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UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
REVERTT HÜBNER NIZER
RODRIGO MENEGUELLO ALMEIDA
VINICIUS BRANDANI GODKE
TRATAMENTO TÉRMICOS 
Relatório apresentado ao Curso Engenharia Mecânica, da Universidade Tuiuti do Paraná, como requisito avaliativo do 2º bimestre da disciplina de Tecnologia dos Materiais 2019-2.
Prof. Orientador: Tiago José Antoszczyszyn
CURITIBA
2019
RESUMO
Os aços, dentre as ligas ferrosas, são os materiais mais comumente submetidos a tratamentos térmicos. O tratamento térmico é o conjunto de operações de aquecimento e resfriamento sob condições controladas de temperatura, tempo, atmosfera e velocidades de resfriamento, com o objetivo de alterar as propriedades mecânicas. Pretende-se mostrar os tratamentos térmicos de têmpera, revenimento e recozimento, os quais foram realizados no laboratório de materiais da Universidade Tuiuti do Paraná. Na tempera o aquecimento do aço ocorre acima da zona crítica (zona crítica – fase austenítica), seguido de resfriamento rápido, o qual torna o aço excessivamente rígido (pouca elasticidade) e frágil (pouca resistência ao choque) acumulando tensões internas. O revenimento (reaquecimento abaixo da zona crítica) busca aliviar as tensões internas, proporcionando um menor grau de rigidez e consequentemente um aumento da sua tenacidade. Por último, o recozimento, possibilita diminuir a dureza para melhorar a usinabilidade do aço e eliminar os efeitos de quaisquer tratamentos térmicos ou mecânicos a que o aço tiver sido anteriormente submetido. Os resultados obtidos em cada tratamento térmico foram satisfatórios, uma vez que foram analisados os corpos de prova pelo ensaio de dureza e comparados com o referencial teórico. 
Palavras-chaves: Tratamento Térmico. Têmpera. Revenimento. Recozimento.
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 - CURVA TTT	19
FIGURA 2 - RECOZIMENTO - CURVA TTT	21
FIGURA 3 - RECOZIMENTO PLENO	22
FIGURA 4 - RECOZIMENTO CICLÍCO	23
FIGURA 5 - RECOZIMENTO SUBCRÍTICO	24
FIGURA 6 - ESFEROIDIZAÇÃO	25
FIGURA 7 – FORNO MICROPROCESSADO	26
FIGURA 8 – EQUIPAMENTOS UTILIZADOS	27
FIGURA 9 – CORPO DE PROVA	28
FIGURA 10 - ENSAIO	30
FIGURA 11 - DIAGRAMA DE FASES FERRO CARBONO	31
FIGURA 12 – FORNO MICROPROCESSADO	35
FIGURA 13 - CORPO DE PROVA AÇO 1045 TEMPERADO	38
FIGURA 14 - CORPO DE PROVA NO FORNO	38
SUMÁRIO
1	INTRODUÇÃO	16
2	CONCEITOS TEÓRICOS	18
2.1	TRATAMENTO TÉRMICO DE TÊMPERA	18
2.1.1	Temperatura de aquecimento	19
2.1.2	Tempo de permanência	20
2.1.3	Resfriamento	20
2.2	TRATAMENTO TÉRMICO DE RECOZIMENTO	20
3	EQUIPAMENTO PARA TRATAMENTOS TÉRMICOS	26
4	TRATAMENTOS TÉRMICOS REALIZADOS em laboratório	29
4.1	EQUIPE DE TRABALHO 1 - TÊMPERA	29
5	TRATAMENTO TÉRMICO E REVENIMETO	31
5.1.1	Revenimento	33
5.1.2	Ductilidade	33
5.1.3	Tenacidade	34
5.1.4	Processo de Revenimento	34
6	EQUIPAMENTO PARA O TRATAMENTO TERMICO E REVENIMENTO	35
7	TRATAMENTOS TÉRMICOS REALIZADOS em laboratório	36
7.1	EQUIPE DE TRABALHO 1 - TÊMPERA	36
7.2	equipe de TRABALHO 3 - ENSAIO DE recozimento	37
8	CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 1	40
8.1	CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 1	40
9	CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 2	41
9.1	CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 2	41
10	CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 3	42
REFERÊNCIAS	43
Anexo A	44
APÊNDICE A – manual de operação e ensaio	45
APÊNDICE b – EDIÇÕES DO TRABALHO	46
	
	
	
INTRODUÇÃO
O laboratório de Materiais da Universidade Tuiuti do Paraná dá suporte as aulas práticas da disciplina de Tecnologia de Materiais do curso de graduação em Engenharia Mecânica. Através da realização de tratamentos térmicos, preparações, análises, produção de fibras, ensaios mecânicos destrutivos e não destrutivos, é proporcionado ao aluno a aplicação prática de conhecimentos teóricos adquiridos durante as aulas, melhorando o entendimento das relações entre as microestruturas e as propriedades mecânicas dos materiais.
