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Prévia do material em texto

Universidade Federal do Piauí
Centro de Educação Aberta e a Distância
TAXONOMIA DAS 
FANERÓGAMAS
Profa. Dra. Roseli Farias Melo de Barros
Profa. Dra. Gardene Maria de Sousa
Profa. Dra. Ivanilza Moreira de Andrade
Ministério da Educação - MEC
Universidade Aberta do Brasil - UAB
Universidade Federal do Piauí - UFPI
Universidade Aberta do Piauí - UAPI
Centro de Educação Aberta e a Distância - CEAD
Profa. Dra. Roseli Farias Melo de Barros
Profa. Dra. Gardene Maria de Sousa
Profa. Dra. Ivanilza Moreira de Andrade
Taxonomia das 
Fanerógamas
Cleidinalva Maria Barbosa Oliveira
Naziozênio Antonio Lacerda
Roberto Denes Quaresma Rêgo
Samuel Falcão Silva
Diego Albert
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GOVERNADOR DO ESTADO
REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DO MEC
PRESIDENTE DA CAPES
COORDENADORIA GERAL DA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
DIRETOR DO CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA A DISTÂNCIA DA UFPI
Dilma Vana Rousseff 
Fernando Haddad
Wilson Martins
Luiz de Sousa Santos Júnior
Carlos Eduardo Bielshowsky
Jorge Almeida Guimarães
Celso Costa
Gildásio Guedes Fernandes
CONSELHO EDITORIAL Prof. Dr Ricardo Allagio Ribeiro (Presidente)
Des. Tomaz Gomes Campelo
Profª. Drª Teresinha de Jesus Mesquita Queiroz
Prof. Francisco Antonio Paes Landim Filho
Prof. Manoel Paulo Nunes
Profª. Iracildes Maria Moura Fé Lima
Profª. Vânia Soares Barbosa
Prof. Dr. Wladimir Alexandre Pereira Silva
COORDENAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO
COORDENAÇÃO DE REVISÃO
EDIÇÃO
PROJETO GRÁFICO
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
REVISÃO
© 2010. Universidade Federal do Piauí - UFPI. Todos os direitos reservados.
A responsabilidade pelo conteúdo e imagens desta obra é dos autor. O conteúdo desta obra foi licenciado tem-
porária egratuitamente para utilização no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil, através da UFPI. 
O leitor se compromete a utilizar oconteúdo desta obra para aprendizado pessoal, sendo que a reprodução e 
distribuição ficarão limitadas ao âmbito interno dos cursos.
A citação desta obra em trabalhos acadêmicos e/ou profissionais poderá ser feita com indicação da fonte. A có-
pia deste obra sem autorização expressa ou com intuito de lucro constitui crime contra a propriedade intelec-
tual, com sansões previstas no Código Penal.
As angiospermas correspondem às plantas mais abundantes 
da flora atual, compreendem a divisão Anthophyta, que inclui cerca de 
235.000 espécies. Os trópicos do Novo Mundo foram, até o presente, 
apenas parcialmente explorados botanicamente. Em um país de 
dimensões continentais como o Brasil, cuja flora é pouco conhecida, é 
bastante provável que em algumas das excursões botânicas realizadas 
sejam coletadas espécies novas, ou seja, ainda não descritas para a 
ciência. 
Com exceção de algumas algas, todas as plantas cultivadas pelo 
homem para o seu sustento são angiospermas. Elas surgiram no período 
Cretáceo há cerca de 120 milhões de anos e logo depois já dominavam 
toda a terra.
Nas suas características vegetativas, as angiospermas são 
enormemente diversificadas. Seus representantes variam em tamanho, 
desde espécies de Eucalyptus L’Her (Myrtaceae) com mais de 100m de 
altura e troncos de quase 20m de circunferência, até representantes de 
Lemna L. (Lemnaceae) aquáticas com menos de 1mm de comprimento. 
Alguns dos representantes de angiospermas são lianas, outros epífitas; 
alguns estão adaptados para crescer em regiões áridas, outros crescem 
em regiões extremamente frias. 
Angiosperma é um grupo de plantas com características especiais 
como a presença de flores, e pelo fato de suas sementes se desenvolverem 
dentro de um fruto e possuírem um ciclo de vida que as distinguem de 
todas as outras plantas. A flor das angiospermas é interpretada como 
um ramo foliáceo altamente modificado e é possivelmente derivado do 
estróbilo das Gymnospermae.
As angiospermas foram tradicionalmente divididas em dois 
grandes grupos: as dicotiledôneas e as monocotiledôneas. Esses grupos 
estavam separados por uma série de características: as Dicotiledôneas 
pela presença de flores com quatro ou cinco pétalas (ou um número 
múltiplo destes), enquanto as monocotiledôneas pela presença de três 
pétalas ou múltiplos de três. Além das sementes apresentarem dois 
cotilédones, nas dicotiledôneas, e nas monocotiledôneas apenas um, 
atualmente, através de análises filogenéticas, não se sustenta a divisão 
monocotiledônea e dicotiledônea. 
A nova classificação sustenta três grandes grupos, as 
monocotiledôneas, as eudicotiledôneas e as “Angiospermas Basais” ou 
Magnoliideas. As monocotiledôneas e as eudicotiledôneas compreendem 
cerca de 97% da divisão. As monocotiledônes tiveram claramente um 
único ancestral, como indicam o cotilédone único e algumas outras 
características. O mesmo é verdadeiro para as eudicotiledôneas, que 
apresentam uma característica claramente derivada: a presença de 
pólen triaperturado (pólen com três fendas ou poros e também tipos 
de pólen derivados de pólen triaperturado). Os 3% remanescentes das 
angiospermas vivas, as magnoliideas, incluem aquelas com características 
mais primitivas. As relações evolutivas das magnoliideas não são ainda 
bem compreendidas. Apesar de terem sido tradicionalmente vistas como 
dicotiledôneas, todas as magnoliideas, como as monocotiledôneas, têm 
pólen com uma única abertura ou modificações deste tipo de pólen. 
A origem e radiação das angiospermas estão entre os assuntos 
mais fascinantes da botânica e apesar do enorme progresso nos 
últimos anos, muito ainda está em aberto. A compreensão sobre a 
origem e diversificação do grupo influencia diretamente os sistemas de 
classificação, assim como as hipóteses de evolução dos caracteres. Além 
disso, o tema tem sido explorado por grandes cientistas, oferecendo 
exemplos excelentes na abordagem de problemas em sistemática.
Este livro é destinada aos estudantes do curso de Graduação 
em Ciências Biológicas, disciplina Taxonomia das Fanerógamas, que 
participam do Programa de Educação a Distância da Universidade 
Federal do Piauí. Poderá ser utilizado também nos cursos de graduação 
em Engenharia Agronômica e Ciências Farmacêuticas.
O objetivo deste livro é reunir e apresentar, de forma didática e em 
uma única fonte, os conteúdos que tratam a taxonomia vegetal, ou seja, 
nele serão apresentados os métodos e princípios da Taxonomia Vegetal; 
os princípios, regras e recomentações da nomenclatura botânica; o 
histórico da classificação vegetal; o processo de coleta e herborização de 
material botânico; e a diversidade de famílias de angiospermas, através 
da utilização de chaves de identificação.
Espera-se, no final do curso, que os alunos possam ter um 
embasamento teórico e prático para o reconhecimento e o posicionamento 
das fanerógamas nos sistemas de classificação, além de estarem aptos 
para identificar famílias botânicas, descrever e preparar material para 
estudos de cunho taxonômico e florístico.
11
21
47
71
81
UNIDADE 1
PRINCÍPIOS E MÉTODOS DA TAXONOMIA VEGETAL 
Taxonomia (taxis+nomos) – (taxionomia)
Definição dos Principais Termos Taxonômicos
UNIDADE 2
TÉCNICAS DE COLETA E HERBORIZAÇÃO. HERBÁRIO FANEROGÂMICO
 
Coleta e Preservação dos Espécimes (Mori et al., 1889)
Secagem e resfriamento
Montagem das exsicatas e incorporação
UNIDADE 3
SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DAS ANGIOSPERMAS: HISTÓRIA
Sistemas de Classificação das Angiospermas
História da Classificação Botânica 
Período de Sistematização
UNIDADE 4
NOMENCLATURA BOTÂNICA
 
Importância do Código Internacional de Nomenclatura Botânica
Regras e Recomendações Importantes
UNIDADE 5
MAGNOLIOPHYTA (ANGIOSPERMAE)
Teoria do Pseudanto (postulada por Wettstein em 1907)
Evolução dos Caracteres Morfológicos nas Angiospermas
Sistema de Classificação de Cronquist(1988)
13
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27
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54
73
74
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85
87
UNIDADE 1
Princípios e Métodos 
da Taxonomia Vegetal
13PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
PRINCÍPIOS E MÉTODOS DA 
TAXONOMIA VEGETAL
Taxonomia (taxis+nomos) – (taxionomia)
Taxonomia foi um termo criado por De Candolle em 1813, e é uma 
palavra que está ligada ao termo táxon, ou seja, grupo de organismos 
descritos e nomes científicos que lhes são designados. Segundo Simpson 
(1961), é o estudo teórico da classificação, incluindo as suas bases, 
princípios, procedimentos e regras. Barroso et al. (1978) definiram como 
sendo a parte da Botânica que tem por finalidade agrupar as plantas 
dentro de um sistema, levando em consideração suas características 
morfológicas internas e externas, suas relações genéticas e suas 
afinidades. 
A taxonomia compreende três segmentos: a identificação, a 
nomenclatura e a classificação.
Identificação
Processo utilizado para se conseguir a denominação de uma 
planta. Pode ser realizado através da comparação com um material 
já identificado ou com o auxílio de literatura especializada, que utiliza 
chaves analíticas para identificação dos espécimes:
• Chave emparelhada => na qual as coplas possuem 
alternativas opostas, uma logo abaixo da outra (Anexo 1). P. ex:
14 UNIDADE 01
DICOTILEDÔNEASARQUICLAMÌDEAS
MONOCLAMÍDEASSUPEROVARIADAS
DE FLORES ANDRÓGINAS
1. Anteras valvulares................................................................Lauraceae
Anteras não valvulares...........................................................................2
2. Flor calcarada..................................................................................35
Flor não calcara.....................................................................................3
3. Folhas normais alternas, espiraladas ou em feixes...4
Folhas normais opostas ou verticiladas.................................................21
Folhas anormais ou escamosas ou reduzidas a espinhos ou 
faltam...................................................................................................29
4. Folhas providas de ócreas..............................................Polygonaceae
Folhas desprovidas de ócrea..................................................................5
5. Um estigma.........................................................................................6
Dois ou mais estigmas...........................................................................12
6. Um ou três estames...........................................................Leguminosas
Dois estames........................................................................................67
Quatro estames.......................................................................................7
Mais de quatro estames.............................................8
7. Estames inseridos na metade superior das sépalas..............Proteaceae
Estames nunca inseridos na metade superior das sépalas....................40
8. Flores actinomorfas.............................................................................9
Flores zigomorfas..................................................................................63
9. Até dez estames................................................................................10
Mais de dez estames.............................................................................39
10. Estames de um só tamanho.............................................................11
Estames de dois tamanhos.....................................................................31
Estames de três ou mais tamanhos....................................Nyctaginaceae
15PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
11. Fruto: pixídio.................................................................Amarantaceae
Fruto: nunca pixídio..............................................................................30
12. Ramos espinhosos..........................................................................32
Ramos não espinhosos.........................................................................13
13. Flores insignificantes, escamosas ou verdes.....................................14
Flores visíveis, coloridas ou alvas..........................................................16
14. Estilete menor, igual ou até o dobro do comprimento do cálice........15
Estilete dez vezes ou mais o comprimento do cálice...................Moraceae
15. Folhas de base simétrica.................................................................44
Folhas de base assimétrica.......................................................Ulmaceae
16. Flor com estaminódios ou com apêndices entre os estames.............20
Flor sem estaminódios e sem apêndices entre os estames....................17
• Chave identada => na qual as alternativas opostas da copla 
podem não se apresentar uma logo abaixo da outra. P. ex:
Chave para a identificação de gêneros da família Asteraceae 
(Tribo Vernonieae)
1. Inflorescência glomerular.
2.- Folha lirato, margem partida; glomérulo fistuloso........... 3. Pithecoseris
2’. - Folha inteira, margem inteira, crenulada, serreada ou denteada; 
glomérulo não fistuloso.
3. - Glomérulos terminais; invólucro externo com brácteas lineares ou 
cordiformes a ovaladas; capítulos com oito brácteas involucrais naviculares, 
decussadas, geralmente em número de oito.....2. Elephantopus
3’. - Glomérulos axilares, sem invólucro externo; capítulos com brácteas 
involucrais imbricadas, com a externa encobrindo totalmente a interna, 
sempre em número de duas.................................................... 4. Rolandra
1’. Inflorescência não glomerular.
4.- Capítulos com invólucro duplo; cipselas com papus 
unisseriado.......................... ...........................................1. Centratherum
4’. - Capítulos com invólucro simples; cipselas com papus bisseriado.
16 UNIDADE 01
5.- Série externa de páleas alargadas; série interna de páleas lineares, 
cerdiformes ou raramente cerdas.................................. 5. Stilpnopappus
5’- Série externa de páleas estreitas; série interna de páleas filiformes.
...............................................................................................6.Vernonia
Nomenclatura 
Está relacionada com o emprego correto do nome das plantas e 
compreende uma série de princípios, regras e recomendações.
Classificação
Processo de ordenação das plantas de forma hierárquica em 
grupos ou táxons. P.ex: cada espécie é classificada como um membro de 
um gênero, cada gênero pertencente a uma determinada família, e assim 
por diante. 
A Taxonomia tem por finalidade classificar as plantas em um 
sistema filogenético (princípio da evolução). Para tanto, a taxonomia 
baseia-se, fundamentalmente, em caracteres clássicos da morfologia 
floral, mas também leva em conta outros aspectos: estrutura epidérmica, 
anatomia, fitoquímica, folhas, frutos, sementes, dentre outros.
A missão da taxonomia é descobrir, descrever e inventariar a 
diversidade de espécies do mundo; analisar e sintetizar as informações 
oriundas desse esforço em prol da ciência e da sociedade.
Para alguns autores, a taxonomia é considerada uma disciplina da 
sistemática vegetal.
A Sistemática Vegetal é a parte da botânica que tem a finalidade 
de agrupar as plantas dentro de um sistema. Segundo Judd et al. (2009), 
é a ciência da diversidade dos organismos e envolve a descoberta, a 
descrição e a interpretação da diversidade biológica na forma de sistemas 
de classificação preditivos. Áreas afins: taxonomia, filogeografia, 
evolução, genética de populações, biogeografia, etc.
A função da sistemática na crise da biodiversidade é inventariar 
todas as espécies, focalizar espécies-chave, indicadoras ambientais e 
demais espécies mutualistas, focalizar relações filogenéticas e processoscoevolutivos, espécies primitivas, potencial para irradiação evolutiva; e 
identificar e estudar espécies endêmicas em ambientes vulneráveis. 
17PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
A metodologia da taxonomia vegetal, de um modo geral, inclui as 
seguintes etapas básicas:
1. Coleta de material => é a etapa inicial de obtenção de material 
para pesquisa.
2. Herborização => o material coletado deverá ser processado 
por técnicas usuais e incorporado ao acervo de um herbário.
3. Identificação => o material deverá ser identificado, inicialmente 
até família, depois ao nível de gênero e espécie, utilizando-se 
chaves de identificação.
4. Descrição => o material é descrito minuciosamente em seus 
caracteres vegetativos e reprodutivos, comparando tais dados 
com as espécies mais próximas.
Em caso de tratar-se de uma espécie nova (após tentativas 
de identificação com literatura especializada, estudo de materiais 
incorporados em herbários e comparação com os typus do gênero), o 
taxonomista deverá proceder às seguintes etapas:
 - Descrição minuciosa do material;
 - Ilustrar o hábito e os caracteres diagnósticos, através de 
desenhos feitos com auxílio de um estereomicroscópio (lupa), acoplado 
à câmara-clara (Figura 01);
• Fazer a diagnose em latim;
• Realizar comparação com a espécie mais próxima;
• Dentre as exsicatas estudadas, escolher o holotypus e os 
paratypus;
• Publicar em periódico de circulação internacional
18 UNIDADE 01
Figura 01: estereomicroscópio (lupa), acoplado à câmara-clara (Fonte: autoras)
Definição dos Principais Termos Taxonômicos
Sistemática Vegetal - é a parte da botânica que tem a finalidade 
de agrupar as plantas dentro de um sistema, observando seus caracteres 
morfológicos internos e externos, suas relações genéticas e afinidades. 
Estuda concomitantemente o comportamento da planta na natureza, 
sua organografia, estruturas internas, caracteres genéticos, ecologia, 
distribuição geográfica, etc. visando compreender e estabelecer 
afinidades e graus de parentesco existente entre os diversos grupos de 
plantas. 
Compreende a identificação, a nomenclatura e a classificação.
Táxon – é um agrupamento taxonômico de qualquer categoria.
Taxonomia vegetal - ciência que elabora as leis da classificação.
Espécie - categoria básica de hierarquia taxonômica e, segundo 
19PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Cronquist (1968, “é a menor população permanente (tempo humano) 
distinta e distinguível das outras. Em populações sexuais, a troca de 
genes dentro de uma espécie é normalmente livre, enquanto que tais 
trocas gênicas, entre espécies diferentes é bem restrita ou mesmo 
impossível”. 
Caracteres taxonômicos - são atributos como a forma, a estrutura 
ou comportamento, que podem ser utilizados na classificação dos 
seres vivos, considerados separadamente ou em comparação a outros 
caracteres de seres da mesma espécie ou de espécies diferentes. P. 
ex: analíticos, biológicos, contínuos, crípticos, faneríticos, diagnósticos, 
bons, maus, ontogênicos, plásticos, fixos, primitivos, avançados, etc. 
Evidências taxonômicas - caracteres morfológicos vegetativos 
(raiz, caule ou folhas) ou reprodutivos (flor, fruto ou semente), químicos, 
palinológicos, embriológicos, citológicos, genéticos, ecológicos,etc.
1. Qual a principal missão da ciência taxonômica vegetal?
2. Qual o segmento da taxonomia que utiliza chaves analíticas para 
conseguir a denominação de um espécime vegetal?
3. ual a função da sistemática para a biodiversidade vegetal?
4. Defina os termos identificação, classificação e nomenclatura.
5. Quais as principais etapas da metodologia utilizada na taxonomia 
vegetal?
20 UNIDADE 01
 Nesta unidade discutimos sobre Taxonomia, que é um dos 
segmentos da Botânica que tem a finalidade de agrupar as plantas 
dentro de um sistema, levando em consideração suas características 
morfológicas internas e externas, suas relações genéticas e suas 
afinidades, compreendendo as fases de identificação, nomenclatura 
e classificação.
UNIDADE 2
Técnicas de Coletae Herborização: 
Herbário Fanerogâmico
22 UNIDADE 01
23PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Coleta e Preservação dos Espécimes (Mori et al., 1889)
Todas as expedições de coleta devem ser cuidadosamente planejadas, 
visando o mínimo de imprevistos no processo de aquisição do material 
botânico como, por exemplo, o esquecimento de materiais imprescindíveis. 
Materiais necessários à coleta:
• Tesouras de poda e de poda alta (podão)
• Facão
• Potes herméticos
• Prensas de madeira
• Papel jornal
• Papelão
• Caderneta de campo
• Sacos plásticos de alta densidade
• Pincel atômico
• GPS
• Altímetro 
• Máquina fotográfica
• Binóculo
• Lupa de mão
• Luvas de couro
• Borrifador
• Álcool
TÉCNICAS DE COLETA E 
HERBORIZAÇÃO: HERBÁRIO 
FANEROGÂMICO
24 UNIDADE 01
A Figura 02: traz alguns desses materiais. 
Materiais necessários ao pesquisador:
• Calça comprida
• Blusa de manga comprida
• Chapéu
• Bota
• Caneleiras
• Protetor solar
• Água
• Alimentos leves
Figura 02: Alguns instrumenos utilizados na coleta: a - caderneta de campo; b - 
GPS; c - tesousa de poda; d- facão; e - podão ou tesoura de poda alta; f - saco 
plástico e prensa. 
Procedimentos principais:
1. Coletar plantas férteis (flores e/ou frutos).
2. Plantas de hábito herbáceo  coletar todo o indivíduo.
3. Plantas de hábito arbustivo ou arbóreo  Coleta-se o ramo florido 
25PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
com dimensões de mais ou menos 20 cm.
4. Planta ultrapassar as dimensões do papel, dobra-se preferivelmente 
em forma de “N”.
5. As folhas devem ficar sob o caule, e se necessário, retira-se algumas 
folhas, deixando o pecíolo. Colocar sempre uma folha com a parte 
abaxial visível.
6. O número do coletor deverá constar sempre no papel jornal.
7. Coletam-se, no mínimo, cinco exemplares de um mesmo indivíduo.
8. Indivíduos da mesma espécie, porém coletados separadamente, 
recebem número de coletores distintos. P ex: planta com flor (Nº 1) e 
a mesma planta com frutos (Nº 2).
9. Caderno de campo de boa qualidade. Anotações necessárias: 
Data, nome dos coletores (só o primeiro é que dará número às coletas), 
local da coleta (país, estado, município, localidade, coordenadas 
geográficas, localização em relação a um lugar geograficamente 
conhecido), tipo vegetacional (Caatinga, Cerrado, mata semidecídua, 
mata ombrófila, capoeira, area cultivada, jardim, etc.), hábito da planta 
(indicando a altura aproximada), nome vulgar, substrato (terrícola, 
saxícola, rupícola, epífita, parasita, saprófita, aquática, etc.),dados 
etnobotânicos.
10. Informações importantes: estado da vegetação, solo (constituição 
– argiloso, arenoso, pedregoso, humífero, rochoso, pedregoso, 
calcáreo, etc.; natureza – seco, úmido, brejoso, inundado, inundável, 
etc.) frequência, drenagem, textura das folhas, coloração dos 
elementos florais e do fruto.
11. A série dos números do coletor deve começar com 1 e continuar, sem 
repetições.
12. A citação do nome do coletor poderá inicia pelo seu sobrenome, 
seguido da inicial do nome ou o inverso.
13. Preferivelmente efetua-se todas as coletas das plantas férteis de um 
só lugar, em vez de poucas coletas em locais diferentes.
14. Identifica-se a planta até onde for possível.
15. As plantas coletadas e postas entre jornal, papelão e nas prensas, 
estão prontas para o processo de secagem.
16. Deve-se colocar, em local visível da prensa, a data de sua formação 
e o nome do coletor responsável.
26 UNIDADE 01
Secagem e resfriamento
1. Época de Verão e no campo => preferível colocar as prensas ao sol.
2. Época de inverno no campo => coloca-se em estufas de campo, que 
geralmente são aquecidas com fogareiros.
3. No laboratório => utiliza-se estufas com aquecimento por lâmpadasde 100w mínimo de sete dias, com os jornais trocados diariamente 
(Figura 03a) e estufas elétricas, com ventilação forçada, cerca de 2 
dias (Figuras 03b).
4. Após a secagem, o material é separado por número de coleta e 
acondicionado em sacos plásticos, vedados, onde ficarão no freezer 
por cerca de sete dias (Figura 03c). 
Nota 1: Se a secagem não for feita no mesmo dia, embeber as 
amostras em líquido conservante: formol e água (uma parte de formol 
40%+ três partes de água); álcool 70%-50%; álcool e pentaclorofenol 
(30g PCF + litro de álcool 70%)
Nota 2: a Preservação de flores e frutos para estudos posteriores 
deverão ser colocados em FAA: formol (10ml) + ácido acético glacial (5 
ml) + álcool etílico 95 gl (50 ml) + água destilada (35 ml).
Figura 03: Secagem e resfriamento do material botânico: a - estufa a lâmpadas; b - 
estufa elétrica; c - freezer para resfriamento. 
27PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Montagem das exsicatas e incorporação 
1. O material para ser incorporado ao acervo de um herbário 
deverá estar identificado, no mínimo, na categoria genérica.
2. O material seco irá ser costurado (linha nº 0) em cartolina (30 
x 40cm) ou preso com fita adesiva e no canto inferior direito, 
deverá ser colada a ficha com os dados provenientes da coleta 
(Figuras 04a e Figura 04b).
3. No canto superior direito, coloca-se o número de registro do 
herbário.
4. No canto inferior esquerdo, coloca-se um envelope (para 
acondicionar partes que se desprenderem do material). 
OBS: Os dados da caderneta de campo deverão ser digitados 
em planilha excel a qual gerará as fichas (Figura 04c). 
5. Digitar os dados da exsicata no Programa utilizado pelo 
herbário.
6. As exsicatas deverão ser guardadas em armários de aço, 
hermeticamente fechados.
Figura 04: Montagem de exsicatas: a - costura da exsicata; b - exsicata pronta; c - 
detalhe da ficha de identificação. 
HERBÁRIO
Em seu sentido original, referia-se a um livro sobre plantas 
medicinais. Tournefort em 1700, foi o primeiro a referir esse termo como 
uma coleção de plantas secas. Luca Ghini (1490-1556), um professor 
de Botânica da Universidade de Bolonha na Itália, foi talvez a primeira 
28 UNIDADE 01
pessoa a secar plantas sob pressão e montá-las em papel para servir 
como um registro permanente. Essa técnica se difundiu pela Europa e 
até a época de Lineu (1707-1778) já era bem conhecida. No início eram, 
em sua maioria, de propriedade particular, porém a prática de depositar 
espécimes em coleções estabelecidas, bem como sua permuta ou venda 
de coleções, era prática comum já no tempo de Lineu.
As informações contidas em um herbário constituem-se em fontes 
primárias dos estudos taxonômicos, fenológicos, evolutivos, ecológicos, 
biogeogáficos, de biodiversidade, além de contribuir com dados 
etnobotânicos.
Herbário pode ser definido como:
• Local onde se armazenam coleções de material botânico 
proveniente de diversas regiões geográficas.
• Acúmulo de uma coleção de plantas preservadas ao longo de 
um determinado tempo. 
• São locais depositários de material científico de respaldo das 
investigações que documentam a riqueza da flora de um país.
Finalidades de um herbário
• Banco de dados
1. Representação da diversidade e distribuição de vegetações 
regionais;
2. Dados complementares, como: xiloteca (coleção de madeiras) 
e laminário associado, carpoteca (frutos) e palinoteca (pólen);
3. Subsídios para pesquisas botânicas nas mais variadas áreas.
• Meios de identificação
1. Comparação de plantas com nomes de espécimes da coleção;
2. Utilização de chaves taxonômicas.
3. Árbitro para nomes corretos 
4. Manutenção do status nomenclatural, através da consulta a 
revisões taxonômicas, trocas de informações e espécimes 
com outras insttituições.
• Armazenagem de todas as espécies de plantas da região 
levantada. Se possível, identificadas ao nível de espécie.
Todo herbário, quando 
atinde o número 
de 5.000 exsicatas 
incorpordas, deverá 
enviar sua filiação ao 
Índex Herbariorum, 
e a partir dessa, 
será reconhecido 
internacionalmente 
também por seu 
acróstico ou sigla
SAIBA MAIS
29PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
• Fornecer identificações de plantas a pesquisadores, não 
taxonomistas
• Identificar plantas tóxicas.
• Ajudar na elaboração de trabalhos científicos ou populares 
sobre a flora da região.
• Servir como centro de treinamento em botânica.
• Prover toda a ajuda possível aos outros pesquisadores 
(nacionais ou internacionais) em seus estudos taxonômicos, 
através do intercâmbio de material.
• Lutar pela preservação da natureza .
Atividades desenvolvidas no herbário
• Coleta de amostras no campo.
• Processamento dos materiais (herborização).
• Identificação dos táxons.
• Doação de duplicatas das amostras para outros herbários.
• Empréstimo de exsicatas para pesquisadores de outras 
instituições.
• Pesquisas botânicas variadas (anatomia, ecologia, sistemática, 
fisiologia, etnobotânica, florística, etc.).
• Elaboração de listas de espécies.
• Apoio a produção de monografias sobre grupos específicos.
• Conscientização de alunos nos mais variados níveis (educação 
ambiental).
Importância dos herbários
• Fundamental para as pesquisas botânicas.
• Centro de treinamento em botânica, especialmente taxonomia.
• Banco de dados.
• Prestação de serviços: apicultura, paisagismo, fruticultura, 
engenharia, etc.
• Levantamento da flora, recursos e potencialidades.
• Apoio as ciências afins: Fitogeografia, Ecologia, Farmácia, 
Nutrição Animal, Fitossanidade, Química, Bioquímica, etc.
30 UNIDADE 01
Coleções Científicas em Botânica
O Brasil, México e Indonésia disputam o título de país mais rico 
em biodiversidade global. Porém, ocupamos o primeiro lugar em número 
total de espécies, em extensão de florestas tropicais e em diversidade de 
Angiospermas (EMBRAPA 1994).
Herbários brasileiros
O primeiro herbário do nosso país foi o do Museu Nacional ( cuja 
sigla ou acróstico é R) no RJ, fundado em 1808, e ainda no século XIX 
foram criados, no Jardim Botânico do Rio de 
Janeiro, o herbário RB, em 1890; na Escola 
de Farmácia de Ouro Preto (OUPR) em MG, 
fundado em 1891; no Museu Paraense Emílio 
Goeldi (MPEG) no PA em 1895 e no Instituto 
Florestal de São Paulo (SPSF), SP em 1896.
O herbário Graziela Barroso (TEPB) 
da Universidade Federal do Piauí foi fundado 
em 1977 e localiza-se no prédio do Núcleo de 
Referência em Ciências Ambientais do Trópico 
Ecotonal do Nordeste (TROPEN). Seu nome 
homenageia a grande botânica nacional Dra. 
Graziela Maciel Barroso. Atualmente possui 
em seu acervo 27. 191 exsicatas (Figura 05 a 
e b). 
 
