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Antonio Eliezer Arrais Mota Filho 
Diretor Geral 
 
Manoel Pedro Guedes Guimarães 
Diretor Técnico 
 
Antonio de Pádua Almeida Carneiro 
Diretor Médico 
 
Ana Cristina Feijó da Silva 
Gerente Administrativa 
 
 
José Eduilton Girão 
Coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar 
 
Ana Amélia Gonçalves de Oliveira Lima 
Coordenadora do Centro de Farmácia 
 
 
Assessoria de Comunicação do HGCC 
Diagramação e capa 
 
 
1. JUSTIFICATIVAS 
 
 A resistência aos antimicrobianos, especialmente a multirresistência tem representado um grave 
problema, inclusive de saúde pública, dificultando sobremaneira o tratamento dos pacientes 
acometidos de agravos à sua saúde em particular aqueles com déficit de suas defesas orgânicas, 
seja pelas próprias enfermidades ou drogas ou métodos terapêuticos imunossupressores. 
O problema preocupa as entidades provedoras da assistência, a Organização Mundial de Saúde 
(OMS) e até mesmo a ONU, tal a ameaça global. 
O combate ao tal problema, assim como à propagação de bactérias resistentes exige uma 
abordagem conjunta e articulada de vários segmentos governamentais, dos profissionais de 
saúde e de toda sociedade. 
O Programa de Gerenciamento de Uso de Antimicrobianos (ATMs) compreende um conjunto 
de ações destinadas ao controle da utilização desses medicamentos, o que deve ser adotado a 
partir do diagnóstico adequado e pronto dos processos infecciosos, com identificação sempre 
que possível do respectivo agente etiológico e perfil de sensibilidade. A partir daí a prescrição 
do antimicrobianos deve seguir todos os critérios de racionalidade, bem como a dispensação 
adequadas após análise técnica por Farmacêutico, seguindo-se as boas práticas de diluição, 
conservação e administração. A auditoria monitoramento das prescrições, a cargo de equipe 
multidisciplinar é outro passo essencial. Todas essas etapas pressupõem da educação de 
profissionais e dos próprios pacientes. Intervenções a serem adotadas com o necessário 
embasamento técnico completam visam a assegurar resultados terapêuticos ótimos com 
mínimo risco potencial e, sempre que possível mirando aspectos de custo/efetividade. 
 
2. AÇÕES PARA MELHORIA DA PRESCRIÇÃO DE ANTIMICROBIANOS DE 
ACORDO COM PGTA 
 Medidas educativas; 
 Disponibilidade de protocolos de uso de ATM conforme as principais patologias 
tratadas na instituição (existentes no HGCC há muitos anos atualizados a cada 2 anos); 
 Auditoria prospectiva de prescrição com intervenção (feita continuamente) 
 Analise técnica das prescrições pelo farmacêutico (idem); 
 Readequação da terapia, conforme resultados microbiológicos; 
 Medidas restritivas (Restrição com uso de FICHA DE SOLICITAÇÃO DE 
ANTIMICROBIANOS COM PARECER DO INFECTOLOGISTA 
MONITORIZAÇÃO DO PARECER PELO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO 
 
DE ANTIMICROBIANOS), igualmente adotada no Hospital, de longa data e para 
todos os pacientes; 
 Gestão Clínica do PGTA através de indicadores de processo e resultado. 
 