O presente trabalho visa a realização de tratamentos térmicos através dos processos conhecidos como tempera, revenimento e recozimento. 
As ligas ferro – carbono, antes de serem utilizadas na forma de peças, são na maioria dos casos, principalmente quando aplicadas em construção mecânica, submetidas a tratamentos térmicos, visando modificar as propriedades das ligas, sobretudo as mecânicas, ou aliviar as tensões e reestabelecer a estrutura cristalina normal (Chiaverini, 1986).
Aplicando os processos de tratamento térmico, submete o aço a passar por várias fases, determinadas em sua exposição a temperatura por um período específico de tempo, alterando a organização e mudança de sua microestrutura. 
A Têmpera é um processo de tratamento térmico de aços para aumentar a dureza e a resistência dos mesmos. A têmpera tem duas etapas: aquecimento e esfriamento rápido. O aquecimento tem como objetivo obter a organização dos cristais do metal, numa fase chamada austenitização. O esfriamento brusco visa obter a estrutura martensita.
O revenimento é um processo feito após o endurecimento por têmpera. Peças que sofreram têmpera tendem a ser muito quebradiças. A fragilidade é causada pela presença da martensita. A fragilidade pode ser removida por este processo. O resultado do revenimento é uma combinação desejável de dureza, ductilidade, tenacidade, resistência e estabilidade estrutural. As propriedades resultantes do revenimento dependem do aço e da temperatura de tratamento do corpo de prova.
Já o processo de recozimento consiste em remover tensões (devidas, muitas vezes, ao processo de fundição ou ao de conformação mecânica, a quente ou a frio), diminuir a dureza, melhorar a ductilidade, ajustar o tamanho dos grãos, regularizar a estrutura bruta de fusão, obter estruturas favoráveis para submeter o metal a outros processos, eliminar os efeitos de quaisquer tratamentos mecânicos e térmicos anteriores (restituir características que foram alteradas), atenuar heterogeneidades ou, ainda, eliminar ou reduzir tensões internas.
CONCEITOS TEÓRICOS
	
	Tratamento térmico é o conjunto de operações de aquecimento e resfriamento a que são submetidos os aços, sob condições controladas de temperatura, tempo, atmosfera e velocidade de resfriamento, com o objetivo de alterar as suas propriedades ou conferir-lhes características determinadas. As propriedades dos aços dependem, em princípio, da sua estrutura. Os tratamentos modificam, em maior ou menor escala, a estrutura dos aços, resultado, em consequência na alteração mais ou menos pronunciada, de suas propriedades. (Chiaverini, 2003)
	Cada uma das estruturas obtidas apresentam seus característicos próprios, que se transferem ao aço, conforme a estrutura ou combinação de estrutura ou combinação de estruturas presentes. (Costa e Silva; Mei, 2010)
	
TRATAMENTO TÉRMICO DE TÊMPERA
Têmpera é um processo de tratamento térmico de aços para aumentar a dureza e a resistência dos mesmos. A têmpera tem duas etapas: aquecimento e esfriamento rápido. O aquecimento tem como objetivo obter a organização dos cristais do metal, numa fase chamada austenitização. O esfriamento brusco visa obter a estrutura martensita.
