para que 
você não ____________ sozinho em algum caso.”
a) falais, intervenhais
b) falai, intervenhas
c) fale, intervenhas
d) fala, intervenha
e) fale, intervenha
4. (Ceub) “Não te queixas; não pensas.”
 No imperativo afirmativo e negativo respeitando a pessoa 
em que está, fica:
a) queixa-te; não penses.
b) queixe-se; não pense.
c) queixe-te; não penseis.
d) queixe-se; não pensa
e) queixe-te, não pensas.
5. (UnB/TJDF) Leia a frase seguinte:
 Se os adultos ____________ que não entendo o que dizem, 
não ____________ voz esquisita e fanhosa.
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
a) saberem – faziam
b) sabessem – fariam
c) souberem – faziam
d) soubessem – fazeriam
e) soubessem – fariam
6. (UnB/MEC) Assinale a opção em que os verbos sublinha-
dos em “(...) que trazia estampado (...)” e “(...) é que elas 
dizem (...)” estão conjugados no pretérito mais-que-per-
feito, conservando-se a pessoa e o número verbais.
a) trouxeram e dissera
b) trouxessem e dizeram
c) trouxer e dissessem
d) traria e disseram
e) trouxera e disseram
7. (Câmara dos Deputados) Quando eu o ____________, avi-
sá-lo-ei de que você já ____________ o documento e assim 
se ____________ contra os malevolentes.
a) ver – reaveu – precaviu
b) vir – reouve – precaveio
c) vir – reouveu – precaveu
d) vir – reouve – precaveu
e) vir – reaviu – precaviu
8. (Esaf/TRT) Assinale a frase em que o verbo sublinhado 
está flexionado incorretamente.
a) É importante que tu preenchas os formulários.
b) Seria ótimo, se tu viajasses ainda hoje.
c) Tu fostes o responsável pela remessa da mala.
d) Sê pontual, para que tu sejas promovido.
e) Tu eras a favor da repressão nas aduanas.
9. (Esaf/TTN) Indique o trecho em que a transposição para 
a primeira pessoa do singular não provoca erro grama-
tical.
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
a) hoje, redimimos valores morais e estéticos de décadas 
passadas...
b) emergimos impunemente do estresse no qual o triunfo 
tecnológico envolveu nossa civilização.
c) na mesma celeridade com que abolimos as verdades 
e os saberes da ciência de ontem.
d) apertamos um botão e colorimos nossa visão com fatos 
que ocorrem do outro lado do mundo...
e) mas não nos precavemos contra as ameaças que cer-
cam nosso cotidiano nem...
10. (UnB/Telebrasília) Com relação às formas verbais, assi-
nale a opção correta.
a) Jamais usar os dedos – Flexionando-se o verbo na 2ª 
pessoa do singular do imperativo negativo, obtém-se: 
Não use jamais.
b) Se a pessoa acha que fica bem – Flexionando-se o verbo 
no futuro do subjuntivo, obtém-se: Se a pessoa achar.
c) As mulheres vão continuar usando pós, blushes e pin-
céis. – A cada forma verbal corresponde uma oração.
d) Dispensam-se as sombras psicodélicas. – O verbo está 
flexionado na voz ativa.
e) A estratégia é investirmos na trucagem. – Substituin-
do-se a oração reduzida por uma equivalente desen-
volvida, obtém-se: A estratégia é que investamos (...)
11. (UnB/TCU) Assinale a opção que preenche corretamente 
as lacunas.
 Os objetivos do projeto _________ para a melhoria de vida 
dos cidadãos e _________ os programas anteriores que não 
_________ as necessidades reais.
a) convergiam – substituíram – contemplarão
b) convergiram – substituíam – contemplasse
c) convergem – substituem – contemplavam
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Vade-Mécum Língua Portuguesa - Volume I
d) convergissem – substituem – contemplariam
e) convergiram – substituíssem – contemplarão
12. (Embrapa) Identifique a sentença correta.
a) É preciso que esquarteja três pessoas para ser punido 
com rigor.
b) Se ele ver um crime sendo praticado, ele nunca mais 
dormirá em paz.
c) Quando ele propor mudança no sistema penitenciário, 
apresentaremos relatório esclarecedor.
d) Vossa Excelência, com certeza, gostará de conhecer os 
seus chefiados.
13. (UnB/TCU) Assinale a opção que preenche corretamente 
as lacunas.
 Se a Indústria não _________ arcar com os custos da pro-
dução, os funcionários _________ férias coletivas e os di-
retores _________ trabalhando.
a) conseguisse – teriam – continuariam
b) consegui – têm – continuassem
c) conseguira – tiveram – continuariam
d) conseguisse – tem – continuavam
e) conseguia – terão – continuariam
14. (UnB/TCU) Assinale a opção correta quanto à grafia dos 
verbos sublinhados:
a) Os artistas creem que a restauração do Centro Histó-
rico é uma conquista cultural comunitária.
b) Os intelectuais veêm com bons olhos a consolidação 
da consciência em relação ao patrimônio.
c) Os empresários vem instalando lojas, cafés, restauran-
tes, escritórios e estúdios no Centro.
d) É preciso que os cidadãos deêm valor ao trabalho de 
restauração e preservem as características originais 
do estilo barroco.
e) Cores, formas, detalhes em madeiras e em alvenaria 
compoêm o cenário de casarões coloniais do Centro 
Histórico.
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CURSO COMPLETO DE GRAMÁTICA DO TEXTO (Do Básico ao Avançado)
15. (UnB/Caesb) Assinale a opção gramaticalmente correta.
a) Esvazie e alve as parede e o fundo do reservatório.
b) Use baldes, panos, rodos, pás e botas de borracha ex-
clusiva para esse trabalho.
c) Espalhe uma solução de água sanitária e água no re-
servatório e espere meia hora para então enxaguar.
d) Mantenha as caixas, os reservatórios, as torneiras e os 
canos bem conservado e funcionando adequadamente.
e) Lembre-se de que a água que vaza esvaziam seu bolso.
16. (UnB/Caesb) Assinale a opção gramaticalmente correta:
a) É preciso vim à agência mais próxima.
b) Quando vim traga os comprovantes.
c) Mande o cliente vim ao posto de atendimento.
d) O técnico não pode vir hoje ao trabalho.
e) Se o cliente vir amanhã ao posto, entregue-lhe o recibo.
17. (UnB/TJDF) Os verbos estão conjugados corretamente

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