Figura 05 a: Herbário Graziela Barroso (TEPB) da 
UFPI (Fonte: autoras)
Figura 05 b: Herbário Graziela Barroso 
(TEPB) da UFPI (Fonte: autoras)
31PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Diferentes tipos de herbários e suas funções
1. Herbário geral ou internacional  são muito grandes, 
frequentemente com 4 milhões de espécimes de representação global. 
Foram fundados cedo na história da taxonomia formal e cresceram até 
seu atual tamanho ao longo dos anos (p.ex: Kew (K), na Inglaterra).
Suas principais funções incluem:
• Estudos gerais ao nível de família e acima;
• Produção de monografias genéricas, floras (cobrindo vários 
países), floras locais e nacionais, checklist;
• Prestam serviços de empréstimos, instalações para botânicos 
visitantes, identificação de espécies,despacho de listas de 
identificações, distribuição de exsicatas. 
2. Herbário nacional ou regional  abrangem o país em questão 
e áreas vizinhas ou fitogeograficamente semelhantes. Podem ser 
relativamente velhos (Museu Nacional – R e Jardim Botânico do Rio de 
Janeiro (RB, Figuras 06 a, b, c e d ) ou modernos (Embrapa- Cenargen, 
CEN, Figura 07 a, b e c e Herbáriodo Instituto de Botânica de São Paulo, 
SP, Figuras 08 a e b).
Suas principais funções incluem:
• Contribuições a floras, envolvendo vários países.
• Produção de floras nacionais e locais.
• Checklists
• Prestam serviços de empréstimos, instalações para botânicos 
visitantes, identificação de espécimes relevantes ao país, 
despacho de listas de identificações, coleta de material em 
campo, distribuição de duplicatas, fornecer material para 
disciplinas auxiliares (p.ex: anatomia, citologia, química). 
 
32 UNIDADE 01
Figura 06 a: Detalhe dos armários compactados no 
Herbário do Jardim botânico do Rio de Janeiro- RB. 
 
 
Figura 06 b: Detalhe de um armário compactado 
aberto do Herbário RB (http://jbrg.gov.br)
 
33PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Figura 06 c: Detalhe interno dos armários compactados no 
Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro – RB 
Figura 06 d: Detalhe dos bancadas internas para visitantes no 
Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro – RB 
34 UNIDADE 01
Figura 07 a: Detalhe dos armários compactados no Herbário da 
EMBRAPA-Cenargem, Brasilia, DF – CEN.
Figura 07 b: Detalhe interno dos armários compactados no 
Herbário da EMBRAPA-Cenargem, Brasilia, DF – CEN.
35PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Figura 07 c: Detalhe das bancadas internas para pesquisador 
visitante no Herbário da EMBRAPA-Cenargem, Brasilia, DF – 
CEN. 
Figura 08 a: Coleção de Briófitas do Herbário do 
Instituto de Botânica de São Paulo – SP 
 UNIDADE 0336
Figura 08 b: Detalhe da coleção de Briófitas do Herbário do Instituto de Botânica de 
São Paulo – SP (Fonte: Autoras).
3. Herbário Local => lidam com uma região dentro do país (estado, 
município, distrito, Parques Nacionais). P. ex. Graziela Barroso (TEPB), 
Centro de Pesquisas do Cacau (CEPEC), Escola de Agronomia de Areia 
(EAN).
Suas principais funções incluem:
• Contribuições a floras nacionais;
• Produção de floras locais e Checklists;
• Identificação de espécies para pesquisadores não 
taxonomistas;
Presta serviços de empréstimos, contribuições a floras nacionais, 
produção de floras locais e checklists, coleta de material em campo, 
distribuição de duplicatas, fornecer material para disciplinas auxiliares 
(p.ex: anatomia, citologia, química). 
4. Herbários Especiais => frequentemente pequenos e de âmbito 
limitado ou com finalidade específica. São separados nos seguintes tipos, 
dependendo de suas funções:
• Herbários históricos => podem ser mantidos como herbários 
37PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
separados dentro de um geral (p.ex: Wallich Herbarium em 
Kew ou o de De Candolle em Genebra) ou podem pertencer a 
um instituto separado (Linnean Society, museus, monastérios). 
Organizados na sua sequência original (sem atualizações 
taxonômicas).
 
• Herbários de alcance limitado => podem ser taxonomicamente 
restritos (criptogâmicos) ou ecológicos (florestais). 
Frequentemente mantidos dentro de herbários gerais, em 
universidades ou museus.
• Herbários de ensino => mantidos em universidades, 
faculdades, escolas (muitos herbários universitários figuram 
entre herbários nacionais ou locais).
5. Herbários relacionados a negócios ou profissões específicas 
coleções de ervas daninhas para agricultores ou plantas apícolas, plantas 
cultivadas.
 
6. Herbários para programas de pesquisas especiais, possuem 
exsicatas para estudos de anatomia, citologia, químicos, levantamentos 
ecológicos, plantas forrageiras. 
Dinâmica de Herbário
Conjunto de atividades que envolvem desde a coleta do material 
no campo, prensagem, secagem, identificação, expurgo, etiquetagem, 
montagem, incorporação até a política de intercâmbio.
Método de Descontaminação
Todo herbário deve anualmente proceder ao processo de 
descontaminação, fumigação ou expurgo, onde geralmente é utilizado o 
gastoxin, porém alguns herbários utilizam diariamente naftalina e cânfora.
38 UNIDADE 02
Pragas e tratamentos
A preservação dos espécimes contidos nas exsicatas por longo 
período de tempo requer vigilância constante, visando sua proteção 
contra o ataque de pragas, que ocorrem principalmente em herbários 
localizados em regiões tropicais e sub-tropicais, devido a alta temperatura 
e níveis de umidade que permitem que as pragas cresçam e multipliquem 
no herbário. 
Os principais tipos de pragas são os insetos que são divididos em 
três grupos, dependendo do dano que causam:
• Os anobiídeos são os mais destrutivos, pois se alimentam 
diretamente das plantas. P. ex: broca-de-livros (Stegobium 
paniceum); besourinho-do-fumo (Lasioderma serricorne).
• Os detritívoros se alimentam de mofo ou detrito. P. ex: 
besourinho-aranha (Ptinus tectus); traças-de-livros (Lepisma 
saccharina); piolho-de-livros (Liposcelis spp).
• As brocas de madeira podem causar danos a tecidos, coleções 
de madeira, etc. P. ex: cupins (Cryptotermes spp e Kalotermes 
spp).
Prevenções contra infestação 
Os métodos de controle de pragas podem ser divididos em 
químicos e físicos . 
Os químicos devem ser usados com cautela porque a maioria dos 
inseticidas pode prejudicar a saúde dos funcionários, acumular a níveis 
nocivos ao meio ambiente, não ter efeito mortal contra as pragas e ser 
muito caros. Exemplos:
1. Fumigação regular => são utilizados vários gases como o 
brometo de metila, fosfina, óxido de etileno e menos comumente bissulfeto 
de carbono, tetracloreto de carbono, cianureto de hidrogênio, dicloreto de 
etileno e fluoreto de sulfúreo. Possui aspectos desagradáveis como: não 
matar os ovos e pupas dos insetos; serem muito venenosos, só podendo 
ser efetuados por pessoas capacitadas e sua efetividade depende de 
tratamento regular e repetido.
2. Repelentes => são utilizados comumente a naftalina ou a 
cânfora, que não são aconselhados por razão de saúde, porém não são 
39PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
proibidos.
3. Envenenamento prévio dos espécimes => tem a finalidade de 
dar gosto desagradável para insetos e acarinos. Substâncias venenosas 
são aplicadas por imersão (em espécimes não montados) ou borrifados 
(em espécimes montados).
4. Pó dessecativo => feito de partículas refinadas de terra 
diatomácea ou sílica. Age destruindo as camadas superficiais de cera e 
cutícula dos insetos.
5. Armadilhas para insetos => ajudam a controlar pequenas 
infestações.
6. Inseticidas => usados tanto para infestações localizadas como 
para prevenir o acúmulo da população. A maioria é tóxico para humanos 
e são persistentes e poluem o meio ambiente. P. ex: piretrinas (são os 
mais seguros), DDT, Diclorvos (fitas de emanação gradual).
Os físicos, apesar de seguros para humanos, de serem não 
poluentes e muito menos caros, podem, em algumas circunstâncias, 
danificar os espécimes. 
Procedimentos que podem ser adotados:
1. Exclusão de Pragas => utilizado para minimizar o acesso 
de insetos, como por exemplo: usar telas finas em portas e janelas; 
assegurar que as portas dos armários estejam sempre fechadas; não 
deixar que adentre nos cômodos da coleção material que não tenha 
sido descontaminado; não trazer plantas em vasos ou flores cortadas 
para dentro do herbário e remover a vegetação próxima ao herbário que 
poderia abrigar pragas.
2. Controle Ambiental => são recomendados os seguintes 
cuidados: manter a temperatura em torno de 20-23ºC a 40-60%; a mobília 
deve ser encaixada de modo a minimizar os espaços entre ela; retirar 
periodicamente ninhos de pássaros, escombros e entulhos do teto do 
herbário; manter a parte interna do herbário limpa; comida não deve ser 
consumida em suas dependências 
Organização da coleção do herbário
Por ser um laboratório que contem informações valiosas, deve ser 
organizado de forma a otimizaras informações nele contidas. A escolha 
do método a ser utilizado depende de vários fatores, como: tamanho da 
coleção, público-alvo, pessoas disponíveis para organização, finalidade 
40 UNIDADE 02
do uso, etc. Primordialmente existem duas maneiras de organizar um 
herbário: a alfabética e a sistemática.
Organização alfabética => as famílias, gêneros e espécies são 
organizados alfabeticamente. Suas vantagens são a facilidade para o 
não especialista encontrar os táxons e que o material montado novo pode 
ser incorporado por um funcionário inexperiente. Suas desvantagens 
são: táxones relacionados e consequentemente próximos são colocados 
longe um do outro, a incorporação contínua por funcionários inexperientes 
pode levar a um acúmulo de erros.
Organização sistemática  as famílias são organizadas de 
acordo com um dos vários sistemas filogenéticos que colocam famílias 
supostamente relacionadas juntas. Suas vantagens são que famílias 
semelhantes são colocadas próximas, facilitando a identificação por 
comparação. Suas desvantagens são primeiramente que um não 
especialista pode achar difícil encontrar famílias e que a incorporação 
necessita de pessoas com conhecimento mais especializado.
Exemplares de um herbário
1. Plantas dessecadas, coladas em cartolina - exsicatas (Figura 
09)
 