Os fenômenos que ocorrem com os aços, quando estes são esfriados a diferentes velocidades, são estudados através das curvas tempo-temperatura-transformação (Curvas TTT), nas quais a temperatura é locada como função do tempo necessário para se completar uma transformação de fase, as curvas são determinadas experimentalmente sob condições isotérmicas. A figura 1 mostra um exemplo de curva TTT para um aço eutetóide (CALLISTER, 2016).
	
FIGURA 1 - CURVA TTT 
FONTE: Internet
Temperatura de aquecimento
O aquecimento é geralmente realizado a uma temperatura acima da crítica, onde ocorre a completa austenitização do aço, ou seja, total dissolução do carboneto de ferro gama, essa austenitização é o ponto de partida para as transformações posteriores desejadas, as quais se processarão em função da velocidade de resfriamento adotada (CHIAVERINI, 2002).
A têmpera requer a transformação de fase cristalina, bastandopara tanto a análise da composição química do aço a ser tratado. A adição de elementos de liga modifica a posição das linhas de transformação do diagrama de equilíbrio (VALE, 2019).
Para aços comuns ao carbono, as temperaturas de têmpera, podem ser obtidas diretamente sobre o diagrama de equilíbrio Fe-C, aplicando-se a seguinte lógica (PASCOALI, 2019):
 Para aços hipoeutetóides deve-se somar 50 °C acima da linha A3 ();
 Para aços eutetóides deve-se somar 50 °C acima da linha A1 ();
 Para aços hipereutetóides deve-se somar 50 °C acima da linha A1 (+Fe3C), (PASCOALI, 2019).
Quanto mais alta essa temperatura, acima da zona crítica, maior segurança se tem da completa dissolução das fases no ferro gama; por outro lado, maior será o tamanho do grão da austenita (CHIAVERINI, 2002).
Tempo de permanência
A influência do tempo de permanência tem basicamente o mesmo efeito da temperatura de aquecimento. Quanto mais longo o tempo à temperatura considerada de austenitização, tanto mais completa a dissolução do carboneto de ferro ou outras fases presentes no ferro gama, ou elementos de liga, entretanto maior o tamanho de grão resultante (CHIAVERINI, 2002).
Resfriamento
A segunda etapa da têmpera é o resfriamento, o qual deve ser brusco, em óleo ou água. A rapidez do resfriamento é importante para impedir que o aço mude para fase diferente daquela que se obteve na temperatura de austenização (obter estrutura martensítica). Quase sempre, após a têmpera, a peça é submetida ao revenimento.
TRATAMENTO TÉRMICO DE RECOZIMENTO
	É o tratamento térmico realizado com o fim de alcançar um ou vários dos seguintes objetivos: remover tensões devidas aos tratamentos mecânicos a frio ou a quente, diminuir a dureza para melhorar a usinabilidade do aço, alterar as propriedades mecânicas como resistência, ductilidade etc., modificar os característicos elétricos e magnéticos, ajustar o tamanho de grão, regularizar a textura bruta de fusão, remover gases, produzir uma microestrutura definida, eliminar os efeitos de quaisquer tratamentos térmicos ou mecânicos a que o aço tiver sido anteriormente submetido (Chiaverini, 2002).
	O recozimento pode ser realizado de 4 maneiras:
2.2.1 Recozimento total ou pleno:
Basicamente consiste no aquecimento do aço até uma certa temperatura (dependendo do teor de carbono da liga), com a finalidade de atingir a fase de austenita. Esse processo ocorre durante o tempo necessário e suficiente para se ter solução do carbono ou dos elementos de liga no ferro gama (austenita), seguido de um resfriamento muito lento, realizado normalmente dentro do próprio forno, ou mediante o controle da velocidade de resfriamento do forno. Com o recozimento pleno obtemos a perlita grossa, a qual é uma microestrutura com grande grau de tenacidade e ductilidade. 
Abaixo temos uma figura representando a relação de tempo, temperatura e transformação para obter a perlita grossa. 
