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NEMATÓDEOS By Francisco Michael HELMINTOLOGIA: é ramo da zoologia que estuda os vermes em geral, entre eles os principais filos de helmintos de importância veterinária: nematelmintos (nematódeos), platelmintos (trematódeos e cestódeos). INTRODUÇÃO: são vermes de corpo cilíndrico e alongado, com aspecto filiforme em sua maioria, ou fusiforme, simetria bilateral. Possuem corpo não segmentado revestido por uma cutícula resistente e quitinosa, sistema digestivo completo, são animais dioicos, ou seja, possuem sexos diferentes macho e fêmea bem distintos, dimorfismo sexual. SISTEMÁTICA Reino: Animalia Sub-reino: Metazoa Filo: Nemathelminthes Classe: Nematoda Ordem: Strongylida Superfamília: Trichostrongyloidea Strongyloidea Gêneros: Trichostrongylus, Haemonchus, Ostertagia Oesophagostomum Cooperia, Hyostrongylus, Nematodirus ► As espécies pertencentes as essas superfamílias acometem o sistema gastrointestinal dos animais de produção, provocando parasitoses de grande importância veterinária e consequentemente grandes perdas na produção mundial. IMPORTÂNCIA DOS NEMATÓDEOS Causam parasitoses que provocam grandes prejuízos aos produtores como: ► Atraso no desenvolvimento do animal. ► Diminuição da produção animal como leite, carne, lã, etc. ► Animais ficam debilitados devido a carga parasitária elevada. ► Maior susceptibilidade as infecções secundárias. ► Resistência dos parasitas aos anti-helmínticos. ► Mortalidade dos animais. EPIDEMIOLOGIA ► Apresentam distribuição mundial. ► Hipobiose: é o estado manifestado pelas larvas dos parasitas que diminuem ou interrompem o seu desenvolvimento no organismo de seu hospedeiro, a fim de assegurar a sobrevivência dessas larvas. Ocorre principalmente, devido à necessidade e evitar condições climáticas adversas e os fatores de resistência apresentados pelo animal parasitado. ► Periparto: é período que é definido como desde o último mês de gravidez até cinco meses após o parto, é favorável para um maior desenvolvimento de parasitas. ► Temperatura: esse fator pode influenciar no desenvolvimento dos parasitas. ► Precipitação pluviométrica: em períodos chuvosos ocorrem uma maior incidência de larvas. A taxa de infecção durante o período chuvoso tende a ser elevada com 90 a 95% das larvas no pasto onde a aplicação de vermífugo tem pouco efeito. No período seco 5 a 10% das larvas no pasto, a aplicação de vermífugo é recomendável. ► Solo: quanto maior o número de animais por hectare de pastagem, maior a probabilidade de ocorrerem às infecções parasitárias. ► Tipo e manejo de pastagem: um controle sobre a altura das pastagens (rebaixando as gramíneas) permite-se que os raios solares atinjam a base das plantas provocando o ressecamento dos ovos que acabam tornando-se inviáveis. ► Espécie: bovinos e ovinos podem ter várias espécies de parasitas ao mesmo tempo. ► Raça: certas raças podem ser mais resistentes a infestações parasitárias do que outras. Bos indicus parecem ser mais resistentes do que Bos taurus. ► Idade: animais jovens são mais susceptíveis a infestações parasitárias, enquanto os adultos tendem a adquirir uma certa imunidade. ► Estado fisiológico e nutricional: animais bem nutridos apresentam melhor resposta imunológica ao combate de parasitas. ► Manejo dos animais: as vermifugações devem ser feitas nos meses de seca porque as larvas têm decréscimo de crescimento, já que o capim está mais baixo e os raios atingem as larvas matando-as e também porque não há chuva suficiente para disseminar os ovos. ► Gêneros de nematódeos gastrointestinais encontrados em ovinos no estado do Piauí: Haemonchus, Trichostrongylus, Cooperia, Oesophagostomum, Bunostomum e Strongyloides. BIOLOGIA/ LOCALIZAÇÃO NEMATÓDEO LOCALIZAÇÃO NO HOSPEDEIRO Haemonchus spp. ABOMASO Ostertagia spp. Trichostrongylus axei Hyostrongylus rubidus ESTÔMAGO Trichostrongylus spp. INTESTINO DELGADO Cooperia spp. Nematodirus spp. Oesophagostomum spp. INTESTINO GROSSO CICLO GERAL DA SUPERFAMÍLIA TRICHOSTRONGYLOIDEA ► Os ovos são eliminados no ambiente junto com as fezes do hospedeiro e ao caírem no meio ambiente ocorre a formação da larva L1 no interior dos ovos. Em condições favoráveis nas pastagens (temperatura e umidade) L1 se desenvolve, eclode e passa a se alimentar de organismos em decomposição (bactérias) mudando para a forma L2 que também se alimenta de bactérias e depois muda para L3. Esta é a forma infectante e ativa, não se alimenta (pois apresenta uma capa protetora impermeável decorrente da retenção da cutícula da L2), abandona o bolo fecal em direção as gramíneas. L3 é ingerida junto com as gramíneas pelo hospedeiro definitivo. No rúmen, estômago, abomaso ou intestino delgado do HD (dependendo da espécie de parasita) as larvas perdem a bainha e se dirige ao local de ação (abomaso, estômago, intestino delgado ou intestino grosso) onde L3, se desenvolve para L4 e L5 e tornando-se adultos, fixando-se no local onde então é feita a postura. OBS: As larvas migram verticalmente para a ponta do capim quando há umidade suficiente, mas os raios ultravioletas e a falta de umidade podem matar as larvas e por isso nas horas mais quentes elas descem para se proteger. BIOLOGIA/DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS ► Quantidade de parasitas: uma alta carga parasitária predispõe o animal ao desenvolvimento de infecções secundárias. ► Localização no hospedeiro. ► Tipo de injuria que causam: podem causar diversas alterações patológicas em seus sítios de atuação (local onde se desenvolvem). ► Imunidade do animal: animais acometidos com carga parasitária alta tendem a ficar com estado de imunossupressão, tornando-se predispostos a infecções secundárias. ► Infecções mistas: infecções associadas com outros parasitas. HAEMONCOSE ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIRO Haemonchus contortus Ovinos & Caprinos Haemonchus placei Caprinos Haemonchus similis Ruminantes LOCALIZAÇÃO: Abomaso CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► É um parasita bem maior em relação a outros membros da família. ► Machos medem de 0,1 a 1,2 cm e fêmeas de 1,8 a 3,0 cm. ► Possuem capsula bucal pequena, constituída de um fino dente ou lanceta. ► Apresentam asas cervicais. ► Machos apresentam bolsa copuladora, presença de gubernáculo. ► São hematófagos (0,05ml de sangue/helminto/dia). TRANSMISSÃO: via oral TIPO DE CICLO: monoxeno e direto CICLO BIOLÓGICO DO HAEMONCHUS OVOS ELIMINADOS NO AMBIENTE JUNTO COM AS FEZES DO HOSPEDEIRO FORMAÇÃO DA L1 NO INTERIOR DOS OVOS L3 É INFECTANTE E ATIVA, ABANDONA O BOLO FECAL EM DIREÇÃO AS GRAMÍNEAS L2 SE ALIMENTA DE BACTÉRIAS E MUDA PARA L3 L1 ECLODE, PASSA A SE ALIMENTAR DE BACTÉRIAS, MUDANDO PARA L2 ABOMASO L3 - L4 - L5 L3 É INGERIDA JUNTO COM AS GRAMÍNEAS ADULTOS NA LUZ DO ABOMASO P.P.P – 3 A 4 SEMANAS OCORRE A PERDA DA BAINHA NO RÚMEM Fase ambiental Fase parasitária ► O ciclo é direto e influenciado pelo ambiente. ► As larvas podem durar semanas ou meses no ambiente. ► A larva faz sua muda no interior da mucosa do abomaso até chegar na forma L4. ► Os parasitas adultos vão à luz do órgão para a cópula e postura. ► As fêmeas eliminam cerca de 15.000 ovos/dia. FATORES DE INFLUÊNCIA NO CICLO: ► Condições climáticas ► Chuva � Precipitação ► Umidade � 60% ► Temperatura ideal � 18 – 28ºC PATOGÊNIA: anemia grave devido a espoliação sanguínea provocadapelos parasitas e ao consumo de sangue; diminuição do hematócrito; hipoalbuminemia; perda de Fe (com esse esgotamento das reservas de ferro, não há mais hematopoiese); hipoproteinemia � aumento da permeabilidade vascular � edema. SINTOMATOLOGIA: caracterizada por 3 fases. ► Haemoncose hiperaguda: é uma fase pouco comum nos animais, ocorrendo naqueles com repentinas infecções intensas. Caracteriza-se por apresentar anemia, fezes de cor escura, gastrite hemorrágica intensa, podendo levar o animal a morte súbita devido a intensa perda de sangue. ► Haemoncose aguda: acomete principalmente animais jovens com infecções intensas, caracteriza-se por apresentar anemia com resposta eritropoiética da medula óssea acompanhada de hipoproteinemia e edema. ► Haemoncose crônica: é de grande importância econômica, pois é a fase mais comum nos animais. Caracterizada por uma infecção crônica com baixa carga parasitária, onde