Figura 09: Exsicata de uma 
Orchidaceae (TEPB 13.570)
41PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
2. Frutos dessecados ou em meio líquido – carpoteca (Figura 10 
a e b)
 
Figura 10 a : Carpoteca da cnpf/Embrapa (http://www.cnpf.embrapa.br)
Figura 10 b :Carpoteca do herbário INPA (http://chc.cienciahoje.uol.com.br)
3. Madeiras dessecadas – xiloteca (Figuras 11 )
Figuras 11: Xiloteca do Instituto de Botânica de São Paulo 
42 UNIDADE 02
4. Coleção de ilustrações e fotografias – Fototypus (Figura 12)
 
Literatura essencial
• Index herbariorum
• Dicionários de nomes de plantas
• Index Filicum
• Index Muscorum
• Index hepaticarum
• Index of fungi
• Floras, manuais de identificação, glossários
• Teses e dissertações taxonômicas
• Periódicos especializados
Informática em herbários
• Uso de banco de dados: garantia de maior rapidez nas 
atividades e consultas
• Produção de etiquetas, rótulos e relatórios gerais;
• Facilita também ao intercâmbio entre herbários;
Figura 12: Fototypus da fototeca do 
herbário RB (http://jbrg.gov.br)
43PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
• Uso de internet: muitas coleções já se encontram disponível 
na rede.
Intercâmbio
• Permuta => quando doamos material herborizado e em troca 
recebemos material do herbário ao qual fizemos a doação.
• Doações => quando doamos material herborizado e em troca 
recebemos a identificação correta do espécime fornecida pelo 
especialista (doação por identificação) ou quando apenas 
doamos exsicatas para um determinado herbário.
• Empréstimos => quando emprestamos materiais herborizados 
para a realização de estudos taxonômicos.
 
Maiores herbários do mundo
NOME DO HERBÁRIO DATA DA 
FUNDAÇÃO
SIGLA NO. DE 
EXSICATAS
Museum National d´Histore Natralie, Paris
Laboratoire Phanerogamie
Laboratorie Cryptogamie
1793
1904
PCU
PC
8.000.000
6.500.000
1.500.000
Royal Botanic Gardens, Kew 1853 K 8.000.000
V.L. Kmarov Botanical Institute, Leningrado 1823 LE 8.000.000
Conservaitore et Jardin Botaniques, Genebra 1817 G 6.800.000
British Museum, Londres 1753 BM 4.500.000
U. S. National Herbariorm, Washington, DC 1868 US 4.100.000
The New York Botanical Garden, Nova York 1891 NY 4.200.000
Field Museum of Natural History, Florença 1842 Fl 3.400.000
Risjksherbarium, Leiden 1575 L 2.600.000
Botanical Museum and Herbarium, Copenhague 1759 C 2.100.000
44 UNIDADE 02
Maiores herbários do Brasil
NOME DO HERBÁRIO DATA DA 
FUNDAÇÃO
SIGLA NO. DE 
EXSICATAS
Herbário do Depto. De Botânica, Museu 
Nacional
1842 R 500.000
Herbário do Jardim Botânico do Rio de 
Janeiro
1808 RB 230.000
Herbário do Estado Maria Eneyda P. K. 
Fidalgo, Instituto de Botânica
1917 SP 190.000
Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópi-
co Úmido (Instituto Agronômico do Norte)
1940 IAN 190.000
Herbário Instituto Nacional do Amazonas 1954 INPA 120.000
Museu Paraense Emílio Goeldi 1895 MG 90.000
Herbarium Bradeanum 1858 HB 85.000
Principais Herbários do Nordeste do Brasil
NOME DO HERBÁRIO DATA DA 
FUNDAÇÃO
SIGLA NO. DE 
EXSICATAS
Empresa Pernambucana de Pesquisa Agro-
pecuária
1935 IPA 80.000
Centro de Pesquisa do Cacau 1965 CEPLAC 65.000
Herbário da Universidade Estadual de Feira 
de Santana
1980 HUEFS 50.000
Herbário Prisco Bezerra 1939 EAC 47.000
Herbário Graziela Barroso 1977 TEPB 27.191
45PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
1.Enumere os procedimentos principais que deverão ser realizados no 
momento da realização de coletas botânicas.
2. Em quais aparelhos as coletas botânicas poderão sofrer o processo 
de secagem?
3. Comente os diferentes tipos de herbários estudados.
4. Cite os tipos de métodos de controle de pragas, dando exemplo de 
cada um deles.
5. Cite quais os tipos de exemplares que podemos conservar em um 
herbário.
Nesta unidade abordamos as técnicas de coleta e herborização 
do material botânico, além de fornecer informações sobre herbários 
(local onde são armazenadas as coleções de plantas de um determinado 
local).
46 UNIDADE 02
UNIDADE 3
Sistemas de Classifi cação 
das Angiospermas: História 
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 49
Sistemas de Classificação das Angiospermas
Os seres vivos são classificados por meio de critérios pré-
estabelecidos, isto é, usamos regras de classificação de acordo com a 
necessidade e com o sistema de classificação adotado. As classificações 
são utilizadas para organizar as informações de grupos de organismos 
e, assim, construir chaves de classificação e identificação desses 
organismos. 
Um sistema de classificação consiste em um meio de delimitar 
e arranjar grupos taxonômicos, podendo ser construído com diferentes 
objetivos. Cada um deles terá um princípio filosófico e normativo distinto 
e irá empregar distinto conjunto de caracteres. 
As primeiras tentativas de classificação estavam frequentemente 
ligadas ao uso, hábito e outras características gerais. Através de 
novas ideias e metodologias, novos sistemas mais trabalhados foram 
aparecendo. Os princípios da classificação filogenética são amplamente 
aceitos.
Segundo Judd et al. (2009) as classificações filogenéticas, tendo 
em vista refletir a genealogia, apresentam maior utilidade em áreas 
biológicas, tais como, em estudo de distribuição de plantas (fitogeografia), 
biologia da polinização e dispersão de frutos, bem como na abordagem 
de questões relativas à origem de caracteres adaptativos. São também 
úteis na tomada de decisões de conservação. São a base de estudos 
comparativos conectando todos os diferentes campos da Biologia.
Segundo Judd (2005), a construção de classificações envolve duas 
etapas. A primeira consiste na delimitação e nomeação dos grupos. Em 
uma classificação filogenética, essa etapa não apresenta controvérsias; 
SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO 
DAS ANGIOSPERMAS: HISTÓRIA
 UNIDADE 0350
grupos que recebem nomes devem ser monofiléticos. A segunda etapa 
envolve o ordenamento dos grupos e o posicionamento destes de acordo 
com uma hierarquia. Essa fase permanece problemática, 
É importante levar em conta que ainda não há perspectiva 
para publicação de grandes trabalhos sintéticos apresentando novas 
classificações filogenéticas para os organismos. Por isso, todo botânico 
tem que ter ainda um conhecimento dos sistemas antigos. A rápida difusão 
da sistemática filogenética molecular está oferecendo, na nossa época, 
uma ferramenta capaz de providenciar um novo período sintético nasistemática, com futuros novos sistemas verdadeiramente filogenéticos.
História da Classificação Botânica 
Um sistema de classificação consiste em um meio de delimitar e 
arranjar grupos taxonômicos. A necessidade de nomear os organismos e 
então agrupá-los em categorias é um processo que o homem, naturalmente 
e indistintamente, alcança-o, e tem sido usado para o reconhecimento 
acurado (identificação) de alimentos, predadores, objetos, ou seja, tudo 
que é essencial a sua sobrevivência. 
 Essa necessidade de reconhecer, identificar e dar nomes aos 
seres vivos levou os mais antigos estudiosos a elaborar sistemas de 
classificação para animais e vegetais.
 À estimativa do número de plantas conhecidas mostra a enorme 
dificuldade em classificá-las. Quase 300.000 espécies de plantas viventes 
são reconhecidas, acima de 100.000 fungos e milhares de bactérias e 
outros organismos microscópicos que alguns biologistas classificam e 
classificaram como plantas.
 Em 1938, Turril estimou que cerca de 2.000 espécies de plantas 
com flores são descritas anualmente. É claramente impossível para 
qualquer botânico conhecer mais que uma pequena fração do número total 
de espécies, por isso elas são agrupadas em categorias sucessivamente 
ascendentes e maiores e, por último, em um único grupo que possa 
englobar todas as plantas. Esses agrupamentos são chamados de 
categorias hierárquicas. Assim, é finalidade básica da sistemática vegetal 
a elaboração de um sistema de classificação em que as plantas sejam 
agrupadas em unidades hierárquicas (taxa) que reflitam as semelhanças 
das espécies dentro do grupo e as diferenças de grupos entre si.
 A elaboração de sistemas ou grupos de classificações dos 
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 51
vegetais é realizada desde os primórdios da civilização humana e é 
praticada quotidianamente pelas populações rurais e urbanas de todo 
o mundo, quando procuram agrupar os vegetais, por exemplo, como 
plantas ornamentais, hortícolas, daninhas, medicinais, madeireiras, etc.
 Antes da invenção da escrita, tentativas de agrupar 
sistematicamente os vegetais já eram feitas para auxiliar a distinção de 
plantas úteis e não úteis de acordo com a necessidade.
 Todas as culturas que deixaram qualquer vestígio de sua 
passagem na história mostraram sinais evidentes de que detinham 
conhecimentos positivos sobre plantas. Com o passar dos séculos e dos 
milênios, a cultura humana acumulou enorme massa de conhecimentos 
sobre plantas, que afloram em diversos povos da antiguidade, porém de 
maneira especial na civilização grega. Os estudos botânicos na Grécia 
clássica foram tidos como muito importantes. A própria palavra Botânica 
(Botan=pasto) é de origem grega. Certas plantas como o trigo (Triticum 
sp.) e a uva (Vitis sp.) eram consideradas dádivas especiais dos deuses. 
Os gregos foram o único povo da antiguidade a desenvolver um sistema 
de classificação das plantas e a tentar descrever cientificamente suas 
diversas partes. 
 Vários povos, como os egípcios, persas, medos, babilônios, 
árabes, chineses e outros detinham admirável conhecimento empírico 
sobre sua flora. Vários desses povos escreveram compêndios de plantas 
medicinais, que eram utilizados como receituário, geração após geração.
Radford (1974) citou um trabalho botânico produzido antes da era 
cristã (não datado) de um escritor chamado Parasara. Trata-se de um 
livro-texto de botânica geral com discussão de morfologia, classificação 
e distribuição das espécies. As descrições são apresentadas com tantos 
detalhes que o leitor moderno suspeitaria de que o autor teria usado 
algum tipo de microscópio ou uma boa lente de mão.
 Na Idade Média, a Botânica quase não progrediu. A ênfase toda 
era colocada nas plantas medicinais, que eram cultivadas especialmente 
nos mosteiros.
 Como visto acima, as primeiras tentativas de classificação 
estavam frequentemente ligadas ao uso, hábito e outras características 
gerais. Através de novas ideias e metodologias, novos sistemas mais 
trabalhados foram aparecendo. Diante do exposto, é possível sistematizar 
o desenvolvimento histórico da classificação vegetal em dois grandes 
períodos: o descritivo e o de sistematização.
 UNIDADE 0352
Período descritivo: compreende duas fases
Fase 1: Classificação antiga ( 1as civilizações)
Compreende o início das tentativas mais sérias de classificação 
das plantas, que pode ser datado por volta de 370 a.C., até o fim da 
Idade Média. Foi representado pelos seguintes botânicos:
• Theophrastus (370-285 a.C.) 
Grego, discípulo de Plutão e Aristóteles, foi o primeiro a 
desenvolver uma classificação de forma lógica e permanente. Foi 
considerado por muito tempo o pai da Botânica. Classificou os 
vegetais com base no hábito (árvore, arbustos, subarbustos e ervas), 
nos tipos de inflorescência (centrípetas ou indefinidas e centrífugas 
ou definidas), e observações de caracteres florais. Alguns dos nomes 
que Theophrastus usou em seu trabalho “De Historia Plantarum” foi 
depois adotado por Linaeus em seu “Genera Plantarum”, e são ainda 
usados nos dias atuais. Nesta obra descreveu cerca de 500 taxa 
usando principalmente informações sobre hábito, além da posição 
do ovário e fusão do perianto.
• Dioscorides (40-90 d.C)
 Também grego¸ foi um físico interessado nas propriedades médicas 
das plantas. Em sua obra “De Matéria Medica” descreveu ca. 600 taxa, 
com observações e detalhes de sua aplicação. Seu trabalho foi arranjado 
numa maneira menos ordenada que a de 
Theophrastus, contudo, foi considerado 
o trabalho de referência modelo para o 
milênio e não foi completamente substituído 
antes do século XVI. Dioscorides, portanto, 
pode ser considerado o primeiro herbalista 
e uma autoridade na Farmacologia. Seus 
trabalhos eram ilustrados e representavam 
as suas observações, portanto, considerado 
o autor do primeiro Herbário ilustrado.
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 53
Fase 2: Os herbalistas
Surgiram no período da Renascência. A Botânica da Idade Média 
era sinônimo de herbarismo, ou seja, estudo da planta em relação ao seu 
valor para o homem, particularmente como alimentícias e medicinais. 
Nesta época, havia em Bolonha um professor de Botânica chamado 
Luca Ghini (1490-1556) que iniciou o processo de prensar plantas, 
secá-las e montá-las em papel. Esse processo, apesar de simples, foi 
revolucionário, pois a planta assim tratada mantinha-se indefinidamente, 
podendo ser estudada quando e onde se quisesse. Com o tempo, esse 
conjunto de plantas secas para estudo recebeu o nome de herbário. 
A planta é derivada de herva (herba, em latim). Essa foi a época dos 
herbalistas, pois o processo de Luca Guiné obteve grande aceitação e 
surgiram grandes coleções de plantas. Até hoje, ainda existem algumas 
dessas coleções em bom estado de conservação. Quem visita os grandes 
herbários europeus, como os de Amsterdã e Leiden, pode contemplar 
essas preciosidades científicas da renascença.
Durante o Renascimento, surgiu a invenção da técnica de imprimir 
na Europa o que possibilitou a publicação e distribuição de um grande 
número de trabalhos. Alguns dos herbalistas proveram os rudimentos de 
uma classificação natural, mas isto não era seu objetivo e muitos foram 
arranjados artificialmente, às vezes alfabeticamente.
Entre os mais importantes estão:
• Albertus Magnus (1193-1280) reconheceu a diferença entre 
dicotiledôneas e monocotiledôneas com base na estrutura do caule. 
Neste período podem ser citados ainda: Otto Brunfels (1530, 
1464-1534), Leonard Fuchs (1542, 1501-1566), Mathias de L’Obel (1570, 
1538-1616), John Gerard (1545-1612) e Charles L’Ecluse (1601, 1526-
1609).
 A imensa maioria dos trabalhos incorporava muito de mito e de 
superstição dado que se tratava de uma época em que se pensava que 
as plantas tinham sido oferecidas pelo criador ao homem, paraque este 
aproveitasse suas virtudes.
 Herbalistas tornaram-se populares bem após o século XVI, 
marcando um importante estágio de desenvolvimento não somente 
em Botânica e taxonomia de plantas, mas também em Medicina e 
Farmacologia. É interessante notar que nos dias atuais têm-se um grande 
interesse pelo ambiente e um desejo em alimentos e medicamentos 
 UNIDADE 0354
naturais, com isso um número de cientistas herbalistas tem se tornado 
popular pela descrição de espécies de plantas utilizando sistema 
vernaculares que possuem valor medicinal e de utilidade doméstica.
Nota: A Botânica como ciência médica ou não, era uma disciplina 
que despertava muito interesse. Já então, existiam em Portugal botânicos 
que também se preocupavam com tais temas. Um deles, era talvez o mais 
conhecido, Garcia da Orta, médico que estudou na Espanha. Em 1534, 
partiu para a Índia e tornou-se um médico importante, estabelecendo-se 
em Goa. O seu trabalho que tinha como título em português “Colóquios 
dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia e de algumas frutas”, 
baseado no sistema de classificação de Clusius, descreve todas as 
principais plantas de cultivo do Sul da Ásia. Embora a sua preocupação 
fosse com as plantas medicinais, também incluiu plantas comestíveis 
no seu trabalho, tendo se tornado o primeiro autor a referir frutos como 
a manga (Mangifera indica L,), por exemplo. Como o resultado do seu 
trabalho, tornou-se um especialista em doenças da Índia e a sua descrição 
da cólera da Ásia tornou-se uma referência standard. Os seus trabalhos 
foram os primeiros a serem impressos na Índia.
Período de Sistematização
 No século XVI as plantas começaram a ser foco de atenção de um 
número de cientistas por seu interesse intrínseco, antes que seu valor 
nutritivo e medicinal. Com isso sistemas de classificação mais científicos 
e lógicos foram criados em lugar de arranjos mais informais. Os livros 
produzidos por esses botânicos marcaram um importante passo para a 
classificação das plantas. Os sistemas de classificação desde período 
são agrupados em três categorias:
Sistemas artificiais
 
São utilizados critérios arbitrários, geralmente de natureza 
morfológica de fácil reconhecimento. Podendo ser critérios vegetativos 
ou reprodutivos.
Apesar de simples, os sistemas artificiais apresentavam o 
inconveniente de reunir num mesmo grupo plantas de parentesco 
55PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
genético muito diferente, ou ainda separar espécies muito próximas. 
Apesar da fundamentação morfológica, os sistemas artificiais ainda se 
ressentiam da influência filosófica relativa ao princípio da imutabilidade 
das espécies. Dentre outros se destacaram pela criação dos sistemas 
artificiais:
• Andrea Caesalpino (1519-1603) médico italiano, considerado 
primeiro taxonomista vegetal, aplicava na Botânica a 
filosofia aristotélica que sobrepunha à observação, a razão. 
Considerava que as folhas tinham como finalidade proteger as 
gemas, negou a existência de sexo nas flores, etc. Seu sistema 
de classificação foi reproduzido no trabalho “De Plantis” 
(1583), que utilizava o hábito, caracteres do fruto, sementes 
e estruturas florais, tais como: posição do ovário, número de 
lóculos, ausência ou presença de bulbos, de sulcos, etc.
• Jean Bauhin (1541-1631) elaborou a obra ”Historia Universalis” 
(1560), em três volumes, na qual se trata de 5.000 espécies 
de plantas.
• Gaspar Bauhin (1560-1624) publicou em 1623 o trabalho 
denominado “Pinax” (Registro) que classifica 6.000 espécies, 
com base na textura e forma das folhas. É notável pela criação 
de sistema binomial de denominar espécie de plantas, ou seja, 
uma nomenclatura binária composta de nomes genéricos 
seguidos de um epíteto específico para substituir os nomes 
polinomiais designados anteriormente para as espécies. 
Mais tarde esse sistema foi sistematizado e popularizado por 
Linnaeus.
• J. P. de Tournefort (1656-1708) inventou um sistema de 
classificação baseado em grande parte na estrutura das flores. 
Em 1700, classificou cerca de 900 espécies em 698 gêneros 
e 22 classes. Seu sistema foi largamente adotado na Europa. 
Ele é também considerado o pai do conceito de gênero. Muitos 
dos nomes dos gêneros foram adotados por Linnaeus e são 
usados até hoje (p. ex: salix, fagus e verbena). Tournefort foi o 
primeiro a conhecer o gênero como uma unidade taxonômica 
básica representando uma similaridade fundamental entre as 
espécies incluídas, as quais considerou como variantes do 
gênero.
• John Ray (1628-1705), filósofo e naturalista inglês, publicou 
em 1703 a obra “Methodus Plantarum Nova”, em que propôs 
 UNIDADE 0356
um sistema de classificação baseado na forma externa das 
estruturas. Descreveu 18.000 espécies. Foi o primeiro botânico 
a reconhecer a importância do embrião na Sistemática e a 
presença de um ou dois cotilédones na semente. 
• Carolus Linnaeus ou Carl Linné (1707-1778) foi o mais 
famoso e importante botânico de todos os tempos. Era sueco, 
mas estudou também na Holanda, onde publicou muitos 
trabalhos importantes. Nas mãos de Linnaeus, a Botânica 
Sistemática passou a ser mais disciplinada e bem organizada, 
principalmente pela metodologia rigorosa, uniformidade e pela 
economia de estilo dos trabalhos publicados.
 