.
FIGURA 2 - RECOZIMENTO - CURVA TTT
FONTE: Chiaverini (2002)
A temperatura ideal para atingir a fase gama depende se o aço é eutetóide (0,76 %C), hipoeutetóide (<0,76 %C) ou hipereutetóide (>0,76%C). Para recozer aços hipoeutetóides deve-se aquecer a temperaturas acima da linha superior de transformação A3 (em torno de 50°C acima), de modo a obter-se a austenitização completa. Nos aços hipereutetóides, aquece-se acima da linha A1, não devendo ultrapassar a linha Acm. O recozimento total requer um tempo muito longo, devido a isso temos outros métodos de recozimento. 
FIGURA 3 - RECOZIMENTO PLENO
FONTE: Chiaverini (2002)
2.2.2 Recozimento isotérmico ou cíclico
Consiste no aquecimento do aço nas mesmas condições que para o recozimento total, seguindo de um resfriamento rápido até uma temperatura situada dentro da porção superior do diagrama de transformação isotérmico, onde o material é mantido durante o tempo necessário a se produzir a transformação completa (Chiaverini, 2002).
FIGURA 4 - RECOZIMENTO CICLÍCO
FONTE: Chiaverini (2002)
2.2.3 Recozimento para alívio de tensões ou subcrítico
Consiste no aquecimento do aço a temperaturas abaixo do limite inferior da zona crítica. O objetivo é aliviar as tensões originadas durante a solidificação ou produzidas em operações de transformação mecânica a frio. É aconselhável aquecimento lento até 500° C. Como se vê, o aquecimento é feito a uma temperatura inferior à da linha A1 (Chiaverini, 2002).
FIGURA 5 - RECOZIMENTO SUBCRÍTICO
FONTE: Chiaverini (2002)
2.2. 4 Esferoidização 
Tem por objetivo melhorar a usinabilidade a frio dos aços. O tratamento consiste num aquecimento e resfriamento subsequente em condições tais para produzir uma forma globular ou esferoidal de carboneto no aço (Chiaverini, 2002).
FIGURA 6 - ESFEROIDIZAÇÃO
FONTE: Chiaverini (2002)
EQUIPAMENTO PARA TRATAMENTOS TÉRMICOS
Para a execução do trabalho prático, foi utilizado o laboratório da Universidade Tuiuti do Paraná, sendo realizado o ensaio de tratamento térmico têmpera.
Os equipamentos disponíveis no laboratório da universidade são: 
Forno Quimis Mufla Microprocessado – Modelo Q318M24, Voltagem 220V, Frequência 50-60Hz e potência de 4000W .
Ferramenta Tenaz.
Óleo Castrol VR Multiflex SAE 20W50.
Pirômetro digital.
Vidro recipiente de 2 litros.
Luva térmica.
Corpos de prova: Aço SAE 1020
 Aço SAE 1045
FIGURA 7 – FORNO MICROPROCESSADO
Fonte: os próprios autores
O forno é feito com chapa de aço tratada, revestida com epóxi eletrostático, com isolação térmica, painel de comando e pirômetro lateral, resistência a fio, porta com contrapeso com abertura tipo bandeja, controlador eletrônico de temperatura.
FIGURA 8 – EQUIPAMENTOS UTILIZADOS
Fonte: os próprios autores
Foi utilizado uma bandeja para colocar um vidro de água e um vidro de óleo, também foi utilizado uma ferramenta tenaz tipo pinça para o manuseio dos corpos de provas, em conjunto com um par de luvas térmicas.
FIGURA 9 – CORPO DE PROVA
Fonte: os próprios autores
Corpo de prova utilizados: aço 1020 e aço 1040.
TRATAMENTOS TÉRMICOS REALIZADOS em laboratório
Os tratamentos térmicos foram realizados no Laboratório de Materiais do Núcleo de Engenharia Mecânica da Universidade Tuiuti do Paraná.