possui uma alta taxa de morbidade, porem uma baixa taxa de mortalidade. A anemia e a hipoproteinemia podem ser graves dependendo da capacidade eritropoiética do animal e de suas reservas metabólicas nutricionais. OBS: o animal pode apresentar mucosas e pele pálidas, hidrotórax, ascite e caquexia. OSTERTAGIOSE ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIRO Ostertagia ostertagi Bovinos Ostertagia circumcicta Ovinos & Caprinos Ostertagia trifurcata Ovinos & Caprinos Ostertagia lyrata Bovinos Ostertagia kolchida Bovinos Ostertagia leptospicularis Bovinos, Ovinos & Caprinos LOCALIZAÇÃO: Abomaso CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA ► São parasitas de tamanho pequeno ► Machos medem de 0,6 a 0,9 cm e fêmeas de 0,8 a 1,2 cm. ► Presença de papilas cervicais. ► Extremidade anterior afilada e presença de gubernáculo. ► Os machos apresentam bolsa copuladora bem desenvolvida, contendo espículos. ► Há diferenciação das espécies em relação as características dos espículos (iguais, curtos, bifurcados ou trifurcados). TRANSMISSÃO: via oral TIPO DE CICLO: monoxeno e direto CICLO BIOLÓGICO DA OSTERTAGIA FORMAÇÃO DA L1 NO INTERIOR DOS OVOS L3 É INGERIDA JUNTO COM AS GRAMÍNEAS OVOS ELIMINADOS NO AMBIENTE JUNTO COM AS FEZES DO HOSPEDEIRO L1 ECLODE, PASSA A SE ALIMENTAR DE BACTÉRIAS, MUDANDO PARA L2 L2 SE ALIMENTA DE BACTÉRIAS E MUDA PARA L3 L3 É INFECTANTE E ATIVA, ABANDONA O BOLO FECAL EM DIREÇÃO AS GRAMÍNEAS OCORRE A PERDA DA BAINHA NO RÚMEM ABOMASO L3 - L4 - L5 ADULTOS NA LUZ DO ABOMASO P.P.P – 3 SEMANAS PATOGÊNIA: formas adultas � mucosa do estomago. Estágios larvais � glândulas gástricas. L3 penetram nessas glândulas causando uma lesão em forma de nódulo, em casos de infecções maciças esses nódulos fundem-se com as pregas abomasais, podendo provocar necrose e perda da superfície. ►Infecções maciças: 40.000 ou mais vermes adultos provocam a destruição das glândulas � perda da função � reduzem a produção de ácido clorídrico � tornando o pH alcalino � favorecendo o crescimento de bactérias. ► Destruição das células secretoras de pepsinogênio. ► Pepsinogênio + HCL = Pepsina � Digestão proteica. ► Há também uma linfoadenomegalia regional (linfonodos mesentéricos) e uma hipoalbuminemia. SINTOMATOLOGIA: ►Doença Tipo I: é observada no primeiro período de pastejo, com larvas no interior nas glândulas gástricas levando ao desenvolvimento de nódulos, apresentando sinais clínicos como diarreia, anorexia e diminuição do ganho de peso. ►Doença Tipo II: é observada após o primeiro período de pastejo, onde ocorre o rompimento dos nódulos, clinicamente é semelhante ao tipo I. ► Hipoalbuminemia levando ao desenvolvimento de edema mandibular nos animais e também diarreia aquosa. ► Pode ser observada em bezerros durante seu primeiro pastejo com os seguintes sinais clínicos: diarreia aquosa, anorexia, pelos arrepiados e opacos, anemia (moderada), edema submandibular, perda de peso (até 20% em 7 – 10 dias). ► No exame pós-morte é notado um odor fétido e prurido de conteúdo abomasal em virtude do acumulo de bactérias e do pH alto. HIOSTRONGILOSE ESPÉCIE PARASITÁRIA HOSPEDEIRO Hyostrongylus rubidus Suínos LOCALIZAÇÃO: Estômago CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► São parasitas avermelhados e finos. ► Parasitas de tamanho pequeno, machos medindo de 5 a 7 mm e fêmeas de 6 a 10 mm. ► Presença de cutículas com estrias transversais e longitudinais. ► Extremidade anterior afilada. ► Esôfago alongado. ► Os machos apresentam bolsa copuladora bem desenvolvida, contendo espículos iguais, curtos e gubernáculo em forma de agulha. ► Papilas pré-bursais. TRANSMISSÃO: via oral TIPO DE CICLO: monoxeno e direto CICLO BIOLÓGICO DO HYOSTRONGYLUS PATOGÊNIA: as larvas L3 penetram nas glândulas gástricas, provocando a formação de nódulos; em caso de infestações intensas ocorre o aumento do pH provocando a formação de muco e consequentemente uma gastrite catarral, podendo ocorrer ulcerações e hemorragias presentes nas lesões nodulares. Há também inapetência e taxa de conversão alimentar insuficiente. SINTOMATOLOGIA: ► Infecções leves, que geralmente são assintomáticas, quando há infecções intensas o animal apresenta os sinais clínicos: inapetência, vômito, anemia, perda de peso, e poderá ou não apresentar diarreia. FORMAÇÃO DA L1 NO INTERIOR DOS OVOS L3 É INGERIDA JUNTO COM AS GRAMÍNEAS OVOS ELIMINADOS NO AMBIENTE JUNTO COM AS FEZES DO HOSPEDEIRO L1 ECLODE, PASSA A SE ALIMENTAR DE BACTÉRIAS E MUDA PARA L2 L2 SE ALIMENTA DE BACTÉRIAS E MUDA PARA L3 L3 É INFECTANTE, E ATIVA, ABANDONA O BOLO FECAL EM DIREÇÃO AS GRAMÍNEAS OCORRE A PERDA DA BAINHA NO ESTÔMAGO ESTÔMAGO L3 - L4 - L5 ADULTOS NA LUZ DO ESTÔMAGO P.P.P – 3 SEMANAS TRICHOSTRONGILOSE ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIRO Trichostrongylus axei Ruminantes Trichostrongylus colubriformis Ruminantes Trichostrongylus vitrinus Ovinos Trichostrongylus capricola Caprinos LOCALIZAÇÃO: Abomaso (Trichostrongylus axei) e intestino delgado (Trichostrongylus colubriformis, Trichostrongylus vitrinus e Trichostrongylus capricola) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Parasitas de tamanho pequeno. ► Parasitas adultos medem até 7 mm de comprimento. ► Não apresentam capsula bucal aparente ► Sem papilas cervicais ► Machos com espículos espessos ► A espécie T. axei apresenta espículos de tamanhos diferentes. ► A fêmea possui cauda que afina abruptamente, sem apêndice vulvar. ► Sulco excretor na região esofágica (função basicamente taxonômica). TRANSMISSÃO: via oral CICLO BIOLÓGICO DO TRICHOSTRONGYLUS PATOGÊNIA: os parasitas migram para o interior da mucosa, provocando hiperemia levando a hemorragias e edemas consideráveis, enterite (principalmente no duodeno), em infecções intensas leva ao quadro de diarreia com redução de peso no animal. OBS: pela espécie Trichostrongylus axei, estes penetram entre as glândulas gástricas e na necropsia são observadas placas salientes no abomaso. SINTOMATOLOGIA: perda rápida de peso, diarreia, inapetência, baixos índices de crescimento. FORMAÇÃO DA L1 NO INTERIOR DOS OVOS L3 É INGERIDA JUNTO COM AS GRAMÍNEAS OVOS ELIMINADOS NO AMBIENTE JUNTO COM AS FEZES DO HOSPEDEIRO L1 ECLODE, PASSA A SE ALIMENTAR DE BACTÉRIASE MUDA PARA L2 L2 SE ALIMENTA DE BACTÉRIAS E MUDA PARA L3 L3 É INFECTANTE E ATIVA, ABANDONA O BOLO FECAL EM DIREÇÃO AS GRAMÍNEAS OCORRE A PERDA DA BAINHA NO RÚMEM ABOMASO L3 - L4 - L5 ADULTOS NA LUZ DO ABOMASO P.P.P – 3 SEMANAS INTESTINO DELGADO L3 - L4 - L5 (ADULTO) ADULTOS NA LUZ DO INTESTINO DELGADO OUTRAS ESPÉCIES QUE PARASITAM RUMINANTES T. axei COOPERIOSE ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIRO Cooperia punctata Bovinos Cooperia curticei Ovinos & Caprinos Cooperia pectinata Bovinos LOCALIZAÇÃO: Intestino delgado CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Parasitas com comprimento corporal variando de 4,5 a 10 mm. ►Vesícula cefálica proeminente. ► Extremidade anterior afilada. ► Esôfago alongado. ► Gubernáculo ausente (estrutura de importância reprodutiva que direciona os espículos durante a cópula). TRANSMISSÃO: via oral TIPO DE CICLO: monoxeno e direto CICLO BIOLÓGICO DA COOPERIA PATOGENIA: FORMAÇÃO DA L1 NO INTERIOR DOS OVOS L3 É INGERIDA JUNTO COM AS GRAMÍNEAS OVOS ELIMINADOS NO AMBIENTE JUNTO COM AS FEZES DO HOSPEDEIRO L1 ECLODE, PASSA A SE ALIMENTAR DE BACTÉRIAS E MUDA PARA L2 L2 SE ALIMENTA DE BACTÉRIAS E MUDA PARA L3 L3 É INFECTANTE, E ATIVA, ABANDONA O BOLO FECAL EM DIREÇÃO AS GRAMÍNEAS OCORRE A PERDA DA BAINHA NO ABOMASO INTESTINO DELGADO – MIGRAÇÃO PELO EPITÉLIO (L3 - L4 - L5) ADULTOS NA LUZ DO INTESTINO DELGADO P.P.P – 3 SEMANAS PATOGÊNIA: os parasitas se emaranham em torno das vilosidades causando atrofia das mesmas e compressão do epitélio. Infecções pesadas em bovinos produzem inflamação da mucosa do jejuno com fragmentação do epitélio e produção de exsudado catarral. Em infecções intensas, há diminuição na ingestão de água e alimentos, podendo ocorrer diarreia. SINTOMATOLOGIA: diarreia e anorexia, podendo evoluir para desidratação. Processo de inflação catarral com formação de exsudado e espessamento da parede do intestino. Os parasitas são encontrados em contato com a superfície da mucosa. NEMATODIROSE ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIRO Nematodirus battus