 Linnaeus inventou um sistema artificial de classificar as plantas 
denominado “sistema sexual”, baseado no número de estames e de 
pistilos da flor, em que estabeleceu 24 classes, cada uma dividida em 
ordens pelo número de pistilos. Uma dessas classes era criptogamia 
dividida em quatro ordens: Filices, Musci (musgos conhecidos e hepáticas 
com filídios); algae (algas, liquens e hepáticas talosas) e Fungi. Esta 
classificação permitiu, pela primeira vez, a identificação, por qualquer 
pessoa interessada, dos milhares espécies de plantas então conhecidas. 
A consequência foi a grande popularidade e larga difusão dos métodos e 
da classificação de Linnaeus.
 A época de Linnaeus foi também um período em que os países 
mais energéticos da Europa estavam em plena expansão pelo mundo 
a fora, explorando e conquistando novos territórios. Embora Linnaeus 
tenha considerado o estabelecimento de um sistema de classificação 
natural, como aspiração suprema da Botânica, de nenhum modo poderia 
alcançar os objetivos de um sistema filogenético, pois acreditava no 
dogma da imutabilidade da espécie. 
O sistema de Linnaeus foi artificial, mas ele mesmo sabia disto e 
publicou também uma outra classificação mais natural. Mesmo assim, 
sua importância reside mais na grande reorganização que ele fez das 
informações já existentes, a utilidade de seu sistema para identificação e 
o sistema binomial de nomenclatura que simplificou muito o trabalho da 
sistemática.
É considerado o pai da Botânica e da Zoologia, pois descreveu 
várias plantas e animais provenientes de diversas regiões e deu-lhes 
nomes que foram adotados pela ciência. Seus trabalhos foram: “Systema 
naturae” (1735); “Species plantarum” (1735) e“Genera plantarum” 
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 57
(1737). O trabalho “Species Plantarum” (1753) foi o ponto de partida para 
o sistema de nomenclatura que hoje usamos na Botânica. Nessa obra, o 
sistema binomial (sistema de dois termos) foi utilizado pela primeira vez 
de maneira sistemática e, também, a estrutura fundamental de apresentar 
informações de nomes botânicos:
1. nome genérico;
2. nome específico (trivial para Linnaeus);
3. Frase diagnóstica da espécie (nome específico para Linnaeus);
4. Referências abreviadas a publicações e sinônimos em 
literaturas anteriores;
5. Proveniência da espécie.
O sistema Lineano de classificação atingiu marcante sucesso nos 
meios científicos europeus de sua época, e sua aceitação atravessou 
uma completa geração, mesmo depois do seu desaparecimento do 
cenário botânico. Contudo, a ciênciabotânica francesa nunca aceitou 
definitivamente o sistema Lineano, apesar da tentativa fracassada de 
atrair Lineu para trabalhar na França.
 UNIDADE 0358
SISTEMA SEXUAL DE LINEU
(Classes)
I. PLANTAS COM FLORES
 1. Flores hermafroditas
 A. Estames não concrescidos com os carpelos
 B. Estames livres
 a) Comprimento dos filetes como caráter não diferencial
 1 estame Cl. I. Monandria 
 2 estames Cl. II. Diandria
 3 ” Cl. III. Triandria
 4 ” Cl. IV. Tetrandria
 5 ” Cl. V. Pentandria
 6 ” Cl. VI. Hexandria
 7 ” Cl. VII. Heptandria
 8 ” Cl. VII. Octandria
 9 ” Cl. IX. Eneandria
 10 ” Cl. X. Decandria
 11-19 ” Cl. XI. Dodecandria
 20 ou ” epiginos Cl. XII. Icosandraia
 mais ” hipóginos Cl. XIII. Poliandria
 b) Comprimento dos filetes
 como caráter diferencial
 4 estames (2 maiores,
 2 menores) Cl. XIV. Didinamia
 6 estames (4 maiores
 2 menores) Cl. XV. Tetradinamia
 BB. Estames soldados 
 1 feixe Cl. XVI. Monadelfia
 a) pelos filetes 2 feixes Cl. XVII. Dialdelfia
 3 feixes ou
 mais Cl. XVIII. Poliadelfia 
 b) pelas anteras Cl. XIX. Singenésia
 AA. Estames concrescidos com os
 Carpelos Cl. XX. Ginandria
 2. Flores unissexuais
 A. Na mesma planta Cl. XXI. Monécia
 AA. Em plantas distintas 
 a) Sem flores hermafroditas Cl. XXII. Diécia
 b) Com flores hermafroditas Cl. XXIII Poligamia
II. PLANTAS SEM FLORES Cl. XXIV. Criptogamia
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 59
Sistemas naturais (1760-1880)
Com a descoberta e ocupação de novos continentes a partir do 
século XVIII, grande número de excursionistas retornaram à Europa 
trazendo grandes coleções de plantas vivas, de sementes e plantas 
herborizadas. Muitas dessas espécies que ampliaram significativamente 
os herbários e jardins europeus eram novas para a ciência e tinham de 
ser classificadas. Esse fato proporcionou um aumento nos conhecimentos 
da flora mundial e tornou-se forçoso reconhecer que havia maiores 
afinidades naturais entre as plantas do que aquelas propostas pelo 
“Sistema Sexual de Linnaeus”. Além disso, os botânicos franceses 
contemporâneos de Linnaeus nunca aceitaram o sistema dele, preferindo 
continuar com a velha classificação de Tournefort. Foram eles e seus 
colegas da nova geração, porém, que radicalizaram a sistemática com 
seus sistemas “naturais”, em que os taxa foram baseados numa gama 
bem maior de caracteres, tentando estabelecer as afinidades naturais 
entre as diversas espécies através das semelhanças morfológicas 
e anatômicas comuns entre elas existentes, com o objetivo de refletir 
melhor seus relacionamentos “naturais”. As plantas foram reunidas por 
existir correlação entre caracteres comuns, utilizando o maior número de 
caracteres possíveis.
Os sistemas naturais mais utilizados foram:
 SISTEMA DE A. L. JUSSIEU
I . ACOTYLEDONEAE
(classe 1ª., com 6 ordens)
I I. MONOCOTYLEDONEAE
(classes 2ª. A 4ª., com as ordens 7-22)
I II. DICOTYLEDONEAE
 A. Monoclinae 
 a) Apetalae
 (Classes 5ª. A 7ª. Com as ordens 23-33)
 b) Monopetalae
 (Classes 8ª. A 11ª., com as ordens 34-58)
 c) Polypetalae
 (Classes 12ª. A 14ª., com as ordens 59-95)
 B. Diclinae
• J. B. P. Lamark (1744-1829), biólogo francês que em 1778 na 
sua obra “Flore Française” explica uma série de regras que 
 UNIDADE 0360
devem ser consideradas para criar classificações naturais. 
Desenvolveu um método analítico de identificação muito 
semelhante ao utilizado nas chaves modernas.
• Augustin Pyramus de Candolle (1778-1841) separou as 
plantas vasculares das talófitas, mas incorria no erro de incluir 
na classe II, Monocotiledoneae, a subclasse 2ª (Cryptogamae) 
que correspondia às Pteridófitas.
SISTEMA DE A. P. DE CANDOLLE
Classe I. DICOTYLEDONEAE (exogenae)
 Subclasse 1ª. – Thalamiflorae (com 15 ordens)
 Subclasse 2ª. – Calyciflorae (com 64 ordens) 
 Subclasse 3ª. – Corolliflorae (com 23 ordens)
 Subclasse 4ª. – Calyciflorae (com 20 ordens)
Classe II. MONOCOTYLEDONEAE (Endogenae)
 Subclasse 1ª. – Phanerogamae (com 21 ordens)
 Sibclasse 2ª. – Cryptogamae (com 5 ordens)
Classe III.ACOTYLEDONEAE (Cellulares)
 Subclasse 1ª. – Foliaceae (Musci et Hepaticae)
 Subclasse 2ª. – Aphyllae ( Lichenes, Hypoxyla, Fungi et Algae
• George Bentham (1800-1884) e Joseph Dalton Hooker (1817-
1911), no seu “Genera Plantarum”, publicaram a última grande 
classificação a seguir o sistema estabelecido por Jussieu, 
baseado diretamente no de A. de Candolle. São três volumes 
em latim, onde foram descritos todos os gêneros de plantas 
com sementes. Estes autores dividiram as Dicotiledôneas 
em Polypetalae (pétalas livres), Gamopetalae (pétalas 
fundidas) e Monochlamydae (apétalas), as quais se seguiam 
as Gimnospérmicas e as Monocotilédones, totalizando 200 
famílias e 7.569 gêneros. As descrições feitas por eles são 
completas, baseadas em material depositado nos herbários 
britânico e continental. O grande herbário do Royal Botanic 
Gardens ( Kew) é ainda organizado de acordo com esse 
sistema, em boa parte porque os dois trabalharam lá.
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 61
Os botânicos desse período trabalhavam com um conceito fixo 
de espécies, e a sistemática deles é assim pré-evolucionária. O sistema 
não representava um esquema filogenético. É importante saber que a 
publicação das teorias da evolução e origem das espécies de Darwin 
coincidiu com a época em que saiu o primeiro volume da publicação 
“Genera Plantarum” de Bentham e Hooker, e que este tentou reformular 
sua classificação, no que foi impedido por Bentham, que não aceitou a 
essência do trabalho de Darwin, embora o fizesse uma década depois. 
Este período foi encerrado pela difusão da teoria de evolução de Darwin 
e Wallace, que explodia no mundo com a publicação de “On the origen of 
species” por Charles Darwin (1859).
Sistemas filogenéticos (1880 – atual) 
 
 A teoria da evolução ofereceu, pela primeira vez, uma explicação 
racional e não teológica para a existência dos taxa naturais já reconhecidos 
pelos taxonomistas do período anterior. Esses sistemas tentam arranjar 
os taxa em ordem evolutiva baseados em ideias de progressão evolutiva 
de mudança de caracteres taxonômicos, por exemplo, estruturas simples 
são mais primitivas do que as mais complexas. Assim é imprescindível 
informações dos ramos da Fitopaleontologia, Genética, Embriologia, 
Bioquímica e outras, para que seja possível a elaboraçãode um esquema 
de classificação de acordo com a teoria da evolução.
Joseph Dalton Hooker
(1817-1911)
George Bentham
(1800-1884)
 UNIDADE 0362
Desde o início, se compreende-se que o desenvolvimento e 
construção de tais sistemas de classificação sofrem de graves problemas, 
sendo um deles, talvez o mais importante, a falta de registro fóssil que 
impede a reconstrução das vias evolutivas. Existem dificuldades à hora 
de definir que grupos são monofiléticos e que taxa são os mais e os 
menos especializados.
Entre os muitos sistemas filogenéticos, podemos citar:
• Sistemas de Eichler (1839-1887) foi criado em 1875 e até 
hoje é o sistema de classificação evolucionário que forma o 
esquema que todos aprendem na escola. O reino vegetal 
foi dividido em criptógamas e fanerógamas. As criptógamas 
foram divididas em talófitas, briófitas e pteridófitas, e as 
fanerógamas em angiospermas e gymnospermas, todas 
ordenadas em sequência evolutiva. Tratou as algas 
separadamente dos fungos, dividindo-as em quatro grupos 
distintos: Cyanophyceae, Chlorophycee, Phaeophyceae e 
Rhodophyceae. As Bryophyta em Musci e Hepaticae; as 
Pteridophyta em Equisetinae, Lycopodinae e Filicinae; e as 
Phanerogamae em Angiospermae e Gymnospermae.
• Sistema de Heinrich Gustav Adolf Engler (1844-1930) surgiu 
pela primeira vez como parte de um guia do Jardim Botânico 
de Breslau e se baseava fundamentalmente no sistema de 
Eichler, diferindo deste por detalhes nomenclaturais. Nesse 
sistema, o Reino Vegetal foi dividido em 14 Divisões, que por 
sua vez, se compunham de subdivisões, e estas de classes, 
ordens e famílias supostamente relacionadas. Por esse 
sistema, as angiospermas foram divididas em duas classes 
(mono e dicotiledôneas), baseado no embrião mono ou 
dicotiledonar, na persistência da raiz principal, na nervação das 
folhas, na presença ou ausência de bainha foliar e no número 
de segmentos do cálice e da corola. Nas primeiras edições 
de seu sistema, considerou a classe das monocotiledôneas 
mais primitiva que a das dicotiledôneas. Na última edição 
do Syllabus, porém, as monocotiledôneas já são tratadas 
depois das dicotiledôneas. Ele dividiu as dicotiledôneas em 
duas subclasses: Archyclamideae (aclamídeas, mono ou 
diclamídeas com pétalas livres entre si) com 37 ordens e 
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 63
Sympetalae (heteroclamídea de corola simpétala) com 11 
ordens. Considerou as Casuarinales o grupo mais primitivo 
por ter como uma das características, aclamídeas. Bessey 
(1987) foi o primeiro a discordar das teorias de Engler. 
Arber e Parkin (1907) chegaram à conclusão que a família 
Magnoliaceae representava a angiosperma atual com maior 
número de caracteres primitivos, e que as plantas como as 
casuarinales, fagales e outras, desprovidas de pétalas, são 
tipos reduzidos derivados de ancestrais petalíferos e, desse 
modo, não poderiam iniciar um sistema, como Engler o fizera. 
O sucesso do trabalho de Engler foi devido apresentar chaves 
de determinação de gêneros, amplas diagnoses das famílias, 
descrições das características mais importantes dos gêneros 
e boa ilustração. 
• Richard von Wettstein (1862-1931) apresentou uma 
classificação bastante parecida com a de Engler, mas baseada 
num entendimento mais profundo de filogenia de plantas. 
SISTEMA DE A. EICHLER
 A. CRYPTOGAMAE
Divisão I. Thallophyta
 Classe 1ª. – Algae
 Classe 2ª. – Fungi
Divisão II. Bryophyta
Divisão III. Pteridophyta
 
