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ERGONOMIA E ACESSIBILIDADE - Katia Alexandra de Godoi e Silva - UNIGRAN 
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Aula 08
MinoriAs populAcionAis
Caro(a) aluno(a), nesta aula vamos refletir sobre os projetos voltados às minorias 
populacionais. Essas minorias envolvem as pessoas idosas, as pessoas obesas, as pessoas 
com deficiência (sobre as quais, estudamos na Aula 7), assim como as crianças.
Para atender algumas dessas demandas das minorias, vamos retomar os conceitos do 
Design Universal, o qual estudamos na Aula 7.
Nos últimos anos, a ergonomia, tem se preocupado cada vez mais com essas 
minorias populacionais, visando melhorar as condições de vida e de trabalho dessas pessoas. 
Por isso, cada um dos segmentos citados de minorias deve ser cuidadosamente estudado, pois 
apresentam características próprias e demandam projetos de produtos e ambientes específicos. 
(IIDA; GUIMARÃES, 2016)
Para auxiliar os designers na elaboração desses projetos, disponibilizamos algumas 
normas técnicas brasileiras sobre ambiente de trabalho e mobiliário para escritório. Vale 
ressaltar que todas essas normas podem ser adquiridas no site da ABNT1.
8.1 Projetos para idosos2 
Em quase todos os países do mundo, incluindo o Brasil, a idade média da população 
tende a aumentar. Dois fatores são considerados, para esse aumento: redução do índice de 
natalidade e aumento da vida média da população. (Figura 1)
 
1 www.abnt.org.br
2 http://www.cliquearquitetura.com.br/artigo/quarto-adaptado-para-idosos.html
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Figura 1 – Um país de idosos
Fonte: https://puublicas.wordpress.com/2013/05/22/brasil-mais-velho-populacao-da-terceira-idade-cresce-a-cada-ano/
A partir dessa tendência é que haja “cada vez mais pessoas idosas engajadas em 
atividades produtivas em todo o mundo” (IIDA; GUIMARÃES, 2016, p. 686).
A ergonomia, por sua vez, tem estudado esse processo de envelhecimento, tendo 
em vista a adaptação dos equipamentos e ambientes às pessoas idosas. Procurando ampliar o 
período produtivo durante a vida dessas pessoas.
De acordo com Iida e Guimarães (2016, p. 687), a ergonomia determina três grupos 
etários:
◘	 Adultos	jovens	–	entre	18	a	30	anos.
◘	 Meia-idade	–	entre	40	e	55	anos.
◘	 Idosos	–	entre	65	e	85	anos.
Os autores também ponderam que há diferenças de capacidades físicas/ mentais, 
comportamento e desempenho entre esses três grupos. Contudo, existem diversas variáveis, 
as quais implicam em diferenças individuais. “Isso significa dizer que as pessoas vão se 
incapacitando, gradativamente, para certas atividades, mas podem continuar aptas para 
outras” (IIDA; GUIMARÃES, 2016, p. 687).
Vale destacar que, a maior parte, tanto dos produtos, como dos ambientes são 
projetados para adultos jovens e nem sempre se adaptam aos idosos. Tendo em vista as 
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diferenças que existem entre esses grupos, esses produtos e ambientes devem ser adaptados 
aos idosos, para assegurar-lhes conforto e segurança.
Agora vamos fazer uma pauta para refletir: Por que esses produtos e ambientes 
devem ser adaptados aos idosos?!
Segundo Iida e Guimarães (2016, p. 688), o processo de envelhecimento provoca 
uma “redução progressiva das medidas antropométricas e das forças musculares, bem como 
uma degradação progressiva da função cardiovascular, flexibilidade das articulações, órgãos 
dos sentidos e da função cerebral”.
A seguir, apresentamos a Tabela 1, a qual traz as transformações perceptuais de 
idosos.
8.2 Pessoas obesas
A obesidade é considerada um problema de saúde no mundo atual. “Estima-se que 
existam cerca de 1,5 bilhão de adultos obesos no mundo” (IIDA; GUIMARÃES, 2016, p. 
696).