Ovinos, Caprinos, Bezerros (ocasionalmente) Nematodirus filicollis Ovinos & Caprinos Nematodirus spathiger Ovinos, Caprinos, Bezerros (ocasionalmente) Nematodirus helvetianus Bovinos Nematodirus abnormalis Ovinos & Caprinos Nematodirus oiratianus Ovinos & Caprinos LOCALIZAÇÃO: Intestino delgado CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Parasitas adultos são finos. ► Parasitas com 2 cm de comprimento. ► Ficam enovelados no intestino. ►Vesícula cefálica pequena, estrias transversais. ► Machos com bolsa copulatória, espículos longos e finos, com pontas fundidas. ► Fêmeas apresentam uma cauda curta com um espinho. TRANSMISSÃO: via oral TIPO DE CICLO: monoxeno e direto CICLO BIOLÓGICO DO NEMATODIRUS PATOGÊNIA: os parasitas se localizam entre as vilosidades desencadeando uma reação inflamatória levando aos processos de erosão, enterite catarral, atrofia das vilosidades. SINTOMATOLOGIA: inapetência, perda de peso, diarréia, desidratação em animais jovens. OESOFAGOSTOMÍASE ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIRO Oesophagostomum venulosum Ovinos & Caprinos Oesophagostomum radiatum Bovinos & Bubalinos Oesophagostomum dentatum Suínos LOCALIZAÇÃO: Intestino grosso CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► São vermes brancos, com 1 a 2 cm de comprimento. ► Extremidade anterior afilada. ► Capsula bucal pequena. ► Vesícula cefálica ao redor da capsula bucal ► Vesícula cervical logo em seguida à vesícula cefálica. TRANSMISSÃO: via oral TIPO DE CICLO: monoxeno e direto CICLO BIOLÓGICO DO OESOPHAGOSTOMUM PATOGENIA: PATOGÊNIA: há formação de nódulos contendo larvas L4 até 2 cm, provocando ulceração da mucosa, grave enterite, hipoalbuminemia e anemia. Os nódulos inutilizam a pele do intestino para processamento de embutidos e fabricação de categut. OBS: vermes adultos são poucos patogênicos. SINTOMATOLOGIA: grave diarreia verde-escura com perda de peso (sinais característicos de infecção aguda). Ocorre inapetência e o emagrecimento progressivo com diarreia intermitente e anemia. DIAGNOSTICO DAS NEMATODIOSES DE RUMINANTES ► Exames de fezes � Técnica de Gordon & Whitlok ou técnica de Macmaster – contagem de ovos – OPG. ► Coprocultura ou Técnica de Roberts e Sullivan ► Diagnóstico post-mortem FORMAÇÃO DA L1 NO INTERIOR DOS OVOS L3 É INGERIDA JUNTO COM AS GRAMÍNEAS OVOS ELIMINADOS NO AMBIENTE JUNTO COM AS FEZES DO HOSPEDEIRO L1 ECLODE, PASSA A SE ALIMENTAR DE BACTÉRIAS E MUDA PARA L2 L2 SE ALIMENTA DE BACTÉRIAS E MUDA PARA L3 L3 É INFECTANTE, E ATIVA, ABANDONA O BOLO FECAL EM DIREÇÃO AS GRAMÍNEAS OCORRE A PERDA DA BAINHA NO INTESTINO DELGADO INTESTINO GROSSO (L3 - L4 - L5) ADULTOS NA LUZ DO INTESTINO GROSSO P.P.P – 6 SEMANAS CONTROLE DE NEMATÓDEOS GASTROINTESTINAIS DE RUMINANTES By Francisco Michael Entre os principais fatores limitantes na produção pecuária estão as parasitoses causadas por endoparasitas gastrointestinais. Entre esses fatores que afetam a produtividade animal estão: ► Atraso no crescimento. ► Redução dos parâmetros produtivos. ► Morte das categorias mais susceptíveis. Além disso a administração de anti-helmínticos pode trazer benefícios e malefícios como seu uso indiscriminado que favorece a resistência dos nematódeos. É de suma importância reconhecer a atividade do parasita no organismo animal, seu ciclo biológico a fim de realizar um controle efetivo. EPIDEMIOLOGIA: ► Nem sempre a presença do verme significará que haverá o desenvolvimento de uma doença. ► É preciso realizar estudos sobre os fatores que determinam a intensidade da infecção. Esses fatores são: os ambientais e os do hospedeiro. Fatores ambientais: esses fatores são primordiais para o desenvolvimento dos parasitas. ► Precipitação pluviométrica � nos períodos chuvosos há um aumento relativo de nematódeos nas pastagens, sendo inviável fazer a vermifugação dos animais nesse período; ► Temperatura � uma temperatura por volta dos 26 – 28º C é ideal para o desenvolvimento dos parasitas; ► Alta capacidade de suporte � ter um manejo adequado das pastagens. ► Altura das pastagens � controle sobre a altura das pastagens, rebaixando as gramíneas, permitindo assim que os raios solares atinjam a base das plantas, provocando o ressecamento dos ovos que acabam tornando-se inviáveis. Fatores do hospedeiro: ► Idade � animais jovens e velhos, são mais susceptíveis à invasão de parasitas. A distribuição dos parasitas não é igual em todos os animais, alguns apresentam alta infestação (muitos parasitas), outros apresentam baixa infestação (poucos parasitas) ou infestação nula (não apresentam nenhum parasita). Animais jovens são mais susceptíveis ao ataque de parasitas e aos efeitos colaterais do mesmo, uma vez que seu organismo ainda não está preparado para combater as lesões causadas por eles. ► Fêmeas prenhas e em lacatação. ► Nutrição � uma boa alimentação é um dos principais fatores que influenciam na taxa de infecção, pois animais bem nutridos apresentam melhor resposta imune ao combate de parasitas. Os animais devem estar sempre bem alimentados (principalmente na seca), pois se faltar comida, o animal enfraquece, fica mais suscetível e pode adoecer. MÉTODOS DE CONTROLE: ► Controle curativo ► Controleestratégico ► Controle tático ► Controle integrado ► Controle pelo método de famacha ► Controle fitoterápico ► Controle biológico ► Seleção de animais resistentes ► Vacinas CONTROLE CURATIVO ► Os animais infestados por parasitas, são tratados somente após o aparecimento dos sinais clínicos evidentes ou após a morte. ► É um método de controle que como desvantagem apresenta o comprometimento na produtividade animal devido ao tratamento tardio após o surgimento dos sinais clínicos evidentes. ► É um método que possui uma alta contaminação ambiental, uma vez que os animais estão com carga parasitária elevada, disseminando ovos dos parasitas nas pastagens. CONTROLE ESTRATÉGICO ► Método de controle utilizado para a vermifugação dos animais em determinados épocas em relação aos períodos chuvoso e seco. Nos períodos chuvosos há um aumento elevado de parasitas por isso é inviável fazer a vermifugação dos animais, enquanto em períodos secos o número de parasitas é menor, tornando-se o período ideal para vermifugação. ► Tomando a região semi-árida do Nordeste como base nesse controle estratégico, a vermifugação é feita da seguinte maneira: ● Julho ou agosto � 1ª medicação. ● 6 dias após � 2ª medicação. ● Novembro � 3ª medicação. ● Março � 4ª medicação. CONTROLE TATÍCO ► Realizar a vermifugação em momentos que favoreçam o aparecimento de um surto. ● Rebanhos que utilizam a estação de monta, devem fazer 2 vermifugações, a 1ª antes da cobertura ou inseminação artificial e a 2ª 30 dias antes do período de parição (produto que atua tanto em forma adulta quanto na forma em desenvolvimento). OBS: Evitar fazer a vermifugação de matrizes no primeiro terço da gestação. ● Chuvas torrenciais em pleno período seco. ● Transferências de animais de uma área para outa ● Introdução de novos animais no rebanho. CONTROLE INTEGRADO ► Método de controle que utiliza produtos químicos e não químicos. ● Mantém níveis aceitáveis de produção, uma vez que diminuição a contaminação. ● Não elimina totalmente o agente. ● Retarda a resistência dos parasitas aos anti-helmintos. ► Métodos empregados: limpeza e descontaminação das instalações; manutenção das fezes em locais distantes dos animais; separação dos animais por faixa etária manter os animais no aprisco no mínimo 12 horas após a vermifugação; optar por pastejo alternado ou misto com diferentes espécies de animais, fazer o descanso da pastagem. CONTROLE PELO MÉTODO DE FAMACHA ► É um teste de triagem feito por comparação da coloração da conjuntiva ocular, com auxílio de tabela desenvolvida para utilização a campo. É considero um método eficaz, pois o principal nematódeo que parasita ruminantes é o Haemonchus (hematófago). Porém deve ser feita a análise de OPG com frequência para confirmar a infecção por outros nematódeos gastrointestinais, pois a haemoncose não é a única causa de anemia em pequenos ruminantes. ● Vantagens: permite vermifugar um menor número de animais em menor frequência; causa o retardo da resistência aos anti-helmínticos, possui custo reduzido. ● Desvantagens: apenas serve como controle de infeção para Haemonchus