Foram realizados pelas equipes os tratamentos térmicos de têmpera. A manipulação das amostras se dava com o auxílio de pinça e luva térmica, favorecendo a segurança. As amostras eram pegas e posteriormente colocadas no meio específico que descreve o tratamento térmico a ser realizado.
No caso da têmpera, foram realizados resfriamento em água e óleo. A diferença entre eles se dá por sua viscosidade, sendo essa relacionada à velocidade de resfriamento. O óleo tem a maior viscosidade e a água, a menor. Líquidos mais viscosos têm um resfriamento um pouco mais lento que os não viscosos, o que reduz a dureza final do material. Portanto, os temperados em água têm uma dureza maior, ou seja, tem maior concentração de martensita, por outro lado, suas tensões internas são acentuadas, exigindo o revenimento para alívio de tensões.
EQUIPE DE TRABALHO 1 - TÊMPERA
 O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) por parte dos operadores deve ser de uso obrigatório, como prioritário na elaboração dos procedimentos e no dimensionamento dos custos de investimento para a realização de tratamentos térmicos. O operador pode, cotidianamente, estar sujeito a danos à sua integridade física devido ao risco de explosões, exposição a temperaturas elevadas, quedas ou outros erros no manuseio de peças, queimaduras, ruídos elevados, etc.
Desta forma, devem-se avaliar quais equipamentos deverão ser usados pelo operador para minimizar os danos à sua saúde. Alguns equipamentos de proteção individual comumente empregado são apresentados a seguir:
Luvas de amianto ou de couro
Avental e proteção para pernas e braços, ou macacões, em amianto ou couro 
Óculos de segurança ou máscara transparente (protegendotodo o rosto)
Sapatos ou botas de segurança (revestidas com biqueiras de aço)
Protetores auriculares
Máscaras com filtros de carvão ativado
Foi programado o forno para 900º, depois que o forno atingiu a temperada esperada então colocado o corpo de prova aço 1045 e aço 1020, por trinta minutos dentro do forno e então as amostras são retiradas e resfriadas bruscamente, sendo uma na água e outra no óleo.
FIGURA 10 - ENSAIO
Fonte: os próprios autores
TRATAMENTO TÉRMICO E REVENIMETO
Aplicado o processo de Têmpera onde o material está em sua forma de ferrita, ou ferro α, a partir de 912ºC ocorre uma mudança de fase para austenitata ỵ 
FIGURA 11 - DIAGRAMA DE FASES FERRO CARBONO
Fonte: Callister - Engenharia E Ciência Dos Materiais
Nesse ponto inicia o processo de resfriamento para obter as propriedades mecânicas desejadas no aço, tais como dureza, tenacidade e ductilidade, ocorrendo no mesmo o processo brusco da quebra microestrutural na velocidade da luz. 
Fonte: Callister - Engenharia E Ciência Dos Materiais
O rearranjo molecular ocorre de formas distintas, variando de acordo as condições de aquecimento e resfriamento dos corpos metálicos. Ao realizar o processo de têmpera, nota-se que em sua microestrutura um grande acumulo de tensão, entre os contornos de grãos e suas estruturas lamelares.
Fonte: Callister - Engenharia E Ciência Dos Materiais
Revenimento 
O Revenimento é necessário para atingir um percentual em cada propriedades mecânicas, as propriedades que se obtém mais demanda são a ductilidade e tenacidade ao corpo metálico. 
Essas propriedades mecânicas são adquiridas através do processe de revenimento, onde o corpo metálico é exposto a um gradiente de temperatura em função do tempo.
Fonte: Prof. André Paulo Tschiptschis
Ductilidade
A ductilidade é uma importante propriedade mecânica onde representa uma medida do grau de deformação plástica. Com ela e possível mensurar percentual de deformação plástica que o material pode sofrer até chegar a ruptura.
Em suma os matérias que suporte um percentual menor igual a 5% são matérias frágeis, e os matérias que suportam percentual maior igual a 5% são dúcteis. 
Tenacidade
A Tenacidade e uma propriedade mecânica que define o quanto de energia o material suporta ate o limite de ruptura, onde a medida é energia por unidade de volume. 