2. PRINCÍPIOS GERAIS DO PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE 
ANTIMICROBIANOS 
 
 Restringir os ATM ao tempo mínimo necessário para uma terapia efetiva; 
 Ao iniciar tratamento empírico, considerar o padrão de susceptibilidade dos patógenos 
nosocomiais. Nesse tocante as dificuldades decorrem também pelo fato de o paciente 
receber pacientes de outros hospitais e da UPAs, já portando microrganismos 
resistentes.; 
 Evitar o uso redundante de ATM visando o mesmo agente, exceto em situações 
específicas, discutidas e validadas com a CCIH; 
 Restringir o uso de determinados ATM a situações selecionadas, devido a toxicidade, 
desenvolvimento de resistência e custo elevado; 
 Utilizar ATM com boa penetração tecidual no sítio da infecção vigente; 
 Colher cultura, sempre que possível, antes de iniciar os tratamentos empíricos, 
principais m casos que encerrem risco de vida para o paciente, como SEPSE ou outro 
processo como pneumonia, síndrome meníngea, peritonite e outros. 
 Buscar o resultado do exame microbiológico com máxima brevidade, objetivando a 
otimizar o esquema terapêutico; 
 Em quais situações que demandem dúvida, principalmente em pacientes em estado 
grave, discutir o caso com os profissionais da CCIH ou outro com reconhecida 
experiência no assunto; 
 Máximo rigor no uso profilático de antimicrobianos, especialmente em determinados 
serviços e em pacientes submetidos a procedimentos invasivos (cateteres vesicais de 
demora, drenos etc.). 
 
 
3. ASPECTOS LEGAIS – PARECER DA CCIH 
 
A. RESOLUÇÃO CFM nº 1.552/99: 
 Art. 1º - A prescrição de antibióticos nas unidades hospitalares obedecerá às normas 
emanadas da CCIH. 
 Art. 2º - As rotinas técnico-operacionais constantes nas normas estabelecidas pela 
CCIH para a liberação e utilização dos antibióticos devem ser ágeis e baseadas em 
protocolos específicos. 
 Parágrafo 2º - É ético o critério que condiciona a liberação de antibióticos pela CCIH à 
solicitação justificada e firmada por escrito (FICHA DE ANTIMICROBIANO) 
 
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SITIO 
TEMPO DE 
TRATAMENTO 
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO 
 1ª ESCOLHA 2ª ESCOLHA 
1. Pneumonia Associada a Comunidade 
1.1 PAC sem fator de risco para Pseudomonas spp. 
7 - 10 dias 
ceftriaxona + 
azitromicina 
levofloxacino 
1.2 PAC com fator de risco para Pseudomonas spp. 
2. Meningite 
2.1 Adulto sem fator de risco / da comunidade 
10 - 14 dias 
ceftriaxona 
vancomicina + 
meropenem 
2.2 TCE penetrante / neurocirurgia ou valvula vancomicina + cefepime 
2.3 Fístula liquórica ceftriaxona 
2.4 Gestante / idade > 60 anos / HIV + ceftriaxona + ampicilina 
3. Osteomielite 
3.1 Aguda hematogênica 6 semanas oxacilina 
oxacilina + 
ciprofloxacino 
3.2 Crônica 
6 semanas - 6 
meses 
ajuste do ATB após 
cultura 
ciprofloxacino + 
clindamicina 
4. Celulite comunitária 7 - 10 dias oxacilina cefalotina 
5. ITU 
5.1 Comunitária 7 - 10 dias 
5.2 Cistite simples em mulher não grávida 3 - 7 dias nitrofurantoína norfloxacino 
5.3 Cistite simples em mulher grávida 7 dias cefalexina amoxicilina + clavulanato 
5.4 Alta 7 - 10 dias ciprofloxacino ceftriaxona 
6. Endocardite bacteriana (tratamento empírico) 
6.1 Valva nativa 4 semanas 
 