contortus. CONTROLE FITOTERÁPICO ► Método de controle feito com o uso de plantas, sementes ou extratos vegetais. Os estudos envolvendo esse método de controle ainda são escassos, pois ainda há muito para se pesquisar sobre os efeitos das plantas para uso fitoterápico. ● Vantagens: retardo da resistência aos anti-helmínticos, são biodegradáveis, não causam poluição ambiental e diminui o problema de resíduos. ● Plantas ou estratos pesquisados: extrato aquoso da casca de Albizia anthelmintica � obteve redução de 70% no OPG; extrato aquoso bruto de Artemisia brevifolia � reduziu em 67,2% o OPG. As plantas Myrsine africana, Albizia anthelmintica e Hilderbrantia sepalosa � produziram redução do OPG de 77%, 89,8% e 90%, respectivamente. No Piauí foram citadas 14 espécies de plantas com efeito fitoterápico para tratar os efeitos das verminoses. ● Produtos derivados de plantas devem ter eficácia avaliada e confirmada, não deve apresentar riscos à saúde dos receptores. CONTROLE BIOLÓGICO ► Controle feito com a utilização de fungos nematódeos, que são espécies fungicas carnívoras e especializadas na captura e digestão desses vermes. Esse método está direcionado para parasitas no estágio de vida livre. ● Vantagens: redução do OPG, ausência de efeito colateral. ● Fungos pesquisados: administração oral de conídeos de Monacrosporium thaumasium � redução de 79, 24% no número de larvas infectantes de Haemonchus contortus em larvaculturas preparadas com fezes coletadas após 24h da administração do fungo. A ingestão de clamideosporos de Duddingtonia flagrans reduziu a população de larvas no material fecal e no pasto em ovinos sob condição de pastoreio. A administração oral do fungo predador Arthrobotrys musiformis reduziu 95% o número de larvas de terceiro estágio de Haemonchus contortus. SELEÇÃO DE ANIMAIS RESISTENTES ► Esse método de controle permite selecionar animais que apresentam a capacidade de impedir o estabelecimento de larvas no tubo digestivo, sendo assim mais resistentes a uma infestação parasitária. ● Vantagens: é um método com maior produtividade e baixo custo, possibilita menor contaminação das pastagens. Ovinos resistentes a Haemonchus contortus reduziram significativamente o OPG quando comparados a animais vacinados, vermifugados ou suplementados com proteína. VACINAS ► Utilização de vacinas com larvas mortas ou atenuadas produzem uma resposta mais ampla. ► Ainda não existe uma vacina com eficácia comprovada. ► Fator que agrava a sua aceitabilidade é o fato de que as vacinas existentes no mercado não conseguem competir com os anti-helmínticos modernos, não somente com relação aos preços, mas como também com relação a eficácia. FÁRMACOS ANTI-HELMINTÍCOS ► Para ovinos e caprinos: ● Ivermectina � 0,2 mg/kg VO ● Albendazol � 7,5 mg/kg VO ● Levamisol � 8,0 mg/kg VO ► Para bovinos e suínos: ● Ivermectina � 0,2 mg/kg SC ● Doramectina � 0,2 mg/kg SC ou IM ● Moxidectina � 0,2 mg/kg SC RESISTÊNCIA PARASITÁRIA AOS ANTI-HELMINTÍCOS ► Fatores predisponentes à resistência parasitária: ● Curto intervalo entre tratamento. ● Rápida alternância de vermífugos. ● Uso de medicamentos de longa persistência. ● Aquisição de animais infectados. MECANISMO DE RESISTÊNCIA ► Muitos processos de escape imunológicos pelos parasitas ainda são desconhecidos. ► Pesquisas apontam relação com o mecanismo de ação dos medicamentos. ► Varia entre as espécies de parasitas. ► Potenciais mecanismos: ● Modificação do receptor no local de ação da droga. ● Aumento do fluxo da droga na parede celular através da glicoproteína de permeabilidade (P-gp). ● Caminhos alternativos de inibição da ação da droga. ● Aumento na concentração de enzimas no local de ação da droga. ● Falha na ativação da droga. ● Mudança no metabolismo da droga. ► BENZIMIDAZÓIS: ● Mutação nos sítios de ligação de alta afinidade (substituição do aminoácido fenilamina pela tirosina na posição 200 do gene da b-tubulina. ● Haemonchus contortus e Trichostrongylus colubriformis. ● Estudo genético da posição 200 do gene da b-tubulina. � Fenilamina – Parasitas sensíveis � Tirosina – Parasitas resistentes ► IMIDOTIAZÓIS (LEVAMISOLE): ● Perda da sensibilidade nas subunidades UNC38, UNC29, UNC63, LEV1 e ACR13 dos receptores colinérgicos. ► LACTONAS MACROCICLÍCAS: ● Envolvimento dos canais de cloro, b-tubulina e glicoproteína P no mecanismo de resistência dos parasitas Haemonchus contortus e Trichostrongylus colubriformis. Canais de CloroB-tubulina Glicoproteína P ↓ Sensibilidade dos receptores de glutamato Mutação no gene da B-tubulina ↑ GL-P ↓ Abertura dos canais de cloro Substituição do aminoácido fenilamina pelo tirosina na posição 200 do gene B-tubulina ↑ Eliminação de substâncias nocivas ao parasita. ↓ Morte por paralisia flácida e desnutrição DIAGNÓSTICO DE RESISTÊNCIA ► Realizar avaliação clínica. ► Teste in vivo. ● Redução na contagem de ovos nas fezes. ► Teste in vitro. ● Eclosão de ovos e desenvolvimento larvar. ► Métodos moleculares. ● PCR – Sequenciamento – Genotipagem REVERSÃO DA RESISTÊNCIA ► Inibição da glicoproteína P. ● GL-P � Transportadora � Eliminação de substancias tóxicas. ● Inibição � diminuição da eliminação das drogas. ● Fármacos: � Verapamil � Loperamida ► Introdução de parasitas sensíveis na propriedade. ● Gene de resistência é recessivo (rr). Sensível Resistente SS Sr rr ► Seleção de animais resistentes. ► Método de famacha. ► Controle fitoterápico. ► Controle biológico. SS x Sr SS SS Sr Sr SS x SS SS SS SS SS SS x rr Sr Sr Sr Sr PARASITOSES PULMONARES By Francisco Michael INTRODUÇÃO ► As verminoses pulmonares são doenças respiratórias causadas por helmintos que parasitam o trato respiratório e vivem dentro do epitélio da traquéia, brônquios, bronquíolos e parênquima pulmonar, tornando o pulmão o órgão de predileção desses parasitas pulmonares. IMPORTÂNCIA ► Na produção pecuária provocam diminuição do ganho de peso dos animais. ► Forma crônica de maior impacto: os animais acometidos apresentam tosse freqüente e emagrecimento lento, sem causas evidentes. ► Alterações hormonais e imunitárias. ► Doenças metabólicas. DICTIOCAULOSES TAXONOMIA: Reino: Animalia; Sub-reino: Metazoa; Filo: Nemathelminthes; Classe: Nematoda; Ordem: Strongylida; Superfamília: Trichostrongyloidea; Família: Dictyocaulidae; Gênero: Dictyocaulus; ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIRO Dictyocaulus viviparus Bovinos Dictyocaulus arnfield Equinos Dictyocaulus filaria Ovinos & Caprinos PNEUMONIA VERMINÓTICA DOS BOVINOS - Dictyocaulus viviparus LOCALIZAÇÃO: Traquéia e brônquios CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Vermes de tamanho pequeno, com fêmeas medindo de 6 a 8 cm e machos 4 cm. ► Possui boca trilabiada. ► Possui esôfago do tipo filariforme. ► Raio bursal da bolsa copuladora em forma de v. TRANSMISSÃO: via oral TIPO DE CICLO: monoxeno e direto CICLO BIOLÓGICO DO DICTYOCAULUS VIVIPARUS ► Muda de L1 – L3 (1 – 3 semanas) ► L3 é a forma infectante. ► Acomete: alvéolos, brônquios, bronquíolos e traquéia. ► Larvas L1 são eliminadas com as fezes e no solo se alimentam de bactérias. L1 muda para a forma L2 e depois L3 que não perde a cutícula de L2. O hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir a L3 nas pastagens e essa é liberada no estômago e no intestino delgado, onde penetra na mucosa ganhando preferencialmente a circulação linfática. Nos gânglios linfáticos ocorre a muda para L4 que migra para o coração e pulmão penetrando no parênquima pulmonar e mudando para a fase L5, que migra para os brônquios e bronquíolos, onde sofrerá a maturação sexual. A postura dos ovos larvados é feita nos brônquios e bronquíolos do hospedeiro e podem ser expelidos para o ambiente pela cavidade oral ou nasal. Normalmente os ovos são deglutidos e migram para o tubo digestivo onde ocorre a eclosão da L1 que sai nas fezes. OBS: O principal meio de disseminação das formas infectantes do Dictyocaulus viviparus são através dos pastos com alta lotação de animais, é importante ressaltar que existe um fungo (Pilobolus sp) nas fezes que contribui para a disseminação das larvas, as larvas se acumulam na superfície das fezes juntamente com esses fungos, os quais “estouram” disseminando seus esporos, pois têm a capacidade de arremessar as larvas a uma distância de até 3 metros, e desta forma, aumentar sua