Processo de Revenimento
O Processo de revenimento a realizado através de aquecimento do corpo metálico acima dos 165ºC onde a austenita se torna martensita, e o resfriamento é controlado ou natural, iniciando um melhor arranjo dos contornos de grão entre as lamelas.
Fonte: Callister - Engenharia E Ciência Dos Materiais
	Essa reorganização da estrutura, tem a capacidade de dissipar a tensões internas no corpo metálico, proporcionando ao corpo metálico as propriedades mecânicas de ductilidade e tenacidade.
EQUIPAMENTO PARA O TRATAMENTO TERMICO E REVENIMENTO
Para a execução do trabalho prático, foi utilizado o laboratório da Universidade Tuiuti do Paraná, sendo realizado o ensaio de tratamento térmico têmpera e revenimento.
Os equipamentos disponíveis no laboratório da universidade são: 
Forno Quimis Mufla Microprocessado – Modelo Q318M24, Voltagem 220V, Frequência 50-60Hz e potência de 4000W .
Ferramenta Tenaz.
Óleo Castrol VR Multiflex SAE 20W50.
Pirômetro digital.
Vidro recipiente de 2 litros.
Luva térmica.
Corpos de prova: Aço SAE 1020
FIGURA 12 – FORNO MICROPROCESSADO
Fonte: os próprios autores
TRATAMENTOS TÉRMICOS REALIZADOS em laboratório
Os tratamentos térmicos foram realizados no Laboratório de Materiais do Núcleo de Engenharia Mecânica da Universidade Tuiuti do Paraná.
Foram realizados pelas equipes os tratamentos térmicos de têmpera. A manipulação das amostras se dava com o auxílio de pinça e luva térmica, favorecendo a segurança. As amostras eram pegas e posteriormente colocadas no meio específico que descreve o tratamento térmico a ser realizado.
No caso da têmpera, foram realizados resfriamento em água e óleo. A diferença entre eles se dá por sua viscosidade, sendo essa relacionada à velocidade de resfriamento. O óleo tem a maior viscosidade e a água, a menor. Líquidos mais viscosos têm um resfriamento um pouco mais lento que os não viscosos, o que reduz a dureza final do material. Portanto, os temperados em água têm uma dureza maior, ou seja, tem maior concentração de martensita, por outro lado, suas tensões internas são acentuadas, exigindo o revenimento para alívio de tensões.
EQUIPE DE TRABALHO 1 - TÊMPERA
 O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) por parte dos operadores deve ser de uso obrigatório, como prioritário na elaboração dos procedimentos e no dimensionamento dos custos de investimento para a realização de tratamentos térmicos. O operador pode, cotidianamente, estar sujeito a danos à sua integridade física devido ao risco de explosões, exposição a temperaturas elevadas, quedas ou outros erros no manuseio de peças, queimaduras, ruídos elevados, etc.
Desta forma, devem-se avaliar quais equipamentos deverão ser usados pelo operador para minimizar os danos à sua saúde. Alguns equipamentos de proteção individual comumente empregado são apresentados a seguir:
Luvas de amianto ou de couro
Avental e proteção para pernas e braços, ou macacões, em amianto ou couro 
Óculos de segurança ou máscara transparente (protegendo todo o rosto)
Sapatos ou botas de segurança (revestidas com biqueiras de aço)
Protetores auriculares
Máscaras com filtros de carvão ativado
Foi programado o forno para 900º, depois que o forno atingiu a temperada esperada então colocado o corpo de prova aço 1045 e aço 1020, por trinta minutos dentro do forno e então as amostras são retiradas e resfriadas bruscamente, sendo uma na água e outra no óleo.
equipe de TRABALHO 3 - ENSAIO DE recozimento
Como já descrito nos ensaios anteriores, o uso de equipamentos de proteção individual é indispensável, os equipamentos utilizados foram:
Luvas de amianto ou de couro
Avental e proteção para pernas e braços, ou macacões, em amianto ou couro 
Óculos de segurança ou máscara transparente (protegendo todo o rosto)
Sapatos ou botas de segurança (revestidas com biqueiras de aço)
Protetores auriculares
Máscaras com filtros de carvão ativado
O ensaio realizado pela equipe foi o de recozimento pleno, descrito no item 2.2.1. O corpo de prova utilizado, foi um aço 1045 temperado, o qual foi medido a sua dureza e o valor encontrado foi igual a 57 HRC.