 B. PHANEROGAMAE
Divisão I. – Gymnospermae
Divisão II. - Angiospermae
 Classe 1ª. – Monocotyleae
 Classe 2ª. – Dicotyleae
 SISTEMA DE A. ENGLER
Divisões: I. Schyzophyta
 II. Myxomycetes
 III. Flagellatae
 IV. Dinoflagellatae
 ?. Silicoflagellatae
 V. Heterocontae
 VI. Bacillariophyta
 VII. Conjugatae
 VIII. Chlorophyceae
 IX. Charophyta
 X. Phaeophyceae
 XI. Rhodophyceae
 XII. Eumycetes
 XIII. Rchegoniatae
 Subdivisão 1ª. Bryophyta
 Subdivisão 2ª. Pteridophyta
 XIV. Embryophyta siphonogama
 Subdivisão 1ª. Gymnospermae
 Subdivisão 2ª. Angiospermae
 Classe 1ª. Monocotyledoneae
 Classe 2ª. Dicotyledoneae
 UNIDADE 0364
Ao contrário de Engler, considerou as Dicotiledôneas mais 
primitivas que as Monocotiledôneas.
Charles E. Bessey (1845-1915) forneceu uma grande contribuição 
para a classificação das plantas, porém assemelhava-se ao sistema de 
Engler, diferindo na natureza dos caracteres primitivos, e daí dos grupos 
mais primitivos, dentro das angiospermas. Sua classificação baseou-se 
em vinte e dois princípios: 1. a evolução tanto pode ser uma progressão 
como uma regressão de caracteres; 2. a evolução não abrange todos os 
órgãos ao mesmo tempo, etc. Esse sistema juntamente com o de Harllier 
(1868-1932), que são semelhantes em alguns aspectos, são classificações 
filogenética-evolucionárias que formam a base dos sistemas modernos 
de classificações, tais como: Sporne (1974), Takhtajan (1987), Cronquist 
(1981) e Dahlgren (1989).
 Os sistemas de Tahktajan e Cronquist, embora tenham elucidado 
alguns pontos controvertidos, são restritos às plantas superiores.
 Hutchinson, no seu “Families of flowering plants” (1973) e no 
“Genera of flowering plants”, propunha um sistema de classificação 
semelhante ao de Bessey, porém diferindo em alguns pontos importantes. 
Hutchinson derivava as angiospérmicas de um hipotético ancestral 
designado “proangiospérmicas”, as quais seriam plantas de transição 
entre angiospérmicas e gimnospérmicas. Considerando que o hábito 
lenhoso e o hábito herbáceo representavam diferentes vias evolutivas 
importantes, dividia as angiospérmicas em três grupos: Monocotyledones, 
Herbaceae Dycotyledones e Lignosae Dycotyledones. Propunha, 
também, que as monocotiledôneas seriam um grupo primitivo com origem 
nas dicotiledôneas herbáceas. Contudo, embora o seu trabalho tivesse 
sido extremamente válido e coerente, a divisão das dicotiledôneas 
lenhosas e herbáceas foi considerada infeliz e pouco natural, por situar 
famílias aparentadas longe uma das outras.
Atualmente, os sistemas de classificações do reino vegetal 
são continuamente modificados à medida que novas informações são 
reconhecidas. Nos últimos anos, as classificações de plantas têm 
evoluído ao beneficiarem da inclusão de dados de áreas recentes como 
a paleobotânica, a ultraestrutura ou a bioquímica. A incorporação e 
combinação de dados tão diferentes com os dados do tipo tradicional 
(morfologia, anatomia comparada, etc.) têm permitido refinar as 
classificações.
Tahktahan (1910) apresentou um sistema de classificação baseado 
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 65
em 67 princípios filéticos e em dados provenientes de todas as áreas 
disciplinares, classificando as angiospermas como divisão Magnoliophyta, 
dividindo-a em duas classes: Magnoliopsida (dicotiledôneas) e Liliopsida 
(Monocotildôneas). Nesse sistema, as classes se subdividem em dez 
subclasses (7 Magoliatae e 3 Liliatae), 92 ordens e 418 famílias.
Considerou as ordens Magnoliales e Laurales independentes 
entre si e subordinou a ultima as Chloranthaceae, e incluiu Magnolidae e 
Ranunculidae como duas subclasses distintas.
Arthur Cronquist (1916-1993) foi o mais utilizado nos últimos anos. 
Trata-se, na verdade, do sistema de Taktajan aperfeiçoado com algumas 
modificações. Cronquist usou uma gama muito maior de caracteres 
que os anteriores e aproveitou-se dos rápidos avanços em novas áreas 
de investigação como Palinologia, Fitoquímica e Citologia. Procurou 
comparar e interpretar estruturas, que considerou primitivas. Cronquist 
trata as angiospérmicas como divisão Magnoliophyta. Considerou 83 
ordens e 383 famílias. 
• Dahlgren (1985), botânico dinamarquês cujo sistema é 
baseado no nível hierárquico de superordem – nível acimade ordem e abaixo de subclasse. É mais complexo que o 
de Cronquist, talvez por isso nunca tenha conseguido maior 
adesão pela comunidade botânica. Considerou a classe 
Magnoliopsida dividida nas clases Magnoliidae (dicotiledôneas) 
e Liliidae (monocotilédones). Dividiu as Magnoliopsida em 34 
superordens (27 dicotiledôneas e 7 monocotiledôneas) e 96 
ordens. O sistema é representado graficamente como uma 
 UNIDADE 0366
árvore filética. A posição relativa das ordens foi determinada 
pelo maior número de caracteres afins dos seus componentes. 
De acordo com Dahlgren, as monocotiledôneas formam um 
grupo monofilético devido à presença de um cotilédone, corpos 
de proteína triangulares nos plastídeos. 
Deve-se ressaltar que nenhum desses sistemas foi construído 
com base em metodologia cladística (põe ênfase na filogenia de modo a 
refletir a história evolutiva), e podemos denominá-los mais precisamente 
de sistemas gradistas. Dentre os autores citados, apenas Dahlgren 
demonstrou maior preocupação com a construção de filogenias, e 
chegando a realizar tratamentos cladísticos para as monocotiedôneas.
Vale ressaltar aqui que duas abordagens novas de maior 
importância apareceram na sistemática, a Sistemática Fénetica e 
a Sistemática Filogenética, esta última sendo baseada em análise 
cladística. As duas resultam diretamente do emprego de computadores 
possibilitando o uso de quantidades de dados muitos maiores do que 
anteriormente. Na Sistemática Fenética, os caracteres empregados são 
geralmente considerados de igual valor e procura-se usar o máximo 
possível de caracteres, e a atitude que a filogenia tem um papel secundário 
na criação das classificações.
Na Sistemática Filogenética, o objetivo é revelar o verdadeiro 
padrão de filogenia das plantas. Quem tem essa atitude acredita também 
que uma classificação filogenética bem estabelecida é de grande utilidade 
para a ciência, enfim, para todos.
A Sistemática Filogenética foi gradativamente consolidando-se 
como paradigma em Botânica, e a partir da década de 90 muitos trabalhos 
integradores trouxeram progressos imensos para nosso entendimento 
da evolução das plantas e consequentemente aprimoramento da sua 
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 67
classificação. 
Nos dias de hoje, a grande maioria dos taxonomistas que 
realizam trabalhos filogenéticos recorrem às técnicas moleculares, isto 
é, sequenciamento de DNA, que tem vindo a criar novas perspectivas e 
abordagens na elaboração de classificações. 
Filogenia Molecular é o estudo das relações evolutivas entre 
organismos, através do estudo do DNA e RNA. Um exemplo desse tipo 
de estudo é o de Mark Chase (e cerca de 30 coautores), que utilizaram 
sequências do gene rbcl (cpDNA) para comparar cerca de 500 espécies 
de angiospermas.
Atualmente, considera-se como uma qualidade importante num 
sistema de classificação a sua previsibilidade ou o seu poder de predição. 
A qualidade mais importante para um sistema de classificação é que ele 
retrate, tão fielmente quanto possível, a árvore da vida. Se ele tiver sido 
construído com base em clara detecção de homologias entre caracteres, 
gerando um corpo de hipóteses de parentesco entre grupos expresso 
na forma de cladograma (árvore filogenética- diagrama que indica os 
ancestrais e os descendentes e agrupa os organismos de acordo com o 
grau de parentesco entre eles), os taxa serão consistentes representando 
linhagens evolutivas que devem ter tido existência na natureza. Em 
consequência, o seu poder de predição também será avaliado. 
O sistema de classificação mais atual é o APG – Angiosperm 
Phylogeny Group. Trata-se de um sistema construído com base em 
sequenciamento de nucleotídeos de regiões do DNA, rbcl e atpb 
(cloroplastos) e 18S (núcleo). Através dos resultados do sequenciamento 
de genes e os critérios da sistemática filogenética (cladística) se 
estabelece as conecções entre os taxa.
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 69
Esses estudos filogenéticos mostram que apesar das 
monocotiledôneas formarem um grupo monofilético, as dicotiledôneas 
são parafiléticas, com alguns grupos mais relacionados com as 
monocotiledôneas do que com algumas dicotiledôneas. Dessa forma, 
atualmente é reconhecido o grupo das uudicotiledôneas, fortemente 
sustentado em análises cladísticas e reconhecido pelos pólens tricolpado 
ou derivado desse. As angiospermas passaram então a estar divididas 
em angiospermas basais formando um grado na base, seguidas por 
um clado composto de grupos de Magnoliideae contendo 6% das 
angiospermas mais as Monocotiledôneas com cerca de 19% e finalmente 
as eudicotiledôneas com os restantes 75%. Atualmente, estudos com um 
número maior de dados mostram que as Magnoliideae não estão mais 
relacionadas com as monocotiledôneas e sim com as eudicotiledôneas, 
de modo que com exceção de Amborella, as aquáticas Nymphaeales e 
três pequenas famílias, Iliciaceae, Schizandraceae e Trimeniaceae, as 
Euangiospermas poderiam sim ser divididas em dois grandes grupos 
semelhantes às tradicionais mono e dicotiledôneas. 
É importante levar em conta que ainda não há uma publicação 
apresentando uma classificação filogenética ou fenética para todos os 
organismos. A rápida difusão da sistemática filogenética molecular está 
oferecendo, na nossa época uma ferramenta capaz de providenciar 
um novo período sintético na sistemática, com futuros novos sistemas 
verdadeiramente filogenéticos.
1. As tentativas iniciais de classificação botânica do homem estavam 
relacionadas a quais caracteres?
2. O desenvolvimento histórico da classificação vegetal pode ser dividido 
em dois grandes períodos: o descritivo e o sistematizado. Cite o nome 
das suas fases e características de cada uma delas.
3. No período de sistematização, os sistemas formados foram agrupados 
em categorias. Com base na afirmação, responda:
a) Cite seus nomes e características.
UNIDADE 0470
b) Cite nomes de representantes de cada de cada sistema.
4. Qual o objetivo principal da sistemática filogenética e como os 
caracteres são utilizados na sistemática fenética.
5. Cite o conceito de filogenia molecular e como o sistema de classificação 
denominado APG é construído
Nesta unidade apresentamos os diferentes tipos de 
sistemas já utilizados para tentar organizar as informações 
sobre as plantas. Observa-se que a construção de classificações 
envolve a delimitação, nomeação, ordenamento dos grupos e o 
posicionamento destes de acordo com uma hierarquia.
UNIDADE 4
Nomenclatura Botânica
UNIDADE 0472
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 73
Até a metade do século XVIII, os nomes dos seres vivos eram 
Polinomiais. Só a partir de Linnaeus, em 1753, é que se iniciou a utilização 
do Sistema Binomial.
O primeiro Código de Nomenclatura Botânica foi idealizado no 
1º Congresso Internacional de Botânica em 1867, denominado Código 
de Paris. O Congresso Internacional de Nomenclatura Botânica ocorre 
a cada seis anos e o Código atualmente vigente é o de Viena (2005), 
que substitui todas as edições anteriores. O próximo será realizado na 
Austrália em 2011.
Importância do Código Internacional de Nomenclatura Botânica
 
Foi formulado devido à necessidade de uniformização dos nomes 
científicos que são aplicados aos grupos taxonômicos individuais, além 
da necessidade de que seja utilizado, por botânicos de todo o mundo, um 
sistema preciso e simples de nomenclatura.
O código está organizado em princípios, regras e recomendações.
Os Princípios constituem a base do sistema de nomenclatura 
botânica:
1. A nomenclatura botânica é independente da zoológica e da 
bacteriológica;
2. A aplicação de nomes de grupos taxonômicos é determinada 
por tipos nomenclaturais;
3. A nomenclatura de um grupo taxonômico está baseada no 
critério de prioridade de publicação;
4. Cada grupo taxonômico pode receber apenas um nomeNOMENCLATURA BOTÂNICA
UNIDADE 0474
correto, ou seja, o mais antigo que esteja de acordo com as 
regras;
5. Nomes científicos de grupos taxonômicos devem ser escritos 
em latim, independente de sua derivação;
6. As regras de nomenclatura são retroativas. 
As regras estão organizadas em artigos e recomendações e 
objetivam pôr em ordem os nomes já existentes e orientar a criação de 
novos nomes.
 As recomendações tratam de pontos secundários e indicam 
a melhor escolha de um nome, dando maior clareza e uniformidade aos 
mesmos, porém nomes contrários a uma recomendação não podem ser 
rejeitados, entretanto não constituem bons exemplos.
 As Regras e Recomendações são aplicadas a todos os organismos 
tradicionalmente tratados como plantas, sejam fósseis ou não. 
REGRAS E RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES:
1. Grupos taxonômicos de qualquer categoria devem conforme 
esse código, ser tratados como táxons.
2. Táxons fósseis podem ser tratados como morfotáxons, podendo 
compreender apenas uma parte, estádio do ciclo de vida ou 
estado de preservação do tipo nomenclatural correspondente.
3. Cada planta individualmente é pertencente a um número 
indefinido de táxons de níveis hierarquicamente subordinados, 
dentre os quais a espécie é o nível básico.
4. Os táxons são arranjados hierarquicamente em categorias 
subordinadas e as principais em ordem decrescente são as 
seguintes: reino, divisão ou filo, classe, ordem, família, gênero 
e espécie.
5. Táxons híbridos são tratados como nototáxons (o prefixo noto 
indica o caráter híbrido) e os principais são: notogênero e 
notoespécie.
6. Em ordem decrescente, os níveis secundários de táxons são 
os seguintes: 
• Tribo - entre família e gênero
• Seção e série – entre gênero e espécie
• Variedade e forma – abaixo de espécie (infraespecífico)
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 75
Observação: As seguintes abreviações são recomendadas: 
cl. (classe), ord. (ordem), fam. (família), tr. (tribo), gen. (gênero), sect. 
(seção), ser. (série), sp. (espécie), var. (variedade) e f. (forma). 
7. Um táxon com circunscrição, posição e nível particular pode ter 
apenas um nome correto, com exceção feita a oito famílias: 
Compositae = Asteraceae; Cruciferae = Brassicaceae; 
Graminae = Poaceae; Guttiferae = Clusiaceae; Labiatae = 
Lamiaceae; Leguminosae = Fabaceae; Palmae = Arecaceae; 
Umbeliferae = Apiaceae..
8. Para qualquer táxon, desde família até gênero, o nome correto 
é o nome legítimo mais antigo dentro do mesmo nível.
9. Para táxons infra-genéricos, o nome correto é a combinação 
do epíteto final (refere-se ao último epíteto na sequência em 
qualquer combinação, seja em nível de subdivisão de um 
gênero, espécie ou de um táxon infra-específico) do nome 
legítimo mais antigo daquele táxon ao mesmo nível, com 
o nome correto do gênero ou da espécie ao qual ele está 
assinalado.
10. A publicação efetiva dos nomes de plantas de diferentes 
grupos é tratada como iniciando na data de publicação de 
matéria impressa (por meio de venda, intercâmbio ou doação) 
ao público em geral, ou pelo menos, às instituições botânicas 
com bibliotecas acessíveis ao público.
11. Publicação válida- de forma a ser validamente publicado, 
o nome de um táxon deve: ser efetivamente publicado; 
estar de acordo com as normas estabelecidas no CINB; ser 
acompanhado por uma descrição morfológica detalhada e 
uma diagnose em latim ou pela referência a uma descrição 
ou diagnose prévia e efetivamente publicada. Neste Código, 
a não ser em indicação contrária, a palavra “nome” significa 
o nome que tenha sido publicado validamente, sendo ele 
legítimo (de acordo as recomendações do CINB) ou ilegítimo 
(sem obedecer ao CINB). 
 