dispersão nas pastagens. Larvas L1 são eliminadas com as fezes A disseminação de larvas L3 a partir de fezes de pastagem é facilitada por fungos do género Pilobolus PATOGÊNIA: ► Fase de Penetração � 1º ao 7º dia: sem sintomas. ► Fase de Pré-patência � 8º ao 25º dia: larvas nos alvéolos e bronquíolos com produção de exsudato rico em infiltrado eosinofílico (espumoso) � migração de eosinófilos, macrófagos e neutrófilos com obstrução de brônquios e bronquíolos. ► Fase de Patência � 25º ao 60º dia: ocorre grande quantidade de muco, onde adultos eliminam ovos que são espirados com as larvas desenvolvendo o quadro de pneumonia por aspiração, enfisema, edema, aumento da frequência respiratória, tosse e o animal pode vir a óbito. ► Fase de Pós-Patência � 61º ao 90º dia: ocorre eliminação dos vermes adultos, epitelização pulmonar, fibrosamento dos brônquios, edema e enfisema, pneumonia intersticial aguda (aspiração de produtos de vermes mortos), antígenos produzidos pelos vermes mortos estimulam a formação de IgE. BRONQUITE ALVEOLITE SINTOMATOLOGIA: animal apresenta tosse, frequência respiratória aumentada, perda de peso, apatia, desenvolvimento de infecções secundárias (raras em bovinos). DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: SINTOMA PNEUMONIA VERMINÓTICA PNEUMONIA INFECCIOSA Febre Ausente ou moderada Presente Tosse Presente, exacerbada após exercício Variável, não se altera após exercício Taquipnéia Presente Variável Corrimento nasal Ausente Geralmente presente EPIDEMIOLOGIA: ► Acomete bezerros jovens e também vários animais de mesma idade. ► Prevalência de desenvolvimento dos parasitas em regiões de climas amenos e úmidos, regiões serranas e próxima a vales (região sudeste – outono/inverno). ► Adultos – fonte de infecção. ► Imunidade sólida – contato com o agente. ► Disseminação facilitada por fungos do género Pilobolus. DIAGNÓSTICO: ► Conhecimento do histórico da região. ► Sintomas clínicos. ► Período do ano. ► Laboratorial � Método de Baermann (com L1 presente nas fezes). ► Pós-mortem � necropsia com o encontro do verme nos pulmões. ► Identificação dos portadores assintomáticos. ► Permitir que o bezerro adquira imunidade. ► A larva é sensível a temperaturas altas e pouca umidade. ► Tratar os animais após o início dos sintomas. TRATAMENTO: ► Benzimidazóis. ► Levamisol ► Lactonas macrocíclicas ► Vacinas. DICTIOCAULOSE - Dictyocaulus arnfield LOCALIZAÇÃO: Brônquios CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Vermes de tamanho pequeno, fêmeas medindo de 4,3 a 6,8 cm e machos 2,5 a 4,3cm. ► Possuem boca trilabiada. ► Esôfago do tipo filariforme. ► Raio bursal da bolsa copuladora se bifurca no ápice (forma de y). TRANSMISSÃO: via oral TIPO DE CICLO: monoxeno e direto CICLO BIOLÓGICO: semelhante ao Dictyocaulus viviparus EPIDEMIOLOGIA: ► Asininos - hospedeiros naturais. ► Equinos - infecção quando em contato com asininos e muares. ► No Brasil: ESPÉCIE PREVALÊNCIA Asininos 65% Muares 23% Equinos 4,5% ► Animais jovens são mais susceptíveis, já os adultos não atingem a patência - imunidade SINTOMATOLOGIA: infecção assintomática em equinos, tosses e hiperpnéia nos asininos e muares (pós exercícios). CONTROLE: controle de GEP - tratamento de vermes pulmonares.TRATAMENTO: não esquecer de tratar os asininos e muares. DICTIOCAULOSE - Dictyocaulus filaria LOCALIZAÇÃO: Traquéia e brônquios CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Vermes de tamanho pequeno ► Possuem boca trilabiada. ► Esôfago do tipo filariforme. ► Raio bursal da bolsa copuladora em formato de v. TRANSMISSÃO: via oral TIPO DE CICLO: monoxeno e direto CICLO BIOLÓGICO: semelhante ao Dictyocaulus viviparus PATOGÊNIA: menos grave, porém é mais freqüente o aparecimento de corrimento nasal e infecção secundária. EPIDEMIOLOGIA: caprinos são mais susceptíveis. TRATAMENTO: semelhante ao Dictyocaulus viviparus DIAGNÓSTICO: semelhante ao Dictyocaulus viviparus VERMINOSE PULMONAR DOS FELINOS TAXONOMIA: Reino: Animalia; Sub-reino: Metazoa; Filo: Nemathelminthes; Classe: Nematoda; Ordem: Strongylida; Superfamília: Metastrongyloidea; Família: Angiostrongylidae; Gênero: Aelurostrongylus; Espécie: Aelurostrongylus abstrusus LOCALIZAÇÃO: bronquíolos CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► São nematódeos pequenos. ► Os machos medem entre 4 e 6 mm de comprimento e 0,7 mm de diâmetro e as fêmeas, entre 9 e 10 mm de comprimento e 0,1 mm de diâmetro. ► Não possuem capsula bucal. ► Os machos apresentam bolsa copulatória reduzida, completa. ► Espículos similares e iguais. ► Fêmeas apresentam cauda cônica arredondada, vulva próxima ao ânus e úteros paralelos. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: felinos HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: moluscos (Deroceras sp. Arion sp. Helix sp.) HOSPEDEIRO PARATÊMICO: roedores, aves, répteis e anfíbios. TIPO DE CICLO: heteróxeno e indireto TRANSMISSÃO: via oral CICLO BIOLÓGICO DO AELUROSTRONGYLUS ABSTRUSUS 1- L1 eliminadas no ambiente juntamente com as fezes (período pré-patente: 28-42 dias). 2- L1 penetram nos hospedeiros intermediários (lesmas ou caramujos), onde ocorre o desenvolvimento até L3 (21-28 dias). 3- Hospedeiros paratênicos infectam-se ao ingerir os intermediários 4- Gatos infectam-se ao ingerir hospedeiros intermediários ou paratênicos (L3 atravessa a parede intestinal migrando para os pulmões onde sofre a muda para L4). 5- Parasitas adultos, após a copula, iniciam a ovopostura no pulmão, os ovos eclodem e L1 migram para o parênquima pulmonar. 6- Do parênquima pulmonar (bronquíolos e brônquios), L1 migra até a faringe onde são deglutidas e migram para o estômago. 7- L1 junto com o bolo alimentar. P.P.P: 4 - 6 semanas PATOGÊNIA: baixa patogenicidade, formação de trombos � ovos nos ramos das artérias, hipertrofia muscular (brônquios), pneumonia granulomatosa. SINTOMATOLOGIA: tosse, espirros, dificuldade respiratória � frequente após exercícios. DIAGNÓSTICO: Método de Baermann, necropsia (nódulos pequenos na superfície do pulmão). Histopatológico (ovos embrionados, larvas L1). TRATAMENTO: ► Fembendazole (50 mg/kg, PO, BID por 10 a 14 dias). ► Ivermectina (400 μg/kg, SC, 1x). VERMINOSE PULMONAR DO SUÍNO - METASTRONGILOSE TAXONOMIA: Reino: Animalia; Sub-reino: Metazoa; Filo: Nemathelminthes; Classe: Nematoda; Ordem: Strongylida; Superfamília: Metastrongyloidea; Família: Metastrongylidae; Gênero: Metastrongylus; Espécie: Metastrongylus apri LOCALIZAÇÃO: brônquios e bronquíolos CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► São vermes brancos e finos. ► Medem de 11 a 60 mm de comprimento. ► Possuem cápsula bucal reduzida. ► fêmeas apresentam extremidade posterior cônica e com um processo digitiforme. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: suíno HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: minhoca (Lumbrices terrestris, Eisenia foetida) TIPO DE CICLO: heteróxeno e indireto TRANSMISSÃO: via oral CICLO BIOLÓGICO DO METASTRONGYLUS APRI PATOGÊNIA: trauma devido a migração larvática de I3 > ID > LM, migração errática desencadeando o quadro de ascite, nos pulmões: petéquias, congestão e infiltração celular, crescimento do parasita � produção de muco � bronquite verminótica. SINTOMATOLOGIA: dispneia, taquipnéia, tosse, secreção nasal. ► Cronicidade: perda de peso devido as alterações intestinais, falta de apetite, enfisema pulmonar estenose brônquica, destruição do epitélio brônquio-alveolar. ► Infecções secundárias � broncopneumonia febril. EPIDEMIOLOGIA: ► Distribuição mundial. ► Animais jovens são mais susceptíveis. ADULTOS (30 DIAS) MUDA PARA L5 NOS PULMÕES POR VIA LINFÁTICA GLÂNGLIOS MESENTÉRICOS MUDA PARA L4 L3 ATRAVESSA A PAREDE INTESTINAL SUINOS INGEREM MINHOCAS (L3) NA MINHOCA: 10 DIAS (L1 –L2-L3) OVOS INGERIDOS PELAS MINHOCAS OVOS ELIMINADOS NAS FEZES EXPECTORADOS DEGLUTIDOS VIAS AEREAS - FARINGE OVOS EMBRIONADOS P.P.P: 4 semanas DIAGNÓSTICO: clínico é bem difícil. Observar a presença do hospedeiro intermediário, relacionado com temperatura e os sinais clínicos. ► Parasitológico: pesquisa de ovos nas fezes. ► Necropsia. ► Nos abatedouros, fazer a distinção entre outras doenças. CONTROLE: é baseado no tipo de regime adotado na produção animal, (intensivo ou semi-extensivo); higienização das instalações; manejo adequado (esquema