 Ceftriaxona + Oxacilina+ 
Gentamicina 
 
6.2 Valva protética 4 - 6 semanas 
 Vancomicina + 
Rifampicina + 
gentamicina 
 
7. Abscesso cerebral 
7.1 Comunitário (tratamento empírico) 3 - 6 semanas 
 Oxacilina+ Ceftriaxona + 
metronidazol 
 
7.2 Pós neurocirurgia 3 - 6 semanas 
 Vancomicina +Cefepime 
( ou meropenem ) 
 
8. Infecção respiratória em HIV + 3 - 4 semanas 
 Sulfa-Trimetropim + 
Cefttriaxona + 
Azitromicina 
 
9. Sepse com foco indeterminado / comunitária 7 - 14 dias 
 Ver protocolo de sepse 
do HSJ 
 
10. Infecções intra-abdominais comunitárias 7 - 10 dias 
 Ciprofloxacina + 
metronidazol ou 
mapicilia- Sullbacam 
 
 
B. PARECER Nº 32/99, APROVADO EM 23.07.99, PELO CONSELHO FEDERAL DE 
MEDICINA Ementa: não configura ilícito ético a exigência de preenchimento de ficha para 
liberação de antibióticos pela CCIH (Comissãode Controle de Infecção Hospitalar), cuja 
operacionalização de liberação deverá ser adequada e quaisquer desvios comunicados ao Diretor 
Clínico do hospital. Além do suporte legal e ético, cabe o argumento de que o médico ou outro 
profissional da saúde deve se adequar às diversas normas do hospital visando primeira e 
principalmente a saúde do paciente, C. AÇÕES NORMATIVAS PARA 
LIBERAÇÃO/REGULAÇÃO DO USO DE ANTIMICROBIANOS 
A Política de Gerenciamento da Terapia Antimicrobiana estabelece como medidas restritivas o 
uso de Ficha de Solicitação específica para prescrição de ATM, devendo estar brevemente 
disponível no prontuário eletrônico, sistema ARS-VITAE e parecer do infectologista para os 
ATM de reserva terapêutica padronizados. Até que progresso seja implantado no HGCC, 
continuar-se-á com a exigência do receituário, contemplando até 3 antimicrobianos e a ser 
preenchido pelo prescritor, sem o que a Farmácia não dispensará o medicamento. Quando da 
prescrição do ATM de reserva no sistema ARS-VITAE (prontuário eletrônico) haverá também a 
necessidade do preenchimento da ficha de solicitação de ATM, com a respectiva inserção de um 
código para finalização da prescrição eletrônica. Esse código deverá ser solicitado pelo médico 
prescritor, via contato telefônico, para a equipe de infectologistas designados para tal função: 
grupo de médicos autorizadores das unidades e médico da CCIH, de acordo com o tipo de ATM 
. No HGCC, além dos médicos da CCIH há um grupo de médicos autorizados das unidades, 
com reconhecido saber e compromisso ético com o paciente e o Hospital. Cada prescrição 
deverá prever a duração da terapia, embora seja desejável que, na dúvida, prevejam-se menos 
 
dias, sendo que para continuidade da terapêutica, por qualquer motivo, faz-se indicado o 
preenchimento do novo receituário. 
 
5. Diretrizes que devem nortear a prescrição de antimicrobianos: Escolher o ATM de 
acordo com o Protocolo do HGCC; Escolher o ATM guiado por resultados microbiológicos, 
sempre que possível; Espectro restrito, se possível; Dose apropriada, de acordo com sítio e tipo 
de infecção; Quando possível, priorizar a via oral; Minimizar a duração da terapia 
antimicrobiana; Monoterapia, sempre que possível; 
 
 
SUGESTÕES DE ESQUEMAS TERAPÊUTICOS: V. páginas seguintes 
 
6. ESTRATÉGIAS PARA OTIMIZAR O USO DE ATM DO PGTA - HGCC DIRETRIZ 
E GESTÃO DO TEMPO DE TRATAMENTO - Objetivo: Evitar exposição desnecessária a 
ATM e minimizar o surgimento de cepas resistentes (efetividade, segurança, custo) -
Recomenda-se, segundo os protocolos clínicos um tempo de uso de ATM de 7 a 10 dias para a 
maioria das infecções comunitárias e hospitalares não – complicadas. Exceção: Endocardite, 
abscesso, PN necrotizantes, osteomielites, infecções fúngicas invasivas, abscessos 
intracavitárias , de SNC, de pele e partes moles etc. 
 