UNIDADE 0476
12. O nome de um táxon acima do nível de família é tratado como 
um substantivo no plural, sendo escrito com inicial maiúscula. 
P.ex: Magnoliophyta, Angiospermae, Gymnospermae, 
Caryophyllidae.
13. As terminações dos nomes designam as categorias taxonômicas 
nas Angiospermae:
• Reino: ae (Plantae); Subreino: bionta
• Divisão ou filo: phyta (Magnoliophyta); Subdivisão: phytina
• Classe: opsida (Magnoliopsida e Liliopsida)
• Subclasse: idae (Rosidae)
• Ordem: ales (Myrtales); Subordem: ineae
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 77
• Família: aceae (Euphorbiaceae); Subfamília: oideae
• Tribo: eae (Vernonieae); Subtribo: INAE
14. O nome de um gênero é um substantivo singular ou uma palavra 
tratada como tal, escrito com inicial maiúscula e destacado do 
corpo do texto por itálico ou negrito. P. ex: Caryocar, Bromelia, 
Stilpnopappus, Rosa. Não pode consistir de duas palavras, a 
menos que sejam unidas por hífen. P. ex: Uva-ursi, Sebastiano-
schaueria.
15. O nome de uma espécie é uma combinação binária constituída 
do nome do gênero, seguido por um epíteto específico, sob a 
forma de um adjetivo ou substantivo no genitivo. Se formado por 
duas ou mais palavras, estas devem ser unidas ou hifenizadas. 
P. ex: Caryocar coriaceum, Stilpnopappus trichospiroides, 
Atropa bella-donna, Impatiens noli-tangere.
16. O nome de um táxon infragenérico é uma combinação do 
nome de uma espécie e um epíteto infraespecífico, com a 
utilização de um termo de ligação para denotar o nível. P. 
ex:Stilpnopappus pratensis var. crotonifolia, Saxifraga aizoon 
var. aizoon subvar. brevifolia f. multicaulis subf. surculosa.
17. Citação de autores - em publicações, principalmente aquelas 
que se referem à taxonomia e nomenclatura, é desejável (...) 
citar o (s) autor (es) do nome em questão (..). 
Quando um gênero ou um táxon de nível inferior tem seu nível 
alterado, mas retém o seu nome ou o epíteto final em seu 
nome, o autor do nome do epíteto anterior legítimo (=autor 
do basiônimo) deve ser citado entre parênteses, seguido pelo 
nome do autor que efetuou a alteração (autor do nome novo). 
O mesmo sucede quando um táxon de nível inferior ao de 
gênero é transferido para outro gênero ou espécie, com ou 
sem alteração de seu nível.
Nota 1. Quando a autoria de um nome difere da autoria da 
publicação na qual ele foi efetivamente publicado, ambos são, geralmente, 
citados pela palavra “in”. Nesse caso, “in” e o que segue constituem parte 
da citação bibliográfica e devem ser omitidos, a menos que o local de 
UNIDADE 0478
publicação seja citado. Caso de publicação não efetiva. 
Nota 2. O nome de um táxon novo deve ser atribuído ao autor da 
publicação. Quando o nome dado pelo autor difere do nome dado pelo 
autor da dignose que o validou, utiliza-se a palavra “ex” antes do nome 
do autor que publicou efetivamente a obra. Casos de nome ilegítimos ou 
inválidos (nomem nundum), descrição inválida ou não apresentada, a 
publicação é efetiva. 
18. O Código pode ser modificado unicamente em sessão plenária 
de um Congresso Internacional de Botânica, após resolução 
movida pela Sessão de Nomenclatura daquele Congresso.
Tipificação
Typus => espécime conservado num herbário, do qual se realizou 
uma descrição original (diagnose). O Typus compreende:
1. Holotypus => tipo escolhido pelo autor como modelo e 
mencionado por ele na descrição original.
2. Isotypus => duplicata do holotypus.
3. Paratypus => qualquer exemplar citado ao lado do holotypus 
numa descrição original, mas que não seja da mesma série 
dele, ou seja, tem que ter número de coletor diferente.
4. Syntypus => qualquer exemplar de uma série de exemplares 
citados pelo autor, sem especificação do holotypus.
5. Lectotypus => syntypus escolhido como holotypus, quando 
o autor deixou de mencionar o holotypus, ou quando este se 
perdeu ou foi destruído.
6. Neotypus => espécime ou ilustração selecionado para servir 
como um tipo nomenclatural, quando todo o material sobre o 
qual o nome do táxon foi baseado (holótipo, isótipo ou síntipos) 
se encontra desaparecido.
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 79
1. Cite a importânciado Código Internacional de Nomenclatura Botânica.
2.Cite os princípios que regem o sistema de nomenclatura botânica. 
3.Quais as oito famílias que são reconhecidas validamente tanto pelo 
sufixo “
AE”, quanto pelo sufixo “ACEAE”?
4. Quais as terminações que designam as seguintes categorias 
taxonômicas:
a) Reino: ____
b) Divisão: ___
c) Classe: ___
d) Subclasse: ____
e) Ordem: _____
f) Família: ____
g) Tribo: ____
5.Quanto à tipificação, responda:
a) Qual o conceito de typus, hotypus, paratypus e syntypus?
Esta unidade versa sobre a Nomenclatura Botânica que é norteada 
pelo Código Internacional de Nomenclatura Botânica, formulado devido à 
necessidade de uniformização dos nomes científicos que são aplicados 
aos grupos taxonômicos individuais. O código está organizado em 
princípios, regras e recomendações.
UNIDADE 0480
UNIDADE 5
Magnoliophyta (Angiospermae)
UNIDADE 0482
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 83
Os caracteres principais que distinguem uma angiosperma de 
uma gimnosperma são: 
1. Formação do ovário, através do dobramento e soldadura do 
megasporófilo, permitindo o desenvolvimento de um espaço 
fechado que abriga os óvulos;
2. Redução mais avançada do gametófito feminino;
3. 3. Dupla fecundação, levando a formação de um tecido 
de reserva de nutrientes novo na evolução das plantas, o 
endosperma;
4. Elementos de vaso no xilema;
5. Elementos de tubo crivado no e células companheiras no 
floema.
ORIGEM DAS MAGNOLIOPHYTA
Admite-se uma origem a partir de um único ancestral comum, devido 
às características exclusivas do grupo e que ocorrem conjuntamente 
(sinapomorfias). Os pesquisadores Doyle e Donoghue em 1986, numa 
das iniciais análises cladísticas realizadas, listaram nove autapomorfias 
(sinapomorfias de todos os membros que estão incluídos), obtendo assim 
forte sustentação para a Hipótese do Monofiletismo:
1. Elementos de tubo crivado e células companheiras derivadas 
das mesmas iniciais;
2. Grão de pólen com exina columelada;
3. Estames com dois pares laterais de sacos polínicos;
4. Endotécio hipodermal na antera;
MAGNOLIOPHYTA 
(ANGIOSPERMAE)
UNIDADE 0484
5. Gametófito masculino com três células;
6. Gametófito feminino com 7 a 16 células, sem arquegônios;
7. Carpelo fechado com região estigmática;
8. Parede do megásporo fina, sem esporopoletina;
9. Dupla fecundação com formação do endosperma.
As características utilizadas em qualquer teoria sobre a origem 
das angiospermas relacionam-se com a interpretação do registro fóssil, 
apesar desse ser muito fragmentário.
As Magnoliophyta começaram a aparecer no registro fóssil 
no Cretáceo Inferior (cerca de 135 milhões de anos = ma), sendo 
representadas por pólen monossulcado (uniaperturado) e folhas simples, 
com padrão de nervação reticulado-pinado.
Os primeiros megafósseis (lenho, folhas, flores e frutos) datam do 
Cretáceo Inferior, há aproximadamente 117 ma, juntamente com fósseis 
de vários grupos de gimnospermas e pteridófitas. A partir do Cretáceo 
Superior (70 ma) os megafósseis já eram dominantes.
Os primeiros registros de pólen triaperturado e poliporado datam 
do Barremiano Superior (Ca. de 125 ma).
Além do registro fóssil, também são utilizados estudos de 
morfologia comparada, principalmente de grupos considerados primitivos, 
para determinação de quais seriam as características presentes nas 
primeiras angiospermas.
No início do século XX, os botânicos já estavam divididos entre 
duas hipóteses sobre qual seria a flor mais primitiva (plesiomórfica):
Teoria do Pseudanto (postulada por Wettstein em 1907)
Nessa teoria acreditavam que as flores eram pequenas, unissexuais 
e anemófilas. Essa posição foi adotada pela escola de Engler e está 
expressa no livro de Joly (1977).
De acordo com essa hipótese as flores mais primitivas estariam 
presentes nas Hamamelidae sensu Cronquist (ordens Fagales, 
Juglandales, Myricales, Casuarinales, coletivamente denominadas 
de Amentiferae, devido a inflorescência tipo Amento) e as Piperales 
(Subclasse Magnoliidae) seriam os representantes com características 
mais primitivas.
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 85
Características principais que refutaram essa hipótese:
Ocorrência ocasional de flores monóclinas nas Amentiferae.
A anatomia do lenho dessas plantas demonstrou muitas 
características derivadas.
Grãos triaperturados, típicos das Amentiferae, está ausente na 
irradiação inicial das angiospermas.
Porém, a posição filética da ordem Piperales permanece com 
interesse considerável, principalmente na família Chloranthaceae, pois 
a abundância de pólen clorantoide muito cedo no registro fóssil das 
angiospermas (o pólen mais antigo foi descrito como Clavatipollenites). 
Em 1989, foi descrita flores fósseis de Chloranthistemum, muito 
parecidas com as flores de Chloranthus, um dos quatro gêneros viventes 
de Chloranthaceae. 
Teoria Antostobilar (postulada por Arber e Parker, 1907)
Esta defende que as flores primitivas possuíam numerosas partes 
livres do perianto, androceu e gineceu dispostos espiraladamente sobre 
um receptáculo alongado, perianto vistoso e polinização entomófila. 
Esse padrão plesiomórfico, que é encontrado nos depósitos do Cretáceo, 
figurando entre os mais antigos as flores e frutos de Archeanthus. 
Esta teoria encontra também respaldo na estrutura da madeira 
e do pólen de vários gêneros viventes, que possuem grãos de 
pólen monossulcados e alguns têm xilema sem elementos de vaso 
(Winteraceae).
Esta hipótese formou a base para a linha de classificação iniciada 
por Bessey em 1915, presente nos sistemas de classificação propostos 
por Cronquist (1968, 1981, 1988) e por Takhtajan (1969, 1980, 1997) e 
tem sido a linha dominante na sistemática das últimas décadas.
Evolução dos Caracteres Morfológicos nas Angiospermas
Em 1915, Bessey publica o artigo “The phylogenetic taxonomy 
of flowering plants” no qual incluiu uma lista de caracteres que eram 
julgados primitivos:
UNIDADE 0486
1. Árvores e os arbustos são mais primitivos que as ervas;
2. Plantas perenes são mais primitivas que as bianuais e anuais; 
3. Plantas aquáticas com flores derivam de antepassados 
terrestres; 
4. Plantas epífitas, saprófitas e parasitas são mais evoluídas que 
as de hábito normal; 
5. Dicotiledôneas são mais primitivas que as monocotiledôneas;
6. A evolução não envolve todos os órgãos ao mesmo tempo; 
7. O arranjo espiralado é mais primitivo que o cíclico; 
8. Folhas simples são mais primitivas que as compostas; 
9. Flores unissexuais são mais evoluídas que as hermafroditas; 
10. Plantas dióicas são mais evoluídas do que as monóicas; 
11. Flor solitária é mais primitiva que a inflorescência;
12. Polipetalia indica mais primitivismo que a gamopetalia; 
13. Actinomorfia é mais primitiva que a zigomorfia; 
14. Apocarpia é mais primitiva que a sincarpia; 
15. Epiginia é mais evoluída que a periginia, e esta mais que a 
hipoginia; 
16. Sementes albuminadas são mais primitivas que as 
exalbuminadas (embrião grande); 
17. Estames com anteras livres indicam maior primitivismo que os 
com anteras ou filetes fundidos; 
18. Androceu com estames numerosos é mais primitivo do que 
aquele com poucos (exceção: Malvaceae); 
19. Frutos simples são mais primitivos que os múltiplos; a cápsula 
antecede a baga ou a drupa;
20. Gineceu apocárpico é mais primitivo que o sincárpico.
Classificação das Magnoliophyta
 Joly (1976) adota o sistema de Melchior de 1964, uma adaptação 
do sistema de Engler, para classificar as Angiospermae em duas classes:
1. Dicotyledoneae, com duas subclasses: 
Archichlamydeae – que inclui as plantas com corola dialipétalas 
ou flores diclamídeas ou aclamídeas.
Metachlamydeae – que inclui as palntas com corola gamopétala.
2. Monocotyledoneae.
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 87
No Sistema de Cronquist (1981,1988) a divisão Magnoliophyta 
(Angiospermae) abrange duas classes:
1. Magnoliopsida (dicotiledôneas), com seis subclasses: 
Magnoliidae, Hamamelidae, Caryophyllidae, Dillenidae, 
Rosidae e Asteridae.
2. Liliopsida (monocotiledôneas), com cinco subclasses: 
Alismatidae, Arecidae, Commelinidae, Zingiberidae e Liliidae.
Sistema de Classificação de Cronquist (1988)
Classe Magnoliopsida
Admite-se que as Liliopsida (monocotiledôneas) tenham se 
originado muito cedo na evolução das Magnoliophyta, a partir de 
ancestrais de Magnoliopsida (dicotiledôneas). Por essa razão, no 
sistema de Cronquist e nos demais sistemas modernos, apresentam-
se as Magnoliopsida em primeiro lugar, onde a subclasse Magnoliidae 
constitui o grupo basal (que originas os demais), com as Asteridae no 
outro extremo, constituindo o grupo de famílias com caracteres mais 
evoluídos.
 
Subclasses de Magnoliopsida com suas características principais 
e número de ordens, famílias e espécies.
UNIDADE 0488
Subclasse Características Ordens Famílias Espécies
Magnoliidae Flores bastante divididas 8 39 11.000
Hamamelidae Redução floral (anemófilas) 11 24 3.400
Caryophyl-
lidae
Ervas pigmentadas (antociani-
na) e de placenta em posição 
central
3 14 11.000
Dillenidae Algumas simpétalas, pequena 
apocarpia
13 78 25.000
Rosidae Coripétala, frequentemente 
numerosos estames
18 114 58.000
Asteridae Maioria simpétala 11 49 56.000
Magnoliopsida (Dicotyledoneae) 
 
Subclasse Magnoliidae
1.Magnoliaceae
2.Nymphaeaceae
3.Ranunculaceae
4.Papaveraceae
 
Subclass Hamamelidae
5.Ulmaceae
6.Fagaceae
7.Betulaceae
 
 
Subclasse Caryophyllidae
8.Cactaceae
9.Chenopodiaceae
10.Caryophyllaceae
11.Polygonaceae
 
Subclasse Dilleniidae
12.Tiliaceae
13.Malvaceae
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 89
14.Sarraceniaceae
15.Droseraceae
16.Violaceae
17.Cucurbitaceae
18.Salicaceae
19.Brassicaceae (Cruciferae)
20.Ericaceae
 
 
Subclasse Rosidae
21.Crassulaceae
22.Saxifragaceae
23.Rosaceae
24.Fabaceae (Leguminosae)
25.Onagraceae
26.Viscaceae
27.Euphorbiaceae
28.Vitacea
29.Aceraceae
30.Anacardiaceae
31.Oxalidaceae
32.Geraniaceae
33.Apiaceae (Umbelliferae)
 
 
Subclasse Asteridae
34.Gentianaceae
35.Asclepiadaceae
36.Solanaceae
37.Convolvulaceae
38.Cuscutaceae
39.Lamiaceae (Labiatae)
40.Plantaginaceae
41.Oleaceae
42.Scrophulariaceae
43.Campanulaceae
44.Rubiaceae
45.Caprifolicaeae
46.Asteraceae 
UNIDADE 0490
 
Subclasse Magnoliidae => Possui oito ordens, 39 famílias e cerca 
de 12.000 espécies. Nesta encontra-se o maior número de caracteres 
primitivos:
1. Perianto bem evidente, muitas vezes sem diferenciação em 
cálice e corola;
2. Gineceu apocárpico;
3. Cantarofilia (polinização por besouros);
4. Muitos estames centrípetos;
5. Embrião pequeno; endosperma abundante;
6. Pólen uniaperturado, monossulcado;
7. Células oleíferas esféricas;
8. Alcalóides benzil-isoquinolínicos.
Subclasse Hamamelidae => constitui a menor das subclasses, 
com 11 ordens, 24 famílias e ca. de 3.400 espécies, a maioria de hábito 
arbóreo. Caracteres evidenciados:
1. Plantas anemófilas; 
2. Flores reduzidas, com supressão da corola ou de todo o 
perianto;
3. Geralmente unissexuadas;
4. Inflorescência do tipo amentilho.
Subclasse Caryophyllidae => possui três ordens, 14 famílias e 
ca. de 11.000 espécies. Caracteres evidenciados:
1. Plantas em geral de pequeno porte;
2. Muitas vezes suculentas;
3. Produzem betalaínas, em vez de antocianinas;
4. Placentação basal ou central livre;
5. Estames diferenciam-se centrifugamente;
6. Pólen trinucleado;
7. Fotossíntese C4.
Subclasse Dilleniidae => composta por 13 ordens, 77 famílias e 
cerca de 25.000 espécies. 
Caracteres evidenciados:
1. Flores sincárpicas;
2. Taninos ou iridóides;
3. Corola gamopétala frequente;
4. Disco nectarífero raro;
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 91
5. Folhas compostas raras;
6. Não apresentam amentilhos;
7. Não são anemófilas;
8. Não sintetizam betalaínas;
9. Placentação parietal frequente;
10. Estames com iniciação centrífuga.
Subclasse Rosidae => maior subclasse, representada por 18 
ordens, 116 famílias e mais de 60.000 espécies. Caracteres evidenciados:
1. Predominam plantas com corola dialipétala;
2. Disco nectarífero frequente e bem desenvolvido;
3. Estames com iniciação centrípeta;
4. Folhas compostas frequentes;
5. Placentação parietal rara;
6. Defesas químicas: taninos, óleos e resinas e algumas classes 
de alcalóides e acetilenos;
7. Gineceu sincárpico.
Classe Asteridae => composta pelas famílias com maior número 
de caracteres derivados. Compreende um total de 11 ordens, 49 famílias 
e aproximadamente 60.000 espécies. Caracteres evidenciados:
1. Corola simpétala;
2. Estames isômeros e alternos com os lobos da corola;
3. Defesas químicas: Iridóides, várias classes de alcalóides, 
acetilenos e lactonas sesquiterpênicas (repelentes de 
herbívoros;
4. Os estames em geral inserem-se no tubo da corola;
5. Geralmente apresentam disco nectarífero bem desenvolvido;
6. Gineceu sincárpico;
7. Óvulos unitegumentados e tenuinucelados.
Classe Liliopsida
Constituída por cerca de 52.000 espécies, distribuídas em 66 
famílias, 19 ordens e cinco subclasses, segundo Cronquist (1981) ou 
em 102 famílias, 23 ordens e 10 superordens no sistema de Dahlgren, 
Clifford e Yeo (1985). Representam 22% do total das angiospermas, 
sendo provavelmente um grupo monofilético. 
UNIDADE 0492
As seguintes sinapomorfias sustentam o clado das 
monocotiledôneas:
1. Presença de um cotilédone;
2. Corpos protéicos triangulares nos plastídeos dos elementos 
de tubo crivado;
3. Sistema vascular atactostélico, com ausência de câmbio e de 
crescimento secundário homólogo ao das dicotiledôneas;
4. Sistema radicular fasciculado ou adventíceo, sem crescimento 
secundário;
5. Nervação paralelinérvea;
6. flores trímeras;
7. Pólen monosulcado ou ulcerado no pólo distal;
8. endosperma helobial ou nuclear, raro celular.
Subclasses de Liliopsida com suas características principais e 
número de ordens, famílias e espécies.
Subclasse Características Ordens Famílias Espécies
Magnoliidae Flores bastante divididas 8 39 11.000
Hamamelidae Redução floral (anemófilas) 11 24 3.400
Caryophyl-
lidae
Ervas pigmentadas (antocianina) 
e de placenta em posição cen-
tral
3 14 11.000
Dillenidae Algumas simpétalas, pequena 
apocarpia
13 78 25.000
Rosidae Coripétala, frequentemente 
numerosos estames
18 114 58.000
Asteridae Maioria simpétala 11 49 56.000
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 93
Liliopsida (Monocotyledoneae)
Subclasse Alismatidae
47.Alismataceae
 
 
Subclasse Arecidae
48.Arecaceae (Palmae)
49.Araceae
50.Lemnaceae
 
 
Subclasse Commelinidae
51.Commelinaceae
52.Juncaceae
53.Cyperaceae
54.Poaceae (Gramineae)
55.Sparganiaceae
56.Typhaceae
 