terapêutico profilático). CONTROLE SISTEMA - RUSTICO: ► Taxa de lotação adequada. ► Separar os animais por faixa etária. ► Construir piso de cimento para a maternidade e abrigo de leitões. ► Exames de fezes periódicos. ► Vermifugação preventiva (cobertura/parto). ► Animais com bom nível nutricional. ► Estimular a criação de raças geneticamente resistentes. TRATAMENTO: ► Doramectina � 0,3 mg/kg IM ► Ivermectina � 1% 0,3 – 0,5 mg/kg SC ou IM ► Levamisol � 5 – 8 mg/kg VO DIROFILARIOSE By Francisco Michael TAXONOMIA: Reino: Animalia; Sub-reino: Metazoa; Filo: Nemathelminthes; Classe: Nematoda; Ordem: Spirurida; Superfamília: Filarioidea; Família: Filariidae; Gênero: Dirofilaria; Espécie: Dirofilaria immitis LOCALIZAÇÃO: cavidade direita do coração (ventrículo direito), artéria pulmonar. EPIDEMIOLOGIA: ► Distribuição cosmopolita, sendo muito comum em cidades litorâneas e de clima quente, no entanto há o relato de vários casos em cidades interlitorâneas longe do litoral. ► Mamíferos susceptíveis: Canis familiaris, Felis catus, Cerdocyon thous, Lycalopex vetulus, Chrysocyon brachyurus, Panthera tigris, Pantera onça, Panthera pardus, Otaria byronia, Phoca vitulina, Castor fiber, Oryctolagus cuniculus, Galitctis vittata, Ailurus fulgens, Macaca mulatta. Acomete também o homem (zoonose – dirofilariose pulmonar). ► A presença do hospedeiro intermediário no ciclo faz com que as filarioses sejam mais frequentes nos meses mais quentes do ano, quando há maior número de vetores. ► Fatores predisponentes: raça, porte físico do animal, sexo, idade, deslocamento dos animais. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Vermes de tamanho médio, com machos medindo 12 a 20 cm e fêmeas 25 a 30 cm. ► Possuem extremidade anterior simples e arredondada. ► Possuem orifício oral pequeno e circular. ► Extremidade posterior das fêmeas é simples. ► Macho com extremidade posterior afilada e espiralada, um espículo grande e outro pequeno, asa caudal estreita e papilas caudais pré e pós-cloacais. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: cão HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: mosquitos da família Culicidae (Culex sp. Anopheles sp. Aedes sp.) TIPO DE CICLO: heteróxeno e indireto TRANSMISSÃO: indireta por vetor biológico (picada de mosquito). CICLO BIOLÓGICO DA DIROFILARIA IMMITIS ► As fêmeas do mosquito ingerem larvas L1 ao picar o cão previamente infectado.Dentro do mosquito L1 migra para a mucosa estomacal e depois vão aos túbulos de Malpighi, onde ocorre a muda para L2 e depois para L3. Essa migra para a cabeça do mosquito se instalando no aparelho bucal (probóscide), aproveitando o repasto sanguíneo para infectar o cão. Ao picar o cão a fêmea do mosquito inocula L3 que penetra o tecido subcutâneo, sofrem as mudas para L4 e L5 e migram pela a circulação periférica até o coração, onde atingem a maturidade sexual e se reproduzem (no ventrículo direito ou na artéria pulmonar). PATOGÊNIA: Lesões pulmonares ► Parasitas adultos vivos: provocam obstrução do fluxo sanguíneo; danos mecânicos no endotélio � descamação epitelial � aderência de leucócitos e plaquetas � fatores de crescimento � proliferação das células musculares lisas + colágeno � formação de vilosidades. ► Parasitas adultos mortos: provocam trombose intensa e inflação granulomatosa � déficit de fatores de coagulação (rompimento de capilares pulmonares ou bronquiais) � epistaxe e hemoptise, tosse � choque hipovolêmico./calcificação � incorporação as paredes arteriais � produção de tecido conjuntivo fibroso � rigidez arterial. ► Microfilárias mortas: provocam lesões pulmonares onde ao redor da microfilárias destruídas formará um infiltrado granulomatoso denso com migração de neutrófilos e macrófagos � anticorpos do hospedeiro + sistema complemento. PATOGÊNIA: Lesões Cardíacas ► Endoarterite � perda de elasticidade das artérias pulmonares � aumento da pressão e do trabalho do ventrículo � hipertrofia e dilatação � insuficiência cardíaca. PATOGÊNIA: Lesões Hepáticas ► Nematódeos no átrio direito/veia cava caudal � obstrução do fluxo sanguíneo � elevação da pressão venosa central � congestão hepática � dilatação dos sinusóides. PATOGÊNIA: Lesões Renais ► Provocam glomerulonefrite membranosa e nefrite intersticial. ► Insuficiência cardiorrespiratória � estase venosa sistêmica SINTOMATOLOGIA: hipertensão pulmonar, insuficiência cardíaca levando ao quadro clinico denominado de doença cardíaca ocorrendo � aumento da pressão diastólica no ventrículo direito e/ou átrio direito � aumento das pressões capilar e venosas (sistêmicas) � efusões e edema; insuficiência cardíaca congestiva, ascite, efusão pleural ou pericárdica, edema subcutâneo, hepatoesplenomegalia. DIAGNÓSTICO: ► Clínico: mucosas (coloração), tosse, veia jugular (pulso/distensão), tórax (pulmões e coração), abdômen (distensão), membros pélvicos (pulso femural). ► Laboratorial: identificação de microfilárias circulantes (Knott), fosfatase ácida. ► Imunológico: detecção de anticorpos, de antígenos ambulantes, ensaio imunoenzimático. SNAP, UNI-TEC, ASSURE, DiroCHEK. ► Exames complementares: hemograma, bioquímico sérica, urinálise, diagnóstico por imagem � radiografias podem mostrar aumento átrio-ventricular direito e aumento do tronco pulmonar. Eletrocardiograma � detecção de arritmias cardíacas. Exames ecocardiográficos � detecção de arritmias através de ondas acústicas. ► Amicrofilariemia: infecções unissexuais, infecções por helmintos estéreis, destruição de microfilárias, tratamento microfilaricida, infecções no período pré-patente, localizações ectópicas. Aumento da Pressão venosa renal Diminuição na reabsorção tubular de sódio Diminuição da taxa de filtração glomerular ► Achados de necropsia. TRATAMENTOS: adulticida, adjuvante, microfilaricida, preventivo, cirúrgico. ► Classe 1 � dirofilariose assintomática (síndrome assintomática, nenhuma lesão especifica). ► Classe 2 � doença moderada (poucos sinais, lesões típicas). ► Classe 3 � doença grave (sinais graves, lesões típicas). ► Classe 4 � Doença gravíssima (síndrome da veia cava, lesões típicas). ● Tratamento adulticida: posologias (dihidrocloridrato de melasormina). ► Classe 1 e classe 2 � duas doses de 2,5 mg/kg com intervalos de 24h. ► Classe 3 � uma aplicação de 2,5 mg/kg, um mês após duas doses de 2,5 mg/kg com intervalos de 24h. ● Tratamento adulticida: posologias (ivervectina/doxiclina). ► Classe 4 � ivermectina: 6 mcg/kg por 36 semanas e doxiclina: 10 mcg/kg/dia VO, (1-6, 10-11, 16-17, 22-25 e 28-33). ● Tratamento adjuvante: fármacos usados. ► Prednisolona e prednisona � 1 mg/kg durante 3 – 5 dias. ► Heparina � 5 – 10 mg/kg durante 5 – 21 dias. ► Ácido acetilsalicílico � 5 – 10 mg/kg/dia. ● Tratamento microfilaricida: fármacos usados. ► Ivermectina � 5 µg/mg ► Mibemicina oxima � 500 µg/mg ● Tratamento preventivo: fármacos usados. ► Ivermectina � 6 – 12 µg/kg/mês. ► Mibemicina oxima � 500 – 900 µg/kg/mês. CONTROLE E PROFILAXIA: combate ao vetor, evitar água parada em recipientes. ANCILOSTOMÍASE CANINA & FELINA By Francisco Michael TAXONOMIA: Reino: Animalia; Sub-reino: Metazoa; Filo: Nemathelminthes; Classe: Nematoda; Ordem: Strongylida; Superfamília: Strongyloidea Família: Ancylostomidae; Gênero: Ancylostoma; ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIROS Ancylostoma caninum Cães Ancylostoma braziliensis Felinos Ancylostoma tubaeforme Canídeos, Felídeos domésticos/silvestres Ancylostoma duodenale * Humanos LOCALIZAÇÃO: Intestino delgado EPIDEMIOLOGIA: ► Importância para a saúde pública, fonte de infecção para humanos. ► Fatores ambientais como umidade e temperatura são fundamentais para que ocorra a eclosão do ovo e o desenvolvimento da larva. ► Superfícies secas e lisas com exposição ao sol são letais para as larvas. ► Idade: Em áreas endêmicas a doença é mais comum em animais jovens. ► Larvas encistadas são mais resistentes ao anti-helmínticos, animal imunossupremido pode reativar essas larvas. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Vermes pequenos, redondos, brancos acinzentados ou avermelhados e hematófagos (0,1 ml/dia). ► Macroscopicamente visíveis, medindo 1 a 2 cm, e são dióicos. ► Presença de cápsula bucal na extremidade anterior, subglobular, com dentes. ► Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho médio. ►As fêmeas apresentam abertura vulvar no meio do corpo e apresentam região terminal afilada. DIFERENÇA ENTRE AS CÁPSULAS BUCAIS DAS ESPÉCIES HOSPEDEIRO ACIDENTAL: homem � Larva Migrans Cutânea (L3). TIPO DE CICLO: monoxeno e direto TRANSMISSÃO: oral, percutânea, transplacentária e transmamária (Ancylostoma braziliensis não possui transmissão transmamária). CICLO BIOLÓGICO DO ANCYLOSTOMA CANINUM L1(Rabditóide) � L2(Rabditóide) � L3(Filarióide) RENOVA A CUTÍCULA EXTERNA ADQUIRE A CUTÍCULA INTERNA OBS: O Ancylostoma tubaeforme também possui 3 pares de dentes 2 – 8 Dias L1 & L2 (Rabditóide) L3 (Filarióide) OBS: a diferença entre esses dois tipos de larvas se dá pelo tipo de esôfago que elas possuem, uma possui o esôfago do tipo rabditiforme e a outa filariforme, daí a origem aos nomes das larvas. OBS: L3 é a larva filarióide infectante. TIPOS DE ESÔFAGO: L1 L2 L3 Mórula L1 ECLOSÃO 1ª MUDA (DESPRENDIMENT O DA CUTÍCULA) 2ª MUDA (A 2ª CUTÍCULA É MANTIDA COMO BAINHA) *Alimentação Ciclo: fêmeas fazem ovipostura, os ovos saem nas fezes e em condições ideais de desenvolvimento há liberação de L1, L2 e L3, isso ocorre em 5 dias e a L3 vai ao hospedeiro definitivo por 04 vias: oral, percutânea, transplacentária e transmamária. 1. Oral: o hospedeiro definitivo ingere a L3 ao lamber-se e essa penetranas glândulas intestinais onde faz muda para L4 e quando chega ao lúmen passa a adulto, que se fixa na mucosa do intestino delgado (ID). É o ciclo direto. 2. Percutânea: as larvas penetram na pele do hospedeiro definitivo e migram pelos vasos sanguíneos (circulação sanguínea) � veia cava � indo ao coração � artérias pulmonares e ao pulmão (L4) � bronquíolos � atingem os alvéolos onde os perfuram � traqueia e laringe voltando à glote e sendo redeglutidas. No tubo digestivo ocorre a penetração nas glândulas intestinais (L5) e quando chegam ao lúmen passam a adultos ficando fixados na mucosa do intestino delgado (Ciclo de Loss). 3. Transplacentária: as larvas em fêmeas gestantes migram através da circulação e pela placenta contaminam os filhotes, nesses elas vão ao coração, pulmão, alvéolos e são deglutidas. No sistema digestivo penetram em glândulas intestinais onde fazem a muda para L4. Quando chegam ao lúmen, mudam para L5 e adultos, que ficam fixados na mucosa do intestino delgado. Os ancilóstomos só chegam a maturidade quando o filhote nasce e após 10 a 15 dias já há ovos nas suas fezes. 4. Transmamária: as larvas nas fêmeas migram para os vasos sanguíneos e linfáticos e ao chegarem à irrigação das glândulas mamárias contaminam os filhotes pelo leite. As larvas no sistema digestivo desses filhotes penetram nas glândulas intestinais e mudam para L4. Quando vão ao lúmen passam a L5 e adultos que ficam fixados na mucosa do intestino delgado. OBS: L3 nos tecidos da cadela pode ser reativada meses ou anos depois (estresse, corticosteroides) e podem migrar para o intestino voltando a produzir ovos. PATOGÊNIA: anemia hemorrágica aguda, tornando os filhotes mais susceptíveis por possuírem baixas reservas de ferro, síndrome de Löeffler, eosinofilia pulmonar simples � infiltrado pulmonar migratório associado a eosinofilia em sangue periférico � pneumonia. Enterite catarral hemorrágica (mucosa intestinal � células coliciformes � lesão � muco). SINTOMATOLOGIA: em infecções agudas � anemia, dificuldade respiratória, diarreia com presença de muco. Em infecções crônicas � anemia, peso baixo, perda de apetite, pelagem escassa. DIAGNÓSTICO: sintomatologia clínica, hemograma para avaliar a anemia, método de flutuação (técnica de Willis-Mollay) para detectar ovos leves. Diagnóstico diferencial para gastroenterite viral e bacteriana. TRATAMENTO: ► Pamoato de pirantel � 5 mg/kg. ► Fembendazol � 50 mg/kg. ► Ivermectina � 0,2 a 0,4 mg/kg. ► Mebendazol � 22 mg/kg/3 dias. ► Suplemento de ferro e transfusão sanguínea para cães jovens com alta carga parasitária. CONTROLE E PROFILAXIA: ► Higiene adequada: lavagem de áreas pavimentadas, canis e instalações com hipoclorito de sódio 1%. ►Vermifugação periódica de adultos, gestantes no terço final da gestação e de filhotes (15-20 dias pós-parto). LARVA MIGRANS CUTÂNEA – LMC ► Também conhecida como dermatite linear serpiginosa, dermatite pruriginosa ou bicho geográfico. Apresenta distribuição cosmopolita, porém é mais comum em regiões tropicais e subtropicais. Várias espécies de helmintos e alguns insetos podem causar esta enfermidade, mas normalmente ela é causada pela larva do Ancylostoma braziliensis e A. caninum. As larvas L3 que são infectantes e com bainha de proteção encontram-se no solo, na areia onde penetram na pele do homem através dos pés, perna, mão, antebraços e nádegas e coxas. Praias, terrenos arenosos, espaços de recreação, quadras de esportes, são lugares de fácil contaminação em decorrência de fezes de cães e gatos. Solos úmidos e sombreado, temperatura de 20 – 30º C e uma umidade > 70% favorecem a sobrevivência da larva no solo. CICLO: Fezes dos animais parasitados por nematódeos � ovos de Ancylostoma sp. � larva L1, L2 rabditóide � larva L3 filarióide infectante � Homem (que são hospedeiros acidentais). PATOGENIA: nº de larvas, duração do processo e cordão eritematoso formado pelo deslocamento da larva na derme. SINTOMATOLOGIA: prurido, eritema, lesões dermatológicas (formação de pápulas), coceira, podendo originar infecções microbianas � piodermatite. TRATAMENTO: pomada tiabendazol � 15% 3x ao dia/por 5 dias, infecções extensas � uso oral, anti-histamínicos, infecções concomitantes � antibióticos. CONTROLE E PROFILAXIA: tratar os animais, coletar as fezes, evitar andar descalço, usar cal virgem. ASCARÍDEOS DE RUMINANTES, CÃES & GATOS By Francisco Michael TAXONOMIA: Reino: Animalia; Sub-reino: Metazoa; Filo: Nemathelminthes; Classe: Nematoda; Ordem: Ascaridida; Superfamília: Ascaridoidea Família: Toxocaridae; Gênero: Toxocara ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIROS Toxocara viturolum Bovinos & Bubalinos Toxocara canis Cães, Raposas Toxocara cati Gatos TAXONOMIA: Reino: Animalia; Sub-reino: Metazoa; Filo: Nemathelminthes; Classe: Nematoda; Ordem: Ascaridida; Superfamília: Ascaridoidea Família: Ascarididae; Gênero: Toxascaris ESPÉCIES PARASITÁRIAS HOSPEDEIROS Toxascaris leonina Cães & Gatos CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS GERAIS DA SUPERFAMÍLIA ASCARIDOIDEA: ► Vermes grandes, de cor branca, opacos. ► Possuem asas cervicais. ► Ausência de capsula bucal e boca trilabiada. ► São dióicos, apresentando dimorfismo sexual. ► Seus ovos possuem casca espessa o que lhe confere uma resistência. TOXOCARÍASE – TOXOCARA VITULORUM SINÔNIMO: Neoascaris vitulorum LOCALIZAÇÃO: Intestino delgado EPIDEMIOLOGIA: ► Distribuído geograficamente em regiões tropicais e subtropicais. ► Vacas são grande reservatório de larvas, pois o colostro é uma grande fonte de infecção para bezerros com menos de 6 meses. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Vermes de tamanho grande, com machos medindo mais de 25 cm e fêmeas 30 cm. ► Ovo subglobular, com casca espessa escavada. TIPO DE CICLO: monoxeno e direto. TRANSMISSÃO: oral, transmamária. CICLO BIOLÓGICO DO TOXOCARA VITULORUM ► No ciclo do Toxocara vitulorum bezerros adquirem a larva pelo leite materno, não há migração da larva, que vai para o intestino onde transformam-se em adultos eliminando ovos. Bezerros com menos de 4 a 6 meses de idade ao ingerir ovos ocorre a migração larvar resultando em eliminação de ovos e Bezerros com mais de 6 meses de idade já possuem imunidade e as larvas migram para os tecidos onde ficam quiescentes. Nas fêmeas, retomam o desenvolvimento no final da prenhez ocorrendo transmissão transmamária. PATOGÊNIA: principais efeitos são causados por vermes adultos no intestino de bezerros com mais de 6 meses, onde infecções maciças nesses animais desencadeiam vários quadros clínicos: enterite catarral, diarreia intermitente, obstrução intestinal, peritonite e o animal pode vir a óbito. Em adultos com infecções maciças ocorre � obstrução intestinal � perfuração � peritonite � morte do animal. Larvas provocam lesões focais de natureza mecânica desencadeando um quadro de pneumonia verminótica. SINTOMATOLOGIA: diarreia com muco e sangue, perda da condição corpórea, animais apáticos, perda de apetite, pelagem grosseira, edema, desordens gastrintestinais com ou sem diarreia. DIAGNÓSTICO: ► Bezerros com alta carga parasitária possuem um odor de acetona. ► Técnica de flutuação – Gordon e Whitlock (OPG). TRATAMENTO: anti-helmínticos � piperazina, levamisol, lactonas macrolíticas (avermectinas), benzimidazóis (albendazol). CONTROLE E PROFILAXIA: tratamentos dos bezerros com 3 a 6 meses de idade, impedindo com que os vermes em desenvolvimento atinjam a patência. TOXOCARÍASE – TOXOCARA CANIS LOCALIZAÇÃO: Intestino delgado EPIDEMIOLOGIA: ► Distribuição mundial. ► Alta prevalência em cães menores de 6 meses de idade. ► Eliminação de vermes adultos devido os mecanismos de imunidade.