7. DESCALONAMENTO Trata-se de uma estratégia que objetiva o uso racional de ATM de 
amplo espectro, minimizando a exposição global desnecessária desses medicamentos e a seleção 
microrganismos resistentes por pressão seletiva. Objetivos do descalonamento: 
Eliminar terapias combinadas desnecessárias (redundância terapêutica) 
Minimizar o tempo de exposição do paciente ao ATM mais efetivo contra o agente causal 
Retirada antecipada do antimicrobiano na ausência de infecção. 
Reduzir gastos hospitalares 
 
 
OPÇÕES TERAPÊUTICAS PARA O 
DESCALONAMENTO 
 
Medicamento Reserva 
Opções para Descalonamento 
 
 
Polimixinas 
Se infecção por gram-negativo pode descalonar, 
por ordem crescente de espectro, se sensível, 
para Cefepime/Piperacilina+Tazobactam ou 
Carbapenêmico 
Se gram-positivo, e sensível, 
Oxacilina/Vancomicina 
Se ITU, deve-se considerar o descalonamento 
para quinolona 
 
Carbapenêmico 
Se ITU, deve-se considerar o descalonamento 
para quinolona ou aminoglicosídeo 
Linezolida Descalonamento para oxacilina ou vancomicina 
Vancomicina ou Teicoplanina/Daptomicina Descalonamento para Oxacilina se MSSA 
 
 
8. TERAPIA SEQUENCIAL ORAL (TSO) 
 Objetiva a migração continuada do mesmo ATM usado por via parenteral para via oral. 
- Check list do perfil do paciente para o TSO que o Farmacêutico Clínico deve analisar: 
 Paciente em uso de medicamento com biodisponibilidade IV-Oral comparável 
 Hemodinamicamente estável 
 Melhora clínica recente 
 Boa função do TGI (TGI preservado) 
 Não seja paciente em estado crítico e/ou com cirurgia programada 
Critérios de Inclusão: 
 Dieta Oral 
 Em uso de medicamentos orais 
 Sem febre nas últimas 24 horas 
 Melhora da resposta inflamatória 
 Melhora clínico laboratorial 
 A partir de 5 dias de terapia EV (fazer screening no D4 da terapia IV destes ATM) 
 
 
 
Antimicrobianos estratégicos para aplicação do TSO conforme biodisponibilidade equivalente 
ao injetável: 
a. Levofloxacino 
b. Ciprofloxacino 
c. Fluconazol 
d. Voriconazol 
e. Clindamicina 
f. Metronidazol 
g. Linezolida 
 
9. STEP DOWN e SWITCH THERAPY 
 
Conversão para o ATM mais direcionado, 
de menor espectro ou menor custo. 
MEDICAMENTO 
CRITÉRIO 
Meropenem para Ertapenem (STEP DOWN) Infecções por Enterobactérias ESBL+ 
documentadas no antibiograma 
Teicoplanina para Vancomicina (SWITCH) Pacientes sépticos/graves, sem 
nefrotoxicidade 
Disponibilidade de vancocinemia 
 
FONTES CONSULTADAS: 
 WHO - World Health Organization. Antimicrobial resistance: global report on surveillance. 
2014.Disponível 
em:http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/112642/1/9789241564748_eng.pdf?ua=1 --- 
Ministério da Saúde do Brasil 
 Portaria MS nº 2616 de 12 de maio de 1998. Estabelece as normas para o programa de 
controle de infecção hospitalar. Diário Oficial da União, maio 1998. 
 Resolução CFM nº 1.552/99. 
http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/1999/1552_1999.htm 
 Diretriz Nacional para o Uso de Antimicrobianos em Serviços de Saúde. ANVISA,2017. 
 
Disponível em: 
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/271855/Diretriz+Nacional+para+Elabora%C3%A7
%C3%A3o+de+Programa+de+Gerenciamento+do+Uso+de+Antimicrobianos+em+Servi%C3%
A7os+de+Sa%C3%BAde/667979c2-7edc-411b-a7e0-49a6448880d4 
 Dellit TH, Owens RC, Mc Gowan JE, Gerding DN, Weinstein RA, Burke JP, et al. Infectious 
Diseases Society of America and the Society for Healthcare Epidemiology of America. 
Guidelines for developing an institutional program to enhance antimicrobial stewardship. Clin 
Infect Dis.44(2):159-77. 2007. 
 Therapeutic guidelines: antibiotic. Version 14. Melbourne: Therapeutic Guidelines Limited; 
2010.

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