 
Subclasse Zingiberidae
57.Bromeliaceae
 
 
Subclasse Liliidae
58.Liliaceae
59.Iridaceae
60.Orchidaceae
 
 
Origem
Primeiramente postulava-se que todas as monocotiledôneas 
seriam aquáticas, isso há mais de um século por Henslow em 1893, 
porém essa suposição já começou a ser criticada em 1908 por Sargant, 
para quem muitas das similaridades apresentadas entre dicotiledôneas 
aquáticas e monocotiledôneas seriam, na realidade, convergências.
UNIDADE 0494
A ideia que prevalece nas discussões atuais é que seus possíveis 
ancestrais estariam entre plantas de duas superordens: Magnoliiflorae 
e Nymphaeiflorae (incluindo as Piperales), constituindo essa ideia a 
hipótese Magnoliiflorana ou Ranaleana.
Estudos cladísticos morfológicos e moleculares, visando elucidar 
relações filéticas nas monocotiledôneas, iniciaram a partir de 1985 
com Dahlgren e Bremer, que sustentam que as Nymphaeales são 
grupo-irmão das monocotiledôneas eque as Dioscoreales poderiam 
ser os descendentes das primeiras monocotiledôneas. Os Trabalhos 
de Donoghue e Doyle em 1989, de Loconte e Stevenson em 1991 e 
de Taylor e Hickey em 1992 corroboram os resultados de Dahlgren e 
Bremer em 1985. Porém, os dados de Martin e Dowd em 1991 sugerem 
as Araceae como grupo basal entre as monocotiledôneas, a análise de 
Chase et al., em 1993, situa Acorus (Araceae) como basal e algumas 
famílias de paleoervas (Aristolochiaceae, Lactoridaceae, Piperaceae e 
saururaceae) como grupo-irmão. Em 1995, Chase et al. Incluem nesse 
grupo-irmão também as Nymphaeales. E finalmente no trabalho de 
Bharathan e Zimmer em 1995, as Aristolochiales são grupo irmão das 
monocotiledôneas.
Como conclusões gerais, as análises morfológicas e moleculares 
tendem a considerar as paleoervas (Aristolochiales, Lactoriales, Piperales 
e Nymphaeales) como grupo-irmão das monocotiledôneas. Dentre as 
monocotiledôneas, as análises morfológicas apontam as Dioscoreales ou 
algum grupo relacionado, como basais. As análises moleculares tendem 
a considerar as Arales como grupos basais entre as monocotiledôneas.
Floras do Cretáceo inferior (Apriano) contêm os primeiros registros 
fósseis de plantas provavelmente pertencentes às monocotiledôneas 
(macrofósseis de Acaciaephyllum spatulatum e pólen de Liliacidites). 
No entanto, em comparação com as dicotiledôneas, o registro fóssil das 
monocotiledôneas, particularmente no Cretáceo inferior, é esparso. Afora 
os citados anteriormente, os fósseis mais antigos de monocotiledôneas 
são provavelmente de plantas semelhantes às atuais Araceae do Albiano, 
algumas Palmae e Musaceae do Campaniano e muitos grupos incluindo 
Sparganiaceae, Typhaceae, Pandanaceae, Poaceae e Restionaceae no 
Maastrichtiano. Todos os grupos atuais de monocotiledôneas já estavam 
relativamente bem diversificados no Eoceno (ca. de 50 Ma.) e todos têm 
algum registro no Cretáceo há cerca de 70 Ma., segundo estudos de 
Herendeen e Crane, em 1995.
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 95
Subclasse Alismatidae => representa o grupo que mais reteve 
caracteres primitivos em Liliopsida, e compreende quase exclusivamente 
herbáceas aquáticas, nunca talólides, com flores apocárpicas, distribuídas 
em quatro ordens : Alismatales (Alismataceae), Hydrocharitales 
(Hydrocharitaceae), Najadales e Triuridales.
Subclasse Arecidae => espécies em sua maioria plantas terrestres, 
arborescentes ou arbustivas, com folhas alternas, concentradas na base 
ou em coroa terminal, e com flores pequenas, sincárpicas, numerosas, 
reunidas em espádice, subtendida por espata proeminente. 
Possui quatro ordens: Arecales (Arecaceae = Palmae), 
Cyclanthales (Cyclanthaceae), Pandanales (Pandanaceae) e Arales 
(Araceae); com representantes de interesse econômico e ornamental: 
Astrocarium vulgare Mart. (tucum), Euterpe oleracea Mart. (açaí, 
palmito), Cocos nucifera L. (coco-da-bahia), Copernicia prunifera (Mill.) 
H.E.Moore (carnaúba), Mauritia flexuosa L. f. (buriti), Orbignia phalerata 
Mart. (babaçu), Attalea funifera Mart. (palmeira-piaçava), Pistia stratiotes 
L. (alface-d’água), Anthurium spp, Philodendron spp (copo-de-leite), 
Monstera spp (costela-de-adão).
Subclasse Commelinidae => plantas geralmente de porte 
herbáceo, com folhas simples e inteiras, alternas ou em rosetas; presença 
de elementos de vaso em todos os órgãos e endosperma amiláceo; 
flores com nectário geralmente ausente, perianto trímero, nas famílias 
mais primitivas, bem diferenciado em sépala e pétala, em famílias mais 
evoluídas é reduzida ou ausente, ovário súpero.
Distribuem-se em sete ordens: Commelinales (Commelinaceae, 
Xyridaceae), Eriocaulales (Eriocaulaceae, família das sempre-vivas), 
Restionales, Juncales, Cyperales (Cyperaceae, Poaceae = Gramineae), 
Hydatellales e Typhales. Destacam-se nas Poaceae, importantes 
espécies empregadas na alimentação: Saccharum officinarum L. (cana-
de-açúcar), Oryza sativa L. (arroz), Zea mays L. ( milho), Triticum spp 
(trigo), Bambusa spp (bambu), Avena spp (aveia), Hordeum spp (cevada), 
Secale cereale M.Bieb. (centeio), Sorghum spp (sorgo).
Subclasse Zingiberidae => constitui-se na sua maioria de ervas 
terrestres ou epífitas, com flores trímeras, com sépalas diferenciadas 
das pétalas, geralmente esverdeadas ás vezes petalóides na textura 
e gineceu tricarpelar; grão de amido composto. Possui duas ordens: 
Bromeliales e Zingiberales. A primeira é composta apenas da família 
Bromeliaceae, da qual fazem parte espécies como: Bromelia laciniosa 
Mart. ex Schult. f. (macambira), Bromelia karatas L. (Croatá) Ananas 
UNIDADE 0496
comosus (L.) Merr. (abacaxi), Tillandsia usneoides (L.) L. (barba-de-
velho), Encholirium erectiflorum L.B.Sm. (NV)
Pertencendo as Zingiberales, destacam-se: Cannaceae (Canna 
denudata var. grandis (Horan) Petersen, Marantaceae (Maranta 
lindeliana ( Wallis) Wallis ex Petersen), Musaceae (Musa paradisiaca 
L.), Strelitziaceae (Strelitzia augusta Thunb.) e Zingiberaceae (Zingiber 
officinale Roscoe)
Subclasse Liliidae => plantas geralmente com cálice petaloide, 
na forma e textura; grãos de amido.
 ordens Liliales e Orchidales estão compreendidas em Liliidae, 
sendo que na primeira se encontram Liliaceae, Iridaceae, Agavaceae, 
Aloaceae, Dioscoreaceae, Smilacaceae, Velloziaceae, entre outras. 
A maior família das Liliopsida é Orchidaceae, uma das 4 famílias 
pertencentes a Orchidales.
Sistemática Filogenética
O enfoque filogenético está ligado direta e fundamentalmente ao 
estudo da evolução em geral, desde o estudo dos fósseis até o estudo 
de modificações genéticas em populações locais. O tipo de informação 
sobre as sequências de eventos evolutivos é obtido pelos taxonomistas 
que reconstroem a filogenia de um grupo de organismos. 
Um exemplo simples da reconstrução da filogenia é a formação de 
conjuntos de afirmações, como por exemplo: os grupos A e B são mais 
proximamente relacionados entre si do que qualquer um deles está com 
C.
P. ex: Utilizando apenas os frutos da família Rosaceae como 
evidências, verificamos que a amora-do-mato e a framboesa apresentam 
frutos carnosos, pequenos e agrupados (drupas), já os frutos da cerejeira 
são drupas, porém solitárias e muito maiores que os dos outros dois taxa. 
Diante dessas informações, podemos inferir que a amora e a framboesa 
estão mais proximamente relacionadas entre si do que a cerejeira, ou 
seja, a amora e a framboesa partilham um ancestral em comum mais 
recente (grupos-irmãos) do que aquele ancestral compartilhado pela 
cereja.
Esse parentesco também foi evidenciado por dados provenientes 
de evidências estruturais, químicas e sequência de DNA, e podemos 
representá-lo através de diagramas conhecidos como árvore evolutiva, 
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 97
árvore filogenética ou cladograma (Figura 1), a qual resume as relações 
entre ancestrais e descendentes.
As características apresentadas por uma planta são denominadas 
caracteres. Cada caráter pode apresentar 
Figura 12: Filogenia de três integrantes da família das Rosaceae (JUDD et al., 1999, 
p. 4)
Sistemática Molecular APG I
O APG I surge em 1998, trazendo uma nova proposta de 
classificação, onde as famílias botânicas sofrem um novo arranjo. 
Percebe-se que a classificação e nomenclatura utilizada por Cronquist 
(1988) é reformulada, e as famílias passam a pertecer a agrupamentos 
denominados de clados. Enquanto que em Cronquist eram agrupadas em 
classes e subclasses, no APG, passam a pertecer aos seguintes clados: 
monocotes, que agrupam as monocotiledôneas e as dicotiledôneas 
Amora-do-mato
Cereja
Framboesa
Tempo
Ancestral em comum 
entre a amora-do-mato, 
a framboesa e a cerveja
Ancestral em comum 
entre a amora-do-mato, 
a framboesa
UNIDADE 0498
passam a chamar-se Eudicotiledoneas, subdivididas em rosideas, que 
por sua vez se subdividem em EurosideaI e Eurosidea II, e em Asteridea, 
que também se subdividem em Euasteridea I e Euasteridea II.
Nota-se, que há incorporação de famílias em uma única família, 
como é o caso da Malvaceae que engloba as famílias Tiliaceae, 
Sterculiaceae e Bombacaceae, e também a Família Capparaceae é 
inclusa em Brassicaceae.
Cladograma do APG I
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 99
Sistemática Molecular APG II
 