► As fêmeas são extremamente fecundadas podendo gerar 700 ovos g/fezes. ►Os ovos são resistentes a extremas condições climáticas. ► Reservatório constante de infecção nos tecidos somáticos das cadelas, sendo as larvas (L3) nestes locais insensíveis à maioria dos anti-helmínticos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Vermes de tamanho grande, com machos medindo 4 a 10 cm e fêmeas 9 a 18 cm. ► Macho tem uma projeção digitiforme na cauda. TIPO DE CICLO: monoxeno e direto. HOSPEDEIRO ACIDENTAL: homem � Larva Migrans Visceral (L3). TRANSMISSÃO: oral, por hospedeiro paratênico, transplacentária e transmamária. CICLO BIOLÓGICO DO TOXOCARA CANIS ► As fêmeas fazem a postura dos ovos que saem nas fezes e forma-se a L1, L2 e L3 dentro do ovo. O hospedeiro definitivo se infecta de 4 maneiras: 1. Via oral: o hospedeiro definitivo ingere o ovo com a forma infectante (L3), que é liberada no tubo digestivo e penetra na mucosa do intestino delgado e pela circulação porta vai ao fígado, depois coração e alvéolos pulmonares, onde faz a muda para L4, chega a glote sendo deglutida e indo novamente ao intestino, onde muda para L5 e torna- se adulta. Esse é o ciclo de Loss (ou hepatotraqueal) que ocorre em cães jovens (até três meses), pois em cães adultos as larvas chegam ao pulmão como L3 e pegam a circulação de retorno para o coração e são bombeadas pela aorta para diferentes partes do corpo onde mantêm-se ativas por anos. 2. Via transplacentária: em fêmeas gestantes as larvas passam pelo sangue arterial podendo contaminar o feto. Se a cadela se contaminar antes da gestação e possuir as larvas na musculatura, em função das alterações hormonais elas podem ser reativadas e contaminar o feto. É a forma de contaminação mais importante nos cães, mas em gatos (Toxocara cati) não ocorre. 3. Via transmamária: as fêmeas passam as larvas (L3) aos filhotes através do leite. Não há migração pulmonar no filhote por essa via. 4. Via hospedeiros paratênicos: pode haver contaminação através da ingestão de roedores e aves (no caso de cães) e outros animais (no caso de gatos). PATOGÊNIA: ► Infecções moderadas: larvas � pouca ou nenhuma. Vermes adultos � pouca reação intestinal. ► Infecções maciças: larvas � durante a fase pulmonar provocam edema pulmonar e pneumonia. Vermes adultos � enterite mucoide, obstrução parcial ou completa do intestino delgado, perfuração e peritonite (raro), bloqueio do ducto biliar. P.P.P – 4 a 5 semanas SINTOMATOLOGIA: ► Infecções leves a moderadas: ● Larvas: ausência de sinais clínicos. ● Vermes adultos: acolhimento do animal, abaulamento do abdômen, falha de desenvolvimento, vômitos, diarreia, presença de vermes inteiros nas fezes e vômitos. ► Infecções leves maciças: ● Larvas: danos pulmonares, tosse, aumento da frequência respiratória, corrimento nasal purulento. DIAGNÓSTICO: ► Sinais pneumáticos na ninhada (2 semanas após o parto). ► Técnica de flutuação – Gordon e Whitlock (OPG). TRATAMENTO: ► Piperazina � 1 g/5kg ► Benzimidazóis (Fembendazol e mebendazol) � 20 mg/kg por 3 dias consecutivos. ► Nitroscanato � 50 mg/kg. ► Pirantel � 1 comprimido 77,65 mg/10 kg ► Avermectinas � 0,2 – 0,4 mg/kg ► Selamectina � 1 ml – 10 – 20 kg ► Esquema de anti-helmíntico: administrar uma dose com 2 semanas de vida/repetir a dose com 2 a 3 semanas (pré-natal) (obs: cadelas). Com 2 meses de idade administrar dose adicional (infecção adquirida – leite materno) e para cães recém adquiridos realizar dosagem 2 vezes em um intervalo de 14 dias. CONTROLE E PROFILAXIA: realizar o esquema anti-helmíntico, fazer a destinação higiênica das fezes dos animais. LARVA MIGRANS VISCERAL – LMV ► É uma zoonose que está relacionada com a presença de animais, principalmente cães (em particular a larva do Toxocara canis), nos locais onde o homem (comum em crianças de 5 meses de idade) pode se infectar, como praias, caixas de areia, parques e praças públicas. SINTOMATOLOGIA: em muitos casos, a invasão larval limita-se ao fígado causando hepatomegalia, eosinofilia, em algumas ocasiões a larva escapa para a circulação geral podendo atingir outros órgãos como o olho formando granuloma areolar � larva na retina (retinoblastoma), perda parcial da visão, endoftalmite, ritinite granulomatosa. Também é possível, mas raro a origem de um granuloma no disco óptico e perda total da visão. CONTROLE: realizar esquema anti-helmíntico, descarte adequado das fezes, limitação de acesso de cães em praças e áreas de recreação. TOXOCARÍASE – TOXOCARA CATI SINÔNIMO: Toxocara mystax LOCALIZAÇÃO: Intestino delgado EPIDEMIOLOGIA: ► Distribuição mundial. ► Hospedeiros paratênicos têm maior importância devido ao comportamento predatório dos gatos. ► Altas proporções de larvas fazem migração traqueal mesmo em adultos. ► Transmissão transmamária é a maior via de infecção em filhotes. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Vermes de tamanho grande, com machos medindo 3 a 6 cm e fêmeas 4 a 10 cm. ► Asas cervicais em forma de ponta de flecha, bordas em ângulo quase reto com o corpo. TIPO DE CICLO: monoxeno e direto. TRANSMISSÃO: oral, por hospedeiro paratênico, transmamária. CICLO BIOLÓGICO DO TOXOCARA CATI PATOGÊNIA: infecções transmamária por L3 não há fase migratória. No intestino ocorre protuberância intestinal, animal apresenta diarreia. SINTOMATOLOGIA: protuberância abdominal, diarreia, emagrecimento, pelagem de aspecto fosco. PATOLOGIA: no estômago ocorre uma reação granulomatosa discreta com migração de linfócitos e macrófagos devido ao desenvolvimento de larvas na mucosa. DIAGNÓSTICO: Técnica de flutuação – Gordon e Whitlock (OPG). TRATAMENTO: ► Piperazina � 125 a 180 mg/kg ► Mebendazol � 2 mg/kg/ 2x ao dia durante 3 dias consecutivos. ► Pirantel � 150 mg/kg CONTROLE E PROFILAXIA: separar fêmea infectada dos filhotes e fazer o aleitamento artificial, boa higienização, fazer a vermifugação regularmente (gatos com 4 – 6 meses de idade) em intervalos regulares. Larva migrans visceral é rara. TOXOCARÍASE – TOXASCARIS LEONINA SINÔNIMO: Toxascaris limbata LOCALIZAÇÃO: intestino delgado EPIDEMIOLOGIA: ► Distribuição mundial. ► É mais importante em animais adultos. ► Verme adulto muito semelhante ao Toxocara canis, e pelos ovos é possível se diferenciar as espécies ► Possui o ciclo mais simples dos ascarídeos de cães e gatos. ► Especificidade de hospedeiros baixa, infecta muitas espécies de canídeos e felídeos domésticos e silvestres. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DO PARASITA: ► Vermes de tamanho grande, com machos medindo 7 cm e fêmeas 10 cm. ► Ovo levemente ovóide, de casca lisa e espessa. TIPO DE CICLO: monoxeno e direto. TRANSMISSÃO: oral e por hospedeiro paratênico. CICLO BIOLÓGICO DO TOXASCARIS LEONINA P.P.P – 10 a 11 semanas ► Infecção se dá por 2 formas: ingestão de ovos contendo L2 e ingestão de hospedeiros paratênicos contendo L2. ► Não há migração somática, nem transmissão transplacentária e mamária ► Larvas somente migram dentro da mucosa não há transmissão transplacentária ou transmamária. PATOGÊNIA: infestações de vermes adultos no intestino, ocorrência/Toxocara. PATOLOGIA: infecções maciças � oclusão intestinal, infecções mistas junto com Toxocara sp. SINTOMATOLOGIA: abdômen proeminente, diarreia, emagrecimento. DIAGNÓSTICO: Técnica de flutuação – Gordon e Whitlock (OPG), diferenciação de adultos (espécies). TRATAMENTO: ► Piperazina � 125 a 180 mg/kg ► Mebendazol � 2 mg/kg/ 2x ao dia durante 3 dias consecutivos. ► Pirantel � 150 mg/kg CONTROLE E PROFILAXIA:boa higienização, fazer a vermifugação regularmente em intervalos regulares, evitar o acesso de roedores (criação de animais).