FIGURA 13 - CORPO DE PROVA AÇO 1045 TEMPERADO
FONTE: Os próprios autores
Após realizar o ensaio de dureza, começou a preparação para o ensaio de recozimento, com isso, o forno foi ligado e preparado para trabalhar a 825°C, pois segundo Chiavelini, para aço 1045 o ideal é aquecer entre 802°C e 843 °c.
Após a temperatura se estabilizar em seu ponto ideal de trabalho, foi inserido o corpo de prova e deixado aquecer por, aproximadamente, 2 horas e 30 minutos, pois como se trata de um recozimento pleno, deve-se deixar o corpo de prova aquecer durante um longo período.
FIGURA 14 - CORPO DE PROVA NO FORNO
FONTE: Os próprios autores
Após atingir o tempo estabelecido, o forno foi desligado e o corpo de prova ficou dentro do mesmo para que pudesse resfriar junto com o forno, somente depois de 24 horas após o desligamento do forno a peça foi retirada e submetida a um novo ensaio de dureza, já que o objetivo do ensaio é diminuir a dureza do material. Assim pode ser realizado uma comparação entre o antes (aço 1045 temperado) e o depois (aço 1045 recozido) onde foi encontrado o valor de 10 a 15 HRC. 
Todas as equipes deverão adicionar um título com as anotações dos ensaios e testes realizados pela sua equipe no laboratório.
CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 1
Com o estudo proposto buscou-se o em uma mesma peça devido ao tratamento térmico, podem-se obter diversos níveis de resistência mecânica, dureza, ductilidade e tenacidade muito variados, permitindo, por exemplo, amolecero material para usinagem e posteriormente endurecê-lo para obter alta resistência. 
Com a realização de tratamento térmico é possível trabalhar com as propriedades dos materiais, ou seja, retirar tensões do material, aumentar ou diminuir dureza, aumentar a resistência mecânica, entre outras.
CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 1
O tratamento térmico consiste em aquecer o material a uma certa temperatura, sobre uma determinada velocidade, depois resfriar o metal, para que o mesmo apresente as características mecânica esperada.
CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 2
Através dos experimentos, desenvolvemos a noções de temperatura com o estudo proposto o aquecimento do aço 1020 a 912ºC, o comportamento do metal a aquecido acima de 912ºC em contato direto com a água e o óleo de têmpera.
Realizamos um teste básico de dureza com o teste de fagulha, no esmerilho e notamos leve diferença nas fagulhas. 
CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 2
Concluímos com o processo de tempera e revenimento, e possível se obter propriedades mecânicas especificas, tais como dureza, ductilidade e tenacidade. 
Porem para se atingir essas propriedades é necessário realizar procedimentos controlados, entre Aquecimento e resfriamento, envolvendo produtos químicos para acelerar ou retardar algumas fases processos.
 CONCLUSÕES EQUIPE DE TRABALHO 3
Aplicando a teoria com o experimento realizado, o recozimento teve um resultado satisfatório, pois após o corpo de prova aquecer a 825°C durante 2 horas e 30 minutos e o resfriamento de 24 horas com o forno desligado, pode-se reduzir a dureza e aliviar as tensões do material. A dureza do aço 1045 temperado encontrado pelo ensaio Rockwell foi de 55-60 HRC para 10-15 HRC, ou seja, é possível realizar o recozimento para reduzir as durezas dos aços em geral, fazendo com que os mesmos retornem o mais próximo possível do de sua microestrutura original. 