As pessoas obesas demandam produtos e ambientes com medidas maiores, incluindo 
vestuários e móveis. Constata-se que os obesos têm dificuldade em acomodar-se nas poltronas 
de cinema, teatro, ônibus, avião, além de terem dificuldade na passagem das roletas de 
ônibus. Assim como, os mobiliários tanto residenciais, como comerciais, prejudicando os 
movimentos de alcance e as mudanças de posturas, quando utilizam produtos projetados para 
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as pessoas que não tem obesidade. Nesse sentido, os estudos indicam que as pessoas obesas 
têm dificuldade na vida diária, contribuindo para inibí-los em várias atividades da vida social 
e profissional. (IIDA; GUIMARÃES, 2016)
No Brasil, a NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, 
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos - exige colocação 
de assentos para obesos em locais de reunião, esporte, lazer 
e turismo. Essa norma especifica que assentos para pessoas 
obesas devem ter largura equivalente à de dois assentos no local 
e possuir um espaço frontal livre mínimo de 60 cm, além de tolerar uma carga mínima de 250 
kg. (Figura 2)
Figura 2 – Cadeira para obesos em transporte público
Fonte: http://tvulavras.com.br/index.php/2017/05/05/o-espaco-social-e-preparado-para-pessoas-obesas/
Para Iida e Guimarães (2016, p. 698-699), “os estudos das demandas físicas e 
psicológicas de pacientes obesos e dos seus cuidadores é um novo campo para atuação de 
especialistas em saúde pública e também dos ergonomistas e designers”.
8.3 Projeto Universal
Na Aula 7 estudamos que, sempre que possível, é importante projetar ambientes 
e produtos que integrem “todas” as pessoas à sociedade de forma inclusiva. Esse é um dos 
objetivos do Projeto Universal ou Design Universal. Você já ouviu falar em Design Universal? 
(Figura 3)
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Figura 3 – Design Universal
Fonte: http://livingdesign.com.br/2015/08/desenho-universal-um-design-de-conceito-simples-mas-que-e-vital/
A teoria do Design Universal traz sete princípios que podem ser usados, tanto nos 
projetos de ambientes, como no projeto de produtos, ou ainda, na avaliação da adequação de 
produtos e ambientes já existentes (SCHIFFERSTEIN; HEKKERT, 2008). São eles:
◘	 Uso	 equitativo	 -	 o	 produto	 deve	 ter	 dimensões,	 ajustes	 e	 acessórios	 que	
permitam atender ao maior número de usuários.
◘	 Flexibilidade	de	uso	-	deve	acomodar	ampla	gama	de	habilidades	e	preferências	
individuais.
◘	 Uso	simples	e	intuitivo	-	deve	ser	simples	e	consistente	com	as	expectativas	e	
intuição dos usuários.
◘	 Informação	 perceptível	 -	 as	 informações	 devem	 ser	 comunicadas	 com	
redundância, sem depender de habilidades especiais dos usuários.
◘	 Tolerância	ao	erro	 -	o	projeto	deve	minimizar	os	 riscos	e	os	erros	de	ações	
involuntárias ou acidentais.
◘	 Redução	 do	 gasto	 energético	 -	 o	 projeto	 deve	 evitar	 gastos	 energéticos	
desnecessários, mantendo, sempre que possível, os membros do usuário na posição neutra e 
livre de estresse.
◘	 Dimensão	 apropriada	 a	 todos	 -	 o	 dimensionamento	 do	 mobiliário,	 em	
geral, deve ter acesso, alcance e manipulação, independentemente do tamanho, postura ou 
mobilidade do usuário.
Todos esses princípios são válidos, mas em muitos casos, são difíceis de aplicação 
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em todos os produtos e ambientes, especialmente em casos de necessidades especiais 
extremas ou raras. Nesses casos, recomenda-se o uso de produtos específicos projetados a 
esses indivíduos.
8.4 Projetos para crianças 3
Para pensar: As crianças são miniaturas de adultos?! (Figura 4)
Figura 4 – Mobiliário para se ajustar às necessidades das crianças
Fonte: http://www.upa-kids.com/new-index/#filosofiua
Crianças não são miniaturas de adultos e, portanto, não se deve projetar para elas 
reduzindo-se as dimensões dos objetos. “Seu corpo e sua mente ainda estão em formação 
e as suas atividades físicas e mentais influenciamseu crescimento e desenvolvimento” 
(IIDA; GUIMARÃES, 2016, p. 707). As crianças têm pouca consciência dos perigos e das 
consequências de seus atos. Desta forma, tornam-se mais vulneráveis aos acidentes.
Os profissionais e/ou equipes multidisciplinares (se possível, deve haver um 
especialista em comportamento infantil na equipe) que elaboram projetos para crianças 
devem conhecer as capacidades e limitações delas, em cada faixa etária, e saber como se 
comportam (Tabela 2).