Em 2003, é publicado o APG II, onde traz uma reformulação 
do APG I, como um arranjo mais aprimorado e tentando fazer um 
agrupamento mais simples que o primeiro, ou seja, trazendo uma maior 
relação monofilética 
aos grupos..
Uma das 
inovações desse 
sistema foi a criação da 
família Euphorbiaceae 
latu sensu, que 
engloba as famílias 
E u p h o r b i a c e a e 
stricto sensu, 
P r i c r o d e n d r a c e a e 
e Phyllantanceae, 
que era o gênero 
Phyllanthus das 
Euphorbiaceae.
Há também 
a incorporação de 
espécies da família 
Flacourtiaceae pela 
família Salicaceae, e 
também a inclusão da 
família Cecropiaceae 
dentro de Urticaceae.
UNIDADE 04100
Cladograma do APG II
* = família nova (mudada após a classificação APG);
= ordem nova (mudada após a classificação APG);
§ = circunscrição nova (as famílias em "[...]" são alternativas 
aceitáveis e monofiléticas. Podem ser utilizadas, opcionalmente, em 
lugar da definição lato sensu preferida aqui.
________________________________________
Clado Angiospermas
Angiospermas basais
Clado ANITA
• ordem Amborellales
família Amborellaceae Pichon (1948)
• ordem Nymphaeales
família Nymphaeaceae Salisb. (1805)
[+ família Cabombaceae Rich. ex. A.Rich. (1822)]
• ordem Austrobaileyales Takht. ex. Reveal (1992)
família $Schisandraceae Blume (1830)
[+ família Illiciaceae A.C.Sm. (1947)]
família Trimeniaceae L.S.Gibbs (1917)
família Austrobaileyaceae (Croizat) Croizat (1943)
Clado Magnoliídeas
• ordem Canellales Cronquist (1957)
família Canellaceae Mart. (1832)
família Winteraceae R.Br. ex Lindl. (1830)
• ordem Laurales Perleb (1826)
família Atherospermataceae R.Br. (1814)
família Calycanthaceae Lindl. (1819)
família Gomortegaceae Reiche (1896)
família Hernandiaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família Lauraceae Juss. (1789)
família Monimiaceae Juss. (1809)
família Siparunaceae (A.DC.) Schodde 1970
• ordem Magnoliales Bromhead (1838)
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 101
família Annonaceae Juss. (1789)
família Degeneriaceae I.W.Bailey & A.C.Sm. (1942)
família Eupomatiaceae Endl. (1841)
família Himantandraceae Diels (1917)
família Magnoliaceae Juss. (1789)
família Myristicaceae R.Br. (1810)
• ordem Piperales Dumort. (1829)
família Aristolochiaceae Juss. (1789)
família *Hydnoraceae C.Agardh (1821)
família Lactoridaceae Engl. (1888)
família Piperaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família Saururaceae Martynov (1820)
Ordens adicionais de angiospermas basais
• ordem Chloranthales
família Chloranthaceae R.Br. ex. Sims (1820)
• ordem Ceratophyllales Bisch. (1839)
família Ceratophyllaceae Gray (1821
Monocotiledôneas
Monocotiledóneas basais
• ordem Petrosaviales
família $Petrosaviaceae Hutch. (1934)
• ordem Acorales Reveal (1996)
família Acoraceae Martynov (1820)
• ordem Alismatales Dumort. (1829)
família Alismataceae Vent. (1799)
família Aponogetonaceae J.Agardh (1858)
família Araceae Juss. (1789)
família Butomaceae Mirb. (1804)
família Cymodoceaceae N.Taylor (1909)
família Hydrocharitaceae Juss. (1789)
família Juncaginaceae Rich. (1808)
família Limnocharitaceae Takht. ex Cronquist (1981)
família Posidoniaceae Hutch. (1934)
família Potamogetonaceae Rchb. (1828)
família Ruppiaceae Horan. (1834)
família Scheuchzeriaceae F.Rudolphi (1830)
UNIDADE 04102
família Tofieldiaceae Takht. (1995)
família Zosteraceae Dumort. (1829)
• ordem Asparagales Bromhead (1838)
família $Alliaceae Batsch ex. Borkh. (1797)
[+ família Agapanthaceae F.Voigt (1850)]
[+ família Amaryllidaceae J.St.-Hil. (1805)]
família $Asparagaceae Juss. (1789)
[+ família Agavaceae Dumort. (1829)]
[+ família Aphyllanthaceae Burnett (1835)]
[+ família Hesperocallidaceae Traub (1972)]
[+ família Hyacinthaceae Batsch ex. Borkh. (1797)]
[+ família Laxmanniaceae Bubani (1901)]
[+ família Ruscaceae Spreng. (1826)]
[+ família Themidaceae Salisb. (1866)]
família Asteliaceae Dumort. (1829)
família Blandfordiaceae R.Dahlgren & Clifford (1985)
família Boryaceae (Baker) M.W.Chase, Rudall & Conran (1997)
família Doryanthaceae R.Dahlgren & Clifford (1985)
família Hypoxidaceae R.Br. (1814)
família Iridaceae Juss. (1789)
família Ixioliriaceae Nakai (1943)
família Lanariaceae H.Huber ex R.Dahlgren & A.E. van Wyk (1988)
família Orchidaceae Juss. (1789)
família Tecophilaeaceae Leyb. (1862)
família $Xanthorrhoeaceae Dumort. (1829)
[+ família Asphodelaceae Juss. (1789)]
[+ família Hemerocallidaceae R.Br. (1810)]
família Xeronemataceae M.W.Chase, Rudall & M.F.Fay (2001)
• ordem Dioscoreales Hook.f. (1873)
família $Burmanniaceae Blume (1827)
família $Dioscoreaceae R.Br. (1810)
família Nartheciaceae Fr. ex Bjurzon (1846)
• ordem Liliales Perleb (1826)
família Alstroemeriaceae Dumort. (1829)
família Campynemataceae Dumort. (1829)
família Colchicaceae DC. (1804), nom.cons.
família *Corsiaceae Becc. (1878)
família Liliaceae Juss. (1789)
família Luzuriagaceae Lotsy (1911)
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 103
família Melanthiaceae Batsch ex Borkh. (1796)
família Philesiaceae Dumort. (1829)
família Rhipogonaceae Conran & Clifford (1985)
família Smilacaceae Vent. (1799)
• ordem Pandanales Lindl. (1833)
família Cyclanthaceae Poit. ex A.Rich. (1824)
família Pandanaceae R.Br. (1810)
família Stemonaceae Caruel (1878)
família *Triuridaceae Gardner (1843)
família Velloziaceae Hook. (1827)
Clado Commelinídeas
• família Dasypogonaceae Dumort. (1829)
• ordem Arecales Bromhead (1840)
família Arecaceae Schultz Sch. (1832)
• ordem Commelinales Dumort. (1829)
família Commelinaceae Mirb. (1804)
família Haemodoraceae R.Br. (1810)
família *Hanguanaceae Airy Shaw (1964)
família Philydraceae Link (1821)
família Pontederiaceae Kunth (1816)
• ordem Poales Small (1903)
família Anarthriaceae D.F.Cutler & Airy Shaw (1965)
família *Bromeliaceae Juss. (1789)
família Centrolepidaceae Endl. (1836)
família Cyperaceae Juss. (1789)
família Ecdeiocoleaceae D.F.Cutler & Airy Shaw (1965)
família Eriocaulaceae Martynov (1820)
família Flagellariaceae Dumort. (1829)
família Hydatellaceae U.Hamann (1976)
família Joinvilleaceae Toml. & A.C. Sm. (1970)
família Juncaceae Juss. (1789)
família *Mayacaceae Kunth (1842)
família Poaceae (R.Br.)Barnh.1895
família *Rapateaceae Dumort. (1829)
família Restionaceae R.Br. (1810)
família Sparganiaceae Hanin (1811)
família $Thurniaceae Engl. (1907)
UNIDADE 04104
família Typhaceae Juss. (1789)
família $Xyridaceae C.Agardh (1823)
• ordem Zingiberales Griseb. (1854)
família Cannaceae Juss. (1789)
família Costaceae Nakai (1941)
família Heliconiaceae Nakai (1941)
família Lowiaceae Ridl. (1924)
família Marantaceae R.Br. (1814)
família Musaceae Juss. (1789)
família Strelitziaceae Hutch. (1934)
família Zingiberaceae Martynov (1820)
Eudicotiledôneas (com pólen tricolpado)
Ordens e Famílias
• família $Buxaceae Dumort. (1822)
[+ família Didymelaceae Leandri (1937)]
família Sabiaceae Blume (1851)
família Trochodendraceae Eichler (1865)
[+ família Tetracentraceae A.C.Sm. (1945)]
• order Proteales Dumort. (1829)
família Nelumbonaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família $Proteaceae Juss. (1789)
[+ família Platanaceae T.Lestib. (1826)]
• ordem Ranunculales Dumort. (1829)
família Berberidaceae Juss. (1789)
família Circaeasteraceae Hutch. (1926)
[+ família Kingdoniaceae A.S.Foster ex Airy Shaw (1964)]
família Eupteleaceae K.Wilh. (1910)
família Lardizabalaceae R.Br. (1821)
família Menispermaceae Juss. (1789)
família Papaveraceae Juss. (1789)
[+ família Fumariaceae Bercht. & J.Presl (1820)]
[+ família Pteridophyllaceae (Murb.)Nakaiex Reveal & Hoogland 
(1991)]
família Ranunculaceae Juss. (1789)
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 105
Eudicotiledôneas Núcleo
São dicotiledôneas com flores tetracíclicas (em geral : 4-5 sépalas, 
4-5 pétalas, 4-10 estames, 2-5 carpelos)
• família Aextoxicaceae Engl. & Gilg (1920)
família Berberidopsidaceae Takht. (1985)
família Dilleniaceae Salisb. (1807)
• ordem Gunnerales Takht. ex Reveal (1992)
família $Gunneraceae Meisn. (1842)
[+ família Myrothamnaceae Nied. (1891)]
• ordem Caryophyllales Perleb (1826)
família Achatocarpaceae Heimerl. (1934)
família Aizoaceae Martynov (1820)
família Amaranthaceae Juss. (1789)
família Ancistrocladaceae Planch. ex Walp. (1851)
família Asteropeiaceae (Szyszyl.) Takht. ex Reveal & Hoogland 
(1990)
família *Barbeuiaceae Nakai (1942)
família Basellaceae Raf. (1837)
família Cactaceae Juss. (1789)
família Caryophyllaceae Juss. (1789)
família Didiereaceae Radlk. (1896)
família Dioncophyllaceae Airy Shaw (1952)
família Droseraceae Salisb. (1808)
família Drosophyllaceae Chrtek, Slavíková & Studnicka (1989)
família Frankeniaceae Desv. (1817)
família *Gisekiaceae Nakai (1942)
família Halophytaceae A.Soriano (1984)
família Molluginaceae Bartl. (1825)
família Nepenthaceae Bercht.&J.Presl (1820)
família Nyctaginaceae Juss. (1789)
família Physenaceae Takht. (1985)
família Phytolaccaceae R.Br. (1818)
família Plumbaginaceae Juss. (1789)
família Polygonaceae Juss. (1789)
família Portulacaceae Juss. (1789)
família Rhabdodendraceae Prance (1968)
família Sarcobataceae Behnke (1997)
família Simmondsiaceae Tiegh. (1899)
UNIDADE 04106
família Stegnospermataceae Nakai (1942)
família Tamaricaceae Bercht. & J.Presl (1820)
• ordem Santalales Dumort. (1829)
família Olacaceae R.Br. (1818)
família Opiliaceae Valeton (1886)
família Loranthaceae Juss. (1808)
família Misodendraceae J.Agardh (1858)
família Santalaceae R.Br. (1810)
• ordem Saxifragales Dumort. (1829)
família Altingiaceae Horan. (1843)
família Aphanopetalaceae Doweld (2001)
família Cercidiphyllaceae Engl. (1907)
família Crassulaceae J.St.-Hil. (1805)
família Daphniphyllaceae Müll.-Arg. (1869)
família Grossulariaceae DC. (1805)
família $Haloragaceae R.Br. (1814)
[+ família Penthoraceae Rydb. ex Britt. (1901)]
[+ família Tetracarpaeaceae Nakai (1943)]
família Hamamelidaceae R.Br. (1818)
família $Iteaceae J.Agardh (1858)
[+ família Pterostemonaceae Small (1905)]
família Paeoniaceae Raf. (1815)
família Saxifragaceae Juss. (1789)
Rosídeas
Ordens e Famílias
• família Aphloiaceae Takht. (1985)
família *Geissolomataceae Endl. (1841)
família Ixerbaceae Griseb. (1854)
família Picramniaceae Fernando & Quinn (1995)
família *Strasburgeriaceae Soler. (1908)
família *Vitaceae Juss. (1789)
• ordem Crossosomatales Takht. ex. Reveal (1993)
família Crossosomataceae Engl. (1897)
família Stachyuraceae J.Agardh (1858)
família Staphyleaceae Martynov (1820)
• ordem Geraniales Dumort. (1829)
PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 107
UNIDADE 05
família Geraniaceae Juss. (1789)
[+ família Hypseocharitaceae Wedd. (1861)]
família Ledocarpaceae Meyen (1834)
família $Melianthaceae Bercht. & J.Presl (1820)
[+ família Francoaceae A.Juss. (1832)]
família Vivianiaceae Klotzsch (1836)
• ordem Myrtales Rchb. (1828)
família Alzateaceae S.A.Graham (1985)
família Combretaceae R.Br. (1810)
família Crypteroniaceae A.DC. (1868)
família Heteropyxidaceae Engl. & Gilg (1920)
família Lythraceae J.St.-Hil. (1805)
família $Melastomataceae Juss. (1789)
[+ família Memecylaceae DC. (1827)]
família Myrtaceae Juss. (1789)
família Oliniaceae Arn. (1839)
família Onagraceae Juss. (1789)
família Penaeaceae Sweet ex. Guill. (1828)
família Psiloxylaceae Croizat (1960)
família Rhynchocalycaceae L.A.S.Johnson & B.G.Briggs (1985)
família Vochysiaceae A.St.-Hil. (1820)
Eurosídeas I
• família §*Zygophyllaceae R.Br. (1814)
[+ família Krameriaceae Dumort. (1829)]
família Huaceae A.Chev. (1947)
• ordem Celastrales Baskerville (1839)
família $Celastraceae R.Br. (1814)
família Lepidobotryaceae J.Léonard (1950)
família Parnassiaceae Martynov (1820)
[+ família Lepuropetalaceae Nakai (1943)]
ordem Cucurbitales Dumort. (1829)
família Anisophylleaceae Ridl. (1922)
família Begoniaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família Coriariaceae DC. (1824)
família Corynocarpaceae Engl. (1897)
família Cucurbitaceae Juss. (1789)
família Datiscaceae Bercht. & J.Presl (1820)
108 UNIDADE 05
família Tetramelaceae Airy Shaw (1964)
• ordem Fabales Bromhead (1838)
família Fabaceae Lindl. (1836)
família Polygalaceae Hoffmanns. & Link (1809)
família Quillajaceae D.Don (1831)
família Surianaceae Arn. (1834)
• ordem Fagales Engl. (1892)
família Betulaceae Gray (1821)
família Casuarinaceae R.Br. (1814)
família Fagaceae Dumort. (1829)
família $Juglandaceae DC. ex. Perleb (1818)
[+ família Rhoipteleaceae Hand.-Mazz. (1932)]
família Myricaceae A.Rich. ex. Kunth (1817)
família Nothofagaceae Kuprian. (1962)
família Ticodendraceae Gómez-Laur. & L.D.Gómez (1991)
• ordem Malpighiales Mart. (1835)
família $Achariaceae Harms (1897)
família Balanopaceae Benth. & Hook.f. (1880)
família *Bonnetiaceae (Bartl.) L. Beauv. ex. Nakai (1948)
família Caryocaraceae Voigt (1845)
família $Chrysobalanaceae R.Br. (1818)
[+ família Dichapetalaceae Baill. (1886)]
[+ família Euphroniaceae Marc.-Berti (1989)]
[+ família Trigoniaceae Endl. (1841)]
família $Clusiaceae Lindl. (1836)
família *Ctenolophonaceae (H.Winkl.) Exell & Mendonça (1951)
família *Elatinaceae Dumort. (1829)
família $Euphorbiaceae Juss. (1789)
família Goupiaceae Miers (1862)
família Humiriaceae A.Juss. (1829)
família $Hypericaceae Juss. (1789)
família Irvingiaceae (Engl.) Exell & Mendonça (1951)
família *Ixonanthaceae Planch. ex. Miq. (1858)
família Lacistemataceae Mart. (1826)
família $Linaceae DC. ex. Perleb (1818)
família *Lophopyxidaceae (Engl.) H.Pfeiff. (1951)
família Malpighiaceae Juss. (1789)
família $Ochnaceae DC. (1811)
[+ família Medusagynaceae Engl. & Gilg (1924)]
109PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
[+ família Quiinaceae Choisy ex Engl. (1888)]
família Pandaceae Engl. & Gilg (1912-13)
família §Passifloraceae Juss. ex Roussel (1806)
[+ família Malesherbiaceae D.Don (1827)]
[+ família Turneraceae Kunth ex DC. (1828)]
família *Peridiscaceae Kuhlm. (1950)
família $Phyllanthaceae Martynov (1820)
família $Picrodendraceae Small (1917)
família*Podostemaceae Rich. ex. C. Agardh (1822)
família Putranjivaceae Endl. (1841)
família $Rhizophoraceae Pers. (1807)
[+ família Erythroxylaceae Kunth (1822)]
família $Salicaceae Mirb. (1815)
família Violaceae Batsch (1802)
• ordem Oxalidales Heintze (1927)
família $Brunelliaceae Engl. (1897)
família Cephalotaceae Dumort. (1829)
família Connaraceae R.Br. (1818)
família Cunoniaceae R.Br. (1814)
família $Elaeocarpaceae Juss. ex. DC. (1816)
família Oxalidaceae R.Br. (1818)
• ordem Rosales Perleb (1826)
família Barbeyaceae Rendle (1916)
família $Cannabaceae Martynov (1820)
família Dirachmaceae Hutch. (1959)
família Elaeagnaceae Juss. (1789)
família Moraceae Link (1831)
família Rhamnaceae Juss. (1789)
família Rosaceae Juss. (1789)
família Ulmaceae Mirb. (1815)
família $Urticaceae Juss. (1789)
Eurosídeas II
• família Tapisciaceae (Pax) Takht. (1987)
• ordem Brassicales Bromhead (1838)
família Akaniaceae Stapf (1912)
[+ família Bretschneideraceae Engl. & Gilg (1924)]
família Bataceae Perleb. (1838)
110 UNIDADE 05
família Brassicaceae Burnett (1835)
família Caricaceae Dumort. (1829)
família Emblingiaceae Airy Shaw (1964)
família Gyrostemonaceae Endl. (1841)
família Koeberliniaceae Engl. (1895)
família Limnanthaceae R.Br. (1833)
família Moringaceae Martynov (1820)
família Pentadiplandraceae Hutch. & Dalziel (1928)
família Resedaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família Salvadoraceae Lindl. (1836)
família Setchellanthaceae Iltis (1999)
família Tovariaceae Pax (1891)
família Tropaeolaceae Bercht. & J.Presl (1820)
• ordem Malvales Dumort.(1829)
família $Bixaceae Kunth (1822)
[+ família Diegodendraceae Capuron (1964)]
[+ família Cochlospermaceae Planch. (1847)]
família Cistaceae Juss. (1789), nom.cons.
família Dipterocarpaceae Blume (1825)
família Malvaceae Juss. (1789)
família Muntingiaceae C.Bayer, M.W.Chase & M.F.Fay (1998)
família Neuradaceae Link (1831)
família Sarcolaenaceae Caruel (1881)
família Sphaerosepalaceae (Warb.) Tiegh. ex Bullock (1959)
família $Thymelaeaceae Juss. (1789)
• ordem Sapindales Dumort. (1829)
família Anacardiaceae R.Br. (1818)
família Biebersteiniaceae Endl. (1841)
família Burseraceae Kunth (1824)
família Kirkiaceae (Engl.) Takht. (1967)
família Meliaceae Juss. (1789)
família $Nitrariaceae Bercht. & J.Presl (1820)
[+ família Peganaceae (Engl.) Tieghm. ex Takht. (1987)]
[+ família Tetradiclidaceae (Engl.) Takht. (1986)]
família Rutaceae Juss. (1789)
família Sapindaceae Juss. (1789)
família Simaroubaceae DC. (1811)
111PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Asterídeas
Ordens e Famílias
• ordem Cornales Dumort. (1829)
família Cornaceae Dumort. (1829)
[+ família Nyssaceae Juss. ex Dumort. (1829)]
família Curtisiaceae (Engl.) Takht. (1987)
família Grubbiaceae Endl. (1839)
família Hydrangeaceae Dumort. (1829)
família Hydrostachyaceae (Tul.) Engl. (1894)
família Loasaceae Juss. (1804)
• ordem Ericales Dumort. (1829)
família Actinidiaceae Gilg & Werderm. (1825)
família Balsaminaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família Clethraceae Klotzsch (1851)
família Cyrillaceae Endl. (1841)
família Diapensiaceae Lindl. (1836)
família $Ebenaceae Gürke (1891)
família Ericaceae Juss. (1789)
família Fouquieriaceae DC. (1828)
família Lecythidaceae A.Rich. (1825)
família Maesaceae (A.DC.) Anderb., B.Ståhl & Källersjö (2000)
família Marcgraviaceae Juss. ex DC. (1816)
família $Myrsinaceae R.Br. (1810)
família Pentaphylacaceae Engl. (1897)
[+ família Ternstroemiaceae Mirb.ex.DC. (1816)]
[+ família Sladeniaceae Airy Shaw (1964)]
família Polemoniaceae Juss. (1789)
família $Primulaceae Batsch ex Borkh. (1797)
família Roridulaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família Sapotaceae Juss. (1789), nom.cons.
família Sarraceniaceae Dumort. (1829)
família $Styracaceae DC. & Spreng. (1821)
família Symplocaceae Desf. (1820)
família $Tetrameristaceae Hutch. (1959)
[+ família Pellicieraceae (Triana & Planch.) L.Beauvis. ex Bullock 
(1959)]
família Theaceae Mirb. ex Ker Gawl. (1816)
família $Theophrastaceae Link (1829)
112 UNIDADE 05
Euasterídeas I
• família Boraginaceae Juss. (1789)
família §*Icacinaceae (Benth.)Miers (1851)
família *Oncothecaceae Kobuski ex Airy Shaw (1964)
família Vahliaceae Dandy (1959)
• ordem Garryales Lindl. (1846)
família Eucommiaceae Engl. (1909)
família $Garryaceae Lindl. (1834)
[+ família Aucubaceae J.Agardh (1858)]
• ordem Gentianales Lindl. (1833)
família Apocynaceae Juss. (1789)
família Gelsemiaceae (G.Don) Struwe & V.Albert (1995)
família Gentianaceae Juss. (1789)
família Loganiaceae R.Br. (1814)
família Rubiaceae Juss. (1789)
• ordem Lamiales Bromhead (1838)
família $Acanthaceae Juss. (1789)
família Bignoniaceae Juss. (1789)
família Byblidaceae (Engl. & Gilg) Domin (1922)
família Calceolariaceae (D.Don) Olmstead (2001)
família *Carlemanniaceae Airy Shaw (1964)
família Gesneriaceae Rich. & Juss. ex DC. (1816)
família Lamiaceae Martynov (1820)
família Lentibulariaceae Rich. (1808)
família *Martyniaceae Horan. (1847)
família Oleaceae Hoffmanns. & Link (1809)
família Orobanchaceae Vent. (1799)
família Paulowniaceae Nakai (1949)
família Pedaliaceae R.Br. (1810)
família $Phrymaceae Schauer (1847)
família $Plantaginaceae Juss. (1789)
família *Plocospermataceae Hutch. (1973)
família Schlegeliaceae (A.H.Gentry) Reveal (1996)
família $Scrophulariaceae Juss. (1789)
família Stilbaceae Kunth (1831)
família Tetrachondraceae Wettst. (1924)
113PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
família Verbenaceae J.St.-Hil. (1805)
• ordem Solanales Dumort. (1829)
família Convolvulaceae Juss. (1789)
família Hydroleaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família $Montiniaceae Nakai (1943)
família Solanaceae Juss. (1789)
família Sphenocleaceae (Lindl.) Baskerville (1839)
Euasterídeas II
• família Bruniaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família Columelliaceae D.Don (1828)
[+ família Desfontainiaceae Endl. (1841)]
família Eremosynaceae Dandy (1959)
família Escalloniaceae R.Br. ex Dumort. (1829)
família Paracryphiaceae Airy Shaw (1964)
família Polyosmaceae Blume (1851)
família Sphenostemonaceae P.Royen & Airy Shaw (1972)
família Tribelaceae Airy Shaw (1964)
• ordem Apiales Nakai (1930)
família Apiaceae Lindl. (1836)
família Araliaceae Juss. (1789)
família Aralidiaceae Philipson & B.C.Stone (1980)
família Griseliniaceae J.R.Forst. & G.Forst. ex A.Cunn. (1839)
família Mackinlayaceae Doweld (2001)
família Melanophyllaceae Takht. ex Airy Shaw (1972)
família Myodocarpaceae Doweld (2001)
família Pennantiaceae J.Agardh (1858)
família Pittosporaceae R.Br. (1814)
família Torricelliaceae Hu 1934)
• ordem Aquifoliales Senft (1856)
família Aquifoliaceae DC. ex A.Rich. (1828)
família Aquifoliaceae DC. ex A.Rich. (1828)
*§Cardiopteridaceae Blume (1847)
família Helwingiaceae Decne. (1836)
família Phyllonomaceae Small (1905)
família $Stemonuraceae (M.Roem.) Kårehed (2001)
• ordem Asterales Lindl. (1833)
família Alseuosmiaceae Airy Shaw (1964)
114 UNIDADE 05
família Argophyllaceae (Engl.) Takht.1987
família Asteraceae Martynov (1820)
família Calyceraceae R.Br. ex Rich. (1820)
família $Campanulaceae Juss. (1789)
[+ família Lobeliaceae Juss. ex Bonpl. (1813)]
família Goodeniaceae R.Br. (1810)
família Menyanthaceae Bercht. & J.Presl (1820)
família Pentaphragmataceae J.Agardh (1858)
família Phellinaceae (Loes.) Takht. (1967)
família $Rousseaceae DC. (1839)
família Stylidiaceae R.Br. (1810)
[+ família Donatiaceae B.Chandler (1911)]
• ordem Dipsacales Dumort. (1829)
família *Adoxaceae E.Mey. (1839)
família $Caprifoliaceae Juss. (1789)
[+ família Diervillaceae (Raf.) Pyck (1998)]
[+ família Dipsacaceae Juss. (1789)]
[+ família Linnaeaceae (Raf.) Backlund (1998)]
[+ família Morinaceae Raf. (1820)]
[+ família Valerianaceae Batsch (1802)]
Taxa com posições incertas (Eudicotiledôneas na maior parte)
• Aneulophus Benth.
• família Apodanthaceae van Tieghem ex Takhtajan in Takhtajan 
(1997) [trois genres]
• Bdallophyton Eichl.
• família Balanophoraceae Rich. (1822)
• Centroplacus Pierre
• Cynomorium L. [Cynomoriaceae Lindl. (1833)]
• Cytinus L. [Cytinaceae A.Rich. (1824)]
• Dipentodon Dunn [Dipentodontaceae Merr. (1941)]
• Gumillea Ruiz & Pav.
• Hoplestigma Pierre [Hoplestigmataceae Engl. & Gilg (1924)]
• Leptaulus Benth.
• Medusandra Brenan [Medusandraceae Brenan (1952)]
• Metteniusa H.Karst. [Metteniusaceae H.Karst. ex Schnizl. 
(1860-1870)]
115PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
• Mitrastema Makino [Mitrastemonaceae Makino (1911)]
• Pottingeria Prain [Pottingeriaceae (Engl.) Takht. (1987)]
• família Rafflesiaceae Dumort. (1829) [trois genres]
• Soyauxia Oliv.
• Trichostephanus Gilg
Sistemática Molecular APG III
O APG III é publicado em 2009 e traz novas mudanças, 
principalmente, nomenclaturais pois há a formação de um novo clado 
basal denominado magnolídes, e as eudicotiledôneas passaram a ter 
uma nova subdivisão, no caso as rosídeas passam a se subdividirem em 
fabídes e malvides, e as asterídes em lamiídes e campanulídes.
Quanto às mudanças de famílias, há uma grande novidade que 
é o desmembamento da família Capparaceae da família Brassicaceae, 
fusão essa, ocorrida no APG I.
O gênero Cleome pertencente às Capparaceae é elevado a família 
denominada de Cleomaceae, e a família Turneraceae incorpora a família 
Passifloraceae.
1. Observamos que se admite a origem das magnoliophyta a partir 
de um ancestral comum. Doyle e Donoghue em 1986, listaram nove 
autapomorfias obtendo assim, uma forte sustentação ao monofiletismo. 
Liste essas nove características.
2. No início doséculo XX, botânicos já estavam divididos entre duas 
hipóteses sobre qual seria a flor mais primitiva. Conceitue essas hipóteses.
3.Cite os caracteres que caracterizam as seis subclasses de 
Magnoliopsida.
4. Cite os caracteres que caracterizam as seis subclasses de LIliopsida.
5. Comente as principais modificações ocorridas entre o APG II e III em 
relação ao APG I.
APG. An ordinal classification for the families of flowering plants. 
Annals of the Missouri Botanical Garden 85: 531–553, 1998.
APG II. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification 
for the orders and families of flowering plants: APG II. Botanical 
Journal of the Linnean Society 141: 399–436, 2003.
APG III. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification 
for the orders and families of flowering plants: APG III. Botanical 
Journal of the Linnean Society 161: 105–121, 2009.
BARROSO, G.M.; PEIXOTO, A.L.; ICHASO, C.L.F.; GUIMARÃES, E.F.; 
COSTA, C.G., Sistemática de angiospermas do Brasil. Vols. 1, 1ª ed., 
Editora UFV, Viçosa. 1978
BARROSO, G.M.; PEIXOTO, A.L.; ICHASO, C.L.F.; GUIMARÃES, E.F.; 
COSTA, C.G. Sistemática de angiospermas do Brasil. Vols. 2, 1ª ed., 
Editora UFV, Viçosa. 1984
BARROSO, G.M.; PEIXOTO, A.L.; ICHASO, C.L.F.; GUIMARÃES, E.F.; 
COSTA, C.G. Sistemática de angiospermas do Brasil. Vols. 3. 1ª ed., 
Editora UFV, Viçosa. 1986.
CRONQUIST, A. 1981. An integrated system of classification of 
flowering plants. New York: Columbia University Press.
CRONQUIST, A. The evolution and classification of flowering plants. 
2ª ed. New York, The New York Botanical Garden. 1988.
JOLY, A. B. Botânica: introdução a taxonomia vegetal. São Paulo: 
Companhia Editora Nacional. 4ª ed, 1977.
JUDD, W.S., CAMPBELL, C.S. KELLOGG, E.A., STEVENS, P.F.; 
DONOGHUE, M.J. Plant systematics: a phylogenetic approach. Journal 
of Tropical Ecology, v. 11, p. 147-152 1999.
JUDD, W.S., CAMPBELL, C.S. KELLOGG, E.A., STEVENS, P.F.; 
DONOGHUE, M.J. Sistemática vegetal – Um enfoque filogenético. 3ª 
Ed., Porto Alegre: Artmed, 2009.
Manual de Herbário, Apostila de acompanhamento do Curso internacional 
de técnicas de herbário. Manaus, INPA/ KEW, 1998.
MORI, S.A.; SILVA, L.A.M.; LISBOA, G.; CORANDIN, L. Manual de 
manejo do herbário fanerogâmico. Ilhéus, Centro de Pesquisas do 
Cacau. 1989.
RADFORD, A.E.; DICKSON, W.C.; MASSEY, J.R.; BELL. C.R. Vascular 
plant systematics. New York, Happer and Row. 1974.
SIMPSON, G. G. Principles of animal taxonomy. New York: Columbia 
University Press, 1961.
Ocorrem em quase todas as latitudes e altitudes, com um 
domínio evidente no ambiente terrestre, exceto nas tundras e 
nas florestas de coníferas, podendo habitar o ambiente aquático, 
geralmente em águas continentais. Podem ser desde pequenas 
ervas com poucos milímetros (Lemnaceae), a grandes árvores com 
até 100m de altura (certas espécies de Eucalyptus L’Hér.). Suas 
estruturas reprodutivas estão reunidas na flor, estrutura exclusiva do 
grupo.
Consiste das subclasses Magnoliopsida (Dicotiledôneas) e 
Liliopsida (Monocotiledôneas).
120 UNIDADE 05

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