Equipe 3, equipe 4... cada equipe sua conclusão
REFERÊNCIAS
CALLISTER JUNIOR, William D. Fundamentos da Ciência e Engenharia de Materiais: Uma abordagem integrada. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
CHIAVERINI, Vicente. Aços e ferros fundidos: características gerais, tratamentos térmicos, principais tipos. 7 ed. São Paulo: Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais, 2002.
FERRARESI, Prof. Valtair Antonio, Tratamentos Térmicos De Metais De Base E Juntas Soldadas, Universidade Federal de Uberlândia. 
MECÂNICA Tratamentos Térmicos, CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção, SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão), SENAI - ES, 1997
Disponível em < http://www.protolab.com.br/TratamentosTermicos.pdf>, Acesso em: 10 de outubro de 2019.
PASCOALI, Suzy. Tecnologia dos Materiais. Disponível em: <https://wiki.ifsc.edu.br/mediawiki/images/a/a1/Aru_suzy_apostila_tecnologia_dos_materiais.pdf>. Acesso em : 09 Mar. 2019.
VALE, Alan Rafael Menezes do. Tratamentos Térmicos. Disponível em: <https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ctism/cte/wp-content/uploads/sites/413/2018/12/09_tratamento_termico.pdf>. Acesso em: 09 Mar. 2019.
Anexo A
Anexo é um texto ou material ilustrativo e complementar não elaborado pelo autor. São anexos também os trabalhos do próprio autor, porém não realizados especificamente para o trabalho atual.
Tanto os apêndices quanto os anexos são materiais complementares com o objetivo de esclarecer, ilustrar, completar ou aperfeiçoar o trabalho, também com fins de ornamento. Pelo fato de serem complementos, têm função de acessório e, portanto, não devem fazer falta ao trabalho, no caso de serem removidos.
APÊNDICE A – manual de operação e ensaio
Apêndice é um texto ou documento elaborado pelo próprio autor durante a execução do trabalho atual, a fim de complementar e esclarecer aspectos e procedimentos da pesquisa.
Adicionar Manual/Procedimento Padrão do ensaio e operação dos equipamentos.
APÊNDICE b – EDIÇÕES DO TRABALHO
1ª equipe de trabalho: 
Equipe de trabalho: adicionar nomes dos alunos da equipe em ordem alfabética...
Felipe Rafael Sumback de Matos
Gustavo Lacerda Rodacoski
Suellen Borges da Costa
Data do ensaio da equipe: 12/08/2019
2ª equipe de trabalho: 
Equipe de trabalho: adicionar nomes dos alunos da equipe em ordem alfabética...
LUIS ALFREDO SIMÃO ZANCISKOSKI
MARCELO TEDESCO DE BRITO
RODRIGO RODRIGUES DOS SANTOS
Data do ensaio da equipe: 01/09/2019
3ª equipe de trabalho: 
Equipe de trabalho: adicionar nomes dos alunos da equipe em ordem alfabética...
REVERTT HÜBNER NIZER
RODRIGO MENEGUELLO ALMEIDA
VINICIUS BRANDANI GODKE
Data do ensaio da equipe: 10/10/2019
4ª equipe de trabalho: 
Equipe de trabalho: adicionar nomes dos alunos da equipe em ordem alfabética...
Aluno A...
Aluno B...
Aluno ...
Aluno ...
Aluno ...
Data do ensaio da equipe: xx/xx/2017
5ª equipe de trabalho: 
Equipe de trabalho: adicionar nomes dos alunos da equipe em ordem alfabética...
Aluno A...
Aluno B...
Aluno ...
Aluno ...
Aluno ...
Data do ensaio da equipe: xx/xx/2017
6ª equipe de trabalho: 
Equipe de trabalho: adicionar nomes dos alunos da equipe em ordem alfabética...
Aluno A...
Aluno B...
Aluno ...
Aluno ...
Aluno ...
Data do ensaio da equipe: xx/xx/2017
7ª equipe de trabalho: 
Equipe de trabalho: adicionar nomes dos alunos da equipe em ordem alfabética...
Aluno A...
Aluno B...
Aluno ...
Aluno ...
Aluno ...
Data do ensaio da equipe: xx/xx/2017

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