3 Mobiliário Escolar Infantil: Recomendações para o seu design. https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/61707/1/000148959.pdf
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Deve-se levar em consideração também que as crianças usam os produtos de maneira 
inesperada. “Portanto, os produtos para crianças devem ter flexibilidade de adaptar-se a certa 
faixa etária e ser tolerante para absorver esses comportamentos diferenciados, sem provocar 
acidentes” (IIDA; GUIMARÃES, 2016, p. 708).
Além de flexibilidade, os profissionais precisam pensar em possíveis usos indevidos 
e/ou acidentes que podem ocorrer com as crianças, pois elas exploram o mundo usando todos 
os seus sentidos, incluindo visão, audição, paladar, tato e cheiro.
Nessa perspectiva, Iida e Guimarães (2016) elenca alguns aspectos que podem 
auxiliar os profissionais na elaboração de projetos para prevenir acidentes:
◘	 Fazer	redesenhos	de	produtos	e	ambientes,	a	fim	de	eliminar	todos	os	fatores	
de risco.
◘	 Instalar	acessórios	ou	grades	de	segurança	para	proteger	as	crianças	ou	afastá-
las do perigo.
◘	 Providenciar	alarmes	quando	não	for	possível	eliminar	ou	afastar	as	fontes	de	
perigo.
8.5 Fontes de informações sobre ergonomia
Na atualidade há um contingente da humanidade se dedicando ao setor de serviços, 
como comércio, saúde, segurança, educação, transportes, lazer e outros.
Segundo Iida e Guimarães (2016, p. 755), “os trabalhadores atuais passam apenas 
cerca de 25% do seu tempo total no ambiente de trabalho. O resto desse tempo é gasto no 
ambiente doméstico, meios de transporte, lazer e locais públicos”.
Nesse sentido, a aplicação da ergonomia aos serviços deve ser feita de maneira 
diferente, pois muitas vezes fica difícil definir claramente o usuário.
Por isso, a seguir, vamos relacionar fontes adicionais de informações sobre 
ergonomia, como, por exemplo, algumas normas técnicas brasileiras, as quais podem orientar 
os professionais a desenvolver produtos e/ou ambientes:
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◘	 Ambiente	de	trabalho
o Iluminação de interiores - ABNT NBR 5413:19924 
o Níveis de ruídos para conforto acústico – ABNT NBR 10152:19875 
◘	 Mobiliário	para	escritório
o Móveis para escritório – Armários – ABNT NBR 13961:2010
o Móveis para escritório – Cadeiras – ABNT NBR 13962:2006
o Móveis para escritório – Divisória tipo painel – ABNT NBR 13964:2003
o Móveis para escritório – Mesas – ABNT NBR 13966:2008
o Móveis para escritório – Sistemas de estação de trabalho – ABNT NBR 
13967:2011
o Móveis escolares – Cadeiras e mesas para conjunto aluno individual – ABNT 
NBR 14006:2008
◘	 Acessibilidade
o Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos – 
ABNT NBR 9050:20046
Sugestões
Leitura complementar
◘	 Design	Universal:	A	necessidade	de	uma	abordagem	transdisciplinar.	http://
omnia.grei.pt/OM06/OM06-2017-04-02.pdf 
Vídeos
◘	 Curso	de	Acessibilidade	e	Design	Universal	na	CASACOR	SP	em	parceria	
com IED. https://www.youtube.com/watch?v=z7ow2lGTLeA
◘	 Mobiliário	 Infantil	 Interativo	 2012	 –	 Uninove.	 https://www.youtube.com/
watch?v=F7-kQP-8yGg 
4 http://ftp.demec.ufpr.br/disciplinas/TM802/NBR5413.pdf
5 http://www.joaopessoa.pb.gov.br/portal/wp-content/uploads/2015/02/NBR_10152-1987-Conforto-Ac_stico.pdf
6	http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_24.pdf
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Referências
IIDA, I.; GUIMARÃES, L. B. M. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo: Blucher, 
2016.
SCHIFFERSTEIN, H.; HEKKERT, P. Product Experience. London: Elsevier, 2008.
Atividade Aula 8
Após realizar a leitura dos assuntos abordados na Aula 5, na Plataforma do CEAD 
“Atividades” estão disponíveis as orientações com a atividade referente a esta aula, que deverá 
ser respondida e enviada por meio do Portfólio - ferramenta do ambiente de aprendizagem 
UNIGRAN Virtual.
Caro(a) aluno(a),
Escolha um ambiente construído (casa, prédio, logradouros públicos) ou algum 
meio de transporte e analise a sua acessibilidade para os idosos e os obesos.
Descreva seus achados em no mínimo 15 linhas.

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